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UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
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GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA
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PROCESSOS MATEMÁTICOS INSTRUMENTALIZADOS EM LÍNGUA
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BRASILEIRA DE SINAIS: uma perspectiva da ETNOMATEMÁTICA
CHRISTIANE MARIA COSTA CARNEIRO PENHA
Prof. Orientadora Ms. Andréa Villela
RIO DE JANEIRO
2010
1
UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
INSTITUTO A VEZ DO MESTRE
GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA
PROCESSOS MATEMÁTICOS INSTRUMENTALIZADOS EM LÍNGUA
BRASILEIRA DE SINAIS: uma perspectiva da ETNOMATEMÁTICA
CHRISTIANE MARIA COSTA CARNEIRO PENHA
Monografia apresentada ao Instituto A
Vez do Mestre como requisito parcial para
a obtenção do título de Graduação em
Pedagogia.
Orientadora: Prof. Ms. Andréa Villela
RIO DE JANEIRO
2010
2
AGRADECIMENTOS
Agradeço
a
Deus
pela
presença
constante em minha vida e a todos, que me
auxiliaram na construção desse trabalho. De
modo especial a você Ricardo, marido que me
ouve e acolhe nos momentos de incertezas.
3
DEDICATÓRIA
A minha mãe, meu marido e as minhas
filhas: Julia e Jeane, razões do meu viver.
4
EPÍGRAFE
Deus quer,
O homem sonha,
A obra nasce. (Fernando Pessoa)
5
RESUMO
O presente estudo tem como objetivo principal abordar as possibilidades da
Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, como Língua de Instrução, para auxiliar
professores de matemática em sala de aula, considerando a dificuldade que o
aluno surdo tem de se apropriar dos conteúdos desta disciplina. Nesse
contexto, expor a necessidade de desenvolver novos instrumentos didáticos
em sinais, para alunos surdos afim, de serem preenchidas lacunas no processo
de ensino- aprendizagem, para além daqueles que já existem somente em
escolas especiais, ou disponíveis em instituições onde haja o Interprete de
Libras. Essa inclusão está ordenada na Lei 10.436/2002, e no decreto
5626/2005 que regulamenta a língua de Sinais como a primeira língua da
Comunidade Surda brasileira, propondo a criação de cursos e escolas para a
formação de profissionais que dominem o Português e a Libras em todo
território nacional. A presente monografia é resultado desse estudo e
considerou a utilização da Língua Brasileira de Sinais, no ensino de
Matemática, numa proposta etnomatemática, onde as diferenças culturais são
elementos positivos para oferecer ao aluno surdo um material que lhe facilite a
construção de novos saberes.
Palavras-chave: Comunicação – Aprendizagem - Libras – Professor Bilingue
6
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ................................................................................................. 08
CAPÍTULO I -ETNOMATEMÁTICA E LIBRAS: CAMINHOS POSSÍVEIS ...... 12
1.1–Jogos matemáticos com regras.......................................................... 16
1.2 – Jogos matemáticos de Concentração ...............................................17
CAPÍTULO II - A FUNÇÃO DO PROFESSOR MEDIADOR COM
CONHECIMENTO DE LIBRAS........................................................................ 18
2.1 - O ambiente de grupo para o ensino do Português/Libras............... 19
CAPÍTULO III - COMUNICAÇÃO E LINGUAGEM ...........................................25
3.1 – Diário de Aprendizagem em Libras: Ferramenta de Instrução no Ensino
de Matemática.................................................................................................. 28
3.2 – Letramento visual ................................................................................... 29
CAPÍTULO IV – CONCLUSÃO ........................................................................ 33
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................. 36
ANEXOS
7
INTRODUÇAO
Conhecer a historia do surgimento da língua brasileira de sinais é
importante, pois permite a compreensão sobre as etapas que ela passou para
se inserir na filosofia e nos métodos educacionais criados pelo governo para
alunos com surdez. Este conhecimento proporciona melhor entendimento da
relação existente entre o comprometimento lingüístico desse grupo social, com
a qualidade das interações o grupo social ouvinte.
O presente trabalho pretende mostrar a validade da Língua Brasileira
de Sinais, em promover acessibilidade aos processos de experiências
matemáticas, constituindo um estudo, de caráter bibliográfico, oferecendo
apoio aos profissionais da área de educação, especialmente aqueles que
atuam nos primeiros ciclos da construção do saber, possibilitando com a sua
modalidade gestual-visual a melhor compreensão dos enunciados dessa
disciplina.
Nesse sentido, a utilização de Libras, associado ao ensino de
Matemática, visa apresentar ao aluno surdo um material que lhe dê condições
de aprendizagem na sua língua materna, proporcionando um acompanhamento
em condições de igualdade com os alunos ouvintes e promovendo a sua
entrada nos processos de pesquisa, que resultam na construção de novos
saberes.
