UFPE | CTG 27, 28 e 29 de outubro de 2009 XVII Congresso de Iniciação Científica I Congresso de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação MODELAÇÃO DA FLEXIBILIDADE DE NÓS DE PÓRTICOS EM CONCRETO ARMADO Carlos Roberto Lopes Filho1; Bernardo Horowitz2 1 2 Estudante do Curso de Engenharia Civil – CTG – UFPE; E-mail: [email protected], Docente/pesquisador do Depto de Engenharia Civil – CTG – UFPE. E-mail: [email protected]. Sumário: Os principais objetivos do bolsista consistiam na geração de modelos computacionais de nós de pórticos em concreto armado. Os nós estudados foram concêntricos do tipo T-superior e L. As dimensões utilizadas foram vigas de 20x40, 20x60, 30x40 e 30x60 cm, os pilares variavam na largura de 20, 30 e 40 cm e na profundidade de 40, 60, 80, 100, 120, 140, 160, 180 e 200 cm. Para essa tarefa ser realizada primeiramente foi necessário o estudo dos softwares ABAQUS/CAE e SAP 2000. Após serem estudados, neles foram gerados modelos de elementos finitos (no ABAQUS/CAE) e de barras (SAP 2000). A partir dos modelos, foram calculadas as reações e comparadas, obtendo-se assim os erros com suas curvas. Dessas curvas percebeu-se que para alguns nós o modelo não foi eficaz, pois apresentou erros superiores a 15%, o que será estudado posteriormente para que sejam minimizados esses erros. Palavras–chave: armado; concreto; ligação; nó; pórtico INTRODUÇÃO A apropriada modelação da flexibilidade lateral de pórticos em concreto armado é essencial ao seu dimensionamento, tanto nos estados limites de serviço quanto nos estados limites últimos. O estado limite de deslocamento lateral excessivo devido à ação do vento é, não raro, crítico para o projeto. No caso de estruturas de edifícios de altura moderada a alta o atendimento aos requisitos de deslocamento lateral acarreta alterações na dimensão das seções transversais de vigas e pilares. Entende-se por nó de pórtico região de interseção de vigas e pilares. Trata-se de uma região com significativa rigidez a flexão, porém sujeita a grandes solicitações de cisalhamento. Em estruturas aporticadas correntes os momentos fletores devido à ação do carregamento lateral no centro do vão das vigas e a meia altura dos pilares podem ser considerados nulos. É possível, portanto isolar as subestruturas como representativas do comportamento dos tipos de nós de pórtico. MATERIAIS E MÉTODOS Durante o período o bolsista desenvolveu modelos de elementos finitos, utilizando o software ABAQUS/CAE 6.4.1, e modelos em barras, utilizando o software SAP 2000, de ligações concêntricas do tipo T-superior e L. Inicialmente foi realizado o estudo das ligações do tipo completa. A metodologia empregada consistia basicamente em construir modelos tridimensionais das ligações e submeter uma de suas extremidades a um deslocamento unitário. Em seguida são gerados os modelos utilizando elementos de barra e molas de torção, o valor da constante de mola é ajustado de forma que esse modelo quando submetido ao mesmo deslocamento produza o mesmo valor da reação. Esses modelos eram compostos de vigas de 20x40, 20x60, 30x40 e 30x60 cm. Os pilares possuíam espessuras de 20, 30 e 40 cm, larguras de 40, 60, 80, 100, 120, 140, 160, 180 e 200 cm e pé direito de 3 e 4 m. Após UFPE | CTG 27, 28 e 29 de outubro de 2009 XVII Congresso de Iniciação Científica I Congresso de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação analisados e calculadas as reações nos dois modelos, essas reações são comparadas, sendo admissível um erro de até 15%. RESULTADOS A maioria dos resultados obtidos possui erros