Gestão Ambiental de Resíduos Sólidos em Instituições de Ensino Superior, um estudo de caso na PUC Minas em Betim. Autores: Mariana Gontijo Freire ([email protected])¹ Eugênio Batista Leite ([email protected])² Co-atores: Welinson Brito Ferreira ([email protected])³ Fernando Verassani Laureano ([email protected])4 ¹ Graduanda em Ciências Biológicas – Licenciatura e bacharelado com ênfase em Gestão Ambiental na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - unidade Betim ² Biólogo. Pró Reitor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – unidade Betim. ³ Biólogo. Professor e Técnico do Laboratório de Gestão da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – unidade Betim. 4 Geológo. Professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – unidade Betim. RESUMO O gerenciamento de resíduos tem assumido papel importante no que se refere à minimização dos problemas ambientais, como proliferação de doenças, desconforto por conta do mau cheiro, danos ao meio ambiente pelo uso de áreas para disposição e possível contaminação de corpos d’água, dentre outros. Nas instituições de ensino superior tal questão pode ser tratada como fundamento e oportunidades na formação de profissionais além, de corroborar para execução de ações que tornem a instituição sustentável. Com isso o principal objetivo do trabalho é mostrar a implantação e o gerenciamento de resíduos sólidos recicláveis em instituições de ensino superior a partir do estudo de caso da PUC Minas em Betim, demonstrando o processo de implantação da Coleta Seletiva e, ao mesmo tempo evidenciando como é executado o monitoramento e através deste discutindo sua efetividade, utilizando como metodologia base a mobilização social e a política dos 3R´s. Com os resultados obtidos até o momento foi possível a elaboração de gráficos e planilhas que demonstram resultados satisfatórios quanto ao monitoramento da coleta seletiva, mas ainda a desejar quanto à redução do volume e a separação. Com isso nota-se a importância de também se articular projetos de educação ambiental de forma permanente e articulado com o monitoramento e gerenciamento dos resíduos a fim de melhorá-los. PALAVRAS-CHAVE: Resíduos sólidos. Gerenciamento de resíduos. Ensino superior. 1 1. INTRODUÇÃO A problemática dos resíduos sólidos urbanos está cada dia mais presente na vida da população. Basta um dia sem coleta de lixo para que se instale uma situação altamente desagradável em termos visuais e também em relação ao mau cheiro, fazendo com que se tenha uma idéia do tamanho do problema que está sendo criado pelo homem e que atinge todo o planeta (PERIN, 2003). Oliveira (2004) nos diz que o objetivo da gestão ambiental é propiciar a melhoria contínua das relações homem X meio. Utilizaremos o gerenciamento de resíduos sólidos como ferramenta para gerir esse crescente problema dos resíduos, uma vez que estes são considerados importantes no processo produtivo fazendo assim com que sua gestão adequada ocupe uma posição de destaque dentre as prioridades debatidas no âmbito da política ambiental (DEMAJOROVIC, 1996). Para tal gerenciamento uma importante etapa é a mobilização feita através da educação ambiental que tem como estratégia a mudança de comportamentos visando uma percepção ambiental da comunidade mediante ações voltadas à minimização de resíduos, à conservação do meio ambiente, à melhoria de qualidade de vida e à formação de recursos humanos comprometidos com a sustentabilidade da economia e dos recursos naturais do planeta por isso o governo brasileiro implantou em 1999 a lei sobre educação ambiental (ABDALA; RODRIGUES; ANDRADE, 2008). Neste sentido e inspirados na Política Nacional de Resíduos Sólidos, 2010, utilizaremos a gestão ambiental para explicitar o processo de gerenciamento na PUC Minas. O objetivo deste trabalho é mostrar a implantação e o gerenciamento de resíduos sólidos recicláveis em instituições de ensino superior a partir do estudo de caso da PUC Minas em Betim, demonstrando o processo de implantação da Coleta Seletiva e, ao mesmo tempo evidenciando como é executado seu monitoramento e através deste discutindo a efetividade do projeto de Coleta Seletiva. A PUC Minas se articula para institucionalizar práticas sustentáveis em seus campi e unidades, na tentativa de transformar suas operações como modelo de gestão ambiental e, ao mesmo tempo preocupa-se em aderir aos Objetivos do Milênio1 como 1 Informações disponíveis em: http://www.objetivosdomilenio.org.br/ 2 instituição de ensino superior que não somente aborda o tema sustentabilidade, mas que exerce ações para se tornar uma instituição sustentável, assim como, o atendimento a determinações legais. Na PUC Minas em Betim isto é uma realidade, principalmente em função do Curso de Ciências Biológicas – Licenciatura e Bacharelado em Gestão Ambiental e também pela Comissão de Sustentabilidade, que lideram em trabalho conjunto com a Pró Reitoria de Infra Estrutura o processo do Licenciamento Ambiental Simplificado (LAS), no atendimento às suas condicionantes. Desta forma este projeto se articula à LAS, no tocante a implantação e monitoramento da Coleta Seletiva. A Coleta Seletiva tem por objetivo a estimulação da comunidade para a política dos três R´s; a redução e a reutilização são incentivadas principalmente nos setores técnico-administrativos pela Comissão de Sustentabilidade, enquanto a reciclagem é incentivada a toda a comunidade acadêmica a fim de promover a separação correta dos resíduos, bem como sua destinação, o que leva a uma diminuição dos resíduos encaminhados aos aterros. Destaca-se que no tocante aos resíduos secos (papel, plástico, metal e vidro), com alto valor agregado, são destinados, em convênio, para a associação dos Catadores de Papel de Betim (ASCAPEL). Enquanto que os resíduos úmidos são destinados ao aterro sanitário no município (BETIM, 2008). Durante o projeto foram utilizadas como metodologias a mobilização social, atividade esta desempenhada com a intenção de comover as pessoas com quem estamos trabalhando, é um processo dinâmico e permanente de envolvimento, de construção e mudança de valores e atitudes e de engajamento de pessoas e grupos sociais, e a política dos três R´s, a qual visa a redução, reutilização e a reciclagem dos resíduos. A mobilização foi aplicada com mais eficiência no momento de implantação da coleta seletiva, através, por exemplo, de palestras, mas devemos relembrar que ela juntamente com a política dos 3R´s, que é analisada pelos resultados do monitoramento, devem ser praticadas continuamente de forma a fazer com que grande parte das pessoas participem de tal programa. O monitoramento da Coleta Seletiva foi realizado a partir das análises semanais das lixeiras juntamente com a pesagem do papel maior resíduo reciclável gerado na instituição, após o monitoramento são elaborados gráficos e planilhas os quais servirão de base para as afirmações a serem expostas no projeto. 