ESTUDO EPIDEMIOLOGICO SOBRE A DETECÇÃO PRECOCE DE DIABETES
MELLITUS GESTACIONAL NO MUNICÍPIO DE ESPERANÇA- PB.
DUTRA, Ana Karina de Souza
LIMA, Anthoniany Anistayne Silva de
NÁPOLES, Katharine Leôncio de Medeiros
SALES, Rita de Cássia Almeida
COÊLHO, Ardigleusa Alves
O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é um distúrbio metabólico caracterizado por
intolerância à glicose, com início ou primeiro reconhecimento durante a gestação. Nesta
condição, a placenta secreta hormônios que bloqueiam a ação da insulina, dificultando sua
capacitação e utilização periférica levando a hiperglicemia. Os níveis elevados de glicose
materna estão associados a complicações perinatais, aumentando o risco de morbimortalidade
fetal/neonatal, caso não sejam controlados. Assim, este estudo objetivou investigar a detecção
precoce do DMG, através dos exames realizados para tal, além da idade gestacional ao
rastreamento, os fatores predisponentes e a incidência do DMG na população estudada. Tratase de uma pesquisa documental realizada com prontuário de 35 gestantes, no período de
Janeiro/Julho de 2003, em uma instituição pública de Esperança-PB. Constatou-se que 97%
(34) das gestantes realizaram um teste de rastreamento, estando 43% entre 10-23 semanas
gestacionais. 88% (30) apresentaram rastreamento positivo (glicemia 85mg/dl), destas,
apenas 13% tiveram diagnóstico confirmado (glicemia 110mg/dl;TOTG 140mg/dl). Nas que
tiveram rastreamento negativo (glicemia<85mg/dl), 75% apresentaram confirmação do DMG
através do Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) de 2h, com glicemias 140mg/dl.
Assim, a ocorrência de DMG nesta população (35) foi de 20% (07). Destas, 57% tinham entre
18-24 anos; 29% apresentaram sobrepeso; 43%, obesidade; sendo que 14% destes dados não
estavam preenchidos; 86% das mulheres com DMG, apresentaram algum tipo de infecção.
Contudo, observou-se que há uma maior necessidade de qualificação das unidades básicas de
saúde, no sentido de preparar seus profissionais para a detecção precoce do DMG, oferecendo
uma melhor assistência à saúde das gestantes.
Palavra chaves: diabetes gestacional; complicações perinatais; detecção precoce.
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STUDY EPIDEMIOLOGICAL ON THE PRECOCIOUS DETECTION OF DIABETES
MELLITUS GESTATIONAL IN THE CITY OF ESPERANÇA-PB
DUTRA, Ana Karina de Souza
LIMA, Anthoniany Anistayne Silva de
NÁPOLES, Katharine Leôncio de Medeiros
SALES, Rita de Cássia Almeida
COÊLHO, Ardigleusa Alves
The Diabetes Mellitus Gestational (DMG) is a metabolic disturbance characterized by
intolerance to glucose, with beginning or first recognition during the gestation. In this
condition, the excretes placent hormones that block the action of the insulin, making it
difficult its qualification and peripheral use taking the hiperglicemia. The high glucose levels
maternal are associates the perinatais complications, increasing the risk of fetal/neonatal
morbid-mortality, in case that they are not controlled. So, this study objectified to investigate
the precocious detention of the DMG, through the examinations carried through for such,
beyond the gestational age to tracking, predisponent factors and the incidence of the DMG in
the studied population. One is about a documentary research carried through with handbook
of 35 pregnants, in the period of January/July of 2003, in a public institution of Esperança-PB.
Were evidenced that 97% (34) of the pregnants had carried through a tracking test, being 43%
between 10-23 gestacionais weeks. 88% (30) had presented positive tracking (glicemia ≥ 85
mg/dl), of these, only 13% had had confirmed diagnosis (glicemia ≥ 110 mg/dl; TOTG ≥ 140
mg/dl). In that they had had negative tracking (glicemia < 85 mg/dl), 75% had presented
confirmation of the DMG through the Verbal Test of Tolerance to Glucose (TOTG) of 2h,
with glicemias ≥ 140 mg/dl. Thus, the occurrence of DMG in this population (35) was of 20%
(07). Of these, 57% had between 18-24 years; 29% had presented overburden; 43% obesity;
being that 14% of these file were not filled; 86% of the women with DMG, had presented
some type of infection. However, it was observed that it has a bigger necessity of qualification
of the basic units of health, to prepare its professionals for the precocious detention of the
DMG, being offered one better assistance to the pregnants health.
