SESSÃO - EXTRAORDINÁRIA Projeto De Lei 3044/2014 Mensagem 26/2014, Projeto De Lei 3045/2014 Mensagem 27/2014 Informações Básicas Texto O SR. PRESIDENTE (PAULO MELO) - Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos. Havendo número legal, está aberta a Sessão. Convido o Sr. Deputado Zaqueu Teixeira a proceder à leitura da Ata da Sessão anterior. (O SR. ZAQUEU TEIXEIRA LÊ A ATA) O SR. PRESIDENTE (PAULO MELO) - Lida e aprovada a Ata, passa-se à Ordem do Dia. A SRA. CLARISSA GAROTINHO – Peço a palavra pela ordem, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (PAULO MELO) – Tem a palavra pela ordem, a Deputada Clarissa Garotinho. A SRA. CLARISSA GAROTINHO (Pela ordem) – Verificação de quórum. O SR. PRESIDENTE (PAULO MELO) – Sra. Deputada, verificação de quórum só na votação. Para abertura de Sessão tem que ter sete Deputados. Indefiro a questão de ordem de V.Exa. quanto à verificação. ANUNCIA-SE A DISCUSSÃO ÚNICA, EM REGIME DE URGÊNCIA, DO PROJETO DE LEI 3044/2014, DE AUTORIA DO PODER EXECUTIVO (MENSAGEM 26/2014), QUE ALTERA O ANEXO ÚNICO DA LEI Nº. 6.114/2011, A QUAL DISPÕE SOBRE A CRIAÇÃO DA CARREIRA DE EXECUTIVO PÚBLICO, NO ÂMBITO DO PODER EXECUTIVO ESTADUAL, ESTABELECE SUA ESTRUTURA E FORMAS DE DESENVOLVIMENTO, FIXA SUA REMUNERAÇÃO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (PENDENDO DE PARECERES DAS COMISSÕES DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA; DE SERVIDORES PÚBLICOS; E DE ORÇAMENTO, FINANÇAS, FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA E CONTROLE). O SR. PRESIDENTE (PAULO MELO) - Para emitir parecer pela Comissão de Constituição e Justiça tem a palavra o Deputado Domingos Brazão. (Pausa) Não se encontrando presente, tem a palavra o Deputado Bernardo Rossi. (Pausa) Não se encontrando presente, tem a palavra o Deputado André Ceciliano. (Pausa) Não se encontrando presente, tem a palavra o Deputado Luiz Paulo. O SR. LUIZ PAULO (Para emitir parecer) - Sr. Presidente, o parecer é pela constitucionalidade. O SR. PRESIDENTE (PAULO MELO) - Para emitir parecer pela Comissão de Servidores Públicos, tem a palavra o Deputado Marcus Vinícius. (Pausa) Não se encontrando presente, tem a palavra o Deputado Chiquinho da Mangueira. (Pausa) Não se encontrando presente, tem a palavra o Deputado Dionísio Lins. O SR. DIONÍSIO LINS (Para emitir parecer) – Favorável, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (PAULO MELO) - Para emitir parecer pela Comissão de Orçamento, Finanças, Fiscalização Financeira e Controle tem a palavra o Coronel Jairo. (Pausa) Não se encontrando presente, tem a palavra o Deputado André Corrêa. (Pausa) Não se encontrando presente, tem a palavra o Deputado Luiz Martins. (Pausa) Não se encontrando presente, tem a palavra a Deputada Inês Pandeló. (Pausa) Não se encontrando presente, tem a palavra o Deputado Rafael Picciani. (Pausa) Não se encontrando presente, tem a palavra o Deputado Domingos Brazão. (Pausa) Não se encontrando presente, tem a palavra o Deputado Luiz Paulo. O SR. LUIZ PAULO (Para emitir parecer) - Sr. Presidente, o parecer é favorável ao Projeto de Lei nº 3044/14. O SR. PRESIDENTE (PAULO MELO) – Com os pareceres emitidos, sobresto a discussão até os pareceres da segunda matéria. ANUNCIA-SE A DISCUSSÃO ÚNICA, EM REGIME DE URGÊNCIA, DO PROJETO DE LEI 3045/2014, DE AUTORIA DO PODER EXECUTIVO (MENSAGEM 27/2014), QUE ALTERA OS ANEXOS XIV E XV DA LEI Nº 5.772/2010, À QUAL INSTITUI O QUADRO ESPECIAL COMPLEMENTAR DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, FIXA VENCIMENTOS PARA AS CATEGORIAS FUNCIONAIS A QUE SE REFEREM ÀS LEIS ESTADUAIS 926/85, 1056/86, 113/87, 1236/87, 1355/88, 1367/88, 1434/89, 1459/89, 1480/89, 1522/89 E 1638/90 