A RESPONSABILIDADE SOCIAL E O SEU IMPACTO ESTRATÉGICO NA GESTÃO
DOS PROJETOS DO PARQUE DAS NAÇÕES (LISBOA) E DO PORTO DIGITAL
(RECIFE)
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
MAURO ORENGO
FERNANDO ABREU
Santa Maria – RS
2009
SUMÁRIO
RESUMO ..................................................................................................................................
1 INTRODUÇÃO .....................................................................................................................
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2 JUSTIFICATIVA ...................................................................................................................
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3 DESENVOLVIMENTO ........................................................................................................
3.1 A EVOLUÇÃO DO TERMO RESPONSABILIDADE SOCIAL E SUA APLICAÇÃO ..
3.2 A RESPONSABILIDADE SOCIAL E SEU IMPACTO ESTRATÉGICO NA
GESTÃO EMPRESARIAL .............................................................................................
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3
4 A EMPRESA E OS PROJETOS ............................................................................................
4.1 PROJETOS SOCIAIS DESENVOLVIDOS PELO GRUPO PARQUE EXPO NO
PARQUE DAS NAÇÕES (LISBOA)
4.2 PROJETOS SOCIAIS DESENVOLVIDOS NO PORTO DIGITAL (RECIFE–OLINDA) .
4.3 SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS ENTRE OS DOIS PROJETOS ............................
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9
9
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5 CONCLUSÕES CRÍTICAS ..................................................................................................
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................................
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RESUMO
Este trabalho teve como principal objetivo identificar como as ações de Responsabilidade
Social exerceram um impacto estratégico na gestão dos projetos do Parque das Nações (Lisboa) e
do Porto Digital (Recife – Olinda), ambos concebidos e planejados pela empresa Parque Expo.
Primeiramente, mediante um levantamento bibliográfico, buscou-se definir a evolução do
termo Responsabilidade Social ao longo da história e sua aplicação. Logo a seguir procurou-se
analisar a relação entre Responsabilidade Social e seu impacto estratégico na gestão empresarial.
Depois, ao se caracterizar a organização, detalharam-se aspectos como: história, visão, missão e
questões mais significativas aos respectivos projetos. No último capítulo, apresentaram-se os
programas sociais desenvolvidos em tais projetos, nas cidades de Lisboa (Portugal) e Recife –
Olinda (Brasil). O presente estudo foi desenvolvido e fundamentado com base em pesquisas
bibliográficas em livros, monografias, artigos e consultas na Internet em sites específicos.
Nas considerações finais, concluiu-se que a Responsabilidade Social desempenha um
impacto estratégico no desenvolvimento urbano sustentável pois, por meio da gestão competente
dos projetos, serão geradas várias perspectivas de melhorias para as cidades onde os projetos foram
desenvolvidos. Desse modo, tais cidades tornaram-se mais competitivas, com uma melhor imagem
para disputar novos investimentos, reafirmando e disseminando o seu compromisso sócioambiental.
Palavras-chave: Responsabilidade Social; Estratégia; Sustentabilidade; Desenvolvimento Sustentável
e stakeholders.
1 INTRODUÇÃO
A crescente globalização da economia mundial e a disseminação de conceitos como ética e
Responsabilidade Social produziram um novo perfil de consumidor. Assim, pode-se considerar que
bons produtos e serviços não são mais suficientes para o sucesso do negócio. Outros fatores
merecem destaque, tais como a crise financeira atual, o avanço das comunicações, a pressão de
diferentes grupos de interesse e o aumento da concorrência. Essa conjuntura tornou difícil para
qualquer empresa a postura de restringir-se apenas ao cumprimento de obrigações legais,
despertando nas organizações uma maior preocupação com o desenvolvimento sustentável da
comunidade onde está inserida.
Essa pressão da sociedade, conforme mencionado, exige uma conduta socialmente
responsável por parte das organizações, seja no relacionamento com os diversos públicos de
interesse, seja na formulação de políticas e condutas de Responsabilidade Social. A sustentabilidade
das empresas está cada vez mais relacionada aos seus propósitos, às ações e estratégias junto com
os públicos de interesse e a comunidade e, portanto, frequentemente ligada aos seus investimentos
sociais.
Para as empresas determinadas a realizarem empreendimentos sociais sustentáveis não basta
o investimento financeiro, pois a Responsabilidade Social só pode ser construída sobre bases
sólidas, com o comprometimento de resultados a longo prazo. Exatamente nesse aspecto, percebese de forma determinante a importância da gestão estratégica, na medida em que ajuda a alta
administração a planejar a instituição como um todo, oferecendo aos seus dirigentes alternativas não
só para desfrutar as oportunidades, mas também enfrentar as ameaças impostas pelo ambiente.
