Entrevista à Comissão Executiva Aveiro Digital «Programa Aveiro Digital tem O Programa Aveiro Digital 2003-2006, abrangendo toda a região da Associação de Municípios da Ria, tem «responsabilidades acrescidas na qualidade da execução e dos resultados», salienta a Comissão Executiva do Aveiro Digital (CEAD). «Temos obrigação de fazer mais e melhor», acrescenta, lembrando que o trabalho desenvolvido obriga a uma «assumida responsabilidade operacional com elevados níveis de exigência, equidade e transparência na gestão técnica e financeira» No Programa Aveiro Digital 2003-2006 lê-se que o projecto se assume como «um motor do desenvolvimento social, económico e cultural». Como é que isso é conseguido? A Associação de Municípios da Ria e a Associação Aveiro Digital, que em conjunto subscrevem e dirigem este programa, consideram que as iniciativas e os projectos que o materializam no terreno devem ter impacto directo e evidente na qualificação dos serviços e das pessoas que residem e trabalham na região da ria de Aveiro. Essa mudança na qualificação passa não só pela simples utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação, mas sobretudo e fundamentalmente pela criação de novos hábitos e modos para trabalhar, comunicar e aprender. O Programa propicia condições para estimular estes novos modos na vida pessoal e na vida das organizações como a administração pública, as escolas, a universidade, os hospitais, as empresas, as entidades sociais e culturais da região. O modelo de execução adoptado fundamenta-se no conceito de que o investimento tem que ser pragmático e garantir a utilidade e a produção de mais riqueza regional e mais emprego de nova geração. Os projectos Aveiro Digital têm que contribuir para a eficiência dos serviços públicos, das instituições, das empresas e das pessoas, estando a sua sustentabilidade assegurada pela responsabilidade da execução, directamente 2 assumida pelas entidades que querem resolver os seus próprios problemas e melhorar o seu desempenho. O trabalho em equipa das várias entidades a nível regional cria sinergias muito saudáveis na partilha de práticas e na troca de experiências, na conjugação de esforços e na racionalização de recursos para implementar soluções e para resolver problemas comuns. É, pois, um caminho em diversas frentes, de muito trabalho, de assumida responsabilidade operacional com elevados níveis de exigência, equidade e transparência na gestão técnica e financeira, que a CEAD e as entidades beneficiárias do Programa Aveiro Digital estão a fazer em conjunto. Acreditamos que os produtos e serviços, resultantes dos projectos Aveiro Digital, vão contribuir directamente para qualificar as pessoas e os serviços na região e que os métodos de gestão e de trabalho que estamos a praticar vão indirectamente contribuir para todos aprendermos a fazer melhor. Por isso, tendo uma visão integrada e sistémica do desenvolvimento, podemos dizer, dentro da nossa limitada intervenção, que o Programa Aveiro Digital, dados os seus impactos múltiplos na qualificação da região e pela intervenção activa e alargada das entidades beneficiárias, se assume como um dos motores de desenvolvimento regional. Houve alguma área de intervenção que não tenha tido a adesão esperada? Porquê? Os agentes do desenvolvimento da região, nomeadamente a Universidade de Aveiro, as empresas, as autarquias, as escolas, os hospitais e outras entidades públicas e privadas ligadas à Saúde, à Educação, à Cultura e à Solidariedade Social, estiveram especialmente atentos e activos nos dois concursos lançados pela CEAD para a execução do programa, como se comprova pelas 121 candidaturas apresentadas. Pela estrutura organizacional de alguns serviços, o número de projectos em curso em algumas áreas, como a Saúde e a Solidariedade Social, não é elevado, mas a sua dimensão abrange toda QUARTA-FEIRA, 28 de Julho de 2004 a região. Neste momento estão em execução 40 projectos, cobrindo todas as oito áreas de intervenção, no entanto prevemos iniciar, até Dezembro de 2004, mais duas dezenas de projectos seleccionados no âmbito do segundo concurso Aveiro Digital. Dada a estrutura do programa, a CEAD considera que todas as áreas de intervenção terão uma expressão equilibrada e que as entidades associadas a cada área demonstraram com evidência a sua proactividade e capacidade para participarem no programa. Houve algum concelho cujas instituições não tenham aderido ao Programa Aveiro Digital da maneira esperada? Todos os municípios da região da AMRia participam em projectos estruturantes como os projectos da área de intervenção das Autarquias e Serviços Concelhios, de que se destaca o Projecto SIGRia. Naturalmente que em alguns municípios, pela sua natureza, a iniciativa das entidades públicas e privadas foi mais limitada, mas as candidaturas apresentadas foram valorizadas, na metodologia de avaliação aprova- da pela CEAD, em função da sua abrangência geográfica e discriminadas positivamente quando os investimentos foram localizados nos municípios menos activos. A região da AMRia apresenta indicadores municipais de desenvolvimento económico e social ainda divergentes, por isso a CEAD tem directamente apostado, em conjunto com as câmaras municipais e as juntas de freguesia, nas iniciativas massificadoras do acesso gratuito aos serviços Internet, para a qualificação das pessoas em todos os municípios da região. Confirma-se também que no segundo concurso as propostas apresentadas reflectem um dinamismo de adesão mais alargado geograficamente, o que é um sinal do trabalho de divulgação realizado e também de que os Espaços Internet nas freguesias da região estão a contribuir para divulgar as oportunidades que o programa abre. propõem resolver os seus problemas concretos, como por exemplo melhorar os seus serviços, qualificar os seus colaboradores e racionalizar os seus recursos, diminuindo custos e aumentando receitas através da aplicação e utilização das tecnologias da informação e comunicação. Para fazer esta mudança, as entidades apresentam um plano com resultados calendarizados. Os projectos terminam com a execução destes planos e naturalmente com todos os investimentos executados e integrados na operação corrente destas entidades. Quando os projectos Aveiro Digital terminarem, todos esperamos constatar que os resultados foram alcançados produzindo impacto evidente na eficiência e qualidade nos serviços públicos e nas instituições, na competitividade das empresas e na qualificação das pessoas que vivem e trabalham na região da AMRia. Cada projecto tem um determinado tempo de duração. Terminado esse período, o que fica de cada um? Os projectos são dirigidos por entidades beneficiárias que se De que forma o Aveiro Digital 2003/2006 poderá ser usufruído pela generalidade dos cidadãos? Como já dissemos, esperamos que os investimentos propiciados pelo Programa Aveiro Digital contribuam para tornar mais eficientes os serviços públicos e mais competitivas as empresas, criando riqueza e qualificando as pessoas que vivem na região. Assim, a generalidade dos cidadãos poderá perceber os impactos do programa através dos resultados concretos dos projectos, como por exemplo a inscrição das crianças nas secretarias das escolas, a entrega de requerimentos camarários em formato seguro via Internet ou ainda o acesso remoto a diagnósticos médicos especializados. A CEAD considera ainda como prioritária a instalação, em cooperação com as autarquias locais, de uma rede de acesso gratuito à Internet, materializada na rede de Espaços Internet em todos os municípios e freguesias da AMRia. Estes Espaços, abertos a toda a população, além de oferecerem serviços e formação básica nas tecnologias de informação e comunicação, são também pontos de acesso aos serviços da administração pública, como a apresentação das declarações de IRS ou os que serão criados no âmbito do programa. Existem outras regiões digitais no país. Que comparação pode ser feita no que diz respeito à qualidade dos projectos desenvolvidos e à adesão de agentes locais? Bem, precisamente porque entendemos este tipo de programas como instrumentos de desenvolvimento regional, a comparação entre os programas de regiões digitais existentes no país é um exercício complexo, dadas as especificidades dos tecidos sócio-económicos e culturais das regiões e também dos diversos níveis de adesão à Sociedade da Informação que apresentam. O POSI (Programa Operacional da Sociedade da Informação) produziu um conjunto de directivas e orientações no sentido de harmonizar as áreas prioritárias de desenvolvimento das regiões digitais, sistematizadas no «Guia de Operacionalização das Cidades e Regiões Digitais». Assim, procura-se garantir a conjugação nacional destes investi- FEDER/FSE responsabilidades acrescidas» mentos e que a qualificação dos serviços se fará em áreas urgentes, como por exemplo a administração pública. A CEAD está atenta e aberta às iniciativas nacionais para o desenvolvimento das Regiões Digitais, procurando aprender e partilhar boas práticas e métodos, e é nesse sentido que está em curso o projecto «Aprender e Partilhar Aveiro Digital». Neste âmbito e em devido tempo, estão mesmo planeadas ligações com iniciativas similares a nível internacional. O Programa Aveiro Digital 2003-2006, que