CADERNO DE RESUMOS
1
25/04- Segunda-Feira
10h00:
Mesa 01 – Filosofia da arte e Música - SALA 119
1.
2.
3.
Paula Regina Menezes Silva (UFPA)- Nietzsche,Wagner e a música como
linguagem do pathos.
Eraldo Souza dos Santos (USP)- Autonomia, verdade e consistência em
Adorno e Schoenberg
Mariane Aparecida Romão (UNICAMP)- Sobre a décadence em O Caso
Wagner
Mesa 02- Medieval – SALA 109
1.
2.
3.
4.
Matheus Henrique Gomes Monteiro (Unicamp)- A discussão tomasiana sobre
a onipotência divina
Gustavo Barreto Vilhena de Paiva (USP)- As advertências de Pedro de João
Olivi acerca da doutrina da iluminação divina.
André Botelho Scholz (USP)- É possível falar em linguagem mental no
Tratado das Intelecções de Pedro Abelardo?
Carla Bucioli Bovo (UEM)- Sobre a melhor forma de governo no De Regimine
Principum de Ptolomeu de Lucca.
14h00:
Mesa 03 – Psicanálise – SALA 119
1.
2.
3.
4.
Soraya de Lima Cabral Conturbia (UFES)- Da paixão tristeza e da sua
natureza no contexto da depressão pós-parto manifestada no período
puerperal.
Juliano Bonamigo (USP)- A natureza humana em Eros e Civilização
Yasmin Afshar Fernandes Abdollahyan (USP)- "Supereu”, “má consciência” e
coisas afins: lendo Nietzsche e Freud
Fernando Araujo Del Lama (USP)- Bento Prado Jr. e a configuração da
filosofia da psicanálise como área de pesquisa em filosofia.
Mesa 04 – Ceticismo – SALA 109
1.
2.
3.
4.
5.
Sacha Zilber Kontic (USP)- Cosmologia e ceticismo em Hume
Sarah Roeder (UFPR)- A τέχνη no ceticismo pirrônico.
Lucas Nascimento Machado (USP)- Hegel e a relação do ceticismo com a
filosofia
Bruna Frascolla Bloise (UFBA)- Ceticismo mitigado e ciência da natureza
humana em Hume
Edmur Santana da Silva (USP)- A defesa de Sebond
2
16h00:
Mesa 05 – Estética Contemporânea – SALA 117
1.
2.
3.
4.
5.
Douglas Romão (USP)- Os Longas-metragens de Leni Riefenstahl e a
Questão da Estetização da Política
Simone Dominici (USP)- A percepção no cinema de invenção: MerleauPonty, Eisenstein e Vertov
Luana Lopes Xavier (UFG)- Uma reflexão sobre A dúvida de Cézanne de
Maurice Merleau-Ponty
Lucas Botelho de Almeida (USP)- O corpo em Helio Oiticica
Maria Aparecida Souza Oliveira (USJT)- Gaston Bachelard: As Imagens
Poéticas e suas Ressonâncias
Mesa 06 – Vontade e Liberdade – SALA 12
1.
2.
3.
4.
Karina Yuri Tanada (USP)- A vontade, o intelecto e a liberdade na filosofia
cartesiana
Raoni Sousa Santos (UFPA)- A prova kantiana da liberdade humana
Gustavo Hessmann Dalaqua (UFPR)- J. S. Mill e a liberdade como condição
humana
Rosana de Oliveira (USP)- Aufhebung da legalidade e moralidade: o Amor
em O Espírito do cristianismo e seu Destino, de Hegel.
Mesa 07- Filosofia da mente e da percepção – SALA 100
1. Daniel Borgoni Gonçalves (USJT)- A Experiência Consciente em David
Chalmers
2. Tiago Candido de Sousa (PUCCamp)- John Searle e o dualismo na filosofia
da mente
3. Eloiza Botelho de Souza (UFPR)- Sobre o que nós vemos.
4. Bruna Maria Lemes Duarte (UNESP)- Investigação do papel da reconstrução
em filosofia segundo Dewey
19h00:
Abertura- Prof. Dr. Carlos Alberto R. de Moura (USP): “MerleauPonty, leitor dos clássicos”
3
26/04- Terça-Feira
10h00:
Mesa 08– Educação e Filosofia I - SALA 119
1.
2.
3.
4.
Amanda Veloso Garcia (UNESP)- Incompatibilidades entre a proposta
curricular do estado de São Paulo e o material do programa São Paulo Faz
Escola
Esmeraldina Alves Ferreira (UFSJ)- Natalidade e Educação no pensamento
político de Hannah Arendt
Tamíris Moreira Simão (UFSJ)- Rousseau e a educação pública como
instituição política
Rafaela Ferreira Marques (UFSJ)- Mundo atual e mundo virtual : como
pensar o corpo nessas duas realidades ?
Mesa 09 – Existencialismos – SALA 117
1.
2.
3.
Eliabe Tomaz de Lima (PUCCamp)- Subjetividade e arte em J. P. Sartre
Lucas Piccinin Lazzaretti (UFPR)- O abandono do Socrático e a tomada do
Paradoxo Absoluto em Kierkegaard
Renata Negrão Moreira (UFPA)- A visão camuseana de Kafka - absurdo e
esperança
Mesa 10 – Foucault I – SALA 100
1. Thatiana Victoria dos Santos Machado Ferreira de Moraes (UFRJ)Heteronormatividade e biopoder: administração da vida e sexualidade
segundo Michel Foucault
2. Peter de Souza Lima Faria (UFMG)- A caracterização da noção foucaultiana
de dispositivo sob a ótica de Deleuze e Agamben
3. Diego dos Santos Reis (UFRJ)- O Corpo em Trânsito - Biopoder, Racismo,
Indiferença
14h00:
Mesa 11– Filosofia do Direito – SALA 12
1.
2.
3.
4.
Bruno Ferreira da Rosa (USP)- O problema do reconhecimento à luz da
teoria hegeliana do Estado
Camilo Lelis Jota Pereira (UFOP)- A pragmática do conflito social: uma
reatulização da filosofia política de Hegel
Raphael da Rocha Rodrigues Ferreira (PUCCamp/Unicamp)- Kant: coerção
externa, o imperativo categórico como condição de possibilidade para o
direito
Carlos da Fonseca Nadais (USP)- Idealização do estado hegeliano: analítica
do direito como ferramenta de dominação ou de legitimação.
4
5.
Érika Maria Rodrigues de Castro (PUCCamp)- O estatuto do contrato social e
sua contribuição para análise da Lei de Anistia de 1.979
Mesa 12 – Fenomenologia - SALA 1037
1.
2.
3.
4.
Gastón Mauricio Guillaux Salinas (USP)- Paul Ricoeur e a Fenomenologia da
Vontade
Diego Guimarães (UFMG)- Constituição, tempo e destruição [em Sartre]
Paulo Ricardo Heitich (UNICENTRO)- O tempo de Santo Agostinho, na
interpretação de Paul Ricoeur
Siloe Cristina do Nascimento (UFES)-Consciência e Liberdade em Sartre
Mesa 13 – Foucault II – SALA 103
1.
2.
3.
4.
5.
Damião Janiedson de Lima (PUCPR)- A relação entre o governo de si e o
governo dos outros em Michel Foucault
Danielle Cristina Guizzo (UFPR)- As Contribuições de Foucault para uma
Reconsideração do Debate sobre o Contexto e Escritos de Adam Smith
Péterson Pereira Bem (UFPR)- Michel Foucault e a perspectiva jurídica
Richard Miles Redditt (UFRJ)- Estética da Existência: Por um curto-circuito
nas relações de poder que violentam o sujeito.
Carolina Coraça Machado (PUCPR)- A vida como coragem da verdade em
Michel Foucault
Mesa 14- Medieval II - SALA 13
1.
2.
3.
4.
Fernanda Ferreira de Campos (UEM)- Ser e essência em Santo Anselmo
Renan Santos dos Santos (UFPA)- Sapientia VS Beatitudo um estudo sobre
Santo Agostinho
Daniel Rodrigues Placido (USP)- Plotino e os gnósticos: uma introdução
Ricardo Pereira Santos Lima (UFU)- Educação Filosófica na Idade Média:
O Liber de Causis e a causa prima
16h00:
Mini-Curso- Prof. Dr. Oswaldo Giacóia Júnior(UNICAMP):
“A metapsicologia de Freud”
19h00:
5
Mesa 15 – Filosofia Política Moderna - SALA 104
1.
2.
3.
4.
5.
Bruna Andrade Pereira (PUCCamp)- Do Estado Natural ao Estado
Civil: Reflexões sobre a passagem do Estado de Natureza para o Estado Civil
segundo Hobbes e Rousseau
Ayres Pablo Bogoni (Unioeste)- Fundamentos da Desobediência Civil em
Thoreau
Darley Alves Fernandes (UFG)- Do dever do súdito ao direito do cidadão
Rafael de Araújo e Viana Leite (UFPR)- Vícios Privados, Benefício Público ou
O Paradoxo da Fábula das Abelhas
Lucas Fabiano Oliveira Costa (UFG)- Religião Civil ou Estado Esclesiástico?:
a religião à serviço da democracia americana de Tocqueville
Mesa 16 –Idealismo alemão – SALA 105
1.
2.
3.
4.
5.
Sérgio Luís do Carmo Lopes (USP)- A Teoria Estética na Obra de Arte em
Schiller
Ândrea Costa Crispino (UFPA)- Um fragmento de Goethe sobre a imaginação
Geovani Pantoja Parente (UFPA)- Da Idéia ao Belo
Andressa Barbosa Pereira (UFPA)- O tema da Teodicéia em O Fim de Todas
as Coisas, de Kant.
Ethel Panitsa Beluzzi (UNICAMP)- O Idealismo na Crítica da Razão Pura
6
27/04- Quarta Feira
10h00:
Mesa 17- Hobbes e suas leituras - SALA 111
1.
2.
3.
4.
Carolina Maria Amaral da Silva (PUCCamp)- As paixões, a liberdade e o
soberano em De cive e em Leviatã
Elisa Barca Pereira (PUCCamp)- Thomas Hobbes e a concepção do
positivismo jurídico na atualidade
Fábio Coimbra (UFMA)- Lex civile e Jus naturale
Pedro Konzen Capra (UNISINOS)- Deliberação e Justiça em Thomas Hobbes
Mesa 18 – A “Alma” em Platão, Aristóteles e Demócrito – SALA 102
1.
2.
3.
4.
Carla Leandra Linhares (UFMG)- Cuidado de si, medida da alma?
André Assi Barreto (USJT)- A alma e a divindade em Demócrito
Fernanda de Araujo Izidório (USP)- O problema da unidade da sensação no
De Anima, de Aristóteles.
Felipe Calleres (UFSCar)- Contribuições do De Generatione e Corruptione
para a teoria da sensação de Aristóteles
Mesa 19 – Descartes, Espinosa e Vico - SALA 106
1.
2.
3.
4.
5.
Louis de Freitas Richard Blanchet (UFPR)- Continuidade do Tempo na
Filosofia Cartesiana: uma estratégia contra o Determinismo.
Naianny Almeida Pacheco (UESC)- O papel da experiência no método
cartesiano.
Josué R. Lima (USP)- A natureza do conhecimento imaginativo segundo a
filosofia de Espinosa
Matheus Ramos Mendes (UFRJ)- Realidade Objetiva e Intencionalidade das
Idéias Sensíveis em Descartes
Rafael Coutinho Bordalo (UFRJ)- O conhecimento poético em Vico
14h00:
Mesa 20 – Platão – SALA 100
1.
2.
3.
4.
Álan Arruda Matos (UEM)- Concepções de justiça na República de Platão
Rodrigo Dantas Ribeiro (USP)- A República de Platão: uma investigação
filosófica e não uma obra literária ou sobre o valor filosófico da aporia.
João Roberto Vale Ricardi (UNESP)- Arte da Medida no Protágoras de Platão
Guilherme da Silva Paranhos (USP)- A Música na República de Platão
7
Mesa 21 – Filosofia e História – SALA 102
1.
2.
3.
4.
Antonio Batista Matteucci (CUSC)- Entre o Mito e a História: um estudo
sobre a Verdade no nascimento da consciência histórica
Lucas Otávio Sousa França (UFPA)- A resposta de Kant sobre o sentido da
história humana na “Idee” (1784)
Wirlley Quaresma da Cunha (UFPA)- O Caráter Científico da História em Vico
Philipe Martins Alves (UFPA)- Considerações sobre epistemologia e historia
segundo Giambattista Vico
Mesa 22 – Nietzsche – SALA 1031
1. Ivan da Costa Gomes (UFPA)- Nietzsche e o Estado Grego
2. Tamires Machado (USP)- Entre o Nascimento da Tragédia e o Nascimento da
Linguagem em Nietzsche
3. Lívia Maria Araújo Noronha de Oliveira (UFPA)- Nietzsche, Psicologia e
Genealogia do Cristianismo
4. Francisco Lobo Batista (UFPA)- O Personagem Conceitual nietzscheano
Mesa 23- Modernismo e pós-modernismo – SALA 113
1. Gabriela Silva dos Santos (UFPA)- Lyotard e o resgate do sublime kantiano
2. Daniel Valente Pedroso de Siqueira (UPM)- Um estudo da análise
habermasiana sobre a Dialética do Esclarecimento, a partir do conceito
hegeliano de “modernidade”
3. Laiz Fraga Dantas (UFBA)- A estética de Habermas & Rorty segundo
Shusterman
4. Daniclei Pereira Alves (UFPR)- Stendhal, Adorno e o "homem-cópia"
5. Mariana de Campos Bardelli (USP)- A estética kantiana do sublime no
pensamento de Jean-François Lyotard - sobre a modernidade e a pósmodernidade
16h00:
Mini-Curso- Prof. Dr. Pedro Paulo Garrido Pimenta (USP):
“O sublime kantiano na ‘Crítica da Razão Pura’”
19h00:
Mesa 24 – Ética e Ontologia - SALA 1031
1. Claudemir Antonio Gregorio (UFPR)- A primeira vida de Ortega
2. Lilian Neves Mise (CUSC)- A ambiguidade, a mentira e o silêncio na
perspectiva levinasiana
8
3. Eduardo José Lima de Oliveira (UFPI)- O lugar das emoções e dos afetos na
ética da responsabilidade de Hans Jonas: um contraste com a perspectiva
emotivista.
4. Rafael Alberto S. d'Aversa (PIP)- Será o aborto moralmente correto?
Mesa 25 – Filosofia latino-americana – SALA 10
1.
2.
3.
André Guedes de Toledo (USP)- Bento Prado Jr. entre a Filosofia e a
Literatura
Gustavo Marcial Prado Romero (CUSC)- Abrindo o olhar para um horizonte
mais amplo
Gabriel Henrique Lisboa Ponciano (UFRJ)- O Carrossel de Lampião: Uma
breve crítica à Filosofia no Brasil.
Mesa 26 – Linguagem - SALA 103
1.
2.
3.
4.
5.
Nina Araújo Pereira do Nascimento (UFMA)- Linguagem,fenômeno estético e
moral a busca do instinto artista da vida em Artaud e Nietzsche
Marcelo Masson Maroldi (UFSCar)- O “argumento da linguagem privada”
como crítica à introspecção
Natalia Pereira Pinheiro (UFMA)- Ao que ver sem ser visto
Thiago Henrique Costa do Nascimento (USP)- O que em nós aspira à
verdade? Rousseau, Nietzsche e Norbert Elias.
Luana do Socorro Cardoso da Silva (UFPR)- A relação entre signo e símbolo
e destes com a teoria das formas simbólicas em Ernest Cassirer
9
28/04- Quinta Feira
10h00:
Mesa 27 – Epistemologia – SALA 111
1.
2.
3.
4.
5.
Paulo Júnio de Oliveira (UFG)- O Problema mente-corpo na perspectiva de
Searle e Damásio
Nathália Cristina Alves Pantaleão (UNESP)- O Conhecimento Comum
segundo Gilbert Ryle
Luis Fernando Ferreira Macedo dos Santos (UFPI)- Crise Epistemológica e
proposta sellarsiana para superação da epistemologia
Valério Cássio Silva de Oliveira Junior (UFBA)- Autoconhecimento em
Richard Moran: O significado do autoconhecimento na psicologia moral.
Paulo Henrique Araújo Oliveira (UNESP)- Uma análise da hipótese nãorepresentacionista da percepção/ação
Mesa 28 – Heidegger – SALA 117
1.
2.
3.
4.
Fabricio Coelho de Sousa (UFPA)- Ciência e Filosofia:Atitudes Fundamentais
do Homem
Ísis Nery do Carmo (UFBA)- A técnica e a ex-sistência em Heidegger
Charleston Silva de Souza (UFPA)- Filosofia enquanto confrontação
Adrielle Costa Gomes de Jesus (UFBA)- A questão da significação em Ser e
Tempo
Mesa 29 – Teoria Social – SALA 18
1.
2.
3.
4.
Gedeão Mendonça de Moura (UFBA)- O duplo aspecto do conceito de
trabalho em Marx
Fernando Lopes Marim Pereira (FMU)- O Semeador no Campo das Ilusões
Luciana Molina Queiroz (UFES)- Indústria multicultural
Paulo Yamawake (Unicamp)- Teoria crítica e diagnóstico de tempo: uma
leitura de "Teoria tradicional e teoria crítica" de Max Horkheimer
14h00:
Mesa 30 – Iluminismo Francês – SALA 12
1.
2.
3.
4.
5.
Lourenço Fernandes Neto e Silva (USP)- A Teoria da Ligação das Idéias de
Condillac
João Carlos Lourenço Caputo (UFPR)- Salvação e os dois deuses de Voltaire
David Ferreira Camargo (UFSCar)- O Poeta Dramático como Filósofo
Henrique Fernandes Xavier Torres (USP)- O Espírito Libertino na Filosofia de
Denis Diderot.
Homero Santos Souza Filho (USP)- A natureza nos devaneios de Rousseau:
refúgio e felicidade
10
6.
Evelin Raupp Maia de Almeida (PUC-PR)- Sade: homossexualidade e
supressão da espécie humana
Mesa 31 – Marxismo e política no século XX – SALA 1031
1.
2.
3.
4.
5.
Paulo Henrique Assunção Rocha (UFMG)- Détournement como método e
prática em Guy Debord
Gustavo Jugend (UFPR)- Giorgio Agamben e o esvaziamento da linguagem
Renata Inarah Guerra Santos (UFMG)- O fenômeno moderno de estado de
exceção e a dissolução do estatuto político da ação humana.
Suzan Cristina dos Anjos (UFPR)- O Conceito de Dessublimação Repressiva
no Pensamento de Herbert Marcuse
Maria Helena de Novais (USJT)- Revisionismo e voluntarismo em Rosa
Luxemburgo
Mesa 32 – Aristóteles – SALA 1037
1.
2.
3.
Janice Andrea Kohlrausch (UNISINOS)- A subordinação da Retórica
aristotélica à ética e à política
João Batista Farias Júnior (UFPI)- A teoria da verdade como correspondência
em Aristóteles
Breno Andrade Zuppolini (Unicamp)- A estrutura triádica da causalidade:
restrição de domínio na teoria aristotélica da demonstração
Mesa 33 – Lógica - SALA 103
1. Eduardo Novaes Rios Ribeiro (UFBA)- Alguns apontamentos sobre Geometria
das Cores em Wittgenstein
2. Eduardo Rodrigues Rêgo de Oliveira (UFPI)- O Formalismo na Teoria da
Verdade de Tarski
3. Murilo Garcia de Matos Amaral (UFBA)- A teoria pictórica e a possibilidade
da falsidade
4. Gabriel Cardoso Galli (UFPR)- O sentido da Ética no Tractatus de
Wittgenstein
16h00:
Mini-Curso- Prof. Dr. Caetano Ernesto Plastino (USP): “Aspectos
do Relativismo Cognitivo”.
19h00:
11
Mesa 34 – Educação e Filosofia II - SALA 1031
1.
2.
3.
4.
Lucas Lima Furió (USP)- Ética, política e educação a partir de Jean-Jacques
Rousseau
Isabela de Castro Mendonça (UFU)- A hegemonia burguesa como forma de
violência na formação da individualidade
Saulo Matias Dourado (UFBA)- Lógica, o pilar para o ensino de filosofia no
2º grau
Fabiano Domingos Barcella (UFBA)- Lógica, o pilar para o ensino de filosofia
no 2º grau
Mesa 35- Republicanismo – SALA 104
1. Camila Merss (UEM)- Notas sobre o Humanismo Cívico no inicio do
Renascimento italiano
2. Eugênio
Mattioli
Gonçalves
(UNICAMP)Maquiavelismo
e
AntiMaquiavelismo: a racionalidade política nas teorias de Gabriel Naudé e
Giovanni Botero
3. Debora Grygutsch Hellwig (UEM)- Sobre os regimes intermediários no
Discursus Rerum Florentinarum de Nicolau Maquiavel
4. Lucas Eugenio Rocha Ribeiro (UFMG)– A teoria dos humores em Maquiavel:
as divisões na cidade e suas implicações
Mesa 36- Nietzsche e Schopenhauer - SALA 105
1. Tiago Barata Machado (UFPA)- A formação da personalidade do Gênio
Romântico e sua desconstrução a partir de Humano, demasiado humano I
2. Jorge David Ramos (UFPA)- Música e Metamorfose: arte e vida enquanto
criação estética de si em Nietzsche
3. José Luis de Barros Guimarães (UFPI)- A metafísica do belo: a música como
objetivação imediata da Vontade
4. Rutiele P. da Silva Saraiva (UFPI)- A música como quietivo momentâneo da
vontade: o diálogo Schopenhauer - Richard Wagner
12
29/04- Sexta Feira
10h00:
Mesa 37- Hegel e Schopenhauer – SALA 111
1. Marcello Guedes Cavasin (UNICAMP)- O ó, ti da Moral – Análise da Máxima
Fundamental da Ética Schopenhaueriana
2. José Carlos Alves dos Santos Junior (UESC)- Sobre o "pessimismo
ontológico" e a existência na filosofia schopenhaueriana
3. Aurilane Mesquita Freitas (UFMG)- Os discursos da consciência natural na
seção consciência-de-si da Fenomenologia do Espírito de Hegel
Mesa 38- O „Sofista‟ de Platão – SALA 115
1.
2.
3.
Guilherme Jordão Macêdo Dias (UFPE)- A descrição do ser como „dynamis‟
no Sofista de Platão
Louise Walmsley Nery (UFPE)- O suposto parricídio e a tentativa de salvar as
Idéias no diálogo O Sofista
Michele Kanashiro (CUSC)- A crítica de Platão ao logos pseudos
Mesa 39 – Filosofia e Literatura – SALA 119
1.
2.
3.
4.
5.
Thaís de Nazaré Sarmento da Silva (UFPA)- Der Prozess, de Franz Kafka:
Evocação poética do sentido da existência humana.
Layane de Paula Veloso (UFPI)- A arte e o inconsciente: um diálogo entre
Schopenhauer e Clarice Lispector
Mateus Masiero (Unicamp)- O Conceito de Sprezzatura no Ato III de Hamlet
Diego R. Ramos (USP)- O Riso do Doutor Fausto: Um Estudo sobre
Racionalização e Desencantamento
Jorge Benedito de Freitas Teodoro (UFOP)- Análise da obra Noturno do
Chile de Roberto Bolaño sob a perspectiva marcuseana
14h00:
Mesa 40- Filosofia Antiga – SALA 10
1.
2.
3.
4.
Gustavo Rafael Bianchi Azevedo Ferreira (UNICAMP)- Semelhança ou
dessemelhança entre Sócrates e os retores no Górgias
Deborah Moreira Guimarães (Unifesp)- "Sêneca e a erradicação das paixões"
Rafael dos Santos Molinari (USP)- Sócrates e o “cuidado da alma”
Dorival Braz Netto (UFSCar)- O modo de vida filosófico, a morte e as
conseqüências epistemológicas da alma enquanto imortal no Fédon, de
Platão
13
Mesa 41- Hobbes e suas leituras II – SALA 103
1. Jeffrey Anízio da Costa Rebelo (UFPA)- Hobbes e Kant: do lobo do homem à
insociável sociabilidade
2. Raquel Balbina Teixeira (PUCCamp)- Sobre a lei natural, o direito natural e o
Estado: para uma compreensão dos Direitos Humanos a partir da obra de
Thomas Hobbes
3. Bruno Barbosa dos Santos (PUCCamp)- Soberania, democracia e estado de
exceção: análise dos direitos naturais e da soberania em Thomas Hobbes e
a exceção à lei
Mesa 42 – Epistemologia II – SALA 13
1. Juliano Gustavo Ozga (UFSM/UFOP)- A Ciência Natural é uma Espécie
Natural?
2. Caio Sievers Sperandio (UNIFESP)- A epistemologia do paradigma de
Thomas S. Khun
3. Elaine Cristina Pereira Fonseca (UFPA)- Ciência e Humanismo - a
objetividade na ciência
4. Loryne Viana de Oliveira (UNB)- O velho problema da indução
Mesa 43 – Foucault III – SALA 1035
1. Diego Moraes Guimarães (UFBA)- A Vontade de Saber em Foucault
2. Raphael Freitas Vaz (UFPA)- Nietzsche por Foucault (1971-1975):
Conhecimento interessado e conhecimento desinteressado.
