Executor:
RELATÓRIO FINAL
ESTUDO MERCADOLÓGICO PARA LEVANTAMENTO DE POTENCIAL
COMERCIAL DO LEITE TIPO “C” EM PORTO VELHO
Contratante:
Instituto FAPERON
Executor:
FOCCU’S CONSULTORIA
Resp. Técnico:
Adm. Msd. Mauricio Chiecco Filho
CRA 2.206 RO/AC
Porto Velho
2011
7
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Executor:
RELATÓRIO FINAL
Pesquisa de mercado em Porto Velho, direcionada
à percepção de potencial comercial para itens
lácteos (especialmente do leite tipo C).
Porto Velho
Novembro de 2011
8
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Executor:
1- INTRODUÇÃO
Rondônia vive uma era de profundas transformações. Tal cenário viabiliza a percepção
de oportunidades comerciais ímpares em diversas esferas do mercado local. Em meio a esta
gama de crescimento, o INSTITUTO FAPERON propôs de forma clara e concisa um estudo
mercadológico para identificação das potencialidades e viabilidade de acesso de novos
entrantes no segmento de derivados lácteos, em especial do leite tipo C (saquinho) no
mercado de Porto Velho. Face a esta realidade, a FOCCU’S CONSULTORIA, subsidiada por
sua equipe técnica, empreendeu de forma empenhada e metodologicamente sustentada, a
execução das ações necessárias para a construção de conhecimento informacional suficiente
ao fomento de tomadas de decisão para grupos de interesse em futuros investimentos.
Diante das características aplicáveis às atividades, bem como das necessidades
expressas pelo contratante, uma gama contextualizada de buscas foram desenvolvidas e
pesquisadas. Numa visão holística do estudo surgiu como questão central da pesquisa a
seguinte pergunta: com base no perfil de consumo do portovelhense e nas características
comerciais da cadeia de produtos lácteos na capital, é viável mercadologicamente o
acesso de novos entrantes no segmento citado, em especial do produto leite tipo C
(saquinho)?
Esta pesquisa justificou-se em atender às necessidades informacionais necessárias à
concepção do constructo a ser empreendido, objetivando atingir solicitações do agente
demandante do estudo. Justificou-se também por permitir um estudo da realidade
mercadológica e do perfil de consumo de leite e derivados em Porto Velho, colaborando com
dados e informações que possam emanar ações e empreendimentos estratégicos que se
estendam além deste objeto. Por fim, se justificou por direcionar todos os esforços num fim
primordial: construir embasamento fundamentalmente técnico e científico que oriente as
tomadas de decisão para futuros empreendimentos.
O objetivo geral do estudo foi pesquisar, analisar e qualificar as potencialidades
mercadológicas de itens lácteos em Porto Velho, com foco especial ao item LEITE TIPO “C”
(embalagem em sacos plásticos). Para que este pudesse ser alcançado, objetivos secundários
se fizeram necessários: Compreender o perfil de consumo da população portovelhense,
exclusivamente quanto a itens lácteos; Identificar potencialidade de mercado para entrada de
novos produtos do segmento lácteo, considerando produção local; Compreender
procedimentos mercadológicos adotados por integrantes da cadeia de Porto Velho (mercados,
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padarias, distribuidores, atacados, etc.) quanto à comercialização de itens lácteos; Identificar
viabilidade comercial para os itens verificados.
2- MÉTODOS
A metodologia da pesquisa, conforme necessidade de múltiplas informações teve uma
composição multifacetada, agregando em situações distintas, procedimentos adequados de
acordo com o objetivo da busca. A pesquisa classificou-se como segue:
QUANTO À/AO:
Propósito da pesquisa
Abordagem
Procedimentos
CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA
MÉTODO:
Pesquisa-diagnóstico
Dedutivo
Observacional/estatístico
Natureza
Aplicada
Forma de abordagem
Quantitativa e qualitativa
Objetivos
Descritiva
Procedimentos técnicos
Survey/ estudo de campo
REFERÊNCIA:
(ROESCH,1999,p.127)
(SIENA, 2009, p. 49)
(GIL, 2007)
(Marconi e Lakatos,
2000)
(SIENA,2009,p.60)
(OLIVEIRA,2007,p.37)
(SIENA, 2009, p. 64)
(GIL, 2007)
(SIENA, 2009,p.65-66)
Tabela 01 – Classificação da pesquisa
Fonte: Foccu’s, 2011.
A estrutura técnica planejada para o alcance dos objetivos propostos, compreendeu de
02 (duas) frentes de pesquisa, as quais empreenderam coletas junto a 03 (três) públicos
distintos da cadeia em análise.
FRENTES
DEFINIÇÕES
FOCO DOS
DADOS
SUB-FRENTES
Alvo das
coletas:
ESTRUTURA TÉCNICA DA PESQUISA DE CAMPO
FRENTE “A”
FRENTE “B”
Coleta de Dados
com consumidores
de Porto Velho
SUB-FRENTE
A.1
Consumidores de
Porto Velho
Coleta de Dados com integrantes da cadeia comercial
SUB-FRENTE
B.1
SUB-FRENTE
B.2
SUB-FRENTE
B.3
Distribuidores
Atacados
Varejos
-Observação em
campo /Survey
-Formulário
(ANEXO III)
Banco de dados
Excel 2010 /
qualitativodescritiva.
Interpretativa,
considerando dados
quanti-qualitativos.
-Observação em
campo /Survey
-Formulário
(ANEXO IV)
Banco de dados
Excel 2010 /
qualitativodescritiva.
Interpretativa,
considerando dados
quantitativos.
-Observação em
campo /Survey
-Formulário
(ANEXO II)
Banco de dados
Banco de dados
Excel 2010 /
Sistematização:
Excel 2010.
qualitativodescritiva.
Interpretativa,
Interpretativa,
Análise: considerando dados
considerando dados
quanti-qualitativos.
quanti-qualitativos.
Tabela 02 – Estrutura técnica da pesquisa de campo
Fonte: Foccu’s, 2011.
Método e
Instrumento de
coleta:
- Survey
-Questionário
(ANEXO I)
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3- RESULTADOS E DISCUSSÕES
De acordo com especificações contidas no contrato entre as partes, bem como
proposição metodológica descrita pela executora, a coleta de dados em campo deu-se em 02
(duas) frentes de pesquisa (Coleta de dados com consumidores e Coleta de dados com
integrantes da cadeia comercial). A seguir serão apresentados pontualmente os resultados
obtidos:
3.1 Frente “A” – Coleta de dados com consumidores
Seguido definições amostrais planejadas e expressas em projeto de pesquisa aprovado
pela contratante, um total de 384 sujeitos compôs o grupo de consumidores alvo das coletas
de dados. Para fins de estratificação amostral, foi considerada a Lei Municipal nº 840/89, a qual
apresenta o Zoneamento Oficial dos Bairros do Distrito Sede de Porto Velho. Considerando
estratificação geográfica em função da amostra total definida, considerou-se:
ZONA
ESTRATIFICAÇÃO EM %
TOTAL DE ENTREVISTAS (com arredondamento)
01
02
03
04
05
TOTAIS
39,3 %
11,5 %
19,7 %
24,6 %
4,9 %
100 %
151
44
76
94
19
384
Tabela 03 – Estratificação amostral
Fonte: Foccu’s, 2011.
