Cabuçu de Baixo 12
A BASE TERRITORIAL
O Perímetro de Ação Integrada Cabuçu de Baixo 12
situa-se no distrito Cachoeirinha, sub-bacia hidrográfica
do Cabuçu de Baixo, região Norte da Cidade de São
Paulo aos pés da Serra da Cantareira. Tem uma área
de
404.682m²
e
se
localiza
majoritariamente
na
depressão, prevista originalmente como área verde
pública,
correspondente
a
um
percurso
de
aproximadamente 1,2 km do Córrego Guaraú.
Da
área
total
de
404.682m²,
123.856m²
estão
constituídos por favelas, o que representa 30,6% da
área.
Esta área de 123.856m² está integrada por cinco
favelas: duas delas na borda do Córrego Guaraú,
Eucaliptos e Condessa Amália Matarazzo; duas em
áreas de encosta inseridas na trama urbana, Bruna
Gallea e Letícia Cini; e uma na borda da Serra da
Cantareira, Machado da Silva.
A ocupação desta região estabeleceu uma barreira no
tecido urbano, que somada a uma topográfica muito
íngreme
resultou
em
uma
área
intensamente
segregada do entorno.
Estas ocupações acentuaram a impermeabilização do
solo e, portanto, transformou o fundo desta bacia em
área de risco, além de comprometer o estoque de
espaços verdes e áreas públicas de lazer.
IDENTIFICAÇÃO DOS ASSENTAMENTOS DENTRO DO PAI
possível
Esta pequena favela, de recente implantação, tem uma
presença de uma nascente que consta no Plano da
área de 5.008 m² e está constituída por 98 domicílios.
EMPLASA no levantamento do ano 1982. Seu possível
Localiza-se no encontro da Rua Francisco Machado da
estado de descaracterização deverá ser verificado.
Silva –continuação da Rua Condessa Amália Matarazzo-
O
ÁREAS DE ENCOSTA
1. BRUNA GALLEA
Esta favela, já titulada, tem uma área de 13.985 m² e
está constituída por 317 domicílios. Por estar localizada
no miolo de uma quadra consolidada, apresenta
problemas serios de acessibilidade, já que tem apenas
duas entradas, uma na Rua Condessa Amália Matarazzo
mais
importante
está
constituído
pela
e a Rua Palmas de São Moisés.
Em geral está constituída por construções de alvenaria,
mas nas áreas mais íngremes e no miolo, existem
Grande parte das construções apresenta um alto índice
algumas
de precariedade o que constitui um grande risco. A área
construções
com
materiais
extremamente
mais consolidada é a que tem frente à Rua Palmas de
precários.
e a outra na Rua Bruna Gallea, ambas estreitas e não
São Moisés. Observa-se que os moradores já estão
hierarquizadas, inclusive com pontos de acumulação de
Existem setores com alta declividade, e risco potencial
lixo.
de desabamento, que deverão ser avaliados por
estudos específicos. Porém estas áreas, por estarem
As
edificações
consolidação
da
área
–com
um
têm
um
grande
alto
grau
de
predomínio
de
desenvolvendo diversas atividades do outro lado dessa
rua o que constitui um perigo de invasão do parque ao
Norte da área.
localizadas nos pontos mais altos, também apresentam
Da
vistas panorâmicas.
construções em alvenaria- e uma grande compacidade.
mesma
forma
que
as
áreas
anteriores,
está
implantada sobre uma topografia muito íngreme, o que
Esta característica supõe problemas para a implantação
O fato de estar rodeada de ruas consolidadas pode
de infraestrutura, de acessibilidade e de ventilação e
permitir uma boa integração urbana, e garantir uma
iluminação das unidades.
correta
acessibilidade
às
áreas
internas.
Na
Rua
significa um verdadeiro potencial de desabamento.
Também nas áreas altas existem pontos de interesse
devido às vistas panorâmica que apresentam.
Condessa Matarazzo é possível ver a existência de
Existem setores com alta declividade e potencial de risco
de desabamento, que deverão ser avaliados por
estudos específicos. Estas áreas, porém, por estarem
localizadas
nos
pontos
mais
altos,
apresentam
pequenos comércios, creche e uma ONG, que têm
Trata-se de uma pequena favela com um grau de
vocação
consolidação ainda baixo, localizada em um terreno
de
se
constituírem
em
uma
pequena
centralidade. Porém a atual configuração da rua não é
comprometido,
a adequada.
preservada para evitar mais invasões nas áreas verdes
interessantes vistas panorâmicas.
em
uma
área
que
deveria
ser
vizinhas.
