PERSONAGENS FEMININAS: RETRATO DA MULHER PORTUGUESA∗ Vanessa dos Santos - UNISC/ PUIC1 Graziela Strothmann - UNISC2 “Ah! em cada mulher existe uma morte silenciosa;” (Herberto Helder) RESUMO Neste trabalho apresentamos uma reflexão acerca das personagens femininas da Literatura Portuguesa, mais especificamente, das obras de Gil Vicente e Eça de Queirós. Dentre as múltiplas obras destes autores que possibilitam semelhante análise nos detivemos no peça de teatro A farsa de Inês Pereira (1523) e no romance O Primo Basílio (1878). Fizemos a escolha destes textos por considerarmos significativa a expressividade e autenticidade das protagonistas Inês Pereira e Luísa. Partindo do pressuposto de que a literatura retrata os problemas sócio-políticos e os conflitos amorosos, procuramos observar a caracterização dos sujeitos da época como uma referência para identificar traços da concepção de educação e de conduta do escritor Eça de Queirós frente à mulher, mapeando a transposição destes para as personagens que cria. Embora tais obras tenham sido escritas em diferentes épocas, com características peculiares do seu tempo-espaço, buscamos traçar um paralelo com os aspectos que se assemelham entre ambas às personagens, como também, estabelecer comparações acerca de possíveis visões que venham se reproduzindo até a sociedade vigente. Palavras-chave: Literatura Portuguesa – personagens femininas – subjetivação INTRODUÇÃO Através deste estudo, pretendemos identificar nas personagens femininas das obras A farsa de Inês Pereira, de Gil Vicente; e do O Primo Basílio, de Eça de Queirós, suas características psicológicas, físicas, o que desejam e pensam, bem como seu papel como formadoras de opinião dentro do contexto social de Portugal. Para isso, nos fundamentamos em críticos, historiadores, no próprio autor e, principalmente, na nossa visão crítica acerca dessas mulheres. ∗ Este artigo foi desenvolvido para as disciplinas de Literatura Portuguesa I e II, ministradas respectivamente pelas professoras Drª Flávia Brocchetto Ramos e Drª Edimara Sartori. 1 Acadêmica do 6º semestre do curso de Letras Português-Inglês da Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC e bolsista do projeto de pesquisa “Hip-hop: educabilidades e traços culturais em movimento”. 2 Acadêmica do 6º semestre do curso de Letras Português da Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC. A escolha destas obras e, mais especificamente, das personagens Inês Pereira e Luísa, decorre do fato de que ambas possuem características e ações que provocam ‘perturbações’ no leitor, ao colocar em questão os valores morais, a conduta, os desejos e objetivos em contraponto com os sentimentos, permitindo-nos transpor tais reflexões para os dias de hoje. O TEATRO DE GIL VICENTE As peças de Gil Vicente se organizam em modalidades que passam pela sátira, mística, medieval até renascentista, comédia e farsa. Estas duas últimas têm como características o rudimentar, primitivo e popular, mesmo que sua origem tenha se dado na corte. O teatrólogo escreve para divertir o público que detinha todo o poder nas mãos, seus textos, muitas vezes, organizavam-se sobre a forma do improviso e da imaginação. Nas suas obras, revela-se um retrato satírico da sociedade e do tempo, através de personagens-tipo e de muito humor e ironia. Faz uso de uma linguagem popular, não polida, sem termos eruditos, o que torna fácil a leitura. A temática da peça A farsa de Inês Pereira está profundamente ligada à realidade vivida pela sociedade portuguesa da época de Gil Vicente: o desejo de ascensão social da pequena burguesia, que vê no casamento uma forma de consegui-la, o oportunismo, o desprezo pela vida camponesa e o prestígio das maneiras cortesãs, a ignorância do rústico, embora rico camponês e sua ingenuidade, a falta de escrúpulos que caracteriza o núcleo da peça. A