Luís de Sousa Rebelo
[4 de Março de 1922 - 19 de Janeiro de 2010]
IN MEMORIAM
Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, 24 de Julho de 2010
MAIS UM TESOURO NA NOSSA BIBLIOTECA
A partir de agora a Biblioteca Municipal da Póvoa
de Varzim conta com mais um extraordinário
espólio. De facto, orgulhamo-nos de ter entre nós a
Biblioteca particular do Professor Doutor Luís de
Sousa Rebelo.
Aqui, podemos encontrar 8.600 títulos com uma
temática variada: Linguística, História da Literatura
Portuguesa e Estrangeira, História da Cultura,
Filosofia, História e Literatura. E porque uma
biblioteca é o espelho de uma vida e a de Luís de
Sousa Rebelo é a imagem dele próprio, podemos
percorrer alguns momentos dessa vida nos
manuscritos, correspondência, cadernos de
apontamentos, fotografias, objectos pessoais, etc.
A Biblioteca de Luís de Sousa Rebelo demonstra a
sua singular erudição e a enorme rede de amigos
que faziam de si um ponto de partida e de chegada
da Cultura Portuguesa.
Na sala Luís de Sousa Rebelo, podemos descobrir
o muito que encerra a cultura portuguesa sob o
olhar crítico e profundo de um grande humanista
português.
Mas tal não teria sido possível se não fosse a
intervenção serena e acertada da poveira, Dra.
Helena Castro, que pela sua enorme amizade ao
nosso homenageado e à sua mulher, conseguiu
trazer para a Póvoa de Varzim mais um tesouro que
terá vida própria e vai acompanhar os espólios de
Alexandre Pinheiro Torres, Flávio Gonçalves,
Francisco Gomes de Amorim, Luísa Dacosta,
Monsenhor Manuel Amorim, Manuel Lopes, Bento
de Assunção Leite, Admário Ferreira e tantos
outros.
Esta doação demonstra também a confiança
granjeada pelos serviços da nossa biblioteca, que
sabem fazer o tratamento exacto à documentação
aqui depositada, dando-lhe uma segunda
oportunidade de vida e, ao mesmo tempo,
conseguem mantê-la numa unidade, que reforça o
carácter profundo de Luís de Sousa Rebelo.
Maria Dolores Rebelo soube compreender que a
biblioteca do seu marido conta a história da sua vida,
se não se fragmentar, se permanecer una e receber
o tratamento e a divulgação adequados. O nosso
reconhecimento pela doação, que sabemos ser um
acto de profunda saudade. Mas pode confiar na
nossa dedicação e entrega para dignificar a
expressão única de uma vida entregue à Cultura
Portuguesa e à sua divulgação.
Gostamos de desafios e este é um desafio colectivo
a que a nossa comunidade piscatória saberá dar a
resposta
adequada.
Agradecemos
a
responsabilidade que a Dra. Helena Castro e Maria
Dolores Rebelo depositaram em nós.
Bem hajam!
O Vereador da Cultura
Luís Diamantino de Carvalho Batista
Biografia
CARREIRA ACADÉMICA
1922. Luís de Sousa
Rebelo, nasceu em
Lisboa a 4 de Março, na
freguesia de Santa Cruz
do Castelo.
1948. Leitor de Estudos Portugueses na
Universidade de Liverpool. Tendo declinado o
convite que lhe foi feito para Assistente na Secção
de Clássicas, na Universidade de Lisboa, Luís de
Sousa Rebelo concorreu ao Instituto de Alta
Cultura para o lugar de leitor de Português na
Universidade de Liverpool.
(Fotografia de 1926)
EDUCAÇÃO
Estudou no Liceu Camões e no Colégio Moderno.
1941. Admissão na Faculdade de Letras da
Universidade de Lisboa, Secção de Filologia
Clássica.