Segundo Santos e Martins (2008),
A pesquisa é um processo interminável, intrinsecamente
processual. É um fenômeno de aproximações sucessivas e,
nunca acabado; não é uma situação definitiva, diante da qual já
não haveria o que descobrir. É um procedimento reflexivo,
sistemático, controlado e crítico, que permite descobrir novos
fatos ou dados, relações ou leis; resumindo-se numa só frase
“é um procedimento formal com métodos de pensamentos
reflexivos” (p. 7).
8
A partir do exposto, este trabalho teve por objetivo planejar, construir e
aplicar os conteúdos disciplinares
estruturados no
conhecimento da
Matemática (enquanto linguagem), estudando seus enunciados em Língua
Brasileira de Sinais e Português escrito, oferecendo aos alunos surdos e
professores uma ferramenta de inclusão, conforme o previsto na Lei
10.436/2002, regulamentado pelo Decreto-Lei 5.626/2005.
O trabalho de pesquisa foi realizado em uma Escola Pública Municipal
da Cidade do Rio de Janeiro, onde estão matriculados oito alunos surdos
integrados em turmas regulares. A investigação do processo de aprendizagem
matemática dos alunos surdos fundamentou-se em D' Ambrósio (2002), pois o
autor afirma que existe mais de uma matemática e, portanto diferentes meios
de ensinar esta ciência enquanto disciplina. Se isto acontece, então ensinar o
aluno
surdo
em
sua
língua,
é
um
procedimento
etnomatemático,
“caracterizado e entendido como um movimento pedagógico, que tem como
princípios fundamentais, o diálogo, o conhecimento do outro e a diferença de
valores”.
Pesquisar as relações da Etnomatemática, e sua aplicação nas
Comunidades e grupos de surdos, vinculadas ao trabalho em sala de aula,
constituiu as fases percorridas no presente estudo. Nesse sentido, a leitura
de outros autores, citados ao longo das anotações e, seus conceitos,
confirmam os estudos de D’Ambrósio nesta construção de saberes, o que
justifica esse trabalho de pesquisa não esgotando o tema, que é amplo e
pertinente a educação de alunos surdos no Brasil.
Para atingir os objetivos propostos, a metodologia utilizada na presente
monografia foi de pesquisa de campo, pois de acordo com Carvalho (2010), “a
pesquisa de campo é um tipo de pesquisa realizada nos lugares da vida
cotidiana e fora do laboratório ou da sala de entrevista, aonde o pesquisador
vai ao campo coletar os dados para futura análise” (p.86).
9
É neste espaço que a pesquisa do presente trabalho acadêmico se
insere, pois trabalha com o conhecimento de Matemática que o aluno traz para
a escola, buscando novas maneiras de ensinar seus conteúdos nos níveis mais
avançados, considerando que a Matemática é uma linguagem importante para
a construção da cidadania.
Na primeira parte da pesquisa será realizada a organização das relações
lógicas,
como
recursos
de
reflexão,
instrumentalização,
discussão,
problematização e apresentação dos temas e questões da matemática voltadas
para a prática em sala de aula, considerando a utilização dos recursos lúdicos
de orientação visual, que são os objetos construídos nas Oficinas, como
ábacos, ampulhetas, forca da matemática, baralho, dominó, sudoku, e outros
materiais trazidos ou produzidos pelos alunos surdos em Língua Brasileira de
Sinais, que priorizem as etapas da sua experiência social e educacional, dentro
e fora dos muros da escola.
Além disso, serão utilizados os recursos oferecidos pelas novas
tecnologias com intuito de motivar e envolver os estudantes nos processos de
aprendizagem, e nesse sentido no estabelecimento de uma metodologia de
resolução de problemas nos web espaços (Laboratórios de informática), com
um caráter uniforme na qual os resultados obtidos por cada aluno sejam
analisados considerando neste contexto o conhecimento de Matemática e sua
aplicação na modalidade “ETNO”.
No primeiro capítulo abordaremos os caminhos possíveis no processo
de educação de surdos utilizando a perspectiva da Etnomatemática e da
Língua Brasileira de Sinais, e a utilização de jogos como ferramenta de
trabalho no trabalho com alunos surdos.
No segundo capítulo trataremos da temática do papel do professor
enquanto mediador no processo de aprendizagem, utilizando a Libras como
língua de instrução para trabalhar com o aluno surdo.
10
O terceiro capítulo é destinado à comunicação e a linguagem: o
bilingüismo na vida escolar do aluno surdo, apresentando a utilização do Diário
de Aprendizagem em Libras como uma Ferramenta de Instrução possível no
Ensino de Matemática.
O quarto capítulo é destinado às conclusões do presente estudo, tendo a
seguir as referências bibliográficas. No anexo estão o Alfabeto Manual
conforme as Configurações de Mãos da Língua Brasileira de Sinais, que se
constitui em material de apoio fundamental para a criação e construção dos
jogos mencionados e ilustrados no corpo do trabalho.