3 2. RESÍDUOS SÓLIDOS E GESTÃO AMBIENTAL O gerenciamento de resíduos sólidos tem como principal arcabouço a educação ambiental. A qual possibilita a tão almejada e necessária atuação de forma holística, dialogicidade, compromisso social e, sobretudo a participação de todos os sujeitos constituintes da comunidade envolvida direta e indiretamente na conjuntura do gerenciamento dos resíduos (AQUINO, 2003). Assim muitos projetos que procuram trabalhar a questão dos resíduos sólidos utilizam os 3 R’s (reduzir,reutilizar e reciclar) como base de suas ações. Segundo Layrargues (2002) a compreensão da necessidade do gerenciamento integrado dos resíduos sólidos proporcionou a formulação desta chamada Política ou Pedagogia, que inspira técnica e pedagogicamente os meios de enfrentamento da questão. Segundo esta política, primeiramente deveríamos tentar reduzir o volume de resíduos gerados, depois deveríamos reutilizar, ao máximo, os resíduos e só por fim deveríamos apelar para a reciclagem. Esta pedagogia é largamente utilizada em projetos de educação ambiental que têm os resíduos sólidos como tema, mas esta abordagem também é alvo de diversas críticas. Ainda de acordo com Layrargues (2002) a pedagogia dos 3 R´s pode ser compreendida sobre duas perspectivas diferentes, a primeira prioriza a redução e reutilização; a outra prioriza a reciclagem. A concepção, que prioriza a reciclagem em detrimento de redução do consumo e do reaproveitamento, altera a ordem de prioridade da Pedagogia dos 3 R´s. A pedagogia dos 3 R’s torna-se uma prática comportamentalista, em vez de reflexiva, pois reduz a Pedagogia dos 3 R’s à Pedagogia da Reciclagem. Sendo assim, é preciso que se tome muito cuidado, ao executar um projeto, para que todas as etapas da Pedagogia dos 3 R´s sejam cumpridas de forma ordenada quanto a sua prioridade. Dessa forma ao invés de se reduzir o consumo, cria-se a oportunidade de manter o padrão convencional de consumo, pois a ameaça torna-se relativamente controlada, e a reciclagem passa a desempenhar a função de compensação do risco do consumismo. Contudo, trata-se de uma falsa segurança, que significa a alienação da realidade, a qual cumpre a função de gerar a sensação de que um comportamento ambientalmente correto - a reciclagem - contribuirá para a resolução de um problema, quando, na verdade, 4 camufla a crítica ao consumismo e, além de tudo, reforça as estratégias de concentração de renda, como veremos adiante. Recicla-se para não se reduzir o consumo. Afinal, a reciclagem representa, além da salvação da cultura do consumismo, a permanência da estratégia produtiva da descartabilidade e da obsolescência planejada, permitindo a manutenção do caráter expansionista do capitalismo (LAYRARGUES 2002). Com o crescimento gradativo da população do planeta, aliado ao processo acelerado de urbanização, tem evidenciado um dos problemas mais característicos da humanidade, ou seja, o da produção dos resíduos sólidos (COUTINHO; FRANK, 2001). Esta preocupação, que vem trazendo ansiedade crescente aos profissionais do setor, chegou de forma cristalina na Rio’92 – Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, permeando diversos capítulos da Agenda 21, um dos principais documentos produzidos e endossado pelos países membros da ONU – Organização das Nações Unidas (COUTINHO; FRANK, 2001). Problemas com o manejo dos resíduos existem desde que os seres humanos passaram a se congregar em comunidades e o acúmulo de resíduos tornou-se uma conseqüência. O descarte dos resíduos nas ruas durante a Idade Média provocou aumento de animais como ratos, baratas e, conseqüentemente, o aparecimento da peste bubônica, que dizimou grande parte da população européia (BAASCH apud PERIN, 2003). O problema do lixo, remonta ao final do século XVIII. Foi com o advento da Revolução Industrial que começaram a serem produzidas quantidades maiores de bens de consumo. Somente no ano de 2010 foi criada a lei nº 12.305 que define resíduos sólidos como material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semi sólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível” (BRASIL, 2010, art3º §16). Já a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT – define o lixo como: restos das atividades humanas, considerados pelos geradores como inúteis, indesejáveis ou descartáveis, podendo-se apresentar no estado sólido, semisólido1 ou líquido2, desde que não seja passível de tratamento convencional (MONTEIRO et. al., 2001, p. 13). 5 Ainda para a ABNT, os resíduos são divididos em três classes, conforme a norma técnica brasileira, NBR 10.004/87: (a) resíduos classe I ou perigosos são os resíduos sólidos ou misturas de resíduos que em função de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade, e patogenicidade, podem apresentar risco à saúde pública, provocando ou contribuindo para o aumento de mortalidade ou incidência de doenças e/ou apresentar efeitos adversos ao meio ambiente quando manuseados ou dispostos de forma inadequada; (b) resíduos classe II, considerados não inertes, são os resíduos sólidos ou misturas de resíduos que são classificados segundo as características como biodegradabilidade ou solubilidade em água e (c) resíduos classe III ou inertes, são os resíduos que segundo a NBR 10007Amostragem de resíduos, e a NBR 10006 – Solubilização de resíduos, não tenham nenhum dos seus constituintes solubilizados em concentrações superiores aos padrões de potabilidade de água (COUTINHO; FRANK, 2001). Em função desta classificação, os resíduos objeto do programa de gestão de resíduos recicláveis são de classe III (vidro, plástico e metais) e de classe II (papel). Todos os tipos de resíduos, independente de sua classificação, exigem um controle de sua quantidade, sua origem e seu destino final, através de instrumentos de gestão de resíduos (OGATA apud COUTINHO; FRANK, 2001). Com o crescimento populacional das cidades, junto aos estilos de vidas adotados, começaram a surgir conseqüências relevantes ao meio ambiente construindo um sistema de produção que violenta a natureza e mutila o homem (PERIN, 2003). Confirmando a idéia de Perin 2003, quando este afirma a violência à natureza, Mota (2005) nos diz que a evolução tecnológica possibilita a criação de novos produtos que são cada vez mais abrasivos ao meio ambiente, ainda que bastante úteis à humanidade, gerando assim mais resíduo. Assim com a globalização e a conseqüente expansão dos mercados, a tendência é que a população dos países mais pobres tenha acesso aos bens de consumo e comece a consumir cada vez mais. Porém tendo mais consumidores, haverá também uma quantidade maior de produtos e, conseqüentemente, mais lixos (PERIN apud PERIN, 2003). Assim a problemática dos resíduos sólidos urbanos está cada dia mais presente na vida da população. Basta um dia sem coleta de lixo para que se instale uma