MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR DIRETORIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA PRESENCIAL – DEB ANEXO II EDITAL Nº 001/2011/CAPES PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA - PIBID DETALHAMENTO DO SUBPROJETO (Licenciatura) 1. Nome da Instituição 2. UF Universidade Estadual do Ceará Ceará 3. Subprojeto de Licenciatura em: Ciências Biológicas 4. Número de bolsistas de iniciação à docência participantes do subprojeto: 5. Número de Supervisores participantes do subprojeto: 16 bolsistas de iniciação à docência 02 professores supervisores 6. Número de Escolas 02 7. Coordenador de Área do Subprojeto: Nome: Ricardo Rodrigues da Silva CPF: Departamento/Curso/Unidade: Curso de Ciências Biológicas / Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Iguatu Endereço residencial: CEP: Telefone: E-mail: [email protected] Link para o Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7753850674104214 8. Plano de Trabalho A formação do educador no cenário contemporâneo se configura como um processo multicultural e contínuo em direção ao crescimento pessoal e profissional, a partir da valorização dos saberes e competências e da relação entre teoria e prática. A imagem tradicional do professor como “proprietário” do saber cedeu lugar para a concepção deste profissional como mediador da construção do conhecimento, tendo a função de organizar, coordenar e criar situações de aprendizagem desafiadoras e significativas. Este deslocamento tem gerado implicações e desafios de distintas ordens, sendo impulsionado, sobretudo, pelas transformações científicas e tecnológicas que ocorrem no mundo de hoje e que exigem mudanças em praticamente todas as esferas sociais. Neste cenário, inquietações diversas têm surgido no setor educacional organizado no sentido de estabelecer orientações para a formação dos profissionais responsáveis por renovar o processo educativo nas instituições escolares. Com base no estágio atual do ensino brasileiro e nos debates em torno das medidas necessárias para que a escola desempenhe adequadamente sua função na formação de cidadãos, a Biologia desponta como uma das disciplinas mais relevantes e merecedoras de atenção dos alunos, desde que sejam traçadas metas e adotados meios direcionados para tal fim (KRASILCHIK, 2008, p. 11). Sediada no município de Iguatu, na região Centro-Sul do Estado do Ceará, a cerca de 380 km de Fortaleza, a Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Iguatu (FECLI) é uma unidade da Universidade Estadual do Ceará (UECE) que oferece atualmente cinco cursos de graduação na modalidade licenciatura: Ciências Biológicas, Matemática, Física, Pedagogia e Letras. Sua principal missão é a excelência na formação do pessoal docente para atuar na educação básica das redes municipal, estadual e particular de educação dos municípios da região, bem como a divulgação científica e popularização da ciência. O Curso de Licenciatura Plena em Ciências Biológicas da FECLI está em sintonia com as exigências das transformações científicas e tecnológicas contemporâneas. Dessa forma, e tendo em vista também o atendimento às recomendações do marco legal vigente - especialmente das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena (Resolução CNE/CP Nº 1, de 18 de fevereiro de 2002), o Curso de Ciências Biológicas da FECLI procura satisfazer as necessidades de formação e qualificação profissional de professores para atuarem na Educação Básica da região. A docência é uma atividade profissional complexa, uma vez que requer saberes diversificados. Em decorrência disso, é necessário reconhecer que os saberes que sustentam a docência requisitam uma formação profissional dentro de uma perspectiva teórica e prática (VEIGA; D’ÁVILA, 2008, p. 20). O biólogo licenciado na FECLI tem sua formação orientada pelo propósito da construção de competências profissionais que o capacitem a responder adequadamente aos diferentes desafios a serem enfrentados quando da sua atuação. Tais competências podem ser compreendidas como a capacidade de mobilizar múltiplos recursos, entre estes os conhecimentos teóricos e as experiências da vida profissional e pessoal, tendo em vista a sua aplicação em situações concretas de trabalho. Todavia, o Curso de Licenciatura Plena em Ciências Biológicas não tem despertado tanto interesse no público que busca ingresso