Um estudo de caso no Ensino Superior - Avaliação de uma plataforma Moodle Sofia BALULA DIAS Faculdade de Motricidade Humana, Universidade Técnica de Lisboa Cruz Quebrada, 1499-002, Lisboa, Portugal & José DINIZ Faculdade de Motricidade Humana, Universidade Técnica de Lisboa Cruz Quebrada, 1499-002, Lisboa, Portugal RESUMO A crescente adopção de plataformas de gestão de aprendizagem, das quais se destaca a plataforma Moodle pela sua crescente utilização em instituições de ensino superior [19], tem conduzido à introdução de novas abordagens, em contextos educacionais, que são promovidas por estes ambientes de aprendizagem. Foi desenvolvido um estudo descritivo com o objectivo de analisar as ferramentas de comunicação utilizadas pelos docentes e o modo como estes recursos têm contribuído para o desenvolvimento e melhoria das práticas pedagógicas. O estudo empírico envolveu 104 estudantes da Faculdade de Motricidade Humana. Os estudantes responderam a um questionário online que foi previamente validado por especialistas na área. Os resultados revelam que: (1) parece existir uma relação entre a inovação, no âmbito das ferramentas de comunicação, e a facilidade de utilização do ambiente de aprendizagem online; (2) a satisfação no uso do ambiente de aprendizagem online pelos estudantes, está relacionada com o trabalho autónomo desenvolvido pelos estudantes; e (3) a eficiência do ambiente de aprendizagem online depende do papel do docente na plataforma, no que respeita à partilha de informação eficaz entre todos os intervenientes. Palavras-chave: aprendizagem online, ferramentas de comunicação, ensino superior, blended learning, moodle. 1. INTRODUÇÃO As tecnologias estão a mudar o mundo, alteram-se maneiras de pensar, compreender, expressar e criticar, emergindo a denominada Sociedade da Informação [3; 15]. Segundo Adell [15] os meios de comunicação e as tecnologias de informação, têm desempenhado um papel fundamental na história humana, configurando, assim, a nossa sociedade e a nossa cultura. Segundo Pérez [3], a chave para a inovação educativa, para a era da cibercultura reside na mudança do conceito de educação, traduzindo-se esta numa nova pedagogia e metodologia de trabalho. O aluno do século XXI deverá atingir competências comunicativas (saber fazer), de maneira a englobar simultaneamente a intercomunicação pessoal e a comunicação como elemento pertencente a um grupo [3]. A revolução tecnológica actual afectará a educação formal em vários aspectos, levando, talvez, a que a chamada ‘Sociedade da Informação’ se passe a perspectivar como ‘Sociedade do Conhecimento e da Aprendizagem’ [15]. Vários estudiosos reflectiram sobre a sociedade de informação, reforçando a ideia que esta deverá ser vista como uma sociedade vocacionada para a aprendizagem (learning society), para uma aprendizagem ao longo da vida (lifelong learning) [26]. As instituições de ensino não poderão ficar indiferentes ao ‘novo’ modo de entender o mundo, recorrendo, assim, a uma forma diferente de ensinar e de aprender [3]. As mudanças que se vão sentindo nas instituições de ensino, permitem repensar como se poderá reajustar o trabalho dos docentes na sala de aula e em contexto de ensino e de aprendizagem autorregulado, de maneira a encontrar uma estrutura mais flexível e adaptada às necessidades e ritmos individuais dos estudantes [7]. Paralelamente à capacidade de aprender, surge de forma determinante a capacidade de liderança e a capacidade de inovação dos docentes, no sentido de dar resposta aos desafios actuais da nossa sociedade, das instituições de ensino e, em particular, às tecnologias de informação e comunicação (TIC) [7]. Pérez Maya [9] defende que o fenómeno da globalização promove, desde logo, mudanças na nossa Sociedade e, por consequência, na nossa cultura. Esta mudança económica e cultural é propagada através de uma rede informacional, privilegiando a inovação e a criatividade com a flexibilidade na sua organização. O autor valoriza ainda a inclusão como o aspecto fundamental que deverá coexistir na nossa sociedade, isto é, “La sociedad debe constituir el núcleo de inclusión, de realización de lo humano; a ella atañe la distribución la riqueza y las oportunidades.” [9]. Deste modo, para entendermos a educação sem exclusão, teremos de respeitar três dimensões primordiais, nomeadamente: “la