novembro/dezembro 2004 • ano 2 • nº 6
editorial
2004, um ano para ficar na história
De olho no diabetes
Celso Pupo
V
ocê sabia que 50% dos diabéticos não sabem
que têm a doença? Essa é uma das informações
apresentadas pelo endocrinologista Reginaldo Holanda
Albuquerque (foto), membro da comissão científica da
Sociedade Brasileira
de Diabetes (SBD).
Na opinião dele, o
acompanhamento
nos moldes de como
é feito pela AxisMed
é fundamental para
se evitar complicações.
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presas de gerenciamento
de doentes crônicos dos
EUA.
Como se vê, fechamos o ano com
chave de ouro. Somos
a única empresa sulamericana com o selo full-member da DMAA, certificando que todas as exigências para
a operação de um programa de monitoramento de doentes crônicos nos EUA são cumpridas à risca no nosso
atendimento aqui no Brasil. O saldo é positivo também
no número de pacientes monitorados – já são 2.200 –,
que deve aumentar ainda mais em 2005, sem impedir o
aprimoramento contínuo dos nossos serviços.
Aproveitamos o bom astral para desejar a todos
um feliz Natal e que o próximo ano seja repleto de conquistas e, claro, muita saúde!
Fábio de Souza Abreu
Diretor-executivo da AxisMed
Saiba mais sobre a depressão
D
esânimo, alterações do apetite, oscilações de
humor, falta de energia e irritabilidade. Esses
são sintomas que, observados em conjunto e por um
período prolongado, podem
indicar a presença de um
quadro depressivo. Veja o
que os psiquiatras Marco
Antonio Marcolin (foto) e
Pérsio Ribeiro Gomes de
Deus têm a informar sobre a
depressão, que pode atingir
os portadores de doenças
Mauricio Messa
U
m ano de conquistas. Assim foi 2004 para a AxisMed, que recebeu, em setembro, o Prêmio Aventis
de Educação em Diabetes na América Latina (foto). A
vitória, anunciada durante o 12o. Congresso Latino-Americano de Diabetes, em São Paulo, se deve ao Programa de
Educação e Monitoramento para Portadores de Diabetes
mantido pela empresa. A premiação é
uma iniciativa da Associação LatinoFechamos o ano americana de Diabetes (ALAD) e visa a
com chave de ouro incentivar ações educativas no controle
e tratamento da doença.
Em outubro, a AxisMed participou
nd
do 2 Annual International Disease Management Summit
(Encontro Anual de Gerenciamento de Doenças), realizado
em Miami, nos EUA. Participaram empresas de gestão
preventiva de saúde de mais de 25 países. Falamos
sobre a implementação do nosso modelo de negócio
no Brasil. Procuramos mostrar aos presentes como o
monitoramento de doentes crônicos melhora o desempenho das operadoras de saúde brasileiras. O evento
teve a organização da Disease Management Association of
America (DMAA), entidade que congrega as melhores em-
palavra de médico
Prevenção e ações educativas: essenciais no diabetes
O endocrinologista Reginaldo Holanda Albuquerque, membro da comissão científica da Sociedade
Brasileira de Diabetes (SBD), fornece um panorama da doença no Brasil hoje. Ele também reforça a importância de ações preventivas e educativas. Confira a entrevista.
ual a situação do diabetes hoje no Brasil?
Divulgação
Q
em 40% dos casos de diálise
a causa do procedimento é o
diabetes.
É preciso diagnosticar a
doença precocemente, o que
geralmente é feito por verificação da taxa de glicose no
sangue, seja em jejum, seja
após sobrecarga de açúcar.
Com ações preventivas, detecção precoce e programas
educativos visando ao bom
tratamento, é possível evitar
as complicações.
Entre 1986 e 1989, participei de
um estudo sobre diabetes no País.