abrange toda a região da Associação de Municípios da Ria, tem responsabilidades acrescidas na qualidade da execução e dos resultados, pois, tendo em conta o histórico da primeira fase do programa, temos obrigação de fazer mais e melhor. Hoje realiza-se uma reunião com todos os parceiros envolvidos. Qual a finalidade? Esta reunião é a primeira reunião de concertação do Programa Aveiro Digital. Vai assim iniciarse um processo planeado de articulação que permitirá, ao longo da execução do programa, promover a conjugação de esforços, a partilha de práticas e métodos e a promoção e divulgação dos resultados entre as entidades executoras dos projectos Aveiro Digital, no sentido de construir uma plataforma de comunicação aberta e uma dinâmica social confiante e qualificada. As tarefas de concertação, que são coordenadas directamente pela CEAD, têm um carácter transversal a todo o programa, estando integradas mandatoriamente em todos os projectos, com mais valias evidentes na racionalização de recursos e na qualificação da gestão dos projectos. Após seis meses de execução dos primeiros 40 projectos Aveiro Digital, nesta primeira reunião de concertação cada uma das entidades beneficiárias principais vai fazer um primeiro balanço dos trabalhos em curso, das dificuldades encontradas e das perspectivas de execução até Dezembro de 2004. Trata-se, assim, do primeiro grande encontro dos projectos, e, tendo em conta o limitado tempo FEDER/FSE mação que também permite às entidades beneficiárias e ao Gabinete do POSI monitorizar permanentemente a sua execução técnica e financeira. Além disso, a apresentação de documentos contabilísticos e técnicos em formato impresso é filtrada pela prévia verificação electrónica, o que permite encurtar os processos e racionalizar meios e custos. de execução, esperamos sobretudo conhecer-nos e ouvir-nos uns aos outros, para todos, incluindo a Comissão Executiva, ganharmos a percepção do que podemos fazer melhor. Quais as principais dificuldades com que se deparam as entidades que desenvolvem projectos ao abrigo do Aveiro Digital? Existem dificuldades comuns ou cada instituição sofre problemas específicos, consoante o projecto em que está a trabalhar? Temos algumas indicações sobre as dificuldades que os projectos têm encontrado. Algumas destas dificuldades são de ordem específica, outras são comuns a vários projectos, nomeadamente as relacionadas com os instrumentos e normas de gestão técnica e financeira. Nesta primeira fase, as entidades beneficiárias principais, únicas responsáveis pelos procedimentos de gestão, podem considerá-los... «burocráticos». Consideramos que estes processos são uma aprendizagem comum e temos a certeza que todas as entidades querem garantir o rigor no cumprimento dos seus contratos explícitos nos Planos Técnicos e Financeiros, por isso tudo faremos para acompanhar e ajudar os projectos neste esforço. Esta reunião de concertação também vai ser uma oportunidade para ouvir dos projectos quais são as suas maiores dificuldades e expectativas. O Aveiro Digital dispõe de um Sistema de Acompanha- mento e Verificação Aveiro Digital. Como funciona e para que serve? O Sistema de Acompanhamento e Verificação Aveiro Digital (SAVAD) é o instrumento de gestão técnica e financeira dos projectos em curso no âmbito do programa. Através deste sistema, disponível via Internet, podemos garantir uma maior celeridade e qualidade na apresentação das despesas e dos resultados técnicos. Cada projecto é acompanha- do pelo Gabinete Aveiro Digital ao longo do seu desenvolvimento e de acordo com o calendário do Plano Técnico e Financeiro, através de um «WorkFlow» de gestão que exige tanto dos projectos como do Gabinete Aveiro Digital. A regulamentação da execução financeira está embebida no próprio sistema, garantindo o cumprimento das Directivas Nacionais e Comunitárias na execução das despesas. Paralelamente, o SAVAD é um sistema de infor- O projecto implica a distribuição de somas avultadas por dezenas de instituições. De que forma se controla e garante a boa aplicação desses montantes? A distribuição de verbas às entidades beneficiárias principais não é abstracta, é feita em função da execução técnica e dos resultados apresentados e de acordo com os Planos Técnicos e Financeiros que são compromissos contratuais com a CEAD. O acompanhamento da execução dos projectos é feito pela CEAD, através do GAD, que integra colaboradores com experiência e elevada competência, garantindo-nos um grande rigor na verificação dos resultados e das despesas associadas e no cumprimento da legislação aplicável aos financiamentos comunitários. Adicionalmente, vai lançar-se o processo de avaliação externa para, em conjunto com o Gabinete do POSI, acompanhar no terreno a execução do programa, identificando desvios e propondo atempadamente as necessárias medidas correctivas. De realçar que o Termo de Aceitação de Financiamento do Programa Aveiro Digital 20032006 refere explicitamente no seu ponto 15, como obrigação das entidades beneficiárias, «prestar toda a informação que venha a ser solicitada e autorizar, a qualquer momento, a realização de visitas de acompanhamento, de controlo financeiro e de avaliação, efectuadas pela CEAD, pelo Gestor do POSI ou por qualquer entidade pública ou privada devidamente mandatada por aquelas entidades, e ainda por outras entidades nacionais ou comunitárias, com competência em matéria de acompanhamento, controlo e avaliação, no âmbito do Quadro Comunitário de Apoio». Projectos reúnem-se hoje em Aveiro Jaime Quesado, gestor do Programa Operacional para a Sociedade da Informação (POSI) acompanha hoje a primeira reunião de concertação do Programa Aveiro Digital 2003-2006. A iniciativa, agendada para o Parque de Exposições de Aveiro, das 9 às 18 horas, representa, segundo a Comissão Executiva do Aveiro Digital (CEAD), o início de um «processo de articulação» que vai permitir, ao longo da execução do projecto, promover «a conjugação de esforços, a partilha de práticas e métodos e a promoção e divulgação dos resultados entre as entidades executoras» das diferentes acções. O objectivo geral é «construir uma plataforma de comunicação aberta e uma dinâmica social confiante e qualificada», salientou. As tarefas de concertação, coordenadas directamente pela CEAD, têm um carácter transversal a todo o programa e arrancam seis meses depois da execução dos primeiros 40 projectos do Aveiro Digital. A primeira reunião de concertação vai permitir a cada uma das entidades beneficiárias principais envolvidas fazer um primeiro balanço dos trabalhos em curso, mencionando as dificuldades encontradas e as perspectivas de execução até Dezembro de 2004. Programa 9:00 Abertura CEAD e POSI 9:10 Apresentação dos Projectos Entidades Beneficiárias Principais 11:10 Intervalo Café 11:20 Apresentação dos Projectos 13:00 Almoço 14:30 Apresentação dos Projectos 16:20 Intervalo Café 16:30 Apresentação dos Projectos Entidades Beneficiárias Principais 18:00 Encerramento POSI e CEAD Entidades Beneficiárias Principais Entidades Beneficiárias Principais QUARTA-FEIRA, 28 de Julho de 2004 3 AMRia procura gestão sustentável do território quem irá operar e utilizar o sistema. É certo que a fasquia referida foi posicionada, numa cota pouco elevada, tendo em consideração os três anos de duração do projecto para o Programa AveiroDigital 2003-2006. Ainda será mais baixa se considerarmos que a construção e montagem de um SIG é bastante morosa e complexa quando comparado com a facilidade de acesso e análise que estes sistemas proporcionaram. No âmbito do primeiro concurso do Programa Aveiro Digital 2003-2006, foram aprovados seis projectos na área de intervenção Autarquias e Serviços Concelhios - SICAVIM, SIGRia, SAL-OnLine, AEI, SeverInforma e VagosInforma -, com um orçamento global de 4,24 mi lhões de euros. O Projecto SIGRia, que é gerido pela Associação de Municípios da Ria, vai instalar núcleos SIG nos 11 municípios da região. de acordo com Manuel da Rocha Galante, administrador-delegado da AMRIA, este projecto está a evidenciar o espírito de cooperação e inter-ajuda dos técnicos municipais Como surgiu o SIG-Ria? Este projecto corresponde ao culminar de uma opção estratégica da Associação de Municípios quando, em 1998, deu início a um projecto de produção de cartografia topográfica oficial à escala 1:10.000, em parceria com o Instituto Geográfico Português. A base cartografia seria o pilar de suporte à construção dum Sistema de Informação Geográfica para os Municípios da Ria. Apenas com o Programa Aveiro Digital 2003 – 2006 é que a Associação conseguiu ver aprovada a candidatura para a criação física do SIGRia. Quais são os seus principais objectivos? O grande objectivo do projecto 4 será o de equipar as autarquias de Águeda, Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mira, Murtosa, Oliveira do Bairro, Ovar, Sever do Vouga, Vagos e a própria AMRia com infra-estruturas que apoiam os respectivos serviços técnicos na gestão sustentável do território, nomeadamente ao nível da gestão urbanística, cadastro de propriedade, património municipal, redes de infra-estruturas e rede viária, constituindo-se como uma ferramenta essencial para apoio às tarefas de manutenção e actualização duma base cartográfica oficial; à revisão e gestão