PANORAMA NACIONAL
NATIONAL PANORAMA
Farra das ImportaçÕES
e Altos Impostos
prejudicam A
siderurgia nacional
Importation spree
and high taxes
affect Brazilian plants
R
ecuperação da produção e do consumo
e dificuldades causadas pelo excesso de
importações. Esse poderia ser o resumo,
numa frase, da situação vivida pela indús­
tria siderúrgica nacional em 2010. De acordo
com dados do Instituto Aço Brasil (IABr),
a produção brasileira de aço bruto foi de
32,8 milhões de toneladas, o que significou
aumento de 23,8% em relação a igual perí­
odo de 2009. O consumo aparente nacional
de produtos siderúrgicos atingiu o recorde de
26,6 milhões de toneladas, um crescimento
de 43,1% em relação a 2009.
Vários outros indicadores também foram
positivos. Além do aço bruto, os laminados
também tiveram sua produção aumentada,
atingindo 25,8 milhões de toneladas o que
representa um crescimento de 27,7% na com­
paração com 2009. As vendas internas acumu­
ladas em 2010 tiveram um incremento maior
ainda, de 29,2%, chegando a 21,1 milhões de
toneladas. Quanto às exportações, totalizaram
22
R
ecovery of production and consumption, and difficulties caused by excessive
imports. This could be the summary, in
one sentence, of the situation faced by
the domestic steel industry in 2010. According
to data from Brazil Steel Institute (IABr), the
Brazilian production of crude steel amounted
to 32.8 million tons, representing an increase
of 23.8% over the same period in 2009. The
domestic apparent consumption of steel products reached a record 26.6 million tons, up
43.1% against the previous year.
Several other indicators were positive.
Besides crude steel, laminates production
also increased reaching 25.8 million, which
represents a growth of 27.7% in tons up to
2009. Domestic sales in 2010 had an even
higher increase: 29.2%, reaching 21.1 million tons. As for exports, international sales
totaled 9.0 million tons and US$ 5.8 billion,
an increase of 4.1% in volume and 22.8% in
value when compared to the previous year.
Panorama do AÇO • 2011
Setor da construção civil teve papel importante na recuperação da siderurgia nacional
The construction industry had an important role on the recovery of the domestic steel industry
9,0 milhões de toneladas, totalizando 5,8
bilhões de dólares, representando aumento de
1,1% em volume e de 22,8 em valor, quando
comparados ao ano anterior.
O problema é que as compras externas
saltaram 154,2%, chegando a 5,9 milhões de
toneladas, criando dificuldades para as side­
rúrgicas com usinas no país.
Para o presidente da Associação Aço do
Rio Grande do Sul, José A. F. Martins, o ano
de 2010 foi o da continuidade dos resultados
das medidas que o governo federal tomou em
2009 para superar a crise mundial, que eclo­
diu em 2008. “Foram estratégias extrema­
mente inteligentes, com as quais o governo
procurou tirar o país da crise”, afirmou. “Elas
incluíram, não só à redução e desoneração do
IPI nos automóveis, mas também a diminui­
ção substancial do depósito compulsório dos
bancos. Com isso, essas estratégias criaram
uma forte ampliação das linhas de crédito
para as empresas”, concluiu.
A avaliação do IABr é semelhante. Para o
instituto, a melhora no desempenho da side­
rurgia nacional reflete, além do bom momento
da economia nacional e do desempenho dos
consumidores de aço apoiados por medidas
governamentais, os primeiros efeitos do início
das atividades dos diversos programas espe­
ciais, com destaque para o de Petróleo e Gás,
Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de
2016. Um dos setores que mais consome aço,
o da construção civil, por exemplo, teve papel
importante na recuperação da indústria siderúr­
gica nacional em 2010. “No primeiro semestre,
tivemos um crescimento de 15,7% em relação
a igual período do ano anterior”, informou o
presidente da Câmara Brasileira da Indústria da
Construção (CBIC), Paulo Safady Simão.
O aumento do número de empregos gerados
pela construção civil é outro dado positivo, que
atesta seu crescimento. Até setembro de 2010,
foram criados mais de 300 mil postos de tra­
balho, praticamente o dobro do que tinha sido
gerado no mesmo intervalo do ano anterior.
“A atitude rápida do governo federal foi deter­
minante para evitar estragos maiores na eco­
nomia brasileira no momento da crise”, disse.
STEEL Panorama • 2011
The problem is that imports jumped
154.2%, approaching 5.9 million tons,
thus creating difficulties for those with
steel mills in the country.
For the President of the Steel Association
of Rio Grande do Sul (AARS), José A. F.
Martins, 2010 showed continuity in the
results achieved by the federal government’s programs started of 2009, targeting the global crisis that started in 2008.
“The strategies adopted by the government to help the country surpass the crisis
were extremely intelligent,” he said. “They
included not only the reduction and elimination of the IPI tax on cars but also a
substantial reduction of compulsory bank
deposits. The strategies created a strong
expansion in lines of credit for companies,” he concluded.