Procura-se demonstrar ainda como a gestão empresarial desempenha um papel estratégico
no desenvolvimento de projetos de Responsabilidade Social, visando envolver os principais
stakeholders da organização para que, dessa forma, esta consiga atingir os seus principais objetivos.
Em suma, o presente estudo teve como objetivo geral identificar como as ações de
Responsabilidade Social exercem um impacto estratégico na gestão dos projetos do Parque das
Nações (Lisboa) e do Porto Digital (Recife – Olinda), ambos concebidos e planejados pela empresa
Parque Expo.
Como objetivos específicos, são determinados os seguintes.
conhecer os projetos sociais e/ou programas sociais desenvolvidos pela organização Parque Expo
nos projetos do Parque das Nações e do Porto Digital (Recife – Olinda);
constatar acerca do retorno para as cidades de Lisboa e Recife – Olinda do investimento em
projetos de desenvolvimento urbano sustentável;
delimitar a qual setor compete o planejamento e implantação dos projetos sociais da organização.
No cenário, apresentam-se os dados referentes à entidade escolhida para ser examinada neste
estudo, no caso, a empresa Parque Expo: histórico, visão, missão e questões mais significativas.
Desse modo, o estudo divide-se em três capítulos. Primeiramente, apresenta-se a evolução
do termo Responsabilidade Social e sua aplicação. Logo a seguir, conceitua-se a Responsabilidade
Social e avalia-se seu impacto estratégico na Gestão Empresarial. Depois, são conhecidos os
programas sociais desenvolvidos no Parque das Nações e no Porto Digital.
Nas considerações finais, evidencia-se que os benefícios das ações socialmente
responsáveis, sob a ótica da gestão estratégica, geram uma perspectiva de desenvolvimento urbano
sustentável nos projetos citados e, conseqüentemente, provocam uma melhoria da imagem
corporativa, propiciando, assim, retorno aos acionistas, à sociedade e às cidades onde os projetos
foram implantados.
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2 JUSTIFICATIVA
O presente trabalho justifica-se pela importância atual dos temas Responsabilidade Social e
Gestão Empresarial, visto que os consumidores constantemente estão bem informados e exigentes
quanto à postura social das organizações.
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3 DESENVOLVIMENTO
3.1 EVOLUÇÃO DO TERMO RESPONSABILIDADE SOCIAL E SUA APLICAÇÃO
A Responsabilidade Social tornou-se evidente em 1919, com a decisão da justiça norteamericana no caso de Henry Ford, presidente e acionista majoritário da Ford Motor Company, e seu
grupo de sócios, liderado por Jonh e Horace Dodge, que contestavam a idéia de Ford. Em 1916, o
presidente da empresa, argumentando a realização de objetivos sociais, resolveu não distribuir parte
dos dividendos aos acionistas e investiu na capacidade de produção, no aumento de salários e num
fundo de reserva para a diminuição esperada de receitas devido à diminuição dos preços dos carros.
A suprema Corte de Michigan decidiu a favor dos Dodges, entendendo que as corporações existem
em benefício de seus acionistas e os diretores precisam garantir o lucro, não podendo este ser usado
para outras finalidades. Assim, entendeu-se que Responsabilidade Corporativa e investimento na
imagem da empresa, para atrair consumidores, só poderiam ser feitos quando beneficiassem os
lucros de acionistas (Ashley, 2000).
No decorrer da Segunda Guerra Mundial, a idéia de que a organização deveria responder
apenas aos seus acionistas começou a receber críticas. Estes eram proprietários passivos os quais
abdicavam do controle em prol dos diretores e os últimos poderiam assumir responsabilidades com
os seus públicos. Como os EUA viviam um período de crescimento econômico, expansão de
corporações e faziam emergir seu poder sobre a sociedade, muitas decisões nas cortes americanas
mostraram-se favoráveis às ações filantrópicas (Ashley, 2000).
Outro fato trouxe a público, em 1953, a polêmica sobre a inserção da empresa na sociedade
e suas obrigações: o caso A. P. Smith Manufacturing Company versus seus acionistas, os quais
contestavam a doação de recursos financeiros à Universidade de Princeton. Naquele período, a
justiça estabeleceu a Lei da Filantropia Corporativa, determinando que uma organização poderia
estimular o desenvolvimento social (Ashley, 2000).
Mas, durante a evolução da idéia de Responsabilidade Social, algumas corporações
acreditavam que cabia aos governos, às igrejas, aos sindicatos e às organizações nãogovernamentais o suprimento das necessidades comunitárias, por meio de ações sociais
organizadas, e não às corporações, as quais, na realidade, deveriam satisfazer seus acionistas.
