ALUMÍNIO
O alumínio, apesar de ser o terceiro elemento mais abundante na crosta terrestre, é o metal mais
jovem usado em escala industrial. Mesmo utilizado milênios antes de Cristo, o alumínio começou a
ser produzido comercialmente há cerca de 150 anos. Sua produção atual supera a soma de todos
os outros metais não ferrosos. Esses dados já mostram a importância do alumínio para a nossa
sociedade. Antes de ser descoberto como metal isolado, o alumínio acompanhou a evolução das
civilizações. Sua cronologia mostra que, mesmo nas civilizações mais antigas, o metal dava um
tom de modernidade e sofisticação aos mais diferentes artefatos.
Hoje, os Estados Unidos e o Canadá são os maiores produtores mund iais de alumínio. Entretanto,
nenhum deles possui jazidas de bauxita em seu território, dependendo exclusivamente da
importação. O Brasil tem a terceira maior reserva do minério no mundo, localizada na região
amazônica, perdendo apenas para Austrália e Guiné. Além da Amazônia, o alumínio pode ser
encontrado no sudeste do Brasil, na região de Poços de Caldas (MG) e Cataguases (MG). A bauxita
é o minério mais importante para a produção de alumínio, contendo de 35% a 55% de óxido de
alumínio.
OBTENÇÃO DO ALUMÍNIO
A obtenção do alumínio é feita a partir da
bauxita, um minério que pode ser encontrado
em três principais grupos climáticos: o
Mediterrâneo, o Tropical e o Subtropical. A
produção mundial de bauxita em 2004 foi de
157,4 milhões de toneladas, sendo os
principais países produtores Austrália, Brasil,
Guiné e Jamaica. Ocupando a 2ª posição no
ranking mundial, em 2004, o Brasil produziu
21 milhões de toneladas de bauxita. Possui
também a terceira maior reserva mundial de
bauxita, cujo potencial é da ordem de 2,5
bilhões
de
toneladas,
concentrada
principalmente na região Norte do país (estado
do Pará), as quais tem como principal
concessionária a empresa Mineração Rio do
Norte S.A. - MRN.
A bauxita deve apresentar no mínimo 30% de alumina aproveitável para que a produção de alumínio
seja economicamente viável. O processo de obtenção de alumínio primário divide -se em três etapas:
Mineração, Refinaria e Redução.
MINERAÇÃO
O alumínio não é encontrado diretamente em
estado metálico na crosta terrestre. Sua
obtenção depende de etapas de processamento
até chegar ao estado em que o vemos
normalmente. O processo da mineração da
bauxita, que origina o alumínio, pode ser
exemplificado da seguinte maneira:
1) Remoção planejada da vegetação e do solo orgânico;
1
2) Retirada das camadas superficiais do solo
(argilas e lateritas);
3)Beneficiamento:
3.1 Inicia-se na britagem, para redução de tamanho;
3.2 Lavagem do minério com água para reduzir (quando
necessário) o teor de sílica contida na parcela mais fina;
3.3 Secagem
REFINARIA
A refinaria é a fase do processo que transforma a bauxita em alumina calcinada. O procedimento
mais utilizado é o Bayer. Esta é primeira etapa até se chegar ao alumínio metálico.
1) Dissolução da alumina em soda cáustica;
2) Filtração da alumina para separar o material sólido;
3) O filtrado é concentrado para a cristalização da alumina;
4) Os cristais são secados e calcinados para eliminar a água;
5) O pó branco de alumina pura é enviado à redução;
6) Na redução, ocorre o processo conhecido como Hall-Héroult, por meio da eletrólise, para
obtenção do alumínio.
As principais fases da produção de alumina, desde a entrada do minério até a saída do produto
final são: moagem, digestão, filtração/evaporação, precipitação e calcinação.
As operações de alumina têm um fluxograma de certa complexidade, que pode ser resumido em
um circuito básico simples, conforme figura abaixo.
Além da bauxita e de combustíveis energéticos, a produção de uma tone lada de alumina requer
outros insumos, cujo consumo depende da qualidade do minério.
Parâmetros de consumo da alumina
Bauxita (t/t)
Cal (kg/t)
1,85 a 3,4
10 a 50
Soda cáustica (kg/t)
40 a 140
Vapor (t/t)
1,5 a 4,0
2
Óleo combustível - calcinação (kg/t)
80 a 130
Floculante sintético (g/t)
100 a 1000
Energia elétrica (kwh/t)
150 a 400
Produtividade (Hh/t)
0,5 a 3,0
Água m³/t
0,5 a 2,0
REDUÇÃO DO ALUMÍNIO
Redução é o processo de transformação da alumina em alumínio metálico:
1) A alumina é dissolvida em um banho de criolita fundida e fluoreto de alumínio em baixa tensão,
decompondo-se em oxigênio;
2)O oxigênio se combina com o ânodo de carbono, desprendendo-se na forma de dióxido de
carbono, e em alumínio líquido, que se precipita no fundo da cuba eletrolítica;
3) O metal líquido (já alumínio primário) é transferido para a refusão através de cadinhos;
4)São produzidos os lingotes, as placas e os tarugos (alumínio primário).
A voltagem de cada uma das cubas, ligadas em série, varia de 4 V a 5 V, dos quais apenas 1,6 V
são necessários para a eletrólise propriamente dita. A diferença de voltagem é necessária para
vencer resistências do circuito e gerar calor para manter o eletrólito em fusão.
Sala de Cubas
Basicamente, são necessárias cerca de 5 t de bauxita para produzir 2 t de alumina e 2 t de
alumina para produzir 1 t de alumínio pelo processo de Redução.
Diagrama de uma Célula
de Redução
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Os principais insumos para a produção de alumínio primário durante o Processo de Redução são
indicados na tabela a seguir:
Insumos para a produção de alumínio primário (ano-base 2003)
Alumina
1919 kg/t Al
Energia elétrica
15,0 MWhcc/t Al
Criolita
8,0 kg/t
Fluoreto de alumínio
19,7 kg/t
Coque de petróleo
0,384 kg/kg Al
Piche
0,117 kg/kg Al
Óleo combustível
44,2 kg/t
PROCESSOS DE PRODUÇÃO
LAMINAÇÃO
É um processo de transformação mecânica que consiste na redução da seção transversal por
compressão do metal, por meio da passagem entre dois cilindros de aço ou ferro fundido com
eixos paralelos que giram em torno de si mesmos. Esta seção transversal é retangular e refere -se
a produtos laminados planos de alumínio e suas ligas, compreendendo desde chapas grossas com
espessuras de 150 mm, usadas em usinas atômicas, até folhas com espessura de 0,005 mm,
usadas em condensadores. Existem dois processos tradicionais de laminação de alumínio:
laminação a quente e laminação a frio . Atualmente, a indústria também utiliza-se da laminação
contínua.
Esquema de laminação
Os principais tipos de produtos laminados são: chapas planas ou bobinadas, folhas e discos. Esses
semimanufaturados têm diversas aplicações em setores como transportes (carrocerias para
ônibus, equipamentos rodoviários, elementos estruturais, etc.), construção civil (telhas, fachadas,
calhas, rufos, etc.), embalagens (latas, descartáveis e flexíveis) e bens de consumo (panelas,
utensílios domésticos, etc.).
LAMINAÇÃO A QUENTE
Promove reduções da seção transversal com o metal a uma temperatura mínima de
aproximadamente 350°C (igual à temperatura de recristalização do alumínio). A ductilidade do
metal a temperaturas desta ordem é máxima e, nesse processo ocorre a recristalização dinâmica
na deformação plástica. O processo transcorre da seguinte forma:
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1) Uma placa (matéria-prima inicial), cujo peso varia de alguns quilos até 15 toneladas, é
produzida na refusão, por meio de fundição semicontínua, em molde com seção transversal
retangular. (Este tipo de fundição assegura a solidificação rápida e estrut ura metalúrgica
homogênea).
