Maria da Graça Derengowski Fonseca
Professora da Graduação (Microeconomia e Economia Industrial)
Professora de Economia Industrial, Economia Institucionalista e Economia
Evolucionista ( Pós Graduação)
Pesquisa:
Coordenadora do Grupo de BioEconomia
Observatório do Infosucro sobre Etanol e Biodiesel
Graduação
Maria da Graça Derengowski Fonseca
Professora da Graduação (Microeconomia e Economia Industrial)
Professora de Economia Industrial, Economia Institucionalista e Economia
Evolucionista ( Pós Graduação)
Pesquisa:
Coordenadora do Grupo de BioEconomia
Observatório do Infosucro sobre Etanol e Biodiesel
Graduação
Criadores e Inspiradores
Cournot- teoria do duopólio
Chamberlin e Joan Robinson- teoria da competição
imperfeita/monopolística
Joe Bain – Barreiras à Nova Competição
John K.Galbraith
Paolo Sylos Labini
Edward S. Mason
Richard Caves
J.Stigler (Escola de Chicago)
Frederik Scherer (Harvard)
MgDF- IE/UFRJ
Teorias Emergentese outras teorias de apoio
Nova Economia Institucional NIE
(0liver Williamson e Elinor Ostron , Ronald Coase,Douglas North)
 Ênfase colocada na análise da teoria dos custos de transação e
ativos específicos (investimentos incorporados em ativos)
 NIE oferece nova teoria da firma (teoria da agência,teoria do
“team production”, governança corporativa)
Extensões
2. Teoria Gerencialista (Galbraith, J.K.)
3. Teoria Jogos (estratégias)
4. MicroEconometria (instrumental)
MgDF- IE/UFRJ
EI EM CHICAGO (Stigler1968 Nobel Memorial
Prize in Economic Sciences-1982)
Economia Industrial (EI) é definida como aplicação da
microeconomia à análise das firmas, mercados e
indústrias
 Para Stigler não há uma clara distinção teórica entre
Microeconomia e Economia Industrial; há um
continuum
 A diferença, segundo ele, decorre do método de
investigação e aplicação empírica
MgDF- IE/UFRJ
EI em Harvard (Sherer,F. John F. Kennedy School of
Government e Federal Trade Comission)
 Para economistas de Harvard não há problema em se
abandonar os critérios de maximização de curto prazo
reconhecendo-se a necessidade de criar um marco
analítico para investigar o que a teoria tradicional chama
de falhas de mercado
 as falhas de mercado podem ser mais relevante para a
definição da competição do que a teoria convencional
supunha (não são apenas uma fricção temporária de
afastamento do equilíbrio)
 Competição imperfeita (monopolística)e oligopólio
passam a ser o caso de referência em lugar da
concorrência perfeita
MgDF- IE/UFRJ
Economia Industrial:definição
Teoria que analisa a relação entre elementos de uma
estrutura industrial / mercado e as estratégias
competitivas das empresas e corporações privadas (são
as condutas e políticas das firmas)
 É influenciada por lei e normas ( regulação) e políticas
econômicas (mas também as influenciam)
 Atenção: as estratégias competitivas podem ser
diferentes para cada empresa mas a a empresa não é
independente para adotar qualquer estratégia/conduta
 Há restrições determinadas por características
estruturais dos mercados e indústrias
MgDF- IE/UFRJ
Na realidade,
EI permite entender porque certos padrões competitivos
se repetem (há regularidades encontradas no
comportamento competitivo das empresas
automobilísticas, por exemplo)
Estudar EI é estudar a competitividade da indústria e das
empresas com maior rigor empregando critérios
analíticos
(e não apenas escolher uma qualificação de
competitividade e aplicá-la)
MgDF- IE/UFRJ
Instrumento de Análise: Modelo E-C-D
(Estrutura-Conduta- Desempenho)
 Modelo que apresenta relações causais entre
elementos da estrutura (por exemplo, economias de
escala) , as condutas das firmas e apresenta medidas de
desempenho ( em termos de emprego, renda , lucros,
receitas e outras medidas )
 Através do modelo E-C-D pode-se indagar se empresas
têm poder de mercado para influenciar (ou definir) suas
próprias políticas de preços
MgDF- IE/UFRJ
Principais Questões Econômicas abordadas
► Estudo de Poder de Mercado
► Identificação do ambiente competitivo distinção entre
mercado X indústria,noção de mercados relevante,
grupo econômico
► Análise das Estruturas de Mercado
 Há barreiras à entrada de novos competidores? A
estrutura é concentrada?Qual é a dimensão dos custos
fixos? Existem custos afundados ou sunk costs?