Nos anos 60, os europeus destacaram-se apontando-se problemas sociais e suas possíveis
soluções. Nos Estados Unidos, as empresas já se preocupavam com a questão do meio ambiente e
com a divulgação de suas atividades no campo social.
Na década de 70, o interesse concentrava-se no momento e na maneira pela qual a
organização deveria responder por suas obrigações sociais. A demonstração para a sociedade das
ações empresariais tornavam-se extremamente importantes.
Com uma maior participação de autores, cuja temática enfocava a Responsabilidade Social,
a década de 90 enriqueceu os debates sobre os temas ética e moral nas empresas contribuindo, pois,
de modo expressivo para definir o papel das empresas e a respectiva conceituação de
Responsabilidade Social.
Segundo Srour (2000), a aplicação da Responsabilidade Social em uma corporação conjuga
vários procedimentos. O quadro abaixo ilustra melhor a visão do autor.
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Quadro 1 – A aplicação da responsabilidade social.
Reúne desenvolvimento profissional dos funcionários e co-participação deles em decisões
técnicas, inversões, tanto em segurança como em melhores condições de trabalho, benefícios
sociais e participação nos lucros e nos resultados.
Prescreve a não-discriminação e o tratamento equânime para as muitas categorias sociais que
habitam as organizações.
Implica parceria efetiva entre clientes e fornecedores para gerar produtos e serviços de qualidade
e para assegurar durabilidade, preços competitivos e confiança.
Supõe contribuições para o desenvolvimento da comunidade local e até da sociedade inclusiva,
por meio da implementação de projetos que aumentem o bem-estar coletivo.
Inclui investimentos em pesquisas tecnológicas para inovar processos e produtos, além de melhor
satisfazer os clientes.
Exige a conservação do meio ambiente mediante intervenções não predatórias.
FONTE: Srour (2000).
Em relação aos benefícios sociais, além dos já conhecidos, desenvolvem-se outros tipos nas
empresas mais competitivas, entre eles:
planos de saúde extensivos aos familiares;
tíquetes-refeição e transporte fretado;
liberdade aos empregados para definirem seus próprios horários e possibilidade de trabalharem
em casa;
períodos sabáticos e empréstimos de dinheiro sem burocracia em situações emergenciais;
instalação de creche, escola, restaurante e academia de ginástica no próprio local de trabalho;
fornecimento de serviços que agilizem a vida dos empregados, tais como:
 lavanderia;
 locadora de filmes;
 cabeleireiro e barbeiro;
 conserto de roupas;
 loja de conveniência;
 especialistas para pequenos consertos em casa;
 serviço de assistência psicológica em caso de crises conjugais ou de filhos se envolvendo em
drogas; e
 serviço de orientação para encontrar escolas ou casas de repouso para parentes (Bernardi, apud
Srour, 2000, p. 197).
Esses benefícios são resultantes de uma política de recursos humanos que tem por objetivo
manter em harmonia o trabalho e a família para, dessa forma, tornar mais produtiva a vida
profissional dos colaboradores pois, quando os funcionários se encontram sem nenhum problema
para resolver, sua concentração nas atividades desenvolvidas na empresa é bem melhor.
3.2 A RESPONSABILIDADE SOCIAL E SEU IMPACTO ESTRATÉGICO NA GESTÃO
EMPRESARIAL
Atualmente, a Responsabilidade Social projeta-se como um conceito cada vez mais
significativo para a atuação das organizações pois exerce impactos nos objetivos, nas estratégias e
no propósito de existir da empresa, que não pode ser apenas o de obter lucro. A organização deve
permanentemente estabelecer relacionamentos éticos e transparentes com os diversos públicos para
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a manutenção de sua imagem e credibilidade. Quando uma organização investe em
Responsabilidade Social, ela conquista uma posição estratégica no mercado e aumenta a sua
competitividade em relação aos seus concorrentes. De acordo com Srour (2000), Responsabilidade
Social é, ou deveria ser um assunto estratégico de negócios.
Desse modo, torna-se importante definir o conceito de estratégia como o elemento norteador
das ações da organização ao realizar seus objetivos. Sem uma estratégia, há desperdício de energia,
tempo e recursos em atividades cujos fins ou não interessam à organização ou não são prioridades
naquele instante, desviando o foco de atividades que poderiam conduzir a organização a atingir suas
metas.