A placa pode sofrer uma usinagem superficial (faceamento) para remoção da camada de óxido de
alumínio, dos grãos colunares (primeiro material solidificado) e das impurezas provenientes da
fundição.
2) Posteriormente, a placa é aquecida até tornar-se semiplástica.
3) A laminação a quente se processa em laminadores reversíveis duplos (dois cilindros) ou
quádruplos (dois cilindros de trabalho e dois de apoio ou encosto).
4) O material laminado é deslocado, a cada passada, por entre os cilindros, sendo que a
abertura dos mesmos define a espessura do passe. A redução da espessura por passe é de
aproximadamente 50% e depende da dureza da liga que está sendo laminada. No último passe de
laminação, o material apresenta-se com espessura ao redor de 6mm, sendo enrolado ou cortado
em chapas planas, constituindo-se na matéria-prima para o processo de laminação a frio.
Concepções mais modernas do processo de laminação a quente podem apresentar em linha, após
o desbastamento, em um laminador reversível, uma cadeia de vários laminadores, denominada de
"tandem", que reduz a espessura do material para cerca de 2 mm.
Uma unidade de laminação a quente contém: laminador, refusão (unidade de fundição de placas),
fornos de pré-aquecimento para placas, tratamentos térmicos de homogeneização (distribuição
mais homogênea dos elementos microconstituintes químico-metalúrgicos), tesouras rotativas e
guilhotinas para cortes laterais e longitudinais do material laminado, serras para cortes das
extremidades e faceadeira para usinagem das superfícies.
LAMINAÇÃO A FRIO
Realiza-se a temperaturas bem inferiores às de recristalização do alumínio. A matéria -prima é
oriunda da laminação a quente. A laminação a frio é executada, geralmente, em laminad ores
quádruplos, reversíveis ou não, sendo este último mais empregado. O número de passes depende
da espessura inicial da matéria-prima, da espessura final, da liga e da têmpera do produto
desejado. Os laminadores estão dimensionados para reduções de seçõe s entre 30% e 70% por
passe, dependendo, também, das características do material em questão. Laminadores mais
sofisticados possuem sistemas computadorizados de controle de espessura e de planicidade. Na
laminação a frio utilizam-se dois recursos: tensões avante e tensões a ré.
Ambas aliviam o esforço de compressão exercido pelos cilindros ou aumentam a capacidade de
redução por passe. Estes recursos são também responsáveis pela redução da espessura no caso
de laminação de folhas finas, em que os cilindros de laminação estão em contato e praticamente
sem abertura perceptível.
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A deformação a frio confere encruamento ao alumínio. Aumenta os limites de resistência à tração e ao
escoamento, com diminuição do alongamento. Esse procedimento produz um metal com bom
acabamento superficial e preciso controle dimensional.
Os produtos laminados de alumínio são utilizados em todas as operações metalúrgicas usuais de chapas,
incluindo aquelas que exigem do metal de excepcional ductilidade, como é o caso de processos como
estampagem, extrusão por impacto, perfilação (roletagem), etc. Recozimentos intermediários podem
ser realizados para amolecimento (recristalização) e para facilitar posterior laminação ou determinar
têmperas específicas.
Os produtos laminados a frio mais finos (folhas), com espessura de até 0,005 mm, são produzidos em
laminadores específicos, que concebem o processo de laminação de folhas dupladas com lubrificação
entre elas.
Outro processo atualmente muito utilizado é o de laminação contínua que elimina a etapa de laminação
a quente. O alumínio é solidificado entre dois cilindros refrigerados internament e por água, que giram
em torno de seus eixos, produzindo uma chapa com seção retangular e espessura aproximada de 6mm.
Posteriormente, esta chapa é enrolada, obtendo-se assim um produto similar àquele obtido por
laminação a quente. Porém, este produto apresentará uma estrutura bruta de fusão bastante refinada,
dada a alta eficiência do refinador de grão utilizado no vazamento.
ESTAMPAGEM
Chapas e discos de alumínio são amplamente utilizados para repuxação e estampagem profunda.
Nesse processo, o material é pressionado por um punção contra uma matriz, como acontece com
os utensílios domésticos e latas de bebidas. Estas operações requerem material com grande
plasticidade, alta ductilidade e com uma baixa taxa de encruamento. Os melhores resultados são
obtidos quando o metal possui um tamanho de grão pequeno e uniforme. Assim, as ligas das
séries 1xxx e 3xxx são mais utilizadas para estas aplicações, a não ser que os componentes
acabados tenham que ter maior resistência.
Outro método usado para confirmar se um determinado material foi escolhido adequadamente é
um simples teste de dobramento. É realizado em chapas de espessura fina em que se determina
qual o menor raio em que elas conseguem ser dobradas sem se romper. Enquanto um material
recozido pode ser dobrado completamente, um raio cujo dobramento é de cinco vezes a espessura
pode ser o mínimo obtido para material duro, totalmente tratado termicamente.
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EXTRUSÃO POR IMPACTO
Também chamado de extrusão a frio, esse processo aumenta a resistência do materi al, melhora o
acabamento superficial e permite tolerâncias dimensionais mais estreitas. O material sofre um
súbito impacto por meio de um punção, provocando o seu estiramento, como é o caso dos tubos
de remédio e de aerossóis.
EXTRUSÃO
É um processo de transformação termomecânica no qual um tarugo de metal é reduzido em sua
seção transversal quando forçado a fluir através do orifício de uma matriz (ferramenta), sob o
efeito de altas pressões e temperatura. Como uma pasta de dente sendo expelida para fora de seu
tubo.
Utilizado comercialmente desde o século XIX, foi na Segunda Guerra Mundial que o processo de
extrusão passou pelo primeiro incremento. Os perfis extrudados de alumínio eram produzidos em
grande quantidade para aplicação em componentes aeronáuticos. A introdução de ligas de
alumínio intermediárias, tratáveis termicamente na própria prensa de extrusão e de muito boa
extrudabilidade, permitiu uma rápida expansão dessa indústria no pós-guerra. Hoje, sistemas de
fachada cortina, componentes de carrocerias de ônibus e caminhões, portas e janelas, estruturas
aeroespaciais e centenas de outros itens são fabricados a partir de perfis de alumínio extrudado.
A variedade de perfis que podem ser extrudados em alumínio é praticamente ilimitada. O proces so
reduz custos, pois elimina operações posteriores de usinagem ou junção, e possibilita a obtenção
de seções mais resistentes pela adequada eliminação de juntas frágeis e uma melhor distribuição
de metal. Entre os principais tipos de produtos extrudados estão perfis sólidos, tubulares e semitubulares. Suas aplicações são ideais para os setores de construção civil, bens de consumo,
indústria elétrica e transportes.
Aliás, a indústria automotiva é uma das que mais se utiliza dos perfis extrudados. Cerca de 45%
dos extrudados são utilizados em trocadores de calor, como radiadores e componentes de ar
condicionado, entre outros. Mais da metade (55%) dos perfis são aplicados em componentes do
chassis, estruturas, assentos, eixos de direção, pára-choque e cilindro de freios.
A maior parte dos extrudados de alumínio utilizados no mundo são produzidos em prensas
hidráulicas horizontais com capacidade de força de 1.200 a 2.400 toneladas. Outras com
capacidades de até 15.000 toneladas são utilizadas para empurrar perfis de grande dimensão ou
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complexidade geométrica, além de perfis produzidos com ligas de alta resistência mecânica. No
outro extremo, prensas de 500 toneladas, por exemplo, são utilizadas para pe quenas extrusões,
produzindo de forma mais econômica perfis bem mais leves. Além das prensas, o processo requer
equipamentos auxiliares, como fornos para aquecimento de tarugos e de tratamento térmico de
perfis, além de máquinas para esticamento, transporte e corte dos produtos extrudados.
