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Caracterização das formas de residual de cloro e avaliação da
eficiência da desinfecção na piscina do Instituto Federal de Educação
Tecnológica do Ceará (IFCE)
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Characterization of the forms chlorine residual and disinfection efficiency of assessment used
in the pool at Federal Institute of Technology Education Ceará (IFCE)
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Maria Cândida Barreto Cunha
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Tecnóloga Ambiental pelo Instituto Federal de Educação Tecnológica do Ceará (IFCE)
Técnica de Controle Ambiental da CAERN
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Marlon Vieira de Lima
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Químico pela Universidade Federal do Ceará (UFC)
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Professor Titular do Departamento de Química e Meio Ambiente do IFCE
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Endereço para correspondência: Avenida Miguel Castro, 1284 – Lagoa Nova, Natal – Rio
Grande do Norte. CEP: 59162-000. Telefones: (84) 3232-4444, (84) 9612-9224. E-mail:
[email protected]
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Resumo
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O uso de desinfetantes no tratamento de águas para o abastecimento humano, piscinas e
águas residuárias é uma das formas mais utilizadas para eliminação de microorganismos
patógenos. O cloro vem se destacando por apresentar grande eficiência nessa remoção,
quando observadas as concentrações certas, o tempo de contato ideal e as características da
água como pH e temperatura. O cloro pode está presente na água nas formas de ácido
hipocloroso e íon hipoclorito, sendo que o primeiro é mais eficiente na desinfecção. A
determinação dos residuais de cloro para elaboração desse trabalho foi realizada pelo método
titrimétrico com sulfato ferroso amoniacal, juntamente com o indicador DPD. As
determinações foram realizadas em amostras de água coletadas na piscina do IFCE,
verificando-se o residual de cloro livre e combinado e o pH. Os resultados demonstraram a
variação que ocorre no decorrer do dia nesses parâmetros.
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Palavras chave: Desinfecção de água. Cloração. Residual de cloro livre. Residual de cloro
combinado. Cloraminas. Tratamento de piscinas.
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Abstract
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The use of disinfectants in water treatment for human supply, swimming pools and
wastewater is one of the most used for elimination of pathogenic microorganisms. Chlorine
has been known for high efficiency make this removal, observed when certain concentrations,
contact time and the ideal characteristics of water such as pH and temperature. Chlorine is
present in water can in the form of hypochlorous acid and hypochlorite ion, and the first is
more effective at disinfection. The determination of residual chlorine in developing this work
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was carried out by the titrimetric method with ammonium ferrous sulfate, together with the
DPD indicator. Measurements were performed on water samples collected in the pool of
IFCE, verifying the residual and combined chlorine and pH. The results showed the variation
that occurs throughout the day in these parameters.
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Keywords: Disinfection of water. Chlorination. Residual free chlorine. Combined chlorine
residual. Chloramine. Treatment of pools.
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Introdução
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A água é o meio pelo qual a vida surgiu; em qualquer época, ecossistema ou mesmo
em uma simples atividade cotidiana, tem sido essencial à sobrevivência do ser humano.
Segundo a OMS “Toda pessoa, qualquer que seja sua etapa de desenvolvimento e suas
condições sociais e econômicas, tem direito a um abastecimento adequado de água potável e
saudável”. Todavia, ao longo dos últimos anos, o desenvolvimento tecnológico praticado de
forma não sustentável, fruto da imposição de uma sociedade cada vez mais consumista, tem
causado sérios problemas aos recursos hídricos, gerando um ciclo hidrológico artificial,
caracterizado pelo aumento da carga orgânica, esta oriunda de diversas fontes poluidoras,
dentre as quais se destacam os efluentes domésticos e industriais, que contribuem
enormemente para a degradação dos mananciais.
Nesse contexto, é oportuno questionar qual é o papel dos diversos profissionais
preocupados com a conservação do meio ambiente (e, por conseguinte, com a melhoria das
condições de vida em nosso planeta), de um modo especial engenheiros e tecnólogos
ambientais buscam meios para mitigar e até mesmo remediar esses impactos, através da
pesquisa científica e tecnológica, tentando propiciar um desenvolvimento sustentável como
consequência de uma atuação ética, pautada na responsabilidade social e ambiental.
