O PARAÍSO É UMA BIBLIOTECA ESCOLAR
Liberdade para o livro
Cultura para o povo
Anísio Teixeira
Mais que um nome,
Um sonho.
(slogan dos Pontos de Leitura da escola)
1- Urbi et orbi
A biblioteca do Anísio Teixeira abriu seus trabalhos em 2014, inaugurando seu
1º Ponto de Leitura Ramal na comunidade do loteamento Urubatã, na região
da Aberta dos Morros, bairro Hípica, onde está localizada. A ação prática
consistiu em deslocar parte do acervo para uma estante alocada em um bararmazém distante 300 metros da escola, estrategicamente situado em frente a
uma parada de ônibus do bairro, de modo que os moradores ao passar pela
rua, ao entrar no bar para comprar alimentos, ao esperar o ônibus no ponto ,
ou mesmo a gurizada, ao sair em algazarra do colégio em direção à sua casa
– todos passam por ali e todos veem a estante disponível com o acervo
etiquetado onde lê-se – PEGUE –LEIA –DEVOLVA- numa aposta na fruição
do bem público e no cuidado comunitário.
A idéia - que não possui nada de original – foi inspirada em vários projetos já
existentes, como o da Freguesia do Livro e o do Movimento Livro Livre. Mas
principalmente no Sarau da CooPerifa, da Periferia de São Paulo. Pois foi
acreditando que o livro deveria estar onde o povo estivesse, nos bares e nos
comércios locais, no local onde se come e se bebe, e não apartado do povo em
locais eruditos ou elitizados, é que atingiríamos nosso objetivo de tornar a
leitura algo próximo e familiar para as pessoas do bairro, para os nossos
alunos e para as suas famílias.
Quando começamos a divulgar a idéia do ponto, ouvimos relatos preocupados
de que o acervo logo se dilapidaria, pois, não sendo uma biblioteca organizada,
sem nenhuma forma de registro e nenhum outro controle que não a boa
vontade de seus usuários, como fazer para mantê-la, uma vez que mesmo
nós, da escola, estaríamos apenas nos comprometendo com a doação do
acervo e não com qualquer tipo de cuidado ou controle posterior do mesmo?
Para nossa surpresa, um mês após a colocação do acervo no local,
constatamos que este triplicou de tamanho, pois os moradores passaram a
levar os livros que estavam estocados em suas casas para o Ponto de Leitura.
Além disso, o proprietário do bar, de livre e espontânea vontade, acabou
interagindo com o acervo e com os seus usuários, especialmente com as
crianças que saem da escola e que, na passada, buscam livros infantis para ler
em casa. Nesse ínterim, redes surpreendentes de conhecimento e afeto são
tecidas : nossa funcionária da limpeza , que é moradora da comunidade e
amiga do dono do bar, tomou para si a tarefa de semanalmente organizar e
higienizar a estantezinha de livros durante o percurso em que vai do trabalho
para a casa. Nestas ocasiões, o Luís – proprietário do bar – avisa-lhe quais
livros estão faltando para as crianças, e ela nos diz se precisamos fazer
alguma reposição, principalmente de gibis, ou outros gêneros infantis, que são
os que têm mais saída e os que tínhamos colocado menos no início.
A inauguração do primeiro Ponto de Leitura ocorreu em abril, e temos como
previsão inaugurar pelo menos mais dois neste ano. O objetivo é claro: a
democratização e a difusão da leitura para além dos muros da escola, a
ampliação do universo literário dos alunos que se alarga a partir de uma
biblioteca cujo acervo é vasto e que se renova constantemente e que, ainda
assim, recebe uma quantidade imensa de doações da sua própria
comunidade, a qual muitas vezes não consegue absorver.