no ensino superior de Iguatu. Este fato pode ser comprovado pelos índices das concorrências dos vestibulares realizados no último triênio. De acordo com dados da Comissão Executiva do Vestibular (CEV) da UECE, considerando os dois últimos processos seletivos ocorridos entre os anos de 2008 e 2010 para o Curso de Ciências Biológicas da FECLI, turno diurno, verificou-se uma relação média candidato/vaga de 2,81; no mesmo intervalo, o Curso de Ciências Biológicas da unidade da UECE em Itapipoca, turno diurno, teve uma relação média candidato/vaga de 21,6. Se considerada a oferta de vagas para o turno noturno, a situação não é diferente. No último vestibular para o Curso de Ciências Biológicas da FECLI, turno noturno, a relação candidato/vaga foi de 5,53; o último processo seletivo para turno noturno do Curso de Ciências Biológicas da unidade da UECE em Crateús teve uma relação candidato/vaga de 18,4. Esta não é a única evidência de que devem ser apresentados mais incentivos pelos cursos de licenciatura. É comum constatar que, ao ingressar na licenciatura, muitos alunos não se identificam com a carreira docente e terminam por confirmar, ao longo de todo o curso, o desinteresse por tal ofício. Diante do exposto, o presente subprojeto, intitulado Ensino, aprendizagem e pesquisa como elementos de iniciação à docência em Biologia, objetiva fundamentalmente: a) Promover o fortalecimento da formação acadêmica dos licenciandos em Ciências Biológicas da FECLI por meio do contato com a prática docente, da investigação centrada na escola, do debate, da reflexão e da argumentação de idéias; b) Incentivar nos licenciandos em Ciências Biológicas da FECLI o desenvolvimento de atitudes baseadas em entusiasmo, ética, postura profissional, responsabilidade e predisposição para ensinar e aprender; c) Desenvolver nos licenciandos em Ciências Biológicas da FECLI uma postura crítica, reflexiva, criativa e dialógica no exercício da prática docente; d) Possibilitar aos licenciandos em Ciências Biológicas da FECLI a apropriação de metodologias de ensino adequadas à didática das Ciências da Natureza; e) Permitir aos licenciandos em Ciências Biológicas da FECLI a identificação dos temas centrais que orientam o estudo da Biologia, bem como sua contextualização, transdisciplinaridade e transversalidade; f) Fomentar o desenvolvimento da cultura científica nas escolas através da integração entre princípios universais do conhecimento biológico e o saber regional, valorizando a relação entre senso comum e conhecimento científico; g) Desenvolver, com base nos problemas presentes no ensino de Biologia nas escolas participantes do subprojeto, práticas inovadoras visando à melhoria das situações problemáticas presentes no cotidiano docente nessa área. h) Valorizar a sala de aula como um espaço privilegiado para a interação de relações humanas. 8.1 Fundamentação teórica O processo de formação do docente ocorre em espaços e tempos variados longo da vida, passa pela licenciatura e se concretiza no mundo de trabalho, conforme tem sido evidenciado por diversas pesquisas (NOVOA, 1992; CAVACO, 1995; CATAN; BUENO; SOUSA, 2000; QUADROS et al., 2005). O somatório das experiências vividas no decorrer desse percurso resulta na modelagem do profissional educador e será evidenciado na postura adotada pelo professor na escola, diante da comunidade escolar. No sentido formal, docência é o trabalho dos professores; na realidade, estes desempenham um conjunto de funções que ultrapassam a tarefa de ministrar aulas. As funções formativas convencionais, como ter um bom conhecimento sobre a disciplina e sobre como explicá-la, foram tornando-se mais complexas com o tempo e com o surgimento de novas condições de trabalho (VEIGA; D’ÁVILA, 2008, p. 13). O perfil da profissão docente vai sendo delineado conforme o professor articula conhecimento teórico-acadêmico à vivência no ambiente escolar e às reflexões sobre sua prática, na tentativa de superar o modelo da racionalidade técnica (LIMA, 2008, p. 143). É notório que o contato com a realidade da escola traz uma significativa contribuição para o professor, uma vez que apresenta a ele situações em que toda a sua preparação é colocada à prova. O ato de educar o futuro profissional para o exercício do magistério constitui a essência formação de professores. Isso envolve uma ação a ser desenvolvida com