Para fins de organização e objetividade analítica, os dados serão apresentados de 02
(duas) formas. Primeiramente serão expressas as informações mais relevantes e determinantes
para a compreensão do contexto consumidor do grupo, mantendo consonância com as
premissas convencionadas com a contratante. Após esta apresentação direcionada e objetiva,
serão expressos todos os itens coletados na sub-frente, informações estas que subsidiarão
continuamente as ideias e orientações propostas no estudo.
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DADOS DE MAIOR RELEVÂNCIA PARA O ESTUDO
- CONSUMIDORES DE PORTO VELHO Nº
INFORMAÇÃO
01
Gênero dos pesquisados
02
Faixa etária dos consumidores
03
Número de pessoas do ambiente
familiar
04
Renda média familiar
05
Origem familiar
06
07
08
09
10
11
12
Presença dos derivados do leite
na alimentação familiar
Itens derivados do leite mais
presentes na alimentação
rotineira
Embalagem preferida em
relação ao item leite
Frequência de consumo do
produto Leite na rotina familiar
Média consumida em cada
ocasião (per capta)
Frequência de consumo do
produto Queijo na rotina
familiar
Média consumida em cada
ocasião (per capta)
REFERÊNCIA
Mulher
RESULTADO
ANÁLISE
Deve-se considerar que preferencialmente as abordagens foram realizadas em frente a
estabelecimentos de comercialização de alimentos, indicando além da proporção do gênero na
pesquisa, a presença dos homens nas atividades de compras das famílias.
Perfil etário dos consumidores é jovem, considerando que as abordagens foram direcionadas a
maiores de 18 anos.
Em comparação com períodos anteriores, o quantitativo de integrantes dos grupos familiares
apresenta tendência de regressão.
Homem
58%
42%
De 26 à 45 anos
50%
Entre 03 e 04
pessoas
Média
Mensal familiar
Mensal per capta
Rondônia
Outros estados
Região Norte
46%
3,81
R$ 1.852,14
R$ 430,73
40%
Presente
98%
Leite integral
Queijos brancos
88%
43%
Tetra pak
(caixinha)
92%
Informação remete à compreensão de busca por praticidade, durabilidade e economia doméstica.
Diariamente
88%
Informação revela alta frequência de consumo, fator mercadologicamente positivo.
Litros
0,348
Considerando lares com média de 03 moradores, mantendo em maioria consumo diário de 0,348
litros, compreende-se consumo aproximado de 1 litro de leite por família/dia. (amostra pesquisada)
Semanalmente
21%
17%
-
0,325
Considerando lares com média de 03 moradores, mantendo em maioria consumo semanal de 0,325
quilos, compreende-se consumo aproximado de 0,975 quilo de queijo por família/semana. (amostra
pesquisada)
Quinzenalmente
Quilos
Renda compatível ao consumo de leite e derivados, considerando valores do produto e sua proporção
na cesta familiar.
-
23%
Forte participação do leite e derivados na alimentação familiar, corroborando com cultura local de
consumo.
O leite integral. se apresenta como produto mais consumido pelas famílias portovelhenses, superando
outros derivados.
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13
Oferta de leite tipo C nos atuais
estabelecimentos comerciais
14
Preferência de compra em
relação ao leite líquido
15
Posicionamento do consumidor
em caso de oferta do leite tipo C
nos estabelecimentos comerciais
16
Motivos para o posicionamento:
“não compraria em qualquer
hipótese”
17
Preço atualmente praticado
18
Percepção quanto ao preço
18
19
Não
Não sabem
Leite em caixas
tetra pak
Leite tipo C
Não compraria em
qualquer hipótese
Compraria se o
valor fosse inferior
aos demais tipos
Gosto diferenciado
Não oferece
praticidade
Litro tetra pak
(média)
Consideram
elevado / caro
Manteve-se estável
Teve grande
aumento
Percepção de evolução do
consumo de leite
(últimos 02 anos)
Pretensão familiar quanto ao
Manter mesmo
aumento de consumo
consumo
(próximos 02 anos)
Tabela 04 – Dados mais relevantes de consumo
Fonte: Foccu’s, 2011.
54%
37%
90%
3%
38%
Na visão dos consumidores, o produto não é oferecido nos estabelecimentos de compra. O fato
reflete 02 possibilidades: ausência do produto no mercado e/ou falta de adequadas estratégias de
marketing dos fornecedores.
Informação indica preferência por aquisição de leite em embalagem tetra pak, denotando necessidade
por praticidade, durabilidade e economia doméstica. O leite tipo C, em embalagens plásticas,
representa apenas 3% das preferências de compra.
Informação indica 02 possibilidades:
- Negatividade mercadológica absoluta;
- Possibilidade comercial para grupo de consumidores, considerando condicionante preço.
38%
14%
12%
R$ 2,14
66%
53%
Posicionamento do consumidor é claro e pode ser compreendido pela ausência de qualidade
adequada às exigências de consumo.
Preço atual é percebido como elevado.
Informação indica manutenção na quantidade consumida, considerando que este consumo é contínuo.
20%
76%
Consumidores indicam que a proporção de consumo tende a ser mantida, considerando os próximos
02 anos.
13
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Conforme descrição gráfica abaixo, observamos que 58% das abordagens se
direcionaram a mulheres, enquanto o restante das perguntas, equivalente a 42% foram
respondidas por homens.
1- GÊNERO DO PESQUISADO:
42%
A) HOMEM
58%
B) MULHER
Ilustração 01 – Gênero dos pesquisados
Fonte: Foccu’s, 2011.
Com relação à faixa etária, temos a maioria dos entrevistados, relativa a 30%, com
idade de 36 a 45 anos. Adultos com intervalo de idade entre 26 e 35 anos foram responsáveis
por 20% das respostas e jovens entre 18 e 25 anos responderam 19% das questões. Temos
ainda significativos 17% de respondentes entre 46 e 55 anos e 11% de participantes de 56 a 65
anos de idade. Abordagens a pessoas com 66 anos ou mais somam apenas 3%.
