Entrevista à Comissão Executiva Aveiro Digital
«Programa Aveiro Digital tem
O Programa Aveiro Digital
2003-2006, abrangendo toda a
região da Associação de
Municípios da Ria, tem «responsabilidades acrescidas na
qualidade da execução e dos
resultados», salienta a
Comissão Executiva do Aveiro
Digital (CEAD). «Temos obrigação de fazer mais e melhor»,
acrescenta, lembrando que o
trabalho desenvolvido obriga a
uma «assumida responsabilidade operacional com elevados níveis de exigência, equidade e transparência na gestão técnica e financeira»
No Programa Aveiro Digital
2003-2006 lê-se que o projecto
se assume como «um motor do
desenvolvimento social, económico e cultural». Como é que
isso é conseguido?
A Associação de Municípios
da Ria e a Associação Aveiro
Digital, que em conjunto subscrevem e dirigem este programa,
consideram que as iniciativas e os
projectos que o materializam no
terreno devem ter impacto directo
e evidente na qualificação dos
serviços e das pessoas que residem e trabalham na região da ria
de Aveiro. Essa mudança na qualificação passa não só pela simples utilização das Tecnologias da
Informação e Comunicação, mas
sobretudo e fundamentalmente
pela criação de novos hábitos e
modos para trabalhar, comunicar
e aprender. O Programa propicia
condições para estimular estes
novos modos na vida pessoal e na
vida das organizações como a
administração pública, as escolas,
a universidade, os hospitais, as
empresas, as entidades sociais e
culturais da região.
O modelo de execução adoptado fundamenta-se no conceito de
que o investimento tem que ser
pragmático e garantir a utilidade e
a produção de mais riqueza regional e mais emprego de nova geração. Os projectos Aveiro Digital
têm que contribuir para a eficiência dos serviços públicos, das instituições, das empresas e das pessoas, estando a sua sustentabilidade assegurada pela responsabilidade da execução, directamente
2
assumida pelas entidades que
querem resolver os seus próprios
problemas e melhorar o seu
desempenho. O trabalho em
equipa das várias entidades a
nível regional cria sinergias muito
saudáveis na partilha de práticas e
na troca de experiências, na conjugação de esforços e na racionalização de recursos para implementar soluções e para resolver
problemas comuns.
É, pois, um caminho em diversas frentes, de muito trabalho, de
assumida responsabilidade operacional com elevados níveis de
exigência, equidade e transparência na gestão técnica e financeira,
que a CEAD e as entidades beneficiárias do Programa Aveiro
Digital estão a fazer em conjunto.
Acreditamos que os produtos e
serviços, resultantes dos projectos
Aveiro Digital, vão contribuir directamente para qualificar as pessoas e os serviços na região e que
os métodos de gestão e de trabalho que estamos a praticar vão
indirectamente contribuir para todos aprendermos a fazer melhor.
Por isso, tendo uma visão integrada e sistémica do desenvolvimento, podemos dizer, dentro da
nossa limitada intervenção, que o
Programa Aveiro Digital, dados
os seus impactos múltiplos na
qualificação da região e pela
intervenção activa e alargada das
entidades beneficiárias, se assume
como um dos motores de desenvolvimento regional.
Houve alguma área de intervenção que não tenha tido a
adesão esperada? Porquê?
Os agentes do desenvolvimento da região, nomeadamente a
Universidade de Aveiro, as
empresas, as autarquias, as escolas, os hospitais e outras entidades
públicas e privadas ligadas à
Saúde, à Educação, à Cultura e à
Solidariedade Social, estiveram
especialmente atentos e activos
nos dois concursos lançados pela
CEAD para a execução do programa, como se comprova pelas
121 candidaturas apresentadas.
Pela estrutura organizacional
de alguns serviços, o número de
projectos em curso em algumas
áreas, como a Saúde e a Solidariedade Social, não é elevado,
mas a sua dimensão abrange toda
QUARTA-FEIRA, 28 de Julho de 2004
a região. Neste momento estão
em execução 40 projectos,
cobrindo todas as oito áreas de
intervenção, no entanto prevemos
iniciar, até Dezembro de 2004,
mais duas dezenas de projectos
seleccionados no âmbito do
segundo concurso Aveiro Digital.
Dada a estrutura do programa,
a CEAD considera que todas as
áreas de intervenção terão uma
expressão equilibrada e que as
entidades associadas a cada área
demonstraram com evidência a
sua proactividade e capacidade
para participarem no programa.
Houve algum concelho cujas
instituições não tenham aderido ao Programa Aveiro Digital
da maneira esperada?
Todos os municípios da região
da AMRia participam em projectos estruturantes como os projectos da área de intervenção das
Autarquias e Serviços Concelhios, de que se destaca o Projecto
SIGRia. Naturalmente que em
alguns municípios, pela sua natureza, a iniciativa das entidades
públicas e privadas foi mais limitada, mas as candidaturas apresentadas foram valorizadas, na
metodologia de avaliação aprova-
da pela CEAD, em função da sua
abrangência geográfica e discriminadas positivamente quando os
investimentos foram localizados
nos municípios menos activos.
A região da AMRia apresenta
indicadores municipais de desenvolvimento económico e social
ainda divergentes, por isso a
CEAD tem directamente apostado, em conjunto com as câmaras
municipais e as juntas de freguesia, nas iniciativas massificadoras
do acesso gratuito aos serviços
Internet, para a qualificação das
pessoas em todos os municípios
da região. Confirma-se também
que no segundo concurso as propostas apresentadas reflectem um
dinamismo de adesão mais alargado geograficamente, o que é
um sinal do trabalho de divulgação realizado e também de que os
Espaços Internet nas freguesias
da região estão a contribuir para
divulgar as oportunidades que o
programa abre.
propõem resolver os seus problemas concretos, como por exemplo melhorar os seus serviços,
qualificar os seus colaboradores e
racionalizar os seus recursos, diminuindo custos e aumentando
receitas através da aplicação e utilização das tecnologias da informação e comunicação. Para fazer
esta mudança, as entidades apresentam um plano com resultados
calendarizados. Os projectos terminam com a execução destes
planos e naturalmente com todos
os investimentos executados e integrados na operação corrente
destas entidades.
Quando os projectos Aveiro
Digital terminarem, todos esperamos constatar que os resultados
foram alcançados produzindo
impacto evidente na eficiência e
qualidade nos serviços públicos e
nas instituições, na competitividade das empresas e na qualificação
das pessoas que vivem e trabalham na região da AMRia.
Cada projecto tem um determinado tempo de duração.
Terminado esse período, o que
fica de cada um?
Os projectos são dirigidos por
entidades beneficiárias que se
De que forma o Aveiro
Digital 2003/2006 poderá ser
usufruído pela generalidade
dos cidadãos?
Como já dissemos, esperamos
que os investimentos propiciados
pelo Programa Aveiro Digital
contribuam para tornar mais eficientes os serviços públicos e
mais competitivas as empresas,
criando riqueza e qualificando as
pessoas que vivem na região.
Assim, a generalidade dos cidadãos poderá perceber os impactos
do programa através dos resultados concretos dos projectos,
como por exemplo a inscrição
das crianças nas secretarias das
escolas, a entrega de requerimentos camarários em formato seguro via Internet ou ainda o acesso
remoto a diagnósticos médicos
especializados. A CEAD considera ainda como prioritária a instalação, em cooperação com as
autarquias locais, de uma rede de
acesso gratuito à Internet, materializada na rede de Espaços
Internet em todos os municípios e
freguesias da AMRia.
Estes Espaços, abertos a toda a
população, além de oferecerem
serviços e formação básica nas
tecnologias de informação e
comunicação, são também pontos de acesso aos serviços da
administração pública, como a
apresentação das declarações de
IRS ou os que serão criados no
âmbito do programa.
Existem outras regiões digitais no país. Que comparação
pode ser feita no que diz respeito à qualidade dos projectos
desenvolvidos e à adesão de
agentes locais?
Bem, precisamente porque
entendemos este tipo de programas como instrumentos de
desenvolvimento regional, a
comparação entre os programas
de regiões digitais existentes no
país é um exercício complexo,
dadas as especificidades dos tecidos sócio-económicos e culturais
das regiões e também dos diversos níveis de adesão à Sociedade
da Informação que apresentam.
O POSI (Programa Operacional da Sociedade da Informação)
produziu um conjunto de directivas e orientações no sentido de
harmonizar as áreas prioritárias
de desenvolvimento das regiões
digitais, sistematizadas no «Guia
de Operacionalização das Cidades e Regiões Digitais». Assim, procura-se garantir a conjugação nacional destes investi-
FEDER/FSE
responsabilidades acrescidas»
mentos e que a qualificação dos
serviços se fará em áreas urgentes, como por exemplo a administração pública.
A CEAD está atenta e aberta
às iniciativas nacionais para o
desenvolvimento das Regiões
Digitais, procurando aprender e
partilhar boas práticas e métodos,
e é nesse sentido que está em curso o projecto «Aprender e Partilhar Aveiro Digital». Neste âmbito e em devido tempo, estão mesmo planeadas ligações com iniciativas similares a nível internacional. O Programa Aveiro Digital 2003-2006, que abrange toda a
região da Associação de Municípios da Ria, tem responsabilidades acrescidas na qualidade da
execução e dos resultados, pois,
tendo em conta o histórico da primeira fase do programa, temos
obrigação de fazer mais e melhor.
Hoje realiza-se uma reunião
com todos os parceiros envolvidos. Qual a finalidade?
Esta reunião é a primeira reunião de concertação do Programa
Aveiro Digital. Vai assim iniciarse um processo planeado de articulação que permitirá, ao longo
da execução do programa, promover a conjugação de esforços,
a partilha de práticas e métodos e
a promoção e divulgação dos
resultados entre as entidades executoras dos projectos Aveiro
Digital, no sentido de construir
uma plataforma de comunicação
aberta e uma dinâmica social
confiante e qualificada.