3. Jean D. Soares (UFOP)- Diálogos com uma Arqueologia
16h00:
Mini-Curso- Prof. Dr. Lorenzo Mammi (USP):
“O fim da arte contemporânea”.
19h00:
Encerramento- Prof. Dr. Newton Bignotto (UFMG):
“Hannah Arendt e a Revolução francesa”
21h00:
Confraternização
14
30/04- Sábado
10h00:
Visita ao acervo do MASP.
RESUMOS
Adrielle Costa Gomes de Jesus
Instituição: UFBA
Orientadora: Profa. Acylene Maria Cabral Ferreira
Órgão de Fomento: PET
E-mail: [email protected]
A questão da significação em Ser e Tempo
Abordaremos a possibilidade de se analisar o problema da significação em Ser e Tempo, de
Martin Heidegger. Considerando a significação como constituição ontológico-existencial da
presença (Dasein). Tomaremos a abertura da significância na mundanidade mostrando como ela
é determinada pela compreensão, articulada pela interpretação, que articula sentido do ser e
significação dos entes. A significação se dá na estrutura do “como” hermenêutico e do “como”
apofântico. Pretende-se mostrar que a significação se dá em uma unidade ontologicamente
constitutiva entre linguagem, mundo e presença, não exercendo um papel representacional de
mundo. A significação se mantém assim em uma duplicidade, a saber, a do significar mútuo de
presença e mundo.
Álan Arruda Matos
Instituição: UEM
Orientador: Prof. Vladimir Chaves dos Santos
Órgão de Fomento: CNPq-Fundação Araucária - UEM
E-mail: [email protected]
Concepções de justiça na República de Platão
A República de Platão tem como espinha dorsal uma discussão em torno da justiça: o que é e
por que é mais vantajosa que a injustiça. A questão proposta pelo filósofo põe em confronto
uma visão inovadora e o senso comum, que entende a justiça como sendo o bem alheio e boa
apenas pela recompensa que ela pode trazer. Nesse caso, não é o ser justo que traz benefícios,
mas sim o parecer justo, o que abre espaço para uma argumentação pragmática pela qual se
julga melhor ser injusto e parecer justo, pois assim é possível desfrutar do benefício tanto de um
quanto do outro. Platão busca demonstrar que a justiça possui valor em si, e que ela não é
apenas o bem alheio. A justiça é uma excelência da alma, um bem em si, benéfico ao homem e
à cidade. O propósito deste trabalho é analisar a concepção tradicional e a concepção sofística de
justiça, tendo como base os dois primeiros livros da República.
15
Amanda Veloso Garcia
Instituição: UNESP - Marília
Orientador: Prof. Vandeí Pinto da Silva
Órgão de Fomento: PIBID/Capes
E-mail: [email protected]
Incompatibilidades entre a proposta curricular do estado de São Paulo e o material do programa
São Paulo Faz Escola
Esta pesquisa visa compreender as diversas dimensões do ensino de Filosofia no Estado de São
Paulo, o que está diretamente ligado à Proposta Curricular do Estado de São Paulo e o material
elaborado pelo Programa São Paulo Faz Escola a partir desta. Por meio de acompanhamento de
aulas de Filosofia no Ensino Médio público paulista e de análise do material notamos que o
esforço de utilizá-lo no cotidiano escolar revela não apenas as limitações deste, mas também
mostra incompatibilidades entre os Cadernos e a Proposta na qual foi baseado. Enquanto a
última defende um ensino contextualizado, o material parte de critérios unificados e anteriores a
qualquer realidade e utiliza-se de uma metodologia conteudista que visa ao acúmulo de
informação e não conhecimento filosófico de fato. Ao apresentar tal faceta, pretende-se
compreender o subseqüente e crescente afastamento entre o alunado e o filosofar.
André Assi Barreto
Instituição: USJT
Orientador: Prof. Dr. Paulo Henrique Fernandes Silveira
E-mail: [email protected]
A alma e a divindade em Demócrito
Demócrito e seu mestre Leucipo foram os precursores do pensamento atomista no Ocidente. A
premissa básica da filosofia atomista é a ideia que a totalidade da realidade, ou seja, o ser, é
composto essencialmente por átomos e vazio. Tendo essa cosmovisão em vista, o objetivo da
nossa investigação é mostrar como se dá a religiosidade dentro do pensamento proposto pelo
abderita, em especial os conceitos de alma (psiquê) e divindade (theos), tendo como horizonte a
interpretação materialista de sua filosofia ao longo da História. Nosso material foi a doxografia
restante, as observações e registros de Aristóteles em seu De Anima e na Metafísica e os
comentários históricos e críticos de William Guthrie e Christopher Taylor.
André Botelho Scholz
Instituição: USP
Orientador: José Carlos Estêvão
Órgão de Fomento: PET (MEC/SESu)
E-mail: [email protected]
É possível falar em linguagem mental no Tratado das Intelecções de Pedro Abelardo?
Em um artigo publicado em 2007, Peter King defende a tese de que no Tratado das Intelecções
(e em outros textos) Abelardo estabelece a existência de uma linguagem mental. Segundo King,
a partir de uma compreensão linguística das intelecções Abelardo propõe que é a linguagem
mental que provê toda a semantica para as linguas ordinárias, pois as próprias intelecções se
estruturam de maneira semantica. Segundo essa compreensão, o cavaleiro da dialética teria sido
o primeiro autor medieval a propor uma teoria de linguagem mental. Nossa apresentação
buscará examinar e problematizar esta tese, sobretudo no que se refere à leitura do Tratado das
Intelecções.
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André Guedes de Toledo
Instituição: USP
Orientadora: Marilena de Souza Chaui
E-mail: [email protected]
Bento Prado Jr. entre a Filosofia e a Literatura
Em busca de uma “filosofia brasileira” pergunta-se, antes: o que é “filosofia brasileira”? Essa
questão parece implicar uma que lhe antecede: o que é Filosofia? Mas “Filosofia”, assim, no
singular e com maiúscula? A questão se avoluma e é preciso escolher uma estratégia para tratála. Encontramos em Bento Prado Jr. um ponto de partida privilegiado. Com ele a questão pela
“Filosofia” torna-se: qual a relação entre filosofia e literatura? Para respondê-la, parece
necessário conhecer o que pensa o autor sobre a filosofia e sobre a literatura, como as define e
localiza no campo da cultura. Mas só então seria possível encarar diretamente a questão da
relação entre elas? Ou, antes, somente por meio da relação seria possível pensar cada uma
encontrando sua localização? Orientado por essas linhas gerais, propõe-se investigar, sobretudo,
alguns textos sobre o autor e alguns de seus ensaios.
Ândrea Costa Crispino
Instituição: UFPA
Orientador: Pedro Paulo Corôa
E-mail: [email protected]
Um fragmento de Goethe sobre a imaginação
Em Ensaios sobre arte, com alguns textos escritos por Goethe sobre as artes plásticas,
encontramos um fragmento sobre a imaginação. É um trecho que concentra muitas idéias
importantes para a compreensão das questões que giram em torno da estética e da concepção
de arte da época, em que a influência de Kant e de sua Crítica do Juízo pode ser reconhecida.
Goethe fazia anotações em seu exemplar da Terceira crítica, e certamente havia entre eles
afinidades na compreensão dos fundamentos da arte em geral, e em especial no que diz respeito
ao papel exercido pela imaginação na produção do objeto artístico. O objetivo do trabalho é
chamar a atenção para os elementos que aparecem no fragmento sobre a imaginação como
indissociáveis da concepção estética kantiana. Esses elementos são basicamente a liberdade da
imaginação, sua relação com o sentimento e a noção de gosto que daí resulta.
Andressa Barbosa Pereira
Instituição: UFPA
Orientador: Pedro Paulo Corôa
E-mail: [email protected]
O tema da Teodicéia em O Fim de Todas as Coisas, de Kant.
Em seu opúsculo O fim de todas as coisas, Kant nos dá uma excelente oportunidade de
compreender a relação criticamente proposta entre religião e moral. Um ponto comum
indiscutível é o fato de ambas procuram conceber a verdadeira finalidade da existência humana.
No opúsculo citado, Kant apresenta o fim natural como o único racionalmente defensável por
envolver a conduta terrena da humanidade. Mesmo assim, Kant aproveita a idéia de “juízo final”,
teologicamente entendido como um julgamento moral da humanidade por Deus, para, a partir
daí, recolocar o problema da religião dentro da abrangência de sua filosofia moral, nos
permitindo, assim, desfazer a oposição tradicional entre fé e razão.
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Antonio Batista Matteucci
Instituição: CUSC
Orientador: Bruno Comte
E-mail: [email protected]
Entre o Mito e a História: um estudo sobre a Verdade no nascimento da consciência histórica
Se há um estudo comum entre os helenistas da filosofia ele trata da História da Filosofia, e mais
especificamente, do seu surgimento, do que se convencionou chamar de “passagem do Mito à
Filosofia”. Os estudos, em geral, expressam um esforço de reconstrução do que se compreende
por Filosofia tendo como dado positivo o mito, ou seja, aquilo que contém a racionalidade mítica,
e a decifração desta racionalidade traria as chaves de leitura necessárias à compreensão da
realidade originária do mito, e por conseguinte, da Filosofia. Contudo, seria possível chegar à
compreensão do mito se o método que usamos para tal, o método da História, exclui a verdade
presente nos mitos (alétheia)? Buscaremos pelo nascimento da consciência histórica para
tentarmos responder esta pergunta.
Aurilane Mesquita Freitas
Instituição: UFMG
Orientador: Leonardo Vieira
Órgão de Fomento: UFMG/PROGRAD/PMG
E-mail: [email protected]
Os discursos da consciência natural na seção consciência-de-si da Fenomenologia do Espírito de
Hegel
O estudo propõe investigar o aspecto discursivo que permeia as figuras da consciência
fenomenológica, na seção consciência-de-si, da Fenomenologia do Espírito de Hegel, a fim de
verificar como estas figuras constroem seus discursos, como falham em apreender a verdade de
seus respectivos objetos e como, através destes discursos problemáticos e deficientes, tem lugar
o desenvolvimento da consciência natural nestas figuras. O discurso da consciência natural, no
contexto da Fenomenologia do Espírito, se apresenta na série de figuras do desenvolvimento da
consciência com o intuito de conhecer a verdade em si mesma. No desdobramento
fenomenológico da consciência, há um discurso específico para cada uma dessas etapas.
Ayres Pablo Bogoni
Instituição: UNIOESTE
Orientador: Carlo Gabriel Pancera
E-mail: [email protected]
Fundamentos da Desobediência Civil em Thoreau
O presente artigo pretende abordar a fundamentação filosófica da desobediência civil em
Thoreau. Com o esfacelamento das monarquias absolutistas europeias, baseadas na figura
divina do rei, surgiu a necessidade de um novo fundamento para a autoridade. A filosofia política
moderna se incumbiu de responder porque o homem deve obedecer a legislação de seu Estado.
Porém, nem sempre o legislador é íntegro, caso em que confeccionará leis priorizando parcela da
sociedade ou mesmo um pequeno grupo. Surge então um problema: se ao povo pertence
legitimar o Poder Legislativo, deve obedecer mesmo uma lei contrária ao bem comum? Com
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vistas a resolver a questão supramencionada, Thoreau argumenta em favor da desobediência
civil, apoiando-a na moral natural, um conjunto normativo intrínseco à natureza humana, e na
consciência individual, instrumento capaz de distinguir o justo do injusto.
Breno Andrade Zuppolini
Instituição: UNICAMP
Orientador: Lucas Angioni
Órgão de Fomento: FAPESP
E-mail: [email protected]
A estrutura triádica da causalidade: restrição de domínio na teoria aristotélica da demonstração
Na definição aristotélica de conhecimento I10 presente no início dos Segundos Analíticos,
encontram-se duas prescrições: um tal conhecimento deve (i) apreender seu objeto pela sua
causa e (ii) envolver algo de necessário. É nossa tarefa determinar mais precisamente qual o
conteúdo de tais prescrições e em que medida a satisfação delas nos permite opor conhecimento
científico e sofístico. No entanto, o estudo dos critérios pelos quais estes dois tipos de
conhecimento se distinguem tem nos permitido desenvolver uma tese interpretativa de outra
ordem, que diz respeito às razões que teriam levado Aristóteles a nos indicar a silogística como
o modelo mais adequado a figurar no discurso epistêmico. Trata-se da aptidão da prova
silogística para dar conta do que poderíamos chamar de “estrutura triádica da causalidade” e da
determinação de domínio que tal estrutura impõe.
Bruna Andrade Pereira
Instituição: PUC - Campinas
Orientador: Douglas Ferreira Barros
Órgão de Fomento: PIBIC/CNPQ
E-mail: [email protected]
Do Estado Natural ao Estado Civil: Reflexões sobre a passagem do Estado de Natureza para o
Estado Civil segundo Hobbes e Rousseau
Visando entender como era a vida do homem no seu estado de natureza e como se deu a
passagem do estado natural para o estado civil, este trabalho parte de duas principais
concepções sobre o homem no seu Estado de Natureza: a de Rousseau e a de Hobbes.
Para Rousseau, o homem vive isolado na floresta e mantém o perfeito equilíbrio com a natureza
e o ambiente, sobrevivendo com o que a natureza lhe oferece. Nesse estado ele não conhece
guerras, nem tampouco mentiras. Já na concepção de Hobbes, o homem vive constantemente
em guerra, porque, assim como um animal selvagem, o homem que vive em seu instinto de
sobrevivência. Portanto, nosso alvo de pesquisa é a problemática da passagem do Estado de
Natureza do homem até a instituição do Estado, por meio de análise e comparação das
diferentes formas de pensar desses filósofos.
Bruna Frascolla Bloise
Instituição: UFBA
Orientador: João Carlos Salles
Órgão de Fomento: CNPq
E-mail: [email protected]
Ceticismo mitigado e ciência da natureza humana em Hume
Hume tem por vezes seu ceticismo descrito das mais diversas maneiras: é ora negado, ora
afirmado moderado ou destrutivo. Influi na escolha duma destas interpretações o tratamento
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dado à fundamentação da ciência da natureza humana na experiência, e este na nossa
concepção da ciência da natureza humana: se crermos, p. ex., que Hume aponte seu ceticismo
contra tudo que não seja experimento observado, a ciência da natureza humana será uma
compilação de relações causais descritas mas jamais explicadas; se considerarmos que o fato de
a ciência da natureza humana dever ser fundada em experimento não obriga a restringi-la ao
observado, então seu ceticismo não se volta para todo o inobservável e permite explicações para
os fenômenos que presenciamos. O intento é, pois, investigar em que medida Hume é um cético
e como devemos tratar na ciência da natureza humana sua fundamentação na experiência.
Bruna Maria Lemes Duarte
Instituição: UNESP - Marília
Orientadora: Mariana Claudia Broens
Órgão de Fomento: CNPq (PIBIC)
E-mail: [email protected]
Investigação do papel da reconstrução em filosofia segundo Dewey
Para a filosofia continuar a responder questões referentes às dificuldades de seus tempos, é
preciso que esteja a par das descobertas cientificas conforme as mudanças de atitudes dos
homens de comunicar novas mentalidades evoluindo nos últimos séculos, revolucionando a
concepção do pensar. A ciência nos apresenta um universo imenso e ilimitado no espaço e no
tempo, com o foco de todos os acontecimentos serem indispensáveis, agora isso passa a ser a
realidade. O que antes os antigos chamavam de essência e espécie agora chama de geração e
conseqüência. As mudanças ocorrem em correspondência com outras, estabelecendo uma
ordem constante da mudança. Assim o pensamento que caracterizava hierarquicamente as
classes, segundo Dewey se parece e muito com a situação social. Por fim objetivarei mostrar a
proposta de Dewey para uma nova forma de pensar filosofia.
Bruno Barbosa dos Santos
Instituição: PUC - Campinas
Orientador: Douglas Ferreira Barros
Órgão de Fomento: PIBID/Capes
E-mail: [email protected]
Soberania, democracia e estado de exceção: análise dos direitos naturais e da soberania em
Thomas Hobbes e a exceção à lei
O objetivo desta pesquisa é analisar o estado de exceção e sua relação com o atual modelo
democrático, para compreender o funcionamento de sua estrutura jurídica e as contradições da
exceção ao ordenamento legal. Partindo da descrição da soberania na obra de Hobbes, em
particular o capítulo XVIII de seu Leviatã, em que o autor define os direitos do soberano,
concedidos por meio do contrato entre os homens, legitimando seu poder, buscamos a
compreensão dos conflitos entre a soberania hobbesiana e o poder do soberano na exceção,
como também analisar as acepções de Hobbes sobre o direito natural dos súditos, contrapondo a
banalização da vida enunciada por Giorgio Agamben, em seu Homo Sacer (2010) e o novo
paradigma de governo em seu Estado de Exceção (2004). Destes conflitos, a questão que
orienta esta pesquisa é: que direitos restam aos indivíduos perante o poder soberano na
exceção?
Bruno Ferreira da Rosa
Instituição: USP
Orientador: Ricardo Terra
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Órgão de Fomento: PET (MEC/SESu)
E-mail: [email protected]
O problema do reconhecimento à luz da teoria hegeliana do Estado
Trata-se de uma reconstituição da Filosofia do Direito de Hegel a partir do problema do
reconhecimento. O mote que orienta essa reconstituição é uma tentativa de conciliar duas
impressões aparentemente conflitantes que a leitura desse escrito nos deixa: como conciliar um
movimento de reconhecimento centrado na figura dos indivíduos com uma tendência a
institucionalização da esfera da eticidade levada a cabo por meio de uma potente teoria do
Estado? Nesse sentido é que se elucidarão dois conceitos centrais nesse texto: o conceito de
“vontade livre” e o de “eticidade”, capazes de dar conta dessa articulação. Se buscará pensar
como essa teoria do Estado é que ilumina as dinâmicas de reconhecimento e como essas
mesmas tendem em direção à figura ética do Estado.
Caio Sievers Sperandio
Instituição: UNIFESP
Orientador: Claudemir Roque Tossato
E-mail: [email protected]
A epistemologia do paradigma de Thomas S. Kuhn
O presente projeto tem por objetivo analisar o mecanismo de formação do paradigma salientado
por Thomas S. Kuhn em seus estudos sobre a história da ciência. Sendo o paradigma o
responsável, em sua filosofia, pela investigação científica, ou seja, é o paradigma que delimita e
norteia a atuação científica. Nesta empreitada almeja-se trazer a tona as questões
epistemológicas, históricas e metodológicas que fizeram este autor retomar o termo paradigma
para filosofia e história da ciência e possibilitou desenvolver as causas das mudanças e
revoluções dentro de uma teoria, mudanças essas que estão contidas dentro do próprio
paradigma. Como conseqüência desta investida Khun pode formular que apesar da ciência
apresentar e necessitar do paradigma, que limita e norteia à investigação científica, o paradigma
diferente da regra permite em certas ocasiões mudanças.
Camila Merss
Instituição: UEM
Orientador: José Antônio Martins
E-mail: [email protected]
Notas sobre o Humanismo Cívico no inicio do Renascimento italiano
Os recentes estudos sobre o republicanismo nos remetem as suas origens, que parece estar,
entre outras fontes, naquilo que Hans Baron nomeou como o Humanismo Cívico. Neste sentido,
buscamos compreender, orientados pela leitura de alguns comentadores destacados sobre esse
tema, notadamente Baron, Pocock, Skinner, Bignotto entre outros, as características peculiares
dessa vertente do pensamento político. Nossas atenções se concentram, num primeiro momento
no Renascimento italiano, no esforço dos pensadores políticos que buscaram constituir uma nova
maneira de conceber a vida na cidade. Esse estudo se concentrará sobre algumas concepções de
regime político desses autores do início do Renascimento italiano, com destaque para o
estabelecimento de formas de governo que defendam a liberdade cívica.
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Camilo Lelis Jota Pereira
Instituição: UFOP
Orientador: Bruno Guimarães
E-mail: [email protected]
A pragmática do conflito social: uma reatulização da filosofia política de Hegel
Esta comunicação tem o intuito de apresentar os resultados da pesquisa que esta em
andamento, pela qual se propõe a discutir a importância do reconhecimento recíproco para a
política contemporânea, a partir de uma re-atualização da filosofia do direito de Hegel. Trata-se
de acompanhar a recepção pragmática da filosofia político-social de Hegel e de avaliar o alcance
desta leitura no sentido da formulação de uma nova teoria da mediação do conflito social, capaz
de lidar com o regime de carências da sociedade civil, bem como com a dinâmica constante de
sua luta pelo reconhecimento, a partir de uma determinação contextual e negociada do uso das
normas jurídicas.
Carla Bucioli Bovo
Instituição: UEMA
Orientador: José Antônio Martins
E-mail: [email protected]
Sobre a melhor forma de governo no De Regimine Principum de Ptolomeu de Lucca.
Aristóteles, na Política, expõe as razões para os homens se agruparem em sociedade, quais são
suas formas de organização, como e porque os regimes se corrompem, e é em função deste
último aspecto que umas são qualificadas como melhores que outras. O autor aponta qual é de
fato a finalidade dessa vida na polis e o que os homens almejam quando se agrupam em
comunidade. Tomás de Aquino, e posteriormente Ptolomeu de Lucca no De Regno, apresentam
suas teorias políticas concordando em grande parte com a teoria política clássica,
particularmente no que tange a natureza dos homens em se agruparem em sociedades. Eles
também falam sobre os regimes possíveis e como seria o governo ideal para se alcançar o fim da
cidade. Apesar de concordarem em vários pontos como nas formas de governo e na finalidade
da vida em sociedade, parece haver discordância em alguns pontos. Tendo isso em vista, o
objetivo desse projeto é apresentar e analisar no De Regimine Principum de Ptolomeu de Lucca,
como é formada e qual a melhor forma de governo possível. Num segundo momento, procurar
investigar até que ponto ele se aproxima do aristotelismo político, particularmente, daquilo que
Aristóteles definiu como politéia mixeis.
Carla Leandra Linhares
Instituição: UFMG
Orientador: Marcelo Pimenta Marques
Órgão de Fomento: PIBIC/CNPq
E-mail: [email protected]
Cuidado de si, medida da alma?
Em que consiste o “cuidado de si” no Cármides? O que é este “si” que deve ser cuidado? Platão
concebe as dores de cabeça de Cármides como o sintoma de uma doença da cidade, a saber, a
ausência de sophrosýne, que se exterioriza na juventude. O Cármides não apresenta uma
formulação da teoria da alma, nem de uma teoria da ação que justifique a prescrição da
sophrosýne como um remédio para a falta de medida. Qual é o estatuto da alma sobre o qual
Platão se baseia para apresentar a noção de um cuidado de si? Nossa proposta é mostrar que,
ao aproximar a sophrosýne de uma noção de boa medida alcançada a partir da prática da
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filosofia e ao apresentar a desmedida como uma doença da alma e da cidade, Platão questiona o
modelo sofístico de educação, apontando suas falhas como as causas da deformação do caráter
dos jovens atenienses.
Carlos da Fonseca Nadais
Instituição: USP
Orientador: Marcus Sacrini Ayres Ferraz
E-mail: [email protected]
Idealização do estado hegeliano: analítica do direito como ferramenta de dominação ou de
legitimação.
Analisaremos a idealização do Estado hegeliano, através da vontade, liberdade e direito, bem
como a posição do cidadão, utilizando atuais princípios democráticos e a função do direito, como
ferramenta de opressão e/ou de libertação. Trataremos das passagens do indivíduo pela família,
sociedade civil e Estado, tendo o reconhecimento como vetor, e das ponderações sobre vontade
e liberdade, em Kant e Rousseau. Apresentaremos o direito como ferramenta de opressão, nas
críticas de Marx e Webber, mas também como fator legitimador, pelos juristas Bobbio, Kelson e
Ihering. Por fim, transpassando todas essas inferências, mostraremos a importância da
democracia, pelos pressupostos dados por Habermas e Hanna Arendt. A idéia é demonstrar a
grandiosidade da concepção do Estado hegeliano, na passagem do crivo de seletos pensadores.
Carolina Coraça Machado
Instituição: PUC - PR
Orientador: Cesar Candiotto
Órgão de Fomento: PIBIC/ CNPq
E-mail: [email protected]
A vida como coragem da verdade em Michel Foucault
Nesta comunicação pretendemos analisar a vida como coragem da verdade contrastando a
parrhesia cínica e a parrhesia socrática, esta última no diálogo Laques. No curso Le courage de
la vérité Foucault trata principalmente da parrhesia cínica, que consiste em um modo de vida
(bios) fortemente articulado pelo princípio do dire-vrai (dizer verdadeiro): dizer a verdade com
franqueza, sem acanhamento e sem temor, dizer verdadeiro irrestrito e corajoso. Esta
articulação entre dizer verdadeiro e modo de vida é necessária no cinismo. No Laques Sócrates
discute a formação dos jovens, a parrhesia como pedagogia, pelo cuidado dos jovens com sua
educação e pelo aprendizado de qualidades e virtudes necessárias à política, no intuito de se
ocuparem com a maneira de viver (bios). Ambas tratam da existência, de um modo de vida que
se examina constantemente e que exige a coragem da verdade.
