TERMO DE EXECUÇÃO DESCENTRALIZADA Nº 007/2014 PROCESSO Nº. 00350.002353/2014-88 I – Identificação: (Título/Objeto da Despesa) Desenvolvimento de um projeto em qualidade e garantia de conformidade e segurança dos produtos da aquicultura intitulado “O uso de químicos e fármacos na aquicultura brasileira avaliação toxicológica, impacto ambiental e gestão de riscos”. II – Identificação das Partes: UG/Gestão – Repassadora e UG/Gestão Recebedora: UG/Gestão – Repassadora: Ministério da Pesca e Aquicultura - MPA UG: 110008 Gestão: 00001 CNPJ: 05.482.692/0001-75 Endereço: Setor Bancário Sul Quadra 02 lote 10 Bloco J, Ed. Carlton Tower CEP: 70.070-120 – Brasília/DF Responsável: Eduardo Benedito Lopes - CPF: 069.471.678-25 Ministro de Estado da Pesca e Aquicultura Nomeado nos Termos da competência prevista na Lei nº10. 683 de 28 de maio de 2003, alterada pela Lei nº 11.958, de 26 de junho de 2009, publicada no Diário Oficial da União de 29 de junho de 2009, bem como no art. 61, inciso IV, do anexo da Portaria MPA nº 523, de 02 de dezembro de 2010 e no Decreto de 14 de março de 2014. UG/Gestão Recebedora: Universidade de Brasília UG: 154040 - Gestão: 15257 CNPJ: 00.038.174/0001-43 Endereço: Campus Universitário Darcy Ribeiro, Reitoria CEP: 70910-900 – Brasília/DF Responsável: Ivan Marques Toledo de Camargo – CPF: 210.411.481-00o Função: Reitor III – Justificativa: (Motivação/Clientela/Cronograma físico) Motivação A aquicultura é uma atividade em crescimento, principalmente nos trópicos, sendo impulsionada pelo aumento na demanda mundial de alimento. Apesar de ser uma actividade generalizada por todo o mundo é na Ásia que está concentrada 88,9 % da produção mundial de aquicultura. O Brasil tem grande potencial para produção aquícola, a sua localização geográfica e o clima tropical propiciam as condições ideais para o cultivo de diversas espécies de peixes e crustáceos, de entre outros organismos. A aquicultura brasileira destaca-se como uma atividade promissora na geração de alimento, emprego e renda para a população contribuindo para o desenvolvimento económico do país. Desse modo, a aquicultura tende a cada vez mais ganhar local de destaque na economia local, das populações rurais, e também da economia global. Tal como outras atividades (ex. agricultura), a aquicultura provoca impacto no meio ambiente. Com o crescimento da aquicultura nas últimas décadas foram evidenciados diversos problemas ambientais entre eles a eutrofização, a desflorestação de áreas de costeiras, a contaminação ambiental e a introdução de espécies invasoras em ecossistemas aquáticos. Os corpos de água estão sujeitos a contaminação ambiental seja pelo despejo de efluentes não tratados carregados de nutrientes orgânicos (fezes dos peixes, alimento e outros detritos orgânicos) e químicos (ex. fertilizantes, pesticidas, herbicidas, bactericidas, desinfectantes). Na tentativa de prever e gerar marcos reguladores relativos aos impactos da contaminação ambiental advinda da aquicultura são empregadas, no caso dos produtos químicos, metodologias tradicionais de avaliação de risco baseadas em modelos de predição de concentrações ambientais de contaminantes e em ensaios de toxicidade aguda com organismos aquáticos modelos. Os valores de CE50 e CL50 obtidos por meio de ensaios laboratoriais são usados para derivar concentrações de químicos que sejam seguras para o meio ambiente. Esses procedimentos fazem parte das etapas iniciais da avaliação de risco, no entanto o seu uso exclusivo e generalizado vem sendo questionado pela comunidade científica e autoridades reguladoras. Actualmente, vários estudo têm demonstrado que muitas das variáveis que compõe os ecossistemas aquáticos como parâmetros físicos e químicos, conteúdo de matéria orgânica, densidade e diversidade de organismos, para além de interacções entre esses factores, podem influenciar a resposta do ecossistema à contaminação por químicos. Na aquicultura em ecossistemas tropicais a avaliação dos efeitos causados por químicos pode considerar por exemplo factores como aumento da