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SEGUNDA-FEIRA, 4 DE JULHO, 2011 | ANO 3 | Nº 465 | DIRETOR RICARDO GALUPPO | DIRETOR ADJUNTO COSTÁBILE NICOLETTA
O corpo do ex-presidente Itamar
Franco será levado hoje a Belo
Horizonte para receber honras fúnebres
no Palácio da Liberdade. ➥ P36
Waldemir Barreto/Ag. Senado
Escolas públicas de Pernambuco
e Rio de Janeiro estimulam
interesse dos alunos por meio de
jogos virtuais e redes sociais. ➥ P14
R$ 2,00
Empréstimos ao comércio são os que
mais crescem na carteira do BNDES
O destino de recursos do banco
de fomento, como os R$ 4 bi
para viabilizar a negociação
entre Pão de Açúcar e
Carrefour, são questionados
diante do pequeno aumento no
ritmo de investimentos em
infraestrutura e da baixa
destinação a pequenas
empresas. Enquanto isso,
estratégia de guerra está
armada para sustentar a
discussão entre Pão de Açúcar
e Casino com a rivalização
jurídica dos ex-ministros da
Justiça Márcio Thomaz Bastos
(esq.) e José Carlos Dias. ➥ P4
Montagem com fotos de Marcela Beltrão e Eduardo Knapp/Folhapress
Aeroportos podem ter soluções baratas
Para especialistas, Brasil deveria seguir modelos de baixo custo testados em outros países para reduzir filas e melhorar atendimento,
que podem ser implantados no curto prazo. Um dos exemplos é o compartilhamento de balcões de check-in. ➥ P10
Longe dos tempos de glória,
GWI quer abrir o capital
INDICADORES
▼
Ainda se recuperando do abalo da crise de 2008
em seus fundos alavancados, gestora já tem
conselho de administração e auditores. ➥ P30
▼
Parceria garante nova fase
para o basquete nacional
■
Confederação Brasileira de Basquete e
Brunoro Sport Business se unem para
aumentar investimentos no esporte. ➥ P24
▼
▼
▼
▲
▲
▲
▲
▲
1.7.2011
TAXA DE CÂMBIO
COMPRA VENDA
Dólar Ptax (R$/US$)
1,5591
1,5599
Dólar Comercial (R$/US$)
1,5567
1,5573
Euro (R$/€)
2,2618
2,2631
Euro (US$/€)
1,4507
1,4508
Peso Argentino (R$/$)
0,3791
0,3795
JUROS
META EFETIVA
Selic (ao ano)
12,25%
12,17%
BOLSAS
VAR.% ÍNDICES
Bovespa - São Paulo
1,59 63.394,34
Dow Jones - Nova York
1,36 12.582,77
Nasdaq - Nova York
1,53
2.816,03
S&P 500 - Nova York
1,44
1.339,67
FTSE 100 - Londres
0,74 5.989,76
Hang Seng - Hong Kong
feriado
EUA guiam decisões do investidor
Taxa de desemprego e definição do Congresso sobre
dívida americana darão tom do mercado na semana. ➥ P32
2 Brasil Econômico Segunda-feira, 4 de julho, 2011
NESTA EDIÇÃO
OPINIÃO
Henrique Manrezza
Phonak planeja ampliar lojas
próprias e crescer atendendo SUS
Empresado gruposuíçoSonova, especializada em
equipamentosauditivos, busca crescer2%acima do
mercadonesteano. Aideia dePetroStern, presidente da
Phonak, éfornecer material ao Sistema Únicode Saúde .
Em2010,a filialbrasileirafaturouUS$ 60milhões. ➥ P23
Expert no ABC paulista, MZM
prepara expansão em São Paulo
Com 15 anos de atuação na Grande São Paulo,
construtora agora mira em bairros da capital paulista
como a Pompeia e o Butantã. Para a companhia,
terrenos paulistanos são mais caros, mas o valor mais
alto e a procura mais intensa compensam. ➥ P18
Ernesto Carriço
Sérgio Vale
Fabio Feldmann
Economista-chefe da MB Associados
Consultor em sustentabilidade
Um novo Banco
Central?
Ampliar a cidadania
socioambiental
O mais recente relatório de inflação, a peça mais importante utilizada pelo repertório retórico do Banco
Central, trouxe um banco mais enxuto nas palavras.
Aquela visão meio tortuosa da conjuntura, com várias justificativas para o injustificável, cedeu lugar a
um tom mais comedido, ao foco das causas básicas
da inflação e uma novidade: estão olhando mais para
frente. Há preocupação mais explícita agora com as
expectativas de inflação, com os impactos do salário
mínimo em 2012, quando subirá 14%, e do próprio
aquecimento do mercado de trabalho em geral e
com a continuidade de um cenário fiscal benigno,
para usar uma palavra cara ao banco.
Mas a síntese dessa percepção se deu nas próprias
projeções para 2012, que mostram um IPCA acima da
meta nos cenários estudados, resultado bem diferente do que o banco vinha insistindo em sugerir.
Em outras palavras, nas atuais condições o IPCA
chegaria a 4,5% apenas em 2013.
Essa nova percepção do banco é uma aproximação
com a realidade. Não é que o banco descobriu que
agora a situação está ruim, mas houve uma convergência de análise do banco com o mercado. Vale aqui
o velho adágio do antes tarde do que nunca. Entretanto, a vitória de um banco mais realista não está totalmente cantada.
Ainda há resquícios no texto de que o cenário inflacionário está ficando mais favorável, por todas as
razões espúrias que já discutimos nesse espaço. Basicamente, ainda se conta com uma melhora no cenário de commodities, que de fato ocorrerá, e que ainda poderá nublar a visão da inflação para os próximos trimestres.
O país discute o licenciamento ambiental como se este
fosse um mero conjunto de exigências cartoriais e burocráticas a gerar mais custos ao país. Tornou-se comum
ouvir que as dificuldades do licenciamento são empecilhos ao desenvolvimento e que exigências ambientais
não passariam de caprichos de ambientalistas xiitas e retrógrados, no governo ou na sociedade civil.
A avaliação ambiental de empreendimentos, no Brasil
genericamente denominada EIA-Rima (Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental), é
um dos instrumentos mais importantes para a democracia. A razão é simples: somente através desses estudos e
das respectivas audiências públicas o cidadão comum
tem acesso a projetos que podem afetar concretamente a
sua vida. De estradas, hidrelétricas, shoppings centers,
até empreendimentos imobiliários com grande impacto, precisam ser debatidos antes da implantação. Muitas
vezes, o debate traz melhorias nos projetos que passam a
ser incorporadas no decorrer do licenciamento.Importantes obras de infraestrutura hoje instaladas seriam rejeitadas por uma avaliação técnica e por um olhar socioambiental: Angra dos Reis, Rio-Santos, Usina de Balbina no Amazonas, o Minhocão na cidade de São Paulo,
entre outras.
Uma crise internacional mal
conduzida, que leve a Grécia a um
impasse, pode reviver os dramas
do Lehman Brothers em 2008
Mulheres brasileiras são as que mais
influem nas decisões de consumo
Pesquisa recente da Sophia Mind constata que em 66%
das famílias brasileiras são as mulheres que decidem
o que e onde comprar. Significa que num mercado
que movimenta R$ 1,97 trilhão anualmente, cerca de
R$ 1,3 trilhão é decidido pelo público feminino. ➥ P28
Transferência da Vulcabras para
a Índia causa indignação na Bahia
O maior grupo calçadista nacional, que tem 14 unidades
em cidades baianas, já iniciou o processo de mudança
da produção para o país asiático. Em Itapetinga já foram
demitidas três mil pessoas, mas o total de demissões
pode chegar a 18 mil em todo o estado. ➥ P26
É fato ainda que o problema principal não seja as
commodities, mas a demanda doméstica que pressiona itens difíceis de reversão, como os serviços.
Apesar desse toque de realidade do banco, a impressão que fica é que as dificuldades em acertar o
passo desde o começo do ano passado podem colocar mais pressão nos juros nos próximos meses.
Ao demorar a elevar a Selic em 2010, o BC deixou
a inflação subir além do aceitável e trabalhar para trazê-la para a meta exigirá um esforço que terá que ir
além da retórica. Isso joga por terra, por exemplo, o
desejo de ter taxa real de juros a 2% em 2014.
Significa também que a Selic deverá subir novamente em 2012. E ainda num cenário básico, a Selic
deve chegar ao final do governo Dilma ainda em dois
dígitos e precipitado justamente por um final de governo pressionado pelos gastos com os jogos e pelo
ano eleitoral difícil que Dilma deverá enfrentar no final de seu mandato.
Por conta das distorções em que se encontra a política fiscal, é mais verdade ainda que a pressão de controlar a economia fique nas mãos do BC. Menos mal
que o banco finalmente tenha percebido o sentido
dessa necessidade.
O que pode desviar esse caminho?
Uma crise internacional mal conduzida, que leve a
Grécia a uma solução que gere impasse no sistema
bancário europeu pode reviver os dramas do Lehman Brothers de 2008.
E os impactos aqui de uma nova crise podem ser
piores do que os sentidos em 2009 basicamente porque já gastamos política econômica além da conta na
última crise, principalmente a fiscal. ■
É comum ouvir que dificuldades do
licenciamento são empecilhos ao
desenvolvimento e que exigências
ambientais são meros caprichos
Hoje, não há dúvida de que a localização escolhida para as nossas usinas nucleares é a pior possível, isto é, próxima a grandes centros urbanos. No caso de um acidente, condenaria uma das regiões de maior importância
ecológica e paisagística do Brasil. A Rio-Santos, se fosse
melhor discutida, teria um outro traçado mais condizente com a vocação turística da região do Litoral Norte de
São Paulo e Sul Fluminense. Balbina não seria um dos
péssimos exemplos da equação área inundada/produção de energia e o Minhocão não teria provocado a degradação de todo o entorno por onde passou, afetando a vida e a propriedade de milhares de pessoas.
Antes da exigência da avaliação ambiental no Brasil,
fortalecida constitucionalmente pela Constituição Federal de 88, governos implantavam projetos à revelia absoluta da sociedade: os cidadãos tomavam notícia dos empreendimentos pelo ronco dos tratores, sem que lhes fosse possibilitado acesso à informação sobre os mesmos e
seus impactos. Até então, a democracia estava restrita
ao exercício de mecanismos formais de cidadania,
É óbvio, por outro lado, que precisamos melhorar
muito o processo de licenciamento e de avaliação ambiental, de modo a torná-lo menos burocrático e cartorial e mais eficaz. Para isso, torna-se necessário se inovar no Brasil através da introdução da Avaliação Ambiental Estratégica (AAE), que já é praticada há muitos anos
no exterior. A AAE permitiria que os programas e planos
setoriais pudessem ser avaliados em um nível macro,
deixando para os EIA-Rimas a avaliação na esfera exclusiva dos empreendimentos em si. Com isso, estes últimos seriam mais concisos, sem volumes e volumes de informações, frutos da compilação de estudos acadêmicos, que dificultam, no concreto, a leitura e avaliação pelos diretamente afetados pelos empreendimentos.
Nas cidades, teríamos que implementar o estudo de
impacto de vizinhança, que consta no Estatuto das Cidades, por mim introduzido por emenda nesta legislação.
Certos empreendimentos, pela sua natureza, dispensam
o Relatório Ambiental Preliminar versão simplificada,
mas deveriam estar associados a esse mecanismo de avaliação de impactos socioambientais. Com isso, teríamos
um grande ganho no exercício da cidadania. ■
Segunda-feira, 4 de julho, 2011 Brasil Econômico 3
Divulgação
PRODUTORES DE VINHO ITALIANO QUEREM SEDUZIR BRASILEIROS
Avanço
Henrique Manreza
BandalargapodeunirTelebrásao
sistema Eletrobras e à Petrobras
ATelebrás deverá ser parceira das outras duas estatais
na exploração das fibras óticas dessas empresas
para oferta de banda larga, disse na sexta-feira Cezar
Alvarez, secretário-executivo do Ministério das
Comunicações. “É em cima da estrutura dessas
empresas públicas que a Telebrás existe”, disse
Alvarez à agência Reuters, acrescentando que a
orientação da presidente Dilma Rousseff é levar
a sinergia entre as estatais ao máximo. Uma hipótese
mencionadapor ele é a de a Telebrás formar Sociedade
de Propósito Específico (SPE) com as outras estatais
para cuidar do serviço de banda larga regionalmente.
Retrocesso
Thaier al-Sudani/Reuters
União Africana rejeita ordem de
detenção contra Muamar Kadafi
Em Siena, na região da Toscana, 350 vinicultores produzem cerca de 35 milhões
de garrafas do tinto Chianti Classico. Os italianos dizem que este vinho não é
simplesmente uma bebida alcoólica, mas um alimento líquido com alma. ➥ P16
A rejeição à ordem emitida pelo Tribunal Penal
Internacional foi aprovada sexta-feira na reunião
de cúpula da UA em Malabo, na Guiné Equatorial.
Em resolução, a União Africana “decidiu que os
Estados membros não vão cooperar com a ordem”,
ao mesmo tempo em que pede ao Conselho de
Segurança “aplicar os dispositivos para anular
a sentença do TPI sobre a Líbia”. A UA também
se declarou preocupada com a maneira pela qual
o promotor do Tribunal Penal Internacional
administra a situação no país africano. Assinala
ainda que “a ordem de detenção complica
seriamente os esforços destinados a encontrar
uma solução política negociada para a crise.”
TRÊS PERGUNTAS A...
Divulgação
...CARLOS VISETTI
Diretor-geral no Brasil da Trumpf,
fabricante de bens de capital
“Queremos entrar
nos estaleiros, mas
ainda não vendemos”
fabricante de máquinas
ferramenta espera dobrar a
receita, até 2015, projeta Carlos
Visetti, seu diretor-geral.
Fabricantes de implementos
rodoviários (chassi, freios),
máquinas agrícolas, móveis,
equipamentos para Tecnologia
da Informação e fabricantes de
outras máquinas estão puxando
as vendas da alemã Trumpf
no Brasil. A filial brasileira da
Qual a perspectiva de
crescimento da Trumpf
no Brasil para este ano?
Nosso ano fiscal terminou agora
em junho. Em 2010/2011, devemos
chegar perto de ¤ 50 milhões.
Em relação ao ano passado,
isso significa alta de quase 80%.
Até 2014/2015, esperamos
dobrar de tamanho no Brasil.
Quais os principais
investimentos
planejados neste ano?
Que setores estão
puxando as vendas?
Um é garantir disponibilidade de
peças para reposição e melhorar
do atendimento via call center.
Também estamos ampliando
o showroom, onde os clientes
podem testar as máquinas,
criando uma divisão dedicada
a máquinas 3D, de solda,
solda híbridas e outra dedicada
a serviços. Dubes Sônego
Implementos rodoviários (chassi,
freios), máquinas agrícolas,
móveis, equipamentos para TI
fabricantes de outras máquinas
ferramentas. Queremos entrar
nos estaleiros, também, mas
ainda não vendemos nenhuma
máquina para eles.
4 Brasil Econômico Segunda-feira, 4 de julho, 2011
DESTAQUE CONCORRÊNCIA
Editado por: Cláudia Bredarioli
[email protected]
BNDES amplia
financiamentos a
comércio e serviços
Empréstimos a empresas desses setores evoluíram em ritmo
maior que os destinados a infraestrutura nos últimos três anos
Ruy Barata Neto
[email protected]
Diante da iminência da liberação de cerca de R$ 4 bilhões para a viabilização da fusão entre
o Pão de Açúcar o Carrefour, os
questionamentos em torno do
papel desempenhado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
ganham ainda mais força se observada a trajetória da liberação
dos empréstimos subsidiados
ao longo dos últimos três anos.
No período, o financiamento
ao setor de infraestrutura — um
dos gargalos do país que será sede de megaeventos esportivos
— evoluiu menos quando comparado à variação de recursos liberados para negócios da indústria, comércio e serviços. Segundo os relatórios de desempenho setorial divulgados pelo
banco, de 2008 até 30 de abril
deste ano, os desembolsos para
o comércio e serviços cresceram 235% e na área industrial,
198%, enquanto o volume aportado para infraestrutura aumentou aumentou apenas 103%.
Nos últimos 12 meses terminados em abril deste ano, a liberação de recursos para a indústria
alcançou o montante de R$ 78,6
bilhões, mas a infraestrutura obteve R$ 52,1 bilhões.
O BNDES justifica o salto pelo
plano de capitalização da Petrobrás — que demandou recursos
da ordem de R$ 25 bilhões. Não
fosse isso, os dois setores estariam equilibrados. Mas o fato é
que o financiamento da indústria, comércio e serviços passou a
evoluir em ritmo maior. Isso
ocorreu entre 2008 e 2009, quando o banco iniciou política de
apoio às grandes fusões corporativas: Votorantim Celulose e Aracruz (celulose e papel); Friboi e
Bertin; Sadia e Perdigão (ambas
alimentos e bebidas), Oi e Brasil
Telecom (telefonia móvel), além
de Totvs e Datasul (software). O
montante de desembolsos para a
indústria aumentou 63% enquanto que infraestrutura evoluiu
39% no acumulado do período.
“Hoje podemos dizer que esse banco que financia grandes
empresas concorre com o ban-
Para Mansueto
Almeida, do Ipea,
o banco que financia
grandes empresas
concorre com
o que fomenta
a infraestrutura
co de financiamento à infraestrutura, que tem um impacto social muito maior”, afirma o técnico de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Mansueto Almeida.
Para Arthur Barrionuevo Filho, especialista em fusões e
aquisições do Conselho Regional de Economia de São Paulo
(Corecon-SP), é momento de se
esclarecer as prioridades do BNDES como banco de fomento estatal. O economista refuta a
ideia difundida pelo governo de
que o apoio à megafusão no varejo se dê apenas com recursos
captados em operações próprias do setor privado por meio
do BNDESpar, braço de investimentos do banco. “Qualquer
aplicação financeira pode trazer
retorno, o problema é que os recursos para esses investimentos
podem contar com repasses do
Tesouro, o que exige subsídios
do governo”, diz Barrionuevo.
“É difícil dizer que se trata apenas de dinheiro privado”.
Indústrias foram mais beneficiadas
com recursos do BNDES do
que obras de infraestrutura
Carteira
O BNDES diz que, em grande parte, os recursos utilizados no
apoio às fusões são da carteira do
BNDES-Par, com verba proveniente de rendimentos de investimentos em participações societárias, em debêntures e de venda
de ações de mais de 150 empresas. O banco limita-se a dizer
que “as operações nas quais o BNDES-Par participa não são realizadas com recursos do Fundo de
Amparo ao Trabalhador (FAT)”,
uma das fontes públicas de financiamento do BNDES.
Em nota, o BNDES ressalta
que a carteira de ações totalizou
R$ 102,9 bilhões, em 31 de dezembro de 2010, relativos a
81,8% do ativo total. O segundo
maior ativo da BNDES-Par é a
carteira de debêntures, no valor
de R$ 13,1 bilhões na mesma data. O lucro do braço de investimento foi R$ 3,9 bilhões em
2010, valor equivalente ao que
deve ser aplicado na operação
entre Carrefour e Pão de Açúcar. Já o lucro total do sistema
BNDES no ano passado atingiu
o recorde de R$ 9,9 bilhões. ■
EVOLUÇÃO DOS FINANCIAMENTOS SETORIAIS DO BNDES
Desde 2009, indústria supera infraestrutura nos desembolsos anuais
DESEMBOLSOS DO BNDES, EM R$ BILHÕES
80
70
60
50
40
30
20
10
0
63,5
2008
2007
54,0
2009
54,0
2011
48,7 52,4 52,1
39,0
26,4
7,8 11,2
10,1 9,6
5,0 5,6 6,9
AGRO
2010
INDÚSTRIA
17,3
21,1 26,1
COMÉRCIO
25,6
35,1
INFRAESTRUTURA
DESEMBOLSOS DO BNDES — VARIAÇÃO SOBRE PERÍODO ANTERIOR, EM %
2009
2008
0
2010
2011/2007
234,6
197,7
0
2011*
0
91,2
0
0
0
0
12,0 23,2
46,4
-5,6
AGRO
103,5
47,7 62,8
45,6
43,6 54,5 56,7
-3,7
-15,0
INDÚSTRIA
Fontes: BNDES e Brasil Econômico
37,1 38,8
COMÉRCIO
*12 meses até abril
7,6
-0,6
INFRAESTRUTURA
Segunda-feira, 4 de julho, 2011 Brasil Econômico 5
LEIA MAIS
➤
●
Ex-ministros da Justiça já
sustentam juridicamente
a discussão entre Pão de
Açúcar e Casino, mesmo
antes da abertura de um
processo criminal.
➤
●
Expectativa é que discussão
entre Pão de Açúcar e seu
sócio francês Casino chegue ao
Supremo Tribunal Federal (STF)
ou ao Conselho Administrativo
de Defesa Econômica (Cade).
➤
●
Pequenos varejistas
reclamam que não têm
acesso ao crédito oferecido pelo
BNDES, enquanto o banco de
fomento poderá disponilibizar
R$ 4 bilhões para o Pão de Açúcar.
Marcela Beltrão
EM PAUTA
Controlador do Casino
tem reunião hoje
com Luciano Coutinho
Esta segunda-feira deverá ser
decisiva para o destino do grupo
Pão de Açúcar. Jean Charles
Naouri, presidente e controlador
do francês Casino, sócio de Abílio
Diniz na rede brasileira, se reúne
com a cúpula do Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES), em local não
revelado. Embora a disposição
de Naouri seja refutar a proposta
de fusão do Pão de Açúcar com
a também francesa Carrefour —
que concorre diretamente
com o Casino no país de origem,
o presidente da instituição
financeira estatal, Luciano
Coutinho, tentará convencê-lo
a abrir caminho para a operação.
O BRASIL ECONÔMICO apurou
que, além da possibilidade
de compensação financeira,
o negócio poderá envolver
outras contrapartidas de
interesse do Casino, como ativos
do Carrefour na Ásia e no Brasil.
Ricardo Rego Monteiro
Repasses somam quase R$ 300 bilhões
Valor elevará dívida do BNDES
para com o Tesouro para mais
de 50% do endividamento total
O volume de recursos repassados pelo Tesouro ao longo dos
últimos três anos deve chegar
a quase R$ 300 bilhões com a
nova capitalização aprovada,
na semana passada, pelo Congresso Nacional na ordem de
R$ 55 bilhões. De acordo com
cálculos do técnico de planejamento e pesquisa do Instituto
de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Mansueto Almeida, o
valor elevará a dívida do banco
com o Tesouro para mais de
52% das suas dívidas totais adquiridas com outras fontes de
financiamento dentre as quais
está o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Segundo Almeida, estes débitos não passavam de 10% em 2007. “Os empréstimos do Tesouro para o
BNDES foram os que cresceram
muito nos últimos três anos”.
O impacto disso é que o governo aumenta seu endividamento soberano por meio da
emissão de títulos públicos. Essa dívida cresce a um ritmo de
R$ 20 bilhões por ano, segundo
o economista, por conta do diferencial de juros — já que governo paga taxa de retorno a investidores de 12,25% ao ano e empresta para o BNDES a 6%, sendo que ainda há outros programas com taxas mais atrativas.
“São operações custosas e o governo sabe que não dá mais para continuar desse jeito”.
Mesmo assim, os repasses
do Tesouro ao longo dos últimos anos foram ainda maiores
do que o necessário para cobrir os empréstimos liberados
pelo BNDES. Almeida diz que o
volume de repasses do governo ao banco de fomento foi
quase 38% maior que os R$
164,8 bilhões emprestados no
Economista destaca
que o governo diz que
não tem dinheiro para
saúde e educação,
mas ao mesmo tempo
faz uma série de
operações na quais
o custo fiscal para o
país não fica explícito
período. A “sobra” possibilitou ao BNDES acumular um
caixa reserva superior a R$ 50
bilhões. Segundo o economista, teria sido este caixa de reserva o que possibilitou ao BNDES aumentar as aplicações
em títulos públicos e em depósitos interfinanceiros.
Além disso, o banco também gastou com retorno de dividendos ao governo, valor
próximo a R$ 10 bilhões por
ano. Segundo Mansueto, apenas nos últimos dois anos, o Tesouro obteve R$ 24 bilhões
com pagamento de dividendos
— algo considerado como anacrônico pelo economista, uma
vez que “secar” as reservas do
banco, que poderiam ser aplicadas em novos empréstimos,
exigirá mais repasses.
A justificativa de retomada
de dividendos pode estar na necessidade de o Ministério da Fazenda compor metas de superá-
vit primário — poupança obrigatória para o pagamento da dívida soberana. Mas Mansueto diz
que o efeito não está trazendo
resultado prático, já que a trajetória da dívida líquida sobre o
PIB não está caindo.
A crítica de Almeida é a de
que a política de financiamento do BNDES é incoerente, visto que são projetos nos quais o
setor privado tem capacidade
de agir de forma independente
por meio de captações em bancos privados e em parcerias internacionais.
“A negociação não está sendo colocada como parte do debate sobre orçamento público.
O governo diz que não tem dinheiro para saúde e educação,
mas ao mesmo tempo faz uma
série de operações nas quais o
custo fiscal para o país não fica
explícito”, diz. “E aposto que
muitos deputados nem sabem
disso”. ■ R.B.N.
6 Brasil Econômico Segunda-feira, 4 de julho, 2011
DESTAQUE CONCORRÊNCIA
Grupos Pão de Açúcar e Casino
armam uma estratégia de guerra
Dois ex-ministros da Justiça foram contratados antes mesmo de haver um processo criminal em curso
Pedro Venceslau
[email protected]
As precauções jurídicas tomadas pelo empresário Abilio Diniz e seu sócio francês, Jean
Charles Naouri, do Casino,
lembram os lances do famoso
jogo de tabuleiro War. Mesmo
sem a existência de processos
criminais instaurados dos
dois lados da trincheira, os desafetos investiram alto para
contratar advogados criminalistas que valem por um exército: o ex-ministro da Justiça
de Lula, Márcio Thomaz Bastos, do lado de Diniz, e o exministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso, José
Carlos Dias, por Naouri.
“Contratar dois advogados
desse porte sem que haja um
processo criminal e ostentar isso na imprensa é uma estratégia que me lembra o jogo War.
Os dois lados colocam exércitos fortemente armados na
fronteira e mandam seus diplomatas tomarem uísque para negociar. Alguém pode dar o primeiro tiro. Ou não”, compara
o advogado criminalista Fábio
Tofic, do escritório Tofic & Fingermann Advogados.
Notas publicadas na imprensa
nos últimos dias reforçam essa
metáfora ao relatar que os dois
“generais” teriam almoçado em
um conhecido restaurante paulista. Enquanto as duas partes
não tomam a iniciativa de declarar uma guerra jurídica que provavelmente terminaria no Superior Tribunal Federal (STF) ou
no Conselho Administrativo de
Defesa Econômica (Cade), as declarações públicas dão sinais das
estratégias adotadas.
Partiram de Dias as frases
mais cortantes, como a que
comparou os movimentos de
Abilio Diniz a um “golpe de Estado corporativo”. Bastos respondeu publicamente. Segundo um experiente advogado
que trabalhou com Thomaz
Bastos no Ministério da Justiça, a munição verbal escolhida
reflete muito mais o estilo dos
advogados do que o temperamento dos seus clientes. No
meio jurídico, a decisão de contratar dois ex-ministros da Justiça para cuidar do caso tem
uma explicação simples: “Em
primeiro lugar, o que um exministro escreve é lido com
mais atenção e cuidado. Além
disso, boa parte das nomeações para os tribunais passa pelo ministro da Justiça”, diz um
ex-integrante do primeiro escalão do Ministério da Justiça.
O tabuleiro estratégico está
armado. O Casino pode ser
Advogados têm
mantido trocas
públicas de
acusações, supondo
que guerra jurídica
possa terminar
no STF ou no Cade
GUERRA DE EX-MINISTROS
JOSÉ CARLOS DIAS
MÁRCIO THOMAZ BASTOS
MINISTRO DA JUSTIÇA DE FHC
ENTRE 1999 E 2000
MINISTRO DA JUSTIÇA DE LULA
ENTRE 2003 E 2007
FORMAÇÃO
USP
FORMAÇÃO
CASOS FAMOSOS É o advogado de defesa do
jornalista Antonio Marcos Pimenta
Neves, acusado de matar a
ex-namorada
acusado de manipular a Bolsa
de Valores ao comprar US$ 1
bilhão em ações do Pão de
Açúcar. Ao perceber o movimento, o grupo de Abilio Diniz pediu aos acionistas que
não vendessem ações da empresa. Naouri também acusa
Diniz de ter rompido o acordo
de acionistas ao manter negociações “secretas” e “hostis”
com o Carrefour.