2- FAIXA ETÁRIA DO PESQUISADO:
11%
3%
19%
A) DE 18 À 25 ANOS
B) DE 26 À 35 ANOS
17%
20%
C) DE 36 À 45 ANOS
D) DE 46 À 55 ANOS
30%
E) DE 56 À 65 ANOS
F) 66 ANOS OU MAIS
Ilustração 02 – Faixa etária dos pesquisados
Fonte: Foccu’s, 2011.
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Com relação aos grupos familiares dos entrevistados, 26% são formados por 03 (três)
pessoas, 21% por 05 (cinco) pessoas, 20% por 04 (quatro) pessoas e 17% por 02 (duas)
pessoas. Famílias formadas por 06 (seis), 07 (sete), 08 (oito), 09 (nove) ou mais componentes
somam 13%. Moradores solitários representam 3% dos entrevistados.
3- QUANTAS PESSOAS VIVEM EM SEU GRUPO FAMILIAR, INCLUINDO
VOCÊ?
A) 1
1%
6%
1%
5%
3%
B) 2
C) 3
17%
D) 4
21%
E) 5
26%
F) 6
20%
G) 7
H) 8
I) 9 OU MAIS
Ilustração 03 – Quantidade de moradores por residência
Fonte: Foccu’s, 2011.
RENDA FAMILIAR
4- QUAL A RENDA MÉDIA MENSAL DE SUA FAMILIA?
R$ 1.852,14
RENDA MÉDIA PER CAPTA
R$ 430,73
Tabela 05 – Renda média familiar / grupo pesquisado
Fonte: Foccu’s, 2011.
Quando abordados sobre a origem da família, 40% responderam ser do estado de
Rondônia. Enquanto 23% informam origem de outros estados da região norte, 21% são
oriundos do nordeste, 6% da região centro oeste, 7% da região sul e 3% da região sudeste.
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5- QUAL A ORIGEM DE SUA FAMÍLIA?
6%
7%
A) RONDÔNIA
3%
40%
21%
B) OUTROS ESTADOS REGIÃO NORTE
C) REGIÃO NORDESTE
D) REGIÃO CENTRO OESTE
23%
E) REGIÃO SUL
F) REGIÃO SUDESTE
Ilustração 04 – Origem familiar
Fonte: Foccu’s, 2011.
As entrevistas demonstraram que 98% dos abordados têm o leite na composição da
sua alimentação.
6- PRODUTOS DERIVADOS DO LEITE FAZEM PARTE DE SUA
ALIMENTAÇÃO?
2%
A) SIM
B) NÃO
98%
Ilustração 05 – Participação dos derivados de leite na alimentação familiar
Fonte: Foccu’s, 2011.
Quando da verificação sobre o consumo das variações de teor do leite, constatou-se
que 88% preferem o leite integral, 16% o leite desnatado e apenas 1% a versão do produto
semidesnatado. Queijos brancos e amarelos, requeijão, iogurtes, creme de leite, leite
condensado e leite em pó merecem destaque como derivados consumidos pelos entrevistados,
conforme gráfico abaixo.
16
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Executor:
7- CONSUMO DE ITENS DERIVADOS DO LEITE
88%
43%
29%
16%
37%
20%
1%
25%
26%
37%
31%
9%
2%
Ilustração 06 – Consumo de derivados de leite na rotina alimentar / múltiplas respostas
Fonte: Foccu’s, 2011.
De acordo com os entrevistados, o leite é consumido, em 92% dos casos, em
embalagens tipo tetra pak. Outras formas de consumo, como o leite embalado em sacos
plásticos, garrafas pet ou mesmo vendido à granel somam 6% das declarações.
8- ESPECIALMENTE EM RELAÇÃO AO PRODUTO LEITE, SEU CONSUMO
ATUAL DIRECIONA-SE A ITENS COM QUAL TIPO DE EMBALAGENS?
1%
1%
1%
3% 2%
A) CAIXA TETRA PAK
B) SACO PLÁSTICO
C) LEITE À GRANEL
D) EM GARRAFAS PET
92%
E) OUTRO TIPO
F) NÃO CONSUMO
Ilustração 07 – Preferência de embalagem para o produto leite
Fonte: Foccu’s, 2011.
Em relação à frequência, 88% dos entrevistados declararam consumir leite diariamente
e 6% semanalmente, enquanto outros 6% o fazem com menor frequência ou mesmo não
consomem o produto.
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9- EM RELAÇÃO AO PRODUTO LEITE, COM QUE FREQUÊNCIA VOCÊ
CONSOME?
1%
1%
6%
2%2%
A) DIARIAMENTE
B) SEMANALMENTE
C) QUINZENALMENTE
D) MENSALMENTE
88%
E) OUTRA FREQUENCIA
F) NÃO CONSUMO
Ilustração 08 – Frequência de consumo do produto leite
Fonte: Foccu’s, 2011.
10- QUE QUANTIDADE MÉDIA GERALMENTE É CONSUMIDA EM CADA OCASIÃO? (LEITE)
MÉDIA
348 ml
Tabela 06 – Quantidade média consumida em cada ocasião / leite
Fonte: Foccu’s, 2011.
As respostas dos pesquisados demonstram que a frequência de consumo de queijo é
bastante equilibrada, uma vez que 15% se alimentam do produto diariamente, 21%
semanalmente, 17% quinzenalmente, 13% mensalmente e 18% em outra frequência não
declarada. Há ainda o grupo representado por 16% dos respondentes que informaram não
consumir queijo.
11- EM RELAÇÃO AO PRODUTO QUEIJO, COM QUE FREQUÊNCIA VOCÊ
CONSOME?
16%
A) DIARIAMENTE
15%
B) SEMANALMENTE
18%
21%
13%
C) QUINZENALMENTE
D) MENSALMENTE
17%
E) OUTRA FREQUENCIA
F) NÃO CONSUMO
Ilustração 09 – Frequência de consumo do produto queijo
Fonte: Foccu’s, 2011.
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12- QUE QUANTIDADE MÉDIA GERALMENTE É COMPRADA EM CADA OCASIÃO? (QUEIJO)
MÉDIA
325 g
Tabela 07 – Quantidade média comprada em cada ocasião / queijo
Fonte: Foccu’s, 2011.
Quando questionados sobre a oferta do Leite Tipo C (saquinho), 54% dos
entrevistados declararam não realizar compras em locais que ofereçam o produto. Outros 37%
dos abordados não sabem se em seus locais de compras costumeiros o Leite Tipo C é
disponibilizado.
Uma pequena parcela, representada por 9% dos respondentes, informou que sim, este
produto é ofertado nos estabelecimentos varejistas em que frequentam. Estes dados
comprovam uma realidade mercadológica percebida ou imaginada: não há ou é muito baixa a
oferta de leite tipo C em Porto Velho.