The IABr’s assessment is similar. For
the Institute, this improvement in performance of the national steel industry
reflects, besides the good moment of the
national economy and the performance of
steel consumers supported by government
action, the first effects of the beginning
of the activities of the various special
programs, with emphasis on the Oil and
Gas, the 2014 World Cup and the 2016
Olympics. The construction industry, as
one of the sectors that consume the highest amount of steel, for example, had
an important role on the recovery of the
domestic steel industry in 2010. “In the
first semester, we had growth of 15.7%
over the same period last year,” informed
the president of the Brazilian Chamber of
the Construction Industry (CBIC), Paulo
Safady Simão.
The increase in the number of jobs
generated by the construction industry
is another positive factor, re-emphasizing its growth. According to Simão, until
September 2010, more than 300,000 jobs
were created, almost two times what had
been generated in the same period last year.
"The quick attitude was crucial to avoid
major damage in the Brazilian economy
23
PANORAMA NACIONAL NATIONAL PANORAMA
“O maior avanço foi o estreitamento do seu
diálogo com o setor produtivo, por meio do
que se convencionou chamar de Grupo de
Acompanhamento da Crise, que se reunia
com a periodicidade necessária para diagnos­
ticar problemas e buscar soluções”, concluiu.
during the crisis," he praised. "The biggest
advance was the narrowing of its dialogue
with the productive sector, through the socalled Crisis Monitoring Group, which met
as often as necessary to diagnose problems
and find solutions, he concluded."
Ajuda do governo
Government help
O diretor comercial da Companhia Si­de­
rúrgica Nacional (CSN), Luis Fernando
Martinez, também aprovou as medidas
governamentais. Para ele, o governo cum­
priu com seu papel. “Como o aço está
pre­­sente em grande parte dos bens de con­
sumo, sem dúvida o setor como um todo
se beneficiou destas medidas tomadas à
época da crise.”
Por causa do excesso de compras exter­
nas, no entanto, as usinas brasileiras não se
beneficiaram totalmente da recuperação do
mercado siderúrgico brasileiro. De acordo
com o presidente-executivo do IABr, Marco
Polo de Mello Lopes, quem lucrou foram as
chinesas, russas, coreanas, espanholas, de
Taiwan e ucranianas, de onde veio a maioria
das importações. “Dentre as preocupações
The commercial director of Companhia
Si­de­rúrgica Nacional (CSN), Luis Fernando
Martinez, also liked the government's measures. For him, the government has fulfilled
its role. "It gave incentives to the automotive
and white goods, promoted interest rates
reduction and offered credit through state
banks in order to contribute to the reactivation of the market," he explained. “As the
steel is present on most consumer goods, no
doubt the industry as a whole benefited from
these measures taken at the time of crisis”.
Because of the excessive imports, however, the Brazilian plants have not fully benefited from the recovery of the steel industry.
According to the IABr chief executive, Marco
Polo de Mello Lopes, those that profited
were the Chinese, Russian, Korean, Spanish,
PRODUÇÃO SIDERÚRGICA BRASILEIRA • unid. 103t
Brazilian Steelworks Production • unit (103t)
PRODUTOS Products
JAN/Dez JAN/DEC
2010(*) 10/09OUT OCTNOV NOV DEZEMBRO DECEMBER 10/09
(%) 2010 2010 2010(*) 2009 (%) ÚLTIMOS 12 MESES
Last 12 months
AÇO BRUTO Crude Steel
32.819,7 26.506,4
23,8
2.927,7
2.599,6
2.407,0
2.579,5
( 6,7)
32.819,7
LAMINADOS Laminates
25.832,9 20.222,6
27,7
2.226,7
2.064,5
1.813,3
2.006,1
(9,6)
25.832,9
PLANOS Flat Steel
15.586,7 11.851,8
31,5
1.322,3
1.234,0
1.183,0
1.305,8
(9,4)
15.586,7
LONGOS Long Steel
10.246,2
8.370,8
22,4
904,4
830,5
630,3
700,3
(10,0)
10.246,2
SEMI-ACABADOS P/VENDAS
Semi-Finished Steel for Sale
6.200,4
5.461,8
13,5
608,8
641,3
638,2
478,3
33,4
6.200,4
PLACAS Steel Plates
4.873,9
4.089,8
19,2
462,2
500,8
455,8
401,1
13,6
4.873,9
LINGOTES. BLOCOS E TARUGOS
Steel Ingots. Blocks and Billets 1.326,5
1.372,0
(3,3)
146,6
140,5
182,4
77,2
136,3
1.326,5
FERRO-GUSA Pig-Iron
31.531,0 25.135,0
25,4
2.772,5
2.488,2
2.464,7
2.580,7
(4,5)
31.531,0
USINAS INTEGRADAS Int. Steel Mills 25.680,4 20.862,4
23,1
2.303,0
2.028,2
1.994,7
2.165,4
(7,9)
25.680,4
PRODUTORES INDEPENDENTES
Independent Producers
4.272,6
36,9
469,5
460,0
470,0
415,3
13,2
5.850,6
11.0
(100.0)
0.0
0.0
0.0
0.0
-
0.0
5.850,6
FERRO-ESPONJA DirectReduced Iron
Fonte/Source: Instituto Aço Brasil – IABr
24
2009 0.0
(*) Dados Preliminares Preliminary Data
Panorama do AÇO • 2011
PANORAMA NACIONAL NATIONAL PANORAMA
do setor estão a queda nas exportações e as
crescentes importações de bens fabricados
por alguns segmentos intensivos em aço”,
disse Lopes. “É um quadro que requer aten­
ção e está associado às taxas de câmbio e,
em parte, às assimetrias nas condições de
concorrência com empresas internacionais.”