Basicamente, estratégia é um conjunto de regras de tomada de decisão para orientação do
comportamento de uma organização. Há quatro tipos de regras: 1) Padrões pelos quais o
desempenho presente e futuro da empresa é medido. Em termos qualitativos, esses padrões são
chamados de objetivos, e, em seu aspecto quantitativo, são chamados de metas; 2) Regras para o
desenvolvimento da relação da empresa com o seu ambiente externo: que produtos e tecnologias a
empresa desenvolverá, onde e para quem os produtos serão vendidos, como a empresa conquistará
alguma vantagem sobre os concorrentes. Esse conjunto de regras é chamado estratégia de produto e
mercado, ou estratégia empresarial; 3) Regras para o estabelecimento das relações e dos processos
internos na organização, sendo que isso é freqüentemente chamado de conceito organizacional; 4)
As regras pelas quais a empresa conduzirá suas atividades do dia-a-dia, chamadas de políticas
operacionais (Ansoff e Mcdonnel, 1993, p. 70).
Assim, pode-se definir estratégia como os objetivos, as metas, a estratégia empresarial, o
conceito organizacional e as políticas operacionais de uma organização. Vale dizer: são as políticas
em relação ao comportamento dela com o mercado em que atua.
Devido aos diferentes significados e usos dados ao conceito de estratégia, o autor citado
dividiu-a em cinco conceitos genéricos: Estratégia como Plano, um guia de ação para o futuro;
Estratégia como Padrão, uma consistência de comportamento ao longo do tempo; Estratégia como
Posição: a localização de determinados produtos em determinados mercados e como obter
vantagem competitiva; Estratégia como Perspectiva, a maneira de peculiar de uma organização agir,
que a identifica e a diferencia das demais; Estratégia como Truque, uma forma de iludir os
adversários (Mintzberg, 2000, p. 16).
No momento em que as estratégias de uma empresa estiverem definidas, as pessoas podem
se concentrar mais para alcançar os objetivos, evitando a perda de tempo em detalhes e questões
menos importantes. As organizações querem se diferenciar umas das outras, obtendo, com isso,
vantagem competitiva.
De acordo com Melo Neto e Froes (1999), os principais benefícios oriundos das ações
sociais das corporações podem ser classificados da seguinte maneira:
ganhos na imagem corporativa;
popularidade de seus dirigentes, que aparecem como verdadeiros líderes empresariais com
destacado senso de cidadania corporativa;
mais apoio, motivação, lealdade, confiança, e desempenho dos seus funcionários e parceiros;
melhor relacionamento com o governo;
maior disposição dos fornecedores, distribuidores e representantes na realização de parcerias com
a organização;
maiores vantagens competitivas (marca conhecida e mais forte);
mais fidelidade dos clientes atuais e melhores chances de conquistar novos clientes.
Tal conjuntura evidencia que as organizações devem procurar exercer a Responsabilidade
Social para aperfeiçoar sua estratégia na gestão empresarial pois, dessa maneira, elas conseguem
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envolver todos os seus colaboradores em torno de um objetivo comum.
Outro aspecto referente a esse ponto, de acordo com Grayson e Hodges (2002), diz respeito
à imposição das forças globais de mudança, as quais exigem novos temas emergentes de gestão
empresarial, a serem divididos em: ecologia e meio ambiente, saúde e bem-estar, diversidade e
direitos humanos, e comunidades. Diante dos enfoques emergentes de gestão, a imagem das marcas
e das corporações são, hoje, aspectos imprescindíveis na capitalização de mercados das
organizações. Todos eles constituem elementos ligados à Responsabilidade Social visto que uma
empresa deve preservar os recursos da natureza, proporcionar qualidade de vida dos seus
colaboradores por meio de planos de benefícios, respeitar a diversidade e as condições de trabalho
em economias emergentes, bem como procurar investir em projetos e/ou programas sociais nas
comunidades onde atuam.
Em relação à ecologia e ao meio ambiente, essas organizações precisam tomar muito
cuidado com o provável impacto no meio ambiente pois o investimento em preservação ambiental,
nas empresas, desempenha relevante função. E, cada vez mais, elas podem ser responsabilizadas
pelo impacto ambiental em todos os estágios do ciclo do produto ou do serviço, onde quer que
atuem no mundo (Grayson e Hodges, 2002, p. 96).
Além disso, há um tema muito importante a ser ressaltado concernente à saúde e ao bemestar das comunidades; portanto, sugere-se às organizações não só a adotarem os melhores padrões
de saúde e segurança no trabalho, mas também a minimizar o impacto de suas atividades com
relação às pessoas que ali vivem, mediante a implementação de projetos sociais responsáveis e
sérios (Grayson e Hodges, 2002, p. 105).
Ao delimitar um local para investir, cabe à empresa levar em consideração os aspectos da
cultura da localidade e as principais políticas da empresa. Ela deve respeitar os direitos humanos e a
diversidade, condenando o trabalho escravo e infantil. Igualmente, é necessário não discriminar
funcionários por motivos de gênero e etnia, portadores do HIV, etc. ou de diferentes etnias
(Grayson e Hodges, 2002, p. 114).
