Conselho Económico e Social
…
Regulamentação do trabalho
1767
Organizações do trabalho
2033
Informação sobre trabalho e emprego
…
Propriedade
Ministério do Trabalho
e da Solidariedade
Social
Edição
Gabinete de Estratégia
e Planeamento
N.o
18
Vol.
77
Pág.
1763-2080
2010
15 Mai
Centro de Informação
e Documentação
ÍNDICE
Conselho Económico e Social:
…
Regulamentação do trabalho:
Despachos/portarias:
…
Portarias de condições de trabalho:
…
Portarias de extensão:
— Portaria de extensão das alterações do contrato colectivo entre a APCOR — Associação Portuguesa de Cortiça e o Sindicato do Comércio, Escritórios e Serviços (SINDCES) e outro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1767
— Aviso de projecto de portaria de extensão das alterações dos contratos colectivos entre a ANIL — Associação Nacional dos
Industriais de Lacticínios e várias organizações cooperativas de produtores de leite e o Sindicato dos Profissionais de Lacticínios,
Alimentação, Agricultura, Escritórios, Comércio, Serviços, Transportes Rodoviários, Metalomecânica, Metalurgia, Construção
Civil e Madeiras e entre a mesma associação de empregadores e várias organizações cooperativas de produtores de leite e a
FESAHT — Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal e outros . . . . . .
1768
— Aviso de projecto de portaria de extensão do contrato colectivo entre a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de
Bragança e outras e a FEPCES — Federação Portuguesa dos Sindicatos do Comércio, Escritórios e Serviços . . . . . . . . . . .
1770
— Aviso de projecto de portaria de extensão das alterações dos contratos colectivos entre a NORQUIFAR — Associação
Nacional dos Importadores/Armazenistas e Retalhistas de Produtos Químicos e Farmacêuticos e o SINDEQ — Sindicato
Democrático da Energia, Química, Têxtil e Indústrias Diversas e entre a mesma associação de empregadores e a FIEQUIMETAL — Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgica, Química, Farmacêutica, Eléctrica, Energia e Minas . . . . . . . .
1771
— Aviso de projecto de portaria de extensão das alterações do contrato colectivo entre a Associação Comercial do Distrito
de Évora — Comércio, Turismo e Serviços e o CESP — Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de
Portugal e outros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1773
Convenções colectivas:
— Contrato colectivo entre a Associação dos Agricultores do Baixo Alentejo e o SETAA — Sindicato da Agricultura, Alimentação e Florestas — Revisão global . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1775
— Contrato colectivo entre a ALIF — Associação da Indústria Alimentar pelo Frio e o SETAA — Sindicato da Agricultura,
Alimentação e Florestas — Revisão global . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1799
— Contrato colectivo entre a ANCIPA — Associação Nacional de Comerciantes e Industriais de Produtos Alimentares e a
FESAHT — Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (indústria de
hortofrutícolas) e outros — Revisão global . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1812
— Contrato colectivo entre a ANCIPA — Associação Nacional de Comerciantes e Industriais de Produtos Alimentares e o
SETAA — Sindicato da Agricultura, Alimentação e Florestas (indústria de hortofrutícolas) — Revisão global . . . . . . . . . . . . .
1833
— Contrato colectivo entre a ANCIPA — Associação Nacional de Comerciantes e Industriais de Produtos Alimentares e o
SETAA — Sindicato da Agricultura, Alimentação e Florestas (indústria de batata frita, aperitivos e similares) — Revisão global
1853
— Contrato colectivo entre a ANCIPA — Associação Nacional de Comerciantes e Industriais de Produtos Alimentares e
o SETAA — Sindicato da Agricultura, Alimentação e Florestas (pastelaria, confeitaria e conservação de frutas — pessoal
fabril) — Revisão global . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1869
— Contrato colectivo entre a APCOR — Associação Portuguesa de Cortiça e a FEVICCOM — Federação Portuguesa dos
Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro e outros (pessoal fabril) — Revisão global . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1880
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
— Contrato colectivo entre a ANCAVE — Associação Nacional dos Centros de Abate e Indústrias Transformadoras de Carne
de Aves e a FESAHT — Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal e
outros — Alteração salarial e outras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1916
— Contrato colectivo entre a ANCAVE — Associação Nacional dos Centros de Abate e Indústrias Transformadoras de Carne
de Aves e o SETAA — Sindicato da Agricultura, Alimentação e Florestas — Alteração salarial e outras . . . . . . . . . . . . . . . . .
1919
— Contrato colectivo entre a ANCIPA — Associação Nacional de Comerciantes e Industriais de Produtos Alimentares e
o SETAA — Sindicato da Agricultura, Alimentação e Florestas (pastelaria, confeitaria e conservação de fruta — apoio e
manutenção) — Alteração salarial e outras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1920
— Contrato colectivo entre a APIO — Associação Portuguesa da Indústria de Ourivesaria e a FIEQUIMETAL — Federação
Intersindical das Indústrias Metalúrgica, Química, Farmacêutica, Eléctrica, Energia e Minas — Alteração salarial e outras e
texto consolidado. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1923
— Contrato colectivo entre a APED — Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição e a FEPCES — Federação
Portuguesa dos Sindicatos do Comércio, Escritórios e Serviços e outros — Alteração salarial e outras . . . . . . . . . . . . . . . . .
1940
— Contrato colectivo entre a ANESM — Associação Nacional de Empresas de Serviços de Merchandising e a FETESE — Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores de Serviços — Alteração salarial e outras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1943
— Acordo colectivo entre a CAIMA — Indústria de Celulose, S. A., e outra e o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de
Celulose, Papel, Gráfica e Imprensa e outros — Revisão global . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1945
— Acordo colectivo entre a BRISA — Auto-Estradas de Portugal, S. A., e outras e o SETACCOP — Sindicato da Construção,
Obras Públicas e Serviços Afins e outra — Revisão global . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1966
— Acordo colectivo entre a Douro Azul — Sociedade Marítimo-Turística, S. A., e outra e a FESMAR — Federação de Sindicatos dos Trabalhadores do Mar e outra — Alteração salarial e outras e texto consolidado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1992
— Acordo colectivo entre a Douro Acima — Transportes, Turismo e Restauração, L.da, e outras e a FESMAR — Federação
de Sindicatos dos Trabalhadores do Mar e outra — Alteração salarial e outras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2014
— AE entre a Tate & Lyle Açúcares Portugal, S. A., e a FESAHT — Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação,
Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal e outros — Alteração salarial e outras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2021
— AE entre a Tate & Lyle Açúcares Portugal, S. A., e a FETESE — Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores de Serviços
e outro — Alteração salarial e outras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2027
— Acordo de adesão entre a EGEAC — Empresa de Gestão de Equipamento e Animação Cultural, E. E. M., e o SINTAP — Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública ao AE entre a mesma empresa e a STML — Sindicato dos Trabalhadores
do Município de Lisboa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2032
— Contrato colectivo entre a ANIL — Associação Nacional dos Industriais de Lanifícios e outra e a FESETE — Federação
dos Sindicatos dos Trabalhadores Têxteis, Lanifícios, Vestuário, Calçado e Peles de Portugal e outra — Rectificação . . . . .
2032
Decisões arbitrais:
…
Avisos de cessação da vigência de convenções colectivas:
…
Acordos de revogação de convenções colectivas:
…
Organizações do trabalho:
Associações sindicais:
I — Estatutos:
— Sindicato Nacional dos Ferroviários do Movimento e Afins — SINAFE — Alteração . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2033
— UGT — Guarda, União Geral de Trabalhadores da Guarda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2046
— Sindicato dos Técnicos de Navegação Aérea — SITNA — Alteração . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2056
II — Direcção:
— Sindicato dos Trabalhadores das Salas de Jogos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2056
— UGT — Guarda, União Geral de Trabalhadores da Guarda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2056
— Associação de Trabalhadores da Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2057
— União dos Sindicatos da Guarda, USG/CGTP . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2057
— Sindicato dos Trabalhadores do Grupo Portugal Telecom — Substituição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2058
1764
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Associações de empregadores:
I — Estatutos:
— APESP — Associação Portuguesa de Ensino Superior Privado — Alteração . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2058
— União Empresarial do Vale do Minho — Alteração. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2064
— Associação Comercial e Industrial do Concelho de Seia, que passa a denominar-se Associação Empresarial da Serra da
Estrela — AESE — Alteração . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2064
— AIHP — Associação dos Industriais de Hospedagem de Portugal — Cancelamento do registo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2070
II — Direcção:
— APESP — Associação Portuguesa de Ensino Superior Privado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2070
— Associação Comercial, Industrial e Serviços de Castelo Branco, Idanha-a-Nova e Vila Velha de Ródão . . . . . . . . . . . . . . .
2071
— Associação dos Trefiladores de Portugal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2071
— Associação Nacional das Empresas Metalúrgicas e Electromecânicas — ANEMM . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2071
— Associação dos Industriais de Panificação do Alto Alentejo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2071
— ACOPE — Associação dos Comerciantes de Pescado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2071
— ANECRA — Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2072
— ACISCP — Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Concelho de Peniche . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2072
— ACORS — Associação dos Comerciantes de Ourivesaria e Relojoaria do Sul . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2072
— AMPEAI — Associação de Micro, Pequenas e Médias Empresas do Alentejo Interior . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2073
— União Empresarial do Vale do Minho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2073
Comissões de trabalhadores:
I — Estatutos:
…
II — Eleições:
— Companhia Carris de Ferro de Lisboa, S. A. — Comissão e subcomissões de trabalhadores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2074
— Electromecânica Portuguesa — PREH, L.da, que passa a denominar-se PREH Portugal, L.da . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2074
— Portugal Telecom, S. A., Comissão e subcomissões de trabalhadores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2075
— SOFLUSA — Sociedade Fluvial de Transportes, S. A. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2077
— CP — Carga — Logística e Transportes Ferroviários de Mercadorias, S. A. — Comissão e subcomissões de trabalhadores 2077
Representantes dos trabalhadores para a segurança e saúde no trabalho:
I — Convocatórias:
— Câmara Municipal de Odivelas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2079
II — Eleição de representantes:
— SAPROPOR — Produtos Alimentares, S. A. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2079
— Bresfor, Indústria do Formol, S. A. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2079
1765
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Nota. — A data de edição transita para o 1.º dia útil seguinte quando coincida com Sábados, Domingos e Feriados
SIGLAS
CCT — Contrato colectivo de trabalho.
ACT — Acordo colectivo de trabalho.
RCM — Regulamentos de condições mínimas.
RE — Regulamentos de extensão.
CT — Comissão técnica.
DA — Decisão arbitral.
AE — Acordo de empresa.
Execução gráfica: IMPRENSA NACIONAL-CASA DA MOEDA, S. A. — Depósito legal n.º 8820/85.
1766
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
CONSELHO ECONÓMICO E SOCIAL
…
REGULAMENTAÇÃO DO TRABALHO
DESPACHOS/PORTARIAS
…
PORTARIAS DE CONDIÇÕES DE TRABALHO
…
PORTARIAS DE EXTENSÃO
Portaria de extensão das alterações do contrato
colectivo entre a APCOR — Associação Portuguesa de Cortiça e o Sindicato do Comércio,
Escritórios e Serviços (SINDCES) e outro.
As alterações do contrato colectivo entre a APCOR — Associação Portuguesa de Cortiça e o Sindicato do Comércio,
Escritórios e Serviços (SINDCES) e outro, publicadas no
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 45, de 8 de Dezembro
de 2009, abrangem as relações de trabalho entre empregadores e trabalhadores representados pelas associações que
as outorgaram que se dediquem à actividade corticeira.
Os outorgantes da convenção requereram a extensão
da mesma a todas as empresas do sector de actividade
abrangido e aos trabalhadores ao seu serviço.
A convenção actualiza a tabela salarial. O estudo de
avaliação do impacto da extensão da tabela salarial teve por
base as retribuições efectivas praticadas no sector abrangido pela convenção, apuradas pelos quadros de pessoal
de 2007 e actualizadas com base no aumento percentual
médio das tabelas salariais das convenções publicadas
em 2008. Os trabalhadores a tempo completo do sector
abrangido pela convenção, com exclusão dos aprendizes,
praticantes e de um grupo residual, são 729, dos quais 76
(10,4 %) auferem retribuições inferiores às convencionais,
sendo que 43 (5,9 %) auferem retribuições inferiores às da
convenção em mais de 5,6 %. É nas empresas do escalão
até 9 trabalhadores que se encontra o maior número de
trabalhadores com retribuições inferiores às da convenção.
A convenção actualiza, ainda, as diuturnidades, o subsídio de refeição, em 4 % e 2 % e o abono para falhas.
Não se dispõe de dados estatísticos que permitam avaliar o
impacto destas prestações mas, considerando a finalidade
da extensão e que as mesmas prestações foram objecto de
extensões anteriores, justifica-se incluí-las na extensão.
A exemplo das extensões anteriores, tem-se em consideração a existência de outra convenção colectiva de trabalho,
celebrada entre a Associação dos Industriais e Exportadores
de Cortiça e diversas associações sindicais, cujas extensões
têm sido limitadas às empresas nela filiadas, enquanto
nas empresas não filiadas em qualquer das associações
de empregadores do sector se aplicou o CCT celebrado
pela APCOR — Associação Portuguesa de Cortiça, dada a
sua maior representatividade e a necessidade de acautelar
as condições de concorrência neste sector de actividade.
As retribuições dos níveis VIII a XIV da tabela salarial
são inferiores à retribuição mínima mensal garantida em
vigor. No entanto, a retribuição mínima mensal garantida
pode ser objecto de reduções relacionadas com o trabalhador, de acordo com o artigo 275.º do Código do Trabalho.
Deste modo, as referidas retribuições apenas são objecto
de extensão para abranger situações em que a retribuição
mínima mensal garantida resultante da redução seja inferior àquelas.
1767
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Atendendo a que a convenção regula diversas condições
de trabalho, procede-se à ressalva genérica de cláusulas
contrárias a normas legais imperativas.
Com vista a aproximar os estatutos laborais dos trabalhadores e as condições de concorrência entre as empresas
do sector de actividade abrangido, a extensão assegura para
a tabela salarial e para as cláusulas de conteúdo pecuniário,
retroactividade idêntica à da convenção.
A extensão da convenção tem, no plano social, o efeito
de uniformizar as condições mínimas de trabalho dos trabalhadores e, no plano económico, o de aproximar as condições de concorrência entre empresas do mesmo sector.
A presente extensão só abrange o território do continente. A actividade regulada não existe nas Regiões Autónomas e, em qualquer caso, a extensão no território das
Regiões competiria aos respectivos Governos Regionais.
Foi publicado o aviso relativo à presente extensão no
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 10, de 15 de Março
de 2010, ao qual não foi deduzida oposição por parte dos
interessados.
Assim:
Manda o Governo, pela Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, ao abrigo do artigo 514.º e do n.º 1 do
artigo 516.º do Código do Trabalho, o seguinte:
Artigo 1.º
1 — As condições de trabalho constantes das alterações
do contrato colectivo entre a APCOR — Associação Portuguesa de Cortiça e o Sindicato do Comércio, Escritórios
e Serviços (SINDCES) e outro, publicadas no Boletim do
Trabalho e Emprego, n.º 45, de 8 de Dezembro de 2009,
são estendidas no território do continente:
a) Às relações de trabalho entre empregadores não
filiados na associação de empregadores outorgante que
se dediquem à actividade corticeira, e trabalhadores ao
seu serviço das profissões e categorias profissionais nelas
previstas;
b) Às relações de trabalho entre empregadores filiados
na associação de empregadores outorgante que exerçam
a actividade económica referida na alínea anterior e trabalhadores ao seu serviço das profissões e categorias profissionais previstas na convenção, não representados pelas
associações sindicais outorgantes.
2 — A extensão determinada na alínea a) do número
anterior não se aplica às relações de trabalho em que sejam
parte empregadores filiados na AIEC — Associação dos
Industriais e Exportadores de Cortiça.
3 — As retribuições dos níveis VIII a XIV da tabela salarial da convenção apenas são objecto de extensão nas
situações em que sejam superiores à retribuição mínima
mensal garantida resultante de redução relacionada com
o trabalhador, de acordo com o artigo 275.º do Código do
Trabalho.
4 — Não são objecto de extensão as cláusulas contrárias
a normas legais imperativas.
2 — A tabela salarial e as cláusulas de conteúdo pecuniário produzem efeitos desde 1 de Maio de 2009.
3 — Os encargos resultantes da retroactividade podem
ser satisfeitos em prestações mensais de igual valor, com
início no mês seguinte ao da entrada em vigor da presente
portaria, correspondendo cada prestação a dois meses de
retroactividade ou fracção e até ao limite de seis.
Lisboa, 3 de Maio de 2010. — A Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Maria Helena dos Santos
André.
Aviso de projecto de portaria de extensão das
alterações dos contratos colectivos entre a
ANIL — Associação Nacional dos Industriais
de Lacticínios e várias organizações cooperativas de produtores de leite e o Sindicato
dos Profissionais de Lacticínios, Alimentação,
Agricultura, Escritórios, Comércio, Serviços,
Transportes Rodoviários, Metalomecânica, Metalurgia, Construção Civil e Madeiras e entre a
mesma associação de empregadores e várias
organizações cooperativas de produtores de
leite e a FESAHT — Federação dos Sindicatos
da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria
e Turismo de Portugal e outros.
Nos termos e para os efeitos dos n.os 2 e 3 do artigo 516.º
do Código do Trabalho e dos artigos 114.º e 116.º do Código do Procedimento Administrativo, torna-se público
ser intenção do Ministério do Trabalho e da Solidariedade
Social proceder à emissão de portaria de extensão das
alterações dos contratos colectivos entre a ANIL — Associação Nacional dos Industriais de Lacticínios e várias organizações cooperativas de produtores de leite e o
Sindicato dos Profissionais de Lacticínios, Alimentação,
Agricultura, Escritórios, Comércio, Serviços, Transportes
Rodoviários, Metalomecânica, Metalurgia, Construção Civil e Madeiras e entre a mesma associação de empregadores
e várias organizações cooperativas de produtores de leite
e a FESAHT — Federação dos Sindicatos da Agricultura,
Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal e
outros, publicadas, respectivamente, no Boletim do Trabalho e Emprego, n.os 9, de 8 de Março, e 14, de 15 de
Abril, ambos de 2010, ao abrigo do artigo 514.º e do n.º 1
do artigo 516.º do Código do Trabalho, cujo projecto e
respectiva nota justificativa se publicam em anexo.
Nos 15 dias seguintes ao da publicação do presente
aviso, podem os interessados no procedimento de extensão
deduzir, por escrito, oposição fundamentada ao referido
projecto.
Lisboa, 3 de Maio de 2010. — A Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Maria Helena dos Santos
André.
Nota justificativa
Artigo 2.º
1 — A presente portaria entra em vigor no 5.º dia após
a sua publicação no Diário da República.
As alterações dos contratos colectivos entre a ANIL — Associação Nacional dos Industriais de Lacticínios e várias
1768
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
organizações cooperativas de produtores de leite e o Sindicato dos Profissionais de Lacticínios, Alimentação, Agricultura, Escritórios, Comércio, Serviços, Transportes Rodoviários, Metalomecânica, Metalurgia, Construção Civil
e Madeiras e entre a mesma associação de empregadores
e várias organizações cooperativas de produtores de leite
e a FESAHT — Federação dos Sindicatos da Agricultura,
Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal e
outros, publicadas, respectivamente, no Boletim do Trabalho
e Emprego, n.os 9, de 8 de Março, e 14, de 15 de Abril, ambos
de 2010, ao abrigo do artigo 514.º e do n.º 1 do artigo 516.º
do Código do Trabalho, abrangem as relações de trabalho
entre empregadores que no território nacional se dediquem à
indústria de lacticínios, considerando-se como tal a produção
de diversos tipos de leite, manteiga, queijo e de produtos
frescos ou conservados derivados do leite e a produção de
bebidas refrescantes à base de leite e trabalhadores ao seu
serviço, uns e outros representados pelas associações que
os outorgaram.
As organizações subscritoras requereram a extensão
das convenções a todas as empresas não filiadas na associação de empregadores outorgante que, na área da sua
aplicação, pertençam ao mesmo sector económico e aos
trabalhadores ao seu serviço das categorias profissionais
nelas previstas, não representados pelas associações sindicais outorgantes.
As convenções actualizam a tabela salarial. O estudo
de avaliação do impacto da extensão da tabela salarial
teve por base as retribuições efectivas praticadas no sector
abrangido pelas convenções, apuradas pelos quadros de
pessoal de 2008 e actualizadas de acordo com o aumento
percentual médio das tabelas salariais das convenções
publicadas em 2009.
Os trabalhadores a tempo completo do sector abrangido
pelas convenções, com exclusão dos aprendizes, dos praticantes e de um grupo residual, são 4189, dos quais 1241
(29,6 %) auferem retribuições inferiores às convencionais,
sendo que 356 (8,5 %) auferem retribuições inferiores às
das convenções em mais de 5,7 %.
As convenções actualizam, ainda, os subsídios de almoço ou jantar, em 3,7 %, de pequeno-almoço, em 4,6 %, e
de ceia, em 5,3 %, devidos em caso de deslocação. Não se
dispõe de dados estatísticos que permitam avaliar o impacto
destas prestações. Considerando a finalidade da extensão
e que as mesmas prestações foram objecto de extensões
anteriores, justifica-se incluí-las na extensão.
A retribuição do nível I da tabela salarial é inferior à
retribuição mínima mensal garantida em vigor. No entanto,
a retribuição mínima mensal garantida pode ser objecto de
reduções relacionadas com o trabalhador, de acordo com
o artigo 275.º do Código do Trabalho.
Deste modo, a referida retribuição apenas é objecto
de extensão para abranger situações em que a retribuição
mínima mensal garantida resultante da redução seja inferior àquela.
Com vista a aproximar os estatutos laborais dos trabalhadores e as condições de concorrência entre as empresas
do sector de actividade abrangido, a extensão assegura
uma retroactividade da tabela salarial idêntica à da convenção. As compensações previstas no anexo III não são
objecto de retroactividade, uma vez que se destinam a
compensar despesas já feitas para assegurar a prestação
do trabalho.
A extensão das convenções tem, no plano social, o efeito
de uniformizar as condições mínimas de trabalho dos trabalhadores e, no plano económico, o de aproximar as condições de concorrência entre as empresas do mesmo sector.
Embora as convenções tenham área nacional, a extensão
de convenções colectivas nas Regiões Autónomas compete
aos respectivos Governos Regionais, pelo que a extensão
apenas é aplicável no território do continente.
Assim, ponderadas as circunstâncias sociais e económicas justificativas da extensão, previstas no n.º 2 do artigo 514.º do Código do Trabalho, é conveniente promover
a extensão das convenções em causa.
Projecto de portaria de extensão das alterações dos contratos
colectivos entre a ANIL — Associação Nacional dos Industriais de Lacticínios e várias organizações cooperativas
de produtores de leite e o Sindicato dos Profissionais de
Lacticínios, Alimentação, Agricultura, Escritórios, Comércio, Serviços, Transportes Rodoviários, Metalomecânica,
Metalurgia, Construção Civil e Madeiras e entre a mesma
associação de empregadores e várias organizações cooperativas de produtores de leite e a FESAHT — Federação
dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal e outros.
Manda o Governo, pela Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, ao abrigo do artigo 514.º e do n.º 1 do
artigo 516.º do Código do Trabalho, o seguinte:
Artigo 1.º
1 — As condições de trabalho constantes das alterações dos contratos colectivos entre a ANIL — Associação
Nacional dos Industriais de Lacticínios e várias organizações cooperativas de produtores de leite e o Sindicato dos
Profissionais de Lacticínios, Alimentação, Agricultura,
Escritórios, Comércio, Serviços, Transportes Rodoviários, Metalomecânica, Metalurgia, Construção Civil e
Madeiras e entre a mesma associação de empregadores e
várias organizações cooperativas de produtores de leite e
a FESAHT — Federação dos Sindicatos da Agricultura,
Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal
e outros, publicadas, respectivamente, no Boletim do
Trabalho e Emprego, n.os 9, de 8 de Março, e 14, de 15
de Abril, ambos de 2010, são estendidas no território do
continente:
a) Às relações de trabalho entre empregadores não filiados na associação de empregadores outorgante, incluindo
cooperativas e uniões de cooperativas de produtores de
leite, que se dediquem à produção de diversos tipos de leite,
manteiga, queijo e de produtos frescos ou conservados
derivados do leite e à produção de bebidas refrescantes à
base de leite e trabalhadores ao seu serviço das profissões
e categorias profissionais nelas previstas;
b) Às relações de trabalho entre empregadores já
abrangidos pelas convenções e trabalhadores ao seu
serviço das profissões e categorias profissionais nelas
previstas, não representados pelas associações sindicais
outorgantes.
2 — A retribuição do nível I da tabela salarial das convenções apenas é objecto de extensão nas situações em
que seja superior à retribuição mínima mensal garantida
resultante de redução relacionada com o trabalhador, de
acordo com o artigo 275.º do Código do Trabalho.
1769
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Artigo 2.º
1 — A presente portaria entra em vigor no 5.º dia após
a sua publicação no Diário da República.
2 — As tabelas salariais produzem efeitos desde 1 de
Janeiro de 2010.
3 — Os encargos resultantes da retroactividade podem
ser satisfeitos em prestações mensais de igual valor, com
início no mês seguinte ao da entrada em vigor da presente
portaria, correspondendo cada prestação a dois meses de
retroactividade ou fracção e até ao limite de três.
Aviso de projecto de portaria de extensão do contrato colectivo entre a Associação Comercial,
Industrial e de Serviços de Bragança e outras
e a FEPCES — Federação Portuguesa dos Sindicatos do Comércio, Escritórios e Serviços.
Nos termos e para os efeitos dos n.os 2 e 3 do artigo 516.º
do Código do Trabalho e dos artigos 114.º e 116.º do Código do Procedimento Administrativo, torna-se público ser
intenção do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social proceder à emissão da portaria de extensão do contrato
colectivo entre a Associação Comercial, Industrial e de
Serviços de Bragança e outras e a FEPCES — Federação
Portuguesa dos Sindicatos do Comércio, Escritórios e
Serviços, publicado no Boletim do Trabalho e Emprego,
n.º 10, de 15 de Março de 2010, ao abrigo do artigo 514.º
e do n.º 1 do artigo 516.º do Código do Trabalho, através
de portaria cujo projecto e respectiva nota justificativa se
publicam em anexo.
Nos 15 dias seguintes ao da publicação do presente
aviso, podem os interessados no procedimento de extensão
deduzir, por escrito, oposição fundamentada ao referido
projecto.
Lisboa, 3 de Maio de 2010. — A Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Maria Helena dos Santos
André.
Nota justificativa
O contrato colectivo entre a Associação Comercial,
Industrial e de Serviços de Bragança e outras e a FEPCES — Federação Portuguesa dos Sindicatos do Comércio,
Escritórios e Serviços, publicado no Boletim do Trabalho e
Emprego, n.º 10, de 15 de Março de 2010, abrange as relações de trabalho entre empregadores e trabalhadores que no
distrito de Bragança se dediquem à actividade comercial e
ou prestação de serviços, uns e outros representados pelas
associações que as outorgaram.
As associações subscritoras requereram a extensão da
convenção referida às empresas e aos trabalhadores não
filiados nas associações outorgantes, que se dediquem à
actividade comercial e ou prestação de serviços na área e
no âmbito da sua aplicação.
Não foi possível efectuar o estudo de avaliação do impacto da extensão das tabelas salariais com base nas retribuições efectivas praticadas nos sectores abrangidos pela
convenção dado ter ocorrido uma reestruturação na tabela
salarial com supressão de três níveis. No entanto, foi possível apurar que nos sectores abrangidos pela convenção
existem cerca de 1159 trabalhadores a tempo completo,
após exclusão de um grupo residual.
A convenção actualiza, ainda, outras prestações de
conteúdo pecuniário, como o subsídio de alimentação,
em 12,5 %, as diuturnidades, em 7,1 %, e o subsídio por
prestação de trabalho no sábado à tarde, em 7,1 %. Não se
dispõe de dados estatísticos que permitam avaliar o impacto
destas prestações. Considerando a finalidade da extensão
e que as mesmas prestações foram objecto de extensões
anteriores, justifica-se incluí-las na extensão.
As retribuições dos níveis F e G (escritório) e E, F
e G (comércio) da tabela salarial são inferiores à retribuição mínima mensal garantida em vigor. No entanto,
a retribuição mínima mensal garantida pode ser objecto
de reduções relacionadas com o trabalhador, de acordo
com o artigo 275.º do Código do Trabalho. Deste modo,
as referidas retribuições apenas são objecto de extensão
para abranger situações em que a retribuição mínima
mensal garantida resultante da redução seja inferior
àquelas.
A convenção aplica-se tanto à actividade comercial
como à prestação de serviços. Assim, a extensão aplica
a convenção às referidas actividades, de acordo com os
poderes de representação das associações de empregadores
outorgantes.
As extensões anteriores desta convenção não abrangeram as relações de trabalho tituladas por empregadores não filiados nas associações de empregadores
outorgantes com actividade em estabelecimentos qualificados como unidades comerciais de dimensão relevante, segundo os critérios do Decreto-Lei n.º 218/97,
de 20 de Agosto, as quais eram abrangidas pelo contrato colectivo de trabalho entre a APED — Associação
Portuguesa de Empresas de Distribuição e diversas
associações sindicais e pelas respectivas extensões,
situação que se mantém.
Não obstante o referido diploma ter sido revogado,
considera-se conveniente manter os critérios adoptados
pelas extensões anteriores de distinção entre pequeno/
médio comércio a retalho e a grande distribuição, visto a
presente extensão respeitar a revisão parcial da convenção.
Deste modo, a extensão das alterações da convenção não
abrangem as empresas não filiadas nas associações de
empregadores outorgantes, desde que se verifique uma
das seguintes condições:
Sendo de comércio a retalho alimentar ou misto, disponham de uma área de venda contínua de comércio a retalho
alimentar igual ou superior a 2000 m2;
Sendo de comércio a retalho não alimentar, disponham
de uma área de venda contínua igual ou superior a 4000 m2;
Sendo de comércio a retalho alimentar ou misto, pertencentes a empresa ou grupo que tenha, a nível nacional, uma
área de venda acumulada de comércio a retalho alimentar
igual ou superior a 15 000 m2;
1770
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Sendo de comércio a retalho não alimentar, pertencentes
a empresa ou grupo que tenha, a nível nacional, uma área
de venda acumulada igual ou superior a 25 000 m2.
Com vista a aproximar os estatutos laborais dos trabalhadores e as condições de concorrência entre empresas do
sector abrangido pela convenção, a extensão assegura para
a tabela salarial e para as cláusulas de conteúdo pecuniário
retroactividade idêntica à da convenção.
Atendendo a que a convenção regula diversas condições
de trabalho, procede-se à ressalva genérica de cláusulas
contrárias a normas legais imperativas.
A extensão da convenção tem, no plano social, o
efeito de uniformizar as condições mínimas de trabalho
dos trabalhadores e, no plano económico, o de aproximar as condições de concorrência entre empresas do
mesmo sector.
Assim, ponderadas as circunstâncias sociais e económicas justificativas da extensão, exigidas pelo n.º 2
do artigo 514.º do Código do Trabalho, é conveniente
promover a extensão das alterações da convenção em
causa.
Projecto de portaria de extensão do contrato colectivo entre
a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Bragança e outras e a FEPCES — Federação Portuguesa dos
Sindicatos do Comércio, Escritórios e Serviços.
Manda o Governo, pela Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, ao abrigo do artigo 514.º e n.º 1 do
artigo 516.º do Código do Trabalho, o seguinte:
Sendo de comércio a retalho alimentar ou misto, disponham de uma área de venda contínua de comércio a retalho
alimentar igual ou superior a 2000 m2;
Sendo de comércio a retalho não alimentar, disponham
de uma área de venda contínua igual ou superior a 4000 m2;
Sendo de comércio a retalho alimentar ou misto, pertencentes a empresa ou grupo que tenha, a nível nacional, uma
área de venda acumulada de comércio a retalho alimentar
igual ou superior a 15 000 m2;
Sendo de comércio a retalho não alimentar, pertencentes
a empresa ou grupo que tenha, a nível nacional, uma área
de venda acumulada igual ou superior a 25 000 m2.
4 — Não são objecto de extensão as cláusulas contrárias
a normas legais imperativas.
Artigo 2.º
1 — A presente portaria entra em vigor no 5.º dia após
a sua publicação no Diário da República.
2 — A tabela salarial e os valores das cláusulas de
conteúdo pecuniário produzem efeitos desde 1 de Janeiro
de 2010.
3 — Os encargos resultantes da retroactividade podem
ser satisfeitos em prestações mensais de igual valor, com
início no mês seguinte ao da entrada em vigor da presente
portaria, correspondendo cada prestação a dois meses de
retroactividade ou fracção e até ao limite de três.
Artigo 1.º
1 — As condições de trabalho constantes do contrato
colectivo entre a Associação Comercial, Industrial e de
Serviços de Bragança e outras e a FEPCES — Federação
Portuguesa dos Sindicatos do Comércio, Escritórios e
Serviços, publicado no Boletim do Trabalho e Emprego,
n.º 10, de 15 de Março de 2010, são estendidas, no distrito
de Bragança:
a) Às relações de trabalho entre empregadores não filiados nas associações de empregadores outorgantes que
exerçam a actividade económica abrangida pela convenção
e trabalhadores ao seu serviço das profissões e categorias
profissionais nela previstas;
b) Às relações de trabalho entre empregadores filiados nas associações de empregadores outorgantes
que exerçam a actividade económica referida na alínea
anterior e trabalhadores ao seu serviço das mesmas
profissões e categorias profissionais não filiados no
sindicato outorgante.
2 — As retribuições dos níveis F e G (escritório) e E,
F e G (comércio) da tabela salarial da convenção apenas
são objecto de extensão em situações em que sejam superiores à retribuição mínima mensal garantida resultante de
redução relacionada com o trabalhador, de acordo com o
artigo 275.º do Código do Trabalho.
3 — A presente extensão não se aplica a empresas não filiadas nas associações de empregadores outorgantes desde
que se verifique uma das seguintes condições:
Aviso de projecto de portaria de extensão das
alterações dos contratos colectivos entre a
NORQUIFAR — Associação Nacional dos
Importadores/Armazenistas e Retalhistas
de Produtos Químicos e Farmacêuticos e o
SINDEQ — Sindicato Democrático da Energia,
Química, Têxtil e Indústrias Diversas e entre
a mesma associação de empregadores e a
FIEQUIMETAL — Federação Intersindical das
Indústrias Metalúrgica, Química, Farmacêutica,
Eléctrica, Energia e Minas.
Nos termos e para os efeitos dos n.os 2 e 3 do artigo 516.º
do Código do Trabalho e dos artigos 114.º e 116.º do Código do Procedimento Administrativo, torna-se público
ser intenção do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social proceder à emissão de portaria de extensão
das alterações dos contratos colectivos entre a NORQUIFAR — Associação Nacional dos Importadores/Armazenistas e Retalhistas de Produtos Químicos e Farmacêuticos e o SINDEQ — Sindicato Democrático da Energia,
Química, Têxtil e Indústrias Diversas e entre a mesma
associação de empregadores e a FIEQUIMETAL — Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgica, Química,
Farmacêutica, Eléctrica, Energia e Minas, publicadas, respectivamente, no Boletim do Trabalho e Emprego, n.os 12
1771
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
e 14, de 29 de Março e de 15 de Abril de 2010, ao abrigo
do artigo 514.º e do n.º 1 do artigo 516.º do Código do
Trabalho, cujo projecto e respectiva nota justificativa se
publicam em anexo.
Nos 15 dias seguintes ao da publicação do presente
aviso, podem os interessados no procedimento de extensão
deduzir, por escrito, oposição fundamentada ao referido
projecto.
Lisboa, 3 de Maio de 2010. — A Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Maria Helena dos Santos
André.
Nota justificativa
As alterações dos contratos colectivos entre a NORQUIFAR — Associação Nacional dos Importadores/Armazenistas e Retalhistas de Produtos Químicos e Farmacêuticos e o SINDEQ — Sindicato Democrático da Energia,
Química, Têxtil e Indústrias Diversas e entre a mesma
associação de empregadores e a FIEQUIMETAL — Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgica, Química,
Farmacêutica, Eléctrica, Energia e Minas, publicadas, respectivamente, no Boletim do Trabalho e Emprego, n.os 12
e 14, de 29 de Março e de 15 de Abril de 2010, abrangem
as relações de trabalho entre empregadores e trabalhadores
representados pelas associações que as outorgaram das
actividades de comércio grossista e retalhista de produtos
farmacêuticos.
As associações subscritoras das convenções requereram
a extensão das alterações às relações de trabalho entre
empregadores não representados pela associação de empregadores outorgante, que na área da sua aplicação se
dediquem à mesma actividade e aos trabalhadores ao seu
serviço.
As convenções actualizam as tabelas salariais. O estudo
de avaliação do impacto da extensão das tabelas salariais
teve por base as retribuições efectivas praticadas no sector
abrangido pelas convenções, apuradas pelos quadros de
pessoal de 2008 e actualizadas com base no aumento percentual médio das tabelas salariais das convenções publicadas nos intermédios. Os trabalhadores a tempo completo
do sector, com exclusão de aprendizes, praticantes e de um
grupo residual, são cerca de 705, dos quais 135 (19,1 %)
auferem retribuições inferiores às das convenções, sendo
que 72 (10,2 %) auferem retribuições inferiores às convencionadas em mais de 5,2 %. São as empresas do escalão de
dimensão até nove trabalhadores que empregam o maior
número de trabalhadores com retribuições inferiores às
das convenções.
As convenções actualizam, ainda, outras prestações
de conteúdo pecuniário como o subsídio de refeição, em
2,7 %, o abono para falhas, em 3 %, e o valor das refeições
em regime de deslocação em serviço, em 2,2 %. Não se
dispõe de dados estatísticos que permitam avaliar o impacto
destas prestações. Considerando a finalidade da extensão
e que as mesmas prestações foram objecto de extensões
anteriores, justifica-se incluí-las na extensão.
Na área da convenção, existem outras convenções, celebradas entre a GROQUIFAR — Associação de Grossistas
de Produtos Químicos e Farmacêuticos e diversas associações sindicais, também aplicáveis ao comércio grossista de
produtos farmacêuticos, pelo que é conveniente assegurar,
na medida do possível, a uniformização do estatuto laboral
em cada empresa. Assim, a presente extensão, seguindo
os termos das extensões anteriores e que não suscitaram
oposição, abrange as relações de trabalho entre empregadores não filiados na associação de empregadores outorgante nem na GROQUIFAR, que exerçam a actividade de
comércio grossista de produtos farmacêuticos, apenas nos
distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Coimbra, Guarda,
Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu e, no território
do continente, as relações de trabalho entre empregadores filiados na associação de empregadores outorgante e
os trabalhadores ao seu serviço não representados pelas
associações sindicais subscritoras.
O comércio retalhista de produtos farmacêuticos é
abrangido pelos contratos colectivos celebrados pela Associação Nacional de Farmácias e, eventualmente, por
outras convenções colectivas para o comércio retalhista,
pelo que quanto a esta actividade a extensão só se aplica
aos empregadores filiados na associação de empregadores
outorgante.
Com vista a aproximar os estatutos laborais dos trabalhadores e as condições de concorrência entre as empresas
do sector de actividade abrangido, a extensão assegura
para as tabelas salariais e cláusulas de conteúdo pecuniário
retroactividade idêntica à das convenções. No entanto,
as compensações das despesas previstas na cláusula 29.ª
não são objecto de retroactividade, uma vez que se destinam a compensar despesas já efectuadas para assegurar
a prestação de trabalho. O disposto anteriormente não se
aplica ao valor das compensações das despesas previstas
na alínea b) do n.º 1 da cláusula 30.ª do contrato colectivo
entre a NORQUIFAR e o SINDEQ, uma vez que as mesmas não foram objecto de actualização.
Tendo em consideração que não é viável proceder à
verificação objectiva da representatividade das associações
sindicais outorgantes e, ainda, que os regimes das referidas
convenções são substancialmente idênticos procede-se
conjuntamente à respectiva extensão.
A extensão das alterações tem, no plano social, o efeito
de uniformizar as condições mínimas de trabalho dos
trabalhadores e, no plano económico, o de aproximar as
condições de concorrência entre empresas do mesmo sector.
Embora as convenções tenham área nacional, a extensão
de convenções colectivas nas Regiões Autónomas compete
aos respectivos Governos Regionais, pelo que a extensão
apenas é aplicável no território do continente.
Assim, ponderadas as circunstâncias sociais e económicas justificativas da extensão, previstas n.º 2 do artigo 514.º
do Código do Trabalho, é conveniente promover a extensão
das alterações das convenções em causa.
Projecto de portaria de extensão das alterações dos contratos colectivos entre a NORQUIFAR — Associação Nacional
dos Importadores/Armazenistas e Retalhistas de Produtos
Químicos e Farmacêuticos e o SINDEQ — Sindicato Democrático da Energia, Química, Têxtil e Indústrias Diversas e
entre a mesma associação de empregadores e a FIEQUIMETAL — Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgica, Química, Farmacêutica, Eléctrica, Energia e Minas.
Manda o Governo, pela Ministra do Trabalho e da
Solidariedade Social, ao abrigo do artigo 514.º e do
1772
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
n.º 1 do artigo 516.º e do Código do Trabalho, o seguinte:
Artigo 1.º
1 — As condições de trabalho constantes das alterações
dos contratos colectivos entre a NORQUIFAR — Associação Nacional dos Importadores/Armazenistas e Retalhistas de Produtos Químicos e Farmacêuticos e o
SINDEQ — Sindicato Democrático da Energia, Química,
Têxtil e Indústrias Diversas e entre a mesma associação de
empregadores e a FIEQUIMETAL — Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgica, Química, Farmacêutica,
Eléctrica, Energia e Minas, publicadas, respectivamente,
no Boletim do Trabalho e Emprego, n.os 12 e 14, de 29 de
Março e de 15 de Abril de 2010, são estendidas:
a) Às relações de trabalho entre empregadores não filiados na associação de empregadores outorgante que nos
distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Coimbra, Guarda,
Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu exerçam a actividade de comércio grossista de produtos farmacêuticos
e trabalhadores ao seu serviço, das profissões e categorias
profissionais nelas previstas;
b) Às relações de trabalho entre empregadores filiados
na associação de empregadores outorgante que no território
do continente exerçam as actividades de comércio grossista
e retalhista de produtos farmacêuticos e trabalhadores ao
seu serviço, das profissões e categorias profissionais previstas na convenção, não representados pelas associações
sindicais outorgantes.
2 — A presente extensão não se aplica às relações de
trabalho em que sejam parte empregadores filiados na
GROQUIFAR — Associação de Grossistas de Produtos
Químicos e Farmacêuticos.
Artigo 2.º
1 — A presente portaria entra em vigor no 5.º dia após
a sua publicação no Diário da República.
2 — As tabelas salariais e as cláusulas de conteúdo pecuniário, com excepção da cláusula 29.ª, produzem efeitos
desde 1 de Janeiro de 2010.
3 — Os encargos resultantes da retroactividade da
presente extensão podem ser satisfeitos em prestações
mensais de igual valor, com início no mês seguinte ao da
sua entrada em vigor, correspondendo cada prestação a
dois meses de retroactividade ou fracção e até ao limite
de três.
Aviso de projecto de portaria de extensão das
alterações do contrato colectivo entre a Associação Comercial do Distrito de Évora — Comércio, Turismo e Serviços e o CESP — Sindicato
dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e
Serviços de Portugal e outros.
Nos termos e para os efeitos dos n.os 2 e 3 do artigo 516.º
do Código do Trabalho e dos artigos 114.º e 116.º do Có-
digo do Procedimento Administrativo, torna-se público
ser intenção do Ministério do Trabalho e da Solidariedade
Social proceder à emissão de portaria de extensão das alterações do contrato colectivo entre a Associação Comercial
do Distrito de Évora — Comércio, Turismo e Serviços e
o CESP — Sindicato dos Trabalhadores do Comércio,
Escritórios e Serviços de Portugal e outros, publicadas no
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 12, de 29 de Março de
2010, ao abrigo do artigo 514.º e do n.º 1 do artigo 516.º
do Código do Trabalho, cujo projecto e respectiva nota
justificativa se publicam em anexo.
Nos 15 dias seguintes ao da publicação do presente
aviso, podem os interessados no procedimento de extensão
deduzir, por escrito, oposição fundamentada ao referido
projecto.
Lisboa, 3 de Maio de 2010. — A Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Maria Helena dos Santos
André.
Nota justificativa
As alterações do contrato colectivo entre a Associação
Comercial do Distrito de Évora — Comércio, Turismo
e Serviços e o CESP — Sindicato dos Trabalhadores do
Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal e outros,
publicadas no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 12, de
29 de Março de 2010, abrangem as relações de trabalho
entre empregadores e trabalhadores representados pelas
associações que as outorgaram.
As associações subscritoras requereram a extensão das
alterações referidas a todas as empresas e a todos os trabalhadores das categorias profissionais previstas que na área
da convenção se dediquem ao comércio a retalho.
A convenção actualiza a tabela salarial. O estudo de
avaliação do impacto da extensão da tabela salarial teve por
base as retribuições efectivas praticadas no sector abrangido pela convenção, apuradas pelos quadros de pessoal
de 2008 e actualizadas com base no aumento percentual
médio das tabelas salariais das convenções publicadas no
ano de 2009.
Os trabalhadores a tempo completo do sector, com exclusão dos aprendizes e praticantes, são cerca de 1958,
dos quais 731 (37,3 %) auferem retribuições inferiores às
da tabela salarial da convenção, sendo que 290 (14,8 %)
auferem retribuições inferiores às convencionais em mais
de 6,4 %. São as empresas do escalão até nove trabalhadores que empregam o maior número de trabalhadores com
retribuições inferiores às da convenção.
A convenção actualiza, ainda, o abono para falhas em
2,7 % e as diuturnidades em 5 %. Não se dispõe de dados
estatísticos que permitam avaliar o impacto destas prestações. Considerando a finalidade da extensão e que as
mesmas prestações foram objecto de extensões anteriores,
justifica-se incluí-las na extensão.
Em nota ao anexo III — tabela salarial — prevê-se que
para os trabalhadores dos níveis salariais XII, XIII e XIV e
para os trabalhadores com idade inferior a 18 anos, a retribuição corresponda a 75 % do valor referido no diploma
legal que em cada ano aprova a retribuição mínima mensal
garantida. A retribuição mínima mensal garantida só pode
ser objecto de reduções, relacionadas com o trabalhador, de
acordo com o artigo 275.º do Código do Trabalho. Deste
modo, a referida disposição convencional apenas é objecto
1773
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
de extensão nos termos e condições previstas na citada
disposição legal.
As extensões anteriores desta convenção não abrangeram as relações de trabalho tituladas por empregadores
que exerciam a actividade económica em estabelecimentos qualificados como unidades comerciais de dimensão
relevante não filiados na associação de empregadores
outorgante, regulados pelo Decreto-Lei n.º 218/97, de
20 de Agosto, entretanto revogado pela Lei n.º 12/2004,
de 30 de Março, as quais eram abrangidas pelo contrato
colectivo entre a APED — Associação Portuguesa de
Empresas de Distribuição e diversas associações sindicais e pelos respectivos regulamentos de extensão,
situação que se mantém.
Considera-se conveniente manter a distinção entre pequeno e médio comércio a retalho e a grande distribuição, nos termos seguidos pelas extensões anteriores, pelo
que a extensão das alterações da convenção não abrange
as empresas não filiadas na associação de empregadores outorgante, desde que se verifique uma das seguintes
condições:
Sendo de comércio a retalho alimentar ou misto, disponham de uma área de venda contínua de comércio a retalho
alimentar igual ou superior a 2000 m²;
Sendo de comércio a retalho não alimentar, disponham de uma área de venda contínua igual ou superior
a 4000 m²;
Sendo de comércio a retalho alimentar ou misto, pertencentes a empresa ou grupo que tenha, ao nível nacional, uma área de venda acumulada de comércio a retalho
alimentar igual ou superior a 15 000 m²;
Sendo de comércio a retalho não alimentar, pertencentes
a empresa ou grupo que tenha, ao nível nacional, uma área
de venda acumulada igual ou superior a 25 000 m².
Com vista a aproximar os estatutos laborais dos trabalhadores e as condições de concorrência entre as empresas do sector de actividade abrangido pela convenção, a
extensão assegura, para a tabela salarial e para as cláusulas de conteúdo pecuniário, retroactividade idêntica à da
convenção.
A extensão das alterações da convenção tem, no plano
social, o efeito de uniformizar as condições mínimas de
trabalho dos trabalhadores e, no plano económico, o de
aproximar as condições de concorrência entre empresas
do mesmo sector.
Assim, ponderadas as circunstâncias sociais e económicas justificativas da extensão, previstas no n.º 2 do artigo 514.º do Código do Trabalho, é conveniente promover
a extensão das alterações da convenção em causa.
Projecto de portaria de extensão das alterações do contrato
colectivo entre a Associação Comercial do Distrito de Évora — Comércio, Turismo e Serviços e o CESP — Sindicato
dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços
de Portugal e outros.
Manda o Governo, pela Ministra do Trabalho e da
Solidariedade Social, ao abrigo do artigo 514.º e do
n.º 1 do artigo 516.º do Código do Trabalho, o seguinte:
Artigo 1.º
1 — As condições de trabalho constantes das alterações do contrato colectivo entre a Associação Comercial do Distrito de Évora — Comércio, Turismo e
Serviços e o CESP — Sindicato dos Trabalhadores do
Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal e outros,
publicadas no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 12,
de 29 de Março de 2010, são estendidas, no distrito
de Évora:
a) Às relações de trabalho entre empregadores não
filiados na associação de empregadores outorgante que
exerçam a actividade económica abrangida pela convenção
e trabalhadores ao seu serviço das profissões e categorias
profissionais nela previstas;
b) Às relações de trabalho entre empregadores filiados
na associação de empregadores outorgante que exerçam
actividade económica referida na alínea anterior e trabalhadores ao seu serviço das referidas profissões e categorias
profissionais não representados pelas associações sindicais
subscritoras.
2 — A nota a) à tabela salarial apenas é objecto de extensão em situações em que a retribuição mínima mensal
garantida resultante de redução relacionada com o trabalhador, de acordo com o artigo 275.º do Código do Trabalho,
seja inferior à retribuição que resulta da aplicação da regra
nela prevista.
3 — A presente extensão não se aplica a empresas não
filiadas na associação de empregadores outorgante desde
que se verifique uma das seguintes condições:
Sendo de comércio a retalho alimentar ou misto, disponham de uma área de venda contínua de comércio a retalho
alimentar igual ou superior a 2000 m²;
Sendo de comércio a retalho não alimentar, disponham de uma área de venda contínua igual ou superior
a 4000 m²;
Sendo de comércio a retalho alimentar ou misto, pertencentes a empresa ou grupo que tenha, ao nível nacional, uma área de venda acumulada de comércio a retalho
alimentar igual ou superior a 15 000 m²;
Sendo de comércio a retalho não alimentar, pertencentes
a empresa ou grupo que tenha, ao nível nacional, uma área
de venda acumulada igual ou superior a 25 000 m².
Artigo 2.º
1 — A presente portaria entra em vigor no 5.º dia após
a sua publicação no Diário da República.
2 — A tabela salarial e os valores das cláusulas de conteúdo pecuniário produzem efeitos a partir de 1 de Março
de 2010.
3 — Os encargos resultantes da retroactividade podem
ser satisfeitos em prestações mensais de igual valor, com
início no mês seguinte ao da entrada em vigor da presente
portaria, correspondendo cada prestação a dois meses de
retroactividade ou fracção e até ao limite de duas.
1774
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
CONVENÇÕES COLECTIVAS
Contrato colectivo entre a Associação dos Agricultores do Baixo Alentejo e o SETAA — Sindicato da Agricultura, Alimentação e Florestas — Revisão global.
a partir de 1 de Janeiro de 2010 e terão de ser revistas
anualmente.
Cláusula 4.ª
Denúncia e revisão
CAPÍTULO I
Área, âmbito, vigência, revisão, denúncia
e actividades equiparadas
Cláusula 1.ª
Âmbito da revisão
A presente revisão altera as convenções publicadas
no Boletim do Trabalho e Emprego, 1.ª série, n.º 33,
de 8 de Setembro de 2007, e posteriores alterações publicadas no Boletim do Trabalho e Emprego, 1.ª série,
n.º 29, de 8 de Agosto de 2008, e n.º 20, de 29 de Maio
de 2009.
Cláusula 2.ª
Área e âmbito
1 — O presente contrato colectivo de trabalho aplica-se no distrito de Beja e obriga, por um lado, todos
os empresários e produtores por conta própria que na
área definida na cláusula 1.ª se dediquem à actividade
agrícola e pecuária, exploração silvícola ou florestal,
bem como todo o proprietário, arrendatário ou mero
detentor, por qualquer título, que predominante ou
acessoriamente tenha por objectivo a exploração naqueles sectores, mesmo sem fins lucrativos, desde que
representado pela associação patronal signatária e, por
outro, todos os trabalhadores que desempenhem funções inerentes às categorias e profissões previstas nesta
convenção e que, mediante retribuição, prestem a sua
actividade naqueles sectores, sejam representados pela
associação sindical signatária e não estejam abrangidos
por qualquer instrumento de regulamentação colectiva
de trabalho específica.
2 — O número de empresas e trabalhadores que serão
abrangidos pelo presente contrato colectivo de trabalho é
de 330 e de 5000, respectivamente
Cláusula 3.ª
Vigência e revisão
1 — O presente contrato colectivo de trabalho entra
em vigor cinco dias após a sua publicação no Boletim
do Trabalho e Emprego e terá uma vigência de 24 meses, sem prejuízo das tabelas salariais e cláusulas de
expressão pecuniária, e vigorará pelo período referido
na cláusula 5.ª
2 — As tabelas e as cláusulas com expressão pecuniária
vigoram pelo período de 12 meses e produzem efeitos
1 — A denúncia pode ser feita, por qualquer das partes,
decorridos 10 meses sobre a data da sua publicação, em
relação às tabelas salariais e cláusulas de expressão pecuniária, ou 20 meses, tratando-se da restante matéria, e deve
ser acompanhada de proposta de alteração.
2 — No caso de não haver denúncia, a vigência do
contrato colectivo de trabalho será prorrogada automaticamente por períodos de um ano até ser denunciado por
qualquer das partes.
3 — O processo negocial inicia-se com a apresentação
de proposta fundamentada devendo a entidade destinatária
responder Até 30 dias após a data da sua recepção.
4 — A resposta deve exprimir uma posição relativa a
todas as cláusulas da proposta, aceitando, recusando ou
contrapropondo.
5 — A contraproposta pode abordar outras matérias não
previstas na proposta que deverão ser também consideradas
pelas partes como objecto da negociação.
6 — A falta de resposta ou contraproposta, nos termos
dos números anteriores, legitima a entidade proponente a
requerer a conciliação.
Cláusula 5.ª
Substituição
1 — O presente CCT mantém-se em vigor até que seja
substituído por outro que expressamente o revogue na
totalidade.
2 — Sempre que se verifiquem pelo menos, três alterações ou revistas mais de 10 cláusulas, com a excepção
da tabela salarial e cláusulas de expressão pecuniária,
será feita a publicação automática de novo texto consolidado, do clausulado geral, no Boletim do Trabalho
e Emprego.
Cláusula 6.ª
Actividades equiparadas
São equiparados aos trabalhadores abrangidos pelo presente CCT e, consequentemente, por ele também abrangidos os trabalhadores que exerçam actividades industriais
transformadoras de produtos próprios da agricultura e
restantes actividades definidas na cláusula presente, desde
que as actividades em causa sejam sazonais, não constituam uma actividade económica independente da produção e tenham um carácter complementar em relação à
actividade principal da unidade produtiva desde que não
sejam abrangidos por um instrumento de regulamentação
de trabalho próprio.
1775
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
CAPÍTULO II
Formas e modalidade do contrato
Cláusula 7.ª
Modalidade do contrato
Os trabalhadores abrangidos pelo presente contrato podem ser contratados com carácter permanente e a termo
certo ou incerto.
Cláusula 8.ª
Forma de contrato
1 — Todos os contratos de trabalho a celebrar entre os
trabalhadores e a entidade patronal devem ser reduzidos
a escrito de forma a salvaguardar os interesses de ambas
as partes.
2 — A personalidade pela inexistência do título escrito
do contrato é imputável a ambas as partes.
3 — Os factos referentes ao contrato alegados pela parte
a quem não é imputável a inexistência do título escrito são
considerados como comprovados.
Cláusula 9.ª
Contrato a termo
1 — Os contratos a termo regem-se pelo disposto na lei
geral e pelas regras constantes dos números seguintes.
2 — Os contratos a termo têm carácter excepcional, não
podendo ser utilizados como formas de iludir as regras
dos contratos sem prazo, designadamente em preterição
de trabalhadores permanentes.
3 — Os trabalhadores contratados a termo terão, dentro
da mesma unidade de produção e para a mesma categoria
profissional, preferência na admissão de trabalhadores
permanentes.
4 — Durante os primeiros 15 dias de vigência do contrato, qualquer das partes pode fazer cessar unilateralmente
o contrato sem aviso prévio nem necessidade de invocação
de motivo ou alegação de justa causa, não havendo direito
a qualquer indemnização.
5 — Os trabalhadores admitidos nos termos do número
anterior passarão a permanentes logo que completem sete
meses de trabalho ou 200 dias descontínuos por ano para
a mesma empresa agrícola, salvo se contratados a termo
nos termos da lei geral.
CAPÍTULO III
Direitos, deveres e garantias
Cláusula 9.ª
Contrato a termo
São deveres da entidade patronal:
a) Cumprir este CCT e a legislação em geral;
b) Passar certificados ao trabalhador contendo todas
as referências por este expressamente solicitadas e que
constem do seu processo individual;
c) Cumprir as leis e direitos inerentes às funções sindicais;
d) Exigir a cada trabalhador apenas o trabalho compatível com a respectiva categoria e possibilidades físicas;
e) Fornecer aos trabalhadores equipamento adequado à
preparação, manuseamento e aplicação de produtos tóxicos
e equiparados;
f) Facilitar aos trabalhadores que o solicitem a frequência de cursos de formação ou aperfeiçoamento
profissional;
g) Facilitar todo o tempo necessário aos trabalhadores
que desempenhem serviços como bombeiros voluntários
em caso de emergência;
h) Não exigir do trabalhador a execução de actos ilícitos
ou que violem normas de segurança;
i) Prestar à associação sindical outorgante todas as informações e esclarecimentos que esta solicite quanto ao
cumprimento deste CCT;
j) Facultar ao trabalhador a consulta do seu processo
individual, sempre que este o solicite;
k) Fornecer todas as ferramentas e aparelhos necessários
à boa execução dos diversos serviços de cada profissão;
l) Proporcionar os livretes de horário de trabalho aos
trabalhadores rodoviários, indicando os dias de descanso
semanal;
m) Assinar, na semana imediata posterior àquela a que
disserem respeito, os relatórios semanais dos livretes de
horário de trabalho para os trabalhadores rodoviários, sob
pena de se presumir efectuando o trabalho extraordinário
neles registado;
n) Sempre que haja condições e possibilidades materiais, pôr à disposição dos trabalhadores da empresa
instalações adequadas, dentro da empresa, para reuniões
gerais de trabalhadores desta que visem os seus interesses laborais.
Cláusula 11.ª
Deveres dos trabalhadores
São deveres do trabalhador:
a) Cumprir o CCT e legislação de trabalho em geral;
b) Comparecer ao serviço com pontualidade e assiduidade;
c) Executar, de harmonia com a sua categoria profissional, as funções com interesse a aprendizagem daqueles
que ingressem na profissão;
d) Proceder com correcção nas relações com a entidade
patronal ou seu representante e outros trabalhadores;
e) Guardar segredo profissional sobre todos os assuntos
da empresa que não estejam autorizados a revelar, sem
prejuízo de direito consignado na lei em vigor;
f) Cumprir e zelar pelo cumprimento das normas de
higiene e segurança;
g) Colaborar nas resoluções dos problemas que interessem ao desenvolvimento do sector agrícola, à elevação dos
níveis de produtividade individual e global e a melhoria
das condições de trabalho;
h) Zelar pelo bom estado de conservação dos instrumentos de trabalho, material, maquinas e equipamento
que lhe estiverem confiados, sendo pelos danos causados
responsáveis, desde que haja negligencia, incúria ou má-fé,
devidamente demonstrada;
i) Cumprir todas as outras e demais obrigações emergentes do contrato de trabalho.
1776
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Cláusula 12.ª
CAPÍTULO IV
Garantias dos trabalhadores
Da actividade sindical e da organização
dos trabalhadores
É proibido à entidade patronal:
a) Despedir o trabalhador sem justa causa;
b) Opor-se, por qualquer forma, a que o trabalhador
exerça os seus direitos, bem como aplicar-lhe sanções por
causa desse exercício;
c) Exercer pressão sobre o trabalhador para que actue
no sentido de influir desfavoravelmente nas condições de
trabalho dele e ou dos seus companheiros;
d) Obrigar o trabalhador a adquirir ou utilizar serviços fornecidos pela entidade patronal ou pessoa por ele
indicada;
e) Transferir o trabalhador para outro local de trabalho
fora das condições previstas neste CCT;
f) Diminuir a retribuição neste CCT ou na lei geral, ou
havendo mudança da categoria profissional e com acordo
escrito do trabalhador, do qual será dado conhecimento aos
serviços regionais do Ministério do Emprego e Formação
Profissional;
g) Efectuar na remuneração do trabalhador qualquer
desconto que não seja imposto pela lei ou não tenha autorização do interessado;
h) Ofender a honra e dignidade dos trabalhadores;
i) Despedir e readmitir trabalhadores, mesmo com o seu
acordo, havendo o propósito de os prejudicar em direitos
e garantias.
1 — Os trabalhadores têm direito a reunirem-se no interior da empresa fora do horário de trabalho.
2 — As reuniões serão convocadas pelo sindicato respectivo.
3 — As reuniões efectuadas na empresa nos termos do
n.º 1 serão comunicadas à entidade patronal com 48 horas
de antecedência.
4 — Os membros das direcções das associações sindicais, devidamente identificados, nos termos da lei, que
trabalhem na empresa podem participar nas reuniões.
5 — Todo o director sindical para entrar na empresa,
seja em que altura for, terá de se identificar, nos termos
da lei em vigor à data deste CCT, à entidade patronal ou
seu representante.
Cláusula 13.ª
Cláusula 17.ª
Direito das comissões de trabalhadores
Direitos, competências e poderes dos dirigentes
e delegados sindicais
Os direitos das comissões de trabalhadores são os que
constam na lei geral.
Cláusula 14.ª
Transmissão do terreno ou instalações
1 — A posição que dos contratos de trabalho decorrer
para a entidade patronal transmite-se ao adquirente, por
qualquer título do terreno ou instalações e explorações
relativas à actividades abrangidas por este CCT onde os
trabalhadores exercem a sua actividade, salvo se antes da
transmissão o contrato de trabalho houver deixado de vigorar, nos termos legais, ou se tiver havido acordo entre o
transmitente e o adquirente no sentido de os trabalhadores
continuarem ao serviço daquela noutra exploração, sem
prejuízo do disposto, sobre a transferência do trabalhador
para outro local de trabalho nas cláusulas 49.ª, 50.ª e 51.ª
2 — O transmitente e o adquirente, por qualquer tipo
de exploração agrícola referida no número anterior,
são solidariamente responsáveis por todas as quantias
devidas aos trabalhadores, incluindo eventuais indemnizações.
3 — Para os efeitos nos n.os 1 e 2, deverá o adquirente,
durante os 15 dias anteriores à transmissão, fazer afixar um
aviso nos locais de trabalho ou informar os trabalhadores.
4 — O disposto na presente cláusula é aplicável, com
as necessárias adaptações, a quaisquer actos ou factos que
envolvam a transmissão do terreno ou das instalações de
explorações relativas às actividades referidas no n.º 1 da
presente cláusula.
Cláusula 15.ª
Da sindical nos locais de trabalho
Os trabalhadores abrangidos pelo presente contrato têm
direito ao exercício da actividade sindical, nos termos da
lei geral.
Cláusula 16.ª
Direitos de reuniões
1 — Os delegados sindicais têm direito a afixar convocatórias ou informações relativas à vida sindical, procedendo a sua distribuição entre os trabalhadores, mas sem
prejuízo, em qualquer caso, da laboração normal. O local
de afixação será indicado pela entidade patronal, com o
acordo do delegado sindical.
2 — O número de delegados sindicais a quem são atribuídos os créditos de horas e a sua competência e poderes,
bem como os seus direitos e os dos membros das comissões
de trabalhadores ou dos corpos gerentes das associações
sindicais, serão regulados pela lei geral.
Cláusula 18.ª
Direitos, competências e poderes dos dirigentes
e delegados sindicais
1 — Os delegados sindicais poderão reunir-se com a
entidade patronal ou com quem esta para o efeito designar,
sempre que uma ou outra parte o julgue conveniente.
2 — Sempre que uma reunião não puder realizar-se no
dia para que foi convocada, o motivo de adiantamento
deverá ser fundamentado por escrito pela parte que não
puder comparecer, devendo a reunião ser marcada e realizada num dos 15 dias seguintes.
3 — O tempo dispensado nas reuniões previstas nesta
cláusula não é considerado para o efeito de crédito de horas
previsto na cláusula anterior.
4 — Os dirigentes sindicais, ou os seus representantes,
devidamente credenciados, podem participar nas reuniões
previstas nesta cláusula sempre que o desejem.
1777
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
CAPÍTULO V
Cláusula 24.ª
Admissão e tipo de contrato
Promoções e acessos
Cláusula 19.ª
Idade mínima
A idade mínima de admissão é a presente na lei geral
para trabalhadores menores.
Cláusula 20.ª
1 — Constitui promoção ou acesso a passagem de um
profissional a um escalão superior ou mudança para um
outro serviço de natureza e hierarquia a que corresponda
um escalão de retribuição mais elevado.
2 — Às categorias profissionais respeitantes a trabalhos
de curta ou média duração terão acesso todos os trabalhadores, sempre que os trabalhos a realizar o exijam e
enquanto estes durarem.
Trabalhador permanente
1 — A admissão do trabalhador é feita a título experimental durante um período de 15 dias.
2 — Findo o período de experiência, a admissão torna-se definitiva, contando-se a antiguidade do trabalhador
desde a data da admissão a título experimental.
3 — Entende-se que há renúncia ao período experimental sempre que haja admitido ao serviço um trabalhador
a quem tenham sido oferecidas melhores condições de
trabalho do que aquelas que ele tinha na entidade patronal
onde prestava serviço anteriormente e com a qual tenha
rescindido o seu contrato em virtude daquela proposta.
Cláusula 21.ª
CAPÍTULO VII
Prestação de trabalho
Cláusula 25.ª
Período normal de trabalho
1 — O período normal de trabalho não pode ser superior
a oito horas por dia e quarenta horas por semana.
2 — O disposto no número anterior não prejudica períodos de menor duração já acordados ou constantes de
instrumentos de regulamentação vigentes à data da entrada
em vigor do presente CCT.
Admissão para efeitos de substituição
Cláusula 26.ª
1 — A admissão de trabalhador para a substituição
temporária de outro considera-se sem termo desde que
aquele se mantenha ao serviço para além dos 15 dias após
o regresso do trabalhador substituído, considerando-se que
a mesma reveste tal natureza desde o início do contrato.
2 — A categoria ou escalão profissional e a retribuição
não poderão ser inferiores à categoria ou escalão profissional do substituído.
3 — Se durante a vigência dos contratos dos trabalhadores admitidos provisoriamente se verificarem vagas nas
respectivas categorias ser-lhe-á dada preferência, salvo
nos casos em que não lhe seja reconhecida competência
profissional, devidamente justificada, por escrito, ao trabalhador e ao sindicato respectivo.
Intervalo de descanso
Cláusula 22.ª
Categorias profissionais
1 — Os trabalhadores abrangidos por este CCT serão
classificados de harmonia com as suas funções, em conformidade com as categorias constantes do anexo II.
2 — Sempre que perante a diversidade de funções de um
profissional existam dúvidas sobre a categoria a atribuir-lhe, optar-se-á por aquela a que corresponda a retribuição
mais elevada.
CAPÍTULO VI
O período normal de trabalho diário será interrompido
por um intervalo para refeição não inferior a uma nem
superior a duas horas, não podendo os trabalhadores prestar
mais de cinco horas seguidas de trabalho.
Cláusula 27.ª
Regimes especiais da prestação de trabalho
1 — Os trabalhadores que exerçam funções de guardadores de gado, tratadores de gado, feitores, caseiros,
guardas de propriedade e florestal, guarda de porta de
água e ajuda de guardadores de gado, mediante acordo
a efectuar com a respectiva entidade patronal, poderão
trabalhar sem obrigação de observar os limites do período
normal de trabalho previsto na cláusula 25.ª
2 — A não observância dos limites do período normal de
trabalho não abrangerá em caso algum o dia de descanso
semanal e o complementar de descanso, os feriados e as
férias.
3 — Os trabalhadores terão direito a uma remuneração
mínima especial, nos seguintes termos:
Valor de 35 % do salário para os tratadores e guardadores de gado;
Valor de 20 % para os restantes trabalhadores.
4 — O guardador de gado poderá, em alternativa à remuneração mínima especial prevista no número anterior,
optar por polvilhal, tendo sempre direito à respectiva pastagem com as seguintes condições mínimas:
Quadros de pessoal, promoções e acessos
Cláusula 23.ª
Quadro de pessoal
A legislação de quadro de pessoal será regulada pela
lei geral vigente.
Pastagem para 55 ovelhas e 10 borregas e as respectivas
crias e até ao desmame;
Pastagem para seis vacas e uma novilha e as respectivas
crias até ao desmame;
1778
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
7 % das crias das porcas, em caso de afilhador, em cada
afilhação.
5 — O polvilhal e percentagens referidos no número
anterior constituem as condições mínimas, não podendo
a entidade patronal, se aquelas forem superiores, compensar com excesso qualquer outra remuneração ou
exigir pelo menos também qualquer pagamento do trabalhador.
6 — A composição do polvilhal ou composições pode
ser outra, se tal as partes acordarem, sem prejuízo, também em alternativa, da remuneração especial prevista no
n.º 3.
7 — Quando o guardador de gado ou tratador não tenha
polvilhal, acordará com a sua entidade patronal e recebimento de uma compensação por isso, que acrescerá ao
seu salário base.
Cláusula 30.ª
Limites do trabalho extraordinário
O trabalho extraordinário não poderá exceder os seguintes limites máximos:
a) Duas horas por dia;
b) Duzentas e quarenta horas por ano.
Cláusula 31.ª
Trabalho nocturno
1 — Considera-se trabalho nocturno o prestado entre as
20 horas de um dia e as 7 horas do dia imediato.
2 — O prestado em prolongamento de um período de
trabalho nocturno, desde que este seja igual ou superior
a três horas.
Cláusula 32.ª
Cláusula 28.ª
Trabalho em dias de descanso semanal ou feriados
Horário de trabalho, definição e princípio geral
1 — Compete à entidade patronal estabelecer o horário
do pessoal ao seu serviço, isto é, a hora de início e termo
do trabalho diário, bem como o intervalo do almoço.
2 — Em caso de não haver acordo, a conciliação do
problema será efectuada entre a entidade patronal ou o seu
representante e o respectivo sindicato agrícola.
3 — O horário de trabalho, a relação das horas extraordinárias e o mapa de pessoal devem ser afixados em local
visível, na sede da empresa.
Cláusula 29.ª
1 — O trabalho prestado em dia de descanso semanal,
descanso complementar ou feriados não poderá exceder o
período de trabalho diário normal e só poderá ser efectuado
mediante acordo expresso entre as partes.
2 — A prestação de trabalho em dia de descanso semanal e complementar, bem como em dia de feriado, confere
o direito a um dia completo de descanso compensatório, o
qual terá lugar num dia útil da semana seguinte.
3 — Se não lhe for concedido o dia de descanso compensatório, o trabalhador pode exigir desde logo o valor
correspondente.
Trabalho extraordinário — Princípios gerais
Cláusula 33.ª
1 — É considerado trabalho extraordinário o prestado
fora do período normal de trabalho.
2 — As empresas e os trabalhadores comprometem-se a
obedecer ao princípio da eliminação progressiva do recurso
ao trabalho extraordinário.
3 — Em regra geral, cada trabalhador não pode prestar
mais de duas horas de trabalho extraordinário por dia.
4 — O limite referido no número anterior só poderá ser
ultrapassado mediante acordo expresso das partes e nos
seguintes termos:
Não prestação de trabalho por questões climatéricas
a) Quando a sua prestação implique prejuízos importantes ou se verifiquem casos de força maior;
b) Quando ocorrem motivos ponderosos, devidamente
justificados, nomeadamente relativos à natureza do trabalho e aos aspectos sazonais das actividades abrangidas
por este contrato.
5 — Em caso algum poderá ser utilizado trabalho extraordinário como forma de evitar o preenchimento de
postos de trabalho.
6 — Não será considerado trabalho extraordinário o trabalho prestado para compensar suspensões de actividades
solicitadas pelo trabalhador.
7 — Quando haja motivos atendíveis da sua parte e os
mesmos tenham sido comunicados à entidade patronal,
o trabalhador poderá ser dispensado do trabalho extraordinário.
1 — Os trabalhadores terão direito a receber por inteiro
o salário e outras remunerações correspondentes aos dias
ou horas em que não possam efectivamente trabalhar devido a chuva, cheias ou outros fenómenos atmosféricos,
se, estando no local de trabalho, lhes não for distribuída
qualquer outra tarefa.
2 — Se, em virtude das referidas condições climatéricas,
não houver possibilidade física ou interesse por parte da
entidade patronal de os trabalhadores se deslocarem ao
local de trabalho, terão direito a receber o salário correspondente ao período normal de trabalho.
Cláusula 34.ª
Prestação de serviços não compreendidos
no objecto do contrato
1 — A entidade patronal pode, quando o interesse da exploração agrícola o justificar, encarregar temporariamente
trabalhador de serviços não compreendidos no objecto do
contrato mas que esteja em categoria profissional afim,
desde que tal mudança não implique diminuição da retribuição nem perda de direitos nem regalias.
2 — Considera-se trabalho temporário o prestado num
período não superior a 30 dias.
3 — Tal período só poderá ser ultrapassado desde que
se verifique motivo ponderoso e acordo entre as partes.
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CAPÍTULO VIII
Cláusula 39.ª
Retribuição do trabalho
Subsídio de férias
Cláusula 35.ª
Definição de retribuição
1 — Considera-se retribuição do trabalho tudo aquilo a
que, nos termos do presente contrato, dos usos e costumes
da empresa e do contrato individual de trabalho, o trabalhador tem direito a receber regular e periodicamente como
contrapartida da prestação do trabalho.
2 — A retribuição compreende a remuneração de base
e todas as outras prestações regulares e periódicas feitas
directa ou indirectamente em dinheiro ou em espécie.
3 — Até prova em contrário, presume-se constituir retribuição toda e qualquer prestação da entidade patronal
ao trabalhador.
Cláusula 36.ª
Retribuições de base mínimas
As remunerações de base mínimas mensais são as que
constam do anexo III ao presente CCT.
Cláusula 37.ª
Dedução do montante das remunerações mínimas
1 — Sobre o montante das remunerações podem incidir, mediante acordo expresso das partes, as seguintes
deduções:
a) Valor da remuneração em géneros e da alimentação,
desde que usualmente praticados na região ou empresa,
mas cuja prestação se deva por força de contrato de trabalho
e com natureza de retribuição;
b) O valor do alojamento prestado pela entidade patronal
devido por foça de contrato de trabalho e com natureza
de retribuição.
2 — Por habitação poder-se-á descontar até € 5 por mês,
até € 0,01 por metro quadrado por ano, por água doméstica,
até € 0,50 por mês, e por electricidade, obrigatoriedade
de contador em cada casa; o montante gasto será, na sua
totalidade, pago pelo trabalhador.
3 — O valor da prestação pecuniária da remuneração
mínima garantida não poderá, em caso algum, ser inferior
a metade do respectivo montante.
4 — Quaisquer outros produtos que o trabalhador receba
como salário serão descontados pelo preço do valor médio
do mercado regional.
1 — Além da retribuição correspondente ao seu período
de férias, os trabalhadores têm direito a um subsídio de
férias de montante igual ao dessa retribuição.
2 — O subsídio será pago oito dias antes do início das
férias.
3 — Os trabalhadores contratados a termo terão direito
a receber uma importância proporcional ao tempo de trabalho equivalente a dois dias úteis por mês.
Cláusula 40.ª
Subsídio de Natal
1 — Todos os trabalhadores permanentes abrangidos
por este CCT têm direito a receber pelo Natal, independentemente da assiduidade, um subsídio em dinheiro igual
à retribuição mensal.
2 — Os trabalhadores que no ano de admissão não tenham concluído um ano de serviço terão direito a tantos
duodécimos daquele subsídio quantos os meses de serviço
que completarem até 31 de Dezembro desse ano.
3 — Suspendendo-se o contrato de trabalho por
impedimento prolongado de um trabalhador, este terá
direito:
a) No ano de suspensão, a um subsídio de Natal de
montante proporcional ao número de meses completos de
serviço prestado nesse ano;
b) No ano de regresso à prestação de trabalho, a um
subsídio de Natal de montante proporcional ao número de
meses completos de serviço até 31 de Dezembro a contar
da data de regresso.
4 — Cessando o contrato de trabalho, a entidade patronal pagará ao trabalhador a parte de um subsídio de Natal
proporcional ao número de meses completos de serviço
no ano da cessação.
5 — O subsídio de Natal será pago até 15 de Dezembro de cada ano, salvo no caso de cessação do contrato
de trabalho em que o pagamento se efectuará na data da
cessação referida.
6 — Os trabalhadores a termo certo ou incerto terão
direito a receber uma importância proporcional ao tempo
de trabalho efectuado, calculado com base nos valores
contratualmente fixados para a respectiva categoria profissional, respeitante às funções executadas.
Cláusula 41.ª
Remuneração do trabalho nocturno
Cláusula 38.ª
Retribuição hora
O valor da retribuição normal é calculado pela seguinte
fórmula:
A remuneração do trabalho nocturno será superior em
30 % à remuneração a que dá direito o trabalho equivalente
prestado durante o dia.
Cláusula 42.ª
RM × 12
52 × N
Remuneração do trabalho extraordinário
sendo a remuneração RM o valor da retribuição mensal e
N o período normal de trabalho a que o trabalhador esteve
obrigado.
A remuneração do trabalho extraordinário será igual à
remuneração da hora normal acrescida de 100 % nas horas
subsequentes em cada dia.
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Cláusula 43.ª
Cláusula 48.ª
Remuneração de trabalho em dias de descanso semanal, dias
de feriados e em dias
ou meios dias de descanso complementar
Transporte para o local de trabalho
O trabalhador que presta serviço em dia de descanso semanal, dia feriado e no dia de descanso complementar terá
direito, além da retribuição que recebia se não trabalhasse,
à remuneração pelo trabalho prestado, com um acréscimo
de 100 % sobre a retribuição normal.
Cláusula 44.ª
Local, forma e data de pagamento
1 — A empresa é obrigada a proceder ao pagamento
da retribuição no local previamente acordado com os trabalhadores.
2 — No acto de pagamento de qualquer retribuição ou
subsídio, é obrigatório que a entidade patronal entregue
ao trabalhador documento onde constem o nome completo
deste, período a que a retribuição corresponde, discriminação das importâncias relativas ao trabalho extraordinário e
ao trabalho em dia de descanso semanal ou feriado, todos
os descontos e deduções, devidamente especificados, bem
como o montante líquido a receber.
3 — A obrigação de satisfazer a retribuição vence-se ao
mês para todos os trabalhadores e deverá o seu pagamento
ser efectuado até ao último dia de cada mês.
1 — As entidades patronais asseguram transporte aos
trabalhadores quando as distâncias para o local de trabalho
sejam superiores a 2 km contados a partir da residência
destes ou do local de concentração habitual, quando este
não diste de 2 km da sua residência.
2 — A entidade patronal deverá assegurar o transporte
tapado, desde que distância e as condições climatéricas o
exijam, sobretudo no período de Inverno.
3 — Se a entidade patronal estiver impossibilitada de
garantir o transporte referido nos números anteriores, pagará em alternativa, um subsidio de deslocação, de acordo
com o n.º 4 da cláusula 51.ª, de importância igual à definida
no anexo I.
4 — Se a entidade patronal tiver acordado fornecer
transporte ao trabalhador e se injustificadamente não lhe
proporcionar esse transporte nem lhe pagar as despesas
com a deslocação em veículo próprio, assiste ao trabalhador o direito de rescindir o acordo de trabalho mediante
justa causa.
Cláusula 49.ª
Conceito de transferência do local de trabalho
Entende-se por transferência do local de trabalho toda a
deslocação definitiva dos trabalhadores do local de trabalho
onde estão colocados para qualquer outro.
Cláusula 45.ª
Cláusula 50.ª
Remunerações pelo exercício das funções inerentes
a diversas categorias profissionais
Transferência a pedido do trabalhador
Quando algum trabalhador exerça funções inerentes a
diversas categorias profissionais terá direito, enquanto as
executar, à remuneração mais elevada das estabelecidas
para essas categorias profissionais.
Os trabalhadores têm direito a ser transferidos a seu
pedido desde que haja vaga noutra exploração agrícola
pertencente ao mesmo proprietário ou sob a mesma administração e não cause prejuízo à entidade patronal.
Cláusula 51.ª
Cláusula 46.ª
Transferência por necessidade de serviço
Subsídio de capatazaria
Transportes, transferências e deslocações
1 — A entidade patronal que, por sua conveniência,
transferir o trabalhador mediante prévio acordo para outro
local de trabalho custeará todas as despesas que para o
trabalhador decorrerem dessa transferência
2 — Em caso de transferência, a entidade patronal fica
obrigada a garantir alojamento condigno para si e sua
família.
3 — A entidade patronal só poderá transferir o trabalhador para outro local de trabalho se essa transferência
não causar prejuízos sérios ao trabalhador.
4 — Sempre que resultem prejuízos sérios da transferência, o trabalhador poderá optar pela rescisão do contrato,
tendo, neste caso, direito a uma indemnização, de acordo
com a respectiva antiguidade e respeitante a um mês de
ordenado por cada ano de antiguidade ou fracção, nunca
inferior a três meses.
Cláusula 47.ª
Cláusula 52.ª
Local de trabalho
Deslocações em serviço e princípios gerais
O trabalho deve ser prestado no local convencionado ou
num que resulte da natureza do serviço ou circunstâncias
do contrato.
1 — Entende-se por deslocações em serviço a realização temporária de trabalho fora das locais habituais de
trabalho.
1 — O capataz tem direito a receber um subsídio mensal
de € 28 pelo exercício das funções de chefia.
2 — Sempre que um capataz tenha sob a sua orientação
trabalhadores a que corresponde uma remuneração mais
elevada, terá direito a essa remuneração, para além do
subsídio mensal referido no número anterior.
3 — O subsídio de capatazaria integra-se, para todos os
efeitos, na retribuição do trabalhador.
4 — Se um trabalhador exercer temporariamente a
função de capataz, terá direito ao subsídio de capatazaria
proporcionalmente ao período em que exercer a função.
CAPÍTULO IX
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
2 — Sempre que o trabalhador deslocado o desejar
poderá requerer à entidade patronal que a retribuição de
trabalho, ou parte dela, seja paga no local habitual e à
pessoa indicada, por escrito, pelo trabalhador.
3 — O tempo ocupado nos trajectos de ida, regresso e
espera é, para todos os efeitos, considerado como tempo
de serviço.
4 — Se o trabalhador concordar em utilizar veiculo
próprio ao serviço da entidade patronal, por cada quilómetro percorrido ser-lhe-á paga a importância indicada
no anexo III.
5 — O tempo ocupado nos trajectos de ida, regresso e
espera, na parte que excede o período normal de trabalho,
será pago como trabalho extraordinário.
Cláusula 53.ª
Pequenas deslocações e direitos dos trabalhadores
1 — Consideram-se pequenas deslocações em serviço
as que permitem o regresso dos trabalhadores à sua residência no mesmo dia.
2 — Direitos dos trabalhadores:
a) Pagamentos das despesas de transporte, quando efectuadas em transporte público;
b) Pagamento das despesas de alimentação, quando não
previstas, cujo valor está indicado no anexo III.
Cláusula 54.ª
Grandes deslocações e direitos dos trabalhadores
1 — Nenhum trabalhador poderá ser obrigado a realizar
deslocações.
2 — Os trabalhadores, além da retribuição normal, terão
direito ao custeamento pela entidade patronal de todas as
despesas feitas pelo trabalhador directamente impostas
pela grande deslocação.
Cláusula 56.ª
Inactividade do trabalhador deslocado
As obrigações da empresa para com os trabalhadores
deslocados em serviço substituem durante o período de
inactividade laboral e involuntária.
CAPÍTULO X
Disciplina
Cláusula 57.ª
Poder disciplinar
1 — A entidade patronal tem poder disciplinar sobre os
trabalhadores que se encontrem ao seu serviço, de acordo
com as normas estabelecidas no presente CCT.
2 — A entidade patronal exerce o poder disciplinar,
directa e pessoalmente, ou através dos superiores hierárquicos do trabalhador, ou em quem para o efeito expressamente delegou.
Cláusula 57.ª
Infracção disciplinar
1 — Considera-se infracção disciplinar a violação culposa pelo trabalhador dos deveres que lhe são impostos
pelas disposições constantes do presente contrato.
2 — A infracção disciplinar prescreve decorridos 30 dias
sobre a data a que alegada infracção foi do conhecimento
da entidade patronal ou de quem as suas vezes fizer, bem
como no mesmo prazo caducará o respectivo direito.
Cláusula 58.ª
Sanções disciplinares
1 — As sanções aplicáveis aos trabalhadores pela prática
de infracções disciplinares são as seguintes:
Cláusula 55.ª
Cobertura de riscos inerentes às deslocações
1 — Durante o período de deslocação, os encargos com
assistência médica, medicamentos e hospitalar que, em
razão do local em que o trabalho seja prestado, deixem
eventualmente de ser assegurados aos trabalhadores pela
respectiva caixa de previdência ou não lhes sejam igualmente garantidos por qualquer entidade seguradora deverão
ser cobertos pela empresa, que para tanto assegurará as
obrigações que competiriam à causa se os trabalhadores
não estivessem deslocados.
2 — Durante os períodos de doença comprovados por
atestado médico, o trabalhador deslocado terá ainda direito
ao pagamento da viagem de regresso, se esta for prescrita
pelo médico assistente, ou à deslocação de um familiar
para que o acompanhe durante a doença.
3 — O trabalhador deslocado, sempre que não compareça ao serviço por motivo de doença, deverá avisar
no mais curto espaço de tempo possível a empresa, apresentando documento justificativo, sem o qual a falta será
considerada injustificada.
4 — Em caso de morte do trabalhador em grande deslocação, a empresa pagará todas as despesas de transporte
e trâmites legais para o local a indicar pela família.
a) Repreensão verbal;
b) Repreensão registada;
c) Suspensão sem vencimento;
d) Despedimento com justa causa.
As sanções têm carácter educativo, pelo que não poderão ser consideradas posteriores faltas, a não ser que
trate de casos de manifesta reincidência sobre a mesma
matéria ou de acumulação de faltas, embora sobre matérias
diferentes.
2 — Para a graduação da pena serão tomados em consideração os próprios factos e todas as circunstancias atenuantes e agravantes.
3 — As sanções aplicadas não poderão ter quaisquer outras consequências para o trabalhador quanto à redução dos
seus direitos, excepto no que respeita à retribuição, quando
a sanção seja a de suspensão e pela duração desta.
4 — A suspensão do trabalhador não pode exceder por
cada infracção, 12 dias e, em cada ano civil, o total de
30 dias.
5 — A suspensão em caso de reincidência ou de infracção disciplinar particularmente poderá atingir 20 dias.
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
6 — As sanções serão comunicadas ao sindicato respectivo no prazo de cinco dias e registadas no livro competente
ou na ficha individual.
Cláusula 60.ª
Sanções abusivas
1 — Consideram-se abusivas as sanções disciplinares
motivadas pelo facto de um trabalhador, por si ou por
iniciativa do sindicato que o represente:
a) Haver reclamado legitimamente contra as condições
de trabalho;
b) Exercer ou candidatar-se a funções em organismos
sindicais, comissões sindicais, instituições de previdência
e outras que representem os trabalhadores;
c) Em geral, exercer, ter exercido, pretender exercer ou
invocar os direitos e garantias que lhe assistem.
2 — Até prova em contrário, presumem-se abusivos o
despedimento ou aplicação de qualquer sanção que, sob
a aparência de punição de outra falta, tenham lugar até
seis meses após qualquer dos factos mencionados nas
alíneas a), b) e d) do número anterior ou até cinco anos
após o temo das funções, quando as não venha a exercer,
seja então, num ou noutro caso, o trabalhador servia a
mesma entidade patronal.
3 — As trabalhadoras permanentes não poderão ser
despedidas, salvo com justa causa, durante a gravidez e
até um ano após o parto, desde que aquela e este sejam
conhecidos da empresa.
Cláusula 61.ª
Consequências gerais da aplicação de sanções abusivas
1 — Se a empresa aplicar alguma sanção abusiva nos
casos das alíneas a), b) e d) do n.º 1 da cláusula anterior,
indemnizará o trabalhador, nos termos gerais de direito,
com as alterações constantes dos números seguintes.
2 — Se a sanção consistir no despedimento, a indemnização não será inferior ao dobro da fixada na cláusula 97.ª,
sem prejuízo do direito de o trabalhador optar pela reintegração na empresa, nos termos da cláusula 95.ª
3 — Tratando-se de suspensão, a indemnização não será
a 10 vezes a importância da retribuição perdida.
Cláusula 62.ª
Consequências especiais da aplicação de sanções abusivas
Se a entidade patronal aplicar alguma sanção abusiva ao
trabalhador, este terá os direitos consignados na cláusula
anterior, com as seguintes alterações:
a) Os mínimos afixados no n.º 3 são elevados ao dobro;
b) Em caso de despedimento, a indemnização nunca será
inferior à retribuição correspondente a um ano.
2 — Terá o seguinte formalismo, em função das especificidades próprias da agricultura:
a) Após a verificação da hipotética infracção constante
da cláusula 94.ª, a entidade patronal enviará carta registada,
com aviso de recepção, contendo a nota de culpa constante
do processo disciplinar ao trabalhador;
b) Enviará carta registada à entidade sindical respectiva,
contendo cópia da mesma nota de culpa;
c) Se houver comissão de trabalhadores, esta também
receberá uma cópia;
d) Sobre a data de recepção da nota de culpa, o trabalhador terá um prazo de cinco dias úteis para, por escrito,
apresentar a sua defesa;
e) A nota de culpa deverá conter a norma violada e a
definição caracterizada das condutas e especificar a sanção
que se pretende aplicar ou, pelo menos, a pena máxima,
que, no caso de se provarem os factos, poderá ser aplicada;
f) As testemunhas arroladas pelo trabalhador são inquiridas nos cinco dias seguintes à sua indicação. Os documentos, se os houver, juntos com a defesa, deverão sempre
acompanhar a resposta à nota de culpa;
g) Depois de juntos todos os elementos, o processo
deverá ser suspenso para poder ser analisado por quem
a entidade sindical entender ou o delegado sindical da
empresa, durante cinco dias;
h) Nos 10 dias subsequentes, a entidade patronal deverá
elaborar despacho final, devidamente fundamentado;
i) Deverá o trabalhador receber por carta registada, com
aviso de recepção, a decisão final, devidamente fundamentada, com a indicação da penalidade aplicada;
j) De todo o processo disciplinar, a entidade patronal
terá de enviar cópia ao sindicato respectivo, esteja ou não
o trabalhador sindicalizado;
k) A falta de qualquer formalidade atrás indicada por
culpa imputável à entidade patronal determina a nulidade
total do procedimento disciplinar;
l) Sempre que seja instaurado um processo disciplinar
cuja penalidade seja o despedimento com justa causa, o
trabalhador poderá ser suspenso, não perdendo quaisquer
regalias, seja a que título for, até à conclusão do mesmo,
excepto se o empresário provar que durante a suspensão
preventiva o trabalhador exerceu trabalho remunerado
durante o tempo em que se encontrava suspenso;
m) A não inclusão da penalidade a aplicar ao trabalhador
constante da nota de culpa torna o processo disciplinar
nulo e de nenhum efeito.
3 — A execução da sanção disciplinar terá de ter lugar
nos três meses subsequentes à decisão.
4 — A não inclusão na nota de culpa da intenção de proceder ao despedimento do trabalhador inibe a entidade patronal de aplicar esta sanção e torna-a, se aplicada, nula e
de nenhum efeito.
CAPÍTULO XI
Cláusula 63.ª
Suspensão da prestação de trabalho
Infracção disciplinar
Cláusula 64.ª
1 — O exercício do poder disciplinar implica a averiguação dos factos, circunstâncias ou situações em que a
alegada violação foi praticada, mediante processo disciplinar, nos termos dos números seguintes.
Direito a férias
1 — Os trabalhadores têm direito a um período de férias
remuneradas em cada ano civil.
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
2 — O direito a férias reporta-se ao trabalho prestado
no ano civil anterior e não está condicionado à assiduidade
ou efectividade de serviço, sem prejuízo do disposto na
cláusula 89.ª
3 — O direito a férias deve-se efectivar de modo a possibilitar a recuperação física e psíquica dos trabalhadores
e assegurar-lhe as condições mínimas de disponibilidade
pessoal, de integração na vida familiar e de participação
social e cultural.
4 — O direito a férias é irrenunciável e o seu gozo efectivo não pode ser substituído, fora dos casos expressamente
previstos na lei, por qualquer compensação económica ou
outra, ainda que com o acordo do trabalhador.
O valor obtido é referente a uma regalia social/dia. Para
obter o valor global (férias mais subsidio de férias mais
subsidio de Natal) multiplica-se por três.
Cláusula 68.ª
Retribuição durante as férias
1 — A retribuição correspondente ao período de férias
não pode ser inferior à que os trabalhadores receberiam
se estivessem em serviço activo e tem de ser paga antes
do início daquele período.
2 — A redução do período de férias nos termos da cláusula 90.ª não implica a redução correspondente na retribuição ou no subsidio de férias.
Cláusula 65.ª
Cláusula 69.ª
Aquisição do direito a férias
1 — O direito a férias adquire-se com a celebração do
contrato e vence-se no dia 1 de Janeiro de cada ano civil,
salvo o disposto no número seguinte.
2 — Quando o início do exercício de funções, por força
do contrato de trabalho, ocorra no 1.º semestre do ano
civil, o trabalhador terá direito, após o decurso do período
experimental, a um período de férias de 10 dias úteis.
Cláusula 66.ª
Duração do período de férias
1 — O período anual de férias é de 22 dias úteis.
2 — Para efeitos de férias, são úteis os dias da semana
de segunda-feira a sexta-feira, com excepção dos feriados,
não podendo as férias ter início em dia de descanso semanal
do trabalhador.
3 — A duração do período de férias é aumentada no
caso do trabalhador não ter faltado ou na eventualidade
de ter apenas faltas justificadas, no ano a que as férias se
reportam, nos seguintes termos:
a) Três dias de férias até ao máximo de uma falta ou
dois meios dias;
b) Dois dias de férias até ao máximo de duas faltas ou
quatro meios dias;
c) Um dia de férias até ao máximo de três faltas ou seis
meios dias.
Cláusula 67.ª
Direito a férias dos trabalhadores contratados a termo
1 — Os trabalhadores contratados a termo cuja duração
seja inferior a um ano têm direito a um período de férias
equivalente a dois dias úteis por cada mês completo de
serviço ou fracção.
2 — Para efeitos de determinação do mês completo
de serviço devem contar-se todos os dias, seguidos ou
interpolados, em que foi prestado trabalho.
3 — O período de ferias resultante da aplicação do n.º 1
conta-se, para todos os efeitos, nomeadamente para o da
passagem de eventual a permanente, como tempo de serviço.
4 — O valor das férias e subsídios de férias e de Natal
é calculado pela seguinte fórmula:
2 dias × 8 horas ×
22 dias
vencimento/hora
Acumulação de férias
1 — As férias devem ser gozadas no decurso do ano
civil em que vencem, não sendo permitido acumular no
mesmo ano férias de dois ou mais anos.
2 — Não se aplica o disposto no número anterior, podendo as férias ser gozadas no 1.º semestre do ano civil
imediato, em acumulação ou não com as férias vencidas
neste, quando a aplicação da regra aí estabelecida cause
grave prejuízo à empresa ou ao trabalhador e desde que,
no primeiro caso, este dê o seu acordo.
3 — Terão direito a acumular férias de dois anos:
a) Os trabalhadores que exerçam a sua actividade no
continente, quando pretendam gozá-las nas Regiões Autónomas da Madeira ou dos Açores;
b) Os trabalhadores que pretendam gozar as férias com
familiares emigrantes no estrangeiro.
4 — Os trabalhadores poderão ainda acumular no
mesmo ano metade do período de férias vencido no ano
anterior com as desse ano, mediante acordo com a entidade
patronal.
Cláusula 70.ª
Marcação do período de férias
1 — A marcação do período de férias deve ser feita por
mútuo acordo entre a entidade patronal e o trabalhador.
2 — Na falta de acordo, caberá à entidade patronal a
elaboração do mapa de férias, ouvindo, para o efeito, a
comissão de trabalhadores, ou a comissão intersindical,
ou os delegados sindicais, pela ordem indicada.
3 — No caso previsto no número anterior, a entidade
patronal só pode marcar o período de férias entre 1 de Maio
e 31 de Outubro, salvo parecer favorável em contrário das
entidades nele referidas.
4 — As férias poderão ser marcadas para serem gozadas
em dois períodos interpolados.
5 — O mapa de férias definitivo deverá ser elaborado
e afixado nos locais de trabalho até ao dia 15 de Abril de
cada ano.
Cláusula 71.ª
Alteração do período de férias
1 — Se, depois de marcado o período de férias, exigência imperiosa do funcionamento da empresa comprovada
1784
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
pelas entidades indicadas no n.º 2 da cláusula anterior
determinar o adiantamento ou a interrupção das férias já
iniciadas, o trabalhador tem direito a ser indemnizado pela
entidade patronal dos prejuízos que comprovadamente haja
sofrido, na pressuposição de que gozaria integralmente as
férias na época fixada.
2 — A interrupção das férias não poderá prejudicar o
gozo seguido de metade do período a que o trabalhador
tem direito.
3 — Haverá lugar a alteração do período de férias sempre que o trabalhador, na data prevista para o seu início,
esteja temporariamente impedido por facto que não lhe
seja imputável.
Cláusula 72.ª
3 — A prova de situação de doença prevista no n.º 1
poderá ser feita por estabelecimento hospitalar, por médico de previdência ou por atestado médico, sem prejuízo,
neste ultimo caso, do direito de fiscalização e controlo por
médico indicado pela entidade patronal.
Cláusula 75.ª
Violação do direito de férias
No caso de a entidade patronal obstar ao gozo das férias, nos termos previstos no presente contrato colectivo,
o trabalhador receberá, a título de indemnização, o triplo
da retribuição correspondente ao período em falta, que
deverá obrigatoriamente ser gozado no 1.º semestre do
ano civil subsequente.
Efeitos da cessação do contrato de trabalho
Cláusula 76.ª
1 — Cessando o contrato de trabalho, qualquer que seja
a sua causa, o trabalhador terá direito a receber a retribuição
correspondente a um período de férias proporcional ao
tempo de serviço prestado no ano da cessação, bem como
ao respectivo subsídio.
2 — Se o contrato cessar antes de gozado o período
de férias vencido no início desse ano, o trabalhador terá
ainda direito a receber a retribuição correspondente a esse
período, bem como o respectivo subsídio.
3 — O período de férias a que se refere o número anterior, ainda que não gozado, conta sempre para efeitos
de antiguidade.
Exercício de outra actividade durante as férias
1 — O trabalhador não pode exercer durante as férias
qualquer outra actividade remunerada, salvo se já viesse
exercendo cumulativamente ou a entidade patronal o autorize a isso.
2 — A contravenção ao disposto no número anterior,
sem prejuízo da eventual responsabilidade disciplinar do
trabalhador, dá a entidade patronal o direito a reaver a retribuição correspondente às férias e ao respectivo subsídio.
Cláusula 77.ª
Multas
Cláusula 73.ª
Efeitos da suspensão do contrato de trabalho
por impedimento prolongado
1 — No ano de suspensão do contrato de trabalho por
impedimento prolongado respeitante ao trabalhador, se
se verificar a impossibilidade total ou parcial do gozo do
direito a férias já vencido, o trabalhador terá direito à retribuição correspondente ao período de férias não gozado
e ao respectivo subsídio.