 Identificação das estratégias empresariais (de preço, de
inovação ou qualidade (lançamento de produtos
novos,por ex.),de manutenção de capacidade ociosa
para prevenir acesso de novos competidores
MgDF- IE/UFRJ
Poder de Mercado
 Porque algumas empresas têm maior poder de mercado
que outras?
O poder de mercado das empresas é atribuído a falhas de
mercado ou na competição (que deveria ser perfeita)
 Firmas que integram ambientes competitivos , em que
prevalece a competição perfeita, não têm poder de
mercado, a não ser temporariamente ( medido pelo índice
de Lerner) se têm, deve-se à falhas na competição
 Definição: poder de mercado é o poder que algumas
firmas têm de elevar persistentemente os preços acima
dos níveis competitivos (índice de Lerner in Varian e
Pindyck e Rubenfeld)
MgDF- IE/UFRJ
O que é Indústria (definição)
► O termo indústria é usado quando o analista se refere
ao grupo de produtos que são substitutos próximos do
ponto de vista do método de produção ( por exemplo
indústria de processo, indústria montadora )
► Compreende um subconjunto de empresas que têm
habilidade de produzir, de forma relativamente rápida,
produtos semelhantes aos de qualquer outra firma
situada no seu entorno competitivo (em geral, mas
nem sempre, compartilham a mesma base tecnológica
e têm estrutura de custo semelhante)
► Na prática, se 2 produtos são produzidos com métodos
produtivos similares, as empresas são competidoras
MgDF- IE/UFRJ
Mercado (definição)
►
►
►
►
►
Mercado é o “locus” de competição de produtos/serviços que são
substitutos perfeitos
Competição Monopolística (E. Chamberlim e J. Robinson)
estabelece que competição abrange substitutos diferenciados
imperfeitos
Se 2 produtos vão ser usados com propósitos similares, mesmo
que sendo ligeiramente diferentes, as firmas que os produzem são
de fato competidoras
Se dois produtos são substitutos razoáveis (tênis e sapatos de
couro) eles podem ser classificados dentro de um mesmo
mercado embora sejam produtos de indústrias diferentes
Atenção: pode, ou não haver, superposição entre mercado
(definida pelo critério de substituição) e indústria (definida pelo
método de produção e pela tecnologia)
MgDF- IE/UFRJ
Joan Robinson em Concorrência Perfeita
Reexaminada in Economic Journal, 1953)
 Definição de Produto: produto é um bem de consumo
arbitrariamente demarcado de outros tipo de bens mas
que pode ser considerado, dentro de seu grupo
competitivo, como razoavelmente homogêneo
 Autora admite que há uma cadeia de substitutos cuja
continuidade é quebrada por “gaps” entre eles
 neste caso os produtos isolados pelos “gaps” poderiam
ser de uma mesma indústria, apesar de serem
ligeiramente diferentes
 A industria inclui as firmas cujas curvas de demanda
apresentam alta Elasticidade Cruzada de Demanda
segundo a autora
MgDF- IE/UFRJ
Como saber?
 Micro: Analisando a elasticidade cruzada da demanda
 Mas atenção: a questão não pode ser definida a priori
com base em critérios teóricos, a não ser que a estrutura
de mercado seja perfeitamente competitiva (e os
produtos absolutamente iguais)
 Em geral o critério é empírico dependendo do propósito
da análise ( substituição técnica ou econômica)
Ex: carros populares, de luxo, modelos esportivos e
camionetes são substitutos do ponto de vista técnico
mas é através de categorias de potência que eles são
realmente bons substitutos (concorrência dentro do
segmentos de carros 1.0, ou veículos utilitários, ou carros
de luxo, por exemplo)
MgDF- IE/UFRJ
Mercado (definição)
 Definições Oficiais:
autoridades econômicas nos USA definem mercado de
acordo “com a possibilidade que uma firma tem de
aumentar o preço dos produtos por um pequeno, mas
significativo, e duradouro, percentual de aumento de
preços” ou seja pelo “poder de mercado”
 Um exemplo:
 autoridades econômicas da UE consideram que
recipientes de plástico e metal pertencem a um
mesmo mercado, embora sejam produzidos por
indústrias diferentes (química e indústria metalúrgica);
o mesmo para sapatos de couro e tênis...
MgDF- IE/UFRJ
Outra definição de mercado: locus geográfico
 Definição : referência geográfica visa agrupar ofertantes
(firmas, empresas) que são capazes de exercer restrições
competitivas sobre o desempenho de outras firmas
(OECD)
 Mercado nacionais, mercados regionais, mercados que
atendem a limites estabelecidos institucionalmente
(regiões de união aduaneira ou livre comércio, como
Nafta, EU, Mercosul...)