igualdad y equidad de oportunidades, la eliminación de las desigualdades y la búsqueda de formas nuevas para el logro de una educación para todos de acuerdo a sus necesidades humanas” [9]. Pérez [3] defende que o futuro da docência dependerá da criatividade e da eficácia de quatro direcções distintas, nomeadamente no acto de: (1) ensinar a procurar; (2) ensinar a entender, interligando causas e consequências; (3) ensinar a aplicar o sentido crítico e (4) ensinar a comunicar. Por um lado, a integração destes aspectos no processo ensino-aprendizagem apresentará maior exigência por parte dos docentes e estudantes; por outro lado, permitirá atingir mais e melhores resultados no decorrer do processo ensino-aprendizagem. Segundo Duchâteau [5], “On introduit des technopédagogies sans véritablement changer le reste de l´école”. O trabajador del conocimiento (entenda-se, o docente), segundo Marcelo [7] terá de criar um ambiente de aprendizagem que permita aos estudantes realizar tarefas individuais e colectivas (recorrendo a um modelo de ensinoaprendizagem centrado em problemas – Problem-Based Learning); no entanto, englobando sempre a supervisão constante por parte do docente-tutor. As TIC, ao permitirem a criação de redes sociais, assim como de espaços privilegiados de aprendizagem distribuída, possibilitam a pesquisa, a partilha de informação e o desenvolvimento de competências cognitivas, recorrendo a instrumentos de trabalho como o correio electrónico, chats e fóruns [7]. É necessário um esforço e um compromisso por parte de todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem (e da sociedade em geral), no intuito de fomentar a aprendizagem, a inovação, a flexibilidade, a autonomia, o trabalho em rede e a aprendizagem colaborativa [7]. Punie et al. [33] defende que são várias as tendências e os desafios que irão afectar o futuro da aprendizagem numa sociedade baseada no conhecimento (knowledge-based society). Bruns & Humpherys [2] concluem que o processo educacional tem vindo a responder aos novos estilos de trabalho, que promovem conceitos como produsage, no sentido de enfatizar determinadas competências e atitudes, nomeadamente: a criatividade, a colaboração, a capacidade crítica e a comunicação. O desenvolvimento de competências pressupõe a “imersão do tutor” no ambiente de aprendizagem e consequentemente, uma formação em contexto online [13]. No que respeita ao nível da intervenção do docente em ambientes online, o modelo de cinco etapas de Salmon [13], sugere a concepção de actividades online, de acordo com o seguinte: etapa 1 – acesso e motivação (primeiro contacto com o ambiente de aprendizagem); etapa 2 – socialização online (construção da comunidade de aprendizagem); etapa 3 – partilha de informação (troca de informação entre os elementos da comunidade); etapa 4 – construção do conhecimento (início dos processos de interacção) e etapa 5 – desenvolvimento (estratégias de aprendizagem construtiva). É um modelo que sintetiza o papel do moderador (docente, facilitador) durante o processo de construção de conhecimento em ambientes virtuais. Considerase, então, que o papel do e-moderador é multifacetado, requerendo que o seu poder criativo o leve a desenhar eactividades apropriadas e variadas de etapa para etapa. Este modelo das cinco etapas pretende ir ao encontro das necessidades e da motivação dos estudantes, apresentando um aumento gradual da intensidade da interacção, não negligenciando o tempo e o ritmo de aprendizagem de cada aluno. Alguns autores [16;31;1] assinalam que o ensino totalmente à distância (e-learning) não alcançou todas as expectativas que se haviam criado inicialmente – os custos são altos, existe habitualmente muito abandono e a motivação dos estudantes perde-se com alguma velocidade. A eficácia dos sistemas de Ensino a Distância (EaD) está, entre outros factores, dependente da capacidade de adaptação com que o sistema consegue responder ao estilo de aprendizagem do aluno [6;27]. Logo, é fundamental que as plataformas permitam aplicar modelos pedagógicos que se ajustem às diferenças dos estudantes. Daí que actualmente exista uma tendência para a utilização de soluções mistas que associam o ensino presencial e o ensino a distância – blended learning (b-learning) (e.g. [20;16;11;23]). Adell [15], por sua vez, reforça que os estudantes deverão