O processo de extrusão é o que oferece maior versatilidade no desenvolvimento de produtos,
quando se trata de projetar peças que tenham uma seção transversal constante. A fabricação, que
em outros processos requer o encaixe de várias peças, pode ser simplificada utilizando um único
perfil extrudado.
Os perfis de grande comprimento em relação às suas seções transversais são geralmente cortados
em comprimentos menores. Eles compõem máquinas operatrizes, carcaças de bombas e motores,
dissipadores de calor, equipamentos elétricos, entre outros saindo na frente na competição com
peças fundidas, forjadas e usinadas. Para aproximar o máximo possível do produto final, pode -se
também forjá-los e usiná-los, se necessário.
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TREFILAÇÃO
É um processo de transformação pela deformação mecânica a frio que permite a diminuição da
seção transversal de um produto pela passagem através de uma matriz, por esforço de tração.
Análogo à laminação, o processo aumenta as propriedades mecânicas da liga, diminuindo as
tolerâncias dimensionais, melhorando o acabamento superficial e produzindo bitolas que seriam
mais complexas de se obter por extrusão. Normalmente, são trefiladas ligas não tratáveis
(aumentando suas propriedades mecânicas) e tratáveis termicamente (nas quais a função é a de
precisão dimensional). A indústria utiliza dois sistemas de trefilação:
- Em bancos: para barras e tubos de maior diâmetro;
- Em blocos rotativos: para dimensões menores de vergalhões e tubos.
FORJAMENTO
O alumínio é bastante utilizado em forjamento principalmente nas indústrias aeronáutica, bélica,
transportes, máquinas e equipamentos. Sua aplicação abrange peças como rodas, eixos,
longarinas, bielas, peças de bicicletas, motores, rotores, engrenagens, pistões, etc.
O forjamento é o processo de conformação pelo qual se obtém a força desejada de uma peça por
martelamento ou aplicação gradativa de uma pressão. A maioria das operações de forjamento são
feitas a quente. A indústria utiliza três métodos de forjamento:
- Matriz aberta;
- Matriz fechada com rebarba;
- Matriz fechada sem rebarba.
A escolha do processo mais apropriado é baseada no formato da peça, na sofisticação do projeto
da peça e no custo. Normalmente, dois ou mais métodos de forjamento são combinados para se
obter o formato desejado.
No forjamento do alumínio, um bloco, tarugo ou perfil é aquecido e pressionado contra uma matriz
bipartida, na qual foi escavada a forma da peça em negativo. O metal escoa, preenchendo a
cavidade formada pelo ferramental, tomando a forma da peça. Depois das ligas ferrosas, o
alumínio é o metal mais utilizado para forjamento.
As ligas de alumínio podem ser forjadas em qualquer tipo de equipamento para forjamento
utilizado para outros metais (de martelo a prensa até máquinas de forjamento especializadas).
Entretanto, essas ligas são raramente forjadas em martelos.
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Temperatura de trabalho
Ligas de alumínio
400 – 550ºC
Ligas de magnésio
250 – 350ºC
Ligas de cobre
600 – 900ºC
Aço carbono e aço baixa liga
Aços inoxidáveis
Ligas de titânio
850 – 1150ºC
Dificuldade
crescente de
forjamento
1100 – 1250ºC
700 – 950ºC
FUNDIÇÃO
É um dos primeiros processos industriais utilizados na produção de artigos de metal. As
propriedades do alumínio e a tecnologia moderna oferecem excelentes condições, com controles
científicos adequados, para que se possa produzir grandes quantidades de peças man tendo uma
qualidade uniforme. O mercado conta com excelentes ligas de alumínio que proporcionam uma
grande variedade de propriedades para as peças fundidas. As principais são:
- Baixa temperatura de fusão;
- Forte tendência à oxidação;
- Baixa densidade;
- Alta condutividade térmica;
- Elevado coeficiente de dilatação.
O vazamento de metal líquido em moldes de areia é uma das mais antigas artes industriais. Ainda
é utilizado quando as peças fundidas são requeridas em pequenas quantidade s, de tamanho
excepcionalmente grande ou muito intricadas. Peças com melhor acabamento superficial são
produzidas pela fundição em matriz por gravidade. O metal é vazado dentro de uma matriz de
ferro ou de aço. Este processo torna-se econômico quando há uma demanda para um número
considerável de peças.
Para grandes volumes de peças, a fundição em matriz sob pressão é a mais vantajosa. O metal é
forçado a penetrar em matrizes de aço sob a força de pressão hidráulica. Os fundidos com grande
precisão de detalhes são produzidos desta forma. O método tem sido cada vez mais empregado
em peças fundidas até o tamanho de blocos de cilindros.
Por outro lado, quando um alto grau de precisão dimensional é requerido, mas o número de peças
é relativamente pequeno, é utilizado um processo mais antigo: a cera perdida. Nele, um modelo
consumível é revestido com uma fina camada refratária, a qual é subseqüentemente endurecida
em estufa para formar o molde. A figura abaixo mostra uma série de peças fundidas.
As peças fundidas de alumínio têm suas principais aplicações na área automotiva e de transportes,
que representam cerca de 60% do consumo do alumínio neste segmento. Como exemplo, pode -se
citar blocos de motor, caixas de câmbio, carcaça de motores e rodas para automóveis e veículos
pesados, entre outros.
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A fundição pode ser feita por gravidade, com uso de areia ou molde metálico, e sob pressão, (alta
ou baixa). Além desses há também processos especiais, com cera perdida e fundição centrifugada.
Fundição em areia
É um processo que pode ser feito por moldagem em areia verde e em cascas de Shell, cura a frio,
com dióxido de carbono e loast foam. Areias verdes são areias aglomeradas com argila no estado
úmido. Esse material é constituído por granulados refratários chamados de areias-base e por um
produto com capacidade de coesão e plasticidade – o aglomerante – que neste caso é a argila. As
areias de fundição podem ser naturais, semi-sintéticas (com adições para correção ou melhoria
das propriedades naturais) e sintéticas (obtida pela mistura dos constituintes básicos isoladamente
tais como areia, aglomerantes, aditivos e plastificantes).
Fundição em coquilha
Feito por gravidade, esse processo consiste em obter peças por meio do vazamento do metal
líquido em um molde metálico, também chamado de coquilha. A introdução do metal é
essencialmente determinada pela força da gravidade.
Fundição sob pressão
Consiste na injeção de um metal líquido contido em um recipiente
(câmara de injeção) para o interior da cavidade de um molde
fabricado em aço, por meio de um pistão. Na primeira fase, o ar é
eliminado da câmara de injeção. Depois, há um rápido
preenchimento da cavidade do molde para evitar o resfriamento do
metal. A última etapa é a compactação do metal para diminuir o
volume das microporosidades decorrentes da contração de
solidificação do metal.
Tixofundição
Também chamado de fundição de ligas semi-sólidas de alumínio, o processo é novo no Brasil, mas
já é utilizado em larga escala em países desenvolvidos como Japão, Estado s Unidos, Alemanha e
Itália. A tecnologia utiliza, ao invés de alumínio líquido, o metal em "pasta", evitando o desgaste
no contato entre o metal e o molde e aumentando a produtividade. As principais aplicações desse
processo se dão na indústria automotiva, na fabricação de peças como suspensões, carcaças e
discos de embreagem, entre outras.