Em se tratando das comunidades, nem sempre elas aceitam naturalmente uma organização.
É necessário mostrar o impacto direto e indireto da empresa na economia a fim de conquistar uma
boa predisposição pois, quando a comunidade torna-se solidária, ela pode contribuir para o êxito do
negócio, da mesma forma que uma comunidade hostil é capaz de fazer subir os custos ou até
mesmo obrigar o encerramento das atividades (Grayson e Hodges, 2002, p. 121).
A responsabilidade social caracteriza-se por uma coerência ética nas suas ações e relações
com os diversos públicos com os quais interage, buscando minimizar os efeitos negativos de suas
atividades e aproveitar as oportunidades existentes para contribuir para o desenvolvimento
sustentável contínuo das pessoas, das comunidades e de suas relações entre si e com o ambiente
(SROUR, 2000, p. 45).
Torna-se necessário, pois, definir o conceito de ética como a parte da Filosofia, a qual estuda
os valores morais e os princípios ideais da conduta humana. A ética opera no plano da reflexão ou
das indagações, estuda os costumes das coletividades e as morais que podem lhes atribuir
consistência.
Uma organização que procura agir com ética, ganha a confiança do mercado e, por
conseqüência, a lealdade dos clientes, um dos públicos mais almejados em qualquer
relacionamento. Internamente, a organização detentora de bons projetos para seus colaboradores
propicia um ambiente estimulante à criatividade.
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4 A EMPRESA E OS PROJETOS
A Parque Expo 98 S.A. concretizou o mais ambicioso projeto de requalificação ambiental e
desenvolvimento urbano do século. A revitalização dos 330 hectares da zona de intervenção, com 5
km de frente para o Rio Tejo, foi projetada com base em um projeto que privilegiou conceitos de
inovação e elevada qualidade.
Figura 1 – Revitalização da Zona de Intervenção.
A missão da Parque Expo consiste em promover a qualidade da vida urbana e a
competitividade do território. Para o cumprimento dessa missão, a empresa realiza operações de
renovação urbana e de revitalização ambiental, valorizando as questões ambientais, socioculturais e
econômicas, numa perspectiva de integração e desenvolvimento sustentável.
Figura 2 – Vista Área do Parque das Nações
A Parque Expo é um instrumento resultante das políticas públicas de ambiente, ordenamento
do território e desenvolvimento regional. Visa, por meio de operações integradas, à mutação do
território de acordo com a óptica da qualidade de vida, do equilíbrio ambiental e da
competitividade.
Depois de um processo participativo, com sugestões dos colaboradores da Parque Expo, foi
elaborado o Código de Ética e Conduta que passou a orientar o comportamento particular e
profissional do todos na organização. Trata-se de um documento o qual reúne um conjunto de
valores, princípios e regras de natureza ética a reger a sua atividade e a permitir: consolidar no
grupo a existência e a partilha de valores e normas de conduta afins, reforçando uma cultura
comum; promover boas relações de confiança entre o grupo Parque Expo e seus diversos parceiros;
reduzir a subjetividade das interpretações pessoais sobre princípios morais e éticos; responder ao
desafio cívico de alicerçar a sociedade em preceitos éticos que respeitem as orientações de empresas
supranacionais.
O Grupo Parque Expo apresentou, pela primeira vez, em 2007, o seu Relatório de
Sustentabilidade. Esse foi um momento importante da evolução do posicionamento do grupo, um
marco que evidencia a sua crescente preocupação e responsabilidade social.
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No segundo Relatório de Sustentabilidade, o grupo assumiu-se como uma organização
responsável e comprometida com o futuro da sociedade, permanentemente empenhada na
perseguição de políticas sócio-ambientais que promovam a qualidade de vida e o bem-estar geral e,
em particular, dos seus colaboradores.
No plano ambiental, destacam-se a atitude pró-ativa e de prevenção para minimizar
impactos ambientais. Por sua vez, na vertente econômica, enfatizou-se a procura da valorização dos
projetos e a promoção da sua competitividade, tendo incluído os respectivos enquadramentos
sociais, políticos, jurídicos e fiscais. Já na dimensão social, buscou-se privilegiar aspectos, como o
diálogo entre a comunidade e as partes interessadas (stakeholders), num incentivo ao exercício da
cidadania e ao fortalecimento da identidade cultural particular e coletiva da sociedade.
Assim, o Grupo Parque Expo orgulha-se de ter acumulado significativas realizações,
correspondendo a importantes passos de solidificação de sua orientação interveniente, de
responsabilidade pública e solidariedade social. Quanto ao retorno para a cidade de Lisboa,
destacam-se aspectos, tais quais valorização imobiliária da área como um todo, geração de
empregos e renda para a comunidade e melhoria da qualidade de vida de seus integrantes. O
planejamento e a implementação dos projetos sociais ficam sob a responsabilidade do Núcleo de
Desenvolvimento Sustentável e Responsabilidade Social, tendo como coordenadora Silvia Ventura,
de acordo com o organograma da empresa Parque Expo.