disponibilidade de nutrientes, matéria orgânica ou as condições climatéricas de regiões tropicais. A distar das abordagens tradicionais de avaliação de risco para químicos, várias metodologias têm sido desenvolvidas na tentativa de prever o risco advindo de atividade humanas de forma mais acurada. Muitos testes com amostras ambientais e efluentes são amplamente empregues para monitorização da qualidade ambiental, outras metodologias envolvem ensaios in situ ou parâmetros subletais (alterações enzimáticas, expressão gênica, comportamento) que serviriam como sinais de alerta evitando cenários de contaminação ambiental crónica. O uso de bioensaios com amostras ambientais, por exemplo, pode ser uma ferramenta eficaz para determinar os impactos da entrada de nutrientes vindos de aquiculturas. Ensaios com amostras ambientais também podem fornecer informação sobre os grupos de químicos presentes no local contaminado e quais áreas são prioritárias para monitorização. Desse modo adoptando metodologias que vão além do cálculo do efeito letal de químicos possivelmente poderá prever-se com maior precisão os impactos negativos das aquiculturas e diminuir o tempo e os custos de todo o processo de avaliação de impacto ambiental. A aquicultura tem-se consolidado como importante resposta à escassez de alimento em diversos países subdesenvolvidos no mundo, para além de suprir a demanda mais sofisticada de alimento (camarão e filetes de peixe) advinda de países desenvolvidos na Europa e América. Nesse contexto, a aquicultura passou a ocupar também um papel fundamental na economia dos países do sudoeste asiático tanto a nível local com os pequenos produtores quanto a nível global com as grandes fazendas de exportação. Contudo muitos são os desafios para alcançar a sustentabilidade ambiental em aquicultura praticada no Brasil. Estudos que visem o desenvolvimento de modelos e ferramentas para um melhor entendimento dos químicos utilizados, quantidades, frequência e regime de aplicação bem como das diferentes vias de contaminação dos ecossistemas aquáticos que circundam as fazendas de aquicultura são necessários. Novas ferramentas que reflictam as particularidades da aquicultura em ecossistemas (sub)tropicais são necessárias para uma acurada avaliação e certificação da qualidade ambiental deste sector. Clientela Esse projeto tem grande importância na área de aquicultura nomeadamente no controle da qualidade e garantia de conformidade e segurança dos produtos da aquicultura. O projeto desenvolverá atividades de pesquisa e disseminação do conhecimento, fomentando o desenvolvimento de tecnologias e novos protocolos, os quais favorecerão uma atividade aquícola sustentável no Brasil. Este estudo tem como objetivo avaliar a qualidade ambiental de corpos hídricos impactados pela aquicultura bem como fazer a avaliação ecotoxicológica dos insumos químicos empregados nessa prática de produção. Mas especificamente: (i) Identificar as principais fontes de contaminação e contaminantes; (ii) Avaliar os efeitos crónicos dos principais químicos utilizados em aquicultura no Brasil; (iii) Avaliar os efeitos subletais dos principais contaminantes em diferentes espécies aquáticas; (iv) Avaliar as interacções entre químicos e factores ambientais e as consequências na toxicidade e efeitos em organismos aquáticos; (v) Fornecer dados ecotoxicológicos e desenvolver ferramentas de avaliação ecotoxicológica eficientes para certificação da qualidade ambiental em ecossistemas impactados pela aquicultura. Com base nas atividades propostas, o desenvolvimento desse projeto contribuirá para um melhor entendimento das diferentes vias de contaminação bem como os seus efeitos nocivos aos ecossistemas aquáticos que por sua vez suportarão o desenvolvimento de ferramentas que certifiquem a qualidade de produtos da aquacultura e ambiental em corpos hídricos em todo Brasil. Cronograma físico 1. Destaque orçamentário à - UnB. Apoio ao projeto “O uso de químicos e fármacos na aquicultura brasileira - avaliação toxicológica, impacto ambiental e gestão de riscos”. 