Executivo Marco Antonio de Fonseca Viana Idade 53 anos Estado Civil Casado há 28 anos e tem dois filhos Formação Engenharia agronômica pela Faculdade de Agronomia e Zootecnia Manuel Carlos Gonçalves de Espírito Santo do Pinhal, e MBA em Gestão Empresarial pela Amana-Key Cargo Gerente agrícola da Usina Santa Vitória e presidente do GIFC (Grupo de Irrigação e Fertirrigação de Cana-de-açúcar) Hobbies Estar ao lado da família, jogar futebol com os amigos, ler e ir ao cinema Filosofia de vida “Busco a felicidade através da minha pequena contribuição para um mundo cada vez melhor. Acredito piamente na evolução dos seres humanos pelo culto dos valores universais.” O executivo do mês faz parte do “bando de loucos”. Como ele mesmo diz, é “doente” pelo Timão. Mas esse coração corinthiano divide-se tranquilamente entre outras duas paixões: sua família e o setor sucroenergético, onde atua há quase 30 anos. Marco Antonio de Fonseca Viana hoje é o gerente agrícola da Usina Santa Vitória, localizada no município de mesmo nome no Estado de Minas Gerais, mas entrou nos canaviais bem cedo. Aos vinte e poucos anos, Viana conseguiu um estágio na Usina Nova Aliança, que na época participava do projeto de construção da Usina Passa Tempo, na Cidade de Maracajú, MS. Depois de algum tempo e já com carteira assinada, foi trabalhar como supervisor técnico na Destilaria Melhoramentos, da Companhia Melhoramentos, localizada no Norte do Paraná. Em dezembro de 1987, viria o primeiro e um dos mais importantes desafios da vida do executivo: assumir a gerência agrícola da Usina São José da Estiva, localizada na cidade de Novo Horizonte, SP. Ele topou e durante os sete anos e seis meses em que esteve lá, atuou nos processos de estruturação da empresa. “Eu tinha apenas 25 anos. Esse desafio acabou se transformando em um aprendizado e uma consagração da qual me orgulho até hoje, pois pude participar, de maneira muito intensa, de um processo de mudança cultural de uma empresa e de toda uma comunidade contando com o apoio total do Sr. Gino de Biasi Neto, acionista e diretor da usina naquela época. Durante sete anos e seis meses trabalhei e convivi com pessoas que muito contribuíram para a minha formação profissional como o Luiz Carlos Dalben, Ivan Chaves e José Alencar Magro”, relembra Viana. Em 1987, a Usina São José da Estiva tinha uma moagem de 300 mil t por ano e uma produtividade de 65 t/ha. Em 1994, a usina já estava moendo mais de 1 milhão de t, com produtividade acima de 90 t/ha, com Pol da cana superior a 15%. Os rendimentos operacionais excelentes e custos agrícolas abaixo da média de mercado fizeram com que a São José da Estiva fosse referência no setor. 43 Viana “Meu sonho é terminar a vida com a certeza de que fui útil e de que contribui de alguma forma para tornar o mundo um pouco melhor” Como consequência do seu sucesso frente a São José da Estiva, em março de 1995, Viana foi convidado a assumir a gerência agrícola da Usina Catanduva, unidade do Grupo Virgolino de Oliveira. Era mais um desafio a ser enfrentado. “Na época, a Usina Catanduva já moía 3,7 milhões de t por ano. Após dois anos assumi a gerência corporativa agrícola do grupo (unidades Catanduva e Itapira), com a missão de contribuir ativamente com o processo de profissionalização. Foram dois grandes desafios quase ao mesmo tempo. Assumir uma unidade grande como a Catanduva e, logo após, trabalhar em um modelo de gestão corporativa, que não era nada usual nos anos 90”, conta Viana. Em 1999 ele mudou o rumo e foi atuar como assessor e consultor de Gestão de Processos Agrícolas e Treinamento, com atuação em vários grupos em unidades produtoras de açúcar e etanol. “Trabalhei também como gerente corporativo das usinas Bonfim e Tamoio, do Grupo Corona e atuei como diretor de Operações Agroindustriais da Usina Albertina e em alguns greenfields.” NOVO PROJETO APOSTA EM ETANOL E ENERGIA Em 2008 Viana foi convidado a participar de um novo projeto. A implantação da Usina Santa Vitória Açúcar e Álcool (SVAA), que faz parte de uma parceria entre a Dow Química S.A., subsidiária da The Dow Chemical Company – maior produtora mundial de polietileno – e a empresa ja44 