7.º Congresso Português de Hipertensão e Risco Cardiovascular Global prevenção e/ou tratamento do doente de risco 063-2013 cardiovascular? 2 | prevenção e/ou tratamento do doente de risco cardiovascular? Por ocasião do 7.º Congresso Português de Hipertensão e Risco Cardiovascular Global, que decorreu de 28 de fevereiro a 3 de março, no Hotel Tivoli Marinotel, em Vilamoura, a Jaba Recordati organizou o simpósio satélite “Prevenção e/ou tratamento do doente de risco cardiovascular? A eficácia terapêutica aliada à eficácia económica!”. Este simpósio foi moderado pelo Dr. José Nazaré e contou com a participação do Prof. Doutor Jorge Polónia, que abordou a temática “Hiperten- prevenção e/ou tratamento do doente de risco cardiovascular? O Dr. José Nazaré começou por apresentar as principais causas de mortalidade dos 56.000.000 óbi- tos ocorridos durante o ano de 2000. O especialista referiu que a hipertensão, o tabagismo e a dislipidemia constituem os principais fatores de risco que contribuem para a morte dos indivíduos. O especialista alertou ainda que, “se associarmos estes três fatores, existe um número considerável de doentes nesta situa ção de maior risco, aumentando consideravel- são”, e a participação do Dr. Alberto Mello e Silva, mente a probabilidade de morrerem precocemente”. que falou sobre “Dislipidemia”. res de risco adicionais, sendo necessário otimizar a Mais de 80% dos doentes hipertensos têm fato- terapêutica do doente com hipertensão arterial e disli- pidemia. Para tal, o orador referiu que “devem ser considerados os objetivos da terapêutica da hipertensão arterial e da dislipidemia, avaliar qual a mais-valia da utilização da terapêutica mais apropriada, na pers- petiva de que é tão importante prevenir como tratar”. Relativamente à abordagem da terapêutica de um doente com hipertensão arterial e dislipidemia, se existi- rem fatores de risco subjacentes, sobretudo se a obesidade estiver presente, é fundamental procurar que haja perda de peso e prática de exercício físico. No contexto de fatores de risco ditos metabólicos, o Dr. José Nazaré referiu que ”há quatro fatores que nos preocupam”, no- meadamente a dislipidemia aterogénica, a hipertensão arterial, a hiperglicemia e o risco trombótico. Assim, é necessário adotar estratégias para cada um destes fatores. Durante o simpósio, irão ser focados dois destes fatores: a dislipidemia aterogénica e a hipertensão arDr. José Nazaré terial. prevenção e/ou tratamento do doente de risco cardiovascular? Os objetivos do tratamento da hipertensão arte- O Dr. José Nazaré resumiu a sua introdução apre- rial incluem o controlo dos valores da pressão arte- sentado a sua perspetiva sobre a lógica de tratar para a prevenção da ocorrência de eventos. Os objetivos hipertensão arterial e dislipidemia concomitantes rial, com a finalidade de proteção dos órgãos-alvo e do tratamento da dislipidemia incluem o controlo dos valores dos lípidos, também com a finalidade da pre- venção da ocorrência de eventos. Ambas as estratégias têm como finalidade melhorar o prognóstico cardiovascular. Na perspetiva do Dr. José Nazaré, “é necessário melhorar a adesão e a eficácia”. O especialista re- feriu ainda que, “para que possamos ser eficazes, é necessário que os doentes tomem os medica- mentos”. Uma melhor adesão à terapêutica resulta prevenir. Para o especialista, “tratar um doente com é frequente, torna-se decisivo para que melhore o prognóstico, mas, por vezes, não é fácil e implica estratégias terapêuticas adequadas, com o objetivo de proteção cardiovascular e efeito benéfico sobre a mortalidade”. Tratamento da hipertensão – Um doente tipo… O Prof. Doutor Jorge Polónia iniciou a sua palestra num decréscimo do risco de hospitalização, o que, sobre tratamento da hipertensão com a apresentação Em doentes com risco cardiovascular alto e muito de 64 anos, com hipertensão arterial diagnosticada segundo o especialista, é um aspeto fundamental. alto deve privilegiar-se o tratamento com uma estatina. Ao nível da prevenção secundária, a terapêutica com estatinas é obrigatória, segundo as normas orientadoras disponíveis. O orador alertou que a melhor estratégia para o de um caso clínico de um doente do sexo masculino, aos 48 anos e tratada de forma irregular. O doente abandonou a terapêutica diurética há um ano devido ao desenvolvimento de disfunção erétil e reiniciou recentemente a terapêutica com enalapril 10 mg/dia. Relativamente aos antecedentes familiares, o ir- tratamento da hipertensão é o recurso a associações mão desenvolveu um enfarte de miocárdio aos 48 terial resultante da combinação de dois fármacos de aos 62. A média das várias medições da pressão ar- terapêuticas, uma vez que a redução da pressão arclasses diferentes, com efeito sinérgico, é muito maior que o dobro da dose de qualquer um deles. Relativamente à dislipidemia, “há que conside- rar as normas orientadoras disponíveis e os objeti- anos e a mãe sofreu um acidente cerebral vascular terial sistólica era de 149 mmHg e da diastólica de 97 mmHg. O índice de massa corporal do doente era de 34 Kg/m2 e a medida da cintura de 114 cm. Foi solicitada uma avaliação analítica sumária, um vos terapêuticos que se procuram alcançar em fun- eletrocardiograma, um ecocardiograma e uma MAPA ideal para o tratamento da dislipidemia deve dimi- confirmada por ecocardiograma com HVE concêntrica ção de cada doente”. Nesta perspetiva, um fármaco nuir os níveis de colesterol LDL, ter efeito benéfico sobre o colesterol HDL e triglicerídeos e apresentar um número mínimo de efeitos secundários, com vista a facilitar a adesão à terapêutica. Não deve de 24 horas. O eletrocardiograma apresentava HVE e disfunção diastólica do tipo restritivo. A MAPA de 24 horas apresentava um perfil diurno e noturno de maior gravidade que as medições ocasionais sugeriam. O especialista colocou então as questões: “Que interagir com outros fármacos quando administra- tratamento para a hipertensão arterial e para os custo-eficácia, prevenir eventos e influir na morta- sociação desde início?”; “Qual a opção perante a dos concomitantemente, deve maximizar a relação lidade. restantes fatores de risco?”; “Monoterapia ou as- insuficiência renal com microalbuminúria, HVE e |3 4 | prevenção e/ou tratamento do doente de risco cardiovascular? risco cardiovascular global?”; “O perfil de MAPA hipertensos em Portugal, que incluiu 2299 indivíduos ti-hipertensiva neste doente?”