La Playa Colômbia-França-Brasil/2012/Drama/90min Um filme de Juan Andrés Arango Distribuição Tucuman Filmes Tel: (21) 3529.1120 Rua Alcindo Guanabara, nº 24 - sala 1803 Rio de Janeiro/RJ – 20031-915 [email protected] Imprensa Tucuman Filmes Belisa Figueiró [email protected] Sinopse curta Tomás, um jovem negro que fugiu da Costa Pacífica colombiana por causa da guerra, resolve se mudar para Bogotá, uma cidade racista de oito milhões de habitantes. Através da busca desesperada por seu irmão caçula, que desapareceu nas ruas da capital, ele toma coragem e abandona as feridas do passado para recomeçar tudo longe da praia. Sinopse longa A história de Tomás, um jovem negro que fugiu da Costa Pacífica colombiana por causa da guerra, é uma fábula que se repete todos os dias na Colômbia. Chegar a Bogotá, uma metrópole de oito milhões de habitantes, situada a 2.600 metros acima do nível do mar, é um marco na vida do personagem, que vai enfrentar uma cidade pouco habituada a abrir suas portas e bastante hostil. Porém, ao começar a cortar o cabelo dos meninos da região, ele utilizará sua arte para resgatar o passado histórico dos escravos, que traçavam nos penteados das crianças os mapas com rotas de fuga. Assim, nas cabeleiras dos outros, ele começa a desenhar o mapa que o levará ao encontro de seu irmão. Nessa busca, também reencontrará a si mesmo. Trailer: http://is.gd/rsZHZL Fotos para download: http://is.gd/KLvoGI Facebook: https://www.facebook.com/laplaya.filme Twitter: http://twitter.com/LaPlayaFilme Ficha técnica Título La Playa Gênero Drama Idioma Espanhol Duração 90 min Formato HD Países Colômbia França Brasil Ano 2012 Diretor Juan Andrés Arango Roteirista Juan Andrés Arango Direção de Fotografia Nicolas Canniccioni Desenho de Produção Angélica Perea Direção de Arte Juan David Bernal Som Márcio Câmara Isabel Torres Desenho Sonoro Sonamos CL Chefe de Produção Paola Andrea Pérez Assistente de Direção Iván D. Gaona Música Erick Bongcam Jacobo Vélez María Mulata Socavón Timbiquí Diocelino Rodriguez Flaco Flow & Melanina Choquibtown Jiggy Drama Produção Séptima Films Burning Blue Produtores Jorge Andrés Botero Diana Bustamante Coprodutores Thierry Lenouvel Vania Catani Mauricio Aristizábal Coprodução Ciné-Sud Promotion Bananeira Filmes Hangar Films Produção Executiva Diana Bustamante Angelisa Stein Produtores Executivos RCN Carolina Angarita Felipe Ardila Julián Giraldo Produtores associados RCN CINE E-NNOVVA Laboratorios Black Velvet Classificação Não recomendada para menores de 16 anos Elenco Luis Carlos Guevara Tomás James Solís El Chaco Andrés Murillo Jairo Einer Cortés Nelson Hamilton Quiñonez Dany Jhonatan Alexis Tejada William Jibaro Lucy Chaverra Yenifer Luis Andrés Garrido Carlos Jibaro Orlando Ramírez Don Humberto Pastora Díaz Ayda Sain Castro Roel Teuda Bara Doña María Verónica Castellanos Farieta Milena Wendy Moreno Norfalia Prêmios e incentivos SANFIC (2012) - Competição Internacional: Prêmio de Melhor Diretor Festival Internacional de Cinema de Lima (2012) – Competição Oficial Ficção: Prêmio de Melhor Primeiro Filme Fonds Sud Cinéma (2011): Prêmio de Inventivo para Pós-Produção Hubert Bals Fund (2011): Prêmio de Incentivo para Pós-Produção FICVALDIVIA e Ateliers du Cinéma Européen (ACE), Encuentros Australes de Industria (2011): Prêmio Work in Progress Programa Ibermedia: Prêmio para Desenvolvimento de Projetos (2009) e Incentivo de Produção (2010) Fondo para el Desarrollo Cinematográfico (FDC): Prêmio de Incentivo para Desenvolvimento de Roteiro (2005) e Incentivo de Produção (2008). Participação em encontros e festivais 2013 – Filme escolhido da Colômbia para uma das vagas ao Oscar 2014 de Melhor Filme em Língua Estrangeira 2012 - Festival Internacional de Cinema de Cannes: Seleção Oficial da Mostra Un Certain Regard E também: Brasília (Brasil), Lima (Peru), SANFIC (Chile), Rio de Janeiro (Brasil), Danube Delta (Romênia), Milão (Itália), Filme de Abertura em Biarritz (França), Filme de Abertura em São Petersburgo (Rússia), Mostra Horizontes Latinos em San Sebastián (Espanha), Vladivostok (Rússia), Hamburgo (Alemanha), Moscou (Rússia), Busan (Coreia do Sul), Varsóvia (Polonia), Mumbai (Índia), Estocolmo (Suécia), dentre outros. Como projeto em desenvolvimento: 2011 - Festival de Cinema de San Sebastián e Rencontres Cinémas d’Amérique Latine de Toulouse: Cine en Construcción. 