E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (PENDENDO DE PARECERES DAS COMISSÕES DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA; DE SERVIDORES PÚBLICOS; E DE ORÇAMENTO, FINANÇAS, FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA E CONTROLE) O SR. PRESIDENTE (PAULO MELO) - Para emitir parecer pela Comissão de Constituição e Justiça, tem a palavra o Deputado Domingos Brazão. (Pausa) Não se encontrando presente, tem a palavra o Deputado Bernardo Rossi. (Pausa) Não se encontrando presente, tem a palavra o Deputado Luiz Martins. (Pausa) Não se encontrando presente, tem a palavra o Deputado André Ceciliano. (Pausa) Não se encontrando presente, tem a palavra o Deputado André Corrêa. (Pausa) Não se encontrando presente, tem a palavra o Deputado Luiz Paulo. O SR. LUIZ PAULO (Para emitir parecer) – O parecer é pela constitucionalidade ao Projeto de Lei nº 3045/14. O SR. PRESIDENTE (PAULO MELO) - Para emitir parecer pela Comissão de Servidores tem a palavra o Deputado Marcus Vinícius. (Pausa) Não se encontrando presente, tem a palavra o Deputado Chiquinho da Mangueira. (Pausa) Não se encontrando presente, tem a palavra o Deputado Dionísio Lins. O SR. DIONÍSIO LINS (Para emitir parecer) – Pela Comissão de Servidores o parecer é favorável. O SR. PRESIDENTE (PAULO MELO) – Para emitir parecer pela Comissão de Orçamento, Finanças, Fiscalização Financeira e Controle tem a palavra o Deputado Coronel Jairo. O SR. CORONEL JAIRO (Para emitir parecer) – Favorável, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (PAULO MELO) – Com os pareceres emitidos, em discussão as matérias. O primeiro orador inscrito é o nobre Deputado Paulo Ramos. V.Exa. dispõe de cinco minutos, com um minuto para as conclusões. O SR. PAULO RAMOS (Para discutir a matéria) - Sr. Presidente, Sras e Srs. Deputados, vou discutir apenas o Projeto de Lei nº 3045/14 na medida em que essa carreira de executivo público me causa muito preocupação, especialmente considerando um pleito que vem da área da Educação, que é a eleição direta para diretor de escola. A criação disso já impõe aos próprios servidores, em diversos setores, a aceitação de um tal de Executivo Público, quando, em diversas áreas do serviço público, o servidor que acumula experiência e conhece profundamente a área, como no caso da Educação, prefere que a gestão seja feita exatamente por alguém eleito por toda a comunidade para que o serviço público caminhe bem melhor. Então, não vou discutir a primeira Mensagem, 3044, porque em relação a ela, simplesmente, votarei contra. A segunda é para abordar um aspecto que me causa muita preocupação porque diz aqui: “Os valores constantes do Anexo I correspondem à jornada de trabalho de 40 horas”. E o parágrafo 2º diz: “Os servidores que possuam jornada de trabalho diversa receberão o valor proporcional ao disposto no Anexo I”. Pegando somente um exemplo, temos, na área da Saúde, médicos com 24 horas, por lei. Aqui, esta Mensagem aniquila esse direito, porque este profissional terá 24/40 avos daquilo que está no Anexo I. Isso preocupa porque esse tema já foi objeto de debate nesta Casa quando da apreciação de vários Planos de Cargos, Carreiras e Salários e foi firmado um acordo de que essa discrepância seria corrigida. Agora, no momento de corrigir, o Governo reitera. Então, vamos emendar esta matéria, de modo a preservar a remuneração integral para os servidores, que têm, por lei, uma jornada de trabalho menor do que a jornada de 40 horas, porque não é justo. Aliás, quando, da apreciação, há anos, no Governo Benedita, do Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos profissionais de Saúde, presidindo a Comissão dos Servidores