UM ESPECTÁCULO DE COM O APOIO DA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA Um Século de Teatro PARABÉNS POLITEAMA Luís António Pereira, um rico comerciante minhoto que fez fortuna no Brasil, no seu regresso a Portugal, apaixonado pelo teatro e pela música, resolveu valorizar a cidade de Lisboa com uma nova sala de espectáculos. Comprou um terreno na Rua das Portas de Santo Antão, em frente ao Coliseu dos Recreios, e encarregou o excelente arquitecto Ventura Terra de erguer um novo teatro, cuja construção foi entregue a José Passos Mesquita, A 12 de Junho de 1912 foi lançada a primeira pedra. Como decoradores, o arrojado empresário escolheu o escultor Jorge Pereira e os pintores José Veloso Salgado, Maximiano Alves e Benvindo Ceia, dos quais ainda restam as pinturas do tecto e um magnífico pano de boca. O Teatro Politeama foi inaugurado no dia 6 de Dezembro de 1913, com direcção da empresa Gomes e Grilo que estreou a opereta Valsa de Amor com Cremilda de Oliveira e Sofia Santos nos principais papéis. Ao espectáculo assistiram Manuel de Arriaga, o primeiro presidente da 1ª República Portuguesa e Afonso Costa, presidente do Conselho de Ministros. E logo no dia seguinte, era dado início à temporada de concertos sinfónicos tendo como regente o célebre Maestro David de Sousa. Da inauguração do Politeama dava “O Século” a seguinte resenha: “Inaugurou-se ontem (…) esta linda casa de espectáculos (…) que vem honrar a nossa terra; ontem o aspecto da sala, quando o pano subiu, completamente cheia, iluminada com profusão, de grande harmonia de cores, predominando o dourado, era soberbo. O público inquieto que tinha disputado à porta os bilhetes por preços caríssimos, manifestou logo o seu agrado, porque a expectativa geral, depois das indiscrições da reportagem, não fora iludida: o teatro, pelas condições de beleza, mereceu, sem dúvida, os elogios que lhe haviam sido feitos”. Pelo palco do Teatro Politeama passaram as mais importantes companhias portuguesas como Amélia Rey Colaço/ Robles Monteiro que apresentou entre 1922 e 1926, o mais avançado reportório da época revelando autores como Alfredo Cortês, Oscar Wilde, Alexandre Dumas Filho, com a presença no seu elenco dos maiores nomes do teatro português como Ângela Pinto, Adelina Abranches, Nascimento Fernandes, Raúl de Carvalho, Teresa Gomes ou a genial Palmira Bastos. Em 25 de Agosto de 1922 estreia-se no Teatro Politeama As Flores dos dramaturgos espanhóis Irmãos Quintero com Ângela Pinto – a nossa “ Sarah Bernhardt” – que iria morrer em plena representação. Alves da Cunha estreia no Politeama O Doido e a Morte de Raúl Brandão e pelo palco do Politeama passam os maiores artistas do teatro português como Maria Matos, Vasco Santana, António Silva, Estevão Amarante, João Villaret, Irene Isidro e em 20 de Agosto de 1935, estreia-se a grande actriz Laura Alves na companhia de Alves da Cunha. Simultaneamente com as temporadas de teatro, a partir de 1914, iniciamse as primeiras projecções cinematográficas com a exibição do filme italiano “A Mulher Nua” protagonizado pela célebre vamp do cinema mudo Lydia Borelli. Esta alternância entre teatro e cinema continuará a verificar-se ao longo do decorrer dos anos, incluindo também na sua programação, concertos com a participação da violinista Guilhermina Suggia. As temporadas do teatro francês prolongam-se também