1946. Licenciado em Filologia Clássica.
Teve como professores, durante cinco anos: José
Simões Neves, Raul Machado e António Pinto de
Carvalho (Estudos Clássicos); Hernâni Cidade,
Vitorino Nemésio, Jacinto do Prado Coelho
(Literatura e Filologia Portuguesa); Vitorino
Magalhães Godinho (História Antiga e História de
Portugal); Mário Chico (Estética e História de
Arte). Delfim Santos, filósofo imbuído de
germanismo, regressado de uma larga experiência
nas universidades alemãs, regia a História da
Educação, enquanto aguardava a transição para
uma cátedra mais a seu gosto.
1947. Diploma de pós-graduação em Ciências
Pedagógicas. Faz, no mesmo ano, concurso,
sendo admitido ao Estágio para o Magistério liceal.
Interrompe o estágio, ao partir para Inglaterra.
1950. M.A. Universidade
de Liverpool.
1956. Exame de Estado
para o Magistério Liceal.
1948-1954. A carreira docente de Luís de Sousa
Rebelo inicia-se em 1948, quando interrompe o 2º
ano de estágio, para ter acesso à Europa e às
suas bibliotecas. Dois anos depois do conflito, as
cidades que visitava estavam em ruínas e as
populações viviam com austeridade, mantendo-se
o regime de senhas de racionamento.
1952. Leitor de Português em tempo parcial no
University College, Dublin.
1953. Leitor de Português em tempo parcial no
Trinity College, Dublin.
1954-56. Assistente temporário na Universidade
de Coimbra. Faz o 2º ano do estágio interrompido
e frequenta o curso de Românicas. Faz o exame
de Estado.
1956.
Convidado
pelo Instituto de
Alta Cultura para o
lugar de Leitor de
Estudos Portugueses no King’s College,
Universidade
de Londres, a fim
de colaborar com o Professor Charles Boxer.
Esta era uma das grandes ambições de Luís de
Sousa Rebelo. Aceita o convite.
1957. Lecturer in Portuguese Studies, King’s
College London. A colaboração com o Professor
Boxer levou-o ao contacto com grandes figuras da
cultura portuguesa, estrangeiras e nacionais.
A ligação de L. S.
Rebelo com o
Warburg Institute,
para o estudo do
Renascimento, e
outras instituições
similares
aproximou-o ainda mais
dos investigadores
deste período.
Biografia
1983.
Reader
in
Portuguese
Studies,
King’s College London.
1986. Directeurs d’Études Associé, École Pratique de Hautes Études,
Paris. Convidado pelo
Professor Jean Audin.
1987. Emeritus Reader in Portuguese, King’s
College London.
2003. Fellow of King’s College London. A
atribuição da Fellowship a Luís de Sousa Rebelo,
a distinção mais alta que o KCL pode conceder, foi
precedida da proposta de nomeação, apresentada
pelo Departamento de Estudos Portugueses ao
Conselho da Universidade. Aí se regista a longa
associação que o Professor Sousa Rebelo tem
com o Colégio, onde é Leitor (1956), Lecturer
(1957) e Reader (1983), ano de jubilação a que
acede ao título de Emeritus Reader. Continua a
leccionar e a orientar dissertações como Calouste
Gulbenkian Senior Fellow (1987-92) e depois
como Visiting Professor (1993) até à presente
data.
2004. Homenagem na Academia de Ciências de
Lisboa.
1987-92. Calouste Gulbenkian Senior Fellow.
1993. Visiting Professor, King’s College London.
2000. Conselheiro Científico do Centro de Estudos
Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade
de Lisboa.
CONDECORAÇÕES E DISTINÇÕES
1978. Membro Associado
Ciências de Lisboa.
da
Academia
de
1983. Prémio da crítica literária, atribuído pelo
PEN Club Português à sua obra A tradição
Clássica na Literatura Portuguesa.
1993. Comendador da Ordem de São Tiago da
Espada.
Em 1992, coincidindo com o termo do período de
cinco anos como Calouste Gulbenkian Senior
Fellow, foi publicado o volume Studies in
Portuguese Literature and History in Honour of
Luís de Sousa Rebelo. Edited by Helder Macedo,
com uma nota introdutória por Eugénio Lisboa,
London, Tamesis Books Limited.
