ANAIS ELETRÔNICOS ENILL
Encontro Interdisciplinar de Língua e Literatura | 10 a 12 de novembro de 2011
Itabaiana/SE: Departamento de Letras, Vol.02, ISSN: 2237-9908
GÊNEROS TEXTUAIS E A FORMAÇÃO DE ALUNOS-LEITORES
Rosana Batista Pereira (graduada/UFS)
Kate Constantino Pinheiro de Andrade (graduada/UFS)
RESUMO
Esse artigo discutirá Gêneros Textuais, baseados em textos de três estudiosos da área, a
partir da ideia de que se deve trabalhar os gêneros na sala de aula para que os alunos se
tornem leitores-críticos. O texto também irá caracterizar alguns gêneros que podem ser
colocados na sala de aula a fim de que se trabalhe o texto em si e de que modo os alunos
podem fazer, junto ao professor, a leitura crítica desses textos.
Palavras-chave: Sala de aula, Texto, Professor, Português.
RÉSUMÉ
Cet article présentera les genres textuels, basés sur le travail de trois chercheurs en
partant de l’idée que les genres doivent être étudiés en classe afin que les élèves
deviennent des lecteurs critiques. Nous caractériserons aussi quelques genres qui seront
utilisés en salle de classe afin de pouvoir les travailler sur le texte lui-même et que de
cette manière les élêves puissent, avec le professeur, en faire une lecture critique.
Mots clés: Salle de classe, texte, professeur, Portugais.
INTRODUÇÃO
As pessoas não param de produzir textos, seja na oralidade, na escrita e no
gestual. Nessa produção, surgem novas formas de interação dos possíveis usos desses
textos. Os gêneros textuais, utilizados nos mais diversos domínios sócio-discursivos,
são registros da materialização desses usos.
O avanço da tecnologia permitiu o surgimento de novos gêneros textuais e a
adaptação de alguns, especialmente na modalidade escrita.Com a demanda de novos
gêneros, incluindo aqueles relacionados à Internet, o acesso à leitura está mais amplo.
Tirinhas, charges, chats1, blogs2, flogs3 e fóruns, em geral, são fontes riquíssimas de
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Veículo de comunicação virtual que permite a conversação em tempo real entre usuários.
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Diário virtual onde se publicam histórias, produções literárias, imagens etc.
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prática de leitura, pois esses contêm histórias, opiniões, situações e discussões sobre o
cotidiano, logo, mais passíveis de os discentes se interessarem e interagirem.
Desse modo, trabalhar os gêneros se justifica, entre outras coisas, pelo fato de
que todos nós nos comunicamos produzindo textos Os gêneros propiciam ao aluno o
acesso à leitura propriamente dita e à leitura de mundo, importante para a formação do
aluno-leitor-cidadão.
Esse artigo pretende discutir gêneros textuais, baseado em textos de estudiosos
da linguagem, como Bakhtin, Koch, PCNs e Marcuschi, além de fazer uma passagem
por gêneros que podem virar interesse dos alunos, por serem textos próximos das
realidades das gerações atuais.
GÊNEROS TEXTUAIS
Gêneros textuais são as diversidades de textos que encontramos nos mais
variados ambientes de discurso na sociedade. Alguns fatores sócio-culturais ajudam a
identificar os gêneros, assim como ajudam a definir que gênero deve ser usado no
momento mais adequado à situação, seja na oralidade, seja na escrita, seja no gestual.
Serão citadas a seguir as considerações feitas por três especialistas no assunto:
Mikhail Bakhtin – cujas reflexões em torno de sua obra suscitaram uma contribuição
nos Parâmetros Curriculares Nacionais da Língua Portuguesa (PCNLP), Ingedore
Grunfeld Villaça Koch, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
dedicada às questões de texto, Luiz Antônio Marcuschi, pesquisador da Universidade
Federal de Pernambuco (UFPE), que, ao criar o Núcleo de Estudos da Língua Falada e
Escrita (NELFE), teve seus escritos aceitos para as questões de gêneros textuais.
GÊNEROS TEXTUAIS SEGUNDO BAKHTIN
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Do mesmo modo que o blog, o flog é um diário virtual cuja finalidade é armazenar fotos.
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Bakhtin define gênero textual como um tipo relativamente estável de enunciado.
Esse tipo de enunciado reflete as condições específicas e as finalidades das esferas da
atividade humana que estão relacionadas à utilização da língua. Essas esferas de
atividades são múltiplas e cada uma delas nos remete a um ou mais gêneros textuais. À
medida que a esfera fica mais complexa, o gênero relacionado a ela a acompanha.
Quanto à heterogeneidade dos gêneros textuais, percebe-se que um gênero inclui
dentro
de
si
pequenas
características
de
outros
gêneros,
promovendo
a
intergenericidade e tornando o estudo dos gêneros diverso e impassível de uma análise
meramente linguística, se nos remetermos à linguística de cunho estruturalista, por
exemplo.
Para a tecitura de alguns gêneros, as condições de produção são diferentes, assim
como a finalidade, o uso da língua-alvo e os sujeitos envolvidos na atividade de
negociação em prol da interação, como é o caso do romance, por exemplo, que, não
raramente, traz dentro de si gêneros textuais, cujas características funcionais se
aproximam bastante de uma interação face a face, como um bilhete, uma carta para um
amigo ou um poema feito sem planejamento prévio. Entretanto, recorramos ao próprio
Bakhtin para uma distinção mais minuciosa sobre este fato:
Os gêneros primários, ao se tornarem componentes dos gêneros
secundários, transformam-se dentro destes e adquirem uma
característica particular: perdem sua relação imediata com a realidade
existente e com a realidade dos enunciados alheios – por exemplo,
inseridas no romance, a réplica do diálogo cotidiano ou a carta,
conservando sua forma e seu significado cotidiano apenas no plano do
conteúdo do romance, só se integram à realidade existente através do
romance considerando como um todo, ou seja, do romance concebido
como fenômeno da vida literário-artística e não da vida
cotidiana.(BAKHTIN, 1994, p. 281).
Cada época é marcada por alguns gêneros predominantes, na relação sóciocultural. Não só os gêneros secundários estão presentes nestes recortes. Os primários,
principalmente os relativos aos diálogos orais, incluem-se.
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A ampliação da língua escrita que incorpora diversas camadas da
língua popular acarreta em todos os gêneros (...) a aplicação de um
novo procedimento na organização e na conclusão do todo verbal e
uma modificação do lugar que será reservado ao ouvinte ou ao
parceiro etc., o que leva a uma maior ou menor reestruturação e
renovação dos gêneros do discurso. (BAKHTIN, 1994, p. 286).
GÊNEROS TEXTUAIS SEGUNDO KOCH
Koch comenta a importância da competência textual, que permite a um falante
distinguir um gênero textual de outro, de acordo com sua experiência de mundo ou
aprendizado escolar.
Experimente pegar receitas culinárias em diversas línguas, por exemplo. Qual o
apanhado? É devido ao possível modelo cognitivo que diferentes povos, logo, de
diversas culturas, vão reconhecer os gêneros interculturalmente também.
O gênero textual se enquadra em uma situação social. Cada situação tem
características temáticas, composicionais e estilísticas próprias para formar um gênero.
Koch recorre a Bakhtin para a distinção entre gêneros textuais como primários e
secundários. Consideremos que gêneros secundários também são encontrados na fala,
como é o caso da palestra. Em um gênero, encontramos:
(...) os elementos centrais caracterizadores de uma atividade humana:
o sujeito, a ação, o instrumento. Segundo ele, o gênero pode ser
considerado como ferramenta, na medida em que um sujeito – o
enunciador – age discursivamente numa situação definida – a ação –
por uma série de parâmetros, com a ajuda de um instrumento
semiótico – o gênero. (KOCH, 2002, p. 54).
Ao nos confrontarmos com alguns tipos de situações em que devemos fazer uso
de um ou outro gênero textual, devemos ter a competência de escolher qual usar.
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A escolha do gênero é, pois, uma decisão estratégica, que envolve
uma confrontação entre os valores atribuídos pelo agente produtor aos
parâmetros da situação (...) e os usos atribuídos aos gêneros do
intertexto. (KOCH, 2002, p. 55).
É importante salientar que Bakhtin chamou de gêneros do discurso e não
necessariamente gênero textual, que este seria mais uma materialização daquele. Na
escola, os gêneros textuais deixam de ser ferramentas de comunicação e passam a ser
objeto de estudo É na escola que se aprende a escrever e a desenvolver todo o tipo de
produção textual. Koch critica ainda a escola dizendo que ela não se preocupa em levar
o aluno ao domínio do gênero, tornando impossível pensar numa progressão, visto que
há a necessidade de dominar situações dadas, e os alunos se preocupam em dominar as
ferramentas necessárias para fazê-las funcionar.
GÊNEROS TEXTUAIS SEGUNDO MARCUSCHI
Marcuschi situa os gêneros textuais histórica e socialmente e observa que povos
de cultura essencialmente oral desenvolveram um conjunto limitado de gêneros. Hoje
em dia, com o uso do computador pessoal e da Internet, presencia-se uma explosão de
novos gêneros. É importante observar que o surgimento de novos gêneros textuais nada
mais é do que uma adaptação dos gêneros já existentes às tecnologias encontradas
atualmente, o que nos permite entender que o suporte assume esse papel importante. O
e-mail troca mensagens eletrônicas, mas as cartas já trocavam mensagens antes, só que
utilizando um meio diferente. A depender de onde o texto é inserido (suporte), ele será
um ou outro gênero textual. Outro exemplo é o scrap – uma evolução digital do bilhete,
criada e utilizada no Orkut – e a charge animada – versão digital da charge, que será
abordada posteriormente.
Marcuschi, baseado nos estudos de Werlich, faz a definição de gênero e tipo
textual mostrando a diferença e exemplificando os gêneros e os tipos textuais.
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Usamos a expressão tipo textual para designar uma espécie de
construção teórica definida pela natureza linguística de sua
composição (aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações
lógicas). Em geral, os tipos textuais abrangem cerca de maia dúzia de
categorias conhecidas como: narração, argumentação, exposição,
descrição, injunção. Usamos a expressão gênero textual como uma
noção propositalmente vaga para referir os textos materializados que
encontramos em nossa vida diária e que apresentam características
sócio-comunicativas definidas por conteúdos, propriedades
funcionais, estilo e composição característica. (MARCUSCHI, 2002,
p. 27).
Após diferenciar gênero de tipo textual, Marcuschi concretiza suas ideias com o
exemplo de uma carta informal. Nela observamos o uso de vários tipos textuais
predominantes na carta. Ressalta: “(...) vai-se notar que há uma grande
heterogeneidade tipológica nos gêneros textuais”. (MARCUSCHI, 2002, p. 27).
Marcuschi conclui, corroborado por Douglas Biber (citado em sua bibliografia)
que os gêneros textuais são determinados de acordo com a necessidade e objetivos dos
falantes e da natureza do tópico tratado.
O PORTUGUÊS NA SALA DE AULA DO ENSINO MÉDIO
O português, assim como a matemática, é um dos bichos-papões dos estudantes.
E isso não é por menos: os alunos que não são capazes de interpretar textos têm
dificuldade em fazer inferências em um texto de geografia ou história, só para
exemplificar. O que se espera do aluno é que ele passe do simples ato de decodificar as
palavras e entenda o que o texto quer dizer e possa comparar o que leu com sua
experiência de mundo, além de transformar o conteúdo do texto em uma experiência
própria.
Um dos desafios do Ensino Médio brasileiro é contextualizar as estratégias de
ensino-aprendizagem e os Parâmetros Curriculares Nacionais têm um item dedicado só
a isso, situando o ensino de língua "no contexto das diferentes práticas humanas".
Vejamos:
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O melhor domínio da língua e seus códigos se alcançam quando se
entende como ela é utilizada no contexto da produção do
conhecimento científico, da convivência, do trabalho ou das práticas
sociais: nas relações familiares ou entre companheiros, na política ou
no jornalismo, no contrato de aluguel ou na poesia, na física ou na
filosofia. (Parâmetros Curriculares Nacionais)
Há ainda aqueles alunos que se acham linguisticamente incapazes e que correm
de qualquer tipo de leitura. Esses alunos, em grande parte, desistem da educação
escolar.
(...) persiste o quadro nada animador (e quase desesperador) do
insucesso escolar, que se manifesta de diversas maneiras. Logo de
saída, manifesta-se na súbita descoberta, por parte do aluno, de que ele
"não sabe português", de que "o português é uma língua difícil".
Posteriormente, manifesta-se na confessada (ou velada) aversão às
aulas de português e, para alguns alunos, na dolorosa experiência da
repetência e da evasão escolar. (ANTUNES, 2003, p. 20).
Um dos problemas de o português ser o bicho-papão dos alunos é a falta de se
utilizar o texto, matéria-prima na formação de bons escritores e intérpretes. Ainda hoje é
comum se ensinar a língua portuguesa sem a utilização de textos, ou sem contextualizar
os textos às diversas realidades dos alunos que o professor encontra em sala de
aula.Nesse sentido, é preciso que o professor utilize os mais diversos exemplares de
texto, e aí a Internet ajuda, pois na maioria das vezes só o livro didático de português
está à disposição do aluno.
GÊNEROS TEXTUAIS EM SALA DE AULA
A seguir, serão citados e conceituados alguns gêneros, dentre vários existentes,
que servem para a formação de alunos-leitores. É importante salientar que a escolha dos
gêneros textxuais trabalhados na sala de aula devem contextualizar, sempre que
possível, a realidade do aluno.
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CHARGES
Charges são gêneros textuais bastante úteis, pois elas são um reflexo dos
acontecimentos sociais do mundo. Além de ser um texto lúdico, é um texto reflexivo
que permite que os alunos tenham uma visão crítica sobre determinado assunto. A
charge não se limita apenas a ironizar, mas acrescenta ao cômico, criado
peladeformação da imagem, um dado singular: a crítica, que visa levar o aluno a
solidificar.Sua posição acerca de um determinado aspecto da realidade, sendo o foco
principal os fatos políticos.
A charge acima foi divulgada pelos jornais na época em que o governo de Lula
passava por inúmeras investigações4. O aluno, com a ajuda do professor, pode fazer
interpretações a partir de suas inferências. É importante que o professor comente com os
alunos que a charge não tem como interesse denegrir a política brasileira. A função dela
é mostrar, de maneira inteligente e engraçada, a realidade das coisas, de acordo com o
ponto de vista do autor de cada charge.
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As charges de Maurício Ricardo Quirino ficaram famosas em todo o Brasil e hoje são encontradas, de forma
eletrônica, no site www.charges.uol.com.br.
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TIRINHAS
Tirinhas, assim como as charges, são textos lúdicos e reflexivos, porém com
algumas diferenças. As tirinhas giram em torno de personagens principais, podendo-se
citar os já conhecidos Garfield, Hagar – O Terrível, Mafalda etc. O conteúdo das
histórias varia de acordo com a proposta dos autores. Mas de modo geral, as hitórias são
situações do cotidiano ficcionadas. Desse modo, o aluno pode se identificar com a
história, não necessariamente com a própria vida, mas sabe que ali estão retratadas
situações que podem acontecer a qualquer hora.
A tirinha a seguir, retirada do blog Tiras do Lítero5, é um exemplo disso. Ela
ensina, de forma irreverente, o que vem a ser um pleonasmo. É claro que a intenção do
autor não foi de denegrir a imagem da mulher. Mas sabe-se do preconceito por que as
mulheres loiras passam diariamente. Deve-se perceber como o aluno trabalha, ao
mesmo tempo, a leitura propriamente dita, a leitura do mundo, as inferências que devem
ser feitas para, por exemplo, entender o porquê de o responsável pelo preconceito, na
tirinha, estar levando uma sapatada no último quadrinho.
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As tirinhas do Lítero, como são conhecidas, podem ser encontradas no site www.tiraslitero.blogspot.com
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Os gêneros citados podem ser encontrados em demasia nos livros didáticos de
português atuais. Antes não eram, mas os autores, sempre preocupados em atualizar os
livros de maneira que os textos fiquem mais atrativos e os alunos tomem gosto pela
leitura, estão cada vez mais usando os diversos gêneros textuais.Livros didáticos, como
o de João Domingues Maia, cujo título é Português – edição compacta – Série Novo
Ensino Médio e Português – de olho no mundo do trabalho, do autor José de Nicola são
exemplos disso. Algumas gramáticas da língua portuguesa também trazem vários
exemplos de charges, tirinhas, recortes de quadrinhos, letras de música, poemas etc.
CONCLUSÃO
É de se esperar que a escola seja a principal referência de leitura para o aluno.
Isso porque é nela que lhe sãoapresentados os diversos textos que circulam no
mundo.Aí está a importância de apresentar aos alunos os gêneros textuais, para que eles
saibam quais são os textos que eles vão encontrar no mundo do trabalho.Quando se
trabalham diversos gêneros textuais na escola, as competências linguísticas dos alunos
aumentam à medida que lhes são apresentados novos textos..Com a leitura crítica, o
aluno passa do simples fato de ler algo somente para treinar a leitura ou como pretexto
para aprender gramática, para o fato de que ele faz parte do mundo retratado nos textos
críticos e, com isso, ter uma visão crítica da sociedade em si a partir do texto.
Trabalhar os gêneros textuais propicia isso e muito mais. O professor de Letras
deve utilizá-los com mais eficácia, pois o estudo de diferentes tipos textuais e, em
consequência, de gêneros textuais, permite ao aluno evoluir sua competência linguística,
de modo que ele esteja preparado para gêneros mais complexos no decorrer da vida.
REFERÊNCIAS
ANTUNES, Irandé. Aula de Português: encontro e interação. São Paulo: Parábola
Editorial, 2003.
BAKHTIN, Mikhail M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1994.
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BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais:
Língua portuguesa. – Brasília, 1997.
BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais
para o Ensino Médio. Disponível em
http://pt.wikisource.org/wiki/Parâmetros_Curriculares_Nacionais_para_o_Ensino_Mé
dio. Último acesso em 22 de março de 2010 às 21h
FONSECA, Kátia Patrícia. Animação em tempo e espaço do humor on-line: estudo
de site com charges e caricaturas.Rio de Janeiro: INTERCOM, 2005.
KOCH, Ingedore G. Villaça. Desvendando os segredos do texto. São Paulo: Cortez,
2002.
_______________________. Intertextualidade: diálogos possíveis. São Paulo: Cortez,
2007.
MAIA, João Rodrigues. Português: série compacta – Série Novo Ensino Médio. São
Paulo: Ática, 2002.
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In:
DIONÍSIO, Angela Paiva, MACHADO, Anna Rachel, BEZERRA, Maria Auxiliadora
(org.). Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro: Editora Lucerna, 2002.
POSSENTI, Sírio. Humores da língua. São Paulo: Mercado das Letras, 1998.
SILVA, José Ricardo Carvalho da. Leitura e produção textual. Niterói: Muiraquitã,
2002.
TERRA, Ernani & NICOLA, José De. Português: de olho no mundo do trabalho. São
Paulo: Scipione, 2004.
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