LUIZ ANTONIO CASTILHO TENO Análise comparativa da estimulação cardíaca ventricular com a atrioventricular na troca eletiva do gerador de pulsos em pacientes com cardiopatia chagásica e bloqueio atrioventricular Tese apresentada ao Departamento de Cardio-Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo para obtenção do título de Doutor em Ciências SÃO PAULO 2005 LUIZ ANTONIO CASTILHO TENO Análise comparativa da estimulação cardíaca ventricular com a atrioventricular na troca eletiva do gerador de pulsos em pacientes com cardiopatia chagásica e bloqueio atrioventricular Tese apresentada ao Departamento de Cardio-Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo para obtenção do Título de Doutor em Ciências Área de concentração: Cirurgia Torácica e Cardiovascular. Orientador: Prof. Dr. Roberto Costa SÃO PAULO 2005 DEDICATÓRIA À Rosana, minha esposa, Thiago, Daniela e André, meus filhos, que são os motivos de tudo valer a pena. RECONHECIMENTO Ao Prof. Dr. Roberto Costa, que além de amigo, soube transmitir experiência com sabedoria, competência e humildade, sem nunca deixar faltar o incentivo e apoio. Cumpriu com brilhantismo seu papel: meu orientador. Agradecimentos Ao Prof. Dr. Noedir Stolf, Prof. Dr. Luiz Felipe Moreira, Prof. Dr. Fábio Jatene e Prof. Dr. Sérgio Almeida de Oliveira, pelo apoio e pela carinhosa acolhida na Pós-Graduação. Ao Prof. Dr. Domingo Marcolino Braile, Prof. Dr. José Carlos de Andrade e Prof. Dr. Reinaldo B. Bestetti, pela revisão deste trabalho e sugestões , sempre precisas e oportunas. Aos colegas do INCOR, Dr. Ivan Ruiz, Dra. Elizabeth Sartori Crevelari e Dr. Wagner Tetsuji Tamaki pela colaboração direta no estudo dos pacientes. Às secretárias Neide Romão e Maria do Socorro, à Enf. Kátia Regina da Silva e à Dra. Regina Valério Costa, da Unidade cirúrgica de marcapassos do INCOR, pela atenção e ajuda sempre disponível. À Dra. Silvana D’Orio Nishioka, Engenheiro Sérgio Freitas de Siqueira e secretária Janete Caetano da Silva, por me abrirem as portas do ambulatório de marcapassos do INCOR. Aos parceiros, que atuaram diretamente na avaliação dos pacientes no Hospital Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto, Dr. Ulisses Bruno Stella, Paulo César Bosio e Cristiane K. P. Souza, sem os quais este trabalho não seria possível. Ao querido Prof. Dr. Oswaldo Teno Castilho, irmão e companheiro de longas jornadas e ao - Dr. Fabian C. Teno Castilho, colegas de trabalho no dia a dia, minha gratidão, pois sem nossa cumplicidade a disponibilidade para esse trabalho não existiria. À minha secretária Jane Mendes dos Santos, pelo auxílio na organização deste trabalho, desde quando não passava de um simples projeto, e ao Sr. Carlos Armando Faustino Silva, pela digitação e edição da tese. Às Sras. Neuza Rodrigues Dini e Juliana Lattari Sobrinho, da secretaria da Pós-Graduação, pelo auxílio na normatização e organização no preparo da tese. À Sra. Maria Aparecida de Lourdes C. Santos, do Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, pela colaboração na confecção da ficha catalográfica. Um agradecimento muito especial ao Prof. Dr. Martino Martinelli Filho, por nunca ter se omitido ou negado-me seu imenso conhecimento no assunto, e mais importante, por ser meu amigo. SUMÁRIO Lista de figuras e tabelas Lista de abreviaturas, unidades, símbolos e expressões estrangeiras Resumo Summary 1. INTRODUÇÃO............................................................................. 1 2. OBJETIVO ................................................................................... 4 3. REVISÃO DA LITERATURA........................................................ 6 4. MÉTODOS................................................................................... 15 4.1 Critérios de inclusão e de exclusão ........................................... 16 4.2 Casuística .................................................................................. 17 4.3 Desenho do estudo.................................................................... 18 4.3.1 Avaliação da condição basal dos pacientes ........................... 19 4.3.2 Fase I ...................................................................................... 19 4.3.3 Fase II ..................................................................................... 20 4.3.4 Término do estudo .................................................................. 20 4.4 Programação do marcapasso .................................................... 20 4.5 Técnica operatória ..................................................................... 23 4.6 Padronização das avaliações .................................................... 24 4.6.1 Avaliação clínica ..................................................................... 24 4.6.2 Avaliação e programação do marcapasso .............................. 25 4.6.3 Qualidade de vida ................................................................... 25 4.6.4 Ecocardiograma ..................................................................... 26 4.6.5 Teste de caminhada de seis minutos...................................... 26 4.7 Análise estatística ...................................................................... 27 5. RESULTADOS............................................................................. 28 5.1 Procedimento cirúrgico .............................................................. 29 5.2 Avaliação clínica ........................................................................ 31 5.3 Achados ecocardiográficos........................................................ 32 5.4 Teste de caminhada de seis minutos......................................... 35 5.5 Qualidade de vida ...................................................................... 39 6. DISCUSSÃO................................................................................ 42 7. CONCLUSÕES............................................................................ 50 8. ANEXOS ...................................................................................... 52 9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................. 69 10. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA................................................. 85 Apêndices LISTA DE FIGURAS E TABELAS Figura 1. Desenho do estudo .......................................................... 22 Figura 2. Distribuição dos pacientes agrupados por classe funcional (NYHA) ............................................................. 31 Figura 3. Avaliação ecocardiográfica transorácica da fração de ejeção .............................................................................. 33 Figura 4. Avaliação ecocardiográfica transtorácica do diâmetro diastólico do ventrículo esquerdo e diâmetro do átrio esquerdo,......................................................................... 33 Figura 5. Avaliação da distância percorrida no teste de caminhada de seis minutos ............................................. 36 Figura 6. Avaliação da freqüência cardíaca inicial no teste de caminhada de seis minutos ............................................. 38 Figura 7. Avaliação da freqüência cardíaca final no teste de caminhada de seis minutos ............................................. 39 Figura 8. Qualidade de vida avaliada pela capacidade funcional, pelo estado geral e pela vitalidade .................................. 40 Tabela 1. Avaliação ecocardiográfica transtorácica da fração de ejeção, diâmetro diastólico final do ventrículo esquerdo e diâmetro do átrio esquerdo ........................................... 34 Tabela 2. Dados referentes ao teste de caminhada de seis minutos ............................................................................ 37 Tabela 3. Avaliação das dimensões de qualidade de vida segundo o protocolo SF-36.............................................. 41 LISTA DE ABREVIATURAS, UNIDADES, SÍMBOLOS E EXPRESSÕES ESTRANGEIRAS AE Átrio esquerdo AV Atrioventricular BAVT Bloqueio atrioventricular do terceiro grau bpm Batimentos por minuto CF Classe funcional DDD Modo atrioventricular universal DDD,C DNS Modo atrioventricular multiprogramável, sem biosensor Modo atrioventricular multiprogramável dotado de sensor Diâmetro diastólico final de ventrículo esquerdo Doença do nó sinusal et al. e outros F Sexo feminino FC Freqüência cardíaca FE Fração de ejeção FEVE Fração de ejeção do ventrículo esquerdo ICC Insuficiência cardíaca congestiva IECA M Inibidores de enzima de conversão da Angiotensina Sexo masculino min. Minuto mmHg Milímetro de mercúrio mS Milésimo de segundo mV Milivolt DDDR DDFVE NYHA New York Heart Association P Nível de significância estatística PA Pressão arterial PAD Pressão arterial diastólica PAS Pressão arterial sistólica ppm Pulso por minuto QV Qualidade de vida Seg Segundo upgrade Substituição de uma equipamento por um modelo mais aprimorado V Volt VE Ventrículo esquerdo VVI Modo ventricular inibido pela onda R VVI,C % Modo ventricular multiprogramável, sem biosensor Modo ventricular multiprogamável dotado de sensor Percentual > Maior que < Menor que < Menor ou igual, abaixo ou igual (-) Ausente (+) Presente VVIR RESUMO Teno LAC. Análise comparativa da estimulação cardíaca ventricular com a atrioventricular na troca eletiva do gerador de pulsos em pacientes com cardiopatia chagásica e bloqueio atrioventricular [tese]. São Paulo: Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo;2005. Introdução: Existe no Brasil um grande número de pacientes com marcapasso cardíaco ventricular permanente, por bloqueio atrioventricular chagásico e, pela falta de evidências, não há um consenso quanto à necessidade de mudança do modo de estimulação para atrioventricular no momento da troca eletiva do gerador de pulsos. Objetivo: Comparar o comportamento clínico e funcional dos modos de estimulação ventricular e atrioventricular na troca eletiva do gerador de pulsos em pacientes com cardiopatia chagásica e bloqueio atrioventricular. Métodos: No período de 8 de setembro de 2001 a 18 de março de 2004 no Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e no Hospital de Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto, foram estudados comparativamente sob estimulação ventricular e atrioventricular, 27 pacientes com cardiopatia chagásica e bloqueio atrioventricular com indicação de troca eletiva do gerador de pulsos. O procedimento cirúrgico constou de implante de um cabo-eletrodo atrial e troca do gerador de câmara única para duplacâmara. Os pacientes foram analisados na inclusão do estudo e alternadamente no modo ventricular e atrioventricular em duas fases com duração de 90 dias, considerando: o comportamento clínico, avaliado pela qualidade de vida e classe funcional; o comportamento funcional, avaliado pela ecocardiografia transtorácica e pelo teste de caminhada de seis minutos e a ocorrência de complicações. A análise estatística foi realizada na condição basal, modo ventricular e modo atrioventricular, utilizando o teste qui-quadrado e a análise de variância para medidas repetidas, considerando-se nível de significância de 0,05. Resultados: Não houve óbitos no período estudado e ocorreram quatro casos de complicações, sendo três associadas à mudança de modo de estimulação: um caso de deslocamento de cabo-eletrodo atrial e dois de arritmias conduzidas pelo marcapasso (flütter atrial e taquicardia atrial). Não foram detectadas diferenças de comportamento na qualidade de vida e classe funcional, na ecocardiografia e no teste de caminhada de seis minutos entre os dois modos de estimulação cardíaca estudados. Conclusões: A análise comparativa da estimulação ventricular com a atrioventricular demonstrou que não houve diferença de comportamento clínico, avaliado pela qualidade de vida e classe funcional e de comportamento funcional, avaliado pela ecocardiografia e pelo teste de caminhada de seis minutos, e as complicações que ocorreram foram relacionadas ao modo de estimulação. Descritores: miocardiopatia chagásica, bloqueio cardíaco, marcapasso artificial, estimulação cardíaca artificial, qualidade de vida SUMMARY Teno LAC. Comparative analysis of ventricular versus dual-chamber pacing mode at elective pulse generator replacement in patients with Chagas’ cardiomiopahty and atrioventricular block [thesis]. São Paulo: Faculty of Medicine, São Paulo University;2005. Introduction: There is a great number of patients in Brazil, with chronic Chagas’ atrioventricular block and implanted ventricular pacemaker and the upgrade