Suplemento Pelo Interior Nº5 - fevereiro/março/Abril 2010 Magistratura trabalhista de Uberlândia: exemplo de união e coleguismo A equipe de juízes do Trabalho de Uberlândia – cidade pólo do Triângulo Mineiro, – integrada por cinco juízes titulares e cinco juízes substitutos auxiliares, é exemplo de que a união não só faz a força, como contribui - e muito - para a melhoria da qualidade de vida dos juízes que deixam suas regiões para atuar nas Varas Trabalhistas da cidade. Em entrevista ao Jornal da Amatra3, oito dos dez magistrados locais - Erdman Ferreira da Cunha, Érica Aparecida Pires Bessa, , Marcelo Segatto Morais, Marco Antônio de Oliveira, Sônia Maria Rezende (titulares) - João Rodrigues Filho, Marcel Lopes Machado, Marco Aurélio Marsiglia Treviso (substitutos) falaram sobre as vantagens de se preservar esta união e também apontaram problemas que ainda persistem. Participaram da entrevista como entrevistadores: juiz João Bosco de Barcelos Coura (presidente da Amatra3), juíza Denízia Vieira Braga (diretora de Comunicação Social da Amatra3) e jornalista Virgínia Castro (Assessora de Comunicação Social da Amatra3). Jornal da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 3ª Região Página 2 VC – Soube que aqui, em Uberlândia, a turma de juízes trabalhistas é muito unida. O que esta união traz de positivo para vocês? Sônia Rezende – Nós ganhamos muito com isso, enquanto grupo. Marco Antônio (que está aqui há mais tempo) e eu quando viemos para cá, como titulares, encontramos uma situação complicada. Todo mundo reclamava. Era um verdadeiro pavor quando algum juiz substituto era convocado para Uberlândia. Hoje, a situação já não é mais assim. Está aqui a Érica, que acaba de chegar, e que sentiu essa receptividade. Começamos a fazer reuniões. No princípio, parecia que era uma coisa assim... como uma brincadeira. Mas, quando saíamos da sala e conversávamos com os advogados, eles perguntavam: “Qual é a OJ (Orientação Jurisprudencial) de hoje?” Com o tempo, fomos adotando alguns procedimentos iguais, trocando experiências. Isso nos fortalece. Deixamos de lado vaidades e pensamos no bem comum. Marco Antônio – Gostaria de ressaltar a questão da humildade. Quando nos reunimos aqui, na quarta-feira ela manhã, temos sempre a ideia de trazermos um caso e de discuti-lo, juridicamente. Procuramos, em conjunto, a solução que vai atender melhor aos anseios de todo mundo. Nunca passando por cima do entendimento pessoal de cada um, obviamente. Essa união também tem um efeito frente aos advogados. Se um advogado, em determinada situação, tem um problema grave com um colega, procuramos, na medida do possível, tentar intervir naquela situação, buscar resolver o eventual atrito de maneira amigável, sem que isso traga reflexos para a nos- Com o tempo, fomos adotando alguns procedimentos iguais, trocando experiências. Isso nos fortalece. Deixamos de lado vaidades e pensamos no bem comum. (Sônia Vergara) Não há uma reunião de processos numa única Vara, mas uma concentração de informações de execução no processo mais antigo, ficando a cargo de um de nós administrar o bolo e fazer o rateio. (Sobre o Juízo de Execução). (Marco Antônio) sa carreira, como também para a do advogado. E conseguimos, a partir daí, ter uma união e um relacionamento bom com os advogados. cheguei Uberlândia em 2004 e enfrentei essa insígnia de que era absolutamente impossível trabalhar aqui. E isso mudou com as nossas reuniões, com nossa união. Érica – Até o momento em que tomei posse, muitos colegas comentavam: _”Nossa, mas Uberlândia?” Era aquela imagem de 12 anos atrás, quando nós passamos no concurso. O que mais me chamou a atenção aqui, para uma juíza que está fora de casa, e ainda aprendendo, conhecendo os processos, é a união. A nossa postura não é estática. Os juízes são ativos. Cada um traz para a sala de lanches da Amatra3 aquele processo mais complicado, a discussão mais atual. E sem suscetibilidades. Dá sua opinião, discorda, se não sabe, vem e pergunta... Não tem uma