ponesa Mitsui & Co. Ltda. O projeto SVAA, que segue em implantação no município de Santa Vitória é um complexo alcoolquímico que contempla a produção de etanol e a geração de energia. O projeto está dividido em duas etapas principais e encontra-se em instalação a usina de etanol, que terá capacidade de moagem de 2,7 milhões de t/ano de cana-de-açúcar. Segundo Viana, o projeto da Usina Santa Vitória possui características pouco comuns, considerando a intenção de instalar em uma região de fronteira agroindustrial o primeiro polo alcoolquímico do Brasil. “Temos ainda que pensar que a região em que a usina está instalada tem características edafoclimáticas que direcionam ações agronômicas e agrícolas extremamente limitantes, ou seja, não permite erros. Conhecemos pouco desses novos ambientes, mas sabemos que o perfeito manejo das épocas de plantio e colheita e o uso da irrigação são fundamentais e imprescindíveis para conseguirmos atingir a potencialidade regional em ATR por hectare e assim sermos competitivos. Estamos focados nesses objetivos agora”, destaca o executivo. A primeira moagem da usina deve começar em julho deste ano, com a expectativa de moer 1 milhão de t até outubro. “Para 2015 estamos pretendendo moer 2,2 milhões de t para produzir etanol hidratado e energia. Já em 2016, projetamos uma moagem de 2,7 milhões de t, também direcionada para a produção de etanol e ener- O executivo ao lado da esposa e amiga Viana ao lado da esposa Mônica gia”, revela Viana. Segundo o executivo, a empresa fará investimentos complementares voltados para o plantio, para a construção da oficina automotiva, escritório agrícola, estradas, compra de máquinas e equipamentos, irrigação e fertirrigação, treinamento de pessoas e para estruturação de uma unidade produtora de etanol e energia que moerá, inicialmente, 2,7 milhões de t/ano. “Entendemos que o manejo da água é fundamental para o nosso sucesso agrícola. Nesse contexto, a irrigação é uma prática fundamental e está sendo implementada na Usina Santa Vitoria a partir da elaboração de uma Plano Diretor específico, tendo como base o Plano Diretor Agrícola. A fertirrigação segue a mesma linha e investimentos estão sendo feitos para que, a partir de julho deste ano, comece a ser utilizada”, revela o executivo que, em novembro de 2012, após muitas reuniões e dedicação, foi escolhido como presidente do GIFC (Grupo de Irrigação e Fertirrigação de Cana-de-açúcar), criado com o objetivo de trocar informações, experiências e disseminar a irrigação e fertirrigação de cana por meio da realização de reuniões, palestras, seminários e outras iniciativas. que poderia fazer mais, realizar mais. E talvez o executivo diga isso porque tem que dividir dentro de um só coração, três grandes paixões: a família, o trabalho e o Timão. “Sou louco pelo meu trabalho e pela minha família. E sou louco pelo Timão. Sou um corinthiano doente”, revela o executivo, que ainda arrisca vez ou outra uma partida de futebol ao lado dos amigos. Viana é casado há 28 anos com Mônica, com quem tem dois filhos, o Lucas, de 26 anos, e o Leonardo, de 24 anos, ambos engenheiros agrônomos. É com eles e o mais novo integrante da família, seu primeiro neto, que o executivo escolhe passar grande parte de seu tempo. “Gosto de estar em casa com a família, de ir ao cinema com a esposa, sair para comer fora, jogar um futebol e de uma boa festinha para reunir os amigos e dar boas risadas. Também adoro viajar, principalmente em companhia da Mônica, minha eterna companheira, dos meus filhos, hoje meus grandes amigos, das minhas noras e agora do meu primeiro netinho que nasceu em janeiro”, conta Viana. Colocando sempre em primeiro lugar sua família e seu trabalho, o executivo conta que vive a vida em busca da felicidade através da sua contribuição para um mundo cada vez melhor. “Acredito piamente na evolução dos seres humanos pelo culto dos valores universais. Meu sonho é terminar a vida com a certeza de que fui útil e de que contribui de alguma forma para tornar o mundo um pouco melhor”, conclui Viana LOUCO POR ELES Apesar de não considerar sua vida corrida demais, Viana acha que os dias são muito curtos. Ele pensa 45