2 — No ano da cessação do impedimento prolongado
o trabalhador terá direito à retribuição correspondente ao
período de ferias e ao respectivo subsidio que teria vencido
em 1 de Janeiro desse ano se tivesse estado ininterruptamente ao serviço.
3 — Os dias de férias que excedam o número de dias
contados entre o momento da apresentação do trabalhador
após a cessação do impedimento e o termo do ano civil
em que se verifique serão gozados no 1.º semestre do ano
indicado.
1 — No caso de inobservância de qualquer das normas
deste capitulo, a entidade patronal fica sujeita a multa
de € 5 a € 10 por cada trabalhador em relação ao qual se
verifique a infracção.
2 — O produto das multas reverte para o fundo de desemprego.
Cláusula 78.ª
Licença sem retribuição
1 — A entidade patronal pode atribuir ao trabalhador,
a pedido deste, licença sem retribuição.
2 — O período de licença sem retribuição conta-se para
efeitos de antiguidade.
3 — Durante o mesmo período cessam os direitos, deveres e garantias das partes, na medida em que pressuponham
a efectiva prestação de trabalho.
Cláusula 79.ª
Descanso semanal
Cláusula 74.ª
Doença no período de férias
1 — Se os trabalhadores adoecerem durante as férias,
são as mesmas interrompidas, desde que a entidade patronal seja do facto informada, prosseguindo o respectivo
gozo após o termo da situação de doença, nos termos em
que as partes acordaram, e, na falta de acordo, logo após
a alta.
2 — Aplica-se o disposto na parte final do número anterior o disposto no n.º 3 da cláusula 72.ª
O trabalhador tem direito a um dia de descanso por
semana, que só excepcionalmente poderá deixar de ser
ao domingo.
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Cláusula 80.ª
Feriados
1 — São feriados obrigatórios:
1 de Janeiro;
25 de Abril;
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Sexta-Feira Santa;
Domingo de Páscoa;
1.º de Maio;
Corpo de Deus;
10 de Junho;
15 de Agosto;
5 de Outubro;
1 de Novembro;
1 de Dezembro;
8 de Dezembro;
25 de Dezembro
Feriado Municipal.
2 — Quaisquer dos feriados referidos no número anterior poderão ser observados noutro dia com significado
local.
3 — Facultativamente, poderão ser observados a terça-feira de Carnaval e o dia 24 de Dezembro.
4 — Em substituição do feriado referido no número
anterior, poderá ser observado, a título de feriado, qualquer outro dia em que acordem a entidade patronal e o
trabalhador.
Cláusula 81.ª
Garantia de retribuição
O trabalhador tem direito à retribuição correspondente
aos feriados, quer obrigatórios, quer facultativos, sem que
a entidade patronal os possa compensar com trabalho extraordinário.
Cláusula 82.ª
b) As faltas das até 15 dias úteis consecutivos por motivo
de casamento;
c) Falecimento de companheiro(a), cônjuge não separado de pessoas e bens ou pais, filhos, sogros, genros e
noras, padrastos, madrastas, enteados e irmãos e de pessoa
que viva em união de facto ou economia comum com o
trabalhador, durante cinco dias úteis consecutivos;
d) Falecimento de avós, netos, tios, sobrinhos, cunhados,
durante dois dias úteis consecutivos;
e) Nascimento de filho, durante cinco dias úteis, seguidos ou alternados;
f) No dia de prestação de provas de exame;
g) Durante todo o dia de doação gratuita de sangue;
h) As faltas dadas em consequência da imposição, devidamente comprovada, de autoridade judicial, militar ou
policial ou de qualquer órgão da Administração Pública;
i) As motivadas por impossibilidade de prestar trabalho
devido ao facto que não seja imputável ao trabalhador,
nomeadamente doença ou necessidade de prestação de
assistência inadiável a membros do seu agregado familiar;
j) As motivadas pela prática de actos necessários inadiáveis no exercício de funções em associações sindicais
ou instituições de previdência e na qualidade de delegado
sindical ou de membro de comissões de trabalhadores;
k) As faltas dadas no exercício das funções nos corpos
gerentes de instituições de previdência, até aos limites
fixados na lei para os dirigentes sindicais;
l) Pelo tempo indispensável aos trabalhadores que sejam
bombeiros voluntários em cumprimento de funções, se
como tal o trabalhador estiver inscrito;
m) As faltas por motivo de doença ou acidente de trabalho, nos primeiros três dias, de acordo com o documento
comprovativo de entrada para o subsídio de doença.
Definição de faltas
1 — Entende-se por falta a ausência ao trabalho durante
o período normal de trabalho de um dia.
2 — Nos casos de não comparência ao trabalho durante
períodos inferiores a um dia, os respectivos tempos são
adicionados, contando-se como faltas na medida em que
perfizerem um ou mais dias de trabalho. Os excedentes
inferiores a um dia serão desprezados no fim de cada ano
civil.
3 — Não serão efectuados descontos na retribuição por
ausências ao serviço que, acumuladas, sejam inferiores a
uma falta.
Cláusula 83.ª
Tipos de faltas
Consideram-se os seguintes tipos de faltas:
a) Justificadas com obrigatoriedade de retribuição;
b) Justificadas sem obrigatoriedade de retribuição;
c) Injustificadas.
Cláusula 84.ª
Faltas com obrigatoriedade de retribuição
1 — Consideram-se justificadas com obrigatoriedade
de retribuição:
a) As faltas prévia ou posteriormente autorizadas pela
entidade patronal;
2 — Nos casos previstos nos números anteriores, a entidade patronal poderá exigir provas de veracidade dos
factos alegados, excepto nos casos em que a lei prevê a
simples comunicação.
Cláusula 85.ª
Faltas justificadas sem obrigatoriedade de retribuição
1 — Consideram-se justificadas sem obrigatoriedade
de retribuição:
a) As faltas prévia ou posteriormente autorizadas pela
entidade patronal, com indicação expressa de não pagamento;
b) As faltas por motivo de doença ou acidente, desde
que o trabalhador tenha direito ao subsidio da previdência
respectivo;
c) As faltas dadas por motivo de acidente de trabalho,
desde que o trabalhador tenha direito ao respectivo subsídio;
d) As faltas previstas nas alíneas i) e j) da cláusula anterior para além dos limites aí estabelecidos;
e) As faltas dadas por motivo de falecimento de primeiros primos, durante dois dias consecutivos;
f) Impedimento prolongado por decisão judicial.
2 — A entidade patronal poderá sempre exigir prova da
veracidade dos factos alegados, excepto nos casos em que
a lei prevê a simples comunicação.
1786
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Cláusula 86.ª
falta, até ao limite de um terço do período de férias a que
o trabalhador tiver direito.
Faltas injustificadas
1 — As faltas injustificadas determinam sempre a perda
da retribuição correspondente ao período de ausência, o
qual será descontado, para todos os efeitos, na antiguidade
do trabalhador.
2 — Tratando de faltas injustificadas a um período normal de trabalho diário, o período de ausência a considerar
para os efeitos do número anterior obrigará, para além do
período em falta, a mais um dia imediatamente anterior
ou posterior se este coincidir com um feriado ou dia de
descanso semanal.
3 — Ocorre em infracção disciplinar grave o trabalhador que:
a) Faltar injustificadamente durante quatro dias consecutivos ou oito dias interpolados no período de um ano;
b) Faltar injustificadamente com alegação de motivo de
justificação comprovadamente falso.
4 — No caso de a apresentação do trabalhador para
início ou reinício da prestação de trabalho se verificar com
atraso injustificado superior a trinta ou sessenta minutos,
pode a entidade patronal recusar a aceitação da prestação
durante parte ou todo o período normal de trabalho, respectivamente.
Cláusula 87.ª
Faltas motivadas por razões climatéricas
As faltas motivadas por razões climatéricas consideram-se sempre justificadas e determinam os efeitos previstos
na cláusula 33.ª
Cláusula 90.ª
Impedimento prolongado
1 — Caso o trabalhador esteja temporariamente impedido de comparecer ao trabalho por facto que não lhe
seja imputado, nomeadamente serviço militar obrigatório,
doença ou acidente, decisão judicial, e o impedimento se
prolongue por mais de um mês, cessam os deveres, direitos
e garantias das partes, na medida em que pressuponham
a efectiva prestação de trabalho, sem prejuízo da observância das disposições aplicáveis da legislação sobre a
previdência.
2 — O tempo de impedimento conta-se para efeitos
de antiguidade, conservando os trabalhadores o direito
ao lugar.
3 — O disposto no número anterior começará a observar-se, mesmo antes de expirar o prazo de um mês, a partir
do momento em que haja a certeza ou se preveja com
segurança que o impedimento terá duração superior àquele
prazo.
4 — Terminado o impedimento, o trabalhador deve, no
prazo de 15 dias, apresentar-se à entidade patronal para
retomar o serviço, sob pena de perder o direito ao lugar,
salvo no caso de doença ou acidente, em que se deverá
apresentar no dia seguinte à alta.
5 — Quando o trabalhador esteja temporariamente impedido de comparecer ao trabalho em virtude de estar
preso, aplicar-se-lhe-á também o regime de impedimento
prolongado, mesmo que a prisão não se prolongue por
mais de 30 dias.
CAPÍTULO XII
Cláusula 88.ª
Cessação do contrato de trabalho
Participação de falta
1 — As faltas justificadas, quando previsíveis, serão
obrigatoriamente comunicadas à entidade patronal com a
antecedência mínima de dois dias.
2 — Quando imprevistas, as faltas justificadas serão
obrigatoriamente comunicadas à entidade patronal logo
que possível.
3 — As faltas não comunicadas nos termos dos números
anteriores serão consideradas como não justificadas, salvo
motivo impeditivo da comunicação no período fixado,
devendo esta ser feita logo que cesse o impedimento.
4 — A entidade patronal pode, em qualquer caso de
falta injustificada, exigir ao trabalhador prova dos factos
invocados para a justificação.
Cláusula 89.ª
Efeito das faltas no direito a férias
1 — As faltas, justificadas ou injustificadas, não têm
qualquer efeito sobre o direito a férias do trabalhador,
salvo o disposto no número seguinte.
2 — Nos casos em que as faltas determinam a perda
de retribuição, esta poderá ser substituída, se o trabalhador assim expressamente o preferir, por perda de dias de
férias, na proporção de um dia de ferias por cada dia de
Cláusula 91.ª
Causas da cessação do contrato de trabalho
1 — O contrato de trabalho pode cessar por:
a) Mútuo acordo das partes;
b) Caducidade;
c) Rescisão por qualquer das partes ocorrendo justa
causa;
d) Rescisão por parte do trabalhador.
2 — É proibido à entidade patronal promover o despedimento sem justa causa ou por motivos políticos, ideológicos ou religiosos, acto que será nulo de pleno direito.
3 — Cessando o contrato de trabalho por qualquer
causa, o trabalhador terá direito a receber a retribuição
correspondente a um período de ferias proporcional ao
tempo de serviço efectivamente prestado no acto da cessação e igual montante de subsídio de férias e de Natal.
Cláusula 92.ª
Cessação do contrato de trabalho por mútuo acordo das partes
1 — É sempre lícito à entidade patronal e ao trabalhador
fazerem cessar, por mútuo acordo, o contrato de trabalho,
1787
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
quer este tenha prazo quer não, sem observância das obrigações e limitações estabelecidas neste capítulo.
2 — A cessação do contrato por mútuo acordo deve
sempre constar de documento escrito, assinado por ambas as partes, em duplicado, ficando cada parte com um
exemplar.
3 — São nulas as cláusulas de acordo revogatório das
quais resulte que o trabalhador não pode exercer direitos
já adquiridos ou reclamar créditos vencidos.
4 — No prazo de sete dias a contar da data da assinatura do documento referido no n.º 2, o trabalhador poderá
revogá-lo unilateralmente, reassumindo o exercício do
seu cargo depois de devolver as quantias recebidas nos
termos do n.º 3 da cláusula 82.ª, desde que haja acordo
da entidade patronal.
Cláusula 93.ª
Cessação do contrato de trabalho por caducidade
1 — O contrato de trabalho caducará nos termos legais,
nomeadamente:
a) Expirando o prazo por que foi estabelecido ou
concluindo-se a tarefa para que foi celebrado;
b) Com a reforma do trabalhador;
c) Verificando-se a morte ou impossibilidade superveniente, absoluta e definitiva de o trabalhador prestar o
trabalho para que foi encontrado ou de a entidade patronal
o receber.
2 — Nos casos previstos na alínea b) do n.º 1, só se
considera verificada a impossibilidade quando ambas as
partes a conheçam ou devam conhecer.
Cláusula 94.ª
Cessação do contrato de trabalho por despedimento
promovido pela entidade patronal com justa causa
1 — Verificando-se justa causa, o trabalhador pode ser
despedido, quer o contrato tenha prazo ou não.
2 — A verificação de justa causa depende sempre de
processo disciplinar, a celebrar nos termos da cláusula 63.ª
3 — A inexistência de justa causa, a inadequação de
sanção ao comportamento verificado e a nulidade ou inexistência de processo disciplinar determinam a nulidade
do despedimento.
Cláusula 95.ª
Justa causa para despedimento por parte da entidade patronal
1 — Considera-se justa causa o comportamento culposo
do trabalhador que, pela sua gravidade e consequências,
torne imediata e praticamente impossível a subsistência
da relação de trabalho.
2 — Constituirão, nomeadamente, justa causa de despedimento os seguintes comportamentos do trabalhador:
a) Desobediência ilegítima às ordens dadas por responsáveis hierarquicamente superiores;
b) Violação de direitos e garantias de trabalhadores da
empresa;
c) Provocação repetida de conflitos com outros trabalhadores da empresa;
d) Desinteresse repetido pelo cumprimento, com a diligência devida, das obrigações inerentes ao exercício do
cargo ou posto de trabalho que lhe esteja confiado;
e) Lesão de interesses patrimoniais sérios da empresa;
f) Prática intencional, no âmbito da empresa, de actos
lesivos da economia nacional;
g) Faltas não justificadas ao trabalho que determinem
directamente prejuízos ou riscos graves para a empresa ou,
independentemente de qualquer prejuízo ou risco, quando
o número de faltas injustificadas atingir, em cada ano,
5 seguidas ou 10 interpoladas;
h) Falta culposa da observância de normas de higiene
e segurança no trabalho;
i) Prática, no âmbito da empresa, de violências físicas,
injúrias ou outras ofensas punidas por lei sobre trabalhadores da empresa, elementos dos corpos sociais ou da
entidade patronal individual não pertencente aos mesmos
órgãos, seus delegados ou representantes;
j) Sequestro ou, em geral, crimes sobre as pessoas referidas na alínea anterior;
k) Incumprimento ou oposição ao cumprimento das
decisões judiciais ou actos administrativos executórios;
l) Reduções anormais de produtividade do trabalhador;
m) Falsas declarações relativas à justificação de faltas.
Cláusula 96.ª
Consequência do despedimento nulo
1 — O trabalhador tem direito, no caso referido no n.º 3
da cláusula 94.ª, às prestações que deveria ter normalmente auferido desde a data do despedimento até à data
da sentença, bem como à reintegração na empresa, no
respectivo cargo ou posto de trabalho, com a antiguidade
que lhe pertencia.
2 — Em substituição da reintegração, o trabalhador
pode optar por uma indemnização, calculada nos termos
previstos na cláusula 98.ª, para esse efeito, todo o tempo
decorrido até à data da sentença.
Cláusula 97.ª
Rescisão do contrato por parte do trabalhador
com justa causa
1 — O trabalhador poderá rescindir o contrato sem observância de aviso prévio, nas situações seguintes:
a) Necessidade de cumprir obrigações legais incompatíveis com a continuação ao serviço;
b) Falta escrupulosa do pagamento pontual da retribuição na forma devida;
c) Violação culposa das garantias legais e convencionais
do trabalhador;
d) Aplicação de sanção abusiva;
e) Falta culposa de condições de higiene e segurança
no trabalho;
f) Lesão culposa de interesses patrimoniais do trabalhador ou ofensa à sua honra e dignidade.
2 — O uso da faculdade conferida ao trabalhador de
fazer cessar o contrato de trabalho sem aviso prévio, de
acordo com a alínea b) do número anterior, não exonera a
empresa da responsabilidade civil ou penal que deu origem
determinante à rescisão.
1788
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Cláusula 98.ª
Indemnização por despedimento com justa causa
O trabalhador que rescinda o contrato com algum fundamento das alíneas b) a f) da cláusula 97.ª terá direito a
uma indemnização correspondente a um mês de retribuição
por cada ano ou fracção de antiguidade, não podendo ser
inferior a três meses.
Cláusula 99.ª
Rescisão do contrato de trabalho por parte
do trabalhador com aviso prévio
1 — O trabalhador tem direito a rescindir o contrato
individual de trabalho por decisão unilateral, devendo
comunicá-la por escrito, com aviso prévio de dois meses.
2 — Se o trabalhador tiver antiguidade inferior a dois
anos na empresa, o aviso será de 30 dias.
3 — Se o trabalhador não cumprir o prazo de pré-aviso
pagará à outra parte ou esta poder-se-á cobrar através de
qualquer crédito do trabalhador correspondente ao período
do pré-aviso em falta.
dade por que opta, presumindo-se, na falta de declaração,
que a licença tem a duração de 120 dias.
3 — No caso de aborto, a licença é de 30 dias, podendo
ser prolongada até 98 dias por indicação dos serviços médicos da empresa, médicos da empresa ou, na sua falta,
pelo médico assistente.
4 — Em caso de hospitalização do recém-nascido no
período abrangido pela licença de maternidade, esta poderá
ser interrompida até à data em que cesse o internamento e
retomada a partir de então, até final do período.
5 — O pai tem direito a uma licença pelo mesmo tempo
a que a mãe ainda teria direito após o parto, nos seguintes
casos:
a) Incapacidade física ou psíquica da mãe e enquanto
esta se mantiver;
b) Morte da mãe;
c) Decisão conjunta dos pais.
CAPÍTULO XIII
6 — Sempre que a mãe deseje, pode gozar as férias a
que tinha direito imediatamente antes ou depois da licença
de maternidade. O mesmo se aplica ao pai, nos casos previstos no n.º 3.
7 — A mulher trabalhadora que amamente ou assista ao
filho tem direito a ser dispensada, em cada dia de trabalho,
até ao máximo dessa missão, enquanto durar e até o filho
perfazer 1 ano de idade.
8 — As grávidas têm direito a ir às consultas pré-natais
nas horas de trabalho, sem perda de retribuição nos casos
em que tais consultas não sejam possíveis fora de horas de
trabalho, apresentando documento comprovativo.
9 — Durante a gravidez e até 12 meses após o parto é
facultada a possibilidade de recusa a prestar trabalho nocturno, trabalho suplementar e ou extraordinário, trabalhos
pesados ou com produtos tóxicos.
10 — Às trabalhadoras com responsabilidades familiares deve a empresa facilitar o emprego e meio tempo,
reduzindo-lhes proporcionalmente a retribuição, salvo se
daí resultar prejuízo para a entidade patronal.
Condições particulares de trabalho
Cláusula 102.ª
Cláusula 101.ª
Direitos especiais para trabalhadores-estudantes
Cláusula 100.ª
Reestruturação dos serviços
1 — A restruturação do serviços não é motivo para despedimentos individuais ou colectivos.
2 — Nos casos em que melhorias tecnológicas ou reestruturação dos serviços tenham como consequência o desaparecimento de postos de trabalho ou a sua transferência
para outro local, os trabalhadores têm direito a transmitir
para novas funções e ou locais de trabalho, com condições
de trabalho e regalias idênticas às que tinham, além de
toda a preparação necessária, sendo todos os encargos daí
decorrentes da responsabilidade da entidade patronal.
Protecção da maternidade e da paternidade
1 — Durante o período de gravidez e até 98 dias após o
parto ou aborto, a mulher trabalhadora deve ser dispensada
de executar tarefas clinicamente desaconselháveis para
o seu estado, sem perda ou diminuição da retribuição,
designadamente as que impliquem grande esforço físico,
trepidações, contacto com substâncias tóxicas, posições
incómodas ou transportes adequados.
2 — Por ocasião do parto, as trabalhadoras têm direito a
uma licença de 120 dias, 90 dias dos quais necessariamente
a seguir ao parto, podendo os restantes dias serem gozados
antes ou depois dessa data.
a) A trabalhadora pode optar por uma licença por
maternidade superior em 25 % à prevista no número
anterior, devendo o acréscimo ser gozado necessariamente a seguir ao parto, nos termos da legislação da
segurança social.
b) A trabalhadora deve informar o empregador até 7 dias
após o parto de qual a modalidade de licença por materni-
1 — Os trabalhadores que frequentem qualquer estabelecimento de ensino oficial ou particular ou outros cursos
de formação ou valorização profissional terão os seguintes
direitos especiais:
a) Dispensa até duas horas por dia para frequência de
aulas ou curso, conforme os horários destes, sem perda
de retribuição;
b) Gozo interpolado das férias para ajustamento das
épocas de exame.
2 — Para poderem beneficiar das regalias previstas
no número anterior os trabalhadores-estudantes terão de
fazer prova da sua condição de estudantes, da frequência
dos cursos.
Cláusula 103.ª
Trabalho de menores
1 — O trabalho de menores rege-se em conformidade
com a lei e demais legislação complementar.
1789
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
2 — A entidade patronal deve proporcionar aos menores que se encontrem ao seu serviço condições de trabalho adequadas à sua idade, prevenindo de modo especial
quaisquer danos ao seu desenvolvimento físico psíquico
e assegurando a sua inspecção médica pelo menos uma
vez por ano.
3 — A entidade patronal deve ainda ter particular cuidado na preparação profissional e cultural dos menores
ao seu serviço.
4 — É vedado à entidade patronal encarregar menores
de serviços que exijam esforços prejudiciais à sua saúde
e normal desenvolvimento.
CAPÍTULO XIV
Segurança, higiene e saúde no trabalho
Cláusula 104.ª
Princípios gerais
1 — Todos os trabalhadores, independentemente do
vínculo laboral que tenham celebrado com o empregador
têm direito à prestação de trabalho em condições de segurança, higiene e saúde.
2 — As empresas obrigam-se a cumprir o regime de
segurança, higiene e saúde no trabalho agrícola e florestal,
nomeadamente o disposto no Código do Trabalho.
3 — Os representantes de cada uma das partes poderão
fazer-se acompanhar dos assessores que julguem necessários, os quais não terão direito a voto.
4 — A comissão partidária funcionará enquanto estiver
em vigor o presente contrato, podendo os seus membros ser
substituídos pela parte que o nomeou em qualquer altura,
mediante comunicação, por escrito, à outra parte.
Cláusula 107.ª
Competência
1 — Compete à comissão paritária:
a) Interpretar as cláusulas do presente CCT;
b) Interpretar e deliberar sobre os casos e omissões no
presente CCT;
c) Proceder à definição e enquadramento de novas profissões;
d) Deliberar sobre dúvidas emergentes da aplicação do
presente CCT;
e) Deliberar sobre o local, calendário e convocação
das reuniões.
2 — A deliberação da comissão paritária que crie nova
categoria profissional deverá, obrigatoriamente, determinar
a respectiva integração num dos níveis de remuneração
do anexo I, para efeitos de retribuição e demais direitos e
regalias inerentes à respectiva categoria profissional.
Cláusula 108.ª
CAPÍTULO XV
Funcionamento e deliberações
Formação profissional
Cláusula 105.ª
Princípios gerais
1 — A formação profissional constitui um instrumento
para combater o défice de qualificação profissional e de
escolarização que se verifica em Portugal, assumindo carácter estratégico para a construção de uma sociedade
baseada no conhecimento e, consequentemente, para o
desenvolvimento do País, potenciando o aumento da capacidade competitiva das empresas, da produtividade, da
empregabilidade e da melhoria das condições de vida e de
trabalho das pessoas.
2 — As empresas obrigam-se a cumprir o regime de
formação profissional, nomeadamente o disposto no Código do Trabalho.
1 — A comissão paritária considera-se constituída e
apta a funcionar logo que os nomes dos vogais sejam
comunicados, por escrito e no prazo previsto no n.º 1 da
cláusula 106.ª, à outra parte e ao Ministério do Trabalho
e da Solidariedade Social.
2 — A comissão paritária funcionará a pedido de qualquer
das representações e só poderá deliberar desde que esteja
presente a maioria dos membros representantes de cada parte.
3 — As deliberações tomadas por unanimidade serão
depositadas e publicadas nos mesmos termos das convenções colectivas e consideram-se, para todos os efeitos,
como regulamentação do presente CCT.
4 — A pedido da comissão, poderá participar nas reuniões, sem direito a voto, um representante da DGERT do
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social.
CAPÍTULO XVII
CAPÍTULO XVI
Sistema de mediação laboral
Comissão paritária
Cláusula 109.ª
Cláusula 106.ª
Princípios gerais
Constituição
1 — Até 90 dias após a entrada em vigor deste contrato
será criada uma comissão paritária constituída por três
representantes de cada uma das partes outorgantes.
2 — Por cada representante efectivo será designado
um substituto para desempenho de funções no caso de
ausência do efectivo.
Sem prejuízo do disposto no capítulo anterior («Comissão paritária»), as partes aceitam, quando o considerem adequado, utilizar o Sistema de Mediação Laboral
em momento prévio a qualquer outro meio de resolução
de conflitos, para qualquer litígio laboral decorrente do
presente CCT ou em relação ao mesmo, desde que não
estejam em causa direitos indisponíveis ou não resultem
de acidentes de trabalho.
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
CAPÍTULO XVI
Direito à informação e consulta
Cláusula 110.ª
Princípios gerais
As partes outorgantes do presente CCT reconhecem a
necessidade de promover, desenvolver e concretizar, de
forma continuada e regular, mecanismos que incentivem o
diálogo entre as entidades directa ou indirectamente outorgantes deste CCT e accionar em tempo útil a consulta prévia e participações dos agentes sociais intervenientes neste
sector, nomeadamente o direito à informação e consulta,
nos termos da Directiva Comunitária n.º 2002/14/CE, de
11 de Março, transposta para a legislação nacional através
do Código do Trabalho.
CAPÍTULO XVII
Disposições finais e transitórias
Cláusula 111.ª
Disposições transitórias
O presente contrato revoga anteriores instrumentos de
regulamentação colectiva de trabalho, aplicáveis aos trabalhadores pelo presente abrangidos.
Cláusula 112.ª
Regimes mais favoráveis
O regime estabelecido pelo presente contrato não prejudica direitos e regalias mais favoráveis em vigor, mesmo
que não previstos em instrumentos de regulamentação de
trabalho anteriores.
Cláusula 113.ª
Casos omissos
Aplicar-se-á a lei geral do trabalho nos casos não expressamente previstos neste contrato.
ANEXO I
Condições específicas, carreiras, acessos
e enquadramentos
I — Profissionais de engenharia
São profissionais de engenharia todos os trabalhadores
com habilitações académicas a nível de curso superior,
que confiram licenciatura, bacharelato ou qualquer outro
oficialmente equiparado.
São profissionais de engenharia:
A) Licenciados em Engenharia/Medicina Veterinária
1 — Definição:
1.1 — São os profissionais de engenharia licenciados
pelas universidades de engenharia agrária ou escolas veterinárias.
1 — Admissão:
1.1 — No acto de admissão será sempre exigido aos
licenciados em Engenharia/Medicina Veterinária diploma
ou documento equivalente.
1.2 — No acto de admissão, as empresas obrigam-se
a entregar a cada licenciado, enviando cópia ao sindicato
respectivo, no prazo de oito dias, um documento do qual
conste, juntamente com a identificação do interessado, a
definição de funções a desempenhar, classificação, retribuição mensal, horário e local de trabalho, período experimental e demais condições acordadas.
1.3 — Salvo acordo em contrário a entidade patronal
que admitir um licenciado em Engenharia/Medicina Veterinária obriga-se a respeitar a classificação por este adquirida anteriormente, desde que licenciado apresente para o
efeito, no acto de admissão, documentos comprovativos
das funções que exercia e experiência adquirida.
1.4 — Quando qualquer licenciado em Engenharia/Medicina Veterinária transitar, por transferência acordada,
de uma empresa para outra, da qual seja associada, ser-lhe-á contada para todos os efeitos a data de admissão
na primeira.
1.5 — No seu primeiro emprego como licenciado em
Engenharia/Medicina Veterinária serão consideradas as
seguintes condições:
a) Ter um período de experiência de seis meses;
b) Desde que no prazo legal não seja notificado da vontade de rescisão do contrato, este tornar-se-á efectivo e
sem prazo;
c) Durante o período experimental é aplicável a designação de licenciado em Engenharia/Medicina Veterinária
do grau I;
d) Terminado o período experimental das alíneas a) e b),
passará o licenciado em Engenharia/Medicina Veterinária
ao grau II, passando automaticamente ao fim de três anos
ao grau III e do mesmo modo ao grau IV.
1.6 — Os licenciados em Engenharia/Medicina Veterinária com experiência profissional anterior efectuarão
o seu período experimental no nível de qualificação correspondente às funções que lhes estão destinadas. Findo o
período experimental, a admissão torna-se efectiva.
2 — Definição de categoria:
A diversidade de organização e importância das empresas, bem como a natureza e complexidade das funções
nela desempenhas pelos licenciados em Engenharia/Medicina Veterinária não permite estabelecer uma listagem
comportando enumeração e caracterização daquelas
funções.
De facto os licenciados em Engenharia/Medicina Veterinária dispõem de uma formação de base que lhes permite
dedicarem-se ao estudo e solução de problemas progressivamente mais complexos no domínio da sua especialização
e, igualmente, adquirirem conhecimentos mais vastos da
actividade empresarial. É assim possível aos licenciados
em Engenharia/Medicina Veterinária desenvolverem a sua
actividade profissional em domínios diversificados, tais
como produção, conservação, transporte, qualidade, investigação, desenvolvimento, projectos, estudos e métodos,
organização, informática, planeamento, formação. Prevenção, segurança, actividades comerciais, técnico-comerciais,
administrativas, financeiras, pessoal, etc.
1791
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Evolução das carreiras dos licenciados em Engenharia/
Medicina Veterinária:
a) O licenciado do grau I passa ao grau II no fim do
período experimental;
b) O licenciado do grau II passa ao grau III após um ano
naquela categoria.
B) Engenheiros técnicos agrários
1 — Definição:
1.1 — É todo o profissional de engenharia, bacharel ou
equiparado, diplomado com curso superior de engenharia
nos vários ramos das ciências agrárias, em escolas nacionais e estrangeiras oficialmente reconhecidas e habilitado a
estudar, coordenar, investigar, orientar e executar acções no
campo da engenharia agrária, distribuídas pelos seguintes
sectores de actividade, em conformidade com o estabelecido na classificação nacional de profissões: engenharia
agrícola, produção florestal, actividade técnico-comercial,
tecnologia dos produtos alimentares.
2 — A definição das funções técnicas e hierárquicas
deve ter como base o nível técnico da função e o nível da
responsabilidade.
2.1 — Consideram-se quatro graus, sendo apenas diferenciados pelo vencimento.
2.2 — A admissão dos bacharéis em Engenharia é feita
pelo grau I que é considerado complemento de formação
académica.
2.3 — A permanência máxima nos graus I, II e III é de
três anos, findos os quais é automaticamente promovido
ao grau imediatamente superior.
2.4 — No caso de as funções desempenhadas corresponderem a mais de um dos graus mencionados, prevalece,
para todos os efeitos, o grau superior.
3 — Preenchimento de lugares e cargos:
3.1 — Aos profissionais de engenharia será sempre exigida carteira profissional, diploma ou documento equivalente, no acto da sua admissão.
3.2 — Os profissionais de engenharia devidamente
credenciados serão integrados no grau correspondente
às funções que venham a desempenhar, sem prejuízo de,
inicial e transitoriamente, desempenharem funções de menor responsabilidade. A classificação nos diferentes graus
corresponderá sempre à função respectiva.
3.3 — O preenchimento de lugares e cargos pode ser
efectuado por:
pregados existentes no respectivo organismo sindical e nos
organismos oficiais, ela ordem indicada, prevalecendo,
no entanto, os critérios de avaliação de capacidade da
empresa.
3.5 — Em igualdade de circunstâncias básicas, as condições de preferência de preenchimento de lugares e cargos
são, pela ordem indicada, as seguintes:
a) Estar ao serviço da empresa;
b) Maior aptidão e experiência no ramo pretendido;
c) Competência profissional específica para o desempenho das funções correspondentes ao lugar a preencher;
d) Antiguidade na função anterior.
Sempre que o número de candidatos a determinado
lugar seja superior ao número de profissionais de engenharia que a empresa pretende admitir, terão preferência
os candidatos com maior experiência profissional no ramo
pretendido independentemente da idade da prevalência
referida no n.º 3.4.
II — Agentes técnicos agrícolas
1 — Definição:
1.1 — Todo o profissional a nível técnico-profissional
ou equiparado, diplomado por escolas nacionais ou estrangeiras oficialmente reconhecidas, habilitado a estudar,
coordenar, orientar e executar acções nos seguintes sectores
da agricultura: produção vegetal, produção animal, actividade técnico-comercial e na agro-indústria:
a) Consideram-se quatro graus, sendo apenas diferenciados pelo vencimento;
b) A admissão de agente técnico-agricola é feita pelo
grau I, que é considerado complemento de formação académica;
c) A permanência máxima nos graus I, II e III é de três
anos, findos os quais é automaticamente promovido ao
grau imediatamente superior.
III — Trabalhadores de armazéns
1 — Condições de admissão:
1.1 — Só poderão ser admitidos na profissão os indivíduos de ambos os sexos com mais de 16 anos de idade,
tendo as habilitações mínimas legais.
IV — Trabalhadores administrativos
a) Admissão;
b) Mudança de carreira;
c) Nomeação;
d) Readmissão.
A admissão não pode prejudicar em caso nenhum o
preenchimento de lugares por qualquer dos processos referidos nas alíneas b), c) e d). O preenchimento de lugares
e cargos obrigam a empresa a definir o perfil das funções
a desempenhar.
3.4 — Nos provimentos de lugares e cargos atender-se-á
obrigatoriamente à possibilidade de os trabalhadores interessados já ao serviço da empresa adquirirem a habilitação
necessária mediante frequência de cursos de reciclagem.
Observadas as condições descritas e perante a necessidade
de recrutamento externo recorrer-se-á às listas de desem-
1 — Condições de admissão:
1.1 — Só poderão ser admitidos na profissão os indivíduos de ambos os sexos com mais de 16 anos de idade,
tendo as habilitações mínimas legais, ou, o curso geral
dos liceus, o curso geral de administração e comércio, os
cursos oficiais ou oficializados que não tenham duração
inferior aqueles e que preparem para o desempenho de
funções comerciais ou cursos equivalentes, excepto para
aqueles que já exerciam a profissão à data da entrega em
vigor deste contrato.
1.2 — A idade mínima de admissão de trabalhadores
para desempenho de funções de caixa, cobrador e guarda
é de 18 anos.
1.3 — A titularidade de certificado de aptidão profissional (CAP) constitui factor de preferência na admissão para
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
assistente administrativo, técnico administrativo, técnico
de contabilidade e técnico de secretariado.
1.4 — O empregador pode, no entanto, integrar em
algumas das profissões referidas no número anterior trabalhador que não satisfaça os requisitos necessários, desde
que exerça, actualmente, as correspondentes funções e
possua conhecimentos suficientes.
1.5 — A pessoa com deficiência tem preferência na
admissão para profissões que elas possam desempenhar,
desde que tenham as habilitações mínimas exigidas e estejam em igualdade de condições.
2 — Acessos:
2.1 — Nas profissões com duas ou mais categorias
profissionais a mudança para a categoria imediatamente
superior far-se-á após três anos de serviço na categoria
anterior, sem prejuízo do disposto no n.º 3.
2.2 — Para efeitos de promoção do trabalhador, o empregador deve ter em conta, nomeadamente, a competência
profissional, as habilitações escolares, a formação profissional e a antiguidade na categoria e na empresa.
2.3 — Após três anos numa das categorias de técnico, o
empregador pondera a promoção do trabalhador, devendo,
se for caso disso, justificar por que não o promove.
V — Trabalhadores da agricultura, pecuária e silvicultura
1 — Condições de admissão:
1.1 — Só poderão ser admitidos na profissão os indivíduos de ambos os sexos com mais de 16 anos de idade,
tendo as habilitações mínimas legais.
2 — Acesso:
2.1 — Todos os trabalhadores terão acesso às outras
categorias profissionais sempre que os trabalhos a realizar o exijam e enquanto estes durarem. No acesso a elas
deve ser dada preferência aos trabalhadores agrícolas,
em pé de igualdade, desde que tenham capacidade para
o desempenho e estejam habilitados com o respectivo
CAP — certificado de aptidão profissional, quando tal
exista e ou seja exigido. Para este efeito deverão ser estabelecidas escalas de forma a possibilitar a passagem de
todos os trabalhadores por estas categorias profissionais
desde que reúnam as condições.
3 — Promoção:
3.1 — Em caso de vacatura do lugar em qualquer das
categorias profissionais em que os trabalhadores são
classificados, têm direito de preferência na ocupação do
lugar vago, desde que isso represente promoção para o
trabalhador, que estão ao serviço da empresa, desde que
habilitados para o desempenho das funções. Neste caso,
deve ter-se em atenção a posse do CAP — certificado de
aptidão profissional, a antiguidade, a idade e a capacidade
para o desempenho das funções.
VI — Trabalhadores da construção civil
1 — Condições de admissão:
1.1 — Só poderão ser admitidos na profissão os indivíduos de ambos os sexos com mais de 16 anos de idade,
tendo as habilitações mínimas legais.
2 — Acesso:
2.1 — Todos os trabalhadores terão acesso às outras
categorias profissionais sempre que os trabalhos a realizar o exijam e enquanto estes durarem. No acesso a elas
deve ser dada preferência aos trabalhadores agrícolas,
em pé de igualdade, desde que tenham capacidade para
o desempenho e estejam habilitados com o respectivo
CAP — certificado de aptidão profissional, quando tal
exista e ou seja exigido. Para este efeito deverão ser estabelecidas escalas de forma a possibilitar a passagem de
todos os trabalhadores por estas categorias profissionais
desde que reúnam as condições.
3 — Promoção:
3.1 — Em caso de vacatura do lugar em qualquer das
categorias profissionais em que os trabalhadores são
classificados, têm direito de preferência na ocupação do
lugar vago, desde que isso represente promoção para o
trabalhador, que estão ao serviço da empresa, desde que
habilitados para o desempenho das funções. Neste caso,
deve ter-se em atenção a posse do CAP — certificado de
aptidão profissional, a antiguidade, a idade e a capacidade
para o desempenho das funções.
VII — Trabalhadores electricistas
1 — Condições de admissão:
1.1 — Só poderão ser admitidos na profissão os indivíduos de ambos os sexos com mais de 16 anos de idade,
tendo as habilitações mínimas legais.
1.2 — Serão admitidos na categoria de ajudante os trabalhadores maiores de 18 anos de idade que, exercendo a
profissão de electricista, provem frequentar com aproveitamento os cursos de electricista ou montador electricista.
1.3 — Serão admitidos na categoria de oficial os trabalhadores que possuam CAP — certificado de aptidão
profissional, ou que provem exercer ou ter exercido a
profissão de electricista durante pelo menos cinco anos
de efectivo serviço.
1.4 — A comprovação dos anos de serviço previstos
nos números anteriores poderá ser feita por documento
assinada pela entidade patronal donde conste o tempo de
serviço prestado pelo candidato ou ainda por atestado pelo
engenheiro electrónico, devidamente habilitado, sob sua
responsabilidade, devendo as assinaturas serem reconhecidas pelo notário.
2 — Acesso:
2.1 — Os ajudantes serão promovidos a oficiais após
três períodos de oito meses de permanência na categoria.
3 — Deontologia profissional:
3.1 — O trabalhador electricista terá sempre direito a
recusar cumprir ordens contrárias à boa técnica profissional, nomeadamente normas de segurança de instalações
eléctricas.
3.2 — O trabalhador electricista pode também recusar
obediência a ordens de natureza técnica referentes à execução de serviços quando não provenientes de superior
habilitado com a carteira profissional, engenheiro técnico
do ramo electrónico.
3.3 — Sempre que no exercício da profissão o trabalhador electricista, no desempenho das suas funções, corra
o risco de electrocussão, não poderá trabalhar sem ser
acompanhado por outro trabalhador.
VIII — Trabalhadores metalúrgicos
1 — Condições de admissão:
1.1 — Só poderão ser admitidos na profissão os indivíduos de ambos os sexos com mais de 16 anos de idade,
tendo as habilitações mínimas legais.
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
2 — Acesso:
2.1 — Todos os trabalhadores terão acesso às outras
categorias profissionais sempre que os trabalhos a realizar o exijam e enquanto estes durarem. No acesso a elas
deve ser dada preferência aos trabalhadores agrícolas,
em pé de igualdade, desde que tenham capacidade para
o desempenho e estejam habilitados com o respectivo
CAP — certificado de aptidão profissional, quando tal
exista e ou seja exigido. Para este efeito deverão ser estabelecidas escalas de forma a possibilitar a passagem de
todos os trabalhadores por estas categorias profissionais
desde que reúnam as condições.
3 — Promoção:
3.1 — Em caso de vacatura do lugar em qualquer das
categorias profissionais em que os trabalhadores são
classificados, têm direito de preferência na ocupação do
lugar vago, desde que isso represente promoção para o
trabalhador, que estão ao serviço da empresa, desde que
habilitados para o desempenho das funções. Neste caso,
deve ter-se em atenção a posse do CAP — certificado de
aptidão profissional, a antiguidade, a idade e a capacidade
para o desempenho das funções.
IX — Trabalhadores rodoviários
1 — Condições de admissão:
1.1 — Na profissão de motorista só podem ser admitidos
trabalhadores com as habilitações mínimas exigidas por
lei e possuindo carta de condução profissional.
1.2 — Na profissão de ajudante de motorista só podem
ser admitidos trabalhadores com idade mínima de 18 anos
e possuindo as habilitações mínimas exigidas por lei.
1.3 — Quando o motorista conduza veículos pesados
ou ligeiros em distribuição será acompanhado por um
ajudante de motorista.
2 — Livrete de trabalho:
2.1 — Os trabalhadores motoristas e ajudantes de motoristas terão de possuir um livrete de trabalho.
a) Para registar todos os períodos de trabalho diário, o
trabalho extraordinário e o prestado em dias de descanso
semanal ou feriados, no caso de utilizarem o horário móvel;
b) Para registo do trabalho extraordinário, para o trabalho prestado em dias de descanso semanal ou feriados,
se estiverem sujeitos a horário fixo.
2.2 — Os livretes são pessoais e intransmissíveis e podem ser adquiridos no sindicato outorgante.
2.3 — Os encargos com a aquisição, bem como a requisição de livretes, serão suportados pela empresa.
ANEXO II
Categorias profissionais e definição de funções
Adegueiro. — É o trabalhador responsável pela adega
e por todas as operações nela realizadas.
Agente técnico agrícola. — É o trabalhador que executa
trabalhos técnicos na agricultura consentâneos com a sua
formação.
Ajudante de guarda, tratador de gado ou campino. — É
o trabalhador que auxilia o guardador, tratador ou campino na guarda, alimentação e na limpeza dos animais e
instalações e na conservação das vedações.
Ajudante de motorista. — É o trabalhador que acompanha o motorista, competindo-lhe auxiliá-lo na manutenção
do veículo, vigia e indica as manobras, procede a cargas e
descargas e à arrumação das mercadorias no veículo.
Alimentador de debulhadora ou prensa fixa. — É o
trabalhador que executa o trabalho de introdução de cereais
na debulhadora ou de palha para prensar na prensa.
Apontador. — É o trabalhador que regista as presenças
e executa outras tarefas suplementares
Arrozeiro. — É o trabalhador responsável pela preparação do terreno para as sementeiras ou plantações de arroz,
coordenando e executando todas as operações necessárias
àquelas e ao bom desenvolvimento da seara, assim como
à sua colheita e armazenamento.
Assistente administrativo. — É o trabalhador que
executa tarefas relacionadas com o expediente geral da
empresa, de acordo com procedimentos estabelecidos,
utilizando equipamento informático e equipamento e utensílios de escritório: recepciona e regista a correspondência
e encaminha-a para os respectivos serviços ou destinatários, em função do tipo de assunto e da prioridade da
mesma; efectua o processamento de texto em memorandos, cartas/ofícios, relatórios e outros documentos, com
base em informação fornecida; arquiva a documentação,
separando-a em função do tipo de assunto, ou do tipo de
documento, respeitando regras e procedimentos de arquivo;
procede à expedição da correspondência, identificando o
destinatário e acondicionando-a, de acordo com os procedimentos adequados; prepara e confere documentação
de apoio à actividade comercial da empresa, designadamente documentos referentes a contratos de compra e
venda (requisições, guias de remessa, facturas, recibos e
outros) e documentos bancários (cheques, letras, livranças
e outros); regista, actualiza, manualmente ou utilizando
aplicações informáticas específicas da área administrativa,
dados necessários à gestão da empresa, nomeadamente
os referentes ao economato, à facturação, vendas e clientes, compras e fornecedores, pessoal e salários, stocks e
aprovisionamento; atende e encaminha, telefonicamente
ou pessoalmente, o publico interno e externo à empresa,
nomeadamente clientes, fornecedores e funcionários, em
função do tipo de informação ou serviço pretendido.
Auxiliar de veterinário. — É o trabalhador que, dotado
de preparação técnica adequada ou experiência comprovada, auxilia o veterinário no seu serviço de tratamento e
profilaxia dos animais.
Biólogo. — É o trabalhador licenciado que efectua
pesquisas, aperfeiçoa ou desenvolve conceitos, teorias e
métodos ou aplica conhecimentos científicos da biologia,
zoologia, botânica, ecologia, genética e microbiologia,
especialmente nos campos da medicina pecuária e agricultura.
Caixa. — É o trabalhador que tem a seu cargo as
operações da caixa e o registo de movimento relativo a
transacções da caixa e o registo do movimento relativo
a transacções respeitantes à gestão da empresa; recebe
numerário e outros valores e verifica se a sua importância
corresponde à indicada nas notas de venda ou nos recibos;
prepara os sobrescritos segundo as folhas de pagamento.
Pode preparar os fundos designados a serem depositados
e tomar disposições necessárias para os levantamentos.
Caldeireiro. — É o trabalhador que, na caldeira de
fabrico de aguardente bagaceira ou vinícola, executa as
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
tarefas necessárias à sua feitura desde que aquela seja
integrada na exploração agrícola e funcione apenas na
época de campanha. responsável pelos trabalhos de fabrico
de aguardente vitícola e bagaceira em caldeira que seja de
parte integrante da exploração agrícola e funcione só em
época de campanha.
Capataz agrícola. — É o trabalhador que, de acordo
com as determinações superiores, tem a seu cargo orientar
e vigiar os trabalhos a executar também tarefas do mesmo
tipo realizadas pelos trabalhadores que dirige.
Carreiro ou almocreve. — É o trabalhador que conduz
e manobra todos os veículos de tracção animal, podendo
cuidar da alimentação e limpeza dos respectivos animais
e suas instalações.
Caseiro. — É o trabalhador que, habitando em casa
situada numa determinada propriedade ou exploração, tem
a seu cargo vigiar e zelar por esta, executando trabalhos
necessários à exploração de produtos agrícolas e hortícolas,
e pode dirigir ou contratar trabalhadores de acordo com as
instruções da entidade patronal.
Chefe de secção (apoio e manutenção). — É o trabalhador que dirige e controla o trabalho na área oficinal.
Chefe de secção (administrativo e afins). — É o trabalhador que dirige e controla o trabalho de um grupo de
profissionais administrativos ou actividades afins.
Cocheiro, tratador e desbastador de cavalos. — É o trabalhador que monta, desbasta e prepara a aprendizagem dos
cavalos, sendo também o responsável pela sua alimentação
e limpeza quando se encontram em estábulos.
Director-geral. — É o trabalhador que define e fomenta
a política da empresa, cuja actividade planeia e dirige, com
a colaboração dos directores de serviço e outros quadros superiores, de acordo com os poderes que lhe são delegados.
Director de serviços. — É o trabalhador que planeia,
supervisiona, coordena e controla todas as actividades
desenvolvidas na sua área, de acordo com as directrizes
emanadas pelo director-geral, administrador ou seus delegados.
Emetrador ou ajuntador. — É o trabalhador que procede
ao emetramento e ao ajuntamento de lenha e de cortiça,
depois daquela cortada ou extraída.
Empador ou armador de vinha. — É o trabalhador que
procede aos trabalhos de armação de vinhas, executando as
tarefas para esse efeito necessárias, nomeadamente quanto
à colocação de arames, colocação de madeiras e preparado
destas, aplicando-as.
Empregado de armazém. — É o trabalhador que executa
a movimentação de materiais e produtos, podendo utilizar
e conduzir máquinas e aparelhos específicos de elevação
e transporte.
Encarregado (apoio e manutenção). — É o trabalhador que dirige e controla o trabalho na respectiva área
profissional.
Encarregado de exploração agrícola. — É o trabalhador responsável pela exploração agrícola, executando
funções de gestão e os respectivos trabalhos, coordenando-os quando existirem outros trabalhadores a prestar serviço
na exploração, que coordena a execução dos trabalhos de
todos os sectores da exploração agrícola ou pecuária, sendo
o responsável pela gestão da respectiva exploração.
Encarregado de sector. — É o trabalhador que, de acordo
com as instruções superiores, dirige e orienta um determinado sector da exploração agrícola.
Engenheiro agrónomo. — É o trabalhador licenciado
que efectua pesquisas, aperfeiçoa ou desenvolve conceitos,
teorias e métodos e aplica os conhecimentos científicos à
agricultura e pecuária.
Engenheiro agrícola (produção vegetal). — É o trabalhador licenciado que desenvolve programas e técnicas e
orienta a sua aplicação na área do desenvolvimento agrícola
na produção vegetal.
Engenheiro agrícola (produção animal). — É o trabalhador licenciado que desenvolve programas e técnicas e
orienta a sua aplicação na área do desenvolvimento agrícola
na produção vegetal.
Engenheiro florestal. — É o trabalhador licenciado que
desenvolve programas e técnicas e orienta a sua aplicação na área do desenvolvimento florestal na produção
florestal.
Engenheiro técnico agrário. — É o trabalhador bacharel
ou equiparado que desenvolve técnicas e orienta a sua aplicação nas áreas da produção agrária, correcção de solos e
construções relacionadas com a exploração agro-pecuária
e de mecanização da actividade agrícola.
Enxertador. — É o trabalhador que executa trabalhos
especializados de enxertia.
Espalhador de química. — É o trabalhador que executa trabalho de química, utilizando quando necessário,
pulverizadores, manuais ou mecanizados, cuja deslocação
dependa do esforço directo do trabalhador.
Feitor. — É o trabalhador que coordena a execução
dos trabalhos de todos os sectores da exploração agrícola,
pecuária e silvícola, podendo gerir e representar o empresário ou produtor.
Fiel de armazém agrícola. — É o trabalhador que tem
sob a sua responsabilidade a guarda de produtos e utensílios agrícolas em instalações ou locais reservados para
o efeito.
Gadanhador. — É o trabalhador que executa trabalhos
de gadanha no corte de cereais, fenos ervas e plantas forraginosas, sendo os utensílios para esta função fornecidos
pela entidade patronal.
Guarda de portas de água. — É o trabalhador que executa tarefas relacionadas com o abrir e fechar dos canais.
Guarda de propriedade. — É o trabalhador que zela
pela defesa e vigilância das propriedades, instalações,
culturas e outros bens confiados à sua guarda e regista
ou controla as saídas de pessoas, mercadorias, veículos,
equipamentos e materiais.
Guarda, tratador de gado ou campino. — É o trabalhador responsável pela guarda, alimentação e restante
maneio do gado, quer seja em manda, rebanho ou vara,
quer seja em estábulo, competindo-lhe também a conservação das vedações e a limpeza do gado e das respectivas
instalações.
Jardineiro. — É o trabalhador especializado na sementeira, plantação e manutenção de flores e arbustos de enfeite
em jardins e espaços verdes ou para fins comerciais.
Limpador ou esgalhador de árvores. — É o trabalhador
que, utilizando predominantemente serras mecânicas ou
ferramentas manuais, executa trabalhos que se destinam
a fortalecer as árvores de grande ou médio porte, nomeadamente de ramos ou arbustos, operações que visam a
manutenção higiene e rejuvenescimento das plantas.
Médico veterinário. — É o trabalhador licenciado que
efectua estudos sobre conceitos e métodos, aperfeiçoa-os
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ou aplica os conhecimentos científicos no âmbito da medicina veterinária.
Mestre lagareiro. — É o trabalhador responsável pelo
serviço de azeite e de todas as operações realizadas no
lagar, coordenando a execução dos respectivos trabalhos.
Motorista. — É o trabalhador que, possuindo licença de
condução, conduz veículos automóveis, zela pela conservação do veiculo e pela carga que transporta, orientando
e colaborando na respectiva carga e descarga.
Motosserrista. — É o trabalhador que executa trabalhos
com motosserras, nomeadamente no corte de madeiras,
abate e limpeza de árvores.
Oficial de construção civil. — É o trabalhador que executa alvenarias de tijolo, pedra ou blocos, podendo também
fazer assentamento de cantarias, manilhas, tubos ou outros
materiais cerâmicos a executar rebocos ou outros trabalhos
similares ou complementares, verifica o trabalho por meio
de fio-de-prumo, níveis, réguas, esquadras e outros instrumentos, utiliza ferramentas manuais ou mecânicas, marca
alinhamentos e, quando assenta alvenarias com esquema,
desenhado, interpreta o desenho.
Oficial electricista. — É o trabalhador que executa todos os trabalhos da sua especialidade e assume a responsabilidade dessa execução.
Oficial metalúrgico. — É o trabalhador que detecta as
avarias mecânicas, repara, afina, monta e desmonta os
órgãos de automóveis e outras viaturas ou motores, bem
como toda a gama de alfaias agrícolas, e executa trabalhos
relacionados com esta mecânica.
Operador de computador. — É o trabalhador que opera
e controla o computador através do seu órgão principal
e prepara-o para a execução dos programas, sendo responsável pelo cumprimento dos prazos para a operação;
acciona e vigia o tratamento da informação; prepara o
equipamento consoante os trabalhos a executar; corrige
os possíveis erros detectados e anota os campos utilizados
nas diferentes máquinas; classifica,
Operador de inseminação artificial. — É o trabalhador
que procede à inseminação artificial de animais utilizando
técnicas adequadas tendo em vista a reprodução e o melhoramento dos efectivos pecuários.
Operador de linha de engarrafamento. — É o trabalhador que procede ao engarrafamento de vinhos, azeites,
águas, refrigerantes, sumos de fruta e outros líquidos, utilizando os processos manuais ou mecânicos, executando
tarefas complementares ao engarrafamento, nomeadamente
lavagem, enchimento, rotulagem, rolhagem, triagem e
embalagem.
Operador de máquinas agrícolas. — É o trabalhador
que, quando habilitado, conduz e manobra uma ou mais
máquinas e alfaias agrícolas e cuida da sua manutenção e
conservação mecânica.
Operador de máquinas industriais ou florestais. — É
o trabalhador que conduz e manobra maquinas industriais
agrícolas pesadas e respectivas alfaias, escavadoras ou
maquinas de terraplanagem, ripagem ou surribadores, e
para a condução das quais se encontra habilitado.
Operador de linha de produção. — É o trabalhador
que vigia e ou assegura o funcionamento de uma ou mais
máquinas da linha de produção.
Ordenhador. — É o trabalhador que especializado em
ordenha, quer mecânica, quer manual.
Podador. — É o trabalhador que executa determinadas
tarefas, principalmente em vinhas e árvores de pequeno
porte, operação que visa a manutenção e rejuvenescimento
das plantas.
Praticante de operador de máquinas agrícolas. — É o
trabalhador sem qualquer prática na execução de trabalhos
agrícolas com tractores.
Prático apícola. — É o trabalhador que efectua trabalhos apícolas.
Prático piscícola. — É o trabalhador que executa trabalhos relacionados com a produção de peixe em viveiros
ou similares.
Queijeiro. — É o trabalhador que, com conhecimentos
práticos, fabrica o queijo em empresas de características
agro-pecuárias e que cuida da higiene e limpeza de todos
os utensílios conducentes ao seu fabrico. Executa trabalhos relacionados com a produção de peixe em viveiros
ou similares.
Resineiro. — É o trabalhador que executa trabalhos
necessários e conducentes à extracção de resina.
Sapador florestal. — É o trabalhador que previne incêndios e dá apoio ao seu combate, respeitando todas as fases
do ciclo de vida da fauna e da flora florestais e normas de
segurança, higiene e saúde e de protecção do ambiente.
Secretário de direcção. — É o trabalhador que se ocupa
do secretariado especifico da administração ou direcção
da empresa, Entre outras, compete-lhe normalmente as seguintes funções: redigir actas de reuniões de trabalho; assegurar, por sua própria iniciativa, o trabalho de rotina diária
do gabinete, providenciar pela realização das assembleias
gerais, reuniões de trabalho, contratos e escrituras.
Técnico administrativo. — É o trabalhador que organiza
e executa as tarefas mais exigentes descritas para o assistente administrativo; colabora com o chefe de secção e, no
impedimento deste, coordena e controla as tarefas de um
grupo de trabalhadores administrativos com actividades
afins; controla a gestão do economato da empresa: regista
as entradas e saídas de material, em suporte informático
ou em papel, a fim de controlar as quantidades existentes;
efectua o pedido de material, preenchendo requisições ou
outro tipo de documentação, com vista à reposição das faltas; recepciona o material, verificando a sua conformidade
com o pedido efectuado e assegura o armazenamento do
mesmo; executa tarefas de apoio à contabilidade geral da
empresa, nomeadamente analisa e classifica a documentação de forma a sistematizá-la para posterior tratamento
contabilístico; executa tarefas administrativas de apoio à
gestão de recursos humanos: regista e confere os dados
relativos à assiduidade do pessoal; processa vencimentos, efectuando os cálculos necessários determinação dos
valores de abonos, descontos e montante líquido a receber; actualiza a informação dos processos individuais do
pessoal, nomeadamente dos referentes à dotações, promoções e reconversões; reúne a documentação relativa aos
processos de recrutamento, selecção e admissão de pessoal
e efectua os contactos necessários; elabora os mapas e
guias necessários ao cumprimento das obrigações legais,
nomeadamente IRS e segurança social.
Técnico oficial de contas. — É o trabalhador que se
ocupa da escrituração de registos ou de livros de contabilidade, gerais ou especiais, analíticos ou sintéticos, selados
ou não selados, executando, nomeadamente, trabalhos
contabilísticos relativos ao balanço anual e apuramento
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
dos resultados de exploração e do exercício. Pode colaborar nos inventários das existências, prepara ou manda
preparar extractos de contas simples ou com juros e executar trabalhos conexos. Não havendo secção própria de
contabilidade, superintende nos referidos serviços e tem
a seu cargo e elaboração dos balanços e escrituração dos
livros selados ou é responsável pela boa ordem e execução
dos trabalhos.
Técnico de computador. — É o trabalhador que se
ocupa da conservação, manutenção, detecção, reparação
e investigação da parte de hardware e software dos computadores.
Técnico de aquicultura. — É o trabalhador que executa
as actividades necessárias à operação e manutenção, de
uma unidade agrícola de peixes, moluscos, crustáceos e
algas em meios aquáticos.
Técnico de produção agrária. — É o trabalhador qualificado que coordena e executa as actividades de uma
exploração agrícola, assegurando a quantidade e qualidade de produção, a saúde e segurança no trabalho, a preservação do meio ambiente e a segurança alimentar dos
consumidores.
Técnico de jardinagem e espaços verdes. — É o trabalhador qualificado que coordena e executa tarefas relativas
à instalação e manutenção de jardins e espaços verdes,
de acordo com o projecto e respeitando as normas de segurança e saúde no trabalho agrícola e de protecção do
ambiente.
Técnico de gestão agrícola. — É o trabalhador que
planeia a execução das operações tecnológicas das diversas actividades agrícolas; orienta as tarefas inerentes
à produção vegetal e animal; demonstra, de forma correcta, a realização das operações tecnológicas do sector
agro-pecuário; utiliza os factores de produção, de modo
a atingir os objectivos da empresa; prepara para a comercialização os diferentes produtos agrícolas; fomenta
o espírito associativo e aplica os princípios correctos de
gestão agrícola.
Técnico de gestão equina. — É o trabalhador que domina perfeitamente os princípios que são as bases fundamentais da doutrina equestre; conhece e utiliza correctamente, em toda a sua extensão, as bases psicológicas do
ensino do cavalo.
Técnico de turismo ambiental e rural. — É o trabalhador que coordena e dirige as actividades de uma exploração
turística em ambiente rural.
Técnico florestal. — É o trabalhador que intervém no
domínio da actividade florestal pela produção, valorização
e comercialização de bens e serviços. Organiza e dirige as
tarefas e operações que decorrem da actividade florestal,
controlando as técnicas a aplicar e procede análise de
resultados obtidos; Procede a acções de vulgarização e
assistência técnica promovendo o desenvolvimento regional e a melhoria das condições de vida de acordo com as
potencialidades e programas de desenvolvimento florestal;
sensibiliza as produções para o associativismo e para a
protecção e conservação dos recursos naturais.
Técnico do processamento e controlo de qualidade. — É
o trabalhador que coordena, organiza e executa as operações relativas ao processamento dos produtos alimentares,
aplicando as técnicas e métodos analíticos e estatísticos
no controlo total da qualidade dos géneros alimentícios
frescos e transformados, sob os aspectos sensorial, higieno-sanitário, nutricional e legal.
Tirador de cortiça amadia ou empilhador. — É o trabalhador que executa os trabalhos necessários e conducentes
à extracção de cortiça amadia ou ao seu empilhamento.
Tirador de cortiça falca ou bóia. — É o trabalhador que
executa os trabalhos necessários e conducentes à extracção
de cortiça falca.
Tosquiador. — É o trabalhador, de preferência habilitado com a respectiva carteira profissional, que corta
lã aos ovinos, procedendo à sua selecção, ensacagem e
armazenamento.
Trabalhador de adega. — É o trabalhador que durante a
campanha da uva, dentro da adega, executa todas as tarefas
necessárias à laboração, fabrico envasilhamento de bebidas
alcoólicas sob a orientação do adegueiro.
Trabalhador agrícola. — É o trabalhador que executa
todos os trabalhos agrícolas que não possam ser enquadrados em qualquer das outras categorias profissionais e
que normalmente exigem um maior dispêndio de esforço
físico, nomeadamente cargas, descargas, cavas, descavas,
plantações de árvores e de plantas.
Trabalhador auxiliar. — É o trabalhador que, devido a
deficiências físicas, idade ou qualquer outra incapacidade,
devidamente comprovada pelos serviços da segurança
social, só pode executar diversas tarefas simples dentro
da exploração agrícola ou pecuária.
Trabalhador avícola. — É o trabalhador que procede à
limpeza e desinfecção das instalações, carrega e descarrega
aves, rações e outros produtos avícolas.
Trabalhador avícola qualificado. — É o trabalhador
responsável pela alimentação das aves, apanha de ovos,
trabalhando nas salas de incubação. Colabora na vacinação.
Trabalhador cunícola. — É o trabalhador que procede
à limpeza das instalações, carrega e descarrega coelhos,
rações e outros produtos cunícolas.
Trabalhador cunícola qualificado. — É o trabalhador
responsável pela alimentação dos coelhos, cuida das crias
e colabora na vacinação. Tem a seu cargo juntar as coelhas
aos coelhos para cobrição, registando as respectivas datas,
assim como as do nascimento das crias.
Trabalhador de descasque de madeiras. — É o trabalhador que procede ao descasque de madeiras depois de
se encontrarem cortadas.
Trabalhador de estufas. — É o trabalhador que em estufas procede a sementeiras, plantações, regas, montadas,
adubações, arejamento, arranque ou apanha de plantas ou
de frutos.
Trabalhador de estufas qualificado. — É o trabalhador
que executa a preparação das terras, monta as estufas,
faz sementeiras e tratamentos fitossanitários em plantas
ou semeadas em viveiros ou em estufas e poderá exercer
funções de coordenação dos respectivos trabalhos em uma
ou mais estufas ou viveiros ou em estufas procede a sementeiras, plantações, regas, montadas, adubações, arejamento,
arranque ou apanha de plantas ou de frutos.
Trabalhador frutícola. — É o trabalhador que executa
os trabalhos de calibragem, colocação de frutas em embalagens e o seu armazenamento em instalações apropriadas
ou em frigoríficos.
Trabalhador horto-florícola ou hortelão. — É o trabalhador que sem qualquer especialização, executa os mais
1797
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
diversos trabalhos de horticultura e floricultura, tais como
regas, adubações, mondas, arranque ou apanha de fruta,
outros produtos hortícolas e de flores.
Trabalhador de lagar. — É o trabalhador que durante a
campanha da azeitona, dentro do lagar de azeite, executa
as tarefas necessárias à sua laboração sob a orientação
do mestre.
Trabalhador de salina. — É o trabalhador que procede
ao ajuntamento do sal nas respectivas salinas, utilizando
para o efeito o rodo.
Trabalhador de valagem. — É o trabalhador que procede à abertura e limpeza de valas de admissão ou escoamento de água, bem como à construção e conservação de
valados. Os trabalhos de picar águas no Inverno e desembocar valas não são considerados de valagem.
Vendedor. — É o trabalhador que fora do estabelecimento promove e procede à venda das mercadorias.
Níveis
Categorias profissionais
Remunerações
mínimas
mensais
(euros)
9
Capataz agrícola . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Encarregado de exploração agrícola . . . . . . .
Feitor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Vendedor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
545
10
Assistente administrativo de 2.ª . . . . . . . . . .
Motorista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Oficial de construção civil de 1.ª . . . . . . . . .
Oficial metalúrgico de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . .
Oficial electricista de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . .
515
11
Adegueiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Arrozeiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Assistente administrativo de 3.ª . . . . . . . . . .
Auxiliar de veterinário . . . . . . . . . . . . . . . . .
Caldeireiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Empregado de armazém . . . . . . . . . . . . . . . .
Encarregado de sector . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Enxertador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Jardineiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Limpador ou esgalhador de árvores . . . . . . .
Mestre lagareiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Motosserrista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Operador de máquinas agrícolas . . . . . . . . . .
Operador de máquinas industriais ou florestais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Podador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Resineiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Operador de linha de engarrafamento . . . . . .
Tirador de cortiça amadia e empilhador . . . .
Tosquiador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Trabalhador avícola qualificado . . . . . . . . . .
Trabalhador cunícola qualificado . . . . . . . . .
Trabalhador de estufas qualificado . . . . . . . .
508
ANEXO III
Enquadramento profissional e tabela
de remunerações mínimas
Níveis
Categorias profissionais
Remunerações
mínimas
mensais
(euros)
1
Director-geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1 053
2
Biólogo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Engenheiro agrónomo . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Engenheiro agrícola (produção vegetal) . . . .
Engenheiro agrícola (produção animal) . . . .
Engenheiro florestal . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Médico veterinário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
875
Director de serviços . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Engenheiro técnico agrário . . . . . . . . . . . . . .
Técnico oficial de contas . . . . . . . . . . . . . . .
848
3
4
Agente técnico agrícola . . . . . . . . . . . . . . . . .
Técnico de aquicultura . . . . . . . . . . . . . . . . .
Técnico florestal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Técnico de gestão agrícola . . . . . . . . . . . . . .
Técnico de gestão equina . . . . . . . . . . . . . . .
Técnico de jardinagem e espaços verdes . . .
Técnico de processamento e controlo de qualidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Técnico de produção agrária . . . . . . . . . . . . .
Técnico de turismo ambiental e rural . . . . . .
717
12
5
Chefe de secção (apoio e manutenção) . . . . .
Chefe de secção (administrativos e afins) . . .
707
6
Operador de inseminação artificial . . . . . . . .
Sapador florestal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Técnico administrativo . . . . . . . . . . . . . . . . .
659
7
Encarregado (apoio e manutenção) . . . . . . . .
Secretário de direcção . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Técnico de computador . . . . . . . . . . . . . . . . .
638
8
Caixa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Oficial electricista de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . .
Oficial Metalúrgico de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . .
Assistente administrativo de 1.ª . . . . . . . . . .
Operador de computador . . . . . . . . . . . . . . . .
13
565
1798
Alimentador de debulhadora ou prensa fixa
Apontador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Cocheiro, tratador e desbastador de cavalos
Empador ou armador de vinha . . . . . . . . . . .
Emetrador ou ajuntador . . . . . . . . . . . . . . . . .
Espalhador de química . . . . . . . . . . . . . . . . .
Fiel de armazém agrícola . . . . . . . . . . . . . . .
Gadanhador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Guarda de propriedade (a) . . . . . . . . . . . . . .
Guarda de portas de água . . . . . . . . . . . . . . .
Guarda, tratador de gado ou campino . . . . . .
Praticante de operador de máquinas agrícolas
Prático apícola . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Prático piscícola . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Oficial de construção civil de 2.ª . . . . . . . . .
Operador de linha de produção . . . . . . . . . . .
Queijeiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tirador de cortiça falca ou bóia . . . . . . . . . .
Trabalhador de adega . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Trabalhador agrícola . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Trabalhador de estufas . . . . . . . . . . . . . . . . .
Trabalhador de descasque de madeira . . . . .
Trabalhador de lagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Trabalhador de valagem . . . . . . . . . . . . . . . .
Trabalhador de salina . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Ajudante de motorista . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Ajudante de guarda, tratador de gado ou campino . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Carreiro ou almocreve . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Caseiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Ordenhador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Trabalhador avícola . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Trabalhador cunícola . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Trabalhador frutícola . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
500
494
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Níveis
Remunerações
mínimas
mensais
(euros)
Categorias profissionais
Trabalhador horto-frutícola ou hortelão . . . .
Trabalhador de salina . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14
Trabalhador auxiliar . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
486
(a) Tratando-se de guarda florestal auxiliar:
1) Este aufere como remuneração mínima mensal o estipulado para o índice correspondente à mesma categoria profissional da Administração Pública (207), nos termos da portaria
aplicável conjugada com o artigo 41.º do Decreto-Lei n.º 70-A/2000, em conformidade com
o Decreto-Lei n.º 111/98, de 24 de Abril;
2) As funções de guarda florestal auxiliar são as constantes do Decreto-Lei n.º 136/96,
de 14 de Agosto, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 231/96, de 30 de
Novembro.
Outros valores:
a) Deslocações em serviço — os trabalhadores têm
direito a receber por cada quilómetro percorrido a importância de € 0,40, de acordo com o n.º 4 da cláusula 52.ª
deste CCT;
b) Subsídio de refeição — os trabalhadores têm direito
a um subsídio de refeição fixo, por dia de trabalho, no
montante de € 3,20;
c) Pequenas deslocações — ao subsídio de refeição fixo
descrito na alínea anterior, será acrescida a importância de
€ 8,50 por refeição e de € 2,90 por pequeno-almoço nas
pequenas deslocações, de acordo com o n.º 2, alínea b),
da cláusula 53.ª deste CCT;
d) Aumento mínimo garantido — todos os trabalhadores
que à data da entrada em vigor das tabelas salariais (1 de
Janeiro de 2010), recebam salários superiores, têm direito
a um aumento de 1,5 % de aumento mínimo, calculado na
base do salário estabelecido para o grau em que estejam
enquadrados, definidos no anexo III deste CCT;
e) Diuturnidades — por cada período de cinco anos de
serviço efectivo na mesma empresa, os trabalhadores têm
direito a uma diuturnidade no valor de € 8,30 mensais,
a qual será acrescida à remuneração mensal, vencendo-se a primeira para todos os trabalhadores que em 31 de
Dezembro de 1996 completem cinco anos, no mínimo, de
antiguidade na mesma empresa.
ANEXO IV
Remunerações mínimas diárias — Trabalho sazonal
(Em euros)
Níveis
de enquadramento
11 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
12 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Vencimento
—
Hora
Proporcional
de férias
—
Hora
Proporcional
de sub. férias
—
Hora
Proporcional
de sub. Natal
—
Hora
Vencimento
por hora
com proporcionais
Vencimento
por dia
com proporcionais
3,25
3,10
3,05
3,00
0,35
0,33
0,31
0,29
0,35
0,33
0,31
0,29
0,35
0,33
0,31
0,29
4,30
4,09
3,98
3,87
34,40
32,72
31,84
30,96
Lisboa, 30 de Março de 2010.
CAPÍTULO I
Pela AABA — Associação dos Agricultores do Baixo
Alentejo:
Área, âmbito, vigência e revisão
Francisco Calheiros Lopes Seixos Palma, mandatário.
Cláusula 1.ª
Pelo SETAA — Sindicato da Agricultura, Alimentação
e Florestas:
Área e âmbito
Jorge Santos, mandatário.
Depositado em 5 de Maio de 2010, a fl. 76 do livro
n.º 11, com o n.º 82/2010, nos termos do artigo 494.º do
Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12
de Fevereiro.
Contrato colectivo entre a ALIF — Associação da
Indústria Alimentar pelo Frio e o SETAA — Sindicato da Agricultura, Alimentação e Florestas — Revisão global.
Cláusula prévia
A presente revisão altera o CCT publicado no Boletim
do Trabalho e Emprego, 1.ª série, n.os 15, de 15 de Abril de
2007, 18, de 15 de Maio de 2008, e 30, de 15 de Agosto
de 2009.
1 — O presente CCT aplica-se no território nacional
às empresas representadas pela Associação da Indústria
Alimentar pelo Frio que se dediquem às indústrias de
congelação e transformação de produtos da pesca, de hortícolas, de alimentos pré-cozinhados, entrepostos frigoríficos
e fabrico de gelo e aos trabalhadores ao seu serviço, com
as categorias profissionais nele previstas, representados
pelos sindicatos outorgantes.
2 — O presente CCT abrange um universo de 80 empresas a que correspondem 3040 trabalhadores.
Cláusula 2.ª
Vigência do contrato
1 — Este contrato entra em vigor nos termos legais.
2 — O período mínimo de vigência deste CCT é de dois
anos, renovando-se por iguais períodos.
3 — A tabela salarial e as cláusulas de expressão pecuniária poderão ser revistas anualmente.
4 — A tabela salarial do anexo II e as cláusulas de expressão pecuniária produzem efeitos a 1 de Janeiro de 2010.
1799
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
5 — Após a denúncia e até à entrada em vigor do novo
contrato, as relações de trabalho continuarão a reger-se
pelo presente CCT.
Cláusula 3.ª
Denúncia do contrato
1 — A denúncia pode ser feita por qualquer das partes
com a antecedência de pelo menos três meses em relação
ao termo do período de vigência, devendo a respectiva
resposta ser formulada em 30 dias.
2 — A denúncia deverá ser acompanhada de proposta
escrita das cláusulas que se pretende rever.
3 — As negociações terão início no prazo máximo de
45 dias a contar da data da denúncia.
18 anos de idade, salvo para os trabalhadores de fabrico
em que o período de aprendizagem será de meio ano.
2 — Os praticantes serão promovidos às respectivas
categorias profissionais após um ano de prática.
3 — As categorias profissionais designadas por 3.ª e
2.ª serão promovidas às classes imediatas ao fim de três
anos.
CAPÍTULO III
Direitos e deveres das partes
Cláusula 8.ª
Deveres da entidade patronal
A entidade patronal deve:
CAPÍTULO II
Admissão e carreira profissional
Cláusula 4.ª
Admissão
1 — A idade mínima de admissão é de 16 anos, devendo
os trabalhadores possuir a escolaridade obrigatória e serem
atendidas outras habilitações específicas exigidas por lei.
2 — Os trabalhadores mais idosos que exerçam funções
nas câmaras frigoríficas terão prioridade no preenchimento
de vagas fora das mesmas, mesmo que temporariamente.
Cláusula 5.ª
Período experimental
1 — O período experimental tem a seguinte duração:
a) 90 dias para a generalidade dos trabalhadores;
b) 180 dias para os trabalhadores que exerçam cargos de
complexidade técnica, elevado grau de responsabilidade ou
que pressuponham uma especial qualificação, bem como
para os que desempenham funções de confiança;
c) 240 dias para pessoal de direcção e quadros superiores.
2 — Nos contratos de trabalho a termo o período em
apreço é de 30 dias para os contratos de duração igual ou
superior a seis meses e de 15 dias nos contratos de duração
inferior a seis meses ou nos contratos a termo incerto cuja
duração se preveja não ser superior àquele limite.
3 — Tendo o período experimental durado mais de
60 dias, o empregador para denunciar o contrato tem de
dar um aviso prévio de 7 dias.
Cláusula 6.ª
Categorias profissionais
Os trabalhadores abrangidos por esta convenção serão
classificados, de harmonia com as funções que exerçam,
nas categorias constantes do anexo II.
Cláusula 7.ª
Acesso automático
1 — Os aprendizes serão promovidos à respectiva categoria profissional ao fim de um ano, ou logo que atinjam
a) Cumprir as cláusulas do presente contrato;
b) Usar de urbanidade e justiça nos actos que envolvam
relações com os trabalhadores;
c) Cumprir o estatuto do trabalhador-estudante;
d) Instalar o seu pessoal em boas condições de higiene
e prover os locais de trabalho com os indispensáveis requisitos de segurança;
e) Exigir de cada trabalhador apenas tarefas compatíveis
com as suas aptidões e capacidade física;
f) Providenciar para que haja bom ambiente moral nos
locais de trabalho e punir devidamente todos os actos
atentatórios da dignidade dos trabalhadores;
g) Permitir a afixação, em local próprio e visível de
todas as comunicações de interesse para os trabalhadores
da empresa;
h) Segurar todos os trabalhadores quanto a acidentes de
trabalho, nos termos legais;
i) Facultar a consulta, pelo trabalhador que o solicite,
do respectivo processo individual;
j) Fornecer gratuitamente luvas de borracha, botas e
aventais impermeáveis, batas e lenços, sempre que necessários, a todos os trabalhadores que manipulem peixe,
bem como aqueles que no desempenho de tarefas de carga,
descarga e transporte (manual ou mecânico) necessitem
de adequada protecção, ficando os trabalhadores fiéis depositários dos objectos, embora não sendo responsáveis
pelo desgaste provocado pelo seu uso normal;
k) Contribuir para a elevação do nível de produtividade
do trabalhador.
Cláusula 9.ª
Cobrança de quotização sindical
1 — As entidades patronais obrigam-se a descontar
mensalmente e a remeter aos sindicatos respectivos o montante das quotizações dos trabalhadores ao seu serviço no
mês seguinte a que digam respeito.
2 — Para que produza efeitos o número anterior deverão
os trabalhadores, em declaração individual e por escrito, autorizar as entidades patronais a descontar na sua retribuição
mensal o valor da quotização, assim como indicar o valor
das quotas e identificar o sindicato em que estão inscritos.
3 — A declaração referida no n.º 2 deverá ser enviada
ao sindicato e à empresa respectivos.
4 — Para efeitos do constante nesta cláusula, o montante
das quotizações será acompanhado dos mapas sindicais
utilizados para este efeito, devidamente preenchidos.
1800
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
2 — A prática culposa pela entidade patronal de qualquer acto em contravenção com o disposto nesta cláusula
dá ao trabalhador a faculdade de rescindir o contrato, com
direito a indemnização legal respectiva.
Cláusula 10.ª
Deveres do trabalhador
O trabalhador deve:
a) Cumprir as cláusulas do presente contrato;
b) Respeitar e tratar com urbanidade e lealdade a entidade patronal, seus representantes e superiores hierárquicos, colegas de trabalho e mais pessoas que estejam ou
entrem em contacto com a empresa;
c) Comparecer ao serviço com assiduidade e pontualidade e realizar o trabalho com zelo e diligência;
d) Obedecer à entidade patronal e seus representantes
ou superiores hierárquicos em tudo o que respeita à execução e disciplina do trabalho, salvo na medida em que
as ordens e instruções se mostrarem contrárias aos seus
direitos e garantias;
e) Guardar lealdade à entidade patronal, nomeadamente
não negociando por conta própria ou alheia em concorrência com ela, nem divulgando informações referentes à sua
organização, métodos de produção ou negócios;
f) Zelar pelo estado de conservação e boa utilização
dos materiais e instrumentos de trabalho que lhe forem
confiados pela entidade patronal;
g) Colaborar em todos os actos tendentes à melhoria da
produtividade da empresa.
Cláusula 11.ª
Cláusula 12.ª
Mobilidade geográfica
1 — O empregador pode, quando o interesse da empresa o exija, transferir o trabalhador para outro local de
trabalho se essa transferência não implicar prejuízo sério
para o trabalhador.
2 — O empregador pode transferir o trabalhador para
outro local de trabalho se a alteração resultar da mudança,
total ou parcial, do estabelecimento onde aquele presta
serviço.
3 — Por acordo, as partes podem alargar ou restringir
a faculdade conferida nos números anteriores.
4 — Nos casos previstos no n.º 2, o trabalhador pode
resolver o contrato se houver prejuízo sério, tendo nesse
caso direito à indemnização prevista nos termos da lei.
5 — Salvo motivo imprevisível, a decisão de transferência de local de trabalho tem de ser comunicada ao
trabalhador, devidamente fundamentada e por escrito,
com 30 dias de antecedência, nos casos de transferência
definitiva, ou com 8 dias de antecedência, nos casos de
transferência temporária.
Cláusula 13.ª
Garantias do trabalhador
Mobilidade funcional
1 — É proibido è entidade patronal:
a) Opor-se, por qualquer forma, a que o trabalhador
exerça os seus direitos ou beneficie das garantias, bem
como despedi-lo ou aplicar-lhe sanções por causa desse
exercício;
b) Exercer pressão sobre o trabalhador para que actue
no sentido de influir desfavoravelmente nas condições de
trabalho dele ou dos companheiros;
c) Diminuir a retribuição e modificar as condições
de trabalho do contrato individual, de forma que dessa
modificação resulte ou possa resultar diminuição de
retribuição, salvo nos casos previstos na lei ou a solicitação expressa do trabalhador fundamentando a razão
do pedido;
d) Baixar a categoria profissional do trabalhador;
e) Transferir o trabalhador para outro local de trabalho,
salvo nos casos previstos na cláusula 12.ª;
f) Obrigar o trabalhador a adquirir bens ou a utilizar os
serviços fornecidos pela entidade patronal ou por pessoa
por ela indicada;
g) Explorar com fins lucrativos quaisquer cantinas, refeitórios, economatos ou outros estabelecimentos directamente relacionados com o trabalho para fornecimento de
bens ou prestação de serviços aos trabalhadores;
h) Despedir e readmitir o trabalhador, ainda que seja
contratado a termo, havendo o propósito de o prejudicar
em direitos e garantias já adquiridos;
i) Opor-se, por qualquer forma, ao exercício das suas
funções ou aplicar sanções de qualquer tipo por causa do
exercício das mesmas aos trabalhadores que desempenhem
cargos de delegados sindicais ou dirigentes sindicais, durante o desempenho das suas funções.
1 — O empregador pode, quando o interesse da empresa o exija, encarregar temporariamente o trabalhador
de funções não compreendidas na actividade contratada,
desde que tal não implique modificação substancial da
posição do trabalhador.
2 — Por acordo, as partes podem alargar ou restringir
a faculdade conferida no número anterior.
3 — O disposto no n.º 1 não pode implicar diminuição
da retribuição, tendo o trabalhador direito a auferir das
vantagens inerentes à actividade temporariamente desempenhada.
4 — A ordem de alteração deve ser justificada, com a
indicação do tempo previsível.
CAPÍTULO IV
Da prestação do trabalho
Cláusula 14.ª
Local de trabalho
O trabalhador exercerá a actividade profissional no
local que for contratualmente definido, sem embargo do
previsto na cláusula 12.ª
Cláusula 15.ª
Horário de trabalho
1 — Compete ao empregador definir os horários de
trabalho dos trabalhadores ao seu serviço, dentro dos condicionalismos legais e do presente CCT.
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
2 — Todas as alterações dos horários de trabalho devem
ser precedidas de consulta aos trabalhadores afectados e
aos representantes legais, se existirem, ser afixadas na
empresa com antecedência de sete dias e comunicadas à
Inspecção-Geral do Trabalho.
8 — O subsídio de turno não deverá ser inferior a 13 %
no regime de três turnos e de 8 % no regime de dois turnos,
integrando a prestação correspondente ao acréscimo por
trabalho nocturno.
Cláusula 18.ª
Cláusula 16.ª
Horário especial — Limites aos períodos normais de trabalho
Período normal de trabalho
1 — O período normal de trabalho não pode ser superior
a 40 horas semanais, de segunda a sexta-feira, devendo
observar-se um intervalo que não poderá ser inferior a
meia hora nem superior a 2, após 5 horas de trabalho consecutivo.
2 — Os trabalhadores beneficiarão de uma pausa diária de dez minutos, que contará como tempo efectivo de
serviço em período a determinar pela entidade empregadora.
3 — O período de trabalho diário é interrompido com
um intervalo de descanso para refeição com a duração
mínima de meia hora, desde que haja acordo escrito com
os trabalhadores abrangidos, e máximo de uma hora,
não podendo o trabalhador prestar mais de cinco horas
de trabalho consecutivo, exceptuando-se a distribuição
e reposição, onde poderá ser de seis horas, nos termos
da lei vigente.
Cláusula 17.ª
Horário por turnos
1 — Considera-se trabalho por turnos qualquer modo de
organização de trabalho em equipa em que os trabalhadores
ocupem sucessivamente os mesmos postos de trabalho, a
um determinado ritmo, incluindo o ritmo rotativo, o que
implica que os trabalhadores podem executar o trabalho
a horas diferentes no decurso de um dado período de dias
ou semanas.
2 — Devem ser organizados turnos de pessoal diferente
sempre que o período de funcionamento ultrapasse os
limites máximos dos períodos normais de trabalho.
3 — Os turnos devem, na medida do possível, ser organizados de acordo com os interesses e as preferências
manifestadas pelos trabalhadores.
4 — A duração de trabalho de cada turno não pode
ultrapassar os limites máximos dos períodos normais de
trabalho.
5 — O trabalhador só pode ser mudado de turno após
o dia de descanso semanal, que será o domingo, tendo
ainda direito a uma folga suplementar ao sábado ou à
segunda-feira.
6 — No horário por turnos, os intervalos para refeição de duração de trinta minutos não podem prejudicar o
normal funcionamento da instalação. Tais intervalos têm
de ser cumpridos entre as três e as cinco horas de trabalho, contando como tempo efectivo de serviço, sendo que
os trabalhadores não podem abandonar as instalações da
empresa.
7 — Todos os trabalhadores que prestem serviço em
horário por turnos terão direito a um subsídio de turno
diferenciado, consoante:
a) Regime de três ou mais turnos rotativos;
b) Regime de dois turnos rotativos.
1 — O horário especial é aquele cuja duração é aferida
em termos médios de 40 horas semanais de tempo de trabalho normal, num período de referência de 18 semanas.
2 — A duração máxima do tempo de trabalho normal
semanal é de 60 horas.
3 — Quando da prestação de 50 horas semanais a entidade patronal compensará o trabalhador com 10 % da retribuição de base mensal; ocorrendo a prestação de 60 horas
semanais a entidade patronal compensará o trabalhador
com 10 % da sua retribuição base mensal e assegurará a
alimentação ou, em alternativa, pagará a esse título € 4
diários.
4 — O intervalo mínimo obrigatório entre duas jornadas
de trabalho normal neste tipo de horário é de onze horas.
5 — Se a alteração do horário de trabalho provocar
acréscimo de despesas de transporte, o empregador, prévia
e individualmente, acordará com o trabalhador o pagamento dessas despesas.
6 — Os trabalhadores que nos termos das disposições
legais em vigor sejam objecto de regimes de protecção
laboral especial, em virtude do seu estado ou situação,
são dispensados deste tipo de horário, podendo sempre o
empregador exigir prova demonstrativa do prejuízo e ou
incompatibilidade resultante da sua aplicação.
Cláusula 18.ª-A
Adaptabilidade na organização da duração do trabalho
1 — Os períodos de trabalho diário e semanal podem
ser modelados dentro de um período de referência com
limite máximo de seis meses, no respeito pelas seguintes
regras:
a) O período normal de trabalho diário não pode ultrapassar as 10 horas;
b) O período normal de trabalho semanal não pode
ultrapassar as 50 horas;
c) Nas semanas em que por força da definição da duração do trabalho em termos médios haja uma redução da
jornada diária, esta não pode ultrapassar as 2 horas;
d) Por acordo entre o empregador e os trabalhadores, a
redução do tempo de trabalho diário e semanal para efeitos
de cálculo em termos médios pode ser compensada pela
redução da semana de trabalho em dias ou meios dias de
descanso ou pela junção ao período de férias;
e) As alterações ao horário de trabalho decorrentes da
aplicação desta cláusula têm de ser comunicadas aos trabalhadores envolvidos com a antecedência mínima de
30 dias, podendo esta antecedência ser diminuída com o
acordo escrito dos trabalhadores;
f) As alterações que comprovadamente impliquem acréscimo de despesas para o trabalhador, designadamente de
alimentação, transportes, creches e ocupação de tempos
livres, etc., conferem o direito à correspondente compensação económica. Não haverá lugar ao pagamento destas
1802
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
despesas quando o contrato de trabalho já preveja períodos
fixos de acréscimo de horário em regime de adaptabilidade.
2 — Entre dois períodos diários consecutivos de trabalho normal é garantido aos trabalhadores um período de
descanso diário de doze horas consecutivas.
3 — Nos dias em que por força da modelação do horário
de trabalho o período normal de trabalho seja superior a
oito horas, a empresa fica obrigada a assegurar o transporte
no regresso do trabalhador à sua residência, desde que não
haja transportes públicos para o efeito, nos trinta minutos
seguintes ao termo do trabalho.
4 — Chegado o termo do período de referência sem
que tenha havido compensação das horas trabalhadas ou
acordo no seu gozo posterior, o trabalhador tem direito ao
pagamento dessas horas nos termos da cláusula 22.ª deste
CCT («Retribuição do trabalho suplementar»).
5 — O período normal de trabalho diário pode ser aumentado até dez horas para concentrar o trabalho semanal
em quatro dias consecutivos.
6 — O trabalhador que preste o seu trabalho em regime previsto no número anterior será remunerado com
um acréscimo não inferior a 15 % na retribuição mensal
e não pode estar simultaneamente sujeito a outro regime
especifico de organização do tempo de trabalho que se
encontre previsto neste CCT.
Cláusula 21.ª
Trabalho nocturno
1 — Considera-se período de trabalho nocturno o compreendido entre as 21 horas de um dia e as 7 horas do dia
seguinte, de 1 de Maio a 31 de Outubro, e das 19 horas às
7 horas, de 1 de Novembro a 30 de Abril.
2 — O trabalho nocturno dá direito a um acréscimo de
25 % sobre a retribuição normal a que o trabalhador tiver
direito durante o dia.
Cláusula 22.ª
Trabalho suplementar
1 — Considera-se trabalho suplementar o prestado fora
do horário de trabalho.
2 — Os trabalhadores estão obrigados à prestação de
trabalho suplementar, salvo quando, havendo motivos
atendíveis, expressamente solicitem a sua dispensa.
3 — O trabalho suplementar prestado em dia normal
de trabalho será remunerado com os seguintes acréscimos
mínimos:
a) 50 % da retribuição normal na 1.ª hora;
b) 75 % da retribuição normal nas horas ou fracções
subsequentes.
a) Para as situações de «sem sujeição aos limites normais de trabalho», 25 % da retribuição base auferida;
b) Para as restantes situações, 10 % da retribuição base
auferida.
4 — O trabalho prestado em dias de descanso semanal,
complementar e feriados será pago com o acréscimo de
100 %.
5 — Nos casos de prestação de trabalho num dia de
descanso semanal obrigatório o trabalhador terá direito a
um dia de descanso compensatório remunerado a gozar
num dos três dias úteis imediatos, ou, no caso de acordo
prévio com o trabalhador, nos 90 dias seguintes.
6 — Nos casos de prestação de trabalho suplementar
em dia útil, em dia de descanso complementar e em dia
feriado, o trabalhador terá direito a um descanso compensatório remunerado, correspondente a 25 % das horas de
trabalho suplementar realizado.
7 — O descanso compensatório vence-se quando fizer
um mínimo de horas igual ao período normal de trabalho
diário e deve ser gozado num dos 90 dias seguintes, salvo
o respeitante a feriados, que será gozado no período de
30 dias.
8 — Quando o descanso compensatório for devido por
trabalho suplementar não prestado em dia de descanso
semanal, obrigatório ou complementar, pode o mesmo, por
acordo entre o empregador e o trabalhador, ser substituído
por prestação de trabalho remunerado com um acréscimo
não inferior a 100 %.
Cláusula 20.ª
CAPÍTULO V
Descanso semanal
Retribuição do trabalho
Cláusula 19.ª
Isenção do horário de trabalho
1 — Pode ser isento de horário de trabalho, por acordo
escrito entre as partes, todo o trabalhador que se encontre
numa das situações previstas na lei vigente, e para além
dessas as seguintes:
a) Aquelas cuja profissão possa exigir actuações imprevistas e ocasionais, necessárias ao funcionamento e
manutenção de equipamentos;
b) Execução de trabalhos ocasionais e imprevistos originados por situações comerciais de mercado e económicas.
2 — Aos efeitos de isenções de horário de trabalho
previstas no n.º 1 desta cláusula aplica-se o disposto na
lei vigente.
3 — A situação de isenção de horário de trabalho confere durante a sua vigência um acréscimo retributivo de:
1 — O dia de descanso semanal será o domingo e o
sábado o dia de descanso complementar.
2 — Excepcionalmente, nas empresas com produções
sazonais e mediante pré-aviso de uma semana, o dia de
descanso complementar poderá ser alterado para a segunda-feira, determinando uma compensação de 10 % sobre a
retribuição de base diária.
Cláusula 23.ª
Retribuições mínimas mensais
1 — A todos os trabalhadores abrangidos por esta convenção são asseguradas as retribuições certas mínimas
constantes do anexo II.
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
2 — A empresa é obrigada a entregar ao trabalhador, no
acto do pagamento da retribuição, um talão, preenchido de
forma indelével, no qual figure o nome completo do trabalhador, respectiva categoria profissional, vencimento normal,
horas extra, subsídios, descontos, montante a receber e denominação da entidade seguradora de acidentes de trabalho.
3 — O pagamento deve ser efectuado até ao último dia
útil de cada mês e durante o tempo de serviço, em numerário, através de cheque ou transferência bancária.
4 — A folha de vencimentos pode por razões de organização interna da empresa não corresponder ao mês de
calendário devendo-se, contudo, dar informação precisa
sobre o período a que respeita.
Cláusula 26.ª
Subsídio de Natal
1 — Os trabalhadores têm direito a subsídio de Natal
de valor igual a um mês de retribuição, que deve ser pago
até 15 de Dezembro de cada ano.
2 — O valor do subsídio de Natal é proporcional ao
tempo de serviço prestado no ano civil, nas seguintes situações:
a) No ano de admissão do trabalhador;
b) No ano de cessação do contrato de trabalho;
c) Em caso de suspensão do contrato de trabalho, salvo
se por facto respeitante ao empregador.
Cláusula 23.ª-A
CAPÍTULO VI
Prémios
1 — As entidades patronais poderão atribuir, com o
acordo dos trabalhadores, incentivos de carácter pecuniário, mensais, trimestrais ou com outra periodicidade.
2 — Estes incentivos poderão, designadamente, ter a
natureza de prémios de produtividade, de desempenho e
assiduidade.
3 — O pagamento destas importâncias aos trabalhadores, nos períodos de referência respectivos, não está
antecipadamente garantido.
4 — O regime de atribuição das prestações em causa
terá de ser devidamente regulamentado pelas entidades
patronais, em regulamento interno, nos termos da lei.
5 — Sem embargo de disposição em contrário resultante
de contrato individual de trabalho os outorgantes desta
convenção consideram que quaisquer abonos ou subsídios
de produtividade, desempenho, assiduidade ou similares,
ainda que pagos com regularidade, quando não estando
antecipadamente garantidos, não integram o conceito de
retribuição, podendo vir a ser modificados ou suprimidos
mediante prévia comunicação.
Deslocações
Cláusula 27.ª
Deslocações
1 — Considera-se existir deslocação quando os trabalhadores prestem serviço fora do seu local de trabalho,
obrigando-se o trabalhador a efectuar as deslocações inerentes às suas funções ou indispensáveis à sua formação
profissional.
2 — Nas deslocações que os trabalhadores tenham de
efectuar ao serviço da empresa esta fica obrigada, para
além do pagamento do transporte, ao pagamento das seguintes quantias:
Pequeno-almoço — € 2,45;
Almoço ou jantar — € 9,20;
Ceia — € 4,20;
Dormida — contra a apresentação de documento de
despesa, até ao máximo de € 52.
Cláusula 28.ª
Cláusula 24.ª
Utilização de veículo pelo trabalhador
Cálculo da retribuição horária e diária
Para efeitos do disposto neste CCT considera-se:
a) Retribuição diária — o valor determinado segundo
a fórmula:
RD = RM
30
b) Retribuição horária — o valor determinado segundo
a fórmula:
1 — Sempre que ao serviço da empresa o trabalhador
conduza um veículo, todas as responsabilidades ou prejuízos cabem à entidade patronal, salvo quando resultantes
de negligência, incúria ou embriaguez do condutor comprovados judicialmente.
2 — Se o trabalhador utilizar o seu próprio veículo ao
serviço da empresa, esta obriga-se a pagar-lhe por cada
quilómetro percorrido 0,25 do preço do litro de gasolina
super que vigorar.
× RM
RH = 12
52 × HS
CAPÍTULO VII
sendo:
Suspensão da prestação de trabalho
RM = retribuição mensal;
HS = horário semanal.
Cláusula 29.ª
Feriados
Cláusula 25.ª
Subsídio de frio
Os trabalhadores que exerçam a sua actividade nas
câmaras frigoríficas terão direito a um subsídio mensal
de € 31,80.
São feriados obrigatórios os previstos na lei, equiparando-se a estes a terça-feira de Carnaval e o feriado municipal
da localidade, os quais podem ser observados, em substituição, em qualquer outro dia previamente acordado entre
o empregador e os trabalhadores.
1804
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Cláusula 30.ª
Cláusula 34.ª
Direito a férias
Marcação do período de férias
1 — O trabalhador tem direito a um período de férias
retribuídas em cada ano civil.
2 — O direito a férias reporta-se, em regra, ao trabalho
prestado no ano civil anterior e não está condicionado à
assiduidade ou efectividade ao serviço.
3 — Os trabalhadores admitidos com contrato cuja duração total não atinja seis meses têm direito a gozar dois
dias úteis de férias por cada mês completo de duração do
contrato.
1 — O período de férias deve ser marcado por acordo
entre o empregador e o trabalhador.
2 — Na falta de acordo, cabe ao empregador marcar o
período de férias, elaborando o respectivo mapa, sendo
que, neste caso, só pode marcar o período de férias entre
1 de Maio e 31 de Outubro.
3 — Na marcação das férias, os períodos mais pretendidos devem ser rateados, beneficiando alternadamente os
trabalhadores em função dos períodos gozados nos dois
anos anteriores.
4 — Os cônjuges que trabalhem na mesma empresa,
bem como as pessoas que vivam em união de facto, devem
gozar férias no mesmo período, a não ser que haja prejuízo
grave para o empregador.
5 — O período de férias pode ser interpolado por acordo
estabelecido entre o empregador e o trabalhador e desde
que sejam gozados, no mínimo, 10 dias de férias consecutivos.
6 — O mapa de férias deve ser elaborado até 15 de
Abril de cada ano e afixado nos locais de trabalho entre
essa data e 31 de Outubro.
Cláusula 31.ª
Aquisição do direito a férias
1 — O direito a férias adquire-se com a celebração do
contrato de trabalho e vence-se no dia 1 de Janeiro de
cada ano civil.
2 — No ano da contratação, o trabalhador tem direito,
após seis meses completos de execução do contrato, a
gozar dois dias úteis de férias por cada mês de duração do
mesmo, até ao máximo de 20 dias úteis.
3 — Não pode, por qualquer causa, no mesmo ano civil,
para o trabalhador, resultar o direito ao gozo de um período
de férias superior a 30 dias úteis.
Cláusula 35.ª
Alteração da marcação do período de férias
Cláusula 32.ª
Duração do período de férias
1 — O período anual de férias tem a duração mínima
de 22 dias úteis.
2 — A duração do período de férias é aumentada no
caso de o trabalhador não ter faltado ou na eventualidade
de ter apenas faltas justificadas no ano anterior, nos seguintes termos:
2.1 — Três dias de férias até ao máximo de uma falta
ou dois meios dias;
2.2 — Dois dias de férias até ao máximo de duas faltas
ou quatro meios dias;
2.3 — Um dia de férias até ao máximo de três faltas ou
seis meios dias.