O Porto Digital é resultado do ambiente de inovação que se consolidou em Pernambuco nas
últimas décadas. Em uma região atrativa para empreendimentos inovadores, instituições, empresas,
universidades e governos fomentaram mudanças econômicas e sociais as quais estão gerando
riqueza, emprego e renda.
O marco zero dessa nova economia é o Porto Digital, definido como o Arranjo Produtivo de
Tecnologia da Informação e Comunicação, com foco no desenvolvimento de software, situado no
Recife, capital de Pernambuco, no Nordeste brasileiro.
Desse município histórico, cenário da segunda invasão holandesa em 1630, escoou a maior
produção de açúcar do Brasil Colonial, tornando-o, por séculos, uma das cidades mais modernas e
importantes do País.
Figura 3 – Maquete Eletrônica do Porto Digital. Recife – Olinda.
Hoje, Pernambuco insinua-se no cenário mundial por seu capital humano,
empreendedorismo e inovação. Emerge dos engenhos de açúcar em direção a uma economia
baseada em serviços e com uma participação crescente do setor de TIC no PIB pernambucano. De
acordo com dados da Condepe (Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco),
referentes a 2005, o setor responde por 3.63% do PIB dessa cidade.
Com relação à infra-estrutura do Porto Digital, podemos destacar: 100 hectares de área total,
117 organizações instaladas, 4 mil empregos gerados, 2 incubadoras tecnológicas, 8 km de fibra
ótica e 3,5% do PIB de Pernambuco. A entidade de governança do pólo de tecnologia é o Núcleo de
Gestão do Porto Digital (NGPD), associação civil sem fins lucrativos, qualificada como
Organização Social (OS), sendo a responsável por desenvolver e coordenar os projetos sociais
realizados. Criado em dezembro de 2000, o NGPD tem como propósito estruturar e promover a
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gestão auto-sustentada de um ambiente de negócios de classe mundial.
Esse modelo de empresa é resultado da interação entre a cadeia produtiva, os governos e as
universidades, setores-chaves da sociedade envolvidos o processo de inovação.
O Porto Digital foi considerado, em 2007, o melhor Parque Tecnológico Habitat de
Inovação do País pela Anprotec. No ano de 2005, a AT Kearney o elegeu o maior parque
tecnológico do Brasil em número de empresas e faturamento.
Figura 4 – Vista Área do Porto Digital.
Quanto ao retorno para as Cidades de Recife-Olinda, destacam-se: o investimento do
Governo Federal no projeto – melhora que proporcionou uma completa revitalização de uma área
totalmente degradada –, a criação de um pólo tecnológico de TIC (Tecnologia da Informação e
Comunicação) – referência no Brasil e no mundo –, a geração de empregos para a comunidade e a
realização de projetos sociais os quais beneficiem os moradores da região como um todo.
4.1 PROJETOS SOCIAIS DESENVOLVIDOS PELO GRUPO PARQUE EXPO NO PARQUE
DAS NAÇÕES (LISBOA)
O Grupo Parque Expo promove, ainda, diversas iniciativas sociais e desenvolve várias
parcerias com organizações, cujos fins concentram-se na valorização social, ligadas ao combate à
exclusão, saúde, educação e cultura. A Fundação do Gil é um dos exemplos da preocupação social
do grupo que, em parceria com o Ministério do Trabalho e da Segurança Social, contribui para o
bem-estar, a valorização pessoal e plena integração social de crianças e jovens. A Fundação
promove ações de caráter sociocultural, educativo, artístico, científico, e assistencial. Uma ação de
Responsabilidade Social Interna da organização foi a criação do Código de Ética e Conduta, sendo
ele realizado em um processo participativo que contou com as sugestões e críticas de todos os
colaboradores.
4.2 PROJETOS SOCIAIS DESENVOLVIDOS NO PORTO DIGITAL (RECIFE-OLINDA)
O Informar é um projeto que visa à inclusão social de jovens em situação de risco por meio
da treinamento em Tecnologias de Informação e Comunicação e à abertura de uma rede de agências
de notícias digitais, a serem instaladas em duas comunidades de baixa renda: a do Pilar e a dos
Peixinhos.
O objetivo de tal projeto reside em promover o desenvolvimento comunitário e a
socialização de jovens de 14 a 24 anos das comunidades envolvidas. Foram criadas duas agências,
uma em cada local, as quais reproduzem o cotidiano dessas comunidades enquanto dão noções de
organização, socialização, liderança e desenvolvimento da cidadania.