. nível dos cuidados hospitalares, concluiu que a maio- tem implicações sobre a estratégia terapêutica an- O orador referiu que, neste doente, deve começar- -se por intervir ao nível das medidas higiénicas e que a metformina está indicada, uma vez que se trata de elevado ou muito elevado. Assim, num doente com estas características, se- gundo as normas orientadoras de 2009, não faz senti- que há estudos que concluem que a metformina sem que o recomendado é o início da terapêutica com intervenção no estilo de vida reduz o risco de desenvolver diabetes em 31%. Para responder à questão monoterapia ou asso- ciações, o especialista recorreu às normas orientadoras atuais e referiu que a próxima edição destas não irão, na sua opinião, sugerir a intervenção em indivíduos com pressão arterial sistólica de 120-129 ou pressão arterial diastólica de 80-84, independenJorge Polónia ria dos indivíduos se encontra numa franja de risco um caso de intolerância à glicose (o doente era obeso e apresentava síndrome metabólica). E acrescentou Prof. doutor ao nível dos cuidados primários e 2028 indivíduos ao do iniciar a terapêutica com apenas um fármaco, sendo a associação de dois fármacos em doses baixas. Um estudo de um grupo italiano publicado em 2011 comparou o recurso a associações terapêuticas com a monoterapia na melhoria da proteção cardiovascular e concluiu que a terapêutica de associação leva a maior redução do risco cardiovascular que a monoterapia, substanciando assim as normas orientadoras atuais. Outro estudo, que consubstancia igualmente as temente de outros fatores de risco ou doença, uma recomendações atuais, publicado este ano, compa- vamente ao caso apresentado, o Prof. Doutor Jorge associações terapêuticas com uma estratégia de ado- vez que não existe evidência nesse sentido. RelatiPolónia referiu que o doente apresentava um grau 1 de hipertensão (pressão arterial sistólica 140-159 ou pressão arterial diastólica 90-99) e apresentava doen ça cardiovascular e renal estabelecida, sendo um doente de risco acrescentado muito alto. Um estudo efetuado pelo grupo do especialista para avaliar o risco cardiovascular global de doentes rou a eficácia de uma estratégia de primeira linha com ção da associação apenas à posteriori. Este estudo concluiu que o uso de associações de início comparativamente com à posteriori associou-se a um menor número de eventos cardiovasculares, devido ao mais rápido atingimento dos alvos terapêuticos desejados. O Prof. Doutor Jorge Polónia optou pela admi- nistração de uma associação fixa de um antagonista dos canais de cálcio (ACC) com um inibidor da enzima de conversão da angiotensina (IECA), O Prof. Doutor Jorge Polónia acrescentou que ”em primeiro lugar, por este doente ter uma hi- pertrofia ventricular esquerda, risco de diabetes, “vários estudos têm vindo a demonstrar que, microalbuminúria, logo um elevado risco cardio- quando se associa a lercanidipina a um inibidor do nomeadamente o facto de esta associação atrasar sistema renina-angiotensina, há uma amplificação do efeito antiproteinúrico”. vascular”. E apresentou ainda outros argumentos, o desenvolvimento da diabetes, ao contrário dos bloqueadores beta e diuréticos, o facto de a reversão HVE ser maior com este tipo de fármacos e com base no estudo ACCOMPLISH. Neste estudo, no qual foram incluídos doentes com elevado risco cardiovascular, a associação IECA com prevenção e/ou tratamento do doente de risco cardiovascular? |5 NO CONTROLO DA HIPERTENSÃO NO CONTROLO DA HIPERTENSÃO UMA UMA SUPER COMBINAÇÃO SUPER COMBINAÇÃO um ACC foi superior à associação do mesmo IECA binação com agentes que estimulam o sistema com o IECA permitiu ainda uma redução signifi- Quanto à lercanidipina, o especialista referiu com um diurético. Neste estudo, a associação ACC renina-angiotensina”. cativa do risco renal (cerca de 20%) e do risco car- um estudo que comparou a lercanidipina com a cialista, há dados que sugerem que estes resultados da pressão arterial. A lercanidipina esteve as- diovascular (cerca de 20%). De acordo com o espepoderão dever-se a um melhor controlo da pressão arterial central e a uma menor variabilidade dos valores da pressão arterial nos doentes que receberam o ACC. Os dois agentes complementam-se uma vez que os ACC são conhecidos por serem os medicamentos anti-hipertensivos que mais reduzem o risco de acidente vascular cerebral em nifedipina e a amlodipina para a mesma redução sociada a maior seletividade vascular, a menos edemas, menos cefaleias e menos abandonos. Ao contrário dos restantes ACC, a lercanidipina permite ainda reduzir a albuminúria, diminuindo a pressão intraglomerular, conforme comprovado através do estudo DIAL. O Prof. Doutor Jorge Polónia acrescentou que prevenção primária e os IECA pela sua capacidade “vários estudos têm vindo a demonstrar que, quando Relativamente à associação enalapril/lercani- renina-angiotensina, há uma amplificação do efeito de redução do risco de doença coronária. dipina, o Prof. Doutor Jorge Polónia evocou vários argumentos. Quanto ao enalapril, é o IECA com mais prolongadas provas de benefício em doen- se associa a lercanidipina a um inibidor do sistema antiproteinúrico”. Para além do acima exposto, apontou ainda como argumento o fator preço. Para este doente, o especialista optou pela dose ça cardiovascular e, quando associado a diuré- de enalapril 20 mg e lercanidipina 10 mg, administra- trado controlo da pressão arterial ao longo de a necessidade de uma inibição mais intensa do SRA ticos ou ACC de longa ação, oferece um demons- 24 horas e “o seu efeito é amplificado em com- da ao deitar, considerando o elevado risco do doente, e o quadro de hipertensão arterial noturna (MAPA). INFORMAÇÕES COMPATÍVEIS COM O RCM 1. NOME DO MEDICAMENTO e FORMA FARMACÊUTICA Zanipress 10 mg/10 mg e Zanipress 20 mg/10 mg, comprimidos revestidos por película 2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA Cada comprimido contém 10 mg ou 20 mg de maleato de enalapril (equivalente a 7,64 mg ou 15,29 mg de enalapril) e 10 mg de cloridrato de lercanidipina (equivalente a 9,44 mg de lercanidipina). 3. Indicações terapêuticas Tratamento da hipertensão arterial em doentes que não responderam adequadamente ao tratamento com lercanidipina 10 mg ou 20 mg respectivamente, administrada isoladamente. 4. Posologia e modo de administração A dose recomendada é de um comprimido uma vez ao dia, preferencialmente de manhã, pelo menos 15 minutos antes da refeição. Nos idosos: dose dependente da função renal. Insuficiência hepática: precaução nos doentes com insuficiência ligeira a moderada. Crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos: Não é recomendada a utilização. 