A técnica é usada desde 1982 e tem como uma de suas principais vantagens o menor desgaste
das peças usadas no processo. Por ser um material 60% sólido e 40% líquido, a fundição de semisólidos permite um menor atrito entre o molde e o metal, aumentando sua vida útil e,
conseqüentemente, a produtividade. Com isso, o material fundido não apresenta porosidades,
tampouco segregação de elementos de liga, oferecendo um resultado de melhor qualidade ao
produto final.
A tixofundição é usada na produção de componentes como suporte de suspensão (traseira e
dianteira), bandejas de suspensão, carcaças de sistema de injeção eletrônica, caixa de direção,
carcaças de cilindro mestre, disco de embreagem, entre outras. Num exemplo prático, o uso do
processo de fundição de ligas semi-sólidas de alumínio permite que uma peça como o suporte do
motor tenha seu peso reduzido de 5 kg para 3 kg com a tixofundição.
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SOLDAGEM
O desenvolvimento de métodos para a soldagem do alumínio e suas ligas abriu um novo segmento
de mercado em aplicações, como pontes, construções, transportes (embarcações, trens e
automóveis), etc. O alumínio e suas ligas podem ser soldados satisfatoriamente com a escolha
adequada da liga de adição, por meio da utilização de técnicas apropriadas, visto que as linhas de
solda são bastante resistentes para as suas várias aplicações.
A escolha do processo de soldagem é determinada pela espessura do material, tipo de cordão de
solda, requisitos de qualidade, aparência e custo. A soldagem envolve a fusão conjunta das bordas
a serem unidas, freqüentemente pela adição de metal líquido para preencher um canal com a
forma de V. O cordão de solda é composto, parcial ou totalmente, por um metal -base de
ressolidificação com uma estrutura bruta de fusão. Tradicionalmente, a solda de oxiacetileno
utiliza um fluxo de sal líquido para dissolver o óxido de alumínio e cobrir o metal líquido. A maioria
dos métodos modernos protege o alumínio líquido com um gás inerte (argônio ou hélio), sendo
que os dois processos mais conhecidos e utilizados são o MIG e o TIG, descritos a seguir:
PROCESSO DE SOLDA TIG (TUNGSTEN INERT GAS)
O processo TIG é o mais aplicado na soldagem das ligas de alumínio e foi o primeiro a ser
desenvolvido com proteção de gás inerte adequado para soldar o alumínio. Na soldagem TIG, o
arco elétrico é estabelecido entre um eletrodo de tungstênio não consumível e a peça, numa
atmosfera de gás inerte. Neste processo, o arco elétrico pode ser obtido por meio de corrente
alternada (CA), corrente contínua (CC) e eletrodo positivo ou corrente contínua e eletrod o
negativo.
SOLDAGEM MIG (METAL INERT GÁS)
A soldagem MIG é um processo em que o arco elétrico, obtido por meio de uma corrente contínua,
é estabelecido entre a peça e um arame de alumínio ou liga de alumínio, que combina as funções
de eletrodo e metal de adição, numa atmosfera de gás inerte. No processo MIG o eletrodo é
sempre o pólo positivo do arco elétrico. Utilizando-se as versões automática e semi-automática é
possível soldar o alumínio desde espessuras finas, cerca de 1,0 mm, até espessuras sem limite.
Tal como no processo TIG, o gás inerte protege a região do arco contra a contaminação
atmosférica durante a soldagem. Na soldagem MIG do alumínio, normalmente, são utilizados os
gases argônio, hélio ou uma mistura de argônio/hélio.
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USINAGEM
Embora quase todas as ligas possam ser usinadas, a ação de corte da ferramenta é mais efetiva
em materiais de ligas completamente envelhecidas termicamente, com baixo alongamento. Estas
produzem cavacos menores, em contraste com as características das apara s contínuas dos
materiais mais moles e mais dúcteis.
Ligas especiais de fácil usinagem, desenvolvidas para trabalhos em tornos automáticos de alta
velocidade, contém adições de elementos de ligas, tais como chumbo, bismuto, antimônio ou
estanho. A presença destes elementos na estrutura do metal propicia a fratura de cavacos em
fragmentos menores na ferramenta de corte.
Ligas de fundição com alto teor de silício, de maneira contrária, necessitam de menores
velocidades e retificação mais constante da ferramenta de corte, devido às partículas abrasivas de
silício presentes na microestrutura.
ACABAMENTOS SUPERFICIAIS
É importante observar que o alumínio é normalmente usado sem acabamentos especiais de
qualquer espécie. Isto se aplica a todas as diferentes formas de alumínio, considerando-se chapas
para telhas, perfis extrudados para construção de estufas, móveis tubulares para jardim, pistões
fundidos para veículos automotores ou folha para embalagem de alimento. Em outras palavras,
para muitas aplicações, o acabamento natural do alumínio é totalmente satisfatório, tanto em
aparência como em durabilidade. O alumínio é adequado a numerosos acabamentos superficiais
de proteção e decoração, alguns próprios do alumínio e outros que também se aplicam a outros
metais.
ANODIZAÇÃO
Anodização é o processo pelo qual um filme de óxido natural é artificialmente produzido no
alumínio, por meio do ânodo de um eletrólito. O filme anódico recém-formado, antes do estágio
final de selagem, é poroso e pode absorver material de coloração. Esta é a base da maioria dos
acabamentos coloridos anodizados e possibilita a impressão em determinadas áreas, reproduzindo
claramente pequenos detalhes. As mais finas nuanças podem ser impressas por meio da
impregnação do filme com sensíveis sais de prata, transformando o metal numa chapa fotográfica.
Uma variada gama de cores para aplicações arquitetônicas podem também ser obtidas sem uma
separação do tratamento de coloração. Uma porcentagem controlada de silício e outros elementos
é introduzida na composição da liga e a composição do eletrólito é modificada. A durabilidade das
cores independe da solidez à luz dos corantes ou dos pigmentos e eles são, por isso,
especialmente duráveis.
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A anodização de coloração natural também é freqüentemente empregada para conferir uma
resistência adicional à corrosão. O filme é uniforme e duro, e acessórios interiores de alumínio,
como maçanetas de portas, são freqüentemente anodizados para aumentar sua resistência ao
uso. Esta propriedade é explorada ainda mais na anodização dura, na qual um denso filme com
espessura de vários micrômetros, é desenvolvido por meio de tratamento em eletrólito
refrigerado, para o uso em peças de entrada de ar em aviões, que estão sujeitas a efeitos
abrasivos da poeira dos campos de pouso.
O óxido de alumínio possui boas propriedades dielétricas. O bobinamento de alumínio para
equipamentos elétricos pode também ser feito com arame de alumínio anodizado ou chapa fina
sem qualquer isolação adicional.
ACABAMENTOS MECÂNICOS
Além de oferecer uma boa resposta às operações de polimento mecânico normal e de lustramento,
o alumínio pode receber texturas decorativas por processos mecânicos. As lavragens são
realizadas em chapas por cilindros gravados com o relevo desejado. Efeitos de a cabamento
acetinado podem ser dados por meio de escovamento, jateamento ou aplicação de um composto
de polimento sem gordura.
PINTURA
Como nos sistemas convencionais de pintura, geralmente aplicada sobre um "primer" de cromato
de zinco, novos tipos de pintura, baseadas em acrílicos, vinilas e outros plásticos, são adições
vantajosas à ampla gama de acabamentos para o alumínio. Especialmente em chapas para
aplicações na construção civil e na manufatura dos vários tipos de móveis. Cada tipo de tinta tem
sua combinação de propriedades, algumas resistentes e flexíveis o suficiente para agüentar às
operações de conformação, e outras duras e brilhantes. Se o pré -tratamento for adequado, todas
têm uma boa aderência, sem risco de se soltar durante o corte das bordas.