alguém que vai desempenhar a várias tarefas conectadas, como: educar, ensinar, aprender, pesquisar e avaliar (VEIGA; D’ÁVILA, 2008, p. 15). A sala de aula corresponde a um espaço socialmente instituído e que se diferencia dos demais pelo tipo de atividade nela desenvolvida. É nesse espaço que acontece a interação entre professor e estudantes, sendo este o momento em que as práticas educativas se configuram, entrelaçando tudo aquilo que subjetivou e subjetiva cada um dos sujeitos que ali se encontra. Ao optarem realizar um determinado curso de graduação, os jovens já têm, provavelmente, concepções formadas acerca da profissão e, durante o curso, irão se confrontar com outros pontos de vista, outras possibilidades, outras formas de pensar. Esse conjunto de opiniões que os discentes trazem sobre o próprio exercício profissional pode tanto se manter como ser modificado ao longo da formação. Quadros et al. (2010, p. 294) afirmam que tal processo é ainda mais marcante para o aluno de licenciatura, que é formado no mesmo “espaço” no qual irá atuar, ou seja, na sala de aula. Portanto, é possível perceber que a sala de aula assume duas dimensões essenciais na vida do professor: espaço de formação e espaço de trabalho. A compreensão da importância do papel da docência tem implicações diretas sobre o processo de formar professores, uma vez que essa análise propicia um aprofundamento científico-metodológico que vai se refletir na capacitação desses profissionais para enfrentar questões fundamentais da escola como instituição social. Esta é uma prática que, por sua vez, requer a aplicação ideias, reflexões e criticas (VEIGA; D’ÁVILA, 2008, p. 14). No campo do processo de ensino e de aprendizagem merece destaque a capacidade de o aluno perceber e ponderar sobre o seu próprio desempenho. O resultado que essas táticas podem desencadear, seja para uma progressão da aprendizagem, seja para a autorregulação, tem sido cada vez mais reconhecido pelos educadores. Pesquisas nas áreas de práticas educacionais e didática das ciências apontam para a necessidade de se repensar as formas de abordagem dos conteúdos, proporcionando ao aluno a utilização de diversas estratégias de ensino, o que pode ampliar a sua rede de significados (ZUANON; DINIZ, 2004, p. 115). O professor, em sua formação, deve ter a atenção despertada para a necessidade de articular conceitos metodológicos com o dinamismo da rotina em sala de aula. Como exemplo dessa situação, pode ser citado o acelerado ritmo de veiculação de informações nos diversos setores da sociedade, fato que se reflete em sala de aula - especialmente em decorrência da utilização da rede mundial de computadores - exigindo do professor rapidez em assimilar novas informações e recontextualizar a abordagem dos conteúdos em sua disciplina. Os processos de formação devem possibilitar a emergência de um professor atento e implicado no seu processo de construção de conhecimento de forma mais interativa e reflexiva, construindo novos significados para os dilemas que surgem cotidianamente nos cenários pedagógicos, que nos apresentam alunos que aprendem em vários espaços de aprendizagem e que já pensam em rede, exigindo da escola e consequentemente dos professores uma postura diferente (ALVES, 2008, p. 155). Por conta disso, é importante destacar que novo cotidiano vem se construindo nas universidades públicas brasileiras, que reflete as transformações por que passa a sociedade de uma forma geral - e mais especificamente, as que foram introduzidas no mundo do trabalho. Essas modificações são carreadas, dentre outros processos, pelo avanço das tecnologias da informação e pelo processo mais geral de globalização (MANCEBO, 2007, p. 74). Da mesma forma que nas pesquisas, os cursos de formação de professores precisam reorientar as relações entre teoria e prática docente, visando identificar quais conhecimentos são aprimorados pelo professor nesse percurso. Para que essa determinação seja concretizada é importante investigar situações problemáticas presentes na ação docente e seu impacto nas tomadas de decisão e, por conseguinte, no processo de aprendizagem como professor (LIMA, 2008, p. 143). É importante salientar que não há uma proposta única que solucione a complexidade dos problemas enfrentados no terreno da formação docente. Em razão disso, o trabalho nesse campo só pode avançar