Reunião Geral
Tutoria 2008
Dra. Patrícia L Bellodi
O Programa Tutores como um todo
• Complexidade: eixos de análise na avaliação
Objetivos do Programa (para quê)
Dinâmica do Mentoring (como)
1. Interações Tutor-Alunos
(com quem)
Qualidade
2. Saliências Temáticas
(o quê)
Tempo (quando)
Dra. Patrícia L Bellodi
Why to evaluate with case histories?
•
Programa Tutores é altamente pessoalizado: portanto, requer
uma abordagem avaliativa de acordo com a filosofia e prática do
programa.
•
Programa Tutores trabalha numa abordagem sistêmica: os
eventos do processo são altamente correlacionados e interdependentes,
não podendo ser reduzidos a partes isoladas e independentes: é preciso
descrever a Gestalt resultante.
•
Programa Tutores é “processo-orientado”: é filosofia do programa
de que os meios são a própria mensagem. O foco primário de
análise é a vivência do processo de mentoring: o aluno, o tutor, a
situação e a interação resultante.
•
Tutoria (Mentoring) é uma entidade relativamente nova no
campo da educação: estabelecer conclusões finais sobre seus
efeitos não é possível hoje. Estudos de caso são a mais rica fonte
de dados para gerar compreensões empíricas do mentoring. .
Patton, M.Q. Qualitative Evaluation and Research Methods, Sage, 1990
Dra. Patrícia L Bellodi
Relembrando
nossos objetivos
Dra. Patrícia L Bellodi
Tutoria 2008
Objetivos
Mentoring
Exemplo
concreto
futuro
out
Encontro
Habilidades
cognitivas
set
ago
jun
mai
Habilidades
sociais
Bem estar
emocional
abr
mar
Objetivos
Programa
Tutores
fev
propiciar
vínculo
estimular
troca
acompanhar
desenvolv.
aluno
identificar
problemas
curso
contribuir
formação
integral
Em 2008
Atingimos os objetivos do programa?
Nossos encontros funcionaram como relações de mentoring?
Quais foram as nossas temáticas significativas?
Quem atingimos com nosso programa?
Dra. Patrícia L Bellodi
Da Tutoria
para a
Graduação
Dra. Patrícia L Bellodi
contribuir
formação
integral
acompanhar
desenvolv
aluno
Aspectos econômico-financeiros da profissão
Medicina fora do país
Exemplo Futuro
Projeto
Iniciação Científica
de Vida
Escolha da Especialidade
Interesse
Trauma
Panelas
identificar
problemas
curso
formação
Trauma
Prova
Residência
Velhas
Queixas
(Básico)
Panelas
Reforma
Curricular
Cola e Fraude
Anatomia
Habilidades Cognitivas/ Conversas significativas
estimular
troca
Entusiasmo
Desânimo
Calouros
Veteranos
propiciar
vínculo
Habilidades Sociais/Suporte Emocional
fev
mar
abr
mai
jun
Dra. Patrícia L Bellodi
ago
set
out
Recepção
Entusiasmo
Calouros
Vocação
Médica
Dúvidas
Dicas de
Veteranos
Trajetória
Dra. Patrícia L Bellodi
Estimular a troca de experiências entre alunos
dos diversos anos e entre professores e alunos
Dra. Patrícia L Bellodi
Dicas de Veteranos
Os alunos se envolveram bastante, a conversa ficou espontânea e eu procurei
deixá-los falar e interferir pouco. A sextanista assumiu uma atitude de
mentora e deu diversas dicas: muito sensatas por sinal.
Houve uma intensa conversa sobre as "dicas" de livros, métodos de
estudo para cada disciplina específica e quais cursos não são
recomendáveis não passar e ficar arrastando uma DP até o sexto ano. A
participação do sextoanista (que está passando no HU, na Cidade
Universitária) foi ótima.
Os alunos veteranos comentaram sua experiência e foram muito atenciosos e
receptivos com os calouros. A presença da aluna que é do 6o. ano foi
marcante e os calouros valorizaram muito.
As duas calouras falaram muito! Uma delas fez dois anos de cursinho e a
outra fez três. Uma é do interior e a outra da capital e estas experiências
foram trocadas com os outros alunos do grupo. A aluna do segundo
ano, que falava pouco, foi a que mais falou, sentindo-se já
veterana!
Dra. Patrícia L Bellodi
Equilíbrio
Atividades
extracurriculares
Frustração
1º e 2º anos
Velhas
queixas: o
básico
Anatomia
Dra. Patrícia L Bellodi
Identificar problemas no curso e na formação
dos alunos para que possam ter a solução
adequada
Dra. Patrícia L Bellodi
Velhas queixas
Não foi surpresa ouvir que elas estavam decepcionadas com o início do
curso básico e especialmente com a distância do que estavam aprendendo
e o que achavam que aconteceria.