11
CAPÍTULO I
ETNOMATEMÁTICA E LIBRAS: CAMINHOS POSSÍVEIS
Segundo D’ Ambrósio (2002), “a ETNOMATEMÁTICA, é um programa
de pesquisa em história e filosofia da matemática com óbvias implicações
pedagógicas que respeita as modalidades de ensino-aprendizagem para os
diferentes grupos sociais”. (apud Achilles 2010, p. 133)
Trata-se de uma abordagem de ensino que valoriza e usa como ponto
de partida os conhecimentos matemáticos de um grupo social aos quais os
estudantes pertencem aproveitando o saber que vem de seu ambiente,
vinculado a sua identidade cultural que pode ser surda, cega, indígena ou
outras.
Achilles (2009), considera que ao levar em conta os aspectos
etnomatemáticos, “o docente deve propor uma sala de aula que tem como
compromisso maior evidenciar os saberes dos estudantes” (concepções,
conhecimentos, linguagens e também o que o outro pensa).
Dentro de uma proposta pedagógica fundamentada em
pressupostos etnomatemáticos, o decente de matemática deve
conhecer mais o aluno em suas especificidades, isto é,
conhecer e levar em conta no processo de aprender e ensinar
conhecimentos anteriores dos estudantes, bem como suas
preferências, situação familiar e econômica. Essa postura
caracteriza o fato de que cada estudante possui uma história e
em virtude disso reage diferentemente às situações de vida que
precisa ou deseja confrontar. Assim, o ensino deve ser visto
como um aspecto atrelado ao desenvolvimento dessa história,
que interfere na expansão mental do estudante e transforma a
sua articulação com o mundo e com os outros (Achilles, 2009,
p.134)
12
Quadros (2008), estabelece uma ligação entre ensino e aprendizagem
surda com a etnomatemática, reconhecendo a diferença, pois enquanto o
aluno surdo aprende os conteúdos disciplinares apenas com os olhos, o aluno
ouvinte aprenderá com os olhos e a audição simultaneamente.
Cada cultura tem a sua forma de construir e pensar a diferença.
Não podemos pensar em paradigmas homogeinizadores e
conceber a inclusão sem pensar nos processos lingüísticos,
sociais,
culturais,
epistemológicos
para
acessar
o
conhecimento. Uma das questões fundamentais é visibilizar e
assumir as diferenças dentro dos espaços educacionais
partindo do pressuposto que não basta estar junto para haver a
inclusão, mas importa o que fazem esses alunos dentro desses
espaços para que sejam significativas as aprendizagens.
(Quadros, 2008, p.31)
Não faz muito tempo que a língua de sinais brasileira obteve o devido
reconhecimento e passou a ser utilizada oficialmente pelos surdos, professores
e outros usuários nos diversos eventos acadêmicos que acontecem no Brasil.
Segundo o IBGE (2000), há no Brasil, 5.750.809 pessoas portadoras de
problemas relacionados com a surdez, e deste total, 519.460 com idade até 17
anos e 276.884 entre 18 e 24 anos.
O Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas –
INEP/MEC, até 2003 previu que do total de surdos contabilizados pelo censo
do IBGE 56.024 estavam matriculados na Educação Básica, sendo 2.041
(3,6%) no Ensino Médio.
No Brasil se utiliza os sinais há pouco mais de 40 anos, e o maior
complicador para o sujeito surdo é a política de projetos voltada para o seu
atendimento. Oficialmente, entre os 5.750.809 portadores de “algum problema
de audição”, somente 204.000 são declarados totalmente surdos, verificados
por
especialistas
que
determinam
em
freqüências
quem
absolutamente nada, daqueles que tem algum resíduo auditivo.
13
não
ouve
Os quarenta anos de uso da língua de sinais não foram suficientes para
a aprendizagem de todos os surdos e assim, como na língua portuguesa, há os
analfabetos.
Considerando que o caminho para atingir melhores condições para o
ensino da língua brasileira de sinais ainda, está bem longe de seu ideal, este
artigo encontra validade por apresentar duas questões a serem estudadas: A
primeira questão que tem a Libras como língua de instrução para a formação
bilíngüe dos professores conforme o previsto na lei. E a segunda questão, que
capacita e especializa o professor de matemática em língua de Sinais, para
ensinar os alunos surdos, facilitando o seu acesso em todos os níveis de
escolarização.
O aluno surdo antes da aplicação da lei sofria por não entender o
conteúdo pedagógico aplicado em sala de aula, principalmente dos exercícios
da disciplina de matemática, que são considerados difíceis também por alunos
ouvintes.
