O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA ATRELADO AO ESTUDO DOS ASPECTOS CULTURAIS. LIMA, Patricia Bonoldi de¹ FACHIN, Paulo Cesar ² Resumo O ensino de Língua Inglesa como LE (Língua Estrangeira) ligado aos aspectos culturais traz consigo uma série de questões problematizadoras de complexidades consideráveis. O papel do educador envolvido com o ensino de LE que, se propõem a trabalhar com uma metodologia que, insere em sua estrutura conteúdos associados à cultura, é de considerar que o estudo intercultural deve principalmente despertar a curiosidade do aluno tanto por sua própria cultura quanto pela do outro. O aluno deve perceber, com o auxílio do professor, o comportamento das pessoas e deve compreender que a forma de pensar e de agir desses indivíduos depende culturalmente de como elas foram educadas. O desenvolvimento desse ensino intercultural realizar-se-á no intuito de levar o aluno às reflexões que consequentemente agucem a percepção da expressão de uma cultura, por meio das pessoas, de seus costumes, comportamentos e hábitos. Em todo esse processo de ensino-aprendizagem de Língua Inglesa a linguagem é fundamental para compreender-se essa prática sendo a linguagem considerada um fato social. Linguagem, sociedade e cultura estão interligadas. Dentro de uma mesma comunidade cultural seus membros compartilham de uma quantidade de conhecimentos, crenças e suposições comuns a todos eles. Esse acontecimento proporciona um entendimento maior sobre determinados assuntos durante a comunicação. Quanto maior o compartilhamento de conhecimentos maior a compreensão e assim mais fácil e prazerosa se torna a aquisição da LE, essa aquisição ganha um sentido mais amplo do que apenas aprender-se um código. Pensando-se em ferramentas para promover essa troca de informações durante o ensino de uma nova língua, de forma a conquistar o aprendiz com métodos que cativem e que ao mesmo tempo facilitem a aquisição do conhecimento, recorre-se à cultura da língua alvo, trazendo para sala de aula, atrelados, a língua e a cultura. Palavras-chave: ensino, cultura, linguagem. THE EDUCATION OF ENGLISH LANGUAGE AS LE HARNESSED TO THE CULTURAL ASPECTS DOS STUDY. Abstract The teaching of the English language as LE (foreign language) connected to cultural aspects brings with it a series of problems issues of considerable complexities. The role of the educator involved with the teaching of LE that purport to work with a methodology that inserts into your content structure associated with the culture, is to consider that the intercultural study should mainly arouse student's curiosity so much for their own culture and by the other. The student should realize, with the aid of professor, people's behavior and must understand that way of thinking and acting of individuals depends on how they were culturally conditioned. The development of intercultural education will be held in order to bring the student to the reflections that consequently improve the perception of the expression of a culture, through people, customs, behaviors and habits. Throughout this process of teaching and learning of English language is essential to understand if this practice being the language considered a social fact. Language, society and culture are intertwined. Within the same cultural community members share a wealth of knowledge, beliefs and assumptions common to all of them. This event provides a greater understanding about certain subjects during communication. The higher the knowledge sharing greater understanding and thus more easy and enjoyable becomes the acquisition of LE, this acquisition makes a broader sense than just learn a code. Thinking in tools to promote this exchange of information during the teaching of a new language, in order to conquer the apprentice with methods that produce and at the same time facilitate the acquisition of knowledge, refers to the culture of the target language, bringing to the classroom, trailers, language and culture. Keywords: education, culture, language. 1.Introdução Ensinar uma LE considerando a cultura torna-se um desafio para os professores da educação básica brasileira, e para todos os profissionais que atuam na área do ensino de LE, a partir do momento em que não significa apenas transmitir valores culturais do povo que a fala, mas sim proporcionar ao aprendiz o acesso a outras culturas, outras formas de ver e pensar o mundo de forma crítica e articulando o ensino a questões sociais. Ensinar uma nova língua é contribuir para a formação de indivíduos que são cidadãos do mundo, por isso devemos trabalhar com as noções de quem somos e com os questionamentos a cerca da relação dessa língua alvo, identidades individuais e coletivas. O ensino de Língua Inglesa associada ao ensino de culturas deve ser uma metodologia de ensino muito bem pensada pelo docente e tem que ser realizado com a intenção de aumentar ¹ Patricia Bonoldi de Lima - Acadêmica do 6º período do Curso de Letras na Instituição FAG, email: patrí[email protected] ²Paulo Cesar Fachin - Orientador Professor Mestre em Letras, coordenador do Curso de Letras e Pedagogia na Instituição FAG, email: [email protected] Anais do 12º Encontro Científico