Carolina Maria Amaral da Silva
Instituição: PUC - Campinas
Orientador: Douglas Ferreira Barros
Órgão de Fomento: FAPIC
E-mail: [email protected]
As paixões, a liberdade e o soberano em De cive e em Leviatã
Pretende-se nesta pesquisa aprofundar em que sentido as paixões são uma ameaça à instituição
da soberania. Parte-se da avaliação de Hobbes, segundo a qual certas leis de natureza são
contrárias às nossas paixões para entender como Hobbes vai avaliar o cidadão, dotado de
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paixões, em face do soberano e em que sentido estas podem constituir uma ameaça a ele.
Aliada à análise das paixões tanto em De Cive quanto em Leviatã procuraremos entender a
noção de liberdade, que definida como ausência de impedimentos externos, pode estar
diretamente aliada das paixões. A realização das paixões também se compreende pela idéia de
movimento, é pelo movimento que os homens desfrutam das paixões e do movimento que se
identifica a relação de sua ação com a liberdade. Parte-se nesta pesquisa da questão: como as
paixões se relacionam com a liberdade e em que sentido elas entram em conflito com o
soberano?
Charleston silva de Souza
Instituição: UFPA
Orientador: Nelson José de Souza Jr.
E-mail: [email protected]
Filosofia enquanto confrontação
Esclarecer a importância de A questão fundamental da filosofia – conferência proferida no
semestre de verão de 1933, na universidade de Freiburg, e que diz respeito ao chamado
segundo Heidegger – frente à necessidade de questionar, sempre fenomenologicamente, o par
encobrimento/não-encobrimento, é o objetivo desde trabalho. Neste sentido, o texto trada do
“problema” do Pensar do Ser, que aparece na filosofia de Heidegger a partir de 1931, problema
que se faz acessível pela expressão “Verdade do Ser”, vetor decisivo para essa problemática,
portanto. Mostrar em que sentido Heidegger entende a filosofia enquanto confrontação –
confrontação esta que visa àquela que seria a expressividade máxima do Ocidente de antes, até
hoje: a filosofia de Hegel – torna-se o fio condutor da análise e, não menos que isso, a
compreensão do que Heidegger entende por filosofia, a partir de então.
Claudemir Antonio Gregorio
Instituição: UFPR
Orientador: Marco Antônio Valentim
E-mail: [email protected]
A primeira vida de Ortega
Este trabalho se refere à primeira obra de Ortega y Gasset "Meditações do Quixote". A idéia é
apresentar as estruturas básicas da "vida" segundo este autor, tentar reconstituir, atravez de
alguns de seus pressupostos que deveram ser identificados no trabalho, o que é que Ortega
chama de vida nesta obra e explorar a riqueza desta noção mais originaria e não lapidada.Os
conceitos centrais seram "Heroismo", "Salvação", "Vida" e Circunstãncia". A quetão que deve
permear a discussão sobre a vida será: como o homem pode chegar a entrar em contato direto
com as "coisas mudas ao seu derredor" e reconhecer o sentido de seu mundo, sua
Circunstância.
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Damião Janiedson de Lima
Instituição: PUC - PR
Orientador: César Candiotto
Órgão de Fomento: CNPq
E-mail: [email protected] / [email protected]
A relação entre o governo de si e o governo dos outros em Michel Foucault
Segundo aponta Michel Foucault, há uma indissossiabilidade entre ética e política; uma dobra
política da ética ou uma ética como política. Deste modo, defende que há um isomorfismo entre
ética e política. Em Ditos e Escritos, v. V, o pensador apresenta o problema da ética do cuidado
de si como prática da liberdade, asseverando que a ética é a prática refletida da liberdade.
Afiança, ainda, que o cuidado de si, de certo modo, é o cuidado dos outros e, portanto, é sempre
ético em si mesmo. Pretendemos, por conseguinte, em nossa pesquisa, observar a relação entre
o governo de si e o governo dos outros na investigação de Michel Foucault, tomando como ponto
de partida o desdobramento do conceito de governamentalidade e suas diversas significações no
cursoSegurança, Território e População e em textos de Ditos e Escritos v. III, IV e V.
Daniclei Pereira Alves
Instituição: UFPR
Orientador: Prof. Dr. Paulo Vieira Neto
Órgão de Fomento: UFPR-TN
E-mail: [email protected]
Stendhal, Adorno e o "homem-cópia"
A indústria cultural, fenômeno de barbárie sutil, é a realização irônica do intento kantiano de
cultura. Ao invés de cultivar espíritos, cultiva autômatos enquanto fragmenta a personalidade
dos clientes no “processo social que transforma a cultura em bem de consumo”. O princípio de
individualidade torna-se uma contradição social. Este movimento da indústria cultural já estava
contido “em embrião no mercados de bens culturais que surge na alta modernidade”.
Discorreremos sobre estes movimentos, para, sob a ótica dos conceitos de Adorno, investigar
aspectos da gênese da configuração social que “une o singular ao universal neste maquinário de
padronização”. Para tal, utilizaremos a obra “O Vermelho e o Negro” considerada “um espelho da
sociedade”. Pretendemos fazer uma ligação entre a reflexão de Adorno e a expressão da obra de
Stendhal, que chamou ao indivíduo ilusório de “homem-cópia”.
Daniel Borgoni Gonçalves
Instituição: USJT
Orientador: Paulo Henrique Fernandes Silveira
E-mail: [email protected]
A Experiência Consciente em David Chalmers
Na obra The Conscious Mind (1996), David Chalmers (1966-) apresenta a sua teoria da
consciência. Segundo ele, para reconhecer o problema da consciência, dois aspectos da mente
devem ser diferenciados: o psicológico e o fenomênico. O primeiro é caracterizado pelo que a
mente faz e as abordagens funcionais parecem dar conta de explicá-lo. O aspecto fenomênico ou
experiência consciente está para além do físico, e escapa às tentativas reducionistas que tentam
explicá-la em termos de entidades físicas. Chalmers argumenta que a experiência consciente é
um fenômeno natural que supervem ao físico, nomeando sua abordagem de dualismo
naturalista. Esta comunicação objetiva apresentar e problematizar o modo como Chalmers
instancia a experiência consciente como uma propriedade não-física do mundo.
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Daniel Rodrigues Placido
Instituição: USP
Orientador: Lorenzo Mammi
Órgão de Fomento: PET
E-mail: [email protected]
Plotino e os gnósticos: uma introdução
Plotino (205?-270 d.C.) foi contemporâneo de certos adeptos do gnosticismo (termo genérico
designando uma série de grupos cristãos místico-heterodoxos, com pretensões filosóficas); é
provável que estes assistiram aulas plotínicas, até uma ruptura. Plotino elabora então tratados
polêmicos, como as Enéadas 3: 8 (30), 5: 8 (31), 5: 5 (32) e sobretudo 2: 9 (33), justamente
chamada de “Contra os gnósticos”. Nesta, Plotino ataca aos gnósticos como imitadores da
filosofia antiga e diletantes, assim como procura refutar o ultra-dualismo gnóstico: para Plotino o
mundo não é mau em si, e o mal também não é uma substância. Mas estas diatribes não
mostram uma série de paralelos sutis e inquietantes entre Plotino e a visão gnóstica, como o
caráter místico-unitivo da filosofia neoplatônica, o aspecto apofático do Uno etc., sendo assim
uma polêmica mais complicada do que parece à primeira vista.
Daniel Valente Pedroso de Siqueira
Instituição: UPM
Orientador: Roger Fernandes Campato
Órgão de Fomento: PIBIC
E-mail: [email protected]
Um estudo da análise habermasiana sobre a Dialética do Esclarecimento, a partir do conceito
hegeliano de “modernidade”
O conceito de “modernidade” hegeliano é retomado a fim de elucidar a discussão existente entre
a teoria da ação comunicativa habermasiana e a teoria social adorniana. Intenta-se
problematizar a compreensão do tempo pela razão que se encontra inserida na perspectiva da
“subjetividade moderna”. A análise da argumentação sobre a capacidade reflexiva e crítica da
razão humana na contemporaneidade e a discussão acerca da validade de tal teoria frente à
concepção adorniana para a compreensão da subjetividade moderna, sustenta-se pelo fato de,
como afirma Hegel, “a razão ser a certeza da consciência de toda a realidade do tempo”. Tal
perspectiva permite compreender o exercício da razão na construção da subjetividade moderna;
entretanto, enquanto Habermas aponta para a necessidade de se reestruturar esta “razão que
destrói a humanidade”, Adorno demonstra a impossibilidade de tal processo.
Danielle Cristina Guizzo
Instituição: UFPR
Orientadora: Iara Vigo de Lima
E-mail: [email protected]
As Contribuições de Foucault para uma Reconsideração do Debate sobre o Contexto e Escritos
de Adam Smith
O trabalho explora o potencial das reflexões de Foucault sobre a economia política e o
liberalismo para o estudo dos trabalhos de Adam Smith no que diz respeito à introdução das
ideias smithianas no processo de autolimitação da razão governamental nos séculos XVII e
XVIII, com destaque para a metáfora da mão invisível, a figura do homo economicus e as
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funções do Estado. Verifica-se que a argumentação foucaultiana reflete a potencialidade das
ideias de Smith como propulsoras da emergência de uma nova razão de Estado no século XVIII,
pois a partir da defesa do interesse individual, há a promoção do bem coletivo sem a
participação efetiva da figura estatal, limitando-a a práticas restritas. Tem-se, assim, a criação
de sujeitos do laissez-faire que geram a desqualificação do soberano político e limitam seu poder
na medida em que este se torna um obstáculo à busca pelo interesse individual.
Darley Alves Fernandes
Instituição: UFG
Orientadora: Helena Esser dos Reis
Órgão de Fomento: PIBIC/CNPq
E-mail: [email protected]
Do dever do súdito ao direito do cidadão
Esta comunicação visa analisar a inversão na relação entre poder político e cidadão que há com
o advento do pensamento político de Locke, diferente do pensamento político de Maquiavel que
concebe “O Estado como força suprema de organização de uma comunidade humana” (BOBBIO,
2000, p. 17), e de Hobbes que acredita ser a vontade do soberano a única fonte de direito,
portanto, para este filósofo não há limites jurídicos ao soberano. Locke, por sua vez, rompe com
a idéia de um poder centralizado nas mãos do rei e busca eliminar os resquícios do absolutismo
por meio de dispositivos constitucionais, assim, o indivíduo passa da condição de súdito a um
cidadão de direitos.
David Ferreira Camargo
Instituição: UFSCAR
Orientador: Luís Fernandes dos Santos Nascimento
E-mail: [email protected]
O Poeta Dramático como Filósofo
No capítulo XXII do Discurso sobre a Poesia Dramática, de Diderot, lê-se a seguinte passagem:
“O papel de um autor é um papel bem inútil: é o homem que se crê em condições de dar lições
ao público. E o papel do crítico? É ainda bem mais inútil: é o homem que se crê em condições de
dar lições àquele que se crê em condições de dá-las ao público.” Pensemos na seguinte questão:
por que Diderot após direcionar um discurso autores da poesia dramática e, nesse caminho, se
coloca como crítico, afirma que tais papéis são inúteis? Seria estranho, depois de uma longa
investida, asserir algo que, de algum modo, pode invalidar o seu trabalho. Essa discussão pode
ser um caminho para se compreender qual é a principal exortação que Diderot direciona aos
autores, e que ela exerce um papel fundamental para seu projeto filosófico-teatral.
Debora Grygutsch Hellwig
Instituição: UEM
Orientador: José Antônio Martins
E-mail: [email protected]
Sobre os regimes intermediários no Discursus Rerum Florentinarum de Nicolau Maquiavel
No Discursus Rerum Florentinarum, Maquiavel expõe uma proposta política, solicitada pelo Papa
Leão X, devido a Crise na qual Florença se encontrava, já que o sucessor Médici havia falecido. A
sua proposta se desenvolve em um tema principal de sua obra: a república, tendo em vista que
“Florença nunca foi um principado ou um república com as qualidades devidas”, para então falar
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dos regimes intermediários. O objetivo primeiramente é entender o que realmente são e como
se dão os chamados regimes intermediários. Buscaremos, num segundo momento, investigar
em que medida o Discursus apresenta novidade em termos de reflexão sobre as formas de
governo no pensamento maquiaveliano.
Deborah Moreira Guimarães
Instituição: UNIFESP
Orientador: Fernando Dias Andrade
Órgão de Fomento: CNPq
E-mail: [email protected]
"Sêneca e a erradicação das paixões"
Este trabalho pretende analisar o conceito de paixão em Sêneca, a partir de sua obra Da
tranquilidade da alma, e suas dimensões éticas na conduta do indivíduo. Para tal propósito, cabe
citar a figura do sábio, que, no estoicismo de Sêneca, representa o indivíduo capaz de buscar a
libertação de toda paixão por meio do ideal ascético e do recolhimento interior. O isolamento,
próprio daquele que busca na filosofia o método para a moderação de seus desejos, proporciona
ao indivíduo um embate consigo mesmo, o que lhe conduzirá, após todo esforço para afastar-se
do desregramento e dos bens perecíveis e ilusórios, à plena estabilidade, isto é, à constância.
Cabe analisar, então, o modo pelo qual Sêneca propõe a erradicação das paixõ es e a volta dos
desejos para o terreno da utilidade, a partir da prática da ascese e do isolamento próprio da vida
filosófica.
Diego dos Santos Reis
Instituição: UFRJ
Orientador: Guilherme Castelo Branco
Órgão de Fomento: FAPERJ
E-mail: [email protected]
O Corpo em Trânsito - Biopoder, Racismo, Indiferença
Nesta comunicação trataremos da questão da biopolítica, tal como formulada por Michel
Foucault, isto é, mecanismo responsável pela bio-regulamentação das populações, através de
dispositivos que visam o corpo biológico, extraindo dele o máximo de positividades possíveis.
Destacaremos também a importância de sua articulação com o Racismo, legitimador da
racionalidade a serviço do aperfeiçoamento do corpus social. Assim, pretendemos analisar o
modus operandi desta engenharia social, que demarca fronteiras claras entre os ditos “normais”
e os “indesejados”, condenados à exclusão e ao extermínio.
Diego Guimarães
Instituição: UFMG
Orientador: Eduardo Soares Neves Silva
Órgão de Fomento: PET
E-mail: [email protected]
A Vontade de Saber em Foucault
Essa comunicação a respeito de A História da Sexualidade I, A Vontade de Saber, de Michel
Foucault visa analisar a importância do conceito de arqueologia que ele desenvolveu e explicitou
de forma exemplar na Vontade de Saber. Deu condições para melhor se entender, a partir da
obra, qual o lugar do sexo na sociedade, enquanto conceito e discurso ao longo da nossa
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história, para então, refletirmos no que se resultou. Procuro também despertar o interesse,
sobretudo filosófico, de pensar e compreender o que se incita sob o discurso acerca do sexo. Por
que falar, pensar e até mesmo se manifestar de maneira incisiva no que diz respeito ao sexo?
Essa e outras inquietações servirão de norte para dar um passo que seja em direção a elucidar a
problemática foucaultiana; que vontade de saber é essa que permeia a sexualidade humana?
Diego R. Ramos
Instituição: USP
Orientadora: Olgária Chain Feres Matos
Órgão de Fomento: FAPESP
E-mail: [email protected]
O Riso do Doutor Fausto: Um Estudo sobre Racionalização e Desencantamento
Trata-se de relacionar a temática do esclarecimento à obra Doutor Fausto, de Thomas Mann,
atendo-se,
nesta
apresentação,
à
exposição
de
elementos
constitutivos
do
sintagma esclarecimento, sejam
estes racionalização e desencantamento. O
primeiro
será
trabalhado a partir de momentos da infância e da juventude de Adrian Leverkühn, o Fausto de
Mann, apresentando o caráter progressivo do fenômeno, enquanto o desencantamento, processo
que denota o desenraizamento da vida do arrimo mítico, será relacionado a aspectos
do abandono do curso de teologia bem como à escolha da nova carreira, a de compositor. Este
último aspecto será amplamente explorado pois a abordagem da arte será guia para o
desenvolvimento da noção complementar de autonomização. Esta pesquisa fundamenta-se
especialmente em textos de Adorno, Benjamin, Horkheimer, Koyré, Marramao e Weber.
Dorival Braz Netto
Instituição: UFSCAR
Orientadora: Eliane Christina de Souza
Órgão de Fomento: CNPq
E-mail: [email protected]
O modo de vida filosófico, a morte e as conseqüências epistemológicas da alma enquanto imortal
no Fédon, de Platão
No Fédon Platão define a filosofia como um determinado modo de vida: um “exercitar-se em
morrer”. Dada a natureza imortal da alma, o filósofo deve exercitar-se em separá-la do corpo,
em concentrá-la em si e por si, pois, se é ela que se assemelha ao divino (onde está a
sabedoria), é através dela que se pode alcançá-lo. Assim, o filósofo vive sua vida nesse treino de
separar a alma do corpo a fim de encontrar o objeto de seu amor. Se por um lado a imortalidade
da alma justifica tanto o modo de vida filosófico quanto a felicidade do filósofo diante a morte,
por outro traz importantes conseqüências epistemológicas: a Teoria das Idéias e da
Reminiscência, “os dois pilares do platonismo”. Minha apresentação tem como objetivo destacar
três questões do Fédon: o modo de vida filosófico, a morte e as conseqüências epistemológicas
da alma enquanto imortal.
Douglas Romão
Instituição: USP
Orientador: Ricardo Fabbrini
Órgão de Fomento: FFLCH-USP
E-mail: [email protected]
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Os Longas-metragens de Leni Riefenstahl e a Questão da Estetização da Política.
Através da pesquisa buscou-se no imaginário alemão no III Reich dos anos 1930 ligações que
tornariam inseparáveis o discurso político das tecnologias de fantasia e técnicas de performance
como as apresentadas pelo cinema. Estes indícios permitiriam compreender a apropriação da
retórica da arte pela política, isto é, o que ficou conhecido por ?estetização da política?. A
pesquisa utiliza dois longas-metragens produzidos pela diretora alemã Leni Riefenstahl, Triunfo
da Vontade (1935) e Olympia (1938). Também busca teóricos do cinema e da ?Teoría Crítica? da
chamada Escola de Frankfurt para sua fundamentação. Consequentemente põe em xeque a
objetividade da imagem, inclusive como documentação. Com efeito, apresenta a importância de
se resgatar a história enquanto reconhecimento do papel cada vez maior da imagem como
mecanismo de poder na disseminação de informação na sociedade contemporânea.
Edmur Santana da Silva
Instituição: USP
Orientador: Sérgio Cardoso
Órgão de Fomento: FFLCH-USP
E-mail: [email protected]
A defesa de Sebond
É normal entre os estudiosos de Montaigne considerá-lo cético e fideísta, tendo por base
principalmente seu ensaio ?Apologie de Raimond Sebond?, no qual ele aborda questões
teológicas e expõe seu ceticismo. Relaciono este ensaio com outro no qual Montaigne também
aborda questões teológicas ?De la coutume et de ne changer aisément une loi reçue?. Saindo do
texto e levando em consideração as circunstâncias que levaram Montaigne a escrever a
apologia, a sua posição cético-fideísta ganha uma nova perspectiva, na qual, a ideia de costume
adquire grande importância; compreende-se também o porquê de sua postura conservadora.
Eduardo José Lima de Oliveira
Instituição: UFPI
Orientador: Helder Buenos Aieres de Carvalho
Órgão de Fomento: PIBIC/CNPq
E-mail: [email protected]
O lugar das emoções e dos afetos na ética da responsabilidade de Hans
Jonas: um contraste com a perspectiva emotivista.
O filósofo alemão Hans Jonas (1903-1993) em seu livro “O Princípio Responsabilidade”
desenvolve uma ética que acima de tudo está preocupada com a preservação da vida. Destacase neste novo agir o contraste que este faz em relação ao emotivismo, não que esta seja uma
proposta emotivista, mas no que tange o princípio responsabilidade jonasiano as emoções e os
afetos ocupam um lugar de relevância, já que o principal método proposto por Jonas para que
haja uma modificação no agir do homem mexe com as emoções e os afetos do homem. Para
que sua máxima “aja de modo que os efeitos da tua ação sejam compatíveis com a permanência
de uma autêntica vida humana sobre a terra,” possa ser de fato colocada em prática ele lança
mão da heurística do temor o qual funcionaria como um freio para o perigoso e incontrolável
avanço da técnica humana, a qual pode causar sua autodestruição.
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Eduardo Novaes Rios Ribeiro
Instituição: UFBA
Orientador: João Carlos Salles Pires da Silva
Órgão de Fomento: CNPq
E-mail: [email protected]
Alguns apontamentos sobre Geometria das Cores em Wittgenstein
O octaedro, presente em Wittgenstein desde a redação do MS 105, desenha para as cores
primárias horizontais do octaedro um número de bissetrizes externas que se ligam ao cinza.
Nesse contexto, o ponto neutro desataria um tecido onde se versaria de forma análoga em MS
173,
manuscrito
derradeiro
da
terceira
parte
das
Anotações
sobre
as
Cores. Assim sendo, se resolvido nas semi-retas de iguais medidas, o octaedro, no contexto dos
manuscritos tardios, forjaria o critério único de cor, afigurando assim não uma dissolução de
fenomenologia em gramática, porquanto retornaria aos dados do sentido como seminais na
separação do gramatical e empírico, ponto, portanto, problemático para o estatuto das
proposições gramaticais na obra de Wittgenstein.
Eduardo Rodrigues Rêgo de Oliveira
Instituição: UFPI
Orientador: Gerson Albuquerque de Araujo Neto
E-mail: [email protected]
O Formalismo na Teoria da Verdade de Tarski
O trabalho a ser apresentado irá abordar a Teoria Semântica da Verdade como proposta pelo
lógico polonês Alfred Tarski. Esta teoria se configura como a teoria da verdade mais amplamente
aceita na atualidade, sendo defendida por filósofos importantes como Karl Popper e Donald
Davidson. O texto base utilizado para a apresentação do trabalho será um artigo de Tarski
intitulado “A Concepção Semântica da Verdade e os Fundamentos da Semântica”, nesta
apresentação será exposta a teoria semântica da verdade de A. Tarski em linhas gerais e se
discutirá principalmente a possibilidade ou não de a teoria ser aplicável a linguagens ordinárias.
Serão ainda vistos conceitos importantes em filosofia, como metalinguagem e linguagem-objeto,
que segundo proposta de Tarski, seu uso seria parte da solução de perigosas antinomias, como
por exemplo, o paradoxo do mentiroso.
Elaine Cristina Pereira Fonseca
Instituição: UFPA
Orientadora: Elizabeth de Assis Dias
E-mail: [email protected]
Ciência e Humanismo - a objetividade na ciência.
A tese positivista acerca da ciência repousa na idéia de que para fazê-la é preciso partir da
observação dos fatos. Antagonicamente, para Karl Popper o conhecimento/ciência se inicia pela
colocação de problemas, pois detectar um problema nos leva a busca do conhecimento. A partir
disto, estabeleceu-se uma distinção entre o que chamamos ciências naturais e ciências humanas
- na primeira o Sujeito é distinto do Objeto de estudo, enquanto na última Sujeito e Objeto são
iguais. Posto que a filosofia não se encontre em nenhuma destas categorias e que a ela cabe
teorizar a respeito de ambas, entraremos na questão: a objetividade da ciência como resultado
da análise crítica de uma comunidade científica de acordo com Popper, ou como querem os
positivistas, da eficácia do Sujeito observador que se isenta do envolvimento com sua pesquisa.
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Eliabe Tomaz de Lima
Instituição: PUC - Campinas
Orientador: Douglas Ferreira Barros
E-mail: [email protected]
Subjetividade e arte em J. P. Sartre
Trata-se de investigação acerca do conceito de subjetividade em J. P. Sartre visando uma
interrelação com a arte. Para tanto, num primeiro momento, será abordado o cogito cartesiano
com intenção de mostrar a diferença entre o cogito tal como é formulado por Descartes e o
cogito pré-reflexivo de Sartre dado à importância da filosofia cartesiana no desenvolvimento do
pensamento de Sartre. Num segundo momento, serão abordadas algumas concepções: a idéia
de fenômeno, o cogito pré-reflexivo e a Má Fé.
Elisa Barca Pereira
Instituição: PUC - Campinas
Orientador: Douglas Ferreira Barros
E-mail: [email protected]
Thomas Hobbes e a concepção do positivismo jurídico na atualidade
O objetivo do presente plano de pesquisa é aprofundarmos na concepção de direito positivo a
partir do pensamento de Thomas Hobbes, fundados na leitura de Norberto Bobbio.