2011 - Festival de Cinema de Locarno: Carte Blanche/Open Doors 2012 - BAFICI: Seção Buenos Aires Lab 2009 - Festival Internacional de Cinema de Mannheim: Mannheim Meetings 2009 - Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro: RioMarket 2009 - Festival Internacional de Cinema de Cartagena (FICCI): Encuentro de Coproducción Bogotá, mais do que uma locação Entre 1991 e 2006, chegaram a Bogotá cerca de 300 mil afrocolombianos provenientes das regiões litorâneas do Pacífico e do Atlântico. Essa migração massiva, que na maioria dos casos tem origem na fuga das guerrilhas dos povoados, transformou radicalmente a identidade da cidade. La Playa nasce da fascinação por essas formas de mudanças e da necessidade de explorá-las visualmente pela primeira vez em um filme de longa-metragem. Atualmente, a população afrocolombiana vive um processo acelerado de migração em direção aos centros urbanos como consequência do deslocamento forçado ocasionado pelos enfrentamentos dos grupos ilegais nas regiões de Urabá e Atrato, e pela expansão dos cultivos ilícitos nas regiões dos rios Patía e Naya, assim como nas cidades de Cartagena, Cali, Barranquilla, Medellín e Bogotá, onde reside 29,2% da população negra. Isso provocou uma convergência cultural, onde os negros convivem com os brancos, dividem um território, mas que nesse filme fica evidente a diferença de perspectivas entre as duas culturas. Para os afrocolombianos, o conceito de família se relaciona muito mais com a questão territorial do que com os laços sanguíneos. A família é formada pelas pessoas do bairro, do quarteirão. Eles vivem em comunidades onde todos são carentes de tudo, e se identificam como cúmplices e irmãos. Assim também é a vida no campo, nas zonas rurais colombianas. A cidade e a sua dinâmica provocam medo, paranoia e uma grande dificuldade nas relações com o outro, onde a confiança é uma característica que existe unicamente dentro do núcleo familiar. As diferenças entre as duas sociedades são percebidas na forma como elas se relacionam. Embora as migrações em direção ao interior do país tenham gerado uma mescla cultural, essa aproximação ainda não está livre de preconceitos. Os que chegam e que precisam de uma identidade na cidade onde não nasceram são vistos como uma ameaça, um problema social. Por isso também são marginalizados, acabam fixando moradia em regiões periféricas da cidade, afastadas dos grandes centros nos quais circulam os nativos da capital. Galaxcentro 18 é um lugar importante em La Playa. Trata-se do maior complexo de salões de cabeleireiros afro da cidade, nos quais circulam tanto brancos quanto negros de classes sociais menos favorecidas. A diferença entre os salões de ambas as culturas é visível. A luz branca neon, os espaços muito iluminados, alguns são um pouco mais escuros, a maneira como recebem as pessoas que chegam, como clientes por um lado e como amigos pelo outro. No entanto, Galaxcentro 18 também é o lugar de convergência da cidade, onde as duas raças se juntam, se beijam, se atraem, se repelem, são amantes, são cachorros, são barbeiros, rappers, polidores de carros, ladrões, marginais, peões, tranças, cabelos trançados. É a prova de que, apesar de sair do seu território, eles se negam a abandonar os seus costumes e rituais. La Playa é um filme urbano, que mostra a grandeza de uma cidade que pode engolir aqueles que não souberem enfrentá-la. Exibe a crueldade das ruas, essa força que emana do desconhecido, o azar de não saber o que se pode encontrar. Prevalecem o asfalto e a confluência de um espaço sórdido e banal. Por isso também que os movimentos de câmera seguem o ritmo de Tomás e da mesma avenida, com a velocidade que é preciso ter quando se