a partir do momento em que tentativas e alternativas de melhoria se abram para as críticas na busca da superação de seus limites e entraves (SANTOS, 2004, p. 1151). Chassot (2003, p. 90) afirma que “em face às modificações recentes de interação da escola com o meio externo, deve-se reivindicar para a escola um papel mais atuante na disseminação do conhecimento”. Com relação à formação cidadã, ética e crítica do aluno da Educação Básica, “a Biologia tem grande contribuição a dar. Também aqui, certamente, a aproximação do conteúdo específico com a realidade do aluno trará maior eficácia ao aprendizado” (BRASIL, 2006, p. 38). O ensino de Biologia, assim como seu desenvolvimento, deve ser pensado e executado tendo por base as finalidades do ensino médio expressas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (BRASIL, 1996), nos seguintes termos: Art. 35º. O ensino médio, etapa final da educação básica, com duração mínima de três anos, terá como finalidades: I - a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos; II - a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores; III - o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico; IV - a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina. Acredita-se que a formação biológica contribua para que cada indivíduo tenha a capacidade de entender com segurança as explicações atualizadas de conceitos e fenômenos biológicos, a importância de conhecimentos científicos e tecnológicos no contexto atual da sociedade, bem como o interesse pelos seres vivos em geral. Essas informações devem colaborar, ainda, para que o cidadão desenvolva a habilidade de utilizar o conhecimento adquirido ao adotar posicionamentos e atitudes de interesse individual e coletivo, de forma ética e responsável considerando o papel do homem na natureza (KRASILCHIK, 2008, p.11). O trabalho docente mostra-se um espaço privilegiado para a compreensão das transformações atuais do mundo do trabalho, por se constituir em uma profissão de interações humanas que objetiva mudar ou melhorar a situação humana das pessoas, qual seja, um trabalho interativo e reflexivo com as pessoas, sobre as pessoas e para as pessoas. (FELDMANN, 2009, p. 76). O ensino da Biologia deve enfrentar alguns desafios como possibilitar ao aluno a participação nos debates contemporâneos que exigem conhecimento biológico e formar o indivíduo com um sólido conhecimento de Biologia e com raciocínio crítico. O grande desafio do professor é possibilitar ao aluno desenvolver as habilidades necessárias para a compreensão do papel do homem na natureza (BRASIL, 2006, p. 17-18). Mesmo com tantos argumentos favoráveis a renovação das práticas de ensino de Biologia, constata-se que nem sempre os professores encaminham-se nessa direção, desenvolvendo iniciativas inovadoras para explorar com seus alunos todas as possibilidades disponíveis para o efetivo aprendizado de conteúdos biológicos. Como assinala Krasilchik (2008): A observação de aulas de biologia revela que o professor fala, ocupando, com preleções, cerca de 85% do tempo. Os 15% restantes são preenchidos por períodos de confusão e silêncio e pela fala dos estudantes que na maior parte das vezes consiste em pedidos de esclarecimentos sobre as tarefas que devem executar. [...] os jovens não têm grandes oportunidades de melhorar sua capacidade de expressão, pois como os professores não os ouvem, não ficam sabendo como eles falam e o que pensam. Uma mudança que se impõe é a substituição de aulas expositivas por aulas em que se estimule a discussão de ideias, intensificando a participação dos alunos, por meio de comunicação oral, escrita ou visual (KRASILCHIK, 2008, p. 58). Parte desse problema pode ter como causa a falta de um contato mais ativo do professor com o ambiente escolar ao longo de sua formação, o que resultaria em incertezas quanto ao exercício profissional. Para reverter esse quadro, a aula expositiva, representação típica do ensino informativo, centrado no professor, pode ser modificada pela introdução de discussões nas aulas - as exposições dialogadas. Perguntas intercaladas na exposição são motivadoras para os alunos, servindo para controlar e ganhar sua atenção; além disso, auxiliam no raciocínio e apresentam aos alunos muitos questionamentos em lugar de limitá-los a ouvir apenas os do professor. Contudo, não é usado pelos professores