Analisaremos as condições de realização da lei a partir do soberano e como esta concepção se
estrutura na contemporaneidade. Hobbes enfatiza que os homens são tão iguais em seus
direitos, que para tutelar as desavenças se faz necessário um poder comum. Nesse âmbito,
inserimos duas espécies de direito: natural e positivo. O primeiro integra-se a universalidade, e
o segundo define propriedades e estrutura das normas aplicadas por um julgador. Segundo
Bobbio, o direito positivo é limitado a um determinado povo, já o direito natural não tem
fronteiras. Ademais, examinaremos críticas atuais ao positivismo. A questão inicial na qual nos
aprofundaremos será: Qual o limite do positivismo jurídico na sociedade contemporânea?
Eloiza Botelho de Souza
Instituição: UFPR
Orientador: Breno Hax Jr.
E-mail: [email protected]
Sobre o que nós vemos
Em que consistem nossas percepções visuais? É possível algum tipo de percepção visual livre de
qualquer implicação epistêmica? Se a resposta for afirmativa, uma teoria causal da percepção é
capaz de explicar satisfatoriamente o fenômeno da visão? Essas são as questões que norteiam a
apresentação. Para tentar respondê-las, basear-me-eiartigos do epistemólogo americano Fred
Dretske, principalmente em um texto chamado “Simple Seeing” no qual uma capacidade de ver
livre neutra de implicações epistêmicas é apresentada. Apresentarei essa tese e encaminharei a
discussão para os principais problemas que uma teoria causal da percepção enfrenta ao tentar
explicar fenômeno do ver simples (simple seeing), a saber, a indeterminação dos processos
causais e qual evento é o responsável pelo início de cadeias causais. Após, apresentarei as
sugestões apontadas por Dretske para solucionar esses problemas.
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Eraldo Souza dos Santos
Instituição: USP
Orientador: Vladimir Pinheiro Safatle
E-mail: [email protected]
Autonomia, verdade e consistência em Adorno e Schoenberg
O trabalho investigará como se configura o projeto estético de Schoenberg para resolver o
problema apresentado pelo projeto artístico do Expressionismo. Tal problema é o de como
conciliar a defesa da liberdade e da autonomia da pura expressão do Eu e da arte com a
intenção de se realizar uma crítica à sociedade administrada. Esta conciliação se dá, no interior
da obra e do projeto schoenberguiano, pela exigência de uma primazia da obra individual, que
oferece a si mesma a própria lei ao desvincular-se da universalidade dos estilos. Exigência que
é configurada, ainda, com o critério racional e ético da Verdade. Buscar-se-á refletir sobre como
o projeto de filosofia e de crítica do jovem Adorno, justamente por tornar sua essa solução de
Schoenberg, pôde construir no contato com a estética proposta pelo compositor, uma nova
forma de tomar o objeto e considerar a Verdade em Filosofia.
Érika Maria Rodrigues de Castro
Instituição: PUC - Campinas
Orientador: Douglas Ferreira Barros
Órgão de Fomento: FAPIC/Reitoria
E-mail: [email protected]
O estatuto do contrato social e sua contribuição para análise da Lei de Anistia de 1.979
À luz das concepções de política, contrato, cidadania, vontade geral, soberania, apresentadas
por Rousseau busca-se compreender qual a validade de uma lei criada unilateralmente por um
governo autoritário, principalmente, quando esta lhe concede auto-anistia dos crimes por ele
cometidos. Nosso objeto de análise é a Lei 6.683 de 1.979 (Lei de Anistia), promulgada durante
a Ditadura Militar no Brasil, período em que as violações dos direitos humanos ocorreram de
forma gritante no Brasil. Esta reflexão se faz necessária para contribuir com a efetivação dos
Direitos Humanos e o fortalecimento da democracia e soberania popular.
Esmeraldina Alves Ferreira
Instituição: UFSJ
Orientador: José Luiz de Oliveira
Órgão de Fomento: Capes
E-mail: [email protected]
Natalidade e Educação no pensamento político de Hannah Arendt
O pensamento político de Hannah Arendt (1906-1975) nos possibilita pensar o presente e, nele,
pensar a educação. O fato de que constantemente nascem seres humanos no mundo, a
natalidade, concebida pela autora como a capacidade de iniciar algo novo, nos é apresentada
como a essência da educação. Assim, pensar na inserção dos seres humanos no mundo, para a
qual o papel do educador é o de condutor no processo de formação do homem, a íntima relação
entre educação e novidade apresenta relevância por seu potencial criador. Ao mesmo tempo em
que é preservada a autoridade e tradição, evidenciados como princípios educacionais os quais,
para Arendt, sua ausência denuncia a crise da educação da modernidade, objetivamos com esse
trabalho, caracterizar a concepção de natalidade, sua importância e suas implicações para as
práticas educacionais na contemporaneidade.
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Ethel Panitsa Beluzzi
Instituição: UNICAMP
Orientador: Eneias Junior Forlin
Órgão de Fomento: CNPq
O Idealismo na Crítica da Razão Pura
O objetivo da presente comunicação é estudar o significado de “Idealismo Transcendental” na
Crítica da Razão Pura. Ao afirmar que “a coisa em si não é nem pode ser conhecida por seu
intermédio [da nossa sensibilidade]” (CRP A30/B45), a filosofia de Kant é erroneamente
confundida com o Idealismo tradicional - na obra kantiana, a dúvida repousa sobre a
correspondência entre nossas representações e as coisas “em si”, não de sua existência. Para
estudar esse assunto, será abordada a “Refutação do Idealismo” e subseqüente “Teorema”,
constantes em CRP B274-279. Como esse estudo exige a compreensão de alguns conceitos
básicos do universo kantiano (como conhecimento analítico e sintético, a priori e a posteriori),
em especial a Estética Transcendental, é pretendida a abordagem suficiente dos conceitos-chave
necessários antes da apresentação do tema principal.
Eugênio Mattioli Gonçalves
Instituição: UNICAMP
Orientador: Roberto Romano
Órgão de Fomento: PIBIC/CNPq
E-mail: [email protected]
Maquiavelismo e Anti-Maquiavelismo: a racionalidade política nas teorias de Gabriel Naudé e
Giovanni Botero
A partir do legado teórico de Nicolau Maquiavel, a modernidade inaugura o surgimento de uma
nova forma de pensar o Estado, através do que posteriormente viria cunhada sob a noção
de razão de Estado. Dedicando atenção à teoria esboçada pelo filósofo florentino, Giovanni
Botero e Gabriel Naudé compõem o rol de autores voltados ao desenvolvimento da razão de
Estado. Pautados por racionalidades políticas distintas, enquanto em Della Ragion di
Stato (1589) Botero busca conciliar o maquiavelismo às práticas defendidas pela moral católica,
Gabriel Naudé radicaliza o pensamento político de Maquiavel, propondo em Considérations
politiques sur les coups-d’état (1639) uma racionalidade política que não ouve senão a si
mesma. Confrontar as diferentes noções de racionalidade política expostas por Gabriel Naudé e
Giovanni Botero, observando o contexto do maquiavelismo, é o escopo de nosso trabalho.
Fabiano Domingos Barcella e Saulo Matias Dourado
Instituição: UFBA
Orientador: Silvia Faustino de Assis Saes
Órgão de Fomento: PIBID
E-mail: [email protected]
Lógica, o pilar para o ensino de filosofia no 2º grau
Se sou um professor em uma sala de aula e quero ensinar genética aos meus alunos, devo lhes
explicar as propriedades, os desdobramentos, mostrar representações de livros e pedir,
implicitamente, que acreditem em mim e na existência do que não está ali. Para um fato
histórico, o mesmo. Narrarei quais os protagonistas, as causas e consequências, mas, por
infelicidade, não poderei trazer o passado de volta e coloca-lo em cima do tablado. Já na
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filosofia, para ser fiel a sua raiz, só há atividade se o discurso for refeito aos olhos de quem se
encontra presente. Uma noção filosófica não pode apenas ser apontada, mas reconstruída em
seu ciclo de premissas e conclusão, como se nascesse naquele instante. Por isso, nesta
introdução a um entendimento sobre ensino de filosofia no segundo grau, falaremos sobre a
necessidade, ou mesmo exclusividade, da lógica em seu currículo.
Fábio Coimbra
Instituição: UFMA
Orientador: Aldir Araujo Carvalho Filho
E-mail: [email protected]
Lex civile e Jus naturale
O presente trabalho discorre sobre a noção de Lei à luz da filosofia de Hobbes. O que se erige
como proposta aqui é analisar na visão desse filósofo a relevância das leis para a constituição e
linearidade da vida do homem artificial construído pelo consentimento de todos, a qual se chama
Estado, em latim, Civita. Duas concepções de leis serão deparadas no decorrer da pesquisa. A
primeira é a Lei Civil que, de acordo com nosso autor, tem como uma de suas pretensões limitar
a liberdade que a natureza deu a cada um. Já a segunda é a Lei Natural que não se trata
propriamente de lei, mas de uma disposição para o advento do Estado. Em suma, objetiva-se
trazer a lume algumas reflexões de Hobbes sobre as leis, tantos civis, quanto naturais que
possam ajudar a entender melhor a sua teoria do Estado.
Fabricio Coelho de Sousa
Instituição: UFPA
Orientador: Nelson José de Souza Junior
Órgão de Fomento: Proex
E-mail: [email protected]
Ciência e Filosofia:Atitudes Fundamentais do Homem
Partiremos da questão do nexo entre filosofia e ciência, que visa um cenário em que o problema
capital da obra “Introdução a Filosofia” (1928-1929) virá à tona: Verdade. A dissertação
analisará como Heidegger, constrói uma conceituação existencial de ciência, tendo como força
motriz para tal conceituação, o problema da verdade. Efetivada essa etapa, poderemos garantir
á ciência, sua característica mais genuína: a positividade. A conquista do traço essencial
(positividade) da ciência se dará no âmbito de um projeto demarcador de campo, que a delimita
e faz com que ela se mostre como uma forma de manifestar o ente. Esse projeto demarcador é
alcançado através da compreensão de ser advinda da transcendência, o que Heidegger nesse
primeiro momento de “Introdução a filosofia” denominou “ filosofar expresso”. Filosofar expresso
é o modo primário de ser do ser-aí que permite algo como a ciência.
Felipe Calleres
Instituição: UFSCAR
Orientadora: Marisa Lopes
Órgão de Fomento: Fapesp
E-mail: [email protected]
Contribuições do De Generatione e Corruptione para a teoria da sensação de Aristóteles
No De Anima a sensação é apresentada como uma afecção em que o sentido se torna
semelhante ao sensível. Para a compreensão dessa teoria é necessário o conhecimento prévio de
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alguns pressupostos acerca da afecção que são expostos no De Generatione et Corruptione.
Nesse trabalho pretendo mostrar como conceitos, tais como contato e contrariedade são
fundamentais para a compreensão da teoria da sensação, ainda que não estejam inseridos na
exposição dessa teoria tal como ela se apresenta no De Anima.
Fernanda de Araujo Izidório
Instituição: USP
Orientador: Marco Antônio D‟Ávila Zingano
Órgão de Fomento: PET - SESU/MEC
E-mail: [email protected]
O problema da unidade da sensação no De Anima, de Aristóteles.
Nesta apresentação iremos expor e analisar o problema da síntese de impressões dos cinco
sentidos apresentada no De Anima. Eis que o autor admite haver três tipos de objetos da
sensibilidade: o que corresponde a um dos cinco sentidos em particular (ex. cor); aquele
percebido também diretamente, porém por todos os sentidos ao mesmo tempo (ex. número); e
por fim, quando uma cor, uma textura etc. que se encontram simultaneamente juntas, mas não
de modo necessário (ex.quando percebemos a coisa portadora daqueles atributos). Porém, por
esses dois últimos objetos serem conjunções de sensações diferentes em natureza, o problema
surge ao não encontrarmos nenhum sexto sentido unificador de percepções. Seria possível à
própria faculdade sensitiva fazer essa síntese ou caberia a outra função da alma? Eis uma
importante questão a ser feita a fim de descobrirmos qual o papel cognitivo da sensação.
Fernanda Ferreira de Campos
Instituição: UEM
Orientador: Marco Aurélio Oliveira da Silva
Órgão de Fomento: PIBIC/CNPQ-Fundação Araucária-UEM
E-mail: [email protected]
Ser e essência em Sto Anselmo
O objetivo deste projeto é analisar as provas da existência de Deus, tal como formuladas nos
tratados Monologion (1076) e Proslogion (1077) de Anselmo de Cantuária. Em resumo, podemos
dizer que, no Monologion, o autor parte de uma realidade dada para elaborar as provas da
existência de Deus. Já, no Proslogion, o autor desenvolve um argumento único, posteriormente
denominado por Kant como “argumento ontológico”, o qual afirma a existência de Deus a partir
de sua definição, dizendo ser Deus “algo tal que não se pode pensar nada maior”, desta forma,
devendo existir tanto no pensamento quanto na coisa, na realidade. Esta pesquisa investiga a
maneira pela qual, segundo Santo Anselmo, o homem pode falar de um modo adequado, dentro
de seus limites, sobre o ser de Deus.
Fernando Araujo Del Lama
Instituição: USP
Orientador: Marcus Sacrini Ayres Ferraz
Órgão de Fomento: CNPq
E-mail: [email protected]
Bento Prado Jr. e a configuração da filosofia da psicanálise como área de pesquisa em filosofia.
O que é a filosofia da psicanálise, tomada como área de pesquisa em filosofia? De que forma ela
se configura? Quais são as linhas de pesquisa em seu interior? São essas as perguntas que o
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presente trabalho visa responder. Para tanto, faremos um breve histórico das relações entre
filosofia e psicanálise ao longo do século XX, enfatizando seus pontos positivos e negativos. Em
seguida, veremos como e porque Laplanche inaugurou uma nova forma de relacionar filosofia e
psicanálise, denominada epistemologia da psicanálise. Depois, analisaremos a experiência
intelectual de Bento Prado Jr., bem como o contexto em que ela surgiu, destacando seu projeto
para uma filosofia da psicanálise. Por fim, confrontaremos a proposta, de Richard Simanke, de
sistematização da filosofia da psicanálise às idéias de Bento Prado, mostrando a influência deste
sobre tal sistematização.
Fernando Lopes Marim Pereira
Instituição: FMU
Orientador: Luis Augusto de Mola Guisard
E-mail: [email protected]
O Semeador no Campo das Ilusões
A Razão é um corolário fundamental da modernidade. No panorama da Pós-modernidade esta
ótica não se modifica, pelo contrário, arrefece-se enquanto novos problemas inauguram uma
conjuntura de crises, a crise no domínio da realidade virtualizada através da supressão de
qualquer condição não pragmática. O descrédito pela história, natural de uma Sociedade que
adita o tempo à ordem de mercado, é apenas um novo sintoma do estado de alienação
exponencial que conduz a humanidade a uma situação limite, da qual uma saída possível
depende do próprio Sujeito – reencontrando-se consigo mesmo, retomando sua Vida através do
exercício da crítica, núcleo de sua própria Biopotência.
Francisco Lobo Batista
Instituição: UFPA
Orientador: Ernani Chaves
E-mail: [email protected]
O Personagem Conceitual nietzscheano
Na presente comunicação pretendo analisar o conceito de Dionísio elaborado no Nascimento da
Tragédia a partir do conceito deleuziano de Personagem Conceitual, presente no seu livro O que
é Filosofia? Deleuze diz haver em todo discurso filosófico um personagem conceitual que
representa, expõe e intercede na criação dos conceitos presentes no pensamento de um filósofo:
Sócrates no platonismo, Zaratustra e Dionísio na filosofia nietzscheana, o Eu cartesiano etc., os
quais, não se confundem com um personagem literário; o Personagem Conceitual é assim
chamado caso seja um instrumento e um semeador de conceitos num Plano de Imanência. O
objetivo dessa comunicação é percorrer os movimentos de Dionísio na primeira obra de
Nietzsche, elucidando sua afirmação superior: a afirmação dionisíaca da existência, na qual o
personagem Conceitual Dionísio é o seu representante.
Gabriel Cardoso Galli
Instituição: UFPR
Orientador: Alexandre Noronha Machado
Órgão de Fomento: PET/Sesu
E-mail: [email protected]
O sentido da Ética no Tractatus de Wittgenstein
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Em uma carta a Russell, datada de 1919, Wittgenstein diz que “o ponto importante do Tractatus
é a sua teoria sobre o que pode ser expresso por proposições (...) e sobre o que não pode ser
expresso por proposições, mas apenas mostrado (gezeigt); o que, creio, é o problema principal
da filosofia”. Proponho, aqui, entender o Tractatus como uma tentativa de “mostrar que o
místico está fora do mundo e que qualquer intenção para falar do tema está – a priori –
condenado ao fracasso” [VALLE, 2003, p. 71]. Tentarei apontar por que isso implicaria, para
Wittgenstein, que a Ética não pode ser fundamentada – contrariamente à posição de B. Russell e
G. E. Moore. Assim, o questionamento que moverá este trabalho é: O que significa dizer que
enunciados da Ética não têm sentido? Os desdobramentos dessa questão deverão levar a uma
melhor compreensão da Ética na filosofia de Wittgenstein.
Gabriel Henrique Lisboa Ponciano
Instituição: UFRJ
Orientador: Rafael Haddock-Lobo
E-mail: [email protected]
O Carrossel de Lampião: Uma breve crítica à Filosofia no Brasil.
O artigo busca construir uma breve crítica à Filosofia no Brasil e a partir de uma análise de uma
passagem do livro Capitães da Areia pensar a questão do devir-criança e sua importância para a
criação filosófica.
Gabriela Silva dos Santos
Instituição: UFPA
Orientador: Pedro Paulo da Costa Coroa
E-mail: [email protected]
Lyotard e o resgate do sublime kantiano
Este texto tem o objetivo de analisar a ampla significação dada por Jean-François Lyotard a
noção de sublime na Crítica da Faculdade do Juízo de Kant, sobretudo a tensão máxima presente
no sentimento do sublime entre razão e imaginação, a qual gera um prazer por meio do
desprazer. Na perspectiva de Lyotard a categoria do sublime é relevante justamente porque a
imaginação se apresenta incapaz de produzir representações em formas fenomenais e por isso
pode servir como uma ferramenta conceitual para compreender a arte pós-moderna. Por
conseguinte, não mais ligada a concepção da imitação vigente desde Aristóteles, sua
característica atual é a de uma abstração que sente a imaginação e procura uma presentificação
do infinito, ou seja, sua instância artística é capaz de “presentificar o impresentificável”, possível
unicamente por meio do sublime kantiano
Gastón Mauricio Guillaux Salinas
Instituição: USP
Orientador: Marcus Sacrini Ayres Ferraz
Órgão de Fomento: FFLCH
E-mail: [email protected]
Paul Ricoeur e a Fenomenologia da Vontade
Trata-se de investigar como se constitui o projeto de uma fenomenologia da vontade a partir da
tese de doutorado de Paul Ricoeur intitulada “Filosofia da Vontade”. Buscarei verificar,
sobretudo, como o conceito de vontade adquire uma problemática particular no interior da
fenomenologia e como esta obra prefigura diversos temas e problemas que, posteriormente,
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Ricoeur desenvolverá em obras como Da Interpretação: Ensaio sobre Freud, O Conflito das
Interpretações e Tempo e Narrativa.
Gedeão Mendonça de Moura
Instituição: UFBA
Orientador: Mauro Castelo Branco de Moura
E-mail: [email protected]
O duplo aspecto do conceito de trabalho em Marx
Para Marx, o trabalho é antes de tudo um processo no qual estão envolvidos o homem e a
natureza. Por meio do trabalho o homem transforma a natureza, e nesse processo de
transformação transforma a si próprio, uma vez que transforma a realidade tornando-a sempre
mais humana. Ao transformar a natureza por meio do trabalho o homem não a transforma de
qualquer forma, ele a transforma segundo princípios racionais, conscientes, voltado para um
determinado fim. Dessa forma, trabalho é antes de tudo trabalho intelectual no sentido de que é
por meio de uma prefiguração mental anterior que o trabalho é efetivado.Tendo como base o
capítulo V do Livro I d‟Capitaltentaremos discutir os dois principais conceitos de trabalho: o
trabalho como criador de valor-de-uso e o trabalho como criador de valor.
Geovani Pantoja Parente
Instituição: UFPA
Orientador: Pedro Paulo da Costa Coroa
Órgão de Fomento: CNPq
E-mail: [email protected]
Da Ideia ao Belo
O Objetivo de nossa exposição é tratar do modo como Hegel introduz o conceito de " belo em
geral" em seu "Curso de Estética". Nos interessa o percuso que o filósofo faz, iniciando pela
definição do que é uma idéia, até realizar a associação entre idéia e belo. podemos mostrar
assim que, para Hegel, o belo pode ser concebido como um particular da idéia.
Guilherme da Silva Paranhos
Instituição: USP
Orientador: Roberto Bolzani Filho
E-mail: [email protected]
A Música na República de Platão
A apresentação procurará dar uma ideia geral do tratamento dedicado por Platão à Música em
sua obra A República, conforme o estágio atual da pesquisa em desenvolvimento no projeto de
Iniciação Científica (sob a orientação indicada). A exposição seguirá resumidamente o percurso
da investigação feita neste projeto, focalizando a questão central que a envolve, que é a sua
inserção (da música) na educação (paideia), que aparece sobretudo nos Livros II e III da obra
do filósofo.
Guilherme Jordão Macêdo Dias
Instituição: UFPE
Orientador: Anastácio Borges de Araújo Júnior
Órgão de Fomento: Propesq
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E-mail: [email protected]
A descrição do ser como „dynamis’ no Sofista de Platão
No diálogo Sofista de Platão, após o estudo da tese de Parmênides acerca do ser, o Estrangeiro e
Teeteto dedicam-se a análise das concepções antigas do ser. Foram estudadas as doutrinas:
pluralistas, unitárias, materialistas e idealistas. As aporias dessas antigas concepções
influenciaram o Estrangeiro e Teeteto a buscarem uma nova descrição do ser que superasse
essas dificuldades filosóficas. Mas, qual é o sentido e a real importância dessa nova descrição do
gênero do ser? Qual é a relação desse gênero com os demais gêneros? Nessa comunicação, farse-á uma apresentação do gênero do ser e como este é tematizado no diálogo Sofista.
Gustavo Barreto Vilhena de Paiva
Instituição: USP
Orientador: José Carlos Estêvão
Órgão de Fomento: FAPESP
E-mail: [email protected]
As advertências de Pedro de João Olivi acerca da doutrina da iluminação divina.
Em fins do século XIII, era grande a discussão acerca do conhecimento possível para o homem.
Aos que defendiam ser possível para o homem obter conhecimentos verdadeiros pelas suas
faculdades cognitivas naturais, se opunham os que defendiam a necessidade de uma iluminação
divina do intelecto humano para que houvesse o conhecimento de uma verdade. Dentre os
últimos, está Pedro de João Olivi (?1298). Porém, ao adotar tal tese, nas suas Questões acerca
de conhecer Deus, q. 2 (c. 1285), Olivi apresenta uma posição característica no que tange a
esse problema. Ele defende a necessidade da iluminação divina para o conhecimento da
verdade, mas também afirma não se poder fazê-lo senão com precauções e Olivi as expõe por
meio de quatro advertências a respeito da doutrina da iluminação divina. Este trabalho é um
estudo dessas advertências feitas por Olivi acerca da doutrina da iluminação divina.
Gustavo Hessmann Dalaqua
Instituição: UFPR
Orientador: Breno Hax
Órgão de Fomento: PET
E-mail: [email protected]
J. S. Mill e a liberdade como condição humana
O interesse do trabalho é analisar a concepção milleana da liberdade exposta no ensaio On
Liberty. Na tentativa de apresentá-lo, veremos que a filosofia milleana é, além de empirista,
também metafísica. Surpreendentemente, a justificativa última da doutrina milleana da
liberdade está na sua noção de natureza humana. Nesta, a liberdade se configura a um só
tempo como propósito e condição do humano. O que no final das contas contribuiu para o tom
apaixonado da obra: para o filósofo, defender a liberdade é salvaguardar a maior de nossas
bênçãos. Em nossa apresentação, a exposição seguirá a divisão feita por Mill. Primeiramente,
trataremos da liberdade de pensamento. Em seguida, passaremos em revista a liberdade de
expressão. Por fim, abordaremos a liberdade de ação. Nesse itinerário, cuidaremos de apontar
os cordões umbilicais que, segundo Mill, vinculam cada uma das liberdades entre si.
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Gustavo Jugend
Instituição: UFPR
Orientador: Marco Antonio Valentim
E-mail: [email protected]
Giorgio Agamben e o esvaziamento da linguagem
No trecho Shekhina, do livro A Comunidade que vem, Agamben retoma o texto A Sociedade do
Espetáculo de Guy Debord. Agamben afirma que a crítica de Debord ultrapassa os limites da
produção e aterrissa no âmbito da linguagem: A alienação política através da expropriação da
palavra. O autor se utiliza do recurso platônico dialético para ilustrar seu pensamento em uma
alegoria – Shekhina é, para a tradição judaica, o atributo da revelação de deus pela
palavra. Mas afinal, qual é a atualidade da questão espetacular? Qual o sentido da alegoria que
o autor extrai da Cabala? O que Agamben quer dizer ao afirmar que “... a época em que
vivemos agora é também aquela em que se torna pela primeira vez possível para os homens
terem a experiência da sua própria essência lingüística – não deste ou daquele conteúdo da
linguagem, mas da própria linguagem..” (Agamaben, Giorgio. A Comunidade Que Vem)?