5. Contra-indicações Hipersensibilidade às substâncias activas, aos IECA´s, às dihidropiridinas bloqueadoras de cálcio ou a qualquer um dos componentes do medicamento. Segundo e terceiro trimestres da gravidez . Obstrução do fluxo INFORMAÇÕES COMPATÍVEIS O RCM 1. NOME DO MEDICAMENTO e FORMA FARMACÊUTICA 10 mg/10 mg instável. e Zanipress 20 mg/10 comprimidos revestidos por película 2. COMPOSIÇÃO ventricularCOM esquerdo, incluindo estenose aórtica. Insuficiência cardíaca congestiva nãoZanipress tratada. Angina de peito No período de mg, 1 mês após um enfarte do miocárdio. Insuficiência renal graveQUALITATIVA (clearance daE QUANTITATIVA Cada comprimido 10 mg ou 20 mg de maleato (equivalente a 7,64 mge ou 15,29 mg de Inibidores enalapril) efortes 10 mgdodeCYP3A4, cloridrato de lercanidipina (equivalente 9,44 mg de lercanidipina). Indicações INFORMAÇÕES COMPATÍVEIS O RCMde1.enalapril NOME DO MEDICAMENTO FORMA FARMACÊUTICA Zanipress 10 mg/10 mg e Zanipress 20 mg/10 amg, comprimidos revestidos3.por película 2. COMPOSIÇÃO QUALITAT creatinina <contém 30 ml/min) e doentes a COM fazer hemodiálise. Insuficiência hepática. Co-administração com: Ciclosporina e sumo de toranja. Antecedentes de angioedema causado porterapêuticas terapêutica Tratamento da hipertensão arterial doentes que nãohereditário responderam adequadamente ao tratamento com(equivalente lercanidipina 10 mg 20 mgmg respectivamente, administrada isoladamente. Posologia modo de administração A dose QUANTITATIVA Cada comprimido contém 10 ou 20 mg de maleato de enalapril mg ouPrecauções 15,29 de enalapril) mgde: de hipotensão cloridrato degrave lercanidipina (equivalente a 9,44 mg de lercanidipina). 3. Indicações terapê anterior comem IECA’s. Angioedema ou mg idiopático. 6. Advertências e precauções especiais ade7,64 utilização especiais eme 10 casos com4.P.A. sistólicae inferior a 90 mmHg, insuficiência recomendada é de um comprimido uma ao dia, preferencialmente de manhã, pelo menos 15 adequadamente minutos antes daaorefeição. Nos com idosos: dose dependente da 20 função renal. Insuficiênciaadministrada hepática: precaução nos doentes com insuficiência Tratamento da vez hipertensão arterial em doentes que nãopacemaker); responderam tratamento lercanidipina 10 mg ou mg respectivamente, isoladamente. 4. Posologia e modo de administração A cardíaca descompensada; doença do nódulo sinusal (sem insuficiência ventricular esquerda e doença isquémica cardíaca, insuficiência renal leve a moderada, hipertensão renovascular, transplante renal ligeira a moderada. Crianças e adolescentes comcomprimido idade inferior a 18 é recomendadadea manhã, utilização. 5.menos Contra-indicações - Hipersensibilidade substâncias activas, aosda IECA´s, dihidropiridinas de cálcio oudoentes a recomendada é de um uma vezanos: ao dia,Não preferencialmente pelo 15 minutos antes da refeição. Nosàsidosos: dose dependente funçãoàsrenal. Insuficiênciabloqueadoras hepática: precaução nos com insufic (Zanipress não recomendado), insuficiência hepática, neutropénia/agranulocitose e anemia, edema angioneurótico, doentes com reacções anafilácticas durante a dessensibilização com venenos de insectos ou durante a qualquer um dos componentes medicamento. Segundo e terceiro trimestres dainferior gravidez . Obstrução fluxo ventricular esquerdo, 5. incluindo estenose aórtica. Insuficiência cardíaca congestiva não aos tratada. Angina de peito instável. No ligeira do a moderada. Crianças e adolescentes com idade a 18 anos: Nãodo é recomendada a utilização. Contra-indicações - Hipersensibilidade às substâncias activas, IECA´s, às dihidropiridinas bloqueadoras de cálcio de LDL, diabéticos, aparecimento de tosse hipercaliémia, doentes ae cirurgia ou anestesia, a fazeremesquerdo, indutores de Co-administração CYP3A4, lítio, diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio período de 1 mês após aferese umqualquer enfarte do Insuficiência renal graveou (clearance <submetidos 30 ml/min) doentes a fazer hemodiálise. Insuficiência hepática. com:Insuficiência Inibidores fortes do CYP3A4, Ciclosporina e sumo ummiocárdio. dos componentes do medicamento. Segundodae creatinina terceiro trimestres da gravidez . Obstrução do doentes fluxo ventricular incluindo estenose aórtica. cardíaca congestiva não tratada. Angina de peito instáv e estramustina. menor eficácia nos doentes de IECA’s. raça negra. Não utilizar em crianças, grávidas ou durante aleitamento, nem em doentesInsuficiência com intolerância à galactose, deficiência LappInibidores à lactase ou mágrave absorção de toranja. Antecedentes de angioedema causado por terapêutica anterior com Angioedema hereditário idiopático. 6.ml/min) Advertências e precauções especiais de utilização Precauções especiais em casos de: hipotensão com Ciclosporina e período de 1 Verifica-se mês após um enfarte do miocárdio. Insuficiência renal grave (clearance da ou creatinina < 30 eodoentes a fazer hemodiálise. hepática. Co-administração com: fortes do CYP3A4, glucose-galactose. O álcool deve ser evitado. Poderádoença haver interferência na com fertilidade. 7.Angioedema Interacções medicamentosas e outras formas de interacção Maleato de enalapril: Diuréticos (tiazidas, diuréticos da ansa, P.A. sistólica inferior a 90 mmHg, insuficiência cardíaca descompensada; do nódulo sinusal (sem pacemaker); insuficiência ventricular esquerda e doença cardíaca, insuficiência renal leve a moderada, hipertensão de toranja. Antecedentes de angioedema causado por terapêutica anterior IECA’s. hereditário ou idiopático. 6. Advertências eisquémica precauções especiais de utilização Precauções especiais em casos de: hipotensão grav renovascular, transplante renal (Zanipress não recomendado), insuficiência hepática, neutropénia/agranulocitose anemia, edema angioneurótico, doentes comventricular reacções anafilácticas duranteneurolépticos, a dessensibilização com venenos de insectos P.A. sistólica a 90suplementos mmHg, insuficiência cardíaca doença do enódulo sinusal (sem pacemaker); álcool; insuficiência esquerda e doença isquémica cardíaca, insuficiência renal leve a moderada, hipert poupadores de inferior potássio), de potássio; lítio; descompensada; estramustina; antidiabéticos; AINE’s; baclofeno; ciclosporina; amifostina; certos antidepressivos, anestésicos, narcóticos; outros ou durante a aferese deanti-hipertensores; LDL, diabéticos,transplante aparecimento tosse ounão hipercaliémia, doentes submetidos a cirurgia ou anestesia, doentes aefazerem indutores de CYP3A4, diuréticos de potássio, suplementos de potássiocom e venenos de ins renovascular, renalde (Zanipress recomendado), insuficiência hepática, anemia, edema angioneurótico, doentes com poupadores reacções anafilácticas durante a dessensibilização corticosteróides, tetracosactido (sistémico); alopurinol, citostáticos ouneutropénia/agranulocitose agentes imunossupressores, corticosteroides sistémicos oulítio, procainamida; anti-ácidos; simpaticomiméticos; ácido acetilsalicílico estramustina. Verifica-see menor eficácia nos doentes de diabéticos, raçaInibidores negra.aparecimento Não utilizar em ou durante o aleitamento, nem emsubstratos doentes com intolerância à galactose, deficiência Lapp à lítio, lactase ou má absorção glucose-galactose. ou durante a aferese de LDL, decrianças, tosse ou grávidas hipercaliémia, doentes submetidos a cirurgia ou anestesia, doentes astemizol, a fazerem indutores de CYP3A4, de suplementos de potá trombolíticos; ouro. Lercanidipina: (cetoconazol, itraconazol, ritonavir, eritromicina, troleandomicina), (terfenadina, fármacos anti-arrítmicos da diuréticos classe III -poupadores amiodarona e apotássio, quinidina) e estramustina. Verifica-se menor eficácia -nos de raça negra.