o recurso do questionamento em classe devido ao temor de que, de algum modo, sua autoridade seja abalada e haja perda da segurança e do poder garantidos pelas aulas expositivas (KRASILCHIK, 2008, p. 58). Dentre as funções do professor está possibilitar que, ao acessar informações, o aluno tenha condições de decodificá-la, interpretá-la e, a partir daí, emitir um julgamento. Se por um lado, temas próprios da Biologia fazem parte cada vez mais do dia-a-dia das pessoas e das decisões que devem tomar, individual ou coletivamente, por outro existe um grande distanciamento entre a realidade dos alunos, da sala de aula e do próprio professor e a forma como se pretende que a apropriação desse conhecimento se faça. Isso diz respeito não somente à maneira como assuntos e conteúdos são apresentados, mas também às condições estruturais e pedagógicas para fazê-lo (BRASIL, 2006, p. 3334). Para estimular a participação ativa dos alunos na sala de aula, a primeira providência deve ser a criação de um clima de liberdade na sala, em que os professores ouvem e levam em consideração diferentes concepções e posicionamentos. Após os alunos observarem que sua participação é bemvinda, uma série de comportamentos que podem ser coercitivos no início do curso, momento em que o professor não é bem conhecido, deixam de ter esse efeito porque então todos já se conhecem e respeitam (KRASILCHIK, 2008, p. 58). Esse processo somente é possível quando o professor tem segurança com relação à sua atuação junto aos alunos. Essa postura pode ser favorecida por iniciativas que estimulem os professores, no seu processo de formação, a explorar toda a potencialidade de seu exercício profissional. É nessa perspectiva que pretende caminhar este subprojeto, cujo Plano de Trabalho orienta-se pela idéia de aprender e ensinar pela pesquisa, concretizando-se por meio de ações diversificadas (conforme detalhado no item 10) permeadas pelos propósitos dos círculos de melhorias presentes na Proposta Institucional da UECE, a saber: conhecer a prática docente; pensar a prática docente e seus dilemas; renovar a prática docente. Articulado pelo movimento dessa tríade, que somente para efeito de explicitação se separa, este subprojeto espera fomentar uma aprendizagem significativa do trabalho do professor para os licenciandos (bolsistas de iniciação à docência) e para os próprios coformadores, professores da escola básica, uma vez que ao participarem desse processo colaborativo de desenvolvimento profissional terão a oportunidade de reverem-se como docentes (formação continuada e em serviço). 9. Nome e endereço das escolas da rede pública de Educação Básica (listar todas participantes do subprojeto institucional) Nº de alunos matriculados na escola considerando apenas o Nível de Licenciatura Último IDEB (quando houver) Nome: E.E.M Liceu de Iguatu Dr. José Gondim Código INEP: 23241489 Ensino Médio – 980 - Endereço: Rua 25 de março, s/n – Brasília, Iguatu/CE. CEP Nome: EEFM Antônio Albuquerque de Souza Filho Código INEP: 23142375 Endereço: Rua Pe. Patrício s/n – Vila Centenário, Iguatu/CE. CEP Ensino Médio - 339 - 10. Ações Previstas As ações planejadas para o presente subprojeto, tendo em vista dos círculos de melhoria previstos na Proposta Institucional, podem ser assim relacionadas: a. Seleção dos bolsistas de iniciação à docência e de bolsistas supervisores; b. Promoção de melhoria na formação inicial de licenciandos em Ciências Biológicas da FECLI; c. Valorização da carreira docente no âmbito de atuação do profissional Biólogo; d. Realização de reuniões de planejamento bimestrais das atividades e de estudo entre coordenadores de área e coordenador institucional; e. Divulgação do subprojeto para as comunidades escolares, bolsistas de iniciação à docência e professores supervisores; f. Realização de reuniões sistemáticas com os bolsistas supervisores e os bolsistas de iniciação à docência para discutir as atividades desenvolvidas, as situações acompanhadas na escola, os problemas presentes no ensino e modos de intervenção visando sua melhoria; g. Realização de diagnóstico do ensino de Biologia nas escolas participantes sobre condições de oferta do ensino, aspectos socioeconômicos dos alunos e professores, hábitos de estudo dos alunos, formação e prática dos professores, gestão da aprendizagem, problemas e temáticas sociais que podem influenciar