As tarefas de concertação, que
são coordenadas directamente
pela CEAD, têm um carácter
transversal a todo o programa, estando integradas mandatoriamente em todos os projectos, com
mais valias evidentes na racionalização de recursos e na qualificação da gestão dos projectos. Após
seis meses de execução dos primeiros 40 projectos Aveiro Digital, nesta primeira reunião de concertação cada uma das entidades
beneficiárias principais vai fazer
um primeiro balanço dos trabalhos em curso, das dificuldades
encontradas e das perspectivas de
execução até Dezembro de 2004.
Trata-se, assim, do primeiro
grande encontro dos projectos, e,
tendo em conta o limitado tempo
FEDER/FSE
mação que também permite às
entidades beneficiárias e ao Gabinete do POSI monitorizar permanentemente a sua execução
técnica e financeira. Além disso,
a apresentação de documentos
contabilísticos e técnicos em formato impresso é filtrada pela
prévia verificação electrónica, o
que permite encurtar os processos e racionalizar meios e custos.
de execução, esperamos sobretudo conhecer-nos e ouvir-nos uns
aos outros, para todos, incluindo a
Comissão Executiva, ganharmos
a percepção do que podemos
fazer melhor.
Quais as principais dificuldades com que se deparam as
entidades que desenvolvem
projectos ao abrigo do Aveiro
Digital? Existem dificuldades
comuns ou cada instituição
sofre problemas específicos,
consoante o projecto em que
está a trabalhar?
Temos algumas indicações
sobre as dificuldades que os projectos têm encontrado. Algumas
destas dificuldades são de ordem
específica, outras são comuns a
vários projectos, nomeadamente
as relacionadas com os instrumentos e normas de gestão técnica e financeira. Nesta primeira fase, as entidades beneficiárias principais, únicas responsáveis pelos
procedimentos de gestão, podem
considerá-los... «burocráticos».
Consideramos que estes processos são uma aprendizagem
comum e temos a certeza que
todas as entidades querem garantir o rigor no cumprimento dos
seus contratos explícitos nos
Planos Técnicos e Financeiros,
por isso tudo faremos para acompanhar e ajudar os projectos neste
esforço. Esta reunião de concertação também vai ser uma oportunidade para ouvir dos projectos
quais são as suas maiores dificuldades e expectativas.
O Aveiro Digital dispõe de
um Sistema de Acompanha-
mento e Verificação Aveiro Digital. Como funciona e para
que serve?
O Sistema de Acompanhamento e Verificação Aveiro Digital (SAVAD) é o instrumento de
gestão técnica e financeira dos
projectos em curso no âmbito do
programa. Através deste sistema,
disponível via Internet, podemos
garantir uma maior celeridade e
qualidade na apresentação das
despesas e dos resultados técnicos. Cada projecto é acompanha-
do pelo Gabinete Aveiro Digital
ao longo do seu desenvolvimento
e de acordo com o calendário do
Plano Técnico e Financeiro, através de um «WorkFlow» de gestão que exige tanto dos projectos
como do Gabinete Aveiro Digital.
A regulamentação da execução
financeira está embebida no próprio sistema, garantindo o cumprimento das Directivas Nacionais e Comunitárias na execução
das despesas. Paralelamente, o
SAVAD é um sistema de infor-
O projecto implica a distribuição de somas avultadas por
dezenas de instituições. De que
forma se controla e garante a
boa aplicação desses montantes?
A distribuição de verbas às
entidades beneficiárias principais
não é abstracta, é feita em função
da execução técnica e dos resultados apresentados e de acordo
com os Planos Técnicos e Financeiros que são compromissos
contratuais com a CEAD.
O acompanhamento da execução dos projectos é feito pela
CEAD, através do GAD, que
integra colaboradores com experiência e elevada competência,
garantindo-nos um grande rigor
na verificação dos resultados e
das despesas associadas e no
cumprimento da legislação aplicável aos financiamentos comunitários. Adicionalmente, vai lançar-se o processo de avaliação
externa para, em conjunto com o
Gabinete do POSI, acompanhar
no terreno a execução do programa, identificando desvios e propondo atempadamente as necessárias medidas correctivas.
De realçar que o Termo de
Aceitação de Financiamento do
Programa Aveiro Digital 20032006 refere explicitamente no seu
ponto 15, como obrigação das entidades beneficiárias, «prestar toda a informação que venha a ser
solicitada e autorizar, a qualquer
momento, a realização de visitas
de acompanhamento, de controlo
financeiro e de avaliação, efectuadas pela CEAD, pelo Gestor do
POSI ou por qualquer entidade
pública ou privada devidamente
mandatada por aquelas entidades,
e ainda por outras entidades nacionais ou comunitárias, com
competência em matéria de
acompanhamento, controlo e
avaliação, no âmbito do Quadro
Comunitário de Apoio».
Projectos reúnem-se hoje em Aveiro
Jaime Quesado, gestor do Programa Operacional para a
Sociedade da Informação (POSI) acompanha hoje a primeira reunião
de concertação do Programa Aveiro Digital 2003-2006. A iniciativa,
agendada para o Parque de Exposições de Aveiro, das 9 às 18
horas, representa, segundo a Comissão Executiva do Aveiro Digital
(CEAD), o início de um «processo de articulação» que vai permitir, ao
longo da execução do projecto, promover «a conjugação de esforços,
a partilha de práticas e métodos e a promoção e divulgação dos
resultados entre as entidades executoras» das diferentes acções. O
objectivo geral é «construir uma plataforma de comunicação aberta e
uma dinâmica social confiante e qualificada», salientou.
As tarefas de concertação, coordenadas directamente pela CEAD,
têm um carácter transversal a todo o programa e arrancam seis
meses depois da execução dos primeiros 40 projectos do Aveiro
Digital. A primeira reunião de concertação vai permitir a cada uma
das entidades beneficiárias principais envolvidas fazer um primeiro
balanço dos trabalhos em curso, mencionando as dificuldades encontradas e as perspectivas de execução até Dezembro de 2004.
Programa
9:00
Abertura
CEAD e POSI
9:10
Apresentação dos Projectos
Entidades Beneficiárias Principais
11:10
Intervalo Café
11:20
Apresentação dos Projectos
13:00
Almoço
14:30
Apresentação dos Projectos
16:20
Intervalo Café
16:30
Apresentação dos Projectos
Entidades Beneficiárias Principais
18:00
Encerramento
POSI e CEAD
Entidades Beneficiárias Principais
Entidades Beneficiárias Principais
QUARTA-FEIRA, 28 de Julho de 2004
3
AMRia procura gestão
sustentável do território
quem irá operar e utilizar o sistema. É certo que a fasquia referida
foi posicionada, numa cota pouco
elevada, tendo em consideração
os três anos de duração do projecto para o Programa AveiroDigital 2003-2006. Ainda será
mais baixa se considerarmos que
a construção e montagem de um
SIG é bastante morosa e complexa quando comparado com a
facilidade de acesso e análise que
estes sistemas proporcionaram.
No âmbito do primeiro concurso
do Programa Aveiro Digital
2003-2006, foram aprovados
seis projectos na área de intervenção Autarquias e Serviços
Concelhios - SICAVIM, SIGRia,
SAL-OnLine, AEI, SeverInforma e VagosInforma -, com um
orçamento global de 4,24 mi
lhões de euros. O Projecto SIGRia, que é gerido pela
Associação de Municípios da
Ria, vai instalar núcleos SIG
nos 11 municípios da região. de
acordo com Manuel da Rocha
Galante, administrador-delegado da AMRIA, este projecto
está a evidenciar o espírito de
cooperação e inter-ajuda dos
técnicos municipais
Como surgiu o SIG-Ria?
Este projecto corresponde ao
culminar de uma opção estratégica da Associação de Municípios
quando, em 1998, deu início a
um projecto de produção de cartografia topográfica oficial à escala 1:10.000, em parceria com o
Instituto Geográfico Português. A
base cartografia seria o pilar de
suporte à construção dum Sistema de Informação Geográfica
para os Municípios da Ria. Apenas com o Programa Aveiro Digital 2003 – 2006 é que a Associação conseguiu ver aprovada a
candidatura para a criação física
do SIGRia.
Quais são os seus principais
objectivos?
O grande objectivo do projecto
4
será o de equipar as autarquias de
Águeda, Albergaria-a-Velha,
Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mira,
Murtosa, Oliveira do Bairro, Ovar,
Sever do Vouga, Vagos e a própria AMRia com infra-estruturas
que apoiam os respectivos serviços técnicos na gestão sustentável
do território, nomeadamente ao
nível da gestão urbanística, cadastro de propriedade, património
municipal, redes de infra-estruturas e rede viária, constituindo-se
como uma ferramenta essencial
para apoio às tarefas de manutenção e actualização duma base cartográfica oficial; à revisão e gestão
dos Planos Municipais de Ordenamento do Território –
PMOTs’, em especial dos Planos
Directores Municipais - PDM’s e
do Plano Intermunicipal de Or-
QUARTA-FEIRA, 28 de Julho de 2004
denamento da Ria; à estruturação
e organização duma base de dados
da informação espacial existente
nas autarquias, com vantagens
associadas em termos de facilidade de acesso à informação e de
maior visibilidade e rigor da mesma, e melhorias ao nível da capacidade de resposta aos cidadãos.
Como têm reagido as Câmaras Municipais e os seus técnicos na execução deste projecto?
Existe uma grande expectativa
quanto aos resultados a alcançar.
