CADERNO DE RESUMOS 1 25/04- Segunda-Feira 10h00: Mesa 01 – Filosofia da arte e Música - SALA 119 1. 2. 3. Paula Regina Menezes Silva (UFPA)- Nietzsche,Wagner e a música como linguagem do pathos. Eraldo Souza dos Santos (USP)- Autonomia, verdade e consistência em Adorno e Schoenberg Mariane Aparecida Romão (UNICAMP)- Sobre a décadence em O Caso Wagner Mesa 02- Medieval – SALA 109 1. 2. 3. 4. Matheus Henrique Gomes Monteiro (Unicamp)- A discussão tomasiana sobre a onipotência divina Gustavo Barreto Vilhena de Paiva (USP)- As advertências de Pedro de João Olivi acerca da doutrina da iluminação divina. André Botelho Scholz (USP)- É possível falar em linguagem mental no Tratado das Intelecções de Pedro Abelardo? Carla Bucioli Bovo (UEM)- Sobre a melhor forma de governo no De Regimine Principum de Ptolomeu de Lucca. 14h00: Mesa 03 – Psicanálise – SALA 119 1. 2. 3. 4. Soraya de Lima Cabral Conturbia (UFES)- Da paixão tristeza e da sua natureza no contexto da depressão pós-parto manifestada no período puerperal. Juliano Bonamigo (USP)- A natureza humana em Eros e Civilização Yasmin Afshar Fernandes Abdollahyan (USP)- "Supereu”, “má consciência” e coisas afins: lendo Nietzsche e Freud Fernando Araujo Del Lama (USP)- Bento Prado Jr. e a configuração da filosofia da psicanálise como área de pesquisa em filosofia. Mesa 04 – Ceticismo – SALA 109 1. 2. 3. 4. 5. Sacha Zilber Kontic (USP)- Cosmologia e ceticismo em Hume Sarah Roeder (UFPR)- A τέχνη no ceticismo pirrônico. Lucas Nascimento Machado (USP)- Hegel e a relação do ceticismo com a filosofia Bruna Frascolla Bloise (UFBA)- Ceticismo mitigado e ciência da natureza humana em Hume Edmur Santana da Silva (USP)- A defesa de Sebond 2 16h00: Mesa 05 – Estética Contemporânea – SALA 117 1. 2. 3. 4. 5. Douglas Romão (USP)- Os Longas-metragens de Leni Riefenstahl e a Questão da Estetização da Política Simone Dominici (USP)- A percepção no cinema de invenção: MerleauPonty, Eisenstein e Vertov Luana Lopes Xavier (UFG)- Uma reflexão sobre A dúvida de Cézanne de Maurice Merleau-Ponty Lucas Botelho de Almeida (USP)- O corpo em Helio Oiticica Maria Aparecida Souza Oliveira (USJT)- Gaston Bachelard: As Imagens Poéticas e suas Ressonâncias Mesa 06 – Vontade e Liberdade – SALA 12 1. 2. 3. 4. Karina Yuri Tanada (USP)- A vontade, o intelecto e a liberdade na filosofia cartesiana Raoni Sousa Santos (UFPA)- A prova kantiana da liberdade humana Gustavo Hessmann Dalaqua (UFPR)- J. S. Mill e a liberdade como condição humana Rosana de Oliveira (USP)- Aufhebung da legalidade e moralidade: o Amor em O Espírito do cristianismo e seu Destino, de Hegel. Mesa 07- Filosofia da mente e da percepção – SALA 100 1. Daniel Borgoni Gonçalves (USJT)- A Experiência Consciente em David Chalmers 2. Tiago Candido de Sousa (PUCCamp)- John Searle e o dualismo na filosofia da mente 3. Eloiza Botelho de Souza (UFPR)- Sobre o que nós vemos. 4. Bruna Maria Lemes Duarte (UNESP)- Investigação do papel da reconstrução em filosofia segundo Dewey 19h00: Abertura- Prof. Dr. Carlos Alberto R. de Moura (USP): “MerleauPonty, leitor dos clássicos” 3 26/04- Terça-Feira 10h00: Mesa 08– Educação e Filosofia I - SALA 119 1. 2. 3. 4. Amanda Veloso Garcia (UNESP)- Incompatibilidades entre a proposta curricular do estado de São Paulo e o material do programa São Paulo Faz Escola Esmeraldina Alves Ferreira (UFSJ)- Natalidade e Educação no pensamento político de Hannah Arendt Tamíris Moreira Simão (UFSJ)- Rousseau e a educação pública como instituição política Rafaela Ferreira Marques (UFSJ)- Mundo atual e mundo virtual : como pensar o corpo nessas duas realidades ? Mesa 09 – Existencialismos – SALA 117 1. 2. 3. Eliabe Tomaz de Lima (PUCCamp)- Subjetividade e arte em J. P. Sartre Lucas Piccinin Lazzaretti (UFPR)- O abandono do Socrático e a tomada do Paradoxo Absoluto em Kierkegaard Renata Negrão Moreira (UFPA)- A visão camuseana de Kafka - absurdo e esperança Mesa 10 – Foucault I – SALA 100 1. Thatiana Victoria dos Santos Machado Ferreira de Moraes (UFRJ)Heteronormatividade e biopoder: administração da vida e sexualidade segundo Michel Foucault 2. Peter de Souza Lima Faria (UFMG)- A caracterização da noção foucaultiana de dispositivo sob a ótica de Deleuze e Agamben 3. Diego dos Santos Reis (UFRJ)- O Corpo em Trânsito - Biopoder, Racismo, Indiferença 14h00: Mesa 11– Filosofia do Direito – SALA 12 1. 2. 3. 4. Bruno Ferreira da Rosa (USP)- O problema do reconhecimento à luz da teoria hegeliana do Estado Camilo Lelis Jota Pereira (UFOP)- A pragmática do conflito social: uma reatulização da filosofia política de Hegel Raphael da Rocha Rodrigues Ferreira (PUCCamp/Unicamp)- Kant: coerção externa, o imperativo categórico como condição de possibilidade para o direito Carlos da Fonseca Nadais (USP)- Idealização do estado hegeliano: analítica do direito como ferramenta de dominação ou de legitimação. 4 5. Érika Maria Rodrigues de Castro (PUCCamp)- O estatuto do contrato social e sua contribuição para análise da Lei de Anistia de 1.979 Mesa 12 – Fenomenologia - SALA 1037 1. 2. 3. 4. Gastón Mauricio Guillaux Salinas (USP)- Paul Ricoeur e a Fenomenologia da Vontade Diego Guimarães (UFMG)- Constituição, tempo e destruição [em Sartre] Paulo Ricardo Heitich (UNICENTRO)- O tempo de Santo Agostinho, na interpretação de Paul Ricoeur Siloe Cristina do Nascimento (UFES)-Consciência e Liberdade em Sartre Mesa 13 – Foucault II – SALA 103 1. 2. 3. 4. 5. Damião Janiedson de Lima (PUCPR)- A relação entre o governo de si e o governo dos outros em Michel Foucault Danielle Cristina Guizzo (UFPR)- As Contribuições de Foucault para uma Reconsideração do Debate sobre o Contexto e Escritos de Adam Smith Péterson Pereira Bem (UFPR)- Michel Foucault e a perspectiva jurídica Richard Miles Redditt (UFRJ)- Estética da Existência: Por um curto-circuito nas relações de poder que violentam o sujeito. Carolina Coraça Machado (PUCPR)- A vida como coragem da verdade em Michel Foucault Mesa 14- Medieval II - SALA 13 1. 2. 3. 4. Fernanda Ferreira de Campos (UEM)- Ser e essência em Santo Anselmo Renan Santos dos Santos (UFPA)- Sapientia VS Beatitudo um estudo sobre Santo Agostinho Daniel Rodrigues Placido (USP)- Plotino e os gnósticos: uma introdução Ricardo Pereira Santos Lima (UFU)- Educação Filosófica na Idade Média: O Liber de Causis e a causa prima 16h00: Mini-Curso- Prof. Dr. Oswaldo Giacóia Júnior(UNICAMP): “A metapsicologia de Freud” 19h00: 5 Mesa 15 – Filosofia Política Moderna - SALA 104 1. 2. 3. 4. 5. Bruna Andrade Pereira (PUCCamp)- Do Estado Natural ao Estado Civil: Reflexões sobre a passagem do Estado de Natureza para o Estado Civil segundo Hobbes e Rousseau Ayres Pablo Bogoni (Unioeste)- Fundamentos da Desobediência Civil em Thoreau Darley Alves Fernandes (UFG)- Do dever do súdito ao direito do cidadão Rafael de Araújo e Viana Leite (UFPR)- Vícios Privados, Benefício Público ou O Paradoxo da Fábula das Abelhas Lucas Fabiano Oliveira Costa (UFG)- Religião Civil ou Estado Esclesiástico?: a religião à serviço da democracia americana de Tocqueville Mesa 16 –Idealismo alemão – SALA 105 1. 2. 3. 4. 5. Sérgio Luís do Carmo Lopes (USP)- A Teoria Estética na Obra de Arte em Schiller Ândrea Costa Crispino (UFPA)- Um fragmento de Goethe sobre a imaginação Geovani Pantoja Parente (UFPA)- Da Idéia ao Belo Andressa Barbosa Pereira (UFPA)- O tema da Teodicéia em O Fim de Todas as Coisas, de Kant. Ethel Panitsa Beluzzi (UNICAMP)- O Idealismo na Crítica da Razão Pura 6 27/04- Quarta Feira 10h00: Mesa 17- Hobbes e suas leituras - SALA 111 1. 2. 3. 4. Carolina Maria Amaral da Silva (PUCCamp)- As paixões, a liberdade e o soberano em De cive e em Leviatã Elisa Barca Pereira (PUCCamp)- Thomas Hobbes e a concepção do positivismo jurídico na atualidade Fábio Coimbra (UFMA)- Lex civile e Jus naturale Pedro Konzen Capra (UNISINOS)- Deliberação e Justiça em Thomas Hobbes Mesa 18 – A “Alma” em Platão, Aristóteles e Demócrito – SALA 102 1. 2. 3. 4. Carla Leandra Linhares (UFMG)- Cuidado de si, medida da alma? André Assi Barreto (USJT)- A alma e a divindade em Demócrito Fernanda de Araujo Izidório (USP)- O problema da unidade da sensação no De Anima, de Aristóteles. Felipe Calleres (UFSCar)- Contribuições do De Generatione e Corruptione para a teoria da sensação de Aristóteles Mesa 19 – Descartes, Espinosa e Vico - SALA 106 1. 2. 3. 4. 5. Louis de Freitas Richard Blanchet (UFPR)- Continuidade do Tempo na Filosofia Cartesiana: uma estratégia contra o Determinismo. Naianny Almeida Pacheco (UESC)- O papel da experiência no método cartesiano. Josué R. Lima (USP)- A natureza do conhecimento imaginativo segundo a filosofia de Espinosa Matheus Ramos Mendes (UFRJ)- Realidade Objetiva e Intencionalidade das Idéias Sensíveis em Descartes Rafael Coutinho Bordalo (UFRJ)- O conhecimento poético em Vico 14h00: Mesa 20 – Platão – SALA 100 1. 2. 3. 4. Álan Arruda Matos (UEM)- Concepções de justiça na República de Platão Rodrigo Dantas Ribeiro (USP)- A República de Platão: uma investigação filosófica e não uma obra literária ou sobre o valor filosófico da aporia. João Roberto Vale Ricardi (UNESP)- Arte da Medida no Protágoras de Platão Guilherme da Silva Paranhos (USP)- A Música na República de Platão 7 Mesa 21 – Filosofia e História – SALA 102 1. 2. 3. 4. Antonio Batista Matteucci (CUSC)- Entre o Mito e a História: um estudo sobre a Verdade no nascimento da consciência histórica Lucas Otávio Sousa França (UFPA)- A resposta de Kant sobre o sentido da história humana na “Idee” (1784) Wirlley Quaresma da Cunha (UFPA)- O Caráter Científico da História em Vico Philipe Martins Alves (UFPA)- Considerações sobre epistemologia e historia segundo Giambattista Vico Mesa 22 – Nietzsche – SALA 1031 1. Ivan da Costa Gomes (UFPA)- Nietzsche e o Estado Grego 2. Tamires Machado (USP)- Entre o Nascimento da Tragédia e o Nascimento da Linguagem em Nietzsche 3. Lívia Maria Araújo Noronha de Oliveira (UFPA)- Nietzsche, Psicologia e Genealogia do Cristianismo 4. Francisco Lobo Batista (UFPA)- O Personagem Conceitual nietzscheano Mesa 23- Modernismo e pós-modernismo – SALA 113 1. Gabriela Silva dos Santos (UFPA)- Lyotard e o resgate do sublime kantiano 2. Daniel Valente Pedroso de Siqueira (UPM)- Um estudo da análise habermasiana sobre a Dialética do Esclarecimento, a partir do conceito hegeliano de “modernidade” 3. Laiz Fraga Dantas (UFBA)- A estética de Habermas & Rorty segundo Shusterman 4. Daniclei Pereira Alves (UFPR)- Stendhal, Adorno e o "homem-cópia" 5. Mariana de Campos Bardelli (USP)- A estética kantiana do sublime no pensamento de Jean-François Lyotard - sobre a modernidade e a pósmodernidade 16h00: Mini-Curso- Prof. Dr. Pedro Paulo Garrido Pimenta (USP): “O sublime kantiano na ‘Crítica da Razão Pura’” 19h00: Mesa 24 – Ética e Ontologia - SALA 1031 1. Claudemir Antonio Gregorio (UFPR)- A primeira vida de Ortega 2. Lilian Neves Mise (CUSC)- A ambiguidade, a mentira e o silêncio na perspectiva levinasiana 8 3. Eduardo José Lima de Oliveira (UFPI)- O lugar das emoções e dos afetos na ética da responsabilidade de Hans Jonas: um contraste com a perspectiva emotivista. 4. Rafael Alberto S. d'Aversa (PIP)- Será o aborto moralmente correto? Mesa 25 – Filosofia latino-americana – SALA 10 1. 2. 3. André Guedes de Toledo (USP)- Bento Prado Jr. entre a Filosofia e a Literatura Gustavo Marcial Prado Romero (CUSC)- Abrindo o olhar para um horizonte mais amplo Gabriel Henrique Lisboa Ponciano (UFRJ)- O Carrossel de Lampião: Uma breve crítica à Filosofia no Brasil. Mesa 26 – Linguagem - SALA 103 1. 2. 3. 4. 5. Nina Araújo Pereira do Nascimento (UFMA)- Linguagem,fenômeno estético e moral a busca do instinto artista da vida em Artaud e Nietzsche Marcelo Masson Maroldi (UFSCar)- O “argumento da linguagem privada” como crítica à introspecção Natalia Pereira Pinheiro (UFMA)- Ao que ver sem ser visto Thiago Henrique Costa do Nascimento (USP)- O que em nós aspira à verdade? Rousseau, Nietzsche e Norbert Elias. Luana do Socorro Cardoso da Silva (UFPR)- A relação entre signo e símbolo e destes com a teoria das formas simbólicas em Ernest Cassirer 9 28/04- Quinta Feira 10h00: Mesa 27 – Epistemologia – SALA 111 1. 2. 3. 4. 5. Paulo Júnio de Oliveira (UFG)- O Problema mente-corpo na perspectiva de Searle e Damásio Nathália Cristina Alves Pantaleão (UNESP)- O Conhecimento Comum segundo Gilbert Ryle Luis Fernando Ferreira Macedo dos Santos (UFPI)- Crise Epistemológica e proposta sellarsiana para superação da epistemologia Valério Cássio Silva de Oliveira Junior (UFBA)- Autoconhecimento em Richard Moran: O significado do autoconhecimento na psicologia moral. Paulo Henrique Araújo Oliveira (UNESP)- Uma análise da hipótese nãorepresentacionista da percepção/ação Mesa 28 – Heidegger – SALA 117 1. 2. 3. 4. Fabricio Coelho de Sousa (UFPA)- Ciência e Filosofia:Atitudes Fundamentais do Homem Ísis Nery do Carmo (UFBA)- A técnica e a ex-sistência em Heidegger Charleston Silva de Souza (UFPA)- Filosofia enquanto confrontação Adrielle Costa Gomes de Jesus (UFBA)- A questão da significação em Ser e Tempo Mesa 29 – Teoria Social – SALA 18 1. 2. 3. 4. Gedeão Mendonça de Moura (UFBA)- O duplo aspecto do conceito de trabalho em Marx Fernando Lopes Marim Pereira (FMU)- O Semeador no Campo das Ilusões Luciana Molina Queiroz (UFES)- Indústria multicultural Paulo Yamawake (Unicamp)- Teoria crítica e diagnóstico de tempo: uma leitura de "Teoria tradicional e teoria crítica" de Max Horkheimer 14h00: Mesa 30 – Iluminismo Francês – SALA 12 1. 2. 3. 4. 5. Lourenço Fernandes Neto e Silva (USP)- A Teoria da Ligação das Idéias de Condillac João Carlos Lourenço Caputo (UFPR)- Salvação e os dois deuses de Voltaire David Ferreira Camargo (UFSCar)- O Poeta Dramático como Filósofo Henrique Fernandes Xavier Torres (USP)- O Espírito Libertino na Filosofia de Denis Diderot. Homero Santos Souza Filho (USP)- A natureza nos devaneios de Rousseau: refúgio e felicidade 10 6. Evelin Raupp Maia de Almeida (PUC-PR)- Sade: homossexualidade e supressão da espécie humana Mesa 31 – Marxismo e política no século XX – SALA 1031 1. 2. 3. 4. 5. Paulo Henrique Assunção Rocha (UFMG)- Détournement como método e prática em Guy Debord Gustavo Jugend (UFPR)- Giorgio Agamben e o esvaziamento da linguagem Renata Inarah Guerra Santos (UFMG)- O fenômeno moderno de estado de exceção e a dissolução do estatuto político da ação humana. Suzan Cristina dos Anjos (UFPR)- O Conceito de Dessublimação Repressiva no Pensamento de Herbert Marcuse Maria Helena de Novais (USJT)- Revisionismo e voluntarismo em Rosa Luxemburgo Mesa 32 – Aristóteles – SALA 1037 1. 2. 3. Janice Andrea Kohlrausch (UNISINOS)- A subordinação da Retórica aristotélica à ética e à política João Batista Farias Júnior (UFPI)- A teoria da verdade como correspondência em Aristóteles Breno Andrade Zuppolini (Unicamp)- A estrutura triádica da causalidade: restrição de domínio na teoria aristotélica da demonstração Mesa 33 – Lógica - SALA 103 1. Eduardo Novaes Rios Ribeiro (UFBA)- Alguns apontamentos sobre Geometria das Cores em Wittgenstein 2. Eduardo Rodrigues Rêgo de Oliveira (UFPI)- O Formalismo na Teoria da Verdade de Tarski 3. Murilo Garcia de Matos Amaral (UFBA)- A teoria pictórica e a possibilidade da falsidade 4. Gabriel Cardoso Galli (UFPR)- O sentido da Ética no Tractatus de Wittgenstein 16h00: Mini-Curso- Prof. Dr. Caetano Ernesto Plastino (USP): “Aspectos do Relativismo Cognitivo”. 19h00: 11 Mesa 34 – Educação e Filosofia II - SALA 1031 1. 2. 3. 4. Lucas Lima Furió (USP)- Ética, política e educação a partir de Jean-Jacques Rousseau Isabela de Castro Mendonça (UFU)- A hegemonia burguesa como forma de violência na formação da individualidade Saulo Matias Dourado (UFBA)- Lógica, o pilar para o ensino de filosofia no 2º grau Fabiano Domingos Barcella (UFBA)- Lógica, o pilar para o ensino de filosofia no 2º grau Mesa 35- Republicanismo – SALA 104 1. Camila Merss (UEM)- Notas sobre o Humanismo Cívico no inicio do Renascimento italiano 2. Eugênio Mattioli Gonçalves (UNICAMP)Maquiavelismo e AntiMaquiavelismo: a racionalidade política nas teorias de Gabriel Naudé e Giovanni Botero 3. Debora Grygutsch Hellwig (UEM)- Sobre os regimes intermediários no Discursus Rerum Florentinarum de Nicolau Maquiavel 4. Lucas Eugenio Rocha Ribeiro (UFMG)– A teoria dos humores em Maquiavel: as divisões na cidade e suas implicações Mesa 36- Nietzsche e Schopenhauer - SALA 105 1. Tiago Barata Machado (UFPA)- A formação da personalidade do Gênio Romântico e sua desconstrução a partir de Humano, demasiado humano I 2. Jorge David Ramos (UFPA)- Música e Metamorfose: arte e vida enquanto criação estética de si em Nietzsche 3. José Luis de Barros Guimarães (UFPI)- A metafísica do belo: a música como objetivação imediata da Vontade 4. Rutiele P. da Silva Saraiva (UFPI)- A música como quietivo momentâneo da vontade: o diálogo Schopenhauer - Richard Wagner 12 29/04- Sexta Feira 10h00: Mesa 37- Hegel e Schopenhauer – SALA 111 1. Marcello Guedes Cavasin (UNICAMP)- O ó, ti da Moral – Análise da Máxima Fundamental da Ética Schopenhaueriana 2. José Carlos Alves dos Santos Junior (UESC)- Sobre o "pessimismo ontológico" e a existência na filosofia schopenhaueriana 3. Aurilane Mesquita Freitas (UFMG)- Os discursos da consciência natural na seção consciência-de-si da Fenomenologia do Espírito de Hegel Mesa 38- O „Sofista‟ de Platão – SALA 115 1. 2. 3. Guilherme Jordão Macêdo Dias (UFPE)- A descrição do ser como „dynamis‟ no Sofista de Platão Louise Walmsley Nery (UFPE)- O suposto parricídio e a tentativa de salvar as Idéias no diálogo O Sofista Michele Kanashiro (CUSC)- A crítica de Platão ao logos pseudos Mesa 39 – Filosofia e Literatura – SALA 119 1. 2. 3. 4. 5. Thaís de Nazaré Sarmento da Silva (UFPA)- Der Prozess, de Franz Kafka: Evocação poética do sentido da existência humana. Layane de Paula Veloso (UFPI)- A arte e o inconsciente: um diálogo entre Schopenhauer e Clarice Lispector Mateus Masiero (Unicamp)- O Conceito de Sprezzatura no Ato III de Hamlet Diego R. Ramos (USP)- O Riso do Doutor Fausto: Um Estudo sobre Racionalização e Desencantamento Jorge Benedito de Freitas Teodoro (UFOP)- Análise da obra Noturno do Chile de Roberto Bolaño sob a perspectiva marcuseana 14h00: Mesa 40- Filosofia Antiga – SALA 10 1. 2. 3. 4. Gustavo Rafael Bianchi Azevedo Ferreira (UNICAMP)- Semelhança ou dessemelhança entre Sócrates e os retores no Górgias Deborah Moreira Guimarães (Unifesp)- "Sêneca e a erradicação das paixões" Rafael dos Santos Molinari (USP)- Sócrates e o “cuidado da alma” Dorival Braz Netto (UFSCar)- O modo de vida filosófico, a morte e as conseqüências epistemológicas da alma enquanto imortal no Fédon, de Platão 13 Mesa 41- Hobbes e suas leituras II – SALA 103 1. Jeffrey Anízio da Costa Rebelo (UFPA)- Hobbes e Kant: do lobo do homem à insociável sociabilidade 2. Raquel Balbina Teixeira (PUCCamp)- Sobre a lei natural, o direito natural e o Estado: para uma compreensão dos Direitos Humanos a partir da obra de Thomas Hobbes 3. Bruno Barbosa dos Santos (PUCCamp)- Soberania, democracia e estado de exceção: análise dos direitos naturais e da soberania em Thomas Hobbes e a exceção à lei Mesa 42 – Epistemologia II – SALA 13 1. Juliano Gustavo Ozga (UFSM/UFOP)- A Ciência Natural é uma Espécie Natural? 2. Caio Sievers Sperandio (UNIFESP)- A epistemologia do paradigma de Thomas S. Khun 3. Elaine Cristina Pereira Fonseca (UFPA)- Ciência e Humanismo - a objetividade na ciência 4. Loryne Viana de Oliveira (UNB)- O velho problema da indução Mesa 43 – Foucault III – SALA 1035 1. Diego Moraes Guimarães (UFBA)- A Vontade de Saber em Foucault 2. Raphael Freitas Vaz (UFPA)- Nietzsche por Foucault (1971-1975): Conhecimento interessado e conhecimento desinteressado. 3. Jean D. Soares (UFOP)- Diálogos com uma Arqueologia 16h00: Mini-Curso- Prof. Dr. Lorenzo Mammi (USP): “O fim da arte contemporânea”. 19h00: Encerramento- Prof. Dr. Newton Bignotto (UFMG): “Hannah Arendt e a Revolução francesa” 21h00: Confraternização 14 30/04- Sábado 10h00: Visita ao acervo do MASP. RESUMOS Adrielle Costa Gomes de Jesus Instituição: UFBA Orientadora: Profa. Acylene Maria Cabral Ferreira Órgão de Fomento: PET E-mail: [email protected] A questão da significação em Ser e Tempo Abordaremos a possibilidade de se analisar o problema da significação em Ser e Tempo, de Martin Heidegger. Considerando a significação como constituição ontológico-existencial da presença (Dasein). Tomaremos a abertura da significância na mundanidade mostrando como ela é determinada pela compreensão, articulada pela interpretação, que articula sentido do ser e significação dos entes. A significação se dá na estrutura do “como” hermenêutico e do “como” apofântico. Pretende-se mostrar que a significação se dá em uma unidade ontologicamente constitutiva entre linguagem, mundo e presença, não exercendo um papel representacional de mundo. A significação se mantém assim em uma duplicidade, a saber, a do significar mútuo de presença e mundo. Álan Arruda Matos Instituição: UEM Orientador: Prof. Vladimir Chaves dos Santos Órgão de Fomento: CNPq-Fundação Araucária - UEM E-mail: [email protected] Concepções de justiça na República de Platão A República de Platão tem como espinha dorsal uma discussão em torno da justiça: o que é e por que é mais vantajosa que a injustiça. A questão proposta pelo filósofo põe em confronto uma visão inovadora e o senso comum, que entende a justiça como sendo o bem alheio e boa apenas pela recompensa que ela pode trazer. Nesse caso, não é o ser justo que traz benefícios, mas sim o parecer justo, o que abre espaço para uma argumentação pragmática pela qual se julga melhor ser injusto e parecer justo, pois assim é possível desfrutar do benefício tanto de um quanto do outro. Platão busca demonstrar que a justiça possui valor em si, e que ela não é apenas o bem alheio. A justiça é uma excelência da alma, um bem em si, benéfico ao homem e à cidade. O propósito deste trabalho é analisar a concepção tradicional e a concepção sofística de justiça, tendo como base os dois primeiros livros da República. 15 Amanda Veloso Garcia Instituição: UNESP - Marília Orientador: Prof. Vandeí Pinto da Silva Órgão de Fomento: PIBID/Capes E-mail: [email protected] Incompatibilidades entre a proposta curricular do estado de São Paulo e o material do programa São Paulo Faz Escola Esta pesquisa visa compreender as diversas dimensões do ensino de Filosofia no Estado de São Paulo, o que está diretamente ligado à Proposta Curricular do Estado de São Paulo e o material elaborado pelo Programa São Paulo Faz Escola a partir desta. Por meio de acompanhamento de aulas de Filosofia no Ensino Médio público paulista e de análise do material notamos que o esforço de utilizá-lo no cotidiano escolar revela não apenas as limitações deste, mas também mostra incompatibilidades entre os Cadernos e a Proposta na qual foi baseado. Enquanto a última defende um ensino contextualizado, o material parte de critérios unificados e anteriores a qualquer realidade e utiliza-se de uma metodologia conteudista que visa ao acúmulo de informação e não conhecimento filosófico de fato. Ao apresentar tal faceta, pretende-se compreender o subseqüente e crescente afastamento entre o alunado e o filosofar. André Assi Barreto Instituição: USJT Orientador: Prof. Dr. Paulo Henrique Fernandes Silveira E-mail: [email protected] A alma e a divindade em Demócrito Demócrito e seu mestre Leucipo foram os precursores do pensamento atomista no Ocidente. A premissa básica da filosofia atomista é a ideia que a totalidade da realidade, ou seja, o ser, é composto essencialmente por átomos e vazio. Tendo essa cosmovisão em vista, o objetivo da nossa investigação é mostrar como se dá a religiosidade dentro do pensamento proposto pelo abderita, em especial os conceitos de alma (psiquê) e divindade (theos), tendo como horizonte a interpretação materialista de sua filosofia ao longo da História. Nosso material foi a doxografia restante, as observações e registros de Aristóteles em seu De Anima e na Metafísica e os comentários históricos e críticos de William Guthrie e Christopher Taylor. André Botelho Scholz Instituição: USP Orientador: José Carlos Estêvão Órgão de Fomento: PET (MEC/SESu) E-mail: [email protected] É possível falar em linguagem mental no Tratado das Intelecções de Pedro Abelardo? Em um artigo publicado em 2007, Peter King defende a tese de que no Tratado das Intelecções (e em outros textos) Abelardo estabelece a existência de uma linguagem mental. Segundo King, a partir de uma compreensão linguística das intelecções Abelardo propõe que é a linguagem mental que provê toda a semantica para as linguas ordinárias, pois as próprias intelecções se estruturam de maneira semantica. Segundo essa compreensão, o cavaleiro da dialética teria sido o primeiro autor medieval a propor uma teoria de linguagem mental. Nossa apresentação buscará examinar e problematizar esta tese, sobretudo no que se refere à leitura do Tratado das Intelecções. 