PERSONAGEM PRINCIPAL INÊS PEREIRA Inês vive com sua mãe em uma casa da vila, mulher decidida, forte, cheia de sonhos e ilusões como é o caso de quase todas as mulheres. Cansada de trabalhar na lida do campo vê no casamento a possibilidade de fugir dessa vida. A personagem mostra uma atitude além de seu tempo quando, ao casar-se, escolhe o noivo, fato este que denota uma afronta às leis da época e, principalmente, à sociedade patriarcal, pois as mulheres eram completamente submissas aos homens. Essa característica pode ser observada no seguinte fragmento: Porém, não hei de casar Senão com homem avisado; Ainda se pobre e pelado Seja discreto em falar (Vicente, p.109) Ela demonstra muita segurança nos seus atos, pois reclama da vida chata, não ouve os conselhos da mãe que por milhares de vezes a adverte e aconselha. A sabedoria e a visão pragmática do mundo, demonstrada por Inês Pereira, são frutos da sua experiência existencial e afetiva. Inês, logo que entra em cena, queixa-se da sua condição existencial, mas não do fato de ser mulher. Suas primeiras palavras renegam o trabalho doméstico, a clausura do lar e a falta de liberdade: Renego deste lavrar e do primeiro que o usou ................................ Coitada! Assi hei-destar encerrada nesta casa como panela sem asa que sempre está num lugar? ................................. Todas folgam e eu não! todas vêm e todas vão onde querem, senão eu. (Vicente, p.103-104) O autor habilmente concentra as queixas de Inês em um universo semântico de palavras restritas aos afazeres domésticos: lavrar, a lida doméstica representada pela panela e a casa, e esta última, como sinônimo de clausura. O discurso da mãe, ao destacar uma qualidade que julga necessária para uma boa esposa, revela a ideologia social da época em relação à mulher, ideologia esta que se estendeu para outras épocas: para um bom casamento, a esposa deveria ser, antes de tudo, diligente. Como não participava do mercado de trabalho (até porque não havia a não ser no campo), o valor da mulher estava em ser bonita, doméstica e geradora de filhos. Daí a fama de ‘preguiçosa’ ser um inconveniente que certamente reduziria as oportunidades de um bom casamento. Contudo, Inês não demonstra passividade em relação às idéias da mãe, e revela, em sua réplica ousada, um traço marcante da sua personalidade; isto é, o constante questionamento dos valores sociais e a determinação para alcançar seus objetivos. Segundo Inês, que se diz apressada, a preguiça seria a sua mãe, que não se dá pressa em lhe arranjar um marido. Inês também não se mostra passiva em relação aos homens. Não espera ser escolhida, mas escolher: Mãe, eu me não casarei senão com homem discreto, e assi vo-lo prometo ou antes o deixarei. (Vicente, p.116) Aqui, ‘discrição’ tem o sentido que se lhe dava na época. Homem discreto seria aquele que possuísse as virtudes palacianas, ou seja, o saber, a educação, a finura, etc. Noutra passagem, Inês completa sua idealização de marido: que seja homem mal feito feio, pobre, sem feição como tiver discrição, não lhe quero mais proveito. e saiba tanger viola, e como eu pão e cebola, siquer uma cantiguinha discreto, feito em farinha porque isto me degola. (Vicente, p.116) Como se vê, Inês não está preocupada com os dotes físicos ou com a situação financeira do seu futuro marido. Para ela, importante é que, além das virtudes palacianas que ele deverá ter, saiba tanger viola, desejo manifestado pelo seu lado (lírico) subjetivo e ansioso por diversões. Inês tanto falou e no final das contas foi enganada por seu marido, que achava ser um homem bom, mas a convivência acabou provando o contrário, fato bastante relevante para críticos como Saraiva e Lopes (1993, p. 195) quanto à preferência da personagem pelo noivo: “antes quero burro que me leve que cavalo me derrube”. A personagem principal do teatro A farsa de