- Não utilizar em crianças, o álcool; aleitamento, nem em doentes com diuréticos intolerância à galactose, deficiência à lactase ou8. máEfeitos absorção glucose-gala O álcool deve ser evitado. Poderádohaver interferência na fertilidade. 7.doentes Interacções medicamentosas e outras formas grávidas de interacção Maleato de enalapril: Diuréticos (tiazidas, da ansa, poupadores deLapp potássio), suplementos de indutores CYP3A4 (anticonvulsivantes fenitoína, carbamazepina e rifampicina); ciclosporina; sumooudedurante toranja; digoxina; midazolam; metoprolol; cimetidina; fluoxetina; varfarina e sinvastatina. O antidiabéticos; álcool deve serAINE’s; evitado.baclofeno; Poderá haver interferência na amifostina; fertilidade. 7. Interacções medicamentosas e outras formas denarcóticos; interacção outros Maleatoanti-hipertensores; de enalapril: Diuréticos (tiazidas, diuréticos da ansa, poupadores de potássio), suplement potássio; lítio; estramustina; ciclosporina; álcool; certos antidepressivos, neurolépticos, anestésicos, corticosteróides, tetracosactido (sistémico); alopurinol, indesejáveis Zanipress 10mg/10 mg Frequentes: Tontura, Vertigem e Tosse. Pouco frequentes: Hipersensibilidade; Dor de cabeça; Palpitações e Taquicardia; Hipotensão, Colapso circulatório; Garganta seca; Dor potássio; lítio; estramustina; antidiabéticos; AINE’s; baclofeno; ciclosporina; álcool; amifostina; certos antidepressivos, anestésicos, narcóticos;Inibidores outros anti-hipertensores; corticosteróides, citostáticos ou agentes imunossupressores, corticosteroides sistémicos ou procainamida; anti-ácidos; simpaticomiméticos; ácido acetilsalicíliconeurolépticos, e trombolíticos; ouro. Lercanidipina: (cetoconazol, itraconazol, ritonavir,tetracosactido eritromicina, (sistémico); alop abdominal alta, Náusea; Dermatite, Eritema, Edema labial, Urticária; Artralgia; Poliúria, Poliaquiúria; Disfunção eréctil; Fadiga, Astenia; Diminuição da Hemoglobina Zanipress 20 mg/10 mg Frequentes: Dor de cabeça, citostáticos ou agentes imunossupressores, corticosteroides sistémicos ou procainamida; anti-ácidos; simpaticomiméticos; ácido acetilsalicílico e trombolíticos; ouro. Lercanidipina: Inibidores (cetoconazol, itraconazol, troleandomicina), substratos (terfenadina, astemizol, fármacos anti-arrítmicos da classe III - amiodarona e a quinidina) e indutores do CYP3A4 (anticonvulsivantes - fenitoína, carbamazepina - e rifampicina); ciclosporina; sumo de toranja; ritonavir, eritrom Tontura, Rubor, Tosse e Edema periférico.varfarina Pouco frequentes: Angioedema; Hipertrigliceridemia; Palpitações eVertigem Hipotensão; Dor Faringolaringea; Dor abdominal, Obstipação, Dispepsia, troleandomicina), substratos (terfenadina, astemizol, fármacos anti-arrítmicos da classe III - amiodarona e a quinidina) e indutores do CYP3A4 (anticonvulsivantes carbamazepina - e rifampicina); ciclosporina; sumo de to álcool; digoxina; midazolam; metoprolol; cimetidina; fluoxetina; e sinvastatina. 8. Efeitos Trombocitopénia; indesejáveis Zanipress 10mg/10 mg Ansiedade; - Frequentes: Tontura, e Tosse. Pouco- fenitoína, frequentes: Hipersensibilidade; Dor de cabeça; Náusea, Distúrbio damidazolam; língua;circulatório; Eritema e Rash; Artralgia; Noctúria; Astenia e Fadiga; Sensação de8.calor; Aumento de ALT Zanipress elabial, Aumento de AST. Enalapril individualmente Muito raros: angioedema intestinal. Raros:Diminuição neutropénia, álcool; digoxina; metoprolol; cimetidina; fluoxetina; varfarina sinvastatina. Efeitos indesejáveis 10mg/10 mg - Frequentes: Tontura, Vertigem e eréctil; Tosse. Fadiga, Pouco frequentes: Hipersensibilidade; Dor de ca Palpitações e Taquicardia; Hipotensão, Colapso Garganta seca; Dor abdominal alta,eNáusea; Dermatite, Eritema, Edema Urticária; Artralgia; Poliúria, Poliaquiúria; Disfunção Astenia; da Palpitações e agranulocitose, Taquicardia; Hipotensão, Colapso circulatório; Garganta Dor periférico. abdominal alta, Náusea; Dermatite, Eritema, Edema do labial, Artralgia; Poliúria, Poliaquiúria; Disfunção eréctil; alérgica, Fadiga, distúrbio da medula óssea, Rubor, pancitopenia, distúrbioPouco auto-imune; sonhos anormais, distúrbios sono;Urticária; fenómeno Raynaud’s; infiltração pulmonar, rinite, Hemoglobina Zanipresstrombocitopenia, 20 mg/10 mg - Frequentes: Dor de cabeça, Tontura, Tosse linfadenopatia; eseca; Edema frequentes: Angioedema; Trombocitopénia; Hipertrigliceridemia; Ansiedade; Palpitações e alveolite Hipotensão; DorAstenia; Diminuiç Hemoglobina Zanipress 20 mg/10 mg Distúrbio - aftosa, Frequentes: Dor de cabeça, Tontura, Rubor, Tosse eAstenia EdemaeouFadiga; periférico. Pouco frequentes: Angioedema; Trombocitopénia; Hipertrigliceridemia; Ansiedade; Palpitações e Hipotensão Faringolaringea; Dor abdominal, Obstipação, Dispepsia, Náusea, da língua; Eritema e renal, Rash; Artralgia; Noctúria; Sensação de calor; Aumento de ALT e Aumento de AST. Enalapril Muito raros: pneumonia eosinófila; estomatite, estomatite glossite; insuficiência hepatite, hepatite colestática necrosante, colestase (incluindo icterícia); eritema multiforme, Sindroma de individualmente Stevens-Johnson, dermatite Faringolaringea; abdominal, Obstipação, Dispepsia, Náusea, Distúrbio da língua; Eritemadiminuição e Rash; Artralgia; Noctúria; Astenia Fadiga;anormais, Sensaçãodistúrbios de calor; da Aumento de ALT e Aumento de infiltração AST. Enalapril individualmente Muito angioedema intestinal. Raros: neutropénia, trombocitopenia, agranulocitose, distúrbio da medula óssea, pancitopenia, linfadenopatia; distúrbio auto-imune; do sono; fenómeno Raynaud’s; pulmonar, exfoliativa, necróliseDor tóxica epidérmica, pênfigo; oligúria; ginecomastia; diminuição hemoglobina, hematócrito, aumento dasesonhos enzimas hepáticas, aumento bilibirrubina sanguínea. Pouco frequentes: anemia angioedema intestinal. Raros: neutropénia, trombocitopenia, agranulocitose, distúrbio medula óssea, pancitopenia, linfadenopatia; distúrbioicterícia); auto-imune; sonhos anormais, distúrbios sono; fenómeno Raynaud’s; rinite, alveolite alérgica, pneumonia eosinófila; estomatite aftosa, glossite; insuficiência hepatite,da hepatite colestática ou necrosante, colestase (incluindo eritema multiforme, Sindroma de do Stevens-Johnson, dermatite (incluindo aplástica e estomatite, forma hemolítica); hipoglicémia, anorexia; estado