2- Têmeno sagrado
Dentro da escola , durante os turnos de trabalho, outras práticas democráticas
vão-se constituindo ano após ano na biblioteca do Anísio, o que faz com que
ela seja esse “paraíso”, não apenas para nós, mas para os alunos que por lá
circulam para escolher o que ler e ler concentrados, para conviver, brincar,
desenhar, ouvir música, estudar, gargalhar, fazer feitiços e magias potterianas,
jogar, contar e ouvir histórias, aprender com as diferenças, comentar o que
estão lendo, trabalhar, chorar, apoiar e ser apoiado, superar seus limites,
enfim, fazer as coisas de verdade na escola pra bem da gente conseguir
aprender alguma coisa. Podemos agora destrinchar esses movimentos internos
da Biblio do Anísio.
OS CLUBES DE LEITURA
Decidimos que a denominação seria genérica Clubes de Leitura, pois assim as
possibilidades estariam abertas para quaisquer interesses de fãs clubes que
quisessem se constituir em torno de um autor ou gênero. Por ora, temos dois
Clubes constituídos: O Clube do Gibi e o Clube do Harry Potter.
CLUBE DO HARRY POTTER – iniciou suas atividades no segundo semestre
de 2013, após constatarmos o imenso interesse da aluna Sofia, do 8º ano
pelo universo temático de Harry Potter, uma legítima fã de carteirinha! Porém,
ainda não havia lido a saga. O primeiro passo dado para a constituição do
Clube, pois, foi o mergulho de Sofia nos sete livros de J.K. Rowling, de onde
saiu completamente motivada, cheia de idéia e, estimulada por nós, pronta
para fundar o Clube do Harry, que passou a funcionar todas as quintas à tarde
durante o horário da reunião pedagógica dos professores deste turno ,
portanto, no dia em que os alunos saem mais cedo da escola. O local é, claro,
a biblioteca da escola, e, num primeiro momento, nós éramos as únicas
colaboradoras de Sofia e amparamos sua angústia de não saber se haveria
mais alguém. Para sua surpresa, ela descobriu na escola, com a iniciativa do
Clube, não só um grupo considerável de fãs do Harry de que ela sequer
suspeitava, mas também, um grupo de amigos com os quais se reúne todas
as quintas-feiras – uma legítima “armada de Dumbledore” - diante dos desafios
que cercam o adolescente coração de estudante.
O pré-requisito para a entrada no Clube passou a ser, a leitura de, pelo menos
A Pedra Filosofal ( primeiro dos sete títulos da saga). Com a freqüência ao
Clube e respeitando o tempo de leitura de cada um, eles vão se apropriando
da saga toda, cada um no seu tempo, mas não há uma imposição nesse
sentido. Apenas o acervo está à disposição e foi especialmente comprado para
o Clube. Ou seja: temos pelo menos duas coleções completas da saga para
empréstimo, mas uma – nova- foi comprada especialmente para o Clube,
juntamente com os livros complementares Quadribol através dos séculos,
Animais Fantásticos e onde habitam e Os Contos de Beedle, o Bardo.
As atividades do Clube inicialmente foram estruturadas por Sofia, que passou
a ser a coordenadora do clube. Com uma profusão invejável de idéias ela
chegou a ter um planejamento adiantado de 20 semanas de atividades para o
Clube! Estas incluíam teatralização de feitiços característicos do universo
mágico de Harry Potter (brincadeiras com as quais muito se divertiam),
escolha das casas de cada um, através do chapéu seletor confeccionado por
eles e de quizzes apropriados para descobrir isto, confecção de varinhas
mágicas.... Enfim, brincam com o universo mágico do livro, divertem-se,
convivem. E, no meio disso tudo, permeia a leitura de sete livros de muito boa
qualidade em termos formativos e em termos literários . Existe a provocação de
fazermos um campeonato de quadribol! O diretor já acenou positivamente
para a idéia em um dos sábados integradores da escola...
O CLUBE DO GIBI
O Clube do Gibi é anterior. Data de 2011 seu início e sua origem é igualmente
modesta. As crianças queriam ficar na biblioteca lendo gibis! Simples assim.
Novamente a questão do dia da reunião pedagógica dos professores nas
quintas-feiras e da saída mais cedo dos alunos, só que desta vez do turno da
manhã. Então, em vez de ir pra casa, demoravam-se na biblioteca lendo gibis.
Pensamos: “vamos criar o Clube do Gibi! Para aqueles que amam gibis!” E
eles perguntaram:
- E o que poderemos fazer no clube do Gibi?