Inês Pereira encontra no marido o repressor, mas, segundo o que ele mesmo diz, ela não buscava discrição. A partida do escudeiro, que desejava se fazer cavaleiro na África, é a salvação de Inês. Renegando a discrição, retira disso uma experiência para toda a vida. O marido morre quando, segundo uma carta que lhe enviam, fugia da batalha para a vila e um mouro pastor o mata. Gil Vicente, neste ponto, faz um escárnio sobre o escudeiro que em casa dava ordens, mas que fora dela se revela apenas um valentão covarde, que nada tem de herói. Contente com a morte do marido, Inês se casa com Pêro Marques, logo arquitetando trai-lo com outro homem e aproveitar sua personalidade fraca para explorá-lo em todos os sentidos. Contudo, da decepção com o casamento e a perda das fantasias, surge uma nova Inês, mulher de força e de experiência, tornando-se dominadora e não mais dominada. Inês Este caminho é comprido contai uma história, marido. Pero Bofá que me praz, mulher. Inês Passemos primeiro o rio, descalçai-vos. Pero Assi há-de ser. E pois como? Inês e levar-me-eis no ombro, não me corte a madre o frio. Assi. (Poe-se Inês às costas do marido) Pero Ides a vossa vontade? Inês Como estar no paraíso. (Vicente, p.141) A mãe de Inês se caracteriza como uma pessoa sensata, que se preocupa com a felicidade da filha, sendo uma boa conselheira. Trabalha na lida do campo e sempre foi dominada pelo poder dos homens. A fantasia e a idealização, construída por Inês Pereira, é própria da psikhé da adolescente e transcende a realidade, o que acabará por decepcioná-la. A mãe assim lhe adverte: Pardeus, amiga, essa é ela: mata o cavalo de sela e bô é o asno que me leva. (Vicente, p.111) As palavras da mãe antecedem as da experiente Lianor Vaz: Sempre eu ouvi dizer: ou seja sapo ou sapinho, ou marido ou maridinho, tenha o que houver mister, este é o certo caminho. (Vicente, p.111) Os discursos de Lianor Vaz e da mãe de Inês, por guardarem a sabedoria popular própria dos ditados, servem para mostrar a importância do casamento como meio de segurança, estabilidade e manutenção da moralidade da mulher. Por conseguinte, qualquer homem que tivesse condições de sustentar um lar serviria. A mãe almeja para Inês um homem abastado, e assim lhe parece Pêro Marques, dono de terras e gados, mas que é rejeitado por Inês por não ser discreto e inteligente. Inês Pereira critica o caráter de homem cumpridor, pois o camponês respeitava os valores de uma ordem que Inês já não compreendia. Quando Pêro se dá conta de que está sozinho com a moça, acha melhor ir-se para não macular a reputação da jovem. Inês, sem que ele perceba, pensa alto: Quão desviado este está!, todos andam por caçar suas damas saem casar, e este, tomade-o lá! (Vicente, p.114) O ROMANCE DE EÇA DE QUEIRÓS O romance O Primo Basílio, que provocou escândalos na época, foi publicado pela primeira vez em 1878. Seu enredo gira em torno de Luísa, uma lisboeta fútil, que se casara ‘nas nuvens’, sem pensar muito, com o engenheiro Jorge. Tendo de viajar para o Alentejo, a fim de saldar “compromissos urgentes”, deixa a mulher entregue a um tédio ainda mais espesso do que antes, apenas cortado pelo aparecimento de Basílio, antigo namorado de Luísa, recém-vindo do Brasil. Tornam-se amantes, mas Juliana, criada da casa de Luísa, apropria-se de algumas cartas amorosas da patroa. De posse delas, começa a realizar chantagens e domina Luísa, que obedece para que Jorge não fique sabendo dos fatos. Jorge volta da viajem, sabe do ocorrido e perdoa, mas tarde demais: Luísa morre, enquanto Basílio, impune e inconseqüente, prossegue sua carreira de ‘conquistador barato’. Segundo Lontra (1997, p.554), a temática abordada por Eça ora é tratada com gravidade ora caricaturalmente, mas sempre de forma ambígua, porque perpassa a ironia. O autor acredita que o riso é a forma mais pura de expressão. A