Segundo ele, para viabilizar a melhor uti­
lização de capacidade do parque siderúrgico
nacional e a retomada da sua expansão, o
mercado interno precisa ser estimulado com
incentivo ao consumo, investimentos e pro­
teção contra importações desleais. Práticas
essas que foram adotadas pelo governo para
alguns setores durante a crise de 2008 e que
tiveram bons resultados. “Com a redução
temporária de imposto, o setor automotivo se
recuperou”, lembrou Lopes. “A construção
civil retomou as suas atividades ao nível de
2006 e apresenta perspectivas favoráveis,
principalmente se considerarmos os projetos
especiais da Copa 2014, Olimpíadas 2016 e
o programa Minha Casa, Minha Vida. Em
bens de capital, a situação tem melhorado
gradativamente”.
Para colocar seus produtos no Brasil, as
empresas estrangeiras se beneficiaram de
uma conjuntura que incluía o dólar desva­
lorizado em 20%, a moeda chinesa subva­
lorizada em 40% e incentivos concedidos
por diversos Estados brasileiros, numa “ver­
dadeira guerra fiscal” para receber o pro­
duto em seus portos. Dados do Ministério
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior (MDIC), mostram que mais da
Taiwanese and Ukrainian, where the majority of imports came from. “The industry's
concerns include whether the drop in exports
and rise in imports of manufactured goods by
some intensive steel segments,” said Lopes.
“It is a framework that requires attention and
is associated with exchange rates and, partly,
to asymmetries in terms of competition with
international companies.”
According to him, to enable the better
utilization of the capacity of the domestic
steel industry and the rebound of its expansion, the domestic market had and has to
be stimulated, encouraging consumption/
investment and protection against unfair
imports. Practices were adopted by the
government to protect some sectors during
the 2008 crisis, and they were successful.
“With the temporary reduction of taxes,
the automotive sector recovered,” reminded
Lopes. “Construction resumed its activities
at the 2006 level and shows favorable perspectives, especially considering the special
projects of the 2014 FIFA World Cup, the
2016 Olympics and the My House, My Life
program. In capital goods, the situation has
improved gradually, he said.”
In order to place its products in Brazil,
foreign firms have benefited from a backdrop
that included the U.S. dollar devalued by
20%, the Chinese currency undervalued
by 40% and incentives granted by several
Brazilian states, in a "true tax war" to get the
product in their ports. Data from the Ministry
of Development, Industry and Foreign Trade
EXPORTAçÕes BRASILEIRAS
Brazilian Exports
PRODUTOS ProductsJAN/DEZ JAN/DEC
QUANTIDADE Amount (103t)
2010 2009 10/09DEZEMBRO DECember
(%) 2010 2009 10/09
(%)
SEMI-ACABADOS Semi-Finished Steel
5.256,9
4.665,7
12,7
574,3
325,4
76,5
PLANOS Flat Steel
2.312,6
2.373,8
(2,6)
369,1
214,6
72,0
LONGOS Long Steel
1.166,8
1.369,0
(14,8)
123,7
85,2
45,2
251,5
224,5
12,0
24,6
20,2
21,8
TRANSFORMADOS Transformed Steel
TOTAL Total
8.987,8
8.633,0
4,1
1.091,7
645,4
69,2
VALOR Amount (106 US$ FOB)
5.794,0
4.720,1
22,8
766,2
384,0
99,5
FERRO-GUSA Pig-Iron (103t) 2.308,9
3.158,3
(26,9)
381,2
140,0
172,3
Fonte/Source: MDIC/SECEX
26
Panorama do AÇO • 2011
(MDIC) show that more than half of imported
flat steel until June 2010 entered through the
ports of São Francisco do Sul (state of Santa
Catarina), Pecém (Ceará), Santos (São
Paulo), Vitória (Espírito Santo), Paranaguá
(Paraná) and Suape (Espírito Santo).
Moreover, according to market analysts,
many companies saw an opportunity to profit
from buying steel abroad and selling in
Brazil. Even those who do not usually buy
the product did it. Among the main importers
were automakers and manufacturers of car
parts, machinery and equipment, appliances
and pipes, shipbuilding companies, trading
firms and traditional distributors. Even the
beginners stood out.
The consequences of this shopping spree
abroad were harmful to plants in the country
because they had to face strong competition
from foreign products, especially from Asia.