Públicos, consegui aprovar uma Emenda, que unificava em 24 horas a jornada de trabalho na Saúde, de modo a que todos, médicos, dentistas, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, assistentes sociais, psicólogos, todos, tivessem igual jornada de trabalho e não uns com 24, outros com 40, outros com 36, causando dificuldades para a administração e, ao mesmo tempo, uma injustiça muito grande. Então, venho a esta tribuna e espero chamar a atenção, no momento apropriado, e alertar o Deputado Paulo Melo, Presidente da Casa, porque à época foi firmado um acordo para que houvesse a correção. Chegamos, inclusive, à iniciativa de apresentar um Projeto de Lei, corrigindo, aliás, subscrito também pelo Deputado Paulo Melo. Então, não é justo deixar de respeitar, com remuneração integral... (Manifestação nas galerias) O que é isso? Não estou entendendo. O SR. PRESIDENTE (Roberto Henriques) – Conclua, Exa. O SR. PAULO RAMOS – O que estamos cobrando é exatamente a igualdade, que todos tenham igual tratamento e os que conquistaram determinada jornada de trabalho sejam respeitados e vamos buscar, nesta própria Mensagem, o contrário, a unificação da jornada de trabalho, de modo a observar a jornada menor. Quanto ao percentual de reajuste, obviamente, vamos tentar melhorar, porque esta Mensagem envolve inúmeras categorias. São muitas leis que precisam ser consideradas. Sr. Presidente, não é razoável que o Governo persevere num propósito que já foi objeto de debate nesta Casa e que, imaginávamos, na primeira oportunidade haveria a correção. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Roberto Henriques) – O próximo orador inscrito é a Deputada Clarissa Garotinho. Depois, Deputado Luiz Paulo. A SRA. CLARISSA GAROTINHO – Srs. Deputados, quero dizer que inicio minhas palavras discordando do Deputado Paulo Ramos, que me antecedeu, com relação à importância da carreira dos executivos públicos do Estado do Rio de Janeiro. Essa é uma carreira bastante nova no Estado, que merece total atenção. Se, por um lado, o Governo atual marcou um ponto ao criar essa nova carreira no Estado, por outro lado, o Governo perdeu muitos pontos porque criou uma carreira extremamente importante, mas já criou uma carreira totalmente desvalorizada. Estou há algum tempo já acompanhando a questão dos executivos públicos, principalmente a dos assistentes executivos que têm se reunido muito comigo. Veja só o que acontece, Deputado Luiz Paulo. Primeiro, eles cobram – e eu fiz Emenda para isso – que o reajuste deles seja maior, para que seja equiparado aos assistentes do RioPrevidência, aos executivos do RioPrevidência. Nosso mandato fez uma Emenda para isso porque a função que eles desempenham é exatamente a mesma, porém em setores diferentes e já com uma remuneração muito mais baixa. A segunda questão, que considero extremamente importante, é que o Governo do Estado, quando criou essa carreira, criou um grupo de funcionários coringas, ou seja, fez um concurso para a Seplag e, quando o Governo precisa, tira os executivos da Seplag e joga em qualquer outra Secretaria. A maioria dos assistentes executivos hoje está atuando dentro da Secretaria de Educação, mas eles não são considerados nem pela Secretaria de Educação, como servidores da Educação, nem pela Secretaria de Planejamento, como servidores da Secretaria de Planejamento, ou seja, é um grupo recém-criado, sem nenhuma identidade dentro do Estado. Portanto, também, sem direito a nenhum benefício. Então, eles são: servidores da Seplag, lotados na Seduc, sem direito ao auxílio transporte, sem direito a vale-alimentação, sem direito a todos os benefícios que os servidores da Seduc hoje já têm. Então, também