3 — Não relevam, para efeitos do número anterior, as
faltas no dia 24 de Dezembro.
Cláusula 33.ª
Retribuição durante as férias
1 — A retribuição correspondente ao período de férias
não pode ser inferior à que os trabalhadores receberiam
se estivessem em serviço efectivo e deve ser paga antes
do início daquele período.
2 — Além da retribuição mencionada no número anterior, os trabalhadores têm direito a um subsídio de
férias cujo montante corresponde à retribuição de base
mensal e a demais prestações retributivas permanentes
que sejam contrapartida do modo específico da execução
do trabalho.
3 — O aumento da duração do período de férias em
consequência da ausência de faltas no ano anterior não tem
consequências no montante do subsídio de férias.
1 — Se, depois de marcado o período de férias, exigências imperiosas do funcionamento da empresa determinarem o adiamento ou a interrupção das férias já iniciadas,
o trabalhador tem direito a ser indemnizado pelo empregador dos prejuízos que comprovadamente haja sofrido
na pressuposição de que gozaria integralmente as férias
na época fixada.
2 — A interrupção das férias não poderá prejudicar o
gozo seguido de metade do período a que o trabalhador
tenha direito.
3 — haverá lugar a alteração do período de férias sempre que o trabalhador, na data prevista para o seu início,
esteja temporariamente impedido por facto que não lhe
seja imputável, cabendo ao empregador, na falta de acordo,
a nova marcação do período de férias, sem sujeição ao
disposto no n.º 2 da cláusula 36.ª
4 — Terminado o impedimento antes de decorrido o
período anteriormente marcado, o trabalhador gozará os
dias de férias ainda compreendidas neste, aplicando-se,
quanto à marcação dos dias restantes, o disposto no número anterior.
5 — Nos casos em que a cessação do contrato de trabalho esteja sujeita a aviso prévio, o empregador poderá
determinar que o período de férias seja antecipado para
o momento imediatamente anterior à data prevista para a
cessação do contrato.
Cláusula 36.ª
Efeitos da suspensão do contrato de trabalho
por impedimento prolongado
1 — No ano da suspensão do contrato de trabalho por
impedimento prolongado respeitante ao trabalhador, se
se verificar a impossibilidade total ou parcial do gozo do
direito a férias já vencido, o trabalhador terá direito à re-
1805
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
tribuição correspondente ao período de férias não gozado
e ao respectivo subsídio.
2 — No ano da cessação do impedimento prolongado
o trabalhador tem direito, após seis meses completos de
execução do contrato, a gozar dois dias úteis de férias
por cada mês de duração do contrato, até ao máximo de
20 dias.
3 — No caso de sobrevir o termo do ano civil antes de
decorrido o prazo referido no número anterior ou de gozado
o direito a férias, pode o trabalhador usufruí-lo até 30 de
Abril do ano civil subsequente.
4 — Cessando o contrato após impedimento prolongado
respeitante ao trabalhador, este tem direito à retribuição e
ao subsídio de férias correspondente ao tempo de serviço
prestado no ano do início da suspensão.
g) As ausências não superiores a quatro horas e só pelo
tempo estritamente necessário, justificadas pelo responsável pela educação do menor (no estabelecimento de ensino), uma vez por trimestre, para deslocação à escola tendo
em vista inteirar-se da situação educativa do menor;
h) As dadas pelos trabalhadores eleitos para as estruturas
de representação colectiva, nos termos da lei vigente;
i) As dadas por candidatos a eleições para cargos públicos durante o período legal da respectiva campanha
eleitoral;
j) Pelo tempo necessário para exercer funções de bombeiro;
k) As autorizadas ou aprovadas pelo empregador;
l) As que por lei forem como tal qualificadas.
3 — São consideradas injustificadas todas as faltas não
previstas no número anterior.
Cláusula 37.ª
Doença no período de férias
Cláusula 40.ª
1 — No caso de o trabalhador adoecer durante o período
de férias, são as mesmas suspensas, desde que o empregador seja do facto informado, prosseguindo, logo após a
alta, o gozo dos dias de férias compreendidos ainda naquele
período, cabendo ao empregador, na falta de acordo, a
marcação dos dias de férias não gozados.
2 — A prova da situação de doença prevista no n.º 1
é feita por estabelecimento hospitalar, por declaração do
centro de saúde ou por atestado médico.
Cláusula 38.ª
Definição de falta
1 — Falta é a ausência do trabalhador durante o período
normal de trabalho a que está obrigado.
2 — Os tempos das ausências parcelares serão somados
de modo a obter-se um número de períodos normais de
trabalho diário em falta.
Cláusula 39.ª
Tipos de falta
1 — As faltas podem ser justificadas ou injustificadas.
2 — Serão consideradas faltas justificadas:
a) Até 15 dias seguidos por altura do casamento;
b) Até cinco dias consecutivos motivada por falecimento
de cônjuge, pais, filhos, sogros, padrastos, enteados, genros
e noras;
c) Até dois dias consecutivos por falecimento de outro
parente ou afim na linha recta ou 2.º grau da linha colateral (bisavós, avós, bisnetos, netos, irmãos e cunhados)
ou pessoas que vivam em comunhão de vida e habitação
com os trabalhadores;
d) As motivadas pela prestação de provas em estabelecimento de ensino, nos termos do estatuto do trabalhador-estudante;
e) As motivadas por impossibilidade de prestar trabalho devido a facto que não seja imputável ao trabalhador,
nomeadamente doença, acidente ou cumprimento de obrigações legais;
f) As motivadas pela necessidade de prestação de assistência inadiável e imprescindível a membros do seu
agregado familiar, nos termos legais;
Comunicação e prova das faltas
1 — As faltas justificadas, quando previsíveis, são obrigatoriamente comunicadas ao empregador com a antecedência mínima de cinco dias.
2 — Quando imprevisíveis, as faltas justificadas são
obrigatoriamente comunicadas ao empregador, logo que
possível, não podendo exceder as 48 horas seguintes.
3 — A comunicação tem de ser reiterada para as faltas
justificadas imediatamente subsequentes às previstas nas
comunicações indicadas nos números anteriores.
4 — O empregador pode, nos 15 dias seguintes à comunicação referida no número anterior, exigir ao trabalhador
prova dos factos invocados para a justificação.
Cláusula 41.ª
Efeitos das faltas
1 — As faltas justificadas não determinam a perda ou
prejuízo de quaisquer direitos do trabalhador, salvo o disposto no número seguinte.
2 — Determinam a perda de retribuição as seguintes
faltas, ainda que justificadas:
a) Por motivo de doença, desde que o trabalhador beneficie de um regime de segurança social de protecção
de doença;
b) Por acidente de trabalho, desde que o trabalhador
tenha direito a qualquer subsídio ou seguro;
c) As que por lei forem como tal qualificadas, quando
superiores a 30 dias por ano;
d) As autorizadas ou aprovadas pelo empregador, com
excepção das respeitantes ao dia 24 de Dezembro, se autorizado;
e) As motivadas pela necessidade de prestação de assistência
inadiável e imprescindível a membros do agregado familiar.
3 — Nos casos previstos na alínea e) do n.º 2 da cláusula 39.ª, se o impedimento do trabalhador se prolongar
efectiva ou previsivelmente para além de um mês, aplica-se o regime de suspensão da prestação do trabalho por
impedimento prolongado.
4 — No caso previsto na alínea i) do n.º 2 da cláusula 39.ª, as faltas justificadas conferem, no máximo, di-
1806
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
reito à retribuição relativa a um terço do período de duração
da campanha eleitora, só podendo o trabalhador faltar
meios dias ou dias completos com aviso prévio de 48 horas.
5 — Tratando-se de faltas injustificadas a um ou a meio
período normal de trabalho diário imediatamente anterior
ou posterior aos dias ou meios dias de descanso ou feriados,
considera-se que o trabalhador praticou infracção grave.
6 — As faltas não têm nenhum efeito sobre o direito a
férias do trabalhador, salvo nos casos em que as mesmas
determinem a perda de retribuição; neste caso, o trabalhador pode optar por perda de dias de férias, na proporção
de um dia de férias por cada dia de falta, desde que salvaguardando o gozo efectivo de 20 dias úteis de férias.
Cláusula 42.ª
Impedimento prolongado
1 — Durante a suspensão do contrato de trabalho por impedimento prolongado, mantêm-se os direitos e os deveres
das partes que não pressuponham a efectiva prestação de
serviço.
2 — É garantido o lugar do trabalhador impossibilitado
de prestar serviços por detenção ou prisão preventiva, enquanto não for proferida sentença com trânsito em julgado.
3 — Os trabalhadores terão direito às retribuições normais relativas ao período fixado no número anterior desde
que se prove, por sentença, ter o facto criminoso sido
praticado por aliciamento do empregador.
4 — O trabalhador chamado a substituir outro de categoria superior que esteja impedido de comparecer temporariamente ao serviço, desde que esse impedimento ultrapasse
90 dias, terá direito, durante o tempo de substituição, a ter
como remuneração base a categoria do que está a substituir,
mantendo, contudo, o direito às diuturnidades ou outros
prémios que à altura já usufruía.
CAPÍTULO VIII
Da cessação do contrato de trabalho
Cláusula 43.ª
Cessação do contrato
A cessação do contrato de trabalho fica sujeita ao disposto na lei vigente.
c) Faltar durante 120 dias no período de maternidade, os
quais não poderão ser descontados para quaisquer efeitos, designadamente licença para férias, antiguidade ou aposentação;
d) O período referido na alínea anterior deverá ser gozado nos seguintes termos:
1) 90 dias obrigatória e imediatamente após o parto;
2) Os restantes 30 dias, total ou parcialmente, antes ou
depois do parto.
2 — O pai tem direito a uma licença por paternidade
de cinco dias úteis, seguidos ou interpolados, que são
obrigatoriamente gozados no primeiro mês a seguir ao
nascimento do filho.
3 — O disposto na presente cláusula não prejudica os
demais direitos assegurados aos trabalhadores em matéria
de maternidade e paternidade nos termos da lei.
CAPÍTULO X
Segurança, higiene e saúde no trabalho
Cláusula 45.ª
Princípios gerais
1 — Todos os trabalhadores, independentemente do
vínculo laboral que tenham celebrado com o empregador,
têm direito à prestação de trabalho em condições de segurança, higiene e saúde.
2 — O empregador é obrigado a assegurar aos trabalhadores condições de segurança, higiene e saúde em todos
os aspectos relacionados com o trabalho, devendo para
isso organizar todas as actividades de segurança, higiene
e saúde que visem a prevenção dos riscos profissionais e
a promoção da saúde dos trabalhadores.
3 — Para efeitos do número anterior, o empregador
aplicará todas as medidas necessárias, tendo em conta as
políticas, os princípios e as técnicas previstos na lei.
4 — Para aplicação das medidas necessárias, o empregador deverá assegurar o funcionamento de um serviço de
segurança, higiene e saúde, dotado de pessoal certificado
e de meios adequados e eficazes, tendo em conta os riscos
profissionais existentes nos locais de trabalho.
5 — É proibido ao empregador:
Das condições particulares de trabalho
a) Obrigar o trabalhador a trabalhar com máquinas que
se comprovem não possuírem condições de segurança;
b) Obrigar as mulheres ao transporte ou manipulação
de produtos tóxicos, ácidos ou líquidos corrosivos, gases
nocivos, ou a suportar individualmente pesos superiores
a 15 kg.
Cláusula 44.ª
CAPÍTULO XI
CAPÍTULO IX
Maternidade e paternidade
Das sanções disciplinares
1 — São, designadamente, assegurados às mulheres os
seguintes direitos:
a) Não desempenhar, sem diminuição de retribuição,
durante a gravidez e até três meses após o parto, tarefas
clinicamente desaconselháveis para o seu estado;
b) Não ser despedida, salvo com justa causa, durante a
gravidez e até um ano depois do parto, desde que sejam
do conhecimento da entidade patronal;
Cláusula 46.ª
Sanções
1 — O empregador pode aplicar as seguintes sanções
disciplinares:
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a) Repreensão registada;
b) Sanção pecuniária;
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
SECÇÃO II
c) Perda de dias de férias;
d) Suspensão do trabalho com perda de retribuição e
de antiguidade;
e) Despedimento sem qualquer indemnização ou compensação.
Nomeação de delegados e seus direitos
Cláusula 49.ª
Identificação dos delegados
2 — A sanção disciplinar deve ser proporcional à gravidade da infracção e à culpabilidade do infractor, não
podendo aplicar-se mais de uma pela infracção.
3 — Nenhuma das sanções previstas pode ter lugar sem
a audiência prévia do trabalhador.
4 — As sanções pecuniárias aplicadas a um trabalhador
por infracções praticadas no mesmo dia não podem exceder um terço da retribuição diária e, em cada ano civil, a
retribuição correspondente a 30 dias.
5 — A suspensão do trabalho não pode exceder por cada
infracção 30 dias e, em cada ano civil, o total de 90 dias.
CAPÍTULO XII
Actividade sindical
As direcções sindicais comunicarão à entidade patronal
a identificação dos seus delegados sindicais, bem como
a comissão sindical de empresa, por meio de carta registada, de que será afixada cópia nos locais reservados às
informações sindicais.
Cláusula 50.ª
Proibição de transferência de delegados sindicais
Os delegados sindicais não podem ser transferidos do
local de trabalho sem o seu acordo e sem prévio conhecimento da direcção do sindicato respectivo, salvo quando
a transferência resultar da mudança total ou parcial do
estabelecimento onde aqueles prestam serviço.
Cláusula 51.ª
SECÇÃO I
Número de delegados sindicais com direito a crédito de horas
Actividade sindical na empresa
Cláusula 47.ª
Direito à actividade sindical
1 — Os trabalhadores e os sindicatos têm direito a desenvolver actividade sindical no interior das empresas,
nomeadamente através de delegados sindicais ou comissão
sindical de empresa.
2 — A comissão sindical da empresa é constituída pelos
delegados sindicais do mesmo sindicato.
3 — A comissão intersindical é constituída pelos delegados sindicais de sindicatos da mesma confederação, desde
que abranjam no mínimo cinco delegados, ou de todas as
comissões sindicais da empresa.
4 — Aos dirigentes sindicais ou aos seus representantes
devidamente credenciados é facultado o acesso às empresas, nos termos da lei.
5 — À entidade patronal e aos seus representantes ou
mandatário é vedada qualquer interferência na actividade
sindical dos trabalhadores.
Cláusula 48.ª
Dirigentes sindicais
1 — Todos os trabalhadores eleitos para a direcção das
associações sindicais têm direito a um crédito de quatro
dias por mês, sem perda de remuneração, para o exercício
das suas funções sindicais.
2 — Para além do crédito atribuído, as faltas dadas
pelos trabalhadores referidos no número anterior para desempenho das suas funções sindicais consideram-se faltas
justificadas e contam, para todos os efeitos, menos os de
remuneração, como tempo de serviço efectivo.
3 — A associação sindical interessada deverá comunicar, por escrito, com um dia de antecedência, as datas e o
número de dias de que os respectivos membros necessitam
para o exercício das suas funções sindicais ou, em caso de
impossibilidade, nas 48 horas imediatas.
1 — Cada delegado sindical dispõe para o exercício
das suas funções sindicais de um crédito de cinco horas
mensais ou de oito horas tratando-se de delegado da comissão intersindical.
2 — O número de delegados sindicais a quem são atribuídos créditos de horas é determinado da forma seguinte:
a) Estabelecimento com menos de 50 trabalhadores — 1;
b) Estabelecimentos com 50 a 99 trabalhadores — 2;
c) Estabelecimentos com 100 a 199 trabalhadores — 3;
d) Estabelecimentos com 200 a 499 trabalhadores — 6;
e) Estabelecimentos com 500 ou mais trabalhadores — 6 mais 1 por cada 200 trabalhadores ou fracção
acima de 500.
3 — O resultado apurado nos termos do número anterior
será sempre arredondado para a unidade imediatamente
superior.
4 — O crédito de horas atribuído nos termos do n.º 1 é
referido ao período normal de trabalho e conta para todos
os efeitos como tempo de serviço.
5 — As faltas dadas pelos delegados sindicais sem créditos de horas apenas se consideram justificadas se motivadas
pela prática de actos necessários e inadiáveis no exercício
das suas funções, as quais contam para todos os efeitos
excepto para a retribuição.
6 — Sempre que os delegados sindicais pretendem exercer o direito previsto nesta cláusula, deverá o organismo
sindical avisar, por escrito, a entidade patronal com a antecedência de dois dias, salvo motivo atendível.
Cláusula 52.ª
Cedência de instalações
1 — Nas empresas ou unidades de produção com 150 ou
mais trabalhadores, a entidade patronal é obrigada a pôr à
disposição dos delegados sindicais, ou a comissão sindical,
a título permanente, desde que estes o requeiram, um local
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
situado no interior da empresa ou na sua proximidade, que
seja apropriado para o exercício das suas funções.
2 — Nas empresas ou unidades de produção com menos
de 150 trabalhadores, a entidade patronal é obrigada a pôr
à disposição dos delegados sindicais, ou comissão sindical,
sempre que estes o requeiram, um local apropriado para o
exercício das suas funções.
de um terço ou 50 trabalhadores da respectiva unidade
de produção ou comissão sindical ou intersindical, sem
prejuízo da normalidade de laboração, no caso de trabalho
por turnos.
2 — Nos estabelecimentos de funcionamento intermitente e nos que encerram depois das 22 horas, as reuniões
serão feitas nos períodos de menor afluência de clientes
e público, sem inviabilizar o funcionamento da empresa.
Cláusula 53.ª
Cláusula 56.ª
Informação sindical
Os delegados sindicais ou a comissão sindical ou intersindical têm o direito de afixar no interior da empresa e
em local apropriado, para o efeito reservado pela entidade
patronal, textos, convocatórias, comunicações ou informações relativos à vida sindical e aos interesses sócio-profissionais dos trabalhadores, bem como proceder à sua
distribuição, mas sem prejuízo, em qualquer dos casos, da
laboração normal da empresa.
Cláusula 54.ª
Direito a informação e consulta
1 — Os delegados e a comissão sindical ou intersindical
gozam do direito a informação e consulta relativamente às
matérias constantes das suas atribuições.
2 — O direito a informação e consulta abrange, para
além de outras referidas na lei ou em convenção colectiva
de trabalho as seguintes matérias:
a) A informação sobre a evolução recente e a evolução
provável das actividades da empresa ou do estabelecimento
e a sua situação económica;
c) A participação, informação e consulta sobre a situação, a estrutura e a evolução provável do emprego na
empresa ou no estabelecimento e sobre as eventuais medidas de antecipação previstas, nomeadamente em caso de
ameaça para o emprego;
d) A participação, informação e consulta sobre as decisões susceptíveis de desencadear mudanças substanciais
a nível da organização do trabalho ou dos contratos de
trabalho;
3 — Os delegados sindicais, comissão sindical ou intersindical devem requerer, por escrito, respectivamente, ao
órgão de gestão da empresa ou de direcção do estabelecimento os elementos de informação respeitantes às matérias
referidas nos artigos anteriores.
4 — As informações são-lhes prestadas, por escrito, no
prazo de 10 dias, salvo se pela sua complexidade se justificar prazo maior, que nunca deve ser superior a 30 dias.
5 — Quando esteja em causa a tomada de decisões por
parte do empregador no exercício dos poderes de direcção e de organização decorrentes do contrato de trabalho,
os procedimentos de informação e consulta deverão ser
introduzidos, por ambas as partes, no sentido de alcançar,
sempre que possível, o consenso.
Reuniões durante o horário normal
1 — Sem prejuízo do disposto no n.º 1 da cláusula anterior, os trabalhadores têm direito a reunir-se durante o
horário normal de trabalho até um período máximo de
quinze horas por ano, que contarão para todos os efeitos
como tempo de serviço efectivo, desde que assegurem o
funcionamento dos serviços de natureza urgente.
2 — As reuniões referidas no número anterior só podem ser convocadas pela comissão sindical ou comissão
intersindical, ou por delegado sindical na falta daquelas
comissões.
3 — Os promotores das reuniões referidas neste e na
cláusula anterior são obrigados a comunicar à entidade
patronal e aos trabalhadores interessados, com a antecedência mínima de 48 horas, a data e hora em que pretendem
que elas se efectuem, número previsível de trabalhadores
participantes, devendo afixar as respectivas convocatórias.
4 — Os membros da direcção das associações sindicais
que não trabalhem na empresa podem participar nas reuniões mediante comunicação dirigida à entidade patronal
com a antecedência mínima de seis horas.
SECÇÃO III
Comissão sindical de empresas
Cláusula 57.ª
Reuniões com entidade patronal
1 — A comissão sindical de empresa reúne com a entidade patronal sempre que ambas as partes o julguem
necessário e conveniente.
2 — Das decisões tomadas e dos seus fundamentos será
dado conhecimento a todos os trabalhadores por meio de
comunicados distribuídos e afixados nas empresas.
3 — Estas reuniões terão, normalmente, lugar durante
horas de serviço, mas em casos extraordinários poderão ter
lugar fora do horário normal, sem que tal implique perda
de remuneração.
4 — As horas despendidas nestas reuniões não podem
ser contabilizadas para os efeitos do crédito de horas previsto nesta convenção.
5 — Os dirigentes sindicais poderão participar nestas
reuniões desde que nisso acordem a comissão sindical e
a entidade patronal.
Cláusula 58.ª
Cláusula 55.ª
Despedimentos de representantes de trabalhadores
Reuniões fora do horário normal
1 — Os trabalhadores podem reunir-se nos locais de
trabalho, fora do horário normal, mediante convocação
1 — O despedimento de trabalhadores candidatos aos
corpos gerentes das associações sindicais, bem como os
mesmos que exerçam ou hajam exercido funções nos mes-
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
mos corpos gerentes há menos de três anos presume-se
feito sem justa causa.
2 — O despedimento de que, nos termos do número
anterior, se não prove justa causa dá ao trabalhador despedido o direito a optar entre a reintegração na empresa,
com os direitos que tinha à data de despedimento, ou uma
indemnização correspondente a dois meses por cada ano
de serviço e nunca inferior à retribuição correspondente a
três meses de serviço.
3 — Para os efeitos deste contrato entende-se por representante de trabalhadores o trabalhador que se encontre
nas situações previstas no n.º 1 desta cláusula.
Cláusula 59.ª
Proibição à discriminação por actividade sindical
Nenhum representante eleito dos trabalhadores ou activista sindical pode ser discriminado em razão da sua
actividade.
CAPÍTULO XIII
Regalias sociais
Cláusula 60.ª
Refeitórios
1 — As empresas com 10 ou mais trabalhadores no
mesmo local de trabalho porão à disposição dos mesmos
um refeitório confortável onde estes possam tomar as suas
refeições.
2 — O disposto no número anterior aplicar-se-á às empresas com menor número de trabalhadores sempre que as
condições materiais o permitam.
CAPÍTULO XIV
Disposições finais e transitórias
Cláusula 61.ª
Manutenção de regalias anteriores
Da aplicação do presente contrato não poderá resultar
qualquer prejuízo para os trabalhadores, nomeadamente
baixa de categoria ou classe ou de retribuição, nem diminuição os suspensão de quaisquer regalias de carácter
permanente não contempladas neste CCT.
ANEXO I
Definição de funções
Ajudante de motorista/distribuidor. — É o trabalhador que acompanha o motorista (quando tal for julgado
necessário ou conveniente pela entidade empregadora)
auxiliando-o na manutenção do veículo, vigia e indica
manobras, faz cargas e descargas, procede à distribuição
ou recolha dos produtos e cobrança dos mesmos, na altura
da entrega.
Apontador/conferente. — É o trabalhador que controla e
regista as entradas e saídas de matérias-primas ou subsidiárias e de produtos acabados, bem como as entradas e saídas
de pessoal e o tempo gasto nas diferentes tarefas fabris para
determinação de custos. Controla ainda a movimentação
de produtos na unidade fabril, processando os documentos
necessários à execução dos serviços respectivos.
Aprendiz. — É o trabalhador que, admitido sem prática,
se inicia na sua actividade laboral sob a orientação do
encarregado respectivo.
Chefe de controlo de qualidade. — É o trabalhador
habilitado com formação própria, que estuda e normaliza os métodos mais apropriados de fabrico, tratamento
e conservação dos produtos alimentares, apoiando-se num
laboratório; estabelece normas de fabrico; efectua trabalhos
de pesquisa de novos processos tecnológicos de transformação e conservação; define os parâmetros de controlo
da qualidade dos produtos à recepção, ao longo da linha
de fabrico, armazenagem, distribuição e postos de venda;
analisa as reclamações dos clientes e emite pareceres sobre a razão das mesmas; elabora normas e condições de
salubridade do pessoal e das instalações.
Chefe de secção. — É o trabalhador que coordena, dirige e controla o trabalho de um grupo de profissionais.
Chefe de serviços. — É o trabalhador que estuda, organiza, dirige e coordena, sob a orientação do seu superior
hierárquico, num ou mais departamentos da empresa as
actividades que lhe são próprias, exerce dentro do departamento funções de chefia e, nos limites da sua competência,
funções de direcção, orientação e fiscalização de pessoal
sob as suas ordens e de planeamento das actividades do
departamento segundo as orientações e fins definidos;
propõe a aquisição de equipamento e materiais e a admissão de pessoal ao bom funcionamento do departamento e
executa outras funções semelhantes.
Comprador de peixe. — É o trabalhador que se encarrega da aquisição de peixe, sendo também o responsável pelo funcionamento dos armazéns de peixe fresco,
competindo-lhe, ainda, orientar a preparação e embalamento com vista à boa conservação.
Controlador da qualidade. — É o trabalhador que tem a
seu cargo a observância do cumprimento dos parâmetros de
qualidade previamente definidos para cada produto, desde a
sua entrada até à expedição. Detecta e assinala possíveis defeitos ou inexactidões de execução ou acabamento, podendo
elaborar relatórios simples.
Director de produção. — É o trabalhador responsável
directo por todo o processo de fabrico e qualidade, incluindo a composição e aditivos incorporados nos produtos
fabricados.
Encarregado. — É o trabalhador que orienta, coordena
e executa as ordens do seu superior hierárquico, nas actividades que lhe são próprias.
Encarregado geral. — É o trabalhador responsável
directo pela organização, distribuição, fiscalização e eficiência de todos os serviços da unidade fabril.
Fiel de armazém. — É o trabalhador que superintende
as operações de entrada e saída de mercadorias e ou materiais; executa ou fiscaliza os respectivos documentos;
responsabiliza-se pela arrumação e conservação das mercadorias e ou materiais; examina a concordância entre as
mercadoras recebidas e as notas de encomenda, recibos e
outros documentos e toma nota dos danos e perdas; orienta
e controla a distribuição das mercadorias pelos sectores
da empresa, utentes ou clientes; promove a elaboração
de inventários; colabora com o superior hierárquico na
organização do material de armazém.
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Fogueiro. — É o trabalhador que alimenta e conduz
geradores de vapor, geradores de água sobreaquecida e
caldeiras de termofluído, competindo-lhe a limpeza do
tubular, fornalhas e condutas; providencia pelo bom
funcionamento de todos os acessórios, bem como pelas
bombas de alimentação de água e combustível e estado
de conservação de toda a aparelhagem de controlo de
segurança e, de um modo geral, cumpre e faz cumprir as
recomendações impostas pela legislação vigente e demais
normas aplicáveis.
Guarda/porteiro. — É o trabalhador que tem a seu cargo
a vigilância e defesa das instalações e valores que lhe sejam
confiados, regista a entrada e saída de viaturas e vigia a
entrada e saída dos trabalhadores da empresa e visitantes.
Mecânico de refrigeração, ar condicionado, ventilação
e aquecimento. — É o trabalhador que tem a seu cargo as
operações inerentes ao bom funcionamento dos sistemas
de frio. Monta, conserva e repara instalações de refrigeração, ar condicionado, ventilação e aquecimento e a
sua aparelhagem de controlo. Procede à limpeza, vazio
e desidratação das instalações e à sua carga com fluido
frigorogénico. Faz o ensaio e ajustamento das instalações
após a montagem e afinação da respectiva aparelhagem
de protecção e controlo.
Motorista. — É o trabalhador que, possuindo carta
de condução, tem a seu cargo a condução de veículos
automóveis, competindo-lhe zelar pela boa conservação
e manutenção dos mesmos e pela carga que transporta,
orientando também a sua carga e descarga. Pode ainda
efectuar cobranças das respectivas mercadorias.
Motorista/vendedor/distribuidor. — É o trabalhador que,
possuindo carta de condução e conduzindo um veículo de
carga, promove, vende e entrega os produtos da empresa;
zela pela boa conservação da viatura e respectiva carga e
procede à facturação e cobrança dos produtos vendidos.
Operador de armazém. — É o trabalhador que num
armazém frigorífico procede à movimentação manual ou
mecânica de produtos congelados. Procede ainda a cargas
e descargas de produtos.
Operador de manutenção. — É o trabalhador que realiza
as operações de manutenção, de acordo com os planos de
trabalho, normas e procedimentos.
Praticante. — É o trabalhador que, desempenhando funções de menor responsabilidade, se prepara para ascender
às respectivas categorias profissionais.
Preparador de produtos congelados. — É o trabalhador que manipula os produtos destinados à congelação
em quaisquer das fases da transformação. Para o efeito,
prepara, confecciona e embala ou executa qualquer actividade afim.
Repositor/promotor. — É o trabalhador que procede
nos postos de venda ao preenchimento dos expositores
frigoríficos e executa acções promocionais de acordo com
o plano de acção estipulado.
Servente ou auxiliar de armazém. — É o trabalhador
que cuida da arrumação das mercadorias ou produtos no
estabelecimento ou armazém e de outras tarefas indiferenciadas.
Subchefe de secção. — É o trabalhador que coadjuva
o chefe de secção, podendo substituí-lo sempre que necessário.
Técnico de manutenção. — É o trabalhador que executa a manutenção preventiva de acordo com os planos
traçados, intervindo na reparação de avarias; na sua função utiliza manuais, esquemas, procedimentos e outros
instrumentos, devendo contribuir com sugestões para
a melhoria dos mesmos, com o objectivo de manter as
máquinas e equipamentos em perfeito estado operacional. Regista informativamente todas as peças e materiais
utilizados na manutenção. Faz a análise das folhas de
serviço para minimizar as paragens dos equipamentos
e máquinas.
Trabalhador de fabrico — produtos congelados. — É o
trabalhador que, numa unidade fabril, executa quaisquer tarefas relativas à laboração, tais como serrar ou desmantelar
produtos congelados, movimentação manual ou mecânica
de matérias-primas ou subsidiárias, produtos acabados ou
em transformação. Procede ainda a cargas, descargas e
arrumações dentro das câmaras frigoríficas.
1811
ANEXO II
Tabela salarial
Níveis
Categorias profissionais
Remunerações
mínimas
mensais (euros)
I
Director de produção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
716
II
Chefe de controlo de qualidade . . . . . . . . . . . . .
Chefe de serviços . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Encarregado geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
614
III
Chefe de secção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Encarregado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Técnico de manutenção . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
532
IV
Comprador de peixe . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Fiel de armazém . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Fogueiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Mecânico de refrigeração, ar condicionado, ventilação e aquecimento de 1.ª . . . . . . . . . . . . .
Motorista de pesados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Motorista/vendedor/distribuidor (sem comissões)
Operador de manutenção de 1.ª . . . . . . . . . . . .
Subchefe de secção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
511
V
Apontador conferente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Carpinteiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Controlador de qualidade . . . . . . . . . . . . . . . . .
Fogueiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Mecânico de refrigeração, ar condicionado, ventilação e aquecimento de 2.ª . . . . . . . . . . . . .
Motorista de ligeiros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Operador de manutenção de 2.ª . . . . . . . . . . . .
491
VI
Distribuidor/ajudante de motorista . . . . . . . . . .
Mecânico de refrigeração, ar condicionado, ventilação e aquecimento de 3.ª . . . . . . . . . . . . .
Operador de armazém . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Operador de manutenção de 3.ª . . . . . . . . . . . .
Repositor/promotor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Trabalhador de fabrico — produtos congelados
490
Guarda/porteiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
VII Preparador de produtos congelados . . . . . . . . .
Servente ou auxiliar de armazém . . . . . . . . . . .
475
VIII Praticante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
(*) 425
IX
Aprendiz . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
(*) Sem prejuízo da lei da retribuição mínima mensal garantida.
Lisboa, 31 de Março de 2010.
(*) 395
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Pela ALIF — Associação da Indústria Alimentar pelo
Frio:
Estêvão Miguel de Sousa Anjos Martins, mandatário.
4 — Enquanto não entrar em vigor o novo contrato,
mantém-se válido aquele cuja revisão se pretende.
5 — As presentes alterações produzem efeitos a partir
de 1 de Janeiro de 2010, sendo revistas anualmente.
Pelo SETAA — Sindicato da Agricultura, Alimentação
e Florestas:
CAPÍTULO II
Admissão e carreira profissional
Jorge Santos, mandatário.
Depositado em 3 de Maio de 2010, a fl. 75 do livro
n.º 11, com o n.º 71/2010, nos termos do artigo 494.º do
Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12
de Fevereiro.
Contrato colectivo entre a ANCIPA — Associação
Nacional de Comerciantes e Industriais de Produtos Alimentares e a FESAHT — Federação
dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação,
Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (indústria de hortofrutícolas) e outros — Revisão
global.
O CCT para a indústria de hortofrutícolas, publicado no
Boletim do Trabalho e Emprego, 1.ª série, n.os 30, de 15 de
Agosto de 2007, 28, de 29 de Julho de 2008, e 20, de 29
de Maio de 2009, é revisto da forma seguinte:
Cláusula 3.ª
Condições gerais de admissão
1 — No preenchimento dos postos de trabalho a entidade patronal dará prioridade aos trabalhadores da empresa
sempre que se encontrem em igualdade de circunstâncias
com os restantes candidatos estranhos a esta.
2 — Antes da admissão o trabalhador terá obrigatoriamente de ser submetido a exame médico, feito por conta da
empresa, destinado a comprovar se possui aptidões físicas
necessárias para o desempenho das suas funções.
3 — Se o resultado do exame revelar que o trabalhador
não possui as condições físicas indispensáveis, deve o
médico revelar-lhe as razões da sua exclusão.
4 — Quando o trabalhador transitar de uma empresa
para outra, da qual a primeira seja associada económica ou
juridicamente ou tenham administração ou sócios gerentes
comuns, manter-se-ão, para todos os efeitos, os direitos e
regalias já adquiridos.
5 — As habilitações exigidas neste CCT são as mínimas
legais.
Cláusula 4.ª
CAPÍTULO I
Readmissão
Área, âmbito, vigência, denúncia e revisão
Cláusula 1.ª
Área e âmbito
1 — O presente CCT aplica-se em todo o território
nacional e obriga, por um lado, as empresas transformadoras de produtos hortofrutícolas, à excepção do tomate,
representadas pela ANCIPA — Associação Nacional de
Comerciantes e Industriais de Produtos Alimentares (divisão de hortofrutícolas) e, por outro, os trabalhadores ao
seu serviço, com as categorias profissionais nele previstas
representados pelos sindicatos outorgantes.
2 — O presente CCT abrange um universo de 24 empresas, a que correspondem 750 trabalhadores.
Cláusula 2.ª
Vigência, denúncia e revisão
1 — Este CCT entra em vigor cinco dias após a publicação no Boletim do Trabalho e Emprego e será válido
por 24 meses, excepto as tabelas salariais, que poderão
ser revistas anualmente.
2 — Qualquer das partes poderá denunciar este contrato
para efeitos da revisão, mediante proposta fundamentada
a apresentar à outra, decorridos que sejam 20 meses de
vigência ou 10 meses, no caso das tabelas salariais.
3 — A resposta, elaborada nos termos legais, será enviada nos 30 dias posteriores à recepção da proposta.
1 — Ao trabalhador permanente readmitido na empresa
após cessação do contrato por qualquer das partes ter-se-á
que contar, para todos os efeitos, o tempo de serviço prestado anterior à cessação.
2 — Na readmissão de um trabalhador não haverá período experimental.
Cláusula 5.ª
Período experimental
1 — Salvo estipulação em contrário, a admissão dos
trabalhadores obedece aos períodos experimentais previstos na lei.
2 — Tendo o período experimental durado mais de
60 dias, para denunciar o contrato nos termos previstos
no número anterior o empregador tem de dar um aviso
prévio de 7 dias.
3 — Quando a entidade patronal fizer cessar o contrato
sem respeitar o aviso prévio fixado no número anterior, o
trabalhador receberá uma indemnização correspondente
ao período de aviso prévio em falta.
4 — Findo o período experimental a admissão torna-se
efectiva, contando-se o tempo de serviço a partir da data
da admissão provisória.
5 — Quando qualquer trabalhador transitar de uma empresa para outra da qual a primeira seja associada, deverá
contar-se, para todos os efeitos, a data da admissão na primeira, bem como a respectiva categoria profissional e de-
1812
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
mais direitos previstos neste contrato colectivo de trabalho
se, entretanto, não for aplicável outro mais vantajoso.
Cláusula 6.ª
Admissão ou promoção para cargos de chefia
1 — Os cargos de chefia serão desempenhados por trabalhadores escolhidos pela entidade patronal.
2 — Antes da admissão ou promoção de trabalhadores
para cargos de chefia, será dado conhecimento aos trabalhadores directamente subordinados ao profissional cujo
cargo se pretende preencher.
2 — No preenchimento destes mapas, os trabalhadores
serão agrupados, sempre que possível, segundo as respectivas categorias e classes profissionais.
3 — As empresas obrigam-se a descontar mensalmente
e a remeter aos sindicatos respectivos o montante das
quotas sindicais até 15 dias após a cobrança, desde que
previamente os trabalhadores, em declaração individual
escrita, assim o autorizem.
4 — Para efeitos do número anterior, o montante das
quotizações será acompanhado dos mapas utilizados para
o efeito devidamente preenchidos.
Cláusula 11.ª
Cláusula 7.ª
Promoção e acesso
Trabalho eventual
1 — Constitui promoção ou acesso a passagem de um
trabalhador à categoria ou classe superior ou a mudança
permanente para funções de natureza diferente a que corresponde uma escala de retribuição mais elevada.
2 — Os trabalhadores da empresa têm preferência sobre
outros a admitir de novo no preenchimento de todos os
lugares a que possam ter acesso, desde que satisfaçam os
requisitos necessários.
3 — Os aprendizes são promovidos a praticantes ao fim
de um ano ou logo que atinjam 18 anos de idade.
4 — Os praticantes e estagiários ascenderão às respectivas categorias profissionais ao fim de um ano.
5 — Todos os trabalhadores abrangidos por este contrato
serão automaticamente promovidos a 3.ª e 2.ª ao fim de
três anos e de 2.ª a 1.ª ao fim de três anos.
6 — Para efeitos do número anterior, conta-se para efeitos de promoção todo o tempo de serviço desempenhado
nas suas funções.
1 — É permitida às empresas a admissão de trabalhadores em regime de trabalho eventual ou a termo, nos termos
da legislação aplicável.
2 — Os trabalhadores eventuais têm os mesmos direitos e obrigações estabelecidos nesta convenção para
os trabalhadores permanentes, salvo disposição expressa
em contrário.
Cláusula 8.ª
Definição de categorias profissionais
No anexo I são definidas as categorias profissionais
previstas neste contrato e as funções que lhes corresponderem.
Cláusula 9.ª
Atribuição de categorias
Cláusula 12.ª
1 — A atribuição de categorias profissionais aos trabalhadores será feita de acordo com as funções por eles
desempenhadas.
2 — Atendendo à sazonalidade do sector, quando os
trabalhadores desempenhem, sem ser por motivo de substituição, funções a que correspondam várias categorias
durante mais de 60 dias por ano, ser-lhes-á atribuída a
mais qualificada.
3 — A atribuição das categorias profissionais previstas
no n.º 1 será efectuada pelas entidades patronais no prazo
máximo de 30 dias após a publicação deste contrato.
4 — Após o prazo a que se refere o número anterior,
as classificações serão afixadas em lugar ou local adequado.
5 — Se o trabalhador não concordar com a classificação
que lhe é atribuída, reclamará directamente, ou através
do sindicato, para a entidade patronal por escrito e fundamentadamente, para o que dispõe de um prazo de 30 dias,
contados a partir da data em que as classificações forem
afixadas.
6 — No caso de não haver acordo, o trabalhador poderá
recorrer para a comissão de conciliação e julgamento.
Cláusula 10.ª
Relações nominais, quadros de pessoal e quotização sindical
1 — As empresas elaborarão os mapas dos quadros do
seu pessoal, nos termos da lei.
Antiguidade e certificado de aprendizagem
1 — O tempo de aprendizagem dentro da mesma profissão será tomado em consideração, independentemente
da empresa em que teve lugar, desde que certificado nos
termos do número seguinte e apresentado, quando pedido
pela empresa, no acto da admissão e conste da lista de
documentos entregues
2 — No caso de cessação do contrato de trabalho, a
empresa passará ao trabalhador documento certificativo
do aproveitamento da aprendizagem, de que constarão
necessariamente a sua identificação, as datas relativas ao
seu início e conclusão, a respectiva profissão, bem como
o estabelecimento em que teve lugar.
CAPÍTULO III
Direitos e deveres das partes
Cláusula 13.ª
Deveres da entidade patronal
São deveres da entidade patronal:
a) Cumprir rigorosamente as disposições da lei e do
presente contrato;
b) Providenciar para que haja bom ambiente moral e
promover no seio dos trabalhadores as melhores relações
de trabalho possíveis;
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
c) Usar de respeito e justiça em todos os actos que envolvam relações com os trabalhadores, assim como exigir
do pessoal em função de chefia e fiscalização que trate com
correcção os trabalhadores sob as suas ordens;
d) Obter de cada trabalhador apenas o trabalho compatível com as suas possibilidades físicas;
e) Não destacar qualquer trabalhador para serviços que
não sejam exclusivamente os da sua profissão, salvo o seu
acordo por escrito;
f) Prestar ao sindicato todos os esclarecimentos que por
este lhe sejam pedidos, relativamente ao cumprimento da
presente convenção e da lei;
g) Passar aos trabalhadores certificados contendo discrição de funções ou quaisquer outras informações solicitadas
por escrito e devidamente autenticadas;
h) Segurar todos os trabalhadores contra acidentes de
trabalho;
i) Sem prejuízo de qualquer direito reconhecido neste
contrato, facultar ao trabalhador, dentro dos limites previstos na lei, o tempo necessário ao exercício de cargos
no sindicato, instituições de segurança social, comissões
sindicais e outras a estes inerentes;
j) Facultar a consulta pelo trabalhador que o solicite do
respectivo processo individual;
k) Autorizar os contactos com os trabalhadores em serviço, sem prejuízo da normalidade do mesmo;
l) Afixar em local bem visível o mapa de horário de
trabalho.
j) Obrigar o trabalhador a utilizar máquinas que se comprove não possuírem condições de segurança.
Cláusula 15.ª
Transporte
1 — A entidade patronal deverá assegurar, quer em
transportes próprios quer através de transporte públicos
com horários compatíveis, a ida e volta para a fábrica a
partir dos locais habituais situados entre 3 km e 15 km das
instalações fabris.
2 — As empresas que não assegurem o transporte previsto no número anterior subsidiarão os trabalhadores com
0,07 do preço da gasolina super por cada quilómetro percorrido, nos termos do número anterior.
Cláusula 16.ª
Formação profissional
1 — As entidades patronais deverão anualmente ouvir os
trabalhadores interessados em aperfeiçoar a sua formação
profissional. Deverão ainda estabelecer meios internos ou
facultar o acesso a meios externos de formação, consoante
for mais adequado e de acordo com as necessidades da
empresa.
2 — As despesas dessa formação são da responsabilidade das entidades patronais.
3 — O tempo despendido pelo trabalhador será, para
todos os efeitos, considerado como tempo de trabalho.
Cláusula 14.ª
Cláusula 17.ª
Garantias dos trabalhadores
Violação das garantias dos trabalhadores
por parte da entidade patronal
É proibido à entidade patronal:
a) Opor-se por qualquer forma a que o trabalhador
exerça os seus direitos ou beneficie das suas garantias,
bem como despedi-lo ou aplicar-lhe sanções por causa
desse exercício;
b) Exercer pressão sobre o trabalhador para que actue
no sentido de influir desfavoravelmente nas condições de
trabalho dele ou dos seus colegas;
c) Em caso algum, diminuir a retribuição ou modificar
as condições de trabalho dos trabalhadores ao seu serviço,
de forma que dessa modificação resulte ou possa resultar
diminuição de retribuição ou demais regalias;
d) Em caso algum, baixar a categoria, escalão ou classe
para que o trabalhador foi contratado ou promovido;
e) Transferir o trabalhador para outro local de trabalho
ou zona de actividade sem o seu prévio acordo feito por
escrito, sem prejuízo da cláusula 19.ª;
f) Obrigar o trabalhador a adquirir bens ou utilizar serviços fornecidos pela entidade patronal ou por pessoa por
ela indicada;
g) Explorar com fins lucrativos quaisquer cantinas, refeitórios ou outros estabelecimentos relacionados com
o trabalho para fornecimento de bens ou prestação de
serviços aos trabalhadores;
h) Despedir ou readmitir um trabalhador, ainda que
seja eventual, mesmo com o seu acordo, havendo o
propósito de o prejudicar em direitos ou garantias já
adquiridos;
i) Despedir sem justa causa qualquer trabalhador;
A prática por parte da entidade patronal de qualquer acto
em contravenção com o disposto da cláusula 14.ª dá ao
trabalhador a faculdade de rescindir o contrato com direito
à indemnização fixada na cláusula 55.ª deste contrato.
Cláusula 18.ª
Deveres dos trabalhadores
São deveres dos trabalhadores:
a) Cumprir rigorosamente as disposições da lei e do
presente contrato;
b) Executar com zelo, competência e assiduidade, de
harmonia com as suas aptidões e categoria profissional,
as funções que lhe sejam confiadas;
c) Ter para com os demais trabalhadores a atenção e respeito que lhes são devidos, prestando-lhes, em matéria de
serviço, todos os conselhos e ensinamentos que lhes forem
necessários ao desempenho das respectivas funções;
d) Zelar pelo estado de conservação do material que
lhe estiver confiado;
e) Cumprir e fazer cumprir as normas de salubridade,
higiene e segurança no trabalho;
f) Respeitar e fazer-se respeitar por todos aqueles com
quem, profissionalmente, tenham de contactar;
g) Não negociar por conta própria ou alheia em concorrência com a entidade patronal nem divulgar informações sobre a sua organização, métodos de produção ou
negócios.
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Cláusula 19.ª
Transferência do trabalhador
1 — A entidade patronal só pode transferir o trabalhador
para outro local ou zona de trabalho se dessa mudança não
resultarem sérios e comprovados prejuízos.
2 — Em caso de discordância, cabe à entidade patronal
a prova da inexistência de prejuízo.
3 — No caso de o trabalhador ser transferido, a entidade
patronal custeará todas as despesas directamente impostas
pela transferência, designadamente o transporte de mobiliário e familiares, o aumento do custo do alojamento ou
do tempo gasto a mais na deslocação para o novo local
de trabalho.
CAPÍTULO IV
2 — Quando em regime de turnos se verifique, nos
termos da lei, redução do tempo de intervalo para refeição
por um período inferior a uma hora, o mesmo é considerado como serviço efectivo para os trabalhadores a quem
se aplique tal redução.
3 — As escalas de turnos rotativos só poderão prever
mudanças de turno após o período de descanso semanal.
4 — A entidade patronal deverá, sempre que possível,
afixar a escala e constituição dos turnos até 10 dias antes
do seu início, mas nunca inferior a 8 dias de antecedência.
5 — São permitidas trocas de turnos entre trabalhadores
da mesma especialidade, desde que previamente acordadas
entre os trabalhadores interessados e a entidade patronal.
6 — Qualquer trabalhador que comprove, através de
atestado médico, a impossibilidade temporária de continuar
a trabalhar no regime de turnos passará, até ao turno da
semana em que fizer prova, ao regime de horário normal.
Prestação de trabalho
Cláusula 23.ª
Cláusula 20.ª
Trabalho suplementar
Horário de trabalho — Horário móvel — Definição
e princípio geral
1 — Considera-se trabalho suplementar o prestado fora
do período normal.
2 — Nenhum trabalhador poderá ser obrigado a prestar
trabalho suplementar.
3 — O trabalho suplementar é, porém, obrigatório
quando a empresa esteja na iminência de prejuízos importantes ou perante casos de força maior, salvo se o trabalhador apresentar dificuldades de transporte ou outro
motivo atendível.
4 — Quando o trabalhador prestar horas suplementar
não poderá entrar novamente ao serviço sem que antes
tenham decorrido, pelo menos, dez horas sobre o termo
da prestação do trabalho.
5 — Sempre que o trabalho suplementar ultrapasse as
duas horas seguidas ou coincida com a hora normal de
refeição do trabalhador, a entidade patronal obriga-se a
assegurar ou a pagar a refeição. O tempo gasto na refeição
é também pago como tempo de trabalho suplementar, até
ao limite máximo de meia hora.
1 — Entende-se por horário de trabalho a determinação
das horas do início e do termo do período normal de trabalho diário, bem como os intervalos de descanso.
2 — No estabelecimento ou modificação dos horários de
trabalho serão sempre ouvidos a comissão de trabalhadores e a comissão intersindical ou, na sua falta, a comissão
sindical ou delegados sindicais.
3 — Entre o fim de um período normal de trabalho e o
início do seguinte mediarão pelo menos dez horas.
Cláusula 21.ª
Duração do trabalho
1 — O período normal de trabalho para os trabalhadores
abrangidos por este contrato é de 40 horas semanais, de
segunda-feira a sexta-feira, sem prejuízo de horários de
menor duração que estejam a ser praticados.
2 — Quando a empresa não se encontre a laborar por
turnos, o período de trabalho não deve iniciar-se antes das
8 horas nem terminar depois das 20 horas, salvo acordo
expresso do trabalhador, e será interrompido por um descanso para almoço, que não pode ser inferior a uma hora
nem superior a duas horas depois de um período máximo
de cinco horas de trabalho consecutivo.
3 — Os horários estabelecidos nesta cláusula entendem-se sem prejuízo de outros de menor duração que estejam
a ser praticados.
4 — Depois de visados pelos serviços competentes do
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, os horários de trabalho serão afixados na empresa em local bem
visível, devendo ser enviada uma cópia ao sindicato.
Cláusula 22.ª
Trabalho por turnos
1 — Deverão ser organizados turnos de pessoal, nos
termos da lei, sempre que o período de funcionamento
ultrapasse os limites máximos dos períodos normais de
trabalho.
Cláusula 24.ª
Limites de trabalho suplementar
1 — O trabalho suplementar não poderá exceder o limite
de 10 horas semanais, 40 horas mensais e 120 horas anuais,
considerando-se a soma das horas suplementares, dias de
descanso semanal e feriados.
2 — Os limites referidos no número anterior poderão ser
alargados depois de ouvida a comissão de trabalhadores ou,
na sua falta, a comissão sindical ou delegados sindicais.
Cláusula 25.ª
Isenção do horário de trabalho
1 — Aos trabalhadores isentos de horário de trabalho será concedida retribuição especial correspondente a
25 % da sua remuneração mensal.
2 — O requerimento de isenção de horário de trabalho
será remetido ao Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social acompanhado de declaração de concordância
do trabalhador e do parecer da comissão de trabalhadores
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
e da comissão intersindical ou sindical ou dos delegados
sindicais.
Cláusula 26.ª
Trabalho em dia de descanso semanal
1 — Os trabalhadores que tenham trabalhado no dia
de descanso semanal têm direito a um dia completo de
descanso num dos três dias seguintes.
2 — O disposto no número anterior aplica-se desde que
o trabalhador tenha prestado, pelo menos, três horas de
serviço no dia de descanso semanal.
3 — Os trabalhadores só podem trabalhar no dia de
descanso semanal:
a) Quando, em face de circunstâncias excepcionais, a
entidade patronal tenha sido, para esse efeito, previamente
autorizada;
b) Em casos de força maior, cuja ocorrência deverá
ser comunicada ao Ministério do Trabalho no prazo de
48 horas.
Cláusula 29.ª
Tempo e forma de pagamento
1 — O pagamento da retribuição do trabalhador deve
ser efectuado até ao último dia útil de cada mês e durante
o período de trabalho.
2 — No acto de pagamento da retribuição a empresa é
obrigada a entregar aos trabalhadores um talão com o nome
da empresa, preenchido de forma indelével, no qual figurem o nome completo do trabalhador, a respectiva categoria
profissional e classe, o período de trabalho a que corresponde a remuneração e a diversificação das importâncias
relativas ao trabalho normal, extraordinário, prestado em
dias de descanso semanal, complementar ou feriado, aos
subsídios, descontos e montante líquido a receber.
3 — A retribuição deve ser satisfeita em dinheiro ou,
se o trabalhador der o seu acordo, por cheque ou depósito
bancário.
4 — O pagamento será feito ao mês, qualquer que seja
o horário e a categoria do trabalhador.
Cláusula 30.ª
Cláusula 27.ª
Remuneração de trabalho nocturno
Trabalho nocturno
1 — Considera-se nocturno o trabalho prestado no período que decorre entre as 20 horas de um dia e as 7 horas
do dia imediato.
2 — Considera-se também como nocturno, para efeitos
de remuneração, o trabalho prestado depois das 7 horas,
desde que em prolongamento de um período de trabalho
nocturno de pelos menos 3 horas.
O trabalho nocturno será pago com os acréscimos seguintes sobre a remuneração base:
a) 30 % para o trabalho prestado entre as 20 e as 24 horas;
b) 50 % para o trabalho prestado a partir das 0 horas.
Cláusula 31.ª
Remuneração do trabalho suplementar
O trabalho suplementar será remunerado com o aumento
correspondente a 75 % da retribuição normal até duas horas
por dia e a 100 % nas horas seguintes.
CAPÍTULO V
Retribuição do trabalho
Cláusula 32.ª
Cláusula 28.ª
Remuneração de trabalho no dia de descanso semanal e feriados
Retribuição
1 — Só se considera retribuição aquilo a que, nos termos do contrato, das normas que o regem ou dos usos, o
trabalhador tem direito como contrapartida da prestação
do trabalho.
2 — A retribuição compreende a remuneração de base
prevista no anexo II e todas as outras prestações regulares
e periódicas.
3 — Não se consideram como integrando a retribuição
as ajudas de custo, as despesas de transporte, a remuneração por trabalho extraordinário, os abonos para falhas e a
remuneração por trabalho nocturno.
4 — Os trabalhadores que exerçam predominantemente
funções de pagamento ou recebimento têm direito a um
abono mensal para falhas de € 31,50.
5 — A todos os trabalhadores são asseguradas as remunerações fixas mínimas constantes do anexo II.
6 — A fórmula a considerar para efeito do cálculo das
horas simples é a seguinte:
Rh = Remuneração mensal × 14
52 × horário semanal
1 — O trabalho prestado em dia de descanso semanal
e feriados será pago com o acréscimo de 200 % sobre a
retribuição normal.
2 — O trabalho prestado em dia de descanso semanal
complementar será pago com o acréscimo de 100 % sobre
a retribuição normal.
3 — Só o trabalho prestado no dia de descanso semanal
a que se refere o n.º 1 da cláusula 26.ª dá ao trabalhador
direito a um dia completo de descanso num dos três dias
seguintes.
Cláusula 33.ª
Subsídio de Natal
1 — Todos os trabalhadores têm direito a receber pelo
Natal um subsídio correspondente a um mês de retribuição
normal.
2 — Os trabalhadores que não tenham concluído até
31 de Dezembro um ano de serviço receberão a importância proporcional aos meses que medeiam entre a data da sua
admissão e 31 de Dezembro, considerando-se como mês
completo qualquer fracção igual ou superior a 15 dias.
1816
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
3 — Nos casos de suspensão do contrato de trabalho
por impedimento prolongado é devido subsídio de Natal
na parte proporcional ao tempo de trabalho prestado.
4 — Em caso de cessação do contrato, o trabalhador
terá direito a receber a parte proporcional do subsídio de
Natal relativa ao ano de cessação.
5 — Este subsídio será pago até 15 de Dezembro.
Cláusula 34.ª
Diuturnidades
É garantida a manutenção do direito a diuturnidades nos
termos consagrados nas convenções que ora se alteram aos
trabalhadores que delas já beneficiam.
CAPÍTULO VI
Suspensão da prestação de trabalho,
descanso semanal e feriados
Cláusula 35.ª
Descanso semanal
1 — O dia de descanso semanal é o domingo ou os
dias previstos nas escalas de turnos rotativos, no regime
de laboração contínua, sendo o sábado considerado dia de
descanso complementar. Todos os restantes são considerados úteis, com excepção dos feriados.
2 — Quando o trabalho for prestado em regime de laboração contínua, o horário de trabalho tem de ser organizado
de forma que os trabalhadores tenham, em média em cada
período de sete dias, dois dias de descanso consecutivo
que, no máximo de quatro semanas devem coincidir com
o sábado e o domingo.
3 — O previsto nos n.os 1 e 2 aplica-se aos guardas das
instalações fabris.
Cláusula 36.ª
Feriados
1 — São considerados feriados, para efeito e encerramento das empresas abrangidas por este contrato, os
seguintes dias:
1 de Janeiro;
Sexta-Feira Santa;
Domingo de Páscoa;
25 de Abril;
1 de Maio;
Corpo de Deus;
10 de Junho;
15 de Agosto;
5 de Outubro;
1 de Novembro;
1 de Dezembro;
8 de Dezembro;
25 de Dezembro;
Feriado municipal;
Terça-feira de Carnaval.
Cláusula 37.ª
Período e época de férias
1 — Todos os trabalhadores abrangidos por este contrato
colectivo de trabalho terão direito a 22 dias úteis de férias
remuneradas, excepto no ano de admissão, em que terão
direito, após seis meses de execução do contrato, a 2 dias
úteis de férias por cada mês de duração do contrato, até
ao máximo de 20 dias úteis.
2 — A duração do período de férias é ainda aumentada
no caso do trabalhador não ter faltado ou na eventualidade
de ter apenas faltas justificadas, no ano a que as férias se
reportam, nos seguintes termos:
a) Três dias de férias até ao máximo de uma falta ou
dois meios dias;
b) Dois dias de férias até ao máximo de duas faltas ou
quatro meios dias;
c) Um dia de férias até ao máximo de três faltas ou seis
meios dias.
3 — O direito a férias vence-se no dia 1 de Janeiro do
ano civil subsequente, sem prejuízo do disposto na parte
final do n.º 1 desta cláusula.
4 — A época de férias deve ser escolhida de comum
acordo entre a entidade patronal e o trabalhador.
5 — Na falta de acordo, compete à entidade patronal,
ouvida a comissão de trabalhadores, determinar a época de
férias, que deverá em princípio ser fixada fora do período de
campanha, com observância dos condicionalismos legais.
6 — O período de férias será gozado em dias seguidos.
Se os trabalhadores o solicitarem poderá ser fraccionado
em períodos, por forma que o trabalhador goze sempre,
pelo menos, 15 dias de férias consecutivamente.
7 — Os trabalhadores do mesmo agregado familiar que
estejam ao serviço da mesma empresa gozarão as férias
simultaneamente, se nisso tiverem conveniência.
8 — No ano da suspensão do contrato de trabalho por
impedimento prolongado, se se verificar a impossibilidade
total ou parcial do gozo do direito a férias já vencido, o
trabalhador terá direito à retribuição correspondente ao
período de férias já vencido e respectivo subsídio.
9 — A entidade patronal elaborará um mapa de férias,
a afixar nos locais de trabalho até 15 de Abril do ano em
que as férias vão ser gozadas, do qual enviará cópia aos
respectivos sindicatos.
10 — Os trabalhadores em regime eventual têm direito
a férias e respectivo subsídio na proporcionalidade de dois
dias úteis por cada mês.
Cláusula 38.ª
Indisponibilidade do direito a férias
O direito a férias é irrenunciável e o seu gozo efectivo
não pode ser substituído, fora dos casos expressamente
previstos na lei ou nesta convenção, por qualquer compensação económica ou outra, ainda que com o acordo
do trabalhador.
Cláusula 39.ª
2 — O feriado de Sexta-Feira Santa poderá ser observado em outro dia com significado local no período da
Páscoa.
Violação do direito a férias
No caso de a entidade patronal obstar ao gozo de férias,
nos termos desta convenção, o trabalhador receberá, a título
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
de indemnização, o triplo da retribuição correspondente ao
período em falta, que deverá obrigatoriamente ser gozado
no 1.º trimestre do ano civil subsequente.
Cláusula 40.ª
Doença no período de férias
1 — Se o trabalhador adoecer durante as férias, serão
as mesmas interrompidas, desde que a entidade patronal
seja do facto informada, logo que possível, prosseguindo
o respectivo gozo após o termo da situação de doença, nos
termos em que as partes acordarem.
2 — A prova da situação de doença prevista no número
anterior poderá ser feita por estabelecimento hospitalar, por
médico da segurança social ou por atestado médico, sem
prejuízo do direito de fiscalização e controlo por médico
indicado pela empresa.
3 — Quando o trabalhador estiver doente até Dezembro,
tem direito a gozar as férias desse ano no 1.º trimestre do
ano seguinte.
4 — Se na data indicada para início das férias o trabalhador estiver ausente por doença ou acidente, gozará as
férias por inteiro e receberá o respectivo subsídio quando
a doença terminar, podendo, no entanto, receber imediatamente o subsídio de férias se o desejar.
Cláusula 41.ª
Regime de férias para trabalhadores em caso de cessação
de impedimento prolongado
No ano de cessação do impedimento prolongado, o
trabalhador tem direito às férias e ao respectivo subsídio
que teria vencido em Janeiro desse ano se tivesse estado
ininterruptamente ao serviço.
Cláusula 42.ª
Subsídio de férias
1 — Os trabalhadores têm direito a um subsídio correspondente à sua retribuição mensal, com excepção dos dias
referidos no n.º 2 da cláusula 36.ª, que deverá ser satisfeito
até 10 dias antes do início do gozo efectivo das férias.
2 — Em caso de cessação do contrato de trabalho, o
trabalhador terá direito às férias e subsídios vencidos, se
ainda as não tiver gozado, bem como à respectiva parte
proporcional relativa ao ano da cessação.
2 — Quando imprevista, serão obrigatoriamente comunicadas à entidade patronal logo que possível, o que poderá
ser feito por interposta pessoa ou por telefone.
3 — A entidade patronal pode, em qualquer caso da
falta justificada, exigir ao trabalhador prova dos factos
invocados para a justificação.
Cláusula 45.ª
Faltas justificadas
1 — Os trabalhadores podem faltar, sem perda de qualquer direito, designadamente retribuição, férias ou antiguidade, nas seguintes condições:
a) Durante 15 dias seguidos, por altura do casamento;
b) Durante 5 dias consecutivos por falecimento de cônjuge não separado de pessoas e bens ou de parente ou
afim no 1.º grau na linha recta ou de pessoa que viva em
união de facto ou economia comum com o trabalhador,
nos termos da lei;
c) Durante 2 dias consecutivos por falecimento de outro parente ou afim na linha recta ou em 2.º grau na linha
colateral;
d) Por prestação de provas em estabelecimentos de
ensino, nos termos da lei;
e) Por impossibilidade de prestar trabalho devido a
facto que não seja imputável ao trabalhador, nomeadamente doença, acidente ou cumprimento de obrigações
legais;
f) Por necessidade de prestação de assistência inadiável
e imprescindível a membros do agregado familiar nos
termos da lei;
g) Ausências não superiores a quatro horas e só pelo
tempo estritamente necessário, justificadas pelo responsável pela educação do menor, uma vez por trimestre, para
deslocação à escola tendo em vista inteirar-se da situação
educativa do filho menor;
h) Pelos trabalhadores eleitos para as estruturas de representação colectiva, nos termos da lei;
i) Por candidatos a eleições para cargos públicos,
durante o período legal da respectiva campanha eleitoral;
j) Autorizadas ou aprovadas pelo empregador;
k) Que por lei forem como tal qualificadas.
1 — Falta é a ausência do trabalhador durante o período
de trabalho a que está obrigado.
2 — Nos casos de ausência dos trabalhadores por períodos inferiores, os respectivos tempos serão adicionados para determinação dos dias normais de trabalho em
falta.
2 — Nos casos previstos nas alíneas do número anterior,
a entidade patronal poderá exigir prova da veracidade dos
factos alegados, só sendo as faltas consideradas justificadas
quando dadas por ocasião da ocorrência.
3 — As faltas justificadas não determinam a perda de
retribuição nem a diminuição do período de férias, subsídio
de férias e subsídio de Natal.
4 — A entidade patronal pode sempre exigir prova da
veracidade dos factos alegados no número anterior.
Cláusula 44.ª
Cláusula 46.ª
Participação de faltas
Consequências das faltas justificadas
1 — As faltas justificadas, quando previsíveis, serão
obrigatoriamente comunicadas à entidade patronal com a
antecedência mínima de cinco dias.
1 — As faltas justificadas não determinam perda de
retribuição nem diminuição de férias ou qualquer outra
regalia.
Cláusula 43.ª
Definição de faltas
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
2 — Exceptuam-se do disposto no número anterior,
quanto à retribuição, as faltas referidas na alínea h) do
n.º 1 da cláusula 45.ª, para além dos limites estabelecidos
por lei.
3 — Sem prejuízo do estabelecido no n.º 1 da cláusula 45.ª e no n.º 1 desta cláusula, poderão determinar
perda de retribuição as faltas autorizadas pela entidade
patronal a pedido do trabalhador.
Cláusula 47.ª
Efeito das faltas injustificadas
1 — As faltas injustificadas determinam a perda da
retribuição correspondente ao período de ausência, o qual
será descontado, para todos os efeitos, na antiguidade do
trabalhador.
2 — Nos casos em que as faltas determinem perda de
retribuição, esta poderá ser substituída, se o trabalhador
expressamente assim o preferir, por perda de dias de férias
na proporção de um dia de férias por cada dia de falta, até
ao limite de um terço do período de férias a que o trabalhador tiver direito.
Cláusula 48.ª
Impedimento prolongado
1 — Quando o trabalhador esteja temporariamente
impedido por facto que não lhe seja imputável, nomeadamente serviço militar obrigatório, doença ou acidente, e o
impedimento se prolongue por mais de um mês, cessam os
direitos, deveres e garantias das partes, na medida em que
pressuponham a efectiva prestação do trabalho.
2 — Aplica-se o disposto no número anterior quando o
trabalhador estiver impossibilitado de prestar serviço por
detenção ou prisão preventiva, até trânsito em julgado da
sentença.
3 — Terminado o impedimento, o trabalhador deve,
dentro do prazo de 15 dias, apresentar-se à entidade patronal para retomar o serviço, sob pena de perder o direito
ao lugar.
4 — O tempo de suspensão conta-se para efeitos de
antiguidade, conservando o trabalhador direito ao lugar.
Cláusula 49.ª
Licença sem retribuição
1 — As licenças sem retribuição serão concedidas por
acordo entre a entidade patronal e o trabalhador.
2 — O período de licença sem retribuição autorizado
pela entidade patronal conta-se para efeitos de antiguidade.
3 — Durante o mesmo período cessam os direitos, deveres e garantias das partes, na medida em que pressuponham
a efectiva prestação de trabalho.
4 — Durante o período de licença sem retribuição os
trabalhadores figurarão nos quadros de pessoal.
5 — A entidade patronal poderá fazer cessar a licença
sem retribuição logo que o trabalhador inicie a prestação
de qualquer trabalho remunerado, salvo se a licença tiver
sido concedida para esse efeito.
CAPÍTULO VII
Cessação do contrato de trabalho
Cláusula 50.ª
Formas de cessação
O contrato de trabalho pode cessar por:
a) Mútuo acordo das partes;
b) Caducidade;
c) Despedimento promovido pela entidade patronal ou
gestor público com justa causa;
d) Despedimento colectivo;
e) Rescisão do trabalhador.
Cláusula 51.ª
Cessação por mútuo acordo
1 — A cessação do contrato por mútuo acordo deve
sempre constar de documento escrito, assinado por ambas as partes, em duplicado, ficando cada parte com um
exemplar.
2 — Desse documento podem constar outros efeitos
acordados entre as partes, desde que não contrariem as
leis gerais do trabalho.
3 — São nulas as cláusulas de acordo revogatório segundo as quais as partes declarem que o trabalhador não
pode exercer direitos já adquiridos ou reclamar créditos
vencidos.
Cláusula 52.ª
Despedimento
1 — São proibidos os despedimentos sem justa causa
ou por motivos políticos ou ideológicos.
2 — Verificando-se justa causa, o trabalhador pode ser
despedido, quer o contrato tenha prazo ou não.
3 — Nas acções judiciais de impugnação de despedimento, compete à entidade patronal a prova de existência
de justa causa invocada.
Cláusula 53.ª
Justa causa de despedimento
1 — Considera-se justa causa o comportamento culposo
do trabalhador que, pela sua gravidade e consequências,
torne imediata e praticamente impossível a subsistência
da relação de trabalho.
2 — Constituirão, nomeadamente, justa causa de despedimento os seguintes comportamentos do trabalhador:
a) Desobediência ilegítima às ordens dadas por responsáveis hierarquicamente superiores;
b) Violação de direitos e garantias de trabalhadores da
empresa;
c) Provocação repetida de conflitos com outros trabalhadores da empresa;
d) Desinteresse repetido pelo cumprimento, com a diligência devida, das obrigações inerentes ao exercício do
cargo ou posto de trabalho que lhe seja confiado;
e) Lesão de interesses patrimoniais sérios da empresa;
f) Prática intencional, no âmbito da empresa, de actos
lesivos da economia nacional;
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g) Faltas não justificadas ao trabalho, que determinem
directamente prejuízos ou riscos graves para a empresa ou,
independentemente de qualquer prejuízo ou risco, quando
o número de faltas injustificadas atingir, em cada ano,
5 seguidas ou 10 interpoladas;
h) Falta culposa de observância de normas de higiene
e segurança no trabalho;
i) Prática, no âmbito da empresa, de violências físicas,
de injúrias ou outras ofensas punidas por lei sobre trabalhadores da empresa, elementos dos corpos sociais ou sobre a
entidade patronal individual não pertencentes aos mesmos
órgãos, seus delegados ou representantes;
j) Sequestro e em geral crimes contra a liberdade das
pessoas referidas na alínea anterior;
k) Incumprimento ou oposição ao cumprimento de decisões judiciais ou actos administrativos definitivos ou
executórios;
l) Reduções anormais da produtividade do trabalhador;
m) Falsas declarações relativas à justificação de faltas.
Cláusula 54.ª
Processo disciplinar em caso de despedimento
xistência do processo disciplinar determinam a nulidade
do despedimento que, apesar disso, tenha sido declarado.
2 — O trabalhador tem direito, no caso referido no número anterior, às prestações pecuniárias que deveria ter
normalmente auferido desde a data do despedimento até à
data da sentença, bem como à reintegração na empresa no
respectivo cargo ou posto de trabalho e com a antiguidade
que lhe pertencia.
3 — Em substituição da reintegração, o trabalhador
pode optar pela indemnização de antiguidade prevista
na cláusula seguinte, contando-se para esse efeito todo o
tempo decorrido até à data da sentença.
4 — Para apreciação da existência da justa causa de
despedimento ou de adequação da sanção ao comportamento verificado, deverão ser tidos em conta o grau de
lesão dos interesses da economia nacional ou da empresa,
o carácter das relações entre as partes, a prática disciplinar
da empresa, quer em geral, quer em relação ao trabalhador
atingido, o carácter das relações do trabalhador com os
seus companheiros e todas as circunstâncias relevantes
do caso.
5 — Entre as circunstâncias referidas no número anterior deve ser incluído o facto de a entidade patronal ou
gestor público praticar actos, posteriormente à verificação
do comportamento do trabalhador ou ao seu conhecimento,
que revelem não o considerar perturbador das relações
de trabalho, nomeadamente deixando correr desde essa
verificação ou conhecimento até ao início do processo
disciplinar um lapso de tempo superior a 30 dias.
1 — Nos casos em que se verifique algum dos comportamentos que integram o conceito de justa causa na cláusula
anterior, a entidade patronal comunicará, por escrito, ao
trabalhador que tenha incorrido nas respectivas infracções
e à comissão de trabalhadores da empresa a sua intenção
de proceder ao despedimento, o que fará acompanhar de
uma nota de culpa com a descrição fundamentada dos
factos imputados ao trabalhador.
2 — O trabalhador dispõe de um prazo de três dias
úteis para deduzir, por escrito, os elementos que considera
relevantes para o esclarecimento da verdade.
3 — A comissão de trabalhadores pronunciar-se-á seguidamente, fundamentando o seu parecer, no prazo de
dois dias úteis a contar do momento em que o processo
lhe seja entregue por cópia.
4 — Decorrido o prazo referido no número anterior, a
entidade patronal poderá ou não proferir o despedimento,
devendo a decisão fundamentada constar sempre de documento escrito, de que será sempre entregue cópia ao
trabalhador e à comissão de trabalhadores.
5 — Caso a decisão fundamentada da omissão de trabalhadores seja contrária ao despedimento, o trabalhador
dispõe de um prazo de três dias a contar da decisão do
despedimento para requerer judicialmente a suspensão
do despedimento.
6 — Nas empresas em que, por impossibilidade legal,
não haja comissão de trabalhadores, o trabalhador dispõe
da faculdade de pedir a suspensão do despedimento nos
termos do número anterior.
7 — A entidade patronal poderá suspender preventivamente o trabalhador, sem perda de retribuição, quando se
verifiquem os comportamentos previstos nas alíneas c), i)
e j) do n.º 2 da cláusula anterior.
O poder disciplinar tanto é exercido pela entidade patronal como pelos superiores hierárquicos do trabalhador,
nos termos por aquele estabelecidos e com observância das
disposições deste contrato.
Cláusula 55.ª
Cláusula 59.ª
Inexistência de justa causa
Processo disciplinar
1 — A inexistência de justa causa, a inadequação da
sanção ao comportamento verificado e a nulidade ou ine-
1 — Em todos os casos em que se verifique ter existido
infracção disciplinar, dever-se-á proceder à averiguação
Cláusula 56.ª
Indemnização por despedimento
Cada trabalhador abrangido pelo despedimento colectivo tem direito a uma indemnização de acordo com a
respectiva antiguidade e correspondente a um mês de retribuição por cada ano ou fracção, não podendo ser inferior
a três meses.
CAPÍTULO VIII
Disciplina
Cláusula 57.ª
Conceito de infracção disciplinar
Considera-se infracção disciplinar a violação voluntária
e culposa dos deveres dos trabalhadores.
Cláusula 58.ª
Poder disciplinar
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dos factos, circunstâncias ou situações em que a alegada
infracção foi praticada.
2 — Iniciado o procedimento disciplinar pode a entidade
patronal suspender a prestação de trabalho, se a presença
do trabalhador não se mostrar conveniente, mas não lhe é
lícito suspender o pagamento da retribuição.
3 — Desde que não exista regime legal imperativo diferente, o processo disciplinar observará nomeadamente
as seguintes garantias da defesa do trabalhador:
a) O processo deve ser escrito, e a acusação devidamente
fundamentada será levada ao conhecimento do trabalhador mediante nota de culpa na qual conste a descrição do
comportamento imputado ao trabalhador;
b) O trabalhador, no prazo de quatro dias após a recepção da comunicação, poderá apresentar a sua contestação
indicando todas as diligências que se mostrem necessárias
ao apuramento da verdade;
c) Após a audição das testemunhas, serão entregues ao
trabalhador acusado cópias dos respectivos depoimentos.
4 — O processo disciplinar deverá ficar concluído no
prazo máximo de 45 dias, salvo se o trabalhador requerer
a prorrogação por um prazo igual ao previsto na alínea b)
do número anterior.
5 — Quando o processo estiver completo, será presente
à comissão de trabalhadores que deverá pronunciar-se no
prazo de quatro dias. Caso não haja comissão de trabalhadores, deverá respeitar-se este prazo, para que o trabalhador
possa consultar o sindicato ou os seus representantes na
empresa.
6 — A falta de qualquer dos elementos referidos nos
números anteriores determina a nulidade insuprível do
procedimento disciplinar e a consequente impossibilidade
de se efectivar o despedimento com base nos comportamentos concretos invocados.
Cláusula 60.ª
Sanções disciplinares
1 — A entidade patronal pode aplicar as seguintes sanções disciplinares, sem prejuízo dos direitos e garantias
gerais dos trabalhadores:
a) Repreensão verbal;
b) Repreensão registada;
c) Suspensão do trabalho com perda de retribuição;
d) Despedimento.
2 — As sanções disciplinares previstas nas alíneas b) e
c) do número anterior só poderão ser aplicadas mediante
processo disciplinar nos termos do disposto no n.º 3 da
cláusula anterior.
3 — A sanção a que se reporta a alínea d) do n.º 1
desta cláusula obedecerá ao disposto na regulamentação legal imperativa ou, na sua falta, ao regime na
cláusula 54.ª
4 — A sanção disciplinar deve ser proporcional à
gravidade da infracção e à culpabilidade do infractor,
não podendo aplicar-se mais de uma pela mesma infracção.
Cláusula 61.ª
Prescrição da infracção disciplinar
A infracção disciplinar prescreve ao fim de 60 dias a
contar da data em que a entidade patronal ou superior hierárquica com competência disciplinar tem conhecimento
da infracção.
CAPÍTULO IX
Condições particulares de trabalho
Cláusula 62.ª
Direitos especiais das mulheres trabalhadoras
1 — Além do estipulado no presente contrato para a
generalidade dos trabalhadores por ele abrangidos, são
assegurados às mulheres trabalhadoras os direitos a seguir
mencionados, sem prejuízo, em qualquer caso, da garantia
do lugar, do período de férias ou de qualquer outro benefício concedido pela empresa:
a) Durante o período de gravidez e até três meses após
o parto, não desempenhar tarefas incompatíveis com o seu
estado, designadamente as de esforço físico, trepidação,
contacto com substâncias tóxicas, corrosivas, radioactivas
e venenosas a altas ou baixas temperaturas e outras clinicamente desaconselháveis;
b) Faltar durante 120 dias no período de maternidade, os
quais não poderão ser descontados para quaisquer efeitos.
Em caso de aborto ou de parto de nado-morto, o número
de faltas a que se aplica o disposto nesta alínea será, no
máximo, de 30 dias;
c) Interromper o trabalho por dois períodos de uma hora
cada para amamentação ou aleitação dos filhos, sem diminuição da retribuição nem redução do período de férias,
até um ano após o parto e enquanto durar a amamentação.
2 — É vedado a todas as trabalhadoras que não trabalhem em regime de turnos a prestação de trabalho antes
das 8 e depois das 20 horas. No entanto, nas empresas
que tiverem infantário poderão as partes acordar outro
horário.
3 — As trabalhadoras grávidas têm direito a ir às consultas pré-natais nas horas de trabalho sem perda da retribuição habitual, devendo, para o efeito, apresentar um
documento comprovativo.
4 — Às trabalhadoras, durante o período de aleitação,
é proibido o trabalho nocturno, excepto se a firma tiver
creche a funcionar durante esse período ou se a trabalhadora der o seu acordo por escrito.
Cláusula 63.ª
Trabalho de menores
1 — É válido o contrato celebrado com o menor, se for
desconhecido o paradeiro do seu legal representante.
2 — O menor tem capacidade para receber a retribuição
devida pelo seu trabalho, salvo quando, de idade inferior a
18 anos, houver oposição dos seus representantes legais.
3 — A entidade patronal deve proporcionar aos menores
que se encontrem ao seu serviço condições de trabalho ade-
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quadas à sua idade, prevenindo de modo especial quaisquer
danos ao seu desenvolvimento físico, espiritual e moral.
4 — Os menores de 18 anos de idade não podem ser
obrigados à prestação de trabalho antes das 8 e depois das
18 horas, no caso de frequentarem cursos nocturnos oficiais, oficializados ou equiparados, e antes das 7 e depois
das 20 horas, no caso de não os frequentarem.
Trabalho fora do local habitual
5 — Considera-se que o trabalhador tem direito ao
pequeno-almoço quando inicia o serviço até às 7 horas,
inclusive.
6 — Considera-se que o trabalhador tem direito à ceia
quando esteja ao serviço, em qualquer período, entre as
0 e as 5 horas.
7 — Sempre que o trabalhador tiver de interromper o
tempo de trabalho suplementar para a refeição, esse tempo
ser-lhe-á pago como suplementar.
8 — O disposto no n.º 1 não se aplica às refeições tomadas no estrangeiro, que serão pagas mediante factura.
Cláusula 64.ª
Cláusula 66.ª
Princípio geral
Cobertura dos riscos de doença
1 — Entende-se por deslocação em serviço a realização
temporária de trabalho fora do local habitual.
2 — Entende-se por local habitual de trabalho o estabelecimento em que o trabalhador presta normalmente
serviço ou a sede ou delegação da empresa a que está
adstrito quando o seu local de trabalho não seja fixo.
3 — As deslocações que não permitam o regresso diário
do trabalhador à sua residência habitual serão objecto de
acordo.
1 — Durante o período de deslocação, os encargos por
doença que em razão do local em que o trabalho seja prestado deixem eventualmente de ser assegurados, os trabalhadores pela respectiva segurança social deverão ser cobertos
pela empresa que, para tanto, assumirá as obrigações que
competiriam à segurança social se os trabalhadores não
estivessem deslocados.
2 — Durante os períodos de doença comprovados
por atestado médico os trabalhadores terão direito ao
pagamento da viagem de regresso ou de transferência
para local com assistência médica adequada, se estas
forem prescritas pelo médico, bem como a manter os
direitos previstos na cláusula 65.ª enquanto se mantiverem deslocados.
3 — Em caso de absoluta necessidade, e só quando
requerida pelos serviços clínicos em que o trabalhador
esteja a ser assistido, como condições necessária para o
tratamento, a entidade patronal pagará as despesas com a
deslocação de um familiar para o acompanhar, inclusive
no regresso.
CAPÍTULO X
Cláusula 65.ª
Direitos dos trabalhadores nas deslocações
1 — Sempre que deslocado em serviço e na falta de
viatura fornecida pela entidade patronal, o trabalhador terá
direito ao pagamento de:
a) Transportes em caminho de ferro (1.ª classe) ou avião
ou 0,25 do preço da gasolina super por cada quilómetro
percorrido, quando transportado em viatura própria.
b) Alimentação e alojamento no valor de:
Cláusula 67.ª
Pequeno-almoço — € 3,75;
Almoço ou jantar — € 12;
Ceia — € 8,50.
Seguro do pessoal deslocado
As partes podem acordar o pagamento as despesas mediante a apresentação dos respectivos documentos comprovativos;
c) Horas suplementares sempre que a duração do trabalho, incluindo o tempo gasto nos trajectos e espera, na ida
e no regresso, exceda o período de trabalho.
2 — Sempre que um profissional se desloque em serviço
da empresa para fora do local de trabalho habitual e tenha
qualquer acidente, a entidade patronal será responsável
por todos e quaisquer prejuízos daí resultantes, com excepção dos prejuízos causados a passageiros transportados
gratuitamente.
3 — As entidades patronais poderão transferir para as
companhias de seguros as responsabilidades decorrentes
do número anterior.
4 — O início e o fim do almoço ou do jantar terão de
verificar-se, respectivamente, entre as 11 horas e 30 minutos e as 14 horas e 30 minutos e entre as 19 horas e
39 minutos e as 21 horas e 30 minutos, desde que os trabalhadores não possam chegar à empresa dentro do horário
normal da refeição.
A todos os trabalhadores que se desloquem em serviço, seja qual for o meio de transporte utilizado, deverá
a entidade patronal fazer um seguro de acidentes pessoais
completo, válido durante as 24 horas do dia e por todo
o período de deslocação, a favor de quem o trabalhador
designe.
CAPÍTULO XI
Garantias sociais
Cláusula 68.ª
Refeitórios e subsídios de alimentação
1 — Todas as empresas terão de pôr à disposição dos
trabalhadores um lugar confortável, arejado e asseado, com
mesas e cadeiras suficientes para todos os trabalhadores
ao seu serviço, onde estes possam tomar e aquecer as suas
refeições.
2 — As empresas atribuirão a todos os trabalhadores um
subsídio de refeição no valor de € 3,75 diários.
3 — O subsídio de refeição previsto nesta cláusula não
é devido se a empresa fornecer a refeição completa.
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4 — Os trabalhadores só terão direito a beneficiar do
subsídio referido nos números anteriores nos dias em que
efectivamente trabalharem antes e depois da refeição.
Exercício do direito sindical
Cláusula 69.ª
Cláusula 73.ª
CAPÍTULO XIII
Direito à actividade sindical na empresa
Infantários para filhos dos trabalhadores
A entidade patronal deverá diligenciar a instalação de
um infantário e subsidiar a sua manutenção, desde que
tenha ao seu serviço trabalhadores com filhos até à idade
escolar a seu directo cuidado, durante o período de trabalho.
As empresas obrigam-se a respeitar o estabelecido na lei,
designadamente não interferindo na liberdade de inscrição
dos trabalhadores no sindicato e na actividade sindical
dentro da empresa.
CAPÍTULO XIV
Cláusula 70.ª
Relação entre as partes outorgantes
Instalações para os trabalhadores eventuais ou de campanha
As instalações das empresas destinadas ao alojamento
de pessoal devem possuir condições higiénicas adequadas
aos fins a que se destinam.
Cláusula 71.ª
Trabalhadores-estudantes
1 — A entidade patronal concederá a todos os trabalhadores que frequentem cursos oficiais, oficializados ou
legalmente equiparados os seguintes direitos:
a) Dispensa de uma hora por dia durante o período
lectivo, sem prejuízo da retribuição, para efeitos de assistência à aula;
b) Gozar férias, interpoladamente ou não, em época à
sua escolha, desde que daí não resultem prejuízos para a
empresa;
c) Faltar em cada ano civil, por altura dos exames finais,
sem perda de remuneração, cinco dias, seguidos ou alternados, para preparação do conjunto de provas a prestar,
além dos dias em que tiverem lugar as provas.
2 — Para poderem beneficiar dos direitos previstos no
número anterior, os trabalhadores terão de fazer prova
da sua condição de estudantes, bem como, sempre que
possível, prova trimestral da frequência.
3 — Os direitos previstos no n.º 1 desta cláusula cessarão automaticamente em cada ano lectivo logo que, em
qualquer altura e por qualquer motivo, o trabalhador perca
a possibilidade de transitar para o ano imediatamente seguinte ou, encontrando-se no último ano, não possa concluir o curso.
4 — Os direitos previstos nesta cláusula cessarão definitivamente quando o trabalhador não obtenha aproveitamento em dois anos lectivos consecutivos.
Cláusula 74.ª
Interpretação e integração do contrato de trabalho
1 — As partes contratantes decidem criar uma comissão
paritária formada por quatro elementos, sendo dois em
representação da associação patronal e dois em representação dos sindicatos, com competência para interpretar as
disposições convencionais e integrar as suas lacunas.
2 — A comissão paritária funciona mediante convocação de qualquer das partes contratantes, devendo as
reuniões ser marcadas com oito dias de antecedência mínima, com indicação da agenda de trabalho e do local, dia
e hora da reunião.
3 — Não é permitido, salvo acordo de ambas as partes,
tratar nas reuniões assuntos de que a outra parte não tenha
sido notificada nos termos do número anterior.
4 — Poderá participar nas reuniões, se as partes nisso
estiverem de acordo, um representante do Ministério do
Trabalho e da Solidariedade Social, que terá direito a voto.
5 — Das deliberações tomadas será depositado um
exemplar no Ministério do Trabalho e da Solidariedade
Social para efeito de publicação, considerando-se, a partir
desta, parte integrante do contrato colectivo de trabalho.
6 — As partes comunicarão uma à outra e ao Ministério
do Trabalho e da Solidariedade Social, dentro do prazo de
30 dias a contar da publicação do contrato, a identificação
dos respectivos representantes.
7 — A substituição de representantes é lícita a todo o
tempo.
CAPÍTULO XV
Disposições gerais e transitórias
Cláusula 75.ª
Reclassificações
CAPÍTULO XII
Nas reclassificações a que houver lugar por força da
entrada em vigor desta convenção, será tomado em consideração o tempo de serviço no exercício das respectivas
funções.
Higiene e segurança no trabalho
Cláusula 72.ª
Higiene e segurança no trabalho
Cláusula 76.ª
As empresas instalarão o seu pessoal em boas condições
de higiene e deverão prover os locais de trabalho com os
indispensáveis requisitos de segurança, cumprindo e fazendo cumprir as disposições legais sobre a matéria.
Trabalho fora da campanha
Dadas as características sazonais da indústria, os trabalhadores não poderão recusar-se a desempenhar outras
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tarefas, desde que tal desempenho não implique modificação substancial da sua posição e não exista serviço
inerente à sua categoria.
Cláusula 77.ª
Garantia da manutenção de regalias
1 — Com a entrada em vigor desta convenção,
consideram-se automaticamente revogados todos os instrumentos de regulamentação anteriormente aplicáveis
no sector, sendo esta considerada globalmente mais favorável.
2 — Salvo os casos especificamente previstos na lei
e nesta convenção, da aplicação do presente CCT não
poderá resultar qualquer prejuízo para os trabalhadores,
designadamente baixa de categoria ou classe e, bem assim,
diminuição de ordenado, considerando-se quaisquer regalias anteriormente aplicáveis mantidas a nível do contrato
individual de trabalho.
ANEXO I
Definição de funções
Adjunto do director-geral. — É o trabalhador que coadjuva directamente o director-geral.
Adjunto do director de serviços. — É o trabalhador que
coadjuva directamente e substitui o director de serviços.
Afinador de máquinas. — É o trabalhador que afina,
prepara ou ajusta as máquinas de modo a garantir-lhes a
eficiência no seu trabalho, podendo proceder à montagem
das respectivas ferramentas.
Agente técnico agrícola. — É o trabalhador que tem
a seu cargo a responsabilidade de pelo menos uma das
seguintes funções:
a) Angaria e celebra contratos de fornecimento de tomate com os produtores, transmitindo a estes os esclarecimentos necessários de que é portador, presta assistência
técnica e fiscaliza as áreas contratadas;
b) Controla tecnicamente os viveiros ou outras searas
sob administração directa da empresa, tendo sob o seu
controlo um ou mais encarregados de seara, que colaboram
consigo na execução dos serviços;
c) Executa outras funções técnicas relacionadas com a
sua especialidade.
Ajudante de electricista. — É o trabalhador electricista
que completou a sua aprendizagem e coadjuva os oficiais,
preparando-se para ascender à categoria de pré-oficial.
Ajudante de fogueiro. — É o trabalhador profissional
que sob exclusiva responsabilidade e orientação do fogueiro assegura o abastecimento do combustível, sólido
ou líquido, para os geradores de vapor, de carregamento
manual ou automático, e procede à limpeza dos mesmos e
da secção onde estão instalados. Exerce legalmente as funções nos termos dos artigos 14.º e 15.º do Regulamento da
Profissão de Fogueiro, aprovado pelo Decreto n.º 46 989,
de 30 de Abril de 1966.
Ajudante de motorista. — É o trabalhador que acompanha o motorista, competindo-lhe auxiliá-lo na manutenção
e limpeza do veículo; vigia e indica as manobras, arruma
as mercadorias no veículo e faz a entrega nos locais in-
dicados pela firma, podendo ainda fazer a cobrança das
respectivas mercadorias.
Analista. — É o trabalhador com curso ou habilitações
adequadas ou conhecimentos profissionais adquiridos
equivalentes que faz análises qualitativas e quantitativas
físicas, químicas e bacteriológicas e outras determinações
laboratoriais.
Analista de informática. — É o trabalhador que concebe e projecta no âmbito do tratamento automático da
informação os sistemas que melhor respondam aos fins
em vista, tendo em conta os meios de tratamento disponíveis; consulta os interessados a fim de recolher elementos
elucidativos dos objectivos que se têm em vista; determina se é possível e economicamente rentável utilizar
um sistema de tratamento automático de informação;
examina os dados obtidos, determina qual a informação
a ser recolhida, com que periodicidade e em que ponto
do seu circuito, bem como a forma e a frequência com
que devem ser apresentados os resultados; determina as
modificações a introduzir necessárias à normalização
dos dados e as transformações a fazer na sequência das
operações; prepara ordinogramas e outras especificações
para o programador; efectua testes a fim de se certificar
se o tratamento automático da informação se adapta aos
fins em vista e, caso contrário, introduz as modificações
necessárias. Pode ser incumbido de dirigir a preparação
dos programas. Pode coordenar os trabalhos das pessoas
encarregadas de executar as fases sucessivas das operações da análise do problema. Pode dirigir e coordenar
a instalação de sistemas de tratamento automático de
informação. Pode ser especializado num domínio particular, nomeadamente na análise lógica dos problemas
ou na elaboração de esquemas de funcionamento e ser
designado em conformidade por:
Analista orgânico;
Analista de sistemas.
Analista principal. — É o trabalhador que além de
executar as funções inerentes a um analista, coordena
em cada laboratório os serviços dos restantes analistas
e preparadores. Substitui o superior hierárquico nos seus
impedimentos.
Aprendiz. — É o trabalhador que, sob orientação de
profissionais qualificados, adquire conhecimentos técnico-profissionais que o habilitem a ingressar na carreira profissional de uma especialidade.
Assistente agrícola. — É o trabalhador agrícola especializado que executa funções enquadradas em directivas
gerais bem definidas, como assistência a viveiros, a seareiros e ou searas, podendo fazer compras de matérias-primas
agrícolas.
Auxiliar de educador de infância. — É o trabalhador
que, possuindo habilitações indispensáveis ao desempenho da função, assegura, sob a orientação da educadora
de infância, as acções pedagógicas, os cuidados higiénicos, a alimentação e a vigilância das crianças nos tempos
livres.
Auxiliar de enfermagem. — É o trabalhador de enfermagem com menos de três anos de exercício que, findo este
período de tempo, passará a enfermeiro, de acordo com os
requisitos oficialmente estabelecidos para o efeito.
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Barrileiro. — É o trabalhador que após o período de
aprendizagem terá de construir vasilhas de capacidade
inferior a 300 l.
Bate-chapas. — É o trabalhador que procede à execução
e reparação de peças em chapa fina, que enforma e desempena por martelagem, usando as ferramentas adequadas.
Caixa. — É o trabalhador que tem a seu cargo as operações de caixa e registo do movimento relativo a transacções, pagamentos e recebimentos, de acordo com os
respectivos documentos; pode elaborar as folhas de ordenados e salários e prepara os respectivos sobrescritos. Pode
preparar os fundos destinados a serem depositados e tomar
as disposições necessárias para os levantamentos.
Caixeiro. — É o trabalhador que vende mercadorias no
comércio por grosso ou a retalho. Fala com o cliente no
local de venda e informa-se do género de produtos que
deseja; ajuda o cliente a efectuar a escolha do produto;
enuncia o preço, cuida da embalagem do produto ou toma
as medidas necessárias para a sua entrega; recebe encomendas; elabora notas de encomenda e transmite-as para
execução, é, por vezes, encarregado de fazer o inventário periódico das existências. Pode ser designado como
primeiro-caixeiro, segundo-caixeiro ou terceiro-caixeiro.
Caixoteiro. — É o trabalhador que corta, rosca e solda
tubos de chumbo, plástico ou matérias afins e executa
canalizações em edifícios, instalações industriais e outros
locais.
Carpinteiro. — É o trabalhador que executa, monta,
transforma, repara e assenta estruturas ou outras obras em
madeira ou produtos afins, utilizando ferramentas manuais,
mecânicas ou máquinas-ferramentas, trabalha a partir de
moldes ou outras especificações técnicas; por vezes realiza
os trabalhos de acabamento.
Chefe de equipa (electricista, metalúrgico e produção). — É o trabalhador que, executando ou não funções
da sua profissão na dependência de um superior hierárquico, dirige e orienta directamente um grupo de, pelo
menos, três trabalhadores qualificados.
Chefe de secção (escritório, manutenção e produção). — É o trabalhador que coordena, dirige e controla
o trabalho de um grupo de profissionais ou dirige um
departamento de serviços administrativos de manutenção
ou de sector de produção.
Chefe de sector de secos. — É o trabalhador que coordena, dirige e controla um grupo de profissionais na preparação, marcação, armazenagem e embalagem de secos,
podendo ter sob as suas ordens até três equipas.
Chefe de serviços. — É o trabalhador que estuda, organiza, dirige e coordena, sob a orientação do seu superior
hierárquico, o funcionamento do serviço a que está adstrito
da maneira mais eficaz. Exerce nomeadamente, dentro dos
limites da sua competência, funções de:
a) Direcção, orientação e fiscalização do pessoal sob
as suas ordens e de planeamento das actividades do serviço;
b) Propõe a aquisição de equipamentos e materiais e
submete à apreciação superior a admissão do pessoal necessário.
Chefe de vendas. — É o trabalhador que dirige, coordena
e controla um ou mais sectores de vendas da empresa.
Classificador de matéria-prima — É o trabalhador que
tem a seu cargo a amostragem e classificação da matéria-prima, sua pesagem, arrumação e limpeza de acordo com
as normas estabelecidas pela empresa; pode ter sob as suas
ordens os trabalhadores de carga e descarga.
Cobrador. — É o trabalhador que procede fora dos
escritórios e recebimentos, pagamentos e depósitos ou
serviços análogos.
Condutor de máquinas e aparelhos de elevação e
transporte — É o trabalhador que conduz guinchos, pontes e pórticos rolantes, empilhadores, gruas de elevação e
quaisquer outras máquinas de força motriz para transporte
e arrumação de materiais ou produtos, dentro dos estabelecimentos industriais.
Conferente. — É o trabalhador que procede à verificação das mercadorias e outros valores, controlando as suas
entradas e saídas.
Contabilista. — É o trabalhador que organiza e dirige
os serviços de contabilidade e dá conselhos sobre problemas de natureza contabilística; estuda a planificação dos
circuitos contabilísticos, analisando os diversos sectores
de actividade da empresa, de forma a assegurar uma
recolha de elementos precisos com vista à determinação
dos custos e resultados de exploração; elabora o plano
de contas a utilizar para a obtenção dos elementos mais
adequados à gestão económico-financeira e cumprimento
da legislação comercial e fiscal; supervisiona a escrituração dos registos e livros de contabilidade, coordenando,
orientando e dirigindo os encarregados dessa execução;
fornece os elementos contabilísticos necessários à definição da política orçamental e organiza e assegura o
controlo da execução do orçamento; elabora ou certifica
os balancetes e outras informações contabilísticas a submeter à administração ou a fornecer a serviços públicos;
procede ao apuramento de resultados, dirigindo o encerramento das contas e a elaboração do respectivo balanço
que apresenta e assina; elabora o relatório explicativo
que acompanha a apresentação de contas ou fornece indicações para essa elaboração; efectua as revisões contabilísticas necessárias, verificando os livros ou registos,
para se certificar da correcção da respectiva escrituração.
Pode subscrever a escrita da empresa, sendo responsável
pela contabilidade das empresas do grupo A, a que se
refere o Código da Contribuição Industrial, perante a
Direcção-Geral das Contribuições e Impostos. Nestes
casos é-lhe atribuído o título de habilitação profissional
de técnico de contas.
Contínuo. — É o trabalhador que executa diversos
serviços, tais como: anunciar visitantes, encaminhá-los
ou informá-los; estampilhar e entregar correspondência;
executar diversos serviços, tais como entrega de mensagens e objectos inerentes ao serviço interno e distribuição
da correspondência aos serviços a que é destinada. Pode
ainda executar serviço de reprodução e endereçamento
de documentos.
Controlador de produção. — É o trabalhador que colabora na planificação de fabrico e na previsão das necessidades para a produção, elabora requisições e controla
os respectivos fornecimentos, bem como as produções
e rendimentos. Movimenta todos os stocks incluindo os
materiais de manutenção, e elabora custos standard e de
produção.
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Controlador de produção principal. — É o trabalhador
que tem como funções a execução das tarefas mais quantificadas no controlo de produção.
Controlador de sanidade industrial. — É o trabalhador
que sob orientação superior dirige, executa e controla operações de sanidade industrial.
Controlador de vasilhame de parque — É o trabalhador
que controla a existência no parque de grades e estrados,
bem como as entradas e saídas dos mesmos.
Correspondente em línguas estrangeiras. — É o trabalhador que redige cartas e quaisquer outros documentos
de escritório em línguas estrangeiras, dando-lhes o seguimento apropriado; lê, traduz, se necessário, o correio
recebido e junta-lhe a correspondência anterior sobre o
mesmo assunto; estuda documentos e informa-se sobre
a matéria em questão ou recebe instruções definidas com
vista à resposta; redige textos, faz rascunhos de cartas, dita-as ou dactilografa-as. Pode ser encarregado de se ocupar
dos respectivos processos.