assumir um papel mais dinâmico, desenvolvendo a sua aprendizagem num ambiente de aprendizagem diversificado e rico em informação. Deste modo, os sistemas assíncronos de comunicação possibilitam a flexibilidade temporal necessária às pessoas que apresentam dificuldades em assistir regularmente às sessões presenciais (nas instituições de ensino), por motivos diversos, nomeadamente: obrigações laborais, familiares ou pessoais [15]. Segundo Pascu [8], o crescimento efectivo da interacção online com uma forte vertente social (social computing), apresenta uma dinâmica distinta, quer ao nível social quer ao nível económico. O conceito social software pode ser usado para comunicar e colaborar de diversas maneiras, utilizando variados tipos de media, no intuito de promover o trabalho de grupo dos estudantes na construção do conhecimento face às necessidades específicas de cada um [22]. A usabilidade educacional é uma dimensão de estudo que tem também vindo a crescer nos últimos anos e a sua principal impulsionadora tem sido a web. Está intimamente relacionada com a capacidade de um software ser entendido, assimilado e utilizado, bem como, ser atraente para o utilizador em contextos 1 particulares de utilização. Segundo a norma ISO/IEC 9126 , para fins avaliativos do software, a usabilidade terá de integrar quatro características principais, nomeadamente: understandability, learnability, operability and attractiveness. No âmbito do software educativo, ainda apresenta um carácter mais particular, visto que o grau de esforço e recursos necessários para alcançar determinado objectivo, a eficiência do produto e a satisfação em relação ao produto, são imprescindíveis para potenciar dinâmicas do processo ensinoaprendizagem. Nielsen [17] ainda defende que, para um sistema ter boa usabilidade, terá de ter em conta princípios fundamentais, dos quais se destacam: i) ser fácil de aprender, ii) ser eficiente para usar, iii) ser fácil de lembrar, iv) ser fácil de recuperar de situações de erro e v) ser agradável de utilizar. Não obstante isto, Shackell [4] ainda considera outros parâmetros para avaliar a usabilidade, designadamente: a eficiência, a aprendizagem, a flexibilidade e a atitude do utilizador, traduzindo a natureza multidimensional da usabilidade. O crescimento das oportunidades de proliferação, partilha, edição e publicação de material, terá como consequência a emergência de diferentes formas de criatividade digital [30]. A organização do trabalho (por parte dos docentes e dos estudantes), através dos fenómenos como as redes sociais, a colaboração e a conectividade, implica o estabelecimento de complexos papéis no processo de aprendizagem e de construção do conhecimento [30]. Green et al. [14], por sua vez, defendem que se deveria dar mais ênfase à personalização na educação, criando, por exemplo, um sistema educacional que reunisse as necessidades, interesses e potenciais de todos os estudantes. Observam também que, na actualidade, muitos estudantes já se encontram preparados para criar ambientes de aprendizagem personalizados e capazes para utilizarem, fora da escola, recursos digitais [14]. Neste sentido, a utilização de ferramentas de comunicação como a vídeoconferência, o e-mail ou mesmo as comunidades online também apresentam algumas vantagens para o processo de ensinoaprendizagem. Dias & Cação [25] apontam seis vantagens principais, nomeadamente: “eficácia, facilidade de acesso e simplicidade de utilização, actualização de conteúdos, uniformidade, interacção e interactividade, economia e rapidez”. A Sociedade Portuguesa de Inovação [25] defende que o recurso à tecnologia, no caso concreto da utilização do elearning como um modelo de ensino, possibilita melhorias relativamente à consistência da informação e a integridade dos conteúdos, entre os 50-60%, comparativamente ao ensino tradicional. Redecker [10] apresenta estratégias fundamentais de aprendizagem, recorrendo às ferramentas da Web 2.0, nomeadamente: o acesso ao material de aprendizagem, a gestão do conhecimento pessoal e recurso à construção de redes sociais, os métodos e ferramentas utilizadas, a melhoria no alcance de objectivos pessoais, as competências pessoais, e as metacompetências. Segundo Ala-Mutka [18], as comunidades e as plataformas tecnológicas são espaços privilegiados para aprender competências