SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA
GABINETE DO MINISTRO ADJUNTO
E DOS ASSUNTOS PARLAMENTARES
C o m o a lt o Pat r o c í n i o
d e S ua E x c e l ê n c i a
Relatório
de Atividades
2011–2012
2.ª Fase – 1.º Ano
SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA
Com o Alto Patrocínio
De sua Excelência
O Presidente da República
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
1
FICHA TÉCNICA
TÍTULO
Relatório de Atividades do Plano Nacional de Leitura 2011-2012
2ª Fase – 1.º Ano
AUTOR
Plano Nacional de Leitura
EDIÇÃO
Plano Nacional de Leitura
Travessa Terras de Sant’Ana,15
1250-269 Lisboa
Tel. 213 895 212 – Fax 213 895 148
Url www.planonacionaldeleitura.gov.pt
APOIO
Banco Popular Portugal, S.A.
DESIGN GRÁFICO
Plano Nacional de Leitura
FOTOGRAFIA DA CAPA
Escola Secundária de Santa Maria da Feira
IMPRESSÃO E ACABAMENTO
Printipo
TIRAGEM
300 exemplares
ISBN
978-989-96323-6-3
DEPÓSITO LEGAL
353002/12
2
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COMISSÃO DO PNL
FERNANDO PINTO DO AMARAL
Comissário
TERESA CALÇADA
Comissária-Adjunta
RBE – Rede de Bibliotecas Escolares – Ministério da Educação e Ciência
JOSÉ MANUEL CORTÊS
Vogal
DGLAB – Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas – Secretaria de Estado da Cultura
MARIA CARLOS LOUREIRO
Vogal
DGLAB – Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas – Secretaria de Estado da Cultura
ALEXANDRA LORENA
Vogal
GMCS – Gabinete dos Meios de Comunicação Social
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3
CONSELHO CIENTÍFICO
Alexandre Castro Caldas
Fernanda Leopoldina Viana
Glória Bastos
Inês Sim-Sim
Isabel Hub Faria
Isabel Margarida Duarte
Ivo Castro
João Costa
João David Pinto Correia
José Junça de Morais
José Mário Costa
Luís Fagundes Duarte
Manuel Carmelo Rosa
Margarida Alves Martins
Maria Adriana Batista
Maria Armanda Costa
Maria da Graça Castanho
Maria de Fátima Sequeira
Maria de Lourdes Dionísio
Maria Helena Mira Mateus
Maria Idalina Salgueiro
Maria João Freitas
Pedro Magalhães
Raquel Delgado Martins
Vítor Aguiar e Silva
4
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COMISSÃO DE HONRA
Alexandre Quintanilha
Fernando Mascarenhas
Manuel Freire
Almerindo Marques
Filomena Mónica
Manuel Maria Carrilho
Álvaro Pinto Correia
Francisco Pinto Balsemão
Manuel Sobrinho Simões
Ana Maria Bettencourt
Guilherme d’Oliveira Martins
Manuel Villaverde Cabral
Ana Nunes de Almeida
Helena Buescu
Manuela de Melo
Ana Vieira de Almeida
Henrique Barreto Nunes
Manuela Ferreira Leite
António Baptista Lopes
Henrique Cayatte
Manuela Ramalho Eanes
António Barreto
Ilídio Pinho
Maria João Avillez
António Coutinho
Isabel Alçada
Maria João Malho
António Gomes de Pinho
Isabel Allegro de Magalhães
Maria João Seixas
António Mega Ferreira
Jaime Gama
Maria José Marinho
António Nóvoa
João Caraça
Maria José Moura
António Pina Falcão
João Salgueiro
Maria José Rau
António Ponces de Carvalho
Jorge Jardim Gonçalves
Mário Soares
António Reis
Jorge Sampaio
Máximo Ferreira
Arnaldo Saraiva
José Afonso Furtado
Miguel Paes do Amaral
Artur Anselmo
José António Calixto
Miguel Veiga
Artur Santos Silva
José Carlos Abrantes
Nazim Ahmad
Belmiro de Azevedo
José Carlos Vasconcelos
Pedro Roseta
Carlos Correia
José Dias da Fonseca
Roberto Carneiro
Carlos Fiolhais
José Ferreira Gomes
Rosália Vargas
Carlos Monjardino
José Gil
Rui Machete
Carlos Reis
José Jorge Letria
Rui Marques
Carlos da Veiga Ferreira
José Manuel Mendes
Sérgio Niza
Daniel Sampaio
José Miguel Júdice
Silvestre Lacerda
David Justino
José Oliveira
Simonetta Luz Afonso
Diogo Feio
José Pacheco Pereira
Teodora Cardoso
Eduardo Lourenço
D. José Policarpo
Teresa Lago
Eduardo Marçal Grilo
José Silva Lopes
Teresa Patrício Gouveia
Elisa Ferreira
Júlio Pedrosa
Vasco Graça Moura
Emílio Rui Vilar
Justino de Magalhães
Vital Moreira
Vítor Constâncio
Fernando Aguiar Branco
Luís Figo
Fernando Albuquerque
Luís Portela
Fernando J. B. Martinho
Manuel Braga da Cruz
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
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6
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
ÍNDICE
Mensagem do Senhor Ministro da Educação e Ciência
11
Introdução
13
SISTEMA EDUCATIVO
15
1 Promoção da leitura e da escrita nos estabelecimentos de ensino
15
1.1 Objetivos centrais
15
1.2 Áreas de incidência
15
1.3 Metodologia
15
1.4 Programas nucleares de continuidade
16
1.5 Atividades de promoção da leitura
17
1.5.1 Leitura de periódicos
17
1.5.2 Ler+ em vários sotaques
18
1.5.3 Escritores nas escolas
18
1.5.4 Feiras do livro
19
1.5.5 Atividades de autarquias e de organizações locais
19
1.6 Projetos e iniciativas
19
1.6.1 A LeR+
19
1.6.2 Semana da leitura
22
1.6.3 Dormir+ para ler melhor
24
1.6.4 Ler+ no Palácio Fronteira
25
1.6.5 Voluntariado de leitura
26
1.6.6 Clubes de leitura Melhores Leitores do Mundo – MLM
28
1.6.7 Ler+ Jovem
28
1.7 Projetos internacionais
29
1.7.1 LeR+ em Timor-Leste
1.8 Concursos de promoção da leitura e da escrita
29
33
1.8.1 Concurso Nacional de Leitura
33
1.8.2 Onde te leva a imaginação?
39
1.8.3 Inês de Castro
40
1.8.4 Faça lá um poema
42
1.8.5 Eu conto
45
1.8.6 Japão passado e presente
48
1.8.7 Ler em português
49
1.8.8 Conheço um escritor
50
1.8.9 Como seria a vida sem os MEDIA
51
1.8.10 Leitores sonhadores
52
1.8.11 BiblioFilmes Festival
52
1.8.12 Conta-nos uma história
53
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
7
1.8.13 FORUM Entre | Palavras
54
1.8.14 N@escolas
55
1.8.15 As cores da cidadania
56
1.8.16 Diálogos Imaginários
56
1.8.17 Síntese de concursos e iniciativas
57
1.9 Orientações técnicas para promoção da leitura e da escrita
58
1.10 Listas de títulos recomendados pelo Plano Nacional de Leitura
58
1.11 Financiamento de escolas para o desenvolvimento de projetos
60
LEITURA EM FAMÍLIA
63
2 Promoção da leitura em família
63
2.1 Objetivos centrais
63
2.2 Áreas de incidência
63
2.3 Metodologia
63
2.4 Programas
63
2.4.1
Leitura em vai e vem
63
2.4.2
Já sei ler
64
2.4.3
Leitura-a-par
65
2.4.4
Ler+ dá saúde
65
2.4.5. Programa Nacional da Promoção da Saúde Oral – Projeto SOBE
71
LEITURA PÚBLICA
72
3 Promoção da leitura pública
72
3.1 Objetivos centrais
72
3.2 Áreas de incidência
72
3.3 Programas
72
3.3.1
Promoção da leitura pela DGLAB
72
3.3.2
Eventos e comemorações
74
ESTUDOS
77
4 Estudos PNL
77
4.1 Informação sobre projetos de promoção da leitura nos países da OCDE
77
CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO PNL
78
5 Conferência Internacional do PNL
78
PARCERIAS E APOIOS
80
6 Parcerias celebradas pelo PNL
80
6.1 Parcerias nacionais
8
80
6.1.1 Regiões Autónomas
80
6.1.2 Autarquias
80
6.1.3 Fundações
85
6.1.4 Organizações da área da solidariedade social
86
6.1.5 Empresas
86
6.1.6 Organizações da área da saúde
87
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
6.1.7 Órgãos de comunicação social
88
6.1.8 Associações de educação e cultura
88
6.1.9 Organizações científicas e profissionais
89
6.2 Parcerias internacionais
89
COMUMICAÇÃO E DIVULGAÇÃO
90
7 Sensibilização da opinião pública para a promoção da leitura
90
7.1 Portal LeR+
90
7.2 Blogue do PNL
91
7.3 Divulgação apoiada pela RTP
92
7.3.1 Programa “Ler +, Ler melhor”
7.4 Divulgação em eventos públicos
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
93
93
9
10
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
MENSAGEM DO SENHOR MINISTRO DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA
O estímulo à leitura, contributo ativo para o aumento da cultura, é um
incentivo à participação dos cidadãos na vida democrática: a leitura promove
a capacidade de escrita e a capacidade de comunicação. É incontestável que o
domínio da língua materna, desenvolvido pela leitura, é um fator decisivo para a
aprendizagem de outras línguas, para o conhecimento da nossa cultura e de outras
culturas, para a apreensão de outras disciplinas e de outras realidades. Esta visão
moderna da integração da aprendizagem da leitura começa a ser consensual. Tal
como é consensual a função democrática da leitura.
O Ministério da Educação e Ciência identifica-se com este desígnio e alargou,
este ano, este incentivo para os meios audiovisuais: o Plano Nacional de Cinema,
organizado em conjunto com a Secretaria de Estado da Cultura, comunga muitos
elementos da estrutura e dos objetivos do PNL. Antes ainda, lançámos “O Mundo
(da Ciência) na Escola”, um projeto já em plena atividade por todo o país, levando
cientistas às escolas e trazendo estudantes a laboratórios e centros de investigação.
Todos estes projetos são importantes para assegurar uma cidadania plena, baseada
tanto no conhecimento das nossas heranças culturais e identitárias como no
conhecimento da ciência, que é universal, e na ética de respeito pela procura da
verdade.
Mas é igualmente essencial que, numa escola democrática e moderna, se
desenvolva uma cultura de exigência no saber e um processo educativo pautado
pela qualidade do que se ensina e de como se ensina, para elevar a qualidade com
que se aprende e do que se aprende.
O alargamento da avaliação externa, combinado com o estabelecimento de
objetivos curriculares muito precisos, plasmados nas Metas Curriculares, permitirá
uma implementação e uma aferição rigorosa dos conhecimentos e das capacidades
que estão a ser ensinadas, aprendidas e desenvolvidas nas escolas. Pretendemos,
com estas medidas, aumentar a exigência e a qualidade do sistema educativo e
garantir a deteção precoce de dificuldades, com vista à atuação imediata para
promover o sucesso.
Acompanhando estes objetivos de modernização da escola — que nas Metas
Curriculares para o Português partem, e bem, de aspetos básicos, como, por
exemplo, a velocidade de leitura —, a segunda fase do PNL, iniciada em 2011,
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
11
incidirá na qualidade da leitura: é preciso ler… e é preciso ler bem. Aquilo que se
faz com maior facilidade e fluência faz-se melhor, compreende-se melhor.
Pretende-se estimular o contacto direto com os grandes livros, com os nossos
grandes escritores — as bases do quem somos sustentam o que queremos ser. A
identidade cultural de um povo, tão bem espelhada no seu cânone literário, reforça
a democracia.
Pretende-se que os nossos jovens desenvolvam o gosto pelo conhecimento.
Estamos convictos que a qualidade do ensino é a garantia da mais plena cidadania, o
melhor contributo para o futuro dos jovens e do país, a melhor defesa da democracia
e da liberdade.
Nuno Crato
Ministro da Educação e Ciência
12
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
INTRODUÇÃO
Criado em 2006 e tendo entrado em 2011 na sua 2ª Fase de execução, o Plano
Nacional de Leitura tem como missão fundamental a elevação dos nossos níveis de
literacia, promovendo os hábitos de leitura dos portugueses. Os diversos programas
do PNL envolveram, até agora, a esmagadora maioria das crianças e dos jovens que
frequentam o sistema educativo, tanto na sala de aula como na biblioteca e noutros
espaços escolares. Para lá dessa presença escolar, temos procurado que os efeitos
do PNL ultrapassem os estabelecimentos de ensino e se alarguem às áreas da leitura
em família e da rede de leitura pública. Para a concretização desse propósito, deve
sublinhar-se a estreita articulação do PNL com a Rede de Bibliotecas Escolares,
bem como a profícua colaboração com a Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e
das Bibliotecas, sobretudo através da rede de Bibliotecas Municipais, assegurando
sinergias essenciais para a eficácia da actividade do PNL.
Ao entrar na 2ª Fase da sua actividade, o Plano Nacional de Leitura não
esquece a necessidade de consolidar o trabalho desenvolvido nos anos anteriores.
Um dos nossos principais desígnios, neste momento, consiste em fixar rotinas e
práticas de leitura no sistema educativo, de modo a que iniciativas como o Concurso
Nacional de Leitura ou a Semana da Leitura (este ano apoiada pelo Banco Popular)
possam ser integradas pelas escolas nos seus habituais planos de actividades, mesmo
depois do ano lectivo de 2015 / 2016, data prevista para o final da execução do PNL.
Trata-se, assim, de atingir para as iniciativas de promoção da leitura uma
velocidade de cruzeiro, necessária para que entrem no quotidiano das escolas, graças
ao trabalho de muita gente, sendo devido um caloroso agradecimento às equipas
que integram o PNL e a RBE, mas também a todas as pessoas e organizações que
têm colaborado connosco no intuito de levar por diante esta missão, congregando os
esforços de muitos intervenientes na promoção da leitura, como os professores ou
os bibliotecários, mas também parceiros institucionais como fundações, empresas,
órgãos de comunicação ou um grande número de autarquias, numa rede cuja
finalidade consiste no alargamento dos hábitos de leitura dos portugueses. Esta
abertura à sociedade civil deverá ser reforçada no futuro, promovendo o contributo
de novos parceiros que possam constituir novas fontes de financiamento das
actividades do PNL.
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
13
Neste 6.º ano de actividade, o Plano Nacional de Leitura procurou abrir um
novo ciclo cujas orientações obedecem ao lema Ler+ Ler melhor, apostando mais na
qualidade do que na quantidade, o que implicará uma gestão cada vez mais cuidadosa
dos recursos disponíveis, com o reforço dos programas que têm dado melhores frutos
e a reformulação ou extinção de outros menos eficazes, bem como o lançamento
de alguns novos projectos, como o Ler+ JOVEM. De qualquer modo, pareceme fundamental que o livro continue a ser encarado como um objecto de cultura
essencial para as famílias, graças a uma boa rede de bibliotecas e de livrarias, que
permita o acesso ao que de melhor é publicado pelos editores portugueses, também
parceiros centrais neste trabalho. Sem grupos editoriais sólidos não poderemos levar
a cabo o propósito de alargar os hábitos de leitura dos portugueses.
Para algumas pessoas, o apoio à leitura pode parecer um desperdício ou
um investimento sem retorno, mas é um erro pensar assim. Nunca será de mais
sublinhar a importância da leitura para a construção de identidades individuais e
colectivas, num percurso que começa nos primeiros anos de vida e se prolonga numa
permanente descoberta pessoal, capaz de nos mostrar a beleza e a diversidade do
mundo, mas também as suas interrogações e os seus absurdos, os seus medos ou as
suas perplexidades. Trata-se de uma aprendizagem sem fim, que pode durar toda
a vida, ao longo de uma rota fascinante e por vezes contraditória onde vem ao de
cima o melhor de nós, por vezes também o pior, mas acima de tudo o acesso a zonas
desconhecidas de cada um de nós, que passamos a conhecer graças à leitura. De
tudo isso se constrói o acto de ler, de tudo isso se alimenta a música das palavras
ou o desenho das letras com que neste alfabeto as escrevemos, com todo o amor e
toda a dedicação do mundo, quando vemos os nossos alunos cada vez mais curiosos
ou interessados, como se uma luz nova os iluminasse.
Do meu ponto de vista, a Escola deverá constituir um dos lugares centrais
dessa iluminação, já que é sobretudo aí que muitos jovens conseguem alargar os
horizontes do seu conhecimento e reforçar o seu gosto de ler, vindo a tornar-se
futuros cidadãos livres, dotados de sentido crítico e de capacidade de reflexão,
para depois propagarem esse gosto numa cadeia sem fim. O PNL pretende apenas
contribuir para que cada um de nós possa ser mais um elo dessa cadeia infinita.
Fernando Pinto do Amaral
Comissário do Plano Nacional de Leitura
14
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
Sistema Educativo
1 Promoção da leitura e da escrita
nos estabelecimentos de ensino
No momento em que a centralidade da leitura em todas as atividades educativas
é essencial, o Plano Nacional de Leitura em conjunto com a Rede de Bibliotecas
Escolares têm vindo a assegurar uma eficaz disponibilização e utilização de livros e
outros recursos de informação, que estimulem a leitura e o desenvolvimento dos níveis
de literacia.
Os programas desenvolvidos pelo PNL destinam-se a promover a leitura, reforçando
o papel das bibliotecas escolares e proporcionando condições para a utilização constante
de livros e textos, em diferentes suportes, nas atividades letivas.
A fim de consolidar hábitos de leitura entre os alunos e desenvolver a literacia, as
escolas têm recebido recursos adequados à leitura e à escrita e tem sido dado apoio
técnico aos docentes.
1. 1 Objetivos centrais
• Aprofundar a leitura nas salas de aula;
• Estimular iniciativas destinadas a fomentar a leitura autónoma entre crianças e
jovens;
• Promover dinâmicas em rede, no intercâmbio de recursos entre os estabelecimentos
de cada agrupamento, coordenadas pelas bibliotecas escolares e em articulação
com as bibliotecas públicas.
1. 2 Áreas de incidência
• Promoção da leitura orientada na sala de aula;
• Promoção da leitura autónoma;
• Promoção da leitura em projetos envolvendo toda a comunidade educativa.
1. 3 Metodologia
• Acompanhamento dos programas nucleares do PNL no sentido de estimular o
envolvimento dos docentes;
• Lançamento de iniciativas, anunciadas antes do início de cada ano letivo, para
permitir aos docentes ponderar o uso de novas modalidades de leitura e de
envolvimento da comunidade educativa;
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
15
• Divulgação de listas de livros recomendados para cada nível educativo, permitindo
a adequação às características das turmas;
• Comunicação em rede para viabilizar o intercâmbio de experiências e recursos;
• Avaliação da execução dos programas nucleares e de outros projetos.
1. 4 Programas nucleares de continuidade
Os quatro programas nucleares de continuidade, implementados na primeira
fase do Plano Nacional de Leitura, continuam a ser desenvolvidos nas escolas,
abrangendo todos os níveis de educação e ensino.
Quadro 1 PROGRAMAS NUCLEARES DE CONTINUIDADE
ESTÁ NA HORA DOS LIVROS
Leitura diária em sala de aula na educação
pré-escolar
ESTÁ NA HORA DA LEITURA
Leitura diária em sala de aula no 1.º ciclo do ensino
básico
QUANTO MAIS LIVROS MELHOR
Leitura orientada semanal em sala de aula no 2.º ciclo
do ensino básico
NAVEGAR NA LEITURA
Leitura orientada semanal em sala de aula no 3.º ciclo
do ensino básico e no ensino secundário
Os programas centrais do PNL que visam a promoção e o desenvolvimento da
leitura e da escrita de forma sistemática abrangeram, em 2011-2012, a educação
pré-escolar, a globalidade do ensino básico e o ensino secundário. Estes programas
de continuidade foram concretizados pelas seguintes atividades:
• Leitura orientada na sala de aula, escrita e outras atividades educativas centradas
em títulos de temáticas diversificadas e transversais aos currículos;
• Concursos de leitura e escrita, jogos, atividades festivas, feiras do livro, contacto
das turmas com escritores e ilustradores;
• Utilização de recursos e serviços da biblioteca escolar em todas as atividades
para estimular o prazer de ler, a leitura autónoma e a pesquisa de informação.