obra de Eça de Queirós é muito marcada pela influência machadiana, o que levou muitos críticos a chamar de plágio o que hoje conhecemos como intertextualidade. Por trás de toda e qualquer escrita encontra-se uma outra leitura que servirá de base e/ou impulsionará uma idéia nova. Eça enfrenta a imposição da sociedade e suas críticas de forma ríspida e por vezes irônica, como elucida Farra (1992, p.7) em artigo introdutório da obra O Primo Basílio: O arsenal estético com que podia enfrentar a sociedade burguesa era aquele de uma arte corrosiva e desmistificadora que pudesse se exercer por meio da caricatura, da ironia e do escárnio. Em nome da Revolução, era preciso selecionar os erros e desprezar as chamadas virtudes com que essa sociedade decadente sobrevivia. O romance O Primo Basílio é caracterizado tematicamente pelo adultério que, neste caso, tem como pressuposto um certo tipo de formação, como situação propícia o isolamento da personagem Luísa. Trata de questões como a inveja, a vingança, mas numa perspectiva secundária com a personagem Juliana, que não mede esforços para mudar de vida, deixar de ser empregada e virar senhora. A SONHADORA PERSONAGEM LUÍSA O escritor Eça de Queirós, ao criar a personagem Luísa que se envolve em adultério, expõe publicamente a representação de um problema típico da burguesia lisboeta3. Muitos argumentos e hipóteses são levantados para justificar tal comportamento estruturado como conjunto de fatores de índole social como: a descuidada educação da mulher, mal formada por leituras ultra-românticas de efeitos deletérios; as frágeis bases da instituição do matrimônio; a ociosidade que lhe proporcionava a vida caseira no lar burguês e o tédio daí decorrente; as influências de um meio social monótono, corrupto e hipócrita, incapaz de proporcionar à mulher meios de ocupação útil e, por outro lado, repleto de costumes dissolutos e de referências ultra-românticas propícias ao exacerbamento da imaginação romanesca e da sensualidade, num caráter fraco como o de Luísa. (JESUS, Maria Saraiva. p. 150) Envolvida pela aparente figura fina, requintada de Basílio, a personagem Luísa, deixase influenciar pela aparência do primo, julgando que com o possível relacionamento dos dois, ocorresse uma ascensão social, de simples mulher burguesa se tornaria uma mulher sofisticada. Basílio, profissional do galanteio e conquista, impressiona Luísa com seus hábitos elegantes, sua roupa nobre, presentes caros e, principalmente, pela sua oratória. - E qual é o outro presente, então, além do rosário? 3 Segundo Maria Saraiva de Jesus, In.: Alguns estereótipos sobre a mulher na segunda metade do século XIX Revista Veredas, o significado tipológico da personagem é explicitado por Eça de Queirós numa carta a Teófilo Braga datada de 12/03/1878: burguesia de Lisboa – a senhora sentimental, mal-educada, nem espiritual (porque cristianismo já não o tem; sanção moral da justiça, não sabe o que isso é), arrasada de romance, lírica, sobreexcitada no temperamento pela ociosidade e pelo mesmo fim da casamento peninsular que é ordinariamente a luxúria, nervosa pela falta de exercício e disciplina moral, enfim a burguesinha da Baixa.(Cf. Eça de Queirós, Correspondência, leit., coord., pref. E notas de Guilherme de Castilho, Lisboa, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 1983, 1.