LEVANTAMENTO DE PRÁTICAS DE PROGRAMAÇÃO E CONTROLE OPERACIONAL EM OBRAS HABITACIONAIS QUE OTIMIZAM A PRODUTIVIDADE Meggie Oliveira de Araujo Projeto de Graduação apresentado ao Curso de Engenharia Civil da Escola Politécnica, Universidade Federal do Rio de Janeiro, como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Engenheira. Orientador: Jorge dos Santos Rio de Janeiro Agosto de 2015 Levantamento de práticas de programação e controle operacional em obras habitacionais que otimizam a produtividade Meggie Oliveira de Araujo PROJETO DE GRADUAÇÃO SUBMETIDO AO CORPO DOCENTE DO CURSO DE ENGENHARIA CIVIL DA ESCOLA POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO COMO PARTE DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA A OBTENÇÃO DO GRAU DE ENGENHEIRA CIVIL. Examinado por: ________________________________________________ Prof. Jorge dos Santos, D.Sc. ________________________________________________ Profª. Ana Catarina Jorge Evangelista, D.Sc. ________________________________________________ Profª. Isabeth da Silva Mello, M.Sc. ________________________________________________ Prof. Wilson Wanderley da Silva, D.Sc. RIO DE JANEIRO, RJ - BRASIL AGOSTO de 2015 ii Araujo, Meggie Oliveira de Levantamento de práticas de programação e controle operacional em obras habitacionais que otimizam a produtividade / Meggie Oliveira de Araujo – Rio de Janeiro: UFRJ/ Escola Politécnica, 2015. xvi, 66 p.: il.; 29,7cm Orientador: Jorge dos Santos Projeto de Graduação – UFRJ/ Escola Politécnica/ Curso de Engenharia Civil, 2015. Referências Bibliográficas: p. 54-56. 1. Controle e programação 2. Produtividade 3. Obras habitacionais I. Santos, Jorge II. Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ III. Engenheira civil iii “Nossos sonhos podem se tornar em realidade se os desejarmos tanto a ponto de correr atrás deles ”. Walt Disney iv AGRADECIMENTOS À Deus, pelo dom da vida e a oportunidade de aprender. Aos meus avós, Douglas, Maria e Abigail ,por todos esses anos de dedicação e amor. Obrigada por me acolherem em sua casa como uma filha. Aos meus pais, Márcia e Ademir, pelo apoio incansável em todos os acontecimentos da minha vida. Obrigada por sempre acreditarem em mim. Aos meus irmãos Rafael e Magnis, pelo companheirismo e diversão. A minha vida é melhor graças a vocês. Ao meu noivo Sérgio Leandro, por toda ajuda nos estudos e na vida, pela paciência e pela nossa família. Ao meu tio e padrinho Mirtoni, por ter me apresentado a primeira planta baixa da minha vida, e pelo apoio nessa caminhada. Aos meus grandes amigos e colegas Pedro, Camila, Liz, Isabela e Juliana, pelas madrugadas de estudo, parceria nos trabalhos e amizade. Essa caminhada foi muito mais gostosa com vocês do meu lado. Ao meu orientador Jorge dos Santos, pelos ensinamentos, paciência e dedicação. Este trabalho não teria o mesmo valor sem a sua ajuda. Aos meus colegas de trabalho e da vida, pela ajuda e apoio durante a realização desse projeto, e paciência pelas constantes ausências. v Resumo do Projeto de Graduação apresentado à Escola Politécnica/ UFRJ como parte dos requisitos necessários para a obtenção do grau de Engenheira Civil. Levantamento de práticas de programação e controle operacional em obras habitacionais que otimizam a produtividade Meggie Oliveira de Araujo Agosto/2015 Orientador: Jorge dos Santos Curso: Engenharia Civil Em virtude dos grandes números de obras que não cumprem os prazos de entrega, o planejamento e o controle operacional tem ganhado cada vez mais força na construção civil. Principalmente nas construções com destino habitacional, onde os proprietários entram com ações judiciais por conta dos inconvenientes sofridos devido à espera do seu lar. E isso gera mais custos para empresas, além dos custos fixos que são os necessários para que a obra progrida. Este trabalho visa apresentar algumas práticas de controle e programação que auxiliam na melhora da produtividade e assim, evitam atrasos e reduzem custos. Palavras-chave: vi obras habitacionais, controle e programação, produtividade Abstract of Undergraduate Project presented to POLI/UFRJ as a partial fulfilment of the requirements for degree of Civil Engineer. Survey of programming practices and operational control in housing works that optimize productivity Meggie Oliveira de Araujo August/2015 Advisor: Jorge dos Santos Course: Civil Engineering Due to the large numbers of works that do not meet the delivery deadlines, planning and operational control has gained increasing strength in construction. Especially in buildings with housing destination, where the owners come with lawsuits on behalf of the disadvantages suffered due to waiting for your home. And it generates more costs for companies, in addition to the fixed costs that are necessary for the work progress. This paper aims to present some control and programming practices that help in the improvement of productivity and thus avoid delays and reduce costs. Keywords: vii housing works, control and scheduling, productivity SUMÁRIO ÍNDICE DE TABELAS ................................................................................................ xi ÍNDICE DE FIGURAS ................................................................................................ xii LISTA DE SIGLAS ...................................................................................................... xv 1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 1 1.1 Apresentação do Tema ................................................................................... 1 1.2 Objetivo ........................................................................................................... 1 1.3 Justificativa da Escolha do Tema .................................................................. 1 1.4 Estrutura da Monografia ............................................................................... 2 2 OBRAS HABITACIONAIS - CONTEXTUALIZAÇÃO ................................... 3 2.1 Obras Habitacionais de Interesse Social ...................................................... 4 2.2 Outros Tipos de Obras Habitacionais .......................................................... 5 2.3 Características das Empresas que Atuam neste Segmento ........................ 6 3 PLANEJAMENTO, CONTROLE E REPLANEJAMENTO DE OBRAS HABITACIONAIS ......................................................................................................... 8 3.1 Aspectos Gerais ............................................................................................... 8 3.2 Estruturas de planejamento utilizadas pelas construtoras ....................... 11 3.2.1 Planejamento Desenvolvido por Pessoal Próprio ......................................... 12 3.2.2 Planejamento Desenvolvido por Pessoal Terceirizado ................................. 14 3.2.3 Planejamento desenvolvido de forma mista .................................................. 15 viii 4 5 6 7 ix 3.3 Controle e Replanejamento ......................................................................... 15 3.4 Dificuldades, Facilidades e Consequências na Produtividade das Obras 17 PRODUTIVIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL ............................................. 19 4.1 Produtividade - Visão Geral ........................................................................ 19 4.2 Produtividade na Construção Civil ............................................................ 20 4.3 Produtividade em obras habitacionais ....................................................... 21 4.4 Fatores que influenciam a produtividade ................................................... 24 4.5 Medição de produtividade de mão de obra ................................................ 26 INDICADORES DE PRODUTIVIDADE .......................................................... 29 5.1 Aspectos Gerais ............................................................................................. 29 5.2 Medição e Monitoramento dos Indicadores ............................................... 31 5.3 Indicadores Médios da Construção Civil ................................................... 33 ESTUDO DE CASO ............................................................................................. 35 6.1 Características dos empreendimentos em estudo ...................................... 35 6.2 Características da Construtora Envolvida no Estudo .............................. 35 6.3 Materialização do Planejamento e Controle no Canteiro de Obras ........ 36 6.4 Indicadores de Produtividade...................................................................... 36 6.5 Estudo Comparativo .................................................................................... 38 6.6 Resultado e Considerações Finais ............................................................... 44 CONCLUSÕES..................................................................................................... 52 7.1 Considerações finais ..................................................................................... 52 7.2 Sugestão para trabalhos futuros ................................................................. 53 Bibliografia .................................................................................................................... 54 Anexos ............................................................................................................................ 57 x ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1 – Indicadores de Produtividade de formas de escada – Fonte TCPO 13ª edição ................................................................................................................................. 34 Tabela 2 - Indicadores médio de produtividade na construção Habitacional – Fonte TCPO 13ª Edição e tabela Badra ............................................................................. 34 Tabela 3 - Indicadores de referência de produtividade adotados pela empresa ............. 37 Tabela 4 – Índices de produtividade aferidos nas obras em estudo ............................... 38 Tabela 5- Comparativo de indicadores ........................................................................... 45 xi ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1 – Classificação das habitações (NBR12721:2005) ............................................ 6 Figura 2 – Classificação das habitações (NBR12721:2005) ............................................ 6 Figura 3 – Principais causas de atrasos (CARDOSO, 2010) ............................................ 9 Figura 4 - Fases do ciclo de vida de um projeto (QUALHARINI, 2015) ...................... 10 Figura 5 – Processos de Planejamento, segundo Guia PMBOK, 5ª edição ................... 11 Figura 6 - Ciclo PDCA .................................................................................................. 17 Figura 7– Ilustração de Processo – (Autor, 2015) .......................................................... 19 Figura 8 – Principais itens responsáveis pela dificuldade em investimento em máquinas e equipamentos. Fonte: FGV - 2010 ....................................................................... 23 Figura 9 – Distribuição de escolaridade na construção civil no ano de 2003. Fonte: FGV - 2010 .............................................................................................................. 24 Figura 10 - Distribuição de escolaridade na construção civil no ano de 2003. Fonte: FGV - 2010 .............................................................................................................. 24 Figura 11 – Tabela de campo para medição de produtividade (Autor, 2015) ................ 33 Figura 12- Evolução da Obra X ...................................................................................... 39 Figura 13 - Evolução da produção da Obra X ................................................................ 40 Figura 14 – Evolução da Obra Y .................................................................................... 42 Figura 15– Evolução da produção da Obra Y ................................................................ 42 Figura 16 – Evolução da Obra Z .................................................................................... 43 Figura 17 - Evolução da Produção da Obra Z ................................................................ 44 Figura 18 – Comparativo de Indicadores ...................................................................... 45 Figura 19 – Comparativo de tempo planejado x executado ........................................... 47 Figura 20 - Comparativo de tempo planejado x executado ............................................ 48 Figura 21 - Comparativo de tempo planejado x executado ............................................ 48 Figura 22 – Construção em alvenaria estrutural ............................................................. 49 xii Figura 23 – Içamento de lajes ......................................................................................... 49 Figura 24 – Obra X ......................................................................................................... 50 Figura 25 – Obra Y ......................................................................................................... 50 Figura 26 – Obra Z ......................................................................................................... 