procedures at the time of elective pulse generator change are not currently performed. The evidence for deciding to upgrade the pacing system is not yet available. Objective: Evaluation of clinical and hemodynamic effects of ventricular and atrioventricular pacing modes by means of upgrade to a dual-chamber system at the elective pulse generator change. Methods: From September 8, 2001 to March 18, 2004, at the Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo and Hospital de Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto, a total of 27 patients with chronic Chagas’ cardiopathy with high degree atrioventricular block and implanted ventricular pacemaker were upgrated to a dual-chamber pacing mode. At the beginning of the study and after a period of 90 days of both pacing modes, the patients’ quality of life and clinical conditions were evaluated, and echocardiography and a six minute walking test was performed. The complications related to the procedure were also studied. Patients acted as their own controls, and comparisons were made at basal, ventricular and atrioventricular conditions using the quisquare test and analysis of repetitive measures. Results: There wasn’t patients’ death in the period of the study and four complications were noticed, three of them related to atrial lead: lead displacement, atrial flutter and atrial tachycardia. There was no significant difference in the health-related quality of life seen between Ventricular and atrioventricular pacing and the echocardiographic findings and the six minute walking test did not differ either. Conclusions: This study demonstrated no clinical and hemodynamic differences between patients on Ventricular and atrioventricular pacing, based on the quality of life, ecochardiography’s findings and six minute walking test, most complications were related to atrioventricular mode. Key Words: Chagas’ cardiomiopathy, atrioventricular block, Cardiac pacemaker,quality of life 1. INTRODUÇÃO O uso de marcapassos cardíacos artificiais, iniciado em 1958 com a estimulação ventricular (VVI), modificou radicalmente a evolução natural dos pacientes com bloqueios atrioventriculares por evitar seus efeitos mais temidos: as crises de Stokes-Adams e a morte súbita1,2,3,4. A evolução tecnológica ocorrida nas quatro últimas décadas propiciou a incorporação de muitos recursos a esses dispositivos. Dentre eles, a estimulação seqüencial de átrios e ventrículos foi um marco na estimulação cardíaca por permitir a reconstituição do sincronismo atrioventricular, perdido com a instalação do bloqueio da condução e não recuperado com a estimulação VVI5. As principais vantagens desses aparelhos, também denominados de dupla-câmara (DDD), são: o melhor enchimento ventricular pela contribuição da sístole atrial e o controle fisiológico da freqüência cardíaca pelo aproveitamento das ondas “P” espontâneas do paciente6. Existem evidências de que o modo de estimulação DDD seja superior ao VVI em pacientes portadores da doença do nó sinusal, proporcionando maior longevidade e menor morbidade, porém o mesmo não se aplica aos pacientes com bloqueios atrioventriculares7. A despeito dessa falta de evidências, as diretrizes nacionais e internacionais publicadas a partir de consensos das sociedades médicas, sugerem, para o implante inicial em pacientes com bloqueio atrioventricular, o uso de marcapassos de dupla-câmara, por serem estes, teoricamente, mais fisiológicos que os marcapassos unicamente ventriculares8,9. Entretanto, a estimulação ventricular tem predominado mundialmente, segundo registros do “World Survey of Cardiac Pacing And Cardioverter Defibrillators”, especialmente nos países em desenvolvimento, em que a indicação mais freqüente para implante de marcapasso é o bloqueio atrioventricular.10,11 No Brasil, a doença de Chagas representa uma das suas principais causas12,13 e dados específicos do ano de 2002 mostram que a proporção desses modos de estimulação no implante inicial se inverteu, com taxa de utilização de 57,7% para os marcapassos atrioventriculares e de 41,6% para os ventriculares, sem que houvesse mudança do perfil epidemiológico dos pacientes que justificasse essa diferença de conduta14,15,16,17,18,19,20,21. Nas trocas eletivas de gerador de pulsos, não existe consenso na conduta adotada e a manutenção do modo ventricular ou a sua mudança para o modo atrioventricular (“upgrade”) é realizada de forma não padronizada, conforme a rotina de cada profissional. Os dados nacionais confirmam que no período de 1995 a 2003, em pacientes com doença de Chagas, marcapassos ventriculares foram utilizados em 77% das trocas de aparelhos13. A atualização do modo de estimulação no momento da troca eletiva, embora possa representar um beneficio teórico, implica em maior custo do sistema, maior permanência hospitalar, maior tempo operatório e risco de complicações relacionadas à introdução de um cabo-eletrodo adicional. Este estudo busca responder se as conseqüências e efeitos clínicohemodinâmicos, decorrentes do implante de um cabo-eletrodo atrial na troca eletiva do gerador de pulsos com mudança do modo de estimulação ventricular para atrioventricular em pacientes com cardiopatia chagásica e bloqueio atrioventricular, justificam a sua utilização de rotina. 2. OBJETIVO Analisar comparativamente a estimulação ventricular com a atrioventricular em pacientes com cardiopatia chagásica e bloqueio atrioventricular, e indicação eletiva de troca do gerador de pulsos, considerando: 1) o comportamento clínico, avaliado pela qualidade de vida e classe funcional; 2) o comportamento funcional, avaliado pela ecocardiografia transtorácica e pelo teste de caminhada de seis minutos; 3) a ocorrência de complicações. 3. REVISÃO DA LITERATURA Em 1932, nos Estados Unidos, Albert Hyman idealizou o primeiro sistema de marcapasso externo em animais para ressuscitação cardíaca22 e iniciou a estimulação cardíaca artificial. Zoll, em 1952, publicou a primeira aplicação clínica de marcapasso externo em humanos23. Em 1958, Elmqyst e Senning realizaram por toracotomia, o primeiro implante de marcapasso definitivo em um ser humano24. Entretanto, o desenvolvimento da estimulação cardíaca artificial se deu nesse mesmo ano, com o primeiro implante de eletrodo endocárdico temporário realizado por Furman e Schweedel1, iniciando a era moderna da estimulação cardíaca 25,26. Antes da introdução da estimulação cardíaca artificial no arsenal terapêutico da cardiologia, os pacientes portadores de distúrbios de condução elétrica do coração, caracterizados classicamente pelo bloqueio atrioventricular, tinham um péssimo prognóstico. Aproximadamente 50% dos pacientes morriam dentro de 1 ano e de 75 a 90% estavam mortos nos 5 anos após o início dos sintomas2. Os pacientes que sobreviviam eram submetidos a freqüentes episódios de síncope, pré-síncope, insuficiência cardíaca e outros tipos de sintomatologia relacionadas ao baixo débito cardíaco promovido pela freqüência cardíaca diminuída. A estimulação cardíaca foi, portanto, utilizada para prevenir o risco de morte súbita e gerou uma melhora acentuada na curva de sobrevivência dos pacientes, possibilitando taxas de 81 a 93% no primeiro ano e 48 a 66% nos 5 anos seguintes3,4. Porém, com o desenvolvimento científico e tecnológico, outras câmaras do coração, além dos ventrículos, puderam ser estimuladas e novos modos de estimulação foram idealizados, principalmente o atrioventricular, que teve grande repercussão no campo da estimulação cardíaca. Mudava assim o objetivo de buscar apenas a redução da mortalidade com a estimulação cardíaca, para visar também à melhora na qualidade de vida dos pacientes. Os marcapassos passaram a ser reconhecidos pelas câmaras que estimulavam e “sentiam”, e pelo tipo de resposta à contração atrial ou ventricular espontânea. Para a padronização foi estabelecido um código internacional de classificação dos modos de estimulação cardíaca 27, que identifica o tipo do marcapasso por letras: - A 1ª letra refere-se à câmara estimulada: A = átrio, V = ventrículo, D = átrio e ventrículo; - A 2ª letra refere-se à câmara “sentida”: A = átrio, V = ventrículo, D = átrio e ventrículo; - A 3ª letra refere-se ao modo de funcionamento: O = Freqüência fixa, assincrônico, I = inibido, demanda, T = deflagrado, D = inibido e/ou deflagrado (deflagrado pelo átrio e inibido pelo ventrículo); - A 4ª letra refere-se ao parâmetro programável: O = Não programável, P = Programável, M = Multiprogramável/telemetria unidirecional, C = Multiprogramável/telemetria bidirecional, R = Multiprogramável / dotado de sensor; - A 5ª letra refere-se a funções anti-taquicárdicas: O = Sem função, P = Pulsos anti-taquicárdicos, S = Desfibrilador implantável, D = Dupla função (P + S). Rotineiramente, são utilizadas as três primeiras letras. A escolha do modo de estimulação cardíaca ideal para um determinado paciente deve levar em consideração a sua condição atrial, a condução atrioventricular e a presença de condução VA (ventriculoatrial). O modo AAI com resposta de freqüência pode ser considerado o tipo mais fisiológico e deve ser utilizado na doença do nó sinusal com condução AV normal e ausência de hipersensibilidade dos seios carotídeos ou síncope vagal. A despolarização ventricular neste tipo é realizada pelas vias normais. Porém a estimulação torna-se deficiente se houver deterioração da condução AV porque se restringe à câmara atrial. O modo VVI é a única opção de estimulação nos casos de fibrilação atrial crônica ou paralisia atrial e foi o mais utilizado mundialmente. O modo VDD utiliza as duas câmaras, porém não possibilita a estimulação atrial, apenas, a sensibilidade e só deve ser utilizado nos bloqueios atrioventriculares com função sinusal normal. O modo DDD é indicado na maioria dos pacientes com boa condição atrial e tem a possibilidade de ser programado para todos os outros tipos de estimulação. A utilização inicial em larga escala da estimulação ventricular em qualquer tipo de distúrbio de condução deixou claro que a perda do sincronismo AV, que é bastante tolerada na maioria dos casos, em alguns pacientes levava a alterações clínicas e hemodinâmicas. Essas alterações são provocadas pela contração atrial com as valvas atrioventriculares fechadas, provocando regurgitação venosa, distensão atrial e prejuízo da função diastólica ventricular, descritas como Síndrome de marcapasso por Erbel, em 197928. Os sintomas incluem desconforto pela pulsação venosa, zonzeira, fadiga, présíncope, síncope e hipotensão e pode ser considerada uma complicação iatrogênica, se entendermos que ocorre pelo implante do sistema inadequado de estimulação cardíaca artificial. O quadro clássico acomete os pacientes portadores de marcapasso ventricular (VVI) que apresentam condução retrógrada ventriculoatrial e ondas “p” retrógradas após a estimulação dos ventrículos. Aparece freqüentemente em pacientes portadores da Doença do Nó Sinusal estimulados com marcapasso ventricular. Tem uma freqüência de ocorrências entre 7% e 21%, dependendo do grupo de pacientes estudados e dos critérios na identificação diagnóstica29,30,31,32. O tratamento desta complicação inicia-se na sua prevenção, com a escolha adequada do modo de estimulação cardíaca. O tratamento paliativo pode ser tentado pela reprogramação do marcapasso e utilização de medicamentos, porém o tratamento definitivo é obtido através da ressincronização atrioventricular com a mudança do modo de estimulação para atrioventricular. A mudança do modo de estimulação VVI para DDD no tratamento dessa síndrome foi a primeira demonstração de vantagem do modo DDD em relação ao VVI em casos específicos e suscitou vários estudos comparativos entre os dois modos. A maioria deles tratava de pacientes com doença do nó sinusal33,34,35,36. Os grandes estudos comparativos de estimulação ventricular versus atrioventricular são as publicações de Andersen et al., o estudo PASE, o estudo Mattioli, o estudo CTOPP e o MOST7,37,38,39,40,41. Andersen et al. publicaram, em 1994, o primeiro estudo prospectivo randomizado comparando estimulação atrial com ventricular em um grupo de 225 pacientes com disfunção do nó sinusal37. O objetivo primário do estudo foi a avaliação da mortalidade, embolismo, fibrilação atrial e insuficiência cardíaca. Esse estudo teve uma extensão do seguimento até 1997 completando 5,5 anos de acompanhamento e os resultados mostraram que a mortalidade global foi menor no modo AAI, assim como menor incidência de fibrilação atrial, fenômenos tromboembólicos