Faculdade Pitágoras Disciplina: Custos Logísticos Professor: Pedro Carvalho Evolução de Custos nas Empresas nos Últimos Tempos 2012-2°sem Faculdade Pitágoras EMENTA Métodos de custeio: direto, por absorção, baseado em atividades. Curva de aprendizagem. Relação dos custos com a focalização e variedade de componentes e produtos. Redução de custos: eliminação das atividades não produtivas: parada, movimentação, retrabalho e refugo; redução dos tamanhos dos lotes de fabricação. Impacto da manutenção. Conceitos de custos aplicáveis à logística. Custos de armazenagem e movimentação. Custos de transporte. Custos de embalagens. Custos de manutenção de inventário. Custos de tecnologia da informação. Custos tributários. Custos decorrentes do nível de serviço. Apuração do custo logístico total. 2012-2°sem Faculdade Pitágoras OBJETIVOS GERAIS: Contextualização de custos logísticos de modo auxiliar os alunos na compreensão da contabilidade de custos, capacitando-os como profissionais críticos capaz de entender a importância, aplicação e embasamento para a tomada de decisão sobre a ótica da busca de melhores resultados nas Instituições. OBJETIVOS ESPECIFICOS: -Expor aos alunos os objetivos desde a contabilidade de custos até a gestão de custos logísticos; -Proporcionar aos alunos embasamento para tomada de decisão e busca de melhores resultados; -Propiciar o entendimento teórico e prático. 2012 2°sem Faculdade Pitágoras BIBLIOGRAFIA ADOTADA FARIA, A. C. D.; COSTA, M. F. G. D. Gestão de custos logísticos. São Paulo: Atlas, 2007. MARTINS, E. Contabilidade de custos. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2003. BRUNI, A. L.; FAMÁ, R. Gestão de custos e formação de preços: com aplicações na calculadora HP 12C e Excel. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2004. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR OLIVEIRA, L. M. Contabilidade de custos para não contadores. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2007. FOSTER, G.; HORNGREN, C. T.; DATAR, S. M. Contabilidade de custos. V. 1. São Paulo: Prentice Hall, 2004. 2012-2°sem Faculdade Pitágoras Definição Custos: são medidas monetárias dos sacrifícios financeiros com os quais uma organização, uma pessoa ou um governo, têm de arcar a fim de atingir seus objetivos. 2012-2°sem Faculdade Pitágoras METODOLOGIA: •Aulas Expositivas / Participativas; •Trabalhos Individuais e em equipe; •Atividades para fixação de conceitos. 2012-2°sem Faculdade Pitágoras AVALIAÇÃO: -PARCIAIS DE ACORDO COM EVOLUÇÃO DAS AULAS -OFICIAL 1º BIMESTRE 10 x 70% (PITÁGORAS), 24\09\2012 -OFICIAL 2º BIMESTRE 10 x 70% (PITÁGORAS), 03\12\2012 -2ª CHAMADA 11\12 á 13\12\2012 -AVALIAÇÃO FINAL 17\12 á 19\12\2012 2012-2°sem Faculdade Pitágoras Evite a Prova Suplementar! *** - Matéria Acumulativa dos principais pontos da Disciplina; -Cooperação? x Competição? -Professor ou Educador? X Aluno ou Aprendiz Proativo? -Negociação Ganha-Ganha? x Negociação Ferro-Fogo? Reflexão: Qual o sentido do ser humano ter dois ouvidos e uma boca? 2012-2°sem Introdução Custos Logísticos CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS CONCEITO Normalmente as pessoas distorcem o conceito de CUSTOS pelo uso empirico no dia-a-dia, ocasionando conflitos conceituais sobre preço, receita, gasto, desembolso, custo, despesa, perda e doação. Conceitos diferenciadores para estes termos que são usados no estudo de Custos. Introdução Custos Logísticos ANÁLISE CUSTOS PREÇO Valor estabelecido pelo vendedor para efetuar a transferência de propriedade de um bem. No preço pode estar incluído o custo e uma margem de lucro. Se o preço for maior que o custo haverá um lucro. Se for menor haverá um prejuizo. Introdução Custos Logísticos ANÁLISE CUSTOS RECEITA É o preço de venda de um bem (produto/serviço) multiplicado pela quantidade vendida. A receita de uma empresa comercializa diversos bens é o somatório de todos. Introdução Custos Logísticos ANÁLISE CUSTOS GASTO É o valor pago ou assumido para obter a propriedade de um bem. É genérico, não necessitando ter ligação com os objetivos sociais da empresa. Ele se efetiva no momento do conhecimento de uma obrigação ou na redução de um ativo como pagamento. Introdução Custos Logísticos ANÁLISE CUSTOS DESEMBOLSO É o pagamento de parcela ou do total de um gasto assumido. É tirar do bolso, pagar, quitar. Ele ocorre após a aquisição da propriedade de um bem ou serviço. Entretanto antes ou após sua posse. Introdução Custos Logísticos ANÁLISE CUSTOS CUSTO É a parcela do gasto que é aplicada na produção de um bem ou serviço. É o valor aceito pelo comprador para aqduirir um bem. É a soma de todos os valores agregados ao bem desde sua aquisição, até que ele atinja o estágio de comercialização. Introdução Custos Logísticos ANÁLISE CUSTOS DESPESA É a parcela do gasto que não é aplicada na produção de um bem ou serviço. É o gasto incorrido durante a operação de administração e comercialização. É a soma de todos os valores agregados ao bem no que tange ao apoio a produção. Introdução Custos Logísticos ANÁLISE CUSTOS PERDA É um gasto involuntário e anormal que ocorre sem a intenção de gerar receita. O gasto excedente de matária prima é um custo adicional do processo produtivo. A matéria prima destruida em inundações, incêndios, constitui uma perda para a empresa Introdução Custos Logísticos ANÁLISE CUSTOS DOAÇÃO É um gasto voluntário efetuado sem a intenção de gerar receita e sem ligação com as atividades normais da empresa. Tem caráter filantrópico, assistencial. Geralmente existem incentivos fiscais do Governo. Introdução Custos Logísticos APURAÇÃO DOS CUSTOS A classificação diz respeito a possibilidade de alocação específica de cada custo a cada tipo de produto. Classifica se em: -Custo Direto e -Custo Indireto Introdução Custos Logísticos APURAÇÃO DOS CUSTOS CUSTO DIRETO Pode ser imediatamente apropriado a cada tipo de produto ou Centro de Custo da empresa. Tem a característica de exclusividade para o produto ou o Centro de Custo no qual foi consumido. O que define o Custo Direto é a possibilidade de saber a parcela aplicada em cada produto, no momento de sua aplicação. Exemplos: Matéria prima direta, mão de obra direta, etc. Introdução Custos Logísticos APURAÇÃO DOS CUSTOS CUSTO INDIRETO Não pode ser imediatamente apropriado a cada tipo de produto ou Centro de Custo da empresa, no momento de sua ocorrência. Tem a característica de participar da formação de vários produtos concomitantemente, sem a possibilidade de segregação no momento de sua aplicação. O Custo Indireto é apropriado a cada produto ou Centro de Custo por meio de rateio. Fórmula: CT = CD + CI Introdução Custos Logísticos QUANTO A FORMAÇÃO DOS CUSTOS A característica principal é a variabilidade ou não do custo em função da alteração do volume de atividade no período (produção). Os custos podem ser classificados em: •Custos Fixos •Custos Variáveis •Custos Mistos Introdução Custos Logísticos QUANTO A FORMAÇÃO DOS CUSTOS CUSTOS FIXOS São os custos de estrutura que ocorrem sempre, sem variações decorrentes do volume de produção da empresa. O custo fixo não varia em função da quantidade produzida. Exemplos: Aluguel imóvel, supervisão, energia elétrica para iluminação, etc. Introdução Custos Logísticos QUANTO A FORMAÇÃO DOS CUSTOS CUSTOS VARIÁVEIS São os custos que variam de acordo com o volume produzido. Quanto maior o volume de atividade no período maior será o custo variável. Exemplos: Matéria prima aplicada, mão de obra direta, etc. Podem comportar-se de 3 formas distintas, a saber: •Constante •Progressivo •Regressivo Introdução Custos Logísticos QUANTO A FORMAÇÃO DOS CUSTOS CONSTANTE Sua variação ocorre na mesma proporção da variação do volume produzido. Crescendo o volume produzido, o custo variável aumenta na mesma proporção. Introdução Custos Logísticos QUANTO A FORMAÇÃO DOS CUSTOS PROGRESSIVO Seu acréscimo ocorre em proporções maiores à medida que aumenta a variação positiva do volume de produção. É como se o grau de dificuldade aumentasse à medida que aumenta o volume de produção, requerendo mais recurso. Exemplos: Construção civil. Quando que fazer o serviço mais rápido, aumenta a mão de obra e as vezes por alguns fatores pessoais tem perdas. Pedreiro com corpo mole, desmotivado. Introdução Custos Logísticos QUANTO A FORMAÇÃO DOS CUSTOS REGRESSIVO Seu acréscimo é proporcionalmente menor à medida que aumenta a variação positiva do volume de produção. Crescendo o volume produzido o custo cresce em proporções menores. O custo regressivo considera que há ganho de produtividade quando o volume aumenta. Exemplos: Serviços gráficos, quando maior