51 xiii LISTA DE SIGLAS CEF Caixa Econômica Federal; TCPO Tabela de composição de Preços para Orçamentos; PDCA Plan, Do, Check, Act; Planejar, Fazer, Checar, Atuar PMBOK Project Management Body of Knowlodge, Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos SPDR Secretaria de planejamento e desenvolvimento regional PBQP – H Programa ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas PAC Programa de aceleração do crescimento MCMV Minha casa minha vida ANTAQ Agência nacional de transportes aquaviários xv Brasileiro de Qualidade e Produtividade Habitacional 1 INTRODUÇÃO 1.1 Apresentação do Tema Em virtude do déficit habitacional e da necessidade de atender à demanda crescente de habitações, as obras habitacionais tem ganhado força nos últimos tempos. Porém devido aos atrasos de entrega e seu histórico de baixa produtividade são exemplos de má gestão e falhas de planejamento. (ABIKO, 1995) O planejamento falho, ou inexistente abre margens para erros, o que pode comprometer a produção da obra, contribuindo para o crescimento dos atrasos e aumento dos custos. Por esta razão, este trabalho mostra a importância de se estabelecer sistemáticas de planejamento e controle operacional, assim como seus benefícios para a produtividade. 1.2 Objetivo Este trabalho tem por objetivo apresentar como a produtividade em obras habitacionais pode ser otimizada devido às práticas de gerenciamento no planejamento e controle das atividades, e disponibilizar bibliografia sobre o tema. 1.3 Justificativa da Escolha do Tema O tema foi escolhido devido à sua importância para o setor da construção civil. Pois com a evolução da tecnologia otimizando técnicas de planejamento e controle, além de novos matérias e métodos construtivos, devemos explorá-la ao máximo para obter melhor desempenho de produção, assim superando os indicadores atuais de produtividade (TCPO, 13ª ed.), reduzindo custos e melhorando os prazos sem perder a qualidade. Metodologia Para se obter dados suficientemente confiáveis e com abordagem prática, este trabalho adotou uma metodologia em 3 etapas: a) Pesquisa bibliográfica em trabalhos acadêmicos, artigos científicos, e livros, acerca dos temas de Obras Habitacionais, planejamento, Produtividade e seus indicadores . b) Elaboração da monografia com base no material supracitado 1 c) Estudo de 3 empreendimentos para analisar e comparar o planejamento e controle das obras e seus efeitos na produtividade. 1.4 Estrutura da Monografia O Presente trabalho contempla sete capítulos que abordam desde a contextualização de obras habitacionais aos indicadores de produtividade. Também será apresentado um estudo de caso sobre a produtividade em obras habitacionais de baixo padrão e os resultados gerados pela diferença de planejamento. O primeiro capítulo apresenta uma introdução ao tema, evidencia sua importância, e apresenta o trabalho: sua metodologia e estrutura. O segundo capítulo apresenta o conceito de obras habitacionais, como são executadas e suas características O terceiro capítulo do planejamento, seus tipos e concepção. Aborda a importância do controle e a quando há a necessidade de replanejamento. O quarto capítulo apresenta a idéia de produtividade e sua importância na construção civil. O quinto capítulo fala dos indicadores de produtividade, como são estabelecidos, medidos e monitorados. Também são apresentados os valores utilizados na construção habitacional. O sexto capítulo apresenta o estudo de caso sobre os diferentes tipos de planejamento e os resultados na produtividade. O sétimo capítulo apresenta as conclusões geradas ao final do trabalho. 2 2 OBRAS HABITACIONAIS - CONTEXTUALIZAÇÃO “O termo, edificação multifamiliar ou multiresidencial é utilizado como referência aos edifícios de apartamentos e casas, cuja obra de edificação é dimensionada e destinada à habitação de mais de uma família ou mais de duas unidades residenciais conforme referido na Legislação Municipal (glossário da Lei nº 1.574/67). O projeto de lei complementar nº 31/2013 que institui o código de obras e edificações da cidade do Rio de Janeiro, em seu artigo 6º classifica as edificações considerando as suas funções: I. Edificação residencial – Possui função residencial permanente que pode se subdividir em 3 categorias: a) Unifamiliar – Abriga uma unidade residencial; b) Bifamiliar – Abriga duas unidades residenciais, superpostas ou justapostas; c) Multifamiliar – Abriga mais de duas unidades residenciais.” (CASTRO, 2015) Segundo MELHADO (1998) o processo de elaboração de projeto na construção de edifícios multiresidenciais é composto por várias especialidades de projetos como arquitetura, estruturas, sistemas prediais, entre outros. Tais projetos podem ser de baixo, médio ou alto padrão. E tais características tem influência direta na produtividade. Em obras de baixo padrão, podemos ver técnicas construtivas e materiais padronizados. Pois assim consegue-se aumentar a velocidade de produção e reduzir o custo. Em obras de médio padrão, há uma leve modificação entre as unidades familiares, cabendo ao proprietário optar pelas opções que a construtora oferece. Estas podem ser pisos diferentes, pintura modificada, e outros itens de acabamento. Essas modificações, apesar de singelas, tem grande peso na velocidade de produção. Em obras de alto padrão, há grande diferença entre as unidades. Estas modificações atendem a um grau de exigência maior. Elas podem ser desde itens de acabamentos até tipos de modificações estruturais. Essa mudança de padrão entre uma unidade e outra consome muito tempo da equipe, gerando grande custo e impacto na produção. 3 2.1 Obras Habitacionais de Interesse Social O Déficit Habitacional é definido como a necessidade de construção de novas habitações, considerando a carência e a substituição de habitações que estejam em situação precária (FIESP, 2012). As obras habitacionais, destinadas a população de baixa renda, tem como principal objetivo reduzir o déficit habitacional no Brasil. A habitação popular ou de interesse social, é um termo que genericamente define uma solução de moradia voltada para a população de baixa renda, que não deve ser entendida meramente como um produto, e sim como um processo, com dimensão física, mas também como resultado de um processo complexo de produção como determinantes políticos, sociais, econômicos, jurídicos, ecológicos e tecnológicos (ABIKO, 1995). Habitação é um produto caro e de difícil acesso, considerado o padrão de renda da maior parte da população. Como consequência, a existência de programas que permitam a disponibilidade de financiamento habitacional, dentro de custos adequados, é um fator crítico, tanto no processo de produção, como na aquisição de moradias (GREEN e WATCHER, 2007). No Brasil, as obras habitacionais de interesse popular são executadas com processos rápidos e de baixo custo. Nos projetos, os locais escolhidos são bairros de população de baixa renda e com área disponível para a construção de muitas unidades. Segundo (RIBEIRO, 2014), a padronização pode ser implantada em um determinado projeto em diversas etapas e de diversas formas. No que diz respeito aos sistemas construtivos, a maneira mais simples e segura de se garantir um padrão é a utilização de sistemas industrializados. Por esta razão, as construtoras estão se modernizando e utilizando novos métodos construtivos, visando padronizar a produção, otimizar sua produtividade e cumprir o prazo. Atualmente, o método construtivo mais empregado nas obras habitacionais de baixo padrão é a alvenaria estrutural. Por se tratar de uma técnica onde não há pilares e vigas, pois as paredes tem função de estrutura e assim o consumo de concreto e aço é menor, há a redução dos custos da obra e diminuição no tempo de construção. (PARSEKIAN) Em geral, no início do projeto, a construtora recebe um valor de até 5% do total orçado para iniciar o empreendimento. Durante a execução, um fiscal do banco financiador visita a obra e analisa o percentual executado, e então um valor 4 correspondente àquele percentual é liberado para a empresa. As empresas possuem um cronograma gerado pelo planejamento da empresa e aprovado pelo banco. Tal cronograma deve ser respeitado para a liberação dos pagamentos mensais. Os empreendimentos são em grande escala com no mínimo 99 unidades. As empresas buscam aproveitar todo o terreno, construindo vários prédios com um grande número de unidades em cada um. Para racionalizar a construção, os empreendimentos possuem poucas mudanças de arquitetura. Em geral, uma construtora desenvolve o mesmo modelo para várias construções. Utilizando e reutilizando formas e escoras diversas vezes. Por utilizarem um padrão de método construtivo, suas atividades ganham agilidade de execução e melhoria na qualidade de entrega. As obras são destinadas, em grande parte, ao programa minha casa minha vida do governo federal. E seu padrão varia conforme a faixa salarial do cliente de destino. Conforme divulgado pelo Ministério do Planejamento, as faixas são: até 3 salários mínimos, de 3 a 6 salários mínimos e de 6 a 10 salários mínimos. (PAC – MCMV, 2015) 2.2 Outros Tipos de Obras Habitacionais As edificações vêm-se tornando cada vez mais complexas no que diz respeito à necessidade dos clientes e em relação a novos materiais e tecnologias. Uma parte da complexidade dos projetos modernos é relacionada ao produto e outra parte ao processo de produção. As condições técnicas e econômicas que limitam o desenvolvimento de empreendimentos são especificas para cada novo projeto, e a experiência prévia dos projetistas muitas vezes não cobre aspectos particulares que o cliente vê como imperativos (TZORTZOPOULOS, 1999). Segundo a NBR 12721:2005, as unidades habitacionais podem ser classificadas por um padrão atendendo às especificações das figuras 1 e 2: 5 Figura 1 – Classificação das habitações (NBR12721:2005) Figura 2 – Classificação das habitações (NBR12721:2005) Devido a diversidade e complexidade dos projetos, as construtoras utilizam as técnicas mais apropriadas para cada caso. Pode-se utilizar técnicas mais econômicas para projetos mais simples, e outras mais rápidas para projetos com prazos mais curtos. As técnicas também são escolhidas de acordo com o material a ser utilizado. No caso das obras habitacionais, os acabamentos utilizados são escolhidos de acordo com o padrão da habitação. (NBR12721:2005). 2.3 Características das Empresas que Atuam neste Segmento A construção civil, assim como a maioria das indústrias, evoluiu bastante ao longo do tempo e hoje existem muitas técnicas construtivas que utilizam tecnologia de ponta aliadas a uma boa gestão de recursos. Porém, ainda nos dias de hoje é possível encontrar 6 muitas obras utilizando processos construtivos defasados, de produção altamente artesanal e improvisados. (SANTIAGO, 2008) Com a competitividade de mercado, as empresas de construção civil estão investindo em novas técnicas construtivas, de modo a se ganhar em qualidade, produtividade, custos, prazos e até mesmo em sustentabilidade. As empresas que ainda utilizam métodos artesanais na construção estão se modernizando e optando por métodos construtivos industriais, como o uso de peças pré- moldadas, painéis drywall, e outras técnicas construtivas a seco. As construtoras que atuam no setor habitacional tem feito forte investimento em técnicas construtivas de montagem, pois assim, diminuem o tempo da construção, consequentemente, reduzindo os custos, e reduzindo os riscos de ações judiciais por não cumprimento de prazos. Segundo a Lei nº 4.591, considera-se incorporação imobiliária a atividade exercida com o intuito de promover e realizar a construção, para alienação total ou parcial (antes da conclusão das obras), de edificações ou conjunto de edificações compostas de unidades autônomas, sob o regime de condomínio. Muitas empresas construtoras também atuam na incorporação de suas edificações, mas também há empresas que atuam em parceria com incorporadoras. Esse item depende da estrutura da empresa e da necessidade de marketing para a venda das unidades. Empresas construtoras com boa reputação no mercado, em geral, incorporam suas obras. Pois para quem compra a unidade habitacional é importante acreditar que recebera o produto final, e dentro do prazo estipulado. Empresas construtoras de pequeno a médio porte, ou novas no mercado, realizam parcerias com outras empresas para a realização da incorporação do seu empreendimento. 7 3 PLANEJAMENTO, CONTROLE E REPLANEJAMENTO DE OBRAS HABITACIONAIS 3.1 Aspectos Gerais Planejamento, numa visão mais ampla, é conceituado como um processo de avaliação e tomada de decisões inter-relacionadas antes que haja alguma ação, em uma situação na qual se acredite que ao menos algo seja feito, um estado desejado no futuro provavelmente não ocorrerá; e se a ação adequada for tomada, a probabilidade de um resultado favorável, pode ser aumentada. (ACKOFF, 1981). Segundo (LAUFER, 1992), planejamento é um conjunto de componentes: processos de tomada de decisão; processos de integração; processos de hierarquização; processos de coleta de dados, análise e desenvolvimento de alternativas, desenvolvimento de procedimentos; apresentações em formato de planos; e implementação. Segundo RESENDE (2013), Ao longo dos anos, vários profissionais em seus estudos sobre os problemas dos atrasos na construção, têm dividido as causas dos atrasos, reunindo-os de acordo com a sua origem. Os grupos comumente adotados pelos investigadores são: a) Atrasos relacionados com os donos de obras; b) Atrasos relacionados com os empreiteiros; c) Atrasos relacionados com o contrato; d) Atrasos relacionados com o projeto; e) Atrasos relacionados com a fiscalização; f) Atrasos relacionados com as relações institucionais; g) Atrasos relacionados com a mão de obra; h) Atrasos relacionados com os equipamentos; i) Atrasos relacionados com os materiais; j) Atrasos relacionados com fatores externos. Por essa razão, o Planejamento e Controle da Produção são instrumentos importantes para a gestão da obra, podendo subsidiar políticas para redução de custos e aumento da motivação no trabalho. Também visando corrigir e evitar os problemas causadores dos atrasos. 