na aprendizagem do conhecimento biológico por parte dos estudantes, dentre outros aspectos; h. Desenvolvimento de grupos de trabalho voltados para o reforço e o estímulo à compreensão de conceitos e temas básicos de Biologia; i. Realização de aulas de campo e laboratoriais que possibilitem ampliar o entendimento dos fenômenos biológicos; j. Desenvolvimento de grupos de pesquisa sobre a prática pedagógica no ensino de Biologia e seus desafios; k. Produção de material didático alternativo para o ensino de Biologia; l. Elaboração e desenvolvimento de página eletrônica e/ou blog para divulgação do subprojeto na rede mundial de computadores; m. Elaboração e desenvolvimento de minicursos sobre temas, metodologias, recursos didáticos e práticas no ensino de Biologia para professores que atuam em escolas de Ensino Médio do município de Iguatu e região; n. Promoção de troca de experiências entre as escolas participantes do PIBID-Ciências Biológicas FECLI/UECE e demais escolas de Ensino Médio do município de Iguatu e região; o. Produção de trabalhos científicos com participação dos bolsistas de iniciação à docência, docentes da universidade e professores supervisores; p. Participação em eventos científicos específicos da área e relacionados ao ensino e a formação de professores; q. Orientar trabalhos monográficos sobre o ensino de Biologia e a formação de professores nesse campo; r. Organizar uma obra sobre o ensino de Biologia conjuntamente com os três subprojetos dessa área; s. Elaboração de relatórios parciais sobre o desenvolvimento do subprojeto; t. Avaliação e elaboração de relatório final do subprojeto com a participação de toda a equipe executora do subprojeto; u. Produção de documento sobre a realização do PIBID-Ciências Biológicas FECLI/UECE. 11. Resultados Pretendidos a. Fortalecimento da formação inicial de 14 licenciandos em Ciências Biológicas da FECLI; b. Valorização da carreira docente no âmbito de atuação do profissional Biólogo mediante o incremento da formação inicial de 14 licenciados e da formação continuada de 02 professores da escola básica; c. Realização de 24 reuniões de planejamento das atividades e de estudo entre coordenadores de área e coordenador institucional; d. Execução de um seminário em cada escola participante visando a divulgação do subprojeto para a comunidade; e. Realização de 04 reuniões bimestrais com os bolsistas supervisores e os bolsistas de iniciação à docência para discutir as atividades desenvolvidas, as situações acompanhadas na escola, os problemas presentes no ensino e modos de intervenção visando sua melhoria; f. Elaboração de 01 relatório diagnóstico das 02 escolas participantes do PIBID-Ciências Biológicas FECLI/UECE; g. Realização, durante 20 meses de vigência do subprojeto, de aulas de reforço para estudantes do Ensino Médio das escolas sobre conceitos e temas básicos de Biologia; h. Realização 06 aulas de campo e laboratoriais com o objetivo de ampliar o entendimento dos estudantes do Ensino Médio sobre os fenômenos biológicos; i. Elaboração e publicação em periódico de 04 artigos completos em parceria com os professores supervisores sobre a prática pedagógica no ensino de Biologia e seus desafios; j. Produção, em cada escola participante, de um kit de materiais didáticos alternativos para o ensino de Biologia; k. Criação de 01 blog para divulgação do PIBID-Ciências Biológicas na rede mundial de computadores, integrando os subprojetos em desenvolvimento nessa área no âmbito da UECE; l. Execução de 04 minicursos sobre temas, metodologias, recursos didáticos e práticas no ensino de Biologia para professores que atuam em escolas de Ensino Médio do município de Iguatu e região; m. Execução de 04 oficinas para troca de experiências entre as escolas participantes do PIBIDCiências Biológicas FECLI/UECE e demais escolas de Ensino Médio do município de Iguatu e região; n. Produção de 14 resumos, 07 pôsteres e 04 artigos completos pelos bolsistas de iniciação à docência em co-autoria com a coordenação de área e os professores supervisores; o. Participação em 5 eventos científicos específicos da área e relacionados ao ensino e a formação de professores; v. Organizar 01 obra sobre o ensino de Biologia com a participação dos professores supervisores e em articulação com os demais subprojetos em desenvolvimento na área na UECE p. Realizar a orientação