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Figura 5 – Projeto Informar.
Além disso, a rede de agências de notícias promove a disseminação da cultura local
nacionalmente e no exterior, o aumento do conhecimento local de gerenciamento de processos e
acelera o desenvolvimento de micro empreendimentos e a criação de novos postos de trabalho, ao
mesmo tempo em que capacita os jovens das duas comunidades para o mercado de trabalho na área
de Tecnologias de Informação e Comunicação.
A capacitação dos jovens da Comunidade do Pilar foi finalizada em novembro de 2003 e
Agência de Serviços Informar já está em operação. Os jovens de Peixinhos graduaram-se no projeto
em outubro de 2004 e sua agência já está em funcionamento. O Informar contou com o apoio do
Governo do Estado e da Prefeitura do Recife e participou, no mês de novembro, da final do
concurso Experiências em Inovação Social, promovido pela CEPAL, na Colômbia.
Outro programa social desenvolvido é o Na Rede, mais uma realização do Porto Digital, de
acordo com a Meta 7 do Plano Metropolitano de Política de Defesa Social e Prevenção à Violência
na Região Metropolitana do Recife, idealizado em parceria com o Ministério da Justiça, Agência
Condepe-Fidem, Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania do Estado de Pernambuco. O
Na Rede capacitou 550 jovens com a faixa etária entre 15 e 24 anos, moradores de Peixinhos, até o
mês de novembro de 2005.
O projeto foi implantado no Centro de Formação para o Trabalho do Governo do Estado,
localizado em Peixinhos, e teve como objetivos a capacitação em alfabetização digital e webdesign,
preparando os jovens para manejar as ferramentas necessárias para criar e manter websites. Além
disso, o Na Rede ofereceu acesso gratuito à Internet para que os participantes pudessem ter
informações referentes à produção cultural local, entre outros benefícios.
O programa Na Rede ampliou as oportunidades profissionais dos jovens e promoveu o
desenvolvimento dos jovens enquanto cidadãos, com o auxílio das tecnologias mais
modernas e com a idéia de que o mundo deixou de ter fronteiras, permitindo a sua
integração em uma sociedade tecnológica e globalizada (Julianne Pepeu – Porto Digital).
Figura 6 – Projeto na Rede.
O projeto foi coordenado por Rivaldo Casado e contou com uma equipe formada por
professores de informática básica e webdesign, assistente social, e o auxílio de mais quatro jovens
formados pelo Informar – programa de inclusão social para jovens em situação de risco, por meio
de capacitação em Tecnologias da Informação e Comunicação, também oferecido pelo Porto
Digital.
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4.3 SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS ENTRE OS DOIS PROJETOS
Com relação às similaridades entre os projetos do Parque das Nações e do Porto Digital,
pode-se destacar que ambos desenvolvem programas sociais nas comunidades onde estão inseridos.
No Parque Expo, existem várias decisões políticas importantes para a organização às quais os
colaboradores são convidados a participar. Essas decisões são tomadas assim como ocorreu quando
da elaboração do Código de Ética e Conduta da empresa, em que os colaboradores participaram de
sua confecção em um processo participativo. Tais ações de Responsabilidade Social Interna são
praticadas por essa empresa. Outra semelhança entre os dois projetos citados é que ambos
proporcionaram desenvolvimento urbano sustentável em suas cidades.
Quanto às diferenças, pode-se ressaltar que, no Porto Digital, existe um maior interesse
concernente à inserção das comunidades onde o projeto está sendo desenvolvido, tanto que já foram
implantados dois programas mantendo esse foco – Informar e Na Rede. O primeiro busca promover
a inclusão social de jovens em situação de risco por meio da capacitação em Tecnologias de
Informação e Comunicação e a criação de uma rede de agências de notícias digitais, a serem
instaladas em duas comunidades de baixa renda: a do Pilar e Peixinhos. Já o segundo programa tem
como objetivo a capacitação em alfabetização digital e webdesign, mediante o treinamento de
jovens a fim de trabalhar as ferramentas necessárias para criarem e manter websites. Isso pode estar
acontecendo até mesmo pelas diferenças de distribuição de renda e oportunidades entre Brasil e
Portugal visto que, no território lusitano, não existem tantas diferenças entre as classes sociais. Um
dos programas implementados pelo grupo Parque Expo é o desenvolvido em conjunto com a
Fundação Gil, o qual procura contribuir para o bem-estar, valorização pessoal e plena integração
social de crianças e jovens. A Fundação promove ações de caráter sociocultural, educativo,
artístico, científico, e de assistência.