A frente à Rua Condessa Amália Matarazzo tem uma
2. LETÍCIA CINI
Esta favela tem uma área de 37.217 m² e está constituída
por 450 domicílios Localiza-se entre as Ruas Condessa
Amália Matarazzo, Letícia Cini e Palmas de São Moisés, é
uma área que, como Bruna Gallea, apresenta um alto
grau de consolidação, porém evidencia problemas mais
extensão de 360m sem nenhum atravessamento, o que
É possível considerar a hipótese de remover total ou
se constitui em um problema de integração com o
parcialmente o conjunto, e propor uma alternativa de
restante do bairro e com o acesso ao Córrego.
projeto e de programa que valorizem a sua condição de
“mirante”. Pensamos na possibilidade de implantação
A presença de uma Escola e de uma ONG, localizadas
no setor Norte da área podem representar um potencial
programático a ser explorado no projeto desta favela.
graves que a Bruna Gallea.
3. FRANCISCO MACHADO DA SILVA
de um edifício de uso importante para a comunidade –
CEU, por exemplo, que além da sua condição de
centralidade se constitua em um fator de controle de
futuras invasões ao parque da Serra da Cantareira.
ÁREAS DE FUNDO DE VALE
um elemento estruturador da paisagem, e no centro de
OUTROS ASSENTAMENTOS VIZINHOS AO PAI
interesse de um possível parque ao longo da área.
4. EUCALIPTOS
Fora da área do PAI, porém com contribuições diretas
5. CONDESSA AMÁLIA MATARAZZO
ao Córrego Guaraú por estarem em micro bacias
Esta Favela está localizada às margens do córrego
vizinhas, existem algumas favelas que entendemos
Guaraú, entre as Ruas Condessa Amália Matarazzo e um
Esta favela tem 17.672 m² e está constituída por 250
condomínio residencial. Tem uma área de 49.976 m² e
domicílios. Está localizada na borda do córrego a jusante
está constituída por 1000 domicílios.
da favela Eucaliptos, entre as Ruas Condessa Amália
Matarazzo, Brasiluso Lopes e Edgard Sales.
devem ser reurbanizadas para assegurar a despoluição
total do tramo Norte do Córrego.
A.
Dentre os problemas que apresenta o mais evidente é o
Favela Índio Peri, localizada a Leste do PAI no l
imite do Horto Florestal em área de ZEIS Área
próprio córrego, que nas épocas de enchente inunda
Com frente às ruas encontram-se construções de boa
muitas moradias construídas na sua borda. Já foram
qualidade,
demolidas várias edificações, mas o risco de inundação
encontrar algumas construções precárias, muitas delas
ainda é evidente. A própria demolição, e a não
edificadas no próprio limite do curso de água.
e
enfrentados
ao
córrego
aprox: 25.000m²
podemos
B.
Favela localizada no lado Sul da Rua Índio Peri
| Área aprox: 9.000m² | Extensão: 500m.
remoção do entulho por ela gerado favoreceu a
presença de ratos, inclusive com registro de ataques a
crianças nas moradias das redondezas.
Ainda se trata de uma área relativamente pequena, a
C.
sua localização no limite da zona de atuação, faz
Gouveia e Almir Rodrigues | Área aprox:
pensar algumas pequenas operações de projeto que
6.000m², Extensão: 300m.
Embora o setor que tem frente à Rua Condessa Amália
transformem esse conjunto na ‘porta’ da área para
Matarazzo apresente edificações de relativa qualidade,
quem vem pela Rua Afonso Lopes Vieira - conexão
e em alguns casos pequenos comércios e serviços, nas
natural com o centro da cidade-.
D.
Extensão: 400m.
materiais inadequados e improvisados e as vielas com
Além do problema de alagamento por conta do
córrego, existem algumas árvores –eucaliptos- que
E.
Considerando uma composição de 3,5 hab/domicílio as
F.
CONDESSA MATARAZZO
497 hab/há
LETICIA CINI
423 hab/há
MACHADO
686 hab/há
BRUNA GALLEA
798 hab/há
EUCALIPOS
701 hab/há
Constatamos, porém, que o condomínio vizinho de 10
córrego contribuindo a insalubridade do local.