dos Planos Municipais de Ordenamento do Território – PMOTs’, em especial dos Planos Directores Municipais - PDM’s e do Plano Intermunicipal de Or- QUARTA-FEIRA, 28 de Julho de 2004 denamento da Ria; à estruturação e organização duma base de dados da informação espacial existente nas autarquias, com vantagens associadas em termos de facilidade de acesso à informação e de maior visibilidade e rigor da mesma, e melhorias ao nível da capacidade de resposta aos cidadãos. Como têm reagido as Câmaras Municipais e os seus técnicos na execução deste projecto? Existe uma grande expectativa quanto aos resultados a alcançar. Todos reconhecem as vantagens do SIG para o desempenho das suas tarefas na autarquia. Subsistem alguns receios inerentes à escassez de recursos técnicos qualificados na maioria das Câmaras Municipais que assegurem a sua respectiva quota de responsabilidade no projecto. Há, todavia, uma preocupação em se tomarem decisões consensuais, que podendo implicar alguma demora em termos de execução do projecto, consolidam as decisões tomadas e responsabilizam cada parceiro em termos da execução. Um factor que nos merece destaque é o facto de se constatar um espírito de entreajuda, por parte dos técnicos com maior domínio das matérias, para com aqueles que têm maiores fragilidades. A execução do SIG tem enfrentado problemas? Quais? Efectivamente, este projecto já enferma de alguns problemas, por certo inerentes a alguma inexperiência da própria AMRia em gerir um projecto desta natureza e dimensão. O elevado número de parceiros envolvidos e o vasto leque de competências que toca, também contribui para dificultar a tarefa de gestão, com resultados negativos ao nível do cumprimento dos prazos definidos. Também se notou alguma pressão, sobre a entidade gestora e técnicos das autarquias, por parte de fornecedores externos, causando algumas interferências nos processos internos de decisão. De entre estes problemas o maior deles é a dificuldade em conseguir cumprir os prazos de execução previstos nas primeiras tarefas do projecto. Sendo estas as que envolvem a maior fatia do investimento, são também as que condicionam todo o desenvolvimento do projecto, porque têm que ver com opções tecnológicas, em termos do hardware e software específico para cada núcleo SIG. O tempo excedido com a escolha dessas opções, a nosso ver, tem uma relação directa com a importância e peso dessas decisões para o desenvolvimento futuro, em termos de expansão do SIGRia. Quais são as metas e desafios mais críticos para o sucesso do SIGRia? Para que este projecto tenha sucesso, é fundamental que ele obtenha visibilidade operativa mínima, ao nível da gestão dos PDM’s e do Plano Intermunicipal (UNIR@RIA) e da visualização e actualização da cartografia topográfica à escala 1:10.000. Não é desejável que um projecto desta natureza, se esgote com o alcance destas metas, o que seria muito redutor para o mesmo. É fundamental que este continue com a actualização das bases de dados e o desenvolvimento de novas aplicações e de novos desafios. Sendo um projecto que irá consumir muito tempo, muitos meios humanos e financeiros e muitas “dores de cabeça”, todos esperamos que os resultados a alcançar tenham a visibilidade e o reconhecimento de quem apostou e investiu e de Que expectativas tem acerca do projecto? Todos esperamos que o SIGRia se possa consolidar, desenvolver e expandir aos diversos serviços e departamentos das autarquias, à medida que for sendo comprovada as vantagens e utilidade por cada entidade parceira do projecto. A própria criação da GAMA – Grande Área Metropolitana de Aveiro, poderá abrir ao SIGRia novas perspectivas e novos desafios ao seu desenvolvimento. O SIGRia é o Projecto de maior dimensão financeira do Projecto Aveiro Digital 20032006, com um financiamento de 2,5 milhões de Euros. Explique-nos a sua importância. Este é, efectivamente, um dos projectos com maior expressão financeira, devidos aos montantes envolvidos. Este facto justificarse-á por se tratar de um projecto que servirá de suporte a muitos dos projectos apresentados pelas autarquias no âmbito da Área de Intervenção 2. A sua complexidade requer a aquisição de equipamentos de maior capacidade, que implicam valores consideráveis de investimento. Este projecto irá dotar as autarquias e a própria AMRia de infra-estruturas que permitam a centralização da informação geográfica a dois níveis: ao nível local, em cada um das autarquias de acordo com as suas áreas de competência e ao nível regional, na Associação de Municípios da Ria e na futura GAMA, a quem competirá a centralização e disponibilização da informação proveniente de cada uma das autarquias associadas, que irá servir de base à criação dum Portal - Regional de informação e serviços. FEDER/FSE Escolas da Ria com secretaria virtual para o público em geral são apenas exemplos dos desafios que se colocam às escolas que participam neste projecto. No primeiro concurso do Programa Aveiro Digital 20032006, foram aprovados quatro projectos na Área de Intervenção Escolas e Comunidade Educativas: e-RIA, PorMat, e-CMEI e RIA.Edu. No total, os projectos estão orçamentados em 1,67 milhões de euros. Pese embora já tenha começado a ser desenvolvido em 43 escolas, o projecto e-Ria, prevê a instalação dos equipamentos. Paulo Neta, da Direcção Regional de Educação do Centro/Centro de Área Educativa de Aveiro, avançou ao Diário de Aveiro que o projecto está a ser muito bem recebido pela comunidade educativa Com o Projecto e-RIA Escolas da Ria, que investimentos em equipamentos e serviços serão feitos na rede Escolar da Região ? O investimento previsto no projecto aprovado pelo Aveiro digital em equipamento é de 199.000 euros e em serviços de cerca de 640.000 euros. Esta não é, no entanto, a imagem real dos investimentos que vão ser realizados pelas escolas públicas e privadas que se associaram neste projecto. É já visível que os investimentos facilmente atingirão o dobro destes valores dado o entusiasmo com que a generalidade dos parceiros está a abraçar esta tarefa. É também claro para nós nesta altura que as verbas que foram disponibilizadas não são suficientes para a totalidade das tarefas a que nos propusemos, pelo que os parceiros irão suportar o restante orçamento através de receitas próprias. Como têm reagido as escolas, os funcionários e os professores na execução do e-Ria? FEDER/FSE Com bastante entusiasmo e grande expectativa. Este projecto veio ao encontro de necessidades que as escolas vinham pressentindo há algum tempo. Algumas das tarefas do projecto já estavam implementadas em algumas escolas, os resultados dessas experiências tinham sido divulgados na imprensa com uma imagem bastante positiva e a reacção das comunidades educativas envolvidas muito boa. Este conjunto de factos fez com que muitas escolas estivessem receptivas para o projecto. Nesta altura do projecto ainda não são visíveis na maioria das escolas os resultados do projecto pois o trabalho inicial foi de levantamento da situação nos 43 parceiros e de implementação e melhoramento das redes informáticas. No próximo ano começarão a ser instalados equipamentos e serviços o que trará mais visibilidade e um maior envolvimento das pessoas. É no entanto visível que as pessoas estão com grandes expectativas e muito receptivas para com o projecto. A execução do e-Ria tem enfrentado problemas? Quais? Como qualquer projecto que envolva um tão grande número de parceiros tem à partida dificuldades com a passagem da informação. Apesar dos canais de comunicações criados e da organização por concelhos não tem sido fácil fazer chegar atempadamente a informação relevante a todos os parceiros. É certo que os processos de gestão são também muito complexos e têm regras bastante restritivas. Para além disso têm havido dificuldades pelo facto de informações relevantes terem vindo a ser fornecidas no decorrer do processo e com prazos muito curtos. Tem sido um trabalho intenso com inúmeras reuniões e contactos para manter todos os parceiros informados e activos. Quais são as metas e datas mais importantes e essenciais para o projecto? O final do primeiro ano é uma meta psicológica muito importante. Existe também uma tarefa a que, por (de)formação profissional, damos toda a importância: a formação de todos os intervenientes no processo e certificação em competências básicas no uso das tecnologias de informação e comunicação. As matrículas através da Internet, a consulta dos dados relevantes por parte de alunos e encarregados de educação, os dados com interesse pedagógico para os professores, os indicadores de gestão para os órgãos de direcção dos estabelecimentos de ensino ou os dados estatísticos Qual a utilidade do e-Ria para as 43 escolas envolvidas e o que é que vai mudar na Educação e na qualidade da Gestão das Escolas? A finalidade última do projecto é facilitar a vida a todos os intervenientes do processo educativo. É muito claro para as escolas que se os professores ficarem libertos de tarefas burocráticas repetitivas terão mais tempo para a relação pedagógica com os seus alunos; a informação disponível a qualquer hora para os encarregados de educação tornará mais fácil o acompanhamento dos seus filhos; os indicadores de gestão facilitarão o trabalho aos gestores dos estabelecimentos