Cultural Interinstitucional - 2014 1 ISSN 1980-7406 o conhecimento do aluno desconstruindo prováveis estereótipos da cultura abordada em outros momentos dentro deste sistema educacional no qual ele está inserido. Pois a cultura é algo maior, ela é o que difere um povo do outro, trazendo suas marcas com o passar do tempo, fazendo com que determinada cultura não seja mais ou menos importante que outra, mas que cada uma traga suas marcas, suas particularidades, deixando seus sinais na história. A educação em geral — e educação escolar em particular — pode ser compreendida como uma forma de reproduzir o modo de ser e a concepção de mundo de pessoas, grupos e classes, através da troca de experiências e de conhecimentos mediatizados pela autoridade pedagógica do educador . Esse modo de ser (ou essa concepção de mundo) inclui crenças, idéias, valores, ética, formas de trabalho e de organização social, cultural etc (RODRIGUES, 1985: 69). A cultura é um meio de expressão do homem e de sua comunidade, sendo observada, como já mencionado anteriormente, na forma das pessoas se expressarem, na forma de pensamento, na resolução de problemas, na forma de organização de uma sociedade e em algumas características especificas e como língua e cultura estão unidas, de forma que não se pode ter o domínio de uma língua sem dominar a cultura, trazer a cultura como ferramenta para se ensinar uma língua contribuirá de forma singular para a aquisição do conhecimento do aprendiz. Uma língua é um sistema de símbolos aprendido, organizado e geralmente aceito pelos membros de uma comunidade. É usado para representar a experiência humana dentro de uma comunidade geográfica ou cultural. Objetos, eventos, experiências e sentimentos têm um nome específico unicamente porque uma comunidade de pessoas decidiu que eles assim se chamariam. Por ser um sistema inexato de representação simbólica da realidade, o significado das palavras está sujeito a uma variada gama de interpretações (PORTER E SAMOVAR, 1993: 16). As práticas culturais dão origem aos discursos que por sua vez são indissociáveis do contexto sociocultural onde foram produzidos. Identificar e analisar os recursos que melhor oferecem aos aprendizes meios de realizar essas práticas, facilitando assim o desenvolvimento das competências lingüísticas e socioculturais necessárias para o aprendizado de uma LE, tem que ser objetivos predominantes na atuação do docente interessado em trabalhar com esse tipo de metodologia de ensino, a qual faz o uso das diversidades culturais para ensinar LE como uma disciplina abrangente e não meramente como aprendizado de um código. 2. Fundamentação Teórica A base teórica pra se desenvolver qualquer atividade, na área educacional principalmente, é de suma importância. Acompanhar as evoluções, as mudanças e desenvolvimentos das metodologias de ensino através da história contribuem para as muitas reflexões que virão a se desencadear a partir das teorias já estabelecidas e realizadas. O preparo do docente, sua capacitação profissional e a construção de sua personalidade são processos que se desenvolvem por toda sua vida, e para tanto, o conhecimento das muitas práticas, abordagens, dos estudos já realizados, dos pensamentos formulados, das discussões estabelecidas e tudo o que envolve o sistema educacional, social e cultural, são fundamentais. Para o ensino de LE, todos esses componentes do processo de formação do docente e de escolha e aperfeiçoamento das metodologias que serão desenvolvidas durante as aulas, devem ser analisados e observados com cautela, se atendo a alguns teóricos e a alguns tópicos em especial, como o sociointeracionismo e os estudos de Lev Vygotsky. Segundo este pensador a formação acontece por meio da relação dialética entre sujeito e a sociedade ao seu redor, ou seja, de acordo com a teoria Viygotskiana, toda relação do indivíduo com o mundo é feita por meio de instrumentos técnicos e da linguagem – que traz consigo conceitos consolidados da cultura à qual pertence o sujeito e um dos conceitos-chave de Vygotsky é a mediação. Vygotsky, inspirado nos princípios do materialismo dialético, considera o desenvolvimento da complexidade da estrutura humana como um processo de apropriação pelo homem da experiência histórica e cultural. Segundo ele, organismo e meio exercem influência recíproca, portanto o biológico e o social não estão dissociados. Nesta perspectiva, a premissa é de que o homem constitui-se como tal através de suas interações sociais, portanto é visto como alguém que transforma e é transformado nas relações produzidas em uma determinada cultura (REGO, 1997: 93). De acordo com a perspectiva originada no pensamento do psicólogo Lev Vygotsky (1896-1934), a interação mediada pela linguagem sempre ocorre num determinado lugar social e num momento da história, e os 2 professores têm de saber disso. Críticas a outras teorias surgem também pela falta de preocupação com aspectos políticos, culturais e ideológicos que sempre estão associados à linguagem. Os pressupostos teóricos como os estudos mencionados acima e como os de muitos outros teóricos corroboram para o aprimoramento do docente em diversos aspectos, bem como as metodologias já