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Filmes plásticos podem ser aplicados na forma laminada, permitindo o uso de revestimentos em
relevos mais espessos. Tintas e vernizes aderem facilmente ao alumínio, próprios para a
impressão de detalhes informativos e para realçar a aparência de todos os tipos de embalagens.
RECICLAGEM
Um diferencial do alumínio, a reciclabilidade sem perda de propriedades físico/químicas, torna o
metal uma excelente escolha, principalmente para as embalagens de bebidas carbonatadas
(refrigerantes, cervejas, etc.). O processo de reciclagem, além de colaborar com a preservação
ambiental, tem na economia de energia uma das suas maiores vantagens - utiliza apenas 5% da
energia necessária para a produção do metal primário a partir do minério. O processo industrial de
reaproveitamento da sucata do alumínio obedece às seguintes etapas:
Forno de Fusão
Estes tipos de fornos são próprios para a fundição da
sucata de alumínio: rotativos, rotativos selado, sidewell
sem sal, de indução (pouco utilizados) e de plasma (em
desenvolvimento). Os primeiros, de tecnologia mais
antiga, têm rendimento metálico entre 50% e 60%. Já
os fornos rotativos selados com sal de cobertura têm
um aproveitamento de até 85% e apresentam pouca
geração de borra preta. Os fornos do tipo sidewell ,
também chamados de revérberos, são de tecnologia
mais moderna, ideais para retalhos de baixas
espessuras (0,15-0,20mm).
Fruto da recuperação da sucata do alumínio, as ligas
secundárias permitem que o metal seja utilizado na
fabricação de diversos semielaborados e elaborados,
como chapas, perfis, etc., prontos para reutilização nos
mais diversos segmentos da indústria do alumínio.
CARACTERÍSTICAS FISICAS E QUÍMICAS DO ALUMÍNIO
Ligas de Alumínio
O alumínio fundido dissolve outros metais e substâncias metalóides como o silício (que atua como
metal). Quando o alumínio se resfria e se solidifica, alguns dos constituintes da liga podem ser
retidos em solução sólida. Isto faz com que a estrutura atômica do metal se torne mais rígida. Os
átomos podem ser visualizados como sendo arranjados em uma rede cristalina regular formando
moléculas de tamanhos diferentes daqueles do elemento de liga principal. A principal função das
ligas de alumínio é aumentar a resistência mecânica sem prejudicar as outras propriedade s.
15
Assim, novas ligas têm sido desenvolvidas combinando as propriedades adequadas a aplicações
específicas.
O metal quente pode manter mais elementos de liga em solução sólida do que quando frio.
Conseqüentemente, quando resfriado, ele tende a precipitar o excesso dos elementos de liga da
solução. Este precipitado pode ser na forma de partículas duras, consistindo de compostos
intermetálicos, tais como: CuAl 2 ou Mg2Si. Estes agregados de átomos metálicos tornam a rede
cristalina ainda mais rígida e endurecem a liga.
A descoberta do “envelhecimento”, das ligas que contém magnésio e silício conduziu ao
desenvolvimento das principais ligas estruturais utilizadas hoje na engenharia. Este foi um
trabalho pioneiro no campo das ligas de alumínio-magnésio, amplamente utilizadas atualmente na
indústria naval.
Outro importante emprego do alumínio é sua utilização nas ligas de fundição, que permitem um
maior aproveitamento das sucatas de aviões.
ELEMENTOS DE LIGA
Um dos aspectos que tornam as ligas de alumínio tão atraentes como materiais de construção
mecânica é o fato do alumínio poder combinar-se com a maioria dos metais de engenharia,
chamados de elementos de liga. Com essas associações, é possível obter características
tecnológicas ajustadas de acordo com a aplicação do produto final. Mas para isso, é preciso
conhecer bem as vantagens e limitações de cada elemento para fazer a melhor seleção.
O grande alcance das ligas oferece à indústria uma grande variedade de combinações de
resistência mecânica, resistência à corrosão e ao ataque de substâncias químicas, condutibilidade
elétrica, usinabilidade, ductibilidade, formabilidade, entre outros benefícios.
A função de cada elemento da liga se altera de acordo com a quantidade dos elementos presentes
na liga e com a sua interação com outros elementos. Em geral, podemos dividir os elementos
entre:
16
- Elementos que conferem à liga a sua característica principal (resistência mecânica, resistência
à corrosão, fluidez no preenchimento de moldes, etc.);
- Elementos que têm função acessória, como o controle de microestrutura, de impurezas e
traços que prejudicam a fabricação ou a aplicação do produto, os quais devem ser controlados no
seu teor máximo.
COMPOSIÇÃO QUÍMICA
A composição química do alumínio e suas ligas são expressas em percentagem, obedecendo a
Norma NBR 6834 da ABNT. Esta norma abrange sistemas de classificação das ligas trabalháveis,
das ligas para fundição, peças, lingotes e de alumínio primário, além d e densidade nominal das
ligas trabalháveis de alumínio.
PRINCIPAIS GRUPOS DE LIGAS TRABALHÁVEIS
- Ligas da série 3XXX:
Uma das mais utilizadas. Sua conformabilidade e a resistência à corrosão são similares às do
alumínio comercialmente puro (ligas da série 1XXX), com propriedades mecânicas um pouco
maiores, particularmente quando deformadas a frio.
- Ligas da série 5XXX:
São as mais resistentes. Estão disponíveis em vários formatos, como lâminas, chapas, perfis,
tubos, arames, etc. Elas também possuem elevada resistência à corrosão e são facilmente
produzidas e soldadas.
- Ligas tratadas termicamente de média resistência:
Contêm magnésio e silício (ligas da série 6XXX) e possuem elevada resistência à corrosão, mas
perdem um pouco da sua capacidade de serem trabalhadas (o que, em seções estruturais retas,
muito difundidas em aplicações estruturais, é irrelevante).
- Ligas tratadas termicamente de elevada resistência:
Têm no cobre (série 2XXX) ou zinco (série 7XXX) os principais elementos de liga. São tão
resistentes quanto o aço estrutural, mas necessitam de proteção superficial. Estas ligas são
utilizadas quando o fator resistência/peso for o principal, como na aviação.
Veja abaixo um resumo das mais importantes ligas de alumínio trabalháveis e suas prin cipais
aplicações.
Ligas de Alumínio Trabalháveis
Liga
Características
Aplicações
1050
1100
Alumínio comercialmente puro, muito dúctil Equipamentos para indústrias alimentícias, químicas,
no estado recozido, indicado para
bebidas, trocadores de calor ou utensílios
deformação a frio. Estas ligas têm
domésticos.
excelente resistência à corrosão, a qual é
crescente com o aumento da pureza da liga
1350
Alumínio 99,5% de pureza, com
condutibilidade mínima de 61% IACS.
Barramentos elétricos, peças ou equipamentos que
necessitem de alta condutibilidade elétrica.
2017
2024
2117
2219
Ligas de AlCu, com elevada resistência
mecânica, alta ductibilidade, média
resistência à corrosão e boa usinabilidade.
Peças usinadas e forjadas, indústria aeronáutica,
transporte, máquinas e equipamentos.
3003
Ligas de AlMn, com boa resistência à
corrosão, boa conformabilidade e moderada
resistência mecânica. São ligas de uso
geral.
Carrocerias de ônibus e de furgões, equipamentos
rodoviários e veículos em geral, reboques, vagões,
utensílios domésticos, equipamentos para indústria
química e alimentícia, telhas, cumeeiras, rufos,
calhas, forros, construção civil e fachadas.
4043
4047
Ligas de AlSi utilizadas em varetas de
solda.
Soldagem das ligas das séries 1XXX, 3XXX e 6XXX.