Embora a presença dos problemas anotados, o fato da
existência do córrego, que não recebe poluição a
montante, leva a pensar que se poderia transformar em
Favela localizada ao Norte da Praça Henrique
Yuaso |Área aprox: 5.000m².
densidades das favelas da área de estudo são:
apresentam perigo eminente de queda.
edifícios de 18 andares, joga o esgoto diretamente no
Favela Sucupira II, localizada ao longo da Rua
Afonso Lopes Viera | Área aprox: 23.500m² |
bordas do córrego e no miolo as construções são de
persistente presença de água contaminada.
Favela localizada no lado Leste das Ruas Carlos
Favela Coimbra, localizada nas Ruas João
Ricardo e Luis António Sobral.
LOCALIZAÇÃO DAS FAVELAS NO PLANO DE DECLIVIDADES
CONCEITO URBANÍSTICO
O Plano Urbanístico do Perímetro de Ação Integrado
(PAI)
Cabuçú
de
reordenamento
Baixo
urbano
12
procura
que
gerar
um
compatibilize
a
qualificação físico-espacial com a melhoria sócioeconômica
e
cultural,
desenvolvimento
visando
integrado
e
promover
sustentável
o
da
comunidade.
Dessa forma, busca-se possibilitar a integração social
dos moradores através não só da melhoria das
condições físico-urbanísticas, mas também de um
conjunto de ações no campo sócio-econômico, que
possam abrir perspectivas de resgate da cidadania da
população desfavorecida e de geração de trabalho e
renda.
Nesse sentido, após a identificação dos problemas
identificados
no
diagnóstico,
foi
elaborado
um
conjunto de proposições que deverão favorecer o
ordenamento
do
processo
de
crescimento
da
comunidade.
CRITERIOS DE ORDENAÇÃO
A
diferença
dos
projetos
urbanos
tradicionais
localizados em áreas “formais”, aqui a ordenação
jamais seria possível a partir de uma legislação
normativa. Neste caso será obtida pela presença de
OPERAÇÕES ESTRUTURADORAS DE PROJETO. As ruas que
conectam a área com o resto do tecido urbano, as
novas infra-estruturas e equipamentos, as áreas livres
qualificadas e as novas habilitações devem ser os
elementos que dêem uma nova ordem a esse setor
urbano à vez que o integrem, como mais um bairro, ao
tecido da cidade.
ESTRATEGIAS E TATICAS DE PROJETO
Integrar a Favela à área
Respeitar a topografia e a morfologia do lugar
Melhorar
as
condições
ambientais
incorporando
qualidade urbana
•
Melhorando as vias de atravessamento do vale
•
Consolidando e qualificando as vias perimetrais
•
Abrindo vielas de pedestres (para suporte de infraestrutura)
•
•
•
Melhorando a integração ao sistema de transporte
público (modificação de percursos de ônibus)
Implantando equipamentos e espaços públicos
qualificados
Definindo e preservando a borda da Serra da
Cantareira
•
•
Concebendo a infra-estrutura como suporte de
usos e novos espaços
•
Criando um parque público ao longo do Córrego G
Utilizando a água como recurso e elemento de lazer
•
Redefinindo as bordas do Córrego com novas
habitações e equipamentos comunitários
•
Criando uma centralidade no setor Norte da área
do PAI
•
Plantando árvores e implantando mobiliário urbano
em ruas, vielas e praças.
•
Criando pequenas praças e pátios de iluminação
nos miolos de quadra
(e não mais como um fator de risco à saúde)
•
Adaptando a arquitetura à topografia e ao arranjo
urbano existente (priorizando edifícios integrados à
malha urbana e evitando grandes condomínios)
REDE VIÁRIA
A atual malha pública é resultado dos acréscimos de
loteamentos realizados sem uma diretriz geral, onde
cada traçado busca sua própria economia sem
preocupações
que
vão
além
do
próprio
empreendimento. Este “modus operandi” resulta em um
mosaico com descontinuidades isolando alguns setores
urbanos dos principais eixos de conexão da cidade.
As
características
descritas
dificultam
o
estabelecimento de percursos lógicos de transporte
público, criando vazios de serviço em alguns setores.
