12/02/2014
QUALIDADE DE VIDA E BEM ESTAR DO TRABALHADOR
Após exagerar na pimenta, é melhor comer um pão do que beber água
Água espalha a pimenta e piora o incômodo; pão absorve e alivia mais.
Bem Estar desta quarta (12) mostrou ainda receita tailandesa e russa.
Do G1, em São Paulo
A pimenta e o sal são ingredientes usados para dar sabor a diversos pratos, mas em excesso, podem levar a certas
complicações. No caso da pimenta, por exemplo, o problema imediato causado pelo consumo excessivo é a queimação
e o incômodo - nesse caso, muita gente tem o hábito de logo beber um copo de água para aliviar, mas isso está errado.
Como explicou o cirurgião do aparelho digestivo Fábio Atui no Bem Estar desta quarta-feira (12), a água espalha a
substância irritativa e, por isso, o melhor a se fazer é comer um pão, que absorve essa substância, aliviando o
desconforto.
O médico explica ainda que a pimenta pode agredir o sistema digestivo e levar à gastrite, por exemplo, mas ela não
causa hemorroidas, apenas irrita as que já existem. Por isso, pessoas que têm problemas no intestino podem sentir
algum incômodo ao ingerirem temperos fortes, mas isso não significa que elas tenham síndrome do intestino irritável,
como alertou o cirurgião. O diagnóstico desse problema é bastante complicado e, para ser feito, antes é preciso excluir
outras possibilidades, como câncer, doença de Chron, retocolite ulcerativa, intolerância à lactose ou ao glúten.
Apesar dos problemas que causa ao sistema digestivo, a pimenta é um alimento saudável e, por ser termogênica,
acelera o metabolismo e a queima de calorias, como explicou a nutricionista Elaine Moreira. Ela é usada, por exemplo,
no preparo do frango agridoce tailandês, mostrado na reportagem da Natália Ariede (confira como prepará-lo no fim da
página).
Outro ingrediente usado para dar sabor aos alimentos é o sal, mas em excesso, ele também pode causar problemas de
saúde. Alimentos embutidos, por exemplo, que têm muito sódio, aumentam o risco de câncer, como alertou o cirurgião
do aparelho digestivo Fábio Atui. No Brasil, o problema é que o consumo de sódio é o dobro do recomendado pela
Organização Mundial de Saúde - enquanto o ideal é ingerir 5 gramas ao dia, os brasileiros ingerem cerca de 12 gramas
diárias.
A nutricionista Elaine Moreira explica que, apesar de ser um ingrediente que dá sabor, o sal em excesso deve ser evitado
e uma dica é substituí-lo por uma preparação chamada vinha d'alho, por exemplo. Essa receita utiliza vinho tinto ou
branco, alho, louro, cebolinha, salsinhas, pimenta, cebola e sal para dar mais sabor à carne, como mostrou a nutricionista
no programa. Para que ela seja ainda mais absorvida na receita, a dica é cortar a carne.
Até mesmo o sal light é uma opção com menos sódio e mais recomendada para quem tem hipertensão, por exemplo. A
nutricionista explica que reduzir aos poucos o consumo de sal é uma maneira de educar o paladar e se acostumar com o
gosto real dos alimentos, sem a necessidade de salgá-los.
Sono perdido não pode ser recuperado
Tentar repor nas férias as noites mal dormidas não é indicado. Alternativa é aproveitar o período de
descanso para criar uma boa rotina
20/01/2014 | 00:10 | BRUNA KOMARCHESQUI
Depois de um ano intenso de trabalho, as merecidas férias. Se, além de viagens e passeios, está nos seus planos
aproveitar esse período para repor o sono perdido durante o ano, esqueça. Assim como dormir durante o fim de
semana inteiro não compensa as noites mais curtas ao longo da semana, tentar recuperar as horas de sono de
um ano todo nas férias é tempo perdido. “A dívida que a gente faz com o sono é impagável”, garante a
neurofisiologista Olga Judith Hernandez Fustes, especialista em distúrbio de sono.