An example is what happened with the three
steel plants that produce flat steel in the
country – CSN, Usiminas and ArcelorMittal
– whose main customers are companies from
the automotive, construction, white goods,
machinery and equipment sectors.
In 2010, imports of this type of steel
amounted to 4.067 million tons (an increase
of 172.4% against 2009), almost 70% of
all steel purchased abroad by the country,
i.e., 5.46 million tons. Because of this,
some of those markets were lost. In the
case of CSN, its overall sales in Brazil fell
10% in the third quarter compared to the
second. In the case of Usiminas, the drop
was close to 14%.
metade do aço plano importado até junho de
2010 entrou pelos portos de São Francisco do
Sul (SC), Pecém (CE), Santos (SP), Vitória
(ES), Paranaguá (PR) e Suape (ES).
Além disso, de acordo com analistas do
mercado, muitas empresas viram oportuni­
dade de lucrar adquirindo aço no exterior
e vendendo no Brasil. Até aquelas que
não costumavam comprar o produto fize­
ram isso. Entre os principais importadores,
se destacaram montadoras de automóveis,
fabricantes de autopeças, de máquinas e
equipamentos, de linha branca e de tubos,
estaleiros navais, tradings, e distribuidores
tradicionais e até novatos.
As consequências dessa farra de compras
no exterior foram danosas para as usinas
instaladas no país, que tiveram que enfrentar
forte concorrência do produto estrangeiro,
principalmente da Ásia. Um exemplo é o que
ocorreu com as três siderúrgicas que produ­
zem aços planos no país – CSN, Usiminas
e ArcelorMittal –, que têm como principais
clientes empresas dos setores automotivo,
construção civil, linha branca, máquinas e
equipamentos.
Em 2010, as importações desse tipo de
aço chegaram a 4,067 milhões de toneladas –
um aumento de 172,4% sobre 2009 – quase
70% de todo o aço comprado no exterior pelo
país, 5,46 milhões de toneladas. Em conse­
quência, perderam parte desses mercados.
No caso da CSN, as suas vendas em geral
no Brasil caíram 10% no terceiro trimestre
em comparação ao segundo. Na Usiminas, a
queda foi da ordem de 14%.
IMPORTAÇÕES BRASILEIRAS
Brazilian Imports
PRODUTOS ProductsJAN/DEZ JAN/DEC
QUANTIDADE Amount (103t)
2010 2009 SEMI-ACABADOS Semi-Finished Steel
10/09DEZEMBRO DECember
(%) 2010 2009 10/09
(%)
53,1
37,4
42,0
3,7
0,7
428,6
PLANOS Flat Steel
4.067,1
1.493,2
172,4
302,8
144,4
109,7
LONGOS Long Steel
1.347,3
508,2
165,1
87,3
46,7
86,9
460,5
293,0
57,2
38,3
25,9
47,9
TRANSFORMADOS Transformed Steel
TOTAL Total
5.928,0
2.331,8
154,2
432,1
217,7
98,5
VALOR Amount (106US$ FOB)
5.483,6
2.815,3
94,8
452,1
219,7
105,8
Fonte/Source: MDIC/SECEX
STEEL Panorama • 2011
27
PANORAMA NACIONAL NATIONAL PANORAMA
Na verdade, a entrada de produtos side­
rúrgicos no mercado brasileiro começou a
crescer no início de 2010 e foi aumentando
mês a mês até chegar às 5,9 milhões de
toneladas em dezembro. A situação ficou tão
grave que o governo, alertado pelo IABr, que
representa as usinas, resolveu agir e adotar
medidas para restringir a entrada de aço
estrangeiro no país.
Actually, the entry of steel products in
the Brazilian market began to grow in early
2010 and has increased month by month to
reach the 5.9 million tons accumulated in
December. The situation became so serious
that the government, encouraged by the IABr
– which represents the steel mills --, decided
to act and take measures to restrict the entry
of foreign steel in the country.
Medidas contra importação
Measures against imports
Em outubro, a Receita Federal, por meio da
Coordenação Geral de Administração Aduaneira
(Coana), colocou em vigor um mecanismo
chamado de valoração aduaneira, que tinha
como objetivo impedir a entrada no país de
produtos siderúrgicos com preços subfaturados.
Trata-se de uma medida adotada com base nos
critérios do Acordo de Valoração Aduaneira da
Organização Mundial de Comércio (OMC). É
um procedimento comum que já é usado por
vários setores no país.
Foi então criada uma tabela de preços, elabo­
rada ao longo de um ano pelo IABr e entregue ao
governo federal, que fixou um valor mínimo para
16 tipos de aços planos e longos. Os preços foram
calculados levando em conta a estrutura de custo
de produção de cada item. Com isso, os compra­
dores passaram a ser obrigados a pagar a alíquota
de importação de 12% do produto adquirido no
exterior sobre o preço mínimo fi­xa­do nessa tabe­
la e não sobre o valor declarado na nota de com­
pra, que muitas vezes era muito me­nor do que o
preço praticado no mercado internacional.