que estão intrínsecas às TIC. Vários estudos apontam a plataforma open source Moodle como um sistema de gestão de aprendizagem eficaz, com capacidade de adaptação a diferentes necessidades e contextos pedagógicos [21;28]. Assim, este estudo pretende analisar as ferramentas de comunicação utilizadas pelos docentes e o modo como estes recursos têm contribuído para o desenvolvimento e melhoria das práticas pedagógicas. São ambientes online que possibilitam a partilha de informação entre diversos utilizadores, bem como a 1 http://www.usabilitynet.org/tools/r_international.html. (consultado a 01.10.09). capacidade de motivar novas pessoas a utilizarem estas mesmas tecnologias [18]. No sentido de caracterizar o contexto em estudo, procedeu-se também à recolha e análise de estatísticas obtidas a partir do software da plataforma Moodle da FMH (Faculdade de Motricidade Humana). Analisou-se a plataforma quanto ao tipo de actividades, à estruturação e aos conteúdos disponibilizados no ambiente de aprendizagem online, das 47 disciplinas disponíveis. Para a construção do questionário online utilizou-se o software LimeSurvey. Os dados obtidos através deste questionário foram tratados nos programas SPSS (versão 18.0) e Excel (Office 2007). Para além da análise descritiva dos dados, procedeu-se a uma análise inferencial pela associação de algumas variáveis que integravam o questionário online, de modo a encontrar resposta para as hipóteses de estudo definidas: 1 - A inovação no âmbito das ferramentas de comunicação está associada à facilidade de utilização do ambiente de aprendizagem online (plataforma Moodle). 2 - A satisfação no uso do ambiente de aprendizagem online pelos estudantes está relacionada com o trabalho autónomo por estes realizado. 3- A eficiência do ambiente de aprendizagem online está associada ao papel do docente na plataforma, no que respeita à partilha de informação eficaz entre todos os intervenientes. Estruturação Construiu-se um questionário online para os estudantes, recorrendo essencialmente a questões fechadas e de resposta múltipla, em detrimento das questões abertas que permitem uma maior liberdade de resposta, no sentido de diminuir a complexidade da análise destas. Na construção do questionário foi utilizada uma escala de grau de concordância com quatro níveis. Caracterização das disciplinas da plataforma não utiliza actividades/documentos N 12 (%) 25 utiliza pelo menos 1 actividade slides, recursos, trabalhos, módulos chat, glossário, teste, debate, wikis, questionários, SCORM2 Total módulos sem nome, dificuldade em encontrar os ficheiros módulos em branco, sem critérios na organização organizada 4 13 9 28 Conteúdos O estudo empírico que foi realizado é, em termos metodológicos, descritivo. Ocorreu no período de Julho a Novembro de 2009. Foi desenvolvido e aplicado um inquérito por questionário organizado em quatro partes: primeira parte (I) avaliação da usabilidade do ambiente de aprendizagem online; segunda parte (II) caracterização das ferramentas de comunicação online disponíveis na plataforma; terceira parte (III) caracterização do papel do docente na plataforma; e quarta parte (IV) caracterização do papel do aluno na plataforma. Actividades METODOLOGIA E AMOSTRA 18 38 47 100 20 43 4 23 8 49 Total sem conteúdos 47 0 100 0 apresenta nenhum aspecto negativo 4 8 apresenta pelo menos um aspecto positivo links, elementos audiovisuais, de multimédia, animações Total 6 13 23 49 47 100 Relativamente à categoria ‘actividades’, verifica-se que uma boa parte dos docentes (38%) disponibiliza várias actividades nos módulos das suas disciplinas. No que respeita à categoria ‘estruturação’, constata-se que grande parte das disciplinas é considerada bem estruturada (49%). Quanto à categoria ‘conteúdos’, a análise dos dados sugere que a maioria dos conteúdos disponibilizados pelos docentes são apresentações usadas em aulas presenciais (slides de aula), servindo também como um local de repositório de vários documentos em formato pdf. No entanto, é importante realçar que 49% dos docentes utilizam na plataforma Moodle, referente às suas disciplinas, recursos interactivos e/ou multimédia, tal como: vídeos, animações, links, situações de aprendizagem audiovisuais e dinâmicas, e algumas actividades avaliativas interactivas (tabela 1). De forma complementar são apresentados graficamente (gráfico 1) os dados referentes à utilização de algumas ferramentas de comunicação/actividades inovadoras da plataforma Moodle. (nº docentes) 2. Tabela 1 – Caracterização das disciplinas activas em Outubro de 2007 na plataforma. 