o volume menor o custo variável. “Ganho de produção”. Introdução Custos Logísticos QUANTO A FORMAÇÃO DOS CUSTOS MISTO É o único custo que possui uma parcela fixa e uma parcela variável. Exemplo: Energia elétrica consumida na produção e nas áreas administrativas de apoio. Aluguel de uma copiadora, cujo valor é fixo até determinado número de cópias e, a partir desse número, passa a variar em função do número de cópias tiradas. Introdução Custos Logísticos FÓRMULA Custo Total (CT) = Custo Fixo (CF) + Custo Variável (CV) Introdução Custos Logísticos CUSTOS LOGÍSTICOS São todos os custos envolvidos na movimentação de um bem ou serviço. A seguir alguns conceitos. Introdução Custos Logísticos A logística também tem importância numa escala global. Na economia mundial, sistemas logísticos eficientes formam bases para o comércio e a manutenção de um alto padrão de vida nos países desenvolvidos (Ballou, 2007). O sistema possibilita então que o custo do país (custos logísticos e de produção) e a qualidade desse produto sejam competitivos com aqueles de qualquer região. Os custos logísticos são fatores-chave para estimular o comércio. A relevância da logística é influenciada diretamente pelos custos associados a suas atividades. Fatores de peso estão influenciando o incremento dos custos logísticos. Dentre eles, os mais relevantes são: o aumento da competição internacional, as alterações populacionais, a crescente escassez de recursos, carga tributária elevada, alto custo para movimentação de materiais. Introdução Custos Logísticos A logística também tem importância numa escala global. Na economia mundial, sistemas logísticos eficientes formam bases para o comércio e a manutenção de um alto padrão de vida nos países desenvolvidos (Ballou, 2007). O sistema possibilita então que o custo do país (custos logísticos e de produção) e a qualidade desse produto sejam competitivos com aqueles de qualquer região. Os custos logísticos são fatores-chave para estimular o comércio. A relevância da logística é influenciada diretamente pelos custos associados a suas atividades. Fatores de peso estão influenciando o incremento dos custos logísticos. Dentre eles, os mais relevantes são: o aumento da competição internacional, as alterações populacionais, a crescente escassez de recursos, carga tributária elevada, alto custo para movimentação de materiais. Introdução Custos Logísticos Reflexão: A Concepção da Logística na Empresa pág. 18-19 Ballou (2007): Logística Empresarial Exemplos: -A Noxell Corporation -A International Minerals And Chemical Corporation Metodologia: Leitura em grupo de até 5 pessoas e discussão. Avaliação: Participação e proatividade. Introdução Custos Logísticos Atividades Primárias Cliente Processamento Pedidos Manutenção Estoque Transporte Relação entre as três atividades logísticas primárias para atender clientes “O Ciclo Crítico” Introdução Custos Logísticos Relações entre Atividades Primárias e de Apoio Embalagem de proteção Obt enç ão Transportes çã en ut an op de to es es qu id ped do Pr oc es sa m en t o ç ão ma gra ed i do s M Pro Nível de serviço o Manutenção de informações Arm aze nag em io d e s nu Ma s riai e t a em Introdução Custos Logísticos Compensação de custos para determinação do total de depósitos em um sistema de distribuição d to ee q sto de o t s Cu ue Total de armazéns no sistema de distribuição rte o p s tran Custo process amento pedido s Cu Custo (R$) Custo total Introdução Custos Logísticos Liderança de Custo •Liderança em custo significa que a empresa apresenta menor custo do segmento, em comparação ao da concorrência; •Eliminar atividades que não agregam valor; •Reduzir custos de produção por meio da simplificação e integração de processos, bem como com a utilização de novas tecnologias; •Enfatizar a qualidade dos produtos e processos, assim como reduzir os custos associados com desperdícios; •Diminuir as necessidades de estoques por meio de sistemas de planejamento, menores tempo de ciclo, etc. •Melhorar a flexibilidade e conformidade conforme demanda do mercado. Introdução Custos Logísticos Conceito de Logística Integrada (Faria, 2011) Processos Logísticos Nível de Serviço Custo Total Esse é o grande desafio da Logística Integrada: agregar valor por meio de um nível de serviço de excelência, mas ao menor custo total possível, como condição de otimização do resultado econômico e continuidade da organização Introdução Custos Logísticos Compensações Gerais na Receita e Custo em Vários Níveis de Serviço Custos e Vendas Sobem ($) Receita Maximização do Resultado Econômico Custos Logísticos 0 0 Ponto Ótimo Nível de Serviço é Melhorado: Adpatado de Ballou (1993, p. 79). Introdução Custos Logísticos Concetituação das Variáveis Abaixo •Receita; •Custo; •Lucro; •Margem de Contribuição; •Ponto de Equilíbrio; •Resultado; •Tomada de Decisão. Introdução Custos Logísticos Aplicação Prática em Prol da Melhor Tomada de Decisão Estudo de Caso 1 – Indústria de Sacola Plástica Biodegradável A empresa Logis é uma fábrica de sacolas plásticas biodegradáveis que não agride o meio ambiente. Localizada num minidistritos industrial, em uma cidade do interior do Estado de Minas Gerais. Os proprietários são jovens universitários dos curso de Logística, com visão de mercado futuro projetaram a Indústria. Iniciaram com poucas máquinas, mas em pouco tempo o volume de vendas exigiu a compra de novos equipamentos. No presente momento, você está sendo contratado como consultor no intuito de levantar os custos de produção e logísticos e demais números da empresa, para auxiliar os jovens na tomada de decisão sobre um novo preço de venda. Até o momento foi apurado que o preço médio de venda de cada unidade é de R$ 0,19, enquanto que todos os custos variáveis somados (transporte, matéria prima, estoque) alcançaram R$ 0,12. Os custos fixos (mão-de-obra, energia, aluguel, água, etc.) mensais são de R$ 24.600,00. Estima-se que, com um preço de R$ 0,18 por peça, a indústria passe a vender 500.000 unidades mensais. Com base nas informações acima, pede-se: Introdução Custos Logísticos Aplicação Prática em Prol da Melhor Tomada de Decisão Estudo de Caso 1 – Indústria de Sacola Plástica Biodegradável Para o estudo de caso resolva as equações abaixo: A) Qual a expressão representa a Receita Total (RT) em função da quantidade vendida? B) Qual a expressão representa o Custo Total (CT) em função da quantidade vendida? C) Qual a expressão representa o Lucro Bruto (LB) em função da quantidade vendida? D) Qual a margem de contribuição unitária (MCU)? E) Qual o ponto de equilíbrio (PE) em número de peças? F) Na condição de vender 440.000 peças mensais ao preço de R$ 0,19 cada uma, qual o lucro bruto da empresa? G) Agora, refaça o item “d”, alterando o preço de venda para R$ 0,18 e mantendo os custos inalterados. H) Qual o ponto de equilíbrio novo em número de peças? I) Vendendo agora 500.000 peças por mês, ao preço de R$ 0,18 cada uma, qual o novo lucro bruto da empresa? J) Você recomendaria esta estratégia de baixar o preço para R$ 0,18? Justifique sua resposta. Introdução Custos Logísticos Aplicação Prática em Prol da Melhor Tomada de Decisão Fórmulas A) Qual a expressão representa a Receita Total (RT) em função da quantidade vendida? R = PV . Q B) Qual a expressão representa o Custo Total (CT) em função da quantidade vendida? CT = CV + CF ou CVU . X + CF C) Qual a expressão representa o Lucro Bruto (LB) em função da quantidade vendida? LB = R – CT ou MCU . X - CF D) Qual a margem de contribuição unitária (MCU)? MCU = PV - CVU E) Qual o ponto de equilíbrio (PE) em número de peças? = LB/PE = MCU . X - CF F) Na condição de vender 440.000 peças mensais ao preço de R$ 0,19 cada uma, qual o lucro bruto da empresa? LB = MCU . X - CF G) Agora, refaça o item “d”, alterando o preço de venda para R$ 0,18 e mantendo os custos inalterados. H) Qual o ponto de equilíbrio novo em número de peças? PE = MCU . X - CF I) Vendendo agora 500.000 peças por mês, ao preço de R$ 0,18 cada uma, qual o novo lucro bruto da empresa? LB = MCU . X - CF J) Você recomendaria esta estratégia de baixar o preço para R$ 0,18? Justifique sua resposta. Introdução Custos Logísticos ESTUDO DE CASO 2 A empresa Suspiro Gelado é uma fabricante de picolés que usa um sistema de aluguel de carrinhos para colocar seus produtos no mercado. Ela aluga cada carrinho de picolé por R$ 21,00 por dia. A pessoa que aluga o carrinho o recebe abastecido com 80 picolés, pelos quais deverá pagar R$ 0,80, por cada um que vender, devolvendo á fábrica os que restarem. O preço de venda do picolé é de R$ 1,50. Para o estudo de caso pede-se: Qual a receita total da pessoa se vender em um dia apenas 10 picolés? Qual a receita total da pessoa se vender em um dia 100 picolés? Qual função pode representar a receita total da pessoa para um número qualquer de picolés vendidos? Qual o custo fixo diário da pessoa que aluga o carrinho? Qual o custo variável da pessoa que aluga o carrinho? Qual o custo variável da pessoa se vender 10 picolés? Qual o custo variável da pessoa se vender 100 picolés? Qual a expressão pode representar o custo variável para um número qualquer de picolés vendidos? Qual a expressão pode representar o custo total da pessoa para um número qualquer de picolés vendidos? Qual a margem de contribuição unitária? Qual a expressão pode representar a margem de contribuição em função do número de picolés vendidos? Qual o lucro da pessoa se vender 100 picolés num dia? Qual o ponto de equilíbrio diário em número de picolés vendidos? Qual o ponto de equilíbrio financeiro? Quantos picolés a pessoa deverá vender para lucrar R$ 100,00 por dia? Introdução Custos Logísticos ESTUDO DE CASO 3 A empresa X é uma fábrica de sacolas plásticas biodegradáveis que não agride o meio ambiente. Localizada num minidistritos industrial, em uma cidade do interior do Estado de Minas Gerais. Os proprietários são jovens universitários do Curso de Logística, com visão de mercado futuro, projetaram a Indústria. Iniciaram com poucas máquinas, mas em pouco tempo o volume de vendas exigiu a compra de novos equipamentos. No presente momento, você está sendo contratado como consultor no intuito de levantar os custos de produção e logísticos, assim como os demais números da empresa, para auxiliar os jovens na tomada de decisão sobre um novo preço de venda. Até o momento foi apurado que o preço médio de venda de cada unidade é de R$ 0,21, enquanto que todos os custos variáveis somados (transporte, matéria prima, estoque) alcançaram R$ 0,14. Os custos fixos (mão-de-obra, energia, aluguel, água, etc.) mensais são de R$ 28.000,00. Estima-se que, com um preço de R$ 0,20 por peça, a indústria passe a vender 600.000 unidades mensais. No entanto, ocorrerá aumento em 5% no CF e 10% no CV. Introdução Custos Logísticos ESTUDO DE CASO 3 Com base nas informações acima, pede-se: A) Qual a expressão representa a Receita Total (RT) em função da quantidade vendida? B) Qual a expressão representa o Custo Total (CT) em função da quantidade vendida? C) Qual a expressão representa o Lucro Bruto (LB) em função da quantidade vendida? D) Qual a margem de contribuição unitária (MCU)? E) Qual o ponto de equilíbrio (PE) em número de peças? F) Na condição de vender 440.000 peças mensais ao preço de R$ 0,21 cada uma, qual o lucro bruto da empresa? G) Agora, refaça o item “d”, alterando o preço de venda para R$ 0,20 e aplicando o aumento nos custos fixo e variáveis. H) Qual o ponto de equilíbrio novo em número de peças? I) Vendendo agora 600.000 peças por mês, ao preço de R$ 0,20 cada uma, qual o novo lucro bruto da empresa? J) Você recomendaria esta estratégia de baixar o preço para R$ 0,20, considerando que para o próximo período a empresa produzirá mais 10% mantendo os custos inalterados? Justifique sua resposta. Introdução Custos Logísticos Entendendo o Ponto de Equilíbrio No contexto do planejamento e controle empresarial, a análise do equilíbrio entre receitas e despesas merece destaque, por tratar-se, diretamente com o cumprimento de metas voltadas para a maximização de lucros. O Ponto de Equilíbrio constitui o ponto da atividade da empresa no qual não há lucro nem prejuízo, onde a receita se iguala ao custo total. Baseado nessa afirmação o quadro abaixo representativo evidencia o momento do equilíbrio. Unidades Produzidas Custo Variável Custo Fixo Custo Total Receita Lucro 0 0,00 60,00 60,00 0,00 (60,00) 1 3,00 60,00 63,00 15,00 (48,00) 2 6,00 60,00 66,00 30,00 (36,00) 3 9,00 60,00 69,00 45,00 (24,00) 4 12,00 60,00 72,00 60,00 (12,00) 5 15,00 60,00 75,00 75,00 0,00 6 18,00 60,00 78,00 90,00 12,00 Introdução Custos Logísticos Custo Logístico Total O conceito do Custo Logístico Total é a premissa que sustenta as análises dos custos de todo o macroprocesso logístico, auxiliando o gestor na tomada de decisão; Esse conceito surgiu, de acordo com Lambert et al. (1998), após um estudo realizado, em 1956, por Lewis, Culliton e Steele, sobre a “Função do frete aéreo na distribuição física”, o qual provou que, mesmo sendo um transporte aéreo caro, poderia ser compensado pela redução de custos de inventário e armazenagem, em função da velocidade de distribuição a seus clientes; Este estudo demonstrou que os custos deveriam ser analisados no conjunto dos custos logísticos do processo de distribuição, e não apenas em uma atividade logística isolada. Introdução Custos Logísticos Custo Logístico Total Copacino (1997) afirma que o conceito de custo total, chave da Logística Integrada, é baseado no inter-relacionamento dos custos de abastecimento, produção e distribuição. A análise envolve a minimização dos custos de transporte, armazenagem, movimentação, embalagem, manutenção de inventário, tecnologia de informação, tributários e custos decorrentes de lotes; Pela ótica da Logística Integrada, os custos não podem ser vistos de forma isolada como se fossem elementos independentes, dessa forma todos os custos decorrentes dos processos logísticos devem ser identificados e mensurados na análise do Custo Logístico Total; Diante dos expostos o profissional logístico ao buscar uma solução para um determinado problema deve aplicar o conceito de trade-off como fizeram Lewis, Culliton e Steele. Introdução Custos Logísticos Apuração Custo Logístico Total O Custo Logístico Total (CLT) pode ser apurado das seguintes formas: CLT = CAM + CTRA + CE + CMI + CTI + CTRI + CDL + CDNS + CAD Ou CLT = CLOAba + CLOGPla + CLOGDis LEGENDA LEGENDA CAM = Custos armazenagem e movimentação CTRA = Custos transportes CE = Custos embalagens CMI = Custos manutenção de inventários CTI = Custos tecnologia informação CDL = Custos decorrentes de lotes CTRI = Custos tributários CDNS = Custos decorrentes nível serviço CAD = Custos administração logística CLOGAba = Custos logísticos abastecimento CLOGPla = Custos logísticos planta CLOGDis = Custos logísticos distribuição * O Custo Logístico Total (CLT) não é, apenas, um somatório dos elementos de custos logísticos individuais, mas, sim, um montante apurado, considerando os possíveis aumentos ou diminuições de custos existentes entre esses elementos (trade-offs). Introdução Custos Logísticos Exercício de Fixação Trade-Offs pág. 46-49 – Gestão de Custos Logísticos Faria (2011). Compensação de Custos na Seleção do Modal de Transporte: Conceituar a aplicação do trade-Offs e sua importância na tomada de decisão do custo total para os casos em Estudo. Pág. 44-47 Ballou (2007) Logística Empresarial. Metodologia: Equipe de até 5 pessoas Avaliação: Participação individual e da equipe no que tange o envolvimento crítico para a tomada de decisão Introdução Custos Logísticos A relação de custo e receita acarreta no lucro ou no prejuizo. Diante desse conceito procura responder: 1.O QUE REALMENTE É LUCRO ? Introdução Custos Logísticos 1. O QUE REALMENTE É LUCRO ? Estudo junto a empresários, principalmente das micro e pequenas empresas mostra, uma certa desinformação com relação ao que é lucro, margem de rentabilidade, margem de lucro, etc. Sem a pretensão de esgotar o assunto a seguir retrataremos o que, realmente, deve ser considerado como lucro. A prática mais comum verificada nas empresas, para a determinação do preço de venda das mercadorias, é a de acrescentar sobre o custo das mercadorias, um percentual. Exemplo: Mercadoria adquirida por R$ 1,00 (um real), acrescenta 40%, e determina o preço de venda de R$ 1,40 (um real e quarenta centavos). Este acréscimo de R$ 0,40 é que tem sido chamado de lucro. Costuma dizer também que este determinado produto gera ou dá, 40% de lucro. Concordam? Introdução Custos Logísticos Primeiro gostaria de esclarecer o aspecto de custo. Custo de um produto não é só aquele representado pelo valor de aquisição. O custo de uma mercadoria é determinado pelo custo de aquisição, mais todos os outros custos e despesas, tais como aluguel, salários, encargos, energia elétrica, impostos, retiradas, etc. A título apenas de exemplo: Se todos estes outros custos e despesas representarem R$ 0,30 (trinta centavos), e o produto for adquirido por R$ 1,00 (um real), o custo deste produto é de R$ 1,30 (um real e trinta centavos). Se um empresário recebe uma solicitação de um amigo para vender um produto pelo custo, este custo, neste