In October, the Brazilian Internal Revenue
(RF), through the General Coordination of
Customs Administration (COANA), put into
effect a mechanism known as customs valuation, aimed at preventing the entry into the
country of steel products with invoices under
reported prices. It is a measure adopted based
on criteria of the Customs Valuation Agreement
of the World Trade Organization (WTO). It is
a common procedure that is already used by
various sectors in the country.
Through the program, a price list was
elaborated over a period of a year by the IABr
and delivered to the federal government, setting a minimum value for 16 types of flat and
long steel. Prices were calculated taking into
account the structure of production cost of
each item. Thus, buyers were required to pay
import duties on 12% of the product purchased
abroad at the minimum price set on this table
and not on the declared value on the purchase
receipt, which was often much lower than the
price in the international market.
VENDAS MERCADO INTERNO
Unit.: 103t
Domestic Market Sales Unit.: 103t
PRODUTOS ProductsJAN/DEZ JAN/DEC
2010 2009 10/09
(%)
LAMINADOS / Laminates
20.627,7
15.969,6
29,2
1.480,4
1.479,2
0,1
PLANOS / Flat Steel
11.730,5
8.990,7
30,5
854,5
887,9
(3,8)
LONGOS / LONG Steel
8.897,2
6.978,9
27,5
625,9
591,3
5,9
SEMI-ACABADOS / Semi-Finished
497,7
375,6
32,5
29,9
39,1
(23,5)
PLACAS / Plates
201,1
192,7
4,4
14,5
20,8
(30,3)
BLOCOS E TARUGOS / Blocks and Billets 296,6
182,9
62,2
15,4
18,3
(15,8)
16.345,2
29,2
1.510,3
1.518,3
(0,5)
TOTAL / TOTAL
Fonte/Source: Instituto Aço Brasil – IABr
28
10/09DEZEMBRO DECember
(%) 2010 2009 21.125,4
Nota: Exclui as vendas para dentro do parque Note: Except for sales within the industry
Panorama do AÇO • 2011
PANORAMA NACIONAL NATIONAL PANORAMA
Além da valoração aduaneira, o setor ado­
tou outras medidas contra a aquisição no
exterior de aço subfaturado, como ações anti­
dumping. A Usiminas, por exemplo, entrou
com pedidos para chapas grossas. Se todas as
medidas funcionarem, a previsão é de que pode
haver uma boa redução nas importações a par­
tir de janeiro e fevereiro de 2011. Segundo o
IABr, o volume de 154,2% de importações de
produtos siderúrgicos no consumo nacional,
ocorrido em 2010, não se repetirá em 2011.
Além dos altos estoques decorrentes daquilo
que o Instituto creditou à especulação, o IABr
aposta em medidas de contenção das compras
externas. Assim como o IABr, a Gerdau,
também prevê quedas das importações de aço
ao longo de 2011. Segundo a avaliação da
empresa, os preços serão pressionados pela
combinação de três fatores: altos custos das
matérias-primas, elevada competição e exces­
so de capacidade produtiva.
O problema pontual da concorrência
estrangeira não foi o único enfrentado pela
siderurgia nacional em 2010. Ela também
se deparou com um obstáculo mais perene,
que ainda não foi resolvido: a alta tributação.
Uma análise comparativa da carga tributária
na cadeia do aço em seis países – Estados
Unidos, Brasil, Alemanha, Turquia, Rússia e
China –, encomendada pelo IABr à empresa
de consultoria americana Booz & Company,
mostrou que a brasileira é a maior. O estudo
Besides the customs valuation, the industry has adopted other measures against
acquiring overseas under-priced steel, such
as antidumping actions. Usiminas, for example, entered restrictions for heavy plates.
If all the measures work, the prediction is
that there may be a significant reduction in
imports from January and February 2011. In
addition to high stocks deriving from what
the institute called speculation, the IABr
bets on the cut back of imports. Like the
IABr, Gerdau also foresees the fall of steel
imports throughout 2011. According to the
company’s appraisal, prices will be affected
by a combination of three factors: high costs
with raw-materials, fierce competition and
excessive production capacity.
The specific issue of foreign competition
was not the only problem faced by the domestic
steel industry in 2010. It also found a more permanent barrier, which has not been solved yet:
high taxation. A comparative analysis of the
tax burden on the steel chain in six countries
– the United States, Brazil, Germany, Turkey,
Russia and China – ordered by the IABr to the
American consulting firm Booz & Company,
showed that Brazil has the highest rates. The
study concluded that the domestic product is
among the most competitive in the world when
evaluating only the direct cost of production,
but it is in last place when taking into account
the taxes collected in the country.