de, no mínimo, 05 monografias de conclusão de curso com a colaboração dos 02 professores supervisores, seja como coorientadores, seja nas bancas examinadoras; q. Elaboração, durante 24 meses de vigência do subprojeto, de relatórios parciais sobre o desenvolvimento do subprojeto; r. Realização de avaliação interna do subprojeto com elaboração de 01 relatório; s. Elaboração de 01 obra sobre o ensino de biologia com a participação dos professores supervisores da FECLI e em articulação com os demais subprojetos em desenvolvimento na área na UECE. 12. Cronograma específico deste subprojeto Atividade Mês de início Mês de conclusão a. Seleção dos bolsistas de iniciação à docência e de bolsistas supervisores 01 01 b. Promoção de melhoria na formação inicial de licenciandos em Ciências Biológicas da FECLI 01 24 c. 01 24 d. Realização de reuniões de planejamento bimestrais das atividades e de estudo entre coordenadores de área e coordenador institucional; 01 23 e. Divulgação do subprojeto para as comunidades escolares, bolsistas de iniciação à docência e professores supervisores; 01 02 Realização de reuniões sistemáticas com os bolsistas supervisores e os bolsistas de iniciação à docência para discutir as atividades desenvolvidas, as situações acompanhadas na escola, os problemas presentes no ensino e modos de intervenção visando sua melhoria; 01 23 g. Realização de diagnóstico do ensino de Biologia nas escolas participantes sobre condições de oferta do ensino, aspectos socioeconômicos dos alunos e professores, hábitos de estudo dos alunos, formação e prática dos professores, gestão da aprendizagem, problemas e temáticas sociais que podem influenciar na aprendizagem do conhecimento biológico por parte dos estudantes, dentre outros aspectos 01 04 h. Desenvolvimento de grupos de trabalho voltados para o reforço e o estímulo à compreensão de conceitos e temas básicos de Biologia 05 24 f. Valorização da carreira docente no âmbito de atuação do profissional Biólogo; i. Realização de aulas de campo e laboratoriais que possibilitem ampliar o entendimento dos fenômenos biológicos 03 22 j. Desenvolvimento de grupos de pesquisa sobre a prática pedagógica no ensino de Biologia e seus desafios 06 24 k. Produção de material didático alternativo para o ensino de Biologia 05, 10, 15 e 20 05, 10, 15 e 20 l. Elaboração e desenvolvimento de página eletrônica e/ou blog para divulgação do subprojeto na rede mundial de computadores 04 24 m. Elaboração e desenvolvimento de minicursos sobre temas, metodologias, recursos didáticos e práticas no ensino de Biologia para professores que atuam em escolas de Ensino Médio do município de Iguatu e região 06, 12, 18 e 22 06, 12, 18 e 22 n. Promoção de troca de experiências entre as escolas participantes do PIBID-Ciências Biológicas FECLI/UECE e demais escolas de Ensino Médio do 06, 12, 18 e 22 06, 12, 18 e 22 município de Iguatu e região o. Produção de trabalhos científicos com participação dos bolsistas de iniciação à docência, docentes da universidade e professores supervisores 06, 12 e 18 06, 12 e 18 p. Participação em eventos científicos específicos da área e relacionados ao ensino e a formação de professores 06, 12 e 18 06, 12 e 18 5 24 4 24 q. Orientar trabalhos monográficos sobre o ensino de Biologia e a formação de professores nesse campo r. Organizar uma obra sobre o ensino de Biologia conjuntamente dos três subprojetos dessa área. s. Elaboração de relatórios parciais sobre o desenvolvimento do subprojeto 06 22 t. Avaliação interna do subprojeto com elaboração de relatório 22 24 06 24 u. Produção de documento sobre a realização do PIBID-Ciências Biológicas FECLI/UECE 13. Previsão das ações que serão implementadas com os recursos do Projeto Institucional – a proposta deverá ser detalhada, pois será usada como parâmetro durante toda a vigência do convênio. A verba de custeio será destinada para: Aquisição de materiais para contribuir na formação dos participantes do subprojeto; Aquisição de materiais de consumo diversos para desenvolvimento das ações previstas no subprojeto; Pagamento de passagens e diárias para participação em eventos científicos; Pagamento de serviço de terceiros (físico e jurídico) para desenvolvimento das ações previstas no subprojeto. 14. Referências (Outras informações relevantes) ALVES, L. 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