utilizadas. O trabalho educativo é o ato de produzir direta e intencionalmente, em cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto dos homens. Assim, o objetivo da educação diz respeito, de um lado, à identificação dos elementos culturais que precisam ser assimilados pelos indivíduos da espécie humana para que eles se tornem humanos e, de outro lado e concomitantemente, à descoberta das formas mais adequadas para atingir esse objetivo (SAVIANI, 2005:13). A docência requer atualização e retomada de conhecimentos constantemente. É um trabalho no qual a dedicação é necessária e a sensibilidade do professor faz diferença considerando-se que é ele o mediador do conhecimento e não o detentor do saber. A profissão professor é totalmente ligada às interações sociais, aos espaços formativos e em seu interior é construída a partir dos discursos. 3. Cultura É preciso que o aluno tenha a noção de cultura. “Cultura consiste em valores que os membros de um determinado grupo têm, as normas que seguem, e os bens materiais que criam” (GIDDENS, 1996). O professor de LE pode promover discussões sobre diferentes contextos e interações sociais, sensibilizando o aluno para os contextos em que vive e de outras comunidades que conhece. É necessário que se reflita muito sobre a indissociabilidade dos aspectos culturais no processo de ensino/aprendizagem de Língua Inglesa como LE. O relacionamento entre pessoas de diferentes culturas é cada vez mais necessário e evidente. As interações culturais não se limitam às relações internacionais, elas ocorrem dentro de um mesmo país, pois convivemos dentro de uma grande diversidade cultural. A sociedade atual está cada vez mais multicultural por muitas razões, sejam as questões de trabalho ou o turismo, praticamente não existem fronteiras para essas relações. No Brasil o desenvolvimento da língua inglesa é crescente, há uma grande demanda para viagens internacionais tanto turísticas como em busca de trabalho no exterior. É preciso compreender que cada cultura tem seus padrões próprios de comportamento que fazem sentido para os integrantes de cada uma delas, mas para alguém de outra comunidade podem parecer estranhos, quando na verdade o que falta é conhecimento desses diferentes padrões e o julgo dessas culturas diferentes não acontecer a partir da nossa própria cultura. A cultura é assim, a arte de viver que todo grupo humano possui. Arte que, naturalmente, varia segundo o grupo social, pois nem todos têm as mesmas necessidades. Vista assim, a cultura é algo presente em todas as partes, que impregna a tudo, que todos possuem e que não se esgota nas grandes obras, mas se manifesta em todos os atos e realizações humanas. Com uma imagem assim da cultura, não tem sentido a vontade de limitá-la a uma minoria, nem a confiança de desenvolvê-la adequadamente usando a difusão. Impões-se a idéia de que a cultura cresça com a colaboração de todos, partindo de suas manifestações mais imediatas e concretas (PUIG & TRILLA, 2004: 157) Algumas características são comuns a muitas culturas, entretanto mesmo dentro dessas características encontramos detalhes que são diferentes de uma comunidade para outra, o modo como um mesmo evento que acontece em muitos locais é realizado pode variar de um lugar para outro, bem como um mesmo idioma falado em alguns países terá suas variações lingüísticas em diferentes regiões. Existem aspectos culturais facilmente identificáveis, outros nem tanto. Segundo Erickson (1997), cultura invisível é aquela aprendida e ensinada inconscientemente. À medida que usamos cultura em nossa vida diária, ela torna-se habitual. Já cultura visível refere-se a aspectos como formas de vestir, língua utilizada, comidas típicas, habitações, clima local, entre outros. Isso significa dizer que temos uma diversidade cultural em nós mesmos. Normalmente julgamos as diferenças culturais como pessoais, essa atitude prematura e equivocada se dá principalmente quando as diferenças não são visíveis como modo de se vestir ou a língua que se fala, mas sim são invisíveis como entonação da voz ao falar algo, ou expressões diferentes para comunicar algo. Outros casos de diferenças ¹ Patricia Bonoldi de Lima - Acadêmica do 6º período do Curso de Letras na Instituição FAG, email: patrí[email protected] ²Paulo Cesar Fachin - Orientador Professor Mestre em Letras, coordenador do Curso de Letras e Pedagogia na Instituição FAG, email: [email protected] Anais do 12º Encontro Científico Cultural Interinstitucional - 2014 1 ISSN 1980-7406 culturais que têm grande relevância e devem ser abordados com cautela ao se ensinar uma LE, principalmente quando o objetivo é que o aluno faça uso dessa língua em diferentes países que a têm como língua materna, são as imposições, como as perguntas que se deve ou não fazer, o que ofende e o que não ofende. Os tabus, ou seja, abordar tópicos como sexo e religião, o diferente julgamento intercultural quanto à distância social e ao poder relativo, como por exemplo: uma determinada profissão pode ter status totalmente diferente de uma cultura para outra. Pensando nesses termos, um erro de adequação pode ser considerado bem mais sério do que um erro gramatical. O ensino de LE (especialmente