situação 6 altamente desagradável em termos visuais e também em relação ao mau cheiro, fazendo com que se tenha uma idéia do tamanho do problema que está sendo criado pelo homem e que atinge todo o planeta (PERIN, 2003). Alguns dados demonstram a gravidade desta situação. Do total de lixo gerado nos centros urbanos estima-se que algo entre 35% e 45% do que vai parar nos aterros sanitários, lixões controlados ou lixões a céu aberto, são compostos por materiais recicláveis que poderiam ser reaproveitados. São resíduos que ocupam grandes espaços, enquanto que as áreas destinadas aos aterros estão cada vez mais escassas (COUTINHO; FRANK, 2001). Segundo Cruz (2002) no Brasil, grande parte dos resíduos sólidos gerados não chega a ser coletado e o destino final para aqueles coletados é, na maioria dos municípios, o “lixão”. O crescimento das cidades de forma desordenada dificultou o suprimento de infra-estrutura básica à população. Com objetivo de apoiar os municípios no atendimento às normas de gestão adequada de resíduos sólidos urbanos definidos pelo Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) está à frente do programa Minas sem Lixões, lançado em 2003. O qual se insere dentro de um programa de projetos estruturadores, desenvolvidos pelo governo estadual, cujo objetivo é promover e fomentar a não geração, o reaproveitamento, a reciclagem e a disposição adequada de resíduos sólidos com vistas à melhoria da saúde e da qualidade ambiental. (DIAS et. al., 2010, p.9). Para minimizar esta alta quantidade de materiais gerados e também o desperdício principalmente de materiais recicláveis e aumentar a vida útil dos aterros sanitários diminuindo o número de lixões, uma das alternativas é a implantação de um Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos (PGIRS), o qual aponta à administração integrada dos resíduos por meio de um conjunto de ações normativas, operacionais, financeiras e de planejamento. O PGIRS leva em consideração aspectos referentes à geração, segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, tratamento e disposição final dos resíduos, atendendo requisitos ambientais e de saúde pública. Além da administração dos resíduos, o PGIRS tem como base a redução, reutilização e reciclagem dos resíduos gerados (DIAS et. al., 2010). Assim a Prefeitura Municipal de Betim criou em 2010 o Plano Municipal de Resíduos Sólidos visando atender a Lei Federal nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007. Tal necessidade se deu pelo fato do município apresentar uma das maiores taxas de 7 crescimento do estado unido ao desenvolvimento industrial e econômico da cidade (DIAS et. al., 2010). Betim sempre foi referência nacional quanto à gestão de resíduos sólidos. O pioneirismo na implantação do Aterro Sanitário licenciado ainda no ano de 1996, bem como a implantação da coleta seletiva são realidades no município (DIAS et. al., 2010). Visando a manutenção dessa referência positiva, o planejamento é peça fundamental para implantação de medidas necessárias à sustentabilidade sócio-ambiental no município, e a Política Municipal de Resíduos Sólidos é componente indispensável nesse arcabouço (DIAS et. al., 2010). Neste sentido a Política Municipal de Resíduos Sólidos, tem como finalidade: O desenvolvimento das atividades voltadas para o manejo adequado de resíduos em todo Município de Betim, de modo a promover, ações de coleta, transporte, reciclagem dos resíduos gerados; disposição final; gerenciamento integrado de resíduos sólidos; gerenciamento do monitoramento ambiental; economia dos recursos naturais; comunicação e informação dos resultados, visando preservar, controlar e recuperar o meio ambiente natural e construído do município para a qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, condições ao desenvolvimento sócio-econômico, aos interesses municipais e à proteção da dignidade da vida humana. (DIAS et. al., 2010, p. 11). Sendo assim o Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos do Município constitui de maneira ampla, os seguintes itens, visando ao reaproveitamento dos materiais e otimização do espaço a ser utilizado na destinação final: I- Plano de gerenciamento de resíduos orgânicos domiciliares, de poda, de capina e de feiras livres; II- Plano de gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde; III- Plano de gerenciamento de resíduos inservíveis (móveis e sucatas) de grande porte; IV- Plano de gerenciamento de resíduos de materiais recicláveis; V- Plano de gerenciamento de resíduos da construção civil (DIAS et. al., 2010, p.15). Atendendo ao item IV do plano de gerenciamento integrado de resíduos sólidos foi implantado pela Secretaria Adjunta de Meio Ambiente (Semeia) de Betim, em março de 2005, o programa de Secos e Úmidos de Betim, tal programa tem por objetivo a estimulação da comunidade para separação dos resíduos secos e úmidos, bem como o recolhimento e a destinação correta destes, a fim de promover uma melhora na qualidade de vida (BETIM, 2008). Com o programa de secos e úmidos o assunto da reciclagem que era desconhecido para muitos tomou parte de seu dia a dia fazendo com que o programa se tornasse referência mundial (BETIM, 2008). 8 Os resíduos secos são compreendidos em papel, plástico, metal e vidro sendo destinados a uma associação do município de nome ASCAPEL (Associação dos Catadores de Papel). Enquanto que os resíduos úmidos são destinados ao aterro sanitário de Betim (BETIM, 2008). Além de colaborar para o aumento da vida útil do aterro sanitário para a redução da emissão de gases na atmosfera, a Coleta Seletiva Secos e Úmidos contribui, também, para a inserção de pessoas no mercado de trabalho (BETIM, 2008). O mercado globalizado e a preocupação com a qualidade ambiental têm levado as empresas a encontrarem alternativas tecnológicas que minimizem os impactos ambientais e o uso de recursos naturais utilizando para gerir essas questões a gestão ambiental (PERBICHE, 2004). A definição de gestão ambiental em seu sentido amplo, conforme estabelecido pelo IBAMA é Gestão ambiental é uma atividade voltada para a formulação de princípios e diretrizes, estruturação de sistemas gerenciais e tomadas de decisões, tendo por objetivo final promover o uso, proteção, conservação e monitoramento dos recursos naturais e sócio-econômicos em um determinado espaço geográfico, com vistas ao desenvolvimento sustentável (INSTITUTO BRASILEIRO DE MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS, 1995). Para Pol (2003) a gestão ambiental é aquela que incorpora os valores do desenvolvimento sustentável na organização social e nas metas corporativas da empresa e da administração pública. Integra políticas, programas e práticas relativas ao meio ambiente, em um processo contínuo de melhoria da gestão. Concordando com essa definição Brollo e Silva (2001) afirma que gestão ambiental consiste na administração