O PNL disponibilizou orientações técnicas e recursos financeiros que permitiram
aos agrupamentos de escolas e às escolas não agrupadas, da rede pública de
ensino, a seleção e a aquisição de diferentes tipos de livros para o desenvolvimento
de atividades de leitura na sala de aula e para a leitura autónoma.
A execução dos programas foi assegurada pelos docentes, com recurso a
dinâmicas coordenadas pelas equipas das bibliotecas escolares.
16
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
Todos os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas da rede pública, com
população ao nível da educação pré-escolar e do ensino básico (1.º, 2.º e 3.º ciclos),
receberam apoio financeiro para aquisição de conjuntos de livros para leitura orientada
na sala de aula.
Quadro 2 ESCOLAS QUE RECEBERAM APOIO DO PNL – PROGRAMAS DE CONTINUIDADE
Agrupamentos de escolas*
Escolas não agrupadas com 3º ciclo do ensino básico**
Nº Total
Apoio PNL (%)
10 055
100
* Jardins-de-Infância e escolas básicas (1.º, 2.º e 3.º ciclos)
** Escolas secundárias com 3º ciclo do ensino básico
No ano letivo 2011-2012 deu-se continuidade ao apoio universal do PNL a todas as
escolas da rede pública, com educação pré-escolar e ensino básico.
1. 5 Atividades de promoção da leitura
1.5.1
Leitura de periódicos
> Projeto Visão Júnior
A
iniciativa
Conheço
um
Escritor
promovida
pela Revista VISÃO Júnior,
em parceria com o Plano
Nacional de Leitura e a Rede
de Bibliotecas Escolares,
é dirigida a todos os alunos
do ensino básico, do 1.º ao 9.º
ano de escolaridade.
O desafio é conhecer um escritor e visitar o seu local de trabalho.
Os alunos e as turmas enviaram perguntas que gostavam de ver respondidas pelo
escritor. Todos os meses a Revista selecionou as três perguntas que considerou
mais originais. Os autores dessas perguntas – “os repórteres” escolhidos pela Visão
Júnior – fizeram pessoalmente uma entrevista ao escritor, realizada, sempre que
possível, na sua casa ou no local onde costuma trabalhar.
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
17
As entrevistas foram publicadas na VISÃO Júnior do mês seguinte à sua
realização e divulgadas no site da Revista.
> Promoção de leitura em formato digital
Revista Giggle
A leitura de publicações em formato digital, muito apelativa para as crianças e os
jovens, tem sido objeto de especial atenção por parte dos docentes e das famílias.
Para possibilitar a transmissão de orientações educativas que tornem esse tipo
de leitura mais seletiva e enriquecedora, o PNL e a RBE têm incentivado as escolas
a promoverem a leitura orientada de sítios eletrónicos informativos e de obras em
formato digital. A colaboração com a revista Giggle tem-se revelado útil para os
docentes que realizam com os seus alunos essa atividade de leitura orientada.
1.5.2 Ler+ em vários sotaques
O projeto Ler+ em vários sotaques continua a ser desenvolvido
pelas escolas. Constitui-se como
uma estratégia de valorização da
diversidade da língua portuguesa
e da promoção da leitura em
voz alta, em sotaques diversos
característicos de países e regiões
muito diversificadas.
Pela sua transversalidade, este projeto continuou, neste ano letivo, a integrar
o Plano Anual de Atividades dos agrupamentos de escolas e das escolas não
agrupadas, tendo feito parte das dinâmicas propostas pelas Bibliotecas Escolares
e pela Semana da Leitura. Mais de 100 estabelecimentos de educação e de ensino
desenvolveram atividades no âmbito do projeto.
1.5.3 Escritores nas escolas
A presença de escritores e ilustradores nas escolas e bibliotecas para contactarem
com os seus leitores tornou-se uma prática comum, que se realiza nos diferentes
níveis de educação e ensino, em escolas de todo o país.
Para que as visitas de autores continuem a ter impacto nos hábitos de leitura dos
alunos, o PNL mantém a recomendação aos docentes para que seja assegurado
o conhecimento de livros do autor convidado, por todos os alunos presentes nas
sessões, realizando previamente leituras orientadas na sala de aula.
18
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
1.5.4
Feiras do livro
As feiras do livro nas
escolas, tal como a visita
de alunos acompanhados
por professores a feiras
do livro realizadas nas
bibliotecas ou noutros locais
públicos, têm sido prática
comum na maioria das
escolas e bibliotecas, envolvendo toda a comunidade escolar: alunos e as suas
famílias, docentes e funcionários.
Esta atividade tem proporcionado um contacto vivo e direto com grande
número de títulos adequados às diferentes idades, incentivando os alunos ao
manuseamento, à apreciação dos livros expostos e a escolhas fundamentadas.
No sítio ESCOLAS do Portal PNL estão disponíveis orientações sobre a
preparação, a divulgação e a dinamização das feiras do livro nas escolas.
(URL: http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/escolas/projectos.php?idTipoProjecto=54)
1.5.5 Atividades de autarquias e de organizações locais
Muitas autarquias, bibliotecas, associações, museus e instituições culturais têm vindo
a organizar iniciativas para promover a leitura e a escrita junto de crianças e jovens. O PNL
tem recolhido e divulgado informação sobre vários tipos de realizações e incentivado
os docentes a participarem com os seus alunos e respetivas famílias.
1.6 Projetos e iniciativas
1.6.1 aLeR+
2011-2012 | 4.º ano de desenvolvimento
O Projeto aLeR+, lançado e criado em parceria com o National Literacy Trust
– UK, contou, no seu quarto ano de desenvolvimento, com a mobilização de um
total de 78 agrupamentos de escolas e 10 escolas não agrupadas, cujas bibliotecas
escolares trabalharam em rede com as bibliotecas municipais na dinamização de
projetos destinados a desenvolver e a consolidar nas escolas um ambiente integral
de leitura, apelando ao envolvimento das comunidades educativas.
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
19
No âmbito deste projeto, realizou-se o III Encontro Nacional do Projeto aLeR+, no
dia 15 de julho de 2011, e também o IV Encontro Nacional do Projeto aLeR+, no dia
3 de julho de 2012, na Escola Secundária Eça de Queirós, em Lisboa.
Dando continuidade à prática dos anos anteriores, estes encontros centraram-se no balanço do trabalho desenvolvido pelas escolas que integraram a rede do
projeto aLeR+ e, a partir da apresentação de boas práticas, na promoção da reflexão
e do debate sobre diferentes dinâmicas e modos de intervenção na área da leitura.
Estas experiências tiveram como referência um conjunto de orientações favoráveis à
promoção de uma cultura integral de leitura, tendo em conta as seguintes áreas de
incidência:
•
Promoção da leitura
•
Envolvimento da comunidade
•
Visibilidade
•
Comunicação e divulgação
Ainda neste âmbito, foram incluídas as intervenções de individualidades
relacionadas com a promoção da leitura nos contextos nacional e internacional nos
dois últimos Encontros Nacionais do Projeto aLeR+. Em 2011, o III Encontro contou
com a intervenção de Elisa Yuste, coordenadora da Área de Promoção da Leitura
do Centro Internacional do Livro Infantil e Juvenil da Fundação Gérman Sánchez
Ruipérez, sobre Jóvenes lectores, álbumes, novelas, iPads, arte, música…un cóctel
que funciona. Em 2012, o IV Encontro contou com a participação de Carlos Fiolhais,
Professor da Universidade de Coimbra, que abordou o tema Livros e Bibliotecas: do
papel ao digital.
20
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
As
escolas
aLeR+
receberam apoio técnico e
financeiro do PNL e da RBE.
Para apoiar a execução do
projeto e considerando os
fundamentos
do
mesmo,
as brochuras cedidas pelo
projeto Reading Connects
(Apresentação, Orientações
e
Envolver
as
Famílias)
continuaram a ser utilizadas
por todos os intervenientes.
No ano 2011-2012, o acompanhamento do projeto foi realizado através de
visitas da equipa de coordenação nacional às escolas que integraram o projeto no
último ano letivo e a algumas das escolas que integraram a rede de escolas aLeR+.
Nestas visitas, foi seguido o guião baseado nas áreas de incidência já referidas e
que se centram na valorização do envolvimento da comunidade e das famílias nas
atividades de promoção da leitura e na visibilidade da prática efetiva da leitura nas
salas de aula e nos espaços coletivos das escolas, passando pela comunicação e
divulgação destas práticas.
No ano letivo 2012-2013,
Figura 1 REDE DE ESCOLAS INTEGRADAS NO PROJETO aLeR+
vão ser integradas doze novas
instituições de educação e de
ensino, que abrangem crianças
e jovens desde a educação préescolar ao ensino secundário,
totalizando a primeira centena de
escolas da rede do projeto aLeR+
2008/2009
distribuídas pelas pelo território
2009/2010
de Portugal continental.
2010/2011
2011/2012
2012/2013
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
21
1.6.2 Semana da leitura
2011-2012 | 6.ª edição
A Semana da Leitura, na sua 6.ª
edição, foi uma atividade que integrou o
plano anual de atividades das escolas do
país e de muitas bibliotecas públicas pela
relevância que esta iniciativa atribui à
leitura e aos livros, pela abrangência que
proporciona na integração de temáticas
diversificadas e pela transversalidade de
leituras que congregam diversas áreas de
expressão do conhecimento e da arte.
Esta iniciativa tem-se revelado Propiciadora da aproximação das escolas
e de estruturas públicas e privadas que
constituem o tecido cultural e social das
comunidades, tendo conquistado crescente
relevância na celebração coletiva da leitura.
A partir do envolvimento crescente entre as comunidades educativas, as famílias,
diversas figuras públicas e os cidadãos em geral, a leitura continua a ser cada vez
mais valorizada publicamente, beneficiando do envolvimento das equipas da Rede
de Bibliotecas Escolares e das Bibliotecas Municipais e Públicas.
Em 2011-2012, à semelhança de edições anteriores e dando relevância à participação
da sociedade civil na promoção da leitura, a Semana da Leitura contou com a parceria
do Banco Popular, aliando-se a celebração da leitura à sensibilização das populações
mais jovens para questões relacionadas com a cooperação e a solidariedade num
momento particular ao nível social e económico. Nesta medida, a Semana da Leitura
aliou a leitura à comemoração do Ano Internacional das Cooperativas, centrando-se na
temática COOPERAÇÃO/ SOLIDARIEDADE.
Este desafio permitiu ainda que as escolas ou os agrupamentos desenvolvessem
atividades cultural e socialmente contextualizadas e em consonância com os seus
projetos educativos, promovendo a articulação transversal dos currículos.
No âmbito desta parceria e deste enquadramento, desenvolveu-se o concurso
«Eu conto», que visou, para além da abordagem de temáticas diversas já referidas,
o alargamento dos hábitos de leitura da população escolar e o desenvolvimento de
competências nos domínios da leitura e da escrita.
22
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
Ao longo do mês de março, nomeadamente na semana de 5 a 9 de março,
escolas não agrupadas, agrupamentos de escolas das redes pública e privada e
bibliotecas públicas cooperaram no desenvolvimento de atividades diversificadas de
celebração da leitura, em muitos casos aliando esta iniciativa a outros eventos festivos,
nomeadamente o Dia Mundial da Floresta e da Árvore, o Dia Mundial da Poesia, o Dia
do Livro Português, o Dia Mundial do Teatro, o Dia Internacional do Livro Infantil, o Dia
Mundial do Livro e Direitos de Autor e o Dia do Autor Português.
Considerando que a Semana da Leitura é uma iniciativa de continuidade já integrada
pelas instituições de educação e de ensino, as atividades festivas de promoção da
leitura ocuparam espaços escolares comuns – bibliotecas públicas e espaços públicos
(mercados, praças, cafés, restaurantes, livrarias e papelarias, jardins), para além dos
espaços escolares tradicionais, como a sala de aula e a Biblioteca Escolar.
Verificou-se que esta iniciativa continuou a contribuir para o crescente envolvimento
e participação das comunidades em momentos de leitura, em debates sobre os livros e
a leitura, em espetáculos de poesia, com declamações e dramatizações, em concursos
e jogos, em sessões de leitura, na organização de feiras do livro, tendo contado com a
participação da comunidade escolar e de familiares e amigos de crianças e jovens, de
figuras públicas, de escritores, ilustradores e atores.
A pluralidade de dinâmicas que tem marcado esta iniciativa em torno da leitura e da
mobilização de competências leitoras, contou com o envolvimento direto das crianças
da educação pré-escolar, dos alunos do ensino básico e secundário e dos seus círculos
de amigos e familiares.
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
23
Quadro 3 SEMANA DA LEITURA 2012
PARTICIPAÇÃO DE CRIANÇAS E ALUNOS NAS ATIVIDADES
Nível de Educação e de Ensino
Crianças | Alunos (Nº)
Educação pré-escolar
45 692
1º Ciclo do ensino básico
133 939
2º Ciclo do ensino básico
82 329
3º Ciclo do ensino básico
100 701
Ensino secundário
46 320
Total
408 981
(Fonte SIPNL)
De acordo com os dados disponíveis no Sistema de Informação do Plano Nacional
de Leitura (SIPNL), a Semana da Leitura foi dinamizada por cerca de 800 instituições
de educação e de ensino, das redes pública e privada, tendo muitas contado com a
colaboração e o envolvimento das Bibliotecas Municipais.
Para além destes dados, as escolas e diversas bibliotecas públicas
disponibilizaram informações e documentos referentes à divulgação,
calendarização e desenvolvimento das atividades agendadas, que têm sido
disponibilizadas no sítio ESCOLAS, do Portal do Plano Nacional de Leitura, constituindose como um recurso e um espaço de partilha de práticas e de informação mobilizador
de novas formas de cooperação e de envolvimento entre a comunidade, as autarquias,
as bibliotecas municipais e as bibliotecas escolares.
1.6.3 Dormir+ para Ler melhor
2011-2012 | 2.º ano de desenvolvimento
O Projeto Dormir+ para Ler Melhor, que resultou de uma parceria
entre o Centro de Electroencefalografia e Neurofisiologia Clínica da Faculdade de
Medicina de Lisboa e o Plano Nacional de Leitura, visa a promoção da leitura, partindo
dos benefícios que a qualidade de sono das crianças e dos jovens traz para que leiam
melhor, compreendam melhor e aumentem o seu sucesso escolar.
Considerando os seus objetivos, assim como a relevância dos hábitos de leitura
para o desenvolvimento intelectual e para o sucesso escolar das crianças e dos
jovens, o projeto desenvolveu-se junto de escolas leitoras que integram o Projeto aLer+.
Deste modo, 88 agrupamentos de escolas / escolas não agrupadas da rede escolar
24
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
pública foram convidados/as a frequentarem uma formação específica para
educadores de infância e professores do ensino básico com o objetivo de preparar
estes agentes educativos para identificarem junto das crianças e dos jovens indícios
de comportamentos relacionados com a falta de qualidade do sono.
Pretendeu-se, ainda, que estes educadores e professores se constituíssem como
agentes na promoção efetiva da qualidade do sono.
Foram agendadas três sessões de formação e informação, levadas a cabo por
responsáveis do Centro de Electroencefalografia e Neurofisiologia Clínica, que
decorreram durante o 2.º período letivo, em datas previamente acordadas entre as
duas entidades parceiras no projeto. As datas e os locais de realização das sessões
foram definidos em função do número de inscritos e da localização geográfica das
suas escolas de origem, tendo estas decorrido em escolas públicas de Lisboa, de
Coimbra e do Porto que disponibilizaram os espaços e outros recursos.
Quadro 4 PROJETO DORMIR+ PARA LER MELHOR – SESSÕES DE FORMAÇÃO E INFORMAÇÃO
Data
Local
Escolas (Nº)
10 de fevereiro
Escola Secundária de Eça de Queirós | Lisboa
24
2 de março
Escola Secundária Infanta D. Maria | Coimbra
29
16 de março
Escola Artística de Soares dos Reis | Porto
32
TOTAL DE ESCOLAS QUE REALIZARAM A FORMAÇÃO
85
Na sequência da formação realizada no âmbito do projeto Dormir+ para Ler Melhor,
os estabelecimentos de educação e de ensino vão desenvolver projetos, ao longo do
ano letivo 2012-2013, para promoção da qualidade do sono junto das crianças, dos
jovens e dos adultos com quem estes vivem.
1.6.4 Ler+ no Palácio Fronteira
2011-2012 | 5ª edição
Ler+ no Palácio Fronteira é uma iniciativa do Plano Nacional de Leitura e da
Fundação das Casas de Fronteira e Alorna que se tem vindo a realizar, desde 2007,
com a colaboração da Escola Secundária da Ramada.
Esta atividade tem como objetivo promover a leitura em voz alta e o debate sobre
obras escolhidas e trabalhadas por alunos sob a orientação dos seus professores.
No âmbito das aulas de Língua Portuguesa, todas as sessões foram precedidas de:
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
25
•
•
•
•
Divulgação das atividades;
Inscrição dos alunos para participação nas atividades, junto do professor
da disciplina;
Seleção das obras a ler;
Preparação da leitura e das sessões a realizar no Palácio Fronteira.
A iniciativa decorreu em 2012, de acordo com os pressupostos dos anos
anteriores e com a agenda seguinte:
•
9 de maio – 1.ª sessão – alunos do 7.º ano.
Apresentação dos contos “A janela da despensa como argumento moral” e
“Hades”, de Luísa Costa Gomes, pela Dra. Antónia Brandão.
Dinamização do debate que se seguiu, com intervenções de todos os alunos
presentes, pela Dra. Antónia Brandão.
•
16 de maio – 2.ª sessão – alunos do 10.º ano
Apresentação dos contos “Por extenso”, “Que” e “Barril”, de Luísa Costa
Gomes, pelo Comissário do PNL, Fernando Pinto do Amaral.
Dinamização do debate que se seguiu, com intervenções de todos os alunos
presentes, pela Dra. Antónia Brandão.
1.6.5 Voluntariado de Leitura
2011-2012 | 2.º ano de desenvolvimento
No contexto do protocolo de cooperação estabelecido entre o Plano Nacional
de Leitura e o Observatório da Língua Portuguesa (OLP), assinado em 2009, que
determina que devem ser definidas formas de acolher iniciativas da sociedade civil,
nomeadamente as que impliquem a participação de voluntários na promoção da
leitura, têm sido desenvolvidos esforços, no âmbito do voluntariado de leitura, com
vista ao desenvolvimento de uma experiência com um grupo de voluntários de leitura
em escolas que têm condições para isso e que manifestaram disponibilidade.
No âmbito desta iniciativa foram já desenvolvidas algumas ações concretas,
nomeadamente:
•
Edição PNL de duas brochuras relativas à iniciativa:
1. Leitura em Voz Alta com as Crianças
2. Leitura em Parceria com as Crianças
26
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
•
Realização online, a nível nacional, de um questionário dirigido a agrupamentos
de escolas do MEC, referente ao trabalho desenvolvido na área do voluntariado de
leitura e à disponibilidade para continuidade ou lançamento.
•
Análise do conteúdo do referido questionário e elaboração de relatório.
•
Publicação na página da Internet do Observatório da Língua Portuguesa, de
um formulário para inscrição de voluntários na área da promoção da leitura.
•
Registo de 20 candidatos a voluntariado de leitura, da grande Lisboa.