13- EM SEU AMBIENTE DE COMPRAS, OS LOCAIS DE VENDA ATUAIS
(MERCADOS, PADARIAS E OUTROS) OFERECEM O LEITE TIPO C
(SAQUINHO)?
9%
37%
A) SIM
54%
B) NÃO
C) NÃO SEI
Ilustração 10 – Oferta de leite tipo C nos ambientes comerciais
Fonte: Foccu’s, 2011.
O leite de caixa é preferência para 90% dos entrevistados, enquanto 3% optam pelo
leite de saquinho. Outros tipos não informados complementam as respostas quanto ao tipo
oferecido no varejo.
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14- QUAL A SUA PREFERÊNCIA QUANTO AO TIPO DE LEITE LÍQUIDO
OFERECIDO NOS LOCAIS DE COMPRAS?
1%
3% 4% 2%
A) LEITE DE CAIXA
B) LEITE DE SAQUINHO
D) LEITE EM VASILHAMES DE PLÁSTICO
90%
E) OUTRO TIPO
F) NÃO CONSUMO
Ilustração 11 – Preferência do consumidor quanto ao tipo de leite
Fonte: Foccu’s, 2011.
Com relação ao posicionamento de cada entrevistado caso o leite tipo C fosse
oferecido em seus locais de compra, 20% responderam que comprariam independente do
valor dos demais tipos. Outros 38% dos entrevistados declararam que comprariam apenas se o
valor de venda fosse inferior aos dos demais tipos. Um grupo importante, equivalente a 38%
dos entrevistados afirmou que não compraria o produto em hipótese alguma, conforme
demonstração gráfica abaixo.
Nessa questão, observamos um grupo que demonstra uma forte vinculação da compra
do produto ao preço, enquanto outro grupo uma preferência declarada ao produto. A soma
destes grupos chega a 58% das respostas, o que aponta uma tendência ao consumo,
impreterivelmente, vinculada a um preço acessível. A resistência de 38% dos entrevistados ao
produto deve ser trabalhada, de acordo com os motivos indicados na próxima questão.
15- SE ATUALMENTE O LEITE TIPO C (SAQUINHO) FOSSE OFERECIDO
EM SEUS LOCAIS DE COMPRAS, QUAL SERIA SEU POSICIONAMENTO?
4%
20%
38%
A) COMPRARIA, INDEPENDENTEMENTE DO VALOR
DOS DEMAIS TIPOS
B) COMPRARIA, APENAS SE O VALOR DE VENDA
FOSSE INFERIOR AO DOS DEMAIS TIPOS
38%
C) NÃO COMPRARIA EM QUALQUER HIPÓTESE
D) NÃO SEI
Ilustração 12 – Posicionamento quanto à oferta de leite tipo C nos ambientes comerciais
Fonte: Foccu’s, 2011.
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Entre os entrevistados que responderam “não compraria em qualquer hipótese”,
justificativas como insegurança quanto à qualidade, falta de praticidade e gosto diferenciado
são as respostas mais aparentes, além do prazo de validade, em menor proporção, conforme
demonstra o gráfico abaixo.
Esta questão orienta para um posicionamento negativo do produto para pelo menos
38% dos entrevistados em Porto Velho, questão para ser tratada em caso de possibilidade e
pretensão de reposicionamento do leite tipo C. As razões para a rejeição representam clara
orientação para definição das estratégias de comunicação junto ao público-alvo.
16- CASO SEU POSICIONAMENTO FOR "NÃO COMPRARIA EM
QUALQUER HIPÓTESE", POR QUAL (S) MOTIVO (S)?
11%
A) INSEGURANÇA QUANTO À
QUALIDADE
B) PRAZO DE VALIDADE CURTO
3%
12%
C) NÃO OFERECE PRATICIDADE
58%
14%
2%
D) GOSTO DIFERENCIADO
E) OUTRO TIPO
F) NÃO SE APLICA
Ilustração 13 – Motivos do consumidor em face de preferência negativa de compra do leite tipo C
Fonte: Foccu’s, 2011.
17- EM SUA ÚLTIMA COMPRA, QUAL O PREÇO PAGO EM 01 LITRO DE LEITE?
A) CAIXA TETRA PAK
MÉDIA
R$ 2,14
B) SAQUINHO
MÉDIA
R$ 2,10
C) LEITE À GRANEL
MÉDIA
NÃO IDENTIFICADO
D) EM GARRAFAS PET
MÉDIA
R$ 1,50
Tabela 08 – Preço médio para por litro de leite
Fonte: Foccu’s, 2011.
Quando abordados sobre o preço pago no leite que consomem atualmente, 66%
consideram caro o produto, enquanto 28% acreditam ser adequado. Apenas 4% dos
entrevistados consideram que o preço atual é barato.
A constatação da insatisfação do preço pago por parte dos consumidores de Porto
Velho é fato importante para qualquer intenção de entrada de produto com preço mais baixo.
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Executor:
18- EM RELAÇÃO AO PREÇO DO LEITE, VOCÊ CONSIDERA:
1%
1%
A) O PREÇO ATUAL É CARO
4%
B) O PREÇO ATUAL ESTÁ
ADEQUADO
28%
C) O PREÇO ATUAL É BARATO
66%
D) NÃO SEI
E) NÃO CONSUMO LEITE
Ilustração 14 – Percepção do consumidor quanto ao preço atual do leite
Fonte: Foccu’s, 2011.
Ao investigar o consumo de leite pelas famílias nos últimos 02 anos, observa-se que,
segundo os entrevistados, em 53% dos casos este consumo manteve-se estável. Outros 20%
responderam que houve grande aumento no mesmo período, enquanto 15% afirmaram que o
aumento foi leve. Um grupo relativo a 9% dos respondentes ainda informa que houve uma
leve queda no consumo de leite no período dos últimos 02 anos.
Os dados oriundos desta pergunta demonstram uma certa estabilidade do consumo de
leite, uma vez que do total de entrevistados, apenas 10% responderam “leve ou grande queda”
no consumo do produto.
19- NOS ÚLTIMOS 02 ANOS, O CONSUMO DE LEITE PARA VOCÊ E SUA
FAMÍLIA:
9%
1% 2%
A) TEVE GRANDE AUMENTO
20%
B) TEVE LEVE AUMENTO
15%
53%
C) MANTEVE-SE ESTÁVEL
D) TEVE LEVE QUEDA
E) TEVE GRANDE QUEDA
F) NÃO CONSUMO
Ilustração 15 – Percepção de variabilidade de consumo de leite nos últimos 02 anos
Fonte: Foccu’s, 2011.