de ensino; os serviços administrativos terão o seu trabalho simplificado. Todo este esforço de organização só faz sentido porque se pretende uma escola mais humanizada, permitiindo um trabalho mais próximo dos alunos, mais perto dos seus anseios e necessidades. Toda a informação e serviços a disponibilizar aos diferentes intervenientes será mais uma ferramenta para melhorar a qualidade da educação nos concelhos da Associação de Municípios da Ria. Este é o nosso desafio. QUARTA-FEIRA, 28 de Julho de 2004 5 Número de utilizadores tem vindo a aumentar na região da AMRIA Espaços Internet: uma aliança com as Permitir a toda a população da Associação de Municípios da Ria (AMRia) o acesso gratuito à Internet e às tecnologias da informação e comunicação (TIC), é o objectivo do projecto Espaços Internet Aveiro Digital (EIAD) P ara o cumprimento deste «grande objectivo» está em construção uma rede com Espaços Internet Municipais cada um deles contemplando 10 computadores - em todas as sedes de concelho, complementada com 95 Espaços Internet nas Freguesias da AMRia (quatro computadores). A instalação e operação desta rede de Espaços Internet em todo o território da AMRia só é possível pelo «dinamismo e capacidade» das autarquias envolvidas. Segundo a Comissão Executiva do Aveiro Digital (CEAC), o envolvimento das câmaras e juntas de freguesia, compartilhando despesas de operação, é uma condição Inauguração do Espaço Internet de Vagos «necessária e fundamental» para a oferta destes serviços. Até ao final do mês de Julho estarão em funcionamento os Mais vinte e dois Espaços Internet nas freguesias No próximo dia 2 de Agosto vão entrar em funcionamento mais 22 novos Espaços Internet Aveiro Digital, perfazendo um total de 62 Espaços Internet Aveiro Digital de Freguesia, instalados na região da Associação de Municípios da Ria. Estes novos equipamentos estão localizados em Castanheira do Vouga, Lamas do Vouga, Macinhata do Vouga, Aguada de Baixo, Branca, São João de Loure, Albergariaa-Velha, Ribeira de Fráguas, Vale Maior, Vera Cruz, Beduído, Canelas, Pardilhó, Salreu, Oiã, Palhaça, Cortegaça, São João Ovar, São Vicente de Pereira Jusã, Cedrim, Pessegueiro do Vouga e Ouca. Os Espaços Internet de Freguesia são co-financiados pelas juntas de freguesia e pelo Programa Aveiro Digital 2003-2006, através do Programa Operacional para a Sociedade da Informação, contemplando um conjunto de quatro computadores, impressora e «scanner» e possuindo uma ligação à Internet em banda larga. Nestes locais, a utilização dos equipamentos e dos serviços é livre e gratuita para toda a população e acompanhada por um monitor, com um mínimo de 20 horas semanais, de segunda-feira a sábado, a partir das 17 horas. 6 QUARTA-FEIRA, 28 de Julho de 2004 11 Espaços Internet municipais, dos quais oito já tinham aderido à Medida 2.1 do Programa Operacional para a Sociedade da Informação. Um total de 62 Espaços Internet nas freguesias estarão igualmente abertas nesse prazo, estando prevista a adesão das restantes freguesias para Outubro do corrente ano. A actividade regular destes espaços, sempre apoiada por monitores seleccionados pelas autarquias, possibilita não só o acesso à Internet e às tecnologias da informação e comunicação (TIC) mas também a aquisição de competências básicas nesses domínios. Esta rede de Espaços Internet constitui uma «plataforma de inclusão social que estimula a formação básica nas TIC e facilita o acesso à Internet a toda a população», considera a CEAC. Através desta plataforma de infraestruturas, serviços e pessoas, são organizadas iniciativas horizontais em todos os Espaços Internet com a finalidade de «estimular a adesão e formação de segmentos específicos», entre eles os mais velhos, os desempregados ou os imigrantes. Os Espaços Internet permitem ainda divulgar e promover a utilização de serviços da Administração Publica de grande utilidade para os cidadãos, como o preenchimento das declarações de IRS via Internet. Inauguração do Espaço Internet Municipal da Murtosa Com a inauguração, hoje, do Espaço Internet Aveiro Digital da Murtosa, localizado no recentemente restaurado antigo edifício dos Paços de Concelho, fica completa a rede de Espaços Internet municipais na região da Associação de Municípios da Ria (AMRia). A abertura do equipamento está prevista para as 19.30 horas. A rede é composta por Espaços Internet localizados na sede dos 11 municípios da AMRia: Águeda, Albergaria-aVelha, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mira, Murtosa, Oliveira do Bairro, Ovar, Sever do Vouga e Vagos. O Espaço Internet Aveiro Digital do concelho da Murtosa é co-financiado pela Câmara Municipal local e pelo Programa Aveiro Digital 2003-2006, contemplando um conjunto de 10 computadores, impressora e «scanner» e possuindo uma ligação à Internet em banda larga. A utilização dos equipamentos e dos serviços, à semelhança de todos os outros Espaços Internet Aveiro Digital, é livre e gratuita para toda a população, sendo acompanhada por um dinamizador. O Espaço Internet estará aberto de segunda-feira a sábado, das 10h às 12.30h e das 14h às 20.30h. A implementação da rede de Espaços Internet Aveiro Digital está contemplada no Projecto 1.1 – Espaços Internet Aveiro Digital, com um orçamento de 1,33 milhões de euros. Neste projecto, inserem-se ainda os Espaços Internet Aveiro Digital de Freguesia, contemplando a instalação e operação de Espaços Internet nas 95 Freguesias da AMRia. As informações sobre a localização, horários de abertura e contactos dos vários Espaços Internet podem ser encontradas em www.aveiro-digital.pt. FEDER/FSE Aveiro Digital mais próximo de si s autarquias locais Utilizadores dos Espaços Internet Entre Janeiro de 2003 e Junho de 2004, registaram-se 221.007 utilizações em todos os Espaços Internet, revelou o Aveiro Digital. A frequência dos Espaços Internet é registada pelos monitores, recolhendo um conjunto de dados por utilizador. A recolha e processamento dessas informações permitem à CEAD acompanhar a utilização dos serviços disponibilizados nos Espaços Internet e promover as iniciativas horizontais mais adequadas para encorajar a adesão de alguns segmentos da população. No período de Julho de 2003 a Junho de 2004, verificaramse 146.929 utilizações, o que representa uma média mensal superior a 12 mil utilizações. O recurso aos Espaços Internet tem tido uma «tendência crescente», destacando-se neste crescimento o impacto da abertura do equipamento de Vagos, em Fevereiro de 2004, e mais recentemente a adesão de 29 FEDER/FSE novos Espaços Internet nas Freguesias, em Maio, o que motivou um aumento da ordem das seis mil utilizações. Estes investimentos têm como objectivo a «info-inclusão de todos os segmentos da população», pelo que a utilização destes espaços é também avaliada quanto à faixa etária dos seus utilizadores, explica a CEAD, revelando que a maioria dos utilizadores se concen- tra na faixa etária dos 10 aos 18 anos (46 por cento). É «muito significativa» e «em crescimento» a população entre os 26 e os 65 anos que recorre aos Espaços Internet, responsável por 27 por cento das utilizações. Da «maior importância» tem sido o crescimento dos utilizadores com idade superior a 65 anos, que já é responsável por um por cento de um total de 1500 utilizações. Espaço Internet de Silva Escura, Sever do Vouga Municipal de Águeda Nas Freguesias de Águeda Águeda Borralha Espinhel Ois da Ribeira Rua dos Bombeiros Voluntários, nº 14 2ª a Sab.:10h - 22h, Dom.: 10h - 18h L. Dr. António Homem de Melo Largo da Feira Rua do Canto, Espinhel Ois da Ribeira Seg. a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h 2ª a 6ª: 09h - 13h;14h - 16h 2ª a 6ª: 16h - 21h, Sab.: 14h - 18:30h 2ª e 3ª: 17h - 20h, 5ª e 6ª: 17h - 20h, 4ª e Sab.: 17h - 20h Travassô Rua João Batista, Travassô 2ª: 17h - 24h, 3ªs e 5ªs: 17h - 21h, 4ªs: 17h - 20h, Sab.: 10h - 12h Castanheira do Vouga Lugar da Igreja 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h Lamas do Vouga Rua da Costa, nº 16 - Pedaçães 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h Macinhata do Vouga Rua Manuel Marques nº6 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h Aguada de Baixo Av. José Augusto Rodrigues Seabra, 45 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h Municipal de Albergaria-a-Velha Praça Ferreira Tavares 2ª: 15:30-22h;3ª a 6ª: 8:30 - 22h, Sab.: 8:30 - 15:30 Nas Freguesias de Albergaria-a-Velha Alquerubim Largo Drº José Pereira Lemos 2ª a 6ª das 16h - 20h, Sab. das 14h - 20h Angeja Praça da República 2ª a 6ª: 18h - 21h, Sab.: 13h - 18h Frossos R. Comendador Augusto M. Pereira 2ª a 6ª: 18h - 20h ; 21h - 22h, Sab.: 15h - 20h Branca Sede da ProBranca 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h São João de Loure Rua Maestro António Pereira Oliveira 2ª a 6ª: 17h - 20h. Sab.: 14h - 19h Albergaria-a-Velha Rua da Escola, Soteiro 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h Fráguas Ribeira de Fráguas 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h Vale Maior Vale Maior 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h Municipal de Aveiro Praça da República 2ª a 6ª: 09h - 20h, Sab.: 10h -19h Nas Freguesias de Aveiro São Bernardo Rua Cónego Maio, 133 2ª a 6ª: 09h - 21h Aradas Largo Acácio Rosa 2ª a 6ª: 12:30h - 20h, Sab.: 13h - 19h Cacia Av. Fernando Augusto de Oliveira 2ª, 4ª e 6ª: 17h - 21h, 3ª e 5ª: 17h - 19:30h, Sab.: 10h - 13h Santa Joana Av. Dom Afonso V 2ª a Sab.: 17h - 20:30h Nossa Sª de Fátima Rua da Igreja, 40 2ª a 5ª: 16h - 20h, Sab.: 14:30h - 18:30h Oliveirinha Rua da Casa do Povo, nº 3 2ª a 6ª: 15h - 19h, Sab.: 09:30h - 13h Eirol Largo Dr. Girão Pereira 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h Eixo Rua José António Carvalho, nº 3 2ª a 6ª: 09h - 12h ; 14h - 18h, Sab.: 14h - 18h Esgueira Rua Bento de Moura, 34 2ª a 6ª: 14h - 20h, Sab.: 14h - 19h Requeixo Requeixo 2ª: 17:30h - 20:30h, 3ª, 4ª e 6ª: 17h - 20h, 5ª: 18:30h - 21:30h, Sab.: 14h - 19h Glória Rua Dr. Mário Sacramento 2ª a 6ª: 09:30h - 12:30h ; 14:30h - 18:30h Vera Cruz Praça Maias Magalhães 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h Municipal de Estarreja Praça Francisco Barbosa Beduído 2ª a Sab.: 10h - 20h Nas Freguesias de Estarreja Beduído Lugar de S. Tiago 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h Canelas Rua Direita, nº 11 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h Pardilhó Av. António Joaquim de Resende 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h Salreu Rua Professor Miguel Lemos, Edifício da Escola das laceiras 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h Municipal de Ílhavo Rua Ferreira Gordo 2ª a Sab.: 10h - 20h Nas Freguesias de Ílhavo Gafanha da Encarnação Rua Professor Francisco Corujo, nº219 2ª a 6ª: 14h - 18h Gafanha da Nazaré Rua Prior Guerra, Centro Cultural da Gafanha da Nazaré 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h Gafanha do Carmo Rua da Igreja Nº4 2ª a 6ª: 18h - 21h, Sab.: 13h - 18h São Salvador Av. 25 de Abril 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.s: 10h - 13h Municipal de Mira Biblioteca Municipal de Mira 2ª: 13:30h -19:30h;3ª a 5ª: 9:30h-19:30h; 6ª: 9:30h-19h, Sab.: 9:30h-13h Nas Freguesias de Mira Mira Largo do Cruzeiro - Lentisqueira 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h Praia de Mira Rua da Praia de Mira 2ª a Sab.: 16:30h - 20h Seixo Rua dos Libórios 3ª, 5ª e 6ª: 18h - 22h, Sab.: 14h - 22h Municipal de Murtosa Antigo Edifício dos Paços do Concelho 2ª a 6ª: 10h - 12h;14h - 20h, Sab.: 10h - 13h ; 14h - 21h Nas Freguesias da Murtosa Murtosa Avenida da Liberdade 2ª a 6ª: 17h - 20:30h, Sab.: 14h - 17h Torreira Av. Hintze Ribeiro, nº. 90 2ª a 6ª: 17:30h - 20:30h, Sab.: 15h - 20h Bunheiro Av. De S. Mateus, nº267 2ª a 6ª: 21h - 24h, Sab.: 14h - 19h Municipal de Oliveira do Bairro Travessa Cândido dos Reis, 1B 2ª a 6ª: 10h - 12:30/14:30 - 20h Nas Freguesias de Oliveira do Bairro Troviscal Rua Dr. Jaime Pato nº 8A 2ª e Sab.: 18h - 21h, 3ª e 6ª: 18h - 23h, 4ª: 18h - 22h, 5ª: 18h - 20h Oiã Centro Cultural Professor Élio Martins 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h Palhaça Coreto - Praça de São Pedro 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h Municipal de Ovar Rua Antero de Quental, Loja 24 Diariamente: 9:30h-21:30h Nas Freguesias de Ovar Esmoriz Av. 29 de Março, nº 515 2ª a 6ª: 14h - 21h, Sab.: 10h - 12h ; 15h - 18h Ovar Rua Cândido dos Reis, nº 49-51 2ª a 6ª: 9h - 17h Cortegaça Largo 25 de Setembro 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h S. J. Ovar Rua Machado dos Santos 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h S.V. de Pereira Jusã Av. da Igreja, nº 255 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h Municipal de Sever do Vouga Largo do Município 2ª a Sab.: 10h - 20h Nas Freguesias de Sever do Vouga Silva Escura Casa Paroquial - Igreja 2ª a 6ª: 14h - 16h ; 17:30h - 20h, Sab.: 09h - 12h Cedrim Antigo Edifício da Junta de Freguesia 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h Pessegueiro do Vouga Rua da Banda U.M.P. 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 14h - 19h Municipal de Vagos Centro de Educação e Recreio de Vagos 2ª a 6ª: 10h-12h; 14h - 20h, Sab.: 10h - 13h ; 14h - 21h Nas Freguesias de Vagos Calvão Largo Social, nº 32 2ª a 6ª: 18h - 20h, Sab.: 10h - 20h Ponte de Vagos Rua Principal, nº 169 2ª a 6ª: 15h - 18h, Sab.: 14h - 19h Santa Catarina Largo de Santa Catarina 2ª a 6ª: 19h - 22h, Sab.: 11h - 13h ; 15h - 19h Santo André de Vagos Dr. Sá Carneiro, nº2 3ª, 4ª e 6ª: 9h - 21h, Sab.: 14h - 19h Santo António de Vagos Rua Junta, nº23 2ª a 6ª: 19h - 22h, Sab.: 14h - 19h Sosa Largo da Santinha, nº5 2ª, 3ª, 5ª e 6ª: 18:30h - 21h, 4ª: 14:30h - 21h Vagos Rua Nova Lombomeão 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sab.: 10h - 12h ; 14h - 17h Ouca Rua da Estrada, nº21 2ª a 6ª: 17h - 20h, Sáb.: 14h - 19h QUARTA-FEIRA, 28 de Julho de 2004 7 SITUA pretende ganhos de eficiência na UA e-ABS, SITUA, ContactUA, SinBAD e RadIcal foram os projectos da área de intervenção Universidade e Comunidade Universitária, aos quais foi destinado um orçamento global de 1,82 milhões de euros. A Universidade de Aveiro está a desenvolver o projecto SITUA, que, de acordo com Osvaldo Pacheco, tem por objectivo permitir aos utentes e funcionários da UA o acesso via internet a serviços úteis e necessários às suas funções Área de Intervenção 4 Universidade e Comunidade Universitária (SITUA) Quais são os grandes objectivos e produtos finais do Projecto SITUA? O Projecto SITUA é um projecto estruturante para a actividade, a médio e longo prazo, da Universidade de Aveiro, que visa possibilitar, de forma segura, que um qualquer utente ou funcionário possa aceder a partir de um qualquer ponto de acesso à Internet, aos serviços adequados ao desempenho das suas funções, promovendo-se, por isso, maior eficácia, maior produtividade e maior conforto. Do Projecto SITUA irão resultar seis novos serviços/produtos associados a seis tarefas do projecto: gestão documental, e-learning na UA, Monitorização e gestão remota de sistemas e servi- 8 ços informáticos, Sistema integrado de gestão de recursos humanos, Indicadores de gestão e Sistema integrado de gestão de infra-estruturas da UA. Fale-me do serviço de gestão documental. Pretende-se implementar, na Universidade de Aveiro, um sistema de gestão e arquivo electrónico de documentos e de workflow, que potencia o levantamento exaustivo de procedimentos, formulários e minutas, a construção de um novo plano de classificação e a construção de uma tabela de selecção e eliminação de documentos. A utilização generalizada deste sistema por parte de toda a Universidade fará com que o fluxo de toda a informação decorra sem a circulação de papel e, para além disso, aconteçam ganhos em eficácia e eficiência em toda a organização decorrentes do suporte e controlo dos documentos durante o seu ciclo de vida. E o que se pretende do elearning? Pretende-se promover a utilização das metodologias e tecnologias de sistemas de e-learning nas diversas unidades orgânicas da UA como instrumento complementar de melhoria da qualidade do processo de ensinoaprendizagem e forma de flexibilizar a oferta de formação, permitindo atingir novos públicos. Esta tarefa tem três vertentes: o desenvolvimento do centro de recursos em e-learning, a concepção e realização de acções de forma- QUARTA-FEIRA, 28 de Julho de 2004 ço pretende-se gerir as infraestruturas. Com o Sistema integrado de gestão de infra-estruturas da UA pretende-se inicialmente a implementação de uma base de dados geográfica dos edifícios e outras infra-estruturas do campus universitário. Na segunda fase, pretende-se a implementação de um sistema de consulta, gestão e exploração dos dados presentes nessa base de dados, através de funcionalidades, que permitam o estabelecimento de programas de manutenção preventiva do património da Universidade. Este sistema será disponibilizado na Internet, com vários níveis de acesso, incorporando um nível básico que permitirá aos visitantes da UA uma visita virtual, usufruindo da informação associada à localização dos edifícios e riqueza arquitectónica do campus. ção/qualificação e a gestão da qualidade. Um outro serviço é o de gestão de sistemas informáticos... Designa-se de Monitorização e gestão remota de sistemas e serviços informáticos e com ele pretende-se criar uma plataforma de monitorização da infra-estrutura da rede informática e dos serviços que a utilizam, bem como, uma plataforma de gestão centralizada de sistemas. Gerir os recursos humanos é a missão do próximo serviço... Sim, trata-se do Sistema integrado de gestão de recursos humanos, cuja tarefa visa a aquisição e desenvolvimento de uma plataforma para a gestão, de um modo integrado, dos recursos humanos, docentes e não docentes, da UA. Esta plataforma irá disponibilizar todas as funcionalidades de back-office (possibilitando acesso remoto) necessárias ao funcionamento da Divisão de Recursos Humanos e também um conjunto de funcionalidades, com acesso pela web, respondendo aos diferentes perfis de utilização dentro da Universidade (eg: funcionários, dirigentes, …). O quinto serviço... ... implica indicadores de gestão. Esta tarefa assenta na implementação de uma ferramenta, que a partir do conjunto estratégico de dados, possa fornecer um conjunto de indicadores úteis para o processo de decisão. O desenvolvimento desta ferramenta passa pela construção de um datawarehouse que permite a integração de dados de várias bases de dados operacionais, bem como a extracção de dados e cálculo automático de indicadores