Aspecto Normativo: pode ser institucionalizada e
registrada na agência de propriedade intelectual (INPI)
como “denominação de origem” causando uma restrição
a produtos e produtores que estão fora da área protegida
MgDF- IE/UFRJ
Mercados Relevantes
São aqueles em que as firmas entram em
competição direta
Ex: a competição entre fabricantes de antibióticos
ou de medicamentos para a pressão na indústria
farmacêutica
 pode ser um mercado nacional , por ex., mercado
nacional de veículos leves “flexfuel”(potência 1.0)
Obs: o conceito importante para delimitar o
“recorte”analítico que se vai usar especialmente
nos estudos de concentração

MgDF- IE/UFRJ
Estruturas de Mercado
Referem-se a um padrão ou regime competitivo que
vigora para um subconjunto (ou uma população) de
firmas
Depende:
 Das condições estruturais resumidas pelo número de
empresas, grau de concentração e existência de
barreiras à entrada
 Das estratégias possíveis a serem adotadas pelas
empresas
 Dos parâmetros regulatórios e ainda das políticas
públicas (que são instâncias diferentes)

MgDF- IE/UFRJ
A Economia Industrial estuda não só a
competição real mas também a potencial
 As condições competitivas vão depender da concorrência
real e da concorrência potencial
 A simples ameaça de entrada de 1 novo competidor num
mercado ou indústria afeta as políticas de preços da
empresas já instaladas
 A ameaça de entrada, no entanto, tem que ser crível , isto
é, tem que ser acompanhada por um conjunto de ações
que comprovem que a empresa tem condições de
realizar o que promete (ou tem reputação construída por
um comportamento reiterado )
MgDF- IE/UFRJ
A junção da competição real + a competição potencial é
estudada no modelo E-C-D em “Condições de Entrada
 É o estudo das possíveis ações e reações dos agentes quando
há ameaça de entrada de novos competidores numa
indústria e de como um bloqueio eficaz da entrada de
novos concorrentes permite que firmas já instaladas adotem
políticas/estratégias que aumentem seu poder de mercado
(preço, qualidade ...)
 Empresas terão poder de mercado “se puderem elevar
persistentemente o seu preço acima do nível de preços
competitivos sem ensejar a entrada de novos competidores
“( Stigler,Chicago 1968)
 Nota: preço competitivo é associado ao custo médio de
longo prazo (Long Run Average Cost LRAC , daquei para a
frente simplesmente LAC)
MgDF- IE/UFRJ
Análise das Condições de Entrada
 consiste em avaliar como, e se, empresas já
estabelecidas numa indústria conseguem manter
consistentemente uma margem de lucros, ao mesmo
tempo em que impedem a entrada de novos
competidores ( é a manutenção de um diferencial de
lucros extraordinários)
 Atenção: para maior parte dos autores a Entrada é
formalmente caracterizada por um investimento novo
feito por uma nova firma, do ponto de vista jurídico
 Neste sentido, ampliação de capacidade de empresas
já existentes e aquisições (ou fusões) de empresas já
existentes não caracterizariam entrada
MgDF- IE/UFRJ
Condições de Entrada: Barreiras à Entrada
 Existem barreiras à entrada quando uma empresa
recém-chegada a um mercado, a firma entrante
(Fe), não consegue obter lucros extraordinários
semelhantes aos das firmas instaladas (Fi)
 Se, apesar das barreiras, uma nova empresa
eventualmente consegue entrar num novo
mercado, mas ainda sem possuir as mesmas
vantagens competitivas das empresas instaladas
sua margem de lucro será menor e ela operará
numa espécie de “franja competitiva” do mercado
(sua influência será marginal , do ponto de vista da
formação do preço)
MgDF- IE/UFRJ
Por que existem Barreiras à Entrada?