16 André Guedes de Toledo Instituição: USP Orientadora: Marilena de Souza Chaui E-mail: [email protected] Bento Prado Jr. entre a Filosofia e a Literatura Em busca de uma “filosofia brasileira” pergunta-se, antes: o que é “filosofia brasileira”? Essa questão parece implicar uma que lhe antecede: o que é Filosofia? Mas “Filosofia”, assim, no singular e com maiúscula? A questão se avoluma e é preciso escolher uma estratégia para tratála. Encontramos em Bento Prado Jr. um ponto de partida privilegiado. Com ele a questão pela “Filosofia” torna-se: qual a relação entre filosofia e literatura? Para respondê-la, parece necessário conhecer o que pensa o autor sobre a filosofia e sobre a literatura, como as define e localiza no campo da cultura. Mas só então seria possível encarar diretamente a questão da relação entre elas? Ou, antes, somente por meio da relação seria possível pensar cada uma encontrando sua localização? Orientado por essas linhas gerais, propõe-se investigar, sobretudo, alguns textos sobre o autor e alguns de seus ensaios. Ândrea Costa Crispino Instituição: UFPA Orientador: Pedro Paulo Corôa E-mail: [email protected] Um fragmento de Goethe sobre a imaginação Em Ensaios sobre arte, com alguns textos escritos por Goethe sobre as artes plásticas, encontramos um fragmento sobre a imaginação. É um trecho que concentra muitas idéias importantes para a compreensão das questões que giram em torno da estética e da concepção de arte da época, em que a influência de Kant e de sua Crítica do Juízo pode ser reconhecida. Goethe fazia anotações em seu exemplar da Terceira crítica, e certamente havia entre eles afinidades na compreensão dos fundamentos da arte em geral, e em especial no que diz respeito ao papel exercido pela imaginação na produção do objeto artístico. O objetivo do trabalho é chamar a atenção para os elementos que aparecem no fragmento sobre a imaginação como indissociáveis da concepção estética kantiana. Esses elementos são basicamente a liberdade da imaginação, sua relação com o sentimento e a noção de gosto que daí resulta. Andressa Barbosa Pereira Instituição: UFPA Orientador: Pedro Paulo Corôa E-mail: [email protected] O tema da Teodicéia em O Fim de Todas as Coisas, de Kant. Em seu opúsculo O fim de todas as coisas, Kant nos dá uma excelente oportunidade de compreender a relação criticamente proposta entre religião e moral. Um ponto comum indiscutível é o fato de ambas procuram conceber a verdadeira finalidade da existência humana. No opúsculo citado, Kant apresenta o fim natural como o único racionalmente defensável por envolver a conduta terrena da humanidade. Mesmo assim, Kant aproveita a idéia de “juízo final”, teologicamente entendido como um julgamento moral da humanidade por Deus, para, a partir daí, recolocar o problema da religião dentro da abrangência de sua filosofia moral, nos permitindo, assim, desfazer a oposição tradicional entre fé e razão. 17 Antonio Batista Matteucci Instituição: CUSC Orientador: Bruno Comte E-mail: [email protected] Entre o Mito e a História: um estudo sobre a Verdade no nascimento da consciência histórica Se há um estudo comum entre os helenistas da filosofia ele trata da História da Filosofia, e mais especificamente, do seu surgimento, do que se convencionou chamar de “passagem do Mito à Filosofia”. Os estudos, em geral, expressam um esforço de reconstrução do que se compreende por Filosofia tendo como dado positivo o mito, ou seja, aquilo que contém a racionalidade mítica, e a decifração desta racionalidade traria as chaves de leitura necessárias à compreensão da realidade originária do mito, e por conseguinte, da Filosofia. Contudo, seria possível chegar à compreensão do mito se o método que usamos para tal, o método da História, exclui a verdade presente nos mitos (alétheia)? Buscaremos pelo nascimento da consciência histórica para tentarmos responder esta pergunta. Aurilane Mesquita Freitas Instituição: UFMG Orientador: Leonardo Vieira Órgão de Fomento: UFMG/PROGRAD/PMG E-mail: [email protected] Os discursos da consciência natural na seção consciência-de-si da Fenomenologia do Espírito de Hegel O estudo propõe investigar o aspecto discursivo que permeia as figuras da consciência fenomenológica, na seção consciência-de-si, da Fenomenologia do Espírito de Hegel, a fim de verificar como estas figuras constroem seus discursos, como falham em apreender a verdade de seus respectivos objetos e como, através destes discursos problemáticos e deficientes, tem lugar o desenvolvimento da consciência natural nestas figuras. O discurso da consciência natural, no contexto da Fenomenologia do Espírito, se apresenta na série de figuras do desenvolvimento da consciência com o intuito de conhecer a verdade em si mesma. No desdobramento fenomenológico da consciência, há um discurso específico para cada uma dessas etapas. Ayres Pablo Bogoni Instituição: UNIOESTE Orientador: Carlo Gabriel Pancera E-mail: [email protected] Fundamentos da Desobediência Civil em Thoreau O presente artigo pretende abordar a fundamentação filosófica da desobediência civil em Thoreau. Com o esfacelamento das monarquias absolutistas europeias, baseadas na figura divina do rei, surgiu a necessidade de um novo fundamento para a autoridade. A filosofia política moderna se incumbiu de responder porque o homem deve obedecer a legislação de seu Estado. Porém, nem sempre o legislador é íntegro, caso em que confeccionará leis priorizando parcela da sociedade ou mesmo um pequeno grupo. Surge então um problema: se ao povo pertence legitimar o Poder Legislativo, deve obedecer mesmo uma lei contrária ao bem comum? Com 18 vistas a resolver a questão supramencionada, Thoreau argumenta em favor da desobediência civil, apoiando-a na moral natural, um conjunto normativo intrínseco à natureza humana, e na consciência individual, instrumento capaz de distinguir o justo do injusto. Breno Andrade Zuppolini Instituição: UNICAMP Orientador: Lucas Angioni Órgão de Fomento: FAPESP E-mail: [email protected] A estrutura triádica da causalidade: restrição de domínio na teoria aristotélica da demonstração Na definição aristotélica de conhecimento I10 presente no início dos Segundos Analíticos, encontram-se duas prescrições: um tal conhecimento deve (i) apreender seu objeto pela sua causa e (ii) envolver algo de necessário. É nossa tarefa determinar mais precisamente qual o conteúdo de tais prescrições e em que medida a satisfação delas nos permite opor conhecimento científico e sofístico. No entanto, o estudo dos critérios pelos quais estes dois tipos de conhecimento se distinguem tem nos permitido desenvolver uma tese interpretativa de outra ordem, que diz respeito às razões que teriam levado Aristóteles a nos indicar a silogística como o modelo mais adequado a figurar no discurso epistêmico. Trata-se da aptidão da prova silogística para dar conta do que poderíamos chamar de “estrutura triádica da causalidade” e da determinação de domínio que tal estrutura impõe. Bruna Andrade Pereira Instituição: PUC - Campinas Orientador: Douglas Ferreira Barros Órgão de Fomento: PIBIC/CNPQ E-mail: [email protected] Do Estado Natural ao Estado Civil: Reflexões sobre a passagem do Estado de Natureza para o Estado Civil segundo Hobbes e Rousseau Visando entender como era a vida do homem no seu estado de natureza e como se deu a passagem do estado natural para o estado civil, este trabalho parte de duas principais concepções sobre o homem no seu Estado de Natureza: a de Rousseau e a de Hobbes. Para Rousseau, o homem vive isolado na floresta e mantém o perfeito equilíbrio com a natureza e o ambiente, sobrevivendo com o que a natureza lhe oferece. Nesse estado ele não conhece guerras, nem tampouco mentiras. Já na concepção de Hobbes, o homem vive constantemente em guerra, porque, assim como um animal selvagem, o homem que vive em seu instinto de sobrevivência. Portanto, nosso alvo de pesquisa é a problemática da passagem do Estado de Natureza do homem até a instituição do Estado, por meio de análise e comparação das diferentes formas de pensar desses filósofos. Bruna Frascolla Bloise Instituição: UFBA Orientador: João Carlos Salles Órgão de Fomento: CNPq E-mail: [email protected] Ceticismo mitigado e ciência da natureza humana em Hume Hume tem por vezes seu ceticismo descrito das mais diversas maneiras: é ora negado, ora afirmado moderado ou destrutivo. Influi na escolha duma destas interpretações o tratamento 19 dado à fundamentação da ciência da natureza humana na experiência, e este na nossa concepção da ciência da natureza humana: se crermos, p. ex., que Hume aponte seu ceticismo contra tudo que não seja experimento observado, a ciência da natureza humana será uma compilação de relações causais descritas mas jamais explicadas; se considerarmos que o fato de a ciência da natureza humana dever ser fundada em experimento não obriga a restringi-la ao observado, então seu ceticismo não se volta para todo o inobservável e permite explicações para os fenômenos que presenciamos. O intento é, pois, investigar em que medida Hume é um cético e como devemos tratar na ciência da natureza humana sua fundamentação na experiência. Bruna Maria Lemes Duarte Instituição: UNESP - Marília Orientadora: Mariana Claudia Broens Órgão de Fomento: CNPq (PIBIC) E-mail: [email protected] Investigação do papel da reconstrução em filosofia segundo Dewey Para a filosofia continuar a responder questões referentes às dificuldades de seus tempos, é preciso que esteja a par das descobertas cientificas conforme as mudanças de atitudes dos homens de comunicar novas mentalidades evoluindo nos últimos séculos, revolucionando a concepção do pensar. A ciência nos apresenta um universo imenso e ilimitado no espaço e no tempo, com o foco de todos os acontecimentos serem indispensáveis, agora isso passa a ser a realidade. O que antes os antigos chamavam de essência e espécie agora chama de geração e conseqüência. As mudanças ocorrem em correspondência com outras, estabelecendo uma ordem constante da mudança. Assim o pensamento que caracterizava hierarquicamente as classes, segundo Dewey se parece e muito com a situação social. Por fim objetivarei mostrar a proposta de Dewey para uma nova forma de pensar filosofia. Bruno Barbosa dos Santos Instituição: PUC - Campinas Orientador: Douglas Ferreira Barros Órgão de Fomento: PIBID/Capes E-mail: [email protected] Soberania, democracia e estado de exceção: análise dos direitos naturais e da soberania em Thomas Hobbes e a exceção à lei O objetivo desta pesquisa é analisar o estado de exceção e sua relação com o atual modelo democrático, para compreender o funcionamento de sua estrutura jurídica e as contradições da exceção ao ordenamento legal. Partindo da descrição da soberania na obra de Hobbes, em particular o capítulo XVIII de seu Leviatã, em que o autor define os direitos do soberano, concedidos por meio do contrato entre os homens, legitimando seu poder, buscamos a compreensão dos conflitos entre a soberania hobbesiana e o poder do soberano na exceção, como também analisar as acepções de Hobbes sobre o direito natural dos súditos, contrapondo a banalização da vida enunciada por Giorgio Agamben, em seu Homo Sacer (2010) e o novo paradigma de governo em seu Estado de Exceção (2004). Destes conflitos, a questão que orienta esta pesquisa é: que direitos restam aos indivíduos perante o poder soberano na exceção? Bruno Ferreira da Rosa Instituição: USP Orientador: Ricardo Terra 20 Órgão de Fomento: PET (MEC/SESu) E-mail: [email protected] O problema do reconhecimento à luz da teoria hegeliana do Estado Trata-se de uma reconstituição da Filosofia do Direito de Hegel a partir do problema do reconhecimento. O mote que orienta essa reconstituição é uma tentativa de conciliar duas impressões aparentemente conflitantes que a leitura desse escrito nos deixa: como conciliar um movimento de reconhecimento centrado na figura dos indivíduos com uma tendência a institucionalização da esfera da eticidade levada a cabo por meio de uma potente teoria do Estado? Nesse sentido é que se elucidarão dois conceitos centrais nesse texto: o conceito de “vontade livre” e o de “eticidade”, capazes de dar conta dessa articulação. Se buscará pensar como essa teoria do Estado é que ilumina as dinâmicas de reconhecimento e como essas mesmas tendem em direção à figura ética do Estado. Caio Sievers Sperandio Instituição: UNIFESP Orientador: Claudemir Roque Tossato E-mail: [email protected] A epistemologia do paradigma de Thomas S. Kuhn O presente projeto tem por objetivo analisar o mecanismo de formação do paradigma salientado por Thomas S. Kuhn em seus estudos sobre a história da ciência. Sendo o paradigma o responsável, em sua filosofia, pela investigação científica, ou seja, é o paradigma que delimita e norteia a atuação científica. Nesta empreitada almeja-se trazer a tona as questões epistemológicas, históricas e metodológicas que fizeram este autor retomar o termo paradigma para filosofia e história da ciência e possibilitou desenvolver as causas das mudanças e revoluções dentro de uma teoria, mudanças essas que estão contidas dentro do próprio paradigma. Como conseqüência desta investida Khun pode formular que apesar da ciência apresentar e necessitar do paradigma, que limita e norteia à investigação científica, o paradigma diferente da regra permite em certas ocasiões mudanças. Camila Merss Instituição: UEM Orientador: José Antônio Martins E-mail: [email protected] Notas sobre o Humanismo Cívico no inicio do Renascimento italiano Os recentes estudos sobre o republicanismo nos remetem as suas origens, que parece estar, entre outras fontes, naquilo que Hans Baron nomeou como o Humanismo Cívico. Neste sentido, buscamos compreender, orientados pela leitura de alguns comentadores destacados sobre esse tema, notadamente Baron, Pocock, Skinner, Bignotto entre outros, as características peculiares dessa vertente do pensamento político. Nossas atenções se concentram, num primeiro momento no Renascimento italiano, no esforço dos pensadores políticos que buscaram constituir uma nova maneira de conceber a vida na cidade. Esse estudo se concentrará sobre algumas concepções de regime político desses autores do início do Renascimento italiano, com destaque para o estabelecimento de formas de governo que defendam a liberdade cívica. 21 Camilo Lelis Jota Pereira Instituição: UFOP Orientador: Bruno Guimarães E-mail: [email protected] A pragmática do conflito social: uma reatulização da filosofia política de Hegel Esta comunicação tem o intuito de apresentar os resultados da pesquisa que esta em andamento, pela qual se propõe a discutir a importância do reconhecimento recíproco para a política contemporânea, a partir de uma re-atualização da filosofia do direito de Hegel. Trata-se de acompanhar a recepção pragmática da filosofia político-social de Hegel e de avaliar o alcance desta leitura no sentido da formulação de uma nova teoria da mediação do conflito social, capaz de lidar com o regime de carências da sociedade civil, bem como com a dinâmica constante de sua luta pelo reconhecimento, a partir de uma determinação contextual e negociada do uso das normas jurídicas. Carla Bucioli Bovo Instituição: UEMA Orientador: José Antônio Martins E-mail: [email protected] Sobre a melhor forma de governo no De Regimine Principum de Ptolomeu de Lucca. Aristóteles, na Política, expõe as razões para os homens se agruparem em sociedade, quais são suas formas de organização, como e porque os regimes se corrompem, e é em função deste último aspecto que umas são qualificadas como melhores que outras. O autor aponta qual é de fato a finalidade dessa vida na polis e o que os homens almejam quando se agrupam em comunidade. Tomás de Aquino, e posteriormente Ptolomeu de Lucca no De Regno, apresentam suas teorias políticas concordando em grande parte com a teoria política clássica, particularmente no que tange a natureza dos homens em se agruparem em sociedades. Eles também falam sobre os regimes possíveis e como seria o governo ideal para se alcançar o fim da cidade. Apesar de concordarem em vários pontos como nas formas de governo e na finalidade da vida em sociedade, parece haver discordância em alguns pontos. Tendo isso em vista, o objetivo desse projeto é apresentar e analisar no De Regimine Principum de Ptolomeu de Lucca, como é formada e qual a melhor forma de governo possível. Num segundo momento, procurar investigar até que ponto ele se aproxima do aristotelismo político, particularmente, daquilo que Aristóteles definiu como politéia mixeis. Carla Leandra Linhares Instituição: UFMG Orientador: Marcelo Pimenta Marques Órgão de Fomento: PIBIC/CNPq E-mail: [email protected] Cuidado de si, medida da alma? Em que consiste o “cuidado de si” no Cármides? O que é este “si” que deve ser cuidado? Platão concebe as dores de cabeça de Cármides como o sintoma de uma doença da cidade, a saber, a ausência de sophrosýne, que se exterioriza na juventude. O Cármides não apresenta uma formulação da teoria da alma, nem de uma teoria da ação que justifique a prescrição da sophrosýne como um remédio para a falta de medida. Qual é o estatuto da alma sobre o qual Platão se baseia para apresentar a noção de um cuidado de si? Nossa proposta é mostrar que, ao aproximar a sophrosýne de uma noção de boa medida alcançada a partir da prática da 22 filosofia e ao apresentar a desmedida como uma doença da alma e da cidade, Platão questiona o modelo sofístico de educação, apontando suas falhas como as causas da deformação do caráter dos jovens atenienses. Carlos da Fonseca Nadais Instituição: USP Orientador: Marcus Sacrini Ayres Ferraz E-mail: [email protected] Idealização do estado hegeliano: analítica do direito como ferramenta de dominação ou de legitimação. Analisaremos a idealização do Estado hegeliano, através da vontade, liberdade e direito, bem como a posição do cidadão, utilizando atuais princípios democráticos e a função do direito, como ferramenta de opressão e/ou de libertação. Trataremos das passagens do indivíduo pela família, sociedade civil e Estado, tendo o reconhecimento como vetor, e das ponderações sobre vontade e liberdade, em Kant e Rousseau. Apresentaremos o direito como ferramenta de opressão, nas críticas de Marx e Webber, mas também como fator legitimador, pelos juristas Bobbio, Kelson e Ihering. Por fim, transpassando todas essas inferências, mostraremos a importância da democracia, pelos pressupostos dados por Habermas e Hanna Arendt. A idéia é demonstrar a grandiosidade da concepção do Estado hegeliano, na passagem do crivo de seletos pensadores. Carolina Coraça Machado Instituição: PUC - PR Orientador: Cesar Candiotto Órgão de Fomento: PIBIC/ CNPq E-mail: [email protected] A vida como coragem da verdade em Michel Foucault Nesta comunicação pretendemos analisar a vida como coragem da verdade contrastando a parrhesia cínica e a parrhesia socrática, esta última no diálogo Laques. No curso Le courage de la vérité Foucault trata principalmente da parrhesia cínica, que consiste em um modo de vida (bios) fortemente articulado pelo princípio do dire-vrai (dizer verdadeiro): dizer a verdade com franqueza, sem acanhamento e sem temor, dizer verdadeiro irrestrito e corajoso. Esta articulação entre dizer verdadeiro e modo de vida é necessária no cinismo. No Laques Sócrates discute a formação dos jovens, a parrhesia como pedagogia, pelo cuidado dos jovens com sua educação e pelo aprendizado de qualidades e virtudes necessárias à política, no intuito de se ocuparem com a maneira de viver (bios). Ambas tratam da existência, de um modo de vida que se examina constantemente e que exige a coragem da verdade. Carolina Maria Amaral da Silva Instituição: PUC - Campinas Orientador: Douglas Ferreira Barros Órgão de Fomento: FAPIC E-mail: [email protected] As paixões, a liberdade e o soberano em De cive e em Leviatã Pretende-se nesta pesquisa aprofundar em que sentido as paixões são uma ameaça à instituição da soberania. Parte-se da avaliação de Hobbes, segundo a qual certas leis de natureza são contrárias às nossas paixões para entender como Hobbes vai avaliar o cidadão, dotado de 23 paixões, em face do soberano e em que sentido estas podem constituir uma ameaça a ele. Aliada à análise das paixões tanto em De Cive quanto em Leviatã procuraremos entender a noção de liberdade, que definida como ausência de impedimentos externos, pode estar diretamente aliada das paixões. A realização das paixões também se compreende pela idéia de movimento, é pelo movimento que os homens desfrutam das paixões e do movimento que se identifica a relação de sua ação com a liberdade. Parte-se nesta pesquisa da questão: como as paixões se relacionam com a liberdade e em que sentido elas entram em conflito com o soberano? Charleston silva de Souza Instituição: UFPA Orientador: Nelson José de Souza Jr. E-mail: [email protected] Filosofia enquanto confrontação Esclarecer a importância de A questão fundamental da filosofia – conferência proferida no semestre de verão de 1933, na universidade de Freiburg, e que diz respeito ao chamado segundo Heidegger – frente à necessidade de questionar, sempre fenomenologicamente, o par encobrimento/não-encobrimento, é o objetivo desde trabalho. Neste sentido, o texto trada do “problema” do Pensar do Ser, que aparece na filosofia de Heidegger a partir de 1931, problema que se faz acessível pela expressão “Verdade do Ser”, vetor decisivo para essa problemática, portanto. Mostrar em que sentido Heidegger entende a filosofia enquanto confrontação – confrontação esta que visa àquela que seria a expressividade máxima do Ocidente de antes, até hoje: a filosofia de Hegel – torna-se o fio condutor da análise e, não menos que isso, a compreensão do que Heidegger entende por filosofia, a partir de então. Claudemir Antonio Gregorio Instituição: UFPR Orientador: Marco Antônio Valentim E-mail: [email protected] A primeira vida de Ortega Este trabalho se refere à primeira obra de Ortega y Gasset "Meditações do Quixote". A idéia é apresentar as estruturas básicas da "vida" segundo este autor, tentar reconstituir, atravez de alguns de seus pressupostos que deveram ser identificados no trabalho, o que é que Ortega chama de vida nesta obra e explorar a riqueza desta noção mais originaria e não lapidada.Os conceitos centrais seram "Heroismo", "Salvação", "Vida" e Circunstãncia". A quetão que deve permear a discussão sobre a vida será: como o homem pode chegar a entrar em contato direto com as "coisas mudas ao seu derredor" e reconhecer o sentido de seu mundo, sua Circunstância. 