de forma mais flexível e célere. Com o último produto/servi- Como têm reagido a UA, os seus professores, Funcionários e alunos na execução deste Projecto? A candidatura da Universidade de Aveiro ao Programa Aveiro Digital 2003-2006 decorreu enquadrada num processo que envolveu a comunidade universitária. No âmbito de algumas tarefas do SITUA, foram já levadas a cabo acções de sensibilização, nomeadamente na tarefa da Gestão Documental, que tiveram um impacto muito positivo. Estando este projecto numa fase precoce do seu desenvolvimento, é prematuro ser-se mais conclusivo quanto aos seus resultados. A execução do SITUA tem enfrentado problemas? Quais? Durante o primeiro semestre verificou-se que, para algumas tarefas, a especificação e o levantamento de requisitos demorou mais tempo do que o previsto. No entanto, este processo encontra-se praticamente terminado, o que permite que encaremos com optimismo a execução física do segundo semestre, com a recuperação do atraso referido. Por outro lado, temos verificado que os pro- cedimentos administrativos são muito complexos, alguns redundantes, resultando em esforços que não são úteis à execução do projecto. Quais são as metas e factores críticos de maior importância para este projecto? A execução deste projecto é um passo importante no percurso para a Universidade Digital, criando condições para que cada grupo da comunidade académica participe na vida da Universidade com maior qualidade e conforto. A dimensão e a complexidade da instituição são claramente os factores críticos com maior peso. No entanto, a Universidade de Aveiro, pela sua capacidade de organização, conhecimento e cultura institucional, resultante do caminho percorrido, estará em condições de levar a bom porto este enorme desafio. Um outro desafio que se afigura estimulante e que esperamos ultrapassar é, para além da utilização de novas tecnologias, a inovação e a criação de conhecimento ao nível de todas as estruturas que suportam o funcionamento da Universidade. Quais são as expectativas de alteração nos Serviços da UA provocadas pelo SITUA? A introdução dos serviços informáticos já referidos irá aumentar a produtividade dos Serviços da UA. Assim, os processos rotineiros irão ser executados pelos serviços informáticos a instalar, dando origem a uma aceleração quantitativa e qualitativa na sua execução. Aos funcionários dos Serviços ficarão destinadas preferencialmente as tarefas não rotineiras, aquelas que necessitam da aplicação dos seus conhecimentos. Estarão criadas as condições para que os Serviços sejam vistos, quer pelos seus próprios funcionários, quer pelos seus utentes, como Serviços de qualidade acrescida e as sinergias necessárias a uma constante procura da melhoria da qualidade global no funcionamento da Universidade. FEDER/FSE Hospitais e centros de saúde com telediagnóstico Foram aprovados dois projectos na área de intervenção Serviços de Saúde, intitulados RDSR e RTS, com um orçamento global de 1,73 milhões de euros, incluindo 23 entidades beneficiárias. Rede Digital de Saúde da Ria é um projecto do Programa Aveiro Digital que está no terreno a tentar melhorar a prestação de cuidados saúde primários. Celeste Ribeiro, da SubRegião de Saúde de Aveiro, esclareceu de que forma este objectivo poderá ser alcançado No âmbito do Projecto RDSR que serviços e tecnologias serão instaladas? O projecto RDSR- Rede Digital de Saúde da Ria pretende proporcionar aos seus utentes uma maior qualidade nos serviços de saúde. Neste âmbito, pretendemos oferecer aos nossos utentes/doentes telediagnósticos remotos em especialidades como obstetrícia, pediatria, cardiologia pediátrica e fetal, cardiologia, genética, dermatologia, cirurgia (consulta pós operatória) ortopedia, imagiologia e radiologia. Para a realização das teleconsultas a efectuar entre os Centros de Saúde (emissores) e Hospitais participantes (receptores) irão ser instalados, a saber: Sistemas autónomos de teleconsulta destinados ao serviço emissor; Sistemas de teleconsulta médica que irão funcionar como um terminal em conjunto com um servidor de telemedicina; Servidores de teleconsultas destinados a suportar o repositório centralizado do registo clínico dos doentes; Módulo para FEDER/FSE obtenção de imagens digitais capturadas por câmara fotográfica digital, no âmbito da dermatologia; Módulo de digitalização de películas para a transmissão de imagens radiográficas; Câmaras com microfone, comandadas por controlo remoto, para facilitar a comunicação entre médico especialista do hospital e utente e médico de família. O nosso projecto previu e contemplou a actualização dos sistemas de teleconsulta já instalados em algumas instituições participantes. Como têm reagido os 8 hospitais e os 11 Centros de Saúde envolvidos e os seus profissionais da Saúde à execução deste projecto? Os Hospitais foram muito receptivos, perceberam que também poderiam obter ganhos com este projecto, pois alguns deles, como por exemplo, o Hospital de Águeda, o de Estarreja e o de Ovar, poderão ser, para além de receptores dos Centros de Saúde, emissores para hospitais como Hospital de São Sebastião, Hospital Infante D. Pedro, Hospital da Universidade de Coimbra, Maternidade Dr. Daniel de Matos (Coimbra) e para o Hospital Pediátrico, trocando e partilhando, desta forma, conhecimentos médicos. São onze os nossos Centros de Saúde envolvidos no projecto, se bem que por questões operacionais, apenas seis estejam contemplados na primeira fase. São eles: Albergaria-a-Velha, Murtosa, Ovar, Sever do Vouga e Vagos. Este projecto envolve, ainda, o Centro de Saúde de Mira, o qual faz parte da Sub-Região de Saúde de Coimbra, uma vez que se en- mente e com realidades diversas como os de Coimbra e Santa Maria da Feira, por outro lado, e apesar nos nossos esforços, estamos ainda dependentes da ligação de redes informáticas que estão na dependência do IGIF. Quais são as principais metas e datas críticas do RDSR? A principal meta consiste na realização de teleconsultas ao nível dos Centros de Saúde e dos Hospitais, aumentando assim a oferta aos nossos utentes na data prevista, ou seja, 31 de Dezembro de 2006. As datas críticas são o estrito cumprimento de prazos, e o facto de estarmos, em certos aspectos, dependentes de instituições como é o caso do IGIF. quadra num dos municípios da Ria de Aveiro. E a segunda fase? Para uma segunda fase, a iniciar em 2005, ficaram o Centro de Saúde de Águeda, Aveiro, Estarreja, Ílhavo e Oliveira do Bairro. O projecto RDSR, como já se referiu, foi bem acolhido pelos hospitais, que por sua vez motivaram os seus profissionais de saúde, não tendo havido dificuldade na criação das equipas que irão trabalhar em cada hospital, acontecendo o mesmo com os profissionais de saúde dos Centros de Saúde, que o consideraram uma mais-valia para o seu saber profissional. As equipas são, geral- mente, constituídas por um médico, um enfermeiro e um administrativo ou técnico de informática, quer nos Centros de Saúde, quer nos Hospitais. A execução do RDSR tem enfrentado problemas? Quais? Apesar da motivação da equipa gestora do projecto e de todos os profissionais dos Centros de Saúde e Hospitais, têm surgido algumas dificuldades na colheita dos elementos exigidos pela Comissão do Aveiro Digital POSI. Pensamos que há um excesso de documentação que poderia ser evitada e os prazos para a sua compilação são muito curtos. Convém salientar, porém, que estamos a trabalhar com Hospitais espalhados geografica- Como é que o RDSR vai contribuir para melhorar a qualidade e eficiência dos Serviços da Saúde? O projecto RDSR teve como objectivo subjacente, a melhor prestação de cuidados saúde primários, diminuição das assimetrias no acesso aos cuidados da saúde, uma maior humanização e aumento de confiança dos utentes. Em termos financeiros estamos crentes que haverá uma diminuição nos gastos com transportes de utentes e nos meios complementares de diagnóstico e terapêutica. QUARTA-FEIRA, 28 de Julho de 2004 9 IPSS’s constroem Processo Electrónico dos Utentos da promoção de uma Sociedade de Informação ao nível das Instituições de Solidariedade Social. Com o grande objectivo de tornar os serviços das diversas Instituições Particulares de Solidariedade Social mais eficazes, surgiu, em Aveiro, no âmbito do Programa Aveiro Digital, um projecto designado de SAISS (Sistema de Apoio às Instituições de Solidariedade Social). Carlos Ventura, da APPACDM de Aveiro, avançou ao Diário de Aveiro as linhas mestras deste projecto Qual o grande objectivo e produto final do projecto SAISS? O grande objectivo do Projecto SAISS consiste na utilização, pelas IPSS, de novos serviços baseados em TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), de forma a conseguir-se um aumento de qualidade das respostas sociais prestadas pelas instituições. Para atingir esta grande meta, para além das tarefas inerentes a esta tipologia de projectos (Gestão, Concertação e Avaliação), o SAISS tem como objectivos a formação em competências básicas em TIC e em serviços/aplicações de 200 e 115 pessoas, respectivamente; concepção e implementação de um Processo Electrónico de Utente – PEU- de forma a facilitar o armazenamento, acesso e actualização dos dados dos utentes. Em que consiste esse processo? O PEU constitui o elemento 