dentro do limite aceitável, até 15%, mesmo assim, um número considerável de ligações ainda apresenta erro superior a esse limite, o que posteriormente será trabalhado para que esse erro seja minimizado. Observou-se também que os erros crescem com o aumento da espessura dos pilares. (1) (3) (4) Gráficos: (1) Erros para a ligação do tipo T-sup viga 20x40 e Pé direito 3m (2) Erros para a ligação do tipo T-sup viga 20x60 e Pé direito 3m (3) Erros para a ligação do tipo T-sup viga 30x40 e Pé direito 3m (4) Erros para a ligação do tipo T-sup viga 30x60 e Pé direito 3m (2) UFPE | CTG 27, 28 e 29 de outubro de 2009 XVII Congresso de Iniciação Científica I Congresso de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (5) (7) Gráficos: (5) Erros para a ligação do tipo L viga 20x40 e Pé direito 3m (6) Erros para a ligação do tipo L viga 20x60 e Pé direito 3m (7) Erros para a ligação do tipo L viga 30x40 e Pé direito 3m (8) Erros para a ligação do tipo L viga 30x60 e Pé direito 3m (6) (8) DISCUSSÃO Para as ligações do tipo T-superior, nos gráficos das curvas dos erros dos pilares de 20, 30 e 40 cm de largura, os pilares de 40 cm de largura são os que apresentaram erros menores que os demais e também as curvas ficaram mais próximas uma das outras. No geral, para esse mesmo tipo de ligação, os mínimos e máximos encontrados ficaram em torno de -6% e 17% respectivamente. Já nos gráficos para as ligações do tipo L, diferentemente dos gráficos para as ligações do tipo T-superior, os pilares de 20 cm de largura foram os que apresentaram menores erros e curvas mais distantes entre si. No geral, os mínimos e máximos encontrados para esse tipo de ligação foram de aproximadamente -12% e 25% respectivamente, notandose assim que as ligações do tipo L apresentaram piores resultados, visto que o máximo erro aceitável é de 15%. Devido os resultados insatisfatórios, será estudado um modelo matemático que minimize o máximo possível esses erros. UFPE | CTG 27, 28 e 29 de outubro de 2009 XVII Congresso de Iniciação Científica I Congresso de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (9) (10) Gráfico 9 – Resultados da V20x60, ligação tipo T-superior (curvas dos erros para os pilares de 20, 30 e 40 cm) Gráfico 10 – Resultados da V20x60, ligação tipo L (curvas dos erros para os pilares de 20, 30 e 40 cm) CONCLUSÕES O método apresentou-se eficaz na maioria das análises. Os resultados fora do limite admissível serão estudados posteriormente, a fim de minimizar os erros. AGRADECIMENTOS Agradeço ao CNPq/CAPES/Pibic/UFPE pelo apoio financeiro, ao meu professor e orientador Bernardo Horowitz e também ao Sérgio Priori Filho pelo auxílio durante o desenvolvimento da pesquisa. REFERÊNCIAS [1] Manual de ajuda do software ABAQUS/CAE versão 6.4.1 [2] Horowitz, B. e Marques, S. J. P. J., “Modelação da flexibilidade de nós internos de pórticos em concreto armado”, Congresso Ibero Latino-Americano Sobre Métodos Computacionais para Engenharia, CILAMCE2007, Porto, 2007. [3] Horowitz, B. e Marques, S. J. P. J. “Efeito da Seção do Pilar na Flexibilidade de Nós de Pórticos em Concreto Armado”, Anais do 49o Congresso Brasileiro do Concreto, IBRACONCBC2007, Bento Gonçalves, 2007. [4] Manual de ajuda do software SAP2000 versão 12. [5] Charney, F. A. e Downs, W. M. “Modeling Procedures for Panel Zone Deformations in Moment Resisting Frames”, EECS/AISC Workshop on Connections in Steel structures, Amsterdam, 2004. [6] Hegger, J., Sherif, A. e Roeser, W. “Nonseismic Desing of Beam-Column Joints”, ACI Structural Journal, v.100, No 5, Sept-Oct 2003, pp654-664.