caso, é de R$ 1,30 e não de R$ 1,00. Se uma empresa vender todos os seus produtos pelo valor de aquisição, de onde ela vai tirar recursos para pagar os demais custos e gerar lucro? Introdução Custos Logísticos É importante também salientar, apesar de parecer bastante óbvio, que é pelo preço de venda que o empresário tem que tirar o valor para repor a mercadoria (estoque), pagar os outros custos e, ainda, obter lucro. Se ele vende uma mercadoria pelo custo de aquisição está, na verdade, realizando prejuízo, pois estará vendendo abaixo do custo real. Isto posto, podemos verificar que Lucro é a diferença entre Preço de Venda, menos Custo Total, ou Lucro é igual a diferença entre o Preço de Venda e a soma dos Custos Variáveis mais Custo Fixo (Lucro = P.V. (C.V. + C.F.)). Qualquer valor do preço de venda inferior ao custo total é prejuízo. Assim, Lucro é o que sobra do preço de venda, depois de pagos todos os custos. Podemos então verificar que aquele percentual que se acrescenta ao custo de aquisição, para a determinação do preço de venda, jamais pode ser chamado de Lucro. Introdução Custos Logísticos 2. MARGEM OU MARCK-UP Tem-se chamado de margem, o percentual, ou o multiplicador que é acrescido ao custo de aquisição (R$ 1,00 + 40% = R$ 1,40 ou R$ 1,00 x 1.4 = R$ 1,40), e considera que este procedimento gere 40% de margem. Quero mostrar que nenhuma conta de margem, ou mesmo de lucro, pode ser feita tomando como base o custo, ou seja, não existe lucro sobre custo, o que existe é lucro ou margem sobre preço de venda. Lucro se calcula sobre preço de venda ou sobre faturamento (faturamento é, na verdade, preço de venda vezes quantidade). Desta forma, se é marcado um produto com 40%, na verdade a margem é de 28% e não 40%. Ex. Preço de Venda R$ 1,40 Custo de Aquisição R$ 1,00 Margem R$ 0,40 Cálculo: MC / PV = Lucro. R$ 0,40 dividido por R$ 1,40, é igual a 28%. Não tem sentido dividir R$ 0,40 por R$ 1,00, pois R$ 1,00 é custo. É do preço de venda que temos que tirar todos os custos, e não do custo. Introdução Custos Logísticos Exercício: Se um produto apresenta o seguinte resultado: P.V. R$ 1,40 C.V. R$ 1,00 C.F. R$ 0,30 LUCRO R$ 0,10 Onde P.V. é preço de venda, C.V. é custo variável e C.F. é custo fixo. Este produto apresenta um lucro de? 7,14%, encontrado da divisão de R$ 0,10 por R$ 1,40, que é o preço de venda. Não tem sentido dividir lucro (R$ 0,10), por R$ 1,00 0u R$ 1,30. Introdução Custos Logísticos Outro aspecto importante é sobre a forma do cálculo da margem. Quando quisermos acrescentar 40% de margem sobre o custo de aquisição, não se deve simplesmente tomar como base o custo, e sobre ele somar 40%. Já vimos que este procedimento, na verdade se quiser acrescentar 40% de margem, sobre o custo de aquisição, deve-se dividir o valor do custo de aquisição pela diferença entre 100% menos o valor do percentual que se queira acrescentar. Parece complicado, mas no exemplo a seguir ficará fácil o entendimento. Ex: Quero, efetivamente, acrescentar 40% sobre o custo de uma mercadoria, adquirida por R$ 1,00. assim, devemos fazer a seguinte conta: P.V. = 1,00 / (100% - 40%) = 1,00 / 60% ou P.V. = 1,00 / 0,60 = 1,67 P.V. , portanto, é igual a 1,67. Vamos demonstrar: Preço de Venda R$ 1,67 Custo de Aquisição R$ 1,00 Margem R$ 0,67 R$ 0,67 dividido por 1,67 = 40%. A isto chamamos de MARCK-UP. Claro está é, para cada margem que se queira efetivamente acrescentar, pode-se criar um multiplicador, ou seja, no exemplo acima, se o desejo é acrescentar 40% de margem, pode-se também multiplicar o custo de aquisição por 1,67. Introdução Custos Logísticos Se efetivamente queremos marcar um produto com 50%, devemos tomar o custo da mercadoria e multiplica-lo por 2,00. Ex: Custo de Aquisição R$ 0,60 Preço de Venda R$ 0,60 x 2,00 = R$ 1,20 Demonstração Preço de Venda R$ 1,20 Menos Custo R$ 0,60 Margem R$ 0,60 R$ 0,60 dividido por R$ 1,20 = 50% Sabemos que, utilizando esta forma de marcação, os preços, na sua grande maioria, vão ficar mais altos. Porém, o que se pretende é mostrar aos empresários a forma correta de cálculo, quando se pretende efetivamente acrescentar, em determinado percentual, para a formação dos preços de venda. Quando um fornecedor tentar impor uma tabela de preço para a comercialização dos seus produtos, e utilizar argumento de que o produto gera 40% ou 50% de lucro, verefiquem se essa margem é verdadeira. Se estes percentuais forem encontrados, dividindo-se a margem pelo custo de aquisição, saibam que, na verdade, aqueles percentuais são de 28% ou 33% sobre os preços de venda. E a verdade é essa. Se o preço de venda de uma mercadoria for, por exemplo, de R$ 1,50, e o custo de aquisição for de R$ 1,00, o que realmente acontece no caixa? Introdução Custos Logísticos Você recebe do seu cliente R$ 1,50, paga ao fornecedor R$ 1,00, e sobram R$ 0,50. Este produto tem uma margem de 33% e não de 50% (0,50 dividido por 1,50 = 33%), pois margens de lucro são sempre calculadas sobre preço de venda, e não sobre custo. Neste último exemplo, se sua empresa tem um custo fixo unitário de R$ 0,40 (quarenta centavos), o lucro seria de R$ 0,10 (dez centavos), ou seja: P.V. R$ 1,50 C.V. R$ 1,00 C.F. R$ 0,40 LUCRO R$ 0,10 Em percentual, o lucro seria de? 6,67% (R$ 0,10 dividido por 1,50). Só se pode considerar que um produto deu lucro, se, e somente se, do preço de venda retirarmos todos os custos, e ainda houver sobra. Em percentual, essa sobra somente poderá ser apurada sobre o preço de venda. Introdução Custos Logísticos Mais um exemplo, se sua empresa tem um custo fixo unitário de R$ 0,40 (quarenta centavos), o lucro seria de (R$ 0,15) (quinze centavos), ou seja: P.V. R$ 1,25 C.V. R$ 1,00 C.F. R$ 0,40 LUCRO (R$ 0,15) Em percentual, o lucro seria de 12% (R$ 0,15 dividido por 1,25). Só se pode considerar que um produto deu lucro, se, e somente se, do preço de venda retirarmos todos os custos, e ainda houver sobra. Em percentual, essa sobra somente poderá ser apurada sobre o preço de venda. Neste caso a empresa apresenta prejuizo e não lucro. Custos Empresariais Logísticos Publicação nos últimos anos; De forma tímida as obras abordam a dimensão da gestão econômica da logística e da cadeia de suprimento, principalmente no que concerne aos custos logísticos; Pesquisadores internacionais alertam para a falta de integração entre a área de Contabilidade Gerencial e o campo da Logística; Normalmente, as informaççoes contábeis classificam, apropriam e acumulam os gastos em Logística, apenas considerando a natureza dos elementos que os compõem em contas isoladas (mão-de-obra, depreciação, etc.), invianilizando a visualização desses custos de forma adequada. Custos Empresariais Logísticos Atividade Provocativa de Aprendizagem Gestão de Custos Logísticos pag. 4 – 8, Faria (2011). Metodologia: Equipe de até 5 pessoas Leitura – Resumo – Explanação e Debate dos Desafios e Avanços no que tange o Estudo Agência de Desenvolvimento Tietê-Paraná (ADPT), 1996 e demais. Avaliação: de participação individual e em da equipe Entregar resumo para o professor no final do debate Custos Empresariais Logísticos MEDIR CUSTOS LOGÍSTICOS UM DESAFIO DA GESTÃO LOGÍSTICA A principal dificuldade que muitas companhias têm no processo de adoção de uma abordagem integrada para a logística e para o gerenciamento de distribuição é a falta de informações sobre custos. Os sistemas convencionais agrupam os custos em categorias amplas agregadas, não permitindo a realização de uma análise mais detalhada. Sem esta facilidade para analisar dados de custos agregados, tornase difícil identificar o potencial de negociação que pode existir dentro do sistema logístico. Custos Empresariais Logísticos MEDIR CUSTOS LOGÍSTICOS UM DESAFIO DA GESTÃO LOGÍSTICA Dentro desse conceito a análise de custo total e o gerenciamento logístico torna-se muito útil para identificar os problemas surgidos em diferentes níveis operacionais, que são ocasionados por impactos diretos e indiretos de decisões específicas. Freqüentemente, acontece que na tomada de uma decisão numa determinada área, podem ocorrer resultados imprevistos em outras áreas, influenciando os padrões de pedido dos clientes e provocando custos adicionais. Os processos básicos de Logística apresentam de forma agrupada as atividades necessárias para alcançar o objetivo maior, que é poder fornecer o produto adequado no momento desejado, no tempo certo e com o menor recurso possível. Por exemplo: Divergência de Inventário pode afetar o custo logístico. Custos Empresariais Logísticos Exemplos de cálculos: Custo de Inventário Pela Acurácia = valor divergência físico versus eletrônico