renal, de confusão, sonolência, insónia, irritabilidade; parestesia; vertigem, zumbidos; palpitações; rubor, hipotensão ortostática; rinorreia, dor infiltração pulm rinite, alveolitepênfigo; pneumonia eosinófila; estomatite, estomatite aftosa, glossite;hematócrito, insuficiência aumento renal, hepatite, hepatitehepáticas, colestáticaaumento ou necrosante, colestasesanguínea. (incluindo icterícia); eritema multiforme, Sindromaaplástica de Stevens-Johnson, der exfoliativa, necrólise tóxica epidérmica, oligúria; ginecomastia; diminuição hemoglobina, diminuição das enzimas da bilibirrubina Pouco frequentes: anemia (incluindo faringolaríngea e alérgica, disfonia, broncoespasmo/asma; ileus, pancreatite, vómito, dispepsia, obstipação, desconforto no estômago, boca seca, péptica; hipersudação, prurido, urticária, alopécia; espasmos musculares; exfoliativa, necrólise tóxica oligúria; ginecomastia; diminuição hemoglobina, diminuiçãopalpitações; hematócrito, aumento dasúlcera enzimas hepáticas, aumento da bilibirrubina Pouco frequentes: anemia (incluindo apl e forma hemolítica); hipoglicémia, anorexia; estado deepidérmica, confusão, pênfigo; sonolência, insónia, irritabilidade; parestesia; vertigem, zumbidos; rubor, hipotensão ortostática; rinorreia, dor faringolaríngea esanguínea. disfonia, broncoespasmo/asma; insuficiência renal, proteinúria; disfunção mal-estar; aumento da urémia, da natrémia. Frequentes: hipersensibilidade, angioedema: edema angioneurótico da face, extremidades, lábios, língua, glote e broncoespasmo/ edispepsia, forma hemolítica); hipoglicémia, anorexia; estado de confusão, sonolência, insónia, irritabilidade; parestesia; zumbidos; rubor, hipotensão rinorreia, doreréctil; faringolaríngea e aumento disfonia, ileus, pancreatite, vómito, obstipação, desconforto noeréctil; estômago, boca seca, úlcera péptica;diminuição hipersudação, prurido, urticária,vertigem, alopécia; espasmospalpitações; musculares; insuficiência renal,ortostática; proteinúria; disfunção mal-estar; laringe; depressão; dor de cabeça; enfarte do miocárdio, hipotensão secundária a excessiva em doentes de alto risco, arritmia, angina de peito, taquicardia; hipotensão, síncope, acidente cerebrovascular; dispneia; diarreia, pancreatite, vómito, dispepsia, obstipação, desconforto no estômago, bocada seca, úlcera péptica; hipersudação, espasmos musculares; insuficiência renal, proteinúria; eréctil; mal-estar; aum da urémia, diminuição da ileus, natrémia. Frequentes: hipersensibilidade, angioedema: edema angioneurótico face, extremidades, lábios, língua,prurido, glote eurticária, laringe; alopécia; depressão; dor de cabeça; enfarte do miocárdio, hipotensão disfunção secundária a dorda abdominal, disgeusia; rash; torácica; aumento do potássio sérico, aumento da creatinémia. Muito frequentes: visão turva; tosse; náusea; astenia. Foi relatado complexo quemiocárdio, pode incluir urémia, diminuição da natrémia. Frequentes: hipersensibilidade, angioedema: edema angioneurótico dadiarreia, face, extremidades, lábios, língua, glote e laringe; dorum dequadro cabeça; enfarte do hipotensão secund excessiva em doentes de alto risco, arritmia, angina defadiga, peito,dor taquicardia; hipotensão, síncope, acidente cerebrovascular; dispneia; dortontura; abdominal, disgeusia; rash; fadiga, dordepressão; torácica; aumento do potássio sérico, aumento da em doentes de alto risco, arritmia, angina peito, taquicardia; síncope, dispneia; diarreia, dorsedimentação abdominal, disgeusia; rash; fadiga, dor torácica; aumento do potássio sérico, aumen os excessiva seguintes sintomas: febre, serosite, vasculite, mialgia/miosite, artralgia/artrite, anticorpos anti-nucleares positivos (ANA), aumento daserosite, taxa de eritrocitária, eosinofilia e leucocitose, dor pré-cordial creatinémia. Muito frequentes: tontura; visão turva; tosse; náusea; astenia. Foiderelatado um quadrohipotensão, complexo que podeacidente incluir oscerebrovascular; seguintes sintomas: febre, vasculite, mialgia/miosite, artralgia/artrite, anticorpos anti-nucleares creatinémia. Muito de frequentes: tontura; visão turva; náusea; Foi relatado umouquadro complexo pode incluir seguintes sintomas: febre,hipotensão, serosite, hipertrofia vasculite, mialgia/miosite, anticorpos anti-nuc localizada peito. eritrocitária, Lercanidipina Muito raros: hipersensibilidade; síncope; hipertrofia gengival, reversíveis deostransaminases no sangue, frequência urináriaaumentos e dorartralgia/artrite, no reversíveis peito. Raros: positivos (ANA), aumento da taxaoudeangina sedimentação eosinofilia e tosse; leucocitose, dorastenia. pré-cordial localizada angina deaumentos peito.que Lercanidipina Muito raros: hipersensibilidade; síncope; gengival, de positivos (ANA), aumento da taxa denosedimentação eritrocitária, eosinofilia e rash; leucocitose, dor pré-cordial localizada ou angina de peito. Muito raros: hipersensibilidade; síncope; hipertrofia gengival, transaminases no sangue, hipotensão, frequência urinária e dor peito.diarreia, Raros: dor sonolência; angina de peito; náusea, dispepsia, diarreia, dor abdominal, vómitos; rash; mialgia; poliúria; astenia, fadiga. Pouco frequentes: de cabeça, tonturas; sonolência; angina de peito; náusea, dispepsia, abdominal, vómitos; mialgia; poliúria; astenia, fadiga. Pouco frequentes: dorLercanidipina de cabeça, tonturas; taquicardia, palpitações; rubor;dor edema periférico Muitoaumentos reversív transaminases nocom sangue, hipotensão, e dor no peito. Raros: angina deaumento peito; náusea, dispepsia, diarreia,ou dorPodem abdominal, vómitos; rash; mialgia; poliúria; fadiga. frequentes: taquicardia, palpitações;raramente, rubor; edema periférico Muito raramente, doentes urinária com angina pré-existente podem ter um da frequência, gravidade das crises ocorrer casos isolados de enfarte do dodor de cabeça, ton doentes angina de peito frequência pré-existente podem terde umpeito aumento dasonolência; frequência, duração ou gravidade das crises duração anginosas. ocorrer casos anginosas. isolados dePodem enfarte doastenia, miocárdio. 9. Pouco Data da revisão taquicardia, palpitações; rubor;2010 edema periférico Muito raramente, Escalão doentes B com angina peito pré-existente podem ter um oaumento daAutorização frequência, de duração ou gravidade das crises anginosas. Podem ocorrer casos isolados de enfa miocárdio. 9. Data da revisão do do RCM: Outubro Regime de Comparticipação: -Para 69% Parade mais informações deverá contactar Titular da Introdução Mercado. Medicamento sujeito receita médica. texto do texto RCM: 2010 Regime Escalão B -de69% mais informações contactar o Titular dadeverá Autorização de Introdução nono Mercado. aareceita médica. miocárdio. 