Dentre os inúmeros processos empregados para devolver à água as condições
adequadas à sua utilização em atividades industriais, de recreação e a potabilização para o
abastecimento público, escolhemos a desinfecção como tema deste trabalho, em sua variante
mais difundida que é a cloração; dando ênfase à tipificação das formas de residuais de cloro,
tendo em vista que a otimização dessa operação muitas vezes constitui a etapa crítica do
tratamento de água.
A cloração utiliza como agente desinfetante o cloro e seus diversos derivados para
eliminar os microorganismos presentes na água. Sua aplicação cresceu enormemente a partir
do final do século XIX. Anteriormente, quando as populações viviam em situações mais
precárias era muito frequente a ocorrência de epidemias e surtos que dizimavam milhares de
pessoas, sendo que o principal meio de veiculação dessas doenças era a água contaminada.
Era preciso uma maneira eficaz de tratar a água e melhorar as condições sanitárias das
cidades. Foi então que a cloração ganhou espaço e valor econômico. O cloro e seus derivados
foram sendo desenvolvidos e aprimorados, a fim de não causarem riscos à saúde das pessoas
que consumiam a água tratada.
Outra aplicação importante da cloração está relacionada com o uso da água em
atividades onde se verifica o contato direto. São o caso das piscinas, amplamente empregadas
para a prática de esportes aquáticos (natação, saltos ornamentais), atividades terapêuticas
(hidroginástica) e recreativas (banho livre).
Uma vez que este tipo de contato normalmente está associado à fadiga e esforços
mecânicos em áreas do corpo bastante sensíveis como as mucosas, facilita sobremaneira a
ação de microrganismos oportunistas, desencadeando diversos tipos de infecções como
conjuntivites, otites, doenças de pele e distúrbios gastrointestinais. Desta forma, é
imprescindível que as piscinas sejam submetidas a uma manutenção contínua que inclua um
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tratamento adequado da água e um constante controle sanitário.
Face à suas potencialidades e baixo custo, o cloro também ganhou espaço no âmbito
das piscinas, onde tem sido largamente empregado com comprovada eficiência na eliminação
dos microrganismos típicos desses sistemas aquáticos.
Nesse contexto, o tratamento de água em piscinas adquire enorme importância
sanitária, uma vez que é grande número de pessoas que as frequentam, quer seja para banho,
prática de esportes ou até mesmo como local de trabalho, no caso de atletas profissionais, o
que, não raro, pode representar risco à saúde de seus usuários, dada à possibilidade de
ocorrência de diversos tipos de doenças transmissíveis pela água.
Atenção especial foi dada nesse trabalho, ao processo desinfecção atualmente
praticado na piscina do IFCE, enfatizando os tipos de cloro residuais presentes e suas relações
com o pH.
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Metodologia
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O trabalho pretende evidenciar a dinâmica da cloração com base na identificação e
quantificação dos tipos de residual de cloro presentes. Para tanto, tomou-se como objeto de
estudo a piscina do IFCE, cujas características sanitárias são influenciadas por fatores como
vazão, quantidade e frequência de seus usuários, tratamento químico, condições ambientais
(chuva, vento, sol), dentre outras, o que a torna também um sistema bastante apropriado ao
estudo do comportamento do cloro, permitindo uma avaliação razoável da eficiência da
cloração.
Determinação do residual de cloro
As amostras foram coletadas, conservadas e analisadas de acordo com os
procedimentos descritos no Standards Methods for the Examination of Water and
Wasterwater, 20th ed (APHA et al. 1998). As análises foram realizadas no Laboratório de
Química Analítica (LQA) do Instituto Federal de Educação Tecnológica do Ceará (IFCE).
Seleção do método
O método selecionado foi o DPD por ser operacionalmente mais simples. Os
procedimentos foram elaborados para estimar a presença de monocloramina, dicloramina e
tricloramina separadas ou em frações combinadas.
No entanto, em concentrações elevadas as monocloraminas interferem na
determinação de cloro residual livre, para tanto a reação deve ser interrompida com arsenito
de sódio ou tioacetamida.
Esse método também está sujeito a interferências por formas oxidadas de manganês,
que devem ser compensadas por um branco e é inalterado em concentrações de dicloramina
na faixa de 0,0 a 9,0mg.L-1 como Cl2/L na determinação de cloro residual livre.
Tricloramina, se presente, pode reagir parcialmente como cloro livre no método de
DPD. A extensão desta interferência não é significante.