integrada, promovendo o desenvolvimento e bem estar harmonioso dos seres humanos, através da melhoria da qualidade de vida e manutenção da disponibilidade dos recursos naturais, sem que se esgotem os recursos renováveis e sem destruir os não-renováveis. A gestão ambiental se centra principalmente nos recursos. Implica escolher entre alternativas e criar as condições para que aconteça o que se pretende (POL, 2003). Oliveira (2004) nos diz que o objetivo da gestão ambiental é propiciar a melhoria contínua das relações homem X meio. Devido às características sistêmicas e complexas das questões ambientais, as estratégias para alcançar tal continuidade devem considerar a presença de ciclos e subsistemas; a abordagem integrada e o maior número 9 de agentes possível, o qual remete à noção de diversidade e a sua importância para a flexibilidade e estabilidade dos sistemas. Os princípios de gestão ambiental detalhados no Relatório da Comissão Brundtland, em 1987, inspiraram a criação de normas internacionais que norteiam a implementação de SGA. A busca por uma melhoria contínua e por indicadores têm sido um dos incentivos para a criação de certificados internacionais que atestam a preocupação com a gestão ambiental (OLIVEIRA, 2004). Assim a norma de sistema de gestão ambiental (SGA) mais conhecida internacionalmente é a ISO 14001, de 2004, a qual define SGA como parte do sistema geral de gestão da organização que compreende a estrutura organizativa, as responsabilidades, as práticas, os procedimentos, os processos e os recursos para determinar e executar sua política ambiental (POL, 2003). Ainda segundo Brollo e Silva (2001) para se ter uma gestão ambiental ideal é necessário passar pelas etapas de definição de uma Política Ambiental, da organização do Planejamento Ambiental, e da execução da política através do Gerenciamento Ambiental e do Manejo Ambiental. A Política Ambiental constitui o conjunto de diretrizes e princípios que devem nortear a definição e a aplicação de instrumentos legais e institucionais de planejamento e gerenciamento ambientais (BROLLO; SILVA, 2001). De acordo com Moreira (2001) tal ciclo é composto por quatro etapas fundamentais ao PDCA respectivamente; o estabelecimento de metas e a definição de como alcançá-las; o treinamento necessário, a execução do processo e a coleta de dados; a comparação dos resultados obtidos com as metas estabelecidas e elimina a causa dos resultados identificados. Atualmente os resíduos são considerados importante no processo produtivo fazendo assim com que sua gestão adequada ocupe uma posição de destaque dentre as prioridades debatidas no âmbito da política ambiental (DEMAJOROVIC, 1996). Para Zanta e Ferreira (2006) a gestão e o gerenciamento integrado dos resíduos sólidos urbanos é uma das atividades do saneamento ambiental municipal, tendo por objetivo principal propiciar a melhoria ou a manutenção da saúde. O termo gestão é utilizado para definir decisões, ações e procedimentos adotados em nível estratégico e o gerenciamento visa à operação do sistema de limpeza urbana. 10 O gerenciamento inadequado dos resíduos pode resultar em riscos indesejáveis, constituindo-se ao mesmo tempo em problema de saúde pública e fator de degradação ambiental (BROLLO E SILVA 2001). Ainda segundo Brollo e Silva (2001) no Brasil, a situação dos resíduos sólidos é preocupante, já que tem havido um contínuo crescimento do volume de resíduos agravado pelas limitações financeiras, deficiência de capacitação técnica, descontinuidade política e administrativa e a existência de uma política nacional de resíduos sólidos muito recente ainda. Com o objetivo de propor soluções à grave situação dos resíduos no Brasil, foi instituída em 2010 a Política Nacional de Resíduos Sólidos - Lei nº 12.305, que tem como princípios básicos a minimização da geração, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final seguindo esta ordem de prioridade. Para tanto, são definidas como diretrizes: o desenvolvimento de tecnologias limpas, alterações nos padrões de consumo e aperfeiçoamento da legislação. São apresentados como instrumentos da Política de Gestão de Resíduos: os planos e programas de gerenciamento integrado de resíduos sólidos; a capacitação técnica e valorização profissional; os instrumentos econômicos; a disseminação de informações; o licenciamento, o monitoramento e a fiscalização; as penalidades disciplinares e compensatórias; o apoio técnico e financeiro aos Estados, Distrito Federal e Municípios; a educação ambiental de forma consistente e continuada; a valorização dos resíduos (BRASIL, 2010). A Constituição Federal de 1988 apresenta no art. 225, normas e diretrizes para a questão ambiental, dando as diretrizes de preservação e proteção dos recursos naturais, incluindo neles a fauna e a flora. Entre outras medidas, estabelece normas de promoção da educação ambiental e define o meio ambiente como bem de uso comum (BRASIL, 1988). Criada em 1981, com fundamento nos incisos VI e VII do art. 23 e no art. 235 da Constituição, a Política Nacional do Meio Ambiente (Lei n 6.938/81) institui o Sistema Nacional de Meio Ambiente – SISNAMA; as competências do Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA; cria o EIA/ Rima; o Licenciamento Ambiental e Estabelece as Responsabilidades Objetiva e Solidária (BRASIL, 1981). Com a expansão das cidades e o aumento da preocupação com o meio ambiente instituiu-se o licenciamento ambiental a fim de minimizar os impactos causados pelos empreendimentos. Assim o licenciamento ambiental passou a ser uma obrigação legal 11 prévia à instalação de qualquer empreendimento ou atividade potencialmente poluidora ou degradadora do meio ambiente e uma ferramenta para o controle ambiental (INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS, 2011). Entendendo como licenciamento ambiental todo procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso (RESOLUÇÃO CONAMA 237/97, art1º §1) O CODEMA na Deliberação Normativa n 01/2004, de 11 de março de 2004 regulamenta o Licenciamento Ambiental Simplificado – LAS, e dá outras providências. De acordo com o art 2 da Deliberação Normativa n 01/2004, estão sujeitas ao Licenciamento Ambiental Simplificado os empreendimentos e atividades de pequeno potencial de impacto poluidor, considerados, em função de sua natureza, pouco lesiva ao Meio Ambiente. Sendo analisados para o enquadramento do potencial os itens: natureza; localização; porte; geração e disposição de efluentes; outras peculiaridades. Assim de acordo com seu porte e potencial poluidor a PUC Minas em Betim iniciou em abril de 2006 um processo para obtenção da Licença Ambiental Simplificada – LAS. Em 2010 foi concedido este licenciamento, para inclusive continuar o seu funcionamento de acordo com a legislação vigente e, para isto foram exigidas algumas condicionantes, listadas a seguir: I. Atender a legislação ambiental quando