durante várias décadas no palco do Politeama, apresentando os maiores sucessos parisienses com os actores franceses mais célebres da época como Gabriel Signoret, Cécile Sorel, Jean Sarment tal como as companhias de teatro italiano com a presença do célebre dramaturgo Dario Niccodemi, assinalada em letras de ouro no Salão Nobre do Teatro. O Politeama também foi palco das primeiras apresentações de Jazz em Portugal. Os intervalos dos espectáculos eram animados por uma orquestra de jazz -band, actuando neste teatro Nicholas Brothers, cujos famosos sapateados Hollywood celebrizara ao som do swing. Porém, a partir do final dos anos trinta, o Politeama passará a funcionar exclusivamente como sala de cinema, apresentando os maiores êxitos do cinema americano e europeu. Em 17 de Maio de 1945, estreia-se em Portugal, precisamente na sala do Politeama, Casablanca de Michael Curtiz nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial. A 2 de Maio, o exército alemão rende-se em Itália e os soviéticos conquistam Berlim. Imagina-se a emoção da estreia de Casablanca que Mário Soares recorda num dos seus livros de memórias, com a Marselhesa a ecoar por toda a sala e grupos rivais de partidários dos “aliados” e dos nazis a disputarem palmas e apupos e a entrarem mesmo em confronto físico. Nas tardes do Politeama, Igrejas Caeiro viveu, com grande sucesso, o seu “Comboio das Seis e Meia”, transmitido pela rádio do Politeama para todo o país que popularizou as figuras de “Zéquinha e Lélé”, interpretados por Vasco Santana e Irene Velez. Um dia, Amália Rodrigues, que fazia vibrar o público nessas tardes memoráveis, cortou os seus longos cabelos e subiu ao palco do Politeama, desencadeando um “Oh” profundo de surpresa no público, que tanto a venerava. Pelo Politeama também passaram companhias de bailado como o “Verde Gaio” de Francis Graça e, durante várias temporadas, o Ballet Gulbenkian. Aqui se viu o fabuloso “Holliday on Ice” e já nos anos 80, Mário Viegas apresentou, no horário das segundas matinés, “Fim de Festa” de Samuel Beckett. Portal da Costa organizou, durante vários anos, as sessões clássicas de “Os Grandes Romances de Amor” às quintas-feiras, com êxito garantido. O Politeama também popularizou os filmes mexicanos com Cantinflas que foi homenageado neste teatro em 11 de Setembro de 1961. Porém é em 1991 que, após o grande êxito de “Passa por Mim no Rossio” aquando Pedro Santana Lopes é Secretário de Estado da Cultura, que nos aventurarmos a recuperar o Teatro Politeama e o transformamos numa das mais belas salas de espectáculos de Lisboa, estreando o musical “Maldita Cocaína”, seguindo-se “Maria Callas”, “Rosa Tatuada”, Mas é com “Amália | O Musical” que o Politeama vive, durante quatro anos, o seu maior êxito de sempre, esgotando as lotações por um público que acorre de todo o Portugal. Fenómeno que se repete em “My Fair Lady | Minha Linda Senhora”, “A Casa do Lago” que junta neste palco Eunice Muñoz e Ruy de Carvalho a que se segue “A Rainha do Ferro-Velho”, “A Canção de Lisboa”, “Música no Coração”, “Jesus Cristo Superstar”, “West Side Story | Amor sem Barreiras”, “Um Violino no Telhado”, “Piaf”, “A Gaiola das Loucas”,”Judy Garland | O Fim do Arco-Íris”, “Uma Noite em Casa de Amália” que se tornaram sucessos absolutos criando um público fiel ao Teatro Politeama. Paralelamente, La Féria tem apresentado