Entendemos
por
percursos
lógicos,
a
sua
compatibilidade com o desenho e hierarquia da malha
viária e a ponderada eqüidistância a todas as áreas.
Com respeito aos fluxos de pedestres, não existem fluxos
muito definidos já que não existem centralidades sociais
de lazer e de comércio concentradas e bem definidas.
A situação, hoje, é de dispersão e exclusão da área.
Estas condições acabam por potencializar um dos
principais problemas dos assentamentos irregulares: a
exclusão urbana.
Uma nova hierarquia viária
As intervenções propostas na malha pública tentam
estabelecer uma hierarquia de leitura coincidente com
a nova legibilidade e conectividade urbana desejada
para o PAI.
As ruas hierarquizadas intersectam a malha existente
em pontos chaves, que estabelecem novas conexões e
potencializam a mobilidade e a integração física e
social da área. Este novo traçado interconecta pontos
em ruptura da malha existente do entorno.
Ruas a abrir
•
Ruas Edgar Sales, Brasiluso Lopes, Condessa Amália
Matarazzo.
•
Continuação da Rua Santo Adriano até a Av.
Plantação de árvores e alargamento do passeio e
Santa Inês.
ajuste do alinhamento das construções que invadiram
•
Continuação da Rua Des. Rodrigues Sette até a
o espaço público.
Rua Santo Adriano.
Vielas | escadarias a implantar
Estas intervenções permitirão interligar a área de
atuação no sentido N-S e melhorar a acessibilidade,
A
segurança
atravessamento transversal por ruas veiculares. A única
e
conectividade
veicular
do
setor
topografia
íngreme
da
área
dificulta
o
Eucaliptos.
rua que atravessa é a São Lourenço do Sul.
Ruas a fechar
Para melhorar a integração da área com o bairro se
propõe a abertura de uma serie vielas e escadarias que
•
Trecho da Rua Condessa Amália Matarazzo entre a
Rua Machado da Silva e a Av. Santa Inês.
Esta
intervenção
permitirá
transformar
em
interligam as Ruas Condessa Amália Matarazzo e Santo
Adriano com o novo Parque ao longo do Córrego.
praça
equipada um espaço de difícil acesso e quase sem
qualificação e uso.
As favelas Letícia Cini e Bruna Galeia terão melhorada
a acessibilidade com a trama viária ‘formal’ a través da
abertura de novas vielas e escadarias para pedestres.
Ruas a modificar
•
Trecho da Rua São Lourenço do Sul entre as Ruas
Ciclovias a implantar
Professor Monteiro de Camargo e Caiena.
A topografia relativamente plana da várzea do
•
Cruzamento da Av. Mariana Caligiori Ronchetti
com as Ruas Caiena e Mário Amorim.
Estas operações de ajuste do desenho da geometria
das ruas facilitarão a implantação de linhas de
transporte público na área de intervenção.
•
Av. Peri Ronchetti e Av. Mariana Caligiori Ronchetti.
Córrego Guaraú permite a implementação de um
sistema de ciclovia que a interligue com outras áreas
da cidade.
Coincidindo com a implantação do Parque Linear ao
longo do Córrego Guaraú se propõe a criação de uma
ciclovia que interligue a área com a Terminal Nova
Cachoeirinha (distante 3km) a través da Rua Afonso
Plantação de árvores e alargamento do passeio
Lopes Vieira e a Av. Inajar de Souza, facilitando assim a
compatível com o suporte de transporte público.
integração dos ciclistas ao sistema de transporte
público estrutural.
TRANSPORTE PÚBLICO
Na escala da cidade, o perímetro Cabuçú de Baixo 12
está suficientemente servido por numerosas linhas de
ônibus do sistema de transporte público de São Paulo.
Encontra-se a 2 km da Terminal de Ônibus Vila Nova
Cachoeirinha e é servido por linhas diretas que a
conectam com a Estação Santana da Linha 1 do
Metrô.
Hoje todas as linhas de ônibus percorrem o perímetro
do PAI e nenhuma delas atravessa o setor.
Embora em termos gerais a área esteja suficientemente
atendida pelo sistema público, o atual desenho dos
percursos
das
linhas
de
ônibus,
produto
da
descontinuidade da malha urbana existente, dificulta o
acesso de parte dos moradores do PAI aos pontos de
ônibus.