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O preço elevado é a principal alegação dos entrevistados que declararam queda no
consumo de leite nos últimos dois anos, ou seja, uma sugestão de reforço para entrantes com
estratégia de preço.
20- CASO A QUESTÃO ANTERIOR TENHA REVELADO LEVE OU GRANDE
QUEDA NO CONSUMO, QUAIS FORAM OS FATORES?
11%
7% 2%
A) NÃO SE APLICA
B) PREÇO ELEVADO DO PRODUTO
80%
E) FALTA DE INTERESSE NO CONSUMO
F) NÃO SEI
Ilustração 16 – Motivos condicionantes de variabilidade negativa de consumo nos últimos 02 anos
Fonte: Foccu’s, 2011.
Quando questionados sobre a pretensão de consumo de leite para os próximos 02 anos,
76% informaram que manterão este consumo. Enquanto outros 14% acreditam que
aumentarão e 6% declaram intenção de diminuição no consumo. Novamente constatamos a
indicação de estabilidade no consumo de leite em Porto Velho.
21- VOCÊ E SUA FAMÍLIA PRETENDEM AUMENTAR O CONSUMO DE
LEITE NOS PRÓXIMOS 02 ANOS?
1%
6% 3%
14%
A) SIM, PRETENDEMOS
AUMENTAR
B) MANTEREMOS O MESMO
CONSUMO
76%
C) PRETENDEMOS DIMINUIR O
CONSUMO
D) NÃO SEI
E) NÃO CONSUMO O PRODUTO
Ilustração 17 – Perspectiva de variabilidade de consumo de leite nos próximos 02 anos
Fonte: Foccu’s, 2011.
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3.2 Frente “B” – Coleta de Dados com integrantes da cadeia comercial
De acordo com definições expressas no projeto de pesquisa norteador do estudo, um
grupo de organizações integrantes da cadeia comercial do leite e derivados foi selecionado
para abordagem e verificação de informações mercadológicas. Tais abordagens foram
orientadas por instrumentos de pesquisa previamente elaborados e a seleção amostral foi
definida com base nas declarações advindas dos consumidores pesquisados na frente “A”.
Sendo assim:
INTEGRANTES DA CADEIA
ATACADOS
DISTRIBUIDORES
VAREJOS DE MICRO E PEQUENO PORTE
VAREJOS DE MÉDIO E GRANDE PORTE
PADARIAS
SORVETERIAS
TOTAL
TOTAL DE ENTREVISTAS
02
01
06
06
06
04
25 organizações
Tabela 09 – Integrantes da cadeia abordados na pesquisa
Fonte: Foccu’s, 2011.
Para fins de organização e objetividade analítica, os dados serão apresentados de 02
(duas) formas. Primeiramente serão expressas as informações mais relevantes e determinantes
para a compreensão do contexto consumidor do grupo, mantendo consonância com as
premissas convencionadas com a contratante. Após esta apresentação direcionada e objetiva,
serão expressos demais itens coletados na sub-frente, informações estas que subsidiarão
continuamente as ideias e orientações propostas no estudo.
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Integrantes da Cadeia
Atacados
Itens Pesquisados
SISTEMATIZAÇÃO DOS DADOS COLETADOS – INTEGRANTES DA CADEIA COMERCIAL
Varejos de Micro e
Varejos de Médio e
Distribuidores
Padarias
Pequeno Porte
Grande Porte
Quais os principais
produtos derivados de
leite
a
empresa
comercializa?
- Leite líquido;
- Leite em pó;
- Leite condensado;
- Creme de leite;
- Queijos diversos;
- Iogurtes;
- Manteiga;
- Requeijão.
- Leite líquido;
- Leite em pó;
- Achocolatados;
- Creme de leite;
- Leite condensado.
- Leite líquido;
- Leite em pó;
- Achocolatados;
- Leite condensado;
- Creme de leite;
- Queijos diversos;
- Iogurtes;
- Manteiga;
- Requeijão.
Quais são as principais
marcas comercializadas
pela empresa (itens
derivados do leite)?
- Tradição;
- Nestle;
- Danone;
- Itambé;
- Miraella;
- Italac;
- Embaré;
- Piracanjuba;
- Paulista.
- Nestle;
- Danone;
- Itambé;
- Italac;
- Embaré;
- Piracanjuba;
- Paulista.
- Tradição;
- Nestle;
- Danone;
- Miraella;
- Italac;
- Embaré;
- Piracanjuba.
- Sim, possui potencial.
- Produtos diversos (queijos,
manteigas, requeijões, etc.),
em especial o queijo
mussarela.
- Preferência por indústria
que
valorizem
a
característica de marketing
do processo, auxiliando os
canais
em
melhores
resultados de vendas.
- Sim, possui grande
potencial.
- Produtos com potencial de
entrada: queijos brancos, em
especial o mussarela.
- Compreendem mercado
como monopolizado.
- Afirmam que novos
entrantes devem prezar pela
qualidade do produto e do
marketing.
- Novos produtos devem ter
competitividade
de
precificação.
Na visão da empresa, o
mercado
de
Porto
Velho possui potencial
para
outros
fornecedores
de
produtos derivados de
leite? Se sim, quais
produtos
possuem
maior potencial?
- Sim, possui grande
potencial.
- Produtos com potencial de
entrada: queijos variados.
- Mercado atual está muito
fechado, não oferendo boa
diversidade de opções ao
empresário.
- Leite líquido;
- Leite em pó;
- Achocolatados;
- Leite condensado;
- Creme de leite;
- Queijos diversos;
- Iogurtes;
- Manteiga;
- Requeijão.
- Tradição;
- Nestle;
- Danone;
- Itambé;
- Miraella;
- Italac;
- Embaré;
- Piracanjuba;
- Paulista.
- Sim, possui grande
potencial.
- Produtos com potencial de
entrada: queijo, manteiga e
iogurte.
- Compreendem mercado
como monopolizado, o que
interfere na lucratividade.
- Afirmam que novos
entrantes devem prezar pela
qualidade do produto, do
marketing e especialmente
pela ação de promoção no
PDV.
- Novos produtos devem ter
competitividade
de
precificação.
- Leite líquido;
- Leite em pó;
- Achocolatados;
- Creme de leite;
- Queijos diversos;
- Iogurtes;
- Bolos a base de leite;
- Coalhadas;
- Manteiga;
- Requeijão.
Sorveterias
- Sorvetes e picolés.
- Tradição;
- Nestle;
- Danone;
- Miraella;
- Paulista.
- Itambé;
- Piracanjuba;
- Paulista.
- Sim, possui grande
potencial para todos os tipos
de derivados.
- Compreendem mercado
como monopolizado, o que
interfere na lucratividade.
- Afirmam que novos
entrantes devem prezar pela
competitividade
de
precificação.