aos níveis de ruídos permitidos para o zoneamento em questão; II. Apresentar laudo final de vistoria do Corpo de Bombeiros; III. Apresentar proposta para coleta seletiva de resíduos sólidos; IV. Implantar coleta seletiva de resíduos sólidos; V. Manter as notas fiscais de venda e/ou os registros de doação de resíduos na empresa para fins de fiscalização. As doações de resíduos deverão ser devidamente identificadas e documentadas pelos empreendimentos; VI. Gerenciar, segregar, acondicionar, manusear, coletar, abrigar e transportar os resíduos de serviço de saúde, conforme RDC 306/2004 e CONAMA 358/05; VII. Apresentar alvará de vigilância sanitária; VIII. Anualmente até o dia 30 de abril dos anos subseqüentes a LAS, deverá ser apresentada cópia do protocolo para renovação do alvará de vigilância à saúde e posterior o alvará revalidado; IX. Apresentar publicação da concessão da LAS em periódico de grande circulação e, 12 X. Instalar no local da obra, de fácil visualização, placa identificadora da concessão da licença ambiental (número da licença). 3. METODOLOGIA Para tal projeto foi utilizado como metodologia a mobilização social e a política dos 3 R´s que fundamentaram o plano de resíduos sólidos da PUC Minas em Betim de acordo com a vigente Política Nacional de Resíduos Sólidos de 2010. A mobilização Social ocorre quando um grupo de pessoas, uma comunidade ou uma sociedade decide e age com um objetivo comum, buscando, quotidianamente, resultados decididos e desejados por todos (TORO; WERNECK, 1996). Pressupõe uma convicção coletiva da relevância, um sentido de público, daquilo que convém a todos. Para que ela seja útil a uma sociedade ela tem que estar orientada para a construção de um projeto de futuro. A mobilização requer uma dedicação contínua e produz resultados quotidianamente (TORO; WERNECK, 1996). Um processo de mobilização passa por dois momentos. O primeiro é o do despertar do desejo e da consciência da necessidade de uma atitude ou mudança, um momento de sensibilização. O segundo é o da transformação desse desejo e dessa consciência em disposição para a ação e na própria ação (TORO; WERNECK, 1996). A mobilização social não é uma oportunidade de conseguir pessoas para ajudar a viabilizar nossos sonhos, mas de congregar pessoas que se dispõem a contribuir para construirmos juntos um sonho, que passa a ser de todos (TORO; WERNECK, 1996). Enquanto a Política dos 3R´s, segundo Layrargues (2002), defende a idéia de que primeiramente deveríamos tentar reduzir o volume de resíduos gerados, depois deveríamos reutilizar, ao máximo, os resíduos e só por fim deveríamos apelar para a reciclagem. Esta pedagogia é largamente utilizada em projetos de educação ambiental que têm os resíduos sólidos como tema, mas esta abordagem também é alvo de diversas críticas. A Política Nacional de Resíduos Sólidos - Lei nº 12.305, que tem como princípios básicos a minimização da geração, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final seguindo esta ordem de prioridade. Para tanto, são definidas como diretrizes: o desenvolvimento de tecnologias limpas, alterações nos padrões de consumo e aperfeiçoamento da legislação. São apresentados como instrumentos da Política de 13 Gestão de Resíduos: os planos e programas de gerenciamento integrado de resíduos sólidos; a capacitação técnica e valorização profissional; os instrumentos econômicos; a disseminação de informações; o licenciamento, o monitoramento e a fiscalização; as penalidades disciplinares e compensatórias; o apoio técnico e financeiro aos Estados, Distrito Federal e Municípios; a educação ambiental de forma consistente e continuada; a valorização dos resíduos (BRASIL, 2010). Como atividades realizadas para as metodologias descritas acima foram realizadas primeiramente palestras com os funcionários dos setores administrativos pelas alunas do projeto “Reutilizando papel: a prática da diminuição do desperdício nos diversos setores da PUC Minas - Betim2” junto a Comissão de Sustentabilidade onde foram distribuídas caixas aos setores para descarte de papeis com potencial de reaproveitamento, logo após os funcionários da limpeza receberam instrução de como deveriam ser dispostos os papéis coletados dessas caixas através de palestras. Com a divulgação da Coleta Seletiva a toda comunidade acadêmica, três outras palestras foram ministradas aos funcionários da limpeza. Houve uma palestra também para os funcionários da lanchonete localizada no interior da PUC que é terceirizada. Por último foram feitos cartazes, faixas, panfletos, e divulgação sala a sala com o intuito de sensibilizar os alunos e professores a contribuírem com o projeto buscando a participação dos mesmos. Visando a reutilização dos resíduos como preconizado pela legislação vigente todos os resíduos recicláveis levados ao abrigo temporário de resíduos sólidos foram segregados e avaliados quanto ao seu potencial de reaproveitamento. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO Em cumprimento as condicionantes da Licença Ambiental Simplificada (LAS), foi criado em 2009 o abrigo temporário de resíduos. Este abrigo é constituído de três compartimentos: resíduo infectante, resíduo químico e resíduo comum. O compartimento para resíduo comum ainda é separado em resíduos comuns e recicláveis, tendo contenedores para resíduos do tipo comum e quatro baias em alvenaria para 2 Realizados pelas acadêmicas: Ana Paula de Almeida, Érica Gomes Ferreira, Raíssa Nogueira Brito e Raquel Lais de Lima Gontijo do Curso de Ciências Biológicas – Licenciatura e Bacharelado com Ênfase em Gestão Ambiental, na disciplina de Estágio Supervisionado de Bacharelado I, supervisionado por Welinson Brito Ferreira e orientado pelo professor Miguel Ângelo de Andrade. 14 recicláveis sendo essas divididas em duas baias para papel, uma para plástico, metal e vidro e outra para recicláveis não segregados (Figura 1 e 2). Com a criação do abrigo foi possível a elaboração de um Plano de Gerenciamento dos Resíduos Recicláveis PUC Minas em Betim. Figura 1: Prédio 13 – Entrada do abrigo temporário de resíduos da PUC Minas em Betim. Fonte: Welinson Brito. Figura 2: Baias para destinação dos materiais recicláveis do abrigo temporário de resíduos sólidos. Fonte: Welinson Brito. No final do primeiro semestre de 2010 foi iniciado o processo de implantação da coleta seletiva na unidade, com um levantamento prévio de todas as lixeiras existentes e, logo em seguida foram traçadas nomenclaturas diferentes das utilizadas pelo município, mas que se tornassem mais claras para a comunidade acadêmica já que as 15 nomenclaturas secos e úmidos geravam confusão, assim foi criada a nomenclatura resíduo comum para os úmidos e resíduos recicláveis para os secos, tendo lixeiras de coleta seletiva separadas por cor e lixeiras de recicláveis não segregados para esse último tipo de resíduo. Após a definição da nomenclatura