8 Na figura 3 (CARDOSO, 2010) indicam-se as principais causas de atrasos identificados pelos estudos anteriores. Existem causas comuns a todos os estudos realizados e que não se prendem a localização ou a época em que foram feitos. Estas causas estão relacionadas com a natureza do próprio projeto, como o seu planejamento e o seu controle, ou as alterações de ordens por parte do proprietário da obra. Figura 3 – Principais causas de atrasos (CARDOSO, 2010) O planejamento de empreendimentos é um processo contínuo e não linear que ocorre ao longo do seu ciclo de vida (KERZNER, 2002), conforme a figura 4 ilustra: 9 Figura 4 - Fases do ciclo de vida de um projeto (QUALHARINI, 2015) Analogamente, pode-se dizer que uma obra habitacional é um projeto, e conforme a figura 2, o planejamento acontece desde a fase inicial, onde sua importância é maior, até a fase de encerramento. O planejamento é a definição do momento em que cada atividade deve ser concluída e o desenvolvimento de um plano de produção que mostre as entregas das atividades, conforme necessidade e ordem de execução. Além disso, o mesmo é responsável em demonstrar o tipo de atividade a ser executada, quando executar, os sistemas construtivos e os recursos utilizados (CARDOSO; ERDMANN, 2001). Para obras habitacionais é estudado o prazo da obra e as ações que devem ser tomadas para que o mesmo seja cumprido e quanto isso irá custar. Neste estudo entram os materiais que deverão ser comprados e quando devem ser comprados, de modo que os mesmos estejam disponíveis quando estiver na sua fase de uso; A quantidade de pessoas para a realização e as funções necessárias para desempenhar os serviços programados; As máquinas que serão utilizadas e em que fase da obra as mesmas serão necessárias. (PMBOK, quinta edição) Assim, com as informações supracitadas em mãos, o planejamento inicial é concebido. Após sua apresentação para a equipe responsável, o material orçado começa a ser comprado e enviado para o local da obra, a mão de obra necessária é contratada e os serviços começam a ser executados, e dessa forma começa a ser concebido o que foi planejado. 10 O guia PMBOK divide o planejamento em 24 processos, conforme ilustra a figura 5: Figura 5 – Processos de Planejamento, segundo Guia PMBOK, 5ª edição 3.2 Estruturas de planejamento utilizadas pelas construtoras Há uma grande variedade de construtoras que atuam no setor de obras habitacionais, e as mesmas podem ser divididas em grupos distintos conforme suas estruturas. Por conta disso, os estilos de gerenciamento podem variar conforme complexidade da estrutura da empresa e dos projetos. O planejamento pode ser concebido pela empresa construtora, por uma empresa terceirizada, ou pode haver uma combinação destes. 11 3.2.1 Planejamento Desenvolvido por Pessoal Próprio Em virtude do grande número de obras com atraso, o planejamento vem ganhando mais importância na construção civil. Por esta razão, as construtoras estão investindo cada vez mais no setor de planejamento. Pois desta maneira há um melhor controle das atividades exercidas, reduzindo possíveis falhas e atrasos, o que reduz os custos. (ARAUJO e MEIRA, 2008) O planejamento feito pela equipe da obra tem se mostrado como uma boa opção para a obra. Com a equipe no local e em contato com as demais áreas, o planejamento das atividades e controle das mesmas se torna mais eficaz devido à facilidade de comunicação e melhor conhecimento do projeto. O planejamento pode ser consolidado pelo pessoal próprio de uma empresa construtora de duas formas: equipe de planejamento alocada a um empreendimento, e equipe de planejamento alocada ao escritório central da construtora com abrangência a várias obras. A primeira, via de regra, é utilizada quando o empreendimento a ser construído é de grande porte. Deste modo, a equipe de planejamento é alocada à obra em tempo integral. Já a segunda, via de regra, é utilizada quando o empreendimento a ser construído é de pequeno e médio porte e a construtora executa várias obras simultaneamente, e conta com uma equipe centralizada de planejamento que coordena o planejamento e controle de diversas obras. Deste modo, as pessoas responsáveis pelo planejamento visitam as obras em dias determinados e realizam as atividades compatíveis com a realidade de cada obra. Devido a grande quantidade de empreiteiras em canteiros. Segundo estudo elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em 2007, uma obra chega a receber cerca de 20 empreiteiras e há dificuldades para gerir todas elas em campo. Quando o planejamento é falho ou está em nível muito macro, não enxergando esses aspectos mais detalhados, os empreiteiros começam a ter problemas uns com os outros, com interferências de serviços ou retrabalhos. Para reduzir esses problemas, as equipes devem ser definidas e os sistemas escolhidos. Após a definição das empreiteiras que serão contratadas para cada um dos tipos de serviço, é preciso elaborar o cronograma, apontando qual será o prazo de cada tarefa. Para maior assertividade dos prazos, o ideal é ter uma equipe de planejamento inserida no canteiro 12 de obras, pois a mesma conhece a realidade da obra e pode acompanhar de perto a evolução dos serviços planejados. Quando a obra é muito complexa, o ideal é que este acompanhamento seja feito diariamente, e assim é necessária a alocação de uma equipe de planejamento exclusiva para a obra. Caso o nível de complexidade seja menor, é possível ter uma boa gestão com equipes de planejamento que realizam visitas pontuais à obra. A construtora é responsável por orientar a empreiteira no canteiro em questões como aumento da produtividade e metodologia de execução de serviços. A terceirização é uma opção para reduzir custos ou gerenciar serviços. Mas a responsabilidade é sempre da construtora. A gestão das empreiteiras também inclui a verificação contínua de falhas executivas. As equipes de planejamento e qualidade, quando verificam erros de execução, devem identificar em que etapa se deu a falha e se o problema é oriundo de má execução ou de material de má qualidade. Para tal orientação e checagem é necessário visitar o canteiro de obras, porém essas atividades não precisam ser diárias, e por essa razão, uma equipe que realiza visitas pontuais atende ao bom cumprimento dessas tarefas. Segundo CHOMA (2015),estes são os passos do planejamento: Projeto: É necessário ter todos os projetos de obra em mãos, além de informações de obras anteriores, para estipular no cronograma uma média de produtividade e tempo de execução de cada serviço. Validação: Depois de elaborar o cronograma, é preciso verificar com os responsáveis pela execução dos serviços se é possível chegar à média de produtividade estipulada. Conversando com o responsável pelo serviço, a construtora verificará se a meta é viável. Andamento da obra: Fechados os cronogramas, a equipe de planejamento, possivelmente aliada à equipe de qualidade e ao engenheiro de obra, deve verificar se tudo que foi previsto no planejamento está sendo corretamente executado. É responsabilidade da construtora verificar se os níveis de produtividade estão sendo atingidos, prevenindo-se de possíveis atrasos ou falhas construtivas - além de resolver os gargalos no canteiro. Medição: A verificação contínua apoia-se em medições. É preciso verificar se a velocidade do trabalho nas frentes está dentro do patamar planejado. Em caso negativo, 13 fica demonstrado desde o começo que ocorrerá atrasos. Portanto, o ideal é fazer estimativas com base em obras anteriores e validá-las depois, na própria obra. Equipe estruturada: No canteiro, é preciso ter uma equipe designada para fazer as medições e o acompanhamento da produtividade, a verificação das frentes e a liberação das empreiteiras. Essa equipe deve estar ligada ao setor de planejamento e controle de custos. Conclusão de serviços: É importante que ao final de cada serviço a equipe responsável pelas verificações não deixe passar nenhuma falha ou defeito construtivo. Caso isso ocorra, e a falha apareça durante a execução de um serviço posterior , é muito provável que seja necessário realizar retrabalho e haja algum conflito com a próxima etapa construtiva, que sofrerá com o erro não verificado. As etapas de projeto, validação, andamento da obra e medição, podem ser feitas por uma equipe que realiza visitas pontuais. Já as etapas de estruturação de equipe e conclusão dos serviços é necessário que se tenha pessoas alocadas à obra para o acompanhamento dos serviços e recolhimento de informações que serão repassadas para a equipe central. 3.2.2 Planejamento Desenvolvido por Pessoal Terceirizado A terceirização é identificada como o processo através do qual as empresas transferem para terceiros suas atividades. Terceirização na construção civil é a transferência de atividades ligadas à produção para pessoas físicas, ou jurídicas; essas são contratadas para a execução de partes, etapas ou sistemas perfeitamente definidos do empreendimento, que são realizados com total autonomia e cujos riscos e garantias são de responsabilidade do contratado. (SERRA, 2001). A indústria da construção civil aderiu naturalmente ao movimento de terceirização principalmente em função de algumas particularidades inerentes ao processo construtivo, tais como: produto único (edifício); enorme variabilidade de atividades; grande número de fornecedores (material e serviço) envolvidos em todo o processo; mão-de-obra flutuante; baixa qualificação da mão-de-obra com a frequente carência de profissionais qualificados; e separação entre os agentes da cadeia produtiva, dentre outros. (PEREIRA 2003). 14 Na busca por uma mão de obra especializada e com experiência, ocorre a contratação de pessoal terceirizado para a realização do planejamento. 3.2.3 Planejamento desenvolvido de forma mista Há vários níveis de serviço de planejamento que podem ser ofertados. A empresa contratante pode optar por um planejamento inicial composto de um cronograma e um orçamento, e designar uma equipe de mão de obra própria para realizar o acompanhamento. Desta forma, tem-se o planejamento desenvolvido de forma mista. Há vários níveis de serviço ofertados. A opção pelos mesmos, se faz conforme a necessidade da obra. Há a opção de comprar serviços iniciais de planejamento como cronogramas e orçamentos. Neste caso, a obra fica responsável por acompanhar os custos e os prazos, e também há a opção da compra de um serviço onde a obra e o terceirizado acompanham a produção em conjunto. Também é possível ver obras em que as atividades operacionais ficam por conta do terceirizado, e as atividades gerenciais ficam por conta do pessoal próprio. (NASRALLAH, 2012) 3.3 Controle e Replanejamento “Planejamento e controle são atividades essenciais em qualquer ramo de atividade industrial. No contexto da construção civil, a execução de qualquer empreendimento exige uma combinação de recursos (materiais, mão-de-obra, equipamentos e capital), os quais estão sujeitos a limites e restrições. A alocação de recursos no devido tempo e o fornecimento de dados e fatos para o controle somente são possíveis através de um eficiente sistema de planejamento e programação. O controle, através do acompanhamento e da avaliação, é a função que vai balizar a ação gerencial. Controlar é identificar e quantificar os desvios relativos às previsões originais e adotar ações corretivas para se obter os resultados desejados. O controle gerencial nada mais é que a comparação sistemática entre o previsto e o realizado, tendo como objetivo fornecer subsídios para as análises físicas, econômicas e financeiras e estabelecer os critérios lógicos para a tomada de decisões.” (ARAUJO e MEIRA, 2008) 15 O controle tem como atividades acompanhar o andamento das atividades e compará-las com o planejado, tanto na parte temporal, quanto a financeira. Quando o realizado for diferente do planejado deve ser estudado o porquê de tal diferença e apresentar soluções para a correção de prazo e custo. O controle acompanha tanto a duração da atividade, assim como sua execução. O que permite realizar um estudo de produtividade e de qualidade. Quando as atividades não ocorrem como o planejado é necessário replanejar. Ou seja, iniciar outro planejamento, mas desta vez, com a obra em andamento. É preciso levar em conta os serviços já executados e seu histórico de execução para assim dimensionar a mão de obra e o tempo necessário para a realização dos serviços restantes de acordo com a realidade da obra. Um fator muito importante para o planejamento é o custo da obra. Para que não se tenha prejuízos é importante ter controle das compras, contratações e aquisições. O uso de uma planilha é muito comum e eficiente em tal atividade. Segundo (ROCHA, 2007), o PDCA, ilustrado na figura 6, é um método que visa controlar e assim conseguir resultados eficazes e confiáveis nas atividades de uma empresa, podendo ser usado de forma contínua para o gerenciamento das atividades de uma organização. O mesmo é uma sequencia de procedimentos lógicos, baseados em fatos e dados. Segundo ISHIKAWA (1989, 1993), o ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Action) é composto das seguintes etapas: Planejar (Plan): Estabelecer metas e o método para alcançá-las Realizar (Do): Executar as tarefas previstas na fase de planejamento Checar (Check): Verificar se os resultados estão de acordo com o planejado Agir (Act): Atuar baseado nos resultados obtidos, levando em consideração o planejado, de modo que o mesmo seja cumprido. 