- Olha, vocês podem ler gibis, conversar sobre gibis, desenhar os gibis...
E um deles com um sorriso de epifania que nunca vou esquecer:
-Uau, é melhor do que eu imaginava!
Quem não imaginava éramos nós que era tão fácil agradar às crianças e tão
fácil construir dispositivos eficazes em direção à formação de leitores! Quantas
vezes nós adultos nos perdemos em intrincadas metodologias e estatísticas
para no fim colher percentuais tão pífios em educação!
De modo que, durante metade da manhã de quinta-feira, desde 2011, funciona
o Clube do Gibi na biblioteca do Anísio e ele já passou por várias
configurações. E está de pé.
Uma vez que esse texto já se adianta em caracteres, cumpre dizer quem é
esse “nós” que aqui se expressa. Partilhamos a proposta pedagógica de
trabalho na Biblioteca do Anísio a professora Ana Zatt, que escreve este
relato, e a bibliotecária Cláudia Oberrather. Todos os sucessos e todos os
revezes nela vividos são por nós igualmente partilhados. O plural é uma das
marcas deste texto, tanto na sua constituição de Clubes, de coletivos, de
inserções na comunidade, quanto na constituição de sua própria autoria. O nós
aqui não é majestático. Ele é de fato. Apenas alguém deveria escrever a
proposta e o estou fazendo. Voltemos ao Clube.
O Clube do Gibi começou mesmo com uma galerinha de uns sete guris do 6º
ano que eram muito doidos por mangás. As idades eram 10, 11 anos. Nos
primeiros tempos do Clube nós demos as coordenadas: eles seriam um grupo
autocoordenado. Chegariam, colocariam as mochilas em cima de uma das
mesas, pegariam as caixas de gibis e mangás das estantes e as disporiam nas
mesas, juntamente com o material de dentro do armário reservado ao Clube
do Gibi (papéis, estojos com canetas, lápis pretos e coloridos, borrachas,
réguas...) e os livros que ensinam a desenhar personagens de desenhos
animados (eles tinham bastante interesse nisso). Eles tinham que gerenciar
sozinhos as tarefas, cuidar os gibis (contá-los na entrada e na saída do clube,
guardá-los nas mesmas condições em que os pegaram), tinham que deixar as
mesas organizadas e sem lixo pelo chão e começar a guardar todo o material
quinze minutos antes de bater. Esta última parte sempre foi a mais difícil, pois
eles nunca queriam ir embora e só saíam quando batia para o meio dia,
acabava que não dava tempo de limpar tudo.
Enquanto era pouca gente deu certo, porém quando começou a encher de
gente, ficou claro que precisávamos de mais alguém para ajudar a coordenar o
Clube. Foi nessa época que fizemos a parceria com a UFRGS, do Programa de
Educação Tutorial – o PET – Letras, então sob a coordenação da prof. Luciene
Simões. Assomavam à escola bolsistas da graduação para aprenderem
conosco práticas pedagógicas ao mesmo tempo em que se inseriam nos
nossos projetos auxiliando-nos no que precisássemos. Foi assim que os
bolsistas tornaram-se durante um tempo tutores do Clube do Gibi. Isso foi de
grande auxílio para nós, pois durante um tempo, uma das estratégias do Clube
foi fazer cartazes de divulgação para buscar adeptos para o Clube, o que foi
eficaz: tivemos em meados de 2012 cerca de 20 alunos freqüentando o
Clube por livre-adesão no turno da manhã.
Concomitante à tutoria dos bolsistas esteve o trabalho da mestranda Raquel
Leão Luz. Quando iniciou seu projeto de pesquisa aqui no Anísio, vindo em
busca de boas práticas, ela vinha observar as aulas de Língua Portuguesa. Ao
deparar-se com a realidade do Clube do Gibi, mudou o foco e sua dissertação
de mestrado acabou sendo sobre ele. Nossa parceria foi muito produtiva para
ambas e sua pesquisa aprofunda pontos significativos da concepção que
sustenta o Clube do Gibi como práxis pedagógica.