formalidade e, ao mesmo tempo, está todo mundo tentando resolver. Acho essa postura ativa do Judiciário muito bacana, uma coisa de vanguarda. Não é só aguardar como o Tribunal está decidindo. É tentar uniformizar um procedimento e, com isso, todo mundo fica menos belicoso. Os advogados sentem que os juízes são unidos. Virgínia Castro – Dr. Marco Antônio, ainda há dificuldades a serem enfrentadas por aqui? Marco Antônio – Quando vim para Uberlândia, as divergências aqui eram muito fortes. Ocorriam problemas absolutamente desnecessários. Uberlândia tem uma característica: os advogados acompanham o processo. Não que isso não aconteça em outras regiões do Estado. Eu até digo que o problema de Uberlândia não são os advogados. O problema é que quando nós vínhamos para cá, recebíamos informações de que Uberlândia seria difícil. Então, chegávamos com um escudo e com um saco de pedras. Incidentes banais, que poderiam ser resolvidos com jogo de cintura, levavam a desavenças, a controvérsias. Começamos a conversar, a ponderar, a aparar arestas. Uma coisa interessante: se um juiz tem um problema com um advogado e outro tem acesso ao mesmo advogado, conversa com ele, vai aparando arestas. Não vejo dificuldades em trabalhar aqui. O grau de dificuldade das ações, dos pedidos, é diferente. Não há um mesmo tipo de ação, a exemplo de Nova Lima, com a Mineração Morro Velho. Nós, informalmente, criamos aqui um juízo de execução. Denízia – Contem-nos um pouco mais sobre esse juízo de execução. Como ele funciona? Marco Antônio – Numa cidade com cinco Varas, evidentemente que existem aquelas empresas que têm processos em todas as Varas, execução em todas elas. Um exemplo, é o Uberlândia Esporte Clube. Todos os dias eram expedidos mandados para que os locatários das lojas do Uberlândia depositassem o aluguel em juízo. O que acontecia? Um locatário recebia três mandados e ficava sem saber... Um dia, chamei o presidente do Uberlândia Esporte Clube e disse: - “Olha, temos que acabar com isso. Vamos fazer o seguinte: o clube verifica a condição financeira dele, faz um depósito, conversamos entre nós e fazemos essa divisão.” Erdman – E o mais grave não era a duplicidade de mandados contra o locatário, mas a penhora das lojas que geravam o aluguel, porque se as lojas fechassem, a fonte esgotava. Marco Antônio – Na verdade, o juízo de execução funciona da seguinte forma: nós sabemos quais são as empresas executadas. Então, se na segunda Vara Eu poderia dizer que a nossa relação com a Administração do Tribunal é boa. Eles nos ouvem, sempre, com muita propriedade. Somos muito bem atendidos, mas ainda há deficiências em termos de estrutura física do Foro. (Erdman) vai a leilão um imóvel, converso com os colegas e a secretaria manda um pedido de reserva de crédito. Com isso, ao invés de devolvermos o dinheiro, mandamos fazer as divisões. Vou citar o exemplo de uma empresa específica. Disse ao presidente que tínhamos que resolver a questão, que faríamos o levantamento de todos os processos em execução, dos valores da dívida e que a empresa, durante um período, iria depositar, mensalmente, uma determinada importância. Encarregueime de fazer o rateio. Tinha a relação de todos os processos e dos valores. A empresa depositava e eu encaminhava para cada processo um valor, um percentual. O reclamante ia recebendo um percentual até a satisfação total do seu crédito. Funciona assim, na prática. Não há uma reunião de processos numa única Vara, mas uma concentração de informações de execução no processo mais antigo, ficando a cargo de um de nós administrar o bolo e fazer o rateio. João Bosco – Como é a relação dos juízes do Foro de Uberlândia com a Administração do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª. Região? As reivindicações são atendidas de forma satisfatória? Erdman (Diretor do Foro de Uberlândia) – Eu poderia dizer que a nossa relação com a Administração do Tribunal é boa. Eles nos ouvem, sempre, com muita propriedade. Somos muito bem atendidos, mas ainda