16 Figura 6 - Ciclo PDCA 3.4 Dificuldades, Facilidades e Consequências na Produtividade das Obras O planejamento e controle da produção cumpre um papel fundamental para que seja alcançado êxito na coordenação entre as várias entidades participantes de um empreendimento (LAUFER; TUCKER 1987; SINK; TUTTLE, 1993). Mesmo diante dessa importância, observa-se que o planejamento vem sendo desenvolvido de maneira deficiente na maioria das empresas de construção. As principais razões para tal fato são as seguintes: a) O planejamento da produção normalmente não é encarado como processo gerencial, mas como o resultado da aplicação de uma ou mais técnicas de preparação de planos, que, em geral, utilizam informações pouco consistentes ou baseadas somente na experiência e intuição de gerentes de produção (LAUFER; TUCKER, 1987); b) O planejamento e controle da produção (PCP) em outras indústrias são focados, em geral, em unidades de produção, diferentemente do que ocorre na indústria de construção, na qual está dirigido principalmente ao controle do empreendimento, que busca apenas acompanhar o desempenho global e o cumprimento de contratos (BALLARD; HOWELL, 1997); c) A incerteza inerente ao processo de construção é frequentemente negligenciada, não sendo realizadas ações no sentido de reduzi-la ou de eliminar seus efeitos nocivos (COHENCA et al., 1989); d) Com frequência, existem falhas na implementação de sistemas computacionais para planejamento, por vezes adquiridos e inseridos em um ambiente organizacional, sem antes haver a identificação das necessidades de informações de seus usuários (LAUFER; TUCKER, 1987). Em geral, sem essa identificação, os sistemas produzem um grande número de dados irrelevantes ou desnecessários (LAUFER; TUCKER, 1987), que, normalmente, indicam, 17 apenas, desvios das metas planejadas com as executadas e não as causas que provocaram tal desvio (SANVIDO; PAULSON, 1992); e) Existem dificuldades de mudar as práticas profissionais dos funcionários envolvidos com o planejamento, principalmente devido à formação obtida por eles em cursos de graduação (LAUFER; TUCKER, 1987; OGLESBY et al., 1989). Em geral, esses cursos focalizam, apenas, técnicas de preparação de planos, negligenciando as demais etapas do processo, como a coleta de informações e a difusão dos planos, (LAUFER; TUCKER, 1987). Há também outros tipos de dificuldades encontradas no planejamento. Quando se faz uso de terceiros, a falta de conhecimento da empresa contratada com a empresa contratante pode causar dificuldade na comunicação e assim, prejudicar o fluxo de informações necessárias para um bom planejamento. A empresa terceirizada precisa estar a par das políticas da empresa, do tipo de material usado, das técnicas construtivas, do orçamento inicial e da mão de obra para a execução de um planejamento eficaz. E o alto valor do serviço. Dentre os impactos resultantes de um planejamento, interligado a um controle gerencial, nas empresas de construção civil, destacam-se: a) Maior previsibilidade da obra ou do empreendimento; b) Emissão de relatórios evidenciando a posição da obra ou do empreendimento; c) Maior chance de cumprimento de prazos; d) Controle mais eficaz sobre mão-de-obra, materiais e atividades; e) Geração de dados para a administração da compra de materiais e contratação de mão-de-obra; f) Maior possibilidade de avaliar os métodos construtivos utilizados; g) Suporte para a tomada de decisões financeiras; h) Maior competitividade. Muitas vezes o planejamento não tem a atenção devida na obra, já que muitos engenheiros visam apenas a produção, não dando atenção para a programação de tarefas, uma falha grave de gestão, que pode comprometer a produtividade. Em contra partida, o planejamento tem a facilidade de enxergar a obra como um todo e assim sinalizar seus pontos fortes e fracos de modo que se aproveite melhor os recursos. (FILHO, 2005) 18 4 PRODUTIVIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL 4.1 Produtividade - Visão Geral Produtividade é a relação entre o que foi produzido e os fatores utilizados para tal produção. Os fatores podem ser pessoas, máquinas, materiais e etc. Quanto maior for essa relação, maior é a produtividade. (KELLOGG, 1981). Figura 7– Ilustração de Processo – (Autor, 2015) Considerando que um processo é a transformação de entradas em saídas, conforme ilustrado na figura 7, produtividade é a eficiência nesta transformação. A produtividade é apresentada na forma de consumo de recursos por unidade de produção ou consumo do recurso. De acordo com (ANDRADE, SOUSA, et al., 2001) a produtividade da mão-deobra pode ser definida como sendo a eficiência em transformar o esforço humano (homens-hora, Hh) em quantidade de serviço (QS). O conceito de produtividade associada a um dado sistema produtivo é o índice que compara a produção do sistema com os insumos que foram consumidos para essa produção em um certo período. Esse número, designado como índice de produtividade, é expresso pela Equação 1: 𝑃𝑟𝑜𝑑𝑢𝑡𝑖𝑣𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑎 𝑚ã𝑜 𝑑𝑒 𝑜𝑏𝑟𝑎 = 𝐻𝑜𝑟𝑎𝑠 𝑇𝑟𝑎𝑏𝑎𝑙ℎ𝑎𝑑𝑎𝑠 (1) 𝑄𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑆𝑒𝑟𝑣𝑖ç𝑜 𝑃𝑟𝑜𝑑𝑢𝑧𝑖𝑑𝑜 A produtividade também pode ser aferida para outros itens, como equipamentos. Neste caso, o índice compara o esforço da máquina com a produção alcançada, por exemplo, comparar a quantidade de içamentos que um guindaste realiza com um litro de combustível.. Este índice está expresso na equação 2: 𝑃𝑟𝑜𝑑𝑢𝑡𝑖𝑣𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑜 𝑒𝑞𝑢𝑖𝑝𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 19 𝐶𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 𝑞𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑆𝑒𝑟𝑣𝑖ç𝑜 𝑅𝑒𝑎𝑙𝑖𝑧𝑎𝑑𝑜 (2) Os materiais utilizados na construção tem produtividade variável. Seu consumo depende de vários fatores, dentre eles, sua qualidade. Por exemplo, um litro de tinta com boa viscosidade, rende mais que uma tinta menos espessa. Ou seja, com a tinta mais viscosa, consegue-se pintar um valor x de m² utilizando uma unidade de litros de tinta, com a tinta menos espessa, é necessário realizar várias demãos para ter o mesmo resultado. Este índice pode ser expresso como no exemplo da equação 3: 𝑃𝑟𝑜𝑑𝑢𝑡𝑖𝑣𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑜 𝑚𝑎𝑡𝑒𝑟𝑖𝑎𝑙 = 4.2 𝑄𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑖𝑑𝑎 𝑄𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑆𝑒𝑟𝑣𝑖ç𝑜 𝑃𝑟𝑜𝑑𝑢𝑧𝑖𝑑𝑜 (3) Produtividade na Construção Civil Segundo (PEREIRA, 2003), a baixa produtividade é uma questão real no ramo da construção civil, porém, não é tratada com a atenção devida, principalmente se comparado a outros setores como o industrial, mais evoluído nesse quesito. Segundo (DANTAS, 2011), pode-se afirmar que apesar dos significativos avanços tecnológicos na concepção de novos materiais e sistemas construtivos, a construção civil apresenta, ainda hoje, caráter artesanal, na medida em que pouco utiliza as técnicas que fizeram o progresso de outros setores industriais e permitiram significativos aumentos de produtividade. Observa-se grande resistência ao uso de novas tecnologias. Não só pela falta de conhecimento da mesma, mas pelo impacto financeiro que seu uso pode gerar. Nota-se uma elevação de preços de mão de obra em técnicas onde a mesma precisa ser especializada, e o material não é encontrado com facilidade. De acordo com o relatório do Fórum Econômico Mundial (2008) apud Rizzo (2008), a lentidão do aumento da produtividade da mão de obra é uma das debilidades da economia brasileira, com ênfase negativa para a da indústria da construção civil. Thomas e Zavrski (1999) propuseram uma forma de modelar a produtividade na execução de serviços da Construção Civil, afirmando que, quando um projeto não apresenta elevada complexidade e há uma boa administração, a produtividade diária também é relativamente constante e padrão. Esta proposição se concretiza nas obras habitacionais. 20 No caso das obras habitacionais de baixo padrão, as unidades construídas seguem um padrão, não havendo diferenças entre as mesmas. O que contribui para o melhor controle dos custos. Também devido a padronização de serviços, tem-se uma repetição de atividades, o que reduz a fase de aprendizado de tal atividade e faz com que se tenha uma maior velocidade de produção, e assim ganhos na produtividade. Quando se fala de obras habitacionais de médio e de alto padrão, onde as unidades podem receber acabamentos, ou até estruturas diferentes, tem – se um comprometimento da produtividade, tendo em vista que é necessário um tratamento diferente para cada unidade. É preciso identificar as unidades conforme projetos, para que as mesmas recebam o tratamento adequado. Também é necessário se programar para diferentes ordens de etapas, devido ao acabamento empregado. 4.3 Produtividade em obras habitacionais A industrialização é um desafio para a construção brasileira, o êxito dos programas de habitação está vinculado ao aumento de produtividade do setor através da incorporação de novas tecnologias (Precon – 2015) O estudo da produtividade e sua aplicação nos canteiros de obra pode ser dividido em duas etapas. Em primeiro lugar, há de se mensurar tal produtividade, para que, posteriormente, essa informação possa ser analisada e desdobrada em ações e melhorias dos processos produtivos e gerenciais das obras. (FERNANDES, 2014) Nas obras habitacionais a produtividade considerada é a de acordo com os padrões da empresa que realiza a construção. Cada empresa possui um método construtivo, técnicas e padrões e por essa razão, o ideal é que se pratique índices de acordo com a realidade de produção de tal empresa. Pode se utilizar os indicadores do TCPO como base, mas também é importante que se tenha uma base de dados, com índices de obras anteriores para comparação. Pode-se apresentar os diferentes indicadores de produtividade conforme complexidade de execução do serviço. Pode-se citar como exemplo a execução de coberturas com telhado conforme TCPO (13ª ed.- 2010) A produtividade ser 0,5 nas seguintes condições: a) Não há necessidade de estruturas de apoio em madeira 21 b) Há uma ou duas águas de grandes dimensões c) Telhas leves e de grandes dimensões Para o mesmo serviço, a produtividade pode ser 1,5 nas seguintes condições: a) Presença de tesouras e outras estruturas de madeira b) Telhado recortado com águas pequenas c) Telhas pequenas E caso haja interseção das condições descritas acima, utiliza-se o valor médio de 0,7. A produtividade total dos fatores (PTF) é definida na relação entre produtividade do trabalho e produtividade do capital. A PTF é um indicador importante porque expressa e torna comparáveis diversas combinações de capital e trabalho, de forma a identificar a mais eficiente.(CBIC, 2010) Os dados de produtividade abaixo foram extraídos do relatório de produtividade na construção civil gerado pela CBIC, e explicitam o crescimento da produtividade na construção civil e os fatores contribuintes. 1. A PTF cresceu 3,1% ao ano no período 2006-2009, o que coincidiu com a expansão do setor da Construção. 2. De 2003 a 2009, a produtividade da mão de obra cresceu 5,8% ao ano. O investimento realizado pelas empresas em máquinas e equipamentos e terrenos contribuiu para aumentar a produtividade do trabalho e diminuir a do capital nos seis anos com um todo. A produtividade do trabalho se reduz para 4,4% ao ano em 2006-2009, em razão do aumento das contratações, da formalização e dos salários. 3. A produtividade do capital (valor adicionado/unidade de capital) foi negativa, com queda de 3,5% ao ano no período 2003-2009. O investimento realizado pelas empresas em máquinas, equipamentos e terrenos contribuiu para aumentar a produtividade do trabalho e diminuir a do capital. Entre 2006-2009, a produtividade do capital torna-se positiva e registra incremento de 1,6% ao ano. 4. De 2003 a 2009, o valor adicionado das empresas de edificações cresceu a taxa de 19,2% ao ano e, portanto, superior ao crescimento do emprego (12,8% ao ano) e ao estoque de capital por trabalhador (7,6% ao ano). Como resultado, a produtividade total dos fatores se elevou ao ritmo de 1,9% ao ano. 22 5. As empresas de edificações de maior porte foram as que mais contribuíram para o crescimento da produtividade total dos fatores da Construção Civil brasileira, com crescimento médio da PTF de 5,0% ao ano entre 2006 e 2009. A figura 8 aponta a participação dos itens que causaram dificuldades no investimento em máquinas, equipamentos e processos produtivos. Dificuldades no investimento em máquinas, equipamentos e processos produtivos 48% 28% 29% 60% 67% 34% Falta de oferta Incidência Acesso às linhas juros altos no O custo de Falta de dos tributária na de crédito para crédito (custo novos trabalhadores bens/serviços adoção de investimentos de capital) equipamentos e especializados desejados no processos em máquinas e processos para contratar mercado industrializados equipamentos Figura 8 – Principais itens responsáveis pela dificuldade em investimento em máquinas e equipamentos. Fonte: FGV - 2010 As figuras 9 e 10 apresentam a distribuição da escolaridade da mão de obra nos anos de 2003 e de 2009. A redistribuição corrobora que elevação da produtividade da mão de obra está ligada ao conhecimento teórico. 