5005
5052
5056
Ligas de AlMg são dúcteis no estado
recozido, mas endurecem rapidamente sob
trabalho a frio. Alta resistência à corrosão
em ambientes marítimos. Em geral a
Carrocerias de ônibus e de furgões, equipamentos
rodoviários e veículos em geral, estruturas
solicitadas, reboques, vagões ferroviários, elementos
estruturais, utensílios domésticos, equipamentos
17
resistência mecânica aumenta com os
teores crescentes de Mg.
para indústria química e alimentícia, telhas,
cumeeiras, rufos, calhas, forros, construção civil,
fachadas e embarcações.
6053
6061
6063
6351
Ligas de AlMgSi, tratáveis termicamente
com excelente resistência mecânica na
têmpera T6.
Carrocerias de ônibus e de furgões, equipamentos
rodoviários e veículos em geral, estruturas
solicitadas, reboques, vagões ferroviários, elementos
estruturais, utensílios domésticos, equipamentos
para indústria química e alimentícia, telhas,
cumeeiras, rufos, calhas, forros, construção civil,
fachadas e embarcações.
7075
7178
Ligas de AlZn, tratáveis termicamente, alta Peças sujeitas aos mais elevados esforços mecânicos
resistência mecânica, boa resistência à
em indústria aeronáutica, militar, máquinas e
corrosão e boa conformabilidade.
equipamentos, moldes para injeção de plástico e
estruturas.
LIGAS DE FUNDIÇÃO
Diferentemente dos materiais trabalháveis, que estão sujeitos a uma variação dos processos de
aquecimento e de resfriamento, as ligas de fundição adquirem suas propriedades na condição de
fundida (em alguns casos, com tratamento térmico) e, conseqüentemente, um grupo diferente de
ligas tem sido formulado para a produção de peças fundidas.
As ligas empregadas nas aplicações gerais de engenharia freqüe ntemente contêm silício para
melhorar suas características de fundição, tais como fluidez (no vazamento) e resistência a trincas
de contração (quando o metal quente se solidifica e se contrai).
O cobre também é freqüentemente utilizado como um elemento de liga, para proporcionar às
propriedades mecânicas maior dureza e resistência exigidas em serviço.
As ligas alumínio-magnésio apresentam maiores problemas na fundição, mas possuem boa
resistência e ductilidade. Elas são amplamente utilizadas, particularme nte em ambientes
agressivos, como, por exemplo, em peças e acessórios de navios.
Uma pequena proporção de magnésio também está presente em algumas ligas em conjunto com
silício para tornar a liga mais suscetível a tratamentos térmicos.
Ligas de Alumínio Utilizadas em Fundição
Liga
Características
Aplicações
150.0
Alumínio comercialmente puro com
excelente resistência à corrosão e boa
condutividade elétrica (57% IACS), não
tratável termicamente. Fundição em
molde permanente, areia e sob pressão.
Acessórios utilizados nas indústrias químicas e de
alimentação, rotores, condutores elétricos e
equipamentos industriais.
242.0
Excelentes propriedades mecânicas em
temperaturas elevadas e muito boa
usinabilidade. Baixa resistência à
corrosão. Fundição em molde
permanente e areia.
Pistões e cabeçotes para aviões, motores a diesel
e de motocicletas.
295.0
Média resistência, boa usinabilidade.
Baixa resistência à corrosão. Fundição
em areia.
Elementos estruturais de máquinas, equipamentos
e aviação, cárter, rodas de ônibus e de aviões.
319.0
Resistência mecânica moderada e boas
características de fundição e usinagem.
Fundição em molde permanente e em
areia.
Uso geral, além de revestimentos e caixas de
equipamentos elétricos.
355.0
Média resistência mecânica, com
excelente fluidez, boa usinabilidade após
tratamento térmico, boa estanqueidade
sob pressão. Fundição em molde
permanente e areia.
Peças complexas ou sob tensão, cabeçote de
cilindros, corpo de válvulas, camisa de água, união
para mangueiras, acessórios para indústria de
máquinas e na construção civil.
C355.0 Similar a 355.0, mas com maior
resistência mecânica, excelente
característica de alimentação (ideal para
peças fundidas espessas). Fundição em
Peças estruturais sob tensão, componentes de
aviação e de mísseis, acessórios de máquinas e
equipamentos, construção civil, fachadas e
embarcações.
18
molde permanente e areia.
356.0
Média resistência mecânica, excelente
fluidez e estanqueidade sob pressão, boa
resistência à corrosão e usinabilidade.
Fundição em molde permanente e areia.
Peças fundidas com seções finas, cilindros,
válvulas, cabeçotes, blocos de motores,
ferramentas pneumáticas e componentes
arquiteturais anodizados na cor cinza.
357.0
Elevada resistência mecânica, excelente
Peças sob tensão que exigem relação de peso com
fluidez e resistência à corrosão. Fundição elevadas propriedades mecânicas e de resistência
em molde permanente e areia.
à corrosão, tais como, componentes de aviação e
de mísseis.
350.0
Excelente estanqueidade sob pressão,
resistência à corrosão e muito boa
usinabilidade. Fundição sob pressão.
Recipientes e componentes de iluminação, peças
externas de motores e utensílios domésticos.
380.0
Bom acabamento superficial, muito boa
usinabilidade, podendo ser anodizada.
Fundição sob pressão.
Peças de utensílios domésticos em geral.
A380.0 Elevada resistência mecânica tanto em
Peças para utensílios domésticos em geral,
locais com temperaturas ambiente como indústrias elétrica e automotiva.
elevadas, muito boa fluidez, boa
estanqueidade sob pressão, usinabilidade
e resistência à corrosão. Fundição sob
pressão.
413.0
Excelente estanqueidade sob pressão e
resistência à corrosão, baixa
usinabilidade. Fundição sob pressão.
Caixas de medidores de energia elétrica, peças
externas de motores e peças fundidas com seções
finas que requerem boa resistência à corrosão.
443.0
Baixa resistência mecânica, muito boa
fluidez, excelente estanqueidade sob
pressão e resistência à corrosão.
Fundição em molde permanente, areia e
sob pressão.
Peças fundidas com seções finas, utensílios
domésticos, moldes para artefatos de borracha e
componentes arquiteturais anodizados na cor
cinza.
518.0
Excelente usinabilidade e resistência à
corrosão, alta ductilidade, baixa fluidez e
excelentes propriedades de acabamento
superficial. Fundição sob pressão.
Aplicações marítimas, acessórios ornamentais de
máquinas e equipamentos.
520.0
Excelente resistência mecânica, inclusive
sob cargas de impacto, boas condições
de anodização e de polimento, baixa
fluidez, excelente usinabilidade e
resistência à corrosão, mas suscetível à
corrosão sob tensão em temperaturas
acima de 120ºC. Fundição em areia.
Peças submetidas a elevadas tensões na
engenharia de aviação, marítima e de transporte.
712.0
Boas propriedades mecânicas, envelhece
naturalmente, se retempera após
soldagem, excelente usinabilidade e boa
resistência à corrosão. Fundição em
areia.
Peças fundidas para conjuntos de brasagem.
TÊMPERAS
É uma condição aplicada ao metal ou liga, por meio de deformação plástica a frio o u de
tratamento térmico, propiciando-lhe estrutura e propriedades mecânicas características. A
expressão não tem qualquer ligação com a usada nos produtos de aço (material tratado
termicamente para aumentar suas propriedades mecânicas).
Ainda que a resistência original possa ser aumentada agregando-se certos elementos, as
propriedades mecânicas das ligas, com exceção de algumas para fundição, não dependem apenas
da sua composição química. Semelhante a outros metais, o alumínio e suas ligas endurecem e
aumentam sua resistência quando trabalhadas a frio, como, por exemplo, uma chapa laminada.