Para Marcus Elidius, professor-doutor em direito comercial pela PUC-SP, a contratação
de dois ex-ministros tem um caráter preventivo para ver se
existe concorrência desleal.
“Trata-se de um presença justificável, uma vez que é muito
provável que o caso termine no
STF.” Além da esfera criminal,
o professor explica que o processo vai por outro caminho paralelo e obrigatoriamente deverá
ser submetido ao Cade. “Durante todo esse processo, o prestígio dos dois advogados vai contar muito”, diz o professor. ■
USP
CASOS FAMOSOS Representou a construtora
Camargo Corrêa, alvo da Operação
Castelo de Areia, da Polícia Federal.
Foi o principal consultor jurídico
do governo no caso do “mensalão”
e na quebra de sigilo do caso
Francenildo
RETAGUARDA
Papel de Thomaz Bastos seria o de defender negócio junto ao governo
Mais do que altamente simbólica
para o mundo do direito,
a contratação de Márcio
Thomaz Bastos é entendida por
especialistas como um passo à
frente de Abilio Diniz no jogo de
xadrez que se tornou a operação
de compra do Carrefour.
Com uma batalha envolvendo
seu sócio francês em pleno
andamento, o empresário teria se
adiantado para levar vantagem
no duelo. A chegada do ministro
da Justiça de Lula — tido como
estrategista e com ótimo trânsito
político — seria uma forma de já
pensar que, depois de resolvido o
imbróglio societário, será preciso
concentrar-se no embate com o
Conselho Administrativo de
Defesa Econômica (Cade).
Responsável por julgar negócios
que levem à concentração de
mercado, o atual perfil do
órgão — técnico e composto
por jovens — começou a ser
desenhado durante a gestão
de Bastos, lembra um advogado
próximo ao ex-ministro.
“A espinha dorsal do Cade tem
muito do Márcio. Sua contratação
serve para sinalizar o poder
de fogo que Abilio Diniz tem
nesse caso. O ex-ministro mescla
conhecimentos do sistema
antitruste com relações políticas
bem costuradas”, diz. Certos
dos desdobramentos societários
e regulatórios que a operação
terá ao longo dos próximos anos,
especialistas não creem, porém,
que algo relevante ocorra na seara
criminal. “Seria uma surpresa.
A não ser que o Casino tenha
guardado uma ficha muito forte.
Um trunfo do qual ainda não tenha
lançado mão”, diz o fundador de
uma tradicional banca paulista.
Esse advogado entende que
Thomaz Bastos foi contratado
para defender o negócio no
governo. “Bastos tem trânsito
livre no governo e também
tentará mostrar aos franceses
que a participação do BNDES não
configura ingerência”, afirma.
Arbitragem polêmica
Instaurado há cerca de um mês, o
processo de arbitragem solicitado
pela rede varejista francesa para
questionar o namoro entre o
concorrente Carrefour e Diniz no
Brasil ensaia os primeiros passos.
O painel será aberto na Câmara
Internacional de Comércio, cuja
sede fica em Paris. Por tradição,
o tribunal analisa os processos
previamente para evitar vícios
que possam validar a decisão
final. Essa primeira fase pode
durar seis meses. Luciano Feltrin
Segunda-feira, 4 de julho, 2011 Brasil Econômico 7
8 Brasil Econômico Segunda-feira, 4 de julho, 2011
DESTAQUE CONCORRÊNCIA
Pequeno varejista tem dificuldade
de acesso a banco de fomento
Supermercados de menor porte também preveem mais dificuldade para negociar preços com fornecedores
Murillo Constantino
SOB A ÓTICA DOS PEQUENOS
Pequenos varejistas dizem que
terão de aumentar preços para
repassar possível reajuste por
parte dos fornecedores
● Acesso a recursos
do BNDES não é fácil devido
ao nível de exigência do
banco de fomento. Para a
modalidade de crédito direto
a aprovação do financiamento
pode durar um ano.
● O apoio do governo à fusão
entre Pão de Açúcar e Carrefour
não é vista com bons olhos.
A negociação vai criar um
concorrente feroz, com forte
influência entre os fornecedores,
os quais vão tentar recuperar
o prejuízo no pequeno varejo.
Cintia Esteves
[email protected]
Enquanto o Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES) assina embaixo
para a fusão entre Pão de Açúcar
e Carrefour, os pequenos varejistas ainda veem os recursos do
banco de fomento como um sonho distante. Na rede Futurama,
com sete lojas em São Paulo, a
ideia de conseguir um financiamento não foi levada adiante
pois o nível de exigência do banco é muito alto. “É um processo
muito trabalhoso e eles pedem
muitas garantias”, diz Antonio
de Souza, gerente da empresa.
A Super Rede, central de negócios que concentra seis supermercados nordestinos, possui cerca
de R$ 195 milhões em financiamentos junto ao BNDES, mas este valor poderia ser maior segundo o presidente da associação,
Gladson Lemos. “Temos dificuldade para acessar o BNDES. Eles
exigem muita documentação e níveis altos de faturamento por par-
Cerca de 30% da
indústria nacional
desaprova a fusão
entre Pão de Açúcar
e Carrefour, segundo
pesquisa da Firjan;
juntas, as duas
empresas terão 27%
do varejo brasileiro
te das empresas”, afirma. O valor mínimo de financiamento no
chamado crédito direto é de R$
10 milhões. Abaixo desta quantia, as empresas devem recorrer
aos bancos privados, os quais repassam recursos do BNDES.
Recentemente, o atacadista
Tenda conseguiu seu primeiro
empréstimo junto ao banco de
fomento. O montante de R$ 50
milhões será usado para expansão e levou um ano para ser
aprovado. “Tivemos de apresentar um projeto. Foi trabalhoso,
mas valeu a pena, pois o custo é
muito mais barato”, diz Marco
Gorini, diretor da Vox Cred, financeira do grupo Tenda. O executivo acredita que em uma próxima oportunidade o prazo para
aprovação deva ser reduzido para cerca de seis meses. “Foi nosso primeiro financiamento com
o banco, por isso demorou”.
Não é só em relação aos financiamentos que os varejistas se sentirem preteridos. Para os executivos, o governo não deveria apoiar
a fusão entre Pão de Açúcar e Car-
refour. Juntas, as empresas dominarão 27% do varejo brasileiro.
Batalha dos fornecedores
Atualmente, negociar a venda
de produtos para Pão de Açúcar
e Carrefour, separadamente, é
tarefa para gladiadores. Assim,
a união das empresas promete
aumentar o martírio de muitos
fabricantes. Mas, como nesta
briga ninguém parece disposto
a levar desaforo para casa, os
fornecedores vão tentar recuperar a margem de lucro perdida
para os gigantes durante as negociações com o pequeno varejo. “Como também não podemos ficar com o prejuízo, vamos repassar possíveis aumentos aos consumidores”, diz Lemos, da Super Rede.
Em maio deste ano, o Pão de
Açúcar deu uma pequena amostra de como eles são duros nas negociações. Na ocasião, a Globex,
que reúne as operações de eletroeletrônicos do grupo, trabalhava
com um estoque de produtos de
dois meses e um prazo médio de
pagamento aos fabricantes de 51
dias. Na época, a empresa anunciou que não considerava a negociação adequada e que renegociaria com os fornecedores para diminuir a quantidade de estoque
ou ampliar o prazo de pagamento.
A indústria, por sua vez, dá sinais de insatisfação. Pesquisa
feita pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) revela que 30% dos
fabricantes nacionais desaprovam a fusão. “Vai diminuir a opção de compras. O vendedor e
produtor de mercadorias para
supermercados serão prejudicados”, diz Eduardo Vieira, presidente da Firjan. Ele afirma que
a fusão não beneficiará as exportações, confirme divulgou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,
Fernando Pimentel. “Senão, essas empresas já estariam exportando. E não há razão para exportar apenas porque uma empresa brasileira terá 11% do capital de uma companhia estrangeira”, diz Vieira. ■ Com ABr
Segunda-feira, 4 de julho, 2011 Brasil Econômico 9
Parques:
até o fim
de 2012,
serão cem
em toda
a cidade
Theatro
Municipal:
a grande
casa de
ópera da
América
Latina
Museu do
Futebol:
em dois
anos e meio,
mais de
1 milhão de
visitantes
Metrô de
São Paulo:
R$ 2 bilhões
investidos
até 2012
O QUE ESPERAR DE UMA
CIDADE QUE TEM TUDO? TUDO.
Represa de
Guarapiranga
São Paulo é sempre uma estreia. São Paulo
se reinventa todos os dias. Novas pessoas,
culturas diferentes, lugares que se multiplicam.
Uma cidade que conta histórias nas ruas, nos
Biblioteca
Mário de
Andrade:
totalmente
restaurada
prédios e nos parques como o da Represa de
Guarapiranga, agora revitalizada. Visitar
São Paulo é levar histórias de seus restaurantes,
museus como o do Futebol, único do gênero
no Brasil, e teatros como o Municipal, ainda
mais moderno e emocionante. São Paulo acolhe
quem quiser se misturar e mergulhar nesse
caldeirão de atrações para todos os gostos
e bolsos. São Paulo é cultura, diversão, arte,
Ciclofaixa:
45 km ligando
quatro parques
da cidade
Fotógrafos: Jefferson Pancieri, Sylvia Masini, Caio Pimenta, Fábio Góis,
Alex André Diniz, Nage Gonzaga, Fernando Conti (Secom), Paulo Dias (Seme),
Luiz Guadagnoli (Secom) e Ronaldo Franco. Metrô: foto de divulgação.
criatividade. É uma combinação de experiências
que nunca se repetem. São Paulo. Cidade criativa.
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10 Brasil Econômico Segunda-feira, 4 de julho, 2011
BRASIL
Editora: Elaine Cotta [email protected]
Subeditora: Ivone Portes [email protected]
Aeroportos têm solução barata
Modelos de operação e tecnologias disseminadas no exterior poderiam ampliar a capacidade dos aeroportos
Dubes Sônego
[email protected]
O governo promete para esta semana um plano de contingência para evitar apagões aéreos
no período das férias de julho.
Será uma solução provisória,
que tende a se repetir no final
do ano, caso não sejam feitas
mudanças estruturais. Na avaliação de especialistas, porém, o
Brasil poderia seguir o exemplo
de outros países e adotar no curto prazo uma série de tecnologias baratas, já testadas e em
aplicação lá fora, com efeitos
mais efetivos e duradouros. A
principal delas é a que permite
o uso compartilhado de balcões
totens de check-in. Mas há ou-
tras, como quiosques de auto
atendimento para a entrega de
bagagens e portões de acesso às
salas de embarque que identificam o passageiro pela leitura
das impressões digitais.
Uma das alternativas consideradas mais simples e efetivas é o
compartilhamento de balcões
de check-in. Companhias como a Sita, especializada no desenvolvimento de sistemas de
TI para aeroportos e companhias aéreas, estima que a capacidade dos aeroportos brasileiros poderia aumentar 40% apenas com a adoção da medida.
Nas áreas internacionais de nove dos principais aeroportos brasileiros, o modelo já funciona
com sucesso. Mas depende de si-
nal verde da Agência Nacional
de Aviação Civil (Anac) para implantação nos voos domésticos.
Característico do modelo de
operação de aeroportos europeus, o check-in compartilhado evita que balcões de atendimento fiquem ociosos. Se uma
companhia aérea não tem embarques marcados para determinado horário, outra pode ocupar as posições. Para acessar os
softwares de gestão de embarque, basta que os funcionários
entrem no sistema com seus
nomes e senhas. A identificação da companhia que ocupa a
posição é feita por um monitor
de vídeo instalado acima do balcão. “Só há vantagens para todo mundo”, afirma o consultor
Mozart Mascarenhas Alemão,
ex-superintendente da Infraero no aeroporto de Viracopos,
em Campinas, e consultor de infraestrutura aeroportuária. “Estaria implantado em seis meses, sem gastos significativos
em infraestrutura”, diz Norbert
Steiger, vice-presidente regional de vendas e relacionamento para a América Latina e Caribe da Sita, uma das maiores fornecedoras de sistemas de TI para aeroportos e companhias aéreas do mundo.
Hoje, nas áreas de embarque
nacionais, predomina o modelo
americano de operação. O aeroporto provê o espaço e as companhias aéreas implantam a tecnologia para operar nele. Com a
Uma das alternativas
mais simples
e baratas é o
compartilhamento
de balcões de
check-in e totens de
autoatendimento
Segunda-feira, 4 de julho, 2011 Brasil Econômico 11
Marcello Casal Jr./ABr
Brasil negociará com Rússia fim do embargo
Uma missão brasileira desembarca hoje em Moscou, na Rússia, com
o objetivo de negociar o fim do embargo imposto pelo país à carne do
Paraná, Rio Grande do Sul e de Mato Grosso. O ministro da Agricultura,
Wagner Rossi, criticou a má qualidade de traduções, para o idioma
russo, dos documentos encaminhados pelo Brasil às autoridades
sanitárias. "Estamos falando de um mercado de US$ 4 bilhões, temos
que atender aos nossos clientes", disse.
André Penner
A modernização dos terminais
de atendimento ajudaria a
reduzir as filas nos aeroportos
REFORÇO AUTOMATIZADO
●
1
Balcão de check-in
compartilhado
Associados aos balcões de
check-in compartilhados,
poderiam ampliar rapidamente
a capacidade dos principais
aeroportos brasileiros,
para voos nacionais.
O modelo já é adotado na
área internacional de
algumas aeroportos do país.
2
●
Autoatendimento no
despacho de bagagem
Não é tão disseminado
mundialmente quanto os
totens de autoatendimento
para check-in. Mas aeroportos
como o de Montreal, no Canadá,
já adotam a tecnologia.
Lá, 560 mil unidades de
bagagem foram despachadas
assim em 2010.
3
●
Identificação de
acesso por digitais
Em alguns aeroportos europeus,
como o de Dusseldorf, na
Alemanha, funcionam portões
de acesso às áreas de embarque
que identificam o passageiro
pelas digitais. São destinados
principalmente à viajantes
frequentes.
para o curto prazo
brasileiros em cerca de 40%, em seis meses, dizem especialistas
situação dos terminais piorando a cada dia, o governo Dilma
já se manifestou favorável à adoção do modelo de uso comum
também nos voos nacionais.
Mas, segundo a Anac, a mudança precisaria passar por audiência pública, antes de ser adotada. E não há nem data prevista
para que o debate aconteça.
Associado a quiosques de
atendimento, o modelo de compartilhamento de infraestrutura
tem efeito multiplicador. Segundo Christian Jahncke, diretor
da Sita para o aeroporto de Dusseldorf, normalmente seis posições de check-in tradicionais
são capazes de processar 120
embarques, por hora. Se associadas a dez quiosques de atendi-
mento, as mesmas posições processam 300. Quem tem o bilhete em mãos, só entregar a mala.
No aeroporto de Montreal,
no Canadá, a experiência foi
mais longe. Lá, foram implantados 125 quiosques de autoatendimento que, além do check-in,
permitem que o passageiro imprima o adesivo identificador
da bagagem e a despache sozinho. Segundo Antoine Rostworowski, gestor do aeroporto, no
ano passado 35% dos 13 milhões de passageiros que passaram pelo empreendimento fizeram check-in em algum dos
quiosques e despacharam 560
mil bagagens, sem o auxílio de
atendentes. Outros 25% dos passageiros usaram a internet ou te-
lefones celulares para confirmar presença no voo e apenas
40% fizeram o check-in tradicional. O executivo diz que, agora, a meta é chegar a 80% de índice de autoatendimento, nos
próximos cinco anos.
Com o compartilhamento do
check-in, uma série de outros
sistemas de operação dos aeroportos poderiam ser implantados, avalia Steiger, da Sita. Esteiras de bagagens comuns para
voos diferentes, por exemplo. A
seleção do que vai para onde é
feita com scanners. “É relativamente barato”, diz Alemão. “E é
uma tendência. Acredito que os
próximos aeroportos brasileiros,
como o de Natal, já terão”. Seria
bom acelerar o processo. ■
Navegação
aérea será
modernizada
Nova tecnologia permitirá
que mais aviões compartilhem
o espaço aéreo brasileiro
O Brasil começou no ano passado a implantar a infraestrutura
que permitirá a adoção de um
novo sistema de navegação aérea até a Copa de 2014. Ele será
baseado em dados, e não em
voz, como o atual, e permitirá
que mais aviões usem as rotas
aéreas brasileiras ao mesmo
tempo. Na avaliação de consultores como Jorge Barros, da
NvTec, porém, o governo avança em ritmo mais lento do que
necessário, principalmente na
reciclagem dos gestores do tráfego aéreo que vão usá-lo. “A
demanda cresce de forma geométrica, os serviços de forma linear”, diz o especialista, ex-tenente-coronel da Força Aérea.
Segundo Barros, o modelo de
navegação usado ainda hoje no
Brasil é essencialmente o mesmo adotado após o fim da Segunda Guerra Mundial. Para se
guiarem, os aviões têm como referência uma série de antenas
de rádio instaladas em terra.
O modelo tem o inconveniente de demandar a instalação de
mais antenas para abertura de
novas rotas e de ter custos de
manutenção muito altos, afirma o consultor. Segundo ele,
são comuns casos de vandalismo e roubo de peças. Sem contar que sobre o mar aos aviões ficam longos período sem referência de navegação e comunicação, como aconteceu com o
voo 447 da Air France, que caiu
no mar em maio de 2009.
Com a implantação do novo
sistema, a comunicação entre
as aeronaves, suas bases de operação e os controladores de voo
deixará de ser feita por voz, como hoje, e passará a ser feita
por dados. E a navegação poderá ser feita por meio de GPS,
com muito mais precisão.
Barros dá um exemplo. Hoje,
nas aerovias brasileiras, o intervalo de decolagem entre um
voo e outro que seguirá na mesma rota internacional é de pelo
menos meia hora. A distância
lateral de segurança entre as aeronaves deve ser de 8 quilômetros. O novo sistema permitirá
que o tempo entre uma decolagem e outra seja sensivelmente
reduzido e a distância lateral
Sistema deverá
estar em operação
até a Copa de 2014,
ampliando a
capacidade das
aerovias brasileiras
de segurança poderá cair para
3 quilômetros.
Mesmo problemas como a frequente troca de portões de embarque em cima da hora vai acabar. Segundo Barros, isso acontece hoje porque a comunicação entre as aeronaves, o controle de tráfego aéreo, os aeroportos e a companhias aéreas é
toda feita por voz. Quando um
voo atrasa e a programação original dos embarques precisa ser
alterada em função disso, alguém precisa passar a mão no
telefone para solicitar a atualização dos painéis que indicam os
portões de embarque. Com a comunicação por dados, as informações circularão mais rápido
e isso será automático. ■ D.S.
12 Brasil Econômico Segunda-feira, 4 de julho, 2011
BRASIL
Divulgação
DIREITO DO CONSUMIDOR
HIDRELÉTRICA
Light aceita pagar R$ 100 mil de multa
para cada bueiro que explodir no Rio
Começam as obras no primeiro
canteiroda usina de Belo Monte
Após dois meses de negociação, a Light, concessionária de energia
elétrica do Rio, aceitou, pela primeira vez, incluir no Termo de
Ajustamento de Conduta (TAC) que está sendo negociado com
o Ministério Público do estado a previsão de multa para cada
explosão de bueiro na cidade. A decisão, entretanto, só vai ser
formalizada pela empresa na próxima quarta-feira (6).
O consórcio construtor da usina hidrelétrica de Belo Monte (CCBM) já
começou a instalar o primeiro canteiro de obras no Rio Xingu, no Pará.
Como previsto, o consórcio aguardava apenas a abertura da primeira
janela hidrológica, que é o período com menor incidência de chuvas
na região, para começar a obra. As primeiras movimentações
de equipamentos e operários começaram no dia 23 de junho.
Ideia é
tornar
sistema
ágil
Aeroportosnoexterior
já usam biometria para
aumentar a segurança
Fabiana Monte
[email protected]
Aeroportos no exterior utilizam a biometria para aumentar níveis de segurança e dar
agilidade a questões operacionais , como gestão do tráfego
de passageiros, por exemplo.
Soluções baseadas nessa tecnologia identificam o usuário a
partir de características físicas
únicas de cada indivíduo, como impressão digital, íris e palma da mão, e já são usadas em
aeroportos na Inglaterra e na
Dinamarca, entre ouros países,
diz Clóvis Chiaravalloti, diretor de práticas da Unisys, que
presta serviços na área de tecnologia, como integração de sistemas, para aeroportos.
De acordo com o executivo,
uma das possibilidades é usar a
biometria para agilizar a identificação de passageiros, cujo benefício direto é dar vazão mais
rapidamente ao trânsito de pessoas no aeroporto. “Os viajantes frequentes podem ser identificados antecipadamente por
meio de reconhecimento facial,
da íris ou da digital e passam a
ter uma identidade biométrica.
As portas da área de embarque
podem identificar automaticamente essas pessoas e liberar o
acesso”, exemplifica.
Também há impactos na área
de segurança. Clóvis Chiaravalloti diz que a biometria permite
que os aeroportos otimizem o
uso de recursos de segurança,
pois, com passageiros frequentes previamente identificados, é
possível colocar mais atenção
aos desconhecidos. Além disso,
como a biometria garante veracidade da identidade do passageiro, elimina a necessidade de
apresentação de documentos
no portão de embarque. “As barreiras passam a ser automáticas
e de autosserviços. Esse processo aumenta o fluxo de passageiros e os níveis de segurança, embora essa segurança não seja notada”, diz. ■
Segunda-feira, 4 de julho, 2011 Brasil Econômico 13
Marcela Beltrão
BALANÇA
INDÚSTRIA
Superávit comercial até junho é 64,6%
maior que o do primeiro semestre de 2010
Produção industrial brasileira
atinge patamar recorde
O superávit comercial do primeiro semestre deste ano ficou em
US$ 12,985 bilhões, 64,6% acima do resultado registrado em igual período
de 2010 (US$ 7,886 bilhões), segundo o Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior. As exportações somam US$ 118,3 bilhões
no período e as importações, US$ 105,321 bilhões. O superávit comercial
de junho chegou a US$ 4,4 bilhões, 95% superior a igual mês de 2010.
A produção da indústria brasileira voltou a crescer em maio
após a queda de abril e atingiu patamar recorde, mas o ritmo
de expansão está mais lento, segundo dados do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta em maio
foi de 1,3% ante abril e de 2,7% sobre igual mês de 2010.
O crescimento anual reverte dois meses seguidos de taxas negativas.
Estrutura
de rede
merece
atenção
E integração de diferentes
sistemas dá inteligência
à operação de aeroportos
A rede de comunicação é um
elemento que merece atenção
no processo de modernização
de aeroportos. A avaliação é de
Thiago Siqueira, diretor de tecnologia da Avaya, que fornece
soluções de comunicação e de
infraestrutura. O argumento do
executivo é que a nova geração
de soluções tecnológicas, como
câmeras de monitoramento digital, depende da rede dos aeroportos para funcionar adequadamente. “Temos uma carência muito grande dessa infraestrutura e há muita coisa a ser
melhorada, porque ela é a base
para suportar as demais aplicações, apesar de não aparecer diretamente para o usuário”, explica. Modernizar essa infraestrutura inclui a adoção de políticas de prevenção e controle de
falhas, por exemplo.
Para Clóvis Chiaravalloti, diretor de práticas da Unisys, o
investimento na infraestrutura
de comunicação é importante,
mas não é o principal. Na avaliação do executivo, o fator crítico do processo de modernização de aeroportos é a integração das inúmeras aplicações do
ambiente. “Se forem instaladas
mil câmeras de segurança no
aeroporto de Guarulhos, vou
colocar mil pessoas, em todos
os turnos, para monitorar o
que as câmeras mostram? Não.
É preciso tratar esse volume de
informação de forma inteligente”, exemplifica.
A Unisys tem um projeto nesta área no aeroporto internacional de Barcelona, no qual é utilizado um software, integrado ao
monitoramento por vídeo, que
captura e avalia as informações,
identificando o nível e atenção
que cada situação merece. “Nos
aeroportos mais modernos, começa a haver uma integração
da segurança com a operação
do aeroporto”, diz Chiaravalloti. “Quando um avião pousa,
por exemplo, automaticamente
o sistema de operação informa
ao de segurança, que dá início
ao monitoramento por vídeo, inclusive com recurso de reconhecimento facial, caso necessário”, completa. ■ F.M.
14 Brasil Econômico Segunda-feira, 4 de julho, 2011
INOVAÇÃO & EDUCAÇÃO
Editor: Elaine Cotta
TERÇA-FEIRA
QUARTA-FEIRA
EMPREENDEDORISMO
GESTÃO
[email protected]
Olimpíada digital ajuda escolas
Por meio de jogos virtuais e redes sociais, instituições públicas de Pernambuco e Rio de Janeiro conseguem ampliar
Rafael Abrantes
[email protected]
Seja na escola ou em casa, a atenção dos jovens e adolescentes está cada vez mais conectada às
atrações e praticidades do mundo digital. A popularização de
smartphones e netbooks demonstram este fenômeno, que tradicionalmente é ignorado pelas coordenações das escolas e controlado nos círculos familiares. Há
três anos, esta revolução nos hábitos — inspiradora da geração Y
— foi compreendida pela Secretaria de Educação de Pernambuco
como um desafio — talvez o
maior do ensino público estadual. Como voltar a mobilizar os
jovens com as atividades da escola e garantir o aprendizado?
A dúvida parece ter encontrado uma resposta na criação da
Olimpíada de Jogos Digitais e
Educação (OJE), desenvolvida
pela Universidade Federal de
Pernambuco (UFPE) com as empresas Joy Street, Jynx, Manifesto e Meantime. “A ideia é engajar e qualificar os jovens por
meio da linguagem digital dos
jogos e redes sociais”, diz Luciano Meira, professor do Departamento de Psicologia da UFPE.
“Observamos que 50% dos alunos abandonam a escola antes
da graduação e apenas 10% exibem as competências desejadas”, afirma.
O projeto consiste na organização de jogos online para estudantes do ensino fundamental e
médio, em torno de uma narrativa RPG e com desafios aliados
aos conteúdos curriculares exigidos na rede de ensino e também pelo Enem. Segundo Meira, a OJE não é um jogo educacional, nem vídeo game. “Identificamos como jogos conversacionais, que promovem o aprendizado periférico e mais qualidade no diálogo entre alunos e professores”. Mestres e alunos têm
acesso à plataforma OJE (www.
educacao.pe.gov.br/oje) para
criar seus avatares e interagir
no espaço virtual. O bom desempenho nos jogos rende pontos (moedas) que podem valer
prêmios. O principal desafio, a
Olimpíada, ocorre ao longo do
ano, e em equipes, que devem
contar com a participação de
um professor-orientador.
“Desde o início do projeto, vemos que os jovens estão super
motivados”, relata Meira. Segundo ele, os usuários gastam,
em média, 15 minutos nas ferramentas virtuais , com picos de
acesso registrados por volta das
21h, período no qual os estudantes estão em casa —o que comprova o interesse. Em 2010, aproximadamente 40 mil alunos per-
O investimento
médio na plataforma
é de R$ 4 mil para
cada escola. No ano
passado, Pernambuco
investiu R$ 3 milhões
para equipar suas
escolas públicas
nambucanos de toda rede estadual participaram da Olimpíada,
e mais 60 mil no Rio de Janeiro,
outro estado que aderiu à ideia.
O investimento médio na plataforma é de R$ 4 mil para cada escola por ano — somando R$ 3 milhões em Pernambuco em 2010.
O programa já está em fase inicial de aplicação nas escolas públicas do Acre e em duas escolas
privadas de Recife. Surpreendentemente, o principal obstáculo à
participação dos estudantes na
Olimpíada, destaca Meira, são os
próprios professores. “Nem todos aceitam o método. Muitos
professores desconhecem o potencial dos computadores”.