- Preferência por produtos
importados
de
outros
estados, uma vez que
refletem mais confiança.
- Potencial indeterminado.
- Potencial para leite em pó.
- Leite tipo C utilizado
especialmente
para
produção iogurtes.
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Especialmente
em
relação ao leite tipo c
(saquinho), a empresa
atualmente
comercializa
o
produto? Se sim, quais
os fornecedores? Se
não, por qual motivo?
Na visão da empresa, o
mercado
de
Porto
Velho possui potencial
para comercialização
de leite tipo C? Por
quê?
Caso
a
resposta
anterior tenha sido
positiva,
quais
diferenciais
de
comercialização
o
produto
deve
apresentar para ganhar
espaço no mercado?
- Atualmente não.
- Produto não tem saída e
não justifica custo logístico
de armazenagem.
- Não. Atualmente a
preferência é por itens com
maior
durabilidade
e
praticidade.
-
Não
comercializa
atualmente.
- Exige logística complicada
e não desperta interesse ao
empresário.
Não
comercializa
atualmente.
- Produto não tem saída.
- É comum o leite fermentar
e estufar se não mantiver em
condições
logísticas
cuidadosas.
Situação
encarece o produto.
- Prazo de validade muito
curto.
- Apenas para pequeno
grupo de consumidores, com
característica de consumo
mais tradicional.
- Produto não apresenta bom
custo-benefício.
- Não. Atualmente a
preferência é por itens com
maior
durabilidade
e
praticidade.
- Produtos com embalagem
tetra pak apresentam melhor
custo-benefício para os
lojistas
e
para
os
consumidores.
-
-
Não
comercializa
atualmente.
- Custo de energia e logística
muito
elevado,
não
justificando a manutenção
do produto no PDV.
- Procura voltado ao Tetra
Pak.
- Possivelmente não.
- Condições que podem
viabilizar a entrada do
produto:
estratégia
de
marketing orientada para
transmitir algum valor que
beneficie o cliente e, preço
mais competitivo que o
produto comercializado na
embalagem tetra pak.
- Investir em marketing de
PDV.
- Todo o processo logístico
deve ser assumido pelo
fornecedor (até a ponta de
gondola e a logística
reversa).
- Preço inferior ao tetra pak.
- O leite tipo C é utilizado
especialmente
para
produção
de
itens
panificados, sendo apenas
uma
pequena
parcela
destinada a venda final.
- Produto com pouca saída.
- Não comercializa, nem
revende.
- Afirmam que o leite tem
pouca gordura e não é
adequado para a produção
de sorvetes e/ou picolés.
- Utilizam apenas leite em
pó.
- Possivelmente não.
- Condições que podem
viabilizar a entrada do
produto:
preço
mais
competitivo que o produto
comercializado
na
embalagem tetra pak.
- Possivelmente não.
- Condições que podem
viabilizar a entrada do
produto:
investir
em
qualidade mantendo maior
quantidade de gordura no
leite.
- Melhorar a qualidade do
produto
- Preço inferior ao tetra pak.
- Investir na qualidade,
especialmente no teor de
gordura do item, para que os
pequenos produtores de
sorvete, picolé e iogurte
possam ter fornecedores de
confiança.
Tabela 09 – Integrantes da cadeia abordados na pesquisa
Fonte: Foccu’s, 2011.
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Executor:
Os gráficos a seguir expressam a visão conjunta dos pesquisados, considerando todas
as abordagens realizadas com integrantes da cadeia comercial do leite. Atacados,
distribuidores, varejos de micro, pequeno, médio e grande porte, bem como padarias e
sorveterias compreendem o grupo de 25 organizações pesquisadas.
Para 96% dos pesquisados, o mercado de Porto Velho apresenta potencial para a
entrada de novos fornecedores de leite e derivados. As constatações foram seguidas por
comentários de informam a presença de poucos concorrentes fornecedores na região,
diminuindo assim o poder de barganha dos canais de vendas. Tal condição impacta
diretamente na disputa de precificação dos produtos, e consequentemente minimiza ações
mais fortalecidas de marketing das empresas fornecedoras.
Dos produtos com maior relevância para tal potencial destacaram-se os queijos
diversos, em especial o “mussarela”. Segundo os empresários pesquisados, há falta de produto
no mercado em determinadas épocas, causando elevação demasiada no preço e diminuição de
consumo.
NA VISÃO DA EMPRESA, O MERCADO DE PORTO VELHO POSSUI
POTENCIAL PARA OUTROS FORNECEDORES DE PRODUTOS
DERIVADOS DE LEITE? SE SIM, QUAIS PRODUTOS POSSUEM MAIOR
POTENCIAL?
4%
SIM
NÃO
96%
Ilustração 18 – Potencial para novos entrantes do ramo de leite e derivados
Fonte: Foccu’s, 2011.
Constatou-se que 83% não comercializam o leite tipo C em seus estabelecimentos.
Dos
17%
que
afirmam
tal
comercialização,
todos
são
do
segmento
de
“padarias/panificadoras”. Indagados sobre tal posicionamento, os canais ATACADO,
DISTRIBUIDOR e MERCADOS afirmam que o custo benefício do produto não é
interessante, uma vez que gera elevado custo logístico, seja de transporte, manutenção,
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armazenagem e relação giro/validade. Quando compreendidas todas essas questões sob o
prisma financeiro, o produto chega a uma precificação quase igualada à dos itens em
embalagem tetra pak (líderes na preferencia de consumo).
As padarias/panificadoras (segmento de mais giro do produto) informam ainda que
mais de 80% do quantitativo de leite tipo C que compram tem destinação para a produção de
bolos, pudins e outros alimentos.
As sorveterias, grandes consumidores de leite para produção de sorvetes, picolés e
iogurtes declaram que o leite tipo C não oferece qualidade adequada a seu uso, uma vez que o
teor de gordura é muito reduzido, impactando em seu produto final.
ESPECIALMENTE EM RELAÇÃO AO LEITE TIPO C (SAQUINHO), A
EMPRESA ATUALMENTE COMERCIALIZA O PRODUTO? SE SIM, QUAIS
OS FORNECEDORES? SE NÃO, POR QUAL MOTIVO?
17%
SIM
83%
NÃO
Ilustração 19 – Empresas atualmente comercializando leite tipo C
Fonte: Foccu’s, 2011.
Questionados acerca do potencial do mercado de Porto Velho para a comercialização
do Leite tipo C, 71% dos abordados afirma que não, o mercado não oferece tal potencial. Os
motivos mais relevantes para tal constatação são:
- Falta de praticidade do produto;
- Alta perecibilidade (curto prazo de validade);
- Gosto diferenciado;
- Preço elevado;
- Custo/benefício não atraente para os comerciantes;
- Qualidade duvidosa.