24 Damião Janiedson de Lima Instituição: PUC - PR Orientador: César Candiotto Órgão de Fomento: CNPq E-mail: [email protected] / [email protected] A relação entre o governo de si e o governo dos outros em Michel Foucault Segundo aponta Michel Foucault, há uma indissossiabilidade entre ética e política; uma dobra política da ética ou uma ética como política. Deste modo, defende que há um isomorfismo entre ética e política. Em Ditos e Escritos, v. V, o pensador apresenta o problema da ética do cuidado de si como prática da liberdade, asseverando que a ética é a prática refletida da liberdade. Afiança, ainda, que o cuidado de si, de certo modo, é o cuidado dos outros e, portanto, é sempre ético em si mesmo. Pretendemos, por conseguinte, em nossa pesquisa, observar a relação entre o governo de si e o governo dos outros na investigação de Michel Foucault, tomando como ponto de partida o desdobramento do conceito de governamentalidade e suas diversas significações no cursoSegurança, Território e População e em textos de Ditos e Escritos v. III, IV e V. Daniclei Pereira Alves Instituição: UFPR Orientador: Prof. Dr. Paulo Vieira Neto Órgão de Fomento: UFPR-TN E-mail: [email protected] Stendhal, Adorno e o "homem-cópia" A indústria cultural, fenômeno de barbárie sutil, é a realização irônica do intento kantiano de cultura. Ao invés de cultivar espíritos, cultiva autômatos enquanto fragmenta a personalidade dos clientes no “processo social que transforma a cultura em bem de consumo”. O princípio de individualidade torna-se uma contradição social. Este movimento da indústria cultural já estava contido “em embrião no mercados de bens culturais que surge na alta modernidade”. Discorreremos sobre estes movimentos, para, sob a ótica dos conceitos de Adorno, investigar aspectos da gênese da configuração social que “une o singular ao universal neste maquinário de padronização”. Para tal, utilizaremos a obra “O Vermelho e o Negro” considerada “um espelho da sociedade”. Pretendemos fazer uma ligação entre a reflexão de Adorno e a expressão da obra de Stendhal, que chamou ao indivíduo ilusório de “homem-cópia”. Daniel Borgoni Gonçalves Instituição: USJT Orientador: Paulo Henrique Fernandes Silveira E-mail: [email protected] A Experiência Consciente em David Chalmers Na obra The Conscious Mind (1996), David Chalmers (1966-) apresenta a sua teoria da consciência. Segundo ele, para reconhecer o problema da consciência, dois aspectos da mente devem ser diferenciados: o psicológico e o fenomênico. O primeiro é caracterizado pelo que a mente faz e as abordagens funcionais parecem dar conta de explicá-lo. O aspecto fenomênico ou experiência consciente está para além do físico, e escapa às tentativas reducionistas que tentam explicá-la em termos de entidades físicas. Chalmers argumenta que a experiência consciente é um fenômeno natural que supervem ao físico, nomeando sua abordagem de dualismo naturalista. Esta comunicação objetiva apresentar e problematizar o modo como Chalmers instancia a experiência consciente como uma propriedade não-física do mundo. 25 Daniel Rodrigues Placido Instituição: USP Orientador: Lorenzo Mammi Órgão de Fomento: PET E-mail: [email protected] Plotino e os gnósticos: uma introdução Plotino (205?-270 d.C.) foi contemporâneo de certos adeptos do gnosticismo (termo genérico designando uma série de grupos cristãos místico-heterodoxos, com pretensões filosóficas); é provável que estes assistiram aulas plotínicas, até uma ruptura. Plotino elabora então tratados polêmicos, como as Enéadas 3: 8 (30), 5: 8 (31), 5: 5 (32) e sobretudo 2: 9 (33), justamente chamada de “Contra os gnósticos”. Nesta, Plotino ataca aos gnósticos como imitadores da filosofia antiga e diletantes, assim como procura refutar o ultra-dualismo gnóstico: para Plotino o mundo não é mau em si, e o mal também não é uma substância. Mas estas diatribes não mostram uma série de paralelos sutis e inquietantes entre Plotino e a visão gnóstica, como o caráter místico-unitivo da filosofia neoplatônica, o aspecto apofático do Uno etc., sendo assim uma polêmica mais complicada do que parece à primeira vista. Daniel Valente Pedroso de Siqueira Instituição: UPM Orientador: Roger Fernandes Campato Órgão de Fomento: PIBIC E-mail: [email protected] Um estudo da análise habermasiana sobre a Dialética do Esclarecimento, a partir do conceito hegeliano de “modernidade” O conceito de “modernidade” hegeliano é retomado a fim de elucidar a discussão existente entre a teoria da ação comunicativa habermasiana e a teoria social adorniana. Intenta-se problematizar a compreensão do tempo pela razão que se encontra inserida na perspectiva da “subjetividade moderna”. A análise da argumentação sobre a capacidade reflexiva e crítica da razão humana na contemporaneidade e a discussão acerca da validade de tal teoria frente à concepção adorniana para a compreensão da subjetividade moderna, sustenta-se pelo fato de, como afirma Hegel, “a razão ser a certeza da consciência de toda a realidade do tempo”. Tal perspectiva permite compreender o exercício da razão na construção da subjetividade moderna; entretanto, enquanto Habermas aponta para a necessidade de se reestruturar esta “razão que destrói a humanidade”, Adorno demonstra a impossibilidade de tal processo. Danielle Cristina Guizzo Instituição: UFPR Orientadora: Iara Vigo de Lima E-mail: [email protected] As Contribuições de Foucault para uma Reconsideração do Debate sobre o Contexto e Escritos de Adam Smith O trabalho explora o potencial das reflexões de Foucault sobre a economia política e o liberalismo para o estudo dos trabalhos de Adam Smith no que diz respeito à introdução das ideias smithianas no processo de autolimitação da razão governamental nos séculos XVII e XVIII, com destaque para a metáfora da mão invisível, a figura do homo economicus e as 26 funções do Estado. Verifica-se que a argumentação foucaultiana reflete a potencialidade das ideias de Smith como propulsoras da emergência de uma nova razão de Estado no século XVIII, pois a partir da defesa do interesse individual, há a promoção do bem coletivo sem a participação efetiva da figura estatal, limitando-a a práticas restritas. Tem-se, assim, a criação de sujeitos do laissez-faire que geram a desqualificação do soberano político e limitam seu poder na medida em que este se torna um obstáculo à busca pelo interesse individual. Darley Alves Fernandes Instituição: UFG Orientadora: Helena Esser dos Reis Órgão de Fomento: PIBIC/CNPq E-mail: [email protected] Do dever do súdito ao direito do cidadão Esta comunicação visa analisar a inversão na relação entre poder político e cidadão que há com o advento do pensamento político de Locke, diferente do pensamento político de Maquiavel que concebe “O Estado como força suprema de organização de uma comunidade humana” (BOBBIO, 2000, p. 17), e de Hobbes que acredita ser a vontade do soberano a única fonte de direito, portanto, para este filósofo não há limites jurídicos ao soberano. Locke, por sua vez, rompe com a idéia de um poder centralizado nas mãos do rei e busca eliminar os resquícios do absolutismo por meio de dispositivos constitucionais, assim, o indivíduo passa da condição de súdito a um cidadão de direitos. David Ferreira Camargo Instituição: UFSCAR Orientador: Luís Fernandes dos Santos Nascimento E-mail: [email protected] O Poeta Dramático como Filósofo No capítulo XXII do Discurso sobre a Poesia Dramática, de Diderot, lê-se a seguinte passagem: “O papel de um autor é um papel bem inútil: é o homem que se crê em condições de dar lições ao público. E o papel do crítico? É ainda bem mais inútil: é o homem que se crê em condições de dar lições àquele que se crê em condições de dá-las ao público.” Pensemos na seguinte questão: por que Diderot após direcionar um discurso autores da poesia dramática e, nesse caminho, se coloca como crítico, afirma que tais papéis são inúteis? Seria estranho, depois de uma longa investida, asserir algo que, de algum modo, pode invalidar o seu trabalho. Essa discussão pode ser um caminho para se compreender qual é a principal exortação que Diderot direciona aos autores, e que ela exerce um papel fundamental para seu projeto filosófico-teatral. Debora Grygutsch Hellwig Instituição: UEM Orientador: José Antônio Martins E-mail: [email protected] Sobre os regimes intermediários no Discursus Rerum Florentinarum de Nicolau Maquiavel No Discursus Rerum Florentinarum, Maquiavel expõe uma proposta política, solicitada pelo Papa Leão X, devido a Crise na qual Florença se encontrava, já que o sucessor Médici havia falecido. A sua proposta se desenvolve em um tema principal de sua obra: a república, tendo em vista que “Florença nunca foi um principado ou um república com as qualidades devidas”, para então falar 27 dos regimes intermediários. O objetivo primeiramente é entender o que realmente são e como se dão os chamados regimes intermediários. Buscaremos, num segundo momento, investigar em que medida o Discursus apresenta novidade em termos de reflexão sobre as formas de governo no pensamento maquiaveliano. Deborah Moreira Guimarães Instituição: UNIFESP Orientador: Fernando Dias Andrade Órgão de Fomento: CNPq E-mail: [email protected] "Sêneca e a erradicação das paixões" Este trabalho pretende analisar o conceito de paixão em Sêneca, a partir de sua obra Da tranquilidade da alma, e suas dimensões éticas na conduta do indivíduo. Para tal propósito, cabe citar a figura do sábio, que, no estoicismo de Sêneca, representa o indivíduo capaz de buscar a libertação de toda paixão por meio do ideal ascético e do recolhimento interior. O isolamento, próprio daquele que busca na filosofia o método para a moderação de seus desejos, proporciona ao indivíduo um embate consigo mesmo, o que lhe conduzirá, após todo esforço para afastar-se do desregramento e dos bens perecíveis e ilusórios, à plena estabilidade, isto é, à constância. Cabe analisar, então, o modo pelo qual Sêneca propõe a erradicação das paixõ es e a volta dos desejos para o terreno da utilidade, a partir da prática da ascese e do isolamento próprio da vida filosófica. Diego dos Santos Reis Instituição: UFRJ Orientador: Guilherme Castelo Branco Órgão de Fomento: FAPERJ E-mail: [email protected] O Corpo em Trânsito - Biopoder, Racismo, Indiferença Nesta comunicação trataremos da questão da biopolítica, tal como formulada por Michel Foucault, isto é, mecanismo responsável pela bio-regulamentação das populações, através de dispositivos que visam o corpo biológico, extraindo dele o máximo de positividades possíveis. Destacaremos também a importância de sua articulação com o Racismo, legitimador da racionalidade a serviço do aperfeiçoamento do corpus social. Assim, pretendemos analisar o modus operandi desta engenharia social, que demarca fronteiras claras entre os ditos “normais” e os “indesejados”, condenados à exclusão e ao extermínio. Diego Guimarães Instituição: UFMG Orientador: Eduardo Soares Neves Silva Órgão de Fomento: PET E-mail: [email protected] A Vontade de Saber em Foucault Essa comunicação a respeito de A História da Sexualidade I, A Vontade de Saber, de Michel Foucault visa analisar a importância do conceito de arqueologia que ele desenvolveu e explicitou de forma exemplar na Vontade de Saber. Deu condições para melhor se entender, a partir da obra, qual o lugar do sexo na sociedade, enquanto conceito e discurso ao longo da nossa 28 história, para então, refletirmos no que se resultou. Procuro também despertar o interesse, sobretudo filosófico, de pensar e compreender o que se incita sob o discurso acerca do sexo. Por que falar, pensar e até mesmo se manifestar de maneira incisiva no que diz respeito ao sexo? Essa e outras inquietações servirão de norte para dar um passo que seja em direção a elucidar a problemática foucaultiana; que vontade de saber é essa que permeia a sexualidade humana? Diego R. Ramos Instituição: USP Orientadora: Olgária Chain Feres Matos Órgão de Fomento: FAPESP E-mail: [email protected] O Riso do Doutor Fausto: Um Estudo sobre Racionalização e Desencantamento Trata-se de relacionar a temática do esclarecimento à obra Doutor Fausto, de Thomas Mann, atendo-se, nesta apresentação, à exposição de elementos constitutivos do sintagma esclarecimento, sejam estes racionalização e desencantamento. O primeiro será trabalhado a partir de momentos da infância e da juventude de Adrian Leverkühn, o Fausto de Mann, apresentando o caráter progressivo do fenômeno, enquanto o desencantamento, processo que denota o desenraizamento da vida do arrimo mítico, será relacionado a aspectos do abandono do curso de teologia bem como à escolha da nova carreira, a de compositor. Este último aspecto será amplamente explorado pois a abordagem da arte será guia para o desenvolvimento da noção complementar de autonomização. Esta pesquisa fundamenta-se especialmente em textos de Adorno, Benjamin, Horkheimer, Koyré, Marramao e Weber. Dorival Braz Netto Instituição: UFSCAR Orientadora: Eliane Christina de Souza Órgão de Fomento: CNPq E-mail: [email protected] O modo de vida filosófico, a morte e as conseqüências epistemológicas da alma enquanto imortal no Fédon, de Platão No Fédon Platão define a filosofia como um determinado modo de vida: um “exercitar-se em morrer”. Dada a natureza imortal da alma, o filósofo deve exercitar-se em separá-la do corpo, em concentrá-la em si e por si, pois, se é ela que se assemelha ao divino (onde está a sabedoria), é através dela que se pode alcançá-lo. Assim, o filósofo vive sua vida nesse treino de separar a alma do corpo a fim de encontrar o objeto de seu amor. Se por um lado a imortalidade da alma justifica tanto o modo de vida filosófico quanto a felicidade do filósofo diante a morte, por outro traz importantes conseqüências epistemológicas: a Teoria das Idéias e da Reminiscência, “os dois pilares do platonismo”. Minha apresentação tem como objetivo destacar três questões do Fédon: o modo de vida filosófico, a morte e as conseqüências epistemológicas da alma enquanto imortal. Douglas Romão Instituição: USP Orientador: Ricardo Fabbrini Órgão de Fomento: FFLCH-USP E-mail: [email protected] 29 Os Longas-metragens de Leni Riefenstahl e a Questão da Estetização da Política. Através da pesquisa buscou-se no imaginário alemão no III Reich dos anos 1930 ligações que tornariam inseparáveis o discurso político das tecnologias de fantasia e técnicas de performance como as apresentadas pelo cinema. Estes indícios permitiriam compreender a apropriação da retórica da arte pela política, isto é, o que ficou conhecido por ?estetização da política?. A pesquisa utiliza dois longas-metragens produzidos pela diretora alemã Leni Riefenstahl, Triunfo da Vontade (1935) e Olympia (1938). Também busca teóricos do cinema e da ?Teoría Crítica? da chamada Escola de Frankfurt para sua fundamentação. Consequentemente põe em xeque a objetividade da imagem, inclusive como documentação. Com efeito, apresenta a importância de se resgatar a história enquanto reconhecimento do papel cada vez maior da imagem como mecanismo de poder na disseminação de informação na sociedade contemporânea. Edmur Santana da Silva Instituição: USP Orientador: Sérgio Cardoso Órgão de Fomento: FFLCH-USP E-mail: [email protected] A defesa de Sebond É normal entre os estudiosos de Montaigne considerá-lo cético e fideísta, tendo por base principalmente seu ensaio ?Apologie de Raimond Sebond?, no qual ele aborda questões teológicas e expõe seu ceticismo. Relaciono este ensaio com outro no qual Montaigne também aborda questões teológicas ?De la coutume et de ne changer aisément une loi reçue?. Saindo do texto e levando em consideração as circunstâncias que levaram Montaigne a escrever a apologia, a sua posição cético-fideísta ganha uma nova perspectiva, na qual, a ideia de costume adquire grande importância; compreende-se também o porquê de sua postura conservadora. Eduardo José Lima de Oliveira Instituição: UFPI Orientador: Helder Buenos Aieres de Carvalho Órgão de Fomento: PIBIC/CNPq E-mail: [email protected] O lugar das emoções e dos afetos na ética da responsabilidade de Hans Jonas: um contraste com a perspectiva emotivista. O filósofo alemão Hans Jonas (1903-1993) em seu livro “O Princípio Responsabilidade” desenvolve uma ética que acima de tudo está preocupada com a preservação da vida. Destacase neste novo agir o contraste que este faz em relação ao emotivismo, não que esta seja uma proposta emotivista, mas no que tange o princípio responsabilidade jonasiano as emoções e os afetos ocupam um lugar de relevância, já que o principal método proposto por Jonas para que haja uma modificação no agir do homem mexe com as emoções e os afetos do homem. Para que sua máxima “aja de modo que os efeitos da tua ação sejam compatíveis com a permanência de uma autêntica vida humana sobre a terra,” possa ser de fato colocada em prática ele lança mão da heurística do temor o qual funcionaria como um freio para o perigoso e incontrolável avanço da técnica humana, a qual pode causar sua autodestruição. 30 Eduardo Novaes Rios Ribeiro Instituição: UFBA Orientador: João Carlos Salles Pires da Silva Órgão de Fomento: CNPq E-mail: [email protected] Alguns apontamentos sobre Geometria das Cores em Wittgenstein O octaedro, presente em Wittgenstein desde a redação do MS 105, desenha para as cores primárias horizontais do octaedro um número de bissetrizes externas que se ligam ao cinza. Nesse contexto, o ponto neutro desataria um tecido onde se versaria de forma análoga em MS 173, manuscrito derradeiro da terceira parte das Anotações sobre as Cores. Assim sendo, se resolvido nas semi-retas de iguais medidas, o octaedro, no contexto dos manuscritos tardios, forjaria o critério único de cor, afigurando assim não uma dissolução de fenomenologia em gramática, porquanto retornaria aos dados do sentido como seminais na separação do gramatical e empírico, ponto, portanto, problemático para o estatuto das proposições gramaticais na obra de Wittgenstein. Eduardo Rodrigues Rêgo de Oliveira Instituição: UFPI Orientador: Gerson Albuquerque de Araujo Neto E-mail: [email protected] O Formalismo na Teoria da Verdade de Tarski O trabalho a ser apresentado irá abordar a Teoria Semântica da Verdade como proposta pelo lógico polonês Alfred Tarski. Esta teoria se configura como a teoria da verdade mais amplamente aceita na atualidade, sendo defendida por filósofos importantes como Karl Popper e Donald Davidson. O texto base utilizado para a apresentação do trabalho será um artigo de Tarski intitulado “A Concepção Semântica da Verdade e os Fundamentos da Semântica”, nesta apresentação será exposta a teoria semântica da verdade de A. Tarski em linhas gerais e se discutirá principalmente a possibilidade ou não de a teoria ser aplicável a linguagens ordinárias. Serão ainda vistos conceitos importantes em filosofia, como metalinguagem e linguagem-objeto, que segundo proposta de Tarski, seu uso seria parte da solução de perigosas antinomias, como por exemplo, o paradoxo do mentiroso. Elaine Cristina Pereira Fonseca Instituição: UFPA Orientadora: Elizabeth de Assis Dias E-mail: [email protected] Ciência e Humanismo - a objetividade na ciência. A tese positivista acerca da ciência repousa na idéia de que para fazê-la é preciso partir da observação dos fatos. Antagonicamente, para Karl Popper o conhecimento/ciência se inicia pela colocação de problemas, pois detectar um problema nos leva a busca do conhecimento. A partir disto, estabeleceu-se uma distinção entre o que chamamos ciências naturais e ciências humanas - na primeira o Sujeito é distinto do Objeto de estudo, enquanto na última Sujeito e Objeto são iguais. Posto que a filosofia não se encontre em nenhuma destas categorias e que a ela cabe teorizar a respeito de ambas, entraremos na questão: a objetividade da ciência como resultado da análise crítica de uma comunidade científica de acordo com Popper, ou como querem os positivistas, da eficácia do Sujeito observador que se isenta do envolvimento com sua pesquisa. 31 Eliabe Tomaz de Lima Instituição: PUC - Campinas Orientador: Douglas Ferreira Barros E-mail: [email protected] Subjetividade e arte em J. P. Sartre Trata-se de investigação acerca do conceito de subjetividade em J. P. Sartre visando uma interrelação com a arte. Para tanto, num primeiro momento, será abordado o cogito cartesiano com intenção de mostrar a diferença entre o cogito tal como é formulado por Descartes e o cogito pré-reflexivo de Sartre dado à importância da filosofia cartesiana no desenvolvimento do pensamento de Sartre. Num segundo momento, serão abordadas algumas concepções: a idéia de fenômeno, o cogito pré-reflexivo e a Má Fé. Elisa Barca Pereira Instituição: PUC - Campinas Orientador: Douglas Ferreira Barros E-mail: [email protected] Thomas Hobbes e a concepção do positivismo jurídico na atualidade O objetivo do presente plano de pesquisa é aprofundarmos na concepção de direito positivo a partir do pensamento de Thomas Hobbes, fundados na leitura de Norberto Bobbio. Analisaremos as condições de realização da lei a partir do soberano e como esta concepção se estrutura na contemporaneidade. Hobbes enfatiza que os homens são tão iguais em seus direitos, que para tutelar as desavenças se faz necessário um poder comum. Nesse âmbito, inserimos duas espécies de direito: natural e positivo. O primeiro integra-se a universalidade, e o segundo define propriedades e estrutura das normas aplicadas por um julgador. Segundo Bobbio, o direito positivo é limitado a um determinado povo, já o direito natural não tem fronteiras. Ademais, examinaremos críticas atuais ao positivismo. A questão inicial na qual nos aprofundaremos será: Qual o limite do positivismo jurídico na sociedade contemporânea? Eloiza Botelho de Souza Instituição: UFPR Orientador: Breno Hax Jr. E-mail: [email protected] Sobre o que nós vemos Em que consistem nossas percepções visuais? É possível algum tipo de percepção visual livre de qualquer implicação epistêmica? Se a resposta for afirmativa, uma teoria causal da percepção é capaz de explicar satisfatoriamente o fenômeno da visão? Essas são as questões que norteiam a apresentação. Para tentar respondê-las, basear-me-eiartigos do epistemólogo americano Fred Dretske, principalmente em um texto chamado “Simple Seeing” no qual uma capacidade de ver livre neutra de implicações epistêmicas é apresentada. Apresentarei essa tese e encaminharei a discussão para os principais problemas que uma teoria causal da percepção enfrenta ao tentar explicar fenômeno do ver simples (simple seeing), a saber, a indeterminação dos processos causais e qual evento é o responsável pelo início de cadeias causais. Após, apresentarei as sugestões apontadas por Dretske para solucionar esses problemas. 32 Eraldo Souza dos Santos Instituição: USP Orientador: Vladimir Pinheiro Safatle E-mail: [email protected] Autonomia, verdade e consistência em Adorno e Schoenberg O trabalho investigará como se configura o projeto estético de Schoenberg para resolver o problema apresentado pelo projeto artístico do Expressionismo. Tal problema é o de como conciliar a defesa da liberdade e da autonomia da pura expressão do Eu e da arte com a intenção de se realizar uma crítica à sociedade administrada. Esta conciliação se dá, no interior da obra e do projeto schoenberguiano, pela exigência de uma primazia da obra individual, que oferece a si mesma a própria lei ao desvincular-se da universalidade dos estilos. Exigência que é configurada, ainda, com o critério racional e ético da Verdade. Buscar-se-á refletir sobre como o projeto de filosofia e de crítica do jovem Adorno, justamente por tornar sua essa solução de Schoenberg, pôde construir no contato com a estética proposta pelo compositor, uma nova forma de tomar o objeto e considerar a Verdade em Filosofia. Érika Maria Rodrigues de Castro Instituição: PUC - Campinas Orientador: Douglas Ferreira Barros Órgão de Fomento: FAPIC/Reitoria E-mail: [email protected] O estatuto do contrato social e sua contribuição para análise da Lei de Anistia de 1.979 À luz das concepções de política, contrato, cidadania, vontade geral, soberania, apresentadas por Rousseau busca-se compreender qual a validade de uma lei criada unilateralmente por um governo autoritário, principalmente, quando esta lhe concede auto-anistia dos crimes por ele cometidos. Nosso objeto de análise é a Lei 6.683 de 1.979 (Lei de Anistia), promulgada durante a Ditadura Militar no Brasil, período em que as violações dos direitos humanos ocorreram de forma gritante no Brasil. Esta reflexão se faz necessária para contribuir com a efetivação dos Direitos Humanos e o fortalecimento da democracia e soberania popular. Esmeraldina Alves Ferreira Instituição: UFSJ Orientador: José Luiz de Oliveira Órgão de Fomento: Capes E-mail: [email protected] Natalidade e Educação no pensamento político de Hannah Arendt O pensamento político de Hannah Arendt (1906-1975) nos possibilita pensar o presente e, nele, pensar a educação. O fato de que constantemente nascem seres humanos no mundo, a natalidade, concebida pela autora como a capacidade de iniciar algo novo, nos é apresentada como a essência da educação. Assim, pensar na inserção dos seres humanos no mundo, para a qual o papel do educador é o de condutor no processo de formação do homem, a íntima relação entre educação e novidade apresenta relevância por seu potencial criador. Ao mesmo tempo em que é preservada a autoridade e tradição, evidenciados como princípios educacionais os quais, para Arendt, sua ausência denuncia a crise da educação da modernidade, objetivamos com esse trabalho, caracterizar a concepção de natalidade, sua importância e suas implicações para as práticas educacionais na contemporaneidade. 