Todos reconhecem as vantagens
do SIG para o desempenho das
suas tarefas na autarquia. Subsistem alguns receios inerentes à escassez de recursos técnicos qualificados na maioria das Câmaras
Municipais que assegurem a sua
respectiva quota de responsabilidade no projecto. Há, todavia,
uma preocupação em se tomarem
decisões consensuais, que podendo implicar alguma demora em
termos de execução do projecto,
consolidam as decisões tomadas
e responsabilizam cada parceiro
em termos da execução. Um factor que nos merece destaque é o
facto de se constatar um espírito
de entreajuda, por parte dos técnicos com maior domínio das
matérias, para com aqueles que
têm maiores fragilidades.
A execução do SIG tem
enfrentado problemas? Quais?
Efectivamente, este projecto já
enferma de alguns problemas,
por certo inerentes a alguma inexperiência da própria AMRia em
gerir um projecto desta natureza e
dimensão. O elevado número de
parceiros envolvidos e o vasto leque de competências que toca,
também contribui para dificultar a
tarefa de gestão, com resultados
negativos ao nível do cumprimento dos prazos definidos. Também se notou alguma pressão, sobre a entidade gestora e técnicos
das autarquias, por parte de fornecedores externos, causando algumas interferências nos processos
internos de decisão. De entre
estes problemas o maior deles é a
dificuldade em conseguir cumprir
os prazos de execução previstos
nas primeiras tarefas do projecto.
Sendo estas as que envolvem a
maior fatia do investimento, são
também as que condicionam todo
o desenvolvimento do projecto,
porque têm que ver com opções
tecnológicas, em termos do hardware e software específico para
cada núcleo SIG. O tempo excedido com a escolha dessas
opções, a nosso ver, tem uma
relação directa com a importância
e peso dessas decisões para o
desenvolvimento futuro, em termos de expansão do SIGRia.
Quais são as metas e desafios
mais críticos para o sucesso do
SIGRia?
Para que este projecto tenha
sucesso, é fundamental que ele
obtenha visibilidade operativa
mínima, ao nível da gestão dos
PDM’s e do Plano Intermunicipal
(UNIR@RIA) e da visualização
e actualização da cartografia
topográfica à escala 1:10.000.
Não é desejável que um projecto desta natureza, se esgote
com o alcance destas metas, o
que seria muito redutor para o
mesmo. É fundamental que este
continue com a actualização das
bases de dados e o desenvolvimento de novas aplicações e de
novos desafios. Sendo um projecto que irá consumir muito tempo,
muitos meios humanos e financeiros e muitas “dores de cabeça”, todos esperamos que os
resultados a alcançar tenham a
visibilidade e o reconhecimento
de quem apostou e investiu e de
Que expectativas tem acerca
do projecto?
Todos esperamos que o
SIGRia se possa consolidar,
desenvolver e expandir aos diversos serviços e departamentos das
autarquias, à medida que for
sendo comprovada as vantagens
e utilidade por cada entidade parceira do projecto. A própria criação da GAMA – Grande Área
Metropolitana de Aveiro, poderá
abrir ao SIGRia novas perspectivas e novos desafios ao seu
desenvolvimento.
O SIGRia é o Projecto de
maior dimensão financeira do
Projecto Aveiro Digital 20032006, com um financiamento
de 2,5 milhões de Euros. Explique-nos a sua importância.
Este é, efectivamente, um dos
projectos com maior expressão financeira, devidos aos montantes
envolvidos. Este facto justificarse-á por se tratar de um projecto
que servirá de suporte a muitos
dos projectos apresentados pelas
autarquias no âmbito da Área de
Intervenção 2. A sua complexidade requer a aquisição de equipamentos de maior capacidade, que
implicam valores consideráveis
de investimento. Este projecto irá
dotar as autarquias e a própria
AMRia de infra-estruturas que
permitam a centralização da informação geográfica a dois níveis: ao nível local, em cada um
das autarquias de acordo com as
suas áreas de competência e ao
nível regional, na Associação de
Municípios da Ria e na futura
GAMA, a quem competirá a centralização e disponibilização da
informação proveniente de cada
uma das autarquias associadas,
que irá servir de base à criação
dum Portal - Regional de informação e serviços.
FEDER/FSE
Escolas da Ria com secretaria virtual
para o público em geral são apenas exemplos dos desafios que se
colocam às escolas que participam neste projecto.
No primeiro concurso do
Programa Aveiro Digital 20032006, foram aprovados quatro
projectos na Área de
Intervenção Escolas e
Comunidade Educativas: e-RIA,
PorMat, e-CMEI e RIA.Edu. No
total, os projectos estão orçamentados em 1,67 milhões de
euros. Pese embora já tenha
começado a ser desenvolvido
em 43 escolas, o projecto e-Ria,
prevê a instalação dos equipamentos. Paulo Neta, da Direcção Regional de Educação
do Centro/Centro de Área Educativa de Aveiro, avançou ao
Diário de Aveiro que o projecto
está a ser muito bem recebido
pela comunidade educativa
Com o Projecto e-RIA Escolas da Ria, que investimentos em equipamentos e serviços
serão feitos na rede Escolar da
Região ?
O investimento previsto no
projecto aprovado pelo Aveiro
digital em equipamento é de
199.000 euros e em serviços de
cerca de 640.000 euros. Esta não
é, no entanto, a imagem real dos
investimentos que vão ser realizados pelas escolas públicas e privadas que se associaram neste
projecto. É já visível que os
investimentos facilmente atingirão o dobro destes valores dado o
entusiasmo com que a generalidade dos parceiros está a abraçar
esta tarefa. É também claro para
nós nesta altura que as verbas que
foram disponibilizadas não são
suficientes para a totalidade das
tarefas a que nos propusemos,
pelo que os parceiros irão suportar o restante orçamento através
de receitas próprias.
Como têm reagido as escolas,
os funcionários e os professores
na execução do e-Ria?
FEDER/FSE
Com bastante entusiasmo e
grande expectativa. Este projecto
veio ao encontro de necessidades que as escolas vinham pressentindo há algum tempo.
Algumas das tarefas do projecto
já estavam implementadas em
algumas escolas, os resultados
dessas experiências tinham sido
divulgados na imprensa com
uma imagem bastante positiva e
a reacção das comunidades educativas envolvidas muito boa.
Este conjunto de factos fez com
que muitas escolas estivessem
receptivas para o projecto.
Nesta altura do projecto ainda
não são visíveis na maioria das
escolas os resultados do projecto
pois o trabalho inicial foi de
levantamento da situação nos 43
parceiros e de implementação e
melhoramento das redes informáticas. No próximo ano começarão
a ser instalados equipamentos e
serviços o que trará mais visibilidade e um maior envolvimento
das pessoas. É no entanto visível
que as pessoas estão com grandes
expectativas e muito receptivas
para com o projecto.
A execução do e-Ria tem
enfrentado problemas? Quais?
Como qualquer projecto que
envolva um tão grande número
de parceiros tem à partida dificuldades com a passagem da
informação. Apesar dos canais
de comunicações criados e da
organização por concelhos não
tem sido fácil fazer chegar
atempadamente a informação
relevante a todos os parceiros.
É certo que os processos de
gestão são também muito complexos e têm regras bastante
restritivas. Para além disso têm
havido dificuldades pelo facto
de informações relevantes
terem vindo a ser fornecidas no
decorrer do processo e com
prazos muito curtos.
Tem sido um trabalho intenso
com inúmeras reuniões e contactos para manter todos os parceiros
informados e activos.
Quais são as metas e datas
mais importantes e essenciais
para o projecto?
O final do primeiro ano é
uma meta psicológica muito
importante. Existe também uma
tarefa a que, por (de)formação
profissional, damos toda a importância: a formação de todos os
intervenientes no processo e certificação em competências básicas
no uso das tecnologias de informação e comunicação.
As matrículas através da
Internet, a consulta dos dados
relevantes por parte de alunos e
encarregados de educação, os
dados com interesse pedagógico
para os professores, os indicadores de gestão para os órgãos de
direcção dos estabelecimentos de
ensino ou os dados estatísticos
Qual a utilidade do e-Ria
para as 43 escolas envolvidas e
o que é que vai mudar na
Educação e na qualidade da
Gestão das Escolas?
A finalidade última do projecto
é facilitar a vida a todos os intervenientes do processo educativo.
É muito claro para as escolas que
se os professores ficarem libertos
de tarefas burocráticas repetitivas
terão mais tempo para a relação
pedagógica com os seus alunos; a
informação disponível a qualquer
hora para os encarregados de
educação tornará mais fácil o
acompanhamento dos seus filhos;
os indicadores de gestão facilitarão o trabalho aos gestores dos
estabelecimentos de ensino; os
serviços administrativos terão o
seu trabalho simplificado.
Todo este esforço de organização só faz sentido porque se pretende uma escola mais humanizada, permitiindo um trabalho
mais próximo dos alunos, mais
perto dos seus anseios e necessidades. Toda a informação e serviços a disponibilizar aos diferentes intervenientes será mais
uma ferramenta para melhorar a
qualidade da educação nos concelhos da Associação de
Municípios da Ria. Este é o
nosso desafio.
QUARTA-FEIRA, 28 de Julho de 2004
5
Número de utilizadores tem vindo a aumentar na região da AMRIA
Espaços Internet: uma aliança com as
Permitir a toda a população
da Associação de Municípios
da Ria (AMRia) o acesso gratuito à Internet e às tecnologias da informação e comunicação (TIC), é o objectivo do
projecto Espaços Internet
Aveiro Digital (EIAD)
P
ara o cumprimento
deste «grande objectivo» está em construção uma rede com
Espaços Internet Municipais cada um deles contemplando 10
computadores - em todas as
sedes de concelho, complementada com 95 Espaços Internet
nas Freguesias da AMRia (quatro computadores).