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Dos 29% de abordados que indicam viabilidade comercial do produto no mercado de
Porto Velho, todos informam condicionantes mínimas para tal potencialidade. São elas:
- Preço mais competitivo que os itens concorrentes (especialmente o tetra pak);
- Elevar a qualidade do produto, especialmente com relação ao teor de gordura;
- Desenvolver embalagem ou subprodutos agregados que tornem o manuseio e
consumo mais práticos;
- Desenvolver adequadas estratégias de marketing, especialmente no PDV, auxiliando
na comunicação aos consumidores finais dos benefícios, vantagens e comparações do item
com demais produtos similares/concorrentes;
- Desenvolver estratégia em que o fornecedor assuma os custos e as rotinas logísticas
do produto, maximizando a relação custo-benefício do item.
NA VISÃO DA EMPRESA, O MERCADO DE PORTO VELHO POSSUI
POTENCIAL PARA COMERCIALIAZAÇÃO DE LEITE TIPO C? POR QUE?
29%
SIM
71%
NÃO
Ilustração 20 – Potencial para comercialização do leite tipo C
Fonte: Foccu’s, 2011.
A tabela a seguir expressa informações obtidas através da média de precificação,
marcas e distribuidores dos itens mais relevantes constatados pela pesquisa. Destaque para a
ausência do leite tipo C, uma vez que não configura como item relevante para os pesquisados.
A tabela resumo foi desenvolvida com base em dados da última ponta de venda da cadeia
analisada, ou seja, varejos que atendem diretamente aos consumidores finais (mercados e
padarias).
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RESUMO MERCADOLÓGICO CONSIDERANDO VAREJISTAS PESQUISADOS – ITENS MAIS RELEVANTES
PRODUTO
MARCA
DISTRIBUIDORES
VLR_COMPRA
VLR_VENDA
LEITE UHT TRADIÇÃO TP
LEITE CONDENSADO MOÇA LT
LEITE PÓ NINHO LT 400G
B.L. ACTIVIA
MANTEIGA TRADIÇÃO 200G
MANTEIGA TRADIÇÃO 500G
LEITE CONDENSADO TRADIÇÃO 395 G
CREME DE LEITE ITAMBÉ LT 300G
CREME DE LEITE LEVE TP 200G
CREME DE LEITE CAMPONESA TP 200G
CREME DE LEITE TP 200G
CREME DE LEITE TRADIÇÃO TP 200G
REQUEIJÃO CREMOSO
LEITE EM PÓ TRADIÇÃO
BEBIDA LÁCTEA SABOR CHOCOLATE
TRADIÇÃO
NESTLE
NESTLE
DANONE
TRADIÇÃO
TRADIÇÃO
TRADIÇÃO
ITAMBÉ
NESTLE
EMBARÉ
ITAMBÉ
TRADIÇÃO
MIRAELLA
TRADIÇÃO
TRADIÇÃO
TRADIÇÃO
NOVA ERA
NOVA ERA
ROVER
TRADIÇÃO
TRADIÇÃO
TRADIÇÃO
COIMBRA
NOVA ERA
COIMBRA
COIMBRA
TRADIÇÃO
MIRAELLA
TRADIÇÃO
TRADIÇÃO
R$
R$
R$
R$
R$
R$
R$
R$
R$
R$
R$
R$
R$
R$
R$
1,84
2,66
7,50
4,60
2,20
4,80
1,80
1,95
1,60
1,23
1,40
1,15
2,80
4,00
0,75
R$
R$
R$
R$
R$
R$
R$
R$
R$
R$
R$
R$
R$
R$
R$
2,10
3,50
9,20
5,99
3,20
6,60
2,40
2,50
2,00
1,60
1,80
1,50
3,50
5,00
1,00
LEITE PIRACANJUBA TP
PIRACANJUBA
ROVER
R$
1,95
R$
2,40
Tabela 09 – Integrantes da cadeia abordados na pesquisa
Fonte: Foccu’s, 2011.
4- ANÁLISE DE POTENCIALIDADES
Considerando as informações coletadas, sistematizadas e analisadas, permite-se nesta
etapa do estudo desenvolver um cruzamento técnico dos achados para auxílio e
direcionamento na interpretação final da pesquisa: identificar a viabilidade do produto
pretendido e suas possíveis condicionantes.
Para credibilizar tais interpretações, utilizar-se-á a metodologia do Mapa de
Associação de Ideias. Proposto por Spink e Lima (2000), a referida ferramenta possibilita a
estruturação analítica dos dados coletados, permitindo ao pesquisador uma organização sequencial e
lógica do contexto pesquisado. Conforme Vergara (2008):
“Mapas de associação de ideias são instrumentos de visualização cujo objetivo é
subsidiar o processo de análise e interpretação dos dados da pesquisa, a fim de
facilitar a comunicação de seus resultados”.
No desenvolvimento e análise da ferramenta citada, prezar-se-á pela indicação final de
viabilidade, e condicionantes pertinentes. A referida análise compreenderá dos itens mais
relevantes para a pesquisa.
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MAPA DE ASSOCIAÇÃO DE IDEIAS – INETERPRETAÇÃO DIRECIONADA À CONSTATAÇÃO DE VIABILIDADE MERCADOLÓGICA
CONSIDERANDO O MERCADO DE PORTO VELHO-RO
PESQUISADOS
PRODUTO: LEITE TIPO C
Consumidor
Viabilidade parcial
Atacados
Inviável
Distribuidores
Inviável
Varejos M.P.
Inviável
Varejos M.G.
Viabilidade parcial
ANÁLISE CONCLUSIVA
Verifica-se, através do levantamento direcionado aos CONSUMIDORES pesquisados, que o potencial
mercadológico existe, considerando visão da amostra. Contudo trata-se de uma viabilidade possibilitada pelas
seguintes condicionantes:
- Preço final do produto mais competitivo que os itens concorrentes, em especial o tetra pak (preço entre
10% e 20% mais acessível);
- Agregação de valor que torne o produto mais prático para armazenagem e manutenção;
- Melhoria nas características qualitativas do produto (teor de gordura).
- Zonas com maior potencial de consumo: Zona 01, Zona 03 e Zona 05.
Verifica-se, através do levantamento direcionado aos ATACADOS pesquisados, que o potencial mercadológico
não é identificado. Condicionantes mais relevantes da constatação:
- Demanda muito tímida;
- Custo-benefício não é atraente ao empresário;
- Logística complexa (armazenagem, validade e manejo);
- Precificação não competitiva.
Verifica-se, através do levantamento direcionado aos DISTRIBUIDORES pesquisados, que o potencial
mercadológico não é identificado. Condicionantes mais relevantes da constatação:
- Demanda muito tímida;
- Custo-benefício não é atraente ao empresário;
- Logística complexa (armazenagem, validade e manejo).