50 40 30 20 10 0 41 21 5 4 6 1 6 12 2 1 A significância estatística das associações foi verificada a partir da aplicação do teste do Qui-quadrado (X²) de independência. Considerou-se como nível de significância estatística o valor de p < 0.05. Dos 298 estudantes que frequentaram o último ano da Licenciatura (edição 2008/2009), aos quais se solicitou a participação no presente estudo, apenas 104 responderam ao questionário, dos quais 48.1% são do sexo feminino e 51.9% do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos. 3. RESULTADOS No intuito de caracterizar o ambiente de aprendizagem das 47 disciplinas disponíveis na plataforma Moodle da Faculdade, foram analisados 3 indicadores qualitativos: Actividades, Estruturação e Conteúdos (tabela 1). Gráfico 1 - Actividades utilizadas pelos docentes nas disciplinas.(http://www.fmh.utl.pt/elearning2008_2009/admin/modules. php) Verifica-se que são utilizadas pelos docentes maioritariamente dois tipos de ferramentas de comunicação: “recursos” (21) e “fóruns” (41). No entanto, actividades como “referendo”, “SCORM” e “wiki” são pouco utilizadas comparativamente com as restantes actividades (gráfico 1). 2 O módulo SCORM é considerado na plataforma Moodle como uma actividade que permite que o docente faça o upload de um pacote SCORM/AICC para incluir no curso (http://docs.org/en/SCORM). Acessos 8000 6000 4000 2000 0 Acessos únicos Desacordo Em termos quantitativos, a plataforma Moodle revela um nível de actividade crescente nos dois anos de utilização - anos lectivos 2007/2008 e 2008/2009. A actividade (docentes e estudantes) realizada atinge o pico máximo no mês de Junho de 2009, alcançando 42848 hits (visitante: 38; aluno: 27044; professor: 2436; administrador: 241; total: 42848) [http://www.fmh.utl.pt/elearning2008_2009/admin/report/stats/index.ph p a 10.09.09]. Este fenómeno pode ser explicado pelo facto de Metacompetências 34.6 60.6 4.8 36.5 58.7 4.8 Alcance de obj. pessoais 37.5 57.7 4.8 Competências digitais e inovação 30.8 63.5 5.7 Acordo 5.8 2.9 1.9 2.9 62.5 66.3 71.2 70.2 30.8 26.9 26.9 Satisfação Flexibilidade Eficiência Facilidade de aprendizagem 0 50 (% alunos) 100 No que respeita ao tipo de ferramentas de comunicação utilizadas, verifica-se que as ferramentas de comunicação mais utilizadas são as ferramentas de tipo assíncronas: notícias, correio electrónico e glossários, com os valores 62.5%, 59.6% e 34.6%, respectivamente (gráfico 5). Actividades como chat, wiki e SCORM são pouco utilizadas comparativamente com as restantes actividades, respectivamente 12.5%, 6.7% e 2.9% (gráfico 5). Sim Não 100 37.5 40.4 50 87.5 70.2 65.4 67.3 86.5 93.3 0 12.5 29.8 34.6 97.1 62.5 59.6 32.7 13.5 6.7 2.9 Gráfico 5 – Caracterização do tipo de ferramentas. Caracterização do papel do docente Relativamente à categoria caracterização do papel do docente, pode-se observar (gráfico 6), que as dimensões “partilha de informação” e “socialização online” são as dimensões que apresentam os valores mais elevados (71.2% e 66.3%, respectivamente), comparativamente com as restantes dimensões. Sem opinião 31.7 8.6 52.9 38.5 Gráfico 4 – Caracterização das ferramentas de comunicação. Desacordo 100 ( % alunos) (% alunos) 50 Desacordo 2.9 67.3 29.8 Acesso ao material de aprendizagem corresponder à época de avaliações finais, onde os estudantes necessitam de aceder com mais frequência a materiais/conteúdos que se encontram disponíveis no ambiente de aprendizagem online. Verifica-se que os utilizadores mais activos na plataforma são os estudantes. Avaliação da Usabilidade A partir da análise dos dados obtidos através do questionário online realizado aos estudantes, pode-se caracterizar o ambiente de aprendizagem online, nomeadamente ao nível da usabilidade das ferramentas de comunicação utilizadas, da caracterização do papel do aluno e do docente, na plataforma Moodle. Deste modo, verifica-se que os estudantes destacam a dimensão “eficiência” – 71.2%, comparativamente com as restantes dimensões (gráfico 3): Sem opinião Competências pessoais Construção de redes sociais (% alunos) 31-Mai-09 31-Jan-09 31-Mar-09 30-Nov-08 31-Jul-08 30-Set-08 31-Mai-08 31-Jan-08 31-Mar-08 30-Nov-07 Gráfico 2 – Acessos à plataforma Moodle. (http://www.fmh.utl.pt/elearning2008_2009/admin/report/stats/index.ph p a 10.09.2009.) 