para o público infanto-juvenil “A Menina do Mar”, “Alice no País das Maravilhas”, “A Estrela”, “O Principezinho”, “O Feiticeiro de Oz”, “O Sítio do Picapau Amarelo”, “Pinóquio” e “Peter Pan” criando e formando o gosto e prazer pelo teatro em jovens de todo o país. No centenário do Teatro Politeama, convido todo o público para comemorar este feliz acontecimento com GRANDE REVISTA À PORTUGUESA. PARABÉNS, POLITEAMA! Texto de FIILIPE LA FÉRIA DESENHOS de JOSÉ COSTA REIS PRIMEIRO ACTO A TROIKA 1º INSPECTOR BRUNA ANDRADE 2º INSPECTOR RUI ANDRADE 3º INSPECTOR FILIPE ALBUQUERQUE INSPECTORES CORPO DE BAILE APRESENTAÇÃO DA REVISTA JOÃO BAIÃO CORPO DE BAILE PATRÍCIA RESENDE LISBOA MODERNA ADRIANA FARIA MONUMENTO 25 ABRIL FILIPE ALBUQUERQUE FADISTA VANESSA ISALTINO MORAIS RICARDO CASTRO MARINA MOTA LISBOA ANTIGA CHEFES DE QUADRO PATRÍCIA RESENDE PAVILHÃO ATLÂNTICO ADRIANA FARIA MARQUÊS ZÉ POVINHO VANESSA FILIPE ALBUQUERQUE CORPO DE BAILE INDIGNADOS AUDIÇÃO DO PEDRINHO PEDRINHO RUI ANDRADE LA FÉRIA RICARDO CASTRO D. IRENE BRUNA ANDRADE ELA MARIA VIEIRA CORPO DE BAILE UM FILÓSOFO EM PARIS FIGUEIRINHAS BRUNA ANDRADE MORDOMO RICARDO CASTRO SÓCRATES JOÃO BAIÃO CAN-CAN CORPO DE BAILE CENSURA ANTIGA ADRIANA FARIA CENSURA MODERNA PATRÍCIA RESENDE ACTRIZ / POLÍCIA / LADRÃO MARINA MOTA ANGOLANOS ÀS COMPRAS MARIA VIEIRA MANA ISABEL JOÃO BAIÃO SANTINHO FILIPE ALBUQUERQUE CASSESSA CAIS DAS COLUNAS VANESSA RAPAZ RUI ANDRADE RAPARIGA QUADRO DE RUA O TERREIRO DO PAÇO TÓNICO COSTA FILIPE GUIA ALBUQUERQUE MARIA VIEIRA TURISTAS PATRÍCIA RESENDE, ADRIANA FARIA, BRUNA ANDRADE, CORPO DE BAILE MIGUEL DE ELVAS MANEQUINS RICARDO CASTRO BRUNA ANDRADE, PATRÍCIA RESENDE, ADRIANA FARIA MOURINHO JOÃO BAIÃO FUTEBOLISTA CORPO DE BAILE MARIA PORTUGUESA MARINA MOTA GRUPO FOLCLÓRICO CANTORES, CORPO DE BAILE 100 ANOS POLITEAMA JOÃO BAIÃO E TODA A COMPANHIA Esta noite, O ano é 1943. Eu tinha cinco anos, e o teatro já não era novidade para mim. Já tinha ido ao Nacional, ver a Maria Rita, uma peça para crianças que a Mariana Rey Monteiro escreveu, encoberta pelo nome de Teresa do Canto, porque a Amélia Rey Colaço não queria que dissessem que estava a favorecer a filha, uma peça linda com a Maria Lalande, com música do Lucien Donnat, que também desenhou cenários e figurinos, e pôs lá um cor de laranja que me deu volta à cabeça. Mas agora era diferente. Estávamos em Abril, tempo de Primavera, sabiase que havia guerra porque as janelas estavam cheias de papéis colados em cruz, não fosse haver algum súbito bombardeamento sobre Lisboa, os automóveis andavam a gasogénio, que fazia muito fumo, havia bichas para comprar batatas e carvão, e ouvia-se a Milú, muito bonita como sempre foi, a cantar Cantiga da Rua, que era o hit supremo dos ceguinhos de pedir, que andavam pelas esquinas a dar música a troco de uma moedinha, com uns grandes papéis com os versos das cantigas. E não é que o meu Pai, José André dos Santos, alcochetano de Lisboa, jornalista, sempre bem disposto, sempre com uma graça nova para fazer rir a gente, sempre metido com fados e com toiros e com gente do teatro, sempre de chapéu preto, chega a casa, deviam ser para aí umas seis horas, eu nem andava ainda na escola, pois diz o meu Pai para a minha Mãe: “Arranja-me o rapaz, que ele hoje vai sair comigo. Vamos só os dois”. E olha para mim e diz-me, com ar sério: “Vítor, esta noite vamos à revista. Vamos