transita por plataformas das estações. La Playa é um lugar em Bogotá onde se estabeleceram as comunidades de negros provenientes do litoral da Costa Pacífica colombiana. Essas comunidades que vivem da própria sorte, ganham a vida levantando carros e realizando serviços braçais, com grande esforço físico. Mas La Playa também é uma metáfora, uma alegoria da nostalgia que esses emigrantes sentem pela região de onde vieram. Bogotá está a 2.600 metros acima do nível do mar. A altitude, a pressão atmosférica e o clima temperado reforçam as principais diferenças entre as duas regiões. E além da questão geográfica, demograficamente, as pessoas nativas das regiões altas são em sua maioria brancas. Na região de La Playa, os negros trabalham para os brancos. A reminiscência do mar da Costa Pacífica está latente. A música urbana vem acompanhada do som da marimba. A imagem, em alguns momentos, fica distorcida, gerando um movimento similar ao vaivém das ondas. Os sonhos dos personagens estão afogados em rio, em mangue. Estão suspensos próximos ao céu e, do alto, ao longe, se percebe no horizonte um caminho de azul eterno. Sobre o diretor Juan Andrés Arango nasceu em Bogotá, na Colômbia, no dia 19 de setembro de 1976. Trabalhou como roteirista e diretor no seu país e também no Canadá, para onde foi selecionado para fazer intercâmbio na Universidade Concordia, quando cursava Realização de Cinema e Televisão na Universidade Nacional da Colômbia. Entre 2001 e 2002, foi assistente de direção da série “Histórias de Homens Só Para Mulheres”, e em 2003 viajou para a Espanha para se especializar em direção de fotografia na Universidade de Barcelona (ESCAC), trabalho que acabou colocando em prática durante sua estadia em Amsterdã, na Holanda. Foi durante esses anos que ele começou a escrever o projeto do seu primeiro longa-metragem, “La Playa”, que recebeu vários reconhecimentos durante o seu desenvolvimento, como o prêmio para a elaboração de roteiro para longa-metragem de ficção do Fundo para o Desenvolvimento Cinematógrafico. Também recebeu incentivos de pós-produção como o estímulo do Fonds Sud Cinéma, da França, e o Lions Film Award, do Festival de Cinema de Roterdã; dentre outros. O filme estreou na Colômbia em outubro de 2012, depois de passar por festivais importantes como o de Cannes, no qual foi selecionado para a mostra Un Certain Regard; e o Festival Internacional de San Sebastián, pela mostra Horizontes Latinos. Filmografia Documentários “Los Vega y Dos Fandangos” (2008) – Diretor e roteirista “Acá no hay muelle” (2009) – Diretor e roteirista Curta-Metragem “Cómo aprender a decir buenos días en 10 etapas”(2010) – Diretor Longa-Metragem de Ficção “La Playa” (2012) – Diretor e roteirista Depoimento do diretor “La Playa é um filme sobre o que significa abandonar tudo e abrir um caminho em um lugar novo e hostil. Como um espelho de duas caras, o filme é uma viagem de transformação interior, no qual o protagonista se vê obrigado a mudar para seguir avançando, em Bogotá. Ao mesmo tempo, é a descoberta de uma cidade em transformação. Pela perspectiva de Tomás, conhecemos uma rede de espaços próprios que a população negra está criando rapidamente. Também presenciamos a maneira como tais lugares estão mudando a identidade da cidade. A partir de um olhar intimista e respeitoso, o filme permitirá sentir como uma guerra transformou profunda e definitivamente a identidade cultural da Colômbia. Um país que, como Tomás, caminha no limite entre o que já foi o que poderá se tornar”. Produção Séptima Films Fundada por Jorge Andrés Botero, em 2006, produziu documentários em vídeo para muitas agências de cooperação, como Aecid, USAID/MIDAS, Banco Mundial, IFC, dentre outros. Ganhou quatro prêmios do Fundo para Desenvolvimento Cinematográfico, na Colômbia, com “No Todos los Ríos Van al Mar” (2008), de Santiago Trujillo, curta-metragem ganhador de vários prêmios nacionais e internacionais. “La Playa” (2012), de Juan Andrés Arango, é o primeiro longa-metragem de ficção desenvolvido com a produtora