2010. Faleceu em 19
de Janeiro em S. João
do Estoril.
2002. Doutor Honoris Causa, Universidade de
Lisboa.
NASCIMENTO, Aires A., e outros
Humanismo para o nosso tempo.
Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2004.
[Adaptado].
In memoriam
UM EXEMPLO
Não é a minha amizade pessoal pelo Luís que
está em causa. No registo das minhas amizades
ficará sem dúvida uma das «Cartas sem Resposta» que um dia talvez sejam publicadas como
colectânea póstuma. O que importa, como participação da morte de um homem dirigida a todos os
eventuais leitores deste jornal, é o exemplo de
uma vida que se extinguiu silenciosamente.
Luís de Sousa Rebelo tem um curriculum que o JL
e os seus colaboradores não deixarão de
apresentar em sua homenagem, o qual dará a
figura do académico respeitado, do professor, do
erudito que até aos seus últimos dias não deixou
de procurar o segredo da ordem das coisas, as
relações sempre ambíguas entre a vida e o
conhecimento.
Mas para lá de todos os dados biográficos e
bibliográficos, de todas as merecidas homenagens
que as instituições académicas nunca deixaram de
cumprir, o registo que pretendo fixar e transmitir é
a dimensão imponderável da sua passagem
discreta mas sem ambiguidades através das
perturbações de um período histórico cuja verdadeira importância e gravidade estamos ainda
longe de poder avaliar.
No cenário frenético da informação e da
glorificação dos valores efémeros, um destino
discreto perde-se, aparentemente, passa
despercebido através do ruído das manchetes e
do brilho das estrelas. Mas é ao longo da
inexorável curva do tempo, alheio aos acidentes
que ocultam o sentido da sua continuidade, que
ficam registadas as contribuições para a evolução
da jovem espécie humana.
Durante mais de meio século de actividade
didáctica que, por razões que não terão sido por
certo casuais, exerceu fora da área geográfica da
sua língua, foi transmitindo a sua visão e a sua
cultura humanista às sucessivas gerações que
tiveram o privilégio de receber os seus serenos e
seguros ensinamentos e a expressão do seu
exemplo.
A cultura é a única forma universal e irreversível
de continuidade do processo de humanização, a
única forma de resistência contra os desvios que
constantemente o ameaçam. Luís de Sousa
Rebelo assumiu-se sempre como um elo da
cadeia dos resistentes que asseguram essa
continuidade e essa resistência.
Não duvido, ao registar esta homenagem, que um
número forçosamente limitado, mas expressivo, de
discípulos de Luís de Sousa Rebelo, abrangendo
meio século de gerações, se reconheçam na
importância da mensagem e do sentido de
responsabilidade que receberam e estarão por
certo transmitindo com o mesmo significado de
destino.
O que se diz com a emotividade de uma situação
inesperada, não será menos objectivo do que uma
longa reflexão. É aliás o resultado de uma reflexão
ao longo do tempo, que se exprime através do
inesperado da emoção.
Ao voltar da cerimónia melancólica da cremação,
do breve convívio com amigos comuns que há
muito não se encontravam e talvez nunca mais
voltem a encontrar-se, cumpridas as cerimónias
do fecho de um destino, começa a definir-se o
quadro que irá perdurar: a memória sem mácula
de um exemplo que nos acompanha e nos
responsabiliza.
Júlio Moreira.
In: Jornal de Letras Artes e Ideias
(27 Jan - 9 Fev 2010), p. 5.
In memoriam
UM GRANDE HUMANISTA
IN MEMORIAM
Apanhado de surpresa pela notícia do seu
falecimento, o choque não foi pequeno: dava-se o
caso de a perda não ser impessoal, embora,
mesmo aí, fosse de monta: o desaparecimento de
um excelso humanista; tratava-se, porém, de uma
perda também pessoal – a de um amigo, que
conhecera em Londres e com quem aí privara
durante 17 inesquecíveis anos. (...)