9. Outubro Data da revisão do textode doComparticipação: RCM: Outubro 2010 Regime Comparticipação: Escalão B -deverá 69% Para mais informações contactar o Titular da Autorização deMedicamento Introdução nosujeito Mercado. Medicamento sujeito a receita m Ref.: 272/2011 UMA UMA SUPER SUPER COMBINAÇÃO INFORMAÇÕES COMPATÍVEIS COM O RCM 1. NOME DO MEDICAMENTO e FORMA FARMACÊUTICA Zanipress 10 mg/10 mg e Zanipress 20 mg/10 mg, comprimidos revestidos por película 2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA Cada comprimido contém 10 mg ou 20 mg de maleato de enalapril (equivalente a 7,64 mg ou 15,29 mg de enalapril) e 10 mg de cloridrato de lercanidipina (equivalente a 9,44 mg de lercanidipina). 3. Indicações terapêuticas Tratamento da hipertensão arterial em doentes que não responderam adequadamente ao tratamento com lercanidipina 10 mg ou 20 mg respectivamente, administrada isoladamente. 4. Posologia e modo de administração A dose recomendada é de um comprimido uma vez ao dia, preferencialmente de manhã, pelo menos 15 minutos antes da refeição. Nos idosos: dose dependente da função renal. Insuficiência hepática: precaução nos doentes com insuficiência ligeira a moderada. Crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos: Não é recomendada a utilização. 5. Contra-indicações - Hipersensibilidade às substâncias activas, aos IECA´s, às dihidropiridinas bloqueadoras de cálcio ou a qualquer um dos componentes do medicamento. Segundo e terceiro trimestres da gravidez . Obstrução do fluxo ventricular esquerdo, incluindo estenose aórtica. Insuficiência cardíaca congestiva não tratada. Angina de peito instável. No período de 1 mês após um enfarte do miocárdio. Insuficiência renal grave (clearance da creatinina < 30 ml/min) e doentes a fazer hemodiálise. Insuficiência hepática. Co-administração com: Inibidores fortes do CYP3A4, Ciclosporina e sumo de toranja. Antecedentes de angioedema causado por terapêutica anterior com IECA’s. Angioedema hereditário ou idiopático. 6. Advertências e precauções especiais de utilização Precauções especiais em casos de: hipotensão grave com P.A. sistólica inferior a 90 mmHg, insuficiência cardíaca descompensada; doença do nódulo sinusal (sem pacemaker); insuficiência ventricular esquerda e doença isquémica cardíaca, insuficiência renal leve a moderada, hipertensão renovascular, transplante renal (Zanipress não recomendado), insuficiência hepática, neutropénia/agranulocitose e anemia, edema angioneurótico, doentes com reacções anafilácticas durante a dessensibilização com venenos de insectos ou durante a aferese de LDL, diabéticos, aparecimento de tosse ou hipercaliémia, doentes submetidos a cirurgia ou anestesia, doentes a fazerem indutores de CYP3A4, lítio, diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio e estramustina. Verifica-se menor eficácia nos doentes de raça negra. Não utilizar em crianças, grávidas ou durante o aleitamento, nem em doentes com intolerância à galactose, deficiência Lapp à lactase ou má absorção glucose-galactose. O álcool deve ser evitado. Poderá haver interferência na fertilidade. 7. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção Maleato de enalapril: Diuréticos (tiazidas, diuréticos da ansa, poupadores de potássio), suplementos de potássio; lítio; estramustina; antidiabéticos; AINE’s; baclofeno; ciclosporina; álcool; amifostina; certos antidepressivos, neurolépticos, anestésicos, narcóticos; outros anti-hipertensores; corticosteróides, tetracosactido (sistémico); alopurinol, citostáticos ou agentes imunossupressores, corticosteroides sistémicos ou procainamida; anti-ácidos; simpaticomiméticos; ácido acetilsalicílico e trombolíticos; ouro. Lercanidipina: Inibidores (cetoconazol, itraconazol, ritonavir, eritromicina, troleandomicina), substratos (terfenadina, astemizol, fármacos anti-arrítmicos da classe III - amiodarona e a quinidina) e indutores do CYP3A4 (anticonvulsivantes - fenitoína, carbamazepina - e rifampicina); ciclosporina; sumo de toranja; álcool; digoxina; midazolam; metoprolol; cimetidina; fluoxetina; varfarina e sinvastatina. 8. Efeitos indesejáveis Zanipress 10mg/10 mg - Frequentes: Tontura, Vertigem e Tosse. Pouco frequentes: Hipersensibilidade; Dor de cabeça; Palpitações e Taquicardia; Hipotensão, Colapso circulatório; Garganta seca; Dor abdominal alta, Náusea; Dermatite, Eritema, Edema labial, Urticária; Artralgia; Poliúria, Poliaquiúria; Disfunção eréctil; Fadiga, Astenia; Diminuição da Hemoglobina Zanipress 20 mg/10 mg - Frequentes: Dor de cabeça, Tontura, Rubor, Tosse e Edema periférico. Pouco frequentes: Angioedema; Trombocitopénia; Hipertrigliceridemia; Ansiedade; Palpitações e Hipotensão; Dor Ref.: 272/2011 Ref.: 272/2011 NO NO CONTROLO CONTROLO DA HIPERTENSÃO Lagoas Park, Edf.5, Torre Piso • 2740-298Porto PortoSalvo, Salvo,Portugal Portugal Lagoas Park, Edf.5, Torre C, C, Piso 3 •3 2740-298 Lagoas Park, Edf.5, Torre C, Piso 3 • 2740-298 Porto Salvo, Portugal Tel.: Fax: 19 Tel.: 21 21 432432 9595 0000 Fax: 21 21 915915 19Tel.: 3030 21 432 95 00 Fax: 21 915 19 30 www.jaba-recordati.pt www.jaba-recordati.pt www.jaba-recordati.pt Capital Social 2.000.000,00 Euros • Contribuintenºnº500492867 500492867matriculada matriculada Capital Social dede 2.000.000,00 Euros • Contribuinte Capital Social de 2.000.000,00 Eurosnúmero. • Contribuinte nº 500492867 matr Conservatória Registo Comercial Cascais sobo omesmo mesmo na na Conservatória dodo Registo Comercial dedeCascais sob número. na Conservatória do Registo Comercial de Cascais sob o mesmo número | prevenção e/ou tratamento do doente de risco cardiovascular? – Qual a estratégia a adotar? O Dr. Alberto Mello e Silva iniciou a sua palestra em 2010, envolvendo 26 estudos aleatorizados, controlados com mais de 170.000 indivíduos. Os resultados desta meta-análise demonstram sobre dislipidemia referindo que a melhor estratégia é que em doentes de alto risco cardiovascular, inde- O especialista começou por lembrar os dados do preferível iniciar um tratamento intensivo do que optar morrer o mais tarde possível, de preferência saudável. “Centers for Disease Control and Prevention” de 2010 que destacam as doenças cardiovasculares como principal causa de morte no século XXI, em contraste com a pneumonia e influenza dos anos 1900. Também em Portugal as doenças do aparelho circulatório são atualmente as principais causas de mortalidade, cujas principais expressões clínicas são a doença vascular cerebral e a cardiopatia isquémica. Projetado para os próximos anos, estas continuarão a consumir muitos recursos, segundo estimativa do Prof. Doutor pendentemente do valor basal do colesterol-LDL, é por um tratamento padrão e concluiu que a redução de 1 mmol/L no C-LDL diminui o risco de eventos vasculares oclusivos em cerca de 1/5, independentemente dos valores basais de colesterol total. Estes resultados sugerem ainda