Burning Blue. Atualmente, a produtora se dedica à pós-produção do filme “Esta Casa se Vende” e no desenvolvimento dos projetos “Resistencia”, de Jorge Botero, documentário que busca narrar a luta não armada das comunidades campesinas colombianas; “NN”, de Hector Galvéz (Paraiso 2010), uma coprodução com o Peru que aborda o tema dos desaparecidos forçados; e também “Gente de Bien”, de Franco Lolli, primeiro longa-metragem desse realizador cujo curta-metragem “Rodrí” participou da Semana da Crítica do Festival de Cannes. Burning Blue A produtora Burning Blue nasceu em Bogotá, na Colômbia, em 2010, por iniciativa de Diana Bustamante e de Jorge Forero, que se associaram depois de trabalharem juntos por mais de dez anos, para fortalecer a criação de formas audiovisuais independentes. Coprodução brasileira Bananeira Filmes A Bananeira Filmes foi criada em 2000 por Vania Catani e é uma produtora independente que desenvolve, produz e lança projetos ousados e de grande qualidade artística. Reconhecidos no Brasil e internacionalmente, os filmes produzidos pela Bananeira já frequentaram importantes festivais e receberam relevantes prêmios. Entre eles, “Narradores de Javé”, de Eliane Caffé; “A Festa da Menina Morta”, dirigido por Matheus Nachtergaele; “Feliz Natal”, de Selton Mello; “Favela On Blast”, longa documental de Leandro HBL; “O Palhaço” – ficção do diretor Selton Mello, lançado no final de 2011 e que foi sucesso de público e crítica, levando 1,5 milhão de pessoas ao cinema e um dos filmes mais premiados de 2012 no país, além de ter sido escolhido para ser o representante oficial do Brasil no Oscar 2013. “País do Desejo”, do diretor Paulo Caldas; “Quase Samba”, de Ricardo Targino; “O Último Romance de Balzac”, longa de Geraldo Sarno; “Billi Pig”, de José Eduardo Belmonte; “No Lugar Errado”, de Guto Parente, Pedro Diógenes, Ricardo e Luiz Pretti; “Claun”, de Felipe Bragança e que também têm a assinatura de Vania Catani. Para 2014, a produtora prepara o lançamento no Brasil de “El Ardor”, de Pablo Fendrik, uma coprodução com a Argentina, França e México; e a produção de três filmes de diretores estreantes em longas: Anita da Rocha Silveira (“Mate-me Por Favor”), Guilherme Weber (“Deserto”) e José Luiz Villamarim (“Cataguases”). Depoimento da produtora Vania Catani “Eu me aproximei do filme num encontro com a Diana, produtora colombiana, em Cannes, e depois com o produtor Juan Pablo e o diretor Juan Andrés. Com o filme pronto, tivemos uma alegria enorme dele estar em Cannes, em 2012. Eu, particularmente, adoro o filme, acho que ele ficou muito bonito e gosto muito do que resultou. E depois outra surpresa dele ser o indicado ao Oscar como melhor filme colombiano. O filme me trouxe um outro olhar da Colômbia que eu não conhecia. Infelizmente, o filme colombiano não chega aqui e o cinema é um ótimo instrumento para essa troca de conhecimentos. É uma honra para a Bananeira fazer parte disso”. Depoimento da atriz brasileira Teuda Bara “Quando eu combinei de participar do filme, eu estava ensaiando uma peça e, quando me chamaram, eu já estava em cartaz! Foi uma correria tão grande, mas foi tudo tão maravilhoso! Eu tive um prazer imenso em participar desse filme. O diretor Juan Andrés é de uma generosidade incrível e os meninos atores são geniais”. Sobre a Tucuman Filmes Desde 2010, a distribuidora traz para o Brasil filmes europeus e latino-americanos que tiveram suas estreias internacionais nos maiores festivais de cinema do mundo. Criada pela distribuidora Priscila Miranda, a Tucuman Filmes ganhou um novo sócio em 2013: Nilson Rodrigues, ex-diretor da Ancine e que atua no mercado de produção e exibição há 25 anos. A parceria já rendeu a aquisição de 17 novos filmes, dentre eles “O Último Amor de Mr. Morgan”, estrelado pelo ator Michel Caine; “Two Women”, com Ralph Fiennes; e “La Monaca”, novo filme do diretor italiano Marco Bellocchio, previsto para ser lançado em 2014. Informações à imprensa: Belisa Figueiró [email protected] Fotos para download: http://is.gd/KLvoGI