estoque / valor total estoque Ou Total de itens divergentes / total de itens De acordo com dados contábeis 95% de assertvidade ou 5% de erro é aceitável Custos Empresariais Logísticos CPPI = Custo de Processamento de Pedidos e Informação. A exigência básica desta equação é que o gerenciamento eficaz dos custos dentro da cadeia de suprimentos deve minimizar o custo total, atendendo ao nível de serviço exigido pela empresa, e pelo consumidor. -A combinação de todas as atividades deve criar um processo de sinergia, para que o resultado final seja garantir que o serviço seja executado por um preço menor, mas garantindo o mesmo nível de serviço. -Uma das principais características das decisões logísticas é a de extrair informações de um sistema já existente. -A finalidade da análise de custo total neste contexto é a identificação da mudança nos custos, provocada por estas decisões. Custos Empresariais Logísticos CUSTOS NA DISTRIBUIÇÃO Empresas americanas e européias estimam um custo de distribuição em torno de até 10% sobre a receita de vendas. Os custos de distribuição sempre representaram um ônus considerável para as companhias, embora, nos anos mais recentes, o controle logístico tenha conseguido reduzi-los. Quando expressos em termos de porcentagem do valor agregado, os custos logísticos estão realmente aumentando para muitas empresas. Isto se deve ao fato de que o valor agregado estar caindo à medida que estas companhias terceirizam suas necessidades (exemplo: componentes, embalagens, serviços, etc). Os gastos com logística nas empresas variam de 5% a 35% do valor das vendas, dependendo do tipo de atividade, da área geográfica, da operação, da relação peso/valor dos produtos. Podemos verificar que a logística tem uma parcela muito importante na composição do preço final do produto. Custos Empresariais Logísticos AGREGAÇÃO DE VALOR NA CADEIA DE SUPRIMENTOS: (Fornecedor, Fabricante, Atacadista, Varejista, Distribuidor e Cliente Final) Quantidade Pontualidade Disponibilidade de Estoque Tempo de ciclo total Qualidade Serviços com valor adicionado Preocupação com o cliente Desempenho da entrega Comunicações Planejamento das necessidades Parcerias Integração dos programas Custos Empresariais Logísticos Empresas para sobreviver, usam diferentes estratégias. Todavia, os investimentos na área de pessoal, materiais e recursos financeiros devem ser feitos tendo presente o business de referência. É necessário que exista, além disso, uma aplicação constante para enfrentar mudanças no sentido de trabalhar a inovação. Custos Empresariais Logísticos EXEMPLO DE PROCEDIMENTO PARA REDUZIR OS CUSTOS DA DISTRIBUIÇÃO FÍSICA: PASSO 1: Verificação das condições pedidas, compreensão das condições de serviço, verificação das expectativas e definição dos objetivos de redução de custos. PASSO 2: Análise detalhada dos custos de distribuição física, dos custos externos e dos custos internos, por estação, dia da semana, lugar, cliente e produtos. PASSO 3: Determinação das causas dos custos e análise da situação existente, concentração das maiores causas de custos, determinação das causas de origem dos custos e análise das causas mais importantes. Custos Empresariais Logísticos EXEMPLO DE PROCEDIMENTO PARA REDUZIR OS CUSTOS DA DISTRIBUIÇÃO FÍSICA: PASSO 4: Compreensão dos problemas e estudo das propostas de melhoria, compreensão quantitativa dos problemas, subdivisão e sistematização dos problemas, estudo das propostas de melhoria e elaboração das contramedidas. PASSO 5: Estimação dos resultados obtidos através da melhoria e cronograma da intervenção, estimação dos investimentos e da eficácia das propostas de melhoria, estudo do sistema de implementação. PASSO 6: Realização, Implementação e revisão das propostas originárias, execução experimental e efetivação da implementação. Aplicação do ciclo PDCA. A Contabilidade de Custos, a Contabilidade Financeira e a Contabilidade Gerencial 1. Da Contabilidade Financeira à de Custos Até a Revolução Industrial (séc.XVIII), quase só existia a Contabilidade Financeira, estruturada para servir as empresas comerciais; Estoques Iniciais (+) Compras (–) Estoques Finais (=) Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) A Contabilidade de Custos, a Contabilidade Financeira e a Contabilidade Gerencial 1. Exercício Suponha que a empresa Y num determinado período iniciou com estoque zero, compras 5.000,00 e estoques finais 3.000,00. Qual o CMV? Estoques Iniciais (+) Compras (–) Estoques Finais (=) Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) A Contabilidade de Custos, a Contabilidade Financeira e a Contabilidade Gerencial Vendas Líquidas (–) Custo das Mercadorias Vendidas Estoques Iniciais (+) Compras (–) Estoques Finais (=) Lucro Bruto (–) Despesas Comerciais (Vendas) Administrativas Financeiras Resultado antes do Imposto de Renda XXXX XXXX XXXX (XXXX) XXXX XXXX (XXXX) (XXXX) XXXX (XXXX) XXXX Exercício Num determinado período a empresa Y apresentou os seguintes dados: Vendas R$ 14400,00. Matéria prima R$ 9000,00. Mão de obra R$ 4500,00 e energia elétrica R$ 1500,00. Como estoques finais R$ 3000,00. Já as despesas foram: vendas R$ 500,00. Administrativas R$ 200,00 e financeiras R$ 100,00. Pede-se calcular e apresentar o Lucro Bruto e o Resultado antes do Imposto de Renda. Exercício ENTENDENDO OS CUSTOS DE ESTOQUE NA CONTABILIDADE DE CUSTO •VENDAS •CPV OU CMV (CUSTOS DIRETOS) •CPP – CUSTO PRODUÇÃO PERÍODO •ESTOQUES INICIAIS PRODUTOS EM PROCESSO •ESTOQUES FINAIS PRODUTOS EM PROCESSO •CPA – CUSTO PRODUÇÃO ACABADA PERÍODO •ESTOQUES INICIAIS PRODUTOS ACABADOS •CPD – CUSTO PRODUTO DISPONÍVEL •ESTOQUE FINAL PRODUTOS ACABADO •LUCRO BRUTO •DESPESAS (CUSTOS INDIRETOS) •RAIR/LAIR Exercício ENTENDENDO OS CUSTOS DE ESTOQUE NA CONTABILIDADE DE CUSTO APLICAÇÃO PRÁTICA NO MUNDO DOS NEGÓCIOS, DE AÇÃO QUE DIRECIONA O GESTOR PARA A TOMADA DE DECISÃO Exemplo: A empresa X para apresentar o Lucro Bruto e o Lucro Antes Imposto de Renda em seu balanço utilizou os seguintes dados: vendas R$ 21.600,00. Matéria prima direta R$ 8.000,00. Mão – de - obra direta R$ 6.000,00. Gastos com eletricidade na produção R$ 1.500,00. Água direta R$ 1.750,00. Estoques iniciais de produtos em elaboração R$ 250,00. Estoques finais de produtos em elaboração R$ 500,00. Estoques iniciais produtos acabados R$ 4.000,00. Estoques finais produtos acabados R$ 3.000,00. Já as despesas indiretas foram: despesas com vendas R$ 600,00. Despesas financeiras de R$ 500,00 e despesas administrativas R$ 1.000,00. Pede-se assinalar a resposta correta. A-( B-( C-( D-( E-( ) LB R$ 3.600,00 e LAIR R$ 1.500,00. ) LB R$ 5.100,00 e LAIR R$ 3.000,00. ) LB R$ 3.500,00 e LAIR R$ 1.600,00. ) LB R$ 5.000,00 e LAIR R$ 2.900,00. ) Nenhum dos resultados se aplica. Exercício VALORAÇÃO DE ESTOQUE APLICAÇÃO CONTÁBIL PARA VALORAÇÃO DOS ESTOQUES Todas as formas de registros de estoques, sejam manuais ou informatizadas, objetivam controlar a quantidade de materiais em estoque, tanto em volume físico quanto financeiro. Contudo a avaliação deverá ser realizada em termos de preço. A avaliação do estoque inclui o valor dos materiais (matérias-primas e produtos acabados). Os fatores que justificam a avaliação dos estoques são: -Assegurar que o capital imobilizado em estoques seja o mínimo possível; -Assegurar que estejam de acordo com a política da empresa; -Garantir que a valoração do estoque reflita exatamente seu conteúdo; -O valor desse capital seja uma ferramenta de tomada de decisão; -Evitar desperdícios como obsolescência, roubos, extravios, etc.; -Possibilitar melhor tomada de decisão. Exercício VALORAÇÃO DE ESTOQUE APLICAÇÃO CONTÁBIL PARA VALORAÇÃO DOS ESTOQUES -Portanto, torna-se imperiosa uma perfeita avaliação financeira do estoque para proporcionar informações exatas e atualizadas; -Avaliação feita com base nos preços dos itens estocados; -O valor real de estoque de uma empresa e apurado por dois processos. Um por meio de controle eletrônico de cada item de estoque, outro por meio de inventario físico; -No primeiro processo, a empresa o utiliza para estipular o preço de seu produto e valoração continua de seus estoques e, também, para controlar a gestão integrada da empresa; -Nesse procedimento, podemos avaliar os estoque por quatro métodos: Exercício VALORAÇÃO DE ESTOQUE APLICAÇÃO CONTÁBIL PARA VALORAÇÃO DOS ESTOQUES Custo Médio -Consiste em atribuir ao estoque o valor histórico médio ponderado; -Tem por base o preço de todas as retiradas, ao preço médio do suprimento total do item em estoque; -Age como um estabilizador, pois equilibra as flutuações de preços; Exemplo de aplicação na prática. Exercício