SECRETARIA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR
FACULDADE DE MEDICINA DE MARÍLIA
HOSPITAL DAS CLÍNICAS – UNIDADE MATERNO INFANTIL
RELATÓRIO DE ATIVIDADES
HOSPITAL MATERNO INFANTIL
2009
MARÍLIA - SP
2
Diretor Geral da Famema – Prof. Dr. José Augusto Alves
Ottaiano
Vice- Diretor: Prof. Dr. Paulo Roberto Teixeira
Michelone
Diretora Técnica – Profa. Marilda Siriani de Oliveira
Equipe de Gestão
Prof. Antonio Carlos Ribeiro
Prof. Márcio Mielo
Profa. Dra. Maria Cristina M. Capel Laluna
Enfa. Vanessa Baliego
“O cuidado, de forma idealizada, recebido/vivido pelo paciente é somatório de um
grande número de pequenos cuidado parciais que vão se complementando, de maneira
mais ou menos consciente e negociada, entre os vários cuidadores que circulam e
produzem a vida no hospital. Assim uma complexa trama de atos, de procedimentos, de
fluxos, de rotinas, de saberes, num processo dialético de complementação, mas também
de disputa, vão compondo o que entendemos como cuidado em saúde. A maior ou
menor integralidade da atenção recebida resulta, em boa medida, da forma como se
articulam as práticas dos trabalhadores do hospital”. (L.C.O. Cecílio, Merhy. E.E,
2003)
Relatório elaborado pela:
Equipe Técnica e de Gestão
Unidade Hospitalar Materno Infantil
3
Sumário
1. INTRODUÇÃO...............................................................................................................................
2. GESTÃO...........................................................................................................................................
2.1. Equipe................................................................................................................................
2.2. Modelo de Cuidado............................................................................................................
2.3. Indicadores de Atenção Hospitalar e Ambulatorial...........................................................
3. ATENÇÃO À SAÚDE DA CRIANÇA..........................................................................................
3.1. Atenção na Enfermaria de Pediatria..................................................................................
3.2. Atenção na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal..........................................................
3.3. Atenção na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica........................................................
3.4. Atividades Socioculturais..................................................................................................
4. ATENÇÃO À SAÚDE DA MULHER...........................................................................................
4.1. Atenção Obstétrica.............................................................................................................
4.2. Atenção Ginecologia e Obstétrica na Enfermaria.............................................................
5. ATENÇÃO À SAÚDE MENTAL..................................................................................................
5.1. Ambulatório de Saúde Mental...........................................................................................
5.2. Oficina Terapêutica...........................................................................................................
5.3. Centro de Atenção Psicossocial-CAPS-Ad.......................................................................
5.4. Psicologia Hospitalar.........................................................................................................
6. ATENÇÃO À SAÚDE OFTALMOLÓGICA...............................................................................
7. NÚCLEO DE EPIDEMIOLOGIA HOSPITALAR.....................................................................
7.1. Vigilância Epidemiológica................................................................................................
7.2. Serviço de Controle de Infecção Hospitalar......................................................................
8. ATIVIDADES TÉCNICAS DE APOIO AO CUIDADO.............................................................
8.1. Núcleo de Acolhimento.....................................................................................................
8.2. Unidade de Alimentação e Nutrição..................................................................................
8.3. Serviço de Fisioterapia......................................................................................................
8.4. Serviço de Farmácia Hospitalar.........................................................................................
8.5. Serviço de Processamento de Roupas.................................................................................
8.6. Serviço de Higiene Hospitalar...........................................................................................
8.7. Unidade de Produção “Centro Cirúrgico”.........................................................................
8.8. Serviço de Imagem............................................................................................................
8.9. Laboratório de Patologia Clínica.......................................................................................
9. ATIVIDADES ACADÊMICAS......................................................................................................
10. ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PERMANENTE/CONTINUADA E EXTENSÃO.............
11. ATIVIDADES DE APOIO ADMINISTRATIVO......................................................................
11.1. Faturamento de Serviços Particulares/convênios............................................................
11.2. Serviço de Zeladoria........................................................................................................
11.3. Divisão de Manutenção...................................................................................................
11.4. Serviço de Transporte......................................................................................................
12. PROJETOS, GRUPOS DE TRABALHOS E COMISSÕES ESPECIAIS..............................
12.1.Grupo de Controle do Tabagismo no Ambiente Hospitalar.............................................
12.2. Comissão Multidisciplinar da Iniciativa Hospital Amigo da Criança.............................
12.3. Grupos de Curativos........................................................................................................
12.4. Grupo de Apoio à Sistematização....................................................................................
12.5. Grupo de Prevenção de Infecção Relacionada a Cateter.................................................
12.6. Comissão de Investigação de Óbito Materno Infantil.....................................................
13. CONTROLE SOCIAL..................................................................................................................
14. PROJETOS DE DESTAQUE – MARCAS DA GESTÃO.........................................................
14.1. Projeto Coração de Criança.............................................................................................
14.2. Avaliação com Classificação de Risco na Unidade de Urgência....................................
04
05
05
07
08
17
17
18
22
24
27
27
30
31
31
31
32
32
33
34
34
39
40
40
47
48
51
52
55
57
57
58
59
60
67
67
72
73
78
79
79
82
84
84
85
86
86
87
87
89
4
1. INTRODUÇÃO
A Unidade Materno Infantil do Hospital das Clínicas – HCII, Unidade do complexo assistencial
da Faculdade de Medicina de Marília – Famema integra a Rede de Atenção à Saúde da área de
abrangência da Diretoria Regional de Saúde de Marília – DRS IX, compreendendo 05
microrregiões (Marília, Assis, Ourinhos, Tupã e Adamantina) com 62 municípios que totalizam
uma população de 1.096.347 habitantes.
Figura 1. Distribuição das
Diretorias Regionais de Saúde
do Estado de São Paulo.
Constitui-se em um cenário privilegiado de formação graduada e pós-graduada em medicina e
enfermagem, além de possibilitar a realização de pesquisas no campo da atenção.
Realiza ações de cuidado individual e coletivo, nas áreas de Atenção à Saúde da Criança,
Mulher, Mental e Oftalmológica.
Na área de Atenção à Saúde da Criança presta cuidado ambulatorial e de internação clínicocirúrgica, incluindo ações de Terapia Intensiva a neonatos e crianças até 14 anos.
Na área de Atenção à Saúde da Mulher presta cuidado ambulatorial e de internação clínicocirúrgica nas especialidades obstétrica e ginecológica, constituindo-se em referência regional
para Gestação de Alto Risco.
Desde 2002 integra a Rede de Hospitais “Amigo da Criança” do Ministério da Saúde,
desenvolvendo ações estabelecidas pelo programa, com ênfase no estímulo à amamentação e ao
parto humanizado.
5
Na área de Atenção à Saúde Mental, presta cuidado ambulatorial através do Ambulatório
Especializado de Psiquiatria e o Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e Drogas (CAPS-ad).
Conta ainda com a Unidade Oftalmológica, que realiza ações de cuidado especializado à saúde
ocular, incluindo transplante de córnea.
Neste ano, a equipe técnica e de gestão da Unidade Materno Infantil tem muito a comemorar.