A conclusão da maratona de
jogos e seleção das equipes vencedoras ocorre todo ano em gingana que conta com a presença
dos estudantes, professores e colegas. Em junho passado, as
equipes Bolcheviques, de Caruaru, e Black Power, de Cabrobó,
saíram campeãs pernambucanas de 2010, e premiadas com
iPads e PlayStation 3. Agora, a
expectativa é organizar uma
Olimpíada nacional. Para Fred
Vasconcelos, CEO da Joy Street,
o objetivo é ser a “principal
start-up de tecnologias educacionais lúdicas do país”. “Quem
sabe teremos a importância de
uma ‘Discovery’ no segmento
dos games”, completa Meira. ■
2
1
Segunda-feira, 4 de julho, 2011 Brasil Econômico 15
QUINTA-FEIRA
SEXTA-FEIRA
SUSTENTABILIDADE
TECNOLOGIA
ADRIANA FREYBERGER
Pós-doutora pela USP e consultora
do Instituto Brasil Leitor
a atrair alunos
interesse dos alunos pelas disciplinas tradicionais do currículo
Fotos: divulgação
Brincadeiras do imaginário e
os espaços do parque infantil
3
A principal pergunta que faço ao observar um parque infantil é:
por que esse espaço não acompanha a diversidade e a dinâmica
das brincadeiras infantis. Sendo o parque parte do currículo escolar, como são trabalhadas as atividades nesse espaço? Onde são
construídas nossas casinhas, cabanas ou castelos? Para responder
a essas perguntas, buscamos compreender quais são as diferentes
partes que compõe os parques infantis e como é possível alterálas para estimular brincadeiras mais ricas e dinâmicas, potencializadoras do desenvolvimento infantil.
Um bom parque infantil será diferente em cada região do nosso
país, conforme a cultura local e as propostas educativas de cada escola. É somente pelo uso que ele é transformado em um ambiente
para brincar. E não só cuidar, mas participar junto com a criança enriquece a brincadeira, pois cabe ao adulto complementar a demanda da criança, oferecendo-lhes oportunidades de ampliar seu repertório, linguagem, estímulo motor, entre outras ações que compõe o
currículo da educação infantil.
O espaço é sentido pelo homem mediante seus órgãos, sendo-lhe
difícil situar-se e perceber o espaço sem a visão, a audição, o olfato
e o tato. Embora a visão seja o órgão principal para a percepção espacial, os outros sentidos ampliam e
enriquecem o espaço visual. O espaço da educação infantil, ao sugerir
A criança
cheiros, sons, cores, texturas, canque brinca,
tos e recantos, cria o hábito, o gosexperimenta, cria e to pela descoberta e pela pesquisa.
os órgãos sensoriais possibirecria tem maiores Aguçar
lita novas experimentações sugere
possibilidades
novos conhecimentos. Para pedagogia, esse ambiente é estimulador e
de se desenvolver
a base para um projeto educativo inintegralmente
fantil de qualidade.
Mas é o corpo o principal elemento da criança, é com ele que
ela brinca, joga, experimenta sensações e desenvolve-se. O educador, ao compartilhar dessa concepção, medeia com maior facilidade às situações de aprendizado e as relações entre crianças e
adulto/crianças. Nesse contexto possuir áreas para brincar com o
corpo é privilegiar diferentes materiais.
O espaço é um dos fatores que influenciam o tipo de brincadeira.
Locais abertos são mais propícios a brincadeiras, jogos coletivos e
corporais, enquanto ambientes fechado induzem a jogos com miniaturas, de tabuleiro e brincadeiras solitárias. Espaços integrados favorecem atividades coletivas e espaços segmentados geram espaços
cada vez menores e mais funcionais.
As referências de espaço nos são dadas pelos vazios existentes
entre os volumes construídos, pelas aberturas e vãos, pelos desníveis do terreno, pela vegetação etc. Limitar o espaço do parque a
uma quadra ou a um gramado plano, é restritivo e pobre´para desenvolvimento pleno da criança. Ter arranjos volumétricos que
configurem espaços menores traz segurança e aconchego, sem limitar sua exploração.
A criança que brinca, experimenta, cria e recria tem maiores possibilidades de se desenvolver integralmente. E o espaço da escola,
ou os ambientes educativos, quando bem planejado, influenciam
positivamente o seu desenvolvimento. ■
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CLEMENTINO FRAGA FILHO
COMISSÃO PERMANENTE DE LICITAÇÃO
Rua Prof. Rodolpho Paulo Rocco nº 255 - UFRJ - Ilha do Fundão - Rio de Janeiro/RJ
Tel.: 2562-2207
Fax: 2562-6037
E-mail:[email protected]
AVISO DE LICITAÇÃO
PREGÃO ELETRÔNICO
SRP
Nº 04/2011
1. Estudantes e professores de Pernambuco se reúnem em gincana para definir os campeões
da OJE 2010; 2. A equipe Bolcheviques, de Caruaru, joga até a vitória na categoria Ensino Médio,
com 8.036 pontos; 3. Doze equipes de nove cidades pernambucanas chegaram à final no Recife
DATA
HORA
14/07/11 09:30h
DESCRIÇÃO DO SERVIÇO
Valor estimado
Aquisição de material médico cirúrgico
R$ 2.621.312,33
O Edital completo poderá ser obtido no sítio do comprasnet ou junto à CPL, trazendo um CD virgem.
Os esclarecimentos que se fizerem necessários poderão ser obtidos através dos telefones 21-25622207 / 2562-2754 ou no que couber no Serviço de Licitação e Contrato.
Rio de Janeiro, 07 de julho de 2011
Luiz Fernando de Q. Rodrigues
Pregoeiro
16 Brasil Econômico Segunda-feira, 4 de julho, 2011
EMPRESAS
Editora: Rita Karam [email protected]
Subeditoras: Estela Silva [email protected]
Isabelle Moreira Lima [email protected]
Italianos querem
colocar vinho
na taça brasileira
1
1
País ultrapassa a França como maior produtor mundial e adota
estratégia agressiva para conquistar novos mercados no exterior
Françoise Terzian, da Toscana*
[email protected]
Em um território de 70 mil hectares cravado bem no meio da
Toscana, entre a capital das artes, Florença, e a terra dos páreos, Siena, 350 produtores de
vinho produzem cerca de 35 milhões de garrafas do tinto Chianti Classico por ano, uma espécie
de joia da coroa toscana que custa entre R$ 60 e R$ 250 no Brasil
e reflete no copo o sabor da uva
sangiovese e as imagens dos cinematográficos vinhedos cultivados há séculos por gerações
das mesmas famílias.
Por conta do terroir único, do
clima continental da região e da
ligação dos proprietários das vinícolas com o vinho em todas as fases de produção, os italianos costumam adicionar doses de poesia
ao Chianti Classico. Dizem, com
orgulho, que este vinho com denominação de origem controlada
e garantida não é simplesmente
uma bebida alcoólica, mas um alimento líquido com alma.
Esse poder de sedução italiano ajudou o país a conquistar,
nas colheitas 2010/2011, o título
de maior produtor mundial de
vinhos, deixando os franceses
com seus Bordeaux e Borgonha
para trás. A Comissão europeia
revela que o país do Chianti
Classico produziu 49,6 milhões
de hectolitros no ano, atingindo ¤ 7,82 bilhões, ante os 46,2
milhões de hectolitros processados pela França. Contudo, os
franceses ainda exportam mais
vinho que os italianos - ¤ 6,3 bilhões contra ¤ 3,9 bilhões.
Cerca de 60% da produção italiana de vinhos são representadas por bebidas com os DOCG
(Denominação de Origem Controlada e Garantida), a exemplo
do Chianti Classico produzido
por vinícolas como Rocca delle
Macìe, Tenuta di Liliano, Castello di Verrazzano, Castello Di
Ama e Fattoria di Cinciano.
Após um período de prejuízos ocasionado pela crise financeira global, que afetou viníco-
“
A grande
comunidade italiana
no Brasil é o melhor
embaixador do nosso
produto no país
Marco Pallanti
las do mundo todo, os produtores de Chianti Classico aumentaram em 37% suas vendas no segundo semestre do ano passado.“Os primeiros meses deste
ano confirmam um aumento da
demanda, tendência que indica
uma recuperação“, diz Marco
Pallanti, presidente do Consorzio Vino Chianti Classico.
Nos últimos anos, o vinho
que precisa ter 90% de uva sangiovese em sua composição e
que leva o símbolo do Gallo Nero (galo negro) na garrafa tem
despertado o paladar de consumidores de países mais jovens,
além dos tradicionais mercados
compradores como Estados Unidos e Alemanha. Isso, claro,
tem a ver com as missões para a
região de Chianti, aposta em
marketing e investimentos em
replantio de vinhedos.
Potencial brasileiro
O Brasil é um dos grandes alvos
dos produtores do Chianti Classico. Embora o país seja responsável por apenas 1% de todo vinho produzido na região, o que
equivale a cerca de 353 mil garrafas, Pallanti diz que o cenário leva a crer que o Brasil incrementará suas compras nos próximos
anos. “Além do desenvolvimento econômico vivenciado pelo
país, a grande comunidade italiana que vive no país atua como o melhor embaixador do
nosso produto“, afirma Pallanti.
Isso tudo sem falar da cozinha brasileira, especialmente a
do sul, que o presidente do consórcio diz harmonizar bem com
o Chianti Classico. O ano da Itália no Brasil, a ser celebrado em
2012, é esperado com expectativa pelos produtores.“Acredito
muito no Brasil, o que explica
eu ter ido 20 vezes ao país nos
últimos 15 anos. Além de São
Paulo e do Rio de Janeiro, há
uma grande demanda por vinho em Santos e Londrina”, diz
Sergio Zingarelli, presidente da
Rocca delle Macìe. ■ *Viajou a
convite do Instituto Italiano
para o Comércio Exterior
Chianti Classico
Valorização do real e aumento
do poder aquisitivo permitem
ao brasileiro buscar sofisticação
É fato que o brasileiro está habituado a beber vinhos argentinos, como os Malbec, e chilenos, a exemplo dos Cabernet
Sauvignon, não só por apreciar
a bebida dos países vizinhos,
mas também por estímulo do
preço mais baixo. Não por acaso, essas são as nacionalidades
dos vinhos mais importados hoje pelo Brasil.
O cenário, contudo, está mudando, de carona na valorização da moeda brasileira e no aumento do poder aquisitivo. Pelo
menos é isso o que dizem importadores de vinhos como Decanter, Enoteca Fasano e Expand.
Todos estão aumentando a
oferta de rótulos e volumes de
bebidas europeias, de olho na
migração dos consumidores para bebidas mais sofisticadas. “A
uva sangiovese, que é a base do
Chianti Classico, tem um perfil
mais elegante e sutil. Os vinhos
Segunda-feira, 4 de julho, 2011 Brasil Econômico 17
Murillo Constantino
Fibria vai investir R$ 15 bilhões até 2025
A líder mundial do segmento de celulose de eucalipto pretende dobrar
sua capacidade de produção. A Fibria planeja atingir 10 milhões de
toneladas anuais até 2025. Segundo o novo presidente da empresa,
Marcelo Castelli, cerca de 50% dos recursos serão obtidos no
mercado na forma de empréstimos. O restante será pago via geração
de caixa próprio, o que deve incluir a venda da fábrica de Piracicaba
(SP) e de 120 mil hectares de plantio de eucalipto no Rio Grande do Sul.
Fotos: divulgação
2
A ORIGEM DO CHIANTI CLASSICO
Vinho com denominação de origem controlada e garantida
é produzido em cidades situadas entre Florença e Siena
e com pelo menos 90% de uvas sangiovese
NÚMEROS
Área territorial
70 mil hectares
Área total
dos vinhedos
10 mil hectares
Produção
em 2010
FLORENÇA
265 mil hectolitross
Membros do consórcio Chianti Classico
S. CASCIANO
IN VAL DI PESA
570
TAVARNELLE
VAL DI PESA
MAIORES COMPRADORES MUNDIAIS
ESTADOS UNIDOS
ITÁLIA
ALEMANHA
12%
CANADÁ
8%
7%
REINO UNIDO
7%
SUIÇA
4%
JAPÃO
3%
HOLANDA
3%
SUÉCIA
RÚSSIA 2%
BRASIL 1%
OUTROS 2%
0
5
10 15
TOSCANA
27%
24%
GREVE IN CHIANTI
BARBERINO
VAL D´ELSA
RADDA IN CHIANTI
POGGIBONSI
CASTELLINA
IN CHIANTI
GAIOLE IN CHIANTI
CASTENUOVO
BERARDENGA
20
25
30
Fonte: Consorzio Vino Chianti Classico
SIENA
3
1 Marco Pallanti, presidente
do consórcio de produtores de
vinho Chianti Classico, área
localizada na região da Toscana,
entre Florença e Siena
2 Adega de Chianti Classico,
que hoje reúne 350 produtores
que seguem regras como
utilização de, no mínimo, 90%
da uva toscana sangiovese
3 Um dos muitos vinhedos
cinematográficos das cidades
que compõem a região produtora
do vinho Chianti, como Castellina
in Chianti e Radda in Chianti,
cuja colheita ocorre em outubro
mira consumidores de vinhos chilenos
chilenos e argentinos, por sua
vez, apresentam maior potência e corpo, o que é atraente para os iniciantes em vinhos”, explica Edson Hermann, proprietário da importadora Decanter,
que traz para o Brasil rótulos como o Rocca delle Macìe, um dos
maiores produtores de Chianti
Classico e representação que foi
da Expand durante anos.
Com mais dinheiro, o consumidor de vinho tem buscado bebidas mais sofisticadas, o que
beneficia os vinhos italianos.
Brasileiros estão
migrando dos
produtos da América
Latina para os
europeus em busca de
melhor qualidade
No Brasil, o consumo dos italianos ainda se concentra em regiões de maior prestígio, como
Piemonte e Toscana. Regiões
menores como Abruzzo e Sicília, também produtoras de vinho, têm mais dificuldade em
emplacar seus rótulos no Brasil.
A exceção é o Lambrusco, um
frizante (intermediário entre o
espumante e o vinho) adocicado produzido na região da Emilia-Romagna que responde por
cerca de 80% de todo vinho italiano importado pelo Brasil. Ele
custa entre R$ 10 e R$ 30 no
país e suas vendas deve continuar em rota de ascensão. No segundo semestre, a Expand vai
passar a importar a bebida.
Bebidas sofisticadas
Mesmo assim, a empresa vê
grande potencial na venda de rótulos europeus mais sofisticados, o que a leva a comercializar
três marcas de Chianti Classico
em seu portfólio, como os do
produtor Fonterutoli. “Os consumidores de vinho estão mi-
grando do Novo Mundo para o
Velho Mundo, em busca de melhor qualidade”, afirma Otávio
Piva de Albuquerque Filho, diretor comercial da Expand.
Na Enoteca Fasano, Angélica
Marchi, gerente-geral de vendas, diz estudar a importação
de novos rótulos de Chianti Classico para atender ao aumento
da demanda de vinhos italianos
que está ocorrendo no Brasil.
Hoje, ela trabalha com o I Massi, do produtor Il Colombaio di
Cencio ■ F.T.
18 Brasil Econômico Segunda-feira, 4 de julho, 2011
EMPRESAS
IMÓVEIS 1
IMÓVEIS 2
Incorporadora PDG Realty assume
controle da companhia de shoppings REP
Com operação, REP receberá
aumento de capital de R$ 200 milhões
A construtora e incorporadora PDG Realty comprou 33,54% da Real
Estate Partners Desenvolvimento Imobiliário (REP). A operação, cujo
valor não foi informado, prevê a redução e eliminação da fatia que
a PDG possui na LDI Desenvolvimento Imobiliário. A construtora e
incorporadora do país irá, então, adquirir da LDI as ações ordinárias
da REP, utilizando créditos provenientes de tal redução de capital.
Desse total, R$ 100 milhões serão subscritos pela PDG e a outra
metade pela LDI.Com isso, a PDG, que já possuía diretamente 25%
da REP, passa a ser controladora da companhia, com participação
de 54,27%. A LDI, por sua vez, ficará com os 45,73% restantes. A REP
atua no desenvolvimento, planejamento, implantação e administração
de centros de conveniência e serviços (CCS), entre outros.
Henrique Manreza
PREÇO
R$
350 mil
é o valor teto dos imóveis
que a MZM pretende construir,
voltados para a classe média.
1.252
é o total de unidades
residenciais e comerciais que
a MZM já lançou neste ano.
O presidente da MZM Construtora,
Francisco Diogo Magnani: é
mais fácil vender em São Paulo
MZM faz expansão na Grande SP
Construtora tradicional do ABC Paulista investe R$ 40 milhões para entrar na capital paulista, Osasco e Guarulhos
Michele Loureiro
[email protected]
Depois de 15 anos com atuação
focada na região do ABC Paulista, a MZM Construtora expande
seus negócios para a capital
paulista e cidades vizinhas. O
objetivo é quintuplicar o Valor
Geral de Vendas (VGV) neste
ano e saltar dos R$ 150 milhões
somados em 2010 para R$ 750
milhões. Para isso, a companhia aposta em imóveis destinados à classe média, com valores de até R$ 350 mil, e em margens de ganho maiores.
Para viabilizar o processo de
expansão dos negócios, a MZM
Construtora vai desembolsar
cerca de R$ 40 milhões para a
compra de terrenos e para a
montagem de estandes de vendas e apartamentos decorados.
Segundo o presidente da
MZM Construtora, Francisco
Diogo Magnani, a decisão de
Na capital,
construtora já
tem projetos no
Butantã e mira
os bairros da
Pompeia e de
Santo Amaro
ampliar a área de atuação está
atrelada a intenção de aumentar as margens de ganho da
companhia. “No ABC Paulista,
temos índice de cerca de 14%
do valor total do imóvel. Já em
São Paulo, esse valor chega a
cerca de 21%”, explica.
Magnani defende que apesar
de ter terrenos mais caros, São
Paulo concentra maior volume
de mão de obra disponível e
tem uma procura maior por imóveis, o que acaba compensando
os investimentos em terrenos.
“Estamos em fase de negociação com áreas na Pompeia e em
Santo Amaro, mas já temos empreendimentos em andamento
no bairro do Butantã e nas cidades de Guarulhos, Osasco e Carapicuíba”, diz o executivo.
Neste ano, a construtora já
lançou três empreendimentos
e pretende entregar outros seis
até dezembro, somando 1.252
unidades, entre residenciais e
comerciais. “Não vamos deixar de atuar no ABC Paulista,
que continua como parte importante dos negócios”.
Outra aposta da MZM é o investimento em imóveis voltados para a classe média, com
unidades entre R$ 180 mil e R$
350 mil. “As incertezas sobre
reajustes nos valores do programa Minha Casa, Minha Vida afetaram o mercado. Mas nossa
aposta na classe média tem apresentado bons resultados e vários empreendimentos foram totalmente vendidos no lançamento”, afirma Magnani.
Mão de obra
As constantes reclamações das
construtoras em relação à escassez de mão de obra qualificada
também interferem no andamento das obras da MZM. Segundo Magnani, há um fenômeno de “transferência de profissionais” no mercado. “Como a
demanda está aquecida, os profissionais estão escassos e em
vez de pensar em programas de
qualificação de funcionários,
muitas construtoras acabam tirando profissionais das outras.
A disputa está muito grande.”
O executivo afirma que a
MZM está iniciando um processo de treinamento de funcionários para evitar os atrasos em
obras. “A intenção é que os funcionários chamem familiares e
pessoas do círculo de convivência para fazer parte da nossa
equipe. Com o treinamento adequado é possível garantir o número ideal de funcionários.”
Enquanto o treinamento não
acontece, a MZM enfrenta problemas em uma de suas obras.
“Temos atraso de cerca de quatro meses em um empreendimento de Santo André, mas foi
um erro no cálculo da obra que
prejudicou o tempo de construção da estrutura”, explica. ■
Segunda-feira, 4 de julho, 2011 Brasil Econômico 19
20 Brasil Econômico Segunda-feira, 4 de julho, 2011
REPUBLICAÇÃO DO AVISO AO MERCADO, PUBLICADO EM 27 DE JUNHO DE
AVISO AO
EDP - ENERGIAS
Companhia Aberta
CNPJ/MF nº 03.9
Rua Bandeira Paulista, nº 530, 14º a
Código ISIN B
Código de Negociação na
Nos termos do disposto na Instrução da Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) nº 358, de 3 de janeiro de 2002, conforme alterada (“Instrução CVM 358”), no artigo 53 da Instrução CVM nº 400, de 29 de dezembro de 2003, conforme alterada (“Instrução CVM 400”
acionista da EDP - ENERGIAS DO BRASIL S.A. (“Companhia”), em conjunto com (ii) BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A. (“Coordenador Líder” ou “Santander”), (iii) BANCO MORGAN STANLEY S.A. (“Morgan Stanley”
comunicam que foi protocolizado na ANBIMA - Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (“ANBIMA”), em 19 de maio de 2011, o pedido de registro da oferta pública de distribuição secundária d
1.
A OFERTA
A Oferta compreenderá a oferta pública de distribuição secundária de, inicialmente, 19.919.510 (dezenove milhões, novecentas e
dezenove mil, quinhentas e dez) Ações de emissão da Companhia e de titularidade do Acionista Vendedor, a ser realizada no Brasil,
em mercado de balcão não-organizado, em conformidade com a Instrução CVM 400 e com o Regulamento de Listagem do Novo
Mercado da BM&FBOVESPA (“Regulamento do Novo Mercado” e “Novo Mercado”, respectivamente), sob coordenação dos
Coordenadores da Oferta, com a participação do Banco Caixa Geral - Brasil, S.A. (“Coordenador Contratado”) e determinadas
instituições consorciadas autorizadas a operar no mercado de capitais brasileiro, credenciadas junto à BM&FBOVESPA S.A. - Bolsa de
Valores, Mercadorias e Futuros (“BM&FBOVESPA”) que aderirão à Oferta mediante assinatura de carta-convite bem como outras
instituições financeiras contratadas para participar da Oferta de Varejo (conforme definido no item 3.1 abaixo) (“Instituições
Consorciadas” e, em conjunto com os Coordenadores da Oferta e o Coordenador Contratado, “Instituições Participantes da
Oferta”). Serão também realizados, simultaneamente, esforços de colocação das Ações (i) nos Estados Unidos da América, para
investidores institucionais qualificados (qualified institutional buyers), conforme definidos na Rule 144A, editada pela U.S. Securities
and Exchange Commission (“SEC”), em operações isentas de registro, previstas no U.S. Securities Act de 1933, conforme alterado
(“Securities Act”) e nos regulamentos editados ao amparo do Securities Act; e (ii) nos demais países, que não os Estados Unidos
da América e o Brasil, para investidores que sejam pessoas não residentes nos Estados Unidos da América ou não constituídos de
acordo com as leis daquele país (non U.S. Persons), de acordo com a legislação vigente no país de domicílio de cada investidor e
com base na Regulation S no âmbito do Securities Act, editada pela SEC e, em ambos os casos, desde que tais Investidores Estrangeiros
(conforme definido abaixo) sejam registrados na CVM e invistam no Brasil nos termos da Lei nº 4.131, de 3 de setembro de 1962,
conforme alterada (“Lei 4.131”), ou da Resolução do Conselho Monetário Nacional nº 2.689, de 26 de janeiro de 2000, conforme alterada
(“Resolução CMN 2.689”) e da Instrução nº 325 da CVM, de 27 de janeiro de 2000, conforme alterada (“Instrução CVM 325”)
(“Investidores Estrangeiros”). Os esforços de colocação das Ações junto a Investidores Estrangeiros, exclusivamente no exterior,
serão realizados em conformidade com o Placement Facilitation Agreement (“Contrato de Distribuição Internacional”),
a ser celebrado entre o Acionista Vendedor, a Companhia, o Santander Investment Securities, Inc. (“Santander Investment Securities”),
o Morgan Stanley & Co. LLC (“Morgan Stanley & Co.”), o Itau BBA USA Securities, Inc. (“Itaú BBA USA”), o Banco Espírito Santo de
Investimento S.A., o Espírito Santo Financial Services, Inc. (“Espírito Santo Financial Services”) e o Caixa - Banco de Investimento, S.A.
(“Caixa - Banco de Investimento” e, em conjunto com Santander Investment Securities, Morgan Stanley & Co., Itaú BBA USA,
Banco Espírito Santo de Investimento S.A. e Espírito Santo Financial Services, “Agentes de Colocação Internacional”).
Nos termos do artigo 24 da Instrução CVM 400, a quantidade total de Ações inicialmente ofertada poderá ser acrescida de um lote
suplementar de até 1.991.950 (um milhão, novecentas e noventa e uma mil, novecentas e cinquenta) Ações, em percentual
equivalente a até 10% (dez por cento) das Ações inicialmente ofertadas, nas mesmas condições e no mesmo preço
(“Ações Suplementares”), conforme opção para distribuição de tais Ações Suplementares a ser outorgada pelo Acionista
Vendedor ao Morgan Stanley (“Agente Estabilizador”), as quais serão destinadas exclusivamente a atender um eventual excesso
de demanda a ser constatado no decorrer da Oferta (“Opção de Ações Suplementares”). O Agente Estabilizador terá o direito
exclusivo, a partir da data de assinatura do Contrato de Distribuição (conforme definido no item 2 abaixo), e por um período de
30 (trinta) dias contados do primeiro dia útil (inclusive) após a publicação do Anúncio de Início da Oferta Pública de Distribuição
Secundária de Ações Ordinárias de Emissão da EDP - Energias do Brasil S.A. (“Anúncio de Início”), de exercer a Opção de Ações
Suplementares, no todo ou em parte, em uma ou mais vezes, após notificação aos demais Coordenadores da Oferta, desde que a
decisão de sobrealocação das Ações Suplementares tenha sido tomada em comum acordo entre o Agente Estabilizador e os demais
Coordenadores da Oferta, no momento em que for fixado o Preço por Ação (conforme definido no item 6 abaixo). A Oferta será
realizada no Brasil, mediante registro junto à CVM, em conformidade com os procedimentos previstos na Instrução CVM 400,
na Instrução CVM 471 e no Código ANBIMA. Não foi nem será realizado nenhum registro da Oferta ou das Ações na SEC, na Comissão
do Mercado de Valores Mobiliários em Portugal ou qualquer agência ou órgão regulador de qualquer país diverso do Brasil. As Ações,
sem considerar as Ações Suplementares, serão colocadas pelas Instituições Participantes da Oferta de forma individual e não
solidária, em regime de garantia firme de liquidação a ser prestada pelos Coordenadores da Oferta, nos termos do Contrato de
Distribuição (conforme definido no item 2 abaixo). As Ações que forem objeto de esforços de colocação no exterior pelos Agentes
de Colocação Internacional junto a Investidores Estrangeiros serão obrigatoriamente adquiridas e liquidadas no Brasil junto aos
Coordenadores da Oferta, em moeda corrente nacional, nos termos do artigo 19, parágrafo 4º da Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976
e alterações posteriores (“Lei 6.385”). O início da realização do processo de Oferta foi aprovado pelo Conselho de Administração
Executivo do Acionista Vendedor no dia 13 de maio de 2011, tendo sido objeto de dispensa de parecer prévio pelo Conselho Geral
e de Supervisão do Acionista Vendedor.
2.
REGIME DE DISTRIBUIÇÃO
Após a conclusão do Procedimento de Bookbuilding (conforme definido no item 6 abaixo), a celebração do Contrato de
Coordenação, Garantia Firme de Liquidação, Aquisição e Colocação de Ações Ordinárias de Emissão da EDP - Energias do Brasil S.A.,
a ser celebrado entre o Acionista Vendedor, os Coordenadores da Oferta, a Companhia e a BM&FBOVESPA (“Contrato de Distribuição”)
a concessão do registro da Oferta pela CVM, a publicação do Anúncio de Início e a disponibilização do Prospecto Definitivo
(conforme definido no item 3 abaixo), as Ações, sem considerar as Ações Suplementares, serão distribuídas no Brasil,
em mercado de balcão não-organizado, em regime de garantia firme de liquidação, a ser prestada pelos Coordenadores da Oferta,
nas respectivas proporções de garantias de forma individual e não solidária, em conformidade com o disposto no Contrato de
Distribuição e na Instrução CVM 400.
3.
PROCEDIMENTO DA OFERTA
Após o encerramento do Período de Reserva (conforme definido no item 3.1 (a) abaixo), a realização do Procedimento de
Bookbuilding (conforme definido no item 6 abaixo), a assinatura do Contrato de Distribuição e do Contrato de Distribuição
Internacional, a concessão do registro da Oferta pela CVM, a publicação do Anúncio de Início e a disponibilização do Prospecto
Definitivo de Oferta Pública de Distribuição Secundária de Ações Ordinárias de Emissão da EDP - Energias do Brasil S.A.