que o objetivo prin- cipal em doentes com elevado risco de eventos vasculares oclusivos deva ser alcançar a maior redução possível no colesterol LDL. O especialista colocou a questão: “Qual a estraté- gia para diminuir o colesterol?” Para responder, o Dr. Pita Barros. Mello e Silva sugeriu recorrer às normas de orientação tas que revolucionaram a medicina cardiovascular. /EAS, nomeadamente às recomendações de valores- Durante o século XX ocorreram várias descober- Dr. Mello e Silva gados numa segunda meta-análise do CTT publicado Foi descoberto o recetor das LDL, objeto de prémio Nobel, que possibilitou o início da utilização das es- da prevenção e tratamento da dislipidemia da ESC/ -alvo do colesterol LDL como objetivos terapêuticos. O Dr. Alberto Mello e Silva lembrou que os doentes tatinas na prática clínica. Não é demais lembrar que são estratificados em 4 níveis de risco cardiovascular, com utilização de estatinas em doentes de alto ris- e que os “qualificadores de risco”, como níveis baixos só em 1994 foi publicado o primeiro grande estudo co cardiovascular, que teve como resultado principal de acordo com o cálculo do risco cardiovascular total, do colesterol HDL e elevados de triglicéridos, podem uma diminuição significativa de ocorrência de eventos agravar o risco cardiovascular. Acentuou que é bem os estudos clínicos com estatinas, que atestam o seu ção inversa entre os níveis de colesterol HDL e o risco clínicos (estudo 4S). Desde então, multiplicaram-se sucesso no combate à dislipidemia, importante fator de risco cardiovascular. conhecida desde o estudo Framingham (1988) a relade cardiopatia isquémica. O especialista concluiu afirmando que a terapêu- Em 2005, foi publicada uma grande meta-análise tica hipolipemiante intensiva com estatinas em altas doentes com dislipidemia – Cholesterol Treatment em 1/3, melhora os resultados clínicos, confirmando de estudos clínicos com utilização de estatinas em Trialists (CTT). Foram analisados 14 estudos aleatorizados controlados, em que participaram mais de 90.000 indivíduos. Este estudo demonstrou que há uma redução de 22% na incidência de eventos vas- cular major por 1 mmol/L (± 40 mg/dl) de diminuição do C-LDL. Estes resultados foram confirmados e alar- doses numa base populacional reduz o risco relativo que “lower is better”, mas persiste um risco cardiovascular substancial – risco cardiovascular persistente. Assim, justificam-se novas abordagens, que podem incluir um perfil lipoproteico alargado como alvo; ter em atenção os níveis de colesterol HDL e triglicéridos, a par de uma modificação de outros fatores de risco www.newsfarma.pt Tratamento da dislipidemia Produção News Farma (abril 2013). 6 prevenção e/ou tratamento do doente de risco cardiovascular? estabelecidos, como a hipertensão, por exemplo, é O especialista referiu ainda que esta situação não uma estratégia a considerar. contraindica a prescrição conjunta de estatinas e de cardiovascular em Portugal, o Dr. Mello e Silva citou o plo, atorvastatina, sinvastatina), mas é preciso aten- Relativamente à prevalência do risco de doença estudo VIVA, da Sociedade Portuguesa de Cardiolo- gia, no qual 1 em cada 4 utentes tem elevada probabilidade de morrer de doença cardiovascular a 10 anos. outros fármacos que utilizem a via do CYP3A4 (exem- der às posologias (reduzir doses) ou em alternativa optar-se por uma das estatinas com metabolismo, que diverge do CYP 450 3A4, como a pitavastatina. Relativamente à eficácia das diferentes estatinas Para contrariar esta situação, nomeadamente a dis- na redução do colesterol LDL, o Dr. Mello e Silva ci- poníveis diversas estatinas, sendo que a última a ser centagens na diminuição do colesterol LDL com di- rencia das restantes pela presença de um grupo ciclo- um patamar de redução dos níveis de colesterol lipidemia, importante fator de risco vascular, estão disintroduzida no mercado foi a pitavastatina, que se dife- propilo na sua estrutura química. Este grupo ciclopropilo é responsável pela elevada afinidade enzimática para a bolsa hidrofóbica do centro ativo da enzima, permitindo uma inibição potente da redutase da HMG-CoA. tou os dados da FDA que compara as diferentes per- ferentes posologias das estatinas disponíveis. Para LDL de 41% é necessária uma dose de 4 mg/d de pitavastatina, comparativamente com 20 mg/d de atorvastatina ou 80 mg/d de pravastatina. O especialista referiu que estudos clínicos confir- Outra característica da pitavastatina que importa mam que a pitavastatina aumenta de uma forma mais vada biodisponibilidade oral, um tempo de semivida tras estatinas, nomeadamente a atorvastatina e a realçar é a não interação com alimentos, uma ele(t1/2 9-12 horas) que permite toma única diária e o fac- to de sofrer apenas um efeito de primeira passagem (hepática) mínimo. Relativamente ao metabolismo deste fármaco, a pitavastatina inalterada é a fração predominante do fármaco no plasma. Vários estudos constante os níveis de colesterol HDL face a ousinvastatina. O Dr. Mello e Silva referiu que no programa de desenvolvimento clínico da pitavastatina foram estudadas 4 populações de doentes: doentes com indicam que a metabolização da pitavastatina pelo sistema enzimático CYP é mínima. O especialista alertou que muitos fármacos de uso corrente são metabolizados primariamente pela via do CYP3A4, à semelhança de algumas estatinas como a atorvastatina e a sinvastatina, o que favorece a possi- bilidade de interações medicamentosas. São exemplo os macrólidos como a eritromicina e a claritromicina, alguns antidepressivos como a fluoxetina, a sertralina, os antagonistas dos canais de cálcio como o diltiazem ou o verapamil. Dados recentes sugerem que, caso haja administração concomitante de sinvastatina e amlodipina, não se deva ultrapassar mais do que 20 mg de sinvastatina e com o diltiazem, provavelmente não se deva exceder os 10 mg. O estudo LIVES demonstrou ainda que a pitavastatina está associada a uma redução dos níveis de HbA1 em doentes com hipercolesterolemia e diabetes e, segundo o especialista, “como seria de se esperar, nos doentes que atingiram os níveis alvo de C-LDL e C-HDL, houve uma redução no risco de desenvolvimento de eventos cerebrovasculares e cardiovasculares”. |7 8 | prevenção e/ou tratamento do doente de risco cardiovascular? hiperlipidemia primária e dislipidemia mista, doen- no risco de desenvolvimento de eventos cerebro- tes idosos com hiperlipidemia primária e doentes O Dr. Mello e Silva conclui a sua apresentação re- tes com diabetes e dislipidemia combinada, doen vasculares e cardiovasculares”. de elevado risco. ferindo que a pitavastatina é uma estatina que “dá tacou o estudo LIVES, iniciado em 2003 e com a de doentes dislipidémicos” e que o seu perfil far- Entre os diversos estudos já