1.1 Descentralização externa de crédito orçamentário e recursos financeiros do MPA – junho 2014. 1.2 Apoio e realização do projeto “O uso de químicos e fármacos na aquicultura brasileira - avaliação toxicológica, impacto ambiental e gestão de riscos” a ser a ser disponibilizado pelo MPA - Relatório parcial – junho/2015 a agosto/2015. 1.3 Consolidação da Prestação de Contas Final - Relatório Final Prestação de Contas – abril/2016 – maio /2016. IV – Relação entre as partes: (Descrição e Prestação de Contas das Atividades) Para atingir os objetivos pactuados, as partes comprometem-se a disponibilizar a as informações necessárias para o bom andamento do acordo bem como cumprir as seguintes obrigações: Compete ao Ministério da Pesca e Aquicultura – MPA: a) manter a supervisão, acompanhamento, controle e a avaliação da execução do Presente Termo; b) descentralizar os recursos orçamentários para o desenvolvimento das atividades prevista no Presente Termo, no valor total de R$ 537.300,00 (Quinhentos e trinta e sete mil e trezentos reais) c) exercer a atividade normativa, o controle e a fiscalização sobre a execução do projeto, inclusive, se for o caso reorientando as ações, assumindo ou transferindo a responsabilidade pela execução do mesmo, no caso de paralisação das atividades por força de qualquer fato relevante que venha a ocorrer, de modo a evitar a descontinuidade das ações pactuadas; d) fornecer dados e informações necessárias ao bom desenvolvimento das ações previstas no presente Termo de Execução Descentralizada; e) a publicação resumida deste Termo de Acordo no Diário Oficial da União será providenciada pelo MPA no prazo de até 20 (vinte) dias a contar da sua assinatura. Compete a Universidade de Brasília - UNB a) executar as atividades inerentes ao presente Termo; b) disponibilizar recursos humanos necessários à operacionalização do Projeto; c) aplicar os recursos, exclusivamente na consecução do objeto do presente Termo de Cooperação, conforme normas estabelecidas na legislação vigente; d) disponibilizar ao Ministério da Pesca e Aquicultura – MPA, informações sobre o andamento das atividades objetos deste Termo, bem como informar sobre quaisquer eventos que dificultem ou interrompam o curso normal de execução do Termo; e) apresentar relatório da execução física das atividades; f) Proceder a Prestação de Contas encaminhando ao MPA relatório financeiro no prazo de 60 (sessenta) dias após o encerramento da vigência deste acordo V – Previsão Orçamentária: (Detalhamento Orçamentário com Previsão de Desembolso) Programa de Natureza Valor PTRES Fonte Mês/Ano Trabalho/Projeto/Atividade de Despesa (R$ 1,00) 20.609.2028.20XZ.0001.0003 33.90.39 252.000,00 - Controle da qualidade na garantia da conformidade e 060168 0100 Jun/2014 segurança dos produtos da 44.90.52 285.300,00 aquicultura – Plano Safra da Pesca e Aquicultura Valor Total R$ 537.300,00 VI – Vigência: O prazo de vigência do presente Termo de Execução Descentralizada será a partir da data da assinatura até 31 de maio de 2016, podendo ser prorrogada, desde que observada à legislação vigente. Brasília/DF, EDUARDO BENEDITO LOPES Ministro de Estado da Pesca e Aquicultura MPA de junho de 2014. IVAN MARQUES TOLEDO DE CAMARGO Reitor da Universidade de Brasília - UNB PLANO DE TRABALHO 1 - DADOS CADASTRAIS Órgão / Entidade Proponente: Universidade de Brasília Endereço comercial: Campus Darcy Ribeiro, Asa Norte. Cidade: UF: CEP: E-mail: Brasília DF 70910-900 CNPJ 00.038.174/0001-43 (DDD)Telefone (DDD) Fax: E. A.: : (61) 3307-2210 (61) 3272 0003 Federal 3107-3085 Praça de Pagamento: Brasília - DF CPF: 210.411.481-00 [email protected] UG: Gestão: 154040 15257 Nome do(s) Responsável(eis): Ivan Marques de Toledo Camargo CI/Órgão Exp.: 581.564 SSP/DF Cargo: Reitor Função: Reitor Matrícula: 663301 Endereço Residencial: CEP: SHIS Quadra 01 – Conjunto B – Bloco C – 2º andar – Ed. Santos Dumont – 71605-001 Lago Sul 2 - OUTROS PARTÍCIPES / INTERVENIENTES Nome: Endereço: Responsável: - CNPJ/CPF: E. A.: CEP: CPF: - 3 – DESCRIÇÃO DO PROJETO