à primeira sessão do Avenida. Quero que vejas um actor muito importante. Tu és pequeno mas quando fores um homem vais-te lembrar de que o viste. É o Estêvão Amarante. Canta o Fado do Marialva”. A minha Mãe, que já tinha visto, com o meu Pai, sei lá quantas vezes, a revista que se chamava De Fora dos Eixos, ainda argumentou: “Mas levar o pequeno à noite para o Teatro, para ir ver uma revista, que nem é coisa para a idade dele, será boa ideia?” “Pois claro que é boa ideia, à noite é que se vai ao Teatro, e ele já está numa boa idade para aprender essas coisas”, respondeu o meu Pai, sempre um visionário. E eu fui, todo contente por ir sair à noite com o meu Pai. Quando chegámos ao Teatro Avenida, havia, à porta, um boneco recortado, em tamanho natural, todo colorido, era o tal Amarante que eu ia conhecer. Por causa destes bonecos das fachadas dos teatros é que eu tinha sempre fotografias recortadas em tamanho natural nas exposições que fazia no Museu Nacional do Teatro, mas isso foi outra vida, que também já passou. E eu entrei no teatro, que estava cheio, e gostei de lá estar, e por minha vontade não saia nunca mais de lá, isso é sabido. E houve canto e houve música, e houve a vamos à revista Carmencita Aubert, tanguera rubia já nacionalizada, que era bonita e toda ela brilhava. Mas chegou o momento supremo. Apareceu o Amarante, de jaqueta castanha com alamares de prata, um chapéu preto de aba direita, calça cinzenta de riscas bem justa, bota afiambrada com esporas, muito garboso, muito bonito, bigode grisalho, com luvas e o seu bengalim, disse umas coisas engraçadas com ar sério e depois cantou: “Eu cá p’ra mim / Não há, oh não! / Maior prazer / Do que o selim / E a mulher.” Aquilo foi uma loucura naquele teatro, houve trovoadas de palmas, houve gritos, e toda a gente cantava com ele. Eu, para dizer a verdade, já conhecia o Amarante do boneco do Amarelhe que vinha no anúncio à revista no Diário de Notícias. É que eu recortava esses bonecos todos, até apanhava descomposturas por andar a destruir os jornais. Mas agora ver aquilo, ali, a sério, com vida, isso nunca pensei que fosse tão bom. E nunca mais me esqueci. Como se vê, que estou para aqui a contar isto, com uma lágrima ao canto do olho. A partir desse dia, aquilo que eu mais queria era ver aqueles bonecos dos jornais a viverem e a apanharem muitas palmas, ali diante de mim. E consegui. E veio a Hermínia Silva, há lá coisa mais lisboeta, há lá graça maior; e veio a Laura Alves, com as suas bochechinhas, que só de vêla já estava a noite ganha; e veio a Irene Isidro, a vedeta das vedetas, a mais loura, a mais bonita, que sabia fazer tudo, fazer rir e fazer chorar, uma dia lembrei-me de lhe chamar “chic e popular” e ela aceitou o piropo e até ficou minha amiga; e veio a Mirita Casimiro, pequena, magra e com aquele grande nariz como nas caricaturas, mas nela tudo era em excesso, excesso de lágrimas, excesso de gargalhadas, excesso de talento. E acima de todos veio o Estêvão Amarante, que foi o primeiro, o que me deu o grande empurrão revisteiro. É por causa dele que eu aqui estou, dele e do meu Pai que me levou a vê-lo, que me ensinou que aquilo que se via no palco não era para esquecer, era uma coisa séria, era um amor eterno. E agora vem o Filipe La Féria que faz uma revista e eu sei que ele sabe fazê-las bem, já fez uma, Passa Por Mim No Rossio, que