33 Ethel Panitsa Beluzzi Instituição: UNICAMP Orientador: Eneias Junior Forlin Órgão de Fomento: CNPq O Idealismo na Crítica da Razão Pura O objetivo da presente comunicação é estudar o significado de “Idealismo Transcendental” na Crítica da Razão Pura. Ao afirmar que “a coisa em si não é nem pode ser conhecida por seu intermédio [da nossa sensibilidade]” (CRP A30/B45), a filosofia de Kant é erroneamente confundida com o Idealismo tradicional - na obra kantiana, a dúvida repousa sobre a correspondência entre nossas representações e as coisas “em si”, não de sua existência. Para estudar esse assunto, será abordada a “Refutação do Idealismo” e subseqüente “Teorema”, constantes em CRP B274-279. Como esse estudo exige a compreensão de alguns conceitos básicos do universo kantiano (como conhecimento analítico e sintético, a priori e a posteriori), em especial a Estética Transcendental, é pretendida a abordagem suficiente dos conceitos-chave necessários antes da apresentação do tema principal. Eugênio Mattioli Gonçalves Instituição: UNICAMP Orientador: Roberto Romano Órgão de Fomento: PIBIC/CNPq E-mail: [email protected] Maquiavelismo e Anti-Maquiavelismo: a racionalidade política nas teorias de Gabriel Naudé e Giovanni Botero A partir do legado teórico de Nicolau Maquiavel, a modernidade inaugura o surgimento de uma nova forma de pensar o Estado, através do que posteriormente viria cunhada sob a noção de razão de Estado. Dedicando atenção à teoria esboçada pelo filósofo florentino, Giovanni Botero e Gabriel Naudé compõem o rol de autores voltados ao desenvolvimento da razão de Estado. Pautados por racionalidades políticas distintas, enquanto em Della Ragion di Stato (1589) Botero busca conciliar o maquiavelismo às práticas defendidas pela moral católica, Gabriel Naudé radicaliza o pensamento político de Maquiavel, propondo em Considérations politiques sur les coups-d’état (1639) uma racionalidade política que não ouve senão a si mesma. Confrontar as diferentes noções de racionalidade política expostas por Gabriel Naudé e Giovanni Botero, observando o contexto do maquiavelismo, é o escopo de nosso trabalho. Fabiano Domingos Barcella e Saulo Matias Dourado Instituição: UFBA Orientador: Silvia Faustino de Assis Saes Órgão de Fomento: PIBID E-mail: [email protected] Lógica, o pilar para o ensino de filosofia no 2º grau Se sou um professor em uma sala de aula e quero ensinar genética aos meus alunos, devo lhes explicar as propriedades, os desdobramentos, mostrar representações de livros e pedir, implicitamente, que acreditem em mim e na existência do que não está ali. Para um fato histórico, o mesmo. Narrarei quais os protagonistas, as causas e consequências, mas, por infelicidade, não poderei trazer o passado de volta e coloca-lo em cima do tablado. Já na 34 filosofia, para ser fiel a sua raiz, só há atividade se o discurso for refeito aos olhos de quem se encontra presente. Uma noção filosófica não pode apenas ser apontada, mas reconstruída em seu ciclo de premissas e conclusão, como se nascesse naquele instante. Por isso, nesta introdução a um entendimento sobre ensino de filosofia no segundo grau, falaremos sobre a necessidade, ou mesmo exclusividade, da lógica em seu currículo. Fábio Coimbra Instituição: UFMA Orientador: Aldir Araujo Carvalho Filho E-mail: [email protected] Lex civile e Jus naturale O presente trabalho discorre sobre a noção de Lei à luz da filosofia de Hobbes. O que se erige como proposta aqui é analisar na visão desse filósofo a relevância das leis para a constituição e linearidade da vida do homem artificial construído pelo consentimento de todos, a qual se chama Estado, em latim, Civita. Duas concepções de leis serão deparadas no decorrer da pesquisa. A primeira é a Lei Civil que, de acordo com nosso autor, tem como uma de suas pretensões limitar a liberdade que a natureza deu a cada um. Já a segunda é a Lei Natural que não se trata propriamente de lei, mas de uma disposição para o advento do Estado. Em suma, objetiva-se trazer a lume algumas reflexões de Hobbes sobre as leis, tantos civis, quanto naturais que possam ajudar a entender melhor a sua teoria do Estado. Fabricio Coelho de Sousa Instituição: UFPA Orientador: Nelson José de Souza Junior Órgão de Fomento: Proex E-mail: [email protected] Ciência e Filosofia:Atitudes Fundamentais do Homem Partiremos da questão do nexo entre filosofia e ciência, que visa um cenário em que o problema capital da obra “Introdução a Filosofia” (1928-1929) virá à tona: Verdade. A dissertação analisará como Heidegger, constrói uma conceituação existencial de ciência, tendo como força motriz para tal conceituação, o problema da verdade. Efetivada essa etapa, poderemos garantir á ciência, sua característica mais genuína: a positividade. A conquista do traço essencial (positividade) da ciência se dará no âmbito de um projeto demarcador de campo, que a delimita e faz com que ela se mostre como uma forma de manifestar o ente. Esse projeto demarcador é alcançado através da compreensão de ser advinda da transcendência, o que Heidegger nesse primeiro momento de “Introdução a filosofia” denominou “ filosofar expresso”. Filosofar expresso é o modo primário de ser do ser-aí que permite algo como a ciência. Felipe Calleres Instituição: UFSCAR Orientadora: Marisa Lopes Órgão de Fomento: Fapesp E-mail: [email protected] Contribuições do De Generatione e Corruptione para a teoria da sensação de Aristóteles No De Anima a sensação é apresentada como uma afecção em que o sentido se torna semelhante ao sensível. Para a compreensão dessa teoria é necessário o conhecimento prévio de 35 alguns pressupostos acerca da afecção que são expostos no De Generatione et Corruptione. Nesse trabalho pretendo mostrar como conceitos, tais como contato e contrariedade são fundamentais para a compreensão da teoria da sensação, ainda que não estejam inseridos na exposição dessa teoria tal como ela se apresenta no De Anima. Fernanda de Araujo Izidório Instituição: USP Orientador: Marco Antônio D‟Ávila Zingano Órgão de Fomento: PET - SESU/MEC E-mail: [email protected] O problema da unidade da sensação no De Anima, de Aristóteles. Nesta apresentação iremos expor e analisar o problema da síntese de impressões dos cinco sentidos apresentada no De Anima. Eis que o autor admite haver três tipos de objetos da sensibilidade: o que corresponde a um dos cinco sentidos em particular (ex. cor); aquele percebido também diretamente, porém por todos os sentidos ao mesmo tempo (ex. número); e por fim, quando uma cor, uma textura etc. que se encontram simultaneamente juntas, mas não de modo necessário (ex.quando percebemos a coisa portadora daqueles atributos). Porém, por esses dois últimos objetos serem conjunções de sensações diferentes em natureza, o problema surge ao não encontrarmos nenhum sexto sentido unificador de percepções. Seria possível à própria faculdade sensitiva fazer essa síntese ou caberia a outra função da alma? Eis uma importante questão a ser feita a fim de descobrirmos qual o papel cognitivo da sensação. Fernanda Ferreira de Campos Instituição: UEM Orientador: Marco Aurélio Oliveira da Silva Órgão de Fomento: PIBIC/CNPQ-Fundação Araucária-UEM E-mail: [email protected] Ser e essência em Sto Anselmo O objetivo deste projeto é analisar as provas da existência de Deus, tal como formuladas nos tratados Monologion (1076) e Proslogion (1077) de Anselmo de Cantuária. Em resumo, podemos dizer que, no Monologion, o autor parte de uma realidade dada para elaborar as provas da existência de Deus. Já, no Proslogion, o autor desenvolve um argumento único, posteriormente denominado por Kant como “argumento ontológico”, o qual afirma a existência de Deus a partir de sua definição, dizendo ser Deus “algo tal que não se pode pensar nada maior”, desta forma, devendo existir tanto no pensamento quanto na coisa, na realidade. Esta pesquisa investiga a maneira pela qual, segundo Santo Anselmo, o homem pode falar de um modo adequado, dentro de seus limites, sobre o ser de Deus. Fernando Araujo Del Lama Instituição: USP Orientador: Marcus Sacrini Ayres Ferraz Órgão de Fomento: CNPq E-mail: [email protected] Bento Prado Jr. e a configuração da filosofia da psicanálise como área de pesquisa em filosofia. O que é a filosofia da psicanálise, tomada como área de pesquisa em filosofia? De que forma ela se configura? Quais são as linhas de pesquisa em seu interior? São essas as perguntas que o 36 presente trabalho visa responder. Para tanto, faremos um breve histórico das relações entre filosofia e psicanálise ao longo do século XX, enfatizando seus pontos positivos e negativos. Em seguida, veremos como e porque Laplanche inaugurou uma nova forma de relacionar filosofia e psicanálise, denominada epistemologia da psicanálise. Depois, analisaremos a experiência intelectual de Bento Prado Jr., bem como o contexto em que ela surgiu, destacando seu projeto para uma filosofia da psicanálise. Por fim, confrontaremos a proposta, de Richard Simanke, de sistematização da filosofia da psicanálise às idéias de Bento Prado, mostrando a influência deste sobre tal sistematização. Fernando Lopes Marim Pereira Instituição: FMU Orientador: Luis Augusto de Mola Guisard E-mail: [email protected] O Semeador no Campo das Ilusões A Razão é um corolário fundamental da modernidade. No panorama da Pós-modernidade esta ótica não se modifica, pelo contrário, arrefece-se enquanto novos problemas inauguram uma conjuntura de crises, a crise no domínio da realidade virtualizada através da supressão de qualquer condição não pragmática. O descrédito pela história, natural de uma Sociedade que adita o tempo à ordem de mercado, é apenas um novo sintoma do estado de alienação exponencial que conduz a humanidade a uma situação limite, da qual uma saída possível depende do próprio Sujeito – reencontrando-se consigo mesmo, retomando sua Vida através do exercício da crítica, núcleo de sua própria Biopotência. Francisco Lobo Batista Instituição: UFPA Orientador: Ernani Chaves E-mail: [email protected] O Personagem Conceitual nietzscheano Na presente comunicação pretendo analisar o conceito de Dionísio elaborado no Nascimento da Tragédia a partir do conceito deleuziano de Personagem Conceitual, presente no seu livro O que é Filosofia? Deleuze diz haver em todo discurso filosófico um personagem conceitual que representa, expõe e intercede na criação dos conceitos presentes no pensamento de um filósofo: Sócrates no platonismo, Zaratustra e Dionísio na filosofia nietzscheana, o Eu cartesiano etc., os quais, não se confundem com um personagem literário; o Personagem Conceitual é assim chamado caso seja um instrumento e um semeador de conceitos num Plano de Imanência. O objetivo dessa comunicação é percorrer os movimentos de Dionísio na primeira obra de Nietzsche, elucidando sua afirmação superior: a afirmação dionisíaca da existência, na qual o personagem Conceitual Dionísio é o seu representante. Gabriel Cardoso Galli Instituição: UFPR Orientador: Alexandre Noronha Machado Órgão de Fomento: PET/Sesu E-mail: [email protected] O sentido da Ética no Tractatus de Wittgenstein 37 Em uma carta a Russell, datada de 1919, Wittgenstein diz que “o ponto importante do Tractatus é a sua teoria sobre o que pode ser expresso por proposições (...) e sobre o que não pode ser expresso por proposições, mas apenas mostrado (gezeigt); o que, creio, é o problema principal da filosofia”. Proponho, aqui, entender o Tractatus como uma tentativa de “mostrar que o místico está fora do mundo e que qualquer intenção para falar do tema está – a priori – condenado ao fracasso” [VALLE, 2003, p. 71]. Tentarei apontar por que isso implicaria, para Wittgenstein, que a Ética não pode ser fundamentada – contrariamente à posição de B. Russell e G. E. Moore. Assim, o questionamento que moverá este trabalho é: O que significa dizer que enunciados da Ética não têm sentido? Os desdobramentos dessa questão deverão levar a uma melhor compreensão da Ética na filosofia de Wittgenstein. Gabriel Henrique Lisboa Ponciano Instituição: UFRJ Orientador: Rafael Haddock-Lobo E-mail: [email protected] O Carrossel de Lampião: Uma breve crítica à Filosofia no Brasil. O artigo busca construir uma breve crítica à Filosofia no Brasil e a partir de uma análise de uma passagem do livro Capitães da Areia pensar a questão do devir-criança e sua importância para a criação filosófica. Gabriela Silva dos Santos Instituição: UFPA Orientador: Pedro Paulo da Costa Coroa E-mail: [email protected] Lyotard e o resgate do sublime kantiano Este texto tem o objetivo de analisar a ampla significação dada por Jean-François Lyotard a noção de sublime na Crítica da Faculdade do Juízo de Kant, sobretudo a tensão máxima presente no sentimento do sublime entre razão e imaginação, a qual gera um prazer por meio do desprazer. Na perspectiva de Lyotard a categoria do sublime é relevante justamente porque a imaginação se apresenta incapaz de produzir representações em formas fenomenais e por isso pode servir como uma ferramenta conceitual para compreender a arte pós-moderna. Por conseguinte, não mais ligada a concepção da imitação vigente desde Aristóteles, sua característica atual é a de uma abstração que sente a imaginação e procura uma presentificação do infinito, ou seja, sua instância artística é capaz de “presentificar o impresentificável”, possível unicamente por meio do sublime kantiano Gastón Mauricio Guillaux Salinas Instituição: USP Orientador: Marcus Sacrini Ayres Ferraz Órgão de Fomento: FFLCH E-mail: [email protected] Paul Ricoeur e a Fenomenologia da Vontade Trata-se de investigar como se constitui o projeto de uma fenomenologia da vontade a partir da tese de doutorado de Paul Ricoeur intitulada “Filosofia da Vontade”. Buscarei verificar, sobretudo, como o conceito de vontade adquire uma problemática particular no interior da fenomenologia e como esta obra prefigura diversos temas e problemas que, posteriormente, 38 Ricoeur desenvolverá em obras como Da Interpretação: Ensaio sobre Freud, O Conflito das Interpretações e Tempo e Narrativa. Gedeão Mendonça de Moura Instituição: UFBA Orientador: Mauro Castelo Branco de Moura E-mail: [email protected] O duplo aspecto do conceito de trabalho em Marx Para Marx, o trabalho é antes de tudo um processo no qual estão envolvidos o homem e a natureza. Por meio do trabalho o homem transforma a natureza, e nesse processo de transformação transforma a si próprio, uma vez que transforma a realidade tornando-a sempre mais humana. Ao transformar a natureza por meio do trabalho o homem não a transforma de qualquer forma, ele a transforma segundo princípios racionais, conscientes, voltado para um determinado fim. Dessa forma, trabalho é antes de tudo trabalho intelectual no sentido de que é por meio de uma prefiguração mental anterior que o trabalho é efetivado.Tendo como base o capítulo V do Livro I d‟Capitaltentaremos discutir os dois principais conceitos de trabalho: o trabalho como criador de valor-de-uso e o trabalho como criador de valor. Geovani Pantoja Parente Instituição: UFPA Orientador: Pedro Paulo da Costa Coroa Órgão de Fomento: CNPq E-mail: [email protected] Da Ideia ao Belo O Objetivo de nossa exposição é tratar do modo como Hegel introduz o conceito de " belo em geral" em seu "Curso de Estética". Nos interessa o percuso que o filósofo faz, iniciando pela definição do que é uma idéia, até realizar a associação entre idéia e belo. podemos mostrar assim que, para Hegel, o belo pode ser concebido como um particular da idéia. Guilherme da Silva Paranhos Instituição: USP Orientador: Roberto Bolzani Filho E-mail: [email protected] A Música na República de Platão A apresentação procurará dar uma ideia geral do tratamento dedicado por Platão à Música em sua obra A República, conforme o estágio atual da pesquisa em desenvolvimento no projeto de Iniciação Científica (sob a orientação indicada). A exposição seguirá resumidamente o percurso da investigação feita neste projeto, focalizando a questão central que a envolve, que é a sua inserção (da música) na educação (paideia), que aparece sobretudo nos Livros II e III da obra do filósofo. Guilherme Jordão Macêdo Dias Instituição: UFPE Orientador: Anastácio Borges de Araújo Júnior Órgão de Fomento: Propesq 39 E-mail: [email protected] A descrição do ser como „dynamis’ no Sofista de Platão No diálogo Sofista de Platão, após o estudo da tese de Parmênides acerca do ser, o Estrangeiro e Teeteto dedicam-se a análise das concepções antigas do ser. Foram estudadas as doutrinas: pluralistas, unitárias, materialistas e idealistas. As aporias dessas antigas concepções influenciaram o Estrangeiro e Teeteto a buscarem uma nova descrição do ser que superasse essas dificuldades filosóficas. Mas, qual é o sentido e a real importância dessa nova descrição do gênero do ser? Qual é a relação desse gênero com os demais gêneros? Nessa comunicação, farse-á uma apresentação do gênero do ser e como este é tematizado no diálogo Sofista. Gustavo Barreto Vilhena de Paiva Instituição: USP Orientador: José Carlos Estêvão Órgão de Fomento: FAPESP E-mail: [email protected] As advertências de Pedro de João Olivi acerca da doutrina da iluminação divina. Em fins do século XIII, era grande a discussão acerca do conhecimento possível para o homem. Aos que defendiam ser possível para o homem obter conhecimentos verdadeiros pelas suas faculdades cognitivas naturais, se opunham os que defendiam a necessidade de uma iluminação divina do intelecto humano para que houvesse o conhecimento de uma verdade. Dentre os últimos, está Pedro de João Olivi (?1298). Porém, ao adotar tal tese, nas suas Questões acerca de conhecer Deus, q. 2 (c. 1285), Olivi apresenta uma posição característica no que tange a esse problema. Ele defende a necessidade da iluminação divina para o conhecimento da verdade, mas também afirma não se poder fazê-lo senão com precauções e Olivi as expõe por meio de quatro advertências a respeito da doutrina da iluminação divina. Este trabalho é um estudo dessas advertências feitas por Olivi acerca da doutrina da iluminação divina. Gustavo Hessmann Dalaqua Instituição: UFPR Orientador: Breno Hax Órgão de Fomento: PET E-mail: [email protected] J. S. Mill e a liberdade como condição humana O interesse do trabalho é analisar a concepção milleana da liberdade exposta no ensaio On Liberty. Na tentativa de apresentá-lo, veremos que a filosofia milleana é, além de empirista, também metafísica. Surpreendentemente, a justificativa última da doutrina milleana da liberdade está na sua noção de natureza humana. Nesta, a liberdade se configura a um só tempo como propósito e condição do humano. O que no final das contas contribuiu para o tom apaixonado da obra: para o filósofo, defender a liberdade é salvaguardar a maior de nossas bênçãos. Em nossa apresentação, a exposição seguirá a divisão feita por Mill. Primeiramente, trataremos da liberdade de pensamento. Em seguida, passaremos em revista a liberdade de expressão. Por fim, abordaremos a liberdade de ação. Nesse itinerário, cuidaremos de apontar os cordões umbilicais que, segundo Mill, vinculam cada uma das liberdades entre si. 40 Gustavo Jugend Instituição: UFPR Orientador: Marco Antonio Valentim E-mail: [email protected] Giorgio Agamben e o esvaziamento da linguagem No trecho Shekhina, do livro A Comunidade que vem, Agamben retoma o texto A Sociedade do Espetáculo de Guy Debord. Agamben afirma que a crítica de Debord ultrapassa os limites da produção e aterrissa no âmbito da linguagem: A alienação política através da expropriação da palavra. O autor se utiliza do recurso platônico dialético para ilustrar seu pensamento em uma alegoria – Shekhina é, para a tradição judaica, o atributo da revelação de deus pela palavra. Mas afinal, qual é a atualidade da questão espetacular? Qual o sentido da alegoria que o autor extrai da Cabala? O que Agamben quer dizer ao afirmar que “... a época em que vivemos agora é também aquela em que se torna pela primeira vez possível para os homens terem a experiência da sua própria essência lingüística – não deste ou daquele conteúdo da linguagem, mas da própria linguagem..” (Agamaben, Giorgio. A Comunidade Que Vem)? Gustavo Marcial Prado Romero Instituição: CUSC Orientador: Claudenir Modolo Alves E-mail: [email protected] Abrindo o olhar para um horizonte mais amplo Percorrendo a história desde seus primórdios e através do planeta como um todo, Enrique Dussel, nos dois primeiros capítulos do seu livro Ética da Libertação, apresenta dois modos de ver a história: um eurocêntrico e o outro do horizonte mundial. A primeira interpretação, a tradicional, que se impôs no mundo todo, é a visão eurocêntrica: vê a modernidade como um fenômeno exclusivamente europeu. Já a segunda, do horizonte mundial, concebe a modernidade apenas como centro do sistema mundial, do qual faz parte. Desse modo, entende-se que há um outro lado da modernidade, que normalmente não é reconhecido, mas que também faz parte dela, e que seria como sua periferia. A questão é que, para levar adiante esta segunda análise, se faz necessária uma ampliação do horizonte planetário, depois da qual muitos conceitos fundamentais deverão ser revistos. Gustavo Rafael Bianchi Azevedo Ferreira Instituição: UNICAMP Orientador: Lucas Angioni E-mail: [email protected] Semelhança ou dessemelhança entre Sócrates e os retores no Górgias Este trabalho de iniciação científica tem como objetivo abordar, a partir do Górgias de Platão, o problema da semelhança ou dessemelhança entre Sócrates e os praticantes da retórica. Para cumprir esse objetivo pretende-se realizar uma comparação entre eles que atente tanto para o método discursivo quanto para o pensamento ético-político exibidos por cada um nesse diálogo. Tal comparação será feita através do estudo de quatro relações. Elas são as seguintes: (1a) a relação entre o método discursivo do filósofo (Sócrates) e aquele dos praticantes da retórica (Górgias, Polo e Cálicles); (1b) a relação entre o pensamento ético-político do filósofo e aquele dos praticantes da retórica; (2a) a relação entre o método discursivo do filósofo e o pensamento ético-político dele mesmo; e (2b) a relação entre o método discursivo dos praticantes da retórica e o pensamento ético-político deles mesmos. 