O seu vasto saber e erudição e a sua acção na
investigação e docência, sempre exercidos com
muita discrição, caracterizam-no como um dos
vultos intelectuais portugueses mais importantes
do seu tempo. Do seu perfil humano, e de acordo
com os amigos que com ele mais de perto
conviveram, ficou a personalidade austera e
afável, com, por vezes, fina e acertada ironia; e
também, como eles salientam, exemplar foi a sua
constante e correcta avaliação relativamente ao
que de sério se publicava a nível internacional e
português acerca dos autores, obras e áreas da
sua especialidade.
Como conselheiro cultural na Embaixada em
Londres, fiquei a dever-lhe muito: consultava-o,
sem vergonha, e recebi dele, para o Dicionário
Cronológico de Autores Portugueses, que, durante
algum tempo, coordenei e dirigi, algumas das
«entradas» mais informadas, cultas e inteligentes
de quantas me vieram às mãos.
Na capela de S. João do Estoril, fui vê-lo pela
última vez: diminuto, naquela suprema e
aterradora quase insignificância a que a morte nos
reduz, à beira do nada. Ocorrem – ter-lhe-ia
ocorrido a ele, grande humanista – os versos de
Juvenal: «Mors sola fateur / Quantula sint
hominum corpuscula» («Só a morte revela / quão
pequenos são os corpos dos homens»). Sim, mas,
às vezes, ajuda também a que a muitos se revele
quão grande foi (é) o espírito deles.
Eugénio Lisboa
In: Jornal de Letras Artes e Ideias
(27 Jan - 9 Fev 2010), p. 5.
A presença de LSR continuará a acompanhar-nos,
sobretudo pelo seu exemplo de empenho, como
escritor e cidadão, nas causas para que o PEN foi
fundado, e pela sua probidade e entusiasmo. LSR
era também membro correspondente da Academia
das Ciências de Lisboa (desde 1978) e tinha sido
agraciado com a Ordem de Sant’Iago da Espada
(em 1993).
João David Pinto Correia
In: Graphias [Em linha]. Disponível em: <http://
graphias.penclubeportugues.org/2010/02/in-memoriam-luissousa-rebelo.html>.
Espólio e Biblioteca Particular
Doado por Maria Dolores Rebelo, o espólio documental do
Professor Doutor Luís de Sousa Rebelo, agora incorporado na
Biblioteca
Municipal
da
Póvoa
de
Varzim,
representa
o
reconhecimento do trabalho de recolha e tratamento de espólios e
bibliotecas particulares que tem sido desenvolvido nos últimos anos
por esta biblioteca municipal.
O espólio documental de Luís de Sousa Rebelo é constituído por
um valioso conjunto de documentação que ilustra o itinerário
literário e intelectual do seu autor: manuscritos dos seus trabalhos
publicados, textos de conferências, apontamentos e cadernos
diversos,
documentos
biográficos,
diplomas
e
certificados,
fotografias, objectos e recortes de jornais.
No conjunto epistolar destacam-se a correspondência recebida no
âmbito das suas funções académicas e de diversos amigos e
intelectuais: Charles Boxer, José Saramago, João de Freitas
Branco, General Vasco Gonçalves, Rui Knopfli, José V. Pina
Martins, Aníbal Pinto de Castro, Maria Helena da Rocha Pereira,
Jacinto do Prado Coelho, Álvaro Cunhal, Mécia de Sena, David
Ramos, António Modesto, entre muitos outros.
A Biblioteca particular constituída por um importante conjunto de
8.600 títulos, livros e publicações periódicas das áreas da História
da Literatura Portuguesa e Estrangeira, com destaque para a
biblioteca camoniana, História da Cultura, Linguística, Filosofia,
História, ensaios, na sua maioria, enriquecidos com dedicatórias
dos autores e que reflectem os interesses e campo de estudo do
seu proprietário.
À Biblioteca Municipal cabe a importante tarefa de inventariar, tratar
e acondicionar todo o espólio doado antes de permitir a sua
consulta pública à semelhança dos espólios que têm sido entregues
à sua guarda.