Linhas de ônibus a modificar
Para melhorar a cobertura da rede do transporte
público
para
os
moradores
da
área
Eucaliptus,
propomos modificar o percurso das linhas:
117-1 Cohab Antártica | Pinheiros
1758-1 Jardim Antártica | Metrô Santana
E implantar um ponto de ônibus na esquina das ruas
São Lourenço do Sul e Condessa Amália Matarazzo.
CENTRALIDADES
Centralidades | comércios
ser
específicos (escolas, clubes privados), portanto sem
São previstas, também novas, para a circulação de
considerada uma pequena centralidade de escala
vocação de se tornarem centralidades abertas à
pedestres, em alguns casos em continuidade com as
local por conter numerosos comércios de pequeno
comunidade toda.
escadarias existentes no entorno.
Uma nova centralidade de lazer está sendo proposta
Duas praças pautarão os limites da nova intervenção
no centro das comunidades Eucaliptos e Condessa
urbana;
A
Rua
Condessa
Amália
Matarazzo
pode
porte ao longo de toda sua extensão, em construções
de uso misto, e sobre tudo por ser a via coletora das
favelas envolvidas no PAI.
Amália Matarazzo, resultado de uma solução de
Fora da área do PAI, porém muito perto dela,
drenagem de calha aberta do córrego Guaraú que
localizam-se duas centralidades de maior porte: uma
define uma sequencia de praças arborizadas, espelhos
na borda Leste da área, na Av. Peri Rochetti desde a
d´água com equipamentos de lazer passivo e ativo.
Caligiori Ronchetti, entre as Ruas Mário Amorim e
área de lazer, espelho d´água e incorporando o SUS
A proposta prevê a construção de pequenas pontes
Ainda, nesta rua, se prevê intervenções de caráter
Essas Centralidades serão potenciadas mediante a
pontual com o objetivo de melhorar as condições
modificação das calhas das Ruas para melhorar as
internas
de
acessibilidade,
estabelecendo
no
condições ambientais e urbanas e, nos casos da Av.
cruzamento com o passeio do Córrego o aumento de
Peri
nível da faixa carroçável.
Rochetti
e
Av.
Mariana
Caligiori
Ronchetti,
comportar a passagem do transporte público.
Centralidades | lazer e cultura
A área do PAI não apresenta centralidades de lazer ou
cultura; não possui espaços abertos minimamente
qualificados, apenas uma pequena quadra ao lado do
Córrego e outra na esquina das ruas Forte de São
Caetano e Palmas de São Moisés, mas ambas sem
infra-estrutura de apoio.
Vizinhos à área do PAI existem vários equipamentos
culturais e esportivos, porém todos eles para usuários
Jardim Peri e a igreja Assembleia de Deus.
para pedestres, assim como a reconstrução da ponte
em concreto armado da Rua São Lourenço do Sul.
António da França E. Horta.
Córrego com as Avenidas Peri Rochetti, Mariana
Caligiori Ronchetti e a Rua Maria Antonia Martins, com
Rua Maria Antonia Martins até a Av. Santa Inês, e outra
na borda Oeste da área, em parte da Av. Mariana
Uma praça a jusante –Praça Baixa- no encontro do
Uma praça a montante –Praça Alta- com equipamento
cultural de escala zonal na área delimitada pela Av.
Francisco Machado de Silva e a Rua Palmas de São
Moisés. Essa praça aproveitará as vistas privilegiadas da
Serra e da Cidade e deverá se constituir em elemento
de controle para impedir novas invasões das áreas
verdes.
ESPAÇOS LIVRES | SITUAÇÃO ATUAL
ESPAÇOS LIVRES
Na área do PAI, ao longo do Córrego ainda existem
três espaços abertos que apresentam condições de
serem valorizados e potencializados no projeto:
A área definida pelo encontro do Córrego com as
Avenidas Peri Rochetti, Mariana Caligiori Ronchetti e a
Rua Maria Antonia Martins. Um setor sem qualificação,
mas com potencial de se transformar no ponto de
acesso ao conjunto.
A área delimitada pela Av. Francisco Machado de
Silva, a Rua Palmas de São Moisés e a Favela Francisco
Machado. Uma área com uma localização estratégica
que apresenta vistas extraordinárias, mas que está em
risco de ser definitivamente invadida pela recente e
precária favela Machado da Silva.