Cozinheiro. — É o trabalhador que prepara, tempera e
cozinha os alimentos destinados às refeições; elabora ou
contribui para a composição das ementas; recebe os víveres e outros produtos necessários à sua confecção, sendo
responsável pela sua conservação; amanha o peixe, prepara
os legumes e as carnes e procede à execução das operações
culinárias, emprata-os, guarnece-os e confecciona os doces
destinados às refeições quando não haja pasteleiro; executa
ou vela pela limpeza da cozinha e dos utensílios.
Desmanchador-cortador de carnes. — É o trabalhador
que procede a esquartejamento e desmancha de animais ou
suas partes, separando as parte impróprias que não digam
respeito aos planos de fabrico.
Director-geral. — É o trabalhador que, sob orientação
dos gestores da empresa, superintende em todas as direcções de serviços.
Director de serviços. — É o trabalhador que estuda,
organiza, dirige e coordena, nos limites dos poderes de que
está investido, as actividades de serviços administrativos,
comercial, técnico e ou outros em conformidade com as
directrizes definidas superiormente; exerce funções tais
como:
a) Colaborar na determinação da política da empresa;
b) Planear a utilização mais conveniente da mão-de-obra, equipamentos, materiais, instalações e capitais;
c) Orientar, dirigir e fiscalizar as actividades do(s)
serviço(s) segundo os planos estabelecidos, a política
adoptada e as normas e regulamentos prescritos;
d) Criar e manter uma estrutura do(s) serviço(s) em que
superintende que permita um funcionamento de maneira
eficaz.
Ecónomo. — É o trabalhador que armazena, conserva e
distribui géneros alimentícios e outros produtos em cantinas, refeitórios e similares; recebe os produtos e verifica
se coincidem em quantidade e qualidade com os discriminados nas notas de encomenda; arruma-os em câmaras
frigoríficas, tulhas, salgadeiras, prateleiras e outros locais
apropriados; cuida da sua conservação, protegendo-os
convenientemente; fornece, mediante requisição, os produtos que lhe sejam solicitados; mantém actualizados os
registos, verifica periodicamente as existências e informa
superiormente das necessidades de aquisição. Pode ter de
efectuar a compra de géneros de consumo diário.
Educador de infância. — É o trabalhador que, possuindo
as habilitações indispensáveis ao desempenho da função,
colabora, com o responsável pelo infantário, na programação de actividades técnico-pedagógicas adequadas às
crianças, assegura as acções pedagógicas mediante acção
directa ou orientação dos auxiliares de educação; zela
pela higiene, alimentação, sono e saúde das crianças ao
seu cuidado.
Empregado de balcão. — É o trabalhador que, predominantemente, serve refeições e bebidas ao balcão, coloca
no balcão toalhetes, pratos, copos, talheres e os demais
utensílios necessários; serve os vários pratos e bebidas;
substitui e louça servida; prepara e serve misturas, batidos,
cafés, infusões, sandes e outros artigos complementares
das refeições. Fornece os pedidos; passa as contas e cobra
as importâncias dos respectivos consumos; arrecada os
documentos de crédito autorizados. Executa ou coopera
nos trabalhos de asseio, arrumação e abastecimento da
secção.
Empregado de refeitório. — É o trabalhador que, predominantemente, executa nos diversos sectores de um
refeitório todos os trabalhos relativos ao mesmo, nomeadamente: preparação, disposição e higienização das salas
das refeições e empacotamento e disposição de talheres,
distribuição e recepção de todos os utensílios e géneros
necessários ao serviço; coloca nos balcões, mesas ou centros de convívio todos os géneros sólidos ou líquidos que
façam parte do serviço; trata da recepção e emissão de
senhas de refeição, de extras ou de centro de convívio, quer
através de máquinas registadoras ou através de livros para
o fim existentes; lava talheres, vidros, loiças, recipientes,
arcas e câmaras frigoríficas e outros utensílios, podendo
eventualmente ajudar em serviço de pré-preparação de
alimentos destinados às refeições; executa serviços de
limpeza e asseio dos diversos sectores que compõem o
refeitório.
Encarregado de armazém. — É o trabalhador que
dirige os trabalhadores de armazém e planifica, organiza, coordena e controla todas as actividades de armazém, responsabilizando-se pelo bom funcionamento do
mesmo.
Encarregado de campo. — É o trabalhador agrícola
sem especialização que executa funções enquadradas em
directivas gerais bem definidas e dirige directamente um
grupo de trabalhadores agrícolas não especializados; pode
conduzir viaturas nos serviços de campo e na distribuição
de plantas.
Encarregado de construção civil. — É o trabalhador que
coordena, dirige e controla a actividade dos profissionais
de um sector de construção civil.
Encarregado electricista. — É o trabalhador electricista
que coordena, dirige e controla a actividade dos profissionais de um sector de electricidade.
Encarregado metalúrgico. — É o trabalhador metalúrgico que coordena, dirige e controla a actividade dos
profissionais de um sector metalúrgico.
Encarregado de sanidade industrial. — É o trabalhador
que, dando seguimento a planos acordados superiormente,
coordena, dirige e controla a actividade dos profissionais
de sanidade industrial.
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Enfermeiro. — É o trabalhador com qualificação profissional específica que exerce directa ou indirectamente
funções que visam o equilíbrio da saúde do homem, quer
no seu estado normal, com acções preventivas, quer no
período de doença, ministrando cuidados que vão complementar a acção clínica.
Engarrafador-enfrascador. — É o trabalhador que procede normalmente ao engarrafamento e enfrascamento de
produtos acabados, podendo executar tarefas complementares, nomeadamente de lavagem e rotulagem.
Entregador de ferramentas, materiais e produtos. — É
o trabalhador que, nos armazéns, entrega as ferramentas,
materiais ou produtos que lhe são requisitados, sem ter a
seu cargo o registo e controlo das existências dos mesmos.
Escriturário. — É o trabalhador que executa várias tarefas que variam consoante a natureza do escritório onde
trabalha: redige relatórios, cartas, notas informativas e
outros documentos, manualmente ou à máquina, dando-lhes o seguimento apropriado; tira as notas necessárias à
execução das tarefas que lhe competem; examina o correio recebido, separa-o, classifica-o e compila os dados
que são necessários para preparar as respostas; elabora,
ordena ou prepara os documentos relativos à encomenda,
distribuição e regularização das compras e vendas; recebe
pedidos de informações e transmite-os à pessoa ou serviço
competente; põe em caixa os pagamentos de contas e entrega recibos; escreve em livros as receitas e despesas,
assim como outras operações contabilísticas; estabelece o
extracto das operações efectuadas e de outros documentos
para informação da direcção; atende os candidatos às vagas
existentes, informa-os das condições de admissão e efectua
registos de pessoal ou à empresa; ordena e arquiva notas
de livrança, recibos, cartas e outros documentos e elabora
dados estatísticos. Acessoriamente, nota em estenografia,
escreve à máquina e opera em máquinas de escritório. Para
além da totalidade ou parte das tarefas acima descritas pode
verificar e registar a assiduidade do pessoal assim como
os tempos gastos na execução das tarefas, com vista ao
pagamento de salários ou outros afins.
Escriturário principal. — É o trabalhador que executa
tarefas mais exigentes que competem ao escriturário, nomeadamente tarefas relativas a determinados assuntos de
pessoal, de legislação ou fiscais, apuramentos e cálculos
contabilísticos e estatísticos complexos e tarefas de relação
com fornecedores e ou clientes que obriguem a tomadas
de decisões correntes, ou executando as tarefas mais exigentes na secção, colabora directamente com o chefe de
secção e, no impedimento deste, coordena ou controla as
tarefas de um grupo de trabalhadores administrativos com
actividades afins.
Estagiário. — É o trabalhador que auxilia o escriturário
e prepara-se para essa função.
Fiel de armazém. — É o trabalhador que, nos armazéns,
regista internamente as entradas e saídas de materiais,
ferramentas e produtos, controla e responde pelas existências.
Fogueiro. — É o trabalhador que alimenta e conduz
geradores de vapor, competindo-lhe, além do estabelecido
pelo Regulamento da Profissão de Fogueiro, aprovado
pelo Decreto n.º 46 989, de 30 de Abril de 1966, a limpeza
do tubular, fornalhas e condutas e providenciar pelo bom
funcionamento de todos os acessórios, bem como pelas
bombas de alimentação de água e de combustível.
Fogueiro-encarregado. — É o trabalhador que dirige
os serviços, coordena e controla os mesmos, bem como
toda a rede de vapor, tendo sob a sua responsabilidade
e transmissão de ordens de serviço aos fogueiros e ajudantes.
Formulador ou preparador. — É o trabalhador que,
mediante método de fabricação, procede à pesagem de
diversos ingredientes que entram na composição do produto. Observa outras instruções dos métodos de fabrico
que sejam necessárias. Pode igualmente proceder à mistura dos diversos ingredientes em tanques de mistura com
agitadores.
Funileiro-latoeiro — É o trabalhador que fabrica e ou
repara artigos de chapa fina, tais como folha-de-flandres,
zinco, alumínio, cobre, chapa galvanizada e plástico, com
aplicações domésticas e ou industriais. Entende-se, neste
caso, por chapa fina aquela que é susceptível de ser cortada
por tesoura de mão.
Guarda-livros. — É o trabalhador que se ocupa da escrituração de registos ou de livros de contabilidade, gerais
ou especiais, analíticos ou sintéticos, selados ou não selados, executando nomeadamente trabalhos contabilísticos
relativos ao balanço anual e apuramento dos resultados da
exploração e do exercício. Pode colaborar nos inventários
das existências, preparar ou mandar preparar extractos de
contas simples ou com juros e executar trabalhos conexos.
Não havendo secção própria de contabilidade, superintende
os referidos serviços e tem a seu cargo a elaboração dos
balanços e escrituração dos livros selados ou é responsável
pela boa ordem e execução dos trabalhos.
Guarda ou rondista. — É o trabalhador encarregado da
vigilância de edifícios, instalações fabris ou outros locais,
para os proteger, podendo registar saídas ou entradas de
mercadorias, veículos e materiais.
Inspector de vendas. — É o trabalhador que inspecciona os serviços dos vendedores e promotores de venda e
vendedores especializados, visita os clientes e informa-se
das suas necessidades, recebe as reclamações dos clientes, verifica a acção dos inspeccionados pelas notas de
encomenda.
Lubrificador. — É o trabalhador que lubrifica máquinas e veículos, muda óleos nos períodos recomendados
e executa os trabalhos necessários para manter em boas
condições os pontos de lubrificação, podendo ajudar serralheiros e mecânicos.
Mecânico de automóveis. — É o trabalhador que detecta
as avarias mecânicas, repara, afina, monta e desmonta os
órgãos de automóveis e outras viaturas e executa outros
trabalhos relacionados com esta mecânica.
Mecânico de aparelhos de precisão. — É o trabalhador que executa, repara, transforma e afina aparelhos de
precisão ou peças mecânicas, de determinados sistemas
eléctricos, hidráulicos, mecânicos, pneumáticos, ópticos
e outros.
Moleiro. — É o trabalhador que orienta e assegura
o funcionamento da instalação de moagem, tendo em
atenção o processo de moenda para que o pó fabricado
corresponda às características pretendidas e cuida da instalação.
Monitor de grupo. — É o trabalhador indiferenciado
que, sob supervisão de um chefe de equipa ou outro superior hierárquico, ajuda a orientar parte ou todo um grupo
de pessoal indiferenciado.
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Montador-ajustador de máquinas. — É o trabalhador
que monta e ajusta máquinas, corrigindo possíveis deficiências para obter o seu bom funcionamento.
Incluem nesta categoria os profissionais que procedam
à roscagem de peças, por forma a conseguir determinado
grau de acabamento das superfícies.
Motorista (pesados ou ligeiros). — É o trabalhador que,
possuindo carta de condução profissional, tem a seu cargo
a condução de veículos automóveis (pesados ou ligeiros).
Compete-lhe zelar pelo bom estado de funcionamento,
conservação e limpeza da viatura e proceder à verificação
directa dos níveis de óleo, água e combustível e do estado
de pressão dos pneumáticos. Em caso de avaria ou acidente,
toma as providências adequadas e recolhe os elementos
necessários para apreciação pelas entidades competentes.
Quando em condução de veículos de carga, compete-lhe
orientar a carga, descarga e arrumação das mercadorias
transportadas.
Oficial electricista. — É o trabalhador electricista que
executa todos os trabalhos da sua especialidade e assume
a responsabilidade dessa execução.
Operador. — É o trabalhador que vigia, regula e assegura o funcionamento de uma máquina de pouca complexidade ou cujo funcionamento não exige conhecimentos
especiais. Cuida da sua limpeza e comunica superiormente
as anomalias detectadas. Consideram-se operadores, os
operadores nomeadamente designados por: operador de
bomba de extracção e pesagem, operador de doseadora
enchedora, operador de envelopadora, operador de estação
de bombagem, operador de fritadeira, operador de máquinas de cortar pimento, operador de máquinas enchedora
embaladora, operador de máquina de fazer pasta, operador
de máquina de rechear azeitona, operador de peneiras e
operador de refinadora.
Operador de máquinas de balancés. — É o trabalhador
que manobra máquinas para estampagem, corte, furacão e
operações semelhantes.
Operador de máquinas de contabilidade. — É o trabalhador que trabalha com máquinas de registo de operações contabilísticas, faz lançamentos, simples registos
ou cálculos estatísticos, verifica a exactidão das facturas,
recibos e outros documentos. Por vezes executa diversos
trabalhos de escritório relacionados com as operações de
contabilidade.
Operador de máquinas de latoaria e vazio. — É o trabalhador que trabalha com máquinas da indústria de latoaria
e vazio, designadamente: cravadeiras, rebordadeiras de
execução de chaves e de meter borracha, estanhadeiras
de prensa de tesoura de esquadrar folha e cortar tiras,
grafadeiras, despontadeiras, calhandras, caneleiras e de
dobragem de tiras. Incluem-se os trabalhadores que, utilizando ferramentas de máquinas adequadas, têm por função
executar tambores de chapa fina.
Operador mecanográfico. — É o trabalhador que abastece e opera com máquinas mecanográficas tais como
interpretadoras, separadoras, reprodutoras, intercaladoras,
calculadoras, tabuladoras; prepara a máquina para o trabalho a realizar mediante o programa que lhe é fornecido;
assegura o funcionamento do sistema de alimentação; vigia
o funcionamento e executa o trabalho consoante as indicações recebidas; recolhe os resultados obtidos; regista o
trabalho realizado e comunica superiormente as anomalias
verificadas na sua execução.
Operador qualificado. — É o trabalhador que regula e
vigia o funcionamento de uma máquina de modo a extrair
dela o melhor rendimento. Cuida da sua limpeza e comunica superiormente as anomalias verificadas que estejam
fora da sua capacidade de intervenção. Consideram-se
operador qualificado os operadores nomeadamente designados por: concentrador de instalações contínuas, operador
de autoclaves contínuos, operador de túnel de congelação.
Operador semiqualificado. — É o trabalhador que
vigia, regula e assegura o funcionamento de uma máquina de relativa complexidade ou cujo funcionamento
não exige conhecimentos especiais. Cuida da sua limpeza e comunica superiormente as anomalias detectadas.
Consideram-se operadores semiqualificados os operadores
nomeadamente designados por: capsulador, concentrador
de instalações descontínuas (até 3 boules), operador de
autoclaves descontínuos (abertos), operador de bacines,
operador de desidratador, operador de estação de bombas
de água e colector geral, operador de linhas de escolha e
equipamento de choques térmicos, operador de máquinas
de esterilização e enchimento, operador de misturadora,
operador de rotuladora, encartonadora e coladora, operador
de trituradora e separadora.
Paquete. — É o trabalhador menor de 18 anos de idade
que presta unicamente os serviços referidos na definição
de funções dos contínuos.
Pedreiro. — É o trabalhador que, exclusiva ou predominantemente, executa alvenarias em tijolo, pedra ou blocos,
podendo também fazer assentamento de manilhas, tubos ou
cantarias, rebocos ou outros trabalhos similares ou complementares, podendo executar serviços de conservação
e reparação de construção civil.
Perfurador-verificador. — É o trabalhador que conduz
máquinas que registam dados sob a forma de perfurações
em cartões ou fitas especiais que serão posteriormente
utilizados nas máquinas de tratamento automático de informação ou outras. Pode também verificar a exactidão dos
dados perfurados, efectuando tarefas semelhantes às que
são executadas para a perfuração por meio de máquinas de
teclado que rejeitem os cartões ou as fitas que não tenham
sido perfurados correctamente.
Pintor de automóveis ou de máquinas. — É o trabalhador que prepara as superfícies das máquinas, aplica as
demãos do primário, capa e subcapa e de tinta, afinando
as tintas.
Pintor de construção civil. — É o trabalhador que, predominantemente, executa qualquer trabalho de pintura
nas obras.
Porteiro. — É o trabalhador que atende os visitantes,
informa-se das suas pretensões e anuncia-os ou indica-lhes
os serviços a que se devem dirigir. Controla entradas e
saídas de visitantes, mercadorias e veículos. Pode ainda
ser encarregado de recepção de correspondência.
Praticante. — É o trabalhador que se prepara para ingressar na respectiva categoria profissional.
Pré-oficial electricista. — É o trabalhador electricista
que, tendo completado o tempo de permanência como
ajudante, ou satisfazendo as condições escolares exigidas,
coadjuva os oficiais e, cooperando com eles, executa trabalhos de menor responsabilidade.
Preparador de laboratório. — É o trabalhador que faz
recolha de amostras e coadjuva o analista no desempenho
das suas funções.
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Profissionais de engenharia (grau I). — É o trabalhador
que:
a) Executa trabalho técnico simples e ou de rotina
(podem-se considerar neste campo pequenos projectos
ou cálculos sob orientação e controlo de um profissional
de engenharia);
b) Estuda a aplicação de técnicas de exploração agrícola,
fabris e processo;
c) Pode participar em equipas de estudos e desenvolvimento como colaborador executante, mas sem iniciativa
de orientação de ensaios ou projectos de desenvolvimento;
d) Elabora especificações e estimativas sob orientação
e controlo de um profissional de engenharia;
e) Pode tomar decisões desde que apoiadas em orientações técnicas completamente definidas e ou decisões
de rotina;
f) Tem o seu trabalho orientado e controlado permanentemente quanto à aplicação dos métodos e preciso dos
resultados;
g) Não tem funções de chefia, podendo distribuir e
verificar os trabalhos de outros técnicos não profissionais
de engenharia.
Profissionais de engenharia (grau II). — É o trabalhador que:
a) Dá assistência a profissionais de engenharia mais
qualificados em cálculos, ensaios, análises, projectos, computação e actividade técnica;
b) Pode participar em equipas de estudo e desenvolvimento como colaborador executante, podendo encarregar-se da execução de tarefas parcelares simples e individuais
de ensaios ou projectos de desenvolvimento;
c) Deverá estar mais ligado à solução dos problemas do
que a resultados finais;
d) Decide dentro da orientação estabelecida pela chefia;
e) Poderá actuar com funções de chefia, mas segundo
instruções detalhadas orais ou escritas sobre métodos e processos. Deverá receber assistência técnica de um profissional de engenharia mais qualificado sempre que necessite.
Quando ligado a projectos não tem funções de chefia;
f) Tem funções técnico-comerciais no domínio da engenharia;
g) Não tem funções de coordenação, embora possa
orientar outros técnicos numa actividade comum;
h) Utilizar a experiência acumulada pela empresa, dando
assistência a profissionais de engenharia de um grau superior.
Profissional de engenharia (grau III). — É o trabalhador
que:
a) Executa trabalhos de engenharia para os quais a experiência acumulada pela empresa é reduzida: os trabalhos
para os quais, embora conte com a experiência acumulada,
necessite de capacidade de iniciativa e de frequentes tomadas de decisão;
b) Poderá executar trabalhos de estudo, análises, exploração agrícola, coordenação de técnicas fabris, coordenação de montagens, projectos, cálculos e especificações;
c) Toma decisões de responsabilidade a curto e médio
prazo;
d) Tem actividades técnico-comerciais, as quais já
poderão ser desempenhadas a nível de chefia de outros
técnicos;
e) Coordena planificações e processos fabris e interpreta
resultados de computação;
f) Não tem normalmente o seu trabalho supervisado em
pormenor, embora receba orientação técnica em problemas
invulgares e complexos;
g) Pode dar orientação técnica a profissionais de engenharia ou outros cuja actividade pode agregar ou coordenar;
h) Faz estudos independentes, análises e juízos e tira
conclusões;
i) Pode participar em equipas de estudo e desenvolvimento sem exercício de chefia de profissionais de engenharia ou outros, podendo, no entanto, receber o encargo
da execução de tarefas parcelares a nível de equipa de
trabalhadores sem qualquer grau de engenharia ou outro
título académico equivalente.
Profissionais de engenharia (grau IV). — É o trabalhador que:
a) É primeiro nível de supervisão directa e contínua.
Procura o desenvolvimento de técnicas de engenharia para
o que é requerida elevada especialização;
b) Procede à coordenação completa de actividades, tais
como técnico-comerciais, fabris, projecto, exploração agrícola e outras;
c) Procede a recomendações geralmente revistas quanto
ao valor dos pareceres, mas aceites quanto ao rigor técnico
e exequibilidade;
d) Pode participar em equipas de estudo e desenvolvimento com possível exercício de chefia sobre outros
profissionais de engenharia ou com outro título académico
equivalente, podendo tomar a seu cargo a planificação e
execução de uma tarefa completa de estudo ou desenvolvimento que lhe seja confiada. Possuindo capacidade
comprovada para o trabalho técnico-científico, executa
sob orientação;
e) Pode distribuir e delinear trabalho, dar indicações
em trabalhos técnicos e rever trabalhos de outros quanto
à precisão técnica. Responsabilidade permanente pelos
outros técnicos ou profissionais de engenharia que supervisiona;
f) Recebe os trabalhos com simples indicação do seu
objectivo, de prioridades relativas e de interferências com
outros trabalhos ou sectores. Responde pelo orçamento e
prazos desses trabalhos;
g) Aplica conhecimentos de engenharia na direcção de
actividade com fim e realização independentes.
Profissionais de engenharia (grau V). — É o trabalhador que:
a) Supervisiona a equipa ou equipas de profissionais
de engenharia do mesmo ou vários ramos, cuja actividade
coordena, fazendo normalmente o planeamento a curto
prazo do trabalho dessas equipas;
b) Chefia e coordena diversas actividades de estudo e
desenvolvimento, dentro de um departamento correspondente, confiadas a profissionais de engenharia de grau
inferior e é responsável pela planificação e gestão econó-
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
mica, possuindo capacidade comprovada para o trabalho
técnico-científico, executada com autonomia;
c) Toma decisões de responsabilidade não normalmente
sujeitas a revisão, excepto as que envolvam grande dispêndio ou objectivos a longo prazo;
d) Resolve problemas complexos, apresentando soluções originais do ponto de vista prático e económico;
e) Recebe o trabalho com simples indicação dos objectivos finais e é somente revisto quanto à política de acção e
eficiência geral, podendo eventualmente ser revisto quanto
à justeza da solução;
f) Pode dirigir uma pequena equipa altamente especializada;
g) Coordena programas de trabalho e pode dirigir o uso
de equipamentos e materiais;
h) Faz geralmente recomendações na escolha e remunerações do pessoal.
Profissionais de engenharia (grau VI). — É o trabalhador que:
a) Exerce cargos de responsabilidade directiva e ou
administrativa sobre vários grupos em assuntos interligados;
b) Investiga dirigindo uma equipa no estudo de novos
processos para o desenvolvimento das ciências e tecnologia, visando adquirir independência de técnicas de alto
nível;
c) Participa na orientação geral de estudos e desenvolvimento a nível empresarial, exercendo cargos de responsabilidade administrativa, com possível coordenação
com funções de produção, assegurando a realização de
programas superiores, sujeitos somente à política global
de controlo financeiro da empresa;
d) Assessora e dá parecer, com categoria reconhecida
no seu campo de engenharia;
e) Tem o seu trabalho revisto somente para assegurar
conformidade com a política global e coordenação com
outros sectores;
f) Revê e analisa o trabalho de engenharia dentro da
empresa;
g) Como gestor, faz a coordenação dos programas sujeitos à política global da empresa, para atingir os objectivos
estabelecidos e toma decisões na escolha e remuneração
do pessoal.
Programador de informática. — É o trabalhador que estabelece programas que se destinam a comandar operações
de tratamento automático da informação para computador;
recebe as especificações e instruções preparadas pelo analista de sistemas, incluindo todos os dados elucidativos dos
objectivos a atingir; prepara os ordinogramas e procede
à codificação dos programas; escreve instruções para o
computador; procede a testes para verificar a validade do
programa e introduz-lhe alterações sempre que necessário;
apresenta os resultados obtidos sob a forma de mapas,
cartões perfurados, suportes magnéticos ou outros processos. (Pode fornecer instruções escritas para o pessoal
encarregado de trabalhar com o computador.)
Promotor de vendas. — É o trabalhador que, actuando
em pontos directos e indirectos de consumo, procede no
sentido de esclarecer o mercado com o fim específico de
incrementar as vendas da empresa.
Secretário de direcção. — É o trabalhador que se ocupa
do secretariado específico da administração ou direcção
da empresa. Entre outras, competem-lhe normalmente
as seguintes funções: redigir actas das reuniões de trabalho; assegurar por sua própria iniciativa o trabalho de
rotina diária do gabinete e providenciar pela realização
das assembleias gerais, reuniões de trabalho, contratos e
escrituras.
Serralheiro civil. — É o trabalhador que constrói e ou
monta e repara estruturas metálicas, tubos condutores de
combustíveis, ar ou vapor, carroçarias de viaturas, andaimes para edifícios, pontes, navios, caldeiras, cofres e
outras obras.
Serralheiro mecânico. — É o trabalhador que executa peças, monta, repara e conserva vários tipos de
máquinas, motores e outros conjuntos mecânicos, com
excepção dos instrumentos de precisão e das instalações
eléctricas.
Soldador de electroarco ou oxiacetilénico. — É o trabalhador que, pelos processos de soldadura de electroarco
ou oxiacetileno, liga entre si os elementos ou conjuntos de
peças de natureza metálica, incluem-se nesta categoria os
trabalhadores que, em máquinas automáticas ou semiautomáticas, procedem à soldadura e ou enchimento.
Tanoeiro. — É o trabalhador que constrói qualquer vasilha, segundo as indicações que lhe forem previamente
fornecidas, com acabamentos perfeitos, estanques e sem
repasse. Emenda madeiras que se partam durante a construção ou que se estrafie e faz acertos de medição sempre
que necessário. Procede ainda à reparação de vasilhas
usadas de qualquer capacidade.
Telefonista. — É o trabalhador que opera numa cabina
ou central, ligando e interligando comunicações telefónicas, independentemente da designação técnica o material
instalado.
Tesoureiro. — É o trabalhador que dirige a tesouraria em
escritórios em que haja departamento próprio, tendo a responsabilidade dos valores de caixa que lhe estão confiados;
verifica as diversas caixas e confere as respectivas existências; prepara os fundos para serem depositados nos bancos e
toma as disposições necessárias para levantamentos; verifica
periodicamente se o montante dos valores em caixa coincide
com o que os livros indicam. Pode, por vezes, autorizar
certas despesas e executar outras tarefas relacionadas com
as operações financeiras.
Torneiro mecânico. — É o trabalhador que, operando
um torno mecânico paralelo, vertical, revólver ou outro
tipo, executa todos os trabalhos de torneamento de peças,
trabalhando por desenho ou peças modelo. Prepara a máquina e, se necessário, as ferramentas que utiliza.
Trabalhador indiferenciado. — É o trabalhador que
executa as funções sem especialização, procedendo nomeadamente à movimentação de matérias-primas e cargas
e descargas.
Trabalhador de serviços auxiliares. — É o trabalhador que
desempenha funções pouco complexas nos diversos sectores
fabris, procedendo a arrumações e limpezas, empilhamento e
transporte de latas, escolha de matéria prima e outras tarefas
que não exijam esforço físico.
Vendedor. — É o trabalhador que, predominantemente
fora do estabelecimento, solicita encomendas, promove
e vende mercadorias ou serviços por conta da entidade
patronal.
1830
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
ANEXO II
Grau
Categorias profissionais
Tabela salarial
Grau
Categorias profissionais
Remuneração
mínima mensal
(em euros)
0
Director-geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Profissional de engenharia (grau VI) . . . . . . . . .
1 067,50
1
Adjunto do director-geral . . . . . . . . . . . . . . . . .
Director de serviços . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Profissional de engenharia (grau V) . . . . . . . . .
890
2
Adjunto do director de serviços . . . . . . . . . . . .
Analista de informática . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Profissional de engenharia (grau IV) . . . . . . . . .
821
3
Profissional de engenharia (grau III) . . . . . . . . .
716
4
Chefe de serviços . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Contabilista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Profissional de engenharia (grau II) . . . . . . . . .
Programador de informática . . . . . . . . . . . . . . .
Tesoureiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
639,50
5
Profissional de engenharia (grau I-B) . . . . . . . .
591,50
6
Agente técnico agrícola (mais de cinco anos) . . .
Chefe de secção (escritório, manutenção, produção) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Chefe de sector de secos . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Chefe de vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Encarregado de armazém . . . . . . . . . . . . . . . . .
Encarregado de construção civil . . . . . . . . . . . .
Encarregado electricista . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Encarregado metalúrgico . . . . . . . . . . . . . . . . .
Encarregado de sanidade industrial . . . . . . . . .
Fogueiro-encarregado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Guarda-livros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Profissional de engenharia (grau I-A) . . . . . . . .
544,50
7
8
Agente técnico agrícola (de dois a cinco anos)
Analista principal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Chefe de equipa (electricista, metalúrgico, produção) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Controlador de produção principal . . . . . . . . . .
Correspondente em línguas estrangeiras . . . . . .
Inspector de vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Enfermeiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Escriturário principal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Secretário de direcção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Afinador de máquinas de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . .
Agente técnico agrícola (até dois anos) . . . . . .
Analista de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Assistente agrícola de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . .
Bate-chapas de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Caixa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Carpinteiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Classificador de matéria-prima de 1.ª . . . . . . . .
Controlador de produção de 1.ª . . . . . . . . . . . . .
Controlador de sanidade industrial . . . . . . . . . .
Cozinheiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Ecónomo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Educador de infância . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Escriturário de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Fiel de armazém . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Fogueiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Formulador ou preparador . . . . . . . . . . . . . . . .
Mecânico de aparelhos de precisão de 1.ª . . . . .
Mecânico de automóveis de 1.ª . . . . . . . . . . . . .
Montador-ajustador de máquinas de 1.ª . . . . . .
Motorista de pesados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Oficial electricista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Operador de máquinas de contabilidade de 1.ª
Operador mecanográfico de 1.ª . . . . . . . . . . . . .
Operador qualificado de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . .
Pedreiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Perfurador-verificador de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . .
Pintor de automóveis ou de máquinas de 1.ª . . .
Promotor de vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Serralheiro civil de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Serralheiro mecânico de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . .
Soldador por electroarco ou oxiacetilénico de 1.ª
Tanoeiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Torneiro mecânico de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Vendedor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9
511
490,50
10
1831
Remuneração
mínima mensal
(em euros)
Afinador de máquinas de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . .
Analista de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Assistente agrícola de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . .
Bate-chapas de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Caixeiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Canalizador de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Carpinteiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Classificador de matéria-prima de 2.ª . . . . . . . .
Cobrador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Condutor de máquinas e aparelhos de elevação e
transporte de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Conferente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Controlador de produção de 2.ª . . . . . . . . . . . . .
Cozinheiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Desmanchador-cortador de carnes . . . . . . . . . .
Escriturário de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Fogueiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Funileiro-latoeiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Mecânico de aparelhos de precisão de 2.ª . . . . .
Mecânico de automóveis de 2.ª . . . . . . . . . . . . .
Moleiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Montador-ajustador de máquinas de 2.ª . . . . . .
Motorista de ligeiros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Operador de máquinas de balancé de 1.ª . . . . .
Operador de máquinas de contabilidade de 2.ª
Operador mecanográfico de 1.ª . . . . . . . . . . . . .
Operador qualificado de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . .
Operador semiqualificado de 1.ª . . . . . . . . . . . .
Pedreiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Perfurador-verificador de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . .
Pintor de automóveis ou de máquina de 2.ª . . .
Pintor de construção civil de 1.ª . . . . . . . . . . . .
Serralheiro civil de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Serralheiro mecânico de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . .
Soldador por electroarco ou oxiacetilénico de 2.ª
Tanoeiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Torneiro mecânico de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Afinador de máquinas de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . .
Agente técnico agrícola estagiário . . . . . . . . . .
Ajudante de motorista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Auxiliar de educador de infância . . . . . . . . . . .
Auxiliar de enfermagem . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Bate-chapas de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Canalizador de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Caixeiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Condutor de máquinas e aparelhos de elevação e
transporte de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Controlador de produção de 3.ª . . . . . . . . . . . . .
Controlador de vasilhame de parque . . . . . . . . .
Cozinheira de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Encarregado de campo de 1.ª . . . . . . . . . . . . . .
Entregador de ferramentas, materiais e produtos
Escriturário de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Fogueiro de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Funileiro-latoeiro de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Lubrificador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Mecânico de aparelhos de precisão de 3.ª . . . . .
Mecânico de automóveis de 3.ª . . . . . . . . . . . . .
Montador-ajustador de máquinas de 3.ª . . . . . .
Operador de máquinas de balancé de 2.ª . . . . .
481,50
478,50
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Grau
Categorias profissionais
Remuneração
mínima mensal
(em euros)
Alfredo Filipe Cataluna Malveiro, mandatário.
Operador de máquinas de latoaria e vazio . . . .
Operador semiqualificado de 2.ª . . . . . . . . . . . .
Perfurador-verificador de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . .
Pintor de automóveis ou de máquinas de 3.ª . . .
Pintor de construção civil de 2.ª . . . . . . . . . . . .
Pré-oficial electricista do 2.º ano . . . . . . . . . . .
Serralheiro civil de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Serralheiro mecânico de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . .
Soldador por electroarco ou oxiacetilénico de 3.ª
Telefonista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Torneiro mecânico de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11
12
13
Pela FECTRANS — Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações:
Pelo SIFOMATE — Sindicato dos Fogueiros, Energia
e Indústrias Transformadoras:
Alfredo Filipe Cataluna Malveiro, mandatário.
Pelo STVSIH — Sindicato dos Técnicos de Vendas do
Sul e Ilhas:
Alfredo Filipe Cataluna Malveiro, mandatário.
Barrileiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Canalizador de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Contínuo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Cozinheiro sem carteira profissional . . . . . . . .
Empregado de balcão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Encarregado de campo de 2.ª . . . . . . . . . . . . . .
Guarda ou rondista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Monitor de grupo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Operador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Porteiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Pré-oficial electricista do 1.º ano . . . . . . . . . . .
Preparador de laboratório . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tractorista agrícola . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
477,50
Ajudante de electricista . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Ajudante de fogueiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Caixoteiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Empregado de refeitório . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Engarrafador-enfrascador . . . . . . . . . . . . . . . . .
Estagiário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Praticante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Trabalhador indiferenciado . . . . . . . . . . . . . . . .
Trabalhador de serviços auxiliares . . . . . . . . . .
476,50
Aprendiz . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Paquete . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
475
Declaração
A direcção nacional da FESAHT — Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e
Turismo de Portugal declara que outorga esta convenção
em representação dos seguintes Sindicatos:
SINTAB — Sindicato dos Trabalhadores de Agricultura
e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de
Portugal;
STIANOR — Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Alimentação do Norte;
STIAC — Sindicato dos Trabalhadores da Indústria
Alimentar do Centro, Sul e Ilhas.
Lisboa, 21 de Abril de 2010. — A Direcção Nacional:
Augusto Coelho Praça — Joaquim Pereira Pires.
Declaração
Lisboa, 5 de Março de 2010.
Pela ANCIPA — Associação Nacional de Comerciantes
e Industriais de Produtos Alimentares:
Estêvão Miguel de Sousa Anjos Martins, mandatário.
Pela FESAHT — Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de
Portugal:
Alfredo Filipe Cataluna Malveiro, mandatário.
Pela FEVICCOM — Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro:
Alfredo Filipe Cataluna Malveiro, mandatário.
Pela FEPCES — Federação Portuguesa dos Sindicatos
do Comércio, Escritórios e Serviços:
Alfredo Filipe Cataluna Malveiro, mandatário.
Pela FIEQUIMETAL — Federação Intersindical das
Indústrias Metalúrgicas, Química, Farmacêutica, Eléctrica,
Energia e Minas:
Alfredo Filipe Cataluna Malveiro, mandatário.
Para os devidos efeitos se declara que a Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro
representa os seguintes Sindicatos:
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica,
Cimentos e Similares do Sul e Regiões Autónomas;
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica,
Cimentos e Similares da Região Norte;
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica,
Cimentos, Construção, Madeiras, Mármores e Similares
da Região Centro;
Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira;
Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e Madeiras do Distrito de Braga;
Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Madeiras,
Mármores e Cortiças do Sul;
Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Madeiras,
Mármores, Pedreiras, Cerâmica e Materiais de Construção
do Norte;
Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil,
Madeiras, Mármores e Pedreiras do Distrito de Viana do
Castelo;
SICOMA — Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Madeiras, Olarias e Afins da Região da Madeira.
Lisboa, 19 de Abril de 2010. — A Direcção: Maria de
Fátima Marques Messias — José Alberto Valério Dinis.
1832
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Declaração
Informação da lista de Sindicatos filiados na FEPCES — Federação Portuguesa dos Sindicatos do Comércio, Escritórios e Serviços:
CESP — Sindicato dos Trabalhadores do Comércio,
Escritórios e Serviços de Portugal;
Sindicato dos Trabalhadores do Comércio e Serviços
do Minho;
Sindicato dos Trabalhadores Aduaneiros em Despachantes e Empresas;
STAD — Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de
Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades
Diversas;
Sindicato dos Empregados de Escritório, Comércio e
Serviços da Horta.
STRAMM — Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Actividades Metalúrgicas da Região Autónoma da
Madeira;
Sindicato dos Profissionais dos Transportes, Turismo e
Outros Serviços da Horta;
Sindicato dos Profissionais de Transporte, Turismo e
Outros Serviços de São Miguel e Santa Maria;
SNTSF — Sindicato Nacional dos Trabalhadores do
Sector Ferroviário;
OFICIAIS/MAR — Sindicato dos Capitães, Oficiais
Pilotos, Comissários e Engenheiros da Marinha Mercante;
SIMAMEVIP — Sindicato dos Trabalhadores da Marinha Mercante, Agências de Viagens, Transitários e Pesca;
Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante.
Lisboa, 16 de Abril de 2010. — A Direcção Nacional:
Amável Alves — Vítor Pereira.
16 de Abril de 2010. — (Assinatura ilegível.)
Declaração
Para os devidos efeitos, declaramos que a FIEQUIMETAL — Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgica,
Química, Farmacêutica, Eléctrica, Energia e Minas representa as seguintes organizações sindicais:
SINORQUIFA — Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás do Norte;
SINQUIFA — Sindicato dos Trabalhadores da Química,
Farmacêutica, Petróleo e Gás do Centro, Sul e Ilhas;
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas
e Metalomecânicas dos Distritos de Aveiro, Viseu, Guarda
e Coimbra;
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas
e Metalomecânicas do Distrito de Braga;
Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Actividades
Metalúrgicas da Região Autónoma da Madeira;
Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Metalúrgica e
Metalomecânica dos Distritos de Lisboa, Leiria, Santarém
e Castelo Branco;
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas
e Metalomecânicas do Norte;
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas
e Metalomecânicas do Sul;
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas
e Metalomecânicas do Distrito de Viana do Castelo;
Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira;
SIESI — Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e
Ilhas;
STIENC — Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias
Eléctricas do Norte e Centro.
Lisboa, 19 de Abril de 2010. — Pelo Secretariado:
Delfim Tavares Mendes — António Maria Quintas.
Declaração
A FECTRANS — Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações representa os seguintes Sindicatos:
STRUP — Sindicato dos Trabalhadores de Transportes
Rodoviários e Urbanos de Portugal;
STRUN — Sindicato dos Trabalhadores de Transportes
Rodoviários e Urbanos do Norte;
Depositado em 30 de Abril de 2010, a fl. 75 do livro
n.º 11, com o n.º 69/2010, nos termos do artigo 494.º do
Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12
de Fevereiro.
Contrato colectivo entre a ANCIPA — Associação
Nacional de Comerciantes e Industriais de Produtos Alimentares e o SETAA — Sindicato da
Agricultura, Alimentação e Florestas (indústria
de hortofrutícolas) — Revisão global.
Cláusula prévia
A presente revisão altera o CCT para a indústria de hortofrutícolas, publicado no Boletim do Trabalho e Emprego,
1.ª série, n.os 32, de 29 de Agosto de 2007, 27, de 22 de
Julho de 2008, e 19, de 22 de Maio de 2009.
CAPÍTULO I
Área, âmbito, vigência, denúncia e revisão
Cláusula 1.ª
Área e âmbito
1 — O presente CCT aplica-se em todo o território
nacional e obriga, por um lado, as empresas transformadoras de produtos hortofrutícolas, à excepção do tomate,
representadas pela ANCIPA — Associação Nacional de
Comerciantes e Industriais de Produtos Alimentares (divisão de hortofrutícolas) e, por outro, os trabalhadores ao
seu serviço, com as categorias profissionais nele previstas
representados pelos sindicatos outorgantes.
2 — O presente CCT abrange um universo de 24 empresas, a que correspondem 750 trabalhadores.
Cláusula 2.ª
Vigência, denúncia e revisão
1 — Este CCT entra em vigor cinco dias após a publicação no Boletim do Trabalho e Emprego e será válido
1833
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
por 24 meses, excepto as tabelas salariais, que poderão
ser revistas anualmente.
2 — Qualquer das partes poderá denunciar este contrato
para efeitos da revisão, mediante proposta fundamentada
a apresentar à outra, decorridos que sejam 20 meses de
vigência ou 10 meses, no caso das tabelas salariais.
3 — A resposta, elaborada nos termos legais, será enviada nos 30 dias posteriores à recepção da proposta.
4 — Enquanto não entrar em vigor o novo contrato,
mantém-se válido aquele cuja revisão se pretende.
5 — As presentes alterações produzem efeitos a partir
de 1 de Janeiro de 2010, sendo revistas anualmente.
4 — Findo o período experimental a admissão torna-se
efectiva, contando-se o tempo de serviço a partir da data
da admissão provisória.
5 — Quando qualquer trabalhador transitar de uma empresa para outra da qual a primeira seja associada, deverá
contar-se, para todos os efeitos, a data da admissão na primeira, bem como a respectiva categoria profissional e demais direitos previstos neste contrato colectivo de trabalho
se, entretanto, não for aplicável outro mais vantajoso.
Cláusula 6.ª
Admissão ou promoção para cargos de chefia
1 — Os cargos de chefia serão desempenhados por trabalhadores escolhidos pela entidade patronal.
2 — Antes da admissão ou promoção de trabalhadores
para cargos de chefia, será dado conhecimento aos trabalhadores directamente subordinados ao profissional cujo
cargo se pretende preencher.
CAPÍTULO II
Admissão e carreira profissional
Cláusula 3.ª
Condições gerais de admissão
1 — No preenchimento dos postos de trabalho a entidade patronal dará prioridade aos trabalhadores da empresa
sempre que se encontrem em igualdade de circunstâncias
com os restantes candidatos estranhos a esta.
2 — Antes da admissão o trabalhador terá obrigatoriamente de ser submetido a exame médico, feito por conta da
empresa, destinado a comprovar se possui aptidões físicas
necessárias para o desempenho das suas funções.
3 — Se o resultado do exame revelar que o trabalhador
não possui as condições físicas indispensáveis, deve o
médico revelar-lhe as razões da sua exclusão.
4 — Quando o trabalhador transitar de uma empresa
para outra, da qual a primeira seja associada económica ou
juridicamente ou tenham administração ou sócios gerentes
comuns, manter-se-ão, para todos os efeitos, os direitos e
regalias já adquiridos.
5 — As habilitações exigidas neste CCT são as mínimas
legais.
Cláusula 7.ª
Trabalho eventual
1 — É permitida às empresas a admissão de trabalhadores em regime de trabalho eventual ou a termo, nos termos
da legislação aplicável.
2 — Os trabalhadores eventuais têm os mesmos direitos e obrigações estabelecidos nesta convenção para
os trabalhadores permanentes, salvo disposição expressa
em contrário.
Cláusula 8.ª
Definição de categorias profissionais
No anexo I são definidas as categorias profissionais
previstas neste contrato e as funções que lhes corresponderem.
Cláusula 9.ª
Cláusula 4.ª
Atribuição de categorias
Readmissão
1 — Ao trabalhador permanente readmitido na empresa
após cessação do contrato por qualquer das partes ter-se-á
que contar, para todos os efeitos, o tempo de serviço prestado anterior à cessação.
2 — Na readmissão de um trabalhador não haverá período experimental.
Cláusula 5.ª
Período experimental
1 — Salvo estipulação em contrário, a admissão dos
trabalhadores obedece aos períodos experimentais previstos na lei.
2 — Tendo o período experimental durado mais de
60 dias, para denunciar o contrato nos termos previstos
no número anterior o empregador tem de dar um aviso
prévio de 7 dias.
3 — Quando a entidade patronal fizer cessar o contrato
sem respeitar o aviso prévio fixado no número anterior, o
trabalhador receberá uma indemnização correspondente
ao período de aviso prévio em falta.
1 — A atribuição de categorias profissionais aos trabalhadores será feita de acordo com as funções por eles
desempenhadas.
2 — Atendendo à sazonalidade do sector, quando os
trabalhadores desempenhem, sem ser por motivo de substituição, funções a que correspondam várias categorias
durante mais de 60 dias por ano, ser-lhes-á atribuída a
mais qualificada.
3 — A atribuição das categorias profissionais previstas
no n.º 1 será efectuada pelas entidades patronais no prazo
máximo de 30 dias após a publicação deste contrato.
4 — Após o prazo a que se refere o número anterior,
as classificações serão afixadas em lugar ou local adequado.
5 — Se o trabalhador não concordar com a classificação
que lhe é atribuída, reclamará directamente, ou através
do sindicato, para a entidade patronal por escrito e fundamentadamente, para o que dispõe de um prazo de 30 dias,
contados a partir da data em que as classificações forem
afixadas.
6 — No caso de não haver acordo, o trabalhador poderá
recorrer para a comissão de conciliação e julgamento.
1834
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Cláusula 10.ª
Relações nominais, quadros de pessoal e quotização sindical
1 — As empresas elaborarão os mapas dos quadros do
seu pessoal, nos termos da lei.
2 — No preenchimento destes mapas, os trabalhadores
serão agrupados, sempre que possível, segundo as respectivas categorias e classes profissionais.
3 — As empresas obrigam-se a descontar mensalmente
e a remeter aos sindicatos respectivos o montante das
quotas sindicais até 15 dias após a cobrança, desde que
previamente os trabalhadores, em declaração individual
escrita, assim o autorizem.
4 — Para efeitos do número anterior, o montante das
quotizações será acompanhado dos mapas utilizados para
o efeito devidamente preenchidos.
Cláusula 11.ª
Promoção e acesso
1 — Constitui promoção ou acesso a passagem de um
trabalhador à categoria ou classe superior ou a mudança
permanente para funções de natureza diferente a que corresponde uma escala de retribuição mais elevada.
2 — Os trabalhadores da empresa têm preferência sobre
outros a admitir de novo no preenchimento de todos os
lugares a que possam ter acesso, desde que satisfaçam os
requisitos necessários.
3 — Os aprendizes são promovidos a praticantes ao fim
de um ano ou logo que atinjam 18 anos de idade.
4 — Os praticantes e estagiários ascenderão às respectivas categorias profissionais ao fim de um ano.
5 — Todos os trabalhadores abrangidos por este contrato
serão automaticamente promovidos a 3.ª e 2.ª ao fim de
três anos e de 2.ª a 1.ª ao fim de três anos.
6 — Para efeitos do número anterior, conta-se para efeitos de promoção todo o tempo de serviço desempenhado
nas suas funções.
Cláusula 12.ª
Antiguidade e certificado de aprendizagem
1 — O tempo de aprendizagem dentro da mesma profissão
será tomado em consideração, independentemente da empresa
em que teve lugar, desde que certificado nos termos do número seguinte e apresentado, quando pedido pela empresa, no
acto da admissão e conste da lista de documentos entregues
2 — No caso de cessação do contrato de trabalho, a
empresa passará ao trabalhador documento certificativo
do aproveitamento da aprendizagem, de que constarão
necessariamente a sua identificação, as datas relativas ao
seu início e conclusão, a respectiva profissão, bem como
o estabelecimento em que teve lugar.
CAPÍTULO III
Direitos e deveres das partes
Cláusula 13.ª
Deveres da entidade patronal
São deveres da entidade patronal:
a) Cumprir rigorosamente as disposições da lei e do
presente contrato;
b) Providenciar para que haja bom ambiente moral e
promover no seio dos trabalhadores as melhores relações
de trabalho possíveis;
c) Usar de respeito e justiça em todos os actos que envolvam relações com os trabalhadores, assim como exigir
do pessoal em função de chefia e fiscalização que trate com
correcção os trabalhadores sob as suas ordens;
d) Obter de cada trabalhador apenas o trabalho compatível com as suas possibilidades físicas;
e) Não deslocar qualquer trabalhador para serviços que
não sejam exclusivamente os da sua profissão, salvo o seu
acordo por escrito;
f) Prestar ao sindicato todos os esclarecimentos que por
este lhe sejam pedidos, relativamente ao cumprimento da
presente convenção e da lei;
g) Passar aos trabalhadores certificados contendo discrição de funções ou quaisquer outras informações solicitadas
por escrito e devidamente autenticadas;
h) Segurar todos os trabalhadores contra acidentes de
trabalho;
i) Sem prejuízo de qualquer direito reconhecido neste
contrato, facultar ao trabalhador, dentro dos limites previstos na lei, o tempo necessário ao exercício de cargos
no sindicato, instituições de segurança social, comissões
sindicais e outras a estes inerentes;
j) Facultar a consulta pelo trabalhador que o solicite do
respectivo processo individual;
k) Autorizar os contactos com os trabalhadores em serviço, sem prejuízo da normalidade do mesmo;
l) Afixar em local bem visível o mapa de horário de
trabalho.
Cláusula 14.ª
Garantias dos trabalhadores
É proibido à entidade patronal:
a) Opor-se por qualquer forma a que o trabalhador
exerça os seus direitos ou beneficie das suas garantias,
bem como despedi-lo ou aplicar-lhe sanções por causa
desse exercício;
b) Exercer pressão sobre o trabalhador para que actue
no sentido de influir desfavoravelmente nas condições de
trabalho dele ou dos seus colegas;
c) Em caso algum, diminuir a retribuição ou modificar
as condições de trabalho dos trabalhadores ao seu serviço,
de forma que dessa modificação resulte ou possa resultar
diminuição de retribuição ou demais regalias;
d) Em caso algum, baixar a categoria, escalão ou classe
para que o trabalhador foi contratado ou promovido;
e) Transferir o trabalhador para outro local de trabalho
ou zona de actividade sem o seu prévio acordo feito por
escrito, sem prejuízo da cláusula 19.ª;
f) Obrigar o trabalhador a adquirir bens ou utilizar serviços fornecidos pela entidade patronal ou por pessoa por
ela indicada;
g) Explorar com fins lucrativos quaisquer cantinas, refeitórios ou outros estabelecimentos relacionados com
o trabalho para fornecimento de bens ou prestação de
serviços aos trabalhadores;
h) Despedir ou readmitir um trabalhador, ainda que seja
eventual, mesmo com o seu acordo, havendo o propósito
de o prejudicar em direitos ou garantias já adquiridos;
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Cláusula 19.ª
i) Despedir sem justa causa qualquer trabalhador;
j) Obrigar o trabalhador a utilizar máquinas que se comprove não possuírem condições de segurança.
Cláusula 15.ª
Transporte
1 — A entidade patronal deverá assegurar, quer em
transportes próprios quer através de transporte públicos
com horários compatíveis, a ida e volta para a fábrica a
partir dos locais habituais situados entre 3 km e 15 km das
instalações fabris.
2 — As empresas que não assegurem o transporte previsto no número anterior subsidiarão os trabalhadores com
0,07 do preço da gasolina super por cada quilómetro percorrido, nos termos do número anterior.
Transferência do trabalhador
1 — A entidade patronal só pode transferir o trabalhador
para outro local ou zona de trabalho se dessa mudança não
resultarem sérios e comprovados prejuízos.
2 — Em caso de discordância, cabe à entidade patronal
a prova da inexistência de prejuízo.
3 — No caso de o trabalhador ser transferido, a entidade
patronal custeará todas as despesas directamente impostas
pela transferência, designadamente o transporte de mobiliário e familiares, o aumento do custo do alojamento ou
do tempo gasto a mais na deslocação para o novo local
de trabalho.
CAPÍTULO IV
Cláusula 16.ª
Prestação de trabalho
Formação profissional
1 — As entidades patronais deverão anualmente ouvir os
trabalhadores interessados em aperfeiçoar a sua formação
profissional. Deverão ainda estabelecer meios internos ou
facultar o acesso a meios externos de formação, consoante
for mais adequado e de acordo com as necessidades da
empresa.
2 — As despesas dessa formação são da responsabilidade das entidades patronais.
3 — O tempo despendido pelo trabalhador será, para
todos os efeitos, considerado como tempo de trabalho.
Cláusula 17.ª
Cláusula 20.ª
Horário de trabalho — Horário móvel — Definição
e princípio geral
1 — Entende-se por horário de trabalho a determinação
das horas do início e do termo do período normal de trabalho diário, bem como os intervalos de descanso.
2 — No estabelecimento ou modificação dos horários de
trabalho serão sempre ouvidos a comissão de trabalhadores e a comissão intersindical ou, na sua falta, a comissão
sindical ou delegados sindicais.
3 — Entre o fim de um período normal de trabalho e o
início do seguinte mediarão pelo menos dez horas.
Violação das garantias dos trabalhadores
por parte da entidade patronal
Cláusula 21.ª
A prática por parte da entidade patronal de qualquer acto
em contravenção com o disposto da cláusula 14.ª dá ao
trabalhador a faculdade de rescindir o contrato com direito
à indemnização fixada na cláusula 55.ª deste contrato.
Cláusula 18.ª
Deveres dos trabalhadores
São deveres dos trabalhadores:
a) Cumprir rigorosamente as disposições da lei e do
presente contrato;
b) Executar com zelo, competência e assiduidade, de
harmonia com as suas aptidões e categoria profissional,
as funções que lhe sejam confiadas;
c) Ter para com os demais trabalhadores a atenção e respeito que lhes são devidos, prestando-lhes, em matéria de
serviço, todos os conselhos e ensinamentos que lhes forem
necessários ao desempenho das respectivas funções;
d) Zelar pelo estado de conservação do material que
lhe estiver confiado;
e) Cumprir e fazer cumprir as normas de salubridade,
higiene e segurança no trabalho;
f) Respeitar e fazer-se respeitar por todos aqueles com
quem, profissionalmente, tenham de contactar;
g) Não negociar por conta própria ou alheia em concorrência com a entidade patronal nem divulgar informações sobre a sua organização, métodos de produção ou
negócios.
Duração do trabalho
1 — O período normal de trabalho para os trabalhadores
abrangidos por este contrato é de 40 horas semanais, de
segunda-feira a sexta-feira, sem prejuízo de horários de
menor duração que estejam a ser praticados.
2 — Quando a empresa não se encontre a laborar por
turnos, o período de trabalho não deve iniciar-se antes das
8 horas nem terminar depois das 20 horas, salvo acordo
expresso do trabalhador, e será interrompido por um descanso para almoço, que não pode ser inferior a uma hora
nem superior a duas horas depois de um período máximo
de cinco horas de trabalho consecutivo.
3 — Os horários estabelecidos nesta cláusula entendem-se sem prejuízo de outros de menor duração que estejam
a ser praticados.
4 — Depois de visados pelos serviços competentes do
Ministério da Segurança Social e do Trabalho, os horários
de trabalho serão afixados na empresa em local bem visível,
devendo ser enviada uma cópia ao sindicato.
Cláusula 22.ª
Trabalho por turnos
1 — Deverão ser organizados turnos de pessoal, nos
termos da lei, sempre que o período de funcionamento
ultrapasse os limites máximos dos períodos normais de
trabalho.
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2 — Quando em regime de turnos se verifique, nos
termos da lei, redução do tempo de intervalo para refeição
por um período inferior a uma hora, o mesmo é considerado como serviço efectivo para os trabalhadores a quem
se aplique tal redução.
3 — As escalas de turnos rotativos só poderão prever
mudanças de turno após o período de descanso semanal.
4 — A entidade patronal deverá, sempre que possível,
afixar a escala e constituição dos turnos até 10 dias antes
do seu início, mas nunca inferior a 8 dias de antecedência.
5 — São permitidas trocas de turnos entre trabalhadores
da mesma especialidade, desde que previamente acordadas
entre os trabalhadores interessados e a entidade patronal.
6 — Qualquer trabalhador que comprove, através de
atestado médico, a impossibilidade temporária de continuar
a trabalhar no regime de turnos passará, até ao turno da
semana em que fizer prova, ao regime de horário normal.
Cláusula 23.ª
Cláusula 26.ª
Trabalho em dia de descanso semanal
1 — Os trabalhadores que tenham trabalhado no dia
de descanso semanal têm direito a um dia completo de
descanso num dos três dias seguintes.
2 — O disposto no número anterior aplica-se desde que
o trabalhador tenha prestado, pelo menos, três horas de
serviço no dia de descanso semanal.
3 — Os trabalhadores só podem trabalhar no dia de
descanso semanal:
a) Quando, em face de circunstâncias excepcionais, a
entidade patronal tenha sido, para esse efeito, previamente
autorizada;
b) Em casos de força maior, cuja ocorrência deverá
ser comunicada ao Ministério do Trabalho no prazo de
48 horas.
Cláusula 27.ª
Trabalho nocturno
Trabalho suplementar
1 — Considera-se trabalho suplementar o prestado fora
do período normal.
2 — Nenhum trabalhador poderá ser obrigado a prestar
trabalho suplementar.
3 — O trabalho suplementar é, porém, obrigatório quando
a empresa esteja na iminência de prejuízos importantes ou
perante casos de força maior, salvo se o trabalhador apresentar dificuldades de transporte ou outro motivo atendível.
4 — Quando o trabalhador prestar horas suplementar
não poderá entrar novamente ao serviço sem que antes
tenham decorrido, pelo menos, dez horas sobre o termo
da prestação do trabalho.
5 — Sempre que o trabalho suplementar ultrapasse as
duas horas seguidas ou coincida com a hora normal de
refeição do trabalhador, a entidade patronal obriga-se a
assegurar ou a pagar a refeição. O tempo gasto na refeição
é também pago como tempo de trabalho suplementar, até
ao limite máximo de meia hora.
Cláusula 24.ª
Limites de trabalho suplementar
1 — O trabalho suplementar não poderá exceder o limite
de 10 horas semanais, 40 horas mensais e 120 horas anuais,
considerando-se a soma das horas suplementares, dias de
descanso semanal e feriados.
2 — Os limites referidos no número anterior poderão ser
alargados depois de ouvida a comissão de trabalhadores ou,
na sua falta, a comissão sindical ou delegados sindicais.
Cláusula 25.ª
Isenção do horário de trabalho
1 — Aos trabalhadores isentos de horário de trabalho será concedida retribuição especial correspondente a
25 % da sua remuneração mensal.
2 — O requerimento de isenção de horário de trabalho
será remetido ao Ministério da Segurança Social e do
Trabalho acompanhado de declaração de concordância
do trabalhador e do parecer da comissão de trabalhadores
e da comissão intersindical ou sindical ou dos delegados
sindicais.
1 — Considera-se nocturno o trabalho prestado no período que decorre entre as 20 horas de um dia e as 7 horas
do dia imediato.
2 — Considera-se também como nocturno, para efeitos
de remuneração, o trabalho prestado depois das 7 horas,
desde que em prolongamento de um período de trabalho
nocturno de pelos menos 3 horas.
CAPÍTULO V
Retribuição do trabalho
Cláusula 28.ª
Retribuição
1 — Só se considera retribuição aquilo a que, nos termos do contrato, das normas que o regem ou dos usos, o
trabalhador tem direito como contrapartida da prestação
do trabalho.
2 — A retribuição compreende a remuneração de base
prevista no anexo II e todas as outras prestações regulares
e periódicas.
3 — Não se consideram como integrando a retribuição
as ajudas de custo, as despesas de transporte, a remuneração por trabalho extraordinário, os abonos para falhas e a
remuneração por trabalho nocturno.
4 — Os trabalhadores que exerçam predominantemente
funções de pagamento ou recebimento têm direito a um
abono mensal para falhas de € 31,50.
5 — A todos os trabalhadores são asseguradas as remunerações fixas mínimas constantes do anexo II.
6 — A fórmula a considerar para efeito do cálculo das
horas simples é a seguinte:
RH = Remuneração mensal × 12
52 × horário semanal
Cláusula 29.ª
Tempo e forma de pagamento
1 — O pagamento da retribuição do trabalhador deve
ser efectuado até ao último dia útil de cada mês e durante
o período de trabalho.
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2 — No acto de pagamento da retribuição a empresa é
obrigada a entregar aos trabalhadores um talão com o nome
da empresa, preenchido de forma indelével, no qual figurem o nome completo do trabalhador, a respectiva categoria
profissional e classe, o período de trabalho a que corresponde a remuneração e a diversificação das importâncias
relativas ao trabalho normal, extraordinário, prestado em
dias de descanso semanal, complementar ou feriado, aos
subsídios, descontos e montante líquido a receber.
3 — A retribuição deve ser satisfeita em dinheiro ou,
se o trabalhador der o seu acordo, por cheque ou depósito
bancário.
4 — O pagamento será feito ao mês, qualquer que seja
o horário e a categoria do trabalhador.
Cláusula 30.ª
Remuneração de trabalho nocturno
O trabalho nocturno será pago com os acréscimos seguintes sobre a remuneração base:
a) 30 % para o trabalho prestado entre as 20 e as 24 horas;
b) 50 % para o trabalho prestado a partir das 0 horas.
Cláusula 31.ª
Remuneração do trabalho suplementar
O trabalho suplementar será remunerado com o aumento
correspondente a 75 % da retribuição normal até duas horas
por dia e a 100 % nas horas seguintes.
Cláusula 34.ª
Diuturnidades
É garantida a manutenção do direito a diuturnidades nos
termos consagrados nas convenções que ora se alteram aos
trabalhadores que delas já beneficiam.
CAPÍTULO VI
Suspensão da prestação de trabalho,
descanso semanal e feriados
Cláusula 35.ª
Descanso semanal
1 — O dia de descanso semanal é o domingo ou os
dias previstos nas escalas de turnos rotativos, no regime
de laboração contínua, sendo o sábado considerado dia de
descanso complementar. Todos os restantes são considerados úteis, com excepção dos feriados.
2 — Quando o trabalho for prestado em regime de laboração contínua, o horário de trabalho tem de ser organizado
de forma que os trabalhadores tenham, em média em cada
período de sete dias, dois dias de descanso consecutivo
que, no máximo de quatro semanas devem coincidir com
o sábado e o domingo.
3 — O previsto nos n.os 1 e 2 aplica-se aos guardas das
instalações fabris.
Cláusula 36.ª
Cláusula 32.ª
Feriados
Remuneração de trabalho no dia de descanso semanal e feriados
1 — São considerados feriados, para efeito e encerramento das empresas abrangidas por este contrato, os
seguintes dias:
1 — O trabalho prestado em dia de descanso semanal
e feriados será pago com o acréscimo de 200 % sobre a
retribuição normal.
2 — O trabalho prestado em dia de descanso semanal
complementar será pago com o acréscimo de 100 % sobre
a retribuição normal.
3 — Só o trabalho prestado no dia de descanso semanal
a que se refere o n.º 1 da cláusula 26.ª dá ao trabalhador
direito a um dia completo de descanso num dos três dias
seguintes.
1 de Janeiro;
Sexta-Feira Santa;
Domingo de Páscoa;
25 de Abril;
1 de Maio;
Corpo de Deus;
10 de Junho;
15 de Agosto;
5 de Outubro;
1 de Novembro;
1 de Dezembro;
8 de Dezembro;
25 de Dezembro;
Feriado municipal;
Terça-feira de Carnaval.
Cláusula 33.ª
Subsídio de Natal
1 — Todos os trabalhadores têm direito a receber pelo
Natal um subsídio correspondente a um mês de retribuição
normal.
2 — Os trabalhadores que não tenham concluído até
31 de Dezembro um ano de serviço receberão a importância proporcional aos meses que medeiam entre a data da sua
admissão e 31 de Dezembro, considerando-se como mês
completo qualquer fracção igual ou superior a 15 dias.
3 — Nos casos de suspensão do contrato de trabalho
por impedimento prolongado é devido subsídio de Natal
na parte proporcional ao tempo de trabalho prestado.
4 — Em caso de cessação do contrato, o trabalhador
terá direito a receber a parte proporcional do subsídio de
Natal relativa ao ano de cessação.
5 — Este subsídio será pago até 15 de Dezembro.
2 — O feriado de Sexta-Feira Santa poderá ser observado em outro dia com significado local no período da
Páscoa.
Cláusula 37.ª
Período e época de férias
1 — Todos os trabalhadores abrangidos por este contrato
colectivo de trabalho terão direito a 22 dias úteis de férias
remuneradas, excepto no ano de admissão, em que terão
direito, após seis meses de execução do contrato, a 2 dias
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
úteis de férias por cada mês de duração do contrato, até
ao máximo de 20 dias úteis.
2 — A duração do período de férias é ainda aumentada
no caso do trabalhador não ter faltado ou na eventualidade
de ter apenas faltas justificadas, no ano a que as férias se
reportam, nos seguintes termos:
a) Três dias de férias até ao máximo de uma falta ou
dois meios dias;
b) Dois dias de férias até ao máximo de duas faltas ou
quatro meios dias;
c) Um dia de férias até ao máximo de três faltas ou seis
meios dias.
3 — O direito a férias vence-se no dia 1 de Janeiro do
ano civil subsequente, sem prejuízo do disposto na parte
final do n.º 1 desta cláusula.
4 — A época de férias deve ser escolhida de comum
acordo entre a entidade patronal e o trabalhador.
5 — Na falta de acordo, compete à entidade patronal,
ouvida a comissão de trabalhadores, determinar a época
de férias, que deverá em princípio ser fixada fora do período de campanha, com observância dos condicionalismos
legais.
6 — O período de férias será gozado em dias seguidos.
Se os trabalhadores o solicitarem poderá ser fraccionado
em períodos, por forma que o trabalhador goze sempre,
pelo menos, 15 dias de férias consecutivamente.
7 — Os trabalhadores do mesmo agregado familiar que
estejam ao serviço da mesma empresa gozarão as férias
simultaneamente, se nisso tiverem conveniência.
8 — No ano da suspensão do contrato de trabalho
por impedimento prolongado, se se verificar a impossibilidade total ou parcial do gozo do direito a férias já
vencido, o trabalhador terá direito à retribuição correspondente ao período de férias já vencido e respectivo
subsídio.
9 — A entidade patronal elaborará um mapa de férias,
a afixar nos locais de trabalho até 15 de Abril do ano em
que as férias vão ser gozadas, do qual enviará cópia aos
respectivos sindicatos.
10 — Os trabalhadores em regime eventual têm direito
a férias e respectivo subsídio na proporcionalidade de dois
dias úteis por cada mês.
Cláusula 40.ª
Doença no período de férias
1 — Se o trabalhador adoecer durante as férias, serão
as mesmas interrompidas, desde que a entidade patronal
seja do facto informada, logo que possível, prosseguindo
o respectivo gozo após o termo da situação de doença, nos
termos em que as partes acordarem.
2 — A prova da situação de doença prevista no número
anterior poderá ser feita por estabelecimento hospitalar, por
médico da segurança social ou por atestado médico, sem
prejuízo do direito de fiscalização e controlo por médico
indicado pela empresa.
3 — Quando o trabalhador estiver doente até Dezembro,
tem direito a gozar as férias desse ano no 1.º trimestre do
ano seguinte.
4 — Se na data indicada para início das férias o trabalhador estiver ausente por doença ou acidente, gozará as
férias por inteiro e receberá o respectivo subsídio quando
a doença terminar, podendo, no entanto, receber imediatamente o subsídio de férias se o desejar.
Cláusula 41.ª
Regime de férias para trabalhadores em caso de cessação
de impedimento prolongado
No ano de cessação do impedimento prolongado, o
trabalhador tem direito às férias e ao respectivo subsídio
que teria vencido em Janeiro desse ano se tivesse estado
ininterruptamente ao serviço.
Cláusula 42.ª
Subsídio de férias
1 — Os trabalhadores têm direito a um subsídio correspondente à sua retribuição mensal, com excepção dos dias
referidos no n.º 2 da cláusula 36.ª, que deverá ser satisfeito
até 10 dias antes do início do gozo efectivo das férias.
2 — Em caso de cessação do contrato de trabalho, o
trabalhador terá direito às férias e subsídios vencidos, se
ainda as não tiver gozado, bem como à respectiva parte
proporcional relativa ao ano da cessação.
Cláusula 43.ª
Definição de faltas
Cláusula 38.ª
Indisponibilidade do direito a férias
O direito a férias é irrenunciável e o seu gozo efectivo
não pode ser substituído, fora dos casos expressamente
previstos na lei ou nesta convenção, por qualquer compensação económica ou outra, ainda que com o acordo
do trabalhador.
1 — Falta é a ausência do trabalhador durante o período
de trabalho a que está obrigado.
2 — Nos casos de ausência dos trabalhadores por períodos inferiores, os respectivos tempos serão adicionados para determinação dos dias normais de trabalho em
falta.
Cláusula 44.ª
Cláusula 39.ª
Participação de faltas
Violação do direito a férias
No caso de a entidade patronal obstar ao gozo de férias,
nos termos desta convenção, o trabalhador receberá, a título
de indemnização, o triplo da retribuição correspondente ao
período em falta, que deverá obrigatoriamente ser gozado
no 1.º trimestre do ano civil subsequente.
1 — As faltas justificadas, quando previsíveis, serão
obrigatoriamente comunicadas à entidade patronal com a
antecedência mínima de cinco dias.
2 — Quando imprevista, serão obrigatoriamente comunicadas à entidade patronal logo que possível, o que poderá
ser feito por interposta pessoa ou por telefone.
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Cláusula 47.ª
3 — A entidade patronal pode, em qualquer caso da
falta justificada, exigir ao trabalhador prova dos factos
invocados para a justificação.
Cláusula 45.ª
Faltas justificadas
1 — Os trabalhadores podem faltar, sem perda de qualquer direito, designadamente retribuição, férias ou antiguidade, nas seguintes condições:
a) Durante 15 dias seguidos, por altura do casamento;
b) Durante 5 dias consecutivos por falecimento de cônjuge não separado de pessoas e bens ou de parente ou
afim no 1.º grau na linha recta ou de pessoa que viva em
união de facto ou economia comum com o trabalhador,
nos termos da lei;
c) Durante 2 dias consecutivos por falecimento de outro parente ou afim na linha recta ou em 2.º grau na linha
colateral;
d) Por prestação de provas em estabelecimentos de
ensino, nos termos da lei;
e) Por impossibilidade de prestar trabalho devido a facto
que não seja imputável ao trabalhador, nomeadamente
doença, acidente ou cumprimento de obrigações legais;
f) Por necessidade de prestação de assistência inadiável
e imprescindível a membros do agregado familiar nos
termos da lei;
g) Ausências não superiores a quatro horas e só pelo
tempo estritamente necessário, justificadas pelo responsável pela educação do menor, uma vez por trimestre, para
deslocação à escola tendo em vista inteirar-se da situação
educativa do filho menor;
h) Pelos trabalhadores eleitos para as estruturas de representação colectiva, nos termos da lei;
i) Por candidatos a eleições para cargos públicos, durante o período legal da respectiva campanha eleitoral;
j) Autorizadas ou aprovadas pelo empregador;
k) Que por lei forem como tal qualificadas.
2 — Nos casos previstos nas alíneas do número anterior,
a entidade patronal poderá exigir prova da veracidade dos
factos alegados, só sendo as faltas consideradas justificadas
quando dadas por ocasião da ocorrência.
3 — As faltas justificadas não determinam a perda de
retribuição nem a diminuição do período de férias, subsídio
de férias e subsídio de Natal.
4 — A entidade patronal pode sempre exigir prova da
veracidade dos factos alegados no número anterior.
Cláusula 46.ª
Efeito das faltas injustificadas
1 — As faltas injustificadas determinam a perda da
retribuição correspondente ao período de ausência, o qual
será descontado, para todos os efeitos, na antiguidade do
trabalhador.
2 — Nos casos em que as faltas determinem perda de
retribuição, esta poderá ser substituída, se o trabalhador
expressamente assim o preferir, por perda de dias de férias
na proporção de um dia de férias por cada dia de falta, até
ao limite de um terço do período de férias a que o trabalhador tiver direito.
Cláusula 48.ª
Impedimento prolongado
1 — Quando o trabalhador esteja temporariamente
impedido por facto que não lhe seja imputável, nomeadamente serviço militar obrigatório, doença ou acidente, e o
impedimento se prolongue por mais de um mês, cessam os
direitos, deveres e garantias das partes, na medida em que
pressuponham a efectiva prestação do trabalho.
2 — Aplica-se o disposto no número anterior quando o
trabalhador estiver impossibilitado de prestar serviço por
detenção ou prisão preventiva, até trânsito em julgado da
sentença.
3 — Terminado o impedimento, o trabalhador deve,
dentro do prazo de 15 dias, apresentar-se à entidade patronal para retomar o serviço, sob pena de perder o direito
ao lugar.
4 — O tempo de suspensão conta-se para efeitos de
antiguidade, conservando o trabalhador direito ao lugar.
Cláusula 49.ª
Licença sem retribuição
1 — As licenças sem retribuição serão concedidas por
acordo entre a entidade patronal e o trabalhador.
2 — O período de licença sem retribuição autorizado
pela entidade patronal conta-se para efeitos de antiguidade.
3 — Durante o mesmo período cessam os direitos, deveres e garantias das partes, na medida em que pressuponham
a efectiva prestação de trabalho.
4 — Durante o período de licença sem retribuição os
trabalhadores figurarão nos quadros de pessoal.
5 — A entidade patronal poderá fazer cessar a licença
sem retribuição logo que o trabalhador inicie a prestação
de qualquer trabalho remunerado, salvo se a licença tiver
sido concedida para esse efeito.
Consequências das faltas justificadas
1 — As faltas justificadas não determinam perda de
retribuição nem diminuição de férias ou qualquer outra
regalia.
2 — Exceptuam-se do disposto no número anterior, quanto
à retribuição, as faltas referidas na alínea h) do n.º 1 da cláusula 45.ª, para além dos limites estabelecidos por lei.
3 — Sem prejuízo do estabelecido no n.º 1 da cláusula 45.ª e no n.º 1 desta cláusula, poderão determinar
perda de retribuição as faltas autorizadas pela entidade
patronal a pedido do trabalhador.
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CAPÍTULO VII
Cessação do contrato de trabalho
Cláusula 50.ª
Formas de cessação
O contrato de trabalho pode cessar por:
a) Mútuo acordo das partes;
b) Caducidade;
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
c) Despedimento promovido pela entidade patronal ou
gestor público com justa causa;
d) Despedimento colectivo;
e) Rescisão do trabalhador.
Cláusula 51.ª
Cessação por mútuo acordo
1 — A cessação do contrato por mútuo acordo deve
sempre constar de documento escrito, assinado por ambas as partes, em duplicado, ficando cada parte com um
exemplar.
2 — Desse documento podem constar outros efeitos
acordados entre as partes, desde que não contrariem as
leis gerais do trabalho.
3 — São nulas as cláusulas de acordo revogatório segundo as quais as partes declarem que o trabalhador não
pode exercer direitos já adquiridos ou reclamar créditos
vencidos.
Cláusula 52.ª
Despedimento
1 — São proibidos os despedimentos sem justa causa
ou por motivos políticos ou ideológicos.
2 — Verificando-se justa causa, o trabalhador pode ser
despedido, quer o contrato tenha prazo ou não.
3 — Nas acções judiciais de impugnação de despedimento, compete à entidade patronal a prova de existência
de justa causa invocada.
Cláusula 53.ª
Justa causa de despedimento
1 — Considera-se justa causa o comportamento culposo
do trabalhador que, pela sua gravidade e consequências,
torne imediata e praticamente impossível a subsistência
da relação de trabalho.
2 — Constituirão, nomeadamente, justa causa de despedimento os seguintes comportamentos do trabalhador:
a) Desobediência ilegítima às ordens dadas por responsáveis hierarquicamente superiores;
b) Violação de direitos e garantias de trabalhadores da
empresa;
c) Provocação repetida de conflitos com outros trabalhadores da empresa;
d) Desinteresse repetido pelo cumprimento, com a diligência devida, das obrigações inerentes ao exercício do
cargo ou posto de trabalho que lhe esteja confiado;
e) Lesão de interesses patrimoniais sérios da empresa;
f) Prática intencional, no âmbito da empresa, de actos
lesivos da economia nacional;
g) Faltas não justificadas ao trabalho, que determinem
directamente prejuízos ou riscos graves para a empresa ou,
independentemente de qualquer prejuízo ou risco, quando
o número de faltas injustificadas atingir, em cada ano,
5 seguidas ou 10 interpoladas;
h) Falta culposa de observância de normas de higiene
e segurança no trabalho;
i) Prática, no âmbito da empresa, de violências físicas,
de injúrias ou outras ofensas punidas por lei sobre trabalhadores da empresa, elementos dos corpos sociais ou sobre a
entidade patronal individual não pertencentes aos mesmos
órgãos, seus delegados ou representantes;
j) Sequestro e em geral crimes contra a liberdade das
pessoas referidas na alínea anterior;
k) Incumprimento ou oposição ao cumprimento de decisões judiciais ou actos administrativos definitivos ou
executórios;
l) Reduções anormais da produtividade do trabalhador;
m) Falsas declarações relativas à justificação de faltas.
Cláusula 54.ª
Processo disciplinar em caso de despedimento
1 — Nos casos em que se verifique algum dos comportamentos que integram o conceito de justa causa na cláusula
anterior, a entidade patronal comunicará, por escrito, ao
trabalhador que tenha incorrido nas respectivas infracções
e à comissão de trabalhadores da empresa a sua intenção
de proceder ao despedimento, o que fará acompanhar de
uma nota de culpa com a descrição fundamentada dos
factos imputados ao trabalhador.
2 — O trabalhador dispõe de um prazo de três dias
úteis para deduzir, por escrito, os elementos que considera
relevantes para o esclarecimento da verdade.
3 — A comissão de trabalhadores pronunciar-se-á seguidamente, fundamentando o seu parecer, no prazo de
dois dias úteis a contar do momento em que o processo
lhe seja entregue por cópia.
4 — Decorrido o prazo referido no número anterior, a
entidade patronal poderá ou não proferir o despedimento,
devendo a decisão fundamentada constar sempre de documento escrito, de que será sempre entregue cópia ao
trabalhador e à comissão de trabalhadores.
5 — Caso a decisão fundamentada da omissão de trabalhadores seja contrária ao despedimento, o trabalhador
dispõe de um prazo de três dias a contar da decisão do
despedimento para requerer judicialmente a suspensão
do despedimento.
6 — Nas empresas em que, por impossibilidade legal,
não haja comissão de trabalhadores, o trabalhador dispõe
da faculdade de pedir a suspensão do despedimento nos
termos do número anterior.
7 — A entidade patronal poderá suspender preventivamente o trabalhador, sem perda de retribuição, quando se
verifiquem os comportamentos previstos nas alíneas c), i)
e j) do n.º 2 da cláusula anterior.
Cláusula 55.ª
Inexistência de justa causa
1 — A inexistência de justa causa, a inadequação da
sanção ao comportamento verificado e a nulidade ou inexistência do processo disciplinar determinam a nulidade
do despedimento que, apesar disso, tenha sido declarado.
2 — O trabalhador tem direito, no caso referido no número anterior, às prestações pecuniárias que deveria ter
normalmente auferido desde a data do despedimento até à
data da sentença, bem como à reintegração na empresa no
respectivo cargo ou posto de trabalho e com a antiguidade
que lhe pertencia.
3 — Em substituição da reintegração, o trabalhador
pode optar pela indemnização de antiguidade prevista
1841
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
na cláusula seguinte, contando-se para esse efeito todo o
tempo decorrido até à data da sentença.
4 — Para apreciação da existência da justa causa de despedimento ou de adequação da sanção ao comportamento
verificado, deverão ser tidos em conta o grau de lesão dos
interesses da economia nacional ou da empresa, o carácter
das relações entre as partes, a prática disciplinar da empresa,
quer em geral, quer em relação ao trabalhador atingido, o
carácter das relações do trabalhador com os seus companheiros e todas as circunstâncias relevantes do caso.
5 — Entre as circunstâncias referidas no número anterior deve ser incluído o facto de a entidade patronal ou
gestor público praticar actos, posteriormente à verificação
do comportamento do trabalhador ou ao seu conhecimento,
que revelem não o considerar perturbador das relações
de trabalho, nomeadamente deixando correr desde essa
verificação ou conhecimento até ao início do processo
disciplinar um lapso de tempo superior a 30 dias.
Cláusula 56.ª
Indemnização por despedimento
Cada trabalhador abrangido pelo despedimento colectivo tem direito a uma indemnização de acordo com a
respectiva antiguidade e correspondente a um mês de retribuição por cada ano ou fracção, não podendo ser inferior
a três meses.
dor mediante nota de culpa na qual conste a descrição do
comportamento imputado ao trabalhador;
b) O trabalhador, no prazo de quatro dias após a recepção da comunicação, poderá apresentar a sua contestação
indicando todas as diligências que se mostrem necessárias
ao apuramento da verdade;
c) Após a audição das testemunhas, serão entregues ao
trabalhador acusado cópias dos respectivos depoimentos.
4 — O processo disciplinar deverá ficar concluído no
prazo máximo de 45 dias, salvo se o trabalhador requerer
a prorrogação por um prazo igual ao previsto na alínea b)
do número anterior.
5 — Quando o processo estiver completo, será presente à
comissão de trabalhadores que deverá pronunciar-se no prazo
de quatro dias. Caso não haja comissão de trabalhadores,
deverá respeitar-se este prazo, para que o trabalhador possa
consultar o sindicato ou os seus representantes na empresa.
6 — A falta de qualquer dos elementos referidos nos
números anteriores determina a nulidade insuprível do
procedimento disciplinar e a consequente impossibilidade
de se efectivar o despedimento com base nos comportamentos concretos invocados.
Cláusula 60.ª
Sanções disciplinares
1 — A entidade patronal pode aplicar as seguintes sanções disciplinares, sem prejuízo dos direitos e garantias
gerais dos trabalhadores:
CAPÍTULO VIII
Disciplina
a) Repreensão verbal;
b) Repreensão registada;
c) Suspensão do trabalho com perda de retribuição;
d) Despedimento.
Cláusula 57.ª
Conceito de infracção disciplinar
Considera-se infracção a violação voluntária e culposa
dos deveres dos trabalhadores.
O poder disciplinar tanto é exercido pela entidade patronal como pelos superiores hierárquicos do trabalhador,
nos termos por aquele estabelecidos e com observância das
disposições deste contrato.
2 — As sanções disciplinares previstas nas alíneas b) e
c) do número anterior só poderão ser aplicadas mediante
processo disciplinar nos termos do disposto no n.º 3 da
cláusula anterior.
3 — A sanção a que se reporta a alínea d) do n.º 1 desta
cláusula obedecerá ao disposto na regulamentação legal
imperativa ou, na sua falta, ao regime na cláusula 54.ª
4 — A sanção disciplinar deve ser proporcional à gravidade da infracção e à culpabilidade do infractor, não
podendo aplicar-se mais de uma pela mesma infracção.
Cláusula 59.ª
Cláusula 61.ª
Processo disciplinar
Prescrição da infracção disciplinar
1 — Em todos os casos em que se verifique ter existido
infracção disciplinar, dever-se-á proceder à averiguação
dos factos, circunstâncias ou situações em que a alegada
infracção foi praticada.
2 — Iniciado o procedimento disciplinar pode a entidade
patronal suspender a prestação de trabalho, se a presença
do trabalhador não se mostrar conveniente, mas não lhe é
lícito suspender o pagamento da retribuição.
3 — Desde que não exista regime legal imperativo diferente, o processo disciplinar observará nomeadamente
as seguintes garantias da defesa do trabalhador:
A infracção disciplinar prescreve ao fim de 60 dias a
contar da data em que a entidade patronal ou superior hierárquica com competência disciplinar tem conhecimento
da infracção.
a) O processo deve ser escrito, e a acusação devidamente
fundamentada será levada ao conhecimento do trabalha-
1 — Além do estipulado no presente contrato para a
generalidade dos trabalhadores por ele abrangidos, são
Cláusula 58.ª
Poder disciplinar
CAPÍTULO IX
Condições particulares de trabalho
Cláusula 62.ª
Direitos especiais das mulheres trabalhadoras
1842
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
CAPÍTULO X
assegurados às mulheres trabalhadoras os direitos a seguir
mencionados, sem prejuízo, em qualquer caso, da garantia
do lugar, do período de férias ou de qualquer outro benefício concedido pela empresa:
a) Durante o período de gravidez e até três meses após
o parto, não desempenhar tarefas incompatíveis com o seu
estado, designadamente as de esforço físico, trepidação,
contacto com substâncias tóxicas, corrosivas, radioactivas
e venenosas a altas ou baixas temperaturas e outras clinicamente desaconselháveis;
b) Faltar durante 120 dias no período de maternidade, os
quais não poderão ser descontados para quaisquer efeitos.
Em caso de aborto ou de parto de nado-morto, o número
de faltas a que se aplica o disposto nesta alínea será, no
máximo, de 30 dias:
I) A trabalhadora pode optar por uma licença por maternidade superior em 25 % à prevista no número anterior, devendo o acréscimo ser gozado necessariamente
a seguir ao parto, nos termos da legislação da segurança
social;
II) A trabalhadora deve informar o empregador até 7 dias
após o parto de qual a modalidade de licença por maternidade por que opta, presumindo-se, na falta de declaração,
que a licença tem a duração de 120 dias;
c) Interromper o trabalho por dois períodos de uma
hora cada para amamentação ou aleitação dos filhos,
sem diminuição da retribuição nem redução do período
de férias, até um ano após o parto e enquanto durar a
amamentação.
2 — É vedado a todas as trabalhadoras que não trabalhem em regime de turnos a prestação de trabalho antes
das 8 e depois das 20 horas. No entanto, nas empresas
que tiverem infantário poderão as partes acordar outro
horário.
3 — As trabalhadoras grávidas têm direito a ir às consultas pré-natais nas horas de trabalho sem perda da retribuição habitual, devendo, para o efeito, apresentar um
documento comprovativo.
4 — Às trabalhadoras, durante o período de aleitação,
é proibido o trabalho nocturno, excepto se a firma tiver
creche a funcionar durante esse período ou se a trabalhadora der o seu acordo por escrito.
Cláusula 63.ª
Trabalho de menores
1 — É válido o contrato celebrado com o menor, se for
desconhecido o paradeiro do seu legal representante.
2 — O menor tem capacidade para receber a retribuição
devida pelo seu trabalho, salvo quando, de idade inferior a
18 anos, houver oposição dos seus representantes legais.
3 — A entidade patronal deve proporcionar aos menores
que se encontrem ao seu serviço condições de trabalho adequadas à sua idade, prevenindo de modo especial quaisquer
danos ao seu desenvolvimento físico, espiritual e moral.
4 — Os menores de 18 anos de idade não podem ser
obrigados à prestação de trabalho antes das 8 e depois das
18 horas, no caso de frequentarem cursos nocturnos oficiais, oficializados ou equiparados, e antes das 7 e depois
das 20 horas, no caso de não os frequentarem.
Trabalho fora do local habitual
Cláusula 64.ª
Princípio geral
1 — Entende-se por deslocação em serviço a realização
temporária de trabalho fora do local habitual.
2 — Entende-se por local habitual de trabalho o estabelecimento em que o trabalhador presta normalmente
serviço ou a sede ou delegação da empresa a que está
adstrito quando o seu local de trabalho não seja fixo.
3 — As deslocações que não permitam o regresso diário
do trabalhador à sua residência habitual serão objecto de
acordo.
Cláusula 65.ª
Direitos dos trabalhadores nas deslocações
1 — Sempre que deslocado em serviço e na falta de
viatura fornecida pela entidade patronal, o trabalhador terá
direito ao pagamento de:
a) Transportes em caminho de ferro (1.ª classe) ou avião
ou 0,25 do preço da gasolina super por cada quilómetro
percorrido, quando transportado em viatura própria.
b) Alimentação e alojamento no valor de:
Pequeno-almoço — € 3,10;
Almoço ou jantar — € 12;
Ceia — € 8,50.
As partes podem acordar o pagamento as despesas mediante a apresentação dos respectivos documentos comprovativos;
c) Horas suplementares sempre que a duração do trabalho, incluindo o tempo gasto nos trajectos e espera, na ida
e no regresso, exceda o período de trabalho.
2 — Sempre que um profissional se desloque em serviço
da empresa para fora do local de trabalho habitual e tenha
qualquer acidente, a entidade patronal será responsável
por todos e quaisquer prejuízos daí resultantes, com excepção dos prejuízos causados a passageiros transportados
gratuitamente.
3 — As entidades patronais poderão transferir para as
companhias de seguros as responsabilidades decorrentes
do número anterior.
4 — O início e o fim do almoço ou do jantar terão de
verificar-se, respectivamente, entre as 11 horas e 30 minutos e as 14 horas e 30 minutos e entre as 19 horas e
39 minutos e as 21 horas e 30 minutos, desde que os trabalhadores não possam chegar à empresa dentro do horário
normal da refeição.
5 — Considera-se que o trabalhador tem direito ao
pequeno-almoço quando inicia o serviço até às 7 horas,
inclusive.
6 — Considera-se que o trabalhador tem direito à ceia
quando esteja ao serviço, em qualquer período, entre as
0 e as 5 horas.
7 — Sempre que o trabalhador tiver de interromper o
tempo de trabalho suplementar para a refeição, esse tempo
ser-lhe-á pago como suplementar.
1843
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
8 — O disposto no n.º 1 não se aplica às refeições tomadas no estrangeiro, que serão pagas mediante factura.
escolar a seu directo cuidado, durante o período de trabalho.
Cláusula 66.ª
Cláusula 70.ª
Cobertura dos riscos de doença
Instalações para os trabalhadores eventuais ou de campanha
1 — Durante o período de deslocação, os encargos por
doença que em razão do local em que o trabalho seja prestado deixem eventualmente de ser assegurados, os trabalhadores pela respectiva segurança social deverão ser cobertos
pela empresa que, para tanto, assumirá as obrigações que
competiriam à segurança social se os trabalhadores não
estivessem deslocados.
2 — Durante os períodos de doença comprovados por
atestado médico os trabalhadores terão direito ao pagamento da viagem de regresso ou de transferência para local
com assistência médica adequada, se estas forem prescritas
pelo médico, bem como a manter os direitos previstos na
cláusula 65.ª enquanto se mantiverem deslocados.
3 — Em caso de absoluta necessidade, e só quando
requerida pelos serviços clínicos em que o trabalhador
esteja a ser assistido, como condições necessária para o
tratamento, a entidade patronal pagará as despesas com a
deslocação de um familiar para o acompanhar, inclusive
no regresso.
As instalações das empresas destinadas ao alojamento
de pessoal devem possuir condições higiénicas adequadas
aos fins a que se destinam.
Cláusula 71.ª
Trabalhadores-estudantes
1 — A entidade patronal concederá a todos os trabalhadores que frequentem cursos oficiais, oficializados ou
legalmente equiparados os seguintes direitos:
a) Dispensa de uma hora por dia durante o período
lectivo, sem prejuízo da retribuição, para efeitos de assistência à aula;
b) Gozar férias, interpoladamente ou não, em época à
sua escolha, desde que daí não resultem prejuízos para a
empresa;
c) Faltar em cada ano civil, por altura dos exames finais,
sem perda de remuneração, cinco dias, seguidos ou alternados, para preparação do conjunto de provas a prestar,
além dos dias em que tiverem lugar as provas.
Cláusula 67.ª
Seguro do pessoal deslocado
A todos os trabalhadores que se desloquem em serviço, seja qual for o meio de transporte utilizado, deverá
a entidade patronal fazer um seguro de acidentes pessoais
completo, válido durante as 24 horas do dia e por todo
o período de deslocação, a favor de quem o trabalhador
designe.
CAPÍTULO XI
Garantias sociais
2 — Para poderem beneficiar dos direitos previstos no
número anterior, os trabalhadores terão de fazer prova
da sua condição de estudantes, bem como, sempre que
possível, prova trimestral da frequência.
3 — Os direitos previstos no n.º 1 desta cláusula cessarão automaticamente em cada ano lectivo logo que, em
qualquer altura e por qualquer motivo, o trabalhador perca
a possibilidade de transitar para o ano imediatamente seguinte ou, encontrando-se no último ano, não possa concluir o curso.
4 — Os direitos previstos nesta cláusula cessarão definitivamente quando o trabalhador não obtenha aproveitamento em dois anos lectivos consecutivos.
Cláusula 68.ª
Refeitórios e subsídios de alimentação
CAPÍTULO XII
1 — Todas as empresas terão de pôr à disposição dos
trabalhadores um lugar confortável, arejado e asseado, com
mesas e cadeiras suficientes para todos os trabalhadores
ao seu serviço, onde estes possam tomar e aquecer as suas
refeições.
2 — As empresas atribuirão a todos os trabalhadores um
subsídio de refeição no valor de € 3,75 diários.
3 — O subsídio de refeição previsto nesta cláusula não
é devido se a empresa fornecer a refeição completa.
4 — Os trabalhadores só terão direito a beneficiar do
subsídio referido nos números anteriores nos dias em que
efectivamente trabalharem antes e depois da refeição.
Higiene e segurança no trabalho
Cláusula 72.ª
Higiene e segurança no trabalho
As empresas instalarão o seu pessoal em boas condições
de higiene e deverão prover os locais de trabalho com os
indispensáveis requisitos de segurança, cumprindo e fazendo cumprir as disposições legais sobre a matéria.
CAPÍTULO XIII
Exercício do direito sindical
Cláusula 69.ª
Cláusula 73.ª
Infantários para filhos dos trabalhadores
A entidade patronal deverá diligenciar a instalação de
um infantário e subsidiar a sua manutenção, desde que
tenha ao seu serviço trabalhadores com filhos até à idade
Direito à actividade sindical na empresa
As empresas obrigam-se a respeitar o estabelecido na lei,
designadamente não interferindo na liberdade de inscrição
1844
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
dos trabalhadores no sindicato e na actividade sindical
dentro da empresa.
CAPÍTULO XIV
Relação entre as partes outorgantes
Cláusula 74.ª
Interpretação e integração do contrato de trabalho
1 — As partes contratantes decidem criar uma comissão
paritária formada por quatro elementos, sendo dois em
representação da associação patronal e dois em representação dos sindicatos, com competência para interpretar as
disposições convencionais e integrar as suas lacunas.
2 — A comissão paritária funciona mediante convocação de qualquer das partes contratantes, devendo as
reuniões ser marcadas com oito dias de antecedência mínima, com indicação da agenda de trabalho e do local, dia
e hora da reunião.
3 — Não é permitido, salvo acordo de ambas as partes,
tratar nas reuniões assuntos de que a outra parte não tenha
sido notificada nos termos do número anterior.
4 — Poderá participar nas reuniões, se as partes nisso
estiverem de acordo, um representante do Ministério da
Segurança Social e do Trabalho, que terá direito a voto.
5 — Das deliberações tomadas será depositado um
exemplar no Ministério da Segurança Social e do Trabalho para efeito de publicação, considerando-se, a partir
desta, parte integrante do contrato colectivo de trabalho.
6 — As partes comunicarão uma à outra e ao Ministério
da Segurança Social e do Trabalho, dentro do prazo de
30 dias a contar da publicação do contrato, a identificação
dos respectivos representantes.
7 — A substituição de representantes é lícita a todo o
tempo.
CAPÍTULO XV
Disposições gerais e transitórias
Cláusula 75.ª
Reclassificações
Nas reclassificações a que houver lugar por força da
entrada em vigor desta convenção, será tomado em consideração o tempo de serviço no exercício das respectivas
funções.
Cláusula 76.ª
Trabalho fora da campanha
Dadas as características sazonais da indústria, os trabalhadores não poderão recusar-se a desempenhar outras
tarefas, desde que tal desempenho não implique modificação substancial da sua posição e não exista serviço
inerente à sua categoria.
Cláusula 77.ª
Garantia da manutenção de regalias
1 — Com a entrada em vigor desta convenção,
consideram-se automaticamente revogados todos os ins-
trumentos de regulamentação anteriormente aplicáveis
no sector, sendo esta considerada globalmente mais favorável.
2 — Salvo os casos especificamente previstos na lei
e nesta convenção, da aplicação do presente CCT não
poderá resultar qualquer prejuízo para os trabalhadores,
designadamente baixa de categoria ou classe e, bem assim,
diminuição de ordenado, considerando-se quaisquer regalias anteriormente aplicáveis mantidas a nível do contrato
individual de trabalho.
ANEXO I
Definição de funções
Adjunto do director-geral. — É o trabalhador que coadjuva directamente o director-geral.
Adjunto do director de serviços. — É o trabalhador que
coadjuva directamente e substitui o director de serviços.
Afinador de máquinas. — É o trabalhador que afina,
prepara ou ajusta as máquinas de modo a garantir-lhes a
eficiência no seu trabalho, podendo proceder à montagem
das respectivas ferramentas.
Agente técnico agrícola. — É o trabalhador que tem
a seu cargo a responsabilidade de pelo menos uma das
seguintes funções:
a) Angaria e celebra contratos de fornecimento de tomate com os produtores, transmitindo a estes os esclarecimentos necessários de que é portador, presta assistência
técnica e fiscaliza as áreas contratadas;
b) Controla tecnicamente os viveiros ou outras searas
sob administração directa da empresa, tendo sob o seu
controlo um ou mais encarregados de seara, que colaboram
consigo na execução dos serviços;
c) Executa outras funções técnicas relacionadas com a
sua especialidade.
Ajudante de electricista. — É o trabalhador electricista
que completou a sua aprendizagem e coadjuva os oficiais,
preparando-se para ascender à categoria de pré-oficial.
Ajudante de fogueiro. — É o trabalhador profissional
que sob exclusiva responsabilidade e orientação do fogueiro assegura o abastecimento do combustível, sólido
ou líquido, para os geradores de vapor, de carregamento
manual ou automático, e procede à limpeza dos mesmos e
da secção onde estão instalados. Exerce legalmente as funções nos termos dos artigos 14.º e 15.º do Regulamento da
Profissão de Fogueiro, aprovado pelo Decreto n.º 46 989,
de 30 de Abril de 1966.
Ajudante de motorista. — É o trabalhador que acompanha o motorista, competindo-lhe auxiliá-lo na manutenção
e limpeza do veículo; vigia e indica as manobras, arruma
as mercadorias no veículo e faz a entrega nos locais indicados pela firma, podendo ainda fazer a cobrança das
respectivas mercadorias.
Analista. — É o trabalhador com curso ou habilitações
adequadas ou conhecimentos profissionais adquiridos
equivalentes que faz análises qualitativas e quantitativas
físicas, químicas e bacteriológicas e outras determinações
laboratoriais.
Analista de informática. — É o trabalhador que concebe e projecta no âmbito do tratamento automático da
informação os sistemas que melhor respondam aos fins em
1845
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
vista, tendo em conta os meios de tratamento disponíveis;
consulta os interessados a fim de recolher elementos elucidativos dos objectivos que se têm em vista; determina se é
possível e economicamente rentável utilizar um sistema de
tratamento automático de informação; examina os dados
obtidos, determina qual a informação a ser recolhida, com
que periodicidade e em que ponto do seu circuito, bem
como a forma e a frequência com que devem ser apresentados os resultados; determina as modificações a introduzir
necessárias à normalização dos dados e as transformações
a fazer na sequência das operações; prepara ordinogramas e outras especificações para o programador; efectua
testes a fim de se certificar se o tratamento automático da
informação se adapta aos fins em vista e, caso contrário,
introduz as modificações necessárias. Pode ser incumbido
de dirigir a preparação dos programas. Pode coordenar os
trabalhos das pessoas encarregadas de executar as fases
sucessivas das operações da análise do problema. Pode
dirigir e coordenar a instalação de sistemas de tratamento
automático de informação. Pode ser especializado num
domínio particular, nomeadamente na análise lógica dos
problemas ou na elaboração de esquemas de funcionamento e ser designado em conformidade por:
Analista orgânico;
Analista de sistemas.