fizemos uma Emenda para garantir os mesmos benefícios aos assistentes executivos e com outras Emendas também que já foram solicitadas pela categoria. Quero dizer que vocês podem continuar contando com o apoio do nosso mandato, como têm contado até aqui. Temos acompanhado de perto a luta de vocês. Essa é, sim, uma carreira muito promissora, diferente do que foi dito aqui pelo Deputado que me antecedeu: “Ah! É um grupo menos qualificado.” Não é um grupo menos qualificado. Temos muita gente dentro da carreira de executivos públicos pós-graduados, inclusive. Então, é uma carreira extremamente importante, mas que precisa encontrar o seu lugar, efetivamente, dentro do serviço público no Estado do Rio de Janeiro. Uma carreira importante, com servidores qualificados, mas, infelizmente, é uma carreira que está sem identidade e sem a valorização que merece. Contem com o nosso apoio. O SR. PRESIDENTE (Roberto Henriques) – O próximo orador inscrito é o Deputado Luiz Paulo. Depois, a Deputada Enfermeria Rejane. O SR. LUIZ PAULO – Sr. Presidente, Srs. Deputados, estamos discutindo dois Projetos de Lei: o 3044/2014 e o 3045/2014. Iniciaremos pelo Projeto de Lei 3044/2014 que estabelece alterações na Lei 6114/2011, aprovada por esta Casa e que criou a carreira do executivo público. Votei de modo favorável, em 2011, pela criação da carreira do executivo público, porque considero importantíssimo que o Governo do Estado tenha sempre concurso público e os seus concursados sejam justamente remunerados, para aumentar a eficiência e a eficácia do serviço público, para que melhore o atendimento ao cidadão. E é justo que os executivos, estejam lotados em que Secretaria for, tenham remuneração similar e que não haja discrepância entre eles, nem mesmo entre aqueles que são concursados também do Rioprevidência. Todos desempenham o mesmo papel como executivos públicos. Mas, Deputado Comte Bittencourt, há outra injustiça que estamos emendando para corrigir, se for possível, se o Governo se sensibilizar. Existem no Estado administradores de empresas de nível superior, com mestrado, que não são considerados salarialmente como executivos públicos. Também são concursados e também têm mestrado, mas porque estão lotados, por exemplo, em uma secretaria x, como a de Saúde, têm remuneração de um terço a um quarto da do Rioprevidência e de metade da dos executivos públicos, o que é outra incoerência. Queremos aqui registrar que somos favoráveis a essa equiparação dos executivos públicos com o Rioprevidência, mas também somos favoráveis a que os administrativos concursados, de nível superior, com a formação devida, tenham também a mesma remuneração. O segundo Projeto é o 3045/2014, Deputado Comte Bittencourt, popular “carreirão”. Aqui estão todas as outras categorias do Estado que não estão contempladas nos mais diversos planos de cargos e salários, e a essas categorias que estão compostas aqui, no Anexo 1, com a sua tabela de vencimentos, está se dando um reajuste de 25% em duas parcelas. Seria justo que esses outros funcionários que não têm planos vigorosos pelo menos pudessem receber esse reajuste das suas tabelas em apenas uma vez e não em duas. Parece-me justo e correto que promovamos Emenda nesse sentido. (Palmas) Sr. Presidente, no meu tempo de cinco minutos, muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Roberto Henriques) – O próximo orador inscrito é a Deputada Enfermeira Rejane, que dispõe de cinco minutos. A SRA. ENFERMEIRA REJANE – Sr. Presidente, vou ser breve. Já estamos chegando aqui a um consenso quanto ao que representa essa situação de todos os Projetos terem sido enviados ao mesmo tempo. Em relação ao primeiro Projeto, é