Espólio e Biblioteca Particular
Caracterização da Biblioteca Particular e do Espólio
Fundo bibliográfico: livros e publicações periódicas
8.600 títulos
Principais áreas temáticas:
• Linguística;
• História da Literatura Portuguesa e Estrangeira;
• História da Cultura;
• Filosofia;
• História;
• Literatura.
Espólio: unidades de instalação
• 42 caixas,
• 16 pastas de arquivo,
• 1 caixa com postais,
• 1 caixa com fichas bibliográficas.
Cota: ELSR
Documentação do autor:
• manuscritos;
• correspondência enviada e recebida;
• documentos biográficos;
• cadernos de apontamentos;
• fotografias;
• postais;
• recortes de imprensa e impressos;
• objectos pessoais.
Documentação de terceiros:
• manuscritos;
• correspondência enviada e recebida;
• documentos biográficos.
Luís de Sousa Rebelo e José Saramago
Primeira página da carta de José Saramago a solicitar a colaboração de Luís de Sousa Rebelo para o prefácio
da re-edição do livro Manual de pintura e caligrafia.
Luís de Sousa Rebelo e José Saramago
Durante umas jornadas literárias celebradas em La Rábida (Huelva). Fundação José Saramago [em linha].
Disponível em: <http://www.josesaramago.org/detalle.php?id=647>
"O relacionamento estreito de Saramago com os seus leitores deve-se a três factores", assinalava
caracteristicamente num artigo, mais antigo, no "Times Literary Supplement" Luís de Sousa Rebelo, Leitor
no King's College de Londres, "À sua preferência por assuntos de interesse universal, à sua certeza de que
todos os homens têm expectativas comuns e à sua fisionomia, como espelho da personalidade".
In: As agonias humanas são o tema do escritor Português que foi
honrado com o Nobel de Literatura. Camões: revista de letras e
culturas lusófonas, nº3 (Outubro-Dezembro 1998). [Em linha].
Disponível em: <http://www.instituto-camoes.pt/revista/impgrecia.htm>
Capa e ante-rosto do livro
Manual de pintura e caligrafia
enviado pelo autor a Luís de Sousa Rebelo
Obras publicadas
A obra publicada por Luís de Sousa Rebelo conta mais de 260 títulos,
entre artigos de enciclopédias, volumes colectivos, prefácios, traduções,
artigos de revistas. A bibliografia completa encontra-se disponível em:
ww.cm-pvarzim.pt/biblioteca
LIVROS
1. Shakespeare para o Nosso Tempo, Lisboa, Scarpa Editora, 1966, 190 pp.
2. Camões e o Pensamento Filosófico do Seu Tempo (com Egídio Namorado e
João Mendes), Lisboa, 1979. Introdução (pp. 1-17) e “Camões e o Sentido de
Comunidade”, (pp. 61-94).
3. A Tradição Clássica na Literatura Portuguesa, Lisboa, Livros Horizonte,
1982, 324 pp.
Prémio da Crítica do Pen Club: Junho 1983.
4. A Concepção do Poder em Fernão Lopes, Lisboa, Livros Horizonte, 212 pp.,
1983.
ESTUDOS PRINCIPAIS
1.“Camilo e a Crítica Idealista”, Bulletin of Hispanic Studies, Liverpool, vol. 28
(1951), pp. 31-38.
2. “O Humanismo”: Dicionário das Literaturas Portuguesa, Galega e Brasileira,
Porto, 1960 (2ª edição, 1971), colunas duplas, pp. 339-43.
3. “Poesia e Prosa Neolatina”, Dicionário das Literaturas Portuguesa, Galega e
Brasileira, Porto, 1960 (1971), pp. 528-35.
4. “Teatro Clássico, Dicionário das Literaturas Portuguesa, Galega e Brasileira,
Porto, 1960 (1971), pp. 792-800.
5. “Sátira Clássica”, Dicionário das Literaturas Portuguesa, Galega e Brasileira,
Porto, 1960 (1971), pp. 737-757.
6. “Ingraham Bywater e o Alphabetum Graecum de António de Gouveia”,
Boletim International de Bibliografia Luso-Brasileira, Lisboa, vol. VII, 1966,
pp. 173-189.
