ARS VETERINARIA, Jaboticabal, SP, Vol. 20, nº 2, 228-232, 2004. ISSN 0102-6380 VARIAÇÃO MORFOLÓGICA DA MICROGLIA NA ENCEFALITE EXPERIMENTAL PELO VÍRUS DA ESTOMATITE VESICULAR EM CAMUNDONGOS (MORPHOLOGIC VARIATION OF MICROGLIA IN THE EXPERIMENTAL ENCEPHALITIS FOR THE VESICULAR STOMATITIS VIRUS IN MICE1) (VARIACIÓN MORFOLÓGICA DE LA MICROGLÍA EN LA ENCEFALITIS EXPERIMENTAL POR EL VIRUS DE LA ESTOMATITIS VESICULAR EN RATONES) R. O. VASCONCELOS1,2*; L. S. JARDIM1; G. F. MACHADO2; A. C. ALESSI3 RESUMO O modelo murino de encefalite viral, utilizando o vírus da estomatite vesicular (VEV), é amplamente empregado nas pesquisas sobre os mecanismos de resposta aos agentes virais e das células residentes e inflamatórias no Sistema Nervoso Central (SNC). A compreensão desses mecanismos possibilita determinar se os efeitos nocivos à neuroglia são causados por fatores ligados ao agente etiológico ou se podem estar associados com mediadores químicos inflamatórios, liberados por células imunocompetentes ativadas (microglia, astrócitos, leucócitos). Foram utilizados 20 camundongos jovens, inoculados com o vírus, por via intranasal. Os encéfalos foram colhidos e submetidos à Técnica de Imunoistoquímica para marcação da microglia. A reação microglial foi discreta nos animais com 2 e 4 dias pós-inoculação (p.i.), com morfologia fusiforme (bipolar) predominante. Nos animais que apresentaram sinais clínicos (6 dias p.i.) houve uma proliferação microglial e uma variação morfológica. A morfologia arredondada da microglia fagocítica foi uma constante nas áreas com necrose do neurópilo. Na periferia destas áreas observou-se a forma ramificada ativada e nas áreas mais distantes ao foco de lesão verificaram-se as formas bipolar e ramificada não ativada. Esta variação morfológica é indicativa da versatilidade da microglia em resposta a um processo infeccioso no tecido nervoso e da importância desta célula na defesa do SNC contra agentes invasores. PALAVRAS-CHAVE: Microglia. Vírus da estomatite vesicular. Encefalite viral. Imunoistoquímica. SUMMARY The murine model of viral encephalitis using the vesicular stomatitis virus (VEV) is largely used in researches concering the response mechanisms to the viral agents and resident and inflammatory cells in the Central Nervous System. The understanding of these mechanisms facilitates to determine if the noxious effects to the neuroglia are caused by factors linked to the causative agent or if they can be associated with inflammatory chemical mediators, released by activated immune cells (microglia, astrocytes, leukocytes). Twenty young mice were used, which were inoculated with the virus by intranasal route. The encephalons were collected and submitted to the Immunohistochemistry for demarcation of the microglia. The microglial reaction was mild for the animals at 2 and 4 days post-inoculation (p.i.), with predominance of spindled morphology (bipolar). In the animals that presented clinical signs (6 days p.i.) there were microglial proliferation and morphologic variation. The rounded morphology of the phagocytic microglia was constant in the areas with necrosis 1 Médica Veterinária - Doutoranda da Unesp Jaboticabal Médica Veterinária - Prof. Assistente Doutor da Unesp Araçatuba 3 Médico Veterinário - Prof. Titular da Unesp Jaboticabal * Endereço para Correspondência: Rua Clóvis Pestona, 793. CEP 16050-680 - Araçatuba, SP. End. Eletrôn.: [email protected] 2 228 R. O. VASCONCELOS, L. S. JARDIM, G. F. MACHADO, A. C. ALESSI. Variação morfológica da microglia na encefalite experimental pelo vírus da estomatite vesicular em camundongos. / Morphologic variation of microglia in the experimental