claro que vamos apresentar Emendas também; é lógico que vamos apresentar Emendas. Eu acho que a maioria dos parlamentares que está aqui lutando pelos trabalhadores tem o compromisso de, em todos os projetos aqui apresentados, apresentar Emendas a fim de melhorar esses projetos. Agora, em relação ao segundo, o que me chama atenção é que justamente quando conseguimos, aqui dentro desta Casa, melhorar, mesmo que seja de uma forma muito ínfima, a situação dos trabalhadores... Há algum tempo, através da Indicação Legislativa que garantiu a todos os trabalhadores da área da Saúde – sejam eles da enfermagem, sejam eles fisioterapeutas, psicólogos -, tivessem sua jornada de trabalho de 24 horas. Esses trabalhadores, hoje, possuem lei de 24 horas. E o que me espanta é que ao apresentarmos as Emendas aqui neste Projeto de Lei e ao verificamos quais categorias estão citadas dentro do Projeto de Lei 3045 vemos que são justamente os profissionais que já tinham garantido 24 horas de serviço em lei. Então, está aqui: assistente social, enfermeiros, médicos, psicólogos, técnicos administrativos da Saúde, dentro todos os outros, que nós já conseguimos avançar, aqui dentro desta Casa, para ter a garantia de 24 horas em lei para todos eles. Então, este Projeto de Lei, no seu art.1º, inciso I, fala que os valores que estão nessa tabela corresponderão a uma jornada de trabalho de 40 horas semanais. Ora, senhores, nós já vimos essa pegadinha antes. Os trabalhadores que já garantiram a sua jornada de trabalho por lei não podem ser colocados aqui dentro dessa lei com 40 horas semanais. Isso é uma artimanha utilizada pelo Governo. Nós estamos atentos, buscamos as Emendas necessárias e vamos garantir a esses trabalhadores, que já possuem carga horária definida numa legislação apresentada e aprovada nesta Casa, que não admitiremos retrocessos. Portanto, estamos colocando Emendas que garantam que esses valores apresentados aqui nessa tabela sejam valores que garantam a jornada de trabalho já definida na lei. Em relação aos trabalhadores da carreira do Executivo, nós também temos que garantir a esses trabalhadores, que já têm a sua carreira garantida, as melhorias através das Emendas apresentadas. Recebemos, lá no gabinete, Emendas sugeridas pelos profissionais, por esses profissionais, e estamos apresentando-as para que os senhores consigam melhorar este plano, porque do jeito que está apresentado não tem garantia para os senhores. Muito obrigada. (Palmas) O SR. PRESIDENTE (Roberto Henriques) – A próxima oradora inscrita é a Sra. Deputada Inês Pandeló, que dispõe de cinco minutos. A SRA. INÊS PANDELÓ - Sr. Presidente, Roberto Henriques, mais uma vez venho a esta tribuna para discutir duas Mensagens do Governador relacionadas a reajustes de servidores públicos. Em primeiro lugar, eu gostaria de dizer que compreendo que a função, o cargo de Executivo Público não conflita com a democratização e com a autonomia das escolas. Pelo que eu sei, a questão das eleições para diretores de escola é uma luta justa em que o Governo do Estado precisaria avançar no sentido da democratização das escolas. De outro lado, penso que foi importante dar um passo na questão de fazer concurso tanto para executivos públicos quanto para gestores públicos. Penso que isso é garantir a continuidade do Estado, do exercício de Estado. Independentemente de Governos, é o concurso público que vai garantir a memória do Estado e a continuidade dessa memória para os futuros Governos, sejam quais forem. O concurso público garante isso. Os cargos comissionados e as eleições são importantes, mas passam. Os mandatos passam e os que ficam são os servidores concursados. Então, saúdo