41 Henrique Fernandes Xavier Torres Instituição: USP Orientadora: Maria das Graças de Souza Órgão de Fomento: CNPq E-mail: [email protected] O Espírito Libertino na Filosofia de Denis Diderot Trata-se aqui de analisar a filosofia de Diderot sob o viés da libertinagem de espírito. Tal abordagem consiste primeiramente na apreensão daquilo que julgamos a essência da filosofia de Diderot, isto é, seu constante movimento, sua incessante busca por hipóteses verdadeiras sem a necessidade de se apegar a nenhuma delas. A isto chamamos libertinagem de espírito, e é sob este prisma que pretendemos realizar esta análise. Num segundo momento, temos por objetivo nos concentrar em mostrar quais são as implicações e as características que este procedimento libertino confere à filosofia do enciclopedista. Homero Santos Souza Filho Instituição: USP Orientador: Milton Meira do Nascimento Órgão de Fomento: PIBID/Capes E-mail: [email protected] A natureza nos devaneios de Rousseau: refúgio e felicidade Este presente artigo pretende mostrar como que o conceito de natureza, elaborado por Rousseau, tem papel decisivo no escrito autobiográfico Os Devaneios do Caminhante Solitário, pois aí, esse conceito assume o papel de refúgio e fonte de felicidade para Jean-Jacques. Encontrando-se num estado de solidão absoluta por ter sido forçado, através de conspirações, a permanecer afastado da sociedade, Rousseau buscará então viver conforme a natureza, no contato imediato com ela, em meio a meditações e devaneios. Através do sentimento da natureza, que Rousseau sempre cultivou, ele encontrará naquela um refúgio perfeito, pois ela oferece, tal como ele a sente, um ambiente de estética agradável, e em harmonia, que lhe trazem a tranquilidade e sensações satisfatórias a seu ser. Assim, sendo ela uma potência divina configurada numa ordem física favorável a sua sensibilidade, a natureza constitui-se para Rousseau, também, numa fonte de verdadeira felicidade, onde há benevolência, beleza, e equilíbrio. Isabela de Castro Mendonça Instituição: UFU Orientadora: Ana Maria Said Órgão de Fomento: PIBID E-mail: [email protected] A hegemonia burguesa como forma de violência na formação da individualidade A hegemonia burguesa significa que a classe dominante possui não só a dominação da sociedade, mas também a direção, esta realizada através dos aparelhos privados de hegemonia. Isto é, o Estado hegemônico burguês é responsável não só pela coerção, mas também pelo consenso de toda a sociedade em relação ao sistema. Assim, na nossa sociedade, onde há, de fato, uma contradição de classes, a minoria burguesa mantém sua hegemonia construindo uma homogeneidade ideológica entre essas duas classes contraditórias. Esta comunicação visa mostrar que a escola, como aparelho privado de hegemonia, contribui para manter essa homogeneidade, propagando uma visão incoerente e desagregada de mundo, o que é uma 42 violência para a formação da individualidade, pois os alunos são privados do acesso à cultura e a um modo de viver mais abrangente do mundo atual. Ísis Nery do Carmo Instituição: UFBA Orientadora: Acylene Maria Cabral Ferreira E-mail: [email protected] A técnica e a ek-sistência em Heidegger Para Heidegger, a técnica não se limita ao conjunto de instrumentos tecnológicos ou às aplicações das conquistas científicas, pois é uma conjuntura ou enquadramento que nos envolve como um modo de ser, revelando o seu caráter ontológico. A ciência moderna é o representante mais marcante deste enquadramento. Na modernidade ela determina o homem como sujeito do conhecimento que se relaciona com os outros entes enquanto objetos. Tal concepção funda o humanismo, o homem é então o ente privilegiado que pode exercer o seu poder sobre os outros.O que se pretende com este trabalho é mostrar como há algo no homem, em sua constituição íntima, que é anterior à sua determinação como sujeito. Assim, com o título “A técnica e a ek-sistência em Heidegger” gostaríamos de expor a relação entre a conjuntura da técnica e aquilo que é o homem em seu íntimo – o que será denominado por ek-sistência. Ivan da Costa Gomes Instituição: UFPA Orientador: Ernani Chaves E-mail: [email protected] Nietzsche e o estado grego Ao longo de toda sua obra filosófica Nietzsche nunca deixou de expor a admiração que nutria pelos gregos, sempre dedicando escritos a eles, como o ensaio O estado grego. Este trabalho pretende traçar a relação, dentro de seu pensamento político, entre o estado grego e a aristocracia nietzschiana, confrontando a acusação de que o filosofo da suspeita é um saudosista político, por enaltecer a aristocracia como modelo ideal de estado. Seu pensamento político vai muito além deste saudosismo, como iremos expor, e o estudo da relação entre Nietzsche e o estado grego corrobora para tal defesa, pois, este mostra que ele não busca a mera retomada de antigas formas de estado, mas, ir além destas, seu saudosismo se encontra na volta da vontade do homem de se elevar, na produção de homens superiores, que estão além de moral escrava, tão em voga na modernidade. Janice Andrea Kohlrausch Instituição: UNISINOS Orientador: Wladimir Barreto Lisboa Órgão de Fomento: CNPq E-mail: [email protected] A subordinação da Retórica aristotélica à ética e à política Neste trabalho pretende-se analisar a subordinação da Retórica aristotélica à ética e à política. Ao utilizá-la nos debates perante os tribunais e as assembléias, está-se a vinculá-la à política, em que se busca a excelência cívica. Já a subordinação à ética dá-se pelos seus meios, quais sejam, a sua relação com as virtudes nas três provas técnicas elencadas na obra: ethos, pathos e logos, e por sua finalidade: garantir que a força natural do justo e do bem 43 prevaleça. Através da análise conceitual da obra e de seus comentadores, constata-se que a retórica serve à deliberação diante de teses antagônicas, o que é próprio do contingente. Consistindo a arte retórica, para o Filósofo, no conhecimento dos meios adequado à persuasão em cada caso, a sua eficácia está condicionada à razão, conjugada aos movimentos éticos e patéticos fomentados e exibidos, pelo orador, na discursividade. Jean D. Soares Instituição: UFOP Orientador: Gilson Ianinni E-mail: [email protected] Diálogos com uma Arqueologia Este trabalho examinará o estabelecimento da arqueologia como um método de análise e descrição das condições de possibilidades de saber numa época, com ênfase em duas noções nucleares da “Arqueologia do Saber”: discurso e enunciado. De início, descrever como é composto um discurso através de formações discursivas. Enunciados se apresentarão imbuídos no discurso, compondo-o. Cabe, então, acompanhar Foucault na análise e descrição das condições de exercício da função enunciativa. Este processo completará o quadro proposto, recolhendo subsídios para discutir como a arqueologia revê as possibilidades de estudar os diversos saberes através de uma escavação sobre palavras e coisas, desdobramentos em um lugar menos superficial e anterior àquele no qual foram situadas proposições e frases. Um último diálogo interrogará a arqueologia sobre o próprio processo de descrever o método arqueológico. Jeffrey Anízio da Costa Rebelo. Instituição: UFPA Orientador: Agostinho Meirelles E-mail: [email protected] Hobbes e Kant: do lobo do homem à insociácvel sociabilidade Este trabalho procura identificar uma relação entre as teorias políticas de Thomas Hobbes e de Immanuel Kant, tomando como ponto de partida suas concepções contratualistas a respeito da formação da sociedade civil, uma vez que, tanto para Hobbes, quanto para Kant, as origens desse modelo de organização política estão relacionadas às dificuldades que os homens enfrentam para garantir a sua sobrevivência enquanto espécie quando os mesmos ainda se encontram dentro do que Hobbes costuma identificar como “estado de natureza”. Para que seja possível estabelecer essa relação, partirei, principalmente da idéia de “insociável sociabilidade”, que Immanuel Kant apresenta no opúsculo intitulado “Começo conjectural da história humana”. João Batista Farias Júnior Instituição: UFPI Orientador: Gerson Albuquerque de Araújo Neto Órgão de Fomento: PET E-mail: [email protected] A teoria da verdade como correspondência em Aristóteles Propondo uma teoria que ficaria conhecida como teoria da verdade por correspondência, Aristóteles propunha-nos que a verdade se dá quando existe correspondência entre aquilo que temos em mente e o que de real existe. Ora o que Aristóteles quer dizer é que a verdade se dá quando aquilo que está sendo dito na proposição corresponde ao objeto abordado nela. E 44 falsidade é quando há um desacordo entre o que foi dito na proposição e o objeto tratado nela. Mas até onde vai a aplicação e real validade dessa teoria? Dá-se então a necessidade de se verificar a aplicabilidade da teoria da verdade por correspondência proposta por Aristóteles na linguagem cotidiana e em proposições de sistemas formais. João Carlos Lourenço Caputo Instituição: UFPR Orientador: Rodrigo Brandão E-mail: [email protected] Salvação e os dois deuses de Voltaire O problema da alma presente em alguns textos de Voltaire pode ser dividido em quatro questões, a saber: 1) a alma se existe, existe apenas no homem ou em todos os animais? 2) A alma é material? 3) Se a essência da alma for pensar, penso sempre? 4) A alma é imortal? Duas destas questões (2 e 4) nos permitem desenvolver um debate no âmbito teológico, visto que elas apresentam problemas conflitantes com a visão cristã de salvação e danação, além de dependerem de outro tema metafísico importante na obra voltairiana: Deus. No presente trabalho, portanto, tentarei apresentar a problemática da alma relacionando-a com a visão de Deus que Voltaire nos fornece em seus textos, levando em conta a distinção entre o Deus “magro” metafísico, que parece ser compatível com a resposta dada pelo autor às duas questões destacadas, e o Deus “político”, que parece possuir uma função moral/utilitarista. João Roberto Vale Ricardi Instituição: UNESP - Marília Orientador: Reinaldo Sampaio Pereira E-mail: [email protected] Arte da Medida no Protágoras de Platão Sabemos que o diálogo Protágoras de Platão apresenta certas exclusividades em relação aos demais diálogos de juventude, visto que nele encontramos uma proposta hedonista da parte de Sócrates. Nosso trabalho é abordar o modo pelo qual essa proposta corrobora a tese da virtudeconhecimento, Prot. 352 c3-4. Com isso, perguntamo-nos se esta atividade é a mesma concebida como a arte da medida (metrètikè technè), em Prot. 356 d-e. Jorge Benedito de Freitas Teodoro Instituição: UFOP Orientador: Guiomar de Gramont E-mail: [email protected] Análise da obra Noturno do Chile de Roberto Bolaño sob a perspectiva marcuseana Este trabalho analisa a obra Noturno do Chile, romance do escritor chileno Roberto Bolaño, publicada no ano de 2000. O trabalho visa apresentar a crítica que Bolaño realiza às várias camadas da sociedade chilena, apáticas durante o governo ditatorial de Pinochet. Este trabalho entra fundo nas questões que definem o romance, tais como a religião, o homossexualismo, a repressão e a violência – temas constantes na obra de Bolaño –, fazendo uma relação com os conceitos repressivos e civilizatórios apresentados na obra Eros e Civilização – uma interpretação ao pensamento de Freud, do filósofo Herbert Marcuse. Como estudo de caso utilizo a obra de Bolaño a partir da ótica marcuseana tendo por objetivo proporcionar a discussão sobre 45 o período político, histórico, cultural e social em que se encontrava a sociedade chilena nos anos de extrema repressão do governo ditatorial de Pinochet. Jorge David Ramos Instituição: UFPA Orientador: Ernani Chaves E-mail: [email protected] Música e Metamorfose: arte e vida enquanto criação estética de si em Nietzsche Esta pesquisa se assenta sobre a relação entre arte e vida, na tentativa de mostrar de que maneira o jovem Nietzsche, pensando a tragédia e a cultura grega, tem antes em mente o problema da cultura de seu tempo de modo a inverter a expressão platônica de que a vida somente é válida se revestida de um cunho ascético, devendo estar a serviço da filosofia como “exercício de morte”. Ao contrario, pensa que a filosofia, a ciência e a arte é que devem estar a serviço da vida como um exercício de criação de si e da vida, sem atuar como elemento otimista falso, tal o socratismo-estético, mas como consideração trágica da existência. Procuramos discutir neste artigo, portanto, de que maneira Nietzsche, a partir da Quarta extemporânea, remonta a relação arte/vida e interpreta a música como “autêntica sensação”, desejo de ser novo, transformação, metamorfose. José Carlos Alves dos Santos Junior Instituição: UESC Orientador: Roberto Sávio Rosa Órgão de Fomento: ICV E-mail: [email protected] Sobre o "pessimismo ontológico" e a existência na filosofia schopenhaueriana Schopenhauer almejou encontrar respostas para o enigma da existência. Como ponto de partida, o filósofo teve como intenção denunciar aquilo que o legado kantiano considerou inacessível por seu caráter incognoscível, a saber, a “coisa em si”. Denominando Vontade este em si fenomênico, julgou ser esta força cósmica a principal responsável, simultaneamente, pela maior dádiva e pior flagelo que o homem possui; à existência! Nossa intenção, frente a este incontestável paradoxo, é examinar sob quais condições está fundamentado o pessimismo, ponto tão caro a filosofia schopenhaueriana. Para tanto, valendo-nos da leitura proposta por Julio Cabrera, que aludiu estar Schopenhauer possuidor de um “pessimismo filosófico” de tipo singular e reconhecidamente sóbrio, cabe-nos a tarefa de examinar de que modo se origina este “pessimismo ontológico”. José Luis de Barros Guimarães Instituição: UFPI Orientador: Luizir de Oliveira Órgão de Fomento: PIBIC E-mail: [email protected] A metafísica do belo: a música como objetivação imediata da Vontade Artur Schopenhauer (1788-1860) no livro III da sua obra O mundo como Vontade e como Representação (1819) apresenta-nos uma leitura peculiar a acerca das belas artes – seja ela a escultura, a pintura, a poesia ou a música – sendo sua reflexão referente ao belo artístico um contrapondo à concepção estética romântica vigente na Alemanha no século XIX. Dentro desse 46 debate existente entre filosofia e Arte, com enfoque nas diferentes formas de manifestações artísticas, esta comunicação tem como propósito esclarecer por que a música é considerada, pelo autor daMetafísica do Belo, um modo de objetivação imediata da Vontade. Será apresentada, ao final da pesquisa, uma análise-ensaio de uma ópera do compositor erudito italiano Gioachino Antonio Rossini (1782 -1868) estabelecendo assim um diálogo entre a sua música e a filosofia de Schopenhauer. Josué R. Lima Instituição: USP Orientador: Homero Santiago Órgão de Fomento: CNPq E-mail: [email protected] A natureza do conhecimento imaginativo segundo a filosofia de Espinosa Filosofia tomada como paradigma do pensamento moderno, a obra de Espinosa é marcada pelo esforço de conceder a todos os objetos da natureza a mesma autonomia causal que tem a substância do qual são efeitos imanentes. Assim, da mesma maneira que a substância, a mente humana poderia expressar sua potência em decorrência, somente, de sua essência, ou seja, sem a mediação de uma causalidade externa. Mas isso que é possível concluir a partir da metafísica de Espinosa acaba gerando um questionamento: afinal, se a mente pode expressar sua potência (ou seja, produzir idéias) de maneira autônoma, como ela poderia produzir idéias dos acontecimentos de seu corpo, já que entre os dois não haveria relação causal? Para tratar tal questionamento, proponho como tema para exposição no Encontro Nacional de Pesquisa na Graduação em Filosofia da USP a análise da teoria espinosana da natureza da imaginação. Juliano Bonamigo Instituição: USP Orientador: Eduardo Brandão Órgão de Fomento: FFLCH E-mail: [email protected] A natureza humana em Eros e Civilização Segundo a obra psicanalítica de Sigmund Freud, a civilização é resultado de um necessário e contínuo processo de repressão. Devido à natureza humana sustentada pela teoria dos instintos, a única maneira de realização da organização social é por meio do controle das pulsões diante do dito princípio de realidade. Essa percepção freudiana, entretanto, foi consideravelmente estudada e transformada no projeto de teoria crítica dos integrantes alemães da chamada Escola de Frankfurt. O propósito desta apresentação é acompanhar de que maneira a leitura feita por Herbert Marcuse na obra "Eros e Civilização", na medida em que aceita a mesma natureza humana apontada por Freud, reavalia – a partir da própria psicanálise – as causas históricosociais de controle e propõe caminhos que levam a uma civilização livre de repressão. Juliano Gustavo Ozga Instituição: UFSM/UFOP Orientador: Carlos Sartori E-mail: [email protected] A Ciência Natural é uma Espécie Natural? 47 Diante da indagação de Rorty sobre: Se A Ciência Natural é uma Espécie Natural? , irei expor uma interpretação do ensaio que leva o mesmo nome de sua indagação. Uma das abordagens feitas por Rorty era a de que a ciência natural poderia ser demarcada por um ou ambos os métodos, onde um seria um método especial e outro uma relação especial com a realidade, de onde sai a justificação de que “O homem era uma animal racional e a ciência o apogeu da racionalidade. A ciência era actividade humana paradigmática”. Posteriormente uma abordagem com base na Lógica da confirmação foi exposta, onde não havia uma preocupação se tal lógica distinguia ciência de não ciência. http://pt.scribd.com/doc/30570901/A-Ciencia-Natural-e-uma-Especie-Natural-TEXTO-INTEGRAL Karina Yuri Tanada Instituição: USP Orientador: Luís César G. Oliva Órgão de Fomento: PET (MEC/SESu) E-mail: [email protected] A vontade, o intelecto e a liberdade na filosofia cartesiana A vontade e o intelecto são os dois poderes que constituem a alma e, logo, todas as ações e eventos que se dão no espírito estão relacionados a estas faculdades. É, portanto, de suma importância analisarmos o que são, como funcionam e se relacionam. Qual é a relação entre a vontade, o intelecto e a liberdade? Esta pergunta norteará a breve análise empreendida nesta apresentação. A fim de a respondermos, trataremos principalmente do mecanismo do erro; da conciliação entre liberdade divina e liberdade humana; da aparente contradição entre a autodeterminação da vontade e a condução desta pelo intelecto; da indiferença e da determinação das idéias claras e distintas e da graça divina; da preparação e construção da Ciência e da Moral. Laiz Fraga Dantas Instituição: UFBA Orientador: José Crisóstomo de Souza Órgão de Fomento: PET E-mail: [email protected] A estética de Habermas & Rorty segundo Shusterman O texto “A estética de Habermas & Rorty segundo Shusterman” promove uma discussão acerca da visão de Richard Shusterman em seu artigo “Habermas, Pragmatism and the problem of aesthetics”. Levando em consideração o debate entre Habermas e Rorty que, apesar de compartilharem influências teóricas, têm posições diferentes no embate entre concepções opostas, como racionalidade versus estética e universalismo versus contextualismo. Shusterman considera que, em se tratando do estético, Rorty e Habermas mostram semelhanças e faz uma crítica aos autores, que falham no mesmo ponto: o privilégio dado ao discurso que se reflete numa linguistificação do estético. Esta concepção do estético desconsidera as experiências estéticas não-linguisticas. Shusterman propõe um estético mais próximo da prática e da experiência sensível, considerando mais formas de apreciação estética. Layane de Paula Veloso Instituição: UFPI Orientador: Luizir de Oliveira Órgão de Fomento: PET E-mail: [email protected] 48 A arte e o inconsciente: um diálogo entre Schopenhauer e Clarice Lispector Arthur Schopenhauer nos propõe a arte ou a contemplação estética como um bálsamo em meio às durezas da vida, na verdade a arte nos leva a refletir sobre essa vida fatídica em que é pautada parte ou toda nossa existência. A arte é um meio de ascese onde o homem se encontra em estado puro de sublimação e onde é elevado aos seus mais ocultos sentidos. Primeiramente, será feito um esclarecimento sobre as principais características da estética schopenhaueriana e posteriormente sobre a escrita automática de Clarice Lispector, esta como um símbolo da verdadeira vontade que pulsa em cada um de nós, e que não nos é estranha, e uma análise sobre até que ponto as idéias de Schopenhauer encontram ressonância na escrita lispectoriana. Lilian Neves Mise Instituição: CUSC Orientador: Benedito Eliseu Leite Cintra E-mail: [email protected] A ambiguidade, a mentira e o silêncio na perspectiva levinasiana O eu da negatividade cartesiano não se encontra sozinho, se por um lado o artifício do gênio maligno permite a imersão no obscuro abismo da dúvida, por outro lado a ideia de infinito é o anteparo que sustenta um pensamento que reconhece não ser fundamento de si mesmo. Em nosso trabalho apresentaremos como Levinas retoma, de outro ponto de vista, as meditações de Descartes inserindo a reflexão sobre a linguagem – em especial as possibilidades de ambiguidade, mentira e silêncio - e suas consequências tanto no campo da produção e transmissão de conhecimento como na ética. Como instrumento da investigação trataremos em especial do tópico “A anarquia do espetáculo: o gênio maligno” presente no livro “Totalidade e Infinito: ensaios sobre a Exterioridade” de Emmanuel Levinas Lívia Maria Araújo Noronha de Oliveira Instituição: UFPA Orientador: Ernani Pinheiro Chaves E-mail: [email protected] Nietzsche, Psicologia e Genealogia do Cristianismo A partir das leituras da critica ao historicismo do século XIX na Segunda Consideração Intempestiva e d‟O Anticristo nota-se que estudar historicamente a figura, na qual está centrado o cristianismo, de Cristo seria “merco ócio erudito”. Assim o filósofo a analisa a partir de seu tipo psicológico de Redentor, sustentando sua análise na psicologia nietzschiana, ciência que ele inaugura e expõe melhor em Humano Demasiado Humano I; Com a mesma psicologia, também em O Anticristo, o filósofo analisa o cristianismo, que encarna a “psicologia idealista” e visa medidas muito radicais frente às paixões humanas, como sua total anulação. Com nosso trabalho investigamos a passagem, na obra nietzschiana, da crítica ao historicismo à psicologia tomando como tema central o cristianismo e a fim de apresentar o que seria para Nietzsche uma crítica genealógica da moral do cristianismo. Loryne Viana de Oliveira Instituição: UNB Orientador: Eros Moreira de Carvalho E-mail: [email protected] 49 O velho problema da indução O problema da indução remonta ao século XVIII, quando David Hume propôs analisar o mecanismo que nos leva a fazer inferências de causa e efeito. Este problema percorreu longo caminho junto à história da filosofia, Popper chega a concluir não haver problema na justificação da indução, pois ela sequer existiria, enquanto Haack afirma estar igualmente carente de justificação a dedução caso pretendamos dar alguma justificação à própria indução. O presente trabalho visa rever a leitura tradicional do velho problema da indução como colocado por Hume, discutindo sugestões céticas presentes no argumento e discutir possíveis incursões naturalistas nas seções referentes ao problema nos textos do autor. Pretende ainda reavaliar a leitura feita por Nelson Goodman em seu livro Fact, Fiction and Forecast do mecanismo proposto por Hume como responsável pelas nossas inferências de causa e efeito. Louis de Freitas Richard Blanchet Instituição: UFPR Orientador: Marco Antonio Valentim Órgão de Fomento: PET E-mail: [email protected] Continuidade do Tempo na Filosofia Cartesiana: uma estratégia contra o Determinismo Há uma polêmica sobre a defesa da tese da descontinuidade do tempo no filosofia cartesiana. O principal trecho visado por essa discussão é a tese da criação contínua da Terceira Meditação. Para nos situarmos eu selecionei alguns trechos da obra de J.