Alcançou o 3º lugar no ranking dos 10 melhores hospitais públicos do Estado de São Paulo,
numa pesquisa feita junto aos usuários, conduzida pela Secretaria de Estado da Saúde. O
levantamento ouviu, por meio de um questionário, 60,2 mil pacientes que passaram por
internações e exames em cerca de 500 estabelecimentos de saúde conveniados à rede pública
paulista, nos meses de novembro e dezembro de 2007 e abril e junho de 2008. Foram eleitos
vencedores os hospitais que tiveram maior pontuação média entre as unidades que tiveram mais
de 100 respostas encaminhadas pelos usuários. Este processo teve como objetivo monitorar a
qualidade do atendimento e a satisfação do usuário, reconhecer os bons prestadores, identificar
possíveis irregularidades e ampliar a capacidade de gestão eficiente da saúde pública. Na
pesquisa foram avaliados o grau de satisfação com o atendimento recebido pelos pacientes,
nível do serviço e dos profissionais que prestaram o atendimento, qualidade das acomodações e
tempo de espera para a internação. Para a classificação das maternidades também foram
incluídas perguntas sobre humanização do parto.
Figura 2. Direção da Famema recebe o
Prêmio do HMI como 3º melhor hospital
público do Estado de São Paulo.
2. GESTÃO
2.1. Equipe
Em agosto deste ano assumiu a Gestão da Unidade uma equipe formada por dois profissionais
médicos, professores da Disciplina de Administração e Planejamento em Saúde, uma
profissional enfermeira que assumiu a Coordenação da Unidade de Urgência no mês de outubro,
uma profissional enfermeira, professora atuando nas Disciplinas de Enfermagem Clínica e
6
Administração Aplicada à Enfermagem. Estes profissionais se somaram ao Assistente Técnico
da Unidade, profissional enfermeiro, professor da Disciplina de Educação em Ciências da
Saúde, e constituíram a Equipe de Gestão da Unidade Hospitalar Materno Infantil.
A proposta de trabalho desta equipe é uma gestão democrática, colegiada, envolvendo todas as
chefias e trabalhadores no processo de aprimoramento das práticas e saberes no campo do
cuidado hospitalar.
A Equipe de Gestão propõe um novo modelo de operar o cuidado, com ênfase na integralidade
como eixo da gestão hospitalar, utilizando como estratégia para a qualificação da assistência
hospitalar a “Gestão da Clínica” concebida a partir de alguns elementos estruturantes como a
não dissociação entre a gestão e cuidado, a progressiva autonomia e responsabilização das
equipes de cuidado, o estabelecimento de objetivos, metas e indicadores relativos ao cuidado e o
alinhamento de diretrizes clínicas e/ou protocolos, baseada em uma visão clínica ampliada e
centrada nas necessidades do paciente.
O modelo de gestão da clínica1 possibilita:
Aprimorar a organização hospitalar orientando o processo de cuidado no sentido da atenção
integral ao paciente, de forma humanizada;
Envolver de forma coordenada e sistematizada os profissionais de saúde na gestão dos
recursos dos hospitais a que pertencem;
Utilizar instrumental da gestão para a construção de processos gerenciais no cuidado à
saúde, buscando descentralização, autonomia com co-responsabilidade, por meio de um
processo de contratualização interna;
Construir uma cultura de comunicação efetiva com dispositivos de socialização de
informação, sempre com foco na gestão do cuidado ao paciente;
Construir protocolos, fluxogramas e diretrizes clínicas baseadas em evidências científicas e
princípios éticos;
Desenvolver capacidades de liderança das equipes de gestão do hospital, em todos os
âmbitos, para coordenar e facilitar as mudanças; e
Construir uma cultura de avaliação permanente, individual e institucional, com critérios
claramente estabelecidos.
1
Gestão da Clínica nos Hospitais do SUS, IEP/Hospital Sírio Libanês.
7
A Gestão terá um papel fundamental na organização de processos de gestão participativa e de
apoio para que os profissionais das equipes compreendam os recursos necessários para garantir
a qualidade do cuidado em saúde, desenvolvendo arranjos de Educação Permanente que
possibilitem a reflexão sobre os processos de trabalho e a produção de mudanças necessárias
para aumentar graus de eficácia, eficiência e efetividade que permitam a particularização da
atenção, sem fragmentação do cuidado, com responsabilização e vínculo com os pacientes
acompanhados.
2.2. Modelo de Cuidado
Baseando em modelos que vem sendo desenvolvidos por alguns autores2, o cuidado proposto
pela Equipe de Gestão no Hospital Materno Infantil, com a integralidade como eixo, precisa ser
concebido sob duas dimensões:
O cuidado como síntese de múltiplos cuidados; e
O hospital no “sistema de saúde”.
Na primeira dimensão entende-se que o cuidado integral ocorreria a partir de uma combinação
flexível de tecnologias duras, leve-duras e leves3. “Tecnologia” e “Humanização” combinadas,
no desafio de adotar o “lugar” do paciente e suas necessidades singulares como ponto de partida
para qualquer intervenção hospitalar.
Na segunda dimensão, pensar o hospital no “sistema de saúde” como uma estação pela qual
circulam os mais variados tipos de pessoas, portadoras das mais diferentes necessidades, em
diferentes momentos de suas vidas singulares e não na forma tradicional, qual seja, o hospital
como referência em determinadas situações de maior complexidade ou gravidade.
A proposta para um “novo olhar” do cuidado no Hospital Materno Infantil, passa por uma
estratégia gerencial de construção de linhas de produção de cuidado. Constitui-se em um novo
arranjo que possibilita criar mecanismos de coordenação das práticas cotidianas do hospital de
forma mais articulada, “leve”, com canais de comunicação mais definidos, mais solidária, mais
democrática, menos “ruídos”, em particular a coordenação da prática dos vários profissionais
2
3
Luiz Carlos de Oliveira Cecílio e Emerson Elias Merhy, 2003.
Tecnologias duras: aquelas ligadas a equipamentos, procedimentos; tecnologias leve-duras: aquelas
decorrentes do uso de saberes bem estruturados, como a Clínica e a Epidemiologia; tecnologias leves:
aquelas relacionais, no espaço intersubjetivo do profissional de saúde e paciente (Emerson Merhy, 2002).
8
envolvidos no cuidado. Modificações no organograma hospitalar precisam ser realizadas, se for
adotada a coordenação por linhas de cuidados.
A gestão do hospital centrada no cuidado deve aprender a trabalhar, de forma radical, o hospital
como apenas uma das “estações” da rede de cuidado. Para tanto são necessários processos de
negociação com outros atores extra-hospitalares, em particular com as Secretarias Municipal e
Estadual de Saúde.
2.3. Indicadores de Atenção Hospitalar e Ambulatorial
2.3.1. Indicadores de Atenção Hospitalar
2.3.1.1. Maternidade, Berçário Conjunto e Ginecologia
Os indicadores foram construídos considerando uma capacidade operacional de:
16 leitos de Obstetrícia e Alojamento Conjunto; e
12 leitos de Ginecologia até o mês de junho e após 11 leitos.
Tabela 1. Indicadores Hospitalares da Maternidade, Berçário Conjunto e Ginecologia,
referentes ao período de novembro de 2008 a Outubro de 2009.
Indicador
Hospitalar
Número de
Internações
Percentual de
Ocupação
Média de
Permanência
Intervalo de
Substituição
Giro de
Rotatividade
Taxa de
Mortalidade
Mortalidade
Institucional
Maternidade
Berçário Conjunto
Ginecologia
1.029
890
1.009
80,38
36,20
83,14
3,33
2,12
2,82
0,81
3,74
0,57
88,0
62,31
107,45
0,07
0,50
0,08
0,07
0,00
0,08
Fonte: Sistema de Informação Hospitalar/NTI-Famema
9
Gráfico 1. Evolução da Taxa de Ocupação, segundo mês, na Maternidade, Berçário Conjunto e
Ginecologia, no período de novembro de 2008 a outubro de 2009.