 Joe S. Bain e os demais economistas da EI associam
barreiras à entrada a existência de fatores estruturais
que permitem que as firmas que se estabeleceram
primeiro possam fixar preço acima do que seria o preço
competitivo (Pc=LAC )de uma firma entrante (Fe) e, de
impedir a sua entrada no longo prazo
 Estas condições podem ser razoavelmente resumidas
por indicadores de concentração
MgDF- IE/UFRJ
► Definição: Para Stigler (Chicago) uma Barreira à
Entrada pode ser definida como um custo de produção
relacionado a um certo nível de produção x, que é
criado quando uma nova empresa tenta entrar num
mercado
► Observação: parte-se de uma escala minimamente
eficiente para operação produtiva das firmas
B =Ce (x) – Ci (x)
é a medida da intensidade das barreiras à entrada
Ce (x) = custo de produção da empresa entrante Fe
Ci (x) = custo de produção da empresa instalada Fi
MgDF- IE/UFRJ
Premissas de Stigler e de Bain
 Para Stigler, as condições que impedem a entrada
devem ser as mesmas para empresa entrante e instalada
ex-ante facto
 Para Joe Bain, as condições de entrada elas só podem ser
verificadas ex-post facto
 Para Bain, os custos da empresas entrante Fe (antes da
entrada) e das instaladas Fi´s não podem ser comparados
adequadamente mas, se permanece um diferencial de
custos desvantajoso para a empresa entrante após a
entrada, sabe-se que há uma barreira à entrada
 Neste caso, as empresa instaladas terão um diferencial (
associado a uma margem de lucro maior) que lhes dá
uma vantagem competitiva
MgDF- IE/UFRJ
Estudo das Condições de Entrada e e PreçosLimite PL no longo-prazo (Joe Bain)
E = PL – Pc onde
Pc
E = condições de entrada
PL= Preço que limita entrada de novos competidores
Pc = preço que vigorariam sob competição perfeita
O preço que excede o custo médio de longo prazo garante um lucro
extraordinário, o que constitui de fato um “prêmio”, pelo fato de ter
sido possível impedir a entrada ( o E define este prêmio, acima de Pc)
PL = Pc (1+ E)
PL é o preço limite e E é o “prêmio” determinado pelo PL > Pc
Pc= preço competitivo é o preço que prevalece em regimes de
competição perfeita no Longo Prazo (Pc=LAC Long Average Cost)
MgDF- IE/UFRJ
Modelo Estrutura
Estrutura--Conduta
Conduta-Desempenho (E
(E--C-D) da EI
J. Bain
Bain,, F.M. Scherer
Scherer,, Carlton e Perloff
MgDF-- IE/UFRJ
MgDF
Modelo E-C-D
 E-C-D parte da premissa que existem dois tipos de
competição:
 COMPETIÇÃO ATUAL é estabelecida entre firmas que já
estão instaladas num mercado
 COMPETIÇÃO POTENCIAL é a que se estabelece entre as
empresas já instalada e empresa(s) que pretendem
entrar num novo mercado(empresas candidatas a
entrar ou empresas entrantes)
MgDF- IE/UFRJ
O que o modelo E-C-D pretende
Explicar como os produtores são capazes de tirar
proveito de situações competitivas vantajosas para
estabelecer estratégias que lhes aumentem o
poder de mercado
Avaliar como falhas ou imperfeições de mercado
limitam a capacidade dos produtores em atender as
aspirações e demandas da sociedade por bens e por
serviços baratos e eficientes
MgDF- IE/UFRJ
MgDF- IE/UFRJ
No modelo ECD
 Considera-se como ponto de partida que os mercados
se organizam de acordo com as suas características
estruturais (abordagem estruturalista econômica)
 ----que estas características estruturais
impõem limites à ação estratégica/conduta das firmas
 ------
que as características estruturais e as
ações estratégicas determinam, juntas, o desempenho
econômico de empresas, mercados, indústrias setores
MgDF- IE/UFRJ
Avaliar como chamadas falhas ou imperfeições de mercado limitam a capacidade dos produtores em atender as aspirações e demandas da sociedade por bens e por serviços baratos e eficientes, incluindo
emprego (em relação à CP)
MgDF- IE/UFRJ
Elementos Básicos
Oferta
Demanda
Estrutura
Conduta ou
Estratégia
Desempenho
MgDF- IE/UFRJ
Políticas
Econômicas e
Parâmetros
de Regulação
Condições Básicas
Oferta
Demanda
•Estrutura de Custos
•Oferta de Matérias-Prima
•Durabilidade do Produto
•Tecnologia
Existência de Capacidade
Ociosa na Indústria
- Nível de Sindicalização ou
Capacidade de Associação de
Interesses
•
MgDF- IE/UFRJ
•Elasticidade Preço da
Demanda
•Existência de Bens Substitutos
(perfeitos e imperfeitos)
•Taxa de Crescimento da
Demanda
•Sazonalidade
•Métodos de Comercialização
(marketing e políticas de
vendas)
Elementos Básicos: oferta e demanda
Estrutura (sintetizadas por)
Número de Empresas e grau de Concentração