Keywords: diabetes gestational; perinatais complications; precocious detention.
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ESTUDO EPIDEMIOLOGICO SOBRE A DETECÇÃO PRECOCE DE DIABETES
MELLITUS GESTACIONAL NO MUNICÍPIO DE ESPERANÇA - PB.
DUTRA, Ana Karina de Souza
LIMA, Anthoniany Anistayne Silva de
NAPOLES, Katharine Leôncio de Medeiros
SALES, Rita de Cássia Almeida
COELHO, Ardigleusa Alves
INTRODUÇÃO
O Diabetes Mellitus Gestacional é definido como a intolerância aos carboidratos, de graus
variados de intensidade, diagnosticada pela primeira vez na gestação, sendo causa de
morbidade pra mãe e filho, caso não seja controlada (BRASIL, 2001, p.109; SILVA et al,
2003, p.02).
A mulher desenvolve o diabetes durante a gestação porque neste período a placenta secreta
hormônios que bloqueiam a ação da insulina, dificultando a capacitação e a utilização de
glicose pelas células, provocando hiperglicemia (SMELTZER; BARE, 2000, p. 876; ANAD,
2003, p.01). Esse efeito é mais intenso a partir da metade da gestação, quando o feto aumenta
o seu ritmo de crescimento e necessita de quantidades elevadas de carboidratos, proteínas e
elementos minerais. Por isso é ideal o rastreamento do diabetes gestacional, para todas as
gestantes, entre a 24ª e 28ª semana de gestação (BRANDEN, 2000, p.88; DIABETES
GESTACIONAL, 2003b, p.01).
A glicemia de jejum é recomendada como teste para rastreamento, tendo como ponto de corte,
85 ou 90mg/dl, independente do momento da gravidez. Um resultado maior ou igual ao ponto
de corte é considerado rastreamento positivo, indicando a necessidade de um teste
diagnóstico, dependendo do grau da hiperglicemia. Glicemias iguais ou maiores que 110mg/dl
requerem confirmação imediata devendo haver repetição do teste diagnóstico que, com um
segundo resultado a partir de 110mg/dl, define o diagnóstico. Para glicemias menores que
110mg/dl, o teste diagnóstico recomendado é o Teste Oral de tolerância à Glicose de 2h, com
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ponto de corte a partir de 140mg/dl (REICHELT; OPPERMANN; SCHMIDT, 2002, p.02;
BRASIL, 2001, p.110).
Os fatores de risco para o diabetes gestacional são: idade acima de 25 anos; baixa estatura
( 1,50cm); obesidade ou ganho excessivo de peso; um histórico de diabetes na família; um
filho anterior pesando acima de 4kg; uma morte de um recém-nascido anterior; hipertensão
arterial e infecções freqüentes (ANAD, 2003, p.01; DIABETES GESTACIONAL, 2003a,
p.01).
No quadro clínico, quando presente, a paciente apresenta poliúria, polidpsia, fadiga, infecções
freqüentes, entre outros sintomas que, geralmente, não são uma ameaça à vida da gestante
(LIMA, 2003, p. 01).
As conseqüências do diabetes gestacional para mãe e filho incluem macrossomia; parto
prematuro em função do excesso de líquido amniótico; morte fetal intra-uterina; hipertensão;
além do risco da mãe desenvolver diabetes tipo II, posteriormente (MAGANHA et al, 2003.
p.02).
Tendo isso em vista, o tratamento consiste, basicamente, em aconselhar as gestantes a
manterem o peso corpóreo ideal e a se exercitarem regularmente, além de manter o nível de
glicose dentro do normal através de dieta. Caso não consiga atingir os objetivos apenas com
essas condutas, inicia-se a insulinoterapia (BRANDEN, 2000, p.87; SMELTZER; BARE,
2000, p. 876.).