As atividades do Clube do Gibi foram interrompidas em 2013. O trabalho só foi
restabelecido no primeiro semestre de 2014, já com uma nova configuração.
Neste novo ano, a premência dos projetos pedagógicos exigiu-me cada vez
mais o afastamento da biblioteca nos dois turnos durante os horários das
reunião pedagógicas e não apenas em um deles, como nos anos anteriores.
Sendo assim, voltava-me novamente a demanda de achar tutorias para o
Clube do Gibi. Isso foi resolvido internamente, através de outro projeto,
também nosso: a Monitoria. Convidaríamos alguns adolescentes monitores da
biblioteca para assumir a tutoria do Clube . Pensávamos neles como
cuidadores dos menores, para que não deixassem as mesas desarrumadas ao
sair e o material espalhado e não houvessem brigas.
Qual não foi nossa surpresa quando uma de nossas monitoras, Juliele,
assumiu para si a tarefa, não de cuidar, mas de coordenar o Clube do Gibi,
com uma proposta pedagógica organizada, da mesma forma como Sofia já
havia feito à tarde com o Clube do Harry Potter, trazendo vídeos e projetor
multimídia e dando uma aula sobre o universo de animes e mangás para os em
torno de doze alunos que chegavam para o Clube do Gibi, não mais aqueles
dos anos anteriores, mas outra leva de alunos, sempre da mesma faixa etária,
cerca de 9, 11, 12 anos... No segundo encontro com Juliele, o Clube do Gibi
tinha em abril uns 10 alunos freqüentando. A sequência de interrupções em
junho/2014 (greve, Copa, Conselho de Classe...) foi compensada pela recente
parceria com o Programa Mais Educação.
Enquanto estudávamos alternativas para a tutoria do Clube, no início do ano,
alinhavávamos uma parceria com o Programa Mais Educação da escola. A
parceria aconteceria da seguinte maneira: uma das turmas do Mais Educação
atendida no contraturno pela oficineira de Teatro, passaria a frequentar o
Clube do Gibi nas quintas. Em contraposição, nós teríamos uma segunda
alternativa de tutoria que seria essa oficineira à nossa disposição. Isso era um
ponto a favor, além da faixa etária das crianças e do fato de que o Clube
estaria sempre cheio com a possibilidade de se difundir muito mais a cultura do
Gibi. O desafio era que, contrariamente à lógica original do Clube, os alunos
do Mais Educação não escolheram estar ali por causa do Gibi e sim porque
tinham que integralizar as oficinas para participar do Programa de Educação
Integral, de modo que tínhamos medo de que a atividade para eles se tornasse
compulsória e portanto, descaracterizasse o Clube. Mas tal preocupação
acabou não se confirmando, porque as crianças adoram estar lá e adoram os
gibis. Graças à atuação da monitoria.
A MONITORIA
O Projeto da Monitoria da biblioteca é ao mesmo tempo um projeto de
Protagonismo Juvenil, um projeto de inclusão e um projeto que –
pretendemos- ainda venha a se constituir como de preparação para o
trabalho, se já não o é.
Como são selecionados e o que fazem os monitores?
Há três anos atrás, quando começamos a convidar adolescentes para serem
monitores da biblioteca, os escolhíamos pelo seu interesse pela leitura e pela
sua disponibilidade em estar na biblioteca. De lá para cá essa situação mudou
e são os jovens que nos procuram demandando-nos a monitoria, e cada vez
mais. E muitos desses jovens são adolescentes que apresentam problemas de
comportamento em sala de aula, que não conseguem adaptar-se às rotinas
rígidas da sala, que os professores referem como ou desaforados, ou
passeadores, ou inquietos, ou desligados ou... especiais. Não obstante, muitos
deles, engajam-se , além da monitoria, em outros projetos de excelência da
escola, como a Robótica, Cinema, Línguas Adicionais, ou Laboratório de
Inteligência Ambiental Urbana. Um traço porém, todos têm em comum:
fominhas por livros! E os poucos que chegam com pouca fome, em seguida,
são contagiados pelo meio, pelas conversas, pela obviedade ao ficar vendo
dia após dia levas e levas de crianças e adolescentes retirar - num interesse
até então insuspeitado - livros e mais livros incansavelmente. Eles querem,
então, estar na biblioteca, sentem-se – ali – acolhidos. O ambiente é realmente
acolhedor. Sempre há pessoas interagindo: adultos, jovens e crianças,
trabalha-se ao mesmo tempo em que se brinca . Mas para se ser monitor
precisa-se aprender as tarefas. Então aprende-se.