encephalitis for the vesicular stomatitis virus in mice. / Variación morfológica de la microglia en la encefalitis experimental por el virus de la estomatitis vesicular en ratones. Ars Veterinaria, Jaboticabal, SP, Vol. 20, nº 2, 228-232, 2004. of the neuropil. In the periphery of these areas the activated ramified form was observed and in the most distant areas of the lesion focus the bipolar forms were verified and not ramified activated. This morphologic variation is indicative of the versatility of the microglia in responding against an infectious process in the nervous tissue and of the importance of this cell in the defense of CNS against invasive agents. KEY-WORDS: Microglia. Vesicular stomatitis virus. Viral encephalitis. Immunohistochemistry. RESUMEN El modelo murino de encefalitis viral, utilizando el vyrus de la estomatitis vesicular (VEV), es ampliamente usado en las investigaciones sobre los mecanismos de respuesta a los genes virales y de las células residentes e inflamatorias en el sistema nervoso central (SNC). La comprensión de estos mecanismos posibilita determinar si los efectos nocivos a la neuroglia son causados por factores ligados al agente etiológico o si pueden estar asociados con mediadores químicos inflamatorios, liberados por células inmunocompetentes activadas (microglia, astrocitos, leucocitos). Fueron utilizados 20 ratones jóvenes, inoculados con el virus, por vía intranasal. Los encéfalos fueron colectados y sometidos a la técnica de inmunohistoquímica para marcación de la microglia. La reacción microglial fue discreta en los animales con 2 y 4 días pos inoculación (p.i.), con morfología fusiforme (bipolar) predominante. En los animales que presentaron signos clínicos (6 días p.i.) hubo proliferación microglial y variación morfológica. La morfología arredondeada de la microglía fagocítica fue una constante en las áreas con necrosis do neurópilo. En la periferia de estas áreas se observó la forma ramificada activada y en las áreas más distantes del foco de la lesión se verificaron las formas bipolar y ramificada no activada. Esta variación morfológica es indicativa de la versatilidad de la microglía en respuesta a un proceso infeccioso en el tejido nervioso y de la importancia de esta célula en la defensa del SNC contra agentes invasores. PALABRAS CLAVE: Microglia. Virus de la estomatitis vesicular. Encefalitis viral. Inmunohistoquímica. INTRODUÇÃO A microglia corresponde a cerca de 5 a 20% da população glial do SNC. São células altamente especializadas, com morfologia variada no cérebro maduro. A microglia em repouso possui o citoplasma com processos ramificados. Quando reativa, essas ramificações ficam mais espessas e evidentes. Nos processos degenerativos, principalmente de morte neuronal, aparece a forma fagocítica ou amebóide (“gitter cells”), caracterizada por um aspecto arredondado (KETTENMANN & RANSON, 1995). Essas transformações na forma da célula são acompanhadas por mudanças no fenótipo celular, na produção e secreção de citocinas e quimiocinas e na expressão de moléculas de MHC (Complexo de Histocompatibilidade Maior) na membrana celular (XIAO & LINK, 1998, LOKENSGAR et al., 2000). Os marcadores celulares, para essas células gliais, variam e alguns não aparecem na célula em repouso (vimentina, marcadores de macrófagos, marcadores do receptor do complemento CR3, MHC classes I e II, CD4). Esta célula glial faz parte da “glia limitans perivascular”, pois seus processos citoplasmáticos estão interligados 229 aos “pés terminais” de astrócitos. A observação dessa proximidade vascular resultou no termo “microglia perivascular” (KETTENMANN & RANSON, 1995). As