Segundo ALMEIDA; LEMONICA; RUDGE (2003, p. 175), o diabetes Gestacional, dentre
outras complicações, altera o crescimento fetal e aumenta a taxa de malformações fetais,
apesar do tratamento com insulina. A incidência das malformações congênitas nas gestações
complicadas pelo diabetes varia de 5 a 10%, taxa 2 a 3 vezes maior que a observada na
população em geral, e também responsável por cerca de 40% das mortes perinatais.
A mortalidade perinatal dos filhos de mães diabéticas decresceu nas últimas décadas, em
decorrência do avanço na compreensão das adaptações metabólicas maternas, do
reconhecimento da importância da manutenção da normoglicemia em gestantes portadoras de
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diabete e da introdução de métodos de avaliação do bem-estar e da maturidade pulmonar
fetais Segundo (MASCARO et al, 2002, p.593).
Diante do exposto estamos convencidos de que a abordagem de uma mulher com diabetes
gestacional deve ser multidisciplinar e humanizada, devendo envolver o trabalho e a atenção
do obstetra, endocrinologista, assistente social, enfermeira, bioquímico, nutricionista e outros
visto que se trata de uma patologia complexa que demanda cuidados especiais.
Entende-se pois, que o Diabetes Mellitus Gestacional é motivo de preocupação, por influi na
qualidade de vida, podendo ser prevenido com a orientação à comunidade e com o
rastreamento de casos entre as gestantes. Considerando, ainda, que o seu controle depende
basicamente de ser detectado o mais precocemente possível, para que se possa minimizar seus
riscos, tornou-se relevante o realização deste estudo que teve como objetivo investigar a
detecção precoce do Diabetes Mellitus Gestacional em uma instituição de Saúde pública, no
município de Esperança- PB.
Para tanto, a pesquisa se justifica pela necessidade de discutirmos e pensarmos sobre a
detecção precoce do Diabetes Gestacional, numa tentativa de oferecer melhores subsídios
para o planejamento de ações que visem o controle e a prevenção desta patologia,
especialmente sobre, fatores predisponentes e diagnósticos.
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ESTADO DA ARTE
O Diabetes Mellitus é um grupo de distúrbios heterogêneos caracterizado por hiperglicemia,
decorrente de níveis diminuídos de insulina no sangue ou de uma sensibilidade celular
diminuída a este hormônio pancreático. De etiologia ainda desconhecida, tem um forte
determinismo genético (GROSS, J.L.et al, 2002, p.01; ARAÚJO R. B. et al, 1999, p.25).
Existem, basicamente 3 tipos principais de diabetes: o tipo I, que ocorre geralmente, na
infância ou adolescência, de etiologia básica incluindo fatores genéticos, imunológicos ou
ambientais e necessitando de insulinoterapia; o tipo II, iniciado mais comumente acima de 30
anos, cuja etiologia envolve obesidade, hereditariedade ou fatores ambientais; e o diabetes
gestacional, detectado durante a gestação (SMELTZER; BARE, 2000. p.874).
O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é uma desordem que começa ou é reconhecida
primeiramente durante a gravidez, estando relacionada a um distúrbio na utilização da glicose
pelas células do organismo, por influencia dos hormônios contra - insulínicos: lactogênio
placentário humano, estrogênios e cortisol. (DIABETES GESTACIONAL, 2003a, p.01;
MAGANHA et al, 2003, p. 01).
A gravidez é um período da vida da mulher caracterizado por um estress fisiológico, onde se
exige muito das células ß- pancreáticas, as quais provocam uma resistência à utilização de
glicose pelo organismo materno, facilitando o transporte e difusão desta até o feto (LIMA,
2003. p. 01; SOUZA, 2003, p. 02).
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A mulher com DMG apresenta um mau funcionamento das células ß- pancreáticas, que
secretam quantidades insuficientes de insulina, e favorecem a ação dos hormônios
diabetogênicos, provocando um aumento na resistência à insulina, maior que o ocorrido na
gravidez normal (REZENDE; MONTENEGRO, 2003, p. 385).