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
Maternidade
Berçário Conjunto
ou
t/ 0
9
/0
9
se
t
ag
o/
09
ju
l/0
9
ju
n/
09
m
ai
/0
9
ab
r/0
9
fe
v/
09
m
ar
/0
9
ja
n/
09
de
z/
08
no
v/
08
0
Ginecologia
Fonte: Sistema de Informação Hospitalar/NTI-Famema
É possível observar no período uma tendência de aumento na Taxa de Ocupação da
Ginecologia. Já na Obstetrícia é uma tendência de queda e no Berçário uma discreta queda.
2.3.1.2. UTI Neonatal, UTI Pediátrica e Berçário Intermediário
Os indicadores foram construídos considerando uma capacidade operacional de:
08 leitos na UTI Neonatal;
04 leitos na UTI Pediátrica; e
09 leitos no Berçário Intermediário até o mês de julho de 2009. Após 08 leitos.
A UTI Pediátrica iniciou seu funcionamento em 17 de outubro de 2008 e teve seu
credenciamento junto ao Ministério da Saúde efetivado em setembro de 2009. Tem uma
capacidade planejada de 07 leitos e foi viabilizada com recursos em sua maioria da Sociedade
organizada do Município e Região.
Figura 3. Foto da UTI Pediátrica
no dia da inauguração.
10
Tabela 2. Indicadores Hospitalares da UTI Neonatal, UTI Pediátrica e Berçário Intermediário,
referentes ao período de novembro de 2008 a outubro de 2009.
Indicador
Hospitalar
Número de
Internações
Percentual de
Ocupação
Média de
Permanência
Intervalo de
Substituição
Giro de
Rotatividade
Taxa de
Mortalidade
Mortalidade
Institucional
UTI Neonatal
UTI Pediátrica
169
118
Berçário
Intermediário
49
85,03
38,01
74,49
7,81
2,55
9,02
1,37
4,15
3,09
39,75
54,50
30,13
11,01
6,42
0,00
6,92
3,67
0,00
Fonte: Sistema de Informação Hospitalar/NTI-Famema
Gráfico 2. Evolução da Taxa de Ocupação, segundo mês, na UTI Neonatal e Berçário
Intermediário, no período de novembro de 2008 a outubro de 2009.
120
100
80
60
40
20
0
nov/08 dez/08
jan/09
fev/09
mar/09
abr/09
UTI Neonatal
Linear (UTI Neonatal)
mai/09
jun/09
jul/09
ago/09
set/09
out/09
Berçário Intermediário
Linear (Berçário Intermediário)
Fonte: Sistema de Informação Hospitalar/NTI-Famema
É possível observar no período uma tendência de queda nas taxas de ocupação de ambas as
Unidades de Produção, porém mais acentuada na UTI Neonatal.
11
2.3.1.3. Enfermaria Geral, de Pediatria e Pediatria de Urgência
Tabela 3. Indicadores Hospitalares da Enfermaria Geral, de Pediatria e Pediatria de Urgência,
referentes ao período de novembro de 2008 a Outubro de 2009.
Indicador
Hospitalar
Número de
Internações
Percentual de
Ocupação
Média de
Permanência
Intervalo de
Substituição
Giro de
Rotatividade
Taxa de
Mortalidade
Mortalidade
Institucional
Enfermaria
Geral
1.681
Enfermaria de
Pediatria
872
Pediatria de
Urgência
870
82,24
76,89
29,70
1,79
4,38
0,61
0,39
1,32
1,44
167,82
64,08
178,0
0,11
0,07
0,00
0,05
0,07
0,00
Fonte: Sistema de Informação Hospitalar/NTI-Famema
2.3.2. Indicadores de Atenção Ambulatorial
2.3.2.1. Ambulatório de Pediatria
Tabela 4. Distribuição Percentual de Consultas Médicas realizadas no Ambulatório de
Pediatria segundo especialidades. HMI, novembro de 2008 a outubro de 2009.
Especialidades
Número
%
Cirurgia Infantil
2.366
30,85
Gastroenterologia Infantil
1.501
19,57
Neurologia Infantil
868
11,32
Cardiologia Infantil
828
10,80
Pneumologia Infantil
518
6,75
Clinica Pediátrica
508
6,62
Imunologia Infantil
456
5,95
Neonatologia
399
5,20
Endocrinologia Infantil
226
2,95
Total
7.670
100,00
Fonte: Sistema de Informação Hospitalar/NTI-Famema
12
Gráfico 3. Evolução do Número de Consultas de Pediatria Geral e Especialidades, segundo
mês, no período de novembro de 2008 a outubro de 2009.
1000
800
600
400
200
0
nov/08 dez/08
jan/09
fev/09
mar/09
abr/09
Nº Consultas
mai/09
jun/09
jul/09
ago/09
set/09
out/09
Linear (Nº Consultas)
Fonte: Sistema de Informação Hospitalar/NTI-Famema
2.3.2.2. Ambulatório de Gineco-Obstetrícia
Tabela 5. Distribuição Percentual de Consultas Médicas realizadas no Ambulatório de Saúde
da Mulher segundo especialidades. HMI, novembro de 2008 a outubro de 2009.
Especialidades
Número
%
Ginecologia Geral
7.687
66,7
Onco Ginecologia
2.162
18,7
Obstetrícia
1.689
14,6
Total
11.538
100,00
Fonte: Sistema de Informação Hospitalar/NTI-Famema
13
Gráfico 4. Evolução do Número de Consultas de Gineco-Obstetrícia, segundo mês, no período
de novembro de 2008 a outubro de 2009.
1200
1050
900
750
600
450
300
150
0
nov/08 dez/08
jan/09
fev/09
mar/09
abr/09
Nº Consultas
mai/09
jun/09
jul/09
ago/09
set/09
out/09
Linear (Nº Consultas)
Fonte: Sistema de Informação Hospitalar/NTI-Famema
2.3.2.3. Ambulatório de Saúde Mental
Tabela 6. Distribuição Percentual de Atendimentos realizados no Ambulatório de Saúde
Mental segundo procedimento. HMI, novembro de 2008 a outubro de 2009.
Procedimento
Número
%
Consulta Médica
14.732
47,6
Serviço Social
555
1,8
Psicologia
3.262
10,5
Terapia Ocupacional
400
1,3
Oficina Terapêutica
33
0,1
CAPSad
9.394
30,4
CAPSad – Urgência
2.559
8,3
Total
30.935
100,0
Fonte: Sistema de Informação Hospitalar/NTI-Famema
14
2.3.2.4. Exames de Imagem
Tabela 7. Distribuição Percentual de Exames de Imagem segundo tipo.
HMI, novembro de 2008 a outubro de 2009.
Tipo
Número
%
Radiodiagnóstico Simples
22.477
69,7
Exames Especializados
3.141
9,7
Radiodiagnóstico Contrastado
247
0,8
Ultra-sonografia
6.368
19,8
Total
32.233
100,0
Fonte: Sistema de Informação Hospitalar/NTI-Famema
2.3.2.5. Outras Diagnoses
Tabela 8. Distribuição Percentual de Diagnoses segundo tipo.
HMI, novembro de 2008 a outubro de 2009.