Os calouros estão muito animados com a faculdade, mas já reclamam do
curso básico: decepção com as aulas e professores. Os veteranos
comentaram que é assim mesmo, mas que depois melhora.
Queixaram-se, como sempre, de que vêm em um “pacote” indiscriminado,
seja para medicina, farmácia ou outros cursos. O grupo entendeu que uma
abordagem específica estimularia muito os alunos de medicina.
Discutimos mais uma vez as matérias do curso básico, reclamações das
matérias na USP, etc.
Falamos sobre os cursos: vai ano entra ano e nada muda...
Falamos dos cursos do primeiro ano e que muitas das reclamações dos
alunos acabam sem retorno para o tutor e para quem faz a
denúncia. Isso desanima os alunos que percebem que é tudo um faz
de conta. Desanima os tutores também!
Dra. Patrícia L Bellodi
A Anatomia
Entre os assuntos, um me chamou especial atenção, pela constância e
intensidade: muita dificuldade e descontentamento com a disciplina de
anatomia.
Falamos sobre as aulas de anatomia, os problemas crônicos de falta de peças
para estudo permanecem.
Calouros que estavam indignados com a utilização de moldes plásticos de osso
para o estudo de anatomia.
Os alunos referiram que ainda persiste a falta de peças nas aulas de Anatomia
no ICB e que o material para estudo é precário.
Há duras queixas, na anatomia do locomotor, com relação a professores que
deixam os alunos sozinhos após as quatro da tarde e também duras queixa
pela falta de peças para dissecção.
Preocupados com a falta de corpos humanos para as aulas de anatomia,
comentando que estudaram a musculatura dos membros inferiores em uma
perna de macaco (sic).
Discutimos o curso de anatomia e o aluno do 2º ano mostrou
desapontamento com a ausência de melhora no curso, prometida para
os calouros 2007 que parece não aconteceu.
Dra. Patrícia L Bellodi
Desenvolver habilidades sociais e aumentar o
bem estar emocional
Dra. Patrícia L Bellodi
Desanimada, incapaz, inferiorizada, cansada,
destratada, deprimida...
A caloura disse estar muito desanimada por vários motivos: não está
entendendo a matéria, achando-se incapaz (sic); sente-se
inferiorizada, pois foi uma das únicas alunas a tirar nota baixa em prova
de Bioquímica; está cansada de estudar o dia inteiro e até nos finais
de semana; sente-se destratada por alguns professores e está
bastante deprimida com tudo isto.
Foi muito bom o quintanista estar presente, uma vez que ele mesmo
passou pelas mesmas dificuldades, chegando a perder 20 kg nos 6
primeiros meses do curso. Ele acha que a FMUSP tem responsabilidade
sobre estas dificuldades encontradas por vários alunos no início do curso,
principalmente pela animosidade e falta de interesse nas aulas
demonstradas por alguns professores das áreas básicas.
Não houve tempo (e nem clima) para discutirmos outro tema. Ao final, a
caloura mostrou-se aliviada por saber que o quintanista já passou
por dificuldades semelhantes às suas e que as superou totalmente.
Em minha opinião, só esta ajuda imensa que o grupo deu a ela,
através de um veterano, está valendo a Tutoria de 2008.
Dra. Patrícia L Bellodi
Transição
básico-clínico
Elogios
4º ano
Atividades
extracurriculares
3º e 4º ano
Panelas
Dra. Patrícia L Bellodi
Contribuir para a formação integral do
estudante de medicina
Dra. Patrícia L Bellodi
Qual a melhor?
Qual a melhor liga, optativa e iniciação científica para se feita, essa
era a dúvida das calouras. Os veteranos se encarregaram de
conduzir a conversa e todos falaram, obviamente com opiniões
controversas. Uns acham que não devem ter pressa, outros acham que
não devem perder tempo e se arrependeram de terem iniciado tarde (3º
ano?!).
Cada um contou a sua experiência, orientador que fez o aluno ir no
consultório e depois o nome não saiu no trabalho, orientador que apenas
enrolou, outro orientador que deu uma pilha de artigos e queria que o
aluno escrevesse o trabalho.
Falei que isso é uma amostra do mundo, seguramente vocês saíram mais
maduros e pagaram o preço, é a vida!!!
Mostrei que a opção de fazer liga ou qualquer outra atividade assistencial
ou científica passa pelo fato de orientar o aluno na utilização de
ferramentas básicas que serviram de auxílio na leitura ou execução de
um projeto em qualquer área.