O acumulo de glicose no sangue materno resulta num conseqüente aumento dos níveis de
glicose no feto, o que estimula a produção exagerada de insulina por seu pâncreas,
interferindo na homeostase fetal, desencadeando macrossomia, peso aumentado para a idade
gestacional, uma vez que acumula mais energia que a necessária, aumento das taxas de
casáreas, toco traumatismo, hipoglicemias e hiperbilirrubinemia fetais, distúrbios respiratórios
neonatais e óbito fetal (DIABETES GESTACIONAL, 2003b, p, 03).
A dismorfogênese embrionária é também um dos riscos a que estão expostos os fetos das
gestantes diabéticas. Apesar das controvérsias quanto à origem das malformações congênitas,
estudos recentes constataram pouca influência do controle glicêmico, enfatizando, assim, uma
etiologia multifuncional (ALMEIDA; LEMONICA; RUDGE, 2003, p.01).
São considerados fatores de risco para o desenvolvimento de Diabetes Gestacional (DG), a
idade materna superior a 25 anos, obesidade ou ganho excessivo de peso na gravidez atual,
história familiar de diabetes , baixa estatura ( 1, 50m), hipertensão arterial, crescimento fetal
excessivo, polidrâmnio ou pré- eclampsia na gravidez atual e antecedentes obstétricos de
morte fetal ou neonatal, de macrossomia ou de DG (SILVA et al, 2003, p. 02; YULI;
ANDREÍNA; YURAIMA, 2002, p.04 ).
Os sintomas clássicos do diabetes gestacional, quando presentes, incluem poliúria, polidipsia,
perda de peso, apesar do aumento do apetite fadiga, náuseas, infecções freqüentes, visão
embaraçada (DIABETES GESTACIONAL, 2003a, p.01).
Para detecção do DMG de forma precoce, é indicado e adotado, segundo prioridade local de
cada serviço, um rastreamento, que pode ser universal, para todas as gestantes, ou seletivo,
apenas para gestacional com fatores de risco (ANAD, 2003, p. 01)
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O rastreamento para o diabetes mellitus gestacional deve iniciar - se na primeira consulta do
pré - natal, iniciando- se pelos fatores de risco, além da realização do teste de glicemia em
jejum, para todas as gestantes (BRASIL, 2000. p. 109-110), uma vez que um bom controle
pré-natal ajudará a um prognóstico favorável.
REICHELT et al (2003, p.03), concorda na solicitação de um teste de glicemia em jejum na
primeira consulta pré-natal para todas as gestantes, independente da presença de fatores de
risco, por questões de simplicidade, baixo custo e validade.
Um rastreamento positivo (glicemia
85mg/dl) indica a necessidade de um teste diagnóstico.
Glicemias maiores que 110mg/dl requerem confirmação imediata, com a repetição do teste de
glicemia em jejum. Em um segundo teste com resultado acima de 110mg/dl, assegurando o
jejum mínimo de 8 horas, define-se o diagnóstico de Diabetes gestacional (GROSS, J.L.et al,
2002, p.01; SCHIRMER, 1997, p.01).
O’Sullivan e Mahan, em 1964, foram pioneiros na apresentação de um teste diagnóstico para
Diabetes gestacional, propondo valores máximos de normalidade para o Teste oral de
Tolerância a Glicose (TOTG) na gestação (KATZ et al, 2002, p. 528).
O teste de O’ Sullivan, com 80% de sensibilidade, consiste na avaliação da glicose plasmática
1 hora depois da ingestão de 75mg de glicose, em qualquer hora do dia, independente da
ingesta prévia de alimentos. Os níveis de glicose plasmática superiores a 140mg/dl são
considerados O’Sullivann positivo (SABUGUEIRO et al, 2001, p.02).
A Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Associação Americana de Diabetes preconizam
e Teste de Tolerância com sobrecarga oral de 75g de glicose como procedimento diagnóstico
para o DG. Este teste foi padronizado de acordo com a normatização da OMS, devendo ser
realizado entre a 24ª e 28ª semanas de gestação (REICHELT; OPPERMANN; SCHMIDT,
2002. p.03; LIMA, 2003. p. 02).