A primeira delas faz parte do processamento técnico da biblioteca e é ensinada
pela bibliotecária Cláudia. Consiste em auxiliar-nos no empréstimo, na
colocação das datas de empréstimo e devolução na ficha dos alunos
juntamente com o número de registro do livro levado por eles. Eles têm um
tempo de treinamento supervisionado desta tarefa, após o que podem realizála sozinhos, auxiliando-nos assim, quando do atendimento às turmas de
alunos, no manuseio das fichas. Monitores mais antigos costumam
supervisionar o trabalho de monitores mais novos depois de um certo tempo.
Essa tarefa é restrita apenas para os monitores adolescentes. Monitores pré
adolescentes e crianças – que também temos – não são aptos para esta tarefa
devido ao grau de responsabilidade envolvida nela. Mas fazem outras.
Outra tarefa cumprida pelos monitores é auxiliar quando professores pedem
mapas, dicionários, globos, Atlas, ou seja, acervo que é de fácil manuseio e de
acesso conhecido por todos. Além disso, pode também auxiliar, recolhendo
acervo que esteja em poder das turmas de alunos, trazendo e levando recados
para as mesmas, recepcionando as turmas e seus professores por ocasião das
sessões de contação de histórias para os pequenos, quando auxiliam,
inclusive, a organização do espaço físico com os pufes. Auxiliam também a
arrumar os livros nas estantes e os mais experientes auxiliam a guardar os
livros nos lugares certos.
Como já dissemos, a monitoria tem se especializado nos seus serviços a partir
do ano passado, ao assumir a coordenação dos Clubes de Leitura. E, neste
ano, mais duas especializações de monitores estão acontecendo: Talles e
Carlos Henrique são monitores que estão responsáveis pela postagens no
Blog da biblioteca e Marina é uma monitora pré adolescente bastante
interessada em contar histórias e declamar poemas para as turmas de alunos
do primeiro ciclo.
FEIJÃO COM ARROZ
Diz-se daquilo que se faz todo o dia que é o feijão com arroz. Pois, para além
de tudo isso que foi relatado, ainda resta o nosso feijão com arroz, que, se nos
perdoem a modéstia, é uma bela feijoada: todas as turmas da escola
automaticamente associadas na biblioteca. Nenhum tipo de taxa ou multa de
nenhuma espécie (respeito absoluto ao Manifesto da Unesco para as
Bibliotecas Públicas); todas as turmas de crianças com atendimento semanal
e todas de adolescentes com atendimento quinzenal para empréstimo
domiciliar e leitura na biblioteca. Contação de histórias para todo o 1º Ciclo...
Ou seja: a leitura que se faz nos Clubes de Leitura (e que transborda para os
Pontos de Leitura) não é a exceção: é uma derivação, uma conseqüência
desse cotidiano que acredita que a leitura, como toda a educação, não é um
privilégio, e que, portanto, deve ser ofertada para todos. Feijão no Prato!
Ana Cláudia Zatt – professora de Português, licenciada em Letras pela
Faculdade Porto Alegrense de Educação, Ciências e Letras; Pós Graduada em
Estudos Linguísticos do Texto pela Universidade Federal do Rio Grande do
Sul. Atua 20 horas na biblioteca da EMEF Professor Anísio Teixeira há 04
anos.
Cláudia Oberrather – bibliotecária, bacharelada pela Universidade Federal do
Rio Grande do Sul, Atua 40 horas na biblioteca da EMEF Professor Anísio
Teixeira há 15 anos.
(texto produzido em agosto de 2014, por ocasião de inscrição em um concurso
sobre respostas possíveis para a Educação)
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