23 4% 2% 2% 6% 20% 14% 52% Analfabeto fundamental completo fundamental incompleto médio completo médio incompleto superior completo ou pós superior incompleto Figura 9 – Distribuição de escolaridade na construção civil no ano de 2003. Fonte: FGV - 2010 4% 1% 1% 6% 21% 25% 39% Analfabeto fundamental completo fundamental incompleto médio completo médio incompleto superior completo ou pós superior incompleto Figura 10 - Distribuição de escolaridade na construção civil no ano de 2003. Fonte: FGV - 2010 4.4 Fatores que influenciam a produtividade O Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade no Habitat (PBQP - H) é um sistema que tem seus requisitos baseados na Norma ISO 9001, destacando a importância à obtenção de resultados de desempenho e eficácia do processo, sendo necessária a medição de processos e produtos (ABNT, 2000). Para melhorar a produtividade é 24 necessário investir em recursos que melhorem a qualidade. Para tal, é preciso treinamento da mão de obra para qualifica-la; também é importante investir em novas tecnologias para a utilização de métodos construtivos otimizados. Para conhecer a realidade de produção da obra é necessário acompanhar a execução dos serviços dia a dia. Assim se dá o estudo de produtividade. Para que o mesmo ocorra há uma série de facilidades e dificuldades que serão encontradas. Dentre as dificuldades pode-se citar: acurácia das informações, que é a mais grave tendo em vista que informações imprecisas impactarão diretamente no número que define a produtividade da obra, mascarando a realidade. Para a coleta de informações é importante que quem a faça seja alguém com conhecimento técnico e compromisso com o resultado de tal trabalho. A produtividade sofre influência de diversos fatores, conforme o serviço que está sendo executado. Por exemplo, para a cravação de uma estaca pré-moldada os principais fatores que tem participação direta na produtividade , segundo TCPO , são: a) Dureza do terreno b) Eficiência do equipamento de cravação c) Facilidade de movimentação do equipamento d) Clima - chuvas e) Condições do equipamento (AZAVEDO, 2013) O aumento da produtividade é conseqüência da utilização otimizada e integrada dos diversos fatores que contribuem na formação, movimentação e comercialização de um produto. Pode-se destacar os seguintes fatores que afetam a produtividade: a) Capacitação e treinamento da mão-de-obra; b) Metodologia de trabalho utilizada; c) Layout do canteiro de obras; d) Práticas gerenciais de controle; e) Processos de produção; f) Utilização de insumos; g) Estrutura organizacional da empresa. 25 4.5 Medição de produtividade de mão de obra A medição de produtividade de mão de obra se dá através de levantamentos das atividades realizadas em campo. A medição pode ocorrer em diversos intervalos de tempo, dependendo da atividade que está sendo estudada e da disponibilidade de recursos para tal medição. Os itens medidos são a quantidade de serviço realizado e o tempo utilizado para a realização de tal serviço. Por exemplo, mede-se a cada dia, a quantidade (em m²) de pintura realizada em um apartamento. Todos os dias são realizadas medidas até que o serviço de pintura naquele apartamento esteja concluído. Assim, mede-se a metragem de serviço pintado em cada dia, e tem-se a produtividade de cada dia daquele pintor (Considerando que o mesmo pintor irá realizar sozinho a pintura de tal apartamento). Depois, com a metragem total do apartamento e quantidade de dias que foram necessários para a execução do serviço, temos a produtividade geral do pintor. E assim, pode-se comparar este último valor com os valores de produtividade diária e fazer uma análise mais detalhada sobre o serviço, identificando possíveis causas de disparidades elevadas de produtividade. A produtividade para um serviço pode variar, dependendo da equipe que a realiza. Segundo TCPO (13ªed. - 2010) quando se tem um serviço que pode ser executado por um oficial e/ou por um servente, os índices de produtividade diferem. Como exemplo, pode-se citar o serviço de assentamento de piso cerâmico com argamassa pré-fabricada. A produtividade esperada do ladrilheiro é de 0,44 h/m², e a do servente é de 0,22h/m². Define-se mão de obra direta (MOD) como sendo aquela empregada na execução dos serviços propriamente ditos, isto é, aquela relativa aos operários que trabalham diretamente para a realização do produto em elaboração. (MATTOS, A., DELARUE, R. 2011) Para calcular o índice de produtividade da MOD é preciso estabelecer 2 parâmetros: HH Planejadas (HP) = horas orçadas para o trabalho previsto HH Reais (HR) = horas gastos no trabalho executado Deste modo, definem-se relações numéricas entre os parâmetros a fim de mostrar o desempenho das equipes de MOD, este índice pode ser expresso conforme a equação 4: 26 Índice de Produtividade da MOD (IP): 𝐼𝑃 = 𝐻𝐴 (4) 𝐻𝑅 O Índice de Produtividade da MOD (IP) representa quanto das horas gastas estão sendo efetivamente agregadas, ou seja, a correlação entre as horas despendidas e as horas alocadas originalmente para o serviço que realmente foi realizado. A análise do IP é explicitada abaixo: Se HA > HR ↔ IP > 1 — A equipe encarregada do serviço apresenta um desempenho melhor do que o esperado, pois, para a quantidade de serviço executada, foram gastas menos horas (HR) do que se estimava (HA). A produtividade real supera a orçada. As causas dessa melhoria devem ser detectadas e exploradas ao máximo na obra; Se HA < HR ↔ IP < 1 — A equipe alcançou desempenho insatisfatório, pois, para a quantidade de serviço executada, foram gastas mais horas (HR) do que se estimava (HA). A produtividade real está aquém da orçada. O foco do problema deve ser identificado e medidas corretivas, tomadas; Se HA = HR ↔ IP = 1 — a equipe alcançou o desempenho de produtividade esperado. O índice de produtividade pode ser calculado para a equipe responsável pelo serviço, ou para cada componente da equipe, a fim de se conhecer os funcionários mais produtivos, e estudar a causa de tal produtividade. O mesmo motivo se aplica à avaliação de mão de obra com produtividade abaixo do esperado. Quando se tem IP <1, é necessário avaliar as causas da baixa produtividade. As principais causas de desvio entre as produtividades estimadas e aquelas efetivamente comprovadas em campo são: a) As produtividades adotadas foram baseadas em obras similares, mas as mesmas condições de trabalho não foram observadas na prática; b) Escassez de mão de obra e absenteísmo; c) Baixa disponibilidade de operários qualificados; d) Supervisão de encarregados e mestres; 27 e) Condições climáticas adversas; f) Retrabalho; g) Interferências externas; h) Aceleração dos serviços; i) Impacto cumulativo de alterações de projeto; j) Treinamento; k) Motivação. 28 5 INDICADORES DE PRODUTIVIDADE 5.1 Aspectos Gerais Indicadores são parâmetros qualificados e/ou quantificados que servem para detalhar em que medida os objetivos de um programa foram alcançados, dentro de um prazo delimitado de tempo e numa localidade específica. Como o próprio nome sugere, são uma espécie de “marca” ou sinalizador”, que busca expressar algum aspecto da execução de um programa de forma que possamos observá-lo, mensurá-lo e avaliá-lo. (SPDS, 2011) Os indicadores não são definidos de qualquer maneira, mas, sim, são montados conforme uma composição lógica bem definida, não comportando mais de uma interpretação (PALADINI, 2005). Os indicadores são instrumentos de gestão essenciais nas atividades de monitoramento e avaliação das organizações, assim como seus projetos, programas e políticas, pois permitem acompanhar o alcance das metas, identificar avanços, melhorias de qualidade, correção de problemas, necessidades de mudança etc. Pode-se dizer que os indicadores possuem, minimamente, duas funções básicas: a primeira é descrever por meio da geração de informações o estado real dos acontecimentos e o seu comportamento; e a segunda é de caráter valorativo que consiste em analisar as informações presentes com base nas anteriores de forma a realizar proposições valorativas. Segundo Costa (2015), os indicadores tem os seguintes objetivos: a) Mensurar os resultados e gerir o desempenho; b) Embasar a análise crítica dos resultados obtidos e do processo de tomada decisão; c) Contribuir para a melhoria contínua dos processos organizacionais; d) Facilitar o planejamento e o controle do desempenho; e) Viabilizar a análise comparativa do desempenho da organização. Para o estabelecimento de medidores é importante se atentar à alguns elementos. Os mesmos foram listados conforme Costa (2015) citou. a) Ter em mente a Cadeia de Valor da ANTAQ; 29 b) Os indicadores devem contribuir de forma explícita para o cumprimento dos objetivos estratégicos (Mapa estratégico); c) Devem estar intimamente relacionados às principais conclusões do processo de elaboração do Planejamento (pontos fracos, pontos fortes, oportunidades e ameaças); d) Devem medir performance e não atividade; e) Devem custar o mínimo possível e ter o máximo de justificativa possível; f) Devem ser simples e de preferência exigir pouca ou nenhuma explicação; g) Devem permitir fixação de metas e autonomia na obtenção das mesmas; h) A interpretação dos dados deve subsidiar o processo decisório. Os indicadores são uma ferramenta fundamental no planejamento e controle das operações, Peter Drucker, disse: “Se você não pode medir, você não pode gerenciar”. Para garantir a qualidade dos indicadores não é necessário monitorar e controlar tudo e todos ao mesmo tempo e na mesma hora. A postura correta é medir apenas o que é importante e significativo. Pode-se começar com poucos indicadores, medindo apenas os processos básicos, e ir aumentando gradativamente. As medidas devem ser úteis para orientar a gestão no dia-a-dia. A medição tem que ser orientada para a melhoria do desempenho e a melhoria do desempenho, tem que ser orientada pela medição. Se com a medição consegue-se extrair informações de gestão, ele terá qualidade. “O crescente aumento da competitividade no subsetor edificações tem estimulado as empresas a investigar a origem das deficiências do processo produtivo e a determinar indicadores de desempenho.” (SANTOS, 1994). Os indicadores de produtividade na construção civil, tanto no Brasil quanto no exterior, tem sido apresentados por composições individuais para cada serviço, sendo que, para cada um deles, indica-se a demanda média por materiais e por mão de obra para se executar uma unidade do produto. Por exemplo, para a pintura de 1m² de parede externa em 3 demãos utiliza-se 0,10 h de ajudante de pintor; 0,35h de pintor e 0,40 Kg de Tinta em pó. (TCPO, 13ª ed. - 2010) 30 Porém, em virtude da diversidade de tipologia de produtos, de técnicas utilizáveis e das diferentes formas de organização e gestão de serviços que vem sendo adotadas pelas empresas de construção surgiu a necessidade de adotar valores de produtividade variável. Tais valores estão compreendidos em uma faixa, com um valor mínimo, médio e máximo. E foram estabelecidos conforme complexidade do serviço e da execução do mesmo. 5.2 Medição e Monitoramento dos Indicadores Segundo Spinelli (2012), para a obtenção, medição e monitoramento dos indicadores é necessário seguir os seguintes passos: a) Seleção dos serviços: O primeiro passo é escolher quais serviços terão sua produtividade acompanhada. A prioridade deve ser dada aos itens de maior impacto no orçamento b) Definição do tipo de medição: A medição da produtividade pode ser feita sob o aspecto financeiro ou físico. No primeiro, o foco é medir quanto dinheiro se gasta com mão de obra para executar um metro quadrado de alvenaria, por exemplo. Já a medição física levanta quantos homens-hora são necessários para o mesmo serviço. c) Padronização de dados: As variáveis medidas no canteiro devem ser padronizadas segundo critérios de cada construtora. i. Homem: Quando se fala em homem-hora por metro quadrado é importante definir se a variável "homem" se refere apenas aos oficiais ou à equipe inteira, inclusive os auxiliares. ii. Hora: Há duas formas de medir a hora trabalhada. A primeira é pela hora útil do trabalhador, ou seja, o tempo que ele passou efetivamente engajado nas atividades, descontados períodos de ociosidade. Outro método é medir a hora disponível, ou seja, o tempo total em que ele esteve disponível no canteiro, inclusive os períodos de ociosidade. iii. Quantidade de serviço: Também é necessário padronizar a forma e quantificar os serviços executados. Na alvenaria, por exemplo, deve-se definir se serão descontados os vãos ou não. 31 iv. Levantamento dos índices: Os indicadores de produtividade devem ser acompanhados periodicamente, em todas as obras. É possível fazer a avaliação da produtividade junto com as medições realizadas para pagamento dos empreiteiros. v. Análise: Os indicadores de produtividade de cada obra são analisados em comparação aos dados armazenados e às estimativas para aquela obra. Nesta fase, verifica-se onde estão as perdas ou, ainda, ganhos de produtividade. É possível comparar dados entre diferentes obras ou confrontar os dados de uma obra específica com o índice médio da empresa. d) Correções: Se os indicadores estiverem abaixo do aceitável, a empresa deve cobrar melhorias na produção, atacando os pontos problemáticos indicados na medição. e) Boas práticas: Se os indicadores ficarem acima do normal, é preciso avaliar de perto para saber se houve erro no cálculo ou se há procedimentos mais eficientes que podem ser replicados em outros canteiros. f) Atualização: Os indicadores da primeira medição não ficam cristalizados no banco de dados da empresa. A cada novo acompanhamento, os índices atuais são novamente processados e podem interferir no padrão de referência. Os indicadores são medidos através de visitas de campo com o auxílio de uma tabela. Na mesma estão contidos campos para as informações que comporão o estudo para a obtenção de um valor. Os campos mais importantes são: nome do funcionário avaliado, dia da semana, horário de início e horário de término, clima, produção, tipo de serviço e responsável pela medição. Na figura 11, temos um exemplo de tabela de campo: 32 OBRA: ACOMPANHAMENTO DO TEMPO Serviço : O - SOL X - CHUVA FORTE I - CHUVA FRACA Responsável: Funcionário CLIMA Data Início Término Início Término Figura 11 – Tabela de campo para medição de produtividade (Autor, 2015) Após a coleta de dados no campo, as informações obtidas são compiladas em uma planilha para obtenção de um valor médio. 