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Outros exames diagnósticos também podem ser utilizados como testes de glicose urinária,
glicemia pós-prandial de 1 hora, teste de tolerância à glicose de 3 horas, hemoglobina
glicosilada e níveis sanguíneos de glicose (BRANDEN, 2000. p.89; REZENDE;
MONTENEGRO, 2003. P.389).
O tratamento inicial do Diabetes Gestacional consiste em orientação alimentar, onde a dieta
deverá conter 30kcal/Kg de peso/ dia, constando de 40 a 50% de carboidratos, 30 a 35% de
gorduras e 20 a 25% de proteínas, distribuídos em 3 refeições e 3 lanches leves. Os objetivos
desta monitoração dietética são o controle dos níveis glicêmicos plasmáticos, a prevenção da
cetose da inanição, bem como proporcionar nutrientes adequados, necessários à mãe e ao feto
(ELIAS, 2003, p. 01).
A prática de exercícios físicos é também parte da estratégia para tratamento do Diabetes
gestacional. A atividade física regular permite que seu corpo use a glicose sem necessidade de
insulina adicional (DIABETES GESTACIONAL, 2003c, p. 03).
Deve haver, porém, certa cautela durante a prática esportiva quanto á segurança para a mãe e
para o feto, devendo-se, portanto, observar e avaliar certos parâmetros como a freqüência
cardíaca, a pressão arterial, temperatura e dinâmica uterina materna, bem como a freqüência
cardíaca fetal, a fim de manter o bem estar para ambos (MAGANHA, 2003, p.03).
Caso o tratamento dietético associado à prática de exercícios físicos não sejam eficazes no
controle do Diabetes, obtendo-se valores glicêmicos constantemente elevados, recomenda-se
iniciar a insulinoterapia. O controle glicêmico deve ser realizado através da monitorização
domiciliar das glicemias capilares (CORLETA; KALIL, 2001.p.02).
Os resultados da monitorização domiciliar da glicose possibilitam a prescrição de doses de
insulina que atenderão as necessidades da gestante. A insulina é administrada por via
subcutânea, sendo dois terços da dose total, geralmente, aplicados no café da manhã e o
restante no jantar. Pode ser indicado o uso contínuo de insulina através de uma bomba de
infusão e insulina simples para manter os níveis sanguíneos da glicose durante toda a gravidez
(BRANDEN, 2000, p. 91-92).
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MATERIAL E MÉTODOS
Tipo, período e Local da pesquisa
Estudo documental e descritivo, com abordagem quantitativa realizado em uma instituição de
saúde pública de Esperança-PB, no período de Janeiro a Julho de 2003.
Universo e Amostra
O universo utilizado para estudo foi composto por prontuários de 264 gestantes
acompanhadas pela instituição, durante o período de Janeiro a Julho de 2003. A amostra
utilizada compreendeu 35 prontuários de gestantes que estavam sendo atendidas durante o
período da pesquisa.
Instrumentos de coleta e aspectos éticos
Os dados foram coletados dos prontuários do Programa Saúde da Família e transcritos para
uma ficha pré-elaborada (anexo I), ) contendo as seguintes variáveis: idade, altura, peso e
história da gestação atual (hipertensão; infecção, exame para o rastreamento e diagnóstico do
diabetes, idade gestacional ao diagnóstico); respeitando os aspectos éticos da pesquisa com
seres humanos segundo resolução nº 196 de 10 de Outubro de 1996, assegurando desta forma
o sigilo sobre a identificação dos pacientes e da unidade que serviu como local de pesquisa,
além de deixar clara a liberdade no consentimento e desistência da instituição em participar
do estudo. Para tanto, foi elaborado um termo de consentimento livre e esclarecido (anexo II).
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Tratamento dos dados
Os resultados da pesquisa foram organizados através de gráficos contendo freqüências
relativas a percentuais para fornecer a discussão dos dados obtidos com base no referencial
bibliográfico pertinente.
APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Segundo Silva et al (2003, p. 05), os resultados sobre a ocorrência de Diabetes Mellitus
Gestacional (DMG), em relação à população brasileira sofre variações regionais.
Embora BRASIL (2000, p. 109) afirme que a forma gestacional do Diabetes Mellitus acomete
7,6% das mulheres brasileiras acima de 20 anos, os resultados desse estudo demonstraram que
a freqüência do Diabetes Gestacional (DG) ocorreu em 20% (07) das mulheres acima de 18
anos (gráfico 01).
60%
50%
57%
43%
40%
30%
20%
10%
18- 24 anos
0%
> de 25 anos
Gráfico 01-Distribuição das mulheres com DMG segundo faixa etária.
Esperança-PB - 2003.
O rastreamento do diabetes é realizado a partir da primeira consulta pré-natal, utilizando-se a
medida da glicose em jejum, com o objetivo de detectar a presença de diabetes pré-existente.
10
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A partir da 20ª semana da gravidez, realiza-se outra medida da glicose plasmática de jejum,
com ponto de corte de 85mg/dl, visando à detecção do diabetes gestacional. Esse ponto de
corte apresenta sensibilidade de 69% e especificidade de 68% para o diagnóstico de diabetes
e, portanto, cerca de 35% das gestantes deverão realizar um teste diagnóstico definitivo. O
Teste Oral da Tolerância à Glicose é o procedimento de escolha, mas em pacientes já com
glicose plasmática em jejum 110mg/dl no rastreamento, apenas uma nova medida da glicose
em jejum é suficiente (GROSS et al, 2002, p.01).
Das gestantes acompanhadas (35) através desse estudo, a Glicemia de Jejum foi realizada
como teste de rastreamento em 97% (34) das mulheres (gráfico 02), onde 88% (30)
apresentaram rastreamento positivo (gráfico 03). Destas, apenas 13% (04) tiveram diagnóstico
confirmado diretamente através da glicemia de jejum (gráfico 04), sendo que apenas uma
realizou um segundo teste para confirmação do DMG, sendo este o TOTG.
3%
97%
realizaram glicemia de jejum
não realizaram glicemia de jejum
Gráfico 02- Distribuição das mulheres acompanhadas
segundo realização do teste de rastreamento.
Esperança-PB - 2003.
11
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88%
100%
Rastreamento
positivo
Rastreamento
negativo
80%
60%
40%
12%
20%
0%
Gráfico 03- Distribuição das gestantes segundo rastreamento realizado
através da glicemia de jejum com ponto de corte
85mg/dl.
Esperança- PB- 2003.
87%
90%
80%
70%
60%
50%
40%
30%
13%
20%
10%
0%
Diagnóstico positivo
Diagnóstico negativo
Gráfico 04- Distribuição das gestantes com rastreamento positivo
que tiveram diagnóstico confirmado a partir de
glicemia de jejum com valores
110mg/dl.
Esperança-PB - 2003.
As mulheres com rastreamento negativo 12% (04), realizaram um segundo teste (TOTG),
onde foi confirmado DMG em 75% (03) destas (gráfico 05).
12
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80%
75%
70%
60%
50%
40%
30%
25%
20%
10%
0%
Diagnóstico positivo
Diagnóstico negativo
Gráfico 05- Distribuição das gestantes com rastreamento negativo
que tiveram diagnóstico confirmado para DMG a partir do TOTG
com Glicemia 140mg/dl. Esperança-PB – 2003.
Quando se compara a porcentagem de mulheres com rastreamento positivo (88%), com as
mulheres com diagnóstico confirmado (20%) observa-se que a ocorrência do DMG poderia
ser ainda maior que o demonstrado, caso as normas para o rastreamento e diagnóstico do DG
fossem seguidas como sugerido por diversos órgãos de saúde, ou seja, se em todos os casos de
rastreamento onde o ponto de corte foi menor que 110mg/dl tivesse sido realizado um
segundo teste, como foi realizado nas pacientes com rastreamento negativo (glicemia <
85mg/dl), a incidência de DMG poderia ter sido maior.