Barreiras Absolutas de Custo
Barreiras de Economias de Escala
Barreiras de Diferenciação
Barreiras por Integração Vertical
Conduta ou Estratégia
Políticas
Governamentais
e Regulação
Impostos
Normas Comerciais
Internacionais
Políticas de Preços
Políticas de Produtos e Propaganda
Políticas de Pesquisa&Desenvolvimento (P&D)
Estratégias Institucionais/Legais
Expansão de Capacidade Produtiva
Política de
Controle de Preços
Desempenho
Marcos
Regulatórios e
Defesa da
Concorrência
Condições de (Pleno) Emprego
Equidade e Desenvolvimento
Eficiência Produtiva e Alocativa
Desenvolvimento
Políticas
Antitrust
Como definir a ESTRUTURA (seus elementos)



Pelo número de firmas existentes e pela
estimação da (ou do grau de) concentração
Grau de Concentração indica a proporção
pela qual os grandes produtores/vendedores
controlam a maior parte da produção/vendas
numa indústria ou num mercado e por meio
do estudo de assimetrias muito destacadas
Pela existência de Barreiras à Entrada de
novos concorrentes ( a existência de barreiras
è entrada já indica que o mercado pode ser
concentrado)
MgDF- IE/UFRJ
O que determina a concentração
 Número (não suficiente) e dispersão da
concentração da produção / vendas entre
integrantes
 Não depende apenas de fatores ocasionais ( não
fosse assim os regimes competitivos existentes em
diferentes países/ regiões mostrar-se-iam voláteis em
e acentuadamente variantes)
 Junto com a barreiras à entrada a concentração
sintetiza o tipo de regime ou padrão competitivo
 Obs:Estudaremos concentração no texto de Ferguson
e Ferguson e no texto de Boff e Resende
(complementão)
MgDF- IE/UFRJ
USA- Indicador de Concentração
USA(% das vendas das 4 maiores CR4)
Automotiva
Cereais
Cigarros
Cobre
Computadores
Vestuário
Farmacêutica
Motores e peças
Móveis
88%
83%
99%
95%
45%
13%
32% (*)
68%
11%
Fonte : Stiglitz -2003 US
(*)(toda a indústria)
MgDF-- IE/UFRJ
MgDF
A Conduta
Refere-se às estratégias, ou políticas, das
empresas ( como elas jogam o jogo competitivo)
O Desempenho
Mostra o resultado da relação estrutura/conduta
ou estrutura/políticas das empresas dentro dos
setores industriais e da economia
apresentado como dados ou como indicadores

Os elementos da estrutura podem ser sintetizados
por indicadores de concentração
Estratégicamente a presença de barreiras à entrada ou sunk costs
(também um elemento estrutural) à entradadá lugar a estratégias de
defesa de markups e margens de lucro
Barreiras à Entrada
- Barreiras Econômicas:escala, integração vertical, vantagens de
custos...
- Barreiras Institucionais ( Política Econômica e Ações
Regulatórias)
 Concentração
Estudo Empírico : Market Share e Taxa de Concentração (CR4,
CR8....)
Tipos de Barreiras ECONÔMICAS
 I . Barreiras de Diferenciação de Produto
 II . Vantagens Absolutas de Custo (Stigler e Bain)
 III. Barreiras de Economias de Escala
MgDF- IE/UFRJ
Barreiras de Diferenciação:beneficiam empresa já
instalada




Permitem que firmas instalados (Fi) associem características
diferenciais aos seus produtos (objetivo: cativar, pelo maior
tempo possível, a preferência do consumidor frente aos produtos
dos concorrentes- atenção: para isso firmas incorrem em custos)
O efeito prático da política de diferenciação de produtos é que o
consumidor aceita pagar preço maior pelos produto porque
acredita que existe diferença entre eles (real ou artificial);
Do ponto de vista do ofertante, o objetivo é conquistar e manter
clientela convencendo-a que se está vendendo um produto de
qualidade maior
Como se faz isso: investe-se em propaganda e marketing, adotam
estratégias de vendas promocionais
MgDF- IE/UFRJ
Fontes de Diferenciação
 Diferenciação Real: diferença de atributos físicos e de
localização entre produtos de firmas instaladas e firmas entrantes
(novas firmas)
Diferenciação Artificial ou construída: resulta de investimentos e
despesas em política de vendas e/ou marketing que tornam um
produto mais conhecido (em geral associado a uma marca ou
franquia)
 O consumidor prefere um produto em relação ao qual já tem
informações ou aquele associado a uma reputação de qualidade
(pode ser fixada pela marca)
MgDF- IE/UFRJ
Diferenciação (outras definições)
 Diferenciação Vertical:
são diferenças entre produtos facilmente associadas
à qualidade (ex: um computador com mais memória,
um carro com motor mais potente; smartphone em
relação ao um celular convencional)
 Diferenciação Horizontal:
neste caso, as diferenças entre produtos não são