Segundo Quadros & Schmiedt (2006), “a ineficiência da comunicação
entre os surdos e seus professores, com a ausência de uma língua
compartilhada tem sido o maior desafio da educação inclusiva”. Precisamos
entender uns aos outros em sala de aula, pois enquanto alunos, professores e
mediadores de diferentes saberes, devemos nos orientar para solucionarmos
os problemas através de discussões democráticas.
Os dados sobre as possibilidades técnicas, de ensino de matemática
para alunos surdos, foram obtidos com a integração desses alunos, aos
ouvintes, conforme a exigência da Lei 10.436/2002 e as propostas que estão
de acordo com o PCN destinado às séries iniciais do Ensino Fundamental.
O principal objetivo da gerência do programa de inclusão, foi o de
assegurar o acesso do aluno surdo a um instrumento de aprendizagem que
oportunizasse o seu acesso a educação profissional inserida nos cursos
14
médios e pós-médios, confirmando também, a sua colocação no mercado de
trabalho.
De acordo, com Manuel Motti & Andrade (2006, p. 11, Apud Pimenta),
uma das primeiras reações dos pais ao receberem o diagnóstico da surdez, “é
a incerteza de como será a vida familiar depois da notícia que desorganiza uma
estrutura até então, constituída para um filho ouvinte”. Com os professores e
demais profissionais da educação, ocorrem à mesma incerteza, principalmente
a que envolve a sua adaptação ao aluno surdo e a sua cultura.
O aluno surdo, principalmente os matriculados nas séries iniciais da
educação, demonstra interesse pelo desconhecido, pela novidade, e essa
novidade oferecida pela ETNOMATEMÁTICA, é uma proposta, que lhes
apresenta uma nova maneira de aprender ofertando-lhes em Língua Brasileira
de Sinais as diversas disciplinas do currículo escolar.
Pressupondo que a Língua brasileira de sinais na sua modalidade Gestualvisual permita a concentração do outro na formulação e interpretação de frases
em Português e Libras, buscamos a união dos seus processos para criarmos
dentro das aulas de Matemática, práticas que viabilize a produção de textos e
exercícios para construção de enunciados.
As possibilidades mencionadas na parte introdutória deste trabalho fala
sobre as diversas formas de instrumentalização da Matemática a partir da sua
disponibilização em Libras. Agora neste espaço, demonstraremos alguns
exercícios possíveis.
Inicialmente vamos estabelecer a titulo de fixação o que são exercícios
problematizados em Língua Brasileira de Sinais através de jogos de
concentração. De acordo com Penha (2008), “o jogo instrumentalizado em
Libras é no seu formato representado em língua gestual, que significa que é
tridimensional de natureza visual-motora”. Portanto, uma tabela de Cruzadas
15
ou caça – números podem ser totalmente construídos por sinais ou
configuração de mãos.
1.1 – Jogos matemáticos com regras
Levar para sala de aula um mecanismo que proporciona a integração
entre alunos surdos e ouvintes é parte do trabalho do professor, que deve estar
atento as novidades da mídia e aos recursos visíveis, encontrados no meio
ambiente. O professor também é um construtor de jogos adaptáveis que
valoriza e atendem as suas propostas pedagógicas visando melhor qualidade
no ensino.
A importância de construir materiais com informações, a partir de
objetos recicláveis, transformando-os em exercícios, jogos com regras e
técnicas que possibilitem ao aluno reter conteúdos nos diferentes contextos de
ensino, são exemplos, para que o professor defina a melhor teoria que deve
seguir.
1.2 – Jogos matemáticos de Concentração
De acordo com Welchmann (Apud Quadros & Schmiedt, 2006. p.131), “se
uma criança não pode aprender da maneira que é ensinada, é melhor ensinar
da maneira que ela pode aprender”.
Durante a aplicação dos exercícios de Matemática em Libras para alunos
ouvintes (voluntários), foi constatado que as dificuldades de aprendizagem do
aluno surdo em compreender os enunciados dessa disciplina em português
escrito ou para desempenhar algumas tarefas relacionadas aos seus exercícios
16
equivalem-se. Ou seja, atribuem a falta de compreensão de seus conteúdos ao
não entendimento da língua em que seus enunciados foram escritos.
Através das analises sistemáticas das respostas dos exercícios
disponibilizados em jogos de reflexão em Libras, foi possível perceber, que os
alunos surdos tinham um ganho (vantagem) sobre os alunos ouvintes.
Entretanto, os alunos ouvintes demonstraram maior rapidez nos jogos que
envolvem o português escrito.
Ofertando os mesmos exercícios e jogos democraticamente nas
duas línguas, o resultado entre alunos ouvintes e surdos foi positivamente
iguais.
Exercícios com Jogos de concentração
O Sudoku em Língua Brasileira de Sinais, em seus quatro níveis, é um jogo
matemático onde apresenta-se para o aluno uma sequência de números que
não podem ser repetidos na horizontal e na vertical. A regra básica é utilizar os
números de 0 a 9 em cada sequência.