Elas não são obrigatórias, mas é extremamente desejável que o aluno
desfrute não somente dessas atividades, mas que conheçam tantas outras
que a faculdade oferece.
Dra. Patrícia L Bellodi
Identificar problemas no curso e na formação
dos alunos para que possam ter a solução
adequada
Dra. Patrícia L Bellodi
Traumático
Mais uma vez discutimos o problema das panelas e chamamos a
atenção para o fato de que quando todos são amigos, muitas vezes, a
convivência não é tão fácil quanto parece (a panela da Atlética quem fica trabalhando quando os outros vão para a Intermed?).
Finalmente, voltamos à formação de panelas para o internato. Y está
terminando o 3º ano e já tem grupo definido. Contou que em sua panela
foi incluído um aluno extremamente estudioso, mas que está causando
preocupação aos colegas por sua obsessão em tirar notas altas e falta de
vida social. A situação parece realmente séria...
Conversamos sobre a divisão das panelas e o aluno do 4° ano relatou os
problemas ocorridos na outra turma. Apesar da disposição desses alunos
em aceitar um método aleatório, na prática foi um fracasso. Houve
muitos problemas e mais uma vez “rachas”.
A quartanista mencionou que a divisão por afinidade das panelas se deu
na turma dela de forma traumática. Muita gente ficou descontente
com os colegas por não ser acolhida numa ou noutra panela. A revelação
de afinidades terminou com a revelação de menor apreço de uns
pelos outros. Em suma, foi traumático para os quartanistas.
Dra. Patrícia L Bellodi
Entusiasmo
início
Responsabilidade
Internos
Cursinho
Escolha de
Especialidade
Prova de
Residência
Serviço
Militar
Dra. Patrícia L Bellodi
Identificar problemas no curso e na formação
dos alunos para que possam ter a solução
adequada
Dra. Patrícia L Bellodi
Prova de Residência
O assunto dominante foi a prova de residência e a suspeita de vazamento
na prova de cirurgia. Eu, como coordenador da COREME, acabei falando
muito sobre a residência médica na faculdade e os problemas relacionados
a prova e especificamente sobre o vazamento. Tentei esclarecer as
dúvidas que foram surgindo durante a conversa.
Os alunos conversaram também sobre um problema pontual da prova da
residência da Cirurgia e do fato de alguns alunos da UNICAMP terem
entrado, sendo um deles filho do titular. Os alunos estavam confusos e
não sabiam direito do ocorrido (cada um falava uma coisa) Como
eu também não sabia exatamente o que estava acontecendo,
comentei que eles deveriam ter certeza do problema para depois
discutirmos o assunto.
Abordamos um tema que angustiava os internos: a suposta ajuda aos
residentes de "fora" da cirurgia em detrimento dos de dentro. Falei dos
fatos apurados (vindos da minha reunião da supervisão), do infarto do
titular da cirurgia. Então enveredamos para o clima ruim com os
internos na cirurgia, de como os residentes de fora estão descontando
neles a mágoa.
Dra. Patrícia L Bellodi
Acompanhar o desenvolvimento dos alunos no
curso de medicina
Dra. Patrícia L Bellodi
Fatores de influência
O aluno do 5o. ano referia que escolheu Oftalmo apesar de um curso
muito curto e insuficiente para promover reflexões sobre sua escolha.
Disse que a qualidade de vida de um oftalmo pesa muito em sua
decisão. Após muita discussão o aluno prometeu ter um contato maior
com a Oftalmo e inclusive, tentará uma iniciação científica na área.
Foi falado também do preconceito que existe com relação a algumas
especialidades – xxx disse que se interessa por Ortopedia e que por isso já
fizeram gozações com ele a partir do estereotipo do ortopedista
”bruto e burro”.
Um interno falou que queria fazer Cirurgia antes dos estágios na área.
Agora, depois de ver como é a vida do cirurgião não quer mais.
Dra. Patrícia L Bellodi
Conversas
significativas
Dra. Patrícia L Bellodi
Conversas significativas
É muito interessante, toda vez que a conversa aborda temas referentes
ao futuro de vida ou profissional, a discussão é muito rica, claro, de
perguntas, curiosidades!
Dialogamos sobre vários temas superficialmente, mas o que mais
interessou aos presentes foi sobre as condições do mercado de
trabalho médico e sua relação com os convênios médicos. A maioria tinha
dúvidas como funciona este sistema.
Discutimos sobre a não relação entre notas excelentes e o sucesso
profissional, visto que é preciso mais do que a parte técnica para se
tornar um bom profissional.
