Roteiro: A Saga dos Irmãos Breves
Autor: Giovanni Salera Júnior
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Roteiro: A Saga dos Irmãos Breves
Sinopse: Dois jovens irmãos portugueses (Manuel Maria Fernandes Breves e Ângelo
Fernandes Breves) deixam suas famílias para uma viagem ao Novo Mundo. Eles
embarcam numa longa viagem em busca de melhores oportunidades na maior e mais rica
colônia do Império Português, o Brasil. Após algumas semanas viajando chegam ao Rio
de Janeiro, capital colonial. Posteriormente vão para Belém,
sede administrativa do Grão Pará, aonde recebem o
documento de posse da “sesmaria” na Ilha de Marajó.
Novamente eles zarpam num barco em direção as florestas
marajoaras, aonde iniciarão a ocupação do lugar. Eles iniciam
o cultivo de cana-de-açúcar, constroem um engenho, e
começam a produzir garapa, açúcar mascavo, aguardente e
rapadura. Os Breves eram trabalhadores e bastantes
amigáveis. Rapidamente se tornam amigos dos índios locais e
estabelecem a construção de um lugar próspero. Quando eles
falecem, seus descendentes dão continuidade aos seus projetos e Breves se torna a
cidade mais próspera e bela de todo Marajó. Séculos depois de sua partida, lá do céu os
irmãos Breves conversam com São Pedro e mostram para o apóstolo com bastante
orgulho a cidade batizada com seu sobrenome, Breves, a Capital do Marajó!!!
1º ATO – PARTIDA DE PORTUGAL
Os irmãos Breves (Manuel Maria Fernandes Breves e Ângelo Fernandes Breves) se
despedem de seus pais e parentes antes de embarcarem numa viagem ao Brasil.
(Mãe dos irmãos Breves): “– Vão com Deus meus queridos filhos, e que o Senhor
Jesus abençoe sua viagem e lhes dê graça na nova terra.”
Breves - Ilha de Marajó - Pará
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Autor: Giovanni Salera Júnior
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2º ATO – VIAGEM AO BRASIL
Uma animação em desenho mostrando o navio saindo de Portugal, percorrendo o
Oceano Atlântico até chegar ao Rio de Janeiro. O narrador pode comentar algumas
coisas, falando sobre os perigos da viagem e sobre a expectativa dos irmãos Breves. A
animação mostra o navio chegando ao Rio de Janeiro e depois seguindo pela costa
brasileira até chegar em Belém. Os dois irmãos podem aparecer no convés do navio
conversando, fazendo planos, sonhando com uma vida próspera.
3º ATO – CHEGADA À BELÉM
Os irmãos Breves chegam num casarão bastante bonito, em Belém, e recebem o
documento de doação da “sesmaria”. Isso aconteceu em 19 de novembro de 1738,
quando o Capitão Geral do Pará, João de Abreu Castelo Branco, concedeu aos irmãos
portugueses Manuel Maria Fernandes Breves e Ângelo Fernandes Breves uma
“sesmaria”, localizada às proximidades do rio Parauahu, doação confirmada pelo Rei de
Portugal em 30 de março de 1740.
O Capitão deve ser representado por um homem mais velho, vestido com roupas
chiques. Os irmãos Breves são sempre apresentados com as mesmas roupas para
reforçar a identidade dessas personalidades marcantes da cultura local.
4º ATO – CHEGADA AO MARAJÓ
Novamente eles entram num navio. Depois de um tempo chegam ao seu destino, a
“sesmaria” às margens do rio Parauahu, na Ilha de Marajó. Nessa viagem eles trazem
consigo os escravos negros que compraram em Belém.
Os irmãos Breves chegam a um belo lugar totalmente preservado. Ali eles começam a
colonização de sua nova morada. Eles constroem casas rústicas. Iniciam o cultivo de
cana-de-açúcar, constroem um engenho, e começam a produzir garapa, açúcar mascavo,
Breves - Ilha de Marajó - Pará
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aguardente e rapadura. Também planta mandioca e começam a produzir seus derivados
(farinha, tapioca etc.). Eles pescam no rio Parauahu e coletam camarão. As cenas devem
ser alegres, mostrando satisfação e a fartura que os irmãos Breves encontraram nessa
majestosa Ilha.
Em um desses momentos os irmãos Breves comentam: - “Que alegria!!! Somos muito
gratos por essa terra. É até difícil de acreditar que a Ilha de Marajó é maior em extensão e
riquezas do que nosso país, Portugal. Aqui é um lugar realmente belo e cheio de
oportunidades. Sem dúvidas, o Marajó é um lugar abençoado por Deus!!!”
5º ATO – NASCIMENTO DOS DESCENDENTES
Uma cena de parto com a mulher de Ângelo Breves dando à luz a uma bela menininha.
Nasce a primeira descendente dos Breves. O pai pega a menina nos braços e começa a
pular de alegria. Ele está orgulhoso demais com o nascimento de sua primeira filha, que
recebeu o nome de Catarina de Palma. Com a chegada daquela bela criancinha, começa
a se formar verdadeiramente uma nova história, pois esse é o primeiro fruto dessa família
que escolheu construir sua trajetória no Marajó.