5.3 Indicadores Médios da Construção Civil Como exemplo, pode-se citar a utilização de formas de escada pré fabricadas descrita no TCPO, 13ª ed. A faixa de produtividade varia de 1,91 Hh/m² a 2,77 Hh/m², e o valor médio é de 2,06 HH/m². Os fatores que contribuem para atingir o valor mínimo são: a) A fôrma da escada é feita depois do pavimento estar executado b) Serviço em condições favoráveis: Ciclos curtos, pouco ou nenhum retrabalho, fatores climáticos favoráveis, baixa rotatividade dos operários. Os fatores que contribuem para o valor máximo são: a) A fôrma da escada é feita juntamente com a forma do pavimento b) Serviço em condições desfavoráveis: Ciclos longos, ocorrência de retrabalho, fatores climáticos desfavoráveis, alta rotatividade dos operários. Para formas fabricadas na obra, o índice de produtividade varia conforme o número de utilizações da forma. Ou seja, quanto maior for o reaproveitamento, melhor a produtividade. 33 A tabela 1 contempla os valores variáveis que são influenciados pelos fatores citados no exemplo acima, de acordo com o número de utilizações. Tabela 1 – Indicadores de Produtividade de formas de escada – Fonte TCPO 13ª edição Números de Produtividade Produtividade Produtividade utilizações mínima média máxima 1 3 5 8 12 18 3,41 2,41 2,21 2,10 2,40 1,99 Hh/m² Hh/m² Hh/m² Hh/m² Hh/m² Hh/m² 3,56 2,56 2,36 2,25 2,19 2,14 Hh/m² Hh/m² Hh/m² Hh/m² Hh/m² Hh/m² 4,27 3,27 3,07 2,96 2,90 2,85 Hh/m² Hh/m² Hh/m² Hh/m² Hh/m² Hh/m² Com o auxílio do TCPO e da tabela Badra foram apontados os índices médios de produtividade de alguns serviços presentes na construção habitacional. A tabela 2 contempla tais valores: Tabela 2 - Indicadores médio de produtividade na construção Habitacional – Fonte TCPO 13ª Edição e tabela Badra Serviço Alvenaria Janelas Cerâmica - piso Portas Forro PVC Bacia Lavatório Tanque Limpeza Pintura TCPO - 2010 12,60 m²/dia 6,00 Unid/dia 22,50 m²/dia 2,40 Unid/dia 12,00 m²/dia 3,00 Unid/dia 6,00 Unid/dia 3,00 Unid/dia 12,80 m²/dia 30,00 m²/dia Tabela Badra 10,00 m²/dia 3,50 Unid/dia 17,50 m²/dia 3,00 Unid/dia 17,00 m²/dia 1,33 Unid/dia 1,21 Unid/dia 1,33 Unid/dia 11,43 m²/dia 40,00 m²/dia Outra maneira de se medir a produtividade é utilizando o valor gasto para a realização de uma atividade, já que se houver a necessidade de retrabalho, o custo é maior, logo, a atividade terá maior duração, e a quantidade de serviço que necessita ser realizado é constante. 34 6 ESTUDO DE CASO 6.1 Características dos empreendimentos em estudo Os empreendimentos habitacionais da empresa em estudo são empreendimentos simples e funcionais, direcionados para a população de renda baixa. Possuem grande número de unidades construídas por bloco e grande número de blocos por condomínio. Muitas vezes, em um mesmo terreno são construídos mais de um condomínio. Os empreendimentos atendem aos beneficiários do programa minha casa minha vida e por essa razão precisam atender a um número elevado de pessoas, tendo em vista que seu principal objetivo é reduzir o déficit habitacional. Os empreendimentos são localizados em áreas onde há uma concentração elevadas de pessoas e local disponível para uma construção de médio à grande porte. Em geral, os locais de construção são terrenos onde há fábricas desativadas que serão demolidas para a liberação da área para a construção, o que contribui para a renovação do bairro que receberá o empreendimento. 6.2 Características da Construtora Envolvida no Estudo A empresa em estudo realiza construções habitacionais e também realiza a incorporação das mesmas. Por construir para o programa minha casa minha vida, tem compromisso com o banco financiador em que não pode terceirizar alguns serviços. Estes são: Alvenaria, lajes e esquadrias. Os demais serviços são terceirizados, porém acompanhados pelo pessoal da empresa. Por questões econômicas, a mesma não possui equipamentos pesados, como guindastes e tratores. Seus equipamentos são apenas os necessários para a realização dos serviços que precisa realizar. As empreiteiras são responsáveis pelos equipamentos utilizados em cada serviço, e a empresa, pelos materiais. Por construir para projetos do governo, a empresa precisou se certificar no PBQP-H e na ISO 9001. Independente das exigências governamentais, a empresa é certificada na ISO 14001 e na OHSAS 18001. A empresa possui equipes fixas nas obras e equipes que se deslocam entre algumas obras, dependendo do setor. Os cargos que são parte das equipes fixas são: Engenheiro de obras, Mestre de obras, Encarregados, Pedreiros, Serventes, Eletricistas, Bombeiros hidráulicos, Estagiários, Técnico de segurança, Almoxarife e Administrador. Na equipe 35 móvel estão alocados os responsáveis pelo planejamento, os responsáveis pela qualidade, os responsáveis pelo controle de custos e os responsáveis pela sustentabilidade. 6.3 Materialização do Planejamento e Controle no Canteiro de Obras A empresa em estudo possui uma equipe de planejamento. A mesma é composta de coordenadores, analistas e estagiários. Os coordenadores são responsáveis pela análise macro das informações de todas as obras da região para a qual são designados. Os analistas são os responsáveis pela análise micro das obras sob sua responsabilidade. Os estagiários são responsáveis pela coleta de informações no campo e sua transformação em dados para análise. Toda a equipe se dedica a análise das atividades e práticas que colaboram para a melhoria da produção. No início do mês é a realizada a previsão de serviços que serão executados conforme disponibilidade de mão de obra, materiais e equipamentos. Então, semanalmente a equipe de planejamento realiza reuniões para acompanhar a produção e analisar se a mesma está de acordo com o previsto inicialmente. E caso não esteja, são estudadas e sugeridas soluções e desenhado um plano de ação para que a meta seja cumprida. O acompanhamento da produção é feito através de uma planilha onde consta cada serviço necessário para a realização da obra desde o início ao fim. Cada serviço tem um peso na produção conforme seu valor previsto no orçamento inicial. No último dia útil de cada semana, o estagiário preenche a planilha de acompanhamento de produção com as informações coletadas durante a semana, e a divulga. Deste modo passa a ser de conhecimento de todos o andamento dos serviços. Assim, cada pessoa passa a conhecer sua meta de produção para a semana vigente. E cabe a engenharia prover recursos para que a meta seja atingida. 6.4 Indicadores de Produtividade A empresa em estudo possui indicadores de produtividade para os principais serviços executados. O trabalhador que supera o índice de produtividade para o serviço que está executando, recebe um prêmio em dinheiro no final do mês. 36 Os indicadores são referentes aos serviços listados no quadro abaixo, assim como seus valores: Tabela 3 - Indicadores de referência de produtividade adotados pela empresa Serviço Alvenaria Assentamento de janelas Gesso Assentamento de azulejo Assentamento de cerâmica - piso Portas Forro PVC Louças ( bacia sanitária, lavatório, pia cozinha e tanque) Limpeza grossa Pintura Indicador de produtividade da empresa 15,5 m²/dia 6,0 unid/dia 30,0 m²/dia 12,0 m²/dia 16,0 m²/dia 5,0 unid/dia 13,0 m²/dia 2 aptos/dia 25,0 m²/dia 30,0 m²/dia A área dos apartamentos em estudo é de 53,20 m². Os indicadores de produtividade foram estabelecidos da seguinte forma: Estudos de produtividade de cada serviço são realizados em todas as obras. As obras que cumprem o cronograma estabelecido para tal serviço, tem seu índice de produtividade adotado como indicador de produtividade. E assim é feita uma média com os indicadores adotados, chegando-se a um único valor que passa a ser o indicador oficial de produtividade para o serviço apontado. Para as obras em estudo, também foi feito um estudo de produtividade. Nas três obras pode se notar valores de produtividade com discrepância muito pequena, pois como as obras iniciaram em momentos diferentes, assim que a equipe responsável para um serviço terminava sua tarefa, acontecia a realocação da mão de obra na obra vizinha. E por essa razão, pode se adotar o mesmo valor para as três obras, já que a mão de obra foi a mesma.. Os valores obtidos estão apresentados na tabela 4: 37 Tabela 4 – Índices de produtividade aferidos nas obras em estudo Serviço Indicador de produtividade da obra Alvenaria Assentamento de janelas Gesso Assentamento de azulejo Assentamento de cerâmica - piso Portas Forro PVC 14,4 m²/dia 10,0 unid/dia 40,2 m²/dia 18,5 m²/dia 20,6 m²/dia 3,0 unid/dia 10,0 m²/dia Louças (bacia sanitária, lavatório, pia da cozinha e tanque) 1,5 aptos/dia Limpeza Pintura 20,0 m²/dia 24,0 m²/dia 6.5 Estudo Comparativo Neste estudo foram analisados 3 canteiros de obras. Todos estão situados no mesmo terreno, mas possuem gestões independentes. A Obra X está com o prazo de entrega vencido e pagando multa por atraso. E por essa razão acredita que o planejamento e o controle de produção não sejam mais necessários. A política do engenheiro é a de produção. Ele conta com um grande número de pessoas para finalizar o empreendimento. Porém, não se atrela para especializações. Ele lista os serviços restantes para a conclusão e aloca uma parte da mão de obra para que os mesmos sejam finalizados. A mão de obra restante é encarregada de realizar a revisão dos serviços que já foram concluídos para que as unidades possam ser entregues para os seus proprietários. Esse trabalho de revisão é necessário por conta da falta de mão de obra especializada. 38 Com os prazos estourados, os serviços estão sendo realizados sem o controle de qualidade adequado. A Obra X foi apontada como a pior da empresa nos últimos 10 anos. Segundo a programação inicial, a obra possui atraso de 19 meses. Tal diferença pode ser visualizada nas figuras 12 e 13, conforme percentuais planejados e realizados. Figura 12- Evolução da Obra X 39 Mês jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 dez/12 jan/13 fev/13 mar/13 abr/13 mai/13 jun/13 jul/13 ago/13 set/13 out/13 nov/13 dez/13 jan/14 fev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14 ago/14 set/14 out/14 nov/14 dez/14 jan/15 fev/15 mar/15 abr/15 mai/15 jun/15 jul/15 ago/15 Planejado % Mês %Acum 2,57% 2,57% 3,87% 6,44% 3,03% 9,47% 3,23% 12,70% 4,03% 16,73% 5,70% 22,43% 6,10% 28,53% 7,31% 35,84% 8,87% 44,71% 9,35% 54,06% 9,10% 63,16% 8,93% 72,09% 7,43% 79,52% 6,77% 86,29% 5,44% 91,73% 3,58% 95,31% 2,25% 97,56% 1,50% 99,06% 0,77% 99,83% 0,17% 100,00% Realizado % Mês %Acum 2,59% 2,59% 3,60% 6,19% 2,07% 8,26% 2,45% 10,71% 2,41% 13,12% 2,90% 16,02% 2,70% 18,72% 4,85% 23,57% 1,50% 25,07% 1,26% 26,33% 2,39% 28,72% 2,90% 31,62% 3,75% 35,37% 3,33% 38,70% 5,06% 43,76% 5,21% 48,97% 6,68% 55,65% 3,67% 59,32% 3,75% 63,07% 2,30% 65,37% 2,93% 68,30% 1,23% 69,53% 2,19% 71,72% 1,83% 73,55% 3,47% 77,02% 1,72% 78,74% 2,96% 81,70% 2,66% 84,36% 3,47% 87,83% 2,60% 90,43% 1,79% 92,22% 1,09% 93,31% 1,02% 94,33% 1,55% 95,88% 1,16% 97,04% 0,81% 97,85% 1,17% 99,02% 0,81% 99,83% 0,17% 100,00% Figura 13 - Evolução da produção da Obra X 40 A Obra Y está próxima da finalização do cronograma, e por essa razão desenvolveu um plano de ação para que sua conclusão ocorra em setembro (mês de conclusão previsto no cronograma de entrega para o cliente), caso isso não ocorra, a empresa pagará multas diárias pelo atraso. O Engenheiro responsável por esta Obra a assumiu próximo do prazo de entrega. E para conseguir cumprir os prazos, desenvolveu um plano de ação. Assim, foi feita uma listagem dos serviços restantes e a data em que cada atividade deveria estar concluída. Com isso gerou-se uma lista com a necessidade de mão de obra (utilizando os indicadores de produtividade da obra), de materiais e dos equipamentos. Foi desenvolvida, pela equipe de planejamento, uma planilha onde está a programação de pedidos de materiais e equipamentos conforme fase do cronograma, de modo que não haja paradas ou atrasos nos serviços por falta de insumos. Há um plano de execução diário para cada serviço e o mesmo é acompanhado veemente pelo mestre de obra, seus encarregados e o engenheiro. Para o controle das atividades, foi feita uma lista para cada apartamento com suas pendências, e conforme plano de ação, é verificado o andamento de cada atividade. Desta forma, é calculada a produtividade de cada serviço, e assim perceber se há a necessidade de aumentar a mão de obra, permanecer com a mesma, ou até reduzi-la para o cumprimento dos prazos. A mão de obra presente na Obra Y possui qualificação técnica específica para a realização de cada serviço, o que contribui para o bom andamento das atividades, além da qualidade do produto final. Nas figuras 14 e 15, pode-se ver os percentuais da obra e seu crescimento desde a nova gestão com apoio do planejamento. 