Analista principal. — É o trabalhador que além de
executar as funções inerentes a um analista, coordena
em cada laboratório os serviços dos restantes analistas
e preparadores. Substitui o superior hierárquico nos seus
impedimentos.
Aprendiz. — É o trabalhador que, sob orientação de
profissionais qualificados, adquire conhecimentos técnico-profissionais que o habilitem a ingressar na carreira profissional de uma especialidade.
Assistente agrícola. — É o trabalhador agrícola especializado que executa funções enquadradas em directivas
gerais bem definidas, como assistência a viveiros, a seareiros e ou searas, podendo fazer compras de matérias-primas
agrícolas.
Auxiliar de educador de infância. — É o trabalhador
que, possuindo habilitações indispensáveis ao desempenho da função, assegura, sob a orientação da educadora
de infância, as acções pedagógicas, os cuidados higiénicos, a alimentação e a vigilância das crianças nos tempos
livres.
Auxiliar de enfermagem. — É o trabalhador de enfermagem com menos de três anos de exercício que, findo este
período de tempo, passará a enfermeiro, de acordo com os
requisitos oficialmente estabelecidos para o efeito.
Barrileiro. — É o trabalhador que após o período de
aprendizagem terá de construir vasilhas de capacidade
inferior a 300 l.
Bate-chapas. — É o trabalhador que procede à execução e reparação de peças em chapa fina, que enforma
e desempena por martelagem, usando as ferramentas
adequadas.
Caixa. — É o trabalhador que tem a seu cargo as operações de caixa e registo do movimento relativo a transacções, pagamentos e recebimentos, de acordo com os
respectivos documentos; pode elaborar as folhas de ordenados e salários e prepara os respectivos sobrescritos. Pode
preparar os fundos destinados a serem depositados e tomar
as disposições necessárias para os levantamentos.
Caixeiro. — É o trabalhador que vende mercadorias no
comércio por grosso ou a retalho. Fala com o cliente no
local de venda e informa-se do género de produtos que
deseja; ajuda o cliente a efectuar a escolha do produto;
enuncia o preço, cuida da embalagem do produto ou toma
as medidas necessárias para a sua entrega; recebe encomendas; elabora notas de encomenda e transmite-as para
execução, é, por vezes, encarregado de fazer o inventário periódico das existências. Pode ser designado como
primeiro-caixeiro, segundo-caixeiro ou terceiro-caixeiro.
Caixoteiro. — É o trabalhador que fabrica diversos tipos de embalagem de madeira, escolhe, serra e trabalha a
madeira segundo as medidas ou formas requeridas; monta
as partes componentes e liga-as por pregagem ou outro
processo; confecciona e coloca as tampas. Por vezes emprega na confecção das embalagens materiais derivados
da madeira ou cartão.
Canalizador. — É o trabalhador que corta, rosca e solda
tubos de chumbo, plástico ou matérias afins e executa
canalizações em edifícios, instalações industriais e outros
locais.
Carpinteiro. — É o trabalhador que executa, monta,
transforma, repara e assenta estruturas ou outras obras em
madeira ou produtos afins, utilizando ferramentas manuais,
mecânicas ou máquinas-ferramentas, trabalha a partir de
moldes ou outras especificações técnicas; por vezes realiza
os trabalhos de acabamento.
Chefe de equipa (electricista, metalúrgico e produção). — É o trabalhador que, executando ou não funções
da sua profissão na dependência de um superior hierárquico, dirige e orienta directamente um grupo de, pelo
menos, três trabalhadores qualificados.
Chefe de secção (escritório, manutenção e produção). — É o trabalhador que coordena, dirige e controla
o trabalho de um grupo de profissionais ou dirige um
departamento de serviços administrativos de manutenção
ou de sector de produção.
Chefe de sector de secos. — É o trabalhador que coordena, dirige e controla um grupo de profissionais na preparação, marcação, armazenagem e embalagem de secos,
podendo ter sob as suas ordens até três equipas.
Chefe de serviços. — É o trabalhador que estuda, organiza, dirige e coordena, sob a orientação do seu superior
hierárquico, o funcionamento do serviço a que está adstrito
da maneira mais eficaz. Exerce nomeadamente, dentro dos
limites da sua competência, funções de:
a) Direcção, orientação e fiscalização do pessoal sob
as suas ordens e de planeamento das actividades do serviço;
b) Propõe a aquisição de equipamentos e materiais e
submete à apreciação superior a admissão do pessoal necessário.
Chefe de vendas. — É o trabalhador que dirige, coordena
e controla um ou mais sectores de vendas da empresa.
Classificador de matéria-prima — É o trabalhador que
tem a seu cargo a amostragem e classificação da matéria-prima, sua pesagem, arrumação e limpeza de acordo com
as normas estabelecidas pela empresa; pode ter sob as suas
ordens os trabalhadores de carga e descarga.
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Cobrador. — É o trabalhador que procede fora dos
escritórios e recebimentos, pagamentos e depósitos ou
serviços análogos.
Condutor de máquinas e aparelhos de elevação e
transporte — É o trabalhador que conduz guinchos, pontes e pórticos rolantes, empilhadores, gruas de elevação e
quaisquer outras máquinas de força motriz para transporte
e arrumação de materiais ou produtos, dentro dos estabelecimentos industriais.
Conferente. — É o trabalhador que procede à verificação das mercadorias e outros valores, controlando as suas
entradas e saídas.
Contabilista. — É o trabalhador que organiza e dirige
os serviços de contabilidade e dá conselhos sobre problemas de natureza contabilística; estuda a planificação dos
circuitos contabilísticos, analisando os diversos sectores de
actividade da empresa, de forma a assegurar uma recolha
de elementos precisos com vista à determinação dos custos
e resultados de exploração; elabora o plano de contas a
utilizar para a obtenção dos elementos mais adequados à
gestão económico-financeira e cumprimento da legislação
comercial e fiscal; supervisiona a escrituração dos registos e livros de contabilidade, coordenando, orientando e
dirigindo os encarregados dessa execução; fornece os elementos contabilísticos necessários à definição da política
orçamental e organiza e assegura o controlo da execução
do orçamento; elabora ou certifica os balancetes e outras
informações contabilísticas a submeter à administração ou
a fornecer a serviços públicos; procede ao apuramento de
resultados, dirigindo o encerramento das contas e a elaboração do respectivo balanço que apresenta e assina; elabora
o relatório explicativo que acompanha a apresentação de
contas ou fornece indicações para essa elaboração; efectua
as revisões contabilísticas necessárias, verificando os livros
ou registos, para se certificar da correcção da respectiva
escrituração. Pode subscrever a escrita da empresa, sendo
responsável pela contabilidade das empresas do grupo A, a
que se refere o Código da Contribuição Industrial, perante
a Direcção-Geral das Contribuições e Impostos. Nestes
casos é-lhe atribuído o título de habilitação profissional
de técnico de contas.
Contínuo. — É o trabalhador que executa diversos
serviços, tais como: anunciar visitantes, encaminhá-los
ou informá-los; estampilhar e entregar correspondência;
executar diversos serviços, tais como entrega de mensagens e objectos inerentes ao serviço interno e distribuição
da correspondência aos serviços a que é destinada. Pode
ainda executar serviço de reprodução e endereçamento
de documentos.
Controlador de produção. — É o trabalhador que colabora na planificação de fabrico e na previsão das necessidades para a produção, elabora requisições e controla
os respectivos fornecimentos, bem como as produções
e rendimentos. Movimenta todos os stocks incluindo os
materiais de manutenção, e elabora custos standard e de
produção.
Controlador de produção principal. — É o trabalhador
que tem como funções a execução das tarefas mais quantificadas no controlo de produção.
Controlador de sanidade industrial. — É o trabalhador
que sob orientação superior dirige, executa e controla operações de sanidade industrial.
Controlador de vasilhame de parque — É o trabalhador
que controla a existência no parque de grades e estrados,
bem como as entradas e saídas dos mesmos.
Correspondente em línguas estrangeiras. — É o trabalhador que redige cartas e quaisquer outros documentos
de escritório em línguas estrangeiras, dando-lhes o seguimento apropriado; lê, traduz, se necessário, o correio
recebido e junta-lhe a correspondência anterior sobre o
mesmo assunto; estuda documentos e informa-se sobre
a matéria em questão ou recebe instruções definidas com
vista à resposta; redige textos, faz rascunhos de cartas, dita-as ou dactilografa-as. Pode ser encarregado de se ocupar
dos respectivos processos.
Cozinheiro. — É o trabalhador que prepara, tempera e
cozinha os alimentos destinados às refeições; elabora ou
contribui para a composição das ementas; recebe os víveres e outros produtos necessários à sua confecção, sendo
responsável pela sua conservação; amanha o peixe, prepara
os legumes e as carnes e procede à execução das operações
culinárias, emprata-os, guarnece-os e confecciona os doces
destinados às refeições quando não haja pasteleiro; executa
ou vela pela limpeza da cozinha e dos utensílios.
Desmanchador-cortador de carnes. — É o trabalhador
que procede a esquartejamento e desmancha de animais ou
suas partes, separando as parte impróprias que não digam
respeito aos planos de fabrico.
Director-geral. — É o trabalhador que, sob orientação
dos gestores da empresa, superintende em todas as direcções de serviços.
Director de serviços. — É o trabalhador que estuda,
organiza, dirige e coordena, nos limites dos poderes de que
está investido, as actividades de serviços administrativos,
comercial, técnico e ou outros em conformidade com as
directrizes definidas superiormente; exerce funções tais
como:
a) Colaborar na determinação da política da empresa;
b) Planear a utilização mais conveniente da mão-de-obra, equipamentos, materiais, instalações e capitais;
c) Orientar, dirigir e fiscalizar as actividades do(s)
serviço(s) segundo os planos estabelecidos, a política
adoptada e as normas e regulamentos prescritos;
d) Criar e manter uma estrutura do(s) serviço(s) em que
superintende que permita um funcionamento de maneira
eficaz.
Ecónomo. — É o trabalhador que armazena, conserva e
distribui géneros alimentícios e outros produtos em cantinas, refeitórios e similares; recebe os produtos e verifica
se coincidem em quantidade e qualidade com os discriminados nas notas de encomenda; arruma-os em câmaras
frigoríficas, tulhas, salgadeiras, prateleiras e outros locais
apropriados; cuida da sua conservação, protegendo-os
convenientemente; fornece, mediante requisição, os produtos que lhe sejam solicitados; mantém actualizados os
registos, verifica periodicamente as existências e informa
superiormente das necessidades de aquisição. Pode ter de
efectuar a compra de géneros de consumo diário.
Educador de infância. — É o trabalhador que, possuindo
as habilitações indispensáveis ao desempenho da função,
colabora, com o responsável pelo infantário, na programação de actividades técnico-pedagógicas adequadas às
crianças, assegura as acções pedagógicas mediante acção
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
directa ou orientação dos auxiliares de educação; zela
pela higiene, alimentação, sono e saúde das crianças ao
seu cuidado.
Empregado de balcão. — É o trabalhador que, predominantemente, serve refeições e bebidas ao balcão, coloca
no balcão toalhetes, pratos, copos, talheres e os demais
utensílios necessários; serve os vários pratos e bebidas;
substitui e louça servida; prepara e serve misturas, batidos,
cafés, infusões, sandes e outros artigos complementares
das refeições. Fornece os pedidos; passa as contas e cobra
as importâncias dos respectivos consumos; arrecada os
documentos de crédito autorizados. Executa ou coopera
nos trabalhos de asseio, arrumação e abastecimento da
secção.
Empregado de refeitório. — É o trabalhador que, predominantemente, executa nos diversos sectores de um
refeitório todos os trabalhos relativos ao mesmo, nomeadamente: preparação, disposição e higienização das salas
das refeições e empacotamento e disposição de talheres,
distribuição e recepção de todos os utensílios e géneros
necessários ao serviço; coloca nos balcões, mesas ou centros de convívio todos os géneros sólidos ou líquidos que
façam parte do serviço; trata da recepção e emissão de
senhas de refeição, de extras ou de centro de convívio, quer
através de máquinas registadoras ou através de livros para
o fim existentes; lava talheres, vidros, loiças, recipientes,
arcas e câmaras frigoríficas e outros utensílios, podendo
eventualmente ajudar em serviço de pré-preparação de
alimentos destinados às refeições; executa serviços de
limpeza e asseio dos diversos sectores que compõem o
refeitório.
Encarregado de armazém. — É o trabalhador que
dirige os trabalhadores de armazém e planifica, organiza, coordena e controla todas as actividades de armazém, responsabilizando-se pelo bom funcionamento do
mesmo.
Encarregado de campo. — É o trabalhador agrícola
sem especialização que executa funções enquadradas em
directivas gerais bem definidas e dirige directamente um
grupo de trabalhadores agrícolas não especializados; pode
conduzir viaturas nos serviços de campo e na distribuição
de plantas.
Encarregado de construção civil. — É o trabalhador que
coordena, dirige e controla a actividade dos profissionais
de um sector de construção civil.
Encarregado electricista. — É o trabalhador electricista
que coordena, dirige e controla a actividade dos profissionais de um sector de electricidade.
Encarregado metalúrgico. — É o trabalhador metalúrgico que coordena, dirige e controla a actividade dos
profissionais de um sector metalúrgico.
Encarregado de sanidade industrial. — É o trabalhador
que, dando seguimento a planos acordados superiormente,
coordena, dirige e controla a actividade dos profissionais
de sanidade industrial.
Enfermeiro. — É o trabalhador com qualificação profissional específica que exerce directa ou indirectamente
funções que visam o equilíbrio da saúde do homem, quer
no seu estado normal, com acções preventivas, quer no
período de doença, ministrando cuidados que vão complementar a acção clínica.
Engarrafador-enfrascador. — É o trabalhador que procede normalmente ao engarrafamento e enfrascamento de
produtos acabados, podendo executar tarefas complementares, nomeadamente de lavagem e rotulagem.
Entregador de ferramentas, materiais e produtos. — É
o trabalhador que, nos armazéns, entrega as ferramentas,
materiais ou produtos que lhe são requisitados, sem ter a
seu cargo o registo e controlo das existências dos mesmos.
Escriturário. — É o trabalhador que executa várias tarefas que variam consoante a natureza do escritório onde
trabalha: redige relatórios, cartas, notas informativas e
outros documentos, manualmente ou à máquina, dando-lhes o seguimento apropriado; tira as notas necessárias à
execução das tarefas que lhe competem; examina o correio recebido, separa-o, classifica-o e compila os dados
que são necessários para preparar as respostas; elabora,
ordena ou prepara os documentos relativos à encomenda,
distribuição e regularização das compras e vendas; recebe
pedidos de informações e transmite-os à pessoa ou serviço
competente; põe em caixa os pagamentos de contas e entrega recibos; escreve em livros as receitas e despesas,
assim como outras operações contabilísticas; estabelece o
extracto das operações efectuadas e de outros documentos
para informação da direcção; atende os candidatos às vagas
existentes, informa-os das condições de admissão e efectua
registos de pessoal ou à empresa; ordena e arquiva notas
de livrança, recibos, cartas e outros documentos e elabora
dados estatísticos. Acessoriamente, nota em estenografia,
escreve à máquina e opera em máquinas de escritório. Para
além da totalidade ou parte das tarefas acima descritas pode
verificar e registar a assiduidade do pessoal assim como
os tempos gastos na execução das tarefas, com vista ao
pagamento de salários ou outros afins.
Escriturário principal. — É o trabalhador que executa
tarefas mais exigentes que competem ao escriturário, nomeadamente tarefas relativas a determinados assuntos de
pessoal, de legislação ou fiscais, apuramentos e cálculos
contabilísticos e estatísticos complexos e tarefas de relação
com fornecedores e ou clientes que obriguem a tomadas
de decisões correntes, ou executando as tarefas mais exigentes na secção, colabora directamente com o chefe de
secção e, no impedimento deste, coordena ou controla as
tarefas de um grupo de trabalhadores administrativos com
actividades afins.
Estagiário. — É o trabalhador que auxilia o escriturário
e prepara-se para essa função.
Fiel de armazém. — É o trabalhador que, nos armazéns,
regista internamente as entradas e saídas de materiais,
ferramentas e produtos, controla e responde pelas existências.
Fogueiro. — É o trabalhador que alimenta e conduz
geradores de vapor, competindo-lhe, além do estabelecido
pelo Regulamento da Profissão de Fogueiro, aprovado
pelo Decreto n.º 46 989, de 30 de Abril de 1966, a limpeza
do tubular, fornalhas e condutas e providenciar pelo bom
funcionamento de todos os acessórios, bem como pelas
bombas de alimentação de água e de combustível.
Fogueiro-encarregado. — É o trabalhador que dirige
os serviços, coordena e controla os mesmos, bem como
toda a rede de vapor, tendo sob a sua responsabilidade e
transmissão de ordens de serviço aos fogueiros e ajudantes.
Formulador ou preparador. — É o trabalhador que,
mediante método de fabricação, procede à pesagem de
diversos ingredientes que entram na composição do produto. Observa outras instruções dos métodos de fabrico
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
que sejam necessárias. Pode igualmente proceder à mistura dos diversos ingredientes em tanques de mistura com
agitadores.
Funileiro-latoeiro — É o trabalhador que fabrica e ou
repara artigos de chapa fina, tais como folha-de-flandres,
zinco, alumínio, cobre, chapa galvanizada e plástico, com
aplicações domésticas e ou industriais. Entende-se, neste
caso, por chapa fina aquela que é susceptível de ser cortada
por tesoura de mão.
Guarda-livros. — É o trabalhador que se ocupa da escrituração de registos ou de livros de contabilidade, gerais
ou especiais, analíticos ou sintéticos, selados ou não selados, executando nomeadamente trabalhos contabilísticos
relativos ao balanço anual e apuramento dos resultados da
exploração e do exercício. Pode colaborar nos inventários
das existências, preparar ou mandar preparar extractos de
contas simples ou com juros e executar trabalhos conexos.
Não havendo secção própria de contabilidade, superintende
os referidos serviços e tem a seu cargo a elaboração dos
balanços e escrituração dos livros selados ou é responsável
pela boa ordem e execução dos trabalhos.
Guarda ou rondista. — É o trabalhador encarregado da
vigilância de edifícios, instalações fabris ou outros locais,
para os proteger, podendo registar saídas ou entradas de
mercadorias, veículos e materiais.
Inspector de vendas. — É o trabalhador que inspecciona os serviços dos vendedores e promotores de venda e
vendedores especializados, visita os clientes e informa-se
das suas necessidades, recebe as reclamações dos clientes, verifica a acção dos inspeccionados pelas notas de
encomenda.
Lubrificador. — É o trabalhador que lubrifica máquinas e veículos, muda óleos nos períodos recomendados
e executa os trabalhos necessários para manter em boas
condições os pontos de lubrificação, podendo ajudar serralheiros e mecânicos.
Mecânico de automóveis. — É o trabalhador que detecta
as avarias mecânicas, repara, afina, monta e desmonta os
órgãos de automóveis e outras viaturas e executa outros
trabalhos relacionados com esta mecânica.
Mecânico de aparelhos de precisão. — É o trabalhador que executa, repara, transforma e afina aparelhos de
precisão ou peças mecânicas, de determinados sistemas
eléctricos, hidráulicos, mecânicos, pneumáticos, ópticos
e outros.
Moleiro. — É o trabalhador que orienta e assegura o
funcionamento da instalação de moagem, tendo em atenção
o processo de moenda para que o pó fabricado corresponda
às características pretendidas e cuida da instalação.
Monitor de grupo. — É o trabalhador indiferenciado
que, sob supervisão de um chefe de equipa ou outro superior hierárquico, ajuda a orientar parte ou todo um grupo
de pessoal indiferenciado.
Montador-ajustador de máquinas. — É o trabalhador
que monta e ajusta máquinas, corrigindo possíveis deficiências para obter o seu bom funcionamento.
Incluem nesta categoria os profissionais que procedam
à roscagem de peças, por forma a conseguir determinado
grau de acabamento das superfícies.
Motorista (pesados ou ligeiros). — É o trabalhador que,
possuindo carta de condução profissional, tem a seu cargo
a condução de veículos automóveis (pesados ou ligeiros).
Compete-lhe zelar pelo bom estado de funcionamento,
conservação e limpeza da viatura e proceder à verificação
directa dos níveis de óleo, água e combustível e do estado
de pressão dos pneumáticos. Em caso de avaria ou acidente,
toma as providências adequadas e recolhe os elementos
necessários para apreciação pelas entidades competentes.
Quando em condução de veículos de carga, compete-lhe
orientar a carga, descarga e arrumação das mercadorias
transportadas.
Oficial electricista. — É o trabalhador electricista que
executa todos os trabalhos da sua especialidade e assume
a responsabilidade dessa execução.
Operador. — É o trabalhador que vigia, regula e assegura o funcionamento de uma máquina de pouca complexidade ou cujo funcionamento não exige conhecimentos
especiais. Cuida da sua limpeza e comunica superiormente
as anomalias detectadas. Consideram-se operadores, os
operadores nomeadamente designados por: operador de
bomba de extracção e pesagem, operador de doseadora
enchedora, operador de envelopadora, operador de estação
de bombagem, operador de fritadeira, operador de máquinas de cortar pimento, operador de máquinas enchedora
embaladora, operador de máquina de fazer pasta, operador
de máquina de rechear azeitona, operador de peneiras e
operador de refinadora.
Operador de máquinas de balancés. — É o trabalhador
que manobra máquinas para estampagem, corte, furacão e
operações semelhantes.
Operador de máquinas de contabilidade. — É o trabalhador que trabalha com máquinas de registo de operações contabilísticas, faz lançamentos, simples registos
ou cálculos estatísticos, verifica a exactidão das facturas,
recibos e outros documentos. Por vezes executa diversos
trabalhos de escritório relacionados com as operações de
contabilidade.
Operador de máquinas de latoaria e vazio. — É o trabalhador que trabalha com máquinas da indústria de latoaria
e vazio, designadamente: cravadeiras, rebordadeiras de
execução de chaves e de meter borracha, estanhadeiras
de prensa de tesoura de esquadrar folha e cortar tiras,
grafadeiras, despontadeiras, calhandras, caneleiras e de
dobragem de tiras. Incluem-se os trabalhadores que, utilizando ferramentas de máquinas adequadas, têm por função
executar tambores de chapa fina.
Operador mecanográfico. — É o trabalhador que abastece e opera com máquinas mecanográficas tais como
interpretadoras, separadoras, reprodutoras, intercaladoras,
calculadoras, tabuladoras; prepara a máquina para o trabalho a realizar mediante o programa que lhe é fornecido;
assegura o funcionamento do sistema de alimentação; vigia
o funcionamento e executa o trabalho consoante as indicações recebidas; recolhe os resultados obtidos; regista o
trabalho realizado e comunica superiormente as anomalias
verificadas na sua execução.
Operador qualificado. — É o trabalhador que regula e
vigia o funcionamento de uma máquina de modo a extrair
dela o melhor rendimento. Cuida da sua limpeza e comunica superiormente as anomalias verificadas que estejam
fora da sua capacidade de intervenção. Consideram-se
operador qualificado os operadores nomeadamente designados por: concentrador de instalações contínuas, operador
de autoclaves contínuos, operador de túnel de congelação.
Operador semiqualificado. — É o trabalhador que
vigia, regula e assegura o funcionamento de uma má-
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
quina de relativa complexidade ou cujo funcionamento
não exige conhecimentos especiais. Cuida da sua limpeza e comunica superiormente as anomalias detectadas.
Consideram-se operadores semiqualificados os operadores
nomeadamente designados por: capsulador, concentrador
de instalações descontínuas (até 3 boules), operador de
autoclaves descontínuos (abertos), operador de bacines,
operador de desidratador, operador de estação de bombas
de água e colector geral, operador de linhas de escolha e
equipamento de choques térmicos, operador de máquinas
de esterilização e enchimento, operador de misturadora,
operador de rotuladora, encartonadora e coladora, operador
de trituradora e separadora.
Paquete. — É o trabalhador menor de 18 anos de idade
que presta unicamente os serviços referidos na definição
de funções dos contínuos.
Pedreiro. — É o trabalhador que, exclusiva ou predominantemente, executa alvenarias em tijolo, pedra ou blocos,
podendo também fazer assentamento de manilhas, tubos ou
cantarias, rebocos ou outros trabalhos similares ou complementares, podendo executar serviços de conservação
e reparação de construção civil.
Perfurador-verificador. — É o trabalhador que conduz
máquinas que registam dados sob a forma de perfurações
em cartões ou fitas especiais que serão posteriormente
utilizados nas máquinas de tratamento automático de informação ou outras. Pode também verificar a exactidão dos
dados perfurados, efectuando tarefas semelhantes às que
são executadas para a perfuração por meio de máquinas de
teclado que rejeitem os cartões ou as fitas que não tenham
sido perfurados correctamente.
Pintor de automóveis ou de máquinas. — É o trabalhador que prepara as superfícies das máquinas, aplica as
demãos do primário, capa e subcapa e de tinta, afinando
as tintas.
Pintor de construção civil. — É o trabalhador que, predominantemente, executa qualquer trabalho de pintura
nas obras.
Porteiro. — É o trabalhador que atende os visitantes,
informa-se das suas pretensões e anuncia-os ou indica-lhes
os serviços a que se devem dirigir. Controla entradas e
saídas de visitantes, mercadorias e veículos. Pode ainda
ser encarregado de recepção de correspondência.
Praticante. — É o trabalhador que se prepara para ingressar na respectiva categoria profissional.
Pré-oficial electricista. — É o trabalhador electricista
que, tendo completado o tempo de permanência como
ajudante, ou satisfazendo as condições escolares exigidas,
coadjuva os oficiais e, cooperando com eles, executa trabalhos de menor responsabilidade.
Preparador de laboratório. — É o trabalhador que faz
recolha de amostras e coadjuva o analista no desempenho
das suas funções.
Profissionais de engenharia (grau I). — É o trabalhador
que:
a) Executa trabalho técnico simples e ou de rotina
(podem-se considerar neste campo pequenos projectos
ou cálculos sob orientação e controlo de um profissional
de engenharia);
b) Estuda a aplicação de técnicas de exploração agrícola,
fabris e processo;
c) Pode participar em equipas de estudos e desenvolvimento como colaborador executante, mas sem iniciativa
de orientação de ensaios ou projectos de desenvolvimento;
d) Elabora especificações e estimativas sob orientação
e controlo de um profissional de engenharia;
e) Pode tomar decisões desde que apoiadas em orientações técnicas completamente definidas e ou decisões
de rotina;
f) Tem o seu trabalho orientado e controlado permanentemente quanto à aplicação dos métodos e preciso dos
resultados;
g) Não tem funções de chefia, podendo distribuir e
verificar os trabalhos de outros técnicos não profissionais
de engenharia.
Profissionais de engenharia (grau II). — É o trabalhador que:
a) Dá assistência a profissionais de engenharia mais
qualificados em cálculos, ensaios, análises, projectos, computação e actividade técnica;
b) Pode participar em equipas de estudo e desenvolvimento como colaborador executante, podendo encarregar-se da execução de tarefas parcelares simples e individuais
de ensaios ou projectos de desenvolvimento;
c) Deverá estar mais ligado à solução dos problemas do
que a resultados finais;
d) Decide dentro da orientação estabelecida pela chefia;
e) Poderá actuar com funções de chefia, mas segundo
instruções detalhadas orais ou escritas sobre métodos e
processos. Deverá receber assistência técnica de um profissional de engenharia mais qualificado sempre que necessite. Quando ligado a projectos não tem funções de chefia;
f) Tem funções técnico-comerciais no domínio da engenharia;
g) Não tem funções de coordenação, embora possa
orientar outros técnicos numa actividade comum;
h) Utilizar a experiência acumulada pela empresa, dando
assistência a profissionais de engenharia de um grau superior.
Profissional de engenharia (grau III). — É o trabalhador
que:
a) Executa trabalhos de engenharia para os quais a experiência acumulada pela empresa é reduzida: os trabalhos
para os quais, embora conte com a experiência acumulada,
necessite de capacidade de iniciativa e de frequentes tomadas de decisão;
b) Poderá executar trabalhos de estudo, análises, exploração agrícola, coordenação de técnicas fabris, coordenação de montagens, projectos, cálculos e especificações;
c) Toma decisões de responsabilidade a curto e médio
prazo;
d) Tem actividades técnico-comerciais, as quais já
poderão ser desempenhadas a nível de chefia de outros
técnicos;
e) Coordena planificações e processos fabris e interpreta
resultados de computação;
f) Não tem normalmente o seu trabalho supervisado em
pormenor, embora receba orientação técnica em problemas
invulgares e complexos;
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
g) Pode dar orientação técnica a profissionais de engenharia ou outros cuja actividade pode agregar ou coordenar;
h) Faz estudos independentes, análises e juízos e tira
conclusões;
i) Pode participar em equipas de estudo e desenvolvimento sem exercício de chefia de profissionais de engenharia ou outros, podendo, no entanto, receber o encargo
da execução de tarefas parcelares a nível de equipa de
trabalhadores sem qualquer grau de engenharia ou outro
título académico equivalente.
Profissionais de engenharia (grau IV). — É o trabalhador que:
a) É primeiro nível de supervisão directa e contínua.
Procura o desenvolvimento de técnicas de engenharia para
o que é requerida elevada especialização;
b) Procede à coordenação completa de actividades, tais
como técnico-comerciais, fabris, projecto, exploração agrícola e outras;
c) Procede a recomendações geralmente revistas quanto
ao valor dos pareceres, mas aceites quanto ao rigor técnico
e exequibilidade;
d) Pode participar em equipas de estudo e desenvolvimento com possível exercício de chefia sobre outros
profissionais de engenharia ou com outro título académico
equivalente, podendo tomar a seu cargo a planificação e
execução de uma tarefa completa de estudo ou desenvolvimento que lhe seja confiada. Possuindo capacidade
comprovada para o trabalho técnico-científico, executa
sob orientação;
e) Pode distribuir e delinear trabalho, dar indicações
em trabalhos técnicos e rever trabalhos de outros quanto
à precisão técnica. Responsabilidade permanente pelos
outros técnicos ou profissionais de engenharia que supervisiona;
f) Recebe os trabalhos com simples indicação do seu
objectivo, de prioridades relativas e de interferências com
outros trabalhos ou sectores. Responde pelo orçamento e
prazos desses trabalhos;
g) Aplica conhecimentos de engenharia na direcção de
actividade com fim e realização independentes.
Profissionais de engenharia (grau V). — É o trabalhador que:
a) Supervisiona a equipa ou equipas de profissionais
de engenharia do mesmo ou vários ramos, cuja actividade
coordena, fazendo normalmente o planeamento a curto
prazo do trabalho dessas equipas;
b) Chefia e coordena diversas actividades de estudo e
desenvolvimento, dentro de um departamento correspondente, confiadas a profissionais de engenharia de grau
inferior e é responsável pela planificação e gestão económica, possuindo capacidade comprovada para o trabalho
técnico-científico, executada com autonomia;
c) Toma decisões de responsabilidade não normalmente
sujeitas a revisão, excepto as que envolvam grande dispêndio ou objectivos a longo prazo;
d) Resolve problemas complexos, apresentando soluções originais do ponto de vista prático e económico;
e) Recebe o trabalho com simples indicação dos objectivos finais e é somente revisto quanto à política de acção e
eficiência geral, podendo eventualmente ser revisto quanto
à justeza da solução;
f) Pode dirigir uma pequena equipa altamente especializada;
g) Coordena programas de trabalho e pode dirigir o uso
de equipamentos e materiais;
h) Faz geralmente recomendações na escolha e remunerações do pessoal.
Profissionais de engenharia (grau VI). — É o trabalhador que:
a) Exerce cargos de responsabilidade directiva e ou
administrativa sobre vários grupos em assuntos interligados;
b) Investiga dirigindo uma equipa no estudo de novos
processos para o desenvolvimento das ciências e tecnologia, visando adquirir independência de técnicas de alto
nível;
c) Participa na orientação geral de estudos e desenvolvimento a nível empresarial, exercendo cargos de responsabilidade administrativa, com possível coordenação
com funções de produção, assegurando a realização de
programas superiores, sujeitos somente à política global
de controlo financeiro da empresa;
d) Assessora e dá parecer, com categoria reconhecida
no seu campo de engenharia;
e) Tem o seu trabalho revisto somente para assegurar
conformidade com a política global e coordenação com
outros sectores;
f) Revê e analisa o trabalho de engenharia dentro da
empresa;
g) Como gestor, faz a coordenação dos programas sujeitos à política global da empresa, para atingir os objectivos
estabelecidos e toma decisões na escolha e remuneração
do pessoal.
Programador de informática. — É o trabalhador que estabelece programas que se destinam a comandar operações
de tratamento automático da informação para computador;
recebe as especificações e instruções preparadas pelo analista de sistemas, incluindo todos os dados elucidativos dos
objectivos a atingir; prepara os ordinogramas e procede
à codificação dos programas; escreve instruções para o
computador; procede a testes para verificar a validade do
programa e introduz-lhe alterações sempre que necessário;
apresenta os resultados obtidos sob a forma de mapas,
cartões perfurados, suportes magnéticos ou outros processos. (Pode fornecer instruções escritas para o pessoal
encarregado de trabalhar com o computador.)
Promotor de vendas. — É o trabalhador que, actuando
em pontos directos e indirectos de consumo, procede no
sentido de esclarecer o mercado com o fim específico de
incrementar as vendas da empresa.
Secretário de direcção. — É o trabalhador que se ocupa
do secretariado específico da administração ou direcção
da empresa. Entre outras, competem-lhe normalmente as
seguintes funções: redigir actas das reuniões de trabalho; assegurar por sua própria iniciativa o trabalho de rotina diária
do gabinete e providenciar pela realização das assembleias
gerais, reuniões de trabalho, contratos e escrituras.
Serralheiro civil. — É o trabalhador que constrói e ou
monta e repara estruturas metálicas, tubos condutores de
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
combustíveis, ar ou vapor, carroçarias de viaturas, andaimes para edifícios, pontes, navios, caldeiras, cofres e
outras obras.
Serralheiro mecânico. — É o trabalhador que executa
peças, monta, repara e conserva vários tipos de máquinas,
motores e outros conjuntos mecânicos, com excepção dos
instrumentos de precisão e das instalações eléctricas.
Soldador de electroarco ou oxiacetilénico. — É o trabalhador que, pelos processos de soldadura de electroarco
ou oxiacetileno, liga entre si os elementos ou conjuntos de
peças de natureza metálica, incluem-se nesta categoria os
trabalhadores que, em máquinas automáticas ou semiautomáticas, procedem à soldadura e ou enchimento.
Tanoeiro. — É o trabalhador que constrói qualquer vasilha, segundo as indicações que lhe forem previamente
fornecidas, com acabamentos perfeitos, estanques e sem
repasse. Emenda madeiras que se partam durante a construção ou que se estrafie e faz acertos de medição sempre
que necessário. Procede ainda à reparação de vasilhas
usadas de qualquer capacidade.
Telefonista. — É o trabalhador que opera numa cabina ou
central, ligando e interligando comunicações telefónicas, independentemente da designação técnica o material instalado.
Tesoureiro. — É o trabalhador que dirige a tesouraria em
escritórios em que haja departamento próprio, tendo a responsabilidade dos valores de caixa que lhe estão confiados;
verifica as diversas caixas e confere as respectivas existências; prepara os fundos para serem depositados nos bancos e
toma as disposições necessárias para levantamentos; verifica
periodicamente se o montante dos valores em caixa coincide
com o que os livros indicam. Pode, por vezes, autorizar
certas despesas e executar outras tarefas relacionadas com
as operações financeiras.
Torneiro mecânico. — É o trabalhador que, operando
um torno mecânico paralelo, vertical, revólver ou outro
tipo, executa todos os trabalhos de torneamento de peças,
trabalhando por desenho ou peças modelo. Prepara a máquina e, se necessário, as ferramentas que utiliza.
Trabalhador indiferenciado. — É o trabalhador que
executa as funções sem especialização, procedendo nomeadamente à movimentação de matérias-primas e cargas
e descargas.
Trabalhador de serviços auxiliares. — É o trabalhador que
desempenha funções pouco complexas nos diversos sectores
fabris, procedendo a arrumações e limpezas, empilhamento e
transporte de latas, escolha de matéria prima e outras tarefas
que não exijam esforço físico.
Tractorista agrícola. — É o trabalhador que opera com
tractores agrícolas e ou outras máquinas agrícolas.
Vendedor. — É o trabalhador que, predominantemente
fora do estabelecimento, solicita encomendas, promove
e vende mercadorias ou serviços por conta da entidade
patronal.
ANEXO II
Tabela salarial
Grau
Categorias profissionais
Remuneração
mínima mensal
(em euros)
0
Director-geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Profissional de engenharia (grau VI) . . . . . . . . .
1 067,50
1852
Grau
Categorias profissionais
Remuneração
mínima mensal
(em euros)
1
Adjunto do director-geral . . . . . . . . . . . . . . . . .
Director de serviços . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Profissional de engenharia (grau V) . . . . . . . . .
890
2
Adjunto do director de serviços . . . . . . . . . . . .
Analista de informática . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Profissional de engenharia (grau IV) . . . . . . . . .
821
3
Profissional de engenharia (grau III) . . . . . . . . .
716
4
Chefe de serviços . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Contabilista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Profissional de engenharia (grau II) . . . . . . . . .
Programador de informática . . . . . . . . . . . . . . .
Tesoureiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
639,50
5
Profissional de engenharia (grau I-B) . . . . . . . .
591,50
6
Agente técnico agrícola (mais de cinco anos) . . .
Chefe de secção (escritório, manutenção, produção) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Chefe de sector de secos . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Chefe de vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Encarregado de armazém . . . . . . . . . . . . . . . . .
Encarregado de construção civil . . . . . . . . . . . .
Encarregado electricista . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Encarregado metalúrgico . . . . . . . . . . . . . . . . .
Encarregado de sanidade industrial . . . . . . . . .
Fogueiro-encarregado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Guarda-livros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Profissional de engenharia (grau I-A) . . . . . . . .
544,50
7
Agente técnico agrícola (de dois a cinco anos)
Analista principal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Chefe de equipa (electricista, metalúrgico, produção) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Controlador de produção principal . . . . . . . . . .
Correspondente em línguas estrangeiras . . . . . .
Enfermeiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Escriturário principal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Esteno-dactilógrafo em línguas estrangeiras . . .
Inspector de vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Secretário de direcção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
511
8
Afinador de máquinas de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . .
Agente técnico agrícola (até dois anos) . . . . . .
Analista de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Assistente agrícola de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . .
Bate-chapas de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Caixa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Carpinteiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Classificador de matéria-prima de 1.ª . . . . . . . .
Controlador de produção de 1.ª . . . . . . . . . . . . .
Controlador de sanidade industrial . . . . . . . . . .
Cozinheiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Ecónomo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Educador de infância . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Escriturário de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Fiel de armazém . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Fogueiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Formulador ou preparador . . . . . . . . . . . . . . . .
Mecânico de aparelhos de precisão de 1.ª . . . . .
Mecânico de automóveis de 1.ª . . . . . . . . . . . . .
Montador-ajustador de máquinas de 1.ª . . . . . .
Motorista de pesados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Oficial electricista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Operador de máquinas de contabilidade de 1.ª
Operador mecanográfico de 1.ª . . . . . . . . . . . . .
Operador qualificado de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . .
Pedreiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Perfurador-verificador de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . .
Pintor de automóveis ou de máquinas de 1.ª . . .
Promotor de vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
490,50
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Grau
Categorias profissionais
8
Serralheiro civil de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Serralheiro mecânico de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . .
Soldador por electroarco ou oxiacetilénico de 1.ª
Tanoeiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Torneiro mecânico de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Vendedor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9
10
Afinador de máquinas de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . .
Analista de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Assistente agrícola de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . .
Bate-chapas de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Caixeiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Canalizador de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Carpinteiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Classificador de matéria-prima de 2.ª . . . . . . . .
Cobrador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Condutor de máquinas e aparelhos de elevação e
transporte de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Conferente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Controlador de produção de 2.ª . . . . . . . . . . . . .
Cozinheiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Desmanchador-cortador de carnes . . . . . . . . . .
Escriturário de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Fogueiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Funileiro-latoeiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Mecânico de aparelhos de precisão de 2.ª . . . . .
Mecânico de automóveis de 2.ª . . . . . . . . . . . . .
Moleiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Montador-ajustador de máquinas de 2.ª . . . . . .
Motorista de ligeiros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Operador de máquinas de balancé de 1.ª . . . . .
Operador de máquinas de contabilidade de 2.ª
Operador mecanográfico de 1.ª . . . . . . . . . . . . .
Operador qualificado de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . .
Operador semiqualificado de 1.ª . . . . . . . . . . . .
Pedreiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Perfurador-verificador de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . .
Pintor de automóveis ou de máquina de 2.ª . . .
Pintor de construção civil de 1.ª . . . . . . . . . . . .
Serralheiro civil de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Serralheiro mecânico de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . .
Soldador por electroarco ou oxiacetilénico de 2.ª
Tanoeiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Torneiro mecânico de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Afinador de máquinas de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . .
Agente técnico agrícola estagiário . . . . . . . . . .
Ajudante de motorista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Auxiliar de educador de infância . . . . . . . . . . .
Auxiliar de enfermagem . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Bate-chapas de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Canalizador de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Caixeiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Condutor de máquinas e aparelhos de elevação e
transporte de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Controlador de produção de 3.ª . . . . . . . . . . . . .
Controlador de vasilhame de parque . . . . . . . . .
Cozinheira de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Encarregado de campo de 1.ª . . . . . . . . . . . . . .
Entregador de ferramentas, materiais e produtos
Escriturário de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Fogueiro de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Funileiro-latoeiro de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Lubrificador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Mecânico de aparelhos de precisão de 3.ª . . . . .
Mecânico de automóveis de 3.ª . . . . . . . . . . . . .
Montador-ajustador de máquinas de 3.ª . . . . . .
Operador de máquinas de balancé de 2.ª . . . . .
Operador de máquinas de latoaria e vazio . . . .
Operador semiqualificado de 2.ª . . . . . . . . . . . .
Perfurador-verificador de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . .
Pintor de automóveis ou de máquinas de 3.ª . . .
Pintor de construção civil de 2.ª . . . . . . . . . . . .
Pré-oficial electricista do 2.º ano . . . . . . . . . . .
Remuneração
mínima mensal
(em euros)
490,50
Grau
Categorias profissionais
Remuneração
mínima mensal
(em euros)
10
Serralheiro civil de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Serralheiro mecânico de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . .
Soldador por electroarco ou oxiacetilénico de 3.ª
Telefonista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Torneiro mecânico de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . .
478,50
11
Barrileiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Canalizador de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Contínuo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Cozinheiro sem carteira profissional . . . . . . . .
Empregado de balcão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Encarregado de campo de 2.ª . . . . . . . . . . . . . .
Guarda ou rondista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Monitor de grupo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Operador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Porteiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Pré-oficial electricista do 1.º ano . . . . . . . . . . .
Preparador de laboratório . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tractorista agrícola . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
477,50
12
Ajudante de electricista . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Ajudante de fogueiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Caixoteiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Empregado de refeitório . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Engarrafador-enfrascador . . . . . . . . . . . . . . . . .
Estagiário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Praticante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Trabalhador indiferenciado . . . . . . . . . . . . . . . .
Trabalhador de serviços auxiliares . . . . . . . . . .
476,50
13
Aprendiz . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Paquete . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
475
481,50
Lisboa, 31 de Março de 2010.
Pela ANCIPA — Associação Nacional de Comerciantes
e Industriais de Produtos Alimentares:
Estêvão Miguel de Sousa Anjos Martins, mandatário.
Pelo SETAA — Sindicato da Agricultura, Alimentação
e Florestas:
Jorge Santos, mandatário.
Depositado em 3 de Maio de 2010, a fl. 75 do livro
n.º 11, com o n.º 72/2010, nos termos do artigo 494.º do
Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de
12 de Fevereiro.
478,50
Contrato colectivo entre a ANCIPA — Associação
Nacional de Comerciantes e Industriais de Produtos Alimentares e o SETAA — Sindicato da
Agricultura, Alimentação e Florestas (indústria
de batata frita, aperitivos e similares) — Revisão global.
Cláusula prévia
A presente revisão do CCT para a indústria da batata
frita, aperitivos e similares, publicado no Boletim do Trabalho e Emprego, 1.ª série, n.os 32, de 29 de Agosto de
1853
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
2007, 27, de 22 de Julho de 2008, e 18, de 15 de Maio de
2009, dá nova redacção à seguinte matéria:
CAPÍTULO I
Área, âmbito, vigência, denúncia e revisão
Cláusula 1.ª
Área e âmbito
1 — O presente CCT aplica-se em todo o território
nacional e obriga, por um lado, as empresas fabricantes
de batata frita, aperitivos e similares representadas pela
Associação Nacional dos Comerciantes e Industriais de
Produtos Alimentares e, por outro, os trabalhadores daquelas empresas com as categorias profissionais nele previstas
representados pelas associações sindicais outorgantes.
2 — O presente CCT abrange um universo de 57 empresas e de 767 trabalhadores.
seja reformado por invalidez e a quem for anulada a respectiva pensão em resultado de parecer da junta médica de
revisão, nos termos do citado regulamento, será readmitido, sempre que possível, na sua anterior categoria, com
todos os direitos e regalias que teria se tivesse continuado
ao serviço, salvo se tiver atingido, entretanto, a idade de
reforma por velhice.
2 — Na readmissão de um trabalhador não haverá período experimental.
Cláusula 5.ª
Período experimental
CAPÍTULO II
1 — Salvo estipulação em contrário, a admissão dos
trabalhadores obedece os períodos experimentais previstos
na lei.
2 — Tendo o período experimental durado mais de
60 dias, para denunciar o contrato nos termos previstos
no número anterior, o empregador tem de dar um aviso
prévio de 7 dias.
3 — Quando a entidade patronal fizer cessar o contrato
sem respeitar o aviso prévio fixado no número anterior, o
trabalhador receberá uma indemnização correspondente
ao período de aviso prévio em falta.
4 — Findo o período experimental, a admissão torna-se
efectiva, contando-se o tempo de serviço a partir da data
da admissão provisória.
5 — Quando qualquer trabalhador transitar de uma empresa para outra da qual a primeira seja associada, deverá
contar-se, para todos os efeitos, a data da admissão na
primeira, bem como a respectiva categoria profissional
e demais direitos previstos neste contrato colectivo de
trabalho, se, entretanto, não for aplicável outro mais vantajoso.
Admissão e carreira profissional
Cláusula 6.ª
Cláusula 3.ª
Acesso ou preenchimento de vaga
Condições gerais de admissão
Para o acesso ou preenchimento de vaga, deverá ser
sempre ouvida a comissão sindical, delegado sindical e
ou comissão de trabalhadores.
Cláusula 2.ª
Vigência, denúncia e revisão
1 — Este CCT entra em vigor cinco dias após a sua publicação no Boletim do Trabalho e Emprego e será válido
pelo período mínimo fixado por lei.
2 — Entende-se por denúncia a apresentação da proposta fundamentada à outra parte, nos termos legais.
3 — A resposta, elaborada nos termos legais, será enviada nos 30 dias posteriores à recepção da proposta.
4 — Enquanto não entrar em vigor o novo contrato,
mantém-se válido aquele cuja revisão se pretende.
1 — No preenchimento dos postos de trabalho a entidade patronal dará prioridade aos trabalhadores da empresa
sempre que se encontrem em igualdade de circunstâncias
com os restantes candidatos estranhos a esta.
2 — Antes da admissão o trabalhador terá obrigatoriamente de ser submetido a exame médico, feito por conta da
empresa, destinado a comprovar se possui aptidões físicas
necessárias para o desempenho das suas funções.
3 — Se o resultado do exame revelar que o trabalhador
não possui as condições físicas indispensáveis, deve o
médico revelar-lhe as razões da sua exclusão.
4 — Quando o trabalhador transitar de uma empresa
para outra, da qual a primeira seja associada económica ou
juridicamente ou tenham administração ou sócios gerentes
comuns, manter-se-ão, para todos os efeitos, os direitos e
regalias já adquiridos.
5 — As habilitações exigidas neste CCT são as mínimas
legais.
Cláusula 4.ª
Readmissão
1 — O trabalhador que, depois de vencido o período de
garantia estipulado no regulamento da segurança social,
Cláusula 7.ª
Trabalho eventual
Os trabalhadores eventuais têm os mesmos direitos
e obrigações estabelecidos nesta convenção para os trabalhadores permanentes, salvo disposição expressa em
contrário.
Cláusula 8.ª
Definição de categorias profissionais
No anexo ii são definidas as categorias profissionais
neste contrato e as funções que lhes correspondem.
Cláusula 9.ª
Atribuição de categorias
1 — A atribuição de categorias profissionais aos trabalhadores será feita de acordo com as funções por eles
desempenhadas.
1854
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
2 — Quando os trabalhadores desempenhem, sem ser
por motivo de substituição, funções a que correspondam
várias categorias, durante mais de 90 dias consecutivos,
ser-lhes-á atribuída a mais qualificada.
Direitos e deveres das partes
Cláusula 10.ª
Deveres da entidade patronal
CAPÍTULO III
Cláusula 13.ª
Relações nominais, quadro de pessoal e quotização sindical
1 — São deveres da entidade patronal:
1 — As empresas elaborarão os mapas dos quadros do
seu pessoal, nos termos da lei.
2 — No preenchimento destes mapas, os trabalhadores
serão agrupados segundo as respectivas categorias e classes
profissionais.
3 — As empresas obrigam-se a descontar mensalmente
e a remeter aos sindicatos respectivos o montante das
quotas sindicais, até 15 dias após a cobrança, desde que,
previamente os trabalhadores, em declaração individual
escrita, assim o autorizem.
4 — Para efeitos do número anterior, o montante das
quotizações será acompanhado dos mapas sindicais utilizados para o efeito, devidamente preenchidos.
Cláusula 11.ª
Promoção e acesso
1 — Constitui promoção ou acesso a passagem de um
trabalhador à categoria ou classe superior.
2 — Os trabalhadores da empresa têm preferência sobre
os outros a admitir de novo no preenchimento de todos os
lugares a que possam ter acesso, desde que satisfaçam as
condições necessárias.
3 — Para a promoção ou acesso deverá ser ouvida
previamente a CT ou, na sua falta, o órgão com competência legal para representar os trabalhadores dentro da
empresa.
4 — Os aprendizes são promovidos a praticantes ao fim
de um ano ou logo que atinjam 18 anos de idade.
5 — Os praticantes e os estagiários são promovidos
às respectivas categorias profissionais ao fim de dois
anos.
6 — Todos os trabalhadores abrangidos por este contrato
serão automaticamente promovidos de 3.ª a 2.ª, ao fim de
três anos, e de 2.ª a 1.ª, ao fim de quatro anos.
7 — Para efeitos do número anterior, conta-se para efeitos da promoção todo o tempo de serviço desempenhado
nas suas funções.
8 — Os contínuos, porteiros e guardas, trabalhadores
de limpeza e paquetes terão preferência no ingresso na
carreira de profissionais de escritório, logo que completem
o 2.º ciclo liceal ou equivalente.
9 — Os paquetes, logo que completem 18 anos de idade,
são promovidos a contínuos, sem prejuízo do estabelecido
no número anterior.
Cláusula 12.ª
Antiguidade e certificado de aprendizagem
No caso de cessação do contrato de trabalho, a empresa passará ao trabalhador documento certificativo da
aprendizagem, do qual constarão, necessariamente, a sua
identificação, as datas relativas ao seu início e conclusão,
a respectiva profissão, bem como o estabelecimento em
que teve lugar.
a) Cumprir rigorosamente as disposições da lei e do
presente contrato;
b) Providenciar para que haja bom ambiente moral e
promover no seio dos trabalhadores as melhores relações
de trabalho possíveis;
c) Usar de respeito e justiça em todos os actos que envolvam relações com os trabalhadores, assim como exigir
do pessoal em funções de chefia e fiscalização que trate
com correcção os trabalhadores sob as suas ordens;
d) Obter de cada trabalhador apenas o trabalho compatível com a respectiva categoria e possibilidades
físicas;
e) Não deslocar qualquer trabalhador para serviços que
não sejam exclusivamente os da sua profissão ou não estejam de acordo com a sua categoria ou especialidade, salvo
acordo escrito do trabalhador;
f) Prestar ao sindicato todos os esclarecimentos que por
este lhe sejam pedidos, relativamente ao cumprimento da
presente convenção e da lei;
g) Passar certificados, contendo descrição de funções ou
quaisquer outras informações solicitadas por escrito pelos
trabalhadores, devidamente autenticados;
h) Segurar todos os trabalhadores contra acidentes de
trabalho, nos termos da lei;
i) Sem prejuízo de qualquer direito reconhecido neste
contrato, facultar ao trabalhador, dentro dos limites previstos na lei, o tempo necessário ao exercício de cargos
no sindicato, instituições da segurança social, comissões
sindicais e outras a estas inerentes;
j) Facultar a consulta, pelo trabalhador que o solicite,
do respectivo processo individual;
k) Autorizar os contactos com os trabalhadores em serviço, sem prejuízo do regular e normal funcionamento
do mesmo;
l) Afixar em local bem visível o mapa de horário de
trabalho.
Cláusula 14.ª
Garantias dos trabalhadores
1 — É proibido à entidade patronal:
a) Opor-se por qualquer forma a que o trabalhador
exerça os seus direitos ou beneficie das suas garantias,
bem como despedi-lo ou aplicar-lhe sanções por causa
desse exercício;
b) Exercer pressão sobre o trabalhador para que actue
no sentido de influir desfavoravelmente nas condições de
trabalho dele ou dos seus colegas;
c) Em caso algum, diminuir a retribuição ou modificar
as condições de trabalho dos trabalhadores ao seu serviço
de forma que dessa modificação resulte ou possa resultar
diminuição de retribuição ou demais regalias, salvo acordo
do trabalhador;
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
d) Em caso algum, baixar a categoria, escalão ou classe
para que o trabalhador foi contratado ou promovido, salvo
acordo do trabalhador;
e) Transferir o trabalhador para outro local de trabalho
ou zona de actividade sem o seu prévio acordo feito por
escrito, sem prejuízo da cláusula 19.ª;
f) Obrigar o trabalhador a adquirir bens ou utilizar serviços fornecidos pela entidade patronal ou por pessoa por
ela indicada;
g) Explorar com fins lucrativos quaisquer cantinas, refeitórios ou outros estabelecimentos relacionados com
o trabalho para fornecimento de bens ou prestação de
serviços aos trabalhadores;
h) Despedir ou readmitir um trabalhador, ainda que seja
eventual, mesmo com o seu acordo, havendo o propósito
de o prejudicar em direitos ou garantias já adquiridos;
i) Despedir sem justa causa qualquer trabalhador;
j) Opor-se por qualquer forma ao exercício do controlo
de gestão da empresa, nos termos da lei;
k) Obrigar o trabalhador a utilizar máquinas que se
comprove não possuírem condições de segurança.
Cláusula 15.ª
Transporte
Cláusula 18.ª
Deveres dos trabalhadores
1 — São deveres dos trabalhadores:
a) Cumprir rigorosamente as disposições da lei e do
presente contrato;
b) Executar com zelo, competência e assiduidade, de
harmonia com as suas aptidões e categoria profissional,
as funções que lhe sejam confiadas;
c) Ter para com os demais trabalhadores a atenção e respeito que lhes são devidos, prestando-lhes, em matéria de
serviço, todos os conselhos e ensinamentos que lhes forem
necessários ao desempenho das respectivas funções;
d) Zelar pelo bom estado de conservação do material
que lhes estiver confiado;
e) Cumprir e fazer cumprir as normas de salubridade,
higiene e segurança no trabalho;
f) Respeitar e fazerem-se respeitar por todos aqueles
com quem, profissionalmente, tenham de contactar;
g) Não negociar por conta própria ou alheia em concorrência com a entidade patronal nem divulgar informações sobre a sua organização, métodos de produção ou
negócios.
Cláusula 19.ª
1 — A empresa assegurará aos trabalhadores, desde que
não haja transportes públicos, o transporte de e para as
instalações da empresa, a partir dos locais de concentração
habituais, situados entre 3 e 15 km dessas instalações.
2 — Os locais de concentração serão definidos por
acordo entre a entidade patronal e a comissão de trabalhadores ou, na sua falta, os delegados sindicais.
3 — As empresas que não assegurem o transporte previsto nos termos dos números anteriores subsidiarão os
trabalhadores com 0,07 do preço do litro da gasolina super
por cada quilómetro percorrido.
1 — A entidade patronal poderá transferir o trabalhador
para outro local de trabalho se essa transferência não causar
prejuízo sério ao trabalhador ou se resultar da mudança do
estabelecimento onde aquele presta serviço.
2 — No caso de o trabalhador ser transferido, a entidade
patronal custeará todas as despesas directamente impostas
pela transferência.
Cláusula 16.ª
Prestação de trabalho
Formação profissional
Cláusula 20.ª
1 — É obrigação da entidade patronal proporcionar
aos trabalhadores ao seu serviço a necessária formação,
devendo ser ministrada pela própria empresa ou nas instituições acreditadas.
2 — As empresas devem contribuir para o aperfeiçoamento profissional dos trabalhadores, facilitando-lhes,
quando o solicitem e mereçam, e sempre que possível, a
frequência de cursos considerados de interesse profissional,
sem perda de retribuição.
3 — Deverão as empresas cooperar em todas as iniciativas conducentes à criação de cursos de formação geral
ou profissional.
4 — As empresas obrigam-se à aplicação e cumprimento
de toda a legislação sobre formação profissional.
Cláusula 17.ª
Violação das garantias dos trabalhadores
por parte da entidade patronal
A violação culposa por parte da entidade patronal de
direitos e garantias dos trabalhadores dá a estes o direito de
rescindir o contrato com direito à indemnização constante
da cláusula 55.ª
Transferência de trabalhadores
CAPÍTULO IV
Horário de trabalho e horário móvel — Definição
e princípio geral
1 — Entende-se por horário de trabalho a determinação das horas do início e do termo do período normal de
trabalho diário, bem como a determinação dos intervalos
de descanso.
2 — No estabelecimento ou modificação dos horários
de trabalho, mesmo em alterações permanentes de regime
individual de trabalho, serão sempre ouvidos a comissão
de trabalhadores e a comissão intersindical ou, na sua falta,
a comissão sindical ou delegados sindicais.
3 — Entende-se por horário móvel aquele em que, respeitando o cômputo diário e semanal, as horas de início
e termo poderão variar de dia para dia, em conformidade
com as exigências de serviço.
4 — A empresa avisará de véspera o trabalhador que
pratique este tipo de horário, diligenciará fazê-lo o mais
cedo possível, assegurando ao trabalhador interessado
qualquer contacto, mesmo telefónico, mas nunca com
menos de doze horas efectivas.
5 — Entre o fim de um período de trabalho e o início
do seguinte mediarão, pelo menos, dez horas.
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Cláusula 21.ª
Duração do trabalho
1 — O período normal de trabalho para os trabalhadores
abrangidos por este contrato é de quarenta horas semanais,
de segunda-feira a sexta-feira, sem prejuízo dos horários
de menor duração que estejam a ser praticados.
2 — O período de trabalho não deve iniciar-se antes
das 8 horas nem terminar depois das 20 horas e será interrompido por um descanso para almoço, que não pode
ser inferior a uma hora nem superior a duas horas, depois
de um período máximo de cinco horas de trabalho consecutivo.
3 — Os horários estabelecidos nesta cláusula entendemse sem prejuízo de outros de menor duração que estejam
a ser praticados.
4 — Depois de visados pelos serviços competentes do
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, serão
enviados aos sindicatos dois exemplares do horário de
trabalho, dos quais um se destina ao respectivo delegado
sindical.
Cláusula 22.ª
Trabalho por turnos
1 — Deverão ser organizados turnos de pessoal diferente, sempre que o período de funcionamento ultrapasse
os limites máximos dos períodos normais de trabalho.
2 — Sempre que os trabalhadores assegurem o funcionamento de uma instalação ou serviço durante o respectivo intervalo de refeição ou descanso, esse intervalo será
contado como tempo de trabalho efectivo.
3 — As escalas de turnos rotativos só deverão prever
mudanças de turno após o período de descanso semanal.
4 — A entidade patronal deve afixar, sempre que possível, a escala e constituição dos turnos até oito dias antes
do seu início.
5 — São permitidas trocas de turnos entre trabalhadores
da mesma especialidade, desde que previamente acordadas
entre os trabalhadores interessados e comunicadas por
ambos à entidade patronal antes do início do trabalho. Não
são porém permitidas trocas que impliquem a prestação
de trabalho em turnos consecutivos.
6 — Qualquer trabalhador que comprove através de
atestado médico a impossibilidade de continuar a trabalhar
no regime de turnos passará, até ao termo da semana em
que fizer prova, ao regime de horário normal.
7 — Aos trabalhadores que laborem em regime de 2
turnos rotativos, em que um deles seja parcialmente nocturno, será devido um subsídio de turno no valor de 15 %
da remuneração base efectiva.
8 — Este subsídio, com a ressalva do disposto no número seguinte, inclui já a remuneração do trabalho nocturno.
9 — Os turnos referidos no n.º 7 serão efectuados entre
as 7 horas e as 24 horas. Sempre que o trabalho seja prestado fora deste horário, o mesmo será pago como trabalho
nocturno, com o acréscimo de 35 % sobre a remuneração
efectiva.
Cláusula 23.ª
Trabalho suplementar
1 — Considera-se trabalho suplementar o prestado fora
do período normal.
2 — Nenhum trabalhador poderá ser obrigado a prestar
trabalho suplementar.
3 — O trabalho suplementar só poderá ser prestado
quando ocorram motivos imprevisíveis ou para evitar danos directos e imediatos sobre as pessoas, equipamentos
ou matérias-primas, não podendo exceder cento e vinte
horas anuais.
4 — No caso previsto no número anterior, e até perfazer as primeiras sessenta horas, o trabalhador não poderá
recusar-se a prestar trabalho suplementar, desde que tenha
sido avisado no dia anterior, salvo se nesse dia invocar
motivo grave.
Nas restantes sessenta horas, o trabalho é facultativo.
5 — Será considerado motivo de recusa de prestação de
trabalho suplementar a inexistência de transporte colectivo
ou da empresa desde o local de trabalho ao da concentração
habitual.
6 — Quando o trabalhador prestar horas suplementares
não poderá entrar novamente de serviço sem que antes
tenham decorrido, pelo menos, dez horas sobre o termo
da prestação de trabalho.
7 — Sempre que o trabalho suplementar ultrapasse duas
horas e seja prestado para além das 12 horas ou das 20 horas, a entidade patronal obriga-se a assegurar ou a pagar a
refeição. O intervalo para a refeição conta como tempo de
trabalho suplementar, até ao limite de meia hora.
8 — Para efeitos do número anterior, e quando a entidade patronal não assegure a refeição, esta pagará ao
trabalhador a importância de € 13.
Cláusula 24.ª
Limites de trabalho suplementar
O trabalho suplementar não poderá exceder o limite de
duas horas diárias, dez semanais e cento e vinte anuais.
Cláusula 25.ª
Isenção do horário de trabalho
1 — Aos trabalhadores isentos de horário de trabalho
será concedida retribuição especial correspondente a 25 %
da sua remuneração mensal.
2 — O requerimento de isenção de horário de trabalho
será remetido ao Ministério do Trabalho e da Solidariedade
Social acompanhado da declaração de concordância dos
trabalhadores, bem como dos documentos necessários para
comprovar os factos alegados.
Cláusula 26.ª
Trabalho em dias de descanso semanal
1 — Os trabalhadores que tenham trabalhado no dia
de descanso semanal têm direito a um dia completo de
descanso num dos três dias seguintes.
2 — O disposto no número anterior aplica-se desde que
o trabalhador tenha prestado, pelo menos, três horas de
serviço no dia de descanso semanal.
3 — Os trabalhadores só podem trabalhar nos dias de
descanso semanal:
a) Quando, em fase de circunstâncias excepcionais, a
entidade patronal tenha sido, para esse efeito, previamente
autorizada;
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
b) Em casos de força maior, cuja ocorrência deverá
ser comunicada ao Ministério da Segurança Social e do
Trabalho no prazo de quarenta e oito horas.
Cláusula 27.ª
Trabalho nocturno
1 — Considera-se nocturno o trabalho prestado no período que decorre entre as 20 horas de um dia e as 7 horas
do dia imediato.
2 — Considera-se também como nocturno, para efeitos
de remuneração, o trabalho prestado depois das 7 horas,
desde que em prolongamento de um período de trabalho
nocturno de, pelo menos, quatro horas.
corresponde a remuneração; a diversificação das importâncias relativas ao trabalho normal, extraordinário, prestado
em dia de descanso semanal, ou feriado, aos subsídios,
descontos e montante líquido a receber.
3 — O pagamento será feito ao mês, qualquer que seja
o horário e a categoria do trabalhador.
Cláusula 30.ª
Remuneração de trabalho nocturno
O trabalho nocturno será pago com os acréscimos seguintes sobre a remuneração efectiva:
a) 25 %, para o trabalho prestado entre as 20 e as 24 horas;
b) 35 %, para o trabalho prestado a partir das 0 horas.
CAPÍTULO V
Cláusula 31.ª
Retribuição do trabalho
Remuneração de trabalho suplementar
Cláusula 28.ª
Retribuição
1 — Só se considera retribuição aquilo a que, nos termos do contrato, das normas que o regem ou dos usos, o
trabalhador tem direito como contrapartida da prestação
do trabalho.
2 — A retribuição compreende a remuneração de base
prevista no anexo III e todas as outras prestações regulares
e periódicas.
3 — Não se consideram como integrando a retribuição,
as ajudas de custo, as despesas de transporte, a remuneração por trabalho suplementar, os abonos para falhas e a
remuneração por trabalho nocturno.
4 — Os trabalhadores que exerçam funções de caixa,
tesoureiro e cobrador, têm direito a um abono mensal para
falhas de € 28,40.
5 — Nos impedimentos dos titulares, os abonos serão
recebidos pelos respectivos substitutos, na proporção dos
dias de substituição.
6 — As quebras verificadas nas operações de cobrança
e numerário efectuadas pelas equipas de distribuição serão
suportadas pela empresa, salvo em relação às quebras de
montante significativo ou acontecidas com regularidade.
7 — A todos os trabalhadores são asseguradas as remunerações fixas mínimas constantes do anexo III.
8 — A fórmula a considerar para efeito do cálculo das
horas simples é a seguinte:
RH = RM × 12
HS × 52
sendo RM a remuneração mensal e HS o horário semanal.
Cláusula 29.ª
O trabalho suplementar será remunerado com o aumento
correspondente a 50 % da retribuição normal até duas horas
por dia e a 75 % das horas seguintes.
Cláusula 32.ª
Remuneração de trabalho no dia de descanso semanal e feriado
1 — O trabalho prestado em dia de descanso semanal,
dia de descanso complementar ou feriado será pago com o
acréscimo correspondente ao dobro da retribuição normal,
para além do salário que o trabalhador receberia se não
efectuasse trabalho nesse dia.
2 — Só o trabalho prestado no dia de descanso semanal,
a que se refere o n.º 1 da cláusula 26.ª, dá ao trabalhador
direito a um dia completo de descanso num dos três dias
seguintes.
Cláusula 33.ª
Subsídio de Natal
1 — Todos os trabalhadores têm direito a receber, pelo
Natal, até ao dia 15 de Dezembro, um subsídio correspondente a um mês de retribuição normal.
2 — Os trabalhadores que não tenham concluído, até 31
de Dezembro, um ano de serviço, receberão a importância
proporcional aos meses que medeiam entre a data da sua
admissão e 1 de Dezembro, considerando-se como mês
completo qualquer fracção igual ou superior a 15 dias.
3 — Nos casos de suspensão do contrato de trabalho
por impedimento prolongado é devido subsídio de Natal
na parte proporcional ao tempo de trabalho prestado.
4 — Em caso de cessação do contrato, o trabalhador
terá direito a receber a parte proporcional do subsídio de
Natal relativo ao ano da cessação.
Tempo e forma de pagamento
CAPÍTULO VI
1 — O pagamento da retribuição do trabalhador deve
ser efectuado até ao último dia útil de cada mês e durante
o período de trabalho.
2 — No acto de pagamento da retribuição, a empresa é
obrigada a entregar aos trabalhadores um talão, preenchido
de forma indelével, no qual figurem: nome do trabalhador,
a respectiva categoria profissional e classe; o número de
inscrição da segurança social; o período de trabalho a que
Suspensão da prestação de trabalho,
descanso semanal e feriados
Cláusula 34.ª
Descanso semanal
1 — Considera-se dia de descanso semanal obrigatório o
domingo o dia previsto na escala de turnos rotativos, sendo
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
o sábado considerado como dia de descanso complementar. Todos os restantes dias serão considerados úteis com
excepção dos feriados.
2 — Quando o trabalho for prestado em regime de laboração contínua, o horário de trabalho tem de ser organizado
de forma a que os trabalhadores tenham, em média, em
cada período de sete dias de trabalho dois dias de descanso
consecutivos, que, no máximo de quatro semanas, devem
coincidir com o sábado e o domingo.
8 — A entidade patronal elaborará um mapa de férias,
a afixar nos locais de trabalho até 15 de Abril do ano em
que as férias vão ser gozadas.
9 — Os trabalhadores em regime eventual têm direito a
férias e respectivo subsídio, na proporcionalidade de dois
dias úteis por cada mês completo de serviço, mantendo-se
a proporcionalidade nos casos inferiores a um mês.
Cláusula 37.ª
Indisponibilidade do direito a férias
Cláusula 35.ª
Feriados
São equiparados para todos os efeitos ao descanso semanal, com a remuneração por inteiro, além dos dias considerados feriados obrigatórios pela lei, os seguintes:
O direito a férias é irrenunciável e o seu gozo efectivo
não pode ser substituído, fora dos casos expressamente
previstos na lei ou nesta convenção, por qualquer compensação económica ou outra ainda que com o acordo do
trabalhador.
Cláusula 38.ª
Terça-feira de Carnaval;
Feriado municipal.
Violação do direito a férias
Cláusula 36.ª
Período e época de férias
1 — Todos os trabalhadores abrangidos por este contrato
colectivo de trabalho terão direito a 22 dias úteis de férias
remuneradas, excepto no ano de admissão, em que terão
direito, após seis meses de execução do contrato, a 2 dias
úteis de férias por cada mês de duração do contrato, até
ao máximo de 20 dias úteis.
2 — A duração do período de férias é ainda aumentada
no caso de o trabalhador não ter faltado ou na eventualidade
de ter apenas faltas justificadas, no ano a que as férias se
reportam, nos seguintes termos:
a) Três dias de férias, até ao máximo de uma falta ou
dois meios dias;
b) Dois dias de férias, até ao máximo de duas faltas ou
quatro meios dias;
c) Um dia de férias, até ao máximo de três faltas ou
seis meios dias.
2 — O direito a férias vence-se no dia 1 de Janeiro do
ano civil subsequente, sem prejuízo do disposto na parte
final do n.º 1 desta cláusula.
3 — A época de férias deve ser escolhida de comum
acordo entre a entidade patronal e o trabalhador.
4 — Na falta de acordo, compete à entidade patronal,
ouvida a comissão de trabalhadores, determinar a época
de férias.
5 — O período de férias será gozado em dias seguidos.
Se os trabalhadores o solicitarem, poderá ser fraccionado
em períodos, por forma que o trabalhador goze sempre,
pelo menos, 15 dias de férias consecutivamente.
6 — Os trabalhadores do mesmo agregado familiar que
estejam ao serviço da mesma empresa, sempre que o solicitem, gozarão as férias simultaneamente, salvo se houver
inconveniente para o normal funcionamento do serviço.
7 — No ano da suspensão do contrato de trabalho por
impedimento prolongado, se se verificar a impossibilidade
total ou parcial do gozo do direito a férias já vencido, o
trabalhador terá direito à retribuição correspondente ao
período de férias vencido e respectivo subsídio.
1 — No caso da entidade patronal obstar ao gozo de
férias, nos termos desta convenção, o trabalhador receberá,
a título de indemnização, o triplo da retribuição correspondente ao período em falta, que deverá obrigatoriamente ser
gozado no 1.º trimestre do ano civil subsequente.
2 — O disposto nesta cláusula não prejudica a aplicação
de sanções em que a entidade patronal incorra por violação
das normas reguladoras das relações de trabalho.
Cláusula 39.ª
Doença no período de férias
1 — Se o trabalhador adoecer durante as férias, serão
as mesmas interrompidas desde que a entidade patronal
seja do facto informada, prosseguindo o respectivo gozo
após o termo da situação de doença, nos termos em que
as partes acordarem.
2 — A prova da situação de doença prevista no número
anterior poderá ser feita por estabelecimento hospitalar, por
médico da Segurança Social ou por atestado médico, sem
prejuízo do direito de fiscalização e controlo por médico
indicado pela empresa.
3 — Quando o trabalhador estiver doente até Dezembro,
tem direito a gozar as férias desse ano no 1.º trimestre do
ano seguinte.
4 — Se, na data indicada para início das férias, o trabalhador estiver ausente por doença ou acidente, gozará as
férias por inteiro e receberá o respectivo subsídio em data
a fixar por acordo entre as partes, podendo, no entanto,
receber imediatamente o subsídio de férias se o desejar.
Cláusula 40.ª
Regime de férias para trabalhadores
regressados do serviço militar
No ano em que regresse do serviço militar, o trabalhador
tem direito às férias e ao respectivo subsídio que teria vencido
em Janeiro desse ano, se tivesse estado ininterruptamente
ao serviço.
Cláusula 41.ª
Subsídio de férias
1 — Os trabalhadores têm direito a um subsídio correspondente à sua retribuição mensal, com excepção dos dias
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
referidos no n.º 2 da cláusula 36.ª, que deverá ser satisfeito
até 10 dias antes do início do gozo efectivo das férias.
2 — Este subsídio beneficiará sempre de qualquer aumento de retribuição que se efectuar até ao início das
férias.
3 — Em caso de cessação do contrato de trabalho, o
trabalhador terá direito às férias e subsídio vencidos, se
ainda as não tiver gozado, bem como à respectiva parte
proporcional relativa ao ano da cessação.
Cláusula 42.ª
Definição de faltas
1 — Falta é a ausência do trabalhador durante as horas
correspondentes a um dia normal de trabalho.
2 — Nos casos de ausência dos trabalhadores por períodos inferiores, os respectivos tempos serão adicionados para determinação dos dias normais de trabalho em
falta.
Cláusula 43.ª
Participação de faltas
1 — As faltas justificadas, quando previsíveis, deverão
ser comunicadas à entidade patronal com a antecedência
mínima de cinco dias.
2 — Quando imprevistas, deverão ser comunicadas à
entidade patronal logo que possível.
3 — O não cumprimento do disposto nos números anteriores pode tornar as faltas injustificadas.
4 — A entidade patronal pode, em qualquer caso de
falta justificada, exigir ao trabalhador prova dos factos
invocados para a justificação.
Cláusula 44.ª
h) Pelos trabalhadores eleitos para as estruturas de representação colectiva, nos termos da lei;
i) Por candidatos a eleições para cargos públicos, durante o período legal da respectiva campanha eleitoral;
j) Autorizadas ou aprovadas pelo empregador;
k) Que por lei forem como tal qualificadas.
2 — Nos casos previstos nas alíneas do número anterior,
a entidade patronal poderá exigir prova da veracidade dos
factos alegados, só sendo as faltas consideradas justificadas
quando dadas por ocasião da ocorrência.
3 — As faltas justificadas não determinam a perda de
retribuição nem a diminuição do período de férias, subsídio
de férias e subsídio de Natal.
4 — A entidade patronal pode sempre exigir prova da
veracidade dos factos alegados no número anterior.
Cláusula 45.ª
Consequências das faltas justificadas
1 — As faltas justificadas não determinam perda de
retribuição nem diminuição de férias ou qualquer outra
regalia.
2 — Exceptuam-se do disposto no número anterior,
quanto à retribuição, as faltas referidas na alínea h) da
cláusula 44.ª, quando para além dos limites estabelecidos
na cláusula 71.ª
Cláusula 46.ª
Consequências das faltas não justificadas
As faltas não justificadas dão o direito à entidade patronal de descontar na retribuição a importância correspondente ao número de faltas dadas, que serão descontadas
na antiguidade do trabalhador.
Faltas justificadas
1 — Os trabalhadores podem faltar, sem perda de qualquer direito, designadamente retribuição, férias ou antiguidade, nas seguintes condições:
a) Durante 15 dias seguidos, por altura do casamento;
b) Durante 5 dias consecutivos, por falecimento de
cônjuge não separado de pessoas e bens ou de parente ou
afim no 1.º grau na linha recta ou de pessoa que viva em
união de facto ou economia comum com o trabalhador,
nos termos da lei;
c) Durante dois dias consecutivos, por falecimento de
outro parente ou afim na linha recta ou em 2.º grau na
linha colateral;
d) Por prestação de provas em estabelecimento de ensino, nos termos da lei;
e) Por impossibilidade de prestar trabalho devido a facto
que não seja imputável ao trabalhador, nomeadamente
doença, acidente ou cumprimento de obrigações legais;
f) Por necessidade de prestação de assistência inadiável
e imprescindível a membros do agregado familiar nos
termos da lei;
g) Ausências não superiores a quatro horas e só pelo
tempo estritamente necessário, justificadas pelo responsável pela educação do menor, uma vez por trimestre, para
deslocação à escola, tendo em vista inteirar-se da situação
educativa do filho menor;
Cláusula 47.ª
Impedimentos prolongados
1 — Quando o trabalhador esteja temporariamente
impedido por facto que não lhe seja imputável, nomeadamente serviço militar obrigatório, doença ou acidente, e
o impedimento se prolongue por mais de um mês, cessam
os direitos, deveres e garantias das partes, na medida em
que pressuponham a efectiva prestação de trabalho, sem
prejuízo das disposições aplicáveis da legislação sobe
segurança social.
2 — Terminado o impedimento, o trabalhador deve,
dentro do prazo de 15 dias, apresentar-se à entidade patronal para retomar o serviço, sob pena de perder o direito
ao lugar.
3 — O tempo de suspensão conta-se para efeitos de
antiguidade, conservando o trabalhador direito ao lugar.
Cláusula 48.ª
Licença sem retribuição
1 — A entidade patronal, mediante requerimento do
trabalhador, poderá conceder-lhe licença sem retribuição.
2 — O período de licença sem retribuição autorizado
pela entidade patronal conta-se para efeitos de antiguidade.
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
3 — Durante o mesmo período cessam os direitos, deveres e garantias das partes, na medida em que pressuponham
a efectiva prestação de trabalho.
4 — Durante o período de licença sem retribuição os
trabalhadores figurarão nos quadros de pessoal.
5 — A entidade patronal poderá fazer cessar a licença
sem retribuição logo que o trabalhador inicie a prestação
de qualquer trabalho remunerado, salvo se a licença tiver
sido concedida com a menção expressa desse facto.
CAPÍTULO VII
Cessação do contrato de trabalho
Cláusula 49.ª
Formas de cessação
O contrato de trabalho pode cessar por:
a) Mútuo acordo das partes;
b) Caducidade;
c) Despedimento promovido pela entidade patronal ou
gestor público com justa causa;
d) Despedimento colectivo;
e) Rescisão do trabalhador.
Cláusula 50.ª
Cessação por mútuo acordo
1 — A cessação do contrato por mútuo acordo deve
sempre constar de documento escrito, assinado por ambas as partes, em duplicado, ficando cada parte com um
exemplar.
2 — Desse documento podem constar outros efeitos
acordados entre as partes, desde que não contrariem as
leis gerais do trabalho.
3 — São nulas as cláusulas de acordo revogatório segundo as quais as partes declarem que o trabalhador não
pode exercer direitos já adquiridos ou reclamar créditos
vencidos.
Cláusula 51.ª
Despedimento
1 — São proibidos os despedimentos sem justa causa
ou por motivos políticos ou ideológicos.
2 — Verificando-se justa causa, o trabalhador pode ser
despedido, quer o contrato tenha prazo ou não.
3 — Nas acções judiciais de impugnação de despedimento, compete à entidade patronal a prova de existência
de justa causa invocada.
Cláusula 52.ª
Justa causa de despedimento
1 — Considera-se justa causa, o comportamento culposo
do trabalhador que, pela sua gravidade e consequências,
torne imediata e praticamente impossível a subsistência
da relação de trabalho.
2 — Constituirão, nomeadamente, justa causa de despedimento os seguintes comportamentos do trabalhador:
a) Desobediência ilegítima às ordens dadas por responsáveis hierarquicamente superiores;
b) Violação de direitos e garantias de trabalhadores da
empresa;
c) Provocação repetida de conflitos com outros trabalhadores da empresa;
d) Desinteresse repetido pelo cumprimento, com a diligência devida, das obrigações inerentes ao exercício do
cargo ou posto de trabalho que lhe esteja confiado;
e) Lesão de interesses patrimoniais sérios da empresa;
f) Prática intencional, no âmbito da empresa, de actos
lesivos da economia nacional;
g) Faltas não justificadas ao trabalho, que determinem
directamente prejuízos ou riscos graves para a empresa ou,
independentemente de qualquer prejuízo ou risco, quando
o número de faltas injustificadas atingir, em cada ano, 5
seguidas ou 10 interpoladas;
h) Falta culposa de observância de normas de higiene
e segurança no trabalho;
i) Prática, no âmbito da empresa, de violências físicas,
de injúrias ou outras ofensas punidas por lei sobre trabalhadores da empresa, elementos dos corpos sociais ou sobre a
entidade patronal individual não pertencentes aos mesmos
órgãos, seus delegados ou representantes;
j) Sequestro e em geral crimes contra a liberdade das
pessoas referidas na alínea anterior;
k) Incumprimento ou oposição ao cumprimento de decisões judiciais ou actos administrativos definitivos ou
executórios;
l) Reduções anormais da produtividade do trabalhador;
m) Falsas declarações relativas à justificação de faltas.
Cláusula 53.ª
Processo disciplinar em caso de impedimento
1 — Nos casos em que se verifique algum dos comportamentos que integram o conceito de justa causa na cláusula
anterior, a entidade patronal comunicará, por escrito, ao
trabalhador que tenha incorrido nas respectivas infracções
e à comissão de trabalhadores da empresa a sua intenção
de proceder ao despedimento, o que fará acompanhar de
uma nota de culpa com a descrição fundamentada dos
factos imputados ao trabalhador.
2 — O trabalhador dispõe de um prazo de três dias
úteis para deduzir, por escrito, os elementos que considera
relevantes para o esclarecimento da verdade.
3 — A comissão de trabalhadores pronunciar-se-á seguidamente, fundamentando o seu parecer, no prazo de
dois dias úteis a contar do momento em que o processo
lhe seja entregue por cópia.
4 — Decorrido o prazo referido no número anterior, a
entidade patronal poderá ou não proferir o despedimento,
devendo a decisão fundamentada constar sempre de documento escrito, de que será sempre entregue cópia ao
trabalhador e à comissão de trabalhadores.
5 — Caso a decisão fundamentada da comissão de trabalhadores seja contrária ao despedimento, o trabalhador
dispõe de um prazo de três dias a contar da decisão do
despedimento para requerer judicialmente a suspensão
do despedimento.
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
6 — Nas empresas em que, por impossibilidade legal,
não haja comissão de trabalhadores, o trabalhador dispõe
da faculdade de pedir a suspensão do despedimento, nos
termos do número anterior.
7 — A entidade patronal poderá suspender preventivamente o trabalhador, sem perda de retribuição, quando se
verifiquem os comportamentos previstos nas alíneas c), i)
e j) do n.º 2 da cláusula anterior.
Considera-se infracção a violação voluntária e culposa
dos deveres dos trabalhadores.
Cláusula 54.ª
Cláusula 57.ª
Inexistência de justa causa
Poder disciplinar
1 — A inexistência de justa causa, a inadequação
da sanção ao comportamento verificado e a nulidade
ou inexistência de processo disciplinar determinam a
nulidade do despedimento que, apesar disso, tenha sido
declarado.
2 — O trabalhador tem direito, no caso referido no número anterior, às prestações pecuniárias que deveria ter
normalmente auferido desde a data do despedimento até à
data da sentença, bem como à reintegração na empresa no
respectivo cargo ou posto de trabalho e com a antiguidade
que lhe pertencia.
3 — Em substituição da reintegração, o trabalhador
pode optar pela indemnização de antiguidade prevista
na cláusula seguinte, contando-se para esse efeito todo o
tempo decorrido até à data da sentença.
4 — O despedimento decidido com alegação de justa
causa venha a mostrar-se insubsistente, quando se prove
o dolo da entidade patronal ou gestor público, dará
lugar à aplicação de multa de € 250 a € 1000 àquelas
entidades, cujo produto reverterá para o fundo de desemprego.
5 — Para apreciação da existência da justa causa de
despedimento ou de adequação da sanção ao comportamento verificado, deverão ser tidos em conta o grau de
lesão dos interesses da economia nacional ou da empresa,
o carácter das relações entre as partes, a prática disciplinar
da empresa, quer em geral, quer em relação ao trabalhador
atingido, o carácter das relações do trabalhador com os
seus companheiros e todas as circunstâncias relevantes
do caso.
6 — Entre as circunstâncias referidas no número
anterior deve ser incluído o facto da entidade patronal
ou gestor público praticar actos, posteriormente à verificação do comportamento do trabalhador ou ao seu
conhecimento, que revelem não o considerar perturbador das relações de trabalho, nomeadamente deixando
correr, desde essa verificação ou conhecimento até
ao início do processo disciplinar, um lapso de tempo
superior a 30 dias.
O poder disciplinar tanto é exercido pela entidade patronal como pelos superiores hierárquicos do trabalhador,
nos termos por aquela estabelecidos e com observância das
disposições deste contrato.
Cláusula 55.ª
Indemnização por despedimento
Cada trabalhador abrangido pelo despedimento colectivo tem direito a uma indemnização de acordo com a
respectiva antiguidade e correspondente a um mês de retribuição por cada ano ou fracção, não podendo ser inferior
a três meses.
CAPÍTULO VIII
Disciplina
Cláusula 56.ª
Conceito de infracção disciplinar
Cláusula 58.ª
Poder disciplinar
1 — No caso das sanções previstas nas alíneas b) e c)
do n.º 1 da cláusula 59.ª, observar-se-á o seguinte:
a) O processo disciplinar deve ser escrito e a acusação,
devidamente fundamentada, será levada ao conhecimento
do trabalhador mediante nota de culpa, na qual conste a
descrição do comportamento imputado ao trabalhador;
b) O trabalhador, no prazo de três dias úteis, após a
recepção da comunicação, poderá apresentar a sua contestação, indicando todas as diligências que se tornem
necessárias ao apuramento da verdade, incluindo a consulta
do processo por si ou através do seu mandatário.
2 — No caso da sanção prevista na alínea a) do n.º 1
da cláusula 59.ª, não é obrigatória a redução a escrito do
processo disciplinar.
Cláusula 59.ª
Sanções disciplinares
1 — A entidade patronal pode aplicar as seguintes sanções disciplinares, sem prejuízo dos direitos e garantias
gerais dos trabalhadores:
a) Repreensão verbal;
b) Repreensão registada;
c) Suspensão do trabalho com perda de retribuição;
d) Despedimento.
2 — As sanções disciplinares previstas nas alíneas b) e
c) do número anterior, só poderão ser aplicadas mediante
processo disciplinar, nos termos do disposto no n.º 1 da
cláusula anterior.
3 — A sanção a que se reporta a alínea d) do n.º 1 desta
cláusula, obedecerá ao disposto na regulamentação legal
imperativa ou, na sua falta, ao regime estabelecido na
cláusula 53.ª
4 — A sanção disciplinar deverá ser proporcional à
gravidade da infracção e à culpabilidade do infractor,
não podendo aplicar-se mais de uma pela mesma infracção.
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Cláusula 60.ª
Prescrição da infracção disciplinar
A infracção disciplinar prescreve ao fim de 60 dias a
contar da data em que a entidade patronal ou superior hierárquico com competência disciplinar tem conhecimento
da infracção.
3 — Os pais trabalhadores têm direito a uma licença
de cinco dias úteis, seguidos ou interpolados, no primeiro
mês a seguir ao nascimento do filho.
4 — O pai tem ainda direito a licença, por período de
duração igual àquele a que a mãe teria direito nos termos
da alínea a) da cláusula anterior e o ressalvo na alínea h)
da mesma cláusula, nos seguintes casos:
a) Incapacidade física ou psíquica da mãe, enquanto
esta se mantiver;
b) Morte da mãe;
c) Decisão conjunta dos pais.
CAPÍTULO IX
Condições particulares de trabalho
Cláusula 61.ª
Protecção à maternidade e paternidade
1 — Para além dos direitos estipulados no presente CCT
para a generalidade dos trabalhadores, são assegurados,
em qualquer caso, sem prejuízo de garantia do lugar ou
do período de férias, os direitos constantes nos números
seguintes e na lei, sobre maternidade e paternidade.
2 — As trabalhadoras têm os seguintes direitos:
a) A uma licença por maternidade de 120 dias consecutivos, 90 dos quais necessariamente a seguir ao parto,
podendo os restantes ser gozados, total ou parcialmente,
antes ou depois do parto;
i) A trabalhadora pode optar por uma licença por maternidade superior em 25 % à prevista no número anterior,
devendo o acréscimo ser gozado necessariamente a seguir
ao parto, nos termos da legislação da segurança social;
ii) A trabalhadora deve informar o empregador até 7 dias
após o parto de qual a modalidade de licença por maternidade por que opta, presumindo-se, na falta de declaração,
que a licença tem a duração de 120 dias;
b) Nos casos de nascimentos de múltiplos (gémeos), o
período de licença previsto no número anterior é acrescido
de 30 dias por cada gemelar além do primeiro;
c) Nas situações de risco para a trabalhadora ou para o
nascituro (o que há-de nascer), impeditivas do exercício
de funções, independentemente do motivo que determine
esse impedimento, caso não lhe seja garantido o exercício
de funções e ou local compatíveis com o seu estado, a
trabalhadora goza do direito de licença, anterior ao parto,
pelo período de tempo necessário para prevenir o risco,
fixado por prescrição médica, sem prejuízo da licença por
maternidade prevista na alínea a);
d) Em caso de internamento hospitalar da mãe ou da
criança durante o período de licença a seguir ao parto, este
período será interrompido, a pedido daquela, pelo tempo
de duração do internamento;
e) Em caso de aborto, a mulher tem direito a licença com
duração mínima de 14 dias e máxima de 30 dias;
f) Em caso de morte de nado-vivo durante o período
de licença de parto, o mesmo período poderá ser reduzido
até 14 dias após o falecimento, sem prejuízo do disposto
na alínea g);
g) É obrigatório o gozo de, pelo menos, seis semanas
de licença por maternidade a seguir ao parto;
h) A gozar as férias a que tenha direito imediatamente
antes ou depois da licença de parto, salvo nos casos em que
as férias devam ser gozadas no sistema de encerramento
total ou parcial da empresa.
5 — No caso previsto na alínea b) do número anterior, o período mínimo de licença assegurado ao pai é de
14 dias.
6 — A morte ou incapacidade física ou psíquica da mãe
não trabalhadora durante o período de 98 dias imediatamente a seguir ao parto confere ao pai os direitos previstos
nos n.os 2 e 3.
Cláusula 62.ª
Trabalho de menores
1 — É válido o contrato celebrado com o menor que não
tenha completado 18 anos de idade, se for desconhecido o
paradeiro do seu legal representante.
2 — O menor tem capacidade para receber a retribuição
devida pelo seu trabalho, salvo quando, sendo de idade
inferior a 18 anos, houver oposição dos seus representantes legais.
3 — A entidade patronal deve proporcionar aos menores
que se encontrem ao seu serviço condições de trabalho adequadas à sua idade, prevenindo de modo especial quaisquer
danos ao seu desenvolvimento físico, espiritual e moral.
4 — Os menores de 18 anos de idade não podem ser
obrigados à prestação de trabalho antes das 7 horas e depois das 20 horas.
CAPÍTULO X
Trabalho fora do local habitual
Cláusula 63.ª
Princípio geral
1 — Entende-se por deslocação em serviço a realização
temporária de trabalho fora do local habitual.
2 — Entende-se por serviço externo aquele que regularmente é desenvolvido no exterior da empresa, sede,
delegação, filial ou armazém.
3 — Entende-se por local habitual de trabalho o estabelecimento em que o trabalhador presta normalmente
serviço ou a sede ou delegação da empresa a que está
adstrito quando o seu local de trabalho não seja fixo.
4 — As deslocações que não permitam o regresso diário
do trabalhador à sua residência habitual serão objecto de
acordo.
Cláusula 64.ª
Direitos dos trabalhadores nas deslocações
1 — Se o trabalhador utilizar a sua viatura ao serviço
da entidade patronal, esta pagar-lhe-á o produto do coeficiente 0,26 sobre o preço do litro da gasolina super por
cada quilómetro percorrido.
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
2 — Os trabalhadores terão direito nas suas deslocações
ao pagamento como trabalho extraordinário do tempo que,
nas viagens de ida e regresso, incluindo as esperas, exceda
o período normal de trabalho diário.
3 — Os trabalhadores deslocados ou em serviço externo
são seguros pela empresa contra os riscos de viagens (acidentes pessoais), durante o período em que se encontrarem
nessa situação, e a favor de quem o trabalhador designe.
4 — As entidades patronais poderão transferir para as
companhias de seguros as responsabilidades decorrentes
do número anterior.
5 — Os trabalhadores têm direito, durante o período de
deslocação, ao pagamento das seguintes despesas:
mesas e cadeiras suficientes para todos os trabalhadores
ao seu serviço, onde estes possam tomar e aquecer as suas
refeições.
2 — As empresas atribuirão a todos os trabalhadores um
subsídio de alimentação diário de € 4,80, sem prejuízo do
disposto na cláusula 78.ª
3 — O subsídio previsto nesta cláusula não é devido se
a empresa fornecer a refeição completa.
4 — Os trabalhadores só terão direito a beneficiar do
subsídio referido no número anterior nos dias em que
efectivamente trabalharem antes e depois da refeição.
a) Alojamento, contra a apresentação dos respectivos
documentos;
b) Pequeno-almoço — € 2,90;
c) Almoço ou jantar — € 12,50.
Trabalhadores-estudantes
As partes podem acordar o pagamento das despesas de
pequeno-almoço, almoço ou jantar mediante a apresentação dos respectivos documentos comprovativos.
6 — Estas disposições aplicam-se também aos trabalhadores em serviço externo quando, por motivos imprevistos, devidamente justificados, não possam regressar à
empresa às horas das refeições ou não possam tomar as
suas refeições nos períodos normais.
7 — Nas deslocações, o início e o fim do almoço ou jantar terão de verificar-se, respectivamente, entre as 11 horas
e 30 minutos e as 14 horas e 30 minutos e as 19 horas e
30 minutos e as 21 horas e 30 minutos.
8 — Considera-se que o trabalhador tem direito ao
pequeno-almoço quando inicia o serviço até às 7 horas,
inclusive.
9 — O disposto no n.º 5 não se aplica às refeições tomadas no estrangeiro, que serão pagas mediante factura.
Cláusula 68.ª
Os trabalhadores-estudantes têm direito às regalias consagradas na lei.
CAPÍTULO XII
Higiene e segurança no trabalho
Cláusula 69.ª
Segurança, higiene e saúde no trabalho
1 — As empresas instalarão o seu pessoal em boas
condições de higiene e deverão prover os locais de trabalho com os indispensáveis requisitos de segurança,
cumprindo e fazendo cumprir as disposições legais sobre
a matéria.
2 — Pela entidade patronal devem ser distribuídos aos
trabalhadores fatos de trabalho sempre que a execução das
tarefas que têm a desempenhar o aconselhe.
CAPÍTULO XIII
Livre exercício do direito sindical
CAPÍTULO XI
Cláusula 70.ª
Previdência e outras garantias sociais
Princípio geral
Cláusula 65.ª
Complemento de subsídio de doença
As entidades patronais pagarão aos trabalhadores com
baixa por mais de 15 dias, e até 90 dias seguidos ou alternados, por ano civil, a diferença entre a retribuição auferida
à data da baixa e o subsídio atribuído pela segurança social
ou pelo seguro.
Cláusula 66.ª
Complemento da pensão de reforma
A todos os trabalhadores que tiverem pelo menos
20 anos de trabalho numa empresa, esta complementará
a pensão de reforma por velhice a que os trabalhadores
tiverem direito até perfazer 80 % do ordenado mínimo da
categoria que lhe cabia à data da sua reforma.
Cláusula 67.ª
Refeitório, subsídio de alimentação e cantina
1 — Todas as empresas terão de por à disposição dos
trabalhadores um lugar confortável, arejado e asseado, com
1 — Os trabalhadores e os sindicatos têm direito a desenvolver actividade sindical no interior das empresas,
nomeadamente através de delegados sindicais, comissões
sindicais e comissões intersindicais.
2 — As direcções dos sindicatos comunicarão à empresa
a identificação dos delegados sindicais, bem como a daqueles que fazem parte das comissões sindicais e intersindicais
de delegados, por meio de carta registada com aviso de
recepção, de que será afixada cópia nos locais reservados
às informações sindicais.
3 — O mesmo procedimento deverá ser observado em
caso de substituição ou cessação de funções.
Cláusula 71.ª
Direitos dos delegados sindicais
1 — Os delegados sindicais têm direito de afixar no
interior da empresa textos, convocatórias, comunicações
ou informações relativas à vida sindical e aos interesses
sócio-profissionais dos trabalhadores, bem como proceder
à sua distribuição, mas sem prejuízo, em qualquer dos ca-
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
sos, da laboração normal da empresa. O local apropriado
de afixação será reservado pela empresa.
2 — Os delegados sindicais e membros dos corpos gerentes das associações sindicais não podem ser transferidos do local de trabalho sem o seu acordo e sem o prévio
conhecimento da direcção do respectivo sindicato.
3 — Cada delegado sindical dispõe para o exercício das
suas funções de um crédito de cinco horas por mês, ou de
oito, tratando-se de delegado que faça parte da comissão
intersindical. O crédito de horas é referido a período normal
de trabalho e conta como tempo de trabalho efectivo.
4 — Os delegados sindicais, sempre que pretendam
exercer o direito previsto no número anterior, deverão
avisar por escrito a entidade patronal, com a antecedência
mínima de um dia.
Cláusula 72.ª
3 — Não é permitido, salvo acordo de ambas as partes,
tratar nas reuniões assuntos de que a outra parte não tenha
sido notificada nos termos do número anterior.
4 — Poderá participar nas reuniões, se as partes nisso
estiverem de acordo, um representante do Ministério da
Segurança Social e do Trabalho, que não terá direito a
voto.
5 — Das deliberações tomadas será depositado um
exemplar no Ministério da Segurança Social e do Trabalho
para efeito de publicação, considerando-se, a partir desta,
parte integrante do CCT.
6 — As partes comunicarão uma à outra e ao Ministério
da Segurança Social e do Trabalho, dentro do prazo de
30 dias a contar da publicação do contrato, a identificação
dos respectivos representantes.
7 — A substituição de representantes é lícita a todo o
tempo.
Números de delegados sindicais
CAPÍTULO XV
1 — O número máximo de delegados sindicais em cada
empresa que beneficiam do crédito estabelecido no n.º 3 da
cláusula 71.ª é determinado pela seguinte fórmula:
Disposições gerais e transitórias
Cláusula 76.ª
6 + n - 500
200
representando n o número de trabalhadores sindicalizados
pertencentes ao quadro permanente da empresa.
2 — O resultado apurado nos termos do número anterior
será sempre arredondado para a unidade imediatamente
superior.
Retroactividade
O presente CCT produz efeitos a partir de 1 de Janeiro
de 2007.
Cláusula 77.ª
Garantia da manutenção de regalias
Cláusula 73.ª
Direito de reunião
Os trabalhadores têm direito a reunir-se no interior da
empresa dentro dos limites e nos termos fixados na lei.
Da aplicação da presente convenção colectiva não poderá resultar baixa de categoria ou classe e, bem assim,
diminuição da retribuição ou suspensão de quaisquer outras regalias constantes à data de entrada em vigor deste
CCT.
Cláusula 74.ª
Cláusula 78.ª
Instalações
As empresas colocarão à disposição dos delegados sindicais, desde que estes requeiram, e a título permanente, um
local situado no interior da empresa ou na sua proximidade,
que seja apropriado ao exercício das suas funções.
Pequeníssimas empresas
As empresas classificadas pela convenção que ora se
altera como «pequeníssimas empresas» atribuirão aos seus
trabalhadores um subsídio de refeição diário de € 3,50.