Tipo
Número
%
Diagnose em Cardiologia
2.591
94,0
Diagnose em Gastroenterologia
03
0,1
Diagnose em Pneumologia
66
2,4
Diagnose em Urologia
97
3,5
Total
2.757
100,0
Fonte: Sistema de Informação Hospitalar/NTI-Famema
2.3.3. Indicadores de Atenção em Urgência
15
Tabela 9. Distribuição Percentual de Atendimentos de Urgência segundo especialidade.
HMI, novembro de 2008 a outubro de 2009.
Tipo
Número
%
Pediatria
34.469
73,7
Ginecologia
4.453
9,5
Obstetrícia
7.880
16,8
Total
46.802
100,0
Fonte: Sistema de Informação Hospitalar/NTI-Famema
Gráfico 5. Evolução do Número de Consultas de Urgência.
HMI, novembro de 2008 a outubro de 2009.
6000
5000
4000
3000
2000
1000
Nº Consultas
Fonte: Sistema de Informação Hospitalar/NTI-Famema
ou
t/ 0
9
9
ag
o/
09
se
t/0
9
ju
l /0
09
ju
n/
/0
9
m
ai
/0
9
09
r/0
9
ab
m
ar
fe
v/
8
n/
09
ja
z/
0
de
no
v/
08
0
Linear (Nº Consultas)
16
Gráfico 6. Distribuição Percentual de Atendimentos de Urgência
Ginecológica, segundo as cinco principais causas no período de novembro
de 2008 a outubro de 2009.
4,85%
Outros transtornos do trato urinário
13 , 2 3 %
4,88%
Menstruação excessiva, frequente e
irregular
Dor e outras afecções associadas
com os órgãos genitais femininos
Outros estados pós-cirúrgicos
7,86%
Outros sangramentos anormais do
útero e da vagina
7,98%
No ta : As de m a is c a us a s po s s ue m po rc e nta ge m a ba ixo de 4%.
F o nte : NTI - F a m e m a .
Gráfico 7. Distribuição Percentual dos Atendimentos de Urgência
Obstétrica, segundo as seis principais causas, no período de novembro de
2008 a outubro de 2009.
Supervisão de gravidez normal
5,15%
4,06%
3,47%
36,98%
6,29%
Infecções do trato geniturinário na
gravidez
Assistência materna por outras
complicações
Outras doenças da mãe, COP, mas
que complicam a gravidez
Hemorragia do início da gravidez
11,64%
No ta: A s demais causas possuem porcentagem abaixo de 3,10%.
Fo nte: NTI-Famema.
Aborto não especificado
17
Gráfico 8. Distribuição Percentual dos Atendimentos de Urgência Pediátrica
segundo as dez principais causas, no período de novembro de 2008 a outubro de
2009.
3,50%
3,49%
Nasofaringite aguda [resfriado
comum]
Diarreia e gastroent. de origem
infec.presumível
Infec. agudas das vias aéreas
superiores de localizações múltiplas
Traumatismo intracraniano
7,86%
3,59%
6,59%
Amigdalite aguda
3,83%
4,48%
4,68%
4,89%
6,20%
Febre de origem desconhecida
Náusea e vômitos
Sinusite aguda
Nota: As demais causas possuem porcentagem abaixo de 3,03%.
Fonte: NT I-Famema.
Pneumonia por microorganismo nao
esp.
Asma
3. ATENÇÃO À SAÚDE DA CRIANÇA
3.1. Atenção na Enfermaria de Pediatria
O cuidado à criança internada tem sido uma responsabilidade compartilhada pela Equipe
Multiprofissional da Pediatria que discute as necessidades de saúde das crianças internadas e
conduzem o processo terapêutico intra e extra hospitalar. Os encontros da equipe são semanais e
registrados em ata.
A Equipe de Enfermagem, Serviço Social, Academia e Pedagogia Hospitalar desenvolveram
encontros com as Mães e/ou Acompanhantes das crianças internadas, atividades estas também
registradas em atas.
Figura 4. Foto de um
Encontro realizado.
18
São realizados ainda encontros periódicos com a equipe de Auxiliares de Enfermagem com
registro em livro - ata.
A gerente da Unidade participa da Comissão de Acolhimento dos estudantes com o objetivo de
apoiar o estudante, socializando as rotinas do cuidado prestado na enfermaria, buscando a
inserção do mesmo na equipe e a qualificação do cuidado à criança internada. Foram realizados
02 encontros para organização no mês de janeiro e 05 atividades de Acolhimento aos estudantes
de medicina e enfermagem.
Com relação às mudanças na equipe foi inserida mais uma profissional pediatra especialista em
pneumologia, assistente de ensino, no mês de fevereiro.
Além disto, foram reorganizadas as atividades dos profissionais de forma a garantir o
atendimento noturno às intercorrências na enfermaria.
Para melhoria dos processos na Enfermaria foi desenvolvido um complemento do Manual de
Normas e Rotinas no Modelo de Procedimento Operacional na rotina do Carrinho de
Emergência e das Caixas de Urgência.
A Enfermaria da Pediatria vem passando por um processo de reforma, com troca de pisos,
reforma de banheiros, ampliação do posto de enfermagem, remodelação da brinquedoteca,
melhorando a ambiência e possibilitando um melhor fluxo da equipe, pacientes e
acompanhantes resultando na qualificação do cuidado prestado.
3.2. Atenção na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal
3.2.1. Estrutura Física
Ocorreram mudanças na estrutura física, quais sejam:
Reforma da Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) e Berçário. Reestruturação do
ambiente com troca de piso, pintura nas paredes, mudança do tipo de lavatório, fraldário,
além da reforma de móveis;
Outro setor que sofreu reforma foi o isolamento com adequação do número de lavatórios
(02 – um para preparo do banho dos recém nascidos e outro para higienização das mãos dos
profissionais atuantes no setor), aquisição de prateleiras para armazenamento de roupas e
medicação e pintura nas paredes;
19
Reforma do hall de entrada da UTI Neonatal com mudança do local da porta de entrada e
tipo de porta (antes madeira agora vidro temperado);
Adequação da sala de prescrição médica e enfermagem com mobiliário em alvenaria para
melhor aproveitamento do espaço disponível, comportando assim a equipe de trabalho que
utiliza este espaço físico; e
Mudança do local do vestiário da equipe de trabalho e confecção de mobiliário em alvenaria
para acomodação dos pertences dos mesmos, conforme solicitação de adequação da
vigilância sanitária.
3.2.2. Equipamentos e Materiais
Foram adquiridos os seguintes equipamentos:
Monitor multiparamétrico – Dixtal 2022 (02 monitores). Solicitado frente à necessidade da
monitorização de recém nascidos com patologias complexas, pois este equipamento
disponibiliza a aferição de pressão arterial não invasiva, temperatura corpórea, oximetria de
pulso, cardioscopia e freqüência cardíaca. Assim, possibilitando diagnósticos diferenciais
dentre as patologias existentes na neonatologia;
Torpedo de óxido nítrico e controlador de fluxo: necessário em recém nascido com
hipertensão pulmonar persistente tendo impacto na redução do tempo de permanência e
morbi-mortalidade destes pacientes;
Substituição de dois oxímetros de pulso;
Início da utilização de cateter umbilical de poliuretano, próprio para o procedimento de
cateterismo umbilical, viabilizando aumento no número de dias de utilização do cateter,
diminuindo procedimentos invasivos, risco de infecção e conseqüentemente melhora da
qualidade da assistência (a compra deste material é realizada através da solicitação de
compra eventual dentro do cronograma estabelecido pelo setor de compras desta
instituição).