•
Estabelecimento de parceria com a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) por via
da participação direta dos coordenadores inter-concelhios (CIBE), que operam
no terreno, junto das escolas e em articulação com as bibliotecas escolares,
com os objetivos de:
ƒ
Reforçar e apoiar a função das escolas na prossecução dos objetivos de
promoção da leitura
ƒ
Contribuir para aproximar as pessoas dos livros
ƒ
Criar um ambiente positivo de incentivo ao prazer de ler e de ouvir ler
ƒ
Contribuir para o desenvolvimento e enriquecimento pessoal de quem dele
beneficia dado que a leitura estimula a imaginação e favorece o desenvolvimento
intelectual
•
Sessão de formação com os voluntários, professores bibliotecários, CIBE e
técnicos da Direção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo.
•
Sessão de formação dos voluntários de leitura, realizada na sede do PNL, com
o programa seguinte:
1. “Breve enquadramento teórico do voluntariado e boas histórias” (Helena Maria
Nogueira – Técnica de serviço Social)
2. “Bolsa de ideias: possíveis atividades a desenvolver nas bibliotecas escolares”
(RBE - Coordenadora Inter-concelhia – Sintra)
3. “ A intuição leitora” (Rodolfo Castro – Contador de histórias / Escritor)
•
Orientação dos voluntários, através dos Coordenadores Inter-concelhios, em
articulação com as escolas de acolhimento, em reuniões e contactos diretos.
•
Formalização, pelo PNL, de documentação necessária ao exercício do
voluntariado, incluindo declarações de compromisso.
•
Realização de dois cursos de formação dirigidos aos voluntários de leitura,
«Contos do Mundo», dinamizados pelo formador Rodolfo Castro, com duração
de 9 horas (3 sessões de 3 horas cada).
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
27
1.6.6 Clubes de leitura Melhores Leitores do Mundo – MLM
2011-2012 | 2.º ano de desenvolvimento
O Plano Nacional de Leitura e a Rede de Bibliotecas Escolares deram continuidade
ao Projeto Clubes de Leitura MLM, mantendo-se o mesmo objetivo: encontrar estratégias
que contrariem o afastamento dos adolescentes da leitura, evidência que os estudos
manifestam, e os aproximem dos livros, ajudando-os a desenvolver o prazer e o gosto
pela leitura.
Das seis escolas do ensino secundário envolvidas, apenas uma não deu
continuidade ao projeto. Em todas as outras, verificou-se a situação inversa:
aumentaram o número de alunos e de turmas a integrar os clubes de leitura. A
aposta no espírito de grupo e na atividade com os seus pares, sendo um elemento
estruturante e agregador dos adolescentes, constituiu uma estratégia determinante
para o sucesso do projeto.
As escolas optaram pelas modalidades propostas, sempre na tentativa de
potenciar uma das rubricas já existentes nos Programas de Português, o “contrato
de leitura”, escolhendo a que melhor se adaptava à sua especificidade, tendo
desenvolvido as leituras ao longo do ano.
Prevê-se a realização de um Encontro com a presença do Comissário do
PNL, Fernando Pinto do Amaral, e da Coordenadora da RBE, Teresa Calçada, dos
professores que orientaram os clubes de leitura, dos alunos participantes e de um
escritor convidado, a ter lugar em novembro de 2012.
1.6.7 Ler+ jovem
2011-2012 | 1.º ano de desenvolvimento
O Projeto Ler+ jovem foi divulgado junto das escolas no final do ano letivo 20112012.
Pretende-se que as escolas procurem estratégias que reaproximem os jovens
do ensino secundário da leitura e ajudem o público adulto a descobrir o prazer de ler.
Resumidamente, desafiam-se os professores a prepararem e a orientarem alunos que
façam promoção de leitura junto das comunidades locais, envolvendo-se eles próprios
com a leitura.
Neste sentido, o público-alvo do projeto são os jovens do ensino secundário e a
população adulta, nomeadamente, séniores.
28
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
1.7 Projetos internacionais
1.7.1 LeR+ em Timor-Leste
2011-2012 | 3.º ano de desenvolvimento
A Rede de Bibliotecas Escolares em parceria com o Plano Nacional de Leitura
realizou, de janeiro a abril de 2012, uma nova missão internacional, ao abrigo da
execução do Protocolo de Cooperação Bilateral, entre o Ministério da Educação e
Ciência de Portugal e o Ministério da Educação de Timor-Leste.
A assistência técnica e consultoria da RBE centrou-se no objetivo principal de
apoio à criação de uma rede de bibliotecas escolares em Timor-Leste, com a parceria
do Ministério da Educação e Ciência de Portugal.
O plano de trabalho desenvolveu-se em torno das seguintes finalidades:
•
Apoiar a criação e o desenvolvimento da Rede de Bibliotecas Escolares de
Timor-Leste (RBETL) ;
•
Realizar formação pedagógica e capacitação técnica dos recursos humanos
(docentes e técnicos) afetos às bibliotecas timorenses;
•
Monitorizar, em articulação com a Escola Portuguesa Ruy Cinatti, de Díli (EPRC),
a evolução do Projeto Ler+ em Timor-Leste da RBE/PNL –Bibliotecas escolares
itinerantes/Malas Ler+ – nas Escolas da rede escolar pública timorense que
integram este projeto desde 2010;
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
29
•
Apoiar a reorganização das bibliotecas das Escolas de Referência da rede
escolar pública timorense (antigos polos distritais da EPRC).
> Programa da Rede de Bibliotecas Escolares de Timor-Leste (RBETL)
De entre as ações e atividades relevantes, destaca-se a preparação dos princípios
estruturantes do Programa Rede de Bibliotecas Escolares de Timor-Leste (RBETL)
que culminou com a aprovação do Diploma Ministerial n.º 7 de 12 março de 2012,
instituindo formalmente as bibliotecas escolares como uma medida de política educativa
do Ministério da Educação de Timor-Leste.
O diploma define os princípios e os requisitos básicos da RBETL no que
concerne a:
a) instalações e equipamentos
b) fundos documentais
c) recursos humanos e formação
d) processos de gestão e funcionamento
e) estabelecimento de parcerias
O Programa de âmbito nacional será necessariamente faseado, de modo a garantir
a sua sustentabilidade local e permitir a formação de recursos humanos associados
às bibliotecas escolares, quer de quadros técnicos, quer de docentes. O modelo de
implementação da RBETL prevê a existência de uma biblioteca fixa, com instalações
próprias, nas escolas básicas centrais (EBC), sede de agrupamento, e a existência
de bibliotecas itinerantes nas respetivas escolas básicas filiais (EBF) da rede escolar
timorense.
Esta modalidade foi testada através das bibliotecas itinerantes/Malas do Projeto
Ler+ em Timor-Leste da RBE/PNL, projeto que constitui a génese e paradigma para o
desenvolvimento do Programa da RBE de Timor-Leste.
30
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
> Formação pedagógica e capacitação técnica dos recursos humanos
Concomitantemente ao objetivo de criação de um programa nacional, procurou-se impulsionar a constituição de uma bolsa de recursos humanos que possam integrar
a Equipa de Implementação da RBETL. Assim, a RBE, em articulação com o Instituto
Nacional de Formação de Docentes e Profissionais da Educação (INFORDEPE),
definiu o plano de dois cursos de formação para a RBETL: um direcionado para a área
da biblioteconomia e dirigido aos técnicos do METL que deverão integrar a Equipa
de Implementação da RBETL; outro vocacionado para os diretores e docentes das
equipas das escolas que vão integrar a RBETL até 2013.
Ainda na área da formação, assinala-se a realização, pelo segundo ano consecutivo,
do Curso Intensivo de Formação, na área das bibliotecas, dirigido aos docentes timorenses
das escolas que integram o Projeto das Bibliotecas Escolares Itinerantes/ Ler+ em TimorLeste, concretizado pela Escola Portuguesa Ruy Cinatti, de Díli.
> Consolidação do Projeto Ler + em Timor-Leste nas escolas timorenses
A evolução do Projeto Ler+ em Timor-Leste assume especial relevância, quer
pelo acolhimento positivo junto dos docentes e alunos timorenses, quer pelo facto de
constituir a génese e paradigma do Programa da Rede de Bibliotecas Escolares de
Timor-Leste.
O papel da Escola Portuguesa Ruy Cinatti é imprescindível para garantir a
monitorização, coordenação e gestão do sistema de itinerância das 216 Malas do
Projeto Ler+ em Timor-Leste, num total de 33 mil documentos, nas 40 escolas públicas
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
31
e privadas que beneficiam do projeto, abrangendo os distritos de Baucau, Díli, Ermera
(Gleno), Manufahi (Same), Bobonaro (Maliana), Liquiçá e Oe-cusse.
Regista-se, igualmente, o papel fundamental do Ministério da Educação de
Timor-Leste que garante a logística nos sete distritos abrangidos pelo projeto, assim
como no apoio à realização do curso de formação dos seus docentes, realizado na
EPRC, através do INFORDEPE, e ainda com a colaboração do Projeto das Escolas
de Referência.
> Apoio às bibliotecas das Escolas de Referência da rede escolar pública timorense
Numa vertente de consolidação de parcerias, a RBE/PNL têm mantido o apoio,
através do Projeto Ler+ em Timor-Leste, às Escolas de Referência de Baucau, Ermera
(Gleno), Manufahi (Same), Bobonaro (Maliana), e Oe-cusse da rede escolar pública
timorense (antigos polos distritais da EPRC) que dispõem de bibliotecas fixas e se
constituem como boas práticas a nível nacional. Nestas escolas que integram docentes
e educadores de infância portugueses lecionando o currículo escolar timorense, são
desenvolvidas, em parceria com a Escola Portuguesa, diversas atividades utilizando
os recursos das bibliotecas Ler+ e contribuindo para a difusão da língua e cultura
portuguesas junto da comunidade local.
32
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
1.8 Concursos de promoção da leitura e da escrita
Para além dos concursos promovidos pelo Plano Nacional de Leitura, têm sido
apoiadas iniciativas levadas a cabo por outras entidades.
1.8.1 Concurso Nacional de Leitura
2011-2012 | 6.ª edição
Tal como vem acontecendo desde 2006 e
atendendo sempre à vertente lúdica da promoção
da leitura nas escolas, o Plano Nacional de Leitura
– em articulação com a RTP, com a Direcção-Geral
do Livro, Arquivos e Bibliotecas e com a Rede das
Bibliotecas Escolares – promoveu, ao longo do
ano letivo de 2011-2012, o Concurso Nacional de
Leitura.
Com coordenação do Comissário do PNL, o concurso procura avaliar as
manifestações do prazer e também os conhecimentos dos leitores participantes, no
universo do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário de todas as escolas
aderentes do país, aos quais foram sugeridas obras literárias sobre que tiveram de
atuar num percurso concursal dividido em 3 fases:
> 1.ª Fase
Provas eliminatórias em escolas do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário,
desenvolvidas ao longo do 1º Período Escolar e nas duas primeiras semanas do 2.º
Período e com final a 13 de janeiro de 2012.
Os docentes responsáveis selecionaram as obras a concurso e os alunos foram
apurados para a fase seguinte, mediante provas elaboradas nas escolas.
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
33
Quadro 5 ESCOLAS E ALUNOS PARTICIPANTES NA 1ª FASE DO CONCURSO NACIONAL DE LEITURA
Distrito
Nº de Escolas
Nº de Alunos
Aveiro
56
223
Beja
12
45
Braga
66
241
Bragança
12
62
Aveiro
56
223
Beja
12
45
Braga
66
241
Bragança
12
62
Castelo Branco
28
119
Coimbra
23
84
Évora
10
38
Faro
37
114
Guarda
15
51
Leiria
33
133
Lisboa
60
224
Portalegre
10
34
Porto
97
346
Santarém
25
99
Setúbal
22
89
Viana do Castelo
25
104
Vila Real
24
104
Viseu
35
155
TOTAIS
590
2 265
> 2.ª Fase
Provas nas bibliotecas públicas, durante o 2.º Período e
com final a 30 de abril de 2012.
As provas foram elaboradas e realizadas sob a
responsabilidade dos bibliotecários, tendo sido constituídos
júris distritais que fizeram o apuramento dos 18 concorrentes
de cada ciclo, para a final nacional.
34
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
As provas distritais foram filmadas e foram emitidos resumos pela RTP1 no
programa Portugal no Coração.
Quadro 6 FASE DISTRITAL DO CNL 2011-2012 | ENSINO BÁSICO
Biblioteca | Distrito
Obras lidas no 3º ciclo do ensino básico
Data da prova
Biblioteca Municipal de
Ílhavo | Aveiro
A invenção de Hugo Cabret
Brian Selznick
Viagem à Roda do meu
Nome
Alice Vieira
11 de abril
Biblioteca Municipal de
Mértola | Beja
Meia Hora para mudar a
minha Vida
Alice Vieira
Cão como nós
Manuel Alegre
16 de abril
Biblioteca Lúcio Craveiro da
Silva | Braga
O Livro Misterioso
Margarida Fonseca Santos
A Montanha da Água Lilás
23 de abril
Pepetela
Biblioteca Municipal de
Mogadouro | Bragança
O Romance da Raposa
Aquilino Ribeiro
Vírus Mortal
John Peel
13 de abril
Biblioteca Municipal de Vila
Velha de Ródão | Castelo
Branco
Filhos de Montepó
António Mota
Ricardo, o radical
Maria Teresa Maia
Gonzalez
20 de abril
Biblioteca Municipal da
Figueira da Foz | Coimbra
Os livros que devoraram o meu pai
Afonso Cruz
18 de abril
Biblioteca Municipal de
Montemor-o-Novo | Évora
Oliver Twist
Charles Dickens
Úrsula, a maior
Alice Vieira
21 de abril
Biblioteca Municipal de
Olhão | Faro
Para Maiores de Dezasseis
Ana Saldanha
O Rapaz que Prendeu o
Vento
William Kamkwamba
18 de abril
Biblioteca Municipal de Vila
Nova de Foz Côa | Guarda
O Principezinho
Antoine de Saint-Exupéry
Meia Hora Para Mudar a
Minha Vida
Alice Vieira
26 de abril
Biblioteca Municipal da
Nazaré | Leiria
O Velho e o Mar
Ernest Hemingway
Os da Minha Rua
Ondjaki
16 de abril
MUDE | Lisboa
Platero e Eu
Juan Jimenes
Os livros que devoraram o
meu pai
17 de abril
Afonso Cruz
Biblioteca Municipal de
Fronteira | Portalegre
Os livros que devoraram o meu Meia Hora Para Mudar a
pai
Minha Vida
Afonso Cruz
Alice Vieira
Biblioteca Municipal do
Porto | Porto
Patagónia Express
Luís Sepúlveda
28 de abril
As Aventuras de João Sem
Medo
24 de abril
José Gomes Ferreira
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
35
(Cont.)
Biblioteca | Distrito
Obras lidas no 3º ciclo do ensino básico
Data da prova
Biblioteca Municipal da
Chamusca | Santarém
Os da Minha Rua
Ondjaki
O Romance da Raposa
Aquilino Ribeiro
18 de abril
Biblioteca Municipal de
Alcácer do Sal | Setúbal
O Mistério da Estrada de
Sintra
Eça de Queirós e Ramalho
Ortigão
O Velho e o Mar
Ernest Hemingway
26 de abril
Biblioteca Municipal de
Valença | Viana do Castelo
Zorro: o começo da lenda
Isabel Allende
Para Maiores de Dezasseis
14 de abril
Ana Saldanha
Biblioteca Municipal de
Murça | Vila Real
O Rapaz do Rio
Tim Bowler
Alma
Manuel Alegre
2 de maio
Biblioteca Municipal de
Tondela | Viseu
O mundo em que vivi
Ilse Losa
História de uma Gaivota
e do Gato que a Ensinou
a Voar
Luis Sepúlveda
27 de abril
Quadro 7 FASE DISTRITAL DO CNL 2011-2012 | ENSINO SECUNDÁRIO
Biblioteca | Distrito
Obras lidas no ensino secundário
Data da prova
Biblioteca Municipal de
Ílhavo | Aveiro
Ilha Teresa
Richard Zimler
Histórias Falsas
Gonçalo M. Tavares
11 de abril
Biblioteca Municipal de
Mértola | Beja
Anatomia dos Mártires
João Tordo
Crónica de uma Morte
Anunciada
Gabriel Garcia Marquez
16 de abril
Biblioteca Lúcio Craveiro da
Silva | Braga
O homem do Turbante Verde
Mário de Carvalho
Ilha Teresa
Richard Zimler
23 de abril
Biblioteca Municipal de
Mogadouro | Bragança
Amor de Perdição
Camilo Castelo Branco
A Turma
François Bégaudeau
13 de abril
Biblioteca Municipal de Vila
Velha de Ródão | Castelo
Branco
Lillias Fraser
Hélia Correia
20 de abril
Biblioteca Municipal da
Figueira da Foz | Coimbra
Ernestina
José Rentes de Carvalho
18 de abril
Biblioteca Municipal de
Montemor-o-Novo | Évora
A Evolução de Calpúrnia Tate
Jacqueline Kelly
Biblioteca Municipal de Olhão A Arte de Morrer Longe
| Faro
Mário de Carvalho
36
A Torre da Vigia
Ana Maria Matute
21 de abril
O Perfume: História de
um Assassino
Patrick Süskind
18 de abril
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
(Cont.)
Biblioteca | Distrito
Obras lidas no ensino secundário
Data da prova
Biblioteca Municipal de Vila
Nova de Foz Côa | Guarda
Uma Abelha na Chuva
Carlos de Oliveira
Pan
Knut Hamsun
26 de abril
Biblioteca Municipal da
Nazaré | Leiria
A Viagem do Elefante
José Saramago
Capitães da Areia
Jorge Amado
16 de abril
MUDE | Lisboa
A Cidade de Ulisses
Teolinda Gersão
Flush, uma biograϔia
Virginia Woolf
17 de abril
Biblioteca Municipal de
Fronteira | Portalegre
Todos os Nomes
José Saramago
O velho que Lia Romances
de Amor
28 de abril
Luis Sepúlveda
Biblioteca Municipal do Porto O Livro
| Porto
José Luís Peixoto
Nos Passos de Magalhães
24 de abril
Gonçalo Cadilhe
Biblioteca Municipal da
Chamusca | Santarém
A Viagem do Elefante
José Saramago
A Sombra do Vento
José Ruiz Zafón
18 de abril
Biblioteca Municipal de
Alcácer do Sal | Setúbal
O Belo Adormecido
Lídia Jorge
O Leitor
Bernhard Schlink
26 de abril
Biblioteca Municipal de
Valença | Viana do Castelo
O Carteiro de Pablo Neruda
Antonio Skármeta
Mar me quer
Mia Couto
14 de abril
Biblioteca Municipal de
Murça | Vila Real
O Vale da Paixão
Lídia Jorge
A Ilha Fantástica
Germano Almeida
2 de maio
Biblioteca Municipal de
Tondela | Viseu
Crónica de uma Morte
Anunciada
Gabriel Garcia Marquez
O Mandarim
Eça de Queirós
27 de abril
> 3.ª Fase
Final nacional – Estúdios Valentim
de Carvalho – 29 de Junho 2012.
As provas foram elaboradas pelo
júri nacional em parceria com a
RTP e as provas semifinal e final
decorreram no dia 29 de Junho, nos
Estúdios Valentim de Carvalho. Dos 18 finalistas presentes às provas semifinais (3.º
ciclo e ensino secundário) foram apurados dois grupos de cinco alunos (5 do 3.º
ciclo e 5 do ensino secundário) para disputarem a prova final que, nesta edição, se
integrou no figurino do novo concurso da RTP1, Decisão Final.
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
37
Os prémios alcançados pelos alunos vencedores reverteram a favor das Bibliotecas
das suas escolas e as prestações em concurso foram transmitidas, a nível nacional,
pela RTP1, nos dias 4 e 5 de julho de 2012.
Quadro 8 ESCOLAS COM ALUNOS APURADOS PARA A FINAL NACIONAL
Distrito
Aveiro
Beja
Braga
Bragança
Castelo
Branco
Coimbra
Évora
Faro
Guarda
Leiria
Lisboa
Portalegre
Porto
Santarém
Setúbal
Viana do
Castelo
Vila Real
Viseu
38
Escolas com alunos apurados
Nível de ensino dos
alunos apurados
Escola Secundária de Arouca
3º Ciclo
Escola Secundária Dr. Manuel Laranjeira, Espinho
Secundário
Escola Secundária D. Manuel I, Beja
Secundário
Escola Básica Eng.º Manuel Amaro da Costa
S. Teotónio, Odemira
3º Ciclo
Escola Secundária Alcaides de Faria, Barcelos
Secundário
Escola Básica Trigal de Santa Maria, Braga
3º Ciclo
Escola Secundária Emídio Garcia, Bragança
Secundário
Agrupamento de Escolas D. Afonso III, Vinhais
3º Ciclo
Escola Básica e Secundária Nuno Álvares
3º Ciclo
Escola Básica e Secundária Nuno Álvares
Secundário
Colégio Apostólico da Imaculada Conceição, Coimbra
3º Ciclo
Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho, Figueira da Foz
Secundário
Escola Secundária Rainha Santa Isabel, Estremoz
3º Ciclo
Escola Secundária de Vendas Novas
Secundário
Escola Secundária João de Deus, Faro
Secundário
Escola Básica 2,3 João da Rosa, Olhão
3º Ciclo
Escola Secundária de Gouveia
Secundário
Escola Secundária da Sé, Guarda
3º Ciclo
Escola Secundária D. Inês de Castro, Alcobaça
Secundário
Escola Secundária Raúl Proença, Caldas da Rainha
3º Ciclo
Escola de Dança do Conservatório Nacional
3º Ciclo
Escola Secundária de Mem Martins
Secundário
Escola Básica nº1 de Elvas
3º Ciclo
Escola Básica e Secundária Prof. Mendes dos Remédios, Nisa
Secundário
Escola Básica 2/3 A Ribeirinha, Vila do Conde
3º Ciclo
Escola Secundária c/ 3º ciclo Diogo de Macedo, Vila Nova de Gaia
Secundário
Escola Secundária Dr. Ginestal Machado, Santarém
3º Ciclo
Escola Secundária Dr. Ginestal Machado, Santarém
Secundário
Escola Secundária de Alcácer do Sal
3º Ciclo
Escola Secundária de Casquilhos, Barreiro
Secundário
Escola Básica e Secundária de Valdevez, Arcos de Valdevez
3º Ciclo
Escola Básica e Secundária Diogo Bernardes, Ponte da Barca
Secundário
Escola do Ensino Básico de Peso da Régua
3º Ciclo
Escola Básica e Secundária de Ribeira de Pena
Secundário
Escola Secundária Dr.ª Felismina Alcântara, Mangualde
Secundário
Escola Básica e Secundária de Moimenta da Beira
3º Ciclo
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
Quadro 9 OBRAS LIDAS PELOS ALUNOS PARA A FINAL NACIONAL
Nível de Ensino
3º Ciclo do ensino básico
Ensino secundário
Título
Autor
O Mundo em que Vivi
Ilse Losa
As Viagens de Gulliver
Jonathan Swift
Oliver Twist
Charles Dickens
África Minha
Karen Blixen
Amor de Perdição
Camilo Castelo Branco
O Grande Gatsby
Scott Fitzgerald
1.8.2 Concurso Onde te leva a imaginação?
2011-2012 | 6.ª edição
No 6.º ano de edição o concurso
Onde te leva a imaginação?, decorrente
do protocolo estabelecido entre os
CTT e o PNL, propôs, mais uma
vez, às crianças e aos alunos da
educação pré-escolar, 1.º e 2.º
ciclos do ensino básico, o desafio
de juntarem a imaginação e a leitura
para criarem dois produtos finais
na forma de mensagens – desenho
e desenho/escrita – tendo como
sugestão temática o espírito de solidariedade e a construção de um Portugal melhor.
Da proposta constava a realização de dois trabalhos, sendo um correspondente à
produção de uma imagem para um selo, no âmbito dos CTT, e o outro aliando a leitura
ao tema da solidariedade, no âmbito do PNL.
Na vertente da leitura foi lançado o desafio às crianças da educação pré-escolar:
imaginar ser um MÁGICO e quem ajudaria; no 1.º ciclo imaginar ser um HERÓI e quem
salvaria e no 2.º ciclo imaginar ser um POLÍTICO e o que mudaria.
Ao apelo de participação dirigido às escolas de todo o país, públicas e privadas,
responderam 821 das quais resultaram, nas três categorias, os seis vencedores:
Educação pré-escolar
•
Jardim-de-infância João de Deus, Torres Vedras – “Onde te leva o selo?”
•
Jardim-de-infância Externato Calimero, Sintra – “Onde te leva a leitura?”
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
39
1.º Ciclo
• 2.º Jardim Escola João de Deus, Coimbra – “Onde te leva o selo?”
• Escola Básica com Jardim-de-infância Riba de Ave, Vila Nova de Famalicão
– “Onde te leva a leitura?”
2.º Ciclo
• Colégio da Via Sacra, Viseu – “Onde te leva o selo?”
• Escola Básica e Secundária Pintor José de Brito, Viana do Castelo
– “Onde te leva a leitura?”
Quadro 10 PARTICIPAÇÃO NO CONCURSO ONDE TE LEVA A IMAGINAÇÃO
Número de escolas
Número de trabalhos
Crianças/alunos
Educação pré-escolar
291
6 022
1º Ciclo do ensino básico
326
6 672
2º Ciclo do ensino básico
204
3 734
TOTAL
821
16 428
Nível de educação / ensino
1.8.3 Concurso Inês de Castro
2011-2012 | 4.ª edição
O Plano Nacional de Leitura e a Fundação Inês de
Castro deram continuidade ao concurso Inês de Castro,
que se destina a estimular a leitura e a escrita, lançando
o desafio às escolas, aos alunos e aos professores para,
em torno do romance de D. Pedro e D. Inês de Castro,
construírem uma Caça ao Tesouro.
A partir da definição de um “percurso” pelos contextos e lugares históricos, geográficos,
literários, afetivos, alusivos ao tema, foram mobilizados diferentes saberes e competências,
traduzindo-se em aprendizagens para os alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e
do ensino secundário que, no processo de construção do trabalho, recorreram a fontes
bibliográficas diversificadas, como livros da biblioteca escolar e de outros locais, músicas,
pinturas, esculturas, filmes, sítios online e/ou outras obras em que é abordado o romance
de D. Pedro e D. Inês de Castro.
Este concurso foi divulgado em dezembro de 2011, tendo os agrupamentos de
escolas e as escolas não agrupadas formalizado a sua inscrição entre os meses de
janeiro e março. Decorrente deste processo, foram apuradas as seguintes instituições:
40
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
Quadro 11 CONCURSO INÊS DE CASTRO 2012 – ESCOLAS APURADAS
Agrupamento de escolas | Escola não agrupada
Concelho | Localidade
Escolas de Frazão | Escola Básica de Frazão
Paços de Ferreira | Frazão
Escolas da Benedita | Escola Básica da Benedita
Alcobaça | Benedita
Escolas Infante D. Henrique | Escola Básica Infante D. Henrique
Viseu | Repeses
Escola Secundária D. Inês de Castro
Alcobaça | Alcobaça
Escolas de Nisa | Escola Básica e Secundária Prof. Mendes dos
Remédios
Nisa | Nisa
Escolas de Marzovelos | Escola Básica João de Barros
Viseu | Marzovelos
Escolas de A-Ver-o-Mar | Escola Básica de A Ver-o-Mar
Póvoa de Varzim | Aver-o-Mar
Escolas n.º 1 de Elvas | Escola Básica n.º 2 de Elvas
Elvas | Elvas
Escolas de Resende | Escola Secundária D. Egas Moniz
Resende | Resende
Escolas Comendador Ângelo Azevedo | Escola Básica
Comendador Ângelo Azevedo
Oliveira de Azeméis | São Roque
Escolas de Cávado Sul | Escola Básica Rosa Ramalho
Barcelos | Barcelinhos
Escolas de Sines | Escola Básica Vasco da Gama
Sines | Sines
Os trabalhos a concurso foram apreciados pelo júri, tendo sido atribuídos prémios
aos vencedores e menções honrosas.
Quadro 12 CONCURSO INÊS DE CASTRO 2012 – TRABALHOS PREMIADOS
Prémio
1º
Prémio
Nível de
ensino
2.º Ciclo
Agrupamento | Escola
Título
Cávado Sul | Escola
Básica 2,3 Rosa Ramalho
O Amor trágico de Pedro e
Inês
Autores
Bruna Araújo
Mariana
Fernandes
Tatiana Barbosa
1.º
Prémio
3.º Ciclo
2.º
Prémio
3.º Ciclo
Escolas de Frazão |
Escola Básica 2, 3 de
Frazão
Escolas de Sines |
Escola Básica Vasco da
Gama
Um magníϔico Tesouro
Literário
Caça ao tesouro – Inês de
Castro
Ana Cristina
Pacheco
Eduarda Pereira
José Filipe
Carneiro
Cheila Gonçalves
Joana Silva
Ricardo Palmeira
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
41
Quadro 13 CONCURSO INÊS DE CASTRO 2012 – MENÇÕES HONROSAS
Nível de
ensino
Agrupamento | Escola
Título
Autores
Escolas de Resende | Escola
Secundária D. Egas Moniz
Inês de Castro
Duarte Ramalho Nunes
Joana So ia de Moura Pereira
Ricardo Vieira Pereira
Escola Secundária D. Inês de
Castro – Leiria
Inês de Castro: do
nascimento à morte
Tatiana Jesus
Ensino
secundário
A cerimónia de entrega de prémios da 4ª edição do concurso Inês de Castro
realizou-se no Hotel Quinta das Lágrimas, em Coimbra, no dia 5 de junho de 2012.
1.8.4 Faça Lá um Poema
2011-2012 | 3.ª edição
O concurso Faça Lá um Poema procura incentivar
o gosto pela leitura e escrita de poesia. É dirigido a
todas as escolas públicas e privadas, aos alunos e
professores que com eles trabalham, e reparte-se
pelos quatro níveis de ensino, desde o 1.º ciclo do
ensino básico ao ensino secundário.
Nesta 3.ª edição, todos eles demonstram pertencer a essa vastíssima comunidade
internacional, rica, exótica, imaginativa e cheia de interesse que é a comunidade dos
leitores.
A seleção dos poemas ficou ao critério de cada escola, tendo-se sugerido,
no entanto, que o processo fosse dinamizado pelo professor bibliotecário ou pelo
responsável da biblioteca escolar.
A metodologia adotada foi a seguinte:
1. Escolas agrupadas
Até 10 de fevereiro de 2012 – seleção dos melhores trabalhos (um poema por
cada nível de ensino) e respetivo envio para a Sede do Agrupamento.
Até 24 de fevereiro de 2012 – submissão do formulário com os trabalhos
selecionados pela sede do agrupamento (máximo de quatro textos por cada
sede de agrupamento, correspondentes a um poema por cada nível de ensino).
42
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
2. Escolas não agrupadas
Até 24 de Fevereiro de 2012 – submissão do formulário com os trabalhos
selecionados (máximo de quatro textos por cada estabelecimento de educação
e ensino, correspondentes a um poema por cada nível de ensino).
O concurso teve, como sempre, excelente adesão por parte dos alunos e das
escolas e foram analisados 746 poemas por um júri constituído para o efeito.
A cerimónia de entrega dos prémios, integrada nas celebrações do Dia Mundial da
Poesia e tendo como protagonistas os autores dos textos, que os leram de forma muito
genuína, realizou-se no Centro Cultural de Belém, no dia 24 de março de 2012 e teve a
presença do Sr. Ministro da Educação e Ciência, do Sr. Comissário do Plano Nacional
de Leitura e do Sr. Presidente da Fundação Centro Cultural de Belém.
Quadro 14 ESCOLAS PARTICIPANTES E POEMAS POR NÍVEIS DE ENSINO
Nível de ensino
Número de poemas a concurso
1º Ciclo do ensino básico
181
2º Ciclo do ensino básico
193
3º Ciclo do ensino básico
246
Ensino secundário
126
TOTAL
746
Número de escolas participantes
379
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
43
Quadro 15 CONCURSO FAÇA LÁ UM POEMA | 1º CICLO DO ENSINO BÁSICO
Trabalhos premiados
Autores
Agrupamento de escolas
1º Prémio
A minha mochila
Matilde Pequicho | 4º ano
D. Luís de Ataíde | Leiria
2º Prémio
Amor–perfeito
Lucas Daniel Aguiar Ribeiro | 4º ano
Campia | Viseu
3º Prémio
Bola de sabão
Mariana Rodrigues Marques | 3º ano
Infante D. Pedro | Coimbra
Quadro 16 CONCURSO FAÇA LÁ UM POEMA | 2º CICLO DO ENSINO BÁSICO
Trabalhos premiados
Autores
Agrupamento de escolas
1º Prémio
Natureza
Beatriz Lourenço Gama | 6º ano
Nuno Gonçalves | Lisboa
2º Prémio
A Dança das
Palavras
Ana Miguel Soares | 6º ano
Aveiro | Aveiro
3º Prémio
A Magia de uma
Folha
Hugo M. R. H. Moreira Grilo | 5º ano
Professor Agostinho da Silva
| Sintra
Quadro 17 CONCURSO FAÇA LÁ UM POEMA | 3º CICLO DO ENSINO BÁSICO
Trabalhos premiados
Autores
Agrupamento de escolas
Escola
1º Prémio
Qualquer Coisa
Inês Galocha Pascoal | 8º ano
Nº1 de Portalegre | Portalegre
2º Prémio
O Fio
Guilherme Fonseca | 8º ano
Braamcamp Freire | Lisboa
3º Prémio
Palavras
Miguel N. B. R. Machado | 7º ano
Colégio dos Plátanos | Lisboa
Menção
Honrosa
Espelho
Rafael Gomes Ferreira | 9º ano
Mira de Aire e Alvados | Leiria
Quadro 18 CONCURSO FAÇA LÁ UM POEMA | ENSINO SECUNDÁRIO
Trabalhos premiados
Autores
Agrupamento de escolas
Escola
1º Prémio
Faça lá um poema Neuza Saldanha | 12º ano
S. Lourenço | Portalegre
2º Prémio
Bêbados
Ricardo A. Afonso Batista | 12º ano
Escola Secundária de
Mira lores | Lisboa
3º Prémio
Fiz de ti
Catarina I. Almeida Ribeiro | 12º ano
Gândara Mar – Tocha |
Coimbra
Menção
Honrosa
Fui Dinis
João Barata | 12º ano
Stuart Carvalhais | Lisboa
44
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
1.8.5 Eu conto
2011-2012 | 1.ª edição
O concurso Eu Conto foi lançado no âmbito da Semana da Leitura
e foi uma iniciativa do Plano Nacional de Leitura, em parceria com o
Banco Popular.
Enquadrado na 6ª Edição da Semana da Leitura e conjugando a comemoração do
Ano Internacional das Cooperativas e a promoção da leitura e dos livros, este concurso
centrou-se na temática COOPERAÇÃO/ SOLIDARIEDADE.
À semelhança dos anos anteriores, e considerando o grande envolvimento das
escolas das redes pública e privada nas dinâmicas de celebração e de promoção
da leitura nas escolas e junto das comunidades em geral, o concurso Eu Conto, em
2011-2012, lançou o desafio às escolas/ aos agrupamentos de escolas para que
dinamizassem, em função do seu projeto educativo e do contexto social em que se
inserem, atividades e iniciativas de promoção de leitura, mobilizadoras de saberes e de
competências da população escolar, numa articulação transversal dos currículos que
ajudassem a interiorizar os princípios da cooperação /solidariedade.
Neste quadro foi proposto às crianças e aos jovens, a partir de leituras diversas, a
criação de um conto e da respetiva capa ou, aos mais pequenos, a ilustração de uma
história anteriormente ouvida ou lida.
Este concurso visou premiar a criatividade, a imaginação, a capacidade de
comunicação e de mobilização de todos em torno da leitura e da escrita, da cooperação
e da solidariedade. Constituiu-se, portanto, como um contributo para estimular o prazer
de ler, para a abordagem de temáticas relevantes e atuais e para a mobilização de
saberes transversais e fundamentais para o desenvolvimento de uma cidadania mais
consciente e participativa.
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
45
O Concurso desenvolveu-se no quadro dos objetivos gerais definidos para a
Semana da Leitura 2012:
• Contribuir para dar visibilidade e promover a leitura na comunidade escolar;
• Desenvolver competências transversais aos currículos, envolvendo num
trabalho colaborativo um conjunto articulado de saberes que passam pela
língua portuguesa, pelas ciências e pelas artes;
• Estimular a imaginação e competências de trabalho em equipa entre as crianças
e os jovens.
CALENDARIZAÇÃO DO CONCURSO
DEZEMBRO de 2011 – Divulgação
aos estabelecimentos de educação e de ensino
da rede pública e privada;
JANEIRO de 2012 – Elaboração
dos trabalhos;
FEVEREIRO de 2012 - Conclusão
da elaboração dos contos (até 25 de fevereiro);
– Seleção pelas escolas sede de agrupamento/ escolas não
agrupadas de um conto vencedor por nível de ensino (de
acordo com o regulamento);
MARÇO de 2012 – Envio
dos trabalhos selecionados (de 19 a 30 de março);
ABRIL a MAIO de 2012 – Análise
dos trabalhos enviados (1 de abril a 20 de maio);
– Divulgação dos trabalhos vencedores (23 a 29 de maio).
Participaram no concurso cerca de 226 instituições de educação e de ensino
das redes pública e privada nacionais, tendo sido apresentados a concurso um total
de 368 trabalhos, que resultaram do envolvimento de mais de quatro mil crianças e
jovens do país.
Quadro 19 TRABALHOS APRESENTADOS A CONCURSO
46
Nível de educação e de ensino
Agrupamentos
Escolas não agrupadas (Nº)
Educação pré-escolar
84
1º Ciclo do ensino básico
81
2º Ciclo do ensino básico
79
3º Ciclo do ensino básico
91
Ensino secundário
33
TOTAL
368
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
Após a apreciação do júri do concurso, foram premiados cinco trabalhos, um por
cada nível de educação e de ensino, e foram atribuídas três menções honrosas, ao
nível do 1.º e do 3.ºciclos do ensino básico.
Quadro 20
TRABALHOS PREMIADOS
EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR
Agrupamento | Escola
Trabalhos premiados
Autoria
Escolas Visconde de Juromenha | Escola Básica com
Jardim de Infância Eduardo Luna de Carvalho
A galinha ruiva,
António Torrado
Margarida Vakalyuk
Sunaime Candé
Trabalhos premiados
Autoria
SINTRA
1º CICLO DO ENSINO BÁSICO
Agrupamento | Escola
Escolas de Paderne | Escola Básica de Paderne
ALBUFEIRA
A girafa que comia estrelas,
José E. Agualusa
Maria Carolina Ataíde
Tomás Silva
2º CICLO DO ENSINO BÁSICO
Agrupamento | Escola
Escolas de Celorico de Basto | Escola Básica da
Gandarela
Trabalhos premiados
Sonho ou realidade?
CELORICO DE BASTO
Autoria
Eduarda Fabiana C.
Araújo
3º CICLO DO ENSINO BÁSICO
Agrupamento | Escola
Trabalhos premiados
Autoria
Escolas de Anadia | Escola Básica de Anadia
Solidariedade e Cooperação:
Uma opção de vida,
uma realidade que nunca deve
ser esquecida!
Adriana Matos
So ia Matos
Trabalhos premiados
Autoria
ANADIA
ENSINO SECUNDÁRIO
Agrupamento | Escola
Escola Secundária José Afonso
SEIXAL
Uma Vida em Compassos
Rita Gaspar
Henrique Mata
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
47
Quadro 21 MENÇÕES HONROSAS
1º CICLO DO ENSINO BÁSICO
Agrupamento | Escola
Escolas de Vila Cova | Escola Básica de Creixomil
BARCELOS
Trabalhos premiados
A girafa que comia estrelas,
José E. Agualusa
Autoria
Diogo Duarte
José Carlos Eiras
3º CICLO DO ENSINO BÁSICO
Agrupamento | Escola
Trabalhos premiados
Autoria
Escola Portuguesa Ruy Cinatti
O livro solidário
Ildegardis Bunda
Letícia Soares
Escolas de Carnaxide-Valejas | Escola Básica Vieira
da Silva
Eu conto!
Catarina Reis
Oksana Figol
DILI
OEIRAS
(Trabalhos disponíveis em http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/Concursos/index.php?s=concu
rsos&op=vencedores&tipo=1&concurso=62)
1.8.6 Japão Passado e Presente
2011-2012 | 1.ª edição
O concurso Japão Passado e Presente surgiu de um protocolo assinado entre a
Embaixada do Japão, o PNL e a RBE, celebrado no dia 23 de novembro de 2011.
O público-alvo do concurso foram os alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e
os alunos do ensino secundário.
Os principais objetivos do concurso Japão Passado e Presente são: divulgar a
civilização e cultura do Japão; fomentar a amizade entre os dois países; promover a
leitura e a escrita em diversos suportes; desenvolver as competências da literacia da
informação e da literacia digital e promover o cosmopolitismo e a troca de saberes.
Os alunos (equipas de dois/três elementos coordenados por um professor)
elaboraram trabalhos constituídos por Blogues ou Sítios Web que podiam incluir, entre
outros materiais, textos em língua portuguesa da autoria das equipas concorrentes,
abordando episódios históricos e aspetos da arte, sociedade e cultura nipónicas.
Foi selecionado um Blogue/Sítio Web a concurso por cada nível de ensino, mediante
os seguintes critérios: riqueza e variedade; correção e clareza de conteúdo; estética e
originalidade; adequação e acessibilidade.
As dez equipas que submeteram os seus trabalhos a concurso foram distribuídas
pelos seguintes níveis de ensino:
48
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
• 2.º Ciclo – duas equipas
• 3.º Ciclo – quatro equipas
• Ensino secundário – quatro equipas
A seleção dos Blogues premiados foi realizada por um Júri composto por um elemento
de cada uma das entidades organizadoras (Embaixada do Japão, Plano Nacional de
Leitura e Rede de Bibliotecas Escolares) e por dois especialistas de reconhecido mérito
nas áreas da cultura nipónica e das tecnologias da informação e comunicação.
Os Blogues premiados na 1.ª edição do concurso Japão Passado e Presente foram:
•
Japão Passado e Presente (URL: http://www.nihon.com.pt), da autoria de João
Nuno Fonseca e Rita Serzedelo Menino (2º Ciclo), coordenados pela docente
Isabel Maria Queirós Alves de Moura Gomes - Escola Secundária com 2º e 3º
Ciclos Prof. Reynaldo dos Santos.
•
Subarashi Nihon (URL: japanesesmile.blogspot.com), da autoria de Mariana
Diamantino de Oliveira e Tatiana Cristina Cabral Maduro (3º Ciclo), coordenadas pela
docente Fernanda Azevedo da Escola EB 2,3 El Rei D. Manuel I.
•
Japão ao seu Alcance (URL: http://japanhinomaru.blogspot.com), da autoria de
Alexandra Rosário, Ana Marques e Ana Serra (Ensino Secundário), coordenadas pela
docente Cláudia Ponte da Escola Secundária D. Manuel Martins.
A cerimónia de entrega de prémios vai realizar-se no dia 25 de setembro de 2012,
na Embaixada do Japão.
1.8.7 Ler em Português
2011-2012 | 1.ª edição
A Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, a Rede de Bibliotecas
Escolares e o Plano Nacional de Leitura celebraram um Protocolo de Colaboração
em 14 de dezembro de 2011, com o objetivo de lançar o concurso Ler em Português,
com o intuito de promover a utilização da Língua Portuguesa, aumentar as práticas de
leitura e aprofundar o intercâmbio e a troca de experiências entre alunos e professores
portugueses e norte-americanos.
Este concurso é destinado a alunos do ensino secundário. A participação exige que
sejam constituídas equipas mistas a partir de equipas individuais de cada país (três
alunos e um professor coordenador), de modo a ser garantido o intercâmbio desejado.
Esta iniciativa conta ainda com a colaboração de outras entidades,
acompanhamento e divulgação locais, designadamente a Secretaria Regional
Educação e Formação – Região Autónoma dos Açores, a Secretaria Regional
Educação e Cultura – Região Autónoma da Madeira, a Coordenação do Ensino
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
no
da
da
de
49
Português nos Estados Unidos da América do Instituto Camões e a Associação dos
Professores de Português nos Estados Unidos da América e Canadá.
Por razões de ajustamento do calendário escolar dos dois países, não foi possível
concluir o concurso Ler Em Português em 2011-2012, pelo que as entidades organizadoras
decidiram prolongar a primeira edição do concurso para o ano letivo de 2012-2013.
1.8.8 Conheço um escritor
2011-2012 | 3.ª edição
O Plano Nacional de Leitura, a Rede de Bibliotecas Escolares e a revista Visão Júnior
prosseguiram, em 2011-2012, a iniciativa Conheço um escritor aberta a todos os alunos
do ensino básico, do 1.º ao 9.º anos de escolaridade, que pretende dar a conhecer os
escritores portugueses para a infância e a juventude.
Esta iniciativa tem como objetivos estimular o gosto pela leitura, desenvolver o
interesse pelos livros, conhecer escritores portugueses e as suas obras e permitir uma
maior aproximação entre os autores e os leitores.
É uma iniciativa que contribui para a dinamização das atividades das Bibliotecas
Escolares e/ou Municipais, ao propor aos alunos/ utentes a leitura de livros de autores
de literatura infantil e juvenil e, em simultâneo, a realização de trabalhos a partir de um
livro lido ou da vida e obra de um escritor.
A revista Visão Júnior disponibiliza todos os meses, no seu site, um cartaz para
anunciar o escritor do mês.
Os alunos do ensino básico podem participar neste concurso, individualmente ou em
grupo, através das seguintes modalidades de texto:
> Entrevista
Envio mensal de perguntas sobre os aspetos considerados mais interessantes
da atividade profissional e da vida pessoal do escritor indicado para esse mês.
Todos os meses são selecionados os três autores das perguntas consideradas
mais pertinentes, para fazerem pessoalmente uma entrevista ao escritor.
A entrevista é realizada, sempre que possível, na sua casa ou no local onde
costuma trabalhar e é publicada na Visão Júnior.
50
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
> Reconto, dramatização, texto biobibliográϐico
Os participantes podem elaborar textos, com o máximo de 800 caracteres, sobre
o autor do mês – reconto ou dramatização de um livro ou de um excerto/ recolha
de dados biobibliográficos sobre o escritor.
Todos os meses são publicados os trabalhos selecionados na revista e no site
da Visão Júnior.
1.8.9 Como seria a vida sem os MEDIA?
2011-2012 | 1.ª edição
O concurso Como seria a vida sem os MEDIA?
integrou a iniciativa «Um dia com os Media» de
âmbito nacional que se centrou na relação dos
cidadãos com os meios de comunicação, promovendo o espírito crítico e a criatividade.
O Plano Nacional de Leitura e a Rede de Bibliotecas Escolares, em colaboração
com o Gabinete dos Meios de Comunicação Social, desafiaram os alunos a criarem um
slogan original que se constituísse como resposta à questão Como seria a vida sem os
media?
Participaram na iniciativa mais de 80 agrupamentos de escolas/ escolas não
agrupadas, com um total de 113 slogans.
TRABALHOS PREMIADOS
Quadro 22 TRABALHOS PREMIADOS | 1º E 2º CICLOS DO ENSINO BÁSICO
Agrupamento | Escola
Escolas de Castro Daire
Trabalhos premiados
Sem os media ao teu lado estavas sempre desligado
Autoria
Ana Carina Sousa
Ferreira
Quadro 23 TRABALHOS PREMIADOS | 3º CICLO DO ENSINO BÁSICO E ENSINO SECUNDÁRIO
Agrupamento | Escola
Escola Secundária com 3º
ciclo do Ensino Básico de
António Gedeão | Almada
Trabalhos premiados
Sem os media uma tortura, com os media uma loucura!
Autoria
Diogo Calado
MENÇÕES HONROSAS
Quadro 24 MENÇÕES HONROSAS | 1º E 2º CICLOS DO ENSINO BÁSICO
Agrupamento | Escola
Escolas de Penacova
Trabalhos premiados
Autoria
Sem os meios de comunicação a nossa vida seria um mega
apagão
Mariana Duarte
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
51
Quadro 25 MENÇÕES HONROSAS | 3º CICLO DO ENSINO BÁSICO E ENSINO SECUNDÁRIO
Agrupamento | Escola
Instituto de Promoção
Social de Bustos | Oliveira
do Bairro
Trabalhos premiados
Autoria
Queres ir para o deserto? Sem os media estás lá perto!
Renata Neves
Caetano
1.8.10 Leitores Sonhadores
2011-2012 | 1.ª edição
Leitores Sonhadores – Crescer a ler é um
Concurso de leitura que teve a sua primeira edição
no ano letivo 2011-2012, dando continuidade às
dinâmicas geradas pelo concurso Um Leitor é
um Sonhador, entre 2008 e 2011, na região do
Alentejo.
Este concurso resultou de uma parceria entre
as Autarquias da região, a Direção Regional de
Educação do Alentejo, os agrupamentos de escolas
e escolas não agrupadas da região, a Rede de Bibliotecas Escolares, O Plano Nacional de
Leitura, a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Portalegre e a Editora
Paleta de Letras.
Os objetivos do concurso são a promoção da leitura e o desenvolvimento da
expressão e compreensão escrita e oral das crianças do 1.º ciclo do ensino básico, 3.º e
4.º anos, e do 2.º ciclo do ensino básico, 5.º e 6.º anos.
O Plano Nacional de Leitura proporcionou a oferta de livros às crianças que
participaram nesta prova.
1.8.11 BiblioFilmes Festival
2011-2012 | 5.ª edição
O BiblioFilmes é um concurso de vídeos/ filmes sobre
livros e bibliotecas que, na sua edição de 2012, contou de novo com o apoio do Plano
Nacional de Leitura e que se pretende venha a estar ligado aos novos projetos em
perspetiva e/ou já existentes (Projeto SOBE, na área temática da prevenção da saúde
oral / Projeto PNER, na área temática da prevenção rodoviária e outros, suscetíveis
de induzir ao aparecimento de curtas metragens relacionais).
A nova identidade, do concurso é "BiblioFilmes Festival – Face a ler Livros! Gosto!
Curti! Like!
52
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
Neste 5.º Volume procuram-se "amadores" [pessoas que amam] livros e
bibliotecas. O desafio proposto aos jovens é fazerem um filme (com uma câmara
de vídeo ou um telemóvel), a contar a sua história e provar o quanto gostam da sua
biblioteca e/ou de um livro.
> BiblioFilmes: Livros, Bibliotecas, Acção! 2012
Concurso de vídeos através do YouTube, baseado na 1.ª edição, que inclui 17
categorias com o limite de tempo de 3,14 minutos.
> Prémio Trailer de Livros da Língua Portuguesa
Decorre online para os melhores trailers de livros colocados em sítios de vídeos
como o YouTube.
> Curta BiblioFilmes
Curtas-metragens inspiradas em livros e bibliotecas, até 30 minutos.
Todos podem apresentar os seus filmes e vídeos ao festival, desde que sejam
baseados em bibliotecas ou obras literárias, incluindo poesia, romances, ficção,
não-ficção, bd, etc.
1.8.12 Conta-nos uma história
2011-2012 | 3 ª edição
A 3.ª edição do concurso Conta-nos uma história decorreu no ano letivo 2011-2012,
promovida pela Equipa de Recursos e Tecnologias Educativas/Plano Tecnológico da
Educação (ERTE/PTE) em parceria com o Plano Nacional de Leitura e a Rede de
Bibliotecas Escolares.
O concurso propõe às escolas o desafio de utilizarem as tecnologias de forma criativa,
enriquecendo a sua prática pedagógica e proporcionando às crianças/alunos oportunidades
de aprendizagens diferenciadas, que vão além do contexto tradicional.
As histórias, nas suas formas contada, escrita e lida, são um excelente veículo de
promoção da leitura, reforçada atualmente pelo contributo das tecnologias, permitindo
um alargamento significativo das fronteiras da imaginação, da criatividade, dos
valores e do saber.
A variedade de opções disponíveis, no âmbito das histórias, inclui fábulas, parábolas,
contos, mitos ou lendas e outros textos já existentes, podendo ser humorísticas, educativas,
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
53
tradicionais, etc., incentivando-se também a criação de originais.
Nesta 3.ª edição foram validadas 400 histórias nos formatos vídeo e áudio
(poadcast), sendo distinguidos os três primeiros trabalhos nas categorias/ grupos
definidos: educação pré-escolar, 1.º e 2.º ano do 1.º ciclo e 2.º e 3.º ano 1.º ciclo.
1.8.13 FORUM Entre | Palavras
2011-2012 | 8 ª edição
O fórum de debate Entre | Palavras é uma iniciativa do
Jornal de Notícias destinada a alunos do 3.º ciclo de escolas
públicas e privadas. Na sua oitava edição, em 2011-2012,
teve novamente o apoio do Plano Nacional de Leitura.
O fórum tem como objetivo incentivar a leitura e o debate de ideias nas escolas,
recorrendo ao jornal e a temas da atualidade, com o intuito de ajudar a formar leitores
mais exigentes, melhorando a sua aptidão para lerem e interpretarem o mundo em
que vivem, aprofundarem os seus conhecimentos e debaterem, em grupo, a melhor
forma de chegar a soluções mais eficazes.
O fórum iniciou-se durante o primeiro período do ano letivo com a seguinte
orgânica:
• Debates nas turmas e inter-turmas em cada escola inscrita;
• Campeonatos entre as várias escolas vencedoras por distrito;
• Fórum da leitura e debate de ideias – grande final a nível nacional com a
participação das duas escolas vencedoras de cada distrito.
Os temas em 2011-2012 visaram a POUPANÇA, a HONESTIDADE e a CRIATIVIDADE.
Lisboa foi o Distrito Finalista e as escolas vencedoras foram a Escola Secundária com
3.º Ciclo do Ensino Básico do Lumiar e o Externato João Alberto Faria.
54
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
1.8.14 N@escolas
2011-2012 | 5 ª edição
A 5ª edição do projeto de educação para os media, promovido
pelo jornal Diário de Notícias, teve o apoio institucional da
Comissão Nacional da Unesco, do Gabinete do Parlamento Europeu e do Plano
Nacional de Leitura.
Esta edição do N@escolas, que decorreu no ano letivo de 2011-2012, destinouse aos alunos dos ensinos secundário e profissional, em Portugal Continental.
O concurso foi organizado em diferentes etapas:
1ª Fase – Candidatura “ O teu editorial”
Após as inscrições em grupo, as equipas escolheram um tema da atualidade
correspondente a uma secção editorial do jornal, elaboraram e enviaram o
editorial composto por texto e fotos, com a nota biográfica de uma personalidade
relacionada com o tema escolhido.
2ª Fase – Dia DN (Road Show) “Reportagem”
Os trabalhos de reportagem foram sujeitos à votação do público como consulta
de opinião, via online, e à avaliação final do júri, tendo sido apuradas três equipas
finalistas de cada secção editorial: Sociedade, Cultura, Desporto, Economia,
Internacional e Política.
3ª Fase – Grande Final
Este ano foi lançado o desafio da participação individual na grande final aos
alunos que participaram no Roadshow.
Quadro 26 ESCOLAS PREMIADAS CONCURSO N@escolas 2011–2012
Secção Editorial JN
Escola
SOCIEDADE
Escola Secundária com 3º ciclo de Ourém
CULTURA
Externato Liceal Paulo VI
DESPORTO
Escola Secundária com 3º ciclo D. Dinis
ECONOMIA
Escola Secundária José Saramago
INTERNACIONAL
Escola Secundária Francisco de Holanda
POLÍTICA
Escola Secundária com 3º ciclo de Júlio Dinis
Quadro 27 PRÉMIOS INDIVIDUAIS CONCURSO N@escolas 2011–2012
Alunas | Alunos
Escola
Juliana Campos
Escola Secundária Alves Martins
Teresa Poças
Externato Liceal Paulo VI
Martim Quaresma
Escola Secundária com 3º ciclo Rainha D. Leonor
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
55
1.8.15 As cores da cidadania
2011-2012 | 5 ª edição
A Assembleia Municipal
de Sesimbra promoveu a 5.ª
edição do concurso As Cores
da Cidadania, em consonância
com a temática da Assembleia
Municipal de Jovens, que este ano foi: O Papel dos Jovens na Comunidade – Que
dinâmicas? Que futuro?
O concurso foi direcionado aos alunos dos 3.º e 4.º anos do 1.º Ciclo do ensino
básico e incluiu as modalidades de poesia e desenho.
O PNL participou no júri do concurso e na atribuição dos prémios oferecendo
livros aos vencedores.
1.8.16 Diálogos Imaginários – Manuel da Fonseca / Alves Redol
2011-2012 | edição comemorativa
No centenário do nascimento dos escritores Manuel da
Fonseca e Alves Redol o Plano Nacional de Leitura, a Rede de
Bibliotecas Escolares e a Associação Promotora do Museu do
Neorrealismo (APMNR), realizaram, em iniciativa conjunta, o
concurso Diálogos Imaginários – Manuel da Fonseca / Alves
Redol, que contou com o patrocínio da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira,
da Câmara Municipal de Santiago do Cacém e da Editora Leya.
O Concurso premiou trabalhos produzidos por alunos do 3.º ciclo do ensino
básico e do ensino secundário, editados em formato eletrónico (e-book, blogue,
wiki,…) cujo tema fosse a obra dos dois escritores.
Quadro 28 PRÉMIOS ATRIBUÍDOS | CONCURSO DIÁLOGOS IMAGINÁRIOS
Nível de ensino
Agrupamento
Trabalhos premiados
Autoria
Secundário
Escolas de Salvaterra de
Magos
Conversas de jardim(blogue)
Maria Luís Cipriano
Ensino Básico
Escolas de Alcochete
Há que cantar (e-book, incluindo
bibliogra ia)
Joana Tatá
56
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
1.8.17 Síntese de concursos e iniciativas
Quadro 29 SÍNTESE DE CONCURSOS 2011-2012
Concurso
Público-alvo
Parcerias
Concurso Nacional de Leitura
6.ª edição
Escolas/ Alunos do 3.º ciclo e do
ensino secundário
Onde te Leva a Imaginação?