o inglês) é bastante restrito a áreas de competência lingüística, ou seja, gramática, na maioria dos casos. Desta forma, profissionais de negócios, altamente inclinados a se envolverem em interações interculturais, não têm treinamento em habilidades discursivas que provavelmente facilitariam suas vidas profissionais (GARCEZ, 1993: 116). Essa dificuldade apresentada na citação acima afeta da mesma forma os alunos da educação básica ou de escolas de idiomas no Brasil, considerando-se as possíveis interações a serem realizadas por esses alunos no exterior, por meio de intercâmbios para estudos, ou passeios turísticos ou mesmo em busca de empregos. Para estudar-se uma língua estrangeira e fazer uso desta no dia a dia, não é necessária apenas a decodificação dos códigos lingüísticos, essa ação é parte de um processo que envolve vários aspectos, um dos mais importantes entre eles é o saber cultural que, possibilitará uma aproximação cultural entre diferentes povos. O que se vê hoje em termos de ensino da LE é muito mais tempo do ensino formal dedicado ao estudo de aspectos gramaticais. A linguagem ainda é vista como algo fora do indivíduo e da sociedade, como algo isolado. E ao abordar-se cultura em aulas de Língua Inglesa ainda é muito comum serem citadas e apresentadas apenas algumas características culturais da Inglaterra e dos Estados Unidos, bem como são colocadas as pronúncias desses locais como exemplos a serem seguidos, quando na realidade os alunos usarão o inglês para se comunicarem com falantes que não são nativos e nem falam o inglês nativo desses locais. Keys (1999) afirma que “inglês é hoje a língua franca mundial e não é mais propriedade de seus falantes nativos”. Sem mencionar que solicitar a reprodução idêntica dos alunos com base nesses exemplos é conduzir o aluno a negar sua própria identidade cultural. Por muito tempo, a metodologia deixou de lado ou pouco utilizou no processo de ensino-aprendizagem de LE o componente cultural, no entanto, atualmente é considerado um ponto relevante para a aprendizagem comunicativa no ensino de idiomas estrangeiros. Moita Lopes (1996) lembra a todos os professores de inglês que: […] nosso trabalho verdadeiro é fazer amigos para o nosso país ao ensinar aos alunos inglês e o tipo de estilo de vidaque ele representa (…). A exigência de uma pronúncia tão perfeita quanto a do nativo e a incorporação de hábitos culturais, ou seja, a cópia xerox do falante nativo, não pode ter outro motivo senão o d domínio cultural. Tal atitude de imitação perfeita é o primeiro sintoma de alienação a se detectar, já que se trata de uma identificação total com o outro, com o consequente abandono de sua própria identidade cultural. (MOITA LOPES, 1996: 42). Não significa que o professor deve ser detentor do conhecimento de todas as culturas existentes e nem mesmo que deve transmitir todos os aspectos culturais a seus alunos, mas sim que se pode fazer uso de variedades culturais nas aulas, diversificando-as e tornando-as ricas em conhecimentos e curiosidades pertinentes as aulas, podendo-se apresentar uma variedade de aspectos culturais mesmo em se tratando da Inglaterra e dos Estados Unidos, optando por uma abordagem mais atualizada e mais completa, associando e valorizando tanto aos aspectos culturais estrangeiros como os nacionais. O professor de LE precisa ir além da visão comunicativa. Ele deve possibilitar a inserção do aluno, no contexto linguístico e cultural da língua alvejada. E como coloca Borstel (2004), “para que haja cultura, não basta ser autor de práticas sociais é preciso que essas práticas sociais tenham significado para aquele que as realiza, uma vez que cultura não consiste em receber, mas em realizar o ato pelo qual cada um marca aquilo que outros lhe dão para viver e pensar”. Entretanto, é preciso compreender que, ao ensinar uma LE, não está ensinando-se somente um conglomerado de palavras que podem ser substituídas por outras para formar frases, porém uma nova língua que fará parte da vida do sujeito aprendiz tendo, a partir disso um novo significado, daí a importância cultural para sua formação. Os grupos sociais são diferenciados por suas culturas, ao mesmo tempo em que esta pode uni-los, por meio das interações vinculadas entre processos sociais, no ensino de idiomas, no turismo, nas relações de trabalho etc. A cultura é uma produção fundamental do homem e tem suas variações em cada grupo social, produzindo assim sua identidade. Neste ínterim Ullmann (1980) contribui: “Cultura é todo comportamento 4 humano-cultural, transmissão social… Cultura é saudação dirigida à alguém … é a forma de educar a prole … é o modo de vida da sociedade… cultura é um termo que dá realce aos costumes de um povo”. A língua tem um caráter identitário refletindo características de determinada comunidade linguística. Assim sendo, a língua é vista como um aspecto cultural de uma sociedade. Quando se ensina uma língua estrangeira esta pode se completar no enfoque da cultura. Pois esse acesso cultural relacionado ao país da língua alvo possibilita o aumento da visão crítica do aluno. Professores com ousadia têm obtido excelentes resultados ao trabalhar com a uma LE de forma a não valorizá-la