7. “A Doida do Candal de Camilo Castelo Branco”. Estudo introdutório à edição
do romance, Lisboa, Parceria António Maria Pereira, 1970, pp. 1-30.
8. “Introdução à Sociologia da Literatua”, in Para a Sociologia da Literatura.
A Novela e o Leitor de José Tengarrinha, Lisboa, Prelo, 1973, pp. 1-30.
9. “Jorge de Sena e a Arte de Traduzir”, Colóquio/Letras, nº 11, Lisboa, 1973,
pp. 56-72.
10. “Humanism-Social Sciences – Literary Criticism”, Actas do 4º Congresso da
Associação Internacional dos Críticos Literários, Lisboa, 1977, pp. 119-124.
11. “Armas e Letras”, Grande Dicionário da Literatura Portuguesa, Lisboa,
vol. 1, 1978, colunas duplas, pp. 426-453.
Obras publicadas
12. “Fernando Pessoa e a Tradição Clássica”, Arquivos do Centro Cultural
Português, Paris, vol. XIII, 1978, pp. 235-264. Separata.
13. “Diogo de Teive, historien humaniste”, L’Humanisme Portugais et l’Europe,
Tours, 1984, pp. 465-483.
14. « The Idea of Kingship in the Chronicles of Fernão Lopes”, Medieval and
Renaissance Studies on Spain and Portugal in Honour of P.E. Russell, Oxford,
1981, pp. 167-179.
15. “A Tónica Feminista num Topos do Humanismo Cívico”. In Memoriam
Ruben A. Leitão, Lisboa, vol. II, 1981, pp. 239-247.
16. “O Texto e o Contexto num Soneto de Camões”, “Arquivos do Centro
Cultural Português, Paris, 1981, pp. 437-447.
17. “Estudos sobre o Vocabulário de “os Lusíadas” por Jorge de Sena, Lisboa,
1982, Preparação do texto para publicação e estudo introdutório, 19 pp.
18. “A Plan for the Restoration of the Monarchy in Portugal” Portuguese
Studies, vol. 1, Londres, 1985, pp. 204-224.
EDITOR DE
Mundo Literário, 1946-48.
CO-EDITOR DE
Portugueses Studies, 1985-87: Membro da Comissão Editorial desde 1988.
DIRECTOR DE
Obras de Shakespeare, Lisboa, Scarpa Editora, 3 vols., 1961-69.
Colecção Estudos e Ensaios, Lisboa, Prelo Editora, 1974-79.
MISCELÂNEA
Estudos críticos, ensaios, artigos e recensões em Mundo Literário, Humanista,
Diário Popular, Diário de Lisboa, Seara Nova, Colóquio/Letras, Enciclopédia
Focus (Lisboa, 1968), Dicionário de História de Portugal (Lisboa, 1971), Bulletin
of Hispanic Studies, The Times Literary Supplement, Chambers Encyclopaedia,
Everyman’s Encyclopedia, The Penguin Companion to European Literature,
Encyclopaedia Britannica, The Britannica Book of hte Year (desde 1979), etc.
Traduções para Português de Romeo e Julieta de William Shakespeare e da
ficção de Theodor Storm, William Faulkner e William Golding.
Conferências públicas e seminários nas universidades de Londres, Oxford,
Dublin, (University e Trinity College), New Castle-upon-Tyne, Southampton,
Varsóvia, Lisboa, Tours, Sorbonne (Paris), Centre Culturel Portugais (Paris),
São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro (Brasil).
Catálogo elaborado pela Biblioteca Municipal Rocha Peixoto no âmbito da sessão “Luís de Sousa Rebelo - in memoriam”
Os conteúdos estão disponíveis em http://ww.cm-pvarzim.pt/biblioteca.
Ficha Técnica | Coordenação editorial: Manuel Costa | Pesquisa documental: Lurdes Adriano | Grafismo: Hélder Jesus | Data: Julho 2010 | Tiragem: 100 exemplares.
Download

Destaque biobibliográfico - Câmara Municipal da Póvoa de Varzim