100 Acordo 0 30-Set-07 (hits) Devemos referir também que se verifica um total de 1374 utilizadores registados na plataforma Moodle (http://www.fmh.utl.pt/elearning2008_2009). O número de acessos (únicos) registados, em média, é de 360, com cerca de 2907 logins mensais (gráfico 2), atingindo valores particularmente elevados no mês de Junho de 2008 (6230) e no mês de Maio de 2009 (5987), comparativamente com os restantes meses (gráfico 2). Acordo Sem opinião 2.9 2.9 2.8 4.8 6.7 65.4 66.3 71.2 65.4 58.7 31.7 30.8 26 29.8 34.6 50 0 Gráfico 3 – Avaliação da usabilidade do ambiente de aprendizagem online. Caracterização das ferramentas de comunicação Ao nível das ferramentas de comunicação, de âmbito geral, existe uma notória concordância para a valorização de todas as dimensões (gráfico 4). De destacar a dimensão “construção de redes sociais” (67.3%) e a dimensão “competências digitais e inovação” (63.5%), uma vez que estas são as mais valorizadas pelos estudantes, comparativamente com as restantes dimensões (gráfico 4). Gráfico 6 – Caracterização do papel do docente. (% alunos) Caracterização do papel do aluno Quanto à categoria caracterização do papel do aluno, verifica-se que a subcategoria “autonomia” é a dimensão mais valorizada pelos estudantes (71.2%), seguindo-se as subcategorias “criatividade” e “capacidade crítica” – 57.7% e 51.9%, respectivamente (gráfico 7). 100 50 Desacordo Acordo 5.8 4.8 3.9 Sem opinião 6.7 57.7 49 51.9 42.3 36.5 46.2 44.2 51 0 2.8 71.2 26 Gráfico 7 – Caracterização do papel do aluno. No sentido de testar as 3 hipóteses de estudo recorreu-se à organização de tabelas de contingência (crosstabs) a que foram aplicados os testes de Qui-quadrado (X²) de independência (tabela 2). Tabela 2 – Valores da significância estatística obtida na aplicação do teste Qui-quadrado. Hipótese 1 Hipótese 2 Hipótese 3 X² (1) = 31.734* X² (1) = 29.270* X² (1) = 44.306* *p < 0.001 Os resultados rejeitam as 3 hipóteses de estudo para o nível de significância estipulado. Deste modo, podemos constatar, de acordo com as respostas dadas pelos estudantes que integravam a amostra, o seguinte: - parece existir uma relação significativa entre a inovação, no âmbito das ferramentas de comunicação, e a facilidade de utilização do ambiente de aprendizagem online; - a satisfação no uso do ambiente de aprendizagem online pelos estudantes, está relacionada com o trabalho autónomo desenvolvido pelos estudantes; - a eficiência do ambiente de aprendizagem online está associada ao papel do docente na plataforma, no que respeita à partilha de informação eficaz entre todos os intervenientes. 4. CONCLUSÕES No caso estudado, a implementação da plataforma Moodle em Setembro de 2007, correspondeu à necessidade de procurar soluções de b-learning mais adaptadas às exigências de estudantes e docentes, de forma a melhorar o processo de ensino-aprendizagem e a oferta educativa daquela Faculdade. De um modo geral, verifica-se que a maioria dos docentes daquela Faculdade, enquanto utilizadores do ambiente de aprendizagem online, disponibilizam actividades variadas nas suas disciplinas, nomeadamente: recurso, trabalho, fórum, chat, glossário, teste hot potatoes questionários, teste, debate, wikis, referendo e SCORM. No entanto, ainda são poucos os que recorrem a actividades que estimulem predominantemente o trabalho colaborativo, síncrono e interactivo (wiki, teste, chat, SCORM, etc.). Logo, é possível concluir que a utilização da plataforma é realizada fundamentalmente como repositório de informação, o que não potencializa o desenvolvimento da autonomia dos estudantes e nem permite estimular uma aprendizagem colaborativa. As disciplinas, de um modo geral, apresentam uma boa organização, permitindo reflectir sobre o nível de usabilidade deste sistema. Isto é, parece-nos legítimo afirmar que nos deparamos com um sistema de navegação fácil e intuitivo, no que respeita às questões de facilidade de aprendizagem e facilidade de utilização. Perante os resultados anteriormente apresentados também se constata que a maioria dos docentes utiliza elementos interactivos/multimédia na apresentação dos seus