ANEXO I
CAPÍTULO XIV
Definição de funções
Relações entre as partes outorgantes
Cláusula 75.ª
Interpretação e integração do contrato colectivo
1 — As partes contratantes decidem criar uma comissão paritária formada por quatro elementos, sendo
dois em representação da associação patronal e dois em
representação dos sindicatos, com competência para interpretar as disposições convencionais e integrar as suas
lacunas.
2 — A comissão paritária funciona mediante convocação de qualquer das partes contratantes, devendo as reuniões ser marcadas com oito dias de antecedência mínima,
com a indicação da agenda de trabalhos e do local, dia e
hora da reunião.
Ajudante de electricista. — É o trabalhador que completou a sua aprendizagem e coadjuva os oficiais, preparandose para ascender à categoria de pré-oficial.
Ajudante de encarregado fabril — É o trabalhador que
coadjuva o encarregado fabril no desempenho das suas
funções e o substitui nos seus impedimentos.
Ajudante de motorista. — É o trabalhador que acompanha o motorista, competindo-lhe auxiliá-lo na manutenção
do veículo, e vigia e indica as manobras, podendo ainda
fazer a distribuição dos produtos da empresa e proceder à
facturação e cobrança dos mesmos.
Ajudante de motorista vendedor-distribuidor. — É o
trabalhador que, possuindo ou não carta de condução profissional, colabora com o motorista vendedor-distribuidor
em todas as funções.
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Analista. — É o trabalhador com curso ou habilitações
adequadas ou conhecimentos profissionais adquiridos
equivalentes que faz análises qualitativas e quantitativas
físicas, químicas e bacteriológicas e outras determinações
laboratoriais.
Aprendiz. — É o trabalhador que, sob a orientação de
profissionais qualificados, adquire conhecimentos técnico-profissionais que o habilitem a ingressar na carreira
profissional de uma especialidade.
Auxiliar de armazém. — É o trabalhador que auxilia
nos trabalhos de armazém. Ajuda a arrumar os diversos
produtos no seu lugar, separando-os pela guia de remessa
ou outros documentos. Procede ao carregamento dos diversos materiais a expedir.
Auxiliar de laboratório. — É o trabalhador que prepara
o material necessário aos diversos trabalhos de análise
ou outros trabalhos de laboratório. Procede à manutenção, conservação, lavagem e secagem do equipamento,
executando outras tarefas acessórias, podendo manusear
reagentes.
Caixa. — É o trabalhador que tem a seu cargo as operações de caixa e registo do movimento relativo a transacções, pagamentos e recebimentos, de acordo com os
respectivos documentos; pode elaborar as folhas de ordenados e salários e prepara os respectivos sobrescritos. Pode
preparar os fundos destinados a serem liquidados e tomar
as disposições necessárias para os levantamentos.
Chefe de equipa (electricista, metalúrgico, produção,
vendas e outros). — É o trabalhador que, executando ou
não funções da sua profissão, dirige e orienta o serviço
inerente às suas funções.
Chefe de secção. — É o trabalhador que coordena,
dirige e controla o trabalho de um grupo de profissionais
de um departamento de serviços administrativos ou do
sector de produção.
Chefe de serviços/departamento. — É o trabalhador que,
sob orientação superior, coordena, dirige e controla a actividade de serviços e ou departamento de índole administrativa,
industrial, agrícola, comercial ou outras.
Chefe de vendas. — É o trabalhador que dirige, coordena
e controla um ou mais sectores de venda de empresa.
Cobrador. — É o trabalhador que procede, fora dos
escritórios, a recebimentos, pagamentos e depósitos ou
outros serviços análogos.
Condutor de máquinas e aparelhos de elevação e transporte. — É o trabalhador que conduz guinchos, pontes
e pórticos rolantes, empilhadores, gruas de elevação e
quaisquer outras máquinas de força motriz para transporte
e arrumação de materiais ou produtos dentro, dos estabelecimentos industriais.
Contínuo. — É o trabalhador que executa diversos
serviços tais como: anunciar visitantes, encaminhá-los
ou informá-los; estampilhar e entregar correspondência;
executar diversos serviços tais como entrega de mensagens e objectos inerentes ao serviço interno e distribuição
da correspondência aos serviços a que é destinada. Pode
ainda executar serviço de reprodução e endereçamento
de documentos.
Demonstrador/repositor. — É o trabalhador que faz a
demonstração e ou exposição dos artigos por grosso e a
retalho em estabelecimentos e indústrias, arruma e repõe
nos locais devidos os materiais ou mercadorias.
Director de serviços/ divisão. — É o trabalhador que
dirige um ou mais serviços e ou divisões, quer ela seja do
âmbito administrativo, comercial, produtivo e ou técnico,
entre outros.
Embalador. — É o trabalhador que acondiciona e ou
embala o produto por métodos manuais ou mecânicos com
vista à sua expedição ou armazenamento. Detecta ainda
possíveis deficiências nas embalagens, retirando-as e participando superiormente as anomalias detectadas.
Encarregado de armazém. — É o trabalhador que dirige
os trabalhadores de armazém e planifica, organiza, coordena e controla todas as actividades de armazém, responsabilizando-se pelo bom funcionamento do mesmo.
Encarregado fabril. — É o trabalhador responsável
pelo funcionamento de um ou mais sectores de produção,
ou de apoio a mesma.
Encarregado de laboratório. — É o trabalhador responsável pelo funcionamento de uma ou mais actividades de
laboratório de análises e ou ensaios físico-químicos.
Encarregado de manutenção. — É o trabalhador responsável pela execução de trabalhos de reparação e conservação mecânica, eléctrica e ou construção civil.
Escolhedor. — É o trabalhador que procede à escolha
das matérias-primas e produtos por métodos manuais,
retirando-lhes todas as impurezas. Pode desempenhar rotativamente estas funções com as de embalador.
Escriturário. — É o trabalhador que executa várias
tarefas que variam consoante a natureza e importância
do escritório onde trabalha: redige relatórios, cartas, notas informativas e outros documentos, manualmente ou à
máquina, dando-lhes o seguimento adequado; tira as notas
necessárias à execução das tarefas que lhe competem; examina o correio recebido, separa-o, classifica-o e compila
os dados que são necessários para preparar as respostas;
elabora, ordena ou prepara os documentos relativos à encomenda, distribuição e regularização das compras e vendas;
recebe pedidos de informações e transmite-os à pessoa ou
serviço competente; põe em caixa o pagamento de contas
e entrega recibos; escreve em livros as receitas e despesas,
assim como outras operações efectuadas e de outros documentos para informação da direcção; atende os candidatos
às vagas existentes, informa-os das condições de admissão,
efectua registos de pessoal e preenche formulários oficiais
relativos ao pessoal ou à empresa; ordena e arquiva notas
de livranças, recibos, cartas e outros documentos para
informação da direcção; atende os candidatos às vagas
existentes, informa-os das condições de admissão, efectua
registos de pessoal e preenche formulários oficiais relativos ao pessoal ou à empresa; ordena e arquiva notas de
livranças, recibos, cartas e outros documentos e elabora
dados estatísticos. Acessoriamente nota em estenografia,
escreve à máquina e opera em máquinas de escritório. Para
além da totalidade ou parte das tarefas acima descritas,
pode verificar e registar a assiduidade do pessoal, assim
como os tempos gastos na execução das tarefas, com vista
ao pagamento de salários ou outros fins.
Escriturário principal. — É o trabalhador que executa
tarefas mais exigentes que competem ao escriturário, nomeadamente tarefas relativas a determinados assuntos de
pessoal de legislação ou fiscais, apuramentos e cálculos
contabilísticos e estatísticos complexos e tarefas de relação
com fornecedores e ou clientes que obriguem a tomadas
de decisões correntes, ou executando as tarefas mais exi-
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
gentes na secção, colabora directamente com o chefe de
secção e, no impedimento deste, coordena ou controla as
tarefas de um grupo de trabalhadores administrativos com
actividades afins.
Estagiário. — É o trabalhador que auxilia o escriturário
e se prepara para essa função.
Fiel de armazém. — É o trabalhador que, nos armazéns,
regista internamente as entradas e saídas de materiais,
ferramentas e produtos, controla e responde pelas existências.
Fogueiro. — É o trabalhador que alimenta e conduz
geradores de vapor, competindo-lhe, além do estabelecido
pelo regulamento da profissão de fogueiro (Decreto-Lei
n.º 46 989, de 30 de Abril de 1966), providenciar pelo
bom funcionamento de todos os equipamentos acessórios,
bem como pelo tratamento de água e boa conservação das
instalações.
Guarda. — É o trabalhador encarregado da vigilância
de edifícios, instalações fabris ou outros locais para os proteger, podendo registar saídas ou entradas de mercadorias,
veículos e materiais.
Guarda-livros. — É o trabalhador que se ocupa da escrituração de registos ou de livros de contabilidade, gerais
ou especiais, analíticos ou sintéticos, selados ou não selados, executando nomeadamente trabalhos contabilísticos
relativos ao balanço anual e apuramento dos resultados da
exploração e do exercício. Pode colaborar nos inventários
das existências, simples ou com juros, e executar trabalhos
conexos. Não havendo secção própria de contabilidade,
superintende os referidos serviços e tem a seu cargo a elaboração de balanços e escrituração dos livros selados ou é
responsável pela boa ordem e execução dos trabalhos.
Inspector de vendas. — É o trabalhador que inspecciona
os serviços dos vendedores, visita os clientes e informa-se
das suas necessidades, recebe as reclamações dos clientes
e verifica a acção dos inspeccionados pelas notas de encomenda. Pode receber as encomendas.
Motorista (pesados ou ligeiros). — É o trabalhador que,
possuindo cara de condução profissional, tem a seu cargo
a condução de veículos automóveis (pesados ou ligeiros).
Compete-lhe zelar pelo bom estado de funcionamento,
conservação e limpeza da viatura e proceder à verificação
directa dos níveis de óleo, água e combustível e do estado
de pressão dos pneumáticos. Em caso de avaria ou acidente,
toma as providências adequadas e recolhe os elementos
necessários para apreciação das entidades competentes.
Quando em condução de veículos de carga, compete-lhe
orientar a carga, descarga e arrumação das mercadorias
transportadas.
Motorista vendedor-distribuidor. — É o trabalhador
que, possuindo carta de condução profissional e conduzindo um veículo de carga, promove, vende e entrega os
produtos da empresa, zela pela boa conservação da viatura
e respectiva carga e procede à facturação e cobrança dos
produtos vendidos.
Oficial electricista. — É o trabalhador electricista que
executa todos os trabalhos da sua especialidade e assume
a responsabilidade dessa execução, monta e repara instrumentos de medida e controlo industrial.
Operador de estação elevatória — água e esgotos. — É
o trabalhador que opera e vigia o funcionamento dos equipamentos das instalações de bombagem e elevação de
águas e esgotos: acciona os comandos da instalação rela-
tivos à passagem da água pelos filtros, grelhas e sifões e
manobra as respectivas comportas; regista em mapas os
valores observados no equipamento das instalações de
bombagem destinadas à captação e distribuição de água
ou dejectos e colabora na limpeza e conservação dos equipamentos.
Operador de fritadeira. — É o trabalhador que vigia
e assegura o funcionamento de uma máquina de fritar
batatas, nomeadamente preparação da máquina, verificando a quantidade e qualidade da batata existente
no sem-fim da depiladeira. Procede ao enchimento
do dispositivo de lavagem e vigia o funcionamento
do dispositivo de fritar. Controla o nível do óleo e a
temperatura da máquina.
Operador de instalações de tratamento de água. — É
o trabalhador que opera e vigia instalações de tratamento
e pré-tratamento de água: prepara soluções químicas para
o tratamento de água a partir de análises efectuadas; interpreta e regista os resultados de leituras e incidentes de
exploração; determina o Ph da água e procede às correcções necessárias; colabora na vigilância e nos trabalhos
de conservação dos equipamentos e zela pela limpeza das
instalações e equipamentos.
Operador de máquinas de contabilidade. — É o trabalhador que trabalha com máquinas de registo das operações contabilísticas, faz lançamentos, simples registos
ou cálculos estatísticos, verifica a exactidão das facturas,
recibos e outros documentos. Por vezes executa diversos
trabalhos de escritório relacionados com as operações de
contabilidade.
Operador de máquinas de empacotar. — É o trabalhador
que vigia e assegura o funcionamento de uma máquina
automática utilizada para envolver o produto e fechar a respectiva embalagem, nomeadamente preparando a máquina,
colocando a bobina de material de envolvimento no eixo da
máquina e regulando as guiar. Introduz a película através
dos rolos de transporte e prende-os ao mecanismo de embalar. Regula, se necessário, os sistemas que comandam a
tensão das bobinas e a velocidade das películas. Posiciona
o mecanismo eléctrico de termossoldagem para o fecho
lateral das embalagens. Põe a máquina em funcionamento.
Vigia a alimentação da máquina. Corrige o funcionamento
da máquina sempre que necessário.
Operador de máquinas de pinhão e outros frutos
secos. — É o trabalhador que vigia e assegura o funcionamento de uma ou mais máquinas utilizadas para descascar
as pinhas e partir o pinhão e outros frutos secos. É o responsável pela alimentação das máquinas. Escolhe, lava,
seca e ensaca o pinhão.
Operador mecanográfico. — É o trabalhador que abastece e opera com máquinas mecanográficas tais como
interpretadores, separadoras, reprodutoras, intercaladoras,
calculadoras, tabuladoras; prepara a máquina para o trabalho a realizar mediante o programa que lhe é fornecido;
assegura o funcionamento do sistema de alimentação; vigia
o funcionamento e executa o trabalho consoante as indicações recebidas; recolhe os resultados obtidos; regista o
trabalho realizado e comunica superiormente as anomalias
verificadas na sua execução.
Paquete. — É o trabalhador menor de 18 anos que
presta unicamente os serviços referidos na definição de
funções dos contínuos.
1867
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Pedreiro. — É o trabalhador que, exclusiva ou predominantemente, executa alvenarias em tijolo, pedra ou blocos,
podendo também fazer assentamento de manilhas, tubos ou
cantarias, rebocos ou outros trabalhos similares ou complementares, podendo executar serviços de conservação
e reparação de construção civil.
Porteiro. — É o trabalhador cuja missão consiste em
vigiar as entradas e saídas de pessoal, veículos e mercadoria
nas instalações, receber a correspondência e comunicar a
chegada dos visitantes.
Praticante. — É o trabalhador que faz tirocínio para
qualquer das profissões previstas nesta convenção.
Pré-oficial electricista. — É o trabalhador electricista
que, tendo completado o tempo de permanência como
ajudante, ou satisfazendo as condições escolares exigidas,
coadjuva os oficiais e, cooperando com eles, executa trabalhos de menos responsabilidade.
Secretário de direcção. — É o trabalhador que se ocupa
do secretariado específico da administração ou direcção
da empresa. Entre outras, competem-lhe as seguintes funções: redigir actas das reuniões de trabalho; assegurar,
por sua própria iniciativa, o trabalho de rotina diária do
gabinete; providenciar pela realização das assembleias
gerais, reuniões de trabalho, contratos e escrituras. Pode
operar eventualmente com telex.
Serralheiro mecânico. — É o trabalhador que executa peças, monta, repara e conserva vários tipos de
máquinas, motores e outros conjuntos mecânicos, com
excepção dos instrumentos de precisão e das instalações
eléctricas.
Servente. — É o trabalhador que executa cargas e descargas, arruma caixas em paletes e executa trabalhos complementares não especializados necessários. Procede ainda
à limpeza geral ou parcial da fábrica.
Telefonista. — É o trabalhador que opera numa cabina
ou central, ligando e interligando comunicações telefónicas, independentemente da designação técnica do material
instalado, podendo eventualmente executar outras tarefas
compatíveis com a sua função.
Tesoureiro. — É o trabalhador que dirige a tesouraria, em escritórios em que haja departamento próprio,
tendo a responsabilidade dos valores de caixa que lhe
estão confiados; verifica as diversas caixas e confere as
respectivas existências; prepara os fundos para serem
depositados nos bancos e toma as disposições necessárias para levantamentos; verifica periodicamente se
o montante dos valores em caixa coincide com o que
os livros indicam. Pode, por vezes, autorizar certas
despesas e executar outras tarefas relacionadas com as
operações financeiras.
Torrador de frutos secos. — É o trabalhador que escolhe, prepara e torra frutos secos e zela pelo bom funcionamento das respectivas máquinas.
Vendedor. — É o trabalhador que, predominantemente
fora do estabelecimento, solicita encomendas, promove
e vende mercadorias ou serviços por conta da entidade
patronal. Transmite as encomendas ao escritório central
ou delegações a que se encontra adstrito e envia relatórios sobre as transacções que efectua. Mantêm-se, no
entanto, em vigor os regimes de funções praticados na
empresa.
1868
ANEXO III
Tabela salarial
Níveis
Categorias profissionais
Remunerações
mínimas mensais
(em euros)
0
Director de serviços/divisão. . . . . . . . . . . . . .
1 107,50
1
Chefe de serviços/departamento . . . . . . . . . .
1 005,50
2
Encarregado fabril . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Encarregado de laboratório . . . . . . . . . . . . . .
Encarregado de manutenção . . . . . . . . . . . . .
Chefe de vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
841,50
3
Ajudante de encarregado fabril . . . . . . . . . . .
Chefe de secção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Encarregado de armazém. . . . . . . . . . . . . . . .
Guarda-livros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tesoureiro. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
757,50
4
Chefe de equipa (electricista, metalúrgico,
produção, vendas e outros) . . . . . . . . . . . .
Escriturário principal . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Fogueiro principal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Secretário de direcção . . . . . . . . . . . . . . . . . .
661,50
5
Analista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Caixa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Escriturário de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Fiel de armazém
Fogueiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Inspector de vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Motorista de pesados . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Motorista vendedor-distribuidor . . . . . . . . . .
Oficial electricista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Operador de máquinas de contabilidade de 1.ª
Operador mecanográfico de 1.ª . . . . . . . . . . .
Pedreiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Serralheiro mecânico de 1.ª . . . . . . . . . . . . . .
Vendedor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
621,50
6
7
Condutor de máquinas e aparelhos de elevação
e transporte. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Motorista de ligeiros . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Operador de estação elevatória — águas e esgotos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Operador de fritadeira . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Operador de instalações de tratamento de
água . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Operador de máquinas de empacotar. . . . . . .
Operador de máquinas de pinhão e outros frutos secos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Torrador de frutos secos. . . . . . . . . . . . . . . . .
Cobrador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Escriturário de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Fogueiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Operador de máquinas de contabilidade de 2.ª
Operador mecanográfico de 2.ª . . . . . . . . . . .
Pedreiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Pré-oficial electricista do 2.º ano . . . . . . . . . .
Serralheiro mecânico de 2.ª . . . . . . . . . . . . . .
Ajudante de motorista . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Ajudante de motorista vendedor-distribuidor
Auxiliar de armazém . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
573,50
563,50
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Níveis
8
Categorias profissionais
Demonstrador/Repositor . . . . . . . . . . . . . . . .
Escriturário de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Fogueiro de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Pedreiro de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Pré-oficial electricista do 1.º ano . . . . . . . . . .
Serralheiro mecânico de 3.ª . . . . . . . . . . . . . .
Telefonista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Julho de 2008 e n.º 18, de 15 de Maio de 2009, dá nova
redacção à seguinte matéria:
Remunerações
mínimas mensais
(em euros)
CAPÍTULO I
522,50
Área, âmbito, vigência, denúncia e revisão
Cláusula 1.ª
Área e âmbito
9
Ajudante de electricista do 2.º ano. . . . . . . . .
Auxiliar de laboratório. . . . . . . . . . . . . . . . . .
Estagiário do 2.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Guarda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Porteiro. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Praticante do 2.º ano. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Servente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
494,50
10
Contínuo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Embalador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Escolhedor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
491,50
11
Ajudante de electricista do 1.º ano. . . . . . . . .
Estagiário do 1.º ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Praticante do 1.º ano. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
478,50
12
Aprendiz. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Paquete. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
475
1 — O presente contrato obriga, por um lado, todas as empresas que se dediquem, no território nacional, ao fabrico de
pastelaria (incluindo a congelada), confeitaria e conservação
de fruta representadas pela ANCIPA — Associação Nacional
de Comerciantes e Industriais de Produtos Alimentares e, por
outro, os trabalhadores ao seu serviço representados pelo
SETAA — Sindicato da Agricultura, Alimentação e Florestas.
2 — O presente CCT abrange 380 empresas e 4900 trabalhadores.
Cláusula 2.ª
Vigência, denúncia e revisão
Lisboa, 31 de Março de 2010.
Pela ANCIPA — Associação Nacional de Comerciantes
e Industriais de Produtos Alimentares:
Estêvão Miguel de Sousa Anjos Martins, mandatário.
Pelo SETAA — Sindicato da Agricultura, Alimentação
e Florestas:
Jorge Santos, mandatário.
Depositado em 3 de Maio de 2010, a fl. 75 do livro
n.º 11, com o n.º 73/2010, nos termos do artigo 494.º do
Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12
de Fevereiro.
1 — Este contrato entra em vigor nos termos legais,
sem prejuízo do disposto no número seguinte.
2 — As tabelas salariais e as cláusulas de expressão pecuniária produzem efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2010.
3 — O período mínimo de vigência deste contrato é
de um ano.
4 — Por denúncia entende-se o pedido de revisão feito
por escrito à parte contrária, acompanhada de proposta
de alteração.
5 — A parte destinatária da denúncia deve responder
no decurso dos 30 dias imediatos, contados a partir da
recepção daquela.
6 — As negociações iniciar-se-ão dentro do prazo de
oito dias a contar da data de recepção da resposta à proposta de alteração.
7 — O presente contrato colectivo de trabalho mantém-se em vigor até ser substituído, no todo ou em parte, por
outro instrumento de regulamentação colectiva.
CAPÍTULO II
Admissão e carreira profissional
Cláusula 3.ª
Categorias profissionais
Contrato Colectivo entre a ANCIPA — Associação
Nacional de Comerciantes e Industriais de Produtos Alimentares e o SETAA — Sindicato da
Agricultura, Alimentação e Florestas (pastelaria,
confeitaria e conservação de fruta — pessoal
fabril) — Revisão global.
Cláusula prévia
A presente revisão altera o CCT para a indústria de
pastelaria, confeitaria e conservação de fruta — pessoal
fabril, publicado nos Boletim do Trabalho e Emprego,
1.ª série, n.º 30, de 15 de Agosto de 2007, n.º 27, de 22 de
Os trabalhadores abrangidos por este contrato colectivo
de trabalho serão classificados nas categorias profissionais
definidas no anexo I.
Cláusula 4.ª
Condições de admissão
Não poderão ser admitidos menores com idade inferior
a 16 anos e que não possuam as habilitações mínimas
legais.
Cláusula 5.ª
Informação livre das condições de trabalho
No acto de admissão a entidade patronal entregará ao
trabalhador documento escrito sobre as condições aplicáveis à relação laboral, nos termos legais.
1869
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Cláusula 6.ª
Período experimental
1 — Salvo estipulação em contrário, a admissão dos
trabalhadores obedece os períodos experimentais previstos
na lei.
2 — Tendo o período experimental durado mais de
60 dias, para denunciar o contrato nos termos previstos
no número anterior, o empregador tem de dar um aviso
prévio de 7 dias.
3 — Quando a entidade patronal fizer cessar o contrato
sem respeitar o aviso prévio fixado no número anterior, o
trabalhador receberá uma indemnização correspondente
ao período de aviso prévio em falta.
4 — Findo o período experimental, a admissão torna-se
efectiva, contando-se o tempo de serviço a partir da data
da admissão provisória.
5 — Quando qualquer trabalhador transitar de uma
empresa para outra da qual a primeira seja associada,
deverá contar-se, para todos os efeitos, a data da admissão na primeira, bem como a respectiva categoria
profissional e demais direitos previstos neste contrato
colectivo de trabalho se, entretanto, não for aplicável
outro mais vantajoso.
Cláusula 7.ª
Contratos de trabalho a termo
1 — Só é permitida a celebração de contratos a termo
certo ou incerto, de acordo com o disposto na lei.
2 — Os contratos celebrados nos termos do número
anterior deverão obedecer às seguintes condições:
a) O contrato não pode ser inferior a um mês;
b) As horas suplementares nocturnas relativas ao trabalho a termo regem-se pelas normas constantes deste
contrato colectivo de trabalho;
c) São devidas a estes trabalhadores todas as regalias
existentes para os trabalhadores efectivos da empresa, salvo
as relativas à cessação do contrato de trabalho;
d) O salário dos trabalhadores contratados a termo será,
no mínimo, o correspondente ao da categoria de auxiliar,
salvo se as funções desempenhadas se enquadrem noutra categoria profissional a que corresponda salário mais
elevado.
3 — O trabalhador contratado a termo tem direito a
preencher qualquer vaga que se verifique na empresa,
nos termos em que o mesmo direito compete ao pessoal
substituto e logo a seguir a este.
Cláusula 8.ª
Substituição
1 — A admissão de qualquer trabalhador para desempenhar as funções de outro cujo contrato se encontre suspenso
por doença, acidente de trabalho, serviço militar obrigatório ou qualquer outro facto que não lhe seja imputável,
é considerada provisória e durará até ao termo do impedimento do substituído.
2 — Enquanto durar a substituição, o trabalhador substituto terá direito à mesma retribuição do trabalhador substituído.
3 — Se o trabalhador, no entanto, continuar ao serviço
durante mais duas semanas após o regresso do substituído,
a admissão considerar-se-á definitiva, produzindo efeitos
a contar da data da admissão provisória.
4 — O trabalhador substituto terá a categoria profissional do substituído e não poderá ter remuneração inferior
à deste.
Cláusula 9.ª
Acessos
1 — A menos que seja acordado regime mais favorável
entre o trabalhador e a entidade patronal, serão classificados como aspirantes ou como aprendizes todos os trabalhadores que ingressem na profissão, consoante desempenhem
funções, respectivamente, no sector de fabrico ou nos
serviços complementares de fabrico e desde que não lhes
caiba outra categoria nos termos da cláusula 12.ª
2 — Nenhum trabalhador poderá permanecer mais de
dois anos na categoria de auxiliar (de fabrico ou dos serviços complementares), aspirante ou aprendiz, devendo
obrigatoriamente aceder às categorias superiores decorrido
esse prazo.
3 — O oficial de 3.ª ou o operário de 2.ª podem, ao fim
de três anos, requerer exame de competência, respectivamente, a oficial de 2.ª e ou a operário de 1.ª, ocupando as
novas vagas na empresa desde que haja vaga no quadro.
4 — Independentemente do disposto no número anterior,
o oficial de 3.ª ou o operário de 2.ª serão obrigatoriamente
promovidos a oficial de 2.ª e ou operário de 1.ª, logo que
cumpram o tempo de cinco anos naquelas categorias.
5 — O oficial de 2.ª e o operário de 1.ª com dois anos
de permanência nessa categoria poderão requerer o competente exame de qualificação, respectivamente, a oficial
de 1.ª e a encarregado, ocupando as novas categorias na
empresa desde que haja vaga no quadro.
6 — O oficial de 1.ª com três anos de permanência nesta
categoria poderá requerer o competente exame de qualificação a mestre ao técnico, ocupando a nova categoria na
empresa desde que haja vaga no quadro.
7 — A proporção do pessoal em relação às diferentes
categorias é o constante do anexo II «Quadros obrigatórios».
8 — As vagas abertas deixadas pelos trabalhadores promovidos serão obrigatoriamente preenchidas.
9 — Nenhum trabalhador se poderá recusar a efectuar
tarefas que digam respeito a categoria igual ou inferior
à sua.
Cláusula 10.ª
Mudança da entidade patronal
Se um trabalhador transitar de uma empresa para outra,
dentro do mesmo ramo de actividade, a nova entidade patronal deverá manter-lhe a categoria profissional constante
do certificado de trabalho emitido pela anterior entidade
patronal, desde que, antes do início da relação laboral, este
seja facultado pelo trabalhador à nova entidade patronal.
Cláusula 11.ª
Quadros de pessoal
As entidades patronais obrigam-se o preencher o quadro de pessoal com dados relativos ao mês de Outubro e
1870
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
respeitantes a todas as pessoas ao seu serviço, independentemente do vínculo, o qual serão entregues durante o
mês de Novembro.
CAPÍTULO III
Retribuição mínima do trabalhador
Cláusula 12.ª
Retribuição mínima
1 — Os trabalhadores abrangidos por este CCT são remunerados ao mês e têm direito, conforme a sua categoria,
às remunerações mínimas fixadas em anexo.
2 — Sempre que se torne necessário calcular o salário
horas ou o salário diário utilizar-se-ão as seguintes fórmulas:
Cláusula 16.ª
Subsídio de Natal
1 — Até ao dia 15 de Dezembro, os trabalhadores têm
direito a um subsídio correspondente a 100 % da retribuição mensal.
2 — Com referência ao ano de admissão e ano da cessação do contrato de trabalho, este subsídio será pago
na proporção do tempo de serviço prestado em cada um
desses anos.
3 — Nos casos de suspensão do contrato de trabalho
por impedimento prolongado é devido subsídio de Natal
na parte proporcional ao tempo de trabalho prestado.
CAPÍTULO IV
Prestação do trabalho
a) Salário/hora:
Cláusula 17.ª
Ordenado semanal × 12
Número de horas semanais × 52
Horário de trabalho
O período normal de trabalho é de 40 semanais.
b) Salário diário:
Cláusula 18.ª
Salário mensal
30
Trabalho por turnos
Cláusula 13.ª
Funções inerentes a outras categorias
1 — Quando algum trabalhador exerça com carácter
de regularidade funções inerentes a diversas categorias,
receberá a retribuição estipulada para a mais elevada.
2 — Sempre que, em cumprimento de ordem legítima,
o trabalhador execute serviços de categoria superior àquela
para que está contratado, ser-lhe-á paga a retribuição correspondente a esses serviços.
Cláusula 14.ª
Benefício da refeição
1 — A entidade patronal obriga-se a fornecer gratuitamente o pequeno-almoço a todos os trabalhadores, desde
que iniciem o período de trabalho antes das 7 horas.
2 — As empresas obrigam-se o conceder aos trabalhadores um subsídio diário de € 4,10 a título de alimentação,
por qualquer dia em que prestam, pelo menos, quatro horas
de serviço.
3 — A entidade patronal pode, em vez do pagamento
daquele subsídio, fornecer em espécie o almoço ou o jantar.
Cláusula 15.ª
Diuturnidades
1 — Por cada grupo de cinco anos de trabalho será
concedido ao trabalhador o direito a uma diuturnidade,
até o máximo de seis.
2 — A cada diuturnidade corresponde uma concessão
pecuniária de € 11 mensais.
3 — A promoção de um trabalhador não prejudica o
direito que ele tem às diuturnidades já vencidas.
1 — Deverão ser organizados turnos de pessoal, nos
termos da lei, sempre que o período de funcionamento
ultrapasse os limites máximos dos períodos normais de
trabalho.
2 — As escalas de turnos rotativos só poderão prever
mudanças de turno após o período de descanso semanal.
3 — A entidade patronal deverá, sempre que possível,
efectuar a constituição dos turnos até 60 dias antes do seu
início e afixá-la com 30 dias de antecedência.
4 — São permitidas trocas de turnos entre trabalhadores
da mesma especialidade, desde que previamente acordadas
entre trabalhadores interessados e a entidade patronal.
5 — Nos casos de prestação de trabalho em regime de
turnos rotativos é sempre devido subsídio de turno, sem
prejuízo do subsídio nocturno quando devido.
Cláusula 19.ª
Trabalho suplementar
1 — O trabalho suplementar pode ser prestado para
fazer face a acréscimos eventuais de trabalho ou em casos
de força maior e ainda quando se torne indispensável para
prevenir ou reparar prejuízos graves para a empresa ou
para a sua viabilidade.
2 — Os trabalhadores não são obrigados à prestação de
trabalho suplementar quando, havendo motivos atendíveis,
designadamente a assistência imprescindível ao agregado
familiar, expressamente solicitem a sua dispensa.
Cláusula 20.ª
Isenção do horário de trabalho
1 — Pode ser concedido isenção do horário de trabalho
para os trabalhadores que exerçam cargos de confiança ou
de direcção e ainda em categorias profissionais em que tal
se justifique.
1871
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
2 — A isenção do horário de trabalho confere ao trabalhador direito a um subsídio mensal de 20 % a 30 % do
vencimento mensal.
3 — O acordo entre a entidade patronal e o trabalhador
onde se estabelecer a isenção do horário deverá ser remetido à Inspecção-Geral do Trabalho.
Cláusula 21.ª
Retribuição do trabalho suplementar
1 — O trabalho suplementar dá direito a um acréscimo
da remuneração de 100 %.
2 — Para efeitos do número anterior, e sempre que seja
necessário calcular o salário/hora, usar-se-á a fórmula
prevista na cláusula 12.ª
b) Dois dias de férias até ao máximo de duas faltas ou
quatro meios-dias;
c) Um dia de férias até ao máximo de três faltas ou seis
meios-dias.
3 — A retribuição referente ao período de férias não
pode ser inferior à que os trabalhadores receberiam se
estivessem em serviço efectivo e deve ser pago antes do
início daquele período.
4 — Além da retribuição mencionada no número anterior, os trabalhadores têm direito a um subsídio de férias
de montante igual ao dessa retribuição, com excepção dos
dias respeitantes ao n.º 2, o qual deve ser pago antes do
início daquele período.
Cláusula 22.ª
Cláusula 25.ª
Trabalho nocturno
Fixação da época de férias
1 — Considera-se trabalho nocturno o prestado entre
as 20 e as 7 horas.
2 — O trabalho nocturno será retribuído com o acréscimo de 50 %, sem prejuízo do acréscimo por trabalho
extraordinário quando a este haja lugar.
1 — A fixação da época das férias deve ser escolhida de
comum acordo entre a entidade patronal e o trabalhador,
sem prejuízo do disposto na cláusula 26.ª
2 — Na falta de acordo, caberá à entidade patronal a
elaboração do mapa de férias, fixando-as entre 1 de Maio
e 31 de Outubro, ouvindo para o efeito a comissão sindical
ou intersindical, ou os delegados sindicais, pela ordem
indicada.
3 — Aos trabalhadores que pertençam ao mesmo agregado familiar deverá ser concedida, desde que a solicitem,
a faculdade de gozarem férias simultaneamente.
4 — No caso previsto no n.º 2 desta cláusula, a época
de férias tem de ser afixada entre 1 de Maio e 31 de Outubro.
5 — A relação de férias tem de ser afixada na empresa
até 15 de Abril de cada ano.
6 — Uma vez fixado, o período de férias só pode ser
alterado com o expresso acordo de ambas as partes, cada
uma delas tendo direito a ser indemnizada pelos prejuízos
decorrentes da alteração, quando devidamente comprovados.
CAPÍTULO V
Suspensão da prestação de trabalho
SECÇÃO I
Férias
Cláusula 23.ª
Direito a férias
1 — O trabalhador tem direito a férias em virtude do
trabalho prestado em cada ano civil, sendo tal direito irrenunciável.
2 — O direito a férias, bem como o respectivo subsídio,
vence-se no dia 1 de Janeiro do ano civil subsequente ao
da sua admissão, sem prejuízo do disposto no n.º 1 da
cláusula 24.ª
3 — Cessando o contrato de trabalho, o trabalhador tem
direito à parte proporcional das férias e respectivo subsídio
dos meses decorridos no ano da cessação do contrato.
Cláusula 24.ª
Período de férias
1 — Todos os trabalhadores abrangidos por este contrato
colectivo de trabalho terão direito a 22 dias úteis de férias
remuneradas, excepto no ano de admissão, em que terão
direito, após seis meses de execução do contrato, a 2 dias
úteis de férias por cada mês de duração do contrato, até
ao máximo de 20 dias úteis.
2 — A duração do período de férias é ainda aumentada
no caso do trabalhador não ter faltado ou na eventualidade
de ter apenas faltas justificadas, no ano a que as férias se
reportam, nos seguintes termos:
a) Três dias de férias até ao máximo de uma falta ou
dois meios-dias;
Cláusula 26.ª
Encerramento total para férias
1 — A empresa pode encerrar completamente todas
ou algumas das suas secções, para efeito de concessão
de férias.
2 — O período de encerramento terá de ser acordado
entre a empresa e a comissão sindical e comunicado por
escrito aos trabalhadores por meio de edital afixado na
empresa até Fevereiro de cada ano.
3 — Nos casos previstos nesta cláusula, as férias têm de
ser concedidas entre 1 de Maio e 30 de Setembro.
4 — Ao trabalhador que, durante o encerramento da
empresa, não tiver direito a férias será garantida a remuneração do período de inactividade.
Cláusula 27.ª
Proibição de interrupção de férias
É proibido à entidade patronal interromper as férias que
o trabalhador esteja a gozar.
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Cláusula 28.ª
SECÇÃO II
Doença ou férias e violação do direito a férias
Descanso semanal e feriados
1 — As férias não podem coincidir com períodos de
doença, sem prejuízo do disposto na cláusula 25.ª e no
n.º 4 da cláusula 24.ª
2 — Sempre que um período de doença coincida, no
todo ou em parte, com o período de férias, considerar-se-ão
estas como não gozadas na parte correspondente.
3 — Quando se verificar a aludida situação de
doença relativamente a um período de férias já iniciado, o trabalhador deverá comunicar imediatamente
e comprovar o dia do início da doença, bem como o
seu termo.
4 — A entidade patronal que não cumprir, total ou parcialmente, as suas obrigações relativas a férias nos termos
expostos pagará ao trabalhador, a título de indemnização,
o triplo da retribuição correspondente ao tempo de férias
que deixou de gozar, bem como o triplo do respectivo
subsídio.
Cláusula 29.ª
Efeitos da suspensão do contrato de trabalho
por impedimento prolongado
1 — No ano da suspensão do contrato de trabalho por
impedimento prolongado, respeitante ao trabalhador, se
se verificar a impossibilidade total ou parcial do gozo do
direito a férias já vencido, o trabalhador terá direito à retribuição correspondente ao período de férias não gozado
e respectivo subsídio.
2 — No ano da cessação do impedimento prolongado,
o trabalhador tem direito, após a prestação de três meses
de efectivo serviço, a um período de férias e respectivo
subsídio equivalentes aos que se teriam vencido em 1 de
Janeiro desse ano se tivesse estado ininterruptamente ao
serviço.
3 — No caso de sobrevir o termo do ano civil antes de
decorrido o prazo referido no número anterior ou de gozado
o direito a férias, pode o trabalhador usufruí-lo até 30 de
Abril do ano civil subsequente.
4 — No caso de incorporação no serviço militar, sendo
conhecida a data da incorporação, com a antecedência
mínima de 40 dias, a entidade patronal deve conceder a
esses trabalhadores as férias vencidas no decurso desse
ano e respectivo subsídio.
Cláusula 30.ª
Férias e cessação do contrato
1 — Cessando o contrato de trabalho, a entidade patronal pagará ao trabalhador a retribuição correspondente ao
período de férias vencido e respectivo subsídio salvo se
o trabalhador já as tiver gozado, bem como a retribuição
correspondente a um período de férias e subsídio proporcionais ao tempo de serviço prestado no próprio ano da
cessação.
2 — O período de férias não gozadas por motivo de
cessação do contrato conta-se sempre para efeitos de antiguidade.
Cláusula 31.ª
Descanso semanal
Para os trabalhadores abrangidos por este contrato o
descanso semanal obrigatório é o domingo, sendo o descanso complementar para os trabalhadores da pastelaria o
sábado ou a segunda-feira ou metade do período normal de
trabalho do sábado e para os trabalhadores de confeitaria
e conservação de fruta o sábado.
Cláusula 32.ª
Feriados
1 — São considerados de descanso obrigatório, com
direito a remuneração normal e não recuperáveis os dias:
1 de Janeiro;
Terça-feira de Carnaval;
Sexta-Feira Santa e Domingo de Páscoa;
25 de Abril e 1 de Maio;
Corpo de Deus (festa móvel);
10 de Junho;
15 de Agosto;
5 de Outubro;
1 de Novembro;
1 de Dezembro;
8 de Dezembro;
25 de Dezembro;
E feriado municipal (da localidade onde o trabalhador
presta serviço).
2 — Expressamente proibido o trabalho nos dias 1 de
Janeiro, 25 de Abril, 1 de Maio e 25 de Dezembro.
Cláusula 33.ª
Remuneração em dias de descanso semanal
obrigatório, complementar e feriados
A remuneração em dias de descanso semanal obrigatório, complementar e feriados, quando nestes haja prestação
de trabalho, é igual ao triplo da remuneração normal.
Cláusula 34.ª
Descanso compensatório
1 — O trabalhador que prestar serviço em dia de descanso semanal obrigatório além da retribuição referida na
cláusula 33.ª, terá ainda direito a descansar, num dos três
dias seguintes.
2 — Quando ocorrer prestação de trabalho em dias de
descanso semanal complementar e feriado os trabalhadores têm direito a um descanso compensatório remunerado
correspondente a 25 % das horas efectuadas.
3 — O trabalho suplementar confere também direito a
um descanso compensatório remunerado correspondente
a 25 % das horas efectuadas.
4 — O descanso compensatório vence-se quando perfizer um mínimo de horas igual ao período normal de
trabalho diário e deve ser gozado nos 90 dias seguintes.
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SECÇÃO III
Cláusula 37.ª
Faltas
Faltas injustificadas
Cláusula 35.ª
Noção de falta e seu âmbito
1 — Por falta entende-se a ausência, por inteiro, de um
dia de trabalho.
2 — Nos casos de ausência durante períodos inferiores
a um dia de trabalho, os respectivos tempos serão adicionados, contando-se essas ausências como faltas, desde que
perfaçam um ou mais dias completos de trabalho.
3 — A entidade patronal não poderá, nestas circunstâncias, impedir o trabalhador de retomar em qualquer altura
o seu trabalho.
Cláusula 36.ª
Faltas justificadas
1 — Os trabalhadores podem faltar, sem perda de qualquer direito, designadamente retribuição, férias ou antiguidade, nas seguintes condições:
a) Durante 15 dias seguidas, por altura do casamento;
b) Durante 5 dias consecutivos por falecimento de cônjuge não separado de pessoas e bens ou de parente ou
afim no 1.º grau na linha recta ou de pessoa que viva em
união de facto ou economia comum com o trabalhador,
nos termos da lei;
c) Durante 2 dias consecutivos por falecimento de outro parente ou afim na linha recta ou em 2.º grau na linha
colateral;
d) Para prestação de provas em estabelecimento de
ensino, nos termos da lei;
e) Por impossibilidade de prestar trabalho devido a
facto que não seja imputável ao trabalhador, nomeadamente doença, acidente ou cumprimento de obrigações
legais;
f) Por necessidade de prestação de assistência inadiável
e imprescindível a membros do agregado familiar nos
termos da lei;
g) Ausências não superiores a quatro horas e só pelo
tempo estritamente necessário, justificadas pelo responsável pela educação do menor, uma vez por trimestre, para
deslocação à escola, tendo em vista inteirar-se da situação
educativa do filho menor;
h) Pelos trabalhadores eleitos para as estruturas de representação colectiva, nos termos da lei;
i) Por candidatos a eleições para cargos políticos, durante o período legal da respectiva campanha eleitoral;
j) Autorizados ou aprovadas pelo empregador;
k) Que por lei forem como tal qualificadas.
2 — Nos casos previstos nos alíneas do número anterior,
a entidade patronal poderá exigir prova da veracidade dos
factos alegados, só sendo as faltas consideradas justificadas
quando dadas por ocasião da ocorrência.
3 — As faltas justificadas não determinam a perda de
retribuição nem a diminuição do período de férias, subsídio
de férias e subsídio de Natal.
4 — Para efeitos desta cláusula, é considerado cônjuge
a pessoa única que viva maritalmente com o trabalhador.
1 — Consideram-se injustificadas todas as faltas que
não possam integrar-se na cláusula anterior.
2 — As faltas injustificadas implicam a perda de retribuição, podendo dar origem a processo disciplinar; em
nenhum caso, porém, determinam a redução no período
de férias, subsídio de férias e subsídio de Natal.
Cláusula 38.ª
Impedimentos prolongados
Quando um trabalhador esteja temporariamente impedido de comparecer ao trabalho, por facto que lhe não
seja imputável, nomeadamente serviço militar, doença e
acidente e o impedimento se prolongue por mais de um
mês, manterá direito ao lugar com a categoria, antiguidade
e demais regalias que por este contrato colectivo ou iniciativa da entidade patronal lhe estava sendo atribuídos.
CAPÍTULO VI
Cessação do contrato
Cláusula 39.ª
Causas de extinção
O contrato de trabalho pode cessar por:
a) Caducidade;
b) Revogação;
c) Resolução;
d) Renúncia.
Cláusula 40.ª
Mútuo acordo das partes
1 — A cessação do contrato por mútuo acordo deve
sempre constar de documento escrito, assinado por ambas
as partes, em duplicado, sendo um exemplar para cada
porte.
2 — Desse documento pode constar outros efeitos acordados entre as partes, desde que não contrariem as leis
gerais de trabalho.
3 — São nulas as cláusulas segundo as quais as partes
declarem que o trabalhador não pode exercer direitos adquiridos ou reclamar créditos vencidos.
4 — No prazo de sete dias a contar da data da assinatura
do documento referido no n.º 2 desta cláusula, o trabalhador poderá revogá-lo unilateralmente, reassumindo o
exercício do cargo.
5 — No caso de exercer o direito referido no número
anterior, o trabalhador perderá a antiguidade que tinha, a
menos que faça prova de que a declaração de revogar o
contrato foi devida a dolo ou coacção da outra parte.
Cláusula 41.ª
Despedimento com justa causa
1 — A cessação do contrato por despedimento da entidade patronal com justa causa só poderá verificar-se quando
exista comportamento culposo do trabalhador que, pela sua
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
gravidade e consequências, torne imediata e praticamente
impossível a subsistência da relação de trabalho.
2 — Constituirão designadamente justa causa de despedimento os comportamentos do trabalhador enumerados no
n.º 3 do artigo 396.º da Lei n.º 99/2003, de 27 de Agosto,
ou em qualquer futuro diploma legal que venha a regular
esta matéria.
3 — O apuramento da verificação da justa causa depende sempre de procedimento disciplinar, nos termos e
segundo preceituado neste contrato colectivo de trabalho
e na lei geral sobre despedimentos.
4 — Concluindo-se, nas instancias próprias, que o despedimento é inadequado ou injusto, o trabalhador fica com
direito às prestações pecuniárias que deveria ter normalmente auferido desde a data do despedimento até à data da
sentença, bem como à reintegração na empresa no respectivo cargo e com a antiguidade que lhe pertencia.
5 — Em substituição da reintegração, o trabalhador
pode optar por uma indemnização correspondente a um
mês de ordenado por cada ano completo de casa, não podendo a indemnização ser inferior a três meses.
6 — Tratando-se de dirigentes ou delegados sindicais,
a indemnização será o dobro da prevista no número anterior.
7 — Os trabalhadores com mais de 45 anos de idade
e o mínimo de 20 anos de casa terão ainda direito a uma
indemnização base de € 25 por cada ano de casa.
b) Alteração substancial e duradoura das condições de
trabalho no exercício legítimo de poderes do empregador;
c) Falta não culposa de pagamento pontual da retribuição.
Cláusula 42.ª
SECÇÃO I
Rescisão do trabalhador
Deveres
1 — O trabalhador tem o direito de rescindir o contrato
de trabalho por decisão unilateral, devendo comunicá-la
por escrito com aviso prévio de dois meses.
2 — No caso de o trabalhador ter menos de dois anos
completos de serviço, o aviso será de um mês.
3 — Se o trabalhador não cumprir total ou parcialmente,
pagará à outra parte, a título de indemnização, o valor da
retribuição correspondente ao período do aviso prévio
em falta.
4 — Ocorrendo justa causa, pode o trabalhador fazer
cessar imediatamente o contrato de trabalho.
5 — Constituem justa causa de resolução do contrato
pelo trabalhador, nomeadamente, os seguintes comportamentos do empregador:
a) Falta culposa do pagamento pontual da retribuição;
b) Violação culposa das garantias legais ou convencionais do trabalhador;
c) Aplicação de sanção abusiva;
d) Falta culposa de condições de higiene e segurança e
saúde no trabalho;
e) Lesão de interesses patrimoniais sérios do trabalhador;
f) Ofensa à integridade física ou moral, liberdade, honra
ou dignidade do trabalhador, punível por lei, praticada pelo
empregador ou seu representante legítimo.
6 — Constitui ainda justa causa de resolução do contrato
pelo trabalhador:
a) Necessidade de cumprimento de obrigações legais
incompatíveis com a continuação ao serviço;
7 — A cessação do contrato nos termos das alíneas a) e
f) do n.º 5 desta cláusula, confere ao trabalhador o direito
à indemnização prevista nos n.os 5 e 7 da cláusula 41.ª
Cláusula 43.ª
Caducidade do contrato de trabalho
1 — O contrato de trabalho caduca:
a) Expirado o prazo por que foi estabelecido;
b) Verificando-se impossibilidade superveniente, absoluta e definitiva, de o trabalhador prestar o seu trabalho ou
da empresa o receber;
c) Com o reforma do trabalhador.
2 — Nos casos previstos na alínea b) do n.º 1 desta cláusula, só se considera verificada a impossibilidade quando
ambos os contratantes a conheçam ou devam conhecer.
CAPÍTULO VII
Deveres e garantias das partes
Cláusula 44.ª
Deveres das entidades patronais
São deveres das entidades patronais:
a) Cumprir rigorosamente o contrato;
b) Passar ao trabalhador um certificado de trabalho,
nos termos da lei;
c) Tratar com urbanidade os seus trabalhadores e, sempre
que lhes tiverem de fazer qualquer observação ou admoestação, proceder de modo o não ferir a sua dignidade;
d) Exigir do trabalhador apenas trabalho compatível
com a sua profissão;
e) Prestar ao Sindicato todos os elementos relativos ao
cumprimento do contrato, quando solicitado;
f) Providenciar para que haja bom ambiente moral no
trabalho e, na medida do possível, boas condições materiais, especialmente no que concerne a comodidade,
higiene e segurança;
g) Facilitar a missão dos trabalhadores que sejam dirigentes sindicais, de instituições de previdência ou comissões paritárias, nos termos da lei e deste contrato.
Cláusula 45.ª
Deveres dos trabalhadores
São deveres dos trabalhadores:
a) Exercer com competência, zelo e assiduidade as funções que lhes forem confiadas;
b) Guardar segredo profissional;
1875
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
c) Obedecer à entidade patronal em tudo o que respeite
ao objecto do contrato de trabalho;
d) Respeitar e fazer-se respeitar dentro dos locais de
trabalho;
e) Zelar pelo bom estado do material que lhe for confiado;
f) Informar, com imparcialidade e isenção, em todos os
aspectos morais, disciplinares e de eficiência e competência
profissionais dos seus subordinados;
g) Dar estrito cumprimento a este contrato e observar
os regulamentos internos.
SECÇÃO II
Garantias
Cláusula 46.ª
Garantias dos trabalhadores
1 — Não é permitido à entidade patronal:
a) Exercer pressão sobre o trabalhador para que actue
no sentido de influir desfavoravelmente nas condições de
trabalho dele ou dos seus companheiros;
b) Transferir o trabalhador para outro local de trabalho
ou outra zona, fora da unidade em que presta serviço, se
essa transferência lhe causar prejuízo devidamente comprovado.
c) Nas situações de risco para a trabalhadora ou para
o nascituro (o que há-de nascer), impeditivo do exercício
de funções, independentemente do motivo que determine
esse impedimento, caso não lhe seja garantido o exercício
de funções e ou local compatíveis com o seu estado, o
trabalhadora goza do direito de licença, anterior ao parto,
pelo período de tempo necessário para prevenir o risco,
fixado por prescrição médica, sem prejuízo da licença por
maternidade prevista na alínea a);
d) Em caso de internamento hospitalar da mãe ou da
criança durante o período de licença a seguir ao parto, este
período será interrompido, a pedido daquela, pelo tempo
de duração do internamento;
e) Em caso de aborto, a mulher tem direito a licença com
duração mínima de 14 dias e máxima de 30 dias;
f) Em caso de morte de nado-vivo durante o período
de licença de parto, o mesmo período poderá ser reduzido
até 14 dias após o falecimento, sem prejuízo do disposto
na alínea g);
g) É obrigatório o gozo de, pelo menos, seis semanas
de licença por maternidade a seguir ao parto;
h) A gozar as férias a que tenha direito imediatamente
antes ou depois da licença de parto, salvo nos casos em que
as férias devam ser gozadas no sistema de encerramento
total ou parcial da empresa.
Cláusula 49.ª
Licença por maternidade
2 — Se a transferência a que se refere a alínea b) do
número anterior não causar prejuízo sério ao trabalhador, a
entidade patronal poderá transferi-lo desde que lhe custeie
as despesas de transporte e deslocações, cabendo à entidade
patronal a prova de inexistência de prejuízo.
3 — Havendo prejuízo, o trabalhador terá sempre direito
de exigir a indemnização prevista na cláusula 41.ª
1 — Os pais trabalhadores têm direito a uma licença
de cinco dias úteis, seguidos ou interpolados, no 1.º mês
a seguir ao nascimento do filho.
2 — O pai tem ainda direito a licença, por período de
duração igual àquele a que a mãe teria direito nos termos
da alínea a) da cláusula anterior e o ressalvo na alínea h)
da mesma cláusula, nos seguintes casos:
a) Incapacidade física ou psíquica da mãe, enquanto
esta se mantiver;
b) Morte da mãe;
c) Decisão conjunta dos pais.
CAPÍTULO VIII
Condições particulares de trabalho
Cláusula 47.ª
Para além dos direitos estipulados no presente CCT
para a generalidade dos trabalhadores, são assegurados,
em qualquer caso, sem prejuízo de garantia do lugar ou
do período de férias, os direitos constantes nas cláusulas
seguintes.
3 — No caso previsto na alínea b) do número anterior, o período mínimo de licença assegurado ao pai é de
14 dias.
4 — A morte ou incapacidade física ou psíquica da mãe
não trabalhadora durante o período de 98 dias imediatamente a seguir ao parto confere ao pai os direitos previstos
nos n.os 2 e 3.
Cláusula 48.ª
Cláusula 50.ª
Protecção à maternidade e paternidade
Adopção
Licença por maternidade
1 — As trabalhadoras têm os seguintes direitos:
a) A uma licença por maternidade de 120 dias consecutivos, 90 dos quais necessariamente a seguir ao parto,
podendo os restantes ser gozados, total ou parcialmente,
antes ou depois do parto;
b) Nos casos de nascimentos de múltiplos (gémeos), o
período de licença previsto no número anterior é acrescido
de 30 dias por cada gemelar além do primeiro;
1 — Em caso de adopção de menor de 15 anos, o candidato a adoptante tem direito a 100 dias consecutivos de
licença para acompanhamento do menor, com início a partir
da confiança judicial ou administrativo a que se referem
os diplomas legais que disciplinam o regime jurídico da
adopção.
2 — Quando a confiança administrativa consistir na
confirmação da permanência do menor a cargo do adoptante, este tem direito a licença desde que a data em que o
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
menor ficou de facto a seu cargo tenha decorrido há menos
de 60 dias, até à data em que estes se completem.
3 — Se ambos os cônjuges forem trabalhadores, o direito referido nos números do casal candidato a adoptante
integralmente ou por ambos, em termo parcial ou sucessivamente, conforme decisão conjunta.
4 — O disposto nos n.os 1 e 2 não se aplica se o menor
for filho do cônjuge do candidato a adoptante ou se já se
encontrar a seu cargo há mais de 60 dias.
Cláusula 51.ª
Dispensas para consultas e amamentação
1 — As trabalhadoras grávidas têm direito a dispensa
de trabalho para se deslocarem a consultas pré-natais
pelo tempo e número de vezes necessários e justificados.
2 — A mãe que, comprovadamente (por escrito e mediante apresentação de atestado médico), amamenta o filho
tem direito a ser dispensada em cada dia de trabalho por
dois períodos distintos de duração máxima de uma hora
(cada um) para o cumprimento dessa missão, durante todo
o tempo que durar a amamentação.
3 — No caso de não haver lugar à amamentação, a mãe
ou o pai trabalhador tem direito, por decisão conjunta, à
dispensa referida no número anterior para aleitação até o
filho perfazer um ano.
4 — No caso de trabalho a tempo parcial, a duração das
dispensas referidas nos números anteriores será reduzida
na proporção do período normal de trabalho desempenhado.
5 — O direito à dispensa do trabalho nos termos dos
números anteriores efectiva-se sem perda de remuneração
e de quaisquer regalias.
Cláusula 52.ª
CAPÍTULO IX
Formação profissional
Cláusula 55.ª
Obrigação das empresas
1 — É obrigação da entidade patronal proporcionar
aos trabalhadores ao seu serviço a necessária formação,
devendo ser ministrada pela própria empresa ou nas instituições acreditadas.
2 — As empresas devem contribuir para o aperfeiçoamento profissional dos trabalhadores, facilitando-lhe,
quando o solicitem e mereçam, e sempre que possível, a
frequência de cursos considerados de interesse profissional,
sem perda de retribuição.
3 — Deverão as empresas cooperar em todas as iniciativas conducentes à criação de cursos de formação geral
ou profissional.
CAPÍTULO X
Segurança social e acidentes de trabalho
Cláusula 56.ª
Subsídio de doença
1 — Em caso de doença devidamente comprovada, a
entidade patronal completará mensalmente ao trabalhador
a diferença entre a remuneração mensal ilíquida auferida à
data da baixa e o subsídio mensal atribuído pela segurança
social, até ao limite de 90 dias em cada ano, seguidos ou
alternados.
2 — Esta obrigação não existe se o tempo de baixa não
exceder os 15 dias.
3 — Esta obrigação não existe igualmente para os primeiros sete dias de cada baixa.
Suspensão da prestação de trabalho
O pai ou a mãe trabalhador tem direito a suspender a
prestação de trabalho pelo período de seis meses, prorrogáveis até ao limite de dois anos, a iniciar no termo da
licença por maternidade, para acompanhamento do filho.
O exercício deste direito depende de pré-aviso dirigido à
entidade patronal até um mês antes do início do período
de suspensão, não podendo o referido período ser interrompido.
Cláusula 53.ª
Trabalho de menores
A entidade patronal deve proporcionar aos menores
que se encontrem ao seu serviço condições de trabalho
adequadas à sua idade, prevenindo, de modo, especial,
quaisquer danos ao seu desenvolvimento físico, espiritual e moral.
Cláusula 57.ª
Acidentes de trabalho
1 — Em caso de incapacidade temporária por acidente
de trabalho, a entidade patronal completará o vencimento
do trabalhador sinistrado nos termos do disposto nos n.os 1
e 2 da cláusula anterior.
2 — Em caso de incapacidade permanente parcial ou
absoluta, proveniente de acidente de trabalho, a entidade
patronal deverá providenciar no sentido da reconversão dos
sinistrados paro o desempenho de funções compatíveis com
as desvalorizações arbitradas pelo tribunal competente.
3 — No caso de o não efectuar, a entidade patronal
deverá comprovar os razões da impossibilidade da reconversão.
CAPÍTULO XI
Segurança, higiene e saúde no trabalho
Cláusula 54.ª
Cláusula 58.ª
Trabalhador-estudante
Aos trabalhadores que frequentem qualquer curso de
ensino oficial ou equivalente aplicar-se-lhe-á o regime
estabelecido na lei.
Segurança, higiene e saúde no trabalho
1 — A instalação e a laboração dos estabelecimentos
industriais devem obedecer às condições necessárias que
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
garantam a salubridade dos tocais de trabalho, bem como
a higiene, comodidade e segurança dos trabalhadores.
2 — As empresas obrigam-se à aplicação e cumprimento
da legislação sobre segurança, higiene e saúde no local
de trabalho.
2 — Qualquer sanção aplicada sem precedência de
processo disciplinar ou com qualquer irregularidade será
considerada nula e abusiva.
Cláusula 63.ª
Suspensão do trabalhador
CAPÍTULO XII
Disciplina
Cláusula 60.ª
Conceito de infracção disciplinar
É havido como infracção disciplinar do trabalhador, para
efeitos do presente contrato colectivo, o facto voluntário
doloso, que consista, quer em acção, quer em omissão
por ele praticada, em violação dos específicos deveres
decorrentes desta convenção.
1 — A empresa pode suspender, no início ou no decurso
do processo disciplinar, o trabalhador, se a presença deste
se mostrar inconveniente.
2 — Porém, não é lícito, em qualquer dos casos apontados no n.º 1, suspender o pagamento da retribuição.
3 — O trabalhador, bem como o Sindicato, será avisado,
por escrito, da suspensão.
Cláusula 64.ª
Sanções disciplinares
As sanções disciplinares aplicáveis são as seguintes:
Cláusula 61.ª
a) Repreensão simples ou admoestação verbal;
b) Repreensão registada;
c) Suspensão com perda de retribuição de 1 a 12 dias;
d) Despedimento.
Processo disciplinar
1 — O processo disciplinar deverá iniciar-se no prazo
de 60 dias a partir da data em que a entidade patronal
teve conhecimento da prática das irregularidades que o
determinam.
2 — O início da instauração do processo disciplinar,
assim como todas as diligências probatórias, tem de ser
comunicado à comissão ou delegados sindicais da empresa
(se os houver), que acompanharão todos os trâmites do
processo, bem como ao Sindicato que poderá estar representado para esse efeito.
3 — Se o processo estiver parado por mais de 20 dias,
sem despacho justificativo ou posição de espera pelo cumprimento de diligências marcadas, deverá ser mandado
arquivar.
4 — Além dos autos de ocorrência e de diligências que
forem reputadas convenientes de um processo disciplinar
constará necessariamente uma nota de culpa e um despacho decisório, onde se registarão as conclusões finais e as
eventuais sanções disciplinares a aplicar.
5 — A infracção, por parte da empresa, do disposto
nos números anteriores implica a nulidade do processo
disciplinar.
CAPÍTULO XIII
Regulamentos internos
Cláusula 65.ª
Regulamentos internos
1 — As entidades patronais poderão elaborar regulamentos internos uma vez que não colidam com os termos
deste contrato ou a lei geral.
2 — O regulamento deverá ser afixado pela empresa e
distribuído um exemplar a cada trabalhador.
CAPÍTULO XIV
Actividade sindical na empresa
Cláusula 66.ª
Princípios gerais
Cláusula 62.ª
Garantias de defesa
1 — São asseguradas aos trabalhadores as seguintes
garantias de defesa:
a) Os factos de acusação são concreta e especificamente
levados ao conhecimento do trabalhador através de nota
de culpa reduzida a escrito, ficando uma cópia em poder
do trabalhador;
b) O trabalhador tem direito a apresentar a sua defesa
por escrito, bem como o rol de testemunhas no prazo de
10 dias;
c) Todas as testemunhas indicadas pelo trabalhador têm
de ser ouvidas até ao máximo de 10 dias;
d) O processo disciplinar não será dado por concluído e
nenhuma sanção poderá ser aplicada sem que o Sindicato
tenha conhecimento e cópia de todo o processo.
1 — Os trabalhadores e os sindicatos têm direito de
organizar e desenvolver a sua actividade sindical dentro
da empresa, nos termos da lei geral.
2 — À entidade patronal é vedada qualquer interferência
na actividade sindical dos trabalhadores ao seu serviço.
Cláusula 67.ª
Comunicação à empresa
1 — As direcções sindicais comunicarão à entidade
patronal a identificação dos seus delegados por meio de
carta registada, com aviso de recepção, de que será afixada
cópia nos locais reservados às comunicações sindicais,
bem como daqueles que integram comissões sindicais de
empresa.
2 — O mesmo procedimento deverá ser observado no
caso de substituição ou cessação de funções.
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Cláusula 68.ª
e) Autorizar a participação de dirigentes sindicais nas
reuniões referidas nas alíneas b) e d), desde que seja avisada com a antecedência mínima de seis horas.
Garantias dos dirigentes sindicais
Sem prejuízo de normas legais imperativas, são garantias dos dirigentes sindicais:
a) Os trabalhadores eleitos para a direcção, ou órgão
directivo equivalentes, dos organismos têm direito a um
crédito de quatro dias por mês, sem perda de remuneração, devendo a utilização ser comunicada, por escrito, à
entidade patronal respectiva;
b) Para além do crédito atribuído, os mesmos trabalhadores deverão ser sempre dispensados, sem direito a
remuneração, pelo tempo necessário ao exercício das suas
obrigações, quando tal necessidade seja comunicada pela
associação sindical, nos termos do número anterior.
Cláusula 71.ª
Quotização
1 — As entidades patronais enquanto abrangidas por
este contrato obrigam-se a liquidar ao sindicato, até ao
dia 10 de cada mês, as verbas correspondentes à quotização sindical, acompanhadas dos mapas de quotização
convenientemente preenchidos.
2 — O desconto das verbas de quotização nos vencimentos dos trabalhadores sindicalizados só será processado
mediante autorização por escrito dos interessados, em
modelo a fornecer ao Sindicato.
Cláusula 69.ª
CAPÍTULO XV
Direitos e deveres dos delegados sindicais
Disposições gerais e transitórias
Aos delegados sindicais são assegurados os seguintes
direitos:
a) Um crédito de oito horas por mês, para o exercício das
suas funções, sem prejuízo da remuneração ou de qualquer
outra vantagem decorrente da actividade de serviço;
b) Para os efeitos da alínea anterior, deverão os delegados sindicais avisar por escrito a entidade patronal com a
antecedência mínima de um dia;
c) Não serem transferidos do local de trabalho sem o seu
acordo e sem prévio conhecimento da direcção do sindicato
respectivo.
Cláusula 70.ª
Cláusula 72.ª
Manutenção das regalias adquiridas
Da aplicação do presente contrato não poderão resultar
prejuízos para os trabalhadores, designadamente baixa
de categoria, bem como diminuição de retribuição ou de
outras regalias de carácter regular ou permanente.
ANEXO I
Categorias profissionais
Actividade sindical na empresa
Sector de fabrico
A entidade patronal é obrigada a:
a) Nos estabelecimentos com mais de 50 trabalhadores, a entidade patronal porá à disposição dos delegados
sindicais, quando estes o solicitem, um local apropriado
para o exercício das suas funções; nas empresas com mais
de 150 trabalhadores a atribuição desse local seria a título
permanente;
b) Facultar aos trabalhadores a realização de reuniões
nos locais de trabalho, fora do horário normal, desde que
convocados por um mínimo de um terço ou 50 trabalhadores do respectivo estabelecimento ou pela comissão sindical ou intersindical dos delegados e desde que assegurada
a normalidade da laboração;
c) Facultar local apropriado para os delegados sindicais
poderem afixar no interior da empresa textos, convocatórias, comunicações ou informações relativas à vida sindical
e aos interesses sócio-profissionais dos trabalhadores e
permitir-lhes a distribuição dos mesmos documentos no
interior da empresa, mas sem prejuízo, em qualquer dos
casos, da laboração normal;
d) Sem prejuízo da normalidade do trabalho, autorizar
reuniões dos trabalhadores durante o horário de serviço,
até ao máximo de 15 horas por ano, sem perda de retribuição ou de direitos decorrentes da efectividade de
trabalho, desde que convocadas pela comissão sindical
ou intersindical, com conhecimento à entidade patronal
com a antecedência mínima de um dia e com a afixação
de convocatória;
Mestre ou técnico. — É o trabalhador que planifica,
dirige, distribui, coordena e fiscaliza todas as tarefas e
fases do trabalho fabril, nele intervindo onde e quando
necessário.
Oficial de 1.ª — É o trabalhador que prepara massas,
desde o início da sua preparação, vigia temperaturas e
pontos de cozedura e age em todas as fases do fabrico
dirigindo o funcionamento das máquinas, em tudo procedendo de acordo com as instruções do mestre ou técnico,
substituindo-o nas suas faltas e impedimentos.
Oficial de 2.ª — É o trabalhador que trabalha com o
forno, qualquer que seja a sua área, coadjuva o oficial de
1.ª no exercício das suas funções e o substitui nas suas
faltas e impedimentos.
Oficial de 3.ª — É o trabalhador que trabalha com as
máquinas e delas cuida, não sendo responsável pelo seu
funcionamento, e coadjuva os oficiais de 1.ª e 2.ª nas suas
funções, substituindo estes nas suas faltas e impedimentos.
Auxiliar de fabrico. — É o trabalhador que tem a seu
cargo a movimentação de produtos e matérias-primas e ou
operações auxiliares de fabrico.
Aspirante. — É o trabalhador que, ingressando na profissão, inicia a sua preparação profissional no âmbito das
suas funções dos oficiais e do auxiliar de fabrico.
Serviços complementares de fabrico
Encarregado(a). — É o trabalhador que dirige, coordena
e executa tarefas de embalagem de produtos fabricados ou
outros serviços complementares.
1879
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Operário(a) de 1.ª — É o trabalhador que executa tarefas
de lavagem, descasque e corte de fruta, pesagem de matérias-primas em fase anterior do fabrico, operações de embalagem e afins e outros serviços complementares pós-fabrico,
competindo-lhe ainda a arrumação do seu posto de trabalho.
Substitui o encarregado(a) nas suas faltas e impedimentos.
Operário de 2.ª — É o trabalhador que coadjuva o(a)
operário(a) de 1.ª, substituindo-o(a) nas suas faltas e impedimentos, dentro da mesma linha de funções. Compete-lhe
igualmente a arrumação do seu posto de trabalho.
Auxiliar de serviços complementares. — É o trabalhador
que executa tarefas auxiliares no âmbito exclusivo dos
serviços complementares de fabrico, definidas para o(a)
operário(a) de 1.ª
Aprendiz. — É o trabalhador que, ingressando na profissão, inicia a sua preparação profissional no âmbito das
funções dos(as) operários(as).
(Em euros)
Sectores
Designação e categorias profissionais
Oficial de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . .
Controlador(a) de qualidade . . . . .
Oficial de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . .
Oficial de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . .
Auxiliar de fabrico . . . . . . . . . . . .
Aspirante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Pastelaria
Confeitaria e
conservação de fruta
639,50
608
576,50
522
481
475
562
530,50
502,50
480
477
475
522
485
481,50
476,50
490
483
478
476,50
475
475
Sectores complementares de fabrico
Encarregado(a) . . . . . . . . . . . . . . .
Operário(a) de 1.ª . . . . . . . . . . . . .
Operário(a) de 2.ª . . . . . . . . . . . . .
Auxiliares de serviços complementares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Aprendiz . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
ANEXO II
Lisboa, 31 de Março de 2010.
Quadros obrigatórios
1 — É obrigatória a existência de um mestre em todas
as firmas com mais de seis trabalhadores ao seu serviço.
2 — É obrigatória a existência de oficiais de 1.ª em todas
as firmas, independentemente do número de trabalhadores,
quando não exista o lugar de mestre na respectiva firma.
3 — Nas firmas com mais de três trabalhadores ao seu
serviço, é sempre obrigatória a existência de oficiais de 1.ª
4 — Os oficiais de 2.ª não poderão exceder a proporção
de dois por cada oficial de 1.ª
5 — Os oficiais de 3.ª não poderão exceder a proporção
de três por cada oficial de 2.ª
6 — Os auxiliares de fabrico não poderão exceder número igual à soma de todos os oficiais de 1.ª, 2.ª e 3.ª
7 — Os aspirantes não poderão exceder o número de
auxiliares.
8 — É obrigatória a existência de um(a) encarregado(a)
em todas as empresas com mais de 25 trabalhadores dos
serviços complementares ao seu serviço.
9 — É obrigatória a existência de operários(as) de 1.ª em
todas as empresas com mais de três trabalhadores dos
serviços complementares ao seu serviço.
10 — Os(as) operários(as) de 2.ª não poderão exceder
a proporção de dois(duas) operários(as) de 1.ª
11 — Os auxiliares dos serviços complementares não poderão exceder o dobro da soma do número de operários(as)
de 1.ª e 2.ª
12 — Os aprendizes não poderão exceder o número de
auxiliares dos serviços complementares.
ANEXO III
Tabela salarial
(Em euros)
Sectores
Designação e categorias profissionais
Pastelaria
Pela ANCIPA — Associação Nacional de Comerciantes
e Industriais de Produtos Alimentares:
Estêvão Miguel de Sousa Anjos Martins, mandatário.
Pelo SETAA — Sindicato da Agricultura, Alimentação
e Florestas:
Jorge Santos, mandatário.
Depositado em 3 de Maio de 2010, a fl. 75 do livro
n.º 11, com o n.º 75/2010, nos termos do artigo 494.º do
Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de
12 de Fevereiro.
Contrato colectivo entre a APCOR — Associação
Portuguesa de Cortiça e a FEVICCOM — Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro e outros (pessoal
fabril) — Revisão global.
CAPÍTULO I
Área, âmbito, vigência e revisão do contrato
Cláusula prévia
A presente revisão altera as convenções publicadas no
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 47, de 22 de Dezembro
de 2004, com as sucessivas alterações publicadas no Boletim do Trabalho e Emprego, n.os 44, de 29 de Novembro
de 2005, 46, de 15 de Dezembro de 2006, e 41, de 8 de
Novembro de 2007, bem como no Boletim do Trabalho e
Emprego, n.º 41, de 8 de Novembro de 2008.
Confeitaria e
conservação de fruta
Cláusula 1.ª
Sector fabril
Mestre . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Técnico(a) de higiene e qualidade
Área e âmbito
703
668
638,50
598,50
1 — O presente CCT obriga, por um lado, todas as
empresas que se dedicam à actividade corticeira em todo
1880
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
o território nacional representadas pela Associação Portuguesa de Cortiça e, por outro, os trabalhadores ao serviço
das empresas filiadas nas associações outorgantes, qualquer
que seja a sua categoria ou classe, representados pelos
sindicatos outorgantes.
2 — Para cumprimento do disposto na alínea g) do n.º 1
do artigo 492.º do Código do Trabalho, serão abrangidos
pela presente convenção 4624 trabalhadores e 172 empresas.
Cláusula 2.ª
Vigência do contrato
1 — O período mínimo de vigência do presente CCT
é de 12 meses, podendo qualquer das partes denunciá-lo
após 10 meses de vigência.
2 — Enquanto não entrar em vigor o novo texto, continuará válido o que se pretende alterar.
3 — A presente convenção obriga ao cumprimento de
pleno direito após cinco dias da sua publicação no Boletim
do Trabalho e Emprego.
4 — As regalias concedidas por uma convenção colectiva em vigor no sector corticeiro acompanham sempre o trabalhador desse sector que, em razão da eventual
mudança de funções, tenha passado a estar abrangido por
outra convenção do sector corticeiro.
5 — A tabela salarial e as cláusulas com expressão
pecuniária produzem efeitos a partir de 1 de Junho
de 2009.
CAPÍTULO II
Admissão e carreira profissional
Cláusula 5.ª
Condições gerais de admissão
1 — Sem prejuízo do estipulado na cláusula seguinte,
só podem ser admitidos ao serviço das empresas os trabalhadores que satisfaçam as seguintes condições:
a) Idade mínima de 14 anos;
b) Habilitações escolares mínimas impostas estatutariamente pelos sindicatos respectivos;
c) Possuírem carteira profissional ou caderneta profissional, quando obrigatória.
2 — Os contratos dos trabalhadores ao serviço das entidades patronais representadas pelas associações patronais
outorgantes à data da entrada em vigor desta convenção não
podem ser prejudicados pelo disposto no número anterior
desta cláusula.
3 — A entidade patronal só poderá admitir novos trabalhadores, para preenchimento das vagas existentes em
categorias ou classes superiores, desde que não tenha ao
seu serviço trabalhadores de classificação profissional
inferior capazes de poderem desempenhar as funções das
categorias ou classes referidas, devendo para tal efeito ser
obrigatoriamente ouvidos os trabalhadores das secções ou
serviços respectivos ou seus representantes.
Cláusula 6.ª
Cláusula 3.ª
Condições específicas de admissão
Denúncia e revisão
A — Operários corticeiros
1 — O presente CCT poderá ser denunciado por qualquer das partes seis meses antes do termo da sua vigência,
mediante declaração formal de denúncia ou pela apresentação de uma proposta de revisão.
2 — A proposta de revisão será apresentada por escrito,
devendo a outra parte responder nos 30 dias imediatos a
partir da data da sua recepção.
3 — O início das negociações deve ser acordado dentro dos 15 dias seguintes à recepção da contraproposta,
fixando-se o início das negociações nos 30 dias a contar
daquela recepção.
1 — Poderão ser admitidos ao serviço da indústria
corticeira, respeitando o condicionalismo deste contrato,
indivíduos de qualquer dos sexos, com a idade e as habilitações exigidas por lei e que possuam a necessária
robustez física.
2 — Quando o trabalhador admitido tenha sido anteriormente profissional da indústria corticeira, bastar-lhe-á
apresentar à entidade patronal com quem deseja contratar
documento comprovativo da sua categoria, passado pelo
sindicato.
3 — A entidade patronal poderá recrutar ou admitir
trabalhadores consultando o serviço de colocação do sindicato.
Cláusula 4.ª
B — Cobradores
Processo de revisão
1 — A proposta de revisão será apresentada por escrito,
devendo a outra parte responder nos 30 dias imediatos a
partir da data da sua recepção.
2 — Recebida a resposta, se não houver acordo, terá
lugar o recurso aos meios reguladores dos contratos colectivos de trabalho previstos na lei e segundo o esquema
aí determinado.
3 — Qualquer das partes poderá interromper as diligências previstas no número anterior se considerar que a
outra parte põe em prática expedientes dilatórios ou que
se opõe à obtenção de uma solução convencional para o
conflito.
A idade mínima de admissão é de 18 anos. As habilitações mínimas são as exigidas por lei.
C — Contínuos
1 — Para admissão de paquetes, contínuos, porteiros,
guardas e trabalhadores de limpeza são exigidas as habilitações mínimas legais.
2 — As idades mínimas para admissão são:
1881
14 anos para paquete;
18 anos para contínuo;
18 anos para trabalhadores de limpeza;
21 anos para porteiro e guarda.
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
D — Caixeiros
A idade mínima de admissão é de 14 anos. As habilitações mínimas são as do ciclo preparatório ou equivalente.
E — Electricista
1 — É obrigatória para todos os inscritos a carteira
profissional.
2 — A carteira profissional será passada pela direcção
do sindicato e visada pelo Ministério do Trabalho e é documento obrigatório a apresentar pelo sócio do sindicato
no desempenho da profissão, sempre que legalmente lhe
seja exigida por quem de direito.
F — Fogueiro de mar e terra
1 — A admissão de fogueiros é feita nos termos da
legislação em vigor.
2 — As categorias são as constantes do regulamento
da profissão, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 46 989, de
30 de Abril de 1966.
3 — Os trabalhadores classificados com a categoria
de ajudante de fogueiro somente poderão desempenhar
as suas funções quando observado o disposto no n.º 4 dos
princípios gerais das condições específicas, constantes
do anexo I.
G — Telefonistas
1 — A idade mínima de admissão é de 16 anos.
2 — As habilitações mínimas são as exigidas por lei.
H — Indústria hoteleira
1 — Quem ainda não seja titular da carteira profissional,
quando obrigatória para a respectiva profissão, deverá ter
no acto de admissão as habilitações mínimas exigidas por
lei ou por regulamento da carteira profissional.
2 — Têm preferência na admissão:
a) Os profissionais titulares da carteira profissional que
tenham sido aprovados em cursos de aperfeiçoamento de
escolas hoteleiras;
b) Os profissionais munidos da competente carteira
profissional.
profissionais de engenharia, deverá ser remunerado pela
respectiva tabela salarial, com excepção do acesso automático a graus superiores.
J — Químicos
1 — A admissão de trabalhadores é sempre feita a título
experimental, durante os primeiros 15 dias, salvo se outro
prazo for acordado no acto de admissão, por escrito, não
podendo aquele período exceder 4 ou 5 dias.
2 — Consideram-se nulas e de nenhum efeito quaisquer
cláusulas dos contratos individuais de trabalho que estipulem períodos experimentais mais longos.
3 — Durante o período experimental, a entidade patronal só poderá recusar a admissão definitiva do trabalhador
desde que comprove a total inadaptação deste para as
tarefas para que foi contratado em documento escrito ao
trabalhador.
4 — Se comprovada a inadaptação do trabalhador, a
entidade patronal obriga-se a avisá-lo com a antecedência
mínima de 5 dias, se o período experimental for de 15 dias
no início do qual o trabalhador cessará imediatamente o
trabalho, recebendo a retribuição como se prestasse trabalho até ao fim do período experimental.
5 — Quando a entidade patronal despedir o trabalhador
sem respeitar o aviso prévio referido no número anterior,
o trabalhador receberá uma compensação correspondente
a dois meses de retribuição por cada mês de trabalho.
6 — Findo o período de experiência, a admissão torna-se efectiva, contando-se a antiguidade do trabalhador
desde a data de admissão a título experimental.
7 — Durante o período experimental, o trabalhador
poderá pôr termo ao contrato em qualquer altura.
8 — Entende-se que a entidade patronal renuncia ao
período experimental sempre que admita ao seu serviço um
trabalhador a quem tenha oferecido melhores condições de
trabalho do que aquelas que tinha na empresa onde prestava serviço anteriormente e com a qual tenha rescindido
o contrato em virtude daquela proposta.
L — Garagens
Idade mínima de 18 anos e habilitações mínimas exigidas por lei.
M — Metalúrgicos
I — Profissionais de engenharia
1 — São os profissionais que se ocupam da aplicação
das ciências e tecnologia respeitantes aos diferentes ramos
de engenharia, nas actividades de investigação, projecto,
produção, técnica comercial, gestão, formação profissional
e outras.
2 — Neste grupo serão integrados os profissionais com
o curso superior de Engenharia, diplomados em escolas
nacionais ou estrangeiras, oficialmente reconhecidas, os
profissionais com curso de engenheiro técnico agrário e os
de máquinas marítimas da Escola Náutica e todos aqueles
que, não possuindo as referidas habilitações académicas,
sejam legalmente reconhecidos como profissionais de engenharia.
3 — Enquanto não for legalmente reconhecida a categoria profissional de engenheiro sem grau académico,
o profissional que exerça as funções do anexo II, para
1 — São admitidos na categoria de aprendizes, os jovens
dos 14 aos 17 anos de idade, inclusive, que ingressem em
profissões onde a mesma seja permitida.
2 — São admitidos directamente como praticantes (profissionais que fazem tirocínio em qualquer das profissões)
os menores que possuam curso complementar de aprendizagem ou de formação profissional das escolas do ensino
técnico oficial ou particular, ou estágio devidamente certificado de um centro de formação profissional acelerado.
N — Técnicos de desenho
1 — Podem ser admitidos para as categorias de técnico
de desenho os trabalhadores habilitados com um dos cursos
técnicos seguintes:
a) Curso industrial (Decreto-Lei n.º 37 029), ou curso
geral de mecânica de electricidade ou de construção civil,
1882
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
que ingressem na categoria de tirocinante do 2.º ano ou do
1.º ano, respectivamente;
b) Curso complementar — 11.º ano (mecanotecnia,
electrotecnia ou construção civil), que ingressem na categoria de desenhador de execução I, após 12 meses como
desenhador de execução — tirocinante.
2 — Acessos e promoções:
a) Os períodos máximos de tirocinante são os indicados na alínea a) do número anterior, findos os quais
os trabalhadores passam à categoria de desenhador de
execução — tirocinante;
b) O tempo de permanência na categoria de desenhador
de execução — tirocinante é de um ano;
c) O acesso às categorias de desenhador industrial e
de desenhador-chefe/projectista é feito por desempenho
de funções ou preenchimento de vagas, salvo outras condições;
d) Os desenhadores de execução que completem um
curso técnico industrial de desenho (curso de mecânica,
electrónica ou construção civil) da via profissionalizante
do 12.º ano serão promovidos a desenhador industrial;
e) O acesso do escalão I ao escalão II da categoria de
desenhador de execução processa-se automaticamente logo
que o trabalhador complete três anos no escalão
3 — Reclassificações:
a) Os actuais tirocinantes serão reclassificados tendo em
conta a formação e o tempo de tirocínio que possuem;
b) Os actuais desenhadores de mais de seis anos serão
reclassificados em desenhador industrial;
c) Os actuais desenhadores projectistas serão reclassificados em desenhador-chefe/projectista;
d) Os actuais desenhadores de três a seis anos serão
reclassificados em desenhadores de execução II;
e) Os actuais desenhadores até três anos serão reclassificados em desenhador de execução I.
Cláusula 7.ª
Período experimental
1 — O período experimental é de 15 dias.
2 — O período experimental poderá ser alargado até ao
prazo máximo de seis meses para cargos que envolvam alta
complexidade técnica ou elevado grau de responsabilidade,
mediante a celebração de acordo reduzido a escrito.
3 — Durante o período experimental, salvo acordo escrito em contrário, qualquer das partes pode fazer cessar
unilateralmente o contrato sem aviso prévio nem necessidade de invocação do motivo ou alegação de justa causa,
não havendo direito a qualquer indemnização.
Cláusula 8.ª
Substituição temporária e contratos a termo
1 — As entidades patronais poderão admitir trabalhadores para efeitos de substituição temporária.
2 — Se, no caso de o trabalhador admitido nestas condições, o seu contrato for denunciado pela entidade patronal
oito dias antes do termo do período de substituição, deverá
a admissão considerar-se definitiva para todos os efeitos
a contar da data de admissão provisória, mantendo-se a
categoria e a retribuição.
Cláusula 9.ª
Categorias profissionais
1 — Os trabalhadores abrangidos por este contrato serão classificados de harmonia com as suas funções, em
conformidade com o estabelecido no anexo III.
2 — Quando se levante o problema da classificação profissional, deve a entidade patronal reunir com a comissão
de delegados sindicais para, em conjunto, se estabelecer
a categoria adequada.
3 — Da atribuição da categoria pode o trabalhador reclamar junto da entidade patronal através do delegado
sindical ou da comissão sindical da empresa.
4 — Na falta de acordo na atribuição da classificação,
podem as partes submeter a resolução do litígio à comissão
paritária.
Cláusula 10.ª
Densidades dos quadros
A — Caixeiros
1 — É obrigatória a existência do caixeiro-encarregado
ou chefe de secção sempre que o número de trabalhadores
no estabelecimento ou na secção seja igual ou superior a
cinco.
2 — Até sete trabalhadores de armazém haverá um fiel
de armazém.
3 — De 8 a 14 trabalhadores haverá um encarregado e
um fiel de armazém.
4 — De 15 a 24 trabalhadores haverá um encarregado
e dois fiéis de armazém.
5 — Com mais de 25 trabalhadores haverá um encarregado geral, mantendo-se as proporções anteriores quanto
a encarregados e fiéis de armazém.
6 — Por cada grupo de oito vendedores, tomados no seu
conjunto, terá a entidade patronal de atribuir obrigatoriamente a um deles a categoria de inspector de vendas.
7 — Nas empresas onde seja obrigatória a existência de
dois ou mais trabalhadores com a categoria de inspector
de vendas, terá de haver obrigatoriamente um chefe de
vendas.
8 — Na classificação dos trabalhadores caixeiros será
observada a proporção estabelecida no seguinte quadro
de densidades:
Classe das categorias
Número de trabalhadores
1....................................
2....................................
3....................................
4....................................
5....................................
6....................................
7....................................
8....................................
9....................................
10 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1883
1.ª
2.ª
3.ª
1
1
1
1
1
1
2
2
2
3
–
–
1
1
2
2
2
3
3
3
–
1
1
2
2
3
3
3
4
4
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
9 — Quando o número de trabalhadores for superior a
10, manter-se-ão as proporções estabelecidas neste quadro
base.
10 — O número de caixeiros-ajudantes não poderá ser
superior ao de terceiros-caixeiros.
11 — Além deste quadro de densidades mínimas, cada
trabalhador será classificado segundo as funções que desempenha.
3 — Sem prejuízo do referido no número anterior, poderá, porém, a entidade patronal admitir, nos termos legais,
o pessoal necessário ao desempenho de funções agora não
previstas, sem prejuízo do preceituado na cláusula 5.ª,
n.º 3.
4 — As novas categorias e atribuições próprias
consideram-se parte integrante do presente contrato, depois de ser decidido pela comissão paritária.
B — Electricistas
Cláusula 12.ª
Para os trabalhadores electricistas serão obrigatoriamente observadas as seguintes densidades:
Quadros de pessoal
a) O número de ajudantes e pré-oficiais, no seu conjunto,
não pode ser superior a 100 % da totalidade dos oficiais; o
número de aprendizes não poderá exceder 50 % do número
total de oficiais e pré-oficiais;
b) As empresas que tiverem ao seu serviço cinco ou mais
oficiais têm de classificar um como encarregado.
1 — As entidades patronais são obrigadas a elaborar e
a remeter os quadros de pessoal nos termos da lei.
2 — As entidades patronais afixarão em lugar bem visível do local de trabalho cópia integral dos mapas referidos,
assinada e autenticada nos mesmos termos do original.
Cláusula 13.ª
C — Trabalhadores da indústria hoteleira
Promoção ou acesso
1 — Economato ou despensa — o trabalho desta secção
deverá ser dirigido por um profissional de categoria não
inferior à de despenseiro nos refeitórios em que se confeccionem mais de 150 refeições diárias.
2 — Cozinha — nas cantinas que forneçam até 150 refeições, as secções de cozinha e despensa terão de ser
dirigidas por profissionais de categoria inferior a segundo-cozinheiro.
Constitui promoção ou acesso a passagem do trabalhador à classe superior dentro da mesma categoria, ou a mudança, quando aceite pelo trabalhador, para outra categoria
a que corresponda remuneração mais elevada.
Cláusula 14.ª
Período de aprendizagem
A — Corticeiros
D — Fogueiros
Fogueiro-encarregado — sempre que nos quadros da
empresa se verifique a existência de mais de três fogueiros
de 1.ª classe ou subencarregados, um terá de ser classificado com a categoria de fogueiro-encarregado.
Fogueiro-subencarregado — no caso de existência de
turnos, no turno em que não estiver em serviço o fogueiro-encarregado, o fogueiro mais velho assumirá a chefia do
turno, com a categoria de subencarregado, desde que haja
mais de um profissional dessa especialidade.
No turno em que esteja em serviço o fogueiro-encarregado, será este o responsável pelo turno, não havendo subencarregado.
Cláusula 11.ª
Criação de novas categorias
1 — A pedido da entidade patronal, dos próprios interessados e dos organismos vinculados por este contrato,
podem as partes, através das respectivas comissões paritárias mistas, autorizar classificações especiais ou a criação
de novas categorias profissionais quando aconselhadas
pela natureza dos serviços, sem prejuízo da sua definição
e equiparação a uma das categorias constantes do anexo
II, não só para efeitos de atribuição de remuneração como
para observância das proporções mínimas a respeitar na
organização e preenchimento dos quadros.
2 — Na criação de novas categorias profissionais,
atender-se-á sempre à natureza ou exigências dos serviços prestados, ao grau de responsabilidade e à hierarquia
das funções efectivamente desempenhadas pelos seus titulares.
1 — O período de aprendizagem terá a duração máxima
de quatro anos, sendo, porém, reduzido de um a dois anos,
consoante sejam admitidos com 15 ou 16 anos.
2 — Os trabalhadores com mais de 17 anos de idade
admitidos pela primeira vez na indústria corticeira terão
dois períodos de adaptação de seis meses cada um.
3 — Os períodos mencionados nos n.os 1 e 2 desta cláusula estão dependentes da efectiva prestação do trabalho
e não da antiguidade.
4 — Consideram-se admitidos pela primeira vez na indústria os trabalhadores que não comprovem uma admissão
anterior neste sector industrial.
5 — Os períodos fixados como duração de aprendizagem poderão ser ampliados ou reduzidos mediante parecer favorável da comissão de trabalhadores ou comissão
sindical ou intersindical, se a houver.
6 — Para determinação do tempo de aprendizagem
contar-se-á o serviço prestado a qualquer entidade patronal
da indústria corticeira, quando devidamente certificado.
7 — O número de aprendizes não pode exceder os 30 %
do número total de trabalhadores em cada categoria, salvo
nas empresas em que, à data da entrada em vigor deste
contrato, essa percentagem seja superior.
B — Paquetes, contínuos, porteiros e guardas
1 — Os paquetes, logo que atinjam os 18 anos de idade,
passam a contínuos, devendo, porém, passar a estagiários
se entretanto completarem o 2.º ciclo liceal ou equivalente
ou frequentarem o último ano desses cursos.
2 — Os contínuos, porteiros e guardas que completem
o 2.º ciclo liceal ou equivalente têm preferência na sua
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
integração nos quadros de escritório, nos termos do n.º 3
da cláusula 5.ª
C — Caixeiros
1 — O praticante ascenderá a caixeiro-ajudante após
dois anos de permanência na categoria ou quando atingir
18 anos de idade.
2 — O caixeiro-ajudante será obrigatoriamente promovido a terceiro-caixeiro logo que complete dois anos de
permanência na categoria.
3 — O terceiro-caixeiro e o segundo-caixeiro ascenderão à classe imediatamente superior após dois anos ou
três anos, respectivamente, de permanência na mesma
categoria.
D — Electricistas
1 — Nas categorias profissionais inferiores a oficiais
observar-se-á as seguintes normas de acesso:
a) Os aprendizes serão promovidos a ajudantes após dois
períodos de um ano de aprendizagem, se forem admitidos
com menos de 16 anos;
b) Após dois períodos de nove meses, se forem admitidos com mais de 16 anos;
c) Em qualquer caso, o período de aprendizagem nunca
poderá ultrapassar seis meses depois de o trabalhador ter
completado 18 anos de idade.
2 — Os ajudantes, após dois períodos de um ano de
permanência nesta categoria, serão promovidos a pré-oficiais.
3 — Os pré-oficiais, após dois períodos de um ano de
permanência nesta categoria, serão promovidos a oficiais.
4 — Os trabalhadores electricistas diplomados pelas
escolas portuguesas nos cursos industrial de electricidade
ou de montador electricista e ainda os diplomados com
os cursos de electricidade da Casa Pia de Lisboa, Instituto Técnico Militar dos Pupilos do Exército, 2.º grau de
torpedeiros da Marinha de Guerra Portuguesa e curso de
mecânico, electricista ou rádio-montador da Escola Militar
de Electromecânica e com 16 anos terão, no mínimo, a
categoria de pré-oficial do 2.º ano.
5 — Os trabalhadores electricistas diplomados com
cursos do Ministério do Trabalho, através do Fundo de
Desenvolvimento de Mão-de-Obra, terão, no mínimo, a
categoria de pré-oficial do 1.º ano.
E — Fogueiros
Os ajudantes, para ascenderem à categoria de fogueiro,
terão de efectuar estágios de aprendizagem, nos termos
regulamentares, os quais são de um, dois e quatro anos
em instalações de vapor de 3.ª, de 2.ª ou de 1.ª categoria,
respectivamente, e serem aprovados em exame depois
deste estágio.
F — Profissionais da indústria hoteleira
1 — As vagas que ocorrerem nas categorias profissionais superiores serão preenchidas pelos trabalhadores das
categorias imediatamente inferiores, desde que habilitados
para o efeito.
2 — Em qualquer secção, havendo mais de um candidato, a preferência será prioritária e sucessivamente determinada pelos índices de melhor classificação, competência,
maior antiguidade e maior idade.
G — Químicos
1 — Os trabalhadores promovidos para os escalões do
quadro abaixo designado serão sujeitos a um estágio com
as durações máximas indicadas:
Categoria
Chefia do nível I . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Chefia do nível II . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Chefia do nível III . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Especialista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Especializado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Semiespecializado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tempo
de estágio
(dias)
120
120
120
120
80
60
2 — Sempre que o trabalhador comprove a sua aptidão
antes do fim do tempo de estágio, passará imediatamente
a auferir a retribuição do escalão no qual estagia, tal como
estivesse cumprindo a totalidade do tempo estipulado no
n.º 1.
3 — Sem prejuízo do número anterior, durante o tempo
de estágio o trabalhador receberá a retribuição correspondente ao escalão profissional imediatamente inferior àquele
em que estagia.
4 — Não é permitida a atribuição do escalão de aprendiz.
Os trabalhadores actualmente classificados neste escalão
serão reclassificados no escalão correspondente às funções
desempenhadas com prejuízo do período de estágio.
H — Metalúrgicos
1 — A duração da aprendizagem não poderá ultrapassar
quatro, três, dois e um ano, conforme os aprendizes forem
admitidos, respectivamente, com 14, 15, 16 e 17 anos de
idade.
2 — Ascendem a praticantes os aprendizes que:
a) Perfaçam 18 anos de idade e que tenham permanecido
um mínimo de seis meses como aprendizes;
b) Logo que completem um dos cursos referidos no
n.º 2, letra M da cláusula 6.ª
3 — O tempo de aprendizagem dentro da mesma profissão ou profissões afins, independentemente da empresa
onde tenha sido prestado, conta-se sempre para efeitos de
antiguidade, desde que seja certificado.
4 — O tempo máximo de tirocínio dos praticantes será:
a) Dois anos nas profissões com aprendizagem;
b) Quatro anos nas profissões sem aprendizagem.
5 — O tempo de tirocínio dentro da mesma profissão, ou
profissões afins, independentemente da empresa onde tenha
sido prestado, conta-se sempre para efeitos de antiguidade
dos praticantes, de acordo com certificado comprovativo
do exercício do tirocínio obrigatoriamente passado pela
empresa ou sindicato respectivo.
6 — Os profissionais do 3.º escalão que completem dois
anos de permanência na mesma empresa, no exercício da
mesma profissão, ascenderão ao escalão imediatamente
1885
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
superior, salvo se a entidade patronal, a solicitação escrita do trabalhador, comprovar por escrito a este a sua
inaptidão, devendo tal comprovação ser apresentada no
prazo máximo de 10 dias contados da data da solicitação
do trabalhador.
7 — Os trabalhadores que se encontrem há mais de
quatro anos na 2.ª classe de qualquer categoria na mesma
empresa e no exercício da mesma profissão ou profissões
afins ou completem dois anos tendo o curso industrial
ascenderão à classe imediatamente superior, salvo se a
entidade patronal comprovar por escrito ao trabalhador a
sua inaptidão.
8 — Para efeitos do disposto nos n.os 6 e 7 desta alínea,
conta-se todo o tempo de permanência na mesma classe
e empresa.
9 — O tempo de serviço prestado anteriormente à entrada em vigor deste contrato em categoria profissional que
seja objecto de reclassificação será sempre contado para
efeitos de antiguidade da nova categoria atribuída.
10 — Pelo menos uma vez por ano, as empresas assegurarão, obrigatoriamente, a inspecção médica aos aprendizes
e praticantes, a fim de verificar se o seu trabalho é feito
sem prejuízo da saúde ou do seu normal desenvolvimento
físico e mental.
11 — Os resultados da inspecção referida no número
anterior serão registados e assinados pelo médico em ficha
própria.
12 — As empresas devem facultar os resultados das inspecções médicas aos trabalhadores e ao sindicato respectivo, quando este o solicite e o trabalhador não se opuser.
13 — Não haverá mais de 50 % de aprendizes em relação ao número total de trabalhadores de cada profissão
para o qual se prevê aprendizagem.
14 — As empresas designarão um ou mais responsáveis pela preparação e aperfeiçoamento profissional dos
aprendizes e praticantes.
15 — Quando cessar o contrato de trabalho de um aprendiz e de um praticante, ser-lhe-á passado obrigatoriamente
um certificado de aproveitamento, referente ao tempo de
aprendizagem ou tirocínio que já possui, com a indicação
da profissão ou profissões em que se verificou.
16 — No caso de o trabalhador não aceitar a prova
apresentada pela entidade patronal, deverá requerer, no
prazo de 10 dias úteis subsequentes à apresentação da comprovação de inaptidão pela entidade patronal, um exame
técnico-profissional, o qual deverá efectuar-se até 15 dias
após a constituição do júri do exame.
17 — O exame a que se refere o número anterior destina-se a averiguar a aptidão do trabalhador para o exercício das
funções que enquadram a sua profissão, normalmente desempenhadas no seu posto de trabalho, o que será apreciado
por um júri composto por três elementos, um indicado pela
entidade patronal, outro indicado pelo trabalhador e um
terceiro que mereça a confiança dos restantes membros
do júri.
18 — No caso de não ser possível chegar a acordo
quanto ao terceiro elemento do júri, no prazo de 30 dias a
contar da data da apresentação do requerimento do trabalhador, deverá a nomeação do terceiro elemento ser requerida aos serviços de formação profissional do Ministério
do Trabalho e Segurança Social.
19 — No caso de o trabalhador ser aprovado no seu
exame, a data de aprovação será a data em que o trabalhador solicitou a prova por escrito da sua inaptidão.
20 — O trabalhador reprovado ou que, face à declaração
da sua inaptidão pela entidade patronal, não tenha requerido exame técnico-profissional poderá requerer exame
decorridos que sejam oito meses após a data da realização
do último exame ou da declaração da sua inaptidão, tendo
nestes casos a sua promoção contada a partir da aprovação
no exame técnico-profissional.