3.2.3. Equipe
As mudanças ocorridas na equipe neste período foram:
Adequação do número de funcionário, auxiliares de enfermagem, visando melhoria na
qualidade da assistência de enfermagem;
Profissional da fisioterapia exclusivo no período da manhã (06 horas) para UTI
Neonatal/UCI, visando diminuir tempo de exposição da criança ao oxigênio suplementar
tendo impacto, sobretudo na diminuição da retinopatia da prematuridade;
20
Introdução da terapia ocupacional no processo de trabalho (estágio voluntário), visando à
estimulação precoce no recém nascido e trabalhos manuais com as mães que permanecem
no hospital para amamentação;
Psicologia hospitalar atuando com o grupo dos pais visando melhor esclarecimento e
entendimento do processo de hospitalização dos recém nascidos. A Equipe da UTI Neonatal
reconhecendo a importância da presença dos pais na evolução do cuidado neonatal4 vem
desenvolvendo um programa que possibilita a participação ativa dos pais no cuidado
prestado pela Unidade.
Atualmente se reconhece a importância vital de uma relação estável e permanente durante os
primeiros anos de vida, mesmo quando o bebê é prematuro. As relações iniciais entre o bebê e
seus pais são consideradas como sendo o modelo de todas as relações sociais futuras.
No entanto, o bebê prematuro, logo ao nascer necessita ser separado de seus pais e ser cuidado
por um período mais ou menos longo pela equipe de saúde. Ao pensarmos neste bebê, devemos
lembrar que ele deve ter seu desenvolvimento afetivo preservado e, para que isso ocorra,
necessitará da presença de seus pais.
Com a separação de sua mãe ele será privado de tudo aquilo que um bebê nascido a termo
recebe ao nascer no que se refere aos cuidados parentais. No lugar de cuidados maternos e
paternos, o bebezinho prematuro necessitará de procedimentos invasivos: ele sentirá o odor dos
tecidos da incubadora, que não é o mesmo do corpo de sua mãe; não sentirá calor nesses
tecidos; inalará também o cheiro forte das substâncias usadas nos procedimentos indispensáveis,
bem como o sabão líquido com o qual lavamos as mãos.
A ligação afetiva entre os pais e um novo bebê não acontece da noite para o dia. Esta ligação
deve ser vista como um processo contínuo. No caso da internação em uma UTI Neonatal é
necessário que a Equipe de Saúde busque minimizar a separação deste com seus pais,
favorecendo a formação e o fortalecimento dos laços afetivos.
Os avanços em Neonatologia permitem que cada vez mais um bebê prematuro de muito baixo
peso seja salvo. Os profissionais que compõem esta equipe cada vez mais se preocupam com a
4
Atenção Humanizada ao Recém Nascido de Baixo Peso. Método Mãe Canguru / Secretaria de Políticas
de Saúde, Área de Saúde da Criança – Ministério da Saúde, Brasília, 2001.
21
qualidade de vida desses bebês. Eles se questionam sobre o que o bebê prematuro sente e o que
ele vive em uma UTI Neonatal.
Para que o desenvolvimento psíquico ocorra, é necessário cuidarmos do corpo do bebê sem nos
esquecermos da importância das interações entre o bebê e seus pais ou seus substitutos. Se o
bebê nascido a termo necessita de carinho, cuidados por parte de seus pais, o bebê prematuro
necessita mais ainda devido às suas condições, à dor, ao estresse.
Apesar de muito pequenos, os bebês prematuros exprimem a seu modo sua vivência interna. Os
profissionais que se ocupam dos bebês sabem que eles são capazes de manifestar prazer, dor, de
buscar contato e de fugir do contato quando não suportam o excesso de dor, de estimulação ou
de estresse.
A partir disto, podemos observar a importância da presença dos pais em uma UTI Neonatal,
visto que o bebê é capaz de sentir e beneficiar-se deste contato, diminuindo o sofrimento
causado por este período de separação.
3.2.4. Implantação de novas Ações e Serviços
Visando qualificar o trabalho ações foram desenvolvidas a saber:
Implantação do programa de centro de custo para avaliação da despesa individual de cada
recém nascido, com o objetivo de conhecer o custo de cada patologia e a possibilidade da
diminuição dos mesmos;
Implantação do uso de indicadores de qualidade de enfermagem para avaliação da qualidade
da assistência e posteriormente melhoria da mesma conforme avaliação dos dados;
A unidade possui protocolo de pesquisa de colonização fúngica, com intuito de melhor
levantamento da incidência de colonização fúngica nos recém nascidos prematuros abaixo
de 1.250g; e
A atuação dos profissionais da especialidade da fisioterapia e terapia ocupacional também
faz parte da implantação de novos serviços com impacto na otimização do serviço e
qualidade da assistência.
3.2.5. Rotinas e Protocolos
A Unidade tem Manual de Procedimento Operacional, de técnicas de enfermagem, disponível
para toda a equipe.
22
Está estabelecido fluxograma para: Berçário de Admissão; Alojamento Conjunto, Berçário de
Cuidados Intermediários; Berçário de Cuidados Especiais; Semi-Intensiva; Unidade de Terapia
Intensiva Neonatal e Setor de Isolamento.
Está construído e disponível para toda a equipe Protocolos de Conduta Médica nas seguintes
situações clínicas: Reanimação; Asfixia Perinatal; Tocotraumatismos; Alojamento Conjunto;
Critérios de Alta; Ambulatório de Médio e Alto Risco; Ultra-sonografia de Crânio; Projeto
Momento Notícia (Síndrome de Down); Alimentação Enteral; Aleitamento Materno; Nutrição
Parenteral; Doença Óssea da Prematuridade; Distúrbios da Glicose; Distúrbios do Cálcio;
Distúrbios do Magnésio; Distúrbios do Sódio; Distúrbios do Potássio; Acidose Metabólica;
Alcalose Metabólica; Icterícia; Anemia do Período Neonatal; Policitemia; Síndrome
Hemorrágica do RN; Síndrome do Desconforto Respiratório; Uso do Surfactante; Síndrome de
Aspiração de Mecônio; Hipertensão Pulmonar Persistente Neonatal; Doença Pulmonar Crônica;
Reconhecimento do RN com Cardiopatia; Persistência do Canal Arterial; Prostaglandinas;
Retinopatia da Prematuridade; Apnéia da Prematuridade; Insuficiência Renal Aguda; Secreção
Inapropriada de HAD; Hipertensão Arterial Neonatal; Hidropsia; Convulsão Neonatal; Controle
Clínico do Paciente Cirúrgico; Abordagem do RN de Risco para Sepsis; Enterocolite
Necrosante; Protocolo para o manejo da SIDA; Protocolo de Doenças Infecciosas em
Neonatologia (Infecção Fúngica, Sífilis Congênita, Síndrome da Rubéola Congênita,
Toxoplasmose, Citomegalovírus, Varicela Congênita, Tuberculose Congênita, Hepatite
Neonatal); Transporte Neonatal; Drogas no Período Neonatal; Fórmulas Lácteas.
3.3. Atenção na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica
A Unidade foi implantada em outubro de 2008, portanto completando um ano agora. Os
primeiros meses foram bastante conturbados, até acerto de todas as equipes envolvidas no
atendimento da UTI (médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, assistentes sociais e
psicólogos).