Uma
pequena
quadra
esportiva
implantada
recentemente na borda Oeste do Córrego Guaraú em
área de remoções na Favela Eucalipos.
Propõe-se criar uma área verde ao longo do Córrego
com equipamento de lazer e áreas verdes interligando
as áreas livres do PAI. (ver cap. Centralidades)
Nas Favelas Letícia
Cini e Bruna
Galeia,
conseqüência
necessidade
de
da
como
implantar
infraestrutura - drenagem e esgoto-, serão feitas
algumas remoções que darão lugar as pequenas
praças.
As
Avenidas
Peri
Ronchetti
e
Mariana
Caligiori
Ronchetti, e as Ruas Edgar Sales, Brasiluso Lopes e
Condessa Amália Matarazzo receberão tratamento
paisagístico com plantação de árvores e alargamento
dos passeios.
ESPAÇOS LIVRES | SITUAÇÃO PROPOSTA
O CÓRREGO
O projeto parte do pressuposto que a água deve ser
No entanto esta solução não deixa uma maleabilidade
A
entendida como um recurso disponível para toda a
no trânsito de pedestres e facilidade de transposição
escoamento das vazões de base enquanto que o
comunidade e não mais como elemento de risco à
entre um lado e outro do curso d’água.
excedente de vazão, verificadas em chuvas de
saúde.
Como uma das premissas na concepção urbanística é
grandes intensidades, será drenada para a galeria em
a
seção fechada através de extravasores.
Propomos um sistema de drenagem diferenciado que,
de
uma
maior
integração
intra-comunidade,
seção
aberta
terá
dimensões
necessárias
ao
propomos a canalização a seguir descrita.
Esta solução pode ainda prever que somente o deflúvio
integrado com a concepção urbanística, dará uma
de
Trata-se de uma solução mista onde se emprega o uso
superficial da área da favela escoe para o canal a céu
canalização a céu aberto. Essa solução é a prática
de canalização a céu aberto conjugada com seção
aberto, enquanto que as descargas provenientes da
mais viável para efeitos de manutenção e limpeza
fechada.
área externa da favela escoem pela galeria fechada.
conotação
menos
agressiva
aos
aspectos
Desta
maneira
concebido
podemos
com
ter
paredes
um
e
elemento
fundo
que,
drenantes,
proporcione umidade necessária para atender a
vegetação proposta para o fundo de vale. A seção
aberta teria dimensões da ordem aproximada de 2,00
m de largura por 0,80 m de profundidade e a seção
fechada, de acordo com um pré-dimensionamento
efetuado, variaria de 1,50 m de diâmetro na porção
mais a montante até uma célula retangular de 2,00 m
de largura por 2,00 m de altura na porção mais a
jusante do curso d’água.
Estas dimensões devem garantir, não só o escoamento
para
vazões
metodologia
extremas
da
adequadas
para
previstas
PMSP/SIURB,
as
nos
como
operações
de
critérios
e
condições
limpeza
e
manutenção.
Para diminuir a velocidade de escoamento da água,
foi preservado o percurso ‘meandroso’ do córrego
alem da liberação da maior área permeável possível
na suas bordas, com equipamentos de lazer - ativo e
passivo-, passeios e ciclovia.
Estão previstas bacias de retenção, também a céu
aberto, a montante da área e no interno dela, que
controlarão o regime hidráulico do córrego, e estarão
desenhadas para atuarem também como espaços de
lazer e qualificação paisagística.
.O córrego limpo se constituirá no elemento central da
área,
um
elemento
qualificador
da
paisagem,
elemento de lazer e de referência para os moradores e
para a vizinhança toda.
AS NOVAS HABITAÇÕES
PRINCIPIOS DE PROJETO DOS CONJUNTOS
Condicionantes locais
Edifícios, e não condomínios
Dentro da Macro Zona da Proteção Ambiental da Serra
A aplicação de princípios de organização espacial com
da Cantareira, o PAI Cabuçú de Baixo 12 está
uma implantação genérica e um racionalismo formal
bairro, um novo LUGAR para recompor as relações
localizado na Zona Mista de Proteção Especial (CV ZM
que não levam em consideração as características
sociais e gerar uma NOVA IDENTIDADE URBANA.
p/02). A esta designação se superpõe o fato de
locais para a habitação popular tem-se mostrado
também estar contida dentro da Zona Especial de
incapaz de propor morfologias que, no seu processo de
Interesse Social -1 (ZEIS 1).
uso
e
ocupação,
A habitação como conformadora de cidade
atendam
as
expectativas
•
•
O conjunto deve se constituir em estruturador do
O conjunto deve se ADAPTAR A TOPOGRAFIA sem
conflitos; os térreos dos edifícios devem considerar às
e
diversas condicionantes como parte essencial do
necessidades dos moradores.