e insuficiência cardíaca38. Esses autores concluíram que a estimulação ventricular está contra-indicada na disfunção do nó sinusal e sugeriram, pela primeira vez, que nas reoperações para troca eletiva do gerador nos pacientes com doença do nó sinusal deva ser feito o “upgrade” para estimulação DDD. O PASE (The Pacemaker Selection in the Elderly) é um estudo randomizado realizado em 29 centros nos Estados Unidos, envolvendo 407 pacientes com diagnóstico de DNS ou BAVT no momento do implante39. Comparou o modo VVIR versus DDDR com o objetivo primário de estudar a qualidade de vida em pacientes com mais de 65 anos. Houve a necessidade de mudança do modo de estimulação ventricular para atrioventricular por síndrome de marcapasso em 26% dos pacientes. Os resultados mostraram melhora da qualidade de vida independente do tipo de estimulação utilizado e no grupo de pacientes portadores de disfunção do nó sinusal observou-se a superioridade dos resultados dos marcapassos DDD no que diz respeito à atividade física (P=0,02), atividade social (P=0,03), situação emocional (P=0,002) e classe funcional (P=0,002). No subgrupo de pacientes portadores de bloqueio atrioventricular não houve diferença significativa em nenhum dos parâmetros estudados. As críticas e as limitações do estudo foram a alta freqüência de ocorrência de síndrome de marcapasso (26%) e o número insuficiente de pacientes. O estudo Mattioli, de 1998, acompanhou 210 pacientes com DNS ou BAVT, sem história prévia de fibrilação atrial, que foram submetidos a implante de marcapasso e randomizados para o modo fisiológico (AAI, DDD, DDDR ou VDD) ou ventricular (VVI ou VVIR). O objetivo primário foi avaliar a incidência de fibrilação atrial crônica e o resultado mostrou menor incidência no modo fisiológico, porém significativa apenas nos pacientes com doença do nó sinusal (P<0,02)40. O estudo CTOPP (The Canadian Trial of Physiologic Pacing) publicado em 2000 foi realizado por Connolly et al. e envolveu 2.568 pacientes com idade média de 73 anos, portadores de bloqueio atrioventricular ou doença do nó sinusal em 32 centros canadenses, com um acompanhamento de três anos41. Foram randomizados para o modo fisiológico (AAI, AAIR, DDD, DDDR) ou ventricular (VVI, VVIR). O objetivo primário foi a mortalidade cardiovascular, ou acidente vascular cerebral, e os resultados mostraram que não houve evidência significativa de diferença entre os modos de estimulação (P=0,33). A incidência anual de fibrilação atrial foi significativamente menor com o marcapasso fisiológico (P=0,05), em concordância com os estudos anteriores42. Os objetivos secundários mostraram que a incidência de internações hospitalares por insuficiência cardíaca e a mortalidade total não mostraram diferença entre os tipos. Um importante dado revelado no estudo foi o número maior de complicações que ocorreu nos implantes de marcapassos DDD (9%) em relação aos ventriculares (3,8%). A diferença foi significativa (P<0,001) e as complicações mais freqüentes foram deslocamento de eletrodo e comando ou sensibilidade inadequados. O MOST (The Mode Selection Trial), o mais recente dos grandes estudos, analisou a mortalidade global em 2010 pacientes com doença do nó sinusal e o resultado não mostrou diferença entre os modos VVIR e DDDR (P=0,32)7. Prech et al. analisaram 20 pacientes portadores de marcapasso VVI, que foram submetidos a “upgrade” para restauração do sincronismo atrioventricular e avaliaram o débito cardíaco, a capacidade ao exercício e a qualidade de vida após 2 meses e após 1 ano da intervenção. Os resultados mostraram que apesar de haver alguma melhora hemodinâmica e na capacidade de exercício, a qualidade de vida mostrou melhora apenas nos pacientes com disfunção do nó sinusal e não nos pacientes com bloqueio atrioventricular total43. Já em outro estudo realizado por Jahangir et al., em que foram observados os resultados a longo prazo de um grupo de pacientes octogenários e nonagenários, a sobrevida após implante de marcapasso cardíaco em pacientes com doença do nó sinusal ou bloqueio atrioventricular não foi diferente entre os modos de estimulação selecionados. Por se tratar de um estudo retrospectivo não randomizado, pode-se observar um viés de seleção, em que os pacientes mais idosos e com doenças associadas receberam marcapasso ventricular, provavelmente por se tratar de procedimento mais simples 44. No Brasil, a estimulação cardíaca se desenvolveu principalmente para atender a grande população de pacientes com doença de Chagas45,46,47,48,49,50,51,52 Dados epidemiológicos mostram que há no Brasil seis milhões de indivíduos infectados pelo Trypanosoma cruzi e que 30 a 40% evoluem para a forma crônica com manifestações de distúrbios elétricos cardíacos como doença do nó sinusal, bloqueios atrioventriculares, bloqueios de ramos e arritmias ventriculares. As repercussões clínicas se manifestam com quadro de insuficiência cardíaca, baixo fluxo cerebral e morte súbita cardíaca. A alteração eletrocardiográfica na indicação do implante é de predomínio de BAV 3º Grau (54,2%), seguido de doença do nó sinusal (18,01%), BAV 2º Grau (11,9%), fibrilação atrial (9,78%), bloqueios de ramos (4,13%) e outros (1,93%), segundo o Registro Brasileiro de Marcapassos13. 4. MÉTODOS Foram estudados 27 pacientes com cardiopatia chagásica, bloqueio atrioventricular e marcapasso cardíaco artificial definitivo do tipo ventricular exclusivo, que necessitavam troca eletiva do gerador de pulsos. Os pacientes foram orientados quanto ao tipo de procedimento que seria realizado, seus riscos e potenciais benefícios. Após convenientemente esclarecidos, concordaram em participar do protocolo de pesquisa, tendo assinado Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. O estudo foi realizado no Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e no Hospital de Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto, no período de 8 de setembro de 2001 a 18 de março de 2004 (Anexo A). 4.1 Critérios de Inclusão e de Exclusão Foram incluídos pacientes com: - reação sorológica positiva para doença de Chagas; - bloqueio atrioventricular de segundo ou terceiro graus; - ritmo sinusal estável; - idade acima de 18 e abaixo de 80 anos, de qualquer sexo; e - marcapasso cardíaco artificial permanente, do tipo ventricular, implantado há pelo menos 24 meses. Foram excluídos pacientes com: - fibrilação ou flütter atrial, paroxístico, persistente ou permanente; - sintomas sugestivos de má adaptação ao tipo ventricular (síndrome do marcapasso); - doença associada que implicasse em limitação aos testes funcionais ou reduzida expectativa de vida; - gravidez confirmada ou - condições que indicassem urgência para a realização da troca de gerador de pulsos. 4.2 Casuística A idade dos pacientes variou de 29 a 79 anos, com média de 55,9 ± 12,7 e mediana de 54 anos. O sexo era feminino em 15 e masculino em 12 enfermos. A cor era branca em 14 pacientes, preta em oito e parda em cinco (Anexo A). Os pacientes eram portadores de marcapasso ventricular permanente por períodos que variaram de 3 a 30 anos com média de 11 ± 6 anos e mediana de 10 anos. Em 13 enfermos, o procedimento de troca iria substituir o primeiro sistema de estimulação implantado; em sete, o segundo gerador de pulsos utilizado; em três, o terceiro e em quatro o quarto (Anexo B). Na avaliação clínica pré-operatória (Condição basal), segundo os critérios estabelecidos pela New York Heart Association 14 pacientes estavam em classe funcional I, 11 em classe II e dois em classe III. Apenas sete pacientes não estavam em uso de medicamentos. Os demais pacientes utilizavam um ou mais fármacos com atuação no sistema cardiovascular: anti-hipertensivos (14), diuréticos (13), digital e antiarrítmico, seis pacientes. A pressão arterial sistólica variou de 100 a 180 mmHg, com média de 128,2 ± 18,9 e a diastólica variou de 60 a 100 mmHg com média de 81,5 ± 8,6. O ritmo próprio de todos os pacientes era sinusal para os átrios com bloqueio completo da condução atrioventricular, constatado com o teste de diminuição da freqüência de estimulação do marcapasso. 4.3 Desenho do estudo Trata-se de estudo clínico controlado, prospectivo, randomizado e duplo-cego. Todos os pacientes selecionados foram submetidos ao mesmo tipo de procedimento cirúrgico: implante de cabo-eletrodo atrial e troca do gerador de pulsos unicameral por outro, porém, dupla- câmara. A seguir, o gerador era programado para o modo de estimulação selecionado pela randomização. Para permitir a comparação dos dois modos de estimulação e minimizar o efeito da tendência do primeiro modo de estimulação programado, os pacientes foram subdivididos em duas condições, segundo randomização gerada por computador (figura 1). Na condição A, os pacientes permaneceram no modo de estimulação ventricular durante 90 dias (fase I) após a operação. Posteriormente foram reprogramados para o modo arioventricular e mantidos por outros 90 dias (fase II); Na condição B, os pacientes foram programados, após a operação, no modo de estimulação atrioventricular, sendo mantidos durante 90 dias (fase I) e posteriormente reprogramados para o modo ventricular e mantidos por mais 90 dias (fase II). 4.3.1 Avaliação da Condição Basal dos pacientes O paciente foi avaliado, na condição basal, com a programação e condições do gerador de pulsos que indicaram a troca. O modo de estimulação, portanto, era o ventricular e a freqüência de estimulação variou de 56 a 74 ppm, dependendo da programação utilizada e das condições da bateria. 4.3.2 Fase I Esta fase teve um período de 90 dias após o procedimento cirúrgico. Os pacientes randomizados para a condição A tinham o seu marcapasso programado após a cirurgia para o modo ventricular (VVI) e os pacientes da condição B para o modo atrioventricular (DDD). Ao final desta fase os pacientes foram submetidos a avaliação clínica e funcional e o marcapasso foi reprogramado. 4.3.3 Fase II Esta fase teve um período de 90 dias após a reprogramação do marcapasso para o segundo modo de estimulação. Ao final desta fase os pacientes foram submetidos a nova avaliação clínica e funcional. 4.3.4 Término do estudo Ao final do estudo todos os pacientes tiveram seu marcapasso reprogramado para o modo atrioventricular, segundo padronizado em 4.4. 4.4 Programação do marcapasso Todos os geradores utilizados na substituição foram do tipo duplacâmara, dotados de telemetria para mudança não invasiva de parâmetros programáveis. Os modos de estimulação comparados no estudo foram o ventricular e o atrioventricular, identificados segundo o Código Internacional de Padronização dos Modos de Estimulação Cardíaca Artificial por VVI e DDD, respectivamente. Modo VVI: Permite estimular apenas ventrículos em freqüência de estimulação fixa pré-determinada, sem resposta de freqüência. Na presença de ritmo próprio do paciente com freqüência maior que a programada no gerador, o marcapasso reconhece o batimento e se inibe. A freqüência programada foi de 70bpm e como os pacientes tinham bloqueio atrioventricular de grau avançado não houve em nenhum momento o sincronismo AV. Modo DDD: Neste tipo, é mantido o sincronismo AV pela estimulação seqüencial dos átrios e dos ventrículos ou pela estimulação apenas ventricular porém sincronizada à onda “p” espontânea sentida pelo aparelho. A freqüência mínima de estimulação foi de 70bpm, sem resposta de freqüência, e a freqüência máxima foi calculada com base em 80% da freqüência máxima para a idade. O intervalo AV não foi individualizado e foi programado para 120ms após uma onda “p” espontânea e 180ms após uma onda “p” estimulada. A sensibilidade atrial foi programada em 0,5mV e a ventricular em 2,5mV Seleção de Pacientes Condição Basal VVI Avaliação Clínico-Funcional Procedimento cirúrgico Implante de cabo-eletrodo + gerador DDD Randomização Condição A VVI Condição B FASE I DDD 90 dias Avaliação Clínico - Funcional DDD FASE II 90 dias VVI Figura 1. Desenho do Estudo 4.5 Técnica operatória O procedimento cirúrgico foi realizado de maneira convencional, segundo a rotina dos dois Centros envolvidos53. No hospital Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto, o procedimento cirúrgico foi realizado no laboratório de hemodinâmica e no InCor, São Paulo, no centro cirúrgico. Em ambos, o procedimento foi realizado sob anestesia local e sedação. A técnica cirúrgica foi semelhante nos dois Centros com a incisão realizada no mesmo local da cirurgia anterior. Após a disseçcão por planos, o gerador e o cabo-eletrodo foram isolados. O gerador foi desconectado e o cabo-eletrodo submetido aos testes de avaliação de rotina. Após a confirmação das condições favoráveis do eletrodo ventricular, com limiares crônicos de estimulação menores que 3,0V, sensibilidade acima de 4,0mV e impedância de 400 a 1300 ohms, um novo cabo-eletrodo foi introduzido (por punção de veia subclávia ou jugular) e fixado no átrio direito. O cabo-eletrodo utilizado, sempre de fixação ativa, foi posicionado na aurícula ou na região mais favorável do átrio direito, de acordo com os melhores limiares de estimulação e de sensibilidade obtidos. Os limiares agudos de estimulação atrial considerados satisfatórios foram abaixo de 1,5V, sensibilidade acima de 1,0mV e impedância de 300 a 1300ohm. As medidas foram realizadas nas situações unipolares e bipolares, quando os eletrodos tinham as duas configurações. A seguir, ambos os cabos foram conectados ao gerador de pulsos e a porção excedente dos caboeletrodos foi posicionada atrás do gerador, e o mesmo acondicionado e fixado na loja em uma posição confortável sem tensão na pele. A incisão foi fechada por planos com sutura contínua no subcutâneo e intradérmica também contínua, ambas com fios absorvíveis. Diferentes modelos de geradores e cabo-eletrodos foram utilizados, conforme Anexos C e D. Quando se tratava de eletrodo ventricular com conector de diâmetro diferente do gerador, era utilizado um redutor adaptador para 3,2 mm. A antibioticoterapia profilática foi feita com dose única de cefazolina (2.0 g) administrada por via intravenosa antes do início do procedimento. 