3.3.1. Equipe
3.3.1.1. Cuidado de Enfermagem
Foram desenvolvidas as seguintes atividades:
Implantação de protocolos, desde a admissão à condução das urgências;
Organização da UTI (medicações e equipamentos);
Padronização da diluição das drogas mais usadas habitualmente;
23
Iniciada discussão com a equipe de enfermagem para tentar solucionar os problemas
encontrados;
Definição de qual será a equipe permanente;
Iniciado programa de educação continuada, tentado diagnosticar as principais necessidades
da equipe; e
Participação da enfermagem nos grupos de trabalho (Comissão de Curativo, Procath, dentre
outras).
Ainda temos algumas dificuldades como: não há um enfermeiro fixo na UTI no plantão noturno,
o enfermeiro da nossa unidade também fica responsável por cobrir outras enfermarias o que
contraria as diretrizes da AMIB (Associação de Medicina Intensiva Brasileira).
Outras propostas e mudanças em estudo: treinamento em pós-operatório de cirurgia cardíaca e
seguimento da educação continuada, ampliação do horário de visitas, campanhas para lavagem
das mãos, diminuição do barulho dentro da unidade, dar continuidade à implantação dos
protocolos.
Faz-se necessário a discussão da gerência da UTI, pois atualmente quem responde é a
enfermeira do centro cirúrgico, porém ela fica sobrecarregada com trabalho não conseguindo
dar adequada atenção à UTI.
2.3.1.2. Cuidado Médico
As atividades desenvolvidas e/ou em desenvolvimento:
Implantação da visita às sextas feiras com todos os assistentes e demais profissionais
envolvidos. Essa troca de opiniões levou todos a crescimento profissional e reforço do
caráter multidisciplinar da unidade;
Retomada das discussões de óbitos ocorridos;
Implantação dos protocolos sendo que vários já foram discutidos e implantados;
Realização de duas visitas diárias na UTI com participação do residente e o assistente
responsável. É estimulada a participação da enfermagem, fisioterapia e nutrição;
Visita com CCIH às quintas feiras às 10h00;
Registro em livro de dados referentes à produção, anotando todas as internações, isso serve
para que se possa avaliar o serviço e facilitar a realização de trabalhos científicos;
Estudo sobre possíveis indicadores de qualidade a serem monitorados (Escores de
mortalidade PRISM e PELOD); e
24
Nesse ano se juntaram a equipe mais duas profissionais. Ambas tem formação sólida na área
de terapia intensiva pediátrica e tiveram participação importante em toda a implantação de
rotinas e protocolos.
3.3.1.3. Cuidado da Fisioterapia e Nutrição
Os profissionais de fisioterapia e nutrição participam ativamente nas visitas e discussões de
plano de cuidado, além de contribuírem com a construção dos protocolos.
3.3.1.4. Cuidado da Psicologia
A equipe de psicologia apesar de mostrar interesse tem como principal limitante o número
restrito de profissionais.
3.3.2. Ações Programadas
Em médio prazo estão programadas as seguintes ações buscando melhorar cada vez mais o
atendimento prestado pela UTI pediátrica:
Iniciar programa de residência médica em UTI pediátrica. Em 2010 daremos início ao
credenciamento do serviço como centro formador junta à AMIB;
Iniciar programa de iniciação científica com alunos da graduação e residentes. Todos os
assistentes deverão estar envolvidos em projetos de pesquisa;
Buscar vigilância constante em todos os processos de trabalho envolvidos na unidade.
Estabelecer métodos de avaliação da qualidade; e
Avaliar possibilidade de participação da família na rotina da UTI pediátrica, visando uma
assistência mais humanizada.
3.4. Atividades Socioculturais
3.4.1. Comemoração de datas
A Equipe da Pediatria organizou várias atividades com as crianças internadas e seus
acompanhantes, buscando confraternizar e reduzir o sofrimento das mesmas por estarem
afastadas do convívio com familiares e amigos. Abaixo algumas destas atividades.
3.4.1.1. Festa Julina “Arraiá da Pediatria” em 25 de junho.
25
Figura 5. Fotos da Festa Julina “Arraiá da Pediatria”.
3.4.1.2. 6ª Semana da Criança Dodói de 5 a 12 de outubro.
A 6ª Semana da Criança Dodói, iniciada no dia 5 de outubro, no Hospital Materno Infantil,
apresentou dança indiana com crianças de 1ª a 3ª série do ensino fundamental da escola estadual
Carlota de Negreiros Rocha.
O grupo de meninas encantou as demais crianças e as acompanhantes dos pacientes mirins. Ao
final, muitos aplausos e o convite para outras
apresentações.
Figura 6. Dança Indiana na 6ª Semana
da Criança Dodói do HMI.
3.4.2. Parcerias com a Comunidade
A Equipe da Pediatria através da Iniciativa Unificada da Pediatria - IUPE vem desenvolvendo
atividades com a comunidade organizada, na busca de recursos que possibilitem a melhoria do
cuidado às crianças atendidas na Unidade Materno Infantil, pelas diferentes Unidades de
Produção. Dentre elas destacamos algumas.
Desfile com presença da Miss Brasil: em parceria com a Casa da Amizade (Rotary Clube)
foi realizado Desfile de Moda na Chos Malal, no dia 29 de abril, às 20h, com a presença da
Miss Brasil. A renda (R$ 1.605,00) foi revertida para o projeto Iniciativa Unificada em
Pediatria do Hospital Materno Infantil da Famema.
26
Figura 7. Fotos do ato de entrega dos recursos revertidos para a IUPE.
Festa da Sobremesa: foi realizada a II Festa da Sobremesa Doce Ajuda, “eu posso!!!”, em
30 de maio.
Figura 8. Fotos da Festa de Sobremesa realizada pela Equipe da IUPE.
Bingo – Chá: realizado um bingo-chá beneficente, em 26 de setembro de 2009, no Iara
Clube, que apurou R$ 8.000,00 para a Unidade Materno Infantil.
4. ATENÇÃO À SAÚDE DA MULHER
27
4.1. Atenção Obstétrica5
A Unidade Materno Infantil constitui-se na referência loco-regional para Gestação de Alto
Risco. Para fazer frente a estas necessidades do SUS, conta com 16 leitos de Obstetrícia, 02
leitos de observação para Urgência Obstétrica, além de um Centro Obstétrico e um Ambulatório
direcionado à Gestação de Risco.
4.1.1. Estrutura Física
O Centro Obstétrico sofreu alterações em sua estrutura física, quais sejam:
Alteração do local da porta para as salas cirúrgicas, tornando ambiente restrito, dividindo
adequadamente sala de pré-parto, recuperação e salas cirúrgicas;
Mudança da porta de acesso ao Centro Obstétrico separando esta Unidade do Berçário,
diminuindo fluxo de pessoas na área privativa.
4.1.2. Equipamentos
Com relação à aquisição de equipamentos:
Aquisição de uma mesa cirúrgica ginecológica para sala de parto substituindo mesa antiga;
Aquisição de mesa ginecológica para exame clínico;
Substituição de 01 aparelho de ar condicionado da sala de parto para melhor acomodação da
gestante e equipe de trabalho durante o procedimento;
Aquisição de 01 computador para visualização de exames e produção de informações do
cuidado prestado pelo Centro Obstétrico;
Transferência dos equipamentos: carrinho de anestesia alocado no Centro Cirúrgico para o
Centro Obstétrico substituindo o atual da unidade sem possibilidade de uso devido ser
antigo; bisturi elétrico também alocado no Centro Cirúrgico para melhoria da qualidade da
assistência (diminuição de sangramento e agilidade do procedimento cirúrgico); e
Aquisição de um refrigerador, com recursos da Vigilância Epidemiológica, para
armazenamento da imunoglobulina e vacina da hepatite B, definindo localização da
administração das mesmas.