6º ATO – AMIZADE COM OS ÍNDIOS MAPUÁ
Um grupo de índios Mapuá (caracterizados com colares, cocares, arcos e flechas)
chega ao povoado dos Breves, carregando cestos cheios de presentes da floresta. Os
índios trazem as frutas do lugar, cacau, cupuaçu, castanha do Pará, bacuri, miriti, e
principalmente o açaí. Eles chegam acompanhados de belas índias que também trazem
presentes (pulseiras, braceletes, tiaras etc.) para as mulheres brancas. Os irmãos Breves
ficam surpresos com tanta fartura e estabelecem laços de amizade com os indígenas
Mapuá.
Breves - Ilha de Marajó - Pará
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7º ATO – A BONDADE DOS IRMÃOS BREVES
Essa cena é uma sequencia da anterior. Os irmãos Breves convidam os índios Mapuá
para entrarem em suas casas.
(Ângelo Breves): “– Venha cacique Mapuá. Venham todos vocês. Vamos até a minha
casa, pois quero lhes apresentar minha família”.
Os irmãos Breves reúnem toda a família para comerem as frutas dos índios. Eles se
sentam para comer e ficam maravilhados com o açaí.
(Ângelo Breves): “– Que maravilha essa fruta, o açaí!!! Eu tenho certeza que um dia o
açaí vai ser conhecido e apreciado por nossos parentes português e pelos outros
europeus. Também vai chegar um dia em que o açaí vai ser conhecido no mundo todo.”
Ele chama seus parentes e funcionários para servirem-se a mesa. Nisso, um escravo
negro pega uma tigela de açaí e senta-se no chão.
Nesse momento o outro irmão (Manuel Breves|) se manifesta com uma ação que
afirma a bondade e desejo de viver em harmonia.
(Manuel Breves): “– Levante-se e sente-se conosco a mesa. Aqui na nossa terra todos
serão tratados como irmãos. Não haverá diferença entre nenhum de nós. Todos, índios,
negros e brancos vão viver em harmonia na terra dos Breves.”
Nesse momento o Ângelo Breves tira as algemas de um escravo, dizendo: “– Dessa
data em diante não haverá diferença entre nós, pois todos iremos trabalhar juntos pelo
crescimento e prosperidade dessa terra bendita.”
8º ATO – MORTE DOS BREVES
As pessoas reunidas (índios Mapuá, negros, brancos e mestiços), ao lado de dois
túmulos, com cruzes. É o enterro dos irmãos Breves.
Breves - Ilha de Marajó - Pará
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(Observação: Isso não quer dizer que os dois irmãos morreram ao mesmo tempo. É só
uma representação de que eles partiram, certamente que em momentos diferentes. Nessa
cena é importante destacar a presença de índios Mapuá, negros e portugueses, pois o
caráter mestiço dos brevenses e a harmonia dos povos é algo que deve ser destacado no
filme).
As pessoas se lamentam, dizem coisas boas sobre os irmãos e fazem um
compromisso de levar o legado dos colonizadores portugueses à diante. Eles se
comprometem a desenvolver o lugar, baseando-se no trabalho honesto, na perseverança
e na harmonia entre os povos.
9º ATO – A CRIAÇÃO DO MUNICÍPIO DE BREVES
Essa cena mostra os descendentes dos Breves trabalhando, dando sequência ao
legado dos bravos portugueses que deixaram a Europa para construírem um belo sonho
no interior do Pará.
Nessa hora, chega uma autoridade de Belém com um papel na mão e repassa a
informação. Isso acontece no ano de 1851, um pouco mais de 110 anos depois da
chegada dos irmãos Breves. O representante do governo de Belém diz que pelo esforço e
dedicação daquelas pessoas, dali em diante, é criado o município de Breves, o que eles
comemoram com grande alegria.
10º ATO – IRMÃOS BREVES NO CÉU
Os dois irmãos Breves, aparecem no céu, ao lado de São Pedro. Eles usam as
mesmas roupas, com uma única diferença: as cores das vestes são claras e o ambiente
está todo iluminado pela luz celestial. Eles conversam alegremente, e olham pra baixo,
para a Ilha de Marajó. Os irmãos dizem a São Pedro que sentem muito orgulho de ver a
prosperidade e crescimento da cidade que leva o sobrenome deles.
Breves - Ilha de Marajó - Pará
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Nessa hora são mostrada cenas de pessoas, de todas as raças, cores, idades. A
miscigenação e harmonia do povo brevense. São mostrados lugares bonitos (rios, lago do
jacaré, balneários etc.), traços da cultura local (o grupo Nheengaíbas etc.), comidas
gostosas (açaí, tacaca, camarão etc.), festas, gente alegre e sorridente etc.
As cenas devem ser apresentadas com uma bela trilha sonora.
11º ATO – O CORAÇÃO DE CRIANÇAS
A cena final é mostrada do alto, numa visão panorâmica, como se fosse vista pelos
irmãos Breves lá das nuvens. Essa cena mostra uma multidão de crianças organizadas
em forma de um coração gigante no gramado do estádio municipal, de mãos dadas,
cantando o Hino Municipal: “– Breves nossa terra, Breves nosso chão ...”
... Fim!!!
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Ilha de Marajó - PA, Março de 2014.
Giovanni Salera Júnior
E-mail: [email protected]
Curriculum Vitae: http://lattes.cnpq.br/9410800331827187
Maiores informações em: http://recantodasletras.com.br/autores/salerajunior
Breves - Ilha de Marajó - Pará
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