A instalação e operação desta
rede de Espaços Internet em
todo o território da AMRia só é
possível pelo «dinamismo e
capacidade» das autarquias
envolvidas. Segundo a Comissão Executiva do Aveiro Digital (CEAC), o envolvimento
das câmaras e juntas de freguesia, compartilhando despesas
de operação, é uma condição
Inauguração do Espaço Internet de Vagos
«necessária e fundamental»
para a oferta destes serviços.
Até ao final do mês de Julho
estarão em funcionamento os
Mais vinte e dois Espaços
Internet nas freguesias
No próximo dia 2 de Agosto vão entrar em funcionamento mais 22
novos Espaços Internet Aveiro Digital, perfazendo um total de 62
Espaços Internet Aveiro Digital de Freguesia, instalados na região da
Associação de Municípios da Ria. Estes novos equipamentos estão
localizados em Castanheira do Vouga, Lamas do Vouga, Macinhata
do Vouga, Aguada de Baixo, Branca, São João de Loure, Albergariaa-Velha, Ribeira de Fráguas, Vale Maior, Vera Cruz, Beduído,
Canelas, Pardilhó, Salreu, Oiã, Palhaça, Cortegaça, São João Ovar,
São Vicente de Pereira Jusã, Cedrim, Pessegueiro do Vouga e Ouca.
Os Espaços Internet de Freguesia são co-financiados pelas juntas
de freguesia e pelo Programa Aveiro Digital 2003-2006, através do
Programa Operacional para a Sociedade da Informação, contemplando um conjunto de quatro computadores, impressora e «scanner» e
possuindo uma ligação à Internet em banda larga. Nestes locais, a utilização dos equipamentos e dos serviços é livre e gratuita para toda a
população e acompanhada por um monitor, com um mínimo de 20
horas semanais, de segunda-feira a sábado, a partir das 17 horas.
6
QUARTA-FEIRA, 28 de Julho de 2004
11 Espaços Internet municipais, dos quais oito já tinham
aderido à Medida 2.1 do
Programa Operacional para a
Sociedade da Informação. Um
total de 62 Espaços Internet
nas freguesias estarão igualmente abertas nesse prazo,
estando prevista a adesão das
restantes freguesias para
Outubro do corrente ano.
A actividade regular destes
espaços, sempre apoiada por
monitores seleccionados pelas
autarquias, possibilita não só o
acesso à Internet e às tecnologias da informação e comunicação (TIC) mas também a
aquisição de competências
básicas nesses domínios.
Esta rede de Espaços Internet
constitui uma «plataforma de
inclusão social que estimula a
formação básica nas TIC e
facilita o acesso à Internet a
toda a população», considera a
CEAC. Através desta plataforma de infraestruturas, serviços
e pessoas, são organizadas iniciativas horizontais em todos os
Espaços Internet com a finalidade de «estimular a adesão e
formação de segmentos específicos», entre eles os mais
velhos, os desempregados ou
os imigrantes.
Os Espaços Internet permitem ainda divulgar e promover
a utilização de serviços da
Administração Publica de
grande utilidade para os cidadãos, como o preenchimento
das declarações de IRS via
Internet.
Inauguração do Espaço Internet Municipal da Murtosa
Com a inauguração, hoje, do Espaço Internet Aveiro
Digital da Murtosa, localizado no recentemente restaurado antigo edifício dos Paços de Concelho, fica completa a rede de Espaços Internet municipais na região
da Associação de Municípios da Ria (AMRia). A abertura do equipamento está prevista para as 19.30 horas.
A rede é composta por Espaços Internet localizados na
sede dos 11 municípios da AMRia: Águeda, Albergaria-aVelha, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mira, Murtosa, Oliveira do
Bairro, Ovar, Sever do Vouga e Vagos. O Espaço Internet
Aveiro Digital do concelho da Murtosa é co-financiado
pela Câmara Municipal local e pelo Programa Aveiro
Digital 2003-2006, contemplando um conjunto de 10 computadores, impressora e «scanner» e possuindo uma
ligação à Internet em banda larga.
A utilização dos equipamentos e dos serviços, à
semelhança de todos os outros Espaços Internet Aveiro
Digital, é livre e gratuita para toda a população, sendo
acompanhada por um dinamizador. O Espaço Internet
estará aberto de segunda-feira a sábado, das 10h às
12.30h e das 14h às 20.30h.
A implementação da rede de Espaços Internet Aveiro
Digital está contemplada no Projecto 1.1 – Espaços
Internet Aveiro Digital, com um orçamento de 1,33
milhões de euros. Neste projecto, inserem-se ainda os Espaços Internet Aveiro Digital de Freguesia, contemplando a instalação e
operação de Espaços Internet nas 95 Freguesias da AMRia.
As informações sobre a localização, horários de abertura e contactos dos vários Espaços Internet podem ser encontradas em
www.aveiro-digital.pt.
FEDER/FSE
Aveiro Digital mais próximo de si
s autarquias locais
Utilizadores
dos Espaços Internet
Entre Janeiro de 2003 e
Junho de 2004, registaram-se
221.007 utilizações em todos
os Espaços Internet, revelou o
Aveiro Digital. A frequência
dos Espaços Internet é registada pelos monitores, recolhendo
um conjunto de dados por utilizador. A recolha e processamento dessas informações permitem à CEAD acompanhar a
utilização dos serviços disponibilizados nos Espaços Internet
e promover as iniciativas horizontais mais adequadas para
encorajar a adesão de alguns
segmentos da população.
No período de Julho de 2003
a Junho de 2004, verificaramse 146.929 utilizações, o que
representa uma média mensal
superior a 12 mil utilizações. O
recurso aos Espaços Internet
tem tido uma «tendência crescente», destacando-se neste
crescimento o impacto da abertura do equipamento de Vagos,
em Fevereiro de 2004, e mais
recentemente a adesão de 29
FEDER/FSE
novos Espaços Internet nas
Freguesias, em Maio, o que
motivou um aumento da ordem
das seis mil utilizações.
Estes investimentos têm
como objectivo a «info-inclusão de todos os segmentos da
população», pelo que a utilização destes espaços é também
avaliada quanto à faixa etária
dos seus utilizadores, explica a
CEAD, revelando que a maioria dos utilizadores se concen-
tra na faixa etária dos 10 aos 18
anos (46 por cento). É «muito
significativa» e «em crescimento» a população entre os 26
e os 65 anos que recorre aos
Espaços Internet, responsável
por 27 por cento das utilizações. Da «maior importância»
tem sido o crescimento dos utilizadores com idade superior a
65 anos, que já é responsável
por um por cento de um total
de 1500 utilizações.
Espaço Internet de Silva Escura, Sever do Vouga
Municipal de Águeda
Nas Freguesias de Águeda
Águeda
Borralha
Espinhel
Ois da Ribeira
Rua dos Bombeiros Voluntários, nº 14 2ª a Sab.:10h - 22h, Dom.: 10h - 18h
L. Dr. António Homem de Melo
Largo da Feira
Rua do Canto, Espinhel
Ois da Ribeira
Seg. a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h
2ª a 6ª: 09h - 13h;14h - 16h
2ª a 6ª: 16h - 21h, Sab.: 14h - 18:30h
2ª e 3ª: 17h - 20h, 5ª e 6ª: 17h - 20h,
4ª e Sab.: 17h - 20h
Travassô
Rua João Batista, Travassô
2ª: 17h - 24h, 3ªs e 5ªs: 17h - 21h, 4ªs:
17h - 20h, Sab.: 10h - 12h
Castanheira do Vouga
Lugar da Igreja
2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h
Lamas do Vouga
Rua da Costa, nº 16 - Pedaçães
2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h
Macinhata do Vouga
Rua Manuel Marques nº6
2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h
Aguada de Baixo
Av. José Augusto Rodrigues Seabra, 45 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h
Municipal de Albergaria-a-Velha Praça Ferreira Tavares
2ª: 15:30-22h;3ª a 6ª: 8:30 - 22h, Sab.: 8:30 - 15:30
Nas Freguesias de Albergaria-a-Velha
Alquerubim
Largo Drº José Pereira Lemos
2ª a 6ª das 16h - 20h, Sab. das 14h - 20h
Angeja
Praça da República
2ª a 6ª: 18h - 21h, Sab.: 13h - 18h
Frossos
R. Comendador Augusto M. Pereira 2ª a 6ª: 18h - 20h ; 21h - 22h, Sab.: 15h - 20h
Branca
Sede da ProBranca
2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h
São João de Loure
Rua Maestro António Pereira Oliveira 2ª a 6ª: 17h - 20h. Sab.: 14h - 19h
Albergaria-a-Velha
Rua da Escola, Soteiro
2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h
Fráguas
Ribeira de Fráguas
2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h
Vale Maior
Vale Maior
2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h
Municipal de Aveiro
Praça da República
2ª a 6ª: 09h - 20h, Sab.: 10h -19h
Nas Freguesias de Aveiro
São Bernardo
Rua Cónego Maio, 133
2ª a 6ª: 09h - 21h
Aradas
Largo Acácio Rosa
2ª a 6ª: 12:30h - 20h, Sab.: 13h - 19h
Cacia
Av. Fernando Augusto de Oliveira