em relação à outra. Tendo em vista que os conteúdos culturais fazem parte das competências comunicativas, não se pode separar ou compreender, que a língua e a cultura uma tenha mais importância que outra. Língua e cultura se complementam, assim corrobora Dalpian (1996): “A língua dá acesso à cultura e, por outro lado, para aprender uma língua é preciso um mergulho cultural, a aquisição das habilidades orais e escritas, isto é, a competências comunicativa não fica assegurada apenas com o conhecimento das estruturas linguísticas (…) saudar uma pessoa, fazer um convite, pedir um favor, servir um cafezinho, pedir desculpas (…) são todas situações que se inserem profundamente num contesto cultural.” (Dalpian, 1996:51) É importante deixar de lado os conteúdos estereotipados e buscar formas de aquisição de conhecimentos variados dentro da diversificada cultura do nosso próprio país, dos países britânicos, americanos e dos demais países que se achar conveniente estudar para se trabalhar em conjunto com o ensino de Língua Inglesa. 2.1 Material didático No que se refere ao uso do livro didático de Língua Inglesa, Paiva (2009) destaca em sua análise que são fundamentados em duas concepções; aprender uma língua estrangeira é sinônimo de um conjunto de estruturas, estas que precisam ser memorizadas pelo aluno ou língua como atividade comunicativa entre os alunos. Questionar o que se vê nos livros didáticos tem acontecido com freqüência, mas esse questionamento pode e deve se tornar um hábito não só para o professor, mas também para os alunos e pontos positivos e negativos devem ser observados. As falhas em determinadas abordagens feitas em alguns livros didáticos devem ser resolvidas da melhor maneira dentro das salas de aula, convertendo-as em benefício para o ensino como temas de análise e de crítica para então através do diálogo acerca dessas falhas em si, os alunos possam identificar o que é coerente ou não na questão, o que condiz com o conteúdo ou não, as características e os “porquês” dessas falhas, já os pontos positivos devem ser aproveitados e explorados por meio de atividades complementares. Em síntese, o livro didático é um veículo de comunicação importante dentro do sistema de ensino; porém não pode ser assumido acriticamente. Deve ser selecionado e utilizado de forma crítica, para que não sirva de veículo de conteúdos, métodos e modos de pensar que estejam em defasagem com a perspectiva que desejamos adotar. Devemos estar atentos aos textos didáticos e utilizá-los de forma crítica para não sermos enganados e para que não façamos nossos alunos se apropriarem de conteúdos e de perspectivas ideológicas com as quais não estejamos concordes. Temos que ter sempre presente que uma mensagem nem sempre é verdadeira. Ela necessita passar pelo crivo de nossas críticas (LUCKESI, 1992: 145). O que é visto nos livros didáticos são pequenos comentários trazidos no final de unidades. Esses comentários sempre surgem fazendo abordagens aos grandes nomes da história, da política, dos esportes, da literatura, aos grandes cantores, ou seja, aos nomes bem conhecidos dentro do mundo americano, angloamericano e britânico, e alguns nomes de nosso próprio país, muitas vezes distante de representar o povo em sua essência, a valorização de uns automaticamente inferiorizando outros em muitas temáticas ocorre, mas isso deve ser superado com um trabalho diferente e consistente executado por parte do docente. Certamente uma cultura é bem mais que apenas temas genéricos. Por esses fatores é preocupante o papel do professor que trabalha com manuais desse tipo. A criticidade tem que se fazer presente em relação a conceitos passados pelas editoras através dos temas dos livros. A cultura ¹ Patricia Bonoldi de Lima - Acadêmica do 6º período do Curso de Letras na Instituição FAG, email: patrí[email protected] ²Paulo Cesar Fachin - Orientador Professor Mestre em Letras, coordenador do Curso de Letras e Pedagogia na Instituição FAG, email: [email protected] Anais do 12º Encontro Científico Cultural Interinstitucional - 2014 1 ISSN 1980-7406 deve ser valorizada como um todo. A capacidade comunicativa precisa ser valorizada. As tradições de um povo deixam marcas de sua identidade tornando-o um grupo social e indicando o que é feito por ele. Portanto, tudo o que é produzido por uma comunidade linguística, pode ser utilizado nas aulas de língua estrangeira. Para Almeida Filho (2003, p.2), “o objetivo maior do material didático é o de criar condições para que se desenvolva entre os alunos uma competência linguístico-comunicativa na língua alvo”. Os materiais usados com os estudantes devem proporcionar e favorecer a aprendizagem da LE. É possível o trabalho com a oralidade e a escrita com discussões sobre diferentes maneiras de vida, de regras sociais, de discursos etc. Estes exemplos podem ser empregados para o trabalho com a língua e cultura. A oralidade pode ser usada em debates sobre os temas, assim o discurso formal e o informal servem para trabalhar as regras da língua e o seu funcionamento. Livros didáticos têm suas ligações com a política, com a economia e com diversas questões sociais, cabe ao professor analisar esse material com antecedência e