Criar trabalhos onde o aluno seja levado ao exercício de concentração,
significa conduzi-lo para o mundo das experiências, onde o processo de
vivência torna-se altamente enriquecedor para o jogo desenvolvido em sala de
aula.
Quadros & Schmiedt (2006) afirmam que,
Trabalhar com vivencias também enriquece o
professor, se este souber aproveitar cada
momento, cada detalhe do desenrolar da
experiência para levantar questionamentos que
sejam significativos para as crianças e para o seu
trabalho como um todo (...) A palavra vivência
significa
toda
situação
de
experiência
17
proporcionada às crianças, antecipadamente
planejada (com elas ou pelo professor) e com
objetivos bem definidos. Inclui-se, portanto, a
realização de experimentos em sala de aula,
passeios e visitas, a institutos de cultura,
preparação de materiais e outras atividades num
contexto que envolva a oralidade, língua de sinais,
passando posteriormente para o registro escrito na
língua portuguesa. (p.67)
O professor é o espelho da criança na escola e, pode lhe ajudar em
todos os níveis do aprendizado e na formação de atitudes, considerando, o
contexto da sua inclusão na escola e no trato com os seus companheiros.
A Aprendizagem da Matemática também em LIBRAS é um método de
ensino que trouxe um significado maior para a compreensão dos seus
conteúdos disciplinares e para a formação do caráter leitor da criança, com
enunciados dos exercícios praticados passo a passo, onde o professor se
coloca no lugar do aluno buscando compreender as suas dificuldades
educacionais.
18
CAPÍTULO II
A FUNÇÃO DO PROFESSOR MEDIADOR COM
CONHECIMENTO DE LIBRAS
Toda cultura que chega ao sujeito também é mediada por um
introdutor, que neste caso, é o professor responsável pela interação social do
grupo na sala de aula, e que possibilita ao aluno em formação, se apropriar do
universo de significações, e construir a sua interpretação de um mundo real.
O ambiente de grupo destinado a promover a integração dos alunos
surdos e ouvintes, bem como, as dinâmicas necessárias ao exercício de
aproximação dos pais e responsáveis ao sistema de comunicação Libras e
Português,
encontra
referencia
na
teoria
do
desenvolvimento
e
da
aprendizagem fundado por Vygotsky, levando em conta às suas diferenças no
processo de aquisição do conhecimento.
De acordo com Achilles (2010), as concepções de Vygotsky sobre o
processo de formação de conceitos remetem as relações entre duas funções
mentais superiores: o pensamento e a linguagem.
Verificamos principalmente a importância da
questão cultural na construção de significados
pelos indivíduos, do processo de internalização e
do papel da escola na transmissão de
conhecimentos, que é de natureza diferente
daqueles aprendidos na vida cotidiana. Sua teoria
propõe uma visão da formação das funções
psíquicas
superiores
como
internalização
mediadas pela cultura. (p. 171)
2.1- O ambiente de grupo para o ensino do Português/Libras
19
Sem as interferências externas o ambiente de grupo é fundamental
para permitir uma interpretação adequada dos léxicos da língua de sinais
aliada a metodologia do ensino da língua portuguesa escrita, que mais tarde
será importante para que alunos surdos entendam os enunciados de outras
disciplinas, a exemplo da Matemática.
Foi com essas indagações, que o estudo da ETNOMATEMÁTICA
tomou lugar em nossa atuação prática com alunos surdos durante a aplicação
dos exercícios da disciplina de Matemática, afim de verificar e pesquisar as
necessidades dos alunos no sentido de analisar quais eram os elementos que
interferiam diretamente na aquisição dos conteúdos educacionais, propostos
pelo PCN para o ciclo em que estavam matriculados.
20
CAPÍTULO III
COMUNICAÇÃO E LINGUAGEM
Assim como existe uma Língua diferente para cada país, a Língua
Brasileira de Sinais é mais uma língua utilizada por um grupo de pessoas que
aguardam o dia que cairá às barreiras que dificultam a comunicação entre
surdos e ouvintes.
Quando nascemos a primeira língua que aprendemos “a língua
materna” é adquirida naturalmente, no entanto a criança surda tem uma
experiência de mundo totalmente visual o que não impede a comunicação, mas
limita as relações sociais, emocionais e intelectuais do ser humano.
O que diferencia o homem de qualquer outro animal é essa capacidade
que possui de raciocinar, sendo o único animal capaz de expressar suas
emoções em palavras. A partir deste ato ele se torna capaz de criar, dar
significado e mudar as palavras de acordo com a sua utilização e necessidade.
A linguagem exerce uma relação intrapessoal e interpessoal muito
poderosa por ser através dela que o homem planeja sua vida, organiza seus
pensamentos e adquire uma aprendizagem consciente não só de LIBRAS e da
Língua Portuguesa mais do mundo ao redor.