41 Figura 14 – Evolução da Obra Y Mês mar/13 abr/13 mai/13 jun/13 jul/13 ago/13 set/13 out/13 nov/13 dez/13 jan/14 fev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14 ago/14 set/14 out/14 nov/14 dez/14 jan/15 fev/15 mar/15 abr/15 mai/15 jun/15 jul/15 ago/15 Planejado Realizado % Mês %Acum % Mês %Acum 9,58% 9,58% 12,64% 12,64% 6,84% 16,42% 2,75% 15,39% 7,09% 23,50% 4,12% 19,51% 7,42% 30,92% 3,14% 22,65% 8,01% 38,93% 6,28% 28,93% 8,92% 47,85% 4,75% 33,68% 8,82% 56,67% 3,60% 37,28% 9,20% 65,87% 6,49% 43,77% 9,32% 75,18% 6,20% 49,97% 8,90% 84,08% 3,87% 53,84% 6,91% 90,99% 2,35% 56,19% 4,35% 95,34% 0,56% 56,75% 3,09% 98,43% 0,00% 56,75% 0,87% 99,30% 4,71% 61,46% 0,70% 100,00% 1,19% 62,65% 0,82% 63,47% 3,82% 67,29% 1,76% 69,05% 0,75% 69,80% 1,19% 72,99% 0,81% 73,80% 0,87% 74,67% 1,11% 75,78% 2,25% 78,03% 3,62% 81,65% 4,09% 85,74% 3,80% 89,54% 2,28% 91,82% 1,68% 93,50% Figura 15– Evolução da produção da Obra Y 42 A obra Z está adiantada no cronograma, pois a mesma recebeu a atenção do planejamento antes do início das atividades, além do acompanhamento das mesmas desde o início. Vale ressaltar que esta obra foi a última a iniciar, e por essa razão pode aprender com os erros e acertos das obras vizinhas, o que contribuiu para o seu bom desempenho de produção. Esta obra realiza a previsão de serviços conforme cronograma inicial. A previsão é separada em etapas e divida nas semanas que compõem o mês de vigência. Todas as sextas, uma reunião de planejamento acontece. Nestas reuniões estão presentes os encarregados, o mestre, o engenheiro de campo, o engenheiro de planejamento e os estagiários. Além da previsão de atividades que deverão ser executadas na próxima semana, a reunião também aborda os serviços realizados na semana de vigência. Caso a produção não esteja de acordo com o esperado, as razões pela baixa produção são discutidas e depois são apresentadas soluções. Desta forma é traçado um plano de ação para que a meta seja alcançada até o final do mês. Nas figuras 16 e 17 pode-se contemplar o andamento da produção: Figura 16 – Evolução da Obra Z 43 Mês jul/14 ago/14 set/14 out/14 nov/14 dez/14 jan/15 fev/15 mar/15 abr/15 mai/15 jun/15 jul/15 ago/15 set/15 out/15 nov/15 dez/15 jan/16 Planejado % Mês %Acum 6,81% 6,81% 4,96% 11,77% 7,69% 19,46% 5,41% 24,87% 3,46% 28,33% 1,28% 29,61% 1,36% 30,97% 2,91% 33,88% 5,85% 39,73% 6,86% 46,59% 8,28% 54,87% 11,57% 66,44% 7,78% 74,22% 6,76% 80,98% 6,43% 87,41% 4,63% 92,04% 4,58% 96,62% 2,51% 99,13% 0,87% 100,00% Realizado % Mês %Acum 5,88% 5,88% 6,18% 12,06% 6,00% 18,06% 5,11% 23,17% 4,05% 27,22% 3,46% 30,68% 3,06% 33,74% 3,05% 36,79% 6,84% 43,63% 6,23% 49,86% 7,82% 57,68% 9,30% 66,98% 6,34% 73,32% Figura 17 - Evolução da Produção da Obra Z 6.6 Resultado e Considerações Finais Para o estudo de caso foi feito um levantamento de produtividade diário por 10 meses das principais atividades realizadas durante a obra nos 3 empreendimentos. O gráfico da figura 18 ilustra a comparação dos indicadores listados na tabela 5: 44 Tabela 5- Comparativo de indicadores Serviço Alvenaria Assentamento de janelas Gesso Assentamento de azulejo Assentamento de cerâmica - piso Portas Forro PVC Louças (bacia sanitária, lavatório, pia cozinha e tanque) Limpeza Pintura Indicador de produtividade das obras 14,4 m²/dia 10,0 unid/dia 40,2 m²/dia 18,5 m²/dia 20,6 m²/dia 3,0 unid/dia 10,0 m²/dia 1,5 aptos/dia 20,0 m²/dia 24,0 m²/dia Indicador de produtividade da empresa 15,5 m²/dia 6,0 unid/dia 30,0 m²/dia 12,0 m²/dia 16,0 m²/dia 5,0 unid/dia 13,0 m²/dia 2,0 aptos/dia 25,0 m²/dia 30,0 m²/dia TCPO 12,6 m²/dia 6,0 unid/dia 18,0 m²/dia 25,7 m²/dia 22,5 m²/dia 2,4 unid/dia 12,0 m²/dia 3,5 aptos/dia 12,8 m²/dia 30,0 m²/dia Figura 18 – Comparativo de Indicadores Analisando os indicadores da figura 18, observa-se que nos serviços de assentamento de janelas e gesso, a produtividade da obra foi maior que a produtividade esperada pela empresa e prevista no TCPO. Este fato se deve à mão de obra especializada responsável pela realização dos serviços. Além de condições favoráveis de trabalho como: clima agradável e disponibilidade de material e equipamentos em boas condições. 45 A alvenaria, o assentamento de portas e a limpeza tiveram índices de produtividade maiores que os esperados pelo TCPO, no entanto são menores do que os esperados pela empresa. Essa discrepância pode ter ocorrido por duas razões: 1. Os indicadores da empresa não foram atualizados com os dados das últimas produções 2. A empresa usa indicadores altos para que a meta seja difícil de ser alcançada Para os serviços de assentamento de cerâmica no piso e nas paredes (azulejos) foi observada uma produtividade menor do que a apresentada no TCPO, porém maior do que a da empresa. Isso sugere que os indicadores podem estar desatualizados. Nos serviços de Forro PVC, colocação de louças (considerando que cada apartamento recebe uma bacia sanitária, um lavatório, uma pia de cozinha e um tanque) e pintura, os índices de produtividade aferidos foram menores do que os esperados pela empresa e pelo TCPO. A razão da baixa produtividade ocorreu devido aos seguintes fatores: 1. Falta de materiais na obra. Os pedidos de forro, tinta e louças foram feitos parcialmente, ou seja, não foi comprada a quantidade total necessária. E por essa razão, algumas vezes o serviço precisou ser interrompido gerando redução na produtividade. 2. Falta de mão de obra especializada. Para atender os prazos, a mão de obra utilizada foi a disponível na obra. Ou seja, sem o treinamento adequado. Desta maneira, quem realizava a tarefa demorou mais tempo do que o necessário para a conclusão da atividade por não possuir prática na função. 3. Mão de obra reduzida. A mão de obra especializada presente no local estava aquém da necessidade da obra. E com ajuda de pessoas inexperientes na função, precisava fazer pausas para passar instruções, o que reduzia seu tempo de produção. Além disso, existia a dificuldade de contratar pessoas com a especialização para tal atividade, sobrecarregando a mão de obra especializada presente. 4. Falta de fiscalização. Devido à escassez de mão de obra, havia pouca fiscalização, dando abertura para conversas paralelas e até paralização do 46 serviço. Esse ócio influencia diretamente no tempo de realização da atividade, prejudicando a produtividade. De acordo com os números obtidos e condições de gerenciamento das 3 obras, pode-se afirmar que as práticas de controle e programação possuem grande importância para o bom andamento da obra. Com a programação de atividades é possível ver de forma antecipada possíveis situações problemáticas e resolvê-las antes que as mesmas causem impactos na produção. Além disso, é possível se preparar para iniciar as atividades previstas no cronograma. Com o controle das atividades é possível analisar o andamento da produção e corrigir falhas que estão em andamento na etapa em estudo, de modo que a próxima não seja prejudicada. Nas figuras 19, 20 e 21 é possível ver a evolução de cada obra conforme o período de produção. Como a obra Z está em andamento, foi necessário dividir a as obras 3 em períodos. Cada terço representa uma porcentagem de evolução da produção. O primeiro terço representa evolução de produção de até 30 % concluídos. O segundo terço representa evolução de produção no intervalo entre 30% e até 90% O terceiro terço representa evolução de produção para a fase final da obra, ou seja com conclusão acima de 90%. Figura 19 – Comparativo de tempo planejado x executado 47 Figura 20 - Comparativo de tempo planejado x executado Figura 21 - Comparativo de tempo planejado x executado A partir de cada fase da obra, percebe-se que o início não é o causador dos atrasos. Isso é consequência do método construtivo: alvenaria estrutural e lajes pré-fabricadas. Com esta técnica é possível ganhar em prazos, pois não há a necessidade de espera da cura do concreto para vigas e pilares, já que este método construtivo não as utiliza. No caso das lajes, as mesmas são fabricadas antecipadamente, de modo que quando um pavimento de alvenaria está concluído, as lajes já estão curadas e prontas para serem içadas. As figuras 22 e 23 ilustram parte desse processo construtivo. 48 Figura 22 – Construção em alvenaria estrutural Figura 23 – Içamento de lajes 49 Figura 24 – Obra X Figura 25 – Obra Y 50 Figura 26 – Obra Z 51 7 CONCLUSÕES 7.1 Considerações finais Nas obras habitacionais, o comprador espera que sua nova habitação seja entregue no prazo prometido. Quando isso não acontece, é gerada a insatisfação do cliente. O que muitas vezes acarreta em mais custos para a empresa construtora, já que além de arcar com os custos de manutenção do canteiro, ainda poderá arcar com despesas referentes à multas por atraso e processos judiciais. As práticas de programação e controle das atividades executadas na obra contribuem para o bom andamento da produção, otimizando a produtividade, reduzindo prazos e por fim os custos. Isto pode ser observado no estudo de caso, observando a produção mensal de cada obra e a gestão empregada. A adoção de indicadores de produtividade e o monitoramento deles beneficia a produção e enriquece o planejamento. Pois contribui para a concepção de obras futuras com valores de produção reais. E tal prática faz com que a empresa se adeque à realidade e assim melhore seus prazos, e consequentemente sua reputação no mercado. Com o auxílio o estudo de caso ficou explícita a importância de técnicas construtivas para a produtividade. No 1º terço da obra, quando se é usada a construção com alvenaria estrutural e o uso de lajes pré-fabricadas, notou-se o bom andamento da obra, conforme o planejado, para duas das três obras. No 2º terço das obras, quando se utiliza as técnicas construtivas mais comuns para serviços de acabamentos de gesso nas paredes, revestimento cerâmico, colocação de portas e janelas e instalação de peças de louças (bacia sanitária, lavatório, tanque e pia de cozinha), a produção tem a velocidade reduzida. Esse atraso ocorreu nas obras X e Y, que não possuíam controle adequado. Na obra Z, há um planejamento mensal distribuído semanalmente para as atividades, e por isso é possível acompanhar melhor o andamento das atividades. O 3º terço está em fase inicial para a obra Y e ainda não foi iniciado na obra Z, e por essa razão pode ser utilizado para comparação. Vale ressaltar que a obra Z possui um planejamento desde antes do início das suas atividades, e por essa razão, soube programar a entrada das empreiteiras (que ocorre no 2º terço), e assim não tem sofrido com a queda de produtividade que segundo históricos, ocorre nesta fase. Isso demonstra a importância do planejamento para a produtividade. 52 Para controle operacional foram utilizadas planilhas de campo para acompanhamento das atividades. O que permite identificar falhas na produção, tornando possível a ação corretiva adequada. O uso de um cronograma detalhado, permitiu prever a quantidade de cada serviço que seria realizado, o que fornece a informação necessária para dimensionar as equipes. Com o uso de um histograma, foi possível ver a quantidade de recursos necessários em cada fase da obra. Com os serviços detalhados, com as datas previstas e quantidade de recursos necessários, foi possível a criação de uma planilha de compras que especifica todos os materiais que serão utilizados para a realização de uma atividade, a quantidade necessária e quando o pedido deve ser feito. Pois dessa forma, reduz-se o risco de falta de material na obra. Após a entrada de um novo gestor, a obra Y passou a utilizar as práticas de acompanhamentos de produção com os controles de campo e medição de produtividade. Elaborou um novo cronograma com base nos dados recolhidos e nas atividades restantes para a conclusão. E assim, se antecipou na compra dos materiais, busca por empreiteiras que atendessem suas necessidades de produção no tempo previsto e locação de equipamentos. O reflexo das ações aparece no crescimento da produção mensal, e cumprimento do novo planejamento. Desta forma conclui-se que o uso de acompanhamentos de serviços, estudos de produtividade, adoção de indicadores, uso e acompanhamento de um cronograma detalhado, a utilização de um histograma de pessoas e de uma planilha de compras são exemplos de técnicas de controle operacional e de programação que contribuem para a melhoria da produtividade em obras habitacionais. 7.2 Sugestão para trabalhos futuros Para trabalhos futuros deve-se buscar outras bases de comparação além do TCPO. No atual momento, não estavam disponíveis outras fontes para o estudo. Devido à importância da qualidade no serviço final, sugere-se um estudo voltado para a influência da qualidade na produtividade. 53 Bibliografia ABIKO, A. K. Inrodução à gestão habitacional, São Paulo, 1995. ABNT. NBR12721:2005 - Critérios para avaliação de custos de construção para incorporação imobiliária. ACKOFF, R. L. Creating the corporate future. [S.l.]: [s.n.], 1981. ANDRADE, A. et al. 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Atrasos de obra devido a problemas no gerenciamento, Rio de Janeiro, março 2013. 