Quanto à idade gestacional para a realização dos exames de rastreamento e diagnóstico, a
maioria das gestantes submetidas a um teste de rastreamento encontravam-se com idade
gestacional entre 10- 23 semanas (gráfico 06), já as mulheres (57%) com diagnóstico positivo
para DMG (gráfico 07), encontrava-se acima da idade recomendada (24 a 28 semanas).
13
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32%
44%
15%
9%
10- 23 semanas
24-28 semanas
> 29 semanas
não preenchida
Gráfico 06- Freqüência da idade gestacional das mulheres no momento de realização
do teste de rastreamento. Esperança-PB- 2003.
43%
57%
17 - 34 semanas
> 35 semanas
Gráfico 07- Freqüência das idades gestacionais em mulheres
com diagnóstico de DMG. Esperança-PB - 2003
O rastreamento para o DMG deve ser iniciado pelos fatores de risco (REICHELT;
OPPERMANN; SCHMIDT, 2002, p. 02), estando entre eles: idade (
25anos), peso
aumentado, altura ( 1,50cm), antecedentes familiares para diabetes e doenças relacionadas a
este (DIABETES GESTACIONAL, 2003a, p. 01).
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Em relação às mulheres que apresentaram DG foram significativos, o peso (gráfico 08), onde
43% apresentaram-se obesas e 29% com sobrepeso, confirmando o efeito potencializador da
obesidade ou ganho excessivo de peso sobre o desenvolvimento do Diabetes gestacional
como refere SILVA et al (2003, p.05); a estatura (gráfico 09), onde a maioria das mulheres
apresentaram baixa estatura (<1,60m); e entre as doenças relacionadas (gráfico 10), as
infecções, principalmente urogenitais, foram as mais freqüentes (86%).
14%
14%
43%
29%
obesidade
sobrepeso
peso normal
não preenchidos
Gráfico 08- Distribuição da mulheres com diagnóstico de DMG segundo peso.
Esperança-PB – 2003.
14%
9%
20%
34%
23%
1,45 - 1,49m
1,50 - 1,54m
1,55 - 1,59m
> 1,60m
não preenchidos
Gráfico 09- Distribuição das gestantes acompanhadas segundo estatura.
Esperança-PB - 2003
15
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14%
86%
sem doenças relacionadas
infecções
Gráfico 10- Ocorrência de doenças relacionadas ao DMG
nas gestantes acompanhadas.
Esperança-PB - 2003.
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CONCLUSÃO
O Diabetes Gestacional é uma patologia complexa que requer assistência multidisciplinar e
humanizada, devendo, por tanto, haver um maior compromisso dos profissionais de saúde no
que se refere à detecção precoce desta patologia.
É fundamental a realização do rastreamento em todas as gestantes tanto no primeiro dia como
em todo o período de pré-natal. Independente da presença ou ausência dos fatores de risco e
do resultado do teste de rastreamento, todas as gestantes devem ser acompanhadas quanto à
glicemia, durante todo o pré-natal pois, como foi evidenciado neste estudo, gestantes com ou
sem fatores de risco e/ou com resultado negativo para rastreamento, podem apresentar
Diabetes Gestacional a partir de um segundo teste.
Através disto é que se pode assegurar uma melhor atenção básica de saúde às gestantes, o que
irá refletir na redução dos coeficientes de morbimortalidade pois, o controle do Diabetes
Gestacional é garantia de uma gestação tranqüila sem riscos de morte ou complicações futuras
ao bebê e à mãe.
Quanto aos fatores de risco apresentados pelas gestantes, observou –se a falta de atenção dos
profissionais quanto a estes, pois muito destes dados importantes não encontravam- se
preenchidos nas fichas, evidenciando- se assim, o descompromisso ou a falta de
conhecimento dos profissionais em relação à importância do rastreamento para a detecção
precoce do DMG. Na prática, a maioria dos serviços pré-natais em nosso país, principalmente
no interior, não estão preparados para diagnosticar e acompanhar os casos de Diabetes
Gestacional, como relata SOUZA (2004, p.02.).