O surdo encontra diferentes barreiras em sua inclusão e a principal, é a
dificuldade de comunicar-se entre pessoas ouvintes, tendo em vista que a
modalidade oral-auditiva é a única utilizada. Neste contexto, o professor tem a
21
tarefa de fornecer a acessibilidade prevista em lei, para aqueles que são
portadores de surdez dentro da escola.
É ele, o professor, que pode construir oportunidades, propondo a
correção
dos
processos
educativos
inconsistente,
ou
criando
novas
ferramentas educacionais que ainda não estão disponibilizados aos alunos
surdos.
A LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), foi reconhecida pela lei nº
10.436/2002, como língua oficial da comunidade surda, garantindo direito ao
uso, e ao ensino e aprendizagem, assegurando acesso aos conteúdos
curriculares, sem prejuízo no que se refere a aquisição da língua portuguesa
escrita considerada a segunda língua (L2), conforme o Decreto Lei 5626/2005.
Em Libras, existe uma representação gráfica dos sinais, que se
compõem de elementos morfológicos e sintáticos que lhes garantem o título de
língua e que permite aos seus usuários a capacidade de discutir qualquer
assunto. A sua aprendizagem como qualquer outra língua depende de tempo e
constância, e apesar de poucos registros que descrevam a sua gramática, não
se nega a sua existência como língua natural da comunidade surda.
A comunicação é primordial para o relacionamento humano, e assim,
questiona-se como o professor que não tem conhecimento de Libras avaliará
um aluno surdo, sem saber se este aluno compreendeu sua aula, se está com
dúvidas em relação aos conteúdos disciplinares, e principalmente como se
dará o processo de interação entre ambos para correção desses tópicos.
A partir desse problema surgem indagações, como: O que a escola tem
feito para transformar essa realidade? Que políticas públicas estão sendo
elaboradas e como estão sendo executadas? Como os pais podem contribuir
com o professor no processo de ensinar seus filhos?
22
Sem a linguagem compreensível para o desenvolvimento do diálogo
entre alunos surdos e professores, fica limitado o campo de construção dos
exercícios de qualquer disciplina, prejudicando os alunos surdos que não
conseguem acompanhar os alunos ouvintes, e neste caso criando um quadro
de exclusão escolar.
De acordo com Capovilla & Rafael (2006),
Se não houver uma base lingüística suficientemente
compartilhada, e um nível de competência lingüística para
permitir uma comunicação ampla e eficaz, o mundo da criança
ficará confinado a comportamentos estereotipados aprendidos
em situações limitadas. Assim, se a linguagem tem a importante
função interpessoal de permitir a comunicação social, ela
também tem a vital função interpessoal de permitir o
pensamento, a formação e o reconhecimento de conceitos, a
deliberada resolução de problemas, a atuação refletida e a
aprendizagem consciente. (p. 1480)
A linguagem gestual visual permitirá que o aluno surdo tenha
explicações sobre os fundamentos dos exercícios de cada disciplina, e do
funcionamento das coisas que ocorrem no mundo, formando conceitos, sobre o
entendimento e a solução de problemas, possibilitando a aprendizagem
consciente.
A deficiência auditiva não anula a inteligência, conforme os casos
absurdos encontrados na história da educação de surdos. O professor da
década passada tinha a mesma resistência e dúvidas dos professores de hoje,
que vivem a determinação da Lei, pois as dificuldades dos alunos surdos, em
interpretar conteúdos didáticos transmitidos na comunicação oral, são maiores,
pois vivemos em aceleração constante fruto da globalização
Entende-se que o aluno surdo deve ser bilíngüe, ou seja, deve ser
proficiente na língua de sinais, que é considerada a sua língua natural, e
também na segunda língua, a língua oficial de seu país.
23
Segundo Quadros (2006),
Ao se falar de implicações lingüísticas para os surdos, volta-se
para a questão das línguas, uma vez que a educação de surdos,
sempre envolveu o reconhecimento ou não, da língua de sinais.
As implicações no reconhecimento do direito lingüístico dos
surdos e o acesso a língua são as seguintes: a) a aquisição da
linguagem; b) a língua enquanto meio e fim da interação social,
cultural, política e científica; c) a língua como parte da
constituição do sujeito, a significação de si e o reconhecimento
da própria imagem diante das relações sociais; d) a língua,
enquanto instrumento formal de ensino da língua nativa; e ) a
língua portuguesa como uma segunda língua (alfabetização e
letramento). (p.23)
3.1 – Diário de Aprendizagem em Libras: Ferramenta de
instrução no ensino de Matemática
Este tópico aborda a questão do Letramento Visual, que é o nível mais
importante na construção de um instrumento que auxilia o aluno surdo nos
processos de aprendizagem de matemática, já testado em sala de aula sob a
supervisão da coordenação pedagógica, e que permite a capacitação de
professores que atuam no ciclo inicial do ensino fundamental em atendimento a
esse aluno.