2ª, 4ª e 6ª: 17h - 21h, 3ª e 5ª: 17h - 19:30h, Sab.: 10h - 13h
Santa Joana
Av. Dom Afonso V
2ª a Sab.: 17h - 20:30h
Nossa Sª de Fátima
Rua da Igreja, 40
2ª a 5ª: 16h - 20h, Sab.: 14:30h - 18:30h
Oliveirinha
Rua da Casa do Povo, nº 3
2ª a 6ª: 15h - 19h, Sab.: 09:30h - 13h
Eirol
Largo Dr. Girão Pereira
2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h
Eixo
Rua José António Carvalho, nº 3
2ª a 6ª: 09h - 12h ; 14h - 18h, Sab.: 14h - 18h
Esgueira
Rua Bento de Moura, 34
2ª a 6ª: 14h - 20h, Sab.: 14h - 19h
Requeixo
Requeixo
2ª: 17:30h - 20:30h, 3ª, 4ª e 6ª: 17h - 20h,
5ª: 18:30h - 21:30h, Sab.: 14h - 19h
Glória
Rua Dr. Mário Sacramento
2ª a 6ª: 09:30h - 12:30h ; 14:30h - 18:30h
Vera Cruz
Praça Maias Magalhães
2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h
Municipal de Estarreja
Praça Francisco Barbosa Beduído
2ª a Sab.: 10h - 20h
Nas Freguesias de Estarreja
Beduído
Lugar de S. Tiago
2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h
Canelas
Rua Direita, nº 11
2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h
Pardilhó
Av. António Joaquim de Resende
2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h
Salreu
Rua Professor Miguel Lemos,
Edifício da Escola das laceiras
2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h
Municipal de Ílhavo
Rua Ferreira Gordo
2ª a Sab.: 10h - 20h
Nas Freguesias de Ílhavo
Gafanha da Encarnação
Rua Professor Francisco Corujo, nº219 2ª a 6ª: 14h - 18h
Gafanha da Nazaré
Rua Prior Guerra,
Centro Cultural da Gafanha da Nazaré 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h
Gafanha do Carmo
Rua da Igreja Nº4
2ª a 6ª: 18h - 21h, Sab.: 13h - 18h
São Salvador
Av. 25 de Abril
2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.s: 10h - 13h
Municipal de Mira
Biblioteca Municipal de Mira
2ª: 13:30h -19:30h;3ª a 5ª: 9:30h-19:30h;
6ª: 9:30h-19h, Sab.: 9:30h-13h
Nas Freguesias de Mira
Mira
Largo do Cruzeiro - Lentisqueira
2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h
Praia de Mira
Rua da Praia de Mira
2ª a Sab.: 16:30h - 20h
Seixo
Rua dos Libórios
3ª, 5ª e 6ª: 18h - 22h, Sab.: 14h - 22h
Municipal de Murtosa
Antigo Edifício dos Paços do Concelho 2ª a 6ª: 10h - 12h;14h - 20h, Sab.: 10h - 13h ; 14h - 21h
Nas Freguesias da Murtosa
Murtosa
Avenida da Liberdade
2ª a 6ª: 17h - 20:30h, Sab.: 14h - 17h
Torreira
Av. Hintze Ribeiro, nº. 90
2ª a 6ª: 17:30h - 20:30h, Sab.: 15h - 20h
Bunheiro
Av. De S. Mateus, nº267
2ª a 6ª: 21h - 24h, Sab.: 14h - 19h
Municipal de Oliveira do Bairro Travessa Cândido dos Reis, 1B
2ª a 6ª: 10h - 12:30/14:30 - 20h
Nas Freguesias de Oliveira do Bairro
Troviscal
Rua Dr. Jaime Pato nº 8A
2ª e Sab.: 18h - 21h, 3ª e 6ª: 18h - 23h,
4ª: 18h - 22h, 5ª: 18h - 20h
Oiã
Centro Cultural Professor Élio Martins 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h
Palhaça
Coreto - Praça de São Pedro
2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h
Municipal de Ovar
Rua Antero de Quental, Loja 24
Diariamente: 9:30h-21:30h
Nas Freguesias de Ovar
Esmoriz
Av. 29 de Março, nº 515
2ª a 6ª: 14h - 21h, Sab.: 10h - 12h ; 15h - 18h
Ovar
Rua Cândido dos Reis, nº 49-51
2ª a 6ª: 9h - 17h
Cortegaça
Largo 25 de Setembro
2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h
S. J. Ovar
Rua Machado dos Santos
2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h
S.V. de Pereira Jusã
Av. da Igreja, nº 255
2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h
Municipal de Sever do Vouga Largo do Município
2ª a Sab.: 10h - 20h
Nas Freguesias de Sever do Vouga
Silva Escura
Casa Paroquial - Igreja
2ª a 6ª: 14h - 16h ; 17:30h - 20h, Sab.: 09h - 12h
Cedrim
Antigo Edifício da Junta de Freguesia 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h
Pessegueiro do Vouga
Rua da Banda U.M.P.
2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h
Municipal de Vagos
Centro de Educação e Recreio de Vagos 2ª a 6ª: 10h-12h; 14h - 20h, Sab.: 10h - 13h ; 14h - 21h
Nas Freguesias de Vagos
Calvão
Largo Social, nº 32
2ª a 6ª: 18h - 20h, Sab.: 10h - 20h
Ponte de Vagos
Rua Principal, nº 169
2ª a 6ª: 15h - 18h, Sab.: 14h - 19h
Santa Catarina
Largo de Santa Catarina
2ª a 6ª: 19h - 22h, Sab.: 11h - 13h ; 15h - 19h
Santo André de Vagos
Dr. Sá Carneiro, nº2
3ª, 4ª e 6ª: 9h - 21h, Sab.: 14h - 19h
Santo António de Vagos
Rua Junta, nº23
2ª a 6ª: 19h - 22h, Sab.: 14h - 19h
Sosa
Largo da Santinha, nº5
2ª, 3ª, 5ª e 6ª: 18:30h - 21h, 4ª: 14:30h - 21h
Vagos
Rua Nova Lombomeão
2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 10h - 12h ; 14h - 17h
Ouca
Rua da Estrada, nº21
2ª a 6ª: 17h - 20h, Sáb.: 14h - 19h
QUARTA-FEIRA, 28 de Julho de 2004
7
SITUA pretende ganhos
de eficiência na UA
e-ABS, SITUA, ContactUA,
SinBAD e RadIcal foram os
projectos da área de intervenção Universidade e
Comunidade Universitária, aos
quais foi destinado um orçamento global de 1,82 milhões
de euros. A Universidade de
Aveiro está a desenvolver o
projecto SITUA, que, de acordo com Osvaldo Pacheco, tem
por objectivo permitir aos
utentes e funcionários da UA o
acesso via internet a serviços
úteis e necessários às suas
funções
Área de Intervenção 4 Universidade e Comunidade
Universitária (SITUA)
Quais são os grandes objectivos e produtos finais do
Projecto SITUA?
O Projecto SITUA é um projecto estruturante para a actividade, a médio e longo prazo, da
Universidade de Aveiro, que visa
possibilitar, de forma segura, que
um qualquer utente ou funcionário possa aceder a partir de um
qualquer ponto de acesso à
Internet, aos serviços adequados
ao desempenho das suas funções,
promovendo-se, por isso, maior
eficácia, maior produtividade e
maior conforto.
Do Projecto SITUA irão resultar seis novos serviços/produtos
associados a seis tarefas do projecto: gestão documental, e-learning na UA, Monitorização e
gestão remota de sistemas e servi-
8
ços informáticos, Sistema integrado de gestão de recursos humanos, Indicadores de gestão e
Sistema integrado de gestão de
infra-estruturas da UA.
Fale-me do serviço de gestão
documental.
Pretende-se implementar, na
Universidade de Aveiro, um sistema de gestão e arquivo electrónico de documentos e de workflow,
que potencia o levantamento
exaustivo de procedimentos, formulários e minutas, a construção
de um novo plano de classificação e a construção de uma tabela
de selecção e eliminação de documentos. A utilização generalizada deste sistema por parte de
toda a Universidade fará com que
o fluxo de toda a informação decorra sem a circulação de papel e,
para além disso, aconteçam ganhos em eficácia e eficiência em
toda a organização decorrentes do
suporte e controlo dos documentos durante o seu ciclo de vida.
E o que se pretende do elearning?
Pretende-se promover a utilização das metodologias e tecnologias de sistemas de e-learning
nas diversas unidades orgânicas
da UA como instrumento complementar de melhoria da qualidade do processo de ensinoaprendizagem e forma de flexibilizar a oferta de formação, permitindo atingir novos públicos. Esta
tarefa tem três vertentes: o desenvolvimento do centro de recursos
em e-learning, a concepção e realização de acções de forma-
QUARTA-FEIRA, 28 de Julho de 2004
ço pretende-se gerir as infraestruturas.
Com o Sistema integrado de
gestão de infra-estruturas da UA
pretende-se inicialmente a implementação de uma base de dados
geográfica dos edifícios e outras
infra-estruturas do campus universitário. Na segunda fase, pretende-se a implementação de um
sistema de consulta, gestão e exploração dos dados presentes nessa base de dados, através de funcionalidades, que permitam o estabelecimento de programas de
manutenção preventiva do património da Universidade. Este sistema será disponibilizado na
Internet, com vários níveis de
acesso, incorporando um nível
básico que permitirá aos visitantes da UA uma visita virtual, usufruindo da informação associada
à localização dos edifícios e riqueza arquitectónica do campus.
ção/qualificação e a gestão da
qualidade.
Um outro serviço é o de gestão de sistemas informáticos...
Designa-se de Monitorização e
gestão remota de sistemas e serviços informáticos e com ele pretende-se criar uma plataforma de
monitorização da infra-estrutura
da rede informática e dos serviços
que a utilizam, bem como, uma
plataforma de gestão centralizada
de sistemas.
Gerir os recursos humanos é
a missão do próximo serviço...