Gustavo Marcial Prado Romero
Instituição: CUSC
Orientador: Claudenir Modolo Alves
E-mail: [email protected]
Abrindo o olhar para um horizonte mais amplo
Percorrendo a história desde seus primórdios e através do planeta como um todo, Enrique
Dussel, nos dois primeiros capítulos do seu livro Ética da Libertação, apresenta dois modos de
ver a história: um eurocêntrico e o outro do horizonte mundial. A primeira interpretação, a
tradicional, que se impôs no mundo todo, é a visão eurocêntrica: vê a modernidade como um
fenômeno exclusivamente europeu. Já a segunda, do horizonte mundial, concebe a modernidade
apenas como centro do sistema mundial, do qual faz parte. Desse modo, entende-se que há um
outro lado da modernidade, que normalmente não é reconhecido, mas que também faz parte
dela, e que seria como sua periferia. A questão é que, para levar adiante esta segunda análise,
se faz necessária uma ampliação do horizonte planetário, depois da qual muitos conceitos
fundamentais deverão ser revistos.
Gustavo Rafael Bianchi Azevedo Ferreira
Instituição: UNICAMP
Orientador: Lucas Angioni
E-mail: [email protected]
Semelhança ou dessemelhança entre Sócrates e os retores no Górgias
Este trabalho de iniciação científica tem como objetivo abordar, a partir do Górgias de Platão, o
problema da semelhança ou dessemelhança entre Sócrates e os praticantes da retórica. Para
cumprir esse objetivo pretende-se realizar uma comparação entre eles que atente tanto para o
método discursivo quanto para o pensamento ético-político exibidos por cada um nesse diálogo.
Tal comparação será feita através do estudo de quatro relações. Elas são as seguintes: (1a) a
relação entre o método discursivo do filósofo (Sócrates) e aquele dos praticantes da retórica
(Górgias, Polo e Cálicles); (1b) a relação entre o pensamento ético-político do filósofo e aquele
dos praticantes da retórica; (2a) a relação entre o método discursivo do filósofo e o pensamento
ético-político dele mesmo; e (2b) a relação entre o método discursivo dos praticantes da retórica
e o pensamento ético-político deles mesmos.
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Henrique Fernandes Xavier Torres
Instituição: USP
Orientadora: Maria das Graças de Souza
Órgão de Fomento: CNPq
E-mail: [email protected]
O Espírito Libertino na Filosofia de Denis Diderot
Trata-se aqui de analisar a filosofia de Diderot sob o viés da libertinagem de espírito. Tal
abordagem consiste primeiramente na apreensão daquilo que julgamos a essência da filosofia de
Diderot, isto é, seu constante movimento, sua incessante busca por hipóteses verdadeiras sem a
necessidade de se apegar a nenhuma delas. A isto chamamos libertinagem de espírito, e é sob
este prisma que pretendemos realizar esta análise. Num segundo momento, temos por objetivo
nos concentrar em mostrar quais são as implicações e as características que este procedimento
libertino confere à filosofia do enciclopedista.
Homero Santos Souza Filho
Instituição: USP
Orientador: Milton Meira do Nascimento
Órgão de Fomento: PIBID/Capes
E-mail: [email protected]
A natureza nos devaneios de Rousseau: refúgio e felicidade
Este presente artigo pretende mostrar como que o conceito de natureza, elaborado por
Rousseau, tem papel decisivo no escrito autobiográfico Os Devaneios do Caminhante Solitário,
pois aí, esse conceito assume o papel de refúgio e fonte de felicidade para Jean-Jacques.
Encontrando-se num estado de solidão absoluta por ter sido forçado, através de conspirações, a
permanecer afastado da sociedade, Rousseau buscará então viver conforme a natureza, no
contato imediato com ela, em meio a meditações e devaneios. Através do sentimento da
natureza, que Rousseau sempre cultivou, ele encontrará naquela um refúgio perfeito, pois ela
oferece, tal como ele a sente, um ambiente de estética agradável, e em harmonia, que lhe
trazem a tranquilidade e sensações satisfatórias a seu ser. Assim, sendo ela uma potência divina
configurada numa ordem física favorável a sua sensibilidade, a natureza constitui-se para
Rousseau, também, numa fonte de verdadeira felicidade, onde há benevolência, beleza, e
equilíbrio.
Isabela de Castro Mendonça
Instituição: UFU
Orientadora: Ana Maria Said
Órgão de Fomento: PIBID
E-mail: [email protected]
A hegemonia burguesa como forma de violência na formação da individualidade
A hegemonia burguesa significa que a classe dominante possui não só a dominação da
sociedade, mas também a direção, esta realizada através dos aparelhos privados de hegemonia.
Isto é, o Estado hegemônico burguês é responsável não só pela coerção, mas também pelo
consenso de toda a sociedade em relação ao sistema. Assim, na nossa sociedade, onde há, de
fato, uma contradição de classes, a minoria burguesa mantém sua hegemonia construindo uma
homogeneidade ideológica entre essas duas classes contraditórias. Esta comunicação visa
mostrar que a escola, como aparelho privado de hegemonia, contribui para manter essa
homogeneidade, propagando uma visão incoerente e desagregada de mundo, o que é uma
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violência para a formação da individualidade, pois os alunos são privados do acesso à cultura e a
um modo de viver mais abrangente do mundo atual.
Ísis Nery do Carmo
Instituição: UFBA
Orientadora: Acylene Maria Cabral Ferreira
E-mail: [email protected]
A técnica e a ek-sistência em Heidegger
Para Heidegger, a técnica não se limita ao conjunto de instrumentos tecnológicos ou às
aplicações das conquistas científicas, pois é uma conjuntura ou enquadramento que nos envolve
como um modo de ser, revelando o seu caráter ontológico. A ciência moderna é o representante
mais marcante deste enquadramento. Na modernidade ela determina o homem como sujeito do
conhecimento que se relaciona com os outros entes enquanto objetos. Tal concepção funda o
humanismo, o homem é então o ente privilegiado que pode exercer o seu poder sobre os
outros.O que se pretende com este trabalho é mostrar como há algo no homem, em sua
constituição íntima, que é anterior à sua determinação como sujeito. Assim, com o título “A
técnica e a ek-sistência em Heidegger” gostaríamos de expor a relação entre a conjuntura da
técnica e aquilo que é o homem em seu íntimo – o que será denominado por ek-sistência.
Ivan da Costa Gomes
Instituição: UFPA
Orientador: Ernani Chaves
E-mail: [email protected]
Nietzsche e o estado grego
Ao longo de toda sua obra filosófica Nietzsche nunca deixou de expor a admiração que nutria
pelos gregos, sempre dedicando escritos a eles, como o ensaio O estado grego. Este trabalho
pretende traçar a relação, dentro de seu pensamento político, entre o estado grego e a
aristocracia nietzschiana, confrontando a acusação de que o filosofo da suspeita é um saudosista
político, por enaltecer a aristocracia como modelo ideal de estado. Seu pensamento político vai
muito além deste saudosismo, como iremos expor, e o estudo da relação entre Nietzsche e o
estado grego corrobora para tal defesa, pois, este mostra que ele não busca a mera retomada
de antigas formas de estado, mas, ir além destas, seu saudosismo se encontra na volta da
vontade do homem de se elevar, na produção de homens superiores, que estão além de moral
escrava, tão em voga na modernidade.
Janice Andrea Kohlrausch
Instituição: UNISINOS
Orientador: Wladimir Barreto Lisboa
Órgão de Fomento: CNPq
E-mail: [email protected]
A subordinação da Retórica aristotélica à ética e à política
Neste trabalho pretende-se analisar a subordinação da Retórica aristotélica à ética e à política.
Ao utilizá-la nos debates perante os tribunais e as assembléias, está-se a vinculá-la à política,
em que se busca a excelência cívica. Já a subordinação à ética dá-se pelos seus meios, quais
sejam, a sua relação com as virtudes nas três provas técnicas elencadas na
obra: ethos, pathos e logos, e por sua finalidade: garantir que a força natural do justo e do bem
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prevaleça. Através da análise conceitual da obra e de seus comentadores, constata-se que a
retórica serve à deliberação diante de teses antagônicas, o que é próprio do contingente.
Consistindo a arte retórica, para o Filósofo, no conhecimento dos meios adequado à persuasão
em cada caso, a sua eficácia está condicionada à razão, conjugada aos movimentos éticos e
patéticos fomentados e exibidos, pelo orador, na discursividade.
Jean D. Soares
Instituição: UFOP
Orientador: Gilson Ianinni
E-mail: [email protected]
Diálogos com uma Arqueologia
Este trabalho examinará o estabelecimento da arqueologia como um método de análise e
descrição das condições de possibilidades de saber numa época, com ênfase em duas noções
nucleares da “Arqueologia do Saber”: discurso e enunciado. De início, descrever como é
composto um discurso através de formações discursivas. Enunciados se apresentarão imbuídos
no discurso, compondo-o. Cabe, então, acompanhar Foucault na análise e descrição das
condições de exercício da função enunciativa. Este processo completará o quadro proposto,
recolhendo subsídios para discutir como a arqueologia revê as possibilidades de estudar os
diversos saberes através de uma escavação sobre palavras e coisas, desdobramentos em um
lugar menos superficial e anterior àquele no qual foram situadas proposições e frases. Um último
diálogo interrogará a arqueologia sobre o próprio processo de descrever o método arqueológico.
Jeffrey Anízio da Costa Rebelo.
Instituição: UFPA
Orientador: Agostinho Meirelles
E-mail: [email protected]
Hobbes e Kant: do lobo do homem à insociácvel sociabilidade
Este trabalho procura identificar uma relação entre as teorias políticas de Thomas Hobbes e de
Immanuel Kant, tomando como ponto de partida suas concepções contratualistas a respeito da
formação da sociedade civil, uma vez que, tanto para Hobbes, quanto para Kant, as origens
desse modelo de organização política estão relacionadas às dificuldades que os homens
enfrentam para garantir a sua sobrevivência enquanto espécie quando os mesmos ainda se
encontram dentro do que Hobbes costuma identificar como “estado de natureza”. Para que seja
possível estabelecer essa relação, partirei, principalmente da idéia de “insociável sociabilidade”,
que Immanuel Kant apresenta no opúsculo intitulado “Começo conjectural da história humana”.
João Batista Farias Júnior
Instituição: UFPI
Orientador: Gerson Albuquerque de Araújo Neto
Órgão de Fomento: PET
E-mail: [email protected]
A teoria da verdade como correspondência em Aristóteles
Propondo uma teoria que ficaria conhecida como teoria da verdade por correspondência,
Aristóteles propunha-nos que a verdade se dá quando existe correspondência entre aquilo que
temos em mente e o que de real existe. Ora o que Aristóteles quer dizer é que a verdade se dá
quando aquilo que está sendo dito na proposição corresponde ao objeto abordado nela. E
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falsidade é quando há um desacordo entre o que foi dito na proposição e o objeto tratado nela.
Mas até onde vai a aplicação e real validade dessa teoria? Dá-se então a necessidade de se
verificar a aplicabilidade da teoria da verdade por correspondência proposta por Aristóteles na
linguagem cotidiana e em proposições de sistemas formais.
João Carlos Lourenço Caputo
Instituição: UFPR
Orientador: Rodrigo Brandão
E-mail: [email protected]
Salvação e os dois deuses de Voltaire
O problema da alma presente em alguns textos de Voltaire pode ser dividido em quatro
questões, a saber: 1) a alma se existe, existe apenas no homem ou em todos os animais? 2) A
alma é material? 3) Se a essência da alma for pensar, penso sempre? 4) A alma é imortal? Duas
destas questões (2 e 4) nos permitem desenvolver um debate no âmbito teológico, visto que
elas apresentam problemas conflitantes com a visão cristã de salvação e danação, além de
dependerem de outro tema metafísico importante na obra voltairiana: Deus. No presente
trabalho, portanto, tentarei apresentar a problemática da alma relacionando-a com a visão de
Deus que Voltaire nos fornece em seus textos, levando em conta a distinção entre o Deus
“magro” metafísico, que parece ser compatível com a resposta dada pelo autor às duas questões
destacadas, e o Deus “político”, que parece possuir uma função moral/utilitarista.
João Roberto Vale Ricardi
Instituição: UNESP - Marília
Orientador: Reinaldo Sampaio Pereira
E-mail: [email protected]
Arte da Medida no Protágoras de Platão
Sabemos que o diálogo Protágoras de Platão apresenta certas exclusividades em relação aos
demais diálogos de juventude, visto que nele encontramos uma proposta hedonista da parte de
Sócrates. Nosso trabalho é abordar o modo pelo qual essa proposta corrobora a tese da virtudeconhecimento, Prot. 352 c3-4. Com isso, perguntamo-nos se esta atividade é a mesma
concebida como a arte da medida (metrètikè technè), em Prot. 356 d-e.
Jorge Benedito de Freitas Teodoro
Instituição: UFOP
Orientador: Guiomar de Gramont
E-mail: [email protected]
Análise da obra Noturno do Chile de Roberto Bolaño sob a perspectiva marcuseana
Este trabalho analisa a obra Noturno do Chile, romance do escritor chileno Roberto Bolaño,
publicada no ano de 2000. O trabalho visa apresentar a crítica que Bolaño realiza às várias
camadas da sociedade chilena, apáticas durante o governo ditatorial de Pinochet. Este trabalho
entra fundo nas questões que definem o romance, tais como a religião, o homossexualismo, a
repressão e a violência – temas constantes na obra de Bolaño –, fazendo uma relação com os
conceitos repressivos e civilizatórios apresentados na obra Eros e Civilização – uma
interpretação ao pensamento de Freud, do filósofo Herbert Marcuse. Como estudo de caso utilizo
a obra de Bolaño a partir da ótica marcuseana tendo por objetivo proporcionar a discussão sobre
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o período político, histórico, cultural e social em que se encontrava a sociedade chilena nos anos
de extrema repressão do governo ditatorial de Pinochet.
Jorge David Ramos
Instituição: UFPA
Orientador: Ernani Chaves
E-mail: [email protected]
Música e Metamorfose: arte e vida enquanto criação estética de si em Nietzsche
Esta pesquisa se assenta sobre a relação entre arte e vida, na tentativa de mostrar de que
maneira o jovem Nietzsche, pensando a tragédia e a cultura grega, tem antes em mente o
problema da cultura de seu tempo de modo a inverter a expressão platônica de que a vida
somente é válida se revestida de um cunho ascético, devendo estar a serviço da filosofia como
“exercício de morte”. Ao contrario, pensa que a filosofia, a ciência e a arte é que devem estar a
serviço da vida como um exercício de criação de si e da vida, sem atuar como elemento otimista
falso, tal o socratismo-estético, mas como consideração trágica da existência. Procuramos
discutir neste artigo, portanto, de que maneira Nietzsche, a partir da Quarta extemporânea,
remonta a relação arte/vida e interpreta a música como “autêntica sensação”, desejo de ser
novo, transformação, metamorfose.
José Carlos Alves dos Santos Junior
Instituição: UESC
Orientador: Roberto Sávio Rosa
Órgão de Fomento: ICV
E-mail: [email protected]
Sobre o "pessimismo ontológico" e a existência na filosofia schopenhaueriana
Schopenhauer almejou encontrar respostas para o enigma da existência. Como ponto de partida,
o filósofo teve como intenção denunciar aquilo que o legado kantiano considerou inacessível por
seu caráter incognoscível, a saber, a “coisa em si”. Denominando Vontade este em si
fenomênico, julgou ser esta força cósmica a principal responsável, simultaneamente, pela maior
dádiva e pior flagelo que o homem possui; à existência! Nossa intenção, frente a este
incontestável paradoxo, é examinar sob quais condições está fundamentado o pessimismo,
ponto tão caro a filosofia schopenhaueriana. Para tanto, valendo-nos da leitura proposta por
Julio Cabrera, que aludiu estar Schopenhauer possuidor de um “pessimismo filosófico” de tipo
singular e reconhecidamente sóbrio, cabe-nos a tarefa de examinar de que modo se origina este
“pessimismo ontológico”.
José Luis de Barros Guimarães
Instituição: UFPI
Orientador: Luizir de Oliveira
Órgão de Fomento: PIBIC
E-mail: [email protected]
A metafísica do belo: a música como objetivação imediata da Vontade
Artur Schopenhauer (1788-1860) no livro III da sua obra O mundo como Vontade e como
Representação (1819) apresenta-nos uma leitura peculiar a acerca das belas artes – seja ela a
escultura, a pintura, a poesia ou a música – sendo sua reflexão referente ao belo artístico um
contrapondo à concepção estética romântica vigente na Alemanha no século XIX. Dentro desse
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debate existente entre filosofia e Arte, com enfoque nas diferentes formas de manifestações
artísticas, esta comunicação tem como propósito esclarecer por que a música é considerada,
pelo autor daMetafísica do Belo, um modo de objetivação imediata da Vontade. Será
apresentada, ao final da pesquisa, uma análise-ensaio de uma ópera do compositor erudito
italiano Gioachino Antonio Rossini (1782 -1868) estabelecendo assim um diálogo entre a sua
música e a filosofia de Schopenhauer.
Josué R. Lima
Instituição: USP
Orientador: Homero Santiago
Órgão de Fomento: CNPq
E-mail: [email protected]
A natureza do conhecimento imaginativo segundo a filosofia de Espinosa
Filosofia tomada como paradigma do pensamento moderno, a obra de Espinosa é marcada pelo
esforço de conceder a todos os objetos da natureza a mesma autonomia causal que tem a
substância do qual são efeitos imanentes. Assim, da mesma maneira que a substância, a mente
humana poderia expressar sua potência em decorrência, somente, de sua essência, ou seja, sem
a mediação de uma causalidade externa. Mas isso que é possível concluir a partir da metafísica
de Espinosa acaba gerando um questionamento: afinal, se a mente pode expressar sua potência
(ou seja, produzir idéias) de maneira autônoma, como ela poderia produzir idéias dos
acontecimentos de seu corpo, já que entre os dois não haveria relação causal? Para tratar tal
questionamento, proponho como tema para exposição no Encontro Nacional de Pesquisa na
Graduação em Filosofia da USP a análise da teoria espinosana da natureza da imaginação.
Juliano Bonamigo
Instituição: USP
Orientador: Eduardo Brandão
Órgão de Fomento: FFLCH
E-mail: [email protected]
A natureza humana em Eros e Civilização
Segundo a obra psicanalítica de Sigmund Freud, a civilização é resultado de um necessário e
contínuo processo de repressão. Devido à natureza humana sustentada pela teoria dos instintos,
a única maneira de realização da organização social é por meio do controle das pulsões diante
do dito princípio de realidade. Essa percepção freudiana, entretanto, foi consideravelmente
estudada e transformada no projeto de teoria crítica dos integrantes alemães da chamada Escola
de Frankfurt. O propósito desta apresentação é acompanhar de que maneira a leitura feita por
Herbert Marcuse na obra "Eros e Civilização", na medida em que aceita a mesma natureza
humana apontada por Freud, reavalia – a partir da própria psicanálise – as causas históricosociais de controle e propõe caminhos que levam a uma civilização livre de repressão.
Juliano Gustavo Ozga
Instituição: UFSM/UFOP
Orientador: Carlos Sartori
E-mail: [email protected]
A Ciência Natural é uma Espécie Natural?
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Diante da indagação de Rorty sobre: Se A Ciência Natural é uma Espécie Natural? , irei expor
uma interpretação do ensaio que leva o mesmo nome de sua indagação. Uma das abordagens
feitas por Rorty era a de que a ciência natural poderia ser demarcada por um ou ambos os
métodos, onde um seria um método especial e outro uma relação especial com a realidade, de
onde sai a justificação de que “O homem era uma animal racional e a ciência o apogeu da
racionalidade. A ciência era actividade humana paradigmática”. Posteriormente uma abordagem
com base na Lógica da confirmação foi exposta, onde não havia uma preocupação se tal lógica
distinguia ciência de não ciência.
http://pt.scribd.com/doc/30570901/A-Ciencia-Natural-e-uma-Especie-Natural-TEXTO-INTEGRAL
Karina Yuri Tanada
Instituição: USP
Orientador: Luís César G. Oliva
Órgão de Fomento: PET (MEC/SESu)
E-mail: [email protected]
A vontade, o intelecto e a liberdade na filosofia cartesiana
A vontade e o intelecto são os dois poderes que constituem a alma e, logo, todas as ações e
eventos que se dão no espírito estão relacionados a estas faculdades. É, portanto, de suma
importância analisarmos o que são, como funcionam e se relacionam. Qual é a relação entre a
vontade, o intelecto e a liberdade? Esta pergunta norteará a breve análise empreendida nesta
apresentação. A fim de a respondermos, trataremos principalmente do mecanismo do erro; da
conciliação entre liberdade divina e liberdade humana; da aparente contradição entre a
autodeterminação da vontade e a condução desta pelo intelecto; da indiferença e da
determinação das idéias claras e distintas e da graça divina; da preparação e construção da
Ciência e da Moral.
Laiz Fraga Dantas
Instituição: UFBA
Orientador: José Crisóstomo de Souza
Órgão de Fomento: PET
E-mail: [email protected]
A estética de Habermas & Rorty segundo Shusterman
O texto “A estética de Habermas & Rorty segundo Shusterman” promove uma discussão acerca
da visão de Richard Shusterman em seu artigo “Habermas, Pragmatism and the problem of
aesthetics”. Levando em consideração o debate entre Habermas e Rorty que, apesar de
compartilharem influências teóricas, têm posições diferentes no embate entre concepções
opostas, como racionalidade versus estética e universalismo versus contextualismo. Shusterman
considera que, em se tratando do estético, Rorty e Habermas mostram semelhanças e faz uma
crítica aos autores, que falham no mesmo ponto: o privilégio dado ao discurso que se reflete
numa linguistificação do estético. Esta concepção do estético desconsidera as experiências
estéticas não-linguisticas. Shusterman propõe um estético mais próximo da prática e da
experiência sensível, considerando mais formas de apreciação estética.
Layane de Paula Veloso
Instituição: UFPI
Orientador: Luizir de Oliveira
Órgão de Fomento: PET
E-mail: [email protected]
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A arte e o inconsciente: um diálogo entre Schopenhauer e Clarice Lispector
Arthur Schopenhauer nos propõe a arte ou a contemplação estética como um bálsamo em meio
às durezas da vida, na verdade a arte nos leva a refletir sobre essa vida fatídica em que é
pautada parte ou toda nossa existência. A arte é um meio de ascese onde o homem se encontra
em estado puro de sublimação e onde é elevado aos seus mais ocultos sentidos. Primeiramente,
será feito um esclarecimento sobre as principais características da estética schopenhaueriana e
posteriormente sobre a escrita automática de Clarice Lispector, esta como um símbolo da
verdadeira vontade que pulsa em cada um de nós, e que não nos é estranha, e uma análise
sobre até que ponto as idéias de Schopenhauer encontram ressonância na escrita lispectoriana.
Lilian Neves Mise
Instituição: CUSC
Orientador: Benedito Eliseu Leite Cintra
E-mail: [email protected]
A ambiguidade, a mentira e o silêncio na perspectiva levinasiana
O eu da negatividade cartesiano não se encontra sozinho, se por um lado o artifício do gênio
maligno permite a imersão no obscuro abismo da dúvida, por outro lado a ideia de infinito é o
anteparo que sustenta um pensamento que reconhece não ser fundamento de si mesmo. Em
nosso trabalho apresentaremos como Levinas retoma, de outro ponto de vista, as meditações de
Descartes inserindo a reflexão sobre a linguagem – em especial as possibilidades de
ambiguidade, mentira e silêncio - e suas consequências tanto no campo da produção e
transmissão de conhecimento como na ética. Como instrumento da investigação trataremos em
especial do tópico “A anarquia do espetáculo: o gênio maligno” presente no livro “Totalidade e
Infinito: ensaios sobre a Exterioridade” de Emmanuel Levinas
Lívia Maria Araújo Noronha de Oliveira
Instituição: UFPA
Orientador: Ernani Pinheiro Chaves
E-mail: [email protected]
Nietzsche, Psicologia e Genealogia do Cristianismo
A partir das leituras da critica ao historicismo do século XIX na Segunda Consideração
Intempestiva e d‟O Anticristo nota-se que estudar historicamente a figura, na qual está centrado
o cristianismo, de Cristo seria “merco ócio erudito”. Assim o filósofo a analisa a partir de seu tipo
psicológico de Redentor, sustentando sua análise na psicologia nietzschiana, ciência que ele
inaugura e expõe melhor em Humano Demasiado Humano I; Com a mesma psicologia, também
em O Anticristo, o filósofo analisa o cristianismo, que encarna a “psicologia idealista” e visa
medidas muito radicais frente às paixões humanas, como sua total anulação. Com nosso
trabalho investigamos a passagem, na obra nietzschiana, da crítica ao historicismo à psicologia
tomando como tema central o cristianismo e a fim de apresentar o que seria para Nietzsche uma
crítica genealógica da moral do cristianismo.