6.ª edição
Escolas/ Alunos da Educação préescolar, e dos 1.º e 2.º ciclos
Inês de Castro
4.ª edição
Escolas/ Alunos dos 2.º e 3.º ciclos e
Fundação Inês de Castro
do ensino secundário
Faça Lá Um Poema
3.ª edição
Escolas/ Alunos dos 1.º, 2.º e 3.º
ciclos e do ensino secundário
Eu conto
1.ª edição
Escolas/ Alunos da Educação préescolar | 1.º , 2.º e 3.º ciclos do
Ensino Básico | Ensino secundário
Japão passado e presente
1.ª edição
Escolas/ Alunos dos 2.º e 3.º ciclos RBE |Embaixada do Japão em
do Ensino Básico | Ensino secundário Portugal
Ler em português
1.ª edição
RBE | FLAD | SREF Açores
| SREC Madeira |Instituto
Escolas/ Alunos do Ensino
Camões | Coord. do Ens. Port.
secundário de Portugal e dos Estados
Nos EUA | Associação de
Unidos da América
Professores de Português nos
EUA
Conheço um escritor
3.ª edição
Escolas/ Alunos do 1.º ao 9.º ano de
escolaridade
Como seria a vida sem os MEDIA
1.ª edição
Escolas/ Alunos dos
1.º , 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico
| Ensino secundário
RBE | Gabinete dos Meios de
Comunicação Social
Leitores Sonhadores
1.ª edição
Escolas/ Alunos do 1.º e do 2.ºciclos
do ensino básico
Direção Regional de Educação
do Alentejo
BilioFilmes Festival
5.ª edição
Escolas/ Alunos de todos os níveis
de ensino
BiblioFilmes Festival
Conta-nos uma história
3.ª edição
Escolas/ Alunos da Educação
pré-escolar | 1.º ciclo do ensino
básico
Entre | Palavras
8.ª edição
Escolas/ alunos do 3.º ciclo das redes
Jornal de Notícias
pública e privada
N@escolas
5.ª edição
Escolas/ alunos do Ensino
secundário | Ensino pro issional
As cores da cidadania
5.ª edição
Escolas/ alunos dos 3.º e 4.º anos do Assembleia Municipal de
1.º Ciclo do ensino básico
Sesimbra
Diálogos imaginários
[Comemoração do centenário do
Escolas/ Alunos do 3.º ciclo do
nascimento de Manuel da Fonseca e Ensino básico | Ensino secundário
Alves Redol]
RBE | DGLAB |Bibliotecas
Municipais | RTP
CTT
CCB
Banco Popular
RBE | Visão Júnior
RBE |DGE
Comissão Nacional da Unesco
| Gabinete do Parlamento
Europeu
RBE | Câmara Municipal de
Vila Franca de Xira
| Câmara municipal de
Santiago do Cacém
| Editora Leya
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
57
1.9 Orientações técnicas para promoção da leitura e da escrita
No portal do PNL, os docentes dos vários níveis educativos encontram apoio técnico
exemplificativo de atividades de leitura e escrita na sala de aula, podendo recorrer a
essas sugestões para estimular a progressão dos alunos e o prazer de ler. Baseadas
em práticas letivas de resultados comprovados, estas sugestões propõem múltiplas
atividades, estruturadas segundo três vetores:
• Leitura de obras adequadas ao efetivo nível de leitura e às características dos
alunos de cada turma
• Contacto dos alunos com diversos géneros e temáticas
• Experiência de diferentes modalidades de exploração das obras, com orientação
dos docentes, envolvendo sempre leitura e escrita na sala de aula.
As orientações técnicas estão publicadas em três brochuras online:
• Orientações para Actividades de Leitura : Programa – Está na Hora dos Livros :
Educação Pré-Escolar
• Orientações para Actividades de Leitura : Programa – Está na Hora da Leitura :
1.º ciclo
• Orientações para Actividades de Leitura : Programa – Quanto mais Livros melhor :
2.º ciclo
1.10
Listas de títulos recomendados pelo Plano Nacional de Leitura
As listas de livros recomendados pelo PNL são atualizadas todos os anos e
as escolhas dos títulos que as integram são da responsabilidade de uma equipa
de especialistas de diversas áreas. Resultam do conjunto das publicações que
anualmente os editores produzem e fazem chegar ao PNL para apreciação, bem
como das pesquisas realizadas pela própria equipa.
Os livros selecionados procuram dar resposta à diversidade de interesses das
crianças e jovens que frequentam as escolas, desde a educação pré-escolar ao
ensino secundário e também a uma faixa não abrangida pelo sistema educativo (a
primeira infância – dos 6 meses aos 3 anos de idade) bem como aos centros de
educação de adultos.
Dos livros recomendados fazem ainda parte listas de livros em língua inglesa
que, à semelhança do que acontece com as outras, abrangem os diferentes níveis
de educação/ ensino de acordo com as diferentes modalidades de leitura: leitura
orientada (com diferentes graus de dificuldade) e leitura autónoma. As listas para o
ensino secundário constituem-se apenas como sugestões de leitura.
58
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
O leque alargado de títulos recomendados, abrangendo diferentes registos, desde
a narrativa a poemas, peças de teatro e obras de caráter informativo e científico
de apoio ao desenvolvimento de projetos em diferentes áreas, pretende ser um
instrumento de orientação de leitura para escolas, professores e alunos.
Quadro 30 LIVROS RECOMENDADOS PARA LEITURA EM VOZ ALTA, LEITURA COM APOIO DOS
EDUCADORES OU DOS PAIS, LEITURA ORIENTADA, LEITURA AUTÓNOMA E SUGESTÕES DE LEITURA
Modalidades de leitura
Leitura em voz alta
Leitura com apoio do
educador ou dos pais
Leitura orientada
Leitura autónoma
Sugestões de leitura
Áudio livros
TOTAL
Idade | Níveis educativos
Anos de escolaridade
Nº de títulos selecionados
6 a 12 meses
14
1 a 2 anos
26
1 a 3 anos
42
Educação pré-escolar
278
Educação pré-escolar
137
1º Ano
101
2º Ano
79
3º Ano
79
4º Ano
52
5º Ano
58
6º Ano
62
5º e 6º Anos | alunos que
ainda não adquiriram hábitos
de leitura
58
7º Ano
44
8º Ano
44
9º Ano
47
1º Ano
153
2º Ano
180
3º Ano
207
4º Ano
114
5º Ano
90
6º Ano
83
3º Ciclo
175
Ensino secundário
237
Adultos
168
Adultos
8
2 536
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
59
Quadro 31 TÍTULOS RECOMENDADOS PARA APOIO A PROJECTOS RELACIONADOS COM DIFERENTES
ÁREAS TEMÁTICAS
Livros recomendados para apoio
a projetos relacionados com
diferentes áreas temáticas
Nº de títulos por níveis educativos/ensino
Ed. pré-escolar 3º, 4º, 5,º e 6º
Ensino
3º Ciclo
1ºe 2º Anos
Anos
secundário
TOTAIS
Natal
63
60
9
-
132
Corpo Humano e Saúde
34
28
14
-
76
Natureza e Defesa do Ambiente
45
94
16
-
155
Temas Cientíϐicos
13
63
53
-
129
Temas Cientíϐicos | Leitura
Autónoma
-
-
Cidadania
35
34
-
-
69
Música / Artes
25
54
16
-
95
História de Portugal
-
64
15
-
79
História Universal
-
37
34
-
71
Temas Religiosos
4
15
-
-
19
25
25
Quadro 32 LIVROS RECOMENDADOS EM LÍNGUA INGLESA
LIVROS EM LÍNGUA INGLESA
Modalidades de leitura
Leitura em Voz Alta
Leitura em Voz Alta / Leitura Orientada
Leitura Orientada / Leitura Autónoma
Sugestões de Leitura
Níveis educativos |
Anos de escolaridade
Nº de títulos
selecionados
Educação pré- escolar e 1º Ano
57
2º Ano
34
3º Ano
38
4º Ano
31
2º, 3º e 4º Anos
35
2º Ano
84
3º Ano
109
Ensino secundário
66
Adultos
126
TOTAL
1.11
580
Financiamento de escolas para o desenvolvimento de projetos
No apoio financeiro para aquisição de livros destinados a leitura orientada na
sala de aula, mantiveram-se os procedimentos experimentados nos anos anteriores,
nomeadamente:
60
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
• O apoio foi atribuído ao agrupamento de estabelecimentos de ensino ou à
escola não agrupada;
• Os valores de referência, para determinação dos montantes atribuídos,
obedeceram a critérios semelhantes aos definidos nos anos anteriores, tendo
em consideração os condicionalismos inerentes ao contexto económico
nacional;
• O orçamento para aquisição de obras destinadas a leitura orientada na sala
de aula foi disponibilizado pelo Ministério da Educação e Ciência.
As direções e os professores bibliotecários receberam um conjunto de sugestões
referentes à organização e à gestão dos recursos. O aconselhamento incidiu sobre os
pontos seguintes:
• Papel central das Bibliotecas Escolares na seleção, aquisição e circulação
de livros adquiridos com o apoio do PNL
• Envolvimento das Bibliotecas Públicas nas atividades do PNL
• Integração da totalidade de livros adquiridos nas bibliotecas do agrupamento,
assegurando disponibilização a todos os alunos e professores
• Aquisição de conjuntos de vários exemplares de títulos pré-definidos no
sentido de se viabilizar a realização de atividades de leitura em sala de aula,
assegurando a existência de um título por cada par de alunos
• Escolha dos livros a adquirir feita pelos docentes do agrupamento/ escola
não agrupada, recorrendo ao aconselhamento das listas do PNL, à análise
das obras e ao apoio das Bibliotecas Escolares e Municipais/ Públicas
• Seleção de títulos para leitura orientada em sala de aula por parte do conjunto
de docentes responsáveis por cada ano de escolaridade, procurando-se que
esta seja adequada a cada turma
• Organização e definição de modalidades de intercâmbio entre salas de aula
e escolas, de modo a assegurar uma utilização adequada dos recursos pelas
crianças e pelos alunos
Em 2011-2012 foi possível apoiar financeiramente a totalidade dos agrupamentos
de escolas e das escolas não agrupadas da rede pública, abrangendo jardins-deinfância, escolas básicas e escolas secundárias com 3º ciclo do ensino básico,
conforme os quadros seguintes.
Quadro 33 AGRUPAMENTOS | ESCOLAS NÃO AGRUPADAS COM APOIO PARA AQUISIÇÃO DE LIVROS
Direções Regionais de Educação
Rede pública de
educação e de ensino
Agrupamentos de
Escolas | Escolas não
agrupadas
Norte
Centro
Lisboa e
Vale do
Tejo
368
206
336
Alentejo
Algarve
90
55
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
TOTAL
Nº
1 055
61
Quadro 34 APOIO FINANCEIRO PARA AQUISIÇÃO DE LIVROS
Direções Regionais de Educação
Ano
económico
SETEMBRO
a
DEZEMBRO
2011
JANEIRO
a
AGOSTO
2012
Norte
Centro
Lisboa e Vale
do Tejo
TOTAL
(€)
Alentejo
Algarve
€286 871,00 €170.166,00 €257.383,00
€71.520,00
€42.800,00
€828.740,00
€71.438,00
€8.830,00
€4.000,00
€147.313,00
€48.837,00
€14.208,00
Tendo em consideração a relevância das Bibliotecas Escolares na promoção dos
hábitos de leitura da população escolar, bem como a abrangência de uma estrutura
como a Rede de Bibliotecas Escolares, o Plano Nacional de Leitura, em parceria
com a RBE, apoiou a criação de coleções, financiando a aquisição de títulos para as
Bibliotecas Escolares dos novos Centros Escolares, entre setembro e dezembro de
2011.
Quadro 35 APOIO FINANCEIRO A BIBLIOTECAS ESCOLARES
Ano económico
Bibliotecas Escolares*
(Nº)
TOTAL
(€)
SETEMBRO
a
DEZEMBRO
2011
15
70.000,00
JANEIRO
a
AGOSTO
2012
37
122.500,00
*Novos Centros Escolares
No que se refere ao Projeto aLeR+, dando continuidade à prática dos anos
anteriores, o PNL apoiou 78 agrupamentos de escolas e as 10 escolas não agrupadas
da rede pública que integraram a rede de escolas do Projeto aLeR+ até ao ano letivo
de 2011-2012.
Foi ainda atribuído apoio financeiro a 12 escolas que foram selecionadas para
integrarem a rede de escolas do Projeto aLeR+.
Quadro 36 FINANCIAMENTO DO PROJETO aLer+
62
Ano económico
aLer+
TOTAL
(€)
SETEMBRO
a
DEZEMBRO
2011
88
68.400,00
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
Leitura em Família
2 Promoção da leitura em família
Os programas de promoção da leitura em família e de oferta de livros a crianças
têm impactos muito positivos na criação de gosto pelos livros, na aquisição de
hábitos de leitura e na aprendizagem formal da leitura. Estes resultados são mais
visíveis quando as famílias leem frequentemente em parceria com as crianças e lhes
oferecem livros para que criem bibliotecas pessoais.
1.1 Objetivos centrais
• Valorizar a leitura em família e encorajar os adultos a lerem em parceria com as
crianças, associando a partilha de livros a momentos de afeto
• Incentivar junto das famílias a oferta mútua de livros e o recurso ao empréstimo
domiciliário em bibliotecas
1.2 Áreas de incidência
• A partir de jardins-de-infância, de escolas e de bibliotecas escolares
• A partir das bibliotecas públicas
• A partir dos centros de saúde
1.1 Metodologia
• Parcerias com organizações de pais e encarregados de educação
• Envolvimento dos profissionais das áreas da educação e da cultura para atuarem
como mediadores junto das famílias
• Envolvimento de outros profissionais, em particular na área da saúde
1.2 Programas
2.4.1 Leitura em vai e vem
2011-2012 | 5.º ano de desenvolvimento
A leitura em família é uma aposta do PNL junto das crianças mais pequenas,
reconhecendo a importância que o contacto com os livros e a leitura em voz alta
desempenham na descoberta do universo da leitura e na criação de ambientes
promotores de leitura, no contexto afetivo e natural das crianças que é a família.
Ao longo de cinco anos tem sido incentivada a prática da leitura em família através
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
63
da troca de livros entre o Jardim-de-infância e a casa das crianças, transportando-os
em mochilas que procuram ser um instrumento atrativo e de incentivo à leitura de
histórias, que os diferentes membros da família podem contar em estreita relação de
afeto e aprendizagem.
Cerca de sete mil Jardins-de-infância em todo o país, que abrangem mais de
239 mil crianças, já se inscreveram no projeto Leitura em vai e vem, numa dinâmica
que depende sobretudo do empenho dos educadores que, utilizando como ponto
de partida e de referência os materiais enviados pelo PNL, reforçam e refazem o
projeto, inovando a partir da mobilização de recursos locais e do envolvimento direto
das famílias.
Quadro 37 CRIANÇAS E JARDINS DE INFÂNCIA INSCRITOS NO PROJETO LEITURA EM VAI E VEM
Crianças
Salas
Jardins de Infância
239 347
11 900
6 965
2.4.2 Já sei ler
2011-2012 | 3.º ano de desenvolvimento
A proximidade entre escola e família justifica a partilha de ações concertadas
entre as duas partes, promovidas pela escola, no sentido de dar continuidade a um
ambiente promotor da leitura, à semelhança do que acontece com o projeto Leitura
em vai e vem, na educação pré-escolar.
Numa fase em que as crianças já descobriram a leitura e começam elas próprias
a ler, a leitura em voz alta, partilhada com o adulto, ganha uma nova dimensão
que o projeto Já sei ler, destinado ao 1º ciclo do ensino básico, procura explorar e
incentivar.
Estão inscritos no projeto Já sei ler mais de 1.900 estabelecimentos de ensino do
1º ciclo, com cerca de 168 mil alunos. Também neste nível de ensino a dinâmica do
projeto está diretamente relacionada com o empenho e valorização que localmente
cada professor atribui à leitura e à relação com a família, mobilizando recursos
materiais e humanos, cujo contributo enriquece e incentiva o sucesso pessoal e
académico dos alunos.
Quadro 38 ALUNOS E ESTABELECIMENTOS DE ENSINO DO 1º CICLO INSCRITOS NO PROJETO JÁ SEI LER
64
Alunos
Turmas
Estabelecimentos
168 035
8 643
1 907
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
2.4.3 Leitura-a-par
2011-2012 | 5.º ano de desenvolvimento
O projeto Leitura-a-par teve como estratégia de lançamento a realização de ações
de formação, uma por cada Direção Regional de Educação, dirigidas prioritariamente
a educadores e professores do 1º ciclo do ensino básico, com o objetivo de apresentar
a metodologia da leitura-a-par.
Trata-se de uma dinâmica de leitura entre adultos (professores e pais) e crianças/
alunos, em períodos de curta duração, que podem ser retomados em momentos
diferentes com os mesmos grupos ou outros
novos, de forma a valorizar espaços e tempos de
leitura diária.
O projeto pode ser desenvolvido na escola
com alunos mais velhos ou outros adultos, bem
como na família com o envolvimento dos pais ou
outros familiares, tendo o PNL editado a brochura
Leitura-a-par: orientações para a organização
de um projecto de leitura-a-par, que distribuiu às
escolas envolvidas e interessadas na sua implementação.
O apoio à leitura, na fase inicial da aprendizagem da leitura e escrita, com caráter
continuado, como pretende ser a Leitura-a-par, constitui um reforço muito positivo
para a construção sólida de hábitos de leitura, sendo estruturante para aprendizagens
futuras.
O projeto pode ser desenvolvido seguindo as orientações existentes na brochura,
permitindo também, a partir delas, conceber outas propostas ajustadas a cada
situação, às características e disponibilidade dos adultos e das crianças.
2.4.4 Ler+ dá saúde
2011-2012 | 4.º ano de desenvolvimento
Ler+ dá saúde é um projeto destinado a envolver profissionais de saúde, médicos
e enfermeiros de Centros de Saúde, Hospitais e Instituições de Saúde Privadas, no
aconselhamento de leitura a pais e encarregados de educação.
Trata-se de uma iniciativa proposta pela Associação Nacional de Médicos de
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
65
Clínica Geral e que envolve uma parceria com a Sociedade Portuguesa de Pediatria,
recebendo apoio técnico do Projecto Reach out and Read – USA.
Os destinatários do projeto são as crianças entre os seis meses e os seis anos de
idade e os seus familiares, a quem os profissionais de saúde recomendam a leitura em
família com as crianças, dando sugestões de livros para cada nível etário e explicando
a importância desta prática no desenvolvimento infantil.
A concretização do projeto Ler+ dá saúde tomou como referência orientações da
organização Reach Out and Read, postas em prática nos EUA, há já vários anos, e
que se revelaram muito positivas na promoção da leitura em família.
No desenvolvimento do projeto, o Plano Nacional de Leitura tem enviado convites
aos diretores de todos os Centros de Saúde e de Hospitais do país, enviou um DVD
“Ler+ dá Saúde” de promoção da atividade a todas as instituições e solicitou que
manifestassem a sua adesão, registando-se no Sistema de Informação do PNL,
em formulário eletrónico. Na sequência da inscrição e com o compromisso do seu
envolvimento, os profissionais de saúde receberam materiais de apoio ao projeto,
nomeadamente:
• Brochura Ler+ dá saúde – com informação sobre o projeto, dirigida aos
profissionais de saúde
• Brochura Ler+ em família – para ser oferecida nas consultas aos adultos
acompanhantes de crianças dos 6 meses aos 6 anos
• Cartaz para afixação nas salas de espera
• Caixa com livros para serem sugeridos nas consultas como exemplos
especialmente recomendados para leitura em família, com crianças de cinco
grupos etários
Para fomentar a adesão dos profissionais de saúde a este projeto, tem sido
disponibilizada informação complementar no sítio do portal eletrónico do PNL
dedicado ao projeto http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/lermaisdasaude/ e no
novo Blogue do PNL http://pnlblogue.blogspot.com/.
Até Maio de 2012, estão envolvidas no projeto 168 Instituições de Saúde que têm
vindo a criar dinâmicas sociais muito benéficas para o desenvolvimento das crianças,
através do aconselhamento da leitura em família e a quem, durante o mês de Julho de
2012, foram distribuídos materiais complementares da atividade, conforme indicado
no quadro seguinte.