Efeitos de Tributos sobre investimentos
(% valor investimentos sem tributos • 2009)
Effects of Taxes on Investments (% value of investments without taxes • 2009)
Não considerando incentivos ou créditos
Disregarding incentives or credits
Inclui tributos sobre valor adicionado, encargos sociais e despesas financeiras
Including taxes on added value, social charges and financial expenses
Média
Average1
13%
Brazil
Fonte/Source: Análise Booz & Company
30
Russia
Germany
Turkey
China
USA
1) Média não inclui o Brasil Average does not include Brazil
Panorama do AÇO • 2011
concluiu que o produto nacional está entre os
mais competitivos do mundo quando se avalia
apenas o custo direto de produção, mas fica
em último lugar quando se leva em conta os
impostos cobrados no país.
O levantamento comparou os tributos inci­
dentes sobre dois produtos, bobina laminada
a quente e vergalhões, que são referência na
indústria siderúrgica mundial. O primeiro é uti­
lizado na fabricação de produtos considerados
mais nobres, como chapas para fazer carrocerias
de automóveis, geladeiras, fogões e autopeças.
O segundo é usado principalmente em obras na
construção civil em geral, que vão desde pré­
dios até pontes e barragens de hidrelétricas.
Foram analisados os impactos de uma
extensa lista de tributos, que incluiu, por exem­
plo, o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica
(IRPJ), a Contribuição Social sobre o Lucro
Líquido (CSLL), o PIS e o Cofins, o ICMS,
o IPI, encargos trabalhistas, como fundo
de garantia (FGTS) e previdência (INSS),
além dos impostos Territorial Urbano (IPTU),
sobre Operações Financeiras (IOF) e sobre
serviços (ISS) e o Adicional ao Frete para a
Renovação da Marinha Mercante (AFRMM).
Desses, constatou ainda que o ICMS, IPI, PIS
e Confins são os que mais pesam.
The survey compared taxes on two
products, laminated hot rolled steel and
steel beams, which are benchmarks in
the global steel industry. The first one is
used in the manufacture of more complex
products, such as plates to make car
bodies, refrigerators, stoves and auto parts.
The second is mainly used in construction
works in general, ranging from buildings
t o b r i d g e s a n d h y d ro e l e c t r i c p o w e r
plant dams.
The study analyzed the impact of a
long list of taxes that included the Income
Tax (IRPJ), the Social Contribution on
Net Profits (CSLL), the contribution
for social integration (PIS) and the
con­t ri­b ution for the financing of social
security (COFINS), the Turnover Tax
(ICMS), Tax on Industrialized Products
(IPI), labor charges, retirement fund
(FGTS), social security (INSS), besides
property taxes (IPTU), Tax on Financial
Operations (IOF), on Services (ISS)
and Freight Surcharge for the Renewal
of the Merchant Navy (AFRMM). Of
these, the study revealed that those who
weigh more are the ICMS, IPI, PIS and
COFINS taxes.
Custo de Tributos sobre Aço no Brasil vs Outros Países
Destino: Mercado Doméstico % sobre preço sem tributos
Cost of Taxes Charged on Steel in Brazil vs. other Countries
Destination: Domestic Market % on price without taxes
Cálculo de Custo de Tributos = Tributos / Preço sem Tributos
Tax Cost Calculation of = Taxes / Price free of taxes
Média Bobina
a Quente
Average
Hot Rolled
Steel Coil (1):
24,1%
Média
Vergalhão
Average
Steel Beam (1):
28,7%
Brazil
Russia
USA
Germany
Turkey
China
HRC [hot rolled coil]
Beam
Fonte/Source: Análise Booz & Company
STEEL Panorama • 2011
1 Média não incluindo Brasil
31
PANORAMA NACIONAL NATIONAL PANORAMA
32
Altos impostos
High taxes
O trabalho da Booz & Company mostrou
ainda que, quando se compara apenas
o custo de produção do aço, sem os
impostos equivalentes nos seis países, o
Brasil fica numa posição intermediária.
O país tem o terceiro melhor custo na
bobina laminada e quarto no vergalhão.
Mas quando é incluída a carga tributária
o país cai para o último lugar nos dois
casos. Com os impostos, o custo da bobi­
na laminada aumenta 47,7% e o do ver­
galhão, 41,2%, bem acima da média de
incremento dos outros cinco países, que é
de 24,1% e 28,7%, respectivamente.
A pesquisa também avaliou os tributos
aplicados sobre novos investimentos, na
compra de equipamentos e serviços, além
da incidência de despesas financeiras e
taxas de juros nesses projetos e constatou
que o Brasil tem a taxa mais elevada do
mundo, chegando a 50% sobre o investi­
mento das empresas. No outros cinco paí­
ses pesquisados, a média dos índices é de
13%. O país que menos onera este tipo de
investimento são os Estados Unidos, com
10%. O segundo colocado é a Rússia, com
uma taxação de 22%, menos da metade,
portanto, da registrada no Brasil.
The study by Booz & Company showed
that, when comparing just the cost of
steel production, when all equivalent
taxes in the six countries are removed,
Brazil is in an intermediate position.
The country has the third highest cost
in the laminated rolled coil and fourth
in steel beams. But when the tax burden
is included, the country falls to last
place in both cases. With taxes, the
cost of laminated rolled coil increases
47.7% and the steel beam, 41.2%, well
above the average increment of the
other five countries, 24.1% and 28.7%
respectively.