° vol., pp. 133-137). - Ah! Luvas. Luvas de verão, de peau de suède, de oito botões. Luvas decentes. Vocês aqui usam umas luvitas de dois botões, a ver-se o punho, um horror! (Queirós, p. 49). Outro fator que também influenciou Luísa no seu envolvimento proibido com Basílio foram suas leituras românticas. A personagem parece não discernir o verossímil do real. Dessa forma, Basílio parece emergir do universo fictício onde “ela achava o sabor poético de uma vida amorosa”. A ‘contaminação’ dos personagens pelo meio é projetada e afirmada por vários críticos literários. Grandes foram os esforços de Jorge para que Luísa não tivesse más companhias, entretanto, Luísa insistia em receber a invejada Srª Dona Leopoldina em sua casa. Esta personagem era caracterizada pela vida desregrada, desfrutava do prazer de estar com vários homens e, por este fato, era muito falada pela sociedade conservadora da época. - Ouve lá, é necessário que deixes por uma vez de receber essa criatura. É necessário acabar por uma vez! Luísa fez-se escarlate. – É por causa de ti! É por causa dos vizinhos! É por causa da decência! (Queirós, p. 26). Luísa cometera o crime do adultério e, de certa forma, o pecado da luxúria. Por essa culpa dupla foi punida com mais rigor do que fora Amélia. Luísa, mesmo desfrutando os prazeres da carne com Basílio no ‘Paraíso’, nunca tinha sido verdadeiramente feliz porque logo se decepcionara com o amante. Após a partida de Basílio, começa o sofrimento físico da heroína que fica à mercê de Juliana. A vida de Luísa transforma-se num inferno de canseiras, trabalhos e humilhações. Seu sofrimento mental também é constante, pois teme ser denunciada. Além disso, sofre com pesadelos, o que não lhe permite ter paz nem mesmo dormindo. Às vezes vinha-lhe uma revolta, torcia os braços, blasfemava debatia-se na sua desgraça, como nas malhas de uma rede; mas, não encontrando nenhuma solução, recaía numa melancolia áspera – em que o seu gênio se pervertia. (Queirós, p. 206). CONCLUSÕES Percebemos que tanto Gil Vicente como Eça de Queirós nos apresentam personagenstipo. O primeiro retrata representantes do povo como: o escudeiro, a meretriz, o pastor, o sapateiro, entre outros. Já Eça de Queirós volta a sua atenção à burguesia da época com o intuito de fazer uma crítica social. Ambos os autores expõem de forma sucinta as regras sociais que uma moça da época deveria seguir, mas suas personagens principais são construídas mediante provocação a essa imposição da sociedade. Inês representa a adolescente que possui uma visão inovadora, ‘muito além’ de sua época, quebrando, assim, alguns paradigmas sociais que são fielmente seguidos por sua mãe. Luísa, por sua vez, representa toda a ‘sujeira’ existente por detrás de uma fachada perfeita. Notamos que ambas as personagens possuem uma coragem que na época quase não existia, no sentido de quebrar as regras sociais e escolher o caminho de suas vidas a seguir, mesmo que mais tarde pudessem se arrepender. O autor D’A farsa de Inês Pereira cria dois personagens distintos que, na obra, confrontam-se: uma é representada pela moça audaciosa e inovadora, e a outra, sua mãe que defende as bases do casamento tradicional, tornando-se submissa à sociedade patriarcal. Este choque de personalidades faz com que surja uma reflexão do papel da mulher no grupo em que está inserida. Com base no cruzamento das características de cada época, que foram abordados no texto, e trazendo estas informações à atualidade, percebemos que, independente da época e das formalidades do grupo social em que se vive, sempre haverá indivíduos que seguirão seus ideais, conduzindo suas vidas conforme seus preceitos e ignorando padrões de conduta impostos. Inês Pereira e Luísa são exemplos de mulheres que não se permitem viver uma vida que não escolheram. REFERÊNCIAS FIGUEIREDO, Fidelino de. História Literária de Portugal. 3. ed. São Paulo: Companhia Nacional, 1996, p.543. JESUS, Maria Saraiva de. Alguns estereótipos sobre a mulher na segunda metade do século XIX. VEREDAS: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas. v. 1. Porto, 1998. LISBOA, Maria Manoel. Uma caixa de fósforos, ou como o mundo acaba: a risada vingativa de Eça de Queiroz. ARCA: Revista Literária Anual. Eça de Queiroz. 3. ed. Portugal: Paraula, 1995. LONTRA, Hilda Orquídea H. Eça e o seu tempo. 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