4.6 Padronização das avaliações As avaliações clínicas, a aplicação do questionário de qualidade de vida, o ecocardiograma e o teste de caminhada de seis minutos foram realizados no início do estudo (basal), no final da fase I e no final da fase II. Os responsáveis pelas avaliações não eram informados do modo de estimulação programado para o paciente. 4.6.1 Avaliação clínica Os pacientes foram examinados pelo mesmo avaliador em cada instituição e a condição clínica foi estabelecida pela classificação da NYHA. 4.6.2 Avaliação e reprogramação do marcapasso A avaliação e reprogramação do marcapasso foi realizada na condição basal e ao final das fases I e II, por profissional diferente dos que realizavam as avaliações funcionais, por conhecerem a programação estabelecida pela randomização. Para a confirmação do funcionamento normal do marcapasso, foi feita a avaliação de rotina: analisadas a sensibilidade da onda “p”, o limiar de estimulação atrial, a sensibilidade e o limiar de estimulação ventricular e a impedância dos eletrodos. 4.6.3 Qualidade de vida O instrumento genérico de avaliação de qualidade de vida utilizado neste estudo foi o protocolo Medical Outcomes Study SF-36 Health Survey, que é um questionário multidimensional de fácil administração e compreensão e avalia tanto os aspectos positivos quanto os negativos da saúde e bem estar. Foi desenvolvido nos Estados Unidos e validado para pacientes brasileiros. É uma das medidas internacionais mais usadas em medicina54,55,56. As respostas do questionário foram avaliadas num banco de dados (software específico) que mensurou as dimensões de qualidade de vida numa escala (Raw Scale) que varia de 0 (pior estado de saúde) a 100 (melhor estado de saúde). As perguntas foram realizadas em uma entrevista individual com o paciente, de forma simples e clara, para que as respostas não sofressem nenhum tipo de indução mesmo que involuntária. 4.6.4 Ecocardiograma transtorácico Foram realizados ecocardiogramas transtorácicos em repouso, segundo normatização das técnicas de exames ecocardiográficos do Departamento de Ecocardiografia da SBC, em todos os pacientes nas mesmas ocasiões das avaliações clínicas. Foi solicitada ao ecocardiografista a exclusão da monitorização do eletrocardiograma durante o exame para não possibilitar a identificação do modo de programação. Os exames foram Bidimensionais com Doppler e mapeamento de fluxo em cores usando um equipamento da marca PHYLIPS SONUS (InCor) e marca Esaote, modelo Caris (H. Beneficência Portuguesa/RP). Foram obtidas imagens em cortes convencionais para obtenção dos diâmetros diastólico e sistólico final do ventrículo esquerdo, tamanho do átrio esquerdo e cálculo da fração de ejeção com utilização do método de Teicholz57,58,59. 4.6.5 Teste de caminhada de seis minutos O teste de caminhada de seis minutos foi utilizado para a avaliação funcional dos pacientes e a distância caminhada foi o marcador da condição clínica. Este teste tem sido utilizado em outros estudos como forma de avaliação, em pacientes chagásicos e não chagásicos60,61,62 Foi utilizada a padronização do INCOR nas duas instituições e um fisioterapeuta foi previamente treinado para que o teste fosse reproduzido fielmente em Ribeirão Preto. Foi utilizado um corredor medindo 30m de comprimento e 2m de largura, bastante arejado com boa luminosidade, localizado no Setor de Cardiologia do hospital, onde foram feitas marcas a cada metro no chão com fita adesiva. Foram medidas a freqüência cardíaca antes do início e no final do teste e a distância que o paciente percorreu em 6 minutos de caminhada. A velocidade foi controlada pela escala de Borg, que visa avaliar o índice de esforço perceptível do paciente durante o teste. O avaliador se posicionava na metade do corredor, sempre questionando a sintomatologia do paciente e também anotando o horário que se realizava o teste. 4.7 Análise Estatística A análise estatística dos efeitos da mudança do modo de estimulação foi realizada na condição basal, modo VVI e modo DDD. Foi realizada também a análise em separado para cada condição de seqüência de programação (A e B), de fração de ejeção (acima e abaixo ou igual 40%) e tempo de uso do marcapasso (maior e menor ou igual 10 anos). A variável classe funcional (CF), foi apresentada em tabela contendo freqüências absolutas (n) e relativas (%) e analisadas pelo teste qui-quadrado. As variáveis quantitativas foram apresentadas em tabelas contendo médias e desvio padrão e comparadas com a análise de variância para medidas repetidas. Quando significantes, realizou-se teste complementar de contraste para discriminar as diferenças.63,64,65. Os valores de p<0.05 foram considerados significantes. 5. RESULTADOS 5.1 Procedimento cirúrgico Os procedimentos cirúrgicos de troca dos geradores de pulsos, com mudança do tipo de estimulação, foram realizados com sucesso em todos os pacientes incluídos no estudo. Não houve óbitos no período estudado. Além da troca do gerador e do implante do eletrodo atrial, foi feita a ampliação da bolsa do gerador. Um dos pacientes teve também o eletrodo ventricular substituído por não estar em boas condições. Em seis pacientes foi utilizado adaptador para a redução da medida do cabo-eletrodo de 5 para 3,2 mm. A via de acesso para a introdução do eletrodo atrial foi a punção da veia subclávia em 25 pacientes (92,5%) da veia jugular interna em dois (7.5%) (Anexo E). Nos eletrodos ventriculares, na situação unipolar, a impedância variou de 380 a 950 Ohms com média de 609,5 Ohms; a sensibilidade para a onda R foi de 5,3 a 16,6 mV com média de 9,3 mV e o limiar de estimulação ventricular foi de 0,2 a 3,6 V com média de 1,3 V. Na situação bipolar, a impedância foi de 440 a 910 Ohms com média de 647,9 Ohms; a sensibilidade para a onda R foi de 5,8 a 20 mV com média 10,6 mV e o limiar de estimulação foi de 0,7 a 1,5 V com média de 1,1 V. Em nove casos não foi possível a verificação das medidas na situação bipolar pois os eletrodos eram de configuração unipolar. Para os eletrodos atriais, na situação unipolar, a medida da impedância variou de 300 a 930 Omhs com média de 497,7 Ohms; a sensibilidade para a onda “p” de 1.0 a 7,3 mV com média de 2,4 mV e o limiar de estimulação atrial de 0,4 a 2,0 V com média de 1,0 V. Na situação bipolar, a medida da impedância foi de 310 a 930 Ohms com média de 576,3 Ohms; a sensibilidade para onda”p”, de 1,1 a 6,4 mV com média 3,2 mV e o limiar de estimulação, de 0,5 a 2,0 V com média 1,1 V. Apenas em um paciente (caso 3) as medidas não foram realizadas na situação bipolar (Anexo F). As complicações observadas foram: - Deslocamento do eletrodo atrial............ 1 caso (3.7%) - Taquicardia atrial ...................................1 caso (3.7%) - Flütter atrial............................................ 1 caso (3.7%) - Hematoma de bolsa do gerador.............1 caso (3.7%) O deslocamento do eletrodo foi corrigido cirurgicamente com o reposicionamento no terceiro mês após o implante e o paciente reiniciou o protocolo do estudo. A taquicardia atrial ocorreu no ato operatório e o flütter atrial duas semanas após. Ambas as arritmias foram tratadas por estimulação atrial rápida. O hematoma de loja ocorreu no pós-operatório imediato (24 horas) e foi causado pelo uso de heparina subcutânea profilática. Foi tratado apenas com suspensão da heparina e acompanhamento clínico. 5.2 Avaliação clínica Na avaliação basal, 14 pacientes apresentavam-se em classe funcional I, 11 em classe II e dois em classe III. Os dois de CF III referiram uso irregular dos medicamentos prescritos, e retornaram a CF II após a regularização da medicação, permanecendo até o final do estudo. Não houve diferença no número de pacientes agrupados por classe funcional nas condições de avaliação Pré (basal), VVI e DDD (P=0,334). Nos dois modos havia 16 pacientes em CF I e 11 em CF II. Os pacientes de classe funcional III, por serem apenas dois, no período basal, foram analisados juntamente com os de classe funcional II (Figura 2 e Anexo G). 100% Distribuição por CF 90% P=0,334 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Pré(basal) VVI I DDD II / III DDD: condição do paciente após 90 dias de estimulação atrioventricular; P: nível descritivo do teste quiquadrado; PRÉ: condição do paciente em estimulação ventricular exclusiva na seleção do estudo; VVI: condição do paciente após 90 dias de estimulação unicameral ventricular Figura 2. Distribuição dos pacientes com cardiopatia chagásica e bloqueio atrioventricular nas condições de avaliação Pré(basal), VVI e DDD, agrupados por classe funcional (NYHA) I e II/III As medidas de Pressão Arterial Sistólica (PAS) e Diastólica (PAD) não mostraram diferença estatística em suas médias entre as diferentes condições de avaliação: Pré (basal), VVI e DDD (Anexo H). Não foi necessária intervenção medicamentosa para tratamento de ICC no período do estudo. Apenas em 4 pacientes foi necessário otimização do tratamento da hipertensão arterial com suspensão do diurético em dois pacientes e a suspensão e introdução de uma medicação do grupo de inibidores da enzima de conversão da Angiotensina ; dois pacientes foram medicados com antiarrítmicos. Os pacientes que não faziam uso de medicação na condição basal continuaram sem medicação (Anexo I). 5.3 Achados ecocardiográficos A medida de fração de ejeção (TEICHOLZ) realizada no início do estudo (basal), variou de 26 a 77% com média de 50,74%; ao final do modo VVI variou de 30 a 71% com uma média de 52.52%, enquanto que ao final do modo DDD variou de 22 a 74% com uma média de 51,78%, não apresentando, portanto, diferença entre as médias (Figura 3). A medida do DDFVE não mostrou diferença entre as médias nas diferentes fases: 51,78mm (basal), 53,04 mm (VVI) e 52,37mm (DDD) (P=0,095). O tamanho do átrio esquerdo não se modificou na comparação das médias nas diferentes fases: 37,56mm (basal), 38,63mm (VVI) e 38,48mm (DDD) (P = 0.290) (Figura 4). As medidas individualizadas são apresentadas na tabela 1. 