Título do Projeto/Evento Período de Execução Início: Término: Apoio ao projeto “O uso de químicos e fármacos na aquicultura Jun/2014 Mai/2016 brasileira - avaliação toxicológica, impacto ambiental e gestão de riscos”. Identificação do Objeto Apoiar o projeto “O uso de químicos e fármacos na aquicultura brasileira - avaliação toxicológica, impacto ambiental e gestão de riscos”, coordenado pelo Professor Dr. Cesar Koppe Grisólia – Laboratório de Genética Toxicológica da Universidade de Brasília. Esse projeto tem grande importância na área de aquicultura nomeadamente no controle da qualidade e garantia de conformidade e segurança dos produtos da aquicultura. O projeto desenvolverá atividades de pesquisa e disseminação do conhecimento, fomentando o desenvolvimento de tecnologias e novos protocolos, os quais favorecerão uma atividade aquícola sustentável no Brasil. Este estudo tem como objetivo avaliar a qualidade ambiental de corpos hídricos impactados pela aquicultura bem como fazer a avaliação ecotoxicológica dos insumos químicos empregados nessa prática de produção. Justificativa da Proposição A aquicultura é uma atividade em crescimento, principalmente nos trópicos, sendo impulsionada pelo aumento na demanda mundial de alimento. Apesar de ser uma atividade generalizada por todo o mundo é na Ásia que está concentrada 88,9 % da produção mundial de aquicultura. O Brasil tem grande potencial para produção aquícola, a sua localização geográfica e o clima tropical propiciam as condições ideais para o cultivo de diversas espécies de peixes e crustáceos, de entre outros organismos. A aquicultura brasileira destaca-se como uma atividade promissora na geração de alimento, emprego e renda para a população contribuindo para o desenvolvimento econômico do país. Desse modo, a aquicultura tende a cada vez mais ganhar local de destaque na economia local, das populações rurais e, também, da economia global. Tal como outras atividades (ex. agricultura), a aquicultura provoca impacto no meio ambiente. Com o crescimento da aquicultura nas últimas décadas foram evidenciados diversos problemas ambientais entre eles a eutrofização, desmatamento de áreas de costeiras, a contaminação ambiental e a introdução de espécies invasoras em ecossistemas aquáticos. Os corpos de água estão sujeitos à contaminação ambiental seja pelo despejo de efluentes não tratados carregados com nutrientes orgânicos (fezes dos peixes, alimento e outros detritos orgânicos) e/ou químicos (ex. fertilizantes, pesticidas, herbicidas, bactericidas, desinfetantes). Na tentativa de prever e gerar marcos reguladores relativos aos impactos da contaminação ambiental advinda da aquicultura são empregadas, no caso dos produtos químicos, metodologias tradicionais de avaliação de risco baseadas em modelos de predição de concentrações ambientais de contaminantes e em ensaios de toxicidade aguda com organismos aquáticos modelos. Os valores de CE50 e CL50 obtidos por meio de ensaios laboratoriais são usados para derivar concentrações de químicos que sejam seguras para o meio ambiente. Esses procedimentos fazem parte das etapas iniciais da avaliação de risco, no entanto, o seu uso exclusivo e generalizado vem sendo questionado pela comunidade científica e autoridades reguladoras. Atualmente, vários estudos têm demonstrado que muitas das variáveis que compõe os ecossistemas aquáticos como parâmetros físicos e químicos, conteúdo de matéria orgânica, densidade e diversidade de organismos, para além de interações entre esses fatores, podem influenciar a resposta do ecossistema à contaminação por químicos. Na aquicultura em ecossistemas tropicais a avaliação dos efeitos causados por químicos pode considerar, por exemplo, fatores como aumento da disponibilidade de nutrientes, matéria orgânica ou as condições climáticas de regiões tropicais. A distar das abordagens tradicionais de avaliação de risco para químicos, várias metodologias têm sido desenvolvidas na tentativa de prever o risco advindo de atividade humanas de forma mais acurada. Muitos testes com