Embora o fato de que estar em uma ZEIS 1 possibilitaria
projeto.
de
Esta incapacidade manifesta-se, com o passar dos anos,
Aproveitamento (CA) de 2,5, a superposição com a CV
por uma total descaracterização das concepções
ZM p/02 não permite utilizar um Coeficiente de
originais, a partir de transformações espaciais realizadas
DE USO dos espaços: espaços públicos e espaços
Aproveitamento maior do que 1.
pela população desses conjuntos. São transformações
privados, eliminando áreas sem uso definido, alvo de
não só de caráter quantitativo, mas fundamentalmente,
apropriações indevidas.
construir
habitações
com
um
Coeficiente
Utilizando um CA=1 na área de projeto é possível
implantar
aproximadamente
600
novas
•
Deve propor uma CLARA DEFINIÇÃO DE DOMINIOS
de estrutura dos modelos espaciais em questão.
•
unidades
Os edifícios devem ser os DEFINIDORES ESPACIAIS
habitacionais. Para o restante dos domicílios a serem
Os novos edifícios, além de resolver o problema de
DAS RUAS, evitando assim a necessidade de muros e
reasentados
ser
habitação dos moradores afetados pelas remoções,
cercos.
utilizadas Áreas de Provisão localizadas em zonas de
devem se constituir em elementos determinantes na
ZEIS externas à área do PAI, mas vizinhas a ela.
definição da nova urbanidade proposta.
–aproximadamente
200-
deverão
•
O projeto deve INCORPORAR AS NECESSIADES DA
POPULAÇÃO tais como garagens e pequenos
comércios.
Para evitar a segregação –social e física- constatada
na implantação de muitos conjuntos habitacionais, o
projeto privilegia a construção de edifícios de escala
reduzida inseridos no tecido preexistente. Desta forma
se evitam os grandes condomínios, para dar lugar a
•
O projeto deve aceitar naturalmente EVENTUAIS
MODIFICAÇÕES
decorrentes
das
lógicas
de
apropriação dos usuários.
edificações de escala e fisionomia compatível com o
tecido
urbano
da
favela;
integrados
formal
e
socialmente e, sobretudo adaptados à topografia e ao
As edificações se localizarão fundamentalmente nas
arranjo urbano existente.
bordas do Córrego Guaraú para criar uma nova
‘fachada urbana’, definindo formalmente as bordas do
novo espaço público criado.
PRINCIPIOS DE PROJETO DAS TIPOLOGIAS
A unidade como ‘abrigo neutro’
Embora limitadas em suas possibilidades dimensionais a
•
uma área de 50m², as unidades propostas estão
Prever e se adaptar às MUDANÇAS NOS MODOS DE
•
obrigar a realizar adaptações difíceis e obras
VIDA decorrentes dos avanços tecnológicos.
custosas.
concebidas como um suporte espacial neutro capaz
de atender diversas condicionantes de uso e atender
possíveis modificações no decorrer do tempo:
•
Atender novas formas de INTEGRAÇÃO FAMILIAR:
família com filhos, casal sem filhos, multi-familias,
idosos, etc.
UNIDADE EDIFÍCIO "TIRA" 3 e 4 PAVIMENTOS
Atender ao ENVELHECIMENTO DA POPULAÇÃO sem
UNIDADE EDIFÍCIO "PÁTIO" 4 e 5 PAVIMENTOS
•
Prever
ESPAÇOS
FLEXÍVEIS
sem
interferências
estruturais e de instalações.
UNIDADE EDIFÍCIO "TORRE" 8 e 10 PAVIMENTOS
Equipe de Projeto
Monica Drucker
Ciro Pirondi
Ruben Otero
Victor Minghini
Noelia Monteiro
Rebeca Swann
Eduardo Costa Vale
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Cabuçu de Baixo 12