-M. Beyssade, La Philosophie Première de Descartes, que visa defender a continuidade se opondo a argumentos da obra de M. Gueroult, Descartes selon l’ordre des Raisons I. Na obra cartesiana é fácil identificar duas noções de tempo: o da eternidade e o das coisas criadas. Eu irei me concentrar na possível subclassificação do tempo da criação, com a defesa de uma hipótese levantada pelo próprio Gueroult e rechaçada sob a acusação de ser uma falha do entendimento finito: o tempo subjetivo. A partir do texto cartesiano e de algumas conclusões irei sugerir soluções para os problemas do livre-arbítrio e determinismo sob a ótica do tempo. Louise Walmsley Nery Instituição: UFPE Orientador: Anastácio Borges de Araújo Júnior Órgão de Fomento: CNPq E-mail: [email protected] O suposto parricídio e a tentativa de salvar as Idéias no diálogo O Sofista O diálogo O Sofista é conhecido pelo suposto parricídio que ocorre na discussão sobre o nãoserentre Sócrates e o estrangeiro de Eléia. Essa interpretação faz com que Parmênides seja lido da mesma forma que a tradição o leu: bastante dogmático, que não admite uma teorização do sensível. O nosso trabalho pretende retomar a tese de Parmênides, de forma a investigar brevemente as conseqüências desta para o movimento e a multiplicidade, tentando tornar explícitas as duas vias de investigação. No diálogo O Sofista Platão traz um Parmênides exatamente como descrevemos acima: inflexível em relação ao não-ser e à pouca importância do sensível. A interpretação de Platão neste diálogo seria fiel ao pensamento parmenídico? Qual é o lugar do não-ser no sistema platônico? Assim, o intuito último da nossa apresentação é o de entender o que levou Platão a cometer este suposto parricídio. 50 Lourenço Fernandes Neto e Silva Instituição: USP Orientador: Pedro Paulo Garrido Pimenta E-mail: [email protected] A Teoria da Ligação das Idéias de Condillac Condillac foi um filósofo iluminista e principal teórico do chamado sensualismo. A Teoria da Ligação das Idéias é definida, no subtítulo de seu Ensaio sobre a Origem dos Conhecimentos Humanos de 1746, como "o princípio único a que se reduziu tudo o que concerne o entendimento". Nessa obra, todas as operações da mente serão reduzidas às sensações recebidas pelos sentidos e às modificações que sofrem ao serem trabalhadas por esse princípio. Com tal teoria, desenvolve de forma mais conseqüente as concepções empiristas, em especial em epistemologia e filosofia da linguagem. Sua abordagem genética da formação dos conhecimentos leva a uma discussão acerca da origem da linguagem e permite o desenvolvimento de um método baseado em sua instrumentalização, focado na mais profícua expressão do pensamento possível e exposto de forma marcadamente acordante com seu conteúdo. Luana do Socorro Cardoso da Silva Instituição: UFPR Orientador: João Batista Filho E-mail: [email protected] A relação entre signo e símbolo e destes com a teoria das formas simbólicas em Ernest Cassirer Este trabalho pretende discorrer acerca da relação que há entre Símbolo e Signo, e destes com as formas simbólicas na filosofia de Ernest Cassirer, tendo em vista o entendimento da teoria das formas simbólicas base de sua filosofia e a compreensão de como esses termos relacionamse com as formas simbólicas que é para Cassirer o que configura toda a natureza do homem, influenciando tanto no comportamento humano seja na atitude, no pensamento, na própria cultura humana, como também na linguagem humana sendo essa relacionada com a linguagem verbal, táctil, corporal, ou seja, tudo que se relaciona de maneira por assim dizer não imaginária ao homem. Luana Lopes Xavier Instituição: UFG Orientador: Marcelo Mari Órgão de Fomento: PIVIC E-mail: [email protected] Uma reflexão sobre A dúvida de Cézanne de Maurice Merleau-Ponty A dúvida de Cézanne, de Maurice Merleau-Ponty, é um ensaio dedicado à pintura, em especial à pintura de Paul Cézanne. A reflexão gira em torno do tema existência e arte visto que a pintura de Cézanne gera muitos questionamentos quanto à origem da sua criação. Vida versus obra, a que se deve a pintura de Cézanne? Para entendermos essa questão, temos duas perspectivas a serem analisadas, a primeira é compreender a obra pela biografia, a outra traduzi-la a partir da história da arte. A proposta dessa comunicação é trabalhar a interpretação que Merleau-Ponty faz da obra de Cézanne, elucidar a relação existência-arte na obra do pintor, revelar através da arte e do vivido a consciência que Cézanne cria na medida em que traduz visivelmente em sua pintura a aparência das coisas. 51 Lucas Botelho de Almeida Instituição: USP Orientador: Ricardo Fabbrini Órgão de Fomento: CNPq E-mail: [email protected] O corpo em Helio Oiticica Essa pesquisa visa compreender como se dá a progressão do trabalho do artista plástico Hélio Oiticica, principalmente a partir da problemática da inserção do corpo do espectador no seio da obra como requisito para a sua plena realização. Utilizou-se basicamente textos de critica de arte aliados aos textos teóricos de Helio Oiticica, além de toda a sua produção artística. Os textos foram amplamente analisados e por fim confrontados às propostas do artista plástico em questão bem como dos artistas que o influenciaram. Concluímos que o espectador passa a ser parte fundamental neste tipo de arte e ressaltamos o real significado por detrás das propostas desse artista plástico, deixando mais claro que a sua obra não busca extinguir com a arte a partir da inserção total desta no cotidiano, mas sim ampliá-la a partir do desenvolvimento máximo do ser humano, de seu corpo pleno. Lucas Eugenio Rocha Ribeiro Instituição: UFMG Orientador: Prof. Dr. Helton Machado Adverse E-mail: [email protected] A teoria dos humores em Maquiavel: as divisões na cidade e suas implicações No primeiro capítulo de O Príncipe Maquiavel afirma: “Todos os Estados, os domínios todos que já houve e que ainda há sobre os homens foram, e são, repúblicas ou principados”. Tomando tal afirmação, tão determinante no pensamento do secretário florentino, procuramos no estudo ao qual nos dedicamos analisar as dissensões originais em uma associação de homens – as quais Maquiavel nomeia “humores” - e como tais divisões dão origem a um principado ou república. Mais adiante procuramos analisar brevemente as qualidades de República e Principado e sua relação com os humores, sempre presentes em uma associação política. Lucas Fabiano Oliveira Costa Instituição: UFG Orientadora: Profa. Dra. Helena Ésser dos Reis E-mail: [email protected] Religião Civil ou Estado Esclesiástico? A religião à serviço da democracia americana de Tocqueville Como pensar a liberdade num Estado onde os homens se servem de crenças dogmáticas para nortear suas ações? Em A Democracia na América, Alexis de Tocqueville demonstra que é de suma importância para o Estado democrático que todos os seus cidadãos tenham consigo crenças dogmáticas, principalmente, aquelas em matéria de religião. De seu ponto de vista, a religião oferece um fundamento último para as questões primordiais, 52 além de manter os homens voltados para o bem comum e, conseqüentemente, atraí-los para a vida política. Tocqueville alerta ainda que as religiões precisam se manter no seu círculo de ação, pois se tentarem expandirem-se para além de seus limites e passar a intervir na vontade dos homens, ela tende a definhar-se. Portanto, veremos nesta comunicação, como a religião podia servir à democracia americana mantendo seu poder sobre a vontade dos homens, mas nunca sobre a política deles Lucas Lima Furió Instituição: USP Orientador: Prof. Dr. Milton Meira do Nascimento Órgão de Fomento: RUSP E-mail: [email protected] Ética, política e educação a partir de Jean-Jacques Rousseau O objetivo é aproximar teoria e práxis oferecendo parâmetros para uma educação consciente das demandas atuais, que considere a necessidade de coexistência entre os povos, com ênfase em direitos humanos. A teoria das paixões, os efeitos maléficos da aglomeração humana e a concepção de decadência humana em situações de escravidão podem indicar alternativas para um sistema educacional em crise, que desconsidera a educação do coração. Discutir educação implica repensar a noção de progresso, ou seja, valores e objetivos, bem como a configuração das educações doméstica e pública. Discorrer acerca de um projeto nacional impõe a reflexão de um núcleo comum (cidadania) e de um flexível, ciente da diversidade humana e também à necessidade de estratégias para a implementação de um ensino público e gratuito que preze pelo bem comum e atente à dependência mútua, pela paz e pela liberdade. Lucas Nascimento Machado Instituição: USP Orientador: Prof. Dr. Vladimir Safatle Órgão de Fomento: CNPq E-mail: [email protected] Hegel e a relação do ceticismo com a filosofia Nessa apresentação, buscaremos discutir alguns aspectos importantes da relação do ceticismo com a filosofia com base na análise e comentário de dois escritos de Hegel: em primeiro lugar, o artigo Sobre a relação do ceticismo com a filosofia; em segundo lugar, a introdução da Fenomenologia do Espírito. Pela crítica que Hegel faz em seu artigo ao ceticismo moderno de Schulze, assim como pela forma por meio da qual concebe, na Fenomenologia do Espírito, o ceticismo (em sua perfeição) como o caminho do desespero, esperamos mostrar possibilidades de se pensar a relação do ceticismo com a filosofia para além da pura oposição. Consideraremos, na verdade, diversas possibilidades de relação entre um e outro, reflexão essa que acreditamos fundamental para a discussão sobre o que é a filosofia e sobre os caminhos que ela pode tomar. Lucas Otávio Sousa França Instituição: UFPA Orientador: Prof. Dr. Agostinho de Freitas Meirelles E-mail: [email protected] 53 A resposta de Kant sobre o sentido da história humana na “Idee” (1784) No presente artigo temos por objetivo fornecer, primordialmente, um testemunho da leitura, por nós realizada, do opúsculo que Kant dedicou à história da humanidade cujo título é "Idéia de uma história universal de um ponto de vista cosmopolita". Defendemos que o objetivo do filósofo é o de conseguir conferir sentido ao curso histórico da espécie humana. Para tanto, vale-se do uso regulativo do princípio teleológico como fio condutor. Deste modo, seria possível interpretar a história da espécie humana como se seguisse um propósito da natureza rumo ao desenvolvimento de suas disposições naturais e dar sentido ao emaranhado, aliás, “sem plano das ações humanas”. Lucas Piccinin Lazzaretti Instituição: UFPR Orientador: Prof. Dr. Paulo Vieira Neto E-mail: [email protected] O abandono do Socrático e a tomada do Paradoxo Absoluto em Kierkegaard O pensador dinamarquês, Sören Kierkegaard, em sua tese de doutoramento, havia produzido um minucioso trabalho sobre o conceito de ironia e as referências reiteradas que esse conceito fazia remeter a Sócrates. O método irônico é compreendido por Kierkegaard como método socrático. Porém, no livro “Migalhas Filosóficas”, publicado por meio de um pseudônimo, Kierkegaard reitera o abandono do “método socrático” para apresentar a questão do Paradoxo Absoluto, novo mote de sua filosofia. A apresentação visa tratar sobre o passo dado por Kierkegaard não apenas na apresentação e problematização que levam ao Paradoxo Absoluto, mas também a insuficiência do “método socrático” frente os novos problemas colocados. O caminho vai do abandono do método irônico ao desenvolvimento de um novo método especulativo que não parte da razão, mas continua a crítica à razão já perpetrada pela ironia. Luciana Molina Queiroz Instituição: UFES Orientadores: Prof. Dr. Robson Loureiro e Profa. Dra. Sandra Soares Della Fonte Órgão de Fomento: PIBIC - UFES E-mail: [email protected] Indústria multicultural O objetivo desta comunicação é o de discutir a proposta estética de Jean-François Lyotard, fundador do pós-moderno na filosofia, com a publicação de seu livro A condição pós-moderna, em 1979. Combinada com sua tentativa de derrubar a autonomia como princípio norteador, a proposta de Lyotard de incentivar a diversidade cultural acaba por desembocar no nivelamento entre arte e cultura de massas. Sendo assim, o filósofo coloca em xeque o poder explicativo do conceito de Indústria Cultural, elaborado por Adorno e Horkheimer. Do confronto entre Lyotard e Escola de Frankfurt, essa comunicação pretende elencar algumas problematizações possíveis relativas à atual produção de arte e entretenimento. Luis Fernando Ferreira Macedo dos Santos Instituição: UFPI Orientadora: Profa. Maria Cristina Távaro Sparano E-mail: [email protected] 54 Crise Epistemológica e proposta sellarsiana para superação da epistemologia Essa pesquisa tem como objetivo uma abordagem ao nominalismo psicológico como alternativa para a superação da epistemologia. O nominalismo psicológico em filosofia tem como foco central a crise da representação. A epistemologia contemporânea, em suas diversas vertentes, deve terminar de conduzir a elaboração desse modelo alternativo e ainda enfrentar os antigos problemas normativos que estão por resolver, como os problemas de demarcação: - Quais os limites e objetivos do conhecimento humano? Os problemas metodológicos: - Como obtemos o conhecimento? - E o problema da razão: - Há métodos de investigação que sejam distintivamente racionais, e se há, quais são? O enfoque dessa tese será feito através do livro “Empirismo e filosofia da mente” de Wilfrid Sellars. Também serão feitas referências aos comentários de Robert Brandom em seu “Guia de estudos”. Marcello Guedes Cavasin Instituição: UNICAMP Orientador: Prof. Dr. Oswaldo Giacoia Jr. Órgão de Fomento: PIBIC/CNPq E-mail: [email protected] O ó,ti da Moral – Análise da Máxima Fundamental da Ética Schopenhaueriana O escopo do presente trabalho é a análise da proposição que está na base da filosofia moral proposta por Arthur Schopenhauer. De modo a determinar clara e distintamente, em sua proveniência, abrangência e limite, o conceito de princípio moral máximo, o chamado ό,ti da moral, em contraste ao conceito de fundamento da moral, ou dioti da moral; conceitos, esses, de magna importância para uma interpretação adequada da ética schopenhaueriana. Ademais, examinaremos a parte negativa da máxima, a saber, “neminem laede”, na qual se inscrevem todos os deveres morais, bem como sua parte positiva, a saber, “omines, quantum potes, iuva!” por meio da qual se reconhece toda virtude moral. Por fim distinguiremos uma ética prescritiva de uma não prescritiva e como Schopenhauer inscreve a sua ética no segundo caso, tendo em vista que o ό,ti da moral é uma máxima sem ser uma prescrição. Marcelo Masson Maroldi Instituição: UFSCAR Orientador: Prof. Dr. Bento Prado de Almeida Ferraz Neto Órgão de Fomento: FAPESP E-mail: [email protected] O “argumento da linguagem privada” como crítica à introspecção O objetivo deste trabalho é apresentar uma interpretação do “argumento da linguagem privada” – importante passagem das Investigações Filosóficas de Ludwig Wittgenstein – compatível com uma crítica à introspecção. Para isso, começamos apresentando o método introspectivo usando, como exemplo, William James, a quem Wittgenstein se refere diversas vezes em sua obra. Em seguida, mostramos como o “argumento da linguagem privada” pode ser entendido como uma rejeição a tal método. Maria Aparecida Souza Oliveira Instituição: USJT Orientador: Prof. Dr. Hélio Salles Gentil Órgão de Fomento: ProUni 55 E-mail: [email protected] Gaston Bachelard: As Imagens Poéticas e suas Ressonâncias O trabalho procura elucidar qual é o sentido da investigação de G. Bachelard levada a cabo em sua obra Poética do Espaço, a saber, quais são seus objetivos e método. Faz isso a partir do exame do que ele entende por “fenomenologia da imagem poética” na “Introdução” dessa obra. Para seu esclarecimento consideramos principalmente as noções de “imagem poética” e de “ressonância”, essenciais à compreensão da investigação que ele propõe. E examinamos de perto, a título de exemplo esclarecedor, o modo como esta se desenvolve no primeiro capítulo, “A casa. Do porão ao sótão. O sentido da cabana”. Maria Helena de Novais Instituição: USJT Orientador: Prof. Dr. Paulo Jonas de Lima Piva E-mail: [email protected] Revisionismo e voluntarismo em Rosa Luxemburgo Em fins do século XIX, Eduardo Bernstein, um dos líderes do Partido Social-Democrata Alemão, contrariando a “teoria do desmoronamento do capitalismo”, afirma ser este um sistema capaz de adaptar-se às circunstâncias e sobreviver a crises, além de permitir, aos líderes de partidos e sindicatos, realizar reformas que garantiriam a melhoria das condições de vida dos trabalhadores. A revolução socialista, portanto, seria desnecessária. Esta perspectiva reformista e voluntarista de Bernstein, conhecida como “revisionismo”, encontra em Rosa Luxemburgo sua principal opositora. Segundo ela, a finalidade do movimento socialista é realizar reformas que sejam conquistadas pelos trabalhadores em um processo de lutas cotidianas que levaria à conscientização espontânea da classe operária e culminaria com a revolução. Assim, aos líderes caberia agir de acordo com a vontade dos trabalhadores. Mariana de Campos Bardelli Instituição: USP Orientador: Prof. Dr. Carlos Alberto de Moura Órgão de Fomento: RUSP E-mail: [email protected] A estética kantiana do sublime no pensamento de Jean-François Lyotard - sobre a modernidade e a pós-modernidade A monografia que estamos desenvolvendo pretende entrar no âmbito da discussão sobre a arte na pós-modernidade através da reflexão desenvolvida a partir da noção de pós-moderno do filósofo Jean-François Lyotard. Por esse viés discutimos pontos centrais da estética moderna, preparando o terreno para adentramos a discussão sobre a arte contemporânea. Por Lyotard pautar-se na noção kantiana de sublime para pensar a arte moderna, esta vem sendo amplamente discutida ao longo do trabalho que está sendo desenvolvido, o que oferece as bases para as reflexões subsequentes a respeito da arte na dita pós-modernidade. Mateus Masiero Instituição: UNICAMP Orientador: Prof. Dr. Roberto Romano Órgão de Fomento: PIBIC/CNPq E-mail: [email protected] 56 O Conceito de Sprezzatura no Ato III de Hamlet A presente comunicação pretende realizar uma análise do conceito de dissimulação durante o Renascimento, à luz de um clássico da Literatura, a tragédia Hamlet de William Shakespeare. Tal conceito ocupa uma posição de grande importância no âmbito da ética renascentista, tendo tido repercussões no pensamento estético do período. Nesse sentido, uma obra emblemática de tais relações ético-estéticas é Il Libro Del Cortegiano (1528) de Baldassare Castiglione. Em tal obra, o autor apresenta o conceito de sprezzatura, um tipo de dissimulação que visa encobrir as imperfeições da Natureza, mas que não chega a ser uma atitude deliberadamente falsa. A diferença entre sprezzatura e falsidade, bem como os desdobramentos da primeira, seja no campo da ética, seja no da estética, constituem a primeira etapa da apresentação; a segunda será relacionar tais conceitos com o Ato III da peça Hamlet. Matheus Henrique Gomes Monteiro Instituição: UNICAMP Orientadora: Profa. Dra. Fátima Regina Rodrigues Évora Órgão de Fomento: FAPESP E-mail: [email protected] A discussão tomasiana sobre a onipotência divina Na presente comunicação, pretendo apresentar a discussão tomasiana sobre o poder de Deus. Para tanto, me focarei em alguns termos usados por Tomás para tratar do assunto, desenvolvendo-os com base na Suma de teologia e na Suma contra os gentios e que são, fundamentalmente, os seguintes: potência ativa e potência passiva; potencialidade; e possível dito absolutamente. Assim, pela definição dessas expressões, espero ter o arcabouço conceitual para compreender a defesa tomasiana de que Deus é potência ativa, isento de potencialidade, que pode tudo o que é dito possível absolutamente. Matheus Ramos Mendes Instituição: UFRJ Orientador: Prof. Dr. Ulysses Pinheiro Órgão de Fomento: FAPERJ E-mail: [email protected] Realidade Objetiva e Intencionalidade das Ideias Sensíveis em Descartes O trabalho visa apresentar de que modo as ideias sensíveis em Descartes poderiam conter um conteúdo intencional. Para isso analisaremos em que sentido Descartes define ideia, distinguindo os aspectos representacional e referencial da realidade objetiva da ideia. Uma vez havendo caracterizado a realidade objetiva como o conteúdo intencional presente na ideia, será debatido em que sentido uma ideia materialmente falsa pode ser ou não representacional. Michele Kanashiro Instituição: CUSC Orientador: Prof. Ms. Bruno Loureiro Comte E-mail: [email protected] A crítica de Platão ao logos pseudos 57 No diálogo Sofista, Platão investiga o falso no discurso: dizer dos seres que eles não são e dos não-seres que eles são. Este texto aborda duas questões presentes em sua filosofia que viabilizam essa crítica de Platão ao logos pseudos. Trata-se da questão do discurso verdadeiro (logos alethes) e da reflexão entre ser e não ser, ou seja, as considerações que o filósofo faz sobre o primeiro para que se possa compreender o que ele aponta como falso no discurso e as que ele faz sobre o entrelaçamento (symploké) de ser e não ser. Neste ponto é exposto o refúgio em que o sofista se esconde [260d] e lhe permite dar a impressão de ser onisciente (panta sofoi) sem o ser (ouk on) e trazer uma aparência de ter uma ciência sobre tudo (panta episteme) mas não a realidade (ouk alétheia). [233c] Não é por acaso que na caça ao sofista, Platão “esbarra” na definição do filósofo. Murilo Garcia de Matos Amaral Instituição: UFBA Orientador: Prof. João Carlos Salles Pires da Silva Órgão de Fomento: FAPESB E-mail: [email protected] A teoria pictórica e a possibilidade da falsidade A teoria pictórica é a teoria que, no Tractatus logico-philosophicus, nos dá as condições lógicas essenciais de representação da realidade, que é a figuração lógica. O objetivo do presente trabalho é expor esta noção a partir da seguinte perspectiva: se a proposição é uma estrutura, uma ligação de nomes, que representa a realidade correta ou falsamente, é porque ela é – no essencial – figuração lógica da realidade e possui uma forma de afiguração. Sem a forma de afiguração, a proposição não seria capaz de representar o que é falso (ela estaria então restrita a representar apenas o que é verdadeiro) e, portanto, não seria propriamente figuração. Ou seja, o objetivo do trabalho é mostrar que a forma de afiguração é uma exigência lógica, visto que a bipolaridade da proposição não pode ser renunciada. Naianny Almeida Pacheco Instituição: UESC Orientadora: Profa. Marisa Carneiro de Oliveira Franco Donatelli Órgão de Fomento: CNPq E-mail: [email protected] O papel da experiência no método cartesiano O filósofo moderno René Descartes formulou um método sob o qual obteria a verdade indubitável por meio da dedução tendo como alicerce a matemática. Em suas obras específicas, ele não realizou experimentos, o seu objetivo era formular procedimentos que fossem coerentes com os limites do entendimento humano e, por isso, tratou de questões condizentes com a razão do homem e de suas operações mais importantes, a saber: intuição e dedução. O objetivo deste trabalho é evidenciar de que maneira o filósofo Descartes trata o papel da experiência em seu método científico por meio da análise das obras “Regras para Orientação do Espírito” e “Discurso do método”, traçando um paralelo entre seus principais preceitos e regras para compreender como se dá o seu método em busca da verdade indubitável. Natalia Pereira Pinheiro Instituição: UFMA Orientador: Prof. Hamilton Dutra Duarte E-mail: [email protected] 58 Ao que ver sem ser visto Propõe-se defender a autenticidade do silêncio a partir da analise sobre a concepção de mundo e sua relação com a suspensão dos problemas da vida dentro da experiência mística, subjacente ao livro