amostras ambientais e efluentes são amplamente empregues para monitoramento da qualidade ambiental, outras metodologias envolvem ensaios in situ ou parâmetros subletais (alterações enzimáticas, expressão gênica, comportamento) que serviriam como sinais de alerta evitando cenários de contaminação ambiental crônica. O uso de bioensaios com amostras ambientais, por exemplo, pode ser uma ferramenta eficaz para determinar os impactos da entrada de nutrientes vindos de aquiculturas. Ensaios com amostras ambientais também podem fornecer informação sobre os grupos de químicos presentes no local contaminado e quais áreas são prioritárias para monitoramento. Desse modo, adotando metodologias que vão além do cálculo do efeito letal de químicos possivelmente poderá preverse com maior precisão os impactos negativos das aquiculturas e diminuir o tempo e os custos de todo o processo de avaliação de impacto ambiental. A aquicultura tem-se consolidado como importante resposta à escassez de alimento em diversos países subdesenvolvidos no mundo, para além de suprir a demanda mais sofisticada de alimento (camarão e filetes de peixe) advinda de países desenvolvidos na Europa e América. Nesse contexto, a aquicultura passou a ocupar também um papel fundamental na economia dos países do sudoeste asiático tanto a nível local com os pequenos produtores quanto a nível global com as grandes fazendas de exportação. Contudo muitos são os desafios para alcançar a sustentabilidade ambiental em aquicultura praticada no Brasil. Estudos que visem o desenvolvimento de modelos e ferramentas para um melhor entendimento dos químicos utilizados, quantidades, frequência e regime de aplicação bem como das diferentes vias de contaminação dos ecossistemas aquáticos que circundam as fazendas de aquicultura são necessários. Novas ferramentas que reflitam as particularidades da aquicultura em ecossistemas (sub) tropicais são necessárias para uma acurada avaliação e certificação da qualidade ambiental deste sector. O presente projeto tem como objetivo geral: contribuir para sustentabilidade ambiental da aquicultura o estudo pretende avaliar a qualidade ambiental de corpos hídricos impactados pela aquicultura, bem como, fazer a avaliação ecotoxicológica dos insumos químicos empregados nessa prática de produção, nomeadamente no controle da qualidade e garantia de conformidade e segurança dos produtos da aquicultura. Mais, especificamente: (i) Identificar as principais fontes de contaminação e contaminantes; (ii) Avaliar os efeitos crônicos dos principais químicos utilizados em aquicultura no Brasil; (iii) Avaliar os efeitos subletais dos principais contaminantes em diferentes espécies aquáticas; (iv) Avaliar as interações entre químicos e fatores ambientais e as consequências na toxicidade e efeitos em organismos aquáticos; (v) Fornecer dados ecotoxicológicos e desenvolver ferramentas de avaliação ecotoxicológica eficientes para certificação da qualidade ambiental em ecossistemas impactados pela aquicultura. Desse modo, o desenvolvimento desse projeto contribuirá para um melhor entendimento das diferentes vias de contaminação bem como os seus efeitos nocivos aos ecossistemas aquáticos que por sua vez suportarão o desenvolvimento de ferramentas que permitam uma acurada avaliação e certificação da qualidade ambiental em corpos hídricos impactados pela aquicultura em ambientes tropicais. Diante do exposto, encaminhamos este documento visando dar prosseguimento à parceria e articulação institucional entre a Universidade de Brasília e esse Ministério. 4 – CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO Meta Etapa / fase 1.1 1. Destaque orçamentário à UnB. Apoio ao projeto “O uso de químicos e fármacos na aquicultura brasileira avaliação toxicológica, impacto ambiental e gestão de riscos”. 