The survey also assessed the taxes
applied on new investments, in purchasing equipment and services, and the incidence of financial expenses and interest
rates on these projects. The study found
that Brazil has the highest rate in the
world, reaching 50% on the investment
companies. In the other five countries,
the average of index is 13%. The country
that least oppresses this type of investment is the United States, with 10%. The
second place is Russia, with a tax rate of
22%, less than half registered in Brazil.
Novos investimentos
New investments
Apesar desses entraves, as usinas bra­
sileiras, motivadas pelo aumento da
demanda, não deixaram de fazer novos
investimentos. A CSN, por exemplo,
aprovou em maio de 2010, um plano
de investimentos até 2016 no valor de
R$ 34 bilhões, focado na expansão da
mineração, incremento da capacidade
de produção de aços planos e o início
da produção de longos. “Temos ainda
investimentos da ordem R$ 5,4 bilhões
na Ferrovia Transnordestina, contribuin­
do para o desenvolvimento de uma das
regiões mais carentes do Brasil”, revelou
Martinez, diretor comercial da empresa.
Diante da acirrada disputa com os pro­
dutos estrangeiros, a Usiminas, por sua
vez, tem investido para reduzir os seus
Despite these barriers, Brazilian steel
mills, driven by increased demand, have
not quit making new investments. CSN,
for example, approved in May 2010 an
investment plan through 2016 worth
R$ 34 billion, focused on the expansion of mining, increment of production
capacity of flat steel and the beginning of long steel production. "We also
have investments of R$ 5.4 billion in
Transnordestina Railroad, contributing
to the development of one of the poorest
regions of Brazil," said Martinez, the
company's commercial director.
Facing the fierce competition from
foreign products, Usiminas has invested
to reduce its costs and add value to
its products. The company is running
Panorama do AÇO • 2011
custos e agregar valor aos seus produtos.
A empresa está executando um plano de
investimentos de R$ 3,2 bilhões em 2010,
recorde histórico de aportes da companhia
em um único ano. A entrada em operação
em outubro da nova coqueria na usina de
Ipatinga, por exemplo, com investimen­
to de R$ 707 milhões, é um importante
projeto de redução de custos, tornando a
Usiminas autossuficiente em coque.
No caso da Gerdau, entre os investi­
mentos está a aquisição de outra siderúr­
gica. Em setembro, a empresa anunciou o
fechamento de um acordo para a compra
da americana Tamco, uma das maiores
produtoras de vergalhões da costa oeste
dos Estados Unidos, por cerca de US$ 165
milhões, valor sujeito a revisão. O negó­
cio, feito por meio da subsidiária Gerdau
Ameristeel, aguarda a decisão das autori­
dades antitruste e de revisões regulatórias.
Com a Tamco, a Gerdau ampliará sua rede
de usinas ‘mini-mills’ (unidades menores)
na América do Norte, expandindo sua pre­
sença geográfica na costa oeste americana
e sua capacidade de atendimento do mer­
cado da construção civil na região.
an investment plan of R$ 3.2 billion in
2010, the highest record of investments
ever made by the company in a single
year. In October, the beginning of operations of the new coking plant located in
Ipatinga, for example, after an investment of R$ 707 million, is an important
project to reduce costs, making Usiminas
self-sufficient in cokes.
In the case of Gerdau, among the
investments is the acquisition of another
steel company. In September, the company announced the signing of an agreement to purchase the American company
Tamco, one of the leading producers
of steel beams on the west coast of the
United States, for about US$ 165 million,
the amount being subject to revision. The
deal, made through subsidiary Gerdau
Ameristeel, should be completed after
analysis of antitrust authorities and regulatory reviews. With Tamco, Gerdau will
expand its network of 'mini-mills' (smaller units) in North America, expanding its
geographical presence in the West Coast
and its capacity to serve the civil construction market in the region.
Confiança no crescimento
Confidence in growth
Investimentos como esses sinalizam a confiança
das empresas do setor no crescimento da siderur­
gia nacional. As previsões do IABr confirmaram
essa expectativa. A produção nacional de aço
bruto em 2010 fechou o ano com 32,8 milhões
de toneladas, 23.8% acima das 26,5 milhões de
toneladas produzidas 2009. O consumo aparen­
te, por sua vez, bateu recorde, atingindo 26,6
milhões de toneladas, 43,1% superior a 2009.
As perspectivas para 2011 também são posi­
tivas. Apesar das preocupações com as políticas
de juros e câmbio adotadas hoje no país, bem
como a carga tributária e o custo Brasil que
afetam diretamente a competitividade do setor,
Martinez, da CSN, está otimista. “Temos as
obras do PAC, da Copa 2014 e das Olimpíadas
de 2016, e o avanço do Pré Sal”, justificou. “A
geração de empregos e o aumento de renda do
trabalhador é uma realidade presente em nosso
país, o que estimula o consumo. Pesquisas recen­
tes mostram que nove milhões de brasileiros da
Such investments indicate that companies have
confidence in the growth of the national steel industry. The predictions of the IABr confirmed these
expectations. Domestic production of crude steel
in 2010 ended the year at 32.8 million tons, 23.5%
above the 26.5 million tons produced in 2009.