100 Fração de Ejeção (%) 90 80 70 60 50 40 30 50,74 20 52,52 51,78 VVI DDD 10 0 Pré (basal) Condição de Avaliação (P=0,216) Valores representados em média e desvio-padrão; DDD: condição do paciente após 90 dias de estimulação atrioventricular; P: nível descritivo do teste de variância para medidas repetidas; PRÉ: condição do paciente em estimulação ventricular exclusiva na seleção do estudo; VVI: condição do paciente após 90 dias de estimulação ventricular Figura 3. Avaliação ecocardiográfica transtorácica, nas condições Pré(basal), VVI e DDD, da fração de ejeção dos pacientes com cardiopatia chagásica com bloqueio atrioventricular 100 90 DDFVE (P=0,095) AE (P=0,290) 80 70 mm 60 50 51,78 52,37 53,04 37,56 38,63 38,48 40 30 20 10 0 Pré (basal) VVI DDD Condições de avaliação Valores representados em média e desvio-padrão; DDD: condição do paciente após 90 dias de estimulação atrioventricular; P: nível descritivo do teste de variância para medidas repetidas; PRÉ: condição do paciente em estimulação ventricular exclusiva na seleção do estudo; VVI: condição do paciente após 90 dias de estimulação unicameral ventricular Figura 4. Avaliação ecocardiográfica transtorácica, nas condições Pré(basal), VVI e DDD do diâmetro diastólico do ventrículo esquerdo e diâmetro do átrio esquerdo, dos pacientes com cardiopatia chagásica e bloqueio atrioventricular Tabela 1. Avaliação ecocardiográfica transtorácica da fração de ejeção, diâmetro diastólico final do ventrículo esquerdo e tamanho do átrio esquerdo nas condições basal, VVI e DDD FE (TEICHOLZ) DDFVE (mm) AE (mm) FE (TEICHOLZ) DDFVE (mm) AE (mm) Máximo AE (mm) Média Desvio Padrão Mínimo DDD DDFVE (mm) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 VVI FE (TEICHOLZ) Nº de Casos Pré(basal) 61 38 61 70 60 67 70 27 57 65 34 62 35 59 51 31 46 43 63 63 33 77 26 46 40 47 50,7 14,8 26,0 77,0 46 54 49 41 44 38 46 62 53 37 60 45 53 48 47 60 57 58 48 49 54 49 62 63 53 59 51,8 7,6 37,0 63,0 45 37 34 31 29 37 39 37 40 37 44 32 40 34 42 39 42 35 36 34 45 35 30 41 36 42 37,6 4,4 29,0 45,0 61 41 63 69 62 67 71 35 62 67 32 67 42 54 54 37 57 42 55 54 40 71 30 40 43 54 52,5 12,8 30,0 71,0 45 51 52 42 45 38 47 58 53 43 59 43 53 50 50 64 61 55 52 50 63 50 64 65 58 57 53,0 7,7 38,0 65,0 45 35 34 31 27 37 36 37 38 43 47 33 38 34 40 38 43 34 36 34 52 38 41 43 46 41 38,6 5,4 27,0 52,0 61 40 60 68 60 67 72 35 69 64 28 69 57 54 53 40 56 44 54 58 26 74 22 35 37 53 51,8 14,9 22,0 74,0 46 51 50 45 47 39 44 58 54 41 60 42 53 50 42 62 60 56 50 49 61 47 62 61 59 58 52,4 7,8 39,0 67,0 45 34 35 37 27 35 37 34 38 40 48 32 36 38 40 41 40 40 36 34 48 34 36 48 44 40 38,5 5,1 27,0 48,0 AE: átrio esquerdo; DDD: condição do paciente após 90 dias de estimulação atrioventricular; DFVE: diâmetro diastólico final do ventrículo esquerdo; FE: fração de ejeção; PRÉ: condição do paciente em estimulação ventricular exclusiva na seleção do estudo; VVI: condição do paciente após 90 dias de estimulação ventricular Foram comparados os dados ecocardiográficos (fração de ejeção, diâmetro diastólico final de ventrículo esquerdo e diâmetro do átrio esquerdo) obtidos separadamente nas situações A e B, com fração de ejeção do VE acima e abaixo ou igual 40% e do tempo de uso de marcapasso maior e menor ou igual 10 anos. Não houve diferença entre os modos de estimulação em nenhuma das situações (Anexos J, K, L). 5.4 Teste de caminhada de seis minutos A distância percorrida durante os seis minutos do teste pelos pacientes durante a condição basal foi de 210 a 525m e média de 407,5m, de estimulação ventricular (VVI) foi de 230 a 625m e média de 463,4m, e a de estimulação atrioventricular (DDD) foi de 375 a 650m e média de 462,6m. Não houve diferença significativa entre a média de caminhada percorrida nos dois modos (P=0,945) porém a distância percorrida em ambos foi significantemente superior à condição basal (P=0,0006) (Figura 5 e Tabela 2). Quando se comparou o efeito da tendência ao primeiro modo de programação manteve-se o mesmo perfil de semelhança entre os dois modos de estimulação com melhora da distância percorrida apenas em relação à condição basal. O resultado foi semelhante na comparação de pacientes com fração de ejeção acima e abaixo ou igual 40% e do tempo de uso de marcapasso maior e menor ou igual 10 anos (Anexo M). Teste de 6 minutos Distância percorrida (m) 700 600 P =0,0006 *Basal x VVI (P =0,0005); *Basal x DDD (P =0,0002); VVI x DDD (P =0,945) * * 407,52 463,44 462,59 Pré (basal) VVI DDD 500 400 300 200 100 0 Condição de Avaliação Valores da distância percorrida em metros, representados em média e desvio-padrão; DDD: condição do paciente após 90 dias de estimulação atrioventricular; P: nível descritivo do teste de variância para medidas repetidas e teste complementar de contraste (*); PRÉ: condição do paciente em estimulação ventricular exclusiva na seleção do estudo; VVI: condição do paciente após 90 dias de estimulação ventricular Figura 5. Avaliação da distância percorrida no teste de caminhada de seis minutos, nas condições Pré(basal), VVI e DDD dos pacientes com cardiopatia chagásica e bloqueio atrioventricular A média da freqüência cardíaca inicial do teste não mostrou diferença estatística entre os dois modos de estimulação, porém a média da freqüência na condição basal foi significativamente menor que nas fases VVI e DDD. (Figura 6) Tabela 2. Dados referentes ao teste de caminhada de seis minutos nas condições basal, VVI e DDD 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 56 62 69 72 56 72 70 68 62 74 68 74 70 72 68 60 60 70 70 60 60 60 64 74 68 72 68 78 76 64 76 72 72 68 80 68 78 74 76 68 64 68 88 76 68 68 64 76 80 80 360 350 280 420 435 420 435 210 378 225 435 420 415 300 300 375 450 500 450 450 450 525 500 450 450 70 60 64 70 64 70 70 64 70 70 70 80 64 70 76 70 70 70 70 70 70 70 70 70 76 76 64 69 77 68 72 72 70 72 75 70 85 70 76 76 84 76 84 76 76 80 76 80 76 84 450 460 495 430 450 372 490 230 450 420 465 450 440 450 400 375 450 625 550 450 450 500 600 350 576 76 60 84 68 65 72 70 68 74 72 67 82 69 70 70 70 70 70 70 70 70 70 70 70 70 96 68 92 80 72 76 76 74 78 76 70 86 73 80 76 80 76 80 76 80 78 80 76 80 80 Distância (Metros) FC (Final) FC (Inicial) DDD Distância (Metros) FC (Final) FC (Inicial) VVI Distância (Metros) FC (Final) FC (Inicial) Nº de Casos Pré(basal) 400 435 435 480 465 420 460 420 470 420 460 465 480 400 375 375 400 650 450 475 400 550 550 500 550 26 27 Média Desvio Padrão Mínimo Máximo 72 60 66,3 5,8 56,0 74,0 84 68 73,1 6,3 64,0 88,0 500 520 407,5 84,3 210,0 525,0 72 60 69,3 4,4 60,0 80,0 78 67 75,1 5,5 64,0 85,0 615 520 463,4 84,7 230,0 625,0 74 64 70,6 4,8 60,0 84,0 76 66 77,8 6,3 66,0 96,0 540 465 462,6 63,4 375,0 650,0 DDD: condição do paciente após 90 dias de estimulação atrioventricular; ; FC: freqüência cardíaca; PRÉ: condição do paciente em estimulação ventricular exclusiva na seleção do estudo; VVI:condição do paciente após 90 dias de estimulação ventricular 80 * Teste de 6 minutos FC inicial 75 70 66,33 * 69,26 70,56 65 60 55 50 45 40 P =0 ,0 0 8 7 *B a s a l x V V I ( P =0 ,0 16 ) ; *B a s a l x D D D ( P =0 ,0 0 1) ; V V I x D D D ( P =0 ,16 0 ) Pré (basal) VVI DDD Condição de Avaliação Valores da freqüência cardíaca inicial em pulsos por minuto, representados em média e desvio-padrão; DDD: condição do paciente após 90 dias de estimulação atrioventricular; P: nível descritivo do teste de variância para medidas repetidas e teste complementar de contraste (*); PRÉ: condição do paciente em estimulação ventricular exclusiva na seleção do estudo; VVI: condição do paciente após 90 dias de estimulação ventricular Figura 6. Avaliação da freqüência cardíaca inicial no teste de caminhada de seis minutos, nas condições Pré(basal), VVI e DDD, dos pacientes com cardiopatia chagásica e bloqueio atrioventricular A freqüência cardíaca final no modo DDD não mostrou um aumento importante, porém a média foi maior em relação a condição basal e ao modo VVI (Figura 7). Teste de 6 minutos FC final 100 # * 90 80 70 60 50 40 P =0 ,0 13 B a s a l x V V I ( P =0 ,12 0 ) ; *B a s a l x D D D ( P =0 ,0 0 3 ) ; *V V Ix D D D ( P =0 ,0 3 5 ) Pré (basal) VVI DDD Condição de Avaliação Valores da freqüência cardíaca final em pulsos por minuto, representados em média e desvio-padrão; DDD: condição do paciente após 90 dias de estimulação atrioventricular; P: nível descritivo do teste de variância para medidas repetidas e teste complementar de contraste (*); PRÉ: condição do paciente em estimulação ventricular exclusiva na seleção do estudo; VVI: condição do paciente após 90 dias de estimulação ventricular Figura 7. Avaliação da freqüência cardíaca final no teste de caminhada de seis minutos, nas condições Pré(basal), VVI e DDD, dos pacientes com cardiopatia chagásica e bloqueio atrioventricular 5.5 Qualidade de vida A qualidade de vida avaliada pela capacidade funcional, pelo estado geral e pela vitalidade não mostrou diferença significativa na média dessas dimensões em nenhuma condição do estudo (Figura 8, Tabela 3). A capacidade funcional média foi de 68,0 (35 a 95) na condição basal, 71,3 (20 a 100) no modo VVI e 69,3 (30 a 95) no modo DDD, O estado geral teve média de 73,9 na condição basal (35 a 97), 68,1 (10 a 97) em VVI e 69,4 (17 a 97) em DDD. A vitalidade teve média de 63,5 (20 a 100) na condição basal, 64,8 (0 a 100) em VVI e 67,6 (0 a 100) em DDD. 100,0 90,0 80,0 70,0 SF 36 60,0 71,3 73,9 68,0 63,5 69,4 69,3 67,6 68,1 64,8 50,0 40,0 Capacidade funcional (P = 0,489) 30,0 Estado geral (P = 0,546) 20,0 Vitalidade (P = 0,593) 10,0 0,0 Pré (basal) VVI DDD Condição de avaliação Total de pontos (SF36) da avaliação da capacidade funcional, do estado geral e da vitalidade 1representados em média e desvio-padrão; DDD: condição do paciente após 90 dias de estimulação atrioventricular; P: nível descritivo do teste de variância para medidas repetidas; Pré (basal) condição do paciente em estimulação ventricular exclusiva na seleção do estudo; VVI: condição do paciente após 90 dias de estimulação ventricular Figura 8. Qualidade de vida, avazliada pela capacidade funcional, estado geral e vitalidade nas condições Pré(basal), VVI e DDD, dos pacientes com cardiopatia chagásica e bloqueio atrioventricular Não houve efeito de tendência ao primeiro modo de estimulação programado, observado pela análise separada das situações A e B (Anexo N). Os resultados foram semelhantes na análise dos pacientes com fração de ejeção acima e abaixo ou igual 40% e com tempo de uso de marcapasso maior ou menor ou igual 10 anos (Anexos O e P). Tabela 3. Avaliação das dimensões de qualidade de vida (Raw Scale) segundo o protocolo SF-36 Estado Geral Vitalidade Capacidade Funcional Estado Geral Vitalidade Capacidade Funcional Estado Geral Vitalidade DDD Capacidade Funcional VVI Nº de Casos Pré (Basal) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 65 45 50 60 75 90 90 55 95 75 35 95 80 45 50 50 60 95 70 60 95 75 40 55 60 95 75 68,0 19,1 35,0 95,0 42 87 57 80 82 77 57 82 87 97 35 82 72 47 72 87 67 80 97 60 97 57 75 92 52 82 92 73,9 17,5 35,0 97,0 55 45 100 85 60 70 75 50 85 95 50 60 60 35 50 80 45 80 65 25 75 55 20 70 55 70 100 63,5 20,7 20,0 100,0 65 55 65 55 75 95 90 20 90 90 85 90 75 75 65 55 50 100 75 85 55 70 60 60 75 95 55 71,3 18,2 20,0 100,0 42 67 27 82 42 77 62 10 82 72 87 60 62 95 67 72 72 77 97 82 92 72 25 87 77 80 72 68,1 21,8 10,0 97,0 55 35 55 90 65 95 75 0 95 100 100 60 60 80 60 90 40 80 60 30 80 80 30 65 60 70 40 64,8 24,6 0,0 100,0 60 45 35 80 45 95 90 30 90 80 95 95 80 90 75 50 70 95 65 75 40 55 90 50 65 75 55 69,3 20,4 30,0 95,0 62 67 45 87 37 77 62 17 62 47 77 72 62 80 47 87 50 85 97 82 92 92 65 92 77 82 72 69,4 19,4 17,0 97,0 55 55 55 95 15 95 85 0 90 95 100 55 60 80 55 90 40 80 60 45 100 70 60 95 60 85 50 67,6 25,5 0,0 100,0 Média Desvio Padrão Mínimo Máximo DDD: condição do paciente após 90 dias de estimulação atrioventricular; ; FC: freqüência cardíaca; PRÉ: condição do paciente em estimulação ventricular exclusiva na seleção do estudo; SF36: Short Form (questionário de qualidade de vida de 36 perguntas); VVI:condição do paciente após 90 dias de estimulação ventricular 6. DISCUSSÃO O presente estudo incluiu apenas pacientes com cardiopatia chagásica, característica diferencial e única dentre os ensaios que comparam os efeitos dos diversos modos de estimulação cardíaca artificial66,67,68,69,70,71,72,73. Ensaios controlados com casuística reduzida como a de nosso estudo, não permitem heterogeneidade da cardiopatia de base. Aliás, a cardiopatia chagásica apresenta características clinicas e eletrofisiológicas tão próprias que, ao delinearmos esse estudo, nos preocupamos com os aspectos funcionais dos acometimentos do sistema de condução dos pacientes incluídos. Isto porque a doença de Chagas provoca denervação cardíaca intrínseca, na maioria das vezes imprevisível74,75,76. Vários estudos demonstraram que ocorre redução da atividade simpática, sendo que recentemente esses achados foram corroborados por Guzzetti e col77, analisando a variabilidade da freqüência cardíaca em pacientes com cardiopatia chagásica sem insuficiência cardíaca. A conseqüência clínico-funcional mais expressiva desse comportamento é a insuficiência cronotrópica, manifestação do predomínio parassimpático sobre o nódulo sino-atrial. Considerando o desenho de nosso estudo que sinteticamente comparou modos de estimulação sem biosensor, ventricular isolado (VVI,C) e atrioventricular (DDD,C), nosso delineamento inicial incluía uma passagem com ativação de sensor