Tractatus Lógico-Philosophicus, datado de 1921, do filosofo Ludwig Wittgenstein, guiando-se pela pergunta: o que é o mundo? O que é a experiência de totalidade do mundo dentro do místico? É sabido que a linguagem tem a função de refletir o mundo, produzir imagem, referenciá-lo, mas o que dizer do último aforismo do Tractatus, que parece se transfigurar em um soturno convite ao silêncio? Para fazer manifesto esse silêncio é preciso esclarecer os limites da linguagem/mundo, entender o papel da lógica, e encontrar o ponto onde todas essas coisas convergem, o místico, e essas são as pretensões da presente investigação. Nathália Cristina Alves Pantaleão Instituição: UNESP Orientadora: Profa. Dra. Mariana Cláudia Broens Órgão de Fomento: CNPq E-mail: [email protected] O Conhecimento Comum segundo Gilbert Ryle Esta comunicação possui como objetivo analisar a relevância e o alcance cognitivo do conhecimento comum. Para tal nos valeremos da crítica elaborada por Gilbert Ryle (1949\2000) à tradição intelectualista que estabelece uma falsa dicotomia entre o conhecimento filosóficocientífico e o conhecimento comum diretamente relacionado à experiência cotidiana. Nesse sentido a crítica de Ryle se fundamenta na medida em que, de uma perspectiva intelectualista, o "conhecimento comum" careceria de justificação adequada, permanecendo assim no âmbito da opinião. Por fim, defenderemos uma postura externalista na qual o conhecimento resultaria da observação da conduta, dado o caráter externo e público dos processos mentais considerados indissociáveis dos hábitos de ação. Nina Araújo Pereira do Nascimento Instituição: UFMA Orientadores: Prof. Ms. Plínio Fontinelle e Prof. Ivan Pessoa E-mail: [email protected] Linguagem, fenômeno estético e moral a busca do instinto artista da vida em Artaud e Nietzsche Identificar o fenômeno artístico, dentro das esferas da linguagem,estética e moral através do instinto do jogo, a relação do lúdico e existência é a proposta deste trabalho que faz um paralelo entre Artaud e Nietzsche, ambos se utilizam de seus discursos poéticos ou filosóficos para tratar de arte, existência e afirmação da vida. Caracterizar tais pensamentos que se convergem na crítica ao critério da avaliação de pensamento e a linguagem conceitual que exalta o racional em detrimento da lógica bem ordenada e a cultura de sua época. Problematizar através do exercício de erudição as diferenças das subjetividades, o conceito de transvalorização, linguagem conceitual e metafórica e suas relações com o Teatro da Crueldade em Artaud e busca da afirmação da vida em Nietzsche. Paula Regina Menezes Silva Instituição: UFPA Orientador: Prof. Dr. Ernani Pinheiro Chaves Órgão de Fomento: PIBIC/CNPq E-mail: [email protected] 59 Nietzsche, Wagner e a música como linguagem do pathos. A concepção da música como elemento principal do drama, complementada pela ação e pela palavra, é a ferramenta chave para que Wagner resgate o impulso dionisíaco, antes reprimido pelo socratismo estético. Observamos o renascimento da cultura trágica – aspecto que permeia os itens finais de O nascimento da tragédia e que se apresenta como uma das questões centrais da 4ª Consideração extemporânea: Richard Wagner em Bayreuth. A investigação proposta por este trabalho tratará de um outro sentido a ser atribuído para a música em Richard Wagner em Bayreuth, quando é pensada como linguagem do pathos, do querer apaixonado do homem. Tal sentido surge, logo uma distinção, da análise da música de Wagner e da anterior a Wagner. Antes de Wagner, o que se apreciava era uma música em função do ethos, dos “estados permanentes do homem”. A música de Wagner seria a própria música que expressaria o pathos Paulo Henrique Araujo Oliveira Pereira Instituição: UNESP - Marília Orientadora: Profa. Dra. Maria Eunice Quilici Gonzalez Órgão de Fomento: CNPq E-mail: [email protected] Uma análise da hipótese não-representacionista da percepção/ação O presente trabalho tem como objetivo discutir hipóteses sobre a natureza não-representacional da percepção/ação. Para isso, apresentaremos a teoria da percepção direta elaborada por Gibson na obra The Ecological Approach to Visual Perception, a qual considera a percepção/ação sem a mediação de processos de inferência ou representações. Gibson argumenta que a relação entre organismo e ambiente é, necessariamente, de mutualidade: um ambiente existe função dos animais que o habitam e, por sua vez, os animais vivem e evoluem em função das condições proporcionadas pelo ambiente. A hipótese central da Filosofia Ecológica gibsoniana é que, devido a essa mutualidade, os organismos percebem direta e espontaneamente os elementos do seu ambiente sem a necessidade de representá-los. Discutiremos o alcance e os limites dessa concepção não-representacionista da percepção/ação elaborada por Gibson. Paulo Henrique Assunção Rocha Instituição: UFMG Orientador: Prof. Dr. Eduardo Soares Neves Silva Órgão de Fomento: MEC/SESu E-mail: [email protected] Détournement como método e prática em Guy Debord O objetivo deste trabalho é apresentar o conceito de détournement, conceito elaborado e desenvolvido pela Internacional Letrista e Internacional Situacionista, grupos de vanguarda que Guy Debord integrou. A palavra francesa détournement pode ser traduzida como desvio, diversão, deturpação, distorção, abuso, roubo, seqüestro, virar ao contrário do curso ou propósito normal. Na utilização de Debord ao invés de se criar novas formas, os elementos já existentes são retomados e dispostos de modo distintos. Elementos esses que podem ser imagens, textos, frases, idéias, conceitos, obras de arte, advindos de qualquer meio, época ou cultura. Détournement não possui apenas implicações estéticas e estilísticas, mas também dar a ver um conjunto de práticas que tem implicações cotidianas e subversivas. Trata-se de um importante conceito para a constituição do pensamento e prática de Guy Debord. 60 Paulo Júnio de Oliveira Instituição: UFG Orientador: Prof. Dr. Leonardo Ferreira Almada E-mail: [email protected] O Problema mente-corpo na perspectiva de Searle e Damásio Nossa intenção, nesta comunicação, é a de postular a existência de uma correlação causal significativa entre nossa atividade mental, nossa atividade cerebral e suas correlatas respostas somáticas, mediante o método de revisão de literatura filosófico-científica. Para tanto, analisaremos importantes passagens da obra de Damásio e de Searle, com o intuito de fundamentar uma Neurofilosofia calcada em sólidas bases biológicas e filosóficas. Trata-se de um diálogo com a neurobiologia e com as ciências cognitivas, cuja necessidade se deve às ambiguidades comuns à defesa tradicional do problema mente-corpo. Em outras palavras, queremos confrontar, nesta comunicação, a ideia de que a mente é um ente imaterial e não apenas uma característica biológica do cérebro, visando ir de encontro à ideia de que a mente tenha alguma espécie de poder causal sobre o corpo. Paulo Ricardo Heitich Instituição: UNICENTRO Orientadores: Prof. Dr. Evandro Bilibio e Ms. Ruth Rieth Leonhardt E-mail: [email protected] O tempo de Santo Agostinho na interpretação de Paul Ricoeur Analisa-se o primeiro capítulo de Temps et Récit – Les apories de l’expérience du temps : Le livre XI des Confessions de Saint Augustin - de Paul Ricoeur, no qual este discute a vinculação entre o tríplice presente e a distensão da alma. Com o intuito de evidenciar a solução dada por Agostinho ao paradoxo ontológico do ser e do não ser do tempo e ao paradoxo da medida do tempo. Como resultado, espera-se mostrar que a tese do tríplice presente resolve o paradoxo do ser na falta de ser, e a tese da distensão do espírito resolverá o impasse da medida de algo sem extensão. Sendo que, destes dois resultados parciais implica um terceiro de maior alcance: o de que Agostinho, segundo Ricoeur, pensa o tríplice presente como distensão e a distensão como tríplice presente. É da adequada compreensão deste terceiro aspecto que sai a noção de narrativa como resolução aos paradoxos da temporalidade. Paulo Yamawake Instituição: UNICAMP Orientador: Prof. Dr. Marcos Nobre Órgão de Fomento: FAPESP E-mail: [email protected] Teoria crítica e diagnóstico de tempo: uma leitura de "Teoria tradicional e teoria crítica" de Max Horkheimer Esta comunicação tem o objetivo de apresentar a importância de um diagnóstico de tempo para uma teoria crítica da sociedade tal como formulada por Max Horkheimer, especialmente no artigo “Teoria tradicional e teoria crítica”. Baseado na crítica da economia política de Karl Marx, Horkheimer diz que a teoria não deve apenas descrever com “imparcialidade” os fatos sociais, mas deve, sobretudo, preocupar-se com a superação da dominação social vigente, com a emancipação humana. Mas isso não quer dizer que a teoria crítica estabeleça de antemão critérios para uma sociedade emancipada. Cabe a ela, no entanto, vislumbrar as possibilidades 61 de emancipação inscritas na própria sociedade vigente; assumindo esse caráter histórico, é necessário efetuar um diagnóstico do tempo presente, a partir do qual as potencialidades emancipatórias possam ser descobertas. Pedro Konzen Capra Instituição: UNISINOS Orientador: Prof. Dr. Vicente de Paulo Barretto Órgão de Fomento: UNISINOS E-mail: [email protected] Deliberação e Justiça em Thomas Hobbes Entre a variedade de vontades no estado de guerra e a unidade de vontades no estado civil acerca do que é público há um percurso dos desejos e da razão no momento da deliberação, segundo Thomas Hobbes. O referido trajeto é o mote do presente trabalho que busca analisar a terceira lei natural do referido pensador - na obra Leviatã - que corresponde à fonte da justiça. Tal intento, parte da formação da deliberação como resultado do conflito ou convergência de uma série de sensações, não necessariamente corroboradas pela razão. Esse estudo possibilita entender o papel do medo na formação do Estado e sua relação com o movimento vital. Evidencia-se que a preservação é a finalidade da justiça tendo em vista sua importância nas leis naturais e na formação dos pactos. Peter de Souza Lima Faria Instituição: UFMG Orientador: Prof. Dr. Helton Machado Adverse Órgão de Fomento: SESU/MEC E-mail: [email protected] A caracterização da noção foucaultiana de dispositivo sob a ótica de Deleuze e Agamben Foi a partir do advento da genealogia do poder, inaugurada com o lançamento de Vigiar e Punir, em 1976, que a noção de dispositivo surgiu na filosofia foucaultiana. Embora seja um conceito de extrema importância para o projeto genealógico, Giorgio Agamben, em conferência sobre o assunto, esclarece que Michel Foucault, assim como Platão e a terminologia idéia, nunca empreendeu um conceito preciso de dispositivo. A partir disso, o pensador italiano começa a traçar, dentro de seu ensaio, „O que é o Dispositivo?‟, uma genealogia do termo, com o propósito de esquadrinhar as origens das principais propriedades inerentes ao instituto. No mesmo sentido, Gilles Deleuze, em O Mistério de Ariana, apresenta uma curiosa análise a respeito da multilinearidade do dispositivo. Como intenção principal, os dois filósofos assumem a tarefa de construir uma definição mais exata e elaborada sobre o tema. Péterson Pereira Bem Instituição: UFPR Orientadora: Profa. Dra. Maria Isabel de Magalhães Papaterra Limongi Órgão de Fomento: PET E-mail: [email protected] Michel Foucault e a perspectiva jurídica Michel Foucault no curso Em defesa da sociedade, de 1976, afirma que, à sua época, na tentativa de contornar as abordagens “economicistas” do poder (concepção política moderna e concepção marxista), duas compreensões se impunham: a hipótese de Reich, que compreende o 62 poder como essencialmente repressivo, e a hipótese de Nietzsche, da qual Foucault afirma ser tributário, em que o princípio das relações de poder é a guerra. Tal princípio teria emergido no século 17, no discurso histórico-jurídico, elogiado pelo autor. Nossa pesquisa procura investigar em que consiste a noção de direito que Foucault, ao tomar partido de Nietzsche e do discurso histórico-jurídico, aponta subscrever no curso de 1976. A partir da análise do curso e de entrevistas do autor do mesmo período, sugerimos que Foucault defende um direito “de perspectiva”, no qual a noção de justiça não é senão uma arma de combate. Philipe Martins Alves Instituição: UFPA Orientador: Prof. Dr. Antonio Sergio da Costa Nunes E-mail: [email protected] Considerações sobre epistemologia e história segundo Giambattista Vico Levando em consideração o papel fundamental da perspectiva cartesiana para a metodologia de investigação científica no inicio da era moderna, apresentaremos de modo delimitado o alcance da crítica de Giambattista Vico ao cartesianismo, fundamentalmente, na dimensão em que esta critica se direciona à discussão acerca da possibilidade da história enquanto conhecimento válido. Neste sentido, buscaremos demonstrar, através da concepção Viquiana de “verum factum”, o modo como se configura o movimento teórico/epistêmico que lhe permitiu divisar as condições pertinentes ao desenvolvimento da tese segundo a qual a história se apresenta como objeto de investigação científica por excelência. Rafael Alberto S. d'Aversa Instituição: UFOP Orientador: Prof. Dr. Olimpio José Pimenta Neto Órgão de Fomento: PIP E-mail: [email protected] Será o aborto moralmente correto? A questão de saber se o aborto é ou não moralmente correto constitui um problema fundamental no campo da ética prática. Duas são as posições que concorrem no intuito de respondê-la. Grosso modo, podemos dividi-las da seguinte maneira: posição pró-escolha (ou liberal) e posição pró-vida (ou conservadora). A presente comunicação tem por objetivo explorar a primeira posição. Para tanto, basearemo-nos nas visões de dois autores: Judith Thomson e Michael Tooley. Thomson não nega a ideia de que o feto é um ser humano nem tampouco que ele tem o direito à vida. Pelo contrário, ela aceita estas duas premissas e tenta mostrar que elas não implicam a conclusão de que o aborto é moralmente incorreto. Tooley adota outra estratégia: defende uma concepção inovadora a respeito do que significa ter direito a algo que implica que o feto não possui o direito moral à vida. Serão plausíveis tais posições? Rafael Coutinho Bordalo Instituição: UFRJ Orientador: Prof. Dr. Antonio Sérgio da Costa Nunes E-mail: [email protected] O conhecimento poético em Vico Na presente comunicação partiremos da tese do filósofo napolitano Giambattista Vico, século XVIII, de que a faculdade da imaginação é o eixo fundamental do desenvolvimento do 63 conhecimento. O homem primigênio, fundador das nações civis, assim como um infante, possuía a imaginação e os sentidos extremamente aguçados e um entendimento débil. Estes homens eram dominados por robustas paixões das quais brotava uma imaginação espontaneamente criadora e tinham na percepção aliada ao senso comum a única via para o conhecimento. Apresentaremos nesta comunicação, a partir do aparato filosófico/filológico viquiano, outras possibilidades do conhecimento humano quando este se encontra ainda em uma ligação visceral com a natureza e com os deuses, operando uma lógica poética, transferindo significados que lhes são familiares ao que é percebido, tendo a metáfora como seu elemento primordial. Rafael de Araújo e Viana Leite Instituição: UFPR Orientador: Prof. Dr. Rodrigo Brandão Órgão de Fomento: UFPR/TN E-mail: [email protected] Vícios Privados, Benefício Público ou O Paradoxo da Fábula das Abelhas O objetivo deste trabalho é analisar a tese paradoxal de Mandeville, tal qual exposta na Fábula das Abelhas, segundo a qual o vício privado concorre para a prosperidade pública. De partida, parece interessante apontar contra quem nosso autor escrevia, em seguida serão analisados conceitos importantes como „virtude‟, „vício‟ e „benefício‟; pois eles são definidos de maneira específica, podendo confundir o leitor inadvertido. Defenderemos que o paradoxo toma lugar por causa da forma como Mandeville articula esses conceitos, misturando um critério moral rigorista ao âmbito econômico, chegando à conclusão de que o fundamento para o florescimento e grandiosidade de uma nação é o vício. Usaremos o luxo para exemplificar a tese defendida por nosso autor. Requisitaremos para análise principalmente o poema The Grambling Hive, o Prefácio e as notas F e L da obra The Fable of the Bees. Rafael dos Santos Molinari Instituição: USP Orientador: Prof. Dr. Roberto Bolzani Filho E-mail: [email protected] Sócrates e o “cuidado da alma” A comunicação que será apresentada neste XIV Encontro tratará do conceito de “cuidado da alma”, conceito este que aparece de maneira um pouco mais extensa no texto Apologia de Sócrates, de Platão (428/7-348/7 a.C.). Tentaremos mostrar alguns dos aspectos mais importantes relacionados a este conceito, a saber: como o “cuidado da alma” viria a se relacionar com o que Sócrates chamará de sua “missão divina”; o vínculo entre o “cuidado da alma” e a busca para tornar a alma justa; a relação entre o “cuidado da alma” e a busca pelo conhecimento e pela aquisição das virtudes; e tentaremos mostrar que o “cuidado da alma” também pode ser entendido como o “cuidar de si próprio”. Rafaela Ferreira Marques Instituição: UFSJ Orientador: Prof. Dr. Wanderley C. Oliveira Órgão de Fomento: CNPq E-mail: [email protected] Mundo atual e mundo virtual: como pensar o corpo nessas duas realidades? 64 Este trabalho tem como objetivo contrastar as ideias dos filósofos Merleau-Ponty (França, 19081961) e Michel Serres (França, 1930) no que tange à questão da corporeidade, e posteriormente refletir sobre as possíveis implicações desse contraste para a Educação a Distância (EaD). Segundo Serres, com o advento das tecnologias de informação e comunicação (TIC), surge uma nova possibilidade de se pensar o corpo como volátil e virtual, habitando um mundo, igualmente, virtual e volátil. Para Merleau-Ponty, o corpo é o poder de sincronizar-se com o mundo-da-vida, que é o mundo tal como o percebemos, através dos sentidos, anterior a qualquer análise ou interpretação. Finalmente, almeja-se pensar como o corpo e o mundo-davida de Merleau-Ponty e o corpo volátil e o cibermundo de Michel Serres podem influenciar a EaD. Raoni Sousa Santos Instituição: UFPA Orientador: Prof. Pedro Paulo da Costa Côroa E-mail: [email protected] A prova kantiana da liberdade humana A exposição mostrará como Kant prova que o ser humano pode e deve ser livre. Para tanto, abordar-se-á, sinteticamente, as etapas: 1. a possibilidade lógica da liberdade transcendental (CRP); 2. a possibilidade real da liberdade prática. A segunda etapa constituirá nas sub-etapas: 2.1. a razão é prática - faculdade da liberdade; 2.2. o ser humano pode ser moral. A primeira sub-etapa será divida assim: 2.1.1. formulação e justificação do Princípio Supremo da Moralidade (causa) (FMC); 2.1.2. constatação do Fatum da Razão (efeito) (CRPr). A segunda sub-etapa será divida assim: 2.2.1. exercícios morais (CRPr); 2.2.2. princípios de aplicação da lei moral (MC). A exposição perpassará as obras Crítica da razão pura; Fundamentação da metafísica dos costumes; Crítica da razão prática – Primeira Parte – Doutrina dos elementos e Segunda Parte - Doutrina do método e A metafísica dos costumes. Raphael da Rocha Rodrigues Ferreira Instituição: UNICAMP / PUC - Campinas Orientador: Prof. Dr. Douglas Ferreira Barros Órgão de Fomento: FAPIC-Reitoria E-mail: [email protected] Kant: coerção externa, o imperativo categórico como condição de possibilidade para o direito Nota-se na teoria de Kant a existência de duas “legislações” atuando sobre o indivíduo, uma legislação “interna” e outra “externa”. A interna faz referência à moral obedecendo à lei do dever ser: a saber, o imperativo categórico, uma busca máxima do que devemos ser num critério universalista. Já a externa revela-se no direito positivado, e condicionaria o indivíduo, no uso de seu arbítrio, a conciliar suas ações com a liberdade de outros segundo uma lei exterior. Sustenta-se aqui que, em Kant, o Princípio do Direito está atrelado ao Princípio da Moralidade, podendo argumentar que este último confere ao primeiro o critério formal da universalidade. Assim, na ação moral o homem agiria “por” dever e na ação jurídica “conforme” o dever, logo, o conceito de Direito e do dever externo dependeriam do conceito moral de dever. Raphael Freitas Vaz Instituição: UFPA Orientador: Prof. Dr. Ernani Pinheiro Chaves Órgão de Fomento: PIBIC/CNPq 65 E-mail: [email protected] Nietzsche por Foucault (1971-1975): Conhecimento interessado e conhecimento desinteressado No primeiro curso ministrado por Foucault no Collège de France, intitulado “A vontade de saber” (1970-1971), o filósofo buscava, justamente, compreender o que chama a “vontade de saber” que atravessa a nossa cultura. Para tanto, ele se refere, muito especialmente, aos dois filósofos, os quais, segundo ele, “constituem duas formas extremas e opostas” em relação a esta questão: Aristóteles e Nietzsche. O objetivo maior deste trabalho é justamente compreender o sentido desta oposição. Do lado de Aristóteles, a idéia de um conhecimento desinteressado, a partir de um estudo dos textos da Metafísica, da Ética a Nicômaco e do De Anima. Do lado de Nietzsche, a ideia oposta, de um conhecimento inteiramente interessado, uma vontade de saber inteiramente dominada pela vontade de verdade, a partir da leitura, principalmente, de alguns aforismos de A Gaia Ciência. Raquel Balbina Teixeira Instituição: PUC - Campinas Orientador: Prof. Dr. Douglas Ferreira Barros Órgão de Fomento: FAPIC E-mail: [email protected] Sobre a lei natural, o direito natural e o Estado: para uma compreensão dos Direitos Humanos a partir da obra de Thomas Hobbes O projeto de Iniciação Cientifica ao qual suscitará um artigo em Agosto deste ano, tem por objetivo aprofundar a temática das paixões e a sua relação com os temas da lei de natureza procurando observar em que sentido ambas podem confrontar a ideia própria de soberania. Pretendemos nos concentrar na obra de Thomas Hobbes e dos comentários de seu texto, pois nosso objetivo é mantermos no campo do debate filosófico e dos direitos humanos. Dessas obras suscitarão críticas da leitura em busca de respostas relacionadas às limitações que o homem possui na organização política e social e ao que concerne sua liberdade em conflito com o poder soberano. Também mostraremos o quão intimamente está ligado o Direto Natural com os Direitos Humanos em relação à Soberania do Estado em conflito com a liberdade individual do homem. Renan Santos dos Santos Instituição: UFPA Orientadora: Profa. Jovelina Maria Ramos de Souza E-mail: [email protected] Sapientia VS Beatitudo um estudo sobre Santo Agostinho Neste trabalho levaremos em conta apenas a obra De beata vita por dois motivos, primeiro porque a obra agostiniana é muito extensa e segundo porque os diálogos de cassicíaco são considerados filosóficos com poucas influências teológicas do autor. A influência neoplatônica no pensamento cristão agostiniano nos permite realizar a indagação sobre efetivação da felicidade no mundo dos homens ou se ela é apenas possível de ser alcançada na cidade celeste. O mesmo problema se dá com a posse da verdade mediante a sabedoria, por isso inferimos uma evidente e necessária obrigação de investigar a respeito da relação entre estes conceitos chaves no mundo filosófico cristão medieval. Fica assim delimitado o objetivo de nosso trabalho, da possibilidade de reter neste mundo a felicidade mediante a sabedoria. 