VALORAÇÃO DE ESTOQUE - CM APLICAÇÃO CONTÁBIL PARA VALORAÇÃO DOS ESTOQUES Data Histórico 2/1 Estoque inicial 30/1 requisição 30/3 compra 30/5 requisição 30/6 compra 30/9 requisição 30/10 compra 30/11 requisição 31/12 mov do ano ENTRADA SAÍDA Qde Pç Unit Total 10 12,00 120,00 Qde 5 10 15,00 18,00 21,00 Qde Pç Médio Total 10 12,00 120,00 5 12,00 60,00 15 14,00 210,00 5 14,00 70,00 25 17,20 430,00 10 17,20 172,00 20 19,10 382,00 286,50 5 19,10 95,50 744,50 5 19,10 95,50 60,00 14,00 140,00 17,20 258,00 210,00 15 50 12,00 Total 360,00 15 10 Pç Unit 150,00 10 20 SALD O 840,00 45 19,10 Exercício VALORAÇÃO DE ESTOQUE APLICAÇÃO CONTÁBIL PARA VALORAÇÃO DOS ESTOQUES Método PEPS (Primeiro a entrar, primeiro a sair) ou FIFo (First in, first out) -Método e baseado na cronologia das entradas e saídas; -O procedimento de baixa dos itens de estoque e feito por ordem de entrada do material na empresa; -Primeiro a entrar, Primeiro a sair, e assim utiliza-se seus valores na contabilização do estoque. Exemplo na prática. Exercício VALORAÇÃO DE ESTOQUE - PEPS Data Histórico 2/jan 30/jan 30/mar 30/mai 30/jun 30/set 30/out 30/nov 31/dez Estoque inicial ENTRADA SAÍDA Qde Pç Unit Total 10 12 120 requisição compra 5 10 15 20 18 10 21 50 60 5 12 60 5 15 75 5 15 75 10 18 180 210 requisição mov do ano 12 Total 360 requisição compra Pç Unit 150 requisição compra Qde SALDO 840 Qde Pç Médio Total 10 12 120 5 12 60 5 12 60 10 15 150 5 15 75 5 15 75 20 18 360 10 18 180 10 18 180 10 21 210 10 18 180 5 21 105 5 21 105 735 5 21 105 45 Exercício VALORAÇÃO DE ESTOQUE Método UEPS (Último a entrar, primeiro a sair) ou LIFO (last in, first out) Método também baseado na cronologia das entradas e saídas, e considera que o Primeiro a sair deve ser o Último que entrou em estoque. Exemplo na prática. Exercício VALORAÇÃO DE ESTOQUE - UEPS Data Histórico 2/jan 30/jan 30/mar 30/mai 30/jun 30/set 30/out 30/nov 31/dez Estoque inicial ENTRADA SAÍDA Qde Pç Unit Total 10 12 120 requisição compra 5 10 15 10 20 18 15 10 21 50 60 15 18 840 Qde Pç Médio Total 10 12 120 5 12 60 5 12 60 10 15 150 5 12 60 5 12 60 20 18 360 5 12 60 5 18 90 5 12 60 5 18 90 10 21 210 150 270 210 requisição mov do ano 12 Total 360 requisição compra Pç Unit 150 requisição compra Qde SALDO 10 21 210 5 18 90 5 12 60 780 5 12 60 45 Exercício VALORAÇÃO DE ESTOQUE Custo de reposição A avaliação pelo custo de reposição tem por base a elevação dos custos a curto prazo em relação a inflação. Exemplo aplicação na prática. Exercício VALORAÇÃO DE ESTOQUE - CR Data Histórico 2/jan 30/jan 30/mar 30/mai 30/jun 30/set 30/out 30/nov 31/dez Estoque inicial ENTRADA SAÍDA Qde Pç Unit Total 10 12 120 requisição compra 5 10 15 10 20 18 15 10 21 50 0 0 0 840 Qde Pç Médio 0 Total 10 0 5 0 5 0 10 0 0 210 requisição mov do ano 0 Total 360 requisição compra Pç Unit 150 requisição compra Qde SALDO 0 5 0 5 0 20 0 5 0 5 0 5 0 5 0 10 0 0 10 0 0 5 0 0 5 45 23,1 1039,5 5 23,1 115,5 Exercício VALORAÇÃO DE ESTOQUE Comparação entre os Métodos Comparação entre os métodos Método Custo dos produtos Qde estoque Avaliação estoque Custo Médio 744,50 5 95,50 Custo PEPS 735,00 5 105,00 Custo UEPS (N/AC) 780,00 5 60,00 Custo de Reposição 1039,50 5 115,50 Receita Custo Lucro 1000 744,50 255,50 1000 735,00 265,00 1000 780,00 220,00 1000 1039,50 -39,50 Exercício VALORAÇÃO DE ESTOQUE -Percebe-se que o melhor resultado apresentado para uma empresa foi método LIFO ou UEPS, já que apresenta um custo operacional de seus produtos maior e um imobilizado em estoque menor, conseqüentemente reduzindo a carga tributaria do Imposto de renda em razão de apresentar em termos contábeis, lucro menor e menor imobilizado em estoque; -Entretanto o fisco não aceita esse método. Percebe-se que o LIPO ou UEPS em economias de elevada inflação beneficia fortemente a empresa, quanto ao Imposto de Renda, prejudicando a arrecadação fiscal; -No Brasil, são aceitos os sistema de Custo Médio e FIFO ou PEPS e, entre esses dois, o Custo Médio apresenta vantagem contábil com respeito ao Imposto de Renda; -Portanto, a melhor tomada de decisão baseia-se na utilização do CM. A Contabilidade de Custos, a Contabilidade Financeira e a Contabilidade Gerencial 2. Da Contabilidade de Custos à Gerencial Contadores, Auditores e Fiscais se preocuparam inicialmente em fazer da Contabilidade de Custos uma forma de resolver seus problemas de mensuração monetária dos estoques e do resultado. Mais tarde, a Contabilidade de Custos passa a ser abordada em nível gerencial. Nesse novo campo, ela tem duas funções relevantes: o auxílio ao CONTROLE (redução de custos empresariais) e a ajuda às TOMADAS DE DECISÕES (maximização dos resultados). A Contabilidade de Custos, a Contabilidade Financeira e a Contabilidade Gerencial 3. Usos da Contabilidade de Custos Na Contabilidade Financeira: - Valoração de Estoques para o Balanço Patrimonial - Apuração do Custo dos Bens e Serviços Vendidos, para a Demonstração de Resultados Na Contabilidade Gerencial: - Fornecer informações para: planejamento e controle elaboração de orçamentos dar suporte ao processo de tomada de decisão A Contabilidade de Custos, a Contabilidade Financeira e a Contabilidade Gerencial 4. Usos das Informações De Custos Dar suporte à tomada de decisão: -Lançamento de produtos; -Precificação (mudança do conceito: antes revolução industrial, o custo define o preço. Era séc. XXI, o preço define o custo, pois, quem define é o cliente); -Apurar resultados; -Avaliar desempenhos; -Influenciar comportamentos ( o poder mudou da empresa para o cliente); -Etc. A Contabilidade de Custos, a Contabilidade Financeira e a Contabilidade Gerencial SISTEMA DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS CONTABILIDADE FINANCEIRA CONTABILIDADE GERENCIAL CONTABILIDADE SISTEMA DE CUSTOS ORÇAMENTÁRIO Terminologia Contábil Básica Principais termos usados em Custos 1. Gasto – compra de um produto ou serviço qualquer, que gera sacrifício financeiro para a organização (desembolso), sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos. 2. Desembolso – pagamento resultante da aquisição do bem ou serviço. Pode ocorrer antes, durante ou após a entrada da utilidade comprada, portanto defasada ou não do momento do gasto. Principais termos usados em Custos 3. Investimento – gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a futuro(s) período(s). 4. Custo – gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. 5. Despesa – bem ou serviço consumido direta ou indiretamente para a obtenção de receitas. 6. Perda – Bem ou serviço consumido de forma anormal e involuntária. Princípios Contábeis Aplicados a Custos Princípios Contábeis Realização da Receita Competência – Confrontação entre Despesas x Receitas Custo Histórico Consistência – Uniformidade Conservadorismo – Prudência Materialidade – Relevância Princípios Contábeis 1. Princípio da realização da receita Determina o recolhimento contábil do resultado (lucro ou prejuízo) apenas quando da realização da receita. E esta ocorre, em regra, quando da transferência do bem ou serviço para terceiros. Este princípio é responsável por uma das grandes diferenças entre os conceitos de lucro na Economia e na Contabilidade. Princípios Contábeis 2. Princípio da competência ou da confrontação entre as despesas e receitas Este princípio diz respeito basicamente ao momento do reconhecimento das despesas. Pela realização, fica definido o momento do reconhecimento da receita. Após isso, pela competência ou confrontação temos o reconhecimento das despesas. Princípios Contábeis Após o reconhecimento da receita, deduzem-se dela todos os valores representativos dos esforços para sua consecução (despesas), que podem ser de dois tipos: a) despesas especificamente incorridas para a consecução daquelas receitas que estão sendo reconhecidas, e b) despesas incorridas para a obtenção de receitas genéricas, e não necessariamente daquelas que agora estão sendo contabilizadas. Princípios Contábeis 3. Princípio do custo histórico como base de valor Os ativos são registrados contabilmente por seu valor original de entrada, ou seja, histórico. Se o custo histórico de fabricação do produto A é $5.000, e ele fica estocado durante certo tempo para só então ser vendido, por $6.500, teremos: Venda $6.500 (–) Custo do Produto Vendido ($5.000) Lucro Bruto $1.500, na hipótese de valor puramente histórico. Princípios Contábeis Quando há problemas de inflação, o uso de valores históricos deixa muito a desejar. Ao somarmos os custos de produção de um item, estocá-lo e levá-lo a balanço pelo valor original, acabamos por ter um ativo que diz quanto custou produzi-lo na época em