O Diário de Aprendizagem em Libras é uma ferramenta instrucional que
acomoda competências educacionais para o ensino-aprendizagem dos
conteúdos curriculares de Matemática, destinados ao 1º. Ciclo e demais níveis
da Educação Básica, conforme o previsto na política de inclusão.
As fases de construção o Diário de Aprendizagem considera a proposta
fundamentada no currículo funcional ou ecológico cujo objetivo é “definir as
habilidades prioritárias que o aluno necessita para funcionar em ambientes de
24
seu cotidiano, orientando o seu processo de autonomia futura” (Cf. Eichinger,
Downing & Houghton, 1990).
O Diário de Aprendizagem em Libras criado como instrumento didáticopedagógico, tem a finalidade de auxiliar o aluno surdo na compreensão dos
conteúdos curriculares dados em sala de aula facilitando a comunicação com o
professor nas questões que envolva exercícios, cujo enunciado estão
disponibilizados somente em Português escrito, e são fundamentais para a
compreensão dos problemas constantes nas atividades matemáticas.
3.2
–
Letramento
Visual
e
a
proposta
do
Diário
de
Aprendizagem em Língua Brasileira de Sinais.
A imagem contém uma imensa quantidade de informações e que o ser
humano interpreta globalmente e qualitativamente. Se falarmos mais do ponto
de vista da Ótica, uma imagem é um conjunto de pontos que convergem num
plano, mas se falarmos de forma abstrata uma imagem é um suporte para que
realizemos trocas de informações.
Segundo Rosa (2006),
As crianças, surdas desenvolvem aprendizagens através
da leitura e da experiência visual, porém sozinhas não
tem poder de se formar como leitoras e de serem
também leitores visuais – necessitam de livros, de textos
e de imagens para que possam desenvolver sua
capacidade visual e de leitura (p.59).
O professor pode trabalhar pedagogicamente com o aluno surdo com
cartazes, desenhos, dicionários, Internet, filmes e outras ferramentas
disponíveis neste universo, além do Sign Writing.
25
Nesse sentido afirma Stumpf (2007),
O sistema de escrita para língua de sinais denominado Sign
Writing foi inventado há cerca de 30 anos por Valerie Sutton
sua origem está em um sistema que a autora criou para notar
os movimentos da dança. Atendendo pedidos de grupos de
surdos, a autora começou a trabalhar com eles na adaptação
do sistema a escrita das línguas de sinais.
Conforme as publicações do DAC1 o sistema pode representar
línguas de sinais de um modo gráfico esquemático que
funciona como um sistema de escrita alfabético, em que as
unidades gráficas fundamentais representam unidades
gestuais fundamentais, suas propriedades e relações. O Sign
Writing pode registrar qualquer língua de sinais do mundo sem
passar pela tradução da língua falada. Cada língua de sinais
vai adaptá-lo a sua própria ortografia. Para escrever em Sign
Writing é preciso saber uma língua de sinais. (p.50)
De acordo com Silveira (2009), as imagens facilitam o aprendizado do
significado dos sinais, sem precisar realizar a tradução para o Português; já que por si
expressam todo um contexto de comunicação (p.27). Um grande exemplo são os
filmes mudos de Chaplin.
1
Deaf Action Committee For Sign Writing に www.signwriting.org
26
Materiais atraentes visualmente são necessários no processo de
educação de alunos surdos, principalmente os adotados nas aulas de
Matemática, que ajudam o aluno a fixar os exercícios mais complexos.
Ao mesmo tempo em que as imagens são um poderoso meio para
auxiliar o desenvolvimento de aprendizagens também tem sua função para
desenvolver a competência dos alunos surdos em leitura de imagens através
dos mais diversos tipos e técnicas (Silveira, 2009. p 29).
O Diário de Aprendizagem permite a utilização de recursos visuais, em
suas páginas, facilitando o entendimento do aluno surdo, estabelecendo
condições para entender os exercícios de matemática.
Em sua metodologia, o Diário prevê o exercício didático existente nos
jogos,
utilizando
os
recursos
das
diferentes
mídias,
propondo
uma
apresentação pessoal referenciada na contação de histórias narradas
individualmente ou em grupo, resignificando o contexto do português oral e
escrito, para a modalidade gestual-visual da Língua Brasileira de Sinais.
NÚMEROS em LIBRAS
1
2
3
4
5
6
7
8
27
9
0
A proposta instrucional do Diário de Aprendizagem em Língua Brasileira
de Sinais Instrumentalizada para o Ensino de Matemática foi considerada
oportuna e positiva para aplicação em sala de aula, considerando que
possibilita a comunicação entre alunos e professores em língua portuguesa oral
e escrita, e em Língua Brasileira de Sinais (gestual-visual), oportunizando a
aquisição dos conteúdos de cada disciplina de uma forma democrática,
eficiente e inclusiva.