Dra. Patrícia L Bellodi
Vida profissional
Mercado de
trabalho
Vida
financeira do
médico
Medicina
no exterior
Dra. Patrícia L Bellodi
Funcionar como exemplo concreto
Dra. Patrícia L Bellodi
Consultório e Plantões
Muitos demonstraram desejo de ter um consultório, como se este
fosse um marco de sucesso profissional. Intervi neste momento,
mostrando um pouco da realidade do trabalho em consultório, que
é geralmente realmente gratificante, mas que inclui, além de um
planejamento administrativo cuidadoso, um considerável dispêndio de
energia.
Conversamos sobre a prática da medicina. Falei sobre a tentação de viver
de plantões, que no começo da vida médica parecem pagar bem.
Para quem sai do zero, ganhar algo é bom. Mas eles não devem deixar
de exercer o consultório, onde são chefes de si próprios e poderão
progredir mais, com mais responsabilidade.
Como calcular o preço de uma consulta, como cobrar, se o médico tem
obrigação de retribuir a sociedade?
Planejamento da vida econômica do médico. Falam sobre poupança,
planos de previdência, organização e situação relacionados à saúde do
médico. Planejar se ficar doente!!! o que fazer???
Dra. Patrícia L Bellodi
Medicina fora do país
Discutimos as vantagens ou não de se fazer um curso no exterior
durante ou após a graduação. À medida que eles conversavam,
relatei que um colega de turma foi para Inglaterra no 4º ano e
ficou lá por dois anos fazendo os mais diferentes trabalhos a título
simplesmente de viajar. Quando voltou terminou o curso e está muito
bem posicionado profissionalmente.
O quintoanista me perguntou sobre imigração e exercício profissional
médico no exterior, em particular no Canadá. Eu disse que achava
uma boa idéia e que um colega meu de turma estava no Canadá,
porém sem exercer sua especialidade por entraves locais (canadenses).
Disse também que a Austrália estava abrindo portas para médicos
estrangeiros.
Dra. Patrícia L Bellodi
A volta
Neste dia discutimos sobre estágios no exterior durante a Faculdade
(prós e contras), problema levantado por uma das alunas. Esta foi uma
discussão interessante, pois apesar da experiência de vida, de aprender
outra língua, da oportunidade do ponto de vista científico e curricular, os
alunos temem voltar e entrar em outra turma e outra panela
(apesar de haverem mais prós do que contras, preferem não sair).
O ponto alto foi: vale à pena fazer residência ou estágio fora do país? E a
volta? Como fazer? Deixei que cada um falasse a sua opinião e contasse
a experiência vivida por amigos ou mesmos familiares. No final,
apresentei alguns exemplos com e sem sucesso após o retorno, o
quanto a inteligência emocional é importante, ou seja a capacidade de
adaptação.
Dra. Patrícia L Bellodi
Digno de nota
Dra. Patrícia L Bellodi
Tutoria para Cidadania
Discutimos inicialmente a necessidade de uma atividade de prevenção de
saúde em formato de Liga baseado em uma atividade que fizemos a
cerca de um mês com três dos tutorandos, com grande satisfação
dos alunos e dos indivíduos.
Realizamos um dia de campanha de prevenção em Saúde em conjunto
com uma Comunidade Religiosa, e prestamos orientação para
cerca de 150 pessoas.
Conversamos sobre as preocupações de organização da Med Jr, com
programas assistenciais. Alertei que uma população da periferia não
precisa de paternalismo, mas de conhecimento técnico como ajuda.
Lembrei-me da minha época de aluno, quando fiz a mesma coisa
e aprendi muito.
O aluno falou em coleta de material reciclável e em troca de garrafa
por pão feito numa futura padaria comunitária. Achei brilhante a
idéia e sugeri ir a uma grande panificadora e pedir uma máquina
usada.
Dra. Patrícia L Bellodi
Visita ao Museu Histórico da FMUSP
Fomos, como o combinado na reunião anterior, fazer uma visita ao Museu
Histórico da FMUSP no 4º andar e o mesmo estava em reforma...
Mas, fomos atendidos de forma extremamente calorosa pelo pesquisador
André e pela museóloga Gabriela, além da funcionária Carmem(?), que
explicaram toda a dinâmica do acervo, mostraram materiais e fotos,
contaram sobre fatos ocorridos desde sua fundação e o período do
estado Novo e da repressão militar, além de nos brindarem a todos com
um livro sobre a FMUSP.
Foi muito bom para ambas as partes: meus alunos e eu, e o pessoal do
Museu! Conversamos muito sobre forma de participação e a contribuição
dos médicos FMUSP na vida política do país.