que foi elaborado; pode nada ter a ver com o valor atual de reposição do estoque, nem com o valor histórico inflacionado (ou deflacionado) e muito menos ainda com seu valor de venda. Princípios Contábeis Considerando no exemplo, que a inflação referente ao período (até o produto ser vendido) é de 10%, teremos: Venda $6.500 (–) Custo Histórico do Produto Vendido Corrigido = $5.000 x 1,1 ($5.500) Lucro Bruto $1.000, na hipótese de se tirar do lucro o efeito da inflação. Princípios Contábeis Levando em consideração o quanto custaria fazer o produto na data da venda (suponha $5.800 como valor de reposição), teremos o resultado: Venda $6.500 (–) Custo Histórico do Produto Vendido ($5.800) Lucro Bruto $700, na hipótese de se adotar o valor de reposição. A diferença de $300 se refere a um resultado indisponível, se a organização pretende continuar na atividade. Princípios Contábeis Venda $6.500 (–) Custo de Reposição do Produto Vendido ($5.800) Lucro Bruto Operacional $7001 Ganho de Estocagem ($5.800-$5.500) $3002 Lucro Bruto Total $1.000 Todavia, a Contabilidade irá admitir como lucro, pelo menos dentro do estágio atual, o total de $1.500. Os estoques são avaliados em função do custo histórico de sua obtenção, sem correção por inflação ou por valores de reposição. (contabilidade gerencial). Princípios Contábeis 4. Princípio da consistência ou uniformidade Quando existem diversas alternativas para o registro contábil de um mesmo evento, todas válidas dentro dos princípios geralmente aceitos, deve a empresa adotar uma delas de forma consistente (não podendo a entidade mudar indiscriminadamente o critério em cada período). Quando houver mudança de procedimento, deve a empresa reportar o fato e o valor da diferença no lucro com relação ao que seria obtido se não houvesse a quebra de consistência. Princípios Contábeis 5. Princípio do conservadorismo ou prudência Quase uma regra comportamental, o Conservadorismo obriga a adoção de um espírito de precaução por parte do Contador. Quando ele tiver dúvida fundamentada sobre tratar determinado gasto como Ativo ou Redução de Patrimônio Líquido, deve optar pela forma de maior precaução, ou seja, pela segunda. Princípios Contábeis 6. Princípio da materialidade ou relevância Essa regra contábil é de extrema importância para Custos. Ela desobriga de um tratamento mais rigoroso aqueles itens cujo valor monetário é pequeno dentro dos gastos totais. É necessário lembrar, entretanto, que a soma de diversos itens irrelevantes pode ser material, e, nesse caso, um tratamento mais rigoroso precisa ser utilizado. Custeio por Absorção • Custeio significa apropriação de custos; • Custeio por Absorção é o método derivado da aplicação dos Princípios de Contabilidade; • Consiste na apropriação de todos os custos de produção aos bens elaborados, e só os de produção; todos os gastos relativos aos esforços de produção são distribuídos para todos os produtos ou serviços feitos. Custeio por Absorção Empresas de Manufatura DESPESAS CUSTOS ESTOQUE DE PRODUTOS DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS VENDA RECEITA CPV LUCRO BRUTO DESPESAS LUCRO OPERACIONAL Custeio por Absorção Empresas Prestadoras de Serviços DESPESAS CUSTOS PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS RECEITA Custo Serviços Prestados LUCRO BRUTO DESPESAS LUCRO OPERACIONAL Custeio por Absorção • Adotado pela Contabilidade Financeira (BP e DRE); • Auditoria externa tem-no como básico; • Também o Imposto de Renda costumeiramente o usa: no Brasil é utilizado obrigatoriamente, com pequenas exceções. Exercício Custeio por Absorção DESCRIÇÃO VALOR R$ Matérias Primas/mês 25.000,00 Custo mão de obra produção/mês 10.000,00 Gastos gerais produção/mês TOTAL CUSTO PRODUÇÃO/MÊS Unidades produzidas/mês Custo Unitário de Produção 8.000,00 43.000,00 5.000 8,60 •As principais características do custeio por absorção são: Custeio por Absorção •1) Engloba os custos fixos totais:fixos, variáveis, diretos e/ou indiretos; •2) Necessita de critério de rateios, no caso de apropriação dos custos indiretos; •3) É o critério legal exigido no Brasil. Entretanto, nem sempre é útil como ferramenta de gestão (análise) de custos, por possibilitar distorções ao distribuir custos entre diversos produtos e serviços, possibilitando mascarar desperdícios e outras ineficiências produtivas; •4) Os resultados apresentados sofrem influência direta do volume de produção; •5) Custeio por Absorção, também conhecido como Custeio Integral ou RKW, desenvolvido na Alemanha no início do Séc. XX. Portanto, consiste na apropriação de todos os custos causados pelo uso de recursos da produção dentro do ciclo operacional interno. Todos os gastos relativos ao esforço de fabricação são distribuídos para todos os produtos feitos. Separação entre custos e despesas • Teoricamente, a separação é fácil: os gastos relativos ao processo de produção são custos, e os relativos à administração, às vendas e aos financiamentos são despesas. • Na prática, entretanto, uma série de problemas aparece pelo fato de não ser possível a separação de forma clara e objetiva. • Por exemplo: os gastos com departamento pessoal são normalmente divididos em custo e despesa, quando um único departamento cuida tanto do pessoal da fábrica quanto da administração. Onde terminam os custos de produção • É fácil a visualização de onde começam os custos de produção, mas nem sempre é simples a verificação de onde eles terminam. • A regra é simples, bastando definir-se o momento em que o produto está pronto para a venda. Até aí, todos os gastos são custos. A partir desse momento, despesas. • Por exemplo: gastos com embalagem podem ser custos ou despesas; quando o produto é colocado para a venda tanto a granel quanto em pequenas quantidades, seu custo terminou quando do término da produção. Algumas Classificações e Nomenclaturas de Custos Classificação dos Custos em Diretos e Indiretos Custos Diretos: podem ser apropriados diretamente aos produtos, bastando haver uma medida de consumo (kg de materiais consumidos, embalagens utilizadas, horas de mão-de-obra, etc). Custos Indiretos: não oferecem condição de uma medida objetiva e qualquer tentativa de alocação tem de ser feita de maneira estimada e muitas vezes arbitrária (aluguel, supervisão, chefias). Classificação dos Custos em Diretos e Indiretos Vejamos o caso específico da mão-de-obra: -Direta diz respeito ao gasto com pessoal que trabalha e atua diretamente sobre o produto que está sendo elaborado; -Indireta é relativa ao pessoal de chefia, supervisão ou ainda atividades que, apesar de vinculadas à produção, nada têm de aplicação direta sobre o produto: manutenção, prevenção de acidentes, Contabilidade de Custos, etc. Classificação dos Custos em Fixos e Variáveis Além do agrupamento em diretos e indiretos, os custos podem ser classificados de outras formas diferentes. Outra classificação usual é a que leva em consideração a relação entre o valor total de um custo e o volume de atividade numa unidade de tempo. Divide basicamente os custos em fixos e variáveis. Classificação dos Custos em Fixos e Variáveis Por exemplo, o valor global de consumo dos materiais diretos por mês depende diretamente do volume de produção. Quanto maior a quantidade produzida, maior seu consumo. Dentro, portanto, de uma unidade de tempo, o valor do custo com tais materiais varia de acordo com o volume de produção; logo materiais diretos são custos variáveis. Classificação dos Custos em Fixos e Variáveis Por outro lado, o aluguel da fábrica em certo mês é de determinado valor, independentemente de aumentos ou diminuições naquele mês do volume elaborado de produtos. Por isso, o aluguel é um custo fixo. Custos fixos não são eternamente do mesmo valor. Quanto a apuração Custo direto: tudo que está direcionado para o bem. Ex. Carro (volante, banco, motor, mão de obra produção, etc.). Custo indireto: tudo que não está direcionado diretamente para o bem. Ex. Carro (estopa, mão de obra administrativa, etc.). Fórmula para rateio de apuração: CT = CD + CI Classificação dos Custos em Fixos e Variáveis Custos Fixos Custo $ CF Volume de Atividade Classificação dos Custos em Fixos e Variáveis Custos Fixos Custo $ CF Volume de Atividade Classificação dos Custos em Fixos e Variáveis Custos Variáveis Custo $ CV Volume de Atividade Classificação dos Custos em Fixos e Variáveis Custos Variáveis Custo $ CV Volume de Atividade Esquema Básico de Contabilidade de Custos (I) Esquema Básico da Contabilidade de Custos Devemos respeitar as seguintes etapas: 1.Separação entre custos e despesas; 1.Apropriação dos custos diretos diretamente