Na ocasião, constatou-se que
7,6% da população com idade
entre 30 e 69 anos era portadora
da doença, ou seja, 5 milhões de
pessoas. Se esses números fossem
projetados para os dias de hoje,
considerando o número de habitantes e a nova distribuição da
faixa etária, teríamos 8 milhões de
diabéticos. Outro dado alarmante
é que, destes, 50% desconhecem
Como o senhor avalia a imque têm diabetes.
portância do monitoramento
O número aumentou baspara os pacientes diabétiReginaldo Holanda Albuquerque: nem todos os diabéticos
tante não só pelo envelhecimencos?
sabem que têm a doença
to da população, mas também
O acompanhamento
devido ao que chamamos de
dos diabéticos exige a vigiepidemia da obesidade. No Brasil, 40% da população
lância permanente de uma equipe multiprofissional,
se encontra na faixa de sobrepeso [situação entre o
como é o caso da AxisMed. Com essa vigilância, evipeso normal e a obesidade]. À medida que a idade
ta-se que o paciente fique descompensado e apresente
e o peso das pessoas aumentam, a probabilidade de
complicações. Isso não só reflete na qualidade de vida
aparecimento do diabetes também é maior.
do portador, como também permite uma minimização
dos custos para os planos de saúde e para o sistema
de saúde de modo geral.
Quais os fatores de risco para o surgimento do diabetes?
Sedentarismo e hereditariedade estão entre os
principais. Vale destacar, ainda, a mudança dos hábitos
alimentares da população do mundo inteiro, em especial no que diz respeito ao consumo de fast-food.
Saiba mais sobre o diabetes
A página da Sociedade Brasileira de Diabetes
(SBD) na Internet disponibiliza uma série de informações sobre a doença. Anote o endereço:
Dentre as complicações do diabetes, quais o senhor
destaca?
O diabetes, quando mal tratado, costuma levar a
alterações oculares, renais e circulatórias, que são prejudiciais à qualidade de vida dos portadores. Basta dizer que
www.diabetes.org.br
expediente
AxisMed
Conselho editorial: Fábio Boihagian, Fábio de Souza Abreu, Flavio Artur e Silva, Heloísa Watanabe, Joel Rocha de Mello
Endereço: R. Tabapuã, 111 - 3º andar - Itaim Bibi - São Paulo - SP - 04533-010 - Tel.: 55 11 3707 3200 - Fax: 55 11 3078 7537
Repórter e jornalista responsável: Neila Mara Lopes (MTb 39.354) • Produção editorial: Terra Comunicação
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novos horizontes
“Ando dez quilômetros por dia”
“Um paciente que quer realmente melhorar e diminuir os riscos”. Assim a monitora Renata Moura Guiné
define a postura do técnico em telecomunicações Mauro Pereira, que participa do programa de monitoramento da AxisMed desde junho deste ano. Conheça outras conquistas do Sr. Mauro.
E
sposa, quatro filhos – três rapazes e uma moça
– e três netos. Um emprego como técnico em
telecomunicações na Rua Santa Ifigênia, em São Paulo,
muito conhecida pelo comércio de eletroeletrônicos.
Gosto pela leitura, “de todos os tipos”. Esses são os
componentes da rotina de Mauro Pereira, 51 anos, há
alguns meses monitorado pela AxisMed. Nos últimos
tempos, entretanto, alguns elementos indesejáveis
estavam fazendo parte do dia-a-dia do Sr. Pereira
– hipertensão arterial, alta do açúcar no sangue, condição de sobrepeso e parâmetros laboratoriais (como
colesterol e triglicérides) elevados.
A AxisMed chegou à vida do técnico em telecomunicações para lhe dar um novo fôlego. “Ele entrou
no programa pesando 93 quilos. Hoje, está com 82”,
avalia sua monitora, Renata de Moura Guiné, para
citar apenas um exemplo. Sr. Pereira é um paciente
disciplinado. Mesmo antes de ingressar no monitoramento, ele já fazia visitas regulares ao cardiologista.
A AxisMed, segundo ele, deu o empurrão que faltava
para o cuidado com a saúde.
“Minha pressão arterial chegou a 18 por 10”, lembra. “Eu passei no cardiologista e ela começou a diminuir;
só que aí começou a diminuir muito e eu comecei a
cortar o remédio”. Hoje, Sr. Pereira toma a medicação
de acordo com a orientação do médico. “Na primeira
visita, conversei com ele, passei orientações, desde
dieta até atividade física, e falei sobre a importância
do uso contínuo de certos medicamentos, pois é assim
que o efeito desejado acontece”, conta Renata.