(“Prospecto Definitivo”), as Instituições Participantes da Oferta realizarão a distribuição das Ações por meio de duas ofertas
distintas, quais sejam, a oferta de varejo (“Oferta de Varejo”) e a oferta institucional (“Oferta Institucional”), conforme descritas,
respectivamente, nos itens 3.1 e 3.2 abaixo, observado o disposto na Instrução CVM 400 e a dispersão acionária prevista no
Regulamento do Novo Mercado. Conforme descrito nos itens 3.1 e 3.2 abaixo, o público-alvo da Oferta consiste em (i) investidores
pessoas físicas, jurídicas e clubes de investimento (registrados na BM&FBOVESPA, nos termos da regulamentação em vigor),
residentes, domiciliados ou com sede no Brasil, que decidirem participar da Oferta de Varejo, por meio da efetivação de Pedidos de
Reserva no Período de Reserva, observado o valor mínimo de investimento de R$3.000,00 (três mil reais) e o valor máximo de investimento
de R$300.000,00 (trezentos mil reais) por investidor (“Investidores Não Institucionais”); e (ii) investidores pessoas físicas, jurídicas
e clubes de investimento cujas intenções específicas ou globais de investimento excedam o valor de R$300.000,00 (trezentos mil reais),
fundos de investimentos, carteiras administradas, fundos de pensão, entidades administradoras de recursos de terceiros registradas
na CVM, entidades autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil (“BACEN”), condomínios destinados à aplicação em
carteira de títulos e valores mobiliários registrados na CVM e/ou na BM&FBOVESPA, seguradoras, entidades de previdência
complementar e de capitalização, investidores qualificados nos termos da regulamentação da CVM, Investidores Estrangeiros e
outros investidores institucionais (“Investidores Institucionais”). Não há inadequação específica da Oferta a determinado grupo
ou categoria de investidor. No entanto, a Oferta não é adequada a investidores avessos ao risco inerente ao investimento em ações.
Como todo e qualquer investimento em ações, a aquisição das Ações apresenta certos riscos e possibilidades de perdas patrimoniais
que devem ser cuidadosamente considerados antes da tomada de decisão de investimento. Os investidores devem ler a seção
“Fatores de Risco” do Prospecto Preliminar de Oferta Pública de Distribuição Secundária de Ações Ordinárias de Emissão da
EDP - Energias do Brasil S.A. (“Prospecto Preliminar”) e também os itens “4 - Fatores de Risco” e “5 - Riscos de Mercado” do
Formulário de Referência da Companhia, para ciência dos fatores de risco que devem ser considerados em relação à aquisição das Ações.
Os Coordenadores da Oferta, com a expressa anuência do Acionista Vendedor e da Companhia, elaborarão plano de distribuição
das Ações, nos termos do artigo 33, parágrafo 3º da Instrução CVM 400 e do Regulamento de Listagem do Novo Mercado,
no que diz respeito ao esforço de dispersão acionária, o qual leva em conta a criação de uma base acionária diversificada de
acionistas e relações da Companhia com clientes e outras considerações de natureza comercial ou estratégica dos Coordenadores
da Oferta e da Companhia, observado que os Coordenadores da Oferta assegurarão (i) a adequação do investimento ao perfil de
risco de seus clientes; (ii) o tratamento justo e equitativo a todos os investidores; e (iii) o recebimento prévio pelas Instituições
Participantes da Oferta dos exemplares do Prospecto Preliminar para leitura obrigatória, de modo que suas eventuais dúvidas
possam ser esclarecidas junto aos Coordenadores da Oferta.
3.1. Oferta de Varejo: A Oferta de Varejo será realizada junto a Investidores Não Institucionais que realizem solicitação de reserva
antecipada mediante o preenchimento de formulário específico (“Pedido de Reserva”) durante o período compreendido entre
4 de julho de 2011, inclusive, e 6 de julho de 2011, inclusive (“Período de Reserva”), destinado à aquisição de Ações no âmbito
da Oferta. Os Investidores Não Institucionais que sejam, nos termos do artigo 55 da Instrução CVM 400, Pessoas Vinculadas terão
seus Pedidos de Reserva cancelados em caso de excesso de demanda superior em 1/3 (um terço) à quantidade de Ações inicialmente
ofertadas (excluídas as Ações Suplementares). No contexto da Oferta de Varejo, o montante de, no mínimo, 10% (dez por cento)
e, no máximo, 15% (quinze por cento) do total das Ações ofertadas, considerando as Ações Suplementares, caso aplicável,
(“Ações Objeto da Oferta de Varejo”), será destinado prioritariamente à colocação pública junto a Investidores Não Institucionais
no âmbito da Oferta de Varejo. Na eventualidade de a totalidade dos Pedidos de Reserva realizados por Investidores
Não Institucionais ser superior à quantidade de Ações destinada à Oferta de Varejo, haverá rateio, conforme disposto no item (h) abaixo.
Os Pedidos de Reserva serão efetuados pelos Investidores Não Institucionais de maneira irrevogável e irretratável, exceto pelo
disposto nos itens (b), (c), (e), (i), (j), (k) e (l) abaixo, observadas as condições do próprio instrumento de Pedido de Reserva, de acordo
com as seguintes condições: (a) observado o disposto no item (b) abaixo, os Investidores Não Institucionais interessados poderão
realizar reservas de Ações junto a uma única Instituição Consorciada, conforme seu respectivo procedimento, mediante o
preenchimento de Pedido de Reserva celebrado em caráter irrevogável e irretratável, exceto pelo disposto nos itens (b), (c), (e), (i),
(j), (k) e (l) abaixo, durante o Período de Reserva. O Investidor Não Institucional que seja Pessoa Vinculada deverá indicar,
obrigatoriamente, no respectivo Pedido de Reserva, sua qualidade de Pessoa Vinculada, sob pena de ter seu Pedido de Reserva
cancelado pela respectiva Instituição Consorciada; (b) caso seja verificado excesso de demanda superior em 1/3 (um terço)
à quantidade de Ações inicialmente ofertadas, sem considerar as Ações Suplementares, não será permitida a colocação,
pelas Instituições Consorciadas, de Ações junto a Investidores Não Institucionais que sejam (i) administradores ou controladores da
Companhia; (ii) administradores ou controladores de quaisquer das Instituições Participantes da Oferta e/ou de quaisquer dos
Agentes de Colocação Internacional; (iii) outras pessoas vinculadas à Oferta, ou (iv) cônjuges, companheiros, ascendentes,
descendentes ou colaterais até o segundo grau de qualquer uma das pessoas referidas nos itens (i), (ii) e (iii) anteriores
(“Pessoas Vinculadas”), sendo que, nesse caso, os Pedidos de Reserva realizados por Investidores Não Institucionais que sejam
Pessoas Vinculadas serão automaticamente cancelados; (c) cada Investidor Não Institucional poderá estipular, no respectivo Pedido
de Reserva, o preço máximo por Ação como condição de eficácia do seu Pedido de Reserva, nos termos do parágrafo 3º do artigo
45 da Instrução CVM 400. Caso o Investidor Não Institucional opte por estipular um preço máximo por Ação no Pedido de Reserva
e o Preço por Ação (conforme definido no item 6 abaixo) seja fixado em valor superior ao preço máximo por Ação estipulado pelo
investidor, o respectivo Pedido de Reserva será automaticamente cancelado pela respectiva Instituição Consorciada; (d) após a
concessão do registro da Oferta pela CVM, a quantidade de Ações adquiridas (ajustada em decorrência do rateio, se for o caso,
conforme descrito no item (h) abaixo) e o respectivo valor do investimento dos Investidores Não Institucionais serão informados a
cada Investidor Não Institucional até as 12:00 horas do dia útil imediatamente posterior à data de publicação do Anúncio de Início,
pela Instituição Consorciada que houver recebido o respectivo Pedido de Reserva, por meio de mensagem enviada ao endereço
eletrônico fornecido no Pedido de Reserva ou, na sua ausência, por telefone, correspondência ou fax, sendo o pagamento limitado
ao valor do Pedido de Reserva; (e) cada Investidor Não Institucional deverá efetuar o pagamento do valor indicado, conforme
previsto no item (d) acima, junto à Instituição Consorciada com quem tenha efetuado o respectivo Pedido de Reserva, em recursos
imediatamente disponíveis, até as 10:30 horas da Data de Liquidação (conforme definida no item 4 abaixo). Não havendo
pagamento pontual, a Instituição Consorciada na qual tal reserva foi realizada obriga-se a garantir a liquidação por parte do
Investidor Não Institucional e o Pedido de Reserva será automaticamente cancelado pela Instituição Consorciada junto à qual o
Pedido de Reserva tenha sido realizado; (f) após as 16:00 horas da Data de Liquidação (conforme definida no item 4 abaixo),
desde que confirmado o crédito correspondente ao produto da colocação das Ações na conta de liquidação, a BM&FBOVESPA,
em nome de cada uma das Instituições Consorciadas junto a qual o Pedido de Reserva tenha sido realizado, entregará a cada
Investidor Não Institucional que com ela tenha feito a reserva, o número de Ações correspondente à relação entre o valor do
investimento pretendido constante do Pedido de Reserva e o Preço por Ação (conforme definido no item 6 abaixo), ressalvadas as
possibilidades de desistência prevista nos itens (i) e (j) abaixo, as possibilidades de cancelamento previstas nos itens (b), (c) e (e)
acima, (k) e (l) abaixo e a possibilidade de rateio prevista no item (h) abaixo. Caso tal relação resulte em fração de Ação, o valor do
investimento será limitado ao valor correspondente ao maior número inteiro de Ações; (g) caso a totalidade dos Pedidos de Reserva
de Ações realizados por Investidores Não Institucionais seja igual ou inferior à quantidade de Ações Objeto da Oferta de Varejo,
sem considerar as Ações Suplementares, não haverá rateio, sendo todos os Investidores Não Institucionais integralmente atendidos
em todas as suas reservas e eventuais Ações não alocadas no montante ofertado aos Investidores Não Institucionais serão destinadas
a Investidores Institucionais, nos termos descritos no item 3.2 abaixo; (h) caso a totalidade dos Pedidos de Reserva de Ações
realizados por Investidores Não Institucionais seja superior ao montante de Ações Objeto da Oferta de Varejo, sem considerar as
Ações Suplementares, será realizado o rateio proporcional de tais Ações entre todos os Investidores Não Institucionais que tiverem
preenchido Pedidos de Reserva durante o Período de Reserva, observando-se o valor individual de cada Pedido de Reserva e
desconsiderando-se as frações de Ações. Opcionalmente, a critério dos Coordenadores da Oferta e do Acionista Vendedor,
a quantidade de Ações Objeto da Oferta de Varejo poderá ser aumentada para que os pedidos excedentes dos Investidores Não
Institucionais possam ser total ou parcialmente atendidos, sendo que, no caso de atendimento parcial, será observado o critério de
rateio descrito neste item; (i) na hipótese de ser verificada divergência relevante entre as informações constantes do Prospecto
Preliminar e as informações constantes do Prospecto Definitivo que altere substancialmente o risco assumido pelo Investidor Não
Institucional, ou a sua decisão de investimento, nos termos do parágrafo 4º do artigo 45 da Instrução CVM 400, o Investidor Não
Institucional poderá desistir do Pedido de Reserva, sem qualquer ônus, até as 16:00 horas do 5º (quinto) dia útil subsequente à data
de publicação do Anúncio de Retificação, devendo, para tanto, informar sua decisão à Instituição Consorciada que houver recebido
o respectivo Pedido de Reserva (por meio de mensagem eletrônica, fax ou correspondência enviada ao endereço da Instituição
Consorciada, conforme dados abaixo) em conformidade com os termos estipulados no respectivo Pedido de Reserva, que será então
cancelado pela respectiva Instituição Consorciada. Caso o Investidor Não Institucional não informe, por escrito, à Instituição
Consorciada sobre sua decisão de desistência do Pedido de Reserva no prazo mencionado acima, será presumido que tal Investidor
Não Institucional manteve o seu Pedido de Reserva e, portanto, tal Investidor Não Institucional deverá efetuar o pagamento em
conformidade com os termos e no prazo previsto no respectivo Pedido de Reserva; (j) na hipótese de suspensão ou modificação da
Oferta, respectivamente nos termos do artigo 20 e do artigo 27 da Instrução CVM 400, as Instituições Consorciadas deverão
acautelar-se e se certificar, no momento do recebimento das aceitações da Oferta, de que o Investidor Não Institucional está ciente
de que a Oferta foi alterada e de que tem conhecimento das novas condições estabelecidas. A revogação, suspensão ou qualquer
modificação na Oferta serão imediatamente divulgadas por meio do Diário Oficial do Estado de São Paulo e do Jornal Brasil
Econômico, também utilizados para a publicação deste Aviso ao Mercado e do Anúncio de Início, conforme disposto no artigo 27
da Instrução CVM 400 (“Anúncio de Retificação”). Caso o Investidor Não Institucional já tenha aderido à Oferta, cada Instituição
Consorciada deverá comunicar diretamente ao Investidor Não Institucional que tenha efetuado Pedido de Reserva junto a tal
Instituição Consorciada a respeito da modificação efetuada. O Investidor Não Institucional poderá desistir do Pedido de Reserva até
as 16:00 horas do 5º (quinto) dia útil subsequente à data em que foi comunicada por escrito a suspensão ou a modificação da
Oferta. Nesta hipótese, o Investidor Não Institucional deverá informar sua decisão de desistência do Pedido de Reserva à Instituição
Consorciada que tenha recebido o seu Pedido de Reserva, em conformidade com os termos e no prazo estipulado no respectivo
Pedido de Reserva, o qual será automaticamente cancelado pela referida Instituição Consorciada. Caso o Investidor Não Institucional
já tenha efetuado o pagamento, os valores depositados serão devolvidos sem juros ou correção monetária, sem reembolso e com
dedução de quaisquer tributos eventualmente aplicáveis, se a alíquota for superior a zero, no prazo de 3 (três) dias úteis contados
da comunicação do cancelamento do seu Pedido de Reserva. Caso o Investidor Não Institucional não informe, por escrito,
à Instituição Consorciada sobre sua decisão de desistência do Pedido de Reserva no prazo mencionado acima, será presumido que
tal Investidor Não Institucional manteve o seu Pedido de Reserva e, portanto, tal Investidor Não Institucional deverá efetuar o
pagamento em conformidade com os termos e no prazo previsto no respectivo Pedido de Reserva; (k) na hipótese de (i) não haver
a conclusão da Oferta; (ii) resilição do Contrato de Distribuição; (iii) cancelamento da Oferta; (iv) revogação da Oferta, que torne
ineficazes a Oferta e os atos de aceitação anteriores ou posteriores; ou ainda; (v) em qualquer outra hipótese de devolução de
Pedido de Reserva em função de expressa disposição legal, todos os Pedidos de Reserva serão automaticamente cancelados e cada
Instituição Consorciada comunicará aos Investidores Não Institucionais que com ela tenham realizado Pedido de Reserva o
cancelamento da Oferta, o que ocorrerá, inclusive, por meio de publicação de aviso ao mercado. Caso o Investidor Não Institucional
já tenha efetuado o pagamento, os valores depositados serão devolvidos sem juros ou correção monetária, sem reembolso e com
dedução de quaisquer tributos eventualmente aplicáveis, se a alíquota for superior a zero, no prazo de 3 (três) dias úteis contados
da comunicação do cancelamento da Oferta; (l) na hipótese de descumprimento, ou indícios de descumprimento, por qualquer
Instituição Consorciada, de qualquer das obrigações previstas no respectivo termo de adesão ao Contrato de Distribuição ou em
qualquer contrato celebrado no âmbito da Oferta, ou ainda, de qualquer das normas de conduta previstas na regulamentação
aplicável à Oferta (incluindo, sem limitação, aquelas previstas na Instrução CVM 400, e, especificamente, na hipótese de
manifestação indevida na mídia durante o período de silêncio, conforme previsto no artigo 48 da Instrução CVM 400), tal Instituição
Consorciada, e sem prejuízo das demais medidas julgadas cabíveis pelos Coordenadores da Oferta (i) deixará de integrar o grupo
de instituições financeiras responsáveis pela colocação de Ações no âmbito da Oferta, a critério exclusivo dos Coordenadores da
Oferta, devendo cancelar todas as reservas ou intenções de investimento que tenham recebido e informar imediatamente os
respectivos investidores sobre o referido cancelamento; (ii) arcará com quaisquer custos relativos à sua exclusão como Coordenador
Contratado e/ou Instituição Consorciada, conforme o caso, incluindo custos com publicações e honorários advocatícios, inclusive
custos decorrentes de eventuais demandas de potenciais investidores; e (iii) poderá ser suspenso(a), por um período de até 6 (seis)
meses contados da data da comunicação da violação, de atuar como Coordenador Contratado ou Instituições Consorciadas,
conforme o caso em ofertas de distribuição pública coordenadas pelos Coordenadores da Oferta. Nesse caso, a Instituição
Consorciada deverá restituir integralmente aos investidores os valores eventualmente dados em contrapartida às Ações, conforme
aplicável, no prazo de 3 (três) dias úteis da data de divulgação do descredenciamento da Instituição Consorciada, sem qualquer
remuneração ou correção monetária e com dedução, se for o caso, dos valores relativos aos tributos incidentes; e (m) os Investidores
Não Institucionais deverão realizar a aquisição das Ações mediante o pagamento à vista, em moeda corrente nacional,
de acordo com o procedimento descrito neste item 3.1. As Instituições Participantes da Oferta somente atenderão aos Pedidos de
Reserva feitos por Investidores Não Institucionais titulares de conta-corrente bancária ou de conta de investimento nelas aberta
ou mantida pelo respectivo Investidor Não Institucional. As Instituições Consorciadas poderão, a seu exclusivo critério,
exigir a manutenção de recursos em conta de investimento nela aberta e/ou mantida, para garantia do Pedido de Reserva.
Segunda-feira, 4 de julho, 2011 Brasil Econômico 21
2011, PARA INCLUSÃO DOS LOGOTIPOS DAS INSTITUIÇÕES CONSORCIADAS
MERCADO
ENBR3
S DO BRASIL S.A.
de Capital Autorizado
983.431/0001-03
andar, CEP 04532-001, São Paulo - SP
RENBRACNOR2
a BM&FBOVESPA: “ENBR3’’
”), na Instrução CVM nº 471, de 8 de agosto de 2008 (“Instrução CVM 471”), e de acordo com o Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para as Atividades Conveniadas (“Código ANBIMA”), (i) EDP - ENERGIAS DE PORTUGAL, S.A. (“Acionista Vendedor”),
”), (iv) BANCO ITAÚ BBA S.A. (“Itaú BBA”) e (v) BES INVESTIMENTO DO BRASIL S.A. - BANCO DE INVESTIMENTO (“BESI” e, em conjunto com o Coordenador Líder, Morgan Stanley e Itaú BBA, “Coordenadores da Oferta”),
e ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal, livres e desembaraçadas de quaisquer ônus ou gravames, de emissão da Companhia e de titularidade do Acionista Vendedor (“Ações” e “Oferta”, respectivamente).
Dessa forma os Investidores Não Institucionais interessados na realização do Pedido de Reserva deverão ler
cuidadosamente os termos e condições estipulados nos respectivos Pedidos de Reserva, bem como as informações
constantes do Prospecto Preliminar.
3.2. Oferta Institucional: A oferta institucional será realizada junto a Investidores Institucionais (“Oferta Institucional”).
Após o atendimento dos Pedidos de Reserva, nos termos do item 3.1 acima, as Ações remanescentes serão destinadas à colocação
pública junto a Investidores Institucionais, por meio dos Coordenadores da Oferta, que deverão apresentar suas intenções de
investimento durante o Procedimento de Bookbuilding, e do Coordenador Contratado, não sendo admitidas para Investidores
Institucionais reservas antecipadas e inexistindo valores mínimo ou máximo de investimento, e assumindo cada Investidor
Institucional a obrigação de verificar se está cumprindo os requisitos acima para participar da Oferta Institucional. Caso o número
de Ações objeto de intenções de investimento recebidas de Investidores Institucionais durante o Procedimento de Bookbuilding
(conforme definido no item 6 abaixo) exceda o total de Ações remanescentes após o atendimento dos Pedidos de Reserva dos
Investidores Não Institucionais, nos termos e condições descritos acima, terão prioridade no atendimento de suas respectivas ordens
os Investidores Institucionais que, a critério da Companhia, do Acionista Vendedor e dos Coordenadores da Oferta, levando em
consideração o disposto no plano de distribuição, nos termos do parágrafo 3º do artigo 33 da Instrução CVM 400, melhor atendam
ao objetivo desta Oferta de criar uma base diversificada de acionistas formada por investidores com diferentes critérios de avaliação,
ao longo do tempo, sobre as perspectivas da Companhia, seu setor de atuação e a conjuntura macroeconômica brasileira
e internacional. Até as 16:00 horas do primeiro dia útil subsequente à data de publicação do Anúncio de Início, os Coordenadores
da Oferta informarão aos Investidores Institucionais a quantidade de ações alocadas e o valor do respectivo investimento.
A entrega das ações alocadas deverá ser efetivada na Data de Liquidação (conforme definida no item 4 abaixo),
mediante pagamento à vista, em moeda corrente nacional, no ato da aquisição das Ações e em recursos imediatamente disponíveis,
do valor resultante do Preço por Ação multiplicado pela quantidade de Ações alocadas a cada Investidor Institucional,
de acordo com os procedimentos previstos no Contrato de Distribuição. Os Investidores Estrangeiros deverão realizar a aquisição
das Ações por meio dos mecanismos previstos na Resolução CMN 2.689, da Instrução CVM 325 e da Lei 4.131.
4.
PRAZOS DA OFERTA
O prazo para a distribuição das Ações terá início na data de publicação do Anúncio de Início e se encerrará na data de publicação
do Anúncio de Encerramento de Distribuição Pública Secundária de Ações Ordinárias de Emissão da EDP - Energias do Brasil S.A.
(“Anúncio de Encerramento”), limitado ao prazo máximo de até 6 (seis) meses, contados a partir da data da publicação do
Anúncio de Início (“Prazo de Distribuição”). Os Coordenadores da Oferta e o Coordenador Contratado terão o prazo de até
3 (três) dias úteis, contados a partir da data de publicação do Anúncio de Início, exclusive, para efetuar a colocação de Ações
(“Período de Colocação”). A liquidação física e financeira da Oferta está prevista para ser realizada no último dia do Período
de Colocação (“Data de Liquidação”), exceto com relação à distribuição de Ações Suplementares, cuja liquidação ocorrerá no
3º (terceiro) dia útil contado a partir da data de exercício da Opção de Ações Suplementares, conforme aplicável
(“Data de Liquidação das Ações Suplementares”). A data de início da Oferta será divulgada mediante a publicação do Anúncio
de Início, em conformidade com o previsto no parágrafo único do artigo 52 da Instrução CVM 400. O término da Oferta e seu
resultado serão anunciados mediante a publicação do Anúncio de Encerramento, em conformidade com o previsto no artigo 29
da Instrução CVM 400.
5.
INFORMAÇÕES SOBRE A GARANTIA FIRME DE LIQUIDAÇÃO
A garantia firme de liquidação consiste na obrigação individual e não solidária dos Coordenadores da Oferta de aquisição e
liquidação das Ações (exceto as Ações Suplementares), que tenham sido adquiridas porém não liquidadas pelos seus respectivos
investidores na Data de Liquidação, na proporção e até o limite individual de garantia firme de cada um dos Coordenadores da
Oferta, nos termos do Contrato de Distribuição. A garantia firme de liquidação é vinculante a partir do momento em que for
concluído o Procedimento de Bookbuilding (definido no item 6 abaixo), assinado o Contrato de Distribuição, publicado o
Anúncio de Início, disponibilizado o Prospecto Definitivo e concedido o registro da Oferta pela CVM. Caso as Ações adquiridas
(exceto as Ações Suplementares) por investidores não sejam totalmente liquidadas por estes até a Data de Liquidação,
os Coordenadores da Oferta liquidarão financeiramente, pelo Preço por Ação fixado de acordo com o Procedimento
de Bookbuilding (conforme definidos no item 6 abaixo), na Data de Liquidação, a totalidade do saldo resultante da diferença
entre (i) o número de Ações objeto da garantia firme de liquidação prestada, nos termos do Contrato de Distribuição;
e (ii) o número de Ações efetivamente adquiridas e liquidadas por investidores no mercado (sem considerar as Ações Suplementares),
observado o limite da garantia firme de liquidação prestada de forma individual e não solidária por cada Coordenador da Oferta.
O preço de revenda de tal saldo de Ações junto ao público, pelos Coordenadores da Oferta, durante o Prazo de Distribuição,
será o preço de mercado das Ações, limitado ao Preço por Ação (conforme definido no item 6 abaixo), ficando ressaltado
que as atividades de estabilização descritas no item 7 abaixo, em algumas circunstâncias, não estarão sujeitas a tais limites.
6.
8.
DIREITOS, VANTAGENS E RESTRIÇÕES DAS AÇÕES
As Ações garantem aos seus titulares os direitos, vantagens e restrições estabelecidos pela Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976,
conforme alterada (“Lei das Sociedades por Ações”), pelo Estatuto Social e pelo Regulamento do Novo Mercado, dentre os quais
se incluem os seguintes: (a) direito de voto nas assembleias gerais da Companhia, sendo que cada Ação corresponde a um voto;
(b) observadas as disposições aplicáveis da Lei das Sociedades por Ações, direito ao dividendo anual mínimo obrigatório,
em cada exercício social, não inferior a 25% (vinte e cinco por cento) do lucro líquido de cada exercício, ajustado nos termos do
artigo 202 da Lei das Sociedades por Ações, e dividendos adicionais eventualmente distribuídos por deliberação da assembleia geral,
incluindo o direito ao recebimento de dividendos integrais, que vierem a ser declaradas pela Companhia a partir da Data de
Liquidação; (c) direito de alienar as Ações, nas mesmas condições asseguradas aos acionistas controladores, no caso de alienação,
direta ou indireta, a título oneroso do controle da Companhia, tanto por meio de uma única operação, como por meio de operações
sucessivas (tag along) nos termos do artigo 34 do Estatuto Social da Companhia; (d) no caso de liquidação da Companhia,
direito ao recebimento dos pagamentos relativos ao remanescente do seu capital social, na proporção da sua participação no capital
social da Companhia; (e) fiscalização da gestão da Companhia, nos termos previstos na Lei das Sociedades por Ações;
e (f) direito de alienar as Ações em oferta pública a ser realizada pelos acionistas controladores, em caso de cancelamento
do registro de companhia aberta ou de cancelamento de listagem das Ações no Novo Mercado, pelo seu Valor Econômico,
apurado mediante laudo de avaliação elaborado por empresa especializada e independente.
9.
NEGOCIAÇÃO NA BM&FBOVESPA E NOVO MERCADO
Em 13 de junho de 2005, a Companhia, seus administradores e os acionistas controladores à época celebraram o Contrato de
Participação no Novo Mercado com a BM&FBOVESPA, o qual entrou em vigor em 13 de julho de 2005, aderindo ao segmento
especial do mercado de ações da BM&FBOVESPA denominado Novo Mercado, regido pelo Regulamento do Novo Mercado,
o qual estabelece regras de governança corporativa mais rigorosas que as disposições da Lei das Sociedades por Ações,
particularmente em relação à transparência e proteção aos acionistas minoritários. As principais regras relativas ao Novo Mercado
estão descritas de forma resumida no Formulário de Referência da Companhia, que está à disposição dos investidores nos
endereços indicados no item 12 abaixo. Para informações sobre a Companhia, incluindo seu setor de atuação, suas atividades,
e situação econômica e financeira, leia o Formulário de Referência da Companhia. As Ações foram admitidas à negociação
no Novo Mercado, sob o código “ENBR3”.