Cor e turbidez na amostra também podem interferir como em todos os procedimentos
colorimétricos e devem ser eliminadas por filtração ou compensadas com um branco.
Contaminantes orgânicos podem produzir uma falsa leitura do cloro livre, tais interferências
incluem bromo, dióxido de cloro, iodo, permanganato, peróxido de hidrogênio e ozônio.
Porém, as formas reduzidas destes compostos: brometo, cloreto, iodeto, íon manganoso, e
oxigênio, na ausência de outro oxidante, não interferem.
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Amostragem e armazenamento
O cloro em solução aquosa não é estável, a quantidade de cloro diminuirá
rapidamente. Exposição à luz solar ou outra luz forte ou agitação acelerará a redução de cloro.
Portanto as determinações de cloro foram realizadas imediatamente após a coleta, evitando
luz e agitação excessivas.
Determinação pelo método DPD ferroso
N,N-dietil-p-fenilenodiamina (DPD) é utilizado como indicador no procedimento
titrimétrico com sulfato ferroso amoniacal (SFA) 0,00282meq.L-1.
Na ausência do íon cloreto, o cloro residual livre reage instantaneamente com o
indicador DPD produzindo coloração vermelha.
A adição subsequente de pequena quantidade de íon iodeto atua cataliticamente
fazendo com que a monocloramina (NH2Cl) produza cor. A adição de íons iodeto em excesso
provoca uma rápida resposta da dicloramina (NHCl2). A tricloramina (NCl3) fica incluída com
a dicloramina, entretanto, se o íon iodeto for adicionado antes do DPD, uma proporção do
NCl3 aparece com o cloro residual livre. Um procedimento suplementar baseado nesta
alteração da ordem de adição dos reagentes permite estimar o teor de tricloramina.
Onde a completa diferenciação entre as espécies de cloro residual não for necessária, o
procedimento poderá ser simplificado para fornecer somente o cloro residual livre e o cloro
residual combinado ou o cloro residual total.
Controle de pH
Para resultados exatos o controle do pH é essencial. O pH deve está entre 6,2 e 6,5.
As colorações vermelhas produzidas podem ser tituladas para pontos finais incolores
nítidos. Um pH demasiadamente baixo na primeira etapa fará com que a monocloramina
apareça na etapa do cloro livre, e a dicloramina na etapa da monocloramina. Um pH
demasiadamente alto fará com que o oxigênio dissolvido desenvolva cor.
Controle de temperatura
Em todos os métodos para diferenciação entre o cloro livre e as cloraminas, quanto
maiores às temperaturas, maiores serão as tendências das cloraminas reagirem e levarem a um
aumento aparente dos resultados de cloro residual livre.
Altas temperaturas também aumentam a descoloração, por tanto deve-se realizar as
análises rapidamente, especialmente a temperaturas maiores.
Limite de detecção do método = 18μg.L-1
Reagentes utilizados:
Solução tampão de fosfato
Solução indicadora de N,N - dietil-p-fenolenodiamina (DPD)
Solução titulante padrão de sulfato ferroso amoniacal (SFA) 0,00282meq.L-1
Solução de iodeto de potássio
Solução de arsenito de sódio
Solução de tioacetamida
Procedimento operacional
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As quantidades dadas abaixo são adequadas para concentrações de cloro residual total
de até 5,0mg.L-1. Caso o valor exceda, deve-se utilizar uma amostra diluída num volume total
de 100,0mL. Em seguida adicionar os volumes da solução tampão de fosfato e da solução
indicadora de DPD.
Cloro livre ou cloramina: Colocar 5,0mL da solução tampão de fosfato e da solução
indicadora de DPD no frasco de titulação e misturar. Adicionar 100,0mL da amostra ou uma
fração diluída, e misturar bem.
Cloro disponível livre: Titular rapidamente com solução titulante padrão de SFA
0,00282meq.L-1, até que a cor vermelha desapareça (Leitura A).
Monocloramina: Adicionar 0,1mL (2 gotas) da solução KI e misturar. Continuar a
titulação, até que a cor desapareça novamente (Leitura B).
Dicloramina: Adicionar 0,2mL (4 gotas) e misturar. Deixar em repouso por 2 minutos
e realizar a titulação, até que a cor vermelha desapareça (Leitura C).
Para concentrações maiores que 1,0mg.L-1, deixar em repouso por mais 2 minutos, se
a cor voltar indica que a reação está ligeiramente incompleta.