para variação de freqüência. Entretanto, declinamos dessa opção em função da complexidade exigida para uniformização de programação ótima de cada dispositivo, que ainda assim seria criticável porque não dispomos de diretrizes que tornem esses resultados superponíveis (sensores com concepções tecnológicas muito diferentes). Ademais, nossas observações prévias ao estudo, sugeriam que chagásicos com bloqueio atrioventicular total e marcapasso definitivo apresentavam comprometimento da função sinusal (insuficiência cronotrópica). De fato, a análise da freqüência de estimulação dos nossos pacientes, sob programação DDD,C, comprovou essa tendência ao revelar discreta variação cronotrópica no teste de caminhada de seis minutos. Nesse modelo, depreende-se concretamente que achados comparativos entre as programações VVI isolada e DDD são conseqüências da contribuição do sincronismo atrioventricular recuperado. As evidencias cientificas invariavelmente fundamentam essas vantagens na melhora da capacidade física ao teste máximo de exercício. Sabe-se, entretanto, que a maioria dos pacientes não realizam exercícios tão intensos durante sua atividade diária. Ademais essas correlações estão mal definidas entre os pacientes com cardiopatia chagásica, sobretudo na presença de marcapasso, e por isso optamos por valorizar a avaliação da qualidade de vida (QV). Esta sim, em primeira instância, pode estar de tal forma mascarada que pacientes considerados assintomáticos podem ser pontuados com baixo escore (rebaixado grau de QV). Desta forma, para pacientes com cardiopatia chagásica, BAVT e marcapasso ventricular, característica de nossa casuística, o comportamento da QV obtido por comparação de avaliações realizadas em intervalos inferiores a 6 meses parece ter sido muito apropriado porque não observamos influência do curso natural, em geral desfavorável, da doença de Chagas. Existe muita polêmica a respeito do tema central deste estudo78. Alguns autores entendem que o procedimento de mudança do modo de estimulação não deve ser efetuado rotineiramente na troca eletiva do gerador porque, em geral, envolve pacientes idosos e com estilo de vida sedentário. Em editorial do European Heart Journal, Daubert e Leclercq revisaram esse tema e deixaram as conclusões em aberto79. Outros autores entendem que se deva aproveitar a oportunidade para realizar profilaxia de taquiarritmias supraventriculares, introduzindo um caboeletrodo atrial (“upgrade” para DDD). Este procedimento foi proposto pela primeira vez em 1992, por Sulke e col, através de um estudo randomizado incluindo 16 pacientes assintomáticos, com marcapasso VVI implantado há mais de três anos por doença do nó sinusal e bloqueio atrioventricular. O modo DDD promoveu melhora da capacidade física e de bem estar (avaliação subjetiva), mas não foi diferente do ponto de vista ecocardiográfico80. Hildick-Smith et al., em 1998, avaliando retrospectivamente 44 casos de “upgrade” de MP ventricular observaram que apenas os sintomáticos (maioria dos incluídos) se beneficiaram, mas a taxa de complicações de 45% foi considerada muito elevada81. Gribbin e col, em avaliação de sua experiência, observaram também taxa exagerada (36%)82, e por isso concluíram que a mudança do modo de estimulação na troca eletiva do gerador deveria ser realizada apenas por motivos bem definidos. Outras complicações relacionadas ao manuseio dos cabos-eletrodos têm sido descritas na literatura, porém com menor freqüência83,84,85,86,87. No presente estudo, as complicações foram muito menos expressivas, talvez porque, diferentemente dos estudos retrospectivos, o estudo prospectivo permite a escolha de examinadores pré-selecionados e a possibilidade de melhores resultados . Nessa discussão, entre as duas opões terapêuticas, é preciso considerar que os tipos de procedimentos cirúrgicos envolvidos diferem muito em relação ao grau de complexidade. Uma simples troca de gerador é um procedimento em geral rápido e bem sucedido. Por outro lado, o implante de cabo-eletrodo atrial, além de ser um ato cirúrgico mais complexo, pode não ter sucesso, devido a obstrução da veia subclávia, freqüente em pacientes com marcapasso transvenoso83,87. Evidentemente, as complicações relativas à abordagem da bolsa do gerador são comuns aos dois procedimentos, sendo que as mais freqüentes são hematoma e infecção. De fato, em nosso estudo, dentre as quatro complicações cirúrgicas observadas, três se relacionaram à mudança do modo de estimulação. Tanto o deslocamento do caboeletrodo atrial como a ocorrência de taquiarritmias atriais conduzidas pelo marcapasso são exclusivamente inerentes ao sistema de estimulação atrioventricular. A outra complicação, hematoma de bolsa do gerador, foi decorrência da anticoagulação realizada no paciente. Recentemente, Hoijer e col publicaram os achados de 19 pacientes submetidos a mudança do modo VVI para atrioventricular, após randomização e mostraram maior preferência dos pacientes pelo tipo DDDR, assim como melhor qualidade de vida e função cardíaca 88 . A nosso ver, entretanto, esse estudo incluiu inadequadamente pacientes com síndrome de marcapasso, o que significa um viés de seleção que compromete os achados de qualquer avaliação comparativa de modos de estimulação. Esse efeito pôde ser observado no estudo MOST em que a qualidade de vida melhorou após implante de MP, com discreta vantagem para a estimulação atrioventricular. Entretanto a avaliação realizada com exclusão do grupo que realizou “crossover”, por intolerância ao modo VVI, não revelou diferença entre as duas situações89. Nossos pacientes eram adaptados ao modo de estimulação ventricular, o que isenta o estudo dessas críticas. O presente estudo aborda casuística e estratégia metodológica muito peculiares por tratar de pacientes portadores de cardiopatia chagásica com BAV , adaptados à estimulação crônica ventricular, que nunca foram antes estudados, e portanto sem evidências cientificas para comparações comportamentais. Evidentemente, o fato de termos submetido pacientes pouco sintomáticos à avaliação clínica evolutiva permitiu avaliar as conseqüências clínicas das possíveis co- morbidades provocadas pelos procedimentos intervencionais. De fato, pelas poucas complicações, não houve nenhuma diferença de classes funcionais (NYHA), o que foi corroborado pelo comportamento das medidas ecocardiográficas, também praticamente inalteradas. Com relação ao teste de caminhada de seis minutos, apesar de não ter havido diferença estatística entre a distância percorrida nos dois modos de estimulação, ficou claro que existe um efeito de treino pelo aprendizado do teste pelo paciente, pois nos dois modos a distância percorrida foi significativamente maior comparada à condição basal. A média da freqüência cardíaca inicial na condição basal foi significativamente menor comparada aos modos VVI e DDD pela falência do gerador de pulsos, principal motivo para a indicação eletiva da troca. A freqüência cardíaca final foi maior na condição DDD, porém não suficiente para repercutir clinicamente, provavelmente por se tratar de atividade física sem grande esforço e também pela própria cardiopatia de base. Por outro lado, com relação à avaliação da qualidade de vida pelo questionário SF 36, a escolha dirigida das dimensões capacidade funcional, estado geral e a vitalidade, certamente propiciou achados confiáveis porque estabelecem as correlações mais consistentes com pacientes com boa evolução clínica. Não foi descrito até o momento o valor desses achados para pacientes com cardiopatia chagásica e marcapasso, entretanto, futuras evidências poderão sustentar avaliações comparativas. Martinelli et al., em 2001, apresentaram os resultados preliminares do Marcapasso Fisiológico), em ESBRAMAF que (Estudo Brasileiro de avaliaram os benefícios da estimulação cardíaca artificial e compararam o comportamento clínicofuncional dos modos de estimulação ventricular e atrioventricular e concluíram que, em seguimento a curto prazo, não houve diferença entre os modos51. Em 2003, Newman et al., em um sub-estudo do CTOPP, com o mesmo protocolo para qualidade de vida, também obtiveram resultados semelhantes aos nossos90. As sub-análises comparativas das condições que poderiam influenciar os resultados, situação A e B, FE (≤ e > 40) e tempo de uso de marcapasso (≤ ou > 10 anos), corroboraram os resultados clínicofuncionais (semelhança estatística) e deram mais consistência às nossas observações iniciais. Portanto, o presente estudo demonstrou que, quando se trata de pacientes com cardiopatia chagásica, bloqueio atrioventricular e marcapasso VVI , evoluindo clinicamente bem e sem intolerância ao modo ventricular, o implante de cabo-eletrodo atrial adicional, além de não ser isento de riscos, não proporcionou mudanças clínico-funcionais que justifiquem seu emprego rotineiro. Torna-se importante ressaltar, finalmente, que a mudança de modo de estimulação, ventricular para atrioventricular, tem indicação absoluta quando houver intolerância ao primeiro, o que não foi objeto do presente trabalho. Estudos em andamento como o STOP-AF (Systematic Trial of Pacing to Prevent AF), o ADEPT (Advanced Elements of Pacing Trial), o UKPACE (UKPACE Trial) e o DANPACE (Danish Pacemaker Trial) podem trazer novos subsídios a essa questão. 7. CONCLUSÕES A análise comparativa da estimulação ventricular com a atrioventricular na troca eletiva do gerador de pulsos em 27 pacientes com cardiopatia chagásica e bloqueio atrioventricular, demonstrou que: 1) Não houve diferença de comportamento clínico, avaliado pela qualidade de vida e classe funcional; 2) Não houve diferença de comportamento funcional, avaliado pela ecocardiografia transtorácica e pelo teste de caminhada de seis minutos; 3) Houve complicações relacionadas à mudança do modo de estimulação. 8. ANEXOS Anexo A. Dados Pessoais dos pacientes, local de atendimento e randomização Nº de Casos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 ID. Paciente FIG CMS CMR IDAM AOM IAS MMPV ABS GSP MLBS URM EAS EBS MLXS LSC MLA AJOE ESD VJS MSL MRXJ LCP JBM SLR LGS JOJF AFA Idade (anos) 56 69 51 75 52 72 60 67 61 74 43 53 66 50 79 54 50 46 29 33 41 46 67 53 62 43 59 Sexo Cor Hospital M F M F F F F M M F M F F F F M F M M F F M M F F M M Branca Branca Parda Branca Branca Branca Branca Branca Preta Branca Preta Branca Branca Preta Branca Preta Parda Preta Parda Parda Parda Preta Branca Branca Branca Preta Preta BP/RP BP/RP BP/RP BP/RP BP/RP BP/RP BP/RP BP/RP BP/RP BP/RP BP/RP BP/RP BP/RP INCOR/SP INCOR/SP INCOR/SP INCOR/SP INCOR/SP INCOR/SP INCOR/SP INCOR/SP INCOR/SP INCOR/SP INCOR/SP INCOR/SP BP/RP BP/RP Randomiza ção B A B A A A B A B B A B A B B A B A B B B A B A B A A A: situação A (VVI-DDD); B: Situação B (DDD-VVI); BP/RP: Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto; F:: sexo feminino; ID: identificação do paciente; INCOR/SP: Instituto do Coração da FMUSP; M: sexo masculino Anexo B. Tempo de uso de marcapasso, do gerador trocado e número de trocas efetuadas Nº de Casos Tempo de uso de marcapasso Nº de trocas Gerador trocado (meses de uso) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 12a 20a 14a4m 20a9m 13a 6a 6a2m 3a7m 5a8m 16a 3a11m 6a2m 12a8m 10a9m 7a7m 12a9m 16a5m 12a10m 8a5m 8a8m 5a10m 30a5m 6a7m 14a 7a10m 6a9m 20a5m 2 4 3 4 2 1 1 1 1 3 1 1 3 2 1 2 2 2 1 1 1 4 1 2 1 1 4 69 90 69 84 71 72 74 43 68 61 47 74 72 53 91 81 112 56 101 104 70 70 79 84 94 81 89 Tempo de uso de marcapasso: tempo total em que o paciente se encontrava sob estimulação cardíaca artificial; Nº de trocas: nº de trocas já realizadas pelo paciente; Gerador trocado: tempo de uso do gerador substituído Anexo C. Aparelhos utilizados Nº de Casos Gerador Retirado Gerador Implantado Analisador 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 Biotronik/Pikos Biotronik/Nanos Biotronik/Pikos Biotronik/Neos Biotronik/Pikos Biotronik/Pikos Biotronik/Pikos Teletronics/Tempo V Teletronics/Reflex Teletronics/Reflex Teletronics/Tempo V Biotronik/Dromos SR Teletronics/Reflex Teletronics/Meta III Biotronik/Pikos CPI/ Vigor SR Biotronik/Ergos 01 CPI/ Vigor SR Teletronics/Reflex Sorin/Orium Sorin/Minor 100 CPI/ Vigor SR Sorin/Minor 100 Pacesetter/2040 Teletronics/Reflex Biotronik/Dromos SR Biotronik/Pikos Pacesetter/Affinity DR Pacesetter/Affinity DR Pacesetter/Affinity DR Pacesetter/Affinity DR Pacesetter/Affinity DR Pacesetter/Affinity DR Pacesetter/Affinity DR Pacesetter/Affinity DR Pacesetter/Affinity DR Pacesetter/Affinity DR Pacesetter/Affinity DR Pacesetter/Affinity DR