Acredito que os aprender mais nessa de conversa do que em muitos
anos de estudo... Vamos repetir essa experiência outras vezes:
deu resultado!
Dra. Patrícia L Bellodi
Notícias de ex-tutorados
Um dos 6o. anistas do ano passado não passou na prova de
residência (1a. fase), e ele era tido como exemplo de bom aluno, com
boas notas na graduação. Então os alunos discutiram como isso pode
ter acontecido, talvez porque o aluno não saiba fazer prova, ou "deu
branco", ou se a prova não mede a capacidade do aluno. Assim
discutimos todos os pontos possíveis.
Nesta reunião comentei o último exame de residência e relatei que tinha
uma boa e uma má notícia. A X não tinha conseguido sucesso na
1ª fase para Cirurgia Geral e a Z é a 1ª colocada da Otorrino. Relatei
que tive noticias recentes da X que está trabalhando num hospital em
Santana e se preparando novamente para os exames no final do ano.
Dra. Patrícia L Bellodi
Convidados especiais
A satisfação profissional após quase 20 anos de formado. Convidamos o
Dr. Toshio Chiba (coordenador do ambulatórios de cuidados
paliativos) que participou recentemente de um encontro da turma de
ex-alunos do Colégio Bandeirantes (após 25 anos de formados).
Nessa reunião tivemos a oportunidade de colocar frente a frente um
doutorando e dois calouros. Foi interessante e,seguramente, bastante
proveitosa para os novatos.
Levei 2 alunas da Universidade Federal de São Carlos - 3º. Achei que a
presença das graduandas de outra instituição foi estimulante para a
reunião, trazendo outras propostas e diversidade de cursos para a nossa
discussão. Os nossos alunos receberam-nas com curiosidade e
interesse.
A pedido dos alunos chamei um colega do IOT, que é enófilo, e ele
conversou sobre a história do vinho e um pouco degustação.
Dra. Patrícia L Bellodi
O Inglês na Formação
O tema principal foi a vontade/necessidade de fazer intercambio.
A curiosidade de ver como é o aprendizado de medicina lá fora é o maior
motivador. Mas conhecer o mundo e as pessoas de outros países é tão
importante quanto. Certamente a língua portuguesa é uma
barreira. Mas se toda a literatura científica internacional está em
inglês, por que a FMUSP não estimula cursos, aulas e
apresentações em língua inglesa na graduação?
Discutimos sobre diversos assuntos como o conhecimento da língua
inglesa para ler e escrever trabalhos (necessidade que consideramos
de grande importância na vida acadêmica e que será cada vez mais
importante. Será que os alunos deveriam aprender inglês durante
a faculdade?
Dra. Patrícia L Bellodi
Bom pra Tutor
Dra. Patrícia L Bellodi
Desenvolver habilidades cognitivas através do
diálogo e da escuta
Dra. Patrícia L Bellodi
Projeto de
vida
Epidemia
Diagnósticos
Cibercondríacos
Bom pra Tutor
House
Reforma
Curricular
Drogas
Cola
e Fraude
Dra. Patrícia L Bellodi
Projeto de vida
Conduzimos a conversa por este caminho, correlacionando desejos e
sonhos desencadeando projetos de vida. Não deixamos de discutir
aspectos práticos ($), para não confundir sonhos com ilusões.
A conversa foi girando em torno dos seguintes tópicos: o projeto de vida
de cada um é seu, não pode nascer dos sonhos alheios; há uma
diferença entre o que desejamos e como vamos atingir isto.
Sempre que tomamos uma decisão devemos considerar que, na maioria
das vezes, existe uma perda.
Abordamos também a necessidade de cautela com decisões precoces
(exemplo: decidir e trabalhar em área específica, com o intuito de
facilitar acesso à residência médica), que podem contaminar seus
verdadeiros desejos.
Terminamos o encontro com cada um dizendo claramente qual seu projeto.
Dra. Patrícia L Bellodi
Cola e Fraude
Conversamos sobre fraude, cola, assinar pelos outros e outras práticas
"desonestas" dos alunos. Os alunos do grupo acham que cursos ruins
"pedem" para serem enganados, mas quando o curso é bom, vale a
pena estudar e vale menos a pena colar... Ou seja, volta à velha
discussão da qualidade de ensino...
Achamos que a cola não necessariamente é falta de ética, mas uma
resposta a um curso ruim. O professor desrespeita o aluno com o
curso e o aluno desrespeita sua prova. O mesmo com assinar pelo outro:
um curso ruim não merece respeito.
Outro interessante motivo da cola que foi citado é quando existe uma
disciplina que foi mal administrada com professor não capacitado ou
que não tenha didática. No entanto, todos fora contra o plágio de
trabalhos com cópia de trabalhos pela Internet.