1.2 1.3 ESPECIFICAÇÃO Descentralização externa de crédito orçamentário e recursos financeiros do MPA. Apoio a realização do projeto “O uso de químicos e fármacos na aquicultura brasileira - avaliação toxicológica, impacto ambiental e gestão de riscos” a ser a ser disponibilizado pelo MPA (Ver detalhamento do cronograma Anexo I) Consolidação da Prestação de Contas Final Indicador Físico Duração Unidade Quant. Início Término Destaque orçamentári o 01 Jun/2014 -- Relatório parcial 01 Jun/2015 Ago/2015 Relatório Final Prestação de Contas 01 Abr/2016 Mai/2016 6 – PLANO DE APLICAÇÃO Descrição por tipo de atendimento 1 1 Aquisição de Rack para alojamento de ZebraFish com recirculação de água acompanhado de acessórios: redes, baffles para alevinos, tanques de reprodução, monitoramento e ajuste automático de pH e condutividades e unidade de tratamento de água completa. (Ver orçamentos anexo II, III, IV) Pesquisador Visitante EspecialPVE (CNPq) TOTAL GERAL Indicador Físico Estimativa de Custo – R$ Unidade Medida Quant. Valor Unitário Valor Total Equipamento 01 285.300,00 285.300,00 Bolsa 18 (meses) 252.000,00 252.000,00 R$ 537.300,00 7 – CAPACIDADE INSTALADA (Recursos Materiais e Humanos já existentes) (Especificar instalações, equipamentos, mão-de-obra especializada a ser utilizada na execução dos serviços). Todos os experimentos propostos neste projeto serão realizados no Laboratório de Genética Toxicológica da UnB (G-Tox) liderado pelo Prof. Dr. Cesar K. Grisolia. O G-Tox conta com toda a infraestrutura para a realização de ensaios em peixes, invertebrados e algas e à avaliação de efeitos genotóxicos e/ou de estresse oxidativo em organismos aquáticos. Atualmente, o laboratório é coordenado pelo Prof. Dr. Cesar K. Grisólia e, também, com a colaboração de Profª. Dra. Ana Luísa Miranda Vilela e do Prof. Dr. José de Souza Filho. Ademais, o laboratório conta com 02 pósdoutorandos (Dra. Susana Milhomem e Dr. Rhaul de Oliveira), 03 doutorandos, 02 mestrandos, 1 técnico e 1 aluno de iniciação científica. Quanto aos recursos materiais o G-Tox possui 02 estufas, 01 rotaevaporador, 03 centrifugas, 03 microscópios comuns 01 Fotomicroscópio com sistema de captura e análise de imagens, 04 microscópio esteroscópio, 01 espectrofotômetro, 01 fluxo laminar, 02 capelas, 01 incubadora com agitação, 01 banho-marinha, 01 autoclave, 01 frezeer, 02 geladeiras, 01 sonicador, 02 agitadores magnéticos, 01 agitador de tubos de ensaios, 02 balanças, sendo uma analítica, 01 pHmetro, 02 bomba à vácuo com sistema de filtração, 01 cuba de eletroforese com fonte, 01 microondas. 01 Temociclador. O laboratório está dividido em 2 salas, sendo uma para a execução de testes e análises e uma para cultivo de animais e outra para execução dos experimentos. Tal estrutura permite a realização de ensaios de danos cromossômicos como análise de micronúcleos, de danos no DNA como teste Single Cell Gel Electrophoresis (ensaio do Cometa), teste de avaliação de fragmentação nuclear por citometria de fluxo e teste de cito-genotoxicidade como apoptose-necrose. 8 – CRONOGRAMA DE DESEMBOLSO (R$ 1,00) Concedente: MPA Meta Jun/2014 Set/2014 Dez/2014 1 537.300,00 --- --- Jun/2015 Dez/2015 Mai/2016 --- --- --- 8.1 – PLANO DE APLICAÇÃO (R$) (preenchimento de uso exclusivo do MPA) NATUREZA DA DESPESA Total Geral Concedente ESPECIFICAÇÃO CÓDIGO Auxílio Financeiro a Pesquisadores 33.90.39 252.000,00 252.000,00 (custeio) 44.90.52 TOTAL Equipamentos e Material Permanente (capital) 285.300,00 285.300,00 537.300,00 537.300,00 Proponente ---------- 9 - DECLARAÇÃO Na qualidade de representante legal do proponente, declaro, para fins de prova junto ao Ministério da Pesca e Aquicultura, para os efeitos e sob as penas da lei, que inexiste qualquer débito em mora ou situação de inadimplência com o Tesouro Nacional ou qualquer órgão ou entidade da Administração Pública Federal, que impeça a transferência de recursos oriundos de dotações consignadas nos orçamentos da União, na forma desse Plano de Trabalho. Pede deferimento. Brasília-DF, de junho de 2014. _________________________________ IVAN MARQUES DE T. CAMARGO Reitor da UNB 10 - APROVAÇÃO PELO CONCEDENTE Aprovado. Brasília - DF, de junho de 2014. ___________________________________ EDUARDO BENEDITO LOPES Ministro de Estado da Pesca e Aquicultura MPA