aqui os executivos públicos. É preciso avançar, principalmente no sentido de antecipar o reajuste. Eu tenho falado desde o início aqui que o Governo está deixando para os anos de 2015 e 2016 os impactos das diversas ensagens que estamos aprovando. Nós, da bancada do PT, estamos fazendo Emendas para puxar para este ano esses reajustes. Dos executivos públicos, por exemplo, está em duas parcelas. Por que não em uma parcela, já que é um setor pequeno, um percentual pequeno dos servidores? Quanto à outra lei, quero chamar a atenção – chamo a atenção da Presidência porque não sei se já foi visto isso – porque na Mensagem do Governo do Estado – são inúmeras leis e beneficiam diversos servidores de diversas Secretarias – é citada a Lei 113/87. A assessoria da liderança procurou esse número de lei e não o encontrou. Encontrou, sim, a Lei 1213, que imaginamos seja a que o Governador queira citar, já que fala de ensino superior. Então, teria que ver se realmente é a 1213 e fazer uma errata na publicação. No mais, para os diversos profissionais das diversas categorias, como economistas, estatísticos, técnicos de administração, contador do Tribunal de Contas, assistente social, bibliotecário, botânico, técnico de comunicação social, o pessoal da Secretaria de Administração, da Secretaria de Planejamento, de Justiça, pessoal civil da Polícia Militar, Agricultura, Abastecimento, Assuntos Fundiários e Assentamentos Humanos, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Urbano e Regional, Esporte e Lazer, Indústria e Comércio, Meio Ambiente, Trabalho, Transportes, Gabinete Civil, Departamento de Recursos Minerais, servidores civis da administração direta e autárquica e o quando geral do pessoal civil da Secretaria de Estado de Defesa Civil, estão aqui também 25% em duas parcelas. Como nas outras Mensagens, estamos fazendo Emendas para puxar isso para uma única parcela. É só isso, Sr. Presidente, por enquanto. O SR. PRESIDENTE (Roberto Henriques) – O próximo orador inscrito é o Deputado André Corrêa, que dispõe de cinco minutos. O SR. ANDRÉ CORRÊA - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, mais uma vez nesse saudável debate, quero saudar todas as representações dos servidores: do DER, dos executivos, Funarj, IAA, dos previdenciários. E com muita tranquilidade, sabendo que sempre é importante avançar, mas não posso deixar de fazer uma preliminar, Deputados Samuel Malafaia e Dionísio Lins, do esforço do Governo no que eu chamo de institucionalidade. Sem demérito a ninguém, foi esse Governo que, nesses sete anos, mais realizou concurso público na história desse Estado. Só na área da Educação, temos 50 mil professores que ingressaram por concurso público. Antes, tínhamos 20 contratos temporários, cooperativas. Na área da Segurança Pública, Polícia Militar, é um valor acima do anterior. O Governo recentemente num único dia incorporou mil policiais e abriu mais um concurso para seis mil vagas. Passamos de 60 mil. Da mesma forma que me dirigi aos servidores da Defensoria Pública aqui presentes, todos eles da Defensoria Pública - sem sombra de dúvida, uma instituição que merece todo o nosso respeito - entraram por concurso feito por esse Governo. Nunca na história da Defensoria Pública havia ocorrido concurso para os quadros da instituição. E é com muita alegria e muito orgulho que eu vejo aqui a representação dos executivos públicos. (Palmas). É como Líder do Governo que digo isso com muito orgulho, porque minha formação é na área de Gestão, sou formado em Administração de Empresa. Tive a honra de fazer mestrado em Administração Pública na Fundação Getúlio Vargas, e sempre defendi dentro do Governo a questão do reforço