Além disso, algumas ligas de alumínio possuem a valiosa característica de responder ao
tratamento térmico, adquirindo resistências maiores do que as que podem ser obtida s apenas no
trabalho a frio. O gráfico abaixo ilustra o efeito do trabalho a frio nas propriedades mecânicas da
liga 3003, uma liga típica entre as que não podem ser tratadas termicamente.
Desta forma, as ligas de alumínio são divididas convenientemente e m dois grupos: as ligas
“tratáveis” termicamente, propiciando-lhes maior resistência, e as ligas “não-tratáveis”
termicamente, cuja resistência só pode ser aumentada através do trabalho a frio. As ligas
tratáveis termicamente podem ser trabalhadas a frio e, posteriormente, sofrer o tratamento
19
térmico para o aumento da resistência mecânica. As ligas não tratáveis termicamente podem ser
submetidas a tratamentos térmicos como de estabilização e recozimentos plenos ou parciais.
As têmperas são classificadas conforme a norma NBR 6835 e de acordo com os processos a que
são submetidos: "F" (como fabricada), "O" (recozida), "H" (encruada), "W" (solubilizada) e "T"
(tratada termicamente).
TRATAMENTO TÉRMICO
As ligas de alumínio são classificadas em “tratáveis termicamente”, que respondem ao tratamento
em solução, e “não-tratáveis termicamente”, cujas propriedades são melhoradas apenas com o
trabalho a frio. Os principais tipos de tratamento térmico são:
- Homogeneização;
- Solubilização/Envelhecimento;
- Recozimento Pleno;
- Recozimento parcial;
- Estabilização.
HOMOGENEIZAÇÃO
É realizado em temperaturas ao redor de 500ºC – dependendo da liga – e tem a função de
remover ou reduzir as segregações, produzir estruturas estáveis e controlar certas características
metalúrgicas, como propriedades mecânicas, tamanho de grão, estampabilidade, entre outras. Na
laminação a quente, este tratamento pode ser executado concomitantemente ao aquecimento das
placas.
20
SOLUBILIZAÇÃO/ENVELHECIMENTO
Dá às ligas que respondem a esse tratamento térmico uma maior resistência mecânica. O
processo é o seguinte:
1) O metal é aquecido uniformemente até cerca de 500°C. A temperatura exata depende de
cada liga. O aquecimento ocasiona a dissolução dos elementos de liga na solução sólida
(tratamento de solução);
2) Segue-se um resfriamento rápido, geralmente em água, que previne temporariamente a
precipitação dos elementos da liga. Esta condição é instável. Gradualmente, os constituintes
precipitam-se de uma maneira extremamente fina (somente visível por potentes microscópios),
alcançando o máximo efeito de endurecimento (envelhecimento). Em algumas ligas isto ocorre
espontaneamente depois de alguns dias (envelhecimento natural). Outras requerem um
reaquecimento por algumas horas a cerca de 175°C (tratamento de precipitação).
As chapas são normalmente tratadas num banho de sal fundido, que possui alta taxa de calor e
fornece suporte ao metal, prevenindo possíveis deformações em altas temperaturas. Forno s com
circulação de ar forçado são geralmente utilizados para perfis extrudados, tubos, forjados e peças
fundidas.
Entre os efeitos de um tratamento térmico completo estão um aumento substancial no limite de
resistência à tração e uma redução da ductilidade. Normalmente, o tratamento térmico é
precedido de uma operação de conformação severa, se for necessária. A maior parte das
conformações podem ser feita antes do tratamento de solução, com um acerto posterior para
corrigir distorções não previstas que possam ocorrer durante o resfriamento. Porém,
preferencialmente, a conformação deve ser feita imediatamente após o tratamento de solução,
antes do envelhecimento. Quando esta conciliação for difícil, é possível retardar o envelhecimento
mantendo os componentes resfriados. Essa técnica é freqüentemente aplicada em rebites para a
indústria de aviação.
RECOZIMENTO PLENO
O recozimento pleno é um tratamento térmico em que se obtém as condições de plasticidade
máxima do metal (têmpera O), correspondendo a uma recristalização total do mesmo. O processo
é o seguinte:
- O metal é aquecido, geralmente na faixa de 350°C, suficientemente para permitir o seu
rearranjo numa nova configuração cristalina não deformada;
- Este processo de recristalização remove o efeito do trabalho a frio e deixa o metal numa
condição dúctil. O recozimento bem sucedido caracteriza-se somente pela recristalização primária;
- Deve-se evitar superaquecimentos que causam coalescência e o crescimento exagerado dos
grãos, também chamada de recristalização secundária, com a conseqüente tendência de ser
desenvolvido o defeito "casca de laranja" nos trabalhos subseqüentes, principalmente de
estampagem.
21
RECOZIMENTO PARCIAL
Este tipo de tratamento térmico corresponde a uma recristalização parcial do material, permitindo
a obtenção de têmperas com alongamentos maiores. Esse processo favorece, em alguns casos, o
processo de estampagem, conferindo ao produto final uma maior resistência mecânica. Pode ser
realizado entre as temperaturas de 200°C a 280°C, dependendo da porcentagem de redução
aplicada na laminação a frio.
ESTABILIZAÇÃO
Nas ligas Al-Mg (série 5XXX), após alguns dias em temperatura ambiente, ocorre uma perda de
propriedades mecânicas do material deformado a frio. Para contornar esse i nconveniente, aquecese o material em temperaturas ao redor de 150ºC para acelerar a recuperação (têmperas H3X).
Este tratamento alivia a tensão residual dos materiais encruados e aumenta a resistência à
corrosão das ligas de AlMg.
PROPRIEDADES MECÂNICAS
As propriedades mecânicas são determinadas por ensaios rotineiros de amostras selecionadas
como sendo representativas do produto. Estes ensaios mecânicos são normalmente destrutivos de
modo que não devem ser efetuados em produtos acabados, pois alteram suas condições de
funcionalidade. Obtém-se corpos-de-prova de amostras que tenham sido elaboradas do mesmo
modo que o produto, exceto no caso de peças fundidas e forjadas. Os ensaios de peças fundidas
são feitos em corpos-de-prova do mesmo vazamento do metal da peça fundida e elaborados ao
mesmo tempo. Com as peças forjadas, os ensaios, geralmente, são feitos em pedaços cortados do
mesmo metal da peça.
Os valores das propriedades mecânicas podem dividir-se em dois grupos:
- Valores garantidos:
parâmetros mínimos estabelecidos pelas especificações;
- Valores típicos:
obtidos por meio de dados estatísticos propiciados por ensaios rotineiros,
que garantem que o material obedece às especificações.
22
LIMITES DE RESISTÊNCIA À TRAÇÃO
É a máxima tensão que o material resiste antes de haver sua ruptura. Calcula-se dividindo a carga
máxima (em quilogramas) aplicada durante o ensaio, pela seção transversal em milímetros
quadrados do corpo-de-prova. Para o alumínio puro recozido, essa razão é de aproximadamente
48MPa (4,9 kg/mm2). O valor aumenta em função da liga, do trabalho a frio e do tratamento
térmico (quando possível).
LIMITE DE ESCOAMENTO
Consiste na tensão em que o material começa a deformar-se plasticamente e que para o alumínio
é de 0,2% do comprimento original medido em um corpo-de-prova normal. É importante definir
este grau de deformação permanente porque as ligas de alumínio não possuem limite de
escoamento tão pronunciado como a maioria dos aços. O limite do alumínio puro é de
aproximadamente 12,7 Mpa (1,3 kg/mm2).