Verifica-se, através do levantamento direcionado aos VAREJOS DE MICRO E PEQUENO PORTE
pesquisados, que o potencial mercadológico não é identificado. Condicionantes mais relevantes da constatação:
- Custo-benefício não é atraente ao empresário;
- Logística complexa, e não adequada à realidade financeira do empresário (armazenagem, validade e
manejo).
Verifica-se, através do levantamento direcionado aos VAREJOS DE MÉDIO E GRANDE PORTE
pesquisados, que o potencial mercadológico existe, considerando visão da amostra. Contudo trata-se de uma
viabilidade possibilitada pelas seguintes condicionantes:
- Preço final do produto mais competitivo que os itens concorrentes, em especial o tetra pak (preço entre
10% e 20% mais acessível);
- Agregação de valor que torne o produto mais prático para armazenagem e manutenção;
- Melhoria nas características qualitativas do produto (teor de gordura);
- Forte desenvolvimento de marketing, em especial do PDV;
- Procedimentos logísticos assumidos totalmente pelo fornecedor.
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Executor:
Padarias
Viabilidade parcial
Sorveterias
Inviável
Verifica-se, através do levantamento direcionado às PADARIAS/PANIFICADORAS pesquisadas, que o
potencial mercadológico existe, considerando visão da amostra. Contudo trata-se de uma viabilidade
possibilitada pelas seguintes condicionantes:
- Preço final do produto mais competitivo que os itens concorrentes, em especial o tetra pak (preço entre
10% e 20% mais acessível);
- Melhoria nas características qualitativas do produto (teor de gordura, gosto percebido).
Verifica-se, através do levantamento direcionado às SORVETERIAS (indústrias) pesquisadas, que o potencial
mercadológico não é identificado. Condicionantes mais relevantes da constatação:
- Qualidade do produto não adequada às atividades industriais pretendidas (teor de gordura).
Tabela 10 – Apontamento de viabilidade mercadológica
Fonte: Foccu’s, 2011.
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Executor:
Considerando os apontamentos e constatações expressos no mapa de associação de
ideias, pode-se afirmar que em geral, mesmo o produto percebendo possibilidades de
aceitação junto aos consumidores finais, a característica logística e de precificação o tornam
pouco competitivo em relação aos concorrentes, em especial aos de embalagem tetra pak. Esta
situação, quando percebida de forma técnica e especialmente financeira pelos empresários da
cadeia comercial analisada, não torna o item atrativo e/ou lucrativo, inviabilizando-o aos
olhos do empresariado.
Contudo, podem-se identificar algumas condicionantes, que para segmentos
específicos, oportunizam reversão à condição de viabilidade. Tais condicionantes foram
expressas no mapa conclusivo.
Ponto de destaque nas análises conclusivas da pesquisa refere-se ao grande potencial
mercadológico para o item QUEIJO MUSSARELA. Conforme declarações e coletas
quantitativas realizadas, o produto tem oferta abaixo da demanda em diversas épocas do ano,
causando perda de venda e lucratividade. A característica do pouco quantitativo de
fornecedores é fator crítico para a constatação. A viabilidade foi identificada especialmente
junto aos seguintes segmentos pesquisados:
- ATACADOS;
- DISTRIBUIDORES;
- VAREJOS DE MICRO E PEQUENO PORTE;
- VAREJOS DE MÉDIO E GRANDE PORTE;
- PADARIAS/PANIFICADORAS.
5- CONSIDERAÇÕES FINAIS
Considerando a extrema relevância da coleta de dados para subsídio ao estudo
proposto, observam-se níveis credíveis e seguros na metodologia apresentada, corroborando
desta forma com objetivos, justificativa, problema e pretensões gerais do projeto. Isto posto,
pode-se afirmar que as informações analisadas e conclusivas preenchem a nível pontual as
necessidades apresentadas pelo contexto do estudo.
O problema da pesquisa foi integralmente respondido, uma vez que indagava acerca
viabilidade mercadológica para o acesso de novos entrantes no segmento de leite tipo C
(saquinho).
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O estudo também atendeu as suas justificativas, alcançando as informações
necessárias à concepção do construto empreendido, e entregando em nível adequado as
solicitações do agente demandante. Considera-se ainda que a pesquisa colabora com dados e
informações que auxiliam em ações e empreendimentos estratégicos que podem ser
estendidos além deste objeto.
Em relação ao objetivo geral do estudo (pesquisar, analisar e qualificar as
potencialidades mercadológicas de itens lácteos em Porto Velho, com foco especial ao item
LEITE TIPO “C”), afirma-se seu total atingimento, especialmente considerando os seguintes
achados:
- Compreendeu o perfil de consumo da população portovelhense, exclusivamente
quanto a itens lácteos (em especial LEITE tipo C);
- Identificou potencialidade de mercado para entrada de novos produtos do segmento
lácteo, considerando produção local;
- Compreendeu procedimentos mercadológicos adotados por integrantes da cadeia de
Porto Velho (mercados, padarias, distribuidores, atacados, etc.) quanto à comercialização de
itens lácteos;
- Qualificou a viabilidade comercial para os itens verificados.
A Foccu’s Consultoria envolveu neste trabalho uma equipe multidisciplinar composta
por cerca de 09 profissionais, os quais se dedicaram por cerca de 06 semanas ao atingimentos
dos objetivos propostos. Colocamo-nos à inteira disposição da FAPERON para dirimir
quaisquer esclarecimentos acerca do trabalho, bem como para auxiliar em atividades oriundas
deste material.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BARBETTA, Pedro Alberto. Estatística Aplicada às Ciências Sociais. 5ª Ed. Florianópolis:
UFSC, 2002.
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4ª ed. São Paulo: Atlas, 2002.
________. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2007.
MARCONI, M. de A.; LAKATOS, E. M. Metodologia Científica. 3ª ed. São Paulo: Atlas,
2000.
MICHEL, Maria Helena. Metodologia e pesquisa científica em ciências sociais. São Paulo:
Atlas, 2005
OLIVEIRA, Maria Marly de. Como fazer pesquisa qualitativa. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.
SEVERINO, Antônio J. Metodologia do trabalho científico. 22ª ed. São Paulo: Cortez, 2002.
SIENA, Osmar. Metodologia da pesquisa científica: elementos para elaboração e
apresentação de trabalhos acadêmicos. Porto Velho: [s.n.], 2007, 200 p.
SILVA, Ermes Medeiros et all. Estatística: para os cursos de Economia, Administração, e
Ciências Contábeis. Vol 2. 2 ed. São Paulo: Atlas, 1997.
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