Sim, trata-se do Sistema integrado de gestão de recursos
humanos, cuja tarefa visa a aquisição e desenvolvimento de uma
plataforma para a gestão, de um
modo integrado, dos recursos
humanos, docentes e não docentes, da UA. Esta plataforma irá
disponibilizar todas as funcionalidades de back-office (possibilitando acesso remoto) necessárias
ao funcionamento da Divisão de
Recursos Humanos e também
um conjunto de funcionalidades,
com acesso pela web, respondendo aos diferentes perfis de utilização dentro da Universidade (eg:
funcionários, dirigentes, …).
O quinto serviço...
... implica indicadores de gestão. Esta tarefa assenta na implementação de uma ferramenta, que
a partir do conjunto estratégico de
dados, possa fornecer um conjunto de indicadores úteis para o processo de decisão. O desenvolvimento desta ferramenta passa
pela construção de um datawarehouse que permite a integração
de dados de várias bases de dados
operacionais, bem como a extracção de dados e cálculo automático de indicadores de forma mais
flexível e célere.
Com o último produto/servi-
Como têm reagido a UA, os
seus professores, Funcionários
e alunos na execução deste
Projecto?
A candidatura da Universidade
de Aveiro ao Programa Aveiro
Digital 2003-2006 decorreu
enquadrada num processo que
envolveu a comunidade universitária. No âmbito de algumas tarefas do SITUA, foram já levadas a
cabo acções de sensibilização,
nomeadamente na tarefa da
Gestão Documental, que tiveram
um impacto muito positivo. Estando este projecto numa fase
precoce do seu desenvolvimento,
é prematuro ser-se mais conclusivo quanto aos seus resultados.
A execução do SITUA tem
enfrentado problemas? Quais?
Durante o primeiro semestre
verificou-se que, para algumas tarefas, a especificação e o levantamento de requisitos demorou
mais tempo do que o previsto. No
entanto, este processo encontra-se
praticamente terminado, o que
permite que encaremos com optimismo a execução física do segundo semestre, com a recuperação do atraso referido. Por outro
lado, temos verificado que os pro-
cedimentos administrativos são
muito complexos, alguns redundantes, resultando em esforços
que não são úteis à execução do
projecto.
Quais são as metas e factores
críticos de maior importância
para este projecto?
A execução deste projecto é
um passo importante no percurso
para a Universidade Digital,
criando condições para que cada
grupo da comunidade académica
participe na vida da Universidade
com maior qualidade e conforto.
A dimensão e a complexidade
da instituição são claramente os
factores críticos com maior peso.
No entanto, a Universidade de
Aveiro, pela sua capacidade de
organização, conhecimento e cultura institucional, resultante do
caminho percorrido, estará em
condições de levar a bom porto
este enorme desafio. Um outro
desafio que se afigura estimulante
e que esperamos ultrapassar é,
para além da utilização de novas
tecnologias, a inovação e a criação
de conhecimento ao nível de
todas as estruturas que suportam o
funcionamento da Universidade.
Quais são as expectativas de
alteração nos Serviços da UA
provocadas pelo SITUA?
A introdução dos serviços informáticos já referidos irá
aumentar a produtividade dos
Serviços da UA. Assim, os processos rotineiros irão ser executados pelos serviços informáticos a
instalar, dando origem a uma
aceleração quantitativa e qualitativa na sua execução. Aos funcionários dos Serviços ficarão
destinadas preferencialmente as
tarefas não rotineiras, aquelas
que necessitam da aplicação dos
seus conhecimentos. Estarão
criadas as condições para que os
Serviços sejam vistos, quer pelos
seus próprios funcionários, quer
pelos seus utentes, como
Serviços de qualidade acrescida e
as sinergias necessárias a uma
constante procura da melhoria da
qualidade global no funcionamento da Universidade.
FEDER/FSE
Hospitais e centros de saúde
com telediagnóstico
Foram aprovados dois projectos na área de intervenção
Serviços de Saúde, intitulados
RDSR e RTS, com um orçamento global de 1,73 milhões
de euros, incluindo 23 entidades
beneficiárias. Rede Digital de
Saúde da Ria é um projecto do
Programa Aveiro Digital que está
no terreno a tentar melhorar a
prestação de cuidados saúde primários. Celeste Ribeiro, da SubRegião de Saúde de Aveiro,
esclareceu de que forma este
objectivo poderá ser alcançado
No âmbito do Projecto
RDSR que serviços e tecnologias serão instaladas?
O projecto RDSR- Rede
Digital de Saúde da Ria pretende
proporcionar aos seus utentes
uma maior qualidade nos serviços de saúde. Neste âmbito, pretendemos oferecer aos nossos
utentes/doentes telediagnósticos
remotos em especialidades como
obstetrícia, pediatria, cardiologia
pediátrica e fetal, cardiologia,
genética, dermatologia, cirurgia
(consulta pós operatória) ortopedia, imagiologia e radiologia.
Para a realização das teleconsultas a efectuar entre os Centros
de Saúde (emissores) e Hospitais
participantes (receptores) irão ser
instalados, a saber: Sistemas autónomos de teleconsulta destinados
ao serviço emissor; Sistemas de
teleconsulta médica que irão funcionar como um terminal em
conjunto com um servidor de
telemedicina; Servidores de teleconsultas destinados a suportar o
repositório centralizado do registo
clínico dos doentes; Módulo para
FEDER/FSE
obtenção de imagens digitais capturadas por câmara fotográfica
digital, no âmbito da dermatologia; Módulo de digitalização de
películas para a transmissão de
imagens radiográficas; Câmaras
com microfone, comandadas por
controlo remoto, para facilitar a
comunicação entre médico especialista do hospital e utente e
médico de família. O nosso projecto previu e contemplou a
actualização dos sistemas de teleconsulta já instalados em algumas
instituições participantes.
Como têm reagido os 8 hospitais e os 11 Centros de Saúde
envolvidos e os seus profissionais da Saúde à execução deste
projecto?
Os Hospitais foram muito receptivos, perceberam que também
poderiam obter ganhos com este
projecto, pois alguns deles, como
por exemplo, o Hospital de Águeda, o de Estarreja e o de Ovar, poderão ser, para além de receptores
dos Centros de Saúde, emissores
para hospitais como Hospital de
São Sebastião, Hospital Infante
D. Pedro, Hospital da Universidade de Coimbra, Maternidade
Dr. Daniel de Matos (Coimbra) e
para o Hospital Pediátrico, trocando e partilhando, desta forma,
conhecimentos médicos.
São onze os nossos Centros de
Saúde envolvidos no projecto, se
bem que por questões operacionais, apenas seis estejam contemplados na primeira fase. São eles:
Albergaria-a-Velha, Murtosa,
Ovar, Sever do Vouga e Vagos.
Este projecto envolve, ainda, o
Centro de Saúde de Mira, o qual
faz parte da Sub-Região de Saúde
de Coimbra, uma vez que se en-
mente e com realidades diversas
como os de Coimbra e Santa
Maria da Feira, por outro lado, e
apesar nos nossos esforços, estamos ainda dependentes da ligação de redes informáticas que
estão na dependência do IGIF.
Quais são as principais metas e datas críticas do RDSR?
A principal meta consiste na
realização de teleconsultas ao
nível dos Centros de Saúde e dos
Hospitais, aumentando assim a
oferta aos nossos utentes na data
prevista, ou seja, 31 de Dezembro
de 2006. As datas críticas são o
estrito cumprimento de prazos, e
o facto de estarmos, em certos
aspectos, dependentes de instituições como é o caso do IGIF.
quadra num dos municípios da
Ria de Aveiro.
E a segunda fase?
Para uma segunda fase, a iniciar em 2005, ficaram o Centro
de Saúde de Águeda, Aveiro, Estarreja, Ílhavo e Oliveira do Bairro. O projecto RDSR, como já se
referiu, foi bem acolhido pelos
hospitais, que por sua vez motivaram os seus profissionais de saúde, não tendo havido dificuldade
na criação das equipas que irão
trabalhar em cada hospital, acontecendo o mesmo com os profissionais de saúde dos Centros de
Saúde, que o consideraram uma
mais-valia para o seu saber profissional. As equipas são, geral-
mente, constituídas por um médico, um enfermeiro e um administrativo ou técnico de informática,
quer nos Centros de Saúde, quer
nos Hospitais.
A execução do RDSR tem
enfrentado problemas? Quais?
Apesar da motivação da equipa gestora do projecto e de todos
os profissionais dos Centros de
Saúde e Hospitais, têm surgido
algumas dificuldades na colheita
dos elementos exigidos pela
Comissão do Aveiro Digital POSI. Pensamos que há um
excesso de documentação que
poderia ser evitada e os prazos
para a sua compilação são muito
curtos. Convém salientar, porém,
que estamos a trabalhar com
Hospitais espalhados geografica-
Como é que o RDSR vai
contribuir para melhorar a
qualidade e eficiência dos
Serviços da Saúde?
O projecto RDSR teve como
objectivo subjacente, a melhor
prestação de cuidados saúde primários, diminuição das assimetrias no acesso aos cuidados da
saúde, uma maior humanização e
aumento de confiança dos utentes. Em termos financeiros estamos crentes que haverá uma diminuição nos gastos com transportes de utentes e nos meios
complementares de diagnóstico e
terapêutica.
QUARTA-FEIRA, 28 de Julho de 2004
9
IPSS’s constroem Processo
Electrónico dos Utentos
da promoção de uma Sociedade de Informação ao nível
das Instituições de Solidariedade Social.
Com o grande objectivo de tornar os serviços das diversas
Instituições Particulares de
Solidariedade Social mais eficazes, surgiu, em Aveiro, no
âmbito do Programa Aveiro
Digital, um projecto designado
de SAISS (Sistema de Apoio
às Instituições de
Solidariedade Social).
Carlos Ventura, da APPACDM
de Aveiro, avançou ao Diário
de Aveiro as linhas mestras
deste projecto
Qual o grande objectivo e
produto final do projecto
SAISS?