Para obter o cloro total em uma leitura, adicionar a quantidade total de da solução de
KI, ou seja, 0,2mL (4 gotas) no início da análise, só então adicionar as quantidades
especificadas da solução tampão de fosfato e das solução indicadora de DPD. Titular após de
2 minutos de repouso.
Tricloramina: Adicionar 0,1mL (2 gotas) da solução de KI em um frasco de titulação.
Adicionar 100,0mL da amostra e misturar. Adicionar o conteúdo para um segundo frasco,
contendo 5,0mL da solução tampão de fosfato e da solução indicadora de DPD. Titular
rapidamente com padrão de SFA 0,00282meq.L-1, até que a cor vermelha desapareça (Leitura
D).
Cálculos
Para uma amostra contendo 100,0mL: 1,0mL da solução titulante padrão de SFA =
1,0mg.L de cloro residual disponível.
A Tabela I abaixo é utilizada para calcular os valores de cloro residual livre,
monocloramina, dicloroamina e tricloramina, caso esteja presente.
-1
TABELA I - Formas de cloro encontradas através da análise titrimétrica com DPD ferroso
(APHA e tal, 1998).
Leitura
Ausência de NCl3
Presença de NCl3
A
Cl livre
Cl livre
B-A
NH2Cl
NH2Cl
C-B
NHCl2
NHCl2 + ½ NCL3
D
-
Cl livre + ½ NCl3
2 (N - A)
-
NCl3
C-D
-
NHCl2
A: cloro residual livre; B: monocloramina; C: dicloramina; D: tricloramina.
Se a monocloramina estiver presente com NCl3, ela será incluída na Leitura D e NCl3
obtido por 2(D -B).
No procedimento simplificado para o cloro disponível combinado e livre, somente a
5
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231
leitura A (cloro livre) e a leitura C (cloro total) são necessárias. O cloro disponível combinado
é obtido de C – A.
O resultado obtido no procedimento simplificado para cloro disponível total
corresponde à leitura C.
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Resultados e discussão
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257
As amostras foram coletadas em frascos de polietileno opaco, em um ponto próximo
ao ralo de fundo da piscina, nos turnos da manhã e da noite, às 08:30h e 18:00h,
respectivamente, no período de 01 a 17 de outubro de 2007. Sendo que no dia 17/10/2007 o
residual de cloro foi determinado durante a manhã a cada hora.
A Tabela II apresenta os dias que foram realizadas coletas e os respectivos períodos de
cada coleta.
TABELA II – Data das coletas de água para determinação do residual de cloro
Data da coleta
Manhã – 08:30h
Noite – 18:30h
01/10/2007
X
02/10/2007
X
04/10/2007
X
05/10/2007
X
09/10/2007
X
X
10/10/2007
X
X
11/10/2007
X
X
17/11/2007
X
Local da coleta: piscina do IFCE
Nos dias 03, 06, 07, 08/10/2007 não foi possível realizar a coleta.
As amostras foram encaminhadas ao Laboratório de Química Analítica (LQA) para a
determinação do cloro residual livre e cloro combinado na forma de monocloramina,
dicloramina e tricloramina. Todas as análises foram realizadas em duplicatas. Também foi
determinado o pH a 25ºC em todas as amostras.
Residual de cloro
As análises de residual de cloro foram realizadas com as soluções descritas na
Metodologia. Todas as soluções foram preparadas e padronizadas conforme procedimentos
descritos em APHA et al. 1998.
Na Tabela III estão relacionados os resultados obtidos nas análises de acordo com o
dia da coleta e o turno (manhã e noite).
6
258
TABELA III – Resultados obtidos dos residuais de cloro durante os turnos manhã e noite.
Data da coleta
Cloro livre Monocloramina Cloro livre Monocloramina
(mg.L-1)
(mg.L-1)
(mg.L-1)
(mg.L-1)
Turno
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260
261
262
263
264
265
266
267
268
269
270
271
Manhã
noite
01/10/2007
-
-
0,0
0,2
02/10/2007
-
-
0,0
0,2
04/10/2007
-
-
0,0
0,1
05/10/2007
-
-
0,0
0,1
09/10/2007
1,4
0,1
0,0
0,1
10/10/2007
1,6
0,2
0,0
0,1
11/10/2007
2,7
0,1
0,0
0,1
17/10/2007
3,0
0,1
-
-
Local da coleta: piscina do IFCE
Nos dias 03, 06, 07, 08/10/2007 não foi possível realizar a coleta.