10 A execução do SAISS tem enfrentado problemas? Quais? O principal problema enfrentado pelo consórcio prende-se com as regras de execução impostas, demasiado exigentes em termos processuais. Quais são os principais factores críticos para o êxito do SAISS? Os principais factores críticos para o êxito do projecto prendem-se por um lado, com a necessidade do reconhecimento da importância de introdução de novos métodos de trabalho baseados em TIC, ao nível da Solidariedade Social. Por outro lado por uma alteração no paradigma subjacente à troca e partilha de informação entre Instituições e entre estas e a Segurança Social. principal de um mais vasto sistema de informação, a implementar nas instituições. Mas nesta área pretende-se ainda fazer a concepção e implementação de um Sistema de Informação para a Deficiência e Idosos (SIDEI) baseado num portal Web, que permitirá implementar trocas de informação por via electrónica entre as instituições e o Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social de Aveiro. Está ainda prevista a construção de um guião electrónico de Instituições de forma a fornecer informação QUARTA-FEIRA, 28 de Julho de 2004 útil sobre a globalidade das respostas sociais que são desenvolvidas (identificação das instituições, recursos técnicos e humanos, vagas, campanhas de solidariedade a decorrer, etc), bem como a concepção e implementação de um Sistema de Trabalho Colaborativo STC, assente numa rede de competências baseada em infra-estruturas de comunicações, em que a gestão documental desempenha um papel preponderante. Pretende-se igualmente a agilização no relacionamento entre instituições e Segurança Social; con- cepção e implementação de um Sistema de Suporte ao Apoio Domiciliário, SSAD, de forma a garantir a optimização e controlo de qualidade deste serviço. Como têm reagido as oito instituições envolvidas e os seus técnicos na execução deste projecto? A execução deste projecto, surge como corolário das sinergias resultantes da primeira fase do programa Aveiro Cidade Digital, com o reforço e alargamento desta rede de instituições. A articulação entre as entidades participantes verificou-se desde o arranque do projecto, tendo sido fortalecida, até este momento, através do espírito de inter-ajuda, disponibilidade e capacidade de trabalho em equipa demonstrados por todos os intervenientes, tanto na concretização das tarefas previstas como também na resolução de problemas pontuais. A parceria criada no âmbito do SAISS apresenta já boas perspectivas para continuar além projecto. O consórcio está consciente de que as sinergias criadas, não só entre os parceiros como também entre eventuais projectos da área da Solidariedade Social, promovem o aparecimento de uma parceria para o futuro, demonstração inequívoca do desejo de continuar um trabalho em comum, com o objectivo de vir a criar uma massa critica com repercussões ao nível Que problemas das Instituições de Solidariedade Social serão resolvidos pelo sistema SAISS? Os problemas principais que o Sistema resultante deste projecto pretende resolver prendem-se essencialmente com a necessidade de aumento de eficácia nas respostas que instituições prestam. Preconiza-se a criação de uma rede alargada entre as instituições que potencia mais valias para outros serviços, porquanto pode ser a génese da criação de um centro único de atendimento. Por outro lado pretende-se um acesso mais facilitado aos serviços, por parte dos utentes, a libertação de recursos, o que possibilita serviços mais humanizados. Projecta-se ainda aumentar os mecanismos de controlo/monitorização da qualidade dos serviços. FEDER/FSE Empresas apostam nas TIC Um total de 15 entidades vão desenvolver os 16 projectos na área de intervenção Tecido Produtivo, com um orçamento de 2,29 milhões de euros. Elisabete Rita, directora executiva da AIDA, Rui Lopes, da Inova-Ria, e Simões Dias, da empresa LP - Bovinos Leiteiros para Recria, Lda, falam sobre o GeoInvest, o INOVORTAL e o SMIA O projecto GeoInvest perspectiva-se como um estímulo à Quais serão os serviços disponíveis no INOVORTAL ? O projecto INOVORTAL tem três componentes principais: um centro de dados, uma plataforma de serviços e um ShowRoom. Estas componentes são posteriormente suportadas por serviços de apoio ao utilizador - helpdesk. O centro de dados é a infra-estrutura tecnológica de suporte que permite criar as condições para a implementação da plataforma de serviços. Esta plataforma de serviços é composta por uma zona pública e uma zona privada. A zona pública é o site da InovaRia e está disponível a todos os utilizadores da Internet. A zona privada é um espaço destinado fixação na Região de Empresas da Nova Geração. Como? A Associação Industrial do Distrito de Aveiro, em parceria com a Associação de Municípios da Ria, pretende com o desenvolvimento deste projecto contrariar as formas de actuação tradicional no âmbito das políticas regionais de desenvolvimento económico, baseadas na disponibilização de solo industrial, dotado de infra-estruturas básicas de apoio, incrementando uma nova filosofia subjacente ao desenvolvimento regional, através da criação de Zonas In- dustriais de Nova Geração. Este projecto pode revelar-se uma importante ferramenta para o desenvolvimento desta nova estratégia de atracção de investimento, permitindo identificar a localização de espaços intermunicipais para captar empresas de nova geração (na área da Biotecnologia, Ambiente, Energias Renováveis e das TIC). aos associados Inova-Ria e integra um conjunto de aplicações que promovem a comunicação interna, dinamizando a partilha de informação. O ShowRoom é um espaço, dotado de equipamentos Multimédia e suporte tecnológico, que permite demonstrar um conjunto de produtos desenvolvidos pelos nossos associados. do, estável e representativo. Apesar das empresas se identificarem com os objectivos do projecto, é sempre difícil conciliar as agendas de entidades tão distintas, facto que originou algumas dificuldades iniciais. Existe actualmente um acordo relativamente à concepção do projecto (a aprovação da especificação de requisitos foi entregue a todos os associados) e existe um grupo de trabalho com a responsabilidade de implementação do projecto. Penso que foi criada alguma expectativa em relação ao resultado final e este grupo pretende surpreender os associados. Como têm reagido as empresas vossas associadas à implementação do projecto? Já passámos por diversas fases. Desde a euforia inicial onde muitas empresas pretendiam participar activamente, ao processo actual de manutenção de um grupo de trabalho reduzi- Qual é o produto final do projecto SMIA? Este projecto destina-se a criar maior eficiência na prestação de serviços da inseminação artificial e melhoramento animal. A eficiência consiste em monitorizar todos os serviços junto do produtor A execução do GeoInvest tem enfrentado problemas? Quais? A principal dificuldade que se tem registado no decorrer da exe- Quais as principais metas e para que os dados sejam constantes e actuais. Para isso, o projecto SMIA prevê desenvolver com novas aplicações, integrando as novas tecnologias, um sistema de informação integrado que atinja os objectivos pretendidos. Como têm reagido os vossos técnicos e clientes na execução do SMIA? Tanto os técnicos de inseminação como os clientes têm reagido entusiasticamente, já que destas novas tecnologias poderão tirar maior eficiência tanto do serviço prestado como do recebido, respectivamente, não esquecendo a melhor personalização dos serviços. A execução do Projecto SMIA tem enfrentado problemas? Quais? Um projecto, quando se inicia, tem sempre problemas, mas felizmente temos conseguido adaptar a aplicação às necessidades diárias. A compilação da informação, como por exemplo o código dos animais, das explorações e a adaptação do sistema como um vector para o melhora- FEDER/FSE cução do projecto diz respeito à obtenção e conversão de informação. Refira-se em especial a cartografia 1/10 000 da área da Associação de Municípios das Regiões Bairrada-Vouga, que muito embora já nos tenha sido disponibilizada por alguns municípios, ainda se encontra sujeita a algumas alterações, estando posteriormente submetida à aprovação do Instituto Geográfico Português. Quais as metas e datas críticas mais importantes do projecto? factores críticos para o êxito do INOVORTAL? Pretendemos aumentar a cooperação entre os associados. Sabemos que é necessário criar mecanismos que promovam a comunicação e simultaneamente demonstrar que, com esta partilha, existem benefícios concretos para as empresas associadas. Todas as componentes do projecto se integram com este fim. Esta dinâmica fortalece a associação e, juntamente com a construção e manutenção do site público, divulga a associação à comunidade e permite alcançar os objectivos a que a Inova-Ria se propõe. Como factor crítico para o êxito do projecto destaco a partilha da concepção entre A conversão da cartografia 1/10 000 proveniente do Projecto 2.2 SIG/Região da Ria de Aveiro é uma das metas fulcrais, uma vez que será o sustentáculo para a implementação do modelo de análise de localização das ZINGs, bem como para a operacionalização das aplicações desenvolvidas no decorrer do projecto. Até ao final de 2004 está ainda prevista a conclusão