há deficiências em termos de estrutura física do Foro. Não há gabinetes para juiz auxiliar, poucos servidores... Marco Aurélio – O que eu posso falar a respeito do nosso contato com a Secretaria Geral da Pre- Pelo Interior nhecimento científico dos demais. É uma troca muito legal! sidência é no sentido de que, dificilmente, temos problemas, exatamente pelo fato da nossa união. Não temos que estar solicitando intervenção para resolver problemas jurídicos. Sobram apenas as questões de natureza administrativa. JB – O Foro de Uberlândia será o pioneiro na sustentação oral à distância. Qual é a opinião de vocês sobre essa iniciativa do Tribunal? VC – Na seqüência, gostaria de saber o que pensam sobre o processo eletrônico. JB – Há dois anos que o Foro de Uberlândia vem funcionando com um juiz auxiliar em cada Vara. Isso assegurou a melhoria a qual você se refere? Erdman – A fixação do juiz auxiliar é o que viabiliza a nossa continuidade aqui. Quero destacar a dificuldade dos processos que enfrentamos. São ações longas, complexas, temos que conhecer várias matérias. Por mais que você simplifique suas sentenças, é trabalhoso! Há um baixo índice de acordos. Digo que se extinguirem o auxílio fixo, aguardo a remoção para uma Vara de menor movimento, porque já tive problemas de saúde, em razão da quantidade de trabalho que enfrentei em Uberlândia em 2007. João Rodrigues – Para nós, substitutos, também foi muito bom. Permitiu a nossa fixação na cidade e também proporcionou uma divisão mais adequada do trabalho. Érica – E parece que facilitou, também, para o Tribunal, na questão administrativa, como no caso das férias. É importante lembrar que o Porto Seco do Cerrado está vindo para Uberlândia. Com isso, as demandas tendem a aumentar. A perspectiva de crescimento econômico da região é muito forte. (Érica) João Bosco – Esses problemas que o Erdman mencionou, de falta de servidor, precárias instalações, dentre outros, são generalizados. Para todo lugar que se vai, houve comentários semelhantes aos dos colegas. A Administração do Tribunal está tentando resolver esses problemas. Marco Aurélio – Em toda convocação de juiz substituto sempre havia algum problema, o que foi eliminado com a fixação do juiz na região. João Rodrigues – O gabinete da 4ª. Vara é um cubículo. Não tem nem janela para receber ar natural. Sônia – Hoje a situação modificou. Antes, não havia substituto que quisesse vir para Uberlândia. Agora é o contrário, já tem colega que fica na fila esperando vaga para vir pra cá. Isto é positivo. Marco Antônio – Aliás, o município fez doação de um terreno para construção de uma nova sede da Justiça do Trabalho em Uberlândia. Encaminhamos, inclusive, ao Tribunal, sugestão para que o terreno seja fechado para se evitar invasões. O gabinete da 4ª Vara é um cubículo. Não tem nem janela para receber ar natural. (João Rodrigues) Página 3 Érica – É importante lembrar que o porto seco está vindo para Uberlândia. Com isso, as demandas tendem a aumentar. A perspectiva de crescimento, inclusive econômico, da região é muito forte. Nós já fechamos com uma média de processos talvez superior a de Belo Horizonte. Antecipar-se a esse problema seria razoável. Marco Antônio – Gostaria de destacar um fato muito positivo e interessante em relação à nossa união – uma espécie de equilíbrio em termos prático e científico. Temos, por exemplo, o Marco Aurélio, o Marcelo Segatto, a Tânia e o Marcel que são professores e estão sempre atualizados na parte científica. Sônia, Érica e eu possuímos experiência anterior na parte prática. Isso traz um equilíbrio, porque, ao mesmo tempo em que colocamos as questões práticas, temos respaldo do co- Marcel – A sustentação oral à distância já foi aprovada pelo Tribunal, mas ainda não está vigorando. Acho que é uma iniciativa louvável, seja para possibilitar aos advogados da cidade uma participação mais direta e tele-presencial no Tribunal, seja para que o próprio Tribunal comece a conhecer melhor a nossa realidade. Com relação ao