percebidas da mesma forma pelos consumidores
(produtos agrícolas produzidos com diferentes
insumos) há informação assimétrica sobre ao
qualidade do produto
Atenção: há implicação importante sobre política de
preços a serem adotados
MgDF- IE/UFRJ
Reputação
 A reputação de uma empresa pode representar uma
fonte de diferenciação (há elementos de conduta)
mas gastos que podem “afundar”, do tipo sunk costs
também são necessário
 É reforçado quando o consumo continuado de um
produto passa a ser associado à uma marca ou uma
franquia (atenção: supõe investimentos ou gastos)
 A reputação pode ser construída com gastos
sistemáticos de uma firma em publicidade
 Também decorre da experiência e maior
conhecimento do consumidor com o produto
(depende do tempo)
MgDF- IE/UFRJ
II. Vantagens Absolutas de Custo
Ocorrem quando as firmas instaladas (Fi) apresentam
custos menores do que os dos novos competidores ( Fe)
Causas
 Tecnologia superior, seja por patentes (um tipo de
propriedade intelectual) , know-how ou algum tipo de
aprendizado tecnológico
 Barreiras de Integração Vertical ( para frente para trás)
MgDF- IE/UFRJ
MgDF- IE/UFRJ
Vantagens Absolutas de Custo
► Oferta limitada
de algum insumo ou fator de
produção (firmas conseguem assegurar o
abastecimento deste insumo em detrimento de
outras formas )
► Custo de capital elevado para uma firma nova:
custo de implantação de uma nova fábrica;
idem para o custo “extra” de financiamento
(empresas apoiada pelos BNDES têm menor
custos de capital)
► Barreiras de Integração Vertical (BIV)
MgDF- IE/UFRJ
Barreiras de Integração Vertical (BIV)
BIV para Trás dão acesso privilegiado à fontes de
abastecimento de matéria prima (MP) economizando
custos de transporte e logística (cana- de- açucar para
indústria sucroenergética, minério de ferro para
siderurgia, floresta industrial para celulose e papel,
minério de ferro para siderurgia, fonte de geração de
energia elétrica para indústria de alumínio...)
 BIV Para Frente: firmas já existentes controlam a
comercialização do produto no atacado/varejo
( normalmente acarretam em maiores custos de capital para um
competidor entrante, como na automobilística: distribuição de
automóveis)
 BIV Para Trás ou para Frente podem ser substituídos
por contratos
MgDF- IE/UFRJ
MgDF- IE/UFRJ
III.Barreiras de Economias de Escala (EME
ou MES)
 Surgem quando algumas firmas não alcançam a Escala
Mínima Eficiente (MES), necessária para operar maiores
níveis de produção e vendas (podem ser firmas já
instaladas (Fi) ou novas)
 MES define o mínimo de produção que uma empresa
deve produzir ( e vender) para se manter no mercado
(ligado a eficiência)
 MES existe em indústria de processo, serviços públicos e
algumas indústrias de produção de massa de produtos
duráveis e não duráveis
MgDF- IE/UFRJ
Quanto maior for a dimensão da MES, mais difícil será o
acesso de novas firmas ao mercado
-a firma obterá EE quando passar de AO, no exemplo, para OB;
-se produzir menos do que OB, uma Fe operará em escalas subótimas, com maiores custos, após a entrada;
-a partir de OB custos serão constantes (curva de custo médio de
longo prazo LAC tem a forma de L)
custos médio de LP caem até se tornar
constantes
C
MES
Johnston, Statistical Costs Analysis (1960)
LAC
C´
o
A
B
X
MgDF-- IE/UFRJ
MgDF
Definição
Economias de Escala (EE) consistem na queda do custo
médio, a longo prazo, ao mesmo tempo em que se
expande a escala de produção, e de vendas, de uma
empresa para um mercado (objetivamente representa
um mercado maior para os vendedores)
 EE Reais: existe quando se reduzem os inputs dos
fatores por unidade de produto
 EE Pecuniárias: quando se paga um preço mais baixo
para os insumos comprados pela firma
MgDF- IE/UFRJ
MgDF- IE/UFRJ
a)Economias Reais de Escala
 EE de Trabalho:especialização de trabalho (Adam Smith)
 EE Técnicas: uso mais eficiente de equipamentos e
máquinas (permite distribuição mais eficiente do uso do
insumo fixo sobre uma amplitude mais ampla da
produção)
 Economias Físicas: derivadas da indivisibilidade do
processo produtivo – reduzindo-se a produção pela
metade( ou 1/3;1/4...) os custos caem proporcionalmente
menos do que a metade ( ou 1/3;1/4...)
exemplo: indústrias de processo como a química,
petroquímica, cimento, celulose e outras exigem escala
mínima eficiente (MÊS); idem para geração de
eletricidade, montagem de carros e veículos
relativamente complexos,
bens de capital...