Cláusula 15.ª
Ordem de preferência nas promoções
Sem prejuízo do preceituado na cláusula anterior, são
razões de preferência, entre outras, as seguintes:
a) Maior competência e zelo profissional evidenciados
pelos trabalhadores;
b) Maior antiguidade na categoria ou classe consoante
os casos;
c) Maiores habilitações literárias e profissionais;
d) Maior antiguidade na empresa.
Cláusula 16.ª
Prestação pelo trabalhador de serviços não compreendidos
no objecto do contrato
1 — O trabalhador deve, em princípio, exercer a actividade correspondente à categoria profissional para que
foi contratado.
2 — Quando circunstâncias especiais o exijam, nomeadamente proximidade de embarques, entrega de encomendas, falta de trabalho na sua ocupação normal ou
necessidade de assegurar o funcionamento de postos de
trabalho essenciais à boa laboração da empresa, pode o
trabalhador ser transferido temporariamente para outro
posto de trabalho, desde que tal mudança não implique
diminuição na retribuição nem modificação substancial
da posição do trabalhador. Nestes casos, o trabalhador
não pode desempenhar serviços que não se enquadrem no
sector profissional para o qual foi contratado.
3 — Quando aos serviços temporariamente desempenhados, nos termos do número anterior, corresponder
tratamento mais favorável, o trabalhador terá direito a
esse tratamento.
CAPÍTULO III
Direitos, deveres e garantias das partes
Cláusula 17.ª
Deveres da entidade patronal
São deveres da entidade patronal:
a) Cumprir rigorosamente as disposições do presente
CCT;
b) Tratar e respeitar o trabalhador com a dignidade devida;
c) Passar aos trabalhadores em qualquer altura e ainda
após a cessação do contrato, seja qual for o motivo desta,
certificados donde conste a antiguidade ou funções ou car-
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
gos desempenhados; só serão permitidas outras referências
se expressamente solicitadas pelo interessado;
d) Instalar os seus trabalhadores em boas condições de
salubridade e higiene, principalmente no que diz respeito
a ventilação dos locais de trabalho, iluminação e climatização, observando os indispensáveis requisitos de segurança no trabalho de acordo com regulamento de higiene
e segurança no trabalho;
e) Providenciar para que existam, em locais de fácil
acesso aos trabalhadores, placards destinados a afixação de
documentos e informações de carácter sindical ou outros;
f) Acatar as deliberações dos órgãos emergentes deste
contrato colectivo de trabalho, quando tomadas dentro das
respectivas atribuições, e fornecer-lhes todos os elementos
relativamente ao cumprimento deste contrato, quando lhe
sejam pedidos;
g) Contribuir para a elevação do seu nível de produtividade;
h) Passar as declarações para que os trabalhadores possam tratar do seu cartão sindical;
i) Enviar a cada sindicato cópia de qualquer projecto
de regulamentação interna da empresa, na mesma data em
que o faz ao Ministério do Trabalho;
j) Não exigir ao trabalhador serviços manifestamente
incompatíveis com as suas aptidões profissionais e possibilidades físicas;
k) Facilitar aos trabalhadores o exercício de cargos em
instituições de previdência, comissões paritárias e organizações sindicais;
l) Proporcionar aos trabalhadores condições susceptíveis de levar à aplicação das suas habilitações, dando-lhes
facilidades conforme o disposto neste contrato colectivo
de trabalho;
m) Exigir do pessoal investido em funções de chefia
que trate com correcção os profissionais sob as suas ordens; qualquer observação ou admoestação terá de ser
feita em particular e por forma a não ferir a dignidade dos
trabalhadores.
Cláusula 18.ª
Deveres dos trabalhadores
São deveres dos trabalhadores:
a) Dar estrito cumprimento ao presente contrato;
b) Exercer com competência, zelo e assiduidade as funções que lhe estiverem confiadas;
c) Obedecer à entidade patronal em tudo o que respeite
à execução e disciplina do trabalho, salvo na medida em
que as ordens e instruções daquela se mostrarem contrárias
aos seus direitos e garantias;
d) Respeitar e fazer-se respeitar dentro dos locais de
trabalho da empresa;
e) Zelar pelo bom estado de conservação do material
que lhes tenha sido confiado;
f) Usar de urbanidade nas suas relações com os superiores hierárquicos, o público e as autoridades;
g) Proceder na sua vida profissional de forma a prestigiar
não apenas a sua profissão como a própria empresa;
h) Proceder com justiça em relação às infracções disciplinares dos seus subordinados;
i) Informar com veracidade, isenção e espírito de justiça
a respeito dos seus inferiores e superiores hierárquicos;
j) Cuidar do seu aperfeiçoamento profissional;
k) Acompanhar com todo o interesse a aprendizagem
dos que ingressam na profissão.
Cláusula 19.ª
Garantia dos trabalhadores
1 — É proibido à entidade patronal:
a) Opor-se, por qualquer forma, a que o trabalhador
exerça os seus direitos ou garantias que lhe assistem, bem
como despedi-lo ou aplicar-lhe sanções por causa desse
exercício;
b) Exercer pressão sobre o trabalhador para que actue
no sentido de influir desfavoravelmente nas condições de
trabalho dele ou dos seus companheiros;
c) Em caso algum, diminuir a retribuição ou modificar
as condições de trabalho ou do contrato individual de
forma que dessa modificação resulte ou possa resultar
diminuição da retribuição;
d) Em caso algum, baixar a categoria ou encarregar
temporariamente o trabalhador de serviços não compreendidos no objecto do contrato;
e) Transferir o profissional para outro local de trabalho,
salvo o disposto na cláusula 23.ª;
f) Obrigar o trabalhador a adquirir bens ou a utilizar
serviços fornecidos pela entidade patronal ou por pessoa
por ela indicada;
g) Explorar com fins lucrativos quaisquer cantinas, refeitórios, economatos ou outros estabelecimentos directamente ligados com o trabalho, para fornecimento de bens
ou prestações de serviços aos trabalhadores;
h) Despedir ou readmitir o profissional, ainda que seja
eventual, mesmo com o seu acordo, havendo o propósito
de o prejudicar em direitos e garantias decorrentes da
antiguidade;
i) Opor-se à afixação em local próprio e bem visível
de todas as comunicações do sindicato aos sócios que
trabalharem nas empresas, com o fim de dar a conhecer
aos trabalhadores as disposições que a estes respeitam
emanadas do sindicato;
j) Salvo o disposto na cláusula 16.ª e nos casos de reestruturação ou reconversão, é proibido à entidade patronal transferir definitivamente o trabalhador da secção
onde normalmente trabalha para outra secção sem o seu
acordo.
2 — A prática pela empresa de qualquer acto em contravenção do disposto no número anterior considera-se
ilícita e constitui justa causa de rescisão por iniciativa do
trabalhador, com as consequências previstas e fixadas neste
contrato colectivo de trabalho.
Cláusula 20.ª
Direitos especiais dos trabalhadores do sexo feminino
Além do estipulado no presente contrato para a generalidade dos profissionais abrangidos, são assegurados aos
do sexo feminino os seguintes direitos, sem prejuízo, em
qualquer caso, da garantia do lugar, do período de férias ou
de quaisquer outros benefícios concedidos pela empresa:
a) Durante o período de gravidez e até 98 dias após o
parto, as mulheres que desempenhem tarefas incompatí-
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
veis com o seu estado, designadamente as que impliquem
grande esforço físico, contacto com substâncias tóxicas
ou posições incómodas e transportes inadequados, serão
transferidas, a seu pedido ou por conselho médico, para
trabalhos que as não prejudiquem, sem prejuízo da retribuição correspondente à sua categoria;
b) Por ocasião do parto, uma licença de 98 dias, nos
termos da legislação em vigor;
c) Dois períodos de meia a uma hora por dia cada um
(que poderão ser cumuláveis no caso de acordo entre o
trabalhador e a entidade patronal), sem perda de retribuição, às trabalhadoras que aleitem os seus filhos, até à idade
de 1 ano destes, podendo para tal ausentar-se da fábrica
sempre que necessário;
d) Licença, quando pedida, da comparência ao trabalho até dois dias por mês, durante o período menstrual,
quando comprovada a sua necessidade, em cada período,
por declaração médica. Esta licença não implica perda de
retribuição;
e) O emprego a meio tempo, com a correspondente
retribuição, desde que os interesses familiares do profissional exijam e não haja sacrifício incompatível para a
entidade patronal;
f) Dispensa de trabalho das caldeiras e nas prensas,
excepto nas prensas eléctricas de colados.
Cláusula 21.ª
Direitos especiais dos menores
1 — As entidades patronais e o pessoal dos quadros
devem, dentro dos mais sãos princípios, velar pela preparação profissional dos menores.
2 — As entidades patronais devem cumprir, em relação
aos menores de 18 anos ao seu serviço, as disposições do
Estatuto do Ensino Técnico relativas a aprendizagem e
formação profissional.
3 — Nenhum menor pode ser admitido sem ter sido
aprovado em exame médico, a expensas das entidades
patronais, destinado a comprovar se possui a robustez física
necessária para as funções a desempenhar.
4 — Pelo menos uma vez por ano, as entidades patronais
devem assegurar a inspecção médica dos menores ao seu
serviço, de acordo com as disposições legais aplicáveis, a
fim de se verificar se o seu trabalho é feito sem prejuízo
da sua saúde e do seu desenvolvimento físico normal,
devendo, em caso de doença, ser o facto comunicado aos
representantes legais dos examinados.
5 — Os resultados da inspecção referida no número
anterior devem ser registados e assinados pelo médico nas
respectivas fichas ou caderneta própria.
Cláusula 22.ª
Trabalhadores-estudantes
1 — Os trabalhadores que frequentem quaisquer cursos
ou disciplinas de valorização, formação ou aperfeiçoamento sindical ou profissional, oficial ou particular, terão
direito à redução de duas horas diárias no horário normal, sem prejuízo da sua remuneração, desde que tenham
aproveitamento e comprovem a necessidade de utilização
desse tempo.
2 — Os trabalhadores têm direito à remuneração por
inteiro do tempo necessário para a realização de provas
de exames.
3 — Os trabalhadores-estudantes têm direito a faltar,
por altura dos exames, sem perda de remuneração, seis
dias seguidos ou alternados, além daqueles em que prestem provas.
4 — Aos trabalhadores-estudantes não pode ser atribuído horário por turnos, excepto se houver acordo do
trabalhador, ouvido o sindicato.
Cláusula 23.ª
Transferência do trabalhador para outro local de trabalho
1 — A entidade patronal, salvo estipulação em contrário, só pode transferir o trabalhador para outro local de
trabalho se essa transferência não causar prejuízo sério ao
trabalhador ou se resultar de mudança, total ou parcial, do
estabelecimento onde aquele presta serviço.
2 — No caso previsto na segunda parte do número
anterior, o trabalhador, querendo rescindir o contrato,
tem direito à indemnização de acordo com a respectiva
antiguidade e correspondente a um mês de retribuição
por cada ano ou fracção, não podendo ser inferior a três
meses. A referência a um mês será substituída por quatro
semanas se o vencimento for pago à semana, quinzena
ou dia.
3 — A entidade patronal custeará sempre as despesas
feitas pelo trabalhador directamente impostas pela transferência.
SECÇÃO I
Cláusula 23.ª-A
Formação profissional
1 — O empregador deve proporcionar ao trabalhador
acções de formação profissional adequadas à sua qualificação.
2 — O trabalhador deve participar de modo diligente
nas acções de formação profissional que lhe sejam proporcionadas, salvo se houver motivo atendível.
Cláusula 23.ª-B
Objectivos
São objectivos da formação profissional:
a) Garantir uma qualificação inicial a todos os jovens
que tenham ingressado ou pretendam ingressar no mercado
de trabalho sem ter ainda obtido essa qualificação;
b) Promover a formação contínua dos trabalhadores empregados, enquanto instrumento para a competitividade das
empresas e para a valorização e actualização profissional,
nomeadamente quando a mesma é promovida e desenvolvida com base na iniciativa dos empregadores;
c) Garantir o direito individual à formação, criando
condições objectivas para que o mesmo possa ser exercido, independentemente da situação laboral do trabalhador;
d) Promover a qualificação ou reconversão profissional
de trabalhadores desempregados, com vista ao seu rápido
ingresso no mercado de trabalho;
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
e) Promover a reabilitação profissional de pessoas
com deficiência, em particular daqueles cuja incapacidade foi adquirida em consequência de acidente de
trabalho;
f) Promover a integração sócio-profissional de grupos com particulares dificuldades de inserção, através
do desenvolvimento de acções de formação profissional
especial.
Cláusula 23.ª-C
Formação contínua
1 — No âmbito dos sistemas de formação profissional,
compete ao empregador:
a) Promover, com vista ao incremento da produtividade e da competitividade da empresa, o desenvolvimento das qualificações dos respectivos trabalhadores, nomeadamente através do acesso à formação
profissional;
b) Organizar a formação na empresa, estruturando planos de formação e aumentando o investimento em capital
humano, de modo a garantir a permanente adequação das
qualificações dos seus trabalhadores;
c) Assegurar o direito à informação e consulta dos trabalhadores e dos seus representantes, relativamente aos
planos de formação anuais e plurianuais executados pelo
empregador;
d) Garantir um número mínimo de horas de formação a
cada trabalhador, sejam acções a desenvolver na empresa,
seja através da concessão de tempo para o desenvolvimento
da formação por iniciativa do trabalhador;
e) Reconhecer e valorizar as qualificações adquiridas
pelos trabalhadores, através da introdução de créditos à
formação ou outros benefícios, de modo a estimular a sua
participação na formação;
2 — A formação contínua de activos deve abranger, em
cada ano, pelo menos 10 % dos trabalhadores com contrato
sem termo de cada empresa.
3 — Ao trabalhador deve ser assegurada, no âmbito da
formação contínua, um número mínimo de vinte horas
anuais de formação certificada.
4 — O número mínimo de horas anuais de formação
certificada a que se refere o número anterior é de 35 horas
a partir de 2006.
5 — As horas de formação certificada a que se referem
os n.os 3 e 4 que não foram organizadas sob a responsabilidade do empregador por motivo que lhe seja imputável
são transformadas em créditos acumuláveis ao longo de
três anos, no máximo.
6 — A formação a que se refere o n.º 1 impende igualmente sobre a empresa utilizadora de mão-de-obra relativamente ao trabalhador que, ao abrigo de um contrato
celebrado com o respectivo empregador, nela desempenhe
a sua actividade por um período, ininterrupto, superior a
18 meses.
7 — O disposto no presente artigo não prejudica o cumprimento das obrigações específicas em matéria de formação profissional a proporcionar ao trabalhador contratado
a termo certo.
Cláusula 23.ª-D
Formação contínua
1 — O empregador deve proporcionar formação profissional ao trabalhador contratado a termo sempre que a
duração do contrato, inicial ou com renovações, exceda
seis meses.
2 — A formação tem de corresponder aos seguintes
limites:
a) Se o contrato durar menos de um ano, a formação
corresponde a um número de horas igual a 1 % do período
normal de trabalho;
b) Se o contrato tiver durado entre um a três anos, a
formação corresponde a um número de horas igual a 2 %
do período normal de trabalho;
c) Se o contrato tiver durado mais de três anos, a formação corresponde a um número de horas igual a 3 % do
período normal de trabalho;
3 — A área em que é ministrada a formação profissional
pode ser fixada por acordo e, na falta de acordo, é determinada pelo empregador.
4 — Sendo fixada pelo empregador, a área de formação
profissional tem de coincidir ou ser afim com a actividade
desenvolvida pelo trabalhador nos termos do contrato.
5 — O incumprimento do disposto nos n.os 1 e 2 confere ao trabalhador um crédito correspondente ao valor da
formação que devia ter sido realizada.
CAPÍTULO IV
Da prestação de trabalho
Cláusula 24.ª
Período normal de trabalho
1 — Sem prejuízo de horários de menor duração que
já estejam a ser praticados, o período semanal de trabalho
é de 40 horas, a partir de 1 de Julho de 1995, distribuídas
de segunda-feira a sexta-feira.
2 — Em regime de três turnos, o período normal de
trabalho poderá ser distribuído por seis dias, de segunda-feira a sábado, sem prejuízo de horários de menor duração
que estejam já a ser praticados, sendo o limite máximo de
duração semanal de trabalho, fixado no n.º 1, computado
em termos de média anual.
Cláusula 25.ª
Trabalho extraordinário
1 — Considera-se trabalho extraordinário o prestado
antes e depois do período normal de trabalho.
2 — O trabalho extraordinário só poderá ser prestado
quando as entidades patronais tiverem motivos excepcionais ou imprevisíveis, tendo em vista evitar danos directos ou imediatos sobre as pessoas ou equipamentos, em
matérias-primas ou no abastecimento do mercado interno
ou externo.
3 — O trabalho extraordinário será sempre registado
imediatamente antes do seu início ou termo.
4 — O trabalhador pode recusar-se a prestar trabalho
extraordinário depois de atingir as 120 horas anuais.
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5 — O trabalho extraordinário realizado nos termos
desta cláusula não pode ultrapassar as duas horas diárias,
até ao máximo de 120 horas por ano, com excepção para
os motoristas e ajudantes de motorista.
6 — Ao trabalho prestado nesta cláusula é devida a
remuneração suplementar fixada pela cláusula 30.ª
Cláusula 26.ª
Trabalho nocturno
1 — Considera-se trabalho nocturno o trabalho prestado entre as 20 horas de um dia e as 7 horas do dia
imediato.
2 — O trabalho nocturno será remunerado com o
acréscimo de 25 % da remuneração normal, salvo para
os trabalhadores de turno, a quem se aplicará o regime de
retribuição fixado no n.º 3 da cláusula 28.ª
3 — Sempre que se verifique a prestação de trabalho
extraordinário num horário de trabalho nocturno, o acréscimo de retribuição devido pela prestação de trabalho extraordinário será calculado com base na retribuição normal
(sem o acréscimo do subsídio nocturno), sem prejuízo do
disposto no número anterior e no n.º 3 da cláusula 28.ª,
quando do caso especial de turnos rotativos.
CAPÍTULO V
Retribuição mínima do trabalho
Cláusula 27.ª-A
Desconto nas horas de falta
1 — A empresa tem direito a descontar na retribuição do
trabalhador a quantia referente às horas de ausência deste
durante o período normal de trabalho a que está obrigado,
salvo nos casos expressamente previstos neste contrato ou
na legislação laboral.
2 — As horas de falta não remuneradas serão descontadas na remuneração mensal, na base da remuneração/hora,
calculada nos termos do n.º 2 da cláusula 27.ª, excepto
se as horas de falta no decurso do mês forem em número
superior a metade de média mensal das horas de trabalho,
caso a que a remuneração será a correspondente às horas
de trabalho efectivamente prestadas.
3 — A média mensal das horas de trabalho obtém-se
pela aplicação da seguinte fórmula:
N × 52
12
em que n é número de horas correspondente ao período
normal de trabalho semanal.
4 — Tratando-se de faltas injustificadas a um ou meio
período normal de trabalho diário e que leve ao desconto
legal de sábados, domingos ou feriados (além do período
de ausência calculado nos termos do n.º 2 do artigo 27.º
do Decreto-Lei n.º 874/76), o desconto a efectuar será
com base no salário/dia, ou seja, o valor encontrado com
a fórmula:
Retribuição mensal:30.
Cláusula 27.ª
Tabela salarial
Cláusula 28.ª
1 — A retribuição mínima de todos os trabalhadores
ao serviço da empresa será a constante da tabela salarial
anexa a esta convenção.
2 — O salário-hora é calculado pela seguinte fórmula:
Trabalho de turnos
× 12
SH = Rm
52 × n
em que Rm é o valor da retribuição mensal e n o período
normal de trabalho semanal.
3 — Sempre que o trabalhador aufira uma retribuição mista, isto é, constituída por uma parte fixa e uma
variável, ser-lhe-á assegurada no conjunto a remuneração mínima para a respectiva categoria prevista neste
contrato.
4 — A retribuição mista referida no número anterior será
considerada para todos os efeitos previstos neste contrato,
tomando-se no cálculo do valor mensal da parte variável a
média da retribuição auferida pelo trabalhador nos últimos
12 meses.
5 — O pagamento dos valores correspondentes à comissão sobre vendas deverá ser efectuado, logo que as vendas
se concretizem, através da respectiva facturação.
6 — Aos trabalhadores com responsabilidade de caixa
e pagamentos ou cobrança será atribuído o abono mensal
de € 25,77 para falhas.
7 — Não é permitida qualquer forma de retribuição
não prevista neste contrato, nomeadamente a remuneração
exclusivamente em comissões, mesmo que o trabalhador
dê o seu consentimento.
1 — Nenhum trabalhador pode ser mudado de turno
sem o seu consentimento prévio.
2 — É vedado à entidade patronal obrigar o trabalhador
a prestar serviço em dois turnos consecutivos.
3 — O pessoal que trabalha em regime de turnos receberá entre as 20 horas e as 7 horas uma retribuição superior
a 50 % e no turno diurno será superior em 5 % sobre a tabela
constante deste contrato.
4 — O subsídio a que se refere o número anterior aplicar-se-á ainda que a instalação fabril suspenda a sua laboração
por turnos uma vez por semana.
Cláusula 29.ª
Documento a entregar ao trabalhador e pagamento
1 — A empresa é obrigada a entregar aos seus trabalhadores no acto do pagamento da retribuição um talão
preenchido de forma bem legível, no qual figurem o nome
do trabalhador, categoria profissional, número de inscrição
na Caixa de Previdência, dias de trabalho a que corresponde
a remuneração, especificação das importâncias relativas a
trabalho normal e a horas suplementares ou a trabalho nos
dias de descanso ou feriados, os descontos e o montante
liquido a receber.
2 — O pagamento será sempre efectuado até ao último
dia útil de trabalho do mês a que respeita, sem prejuízo do
acerto de contas no mês seguinte, não podendo o trabalhador ser retido, para aquele efeito, além do período normal
1890
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
diário de trabalho, a menos que a empresa lhe remunere o
tempo gasto como trabalho extraordinário.
3 — Em regra, o pagamento da retribuição deve efectuar-se no lugar onde o trabalhador presta a sua actividade.
4 — Tendo sido acordado lugar diverso do da prestação
do trabalho, o tempo que o trabalhador gastar para receber
a retribuição considera-se, para todos os efeitos, tempo
de serviço.
Cláusula 30.ª
Remuneração do trabalho extraordinário
e isenção do horário de trabalho
1 — Sem prejuízo do previsto na cláusula 25.ª, o trabalho prestado fora do período normal dá direito a retribuição
especial, calculada nos termos seguintes:
1.ª hora: retribuição normal, acrescida de 75 %;
2.ª hora: retribuição normal, acrescida de 100 %;
Horas seguintes: retribuição normal, acrescida de 125 %.
2 — O tempo gasto pelo trabalhador na deslocação da
ida e volta, caso este seja chamado fora do seu horário
normal de trabalho, considera-se trabalho extraordinário
e como tal será pago.
3 — Sempre que o trabalhador seja chamado, ao abrigo
do n.º 2 desta cláusula, para prestar trabalho extraordinário, ser-lhe-á garantido o pagamento de pelo menos duas
horas, independentemente do número de horas que possa
prestar.
4 — A entidade patronal fica obrigada a assegurar o
transporte da ida e volta sempre que o trabalhador preste
trabalho extraordinário ao abrigo do n.º 2 desta cláusula.
5 — Para efeitos do disposto no n.º 1, a retribuição
horária será determinada pela fórmula prevista no n.º 2
da cláusula 27.ª
6 — Os trabalhadores que tenham isenção do horário de
trabalho terão direito a retribuição especial, para além do
normal, que nunca será inferior à correspondente a duas
horas de trabalho extraordinário por dia.
Cláusula 31.ª
Trabalho prestado em dia de descanso semanal
e em feriados obrigatórios
1 — O trabalho prestado em dia de descanso semanal
obrigatório ou complementar dão ao trabalhador direito ao
pagamento pelo dobro da retribuição normal.
2 — A retribuição referida no número anterior não poderá, todavia, ser inferior a quatro horas, independentemente do número de horas que o trabalhador venha a
prestar, salvo se o trabalho for executado por antecipação
ou prolongamento, casos em que a retribuição será correspondente às horas efectuadas e calculadas nos termos
do n.º 1 desta cláusula.
3 — Sem prejuízo do estipulado nos n.os 1 e 2 desta
cláusula, o trabalhador chamado a prestar serviço nos dias
de descanso semanal terá direito a descansar um dia num
dos três dias úteis seguintes.
Cláusula 32.ª
Substituições temporárias
1 — Sempre que o trabalhador substitua, ainda que em
fracção do dia, outro de categoria ou retribuição supe-
rior, passará a receber retribuição do substituído durante o
tempo em que essa substituição durar, devendo a escolha
do substituto verificar-se dentro da mesma secção e respeitando a hierarquia dos serviços.
2 — Se a substituição durar mais de 90 dias consecutivos ou 120 dias intercalados ao longo do ano, contando
para isso qualquer fracção do tempo de serviço, o substituto manterá o direito à retribuição referida no número
anterior quando, finda a substituição, regressar à sua antiga
função.
Cláusula 33.ª
Trabalho à tarefa
1 — O sistema de retribuição à tarefa deve constar de
regulamento interno, aprovado pelo Ministério do Trabalho
desde que tenha parecer favorável do sindicato.
2 — A retribuição nunca poderá ser inferior à prevista
para a categoria que lhe for atribuída, acrescida de 25 %.
3 — O trabalho à tarefa deve ser devidamente registado
em livro interno próprio para o efeito, do qual deve ser
facilitado o acesso dos sindicatos.
Cláusula 34.ª
Deslocações
O trabalhador que, ao serviço da entidade patronal, se
desloque do seu local habitual de trabalho terá direito:
a) A um acréscimo de 50 % do respectivo vencimento
quando a deslocação for superior a um dia, a contar desde
o momento da partida até à chegada, independentemente da
retribuição de trabalho extraordinário, que deverá incidir
sobre o vencimento habitual;
b) Ao pagamento de transporte, alimentação e alojamento;
c) Quando deslocado no País em dia de descanso ou
nos fins-de-semana, a viagem de ida e volta é paga pela
entidade patronal, desde o local de deslocação até ao local
habitual de trabalho; na hipótese de o trabalhador não
desejar gozar este beneficio, terá direito a receber o valor
destas viagens;
d) Se o trabalhador utilizar a sua viatura ao serviço da
entidade patronal, esta pagar-lhe-á o produto do coeficiente
0,25 sobre o preço do litro da gasolina super por cada quilómetro percorrido, além de um seguro contra todos os riscos,
incluindo responsabilidade civil ilimitada, compreendendo
passageiros transportados gratuitamente;
e) Sempre que o profissional se desloque em serviço da
empresa, para fora do local de trabalho habitual e tenha
qualquer acidente, a entidade patronal será responsável
por todos e quaisquer prejuízos (incluindo salários) daí
resultantes.
Cláusula 35.ª
Subsídio de Natal
1 — Os trabalhadores com um ou mais anos de serviço
têm direito a um subsídio de Natal de montante igual ao
da retribuição mensal.
2 — Os trabalhadores que tenham completado o período
experimental, mas não concluam um ano de serviço até
31 de Dezembro, têm direito a um subsídio de Natal de
1891
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
montante proporcional ao número de meses de serviço
por que perdurou o contrato de trabalho, contando-se por
inteiro o mês de admissão.
3 — Cessando o contrato de trabalho a entidade patronal pagará ao trabalhador a parte de subsídio de Natal,
proporcional ao número de meses completos de serviço
no ano da cessação.
4 — Suspendendo-se o contrato de trabalho por impedimento prolongado do trabalhador, este terá direito:
Feriado municipal da localidade onde o trabalho é prestado.
a) No ano da suspensão, a um subsídio de Natal de
montante proporcional ao número de meses completos de
serviço por que perdurou o contrato de trabalho;
b) No ano do regresso à prestação do trabalho, a um
subsídio de Natal de montante proporcional ao número de
meses completos de serviço até 31 de Dezembro, contando-se por inteiro o mês de apresentação ao serviço.
1 — O trabalhador tem direito à retribuição correspondente aos feriados, quer obrigatórios, quer concedidos
pela entidade patronal, sem que possa compensá-los com
trabalho extraordinário.
2 — O trabalho prestado em dia feriado será pago por
uma vez e meia da remuneração normal, além do pagamento desse dia integrado na remuneração mensal.
5 — O subsídio de Natal será pago até 15 de Dezembro
de cada ano, salvo o caso de suspensão ou cessação do
contrato de trabalho, em que o pagamento se efectuará na
data da verificação da suspensão ou cessação referidas.
Cláusula 39.ª
Cláusula 35.ª-A
Prémios
1 — A criação e o regime dos prémios terão de constar
de regulamento interno, elaborado nos termos da lei.
2 — À medida que lhes for sendo possível estabelecer,
para além do simples rendimento do trabalho, bases satisfatórias para a definição de produtividade, procurarão as
entidades patronais orientar a retribuição dos seus trabalhadores no sentido de incentivar a elevação de tais níveis.
2 — O feriado de Sexta-Feira Santa poderá ser substituído pela segunda-feira de Páscoa, desde que decidido em
assembleia de trabalhadores da empresa, por maioria.
Cláusula 38.ª
Pagamento de feriados
Atraso no início do trabalho
1 — Consideram-se irrelevantes para quaisquer efeitos os atrasos dos trabalhadores habitualmente pontuais e
assíduos ao serviço que não excedam 10 minutos por dia.
2 — Quando ultrapassar o limite estipulado no n.º 1,
o trabalhador terá sempre possibilidade de reiniciar o
trabalho, embora com perda de remuneração do tempo
correspondente.
3 — O controle de assiduidade será feito através das
fichas de ponto, a que terá acesso a comissão de trabalhadores, a comissão sindical ou delegado sindical.
Cláusula 40.ª
Direito a férias
CAPÍTULO VI
Suspensão da prestação do trabalho
Cláusula 36.ª
Descanso semanal e complementar
O dia de descanso semanal dos trabalhadores abrangidos
por este contrato é o domingo. O sábado será considerado
como um dia de descanso semanal complementar.
Cláusula 37.ª
Feriados
1 — São considerados feriados obrigatórios os seguintes:
1 de Janeiro;
Terça-feira de Carnaval;
Sexta-Feira Santa;
25 de Abril;
1 de Maio;
Corpo de Deus (festa móvel);
10 de Junho;
15 de Agosto;
5 de Outubro;
1 de Novembro;
1 de Dezembro;
8 de Dezembro;
25 de Dezembro;
1 — O trabalhador tem direito a gozar férias em virtude
do trabalho prestado em cada ano civil.
2 — O direito a férias vence-se no dia 1 de Janeiro do
ano civil subsequente.
3 — É dada a faculdade a todos os trabalhadores que
tenham transitado de outra entidade patronal em virtude da
cessação de contrato e, por conseguinte, tenham recebido
as férias e subsídios de férias de gozarem, a seu pedido,
férias, até ao limite de 30 dias, não suportando a entidade
patronal qualquer encargo para com o trabalhador durante
estes dias.
4 — Haverá lugar a alteração do período de férias sempre que o trabalhador, na data prevista para o seu início,
esteja temporariamente impedido por facto que não lhe seja
imputável, devendo as mesmas ser gozadas até ao fim do
1.º trimestre do ano seguinte.
5 — Cessando o contrato de trabalho por qualquer forma
o trabalhador terá direito a receber a retribuição correspondente a um período de férias proporcional ao tempo
de serviço prestado no ano de cessação, bem como ao
respectivo subsídio.
6 — Se o contrato cessar antes de gozar o período de
férias vencidas no início desse ano, o trabalhador terá ainda
direito a receber retribuição correspondente a esse período
bem como o respectivo subsídio.
7 — O período de férias não gozadas por motivo de
cessação do contrato conta-se sempre para efeitos de antiguidade.
1892
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Cláusula 40.ª-A
2 — As férias poderão ser marcadas para serem gozadas
em dois períodos interpolados.
Falecimento do trabalhador — Direitos
1 — No caso de falecimento do trabalhador, o cônjuge
sobrevivo terá direito a receber as importâncias referidas
nos n.os 5 e 6 da cláusula 40.ª, as referidas no n.º 3 da
cláusula 35.ª, bem como a retribuição do trabalho prestado
no mês do falecimento, importâncias estas que lhe serão
pagas no prazo máximo de 15 dias.
2 — No caso de o trabalhador falecido não deixar cônjuge sobrevivo, o direito a receber as verbas indiciadas no
número anterior será dos herdeiros do trabalhador, descendentes, ascendentes ou colaterais, na ordem indicada,
podendo ser exercido pelo cabeça-de-casal.
3 — No caso do cônjuge sobrevivo, a entidade patronal
poderá exigir uma certidão ou fotocópia da certidão de
casamento no acto de reclamar o direito referido no n.º 1.
No caso dos herdeiros, a entidade patronal poderá exigir a
apresentação de uma certidão de habilitação de herdeiros
ou declaração da junta de freguesia.
Cláusula 41.ª
Indisponibilidade de direito a férias
1 — O direito a férias é irrenunciável e não pode ser
substituído, fora dos casos expressamente previstos na lei,
por remuneração suplementar ou qualquer outra vantagem,
ainda que o trabalhador dê o seu consentimento.
2 — Exceptuam-se do disposto no número anterior,
os caso previstos nos n.os 5 e 6 da cláusula 40.ª e n.º 2 da
cláusula 47.ª
Cláusula 45.ª
Escolha da época de férias
1 — A época de férias deve ser escolhida de comum
acordo entre o trabalhador e a entidade patronal.
2 — Na falta de acordo, caberá à entidade patronal fixar
a época de férias, para serem gozadas entre 1 de Maio e
30 de Setembro, ouvindo, para o efeito, a comissão de
trabalhadores, comissão sindical ou intersindical ou os
delegados sindicais, pela ordem indicada.
3 — Aos trabalhadores do mesmo agregado familiar
deverá ser concedida a faculdade de gozarem as suas férias
simultaneamente.
4 — O mapa de férias definitivo deverá estar elaborado
e afixado nos locais de trabalho até ao dia 15 de Abril de
cada ano.
5 — Se depois de marcado o período de férias, exigências imperiosas do funcionamento da empresa determinarem o adiamento ou a interrupção das férias já iniciadas, o
trabalhador tem direito a ser indemnizado, pela entidade
patronal, dos prejuízos que comprovadamente haja sofrido
na pressuposição de que gozaria integralmente as férias
na época fixada.
6 — A interrupção das férias não poderá prejudicar o
gozo seguido de metade das férias a que o trabalhador
tenha direito e não podem ser interrompidas por mais de
uma vez.
Cláusula 46.ª
Cláusula 42.ª
Subsidio de férias
Duração das férias
1 — Todos os trabalhadores têm direito a um período de
férias, com a duração de 22 dias úteis, salvo as hipóteses
previstas nos números seguintes, sem prejuízo de retribuição mensal, que terá de ser paga antes do seu início.
2 — No ano subsequente ao da admissão o trabalhador
terá direito a gozar um período de férias definido no número anterior, independentemente do tempo de trabalho,
quer no ano de admissão, quer no seguinte.
3 — No ano de admissão o trabalhador tem direito a gozar um período proporcional ao tempo de serviço prestado,
à razão de 2,5 dias por mês, no mínimo de 15 dias, após a
prestação de, pelo menos, 5 meses de serviço.
4 — As férias não poderão ter o seu início nos dias
destinados ao descanso semanal nem em dia feriado.
Cláusula 43.ª
Proibição de acumulação de férias
1 — Os trabalhadores abrangidos por este contrato receberão da entidade patronal um subsídio igual à retribuição
correspondente ao período total das férias a que tenham
direito, que deve ser pago antes do início das férias.
Cláusula 47.ª
Serviço militar
1 — O trabalhador que vá prestar serviço militar deve,
antes da sua incorporação, gozar as férias vencidas e receber o respectivo subsídio.
2 — Se, porém, as não gozar, terá direito a receber a
retribuição correspondente às férias e o respectivo subsídio.
3 — No regresso do serviço militar, e desde que este se
não verifique no próprio ano da incorporação, o trabalhador
terá direito a gozar férias e a receber o respectivo subsídio
como se ao serviço se encontrasse.
As férias devem ser gozadas no decurso do ano civil em
que se vencem, não sendo permitido acumular no mesmo
férias de dois ou mais anos.
Cláusula 44.ª
Férias seguidas ou interpoladas
1 — Em princípio, as férias devem ser gozadas sem
interrupção.
Cláusula 48.ª
Violação do direito de férias
1 — No caso da entidade patronal obstar ao gozo de
férias nos termos das cláusulas anteriores, o trabalhador
receberá, a titulo de indemnização, o triplo da retribuição
correspondente ao período em falta, que deverá obrigatoriamente ser gozado no 1.º trimestre do ano civil subsequente.
1893
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
2 — O disposto no número anterior não prejudica a
aplicação das sanções em que a entidade patronal incorrer por violação das normas reguladoras das relações de
trabalho.
Cláusula 49.ª
Definição de faltas
1 — Por falta entende-se a ausência durante um período
normal de trabalho.
2 — As ausências por períodos inferiores a um dia serão
consideradas somando os tempos obtidos e reduzindo o
total a dias, em conformidade com o horário respectivo.
3 — Não serão descontados os atrasos na hora de entrada de 10 minutos diários, nos termos da cláusula 39.ª
Cláusula 50.ª
Tipos de faltas
1 — As faltas podem ser justificadas ou injustificadas.
2 — São consideradas faltas justificadas:
a) As dadas, durante 15 dias seguidos, por altura do
casamento;
b) As motivadas por falecimento de cônjuge, parente
ou afins, nos termos da cláusula seguinte;
c) As motivadas pela prática de actos inadiáveis no exercício de funções em associações sindicais ou instituições
de previdência ou na qualidade de delegados sindicais ou
membro de comissões de trabalhadores;
d) As motivadas pela prestação de provas em estabelecimento de ensino;
e) As motivadas por impossibilidade de prestar trabalho devido a facto que não seja imputável ao trabalhador,
nomeadamente doença, acidente ou cumprimento de obrigações legais, ou a necessidade de prestação de assistência
inadiável a membros do seu agregado familiar;
f) As motivadas por doação de sangue não compensadas
monetariamente. As dadas pelos trabalhadores que estejam
inscritos como bombeiros voluntários pelo tempo necessário para acudir a sinistros;
g) As motivadas por nascimento de filho; o pai pode
faltar até dois dias úteis seguidos ou interpolados, nos
termos da legislação em vigor.
3 — São consideradas injustificadas todas as faltas não
previstas. no número anterior.
Cláusula 51.ª
Faltas por motivo de falecimento de parentesco ou afins
1 — Nos termos da alínea b) do n.º 2 da cláusula anterior, o trabalhador pode faltar justificadamente:
a) Durante cinco dias consecutivos por falecimento de
cônjuge não separado de pessoas e bens ou de parentes
ou afins no 1.º grau da linha recta, pais e filhos, por parentesco ou adopção plena, padrastos, enteados, sogros,
genros e noras;
b) Durante dois dias consecutivos por falecimento de
outros parentes ou afins da linha recta ou 2.º grau da linha colateral, avós e bisavós, netos e bisnetos, irmãos e
cunhados, ou de pessoas que vivam em comunhão de vida
e habitação com os trabalhadores.
2 — As faltas serão contadas a partir da data do falecimento, residindo o parente no mesmo concelho, ou desde
a data em que o trabalhador tiver conhecimento do falecimento, desde que esse conhecimento se verifique até oito
dias após a morte, sob pena de a regalia caducar.
3 — São nulas e de nenhum efeito as normas dos contratos individuais que disponham de forma diversa da
estabelecida nesta cláusula.
Cláusula 52.ª
Efeitos das faltas justificadas
1 — As faltas justificadas não determinam a perda ou
prejuízo de qualquer direito ou regalias do trabalhador,
salvo o disposto no número seguinte.
2 — Determinam perda de retribuição as seguintes faltas, ainda que justificadas:
a) Dadas nos casos previstos na alínea c) da cláusula 50.ª,
salvo disposição legal em contrário, ou tratando-se de faltas dadas por membros de comissões de trabalhadores;
b) Dadas por motivo de doença, desde que o trabalhador
tenha direito a subsídio de previdência respectivo;
c) Dadas por motivo de acidente de trabalho, desde que
o trabalhador tenha direito a subsídio ou seguro.
3 — Nos casos previstos na alínea a) da cláusula 50.ª
se o impedimento do trabalhador se prolongar para além
de um mês, aplica-se o regime de suspensão da prestação
de trabalho por impedimento prolongado.
Cláusula 52.ª-A
Efeitos das faltas no direito a férias
1 — As faltas justificadas ou injustificadas não têm
qualquer efeito sobre o direito a férias do trabalhador,
salvo o disposto no número seguinte.
2 — No caso em que as faltas determinem perda de
retribuição, esta poderá ser substituída, se o trabalhador
expressamente assim o preferir, por perda de dias de férias
na proporção de um dia de férias por cada dia de faltas
até ao limite de um terço do período de férias a que tenha
direito.
Cláusula 52.ª-B
Licença sem retribuição
1 — A entidade patronal pode atribuir ao trabalhador,
a pedido deste, licença sem retribuição.
2 — O período de licença sem retribuição conta-se para
efeitos de antiguidade.
3 — Durante o mesmo período cessam os direitos, deveres e garantias das partes na medida em que pressuponham
a efectiva prestação de trabalho.
4 — O trabalhador beneficiário da licença sem vencimento mantém o direito ao lugar.
5 — Poderá ser contratado um substituto para o trabalhador na situação de licença sem retribuição.
Cláusula 53.ª
Impedimento prolongado
1 — Quando o profissional esteja temporariamente
impedido de comparecer ao trabalho por falta que lhe
1894
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
não seja imputável, por exemplo, serviço militar, doença
ou acidente, manterá o direito ao trabalho com a categoria, antiguidade e demais regalias que por este contrato
colectivo ou iniciativa da entidade patronal lhe estavam
atribuídas.
2 — O disposto no número anterior aplica-se também
aos trabalhadores cujos contratos tenham sido suspensos
em cumprimento de prisão não superior a dois anos, desde
que o seu lugar se mantenha em aberto.
3 — A entidade patronal não pode opor-se a que o
trabalhador retome o trabalho imediatamente após a sua
apresentação.
2 — No caso de exercer o direito referido no número
anterior, o trabalhador perderá a antiguidade que tinha à
data do acordo revogatório, a menos que faça prova de
que a declaração de revogar o contrato foi devida a dolo
ou coacção da outra parte.
SECÇÃO II
Cessação do contrato individual de trabalho por caducidade
Cláusula 58.ª
Definição
1 — O contrato de trabalho caduca nos casos previstos
nos termos gerais de direito, nomeadamente:
CAPÍTULO VII
Cessação do contrato de trabalho
a) Expirando o prazo por que foi estabelecido;
b) Verificando-se impossibilidade superveniente, absoluta e definitiva, de o trabalhador prestar o seu trabalho ou
de a empresa o receber;
c) Com a reforma do trabalhador.
Cláusula 54.ª
Princípio geral
1 — A cessação do contrato de trabalho individual de
trabalho e os seus efeitos jurídicos regular-se-ão pela lei
geral.
2 — É proibido à entidade patronal promover o despedimento sem justa causa, acto que, por consequência, será
nulo e de pleno direito.
2 — Nos casos previstos na alínea b) do n.º 1, só se
considera verificada a impossibilidade quando ambos os
contraentes a conheçam ou devam conhecer.
SECÇÃO III
SECÇÃO I
Cessação do contrato de trabalho por despedimento
pela entidade patronal com justa causa
Cessação do contrato de trabalho
por mútuo acordo das partes
Cláusula 59.ª
Princípio geral
Cláusula 55.ª
Verificando-se justa causa, o trabalhador pode ser despedido, quer o contrato tenha prazo ou não.
Definição
É sempre lícito à entidade patronal e ao trabalhador fazerem cessar por mútuo acordo o contrato de trabalho, quer
este tenha prazo, quer não, sem observância das obrigações
e limitações estabelecidas nas secções subsequentes.
Cláusula 56.ª
Processamento de acordo
1 — A cessação do contrato por acordo mútuo deve
sempre constar de documento escrito datado e assinado
por ambas as partes, em duplicado, ficando cada parte
com um exemplar.
2 — Desse documento podem constar outros efeitos
acordados, desde que não contrariem as leis gerais do
trabalho.
3 — São nulas as cláusulas do acordo revogatório segundo as quais as partes declarem que o trabalhador não
pode exercer direitos já adquiridos ou reclamar créditos
vencidos.
Cláusula 57.ª
Revogação do acordo
1 — No prazo de oito dias a contar da data da assinatura
do documento referido na cláusula anterior, o trabalhador
poderá revogá-lo unilateralmente, por escrito, reassumindo
o exercício do seu cargo.
Cláusula 60.ª
Fundamentos para despedimento
1 — Considera-se justa causa o comportamento culposo
do trabalhador que, pela sua gravidade e consequências,
torne imediata e praticamente impossível a subsistência
da relação de trabalho.
2 — Constituirão, nomeadamente, justa causa de despedimento os seguintes comportamentos do trabalhador:
a) Desobediência ilegítima às ordens dadas por responsáveis hierarquicamente superiores;
b) Violação de direitos e garantias dos trabalhadores
da empresa;
c) Provocação repetida de conflitos com outros trabalhadores da empresa;
d) Desinteresse repetido pelo cumprimento, com a diligência devida, das obrigações inerentes ao exercício do
cargo ou posto de trabalho que lhes esteja confiado;
e) Lesão de interesses patronais sérios da empresa;
f) Prática intencional, no âmbito da empresa, de actos
lesivos da economia nacional;
g) Faltas ao trabalho não justificadas que determinem
directamente prejuízo ou riscos graves para a empresa ou,
independentemente de qualquer prejuízo ou risco, quando
o número de faltas injustificadas atingir em cada ano,
5 seguidas ou 10 intercaladas;
1895
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
h) Falta culposa da observância de normas de higiene
e segurança no trabalho;
i) Prática, no âmbito da empresa, de violências físicas,
de injúrias ou outras ofensas punidas por lei sobre trabalhadores da empresa, elementos dos corpos sociais ou sobre a
entidade patronal individual não pertencente aos mesmos
órgãos, seus delegados ou representantes;
j) Sequestro e, em geral, crimes contra a liberdade de
pessoas referidas na alínea anterior;
l) Incumprimento ou oposição ao cumprimento das
decisões judiciais ou actos administrativos definitivos e
executórios;
m) Reduções anormais da produtividade do trabalhador;
n) Falsas declarações relativas à justificação de faltas.
atingido, o carácter das relações do trabalhador com os
seus companheiros e todas as circunstâncias relevantes
do caso.
6 — Entre as circunstâncias referidas no número anterior deve ser incluído o facto da entidade patronal praticar
actos, posteriormente à verificação do comportamento do
trabalhador ou do seu conhecimento, que revelam não o
considerar perturbador das relações de trabalho, nomeadamente deixando correr desde essa verificação ou conhecimento até ao início do processo disciplinar um lapso de
tempo superior a 30 dias.
SECÇÃO IV
Cessação do contrato individual de trabalho
por rescisão do trabalhador
Cláusula 61.ª
Processo disciplinar
Cláusula 63.ª
1 — A peça inicial do processo será a participação com a
menção dos factos atribuídos ao arguido e com a indicação
das testemunhas.
2 — A entidade instrutora do processo procederá a todas
as diligências razoáveis e necessárias ao esclarecimento
da verdade, ouvindo obrigatoriamente o arguido e as testemunhas oferecidas por este.
3 — O arguido poderá ser suspenso preventivamente,
sem perda de retribuição.
4 — A entidade patronal deverá, obrigatoriamente, comunicar por escrito a decisão lançada no processo.
5 — No caso de despedimento, a entidade instrutora terá
de cumprir obrigatoriamente o processamento previsto na
lei, no que se refere ao processo disciplinar respectivo.
1 — O trabalhador tem direito a rescindir o contrato
individual de trabalho por decisão unilateral, devendo
comunicá-lo, por escrito, com o aviso prévio de dois
meses.
2 — No caso de o trabalhador ter menos de dois anos
completos de serviço, o aviso prévio será de um mês.
3 — Se o trabalhador não cumprir, total ou parcialmente,
o prazo de aviso prévio, pagará à outra parte, a título de
indemnização, o valor igual à remuneração base correspondente ao período de aviso prévio em falta.
Cláusula 62.ª
Dispensa do aviso prévio e sanção
Consequências do despedimento sem justa causa
1 — O trabalhador poderá rescindir o contrato, sem
observância do aviso prévio, nas situações seguintes:
1 — A inexistência de justa causa, a inadequação da
sanção ao comportamento verificado e a nulidade ou
inexistência do processo disciplinar determinam a nulidade do despedimento que, apesar disso, tenha sido
declarado.
2 — O trabalhador tem direito, no caso referido no número anterior, às prestações pecuniárias que deveria normalmente ter auferido desde a data do despedimento até à
data da sentença, bem como à reintegração na empresa no
respectivo cargo ou posto de trabalho e com a antiguidade
que lhe pertencia.
3 — Em substituição da reintegração, o trabalhador
pode optar por uma indemnização de acordo com a respectiva antiguidade e correspondente a um mês de retribuição
por cada ano ou fracção, não podendo ser inferior a três
meses.
4 — O despedimento realizado com alegação de justa
causa que venha a mostrar-se insubsistente, quando se
prove o dolo da entidade patronal, dará lugar à aplicação
de multa de € 2,49 a € 49,88 àquela entidade, cujo produto
reverterá para o Fundo de Desemprego.
5 — Para apreciação da existência de justa causa de
despedimento ou da adequação da sanção ao comportamento verificado, deverão ser tidos em conta o grau de
lesão dos interesses da economia nacional ou da empresa,
o carácter das relações entre as partes, a prática disciplinar
da empresa, quer em geral, quer em relação ao trabalhador
Princípio geral
Cláusula 64.ª
a) Necessidade de cumprir obrigações legais incomportáveis com a continuação do serviço;
b) Por razões de ordem familiar que se prendam, exclusivamente, com a necessidade de a mãe precisar de ficar
em casa a prestar assistência aos filhos ou ao filho;
c) Falta culposa de pagamento pontual da retribuição
na forma devida;
d) Violação culposa das garantias legais e convencionais
do trabalhador;
e) Aplicação de sanção abusiva;
f) Falta culposa de condições de higiene e segurança
no trabalho;
g) Lesão culposa de interesses patrimoniais do trabalhador ou ofensa à honra ou dignidade.
2 — A cessação do contrato nos termos das alíneas c) a
g) do n.º 1 confere ao trabalhador direito à indemnização
prevista no n.º 3 da cláusula 62.ª
Cláusula 65.ª
Outras sanções
O uso da faculdade conferida ao trabalhador no n.º 1
da cláusula anterior de fazer cessar contrato sem aviso
prévio e o pagamento da indemnização previsto no n.º 2
da mesma cláusula não exoneram a entidade patronal da
1896
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
responsabilidade civil ou penal a que dê origem a situação
determinante da rescisão.
CAPÍTULO VIII
Dos trabalhadores com capacidade
de trabalho reduzida
Cláusula 66.ª
Indemnização à entidade patronal
Cláusula 71.ª
Se a falta do cumprimento do prazo de aviso prévio der
lugar a danos superiores aos previstos na indemnização
referida no n.º 3 da cláusula 63.ª poderá ser posta a competente acção de indemnização, a qual terá por exclusivo
fundamento os danos ocorridos por causa da falta do cumprimento do prazo de aviso prévio.
Princípio geral
SECÇÃO V
Casos especiais de cessação do contrato de trabalho
1 — O trabalhador que tenha contraído qualquer deficiência física ou motora, quer esta derive da idade, quer de
doença ou acidente, deverá ser reconduzido no lugar que
ocupava anteriormente após o seu restabelecimento.
2 — Havendo impossibilidade deve a empresa providenciar na sua melhor colocação, proporcionando-lhe condições
adequadas de trabalho, acções de formação e aperfeiçoamento profissional, sem perda de benefícios superiores a
que teria direito no desempenho das suas anteriores funções.
Cláusula 67.ª
CAPÍTULO IX
Cessação do contrato no período experimental
Durante o período experimental de vigência do contrato e salvo acordo escrito em contrário, qualquer das
partes pode fazer cessar unilateralmente o contrato sem
aviso prévio nem necessidade de invocação de motivo ou
alegação de justa causa, não havendo direito a qualquer
indemnização.
Cláusula 68.ª
Encerramento definitivo da empresa ou falência
1 — O encerramento definitivo das empresas faz caducar o contrato de trabalho, sem prejuízo do direito às
indemnizações previstas no n.º 3 da cláusula 62.ª, se outras
maiores não lhe forem devidas.
2 — Porém, a declaração judicial de falência ou insolvência da entidade patronal não faz só por si caducar os
contratos de trabalho, devendo o respectivo administrador
satisfazer integralmente as obrigações que resultam para
com os trabalhadores do referido contrato, se o estabelecimento não for encerrado e enquanto o não for.
Cláusula 69.ª
Previdência e abono de família
Cláusula 72.ª
Princípio geral
1 — A entidade patronal e os trabalhadores abrangidos
por este contrato contribuirão para as instituições de previdência que obrigatoriamente os abranjam, nos termos
dos respectivos regulamentos.
2 — A entidade patronal entregará o abono de família
aos trabalhadores no mesmo dia em que receba o valor
correspondente da instituição de previdência.
3 — As folhas de férias e respectivas guias a enviar à
Caixa de Previdência são obrigatoriamente visadas pela
comissão de trabalhadores da empresa ou comissão sindical
ou pelo delegado sindical ou pelo delegado à Previdência
ou, na falta destes, por representantes eleitos pelos trabalhadores para esse efeito.
4 — A entidade patronal é obrigada a afixar em local
bem visível da fábrica até ao dia 20 do mês seguinte a
que respeitem as contribuições, o duplicado das folhas de
férias, bem como a respectiva guia autenticada pela Caixa,
logo que devolvida.
Documento a entregar ao trabalhador
1 — Ao cessar o contrato de trabalho por qualquer das
formas previstas no presente diploma, a entidade patronal
deve passar ao trabalhador certificado donde conste o
tempo durante o qual esteve ao seu serviço e o cargo ou
cargos que desempenhou.
2 — O certificado não pode conter quaisquer outras
referências, a não ser expressamente requeridas pelo trabalhador.
SECÇÃO VI
Despedimentos colectivos
Cláusula 70.ª
Princípio geral
A empresa só poderá proceder a despedimentos colectivos nos termos da lei.
Cláusula 73.ª
Complemento da pensão por acidente
de trabalho ou doença profissional
1 — Em caso de incapacidade permanente absoluta
ou parcial para o trabalhador proveniente de acidente de
trabalho ou doença profissional ao serviço da empresa, a
entidade patronal diligenciará conseguir a reconversão dos
diminuídos para a função compatível com as diminuições
verificadas.
2 — Se a retribuição da nova função ao serviço da empresa for inferior à auferida à data da baixa, a entidade
patronal pagará a respectiva diferença.
3 — Caso a reconversão por acidente não seja possível, a
empresa pagará ao trabalhador um subsídio complementar
de valor igual à diferença entre a retribuição à data da baixa
e a soma das pensões por invalidez, reforma ou quaisquer
outras que sejam atribuídas aos profissionais em causa, salvo
se o trabalhador vier a auferir retribuição por outro serviço.
1897
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
4 — Em qualquer das situações, os complementos referidos começarão a ser pagos a partir da data da declaração
oficial da incapacidade.
5 — No caso de incapacidade temporária resultante das
causas referidas nesta cláusula, a empresa pagará, enquanto
durar essa incapacidade, a diferença entre a retribuição
atribuída à data da baixa e a indemnização recebida da
seguradora a que o profissional tenha direito, caso esteja
a trabalhar.
CAPÍTULO X
3 — Em qualquer circunstância e nomeadamente na
indústria granuladora e aglomeradora, a paralisação referida no n.º 1 não pode pôr em causa o funcionamento
ininterrupto da maquinaria, pelo que a entidade patronal
deve fixar períodos de paralisação rotativos para obstar ao
referido inconveniente.
4 — Os trabalhadores não podem abandonar o seu posto
de trabalho para a interrupção referida no n.º 1 antes do
sinal convencional de paralisação e, necessariamente, deverão estar a ocupar o mesmo posto de trabalho ao sinal
indicativo do termo do referido período de paralisação.
Obras sociais
Cláusula 75.ª
Cláusula 74.ª
Administração de obras sociais
Cantina
A gestão de obras sociais das empresas, nomeadamente
refeitórios, cooperativas, creches e infantários, é feita pelos
trabalhadores que para o efeito nomearão uma comissão.
1 — As empresas terão, qualquer que seja o número de
trabalhadores ao seu serviço, um lugar coberto, arejado e
asseado, com mesas e bancos suficientes, onde os trabalhadores possam tomar as suas refeições.
2 — As empresas deverão proporcionar aos trabalhadores a possibilidade de aquecerem as suas refeições.
3 — As empresas, sempre que possível, deverão promover a instalação de serviços que proporcionem o fornecimento aos trabalhadores de refeições económicas, sem fins
lucrativos, adequados aos seus níveis de retribuição.
CAPÍTULO XI
Higiene e segurança no trabalho
Cláusula 76.ª
Princípios gerais
1 — Os trabalhadores abrangidos pelo presente CCT
terão direito, por dia de trabalho, a um subsidio de refeição
no valor de € 5,20.
2 — O valor do subsídio referido no n.º 1 não será considerado no período de férias, bem como para cálculo dos
subsídios de férias e de Natal.
3 — O subsídio de refeição previsto nesta cláusula
não é devido aos trabalhadores ao serviço de entidades
patronais que forneçam integralmente refeições ou nelas
comparticipem com montantes não inferiores aos valores
mencionados no n.º 1.
4 — Os trabalhadores em regime de tempo parcial têm
direito a um subsídio de refeição de valor proporcional ao
do horário de trabalho completo.
5 — Os trabalhadores que, comprovada e justificadamente, faltem por motivos de idas ao tribunal, a consultas
médicas ou por doença, desde que prestem serviço pelo
menos num período de trabalho diário, têm direito ao subsídio previsto no n.º 1 desta cláusula
1 — O trabalho deve ser organizado e executado em
condições de disciplina, segurança, higiene e moralidade.
2 — A entidade patronal deve observar rigorosamente
os preceitos legais e regulamentares, assim como as directivas das entidades competentes no que se refere à higiene
e segurança no trabalho.
3 — Os trabalhadores devem colaborar com a entidade
patronal em matéria de higiene e segurança e denunciar
prontamente, por intermédio da comissão de prevenção
e segurança ou do encarregado de segurança, qualquer
deficiência existente.
4 — Quando a natureza particular do trabalho a prestar
o exija, a entidade patronal fornecerá o equipamento adequado à execução das tarefas cometidas.
5 — É encargo da entidade patronal a deterioração do
vestuário adequado e demais equipamento, ferramenta
ou utensílio por ela fornecidos, ocasionado sem culpa do
trabalhador, por acidente ou uso normal, mas inerente à
actividade prestada.
6 — A entidade patronal diligenciará, na medida do
possível, no sentido de dotar os locais de trabalho de vestiários, lavabos, chuveiros e equipamento sanitário, tendo
em atenção as normas de higiene em vigor.
Cláusula 74.ª-B
Cláusula 76.ª-A
Paralisação do trabalho
Comissão de prevenção e segurança
e encarregado de segurança
Cláusula 74.ª-A
Subsídio de refeição
1 — Os trabalhadores têm direito a um período diário
de 10 minutos de paralisação de trabalho no primeiro período de trabalho e 10 minutos de paralisação no segundo
período de trabalho, podendo ser eventualmente utilizado
para tomar uma refeição ligeira.
2 — Durante a paralisação referida no número anterior,
o trabalhador não pode, seja qual for o motivo, abandonar
as instalações fabris, considerando-se ainda como tal a zona
do estaleiro, zona social e zona de recreio.
1 — Nas empresas onde existam mais de 80 trabalhadores
será constituída uma comissão de prevenção e segurança.
2 — A comissão de prevenção e segurança será composta
por um representante da entidade patronal, um representante dos trabalhadores e um encarregado de segurança.
3 — Em todas as empresas haverá um elemento para
tratar de questões relativas à higiene e segurança, que será
chamado encarregado de segurança e que será nomeado por
1898
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
comum acordo entre a entidade patronal e os trabalhadores,
tendo em conta a sua aptidão para o desempenho das funções.
4 — O representante dos trabalhadores previsto no n.º 1
será eleito anualmente pelos trabalhadores da empresa.
5 — As atribuições e modo de funcionamento dos órgãos acima referidos estão regulados no anexo IV.
CAPÍTULO XII
Medicina do trabalho
Cláusula 77.ª
Serviços médicos e de enfermagem
1 — A empresa, conforme legalmente se encontra
disposto, deverá ter organizado os serviços médicos privativos, chefiados por um médico escolhido, de comum
acordo, pela entidade patronal e pelos trabalhadores.
2 — No posto médico deverá funcionar um serviço
permanente de enfermagem.
3 — Entre outras, são atribuições do médico do trabalho:
a) Os exames médicos de admissão e os exames periódicos especiais dos trabalhadores, tendo particularmente em
vista as mulheres, os menores, os expostos a riscos específicos e os indivíduos por qualquer modo inferiorizados;
b) O papel de conselheiro da direcção da empresa e dos
trabalhadores na distribuição e reclassificação destes;
c) A vigilância das condições dos locais de trabalho, na
medida em que possam afectar a saúde dos trabalhadores
e o papel de consultor da empresa nesta matéria;
d) A vigilância das condições de higiene das instalações
anexas aos locais de trabalho destinadas ao bem-estar dos
trabalhadores e, eventualmente, a vigilância do regime
alimentar destes;
e) A organização de um serviço de estatística de doenças
profissionais;
f) A assistência de urgência às vitimas de acidentes e
doenças profissionais;
g) A estreita colaboração com a comissão de segurança,
assistente social e encarregado de segurança.
4 — O médico do trabalho exercerá as suas funções
com inteira independência técnica e moral relativamente
à entidade patronal e aos trabalhadores;
5 — No exercício das funções da sua competência, o
médico do trabalho fica sujeito à fiscalização do Ministério do Trabalho, sem prejuízo do disposto no número
anterior.
CAPÍTULO XIII
Recompensas e sanções
Cláusula 78.ª
c) Suspensão do trabalho, com perda de retribuição,
de 1 a 12 dias;
d) Despedimento com justa causa.
2 — As sanções disciplinares, com excepção da prevista
na alínea a) do número anterior, não podem ser aplicadas
sem prévia elaboração do processo disciplinar.
3 — Qualquer sanção aplicada sem precedência do
processo disciplinar, ou com infracção das regras a que o
mesmo deva obedecer, é nula e de nenhum efeito.
4 — A infracção disciplinar prescreve ao fim de 30 dias
a contar do momento em que teve lugar.
5 — No mesmo ano civil, as sanções disciplinares de
suspensão aplicadas ao mesmo trabalhador não podem
ultrapassar 30 dias.
6 — O trabalhador poderá solicitar, por escrito, após o
cumprimento da sanção disciplinar, a consulta do processo
nas instalações administrativas da empresa, podendo fazer-se acompanhar, exclusivamente, por um licenciado em
Direito. A entidade patronal deverá fixar, para os cinco
dias úteis seguintes, a data da consulta requerida.
Cláusula 79.ª
Sanções abusivas
1 — Consideram-se abusivas as sanções disciplinares
motivadas pelo facto de um trabalhador:
a) Haver reclamado legitimamente contra as condições
de trabalho;
b) Se recusar a cumprir ordens daqueles a quem não
deve obediência;
c) Exercer ou se candidatar a funções em organismos
sindicais, de previdência ou partidos políticos, autarquias
locais ou bombeiros;
d) Em geral exercer, ter exercido, pretender exercer ou
invocar os direitos e garantias que lhe assistam.
2 — Até prova em contrário, presumem-se abusivos os
despedimentos ou a aplicação de qualquer sanção sob a
aparência de punição de outra falta, quando tenham lugar
até seis meses após qualquer dos factos mencionados nas
alíneas a), b) e d) do número anterior ou até cinco anos
após o termo das funções referidas na alínea c) do n.º 1.
Cláusula 80.ª
Consequências gerais da aplicação de sanções abusivas
1 — A entidade patronal que aplicar alguma sanção
abusiva nos casos previstos no n.º 1 da cláusula anterior
indemnizará o trabalhador nos termos gerais com as alterações constantes no número seguinte.
2 — Se a sanção consistiu no despedimento, aplica-se o
disposto no capítulo de cessação de contrato de trabalho e
respeitante aos despedimentos com justa causa.
Sanções disciplinares
1 — As infracções disciplinares dos trabalhadores serão
punidas, conforme a gravidade da falta, nos termos da lei,
com as seguintes sanções:
a) Repreensão;
b) Repreensão registada e comunicada por escrito ao
trabalhador;
Cláusula 81.ª
Registo e comunicação de sanções disciplinares
1 — A entidade patronal deve manter devidamente actualizado, a fim de o apresentar às entidades competentes
(Ministério do Trabalho, sindicato e comissões paritárias) sempre que estas o requeiram, o registo das sanções
1899
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
disciplinares, escriturado de forma a poder verificar-se
facilmente o cumprimento das cláusulas anteriores.
2 — A entidade patronal facultará aos empregados, sempre que estes lho solicitem, nota do registo das sanções
disciplinares que lhes hajam sido aplicadas e fornecerá
aos sindicatos, precedendo autorização do trabalhador
interessado, idênticos elementos.
Cláusula 82.ª
Multas
1 — O não cumprimento, por parte da entidade patronal, das normas estabelecidas neste contrato constituirá
violação das leis do trabalho, sujeitando aquela às multas
previstas na lei.
2 — O pagamento de multa não dispensa a entidade
patronal do cumprimento da obrigação infringida.
3 — O produto das multas aplicadas ao abrigo dos números anteriores reverterá para o Fundo de Desemprego.
esteja presente a maioria dos membros efectivos representantes de cada parte.
3 — As deliberações, tomadas por unanimidade, serão depositadas e publicadas nos termos das convenções
colectivas e consideram-se para todos os efeitos como
regulamentação do presente contrato.
4 — A pedido da comissão, poderá participar nas reuniões, sem direito a voto, um representante do Ministério
do Trabalho e Segurança Social.
5 — As demais regras de funcionamento da comissão
serão objecto de regulamento interno, a elaborar logo após
a sua constituição.
CAPÍTULO XV
Actividade sindical
Cláusula 84.ª
Princípio geral
Comissões paritárias
Toda a actividade se regulamenta pelas normas constantes da lei sindical, isto é, Decreto-Lei n.º 215-B/75, de
30 de Abril.
Cláusula 83.ª
Cláusula 85.ª
Princípio geral
Proibição de diminuição de regalias
1 — Dentro dos 30 dias seguintes à entrada deste contrato será criada uma comissão paritária constituída por
três vogais em representação das associações patronais e
igual número em representação das associações sindicais
outorgantes.
2 — As associações patronais e as associações sindicais
deverão ainda designar três vogais substitutos.
3 — Os representantes das associações patronais e sindicais junto da comissão paritária poderão fazer-se acompanhar dos assessores que julgarem necessários, os quais
não terão direito a voto.
4 — A comissão paritária funcionará enquanto estiver
em vigor este contrato, podendo os seus membros ser
substituídos pela parte que os nomear, em qualquer altura,
mediante prévia comunicação à outra parte.
1 — Com a entrada em vigor do presente contrato ficam
revogadas todas as cláusulas constantes do instrumento
de regulamentação colectiva anterior, por se entender expressamente que este contrato oferece, no seu conjunto,
condições mais favoráveis aos trabalhadores.
2 — Para efeitos da aplicação das disposições deste
contrato não poderá resultar qualquer prejuízo para os
trabalhadores, designadamente baixa de categoria ou
classe, diminuição de retribuição ou regalias de carácter
permanente.
Cláusula 83.ª-A
1 — O trabalhador electricista terá sempre direito a
recusar cumprir ordens contrárias à boa técnica profissional, nomeadamente normas de segurança de instalações
eléctricas.
2 — O trabalhador electricista pode também recusar
obediência a ordens de natureza técnica referentes à execução de serviços quando não provenientes de superior habilitado com a carteira profissional, engenheiro ou engenheiro
técnico, do ramo electrotécnico, quando existirem.
3 — Sempre que no exercício da profissão o trabalhador
electricista, no desempenho das suas funções, corra o risco
de electrocussão, não poderá trabalhar sem ser acompanhado por outro trabalhador.
CAPÍTULO XIV
Competência da comissão paritária
1 — Compete à comissão paritária:
a) Interpretar o disposto no presente contrato;
b) Integrar os casos omissos;
c) Deliberar sobre o local, calendário e convocação
das reuniões.
Cláusula 83.ª-B
Funcionamento da comissão paritária
1 — A comissão paritária considera-se constituída e apta
a funcionar logo que os nomes dos vogais efectivos e substitutos sejam comunicados, por escrito, no prazo previsto
no n.º 1 da cláusula 83.ª, à outra parte e ao Ministério do
Trabalho e Segurança Social.
2 — A comissão paritária funcionará a pedido de qualquer das representações e só poderá deliberar desde que
ANEXO I
Condições específicas
Electricistas
Profissionais de engenharia
1 — Categorias profissionais:
1.1 — Consideram-se seis graus, em que o 1 será desdobrado pelo vencimento, o escalão 1-B seguindo-se ao
escalão 1-A.
1900
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
1.2 — Os licenciados em engenharia não poderão ser
admitidos no escalão 1-A. Os bacharéis em engenharia
poderão ser admitidos nos escalões 1-A ou 1-B.
1.3 — Os graus 1 e 2 devem ser considerados como
bases de complemento de formação académica, não podendo os profissionais de engenharia diplomados com grau
académico permanecer mais de um ano no escalão 1-A,
um ano no escalão 1-B e dois anos no grau 2.
1.4 — No caso de as funções desempenhadas corresponderem a mais de um dos graus mencionados, prevalece,
para todos os efeitos, o grau superior.
1.5 — É suficiente que o profissional de engenharia
execute parte das tarefas de um grau para pertencer a esse
grau.
2 — Preenchimento de lugares e cargos:
2.1 — Aos profissionais de engenharia será sempre
exigida a carteira profissional, diploma ou documento
equivalente no acto da sua admissão.
2.2 — Os profissionais de engenharia devidamente
credenciados serão integrados no grau correspondente às
funções que venham a desempenhar, sem prejuízo de inicial e transitoriamente desempenharem funções de menor
responsabilidade.
A classificação nos diferentes graus corresponderá sempre a função respectiva.
2.3 — O preenchimento de lugares e cargos pode ser
efectuado por:
a) Admissão;
b) Mudança de carreira;
c) Nomeação;
d) Readmissão.
§ único. A admissão não pode prejudicar em caso nenhum o preenchimento de lugares por qualquer dos processos referidos nas alíneas b), c) e d).
2.4 — O preenchimento de lugares e cargos obriga a
empresa a definir o perfil das funções a desempenhar.
A elaboração deste perfil e o preenchimento de lugares
e cargos serão objecto de controle e aprovação pelo grupo
profissional.
2.5 — São condições de preferência de preenchimento
de lugares e cargos, em igualdade de circunstâncias básicas
e pela ordem indicada:
a) Estar ao serviço da empresa;
b) Maior aptidão e experiência no ramo pretendido;
c) Competência profissional específica para o desempenho das funções correspondentes ao lugar a preencher;
d) Antiguidade na função anterior.
2.6 — O grau de formação académica nunca deverá
sobrepor-se à competência profissional devidamente comprovada, nem ao nível de responsabilidade efectivamente
assumida.
2.7 — Sempre que o número de candidatos a determinado lugar seja superior ao número de profissionais de engenharia que a empresa pretende admitir, terão preferência
os candidatos com maior experiência profissional no ramo
pretendido, independentemente da idade.
2.8 — A entidade patronal definirá, no prazo máximo de
seis meses, após a entrada em vigor deste CCT, as carreiras
profissionais da empresa, após consulta aos profissionais
de engenharia abrangidos, sem que desta disposição adve-
nham quaisquer prejuízos para os trabalhadores, tendo o
acordo em definitivo efeitos retroactivos à data da entrada
em vigor deste CCT.
2.9 — O período experimental é de 15 dias, podendo ser
prorrogado até ao máximo de 60 dias, por acordo escrito
das partes no acto de admissão.
2.10 — Entende-se que a entidade patronal renuncia ao
período experimental sempre que admita ao seu serviço
o profissional de engenharia através do convite ou oferta
de melhores condições de trabalho do que aquelas que
usufruía na empresa de onde veio.
2.11 — Não ficam obrigados ao cumprimento do período experimental os trabalhadores ao serviço da empresa que, tendo entretanto concluído um curso superior
de engenharia, transitem para o grupo de profissionais de
engenharia.
2.12 — Caso se mantenha a admissão, contar-se-á o
período experimental para efeitos de antiguidade.
3 — Condições particulares de admissão — os casos
a seguir indicados, além de se regerem pelo indicado no
n.º 2, regem-se também pelas seguintes condições particulares:
3.1 — Admissão para efeitos de substituição:
a) A admissão de qualquer trabalhador para efeito de
substituição temporária de outro trabalhador que se encontra impedido entende-se feita a este título, mas somente
durante o período de ausência do substituído e desde que
esta circunstância conste de documento escrito, nos termos
da alínea c) desta cláusula;
b) Se o trabalhador substituído ocupar o seu anterior
lugar e o eventualmente admitido continuar ao serviço da
empresa por mais de 15 dias, será a admissão considerada
definitiva e, consequentemente, inserida no quadro do
respectivo pessoal;
c) O contrato de trabalho para substituição será obrigatoriamente reduzido a escrito no momento da admissão, dele
constando vinculadamente o nome, categoria profissional
e remuneração do trabalhador abrangido;
d) O não cumprimento do disposto na alínea anterior
implica que o contrato seja considerado sem prazo e a admissão definitiva na categoria profissional do trabalhador
substituído;
e) O trabalhador substituto terá a categoria profissional
do substituído e não poderá ter remuneração inferior à
deste, mesmo depois de a admissão se considerar definitiva.
3.2 — Admissão eventual:
a) A admissão dos profissionais de engenharia a título
eventual torna-se permanente e de pleno direito ao fim
de seis meses de trabalho consecutivo contando-se a sua
actividade desde o início do trabalho eventual;
b) A situação de eventual só poderá ser invocada pela
entidade patronal quando comunicada ao profissional no
momento da sua admissão por forma inequívoca e por
escrito;
c) Os profissionais de engenharia eventuais têm os
mesmos direitos e obrigações que os permanentes, salvo
quando na lei ou neste contrato expressamente se determine em contrário e devem ser preferidos pela entidade
patronal em igualdade de circunstâncias na admissão ao
quadro permanente;
1901
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
4 — Formação — independentemente do indicado na
posição 2 para o preenchimento de lugares e cargos:
4.1 — Os profissionais de engenharia terão direito a
10 dias úteis por ano para formação.
4.2 — As matérias para a formação serão acordadas em
plano anual entre os trabalhadores e a entidade patronal.
4.3 — O período referido no n.º 4.1 poderá ser acumulado até ao máximo atingido, de 30 dias, correspondente
a um triénio.
4.4 — Durante os períodos de formação, o trabalhador ficará dispensado de toda a actividade profissional na
empresa, mantendo contudo todos os direitos dos trabalhadores no serviço activo.
4.5 — As despesas de formação serão da responsabilidade da entidade patronal.
b) Para registo de trabalho extraordinário prestado em
dia de descanso semanal ou folga complementar ou feriados, se estivessem sujeitos a horário fixo.
2 — Os livretes são pessoais e intransmissíveis e apenas podem ser adquiridos no sindicato onde o trabalhador
estiver inscrito.
3 — Os sindicatos fornecerão os livretes que lhes forem
requisitados ou requeridos pela entidade patronal devidamente numerados e autenticados com o respectivo selo
branco do sindicato.
4 — Os livretes fornecidos para registo de trabalho
extraordinário conterão na respectiva capa uma sobrecapa
a vermelho com os dizeres (possui horário fixo).
B — Trabalhadores de hotelaria
A — Motoristas e ajudantes de motoristas
Direito à alimentação
Refeições
1 — Os trabalhadores da indústria hoteleira terão direito
às refeições servidas ou confeccionadas.
2 — A alimentação será fornecida em espécie.
3 — Aos profissionais que trabalhem para além das
23 horas será fornecida ceia completa.
4 — As horas destinadas às refeições são fixadas pela
entidade patronal dentro dos períodos destinados às refeições do pessoal constante do mapa de horários de trabalho.
5 — Quando os períodos destinados às refeições não
estejam incluídos nos períodos de trabalho, deverão ser
fornecidos nos 30 minutos imediatamente anteriores ou
posteriores ao início ou termo dos mesmos períodos de
trabalho.
6 — Por aplicação do disposto no número anterior, nenhum profissional pode ser obrigado a tomar duas refeições
principais com intervalo inferior a cinco horas.
7 — O pequeno-almoço terá de ser tomado às 10 horas
da manhã.
8 — Ao profissional que, por prescrição médica, necessite de alimentação especial (dieta) ser-lhe-á fornecida
em espécie.
9 — Para todos os efeitos o valor da alimentação não
pode ser, não é dedutível da parte pecuniária da remuneração.
10 — O valor da alimentação para efeitos de descontos e para efeitos de retribuição em férias é calculado na
seguinte base:
1 — As entidades patronais pagarão aos trabalhadores
de transportes refeições que estes, por motivo de serviço,
tenham de tomar fora das horas referidas no n.º 2 ou do
local de trabalho para onde tenham sido contratados, nos
termos da mesma disposição:
Pequeno-almoço — € 4,23;
Almoço — € 11,68;
Jantar — € 11,68;
Ceia — € 5,83.
2 — O início e o fim do almoço e do jantar terão de
verificar-se, respectivamente, entre as 11 horas e 30 minutos e as 14 horas e entre as 19 e as 21 horas.
3 — a) Considera-se que o trabalhador tem direito ao
pequeno-almoço quando inicie o serviço até às 7 horas,
inclusive.
b) Considera-se que o trabalhador tem direito à ceia
quando esteja ao serviço em qualquer período entre as 0
e as 5 horas.
c) Sempre que o trabalhador tiver de interromper o
tempo de trabalho extraordinário para a refeição, esse
tempo ser-lhe-á pago como extraordinário, no máximo
de uma hora.
4 — Exceptuam-se as refeições tomadas no estrangeiro,
que serão pagas mediante factura.
Refeição completa — € 5,20.
Alojamento
1 — As entidades patronais assegurarão a dormida em
boas condições de conforto e higiene nas suas instalações.
2 — No caso de não disporem de instalações para o
efeito, a dormida será paga contra factura pelas entidades
patronais.
Regulamentação da utilização e manutenção
do livrete de trabalho
1 — Os trabalhadores deverão possuir um livrete de
trabalho:
a) Para registo de todo o trabalho efectuado, no caso de
utilizarem o horário livre;
ANEXO II
Definição de funções (M/F)
Operário corticeiro
Afinador (corticeiro). — É o profissional que se ocupa
na afinação das máquinas manuais ou mecânicas, podendo
trabalhar com essas máquinas.
Aglomerador. — É o profissional que prepara os
aglomerados ou manipula as composições, as adiciona
ao granulado, fazendo ainda blocos de virgem natural,
prensa ou desprensa, enforma ou desenforma em moldes, autoclaves ou prensas contínuas. Pára as máquinas
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
e procede às operações da sua limpeza e conservação de
índole diária.
Ajudante (cortiça). — É o profissional que executa os
restantes serviços da indústria não especificados anteriormente, zelando ainda pela sua arrumação e limpeza.
Alimentador ou recebedor (cortiça). — É o profissional
que recebe e alimenta determinadas máquinas não especificadas neste grupo.
Apontador. — É o profissional que aponta o trabalho e
a produção e elabora a parte diária.
Broquista. — É o profissional que faz rolhas, tapadeiras
ou bóias por meio de brocas semiautomáticas ou a pedal
ou ainda por meio de brocas automáticas quando estas
trabalhem com cortiças acima da 3.ª classe.
Calafetador. — É o profissional que tapa manualmente
os poros das rolhas e outros produtos manufacturados.
Caldeireiro (cozedor ou raspador). — É o profissional
que está encarregado da cozedura, faz os fardos, empilha
e raspa a cortiça e trata do funcionamento da caldeira de
fogo directo.
Calibrador. — É o profissional que calibra a cortiça,
separando-a conforme a sua espessura, ou que separa os
diversos calibres das rolhas ou quadros.
Colador. — É o profissional que cola produtos manufacturados.
Colmatador. — É o profissional que procede à colmatação de todos os produtos manufacturados, mesmo que
trabalhe com tambores ou autoclaves.
Comprador. — É o profissional que tem a seu cargo
a aquisição da matéria-prima para a indústria de cortiça.
Condutor-empilhador; monta-cargas e pá mecânica. — É
o profissional que carrega, descarrega e empilha com o
monta-cargas ou a pá mecânica.
Cortador de bastões. — É o profissional que executa
o corte manual ou mecânico de bastões de aglomerado,
destinados à fabricação de discos, rolhas e cabos de pesca.
Embalador. — É o profissional que se ocupa da embalagem de aglomerados.
Encarregado de secção. — É o profissional que dirige
e orienta uma secção.
Encarregado geral. — É o profissional que superintende, controla e coordena nos seus aspectos técnicos o
trabalho e a disciplina em todas as secções.
Enfardador e prensador. — É o profissional que faz
os fardos de prancha e de aparas e os aperta em prensas
manuais, eléctricas ou hidráulicas.
Escolhedor de cortiça, aglomerados e padrão. — É o profissional que selecciona e classifica a cortiça e aglomerados
por classes ou padrões de qualidade. No caso das rolhas, é
o profissional que define os padrões.
Escolhedor de rolhas e discos. — É o profissional que
selecciona rolhas e discos por classes ou padrões de qualidade, podendo ainda desempenhar as funções de contador
e pesador.
Espaldador manual ou mecânico. — É o profissional
que separa a costa da cortiça com a faca, manualmente ou
mecanicamente, com o auxílio de máquina.
Estampador. — É o profissional que trabalha com a
máquina de estampar automática, estampando placas de
aglomerado composto.
Estufador ou secador. — É o profissional que procede
à secagem e estufagem de produtos de cortiça.
Fresador (corticeiro). — É o profissional que trabalha
com a fresa para fazer a esquadria ou rectifica os aglomerados.
Garlopista. — É o profissional que trabalha com a máquina garlopa não automática.
Laminador (cortiça). — É o profissional que procede à
laminação de cortiça natural ou aglomerada para diversos
produtos manufacturados, rolhas, discos e tapadeiras.
Lavador de rolhas e discos. — É o profissional que lava
as rolhas e outros artigos manufacturados.
Lavador de rolhas e discos. — É o profissional que se
ocupa da lavagem de rolhas e discos.
Limpador de topos. — É o profissional que, por intermédio de uma faca, serra ou esmeril, limpa os poros das
cabeças das rolhas.
Lixador. — É o profissional que lixa ou faz as faces
do aglomerado e ou lixa os topos das rolhas ou outros
produtos manufacturados em máquinas próprias de alimentação manual.
Manobrador. — É o profissional que executa os restantes serviços da indústria não especificados anteriormente e
coopera nas cargas e descargas.
Moldador. — É o profissional que molda cabos, esferas
e outros produtos manufacturados.
Operador de máquinas de envernizar. — É o profissional que trabalha com máquinas de envernizar placas de
aglomerados ou outros produtos manufacturados.
Operador-afinador de máquinas electrónicas
(cortiça). — É o trabalhador que, sem qualificação profissional especial, conserva, repara e afina os diversos
tipos de equipamento electrónico. Desmonta e substitui
determinadas peças, procede a reparações e calibragens
necessárias e testes, segundo os esquemas fornecidos pelo
fabricante. Opera com as referidas máquinas e efectua
todas as operações diárias de conservação das máquinas.
Parafinador, encerador ou esterilizador. — É o profissional que parafina, encera ou esteriliza placas de aglomerado
ou outros produtos manufacturados.
Peneiro. — É o profissional que trabalha com o peneiro
de calibragem de granulados e retira os sacos das saídas
dos peneiros ou separadores.
Pesador (corticeiro). — É o profissional que assiste e
regista a pesagem de mercadoria dentro e fora da fábrica,
discute e acerta descontos e acessoriamente pode executar
outros serviços.
Prensador de colados. — É o profissional que procede
à prensagem de quadros ou outros.
Prensador de cortiça natural. — É o profissional que
procede à colagem e prensagem dos blocos de cortiça
natural.
Prenseiro. — É o profissional que trabalha com a prensa
de prensar granulados.
Preparador de lote (pá mecânica). — É o profissional
que prepara lotes de matérias-primas por meio de pá mecânica ou manual, para trituração, destinados à fabricação
de aglomerados.
Quadrado manual ou mecânico. — É o profissional que,
manual ou mecanicamente, faz quadros de cortiça destinados à transformação em rolhas ou outras especialidades.
Rabaneador. — É o profissional que transforma a cortiça, manual ou mecanicamente, em rabanadas próprias
para a fabricação de rolhas ou outras manufacturadas.
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Rebaixador. — É o profissional que se ocupa a alimentar de quadros ou rolhas as máquinas de rebaixar de
alimentação manual.
Recortador de prancha. — É o profissional que recorta
e calibra a cortiça, a fim de ficar em condições de passar
à fase de escolha.
Rectificador de rastos para calçado. — É o profissional que procede à rectificação de blocos para rastos de
calçado.
Refrigerador. — É o profissional que procede às operações de arrefecimento de blocos aglomerados negros,
sempre que este trabalho não consista em simples transporte ou colocação numa determinada posição.
Serrador. — É o profissional que serra cortiça, blocos
de aglomerado, tiras de cortiça natural e outros produtos
manufacturados.
Subencarregado de secção (cortiça). — É o profissional que auxilia e substitui o encarregado de secção nas
suas funções, sem embargo de poder desempenhar uma
categoria.
Traçador. — É o profissional que traça e calibra a cortiça, rolhas, tiras e outros produtos manufacturados.
Triturador. — É o profissional que trabalha com máquina de triturar ou moer cortiças nas indústrias de aglomerados ou granulados.
Verificador. — É o profissional que verifica as humidades e classifica a matéria-prima.
Vigilante. — É o profissional que vigia os blocos de
aglomerados em repouso, durante todo o arrefecimento.
Trabalhadores de serviços de portaria, vigilância e limpeza
Contínuo. — É o trabalhador que anuncia, acompanha e informa os visitantes; faz a entrega de mensagens e
objectos inerentes ao serviço interno; estampilha e entrega
correspondência, além de a distribuir aos serviços a que
é destinada. Pode executar serviços externos desde que
se relacionem exclusivamente com o serviço da empresa
e ainda da reprodução de documentos e endereçamento.
Guarda, vigilante, rondista. — É o trabalhador cuja
actividade é velar pela defesa e vigilância das instalações
e valores confiados à sua guarda, registando as saídas de
mercadorias, veículos e materiais.
Paquete. — É o trabalhador menor de 18 anos que presta
unicamente serviços enumerados para contínuo.
Porteiro. — É o trabalhador que atende os visitantes,
informa-se das suas pretensões e anuncia-os ou indica-lhes
os serviços a que se devem dirigir. Por vezes é incumbido
de controlar as entradas e saídas de visitantes, mercadorias
e veículos. Pode ainda ser encarregado da recepção da
correspondência.
Trabalhador de limpeza. — É o trabalhador que desempenha o serviço de limpeza das instalações.
existências. Pode ser designado como primeiro-caixeiro
ou segundo-caixeiro ou terceiro-caixeiro.
Caixeiro-ajudante. — É o trabalhador que, terminado
o período de aprendizagem ou tendo 18 anos ou mais de
idade, estagia para caixeiro.
Caixeiro-encarregado. — É o trabalhador que no estabelecimento ou numa secção do estabelecimento se encontra apto a dirigir o serviço e o pessoal do estabelecimento
ou da secção; coordena, dirige e controla o trabalho e as
vendas.
Chefe de vendas. — É o trabalhador que dirige, coordena ou controla um ou mais sectores de vendas da
empresa.
Encarregado de armazém. — É o trabalhador que
dirige os profissionais e toda a actividade do armazém, responsabilizando-se pelo bom funcionamento do
mesmo.
Fiel de armazém. — Superintende as operações de entrada e saída de documentos e ou materiais; executa ou
fiscaliza os respectivos documentos; responsabiliza-se pela
arrumação e conservação das mercadorias e ou materiais;
examina a concordância entre as mercadorias recebidas
e as notas de encomenda, recibos ou outros documentos e toma nota dos danos e perdas; orienta e controla a
distribuição das mercadorias pelos sectores da empresa,
utentes ou clientes, promove a elaboração de inventários
e colabora com o superior hierárquico na organização do
material do armazém.
Inspector de vendas. — É o trabalhador que inspecciona o serviço dos vendedores, caixeiros-viajantes, de
praça ou pracistas, visita os clientes e informa-se das suas
necessidades, recebe reclamações dos clientes, verifica a
acção dos seus inspeccionados pelas notas de encomenda,
auscultação da praça, programas cumpridos, etc.
Praticante. — É o trabalhador que faz a sua preparação
para a categoria de caixeiro.
Servente. — É o trabalhador que cuida do arrumo das
mercadorias ou produtos num estabelecimento ou armazém
e de outras tarefas indiferenciadas.
Vendedor. — É o trabalhador que, predominantemente
fora do estabelecimento, solicita encomendas, promove
e vende mercadorias ou serviços por conta da entidade
patronal. Transmite as encomendas ao escritório central
ou delegação a que se encontra adstrito e envia relatórios
sobre as transacções comerciais que efectuou. Pode ser
designado como:
Caixeiro de praça, quando exerça a sua actividade na
área onde está instalada a sede da entidade patronal e
concelhos limítrofes;
Caixeiro-viajante, quando exerça a sua actividade numa
zona geográfica determinada, fora da área definida para
o caixeiro de praça.
Trabalhadores de comércio
Caixeiro. — É o trabalhador que vende mercadorias no
comércio por grosso ou a retalho, fala com o cliente no local
de venda e informa-se do género de produtos que deseja;
ajuda o cliente a efectuar a escolha de produtos, enuncia
o preço, cuida da embalagem do produto ou toma as medidas necessárias para a sua entrega, recebe encomendas,
elabora notas de encomenda e transmite-as para execução.
É por vezes encarregado de fazer inventário periódico das
Vendedor especializado. — É o trabalhador que vende
mercadorias cujas características e ou funcionamento exijam conhecimentos especiais.
Electricistas
Ajudante. — É o trabalhador electricista que completou
a sua aprendizagem e coadjuva os oficiais, preparando-se
para ascender à categoria de pré-oficial.
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Aprendiz. — É o trabalhador que, sob a orientação permanente dos oficiais, faz a aprendizagem da profissão.
Chefe de equipa. — É o trabalhador de uma função
técnica que, eventualmente, sob as ordens do encarregado
ou do trabalhador de categoria superior, coordena tecnicamente um grupo de trabalhadores e executa os trabalhos
da sua função técnica: electricista.
Encarregado. — É o trabalhador electricista com a categoria de oficial que controla e dirige os serviços nos locais
de trabalho; função técnica: electricista.
Oficial. — É o trabalhador electricista que executa todos
os trabalhos da sua especialidade e assume a responsabilidade dessa execução.
Pré-oficial. — É o trabalhador electricista que coadjuva
os oficiais e que, cooperando com eles, executa trabalhos
de menor responsabilidade.
Técnico de máquinas electrónicas industriais. — É o
trabalhador que monta, instala, conserva e repara máquinas
electrónicas industriais. Lê e interpreta esquemas e planos
de calibragem. Examina os componentes electrónicos para
se certificar do seu conveniente ajustamento. Monta as
peças e fixa-as sobre estruturas ou painéis, usando ferramentas apropriadas. Dispõe e liga os cabos através de
soldadura ou terminais. Detecta os defeitos, usando geradores de sinais osciloscópios, simuladores e outros aparelhos de medida. Limpa e lubrifica os aparelhos, desmonta
e substitui, sendo caso disso, determinadas peças, tais
como, resistências, transformadores, bobinas, relês, condensadores, válvulas e vibradores. Procede às reparações
e calibragens necessárias e aos ensaios e testes segundo as
especificações técnicas. Possui qualificação profissional
técnica adequada à função.
Trabalhador de qualificação especializada. — É o trabalhador com funções de execução complexas ou delicadas, cuja realização exige formação técnica específica e
experiência profissional elevada, obedecendo a instruções
genéricas fixadas superiormente para executar as tarefas
correspondentes à sua categoria profissional.
Fogueiros
Princípios gerais
1 — A carteira profissional, criada nos termos do Decreto-Lei n.º 29 332, de 16 de Setembro de 1931, constitui título
obrigatório para a condução de geradores de vapor e de
água sobreaquecida e de caldeiras de termofluido, para os
efeitos deste contrato designados por recipientes.
2 — Não é permitido o funcionamento de quaisquer
recipientes, quer o sistema seja processado manual, quer
automaticamente, sem a vigilância de um fogueiro encartado.
3 — Por cada fogueiro que tenha a seu cargo a condução de qualquer recipiente de carregamento manual de
primeira ou de segunda categoria ou de carregamento
automático com superfície de aquecimento de 100 m2 é
obrigatória a admissão de um aprendiz ou estagiário, a fim
de desempenhar as funções de ajudante, cuja actividade
profissional será exercida sob a exclusiva orientação e
responsabilidade do mesmo fogueiro. Em casos especiais,
a Direcção-Geral do Trabalho poderá isentar as entidades
proprietárias ou utilizadoras de recipientes do cumprimento do disposto neste número ou autorizar a redução
do número de ajudantes, mediante pedido fundamentado
dos interessados e parecer favorável da Direcção-Geral
de Energia.
4 — As funções de ajudante só podem ser exercidas
por aprendizes ou estagiários autorizados, nos termos do
Decreto-Lei n.º 46 989, de 30 de Abril de 1966, ou por
fogueiros titulares de carteira profissional.
5 — Os fogueiros não poderão ausentar-se dos locais
onde se encontrem instalados os recipientes cuja condução
esteja a seu cargo, ainda que o seu funcionamento seja
totalmente automático, enquanto se mantiverem simultaneamente em pressão e com fogo na fornalha, salvo nos casos
de força maior, em que se farão substituir pelos ajudantes,
com ressalva do que a este título dispõe o Decreto-Lei
n.º 574/71, de 21 de Dezembro:
a) Os recipientes só poderão ser mantidos em regime de
fogo abafado ou «fogo coberto» sob vigilância permanente
de um «fogueiro» ou de um «ajudante»;
b) O disposto na alínea anterior aplica-se em relação
a cada uma das dependências em que funcionem os recipientes.
6 — Os fogueiros só poderão permitir a entrada nas
casas em que se encontrem instalados os recipientes a seu
cargo aos funcionários da Direcção-Geral de Energia e
da Inspecção-Geral do Trabalho, às autoridades policiais,
aos membros da direcção do sindicato respectivo ou aos
seus delegados, às entidades patronais ou aos seus directos
representantes.
7 — O fogueiro não pode autorizar a colocação sobre
os recipientes a seu cargo ou nas suas proximidades
de qualquer material ou objecto estranho à sua condução.
Definição de funções
Ajudante de fogueiro. — É o trabalhador que, sob a
exclusiva responsabilidade do fogueiro, assegura o abastecimento do combustível, sólido ou líquido, para os recipientes de carregamento manual ou automático e procede
à limpeza dos mesmos e da secção onde estão instalados,
substituindo temporariamente o fogueiro nas ausências
forçadas deste.
Fogueiro. — É o trabalhador que alimenta e conduz
geradores de vapor de água sobreaquecida e caldeiras de
termofluido, competindo-lhe a limpeza do tubular, fornalhas e condutas e providenciar pelo bom funcionamento de
todos os acessórios, bem como pelas bombas de alimentação de água e de combustível e estado de conservação de
toda a aparelhagem de controlo e segurança e, de um modo
geral, cumprir e fazer cumprir, dentro dos limites da sua
competência, as recomendações impostas pela legislação
vigente e demais normas aplicáveis.
Fogueiro-encarregado. — É o trabalhador que dirige,
coordena e controla toda a rede atinente à condução dos
recipientes, tendo sob a sua responsabilidade os restantes
fogueiros e ajudantes.
Fogueiro-subencarregado. — É o trabalhador que, trabalhando em turnos, está sujeito à orientação do fogueiro
encarregado, dirige, coordena e orienta o trabalho dos
profissionais fogueiros, sendo o responsável pelo funcionamento da respectiva instalação.
1905
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Hotelaria
Cozinheiro. — É o profissional qualificado que prepara,
tempera e cozinha os alimentos destinados às refeições;
elabora ou contribui para a composição das ementas; recebe
os víveres e outros produtos necessários à sua confecção,
sendo responsável pela sua conservação; amanha o peixe,
prepara os legumes e as carnes e procede à execução das
operações culinárias, emprata-os, guarnece-os e confecciona os doces destinados às refeições, quando não haja
pasteleiro; executa ou vela pela limpeza da cozinha e dos
utensílios. Escalões: 1.ª, 2.ª e 3.ª
Despenseiro. — Armazena, conserva e distribui géneros alimentícios e outros produtos em hotéis, restaurantes e estabelecimentos similares; recebe os produtos
e verifica se coincidem com os descriminados nas notas
de encomenda; arruma-os em câmaras frigoríficas, tulhas
salgadeiras, prateleiras e outros locais apropriados; cuida
da sua conservação, protegendo-os convenientemente;
fornece, mediante requisição, os produtos que lhe sejam
solicitados, mantém actualizados os registos, verifica periodicamente as suas existências e informa superiormente das
necessidades de aquisição; pode ter de efectuar a compra
de géneros de consumo diário e outras mercadorias ou
artigos diversos. Clarifica (por filtragem ou colagem) e
engarrafa vinhos de pasto e outros líquidos. É, por vezes,
encarregado de arranjar os cestos com fruta. Ordena ou
executa a limpeza da sua secção e pode ser encarregado
de vigiar o funcionamento das instalações frigoríficas, de
aquecimento e águas.
Ecónomo. — Compra, quando devidamente autorizado,
armazena, conserva e distribui as mercadorias e os artigos diversos destinados à exploração do estabelecimento.
Recebe os produtos e verifica se coincidem em quantidade, qualidade e preço como descriminado nas notas de
encomenda ou requisições; toma providências para que os
produtos sejam arrumados nos locais apropriados, consoante a sua natureza; é responsável pela sua conservação
e beneficiação, de acordo com a legislação sanitária e de
salubridade; fornece às secções de produção, venda e manutenção os produtos solicitados mediante as requisições
internas devidamente autorizadas; mantém sempre em
ordem os ficheiros de preços de custo; escritura as fichas
e mapas de entradas, saídas e devoluções, quando este serviço for da competência do economato; elabora as requisições para os fornecedores que lhe sejam determinados, com
vista a manter existências mínimas fixadas superiormente
e também as dos artigos de consumo imediato; procede
periodicamente a inventários das existências, em que pode
ser assistido pelos serviços de controle ou que por quem a
direcção determinar. Fornece a esta nota pormenorizada,
justificativa das eventuais diferenças entre o inventário
físico e as existências a seu cargo. Ordena e vigia a limpeza
e higiene de todos os locais do economato.
Empregado de refeitório. — Executa nos diversos sectores de um refeitório trabalhos relativos ao serviço de
refeições; prepara as salas, lavando e dispondo mesas e
cadeiras da forma conveniente; coloca nos balcões ou nas
mesas pão, fruta, sumos, vinhos, cafés e outros artigos de
consumo; recepciona e distribui refeições; levanta tabuleiros das mesas e transporta-os para a copa, lava louças,
recipientes e outros utensílios. Pode proceder a serviços
de preparação das refeições e executar serviços de limpeza
e asseio dos diversos sectores.
Encarregado de refeitório. — Organiza, coordena,
orienta e vigia os serviços de um refeitório e requisita
os géneros, utensílios e demais produtos necessários ao
normal funcionamento dos serviços; fixa ou coloca no
estabelecimento as ementas, tomando em consideração o
tipo de trabalhadores a que se destinam e o valor dietético
dos alimentos; distribui as tarefas ao pessoal, velando pelo
cumprimento das regras de higiene, eficiência e disciplina;
verifica a quantidade e qualidade das refeições, elabora mapas explicativos das refeições fornecidas e demais sectores
do refeitório e cantina, para posterior contabilização. Pode
ainda ser encarregado de receber e verificar se coincidem
em quantidade, qualidade e preço com os descritos nas
requisições e ser incumbido da admissão de pessoal.