9.1. Restrição à Venda de Ações (Lock-up): O Acionista Vendedor, a Companhia, os administradores da Companhia,
EDP - Investment & Services Limited e Balwerk Consultadoria Econômica e Participações Sociedade Limitada firmarão acordo de não
disposição de ações ordinárias de emissão da Companhia (lock-up), pelo qual não poderão emitir, oferecer, vender, contratar a
venda, dar em garantia, outorgar opções de compra ou de qualquer outra forma onerar ou dispor, direta ou indiretamente,
quaisquer ações ordinárias de emissão da Companhia de sua titularidade, ou valores mobiliários conversíveis ou permutáveis por,
ou que representem um direito de receber ações de emissão da Companhia, ou que admitam pagamento mediante entrega de
ações de emissão da Companhia, bem como negociar ações ordinárias de emissão da Companhia e derivativos lastreados em ações
ordinárias de emissão da Companhia, a partir da assinatura do Contrato de Distribuição e por um período de 90 (noventa) dias
contados da publicação do Anúncio de Início, exceto com relação às Ações Suplementares e às ações ordinárias de emissão da
Companhia objeto de empréstimo a ser concedido ao Agente Estabilizador objetivando as atividades previstas no Contrato de
Estabilização. Tal restrição à venda de ações não será aplicável a determinadas hipóteses descritas nos acordos de lock-up.
10. INSTITUIÇÃO FINANCEIRA ESCRITURADORA DAS AÇÕES
A instituição financeira contratada para os serviços de escrituração das ações ordinárias de emissão da Companhia é a
Itaú Corretora de Valores S.A.
11. CRONOGRAMA DA OFERTA
Encontra-se abaixo um cronograma das etapas da Oferta, informando seus principais eventos a partir do protocolo na ANBIMA
do pedido de análise prévia da Oferta:
Ordem dos
Eventos
PREÇO POR AÇÃO
O preço de venda por Ação (“Preço por Ação”) será fixado após (i) a efetivação dos Pedidos de Reserva no Período de Reserva;
e (ii) a finalização do procedimento de coleta de intenções de investimento a ser conduzido pelos Coordenadores da Oferta junto
a Investidores Institucionais no Brasil, em conformidade com os artigos 23, parágrafo 1º, e 44 da Instrução CVM 400, e no exterior,
pelos Agentes de Colocação Internacional (“Procedimento de Bookbuilding”), tendo como parâmetro (a) a cotação das ações
ordinárias de emissão da Companhia na BM&FBOVESPA; e (b) as indicações de interesse, em função da qualidade da demanda
(por volume e preço), coletadas junto aos Investidores Institucionais durante o Procedimento de Bookbuilding. A cotação de
fechamento das ações ordinárias de emissão da Companhia na BM&FBOVESPA em 15 de junho de 2011 foi de R$37,59
(trinta e sete reais e cinquenta e nove centavos) por ação. As condições finais da Oferta, incluindo o Preço por Ação e a
determinação da quantidade de Ações a serem ofertadas, serão aprovadas pelo Conselho de Administração Executivo do Acionista
Vendedor, antes da concessão do registro da Oferta pela CVM, na sequência de parecer prévio ou mediante dispensa de parecer
prévio do Conselho Geral e de Supervisão do Acionista Vendedor, conforme o caso. A escolha do critério de preço de mercado para
a determinação do Preço por Ação foi devidamente justificada, tendo em vista que tal preço não promoverá a diluição injustificada
na participação societária dos atuais acionistas da Companhia e que o valor de mercado das Ações a serem adquiridas foi aferido
com a realização do Procedimento de Bookbuilding, o qual reflete o valor pelo qual os Investidores Institucionais apresentarão suas
ordens de aquisição de Ações no contexto da Oferta. Os Investidores Não Institucionais que efetuarem Pedidos de Reserva
durante o Período de Reserva no âmbito da Oferta de Varejo não participarão do Procedimento de Bookbuilding nem,
portanto, do processo de determinação do Preço por Ação. Será aceita a participação de Investidores Institucionais que sejam
considerados Pessoas Vinculadas no Procedimento de Bookbuilding, mediante sua participação até o limite máximo de 15%
(quinze por cento) do total das Ações objeto da Oferta. Nos termos do artigo 55 da Instrução CVM 400, caso seja verificado excesso
de demanda superior em 1/3 (um terço) à quantidade de ações inicialmente ofertada (excluídas as Ações Suplementares),
será vedada a colocação de ações para Investidores Institucionais que sejam Pessoas Vinculadas, sendo as ordens de investimento
realizadas por Instituições Institucionais que sejam Pessoas Vinculadas automaticamente canceladas. As Instituições Participantes da
Oferta, e/ou suas afiliadas, poderão celebrar operações com derivativos, tendo as Ações como ativo de referência, de acordo com
as quais se comprometerão a pagar a seus clientes a taxa de retorno das Ações, contra o recebimento de taxas de juros fixas ou
flutuantes (incluindo operações de total return swap). Os investimentos realizados pelas pessoas mencionadas no artigo 48,
§2º da Instrução CVM 400 para proteção (hedge) de operações com derivativos tendo as Ações como ativo de referência
(incluindo operações de total return swap) contratadas com terceiros são permitidos na forma do artigo 48 da Instrução CVM 400
e não serão considerados investimentos realizados por Pessoas Vinculadas para os fins do artigo 55 da Instrução CVM 400,
desde que tais terceiros não sejam Pessoas Vinculadas. A participação de Investidores Institucionais que sejam Pessoas
Vinculadas no Procedimento de Bookbuilding poderá impactar adversamente a formação do Preço por Ação e o
investimento nas ações por Investidores Institucionais que sejam Pessoas Vinculadas poderá promover redução da
liquidez das Ações no mercado secundário.
(1)
7.
ESTABILIZAÇÃO DE PREÇO DAS AÇÕES
O Agente Estabilizador, por intermédio da Morgan Stanley Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., poderá, a seu exclusivo
critério, realizar operações bursáteis visando à estabilização do preço das ações ordinárias de emissão da Companhia
na BM&FBOVESPA, a partir da data de assinatura do Contrato de Distribuição e por um período de 30 (trinta) dias contados do
1º (primeiro) dia útil (inclusive) após a publicação do Anúncio de Início, observadas as disposições legais aplicáveis e o disposto no
Contrato de Prestação de Serviços de Estabilização de Preço das Ações Ordinárias de Emissão da EDP - Energias do Brasil S.A.
(“Contrato de Estabilização”), o qual foi previamente submetido à análise e aprovação da CVM e da BM&FBOVESPA, nos termos
do artigo 23, parágrafo 3º da Instrução CVM 400 e do item II da Deliberação CVM nº 476, de 25 de janeiro de 2005,
antes da publicação do Anúncio de Início. Não existe obrigação por parte do Agente Estabilizador, ou da Morgan Stanley Corretora
de Títulos e Valores Mobiliários S.A., de realizar operações de estabilização e, uma vez iniciadas, tais operações poderão ser
descontinuadas a qualquer momento, observadas as disposições do Contrato de Estabilização. O Contrato de Estabilização estará
disponível para consulta e obtenção de cópias junto ao Agente Estabilizador e à CVM, nos endereços indicados no item 12 abaixo.
Evento
Data Prevista(1)
1.
Protocolo na ANBIMA do pedido de análise prévia da Oferta,
por meio do procedimento simplificado previsto na Instrução CVM 471.
19 de maio de 2011
2.
Publicação de Fato Relevante comunicando o protocolo na ANBIMA
do pedido de análise prévia da Oferta, por meio do procedimento
simplificado previsto na Instrução CVM 471.
19 de maio de 2011
3.
Publicação do Aviso ao Mercado
(sem a indicação dos logos das Instituições Consorciadas)
Disponibilização do Prospecto Preliminar
Início das apresentações do Roadshow
Início de Procedimento de Bookbuilding
27 de junho de 2011
4.
Republicação do Aviso ao Mercado
(com a indicação dos logos das Instituições Consorciadas)
Início do Período de Reserva
4 de julho de 2011
5.
Encerramento do Período de Reserva
6 de julho de 2011
6.
Encerramento das apresentações do Roadshow
Encerramento do Procedimento de Bookbuilding
Fixação do Preço por Ação
Assinatura do Contrato de Distribuição, do Contrato de Distribuição
Internacional e demais contratos relacionados à Oferta
7 de julho de 2011
7.
Concessão do Registro da Oferta pela CVM
Publicação do Anúncio de Início
Disponibilização do Prospecto Definitivo
8 de julho de 2011
8.
Início da negociação das Ações da Oferta na BM&FBOVESPA
Início do prazo para exercício da Opção de Ações Suplementares
11 de julho de 2011
9.
Data de Liquidação da Oferta
13 de julho de 2011
10.
Encerramento do prazo para o exercício da Opção de Ações Suplementares
11.
Data máxima para Liquidação das Ações Suplementares
12.
Data máxima para publicação do Anúncio de Encerramento
9 de agosto de 2011
12 de agosto de 2011
8 de janeiro de 2012
Todas as datas previstas são meramente indicativas e estão sujeitas a alterações, suspensões, aditamentos ou prorrogações a
critério da Companhia e dos Coordenadores da Oferta.
Na hipótese de suspensão, cancelamento, modificação ou revogação da Oferta, este cronograma será alterado. Quaisquer
comunicados ao mercado a tais eventos relacionados à Oferta serão informados por meio de publicação de aviso nos jornais
Diário Oficial do Estado de São Paulo e do Jornal Brasil Econômico, veículos também usados para divulgação do Aviso ao Mercado
e do Anúncio de Início, e no website da Companhia (www.edpbr.com.br/ri).
Para informações sobre suspensão, cancelamento, modificação ou revogação da Oferta, bem como para informações a respeito de
prazos, termos, condições e forma de devolução e reembolso dos valores dados em contrapartida às Ações, nos casos de suspensão,
cancelamento, modificação ou revogação da Oferta, veja item 3.1 acima.
Para informações sobre os prazos, condições e preço de revenda no caso de alienação de ações adquiridas pelos Coordenadores
da Oferta, nos termos descritos no Contrato de Distribuição, veja item 5 acima.
22 Brasil Econômico Segunda-feira, 4 de julho, 2011
12. INFORMAÇÕES ADICIONAIS
A aquisição das Ações apresenta certos riscos e possibilidades de perdas patrimoniais que devem ser cuidadosamente
considerados antes da tomada de decisão de investimento. Recomenda-se aos potenciais investidores que leiam o Prospecto
Preliminar, em especial a seção “Fatores de Risco”, bem como os itens “4 - Fatores de Risco” e “5 - Riscos de Mercado” do
Formulário de Referência da Companhia, antes de tomar qualquer decisão de investir nas Ações. O Prospecto Preliminar
contém informações adicionais e complementares a este Aviso ao Mercado, que possibilitam aos investidores uma análise
detalhada dos termos e condições da Oferta e dos riscos a ela inerentes. É recomendada aos investidores a leitura do
Prospecto Preliminar antes da tomada de qualquer decisão de investimento.
Os investidores que desejarem obter exemplar do Prospecto Preliminar ou informações adicionais sobre a Oferta ou, ainda,
a realização de reserva de Ações, deverão dirigir-se, a partir da data de publicação deste Aviso ao Mercado,
aos seguintes endereços e páginas da rede mundial de computadores das Instituições Participantes da Oferta e/ou da CVM.
•
Companhia
EDP - ENERGIAS DO BRASIL S.A.
Rua Bandeira Paulista, nº 530, 14º andar, São Paulo - SP
At.: Sr. Miguel Dias Amaro
Tel.: (0xx11) 2185-5900 - Fax: (0xx11) 2185-5920
www.energiasdobrasil.com.br
•
Acionista Vendedor
EDP - ENERGIAS DE PORTUGAL S.A.
Praça Marquês de Pombal, nº 12, Lisboa - Portugal
At.: Sr. Miguel Viana
Tel.: +351210082824 - Fax: +351210082829
www.edp.pt
•
(ii) BM&FBOVESPA, situada na Rua XV de Novembro, nº 275, na Cidade de São Paulo, no Estado de São Paulo
(www.bmfbovespa.com.br - neste website acessar - “Ofertas Públicas - EDP - Energias do Brasil S.A.”, posteriormente
acessar “Prospecto Preliminar”); (iii) Companhia, com sede na Rua Bandeira Paulista, nº 530, 14º andar,
na Cidade de São Paulo, no Estado de São Paulo (www.edpbr.com.br/ri - neste website acessar “Informações Financeiras/
Prospectos”); (iv) Coordenador Líder, com sede na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, nº 2.041 e nº 2.235, Bloco A CEP 04543-011, Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo (www.santandercorretora.com.br - neste website,
no lado direito da página, abaixo do item “Ofertas Públicas”, clicar no logo da Companhia e depois em “Prospecto Preliminar”);
(v) Morgan Stanley, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 3.600, 6º andar e 7º andar (parte) - CEP: 04538-132, na Cidade de
São Paulo, Estado de São Paulo, (www.morganstanley.com.br/ prospectos - neste website, no item “Prospectos Locais”,
acessar “Prospecto Preliminar - EDP - Energias do Brasil S.A.”); (vi) Itaú BBA, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 3.400,
3º ao 8º, 11º e 12º andares, Itaim Bibi - CEP 04538-132, Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo (http://www.itaubba.
com.br/portugues/atividades/prospectos.asp - neste website acessar “Oferta de Ações da EDP - Energias do Brasil Prospecto Preliminar”); (vii) BESI, com sede na Avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 3.729, 6º andar (www.besinvestimento.
com.br - neste website acessar “Mercado de Capitais” e na sequência acessar “Prospecto Preliminar Ações EDP”);
e (viii) Coordenador Contratado, com sede na Rua Joaquim Floriano, nº 960, 17º andar, CEP 04534-004, Itaim Bibi
(www.bcgbrasil.com.br - neste website acessar “Divulgação de Informações”, em seguida clicar em “Ofertas Públicas
de Distribuição”, onde encontrará o arquivo “EDP Energias do Brasil: Prospecto de Oferta Pública”).
Nos termos da Instrução CVM 400, da Instrução CVM 471 e do Código ANBIMA, a Companhia, o Acionista Vendedor e o
Coordenador Líder protocolizaram junto à ANBIMA o pedido de análise prévia da Oferta na CVM, em 19 de maio de 2011,
estando a presente Oferta sujeita à prévia aprovação e registro da CVM.
Coordenadores da Oferta
BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A.
Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, nº 2.041 e nº 2.235, Bloco A, CEP 04543-011, São Paulo - SP
At.: Sr. Glenn Mallett
Tel.: (0xx11) 3012-7162 - Fax: (0xx11) 3553-7099
www.santander.com.br
BANCO MORGAN STANLEY S.A.
Avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 3.600, 6º andar e 7º andar (parte), Itaim Bibi, CEP 04538-132, São Paulo - SP
At.: Sr. Paulo Mendes
Tel.: (0xx11) 3048-6000 - Fax: (0xx11) 3048-6010
www.morganstanley.com.br
BANCO ITAÚ BBA S.A.
Avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 3.400, 3º ao 8º, 11º e 12º andares, Itaim Bibi, CEP 04538-132, São Paulo - SP
At.: Sr. Adriano Lima Borges
Tel.: (0xx11) 3708-8000 - Fax: (0xx11) 3708-8107
www.itaubba.com.br
BES INVESTIMENTO DO BRASIL S.A. - BANCO DE INVESTIMENTO
Avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 3.729, 6º andar, Itaim Bibi - CEP 04538-905, São Paulo - SP
At.: Sr. Francisco Bianchi
Tel.: (0xx11) 3074-7318 - Fax: (0xx11) 3074-7462
www.besinvestimento.com.br
Este Aviso ao Mercado não constitui uma oferta de venda de Ações nos Estados Unidos da América, em Portugal ou em
qualquer outra jurisdição em que a venda seja proibida, sendo que a Companhia, o Acionista Vendedor e os Coordenadores
da Oferta não pretendem registrar a Oferta ou as Ações na SEC, na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários de Portugal
ou e qualquer agência ou órgão regulador do mercado de capitais de qualquer outro país, exceto o Brasil. As Ações não
poderão ser objeto de oferta (i) nos Estados Unidos da América ou a pessoas consideradas U.S. Persons, conforme definido
no Securities Act, exceto se registradas na SEC ou de acordo com uma isenção de registro do Securities Act ou (ii) em Portugal,
exceto se a investidores qualificados nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 30º e 110º do Código dos Valores
Mobiliários, ou a 99 (noventa e nove), e/ou menos, investidores não qualificados através de uma oferta particular.
Os Agentes de Colocação Internacional não têm qualquer responsabilidade sobre a distribuição pública das Ações no Brasil,
bem como em relação às informações contidas neste Aviso ao Mercado.
O Prospecto Preliminar contém informações adicionais e complementares a este Aviso ao Mercado e sua leitura possibilita uma
análise detalhada dos termos e condições da Oferta e dos riscos a ela inerentes.
É recomendada aos investidores a leitura do Prospecto Preliminar e do Formulário de Referência da Companhia,
especialmente as seções que tratam sobre os riscos aos quais a Companhia está exposta, antes da tomada de
qualquer decisão de investimento.
“Será admitido o recebimento de reservas, a partir da data indicada neste Aviso ao Mercado, para aquisição das
Ações que somente serão confirmadas pelo adquirente após o início do Período de Distribuição.”
“LEIA O PROSPECTO PRELIMINAR E O FORMULÁRIO DE REFERÊNCIA ANTES DE ACEITAR A OFERTA.”
“O registro da presente Oferta não implica, por parte da CVM, garantia de veracidade das informações prestadas
ou em julgamento sobre a qualidade da Companhia, bem como sobre as Ações a serem distribuídas.”
O investimento em ações representa um investimento de risco, posto que é um investimento em renda variável e,
assim, investidores que pretendam investir nas Ações estão sujeitos a perdas patrimoniais e riscos, inclusive
àqueles relacionados às Ações, à Companhia, ao setor em que atua, aos seus acionistas e ao ambiente
macroeconômico do Brasil, descritos no Prospecto Preliminar e no Formulário de Referência, e que devem ser
cuidadosamente considerados antes da tomada de decisão de investimento. O investimento nas Ações não é,
portanto, adequado a investidores avessos aos riscos relacionados à à volatilidade do mercado de capitais.
Ainda assim, não há nenhuma classe ou categoria de investidor que esteja proibida por lei de adquirir as Ações.
•
Coordenador Contratado
BANCO CAIXA GERAL - BRASIL, S.A.
Rua Joaquim Floriano, nº 960, 17º andar, CEP 04534-004, Itaim Bibi, São Paulo - SP
At.: Sr. Miguel Granado
Tel.: (0xx11) 3509-9300 - Fax: (0xx11) 3509-4446
www.bcgbrasil.com.br
•
Instituições Consorciadas
Nas dependências das Instituições Consorciadas credenciadas junto à BM&FBOVESPA para participar da Oferta.
Informações adicionais sobre as Instituições Consorciadas poderão ser obtidas na página da rede mundial de
computadores da BM&FBOVESPA (www.bmfbovespa.com.br).
São Paulo, 04 de julho de 2011.
”A(O) presente oferta pública (programa) foi elaborada(o) de acordo com as normas de Regulação e Melhores
Práticas da ANBIMA para as Ofertas Públicas de Distribuição e Aquisição de Valores Mobiliários, atendendo, assim,
a(o) presente oferta pública (programa), aos padrões mínimos de informação exigidos pela ANBIMA, não cabendo
à ANBIMA qualquer responsabilidade pelas referidas informações, pela qualidade da emissora e/ou ofertantes,
das Instituições Participantes e dos valores mobiliários objeto da(o) oferta pública (programa). Este selo não implica
recomendação de investimento. O registro ou análise prévia da presente distribuição não implica, por parte da
ANBIMA, garantia da veracidade das informações prestadas ou julgamento sobre a qualidade da companhia
emissora, bem como sobre os valores mobiliários a serem distribuídos”.
O Prospecto Preliminar estará disponível nos seguintes endereços e websites: (i) CVM, situada na Rua Sete de Setembro,
nº 111, 5º andar, na cidade do Rio de Janeiro, no Estado do Rio de Janeiro, e na Rua Cincinato Braga, nº 340, 2º, 3º e 4º
andares, na Cidade de São Paulo, no Estado de São Paulo (www.cvm.gov.br - neste website acessar “Cias Abertas e
Estrangeiras”, após acessar “Prospectos de Ofertas Públicas de Distribuição Preliminares”, após, no item “Secundárias”,
“Ações” e acessar o link referente à “EDP - Energias do Brasil S.A.”, posteriormente clicar em “Prospecto Preliminar”);
INSTITUIÇÕES CONSORCIADAS
Desde 1927
corretora
Corretora de Valores
corretora
corretora de valores, desde 1953
COORDENADORES DA OFERTA
AGENTE ESTABILIZADOR
COORDENADOR CONTRATADO
COORDENADOR LÍDER
Segunda-feira, 4 de julho, 2011 Brasil Econômico 23
EMPRESAS
Divulgação
LEILÃO
ELETRÔNICOS
Apple e fabricante da Blackberry pagam
US$ 4,5 bilhões por patentes da Nortel
Samsung cria unidade de componentes
para reformular unidade de painéis de LCD
A Apple e a Research In Motion são parte do consórcio de
seis companhias que pagaram US$ 4,5 bilhões por patentes
remanescentes da falida Nortel Networks, em um leilão no qual o
Google e a Intel saíram derrotados. Microsoft, EMC, Ericsson e Sony
também fazem parte do grupo, anunciou a Nortel. A venda inclui mais
de 6 mil patentes e as mais valiosas se relacionam à tecnologia 4G.
A mudança marca uma renovação da estrutura da unidade de
componentes, criada em 2009 mas abolida no mesmo ano para
dar poder às unidades de forma que atuassem como companhias
separadas. “A meta da criação de uma unidade é melhorar a
cooperação e gerar sinergias entre as unidades de chips de memória,
sistemas LSI, LCDs, assim como a Samsung Mobile Display”, disse.
Phonak sofistica aparelhos auditivos
para conquistar clientes do SUS
Companhia suíça também expande número de lojas no país, chegando a 28, com objetivo de crescer 7% neste ano
Henrique Manreza
Dubes Sônego
[email protected]
Integrante do grupo suíço Sonova, que no ano passado faturou mundialmente cerca de 1,6
bilhão de francos (R$ 2,75 bi)
com a venda de equipamentos
médicos, a Phonak, de equipamentos para deficientes auditivos, tem planos de ampliar sua
rede de lojas próprias e de distribuidores autorizados no Brasil. Ao lado da sofisticação do
portfólio oferecido aos pacientes do Sistema Único de Saúde
(SUS), este será um dos principais movimentos da empresa
neste ano para crescer 2% acima do mercado, que na avaliação de Pedro Stern, presidente
da Phonak no país, deverá se
expandir 4% ou 5%. No ano
passado, a filial brasileira faturou cerca de US$ 60 milhões.
A rede de lojas próprias da
empresa será ampliada de 22 para 28 unidades, enquanto a de
distribuidores autorizados, que
atuam com a marca e protocolos técnicos da Phonak, receberá o reforço de mais seis. Atualmente, tem entre 30 e 35. Os investimentos somam pouco
mais de R$ 2 milhões.
A expansão do número de lojas é importante, diz Stern, porque os equipamentos para deficientes auditivos demandam
uma série de ajustes posteriores, até que o paciente se adapte
a eles. E quanto mais moderno e
sofisticado o dispositivo, mais
complexo o suporte técnico.
Além disso, as pilhas precisam
ser trocadas toda semana e a durabilidade média dos equipamentos é de três a cinco anos.
Já a ampliação do portfólio
de produtos oferecidos à rede
pública de saúde segue a lógica
de que os deficientes auditivos
têm buscado aparelhos mais discretos visualmente, e que ofereçam recursos adicionas aos exigidos pelo SUS. São modelos resistentes a água ou com sistema
de conexão sem fio com celulares ou iPhones, por exemplo.
Segundo Stern, lá fora, os aparelhos convencionais, aqueles
com todo o sistema abrigado
em um dispositivo fixado atrás
da orelha, representam 20% do
mercado. Outros dois tipos de
Pedro Stern, presidente
da Phonak: rede pública
não está atenta à demanda
dos deficientes auditivos
Mercado brasileiro
segue tendência
internacional
de busca por
aparelhos mais
modernos e discretos
para deficientes
auditivos
aparelhos, o CRT e o interauricular, que levam parte ou todos os
componentes do sistema para
dentro do canal auditivo, dividem os 80% restantes. Aqui, na
rede pública, Stern afirma que
os aparelhos convencionais ainda são mais de 55% do total.
Uma realidade que o executivo
espera que mude rapidamente.
Aparelhos discretos
Na avaliação de Marcelo Hueb,
doutor em otorrinolaringologia
e membro da sociedade brasileira da especialidade, há de fato
uma busca por aparelhos com
mais recursos, discretos ou alinhados com as tendências de
moda, que reduzam o estigma
dos deficientes auditivos. É um
movimento parecido ao que
aconteceu com os óculos.
Mas na rede pública, o processo tende a ser retardado pelo
modelo de compra que ainda
predomina no governo, baseado em preço. “As demandas individuais dos pacientes não costumam se consideradas. O que
dificulta a adaptação e leva muitos a guardarem o parelho na gaveta”, diz o médico.
Ainda assim, esse é um mercado disputado e com receita
atrativa. São de 250 mil a 300
mil aparelhos por ano, com preços que variam de R$ 1 mil a
mais de R$ 12 mil. O potencial,
porém, é bem maior. Em países
onde o diagnóstico é mais disseminado, de 0,5% a 1% da população tem indicação para uso de
aparelhos auditivos. No Brasil,
o percentual representaria milhões de pessoas. ■
EXPANSÃO
300
mil
É o número de aparelhos para
deficientes auditivos vendidos
anualmente no Brasil. No início
da década passada, a média
anual era de cerca de 60 mil.
APARELHO 1.0
US$
100
A Fundação Otorrinolaringologia,
ligada a USP, criou um aparelho
auditivo básico com esse valor,
para produção no país. Hoje,
só a Starkey produz no Brasil.
24 Brasil Econômico Segunda-feira, 4 de julho, 2011
EMPRESAS
Divulgação
ENERGIA
ALIMENTOS
Eletrobras inaugura projeto em Minas Gerais
de capacitação profissional em energia solar
Cosan cria empresa para atuar no mercado
de bens de consumo alimentares
O projeto denominado Procel é uma parceria entre a Eletrobras e o
Centro Universitário UNA. A parceria prevê a formação de sete centros
de capacitação em energia solar térmica nas cinco regiões brasileiras,
com a previsão de formação de 2 mil alunos em cinco anos, para
trabalhar com sistemas de aquecimento solar de água. Serão
investidos R$ 2,9 milhões da Eletrobras e R$ 1 milhão da universidade.
Dona de marcas tradicionais em açúcar como União e Da Barra,
a Cosan Alimentos nasce com uma receita de R$ 1,2 bilhão e
terá como meta avaliar o potencial de novas categorias de produtos
alimentícios. A companhia, que terá gestão independente, mas
manterá seus vínculos com o grupo Cosan, não releva, por enquanto,
quais são os novos segmentos de mercado nos quais pretende atuar.
Basquete
enterra a
crise com
nova gestão
Marcelo Dória (à esq.),
da BSB, e Luís Felipe
de Barros, da CBB:
nova estratégia para
participar das Olimpíadas
Confederação muda estrutura e aumenta
faturamento da modalidade a partir de
parceria com empresa focada em negócios
Fábio Suzuki
[email protected]
Entre os esportes mais populares do país e com ídolos do porte de Oscar e Hortência, o basquete brasileiro passa por um
momento de reconstrução iniciado há dois anos com mudanças em sua estrutura e um novo
modelo de gestão adotado pela
Confederação Brasileira de Basquete (CBB). A iniciativa devese aos vários anos de uma crise
que perdurou por toda a década
passada, tanto dentro como fora das quadras, e visa retomar
os momentos de ouro da modalidade. A expectativa é que as mudanças sejam coroadas com
uma vaga da seleção masculina
para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, depois de 16
anos fora da competição.
A mudança de diretoria da
CBB, há dois anos, foi o ponto
de partida para a nova fase do
basquete no país. Antes disso,
a modalidade enfrentou problemas políticos e administrativos que levaram o torneio nacional a ter um racha com
equipes montando campeonatos paralelos, além de ver os
principais jogadores do país,
como os que defendem equipes americanas da NBA, se recusarem a vestir a camisa da
seleção por falta de pagamento do seguro dos atletas.
“Era um cenário devastador.
Nosso caixa estava no zero e tínhamos 25 escritórios de advocacia atuando simultaneamente em ações diversas contra a
entidade", afirma Luís Felipe
de Barros, diretor-executivo
da CBB. "E esse processo de reconstrução não é rápido nem
fácil, mas já realizamos meta-
Após faturar apenas
R$ 11 milhões em
2009, a CBB projeta
alcançar uma receita
de R$ 24 milhões
ao final deste ano
de das iniciativas necessárias
para recolocar o basquete no
seu lugar”, diz o diretor.