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REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
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ANEXO I
UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLOGICAS E DA SAÚDE
DEPARTAMENTO E CURSO DE ENFERMAGEM
Pesquisa: Estudo Epidemiológico sobre a Detecção Precoce de Diabetes Mellitus
Gestacional no Município de Esperança- PB.
Pesquisadoras: Ana Karina de Souza Dutra, Anthoniany Anistayne Silva de Lima, Katharine
Leôncio de Medeiros Nápoles, Rita de Cássia Almeida Sales.
Orientadora: Mc. Ardigleusa Alves Coelho.
Ficha pré-elaborada
Paciente nº:_____________
I-
Dados pessoais e sócio-econômicos:
1. procedência :______________________________________________
2. idade:________ anos
3. altura:________ m
4. peso:__________Kg.
II-
Dados Ginecológicos e obstétricos anteriores (antes de 2003):
1. idade à primeira gestação:___________
2. número de gestações: ________
Para.: ________
abortos: _________
3. numero de filhos:
a) nascidos vivos:_________
b) nascidos mortos:_________ Causa:______________
III-
Dados ginecológicos e obstétricos atuais (2003):
1. data da ultima menstruação:____________
2. data provável do parto:________________
3. exame utilizado para diagnóstico do Diabetes Gestacional:
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
4. idade gestacional à detecção do Diabetes: _________ semanas.
5. presença de: ( )hipertensão
( )infecção
( )polidrâmnio
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ANEXO II
UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLOGICAS E DA SAÚDE
DEPARTAMENTO E CURSO DE ENFERMAGEM
Termo de consentimento livre esclarecido
Pelo presente termo de consentimento livre esclarecido, disponho o Centro de Saúde
de Esperança como campo de pesquisa, fornecendo os documentos das pacientes
acompanhadas por esta unidade de saúde, no município de Esperança - PB, a fim de contribuir
para a pesquisa “Estudo Epidemiológico sobre a Detecção Precoce de Diabetes Mellitus
Gestacional no Município de Esperança - PB”. sob responsabilidade das pesquisadoras Ana
Karina de Souza Dutra,
Medeiros Nápoles,
Anthoniany Anistayne Silva de Lima, Katharine Leôncio de
Rita de Cássia Almeida Sales (alunas do curso de Enfermagem da
UEPB), e sob orientação da Mc. Ardigleusa Alves Coelho (professora do curso de
Enfermagem da UEPB). O meu consentimento em dispor estes documentos, é após ter sido
esclarecido pela pesquisadora, de que:
1- A pesquisa se justifica pela necessidade de discutirmos e pensarmos sobre a incidência
do Diabetes gestacional, numa tentativa de melhor planejar ações para o controle e
prevenção desta patologia, especialmente sobre, fatores predisponentes e diagnósticos;
2- Seu objetivo é investigar a detecção precoce do Diabetes Mellitus Gestacional em uma
instituição de Saúde pública, no município de Esperança - PB.
3- Os dados serão coletados a partir de prontuário do paciente;
4- A participação da entidade é voluntária, tendo a liberdade de desistir a qualquer
momento de oferecer as unidades como campo de pesquisa sem risco de qualquer
penalização;
5- Será garantido o anonimato das unidades e guardado sigilo das identificações dos
pacientes;
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6- Caso sinta necessidade de contactar as pesquisadoras durante e/ou após a coleta de
dados, poderá pelos telefones: ____________________________________________;
7- Ao final da pesquisa se for do seu interesse terá livre acesso ao conteúdo da mesma,
podendo discutir os dados com as pesquisadoras;
8- Os benefícios desta pesquisa são: enriquecer com subsídios atuais a incidência de
Diabetes Gestacional, através do Programa Saúde da Família de Esperança - PB; gerar
conhecimento a respeito do assunto; sensibilização dos profissionais e pesquisadores,
a respeito da sua incidência, complicações, fatores de risco, diagnóstico e prevenção;
tornar publicar essa patologia para mobilizar a comunidade e a comunidade científica;
gerar estudos.
Campina grande, _____de ____________de 2003.
_________________________________
Diretor (a) da instituição
_______________________________
Pesquisadora
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