foram escolhidos locais estratégicos para as lixeiras de recicláveis não segregados, foi realizada também a revitalização de todas as lixeiras já existentes na unidade bem como adequações de infraestrutura e logística para melhor atendimento a demanda. Ainda em 2010 o processo foi divulgado aos setores administrativos os quais haviam começado a prática da coleta seletiva devido a um projeto “Reutilizando papel: a prática da diminuição do desperdício nos diversos setores da PUC Minas - Betim” elaborado por alunas do curso de Ciências Biológicas Licenciatura e Bacharelado em Gestão Ambiental3 o qual tinha como objetivo a redução e reutilização do papel a partir de palestras de educação ambiental visando à conscientização dos funcionários dos setores, bem como o projeto de substituição dos copos descartáveis4 por copos permanentes que tem como objetivo além de reduzir a geração de resíduos promover a destinação correta destes recicláveis assim como o papel. Em março de 2011 o processo que estava restrito foi ampliado a toda comunidade acadêmica através de faixas, cartazes, hotsite, panfletos explicativos e intervenção em sala de aula, a fim de divulgar e mobilizar a alunos, funcionários e professores sobre a campanha, e os convidando a participar através da adoção de hábitos adequados. Após a divulgação da campanha, foi iniciado o processo de monitoramento executado semanalmente. Primeiramente foram demarcados pontos para cada lixeira de coleta seletiva como mostra a figura 3 abaixo. 3 Realizados pelas acadêmicas: Ana Paula de Almeida, Érica Gomes Ferreira, Raíssa Nogueira Brito e Raquel Lais de Lima Gontijo do Curso de Ciências Biológicas – Licenciatura e Bacharelado com Ênfase em Gestão Ambiental, na disciplina de Estágio Supervisionado de Bacharelado I, supervisionado por Welinson Brito Ferreira e orientado pelo professor Miguel Ângelo de Andrade. 4 Ação executada pela Comissão de Sustentabilidade da PUC Minas Betim, no primeiro semestre de 2010, junto aos setores administrativos. 16 Figura 3: Demarcação dos pontos das lixeiras de coleta seletiva na PUC Minas Betim. Fonte: Mariana Gontijo. A etapa seguinte foi avaliar a disposição de cada resíduo de acordo com a identificação disposta na lixeira conforme exposto na figura 4 e 5, cabe salientar que o monitoramento foi direcionado a todas as lixeiras de recicláveis da unidade. Figura 4: Lixeira de coleta seletiva. Fonte: Welinson Brito. Figura 5: Lixeira de resíduos recicláveis não segregados. Fonte: Mariana Gontijo. Os dados coletados são tabulados no laboratório de gestão ambiental, através do aplicativo Microsoft Office Excel de modo a possibilitar as análises, bem como a elaboração das planilhas e gráficos diagnósticos. Como o modelo apresentado na tabela 1 abaixo. 17 Monitoramento Ponto Data Situação Vidro 14/09/2011 20/09/2011 1 28/09/2011 05/10/2011 Descrição da situação Metal Papel Plástico Chicletes, Chicletes, Chicletes papéis, papéis, Papéis, , papéis caneta, caneta, chicletes. embalagens de bala. embalagens plásticas. plásticas. Chicletes, papéis, Papéis de Chicletes Vazia. bituca bala. cigarro. Chicletes, Canudos, Latas de Vazia. papel de papel de refrigerante, bala. bala. Copo de Caixa de isopor, suco, canudo, Vazia. Vazia. chicletes, papel de papéis de bala, bala. papel. Tabela 1: Modelo da tabela elaborada com o monitoramento das lixeiras. Fonte: Mariana Gontijo. As figuras 5, 6, 7 e 8 a seguir demonstram os gráficos que foram elaborados utilizando dados semanais e, foi adotada uma escala de 0 a 4 na qual, as lixeiras que apresentavam não apresentavam inconformidade receberam a nota 0, as que haviam um dos cestos com inconformidade nota 1 e assim por diante, uma vez que as lixeiras de coleta seletiva apresentam quatro cestos, sendo eles: vidro, metal, plástico e papel. Figura 5: Gráfico da quantidade de cestos de resíduos dispostos inadequadamente na lixeira de coleta seletiva – ponto 1 no período de 17/03/2011 a 05/10/2011. 18 Figura 6: Gráfico da quantidade de cestos de resíduos dispostos inadequadamente na lixeira de coleta seletiva – ponto 2 no período de 17/03/2011 a 16/11/2011. Figura 7: Gráfico da quantidade de cestos de resíduos dispostos inadequadamente na lixeira de coleta seletiva – ponto 3 no período de 17/03/2011 a 16/11/2011. Figura 8: Gráfico da quantidade de cestos de resíduos dispostos inadequadamente na lixeira de coleta seletiva – ponto 4 no período de 17/03/2011 a 16/11/2011. 19 Fazendo uma análise da freqüência obtida através de gráficos podemos verificar que as freqüências de inconformidade respectivamente são: ponto 1: oito semanas apresentando inconformidade em 4 cestos e onze semanas com inconformidade em 3 cestos, ponto 2: dezessete semanas com inconformidade em 3 cestos, ponto 3: com a freqüência de nove semanas apresentando inconformidade em 3 cestos e por fim o ponto 4 com a maioria das semanas apresentando inconformidade em 1 cesto. O ponto 1 apresentou maior inconformidade visto que se localiza próximo a entrada principal da unidade tendo elevada circulação de alunos. Enquanto, o ponto 4 apresenta maior conformidade justificado talvez pelo menor fluxo de alunos em sua proximidade, se comparado aos demais pontos. Concomitante ao monitoramento das lixeiras é feita a triagem dos recicláveis no abrigo temporário (figura 9), onde é realizada a pesagem semanal do papel, por ser o resíduo reciclável mais gerado na unidade. Com os resultados obtidos no monitoramento do abrigo foram elaborados os gráficos nas figuras 10, 11 e 12. Figura 9: Triagem e organização dos resíduos recicláveis no abrigo temporário. Fonte: José Enio. 20 Figura 10: Gráfico demonstrativo de que o papel é o principal resíduo gerado. Figura 11: Gráfico da quantidade de materiais enviada a ASCAPEL em Kg segundo os ofícios. Figura 12: Gráfico da quantidade de papel gerado na unidade em Kg. Fonte: Mariana Gontijo. Figura 12: Gráfico da quantidade papéis gerados em Kg na unidade. Durante a triagem do resíduo no abrigo temporário são separados todos os materiais que apresentam potencial reaproveitamento sendo levados ao laboratório de gestão onde são armazenados e distribuídos para os demais setores administrativos, obedecendo à demanda por setor (figura 13). Já foram recuperados até o momento 12.500 folhas formato A4 para produção de bloco de rascunho, 667 CD´s utilizados para gravação de back up e envio de arquivos internos, 455 clips, 7960 capas de encadernação com espiral, doados aos alunos, 141 caixas de arquivo morto, 200 gominhas, 150 envelopes, 169 pastas e 445 plásticos para pastas de documento. Figura 13: Materiais recuperados do abrigo temporário. Fonte: José Enio. 21 A destinação final dos materiais recicláveis é feita de acordo com a capacidade do abrigo, ou seja, quando este aproxima da sua capacidade máxima, a ASCAPEL é acionada enviando um caminhão que realiza o recolhimento dos mesmos (figura 14 e 15). Após o recolhimento é feito pela associação uma nova segregação, pesagem e entrega de um oficio contendo o mês do recolhimento, o material recolhido e seu peso. Figura 14 e15: Funcionários da ASCAPEL realizando o recolhimento dos resíduos. Fonte: Welinson Brito. Os valores das pesagens contidas nos ofícios são apresentados no gráfico da figura 11, mostrando que os dados referentes ao papel não tem sido condizentes aos dados oriundos do monitoramento na instituição, isso ocorre, primeiramente pelo aparelho utilizado para pesagem na unidade, que a priori trata-se de uma balança de uso doméstico, e posteriormente tendo adquirido outro modelo para uso industrial no inicio de 2011. A partir de então, acreditamos que nossos valores seriam congruentes ao apresentado pela associação, e na realidade percebeu-se que a imprecisão de valores permaneceu, restando a dúvida sobre a metodologia utilizada pela ASCAPEL, uma vez que o rigor metodológico apresentado durante o monitoramento, descarta a possibilidade de aferições equivocadas por parte da unidade. Além disso o gráfico apresenta picos nos valores relativos ao vidro em janeiro de 2011 devido à destinação de garrafas da antiga lanchonete que havia na unidade, enquanto que a destinação de uma maior quantidade de metal em janeiro de 2011 deveu-se pela presença de latas de tintas provenientes das reformas realizadas na unidade, em maio do mesmo ano, devido o descartes dos antigos suportes dos extintores que foram substituídos e em setembro devido a troca de fiação das salas de informática. 22 No período de julho de 2010 a setembro de 2011, como mostrado ainda na figura 11, foi doado um total de 7.074 kg de materiais recicláveis à associação. Enquanto que as pesagens internas do papel como mostrados na figura 12 apresentam uma média de 391,9 Kg mensais. Diante de todo o processo metodológico apontado podemos afirmar que o PDCA está sendo cumprido, já que fizemos o planejamento de toda a implantação da campanha de forma a buscar a participação de todos, implantamos tal coleta a toda a comunidade acadêmica e permanecemos divulgando-a através de cartazes, hotsite, panfletos, intervenções em sala e por fim utilizamos o monitoramento para a verificação do que ainda cabe melhorias a campanha buscando assim agir de forma continua para otimizar os resultados obtidos até o momento. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS A implantação e o monitoramento da coleta seletiva realizado até o momento tem-se mostrado satisfatória, haja visto, o pleno atendimento do preconizado pela LAS, além de colaborar com a incorporação da sustentabilidade ambiental na PUC Minas em Betim, em parceria com a Comissão de Sustentabilidade desta unidade. A coleta seletiva tem se mostrado como uma boa prática sustentável, desde que seja articulada à Educação Ambiental e à metodologia dos Rs - reutilizar, reeducar e reciclar. No presente momento os resultados da campanha apresentam-se conforme planejado, uma vez que os setores técnico administrativos aderiram à segregação e a disposição final dos resíduos, contudo, falta ainda envolver a totalidade do corpo docente e discente para a mudança de hábitos quanto ao reaproveitamento de materiais, reutilização e descarte correto dos resíduos gerados. Sendo assim, é necessário que as atividades de Educação Ambiental e o monitoramento da Coleta Seletiva, sejam contínuos e não fiquem apenas restritas ao projeto executado, uma vez que a Educação Ambiental deve ser utilizada como estratégia para obtenção de um resultado ainda mais satisfatório. Portanto sugerimos que ao reeditar este projeto o Laboratório de Gestão Ambiental do Curso de Ciências Biológicas e a Comissão de Sustentabilidade articulem outras parcerias, por exemplo, com a Coordenação de outros Cursos, de Pesquisa e de Extensão e, também com os Diretórios Acadêmicos e Diretório Central dos Estudantes da Unidade. Desta forma 23 poderemos contar cada vez mais com outros atores multiplicadores, ou seja, com todos os funcionários, professores e alunos da unidade. Portanto, sugerimos que os projetos relacionados a Coleta Seletiva feitos até o momento continuem e novos trabalhos sejam incrementados junto a Comissão de Sustentabilidade a fim de promover sensibilização e mobilização de toda a comunidade acadêmica. Explicita-se que este projeto contribui com a implementação de boas práticas sustentáveis, possibilitando que a Unidade da PUC Minas em Betim, possa funcionar como modelo e exemplo prático de sustentabilidade para a comunidade local e para a comunidade do seu entorno. Não menos importante, nota-se também que o resultado deste projeto colabora com o atendimento ao preconizado pela legislação ambiental em vigor; com a promoção de emprego e renda aos cooperados da ASCAPEL e por fim contribui com o aumento de vida útil do aterro sanitário de Betim através da redução na geração de resíduos destinados a ele. Deseja-se que o processo de conscientização, educação e mobilização ambiental seja consolidado, para que as boas práticas sustentáveis sejam ações e atividades rotineiras entre alunos, professores e funcionários e, que sejam replicadas e transmitidas uns aos outros cotidianamente. Sabemos que se trata de uma meta para um longo prazo, contudo, se o trabalho mantiver o rigor e a emoção necessários, espera-se que tal projeção seja um resultado palpável. REFERÊNCIAS ABDALA, Willer José dos Santos; RODRIGUES, Francisco Mendes; ANDRADE, João Bosco Ladislau de. Educação ambiental e coleta seletiva: importância e contextualização no mundo atual. Revista Travessias, Cascavel, v. 2, n. 1, p. 01-12. jan./ abr. 2008. AQUINO, Davi Santiago. Educação ambiental como ferramenta da coleta seletiva na Universidade Federal de Viçosa. Revista Ponto de Vista, Viçosa, v.5, p. 131- 141. 2008. 24 BERNARDES, Júlia Adão; FERREIRA, Francisco Pontes de Miranda. Sociedade e natureza. In: CUNHA, Sandra Baptista da; GUERRA, Antonio José Teixeira. A questão ambiental: diferentes abordagens. 2.ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005. Cap. 1, p. 27. BETIM. Prefeitura Municipal. Coleta seletiva secos e úmidos comemora cinco anos. Órgão oficial, Betim, ano 1, n.26, 2008. BOZZA, André Nogueira et. al. Coleta seletiva no Campus II da PUC-CAMPINAS. Programa de Educação Tutorial – PET Biologia PUC-Campinas. 2005. BRASIL. Lei 6,938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 31 ago. 1981. BRASIL. Contituição da República Federativa do brasil, de 05 de outubro de 1988. Institui um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias. Diário Oficial da União, Brasília, 05 out. 1988. BRASIL. Lei 9.795, de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental, e dá outras providencias. Diário Oficial da União, Brasília, 27 abr. 1999. BRASIL. Lei 12.305, de 02 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Diário Oficial da União, Brasília, 02 agosto 2010. BROLLO, Maria José; SILVA, Mirtes Moreira. VI-078 - Política e gestão ambiental em resíduos sólidos. revisão e análise sobre a atual situação no Brasil. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL, 21, 25 2000. São Paulo. Disponível em: <http://www.bvsde.paho.org/bvsaidis/brasil21/vi078.pdf>. Acesso em: 13 out 2011. CARRARO, Raysa T.; CAMPEZATTO, Maria Tereza. A separação que nos une - A coleta seletiva na UFRGS e os galpões de reciclagem. In: SEMINÁRIO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA DA REGIÃO SUL, 28, 2010. Florianópolis. Disponível em: <http://200.135.112.1/seurs/>. Acesso em: 13 out 2011. CIDIN, Renata da Costa Pereira Jannes; SILVA, Ricardo Siloto da. Pegada ecológica: instrumento de avaliação dos impactos antrópicos no meio natural. Estudos Geográficos, Rio Claro, v.2, n.1, p.43-52, jun. 2004. CONSELHO NACIONAL DE MEIO AMBIENTE. Resolução CONAMA n 237 de 19 de Dezembro de 1997. Disponível em: <http://licenciamento.cetesb.sp.gov.br/legislacao/federal/resolucoes/1997_Res_CONA MA_237.pdf>. Acessado em: 13 out 2011. COUTINHO, Solange da Veiga; FRANK, Beate. Gestão de resíduos sólidos recicláveis na Universidade Regional de Blumenau. Santa Catarina: 2001. Disponível em: <http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP2001_TR104_0396.pdf>. Acessado em: 13 out 2011. CRUZ, André Luiz Marcelo da. A Reciclagem dos resíduos sólidos urbanos: um estudo de caso. 2002, 155f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis. DEMAJOROVIC, Jacques. A evolução dos modelos de gestão de resíduos sólidos e seus instrumentos. 1996. São Paulo. Cadernos FUNDAP, n. 20. Disponível em: < http://www.lapa.ufscar.br/bdgaam/residuos_solidos/Gest%e3o/Demajorovic.pdf>. Acesso em: 13 out 2011. DIAS, José do Carmo et. al. Plano municipal de resíduos sólidos. Betim: Secretaria Municipal de Infraestrutura. 2010. 26 DÍAS, A. P. Educação ambiental como projeto. 2.ed. Porto Alegre: Artmed, 2002. FEITOSA, Isabelle Ramos; LIMA, Luciana Santana; FAGUNDES, Roberta Lins. Manual de licenciamento ambiental: guia de procedimento passo a passo. Rio de Janeiro: Ed. GMA. 2004. Disponível em: <http://www.profrios.kit.net/downlodas/Manual_licenciamento.pdf>. Acesso em: 13 out 2011. GADOTTI, Moacir. Pedagogia da terra. 4.ed. São Paulo: Peirópolis, 2000. GODOY, Adelice Leite de. Ciclo PDCA (Plan-Do-Check-Act / Planejar-FazerVerificar-Agir). 2010. Centro de Desenvolvimento Profissional e Tecnólogico. Disponível em: < http://www.cedet.com.br/index.php?/Tutoriais/Gestao-daQualidade/ciclo-pdca-plan-do-check-act-planejar-fazer-verificar-agir.html >. Acesso em: 12 out 2011. GUANABARA, Rachel; GAMA,Thais; EIGENHEER, Emílio Maciel. Os resíduos sólidos como tema gerador: da pedagogia dos três R’s ao risco ambiental. Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental. v. 21, p. 121 - 132, jun./dez. 2008. INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS. Licenciamento. Disponível em: <http://www.ibama.gov.br/licenciamento/>. Acesso em: 13 out 2011. JACOBI, Pedro. Educação ambiental, cidadania e sustentabilidade. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n. 118, p. 189-205, mar. 2003. LAYRARGUES, Philippe Pomier. O cinismo da reciclagem: o significado ideológico da reciclagem da lata de alumínio e suas implicações para a educação ambiental. Educação Ambiental: Repensando o Espaço da Cidadania. São Paulo: Cortez, 2002. MIALICHI, Camila M. Volpe; SANTOS, Carmenlucia; ALBINO, Ângela M. Aparecida. A coleta seletiva de resíduos como ferramenta de inclusão da educação 27 ambiental no ensino fundamental. FORUM INTERNACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS, 2. Porto Alegre, jul. 2009. MONTEIRO, José Henrique Penido et. al. Manual de gerenciamento integrado de resíduos sólidos. Rio de Janeiro: IBAM, 2001. MORAES, Eduardo Carlos de. A construção do conhecimento integrado diante do desafio ambiental: uma estratégia educacional. In: NOAL, Fernando Oliveira; REIGOTA, Marcos; BARCELOS, Valdo Hermes de Lima. Tendências da educação ambiental brasileira. 2.ed. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2000. MOREIRA, Maria Suely. Estratégia e implantação do sistema de gestão ambiental modelo ISO 14000. Belo Horizonte: Editora de Desenvolvimento Gerencial, 2001. MOTA, Adriane Valle. Do lixo à cidadania. Revista Democracia Viva. Rio de Janeiro, n 27, p. 3 – 8, out. 2005. NUNESMAIA, Maria de Fátima da Silva. Coleta Seletiva no Campus da Universidade de Feira de Santana-Bahia: Avaliação. In: CONGRESSO INTERAMERICANO DE INGENIERIA SANITÁRIA Y AMBIENTAL, 1996. México. Disponível em: <www.bvsde.paho.org/bvsaidis/resisoli/mexico/03462e14.pdf>. Acesso em: 13 out 2011. PERBICHE, José Mauro. Avaliação de Desempenho Ambiental do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária – Aeroporto Internacional Afonso Pena. 2004. 64f. Monografia (Conclusão de curso) – Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Curitiba. PERIN, Adenilson. Geração de renda a partir de resíduos recicláveis: Análise de duas associações de Florianópolis. Santa Catarina. 2003, 129f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis. 28 PHILIPPI, Luis Sérgio. Desafios da aplicação de princípios básicos na implementação de projetos de educação ambiental. In: PHILIPPI Jr, Arlindo; PELICIONI, M. Cecilia F. Educação ambiental: desenvolvimento de cursos e projetos. 2.ed. São Paulo: Signos, 2002. Cap. 11, p. 79 - 81. PHILIPPI Jr, Arlindo; PELICIONI, M. Cecilia F. Educação ambiental: desenvolvimento de cursos e projetos. 2.ed. São Paulo: Signos, 2002. Cap. 1, p. 3 - 4. POL, Enric. A gestão ambiental, novo desafio para a psicologia do desenvolvimento sustentável. Estudos de Psicologia. Natal, v.8, n.2, p.235-243. 2003. OBJETIVOS DO MILÊNIO. Disponível em: < http://www.objetivosdomilenio.org.br/ >. Acesso em: 06 dez 2011. OLIVEIRA, Cléa de. Gestão ambiental e arranjos institucionais: os parques ecológicos paulistas. 2004. 288f. Tese (Doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo. Campinas. RIBEIRO, Isabel de Cássia Santos. licenciamento ambiental simplificado: uma análise crítica aplicada à realidade das micro e pequenas empresas da Bahia. 2004. 220f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Ambiental) - Universidade Federal da Bahia, Salvador. SCHUMACHER, Ernest F. O negócio é ser pequeno: um estudo de economia que leva em conta as pessoas. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1977. TAUCHEN, Joel; BRANDLI, Luciana Londero. A gestão ambiental em instituições de ensino superior: modelo para implantação em campus universitário. Gestão e Produção. São Carlos, v.13. n.3. p.503-515. 2006. ZANTA, Viviana Maria; FERREIRA, Cynthia Fantoni Alves. Capitulo 1 – Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos Urbanos. Prosab. 2006. Disponível em: < http://etg.ufmg.br/~gustavo/arquivos/livroprosab.pdf >. Acesso em: 13 out 2011. 29 30