Quadro 39 RECURSOS DISPONIBILIZADOS PELO PROJETO LER+ DÁ SAÚDE
Brochura
proϐissionais
Brochura
famílias
Cartaz 7
razões
Cartaz
biblioteca
Folheto
do projeto
Autocolantes
Caixa
de livros
13 402
25 730
2 203
3 818
99 600
33 200
277
66
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
Quadro 40 INSTITUIÇÕES DE SAÚDE QUE INTEGRAM O PROJETO LER+ DÁ SAÚDE
Designação
Localidade
CS Águeda
ÁGUEDA
CS Albergaria-a-Velha
ALBERGARIA-A-VELHA
CS Alcântara
LISBOA
CS Alcoutim
ALCOUTIM
CS Aldoar
PORTO
CS Aljezur
ALJEZUR
CS Almada
CAPARICA
CS Amarante
AMARANTE
CS Arouca
AROUCA
CS Aveiro
AVEIRO
CS Azambuja
AZAMBUJA
CS Baião
BAIÃO
CS Barão do Corvo
VILA NOVA DE GAIA
CS Barcelos / Barcelinhos - US Barcelinhos
BARCELINHOS
CS Barroselas
BARROSELAS
CS Bombarral
BOMBARRAL
CS Cadaval
CADAVª.AL
CS Campanhã
PORTO
CS Carrazeda de Ansiães
CARRAZEDA DE ANSIÃES
CS Carvalhosa/Foz do Douro
PORTO
CS Cascais / USF Cidadela
CASCAIS
CS Castelo Branco
CASTELO BRANCO
CS Castro Daire
CASTRO DAIRE
CS Castro Verde
CASTRO VERDE
CS Chaves I
CHAVES
CS Condeixa-a-Nova
CONDEIXA-A-NOVA
CS Constância
CONSTÂNCIA
CS Darque
VIANA DO CASTELO
CS Elvas
ELVAS
CS Entroncamento
ENTRONCAMENTO
CS Espinho
ESPINHO
CS Esposende
ESPOSEE
CS Évora
ÉVORA
CS Faro
FARO
CS Fernão de Magalhães
COIMBRA
CS Fornos de Algodres
FORNOS DE ALGODRES
CS Freixo de Espada à Cinta
FREIXO DE ESPADA À CINTA
CS Fronteira
FRONTEIRA
CS Gois
GÓIS
CS Golegã
GOLEGÃ
CS Lagoa
LAGOA
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
67
(Cont.)
Designação
Localidade
CS Loulé
LOULÉ
CS Lousã
LOUSÃ
CS Macedo de Cavaleiros
MACEDO DE CAVALEIROS
CS Machico
MACHICO
CS Mangualde
MANGUALDE
CS Meda
MÊDA
CS Miranda do Corvo
MIRAA DO CORVO
CS Montalegre
MONTALEGRE
CS Mora
MORA
CS Moura
MOURA
CS Murtosa
MURTOSA
CS Nisa
NISA
CS Norton de Matos
COIMBRA
CS Odemira
ODEMIRA
CS Olhão
OLHÃO
CS Olivais
LISBOA
CS Ourique
OURIQUE
CS Paços de Ferreira
PAÇOS DE FERREIRA
CS Paredes de Coura
PAREDES DE COURA
CS Penela
PENELA
CS Ponte da Barca
PONTE DA BARCA
CS Portalegre
PORTALEGRE
CS Portimão
PORTIMÃO
CS Póvoa de Lanhoso
PÓVOA DO LANHOSO
CS Póvoa de Varzim
PÓVOA DE VARZIM
CS Quinta da Lomba
SANTO ARÉ
CS Redondo
REDOO
CS S. João da Madeira
SÃO JOÃO DA MADEIRA
CS Sacavém
SACAVÉM
CS Santo António
FUNCHAL
CS São João da Pesqueira
SÃO JOÃO DA PESQUEIRA
CS São Roque
POVOAÇÃO (S. MIGUEL)
CS Sete Rios
LISBOA
CS Soares dos Reis/Oliveira do Douro
OLIVEIRA DO DOURO
CS Stª. Maria da Feira
SANTA MARIA DA FEIRA
CS Torres Novas
TORRES NOVAS
CS V. N. de Cerveira
VILA NOVA DE CERVEIRA
CS Vagos
VAGOS
CS Vale de Cambra
VALE DE CAMBRA
CS Vieira do Minho
VIEIRA DO MINHO
CS Vila Flôr
VILA FLOR
68
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
(Cont.)
Designação
Localidade
CS Vila Verde
VILA VERDE
CS Vimioso
VIMIOSO
CS Vinhais
VINHAIS
CS Viseu III
VISEU
Ext. S. Aradas
AVEIRO
Ext. S. Argoncilhe
ARGONCILHE
Ext. S. Barreiro de Besteiros
BARREIRO DE BESTEIROS
Ext. S. Cacia
AVEIRO
Ext. S. Caldas de São Jorge
CALDAS DE S. JORGE
Ext. S. Canedo
CANEDO
Ext. S. Caxinas
CAXINAS, VILA DO CONDE
Ext. S. Eixo
EIXO
Ext. S. Escapães
ESCAPÃES
Ext. S. Fernão Ferro
FERNÃO FERRO
Ext. S. Lever
LEVER
Ext. S. Lobão
LOBÃO
Ext. S. Malta
VILA DO CONDE
Ext. S. Oliveirinha
AVEIRO
Ext. S. Quinta do Conde II
QUINTA DO CONDE
Ext. S. Romariz
ROMARIZ
Ext. S. Santo António
ALMADA
Ext. S. Sesimbra
SESIMBRA
Ext. S. Sts. Pousada
SANTOS POUSADA
Ext. S. Vergada
VERGADA
Hospital Chaves
CHAVES
Hospital Cova da Beira
COVILHÃ
Hospital Dª. Estefânia
LISBOA
Hospital Distrital Santarém, EPE
SANTARÉM
Hospital Dr. Francisco Zagalo
OVAR
Hospital Dr. José Maria Grande - Portalegre
PORTALEGRE
Hospital Espírito Santo, EPE - Évora
ÉVORA
Hospital Faro EPE
FARO
Hospital Fernao Fonseca
AMADORA
Hospital Infante D. Pedro
AVEIRO
Hospital Pedro Hispano
MATOSINHOS
Hospital S. Marcos - Braga
BRAGA
Hospital Santa Maria
LISBOA
Hospital Santa Maria Maior de Barcelos
BARCELOS
Hospital São Teotónio
VISEU
Hospital Sto André, EPE, Leiria
LEIRIA
UCC Vila do Conde
VILA DO CONDE
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
69
(Cont.)
Designação
Localidade
UCSP Júlia Moreira
LISBOA
USF Albasaúde
ALBARRAQUE
USF Além D'Ouro
SAIM
USF Alpendorada
ALPEURADA E MATOS MCN
USF Aqueduto
VILA DO CONDE
USF Barrinha
ESMORIZ
USF Castelo
SANTANA
USF Cova da Piedade
ALMADA
USF Egas Moniz
STª. MARIA DA FEIRA
USF Famílias
LOUROSA
USF Flor de Sal
AVEIRO
USF Grão Vasco
VISEU
USF Lethes
PONTE DE LIMA
USF Marginal
ESTORIL
USF Marmelais
TOMAR
USF Modivas
VILA DO CONDE
USF Monte da Caparica
CAPARICA
USF Monte da Lua
VÁRZEA, SINTRA
USF Monte Pedral
LISBOA
USF Navegantes
VILA DO CONDE
USF Nova Salus
VILA NOVA DE GAIA
USF Nova Via
VALADARES
USF Odisseia - CS Maia
MAIA
USF Pedras Rubras
MAIA
USF Ponte Velha
SANTO TIRSO
USF Renascer - CS Gondomar
GONDOMAR
USF Ronfe
RONFE
USF S. Félix da Marinha - CS Arcozelo
VILA NOVA DE GAIA
USF S. Julião
OEIRAS
USF S. Simão da Junqueira
VILA DO CONDE
USF Santiago
PALMELA
USF São João Pragal
ALMADA
USF Sem Fronteiras
SÃO PAIO DE OLEIROS
USF Serpa Pinto
SERPA PINTO
USF Serra da Lousã
LOUSÃ
USF Sobreda
SOBREDA
USF St. Amaro/ Labruge
LABRUGE
USF Stª. Clara
VILA DO CONDE
USF Sudoeste, Pólo Souto
ARRIFANA
USF Terras de Stª. Maria
STª. MARIA DA FEIRA
USF Via Longa
VIALONGA
USF Vimaranes
URGEZES
USF Viriato
VISEU
70
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
2.4.5 Projeto SOBE
2011-2012 | 1.º ano de desenvolvimento
O Plano Nacional de
Leitura, a Rede de Bibliotecas
Escolares e a Direcção-Geral de
Saúde celebraram um protocolo, em Julho de 2011, que visa desenvolver ações de
promoção da leitura, da felicidade e da saúde, centradas no projeto SOBE que reúne
as duas valências: saúde oral e bibliotecas escolares.
O projeto SOBE (Saúde Oral Bibliotecas Escolares) propõe um desafio: SUBIR
– subir na qualidade da divulgação da saúde oral; subir no número de parcerias com
as escolas e outras instituições; subir no grau de perceção da importância que esta
área da saúde tem para as famílias e as crianças.
A marca de água do projeto SOBE é fazer com que a integração da temática
da saúde oral nos currículos escolares se torne inevitável.
Foi criado um conjunto de materiais, o Kit SOBE, pensado para trabalhar a
temática da Saúde Oral de uma forma flexível, integrada, dando autonomia criativa
às escolas, às bibliotecas e aos seus responsáveis e que vai ser distribuído a todas
as Bibliotecas Escolares, de modo a que se constitua como ilustração para o ulterior
desenvolvimento de iniciativas autónomas, no seu universo de influência.
O conjunto de materiais que compõe este kit foi concebido para suscitar
a vontade de os estudantes poderem explorar o mundo da saúde oral, de forma
autêntica, com meios divertidos e favorecendo o cruzamento de vários domínios do
conhecimento. Este projeto vai permitir aos alunos abordar as diversas áreas temáticas
de uma forma mais rica, competente e eficaz: unidades ou projetos baseados em
saúde oral podem fornecer contextos intencionais para aprender e praticar a arte da
linguagem, da escrita, capacidades matemáticas e criativas.
As escolas são canais privilegiados para as comunidades socioeducativas. Podem
e devem direcionar as atividades de promoção da saúde oral para as famílias e para
a comunidade. Os alunos são elementos catalisadores das mensagens de promoção
da saúde para os membros da família. E as escolas podem assumir a liderança na
criação dessas mensagens, para a visualização de saúde oral como parte integrante
do processo de crescimento e aprendizagem dos estudantes.
O SOBE constitui-se como uma inovadora e dinâmica oferta de aprendizagem,
com um poder de expansão cujo limite é, apenas, o da universalização dos cuidados
efetivos de saúde oral, logo de comportamentos sociais muito mais civilizados e
cultos do que os que são prática hoje em dia.
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
71
Leitura Pública
Leitura Pública
3 Promoção da leitura pública
Em Portugal, a promoção da leitura pública e a
consolidação de hábitos de leitura entre a população
portuguesa tem sido desenvolvida essencialmente
pelas Bibliotecas Públicas Municipais, mediante projetos
variados que se têm multiplicado a par do alargamento da
Rede Nacional de Bibliotecas Públicas.
3.1 Objetivos centrais
•
•
•
•
Valorizar a leitura e o prazer de ler entre os cidadãos;
Criar e consolidar hábitos de leitura;
Oferecer atividades que contribuam para proporcionar experiências
positivas de leitura, contacto com livros, periódicos e com a leitura em
suporte digital;
Suscitar o recurso às bibliotecas públicas e escolares para aprofundar a
leitura autónoma, o acesso à informação e a leitura em família, bem como
para promover a respetiva discussão crítica.
3.2 Áreas de incidência
•
•
•
A partir de bibliotecas públicas municipais;
A partir de organizações da área da cultura tais como centros culturais e
museus;
A partir de parceiros do PNL e de entidades públicas e da sociedade civil.
3.3 Programas
3.3.1 Promoção da leitura pela Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas
O Programa Nacional de Promoção da Leitura da DGLAB/SEC desenvolve
projetos e ações de difusão do livro e promoção da leitura, em parceria com diversas
entidades. Lançado em 1997, pelo então IPLB, este programa é agora desenvolvido
em articulação com os objetivos do PNL.
72
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
Anualmente, a DGLAB disponibiliza às bibliotecas públicas um conjunto de projetos
que assumem diversas formas: ações de formação, ateliês, espetáculos baseados em
textos literários, cursos breves de literatura, comunidades de leitores, exposições.
Dirigido a mediadores de leitura –
bibliotecários, técnicos de biblioteca,
educadores de infância, professores,
animadores culturais e outros agentes
– este programa de ações de promoção
da leitura (conhecido por Programa
de Itinerâncias) tem como públicoalvo crianças, jovens e adultos, sendo
protagonizado por formadores com
competências muito diversificadas,
tais como professores universitários,
escritores, jornalistas, atores, animadores
de leitura, contadores de histórias. As
ações são realizadas em parceria com
as autarquias, através das respetivas
bibliotecas municipais.
O programa Leitura sem fronteiras
resulta de uma parceria entre a DGLAB
e a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais, pretendendo alargar a leitura a espaços não
convencionais. No âmbito deste protocolo, estabelecido em 1998 e renovado em 2011,
são desenvolvidas anualmente várias iniciativas: oferta de livros para as bibliotecas
dos estabelecimentos prisionais; ações de sensibilização ao livro e à leitura; ações
continuadas de contacto com textos e com os seus autores (sessões semanais
ou quinzenais por períodos de três ou quatro meses); concursos de leitura e
escrita. Em 2011-2012, realizaram-se 84 ações em estabelecimentos prisionais.
A promoção da leitura em hospitais é outra área apoiada pela DGLAB há vários
anos. Organizada em parceria com a Fundação do Gil, proporciona sessões de leitura
– A hora do conto – em hospitais pediátricos e prisões femininas com creche para
filhos das reclusas. Estas ações abrangem, anualmente, cerca de 7 500 crianças e
3 000 pais.
A DGLAB promove, entre muitos projetos, a comemoração dos dias mundiais
ligados ao livro (Dia Mundial da Poesia, Dia Internacional do Livro Infantil e Dia Mundial
do Livro); o apoio a instituições que promovem o livro e a leitura; a divulgação online
de projetos de promoção da leitura de bibliotecas municipais e outras entidades; a
produção de materiais de apoio, como exposições, cartazes e postais; a atribuição
do Prémio Nacional de Ilustração.
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
73
Para divulgar informação atualizada acerca da ação das Bibliotecas Municipais, a
DGLAB disponibiliza o portal Rede do Conhecimento das Bibliotecas Públicas – http://
rcbp.dglb.pt, que inclui:
•
•
•
•
•
Informação especializada;
Catálogo coletivo do fundo local das bibliotecas;
Repositório de registos bibliográficos;
Informação sobre recursos nacionais e internacionais de informação
profissional;
Documentação sobre o sector das bibliotecas públicas.
Aproveitando a comemoração do Dia Mundial do Livro 2011 e o Ano Europeu do
Voluntariado, a DGLAB lançou um passatempo intitulado "Voluntários da Leitura", realizado
em articulação com as Bibliotecas Públicas Municipais.
Dirigido a pessoas individuais e entidades coletivas, teve como objetivo promover
a participação da sociedade civil na promoção e realização de projetos de voluntariado
da leitura que contribuíssem para minorar o isolamento ou a exclusão social de certo
tipo de populações: utentes de Lares da Terceira Idade e Centros de Dia, Casas de
Acolhimento de Crianças e Jovens, doentes em situação de internamento, reclusos
de Estabelecimentos Prisionais, idosos e famílias carenciadas, etc.
3.3.2 Eventos e comemorações
Dia Mundial da Poesia 2012
Pelo quinto ano consecutivo e numa iniciativa conjunta do Plano Nacional da
Leitura (Ministério da Educação e Ciência) da Secretaria de Estado da Cultura e do
Centro Cultural de Belém, comemorou-se, no dia 24 de março de 2012, o Dia Mundial
da Poesia, com o objetivo de fomentar a leitura de poesia e o gosto por partilhar
leitura de poemas em voz alta, de forma festiva.
O programa decorreu ao longo do dia, tendo-se iniciado a partir das 11 horas
com a abertura da Feira do Livro de Poesia. Em vários espaços do CCB a poesia
portuguesa foi dita por poetas, atores e outras personalidades.
74
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
Funcionou também o espaço para os espontâneos Diga lá um Poema, bem como
um conjunto de oficinas e atividades organizados pela Fábrica das Artes para todas as
idades.
Em 2012, a Maratona da Leitura foi dedicada a Jorge de Sena. Esteve patente na
Galeria Mário Cesariny a exposição Manuscritos, que permitiu ao público observar
como o manuscrito do punho de um escritor é sempre um testemunho precioso da sua
luta pela expressão. Esta exposição, para além de apresentar documentos de interesse
para o conhecimento da obra dos poetas participantes, trouxe a público o conjunto de
rasuras e alterações manuscritas feitas por Eugénio de Andrade nas páginas de um
exemplar da primeira edição de Obscuro Domínio.
O êxito das primeiras edições levou a que fosse dada continuidade ao concurso
de poesia dirigido às escolas Faça lá um poema, cuja seleção final teve lugar no
CCB, com a atribuição de prémios para os melhores poemas.
Este ano funcionou também um espaço dedicado à Poesia Latino Americana,
organizado em colaboração com a Casa da América Latina.
Programa Educativo
11:00 – 19:00
Imagem B - João Concha | Exposição | Foyer Sophia de Mello Breyner
Em IMAGEM B reúnem-se elementos da longa série “ALICE”, decorrendo de pesquisa plástica sobre a
protagonista de "Alice's Adventures in Wonderland" e "Through the Looking-Glass", de Lewis Carroll.
Apresentam-se ainda alguns trabalhos de ilustração da série “O Amor é”, exercícios de colagem digital a
partir de expressões/clichés sobre essa palavra difícil.
Público-alvo – para todos, pais e filhos
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
75
Imagem B - João Concha | Oficinas | Salas Foyer Sophia de Mello Breyner
Escrita criativa, ilustração, construção de livros, performance, música. Três propostas diferentes baseadas
na exposição de João Concha, coordenadas por José Mateus.
Monitores José Mateus, Joana Ratão, Alexandre Esgaio, Patrícia Andrade, Diogo Branco, Carla Duarte
Público-alvo – para todos, pais e filhos
Espetáculos
11:00
O Fraseador | Espetáculo | Sala de Ensaio
O Fraseador é um espetáculo que nasce do universo poético da língua portuguesa. Vamos pôr o objeto mais
mágico do mundo no lugar mais mágico do mundo: um livro no teatro. Ou melhor… uma “chuva” de livros
num teatro e um ator, no meio das palavras, a contar histórias e a ler poemas.
Criação, interpretação – Pedro Lamares
Espaço cénico Pedro Lamares, Manuela Pimentel / Figurino Elisa Faulhaber / Desenho de Luz Cárin Geada
/ Produção Teatro do Bulhão
Encomenda da Fundação Ciência e Desenvolvimento (Serviço Educativo e Quintas de Leitura) em 2011
Construído a partir dos poemas de Álvaro Magalhães, António Torrado, Fernando Pessoa, João Paulo Seara
Cardoso, Manuel António Pina, Manoel de Barros, entre outros
Duração 50m
Público-alvo - a partir dos 6 anos
15:30
Bom dia Benjamim (espetáculo) seguido de Concurso Faça lá um Poema (entrega de prémios) | Pequeno
Auditório
Bom dia Benjamim - Onde os desenhos animados e o teatro se encontram.
Espetáculo com encenação de Teresa Sobral, texto de Nuno Artur Silva, Rui Cardoso Martins e Miguel
Viterbo e direção musical de Paulo Curado e José Peixoto
Público-alvo A partir dos 3 anos e famílias
Concurso Faça lá um Poema – Concurso de Poesia para escolas
Apresentação – Benjamim
Entrega de Prémios aos 12 alunos vencedores, dos quatro níveis educativos:
1º Ciclo do Ensino Básico / 2º Ciclo do Ensino Básico / 3º Ciclo do Ensino Básico / Ensino Secundário.
Patrocínio da LeYa e TMN
> Outras comemorações
Em épocas festivas e datas em que se assinalam efemérides ligadas ao livro e à
leitura o PNL, a RBE e a DGLAB têm-se associado a iniciativas de escolas e bibliotecas
promovendo diversas atividades e publicando materiais de apoio.
76
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
Estudos
4 Estudos PNL
De acordo com as orientações aprovadas, o Plano Nacional de Leitura tem vindo a
promover um conjunto de estudos correspondentes aos seguintes objetivos:
• Inventariar e divulgar os resultados de investigação já realizada e as iniciativas
bem sucedidas, tanto em Portugal como em outros países
• Disponibilizar informação atualizada sobre literacia e hábitos de leitura dos
portugueses
Em Julho de 2011 foi publicado o Relatório de Avaliação Externa da 1.ª Fase do
Plano Nacional de Leitura, que analisou a eficácia das diferentes ações desenvolvidas
nos primeiros cinco anos de funcionamento do PNL.