apresentados, des- duração total de 5 anos. Numa primeira fase com duração de 2 anos, avaliou-se a ocorrência de even- tos adversos; numa segunda fase, que se estendeu- uma resposta adequada para um grande número macocinético favorável sugere a sua utilização em doentes dislipidémicos idosos e polimedicados. Já na fase final deste simpósio, coube ao Dr. José -se por mais 3 anos, o objetivo foi estudar a efi- Nazaré apresentar as notas conclusivas. O especia- na incidência de eventos cerebrovasculares e car- demia, quando não controladas, aumentam o risco de cácia da pitavastatina nos parâmetros lipídicos e diovasculares em doentes com dislipidemia. Os resultados comprovaram que houve um aumento constante dos níveis de colesterol HDL ao longo do tempo e aumento da taxa de filtração glomerular. O estudo LIVES demonstrou ainda que a pita- vastatina está associada a uma redução dos ní- veis de HbA1 em doentes com hipercolesterolemia e diabetes e, segundo o especialista, “como seria de se esperar, nos doentes que atingiram os níveis alvo de C-LDL e C-HDL, houve uma redução Informações essenciais compatíveis com o RCM 1. NOME DO MEDICAMENTO Livazo 1mg, 2mg e 4mg comprimidos revestidos por película. 2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA Cada comprimido revestido por película contém pitavastatina cálcica equivalente a 1 mg, 2mg ou 4mg de pitavastatina. Excipientes: inclui 63,085mg, 126,17mg ou 252,34mg de lactose mono-hidratada (Livazo 1mg, 2mg ou 4 mg, respectivamente). 3. FORMA FARMACÊUTICA Comprimido revestido por película. Comprimidos revestidos por película brancos, redondos, com a gravação ‘KC’ numa das faces e ‘1’, “2”, ou “4”na outra (Livazo 1mg, 2mg ou 4 mg, respectivamente). 4. Indicações terapêuticas Livazo é indicado na redução dos níveis elevados de colesterol total (CT) e de colesterol-LDL (LDL-C), em doentes adultos com hipercolesterolemia primária, incluindo hipercolesterolemia familiar heterozigótica e dislipidemia combinada (mista), nos casos em que a resposta à dieta e a outras medidas não farmacológicas é inadequada. 5. Posologia e modo de administração Adultos: A dose inicial habitual é de 1mg uma vez por dia - os doentes não devem iniciar o tratamento com outra dose. O ajuste de dose deve ser efectuado em intervalos de 4 semanas ou mais. A maioria dos doentes irá necessitar de uma dose de 2mg (dose de manutenção habitual). A dose diária máxima é de 4mg e apenas uma minoria de doentes irá necessitar desta dose. Não é necessário qualquer ajuste posológico em doentes idosos e doentes com compromisso renal ligeiro. Nos doentes com compromisso renal a dose de 4mg deve ser utilizada APENAS sob vigilância rigorosa após ajuste gradual da dose. Não é recomendada a dose de 4mg em doentes com compromisso renal grave e função hepática ligeira a moderadamente comprometida. A pitavastatina não deve ser utilizada em crianças com idade inferior a 18 anos. 6. Contra-indicações Livazo é contra-indicado: em doentes com hipersensibilidade conhecida à pitavastatina ou a qualquer dos excipientes ou a outras estatinas; em doentes com compromisso hepático grave, doença hepática activa ou elevações persistentes inexplicáveis das transaminases séricas; em doentes com miopatia; em doentes a receberem simultaneamente ciclosporina; durante a gravidez, a amamentação e em mulheres com potencial para engravidar que não estejam a tomar precauções contraceptivas adequadas. 7. Advertências e precauções especiais de utilização Livazo deve ser prescrito com precaução em doentes com compromisso renal, hipotiroidismo, antecedentes pessoais ou familiares de doenças musculares hereditárias, antecedentes de toxicidade muscular com um fibrato ou outra estatina, antecedentes de doença hepática ou abuso de álcool e doentes idosos (mais de 70 anos) com outros factores de risco que predisponham para a rabdomiólise. Nestas situações, os níveis de CK devem ser medidos, de forma a estabelecer uma linha de base de referência e rigorosamente monitorizados: o tratamento deve ser interrompido se os níveis de CK estiverem elevados (> 5x LSN); os doentes devem ser encorajados a comunicar imediatamente a ocorrência de dores musculares, fraqueza ou cãibras. Os doentes em risco de hiperglicemia (glicemia de jejum 5,6 a 6,9 mmol/L, IMC > 30 kg/m2, triglicéridos aumentados, hipertensão), devem ser monitorizados clínica e laboratorialmente de acordo com as guidelines nacionais. 8. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção Ciclosporina: a ciclosporina interage com todas as estatinas e é contra-indicada em doentes a tomar Livazo. Fibratos: Livazo deve ser administrado com precaução quando utilizado simultaneamente com fibratos. Eritromicina: recomenda-se a suspensão temporária de Livazo em doentes a tomar antibióticos da classe dos macrólidos, tais como eritromocina e ácido fusídico. 9. Efeitos indesejáveis Resumo do perfil de segurança A reacção adversa relacionada com a pitavastatina notificada com maior frequência em ensaios clínicos controlados foi a mialgia. Resumo das reacções adversas Raros: redução na acuidade visual, glossodinia, pancreatite aguda, icterícia colestática, urticária, eritema. Pouco frequentes: anemia, anorexia, insónia, tonturas, disgeusia, sonolência, zumbidos (acufenos), dor abdominal, boca seca, vómitos, aumento das transaminases, prurido, erupção cutânea, espasmos musculares, polaquiúria, astenia, mal-estar, cansaço, edema periférico. Frequentes: cefaleias, obstipação, diarreia, dispepsia, náuseas Experiência pós-comercialização Raros: Função hepática anormal, doença hepática, miopatia, rabdomiólise, desconforto abdominal. Pouco frequentes: hipostesia Efeitos da classe das estatinas Perturbações do sono, incluindo pesadelos, perda de memória, disfunção sexual, depressão, casos excepcionais de doença pulmonar intersticial, especialmente com a terapêutica a longo prazo e diabetes mellitus. 10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO: Agosto 2012 Regime de Comparticipação: Escalão C - 37% Para mais informações deverá contactar o titular da autorização de introdução no mercado ou o seu representante local. Medicamento sujeito a receita médica. lista relembrou que a hipertensão arterial e a dislipiocorrência de acidente vascular cerebral e de enfarte agudo de miocárdio, para além de outros eventos. Para modificar esta sequência, é fundamental contro- lar a hipertensão arterial com fármacos em associa- ção fixa, eficazes, de ação rápida e que melhorem o prognóstico, preferencialmente moduladores do siste- ma renina angiotensina com antagonistas dos canais de cálcio. Na presença de dislipidemia, é importante que se atinjam os alvos terapêuticos preconizados nas normas orientadoras para que se possam prevenir eventos e influenciar a mortalidade.