esteve anos em cena, onde até me pôs como personagem, a acompanhar duas das pessoas que eu mais amei nesta vida que é breve: a Amélia Rey Colaço e a Amália Rodrigues. Dois grandes AAs muito meus. Estou mesmo a ver quantos pais não vão chegar a casa, lá pelas seis horas, e dizer aos filhos: “Esta noite, vamos à revista. Que é para vocês se divertirem muito e depois, quando forem crescidos, se lembrarem que viram uma nova grande revista do Filipe La Féria!” Vítor Pavão dos Santos MARINA MOTA MARIA VIEIRA RICARDO CASTRO VANESSA PATRÍCIA RESENDE RUI ANDRAD FILIPE ALBUQUERQUE RUZANNA GOSHEVA * ELENA KATKOVA * IA BEKAURI * CARINA MONTEIRO * ANDRÉ FERNANDES * DMYTRO POPOV * DMITRY ALEKSANDROV * MARCOS VIEIRA COREOGRAFIA TEXTO, ENCENAÇÃO, MÚSICAS Marco mercier ORIGINAIS E CENOGRAFIA Filipe la féria ASSISTÊNCIA DE ENCENAÇÃO DIRECÇÃO MUSICAL E ORQUESTRAÇÃO Nuno guerreiro BAIXO PAULO NEVES mário rui BATERIA PEDRO CARVALHO SAXOFONE MIGUEL MONT ASSISTÊNCIA DE DRAMATURGIA ILUSTRAÇÃO E COLABORAÇÃO CENOGRÁFICA HELENA ROCHA JORGE MATEUS VIDEOS LOBO MAU CABRA CEGA ZARA PINTO APRESENTA JOÃO BAIÃO DE BRUNA ANDRADE ADRIANA FARIA * OLIMPIA IANCU * MARIE CHEVRIN A * NELSON ARAÚJO * PEDRO BANDEIRA FIGURINOS E COLABORAÇÃO CENOGRÁFICA TEIRO José costa reis DIRECÇÃO VOCAL tiago isidro TROMBONE JOÃO NEVES COSTA ADEREÇOS Luís stoffel Miguel quina SEGUNDO ACTO lisboa MARINA MOTA, VANESSA, RUI ANDRADE, BRUNA ANDRADE, FILIPE ALBUQUERQUE, PATRÍCIA RESENDE, ADRIANA FARIA, FACEBOOK CORPO DE BAILE JOÃO BAIÃO CORPO DE BAILE O CONVENTO DOS SEGREDOS MARIA VIEIRA FREIRAS VANESSA, BRUNA, FILIPE, PATRÍCIA, ADRIANA CORPO DE BAILE MADRE SUPERIORA JOANA VAIS CONHECÊ-LOS RICARDO CASTRO CORPO DE BAILE CANTORAS BRUNA, PATRÍCIA, ADRIANA JOANA VAIS CONHECÊ-LOS O PRÉDIO VELHA, ESMERALDO, CIGANA, SOGRA, NANÁ E PORTEIRA MARINA MOTA FLORINDO, CIGANO, NORA, DEDÉ, VIZINHA JOÃO BAIÃO FILHO RUI ANDRADE MÃE PATRÍCIA RESENDE PAI DO CIGANO FILIPE ALBUQUERQUE MARCHA POPULAR CORPO DE BAILE TONY CARTEIRA TONY CARTEIRA JOÃO A ESPOSA PATRÍCIA A FILHA ADRIANA MICAEL RUI FÃ BRUNA BAIÃO RESENDE ANDRADE DAVID PEDRO BANDEIRA ANDRADE CABELEIREIRO FILIPE ALBUQUERQUE MARIONETA VANESSA O AVIÃO 1ª HOSPEDEIRA 2ª HOSPEDEIRA PATRÍCIA RESENDE ROBERTO FAFÁ LULA ADRIANA FARIA JOÃO BAIÃO MARIA VIEIRA RICARDO CASTRO DANIELA MARINA MOTA CANTORA ADEUS VANESSA CANTOR RUI ANDRADE APOTEOSE TODA A COMPANHIA MARINA MOTA Marina Dona Revista! Marina Mota é, sem dúvida, a Rainha da Revista à Portuguesa, herdeira do talento de Beatriz Costa, Laura Alves, Mirita Casimiro, Ivone Silva. A sua voz, a sua presença traz-nos a alegria de Lisboa e a certeza que a Revista à Portuguesa continua na voz, na graça e na força desta grande actriz e fadista. JOÃO BAIÃO João Baião é o grande amigo de todas as famílias portuguesas que, todos os dias, entra nas nossas casas com um sorriso aberto e cheio de sonho e esperança. Apaixonado pelo teatro deu a esta Grande Revista à Portuguesa todo o seu talento, energia e coração. MARIA VIEIRA Actriz querida do nosso público, Maria Vieira surpreende no palco dando-se inteira a cada representação. O seu reencontro com La Féria, anos depois da Casa da Comédia, trouxe a esta Revista criatividade e emoção. Maria Vieira é uma grande actriz em qualquer género ou meio de comunicação, reinventando-se e fazendo-nos admirar e divertir. VANESSA Depois de uma excepcional Judy