A principal ação da entidade
foi profissionalizar a gestão da
entidade por meio de uma parceria com a Brunoro Sport Business que vai até 2012. Como resultado, a CBB saiu de um faturamento de apenas R$ 11 milhões
proveniente do patrocínio de
uma única empresa, a estatal
Eletrobras, para uma receita estimada em R$ 24 milhões neste
ano com novos parceiros como
Bradesco e Travel Ace.
“Além de montar estratégias de marketing, atuamos co-
mo consultoria e auditoria em
todas as áreas da Confederação. A ideia é desenvolver um
plano de negócios para a entidade até 2020”, diz Marcelo
Doria, presidente da BSB. O objetivo dos envolvidos na iniciativa é atingir um faturamento
de R$ 45 milhões nos próximos anos. "Temos esse potencial e vamos trabalhar para
atingi-lo", afirma Barros.
Nova fase
Além da nova gestão, a CBB melhorou também a estrutura ligada diretamente à prática da modalidade, tendo como desta-
ques a criação da Escola Nacional de Treinadores, com o objetivo de formar técnicos de ponta em todo o país, e do Departamento de Ciência e Alta Performance, que abrange um time
com 50 profissionais como médicos, fisioterapeutas, preparadores físicos, fisiologistas e nutricionistas. “Como resultado,
baixamos para zero o número
de contusões no ano passado
em treinos e jogos da seleção,
sendo que havíamos perdido sete jogadores no ano anterior”,
diz o diretor da CBB.
Mesmo não tendo a supervisão direta da entidade, a cria-
Segunda-feira, 4 de julho, 2011 Brasil Econômico 25
Divulgação
AVIAÇÃO 1
AVIAÇÃO 2
Companhia Pluna oferece voos diários
entre Belo Horizonte e Montevidéu
KLM inaugura voo comercial
de Amsterdã a Paris com bioquerosene
A companhia aérea uruguaia Pluna está oferecendo frequências
diárias de Belo Horizonte para Montevidéu, além de conexões
para Buenos Aires, Santiago e Assunção. A capacidade da rota
passará de 2,8 mil assentos para 5,4 mil mensalmente. Desde a
inauguração da rota em fevereiro, a empresa alcançou a marca de
cinco mil clientes transportados e uma ocupação média de 65%..
A KLM operou na semana passada um voo comercial com
bioquerosene. O voo transportou 171 passageiros em um Boeing
737-800 e decolou do Aeroporto Schiphol, em Amsterdã, com destino
ao Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. O combustível foi produzido
com óleo de cozinha reutilizado, fornecido pela SkyNRG, consórcio
fundado pela KLM com o Grupo Mar do Norte e a Associação Spring.
Murillo Constantino
Confederação
paga alto
para repatriar
estrelas
Valor corresponde ao
seguro de atletas que defendem
times da Europa e da NBA
ção do torneio Novo Basquete
Brasil (NBB) há dois anos, com a
organização de uma liga formada pelas equipes, foi outra importante mudança que marcou
a nova fase vivida pela modalidade no país. O campeonato
substituiu o defasado Campeonato Brasileiro de Basquete e ajudou a melhorar a imagem do esporte junto ao público.
“A criação do NBB foi um grande feito para o basquete brasileiro”, diz Barros, sobre a liga que
tem a entidade como coordenadora. “É ótimo para o esporte ter
os clubes caminhando com seus
próprios pés”, afirma. ■
GESTÃO DE RESULTADOS
Bom trabalho realizado no esporte pela CBB é verificado
na comparação de diversas áreas da modalidade
desde o ano passado
2010
2011
FATURAMENTO DA CBB
R$ 11 milhões
R$ 24 milhões*
NÚMERO DE SELEÇÕES
(categorias de base até adulto)
7
12
NÚMERO DE COMPETIÇÕES
8
12
PESSOAS DENTRO DA CBB
13
28
DIAS DE TREINO
(masculino e feminino somados)
565
1.192
Fonte: Confederação Brasileira de Basquete (CBB)
*expectativa
A seleção brasileira masculina
de basquete tentará uma das
duas vagas do pré-olímpico da
modalidade que ocorre no final
de agosto em Mar del Plata, na
Argentina, para voltar a disputar os Jogos Olímpicos depois
de 16 anos fora da competição.
Para ter uma equipe competitiva e alcançar o objetivo, a Confederação Brasileira de Basquete
desembolsará mais de US$ 100
mil de seguro para ter na equipe
os principais jogadores do país,
que hoje defendem equipes da
Europa e da NBA.
“A expectativa não pode ser
outra se não a vaga para as Olimpíadas. Não existe outro objetivo
e a equipe terá todas as condições para alcançá-lo”, diz Luís
Felipe de Barros, diretor-executivo da CBB.
Na última década, a seleção
brasileira sofreu com a ausência
de jogadores que defendem times da liga americana NBA. Entre eles estão como Anderson
Varejão (Cleveland Cavaliers),
Leandrinho (Toronto Raptors),
Thiago Splitter (San Antonio
Spurs) e Nenê Hilário (Denver
Nuggets), cujos contratos estão
na casa das dezenas de milhões.
E para contar com os atletas, há
a necessidade de pagar o seguro
dos jogadores, cujo valor varia
de US$ 10 mil a US$ 20 mil.
“Era um custo que não era pago anteriormente e a culpa caía
nos atletas. Todos achavam que
os jogadores que não queriam
vestir a camisa da seleção”, comenta Barros.
Valor a ser pago
em seguro de
atletas ultrapassa
os US$ 100 mil
Além de contar novamente
com os principais atletas do país,
a CBB aposta também na qualidade do atual treinador da equipe,
o argentino Rubén Magnano, que
levou a seleção argentina ao título olímpico em 2004, em Atenas.
Ausência de peso
Apesar dos esforços da CBB
em formar uma equipe forte para buscar a vaga na Olimpíada
de Londres, no próximo ano, o
pivô Nenê Hilário, um dos principais jogadores brasileiros da
atualidade, pediu dispensa da seleção brasileira que brigará pela
vaga olímpica em agosto. Em nota divulgada na última sexta-feira, dia 24, o atleta alegou “motivos contratuais e pessoais”.
Na disputa por uma das duas
vagas para os Jogos Olímpicos, a
CBB aponta como principais rivais Porto Rico, República Dominicana, Canadá e Argentina
como os principais rivais. ■ F.S.
CBC Industrias Pesadas S/A torna público que requereu na CETESB a Licença Prévia para Caldeiras geradoras de vapor para usos diversos - exclusive para
aquec. À Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, Km 68, Medeiros, Jundiaí.
Câmara Municipal de São José dos Campos - AVISO DE CHAMAMENTO PÚBLICO
para compor subcomissão para julgamento de propostas técnicas e seus eventuais recursos apresentados nas licitações para contratação de Agência de Propaganda para
prestação de serviços de publicidade, durante os exercícios de 2011 e 2012 - Prazo
para inscrição: de 04/07/2011 a 20/07/2011 - Informações: o edital completo contendo todas as informações poderá ser baixado do site www.camarasjc.sp.gov.br. - Em
1°/07/2011 - Ver. Juvenil Silvério - Presidente.
26 Brasil Econômico Segunda-feira, 4 de julho, 2011
ENCONTRO DE CONTAS
LURDETE ERTEL
Britta Pedersen/AFP
Empregos
exportados
Tijolo brasileiro no muro
A Bahia assiste atônita
à movimentação da
gigante de calçados
Vulcabras Azaleia
para começar a
produzir na Índia.
A transferência do maior
grupo calçadista
brasileiro para a Ásia está
deixando um rastro de
milhares de demitidos em
cidades baianas. Segundo
a prefeitura de Itapetinga
(BA), nos últimos meses a
empresa dispensou 3 mil
funcionários em fábricas
na região Centro-Sul
do estado. A migração
pode deixar 18 mil baianos
sem emprego. Além de
Itapetinga, a Vulcabras
Azaleia tem unidades
em 14 cidades da Bahia.
Conforme fontes locais,
profissionais de gerência
já foram transferidos
para Nova Délhi.
Linhas de produção de
fábricas baianas
também estariam sendo
embarcadas para a Índia.
É com um apelo extra que Roger Waters, ex-baixista,
compositor e vocalista do Pink Floyd, volta ao Brasil
em março de 2012 para apresentar sua turnê The Wall em
Porto Alegre (dia 17), São Paulo (dias 21 e 22) e Rio (25).
Segundo a Time for Fun, a produção ao ar livre de The Wall
na América do Sul será em uma escala “nunca antes vista pelo
público”. Pela primeira vez no giro, que já rodou pelos EUA,
Canadá e Europa, os shows ocorrerão em estádios.
A nova versão de The Wall foi a turnê mais lucrativa
em arenas fechadas nos Estados Unidos em 2010.
The Wall foi apresentado pela primeira vez ao vivo pelo Pink
Floyd em 1980. O álbum de mesmo nome, de 1979, está entre
os cinco discos mais vendidos em todos os tempos nos EUA.
O espetáculo vai levar ao palco uma parede de 137 metros de
largura e 11 metros de altura, feita com 3 mil tijolos.
Guarda-chuva renovável
“Sempre fiz uso
desse suplemento
e nunca um
controle feito
anteriormente
apresentou
problema. Sou
extremamente
cuidadoso com
isso e tenho
a consciência
tranquila de
que não fiz nada
para melhorar
artificialmente
meudesempenho”
A CPFL Energia e a Ersa Energias
Renováveis devem concluir
em agosto a criação da CPFL
Energias Renováveis.
Segundo Wilson Ferreira Junior
revela na próxima edição da
Ibef News, a nova empresa
concentrará ativos das duas
companhias em Pequenas
Centrais Hidrelétricas, parques
eólicos e usinas termelétricas.
E chegará ao mercado com
capacidade total instalada
de 4.375 MW (megawatts).
Plano de concreto
Executivos da empresa
portuguesa Carfel, fabricante
de equipamentos produtores de
blocos de concreto, baixaram no
Ceará para negociar a instalação
de uma indústria no Estado.
O grupo pretende instalar no
Brasil uma fábrica de máquinas
para produção de blocos
de concreto, para abastecer
a cadeia produtiva da
construção civil. Outros
estados estão sendo analisados
pela empresa de Portugal.
PÉS DE QUILATE
A Nike também rendeu sua homenagem à
aposentadoria de Ronaldo. A gigante americana
de material esportivo deu de presente ao
ex-jogador um par de chuteiras totalmente
em ouro com o logotipo R9.
O R9 Mercurial Golden também é uma
forma de agradecer ao Fenômeno pela forcinha
que deu à Nike como garoto-propaganda.
A marca já criou outra chuteira de ouro para
Ronaldo no passado, vendida a US$ 5,4 mil.
Cesar Cielo, nadador,
sobre seu exame antidoping,
que acusou o uso da substância
proibida furosemida,
geralmente encontrada
em diuréticos.
Segunda-feira, 4 de julho, 2011 Brasil Econômico 27
Fotos: divulgação
Ouro express
Depois de Dubai e de Las Vegas, chegou a vez de Londres
receber a primeira máquina de ouro da Europa.
Produzida pela alemã Ex Oriente Lux, a Gold To Go disponibiliza
ouro em barras e moedas de vários tamanhos, como um
equipamento de refrigerantes ou snaks.
Por medidas de segurança, a máquina é feita de aço endurecido
e está ligada a um sistema de câmeras e alarmes.
MARCADO
● O antropólogo Roberto
DaMatta, o sociólogo Carlos
Antonio Costa Ribeiro, e o
deputado federal, professor e
ex-BBB Jean Wyllys se reunem,
amanhã, na Espm-RJ, para
mais uma edição do projeto
Juventudes Brasileiras.
[email protected]
Lambida a dois
Pouco
pano
Depois de desembarcar
recentemente no Brasil, onde
abriu sorveterias em Brasília (DF)
e São Paulo (SP), a famosa
rede argentina Freddo analisa
formas de expandir o número
de lojas no país.
Uma das alternativas em estudo
é a associação com um ou
até vários grupos brasileiros.
Além de esparramar seu sorvete
em outros pontos de São Paulo,
o grupo negocia meter sua
pazinha em outras cidades
do Brasil. Como Porto Alegre (RS)
e Rio (RJ).
Parece que a musa
do jogador de
futebol Cristiano
Ronaldo está se
especializando
em posar com
pouca roupa.
Depois de inúmeras
campanhas de lingerie,
Irina Shayk volta
a mostrar as curvas
que conquistaram
o craque português
em fotos de
biquini para a marca
alemã Bruno Banani.
As imagens foram
feitas logo após
a russa voltar do
batizado do filho
de Ronaldo, na
Madeira, em Portugal.
O Haiti é aqui
Disparou o número de haitianos
entre os trabalhadores
autorizados a atuar no estado
do Amazonas no primeiro
trimestre deste ano.
Eles foram maioria entre
as autorizações de trabalho
no Estado no período.
Seguiram os japoneses
e os coreanos.
GIRO RÁPIDO
Território israelense
A TVZ elegeu as belas paisagens
de Tel Aviv, em Israel, para
fotografar sua campanha de
Verão 2012. A top israelense Or
Grossman posou para as lentes do
badalado fotógrafo André Passos.
Mãos à obra
A Multiplan já oficializou
o início das obras das lojas
do ParkShoppingSãoCaetano,
em São Paulo. A inauguração
do novo centro comercial está
marcada para 27 de outubro.
Rock in radio
O Rock in Rio 2011 vai ter uma
rádio para chamar de sua.
Na edição brasileira deste ano,
pela primeira vez o evento terá
uma rádio oficial.
O canal será criado pelo grupo
Dial Brasil (controlador da Mix Rio
FM e da SulAmérica Paradiso) no
ambiente web, com a bênção da
promotora do evento. E vai seguir
no ar mesmo depois da edição.
Na rede
O RioSul, em parceria com
o Clube da Primeira Fila, acaba
de lançar-se no e-Commerce.
As fashionistas poderão comprar
as novidades lançadas nos desfiles
e recebê-las com exclusividade
nas lojas do shopping.
Abrindo as portas
Bertrand Rindoff-Petroff/AP
Caso sério
Foi revelado, na última semana, um segredo
guardado a sete chaves pela ex-top model
Linda Evangelista durante cinco anos.
O bilionário francês Francois-Henri
Pinault, casado com a atriz Salma Hayek,
é o pai do filho de 4 anos da ex-modelo.
Evangelista foi flagrada em um
tribunal em Manhattan, em Nova York,
tentando fazer um acordo financeiro
com os advogados de Pinault.
De acordo com documentos do tribunal
de família, o chefe-executivo do
conglomerado que conta com marcas
como Gucci, Botegga Veneta e Yves
St. Laurent no valor de US$ 28 bilhões
é o pai legítimo do menino Augustin.
Apesar do mistério ter sido revelado,
ainda há muita especulação sobre o caso:
Pinault também é pai de Valentina,
nascida de sua união com Hayek,
que tem quase a mesma idade
do herdeiro de Evangelista.
O empresário afirma que Augustin
foi concebido no início de 2006,
quando estava 'temporariamente'
separado de Hayek, com quem
casou-se em 2009, em Veneza.
A rede D'Pil inaugura
58 unidades em São Paulo
nesta semana.
O investimento foi de cerca
de R$ 5 milhões.
Jogo certo
Patrocinadora da Brasil Game
Show (BGS), a maior feira de
games da América Latina, a Sony
está produzindo jogos com
legenda e áudio em português do
Brasil. O próximo título será o
Uncharted 3, jogo mais esperado
do ano para o PlayStation 3.
Com Karen Busic
[email protected]
28 Brasil Econômico Segunda-feira, 4 de julho, 2011
CONSUMO POPULAR
PAULO VIEIRA LIMA
EXPRESSAS
Um outro perfil para
o mercado imobiliário
A nova classe média mudou
o cenário do setor da habitação.
Depois de muito tempo com
dedicação quase exclusiva
aos clientes A/B, o mercado
ganha outro contorno.
É significativo o número
de projetos diferenciados e de
maior qualidade para o público
emergente. Este é assunto
para o seminário Tendências
do Mercado Imobiliário,
que se realiza amanhã
em São Paulo e reúne bancos
e empreendedores. A iniciativa
é do Sindicato da Habitação
(Secovi), em conjunto
com o Instituto Data Popular.
Reajustes ameaçam
quem compra
imóvel na planta
Pesquisas mostram que nenhum lançamento de produto deve ignorar o poder de influência das consumidoras. Elas são leais às marcas
O público feminino prestigia
as marcas e decide a compra
As organizações procuram
entender o comportamento
feminino em relação às marcas
Desde que a mulher deu os primeiros passos para a emancipação, passando a exercer profissões remuneradas e avançou em
direção à independência em relação aos seus companheiros, o
mercado já deveria ter se preparado para tratá-la como alguém
que não consome produtos. A
mulher consome marcas e, quando decide por uma delas, sua dedicação vai além da fidelidade.
Ela é leal, diz André Alves, diretor da Cauduro Associados. Ele observa que nunca as organizações
se preocuparam tanto em entender o comportamento das mulheres e a sua relação com as marcas.
De acordo com a última pesquisa
da Sophia Mind, citada por Alves,
as mulheres controlam 66% do
consumo das famílias brasileiras.
Ou seja, do R$ 1,972 trilhão gasto
anualmente com bens e serviços
no país, R$ 1,3 trilhão é decidido
por elas, valor que transforma o
Brasil em um dos maiores mercados femininos no mundo.
“
A mulher decide.
Não deve ser tratada
como um público
à parte. Ela é o
principal público
Quando uma empresa vai lançar um produto, deve obrigatoriamente reconhecer que a mulher não é um público à parte.
Ela é o principal público, na visão do diretor da Cauduro. André Alves ressalta que o sexo feminino possui uma grande influência no consumo das famílias brasileiras. As mulheres escolhem desde a marca de fralda
do bebê até a marca de cueca
do marido, passando pela alimentação da família, cosméticos, material escolar e o destino das próximas férias. ■
TRÊS PERGUNTAS A...
O que explica toda
esta força determinando
a decisão de compra?
Diretor da Cauduro Associados
Antes de comprar
aquecedor de
ambiente, pesquise
O site BuscaPé
(www.buscape.com.br) comparou o
preço de aquecedores de ambiente
em diferentes lojas eletrônicas.
A maior diferença registrada na
pesquisa foi de R$ 54,54 para
o aquecedor Cadence AQC408
Elétrico, uma variação de 91,27%
quando comparado com o preço
mais baixo (R$ 59,76) com
o mais alto (R$ 114,30).
CADENCE AQC408 ELÉTRICO
Se no passado elas não tinham
voz, atualmente as mulheres
sinalizam os rumos e o
futuro da maioria dos produtos
colocados no mercado.
...ANDRÉ ALVES
Enquanto prossegue forte
a demanda, há um alerta
do gestor de obras da Requadra —
Desenvolvimento Imobiliário,
engenheiro Luciano Radünz.
Ele comenta que os reajustes
do Índice Nacional da Construção
Civil superam o aumento
salarial dos trabalhadores.
Radünz lembra que a maioria
dos contratos de imóveis na
planta tem reajuste feito pelas
incorporadoras até a entrega
das chaves. O aumento,
absorvido com facilidade pelas
classes mais altas, pode ser um
problema para a classe C.
A mulher faz várias coisas
simultaneamente. Não tem
tempo a perder, e por isso age
com praticidade. Se a marca
facilitar a escolha será melhor.
Esta objetividade não
transparece quando elas
escolhem os produtos...
Não é isso?
Elas são detalhistas, usam a
emoção e isto leva as empresas
a se preocupar com design
e formas capazes de agradá-las.
Mas é preciso, principalmente,
que o produto ou serviço
inspire confiança, inovação
e segurança. Enfim, elas estão
na maioria das vezes fazendo
compras para a família.
Caso haja falha na
comunicação sobre
o produto ou serviço,
qual a consequência
para quem está fazendo
o lançamento ou procurando
efetuar a venda?
Elas são formadoras de opinião
e os depoimentos valem
como aprovação ou rejeição.
Uma comunicação equivocada,
com enfoque falho em
relação ao público feminino,
pode ser fatal para a marca.
MENOR PREÇO
MAIOR PREÇO
R$ 59,76
R$ 114,30
VARIAÇÃO
91,27%
PHILCO COMFORT ÓLEO
MENOR PREÇO
MAIOR PREÇO
R$ 269,91
R$ 278,91
VARIAÇÃO
3,33%
Segunda-feira, 4 de julho, 2011 Brasil Econômico 29
Fotos: divulgação
Não dê voltas para comprar imóvel
Em Brasília, três ônibus circulam pelas ruas divulgando o
lançamento de quase 3 mil imóveis da MGarzon. Há ofertas para
todas as faixas de renda e em vários locais da cidade.
A estratégia foi criada pela Eugênio Marketing com o slogan
“Não dê voltas para comprar imóvel. Siga nossa seta”. Durante
a campanha, a MGarzon aproveita para anunciar oportunidade
de emprego para quem pretende atuar como corretor na empresa.
[email protected]
Pizzarias discutem modernidade
e profissionalização
E porque tudo pode acabar em
pizza, São Paulo se responsabiliza por utilizar 1 tonelada de farinha de trigo por ano. São 40
mil pizzas produzidas por hora
e 6 mil pizzarias em funcionamento na cidade. E é só porque
o brasileiro não come pizza durante o almoço é que, ainda,
não superamos Nova York em
consumo. Em julho, técnicos,
empresários e trabalhadores do
setor estarão reunidos em São
Paulo na ExpoPizzaria e no Congresso ExpoPizzaria-Sebrae,
quando representantes de vários estados vão debater temas
de interesse comum. Patrícia
Galassino, diretora da JKPG,
empresa organizadora do evento, diz que um dos propósitos é
propiciar atualização técnica e
profissional para os participantes. O trabalho do Sebrae na correalização dos eventos pressupõe orientação para que os congressistas tenham informações
para se firmarem como empresários. Galassino diz que os
eventos são oportunidades para
descansar da rotina do trabalho
e uma ajuda na absorção de conceitos de modernização.
Cidades como Ilha Bela querem ampliar a recepção de visitantes
Estâncias reforçam
vocação turística
São Paulo tem estradas modernas, infraestrutura de alimentação, hospedagem e atrações para
todos os níveis e gostos. Entretanto, mesmo os paulistas não conhecem bem tudo o que é possível desfrutar em seus municípios. Na Associação das Prefeituras das Cidades Estâncias do Estado de São Paulo (Aprecesp), seu
presidente Antonio Luiz Colucci,
que é prefeito da cidade de Ilhabela, se articula com seus colegas —
ao todo 67 prefeituras associadas
— para estabelecer uma grande
agenda cultural e turística. Colucci assegura que a proposta vislumbra tempos muito além da Copa
do Mundo. Setores industriais como o automobilístico precisam
de R$ 200 mil de investimento para gerar um emprego e, pelos cálculos do presidente da Aprecesp,
bastam R$ 20 mil para que uma
atividade turística gere, de imediato, um emprego direto.
Em quatro anos, 1 bilhão
com perda de audição
de cauda. Não é
um templo da música. Lá funciona
o Espaço Phonak,
cuja diretora de
marketing é Marisa Zavagli, mestre em fonoaudiologia. É aberto ao
público, oferece
orientação gratuita e alerta para a
Espaço Phonak oferece orientação
necessidade de
cuidados com a
O barulho em excesso como o
perda auditiva. A fonoaudióloga
ronco de motores ou o bate-estadiz que 10% da população brasica nas construções afeta os ouvileira tem algum grau de perda na
dos de quem vive nas grandes ciaudição e, em termos mundiais,
dades. Na Avenida Rebouças, em
até 2015 haverá 1 bilhão de pesSão Paulo, há quase tudo isto e
soas com este tipo de problema,
um refúgio onde pontuam fotos
caso não se acelere a conscientide Plácido Domingo ou Amy Wização para os cuidados neste segnehouse, uma lareira e um piano
mento da saúde.
São Paulo produz 40 mil pizzas por hora e tem 6 mil pizzarias em pleno funcionamento na cidade
Tatu na Boa usa TV
como suporte de venda
Loja virtual tem
preço garantido
Meu Móvel de
Madeira inova
Ronald Heinrichs revela que
passou nervoso ao adquirir um
produto usando a internet. Pagou o preço cheio e a seguir o valor baixou. Agora, como diretor
da loja virtual Meu Móvel de Madeira (www.meumoveldemadeira.com.br), Heinrichs criou
o Programa Preço Garantido. Se
o preço cair, o consumidor recebe a diferença em crédito para
futuras compras. Quando isto
acontece, o cliente é avisado
por e-mail. A loja trabalha com
madeira de floresta plantada para a produção de móveis sustentáveis. O site aceita cartões de
crédito e, dependendo do valor
total, há chances de parcelamento em até dez vezes, “sem
interesse de concorrer com os
magazines tradicionais”.
Entre os sites de compras paira a
ameaça de que sobreviverão, apenas, os que tiverem fortes diferenciais em relação aos milhares de
concorrentes surgidos todos os
dias no competitivo mundo do
comércio eletrônico. O Tatu na
Boa, dirigido por Débora Giacóia
e Rudy Galera, optou pelo caminho cada vez mais trilhado pelos
sites de compras coletivas, que é
o atendimento a uma região espe-
cífica e foca a área geográfica da
cidade do Rio de Janeiro. Os diretores do site apostam que podem
ganhar a dianteira em relação aos
demais porque contam com a linguagem do vídeo e usam a TV Tatu para mostrar reportagens sobre os produtos e serviços em promoção. A equipe da TV Tatu dá
impulso à abordagem que é feita
aos internautas que acessam o
www.tatunaboa.com.
Monique Valadão , Claudia Sardinha ,
Débora Giacóia, Rudy Galera e Juliana Castro
30 Brasil Econômico Segunda-feira, 4 de julho, 2011
FINANÇAS
CURSO FBM DE IFRS
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Passada a crise, GWI
quer abrir o capital
Gestora de fundos do coreano Mu Hak You já é sociedade anônima, até com conselho
de administração; balanço de 2010, no entanto, mostra prejuízo de R$ 7,3 milhões
Mariana Segala
[email protected]
Pesadamente abalada pelos efeitos da crise financeira de 2008, a
gestora GWI Asset Management
avança nos passos necessários
para realizar o que pode ser sua
maior investida institucional. A
empresa do coreano Mu Hak
You — até o estouro da bolha do
subprime notabilizada pela rentabilidade dos fundos e, então,
em poucos pregões praticamente viraram pó, tão alavancados
que eram — quer abrir o capital.
A gestora diz que a abertura
de capital, no momento, não é a
prioridade, uma vez que está
voltada para o desempenho das
carteiras e a captação de novos
investidores. Mas já foi transformada, no fim do ano passado,
em sociedade anônima de capital fechado. “Com isso, os padrões de governança corporativa e contábeis da empresa passam a ser regidos pela Lei das Sociedades por Ações”, detalha a
administração da GWI em comunicado. A empresa já criou um
conselho de administração e começou a divulgar demonstrações finananceiras auditadas pela Ernst&Young Terco.
Mas o primeiro balanço e relatório de administração divulgados pela companhia não mostram uma situação muito animadora. A GWI teve prejuízo líquido de R$ 7,3 milhões em 2010,
resultado de uma receita 76%
menor que a registrada em
2009 — apesar de a carteira de
ativos sob gestão ter crescido
82% no período. “O ano de
2010 foi de grande dificuldade
para os gestores de fundos de investimentos de renda variável”, justificou You no documento, mencionando a volatilidade do mercado em função da
situação econômica dos Estados
Unidos e da Europa. “Mesmo
com uma realidade muito mais
saudável e uma perspectiva de
crescimento bastante significativa, a bolsa brasileira apresentou
a mesma volatilidade e incerteza dos mercados exteriores.”
O prejuízo levou a empresa a
uma complicada situação de passivo a descoberto, num total de
mais de R$ 4 milhões. Significa
dizer que a GWI terminou o ano
GWI Asset
Management
terminou o ano com
mais obrigações do
que o total de seus
bens e direitos:
“passivo a
descoberto” chegou
a R$ 4 milhões e,
para fazer frente
aos compromissos,
dono se comprometeu
a realizar aumento
de capital de
R$ 7,5 milhões
com bens e direitos que, somados, não cobriam o valor das
suas obrigações. Para melhorar
os indicadores financeiros e fazer frente a compromissos com
bancos, governo e fornecedores,
You se comprometeu a fazer um
aporte de R$ 7,5 milhões na empresa ao longo deste ano.Procurada, a GWI não informou se o
aumento de capital foi realizado.