conteúdos. Isto revela, portanto, um indicador qualitativo (embora se reconheça que é pouco frequente) de boas práticas. No entanto, é de salientar que a plataforma Moodle é utilizada de forma integrada e usufrui de todas as suas virtualidades, embora por um número ainda reduzido de docentes. Deste modo, há também indicadores que mostram satisfação na utilização do ambiente de aprendizagem online pelos docentes e estudantes, revelando ser um ambiente de aprendizagem online flexível e agradável de utilizar. A introdução das tecnologias digitais em casa e no meio escolar têm tido repercussões ao nível do sistema educativo [14;29]. No entanto, acessibilidade é considerada por vários autores o obstáculo principal na defesa para a igualdade de oportunidades, assumindo, assim, um grande entrave para a inclusão [29;32]. Também nos parece interessante a significância estatística encontrada na relação entre a usabilidade do ambiente de aprendizagem online e a inovação no âmbito das ferramentas de comunicação, bem como do trabalho autónomo desenvolvido pelos estudantes e a partilha de informação eficaz entre todos os intervenientes. Não obstante, os docentes apenas adoptarão ferramentas de b-learning quando forem mais explícitas as vantagens da sua prática ou existirem incentivos nesse sentido. Os resultados parecem demonstrar que os ambientes de aprendizagem online poderão ser um contributo importante para a melhoria no alcance dos objectivos pessoais, estimulando o trabalho de colaboração e de personalização. Torna-se imprescindível continuar a desenvolver um trabalho de divulgação, formação e apoio especializado, de modo a permitir a melhoria do processo ensino-aprendizagem e dos variados processos de colaboração. O tempo necessário a acções mais complexas e interactivas tem de ser suportado por demonstração de soluções que se centralizem na rapidez e usabilidade de aspectos diários que consomem bastante tempo aos docentes. Embora o ambiente de aprendizagem online ainda não tenha sido utilizado por todos os docentes em todas as disciplinas, a maioria dos estudantes daquela Faculdade encontram-se inscritos como utilizadores. Ao nível dos acessos, verifica-se uma progressiva evolução, quer ao nível das consultas, quer ao nível das contribuições, por parte dos estudantes e docentes, atingindo os valores mais significativos nos meses próximos da época de avaliações, comparativamente com os restantes meses. Por outro lado, se falarmos de melhorias significativas para o processo ensino-aprendizagem, a mudança fundamental encontra-se nas estratégias pedagógicas adoptadas e no tipo de avaliação realizado e, parece-nos, que a intervenção nesse patamar exige outro tipo de esforço e de incentivos. Inevitavelmente, as tecnologias evoluem e novas ferramentas e possibilidades de EaD vão surgindo. Hayes [12] apresenta os mundos virtuais associados à Web 3.0, tendo em consideração fenómenos como a colaboração e a comunicação em tempo real como a mudança de paradigma. Por exemplo tem sido sinalizado que o SL (Second Life) é um ambiente colaborativo de realidade virtual com interface 3D, que apresenta um potencial pedagógico bastante interessante [24]. Os utilizadores podem construir e recriar espaços privilegiados de colaboração virtuais, espelhando eventos, negócios ou mesmo cursos de uma universidade [24]. As ferramentas do SL possuem recursos de integração de voz e vídeo, tornando-se um ambiente virtual de excelência para discussões e apresentações, por exemplo. Os programas de realidade virtual são uma das tendências do elearning, como é exemplo o ambiente de aprendizagem dinâmico Sloodle (http://www.sloodle.org/moodle/). No entanto, não são as tecnologias de forma isolada que melhoram o ensino ou a aprendizagem, mas com estas é possível trabalhar, ensinar e aprender de uma forma que os métodos tradicionais não permitem, trazendo vantagens substanciais para docentes e estudantes. A criação e o desenvolvimento de uma comunidade de aprendizagem online no ensino superior precisa de contributos, troca de experiências e este parece ser o caminho encontrado para que a médio-longo prazo se construa um ambiente de aprendizagem online que vá ao encontro das necessidades específicas dos estudantes e docentes do Ensino Superior. 5. REFERÊNCIAS [1] A. 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