MgDF- IE/UFRJ
Consequências da Existência de
Barreiras à Entrada
Barreiras estão fortemente correlacionadas a
estruturas de mercado mais concentradas e regimes de
concorrência menos competitivos (duopólio,
monopólio, oligopólio diferenciado e oligopólio
homogêneo, oligopólio “ com franja” competitiva
MgDF- IE/UFRJ
Barreiras Econômicas e Não Econômicas
Barreiras Econômicas: funcionam como elemento de
dissuasão à entrada, uma vez que empresas instaladas
já têm uma vantagem (ex: barreiras de escala)
 Barreiras Institucionais: impedem absolutamente a
entrada de novos competidores no mercado (derivam
de protecionismo e em geral são usadas como
elemento de políticas econômicas, principalmente das
políticas industriais)
 Barreiras legais ( patentes, marcas, copy-right)

MgDF- IE/UFRJ
Como estruturas de mercado afetam o regime ou
padrão competitivo de uma indústria ou
mercado?
 Em regimes de concorrência pura ou perfeita,
vendedores só reagem às forças impessoais do mercado
 Em regimes de oligopólio, empresas reagem de modo
pessoal e direto causando interação estratégica (não há
impessoalidade na competição – competição ativa)
MgDF- IE/UFRJ
Regime competitivo: oligopólio
 Poucas empresas atuando em mercados protegidos
por barreiras
 O pequeno número de competidores aumenta a
interdependência entre firmas,de modo que cada
uma delas procura antecipar a reação dos rivais, em
qualquer ação empreendida
 Ainda em alguns casos, embora haja muitas
empresas pequenas elas têm uma pequena % das
vendas e uma, ou algumas grande firmas ficam com
a maior % do mercado ( neste caso, apenas as
grande tem poder de mercado (poder de fixar preços
acima do nível competitivo) 
MgDF- IE/UFRJ
Padrões Competitivos
Regime
Competitivo
No. Firmas
Competição
Perfeita
Muitas
-
Imperfeita ou
Monopolística
Muitas
-
Oligopólio e
Duopólio
Poucas
Duas
SIM
Uma
SIM
Monopólio
Barreiras à
Entrada (EE e
Vantagens
Custos)
Grau de
Interdependência
Barreiras de
Diferenciação
-
-
Grande
SIM
Oligopólio
Homogêneo: NÃO
Oligopólio
Diferenciado: SIM
-
MgDF- IE/UFRJ
No que se refere à diferenciação
Regime Competitivo
Número
Barreiras
Diferenciação
Oligopólio Homogêneo
poucas
sim
não
Oligopólio Diferenciado
poucas
sim
sim
Competição Imperfeita ou muitas
Monopolística
não
sim
MgDF- IE/UFRJ
MgDF- IE/UFRJ MgDF- IE/UFRJ
Fim
primeira
unidade
MgDF- IE/UFRJ
FIRMAS
segundo a teoria neoclássica e a
economia industrial
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O que é a firma?
Para a teoria neoclássica dos livros textos, a firma é
uma unidade de transformação tecnológica, uma
função de produção, cujas entradas são os insumos e
as saídas, os produtos fabricados
 Firma é uma caixa-preta, uma instância de
transformação de insumos em produtos
 A firma deve vender uma quantidade ótima de
produtos e, para tal, procura ser eficiente

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Por que existem firmas ou empresas?
Para maximizar lucros de seus proprietários,
acionistas, controladores (maximização de lucros)
 Outras teorias estabelecem que empregados
(trabalhadores), gerentes e staff administrativos
têm objetivos diferentes daqueles da maximização
(dos acionistas ou proprietários)
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 Isso implica no reconhecimento que os objetivos e
metas de gerentes e proprietários diferem dos
acionistas (Teoria Gerencialista, Teoria da Agência da
Nova Economia Institucional, Teoria Behaviorista da
Firmas)
 Se objetivos e metas dos agentes são diferentes eles
podem ser ser alinhados através de uma estrutura de
incentivos
 (Alchian&Demsetz,Jensen &Meckling)
 Firma neoclássica, dos livros textos de Microeconomia,
não é um agente econômico, não tem estratégias e é
price-taker (firma é neurônio da mão invisível);
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► Firma da Teoria Gerencialista (J.K.Galbraith) em que os
objetivos dos proprietário e acionistas estão separados
dos objetivos dos gerentes, que realmente comandam
as empresas
► Firma da Teoria Behaviorista: firma não possui
comando único mas é uma “coalização de grupos de
interesses”;
► Como não é possível maximizar lucros para acionistas;
em geral, soluções são apenas satisfatórias (secondbest)  Simon(1952) e Cyert & March (1963)
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MERCADOS E FIRMAS
NA NOVA ECONOMIA DAS INSTITUIÇÕES
Ronald Coase (London Scholl of Economics) e
Oliver Williamson (Berkley University) )
Elinor Ostrom
Douglas North
Armene Alchian
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Ec. Institucional compõe, junto com Economia Industrial
forma a Organização Industrial
 Idéia principal : se a realização de transações (trocas)
no mercado envolvem custos é melhor substituir as
trocas pela (internalização) da produção dentro da
firma ou uma organização
 Ou seja, é preferível produzir internamente,dentro de
uma organização (firma), integrando atividades
verticalmente em vez de adquirir diretamente no
mercado)
 Quando isso ocorreria?