4.1.3. Equipe
5
Exercício de Avaliação de Planejamento em Saúde (EAPS) - Unidade de Prática Profissional da 4ª Série
do Curso de Enfermagem (UPP4)
28
Ocorreu mudança na equipe de profissionais, a saber:
Aumento na equipe de auxiliares de enfermagem (02) para adequação da equipe de trabalho
e melhoria na qualidade da assistência.
4.1.4. Produção
Importante destacar a implantação de um programa informatizado do Centro Obstétrico para
qualificação das informações acerca do cuidado prestado pela Unidade.
Gráfico 9. Produção de Procedimentos Obstétricos realizados no período de novembro de
2008 a outubro de 2009. Centro Obstétrico/HMI-Famema.
140
120
100
80
60
40
20
P. Obstétrico
ou
t/0
9
/0
9
se
t
ag
o/
09
ju
l/0
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n/
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v/
09
ja
n/
09
z/
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de
no
v/
08
0
Linear (P. Obstétrico)
Fonte: Centro Obstétrico/HMI-Famema
É possível observar uma tendência de queda no número de procedimentos, com média mensal
de 87 e média diária de 3 procedimentos.
4.1.5. Caracterização da Atenção Obstétrica
4.1.5.1. Equipe Multiprofissional da Maternidade
A equipe de saúde que atua na Maternidade compreende profissionais de Enfermagem,
Medicina, Psicologia, Nutrição, Serviço Social além dos funcionários dos serviços técnicos e
administrativos de apoio ao cuidado prestado, e estudantes de graduação de Enfermagem e
Medicina e pós-graduação (aprimorandos e residentes). Totaliza:
01 Enfermeira Gerente;
29
03 enfermeiras assistenciais;
13 Auxiliares de Enfermagem;
03 docentes médicos gineco-obstetras;
Equipe de Gineco-Obstetras, Enfermeiros e Auxiliares de Enfermagem que integram a
Equipe de Urgência de Ginecologia e Obstetrícia;
01 Psicóloga;
01 Nutricionista;
01 Assistente Social; e
Demais profissionais das Unidades de Apoio ao Cuidado.
4.1.5.2. Perfil da Clientela
Em um estudo realizado no final de 2008, foi possível Identificar que 49,8% da população
atendida na Maternidade é da faixa etária de 20 a 29 anos, 27,9% de 30 a 39 anos, 16,5% de 15
a 19 anos, 4,2% de 40 a 49 anos e 1,6% de 10 a 14 anos. São mulheres em sua maioria da raça
branca ou parda (73,6% e 21,4% respectivamente).
Um dado significativo é a freqüência de pacientes com idade entre 10 e 19 anos (18,1%) o que
pode ser explicado pelo fato do Hospital Materno-Infantil prestar assistência às gestantes de alto
risco e, de acordo com o Ministério da Saúde (2000), um dos fatores de risco na gravidez é
idade menor que 17.
Com relação ao estado civil, 37,3% das mulheres atendidas na Maternidade são casadas e 24,4%
solteiras. O restante se encaixa nas demais situações.
A religião informada corresponde a 72,6% de católicas e 21,4% de evangélicas. Mesmo com o
crescente movimento de mudança da sociedade para a religião evangélica, ainda há um
predomínio no número de católicos no Brasil, conforme apresentado anteriormente.
Com relação à escolaridade de nossa clientela, pudemos observar que 56,6% das mulheres têm o
1º Grau completo e 36,6% o 2º Grau completo. Apenas 2,1% das mulheres têm Curso Superior.
4.1.5.3. Morbidade
Das pacientes cuidadas na Maternidade, temos que:
29,9% - Parto Único espontâneo;
30
29,8% - Edema, Proteinúria e Doença Hipertensiva na Gravidez e Puerpério;
21,3% - Outras Complicações da Gravidez e do Parto; e
O restante das internações ou não foram classificadas ou estão no grupo de Outras.
A hipertensão é uma das complicações mais comuns da gravidez, ocorrendo em
aproximadamente 7% de todas as gestações, o que pode explicar tal freqüência na
população atendida.
4.1.5.4. Tipos de Parto
A elevada taxa de cesárea observada (60,4%) relaciona-se ao grande número de gestações com
intercorrências atendidas no serviço, devido a sua referência enquanto cuidado à gestação de
alto risco. Mas a Equipe da Maternidade precisa estabelecer uma meta a ser alcançada que varie
de 30 a 35%.
4.1.5.5. Nós Críticos Identificados
Há muito por melhorar principalmente em aspectos relacionados a(o):
Processo de trabalho da equipe, com destaque para comunicação;
A vinculação da equipe com a paciente;
Qualificação da Referência e Contra-referência com os demais serviços da Rede de
Cuidado;
Processos de Educação Permanente para a Equipe;
Número de auxiliar-técnicos de enfermagem; e
Falta de espaço que possibilite maior autonomia.
4.2. Atenção Ginecológica e Obstétrica na Enfermaria
4.2.1. Estrutura Física
Ocorreram as seguintes mudanças:
Separação dos postos de enfermagem da ginecologia e obstetrícia para melhor
referência das pacientes, definição de centro de custo e organização do fluxo dos
funcionários diminuindo stress e melhorando qualidade da assistência;
Mudança da sala de exame da enfermaria da ginecologia, saída do quarto dos
internos para outro local, sendo disponibilizado dois leitos que estavam
“bloqueados” devidos montagem desta sala;
31
Alteração da sala de ordenha em anexo à enfermaria da ginecologia, melhorando
acesso das mães a esta sala, porém a mesma encontra-se inadequada às normas da
vigilância sanitária. Há planejamento para que a mesma seja alocada dentro da
maternidade para melhor suporte do aleitamento materno.
4.2.2. Equipe
Ocorreram mudanças na equipe, a saber:
Ampliação da equipe através da contratação de pediatra (1), enfermeira (1), auxiliares de
enfermagem (3), para adequação do quadro e melhora na qualidade da assistência com
ênfase no aleitamento materno e orientação na alta hospitalar;
Substituição de duas auxiliares de enfermagem por inadequação de perfil.
As Unidades de Internação tem Manual de Procedimento Operacional de Técnicas de
Enfermagem.
5. ATENÇÃO À SAÚDE MENTAL
5.1. Ambulatório de Saúde Mental
As atividades ambulatoriais são desenvolvidas em 17 salas, atualmente insuficientes para
atender a demanda assistencial e de ensino de graduação e de residência médica.
O modelo de cuidado da equipe é ainda centrado no médico, havendo a necessidade de
incorporar na equipe o profissional enfermeiro, terapeuta ocupacional exclusivo para o
Ambulatório e um psiquiatra infantil.
Além disto, faz-se necessária a ampliação dos programas ambulatoriais, com foco nos
Transtorno de Personalidade.
5.2. Oficina Terapêutica
A expansão dos atendimentos está limitada pelo espaço físico e pelo número de profissionais e
as ações pouco diversificadas para a população masculina. A contratação de mais um Terapeuta
Ocupacional e uma artesã possibilitaria incrementar os atendimentos em 100%.