principais funções desse fagócito glial são a apresentação de antígenos, citotoxicidade, fagocitose e indução da neovascularização. A célula microglial é quiescente no cérebro maduro, com morfologia ramificada. Alguns dias após a injúria, ela começa a expressar receptores “scavanger” (como os macrófagos) e seus processos citoplasmáticos começam a retrair e a célula migra para as áreas injuriadas, iniciando a fagocitose (KETTENMANN & RANSON, 1995, McMANUS et al., 1998, LOKENSGAR et al., 2000). A rápida ativação da microglia, mediante mudanças patológicas mínimas, é um importante mecanismo de defesa do encéfalo contra doenças infecciosas, traumas, isquemias e tumores. Quando imunocompetentes, as células microgliais expressam MHC (classes I e II), receptores para o complemento, produzem citocinas e óxido nítrico e expressam moléculas de adesão, tais como, LFA3, ICAM-1 e CD-80 (XIAO & LINK, 1998). Na fase de desenvolvimento, a microglia aparece na forma amebóide, progredindo para uma forma diferenciada com processos citoplasmáticos ramificados. R. O. VASCONCELOS, L. S. JARDIM, G. F. MACHADO, A. C. ALESSI. Variação morfológica da microglia na encefalite experimental pelo vírus da estomatite vesicular em camundongos. / Morphologic variation of microglia in the experimental encephalitis for the vesicular stomatitis virus in mice. / Variación morfológica de la microglia en la encefalitis experimental por el virus de la estomatitis vesicular en ratones. Ars Veterinaria, Jaboticabal, SP, Vol. 20, nº 2, 228-232, 2004. Os astrócitos sinalizam parcialmente esta diferenciação morfológica e a motilidade microglial. Em culturas mistas de microglia e astrócitos do cérebro fetal humano, a diferenciação da microglia progrediu de amebóide para ramificada a bipolar e a tripolar. A velocidade de migração foi de 20 a 35μm / hora, em um estado ramificado e em confluência com astrócitos (REZAIE et al., 2002). A glia fagocítica do SNC pode ser fonte de danos tóxicos a neurônios. Esta célula libera neurotoxinas (in vitro), tais como, os radicais livres (intermediários reativos do O2, proteinases, óxido nítrico), que levam à morte neuronal. Os astrócitos e a microglia (in vitro) podem regular a sobrevivência neuronal, pela secreção de diferentes produtos. A competição entre essas células gliais e seus produtos sugere que mecanismos secretórios opostos podem influenciar (in vivo) a viabilidade tecidual. Os astrócitos tentam atenuar os efeitos tóxicos da microglia. As células inflamatórias também podem apresentar efeitos neurotóxicos (KETTENMANN & RANSON, 1995, LOKENSGAR et al., 2000). No Complexo Dementia da Aids, a microglia participa do processo de migração de monócitos, através da barreira hematoencefálica, para o tecido nervoso. Isso ocorre, quando estimulada pelo HIV-1 e/ou por sua interação com astrócitos ativados (PERSIDSKY et al., 1999). Nas neuropatias traumáticas, o recrutamento de macrófagos e da microglia, os quais são hábeis em liberar fatores críticos para a sobrevivência neuronal, podem influenciar no processo de morte dos neurônios (LOKENSGAR et al., 2000, BAJETTO et al., 2001). O objetivo deste estudo foi apresentar os diferentes tipos morfológicos da microglia, em resposta a um estímulo viral, nas diferentes fases deste processo. MATERIAL E MÉTODOS Foram utilizados 20 camundongos entre 18 a 22 dias de idade, da linhagem Swiss, provenientes do Biotério Central da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP – USP), em Ribeirão Preto, SP. Os animais foram divididos em 4 grupos. Os três primeiros foram inoculados, por via intranasal, com VEV na dose de 3ml, com um título de 3x102,8 vírus / animal. Os animais