66 Renata Inarah Guerra Santos Instituição: UFMG Orientadora: Ester Vaisman E-mail: [email protected] O fenômeno moderno de estado de exceção e a dissolução do estatuto político da ação humana. Este texto pretende analisar o conceito de estado de exceção de Giorgio Agamben com o objetivo de elucidar os problemas centrais desse paradigma, a saber, a dissolução da ação humana enquanto ação política e a sua consequente anomia social. Renata Negrão Moreira Instituição: UFPA Orientador: Prof. Ms. José Edison Ferreira E-mail: [email protected] A visão camuseana de Kafka - absurdo e esperança Este artigo pretende analisar o caráter absurdista da obra de Franz Kafka a partir da concepção de Albert Camus. Procuramos identificar o absurdo enquanto princípio estético e sua negação no percurso final da obra do escritor em questão, a partir da inserção da noção de esperança, proposta por Camus. Trata-se de considerar a relação entre reflexão filosófica e expressão literária que marca a obra do pensador francês. Ricardo Pereira Santos Lima Instituição: UFU Orientador: Prof. Dr. Jakob Hans Josef Schneider Órgão de Fomento: CAPES/PIBID E-mail: [email protected] Educação Filosófica na Idade Média: O Liber de Causis e a causa prima Falar sobre Filosofia na Idade Média requer um pouco de diligência, posto que a Filosofia desta fase foi tão efervescente e fecunda a ponto de gerar diversos tratados, comentários, glosas e Sumas de modo que seja difícil versar acerca deste período sem recair em alguns equívocos. O erro mais comum é o de estudar Filosofia Medieval ignorando ou desconhecendo o corpus filosófico que serviu de base para o nascimento da Educação Filosófica no Medievo. Desse modo, o presente trabalho visa apresentar um dos textos mais influentes na construção da Educação Filosófica no Medievo: O Liber de Causis. De pai desconhecido, esta obra oriunda do círculo de al-Kindi intenta sistematizar o problema da prima causa, que diferentemente do Primeiro Motor de Aristóteles, pode ser entendida como um princípio criador – não somente motor – de todas as coisas existentes, sem ela mesma ser causada por algo. Richard Miles Redditt Instituição: UFRJ E-mail: [email protected] Estética da Existência: Por um curto-circuito nas relações de poder que violentam o sujeito. O mundo nos violenta, nos invade e dilacera. Deve-se lutar pela sobrevivência. Tornamos-nos sujeitos ao sermos assujeitados. O que é físico toma caminhos cada vez mais sutis e, na forma 67 das mídias, do bombardeamento de informações, das demandas de mercado e de consumo se torna algo quase impalpável, algo incorporal, mas que age sobre corpos e molda corpos cada vez mais fracos e cada vez mais dóceis. Contra esta fragilização Michel Foucault nos propõem uma saída que não é padronizável, que não é vendável, nem reutilizável. Estamos diante da proposta de uma Estética da Existência: um movimento de recusar aquilo que nos é imposto e buscar aquilo que nos é próprio, que nos parece rico, potente. Tornarmo-nos seres humanos mais belos, mais éticos. Uma resistência à violência que nos é imposta pela nossa realidade pontual, individual e brutal. Rodrigo Dantas Ribeiro Instituição: USP Orientador: Prof. Dr. Mário Miranda Filho E-mail: [email protected] A República de Platão: uma investigação filosófica e não uma obra literária ou sobre o valor filosófico da aporia Realizar uma interpretação cuja intenção é explicar uma obra de Platão exige certos cuidados. Esses cuidados provêm de um fato muito geral, a saber, as obras de Platão são filosóficas. Isso nos é óbvio. Apesar de óbvio, afirmamos: a República é uma obra essencialmente filosófica. Queremos dizer, apesar de todas as outras qualidades ditas literárias que essa obra possui, nenhuma delas serve melhor a uma explicação da mesma. Ser um diálogo, possuir aspectos dramáticos, variações e referências semânticas que dizem respeito à filologia, enfim a ocasião disto tudo é absolutamente subordinada à filosofia. Ou seja, o pensamento desenvolvido na República de Platão não pode, nem deve ser explicado e exposto a partir de algum outro código interpretativo que não seja o filosófico. A questão é sempre fundamental e anterior a qualquer análise literária e a aporia não pode ser indicação de imaturidade Rosana de Oliveira Instituição: USP Orientador: Prof. Dr. Marco Aurélio Werle Órgão de Fomento: FAPESP E-mail: [email protected] Aufhebung da legalidade e moralidade: o Amor em O Espírito do cristianismo e seu Destino, de Hegel. Na obra O Espírito do Cristianismo e seu Destino, Hegel traça um caminho da liberdade abarcando os momentos da legalidade - cujo equivalente histórico era o povo judeu – e da moralidade – que tem sua figura na filosofia kantiana. Estes dois momentos, porém, apesar de necessários, não dão conta da realização da liberdade, e por isto encontram sua Aufhebung, isto é, são superados e conservados, pelo Amor cristão. Neste sentido, é a figura do Amor que se deseja analisar, partindo das indicações de que ela representa a união por excelência, como afirma o próprio Hegel: “o amor é o sentir de uma vida igual”, de modo que o Amor, neste período de juventude, traz consigo o conceito de Vida e, como se pretende mostrar, também está em ligação com o Destino. Rutiele P. da Silva Saraiva Instituição: UFPI Orientador: Prof. Luizir de Oliveira E-mail: [email protected] 68 A música como quietivo momentâneo da vontade: o diálogo Schopenhauer - Richard Wagner Arthur Schopenhauer apresenta o mundo como constituído de dois modos: Representação e Vontade. O primeiro refere-se a tudo que pode ser conhecido pelo sujeito por meio de suas faculdades a priori. O segundo modo, a Vontade, se constitui como o em-si do mundo, essência anterior e independente das nossas representações. A Vontade, pulso irracional e cego que se objetifica em todos os fenômenos da natureza, leva a existência humana ao sofrimento. Schopenhauer estabelece, porém, modos de suspensão da Vontade, são eles a Arte e uma Ética da compaixão. O objetivo deste trabalho é analisar os modos como Schopenhauer propõe a Arte como quietivo da Vontade; demonstrando mais especificamente como, para Schopenhauer, a música oferece uma suspensão momentânea do sofrimento humano; e como estas ideias traduzem-se nas concepções estéticas de Wagner na ópera Tristão e Isolda. Sacha Zilber Kontic Instituição: USP Orientador: Prof. Dr. Pedro Paulo Garrido Pimenta Órgão de Fomento: PET E-mail: [email protected] Cosmologia e ceticismo em Hume Na obra de Hume “Diálogos sobre a Religião Natural”, a crítica operada por Fílon ao argumento a posteriori sobre a existência e natureza de Deus se desdobra em um debate sobre a própria noção de cosmologia como um desígnio racional. Mais do que elucidar o que seria a “teoria humeana” sobre a cosmologia, Hume aqui nos mostra na própria construção da argumentação da personagem cética o que seria o caráter não só filosófico, mas também antropológico do ceticismo mitigado. O presente trabalho procura examinar nesse texto e também no ensaio “O cético” como essa figura do cético humeano é construída e porque a cosmologia se transforma em um campo tão fértil para a sua ação. Sarah Roeder Instituição: UFPR Orientador: Prof. Luiz Antonio Alves Eva Órgão de Fomento: PIBIC/CNPq E-mail: [email protected] A τέχνη no ceticismo pirrônico. Nosso objetivo é elucidar a noção de “τέχνη”(arte/técnica) no ceticismo antigo, em particular na obra de Sexto Empírico. O termo “τέχνη” está normalmente associado aos saberes práticos e, nas Hipotiposes Pirronianas essa noção surge como um dos aspectos do “critério prático” oferecido pelo autor como parte de uma tentativa de superar o contra-argumento da apraxia. Todavia muito embora neste momento das Hipotiposes a instrução nas artes seja apresentada como algo que está de acordo com postura cética, na obra de Sexto nos deparamos com o livro Contra os Professores que tem como objetivo argumentar contra as teorias das diversas ciências e artes do seu tempo. Investigaremos o sentido dessa crítica às τέχναι, a fim de compreender em que sentido é possível uma τέχνη coerente com o critério prático do ceticismo, ou seja, completamente desvinculada de qualquer postulação dogmática. Saulo Matias Dourado e Fabiano Domingos Barcella Instituição: UFBA Orientador: Profa. Dra. Silvia Faustino de Assis Saes 69 Órgão de Fomento: PIBID E-mail: [email protected] Lógica, o pilar para o ensino de filosofia no 2º grau Se sou um professor em uma sala de aula e quero ensinar genética aos meus alunos, devo lhes explicar as propriedades, os desdobramentos, mostrar representações de livros e pedir, implicitamente, que acreditem em mim e na existência do que não está ali. Para um fato histórico, o mesmo. Narrarei quais os protagonistas, as causas e consequências, mas, por infelicidade, não poderei trazer o passado de volta e colocá-lo em cima do tablado. Já na filosofia, para ser fiel a sua raiz, só há atividade se o discurso for refeito aos olhos de quem se encontra presente. Uma noção filosófica não pode apenas ser apontada, mas reconstruída em seu ciclo de premissas e conclusão, como se nascesse naquele instante. Por isso, nesta introdução a um entendimento sobre ensino de filosofia no segundo grau, falaremos sobre a necessidade, ou mesmo exclusividade, da lógica em seu currículo. Sérgio Luís do Carmo Lopes Instituição: USP Orientador: Prof. Dr. Marco Aurélio Werle Órgão de Fomento: Pró-Reitoria de Graduação da USP E-mail: [email protected] A Teoria Estética na Obra de Arte em Schiller Nosso propósito neste breve estudo consiste em identificar, no drama Maria Stuart, de Schiller, o conceito do sublime, segundo a perspectiva desse mesmo autor. Como no referido conceito estão presentes os princípios fundamentais de sua teoria estética, identificá-lo nos aspectos estruturais do referido drama, significaria encontrar neste, como elemento estruturante, a mesma teoria estética. Esta nos aparece então como o fundamento sobre o qual se assenta o efeito estético de sua obra artística, justificando e evidenciando o comprometimento desta última com a formação do homem. Siloe Cristina do Nascimento Instituição: UFES Orientadora: Profa. Dra. Thana Mara de Souza Órgão de Fomento: UFES E-mail: [email protected] Consciência e Liberdade em Sartre O presente trabalho desenvolve a idéia de liberdade absoluta a partir da obra “O Ser e o Nada” de Sartre por meio da definição da idéia de intencionalidade para expor como o homem não pode ser determinado pela situação, já que ele está separado do seu passado e dos motivos para ação pela fissura do nada. A liberdade aqui é a condição existencial do homem e por isso permanece em guerras e mesmo em períodos de escravidão. Mas essa capacidade de sempre se transcender e projetar-se, fundamento sem fundamento das vontades e paixões, se é absoluta, é ao mesmo tempo concreta, o que também podemos começar a ver pela noção de intencionalidade da consciência, que já indica que, se por um lado é verdade que o homem é sempre relação com o mundo, por outro, também é verdade que esse homem tem de ser relação com um mundo. 70 Simone Dominici Instituição: USP Orientador: Prof. Dr. Luiz Fernando Franklin de Matos Órgão de Fomento: RUSP E-mail: [email protected] A percepção no cinema de invenção: Merleau-Ponty, Eisenstein e Vertov Mentes por trás do processo de montagem, Eisenstein e Vertov tiveram grande importância na constituição do cinema moderno, no chamado cinema “experimental”. Nesta corrente, há a sede em evidenciar que a percepção é sempre uma construção, implicando múltiplos fatores que darão como resultado a instauração de um certo ordenamento do mundo. Surge aí a afirmação de que o cinema é capaz de gerar outra percepção, uma própria. A percepção é ponto central na fenomenologia de Merleau-Ponty. Para ele, percebemos “com o corpo”, através da sua existência em um mundo que é temporal e espacial, e não “pelo corpo” ou apenas pela mente. A partir disto, pretendemos a compreensão do processo de fruição estética na relação telaespectador, tendo como base ensaios de Merleau-Ponty e textos sobre o procedimento da “montagem” dos citados cineastas, além, neste último caso, das próprias obras cinematográficas. Soraya de Lima Cabral Conturbia Instituição: UFES Orientadora: Profa. Claudia Pereira do Carmo Murta Órgão de Fomento: FAPES E-mail: [email protected] Da paixão tristeza e da sua natureza no contexto da depressão pós-parto manifestada no período puerperal. Esta pesquisa é o estudo acerca da paixão tristeza no contexto da depressão-pós-parto manifestada no período puerperal, com base teórica nas obras de René Descartes e Sigmund Freud. O objetivo desta pesquisa é trabalhar com mulheres que apresentem um quadro de risco após o parto, pois na gestação e no puerpério a mulher passa por uma série de transformações físicas e psíquicas que pode predispor ou mesmo intensificar a tristeza ou a DPP. Esta pesquisa encontra-se inserido no projeto “PARTHOS - Estudo sobre a relação entre corpo e alma a partir das paixões manifestadas nas mulheres durante o período perinatal fundamentado nos pensamentos de René Descartes e Jacques Lacan” que é desenvolvido desde 2006. Suzan Cristina dos Anjos Instituição: UFPR Orientador: Prof. Dr. Luiz Sérgio Repa Órgão de Fomento: PET/Sesu/MEC E-mail: [email protected] O Conceito de Dessublimação Repressiva no Pensamento de Herbert Marcuse Com a presente pesquisa, buscamos reconstruir a filosofia de Herbert Marcuse, sobretudo a sua interpretação da psicanálise freudiana, tendo em vista a sua importância para pensarmos tanto o desenvolvimento das estruturas sociais do Ocidente, como a possibilidade, na mesma medida utópica e emergente, de emancipação humana, de transformação radical da sociedade capitalista. Para tanto, faremos uma análise do conceito de “dessublimação repressiva”. Tal conceito nos permitirá compreender o modo como a ideia de liberdade, na sociedade contemporânea, significa, em um só tempo, satisfação das necessidades através da liberalização 71 da sexualidade sob formas socialmente construtivas, e um instrumento de dominação, manipulação e controle dos indivíduos e de suas potencialidades. Tamires Machado Instituição: USP Orientador: Profa. Dra. Maria Lúcia Mello e Oliveira Cacciola Órgão de Fomento: CNPq E-mail: [email protected] Entre o Nascimento da Linguagem e o Nascimento da Tragédia em Nietzsche Através da análise dos processos genealógicos realizados por Nietzsche acerca do nascimento da linguagem assim como do nascimento da tragédia, o projeto propõe examinar as relações entre individualidade, consciência e linguagem estabelecidas pelo filósofo nos seus primeiros textos, procurando principalmente traçar uma ponte entre “O Nascimento da Tragédia” e “Sobre Verdade e Mentira no Sentido Extra-Moral”. Pretende-se tencionar o pensamento nietzschiano de modo a realizar um diálogo entre ambas as obras, respeitando suas margens temáticas. Neste sentido, visa-se analisar o sentido filosófico referente ao recurso das figuras mitológicas, os elementos apolíneo e dionisíaco, compreendidas, sobre tudo, em correlação a estes conceitos principais. Tamíris Moreira Simão Instituição: UFSJ Orientador: Fábio de Barros Silva Órgão de Fomento: FAPEMIG E-mail: [email protected] Rousseau e a educação pública como instituição política O presente trabalho tem como objetivo discutir a concepção de educação pública como instituição política na obra de Jean-Jacques Rousseau (1712-1778). O exame da questão concentrar-se-á na análise das seguintes obras: Do Contrato Social, Considerações sobre o governo da Polônia, Da Economia Política e Emílio ou da Educação (Livro I). De acordo com Rousseau, a educação pública é uma instituição política capaz de desnaturar o homem e formar o cidadão disposto a obedecer, em tudo, ao que dispõe a vontade geral, isto é, a eleger o interesse comum, público, em detrimento dos interesses particulares. Trata-se de instituição fundamental para a ordem política legítima, já que a formação de cidadãos é indispensável para o fortalecimento do liame social. Thaís de Nazaré Sarmento da Silva Instituição: UFPA Orientador: Prof. Dr. Antônio Máximo Ferraz Órgão de Fomento: CNPq E-mail: [email protected] Der Prozess, de Franz Kafka: Evocação poética do sentido da existência humana. Este estudo empreende um percurso hermenêutico pela poética de Der Prozess, pensando sobre a questão: o que é o homem? Debruçaremo-nos sobre o que nos é próprio – o nosso existir. Discutiremos como essa questão é elaborada na própria estrutura da obra, valendo-nos da interpretação de seus elementos narrativos, e ressaltando o caráter da obra de arte como o operar das questões, a que Heidegger se refere. A partir da hermenêutica fenomenológica 72 heideggeriana nos lançaremos ao desafio de percorrer o sentido da referida obra de Kafka. Neste percurso interpretativo, estabeleceremos o diálogo entre Der Prozess e postulações filosóficas de Soren Kierkegaard. Para ele, são três as instâncias de nossa existência: a estética, a ética e a religiosa, as quais sustentam a relação do eu consigo mesmo, poeticamente figurada em Der Prozess. Thatiana Victoria dos Santos Machado Ferreira de Moraes Instituição: UFRJ Orientador: Prof. Dr. Guilherme Castelo Branco Órgão de Fomento: PIBIC E-mail: [email protected] Heteronormatividade e biopoder: administração da vida e sexualidade segundo Michel Foucault A pesquisa buscará lançar um olhar sobre algumas das formas de expressão do biopoder e do racismo de Estado dentro da esfera da sexualidade, e as resistências a tais intervenções do poder no mundo atual. A proposta será de localizar, dentro das muitas áreas onde os dispositivos heteronormativos se fazem presentes (em diferentes graus de sutileza e visibilidade), aquelas em que estes mais explicitamente se expõem, atravessando comportamentos, corpos e silêncios na esfera pública e privada. Conjunta a esta análise, está a busca pela compreensão de certas formas encontradas por indivíduos e grupos de novas expressões de subjetivação e modos de vida. Este estudo será a partir da obra de Michel Foucault, das suas concepções de biopoder, racismo de Estado, e sexualidade. Thiago Henrique Costa do Nascimento Instituição: USP Orientador: Prof. Dr. Renato Janine Ribeiro Órgão de Fomento: SANTANDER E-mail: [email protected] O que em nós aspira à verdade? Rousseau, Nietzsche e Norbert Elias O trabalho se constrói a partir da retomada sobre os temas da perda da força expressiva da linguagem em Rousseau e da avaliação dos afetos e suas representações em Nietzsche. O objetivo é observar como esses dois filósofos organizaram suas reflexões de modo a evitar dois problemas comuns na análise dos fenômenos humanos. O primeiro deles é a consideração da linguagem como o campo do conhecimento e da comunicação de idéias, onde se inseririam a lógica e a gramática. O segundo diz respeito ao uso de conceitos como justiça, liberdade e consciência, que criaria uma noção idealizada do funcionamento dos afetos humanos. Ao compor o modo como Nietzsche e Rousseau evitam esses dois caminhos, surge uma reestruturação do significado da própria razão. Utilizando então a elaboração de Norbert Elias em sua Teoria dos Processos Civilizatórios, é apresentada a estrutura da racionalidade moderna. Tiago Barata Machado Instituição: UFPA Orientador: Prof. Ernani Chaves Órgão de Fomento: CNPq E-mail: [email protected] A formação da personalidade do Gênio Romântico e sua desconstrução a partir de Humano, demasiado humano I 73 A pesquisa consiste em apresentar a crítica de Nietzsche ao modelo metafísico de Schopenhauer que concebe o artista como gênio original, a partir do livro Humano, demasiado humano I. Nesta crítica trata o modelo schopenhauriano como consequência do romantismo alemão, que intencionara uma arte do efeito, por meio da tentativa de re-produzir o mesmo sentimento catártico dos gregos. Neste cenário a figura do artista apresenta-se como responsável por reviver o sentimento estético dos gregos por meio da observação apurada que possui da natureza e do ser humano, criando expressões artísticas originais, fato que, segundo os românticos, só acontecera aos gregos. É neste cenário de retorno aos gregos que se concentrará a crítica de Nietzsche por dois vetores: a) o caráter de formação histórica que impossibilita o retorno aos gregos; b) a condição humana criativa e moralizante. Tiago Candido de Sousa Instituição: PUC – Campinas Orientadora: Profa. Vânia Dutra Azeredo E-mail: [email protected] John Searle e o dualismo na filosofia da mente A comunicação apresentará uma discussão acerca dos principais argumentos que John Searle expõe para defender a sua posição não dualista diante do problema mente-corpo. Focamos-nos nos argumentos que defendem a tese de que a consciência é uma propriedade do cérebro assim como ocorre com qualquer outro evento físico e sua(s) respectiva(s) propriedade(s) (a exemplo da água – entendida como um composto molecular - e a propriedade liquidez), bem como nos argumentos que tentam tornar evidentes as relações causais entre cérebro e consciência. Inicialmente, apresentamos tais argumentos e logo em seguida procuramos mostrar os embates em que Searle precisa se posicionar contra asserções que durante o desenvolvimento da filosofia da mente no Séc. XX foram apresentadas por filósofos como Thomas Nagel para defender o dualismo. Valério Cássio Silva de Oliveira Junior Instituição: UFBA Orientador: Prof. Waldomiro José da Silva Filho Órgão de Fomento: CNPq E-mail: valé[email protected] Autoconhecimento em Richard Moran: O significado do autoconhecimento na psicologia moral Há atualmente um intenso debate em filosofia acerca da natureza e da possibilidade do Autoconhecimento: o conhecimento dos nossos próprios estados mentais. No presente trabalho intenta-se apresentar por que, segundo Richard Moran, a melhor forma de compreender o autoconhecimento é deslocar a investigação para a psicologia moral onde sujeito do autoconhecimento deixaria de ser entendido como um investigador das condições de verdade e justificativas do conteúdo de suas crenças e passaria a ser um agente racional comprometido com suas crenças e ações (suas atitudes). Wirlley Quaresma da Cunha Instituição: UFPA Orientador: Prof. Antônio Sérgio da Costa Nunes E-mail: [email protected] O Caráter Científico da História em Vico 74 Pretendemos mostrar neste trabalho como se torna possível uma ciência do homem, através da filosofia de Giambattista Vico, sobretudo uma ciência da mente humana enquanto instância responsável por suas ações. Este filósofo percebe na mente primigênia a chave para a compreensão da história universal - e consequetemente da realização do mundo civil fundamentado-se no conceito de verum factum, em que o homem faz algo por ter conhecimento da sua obra, assim, sendo a história humana sua produção, poderemos compreendê-la através do entendimento de sua estrutura mental. Yasmin Afshar Fernandes Abdollahyan Instituição: USP Orientador: Prof. Dr. Caetano E. Plastino Órgão de Fomento: PET E-mail: [email protected] "Super-eu”, “má consciência” e coisas afins: lendo Nietzsche e Freud Na Genealogia da Moral, Nietzsche levanta a hipótese de que a “profunda doença” do homem, a má consciência, surge quando este se vê constrangido à sociabilidade pacífica. Ao empreender uma cisão com seu passado selvagem, o homem interioriza seus instintos agressivos. Esses se voltam para dentro, contra o próprio homem, originando a má consciência, espécie de “sentinela” coercitiva. Freud chega a conclusões semelhantes em O mal-estar na civilização. Ali, a renúncia aos instintos se dá inicialmente pelo medo da autoridade externa a qual, em seguida, é internalizada. A partir daí, o sujeito passa a ser vigiado por uma instância de sua própria constituição psíquica, o Super-eu. Examinaremos na segunda dissertação da Genealogia e em O mal-estar da civilização em que medida essas hipóteses genéticas e seus respectivos diagnósticos da cultura realmente se aproximam. COMISSÃO ORGANIZADORA: André Scholz Bruno da Rosa Fabio Klinke Fernanda Izidorio Fernando Sepe Fernando del Lama Gaston Guillaux Gabriel Philipson Júlia Chiacchio Juliano Bonamigo Lucas Lima Furió Karina Tanada Sacha Kontic Vinícius Prado Yasmin Afshar 75 APOIO: 76