Rodoviários
Ajudante de motorista. — É o trabalhador, maior de
18 anos de idade, que acompanha o motorista, competindo-lhe auxiliá-lo nas verificações que àquele compete, vigia,
indica as manobras, arruma as mercadorias no veiculo e
auxilia na sua descarga, fazendo no veículo a recepção e
entrega das mercadorias a quem as carrega e transporta
para o local a que se destinam. Vai entregar directamente
ao destinatário pequenos volumes de mercadorias com
pouco peso.
Lubrificador (rodoviários). — É o trabalhador que procede à lubrificação dos veículos automóveis, mudas de
óleos de motor, caixa de velocidades e diferencial e atesta
os mesmos com os óleos indicados.
Motorista de ligeiros. — É o trabalhador que, possuindo
carta de condução profissional, tem a seu cargo a condução de automóveis ligeiros competindo-lhe zelar, sem
execução, pela conservação e limpeza do veículo, pela
carga que transporta, bem como pela verificação directa
dos níveis de óleo e água, nível de combustível e pressão
dos pneumáticos.
Motorista de pesados. — É o trabalhador que, possuindo carta de condução profissional, tem a seu cargo a
condução de veículos automóveis, competindo-lhe ainda
zelar, sem execução, pelo bom estado de funcionamento,
conservação e limpeza da viatura e proceder à verificação
directa dos níveis de óleo, água e combustível e estado
da pressão dos pneumáticos. Quando em condução de
veículos de carga, compete-lhe orientar a carga, descarga
e arrumação das mercadorias transportadas.
Tractorista de 1.ª — É o trabalhador que tem a seu cargo
conduzir e manobrar máquinas e veículos que sirvam para
transporte de cargas diversas.
Tractorista de 2.ª — V. «Tractorista de 1.ª».
Cobradores
Cobrador. — Profissional que procede, fora dos escritórios, a recebimentos, pagamentos e depósitos, considerando-se-lhe equiparado o emprego de serviço externo que
exerce funções análogas, nomeadamente informação e
fiscalização.
Têxteis
Costureiro. — É o trabalhador que, à mão ou à máquina,
confecciona total ou parcialmente artigos têxteis.
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Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Lavador mecânico ou manual. — É o trabalhador que
lava roupa ou outros artigos têxteis, à mão ou à máquina.
Prenseiro ou engomador. — É o trabalhador que opera
com prensas ou ferros de engomar.
Tecelão. — É o trabalhador que conduz teares.
Químicos
Chefia do nível I. — Profissional com profundos conhecimentos das instalações e dos processos de fabrico
complexos, responsável pela elaboração do plano de produção ou serviços de apoio técnico e pelo controle da sua
execução. Depende directamente dos quadros técnicos da
empresa com funções de chefia.
Chefia do nível II. — Profissional cujos conhecimentos
sobre uma instalação ou processo de fabrico de uma dada
unidade de produção ou serviços de apoio técnico lhe
permitem controlar o processo de produção nessa unidade.
Depende directamente da chefia do nível I e ou dos outros
técnicos da empresa com funções de chefia.
Chefia do nível III. — São trabalhadores responsáveis
pelo funcionamento de um sector de uma unidade de produção ou serviços de apoio técnico, em relação à qual
garante o cumprimento do respectivo programa.
Especialista. — Funções de execução de exigente valor
técnico, enquadradas em directivas gerais fixadas superiormente.
Chefia do nível IV. — É o profissional responsável pela
coordenação de grupos de trabalho que realizam tarefas
de limpeza e arrumação.
Especializado. — Funções de carácter executivo, complexas e delicadas e normalmente não rotineiras, enquadradas em directivas gerais bem definidas, exigindo o
conhecimento do seu plano de execução.
Não especializado. — Tarefas simples, diversas, normalmente não especificadas, totalmente discriminadas.
Integram-se neste escalão unicamente os trabalhadores
que têm exclusivamente funções de «servente de limpeza».
Semiespecializado. — Funções de execução totalmente
planificadas e definidas, de carácter predominantemente
mecânico ou manual, pouco complexas, rotineiras e por
vezes repetitivas.
Telefonistas
É o trabalhador que faz a ligação aos telefones internos (postos suplementares) da empresa das chamadas recebidas do exterior e estabelece as ligações internas ou
para o exterior. Faz o registo das chamadas, bem como a
contagem dos períodos das mesmas. Responde também a
pedidos de informações telefónicas. Será considerada de
1.ª a telefonista que manipule aparelhos com 15 ou mais
extensões internas e mais de 3 ligações à rede externa. Será
considerada de 2.ª a telefonista que manipule aparelhos
com capacidade até 14 ligações internas e até 3 ligações
à rede externa.
Profissionais de engenharia
Grau 1 — descrição geral de funções:
a) Executa trabalho técnico simples e ou de rotina
(podem-se considerar neste campo pequenos projectos
ou cálculos sob orientação e controle de um profissional
de engenharia);
b) Estuda a aplicação de técnicas fabris e processos;
c) Pode participar em equipas de estudo e desenvolvimento como colaborador executante mas sem iniciativa de
orientação de ensaios ou projectos de desenvolvimento;
d) Elabora especificações e estimativas sob a orientação
e controle de um profissional de engenharia;
e) Pode tomar decisões desde que apoiadas em orientações técnicas completamente definidas e ou decisões
de rotina;
f) O seu trabalho é orientado e controlado permanentemente quanto à aplicação dos métodos e precisão dos
resultados;
g) Este profissional não tem funções de chefia.
Grau 2 — descrição geral de funções:
a) Assistência a profissionais de engenharia mais qualificados em cálculos, ensaios, análises, projectos, computação
e actividade técnico-comercial;
b) Pode participar em equipas de estudo e desenvolvimento como colaborador executante, podendo encarregar-se da execução de tarefas parcelares simples e individuais,
de ensaios ou projectos de desenvolvimento;
c) Deverá estar mais ligado à solução dos problemas do
que a resultados finais;
d) Decide dentro da orientação estabelecida pela chefia;
e) Poderá actuar com funções de chefia, mas segundo
instruções detalhadas, orais ou escritas, sobre métodos
e processos. Deverá receber assistência técnica de um
profissional de engenharia mais qualificado sempre que
necessite. Quando ligado a projectos não tem funções de
chefia;
f) Funções técnico-comerciais do domínio da engenharia;
g) Não tem funções de coordenação, embora possa
orientar outros técnicos numa actividade comum;
h) Utiliza a experiência acumulada pela empresa dando
assistência a profissionais de engenharia de um grau superior.
Grau 3 — descrição geral de funções:
a) Executa trabalhos de engenharia para os quais a experiência acumulada pela empresa é reduzida ou trabalhos
para os quais, embora conte experiência acumulada, necessita de capacidade de iniciativa e de frequentes tomadas
de decisão;
b) Poderá executar trabalhos de estudo, análise, coordenação de técnicas fabris, coordenação de montagens,
projectos, cálculos e especificações;
c) Toma decisões de responsabilidade a curto e a médio
prazos;
d) Actividades técnico-comerciais, as quais já poderão
ser desempenhadas a nível de chefia de outros técnicos
de grau superior;
e) Coordena planificações e processos fabris. Interpreta
resultados de computação;
f) O seu trabalho não é normalmente supervisionado em
pormenor, embora receba orientação técnica em problemas
invulgares e complexos;
g) Pode dar orientação técnica a profissionais de engenharia de grau inferior, cuja actividade pode agregar ou
coordenar;
1907
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
h) Faz estudos independentes, análises e juízos e tira
conclusões;
i) Pode participar em equipas de estudo e desenvolvimento, sem exercício de chefia de outros profissionais
de engenharia ou outros títulos académicos equivalentes,
podendo, no entanto, receber o encargo de execução de
tarefas parcelares, a nível de equipa de trabalhadores sem
qualquer grau de engenharia ou outro título académico
equivalente.
Grau 4 — descrição geral de funções:
a) Primeiro nível de supervisão directa e contínua de
outros profissionais de engenharia. Procura o desenvolvimento de técnicas de engenharia, para o que é requerida
elevada especialização;
b) Coordenação complexa de actividades, tais como:
técnico-comercial, fabril, projecto e outras;
c) Recomendações geralmente revistas quanto ao valor
dos pareceres, mas aceites quanto ao vigor e exequibilidade;
d) Pode participar em equipas de estudo e desenvolvimento com possível exercício de chefia sobre outros
profissionais de engenharia ou com outro grau académico
equivalente, podendo tomar a seu cargo a planificação e
execução de uma tarefa completa de estudo ou desenvolvimento que lhe seja confiada. Possuindo capacidade
comprovada para o trabalho técnico-científico, executa-o
sob orientação;
e) Pode distribuir e delinear trabalho, dar indicações
em problemas técnicos e rever trabalhos de outros quanto
à precisão técnica. Responsabilidade permanente pelos
outros técnicos ou profissionais de engenharia que supervisiona;
f) Os trabalhos deverão ser-lhe entregues com simples
indicação do seu objectivo de prioridades relativas e de
interferência com outros trabalhos ou sectores. Responde
pelo orçamento e prazos desses trabalhos;
g) Aplicação de conhecimentos de engenharia e direcção
de actividade com o fim de realização independente.
Grau 5 — descrição geral de funções:
a) Supervisão de várias equipas de profissionais de
engenharia, do mesmo ou de vários ramos, cuja actividade
coordena, fazendo normalmente o planeamento a curto
prazo do trabalho dessas empresas;
b) Chefia e coordena diversas actividades de estudo e
desenvolvimento, dentro de um departamento correspondente, confiadas a profissionais de engenharia de grau
inferior e é responsável pela planificação e gestão económica. Possuindo capacidade comprovada para o trabalho
técnico-científico, executa-o com autonomia;
c) Toma decisões de responsabilidade não normalmente
sujeitas a revisão, excepto as que envolvem grande dispêndio ou objectivos a longo prazo;
d) O trabalho é-lhe entregue com simples indicação dos
objectivos finais e é somente revisto quanto à política de
acção e eficiência geral, podendo eventualmente ser revisto
quanto à justeza da solução;
e) Coordena programas de trabalho e pode dirigir o uso
de equipamentos e materiais;
f) Faz geralmente recomendações na escolha, disciplina
e remuneração do pessoal.
Grau 6 — descrição geral de funções:
a) Exerce cargos de responsabilidade directiva e ou
administrativa sobre vários grupos em assuntos interligados;
b) Investiga dirigindo uma equipa de estudo de novos
processos para o desenvolvimento das ciências e tecnologia, visando adquirir independência ou técnicas de alto
nível;
c) Participa na orientação geral de estudos e desenvolvimento a nível empresarial, exercendo cargos de responsabilidade administrativa, com possível coordenação
com funções de produção, assegurando a realização de
programas superiores sujeitos a política global e controle
financeiro da empresa;
d) O seu trabalho é revisto somente para assegurar conformidade com a política global e coordenação com outros
sectores;
e) Como gestor faz a coordenação dos programas sujeitos à política global da empresa para atingir os objectivos
estabelecidos e toma decisões na escolha e remuneração
do pessoal.
§ único. Aos profissionais de engenharia não pode exigir-se cumprimento de ordens ou adopção de soluções por
estes consideradas incorrectas, quando envolvam responsabilidade pessoal, definida por lei, ou violação de um código
deontológico aprovado por entidade competente.
Construção Civil
Abridor de roços. — É o trabalhador que rasga, nos
maciços de alvenaria, cavidades destinadas à inserção
de instalações, para electricidade, água e gás, seguindo
traçados previamente marcados e manejando ponteiros
ou escopros que percute com uma maceta. Pode utilizar
escadotes ou cavaletes, que desloca até à posição mais
conveniente.
Apontador (até um ano). — É o trabalhador que executa
folhas de ponto e de ordenados e salários, o registo das
entradas, consumos e saídas de materiais, ferramentas e
máquinas e de quaisquer outras operações efectuadas nas
empresas.
Aprendiz (mais de 18 anos). — É o trabalhador que, sob
a orientação permanente, faz aprendizagem da profissão.
Aprendiz (menos de 18 anos) — 1.º ano. — V. «Aprendiz (menos de 18 anos)».
Aprendiz (menos de 18 anos) — 2.º ano. — V. «Aprendiz (mais de 18 anos)».
Arvorado da construção civil. — É o trabalhador chefe
de uma equipa de oficiais da mesma categoria e de trabalhadores indiferenciados.
Auxiliar menor (1.º ano). — V. «Auxiliar menor
(2.º ano)».
Auxiliar menor (2.º ano). — É o trabalhador sem qualquer especialização profissional, com idade inferior a
18 anos.
Capataz. — É o trabalhador designado de um grupo de
indiferenciados para dirigir os mesmos.
Carpinteiro de limpos de 2.ª — V. «Carpinteiro de limpos de 1.ª».
Carpinteiros de limpos de 1.ª — É o trabalhador que
predominantemente trabalha em madeiras, incluindo os
respectivos acabamentos, no banco de oficina ou na obra.
1908
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Encarregado de construção civil. — É o trabalhador
que, sob a orientação do superior hierárquico, dirige um
conjunto de arvorados, capatazes ou trabalhadores.
Estucador. — É o trabalhador que trabalha em esboços,
estuques e lambris.
Ferramenteiro (até um ano). — V. «Ferramenteiro (mais
de um ano)».
Ferramenteiro (mais de um ano). — É o trabalhador que
controla as entradas e saídas das ferramentas ou materiais,
controla as existências, recebe e ou entrega ferramentas.
Guarda. — É o trabalhador que exerce funções de vigilância ou de plantão nos estaleiros, obra ou em quaisquer
outras dependências da empresa, velando pela defesa e
conservação das instalações ou de outros valores que lhe
estejam confiados.
Mecânico de carpintaria de 1.ª — É o trabalhador que
executa, monta, transforma e repara peças de madeira ou
outro material similar, mas serve-se de máquinas específicas e de ferramentas mecânicas no preparo das peças para
as obras que realiza.
Mecânico de carpintaria de 2.ª — V. «Mecânico de
carpintaria de 1.ª».
Pedreiro de 1.ª — É o trabalhador que exclusiva ou
predominantemente executa alvenarias de tijolo, pedra ou
blocos, podendo também fazer assentamento de manilhas,
tubos ou cantarias, rebocos ou outros trabalhos similares
ou complementares.
Pedreiro de 2.ª — V. «Pedreiro de 1.ª».
Pintor de 1.ª — É o trabalhador que predominantemente
executa qualquer trabalho de pintura nas obras.
Pintor de 2.ª — V. «Pintor de 1.ª».
Servente. — É o trabalhador sem qualquer qualificação ou especialização profissional que trabalha nas obras,
arieiros ou em qualquer local que justifique a sua presença
e que tenha mais de 18 anos.
Metalúrgicos
Afinador de ferramentas. — É o trabalhador que afia,
com mós abrasivas e máquinas adequadas, ferramentas
ou fresas, machos de atarrachar, caçonetes, ferros de corte
(buris) para tornos e mandriladoras.
Amolador. — É o trabalhador que afia e ou repara utensílios e ferramentas.
Apontador. — É o trabalhador que procede à recolha,
registo e selecção e ou encaminhamento de elementos
respeitantes à mão-de-obra, entrada e saída de materiais,
pessoal, produtos, ferramentas, máquinas e instalações
necessárias a sectores ligados à produção na secção metalúrgica da fábrica.
Caldeireiro. — É o trabalhador que constrói, repara e
monta caldeiras de depósitos, enforma e desempena balizas, chapas e perfis para a indústria naval e outras.
Canalizador. — É o trabalhador que corta e rosca tubos,
solda tubos de chumbo ou plástico e executa canalizações
em edifícios, instalações industriais e outros locais.
Encarregado. — É o trabalhador que dirige, controla e
coordena directamente outros profissionais.
Ferramenteiro ou entregador de ferramentas. — É o
trabalhador que em armazém ou noutros locais das instalações entrega as ferramentas, dispositivos ou materiais
acessórios que lhe são requisitados, podendo efectuar o
registo e controle dos mesmos. Pode proceder à conservação e operações simples de reparação.
Ferreiro ou forjador. — É o trabalhador que forja, martelando manual ou mecanicamente aço e outras ligas ou
metais aquecidos, fabricando e preparando peças e ferramentas. Pode proceder também à execução de soldaduras
para caldeamento e tratamentos térmicos ou de recozimento,
têmpera e revenido.
Fresador mecânico (metalúrgicos). — É o trabalhador
que na fresadora executa todos os trabalhos de fresagem de
peças, trabalhando por desenho ou peça modelo, prepara a
máquina e, se necessário, as ferramentas que utiliza.
Funileiro-latoeiro. — É o trabalhador que fabrica e ou
repara artigos em chapa fina, tais como: folha-de-flandres,
zinco, alumínio, cobre, chapa galvanizada, plástico com
aplicações domésticas e ou industriais.
Laminador (metalúrgicos). — É o trabalhador que, operando máquinas adequadas, tais como laminadores, máquinas ou bancos de estirar, a quente ou a frio, transforma
lingotes ou semiprodutos em barras, chapas e perfis.
Lubrificador. — É o trabalhador que lubrifica as máquinas, veículos e ferramentas, muda óleos nos períodos
recomendados, executa os trabalhos necessários para manter em boas condições os pontos de lubrificação.
Mecânico de automóveis. — É o trabalhador que detecta
as avarias mecânicas, repara, afina, monta e desmonta os
órgãos de automóveis e outras viaturas e executa outros
trabalhos relacionados com esta mecânica.
Operário não especializado (servente metalúrgico). — É
o trabalhador que se ocupa da movimentação, carga e descarga de materiais e limpeza dos locais de trabalho.
Pintor de automóveis, máquinas ou móveis. — É o trabalhador que prepara as superfícies das máquinas, velocípedes com e sem motor, móveis e veículos ou seus componentes e outros objectos. Aplica as demãos do primário,
capa e subcapa e das tintas de esmalte, podendo, quando
necessário, afinar as tintas. Procede ainda à pintura de
cápsulas sem motivos decorativos ou de publicidade.
Praticante metalúrgico. — É o trabalhador com menos
de 18 anos de idade que está em regime de aprendizagem.
Serralheiro civil. — É o trabalhador que constrói ou
monta e repara as estruturas metálicas, tubos condutores de combustíveis e ou vapor, carroçarias de veículos
automóveis, andaimes e similares para edifícios, pontes,
navios, caldeiras, cofres e outras obras. Incluem-se nesta
categoria profissionais que normalmente são designados
por serralheiros de tubos ou tubistas.
Serralheiro mecânico. — É o trabalhador que executa
peças, monta, repara e conserva vários tipos de máquinas motoras e outros conjuntos mecânicos, com excepção
dos instrumentos de precisão e das instalações eléctricas.
Incluem-se nesta categoria os trabalhadores que, para aproveitamento de órgãos mecânicos, procedem à desmontagem, nomeadamente de máquinas e veículos automóveis
considerados sucata.
Soldador por electroarco ou oxi-acetilénico. — É o
trabalhador que, por processos de soldadura por electroarco
ou oxi-acetilénico, liga entre si elementos dos conjuntos
de peças de natureza metálica.
Torneiro mecânico. — É o trabalhador que, operando
um torno mecânico paralelo, vertical ou de outro tipo, executa trabalhos de torneamentos de peças, trabalhando por
desenho ou peça modelo. Prepara a máquina e, se neces-
1909
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
sário, as ferramentas que utiliza. Nesta profissão incluem-se os trabalhadores que, operando um torno-revolver,
em regra utilizam para a execução das suas funções os
conhecimentos técnicos profissionais usados na execução
das funções acima referidas.
Trabalhador de qualificação especializada. — É o trabalhador de 1.º escalão que, pelos seus conhecimentos
técnicos, aptidão e experiência profissional, desempenha
predominantemente funções inerentes a grau superior às
exigidas à sua profissão; será designado de qualificado e
atribuída a remuneração do grau imediatamente superior.
Tirocinante de desenho. — É o trabalhador que, na base
de uma formação mínima exigida, se prepara para o exercício da categoria de desenhador de execução.
Técnicos de desenho
Desenhador-chefe/projectista. — É o trabalhador que
fundamentalmente se ocupa do desempenho de uma das
funções seguintes:
a) Chefia/coordenação. — Coordena e orienta outros técnicos, nomeadamente desenhador industrial,
no âmbito de uma actividade comum, podendo desempenhar as funções definidas na alínea seguinte, e pode
assumir responsabilidades hierárquicas que lhe sejam
delegadas;
b) Presta assistência a engenheiros, nomeadamente em
estudos e projectos e, a partir de um programa dado, verbal ou escrito, concebe anteprojectos ou projectos de um
conjunto, ou partes de um conjunto, em trabalhos novos
ou de manutenção, procedendo ao seu estudo, esboço ou
desenho, participa na concepção, planeamento, estudo ou
elaboração de planos; procede à verificação ou recepção
de desenhos e prepara estudos de soluções alternativas a
planos ou projectos executivos; colabora, se necessário,
na preparação de cadernos de encargos, elementos para
orçamentos e processos para concursos.
Desenhador de execução. — É o trabalhador que, sob
as directivas definidas por profissionais mais qualificados,
executa ou modifica desenhos ou esquemas, baseado em
esboços detalhados ou desenhos e indicações dadas. Executa gráficos, quadros ou outras representações simples
a partir de indicações e elementos dados; pode eventualmente efectuar medições e recolher elementos e executar
outros trabalhos, como legendas, e completar desenhos.
Desenhador de execução/tirocinante. — É o trabalhador
que, na base de tirocínio ou de formação escolar, inicia o
seu desenvolvimento profissional no âmbito das funções
definidas para desenhador de execução.
Desenhador industrial. — É o profissional que, a partir
de directivas definidas superiormente, estuda e executa desenhos, esquemas e gráficos, de conjunto ou de pormenor,
relativos a anteprojectos ou projectos simples de construção, instalação de equipamentos, manutenção ou reparação
de equipamentos, automatismos e instrumentação, órgãos,
aparelhos ou estruturas, com base em elementos por ele
recolhidos ou que lhe sejam fornecidos; efectua ou analisa
medições ou cálculos simples de natureza dimensional;
utiliza os conhecimentos de materiais de procedimento
de construção ou fabricação e das técnicas de desenho
ou projecção ortogonal e axonométrica e de perspectiva
e os seus processos tanto são de natureza intuitiva como
racional ou artística; pode fazer o acompanhamento da
obra ou colaborar na sua planificação.
1910
ANEXO III
Tabela de remunerações mínimas
Grupos
Categoria profissional (M/F)
Euros
I
Profissionais de engenharia de grau 6 . . . .
2 166,87
II
Profissionais de engenharia de grau 5 . . . .
1 877,33
III
Profissionais de engenharia de grau 4 . . . .
1 620,10
IV
Profissionais de engenharia de grau 3 . . . .
1 410,48
V
Profissionais de engenharia de grau 2 . . . .
1 283,16
VI
Profissionais de engenharia de grau 1 (escalão B) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1 130,50
Profissionais de engenharia de grau 1 (escalão A) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
995,22
VII
VIII
Chefe de vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Desenhador-chefe/projectista . . . . . . . . . .
Desenhador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
769,53
IX
Caixeiro-encarregado . . . . . . . . . . . . . . . .
Chefia I (químicos) . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Desenhador industrial . . . . . . . . . . . . . . . .
Encarregado de armazém . . . . . . . . . . . . .
Encarregado electricista . . . . . . . . . . . . . .
Encarregado geral corticeiro . . . . . . . . . . .
Encarregado metalúrgico . . . . . . . . . . . . .
Inspector de vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Técnico de máquinas electrónicas industriais (electricista) . . . . . . . . . . . . . . . . .
732,14
X
Chefia II (químicos) . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Desenhador de execução II . . . . . . . . . . . .
Encarregado de construção civil . . . . . . . .
Fogueiro-encarregado . . . . . . . . . . . . . . . .
Trabalhador de qualificação especializada
(electricista) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Trabalhador de qualificação especializada
(metalúrgico) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
696,60
XI
Chefe de equipa (electricista) . . . . . . . . . .
Chefia III (químicos) . . . . . . . . . . . . . . . . .
Encarregado de refeitório . . . . . . . . . . . . .
Fogueiro-subencarregado . . . . . . . . . . . . .
691,47
XII
Apontador (mais de um ano) . . . . . . . . . . .
Arvorado da construção civil . . . . . . . . . .
Vendedor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Caldeireiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Canalizador de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Chefia IV (químicos) . . . . . . . . . . . . . . . . .
Cobrador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Ecónomo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Cozinheiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Desenhador de execução I . . . . . . . . . . . . .
Encarregado de secção (cortiça) . . . . . . . .
Especialista (químicos) . . . . . . . . . . . . . . .
673,34
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Grupos
Categoria profissional (M/F)
XII
Ferramenteiro ou entregador de ferramentas de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Ferreiro ou forjador de 1.ª . . . . . . . . . . . . .
Fiel de armazém (comércio) . . . . . . . . . . .
Fogueiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Fresador mecânico de 1.ª (metalúrgicos) .
Laminador de 1.ª (cortiça) . . . . . . . . . . . . .
Laminador de 1.ª (metalúrgicos) . . . . . . . .
Mecânico de automóveis de 1.ª . . . . . . . . .
Motorista de pesados . . . . . . . . . . . . . . . . .
Oficial (electricista) . . . . . . . . . . . . . . . . .
Pintor de veículos, máquinas ou móveis de 1.ª
Primeiro-caixeiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Serralheiro civil de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . .
Serralheiro mecânico de 1.ª . . . . . . . . . . . .
Soldador por electroarco ou a oxi-acetileno
de 1.ª (metalúrgico) . . . . . . . . . . . . . . . .
Torneiro mecânico de 1.ª . . . . . . . . . . . . . .
Tractorista de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Vendedor especializado . . . . . . . . . . . . . . .
XIII
XIV
Afiador de ferramentas de 1.ª (metalúrgico)
Apontador (menos de um ano) . . . . . . . . .
Caldeireiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Canalizador de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Carpinteiro de limpos de 1.ª (construção
civil) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Comprador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Cozinheiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Despenseiro (hotelaria) . . . . . . . . . . . . . . .
Especializado (químico) . . . . . . . . . . . . . .
Estucador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Ferramenteiro ou entregador de ferramentas de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Ferreiro ou forjador de 2.ª . . . . . . . . . . . . .
Fogueiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Fresador mecânico de 2.ª (metalúrgicos)
Funileiro-latoeiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . .
Laminador de 2.ª (cortiça) . . . . . . . . . . . . .
Laminador de 2.ª (metalúrgicos) . . . . . . . .
Mecânico de automóveis de 2.ª . . . . . . . . .
Mecânico de carpintaria de 1.ª . . . . . . . . .
Motorista de ligeiros (rodoviários) . . . . . .
Operador-afinador de máquinas electrónicas
(cortiça) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Pedreiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Pintor de 1.ª (construção civil) . . . . . . . . .
Pintor de veículos, máquinas ou móveis
de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Segundo-caixeiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Serralheiro civil de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . .
Serralheiro mecânico de 2.ª . . . . . . . . . . . .
Soldador por electroarco ou a oxi-acetileno
de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Subencarregado de secção (cortiça) . . . . .
Telefonista de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Torneiro mecânico de 2.ª . . . . . . . . . . . . . .
Tractorista de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Verificador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Abridor de roços (construção civil) . . . . .
Afiador de ferramentas de 2.ª . . . . . . . . . .
Afinador (corticeiro) . . . . . . . . . . . . . . . . .
Aglomerador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Ajudante de motorista (rodoviários) . . . . .
Amolador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Apontador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Broquista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Caldeireiro de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Caldeireiro, raspador ou cozedor . . . . . . .
Calibrador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Canalizador de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Euros
Grupos
Categoria profissional (M/F)
Euros
XIV
Carpinteiro de limpos de 2.ª . . . . . . . . . . .
Colmatador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Condutor — empilhador; monta-cargas e pá
mecânica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Contínuo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Cortador de bastões . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Cozinheiro de 3.ª (hotelaria) . . . . . . . . . . .
Desenhador de execução/tirocinante . . . . .
Embalador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Escolhedor de cortiça, aglomerados e padrão
Enfardador e prensador . . . . . . . . . . . . . . .
Espaldador manual ou mecânico . . . . . . .
Estufador ou secador . . . . . . . . . . . . . . . . .
Ferramenteiro da construção civil (mais de
um ano) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Ferramenteiro ou entregador de ferramentas
de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Ferreiro ou forjador de 3.ª . . . . . . . . . . . . .
Fogueiro de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Fresador (corticeiro) . . . . . . . . . . . . . . . . .
Fresador mecânico de 3.ª (metalúrgicos)
Funileiro-latoeiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . .
Garlopista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Guarda, vigilante, rondista . . . . . . . . . . . .
Laminador de 3.ª (cortiça) . . . . . . . . . . . . .
Laminador de 3.ª (metalúrgicos) . . . . . . . .
Lavador de rolhas e discos . . . . . . . . . . . .
Lixador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Lubrificador (metalúrgico) . . . . . . . . . . . .
Lubrificador (rodoviários) . . . . . . . . . . . .
Manobrador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Mecânico de automóveis de 3.ª . . . . . . . . .
Mecânico de carpintaria de 2.ª . . . . . . . . .
Operador de máquinas de envernizar . . . .
Pedreiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Peneiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Pesador (corticeiro) . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Pintor de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Pintor de veículos, máquinas ou móveis de 3.ª
Porteiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Prensador de colados . . . . . . . . . . . . . . . . .
Prenseiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Pré-oficial electricista do 2.º ano . . . . . . .
Preparador de lotes (pá mecânica) . . . . . .
Quadrador manual ou mecânico . . . . . . . .
Rabaneador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Recortador de prancha . . . . . . . . . . . . . . .
Rectificador de rastos para calçado . . . . . .
Refrigerador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Semiespecializado (químicos) . . . . . . . . .
Serrador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Serralheiro civil de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . .
Serralheiro mecânico de 3.ª . . . . . . . . . . . .
Soldador por electroarco de 3.ª . . . . . . . . .
Telefonista de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Terceiro-caixeiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Torneiro mecânico de 3.ª . . . . . . . . . . . . . .
Traçador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Triturador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Vigilante (corticeiro) . . . . . . . . . . . . . . . . .
668,21
(*) XV-A
Alimentador ou recebedor (cortiça) . . . . .
Calafetador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Colador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Estampador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Limpador de topos . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Moldador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Parafinador, encerador ou esterilizador . . .
Prensador de cortiça natural . . . . . . . . . . .
Rebaixador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Ajudante (cortiça) . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Escolhedor de rolhas e discos . . . . . . . . . .
593,12
673,34
672,40
668,21
1911
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Aprendizes metalúrgicos
Grupos
Categoria profissional (M/F)
XV
Afinador de ferramentas de 3.ª . . . . . . . . .
Apontador até um ano (construção civil)
Capataz (construção civil) . . . . . . . . . . . . .
Empregado de refeitório (hotelaria) . . . . .
Ferramenteiro até um ano (construção civil)
Funileiro-latoeiro de 3.ª . . . . . . . . . . . . . .
Lavador mecânico ou manual . . . . . . . . . .
Não especializado (químicos) . . . . . . . . . .
Operário não especializado (servente metalúrgico) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Prenseiro ou engomador (têxteis) . . . . . . .
Pré-oficial de electricista do 1.º ano . . . . .
Servente (comércio) . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tecelão (têxteis) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tirocinante de desenho do 2.º ano . . . . . .
XVI
Ajudante de electricista do 2.º ano . . . . . .
Ajudante de fogueiro do 3.º ano . . . . . . . .
Aprendiz de mais de 18 anos de idade (construção civil) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Caixeiro-ajudante do 2.º ano (comércio)
Contínuo (menor) . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Costureiro (têxteis) . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Guarda (construção civil) . . . . . . . . . . . . .
Praticante de metalúrgicos do 2.º ano . . . .
Servente (construção civil) . . . . . . . . . . . .
Tirocinante de desenho do 1.º ano . . . . . .
Trabalhador de limpeza . . . . . . . . . . . . . . .
Euros
(Em euros)
Idade de admissão
16 anos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
17 anos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.º ano
2.º ano
(*) 475
(*) 475
(*) 475
–
(*) Retribuição mínima mensal.
571,69
Praticantes para as categorias sem aprendizagem de metalúrgicos,
entregador de ferramentas, materiais e produtos, lubrificador,
amolador e apontador.
(Em euros)
Idade de admissão
16 anos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
17 anos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.º ano
2.º ano
(*) 475
(*) 475
(*) 475
–
(*) Retribuição mínima mensal.
568,11
ANEXO IV
Comissão de prevenção e segurança
e encarregado de segurança
Artigo 1.º
Ajudante de fogueiro do 2.º ano . . . . . . . .
Ajudante do 1.º ano (electricista) . . . . . . .
Aprendiz do 2.º ano (construção civil) . . .
(**) XVII
Auxiliar menor do 2.º ano (construção civil)
Caixeiro-ajudante do 1.º ano (comércio)
Praticante metalúrgico do 1.º ano . . . . . . .
475
(**) XVIII Ajudante de fogueiro do 1.º ano . . . . . . . .
475
Aprendiz do 2.º ano (electricista) . . . . . . .
Aprendiz menor de 18 anos de idade (construção civil) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Auxiliar menor do 1.º ano (construção civil)
Paquete de 17 anos de idade . . . . . . . . . . .
Praticante do 2.º ano (comércio) . . . . . . . .
475
(**) XIX
(**) XX
Aprendiz do 1.º ano (electricista) . . . . . . .
Paquete de 16 anos . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Praticante do 1.º ano (comércio) . . . . . . . .
Funcionamento
475
(*) Valor apurado por via do acordo estabelecido em 2008 que viabiliza a aproximação
salarial do grupo XV-A ao grupo XIV.
(**) Retribuição mínima mensal.
Aprendizes corticeiros
1 — As funções dos membros da comissão de prevenção e segurança são exercidas gratuitamente dentro
das horas de serviço, sem prejuízo das respectivas remunerações.
2 — A comissão de prevenção e segurança reunirá ordinariamente uma vez por mês, devendo elaborar acta de
cada reunião.
3 — Poderão verificar-se reuniões extraordinárias sempre que a gravidade ou a frequência dos acidentes o justifiquem ou a maioria dos seus membros o solicite.
4 — Presidirá à reunião cada um dos membros da
CPS, em rotação. As deliberações são tomadas por
maioria, tendo o encarregado de segurança voto de
qualidade.
5 — Quando convocados pela Comissão, com pelo menos cinco dias de antecedência, tomarão parte nas reuniões
o chefe de serviço do pessoal, o médico da empresa e a
assistente social, no caso de os haver na empresa. Não
têm direito a voto.
6 — A comissão dará conhecimento aos trabalhadores
das deliberações aprovadas, através de comunicado a afixar
em local bem visível.
(Em euros)
Grupos (M/F)
XIV . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
XV-A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
16/17 anos
17/18 anos
(**) 475
(**) 475
531,87
(*) 484,48
Artigo 2.º
Actas
(*) Valor apurado por via do acordo estabelecido em 2008 que viabiliza a aproximação
salarial do grupo XV-A ao grupo XIV.
(**) Retribuição mínima mensal.
A comissão de prevenção e segurança apresentará à
entidade patronal ou ao seu representante, no prazo de
48 horas, as actas das reuniões efectuadas, devendo esta,
por sua vez, tomar imediatamente as medidas que entenda
mais convenientes para seguimento das recomendações aí
preconizadas.
1912
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Artigo 3.º
Atribuições da comissão de prevenção e segurança
A comissão de prevenção e segurança terá, nomeadamente, as seguintes atribuições:
a) Efectuar inspecções periódicas a todas as instalações
e a todo o material que interesse à higiene e segurança no
trabalho;
b) Verificar o cumprimento das disposições legais, cláusulas deste contrato, regulamentos internos e instruções
referentes à higiene e segurança;
c) Solicitar e apreciar sugestões dos trabalhadores sobre
questões de higiene e segurança;
d) Procurar assegurar o concurso de todos os trabalhadores com vista à criação e desenvolvimento de um
verdadeiro espírito de segurança;
e) Promover que os trabalhadores admitidos pela primeira vez ou mudados de postos de trabalho recebam a
formação, instruções e conselhos necessários em matéria
de higiene e segurança no trabalho;
f) Promover que todos os regulamentos, instruções,
avisos e outros escritos ou ilustrações de carácter oficial
ou emanados das direcções das empresas sejam levados
ao conhecimento dos trabalhadores, sempre que a esses
interesse directamente;
g) Colaborar com os serviços médicos e sociais da empresa e com os serviços de primeiros socorros;
h) Examinar as circunstâncias e as causas de cada um
dos acidentes ocorridos;
i) Apresentar recomendações às direcções das empresas
e aos trabalhadores, destinadas a evitar a repetição de acidentes e a melhorar as condições de higiene e segurança;
j) Elaborar a estatística dos acidentes de trabalho e das
doenças profissionais na empresa e elaborar com base
nelas o relatório anual;
k) Apreciar os relatórios elaborados pelos encarregados
de segurança.
f) Colaborar com a comissão de segurança e secretariá-la, quando exista;
g) Verificar o cumprimento das normas de segurança
internas e oficiais;
h) Efectuar inspecções periódicas nos locais de trabalho
e tomar medidas imediatas com vista à eliminação das
anomalias verificadas, quando estas ponham em risco a
integridade física dos trabalhadores e os bens da empresa;
i) Contactar com todos os sectores da empresa, de modo
a proceder à análise dos acidentes de trabalho e suas causas, por forma a tomarem-se medidas destinadas à sua
eliminação;
j) Instruir os trabalhadores sobre os riscos específicos
de cada profissão e normas de segurança em vigor;
k) Zelar pela aplicação na prática de toda a legislação
destinada à prevenção de acidentes na empresa;
l) Manusear o equipamento destinado a detectar as condições de segurança existentes nos espaços confinados e
outros.
ANEXO V
Ao abrigo do n.º 4 do artigo 11.º do Decreto-Lei
n.º 121/78, de 2 de Junho, alterado pelo Decreto-Lei
n.º 490/79, de 19 de Dezembro, a seguir se procede à
publicação da integração em níveis de qualificação das
profissões abrangidas pela convenção colectiva:
1 — Quadros superiores:
Profissionais de engenharia dos graus 3, 4, 5 e 6.
2 — Quadros médios:
2.2 — Técnicos de produção e outros:
Profissionais de engenharia dos graus 1 e 2.
3 — Encarregados, contramestres, mestres e chefes de
equipa:
Artigo 4.º
Atribuições do encarregado de segurança
Compete ao encarregado de segurança:
a) Desempenhar as funções atribuídas à comissão de
segurança sempre que esta não exista;
b) Apresentar recomendações à direcção da empresa,
no fim de cada trimestre, destinadas a evitar acidentes de
trabalho e a melhorar as condições de higiene e segurança.
No caso de acidente de trabalho, essa recomendação pode
ser imediatamente apresentada;
c) Examinar as circunstâncias e as causas de cada um
dos acidentes ocorridos ou de que sejam vítimas trabalhadores da empresa, mencionando expressamente as suas
causas reais ou prováveis e sugerindo as providências
necessárias para evitar a sua repetição;
d) Elaborar estatísticas dos acidentes de trabalho e das
doenças profissionais na empresa;
e) Apresentar à direcção da empresa, no fim de cada
trimestre, directamente, relatório sobre as condições gerais
de higiene e segurança e, em Janeiro de cada ano, relatório
da actividade desenvolvida durante o ano civil anterior, em
matéria de higiene e segurança, anotando as deficiências
encontradas;
1913
Encarregado-geral;
Desenhador-chefe/projectista;
Técnico de máquinas electrónicas (electricista);
Encarregado de electricista;
Encarregado de armazém;
Encarregado de refeitório;
Caixeiro-encarregado;
Fogueiro-encarregado;
Chefe de vendas;
Inspector de vendas;
Encarregado de secção (cortiça);
Subencarregado de secção (cortiça);
Chefia I, II, III e IV (químicos);
Encarregado de metalúrgico;
Encarregado da construção civil;
Arvorado da construção civil;
Subencarregado de fogueiro.
4 — Profissionais altamente qualificados:
4.2 — Produção:
Especialista (químicos);
Desenhador industrial;
Desenhador de execução I;
Desenhador de execução II.
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
5 — Profissionais qualificados:
5.2 — Comércio:
Motorista de pesados;
Tractorista.
Caixeiro;
Vendedor;
Vendedor especializado;
Comprador (cortiça);
6 — Profissionais semiqualificados (especializados):
6.1 — Administrativos, comércio e outros:
5.3 — Produção:
Fogueiro;
Oficial electricista;
Operador/afinador de máquinas electrónicas (cortiça);
Verificador de cortiça;
Afinador;
Operador de máquinas de envernizar;
Preparador de lotes (pá mecânica);
Escolhedor de cortiça, aglomerados e padrão;
Escolhedor de rolhas e discos;
Traçador;
Apontador;
Broquista;
Caldeireiro, raspador ou cozedor;
Calibrador;
Laminador;
Lixador;
Rabaneador;
Serrador;
Triturador;
Tecelão (têxteis);
Costureiro (têxteis);
Afinador de ferramentas;
Apontador;
Apontador de construção civil;
Caldeireiro;
Canalizador;
Carpinteiro de limpos;
Estucador;
Ferreiro ou forjador;
Fresador mecânico;
Funileiro-latoeiro;
Mecânico de automóveis;
Mecânico de carpintaria;
Pedreiro;
Pintor de construção civil;
Pintor de veículos, máquinas ou móveis;
Serralheiro civil;
Serralheiro mecânico;
Especializado (químicos);
Soldador por electroarco ou a oxi-acetileno;
Torneiro mecânico;
Trabalhador de qualificação especializada (metalúrgico);
Trabalhador de qualificação especializada (electricista);
Quadrador manual ou mecânico;
Recortador de prancha;
5.4 — Outros:
Fiel de armazém;
Despenseiro;
Cozinheiro;
Ecónomo;
Motorista de ligeiros;
Cobrador;
Telefonista;
Vigilante (cortiça);
Ajudante de motorista;
Empregado de refeitório;
6.2 — Produção:
Aglomerador;
Condutor de empilhador;
Cortador de bastões;
Embalador;
Colmatador;
Garlopista;
Lavador de rolhas e discos;
Lubrificador;
Peneiro;
Abridor de roços;
Amolador;
Capataz;
Ferramenteiro ou entregador de ferramentas;
Ferramenteiro da construção civil;
Pesador;
Prensador de colados;
Semiespecializado (químicos);
Prenseiro;
Espaldador manual ou mecânico;
Estufador (secador);
Fresador de cortiça;
Enfardador e prensador;
Rectificador de rastos para calçado;
Refrigerador;
Prenseiro (engomador) têxteis;
Ajudante de fogueiro;
Alimentador-recebedor (cortiça);
Calafetador;
Colador;
Estampador;
Limpador de topos;
Moldador;
Parafinador, encerador ou esterilizador;
Prensador de cortiça natural;
Rebaixador.
7 — Profissionais não qualificados (indiferenciados):
7.1 — Administrativos, comércio e outros:
Contínuo;
Guarda, vigilante, rondista;
Porteiro;
Servente (comércio);
Lavador mecânico ou manual (têxteis);
Trabalhador de limpeza;
Contínuo menor;
Paquete;
7.2 — Produção:
Manobrador;
Não especializado (químicos);
1914
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Ajudante (cortiça);
Guarda da construção civil;
Servente da construção civil;
Operário não especializado (servente metalúrgico).
Pelo SIFOMATE — Sindicato dos Fogueiros, Energia
e Indústrias Transformadoras:
A — Praticantes e aprendizes:
Pelo SQTD — Sindicato dos Quadros e Técnicos de
Desenho:
Maria José Pereira da Silva, mandatária.
Alírio Manuel da Silva Martins, mandatário.
Pré-oficial electricista;
Ajudante de electricista;
Aprendiz de electricista;
Desenhador de execução/tirocinante;
Tirocinante de desenho do 2.º ano;
Tirocinante de desenho do 1.º ano;
Praticante (comércio);
Aprendiz de corticeiro;
Aprendiz menor da construção civil;
Auxiliar menor do 1.º ano (construção civil);
Praticante (metalúrgico);
Aprendiz de metalúrgico.
Maria José Pereira da Silva, mandatária.
Alírio Manuel da Silva Martins, mandatário.
Pelo SPEUE — Sindicato Português dos Engenheiros
Graduados na União Europeia:
Maria José Pereira da Silva, mandatária.
Alírio Manuel da Silva Martins, mandatário.
Pelo SINDEQ — Sindicato Democrático da Energia
Química, Têxtil e Indústrias Diversas:
Abel Pereira dos Santos, mandatário.
José Oliveira da Silva, mandatário.
Profissão integrável em dois níveis:
3/5.3 — Chefe de equipa.
Declaração
Santa Maria de Lamas, 8 de Abril de 2010.
Pela APCOR — Associação Portuguesa de Cortiça:
Jorge Mendes Pinto de Sá, mandatário.
Francisco Pereira da Costa, mandatário.
Pela FEVICCOM — Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro:
Maria José Pereira da Silva, mandatária.
Alírio Manuel da Silva Martins, mandatário.
Pela FEPCES — Federação Portuguesa dos Sindicatos
do Comércio, Escritórios e Serviços:
Maria José Pereira da Silva, mandatária.
Alírio Manuel da Silva Martins, mandatário.
Pela FECTRANS — Federação dos Sindicatos de
Transportes e Comunicações:
Maria José Pereira da Silva, mandatária.
Alírio Manuel da Silva Martins, mandatário.
Pela FIEQUIMETAL — Federação Intersindical das
Indústrias Metalúrgica, Química, Farmacêutica, Eléctrica,
Energia e Minas:
Maria José Pereira da Silva, mandatária.
Alírio Manuel da Silva Martins, mandatário.
Pela FESAHT — Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de
Portugal:
Maria José Pereira da Silva, mandatária.
Alírio Manuel da Silva Martins, mandatário.
Pelo Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte:
Maria José Pereira da Silva, mandatária.
Alírio Manuel da Silva Martins, mandatário.
Pelo Sindicato dos Operários Corticeiros do Distrito
de Portalegre:
Maria José Pereira da Silva, mandatária.
Alírio Manuel da Silva Martins, mandatário.
Para os devidos efeitos se declara que a Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro
representa os seguintes sindicatos:
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica,
Cimentos e Similares do Sul e Regiões Autónomas;
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica,
Cimentos e Similares da Região Norte;
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica,
Cimentos, Construção, Madeiras, Mármores e Similares
da Região Centro;
Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira;
Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e Madeiras do Distrito de Braga;
Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Madeiras,
Mármores e Cortiças do Sul;
Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Madeiras,
Mármores, Pedreiras, Cerâmica e Materiais de Construção
do Norte;
Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, Madeiras, Mármores e Pedreiras do Distrito de Viana do Castelo;
SICOMA — Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Madeiras, Olarias e Afins da Região da Madeira.
Lisboa, 16 de Novembro de 2009. — A Direcção: Maria
de Fátima Marques Messias — Augusto João Monteiro
Nunes.
Declaração
Informação da lista de sindicatos filiados na FEPCES:
CESP — Sindicato dos Trabalhadores do Comércio,
Escritórios e Serviços de Portugal;
Sindicato dos Trabalhadores do Comércio e Serviços
do Minho;
Sindicato dos Trabalhadores Aduaneiros em Despachantes e Empresas;
STAD — Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de
Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades
Diversas;
Sindicato dos Empregados de Escritório, Comércio e
Serviços da Horta.
17 de Novembro de 2009. — (Assinatura ilegível.)
1915
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Declaração
Declaração
A FECTRANS — Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações representa os seguintes sindicatos:
A Direcção Nacional da FESAHT — Federação dos
Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria
e Turismo de Portugal declara que outorga esta convenção
em representação dos seguintes sindicatos:
STRUP — Sindicato dos Trabalhadores de Transportes
Rodoviários e Urbanos de Portugal;
STRUN — Sindicato dos Trabalhadores de Transportes
Rodoviários e Urbanos do Norte;
STRAMM — Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Actividades Metalúrgicas da Região Autónoma da
Madeira;
Sindicato dos Profissionais dos Transportes, Turismo e
Outros Serviços da Horta;
Sindicato dos Profissionais de Transporte, Turismo e
Outros Serviços de São Miguel e Santa Maria;
SNTSF — Sindicato Nacional dos Trabalhadores do
Sector Ferroviário;
OFICIAIS/MAR — Sindicato dos Capitães, Oficiais
Pilotos, Comissários e Engenheiros da Marinha Mercante;
SIMAMEVIP — Sindicato dos Trabalhadores da Marinha Mercante, Agências de Viagens, Transitários e Pesca;
Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante.
Lisboa, 13 de Novembro de 2009. — A Direcção Nacional: Amável Alves — Vítor Pereira.
Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria,
Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve;
Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria,
Turismo, Restaurantes e Similares do Centro;
Sindicato dos Trabalhadores na Hotelaria, Turismo,
Alimentação, Serviços e Similares da Região da Madeira;
Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria,
Turismo, Restaurantes e Similares do Norte;
Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria,
Turismo, Restaurantes e Similares do Sul;
SINTAB — Sindicato dos Trabalhadores de Agricultura
e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de
Portugal;
STIANOR — Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Alimentação do Norte;
STIAC — Sindicato dos Trabalhadores da Indústria
Alimentar do Centro, Sul e Ilhas;
SABCES — Açores — Sindicato dos Trabalhadores de
Alimentação, Bebidas e Similares, Comércio, Escritórios
e Serviços dos Açores.
Declaração
Lisboa, 13 de Novembro de 2009. — A Direcção Nacional: Joaquim Pereira Pires — Alfredo Filipe Cataluna
Malveiro.
Para os devidos efeitos, declaramos que a FIEQUIMETAL — Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgica,
Química, Farmacêutica, Eléctrica, Energia e Minas representa as seguintes organizações sindicais:
Depositado em 20 de Abril de 2010, a fl. 74 do livro
n.º 11, com o n.º 67/2010, nos termos do artigo 494.º do
Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12
de Fevereiro.
SINORQUIFA — Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás do Norte;
SINQUIFA — Sindicato dos Trabalhadores da Química,
Farmacêutica, Petróleo e Gás do Centro, Sul e Ilhas;
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas
e Metalomecânicas dos Distritos de Aveiro, Viseu, Guarda
e Coimbra;
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas
e Metalomecânicas do Distrito de Braga;
Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Actividades
Metalúrgicas da Região Autónoma da Madeira;
Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Metalúrgica e
Metalomecânica dos Distritos de Lisboa, Leiria, Santarém
e Castelo Branco;
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas
e Metalomecânicas do Norte;
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas
e Metalomecânicas do Sul;
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas
e Metalomecânicas do Distrito de Viana do Castelo;
Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira;
SIESI — Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e
Ilhas;
STIENC — Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias
Eléctricas do Norte e Centro.
Lisboa, 13 de Novembro de 2009. — Pelo Secretariado:
Delfim Tavares Mendes — António Maria Quintas.
Contrato colectivo entre a ANCAVE — Associação Nacional dos Centros de Abate e Indústrias Transformadoras de Carne de Aves
e a FESAHT — Federação dos Sindicatos de
Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria
e Turismo de Portugal e outros — Alteração
salarial e outras.
O CCT para os centros de abate de aves publicado no
Boletim do Trabalho e Emprego, 1.ª série, n.os 25, de 8 de
Julho de 2008, e 17, de 8 de Maio de 2009, é alterado da
forma seguinte:
Cláusula 1.ª
Área e âmbito
1 — O presente CCT vincula, por um lado, todas as
entidades patronais que exerçam a actividade de abate,
desmancha, corte, preparação e qualificação de aves, bem
como a sua transformação e comercialização, representadas
pela associação outorgante, e, por outro, todos os trabalhadores ao seu serviço que, representados pelos organismos
sindicais outorgantes, exerçam actividade profissional correspondente a alguma das categorias profissionais previstas
neste contrato.
1916
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
2 — O presente CCT abrange todo o território nacional
e é aplicável a um universo de 52 empresas, num total de
4750 trabalhadores.
3— .......................................
Cláusula 2.ª
Vigência e denúncia
1 — O presente CCT entra em vigor, nos termos da lei,
com a sua publicação no Boletim do Trabalho e Emprego
e é válido pelo período de 12 meses.
2— .......................................
3 — A tabela salarial constante do anexo II e demais
cláusulas com expressão pecuniária produzem efeitos a
partir de 1 de Janeiro de 2010 e vigorarão por um período
efectivo de 12 meses.
4— .......................................
Cláusula 89.ª
Subsídio de refeição
1 — A todos os trabalhadores é devido um subsídio de
refeição no montante de € 4,50 por cada dia de trabalho,
salvo se a empresa possuir cantina própria.
2— .......................................
Cláusula 102.ª
Pagamento de retroactivos
Os retroactivos serão liquidados até 31 de Maio de
2010.
Cláusula 34.ª
ANEXO II
Tabela salarial
Grupos
Categoria
Remunerações
(euros)
I
Encarregado de matadouro . . . . . . . . . . . . . . . .
634
II
Caixeiro-encarregado ou chefe de secção . . . . .
Encarregado de expedição . . . . . . . . . . . . . . . .
Encarregado de manutenção . . . . . . . . . . . . . . .
Inspector de vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
566
III
Motorista de pesados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
550
Conceito de retribuição
...........................................
8 — Os trabalhadores que regularmente exerçam funções de pagamentos e recebimentos em numerário têm
direito a um abono mensal para falhas no valor de € 19,50.
...........................................
Cláusula 39.ª
Diuturnidades
1 — A todos os trabalhadores constantes do anexo I
é atribuída uma diuturnidade de € 19,50 por cada cinco
anos de permanência na categoria profissional ao serviço
da mesma entidade patronal, até ao limite de cinco diuturnidades.
...........................................
IV
Cláusula 43.ª
Retribuição dos trabalhadores nas deslocações
1 — As entidades patronais obrigam-se a pagar aos
trabalhadores deslocados em serviço as seguintes importâncias:
V
a):
Pequeno-almoço — € 3,40;
Diária completa — € 42,50;
Almoço ou jantar — € 14;
Dormida com pequeno-almoço — € 26;
Ceia — € 7,50;
VI
ou, se a empresa o preferir, o pagamento dessas despesas
contra apresentação dos respectivos documentos comprovativos;
...........................................
Cláusula 44.ª
Subsídio de frio
1 — Os trabalhadores que predominantemente exerçam
a sua actividade em câmaras frigoríficas terão direito a um
subsídio de frio de € 24 mensais.
2— .......................................
1917
VII
Aproveitador de subprodutos . . . . . . . . . . . . . .
Caixeiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Fogueiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Mecânico de automóveis de 1.ª . . . . . . . . . . . . .
Motorista de ligeiros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Oficial electricista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Pendurador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Serralheiro civil de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Serralheiro mecânico de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . .
Vendedor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Ajudante de motorista/distribuidor . . . . . . . . . .
Apontador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Caixeiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Expedidor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Mecânico de automóveis de 2.ª . . . . . . . . . . . . .
Pedreiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Serralheiro civil de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Serralheiro mecânico de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . .
Telefonista de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Arrumador-carregador de câmaras frigoríficas de
congelação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Manipulador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Telefonista de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Caixeiro de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Empregado de refeitório . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Guarda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Mecânico de automóveis de 3.ª . . . . . . . . . . . . .
Pré-oficial electricista do 2.º período . . . . . . . .
Serralheiro civil de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Serralheiro Mecânico de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . .
Servente de pedreiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Ajudante de fogueiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Ajudante de mecânico de automóveis . . . . . . . .
Ajudante de serralheiro mecânico . . . . . . . . . . .
VIII Ajudante de serralheiro civil . . . . . . . . . . . . . . .
Caixeiro-ajudante do 2.º ano . . . . . . . . . . . . . . .
Pré-oficial electricista do 1.º período . . . . . . . .
Trabalhador da apanha . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
510
483
481
479
477
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Grupos
IX
Categoria
Remunerações
(euros)
Caixeiro-ajudante do 1.º ano . . . . . . . . . . . . . . .
Praticante de caixeiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Praticante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Servente de limpeza . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
475
Lisboa, 20 de Abril de 2010.
Pela ANCAVE — Associação Nacional dos Centros de
Abate e Indústrias Transformadoras de Carnes de Aves:
Manuel Cerqueira Pereira Lima, mandatário.
Pela FESAHT — Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de
Portugal:
Declaração
Informação da lista de Sindicatos filiados na FEPCES — Federação Portuguesa dos Sindicatos do Comércio, Escritórios e Serviços:
CESP — Sindicato dos Trabalhadores do Comércio,
Escritórios e Serviços de Portugal;
Sindicato dos Trabalhadores do Comércio e Serviços
do Minho;
Sindicato dos Trabalhadores Aduaneiros em Despachantes e Empresas;
STAD — Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de
Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades
Diversas;
Sindicato dos Empregados de Escritório, Comércio e
Serviços da Horta.
21 de Abril de 2010. — (Assinatura ilegível.)
Alfredo Filipe Cataluna Malveiro, mandatário.
Pela FEPCES — Federação Portuguesa dos Sindicatos
do Comércio, Escritórios e Serviços:
Alfredo Filipe Cataluna Malveiro, mandatário.
Pela FECTRANS — Federação dos Sindicatos de
Transportes e Comunicações:
Alfredo Filipe Cataluna Malveiro, mandatário.
Pela FEVICCOM — Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro:
Alfredo Filipe Cataluna Malveiro, mandatário.
Pela FIEQUIMETAL — Federação Intersindical das
Indústrias Metalúrgica, Química, Farmacêutica, Eléctrica,
Energia e Minas:
Alfredo Filipe Cataluna Malveiro, mandatário.
Pelo SIFOMATE — Sindicato dos Fogueiros, Energia
e Indústrias Transformadoras:
Alfredo Filipe Cataluna Malveiro, mandatário.
Declaração
A direcção nacional da FESAHT — Federação dos
Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria
e Turismo de Portugal declara que outorga esta convenção
em representação dos seguintes Sindicatos:
SINTAB — Sindicato dos Trabalhadores de Agricultura
e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de
Portugal;
STIANOR — Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Alimentação do Norte;
STIAC — Sindicato dos Trabalhadores da Indústria
Alimentar do Centro, Sul e Ilhas.
Lisboa, 21 de Abril de 2010. — A Direcção Nacional:
Augusto Coelho Praça — Joaquim Pereira Pires.
Declaração
A FECTRANS — Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações representa os seguintes Sindicatos:
STRUP — Sindicato dos Trabalhadores de Transportes
Rodoviários e Urbanos de Portugal;
STRUN — Sindicato dos Trabalhadores de Transportes
Rodoviários e Urbanos do Norte;
STRAMM — Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Actividades Metalúrgicas da Região Autónoma da
Madeira;
Sindicato dos Profissionais dos Transportes, Turismo e
Outros Serviços da Horta;
Sindicato dos Profissionais de Transporte, Turismo e
Outros Serviços de São Miguel e Santa Maria;
SNTSF — Sindicato Nacional dos Trabalhadores do
Sector Ferroviário;
OFICIAIS/MAR — Sindicato dos Capitães, Oficiais
Pilotos, Comissários e Engenheiros da Marinha Mercante;
SIMAMEVIP — Sindicato dos Trabalhadores da
Marinha Mercante, Agências de Viagens, Transitários e
Pesca;
Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante.
Lisboa, 22 de Abril de 2010. — A Direcção Nacional:
Amável Alves — Vítor Pereira.
Declaração
Para os devidos efeitos se declara que a Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro
representa os seguintes Sindicatos:
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica,
Cimentos e Similares do Sul e Regiões Autónomas;
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica,
Cimentos e Similares da Região Norte;
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica,
Cimentos, Construção, Madeiras, Mármores e Similares
da Região Centro;
1918
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira;
Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e Madeiras do Distrito de Braga;
Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Madeiras,
Mármores e Cortiças do Sul;
Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Madeiras,
Mármores, Pedreiras, Cerâmica e Materiais de Construção
de Portugal;
Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil,
Madeiras, Mármores e Pedreiras do Distrito de Viana do
Castelo;
SICOMA — Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Madeiras, Olarias e Afins da Região da Madeira.
Lisboa, 22 de Abril de 2010. — A Direcção: Maria de
Fátima Marques Messias — José Alberto Valério Dinis.
Declaração
Para os devidos efeitos, declaramos que a FIEQUIMETAL — Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgica,
Química, Farmacêutica, Eléctrica, Energia e Minas representa as seguintes organizações sindicais:
SINORQUIFA — Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás do Norte;
SINQUIFA — Sindicato dos Trabalhadores da Química,
Farmacêutica, Petróleo e Gás do Centro, Sul e Ilhas;
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas
e Metalomecânicas dos Distritos de Aveiro, Viseu, Guarda
e Coimbra;
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas
e Metalomecânicas do Distrito de Braga;
Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Actividades
Metalúrgicas da Região Autónoma da Madeira;
Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Metalúrgica e
Metalomecânica dos Distritos de Lisboa, Leiria, Santarém
e Castelo Branco;
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas
e Metalomecânicas do Norte;
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas
e Metalomecânicas do Sul;
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas
e Metalomecânicas do Distrito de Viana do Castelo;
Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira;
SIESI — Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e
Ilhas;
STIENC — Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias
Eléctricas do Norte e Centro.
Lisboa, 26 de Abril de 2010. — Pelo Secretariado: Delfim Tavares Mendes — António Maria Quintas.
Depositado em 29 de Abril de 2010, a fl. 74 do livro
n.º 11, com o n.º 66/2010, nos termos do artigo 494.º do
Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12
de Fevereiro.
Contrato colectivo entre a ANCAVE — Associação
Nacional dos Centros de Abate e Indústrias
Transformadoras de Carne de Aves e o SETAA — Sindicato da Agricultura, Alimentação
e Florestas — Alteração salarial e outras.
O CCT para os centros de abate de aves publicado no
Boletim do Trabalho e Emprego, 1.ª série, n.o 21, de 8 de
Junho de 2008, é alterado da forma seguinte:
Cláusula 1.ª
Área e âmbito
1 — O presente CCT vincula, por um lado, todas as
entidades patronais que exerçam a actividade de abate,
desmancha, corte, preparação e qualificação de aves, bem
como a sua transformação e comercialização, representadas
pela associação outorgante, e, por outro, todos os trabalhadores ao seu serviço que, representados pelos organismos
sindicais outorgantes, exerçam actividade profissional correspondente a alguma das categorias profissionais previstas
neste contrato.
2 — O presente CCT abrange todo o território nacional
e é aplicável a um universo de 52 empresas, num total de
4750 trabalhadores.
Cláusula 2.ª
Vigência e denúncia
1 — O presente CCT entra em vigor, nos termos da lei,
com a sua publicação no Boletim do Trabalho e Emprego
e é válido pelo período de 12 meses.
2— .......................................
3 — A tabela salarial constante do anexo II e demais
cláusulas com expressão pecuniária produzem efeitos a
partir de 1 de Janeiro de 2010 e vigorarão por um período
efectivo de 12 meses.
4— .......................................
Cláusula 34.ª
Conceito de retribuição
...........................................
8 — Os trabalhadores que regularmente exerçam
funções de pagamentos e recebimentos em numerário
têm direito a um abono mensal para falhas no valor
de € 19,50.
...........................................
Cláusula 39.ª
Diuturnidades
1 — A todos os trabalhadores constantes do anexo I
é atribuída uma diuturnidade de € 19,50 por cada cinco
anos de permanência na categoria profissional ao serviço
da mesma entidade patronal, até ao limite de cinco diuturnidades.
...........................................
1919
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Cláusula 43.ª
Grupos
Categoria
Remunerações
(euros)
V
Ajudante de motorista/distribuidor . . . . . . . . . .
Apontador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Caixeiro de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Expedidor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Mecânico de automóveis de 2.ª . . . . . . . . . . . . .
Pedreiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Serralheiro civil de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Serralheiro mecânico de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . .
Telefonista de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
483
Retribuição dos trabalhadores nas deslocações
1 — As entidades patronais obrigam-se a pagar aos trabalhadores deslocados em serviço as seguintes importâncias:
a):
Pequeno-almoço — € 3,40;
Diária completa — € 42,50;
Almoço ou jantar — € 14;
Dormida com pequeno-almoço — € 26;
Ceia — € 7,50;
VI
ou, se a empresa o preferir, o pagamento dessas despesas
contra apresentação dos respectivos documentos comprovativos;
...........................................
Cláusula 44.ª
VII
Subsídio de frio
1 — Os trabalhadores que predominantemente exerçam
a sua actividade em câmaras frigoríficas terão direito a um
subsídio de frio de € 24 mensais.
2— .......................................
Cláusula 89.ª
Subsídio de refeição
1 — A todos os trabalhadores é devido um subsídio de
refeição no montante de € 4,50 por cada dia de trabalho,
salvo se a empresa possuir cantina própria.
2— .......................................
479
477
Caixeiro-ajudante do 1.º ano . . . . . . . . . . . . . . .
Praticante de caixeiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Praticante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Servente de limpeza . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
475
Lisboa, 20 de Abril de 2010.
Pagamento de retroactivos
Os retroactivos serão liquidados até 31 de Maio de
2010.
Pela ANCAVE — Associação Nacional dos Centros de
Abate e Indústrias Transformadoras de Carnes de Aves:
Manuel Cerqueira Pereira Lima, mandatário.
Pelo SETAA — Sindicato da Agricultura, Alimentação
e Florestas:
ANEXO II
Tabela salarial
Jorge Manuel Vitorino Santos, mandatário.
Grupos
Categoria
Remunerações
(euros)
I
Encarregado de matadouro . . . . . . . . . . . . . . . .
634
II
Caixeiro-encarregado ou chefe de secção . . . . .
Encarregado de expedição . . . . . . . . . . . . . . . .
Encarregado de manutenção . . . . . . . . . . . . . . .
Inspector de vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
566
III
Motorista de pesados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
550
IV
Caixeiro de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Empregado de refeitório . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Guarda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Mecânico de Automóveis de 3.ª . . . . . . . . . . . .
Pré-oficial electricista do 2.º período . . . . . . . .
Serralheiro civil de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Serralheiro mecânico de 3.ª . . . . . . . . . . . . . . . .
Servente de pedreiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
481
Ajudante de fogueiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Ajudante de mecânico de automóveis . . . . . . . .
Ajudante de serralheiro mecânico . . . . . . . . . . .
VIII Ajudante de serralheiro civil . . . . . . . . . . . . . . .
Caixeiro-ajudante do 2.º ano . . . . . . . . . . . . . . .
Pré-oficial electricista do 1.º período . . . . . . . .
Trabalhador da apanha . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
IX
Cláusula 102.ª
Aproveitador de subprodutos . . . . . . . . . . . . . .
Caixeiro de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Fogueiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Mecânico de automóveis de 1.ª . . . . . . . . . . . . .
Motorista de ligeiros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Oficial electricista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Pendurador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Serralheiro civil de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Serralheiro mecânico de 1.ª . . . . . . . . . . . . . . . .
Vendedor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Arrumador-carregador de câmaras frigoríficas de
congelação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Manipulador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Telefonista de 2.ª . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
510
Depositado em 3 de Maio de 2010, a fl. 75 do livro
n.º 11, com o n.º 74/2010, nos termos do artigo 494.º do
Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12
de Fevereiro.
Contrato colectivo entre a ANCIPA — Associação
Nacional de Comerciantes e Industriais de Produtos Alimentares e o SETAA — Sindicato da
Agricultura, Alimentação e Florestas (pastelaria, confeitaria e conservação de fruta — apoio
e manutenção) — Alteração salarial e outras.
Cláusula prévia
A presente revisão do CCT, publicado no Boletim do Trabalho e Emprego, 1.ª série, n.º 19, de
1920
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
22 de Maio de 2009, dá nova redacção à seguinte
matéria:
CAPÍTULO VII
Cessação do contrato de trabalho
...........................................
CAPÍTULO I
Área, âmbito, vigência, denúncia e revisão
CAPÍTULO VIII
Cláusula 1.ª
Condições particulares de trabalho
Área e âmbito
...........................................
1 — O presente contrato obriga, por um lado, todas
as empresas que se dediquem, no território nacional, ao
fabrico de pastelaria (incluindo a congelada), confeitaria e
conservação de fruta representadas pela ANCIPA — Associação Nacional de Comerciantes e Industriais de Produtos
Alimentares e, por outro, os trabalhadores ao seu serviço
representados pelo SETAA — Sindicato da Agricultura,
Alimentação e Florestas.
2 — O presente CCT abrange 365 empresas e 705 trabalhadores.
Cláusula 2.ª
CAPÍTULO IX
Segurança social, abono de família e regalias sociais
Cláusula 45.ª
Regalias sociais
Nesta matéria as empresas obrigam-se a cumprir as
regalias já concedidas aos trabalhadores, com carácter
permanente ou regular, quer por sua iniciativa quer por disposição legal ou convencional, anteriormente aplicáveis.
Vigência, denúncia e revisão
1— .......................................
2— .......................................
3 — A tabela salarial e demais cláusulas de expressão
pecuniária terão efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2010 e
terão que ser revistas anualmente.
4— .......................................
5— .......................................
6— .......................................
7— .......................................
Cláusula 46.ª
Subsídio de alimentação
A entidade patronal obriga-se a conceder aos trabalhadores um subsídio diário € 4,10, a título de alimentação,
por qualquer dia em que prestem, pelo menos, quatro horas
de trabalho, sem prejuízo de subsídios mais favoráveis já
praticados.
CAPÍTULO X
CAPÍTULO II
Disciplina
Admissão e carreira profissional
...........................................
...........................................
CAPÍTULO XI
CAPÍTULO III
Deslocações
Direitos e deveres das partes
...........................................
...........................................
CAPÍTULO XII
CAPÍTULO IV
Formação profissional
Prestação do trabalho
...........................................
...........................................
CAPÍTULO V
CAPÍTULO XIII
Retribuição mínima do trabalho
Saúde, higiene e segurança no trabalho
...........................................
...........................................
CAPÍTULO VI
CAPÍTULO XIV
Suspensão da prestação do trabalho
Actividade sindical na empresa
...........................................
1921
...........................................
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
CAPÍTULO XV
Níveis
Categorias profissionais
Questões gerais e transitórias
Fiel de armazém (Met.) . . . . . . . . . . . . .
Canalizador de 1.ª (Met.) . . . . . . . . . . . .
Mecânico de automóveis de 1.ª (Met.) . . .
Bate-chapas de 1.ª (Met.) . . . . . . . . . . . .
Serralheiro civil de 1.ª (Met.). . . . . . . . .
Serralheiro mecânico de 1.ª (Met.) . . . .
Torneiro mecânico de 1.ª (Met.). . . . . . .
Cláusula 64.ª
Manutenção de regalias anteriores
1— .......................................
2— .......................................
Cláusula 65.ª
Prevalência de normas
...........................................
VI
ANEXO I
Definição de funções
...........................................
Trabalhadores do comércio e armazém
...........................................
Motorista vendedor-distribuidor. — É o(a) trabalhador(a) que conduzindo um veículo de carga, promove,
vende e entrega os produtos da empresa, zela pela boa
conservação da viatura e respectiva carga e procede à
facturação e cobrança dos produtos vendidos.
...........................................
580
VIII
Oficial de 2.ª (CC) . . . . . . . . . . . . . . . . .
Caixeiro de 2.ª (Com./Arm.) . . . . . . . . .
Conferente (Com./Arm.) . . . . . . . . . . . .
Repositor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Cozinheiro de 2.ª (Hot.) . . . . . . . . . . . .
Ajudante de fiel de armazém (Com./Arm.)
Motorista de ligeiros . . . . . . . . . . . . . . .
545
IX
Oficial de 3.ª (Ele.) . . . . . . . . . . . . . . . .
Afinador de máquinas de 3.ª (Met.) . . .
Bate-chapas de 3.ª (Met. . . . . . . . . . . . .
Canalizador de 3.ª (Met.) . . . . . . . . . . .
Entregador de ferramentas, materiais e
produtos de 1.ª (Met.) . . . . . . . . . . . .
Lubrificador de 1.ª (Met.) . . . . . . . . . . .
Mecânico de automóveis de 3.ª (Met.) . . .
Pintor de 2.ª (Met.) . . . . . . . . . . . . . . . .
Serralheiro civil de 3.ª (Met.) . . . . . . . .
Serralheiro mecânico de 3.ª (Met.) . . . .
Torneiro mecânico de 3.ª (Met.) . . . . . .
Analista físico-químico de 3.ª (Qui.) . . .
530
X
Ajudante de motorista (Rod.) . . . . . . . .
Lubrificador (Rod.) . . . . . . . . . . . . . . . .
520,50
XI
Caixa (balcão) (Com./Arm.) . . . . . . . . .
Caixeiro de 3.ª (Com./Arm.) . . . . . . . . .
Operador de empilhador (Com./Arm.) . . .
Caixeiro-viajante e de praça com comissões (Com./Arm.). . . . . . . . . . . . . . . .
Promotor/prospector de vendas sem comissões (Com./Arm.) . . . . . . . . . . . . .
Vendedor especializado com comissões
(Com./Arm.). . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Cozinheiro de 3.ª (Hot.) . . . . . . . . . . . .
Despenseiro (Hot.) . . . . . . . . . . . . . . . .
Empregado de balcão (Hot.) . . . . . . . . .
Entregador de ferramentas, materiais e
produtos de 2.ª (Met.). . . . . . . . . . . . .
Pintor de 3.ª (Met.) . . . . . . . . . . . . . . . .
Lubrificador de 2.ª (Met.) . . . . . . . . . . .
Preparador (Qui.) . . . . . . . . . . . . . . . . .
494
ANEXO III
Remuneração mínimas mensais
Tabela salarial
Remunerações mínimas
mensais (em euros)
Categorias profissionais
I
Chefe de vendas (Com./Arm.) . . . . . . . .
Encarregado geral de armazém (Com./
Arm.) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Técnico de serviço social (SS). . . . . . . .
II
Encarregado electricista (Ele.) . . . . . . . .
Encarregado (metalúrgico) (Met.) . . . . .
687
III
Analista principal . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Caixeiro encarregado (Com./Arm.) . . . .
Encarregado de armazém (Com./Arm.)
Chefe de equipa (Met.) . . . . . . . . . . . . .
Chefe de equipa (Ele.) . . . . . . . . . . . . . .
Chefe de movimento (Rod.). . . . . . . . . .
667
IV
Inspector de vendas (Com.) . . . . . . . . . .
Preparador de trabalho (Met.) . . . . . . . .
Analista físico-químico de 1.ª (Qui.) . . .
635
V
Encarregado (CC) . . . . . . . . . . . . . . . . .
Oficial de 1.ª (Ele.). . . . . . . . . . . . . . . . .
Chefe de cozinha (Hot.) . . . . . . . . . . . . .
Encarregado de refeitório (Hot.) . . . . . .
Afinador de máquinas de 1.ª (Met.) . . . .
619
720
1922
603,50
VII
...........................................
Níveis
Motorista de pesados (Rod.) . . . . . . . . .
Caixeiro de 1.ª (Com./Arm.) . . . . . . . . .
Caixeiro-viajante e de praça sem comissões (Com./Arm.). . . . . . . . . . . . . . . .
Fiel de armazém (Com./Arm.) . . . . . . . .
Promotor prospector de vendas sem comissões. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Vendedor especializado sem comissões
Demonstrador (Com./Arm.). . . . . . . . . .
Cozinheiro de 1.ª (Hot.) . . . . . . . . . . . . .
Analista físico-químico de 2.ª (Qui.) . . .
Oficial de 1.ª (CC) . . . . . . . . . . . . . . . . .
Motorista vendedor — distribuidor . . . .
Oficial de 2.ª (Ele.). . . . . . . . . . . . . . . . .
Encarregado de cargas e descargas (Gar.)
Canalizador de 2.ª (Met.) . . . . . . . . . . . .
Bate-chapas de 2.ª (Met.) . . . . . . . . . . . .
Ajudante de fiel de armazém (Met.) (a)
Mecânico de automóveis de 2.ª (Met.) . . .
Pintor de 1.ª (Met.). . . . . . . . . . . . . . . . .
Serralheiro civil de 2.ª (Met.). . . . . . . . .
Serralheiro mecânico de 2.ª (Met.) . . . .
Torneiro mecânico de 2.ª (Met.). . . . . . .
ANEXO II
Condições profissionais específicas
Remunerações mínimas
mensais (em euros)
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Pelo SETAA — Sindicato da Agricultura, Alimentação
e Florestas:
Remunerações mínimas
mensais (em euros)
Níveis
Categorias profissionais
XII
Caixeiro-ajudante do 2.º ano (Com./
Arm.) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Servente ou auxiliar de armazém (Com./
Arm.) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Embalador (Com./Arm.) . . . . . . . . . . . .
Servente (CC) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Pré-oficial do 2.º ano (Ele.) . . . . . . . . . .
Lavador (Rod.) . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Servente de viaturas de carga (Rod.) . . .
Empregado de mesa/balcão ou sel-service
(Hot.) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Empregado de refeitório ou cantina
(Hot.) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Servente Met.) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Entregador de ferramentas, materiais e
produtos de 3.ª (Met.). . . . . . . . . . . . .
Lubrificador de 3.ª (Met.) . . . . . . . . . . .
Praticante do 2.º ano com aprendizagem
(Met.) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
493
XIII
Caixeiro-ajudante do 1.º ano (Com.) . . .
Pré-oficial do 1.º ano (Ele.) . . . . . . . . . .
Praticante do 1.º ano com aprendizagem
(Met.) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
479
XIV
Ajudante de electricista (Ele.) . . . . . . . .
Praticante do 1.º ano sem aprendizagem
(Met.) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
477
XV
Praticante de armazém de 17/18 anos
(Com./Arm.). . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Praticante de caixeiro do 2.º ano (Com./
Arm.) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Aprendiz do 2.º ano (Met.) . . . . . . . . . .
Aprendiz (Hot.) . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Aprendiz do 2.º ano (Ele.) . . . . . . . . . . .
476
XVI
Praticante de armazém com 16 anos
(Com./Arm.). . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Praticante de caixeiro do 1.º ano (Com./
Arm.) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Aprendiz (CC) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Aprendiz do 1.º ano (Ele.) . . . . . . . . . . .
Aprendiz do 1.º ano (Ele.) . . . . . . . . . . .
475
Jorge Santos, mandatário.
Depositado em 3 de Maio de 2010, a fl. 75 do livro
n.º 11, com o n.º 76/2010, nos termos do artigo 494.º do
Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12
de Fevereiro.
Contrato colectivo entre a APIO — Associação
Portuguesa da Indústria de Ourivesaria e a
FIEQUIMETAL — Federação Intersindical das
Indústrias Metalúrgica, Química, Farmacêutica,
Eléctrica, Energia e Minas — Alteração salarial
e outras e texto consolidado.
CAPÍTULO I
Área, âmbito e denúncia
Cláusula 1.ª
Área e âmbito
O presente contrato colectivo de trabalho aplica-se em
todo o território nacional, obriga, por um lado, as empresas
singulares e colectivas que estejam filiadas na APIO — Associação Portuguesa da Indústria de Ourivesaria e, por
outro, os trabalhadores ao seu serviço representados pela
associação sindical signatária.
A presente convenção aplica-se aos sectores de actividade da indústria de ourivesaria em todo o território
nacional.
Cláusula 2.ª
Vigência e denúncia
1— .......................................
2 — As tabelas salariais e demais cláusulas de expressão
pecuniária terão uma vigência de 12 meses, com efeitos
a partir de 1 de Janeiro de 2010 e serão revistas anualmente.
3— .......................................
4— .......................................
5— .......................................
6— .......................................
7— .......................................
8— .......................................
9— .......................................
10 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
ANEXO III-A
Remuneração mínimas mensais
Tabela de salários para profissionais de engenharia
Grupos profissionais
Grau I-A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Grau I-B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Grau II . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Grau III. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Grau IV . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Grau V . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Grau VI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Remunerações mínimas
mensais (em euros)
773
831
889
1 096
1 288
1 475
1 702
ANEXO II
Enquadramento profissional
Lisboa, 31 de Março de 2010.
Pela ANCIPA — Associação Nacional de Comerciantes
e Industriais de Produtos Alimentares:
Estêvão Miguel de Sousa Anjos Martins, mandatário.
1923
Grau
Categorias profissionais
Batedor de ouro em folha — oficial principal (a).
Cinzelador — oficial principal (a).
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Grau
I
II
III
IV
Categorias profissionais
Grau
Cravador joalheiro — oficial principal (a).
Filigraneiro — oficial principal (a).
Guilhochador — oficial principal (a).
Gravador manual — oficial principal (a).
Imprimidor (repuxador) de metais preciosos — oficial principal (a).
Joalheiro — oficial principal (a).
Oficial de faqueiro — principal (a).
Oficial de martelo (caldeireiro de prata) — principal (a).
Ourives — oficial principal (a).
Prateiro — oficial principal (a).
V
Batedor de ouro em folha — de 1.ª
Dourador/prateador — oficial principal (b).
Cinzelador de 1.ª
Cravador joalheiro de 1.ª
Filigraneiro de 1.ª
Fundidor-moldador (em caixa) — oficial principal (b).
Fundidor-moldador (em ceras perdidas) — oficial principal (b).
Guilhochador de 1.ª
Gravador manual de 1.ª
Imprimidor (repuxador) de metais preciosos de 1.ª
Joalheiro de 1.ª
Oficial de faqueiro de 1.ª
Oficial de martelo (caldeireiro de prata) de 1.ª
Operador de máquinas de lapidar metais — principal (b).
Ourives de 1.ª
Polidor de pratas — oficial principal (b).
Polidor de ouro e joalheiro — oficial principal (b).
Prateiro de 1.ª
Alisador/acabador de 2.ª
Batedor de ouro em folha de 3.ª
Cinzelador de 3.ª
Cravador/joalheiro de 3.ª
Dourador/ prateador de 3.ª
Enchedor de 2.ª
Esmaltador de artefactos de ouro de 2.ª
Filigraneiro de 3.ª
Fundidor-moldador (em caixas) de 3.ª
Fundidor-moldador (em ceras perdidas) de 3.ª
Guilhochador de 3.ª
Gravador manual de 3.ª
Gravador mecânico de 2.ª
Imprimidor (repuxador) de metais preciosos de 3.ª
Joalheiro de 3.ª
Oficial de faqueiro de 3.ª
Oficial de martelo (caldeireiro de prata) de 3.ª
Operador de máquinas de lapidar metais de 3.ª
Ourives de 3.ª
Prateiro de 3.ª
Polidor de pratas de 3.ª
Polidor de ouro e joalharia de 3.ª
VI
Alisador/acabador de 3.ª
Enchedor de 3.ª
Esmaltador de artefactos de ouro de 3.ª
Gravador mecânico de 3.ª
VII
Auxiliar.
Praticante do 2.º ano.
Pré-oficial do 2.º ano.
VIII
Praticante do 1.º ano.
Pré-oficial do 1.º ano.
IX
Aprendiz do 2.º ano.
X
Aprendiz do 1.º ano.
(a) Profissões com aprendizagem completa e tirocínio.
(b) Profissões sem aprendizagem mas com tempo de prática.
Alisador/acabador — oficial principal (b).
Dourador/prateador de 1.ª
Enchedor — oficial principal (b).
Esmaltador de artefactos de ouro — oficial principal (b).
Fundidor-moldador (em caixas) de 1.ª
Fundidor-moldador (em ceras perdidas) de 1.ª
Gravador mecânico — oficial principal (b).
Imprimidor (repuxador) de metais preciosos de 2.ª
Operador de máquinas de lapidar metais de 1.ª
Polidor de pratas de 1.ª
Polidor de ouro e joalharia de 1.ª
Alisador/acabador de 1.ª
Batedor de ouro em folha de 2.ª
Cinzelador de 2.ª
Cravador/joalheiro de 2.ª
Dourador/prateador de 2.ª
Enchedor de 1.ª
Esmaltador de artefactos de ouro de 1.ª
Filigraneiro de 2.ª
Fundidor-moldador (em caixas) de 2.ª
Fundidor-moldador (em ceras perdidas) 2.ª
Guilhochador de 2.ª
Gravador manual de 2.ª
Gravador mecânico de 1.ª
Joalheiro de 2.ª
Oficial de faqueiro de 2.ª
Oficial de martelo/(caldeireiro de prata) de 2.ª
Operador de máquinas de lapidar metais de 2.ª
Ourives de 2.ª
Prateiro de 2.ª
Polidor de pratas de 2.ª
Polidor de ouro e joalharia de 2.ª
Categorias profissionais
ANEXO III
Tabela salarial
(Em euros)
Grau
I ...........................................
II. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
III . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
IV . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
V. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
VI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
VII . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
VIII. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
IX . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
X. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Valor
945
891
832
771
679
637
551
536
485
475
Nota. — Mantêm-se em vigor as matérias do IRCT publicado no
Boletim do Trabalho e Emprego, 1.ª série, n.os 18, de 15 de Maio de
2007, e 11, de 22 de Março de 2009.
Declaração
Para cumprimento do disposto no artigo 492.º, n.º 1,
alínea g), conjugado com o artigo 494.º do Código do
Trabalho, declara-se que serão potencialmente abrangidos
pela presente convenção colectiva de trabalho 93 empresas
e 272 trabalhadores.
Lisboa, 9 de Fevereiro de 2010.
Pela APIO — Associação Portuguesa da Indústria de
Ourivesaria:
Carlos Alberto Nicolau Caria, mandatário.
1924
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
Cláusula 3.ª
Pela FIEQUIMETAL — Federação Intersindical das
Indústrias Metalúrgica, Química, Farmacêutica, Eléctrica,
Energia e Minas:
Condições de admissão
1 — Salvo nos casos expressamente previstos na lei ou
neste contrato, as condições mínimas de admissão para as
categorias profissionais por ele abrangidas são:
Manuel Diogo Bravo, mandatário.
Francisco Alves Silva Ramos, mandatário.
Texto consolidado
a) Idade mínima de 16 anos;
b) Escolaridade obrigatória.
CAPÍTULO I
2 — As habilitações referidas no número anterior não
serão exigíveis aos trabalhadores que à data da entrada em
vigor do presente contrato já exerçam a profissão.
Área, âmbito e denúncia
Cláusula 1.ª
Cláusula 4.ª
Área e âmbito
O presente contrato colectivo de trabalho, aplica-se em
todo o território nacional, obriga por um lado, as empresas
singulares e colectivas que estejam filiadas na APIO — Associação Portuguesa da Indústria de Ourivesaria e, por
outro lado, os trabalhadores ao seu serviço representados
pela associação sindical signatária.
A presente convenção aplica-se aos sectores de actividade da indústria de ourivesaria em todo o território
nacional.
Cláusula 2.ª
Vigência e denúncia
1 — A presente convenção colectiva de trabalho entra
em vigor a partir do 5.º dia posterior ao da sua publicação
no Boletim do Trabalho e Emprego.
2 — As tabelas salariais e demais cláusulas de expressão
pecuniária terão uma vigência de 12 meses, com efeitos a
partir de 1 de Janeiro de 2010 e serão revistas anualmente.
3 — A denúncia deste CCT, na parte que respeita à
tabela salarial e cláusulas de expressão pecuniária será
feita, decorridos nove meses contados a partir da data
referida no n.º 2.
4 — A denúncia do CCT referido no n.º 1 pode ser feita,
decorridos dois anos, contados a partir da referida data e
renova-se por iguais períodos até ser substituída por outra
que a revogue.
5 — As denúncias far-se-ão com o envio às demais
partes contratantes da proposta de revisão, através de carta
registada com aviso de recepção, protocolo ou outro meio
que faça prova da sua entrega à contraparte.
6 — As contrapartes deverão enviar às partes denunciantes uma contraproposta até 30 dias após a recepção das propostas de revisão, presumindo-se que a outra parte aceita o
proposto sempre que não apresentem proposta especifica
para cada matéria; porém, haver-se-á como contraproposta
a declaração expressa da vontade de negociar.
7 — As partes denunciantes disporão até de 10 dias para
examinar as contrapropostas.
8 — As negociações iniciar-se-ão, sem qualquer dilação, nos primeiros 10 dias úteis após o termo dos prazos
referidos nos números anteriores.
9 — A CCT denunciada mantém-se até à entrada em
vigor de outra que a revogue.
10 — Na reunião protocolar deve ser definido(s) qual a
entidade(s) secretariante(s) do processo de revisão.
11 — Da proposta e contraproposta serão enviadas cópias ao Ministério do Trabalho.
Regras de admissão
1 — Para o preenchimento de lugares na empresa a
entidade patronal deverá dar preferência aos trabalhadores
já ao seu serviço.
2 — Salvo acordo em contrário, a entidade patronal que
admita um trabalhador obriga-se a respeitar a categoria
profissional e classe por ele adquiridas anteriormente, uma
vez que o trabalhador apresente, para o efeito, documento
comprovativo das funções que exercia.
3 — A admissão dos trabalhadores será obrigatoriamente
participada pela entidade patronal ao sindicato e à Associação, nos 15 dias seguintes àquele em que a admissão
se tornou efectiva, com as seguintes indicações: nome,
residência, categoria e classe, retribuição, empresa onde
exercia a profissão e datas de admissão e nascimento.
Cláusula 5.ª
Período experimental
1 — O período experimental corresponde ao período
inicial de execução do contrato e poderá ter a duração de
um mês.
2 — Mantendo-se o contrato de trabalho, a antiguidade
do trabalhador conta-se sempre desde o início do período
experimental.
3 — Durante o período experimental, salvo acordo escrito em contrário, qualquer das partes pode rescindir o contrato sem aviso prévio e sem necessidade de invocação de
justa causa, não havendo direito a qualquer indemnização.
4 — Não haverá período experimental quando a entidade patronal e o trabalhador o mencionarem, por escrito,
no momento de admissão.
5 — Entende-se que a entidade patronal renuncia ao
período experimental sempre que admita ao seu serviço o
trabalhador através de convite, ou oferta pessoal de melhores condições.
Cláusula 6.ª
Exames e inspecções médicas
1 — Antes da admissão, os candidatos devem ser submetidos a exame médico, a expensas da empresa, a fim
de se averiguar se possuem saúde e robustez para ocupar
o lugar pretendido.
2 — Pelo menos uma vez por ano as empresas assegurarão obrigatoriamente a inspecção médica dos trabalhadores
ao seu serviço, a fim de verificar se o seu trabalho é feito
1925
Boletim do Trabalho e Emprego, n.o 18, 15/5/2010
sem prejuízo da saúde; igual inspecção terá lugar no caso
de cessação do contrato, se o trabalhador o solicitar.
3 — Os resultados das inspecções referidas no número
anterior serão registados e assinados pelo médico em ficha
própria.
4 — A empresa que promove o exame ou inspecção
médica obriga-se a facultar ao trabalhador, a pedido deste,
o respectivo resultado.
9 — Os trabalhadores contratados a termo por prazo inferior
a um ano têm direito a um período de férias equivalente a dois
dias úteis por cada mês completo de duração do contrato.
10 — Quando da caducidade do contrato a termo, o
trabalhador terá direito a uma compensação equivalente
a três dias de remuneração base por cada mês completo
de duração do contrato.
Cláusula 8.ª
Cláusula 7.ª
Classificação profissional
Contratação a termo
1 — A contratação a termo reporta-se sempre a situação
de carácter excepcional e às expressamente previstas na
lei e não poderá ser utilizada pelas entidades patronais
como meio de frustrar a aplicação das garantias ligadas
ao contrato sem termo.
2 — A estipulação do termo será nula se tiver por fim
iludir as disposições que regulam o contrato sem termo.
3 — Só poderão celebrar-se contratos a termo por prazo
inferior a seis meses nos seguintes casos:
a) Substituição temporária do trabalhador;
b) Acréscimo temporário ou excepcional da actividade
da empresa;
c) Execução de uma tarefa ocasional ou serviço determinado precisamente definido e não duradouro.
4 — Os trabalhadores contratados a termo terão as mesmas regalias dos trabalhadores efectivos, salvo se outras
mais favoráveis forem acordadas, e em igualdade de condições com os restantes candidatos terão prioridade em caso
de admissão em regime de contrato sem termo.
5 — O contrato de trabalho a termo está sujeito a forma
escrita, devendo ser assinado por ambas as partes e conter
as seguintes indicações:
a) Nome ou denominação e residência ou sede dos
contraentes;
b) Categoria profissional ou funções ajustadas respeitante à categoria institucionalizada que mais se aproxime
e retribuição do trabalhador;
c) Local e horário de trabalho;
d) Data de início do contrato de trabalho;
e) Prazo estipulado com indicação do motivo justificativo ou, no caso de contratos a termo incerto, da actividade, tarefa ou obra cuja execução justifique a respectiva
celebração ou nome do trabalhador substituído;
f) Data da celebração.
6 — Considera-se contrato sem termo aquele em que
falte a redução a escrito, a assinatura das partes, o nome
ou denominação ou as referências exigidas na alínea e)
do número anterior, ou, simultaneamente, as referências
exigidas nas alíneas d) e f) do mesmo número.
7 — A celebração sucessiva e ou intervalada de contratos de trabalho a termo, entre as mesmas partes, para o
exercício das mesmas funções ou para satisfação das mesmas necessidades do empregador determina a conversão
automática da relação em contrato sem termo.
8 — O período experimental é, respectivamente, de 15
ou 30 dias, conforme o contrato tenha duração até 6 meses
ou superior.
1 — Os trabalhadores abrangidos por este contrato serão
classificados, de acordo com as funções efectivamente
desempenhadas, sendo vedado às entidades patronais
atribuir-lhes categorias profissionais e classes diferentes
das nele previstas.
2 — A especialização atribuída aos profissionais não
pode ser invocada pelos mesmos para se recusarem a executar ocasionalmente quaisquer trabalhos que estejam no
âmbito da sua categoria e ramo a que pertencem e dentro
da sua definição de funções, não podendo tal execução
implicar de qualquer modo diminuição do seu salário ou
regalias que usufruírem.
3 — Sempre que se verifique a existência, em empresa
abrangida por esta convenção, de categoria profissional não
prevista nesta, as partes outorgantes, procederão à discussão
da sua designação, conteúdo funcional e enquadramento
salarial, de modo a integrá-las na revisão contratual seguinte.
Cláusula 9.ª
Aprendizagem
1 — São admitidos como aprendizes os jovens que, nos
termos da cláusula 4.ª, ingressem em profissão onde, nos
termos deste contrato seja admitida aprendizagem.
2 — A duração da aprendizagem não poderá ultrapassar
dois e um anos, conforme o aprendiz tenha sido admitido,
respectivamente, com 16 ou 17 anos.
3 — O aprendiz que perfaça 18 anos de idade será promovido ao escalão imediatamente superior (pré-oficial), logo que
tenha permanecido um mínimo de 6 meses como aprendiz.
4 — Quando cessar um contrato com um aprendiz a entidade patronal passar-lhe-á, obrigatoriamente, um certificado
referente ao tempo de aprendizagem que já possui, com
indicação da profissão ou profissões em que ele se verificou.
5 — Ao fim de um ano de aprendizagem o aprendiz pode
ser promovido a praticante e assim ingressar na carreira de
uma das profissões que não tem aprendizagem assinaladas
com (b) no anexo II.
Cláusula 10.ª
Promoções e acessos
Constitui promoção ou acesso a passagem de um trabalhador à classe superior da mesma categoria ou mudança
para outro serviço de natureza hierárquica a que corresponda uma escala de retribuição mais elevada.
Cláusula 11.ª
Promoções obrigatórias
1 — Salvo quando tiver optado pela faculdade prevista
no n.º 5 da cláusula 9.ª, ingressando em praticante, o apren-
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diz que tenha terminado o seu período de aprendizagem
ascende a pré-oficial.
2 — Os pré-oficiais e os praticantes ao fim de dois anos
na categoria terão acesso à categoria de oficial de 3.ª
3 — Os oficiais de 3.ª ao fim de três anos de permanência na categoria terão acesso à categoria de oficial de 2.ª
4 — Os oficiais de 2.ª ao fim de três anos de permanência na categoria terão acesso à categoria de oficiais de 1.ª,
salvo se a entidade patronal comprovar por escrito a inaptidão do trabalhador.
5 — No caso de o trabalhador não aceitar a prova apresentada pela empresa, nos termos do número anterior para
a sua não promoção, terá direito a exigir um exame profissional, a efectuar no seu posto de trabalho, de acordo com
as suas funções habituais e usuais na especialidade.
6 — Os exames a que se refere o número anterior serão
efectuados por um júri composto por dois elementos: um
em representação do trabalhador e outro em representação
da entidade patronal.
7 — No caso de o júri previsto no número anterior não chegar a acordo em relação ao resultado do exame, caberá ao trabalhador mais qualificado na empresa a decisão final do exame,
sendo esta aceitação obrigatória para ambas as partes.
8 — Os oficiais de 1.ª ao fim de três anos de permanência na categoria terão acesso à categoria de oficial principal
no caso de existir a vaga respectiva.
§ único. É obrigatória a existência de um oficial principal sempre que na empresa existam quatro ou mais oficiais,
pré-oficiais e ou praticantes.
Cláusula 12.ª
Trabalhadores estrangeiros
Na ocupação de trabalhadores estrangeiros será obrigatoriamente observada a igualdade de tratamento, em
particular, no tocante à retribuição e outros benefícios
económicos, relativamente a trabalhadores portugueses
que, na empresa, tenham categoria e funções idênticas.
Cláusula 13.ª
Quadros de pessoal
As entidades patronais procederão, de acordo com a legislação em vigor, à elaboração e envio dos mapas de quadro
de pessoal para as entidades oficiais do qual enviarão cópia
para a organização sindical outorgante desta convenção, bem
como o afixarão em lugar bem visível no local de trabalho.
CAPÍTULO II
Prestação do trabalho
2 — O período de trabalho diário deve ser interrompido
por um período de descanso que não poderá ser inferior
a uma hora nem superior a duas, de modo que os trabalhadores não prestem mais de cinco horas de trabalho
consecutivo, ou quatro horas e meia, tratando-se de trabalhadores menores.
Cláusula 15.ª
Trabalho suplementar
1 — Considera-se trabalho suplementar todo aquele que
é prestado fora do horário de trabalho.
2 — O trabalho suplementar só pode ser prestado quando
as entidades patronais tenham de fazer face a acréscimos
eventuais de trabalho que não justifiquem a admissão de
trabalhadores, bem assim como em casos de força maior
ou quando se torne indispensável para prevenir ou reparar
prejuízos graves para a empresa ou para a sua viabilidade.
3 — A prestação de trabalho suplementar tem de ser
prévia e expressamente determinada pela entidade empregadora, sob pena de não ser exigível o respectivo pagamento.
4 — As entidades empregadoras devem possuir um
livro onde, com o visto de cada trabalhador, serão registadas as horas de trabalho suplementar, antes e após a sua
prestação.
5 — O trabalho suplementar prestado nos dias de descanso semanal e em dia de feriado confere ao trabalhador
o direito a descansar num dos três dias úteis seguintes, seja
qual for a duração do trabalho executado.
6 — O trabalho prestado em continuidade de serviço
depois das 20 horas dá direito ao trabalhador a descansar
igual período de tempo no dia imediato.
7 — Nenhum trabalhador pode realizar mais que duas
horas consecutivas de trabalho suplementar e 120 horas/
ano, salvo nos casos de iminência de prejuízos graves e
casos de força maior.
8 — O trabalho suplementar é vedado aos menores e a
mulheres durante o período de gravidez e amamentação.
9 — Nenhum trabalhador pode ser obrigado a prestar
trabalho suplementar, desde que havendo motivos atendíveis expressamente os invoquem.
Cláusula 16.ª
Descanso compensatório
1 — A prestação de trabalho suplementar em dia útil,
confere aos trabalhadores o direito a um descanso compensatório remunerado, correspondente a 25 % do número
horas de trabalho suplementar realizado.
2 — O descanso compensatório vence-se quando perfizer um número de horas igual ao período normal de trabalho diário e deve ser gozado num dos 90 dias seguintes.
SECÇÃO I
Cláusula 17.ª
Duração do trabalho
Trabalho nocturno
Cláusula 14.ª
Horário normal de trabalho
1 — O período normal de trabalho terá a duração máxima semanal de 40 horas repartindo-se por cinco dias de
segunda-feira a sexta-feira.
1 — Considera-se nocturno o trabalho prestado no período que decorre entre as 20 horas de um dia e as 7 horas
do dia seguinte.
2 — O trabalhador tem direito a descansar, pelo menos,
duas horas após um período de quatro horas de trabalho
nocturno contínuo, com direito a igual remuneração.
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SECÇÃO II
3 — O pagamento do trabalho suplementar deverá ser
efectuado até ao fim da 1.ª semana do mês seguinte àquele
em que foi prestado, mediante recibo correctamente discriminado.
Remuneração do trabalho
Cláusula 18.ª
Remunerações mínimas mensais
Cláusula 23.ª
As remunerações mínimas mensais garantidas aos trabalhadores abrangidos por este contrato são as que constam
do anexo II, de acordo com o respectivo enquadramento
profissional.
Retribuição do trabalho nocturno
Cláusula 19.ª
Retribuições dos trabalhadores que exerçam
funções inerentes a diversas categorias
Quando algum trabalhador exerça, com