Pacesetter/Affinity DR Pacesetter/Integrity DR Biotronik/Philos DR CPI/Pulsar DR Pacesetter/Integrity DR Biotronik/Philos DR Pacesetter/Integrity DR Biotronik/Philos DR Biotronik/Philos DR Pacesetter/Affinity DR Biotronik/Philos DR Pacesetter/Integrity DR Biotronik/Philos DR Pacesetter/Affinity DR Pacesetter/Affinity DR Teletronics 2410 Teletronics 2410 Teletronics 2410 Teletronics 2410 Teletronics 2410 Teletronics 2410 Teletronics 2410 Teletronics 2410 Teletronics 2410 Teletronics 2410 Teletronics 2410 Teletronics 2410 Teletronics 2410 Pace Medical Biotronik ERA 20 CPI 4260 Biotronik ERA 300 Biotronik ERA 20 Biotronik ERA 300 Biotronik ERA 300 Biotronik ERA 20 Biotronik ERA 300 Biotronik ERA 300 Biotronik ERA 300 Biotronik ERA 20 Teletronics 2410 Teletronics 2410 Anexo D. Marcas e Modelos dos cabos-eletrodos atrial e ventricular utilizados Nº de Casos Eletrodo Ventricular Eletrodo Atrial 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 Medtronic 5025 Biotronik Medtronic 4011 Medtronic Medtronic 4011 Biotronik TIR Biotronik TIR Pacesetter 1346T Teletronics 033-444 Biotronik TIR Pacesetter 1388T Biotronik TIR Sorin S100 Telectronics Sorin S100 CPI 4260 Pacesetter 1488T Telectronics 033-284 Telectronics 033-301 Sorin/Orium Sorin S80 Telectronics 030-400 Sorin S80 CPI 4260 Telectronics 033-448 Biotronik TIR Medtronic Pacesetter Tendril DX 1488T Pacesetter Tendril DX 1488T Pacesetter Tendril DX 1488T Pacesetter Tendril DX 1488T Pacesetter Tendril DX 1488T Pacesetter Tendril DX 1488T Pacesetter Tendril DX 1488T Pacesetter Tendril DX 1488T Pacesetter Tendril DX 1488T Pacesetter Tendril DX 1488T Pacesetter Tendril DX 1488T Pacesetter Tendril DX 1488T Pacesetter Tendril DX 1488T Pacesetter Tendril DX 1488T Biotronik Elox 53 BP CPI 4244 Pacesetter Tendril DX 1488T Guidant 4245 Pacesetter Tendril DX 1488T Biotronik Elox 53 BP Biotronik Elox 53 BP Pacesetter Tendril DX 1488T Biotronik Elox 53 BP Pacesetter Tendril DX 1488T CPI 4473 Pacesetter Tendril DX 1488T Pacesetter Tendril DX 1488T Anexo E. Dados do procedimento cirúrgico: data e local, via de acesso endovenoso e procedimento adicional Nº de Casos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Data da Cirurgia 10/08/01 10/08/01 23/08/01 28/09/01 22/11/01 25/01/02 08/02/02 27/03/02 16/05/02 10 Hospital Via de Acesso BP/RP BP/RP BP/RP BP/RP BP/RP BP/RP BP/RP BP/RP BP/RP Punção V. Subclávia Punção V. Subclávia Punção V. Subclávia Punção V. Subclávia Punção V. Subclávia Punção V. Subclávia Punção V. Subclávia Punção V. Subclávia Punção V. Subclávia 29/10/02 BP/RP Punção V. Subclávia 11 12 13 06/09/02 27/11/02 11/07/03 BP/RP BP/RP BP/RP Punção V. Subclávia Punção V. Subclávia Punção V. Subclávia 14 13/09/02 INCOR/SP Punção V. Subclávia 15 16/09/02 INCOR/SP Punção V. Subclávia 16 26/09/02 INCOR/SP Punção V. Jugular Interna 17 25/10/02 INCOR/SP Punção V. Subclávia 18 03/10/02 INCOR/SP Punção V. Subclávia 19 07/11/02 INCOR/SP Punção V. Subclávia 20 21 22 23 24 25 26 27 02/12/02 11/02/03 28/02/03 19/03/03 22/05/03 11/08/03 29/08/03 09/09/03 INCOR/SP Punção V. Subclávia INCOR/SP Punção V. Subclávia INCOR/SP Punção V. Subclávia INCOR/SP Punção V. Subclávia INCOR/SP Punção V. Subclávia INCOR/SP Punção V. Jugular Interna BP/RP Punção V. Subclávia BP/RP Punção V. Subclávia Procedimento Adicional Ampliação da Bolsa do Gerador Ampliação da Bolsa do Gerador Ampliação da Bolsa do Gerador Implante de Eletrodo Ventricular Ampliação da Bolsa do Gerador Anexo F. Parâmetros de resistência, sensibilidade e limiares de estimulação ventricular e atrial analisados no ato cirúrgico Nº de casos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 Eletrodo Ventricular Limiar de Resistência Onda R Estimulação (Ohms) (mV) (V) Uni Bi Uni Bi Uni Bi 630 16,6 1,0 950 6,4 2,5 580 1,5 500 1,5 400 1,5 800 745 10,2 10,2 0,8 0,8 860 580 1,5 1,5 740 650 9,0 10,0 1,5 0,8 500 480 1,5 1,5 500 580 13,1 11,0 1,2 1,3 420 440 1,0 1,0 780 600 0,6 0,8 540 6,6 1,5 560 748 0,8 1,1 580 650 12,0 13,0 0,9 0,8 790 910 1,3 1,5 520 748 10,0 14,0 0,7 0,8 620 735 15,6 20,0 0,9 1,0 380 506 0,9 1,3 425 2,2 560 740 6,0 6,3 1,0 1,5 556 1,0 560 630 5,9 5,8 1,0 1,1 676 850 0,2 1,4 670 550 6,0 7,0 1,0 1,1 540 520 7,0 9,0 0,9 0,7 820 5,3 3,6 - Eletrodo Atrial Resistência (Ohms) Uni 480 440 510 300 930 560 500 490 400 480 520 525 350 426 500 610 532 530 516 440 330 560 820 418 350 520 400 Bi 420 500 310 930 580 520 450 520 580 580 700 540 600 450 830 532 700 772 490 420 760 820 550 370 580 480 Onda P (mV) Uni 1,7 1,1 2,0 5,1 2,9 1,2 2,6 1,9 1,4 1,3 2,8 3,2 1,3 3,6 1,5 1,4 1,0 4,3 1,4 2,0 2,0 3,8 2,6 1,8 2,3 7,3 1,9 Bi 1,7 3,8 6,4 4,2 3,3 3,4 3,6 1,3 2,7 3,4 6,2 2,8 2,6 3,5 1,2 1,1 2,4 1,9 3,0 3,5 4,8 3,0 1,9 2,0 5,3 3,8 Limiar de Estimulação (V) Uni Bi 1,5 1,5 1,5 1,5 1,0 2,0 2,0 1,5 1,5 1,2 1,4 2,0 2,0 1,5 1,5 2,0 1,8 2,0 2,0 1,5 1,5 0,8 1,0 0,5 0,5 0,4 0,6 0,7 0,7 0,7 0,9 0,8 0,7 0,6 0,7 0,5 0,6 0,4 0,5 0,5 0,7 0,4 0,6 0,7 0,7 0,6 0,7 0,9 0,8 0,8 0,8 0,5 0,5 Bi: eletrodo de configuração bipolar; ID: Identificação do paciente; mV: milivolt; OHMS: unidade de impedância; ONDA P: Identificação do complexo atrial; ONDA R: identificação do complexo ventricular; UNI: Eletrodo de configuração unipolar; V: volt Anexo G. Distribuição dos pacientes segundo a classe funcional (NYHA) nas condições Pré (basal), VVI e DDD N° de Casos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 Pré (Basal) VVI I II I I I I II II I I II I I III I II II I I I II II III II II I II VVI (3 meses) I II I I I I I II I I I I I II I II II I II II II II II II I I I DDD (3 meses) I I I I I I I I I I I I I II II II II I II II II II II II II I I DDD: condição do paciente após 90 dias de estimulação atrioventricular; NYHA: New York Heart Association; Pré: condição do paciente em estimulação ventricular exclusiva na inclusão do estudo; VVI: condição do paciente após 90 dias de estimulação ventricular Anexo H. Medidas da pressão arterial na condição Pré (basal), VVI e DDD Nº de Casos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 Pré (Basal) (mmHg) 130/80 110/80 150/90 120/80 120/70 120/80 130/80 100/60 100/80 180/100 100/70 120/80 120/80 120/80 130/70 130/90 140/80 140/90 160/90 130/80 130/90 130/80 120/80 140/80 160/100 120/80 110/80 VVI (mmHg) 120/80 130/80 180/120 110/80 110/70 130/90 100/80 100/60 100/80 120/90 120/80 120/80 120/80 120/80 140/90 120/80 140/80 140/80 150/90 110/80 140/80 180/100 130/80 140/80 140/90 120/80 110/70 DDD (mmHg) 130/80 110/70 180/90 140/90 120/70 120/80 130/70 90/60 100/70 130/100 110/70 120/80 140/80 140/80 170/70 150/80 150/90 130/80 120/90 110/60 160/100 140/90 140/80 160/90 130/90 130/100 110/70 DDD: condição do paciente após 90 dias de estimulação atrioventricular; mmHg: milímetros de mercúrio; Pré: condição do paciente em estimulação ventricular exclusiva na inclusão do estudo; VVI: condição do paciente após 90 dias de estimulação ventricular Anexo I. Medicação em uso durante as fases: Pré (basal), VVI e DDD Nº de Casos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 Digital X O Diurético IECA Antiarrítmico Vasodilatador + X O Anti-Hiper + X X X O O + X O O O X O O X X O O + X X X + + X = basal; O = VVI; + = DDD O O + + X O + X X O O + X X X X X O + O O O + + + X O X X X O O O + + + + + + + X X O O + + + X X X X O O O O + + + + X O + X X X O O O + X X + X O + X O + O+ X X O O O + + O + O + Anexo J. Medidas ecocardiográficas avaliadas por situação de randomização (A e B) N Fração de Ejeção (%) Situação A Desvio Média padrão Situação B Desvio N Média padrão Pré (basal) 13 47,15 16,19 14 54,07 13,09 VVI 13 49,23 13,77 14 55,57 11,40 DDD 13 49,46 14,66 14 53,93 15,38 Pré (basal) 13 54,15 8,61 14 49,57 6,01 VVI 13 53,92 8,56 14 52,21 6,96 DDD 13 54,15 8,00 14 50,71 7,43 Pré (basal) 13 37,54 4,31 14 37,57 4,72 VVI 13 37,54 5,21 14 39,64 5,65 DDD 13 38,15 5,89 14 38,79 4,46 DDFVE AE AE: átrio esquerdo; DDD: condição do paciente após 90 dias de estimulação atrioventricular; DFVE: diâmetro diastólico final do ventrículo esquerdo; FE: fração de ejeção; PRÉ: condição do paciente em estimulação ventricular exclusiva na seleção do estudo; VVI: condição do paciente após 90 dias de estimulação ventricular Anexo K. Medidas ecocardiográficas avaliadas por fração de ejeção FE ≤ 40 FE > 40 N Desvio Média padrão N Média Desvio padrão Pré (basal) 9 33,56 4,88 18 59,33 9,46 VVI 9 38,67 5,70 18 59,44 9,02 DDD 9 36,33 10,43 18 59,50 10,00 Pré (basal) 9 57,89 4,28 18 48,72 7,07 VVI 9 59,33 4,90 18 49,89 6,87 DDD 9 59,22 4,84 18 48,94 6,61 Pré (basal) 9 38,78 4,52 18 36,94 4,40 VVI 9 41,78 5,56 18 37,06 4,78 DDD 9 40,33 5,61 18 37,56 4,72 Fração de Ejeção (%) DDFVE AE AE: átrio esquerdo; DDD: condição do paciente após 90 dias de estimulação atrioventricular; DFVE: diâmetro diastólico final do ventrículo esquerdo; FE: fração de ejeção; PRÉ: condição do paciente em estimulação ventricular exclusiva na seleção do estudo; VVI: condição do paciente após 90 dias de estimulação ventricular Anexo L. Medidas ecocardiográficas avaliadas por tempo de uso de marcapasso Fração de Ejeção (%) Tempo MP ≤ 10 anos Desvio N Média padrão Tempo MP >10 anos Desvio N Média padrão Pré (basal) 14 49,93 15,34 13 51,62 14,77 VVI 14 51,29 13,38 13 53,85 12,46 DDD 14 49,79 17,20 13 53,92 12,34 Pré (basal) 14 51,71 7,15 13 51,85 8,35 VVI 14 53,00 7,40 13 53,08 8,25 DDD 14 52,00 7,94 13 52,77 7,85 Pré (basal) 14 37,71 4,50 13 37,38 4,56 VVI 14 39,43 5,56 13 37,77 5,40 DDD 14 38,57 5,00 13 38,38 5,41 DDFVE AE AE: átrio esquerdo; DDD: condição do paciente após 90 dias de estimulação atrioventricular; DFVE: diâmetro diastólico final do ventrículo esquerdo; FE: fração de ejeção; PRÉ: condição do paciente em estimulação ventricular exclusiva na seleção do estudo; VVI: condição do paciente após 90 dias de estimulação ventricular Anexo M. Distância percorrida no teste de caminhada de seis minutos nas condições basal, VVI e DDD e avaliadas por situação de randomização, fração de ejeção e tempo de uso de marcapasso TC Distância Situação A N Média Desvio padrão Pré (basal) 13 427,31 84,42 Situação B N Média Desvio padrão FE ≤ 40 VVI DDD 13 448,62 106,52 13 480,00 70,06 14 389,14 83,01 14 477,21 58,86 14 446,43 54,01 N Média Desvio padrão 9 411,67 92,77 9 457,33 110,25 9 459,44 60,90 FE > 40 N Média Desvio padrão 18 405,44 82,55 18 466,50 72,34 18 464,17 66,25 Tempo MP ≤ 10 anos N Média Desvio padrão 14 407,00 82,81 14 467,71 100,01 14 459,64 55,93 Tempo MP > 10 anos N Média Desvio padrão 13 408,08 89,34 13 458,85 68,41 13 465,77 72,74 DDD: condição do paciente após 90 dias de estimulação atrioventricular; FE: fração de ejeção; PRÉ: condição do paciente em estimulação ventricular exclusiva na seleção do estudo; Situação A: seqüência de programação VVI-DDD; Situação B: seqüência de programação DDD-VVI; Tempo MP: tempo de uso de marcapasso pelo paciente; VVI:condição do paciente após 90 dias de estimulação ventricular Anexo N. Avaliação das dimensões de QV por randomização (situação A e B) N SF36 Capacidade Funcional Situação A Desvio Média padrão Situação B Desvio N Média padrão Pré (basal) 13 68 20 14 68 19 VVI 13 69 22 14 74 14 DDD 13 65 22 14 73 19 Pré (basal) 13 77 16 14 71 19 VVI 13 68 21 14 68 23 DDD 13 72 22 14 67 17 Pré (basal) 13 67 16 14 60 24 VVI 13 67 28 14 63 21 DDD 13 68 32 14 67 19 SF36 Estado Geral SF36 Vitalidade DDD: condição do paciente após 90 dias de estimulação atrioventricular; Pré: condição do paciente em estimulação ventricular exclusiva na inclusão do estudo; SF36: Short Form health survey (Questionário de qualidade de vida de 36 perguntas); VVI: condição do paciente após 90 dias de estimulação ventricular Anexo O. Avaliação das dimensões de QV por fração de ejeção FE ≤ 40 N SF36 Capacidade Funcional FE > 40 Desvio Média padrão N Média Desvio padrão Pré (basal) 9 59 20 18 72 18 VVI 9 59 19 18 77 15 DDD 9 61 23 18 73 18 Pré (basal) 9 75 20 18 73 17 VVI 9 63 27 18 71 19 DDD 9 68 22 18 70 19 Pré (basal) 9 59 23 18 66 20 VVI 9 55 32 18 70 19 DDD 9 64 31 18 69 23 SF36 Estado Geral SF36 Vitalidade DDD: condição do paciente após 90 dias de estimulação atrioventricular; Pré: condição do paciente em estimulação ventricular exclusiva na inclusão do estudo; SF36: Short Form health survey (Questionário de qualidade de vida de 36 perguntas); VVI: condição do paciente após 90 dias de estimulação ventricular Anexo P. Avaliação das dimensões de QV por tempo de uso de marcapasso SF36 Capacidade Funcional Tempo MP ≤ 10 anos Desvio N Média padrão Tempo MP > 10 anos Desvio N Média padrão Pré (basal) 14 70 23 13 66 14 VVI 14 75 20 13 67 15 DDD 14 76 21 13 62 18 Pré (basal) 14 72 19 13 76 16 VVI 14 71 25 13 65 18 DDD 14 71 20 13 68 19 Pré (basal) 14 56 19 13 72 20 VVI 14 64 28 13 66 21 DDD 14 69 27 13 66 25 SF36 Estado Geral SF36 Vitalidade DDD: condição do paciente após 90 dias de estimulação atrioventricular; Pré: condição do paciente em estimulação ventricular exclusiva na inclusão do estudo; SF36: Short Form health survey (Questionário de qualidade de vida de 36 perguntas); VVI: condição do paciente após 90 dias de estimulação ventricular 9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Furman S, Schweedel JB. An intracardiac pacemaker for StokesAdams Seizures. N Eng J Med. 1959; 261:943-8. 