Garland em “Fim do Arco-Íris” e de Amália em “Uma Noite em Casa de Amália”, Vanessa continua a inspirar La Féria com a sua voz e poder de grande intérprete. Na Grande Revista, ela irá emocionar e fazer rir, abraçando todos os espectadores com o seu talento. RICARDO CASTRO Depois de um magnífico Ary dos Santos em Uma Noite em Casa de Amália, Ricardo Castro desdobra-se em inúmeras personagens nesta grande revista, trazendo para o palco figuras que o público bem conhece, caricaturando -os com humor, elegância, criatividade e graça. RUI ANDRADE O jovem soldado de “Uma Noite em Casa de Amália” é agora um Primeiro-Ministro e outras personagens surpreendentes, dando à Grande Revista, a sua voz, o seu entusiasmo e jovialidade, revelando-se um actor-cantor sempre pronto para os maiores desafios. BRUNA ANDRADE Senhora de um raro talento de cantora e comediante, tem desde o seu encontro com La Féria no Rivoli do Porto, vindo sempre a crescer como artista multifacetada, generosa e criativa, surpreendendo sempre em cada papel que lhe é distribuído. PATRÍCIA RESENDE A pequena Amália do Musical fez-se mulher e actriz. O seu amor ao teatro fá-la crescer em cada espectáculo que participa, dando à Grande Revista alegria, entusiasmo e optimismo.pronto para os maiores desafios. FILIPE ALBUQUERQUE O louco mordomo d’ A Gaiola das Loucas lança-se em maiores voos, revelando comicidade, talento, irreverência e simpatia. pronto para os maiores desafios. ADRIANA FARIA Desceu do Porto com ambição e talento. Ela irá dar que falar e para isso aposta vida, beleza e alegria. MARCO MERCIER Jovem e talentosíssimo coreógrafo, trouxe à Grande Revista arrojo, energia e bom gosto. Tem neste espectáculo um belíssimo trabalho que faz adivinhar uma promissora carreira no teatro musical. IA BEKAURI * RUZANNA GOSHEVA * OLIMPIA IANCU * ELENA KATKOVA * CARINA MONTEIRO * MARIE CHEVRIN NELSON ARAÚJO * PEDRO BANDEIRA * DMYTRO POPOV * ANDRÉ FERNANDES * DMITRY ALEKSANDROV * MARCOS VIEIRA Filipe la féria Iniciou a sua actividade teatral, em 1963, como actor, no Teatro Nacional, com Amélia Rey Colaço tendo ainda pertencido às companhias do Teatro Estúdio de Lisboa, Teatro Experimental de Cascais e Teatro da Cornucópia. Foi director, durante 16 anos, do Teatro da Casa da Comédia, onde encenou, entre outros, Faz Tudo, Faz Tudo, Faz Tudo! A Paixão Segundo Pier Paolo Pasolini, A Marquesa de Sade, Eva Péron, Savanah Bay, A Bela Portuguesa, Electra ou a Queda das Máscaras, Noites de Anto, A Ilha do Oriente, revelando autores como Marguerite Yourcenar, Mishima, Marguerite Duras ou Mário Cláudio. Em 1990 escreve e encena What Happened to Madalena Iglésias e aceita o convite como autor, encenador e cenógrafo de Passa por Mim no Rossio, no Teatro Nacional D. Maria II, encenando, posteriormente, no mesmo Teatro As Fúrias de Agustina Bessa--Luís. Dirige, em Bruxelas, o espectáculo inaugural da Europália (1991), e em Sevilha, o Dia de Portugal na Expo Sevilha ’92. Estudou encenação em Londres como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e foi professor universitário durante mais de uma década, onde regeu a cadeira de «Arte e Imagem» na Universidade Independente. Foi premiado várias vezes pela Crítica, Casa da Imprensa, Secretaria de Estado da Cultura e vários órgãos de comunicação social como autor, encenador e cenógrafo. No décimo aniversário do 25 de