Segundo a Tabela III, o cloro residual livre variou entre 1,4 a 3,0 mg.L-1 nos dias 09,
10, 11 e 17/10/2007 no turno da manhã. E durante o período de 01, 02, 04, 05, 09, 10, 11 e
17/10/2007, no turno da noite o cloro residual livre encontrou-se virtualmente ausente.
O cloro residual combinado variou entre 0,1 a 0,2 mg.L-1 nos dias 01, 02, 04, 05, 09,
10, 11 e 17/10/2007, nos turnos da manhã e noite, estando presente durante todo o período
como monocloramina.
A Figura I representa os resultados obtidos do cloro residual, as análises foram
realizadas nos dias 09, 10 e 11 de outubro de 2007, às 08:30h e às 18:00h, onde se pode notar
a variação que ocorre no decorrer do dia.
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3
2,5
2
08:30h
1,5
18:30h
1
0,5
0
9/10/2007
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273
274
275
276
277
278
279
280
281
282
10/10/2007
FIGURA I - Variação do cloro residual livre (mg.L-1 ) no decorrer dos dias 09, 10 e 11 de
outubro de 2007, às 08:30h e as 18:30h.
Durante os dias 01, 02, 04, 05, 09, 10 e 11/10 de 2007, foram realizadas análises de
cloro residual livre, monocloramina, dicloramina e tricloramina, no turno da noite, sempre às
18:30h.
A Figura II a seguir ilustra os resultados obtidos nesse período, demonstrando que
apenas a monocloramina aparece de forma significativa, mesmo que em pequenas proporções,
os resultados de cloro residual livre, dicloramina e tricloramina são virtualmente ausentes.
cloro residaula livre (mg.L-1)
0,2
0
0
1
monocloramina (mg.L-1)
0,2
0,1
283
284
285
286
287
288
289
290
291
292
11/10/2007
2
0
3
0,1
0
4
0,1
0
5
0,1
0
6
0,1
0
7
FIGURA II - Variação de residuais de cloro livre e combinado
No dia 17 de outubro de 2007 foi realizado o acompanhamento do cloro residual
livre da água da piscina numa frequência horária, no turno da manhã, como segue na Tabela
IV:
8
293
294
295
296
297
298
299
TABELA IV – Hora e residual de cloro livre encontrado na piscina no dia 17/10/2007
Hora
Cloro residual livre
09:00
3,0 mg.L-1
10:00
1,7 mg.L-1
11:00
1,2 mg.L-1
12:00
0,4 mg.L-1
13:00
0,0 mg.L-1
Os referidos valores estão representados na Figura III, que ilustra a curva de
decaimento do cloro livre em função do tempo (hora) no decorrer da manhã, denotando
claramente o rápido consumo de cloro, que após 5 (cinco) horas encontra-se virtualmente
ausente.
3,5
cloro residual livre mg.L-1
3,0
2,5
2,0
1,5
1,0
0,5
0,0
09:00
10:00
11:00
12:00
13:00
hora da coleta realizada no dia 17/10/07.
300
301
302
303
304
305
306
307
308
309
310
311
312
313
314
315
FIGURA III - Comportamento do residual de cloro livre durante o período da manhã
Determinação do pH
O pH ideal para que o cloro residual livre esteja em maior quantidade sob a forma de
ácido hipocloroso, que é o agente de maior eficiência na desinfecção e oxidação de
compostos orgânicos e inorgânicos presentes na água, sem causar irritação aos banhistas,
deve estar compreendido entre 7,2 e 7,4.
A Tabela V apresenta os valores determinados em laboratório conforme o dia e o
turno da coleta de água.
9
316
317
318
319
320
321
322
323
324
325
TABELA 05 – Valores de pH encontrados na água da piscina do IFCE
Data da coleta
pH
pH
Turno
manhã
noite
01/10/2007
-
8,00
02/10/2007
-
8,02
04/10/2007
-
7,60
05/10/2007
-
7,67
09/10/2007
7,87
7,88
10/10/2007
7,95
7,97
11/10/2007
7,53
-
17/10/2007
7,54
-
Local da coleta: piscina do IFCE
Nos dias 03, 06, 07, 08/10/2007 não foi possível realizar a coleta.