então fazer o uso adequado do mesmo, explorando e complementando com material de apoio, seus pontos positivos e descartando o que não for adequado ao ensino da LE e ao ensino em geral. Segundo o Guia de Livro Didático, material desenvolvido pelo Ministério da Educação para nortear a escolha do livro pelo professor; “[...] o livro precisa contribuir para a formação de cidadãos críticos e reflexivos, desprovidos de preconceitos, capazes de respeitar a si mesmos e a outros, a sua própria cultura e as dos outros, partindo de experiências críticas e reflexivas com a língua estrangeira” (BRASIL, 2010). Um passo importante que pode ser dado pelo docente no intuito de obter um preparo, um aperfeiçoamento para introduzir esse novo método de trabalhar que relaciona ensino, linguagem e cultura e que se preocupa em adotar o material didático adequado e complementá-lo de acordo com a necessidade, é a realização de uma revisão bibliográfica, elaborada a partir de periódicos e livros especializados e atualizados. Dentre as bibliografias utilizadas seriam incluídos artigos de revisão bibliográficos já publicados em periódicos indexados. A pesquisa bibliográfica é uma analise geral dos principais trabalhos de pesquisadores, que vão oferecer informações importantes relacionados com o tema proposto. Para Marconi e Lakatus (1985) a pesquisa é definida como “um procedimento formal, com método de pensamento reflexivo, que requer um tratamento científico e se constitui no caminho para conhecer a realidade ou para descobrir verdades parciais”. Toda pesquisa é uma forma de reflexão do que se busca e de onde se pretende chegar. Portanto para toda pesquisa é necessário leituras, que nos façam refletir, que apontem caminhos, que respondam questionamentos, para que tenhamos subsídios e possamos construir ou reconstruir respostas para estes. E através de pesquisas o professor poderá obter o embasamento teórico necessário para a preparação de suas aulas e poderá encontrar opções de atividades e dinâmicas que poderão facilitar a realização dessas. E principalmente terá subsídios e respaldo teórico para realizar uma escolha de material didático, condizente com a realidade de seus alunos. Trazer para a sala de aula materiais alternativos é uma opção muito benéfica para enriquecer e complementar as aulas de LE. Uma das alternativas é iniciar com o estudo sobre o ensino da Língua Inglesa como LE relacionando a literatura, a leitura como processo discursivo e o aspecto cultural, para a aprendizagem do idioma da cultura americana, anglo-americana e britânica. Entender as diferenças e conviver com elas é possível quando se aprende a fazer isso por meio do contato com outras culturas. Para Mackey (1965) o ensino de línguas deveria antes visar o gosto pela cultura e literatura do povo estudado, para que desta forma a relação do aluno de LE, com a cultura de outros, gere novos conhecimentos ao passo que reafirme sua própria cultura. E é nesse momento que ele alcançará o conhecimento. A variedade de materiais de apoio para as aulas é vasta, mas é preciso sensatez para escolher materiais pertinentes a aula e não ser tão abrangente em todas as aulas, pois um material mais limitado, mais concentrado, com uma quantidade de informações razoável pode resultar em uma compreensão e assimilação mais eficiente por parte do aluno e também propicia ao professor meios de preparar adequadamente tudo o que for necessário para que a aula aconteça de maneira coerente, interessante, agradável e atinja os objetivos propostos pelo docente. 4. Metodologia: Ensino, cultura e literatura Uma ferramenta importante para o ensino tanto da língua materna quanto da LE é a literatura, como arte, como história, visto que ela é uma forma de representação cultural dos povos e de sua linguagem, certamente, é uma das formas de manifestar a cultura. Para o professor de língua estrangeira uma das preocupações deve ser a transmissão de riquezas. É grande a diversidade de documentos linguísticos de que pode se valer o professor de língua estrangeira. Cada um tem suas especificidades que podem ser exploradas conforme seus aspectos característicos. Todos têm que ser trabalhados, inclusive, os textos literários. De acordo com Valente e Pinheiro (2008): 6 Aumentar os conhecimentos dos aprendizes e ainda lhes oferecer um leque de opções no que se refere a obras qualificadas e consagradas, que vão fazer parte para sempre de seus arquivos de memória. A língua dentro do contexto literário pode ser mais rapidamente acessada no cérebro, da mesma forma que uma palavra ou estrutura gramatical pode ser mais facilmente lembrada, se for contextualizada numa letra de música. É uma estratégia de associação mnemônica que não deve ser descartada (VALENTE; PINHEIRO, 2008, P. 55). Um estudo sobre o ensino da Língua Inglesa como LE relacionando a literatura e cultura é bastante interessante e são infinitas as possibilidades de se trabalhar em sala de aula considerando aspectos literários e culturais. A leitura, a intertextualidade, a literatura comparada trabalhando textos, músicas, peças teatrais, contos e obras clássicas são algumas das opções que se apresentam diante do professor a partir do momento em que este se dispõe a fazer um estudo literário e o expõe aos alunos desenvolvendo em conjunto trabalhos com o mesmo tema ou com temas contrastantes, questionando-os e sendo questionado por eles, organizando as respostas encontradas para as principais indagações no decorrer das aulas, desenvolvendo pesquisas que contribuirão para seu crescimento profissional e pessoal e de seus alunos. Trabalhar os gêneros textuais possibilita ao docente uma infinidade de meios para se chegar ao aluno e obter do mesmo os mais interessantes resultados. É possível analisar-se os mais variados contextos e acontecimentos e a partir dessas análises as mais diferentes reflexões e atitudes se originarão tanto por parte do aluno quanto do professor. As questões relacionadas a cultura e a sociedade são temas que certamente podem ser trabalhados por intermédio dos gêneros textuais, resultando em debates, produções de texto e muitas outras atividades. Nessa perspectiva a literatura oferece suas opções como poesia, contos, dramas, ou seja, obras literárias clássicas e modernas com suas interpretações e intertextualidades com documentos históricos, com obras artísticas das mais diversas, com músicas. A gramática deixa de ser o foco, embora seja trabalhada de outras formas. As literaturas devem ser utilizadas em todos os formatos que são encontradas, quer obras completas, análises críticas, filmes, obras musicadas, peças teatrais ou simples textos. E não apenas as literaturas da língua alvo, mas as literaturas nacionais também devem ser estudadas tanto na língua materna quanto na LE. Comparações que não inferiorizem nenhuma cultura em favor de outra são uma opção de abordagem de assuntos que tragam as diferenças como curiosidades e objetos de interesse e pesquisa. A literatura, como a arte, amplia as configurações cognitivas através das sensações e percepções que proporciona com suas obras. Por meio das obras literárias o professor tem que contagiar seus alunos, tem que despertar o desejo no aluno de compreender a obra e consequentemente o idioma com o qual a obra foi escrita, conhecer o contexto em que foi escrita e idealizar o contexto que está inserido na história. E ligando o aluno, o professor e as obras literárias a leitura será constantemente trabalhada e essa competência será aprimorada. Em todo o trabalho docente a participação do aluno tem que ser valorizada e estimulada, pois não se trata de uma simples troca de informações, mas é a mistura de saberes construindo uma nova visão, um novo pensamento acerca de determinado assunto. Mudanças nem sempre são fáceis, mas com relação ao docente e as práticas do mesmo ao ensinar principalmente a LE, são algo inevitável e necessário, pois uma formação continuada, que adota novas tecnologias, novos conhecimentos e ainda assim ter o cuidado de aproveitar o que de mais rico existe em termos de conhecimentos e obras tradicionais, clássicas, modernas e pós-modernas, respeitando a vivência do aluno e compartilhando suas experiências pertinentes à educação, é um fator de grande relevância, de grande valia para a prática docente e para todo o sistema educacional. Certamente é muito mais fácil pegar o que está pronto e seguindo as regras, ou mesmo as técnicas de ensino já estabelecidas e simplesmente aplicar, mas isso não é possível a partir do momento em que se deve considerar a realidade em que estão inseridos os alunos. Considerações finais ¹ Patricia Bonoldi de Lima - Acadêmica do 6º período do Curso de Letras na Instituição FAG, email: patrí[email protected] ²Paulo Cesar Fachin - Orientador Professor Mestre em Letras, coordenador do Curso de Letras e Pedagogia na Instituição FAG, email: [email protected] Anais do 12º Encontro Científico Cultural Interinstitucional - 2014 1 ISSN 1980-7406 Pessoas no mundo todo ouvem músicas cantadas em idiomas diferentes do seu próprio idioma, lêem livros escritos em diversas línguas, acessam páginas na internet escritas tanto na língua materna quanto estrangeira. O contato dos mais diferentes indivíduos com a diversidade lingüística e cultural é ilimitado, considerando que hoje o acesso por meio dos ambientes virtuais é muito facilitado. E as línguas mais utilizadas para pesquisas, leituras, visualização de filmes, de shows, de clipes e concertos musicais são além da língua materna, o espanhol e o inglês. Portanto é necessária a constante atualização e adaptação do docente e das metodologias de ensino de LE. E os alunos do ensino fundamental e médio estão inseridos dentre essas pessoas que dia a dia se deparam com a LE e eles têm um grande interesse em entender o que dizem as músicas internacionais que eles tanto gostam de ouvir, o que dizem as falas dos jogos tanto de vídeo games quanto da internet, sem falar ainda da comunicação que muitas vezes acontece em salas virtuais de bate papo entre pessoas de vários países em que o idioma mais utilizado é o inglês. Esse interesse deve ser explorado no sentido de aproveitá-lo para contribuir com o processo de ensino-aprendizagem. "Sempre se deve perguntar por que o brasileiro precisa aprender outra língua e para quê", diz Maria Antonieta Alba Celani, pesquisadora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e uma das autoras