Firma pode ser uma alternativa mais eficiente do que
mercados, se existem custos de se usar os mercados
(custo de obter a informação, por exemplo)
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Mercados e firmas são meios alternativos
de organizar as transações econômicas
 o uso do mercado pode envolver custos de busca e
de uso dos mercados além do custos de executar um
contrato para cada transação ( todos são chamados
custos de transação)
 o engajamento da firma na produção também
envolve custos, além dos custos de produção, que
são os custos de administrar e coordenar ou custos
de governança empresarial/ corporativa, bem como
os custos de contratar
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Para os economistas institucionalistas, a firma é uma
estrutura de governança alternativa aos mercados, não
apenas uma caixa preta onde se estabelecem relações
técnicas entre inputs e outputs (função de produção)
Governança = coordenação, administração
Agentes econômicos organizam a produção “dentro” de
firmas quando o custo de usar os mercados é muito
elevado
Desta forma a firma é uma forma de organização
alternativa alternativa ao mercado
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Principais questões econômicas abordadas
pela Organização Industrial
► Instituições e organizações (firmas)
► Custos de Transação e de Governança
► Governança corporativa
► Especificidade de Ativos
► Contratos e Direitos de Propriedade (a distribuição
dos
direitos de propriedade também afeta a alocação de
recursos)
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Custo de Transação
Custo de obter a informação ou custo de busca
 Custo de negociar, estabelecer e reestruturar contratos
entre as diferentes partes de um negócio

Segundo Coase, se o custo de usar o mercado é muito
alto, então é conveniente produzir,integrando a produção
verticalmente numa unidade de negócios ou firma
Observação: a unidade básica analítica da teoria
institucionalista é a troca ou transação econômica
 Uma transação é uma troca de direitos de uso de bens
e de serviços ( e também de ativos intangíveis) no
âmbito de um contrato

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Elementos das Transações
 Elementos Comportamentais
Racionalidade Limitada: quando há algum tipo de
“privatização” da informação por parte de agentes 
especialmente quando há dependência bilateral
(fornecedor-cliente, comprador –vendedor;
contratante-contratado etc)
Segundo Herbert Simon, envolve informações
incompletas e limitações cognitivas dos agentes
econômicos
 Oportunismo dos agentes envolvidos em relações
de dependência (especialmente contratuais)
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Elementos Ambientais
- Incerteza:não é redutível ao risco calculável ou
mesmo probabilístico; envolve mudanças não
previstas na legislação, inovações tecnológicas,
acontecimentos imprevistos ...
- Incerteza está associada à complexidade do
ambiente socioeconômico dificultando o processo
de tomada de decisão
- Frequência da troca ou transação (são as transações
repetidas ou pouco frequentes?)
- Especificidade dos Ativos
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Contratos
 A Economia Institucional destaca a natureza
contratual que é estabelecida entre os agentes
econômicos na produção e na troca
 Em vez de se estudar relações de produção, estudam-se
relações contratura is entre os agentes engajados na
produção e troca
 Os contratos permeiam todas as atividades
econômicas (mesmo quando não são formalizados)
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Em que circunstâncias seria melhor para empresário
produzir internamente, na firma, em vez de usar o
mercado? Quando há Ativos Específicos
 AE- existe se as transações econômica envolvem
investimentos altamente especializados, que
posteriormente
 A existência de Ativos Específicos é um indício que é
melhor internalizar as transações, realizar as operações
produtivas dentro de uma organização ou firma,
produzindo em firmas, do que usar o sistema mercado
para realizar trocas e transações
 Custos de Transação X Custos de Governança
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Interdependência bilateral
 Uma vez que um ativo específico exista a
competição passa a ser uma espécie de
monopólio bilateral dos proprietários destes
ativos específicos ( os agentes
contratualmente envolvidos na atividade ou
negócio)
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Teoria da Agência
► A firma é definida pelos contratos estabelecidos entre
seus integrantes, agente e principal, colocados numa
relação hierárquica, mas de dependência bilateral, por
força dos próprios contratos, como os de emprego
► Existe assimetria de informações na relação contratual
estabelecida entre o agente e o principal dentro da
firma ou do contrato
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Maria da Graça Derengowski Fonseca Pesquisa