Cabe salientar ainda que, no Parque das Nações, existe uma significativa preocupação com a
preservação do meio ambiente, por isso, utiliza-se tecnologia de ponta para impedir o acúmulo de
resíduos sólidos urbanos e destina-se um terço da área total do projeto (110 hectares) a áreas verdes.
Diferentemente do que ocorre com o Parque das Nações, o Porto Digital é mais focado em atrair
empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação. O Parque das Nações promoveu uma
revitalização urbana mais ampla visto que, sua infra-estrutura compreende: marina, shooping center,
hotel cinco estrelas, ponte Vasco da Gama, Oceanário de Lisboa, museus, zona residencial e
comercial, arena fechada, área para exposições e eventos, estação oriente, restaurantes, cassino,
praças e parques.
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5 CONCLUSÕES CRÍTICAS
Continuamente as organizações estão percebendo que o engajamento em projetos sociais é
uma forma importante de melhorar a estratégia empresarial e obter vantagem competitiva na
condução de seus negócios. O presente artigo demonstrou, com fundamentação teórica embasada
em vários autores, a importância das ações de Responsabilidade Social e o impacto estratégico que
estas geraram no desenvolvimento urbano sustentável dos Projetos Parque Expo (Lisboa) e Porto
Digital (Recife – Olinda).
Primeiramente, buscou-se definir, fundamentando-se em pesquisa bibliográfica, a evolução
do conceito de Responsabilidade Social que está surgindo no mundo globalizado, assim como os
motivos desencadeadores de uma mudança na postura das organizações em relação aos negócios.
Observa-se, diante disso, a vantagem das ações socialmente responsáveis na formação de um novo
clima entre os negócios da empresa e sua relação com a sociedade.
No segundo capítulo, foi exposto e discutido o significado da Responsabilidade Social e seu
impacto estratégico na gestão empresarial contemporânea.
Nesse contexto, as ações de Responsabilidade Social têm como objetivo melhorar o grau de
entendimento entre a organização e os públicos ligados a ela.
A empresa que investe em Responsabilidade Social conquista uma posição estratégica no
mercado e aumenta a sua competitividade em relação aos seus concorrentes. A Responsabilidade
Social é uma estratégia de negócios, até mesmo pelo momento atual de crise em que vivem os
mercados financeiros. Aquela a qual prioriza os investimentos sociais consegue ganhar melhorias
quanto à sua imagem e aumenta a sua credibilidade com relação aos seus principais públicos de
interesse.
Na caracterização da empresa, detectou-se que a organização estudada desenvolve vários
projetos sociais. Outros fatores merecedores de destaque são: o Relatório de Sustentabilidade, no
qual ela reafirma seus princípios quanto a essa importante questão e seu Código de Ética e Conduta
e estabelece parâmetros de comportamento de seus colaboradores no que tange às políticas internas
de Recursos Humanos.
Em suma, esses resultados permitem afirmar a importância das ações de Responsabilidade
Social e o impacto estratégico que exercem na gestão dos projetos, estabelecendo um clima de
confiança e cooperação mútua entre as partes envolvidas no processo público-organização, além de
delimitar canais efetivos de comunicação.
Importa, além disso, destacar que os principais benefícios oriundos das ações sociais para as
corporações são: ganhos na imagem empresarial, formação da imagem dos seus dirigentes como
verdadeiros líderes com grande senso de cidadania corporativa, maior motivação e melhor
desempenho dos seus funcionários e parceiros, melhor relacionamento com o governo, mais
disposição dos fornecedores, distribuidores e representantes na realização de parcerias com a
organização, marca conhecida e mais forte, maior fidelidade dos clientes atuais e grandes chances
de conquistar novos.
Outros aspectos de grande relevância são os novos temas emergentes de gestão empresarial,
que podem ser divididos em: ecologia e meio ambiente, saúde e bem-estar, diversidade e direitos
humanos e comunidades. Com relação aos enfoques emergentes de gestão, a reputação das marcas e
das corporações consistem, hoje, em componentes vitais da capitalização de mercados das
organizações. Todos eles constituem elementos relacionados com a Responsabilidade Social, pois
uma organização deve preservar os recursos da natureza, proporcionar qualidade de vida dos seus
colaboradores por meio de planos de benefícios, respeitar a diversidade, as condições de trabalho
em economias emergentes e procurar investir em projetos sociais nas comunidades onde atuam.
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Diante das afirmações citadas, pode-se considerar que a Responsabilidade Social requer da
organização transparência e ética, a fim de construir relacionamentos duradouros com seus diversos
stakeholders. Desse modo, uma empresa que respeita o meio ambiente, valoriza seus colaboradores
por intermédio da educação continuada, investe em projetos sociais sérios e responsáveis nas
comunidades torna-se um referencial de princípios e valores a serem tomados como exemplo.
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a responsabilidade social e o seu impacto estratégico