ALONGAMENTO
O alongamento é expresso em porcentagem relativamente ao comprimento original medido em
um corpo-de-prova normal e é calculado pela diferença entre os pontos de referência, antes e
depois do ensaio de tração. Esse alongamento indica a ductilidade do metal ou da liga. Quanto
mais fino o corpo-de-prova, menor será o alongamento e vice-versa.
DUREZA
Define-se como a medida da resistência de um metal à penetração. Existem várias maneiras de se
determinar a dureza de um material. Para os metais, os mais comuns são os métodos de Brinell,
Vickers e Rockwell. Não existe uma relação direta entre o valor da dureza e as propriedades
mecânicas das várias ligas de alumínio. Os elementos de liga aumentam em muito sua resistência
com o alumínio, assim como o tratamento térmico e o endurecimento pelo trabalho a frio.
Entretanto a dureza é significativamente mais baixa do que a maioria dos aços.
MÓDULO DE ELASTICIDADE
O módulo de elasticidade do alumínio do alumínio é de 7030 kg/mm 2. A adição de outros materiais
nas ligas não altera esse valor consideravelmente, que pode chegar a até 7500 kg/mm 2. Portanto,
o índice do alumínio representa um terço do módulo de elasticidade do aço. Essa propriedade dá
ao alumínio a vantagem de dar às estruturas de alumínio uma elevada capacidade de amortecer
golpes e reduzir as tensões produzidas pela variação da temperatura.
TENSÃO DE FADIGA
Quando uma tensão oscilante é aplicada por um certo número de vezes sobre um mesmo
material, mesmo que os impactos tenham força inferior ao seu limite de resistência à tração, é
previsível uma falha por fadiga. Em muitas ligas de alumínio não há um limite inferior de tensão
abaixo do qual a fadiga nunca possa ocorrer, mas quanto menor a tensão, maior o número de
ciclos necessários para produzir a falha. No alumínio, em testes normais, o limite de resistência
chega a 50 milhões de inversão de tensão e pode variar de 25% a 50% da tensão de ruptura,
conforme a liga.
TEMPERATURAS ELEVADAS
23
O alumínio puro funde a 660ºC e várias ligas possuem um ponto de fusão inferior a esse. O metal
puro e muitas ligas perdem um pouco a sua resistência, ficando sujeitas a uma lenta deformação
plástica, chamada de fluência, se permanecer sob tensão por longos períodos em temperaturas
acima de 200ºC. Por outro lado, ligas feitas para serviços em altas temperaturas, como às usadas
em pistões, retêm suas propriedades adequadamente, funcionando satisfatoriamente dentro da
faixa de temperatura de trabalho requerida.
TEMPERATURAS BAIXAS
Quando exposto a temperaturas abaixo de zero, o alumínio não se torna frágil. Sua resistência
aumenta sem perder a ductilidade. Esta é a característica que leva uma liga de AlMg ser escolhida
para a construção de tanques soldados para armazenamento de gás metano liquefeito, em
temperaturas de –160ºC.
VANTAGENS
As características do alumínio permitem que ele tenha uma diversa gama de aplicações. Por isso,
o metal é um dos mais utilizados no mundo todo. Material leve, durável e bonito, o alumínio
mostra uma excelente performance e propriedades superiores na maioria das aplicações. Produtos
que utilizam o alumínio ganham também competitividade, em função dos inúmeros atributos que
este metal incorpora, como pode ser conferido a seguir:
LEVEZA
Característica essencial na indústria de transportes, representa menor consumo de combustível,
menor desgaste, mais eficiência e capacidade de carga. Para o setor de alimentos, traz
funcionalidade e praticidade às embalagens por seu peso reduzido em relação a outros materiais.
CONDUTIBILIDADE TÉRMICA E ELÉTRICA
O alumínio é um excelente meio de transmissão de energia, seja elétrica ou térmica. Um condutor
elétrico de alumínio pode conduzir tanta corrente quanto um de cobre, que é duas vezes mais
pesado e, conseqüentemente, caro. Por isso, o alumínio é muito utilizado pelo setor de fios e
cabos.
O metal também oferece um bom ambiente de aquecimento e resfriamento. Trocadores e
dissipadores de calor em alumínio são utilizados em larga escala nas indústrias alimentícia,
automobilística, química, aeronáutica, petrolífera, etc. Para as embalagens e utensílios
domésticos, essa característica confere ao alumínio a condição de melhor condutor térmico, o que
na cozinha é extremamente importante.
IMPERMEABILIDADE E OPACIDADE
Característica fundamental para embalagens de alumínio para alimentos e medicamentos. O
alumínio não permite a passagem de umidade, oxigênio e luz. Essa propriedade faz com que o
metal evite a deterioração de alimentos, remédios e outros produtos consumíveis.
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ALTA RELAÇÃO RESISTÊNCIA/PESO
Importante para a indústria automotiva e de transportes, confere um desempenho excepcional a
qualquer parte de equipamento de transporte que consuma energia para se movimentar. Aos
utensílios domésticos oferece uma maior durabilidade e manuseio seguro, com facilidade de
conservação.
BELEZA
O aspecto externo do alumínio, além de conferir um bom acabamento apenas com sua aplicação
pura, confere modernidade a qualquer aplicação por ser um material nobre, limpo e que não se
deteriora com o passar do tempo. Por outro lado, o metal permite uma ampla gama de aplicações
de tintas e outros acabamentos, mantendo sempre o aspecto original e permitindo soluções
criativas de design.
DURABILIDADE
O alumínio oferece uma excepcional resistência a agentes externos, intempéries, raios
ultravioleta, abrasão e riscos, proporcionando elevada durabilidade, inclusive quando usado na
orla marítima e em ambientes agressivos.
MOLDABILIDADE E SOLDABILIDADE
A alta maleabilidade e ductibilidade do alumínio permite à indústria utilizá-lo de diversas formas.
Suas propriedades mecânicas facilitam sua conformação e possibilitam a construção de formas
adequadas aos mais variados projetos.
RESISTÊNCIA À CORROSÃO
O alumínio tem uma auto-proteção natural que só é destruída por uma condição agressiva ou por
determinada substância que dissipe sua película de óxido de proteção. Essa propriedade facilita a
conservação e a manutenção das obras, em produtos como portas, janelas, forros, telhas e
revestimentos usados na construção civil, bem como em equipamentos, partes e estruturas de
veículos de qualquer porte. Nas embalagens é fator decisivo quanto à higienização e barreira à
contaminação.
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RESISTÊNCIA E DUREZA
Ao mesmo tempo em que o alumínio possui um alto grau de maleabilidade, ele também pode ser
trabalhado de forma a aumentar sua robustez natural. Com uma resistência à tração de 90 Mpa,
por meio do trabalho a frio, essa propriedade pode ser praticamente dobrada, permitindo seu uso
em estruturas, com excelente comportamento mecânico, aprovado em aplicações como aviões e
trens.
POSSIBILIDADE DE MUITOS ACABAMENTOS
Seja pela anodização ou pela pintura, o alumínio assume a aparência adequada para aplicações
em construção civil, por exemplo, com acabamentos que reforçam ainda mais a resistência natural
do material à corrosão.
RECICLABILIDADE
Uma das principais características do alumínio é sua alta reciclabilidade. Depois de muitos anos de
vida útil, segura e eficiente, o alumínio pode ser reaproveitado, com recuperação de p arte
significativa do investimento e economia de energia, como já acontece largamente no caso da lata
de alumínio. Além disso, o meio ambiente é beneficiado pela redução de resíduos e economia de
matérias-primas propiciadas pela reciclagem.
Bibliografia:
Fundamentos e Aplicações do Alumínio – Associação Brasileira do Alumínio
26
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ALUMÍNIO O alumínio, apesar de ser o terceiro