SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA GABINETE DO MINISTRO ADJUNTO E DOS ASSUNTOS PARLAMENTARES C o m o a lt o Pat r o c í n i o d e S ua E x c e l ê n c i a Relatório de Atividades 2011–2012 2.ª Fase – 1.º Ano SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA Com o Alto Patrocínio De sua Excelência O Presidente da República PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 1 FICHA TÉCNICA TÍTULO Relatório de Atividades do Plano Nacional de Leitura 2011-2012 2ª Fase – 1.º Ano AUTOR Plano Nacional de Leitura EDIÇÃO Plano Nacional de Leitura Travessa Terras de Sant’Ana,15 1250-269 Lisboa Tel. 213 895 212 – Fax 213 895 148 Url www.planonacionaldeleitura.gov.pt APOIO Banco Popular Portugal, S.A. DESIGN GRÁFICO Plano Nacional de Leitura FOTOGRAFIA DA CAPA Escola Secundária de Santa Maria da Feira IMPRESSÃO E ACABAMENTO Printipo TIRAGEM 300 exemplares ISBN 978-989-96323-6-3 DEPÓSITO LEGAL 353002/12 2 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO COMISSÃO DO PNL FERNANDO PINTO DO AMARAL Comissário TERESA CALÇADA Comissária-Adjunta RBE – Rede de Bibliotecas Escolares – Ministério da Educação e Ciência JOSÉ MANUEL CORTÊS Vogal DGLAB – Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas – Secretaria de Estado da Cultura MARIA CARLOS LOUREIRO Vogal DGLAB – Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas – Secretaria de Estado da Cultura ALEXANDRA LORENA Vogal GMCS – Gabinete dos Meios de Comunicação Social PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 3 CONSELHO CIENTÍFICO Alexandre Castro Caldas Fernanda Leopoldina Viana Glória Bastos Inês Sim-Sim Isabel Hub Faria Isabel Margarida Duarte Ivo Castro João Costa João David Pinto Correia José Junça de Morais José Mário Costa Luís Fagundes Duarte Manuel Carmelo Rosa Margarida Alves Martins Maria Adriana Batista Maria Armanda Costa Maria da Graça Castanho Maria de Fátima Sequeira Maria de Lourdes Dionísio Maria Helena Mira Mateus Maria Idalina Salgueiro Maria João Freitas Pedro Magalhães Raquel Delgado Martins Vítor Aguiar e Silva 4 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO COMISSÃO DE HONRA Alexandre Quintanilha Fernando Mascarenhas Manuel Freire Almerindo Marques Filomena Mónica Manuel Maria Carrilho Álvaro Pinto Correia Francisco Pinto Balsemão Manuel Sobrinho Simões Ana Maria Bettencourt Guilherme d’Oliveira Martins Manuel Villaverde Cabral Ana Nunes de Almeida Helena Buescu Manuela de Melo Ana Vieira de Almeida Henrique Barreto Nunes Manuela Ferreira Leite António Baptista Lopes Henrique Cayatte Manuela Ramalho Eanes António Barreto Ilídio Pinho Maria João Avillez António Coutinho Isabel Alçada Maria João Malho António Gomes de Pinho Isabel Allegro de Magalhães Maria João Seixas António Mega Ferreira Jaime Gama Maria José Marinho António Nóvoa João Caraça Maria José Moura António Pina Falcão João Salgueiro Maria José Rau António Ponces de Carvalho Jorge Jardim Gonçalves Mário Soares António Reis Jorge Sampaio Máximo Ferreira Arnaldo Saraiva José Afonso Furtado Miguel Paes do Amaral Artur Anselmo José António Calixto Miguel Veiga Artur Santos Silva José Carlos Abrantes Nazim Ahmad Belmiro de Azevedo José Carlos Vasconcelos Pedro Roseta Carlos Correia José Dias da Fonseca Roberto Carneiro Carlos Fiolhais José Ferreira Gomes Rosália Vargas Carlos Monjardino José Gil Rui Machete Carlos Reis José Jorge Letria Rui Marques Carlos da Veiga Ferreira José Manuel Mendes Sérgio Niza Daniel Sampaio José Miguel Júdice Silvestre Lacerda David Justino José Oliveira Simonetta Luz Afonso Diogo Feio José Pacheco Pereira Teodora Cardoso Eduardo Lourenço D. José Policarpo Teresa Lago Eduardo Marçal Grilo José Silva Lopes Teresa Patrício Gouveia Elisa Ferreira Júlio Pedrosa Vasco Graça Moura Emílio Rui Vilar Justino de Magalhães Vital Moreira Vítor Constâncio Fernando Aguiar Branco Luís Figo Fernando Albuquerque Luís Portela Fernando J. B. Martinho Manuel Braga da Cruz PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 5 6 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO ÍNDICE Mensagem do Senhor Ministro da Educação e Ciência 11 Introdução 13 SISTEMA EDUCATIVO 15 1 Promoção da leitura e da escrita nos estabelecimentos de ensino 15 1.1 Objetivos centrais 15 1.2 Áreas de incidência 15 1.3 Metodologia 15 1.4 Programas nucleares de continuidade 16 1.5 Atividades de promoção da leitura 17 1.5.1 Leitura de periódicos 17 1.5.2 Ler+ em vários sotaques 18 1.5.3 Escritores nas escolas 18 1.5.4 Feiras do livro 19 1.5.5 Atividades de autarquias e de organizações locais 19 1.6 Projetos e iniciativas 19 1.6.1 A LeR+ 19 1.6.2 Semana da leitura 22 1.6.3 Dormir+ para ler melhor 24 1.6.4 Ler+ no Palácio Fronteira 25 1.6.5 Voluntariado de leitura 26 1.6.6 Clubes de leitura Melhores Leitores do Mundo – MLM 28 1.6.7 Ler+ Jovem 28 1.7 Projetos internacionais 29 1.7.1 LeR+ em Timor-Leste 1.8 Concursos de promoção da leitura e da escrita 29 33 1.8.1 Concurso Nacional de Leitura 33 1.8.2 Onde te leva a imaginação? 39 1.8.3 Inês de Castro 40 1.8.4 Faça lá um poema 42 1.8.5 Eu conto 45 1.8.6 Japão passado e presente 48 1.8.7 Ler em português 49 1.8.8 Conheço um escritor 50 1.8.9 Como seria a vida sem os MEDIA 51 1.8.10 Leitores sonhadores 52 1.8.11 BiblioFilmes Festival 52 1.8.12 Conta-nos uma história 53 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 7 1.8.13 FORUM Entre | Palavras 54 1.8.14 N@escolas 55 1.8.15 As cores da cidadania 56 1.8.16 Diálogos Imaginários 56 1.8.17 Síntese de concursos e iniciativas 57 1.9 Orientações técnicas para promoção da leitura e da escrita 58 1.10 Listas de títulos recomendados pelo Plano Nacional de Leitura 58 1.11 Financiamento de escolas para o desenvolvimento de projetos 60 LEITURA EM FAMÍLIA 63 2 Promoção da leitura em família 63 2.1 Objetivos centrais 63 2.2 Áreas de incidência 63 2.3 Metodologia 63 2.4 Programas 63 2.4.1 Leitura em vai e vem 63 2.4.2 Já sei ler 64 2.4.3 Leitura-a-par 65 2.4.4 Ler+ dá saúde 65 2.4.5. Programa Nacional da Promoção da Saúde Oral – Projeto SOBE 71 LEITURA PÚBLICA 72 3 Promoção da leitura pública 72 3.1 Objetivos centrais 72 3.2 Áreas de incidência 72 3.3 Programas 72 3.3.1 Promoção da leitura pela DGLAB 72 3.3.2 Eventos e comemorações 74 ESTUDOS 77 4 Estudos PNL 77 4.1 Informação sobre projetos de promoção da leitura nos países da OCDE 77 CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO PNL 78 5 Conferência Internacional do PNL 78 PARCERIAS E APOIOS 80 6 Parcerias celebradas pelo PNL 80 6.1 Parcerias nacionais 8 80 6.1.1 Regiões Autónomas 80 6.1.2 Autarquias 80 6.1.3 Fundações 85 6.1.4 Organizações da área da solidariedade social 86 6.1.5 Empresas 86 6.1.6 Organizações da área da saúde 87 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 6.1.7 Órgãos de comunicação social 88 6.1.8 Associações de educação e cultura 88 6.1.9 Organizações científicas e profissionais 89 6.2 Parcerias internacionais 89 COMUMICAÇÃO E DIVULGAÇÃO 90 7 Sensibilização da opinião pública para a promoção da leitura 90 7.1 Portal LeR+ 90 7.2 Blogue do PNL 91 7.3 Divulgação apoiada pela RTP 92 7.3.1 Programa “Ler +, Ler melhor” 7.4 Divulgação em eventos públicos PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 93 93 9 10 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO MENSAGEM DO SENHOR MINISTRO DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA O estímulo à leitura, contributo ativo para o aumento da cultura, é um incentivo à participação dos cidadãos na vida democrática: a leitura promove a capacidade de escrita e a capacidade de comunicação. É incontestável que o domínio da língua materna, desenvolvido pela leitura, é um fator decisivo para a aprendizagem de outras línguas, para o conhecimento da nossa cultura e de outras culturas, para a apreensão de outras disciplinas e de outras realidades. Esta visão moderna da integração da aprendizagem da leitura começa a ser consensual. Tal como é consensual a função democrática da leitura. O Ministério da Educação e Ciência identifica-se com este desígnio e alargou, este ano, este incentivo para os meios audiovisuais: o Plano Nacional de Cinema, organizado em conjunto com a Secretaria de Estado da Cultura, comunga muitos elementos da estrutura e dos objetivos do PNL. Antes ainda, lançámos “O Mundo (da Ciência) na Escola”, um projeto já em plena atividade por todo o país, levando cientistas às escolas e trazendo estudantes a laboratórios e centros de investigação. Todos estes projetos são importantes para assegurar uma cidadania plena, baseada tanto no conhecimento das nossas heranças culturais e identitárias como no conhecimento da ciência, que é universal, e na ética de respeito pela procura da verdade. Mas é igualmente essencial que, numa escola democrática e moderna, se desenvolva uma cultura de exigência no saber e um processo educativo pautado pela qualidade do que se ensina e de como se ensina, para elevar a qualidade com que se aprende e do que se aprende. O alargamento da avaliação externa, combinado com o estabelecimento de objetivos curriculares muito precisos, plasmados nas Metas Curriculares, permitirá uma implementação e uma aferição rigorosa dos conhecimentos e das capacidades que estão a ser ensinadas, aprendidas e desenvolvidas nas escolas. Pretendemos, com estas medidas, aumentar a exigência e a qualidade do sistema educativo e garantir a deteção precoce de dificuldades, com vista à atuação imediata para promover o sucesso. Acompanhando estes objetivos de modernização da escola — que nas Metas Curriculares para o Português partem, e bem, de aspetos básicos, como, por exemplo, a velocidade de leitura —, a segunda fase do PNL, iniciada em 2011, PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 11 incidirá na qualidade da leitura: é preciso ler… e é preciso ler bem. Aquilo que se faz com maior facilidade e fluência faz-se melhor, compreende-se melhor. Pretende-se estimular o contacto direto com os grandes livros, com os nossos grandes escritores — as bases do quem somos sustentam o que queremos ser. A identidade cultural de um povo, tão bem espelhada no seu cânone literário, reforça a democracia. Pretende-se que os nossos jovens desenvolvam o gosto pelo conhecimento. Estamos convictos que a qualidade do ensino é a garantia da mais plena cidadania, o melhor contributo para o futuro dos jovens e do país, a melhor defesa da democracia e da liberdade. Nuno Crato Ministro da Educação e Ciência 12 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO INTRODUÇÃO Criado em 2006 e tendo entrado em 2011 na sua 2ª Fase de execução, o Plano Nacional de Leitura tem como missão fundamental a elevação dos nossos níveis de literacia, promovendo os hábitos de leitura dos portugueses. Os diversos programas do PNL envolveram, até agora, a esmagadora maioria das crianças e dos jovens que frequentam o sistema educativo, tanto na sala de aula como na biblioteca e noutros espaços escolares. Para lá dessa presença escolar, temos procurado que os efeitos do PNL ultrapassem os estabelecimentos de ensino e se alarguem às áreas da leitura em família e da rede de leitura pública. Para a concretização desse propósito, deve sublinhar-se a estreita articulação do PNL com a Rede de Bibliotecas Escolares, bem como a profícua colaboração com a Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, sobretudo através da rede de Bibliotecas Municipais, assegurando sinergias essenciais para a eficácia da actividade do PNL. Ao entrar na 2ª Fase da sua actividade, o Plano Nacional de Leitura não esquece a necessidade de consolidar o trabalho desenvolvido nos anos anteriores. Um dos nossos principais desígnios, neste momento, consiste em fixar rotinas e práticas de leitura no sistema educativo, de modo a que iniciativas como o Concurso Nacional de Leitura ou a Semana da Leitura (este ano apoiada pelo Banco Popular) possam ser integradas pelas escolas nos seus habituais planos de actividades, mesmo depois do ano lectivo de 2015 / 2016, data prevista para o final da execução do PNL. Trata-se, assim, de atingir para as iniciativas de promoção da leitura uma velocidade de cruzeiro, necessária para que entrem no quotidiano das escolas, graças ao trabalho de muita gente, sendo devido um caloroso agradecimento às equipas que integram o PNL e a RBE, mas também a todas as pessoas e organizações que têm colaborado connosco no intuito de levar por diante esta missão, congregando os esforços de muitos intervenientes na promoção da leitura, como os professores ou os bibliotecários, mas também parceiros institucionais como fundações, empresas, órgãos de comunicação ou um grande número de autarquias, numa rede cuja finalidade consiste no alargamento dos hábitos de leitura dos portugueses. Esta abertura à sociedade civil deverá ser reforçada no futuro, promovendo o contributo de novos parceiros que possam constituir novas fontes de financiamento das actividades do PNL. PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 13 Neste 6.º ano de actividade, o Plano Nacional de Leitura procurou abrir um novo ciclo cujas orientações obedecem ao lema Ler+ Ler melhor, apostando mais na qualidade do que na quantidade, o que implicará uma gestão cada vez mais cuidadosa dos recursos disponíveis, com o reforço dos programas que têm dado melhores frutos e a reformulação ou extinção de outros menos eficazes, bem como o lançamento de alguns novos projectos, como o Ler+ JOVEM. De qualquer modo, pareceme fundamental que o livro continue a ser encarado como um objecto de cultura essencial para as famílias, graças a uma boa rede de bibliotecas e de livrarias, que permita o acesso ao que de melhor é publicado pelos editores portugueses, também parceiros centrais neste trabalho. Sem grupos editoriais sólidos não poderemos levar a cabo o propósito de alargar os hábitos de leitura dos portugueses. Para algumas pessoas, o apoio à leitura pode parecer um desperdício ou um investimento sem retorno, mas é um erro pensar assim. Nunca será de mais sublinhar a importância da leitura para a construção de identidades individuais e colectivas, num percurso que começa nos primeiros anos de vida e se prolonga numa permanente descoberta pessoal, capaz de nos mostrar a beleza e a diversidade do mundo, mas também as suas interrogações e os seus absurdos, os seus medos ou as suas perplexidades. Trata-se de uma aprendizagem sem fim, que pode durar toda a vida, ao longo de uma rota fascinante e por vezes contraditória onde vem ao de cima o melhor de nós, por vezes também o pior, mas acima de tudo o acesso a zonas desconhecidas de cada um de nós, que passamos a conhecer graças à leitura. De tudo isso se constrói o acto de ler, de tudo isso se alimenta a música das palavras ou o desenho das letras com que neste alfabeto as escrevemos, com todo o amor e toda a dedicação do mundo, quando vemos os nossos alunos cada vez mais curiosos ou interessados, como se uma luz nova os iluminasse. Do meu ponto de vista, a Escola deverá constituir um dos lugares centrais dessa iluminação, já que é sobretudo aí que muitos jovens conseguem alargar os horizontes do seu conhecimento e reforçar o seu gosto de ler, vindo a tornar-se futuros cidadãos livres, dotados de sentido crítico e de capacidade de reflexão, para depois propagarem esse gosto numa cadeia sem fim. O PNL pretende apenas contribuir para que cada um de nós possa ser mais um elo dessa cadeia infinita. Fernando Pinto do Amaral Comissário do Plano Nacional de Leitura 14 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO Sistema Educativo 1 Promoção da leitura e da escrita nos estabelecimentos de ensino No momento em que a centralidade da leitura em todas as atividades educativas é essencial, o Plano Nacional de Leitura em conjunto com a Rede de Bibliotecas Escolares têm vindo a assegurar uma eficaz disponibilização e utilização de livros e outros recursos de informação, que estimulem a leitura e o desenvolvimento dos níveis de literacia. Os programas desenvolvidos pelo PNL destinam-se a promover a leitura, reforçando o papel das bibliotecas escolares e proporcionando condições para a utilização constante de livros e textos, em diferentes suportes, nas atividades letivas. A fim de consolidar hábitos de leitura entre os alunos e desenvolver a literacia, as escolas têm recebido recursos adequados à leitura e à escrita e tem sido dado apoio técnico aos docentes. 1. 1 Objetivos centrais • Aprofundar a leitura nas salas de aula; • Estimular iniciativas destinadas a fomentar a leitura autónoma entre crianças e jovens; • Promover dinâmicas em rede, no intercâmbio de recursos entre os estabelecimentos de cada agrupamento, coordenadas pelas bibliotecas escolares e em articulação com as bibliotecas públicas. 1. 2 Áreas de incidência • Promoção da leitura orientada na sala de aula; • Promoção da leitura autónoma; • Promoção da leitura em projetos envolvendo toda a comunidade educativa. 1. 3 Metodologia • Acompanhamento dos programas nucleares do PNL no sentido de estimular o envolvimento dos docentes; • Lançamento de iniciativas, anunciadas antes do início de cada ano letivo, para permitir aos docentes ponderar o uso de novas modalidades de leitura e de envolvimento da comunidade educativa; PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 15 • Divulgação de listas de livros recomendados para cada nível educativo, permitindo a adequação às características das turmas; • Comunicação em rede para viabilizar o intercâmbio de experiências e recursos; • Avaliação da execução dos programas nucleares e de outros projetos. 1. 4 Programas nucleares de continuidade Os quatro programas nucleares de continuidade, implementados na primeira fase do Plano Nacional de Leitura, continuam a ser desenvolvidos nas escolas, abrangendo todos os níveis de educação e ensino. Quadro 1 PROGRAMAS NUCLEARES DE CONTINUIDADE ESTÁ NA HORA DOS LIVROS Leitura diária em sala de aula na educação pré-escolar ESTÁ NA HORA DA LEITURA Leitura diária em sala de aula no 1.º ciclo do ensino básico QUANTO MAIS LIVROS MELHOR Leitura orientada semanal em sala de aula no 2.º ciclo do ensino básico NAVEGAR NA LEITURA Leitura orientada semanal em sala de aula no 3.º ciclo do ensino básico e no ensino secundário Os programas centrais do PNL que visam a promoção e o desenvolvimento da leitura e da escrita de forma sistemática abrangeram, em 2011-2012, a educação pré-escolar, a globalidade do ensino básico e o ensino secundário. Estes programas de continuidade foram concretizados pelas seguintes atividades: • Leitura orientada na sala de aula, escrita e outras atividades educativas centradas em títulos de temáticas diversificadas e transversais aos currículos; • Concursos de leitura e escrita, jogos, atividades festivas, feiras do livro, contacto das turmas com escritores e ilustradores; • Utilização de recursos e serviços da biblioteca escolar em todas as atividades para estimular o prazer de ler, a leitura autónoma e a pesquisa de informação. O PNL disponibilizou orientações técnicas e recursos financeiros que permitiram aos agrupamentos de escolas e às escolas não agrupadas, da rede pública de ensino, a seleção e a aquisição de diferentes tipos de livros para o desenvolvimento de atividades de leitura na sala de aula e para a leitura autónoma. A execução dos programas foi assegurada pelos docentes, com recurso a dinâmicas coordenadas pelas equipas das bibliotecas escolares. 16 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO Todos os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas da rede pública, com população ao nível da educação pré-escolar e do ensino básico (1.º, 2.º e 3.º ciclos), receberam apoio financeiro para aquisição de conjuntos de livros para leitura orientada na sala de aula. Quadro 2 ESCOLAS QUE RECEBERAM APOIO DO PNL – PROGRAMAS DE CONTINUIDADE Agrupamentos de escolas* Escolas não agrupadas com 3º ciclo do ensino básico** Nº Total Apoio PNL (%) 10 055 100 * Jardins-de-Infância e escolas básicas (1.º, 2.º e 3.º ciclos) ** Escolas secundárias com 3º ciclo do ensino básico No ano letivo 2011-2012 deu-se continuidade ao apoio universal do PNL a todas as escolas da rede pública, com educação pré-escolar e ensino básico. 1. 5 Atividades de promoção da leitura 1.5.1 Leitura de periódicos > Projeto Visão Júnior A iniciativa Conheço um Escritor promovida pela Revista VISÃO Júnior, em parceria com o Plano Nacional de Leitura e a Rede de Bibliotecas Escolares, é dirigida a todos os alunos do ensino básico, do 1.º ao 9.º ano de escolaridade. O desafio é conhecer um escritor e visitar o seu local de trabalho. Os alunos e as turmas enviaram perguntas que gostavam de ver respondidas pelo escritor. Todos os meses a Revista selecionou as três perguntas que considerou mais originais. Os autores dessas perguntas – “os repórteres” escolhidos pela Visão Júnior – fizeram pessoalmente uma entrevista ao escritor, realizada, sempre que possível, na sua casa ou no local onde costuma trabalhar. PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 17 As entrevistas foram publicadas na VISÃO Júnior do mês seguinte à sua realização e divulgadas no site da Revista. > Promoção de leitura em formato digital Revista Giggle A leitura de publicações em formato digital, muito apelativa para as crianças e os jovens, tem sido objeto de especial atenção por parte dos docentes e das famílias. Para possibilitar a transmissão de orientações educativas que tornem esse tipo de leitura mais seletiva e enriquecedora, o PNL e a RBE têm incentivado as escolas a promoverem a leitura orientada de sítios eletrónicos informativos e de obras em formato digital. A colaboração com a revista Giggle tem-se revelado útil para os docentes que realizam com os seus alunos essa atividade de leitura orientada. 1.5.2 Ler+ em vários sotaques O projeto Ler+ em vários sotaques continua a ser desenvolvido pelas escolas. Constitui-se como uma estratégia de valorização da diversidade da língua portuguesa e da promoção da leitura em voz alta, em sotaques diversos característicos de países e regiões muito diversificadas. Pela sua transversalidade, este projeto continuou, neste ano letivo, a integrar o Plano Anual de Atividades dos agrupamentos de escolas e das escolas não agrupadas, tendo feito parte das dinâmicas propostas pelas Bibliotecas Escolares e pela Semana da Leitura. Mais de 100 estabelecimentos de educação e de ensino desenvolveram atividades no âmbito do projeto. 1.5.3 Escritores nas escolas A presença de escritores e ilustradores nas escolas e bibliotecas para contactarem com os seus leitores tornou-se uma prática comum, que se realiza nos diferentes níveis de educação e ensino, em escolas de todo o país. Para que as visitas de autores continuem a ter impacto nos hábitos de leitura dos alunos, o PNL mantém a recomendação aos docentes para que seja assegurado o conhecimento de livros do autor convidado, por todos os alunos presentes nas sessões, realizando previamente leituras orientadas na sala de aula. 18 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 1.5.4 Feiras do livro As feiras do livro nas escolas, tal como a visita de alunos acompanhados por professores a feiras do livro realizadas nas bibliotecas ou noutros locais públicos, têm sido prática comum na maioria das escolas e bibliotecas, envolvendo toda a comunidade escolar: alunos e as suas famílias, docentes e funcionários. Esta atividade tem proporcionado um contacto vivo e direto com grande número de títulos adequados às diferentes idades, incentivando os alunos ao manuseamento, à apreciação dos livros expostos e a escolhas fundamentadas. No sítio ESCOLAS do Portal PNL estão disponíveis orientações sobre a preparação, a divulgação e a dinamização das feiras do livro nas escolas. (URL: http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/escolas/projectos.php?idTipoProjecto=54) 1.5.5 Atividades de autarquias e de organizações locais Muitas autarquias, bibliotecas, associações, museus e instituições culturais têm vindo a organizar iniciativas para promover a leitura e a escrita junto de crianças e jovens. O PNL tem recolhido e divulgado informação sobre vários tipos de realizações e incentivado os docentes a participarem com os seus alunos e respetivas famílias. 1.6 Projetos e iniciativas 1.6.1 aLeR+ 2011-2012 | 4.º ano de desenvolvimento O Projeto aLeR+, lançado e criado em parceria com o National Literacy Trust – UK, contou, no seu quarto ano de desenvolvimento, com a mobilização de um total de 78 agrupamentos de escolas e 10 escolas não agrupadas, cujas bibliotecas escolares trabalharam em rede com as bibliotecas municipais na dinamização de projetos destinados a desenvolver e a consolidar nas escolas um ambiente integral de leitura, apelando ao envolvimento das comunidades educativas. PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 19 No âmbito deste projeto, realizou-se o III Encontro Nacional do Projeto aLeR+, no dia 15 de julho de 2011, e também o IV Encontro Nacional do Projeto aLeR+, no dia 3 de julho de 2012, na Escola Secundária Eça de Queirós, em Lisboa. Dando continuidade à prática dos anos anteriores, estes encontros centraram-se no balanço do trabalho desenvolvido pelas escolas que integraram a rede do projeto aLeR+ e, a partir da apresentação de boas práticas, na promoção da reflexão e do debate sobre diferentes dinâmicas e modos de intervenção na área da leitura. Estas experiências tiveram como referência um conjunto de orientações favoráveis à promoção de uma cultura integral de leitura, tendo em conta as seguintes áreas de incidência: • Promoção da leitura • Envolvimento da comunidade • Visibilidade • Comunicação e divulgação Ainda neste âmbito, foram incluídas as intervenções de individualidades relacionadas com a promoção da leitura nos contextos nacional e internacional nos dois últimos Encontros Nacionais do Projeto aLeR+. Em 2011, o III Encontro contou com a intervenção de Elisa Yuste, coordenadora da Área de Promoção da Leitura do Centro Internacional do Livro Infantil e Juvenil da Fundação Gérman Sánchez Ruipérez, sobre Jóvenes lectores, álbumes, novelas, iPads, arte, música…un cóctel que funciona. Em 2012, o IV Encontro contou com a participação de Carlos Fiolhais, Professor da Universidade de Coimbra, que abordou o tema Livros e Bibliotecas: do papel ao digital. 20 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO As escolas aLeR+ receberam apoio técnico e financeiro do PNL e da RBE. Para apoiar a execução do projeto e considerando os fundamentos do mesmo, as brochuras cedidas pelo projeto Reading Connects (Apresentação, Orientações e Envolver as Famílias) continuaram a ser utilizadas por todos os intervenientes. No ano 2011-2012, o acompanhamento do projeto foi realizado através de visitas da equipa de coordenação nacional às escolas que integraram o projeto no último ano letivo e a algumas das escolas que integraram a rede de escolas aLeR+. Nestas visitas, foi seguido o guião baseado nas áreas de incidência já referidas e que se centram na valorização do envolvimento da comunidade e das famílias nas atividades de promoção da leitura e na visibilidade da prática efetiva da leitura nas salas de aula e nos espaços coletivos das escolas, passando pela comunicação e divulgação destas práticas. No ano letivo 2012-2013, Figura 1 REDE DE ESCOLAS INTEGRADAS NO PROJETO aLeR+ vão ser integradas doze novas instituições de educação e de ensino, que abrangem crianças e jovens desde a educação préescolar ao ensino secundário, totalizando a primeira centena de escolas da rede do projeto aLeR+ 2008/2009 distribuídas pelas pelo território 2009/2010 de Portugal continental. 2010/2011 2011/2012 2012/2013 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 21 1.6.2 Semana da leitura 2011-2012 | 6.ª edição A Semana da Leitura, na sua 6.ª edição, foi uma atividade que integrou o plano anual de atividades das escolas do país e de muitas bibliotecas públicas pela relevância que esta iniciativa atribui à leitura e aos livros, pela abrangência que proporciona na integração de temáticas diversificadas e pela transversalidade de leituras que congregam diversas áreas de expressão do conhecimento e da arte. Esta iniciativa tem-se revelado Propiciadora da aproximação das escolas e de estruturas públicas e privadas que constituem o tecido cultural e social das comunidades, tendo conquistado crescente relevância na celebração coletiva da leitura. A partir do envolvimento crescente entre as comunidades educativas, as famílias, diversas figuras públicas e os cidadãos em geral, a leitura continua a ser cada vez mais valorizada publicamente, beneficiando do envolvimento das equipas da Rede de Bibliotecas Escolares e das Bibliotecas Municipais e Públicas. Em 2011-2012, à semelhança de edições anteriores e dando relevância à participação da sociedade civil na promoção da leitura, a Semana da Leitura contou com a parceria do Banco Popular, aliando-se a celebração da leitura à sensibilização das populações mais jovens para questões relacionadas com a cooperação e a solidariedade num momento particular ao nível social e económico. Nesta medida, a Semana da Leitura aliou a leitura à comemoração do Ano Internacional das Cooperativas, centrando-se na temática COOPERAÇÃO/ SOLIDARIEDADE. Este desafio permitiu ainda que as escolas ou os agrupamentos desenvolvessem atividades cultural e socialmente contextualizadas e em consonância com os seus projetos educativos, promovendo a articulação transversal dos currículos. No âmbito desta parceria e deste enquadramento, desenvolveu-se o concurso «Eu conto», que visou, para além da abordagem de temáticas diversas já referidas, o alargamento dos hábitos de leitura da população escolar e o desenvolvimento de competências nos domínios da leitura e da escrita. 22 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO Ao longo do mês de março, nomeadamente na semana de 5 a 9 de março, escolas não agrupadas, agrupamentos de escolas das redes pública e privada e bibliotecas públicas cooperaram no desenvolvimento de atividades diversificadas de celebração da leitura, em muitos casos aliando esta iniciativa a outros eventos festivos, nomeadamente o Dia Mundial da Floresta e da Árvore, o Dia Mundial da Poesia, o Dia do Livro Português, o Dia Mundial do Teatro, o Dia Internacional do Livro Infantil, o Dia Mundial do Livro e Direitos de Autor e o Dia do Autor Português. Considerando que a Semana da Leitura é uma iniciativa de continuidade já integrada pelas instituições de educação e de ensino, as atividades festivas de promoção da leitura ocuparam espaços escolares comuns – bibliotecas públicas e espaços públicos (mercados, praças, cafés, restaurantes, livrarias e papelarias, jardins), para além dos espaços escolares tradicionais, como a sala de aula e a Biblioteca Escolar. Verificou-se que esta iniciativa continuou a contribuir para o crescente envolvimento e participação das comunidades em momentos de leitura, em debates sobre os livros e a leitura, em espetáculos de poesia, com declamações e dramatizações, em concursos e jogos, em sessões de leitura, na organização de feiras do livro, tendo contado com a participação da comunidade escolar e de familiares e amigos de crianças e jovens, de figuras públicas, de escritores, ilustradores e atores. A pluralidade de dinâmicas que tem marcado esta iniciativa em torno da leitura e da mobilização de competências leitoras, contou com o envolvimento direto das crianças da educação pré-escolar, dos alunos do ensino básico e secundário e dos seus círculos de amigos e familiares. PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 23 Quadro 3 SEMANA DA LEITURA 2012 PARTICIPAÇÃO DE CRIANÇAS E ALUNOS NAS ATIVIDADES Nível de Educação e de Ensino Crianças | Alunos (Nº) Educação pré-escolar 45 692 1º Ciclo do ensino básico 133 939 2º Ciclo do ensino básico 82 329 3º Ciclo do ensino básico 100 701 Ensino secundário 46 320 Total 408 981 (Fonte SIPNL) De acordo com os dados disponíveis no Sistema de Informação do Plano Nacional de Leitura (SIPNL), a Semana da Leitura foi dinamizada por cerca de 800 instituições de educação e de ensino, das redes pública e privada, tendo muitas contado com a colaboração e o envolvimento das Bibliotecas Municipais. Para além destes dados, as escolas e diversas bibliotecas públicas disponibilizaram informações e documentos referentes à divulgação, calendarização e desenvolvimento das atividades agendadas, que têm sido disponibilizadas no sítio ESCOLAS, do Portal do Plano Nacional de Leitura, constituindose como um recurso e um espaço de partilha de práticas e de informação mobilizador de novas formas de cooperação e de envolvimento entre a comunidade, as autarquias, as bibliotecas municipais e as bibliotecas escolares. 1.6.3 Dormir+ para Ler melhor 2011-2012 | 2.º ano de desenvolvimento O Projeto Dormir+ para Ler Melhor, que resultou de uma parceria entre o Centro de Electroencefalografia e Neurofisiologia Clínica da Faculdade de Medicina de Lisboa e o Plano Nacional de Leitura, visa a promoção da leitura, partindo dos benefícios que a qualidade de sono das crianças e dos jovens traz para que leiam melhor, compreendam melhor e aumentem o seu sucesso escolar. Considerando os seus objetivos, assim como a relevância dos hábitos de leitura para o desenvolvimento intelectual e para o sucesso escolar das crianças e dos jovens, o projeto desenvolveu-se junto de escolas leitoras que integram o Projeto aLer+. Deste modo, 88 agrupamentos de escolas / escolas não agrupadas da rede escolar 24 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO pública foram convidados/as a frequentarem uma formação específica para educadores de infância e professores do ensino básico com o objetivo de preparar estes agentes educativos para identificarem junto das crianças e dos jovens indícios de comportamentos relacionados com a falta de qualidade do sono. Pretendeu-se, ainda, que estes educadores e professores se constituíssem como agentes na promoção efetiva da qualidade do sono. Foram agendadas três sessões de formação e informação, levadas a cabo por responsáveis do Centro de Electroencefalografia e Neurofisiologia Clínica, que decorreram durante o 2.º período letivo, em datas previamente acordadas entre as duas entidades parceiras no projeto. As datas e os locais de realização das sessões foram definidos em função do número de inscritos e da localização geográfica das suas escolas de origem, tendo estas decorrido em escolas públicas de Lisboa, de Coimbra e do Porto que disponibilizaram os espaços e outros recursos. Quadro 4 PROJETO DORMIR+ PARA LER MELHOR – SESSÕES DE FORMAÇÃO E INFORMAÇÃO Data Local Escolas (Nº) 10 de fevereiro Escola Secundária de Eça de Queirós | Lisboa 24 2 de março Escola Secundária Infanta D. Maria | Coimbra 29 16 de março Escola Artística de Soares dos Reis | Porto 32 TOTAL DE ESCOLAS QUE REALIZARAM A FORMAÇÃO 85 Na sequência da formação realizada no âmbito do projeto Dormir+ para Ler Melhor, os estabelecimentos de educação e de ensino vão desenvolver projetos, ao longo do ano letivo 2012-2013, para promoção da qualidade do sono junto das crianças, dos jovens e dos adultos com quem estes vivem. 1.6.4 Ler+ no Palácio Fronteira 2011-2012 | 5ª edição Ler+ no Palácio Fronteira é uma iniciativa do Plano Nacional de Leitura e da Fundação das Casas de Fronteira e Alorna que se tem vindo a realizar, desde 2007, com a colaboração da Escola Secundária da Ramada. Esta atividade tem como objetivo promover a leitura em voz alta e o debate sobre obras escolhidas e trabalhadas por alunos sob a orientação dos seus professores. No âmbito das aulas de Língua Portuguesa, todas as sessões foram precedidas de: PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 25 • • • • Divulgação das atividades; Inscrição dos alunos para participação nas atividades, junto do professor da disciplina; Seleção das obras a ler; Preparação da leitura e das sessões a realizar no Palácio Fronteira. A iniciativa decorreu em 2012, de acordo com os pressupostos dos anos anteriores e com a agenda seguinte: • 9 de maio – 1.ª sessão – alunos do 7.º ano. Apresentação dos contos “A janela da despensa como argumento moral” e “Hades”, de Luísa Costa Gomes, pela Dra. Antónia Brandão. Dinamização do debate que se seguiu, com intervenções de todos os alunos presentes, pela Dra. Antónia Brandão. • 16 de maio – 2.ª sessão – alunos do 10.º ano Apresentação dos contos “Por extenso”, “Que” e “Barril”, de Luísa Costa Gomes, pelo Comissário do PNL, Fernando Pinto do Amaral. Dinamização do debate que se seguiu, com intervenções de todos os alunos presentes, pela Dra. Antónia Brandão. 1.6.5 Voluntariado de Leitura 2011-2012 | 2.º ano de desenvolvimento No contexto do protocolo de cooperação estabelecido entre o Plano Nacional de Leitura e o Observatório da Língua Portuguesa (OLP), assinado em 2009, que determina que devem ser definidas formas de acolher iniciativas da sociedade civil, nomeadamente as que impliquem a participação de voluntários na promoção da leitura, têm sido desenvolvidos esforços, no âmbito do voluntariado de leitura, com vista ao desenvolvimento de uma experiência com um grupo de voluntários de leitura em escolas que têm condições para isso e que manifestaram disponibilidade. No âmbito desta iniciativa foram já desenvolvidas algumas ações concretas, nomeadamente: • Edição PNL de duas brochuras relativas à iniciativa: 1. Leitura em Voz Alta com as Crianças 2. Leitura em Parceria com as Crianças 26 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO • Realização online, a nível nacional, de um questionário dirigido a agrupamentos de escolas do MEC, referente ao trabalho desenvolvido na área do voluntariado de leitura e à disponibilidade para continuidade ou lançamento. • Análise do conteúdo do referido questionário e elaboração de relatório. • Publicação na página da Internet do Observatório da Língua Portuguesa, de um formulário para inscrição de voluntários na área da promoção da leitura. • Registo de 20 candidatos a voluntariado de leitura, da grande Lisboa. • Estabelecimento de parceria com a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) por via da participação direta dos coordenadores inter-concelhios (CIBE), que operam no terreno, junto das escolas e em articulação com as bibliotecas escolares, com os objetivos de: Reforçar e apoiar a função das escolas na prossecução dos objetivos de promoção da leitura Contribuir para aproximar as pessoas dos livros Criar um ambiente positivo de incentivo ao prazer de ler e de ouvir ler Contribuir para o desenvolvimento e enriquecimento pessoal de quem dele beneficia dado que a leitura estimula a imaginação e favorece o desenvolvimento intelectual • Sessão de formação com os voluntários, professores bibliotecários, CIBE e técnicos da Direção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo. • Sessão de formação dos voluntários de leitura, realizada na sede do PNL, com o programa seguinte: 1. “Breve enquadramento teórico do voluntariado e boas histórias” (Helena Maria Nogueira – Técnica de serviço Social) 2. “Bolsa de ideias: possíveis atividades a desenvolver nas bibliotecas escolares” (RBE - Coordenadora Inter-concelhia – Sintra) 3. “ A intuição leitora” (Rodolfo Castro – Contador de histórias / Escritor) • Orientação dos voluntários, através dos Coordenadores Inter-concelhios, em articulação com as escolas de acolhimento, em reuniões e contactos diretos. • Formalização, pelo PNL, de documentação necessária ao exercício do voluntariado, incluindo declarações de compromisso. • Realização de dois cursos de formação dirigidos aos voluntários de leitura, «Contos do Mundo», dinamizados pelo formador Rodolfo Castro, com duração de 9 horas (3 sessões de 3 horas cada). PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 27 1.6.6 Clubes de leitura Melhores Leitores do Mundo – MLM 2011-2012 | 2.º ano de desenvolvimento O Plano Nacional de Leitura e a Rede de Bibliotecas Escolares deram continuidade ao Projeto Clubes de Leitura MLM, mantendo-se o mesmo objetivo: encontrar estratégias que contrariem o afastamento dos adolescentes da leitura, evidência que os estudos manifestam, e os aproximem dos livros, ajudando-os a desenvolver o prazer e o gosto pela leitura. Das seis escolas do ensino secundário envolvidas, apenas uma não deu continuidade ao projeto. Em todas as outras, verificou-se a situação inversa: aumentaram o número de alunos e de turmas a integrar os clubes de leitura. A aposta no espírito de grupo e na atividade com os seus pares, sendo um elemento estruturante e agregador dos adolescentes, constituiu uma estratégia determinante para o sucesso do projeto. As escolas optaram pelas modalidades propostas, sempre na tentativa de potenciar uma das rubricas já existentes nos Programas de Português, o “contrato de leitura”, escolhendo a que melhor se adaptava à sua especificidade, tendo desenvolvido as leituras ao longo do ano. Prevê-se a realização de um Encontro com a presença do Comissário do PNL, Fernando Pinto do Amaral, e da Coordenadora da RBE, Teresa Calçada, dos professores que orientaram os clubes de leitura, dos alunos participantes e de um escritor convidado, a ter lugar em novembro de 2012. 1.6.7 Ler+ jovem 2011-2012 | 1.º ano de desenvolvimento O Projeto Ler+ jovem foi divulgado junto das escolas no final do ano letivo 20112012. Pretende-se que as escolas procurem estratégias que reaproximem os jovens do ensino secundário da leitura e ajudem o público adulto a descobrir o prazer de ler. Resumidamente, desafiam-se os professores a prepararem e a orientarem alunos que façam promoção de leitura junto das comunidades locais, envolvendo-se eles próprios com a leitura. Neste sentido, o público-alvo do projeto são os jovens do ensino secundário e a população adulta, nomeadamente, séniores. 28 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 1.7 Projetos internacionais 1.7.1 LeR+ em Timor-Leste 2011-2012 | 3.º ano de desenvolvimento A Rede de Bibliotecas Escolares em parceria com o Plano Nacional de Leitura realizou, de janeiro a abril de 2012, uma nova missão internacional, ao abrigo da execução do Protocolo de Cooperação Bilateral, entre o Ministério da Educação e Ciência de Portugal e o Ministério da Educação de Timor-Leste. A assistência técnica e consultoria da RBE centrou-se no objetivo principal de apoio à criação de uma rede de bibliotecas escolares em Timor-Leste, com a parceria do Ministério da Educação e Ciência de Portugal. O plano de trabalho desenvolveu-se em torno das seguintes finalidades: • Apoiar a criação e o desenvolvimento da Rede de Bibliotecas Escolares de Timor-Leste (RBETL) ; • Realizar formação pedagógica e capacitação técnica dos recursos humanos (docentes e técnicos) afetos às bibliotecas timorenses; • Monitorizar, em articulação com a Escola Portuguesa Ruy Cinatti, de Díli (EPRC), a evolução do Projeto Ler+ em Timor-Leste da RBE/PNL –Bibliotecas escolares itinerantes/Malas Ler+ – nas Escolas da rede escolar pública timorense que integram este projeto desde 2010; PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 29 • Apoiar a reorganização das bibliotecas das Escolas de Referência da rede escolar pública timorense (antigos polos distritais da EPRC). > Programa da Rede de Bibliotecas Escolares de Timor-Leste (RBETL) De entre as ações e atividades relevantes, destaca-se a preparação dos princípios estruturantes do Programa Rede de Bibliotecas Escolares de Timor-Leste (RBETL) que culminou com a aprovação do Diploma Ministerial n.º 7 de 12 março de 2012, instituindo formalmente as bibliotecas escolares como uma medida de política educativa do Ministério da Educação de Timor-Leste. O diploma define os princípios e os requisitos básicos da RBETL no que concerne a: a) instalações e equipamentos b) fundos documentais c) recursos humanos e formação d) processos de gestão e funcionamento e) estabelecimento de parcerias O Programa de âmbito nacional será necessariamente faseado, de modo a garantir a sua sustentabilidade local e permitir a formação de recursos humanos associados às bibliotecas escolares, quer de quadros técnicos, quer de docentes. O modelo de implementação da RBETL prevê a existência de uma biblioteca fixa, com instalações próprias, nas escolas básicas centrais (EBC), sede de agrupamento, e a existência de bibliotecas itinerantes nas respetivas escolas básicas filiais (EBF) da rede escolar timorense. Esta modalidade foi testada através das bibliotecas itinerantes/Malas do Projeto Ler+ em Timor-Leste da RBE/PNL, projeto que constitui a génese e paradigma para o desenvolvimento do Programa da RBE de Timor-Leste. 30 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO > Formação pedagógica e capacitação técnica dos recursos humanos Concomitantemente ao objetivo de criação de um programa nacional, procurou-se impulsionar a constituição de uma bolsa de recursos humanos que possam integrar a Equipa de Implementação da RBETL. Assim, a RBE, em articulação com o Instituto Nacional de Formação de Docentes e Profissionais da Educação (INFORDEPE), definiu o plano de dois cursos de formação para a RBETL: um direcionado para a área da biblioteconomia e dirigido aos técnicos do METL que deverão integrar a Equipa de Implementação da RBETL; outro vocacionado para os diretores e docentes das equipas das escolas que vão integrar a RBETL até 2013. Ainda na área da formação, assinala-se a realização, pelo segundo ano consecutivo, do Curso Intensivo de Formação, na área das bibliotecas, dirigido aos docentes timorenses das escolas que integram o Projeto das Bibliotecas Escolares Itinerantes/ Ler+ em TimorLeste, concretizado pela Escola Portuguesa Ruy Cinatti, de Díli. > Consolidação do Projeto Ler + em Timor-Leste nas escolas timorenses A evolução do Projeto Ler+ em Timor-Leste assume especial relevância, quer pelo acolhimento positivo junto dos docentes e alunos timorenses, quer pelo facto de constituir a génese e paradigma do Programa da Rede de Bibliotecas Escolares de Timor-Leste. O papel da Escola Portuguesa Ruy Cinatti é imprescindível para garantir a monitorização, coordenação e gestão do sistema de itinerância das 216 Malas do Projeto Ler+ em Timor-Leste, num total de 33 mil documentos, nas 40 escolas públicas PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 31 e privadas que beneficiam do projeto, abrangendo os distritos de Baucau, Díli, Ermera (Gleno), Manufahi (Same), Bobonaro (Maliana), Liquiçá e Oe-cusse. Regista-se, igualmente, o papel fundamental do Ministério da Educação de Timor-Leste que garante a logística nos sete distritos abrangidos pelo projeto, assim como no apoio à realização do curso de formação dos seus docentes, realizado na EPRC, através do INFORDEPE, e ainda com a colaboração do Projeto das Escolas de Referência. > Apoio às bibliotecas das Escolas de Referência da rede escolar pública timorense Numa vertente de consolidação de parcerias, a RBE/PNL têm mantido o apoio, através do Projeto Ler+ em Timor-Leste, às Escolas de Referência de Baucau, Ermera (Gleno), Manufahi (Same), Bobonaro (Maliana), e Oe-cusse da rede escolar pública timorense (antigos polos distritais da EPRC) que dispõem de bibliotecas fixas e se constituem como boas práticas a nível nacional. Nestas escolas que integram docentes e educadores de infância portugueses lecionando o currículo escolar timorense, são desenvolvidas, em parceria com a Escola Portuguesa, diversas atividades utilizando os recursos das bibliotecas Ler+ e contribuindo para a difusão da língua e cultura portuguesas junto da comunidade local. 32 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 1.8 Concursos de promoção da leitura e da escrita Para além dos concursos promovidos pelo Plano Nacional de Leitura, têm sido apoiadas iniciativas levadas a cabo por outras entidades. 1.8.1 Concurso Nacional de Leitura 2011-2012 | 6.ª edição Tal como vem acontecendo desde 2006 e atendendo sempre à vertente lúdica da promoção da leitura nas escolas, o Plano Nacional de Leitura – em articulação com a RTP, com a Direcção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas e com a Rede das Bibliotecas Escolares – promoveu, ao longo do ano letivo de 2011-2012, o Concurso Nacional de Leitura. Com coordenação do Comissário do PNL, o concurso procura avaliar as manifestações do prazer e também os conhecimentos dos leitores participantes, no universo do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário de todas as escolas aderentes do país, aos quais foram sugeridas obras literárias sobre que tiveram de atuar num percurso concursal dividido em 3 fases: > 1.ª Fase Provas eliminatórias em escolas do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário, desenvolvidas ao longo do 1º Período Escolar e nas duas primeiras semanas do 2.º Período e com final a 13 de janeiro de 2012. Os docentes responsáveis selecionaram as obras a concurso e os alunos foram apurados para a fase seguinte, mediante provas elaboradas nas escolas. PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 33 Quadro 5 ESCOLAS E ALUNOS PARTICIPANTES NA 1ª FASE DO CONCURSO NACIONAL DE LEITURA Distrito Nº de Escolas Nº de Alunos Aveiro 56 223 Beja 12 45 Braga 66 241 Bragança 12 62 Aveiro 56 223 Beja 12 45 Braga 66 241 Bragança 12 62 Castelo Branco 28 119 Coimbra 23 84 Évora 10 38 Faro 37 114 Guarda 15 51 Leiria 33 133 Lisboa 60 224 Portalegre 10 34 Porto 97 346 Santarém 25 99 Setúbal 22 89 Viana do Castelo 25 104 Vila Real 24 104 Viseu 35 155 TOTAIS 590 2 265 > 2.ª Fase Provas nas bibliotecas públicas, durante o 2.º Período e com final a 30 de abril de 2012. As provas foram elaboradas e realizadas sob a responsabilidade dos bibliotecários, tendo sido constituídos júris distritais que fizeram o apuramento dos 18 concorrentes de cada ciclo, para a final nacional. 34 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO As provas distritais foram filmadas e foram emitidos resumos pela RTP1 no programa Portugal no Coração. Quadro 6 FASE DISTRITAL DO CNL 2011-2012 | ENSINO BÁSICO Biblioteca | Distrito Obras lidas no 3º ciclo do ensino básico Data da prova Biblioteca Municipal de Ílhavo | Aveiro A invenção de Hugo Cabret Brian Selznick Viagem à Roda do meu Nome Alice Vieira 11 de abril Biblioteca Municipal de Mértola | Beja Meia Hora para mudar a minha Vida Alice Vieira Cão como nós Manuel Alegre 16 de abril Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva | Braga O Livro Misterioso Margarida Fonseca Santos A Montanha da Água Lilás 23 de abril Pepetela Biblioteca Municipal de Mogadouro | Bragança O Romance da Raposa Aquilino Ribeiro Vírus Mortal John Peel 13 de abril Biblioteca Municipal de Vila Velha de Ródão | Castelo Branco Filhos de Montepó António Mota Ricardo, o radical Maria Teresa Maia Gonzalez 20 de abril Biblioteca Municipal da Figueira da Foz | Coimbra Os livros que devoraram o meu pai Afonso Cruz 18 de abril Biblioteca Municipal de Montemor-o-Novo | Évora Oliver Twist Charles Dickens Úrsula, a maior Alice Vieira 21 de abril Biblioteca Municipal de Olhão | Faro Para Maiores de Dezasseis Ana Saldanha O Rapaz que Prendeu o Vento William Kamkwamba 18 de abril Biblioteca Municipal de Vila Nova de Foz Côa | Guarda O Principezinho Antoine de Saint-Exupéry Meia Hora Para Mudar a Minha Vida Alice Vieira 26 de abril Biblioteca Municipal da Nazaré | Leiria O Velho e o Mar Ernest Hemingway Os da Minha Rua Ondjaki 16 de abril MUDE | Lisboa Platero e Eu Juan Jimenes Os livros que devoraram o meu pai 17 de abril Afonso Cruz Biblioteca Municipal de Fronteira | Portalegre Os livros que devoraram o meu Meia Hora Para Mudar a pai Minha Vida Afonso Cruz Alice Vieira Biblioteca Municipal do Porto | Porto Patagónia Express Luís Sepúlveda 28 de abril As Aventuras de João Sem Medo 24 de abril José Gomes Ferreira PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 35 (Cont.) Biblioteca | Distrito Obras lidas no 3º ciclo do ensino básico Data da prova Biblioteca Municipal da Chamusca | Santarém Os da Minha Rua Ondjaki O Romance da Raposa Aquilino Ribeiro 18 de abril Biblioteca Municipal de Alcácer do Sal | Setúbal O Mistério da Estrada de Sintra Eça de Queirós e Ramalho Ortigão O Velho e o Mar Ernest Hemingway 26 de abril Biblioteca Municipal de Valença | Viana do Castelo Zorro: o começo da lenda Isabel Allende Para Maiores de Dezasseis 14 de abril Ana Saldanha Biblioteca Municipal de Murça | Vila Real O Rapaz do Rio Tim Bowler Alma Manuel Alegre 2 de maio Biblioteca Municipal de Tondela | Viseu O mundo em que vivi Ilse Losa História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar Luis Sepúlveda 27 de abril Quadro 7 FASE DISTRITAL DO CNL 2011-2012 | ENSINO SECUNDÁRIO Biblioteca | Distrito Obras lidas no ensino secundário Data da prova Biblioteca Municipal de Ílhavo | Aveiro Ilha Teresa Richard Zimler Histórias Falsas Gonçalo M. Tavares 11 de abril Biblioteca Municipal de Mértola | Beja Anatomia dos Mártires João Tordo Crónica de uma Morte Anunciada Gabriel Garcia Marquez 16 de abril Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva | Braga O homem do Turbante Verde Mário de Carvalho Ilha Teresa Richard Zimler 23 de abril Biblioteca Municipal de Mogadouro | Bragança Amor de Perdição Camilo Castelo Branco A Turma François Bégaudeau 13 de abril Biblioteca Municipal de Vila Velha de Ródão | Castelo Branco Lillias Fraser Hélia Correia 20 de abril Biblioteca Municipal da Figueira da Foz | Coimbra Ernestina José Rentes de Carvalho 18 de abril Biblioteca Municipal de Montemor-o-Novo | Évora A Evolução de Calpúrnia Tate Jacqueline Kelly Biblioteca Municipal de Olhão A Arte de Morrer Longe | Faro Mário de Carvalho 36 A Torre da Vigia Ana Maria Matute 21 de abril O Perfume: História de um Assassino Patrick Süskind 18 de abril PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO (Cont.) Biblioteca | Distrito Obras lidas no ensino secundário Data da prova Biblioteca Municipal de Vila Nova de Foz Côa | Guarda Uma Abelha na Chuva Carlos de Oliveira Pan Knut Hamsun 26 de abril Biblioteca Municipal da Nazaré | Leiria A Viagem do Elefante José Saramago Capitães da Areia Jorge Amado 16 de abril MUDE | Lisboa A Cidade de Ulisses Teolinda Gersão Flush, uma biograϔia Virginia Woolf 17 de abril Biblioteca Municipal de Fronteira | Portalegre Todos os Nomes José Saramago O velho que Lia Romances de Amor 28 de abril Luis Sepúlveda Biblioteca Municipal do Porto O Livro | Porto José Luís Peixoto Nos Passos de Magalhães 24 de abril Gonçalo Cadilhe Biblioteca Municipal da Chamusca | Santarém A Viagem do Elefante José Saramago A Sombra do Vento José Ruiz Zafón 18 de abril Biblioteca Municipal de Alcácer do Sal | Setúbal O Belo Adormecido Lídia Jorge O Leitor Bernhard Schlink 26 de abril Biblioteca Municipal de Valença | Viana do Castelo O Carteiro de Pablo Neruda Antonio Skármeta Mar me quer Mia Couto 14 de abril Biblioteca Municipal de Murça | Vila Real O Vale da Paixão Lídia Jorge A Ilha Fantástica Germano Almeida 2 de maio Biblioteca Municipal de Tondela | Viseu Crónica de uma Morte Anunciada Gabriel Garcia Marquez O Mandarim Eça de Queirós 27 de abril > 3.ª Fase Final nacional – Estúdios Valentim de Carvalho – 29 de Junho 2012. As provas foram elaboradas pelo júri nacional em parceria com a RTP e as provas semifinal e final decorreram no dia 29 de Junho, nos Estúdios Valentim de Carvalho. Dos 18 finalistas presentes às provas semifinais (3.º ciclo e ensino secundário) foram apurados dois grupos de cinco alunos (5 do 3.º ciclo e 5 do ensino secundário) para disputarem a prova final que, nesta edição, se integrou no figurino do novo concurso da RTP1, Decisão Final. PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 37 Os prémios alcançados pelos alunos vencedores reverteram a favor das Bibliotecas das suas escolas e as prestações em concurso foram transmitidas, a nível nacional, pela RTP1, nos dias 4 e 5 de julho de 2012. Quadro 8 ESCOLAS COM ALUNOS APURADOS PARA A FINAL NACIONAL Distrito Aveiro Beja Braga Bragança Castelo Branco Coimbra Évora Faro Guarda Leiria Lisboa Portalegre Porto Santarém Setúbal Viana do Castelo Vila Real Viseu 38 Escolas com alunos apurados Nível de ensino dos alunos apurados Escola Secundária de Arouca 3º Ciclo Escola Secundária Dr. Manuel Laranjeira, Espinho Secundário Escola Secundária D. Manuel I, Beja Secundário Escola Básica Eng.º Manuel Amaro da Costa S. Teotónio, Odemira 3º Ciclo Escola Secundária Alcaides de Faria, Barcelos Secundário Escola Básica Trigal de Santa Maria, Braga 3º Ciclo Escola Secundária Emídio Garcia, Bragança Secundário Agrupamento de Escolas D. Afonso III, Vinhais 3º Ciclo Escola Básica e Secundária Nuno Álvares 3º Ciclo Escola Básica e Secundária Nuno Álvares Secundário Colégio Apostólico da Imaculada Conceição, Coimbra 3º Ciclo Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho, Figueira da Foz Secundário Escola Secundária Rainha Santa Isabel, Estremoz 3º Ciclo Escola Secundária de Vendas Novas Secundário Escola Secundária João de Deus, Faro Secundário Escola Básica 2,3 João da Rosa, Olhão 3º Ciclo Escola Secundária de Gouveia Secundário Escola Secundária da Sé, Guarda 3º Ciclo Escola Secundária D. Inês de Castro, Alcobaça Secundário Escola Secundária Raúl Proença, Caldas da Rainha 3º Ciclo Escola de Dança do Conservatório Nacional 3º Ciclo Escola Secundária de Mem Martins Secundário Escola Básica nº1 de Elvas 3º Ciclo Escola Básica e Secundária Prof. Mendes dos Remédios, Nisa Secundário Escola Básica 2/3 A Ribeirinha, Vila do Conde 3º Ciclo Escola Secundária c/ 3º ciclo Diogo de Macedo, Vila Nova de Gaia Secundário Escola Secundária Dr. Ginestal Machado, Santarém 3º Ciclo Escola Secundária Dr. Ginestal Machado, Santarém Secundário Escola Secundária de Alcácer do Sal 3º Ciclo Escola Secundária de Casquilhos, Barreiro Secundário Escola Básica e Secundária de Valdevez, Arcos de Valdevez 3º Ciclo Escola Básica e Secundária Diogo Bernardes, Ponte da Barca Secundário Escola do Ensino Básico de Peso da Régua 3º Ciclo Escola Básica e Secundária de Ribeira de Pena Secundário Escola Secundária Dr.ª Felismina Alcântara, Mangualde Secundário Escola Básica e Secundária de Moimenta da Beira 3º Ciclo PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO Quadro 9 OBRAS LIDAS PELOS ALUNOS PARA A FINAL NACIONAL Nível de Ensino 3º Ciclo do ensino básico Ensino secundário Título Autor O Mundo em que Vivi Ilse Losa As Viagens de Gulliver Jonathan Swift Oliver Twist Charles Dickens África Minha Karen Blixen Amor de Perdição Camilo Castelo Branco O Grande Gatsby Scott Fitzgerald 1.8.2 Concurso Onde te leva a imaginação? 2011-2012 | 6.ª edição No 6.º ano de edição o concurso Onde te leva a imaginação?, decorrente do protocolo estabelecido entre os CTT e o PNL, propôs, mais uma vez, às crianças e aos alunos da educação pré-escolar, 1.º e 2.º ciclos do ensino básico, o desafio de juntarem a imaginação e a leitura para criarem dois produtos finais na forma de mensagens – desenho e desenho/escrita – tendo como sugestão temática o espírito de solidariedade e a construção de um Portugal melhor. Da proposta constava a realização de dois trabalhos, sendo um correspondente à produção de uma imagem para um selo, no âmbito dos CTT, e o outro aliando a leitura ao tema da solidariedade, no âmbito do PNL. Na vertente da leitura foi lançado o desafio às crianças da educação pré-escolar: imaginar ser um MÁGICO e quem ajudaria; no 1.º ciclo imaginar ser um HERÓI e quem salvaria e no 2.º ciclo imaginar ser um POLÍTICO e o que mudaria. Ao apelo de participação dirigido às escolas de todo o país, públicas e privadas, responderam 821 das quais resultaram, nas três categorias, os seis vencedores: Educação pré-escolar • Jardim-de-infância João de Deus, Torres Vedras – “Onde te leva o selo?” • Jardim-de-infância Externato Calimero, Sintra – “Onde te leva a leitura?” PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 39 1.º Ciclo • 2.º Jardim Escola João de Deus, Coimbra – “Onde te leva o selo?” • Escola Básica com Jardim-de-infância Riba de Ave, Vila Nova de Famalicão – “Onde te leva a leitura?” 2.º Ciclo • Colégio da Via Sacra, Viseu – “Onde te leva o selo?” • Escola Básica e Secundária Pintor José de Brito, Viana do Castelo – “Onde te leva a leitura?” Quadro 10 PARTICIPAÇÃO NO CONCURSO ONDE TE LEVA A IMAGINAÇÃO Número de escolas Número de trabalhos Crianças/alunos Educação pré-escolar 291 6 022 1º Ciclo do ensino básico 326 6 672 2º Ciclo do ensino básico 204 3 734 TOTAL 821 16 428 Nível de educação / ensino 1.8.3 Concurso Inês de Castro 2011-2012 | 4.ª edição O Plano Nacional de Leitura e a Fundação Inês de Castro deram continuidade ao concurso Inês de Castro, que se destina a estimular a leitura e a escrita, lançando o desafio às escolas, aos alunos e aos professores para, em torno do romance de D. Pedro e D. Inês de Castro, construírem uma Caça ao Tesouro. A partir da definição de um “percurso” pelos contextos e lugares históricos, geográficos, literários, afetivos, alusivos ao tema, foram mobilizados diferentes saberes e competências, traduzindo-se em aprendizagens para os alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário que, no processo de construção do trabalho, recorreram a fontes bibliográficas diversificadas, como livros da biblioteca escolar e de outros locais, músicas, pinturas, esculturas, filmes, sítios online e/ou outras obras em que é abordado o romance de D. Pedro e D. Inês de Castro. Este concurso foi divulgado em dezembro de 2011, tendo os agrupamentos de escolas e as escolas não agrupadas formalizado a sua inscrição entre os meses de janeiro e março. Decorrente deste processo, foram apuradas as seguintes instituições: 40 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO Quadro 11 CONCURSO INÊS DE CASTRO 2012 – ESCOLAS APURADAS Agrupamento de escolas | Escola não agrupada Concelho | Localidade Escolas de Frazão | Escola Básica de Frazão Paços de Ferreira | Frazão Escolas da Benedita | Escola Básica da Benedita Alcobaça | Benedita Escolas Infante D. Henrique | Escola Básica Infante D. Henrique Viseu | Repeses Escola Secundária D. Inês de Castro Alcobaça | Alcobaça Escolas de Nisa | Escola Básica e Secundária Prof. Mendes dos Remédios Nisa | Nisa Escolas de Marzovelos | Escola Básica João de Barros Viseu | Marzovelos Escolas de A-Ver-o-Mar | Escola Básica de A Ver-o-Mar Póvoa de Varzim | Aver-o-Mar Escolas n.º 1 de Elvas | Escola Básica n.º 2 de Elvas Elvas | Elvas Escolas de Resende | Escola Secundária D. Egas Moniz Resende | Resende Escolas Comendador Ângelo Azevedo | Escola Básica Comendador Ângelo Azevedo Oliveira de Azeméis | São Roque Escolas de Cávado Sul | Escola Básica Rosa Ramalho Barcelos | Barcelinhos Escolas de Sines | Escola Básica Vasco da Gama Sines | Sines Os trabalhos a concurso foram apreciados pelo júri, tendo sido atribuídos prémios aos vencedores e menções honrosas. Quadro 12 CONCURSO INÊS DE CASTRO 2012 – TRABALHOS PREMIADOS Prémio 1º Prémio Nível de ensino 2.º Ciclo Agrupamento | Escola Título Cávado Sul | Escola Básica 2,3 Rosa Ramalho O Amor trágico de Pedro e Inês Autores Bruna Araújo Mariana Fernandes Tatiana Barbosa 1.º Prémio 3.º Ciclo 2.º Prémio 3.º Ciclo Escolas de Frazão | Escola Básica 2, 3 de Frazão Escolas de Sines | Escola Básica Vasco da Gama Um magníϔico Tesouro Literário Caça ao tesouro – Inês de Castro Ana Cristina Pacheco Eduarda Pereira José Filipe Carneiro Cheila Gonçalves Joana Silva Ricardo Palmeira PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 41 Quadro 13 CONCURSO INÊS DE CASTRO 2012 – MENÇÕES HONROSAS Nível de ensino Agrupamento | Escola Título Autores Escolas de Resende | Escola Secundária D. Egas Moniz Inês de Castro Duarte Ramalho Nunes Joana So ia de Moura Pereira Ricardo Vieira Pereira Escola Secundária D. Inês de Castro – Leiria Inês de Castro: do nascimento à morte Tatiana Jesus Ensino secundário A cerimónia de entrega de prémios da 4ª edição do concurso Inês de Castro realizou-se no Hotel Quinta das Lágrimas, em Coimbra, no dia 5 de junho de 2012. 1.8.4 Faça Lá um Poema 2011-2012 | 3.ª edição O concurso Faça Lá um Poema procura incentivar o gosto pela leitura e escrita de poesia. É dirigido a todas as escolas públicas e privadas, aos alunos e professores que com eles trabalham, e reparte-se pelos quatro níveis de ensino, desde o 1.º ciclo do ensino básico ao ensino secundário. Nesta 3.ª edição, todos eles demonstram pertencer a essa vastíssima comunidade internacional, rica, exótica, imaginativa e cheia de interesse que é a comunidade dos leitores. A seleção dos poemas ficou ao critério de cada escola, tendo-se sugerido, no entanto, que o processo fosse dinamizado pelo professor bibliotecário ou pelo responsável da biblioteca escolar. A metodologia adotada foi a seguinte: 1. Escolas agrupadas Até 10 de fevereiro de 2012 – seleção dos melhores trabalhos (um poema por cada nível de ensino) e respetivo envio para a Sede do Agrupamento. Até 24 de fevereiro de 2012 – submissão do formulário com os trabalhos selecionados pela sede do agrupamento (máximo de quatro textos por cada sede de agrupamento, correspondentes a um poema por cada nível de ensino). 42 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 2. Escolas não agrupadas Até 24 de Fevereiro de 2012 – submissão do formulário com os trabalhos selecionados (máximo de quatro textos por cada estabelecimento de educação e ensino, correspondentes a um poema por cada nível de ensino). O concurso teve, como sempre, excelente adesão por parte dos alunos e das escolas e foram analisados 746 poemas por um júri constituído para o efeito. A cerimónia de entrega dos prémios, integrada nas celebrações do Dia Mundial da Poesia e tendo como protagonistas os autores dos textos, que os leram de forma muito genuína, realizou-se no Centro Cultural de Belém, no dia 24 de março de 2012 e teve a presença do Sr. Ministro da Educação e Ciência, do Sr. Comissário do Plano Nacional de Leitura e do Sr. Presidente da Fundação Centro Cultural de Belém. Quadro 14 ESCOLAS PARTICIPANTES E POEMAS POR NÍVEIS DE ENSINO Nível de ensino Número de poemas a concurso 1º Ciclo do ensino básico 181 2º Ciclo do ensino básico 193 3º Ciclo do ensino básico 246 Ensino secundário 126 TOTAL 746 Número de escolas participantes 379 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 43 Quadro 15 CONCURSO FAÇA LÁ UM POEMA | 1º CICLO DO ENSINO BÁSICO Trabalhos premiados Autores Agrupamento de escolas 1º Prémio A minha mochila Matilde Pequicho | 4º ano D. Luís de Ataíde | Leiria 2º Prémio Amor–perfeito Lucas Daniel Aguiar Ribeiro | 4º ano Campia | Viseu 3º Prémio Bola de sabão Mariana Rodrigues Marques | 3º ano Infante D. Pedro | Coimbra Quadro 16 CONCURSO FAÇA LÁ UM POEMA | 2º CICLO DO ENSINO BÁSICO Trabalhos premiados Autores Agrupamento de escolas 1º Prémio Natureza Beatriz Lourenço Gama | 6º ano Nuno Gonçalves | Lisboa 2º Prémio A Dança das Palavras Ana Miguel Soares | 6º ano Aveiro | Aveiro 3º Prémio A Magia de uma Folha Hugo M. R. H. Moreira Grilo | 5º ano Professor Agostinho da Silva | Sintra Quadro 17 CONCURSO FAÇA LÁ UM POEMA | 3º CICLO DO ENSINO BÁSICO Trabalhos premiados Autores Agrupamento de escolas Escola 1º Prémio Qualquer Coisa Inês Galocha Pascoal | 8º ano Nº1 de Portalegre | Portalegre 2º Prémio O Fio Guilherme Fonseca | 8º ano Braamcamp Freire | Lisboa 3º Prémio Palavras Miguel N. B. R. Machado | 7º ano Colégio dos Plátanos | Lisboa Menção Honrosa Espelho Rafael Gomes Ferreira | 9º ano Mira de Aire e Alvados | Leiria Quadro 18 CONCURSO FAÇA LÁ UM POEMA | ENSINO SECUNDÁRIO Trabalhos premiados Autores Agrupamento de escolas Escola 1º Prémio Faça lá um poema Neuza Saldanha | 12º ano S. Lourenço | Portalegre 2º Prémio Bêbados Ricardo A. Afonso Batista | 12º ano Escola Secundária de Mira lores | Lisboa 3º Prémio Fiz de ti Catarina I. Almeida Ribeiro | 12º ano Gândara Mar – Tocha | Coimbra Menção Honrosa Fui Dinis João Barata | 12º ano Stuart Carvalhais | Lisboa 44 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 1.8.5 Eu conto 2011-2012 | 1.ª edição O concurso Eu Conto foi lançado no âmbito da Semana da Leitura e foi uma iniciativa do Plano Nacional de Leitura, em parceria com o Banco Popular. Enquadrado na 6ª Edição da Semana da Leitura e conjugando a comemoração do Ano Internacional das Cooperativas e a promoção da leitura e dos livros, este concurso centrou-se na temática COOPERAÇÃO/ SOLIDARIEDADE. À semelhança dos anos anteriores, e considerando o grande envolvimento das escolas das redes pública e privada nas dinâmicas de celebração e de promoção da leitura nas escolas e junto das comunidades em geral, o concurso Eu Conto, em 2011-2012, lançou o desafio às escolas/ aos agrupamentos de escolas para que dinamizassem, em função do seu projeto educativo e do contexto social em que se inserem, atividades e iniciativas de promoção de leitura, mobilizadoras de saberes e de competências da população escolar, numa articulação transversal dos currículos que ajudassem a interiorizar os princípios da cooperação /solidariedade. Neste quadro foi proposto às crianças e aos jovens, a partir de leituras diversas, a criação de um conto e da respetiva capa ou, aos mais pequenos, a ilustração de uma história anteriormente ouvida ou lida. Este concurso visou premiar a criatividade, a imaginação, a capacidade de comunicação e de mobilização de todos em torno da leitura e da escrita, da cooperação e da solidariedade. Constituiu-se, portanto, como um contributo para estimular o prazer de ler, para a abordagem de temáticas relevantes e atuais e para a mobilização de saberes transversais e fundamentais para o desenvolvimento de uma cidadania mais consciente e participativa. PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 45 O Concurso desenvolveu-se no quadro dos objetivos gerais definidos para a Semana da Leitura 2012: • Contribuir para dar visibilidade e promover a leitura na comunidade escolar; • Desenvolver competências transversais aos currículos, envolvendo num trabalho colaborativo um conjunto articulado de saberes que passam pela língua portuguesa, pelas ciências e pelas artes; • Estimular a imaginação e competências de trabalho em equipa entre as crianças e os jovens. CALENDARIZAÇÃO DO CONCURSO DEZEMBRO de 2011 – Divulgação aos estabelecimentos de educação e de ensino da rede pública e privada; JANEIRO de 2012 – Elaboração dos trabalhos; FEVEREIRO de 2012 - Conclusão da elaboração dos contos (até 25 de fevereiro); – Seleção pelas escolas sede de agrupamento/ escolas não agrupadas de um conto vencedor por nível de ensino (de acordo com o regulamento); MARÇO de 2012 – Envio dos trabalhos selecionados (de 19 a 30 de março); ABRIL a MAIO de 2012 – Análise dos trabalhos enviados (1 de abril a 20 de maio); – Divulgação dos trabalhos vencedores (23 a 29 de maio). Participaram no concurso cerca de 226 instituições de educação e de ensino das redes pública e privada nacionais, tendo sido apresentados a concurso um total de 368 trabalhos, que resultaram do envolvimento de mais de quatro mil crianças e jovens do país. Quadro 19 TRABALHOS APRESENTADOS A CONCURSO 46 Nível de educação e de ensino Agrupamentos Escolas não agrupadas (Nº) Educação pré-escolar 84 1º Ciclo do ensino básico 81 2º Ciclo do ensino básico 79 3º Ciclo do ensino básico 91 Ensino secundário 33 TOTAL 368 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO Após a apreciação do júri do concurso, foram premiados cinco trabalhos, um por cada nível de educação e de ensino, e foram atribuídas três menções honrosas, ao nível do 1.º e do 3.ºciclos do ensino básico. Quadro 20 TRABALHOS PREMIADOS EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR Agrupamento | Escola Trabalhos premiados Autoria Escolas Visconde de Juromenha | Escola Básica com Jardim de Infância Eduardo Luna de Carvalho A galinha ruiva, António Torrado Margarida Vakalyuk Sunaime Candé Trabalhos premiados Autoria SINTRA 1º CICLO DO ENSINO BÁSICO Agrupamento | Escola Escolas de Paderne | Escola Básica de Paderne ALBUFEIRA A girafa que comia estrelas, José E. Agualusa Maria Carolina Ataíde Tomás Silva 2º CICLO DO ENSINO BÁSICO Agrupamento | Escola Escolas de Celorico de Basto | Escola Básica da Gandarela Trabalhos premiados Sonho ou realidade? CELORICO DE BASTO Autoria Eduarda Fabiana C. Araújo 3º CICLO DO ENSINO BÁSICO Agrupamento | Escola Trabalhos premiados Autoria Escolas de Anadia | Escola Básica de Anadia Solidariedade e Cooperação: Uma opção de vida, uma realidade que nunca deve ser esquecida! Adriana Matos So ia Matos Trabalhos premiados Autoria ANADIA ENSINO SECUNDÁRIO Agrupamento | Escola Escola Secundária José Afonso SEIXAL Uma Vida em Compassos Rita Gaspar Henrique Mata PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 47 Quadro 21 MENÇÕES HONROSAS 1º CICLO DO ENSINO BÁSICO Agrupamento | Escola Escolas de Vila Cova | Escola Básica de Creixomil BARCELOS Trabalhos premiados A girafa que comia estrelas, José E. Agualusa Autoria Diogo Duarte José Carlos Eiras 3º CICLO DO ENSINO BÁSICO Agrupamento | Escola Trabalhos premiados Autoria Escola Portuguesa Ruy Cinatti O livro solidário Ildegardis Bunda Letícia Soares Escolas de Carnaxide-Valejas | Escola Básica Vieira da Silva Eu conto! Catarina Reis Oksana Figol DILI OEIRAS (Trabalhos disponíveis em http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/Concursos/index.php?s=concu rsos&op=vencedores&tipo=1&concurso=62) 1.8.6 Japão Passado e Presente 2011-2012 | 1.ª edição O concurso Japão Passado e Presente surgiu de um protocolo assinado entre a Embaixada do Japão, o PNL e a RBE, celebrado no dia 23 de novembro de 2011. O público-alvo do concurso foram os alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e os alunos do ensino secundário. Os principais objetivos do concurso Japão Passado e Presente são: divulgar a civilização e cultura do Japão; fomentar a amizade entre os dois países; promover a leitura e a escrita em diversos suportes; desenvolver as competências da literacia da informação e da literacia digital e promover o cosmopolitismo e a troca de saberes. Os alunos (equipas de dois/três elementos coordenados por um professor) elaboraram trabalhos constituídos por Blogues ou Sítios Web que podiam incluir, entre outros materiais, textos em língua portuguesa da autoria das equipas concorrentes, abordando episódios históricos e aspetos da arte, sociedade e cultura nipónicas. Foi selecionado um Blogue/Sítio Web a concurso por cada nível de ensino, mediante os seguintes critérios: riqueza e variedade; correção e clareza de conteúdo; estética e originalidade; adequação e acessibilidade. As dez equipas que submeteram os seus trabalhos a concurso foram distribuídas pelos seguintes níveis de ensino: 48 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO • 2.º Ciclo – duas equipas • 3.º Ciclo – quatro equipas • Ensino secundário – quatro equipas A seleção dos Blogues premiados foi realizada por um Júri composto por um elemento de cada uma das entidades organizadoras (Embaixada do Japão, Plano Nacional de Leitura e Rede de Bibliotecas Escolares) e por dois especialistas de reconhecido mérito nas áreas da cultura nipónica e das tecnologias da informação e comunicação. Os Blogues premiados na 1.ª edição do concurso Japão Passado e Presente foram: • Japão Passado e Presente (URL: http://www.nihon.com.pt), da autoria de João Nuno Fonseca e Rita Serzedelo Menino (2º Ciclo), coordenados pela docente Isabel Maria Queirós Alves de Moura Gomes - Escola Secundária com 2º e 3º Ciclos Prof. Reynaldo dos Santos. • Subarashi Nihon (URL: japanesesmile.blogspot.com), da autoria de Mariana Diamantino de Oliveira e Tatiana Cristina Cabral Maduro (3º Ciclo), coordenadas pela docente Fernanda Azevedo da Escola EB 2,3 El Rei D. Manuel I. • Japão ao seu Alcance (URL: http://japanhinomaru.blogspot.com), da autoria de Alexandra Rosário, Ana Marques e Ana Serra (Ensino Secundário), coordenadas pela docente Cláudia Ponte da Escola Secundária D. Manuel Martins. A cerimónia de entrega de prémios vai realizar-se no dia 25 de setembro de 2012, na Embaixada do Japão. 1.8.7 Ler em Português 2011-2012 | 1.ª edição A Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, a Rede de Bibliotecas Escolares e o Plano Nacional de Leitura celebraram um Protocolo de Colaboração em 14 de dezembro de 2011, com o objetivo de lançar o concurso Ler em Português, com o intuito de promover a utilização da Língua Portuguesa, aumentar as práticas de leitura e aprofundar o intercâmbio e a troca de experiências entre alunos e professores portugueses e norte-americanos. Este concurso é destinado a alunos do ensino secundário. A participação exige que sejam constituídas equipas mistas a partir de equipas individuais de cada país (três alunos e um professor coordenador), de modo a ser garantido o intercâmbio desejado. Esta iniciativa conta ainda com a colaboração de outras entidades, acompanhamento e divulgação locais, designadamente a Secretaria Regional Educação e Formação – Região Autónoma dos Açores, a Secretaria Regional Educação e Cultura – Região Autónoma da Madeira, a Coordenação do Ensino PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO no da da de 49 Português nos Estados Unidos da América do Instituto Camões e a Associação dos Professores de Português nos Estados Unidos da América e Canadá. Por razões de ajustamento do calendário escolar dos dois países, não foi possível concluir o concurso Ler Em Português em 2011-2012, pelo que as entidades organizadoras decidiram prolongar a primeira edição do concurso para o ano letivo de 2012-2013. 1.8.8 Conheço um escritor 2011-2012 | 3.ª edição O Plano Nacional de Leitura, a Rede de Bibliotecas Escolares e a revista Visão Júnior prosseguiram, em 2011-2012, a iniciativa Conheço um escritor aberta a todos os alunos do ensino básico, do 1.º ao 9.º anos de escolaridade, que pretende dar a conhecer os escritores portugueses para a infância e a juventude. Esta iniciativa tem como objetivos estimular o gosto pela leitura, desenvolver o interesse pelos livros, conhecer escritores portugueses e as suas obras e permitir uma maior aproximação entre os autores e os leitores. É uma iniciativa que contribui para a dinamização das atividades das Bibliotecas Escolares e/ou Municipais, ao propor aos alunos/ utentes a leitura de livros de autores de literatura infantil e juvenil e, em simultâneo, a realização de trabalhos a partir de um livro lido ou da vida e obra de um escritor. A revista Visão Júnior disponibiliza todos os meses, no seu site, um cartaz para anunciar o escritor do mês. Os alunos do ensino básico podem participar neste concurso, individualmente ou em grupo, através das seguintes modalidades de texto: > Entrevista Envio mensal de perguntas sobre os aspetos considerados mais interessantes da atividade profissional e da vida pessoal do escritor indicado para esse mês. Todos os meses são selecionados os três autores das perguntas consideradas mais pertinentes, para fazerem pessoalmente uma entrevista ao escritor. A entrevista é realizada, sempre que possível, na sua casa ou no local onde costuma trabalhar e é publicada na Visão Júnior. 50 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO > Reconto, dramatização, texto biobibliográϐico Os participantes podem elaborar textos, com o máximo de 800 caracteres, sobre o autor do mês – reconto ou dramatização de um livro ou de um excerto/ recolha de dados biobibliográficos sobre o escritor. Todos os meses são publicados os trabalhos selecionados na revista e no site da Visão Júnior. 1.8.9 Como seria a vida sem os MEDIA? 2011-2012 | 1.ª edição O concurso Como seria a vida sem os MEDIA? integrou a iniciativa «Um dia com os Media» de âmbito nacional que se centrou na relação dos cidadãos com os meios de comunicação, promovendo o espírito crítico e a criatividade. O Plano Nacional de Leitura e a Rede de Bibliotecas Escolares, em colaboração com o Gabinete dos Meios de Comunicação Social, desafiaram os alunos a criarem um slogan original que se constituísse como resposta à questão Como seria a vida sem os media? Participaram na iniciativa mais de 80 agrupamentos de escolas/ escolas não agrupadas, com um total de 113 slogans. TRABALHOS PREMIADOS Quadro 22 TRABALHOS PREMIADOS | 1º E 2º CICLOS DO ENSINO BÁSICO Agrupamento | Escola Escolas de Castro Daire Trabalhos premiados Sem os media ao teu lado estavas sempre desligado Autoria Ana Carina Sousa Ferreira Quadro 23 TRABALHOS PREMIADOS | 3º CICLO DO ENSINO BÁSICO E ENSINO SECUNDÁRIO Agrupamento | Escola Escola Secundária com 3º ciclo do Ensino Básico de António Gedeão | Almada Trabalhos premiados Sem os media uma tortura, com os media uma loucura! Autoria Diogo Calado MENÇÕES HONROSAS Quadro 24 MENÇÕES HONROSAS | 1º E 2º CICLOS DO ENSINO BÁSICO Agrupamento | Escola Escolas de Penacova Trabalhos premiados Autoria Sem os meios de comunicação a nossa vida seria um mega apagão Mariana Duarte PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 51 Quadro 25 MENÇÕES HONROSAS | 3º CICLO DO ENSINO BÁSICO E ENSINO SECUNDÁRIO Agrupamento | Escola Instituto de Promoção Social de Bustos | Oliveira do Bairro Trabalhos premiados Autoria Queres ir para o deserto? Sem os media estás lá perto! Renata Neves Caetano 1.8.10 Leitores Sonhadores 2011-2012 | 1.ª edição Leitores Sonhadores – Crescer a ler é um Concurso de leitura que teve a sua primeira edição no ano letivo 2011-2012, dando continuidade às dinâmicas geradas pelo concurso Um Leitor é um Sonhador, entre 2008 e 2011, na região do Alentejo. Este concurso resultou de uma parceria entre as Autarquias da região, a Direção Regional de Educação do Alentejo, os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas da região, a Rede de Bibliotecas Escolares, O Plano Nacional de Leitura, a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Portalegre e a Editora Paleta de Letras. Os objetivos do concurso são a promoção da leitura e o desenvolvimento da expressão e compreensão escrita e oral das crianças do 1.º ciclo do ensino básico, 3.º e 4.º anos, e do 2.º ciclo do ensino básico, 5.º e 6.º anos. O Plano Nacional de Leitura proporcionou a oferta de livros às crianças que participaram nesta prova. 1.8.11 BiblioFilmes Festival 2011-2012 | 5.ª edição O BiblioFilmes é um concurso de vídeos/ filmes sobre livros e bibliotecas que, na sua edição de 2012, contou de novo com o apoio do Plano Nacional de Leitura e que se pretende venha a estar ligado aos novos projetos em perspetiva e/ou já existentes (Projeto SOBE, na área temática da prevenção da saúde oral / Projeto PNER, na área temática da prevenção rodoviária e outros, suscetíveis de induzir ao aparecimento de curtas metragens relacionais). A nova identidade, do concurso é "BiblioFilmes Festival – Face a ler Livros! Gosto! Curti! Like! 52 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO Neste 5.º Volume procuram-se "amadores" [pessoas que amam] livros e bibliotecas. O desafio proposto aos jovens é fazerem um filme (com uma câmara de vídeo ou um telemóvel), a contar a sua história e provar o quanto gostam da sua biblioteca e/ou de um livro. > BiblioFilmes: Livros, Bibliotecas, Acção! 2012 Concurso de vídeos através do YouTube, baseado na 1.ª edição, que inclui 17 categorias com o limite de tempo de 3,14 minutos. > Prémio Trailer de Livros da Língua Portuguesa Decorre online para os melhores trailers de livros colocados em sítios de vídeos como o YouTube. > Curta BiblioFilmes Curtas-metragens inspiradas em livros e bibliotecas, até 30 minutos. Todos podem apresentar os seus filmes e vídeos ao festival, desde que sejam baseados em bibliotecas ou obras literárias, incluindo poesia, romances, ficção, não-ficção, bd, etc. 1.8.12 Conta-nos uma história 2011-2012 | 3 ª edição A 3.ª edição do concurso Conta-nos uma história decorreu no ano letivo 2011-2012, promovida pela Equipa de Recursos e Tecnologias Educativas/Plano Tecnológico da Educação (ERTE/PTE) em parceria com o Plano Nacional de Leitura e a Rede de Bibliotecas Escolares. O concurso propõe às escolas o desafio de utilizarem as tecnologias de forma criativa, enriquecendo a sua prática pedagógica e proporcionando às crianças/alunos oportunidades de aprendizagens diferenciadas, que vão além do contexto tradicional. As histórias, nas suas formas contada, escrita e lida, são um excelente veículo de promoção da leitura, reforçada atualmente pelo contributo das tecnologias, permitindo um alargamento significativo das fronteiras da imaginação, da criatividade, dos valores e do saber. A variedade de opções disponíveis, no âmbito das histórias, inclui fábulas, parábolas, contos, mitos ou lendas e outros textos já existentes, podendo ser humorísticas, educativas, PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 53 tradicionais, etc., incentivando-se também a criação de originais. Nesta 3.ª edição foram validadas 400 histórias nos formatos vídeo e áudio (poadcast), sendo distinguidos os três primeiros trabalhos nas categorias/ grupos definidos: educação pré-escolar, 1.º e 2.º ano do 1.º ciclo e 2.º e 3.º ano 1.º ciclo. 1.8.13 FORUM Entre | Palavras 2011-2012 | 8 ª edição O fórum de debate Entre | Palavras é uma iniciativa do Jornal de Notícias destinada a alunos do 3.º ciclo de escolas públicas e privadas. Na sua oitava edição, em 2011-2012, teve novamente o apoio do Plano Nacional de Leitura. O fórum tem como objetivo incentivar a leitura e o debate de ideias nas escolas, recorrendo ao jornal e a temas da atualidade, com o intuito de ajudar a formar leitores mais exigentes, melhorando a sua aptidão para lerem e interpretarem o mundo em que vivem, aprofundarem os seus conhecimentos e debaterem, em grupo, a melhor forma de chegar a soluções mais eficazes. O fórum iniciou-se durante o primeiro período do ano letivo com a seguinte orgânica: • Debates nas turmas e inter-turmas em cada escola inscrita; • Campeonatos entre as várias escolas vencedoras por distrito; • Fórum da leitura e debate de ideias – grande final a nível nacional com a participação das duas escolas vencedoras de cada distrito. Os temas em 2011-2012 visaram a POUPANÇA, a HONESTIDADE e a CRIATIVIDADE. Lisboa foi o Distrito Finalista e as escolas vencedoras foram a Escola Secundária com 3.º Ciclo do Ensino Básico do Lumiar e o Externato João Alberto Faria. 54 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 1.8.14 N@escolas 2011-2012 | 5 ª edição A 5ª edição do projeto de educação para os media, promovido pelo jornal Diário de Notícias, teve o apoio institucional da Comissão Nacional da Unesco, do Gabinete do Parlamento Europeu e do Plano Nacional de Leitura. Esta edição do N@escolas, que decorreu no ano letivo de 2011-2012, destinouse aos alunos dos ensinos secundário e profissional, em Portugal Continental. O concurso foi organizado em diferentes etapas: 1ª Fase – Candidatura “ O teu editorial” Após as inscrições em grupo, as equipas escolheram um tema da atualidade correspondente a uma secção editorial do jornal, elaboraram e enviaram o editorial composto por texto e fotos, com a nota biográfica de uma personalidade relacionada com o tema escolhido. 2ª Fase – Dia DN (Road Show) “Reportagem” Os trabalhos de reportagem foram sujeitos à votação do público como consulta de opinião, via online, e à avaliação final do júri, tendo sido apuradas três equipas finalistas de cada secção editorial: Sociedade, Cultura, Desporto, Economia, Internacional e Política. 3ª Fase – Grande Final Este ano foi lançado o desafio da participação individual na grande final aos alunos que participaram no Roadshow. Quadro 26 ESCOLAS PREMIADAS CONCURSO N@escolas 2011–2012 Secção Editorial JN Escola SOCIEDADE Escola Secundária com 3º ciclo de Ourém CULTURA Externato Liceal Paulo VI DESPORTO Escola Secundária com 3º ciclo D. Dinis ECONOMIA Escola Secundária José Saramago INTERNACIONAL Escola Secundária Francisco de Holanda POLÍTICA Escola Secundária com 3º ciclo de Júlio Dinis Quadro 27 PRÉMIOS INDIVIDUAIS CONCURSO N@escolas 2011–2012 Alunas | Alunos Escola Juliana Campos Escola Secundária Alves Martins Teresa Poças Externato Liceal Paulo VI Martim Quaresma Escola Secundária com 3º ciclo Rainha D. Leonor PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 55 1.8.15 As cores da cidadania 2011-2012 | 5 ª edição A Assembleia Municipal de Sesimbra promoveu a 5.ª edição do concurso As Cores da Cidadania, em consonância com a temática da Assembleia Municipal de Jovens, que este ano foi: O Papel dos Jovens na Comunidade – Que dinâmicas? Que futuro? O concurso foi direcionado aos alunos dos 3.º e 4.º anos do 1.º Ciclo do ensino básico e incluiu as modalidades de poesia e desenho. O PNL participou no júri do concurso e na atribuição dos prémios oferecendo livros aos vencedores. 1.8.16 Diálogos Imaginários – Manuel da Fonseca / Alves Redol 2011-2012 | edição comemorativa No centenário do nascimento dos escritores Manuel da Fonseca e Alves Redol o Plano Nacional de Leitura, a Rede de Bibliotecas Escolares e a Associação Promotora do Museu do Neorrealismo (APMNR), realizaram, em iniciativa conjunta, o concurso Diálogos Imaginários – Manuel da Fonseca / Alves Redol, que contou com o patrocínio da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, da Câmara Municipal de Santiago do Cacém e da Editora Leya. O Concurso premiou trabalhos produzidos por alunos do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário, editados em formato eletrónico (e-book, blogue, wiki,…) cujo tema fosse a obra dos dois escritores. Quadro 28 PRÉMIOS ATRIBUÍDOS | CONCURSO DIÁLOGOS IMAGINÁRIOS Nível de ensino Agrupamento Trabalhos premiados Autoria Secundário Escolas de Salvaterra de Magos Conversas de jardim(blogue) Maria Luís Cipriano Ensino Básico Escolas de Alcochete Há que cantar (e-book, incluindo bibliogra ia) Joana Tatá 56 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 1.8.17 Síntese de concursos e iniciativas Quadro 29 SÍNTESE DE CONCURSOS 2011-2012 Concurso Público-alvo Parcerias Concurso Nacional de Leitura 6.ª edição Escolas/ Alunos do 3.º ciclo e do ensino secundário Onde te Leva a Imaginação? 6.ª edição Escolas/ Alunos da Educação préescolar, e dos 1.º e 2.º ciclos Inês de Castro 4.ª edição Escolas/ Alunos dos 2.º e 3.º ciclos e Fundação Inês de Castro do ensino secundário Faça Lá Um Poema 3.ª edição Escolas/ Alunos dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos e do ensino secundário Eu conto 1.ª edição Escolas/ Alunos da Educação préescolar | 1.º , 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico | Ensino secundário Japão passado e presente 1.ª edição Escolas/ Alunos dos 2.º e 3.º ciclos RBE |Embaixada do Japão em do Ensino Básico | Ensino secundário Portugal Ler em português 1.ª edição RBE | FLAD | SREF Açores | SREC Madeira |Instituto Escolas/ Alunos do Ensino Camões | Coord. do Ens. Port. secundário de Portugal e dos Estados Nos EUA | Associação de Unidos da América Professores de Português nos EUA Conheço um escritor 3.ª edição Escolas/ Alunos do 1.º ao 9.º ano de escolaridade Como seria a vida sem os MEDIA 1.ª edição Escolas/ Alunos dos 1.º , 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico | Ensino secundário RBE | Gabinete dos Meios de Comunicação Social Leitores Sonhadores 1.ª edição Escolas/ Alunos do 1.º e do 2.ºciclos do ensino básico Direção Regional de Educação do Alentejo BilioFilmes Festival 5.ª edição Escolas/ Alunos de todos os níveis de ensino BiblioFilmes Festival Conta-nos uma história 3.ª edição Escolas/ Alunos da Educação pré-escolar | 1.º ciclo do ensino básico Entre | Palavras 8.ª edição Escolas/ alunos do 3.º ciclo das redes Jornal de Notícias pública e privada N@escolas 5.ª edição Escolas/ alunos do Ensino secundário | Ensino pro issional As cores da cidadania 5.ª edição Escolas/ alunos dos 3.º e 4.º anos do Assembleia Municipal de 1.º Ciclo do ensino básico Sesimbra Diálogos imaginários [Comemoração do centenário do Escolas/ Alunos do 3.º ciclo do nascimento de Manuel da Fonseca e Ensino básico | Ensino secundário Alves Redol] RBE | DGLAB |Bibliotecas Municipais | RTP CTT CCB Banco Popular RBE | Visão Júnior RBE |DGE Comissão Nacional da Unesco | Gabinete do Parlamento Europeu RBE | Câmara Municipal de Vila Franca de Xira | Câmara municipal de Santiago do Cacém | Editora Leya PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 57 1.9 Orientações técnicas para promoção da leitura e da escrita No portal do PNL, os docentes dos vários níveis educativos encontram apoio técnico exemplificativo de atividades de leitura e escrita na sala de aula, podendo recorrer a essas sugestões para estimular a progressão dos alunos e o prazer de ler. Baseadas em práticas letivas de resultados comprovados, estas sugestões propõem múltiplas atividades, estruturadas segundo três vetores: • Leitura de obras adequadas ao efetivo nível de leitura e às características dos alunos de cada turma • Contacto dos alunos com diversos géneros e temáticas • Experiência de diferentes modalidades de exploração das obras, com orientação dos docentes, envolvendo sempre leitura e escrita na sala de aula. As orientações técnicas estão publicadas em três brochuras online: • Orientações para Actividades de Leitura : Programa – Está na Hora dos Livros : Educação Pré-Escolar • Orientações para Actividades de Leitura : Programa – Está na Hora da Leitura : 1.º ciclo • Orientações para Actividades de Leitura : Programa – Quanto mais Livros melhor : 2.º ciclo 1.10 Listas de títulos recomendados pelo Plano Nacional de Leitura As listas de livros recomendados pelo PNL são atualizadas todos os anos e as escolhas dos títulos que as integram são da responsabilidade de uma equipa de especialistas de diversas áreas. Resultam do conjunto das publicações que anualmente os editores produzem e fazem chegar ao PNL para apreciação, bem como das pesquisas realizadas pela própria equipa. Os livros selecionados procuram dar resposta à diversidade de interesses das crianças e jovens que frequentam as escolas, desde a educação pré-escolar ao ensino secundário e também a uma faixa não abrangida pelo sistema educativo (a primeira infância – dos 6 meses aos 3 anos de idade) bem como aos centros de educação de adultos. Dos livros recomendados fazem ainda parte listas de livros em língua inglesa que, à semelhança do que acontece com as outras, abrangem os diferentes níveis de educação/ ensino de acordo com as diferentes modalidades de leitura: leitura orientada (com diferentes graus de dificuldade) e leitura autónoma. As listas para o ensino secundário constituem-se apenas como sugestões de leitura. 58 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO O leque alargado de títulos recomendados, abrangendo diferentes registos, desde a narrativa a poemas, peças de teatro e obras de caráter informativo e científico de apoio ao desenvolvimento de projetos em diferentes áreas, pretende ser um instrumento de orientação de leitura para escolas, professores e alunos. Quadro 30 LIVROS RECOMENDADOS PARA LEITURA EM VOZ ALTA, LEITURA COM APOIO DOS EDUCADORES OU DOS PAIS, LEITURA ORIENTADA, LEITURA AUTÓNOMA E SUGESTÕES DE LEITURA Modalidades de leitura Leitura em voz alta Leitura com apoio do educador ou dos pais Leitura orientada Leitura autónoma Sugestões de leitura Áudio livros TOTAL Idade | Níveis educativos Anos de escolaridade Nº de títulos selecionados 6 a 12 meses 14 1 a 2 anos 26 1 a 3 anos 42 Educação pré-escolar 278 Educação pré-escolar 137 1º Ano 101 2º Ano 79 3º Ano 79 4º Ano 52 5º Ano 58 6º Ano 62 5º e 6º Anos | alunos que ainda não adquiriram hábitos de leitura 58 7º Ano 44 8º Ano 44 9º Ano 47 1º Ano 153 2º Ano 180 3º Ano 207 4º Ano 114 5º Ano 90 6º Ano 83 3º Ciclo 175 Ensino secundário 237 Adultos 168 Adultos 8 2 536 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 59 Quadro 31 TÍTULOS RECOMENDADOS PARA APOIO A PROJECTOS RELACIONADOS COM DIFERENTES ÁREAS TEMÁTICAS Livros recomendados para apoio a projetos relacionados com diferentes áreas temáticas Nº de títulos por níveis educativos/ensino Ed. pré-escolar 3º, 4º, 5,º e 6º Ensino 3º Ciclo 1ºe 2º Anos Anos secundário TOTAIS Natal 63 60 9 - 132 Corpo Humano e Saúde 34 28 14 - 76 Natureza e Defesa do Ambiente 45 94 16 - 155 Temas Cientíϐicos 13 63 53 - 129 Temas Cientíϐicos | Leitura Autónoma - - Cidadania 35 34 - - 69 Música / Artes 25 54 16 - 95 História de Portugal - 64 15 - 79 História Universal - 37 34 - 71 Temas Religiosos 4 15 - - 19 25 25 Quadro 32 LIVROS RECOMENDADOS EM LÍNGUA INGLESA LIVROS EM LÍNGUA INGLESA Modalidades de leitura Leitura em Voz Alta Leitura em Voz Alta / Leitura Orientada Leitura Orientada / Leitura Autónoma Sugestões de Leitura Níveis educativos | Anos de escolaridade Nº de títulos selecionados Educação pré- escolar e 1º Ano 57 2º Ano 34 3º Ano 38 4º Ano 31 2º, 3º e 4º Anos 35 2º Ano 84 3º Ano 109 Ensino secundário 66 Adultos 126 TOTAL 1.11 580 Financiamento de escolas para o desenvolvimento de projetos No apoio financeiro para aquisição de livros destinados a leitura orientada na sala de aula, mantiveram-se os procedimentos experimentados nos anos anteriores, nomeadamente: 60 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO • O apoio foi atribuído ao agrupamento de estabelecimentos de ensino ou à escola não agrupada; • Os valores de referência, para determinação dos montantes atribuídos, obedeceram a critérios semelhantes aos definidos nos anos anteriores, tendo em consideração os condicionalismos inerentes ao contexto económico nacional; • O orçamento para aquisição de obras destinadas a leitura orientada na sala de aula foi disponibilizado pelo Ministério da Educação e Ciência. As direções e os professores bibliotecários receberam um conjunto de sugestões referentes à organização e à gestão dos recursos. O aconselhamento incidiu sobre os pontos seguintes: • Papel central das Bibliotecas Escolares na seleção, aquisição e circulação de livros adquiridos com o apoio do PNL • Envolvimento das Bibliotecas Públicas nas atividades do PNL • Integração da totalidade de livros adquiridos nas bibliotecas do agrupamento, assegurando disponibilização a todos os alunos e professores • Aquisição de conjuntos de vários exemplares de títulos pré-definidos no sentido de se viabilizar a realização de atividades de leitura em sala de aula, assegurando a existência de um título por cada par de alunos • Escolha dos livros a adquirir feita pelos docentes do agrupamento/ escola não agrupada, recorrendo ao aconselhamento das listas do PNL, à análise das obras e ao apoio das Bibliotecas Escolares e Municipais/ Públicas • Seleção de títulos para leitura orientada em sala de aula por parte do conjunto de docentes responsáveis por cada ano de escolaridade, procurando-se que esta seja adequada a cada turma • Organização e definição de modalidades de intercâmbio entre salas de aula e escolas, de modo a assegurar uma utilização adequada dos recursos pelas crianças e pelos alunos Em 2011-2012 foi possível apoiar financeiramente a totalidade dos agrupamentos de escolas e das escolas não agrupadas da rede pública, abrangendo jardins-deinfância, escolas básicas e escolas secundárias com 3º ciclo do ensino básico, conforme os quadros seguintes. Quadro 33 AGRUPAMENTOS | ESCOLAS NÃO AGRUPADAS COM APOIO PARA AQUISIÇÃO DE LIVROS Direções Regionais de Educação Rede pública de educação e de ensino Agrupamentos de Escolas | Escolas não agrupadas Norte Centro Lisboa e Vale do Tejo 368 206 336 Alentejo Algarve 90 55 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO TOTAL Nº 1 055 61 Quadro 34 APOIO FINANCEIRO PARA AQUISIÇÃO DE LIVROS Direções Regionais de Educação Ano económico SETEMBRO a DEZEMBRO 2011 JANEIRO a AGOSTO 2012 Norte Centro Lisboa e Vale do Tejo TOTAL (€) Alentejo Algarve €286 871,00 €170.166,00 €257.383,00 €71.520,00 €42.800,00 €828.740,00 €71.438,00 €8.830,00 €4.000,00 €147.313,00 €48.837,00 €14.208,00 Tendo em consideração a relevância das Bibliotecas Escolares na promoção dos hábitos de leitura da população escolar, bem como a abrangência de uma estrutura como a Rede de Bibliotecas Escolares, o Plano Nacional de Leitura, em parceria com a RBE, apoiou a criação de coleções, financiando a aquisição de títulos para as Bibliotecas Escolares dos novos Centros Escolares, entre setembro e dezembro de 2011. Quadro 35 APOIO FINANCEIRO A BIBLIOTECAS ESCOLARES Ano económico Bibliotecas Escolares* (Nº) TOTAL (€) SETEMBRO a DEZEMBRO 2011 15 70.000,00 JANEIRO a AGOSTO 2012 37 122.500,00 *Novos Centros Escolares No que se refere ao Projeto aLeR+, dando continuidade à prática dos anos anteriores, o PNL apoiou 78 agrupamentos de escolas e as 10 escolas não agrupadas da rede pública que integraram a rede de escolas do Projeto aLeR+ até ao ano letivo de 2011-2012. Foi ainda atribuído apoio financeiro a 12 escolas que foram selecionadas para integrarem a rede de escolas do Projeto aLeR+. Quadro 36 FINANCIAMENTO DO PROJETO aLer+ 62 Ano económico aLer+ TOTAL (€) SETEMBRO a DEZEMBRO 2011 88 68.400,00 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO Leitura em Família 2 Promoção da leitura em família Os programas de promoção da leitura em família e de oferta de livros a crianças têm impactos muito positivos na criação de gosto pelos livros, na aquisição de hábitos de leitura e na aprendizagem formal da leitura. Estes resultados são mais visíveis quando as famílias leem frequentemente em parceria com as crianças e lhes oferecem livros para que criem bibliotecas pessoais. 1.1 Objetivos centrais • Valorizar a leitura em família e encorajar os adultos a lerem em parceria com as crianças, associando a partilha de livros a momentos de afeto • Incentivar junto das famílias a oferta mútua de livros e o recurso ao empréstimo domiciliário em bibliotecas 1.2 Áreas de incidência • A partir de jardins-de-infância, de escolas e de bibliotecas escolares • A partir das bibliotecas públicas • A partir dos centros de saúde 1.1 Metodologia • Parcerias com organizações de pais e encarregados de educação • Envolvimento dos profissionais das áreas da educação e da cultura para atuarem como mediadores junto das famílias • Envolvimento de outros profissionais, em particular na área da saúde 1.2 Programas 2.4.1 Leitura em vai e vem 2011-2012 | 5.º ano de desenvolvimento A leitura em família é uma aposta do PNL junto das crianças mais pequenas, reconhecendo a importância que o contacto com os livros e a leitura em voz alta desempenham na descoberta do universo da leitura e na criação de ambientes promotores de leitura, no contexto afetivo e natural das crianças que é a família. Ao longo de cinco anos tem sido incentivada a prática da leitura em família através PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 63 da troca de livros entre o Jardim-de-infância e a casa das crianças, transportando-os em mochilas que procuram ser um instrumento atrativo e de incentivo à leitura de histórias, que os diferentes membros da família podem contar em estreita relação de afeto e aprendizagem. Cerca de sete mil Jardins-de-infância em todo o país, que abrangem mais de 239 mil crianças, já se inscreveram no projeto Leitura em vai e vem, numa dinâmica que depende sobretudo do empenho dos educadores que, utilizando como ponto de partida e de referência os materiais enviados pelo PNL, reforçam e refazem o projeto, inovando a partir da mobilização de recursos locais e do envolvimento direto das famílias. Quadro 37 CRIANÇAS E JARDINS DE INFÂNCIA INSCRITOS NO PROJETO LEITURA EM VAI E VEM Crianças Salas Jardins de Infância 239 347 11 900 6 965 2.4.2 Já sei ler 2011-2012 | 3.º ano de desenvolvimento A proximidade entre escola e família justifica a partilha de ações concertadas entre as duas partes, promovidas pela escola, no sentido de dar continuidade a um ambiente promotor da leitura, à semelhança do que acontece com o projeto Leitura em vai e vem, na educação pré-escolar. Numa fase em que as crianças já descobriram a leitura e começam elas próprias a ler, a leitura em voz alta, partilhada com o adulto, ganha uma nova dimensão que o projeto Já sei ler, destinado ao 1º ciclo do ensino básico, procura explorar e incentivar. Estão inscritos no projeto Já sei ler mais de 1.900 estabelecimentos de ensino do 1º ciclo, com cerca de 168 mil alunos. Também neste nível de ensino a dinâmica do projeto está diretamente relacionada com o empenho e valorização que localmente cada professor atribui à leitura e à relação com a família, mobilizando recursos materiais e humanos, cujo contributo enriquece e incentiva o sucesso pessoal e académico dos alunos. Quadro 38 ALUNOS E ESTABELECIMENTOS DE ENSINO DO 1º CICLO INSCRITOS NO PROJETO JÁ SEI LER 64 Alunos Turmas Estabelecimentos 168 035 8 643 1 907 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 2.4.3 Leitura-a-par 2011-2012 | 5.º ano de desenvolvimento O projeto Leitura-a-par teve como estratégia de lançamento a realização de ações de formação, uma por cada Direção Regional de Educação, dirigidas prioritariamente a educadores e professores do 1º ciclo do ensino básico, com o objetivo de apresentar a metodologia da leitura-a-par. Trata-se de uma dinâmica de leitura entre adultos (professores e pais) e crianças/ alunos, em períodos de curta duração, que podem ser retomados em momentos diferentes com os mesmos grupos ou outros novos, de forma a valorizar espaços e tempos de leitura diária. O projeto pode ser desenvolvido na escola com alunos mais velhos ou outros adultos, bem como na família com o envolvimento dos pais ou outros familiares, tendo o PNL editado a brochura Leitura-a-par: orientações para a organização de um projecto de leitura-a-par, que distribuiu às escolas envolvidas e interessadas na sua implementação. O apoio à leitura, na fase inicial da aprendizagem da leitura e escrita, com caráter continuado, como pretende ser a Leitura-a-par, constitui um reforço muito positivo para a construção sólida de hábitos de leitura, sendo estruturante para aprendizagens futuras. O projeto pode ser desenvolvido seguindo as orientações existentes na brochura, permitindo também, a partir delas, conceber outas propostas ajustadas a cada situação, às características e disponibilidade dos adultos e das crianças. 2.4.4 Ler+ dá saúde 2011-2012 | 4.º ano de desenvolvimento Ler+ dá saúde é um projeto destinado a envolver profissionais de saúde, médicos e enfermeiros de Centros de Saúde, Hospitais e Instituições de Saúde Privadas, no aconselhamento de leitura a pais e encarregados de educação. Trata-se de uma iniciativa proposta pela Associação Nacional de Médicos de PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 65 Clínica Geral e que envolve uma parceria com a Sociedade Portuguesa de Pediatria, recebendo apoio técnico do Projecto Reach out and Read – USA. Os destinatários do projeto são as crianças entre os seis meses e os seis anos de idade e os seus familiares, a quem os profissionais de saúde recomendam a leitura em família com as crianças, dando sugestões de livros para cada nível etário e explicando a importância desta prática no desenvolvimento infantil. A concretização do projeto Ler+ dá saúde tomou como referência orientações da organização Reach Out and Read, postas em prática nos EUA, há já vários anos, e que se revelaram muito positivas na promoção da leitura em família. No desenvolvimento do projeto, o Plano Nacional de Leitura tem enviado convites aos diretores de todos os Centros de Saúde e de Hospitais do país, enviou um DVD “Ler+ dá Saúde” de promoção da atividade a todas as instituições e solicitou que manifestassem a sua adesão, registando-se no Sistema de Informação do PNL, em formulário eletrónico. Na sequência da inscrição e com o compromisso do seu envolvimento, os profissionais de saúde receberam materiais de apoio ao projeto, nomeadamente: • Brochura Ler+ dá saúde – com informação sobre o projeto, dirigida aos profissionais de saúde • Brochura Ler+ em família – para ser oferecida nas consultas aos adultos acompanhantes de crianças dos 6 meses aos 6 anos • Cartaz para afixação nas salas de espera • Caixa com livros para serem sugeridos nas consultas como exemplos especialmente recomendados para leitura em família, com crianças de cinco grupos etários Para fomentar a adesão dos profissionais de saúde a este projeto, tem sido disponibilizada informação complementar no sítio do portal eletrónico do PNL dedicado ao projeto http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/lermaisdasaude/ e no novo Blogue do PNL http://pnlblogue.blogspot.com/. Até Maio de 2012, estão envolvidas no projeto 168 Instituições de Saúde que têm vindo a criar dinâmicas sociais muito benéficas para o desenvolvimento das crianças, através do aconselhamento da leitura em família e a quem, durante o mês de Julho de 2012, foram distribuídos materiais complementares da atividade, conforme indicado no quadro seguinte. Quadro 39 RECURSOS DISPONIBILIZADOS PELO PROJETO LER+ DÁ SAÚDE Brochura proϐissionais Brochura famílias Cartaz 7 razões Cartaz biblioteca Folheto do projeto Autocolantes Caixa de livros 13 402 25 730 2 203 3 818 99 600 33 200 277 66 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO Quadro 40 INSTITUIÇÕES DE SAÚDE QUE INTEGRAM O PROJETO LER+ DÁ SAÚDE Designação Localidade CS Águeda ÁGUEDA CS Albergaria-a-Velha ALBERGARIA-A-VELHA CS Alcântara LISBOA CS Alcoutim ALCOUTIM CS Aldoar PORTO CS Aljezur ALJEZUR CS Almada CAPARICA CS Amarante AMARANTE CS Arouca AROUCA CS Aveiro AVEIRO CS Azambuja AZAMBUJA CS Baião BAIÃO CS Barão do Corvo VILA NOVA DE GAIA CS Barcelos / Barcelinhos - US Barcelinhos BARCELINHOS CS Barroselas BARROSELAS CS Bombarral BOMBARRAL CS Cadaval CADAVª.AL CS Campanhã PORTO CS Carrazeda de Ansiães CARRAZEDA DE ANSIÃES CS Carvalhosa/Foz do Douro PORTO CS Cascais / USF Cidadela CASCAIS CS Castelo Branco CASTELO BRANCO CS Castro Daire CASTRO DAIRE CS Castro Verde CASTRO VERDE CS Chaves I CHAVES CS Condeixa-a-Nova CONDEIXA-A-NOVA CS Constância CONSTÂNCIA CS Darque VIANA DO CASTELO CS Elvas ELVAS CS Entroncamento ENTRONCAMENTO CS Espinho ESPINHO CS Esposende ESPOSEE CS Évora ÉVORA CS Faro FARO CS Fernão de Magalhães COIMBRA CS Fornos de Algodres FORNOS DE ALGODRES CS Freixo de Espada à Cinta FREIXO DE ESPADA À CINTA CS Fronteira FRONTEIRA CS Gois GÓIS CS Golegã GOLEGÃ CS Lagoa LAGOA PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 67 (Cont.) Designação Localidade CS Loulé LOULÉ CS Lousã LOUSÃ CS Macedo de Cavaleiros MACEDO DE CAVALEIROS CS Machico MACHICO CS Mangualde MANGUALDE CS Meda MÊDA CS Miranda do Corvo MIRAA DO CORVO CS Montalegre MONTALEGRE CS Mora MORA CS Moura MOURA CS Murtosa MURTOSA CS Nisa NISA CS Norton de Matos COIMBRA CS Odemira ODEMIRA CS Olhão OLHÃO CS Olivais LISBOA CS Ourique OURIQUE CS Paços de Ferreira PAÇOS DE FERREIRA CS Paredes de Coura PAREDES DE COURA CS Penela PENELA CS Ponte da Barca PONTE DA BARCA CS Portalegre PORTALEGRE CS Portimão PORTIMÃO CS Póvoa de Lanhoso PÓVOA DO LANHOSO CS Póvoa de Varzim PÓVOA DE VARZIM CS Quinta da Lomba SANTO ARÉ CS Redondo REDOO CS S. João da Madeira SÃO JOÃO DA MADEIRA CS Sacavém SACAVÉM CS Santo António FUNCHAL CS São João da Pesqueira SÃO JOÃO DA PESQUEIRA CS São Roque POVOAÇÃO (S. MIGUEL) CS Sete Rios LISBOA CS Soares dos Reis/Oliveira do Douro OLIVEIRA DO DOURO CS Stª. Maria da Feira SANTA MARIA DA FEIRA CS Torres Novas TORRES NOVAS CS V. N. de Cerveira VILA NOVA DE CERVEIRA CS Vagos VAGOS CS Vale de Cambra VALE DE CAMBRA CS Vieira do Minho VIEIRA DO MINHO CS Vila Flôr VILA FLOR 68 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO (Cont.) Designação Localidade CS Vila Verde VILA VERDE CS Vimioso VIMIOSO CS Vinhais VINHAIS CS Viseu III VISEU Ext. S. Aradas AVEIRO Ext. S. Argoncilhe ARGONCILHE Ext. S. Barreiro de Besteiros BARREIRO DE BESTEIROS Ext. S. Cacia AVEIRO Ext. S. Caldas de São Jorge CALDAS DE S. JORGE Ext. S. Canedo CANEDO Ext. S. Caxinas CAXINAS, VILA DO CONDE Ext. S. Eixo EIXO Ext. S. Escapães ESCAPÃES Ext. S. Fernão Ferro FERNÃO FERRO Ext. S. Lever LEVER Ext. S. Lobão LOBÃO Ext. S. Malta VILA DO CONDE Ext. S. Oliveirinha AVEIRO Ext. S. Quinta do Conde II QUINTA DO CONDE Ext. S. Romariz ROMARIZ Ext. S. Santo António ALMADA Ext. S. Sesimbra SESIMBRA Ext. S. Sts. Pousada SANTOS POUSADA Ext. S. Vergada VERGADA Hospital Chaves CHAVES Hospital Cova da Beira COVILHÃ Hospital Dª. Estefânia LISBOA Hospital Distrital Santarém, EPE SANTARÉM Hospital Dr. Francisco Zagalo OVAR Hospital Dr. José Maria Grande - Portalegre PORTALEGRE Hospital Espírito Santo, EPE - Évora ÉVORA Hospital Faro EPE FARO Hospital Fernao Fonseca AMADORA Hospital Infante D. Pedro AVEIRO Hospital Pedro Hispano MATOSINHOS Hospital S. Marcos - Braga BRAGA Hospital Santa Maria LISBOA Hospital Santa Maria Maior de Barcelos BARCELOS Hospital São Teotónio VISEU Hospital Sto André, EPE, Leiria LEIRIA UCC Vila do Conde VILA DO CONDE PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 69 (Cont.) Designação Localidade UCSP Júlia Moreira LISBOA USF Albasaúde ALBARRAQUE USF Além D'Ouro SAIM USF Alpendorada ALPEURADA E MATOS MCN USF Aqueduto VILA DO CONDE USF Barrinha ESMORIZ USF Castelo SANTANA USF Cova da Piedade ALMADA USF Egas Moniz STª. MARIA DA FEIRA USF Famílias LOUROSA USF Flor de Sal AVEIRO USF Grão Vasco VISEU USF Lethes PONTE DE LIMA USF Marginal ESTORIL USF Marmelais TOMAR USF Modivas VILA DO CONDE USF Monte da Caparica CAPARICA USF Monte da Lua VÁRZEA, SINTRA USF Monte Pedral LISBOA USF Navegantes VILA DO CONDE USF Nova Salus VILA NOVA DE GAIA USF Nova Via VALADARES USF Odisseia - CS Maia MAIA USF Pedras Rubras MAIA USF Ponte Velha SANTO TIRSO USF Renascer - CS Gondomar GONDOMAR USF Ronfe RONFE USF S. Félix da Marinha - CS Arcozelo VILA NOVA DE GAIA USF S. Julião OEIRAS USF S. Simão da Junqueira VILA DO CONDE USF Santiago PALMELA USF São João Pragal ALMADA USF Sem Fronteiras SÃO PAIO DE OLEIROS USF Serpa Pinto SERPA PINTO USF Serra da Lousã LOUSÃ USF Sobreda SOBREDA USF St. Amaro/ Labruge LABRUGE USF Stª. Clara VILA DO CONDE USF Sudoeste, Pólo Souto ARRIFANA USF Terras de Stª. Maria STª. MARIA DA FEIRA USF Via Longa VIALONGA USF Vimaranes URGEZES USF Viriato VISEU 70 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 2.4.5 Projeto SOBE 2011-2012 | 1.º ano de desenvolvimento O Plano Nacional de Leitura, a Rede de Bibliotecas Escolares e a Direcção-Geral de Saúde celebraram um protocolo, em Julho de 2011, que visa desenvolver ações de promoção da leitura, da felicidade e da saúde, centradas no projeto SOBE que reúne as duas valências: saúde oral e bibliotecas escolares. O projeto SOBE (Saúde Oral Bibliotecas Escolares) propõe um desafio: SUBIR – subir na qualidade da divulgação da saúde oral; subir no número de parcerias com as escolas e outras instituições; subir no grau de perceção da importância que esta área da saúde tem para as famílias e as crianças. A marca de água do projeto SOBE é fazer com que a integração da temática da saúde oral nos currículos escolares se torne inevitável. Foi criado um conjunto de materiais, o Kit SOBE, pensado para trabalhar a temática da Saúde Oral de uma forma flexível, integrada, dando autonomia criativa às escolas, às bibliotecas e aos seus responsáveis e que vai ser distribuído a todas as Bibliotecas Escolares, de modo a que se constitua como ilustração para o ulterior desenvolvimento de iniciativas autónomas, no seu universo de influência. O conjunto de materiais que compõe este kit foi concebido para suscitar a vontade de os estudantes poderem explorar o mundo da saúde oral, de forma autêntica, com meios divertidos e favorecendo o cruzamento de vários domínios do conhecimento. Este projeto vai permitir aos alunos abordar as diversas áreas temáticas de uma forma mais rica, competente e eficaz: unidades ou projetos baseados em saúde oral podem fornecer contextos intencionais para aprender e praticar a arte da linguagem, da escrita, capacidades matemáticas e criativas. As escolas são canais privilegiados para as comunidades socioeducativas. Podem e devem direcionar as atividades de promoção da saúde oral para as famílias e para a comunidade. Os alunos são elementos catalisadores das mensagens de promoção da saúde para os membros da família. E as escolas podem assumir a liderança na criação dessas mensagens, para a visualização de saúde oral como parte integrante do processo de crescimento e aprendizagem dos estudantes. O SOBE constitui-se como uma inovadora e dinâmica oferta de aprendizagem, com um poder de expansão cujo limite é, apenas, o da universalização dos cuidados efetivos de saúde oral, logo de comportamentos sociais muito mais civilizados e cultos do que os que são prática hoje em dia. PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 71 Leitura Pública Leitura Pública 3 Promoção da leitura pública Em Portugal, a promoção da leitura pública e a consolidação de hábitos de leitura entre a população portuguesa tem sido desenvolvida essencialmente pelas Bibliotecas Públicas Municipais, mediante projetos variados que se têm multiplicado a par do alargamento da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas. 3.1 Objetivos centrais • • • • Valorizar a leitura e o prazer de ler entre os cidadãos; Criar e consolidar hábitos de leitura; Oferecer atividades que contribuam para proporcionar experiências positivas de leitura, contacto com livros, periódicos e com a leitura em suporte digital; Suscitar o recurso às bibliotecas públicas e escolares para aprofundar a leitura autónoma, o acesso à informação e a leitura em família, bem como para promover a respetiva discussão crítica. 3.2 Áreas de incidência • • • A partir de bibliotecas públicas municipais; A partir de organizações da área da cultura tais como centros culturais e museus; A partir de parceiros do PNL e de entidades públicas e da sociedade civil. 3.3 Programas 3.3.1 Promoção da leitura pela Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas O Programa Nacional de Promoção da Leitura da DGLAB/SEC desenvolve projetos e ações de difusão do livro e promoção da leitura, em parceria com diversas entidades. Lançado em 1997, pelo então IPLB, este programa é agora desenvolvido em articulação com os objetivos do PNL. 72 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO Anualmente, a DGLAB disponibiliza às bibliotecas públicas um conjunto de projetos que assumem diversas formas: ações de formação, ateliês, espetáculos baseados em textos literários, cursos breves de literatura, comunidades de leitores, exposições. Dirigido a mediadores de leitura – bibliotecários, técnicos de biblioteca, educadores de infância, professores, animadores culturais e outros agentes – este programa de ações de promoção da leitura (conhecido por Programa de Itinerâncias) tem como públicoalvo crianças, jovens e adultos, sendo protagonizado por formadores com competências muito diversificadas, tais como professores universitários, escritores, jornalistas, atores, animadores de leitura, contadores de histórias. As ações são realizadas em parceria com as autarquias, através das respetivas bibliotecas municipais. O programa Leitura sem fronteiras resulta de uma parceria entre a DGLAB e a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais, pretendendo alargar a leitura a espaços não convencionais. No âmbito deste protocolo, estabelecido em 1998 e renovado em 2011, são desenvolvidas anualmente várias iniciativas: oferta de livros para as bibliotecas dos estabelecimentos prisionais; ações de sensibilização ao livro e à leitura; ações continuadas de contacto com textos e com os seus autores (sessões semanais ou quinzenais por períodos de três ou quatro meses); concursos de leitura e escrita. Em 2011-2012, realizaram-se 84 ações em estabelecimentos prisionais. A promoção da leitura em hospitais é outra área apoiada pela DGLAB há vários anos. Organizada em parceria com a Fundação do Gil, proporciona sessões de leitura – A hora do conto – em hospitais pediátricos e prisões femininas com creche para filhos das reclusas. Estas ações abrangem, anualmente, cerca de 7 500 crianças e 3 000 pais. A DGLAB promove, entre muitos projetos, a comemoração dos dias mundiais ligados ao livro (Dia Mundial da Poesia, Dia Internacional do Livro Infantil e Dia Mundial do Livro); o apoio a instituições que promovem o livro e a leitura; a divulgação online de projetos de promoção da leitura de bibliotecas municipais e outras entidades; a produção de materiais de apoio, como exposições, cartazes e postais; a atribuição do Prémio Nacional de Ilustração. PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 73 Para divulgar informação atualizada acerca da ação das Bibliotecas Municipais, a DGLAB disponibiliza o portal Rede do Conhecimento das Bibliotecas Públicas – http:// rcbp.dglb.pt, que inclui: • • • • • Informação especializada; Catálogo coletivo do fundo local das bibliotecas; Repositório de registos bibliográficos; Informação sobre recursos nacionais e internacionais de informação profissional; Documentação sobre o sector das bibliotecas públicas. Aproveitando a comemoração do Dia Mundial do Livro 2011 e o Ano Europeu do Voluntariado, a DGLAB lançou um passatempo intitulado "Voluntários da Leitura", realizado em articulação com as Bibliotecas Públicas Municipais. Dirigido a pessoas individuais e entidades coletivas, teve como objetivo promover a participação da sociedade civil na promoção e realização de projetos de voluntariado da leitura que contribuíssem para minorar o isolamento ou a exclusão social de certo tipo de populações: utentes de Lares da Terceira Idade e Centros de Dia, Casas de Acolhimento de Crianças e Jovens, doentes em situação de internamento, reclusos de Estabelecimentos Prisionais, idosos e famílias carenciadas, etc. 3.3.2 Eventos e comemorações Dia Mundial da Poesia 2012 Pelo quinto ano consecutivo e numa iniciativa conjunta do Plano Nacional da Leitura (Ministério da Educação e Ciência) da Secretaria de Estado da Cultura e do Centro Cultural de Belém, comemorou-se, no dia 24 de março de 2012, o Dia Mundial da Poesia, com o objetivo de fomentar a leitura de poesia e o gosto por partilhar leitura de poemas em voz alta, de forma festiva. O programa decorreu ao longo do dia, tendo-se iniciado a partir das 11 horas com a abertura da Feira do Livro de Poesia. Em vários espaços do CCB a poesia portuguesa foi dita por poetas, atores e outras personalidades. 74 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO Funcionou também o espaço para os espontâneos Diga lá um Poema, bem como um conjunto de oficinas e atividades organizados pela Fábrica das Artes para todas as idades. Em 2012, a Maratona da Leitura foi dedicada a Jorge de Sena. Esteve patente na Galeria Mário Cesariny a exposição Manuscritos, que permitiu ao público observar como o manuscrito do punho de um escritor é sempre um testemunho precioso da sua luta pela expressão. Esta exposição, para além de apresentar documentos de interesse para o conhecimento da obra dos poetas participantes, trouxe a público o conjunto de rasuras e alterações manuscritas feitas por Eugénio de Andrade nas páginas de um exemplar da primeira edição de Obscuro Domínio. O êxito das primeiras edições levou a que fosse dada continuidade ao concurso de poesia dirigido às escolas Faça lá um poema, cuja seleção final teve lugar no CCB, com a atribuição de prémios para os melhores poemas. Este ano funcionou também um espaço dedicado à Poesia Latino Americana, organizado em colaboração com a Casa da América Latina. Programa Educativo 11:00 – 19:00 Imagem B - João Concha | Exposição | Foyer Sophia de Mello Breyner Em IMAGEM B reúnem-se elementos da longa série “ALICE”, decorrendo de pesquisa plástica sobre a protagonista de "Alice's Adventures in Wonderland" e "Through the Looking-Glass", de Lewis Carroll. Apresentam-se ainda alguns trabalhos de ilustração da série “O Amor é”, exercícios de colagem digital a partir de expressões/clichés sobre essa palavra difícil. Público-alvo – para todos, pais e filhos PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 75 Imagem B - João Concha | Oficinas | Salas Foyer Sophia de Mello Breyner Escrita criativa, ilustração, construção de livros, performance, música. Três propostas diferentes baseadas na exposição de João Concha, coordenadas por José Mateus. Monitores José Mateus, Joana Ratão, Alexandre Esgaio, Patrícia Andrade, Diogo Branco, Carla Duarte Público-alvo – para todos, pais e filhos Espetáculos 11:00 O Fraseador | Espetáculo | Sala de Ensaio O Fraseador é um espetáculo que nasce do universo poético da língua portuguesa. Vamos pôr o objeto mais mágico do mundo no lugar mais mágico do mundo: um livro no teatro. Ou melhor… uma “chuva” de livros num teatro e um ator, no meio das palavras, a contar histórias e a ler poemas. Criação, interpretação – Pedro Lamares Espaço cénico Pedro Lamares, Manuela Pimentel / Figurino Elisa Faulhaber / Desenho de Luz Cárin Geada / Produção Teatro do Bulhão Encomenda da Fundação Ciência e Desenvolvimento (Serviço Educativo e Quintas de Leitura) em 2011 Construído a partir dos poemas de Álvaro Magalhães, António Torrado, Fernando Pessoa, João Paulo Seara Cardoso, Manuel António Pina, Manoel de Barros, entre outros Duração 50m Público-alvo - a partir dos 6 anos 15:30 Bom dia Benjamim (espetáculo) seguido de Concurso Faça lá um Poema (entrega de prémios) | Pequeno Auditório Bom dia Benjamim - Onde os desenhos animados e o teatro se encontram. Espetáculo com encenação de Teresa Sobral, texto de Nuno Artur Silva, Rui Cardoso Martins e Miguel Viterbo e direção musical de Paulo Curado e José Peixoto Público-alvo A partir dos 3 anos e famílias Concurso Faça lá um Poema – Concurso de Poesia para escolas Apresentação – Benjamim Entrega de Prémios aos 12 alunos vencedores, dos quatro níveis educativos: 1º Ciclo do Ensino Básico / 2º Ciclo do Ensino Básico / 3º Ciclo do Ensino Básico / Ensino Secundário. Patrocínio da LeYa e TMN > Outras comemorações Em épocas festivas e datas em que se assinalam efemérides ligadas ao livro e à leitura o PNL, a RBE e a DGLAB têm-se associado a iniciativas de escolas e bibliotecas promovendo diversas atividades e publicando materiais de apoio. 76 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO Estudos 4 Estudos PNL De acordo com as orientações aprovadas, o Plano Nacional de Leitura tem vindo a promover um conjunto de estudos correspondentes aos seguintes objetivos: • Inventariar e divulgar os resultados de investigação já realizada e as iniciativas bem sucedidas, tanto em Portugal como em outros países • Disponibilizar informação atualizada sobre literacia e hábitos de leitura dos portugueses Em Julho de 2011 foi publicado o Relatório de Avaliação Externa da 1.ª Fase do Plano Nacional de Leitura, que analisou a eficácia das diferentes ações desenvolvidas nos primeiros cinco anos de funcionamento do PNL. 4.1 Informação sobre projetos de promoção da leitura nos países da OCDE No âmbito do PNL, o Observatório das Atividades Culturais foi encarregado de recolher e estudar projetos de promoção da leitura em desenvolvimento nos países da OCDE. Para disponibilizar os resultados da recolha e permitir aos interessados o acesso à informação organizou-se um sítio eletrónico, desenvolvido pelo CITI da Universidade Nova de Lisboa. O sítio inclui 312 projetos desenvolvidos por 171 organizações de 192 países, indicando os contactos de e-mail e sítios eletrónicos de cada organização. PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 77 Conferência Iternacional PNL 5 V Conferência Internacional PNL Nos dias 13 e 14 de setembro de 2011, realizou-se na Fundação Calouste Gulbenkian a V Conferência Internacional PNL, que teve como tema Ler+ Ler Melhor. As comunicações apresentadas estão disponíveis no Portal PNL, no endereço http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/pnltv/conferencias.php?idTipoConferencia=3 PROGRAMA DA V CONFERÊNCIA INTERNACIONAL PNL 78 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 79 Parcerias e Apoios 6 Parcerias celebradas pelo PNL 6.1 Parcerias nacionais O Plano Nacional de Leitura tem estabelecido parcerias com o objetivo de alargar a rede de organizações dos setores público e privado, bem como da sociedade civil, que contribuem para a criação de um ambiente social mais favorável à expansão de hábitos culturais na área do livro e da leitura. 6.1.1 Regiões autónomas Em Outubro de 2008, a Comissão do PNL celebrou um protocolo com o governo da Região Autónoma da Madeira, que tem vindo a permitir cooperação com o PNL e a RBE no desenvolvimento de bibliotecas escolares e de leitura orientada nas salas de aula. Em Fevereiro de 2010, foi assinado um protocolo com o governo da Região Autónoma dos Açores, estabelecendo as bases do Plano Regional de Leitura, para desenvolver atividades de promoção da leitura naquela Região Autónoma. 6.1.2 Autarquias Durante a sua 1.ª Fase, o Plano Nacional de Leitura celebrou protocolos de parceria com 207 autarquias do continente. No âmbito dos protocolos assinados, as bibliotecas e os serviços de educação e cultura dos municípios ampliaram as atividades de promoção da leitura junto da população dos respetivos concelhos e reforçaram o apoio financeiro e técnico às escolas. 80 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO Quadro 41 PROTOCOLOS ASSINADOS COM AS CÂMARAS MUNICIPAIS POR DISTRITO E POR CONCELHO Distrito Concelho AVEIRO Águeda Albergaria-a-Velha Anadia Arouca Aveiro Castelo de Paiva Espinho Estarreja Ílhavo Mealhada Murtosa Oliveira de Azeméis Oliveira do Bairro Ovar Santa Maria da Feira São João da Madeira Sever do Vouga Vagos Vale de Cambra BEJA Almodôvar Alvito Barrancos Beja Castro Verde Cuba Ferreira do Alentejo Mértola Moura Odemira Ourique Serpa Vidigueira BRAGA Amares Barcelos Braga Cabeceiras de Basto Celorico de Basto Esposende Fafe Guimarães Póvoa de Lanhoso Terras de Bouro Vieira do Minho Vizela BRAGANÇA Bragança Carrazeda de Ansiães Freixo de Espada à Cinta Macedo de Cavaleiros Miranda do Douro Mogadouro Torre de Moncorvo Vila Flor Vimioso Vinhais PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 81 (Cont.) Distrito CASTELO BRANCO Castelo Branco Covilhã Fundão Idanha-a-Nova Proença-a-Nova Sertã Vila de Rei Vila Velha de Ródão COIMBRA Arganil Cantanhede Coimbra Condeixa-a-Nova Figueira da Foz Góis Lousã Mira Miranda do Corvo Oliveira do Hospital Pampilhosa da Serra Penacova Penela Soure Tábua Vila Nova de Poiares ÉVORA FARO 82 Concelho Alandroal Arraiolos Borba Estremoz Évora Montemor-o-Novo Mora Mourão Portel Redondo Reguengos de Monsaraz Vendas Novas Viana do Alentejo Vila Viçosa Albufeira Alcoutim Aljezur Castro Marim Faro Lagoa Lagos Loulé Monchique Olhão Portimão São Brás de Alportel Silves Tavira Vila do Bispo Vila Real de Santo António PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO (Cont.) Distrito GUARDA Concelho Almeida Figueira de Castelo Rodrigo Fornos de Algodres Gouveia Guarda Manteigas Mêda Pinhel Seia LEIRIA Alvaiázere Batalha Bombarral Caldas da Rainha Figueiró dos Vinhos Marinha Grande Óbidos Pedrógão Grande Pombal LISBOA Amadora Lisboa Lourinhã Oeiras Sintra Sobral de Monte Agraço Torres Vedras PORTALEGRE PORTO Alter do Chão Arronches Avis Campo Maior Castelo de Vide Crato Elvas Fronteira Gavião Marvão Monforte Nisa Ponte de Sôr Portalegre Sousel Baião Lousada Maia Marco de Canaveses Matosinhos Paredes Pena iel Porto Póvoa de Varzim Santo Tirso Trofa Vila do Conde PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 83 (Cont.) Distrito Concelho SANTARÉM Abrantes Alpiarça Benavente Constância Ferreira do Zêzere Golegã Rio Maior Santarém Tomar Torres Novas SETÚBAL Alcácer do Sal Grândola Montijo Santiago do Cacém Sesimbra Sines VIANA DO CASTELO VILA REAL VISEU 84 Arcos de Valdevez Caminha Melgaço Monção Paredes de Coura Ponte da Barca Ponte de Lima Valença Viana do Castelo Vila Nova de Cerveira Boticas Chaves Mesão Frio Mondim de Basto Montalegre Murça Peso da Régua Sabrosa Santa Marta de Penaguião Vila Pouca de Aguiar Vila Real Carregal do Sal Lamego Mangualde Nelas Resende Santa Comba Dão Sátão Tondela Vila Nova de Paiva Viseu PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 6.1.3 Fundações Quadro 42 PARCEIROS PNL – FUNDAÇÕES Fundação Calouste Gulbenkian Rede Aga Khan para o Desenvolvimento Fundação Serralves Fundação CCB Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento Fundação Inês de Castro Fundação Casa de Mateus Fundação Casas de Fronteira e Alorna Fundação Bissaya Barreto Fundação Cidade de Lisboa Fundação do Gil PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 85 1.1.4 Organizações da área da solidariedade social Quadro 43 PARCEIROS PNL – ORGANIZAÇÕES DA ÁREA DA SOLIDARIEDADE SOCIAL Instituto da Segurança Social, I.P. 6.1.5 Empresas Quadro 44 PARCEIROS PNL – EMPRESAS Banco Popular Carris CTT PT SONAE Continente | Modelo Sociedade de Transportes Coletivos do Porto, SA 86 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 6.1.6 Organizações da área da saúde Quadro 45 PARCEIROS PNL – ORGANIZAÇÕES DA ÁREA DA SAÚDE Direcção-Geral da Saúde Administração Regional de Saúde do Norte Administração Regional de Saúde do Centro Administração Regional de Saúde de Lisboa Administração Regional de Saúde do Alentejo Administração Regional de Saúde do Algarve Associação Portuguesa de Médicos de Clínica-Geral Sociedade Portuguesa de Pediatria PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 87 6.1.7 Órgãos de comunicação social Quadro 46 PARCEIROS PNL – COMUNICAÇÃO SOCIAL Rádio e Televisão de Portugal Revista Visão Júnior Revista Giggle Diário de Notícias Jornal de Notícias 6.1.8 Associações de educação e cultura Quadro 47 PARCEIROS PNL – ASSOCIAÇÕES DE EDUCAÇÃO E CULTURA Associação de Profissionais de Educação de Infância - APEI Associação dos Professores de Português Ciberdúvidas da Língua Portuguesa 88 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO (Cont.) Confederação Nacional de Associações de Pais CONFAP Associação Portuguesa de Editores e Livreiros - APEL Observatório da Língua Portuguesa Forum Estudante 6.1.9 Organizações cientíϐicas e proϐissionais Quadro 48 PARCEIROS PNL – ORGANIZAÇÕES CIENTÍFICAS E PROFISSIONAIS Centro de Encefalografia e Neurofisiologia Clínica Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras de Lisboa Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa 6.2 Parcerias internacionais Quadro 49 PARCEIROS PNL – ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS Reach out and Read National Literacy Trust EU Read Timor-Leste PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 89 Comunicação ComunicaçãoeeDivulgação Divulgação 7 Sensibilização da opinião pública para a promoção da leitura 7.1 Portal LeR+ A presença do PNL na Internet é assegurada através de um portal, que inclui 15 sítios eletrónicos diferentes. Estes sítios divulgam programas, iniciativas, notícias, estudos e atividades realizadas pelo PNL, pelas escolas e bibliotecas e pelas mais diversas instituições. No page rank do Google, o portal Ler+ ascendeu a um nível de relevância de 9/10. A partir da sua página de abertura http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt o Portal Ler+ disponibiliza também acesso a informação sobre leitura e promoção de leitura em bibliotecas, mediante ligação com os sítios dos seus parceiros privilegiados. No intuito de sensibilizar a opinião púbica para o papel da leitura e suscitar o envolvimento dos cidadãos, o PNL tem adotado uma estratégia de divulgação assente na utilização dos seus sítios eletrónicos e na celebração de acordos e parcerias que permitam evitar o investimento de recursos financeiros próprios em iniciativas específicas de divulgação. Neste domínio o PNL tem recorrido às seguintes iniciativas: • Criação do Blogue do Plano Nacional de Leitura; • Divulgação, mediante entrevistas e artigos publicados pela comunicação social; • Contributo de parceiros e patrocinadores que têm financiado a colocação de telas de informação em espaços públicos; 90 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO • Aceitação de convites dirigidos a elementos do PNL para apresentarem as suas atividades em encontros, conferências, seminários e colóquios que se têm realizado em todo o país; • Utilização dos sítios eletrónicos para divulgação dos programas, projetos e iniciativas lançados pelo PNL, pelos seus parceiros e por organizações da área do livro e da leitura; • Publicação e distribuição de brochuras, folhetos e cartazes de apoio aos programas e projetos; • Divulgação dos resultados de estudos realizados no âmbito do PNL. 7.2 Blogue do PNL Com abertura a 14 de Dezembro de 2010, o Blogue do Plano Nacional de Leitura tem-se pautado, desde essa data, por perseguir objetivos ligados à promoção da leitura e da escrita e à divulgação de atividades e projetos culturais, em todas as áreas. Instrumento vital de comunicação e divulgação, o blogue tem, até à presente data, mais de 50 000 seguidores, sendo possível obter informações importantes sobre as diferentes áreas de intervenção do blogue e, também, da própria estrutura percetível de atuação do PNL. Com efeito, é sobre as atividades desenvolvidas pelo Plano Nacional de Leitura [Projetos, Concursos, Orientações, Iniciativas protocoladas…] e o testemunho que ele recolhe de outros modelos, externos, de intervenção cultural, que o exercício de participação se debruça, mais do que pela própria intervenção ativa na construção deste modelo de blogue. O PNL tem o conhecimento e a consciência do número incontável de blogues que as instituições de ensino, públicas e privadas, desenvolvem nos seus próprios territórios de influência. Assim, este blogue do PNL só pode, pois, servir de veículo de divulgação nos domínios em que, por via de acessos diferenciados, se possa constituir como modelo ou paradigma. No intuito de abranger uma rede alargada de interesses e apetências culturais, o blogue procura responder a esse universo de solicitações, nomeadamente através de: • Publicação de textos inéditos de escritores portugueses contemporâneos, amavelmente cedidos pelos seus autores, cuja divulgação procura dar PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 91 testemunho, em tempo real, do que de mais significativo se vai produzindo na nossa literatura. O acompanhamento desta produção funciona como estímulo e desafio à procura de uma leitura exigente e criteriosa. Esta secção do blogue do PNL pretende, ainda e para lá do seu carácter testemunhal, atingir o alargamento da faixa etária de intervenção, justamente prioritária, do Plano Nacional de Leitura, de modo a que a atração da qualidade e da novidade possa provocar enlaces e comprometimentos nos jovens seguidores/ leitores deste blogue. • Convite a jovens autores para publicarem os seus textos poéticos. Na sequência de múltiplas iniciativas desenvolvidas pelo PNL e ligadas à promoção da leitura e da escrita e no previsível estabelecimento de uma “corrente de escrita” que uma leitura criteriosa sempre estimula, o blogue do PNL convida os seus jovens autores [14 a 21 anos de idade] a divulgarem, também, os produtos da sua escrita criativa no lugar de destaque “Poema da Semana”. • Referenciação de blogues que servem de exemplo da diversidade e da riqueza que, nos nossos dias, é possível seguir, na rede, com exigência estética e cultural. É privilégio do Blogue do PNL acompanhar algumas das instituições comprometidas com estes domínios, através das suas ligações e da malha dos seus interesses. • Apresentação de hiperligações que mais direta e/ou institucionalmente se ligam ao Plano Nacional de Leitura e ao conjunto dos desígnios que constituem a sua vocação – promoção da leitura e do livro. • Ilustração de atividades de Jardins-de-infância que estão a desenvolver o projeto Leitura em vai e vem, proposto pelo Plano Nacional de Leitura desde o ano letivo 2007-2008, no separador Leitura em Vai e Vem. As imagens de registos de leitura apresentadas são fruto da valorização da leitura, dos livros e do prazer de ler. • Comunicação próxima com os seguidores do blogue e abertura aos seus comentários, opiniões e sugestões de temas que gostariam de ver abordados, numa tentativa de o tornar mais abrangente e adequado aos interesses do público-alvo. 7.3 Divulgação apoiada pela RTP Além de solicitar a participação de elementos da Comissão do PNL em programas dos vários canais, a RTP assegurou a transmissão da final do Concurso Nacional de Leitura. e divulgado algumas iniciativas do PNL através de programas que lhes têm sido especificamente dedicados. 92 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 7.3.1 Programa “Ler +, Ler melhor” O PNL tem apoiado o programa “Ler +, Ler melhor”, transmitido pela RTPN, dedicado ao mundo dos livros, que tem como objetivo divulgar as novidades da edição livreira, nos mais diversos géneros e para todas as idades. “Ler+, Ler melhor” ouve a opinião de especialistas ligados ao livro e à literatura, desde escritores a editores, passando naturalmente pelos críticos. 7.4 Divulgação em eventos públicos O Plano Nacional de Leitura esteve presente na FUTURÁLIA, entre os dias 14 e 17 de março, na Feira Internacional de Lisboa, e na QUALIFICA, entre os dias 26 e 29 de abril, na Exponor, em Matosinhos. A participação do PNL nestas Feiras de Educação, Formação, Juventude e Emprego integrou a representação do Ministério da Educação e Ciência e consistiu na apresentação de projetos de algumas escolas da rede do Projeto aLer+, em que a leitura é transversal a diversas áreas do conhecimento. Foram também disponibilizados materiais de divulgação sobre a leitura e os livros, como folhetos, cartazes e foram exibidos pequenos vídeos realizados pelas escolas no âmbito da leitura. Quadro 50 PARTICIPAÇÃO DO PNL EM FEIRAS DE EDUCAÇÃO Local | Entidade organizadora Designação do Evento Datas Feira Internacional de Lisboa | FIL FUTURÁLIA – Salão de oferta Educativa, Formação e Empregabilidade 14 a 17 de Março de 2012 EXPONOR | Matosinhos QUALIFICA – Feira de Educação, Formação, Juventude e Emprego 26 a 29 de Abril de 2012 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 93 Quadro 51 PROJETOS DE LEITURA APRESENTADOS PELAS ESCOLAS Evento Agrupamentos de Escolas Escolas não agrupadas Agrupamento de Escolas de Almodôvar FUTURÁLIA Escola Secundária D. Inês de Castro | Alcobaça Escola Secundária de Henriques Nogueira Torres Vedras Agrupamento de Escolas de Leça da Palmeira QUALIFICA Escola Básica de São João de Loure Albergaria-a-Velha Agrupamento de Escolas de Colmeias | Leiria Projeto Livros sem resistência PoeMática Ótica e Literatura Semear Leituras Fabulando… dar força às palavras e asas à imaginação Música e Leitura na mesma Partitura Realizaram-se apresentações públicas e workshops que contaram com o envolvimento de alunos, professores, encarregados de educação e público em geral. As escolas apresentaram projetos em que a leitura e a literatura se cruzam com saberes diversos como a física e a química, a matemática e a música: Livros Sem Resistência Com base em leituras de obras efetuadas na disciplina de Física e Química A, os alunos apresentaram um workshop que, mostrando a ligação entre ciência – programa curricular da disciplina – e livros, evidencia que é fundamental ler no laboratório. PoeMática A partir do soneto de Luís de Camões, “Amor é fogo que arde sem se ver”, e do poema “Retrato de uma princesa desconhecida”, de Sophia de Mello Breyner, os alunos explicaram o desenho e a sua relação com o texto (as formas, as cores e a relação do positivo/negativo, tradução matemática da estrutura antitética do poema). Explicaram, a título de exemplo, algumas das condições matemáticas que definem os lugares geométricos representados. Reflexões: Ótica e Literatura O público foi convidado a olhar a sua imagem distorcida em vários espelhos diferentes e a refletir sobre os fenómenos óticos, associando a sua imagem a máximas 94 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO e a versos de vários poetas sobre a temática do espelho, a dualidade eu/outro. As experiências foram registadas em suporte digital, permitindo a exploração interdisciplinar na sala de aula. Semear Leituras “Matemática e poesia de mãos dadas” – declamação encenada de poesias de Pequeno Livro de Desmatemática, de Manuel António Pina, de Os Livros, de José Jorge Letria, e de Ler, de Edith Chacon Theodoro, com acompanhamento de guitarra. Fabulando… dar força às palavras e asas à imaginação Recordando histórias lidas em diversos livros, os alunos recriaram pequenos apontamentos dos mesmos, enquanto cortavam, recortavam e esculpiam diversos tipos de frutas e de outros alimentos estabelecendo uma relação de sentido entre estes e os textos. Música e Leitura na mesma Partitura A apresentação dos alunos aliou a música à leitura, tirando partido da sonoridade das palavras e da musicalidade das histórias, por entre hinos à leitura entoados por alunos e docentes. PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO 95 96 PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO Com o apoio