infectados foram sacrificados aos 2o. e 4o. dias p.i., respectivamente, para os grupos 1 e 2. O terceiro grupo foi sacrificado no início dos sintomas neurológicos (6 dias p.i.), segundo protocolo de MACHADO (1999). O último grupo (controle), inoculado com salina pela mesma via, foi sacrificado junto com o terceiro grupo. Cérebros de todos os grupos foram processados para congelação, após prévia perfusão com Solução Tampão PBS (pH 7,2 a 4 o C), via transcardíaca e, armazenados em “freezer” –80oC, até o corte em micrótomo de congelação (MACHADO, 1999). As secções de cérebro foram cortadas a 5μ e fixadas em Acetona P.A. (-20oC), por 5 minutos. A técnica de imunoistoquímica utilizada foi Avidina-Biotina Peroxidase (Vectastain ABC Kit, VECTOR, PK 4000). O anticorpo primário para a microglia foi o OX-42, de camundongo anti-rato (SEROTEC, MCA275G). O anticorpo 2o foi o de cabra anti-camundongo biotinilado (DAKO, E0433). Após a fixação dos cérebros, foram dados 3 banhos de 5 min. em PBS (pH 7,2), que se repetiu entre cada passo. Posteriormente fez-se o bloqueio da peroxidase endógena (DAKO, S2001). No bloqueio dos sítios inespecíficos utilizou-se o soro normal de cabra (KPL, XDO24). O anticorpo primário ficou incubando “overnight” e o secundário por 30 min, ambos na diluição de 1:100. O cromógeno foi DAB (Diaminobenzidina - KPL, XB100). Na contra-coloração utilizou-se a Hematoxilina de Harris (diluição de 2:1), por 1 minuto. RESULTADOS Dos animais inoculados com VEV, os sacrificados ao 2o e 4o dias p.i. não apresentaram sintomatologia clínica. Os animais sacrificados com sintomas apresentaram pêlos arrepiados, prostração, andar em círculos, ataxia de membros posteriores, convulsões e morte. As lesões microscópicas mais importantes foram: necrose, que se estendeu do bulbo olfatório até o tronco cerebral, variando de focal a localmente extensa. Os neurônios foram as células mais lesadas pelo vírus (necrose). Processo inflamatório discreto a moderado, foi observado nas meninges, ao redor de vasos sangüíneos do neurópilo e na região subventricular. O tipo de infiltrado inflamatório foi misto, composto por neutrófilos, linfócitos e alguns macrófagos. Nos cérebros submetidos à técnica de imunoistoquímica, observou-se uma variação morfológica grande das células microgerais positivas. A morfologia variou desde fusiforme (bipolar, não-reativa) a ramificada (com prolongamentos mais finos, (não-reativa) a células com prolongamentos espessados (reativa) e formas arredondadas sempre associadas à necrose (fagocítica). O número de células positivas foi bastante diferente entre os grupos experimentais. No grupo com 2 dias p.i., verificaram-se pouquíssimas células positivas, com predominância da forma bipolar. Estas células apareciam mais no córtex cerebral. 230 R. O. VASCONCELOS, L. S. JARDIM, G. F. MACHADO, A. C. ALESSI. Variação morfológica da microglia na encefalite experimental pelo vírus da estomatite vesicular em camundongos. / Morphologic variation of microglia in the experimental encephalitis for the vesicular stomatitis virus in mice. / Variación morfológica de la microglia en la encefalitis experimental por el virus de la estomatitis vesicular en ratones. Ars Veterinaria, Jaboticabal, SP, Vol. 20, nº 2, 228-232, 2004. No grupo controle o padrão microglial predominante foi fusiforme, desde o bulbo olfatório até o tronco cerebral. DISCUSSÃO FIGURA 1 – Fotomicrografias da morfologia microglial na encefalite por VEV em camundongos. (A) Aspecto fusiforme ou bipolar no Tronco Cerebral (seta); (B) Forma ramificada ativada no Córtex (seta); (C) Morfologia fagocítica arredondada em área necrótica do Tálamo (setas). Técnica de Imunoistoquímica Avidina-Biotina Peroxidase para microglia (Barra = 25μm). No grupo com 4 dias p.i., notaram-se células fusiformes a ramificadas (substância branca) no tronco cerebral (Figura 1A), corpo caloso e tecido adjacente ao ventrículo lateral. No bulbo olfatório necrótico e tálamo foram evidentes as células arredondadas fagocíticas (Figura 1C). No tecido circunvizinho do bulbo olfatório foram vistas células microgliais ativadas com processos citoplasmáticos ramificados (Figura 1B). As células inflamatórias (da fissura rinal e ventrículo lateral) foram discretamente positivas para a microglia. No grupo com sinais neurológicos, o número de células fusiformes triplicou em todo o cérebro (substância branca do cerebelo, hipocampo, hipotálamo e tronco cerebral). Nos bulbos e no tronco cerebral, com lesão, observaram-se células arredondadas na periferia da área de necrose. Células microgliais com prolongamentos citoplasmáticos espessados e com núcleo alongado hipertrófico (reativa) foram vistas na vizinhança das áreas necróticas do tronco cerebral. 231 A microglia ativada é a principal célula efetora imune do SNC. Seus produtos inflamatórios estão implicados em uma variedade de doenças neurodegenerativas, devido a seus efeitos tóxicos para neurônios (LOKENSGAR et al., 2000). Neste estudo, constatou-se que nos animais controle, a morfologia microglial predominante foi a bipolar e a ramificada não ativada, em várias regiões do cérebro. A microglia em repouso, no cérebro normal, ainda não tem função completamente definida (LOKENSGAR et al., 2000). Entretanto, a transformação reativa relacionase com a ativação da resposta imune (KETENMANN & RANSON, 1995, LOKENSGAR et al., 2000). A modulação da resposta ocorre por super-regulação da expressão de receptores de membrana (MHC) e pela geração de uma ampla variedade de produtos secretórios, tais como citocinas e quimiocinas (McMANUS et al., 1998, XIAO & LINK, 1998, LOKENSGAR et al., 2000). As transformações morfológicas da microglia ativada podem ser induzidas por vírus e por astrócitos ativados (KETENMANN & RANSON, 1995, REZAIE et al., 2002). Neste modelo de encefalite viral, a microglia fagocítica esteve sempre associada a focos de necrose do parênquima nervoso. A microglia é atraída para o foco de injúria por astrócitos apresentando antígenos. Essa migração ocorre por mudança na morfologia celular, de ramificada para arredondada, com o objetivo de fagocitar os restos celulares necróticos (KETENMANN & RANSON, 1995, McMANUS et al., 1998, LOKENSGAR et al., 2000). CONCLUSÃO Conclui-se que a microglia é uma importante célula residente no SNC. Quando ativada, tem capacidade de fagocitar debris celulares e contribuir para o processo de reparação do tecido nervoso. É muito importante avaliar a relação da microglia ativada com neurônios degenerados, devido aos produtos neurotóxicos liberados por ela. O controle destes efeitos deletérios contribuiria para a terapia de doenças inflamatórias e degenerativas do SNC. R. O. VASCONCELOS, L. S. JARDIM, G. F. MACHADO, A. C. ALESSI. Variação morfológica da microglia na encefalite experimental pelo vírus da estomatite vesicular em camundongos. / Morphologic variation of microglia in the experimental encephalitis for the vesicular stomatitis virus in mice. / Variación morfológica de la microglia en la encefalitis experimental por el virus de la estomatitis vesicular en ratones. Ars Veterinaria, Jaboticabal, SP, Vol. 20, nº 2, 228-232, 2004. ARTIGO RECEBIDO: Outubro/2002 APROVADO: Maio/2003 REFERÊNCIAS BAJETTO, A., BONAVIA, R., BARBERO, S., FLORIO, T., SCHETTINI, G. 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