55 RIBEIRO, M. V. D. M. R. Vantagens da padronização aplicada aos processos executivos de obras de edificações, Rio de Janeiro, 2014. RIZZO, O. M. A produtividade na construção civil. [S.l.]: [s.n.], 2008. ROCHA, M. Q. B. Elaboração de Indicadores e Uso de Ferramentas de controle da Qualidade na Execução de Obras Prediais, Rio de Janeiro, 2007. SANTOS, A. D. Medição da produtividade em canteiros utilizando a técnica de amostragem do trabalho, Porto Alegre, 1994. SBDA. EBAH. EBAH. Disponivel <http://www.ebah.com.br/content/ABAAABn3wAJ/tabela-produtividade>. em: Acesso em: 13 Agosto 2015. SOUZA, U. Como medir a produtividade da mão de obra na construção civil, Salvador, abril 2000. SPDS. Planejamento SP, 2011. Disponivel em: <http://lua.planejamento.sp.gov.br/doc/manuais/epa/ROTEIRO%20INDICADORES. pdf>. Acesso em: 12 ago. 2015. TCPO. TCPO - Tabela de composição de preços para orçamentos. 13ª. ed. 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Construction delays : Documenting causes, winning claims, recovering costs, 1990. 56 Anexos 1 – Características de acabamentos segundo a NBR 12721:2005) Serviço, Local \ Acabamento Padrão Alto Normal Baixo Banheiros Forro de madeira Forro de placas de gesso Forros de placas de gesso Banheiro de empregada Forro de madeira Forro de placas de gesso Forros de placas de gesso Hall de entrada e hall de pavimentos Forro de madeira Forro de placas de gesso Chapisco, emboço desempenado e gesso em pó Chapisco, emboço, granito e cerâmica Chapisco, emboço e pastilha esmaltada 2,54 cm x 2,54 cm Chapico, reboco e tinta à base de PVA Cerâmica esmaltada Chapisco, reboco e pintura texturizada Chapico, reboco e tinta à base de PVA Revestimentos externos de: Fachda principal Fachada secundária Cobertura: Telhado com madeiramento Chapa ondulada de fibrocimento Chapa ondulada de fibrocimento Chapa ondulada de fibrocimento de 6mm com estrutura de de 6mm com estrutura de de 6mm com estrutura de madeira madeira madeira Pintura de tetos em: Salas, quartos, quarto de empregada, circulação Tinta acrílica sobre massa corrida Tinta acrílica sobre massa corrida PVA sem massa Esmalte sobre massa Tinta à base de PVA sobre massa corrida PVA sem massa Pintura texturizada Tinta à base de PVA sobre massa corrida PVA sem massa Portaria e hall de pavimentos Tinta acrílica Tinta à base de PVA sobre massa corrida PVA sem massa Pilotis Tinta acrílica Tinta à base de PVA PVA sem massa Tinta acrílica Tinta à base de PVA sobre massa corrida PVA sem massa Pintura texturizada Pintura texturizada Barra de pintura texturizada Tinta acrílica Tinta à base de PVA sobre massa corrida PVA sem massa Banheiros, cozinha e área de serviço Escadas Pintura de paredes em: Salas, quartos, quarto de empregada, circulação Escadas Portaria e hall de pavimentos 57 Padrão Serviço, Local \ Acabamento Alto Normal Baixo Portas: Madeira maciça almofadada encerada Madeira compensada lisa com 3,5 Madeira compensada lisa com 3,5 cm de espessura, folheada cm de espessura, com pintura a encerada óleo sobre massa Externas e internas sociais Ferragens latão cromado Madeira maciça almofadada encerada Ferragens ferro cromado Ferragens ferro cromado Madeira compensada lisa com 3,5 Madeira compensada lisa com 3,5 cm de espessura, folheada cm de espessura, com pintura a encerada óleo sobre massa Externas e internas de serviço Ferragens latão cromado Ferragens ferro cromado Ferragens ferro cromado Alumínio anodizado bronze Alumínio anodizado cor natural padronizado Esquadria de ferro chapa dobrada vidro liso/fantasia 4mm vidro liso/fantasia 4mm vidro liso 3 mm/fantasia 4mm Granito Mármore branco Revestimento com argamassa de cimento Pisos de banheiros, cozinhas, lajes e áreas de serviço Argamassa, cimento e areia, e pintura com tinta de base betuminosa Argamassa, cimento e areia, e pintura com tinta de base betuminosa Argamassa, cimento e areia, e pintura com tinta de base betuminosa Lajes de cobertura, cobertura da casa de máquinas Manta asfáltica pré-fabricada Manta asfáltica pré-fabricada Manta asfáltica pré-fabricada Argamassa rígida Argamassa rígida Argamassa rígida Janelas e basculantes Peitoris Impermeabilização de: Caixas d'água Acessórios sanitários de : Bacia, bidê e cuba em louça de cor Bacia, bidê e cuba em louça de cor - modelo especial - modelo simples Banheiros: Cozinha: Áreas de serviço: 58 Bacia sanitária com caixa de descarga não acoplada Válvula de descarga, modelo luxo Válvula de descarga Metais de luxo (água quente e fria) Metais cromados simples (água quente e fria) Metais niquelados (água fria) Bancada de granito com cuba em louça de cor Lavatório de louça de cor com coluna Lavatório de louça branca com coluna Acessórios de embutir ou justapor de luxo Acessórios de embutir ou justapor simples Acessórios de embutir de louça branca Bancada de granito/cuba inox/metais cromados Bancada de mármore branco medida padronizada/cuba simples inox/metais cromados simples (água fria) Bancada de pedra ardósia com cuba simples inox/ metais niquelados tanque de louça/metais cromados tanque revestido com azulejos com esfregador de mármore e metais cromados simples tanque revestido com azulejos com esfregador de mármore e metais cromados simples Padrão Serviço, Local \ Acabamento Alto Normal Baixo Metais cromados simples (água fria) Bacia sanitária branca Bacia sanitária branca com caixa de descarga acoplada ou não Bacia sanitária branca e válvula de botão cromado Papeleira/saboneteira Acessórios de louça branca Frisos de madeira(tábua corrida) raspados e calafetados Carpete 6 mm Carpete ou forração de 4 mm Banheiros Granito Ladrilho de mármore branco Cerâmica esmaltada 7,5 cm x 15 cm Cozinha e área Granito Cerâmica esmaltada 20 cm x 20 cm Cerâmica esmaltada 7,5 cm x 15 cm WC empregada Cerâmica esmaltada 30 cm x 30 cm Cerâmica esmaltada 20 cm x 20 cm Cerâmica esmaltada 7,5 cm x 15 cm Quarto de empregada ou depósito Cerâmica esmaltada 30 cm x 30 cm Cerâmica esmaltada 20 cm x 20 cm Cerâmica esmaltada 7,5 cm x 15 cm Banheiro de empregada Acessórios de embutir em louça branca Pisos e rodapés de: Salas, quartos e circulação Pilotis Lajota de pedra São Tomé Ladrilho de pedra ardósia Cerâmica esmaltada 7,5 cm x 15 cm Escadas Granito Ladrilho de pedra ardósia Cerâmica esmaltada 7,5 cm x 15 cm Hall de entrada (portaria) Granito Ladrilho de pedra ardósia Cerâmica esmaltada 7,5 cm x 15 cm Hall de pavimentos Granito Ladrilho de pedra ardósia Cerâmica esmaltada 7,5 cm x 15 cm Salas, quartos e circulação Chapisco, emboço e reboco Chapisco e massa única Chapisco, emboço desempenado e gesso em pó Cozinha, área e banheiros Chapisco, emboço e laminado melamínico Azulejo decorado 15 cm x 20 cm Azulejo branco 15 cm x 15 cm Hall de entrada e hall de pavimentos Chapisco, emboço e papel de parede Chapisco e massa única Chapisco, emboço desempenado e gesso em pó Banheiro de empregada Azulejo branco 15 cm x 15 cm Azulejo branco 15 cm x 15 cm Azulejo branco 15 cm x 15 cm Chapisco, emboço e reboco Chapisco e massa única Chapisco, emboço desempenado e gesso em pó Revestimento interno de paredes de: Revestimento interno no teto de: Salas quartos, circulação, cozinha e área 59 2 - Planilha de campo para acompanhamento dos serviços 1 2 3 4 BLOCO 01 5 6 7 8 9 10 Bancada 5º Pavto Pia Banheiro Tanque Caixa Acoplada Vaso Sanitário Metais Bancada 4º Pavto Pia Banheiro Tanque Caixa Acoplada Vaso Sanitário Metais Bancada 3º Pavto Pia Banheiro Tanque Caixa Acoplada Vaso Sanitário Metais Bancada 2º Pavto Pia Banheiro Tanque Caixa Acoplada Vaso Sanitário Metais Bancada 1º Pavto Pia Banheiro Tanque Caixa Acoplada Vaso Sanitário Metais 60 61 Platibanda Platibanda A Massa Externa Massa Externa L L L L Bloco e cintamento Fundação P Previsão I L L Piso pobre LEGENDA: C C Passeios/Caixarias L L L C Iniciado L L L C L L L C C L L L C L L L C Concluído L L L C L L L P L L L P FVS aprovada Fundação Bloco e cintamento Piso pobre Passeios/Caixarias Serviço/Porc. Executada Textura de Fachada Textura de Fachada 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Barrilete Barrilete Serviço/Porc. Executada Caixa d'água Caixa d'água BLOCO 01 Impermeabilização Impermeabilização Serviço/Porc. Executada Telhado 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Telhado Serviço/Porc. Executada SERVIÇO EXTERNO L L L L C L L L C L L L C L L L C L L L C Liberado pelo engenheiro L L L C L L L C L L L C L L L P L L L P 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% BLOCO 02 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% DATA DE ATUALIAZAÇÃO: 3 - Planilha de campo para acompanhamento de serviços externos Funcionário Função 62 RESP. Apto RESP. Apto RESP. Apto RESP. Apto RESP. Apto RESP. Apto RESP. Apto RESP. Apto RESP. Apto RESP. Apto RESP. Apto RESP. Apto RESP. Apto Empreiteiro: Manhã 10/ago Tarde Manhã 11/ago AVALIAÇÃO DIÁRIA Obra ACOMPANHAMENTO DO TEMPO Tarde Manhã 12/ago Tarde Manhã 13/ago Tarde Manhã X NOME 14/ago Tarde Fim de semana Falta Quem aprovou 4 - Planilha de campo para acompanhamento da produtividade 63 NOME DO FUNCIONÁRIO ATIVIDADE FUNÇÃO EMPRESA OBRA BLOCO Nº DE APTOS UNIDADE POR APARTAMENTO (M/APT ; M²/APT ; UN/APT ) DATA INÍCIO DATA TÉRMINO DIAS TRABALHADOS UNIDADE 1 2 3 4 5 6 APARTAMENTOS 7 QTD MÃO DE OBRA INICIO FINAL P/ ATIVIDADE ATIVIDADE PREVISTO TEMPO NECESSÁRIO PARA CONCLUSÃO NECESSÁRIO CONTRATAR MÃO DE OBRA ? REFERÊNCIA DIAS RESTANTES PARA O PRAZO DA ATIVIDADE META DE PRODUÇÃO (/DIA) GRAU DE EFICÁCIA (%) Nº APARTAMENTOS RESTANTES CICLO MÉDIO DE APTO POR PESSOA Nº APARTAMENTOS EXECUTADOS MÉDIA EXECUTADA (/DIA) TABELA RESUMO TOTAL PRODUZIDO () 8 9 10 DATA DE HOJE: PRODUÇÃO () REFERÊNCIA (/DIA) PRODUTIVIDADE (/DIA) PREVISÃO INDICE DE DURAÇÃO DA PRODUTIVIDADE ATIVIDADE (DIAS) (/DIA) 5 - Planilha para compilação dos resultados de produtividade 6 - Cronograma dos blocos 64 Nome da tarefa Duração Início Término Blocos Bloco 2 Pintura - Aptos Pintura - Aptos 1º pavto Pintura - Aptos 2º pavto Pintura - Aptos 3º pavto Pintura - Aptos 4º pavto Pintura - Aptos 5º pavto Grelha do Shaft Grelha do Shaft - 1º pavto Grelha do Shaft - 2º pavto Grelha do Shaft - 3º pavto Grelha do Shaft - 4º pavto Grelha do Shaft - 5º pavto Metais - Louças Metais - Louças - 1º pavto Metais - Louças - 2º pavto Metais - Louças - 3º pavto Metais - Louças - 4º pavto Metais - Louças - 5º pavto Acabamentos Elétrica/Telefonia Acabamentos Elétrica/Telefonia - 1º Acabamentos Elétrica/Telefonia - 2º Acabamentos Elétrica/Telefonia - 3º Acabamentos Elétrica/Telefonia - 4º Acabamentos Elétrica/Telefonia - 5º Pintura - Hall Pintura - Hall - 5º pavto Pintura - Hall - 4º pavto Pintura - Hall - 3º pavto Pintura - Hall - 2º pavto Pintura - Hall - 1º pavto Maçanetas Maçanetas - 1º pavto Maçanetas - 2º pavto Maçanetas - 3º pavto Maçanetas - 4º pavto Maçanetas - 5º pavto Limpeza - Aptos Limpeza - Aptos - 1º pavto Limpeza - Aptos - 2º pavto Limpeza - Aptos - 3º pavto Limpeza - Aptos - 4º pavto Limpeza - Aptos - 5º pavto Iluminação de emergência e luminárias Pintura do Corrimão Limpeza - Hall Placas de Identificação - Aptos 21,5 dias 21,5 dias 12,5 dias 2,5 dias 2,5 dias 2,5 dias 2,5 dias 2,5 dias 10,2 dias 0,2 dias 0,2 dias 0,2 dias 0,2 dias 0,2 dias 11 dias 1 dia 1 dia 1 dia 1 dia 1 dia 11 dias 1 dia 1 dia 1 dia 1 dia 1 dia 5 dias 1 dia 1 dia 1 dia 1 dia 1 dia 11 dias 1 dia 1 dia 1 dia 1 dia 1 dia 11 dias 1 dia 1 dia 1 dia 1 dia 1 dia 1 dia 1 dia 3 dias 1 dia Seg 10/08/15 Seg 10/08/15 Seg 10/08/15 Seg 10/08/15 Qua 12/08/15 Seg 17/08/15 Qua 19/08/15 Seg 24/08/15 Qua 12/08/15 Qua 12/08/15 Seg 17/08/15 Qua 19/08/15 Seg 24/08/15 Qua 26/08/15 Qui 13/08/15 Qui 13/08/15 Ter 18/08/15 Qui 20/08/15 Ter 25/08/15 Qui 27/08/15 Qui 13/08/15 Qui 13/08/15 Ter 18/08/15 Qui 20/08/15 Ter 25/08/15 Qui 27/08/15 Qua 26/08/15 Qua 26/08/15 Qui 27/08/15 Sex 28/08/15 Seg 31/08/15 Ter 01/09/15 Sex 14/08/15 Sex 14/08/15 Qua 19/08/15 Sex 21/08/15 Qua 26/08/15 Sex 28/08/15 Seg 17/08/15 Seg 17/08/15 Qui 20/08/15 Seg 24/08/15 Qui 27/08/15 Seg 31/08/15 Qua 02/09/15 Qua 02/09/15 Qui 03/09/15 Qua 02/09/15 Qua 09/09/15 Qua 09/09/15 Qua 26/08/15 Qua 12/08/15 Sex 14/08/15 Qua 19/08/15 Sex 21/08/15 Qua 26/08/15 Qua 26/08/15 Qua 12/08/15 Seg 17/08/15 Qua 19/08/15 Seg 24/08/15 Qua 26/08/15 Sex 28/08/15 Sex 14/08/15 Ter 18/08/15 Sex 21/08/15 Ter 25/08/15 Sex 28/08/15 Sex 28/08/15 Sex 14/08/15 Ter 18/08/15 Sex 21/08/15 Ter 25/08/15 Sex 28/08/15 Qua 02/09/15 Qui 27/08/15 Sex 28/08/15 Seg 31/08/15 Ter 01/09/15 Qua 02/09/15 Seg 31/08/15 Seg 17/08/15 Qua 19/08/15 Seg 24/08/15 Qua 26/08/15 Seg 31/08/15 Ter 01/09/15 Ter 18/08/15 Qui 20/08/15 Ter 25/08/15 Qui 27/08/15 Ter 01/09/15 Qui 03/09/15 Qui 03/09/15 Qua 09/09/15 Qui 03/09/15 7 - Histograma com histórico e previsão de pessoas para as principais atividades 65 66 50% 80% 0% 80% 0% 50% 50% 50% 90% 0% 0% Aguardar Aguardar Aguardar Aguardar Comprar Acompanhar Acompanhar Acompanhar Aguardar Comprar Comprar 0 DIA(S) 0 DIA(S) 0 DIA(S) 0 DIA(S) 0 DIA(S) 0 DIA(S) 0 DIA(S) 0 DIA(S) 0 DIA(S) 0 DIA(S) 0 DIA(S) 03/07/2015 29/05/2015 13/06/2015 29/05/2015 03/07/2015 23/06/2015 23/06/2015 03/07/2015 14/05/2015 13/06/2015 13/06/2015 Coluna Louça Fita Veda Rosca Lavatório Louça Mão Francesa Massa Calafetar Massa Plástica Parafuso Castelo Pia Mármore Válvula Latão Válvula PVC Bancadas Bancadas Bancadas Bancadas Bancadas Bancadas Bancadas Bancadas Bancadas Bancadas 0% 0% 90% 0% 0% 0% 0% 80% 0% 80% 50% SOLICITADO ENTREGUE Bucha Nylon % MATERIAL Bancadas STATUS ANTECIPAR (-) POSTERGAR (+) LIMITE PARA REQUISIÇÃO MATERIAL TAREFA 8 - Planilha de Compras