no quadro dos técnicos em Gestão. E é com muita satisfação que esse Governo criou a função dos Executivos Públicos, e é com muito prazer que sabemos, hoje já são 800 Executivos Públicos espalhados pelas Secretarias, aperfeiçoando a gestão do Estado. O Governo criou também a figura dos gestores públicos. Criou também e realizou um concurso que há 20 anos não havia. Eu sou servidor público concursado, sou auditor fiscal do Estado, e meu concurso foi há 20 anos e depois nunca mais teve concurso. O que eu venho fazer aqui? Quero felicitar todos vocês em nome da direção e representação dos senhores, do Alessandro Jordão (Palmas) que está permanentemente, ele e sua equipe, correndo os gabinetes em contato com a liderança do Governo. E eu não faço demagogia. Não faço demagogia. Dificilmente, vamos conseguir acatar as Emendas que fazem esse aumento dessa carreira que tanto nos orgulha. Vocês todos passaram depois de muito estudo e dedicação e não devem favor a ninguém. Conversando com vários Deputados, decidi encaminhar ao Governo a fim de que possamos dar aqui a vocês o mesmo tratamento que tiveram os gestores públicos. (Palmas) Tiveram um valor parcelado, mas diferenciado. Venho debatendo essa demanda com o Alessandro Jordão já há algum tempo. Nós vamos trabalhar nesse sentido com muita clareza. Não estou aqui para criar falsas expectativas e não garanto que isso vá acontecer, mas vai contar com o meu empenho, o empenho do Presidente Paulo Melo, para que o tratamento dado aos gestores públicos seja o mesmo dado aos executivos públicos. Vamos fazer esse debate. Quero dizer para os servidores da Funarj que também, ao longo desse tempo todo, o presidente de vocês esteve diversas vezes na liderança do Governo. Faço o registro, sobretudo, do esforço do Deputado André Ceciliano que desde o primeiro momento tem trabalhado muito na questão da Funarj. Quero saudar meus queridos amigos do Theatro Municipal, Pedro, Jesuína, Dittert, João e Rescala, que também estão aqui permanentemente, representados pelo Deputado Luiz Paulo, um grande interlocutor dessa classe aqui, e dos demais Deputados, do Deputado Zaqueu Teixeira. O SR. PRESIDENTE (Roberto Henriques) – Conclua, por favor. O SR. ANDRÉ CORRÊA – Concluo dizendo que vamos procurar avançar no debate. A base do Governo vai se empenhar mas não podemos deixar de reconhecer, e isso eu faço com muito orgulho, que, se os senhores estão aqui hoje enchendo as galerias, e eu fico com o meu coração alegre, foi porque o nosso Governo fez esse concurso e possibilitou isso. Espero que os senhores continuem organizados porque, como disse aqui a Deputada, os Governos passam e quem vai julgar é o povo; os Deputados aqui passam - eu estou Deputado -, mas a organização de vocês é que vai fazer os avanços acontecerem. Mas estou muito feliz porque não houve Governo nos últimos anos que mais tenha valorizado os servidores públicos do que o atual. Vamos continuar o debate e vamos procurar avançar. O SR. PRESIDENTE (Roberto Henriques) – Não havendo mais oradores inscritos... O SR. ANDRÉ CORRÊA – Deputado Roberto Henriques, esqueci de citar que está aqui permanentemente também o presidente da Seaerj - Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro. Quero saudá-los, como também o pessoal do DER. Parabéns pela luta. Com vaias e aplausos - assim é a democracia -, vamos seguir em frente. O SR. PRESIDENTE (Roberto Henriques) – Não havendo mais oradores inscritos, as matérias estão sobrestadas para o acolhimento de Emendas. Convoco os Srs. Deputados para a Sessão Extraordinária às 14horas, com a seguinte Ordem do Dia: (Lê a Ordem do Dia) O SR. PRESIDENTE (Roberto Henriques) – Está encerrada a Sessão.