2. Rosenqvist M, Nordlander R. Survival in patients with permanent pacemakers. Cardiol Clin.1992;10:691-703. 3. 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(Muito melhor=1, Um pouco melhor=2, Quase a |___| |___| |___| Boa=3, Ruim=4, Muito Ruim=5) mesma=3, Um pouco pior=4, Muito pior=5) 3.Os seguintes itens são sobre atividades que você poderia fazer atualmente durante um dia comum. Devido sua saúde, você tem dificuldades para fazer essas atividades? Neste caso, quanto? (sim, dificulta muito=1, sim, dificulta um pouco=2, Não, não dificulta de modo algum=3) a. Atividades vigorosas, que exigem muito esforço, tais como correr, levantar objetos pesados, participar em esportes árduos. |___| |___| |___| b. Atividades moderadas, tais como mover uma mesa, passar aspirador de pó, jogar bola, varrer a casa. |___| |___| |___| c. Levantar ou carregar mantimentos. |___| |___| |___| d. Subir vários lances de escada. |___| |___| |___| e. Subir um lance de escada. |___| |___| |___| |___| |___| |___| g. Andar mais de um quilômetro. |___| |___| |___| h. Andar vários quarteirões. |___| |___| |___| i. Andar um quarteirão. |___| |___| |___| j. Tomar banho ou vestir-se. |___| |___| |___| f. Curvar-se, ajoelhar ou dobrar-se. 4. Durante as últimas 4 semanas, você teve algum dos seguintes problemas com seu trabalho ou com alguma atividade regular diária, como conseqüência de sua saúde física? (Sim=1, Não=2) a. Você diminuiu a quantidade de tempo que se dedicava ao seu trabalho ou outras atividades? |___| |___| |___| b. Realizou menos tarefas do que você gostaria? |___| |___| |___| c. Esteve limitado no tipo de trabalho ou em outras atividades? |___| |___| |___| |___| |___| |___| d. Teve dificuldade em fazer seu trabalho ou outras atividades (p. ex. necessitou de um esforço extra)? __/__/__ __/__/__ __/__/__ Pré 3m 6m 5. Durante as últimas 4 semanas, você teve algum dos seguintes problemas com o seu trabalho ou outras atividades regular diária, como conseqüência de algum problema emocional (como sentir-se deprimido ou ansioso)? (Sim=1, Não=2) a. Você diminuiu a quantidade de tempo que se dedicava ao seu trabalho ou outras atividades? |___| |___| |___| b. Realizou menos tarefas do que você gostaria? |___| |___| |___| c. Não trabalhou ou não fez qualquer das atividades com tanto cuidado como faz regularmente? |___| |___| |___| 6. Durante as últimas 4 semanas, de que maneira sua saúde física ou problemas emocionais interferiram em suas atividades sociais normais, em relação a família, vizinhos, amigos ou em grupos? |___| |___| |___| Quanta dor no corpo você teve durante as 4 últimas semanas? |___| |___| |___| Durante as últimas 4 semanas, quanta dor interferiu com o seu trabalho normal (incluindo tanto o trabalho fora e dentro de casa) |___| |___| |___| (De forma nenhuma=1, Ligeiramente=2, Moderadamente=3, Bastante=4, Extremamente=5) 7. (Nenhuma=1, Muito leve =2, Leve=3, Moderada=4, Grave =5, Muito Grave=6) 8. (De maneira alguma =1, Um pouco=2, Moderadamente=3, Bastante=4, Extremamente=5) 9. Estas questões são sobre como você se sente e como tudo tem acontecido com você durante as últimas 4 semanas. Para cada questão, por favor dê uma resposta que mais se aproxime da maneira como você se sente em relação as 4 últimas semanas (Todo tempo=1, A maior parte do tempo=2, Uma boa parte do tempo=3, Alguma parte do tempo=4, Uma pequena parte do tempo=5, Nunca=6) a. Quanto tempo você tem se sentido cheio de vigor, cheio de vontade, cheio de força? |___| |___| |___| b. Quanto tempo você tem se sentido uma pessoa muito nervosa? |___| |___| |___| c. Quanto tempo você tem se sentido tão deprimido que nada possa animá-lo? |___| |___| |___| d. Quanto tempo você tem se sentido calmo e tranqüilo? |___| |___| |___| e. Quanto tempo você tem se sentido com muita energia? |___| |___| |___| f. Quanto tempo você tem se sentido desanimado e abatido? |___| |___| |___| g. Quanto tempo você tem se sentido esgotado? |___| |___| |___| h. Quanto tempo você tem se sentido uma pessoa feliz? |___| |___| |___| Quanto tempo você tem se sentido cansado? |___| |___| |___| i. __/__/__ __/__/__ __/__/__ 10. Durante as últimas 4 semanas, quanto do seu tempo a sua saúde física ou problemas emocionais interferiram com suas atividades sociais(como visitar amigos, parentes, etc)? Todo Pré 3m 6m |___| |___| |___| tempo=1 A maior parte do tempo=2 Alguma parte do tempo=3 Uma pequena parte do tempo=4 Nenhuma parte do tempo=5 11. O quanto verdadeiro ou falso é cada uma das afirmações para você? (Definitivamente verdadeira=1, A maioria das vezes verdadeiro=2, Não sei=3, A maioria das vezes falsa=4, Definitiva/te falsa=5) a. Eu costumo adoecer um pouco mais facilmente que outras pessoas. |___| |___| |___| b. Eu sou tão saudável quanto qualquer pessoa que conheço. |___| |___| |___| c. Eu acho que minha saúde vai piorar. |___| |___| |___| Minha saúde é excelente. |___| |___| |___| d. GABARITO Questões 1 2 3 4e5 6 7 8 9 10 11 Possíveis Respostas Excelente=1 Muito boa=2 Boa=3 Ruim=4 Muito ruim=5 Muito melhor=1 Um pouco melhor=2 Quase a mesma=3 Um pouco pior=4 Muito ruim=5 Sim, dificulta muito=1 Sim, dificulta um pouco=2 Não, não dificulta de modo algum=3 Sim=1 Não=2 De forma nenhuma=1 Ligeiramente=2 Moderadamente=3 Bastante=4 Extremamente=5 Nenhuma=1 Muito leve=2 Leve=3 Moderada=4 Grave=5 Muito grave=6 De maneira alguma=1 Um pouco=2 Moderadamente=3 Bastante=4 Extremamente=5 Todo tempo=1 A maior parte do tempo=2 Uma boa parte do tempo=3 Alguma parte do tempo=4 Uma pequena parte do tempo=5 Nunca=6 Todo tempo=1 A maior parte do tempo=2 Alguma parte do tempo=3 Uma pequena parte do tempo=4 Nenhuma parte do tempo=5 Definitivamente verdadeiro=1 A maioria das vezes verdadeiro=2 Não sei=3 A maioria das vezes falsa=4 Definitivamente falsa=5 Pontuação do questionário SF - 36 Questão 01 02 03 04 05 06 07 08 Pontuação 1=5 2 = 4,4 3 = 3,4 4 = 2,0 Soma normal Soma normal Soma normal Soma normal 1=5 2=4 3=3 4=2 1 = 6,0 2 = 5,4 3 = 4,2 4 = 3,1 5 = 2,2 Se 8 = 1 e 7 = 1 =6 Se 8 = 1 e 7 = 2 a 6 =5 Se 8 = 2 e 7 = 2 a 6 =4 Se 8 = 3 e 7 = 2 a 6 =3 Se 8 = 4 e 7 = 2 a 6 =2 Se 8 = 5 e 7 = 2 a 6 =1 5 = 1,0 5=1 6 = 1,0 Se a questão 7 não foi respondida, o escore da questão 6 passa a ser o seguinte: 09 10 11 1 = 6,0 2 = 4,75 3 = 3,5 4 = 2,25 5 = 1,0 a, d, e, h = valores contrários (1=6 2=5 3=4 4=3 5=2 6=1) Vitalidade = a + e + g + i saúde mental = b + c + d + f + h Soma normal a, c = valores normais b, d = valores contrários (1=5 2=4 3=3 4=2 5=1) Cálculo do RAW SCALE Limites Questão Inferior – superior Capacidade funcional Variação 3 (a + b + c + d + e + f + g + h + i + j) 10__________30 20 4 (a + b + c + d) 4__________8 4 Dor 7+8 2__________12 10 Estado geral de saúde 1 + 11 5__________25 20 9 (a + e + g + i) 4__________24 20 6 + 10 2__________10 8 5 (a + b + c) 3__________6 3 9 (b + c + d + f + h) 5__________30 25 Aspectos físicos Vitalidade Aspectos sociais Aspecto emocional Saúde mental Raw Scale Ex : item = (valor obtido - valor mais baixo) x100 Variação Ex: capacidade funcional = 21 Valor mais baixo = 10 Variação = 20 (21 − 10) x100 Ex : = 55 20 Obs.: a questão nº. 2 não entra no cálculo das dimensões Dados perdidos: se responder mais de 50% = substituir valor pela média. HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE I – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO DA PESQUISA OU RESPONSÁVEL LEGAL 1. Nome do paciente: .......................................................................................... Documento de identidade nº.:.................... Sexo: ( ) M ( ) F Data nascimento: ...../...../ ........ Endereço:................................................ nº.: ................ apto.: .......... Bairro: ................................................. Cidade: .................................. CEP: ........................... Telefone: (......) .............................................. 2. Responsável Legal: ......................................................................................... Natureza (grau de parentesco, tutor, curador etc.):......................................... Documento de identidade nº.:.................... Sexo: ( ) M ( ) F Data nascimento: ...../...../ ........ Endereço:.................................................. nº.: ................ apto.: ........ Bairro: ................................................... Cidade: ................................ CEP: ........................... Telefone: (......) .............................................. II – DADOS SOBRE A PESQUISA CIENTÍFICA 1. Título do protocolo de pesquisa: Efeitos clínicos e funcionais relacionadas ao modo de Estimulação Cardíaca em Pacientes Chagásicos 2. Pesquisador: Luiz Antonio Castilho Teno Cargo/função: Pós-graduando Inscrição Conselho Regional nº.: 23880 Unidade do HCFMUSP: InCor – Unidade Cirurgia de Marcapassos 3. Avaliação do risco da pesquisa ( ) sem risco ( ) risco mínimo ( ) risco baixo ( ) risco maior ( X) risco médio (probabilidade de que o indivíduo sofra algum dano como conseqüência imediata ou tardia do estudo) 4. Duração da pesquisa: 6 meses III - REGISTRO DAS EXPLICAÇÕES DO PESQUISADOR AO PACIENTE OU SEU REPRESENTANTE LEGAL SOBRE A PESQUISA, CONSIGNANDO: Nós queremos saber se com um marcapasso mais sofisticado do que o Sr. (a) tem hoje vai ser melhor para você. Para trocar o seu marcapasso vai ser feita uma anestesia local, mas também vai receber um remédio para dormir durante a cirurgia. O nosso coração tem uma parte superior (os átrios) e uma parte inferior (os ventrículos). O marcapasso que você tem hoje funciona com um fio só, que está colocado na parte inferior do seu coração (no ventrículo). O marcapasso que vai ser colocado para substituir o antigo, vai ter também um fio colocado na parte superior do seu coração (no átrio) para que o seu coração funcione de um modo bem parecido com o coração normal. A cirurgia vai demorar um pouco mais de tempo. Os riscos vão ser os mesmo que da primeira cirurgia (sangramento, infecção). Com o novo marcapasso você vai ter provavelmente uma vida melhor. Além da cirurgia você vai realizar alguns exames como ecocardiograma, teste de caminhada e um relatório de perguntas para ter certeza de qual é o melhor modo de funcionamento para o seu marcapasso. Você pode recusar a participação no estudo e continuar com um marcapasso mais simples, igual ao que já tem. IV – ESCLARECIMENTOS DADOS PELO PESQUISADOR SOBRE GARANTIAS DO SUJEITO DA PESQUISA 1.O Sr.(a) terá acesso, a qualquer tempo, às informações sobre procedimentos, riscos e benefícios relacionados à pesquisa, inclusive para dirimir eventuais dúvidas. 2.O Sr.(a) terá liberdade de retirar seu consentimento a qualquer momento e de deixar de participar do estudo, sem que isso traga prejuízo à continuidade da assistência. 3.O Sr.(a) terá privacidade salvaguarda da confidencialidade, sigilo e 4. O Sr.(a) terá disponibilidade de assistência do HCFMUSP, por eventuais danos à saúde, decorrentes da pesquisa. 5.O Sr.(a) terá viabilidade de indenização por eventuais danos à saúde decorrente da pesquisa. V. INFORMAÇÕES DE NOMES, ENDEREÇOS E TELEFONES DOS RESPONSÁVEIS PELO ACOMPANHAMENTO DA PESQUISA, PARA CONTATO EM CASO DE INTERCORRÊNCIAS CLÍNICAS E REAÇÕES ADVERSAS Prof. Dr. Roberto Costa – InCor – Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 44, 2 andar Bloco B – 3069-5284 Dr. Luiz Antonio Castilho Teno – Idem Em caso de emergência dirigir-se ao pronto socorro do InCor VI - OBSERVAÇÕES COMPLEMENTARES VII - CONSENTIMENTO PÓS-ESCLARECIDO Declaro que, após convenientemente esclarecido pelo pesquisador e ter entendido o que me foi explicitado, consinto em participar do presente Protocolo de Pesquisa. São Paulo, ......... de ................................... de 200........ _________________________ Assinatura do sujeito Responsável legal ou _________________________ Assinatura do pesquisador (carimbo ou nome legível)