Abril, a Associação Portuguesa de Críticos premeia-o como uma das personalidades que mais se destacaram no Teatro. Foi condecorado Comendador com a Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente da República, Dr. Mário Soares e em 2006 recebe nova condecoração, a Grã-Cruz da Ordem do Infante, atribuída por outro Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, tendo ainda sido condecorado com a Medalha de Ouro da cidade de Lisboa. Ganhou os Globos de Ouro dos melhores espectáculos com Amália em 2000, My Fair Lady em 2003, Música no Coração em 2006 e West Side Story em 2009. Entre os muitos musicais que já escreveu, adaptou e encenou como Passa por Mim no Rossio, Maldita Cocaína, Música no Coração, Amália, My Fair Lady, A Canção de Lisboa, West Side Story, Jesus Cristo Superstar, Um Violino no Telhado, Piaf, A Gaiola das Loucas, Annie e Fado | História de Um Povo, destacam-se, na área do teatro infantil, peças como A Menina do Mar de Sophia de Mello Breyner Andresen, Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll, A Estrela de Virgílio Ferreira e O Principezinho, o célebre livro de Antoine Saint-Exupéry. Em 2009, faz a adaptação para teatro do clássico do cinema O Feiticeiro de Oz e um ano depois, a adaptação da série televisiva O Sítio do Picapau Amarelo num espectáculo visto por milhares de crianças que regressaram ao Teatro Politeama para assistirem ao musical infanto-juvenil, Pinóquio, no mesmo ano em que faz a revisão da sua carreira em O Melhor de La Féria no Casino Estoril e revela Vanessa como actriz no papel de Judy Garland no musical O Fim do ArcoÍris e confirma-a como protagonista em Uma Noite em Casa de Amália. Vinte anos depois de revolucionar o teatro musical com o histórico PASSA POR MIM NO ROSSIO, regressa a este género tão querido do público português com um musical que passa em revista a nossa actualidade política, económica e social com uma crítica acutilante e mordaz, plena de humor, música e uma arrojada coreografia na comemoração dos 100 anos do Politeama num espectáculo que revisita a arte de ser português: uma GRANDE REVISTA À PORTUGUESA que ficará na memória de Portugal. NUNO GUERREIRO Actor de grandes méritos tem, nas últimas produções de La Féria, colaborado na assistência de encenação e na direcção de cena. Empreendedor, disciplinado e criativo, Nuno Guerreiro é um grande colaborador do Teatro Politeama. MÁRIO RUI Desde a Maldita Cocaína sempre presente nos mais ambiciosos espectáculos do Politeama, com o seu profissionalismo, criatividade e talento. Os 100 anos do Politeama serão festejados com a sua música. TIAGO ISIDRO Cantor, músico, actor e director de vozes trouxe à Grande Revista e ao Politeama, o seu saber, força de trabalho e grande profissionalismo. HELENA ROCHA Colaboradora há longos anos de La Féria, Helena Rocha foi uma entusiasta co-autora do texto da Grande Revista à Portuguesa. No centenário do Teatro Politeama tinha que estar presente com todo o seu coração, empenho e coragem. Grande revista à portuguesa Televisão oficial DIRECÇÃO ARTÍSTICA | FILIPE LA FÉRIA DIRECÇÃO DE PRODUÇÃO | MARIA RUIVO | IRENE DE SOUSA | CARLOS GONÇALVES PRODUÇÃO | JOÃO CARLOS MARTINS (COMUNICAÇÃO) | MARGARIDA LOURENÇO DIRECÇÃO FINANCEIRA | JOÃO BORGES LOURENÇO | JOÃO SILVA SANTOS CONTABILIDADE | CTA CONSULTORES T. 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