Loryne Viana de Oliveira
Instituição: UNB
Orientador: Eros Moreira de Carvalho
E-mail: [email protected]
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O velho problema da indução
O problema da indução remonta ao século XVIII, quando David Hume propôs analisar o
mecanismo que nos leva a fazer inferências de causa e efeito. Este problema percorreu longo
caminho junto à história da filosofia, Popper chega a concluir não haver problema na justificação
da indução, pois ela sequer existiria, enquanto Haack afirma estar igualmente carente de
justificação a dedução caso pretendamos dar alguma justificação à própria indução. O presente
trabalho visa rever a leitura tradicional do velho problema da indução como colocado por Hume,
discutindo sugestões céticas presentes no argumento e discutir possíveis incursões naturalistas
nas seções referentes ao problema nos textos do autor. Pretende ainda reavaliar a leitura feita
por Nelson Goodman em seu livro Fact, Fiction and Forecast do mecanismo proposto por Hume
como responsável pelas nossas inferências de causa e efeito.
Louis de Freitas Richard Blanchet
Instituição: UFPR
Orientador: Marco Antonio Valentim
Órgão de Fomento: PET
E-mail: [email protected]
Continuidade do Tempo na Filosofia Cartesiana: uma estratégia contra o Determinismo
Há uma polêmica sobre a defesa da tese da descontinuidade do tempo no filosofia cartesiana. O
principal trecho visado por essa discussão é a tese da criação contínua da Terceira Meditação.
Para nos situarmos eu selecionei alguns trechos da obra de J.-M. Beyssade, La Philosophie
Première de Descartes, que visa defender a continuidade se opondo a argumentos da obra de M.
Gueroult, Descartes selon l’ordre des Raisons I. Na obra cartesiana é fácil identificar duas
noções de tempo: o da eternidade e o das coisas criadas. Eu irei me concentrar na possível
subclassificação do tempo da criação, com a defesa de uma hipótese levantada pelo próprio
Gueroult e rechaçada sob a acusação de ser uma falha do entendimento finito: o tempo
subjetivo. A partir do texto cartesiano e de algumas conclusões irei sugerir soluções para os
problemas do livre-arbítrio e determinismo sob a ótica do tempo.
Louise Walmsley Nery
Instituição: UFPE
Orientador: Anastácio Borges de Araújo Júnior
Órgão de Fomento: CNPq
E-mail: [email protected]
O suposto parricídio e a tentativa de salvar as Idéias no diálogo O Sofista
O diálogo O Sofista é conhecido pelo suposto parricídio que ocorre na discussão sobre o nãoserentre Sócrates e o estrangeiro de Eléia. Essa interpretação faz com que Parmênides seja lido
da mesma forma que a tradição o leu: bastante dogmático, que não admite uma teorização do
sensível. O nosso trabalho pretende retomar a tese de Parmênides, de forma a investigar
brevemente as conseqüências desta para o movimento e a multiplicidade, tentando tornar
explícitas as duas vias de investigação. No diálogo O Sofista Platão traz um Parmênides
exatamente como descrevemos acima: inflexível em relação ao não-ser e à pouca importância
do sensível. A interpretação de Platão neste diálogo seria fiel ao pensamento parmenídico? Qual
é o lugar do não-ser no sistema platônico? Assim, o intuito último da nossa apresentação é o de
entender o que levou Platão a cometer este suposto parricídio.
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Lourenço Fernandes Neto e Silva
Instituição: USP
Orientador: Pedro Paulo Garrido Pimenta
E-mail: [email protected]
A Teoria da Ligação das Idéias de Condillac
Condillac foi um filósofo iluminista e principal teórico do chamado sensualismo. A Teoria da
Ligação das Idéias é definida, no subtítulo de seu Ensaio sobre a Origem dos Conhecimentos
Humanos de 1746, como "o princípio único a que se reduziu tudo o que concerne o
entendimento". Nessa obra, todas as operações da mente serão reduzidas às sensações
recebidas pelos sentidos e às modificações que sofrem ao serem trabalhadas por esse princípio.
Com tal teoria, desenvolve de forma mais conseqüente as concepções empiristas, em especial
em epistemologia e filosofia da linguagem. Sua abordagem genética da formação dos
conhecimentos leva a uma discussão acerca da origem da linguagem e permite o
desenvolvimento de um método baseado em sua instrumentalização, focado na mais profícua
expressão do pensamento possível e exposto de forma marcadamente acordante com seu
conteúdo.
Luana do Socorro Cardoso da Silva
Instituição: UFPR
Orientador: João Batista Filho
E-mail: [email protected]
A relação entre signo e símbolo e destes com a teoria das formas simbólicas em Ernest Cassirer
Este trabalho pretende discorrer acerca da relação que há entre Símbolo e Signo, e destes com
as formas simbólicas na filosofia de Ernest Cassirer, tendo em vista o entendimento da teoria
das formas simbólicas base de sua filosofia e a compreensão de como esses termos relacionamse com as formas simbólicas que é para Cassirer o que configura toda a natureza do homem,
influenciando tanto no comportamento humano seja na atitude, no pensamento, na própria
cultura humana, como também na linguagem humana sendo essa relacionada com a linguagem
verbal, táctil, corporal, ou seja, tudo que se relaciona de maneira por assim dizer não imaginária
ao homem.
Luana Lopes Xavier
Instituição: UFG
Orientador: Marcelo Mari
Órgão de Fomento: PIVIC
E-mail: [email protected]
Uma reflexão sobre A dúvida de Cézanne de Maurice Merleau-Ponty
A dúvida de Cézanne, de Maurice Merleau-Ponty, é um ensaio dedicado à pintura, em especial à
pintura de Paul Cézanne. A reflexão gira em torno do tema existência e arte visto que a pintura
de Cézanne gera muitos questionamentos quanto à origem da sua criação. Vida versus obra, a
que se deve a pintura de Cézanne? Para entendermos essa questão, temos duas perspectivas a
serem analisadas, a primeira é compreender a obra pela biografia, a outra traduzi-la a partir da
história da arte. A proposta dessa comunicação é trabalhar a interpretação que Merleau-Ponty
faz da obra de Cézanne, elucidar a relação existência-arte na obra do pintor, revelar através da
arte e do vivido a consciência que Cézanne cria na medida em que traduz visivelmente em sua
pintura a aparência das coisas.
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Lucas Botelho de Almeida
Instituição: USP
Orientador: Ricardo Fabbrini
Órgão de Fomento: CNPq
E-mail: [email protected]
O corpo em Helio Oiticica
Essa pesquisa visa compreender como se dá a progressão do trabalho do artista plástico Hélio
Oiticica, principalmente a partir da problemática da inserção do corpo do espectador no seio da
obra como requisito para a sua plena realização. Utilizou-se basicamente textos de critica de
arte aliados aos textos teóricos de Helio Oiticica, além de toda a sua produção artística. Os
textos foram amplamente analisados e por fim confrontados às propostas do artista plástico em
questão bem como dos artistas que o influenciaram. Concluímos que o espectador passa a ser
parte fundamental neste tipo de arte e ressaltamos o real significado por detrás das propostas
desse artista plástico, deixando mais claro que a sua obra não busca extinguir com a arte a
partir da inserção total desta no cotidiano, mas sim ampliá-la a partir do desenvolvimento
máximo do ser humano, de seu corpo pleno.
Lucas Eugenio Rocha Ribeiro
Instituição:
UFMG
Orientador: Prof. Dr. Helton Machado Adverse
E-mail: [email protected]
A teoria dos humores em Maquiavel: as divisões na cidade e suas implicações
No primeiro capítulo de O Príncipe Maquiavel afirma: “Todos os Estados, os domínios
todos que já houve e que ainda há sobre os homens foram, e são, repúblicas ou
principados”. Tomando tal afirmação, tão determinante no pensamento do secretário
florentino, procuramos no estudo ao qual nos dedicamos analisar as dissensões originais
em uma associação de homens – as quais Maquiavel nomeia “humores” - e como tais
divisões dão origem a um principado ou república. Mais adiante procuramos analisar
brevemente as qualidades de República e Principado e sua relação com os humores,
sempre presentes em uma associação política.
Lucas Fabiano Oliveira Costa
Instituição:
UFG
Orientadora: Profa. Dra. Helena Ésser dos Reis
E-mail: [email protected]
Religião Civil ou Estado Esclesiástico? A religião à serviço da democracia americana de Tocqueville
Como pensar a liberdade num Estado onde os homens se servem de crenças dogmáticas
para nortear suas ações? Em A Democracia na América, Alexis de Tocqueville demonstra
que é de suma importância para o Estado democrático que todos os seus cidadãos
tenham consigo crenças dogmáticas, principalmente, aquelas em matéria de religião. De
seu ponto de vista, a religião oferece um fundamento último para as questões primordiais,
52
além de manter os homens voltados para o bem comum e, conseqüentemente, atraí-los
para a vida política. Tocqueville alerta ainda que as religiões precisam se manter no seu
círculo de ação, pois se tentarem expandirem-se para além de seus limites e passar a
intervir na vontade dos homens, ela tende a definhar-se. Portanto, veremos nesta
comunicação, como a religião podia servir à democracia americana mantendo seu poder
sobre a vontade dos homens, mas nunca sobre a política deles
Lucas Lima Furió
Instituição: USP
Orientador: Prof. Dr. Milton Meira do Nascimento
Órgão de Fomento: RUSP
E-mail: [email protected]
Ética, política e educação a partir de Jean-Jacques Rousseau
O objetivo é aproximar teoria e práxis oferecendo parâmetros para uma educação
consciente das demandas atuais, que considere a necessidade de coexistência entre os
povos, com ênfase em direitos humanos. A teoria das paixões, os efeitos maléficos da
aglomeração humana e a concepção de decadência humana em situações de escravidão
podem indicar alternativas para um sistema educacional em crise, que desconsidera a
educação do coração. Discutir educação implica repensar a noção de progresso, ou seja,
valores e objetivos, bem como a configuração das educações doméstica e pública.
Discorrer acerca de um projeto nacional impõe a reflexão de um núcleo comum
(cidadania) e de um flexível, ciente da diversidade humana e também à necessidade de
estratégias para a implementação de um ensino público e gratuito que preze pelo bem
comum e atente à dependência mútua, pela paz e pela liberdade.
Lucas Nascimento Machado
Instituição: USP
Orientador: Prof. Dr. Vladimir Safatle
Órgão de Fomento: CNPq
E-mail: [email protected]
Hegel e a relação do ceticismo com a filosofia
Nessa apresentação, buscaremos discutir alguns aspectos importantes da relação do ceticismo
com a filosofia com base na análise e comentário de dois escritos de Hegel: em primeiro lugar, o
artigo Sobre a relação do ceticismo com a filosofia; em segundo lugar, a introdução
da Fenomenologia do Espírito. Pela crítica que Hegel faz em seu artigo ao ceticismo moderno de
Schulze, assim como pela forma por meio da qual concebe, na Fenomenologia do Espírito, o
ceticismo (em sua perfeição) como o caminho do desespero, esperamos mostrar possibilidades
de se pensar a relação do ceticismo com a filosofia para além da pura oposição. Consideraremos,
na verdade, diversas possibilidades de relação entre um e outro, reflexão essa que acreditamos
fundamental para a discussão sobre o que é a filosofia e sobre os caminhos que ela pode tomar.
Lucas Otávio Sousa França
Instituição: UFPA
Orientador: Prof. Dr. Agostinho de Freitas Meirelles
E-mail: [email protected]
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A resposta de Kant sobre o sentido da história humana na “Idee” (1784)
No presente artigo temos por objetivo fornecer, primordialmente, um testemunho da leitura, por
nós realizada, do opúsculo que Kant dedicou à história da humanidade cujo título é "Idéia de
uma história universal de um ponto de vista cosmopolita". Defendemos que o objetivo do filósofo
é o de conseguir conferir sentido ao curso histórico da espécie humana. Para tanto, vale-se do
uso regulativo do princípio teleológico como fio condutor. Deste modo, seria possível interpretar
a história da espécie humana como se seguisse um propósito da natureza rumo ao
desenvolvimento de suas disposições naturais e dar sentido ao emaranhado, aliás, “sem plano
das ações humanas”.
Lucas Piccinin Lazzaretti
Instituição: UFPR
Orientador: Prof. Dr. Paulo Vieira Neto
E-mail: [email protected]
O abandono do Socrático e a tomada do Paradoxo Absoluto em Kierkegaard
O pensador dinamarquês, Sören Kierkegaard, em sua tese de doutoramento, havia produzido
um minucioso trabalho sobre o conceito de ironia e as referências reiteradas que esse conceito
fazia remeter a Sócrates. O método irônico é compreendido por Kierkegaard como método
socrático. Porém, no livro “Migalhas Filosóficas”, publicado por meio de um pseudônimo,
Kierkegaard reitera o abandono do “método socrático” para apresentar a questão do Paradoxo
Absoluto, novo mote de sua filosofia. A apresentação visa tratar sobre o passo dado por
Kierkegaard não apenas na apresentação e problematização que levam ao Paradoxo Absoluto,
mas também a insuficiência do “método socrático” frente os novos problemas colocados. O
caminho vai do abandono do método irônico ao desenvolvimento de um novo método
especulativo que não parte da razão, mas continua a crítica à razão já perpetrada pela ironia.
Luciana Molina Queiroz
Instituição: UFES
Orientadores: Prof. Dr. Robson Loureiro e Profa. Dra. Sandra Soares Della Fonte
Órgão de Fomento: PIBIC - UFES
E-mail: [email protected]
Indústria multicultural
O objetivo desta comunicação é o de discutir a proposta estética de Jean-François Lyotard,
fundador do pós-moderno na filosofia, com a publicação de seu livro A condição pós-moderna,
em 1979. Combinada com sua tentativa de derrubar a autonomia como princípio norteador, a
proposta de Lyotard de incentivar a diversidade cultural acaba por desembocar no nivelamento
entre arte e cultura de massas. Sendo assim, o filósofo coloca em xeque o poder explicativo do
conceito de Indústria Cultural, elaborado por Adorno e Horkheimer. Do confronto entre Lyotard e
Escola de Frankfurt, essa comunicação pretende elencar algumas problematizações possíveis
relativas à atual produção de arte e entretenimento.
Luis Fernando Ferreira Macedo dos Santos
Instituição: UFPI
Orientadora: Profa. Maria Cristina Távaro Sparano
E-mail: [email protected]
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Crise Epistemológica e proposta sellarsiana para superação da epistemologia
Essa pesquisa tem como objetivo uma abordagem ao nominalismo psicológico como alternativa
para a superação da epistemologia. O nominalismo psicológico em filosofia tem como foco
central a crise da representação. A epistemologia contemporânea, em suas diversas vertentes,
deve terminar de conduzir a elaboração desse modelo alternativo e ainda enfrentar os antigos
problemas normativos que estão por resolver, como os problemas de demarcação: - Quais os
limites e objetivos do conhecimento humano? Os problemas metodológicos: - Como obtemos o
conhecimento? - E o problema da razão: - Há métodos de investigação que sejam
distintivamente racionais, e se há, quais são? O enfoque dessa tese será feito através do livro
“Empirismo e filosofia da mente” de Wilfrid Sellars. Também serão feitas referências aos
comentários de Robert Brandom em seu “Guia de estudos”.
Marcello Guedes Cavasin
Instituição: UNICAMP
Orientador: Prof. Dr. Oswaldo Giacoia Jr.
Órgão de Fomento: PIBIC/CNPq
E-mail: [email protected]
O ó,ti da Moral – Análise da Máxima Fundamental da Ética Schopenhaueriana
O escopo do presente trabalho é a análise da proposição que está na base da filosofia moral
proposta por Arthur Schopenhauer. De modo a determinar clara e distintamente, em sua
proveniência, abrangência e limite, o conceito de princípio moral máximo, o chamado ό,ti da
moral, em contraste ao conceito de fundamento da moral, ou dioti da moral; conceitos, esses,
de magna importância para uma interpretação adequada da ética schopenhaueriana. Ademais,
examinaremos a parte negativa da máxima, a saber, “neminem laede”, na qual se inscrevem
todos os deveres morais, bem como sua parte positiva, a saber, “omines, quantum potes, iuva!”
por meio da qual se reconhece toda virtude moral. Por fim distinguiremos uma ética prescritiva
de uma não prescritiva e como Schopenhauer inscreve a sua ética no segundo caso, tendo em
vista que o ό,ti da moral é uma máxima sem ser uma prescrição.
Marcelo Masson Maroldi
Instituição: UFSCAR
Orientador: Prof. Dr. Bento Prado de Almeida Ferraz Neto
Órgão de Fomento: FAPESP
E-mail: [email protected]
O “argumento da linguagem privada” como crítica à introspecção
O objetivo deste trabalho é apresentar uma interpretação do “argumento da linguagem privada”
– importante passagem das Investigações Filosóficas de Ludwig Wittgenstein – compatível com
uma crítica à introspecção. Para isso, começamos apresentando o método introspectivo usando,
como exemplo, William James, a quem Wittgenstein se refere diversas vezes em sua obra. Em
seguida, mostramos como o “argumento da linguagem privada” pode ser entendido como uma
rejeição a tal método.
Maria Aparecida Souza Oliveira
Instituição: USJT
Orientador: Prof. Dr. Hélio Salles Gentil
Órgão de Fomento: ProUni
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E-mail: [email protected]
Gaston Bachelard: As Imagens Poéticas e suas Ressonâncias
O trabalho procura elucidar qual é o sentido da investigação de G. Bachelard levada a cabo em
sua obra Poética do Espaço, a saber, quais são seus objetivos e método. Faz isso a partir do
exame do que ele entende por “fenomenologia da imagem poética” na “Introdução” dessa obra.
Para seu esclarecimento consideramos principalmente as noções de “imagem poética” e de
“ressonância”, essenciais à compreensão da investigação que ele propõe. E examinamos de
perto, a título de exemplo esclarecedor, o modo como esta se desenvolve no primeiro capítulo,
“A casa. Do porão ao sótão. O sentido da cabana”.
Maria Helena de Novais
Instituição: USJT
Orientador: Prof. Dr. Paulo Jonas de Lima Piva
E-mail: [email protected]
Revisionismo e voluntarismo em Rosa Luxemburgo
Em fins do século XIX, Eduardo Bernstein, um dos líderes do Partido Social-Democrata Alemão,
contrariando a “teoria do desmoronamento do capitalismo”, afirma ser este um sistema capaz de
adaptar-se às circunstâncias e sobreviver a crises, além de permitir, aos líderes de partidos e
sindicatos, realizar reformas que garantiriam a melhoria das condições de vida dos
trabalhadores. A revolução socialista, portanto, seria desnecessária. Esta perspectiva reformista
e voluntarista de Bernstein, conhecida como “revisionismo”, encontra em Rosa Luxemburgo sua
principal opositora. Segundo ela, a finalidade do movimento socialista é realizar reformas que
sejam conquistadas pelos trabalhadores em um processo de lutas cotidianas que levaria à
conscientização espontânea da classe operária e culminaria com a revolução. Assim, aos líderes
caberia agir de acordo com a vontade dos trabalhadores.
Mariana de Campos Bardelli
Instituição: USP
Orientador: Prof. Dr. Carlos Alberto de Moura
Órgão de Fomento: RUSP
E-mail: [email protected]
A estética kantiana do sublime no pensamento de Jean-François Lyotard - sobre a modernidade
e a pós-modernidade
A monografia que estamos desenvolvendo pretende entrar no âmbito da discussão sobre a arte
na pós-modernidade através da reflexão desenvolvida a partir da noção de pós-moderno do
filósofo Jean-François Lyotard. Por esse viés discutimos pontos centrais da estética moderna,
preparando o terreno para adentramos a discussão sobre a arte contemporânea. Por Lyotard
pautar-se na noção kantiana de sublime para pensar a arte moderna, esta vem sendo
amplamente discutida ao longo do trabalho que está sendo desenvolvido, o que oferece as bases
para as reflexões subsequentes a respeito da arte na dita pós-modernidade.
Mateus Masiero
Instituição: UNICAMP
Orientador: Prof. Dr. Roberto Romano
Órgão de Fomento: PIBIC/CNPq
E-mail: [email protected]
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O Conceito de Sprezzatura no Ato III de Hamlet
A presente comunicação pretende realizar uma análise do conceito de dissimulação durante o
Renascimento, à luz de um clássico da Literatura, a tragédia Hamlet de William Shakespeare. Tal
conceito ocupa uma posição de grande importância no âmbito da ética renascentista, tendo tido
repercussões no pensamento estético do período. Nesse sentido, uma obra emblemática de tais
relações ético-estéticas é Il Libro Del Cortegiano (1528) de Baldassare Castiglione. Em tal obra,
o autor apresenta o conceito de sprezzatura, um tipo de dissimulação que visa encobrir as
imperfeições da Natureza, mas que não chega a ser uma atitude deliberadamente falsa. A
diferença entre sprezzatura e falsidade, bem como os desdobramentos da primeira, seja no
campo da ética, seja no da estética, constituem a primeira etapa da apresentação; a segunda
será relacionar tais conceitos com o Ato III da peça Hamlet.
Matheus Henrique Gomes Monteiro
Instituição: UNICAMP
Orientadora: Profa. Dra. Fátima Regina Rodrigues Évora
Órgão de Fomento: FAPESP
E-mail: [email protected]
A discussão tomasiana sobre a onipotência divina
Na presente comunicação, pretendo apresentar a discussão tomasiana sobre o poder de Deus.
Para tanto, me focarei em alguns termos usados por Tomás para tratar do assunto,
desenvolvendo-os com base na Suma de teologia e na Suma contra os gentios e que são,
fundamentalmente, os seguintes: potência ativa e potência passiva; potencialidade; e possível
dito absolutamente. Assim, pela definição dessas expressões, espero ter o arcabouço conceitual
para compreender a defesa tomasiana de que Deus é potência ativa, isento de potencialidade,
que pode tudo o que é dito possível absolutamente.
Matheus Ramos Mendes
Instituição: UFRJ
Orientador: Prof. Dr. Ulysses Pinheiro
Órgão de Fomento: FAPERJ
E-mail: [email protected]
Realidade Objetiva e Intencionalidade das Ideias Sensíveis em Descartes
O trabalho visa apresentar de que modo as ideias sensíveis em Descartes poderiam conter um
conteúdo intencional. Para isso analisaremos em que sentido Descartes define ideia, distinguindo
os aspectos representacional e referencial da realidade objetiva da ideia. Uma vez havendo
caracterizado a realidade objetiva como o conteúdo intencional presente na ideia, será debatido
em que sentido uma ideia materialmente falsa pode ser ou não representacional.
Michele Kanashiro
Instituição: CUSC
Orientador: Prof. Ms. Bruno Loureiro Comte
E-mail: [email protected]
A crítica de Platão ao logos pseudos
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No diálogo Sofista, Platão investiga o falso no discurso: dizer dos seres que eles não são e dos
não-seres que eles são. Este texto aborda duas questões presentes em sua filosofia que
viabilizam essa crítica de Platão ao logos pseudos. Trata-se da questão do discurso verdadeiro
(logos alethes) e da reflexão entre ser e não ser, ou seja, as considerações que o filósofo faz
sobre o primeiro para que se possa compreender o que ele aponta como falso no discurso e as
que ele faz sobre o entrelaçamento (symploké) de ser e não ser. Neste ponto é exposto o
refúgio em que o sofista se esconde [260d] e lhe permite dar a impressão de ser onisciente
(panta sofoi) sem o ser (ouk on) e trazer uma aparência de ter uma ciência sobre tudo (panta
episteme) mas não a realidade (ouk alétheia). [233c] Não é por acaso que na caça ao sofista,
Platão “esbarra” na definição do filósofo.
Murilo Garcia de Matos Amaral
Instituição: UFBA
Orientador: Prof. João Carlos Salles Pires da Silva
Órgão de Fomento: FAPESB
E-mail: [email protected]
A teoria pictórica e a possibilidade da falsidade
A teoria pictórica é a teoria que, no Tractatus logico-philosophicus, nos dá as condições lógicas
essenciais de representação da realidade, que é a figuração lógica. O objetivo do presente
trabalho é expor esta noção a partir da seguinte perspectiva: se a proposição é uma estrutura,
uma ligação de nomes, que representa a realidade correta ou falsamente, é porque ela é – no
essencial – figuração lógica da realidade e possui uma forma de afiguração. Sem a forma de
afiguração, a proposição não seria capaz de representar o que é falso (ela estaria então restrita
a representar apenas o que é verdadeiro) e, portanto, não seria propriamente figuração. Ou
seja, o objetivo do trabalho é mostrar que a forma de afiguração é uma exigência lógica, visto
que a bipolaridade da proposição não pode ser renunciada.