A variação de pH das amostras oscilou entre 7,53 a 8,02, no decorrer do dia, entre os
turnos manhã e noite
A Figura IV representa a variação de pH durante o período da manhã do dia
17/10/2007, o pH nesse dia foi determinado com frequência horária, os valores variaram de
7,51 a 7,55.
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7,55
7,54
7,53
7,52
7,51
7,5
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09:00
10:00
11:00
12:00
13:00
pH da piscina
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FIGURA IV – Comportamento do pH durante o período da manhã do dia 17/10/2007.
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Conclusões
Residual de cloro
A partir da análise dos resultados e de acordo com os valores de desinfecção
normalmente adotados para controle microbiológico de águas de piscinas, os valores obtidos
de cloro residual livre encontrados no turno da manhã, na piscina do IFCE e que variaram de
1,4 a 3,0mg.L-1 são considerados seguros.
O que se pode concluir que, como a cloração foi realizada à noite e até o horário da
coleta a piscina não apresentava movimentação intensa por parte dos usuários, o cloro que foi
adicionado à noite, satisfez a demanda e proporcionou um residual consideravelmente alto, e
presente como cloro residual livre, a forma mais eficiente para a eliminação de
microorganismos, contudo essa garantia não pode ser comprovada sem a análise
microbiológica da água.
No entanto o consumo de cloro é bastante intenso e depois de iniciadas as atividades
na piscina ocorre uma queda constante no residual de cloro livre chegando a virtualmente
ausente em poucas horas, em torno das 12:00h e assim permanece até o final do dia, quando
haverá uma nova cloração às 21:30h.
O cloro residual livre não é estável durante muito tempo, permanecendo ativo apenas
pela manhã, sendo que a partir de 13:00h já foi totalmente eliminado.
A piscina do IFCE apresenta grande movimentação, tendo atividades esportivas
durante manhã, tarde e noite, ou seja, a demanda de cloro é alta e, como o cloro livre só foi
detectado no turno manhã, a água da piscina torna-se vulnerável a uma recontaminação
microbiológica.
O cloro combinado que está presente durante todo o turno da manhã e da noite em
pequenas proporções variando entre 0,1 a 0,2mg.L-1, sendo que no turno da noite é a única
forma de cloro existente, o que demonstra a ineficiência do processo de cloração, já que este
não tem garantia de eliminar os microorganismos e de oxidar compostos orgânicos e
inorgânicos presentes na água.
pH
Os valores de pH evidenciam que a água da piscina do IFCE favorece a formação de
cloro residual combinado, principalmente monocloramina, que prevalecem em pH maior que
8,5.
O pH da água influencia na forma como o cloro estará presente, ou seja, o pH da água
da piscina do IFCE em nenhum momento favorece a formação do ácido hipocloroso, a forma
mais ativa na eliminação de microorganismos, apresentando-se acima dos valores ideais, e
favorecendo a formação do cloro residual combinado, sobretudo de monocloramina.
Sugestões
De acordo com os resultados obtidos nesse trabalho, podemos concluir que:
§
Apesar de não ter sido possível quantificar a demanda de cloro, é possível
inferir, com base na identificação dos tipos de residual de cloro, que a piscina
do IFCE apresenta elevada demanda de cloro, sendo que a quantidade deste
produto que é adicionada diariamente, não está sendo suficiente para atender
tal demanda.
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§
A cloração que é realizada apenas uma vez por dia, durante o turno da noite,
não é suficiente para garantir a segurança microbiológica para os usuários da
piscina, uma vez que não favorece o estabelecimento da forma mais eficaz de
residual.
Diante dessas conclusões, e, à guisa de contribuição para melhoria das condições de
funcionamento da piscina do IFCE, apresentamos as seguintes considerações e sugestões:
§ Realização de ensaios laboratoriais (demanda de cloro, Potencial de OxidaçãoRedução, cor, turbidez, etc), que possibilitem a orientação do tratamento e o
estabelecimento das dosagens adequadas.
§ Eliminação da cloração intermitente pela instalação de uma bomba dosadora, que
possibilite a manutenção de um residual de cloro livre durante todo o dia.
§ Realização de análises microbiológicas periódicas.
§ Implantação de um Programa de manutenção e Tratamento com base nas boas
práticas de tratamento e na norma NBR 10.818 (Qualidade de água de piscinas).
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