A tese, segundo a médica, é facilmente comprovada. “Um grupo de pessoas passou dez dias sem dormir. Para
repor, elas deveriam dormir por dias, mas não conseguiram mais do que 20 horas contínuas.” Embora pareça
inofensiva, especialistas alertam que a privação de sono causa prejuízos imediatos, como diminuição da memória
e concentração. Já no longo prazo, o estresse decorrente de dormir menos que o necessário é um fator de risco –
semelhante à obesidade – para doenças cardiovasculares.
A médica do sono Luciana Palombini, do Instituto do Sono de São Paulo, explica que estudiosos ainda não sabem
precisar o quão irreversíveis são os danos causados por noites mal dormidas. “Mas estudos mostram que isso
gera estresse, libera hormônios como adrenalina e cortisol, responsáveis pela regulação do apetite. A pessoa
come mais e fica mais propensa a doenças, como pressão alta e diabetes”, exemplifica.
Mas qual o ideal quando se trata de dormir? As famosas oito horas de sono valem para todos? Segundo a
otorrinolaringologista Karin Dalvesco, do Instituto do Sono de Curitiba, não há regras rígidas. “A variabilidade é
individual. A maioria dorme oito horas, mas varia de cinco a dez horas, dependendo da pessoa. O termômetro é
sentir-se bem ao acordar.” Ainda assim, é preciso ficar alerta: dormir menos que quatro horas e mais que dez
pode aumentar o risco de problemas de saúde, garante Karin.
A médica Luciana Palombini ressalta que, em matéria de sono, quantidade também diz pouco sobre qualidade.
Isso porque pessoas com problemas como apneia, por exemplo, podem ter microdespertares, de cerca de dez
segundos, insuficientes para acordar, mas longos o bastante para fragmentar o sono. “A pessoa nem sabe que
tem. Por isso, a queixa „durmo dez horas por noite e estou cansado‟ é válida”, explica.
Confira algumas dicas para criar bons hábitos de sono
Dicas
Rotina é essencial para quem sofre influência do horário de verão
Ainda que não seja indicado usar o período de férias para dormir por noites passadas, o período pode ser
aproveitado para criar bons hábitos de sono. A primeira dica é manter a regularidade. “Se a pessoa estimula o
cérebro até mais tarde nas férias e depois acorda somente ao meio-dia, isso desregula. É importante não ficar na
cama sem sono e ter os horários mais regulares possíveis”, ensina a médica Luciana Palombini.
A otorrinolaringologista Karin Dalvesco explica que o cuidado é necessário para deixar claro ao relógio biológico
as horas em que o corpo trabalha e deixa de trabalhar. “É possível fazer concessões. Boa parte das pessoas
consegue mudar um pouco, dormir mais tarde e acordar mais tarde nas férias. Mas algumas não conseguem,
como as que não se adaptam ao horário de verão.”
Assim como outras atividades, dormir bem também é hábito, acrescenta e neurofisiologista Olga Judith. “No
começo, você não consegue. Mas é necessário manter um esquema, com horário certo para dormir e acordar, até
conseguir.”
Ronco e dor de cabeça indicam problemas
Pessoas que roncam e acordam frequentemente cansadas ou com dores de cabeça têm grandes chances de
sofrer apneia do sono. Em crianças, o problema se manifesta por meio de sono agitado, transpiração e respiração
ruidosa. Nesses casos, o ideal é procurar uma clínica de sono, que fará o monitoramento da função cerebral
durante uma noite. “Alguns comportamentos anormais, como falar durante o sono, nem sempre precisam ser
tratados. Mas no caso da apneia, a pessoa vai ficando cansada, mal humorada”, explica a médica Luciana
Palombini, do Instituto do Sono de São Paulo.
De acordo com a especialista, o brasileiro vem dormindo cada vez menos. Pesquisa citada por ela indica que
somente na cidade de São Paulo 70% da população tem alguma queixa de sono, sendo que 30% sofrem de
insônia e 32% de apneia.
Download

qualidade de vida e bem estar do trabalhador