processo eletrônico, é uma perspectiva nova. É claro que toda inovação traz algumas temeridades. Observo que, em determinados casos, o e-doc está sendo utilizado de forma indevida. A parte apresenta uma petição eletronicamente, mas, no conteúdo daquela petição, estão sendo apresentados inúmeros documentos, quando já foi declarada a preclusão da prova documental. Outras vezes apresenta-se uma petição, cujo conteúdo é a reprodução de três, quatro sentenças, que podem, inclusive, auxiliar na convicção do juiz, mas jamais servir como elemento de prova. Penso que o processo eletrônico não veio para aumentar o volume de informação no processo. Utilizar o processo eletrônico para esse fim nos trará ainda mais dificuldades. Até mesmo em sede de recurso – nos ordinários – já estão fazendo isso. VC – O sr. vê algum prejuízo para a saúde do juiz no processo eletrônico? Marcel - No processo virtual, Acho que o processo virtual virá e nós teremos que nos adaptar a ele. Mas poder-se-ia tentar expandi-lo aos tribunais de uma forma gradual. (Marcel) você tem que ficar lendo arquivos e mais arquivos. Isso pode, eventualmente, trazer algum prejuízo para a visão. Mesmo com o auxílio fixo em Uberlândia, o volume de trabalho ainda é grande, os pedidos formulados nas ações são extensos. O processo eletrônico, certamente, vai aumentar nossa carga de serviço. Érica – Fiz, recentemente, um curso e confesso que tinha muita resistência ao processo eletrônico. Até reconheço que o processo eletrônico pode ser usado também para otimizar as decisões, mas pode viabilizar essa sobrecarga que existe na secretaria da Vara. O processo eletrônico vai dar uma vazão muito grande ao serviço. Temos que pensar, juntos, numa forma de isso não afunilar sempre no juiz. Nossa produtividade já está no máximo. Parece-me, inclusive, que há um requerimento da Amatra3 solicitando ao Tribunal a criação da função FC6. Talvez seja, então, o momento de repensar o processo eletrônico e o remanejamento dos servidores na atividadefim. É preciso também refletir sobre a segurança do processo eletrônico. Você não pode ter um processo eletrônico com hacker. Marcel – Acho que o processo virtual virá e nós teremos que nos adaptar a ele. Mas poder-seia tentar expandi-lo aos tribunais de uma forma gradual. Por exemplo, antes se ter um processo inteiramente virtual, por que não trabalhar com outras ferramentas virtuais? Deixar a Secretaria de expedir manual, alvará, redigir o escrito para gerar um alvará automaticamente com a Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil pagar àquele reclamante. Por que ele tem que vir ao balcão para buscar um documento, assinar o que está recebendo e ir ao banco? Nós poderíamos gerar ordem direta com o banco, bastando colocar todos os dados. Erdman – Dr. João Bosco, como a Amatra3 vê a turma de Uberlândia? João Bosco – Já que eu virei Jornal da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 3ª Região Página 4 entrevistado,...(risos) ...(risos) quero dizer que os colegas de Uberlândia têm dado uma contribuição importantíssima à Associação, inclusive, há vários mandatos, participam das diretorias da Amatra3. É um núcleo que produz atividades científicas relevantes. Vocês têm aqui, anualmente, um encontro de magistrados da Região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, que já é tradicional. A Amatra está sempre procurando incentivar, participar, patrocinar. É um pólo que irradia para o Estado senso de coleguismo, de associativismo. O auxílio fixo realmente melhora, e muito, não só a vida do juiz, como a qualidade da prestação jurisdicional e das decisões, além de facilitar os contatos com os colegas, os advogados e os jurisdicionados. (Marco Aurélio) Erdman – A nata do time campeão de futebol dos jogos nacionais da Anamatra está em Uberlândia. (Risos). VC – Em Uberlândia, atuam, hoje, dez juízes, entre titulares e substitutos, sendo que cinco nasceram e foram criados na região do Triângulo Mineiro. Gostaria de sa- ber dos outros cinco, que