Desempenho
Considerado uma pessoa de trato difícil pelos que o conhecem,
You ganhou fama por seus fundos figurarem seguidamente entre os mais rentáveis do mercado, em parte fruto da alavancagem das carteiras. O mesmo elemento que ampliou os resultados positivos, no entanto, levou
os fundos à bancarrota. As cotas
do antigo GWI Fia — apropriadamente rebatizado GWI Leverage
(alavancagem, em inglês) — chegaram a valer perto de R$ 440
mil em maio de 2008, caindo para pouco mais de R$ 6 mil em dezembro, segundo dados da Comissão de Valores Mobiliários
(CVM). Desde lá, dobraram de
valor, mas o prejuízo está longe
de ser recuperado. O fundo, que
teve resgates congelados na crise, tem 505 cotistas e patrimônio de R$ 108,6 milhões.
As carteiras sem alavancagem,
por outro lado, têm desempenho
bem melhor. As cotas do GWI
Classic, com 146 cotistas e patrimônio de R$ 80 milhões, já valem R$ 546 mil, bem mais perto
dos seus valores mais altos, na casa dos R$ 600 mil. Em 12 meses,
enquanto o Ibovespa ganhou
2,41%, o fundo rendeu 16,56%.
A recuperação das carteiras,
segundo a GWI, se baseou em algumas premissas. A gestão de
risco agora é mais rígida, enquanto a política de “buy-andhold” (comprar e manter) foi
flexibilizada, ampliando o dinamismo das operações. A gestora
passou a operar com cinco corretoras, para diluir o risco de
concentração de ativos em cenários de estresse, e a alavancagem é usada com “maior conservadorismo”. Para demonstrar
comprometimento com os cotistas, o próprio You e seus funcionários fizeram repetidos aportes nas carteiras. ■
DIVERSIFICAÇÃO
Gestora aposta
também no segmento
imobiliário
Além de fundos de ações,
a gestora do coreano Mu Hak
You está se embrenhando
também nas carteiras
imobiliárias. A GWI Real Estate,
empresa de empreendimentos
imobiliários do grupo fundada
em 2006, encerrou neste ano
a captação do fundo GWI
Condomínios Logísticos.
A carteira, ativa desde 2009,
possui atualmente mais de 70
investidores e R$ 75 milhões
de ativos sob gestão. Uma
oferta pública de cotas
(conduzida pela corretora
Socopa) entre agosto do ano
passado e fevereiro deste ano
pretendia levantar quase R$ 44
milhões. Conseguiu R$ 24 milhões.
“O setor imobiliário é menos
volátil, razão pela qual a
gestora se dedicou a ele
depois da crise”, diz um
consultor do segmento.
O primeiro ativo do fundo foi
o condomínio logístico Global
Cumbica, empreendimento
instalado em um terreno de
106 mil metros quadrados nas
proximidades do Aeroporto
Internacional de São Paulo,
na cidade de Guarulhos. M.S.
DESEMPENHO DOS FUNDOS DA CASA
Rentabilidade e patrimônio dos veículos no fim de junho
FUNDO DE AÇÕES
(NOME E LANÇAMENTO)
CLASSIC (1/9/99)
COTA, PATRIMÔNIO,
EM R$ EM R$ MILHÕES
DIA
MÊS
ANO
ACUMULADO
EM %**
546.259
80,20
1,40%
0,01%
-0,18%
2.631,30
LEVERAGE (13/2/04)
13.941
108,57
5,13%
3,12%
-4,32%
-72,12
PRIVATE (8/2/05)
41.068
201,86
8,27%
-2,17%
-14,30%
-58,93
PIPES* (7/4/08)
9.786
31,64
1,03%
-5,59%
-12,26%
-2,14
DIVIDENDOS* (1/10/09)
8.812
6,74
0,41%
-18,17%
1,25%
-11,88
HIGH GROWTH (2/3/10)
9.924
3,81
4,16%
2,30%
-9,06%
-0,76
10.385
2,59
0,53%
-1,29%
-2,92%
3,85
SMALL E MID CAPS (23/9/10)
Fonte: GWI
*Em 29/6/2011 **Desde o início do fundo
Segunda-feira, 4 de julho, 2011 Brasil Econômico 31
Adriano Machado/Bloomberg
BB e Mapfre formam 2º maior grupo segurador
O braço de seguros do Banco do Brasil aportou R$ 332,6 milhões na
parceria estabelecida com o grupo de seguros espanhol Mapfre. A transação
foi anunciada em maio e concluída na sexta-feira. O Grupo Segurador BB
e Mapfre forma o segundo maior do setor no Brasil em arrecadação de
prêmios de seguro. O acordo cria duas sociedades, divididas igualmente
em participação acionária: a primeira inclui seguros pessoais, imobiliário
e agrícola; a segunda, reúne os ramos de veículos e riscos especiais.
Miguel Rojo/AFP
Fundos da GWI e gestor
Mu Hak You possuem 5,22%
das ações do frigorífico Marfrig
Carteira troca Americanas por Marfrig
Ações do frigorífico representam
quase metade do patrimônio
do principal fundo da GWI
O estilo fundamentalista de gerir fundos de Mu Hak You parece se basear no princípio da concentração. O coreano já foi o
principal acionista individual
de Lojas Americanas, mas hoje
nem ele nem os fundos da GWI
constam entre os principais detentores dos papéis. A posição
nas ações da B2W, empresa de
varejo on-line controlada pela
Lojas Americanas, aliás, foi
apontada pelo gestor como
uma das razões para o fraco desempenho das carteiras no primeiro semestre de 2010.
A grande aposta de You atualmente está no frigorífico Marfrig. Cerca de 47% do patrimônio do principal fundo da gestora — o GWI Leverage — está alocado nas ações da empresa, segundo os últimos dados disponíveis na Comissão de Valores
Mobiliários (CVM), de abril. As
mesmas ações também compõem a carteira de outros fundos, como o GWI Classic (em
que representam 16%), o GWI
Pipes (14%) e o GWI Small Caps.
Companhias,
como a Profarma e
a Viver (antiga Inpar),
compõem o
portfólio básico dos
fundos da gestora
Ações de outras empresas também se repetem nas carteiras,
caso de Profarma e Viver (antiga Inpar).
“Essa concentração não é
uma prática muito usual. É um
risco bem relevante que a gestora assume”, diz um analista de
empresas que cobre os papéis da
Marfrig. O tamanho da posição
dos fundos na empresa, e o histórico do gestor, o levam a olhar
para as ações com uma certa dose de ressalva. “Um eventual
desmonte ocasionaria um movimento relevante no papel.”
O percentual de ações em cir-
culação no mercado (free float)
da Marfrig é de 37% e os fundos
da GWI detêm pouco mais de
5% das ações ordinárias da empresa. “A concentração não chega a ser exatamente excessiva.
O problema está na alavancagem, que também é o diferencial dos fundos”, considera um
ex-funcionário da gestora.
Desde 2009, a GWI lançou
três novos fundos de ações, focados em setores específicos. Um
é voltado a ações de dividendos,
outro a small caps e o terceiro, a
empresas com alto potencial de
crescimento. ■ M.S.
32 Brasil Econômico Segunda-feira, 4 de julho, 2011
INVESTIMENTOS
RENDA FIXA
Flávia Furlan
[email protected]
Paísem“luademel”cominflaçãofocaEUA
Dúvidas quanto à recuperação econômica
dos Estados Unidos, após a crise de 2008,
ainda pairam no ar e é por isso que divulgações do país têm mexido fortemente com o
mercado. Nesta semana, o destaque fica por
conta de dados de trabalho, com o relatório
de emprego dos setores privado e público
(payroll) na sexta-feira. "Existe uma forte
suspeita de que o nível de desemprego estrutural, que é o mínimo que se atinge em condições normais, tenha subido nos EUA", diz
o economista da corretora Banif CVC, Mauro Schneider, para quem o que prevalece
em relação à economia americana não é otimismo e, sim, incerteza.
O economista da Renascença, Marcelo
Nascimento, aponta a geração líquida de 80
mil vagas no mercado de trabalho dos EUA
para junho, ainda insuficiente para reativar a
economia do país. "A própria taxa de desemprego esperada, de 9,1%, é muito alta para
padrões americanos, que ainda enfrentam
problemas de recuperação". Já o estrategista
de renda variável do HSBC, Carlos Nunes,
diz que espera a criação de 105 mil vagas, ante o consenso do mercado de 85 mil. "O mercado vai acompanhar de perto essa leitura de
emprego, até mesmo para ver se o Banco
Central americano vai tomar mais medidas
de flexibilização de aperto monetário".
Na Europa, a semana é marcada pela reunião do Banco Central Europeu (BCE), na
quinta-feira, para definição da nova taxa de
juro. Segundo estimativas, deve ser elevada
em 0,25 ponto percentual, para 1,50% ao
ano. "Seria surpresa se não tivesse essa elevação", afirma Schneider. Nunes, do HSBC, diz
que mais importante do que a definição será
o discurso do presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, em que sinalizará o que esperar
para a inflação."O mercado vai ver a tônica
para a política monetária e se o BCE está dando mais foco aos países centrais ou aos periféricos". Existem duas realidades diferentes
entre essas nações, com as do segundo grupo enfrentando problemas fiscais. "O aumento do juro prejudica o acesso dos países periféricos ao mercado de dívida".
Inflação
No Brasil, de acordo com Nascimento, da Renascença, o principal indicador da semana
é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo
(IPCA), a ser divulgado na quinta-feira, que
deve ser o primeiro em muito tempo a vir
praticamente zerado em relação ao mês anterior, com alta de 0,10%. "A economia brasileira está em ritmo de expansão razoável,
adequado para a estrutura econômica. Os indicadores estão bastante confortáveis", diz.
Já Schneider, da Banif CVC, explica que o resultado da inflação se dá pela queda sazonal
de preços agrícolas, tendo pouca relação
com uma desaceleração da atividade econômica. Nunes, do HSBC, espera uma variação de 0,08% do índice, ante 0,47% no mês
anterior, o que mostra uma "lua de mel" do
mercado com a inflação, que deve durar
dois meses. Desta forma, ele indica que os
investidores se posicionem, na bolsa, em
empresas com maior exposição ao mercado
interno e em blue chips (ações mais negociadas), se houver volta de fluxo de capital. "Estamos mais otimistas em bancos, varejo e
consumo", diz.
No Brasil, será divulgada ainda a produção, venda e exportação de veículos pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), primeiro dado
expressivo de atividade de junho, que mostrará se o aperto monetário tem tido efeito,
segundo Schneider. ■
INDICADORES E EVENTOS DA SEMANA
SEGUNDA-FEIRA (4/7)
5h30
6h
7h
8h30
11h
| (Zona do Euro) — Confiança do investidor
| (Zona do Euro) — Índice de Preços ao Produtor
| (Brasil) — IPC-Fipe
| (Brasil) — Boletim Focus
| (Brasil) — Balança comercial semanal
| (China) — Sondagem de serviços
| (EUA) — Feriado nacional (mercados fechados)
TERÇA-FEIRA (5)
5h30
6h
7h
8h
10h
11h
| (Zona do Euro) — PMI composto e de serviços
| (Zona do Euro) — Vendas no varejo
| (Alemanha) — Pedidos à indústria
| (Brasil) — Índice de preço ao produtor de maio – IBGE
| (Brasil) — Indicadores industriais (capacidade instalada)
| (EUA) — Pedidos à indústria
QUARTA-FEIRA (6)
6h30
7h
7h
8h
| (Portugal) — Leilão de títulos
| (Japão) — Indicador coincidente e antecedente
| (Alemanha) — Pedidos à indústria
| (Brasil) — Sondagem de serviços
Fontes: Banco Fator, Gradual Investimentos e Concórdia Corretora
11h | (EUA) — ISM composto, exceto manufatura
12h30 | (Brasil) — Fluxo cambial semanal
| (Brasil) — Produção, venda e exportação de veículos - Anfavea
Fundo
Data
Rent.
12 meses
(%)
No ano
ITAU PERSONNALITE RF MAXIME FICFI
BB RENDA FIXA LP 50 MIL FICFI
BB RENDA FIXA LP PLUS ESTILO FIC FI
CAIXA FIC EXECUTIVO RF LONGO PRAZO
CAIXA FIC IDEAL RF LONGO PRAZO
BB RENDA FIXA 5 MIL FIC FI
BB RENDA FIXA 200 FIC FI
BB RENDA FIXA 50 FIC FI
ITAU PREMIO RENDA FIXA FICFI
BB RENDA FIXA LP 100 FICFI
1/jul
30/jun
30/jun
30/jun
30/jun
1/jul
1/jul
1/jul
1/jul
30/jun
10,39
10,37
10,36
9,99
9,38
9,14
7,97
7,46
7,05
6,88
5,31
5,19
5,18
5,02
4,73
4,67
4,12
3,87
3,71
3,56
Fundo
Data
Rent.
12 meses
(%)
No ano
BB REF DI LP PREM ESTILO FIC FI
ITAU PERS MAXIME REF DI FICFI
BB REF DI PLUS ESTILO FIC FI
BB REFERENCIADO DI 5 MIL FIC FI
BB NC REF DI LP PRINCIPAL FIC FI
HSBC FIC REF DI LP POUPMAIS
BB REF DI 200 FIC FI
ITAU PREMIO REF DI FICFI
BRADESCO FIC DE FI REF DI HIPER
SANT FIC FI CLAS REF DI
30/jun
1/jul
1/jul
1/jul
30/jun
1/jul
1/jul
1/jul
1/jul
1/jul
10,57
10,22
10,17
8,52
8,27
7,98
7,92
6,92
6,50
6,08
5,30
5,19
5,16
4,38
4,22
4,14
4,10
3,62
3,42
3,18
Fundo
Data
Rent.
12 meses
(%)
No ano
BB ACOES VALE DO RIO DOCE FI
CAIXA FMP FGTS VALE I
ITAU ACOES FI
BRADESCO FIC DE FIA
BRADESCO BA FIC DE FIA
BRADESCO FIC DE FIA MAXI
UNIBANCO BLUE FI ACOES
SANTANDER FIC FI ONIX ACOES
ALFA FIC DE FI EM ACOES
BB ACOES PETROBRAS FIA
30/jun
30/jun
30/jun
30/jun
30/jun
30/jun
30/jun
30/jun
30/jun
30/jun
15,30
14,26
1,96
(0,08)
(0,20)
(0,28)
(2,33)
(2,95)
(7,07)
(12,59)
(9,27)
(9,84)
(9,91)
(10,75)
(10,88)
(10,92)
(12,92)
(12,70)
(15,75)
(13,06)
Taxa Aplic. mín.
adm. (%) (R$)
1,00
1,00
1,00
1,10
1,50
2,00
3,00
3,50
4,00
4,00
80.000
50.000
50.000
30.000
5.000
5.000
200
50
300
100
DI
Taxa Aplic. mín.
adm. (%) (R$)
0,70
1,00
1,00
2,50
2,47
3,00
3,00
4,00
4,50
5,00
100.000
80.000
50.000
5.000
100
30
200
1.000
100
100
AÇÕES
Taxa Aplic. mín.
adm. (%) (R$)
2,00
1,90
4,00
4,00
4,00
4,00
5,00
2,50
8,50
2,00
200
1.000
200
100
200
MULTIMERCADOS
Fundo
Data
Rent.
12 meses
(%)
No ano
ITAU EQUITY HEDGE ADV MULT FI
BTG PACTUAL MULTIE FI MULTIM
BB MULTIM TRADE LP ESTILO FICFI
ITAU PERS K2 MULTIM FICFI
CAPITAL PERF FIX IB MULT FIC
ITAU PERS MULTIE MULT FICFI
SANT FIC FI ESTRAT MULTIM
SANT FI CAP PROT VG7 MULT
SANT CAPITAL PROT 3 FI MULT
SANT FICFI CAP PROT VG6 BR MULT
30/jun
30/jun
30/jun
30/jun
30/jun
30/jun
30/jun
30/jun
30/jun
30/jun
13,45
11,02
10,61
10,50
10,47
10,29
7,64
4,18
2,26
1,47
6,47
5,27
5,22
4,96
5,28
5,02
3,82
(3,29)
(2,42)
(5,67)
Taxa Aplic. mín.
adm. (%) (R$)
2,00
1,10
1,50
1,50
1,50
1,25
2,00
2,50
2,30
2,50
10.000
50.000
50.000
20.000
5.000
10.000
5.000
5.000
5.000
QUINTA-FEIRA (7)
5h30
5h30
7h
8h
8h45
9h
9h15
9h30
| (Espanha) — Leilão de títulos
| (Reino Unido) — Produção industrial
| (Alemanha) — Produção industrial
| (Brasil) — IGP-DI
| (Europa) — Decisão de taxa de juros
| (Brasil) — IPCA de junho
| (EUA) — Relatório de emprego do setor privado
| (Europa) — Entrevista coletiva de Trichet após decisão de juros
SEXTA-FEIRA (8)
3h | (Alemanha) — Balança comercial
8h | (Brasil) — IPC-S
9h | (Brasil) — Emprego e salário na indústria - IBGE
9h30 | (EUA) — Relatório de emprego dos setores privado e público
(payroll)
11h | (EUA) — Estoques no atacado
16h | (EUA) — Crédito ao consumidor
*Taxa de performance. Ranking por número de cotistas.
Fonte: Anbima. Elaboração: Brasil Econômico
IBOVESPA
(EM PONTOS)
67.500
67.000
66.500
Máxima
Mínima
Fechamento
66.000
67.076,76
66.164,94
67.058,02
65.500
10h
Fonte: BM&FBovespa
11h
12h
13h
14h
15h
16h
17h
Segunda-feira, 4 de julho, 2011 Brasil Econômico 33
BOLSA
Sobe e desce na semana
12,17%
foi a variação das ações preferenciais do Pão de Açúcar na semana,
o melhor desempenho da carteira do Ibovespa no período. Na ponta
oposta, os papéis da B2W registraram desvalorização de 4,25%.
HOME BROKER
recomendação para manutenção
por entender que o preço de
conversão criava uma espécie de
teto de curto prazo, “impedindo
uma valorização de seus títulos
acima disso”. No entanto, os
preços estão cerca de 13% abaixo
deste teto, configurando um
potencial de valorização (upside).
O preço-alvo de longo prazo é
de R$ 47 por ação. Outro motivo
apontado por Montes para a
alteração será a realização de
uma leilão A-3, agora em julho,
no qual a empresa irá ofertar
1.200 megawatts (MW) de
energia. “Vemos condições de
competitividade da empresa para
esse leilão como excepcionais,
tendo enorme chance de
sucesso“, aponta o documento.
Com o sucesso deste leilão,
a empresa mais que dobraria
de tamanho - “o que certamente
será um trigger para as ações“.
A capacidade atual da empresa
é de 1.080 MW.
MPX Energia
Lopes Filho eleva para compra
a recomendação para ações
A Lopes Filho elevou a
recomendação para as ações
da MPX Energia de manutenção
para a compra. A mudança se
deu, segundo relatório assinado
por Alexandre Montes, porque
quando anunciou a emissão de
debêntures conversíveis, a equipe
da corretora havia rebaixado a
CONSTRUÇÃO
Cingapura aumenta
participação acionária
na BR Properties
“A #VALE5 anuncia recompra de ação
e a cotação dispara 4,5%. A #PETR4
confirma megapoço de petróleo
em Santos e o papel não anda. É a vida!”
@picapautrader, investidor
“O relógio está correndo.
Se parlamentares não chegarem
a acordo sobre aumento do limite
de endividamento nos EUA,
o circo vai pegar fogo”
@Ricamconsult, Ricardo Amorim, economista
O fundo soberano de Cingapura,
Government of Singapore
Investment Corporation (GIC),
aumentou a fatia na companhia
brasileira de incorporação
BR Properties. O fundo atingiu
participação correspondente
a 6,60% do total de ações
ordinárias de emissão da
companhia, que totalizam
11.534.618 ações. Segundo
o GIC, trata-se de diversificação
de portfolio e que não altera
a composição do controle
acionário ou a estrutura
administrativa da companhia.
O fundo soberano também
tem aplicações na
administradora de shoppings
Aliansce, com 5,3% do capital.
LEIA E ASSINE
O BRASIL ECONÔMICO.
Prezado Assinante, a Central de Atendimento e Venda de Assinaturas
passa a atender nos telefones:
0800 021 0118 (São Paulo e demais localidades) | (21) 3878-9100 (Capital do RJ)
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De segunda a sexta-feira, das 6h30 às 18h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 7h às 14h.
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34 Brasil Econômico Segunda-feira, 4 de julho, 2011
INVESTIMENTOS
Cristiane Fensterseifer
Analista da Geração Futuro
Investimento em
imóveis versus bolsa
Após valorização de 85% no preço dos imóveis em São
Paulo nos últimos três anos (índice da Fipe) é natural
que muitos se interessem em adquirir imóveis para investimento. O movimento em manada em direção a
um tipo de ativo, embora comum, nem sempre se mostra acertado, principalmente após uma grande alta nos
preços. O que ocorreu recentemente na bolsa brasileira ilustra bem. Enquanto o Ibovespa acumulou alta de
100% de 2003 a 2006, o número de investidores pessoa
física ampliou-se 157%, para 219 mil. Alta mais impressionante aconteceu em 2007, quando o número de investidores mais que dobrou, enquanto a bolsa subia
44% no ano. Este crescimento não continuou nos períodos que seguiram a crise, quando o número de investidores cresceu apenas 18% em 2008 (e a bolsa caiu
41%), e 3% em 2009, quando a bolsa recuperou e se valorizou 83%. Conclusão: a quantidade de investidores
que entraram na bolsa em alta superou muito o número
dos que compraram ações a preços "de banana". Isso demonstra a propensão a investir no mercado em alta, e o
risco de perder o melhor momento: comprar na baixa.
A comparação da alta nos imóveis com a migração
de investidores para o mercado acionário é válida em
um momento em que muitos gestores consideram a bolsa "barata", enquanto muitos investidores fogem das
ações, abalados ainda pelo sentimento de quem perdeu
dinheiro na crise. Após tempo de estagnação na bolsa e
alta dos imóveis, no que vale a pena investir?
A quantidade de
investidores que
entraram na bolsa
em alta superou o
número dos que
compraram ações
a preços “de banana”,
correndo o risco
de perder o
melhor momento:
comprar na baixa
BOLSAS INTERNACIONAIS (COMPORTAMENTO NA SEMANA)
(EM PONTOS)
DOW JONES
12.700
12.525
12.350
12.175
12.000
27/JUN
28/JUN
29/JUN
30/JUN
1/JUL
27/JUN
28/JUN
29/JUN
30/JUN
1/JUL
27/JUN
28/JUN
29/JUN
30/JUN
1/JUL
27/JUN
28/JUN
29/JUN
30/JUN
1/JUL
27/JUN
28/JUN
29/JUN
30/JUN
1/JUL
S&P 500
1.350
1.330
1.310
1.290
1.270
NASDAQ
2.830
2.796
2.762
2.728
2.694
O movimento em manada em
direção a um tipo de ativo, embora
comum, nem sempre se mostra
acertado, principalmente após
uma grande alta nos preços
2.660
DAX
7.500
Um indicador muito utilizado para comparar o “custo” das ações é o P/L, valor em mercado dividido pelo
lucro acumulado por uma empresa. O P/L atual do índice Ibovespa considerando os lucros dos últimos 12 meses das companhias que o compõe, segundo a Bloomberg, está em 9x, comparado a 15x em junho de 2010,
já que o preço das ações caiu e o lucro das empresas aumentou. Podemos comparar com o que é pago hoje por
um imóvel para alugar.Caso tenha custado R$ 100 mil
e renda um aluguel de 0,6% do seu valor ao mês (média de mercado), reinvestido pela Selic, geraria um "lucro" de R$ 7,7 mil em um ano, o que, considerado o valor pago pelo imóvel, leva a um P/L de 13x, muito superior ao P/L atual do Ibovespa.
É difícil afirmar que o ciclo de alta dos preços dos
imóveis continuará, bem como prever se haverá ou
não valorização na bolsa. No entanto, o histórico de valorização e o custo atual de cada um amplia o questionamento entre um e outro. Coloque de um lado da balança a alta sem precedente dos imóveis, que levou os preços no Brasil a superarem os de locais mais valorizados
no mundo, um setor altamente dependente de crédito
— com tendência de escassez e alta no custo — e um cenário inflacionário e de juros em alta, que desencoraja
compradores, e de outro uma bolsa que cai no ano em
12 meses, nesta mesma economia que vai bem e vende
tantos imóveis, e talvez surja a resposta. ■
7.375
7.250
7.125
7.000
FTSE-100
6.000
5.900
5.800
5.700
5.600
Fonte: CNN Money e Brasil Econômico
Segunda-feira, 4 de julho, 2011 Brasil Econômico 35
Poupança
Rendimento
0,57%
este é o rendimento das cadernetas com aniversário hoje. Até o dia
27 de junho, a captação líquida (saques menos depósitos) ficou
negativa em R$ 2,7 bilhões, perfazendo saldo de R$ 385,6 bilhões.
MOEDAS (COTAÇÕES DE FECHAMENTO)
DÓLAR (R$/US$)
JURO FUTURO
(Fechamento de 1/jul — em % ao ano)
EURO (US$/€)
1,620
COMMODITIES
(Índice CRB — em pontos)
1,460
340
12,60
6
1,442
1,603
3
337
1,424
12,48
4
1,406
12,35
3
3
334
1,388
12,23
2
3
331
12,100
328
2
1,585
1,568
1,550
1,370
27/JUN
1/JUL
27/JUN
1/JUL
24/JUN 27/JUN 28/JUN 29/JUN 30/JUN 1/JUL
JUL/11 AGO/11 SET/11 OUT/11JAN/12ABR/12JUL/12OUT/12JJJAN/13ABR.13 JUL.13 OUT.13JAN/14ABR.14 JUL.14 OUT.14JAN/15
Fontes: Bloomberg, BC, BM&FBovespa e Brasil Econômico
Balanço da indústria brasileira de fundos
RENTABILIDADE ACUMULADA
(em %)
FUNDOS DE INVESTIMENTOS
Tipos
Semana
Mês
Ano
12 meses
1,49
1,24
1,48
1,18
1,37
-2,50
-1,31
-2,27
-2,72
-3,16
-7,06
1,15
-7,98
-4,46
-6,71
2,99
13,26
2,02
8,13
3,70
0,18
0,19
0,14
-0,27
0,86
0,88
0,79
0,20
5,39
5,52
5,85
4,55
10,97
11,23
12,45
6,49
0,18
0,17
0,21
0,15
0,51
0,81
3,47
3,72
5,79
9,99
10,98
12,11
AÇÕES
Ibovespa Ativo
Dividendos
IBrX Ativo
Livre
Sustent/Governança
RENDA FIXA
Curto Prazo
Referenciado DI
Renda Fixa
Renda Fixa Índices
MULTIMERCADOS
Macro
Multiestrategia
Juros e Moedas
(EM R$ BILHÕES)
APLICAÇÕES
RESGATES
2.320
2.195
143
2.278
2.155
136
2.236
2.115
129
2.194
2.075
122
2.152
2.035
JAN/11
115
JAN/11
JUN/11
JAN/11
JUN/11
CAPTAÇÃO LÍQUIDA HISTÓRICA
(em R$ milhões)
(em %)
ÍNDICES
2008
CDI
Ibovespa
IBrX
Dólar
12,38
-41,22
-41,77
31,94
DISTRIBUIÇÃO POR CATEGORIA
Patrimônio líquido
2009
9,88
82,66
72,84
-25,49
Demais
10,42%
Renda fixa
30,09%
Previdência
11,37%
Ações
10,06%
Multimercados
21,63%
Fonte: Anbima (www.comoinvestir.com.br)
2010
TRIMESTRE
2011
9,75
1,04
2,62
-4,31
5,43
-10,10
-7,25
-4,98
1
2
3
4
2008
2009
2010
2011
30.883,14
-17.892,58
-36.409,83
-32.489,28
9.546,99
17.227,67
52.156,59
13.233,12
29.754,15
27.778,07
37.975,17
22.446,66
53.492,19
3.755,89
0,00
0,00
CAPTAÇÃO POR CATEGORIA
(em R$ milhões)
Categoria
Referenciado DI
12,16%
JUN/11
Fonte: Anbima (www.comoinvestir.com.br)
RENTABILIDADE HISTÓRICA
Curto prazo
4,27%
CAPTAÇÃO LÍQUIDA
Curto Prazo
Referenciado DI
Renda Fixa
Multimercados
Cambial
Dívida Externa
Ações
Previdência
Exclusivo Fechado
FIDC
Imobiliário
Participações
Off-Shore
Total Geral
PL
77.053,22
219.507,47
543.064,96
390.516,21
768,93
497,11
181.573,68
205.321,81
2.658,70
56.339,96
3.552,85
71.935,28
52.262,48
1.805.052,67
Aplicações
Semana
Resgates
Captação líquida
Aplicações
No Ano
Resgates
Captação líquida
7.546,22
6.390,16
9.734,55
4.229,82
2,79
0,16
382,41
930,76
0,00
1.194,53
NB
200,74
NB
30.612,14
9.799,20
6.729,67
9.598,09
4.366,30
6,34
0,03
505,41
677,38
0,00
3.317,14
NB
30,59
NB
35.030,15
-2.252,99
-339,51
136,46
-136,48
-3,55
0,13
-123,00
253,38
0,00
-2.122,60
NB
170,15
NB
-4.418,01
287.121,65
214.785,80
353.330,52
159.511,55
187,90
32,89
18.889,32
32.419,91
1.308,31
62.147,74
0,00
8.814,92
NB
1.138.550,49
271.792,95
214.057,82
298.036,91
189.518,35
256,04
1,76
20.779,77
19.987,29
161,02
66.122,19
0,00
588,29
NB
1.081.302,41
15.328,70
727,98
55.293,60
-30.006,80
-68,14
31,12
-1.890,45
12.432,62
1.147,28
-3.974,45
0,00
8.226,63
NB
57.248,08
36 Brasil Econômico Segunda-feira, 4 de julho, 2011
MEMÓRIA
Corpo de Itamar
Franco será
cremado hoje
Ex-presidente foi velado ontem em Juiz de Fora e receberá honras
fúnebres de ex-governador no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte
Pedro Venceslau
[email protected]
Por um capricho do destino, o
rápido período de agonia do expresidente Itamar Franco no
Hospital Albert Eistein, em São
Paulo, coincidiu com a série de
homenagens do meio político
ao também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que
completara 80 anos. Enquanto
um lutava pela vida longe dos
holofotes, o outro colhia o reconhecimento pela criação do Plano Real e a consequente estabilização econômica do Brasil. Saudado como o único ex-presidente vivo que honrou esta posição
por não voltar ao varejo político, FHC teve um aniversário
consagrador. Já quando o então
candidato a senador Itamar
Franco completou 80 anos, no
dia 28 de junho do ano passado,
a data passou praticamente em
branco fora de Minas Gerais.