aos produtos ou serviços; 1.Rateio dos custos indiretos. Esquema Básico da Contabilidade de Custos Os custos incorridos num período só irão integralmente para o resultado desse mesmo período caso toda a produção elaborada seja vendida, não havendo, portanto, estoques finais. Já as despesas (de administração, de vendas e financeiras) sempre serão debitadas ao resultado do período em que são incorridas: assim é que funciona o Custeio por Absorção. Esquema Básico da Contabilidade de Custos CUSTOS INDIRETOS DIRETOS VENDAS RATEIO PRODUTO A PRODUTO B ESTOQUE DESPESAS DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS RECEITA CPV LUCRO BRUTO DESPESAS LUCRO OPERACIONAL Exemplo 1 Suponhamos que estes sejam os gastos de determinado período da Empresa X: Comissões de Vendedores Salários de Fábrica Matéria-prima Consumida Salários da Administração Depreciação na Fábrica Seguros da Fábrica Despesas Financeiras Honorários da Diretoria Materiais Diversos - Fábrica Energia Elétrica - Fábrica Manutenção - Fábrica Despesas de Entrega Correios, Telefone e Telex Material de Consumo - Escritório Total 80.000 120.000 350.000 90.000 60.000 10.000 50.000 40.000 15.000 85.000 70.000 45.000 5.000 5.000 1.025.000 Exemplo 1 – 1o. passo A primeira tarefa é a separação dos Custos de Produção e Despesas: Custos de Produção Salários de Fábrica 120.000 Matéria-prima Consumida 350.000 Depreciação na Fábrica 60.000 Seguros da Fábrica 10.000 Materiais Diversos - Fábrica 15.000 Energia Elétrica - Fábrica 85.000 Manutenção - Fábrica 70.000 Total 710.000 Exemplo 1 – 1o. passo Despesas Administrativas - Salários da Administração 90.000 Honorários da Diretoria 40.000 Correios, Telefone e Telex 5.000 Material de Consumo - Escritório 5.000 Total Despesas de Vendas 140.000 - Comissões de Vendedores 80.000 Despesas de Entrega 45.000 Total Despesas Financeiras 125.000 50.000 Exemplo 1 – 2o. passo Digamos que essa empresa elabore três produtos diferentes (A, B e C). Devemos neste passo distribuir os custos diretos de produção aos três itens. Suponhamos que também sejam custos diretos parte da mão-de-obra e parte da energia elétrica. O problema agora é saber quanto da matériaprima total utilizada ($350.000), quanto de mãode-obra direta e quanto da energia elétrica direta foi aplicado em A, em B e em C. Exemplo 1 – 2o. passo Para o consumo de matéria-prima, a empresa mantém um sistema de requisições de tal forma a saber sempre para qual produto foi utilizado o material retirado do almoxarifado. Assim: Matéria-prima Consumida Produto A 75.000 Produto B 135.000 Produto C 140.000 Total 350.000 Exemplo 1 – 2o. passo Para a mão-de-obra, é necessário verificar do total de $120.000 quanto diz respeito à mão-de-obra direta e quanto à indireta. A empresa verifica quais foram os operários que trabalharam em cada produto no mês e por quanto tempo. Salários de Fábrica (mão-de-obra) Indireta 30.000 Direta 90.000 Produto A 22.000 Produto B 47.000 Produto C 21.000 Total 120.000 Exemplo 1 – 2o. passo Após anotado o consumo de energia elétrica na fabricação dos produtos, $45.000 são diretamente atribuíveis e $40.000 só alocáveis por critérios de rateio, já que existem medidores apenas em algumas máquinas. Energia Elétrica - Fábrica Indireta 40.000 Direta 45.000 Produto A 18.000 Produto B 20.000 Produto C 7.000 Total 85.000 Exemplo 1 – 2o. passo Temos, então, resumidamente: Diretos Produto A Produto B Produto C Indiretos Total Matéria-prima Consumida 75.000 135.000 140.000 350.000 Salários de Fábrica 22.000 47.000 21.000 30.000 120.000 Energia Elétrica - Fábrica 18.000 20.000 7.000 40.000 85.000 Depreciação na Fábrica 60.000 60.000 Seguros da Fábrica 10.000 10.000 Materiais Diversos Fábrica 15.000 15.000 Manutenção - Fábrica 70.000 70.000 Total 115.000 202.000 168.000 225.000 710.000 Exemplo 1 – 3o. passo Vamos analisar as formas de alocar os custos indiretos que totalizam, neste exemplo, $225.000. Uma alternativa simplista seria alocá-los proporcionalmente ao que cada um já recebeu de custos diretos. Teríamos então: Cálculo $: 225/485x115=53351 Calculo %: 115/485x100 Custos Diretos $ % Custos Indiretos $ % Total Produto A 115.000 23,71% 53.351 23,71% 168.351 Produto B 202.000 41,65% 93.711 41,65% 295.711 Produto C 168.000 34,64% 77.938 34,64% 245.938 485.000 100% 225.000 100% 710.000 Total Exemplo 1 – 3o. passo Suponhamos outro tipo de alocação. Conhecendo o tempo de produção de cada um, podemos fazer a locação dos custos indiretos proporcionalmente a ele, fazendo uso dos próprios valores em reais da mão-de-obra direta, pois foi calculada com base naquele. Custos Diretos $ % Custos Indiretos $ % Produto A 22.000 24,44% 55.000 24,44% Produto B 47.000 52,22% 117.500 52,22% Produto C 21.000 23,33% 52.500 23,33% 90.000 100% 225.000 100% Total Exemplo 1 – 3o. passo O custo total do produto seria: C. Diretos C. Indiretos Total Produto A 115.000 55.000 170.000 Produto B 202.000 117.500 319.500 Produto C 168.000 52.500 220.500 Total 485.000 225.000 710.000 Custos indiretos diferentes para cada produto podem não só provocar análises distorcidas, como também diminuir o grau de credibilidade com relação às informações de custos. Não há, entretanto, forma perfeita de se fazer essa distribuição; podemos, no máximo, procurar entre as diferentes alternativas a que traz consigo menor grau de arbitrariedade. Custeio ABC ou Atividade Custeio baseado em atividades, não apura o custo de produtos e serviços, apenas para elaboração de balanços e demonstrações de resultados. O custeio abc chega no nível de controlar o custo por tarefa. As vezes tem tarefas que não vale a pena perder tempo, pois, não agrega valor. Mas, é um método de análise de custos que busca rastrear os gastos de uma empresa e proporciona a monitorização das diversas rotas de consumo dos recursos diretamente identificáveis com suas atividades mais relevantes, e destas para os produtos ou serviços. Origem do abc › Frederick Taylor e Henry Fayol, quando abordou os estudos de tempos e movimentos. Custos Logísticos CUSTOS PRODUÇÃO Para a quantidade máxima de produção de 8 unidades, correspondente a um custo fixo total de R$ 68.000,00 e um custo variável total de R$ 166.000,00. Preencher a tabela abaixo, em seus diversos níveis de produção com os custos fixos, custos variáveis e custos totais, globais e unitários. Custos Logísticos Q = Quantidade produzida CF = Custo fixo total CV = Custo variável total CT = Custo total global cfu = Custo fixo unitário cvu = Custo variável unitário ctu = Custo total unitário Q CF CV CT cfu cvu ctu CF = cfu x Q CV= cvu x Q CT = ctu x Q cfu = CF / Q cvu = CV / Q ctu = CT / Q Custos Logísticos Realizar a separação dos custos de produção e despesas, alocar proporcionalmente ao que cada um já recebeu de custos diretos. A empresa tem três produtos diferentes (A, B e C). Devemos neste passo distribuir os custos diretos de produção aos três itens. O produto A corresponde á 30%, o B 25% e o C correspondem o restante. Comissões de vendas 10.000,00 Salários diretos 90.000,00 Material de expediente 5.000,00 Energia elétrica 40% direta 8.000,00 Água produção 60% Fretes diversos Matéria prima 10.000,00 4.000,00 120.000,00 Horas extras do almoxarifado 6.000,00 Impostos 3.000,00 Juros 1.500,00 Comissão vendas 2.500,00 Aluguel da sala do setor de compras 3.500,00 Depreciação da fábrica 8.500,00 Peças de informática 2.000,00 Total 274.000.00 Custos Logísticos Custos Diretos % R$ Produto A Produto B Produto C Total Custos Indiretos R$ % Total Custos Logísticos CRITÉRIOS DE RATEIOS O critério de rateio é um modo de adaptar a estrutura da Contabilidade Financeira a de Custos de maneira formar um custo que seja mais conciso com a realidade da empresa, e com isso minimizar as incertezas na tomada de decisão. No entanto, existem muitas bases de rateio (horas-máquinas; mão-de-obra direta; matéria prima aplicada e custo direto total), sendo necessário à empresa adotar a mais adequada. No caso da empresa Alfa com alta relevância tecnológica por produzir produtos instantaneamente a gosto de cada cliente, precisa ratear um custo indireto de R$ 1.200,00 a seus dois produtos: tinta especial e massa corrida especial. Pedese, identificar a base de rateio mais adequada para este caso, calcular e apresentar o custo a ser rateado para cada produto e o custo total de cada produto. Descrição Tinta Especial Massa Especial Total Matéria prima direta R$ 1.000,00 R$ 700,00 R$ 1.700,00 Mão-de-obra direta R$ 600,00 R$ 300,00 R$ Custo direto R$ 1.600,00 R$1.000,00 R$ 2.600,00 Custos Indiretos ? ? R$ 1.200,00 Total ? ? R$ 3.800,00 Horas-máquinas 400 h/m 200 h/m 600 h/m 900,00