4.1 Informação sobre projetos de promoção
da leitura nos países da OCDE
No âmbito do PNL, o Observatório das Atividades Culturais foi encarregado de
recolher e estudar projetos de promoção da leitura em desenvolvimento nos países da
OCDE.
Para disponibilizar os resultados da recolha e permitir aos interessados o acesso à
informação organizou-se um sítio eletrónico, desenvolvido pelo CITI da Universidade
Nova de Lisboa. O sítio inclui 312 projetos desenvolvidos por 171 organizações de 192
países, indicando os contactos de e-mail e sítios eletrónicos de cada organização.
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
77
Conferência Iternacional PNL
5 V Conferência Internacional PNL
Nos dias 13 e 14 de setembro de 2011, realizou-se na Fundação Calouste Gulbenkian
a V Conferência Internacional PNL, que teve como tema Ler+ Ler Melhor.
As comunicações apresentadas estão disponíveis no Portal PNL, no endereço
http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/pnltv/conferencias.php?idTipoConferencia=3
PROGRAMA DA V CONFERÊNCIA INTERNACIONAL PNL
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PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
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Parcerias e Apoios
6 Parcerias celebradas pelo PNL
6.1 Parcerias nacionais
O Plano Nacional de Leitura tem estabelecido parcerias com o objetivo de alargar
a rede de organizações dos setores público e privado, bem como da sociedade civil,
que contribuem para a criação de um ambiente social mais favorável à expansão de
hábitos culturais na área do livro e da leitura.
6.1.1 Regiões autónomas
Em Outubro de 2008, a Comissão do PNL celebrou um
protocolo com o governo da Região Autónoma da Madeira,
que tem vindo a permitir cooperação com o PNL e a RBE
no desenvolvimento de bibliotecas escolares e de leitura
orientada nas salas de aula.
Em Fevereiro de 2010, foi assinado um protocolo
com o governo da Região Autónoma dos Açores,
estabelecendo as bases do Plano Regional de Leitura,
para desenvolver atividades de promoção da leitura
naquela Região Autónoma.
6.1.2 Autarquias
Durante a sua 1.ª Fase, o Plano Nacional de Leitura celebrou protocolos de parceria
com 207 autarquias do continente.
No âmbito dos protocolos assinados, as bibliotecas e os serviços de educação
e cultura dos municípios ampliaram as atividades de promoção da leitura junto da
população dos respetivos concelhos e reforçaram o apoio financeiro e técnico às
escolas.
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Quadro 41 PROTOCOLOS ASSINADOS COM AS CÂMARAS MUNICIPAIS POR DISTRITO E POR CONCELHO
Distrito
Concelho
AVEIRO
Águeda
Albergaria-a-Velha
Anadia
Arouca
Aveiro
Castelo de Paiva
Espinho
Estarreja
Ílhavo
Mealhada
Murtosa
Oliveira de Azeméis
Oliveira do Bairro
Ovar
Santa Maria da Feira
São João da Madeira
Sever do Vouga
Vagos
Vale de Cambra
BEJA
Almodôvar
Alvito
Barrancos
Beja
Castro Verde
Cuba
Ferreira do Alentejo
Mértola
Moura
Odemira
Ourique
Serpa
Vidigueira
BRAGA
Amares
Barcelos
Braga
Cabeceiras de Basto
Celorico de Basto
Esposende
Fafe
Guimarães
Póvoa de Lanhoso
Terras de Bouro
Vieira do Minho
Vizela
BRAGANÇA
Bragança
Carrazeda de Ansiães
Freixo de Espada à Cinta
Macedo de Cavaleiros
Miranda do Douro
Mogadouro
Torre de Moncorvo
Vila Flor
Vimioso
Vinhais
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
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(Cont.)
Distrito
CASTELO BRANCO
Castelo Branco
Covilhã
Fundão
Idanha-a-Nova
Proença-a-Nova
Sertã
Vila de Rei
Vila Velha de Ródão
COIMBRA
Arganil
Cantanhede
Coimbra
Condeixa-a-Nova
Figueira da Foz
Góis
Lousã
Mira
Miranda do Corvo
Oliveira do Hospital
Pampilhosa da Serra
Penacova
Penela
Soure
Tábua
Vila Nova de Poiares
ÉVORA
FARO
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Concelho
Alandroal
Arraiolos
Borba
Estremoz
Évora
Montemor-o-Novo
Mora
Mourão
Portel
Redondo
Reguengos de Monsaraz
Vendas Novas
Viana do Alentejo
Vila Viçosa
Albufeira
Alcoutim
Aljezur
Castro Marim
Faro
Lagoa
Lagos
Loulé
Monchique
Olhão
Portimão
São Brás de Alportel
Silves
Tavira
Vila do Bispo
Vila Real de Santo António
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
(Cont.)
Distrito
GUARDA
Concelho
Almeida
Figueira de Castelo Rodrigo
Fornos de Algodres
Gouveia
Guarda
Manteigas
Mêda
Pinhel
Seia
LEIRIA
Alvaiázere
Batalha
Bombarral
Caldas da Rainha
Figueiró dos Vinhos
Marinha Grande
Óbidos
Pedrógão Grande
Pombal
LISBOA
Amadora
Lisboa
Lourinhã
Oeiras
Sintra
Sobral de Monte Agraço
Torres Vedras
PORTALEGRE
PORTO
Alter do Chão
Arronches
Avis
Campo Maior
Castelo de Vide
Crato
Elvas
Fronteira
Gavião
Marvão
Monforte
Nisa
Ponte de Sôr
Portalegre
Sousel
Baião
Lousada
Maia
Marco de Canaveses
Matosinhos
Paredes
Pena iel
Porto
Póvoa de Varzim
Santo Tirso
Trofa
Vila do Conde
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
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(Cont.)
Distrito
Concelho
SANTARÉM
Abrantes
Alpiarça
Benavente
Constância
Ferreira do Zêzere
Golegã
Rio Maior
Santarém
Tomar
Torres Novas
SETÚBAL
Alcácer do Sal
Grândola
Montijo
Santiago do Cacém
Sesimbra
Sines
VIANA DO CASTELO
VILA REAL
VISEU
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Arcos de Valdevez
Caminha
Melgaço
Monção
Paredes de Coura
Ponte da Barca
Ponte de Lima
Valença
Viana do Castelo
Vila Nova de Cerveira
Boticas
Chaves
Mesão Frio
Mondim de Basto
Montalegre
Murça
Peso da Régua
Sabrosa
Santa Marta de Penaguião
Vila Pouca de Aguiar
Vila Real
Carregal do Sal
Lamego
Mangualde
Nelas
Resende
Santa Comba Dão
Sátão
Tondela
Vila Nova de Paiva
Viseu
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6.1.3 Fundações
Quadro 42 PARCEIROS PNL – FUNDAÇÕES
Fundação Calouste Gulbenkian
Rede Aga Khan para o Desenvolvimento
Fundação Serralves
Fundação CCB
Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento
Fundação Inês de Castro
Fundação Casa de Mateus
Fundação Casas de Fronteira e Alorna
Fundação Bissaya Barreto
Fundação Cidade de Lisboa
Fundação do Gil
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
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1.1.4 Organizações da área da solidariedade social
Quadro 43 PARCEIROS PNL – ORGANIZAÇÕES DA ÁREA DA SOLIDARIEDADE SOCIAL
Instituto da Segurança Social, I.P.
6.1.5 Empresas
Quadro 44 PARCEIROS PNL – EMPRESAS
Banco Popular
Carris
CTT
PT
SONAE
Continente | Modelo
Sociedade de Transportes Coletivos do Porto, SA
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6.1.6 Organizações da área da saúde
Quadro 45 PARCEIROS PNL – ORGANIZAÇÕES DA ÁREA DA SAÚDE
Direcção-Geral da Saúde
Administração Regional de Saúde do Norte
Administração Regional de Saúde do Centro
Administração Regional de Saúde de Lisboa
Administração Regional de Saúde do Alentejo
Administração Regional de Saúde do Algarve
Associação Portuguesa de Médicos de Clínica-Geral
Sociedade Portuguesa de Pediatria
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
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6.1.7 Órgãos de comunicação social
Quadro 46 PARCEIROS PNL – COMUNICAÇÃO SOCIAL
Rádio e Televisão de Portugal
Revista Visão Júnior
Revista Giggle
Diário de Notícias
Jornal de Notícias
6.1.8 Associações de educação e cultura
Quadro 47 PARCEIROS PNL – ASSOCIAÇÕES DE EDUCAÇÃO E CULTURA
Associação de Profissionais de Educação
de Infância - APEI
Associação dos Professores de Português
Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
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PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
(Cont.)
Confederação Nacional de Associações de Pais
CONFAP
Associação Portuguesa de Editores
e Livreiros - APEL
Observatório da Língua Portuguesa
Forum Estudante
6.1.9 Organizações cientíϐicas e proϐissionais
Quadro 48 PARCEIROS PNL – ORGANIZAÇÕES CIENTÍFICAS E PROFISSIONAIS
Centro de Encefalografia e Neurofisiologia Clínica
Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade
de Letras de Lisboa
Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e
Europeias da Faculdade de Letras da Universidade
de Lisboa
6.2
Parcerias internacionais
Quadro 49 PARCEIROS PNL – ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS
Reach out and Read
National Literacy Trust
EU Read
Timor-Leste
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
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Comunicação
ComunicaçãoeeDivulgação
Divulgação
7 Sensibilização da opinião pública
para a promoção da leitura
7.1 Portal LeR+
A presença do PNL na Internet é assegurada através de um portal, que inclui 15
sítios eletrónicos diferentes. Estes sítios divulgam programas, iniciativas, notícias,
estudos e atividades realizadas pelo PNL, pelas escolas e bibliotecas e pelas mais
diversas instituições. No page rank do Google, o portal Ler+ ascendeu a um nível de
relevância de 9/10.
A partir da sua página de abertura http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt o Portal
Ler+ disponibiliza também acesso a informação sobre leitura e promoção de leitura em
bibliotecas, mediante ligação com os sítios dos seus parceiros privilegiados.
No intuito de sensibilizar a opinião púbica para o papel da leitura e suscitar o
envolvimento dos cidadãos, o PNL tem adotado uma estratégia de divulgação assente
na utilização dos seus sítios eletrónicos e na celebração de acordos e parcerias
que permitam evitar o investimento de recursos financeiros próprios em iniciativas
específicas de divulgação.
Neste domínio o PNL tem recorrido às seguintes iniciativas:
• Criação do Blogue do Plano Nacional de Leitura;
• Divulgação, mediante entrevistas e artigos publicados pela comunicação
social;
• Contributo de parceiros e patrocinadores que têm financiado a colocação de
telas de informação em espaços públicos;
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PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
• Aceitação de convites dirigidos a elementos do PNL para apresentarem as suas
atividades em encontros, conferências, seminários e colóquios que se têm
realizado em todo o país;
• Utilização dos sítios eletrónicos para divulgação dos programas, projetos e
iniciativas lançados pelo PNL, pelos seus parceiros e por organizações da área
do livro e da leitura;
• Publicação e distribuição de brochuras, folhetos e cartazes de apoio aos
programas e projetos;
• Divulgação dos resultados de estudos realizados no âmbito do PNL.
7.2 Blogue do PNL
Com abertura a 14 de Dezembro de 2010, o Blogue do Plano Nacional de Leitura
tem-se pautado, desde essa data, por perseguir objetivos ligados à promoção da
leitura e da escrita e à divulgação de atividades e projetos culturais, em todas as
áreas.
Instrumento vital de comunicação e divulgação, o blogue tem, até à presente data,
mais de 50 000 seguidores, sendo possível obter informações importantes sobre as
diferentes áreas de intervenção do blogue e, também, da própria estrutura percetível
de atuação do PNL. Com efeito, é sobre as atividades desenvolvidas pelo Plano
Nacional de Leitura [Projetos, Concursos, Orientações, Iniciativas protocoladas…] e
o testemunho que ele recolhe de outros modelos, externos, de intervenção cultural,
que o exercício de participação se debruça, mais do que pela própria intervenção
ativa na construção deste modelo de blogue.
O PNL tem o conhecimento e a consciência do número incontável de blogues
que as instituições de ensino, públicas e privadas, desenvolvem nos seus próprios
territórios de influência. Assim, este blogue do PNL só pode, pois, servir de veículo
de divulgação nos domínios em que, por via de acessos diferenciados, se possa
constituir como modelo ou paradigma.
No intuito de abranger uma rede alargada de interesses e apetências culturais, o
blogue procura responder a esse universo de solicitações, nomeadamente através de:
• Publicação de textos inéditos de escritores portugueses contemporâneos,
amavelmente cedidos pelos seus autores, cuja divulgação procura dar
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
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testemunho, em tempo real, do que de mais significativo se vai produzindo na
nossa literatura. O acompanhamento desta produção funciona como estímulo e
desafio à procura de uma leitura exigente e criteriosa. Esta secção do blogue do
PNL pretende, ainda e para lá do seu carácter testemunhal, atingir o alargamento
da faixa etária de intervenção, justamente prioritária, do Plano Nacional de Leitura,
de modo a que a atração da qualidade e da novidade possa provocar enlaces e
comprometimentos nos jovens seguidores/ leitores deste blogue.
• Convite a jovens autores para publicarem os seus textos poéticos. Na sequência
de múltiplas iniciativas desenvolvidas pelo PNL e ligadas à promoção da leitura
e da escrita e no previsível estabelecimento de uma “corrente de escrita” que
uma leitura criteriosa sempre estimula, o blogue do PNL convida os seus jovens
autores [14 a 21 anos de idade] a divulgarem, também, os produtos da sua escrita
criativa no lugar de destaque “Poema da Semana”.
• Referenciação de blogues que servem de exemplo da diversidade e da riqueza
que, nos nossos dias, é possível seguir, na rede, com exigência estética e cultural.
É privilégio do Blogue do PNL acompanhar algumas das instituições comprometidas
com estes domínios, através das suas ligações e da malha dos seus interesses.
• Apresentação de hiperligações que mais direta e/ou institucionalmente se ligam
ao Plano Nacional de Leitura e ao conjunto dos desígnios que constituem a sua
vocação – promoção da leitura e do livro.
• Ilustração de atividades de Jardins-de-infância que estão a desenvolver o projeto
Leitura em vai e vem, proposto pelo Plano Nacional de Leitura desde o ano letivo
2007-2008, no separador Leitura em Vai e Vem. As imagens de registos de leitura
apresentadas são fruto da valorização da leitura, dos livros e do prazer de ler.
• Comunicação próxima com os seguidores do blogue e abertura aos seus
comentários, opiniões e sugestões de temas que gostariam de ver abordados,
numa tentativa de o tornar mais abrangente e adequado aos interesses do
público-alvo.
7.3 Divulgação apoiada pela RTP
Além de solicitar a participação de elementos da Comissão do PNL em programas
dos vários canais, a RTP assegurou a transmissão da final do Concurso Nacional de
Leitura. e divulgado algumas iniciativas do PNL através de programas que lhes têm
sido especificamente dedicados.
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PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
7.3.1 Programa “Ler +, Ler melhor”
O PNL tem apoiado o programa “Ler +, Ler melhor”, transmitido pela RTPN,
dedicado ao mundo dos livros, que tem como objetivo divulgar as novidades da
edição livreira, nos mais diversos géneros e para todas as idades.
“Ler+, Ler melhor” ouve a opinião de especialistas ligados ao livro e à literatura,
desde escritores a editores, passando naturalmente pelos críticos.
7.4 Divulgação em eventos públicos
O Plano Nacional de Leitura esteve presente na FUTURÁLIA, entre os dias 14 e 17
de março, na Feira Internacional de Lisboa, e na QUALIFICA, entre os dias 26 e 29 de
abril, na Exponor, em Matosinhos.
A participação do PNL nestas Feiras de Educação, Formação, Juventude e
Emprego integrou a representação do Ministério da Educação e Ciência e consistiu
na apresentação de projetos de algumas escolas da rede do Projeto aLer+, em que a
leitura é transversal a diversas áreas do conhecimento.
Foram também disponibilizados materiais de divulgação sobre a leitura e os livros,
como folhetos, cartazes e foram exibidos pequenos vídeos realizados pelas escolas
no âmbito da leitura.
Quadro 50 PARTICIPAÇÃO DO PNL EM FEIRAS DE EDUCAÇÃO
Local | Entidade organizadora
Designação do Evento
Datas
Feira Internacional de Lisboa | FIL
FUTURÁLIA – Salão de
oferta Educativa, Formação e
Empregabilidade
14 a 17 de Março de 2012
EXPONOR | Matosinhos
QUALIFICA – Feira de Educação,
Formação, Juventude e Emprego
26 a 29 de Abril de 2012
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
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Quadro 51 PROJETOS DE LEITURA APRESENTADOS PELAS ESCOLAS
Evento
Agrupamentos de Escolas
Escolas não agrupadas
Agrupamento de Escolas de Almodôvar
FUTURÁLIA
Escola Secundária D. Inês de Castro | Alcobaça
Escola Secundária de Henriques Nogueira
Torres Vedras
Agrupamento de Escolas de Leça da Palmeira
QUALIFICA
Escola Básica de São João de Loure
Albergaria-a-Velha
Agrupamento de Escolas de Colmeias | Leiria
Projeto
Livros sem resistência
PoeMática
Ótica e Literatura
Semear Leituras
Fabulando… dar força às palavras e
asas à imaginação
Música e Leitura na mesma Partitura
Realizaram-se apresentações públicas e workshops que contaram com o
envolvimento de alunos, professores, encarregados de educação e público em geral.
As escolas apresentaram projetos em que a leitura e a literatura se cruzam com
saberes diversos como a física e a química, a matemática e a música:
Livros Sem Resistência
Com base em leituras de obras
efetuadas na disciplina de Física e
Química A, os alunos apresentaram um
workshop que, mostrando a ligação entre
ciência – programa curricular da disciplina
– e livros, evidencia que é fundamental ler
no laboratório.
PoeMática
A partir do soneto de Luís de Camões, “Amor é fogo que arde sem se ver”, e
do poema “Retrato de uma princesa desconhecida”, de Sophia de Mello Breyner, os
alunos explicaram o desenho e a sua relação com o texto (as formas, as cores e a
relação do positivo/negativo, tradução matemática da estrutura antitética do poema).
Explicaram, a título de exemplo, algumas das condições matemáticas que definem
os lugares geométricos representados.
Reflexões: Ótica e Literatura
O público foi convidado a olhar a sua imagem distorcida em vários espelhos
diferentes e a refletir sobre os fenómenos óticos, associando a sua imagem a máximas
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PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
e a versos de vários poetas sobre a temática do espelho, a dualidade eu/outro.
As experiências foram registadas em suporte digital, permitindo a exploração
interdisciplinar na sala de aula.
Semear Leituras
“Matemática e poesia de mãos dadas” – declamação encenada de poesias de
Pequeno Livro de Desmatemática, de Manuel António Pina, de Os Livros, de José
Jorge Letria, e de Ler, de Edith Chacon Theodoro, com acompanhamento de guitarra.
Fabulando… dar força às palavras e asas à imaginação
Recordando histórias lidas em diversos livros, os alunos recriaram pequenos
apontamentos dos mesmos, enquanto cortavam, recortavam e esculpiam diversos
tipos de frutas e de outros alimentos estabelecendo uma relação de sentido entre estes
e os textos.
Música e Leitura na mesma Partitura
A apresentação dos alunos aliou a música à leitura, tirando partido da sonoridade
das palavras e da musicalidade das histórias, por entre hinos à leitura entoados por
alunos e docentes.
PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
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PLANO NACIONAL DE LEITURA | RELATÓRIO DE ACTIVIDADES | 2.ª FASE | 1.º ANO
Com o apoio
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