Novos hábitos
Sr. Pereira mudou os hábitos alimentares, o que
foi fundamental para a diminuição de peso e para uma
melhora geral em seu quadro. A pressão está sob controle, a disposição para as atividades “melhorou bastante”, como ele mesmo enfatiza, e o saudável hábito
das caminhadas foi incluído no cotidiano: “Ando dez
quilômetros por dia”, comemora. Renata também se
diz satisfeita: “Ele é um paciente ativo e extremamente
focado em melhorar sua qualidade de vida”.
relacionamento
Cartilha. O uso contínuo de sua cartilha pode surpreendê-lo. Faça
dela um de seus livros de cabeceira. Fique atento às recomendações
do material e discuta as dúvidas com sua monitora.
Telefone. É muito importante que a equipe da AxisMed tenha o seu número de telefone atualizado. Mesmo quando for viajar, lembre-se de deixar um
número para contato em nosso Call Center, pois, assim, saberemos como encontrá-lo em caso de urgência. Você sempre ligado – esse é o nosso desafio.
Sinais de controle. As variações em sua condição de saúde são sinais de alerta. Valorize os sinais específicos e
controle sua evolução. Sempre que houver mudanças nos sinais de controle de sua condição, comunique-as à
sua monitora por meio do 0800.
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qualidade de vida
Depressão em pacientes crônicos
“
ção balanceada, bom
sono, atividade física,
lazer e uma reserva de
vida espiritual. Para cuidar do problema, pode
ser necessária a administração de medicamentos
antidepressivos. Hoje, há
uma infinidade deles e
só um profissional pode
indicar a melhor opção.
No caso de depressão secundária, tratar a doença
primária é a principal medida.
Em 2010, um dos principais distúrbios em termos de gastos com saúde vai ser a depressão”,
afirma o psiquiatra Marco Antonio Marcolin, PhD pela
Universidade de Illinois, Chicago (EUA), do Instituto de
Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade
de São Paulo (FMUSP). “A maioria das depressões não
é diagnosticada”, alerta.
De acordo com o psiquiatra Pérsio Ribeiro Gomes
de Deus, professor da Universidade Mackenzie, “há
vários tipos de depressão”. Duas variações são particularmente relevantes no caso de pacientes crônicos: a
depressão secundária, que é desencadeada por outra
doença já existente, como o diabetes e as dores
crônicas; e a depressão
iatrogênica, causada por
medicamentos administrados para tratar outras
doenças.
Hábitos de vida
saudáveis. Isso é importante tanto na prevenção dos quadros
depressivos quanto no
tratamento da depressão, especialmente a
moderada: alimenta-
Você está com depressão?
Se você observar quatro ou mais dos sintomas
abaixo por um período igual ou superior a uma semana, pode ser que esteja com depressão. Nesses casos,
é importante procurar auxílio profissional.
• Falta de energia
e desânimo.
• Fadiga.
• Tristeza.
• Irritabilidade.
• Pensamentos negativos.
• Distúrbios do sono.
• Alterações no apetite
e no peso.
• Flutuações de humor
ao longo do dia.
perfil
AxisMed e cooperativa trabalham em sintonia
A
Medicalcoop, cooperativa de profissionais de
saúde, é parceira da AxisMed desde agosto de
Regional de Enfermagem (COREN)”, diz Formícola.
Segundo ele, a AxisMed trabalha em sintonia com a
cooperativa.
Heloisa Watanabe de Mello, gerente de Operações da AxisMed, complementa: “A empresa vem crescendo e para acompanhar essa demanda por profissionais a idéia do cooperativismo nos pareceu bastante
acertada”. Ela alega que o preceito do cooperativismo
segundo o qual o profissional pode trabalhar da forma
como achar apropriada é compatível com o serviço. “A
monitora pode organizar as visitas e as ligações, sem
horários fixos e de acordo com as necessidades dela e
as do paciente”, exemplifica. Mais um ponto positivo é
todo treinamento fornecido pela AxisMed ser feito por
meio de parceria com a cooperativa.
2002. Atualmente, 32 enfermeiras cooperadas atuam na
empresa como monitoras. “Nós encaminhamos os profissionais de acordo com o perfil desejado pela AxisMed”,
comenta o presidente da Medicalcoop,
Dagoberto Formícola (foto).
Além da reciclagem interna na cooperativa, esses profissionais também
são treinados de acordo com características específicas da atividade que realizarão; neste caso, o monitoramento
de doentes crônicos. “A avaliação dos
candidatos é acompanhada pela nossa
diretoria de enfermagem, de acordo
com as determinações do Conselho
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