Exercícios com o Diário de Aprendizagem em Língua Brasileira de Sinais,
em sala de aula. Inclusão do Aluno Surdo na rede municipal de ensino (março de
2010).
28
CAPÍTULO IV
CONCLUSÃO
No Brasil existem poucos profissionais habilitados a ensinar alunos com
deficiência auditiva, no entanto, vários projetos estão sendo elaborados para
corrigir essa deficiência, como o PROLIBRAS, que é um projeto da
Universidade Federal de Santa Catarina, construído com a colaboração de
outras universidades brasileira.
O projeto inclui o Exame Nacional de certificação de Proficiência em
LIBRAS e o Exame Nacional de Certificação de Proficiência em tradução e
interpretação de LIBRAS / Língua Portuguesa, com o objetivo de formar
profissionais qualificados em interpretação e tradução da língua de sinais para
atuar no Ensino Fundamental, Médio e Superior.
Pode-se aprender a língua de sinais convivendo com surdos em suas
associações, igrejas e escolas, ou fazendo cursos com instrutores surdos,
devidamente habilitados, no caso do Brasil, pela Federação Nacional de
Educação e Integração de Surdos (FENEIS), pelo Instituto Nacional de
Educação de surdos (INES) ou nas escolas legalmente registradas e
reconhecidas pelo MEC.
Existem pessoas treinadas especialmente para realizar o trabalho de
intérpretes de língua de sinais, são os profissionais com competência
lingüística em LIBRAS / língua portuguesa (no caso do Brasil), que atuam como
mediadores na comunicação entre surdos e ouvintes, nas diferentes situações
de inclusão social. Além da fluência na língua de sinais, eles precisam
29
conhecer e respeitar um código de ética e conduta, entre outros pontos que se
aprende em cursos e no convívio com a comunidade surda.
No Brasil, apenas na década 1990, houve uma abertura nas escolas
especiais em relação ao reconhecimento da necessidade da prática de uma
educação bilíngüe, para estabelecer aos surdos tanto o acesso a LIBRAS
quanto à língua portuguesa, de forma significativa.
Historicamente, durante mais de um século, no Brasil e no mundo, os
surdos foram proibidos de utilizar sua língua natural, sendo-lhes negado o
direito de optar pela forma de comunicação mais apropriada às suas
necessidades.
A etapa do processo de instrumentalização lúdica da Língua Brasileira
de Sinais e a sua importância para a educação estão registradas na parte
introdutória deste trabalho e foi desenvolvida para que fosse possível uma
análise, sobre os diferentes níveis de aplicação das suas técnicas.
Para isso, trabalhou-se com teorias e exercícios distintos. O primeiro que
objetivou encontrar caminhos com diferentes possibilidades da aplicação e
aquisição de novos saberes, com novos materiais e porque não; nova
linguagem que permite aos professores e alunos a construção de novos
caminhos no contexto ensino aprendizagem.
O segundo processo, que visa a construção de jogos em Português e
Libras oportunizando a aquisição de mais uma língua no contexto educacional
que tem outras disciplinas, e portando, enunciados diferenciado por seu léxico
e gramática, trazendo uma novidade positiva que é a integração do indivíduo
surdo com o ouvinte, formando grupos para estudos comuns.
30
Neste trabalho também foi discutido o papel do professor (mediador) que
ao invés de apenas assistir as etapas educacionais formulados por
pesquisadores do passado, participam na renovação de teorias que permitem a
formação de novos saberes, promovendo a assimilação do conteúdo dos seus
trabalhos de pesquisas testando-os diante de uma realidade que se vive agora.
A construção de jogos numa abordagem ETNOMATEMÁTICA, que é a
proposta desse trabalho, faz parte desse novo pensamento. E nesse sentido,
temos os resultados positivos dessa nova modalidade de uso e ensino da
língua de sinais, colocada em prática para a instrumentalização da Matemática,
destinada a ensinar o aluno surdo
que enfrentava
dificuldades de
aprendizagem.
Criar jogos, brinquedos e outras tarefas, com a proposta de validar os
conteúdos previstos nos Parâmetros Curriculares Nacional, é difundir uma nova
maneira de ensinar os alunos através de um plano de renovação da escola,
onde o brincar nos remete ao resgate da identidade histórica, individual e
coletiva, das comunidades surdas e ouvintes, apesar das diferenças.
Estamos
em
sala
de
aula
como
profissionais
de
educação,
pesquisadores e também como acadêmicos, dedicados a construir novos
conhecimentos alicerçados na vivência e na prática dos conteúdos da
matemática, descobrindo e organizando seus resultados para uso contínuo de
alunos e educadores surdos e ouvintes, favorecendo a integração social
durante as diversas dinâmicas aplicadas.
31
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ANEXOS
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