Qual o limite para definir fraude? Não usar/citar referências é fraude.
Usar fontes eletrônicas e fazer "copy/paste" é fraude, mas juntá-las num
único texto que dê sentido a pesquisa pode não ser.
Dra. Patrícia L Bellodi
Reforma Curricular
Dra. Patrícia L Bellodi
Aumento do internato
No início os alunos diziam que não se sentiam preparados para discutir, mas,
depois se disseram satisfeitos com a idéia de aumentar o internato
(melhorar e aumentar a parte prática).
3 anos de internato parece atrativo. Se para isto for preciso condensar as
básicas, que seja.
O sextanista foi claro a respeito da boa formação recebida no internato,
sobretudo no que diz respeito aos aspectos práticos da profissão. Para ele, o
internato de três anos é uma boa idéia, desde que durante os estágios
um temário teórico seja ministrado. O quintoanista concordou com a posição
do sextanista. Os quartoanistas entendem que têm lacunas na grade horária
que permitiria que o internato tivesse três anos.
A idéia que existe a respeito da mudança é que o internato passará para 3
anos. A minha aluna do segundo ano expressou um grande medo com a
idéia de mudar.
Conversamos sobre as mudanças propostas e o xxx colocou se o aumento
do internato colocaria em risco a formação de pesquisadores, pela
redução da carga horária das matérias básicas?
Dra. Patrícia L Bellodi
Formação Humanista
Falou-se especialmente da necessidade de ampliar a formação humanística,
mas de modo não teórico. Sugeriu-se contacto precoce e
supervisionado com pacientes para estimular a capacidade de estabelecer
uma boa relação médico-paciente
Os cursos de Bases Humanísticas, Atenção 1aria, Med Preventiva devem
ser mantidos, mas há necessidade de mudanças na sua
administração. Devem ser reformulados, mas jamais excluídos e nem
reduzidos na sua carga horária.
Dra. Patrícia L Bellodi
O mais importante: o professor e sua didática!
Mais importante do que o conteúdo é o método de ensino, é
"aprender a aprender", algo pouco estimulado na FMUSP, onde os
alunos passam quando estudam pelo caderno.
Nas palavras deles: “mais importante que definir competências é
melhorar a qualidade”. Não há muita preocupação em definir “o que
deve ser ensinado”, mas “como deve ser ensinado”.
Dra. Patrícia L Bellodi
Boa formação geral, especialista na Residência
A opinião deles é que esta faculdade deve formar médicos generalistas,
mas muito bem formados. Deve abranger um currículo que possibilite
diagnosticar e tratar as doenças mais prevalentes, particularmente em
situações de urgência.
A residência médica deve ser o momento de formação do
especialista, e pode já ser direcionado para um programa de pósgraduação àqueles que têm um interesse acadêmico e/ou científico.
Dra. Patrícia L Bellodi
A Estrutura HCFMUSP
Se é para formar médicos generalistas, médicos "voltados para o social", por
que é justamente na FMUSP que isso deve se dar? Com tantas
escolas sem condições de ensinar especialidades e, por isso mesmo com
vocação para formar generalistas, por que o tema é sempre trazido à tona
na FMUSP?
Pela própria Instituição (FMUSP) estar ligada a um Hospital terciário,
concordamos que o aprendizado técnico deve ser, sem dúvida, mais
especializado que outras Faculdades do Brasil e mesmo Estado de São
Paulo.
Outro consenso do grupo, embora polêmico, seria que a FMUSP deve
formar um médico de qualidade para atenção primária e secundária, sem
mudar o seu currículo em função das necessidades do país. Não teria
sentido com a complexidade e o nosso potencial instalado, formar
médicos apenas para a atenção primária, por exemplo.
Na dá para ignorar que o nosso hospital escola atende alta
complexidade e que os médicos aqui treinados vão precisar dominar a
alta tecnologia.
Dra. Patrícia L Bellodi
Sociedade Brasileira?
No que se refere à realidade brasileira, os alunos não deram
importância ao assunto visto que não tem como conviver de perto com
o problema; segundo os alunos os médicos formados pela faculdade
devem ser bons médicos e não pessoas para resolver os problemas sócioeconômicos brasileiros.
Em relação às necessidades da população brasileira em futuro próximo e
o médico que esta faculdade deveria formar, foram unânimes em
afirmar que não tem a menor idéia do futuro.
Detalhe: em nenhum momento a conversa se voltou para as necessidades da
sociedade brasileira. Pareceu para mim que esta é um “ente
abstrato” para os tutorandos.