da Definição do Modelo de Análise de Localização de ZING, bem como a disponibilização on-line das aplicações desenvolvidas. Quais os beneficiários do GeoInvest e como está prevista a aplicação? Este sistema pode revelar-se, também, um instrumento estratégico e inovador permitindo às câmaras municipais da AMRia a definição de modelos de desenvolvimento industrial, nomeadamente gestão de espaços empresariais e identificação das possíveis localizações de ZINGs, através da disponibilização de um modelo de análise, ao qual estão associados vários parâmetros de localização, que estará disponível, via Internet. todos os associados, tal como já foi feito, e a criação de um grupo de trabalho representativo e estável, responsável pela gestão do INOVORTAL. tivos e Legislação fazem parte da zona privada. Na área de projectos cada empresa pode participar em projectos comuns, adequando as suas necessidades com a concepção e execução do projecto. O ShowRoom fornece aos associados um suporte tecnológico para efeitos experimentais ou de promoção a custos muito reduzidos e com a qualidade necessária. Para finalizar, o site público da Inova-Ria é um local de promoção da Associação, mas também de cada associado, onde se incluí um portfólio comum e diversos destaques que cada associado pode gerir, construindo e usufruindo um outro canal para a divulgação dos seus produtos e serviços. Quais os benefícios que esperam trazer aos vossos associados? A disponibilização aos associados de uma infra-estrutura tecnológica e de um conjunto de aplicações e serviços irá permitir a diminuição dos custos internos de cada empresa. Não só porque alguns serviços podem ter custos partilhados, mas também porque se pretende diminuir tempos de obtenção de alguma informação essencial para empresa. As áreas de Recursos Humanos, Incen- mento animal, principalmente no que respeita aos emparelhamentos correctivos foram os problemas enfrentados e ultrapassados. Qual a utilidade do SMIA para a Empresa LP, do Grupo Lacticoop? E para as explorações pecuárias da região da Ria de Aveiro? Para a LP melhorar a rentabilidade dos serviços de inseminação artificial, tornando mais eficiente não só externamente mas também internamente o tratamento da informação e fornecimento de dados, demonstrando assim aos associados da Lacticoop que a empresa, através de novas tecnologias, pretende fornecer aos seus associados dados importantes para a gestão técnico-económica das suas explorações leiteiras por forma a que os mesmos possam tirar maior proveito dos seus animais. Aproveitando este mesmo sistema e com a prática diária, este poderá ser enriquecido cada vez mais não só com a informação para a empresa como para os seus clientes. QUARTA-FEIRA, 28 de Julho de 2004 11 PIAR informa cidadãos Seis projectos - INFORDICO, BibRia, MEMDigital, P@Z, AAD-TA e PIAR - foram aprovados, no primeiro concurso do Programa Aveiro Digital 2003-2006, na área de intervenção Informação, Cultura e Lazer, com um orçamento global de 2,15 milhões de euros. O Projecto PIAR, já em franco desenvolvimento em Aveiro, Ílhavo e Estarreja, vai difundir informação variada em painéis electrónicos espalhados por aqueles concelhos. Vasco Lagarto, da Terra Nova - Cooperativa de Radiodifusão e Acção Cultural, entidade gestora do projecto, explicou ao Diário de Aveiro a utilidade do PIAR A informação pública disponibilizada pelo projecto PIAR, já está visível na rede de painéis em Ílhavo e Aveiro. Explique-nos os objectivos e a abrangência geográfica do Projecto? O projecto PIAR estende-se por três áreas concelhias, nomeadamente pelos Concelhos de Ilhavo, Aveiro e Estarreja, com um total de 27 painéis. Destes 27 painéis, 10 encontram-se no concelho de Ilhavo, 10 no Concelho de Aveiro e 7 no de Estarreja. A sua localização exacta é definida por cada Câmara Municipal. O principal objectivo do projecto é implementar um meca- Projecto PIAR em Aveiro nismo que, complementando outros já existentes, leve informação ao cidadão. O PIAR tira partido das potencialidades da Rádio e da Internet, criando os mecanismos necessários para levar a informação, de forma visual, ao cidadão que circula no espaço urbano. Da internet retira a facilidade de "publicação" e da rádio a "rapidez" de comunicação e a funcionalidade de "difusão simultânea". A execução do PIAR tem enfrentado problemas? Quais? Qualquer projecto tem as suas dificuldades ou melhor dizendo os seus desafios. O PIAR não foge à regra! No PIAR existem dois grandes desafios: um desafio de cariz tecnológico e um outro relacionado com a sua dimensão. No Projecto PIAR em Ílhavo campo tecnológico, embora existam riscos, trata-se de um risco controlado. Sabemos o que queremos e temos uma ideia mais ou menos precisa de como lá chegar. A dimensão do projecto e as metas que colocámos como objectivos, obriga a investimentos elevados. Estas decisões não foram simples e realmente constituem um risco! Mas acreditamos no projecto! E porque acreditamos, conseguimos convencer algumas entidades a financiarem o investimento inicial que obrigatoriamente tínhamos que fazer para que os resultados se conseguissem alcançar dentro dos prazos. Para além disso, uma das dificuldades ou melhor dizendo uma das questões mais delicadas tem realmente sido a escolha dos locais para a instalação dos painéis, conciliando toda uma série de factores: impacto visual, existência de energia eléctrica,... Quais as metas e datas críticas mais importantes do projecto? Em termos formais, a meta exterior visível mais importante consistia em instalar 10 painéis até ao início do Euro 2004. E realmente tal objectivo foi conseguido com 7 painéis instalados no Concelho de Ilhavo e 4 no Concelho de Aveiro. Em termos de metas exteriormente menos visíveis, não há dúvida que a implementação do "Back-office" é a meta de maior importância. Este módulo é um dos mais críticos para que a informação se possa publicar, de forma automática, nos painéis instalados. Neste momento existe já uma versão que implementa as funcionalidades básicas necessárias ao funcionamento do sistema mas que ainda não permite uma utilização fácil por um utilizador sem uma forte base de conhecimento tecnológico, o que não é realmente o objectivo do projecto. No PIAR pretende-se uma utilização fácil e simples, sem necessidade de recorrer a conhecimentos profundos de informática. E quantos pretendem instalar este ano? Até final do ano de 2004, é objectivo do PIAR ter 20 painéis instalados a serem actualizados remotamente já com uma versão mais amigável do "Back-office". A partir de aí, há que melhorar alguns dos processos, nomeadamente o 12 QUARTA-FEIRA, 28 de Julho de 2004 processo de gestão de envio de informação. Os primeiros tempos de utilização vão precisamente fornecer a necessária informação estatística que nos permitirá optimizar a utilização da "largura de banda" e de melhorar a fiabilidade do sistema. Qual será a natureza da informação a difundir e qual é o modelo de gestão e operação dos serviços PIAR? A informação a transmitir através do PIAR é bastante abrangente. Teremos notícias com base no trabalho informativo da Rádio Terra Nova, informações sobre eventos de carácter cultural, informações de carácter municipal, informações genéricas (prazos de pagamento de impostos, ...), informações de trânsito,....e publicidade, importante fonte de rendimento para suportar a operação do sistema. Para além disso, o sistema estará preparado para poder ser usado, em conjunção com outros, em situações de emergência que impliquem a activação do serviço de protecção civil, veiculando informação de ajuda ao cidadão. Uma componente importante para que o sistema seja útil é que haja conteúdos actualizados. A inserção de conteúdos é feita de duas formas; de forma automática, recolhendo directamente da página web de alguns dos parceiros do projecto a informação a publicar, ou de forma manual. Neste último caso, o acesso será sempre via Web, validado com nome de utilizador e palavra chave. Dê-me um exemplo... A título de exemplo, no caso da informação Terra Nova, os painéis apresentarão sempre as últimas 5 notícias existentes em www.terranova.pt. Esta apresentação cessa desde que as notícias tenham sido inseridas há mais do que um determinado tempo. Neste caso são automaticamente substituídas por informação "intemporal". O espaço informativo existente em cada painel é gerido, em partes iguais (50%), pela Terra Nova e pela autarquia na qual se encontra localizado o painel, de acordo com um conjunto de regras acordadas entre os parceiros. Qual a utilidade do PIAR para as entidades envolvidas no Projecto e para os cidadãos em geral? De uma forma simples, poderemos dizer que a grande vantagem que cada parceiro tem é a de levar as suas mensagens, de forma rápida e fácil, ao cidadão que circula na rua. Realmente, basta chegar à internet e publicar (respeitando o "código de conduta" estabelecido) a informação! Alguns minutos depois estará na rua. Para o cidadão em geral, o PIAR oferece mais um meio para tomar conhecimento do que vai acontecendo à sua volta, suscitando, possivelmente, a sua curiosidade para aprofundar o seu conhecimento sobre alguns dos temas ou o seu envolvimento em alguma das actividades, vivendo de forma mais activa o seu compromisso de cidadão. FEDER/FSE