Apparent consumption broke records, reaching
26.6 million tons, up 43.1% against 2009.
The perspectives for 2011 are also positive.
Despite concerns about the interest and exchange
policies adopted in the country today, as well as
the tax burden and cost Brazil directly affecting
the competitiveness of the sector, Martinez (CSN),
is optimistic. "There will be construction works
for the Growth Acceleration Plan (PAC), the 2014
FIFA World Cup and the 2016 Olympics, and the
advance of Pre-Salt [oil prospecting activities],"
he said. "The generation of jobs and increased
income of the worker is a present reality in our
country, stimulating consumption. Recent polls
show that nine million Brazilians in lower social
STEEL Panorama • 2011
33
PANORAMA NACIONAL NATIONAL PANORAMA
classe C planejam a compra de carro nos próxi­
mos anos. Além disso, acreditamos na força do
mercado interno e no crescimento vigoroso do
país nos próximos cinco anos.”
O setor também tem expectativas favo­
ráveis em relação ao governo da presidenta
Dilma Rousseff. “Nossa esperança é que ela
dê continuidade às medidas tomadas pelo pre­
sidente Lula”, revelou Martins, presidente da
AARS. “Entre elas, se destacam o Programa de
Sustentação do Investimento (PSI), do BNDES,
a redução acentuada da taxa de juros (SELIC)
e dos gastos públicos, além da moderniza­
ção da infraestrutura, prevista no Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC).”
Para que as previsões e boas perspectivas
se realizem, o IABr e o Centro Brasileiro
da Construção em Aço (CBCA) lançaram em
novembro de 2009 o programa Aço: Construindo
a Copa 2014. O objetivo é estimular o uso desse
material nas obras previstas para a realização do
evento no Brasil. O IABr estima que a demanda
adicional de aço gerada por programas especiais
do governo, como Petróleo e Gás, Copa de
2014 e Olimpíada 2016, atinja até 8 milhões de
toneladas no período de 2009 a 2016, o que sig­
nificará importante contribuição para sustentar o
crescimento da indústria siderúrgica do país.
classes plan to purchase a car in the coming years.
Furthermore, we believe in the strength of the internal market and the vigorous growth of the country
over the next five years."
The sector also has a positive outlook toward
the new administration, that of the president
Dilma Rouseff. “Our hope is that she will maintain the measures adopted by President Lula,”
reveals Martins, AARS’ president. “Among them,
BNDES’ Investment Sustainability Program
(PSI), aggressive prime-rate (SELIC) reduction,
government spending reduction and improvements in infrastructure predicted by the Growth
Acceleration Program (PAC, in Portuguese), are
all highlighted.”
In order for the forecasts and good perspectives
to materialize, the IABr and the Brazilian Center of
Steel Construction (CBCA) launched in November
2009 a program called Steel: Building the World
Cup in 2014. The objective is to encourage the use
of this material in the works planned for the event
in Brazil. The IABr estimates that the additional
demand of steel generated by special government
programs such as Oil and Gas, the 2014 FIFA
World Cup and the 2016 Olympics, should reach
8 million tons in the period 2009 to 2016, which
means an important contribution to sustaining the
growth of the steel industry in the country.
Programa de investimentos para Expansão da capacidade instalada
Investment Program for Expansion of the Installed Capacity
Parque
Existente
Existing Park
Novos Entrantes
Projeto sem
andamento
New Players
Ongoing Projects
Período
Investimento
1994/2006 Foco - Modernização das usinas
Modernization of steel mills
US$ 18,9 bilhões billion
Capacidade Atual
Current Capacity: 37,1 Mt
2007/2012 Foco - Aumento de Capacidade
Focus – Capacity increase
US$ 17,2 bilhões billion
Aumento de capacidade
Capacity Increase: 15,1 Mt
19 anos years
US$ 36,1 bilhões billion
Capacidade total
Total Capacity: 52,2 Mt
Após After 2007
US$ 5,8 bilhões billion
Capacidade instalada até 2012
Installed Capacity until 2012: 6,8 Mt
Capacidade Instalada até 2012 Installed Capacity until 2012: 59 Mt
Novo adicional de capacidade
Após After 2009
US$ 14,6 bilhões billion
Projetos
New additional capacity: 19 Mt
em estudos
(Capacidade em 2006: 37 milhões de t)
Projects under study Total US$ 56,5 bilhões billion Total US$ 56.5 billion
(Capacity in 2006: 37 million tons)
Capacidade Total 78 milhões de t Total Capacity 78 million tons
Fonte/Source: Instituto Aço Brasil – IABr
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Panorama do AÇO • 2011
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Farra das ImportaçÕEs E altos Impostos prEjudIcam a