Naianny Almeida Pacheco
Instituição: UESC
Orientadora: Profa. Marisa Carneiro de Oliveira Franco Donatelli
Órgão de Fomento: CNPq
E-mail: [email protected]
O papel da experiência no método cartesiano
O filósofo moderno René Descartes formulou um método sob o qual obteria a verdade
indubitável por meio da dedução tendo como alicerce a matemática. Em suas obras específicas,
ele não realizou experimentos, o seu objetivo era formular procedimentos que fossem coerentes
com os limites do entendimento humano e, por isso, tratou de questões condizentes com a razão
do homem e de suas operações mais importantes, a saber: intuição e dedução. O objetivo deste
trabalho é evidenciar de que maneira o filósofo Descartes trata o papel da experiência em seu
método científico por meio da análise das obras “Regras para Orientação do Espírito” e “Discurso
do método”, traçando um paralelo entre seus principais preceitos e regras para compreender
como se dá o seu método em busca da verdade indubitável.
Natalia Pereira Pinheiro
Instituição: UFMA
Orientador: Prof. Hamilton Dutra Duarte
E-mail: [email protected]
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Ao que ver sem ser visto
Propõe-se defender a autenticidade do silêncio a partir da analise sobre a concepção de mundo e
sua relação com a suspensão dos problemas da vida dentro da experiência mística, subjacente
ao livro Tractatus Lógico-Philosophicus, datado de 1921, do filosofo Ludwig Wittgenstein,
guiando-se pela pergunta: o que é o mundo? O que é a experiência de totalidade do mundo
dentro do místico? É sabido que a linguagem tem a função de refletir o mundo, produzir
imagem, referenciá-lo, mas o que dizer do último aforismo do Tractatus, que parece se
transfigurar em um soturno convite ao silêncio? Para fazer manifesto esse silêncio é preciso
esclarecer os limites da linguagem/mundo, entender o papel da lógica, e encontrar o ponto onde
todas essas coisas convergem, o místico, e essas são as pretensões da presente investigação.
Nathália Cristina Alves Pantaleão
Instituição: UNESP
Orientadora: Profa. Dra. Mariana Cláudia Broens
Órgão de Fomento: CNPq
E-mail: [email protected]
O Conhecimento Comum segundo Gilbert Ryle
Esta comunicação possui como objetivo analisar a relevância e o alcance cognitivo do
conhecimento comum. Para tal nos valeremos da crítica elaborada por Gilbert Ryle (1949\2000)
à tradição intelectualista que estabelece uma falsa dicotomia entre o conhecimento filosóficocientífico e o conhecimento comum diretamente relacionado à experiência cotidiana. Nesse
sentido a crítica de Ryle se fundamenta na medida em que, de uma perspectiva intelectualista, o
"conhecimento comum" careceria de justificação adequada, permanecendo assim no âmbito da
opinião. Por fim, defenderemos uma postura externalista na qual o conhecimento resultaria da
observação da conduta, dado o caráter externo e público dos processos mentais considerados
indissociáveis dos hábitos de ação.
Nina Araújo Pereira do Nascimento
Instituição: UFMA
Orientadores: Prof. Ms. Plínio Fontinelle e Prof. Ivan Pessoa
E-mail: [email protected]
Linguagem, fenômeno estético e moral a busca do instinto artista da vida em Artaud e Nietzsche
Identificar o fenômeno artístico, dentro das esferas da linguagem,estética e moral através do
instinto do jogo, a relação do lúdico e existência é a proposta deste trabalho que faz um paralelo
entre Artaud e Nietzsche, ambos se utilizam de seus discursos poéticos ou filosóficos para tratar
de arte, existência e afirmação da vida. Caracterizar tais pensamentos que se convergem na
crítica ao critério da avaliação de pensamento e a linguagem conceitual que exalta o racional em
detrimento da lógica bem ordenada e a cultura de sua época. Problematizar através do exercício
de erudição as diferenças das subjetividades, o conceito de transvalorização, linguagem
conceitual e metafórica e suas relações com o Teatro da Crueldade em Artaud e busca da
afirmação da vida em Nietzsche.
Paula Regina Menezes Silva
Instituição: UFPA
Orientador: Prof. Dr. Ernani Pinheiro Chaves
Órgão de Fomento: PIBIC/CNPq
E-mail: [email protected]
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Nietzsche, Wagner e a música como linguagem do pathos.
A concepção da música como elemento principal do drama, complementada pela ação e pela
palavra, é a ferramenta chave para que Wagner resgate o impulso dionisíaco, antes reprimido
pelo socratismo estético. Observamos o renascimento da cultura trágica – aspecto que permeia
os itens finais de O nascimento da tragédia e que se apresenta como uma das questões centrais
da 4ª Consideração extemporânea: Richard Wagner em Bayreuth. A investigação proposta por
este trabalho tratará de um outro sentido a ser atribuído para a música em Richard Wagner em
Bayreuth, quando é pensada como linguagem do pathos, do querer apaixonado do homem. Tal
sentido surge, logo uma distinção, da análise da música de Wagner e da anterior a Wagner.
Antes de Wagner, o que se apreciava era uma música em função do ethos, dos “estados
permanentes do homem”. A música de Wagner seria a própria música que expressaria o pathos
Paulo Henrique Araujo Oliveira Pereira
Instituição: UNESP - Marília
Orientadora: Profa. Dra. Maria Eunice Quilici Gonzalez
Órgão de Fomento: CNPq
E-mail: [email protected]
Uma análise da hipótese não-representacionista da percepção/ação
O presente trabalho tem como objetivo discutir hipóteses sobre a natureza não-representacional
da percepção/ação. Para isso, apresentaremos a teoria da percepção direta elaborada por Gibson
na obra The Ecological Approach to Visual Perception, a qual considera a percepção/ação sem a
mediação de processos de inferência ou representações. Gibson argumenta que a relação entre
organismo e ambiente é, necessariamente, de mutualidade: um ambiente existe função dos
animais que o habitam e, por sua vez, os animais vivem e evoluem em função das condições
proporcionadas pelo ambiente. A hipótese central da Filosofia Ecológica gibsoniana é que, devido
a essa mutualidade, os organismos percebem direta e espontaneamente os elementos do seu
ambiente sem a necessidade de representá-los. Discutiremos o alcance e os limites dessa
concepção não-representacionista da percepção/ação elaborada por Gibson.
Paulo Henrique Assunção Rocha
Instituição: UFMG
Orientador: Prof. Dr. Eduardo Soares Neves Silva
Órgão de Fomento: MEC/SESu
E-mail: [email protected]
Détournement como método e prática em Guy Debord
O objetivo deste trabalho é apresentar o conceito de détournement, conceito elaborado e
desenvolvido pela Internacional Letrista e Internacional Situacionista, grupos de vanguarda que
Guy Debord integrou. A palavra francesa détournement pode ser traduzida como desvio,
diversão, deturpação, distorção, abuso, roubo, seqüestro, virar ao contrário do curso ou
propósito normal. Na utilização de Debord ao invés de se criar novas formas, os elementos já
existentes são retomados e dispostos de modo distintos. Elementos esses que podem ser
imagens, textos, frases, idéias, conceitos, obras de arte, advindos de qualquer meio, época ou
cultura. Détournement não possui apenas implicações estéticas e estilísticas, mas também dar a
ver um conjunto de práticas que tem implicações cotidianas e subversivas. Trata-se de um
importante conceito para a constituição do pensamento e prática de Guy Debord.
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Paulo Júnio de Oliveira
Instituição: UFG
Orientador: Prof. Dr. Leonardo Ferreira Almada
E-mail: [email protected]
O Problema mente-corpo na perspectiva de Searle e Damásio
Nossa intenção, nesta comunicação, é a de postular a existência de uma correlação causal
significativa entre nossa atividade mental, nossa atividade cerebral e suas correlatas respostas
somáticas, mediante o método de revisão de literatura filosófico-científica. Para tanto,
analisaremos importantes passagens da obra de Damásio e de Searle, com o intuito de
fundamentar uma Neurofilosofia calcada em sólidas bases biológicas e filosóficas. Trata-se de
um diálogo com a neurobiologia e com as ciências cognitivas, cuja necessidade se deve às
ambiguidades comuns à defesa tradicional do problema mente-corpo. Em outras palavras,
queremos confrontar, nesta comunicação, a ideia de que a mente é um ente imaterial e não
apenas uma característica biológica do cérebro, visando ir de encontro à ideia de que a mente
tenha alguma espécie de poder causal sobre o corpo.
Paulo Ricardo Heitich
Instituição: UNICENTRO
Orientadores: Prof. Dr. Evandro Bilibio e Ms. Ruth Rieth Leonhardt
E-mail: [email protected]
O tempo de Santo Agostinho na interpretação de Paul Ricoeur
Analisa-se o primeiro capítulo de Temps et Récit – Les apories de l’expérience du temps : Le
livre XI des Confessions de Saint Augustin - de Paul Ricoeur, no qual este discute a vinculação
entre o tríplice presente e a distensão da alma. Com o intuito de evidenciar a solução dada por
Agostinho ao paradoxo ontológico do ser e do não ser do tempo e ao paradoxo da medida do
tempo. Como resultado, espera-se mostrar que a tese do tríplice presente resolve o paradoxo do
ser na falta de ser, e a tese da distensão do espírito resolverá o impasse da medida de algo sem
extensão. Sendo que, destes dois resultados parciais implica um terceiro de maior alcance: o de
que Agostinho, segundo Ricoeur, pensa o tríplice presente como distensão e a distensão como
tríplice presente. É da adequada compreensão deste terceiro aspecto que sai a noção de
narrativa como resolução aos paradoxos da temporalidade.
Paulo Yamawake
Instituição: UNICAMP
Orientador: Prof. Dr. Marcos Nobre
Órgão de Fomento: FAPESP
E-mail: [email protected]
Teoria crítica e diagnóstico de tempo: uma leitura de "Teoria tradicional e teoria crítica" de Max
Horkheimer
Esta comunicação tem o objetivo de apresentar a importância de um diagnóstico de tempo para
uma teoria crítica da sociedade tal como formulada por Max Horkheimer, especialmente no
artigo “Teoria tradicional e teoria crítica”. Baseado na crítica da economia política de Karl Marx,
Horkheimer diz que a teoria não deve apenas descrever com “imparcialidade” os fatos sociais,
mas deve, sobretudo, preocupar-se com a superação da dominação social vigente, com a
emancipação humana. Mas isso não quer dizer que a teoria crítica estabeleça de antemão
critérios para uma sociedade emancipada. Cabe a ela, no entanto, vislumbrar as possibilidades
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de emancipação inscritas na própria sociedade vigente; assumindo esse caráter histórico, é
necessário efetuar um diagnóstico do tempo presente, a partir do qual as potencialidades
emancipatórias possam ser descobertas.
Pedro Konzen Capra
Instituição: UNISINOS
Orientador: Prof. Dr. Vicente de Paulo Barretto
Órgão de Fomento: UNISINOS
E-mail: [email protected]
Deliberação e Justiça em Thomas Hobbes
Entre a variedade de vontades no estado de guerra e a unidade de vontades no estado civil
acerca do que é público há um percurso dos desejos e da razão no momento da deliberação,
segundo Thomas Hobbes. O referido trajeto é o mote do presente trabalho que busca analisar a
terceira lei natural do referido pensador - na obra Leviatã - que corresponde à fonte da justiça.
Tal intento, parte da formação da deliberação como resultado do conflito ou convergência de
uma série de sensações, não necessariamente corroboradas pela razão. Esse estudo possibilita
entender o papel do medo na formação do Estado e sua relação com o movimento vital.
Evidencia-se que a preservação é a finalidade da justiça tendo em vista sua importância nas leis
naturais e na formação dos pactos.
Peter de Souza Lima Faria
Instituição: UFMG
Orientador: Prof. Dr. Helton Machado Adverse
Órgão de Fomento: SESU/MEC
E-mail: [email protected]
A caracterização da noção foucaultiana de dispositivo sob a ótica de Deleuze e Agamben
Foi a partir do advento da genealogia do poder, inaugurada com o lançamento de Vigiar e Punir,
em 1976, que a noção de dispositivo surgiu na filosofia foucaultiana. Embora seja um conceito
de extrema importância para o projeto genealógico, Giorgio Agamben, em conferência sobre o
assunto, esclarece que Michel Foucault, assim como Platão e a terminologia idéia, nunca
empreendeu um conceito preciso de dispositivo. A partir disso, o pensador italiano começa a
traçar, dentro de seu ensaio, „O que é o Dispositivo?‟, uma genealogia do termo, com o
propósito de esquadrinhar as origens das principais propriedades inerentes ao instituto. No
mesmo sentido, Gilles Deleuze, em O Mistério de Ariana, apresenta uma curiosa análise a
respeito da multilinearidade do dispositivo. Como intenção principal, os dois filósofos assumem a
tarefa de construir uma definição mais exata e elaborada sobre o tema.
Péterson Pereira Bem
Instituição: UFPR
Orientadora: Profa. Dra. Maria Isabel de Magalhães Papaterra Limongi
Órgão de Fomento: PET
E-mail: [email protected]
Michel Foucault e a perspectiva jurídica
Michel Foucault no curso Em defesa da sociedade, de 1976, afirma que, à sua época, na
tentativa de contornar as abordagens “economicistas” do poder (concepção política moderna e
concepção marxista), duas compreensões se impunham: a hipótese de Reich, que compreende o
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poder como essencialmente repressivo, e a hipótese de Nietzsche, da qual Foucault afirma ser
tributário, em que o princípio das relações de poder é a guerra. Tal princípio teria emergido no
século 17, no discurso histórico-jurídico, elogiado pelo autor. Nossa pesquisa procura investigar
em que consiste a noção de direito que Foucault, ao tomar partido de Nietzsche e do discurso
histórico-jurídico, aponta subscrever no curso de 1976. A partir da análise do curso e de
entrevistas do autor do mesmo período, sugerimos que Foucault defende um direito “de
perspectiva”, no qual a noção de justiça não é senão uma arma de combate.
Philipe Martins Alves
Instituição: UFPA
Orientador: Prof. Dr. Antonio Sergio da Costa Nunes
E-mail: [email protected]
Considerações sobre epistemologia e história segundo Giambattista Vico
Levando em consideração o papel fundamental da perspectiva cartesiana para a metodologia de
investigação científica no inicio da era moderna, apresentaremos de modo delimitado o alcance
da crítica de Giambattista Vico ao cartesianismo, fundamentalmente, na dimensão em que esta
critica se direciona à discussão acerca da possibilidade da história enquanto conhecimento
válido. Neste sentido, buscaremos demonstrar, através da concepção Viquiana de “verum
factum”, o modo como se configura o movimento teórico/epistêmico que lhe permitiu divisar as
condições pertinentes ao desenvolvimento da tese segundo a qual a história se apresenta como
objeto de investigação científica por excelência.
Rafael Alberto S. d'Aversa
Instituição: UFOP
Orientador: Prof. Dr. Olimpio José Pimenta Neto
Órgão de Fomento: PIP
E-mail: [email protected]
Será o aborto moralmente correto?
A questão de saber se o aborto é ou não moralmente correto constitui um problema fundamental
no campo da ética prática. Duas são as posições que concorrem no intuito de respondê-la.
Grosso modo, podemos dividi-las da seguinte maneira: posição pró-escolha (ou liberal) e
posição pró-vida (ou conservadora). A presente comunicação tem por objetivo explorar a
primeira posição. Para tanto, basearemo-nos nas visões de dois autores: Judith Thomson e
Michael Tooley. Thomson não nega a ideia de que o feto é um ser humano nem tampouco que
ele tem o direito à vida. Pelo contrário, ela aceita estas duas premissas e tenta mostrar que elas
não implicam a conclusão de que o aborto é moralmente incorreto. Tooley adota outra
estratégia: defende uma concepção inovadora a respeito do que significa ter direito a algo que
implica que o feto não possui o direito moral à vida. Serão plausíveis tais posições?
Rafael Coutinho Bordalo
Instituição: UFRJ
Orientador: Prof. Dr. Antonio Sérgio da Costa Nunes
E-mail: [email protected]
O conhecimento poético em Vico
Na presente comunicação partiremos da tese do filósofo napolitano Giambattista Vico, século
XVIII, de que a faculdade da imaginação é o eixo fundamental do desenvolvimento do
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conhecimento. O homem primigênio, fundador das nações civis, assim como um infante, possuía
a imaginação e os sentidos extremamente aguçados e um entendimento débil. Estes homens
eram dominados por robustas paixões das quais brotava uma imaginação espontaneamente
criadora e tinham na percepção aliada ao senso comum a única via para o conhecimento.
Apresentaremos nesta comunicação, a partir do aparato filosófico/filológico viquiano, outras
possibilidades do conhecimento humano quando este se encontra ainda em uma ligação visceral
com a natureza e com os deuses, operando uma lógica poética, transferindo significados que
lhes são familiares ao que é percebido, tendo a metáfora como seu elemento primordial.
Rafael de Araújo e Viana Leite
Instituição: UFPR
Orientador: Prof. Dr. Rodrigo Brandão
Órgão de Fomento: UFPR/TN
E-mail: [email protected]
Vícios Privados, Benefício Público ou O Paradoxo da Fábula das Abelhas
O objetivo deste trabalho é analisar a tese paradoxal de Mandeville, tal qual exposta na Fábula
das Abelhas, segundo a qual o vício privado concorre para a prosperidade pública. De partida,
parece interessante apontar contra quem nosso autor escrevia, em seguida serão analisados
conceitos importantes como „virtude‟, „vício‟ e „benefício‟; pois eles são definidos de maneira
específica, podendo confundir o leitor inadvertido. Defenderemos que o paradoxo toma lugar
por causa da forma como Mandeville articula esses conceitos, misturando um critério moral
rigorista ao âmbito econômico, chegando à conclusão de que o fundamento para o florescimento
e grandiosidade de uma nação é o vício. Usaremos o luxo para exemplificar a tese defendida por
nosso autor. Requisitaremos para análise principalmente o poema The Grambling Hive, o
Prefácio e as notas F e L da obra The Fable of the Bees.
Rafael dos Santos Molinari
Instituição: USP
Orientador: Prof. Dr. Roberto Bolzani Filho
E-mail: [email protected]
Sócrates e o “cuidado da alma”
A comunicação que será apresentada neste XIV Encontro tratará do conceito de “cuidado da
alma”, conceito este que aparece de maneira um pouco mais extensa no texto Apologia de
Sócrates, de Platão (428/7-348/7 a.C.). Tentaremos mostrar alguns dos aspectos mais
importantes relacionados a este conceito, a saber: como o “cuidado da alma” viria a se
relacionar com o que Sócrates chamará de sua “missão divina”; o vínculo entre o “cuidado da
alma” e a busca para tornar a alma justa; a relação entre o “cuidado da alma” e a busca pelo
conhecimento e pela aquisição das virtudes; e tentaremos mostrar que o “cuidado da alma”
também pode ser entendido como o “cuidar de si próprio”.
Rafaela Ferreira Marques
Instituição: UFSJ
Orientador: Prof. Dr. Wanderley C. Oliveira
Órgão de Fomento: CNPq
E-mail: [email protected]
Mundo atual e mundo virtual: como pensar o corpo nessas duas realidades?
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Este trabalho tem como objetivo contrastar as ideias dos filósofos Merleau-Ponty (França, 19081961) e Michel Serres (França, 1930) no que tange à questão da corporeidade, e posteriormente
refletir sobre as possíveis implicações desse contraste para a Educação a Distância (EaD).
Segundo Serres, com o advento das tecnologias de informação e comunicação (TIC), surge uma
nova possibilidade de se pensar o corpo como volátil e virtual, habitando um mundo,
igualmente, virtual e volátil. Para Merleau-Ponty, o corpo é o poder de sincronizar-se com o
mundo-da-vida, que é o mundo tal como o percebemos, através dos sentidos, anterior a
qualquer análise ou interpretação. Finalmente, almeja-se pensar como o corpo e o mundo-davida de Merleau-Ponty e o corpo volátil e o cibermundo de Michel Serres podem influenciar a
EaD.
Raoni Sousa Santos
Instituição: UFPA
Orientador: Prof. Pedro Paulo da Costa Côroa
E-mail: [email protected]
A prova kantiana da liberdade humana
A exposição mostrará como Kant prova que o ser humano pode e deve ser livre. Para tanto,
abordar-se-á, sinteticamente, as etapas: 1. a possibilidade lógica da liberdade transcendental
(CRP); 2. a possibilidade real da liberdade prática. A segunda etapa constituirá nas sub-etapas:
2.1. a razão é prática - faculdade da liberdade; 2.2. o ser humano pode ser moral. A primeira
sub-etapa será divida assim: 2.1.1. formulação e justificação do Princípio Supremo da
Moralidade (causa) (FMC); 2.1.2. constatação do Fatum da Razão (efeito) (CRPr). A segunda
sub-etapa será divida assim: 2.2.1. exercícios morais (CRPr); 2.2.2. princípios de aplicação da
lei moral (MC). A exposição perpassará as obras Crítica da razão pura; Fundamentação da
metafísica dos costumes; Crítica da razão prática – Primeira Parte – Doutrina dos elementos e
Segunda Parte - Doutrina do método e A metafísica dos costumes.
Raphael da Rocha Rodrigues Ferreira
Instituição: UNICAMP / PUC - Campinas
Orientador: Prof. Dr. Douglas Ferreira Barros
Órgão de Fomento: FAPIC-Reitoria
E-mail: [email protected]
Kant: coerção externa, o imperativo categórico como condição de possibilidade para o direito
Nota-se na teoria de Kant a existência de duas “legislações” atuando sobre o indivíduo, uma
legislação “interna” e outra “externa”. A interna faz referência à moral obedecendo à lei do dever
ser: a saber, o imperativo categórico, uma busca máxima do que devemos ser num critério
universalista. Já a externa revela-se no direito positivado, e condicionaria o indivíduo, no uso de
seu arbítrio, a conciliar suas ações com a liberdade de outros segundo uma lei exterior.
Sustenta-se aqui que, em Kant, o Princípio do Direito está atrelado ao Princípio da Moralidade,
podendo argumentar que este último confere ao primeiro o critério formal da universalidade.
Assim, na ação moral o homem agiria “por” dever e na ação jurídica “conforme” o dever, logo, o
conceito de Direito e do dever externo dependeriam do conceito moral de dever.
Raphael Freitas Vaz
Instituição: UFPA
Orientador: Prof. Dr. Ernani Pinheiro Chaves
Órgão de Fomento: PIBIC/CNPq
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E-mail: [email protected]
Nietzsche por Foucault (1971-1975): Conhecimento interessado e conhecimento desinteressado
No primeiro curso ministrado por Foucault no Collège de France, intitulado “A vontade de saber”
(1970-1971), o filósofo buscava, justamente, compreender o que chama a “vontade de saber”
que atravessa a nossa cultura. Para tanto, ele se refere, muito especialmente, aos dois filósofos,
os quais, segundo ele, “constituem duas formas extremas e opostas” em relação a esta questão:
Aristóteles e Nietzsche. O objetivo maior deste trabalho é justamente compreender o sentido
desta oposição. Do lado de Aristóteles, a idéia de um conhecimento desinteressado, a partir de
um estudo dos textos da Metafísica, da Ética a Nicômaco e do De Anima. Do lado de Nietzsche, a
ideia oposta, de um conhecimento inteiramente interessado, uma vontade de saber inteiramente
dominada pela vontade de verdade, a partir da leitura, principalmente, de alguns aforismos de A
Gaia Ciência.
Raquel Balbina Teixeira
Instituição: PUC - Campinas
Orientador: Prof. Dr. Douglas Ferreira Barros
Órgão de Fomento: FAPIC
E-mail: [email protected]
Sobre a lei natural, o direito natural e o Estado: para
uma compreensão dos Direitos Humanos a partir da obra de Thomas Hobbes
O projeto de Iniciação Cientifica ao qual suscitará um artigo em Agosto deste ano, tem por
objetivo aprofundar a temática das paixões e a sua relação com os temas da lei de natureza
procurando observar em que sentido ambas podem confrontar a ideia própria de soberania.
Pretendemos nos concentrar na obra de Thomas Hobbes e dos comentários de seu texto, pois
nosso objetivo é mantermos no campo do debate filosófico e dos direitos humanos. Dessas obras
suscitarão críticas da leitura em busca de respostas relacionadas às limitações que o homem
possui na organização política e social e ao que concerne sua liberdade em conflito com o poder
soberano. Também mostraremos o quão intimamente está ligado o Direto Natural com os
Direitos Humanos em relação à Soberania do Estado em conflito com a liberdade individual do
homem.
Renan Santos dos Santos
Instituição: UFPA
Orientadora: Profa. Jovelina Maria Ramos de Souza
E-mail: [email protected]
Sapientia VS Beatitudo um estudo sobre Santo Agostinho
Neste trabalho levaremos em conta apenas a obra De beata vita por dois motivos, primeiro
porque a obra agostiniana é muito extensa e segundo porque os diálogos de cassicíaco são
considerados
filosóficos
com
poucas
influências
teológicas
do
autor.
A influência neoplatônica no pensamento cristão agostiniano nos permite realizar a indagação
sobre efetivação da felicidade no mundo dos homens ou se ela é apenas possível de ser
alcançada na cidade celeste. O mesmo problema se dá com a posse da verdade mediante a
sabedoria, por isso inferimos uma evidente e necessária obrigação de investigar a respeito da
relação entre estes conceitos chaves no mundo filosófico cristão medieval. Fica assim delimitado
o objetivo de nosso trabalho, da possibilidade de reter neste mundo a felicidade mediante a
sabedoria.