O grande objectivo do
Projecto SAISS consiste na utilização, pelas IPSS, de novos
serviços baseados em TIC
(Tecnologias de Informação e
Comunicação), de forma a
conseguir-se um aumento de
qualidade das respostas sociais
prestadas pelas instituições.
Para atingir esta grande meta,
para além das tarefas inerentes
a esta tipologia de projectos
(Gestão, Concertação e
Avaliação), o SAISS tem como
objectivos a formação em
competências básicas em TIC
e em serviços/aplicações de
200 e 115 pessoas, respectivamente; concepção e implementação de um Processo Electrónico de Utente – PEU- de
forma a facilitar o armazenamento, acesso e actualização
dos dados dos utentes.
Em que consiste esse processo?
O PEU constitui o elemento
10
A execução do SAISS tem
enfrentado problemas?
Quais?
O principal problema enfrentado pelo consórcio prende-se
com as regras de execução
impostas, demasiado exigentes
em termos processuais.
Quais são os principais factores críticos para o êxito do
SAISS?
Os principais factores críticos para o êxito do projecto
prendem-se por um lado, com a
necessidade do reconhecimento
da importância de introdução
de novos métodos de trabalho
baseados em TIC, ao nível da
Solidariedade Social. Por outro
lado por uma alteração no paradigma subjacente à troca e partilha de informação entre
Instituições e entre estas e a
Segurança Social.
principal de um mais vasto
sistema de informação, a
implementar nas instituições.
Mas nesta área pretende-se
ainda fazer a concepção e
implementação de um Sistema
de Informação para a Deficiência e Idosos (SIDEI)
baseado num portal Web, que
permitirá implementar trocas
de informação por via electrónica entre as instituições e o
Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social de
Aveiro. Está ainda prevista a
construção de um guião electrónico de Instituições de
forma a fornecer informação
QUARTA-FEIRA, 28 de Julho de 2004
útil sobre a globalidade das
respostas sociais que são
desenvolvidas (identificação
das instituições, recursos técnicos e humanos, vagas, campanhas de solidariedade a decorrer, etc), bem como a concepção e implementação de um
Sistema de Trabalho Colaborativo STC, assente numa rede
de competências baseada em
infra-estruturas de comunicações, em que a gestão documental desempenha um papel
preponderante. Pretende-se
igualmente a agilização no
relacionamento entre instituições e Segurança Social; con-
cepção e implementação de
um Sistema de Suporte ao
Apoio Domiciliário, SSAD,
de forma a garantir a optimização e controlo de qualidade
deste serviço.
Como têm reagido as oito
instituições envolvidas e os
seus técnicos na execução
deste projecto?
A execução deste projecto,
surge como corolário das
sinergias resultantes da primeira fase do programa Aveiro
Cidade Digital, com o reforço
e alargamento desta rede de
instituições. A articulação
entre as entidades participantes
verificou-se desde o arranque
do projecto, tendo sido fortalecida, até este momento, através do espírito de inter-ajuda,
disponibilidade e capacidade
de trabalho em equipa demonstrados por todos os intervenientes, tanto na concretização das tarefas previstas como
também na resolução de problemas pontuais.
A parceria criada no âmbito do SAISS apresenta já
boas perspectivas para continuar além projecto. O consórcio está consciente de
que as sinergias criadas, não
só entre os parceiros como
também entre eventuais projectos da área da Solidariedade Social, promovem o
aparecimento de uma parceria para o futuro, demonstração inequívoca do desejo de
continuar um trabalho em
comum, com o objectivo de
vir a criar uma massa critica
com repercussões ao nível
Que problemas das
Instituições de Solidariedade
Social serão resolvidos pelo
sistema SAISS?
Os problemas principais
que o Sistema resultante deste
projecto pretende resolver
prendem-se essencialmente
com a necessidade de aumento de eficácia nas respostas
que instituições prestam.
Preconiza-se a criação de uma
rede alargada entre as instituições que potencia mais valias
para outros serviços, porquanto pode ser a génese da criação de um centro único de
atendimento.
Por outro lado pretende-se
um acesso mais facilitado
aos serviços, por parte dos
utentes, a libertação de
recursos, o que possibilita
serviços mais humanizados.
Projecta-se ainda aumentar
os mecanismos de controlo/monitorização da qualidade dos serviços.
FEDER/FSE
Empresas apostam nas TIC
Um total de 15 entidades vão
desenvolver os 16 projectos na
área de intervenção Tecido
Produtivo, com um orçamento
de 2,29 milhões de euros.
Elisabete Rita, directora executiva da AIDA, Rui Lopes, da
Inova-Ria, e Simões Dias,
da empresa LP - Bovinos
Leiteiros para Recria, Lda,
falam sobre o GeoInvest, o
INOVORTAL e o SMIA
O projecto GeoInvest perspectiva-se como um estímulo à
Quais serão os serviços disponíveis no INOVORTAL ?
O projecto INOVORTAL
tem três componentes principais: um centro de dados, uma
plataforma de serviços e um
ShowRoom. Estas componentes são posteriormente suportadas por serviços de apoio ao utilizador - helpdesk. O centro de
dados é a infra-estrutura tecnológica de suporte que permite
criar as condições para a implementação da plataforma de serviços. Esta plataforma de serviços é composta por uma zona
pública e uma zona privada. A
zona pública é o site da InovaRia e está disponível a todos os
utilizadores da Internet. A zona
privada é um espaço destinado
fixação na Região de Empresas
da Nova Geração. Como?
A Associação Industrial do
Distrito de Aveiro, em parceria
com a Associação de Municípios da Ria, pretende com o
desenvolvimento deste projecto
contrariar as formas de actuação
tradicional no âmbito das políticas regionais de desenvolvimento económico, baseadas na disponibilização de solo industrial,
dotado de infra-estruturas básicas de apoio, incrementando
uma nova filosofia subjacente ao
desenvolvimento regional, através da criação de Zonas In-
dustriais de Nova Geração. Este
projecto pode revelar-se uma
importante ferramenta para o
desenvolvimento desta nova
estratégia de atracção de investimento, permitindo identificar a
localização de espaços intermunicipais para captar empresas de
nova geração (na área da
Biotecnologia, Ambiente, Energias Renováveis e das TIC).
aos associados Inova-Ria e integra um conjunto de aplicações
que promovem a comunicação
interna, dinamizando a partilha
de informação. O ShowRoom é
um espaço, dotado de equipamentos Multimédia e suporte
tecnológico, que permite
demonstrar um conjunto de produtos desenvolvidos pelos nossos associados.
do, estável e representativo.
Apesar das empresas se identificarem com os objectivos do
projecto, é sempre difícil conciliar as agendas de entidades tão
distintas, facto que originou
algumas dificuldades iniciais.
Existe actualmente um acordo
relativamente à concepção do
projecto (a aprovação da especificação de requisitos foi entregue a todos os associados) e
existe um grupo de trabalho
com a responsabilidade de
implementação do projecto.
Penso que foi criada alguma
expectativa em relação ao resultado final e este grupo pretende
surpreender os associados.
Como têm reagido as
empresas vossas associadas à
implementação do projecto?
Já passámos por diversas
fases. Desde a euforia inicial
onde muitas empresas pretendiam participar activamente, ao
processo actual de manutenção
de um grupo de trabalho reduzi-
Qual é o produto final do projecto
SMIA?
Este projecto destina-se a criar maior
eficiência na prestação de serviços da
inseminação artificial e melhoramento
animal. A eficiência consiste em monitorizar todos os serviços junto do produtor
A execução do GeoInvest
tem enfrentado problemas?
Quais?
A principal dificuldade que se
tem registado no decorrer da exe-
Quais as principais metas e
para que os dados sejam constantes e
actuais. Para isso, o projecto SMIA prevê
desenvolver com novas aplicações, integrando as novas tecnologias, um sistema
de informação integrado que atinja os
objectivos pretendidos.
Como têm reagido os vossos técnicos e
clientes na execução do SMIA?
Tanto os técnicos de inseminação como
os clientes têm reagido entusiasticamente,
já que destas novas tecnologias poderão
tirar maior eficiência tanto do serviço prestado como do recebido, respectivamente,
não esquecendo a melhor personalização
dos serviços.
A execução do Projecto SMIA tem
enfrentado problemas? Quais?
Um projecto, quando se inicia, tem
sempre problemas, mas felizmente temos
conseguido adaptar a aplicação às necessidades diárias. A compilação da informação, como por exemplo o código dos animais, das explorações e a adaptação do
sistema como um vector para o melhora-
FEDER/FSE
cução do projecto diz respeito à
obtenção e conversão de informação. Refira-se em especial a cartografia 1/10 000 da área da
Associação de Municípios das
Regiões Bairrada-Vouga, que
muito embora já nos tenha sido
disponibilizada por alguns municípios, ainda se encontra sujeita a
algumas alterações, estando posteriormente submetida à aprovação do Instituto Geográfico
Português.
Quais as metas e datas críticas mais importantes do
projecto?
factores críticos para o êxito
do INOVORTAL?
Pretendemos aumentar a cooperação entre os associados.
Sabemos que é necessário criar
mecanismos que promovam a
comunicação e simultaneamente
demonstrar que, com esta partilha, existem benefícios concretos para as empresas associadas.
Todas as componentes do projecto se integram com este fim.
Esta dinâmica fortalece a associação e, juntamente com a
construção e manutenção do site
público, divulga a associação à
comunidade e permite alcançar
os objectivos a que a Inova-Ria
se propõe. Como factor crítico
para o êxito do projecto destaco
a partilha da concepção entre
A conversão da cartografia
1/10 000 proveniente do
Projecto 2.2 SIG/Região da Ria
de Aveiro é uma das metas fulcrais, uma vez que será o sustentáculo para a implementação do
modelo de análise de localização
das ZINGs, bem como para a
operacionalização das aplicações
desenvolvidas no decorrer do
projecto. Até ao final de 2004
está ainda prevista a conclusão
da Definição do Modelo de
Análise de Localização de
ZING, bem como a disponibilização on-line das aplicações
desenvolvidas.
Quais os beneficiários do
GeoInvest e como está prevista
a aplicação?
Este sistema pode revelar-se,
também, um instrumento estratégico e inovador permitindo às
câmaras municipais da AMRia a
definição de modelos de desenvolvimento industrial, nomeadamente gestão de espaços empresariais e identificação das possíveis localizações de ZINGs, através da disponibilização de um
modelo de análise, ao qual estão
associados vários parâmetros de
localização, que estará disponível,
via Internet.
todos os associados, tal como já
foi feito, e a criação de um
grupo de trabalho representativo
e estável, responsável pela gestão do INOVORTAL.
tivos e Legislação fazem parte
da zona privada. Na área de projectos cada empresa pode participar em projectos comuns, adequando as suas necessidades
com a concepção e execução do
projecto. O ShowRoom fornece
aos associados um suporte tecnológico para efeitos experimentais ou de promoção a custos
muito reduzidos e com a qualidade necessária. Para finalizar, o
site público da Inova-Ria é um
local de promoção da Associação, mas também de cada associado, onde se incluí um portfólio comum e diversos destaques
que cada associado pode gerir,
construindo e usufruindo um
outro canal para a divulgação
dos seus produtos e serviços.
Quais os benefícios que
esperam trazer aos vossos
associados?
A disponibilização aos associados de uma infra-estrutura
tecnológica e de um conjunto de
aplicações e serviços irá permitir
a diminuição dos custos internos
de cada empresa. Não só porque
alguns serviços podem ter custos
partilhados, mas também porque
se pretende diminuir tempos de
obtenção de alguma informação
essencial para empresa. As áreas
de Recursos Humanos, Incen-
mento animal, principalmente no que respeita aos emparelhamentos correctivos
foram os problemas enfrentados e ultrapassados.
Qual a utilidade do SMIA para a
Empresa LP, do Grupo Lacticoop? E
para as explorações pecuárias da região
da Ria de Aveiro?
Para a LP melhorar a rentabilidade dos
serviços de inseminação artificial, tornando mais eficiente não só externamente
mas também internamente o tratamento
da informação e fornecimento de dados,
demonstrando assim aos associados da
Lacticoop que a empresa, através de
novas tecnologias, pretende fornecer aos
seus associados dados importantes para a
gestão técnico-económica das suas explorações leiteiras por forma a que os mesmos possam tirar maior proveito dos seus
animais. Aproveitando este mesmo sistema e com a prática diária, este poderá ser
enriquecido cada vez mais não só com a
informação para a empresa como para os
seus clientes.
QUARTA-FEIRA, 28 de Julho de 2004
11
PIAR informa cidadãos
Seis projectos - INFORDICO,
BibRia, MEMDigital, P@Z,
AAD-TA e PIAR - foram
aprovados, no primeiro concurso do Programa Aveiro Digital
2003-2006, na área de intervenção Informação, Cultura e
Lazer, com um orçamento
global de 2,15 milhões de
euros. O Projecto PIAR, já em
franco desenvolvimento em
Aveiro, Ílhavo e Estarreja, vai
difundir informação variada em
painéis electrónicos espalhados por aqueles concelhos.
Vasco Lagarto, da Terra Nova
- Cooperativa de Radiodifusão
e Acção Cultural, entidade
gestora do projecto,
explicou ao Diário de Aveiro
a utilidade do PIAR
A informação pública disponibilizada pelo projecto
PIAR, já está visível na rede
de painéis em Ílhavo e Aveiro.
Explique-nos os objectivos e a
abrangência geográfica do
Projecto?
O projecto PIAR estende-se
por três áreas concelhias,
nomeadamente pelos Concelhos
de Ilhavo, Aveiro e Estarreja,
com um total de 27 painéis.
Destes 27 painéis, 10 encontram-se no concelho de Ilhavo,
10 no Concelho de Aveiro e 7
no de Estarreja. A sua localização exacta é definida por cada
Câmara Municipal.
O principal objectivo do projecto é implementar um meca-
Projecto PIAR em Aveiro
nismo que, complementando
outros já existentes, leve informação ao cidadão. O PIAR tira
partido das potencialidades da
Rádio e da Internet, criando os
mecanismos necessários para
levar a informação, de forma
visual, ao cidadão que circula
no espaço urbano. Da internet
retira a facilidade de "publicação" e da rádio a "rapidez" de
comunicação e a funcionalidade de "difusão simultânea".
A execução do PIAR tem
enfrentado
problemas?
Quais?
Qualquer projecto tem as
suas dificuldades ou melhor
dizendo os seus desafios. O
PIAR não foge à regra! No
PIAR existem dois grandes
desafios: um desafio de cariz
tecnológico e um outro relacionado com a sua dimensão. No
Projecto PIAR em Ílhavo
campo tecnológico, embora
existam riscos, trata-se de um
risco controlado. Sabemos o
que queremos e temos uma
ideia mais ou menos precisa de
como lá chegar. A dimensão do
projecto e as metas que colocámos como objectivos, obriga a
investimentos elevados. Estas
decisões não foram simples e
realmente constituem um risco!
Mas acreditamos no projecto! E
porque acreditamos, conseguimos convencer algumas entidades a financiarem o investimento inicial que obrigatoriamente
tínhamos que fazer para que os
resultados se conseguissem
alcançar dentro dos prazos.
Para além disso, uma das dificuldades ou melhor dizendo
uma das questões mais delicadas
tem realmente sido a escolha dos
locais para a instalação dos painéis, conciliando toda uma série
de factores: impacto visual, existência de energia eléctrica,...
Quais as metas e datas críticas mais importantes do
projecto?
Em termos formais, a meta
exterior visível mais importante
consistia em instalar 10 painéis
até ao início do Euro 2004. E
realmente tal objectivo foi conseguido com 7 painéis instalados no Concelho de Ilhavo e 4
no Concelho de Aveiro.
Em termos de metas exteriormente menos visíveis, não há
dúvida que a implementação do
"Back-office" é a meta de maior
importância. Este módulo é um
dos mais críticos para que a
informação se possa publicar, de
forma automática, nos painéis
instalados. Neste momento existe já uma versão que implementa as funcionalidades básicas
necessárias ao funcionamento
do sistema mas que ainda não
permite uma utilização fácil por
um utilizador sem uma forte
base de conhecimento tecnológico, o que não é realmente o
objectivo do projecto. No PIAR
pretende-se uma utilização fácil
e simples, sem necessidade de
recorrer a conhecimentos profundos de informática.
E quantos pretendem instalar este ano?
Até final do ano de 2004, é
objectivo do PIAR ter 20 painéis instalados a serem actualizados remotamente já com
uma versão mais amigável do
"Back-office". A partir de aí,
há que melhorar alguns dos
processos, nomeadamente o
12
QUARTA-FEIRA, 28 de Julho de 2004
processo de gestão de envio
de informação. Os primeiros
tempos de utilização vão precisamente fornecer a necessária informação estatística que
nos permitirá optimizar a utilização da "largura de banda" e
de melhorar a fiabilidade do
sistema.
Qual será a natureza da
informação a difundir e qual é
o modelo de gestão e operação
dos serviços PIAR?
A informação a transmitir
através do PIAR é bastante
abrangente. Teremos notícias
com base no trabalho informativo da Rádio Terra Nova, informações sobre eventos de carácter cultural, informações de
carácter municipal, informações
genéricas (prazos de pagamento
de impostos, ...), informações de
trânsito,....e publicidade, importante fonte de rendimento para
suportar a operação do sistema.
Para além disso, o sistema
estará preparado para poder ser
usado, em conjunção com
outros, em situações de emergência que impliquem a activação do serviço de protecção
civil, veiculando informação de
ajuda ao cidadão. Uma componente importante para que o sistema seja útil é que haja conteúdos actualizados. A inserção de
conteúdos é feita de duas formas; de forma automática, recolhendo directamente da página
web de alguns dos parceiros do
projecto a informação a publicar,
ou de forma manual. Neste último caso, o acesso será sempre
via Web, validado com nome de
utilizador e palavra chave.
Dê-me um exemplo...
A título de exemplo, no caso
da informação Terra Nova, os
painéis apresentarão sempre as
últimas 5 notícias existentes
em www.terranova.pt. Esta
apresentação cessa desde que
as notícias tenham sido inseridas há mais do que um determinado tempo. Neste caso são
automaticamente substituídas
por informação "intemporal".
O espaço informativo existente em cada painel é gerido, em
partes iguais (50%), pela Terra
Nova e pela autarquia na qual
se encontra localizado o painel, de acordo com um conjunto de regras acordadas entre os
parceiros.
Qual a utilidade do PIAR
para as entidades envolvidas
no Projecto e para os cidadãos em geral?
De uma forma simples,
poderemos dizer que a grande
vantagem que cada parceiro
tem é a de levar as suas mensagens, de forma rápida e fácil,
ao cidadão que circula na rua.
Realmente, basta chegar à
internet e publicar (respeitando
o "código de conduta" estabelecido) a informação! Alguns
minutos depois estará na rua.
Para o cidadão em geral, o
PIAR oferece mais um meio
para tomar conhecimento do
que vai acontecendo à sua volta,
suscitando, possivelmente, a sua
curiosidade para aprofundar o
seu conhecimento sobre alguns
dos temas ou o seu envolvimento em alguma das actividades,
vivendo de forma mais activa o
seu compromisso de cidadão.
FEDER/FSE
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