Dra. Patrícia L Bellodi
Satisfação
dos tutores
Dra. Patrícia L Bellodi
Grupo menor, mas conversas significativas
Foi bom com 2 calouros. Os outros não vieram. Mas a reunião foi
instigante e produtiva a meu ver.
Apenas dois alunos compareceram, mas mesmo assim o encontro foi
bastante satisfatório. X sente-se muito grata a Y pela ajuda no primeiro
semestre e até ligou para agradecer. Tornou a dizer que seus conselhos
foram fundamentais para que conseguisse aprender a estudar na
faculdade.
A freqüência foi baixa. Mas tenho ultimamente pensado que estes
encontros valem mesmo assim e aqui poderia se aplicar que a
qualidade não depende da quantidade e que vale mesmo assim. Nesta
reunião, a conversa entre o quinto anista, o primeiro anista e eu, o
trigésimo e tantos "anista“, foi de altíssimo nível e de muito valor.
Dra. Patrícia L Bellodi
Informalidade
O aluno que
justifica
Familiaridade
74%
Veteranos
Satisfação
Grupo maior
muito bom = 35%
bom = 39%
Grupo menor,
mas conversa
significativa
Dra. Patrícia L Bellodi
sem avaliação = 15%
Não
justificativa
(falta do tutor)
12%
Não liberação
Insatisfação
Discussão
pouco
dinâmica
Superficial
Grupo
menor
regular = 8%
ruim = 2%
muito ruim = 1%
Dra. Patrícia L Bellodi
Morno e Superficial
Este foi um encontro "morno". Os alunos que vieram estavam tranqüilos
e foi preciso puxar assunto. A participação foi pouco ativa (presença
efetiva = 46%)
Não foi das melhores reuniões: eu não estava inspirado e nenhum dos
alunos "assumiu" a reunião... ( presença efetiva= 47 %)
Percebi que os alunos interagiam pouco comigo na discussão.
Essencialmente, o encontro foi regular. O baixo quorum deixou, pelo que
percebi, os alunos muito tímidos. (presença efetiva= 31 %).
Conversa superficial, todos preocupados com outros compromissos.
Discutimos mais temas diversos, sem aprofundar muito.
Dra. Patrícia L Bellodi
Satisfação dos Tutores ao longo do tempo
Satisfação Tutores com o Encontro
ANO
bom
muito bom
aval +
regular
ruim
muito ruim aval -
2005
35%
47%
82%
8%
2%
1%
11%
2006
34%
44%
78%
6%
2%
2%
11%
2007
37%
41%
78%
5%
1%
3%
9%
2008
36%
38%
74%
8%
2%
1%
11%
Dra. Patrícia L Bellodi
Adesão
Dra. Patrícia L Bellodi
Quantos alunos foram atingidos pela Tutoria, ao
longo do tempo, neste enquadre não obrigatório?
Adesão à Tutoria: alunos FMUSP atingidos
Participação
2003
2004
2005
2006
2007
n
%
n
%
n
%
n
%
n
%
nunca foram
350
33%
460
43%
47
4%
180
17%
262
24%
participaram
705
67%
605
57%
1032
96%
905
83%
819
76%
total
1055
1065
1079
1085
2008
Participação
n
%
nunca foram
339
31%
participaram
725
67%
total
1081
1064
Dra. Patrícia L Bellodi
Qual o grau de envolvimento com o programa dos
alunos que dele participaram, ao longo do tempo?
Grau de Envolvimento
2003
2004
2005
2006
2007
n
%
2004
%
2005
%
2006
%
2007
%
foi 1 ou duas vezes
311
44%
287
47%
192
19%
225
25%
214
26%
vai às vezes (3 ou 4)
190
27%
203
34%
333
32%
197
22%
212
26%
maioria (5 a 7)
161
23%
99
16%
473
46%
354
39%
330
40%
sempre (8 a 10)
43
6%
16
3%
34
3%
129
14%
63
8%
total alunos
705
605
1032
905
2008
Grau de Envolvimento
n
%
1a2
255
34%
3a4
218
29%
5a7
218
29%
50
7%
8 a 10
total
819
741
Dra. Patrícia L Bellodi
Qual a adesão média dos alunos nos grupos de
tutoria, ao longo do tempo?
Adesão Média/Grupo
2001
50%
2002
41%
2003
35%
2004
30%
2005
57%
2006
45%
2007
40%
2008
36%
Dra. Patrícia L Bellodi
Relembrando
um importante
objetivo
Dra. Patrícia L Bellodi
Propiciar um vínculo mais intenso entre
professores e alunos
Dra. Patrícia L Bellodi
Encontro com três alunos, os quais geralmente comparecem.