dos PCNs (REVISTA NOVA ESCOLA, 2013). É importante compreender o uso que as pessoas fazem do idioma ao agir na sociedade. Metodologias de ensino, materiais didáticos, conteúdos e perfis dos docentes já estudados e apresentados em outros momentos na história da educação não devem, de forma alguma, ser desconsiderados, devem ser observados atentamente, mas podem e devem também ser complementados e aperfeiçoados, devem ser adaptados e transformados quando necessário para uma realidade em que aspectos culturais devem ser inseridos no ensino da Língua Inglesa no Brasil. Para tanto o uso da literatura atrelado a aspectos culturais da língua em questão como opção de metodologia de ensino é um dentre tantos outros caminhos que podem ser seguidos pelos professores. Pois o ensino de LE, bem como qualquer tipo de ensino, é um processo de construção de identidade, de personalidade, de cidadão, de ser pensante e atuante na sociedade e essa construção tem que ser realizada de forma responsável e consciente. Respeitando as diferenças existentes em si e no outro, compartilhando informações e conhecimento sem perder sua essência, sem desmerecer suas origens e nem a do próximo, mas sim evoluindo e participando de forma positiva deste convívio globalizado e interativo que se apresenta a todos nós na atualidade. A formação do docente exerce grande influência em toda a realização dos trabalhos em sala de aula envolvendo o sistema educacional e por conseqüência a sociedade. A formação continuada do professor é de extrema importância, mas a base da construção do profissional que vai atuar como professor de LE deve ser estruturada através de muito estudo, de muita pesquisa e muita reflexão. A responsabilidade do professor ao promover a ligação da diversidade cultural com o ensino de línguas é grande. Ao abordarem-se as diferenças sejam elas em quaisquer temas precisam de muita cautela por parte do docente, pois ele vai conduzir as discussões e vai instruir os alunos encaminhando a aquisição dos conhecimentos por meio do trabalho de ensinoaprendizagem. “As disposições profissionais dos docentes são a síntese viva de um conjunto de experiências ligadas às marcas deixadas pela escolarização à qual eles foram submetidos, aos processos de formação prévia e à cultura da organização escolar em que eles construíram a sua própria maneira de ensinar, pessoal e intransmissível (LÉLIS, 2013). Analisar acerca dos instrumentos facilitadores no contexto dos desafios na aquisição da Língua Inglesa, e mecanismos culturais que auxiliem a alcançar um desenvolvimento de aprendizagem significativa para o aluno, possibilitar situações que explorem a cultura como forma de aprendizagem, apresentar estratégias para que o aprendiz de LE compreenda, por meio de diferentes modos de representação, a cultura dos falantes de Língua Inglesa são atitudes que o professor de LE deve adotar ao realizar seu trabalho. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALMEIDA FILHO, José Carlos Paes de. Tendências no Ensino de Línguas. Campinas: Unicamp, 2003. BORSTEL, von N. C. Identidades étnicas e situações de uso de línguas. Palavra – PUC/RIO, 2003-2004, v. 11, n. 11, p. 134-145. Brasil. (1998) Secretaria da Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais - Língua Estrangeira. 3º e 4º Ciclos. Brasília: MEC/SEF. ERICKSON, F., & SHULTZ, J. (1982). The counselor as gatekeeper: Social interaction in interviews. New York: Academic Press. 8 GIDDENS, A. (1996). Introduction to Sociology. (2ª Ed.). New York/London: WW Norton. GARCEZ, P. M. (1993). Point-making styles in cross-cultural business negotiation: A microethnographic study. English for Specific Purposes, 12(2), 103-120. KEYS, K. J. (1999). Whose English is it anyway? New Routes, Vol. 8. DISAL, 24-25. LAKATUS, Eva Maria/ Marina de Andrade Marconi, Fundamentos de Metodologia Científica - 5. ed. - São Paulo : Atlas 2003. LÉLIS, Leila. A construção social da profissão docente no Brasil: uma rede de história. . In: TARDIFF, Maurice; LESSARD, Claude (orgs.). O ofício de professor: história, perspectivas e desafios internacionais. 5 ed. Petrópolis, RJ: 2013. P.54-66. LUCKESI, Cipriano Carlos. Filosofia da educação. São Paulo: Cortez, 1992. DALPIAN, Laurindo. A Língua e o acesso à Cultura. Signos. Ano XVII, n. 27, p.49-54. Lajeado: FATES/FECLAT, 1996. MACKEY, William F. Language teaching analysis. London, Longman, 1965. 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Vila Velha: Revista FACEVV, 2008. ¹ Patricia Bonoldi de Lima - Acadêmica do 6º período do Curso de Letras na Instituição FAG, email: patrí[email protected] ²Paulo Cesar Fachin - Orientador Professor Mestre em Letras, coordenador do Curso de Letras e Pedagogia na Instituição FAG, email: [email protected] Anais do 12º Encontro Científico Cultural Interinstitucional - 2014 1 ISSN 1980-7406 Anexo: Por meio deste instrumento, eu Patricia Bonoldi de Lima, cedo os direitos autorais do artigo “ENSINO DE LÍNGUA INGLESA COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA ATRELADO AO ESTUDO DOS ASPECTOS CULTURAIS”, de publicação inédita, à Faculdade Assis Gurgacz, e declaro estar ciente da Lei de Proteção de Direitos Autorais (Lei 9609 de 19/02/98). 10