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Renata Inarah Guerra Santos
Instituição: UFMG
Orientadora: Ester Vaisman
E-mail: [email protected]
O fenômeno moderno de estado de exceção e a dissolução do estatuto político da ação humana.
Este texto pretende analisar o conceito de estado de exceção de Giorgio Agamben com o
objetivo de elucidar os problemas centrais desse paradigma, a saber, a dissolução da ação
humana enquanto ação política e a sua consequente anomia social.
Renata Negrão Moreira
Instituição: UFPA
Orientador: Prof. Ms. José Edison Ferreira
E-mail: [email protected]
A visão camuseana de Kafka - absurdo e esperança
Este artigo pretende analisar o caráter absurdista da obra de Franz Kafka a partir da concepção
de Albert Camus. Procuramos identificar o absurdo enquanto princípio estético e sua negação no
percurso final da obra do escritor em questão, a partir da inserção da noção de esperança,
proposta por Camus. Trata-se de considerar a relação entre reflexão filosófica e expressão
literária que marca a obra do pensador francês.
Ricardo Pereira Santos Lima
Instituição: UFU
Orientador: Prof. Dr. Jakob Hans Josef Schneider
Órgão de Fomento: CAPES/PIBID
E-mail: [email protected]
Educação Filosófica na Idade Média: O Liber de Causis e a causa prima
Falar sobre Filosofia na Idade Média requer um pouco de diligência, posto que a Filosofia desta
fase foi tão efervescente e fecunda a ponto de gerar diversos tratados, comentários, glosas e
Sumas de modo que seja difícil versar acerca deste período sem recair em alguns equívocos. O
erro mais comum é o de estudar Filosofia Medieval ignorando ou desconhecendo o corpus
filosófico que serviu de base para o nascimento da Educação Filosófica no Medievo. Desse modo,
o presente trabalho visa apresentar um dos textos mais influentes na construção da Educação
Filosófica no Medievo: O Liber de Causis. De pai desconhecido, esta obra oriunda do círculo de
al-Kindi intenta sistematizar o problema da prima causa, que diferentemente do Primeiro Motor
de Aristóteles, pode ser entendida como um princípio criador – não somente motor – de todas as
coisas existentes, sem ela mesma ser causada por algo.
Richard Miles Redditt
Instituição: UFRJ
E-mail: [email protected]
Estética da Existência: Por um curto-circuito nas relações de poder que violentam o sujeito.
O mundo nos violenta, nos invade e dilacera. Deve-se lutar pela sobrevivência. Tornamos-nos
sujeitos ao sermos assujeitados. O que é físico toma caminhos cada vez mais sutis e, na forma
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das mídias, do bombardeamento de informações, das demandas de mercado e de consumo se
torna algo quase impalpável, algo incorporal, mas que age sobre corpos e molda corpos cada
vez mais fracos e cada vez mais dóceis. Contra esta fragilização Michel Foucault nos propõem
uma saída que não é padronizável, que não é vendável, nem reutilizável. Estamos diante da
proposta de uma Estética da Existência: um movimento de recusar aquilo que nos é imposto e
buscar aquilo que nos é próprio, que nos parece rico, potente. Tornarmo-nos seres humanos
mais belos, mais éticos. Uma resistência à violência que nos é imposta pela nossa realidade
pontual, individual e brutal.
Rodrigo Dantas Ribeiro
Instituição: USP
Orientador: Prof. Dr. Mário Miranda Filho
E-mail: [email protected]
A República de Platão: uma investigação filosófica e não uma obra literária ou sobre o valor
filosófico da aporia
Realizar uma interpretação cuja intenção é explicar uma obra de Platão exige certos cuidados.
Esses cuidados provêm de um fato muito geral, a saber, as obras de Platão são filosóficas. Isso
nos é óbvio. Apesar de óbvio, afirmamos: a República é uma obra essencialmente filosófica.
Queremos dizer, apesar de todas as outras qualidades ditas literárias que essa obra possui,
nenhuma delas serve melhor a uma explicação da mesma. Ser um diálogo, possuir aspectos
dramáticos, variações e referências semânticas que dizem respeito à filologia, enfim a ocasião
disto tudo é absolutamente subordinada à filosofia. Ou seja, o pensamento desenvolvido na
República de Platão não pode, nem deve ser explicado e exposto a partir de algum outro código
interpretativo que não seja o filosófico. A questão é sempre fundamental e anterior a qualquer
análise literária e a aporia não pode ser indicação de imaturidade
Rosana de Oliveira
Instituição: USP
Orientador: Prof. Dr. Marco Aurélio Werle
Órgão de Fomento: FAPESP
E-mail: [email protected]
Aufhebung da legalidade e moralidade: o Amor em O Espírito do cristianismo e seu Destino, de
Hegel.
Na obra O Espírito do Cristianismo e seu Destino, Hegel traça um caminho da liberdade
abarcando os momentos da legalidade - cujo equivalente histórico era o povo judeu – e da
moralidade – que tem sua figura na filosofia kantiana. Estes dois momentos, porém, apesar de
necessários, não dão conta da realização da liberdade, e por isto encontram sua Aufhebung, isto
é, são superados e conservados, pelo Amor cristão. Neste sentido, é a figura do Amor que se
deseja analisar, partindo das indicações de que ela representa a união por excelência, como
afirma o próprio Hegel: “o amor é o sentir de uma vida igual”, de modo que o Amor, neste
período de juventude, traz consigo o conceito de Vida e, como se pretende mostrar, também
está em ligação com o Destino.
Rutiele P. da Silva Saraiva
Instituição: UFPI
Orientador: Prof. Luizir de Oliveira
E-mail: [email protected]
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A música como quietivo momentâneo da vontade: o diálogo Schopenhauer - Richard Wagner
Arthur Schopenhauer apresenta o mundo como constituído de dois modos: Representação e
Vontade. O primeiro refere-se a tudo que pode ser conhecido pelo sujeito por meio de suas
faculdades a priori. O segundo modo, a Vontade, se constitui como o em-si do mundo, essência
anterior e independente das nossas representações. A Vontade, pulso irracional e cego que se
objetifica em todos os fenômenos da natureza, leva a existência humana ao sofrimento.
Schopenhauer estabelece, porém, modos de suspensão da Vontade, são eles a Arte e uma Ética
da compaixão. O objetivo deste trabalho é analisar os modos como Schopenhauer propõe a Arte
como quietivo da Vontade; demonstrando mais especificamente como, para Schopenhauer, a
música oferece uma suspensão momentânea do sofrimento humano; e como estas ideias
traduzem-se nas concepções estéticas de Wagner na ópera Tristão e Isolda.
Sacha Zilber Kontic
Instituição: USP
Orientador: Prof. Dr. Pedro Paulo Garrido Pimenta
Órgão de Fomento: PET
E-mail: [email protected]
Cosmologia e ceticismo em Hume
Na obra de Hume “Diálogos sobre a Religião Natural”, a crítica operada por Fílon ao argumento a
posteriori sobre a existência e natureza de Deus se desdobra em um debate sobre a própria
noção de cosmologia como um desígnio racional. Mais do que elucidar o que seria a “teoria
humeana” sobre a cosmologia, Hume aqui nos mostra na própria construção da argumentação
da personagem cética o que seria o caráter não só filosófico, mas também antropológico do
ceticismo mitigado. O presente trabalho procura examinar nesse texto e também no ensaio “O
cético” como essa figura do cético humeano é construída e porque a cosmologia se transforma
em um campo tão fértil para a sua ação.
Sarah Roeder
Instituição: UFPR
Orientador: Prof. Luiz Antonio Alves Eva
Órgão de Fomento: PIBIC/CNPq
E-mail: [email protected]
A τέχνη no ceticismo pirrônico.
Nosso objetivo é elucidar a noção de “τέχνη”(arte/técnica) no ceticismo antigo, em particular na
obra de Sexto Empírico. O termo “τέχνη” está normalmente associado aos saberes práticos e,
nas Hipotiposes Pirronianas essa noção surge como um dos aspectos do “critério prático”
oferecido pelo autor como parte de uma tentativa de superar o contra-argumento da apraxia.
Todavia muito embora neste momento das Hipotiposes a instrução nas artes seja apresentada
como algo que está de acordo com postura cética, na obra de Sexto nos deparamos com o livro
Contra os Professores que tem como objetivo argumentar contra as teorias das diversas ciências
e artes do seu tempo. Investigaremos o sentido dessa crítica às τέχναι, a fim de compreender
em que sentido é possível uma τέχνη coerente com o critério prático do ceticismo, ou seja,
completamente desvinculada de qualquer postulação dogmática.
Saulo Matias Dourado e Fabiano Domingos Barcella
Instituição: UFBA
Orientador: Profa. Dra. Silvia Faustino de Assis Saes
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Órgão de Fomento: PIBID
E-mail: [email protected]
Lógica, o pilar para o ensino de filosofia no 2º grau
Se sou um professor em uma sala de aula e quero ensinar genética aos meus alunos, devo lhes
explicar as propriedades, os desdobramentos, mostrar representações de livros e pedir,
implicitamente, que acreditem em mim e na existência do que não está ali. Para um fato
histórico, o mesmo. Narrarei quais os protagonistas, as causas e consequências, mas, por
infelicidade, não poderei trazer o passado de volta e colocá-lo em cima do tablado. Já na
filosofia, para ser fiel a sua raiz, só há atividade se o discurso for refeito aos olhos de quem se
encontra presente. Uma noção filosófica não pode apenas ser apontada, mas reconstruída em
seu ciclo de premissas e conclusão, como se nascesse naquele instante. Por isso, nesta
introdução a um entendimento sobre ensino de filosofia no segundo grau, falaremos sobre a
necessidade, ou mesmo exclusividade, da lógica em seu currículo.
Sérgio Luís do Carmo Lopes
Instituição: USP
Orientador: Prof. Dr. Marco Aurélio Werle
Órgão de Fomento: Pró-Reitoria de Graduação da USP
E-mail: [email protected]
A Teoria Estética na Obra de Arte em Schiller
Nosso propósito neste breve estudo consiste em identificar, no drama Maria Stuart, de Schiller, o
conceito do sublime, segundo a perspectiva desse mesmo autor. Como no referido conceito
estão presentes os princípios fundamentais de sua teoria estética, identificá-lo nos aspectos
estruturais do referido drama, significaria encontrar neste, como elemento estruturante, a
mesma teoria estética. Esta nos aparece então como o fundamento sobre o qual se assenta o
efeito estético de sua obra artística, justificando e evidenciando o comprometimento
desta última com a formação do homem.
Siloe Cristina do Nascimento
Instituição: UFES
Orientadora: Profa. Dra. Thana Mara de Souza
Órgão de Fomento: UFES
E-mail: [email protected]
Consciência e Liberdade em Sartre
O presente trabalho desenvolve a idéia de liberdade absoluta a partir da obra “O Ser e o Nada”
de Sartre por meio da definição da idéia de intencionalidade para expor como o homem não
pode ser determinado pela situação, já que ele está separado do seu passado e dos motivos
para ação pela fissura do nada. A liberdade aqui é a condição existencial do homem e por isso
permanece em guerras e mesmo em períodos de escravidão. Mas essa capacidade de sempre se
transcender e projetar-se, fundamento sem fundamento das vontades e paixões, se é absoluta,
é ao mesmo tempo concreta, o que também podemos começar a ver pela noção de
intencionalidade da consciência, que já indica que, se por um lado é verdade que o homem é
sempre relação com o mundo, por outro, também é verdade que esse homem tem de ser
relação com um mundo.
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Simone Dominici
Instituição: USP
Orientador: Prof. Dr. Luiz Fernando Franklin de Matos
Órgão de Fomento: RUSP
E-mail: [email protected]
A percepção no cinema de invenção: Merleau-Ponty, Eisenstein e Vertov
Mentes por trás do processo de montagem, Eisenstein e Vertov tiveram grande importância na
constituição do cinema moderno, no chamado cinema “experimental”. Nesta corrente, há a sede
em evidenciar que a percepção é sempre uma construção, implicando múltiplos fatores que
darão como resultado a instauração de um certo ordenamento do mundo. Surge aí a afirmação
de que o cinema é capaz de gerar outra percepção, uma própria. A percepção é ponto central na
fenomenologia de Merleau-Ponty. Para ele, percebemos “com o corpo”, através da sua existência
em um mundo que é temporal e espacial, e não “pelo corpo” ou apenas pela mente.
A partir disto, pretendemos a compreensão do processo de fruição estética na relação telaespectador, tendo como base ensaios de Merleau-Ponty e textos sobre o procedimento da
“montagem” dos citados cineastas, além, neste último caso, das próprias obras
cinematográficas.
Soraya de Lima Cabral Conturbia
Instituição: UFES
Orientadora: Profa. Claudia Pereira do Carmo Murta
Órgão de Fomento: FAPES
E-mail: [email protected]
Da paixão tristeza e da sua natureza no contexto da depressão pós-parto manifestada no
período puerperal.
Esta pesquisa é o estudo acerca da paixão tristeza no contexto da depressão-pós-parto
manifestada no período puerperal, com base teórica nas obras de René Descartes e Sigmund
Freud. O objetivo desta pesquisa é trabalhar com mulheres que apresentem um quadro de risco
após o parto, pois na gestação e no puerpério a mulher passa por uma série de transformações
físicas e psíquicas que pode predispor ou mesmo intensificar a tristeza ou a DPP. Esta pesquisa
encontra-se inserido no projeto “PARTHOS - Estudo sobre a relação entre corpo e alma a partir
das paixões manifestadas nas mulheres durante o período perinatal fundamentado nos
pensamentos de René Descartes e Jacques Lacan” que é desenvolvido desde 2006.
Suzan Cristina dos Anjos
Instituição: UFPR
Orientador: Prof. Dr. Luiz Sérgio Repa
Órgão de Fomento: PET/Sesu/MEC
E-mail: [email protected]
O Conceito de Dessublimação Repressiva no Pensamento de Herbert Marcuse
Com a presente pesquisa, buscamos reconstruir a filosofia de Herbert Marcuse, sobretudo a sua
interpretação da psicanálise freudiana, tendo em vista a sua importância para pensarmos tanto o
desenvolvimento das estruturas sociais do Ocidente, como a possibilidade, na mesma medida
utópica e emergente, de emancipação humana, de transformação radical da sociedade
capitalista. Para tanto, faremos uma análise do conceito de “dessublimação repressiva”. Tal
conceito nos permitirá compreender o modo como a ideia de liberdade, na sociedade
contemporânea, significa, em um só tempo, satisfação das necessidades através da liberalização
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da sexualidade sob formas socialmente construtivas, e um instrumento de dominação,
manipulação e controle dos indivíduos e de suas potencialidades.
Tamires Machado
Instituição: USP
Orientador: Profa. Dra. Maria Lúcia Mello e Oliveira Cacciola
Órgão de Fomento: CNPq
E-mail: [email protected]
Entre o Nascimento da Linguagem e o Nascimento da Tragédia em Nietzsche
Através da análise dos processos genealógicos realizados por Nietzsche acerca do nascimento da
linguagem assim como do nascimento da tragédia, o projeto propõe examinar as relações entre
individualidade, consciência e linguagem estabelecidas pelo filósofo nos seus primeiros textos,
procurando principalmente traçar uma ponte entre “O Nascimento da Tragédia” e “Sobre
Verdade e Mentira no Sentido Extra-Moral”. Pretende-se tencionar o pensamento nietzschiano de
modo a realizar um diálogo entre ambas as obras, respeitando suas margens temáticas. Neste
sentido, visa-se analisar o sentido filosófico referente ao recurso das figuras mitológicas, os
elementos apolíneo e dionisíaco, compreendidas, sobre tudo, em correlação a estes conceitos
principais.
Tamíris Moreira Simão
Instituição: UFSJ
Orientador: Fábio de Barros Silva
Órgão de Fomento: FAPEMIG
E-mail: [email protected]
Rousseau e a educação pública como instituição política
O presente trabalho tem como objetivo discutir a concepção de educação pública como
instituição política na obra de Jean-Jacques Rousseau (1712-1778). O exame da questão
concentrar-se-á na análise das seguintes obras: Do Contrato Social, Considerações sobre o
governo da Polônia, Da Economia Política e Emílio ou da Educação (Livro I). De acordo com
Rousseau, a educação pública é uma instituição política capaz de desnaturar o homem e formar
o cidadão disposto a obedecer, em tudo, ao que dispõe a vontade geral, isto é, a eleger o
interesse comum, público, em detrimento dos interesses particulares. Trata-se de instituição
fundamental para a ordem política legítima, já que a formação de cidadãos é indispensável para
o fortalecimento do liame social.
Thaís de Nazaré Sarmento da Silva
Instituição: UFPA
Orientador: Prof. Dr. Antônio Máximo Ferraz
Órgão de Fomento: CNPq
E-mail: [email protected]
Der Prozess, de Franz Kafka: Evocação poética do sentido da existência humana.
Este estudo empreende um percurso hermenêutico pela poética de Der Prozess, pensando sobre
a questão: o que é o homem? Debruçaremo-nos sobre o que nos é próprio – o nosso existir.
Discutiremos como essa questão é elaborada na própria estrutura da obra, valendo-nos da
interpretação de seus elementos narrativos, e ressaltando o caráter da obra de arte como o
operar das questões, a que Heidegger se refere. A partir da hermenêutica fenomenológica
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heideggeriana nos lançaremos ao desafio de percorrer o sentido da referida obra de Kafka. Neste
percurso interpretativo, estabeleceremos o diálogo entre Der Prozess e postulações filosóficas de
Soren Kierkegaard. Para ele, são três as instâncias de nossa existência: a estética, a ética e a
religiosa, as quais sustentam a relação do eu consigo mesmo, poeticamente figurada em Der
Prozess.
Thatiana Victoria dos Santos Machado Ferreira de Moraes
Instituição: UFRJ
Orientador: Prof. Dr. Guilherme Castelo Branco
Órgão de Fomento: PIBIC
E-mail: [email protected]
Heteronormatividade e biopoder: administração da vida e sexualidade segundo Michel Foucault
A pesquisa buscará lançar um olhar sobre algumas das formas de expressão do biopoder e do
racismo de Estado dentro da esfera da sexualidade, e as resistências a tais intervenções do
poder no mundo atual. A proposta será de localizar, dentro das muitas áreas onde os
dispositivos heteronormativos se fazem presentes (em diferentes graus de sutileza e
visibilidade), aquelas em que estes mais explicitamente se expõem, atravessando
comportamentos, corpos e silêncios na esfera pública e privada. Conjunta a esta análise, está a
busca pela compreensão de certas formas encontradas por indivíduos e grupos de novas
expressões de subjetivação e modos de vida. Este estudo será a partir da obra de Michel
Foucault, das suas concepções de biopoder, racismo de Estado, e sexualidade.
Thiago Henrique Costa do Nascimento
Instituição: USP
Orientador: Prof. Dr. Renato Janine Ribeiro
Órgão de Fomento: SANTANDER
E-mail: [email protected]
O que em nós aspira à verdade? Rousseau, Nietzsche e Norbert Elias
O trabalho se constrói a partir da retomada sobre os temas da perda da força expressiva da
linguagem em Rousseau e da avaliação dos afetos e suas representações em Nietzsche. O
objetivo é observar como esses dois filósofos organizaram suas reflexões de modo a evitar dois
problemas comuns na análise dos fenômenos humanos. O primeiro deles é a consideração da
linguagem como o campo do conhecimento e da comunicação de idéias, onde se inseririam a
lógica e a gramática. O segundo diz respeito ao uso de conceitos como justiça, liberdade e
consciência, que criaria uma noção idealizada do funcionamento dos afetos humanos. Ao compor
o modo como Nietzsche e Rousseau evitam esses dois caminhos, surge uma reestruturação do
significado da própria razão. Utilizando então a elaboração de Norbert Elias em sua Teoria dos
Processos Civilizatórios, é apresentada a estrutura da racionalidade moderna.
Tiago Barata Machado
Instituição: UFPA
Orientador: Prof. Ernani Chaves
Órgão de Fomento: CNPq
E-mail: [email protected]
A formação da personalidade do Gênio Romântico e sua desconstrução a partir de Humano,
demasiado humano I
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A pesquisa consiste em apresentar a crítica de Nietzsche ao modelo metafísico de Schopenhauer
que concebe o artista como gênio original, a partir do livro Humano, demasiado humano I. Nesta
crítica trata o modelo schopenhauriano como consequência do romantismo alemão, que
intencionara uma arte do efeito, por meio da tentativa de re-produzir o mesmo sentimento
catártico dos gregos. Neste cenário a figura do artista apresenta-se como responsável por
reviver o sentimento estético dos gregos por meio da observação apurada que possui da
natureza e do ser humano, criando expressões artísticas originais, fato que, segundo os
românticos, só acontecera aos gregos. É neste cenário de retorno aos gregos que se concentrará
a crítica de Nietzsche por dois vetores: a) o caráter de formação histórica que impossibilita o
retorno aos gregos; b) a condição humana criativa e moralizante.
Tiago Candido de Sousa
Instituição: PUC – Campinas
Orientadora: Profa. Vânia Dutra Azeredo
E-mail: [email protected]
John Searle e o dualismo na filosofia da mente
A comunicação apresentará uma discussão acerca dos principais argumentos que John Searle
expõe para defender a sua posição não dualista diante do problema mente-corpo. Focamos-nos
nos argumentos que defendem a tese de que a consciência é uma propriedade do cérebro assim
como ocorre com qualquer outro evento físico e sua(s) respectiva(s) propriedade(s) (a exemplo
da água – entendida como um composto molecular - e a propriedade liquidez), bem como nos
argumentos que tentam tornar evidentes as relações causais entre cérebro e consciência.
Inicialmente, apresentamos tais argumentos e logo em seguida procuramos mostrar os embates
em que Searle precisa se posicionar contra asserções que durante o desenvolvimento da filosofia
da mente no Séc. XX foram apresentadas por filósofos como Thomas Nagel para defender o
dualismo.
Valério Cássio Silva de Oliveira Junior
Instituição: UFBA
Orientador: Prof. Waldomiro José da Silva Filho
Órgão de Fomento: CNPq
E-mail: valé[email protected]
Autoconhecimento em Richard Moran: O significado do autoconhecimento na psicologia moral
Há atualmente um intenso debate em filosofia acerca da natureza e da possibilidade do
Autoconhecimento: o conhecimento dos nossos próprios estados mentais. No presente trabalho
intenta-se apresentar por que, segundo Richard Moran, a melhor forma de compreender o
autoconhecimento é deslocar a investigação para a psicologia moral onde sujeito do
autoconhecimento deixaria de ser entendido como um investigador das condições de verdade e
justificativas do conteúdo de suas crenças e passaria a ser um agente racional comprometido
com suas crenças e ações (suas atitudes).
Wirlley Quaresma da Cunha
Instituição: UFPA
Orientador: Prof. Antônio Sérgio da Costa Nunes
E-mail: [email protected]
O Caráter Científico da História em Vico
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Pretendemos mostrar neste trabalho como se torna possível uma ciência do homem, através da
filosofia de Giambattista Vico, sobretudo uma ciência da mente humana enquanto instância
responsável por suas ações. Este filósofo percebe na mente primigênia a chave para a
compreensão da história universal - e consequetemente da realização do mundo civil fundamentado-se no conceito de verum factum, em que o homem faz algo por ter conhecimento
da sua obra, assim, sendo a história humana sua produção, poderemos compreendê-la através
do entendimento de sua estrutura mental.
Yasmin Afshar Fernandes Abdollahyan
Instituição: USP
Orientador: Prof. Dr. Caetano E. Plastino
Órgão de Fomento: PET
E-mail: [email protected]
"Super-eu”, “má consciência” e coisas afins: lendo Nietzsche e Freud
Na Genealogia da Moral, Nietzsche levanta a hipótese de que a “profunda doença” do homem, a
má consciência, surge quando este se vê constrangido à sociabilidade pacífica. Ao empreender
uma cisão com seu passado selvagem, o homem interioriza seus instintos agressivos. Esses se
voltam para dentro, contra o próprio homem, originando a má consciência, espécie de
“sentinela” coercitiva. Freud chega a conclusões semelhantes em O mal-estar na civilização. Ali,
a renúncia aos instintos se dá inicialmente pelo medo da autoridade externa a qual, em seguida,
é internalizada. A partir daí, o sujeito passa a ser vigiado por uma instância de sua própria
constituição psíquica, o Super-eu. Examinaremos na segunda dissertação da Genealogia e em O
mal-estar da civilização em que medida essas hipóteses genéticas e seus respectivos
diagnósticos da cultura realmente se aproximam.
COMISSÃO ORGANIZADORA:
André Scholz
Bruno da Rosa
Fabio Klinke
Fernanda Izidorio
Fernando Sepe
Fernando del Lama
Gaston Guillaux
Gabriel Philipson
Júlia Chiacchio
Juliano Bonamigo
Lucas Lima Furió
Karina Tanada
Sacha Kontic
Vinícius Prado
Yasmin Afshar
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APOIO:
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caderno de resumos - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências