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2 • Superesportes • Brasília, sexta-feira, 25 de abril de 2014 • CORREIO BRAZILIENSE
FUTEBOL
Seis horas depois de anunciar a demissão de Paulo Autuori, o Atlético-MG confirma treinador,
que não trabalhava no Brasil desde 2007, para tentar reverter desvantagem na Copa Libertadores
GALO RESGATA LEVIR CULPI
orge Gontijo/EM/D. A. Press - 21/4/07
ROGER DIAS
elo Horizonte — Em pouco mais de seis horas, saiu
de cena Paulo Autuori e
entrou Levir Culpi no
Atlético-MG. Depois de reunião
em Curitiba com o presidente
Alexandre Kalil, o técnico de 61
anos firmou compromisso com o
Galo até dezembro, estabelecendo objetivo claro: motivar os jogadores e resgatar o bom futebol
e a confiança da torcida, que caiu
de forma considerável com as
atuações pouco convincentes
sob o comando do treinador anterior, apesar de o Galo ter perdido somente três vezes em 2014.
Com três passagens pelo Atlético-MG, o novo comandante assume o cargo hoje à tarde, quando se encontrará com os jogadores em Porto Alegre. A delegação
chegou ao Rio Grande do Sul de
madrugada, vinda de Medellín,
onde, na quarta-feira, perdeu para o Atlético Nacional por 1 x 0,
pelas oitavas de final da Copa Libertadores. Levir terá pouco mais
de 48 horas para conhecer o grupo, já que comandará a equipe
diante do Grêmio, domingo, pelo
Campeonato Brasileiro.
A mobilização prioritária neste momento é para que o Galo se
classifique às quartas de final da
Libertadores. Para isso, precisa
vencer o time colombiano por
pelo menos dois gols de diferença. Depois, ele ganhará tempo
B
para, com aval da cúpula atleticana, fazer mudanças na equipe e
indicar contratações.
A reunião entre Levir e Kalil
começou na tarde de ontem e se
estendeu até a noite. Eles chegaram a trabalhar juntos em 2001,
quando o atual presidente exercia a função de diretor de futebol.
Os valores das bases salariais não
foram revelados. A favor do Galo
pesou o fato de a equipe estar em
evidência no cenário nacional e
disputar a Copa Libertadores.
Desde que deixou o Cerezo Osaka, do Japão, no fim do ano passado, o treinador passou a cuidar
dos negócios (uma rede de restaurantes) em Curitiba, onde vive
com a família.
O Galo foi o último clube brasileiro comandado pelo paranaense, em 2006 e 2007. Ele foi
campeão da Série B (2006) pelo
Galo e campeão mineiro em 1995
e 2007, quando venceu o Cruzeiro por 4 x 0 nas finais do estadual,
derrubando Autuori. Dirigiu a
equipe em 175 jogos, com 93 vitórias, 38 empates e 44 derrotas.
Seu nome foi especulado ainda em dezembro, depois que
Cuca anunciou que deixaria o
cargo, mas a diretoria alvinegra
não chegou a procurá-lo, até
porque Paulo Autuori rapidamente aceitou o convite. Levir é
o quarto treinador com mais
partidas pelo Atlético, superado
por Barbatana (227), Procópio
(328) e Telê Santana (434).
Queda a
jato na
era Kalil
Levir Culpi dirigiu o Galo
em 175 jogos, o quarto
com mais partidas na
história do clube
Jorge Adorno/Reuters - 13/3/14
Memória
Três passagens
A primeira passagem de Levir Culpi pelo Atlético-MG
foi entre 1994 e 1995. Foi semifinalista do Campeonato
Brasileiro, em 1994, sendo eliminado pelo Corinthians e
campeão mineiro no ano seguinte. Voltou ao clube em
2001. Levou o time a mais uma semifinal do Brasileiro,
parando no São Caetano. Em 2002, outra semifinal,
agora da Copa do Brasil. Desta vez, a equipe caiu frente
ao Brasiliense.
A terceira passagem foi no momento mais delicado
da história do Galo. Em 2006, foi contratado para tirar o
time da Série B do Campeonato Brasileiro. Assumiu
com o clube na 14ª posição da “Segundona” e conduziu
de volta à elite. Em 2007, levou o Galo a mais uma
conquista do Mineiro. Um dia depois de levantar a taça,
Levir Culpi anunciou a transferência para o Cerezo
Osaka, do Japão. O técnico ficou no futebol japonês até
o fim do ano passado.
Paulo Autuori não suportou a pressão da torcida e foi demitido
COPA VERDE
Paysandu tenta tirar
título do Brasília
O diretor jurídico do Paysandu, Alberto Maia, tenta tirar o título da Copa Verde do Brasília no
tapetão acusando o colorado de
ter escalado Gilmar de forma irregular, mas o advogado André
Cavalcante, que atuou na Justiça
desportiva tanto no Pará quanto
no Rio, contesta a posição do Papão e considera que o time candango pode estar certo.
O Brasília alega que tem um
contrato aditivo com Gilmar. Na
interpretação do Paysandu, o
acordo deveria estar publicado
no BID, o Boletim Informativo
Diário da CBF. Porém, segundo
André Cavalcante, o artigo 41 da
versão de 2014 do Regulamento
Geral das Competições da CBF
– que trata de aditivos contratuais – garante que não há limitações de prazo para registro,
desde que a publicação da renovação não ocorra em um prazo superior a 15 dias, contados
a partir da data do fim do acordo anterior.
Se o contrato de Gilmar terminou em 20 de abril, um dia antes
da final, ele estará regular se a publicação no BID sair até 5 de maio.
Ou seja, para André Cavalcante,
não há razão para o Paysandu reclamar a legalidade do título do
Brasília. Em entrevista ao Correio, o gerente de futebol do Brasília, Régis Carvalho, chamou de
C
“devaneio” a atitude do Paysandu. “O Gilmar estava regular,
já vimos e não tem problema
U
O lateral-esquerdo Léo anunciou, ontem, por
meio de sua página no Facebook, que a diretoria
do Santos decidiu não renovar seu contrato, que
se encerra em 30 de abril. Aos 38 anos, o jogador
afirmou que não se vê vestindo a camisa de outro
clube e, por isso, encerará sua carreira ao término
do vínculo. Ele diz que seguirá atuando no meio
do futebol, mas em “setores administrativos”.
FUTEBOL CANDANGO
Dirigentes
questionam
gastos
O time paraense alega que o atacante Gilmar foi escalado irregularmente
APOSENTADORIA 1 APOSENTADORIA 2
nenhum”, afirmou. “Eles acham
que, com o tapetão, ganham do
Brasília.”
R
Por 49 votos a 16, dirigentes de
clubes de futebol do DF validaram, na manhã de ontem, o balanço patrimonial da Federação
Brasiliense de Futebol (FBF-DF)
referentes a 2013. Apesar da
aprovação, os presidentes de
Legião, Bolamense e Brazlândia
alegaram falta de tempo para
analisar a documentação.
Segundo Antônio Teixeira,
do Bolamense, todos os documentos que detalhavam as
transações financeiras feitas
pela FBF-DF no ano passado
estavam amontoados na mesa
de reuniões, e seria impossível
estudar todos os papéis em
T
PALMEIRAS
poucas horas. “Eram duas pilhas que somavam mais de dois
mil documentos. A Federação
queria aprovar o balanço às
pressas”, criticou Antônio.
Helvécio Ferreira, assessor especial da presidência da FBF-DF,
rebateu as críticas, afirmando
que o processo para a aprovação
do balanço seguiu o estatuto da
entidade, e que o conselho fiscal,
eleito pelos próprios clubes no
ano passado, revisou a documentação . “A prestação de contas ficou pronta no início de março. Qualquer clube que pedisse
acesso ao balanço teria tudo em
mãos. Como ninguém pediu,
apresentamos na assembleia geral”, completou Helvécio.
O presidente da Federação
Brasiliense de Futebol, Josafá
Dantas, foi procurado pela reportagem do Correio, mas não
respondeu às ligações até o fechamento desta edição.
A
S
LIGA EUROPA
O atacante Henrique, destaque da
Portuguesa no Paulistão, assinou contrato de
empréstimo com o Palmeiras na tarde de
ontem, após realizar exames médicos. O
vínculo do acordo vai até o fim desta
temporada. Após negociar com o Flamengo,
o jogador acabou optando pela oferta
salarial do clube do Parque Antártica.
Benfica e Sevilla saíram na frente nas semifinais da Liga
Europa. No Estádio da Luz, em Lisboa, o time português
derrotou a Juventus por 2 x 1. Na outra semifinal, marcada
por duelo espanhol, o Sevilla bateu o Valencia em casa
por 2 x 0. Os confrontos de volta, que decidirão vagas na
decisão, serão em 1º de maio. Na vitória do Benfica, o
herói do triunfo foi o atacante brasileiro Lima (ffoto). Ele
fez o gol salvador aos 39 minutos da etapa final.
Patricia de Melo Moreira/AFP
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Vítima de racismo na partida entre Esportivo e
Veranópolis, pelo Gauchão-2014, o árbitro
Márcio Chagas da Silva anunciou, ontem, a
aposentadoria. Ele será comentarista de
arbitragem em uma tevê. Em 5 de março, Márcio
Chagas foi chamado de “macaco” pelos
torcedores do Esportivo e, depois, encontrou o
carro amassado e com bananas no capô.
Carlos Silva/CB/D.A Press - 21/4/14
Belo Horizonte — O desempenho burocrático do AtléticoMG na derrota por 1 x 0 para o
Atlético Nacional, em Medellín,
foi a gota d’água para que a diretoria alvinegra perdesse a paciência com o técnico Paulo Autuori e
o trocasse por Levir Culpi. Mesmo que a equipe tenha ficado 18
jogos sem perder, sequência encerrada na quarta-feira, pela Libertadores, as cobranças da torcida, sobretudo nas redes sociais,
pesaram na saída após quatro
meses e quatro dias de trabalho.
Na era Alexandre Kalil, Autuori
foi o treinador com queda mais rápida. De acordo com o presidente,
a contratação ocorreu antes mesmodeoGaloembarcarparaoMarrocos, onde disputaria o Mundial
de Clubes, em dezembro, pois Cuca já havia anunciado sua ida para
o Shandong Luneng, da China.
A decisão de demitir Autuori
partiu de Kalil, que demonstrou
insatisfação e até irritação com o
desempenho ruim do Atlético na
partida de quarta-feira, em que
finalizou apenas duas vezes em
90 minutos. Na manhã de ontem,
o mandatário alvinegro, que está
em Belo Horizonte, ligou para o
diretor de futebol, Eduardo Maluf, para comunicar a decisão.
Quando o confirmou, no ano
passado, apostava em sua experiência: “Foi uma escolha técnica,
tem um currículo que todo mundo conhece.”
Maluf reuniu-se com Autuori e
os assistentes Renê Weber e Gilvan Santos antes do almoço para
tratar da rescisão do contrato,
que iria até o fim do ano. Mesmo
demitido, embarcou para o Panamá junto com a delegação, ontem à noite, e em seguida pegou
um voo direto para o Rio de Janeiro, onde mora sua família.
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