vieram de outras regiões, como é morar em Uberlândia? Marco Aurélio (de São Paulo) – Uberlândia é uma cidade que propicia tudo que precisamos para uma excelente qualidade de vida. Tem bares, restaurantes, faculdades... Recentemente, iniciei o curso de mestrado perante a Universidade Federal. O fato de morar aqui é facilitado pela convivência com os colegas. Viemos para cá sem conhecer nada e os colegas estão sempre dispostos a ajudar. E o coleguismo não se restringe ao Fórum. Somos colegas fora daqui, também. Isso facilita a vida, a adaptação em qualquer lugar. Embora esteja morando aqui há cinco anos, não tenho a menor vontade de sair. da prestação jurisdicional e da qualidade de vida do juiz? Marco Aurélio – Num momento em que se discute, ainda, a total implementação do auxílio fixo, acho que o Tribunal precisa ter a noção exata de que este auxílio, em Uberlândia, é um exemplo que deu certo. O auxílio fixo realmente melhora, e muito, não só a vida do juiz, como a qualidade da prestação jurisdicional e das decisões, além de facilitar os contatos com os colegas, os advogados e os jurisdicionados. Sua implementação não depende apenas do Tribunal, mas também da boa vontade e da solidariedade de todos os colegas. Esperamos que o exemplo de Uberlândia seja levado a todas as regiões: coleguismo, respeito ao próximo e colaboração mútua. VC – A implementação do auxílio fixo em Uberlândia contribuiu para a melhoria * As juízas substituta Tânia Mara Pena e Sara Davi não poderam comparecer. Juízes de Uberlândia Titulares Ingresso na Magistratura Titularidade Exercício/Uberlândia Marco Antônio Março/1994 Março/2001 1995/substituto - 2001/titular Sônia Resende Março/1994 Dezembro/2001 2004 Erdman Janeiro/1998 Maio/2006 2006 Marcelo Segatto Janeiro/1998 Outubro/2006 2006 Érica Bessa Outubro/1998 setembro/2009 2009 Substitutos Ingresso na Magistratura Exercício/Uberlândia Tânia Maria Outubro/1998 1998 João Rodrigues Outubro/1998 1998 Marco Aurélio Junho/2004 2008 Sara Outubro/2005 2008 Marcel Setembro/2006 2008 Até o fechamento desta edição do Jornal da Amatra3, a juíza Sara Lúcia Davi Souza aguardava definição sobre processo de remoção para o Sobre Uberlândia A fama de ser uma das cidades com melhor índice de qualidade de vida do Brasil faz de Uberlândia um lugar atraente. Com cerca de 630 mil habitantes, é a segunda maior cidade de Minas Gerais e o segundo mercado potencial consumidor do Estado. Os setores agroindustrial e de serviços movimentam a economia local. Uberlândia sedia grandes atacadistas, por estar localizada em região central do Brasil. Já está em início de funcionamento, no município, o Porto Seco do Cerrado, que possui armazéns, balanças ferroviária e rodoviária, empilhadeiras e Reach Stacker para a movimentação de contêineres. As operações de estocagem, armazenagem, movimentação e transbordo são realizadas com equipamentos de última geração. Através do transporte em DTA (Documento de Trânsito Aduaneiro) oferecido pela Vale do Rio Doce, contêineres descarregados no Terminal de Vila Velha (Vitória) ou em Santos podem ser transportados até o Porto Seco do Cerrado em Uberlândia, e, ali, nacionalizados. Além de economia pujante, Uberlândia tem vocação universitária: a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), e outras, atraem jovens de várias regiões do país. Também é referência em saúde, com bons hospitais, inclusive Hospital das Clínicas da UFU. Oferece ótima rede hoteleira, bons restaurantes, shoppings e clubes, sendo um deles - o Praia Clube, considerado um dos mais completos do Brasil. (Fontes de pesquisa: Wikipédia e Portal da Prefeitura Municipal de Uberlândia) Expediente Suplemento Pelo Interior N o 5 - Abril/2010 - Publicação da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 3 ª Região - Presidente: João Bosco de Barcelos Coura - Diretora de Comunicação Social: Denizia Vieira Braga - Jornalista Responsável: Virgínia Castro/Reg. 03353/JP - Projeto gráfico e diagramação: Carlos Domingos Reg. Prof. 6050/MG