Eu aproveitei o pequeno número de alunos para fazer a seguinte pergunta: O
que mudou em sua vida desde nosso primeiro encontro ano? A
pergunta incluía a mim também.
O aluno do terceiro, aparentemente sempre tranqüilo, disse estar bem, que
o que planejou tem ocorrido conforme o esperado dentro da faculdade. Este
aluno freqüenta algumas ligas e faz iniciação científica, mas creio que sem
pressão e com prazer.
O aluno do segundo ano disse ter se separado da namorada de anos, que
está se adaptando à nova vida, que está difícil, mas irá se adaptar. Desde o
encontro inicial com o grupo, este aluno me pareceu maduro e envolvido
com as demais pessoas.
Neste encontro, ao chegarmos, ele brincou muito com o aluno do primeiro ano
presente, contando fatos divertidos da moradia dos estudantes (ambos
vivem lá).
Parece que o ambiente estava de maior intimidade entre todos e
propiciou que o aluno do primeiro ano falasse clara e abertamente sobre
os problemas que vem enfrentando.
Dra. Patrícia L Bellodi
Em tempo, antes que este aluno do primeiro ano falasse, todos dissemos que
ele estava diferente, mais solto e descontraído.
Ele confirmou estar mais calmo, mas disse que enfrentou momentos difíceis.
Ele apresentou dificuldades de adaptação à Faculdade, inclusive
com problemas pedagógicos sérios.
Procurou o GRAPAL, foi atendido e medicado para depressão, e agora está em
acompanhamento psicopedagógico no CEDEM, e crê que tem sido muito
importante para ele.
Mas contou também sobre um trabalho em grupo que realizou, cuidou muito
bem deste trabalho, ficou muito satisfeito.
A impressão do grupo foi de que ele, neste momento, está encontrado seu
lugar e sua turma (amigos).
Dra. Patrícia L Bellodi
Encontro com três alunos, os quais geralmente comparecem.
Eu aproveitei o pequeno número de alunos para fazer a seguinte pergunta: O
que mudou em sua vida desde nosso primeiro encontro ano? A
pergunta incluía a mim também.
O aluno do terceiro, aparentemente sempre tranqüilo, disse estar bem, que
o que planejou tem ocorrido conforme o esperado dentro da faculdade. Este
aluno freqüenta algumas ligas e faz iniciação científica, mas creio que sem
pressão e com prazer.
O aluno do segundo ano disse ter se separado da namorada de anos, que
está se adaptando à nova vida, que está difícil, mas irá se adaptar. Desde o
encontro inicial com o grupo, este aluno me pareceu maduro e envolvido
com as demais pessoas.
Neste encontro, ao chegarmos, ele brincou muito com o aluno do primeiro ano
presente, contando fatos divertidos da moradia dos estudantes (ambos
vivem lá).
Parece que o ambiente estava de maior intimidade entre todos e
propiciou que o aluno do primeiro ano falasse clara e abertamente sobre
os problemas que vem enfrentando.
Dra. Patrícia L Bellodi
Tudo isto posto
Dra. Patrícia L Bellodi
Em 2008
• Atingimos (e muito bem) nossos objetivos do programa e do
mentoring
• Atingimos, diretamente, nas reuniões uma parcela dos alunos
• Atingimos, indiretamente, através das discussões promovidas, a
instituição como um todo - até mesmo os alunos que não
compareceram e os professores não tutores - uma vez que as
demandas surgidas na Tutoria chegaram à Graduação da FMUSP.
• Mas, queremos mais…
Dra. Patrícia L Bellodi
A Tutoria é, ao mesmo
tempo, um valor e um
instrumento para a
formação
Dra. Patrícia L Bellodi
Hora de mudar?
“Noto certo esvaziamento e desinteresse dos alunos
pela Tutoria.
Discutimos o assunto na supervisão e parece ser um
fato nos grupos de nossa supervisão; poucos
conseguem mais que 3 ou 4 alunos em seus grupos
de tutoria.
É um fenômeno geral?
Será que não está na hora de mudarmos a tutoria?”
Dra. Patrícia L Bellodi
Tutoria 2009
Prof. Milton de Arruda Martins
Dra. Patrícia L Bellodi
Em 2009:
2 notícias e uma questão
1. Faltas justificadas (apenas pela Coordenação Geral)
2. “Dia de Coordenação”
Como tornar (ainda +) interessante?
Tutoria
“baseada em
projetos”
Rodízio?
vínculo x
troca de
experiências
Tutoria
conjunta
agendada no
ano
Diário do
aluno
optativo
Dra. Patrícia L Bellodi
Prof. Milton de Arruda Martins
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