Ao ser convidado para comentar a morte de Itamar,
FHC escreveu mais um capítulo, talvez o último, da polêmica em torno da paternidade do
Real, uma mágoa que Itamar
cultuou até o fim. E ele guardava o ódio na geladeira, segundo Tancredo Neves. “Devolvo a
Itamar a audácia de ter me nomeado”, disse FHC. Simples assim. Itamar era o presidente,
mas no processo de criação do
Plano Real sua participação foi
lembrada como coadjuvante.
Depois de ter deixado a presidência, sua passagem do governo de Minas Gerais foi marcada
pela radicalização política movida pelo nacionalismo.
O corpo de Itamar Franco será cremado hoje, em Belo Horizonte, e, com ele, também se
vai a polêmica. Deixou a capital
paulista no domingo em avião
da Força Aérea Brasileira (FAB)
rumo a Juiz de Fora, em Minas
Gerais, onde aconteceu o velório na Câmara Municipal. Do aeroporto da Serrinha até a Câmara, o caixão foi transportado em
“
Dirigente do país em
um momento crucial
da nossa história
recente, Itamar nos
deixa uma trajetória
exemplar de
honradez pública
Dilma Roussef
presidente do Brasil
cima de um caminhão do Corpo
de Bombeiros, aplaudido pela
população pelas ruas onde passou. Hoje, o corpo será transladado para Belo Horizonte, onde
receberá honras fúnebres como
ex-governador de Minas Gerais, no Palácio da Liberdade.
Em mais uma demonstração
de ecumenismo político, a presidente Dilma Rousseff decretou
luto oficial de sete dias . A presidente ofereceu o Palácio do Planalto para que a família velasse
o corpo do ex-presidente. “Dirigente do país em um momento
crucial da nossa história recente, Itamar nos deixa uma trajetória exemplar de honradez pública”, informou em nota oficial.
Aplausos e vaias
Ao longo do dia de ontem, o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), e diversas
comitivas de políticos estiveram
em Juiz de Fora para o velório. O
presidente do Senado, José Sarney (PMDB), e mais de 45 senadores, entre eles o senador Fernando Collor (PTB), foram recebidos pelo senador Aécio Neves
(PSDB). O ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva participou
do velório. Apesar de estar no espectro político oposto ao de Itamar, Lula permaneceu cerca de
30 minutos e foi bastante aplaudido. Já o senador Fernando Collor (PTB-AL) saiu sob vaias depois de tentar cumprimentar algumas pessoas .
No curto período em que permaneceu como senador em
2011, Itamar Franco declinou
de todas as tentativas de aproximação promovidas pelo colega de parlamento Fernando Collor de Mello. Quando Collor
era o presidente e Itamar seu vice, entre 1990 e 1992, os dois viviam às turras. Diante do histórico, muitos estranharam a declaração de Collor no twitter
após a morte de Itamar. “Itamar foi um companheiro inexcedível durante o período que
militamos juntos”. ■
ESTABILIDADE ECONÔMICA
Morre aos 81 anos o presidente do Plano Real
A carreira política de Itamar
Franco começou aos 28 anos,
em 1958, quando filiou-se ao PTB.
Nascido em Salvador (BA),
cresceu em Juiz de Fora (MG),
onde se elegeu prefeito em 1972
pelo MDB (atual PMDB). Em 1975
deixou o cargo para concorrer ao
Senado, reeleito em 1983 e 1987.
Seu maior feito, contudo,
foi assumir a presidência da
República, após o impeachment
de Fernando Collor de Mello,
em outubro de 1992. Itamar
teve de enfrentar um cenário
de desequilíbrio econômico,
Segunda-feira, 4 de julho, 2011 Brasil Econômico 37
Elza Fiuza/ABr
Dilma deve comparacer ao velório em BH
A presidente Dilma Rousseff embarcará nesta manhã para Belo
Horizonte para acompanhar o velório do ex-presidente Itamar Franco,
no Palácio da Liberdade, sede do governo mineiro. Segundo o Planalto,
Dilma parte de Brasília às 9h30 e deve retornar à capital federal ainda
pela manhã. O corpo será velado durante todo o dia e seguirá para
cremação em Contagem no final da tarde. Suas cinzas serão levadas
para Juiz de Fora e colocadas no túmulo da mãe de Itamar.
José Cruz/ABr
Perrella
assume vaga
do senador
no Congresso
Filiado a partido governista, o novo senador
é presidente do Cruzeiro Esporte Clube
Itamar Franco foi prefeito,
senador, presidente e governador
sustentado por uma hiperinflação
anual de 1.500%. Em menos de
oito meses, quatro ministros
da Fazenda se sucederam para
combater o dragão: Gustavo
Krause, Paulo Haddad, Eliseu
Resende e Fernando Henrique
Cardoso (remanejado da pasta
de Relações Exteriores). Em dois
anos de mandato, Itamar deu fim
ao crescimento mensal de dois
dígitos da inflação: em 27 de
fevereiro de 1994, lançou o
Plano Real. A proposta era criar
uma moeda indexada à inflação,
a URV, que seria convertida em
uma nova moeda, o Real, a partir
de julho do mesmo ano. Deixando
este legado, Itamar assumiu o
governo de Minas Gerais em 1998.
De 2003 a 2005 foi embaixador
do Brasil na Itália. Faleceu no
sábado (2) no cargo de Senador,
eleito em 2010. Agências
A cadeira de Itamar Franco no
Senado será ocupada pelo exdeputado e presidente do Cruzeiro, José Perrella de Oliveira
Costa, que é filiado ao PDT, um
dos partidos que compõem a base de Dilma Rousseff no Congresso. O novo senador, porém,
já foi do PSDB e é próximo aos
tucanos mineiros. Primeiro suplente de Itamar Franco, Perrella divulgou nota no sábado, 3,
lamentando a morte do senador
e ex-presidente.
Presidente do Cruzeiro, o exdeputado é mais conhecido pela atuação como dirigente esportivo. “Os compromissos do expresidente para com Minas e o
Brasil são conhecidos por várias
gerações de mineiros, e deles todos nós nos orgulhamos. Tive a
honra de ter sido indicado pelo
meu partido, o PDT, como suplente do senador Itamar nas últimas eleições. Lamentando profundamente as circunstâncias,
manifesto a todos os mineiros o
meu compromisso de dar o melhor de mim para garantir a continuidade do trabalho do senador Itamar em defesa dos interesses de Minas”, disse Perrella.
Aos 55 anos, ele chega ao Senado graças a um acordo costurado no grupo político de Aécio Neves (PSDB-MG), que fez
um “dobradinha” com Itamar
Franco nas eleições do ano passado. A carreira política de Perrela começou há pouco mais
de uma década. Antes de chegar ao Senado, ele disputou
três eleições: para deputado federal, estadual e, por último,
para senador em 2006, quando
ficou em quarto lugar.
No ano passado, concorreu
como primeiro suplente de Itamar para o Senado. Com o falecimento do senador, o oposicionista PPS, presidido por Roberto Freire, perde sua única cadeira no Senado e fica esvaziado
em Minas Gerais. Já o governista PDT salta de quatro para cinco senadores e ganha mais poder de barganha no Congresso.
Antes de chegar
ao Senado, Perrella
disputou três
eleições: para
deputado federal,
estadual e, por
último, para senador
em 2006, quando
ficou em quarto lugar
Itamar, que havia contraído
uma pneumonia grave devido
ao tratamento contra lecemia
sob o qual era submetido desde
o dia 21 de maio, morreu no sábado após ter um acidente vascular cerebral (AVC). Divorciado, deixou duas filhas.
“É um exemplo para todos
nós que fazemos a vida pública.
Ele teve a coragem de lançar o
Plano Real, que manteve o Brasil nos trilhos de uma boa economia”, disse o vice-presidente
Michel Temer durante o velório. Já os ex-presidentes Lula e
Collor não deram declarações à
imprensa, assim como o presidente do Senado, José Sarney
(PMDB). ■ P.V.
38 Brasil Econômico Segunda-feira, 4 de julho, 2011
PONTO FINAL
Ahmad Al-Rubaye/AFP
CARTAS
CONFISSÕES SOB TORTURA
Com relação à reportagem “Pimentel: fusão Pão de
Açúcar-Carrefour será estratégica ao país” (publicada
no BRASIL ECONÔMICO ON-LINE em 29/6/2011), o ministro
parece achar que hoje em dia ainda é adequada uma
estratégia antiética, mas a pretensa operação nada mais
é que um modo de o empresário deixar de cumprir
o contrato firmado com o Casino para ganhar mais
vendendo ao Carrefour. Ilegal, imoral e antiético.
Em troca, promoveria desemprego em elevada quantidade,
arrocho ainda maior aos fornecedores e maiores preços
aos consumidores, dada a boçal concentração que
promoveria no mercado. Não será com estratégias
antiéticas que o país se firmará internacionalmente.
José Carlos
Rio de Janeiro (RJ)
Com relação ao artigo “O BNDES paga a conta novamente”,
(publicado na página 2 da edição de 1º/7/2011), como
o próprio deputado Roberto Freire diz, “a coisa funciona
assim: o governo não pode intervir no mercado,
mas os supermercados podem intervir no governo”.
Antonio R. Omane
São Paulo (SP)
Dinheiro público mais uma vez indo pelo esgoto sem
compostura nenhuma por esse governo desgovernado.
Angelo Costacurta
São Paulo (SP)
As notícias sobre a evolução social no Brasil merecem mais
destaque. Como no caso de uma pesquisa do Centro de
Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, por exemplo,
que constatou um quadro muito positivo, numa comparação
com alguns dos países que integram o grupo denominado
de Brics. Os dados podem ser resumidos em alguns pontos.
No caso da população pobre, no Brasil a evolução foi de
20%, enquanto a classe rica teve essa evolução de 1,7%.
Na China o número de pobres que tiveram uma evolução
econômica foi maior, atingindo 8,5%, mas, por outro lado,
para os que são considerados ricos, a evolução atingiu
20%. Não houve portanto a diminuição da diferença social.
Na Índia, outro integrante dos Brics, o percentual dos
pobres que evoluíram de classe chegou a 1%, enquanto
nos ricos o percentual atingiu 2,8%. E, na África do Sul,
país que foi incluído recentemente entre os Brics, 9,8%
dos pobres subiram de classe, enquanto na classe rica a
evolução atingiu 7,6%. É claro que no Brasil ainda temos
muitos problemas, com muita diferença social a ser
superada. Mas os resultados positivos têm de servir
de incentivo para a implementação de políticas sociais
que envolvam o setor público, mas também os demais
segmentos da sociedade. E que não se limitem a medidas
assistencialistas. E sobretudo, que tenham regularidade e
muito controle nas verbas que venham a ser aplicadas.
Uriel Villas Boas
Santos (SP)
Com relação à reportagem “Ex-FMI, Strauss-Kahn é libertado
em Nova York” (publicada no BRASIL ECONÔMICO ON-LINE
em 1º/7/2011), e agora, José? Ele foi exposto aos olhos do
mundo em função do moralismo da sociedade americana
e porque fez uma gestão no Fundo Monetário Internacional
(FMI) que aproximou o organismo dos países emergentes.
Isso desagradou a Obama, Sarkozy, Berlusconi e Cia.
E, provavelmente, seus acusadores e aqueles que
o derrubaram não se retratarão. Como é que fica isto?
Depois disso tudo parece que mais uma vez a “democracia
americana” vai confeccionar mais uma pizza. E depois
nos chamam de subdesenvolvidos. Por sinal, por que
por lá não investigam o desvio de US$ 19,6 bilhões
retirados em dinheiro do Iraque e que foram parar (supõe-se)
nas mãos das famílias Bush e de Dick Chenney?
Rui Gerbiassi
São Paulo (SP)
Cartas para a Redação: Av. das Nações Unidas, 11.633,
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FCâmara Gráfica e Editora Ltda. (DF/GO)
Segunda-feira, 4 de julho, 2011 Brasil Econômico 39
Samuel Kinoshita
Economista da Ideias Consultoria
Marcelo Mariaca
Presidente do conselho de sócios da Mariaca
e professor da Brazilian Business School
Índices de preços
de imóveis no Brasil
Falta de engenheiros,
excesso de administradores
Evidências anedóticas sugeriam que um expressivo aumento nos preços
dos imóveis tomava curso, mas poucos elementos concretos estavam disponíveis para avaliar a questão. A recente divulgação da criação de índices de preços de imóveis colocou ferramentas importantes à disposição
dos analistas.
Índices de preços de imóveis são importantes em diversas situações.
Por exemplo, contribuem na construção de indicadores de risco do sistema financeiro, são medidas de riqueza, auxiliam na decisão entre comprar ou alugar um imóvel, são insumos na análise e na escolha de políticas
econômicas, entre outras funções.
Segundo o Eurostat, instituto responsável pelas estatísticas da União Europeia, são quatro as principais abordagens metodológicas utilizadas no cálculo dos índices de preços de imóveis: estratificação, regressão hedônica, método das vendas repetidas e avaliação.
No Brasil, dois novos índices de preços de imóveis foram anunciados recentemente, o FipeZap e o IGMI-C.
O índice FipeZap de preços de imóveis anunciados é uma parceria entre
a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas e o portal de classificados
ZAP. O FipeZap, calculado a partir de 2008, adota a metodologia da estratificação, que consiste em dividir a amostra em categorias que captem aproximadamente o valor de um imóvel (número de quartos, localização, etc).
Este índice utiliza os anúncios de venda ou locação de apartamentos prontos que estão cadastrados no site Zap Imóveis.
O ponto forte deste índice é a sua rica base de dados (hoje com quase
200 mil anúncios). Assumindo que a relação entre os preços de imóveis
transacionados e os preços dos imóveis que não foram transacionados seja
constante, torna-se possível obter uma medida representativa dos preços
dos imóveis nas regiões pesquisadas.
Boa notícia: a procura por cursos de engenharia, produção e construção cresceu
33%, enquanto a demanda de calouros por cursos de administração caiu 10%,
de 2007 a 2009, segundo pesquisa de uma consultoria com base em dados do Ministério da Educação. Nada contra os cursos de administração, mas tudo a favor
dos cursos de engenharia. Essa mudança de escolha é consequência do momento por que passa o país, com a retomada do crescimento. O mercado para engenheiros praticamente explodiu e empresas de todos os setores sofrem com a falta de profissionais. Pelas estimativas do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), existe um déficit de 20 mil engenheiros por ano, e
a demanda deve aumentar em decorrência dos projetos do PAC, do programa
Minha Casa, Minha Vida, da exploração do pré-sal e das obras da Copa do Mundo e das Olimpíadas. A Confederação Nacional da Indústria fala num déficit de
30 mil por ano. A Foxconn, empresa chinesa que produzirá os cobiçados tablets
da Apple no Brasil, está encontrando dificuldades para recrutar engenheiros.
A existência dos índices mencionados é um
grande avanço para o país. Mas ainda existe
muito espaço para o aprimoramento e a
ampliação das metodologias disponíveis
Já o IGMI-C, índice geral do mercado imobiliário comercial, é um índice
trimestral de rentabilidade do mercado brasileiro de imóveis comerciais. O
IGMI-C é calculado pela Fundação Getulio Vargas com base em informações
fornecidas por atores do mercado imobiliário (entidades de classe, consultores, administradores e gestores de carteiras imobiliárias, incorporadores, entre outros) e a sua série histórica tem início no ano de 2000. No quarto trimestre de 2010, a amostra do IGMI-C era composta de 190 imóveis individuais, divididos entre shopping centers, estabelecimentos comerciais, hotéis, imóveis industriais e de logística e outros.
Ambos os índices corroboram a tese de que houve substancial elevação dos preços dos imóveis. Segundo o FipeZap, o preço do m² dos apartamentos anunciados na cidade de São Paulo subiu 96% entre janeiro de
2008 e maio de 2011. Em 2011, a alta para o índice que agrega as sete cidades pesquisadas é de 12%.
A existência dos índices mencionados acima é um grande avanço para o
país. Ainda existe muito espaço para o aprimoramento e a ampliação das metodologias disponíveis. Felizmente, essa evolução provavelmente ocorrerá
de maneira natural, já que o enorme potencial do mercado imobiliário brasileiro demandará cada vez mais recursos e pesquisa de qualidade. ■
Não se trata de minimizar a importância dos
cursos de administração — nos Estados Unidos,
eles respondem por quase 20% dos formandos.
O que falta é melhorar a qualidade do ensino
Só para completar o cenário, estudo do Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea) revela que, se a economia apresentar um crescimento médio
de 3,5% ao ano, o plantel de profissionais não será suficiente para atender à demanda por engenheiros já em 2015. Em 2008, o Brasil formou pouco mais que
47 mil engenheiros, número bem abaixo dos outros países do Bric: Rússia (190
mil por ano), Índia (220 mil) e China (incríveis 650 mil).
Em decorrência desse cenário, o governo já está com programa para aumentar a oferta de vagas para os cursos de engenharia, bem como para tentar reduzir as altas taxas de evasão nas faculdades. Além de formar novas
fornadas de engenheiros, o Cofea sugere a atualização dos profissionais de
engenharia que não atuam na área — cerca de um terço dos 475 mil engenheiros existentes no Brasil.Portanto, trata-se de uma boa notícia o aumento do interesse dos universitários pela engenharia.
A queda da procura pelos cursos de administração revela outros problemas.
Enquanto as vagas dos cursos de engenharia ficaram congeladas por décadas,
em razão do baixo crescimento da economia e da baixa procura pelos profissionais, pipocaram cursos de administração pelo Brasil afora.
Segundo o Ministério de Educação, havia 1,1 milhão de universitários matriculados em faculdades de administração em 2009. Na educação a distância,
61,5% das vagas eram distribuídas em administração e pedagogia.
Sobram administradores de empresas no mercado? A resposta é outra: faltam profissionais com real qualificação. Há, sim, uma forte demanda de todos
os setores da economia por administradores, já que as empresas, cada vez mais,
estão focando a qualidade nos seus processos de gestão. A questão é que a maior
parte dos profissionais, formados por instituições de segunda linha, não está
preparada para esse desafio. Nas últimas três décadas foram criados centenas de
cursos de administração, grande parte deles de baixa qualidade e a preços módicos. Primeiro, porque havia uma forte demanda. Segundo, porque os cursos de
administração exigem menos investimentos que os cursos de engenharia.
Não se trata de minimizar a importância dos cursos de administração nos Estados Unidos, eles respondem por quase 20% dos formandos. O que
falta é melhorar a qualidade do ensino para que o diploma tenha de fato alguma validade no mercado. ■
Fotos:divulgação
FRASES
“Será um lançamento
sensacional”
“Não é preciso
inventar a roda”
Mark Zuckerberg, presidente executivo do Facebook,
José Graziano da Silva, novo diretor-geral da Organização
das Nações para a Agricultura e Alimentação (FAO), sobre as
medidas para acabar com a fome no mundo. “São necessários programas
conhecidos, como aumentar a produtividade da agricultura familiar, desenvolver
os mercados locais de alimentos, porque é aí que se produz a segurança alimentar”,
explica ele, que assumirá o cargo dia 1º de janeiro de 2012. Trata-se do primeiro
latino-americano a dirigir a FAO desde que organização foi criada, em 1945.
fazendo suspense sobre o lançamento que a rede social
deve anunciar no decorrer desta semana. Blogs da área de
tecnologia vêm especulando sobre uma série de produtos
em desenvolvimento no Facebook, incluindo o lançamento
de um esperado aplicativo da rede social para o iPad, da
Apple, e outro para compartilhamento de fotos no iPhone.
40 Brasil Econômico Segunda-feira, 4 de julho, 2011
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ÚLTIMA HORA
Governo reduz investimentos em 14%
Carlos Moraes/Ag. O Dia
Para garantir o corte de R$ 50,7 bilhões no Orçamento e
assegurar o cumprimento da meta de superávit primário em 2011, o governo está economizando em uma área
preservada nos últimos dois anos: os investimentos. Estes valores somaram R$ 17,76 bilhões no primeiro semestre, o que representa uma queda de 13,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
Ainda assim, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi poupado dos cortes. De janeiro a junho, os gastos com o projeto somaram R$ 12,196 bilhões, um aumento de 36% em relação ao mesmo período do ano passado.
Como nos últimos anos, os restos a pagar – recursos
autorizados em anos anteriores e transferidos para liquidação nos exercícios seguintes – continuam a sustentar
os investimentos.
Do total gasto em investimentos federais em 2011,
84% vieram de verbas de anos anteriores. Em relação
ao PAC, a proporção chega a 87%. Ao comentar a evolução dos desembolsos da União, o secretário do Tesouro
Nacional, Arno Augustin, disse que esses gastos volta-
[email protected]
Diretor Adjunto
Quem vai conseguir
pôr mais banca?
rão a crescer neste segundo semestre. Segundo ele, a legislação eleitoral obrigou o governo a antecipar pagamentos de obras públicas para o primeiro semestre em
2010, o que interferiu a base de comparação. “Não estamos falando de investimentos pequenos porque a base
já estava alta no ano passado.” ■ ABr
Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Esquerda francesa quer
volta de Strauss-Kahn
Pesquisa realizada pela Harris Interactive e publicada ontem pelo jornal Le Parisien mostrou que 60% dos eleitores de esquerda da França querem que o ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn retorne à política. Entre o público em
geral, 49% dos entrevistados querem que o político retome sua carreira depois que o caso em que ele foi acusado
de ataque sexual nos Estados Unidos sofreu uma reviravolta, pois surgiram dúvidas sobre a credibilidade de sua
acusadora. A pesquisa foi feita depois que Strauss-Kahn
foi solto de prisão domiciliar na sexta-feira e antes das
acusações ele era considerado rival do presidente francês, Nicolas Sarkozy, nas eleições de 2012. ■ Reuters
Doença de Chávez
preocupa população
Costábile Nicoletta
Lucas Jackson/Reuters
Apoiadores do presidente venezuelano, Hugo Chávez,
promoveram ontem manifestações por uma rápida recuperação do presidente, cuja revelação de que está lutando contra um câncer sacudiu o país. Desde 10 de junho, Chavez passa por tratamento em um hospital cubano, após ter feito cirurgia para a remoção de um tumor
maligno. Não há informações de quando ele poderá retornar. O líder de 56 anos esperou até 30 de junho para
admitir que estava com câncer. Apenas Chávez, seus
médicos e aliados mais próximos sabem se as células malignas já se espalharam ou se foram contidas. Há especulações de que ele esteja com câncer no intestino e que
possa enfrentar meses de quimioterapia. ■ Reuters
Divulgação
Vipetro acha petróleo
no Espírito Santo
A companhia petrolífera reportou a presença de óleo no
poço 1VITA11ES, que integra o bloco ES-T-392, no norte
do Espírito Santo. A Vipetro não informou a quantidade
de petróleo encontrada no poço instalado em terra. A
petrolífera mantém 13 pontos de perfurações no estado
e em 2009 comunicou a existência de óleo no bloco
ES-T-391 à Agência Nacional de Petróleo (ANP). Criada
em 2007 e detentora de 100% dos blocos capixabas, a Vipetro planeja atingir produção diária de 2,7 mil barris a
partir de 2014. Há especulações no mercado de que para
atingir a meta a petrolífera negocia a entrada de um sócio estratégico disposto a injetar capital no caixa de investimentos. ■ Bloomberg
As bancas de advocacia contratadas para defender as
empresas envolvidas num dos mais polêmicos processos de fusão corporativa dos últimos tempos no país
dão a medida do peso econômico e político do episódio. Abílio Diniz, presidente do conselho de administração do grupo Pão de Açúcar, chamou Márcio Thomaz Bastos, ministro da Justiça durante quase os dois
mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva, de 2003 a 2007.
O conglomerado francês Casino, sócio de Diniz no Pão
de Açúcar e seu inimigo figadal desde que se confirmou, na semana passada, a negociação entre a varejista brasileira e o concorrente Carrefour, trouxe para
seu lado José Carlos Dias, ex-ministro da Justiça de
Fernando Henrique Cardoso, antecessor de Lula.
Os serviços de Bastos e de Dias
custam mais que o empréstimo que
vários pequenos varejistas pleiteiam
no BNDES e não conseguem
Bastos e Dias, mais do que experientes juristas, conhecem como poucos os escaninhos de Brasília por
onde devem passar documentos capazes de aprovar
ou bloquear uma transação desse porte. Como exministros recentes, igualmente conhecem bem os
ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a estrutura burocrática do Conselho Administrativo de
Defesa Econômica (Cade). Em ambas as esferas judiciais, provavelmente há funcionários indicados por
Bastos e Dias. Possivelmente, a junção do Pão de
Açúcar com o Carrefour será analisada pelo Cade ou
o STF — ou nas duas casas, como descrevem os repórteres Pedro Venceslau e Luciano Feltrin na página 6 desta edição.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), disposto a entrar na operação
com mais de R$ 4 bilhões, deveria ficar atento a esses detalhes para avaliar se se trata de um bom negócio para a instituição e para o bem do serviço público. Os pareceres e as defesas de Bastos e de Dias nesse caso, segundo colegas de profissão de ambos, custam dois dígitos de milhões de reais. Uma quantia às
vezes até maior que o empréstimo que vários pequenos varejistas pleiteiam no BNDES e não conseguem,
conforme apurou a repórter Cíntia Esteves, em história que pode ser conferida na página 8.
Curiosamente, apesar da dificuldade das pequenas redes, o setor de comércio foi um dos mais aquinhoados nos últimos anos com verbas do banco público, de acordo com levantamento usado como base para a reportagem das páginas 4 e 5, produzida pelo jornalista Ruy Barata. No mesmo texto, demonstra-se que a área de infraestrutura não conta com os
mesmos privilégios orçamentários, apesar de todas
as carências brasileiras nesse setor sobejamente lembradas por todos os meios de comunicação e em estudos do próprio BNDES. Será, de fato, necessário usar
dinheiro público para dar suporte à internacionalização de empresas que têm facilidade de buscar recursos em outras instituições financeiras? ■
www.brasileconomico.com.br
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