Tem como necessidade, na busca da qualificação do cuidado, articular com o Núcleo de
Acolhimento um fluxo que possibilite a evolução diária, com registro em prontuário, dos
pacientes assistidos.
32
Constitui-se em cenário de práticas para os estudantes de Terapia Ocupacional da UNESP.
5.3. Centro de Atenção Psicossocial – CAPS-Ad
O Centro de Atenção Psicossocial a Usuários de Substâncias Psicoativas (CAPS-ad) conta com
uma equipe constituída de assistente social, enfermeiros, médicos psiquiatras, psicólogos,
terapeuta ocupacional, auxiliares de enfermagem, monitora de Terapia Ocupacional,
recepcionista e legionário.
Realiza atendimentos de:
Acolhimento;
Consultas iniciais: médicas, enfermagem, psicologia, serviço social e terapia ocupacional;
Grupos terapêuticos com pacientes alcoolistas, tabagistas, usuários de drogas e casais;
Orientação familiar;
Diversas atividades socioculturais;
Terapia ocupacional (jardinagem, artesanato, esporte-recreativo);
Projeto “Sala de Leitura”;
Grupos de adolescentes de liberdade assistida, de familiares de adolescentes, de cidadania e
preservação ambiental, de atualidades, de sentimentos e de leitura;
Clube de cinema; e
Oficina cultural e de culinária.
Continuamos desenvolvendo atividades junto à comunidade como visitas, passeios e caminhada
diária.
5.4. Psicologia Hospitalar
5.4.1. Atividades de Rotina
O Serviço de Psicologia do Hospital Materno Infantil é constituído por uma equipe formada
de uma psicóloga contratada por 20 horas semanais e outra, com carga horária de 40 horas
semanais, associado ao treinamento em serviço de duas aprimorandas.
5.4.2. Produção
O setor de Psicologia Hospitalar no período realizou os atendimentos apresentados na tabela
abaixo.
33
Tabela 10. Atendimentos da equipe de Psicologia Hospitalar segundo Unidade de Produção,
no período de novembro de 2008 a outubro de 2009.
Unidade de Produção
Número
Percentual (%)
Enfermaria de Pediatria
369
26,2
Maternidade
299
21,2
UTI Neonatal
214
15,2
Ambulatório de Pediatria
206
14,6
Enfermaria de Ginecologia
168
11,9
Ambulatório de Oncoginecologia
48
3,4
Ambulatório de Gestação de Risco
43
3,0
UTI Pediátrica
23
1,6
Enfermaria de Particular/Convênios
21
1,5
Unidade de Urgência
20
1,4
Total
1.411
100,0
Fonte: Disciplina de Psicologia Hospitalar
5.4.3. Atividades de inovação, melhoria ou incremento
Não houve alterações e/ou inovações neste serviço no ano de 2009.
Vale ressaltar que houve interrupção nos atendimentos das enfermarias de Ginecologia,
Maternidade e também nos ambulatórios de Oncoginecologia e Gravidez de Alto Risco no mês
de agosto em função da profissional estar gestante e por orientação médica, devido ao surto do
vírus Influenza A H1N1. Por estar em ambiente hospitalar, afastou-se de suas atividades por 15
dias. No dia 09 de outubro entrou de licença maternidade com previsão para retorno apenas no
dia 05 de abril de 2010.
6. ATENÇÃO À SAÚDE OFTALMOLÓGICA
O Serviço conta com uma área própria e desenvolve as seguintes atividades: consultas
ambulatoriais, atendimento de urgência/emergência, pequenas e grandes cirurgias, captação e
transplante de córneas, atividades acadêmicas de graduação e pós-graduação, modalidade
residência médica na área de oftalmologia e produção de trabalhos científicos.
É considerado centro de referência regional na área de oftalmologia para a região da DRS IX.
34
Melhorias realizadas no período
A Biblioteca da Unidade Oftalmológica teve seu acervo organizado pelos estagiários do
Curso de Biblioteconomia e foram adquiridos: Coleção 2009 livros e DVDs do Conselho
Brasileiro de Oftalmologia e Coleção de livros da Academia Americana de Oftalmologia.
O Ambulatório recebeu 02 novos aparelhos tonômetros, mochos e cadeiras. Ocorreu a troca
de computadores na recepção, biblioteca e secretaria do serviço.
Tabela 11. Produção da Unidade Oftalmológica, segundo tipo de atendimento, no período de
novembro de 2008 a outubro de 2009.
Procedimento
Número
Atendimentos Eletivos
24.901
Atendimentos de Urgência
21.287
Atendimento de Nível Médio
44.745
Captação de Córnea
136
Transplante de Córnea
46
Procedimentos Cirúrgicos
2.204
Terapia em Oftalmologia
49
Ultra-sonografia
1.105
Diagnose em Oftalmologia
112.681
Fonte: Unidade Oftalmológica
7. NÚCLEO DE EPIDEMIOLOGIA HOSPITALAR
7.1. Vigilância Epidemiológica
Tem como responsabilidade coordenar, desenvolver e acompanhar as ações de Vigilância
Epidemiológica de Doenças de Notificação Compulsória - DNC no ambiente hospitalar visando
à detecção e investigação de qualquer agravo suspeito ou confirmado atendido no hospital.
Reúne as informações necessárias e atualizadas, processando, analisando e interpretando dados
de doenças de notificação compulsória, bem como faz recomendações para realização de ações
de controle destas doenças que podem ser imediatas, a médio e a longo prazo.
Na operacionalização das ações propostas, tem como tarefas:
Fazer notificação compulsória de doenças, adotando medida de controle interna e
desencadeando as investigações para os municípios de residência;
35
Fazer busca diárias as unidades e acompanhar visita médica nos pacientes com doenças de
notificação;
Verificar o censo diário das unidades de internação, direcionando a busca de pacientes com
doença de notificação nas demais enfermarias para a notificação e investigação;
Preencher fichas epidemiológicas, através de coleta de dados nos prontuários e entrevista
com os pacientes internados para complementação da investigação, acompanhando-o até a
sua alta;
Buscar os resultados de exames laboratoriais no SIHOSP: BAAR, Líquor, culturas, e outras
sorologias, Hepatites A, B, C, VDRL, dentre outras;
Encaminhar para o Instituto Adolfo Lutz os materiais coletados (escarro, sangue) para
investigação de doenças específicas;
Divulgar aos profissionais da saúde da instituição, informações referentes às doenças de
notificação compulsória;
Controlar o estoque de imunobiológicos no hospital bem como orientar para o uso destes
através de normatizações da Secretaria da Saúde;
Administrar Palivizumabe em RN prematuro extremo e crianças com patologias cardíacas;
Identificar risco de surtos de doenças de notificação compulsória nas enfermarias fechadas,
incluindo a creche da instituição, proceder com a notificação, investigação e medidas de
controle;
Divulgar as Informações relevantes geradas pelo NVE, SMHS e DRS IX.
A principal ferramenta do trabalho cotidiano é a Busca ativa diária de doenças de notificação
compulsória, realizada pela auxiliar de enfermagem.
O processo de trabalho da mesma inclui:
Verificar as F.A.A. da Unidade de Urgência e Ambulatórios diariamente e notificar doenças
compulsórias, indo até o paciente para a coleta de dados para o preenchimento das fichas de
notificação;
Visitar as enfermarias onde estejam internados os pacientes com suspeita de doenças de
notificação para o mesmo procedimento citado no item acima;
Verificar temperatura da geladeira da farmácia que contém soros e vacinas diariamente,
seguidos da manipulação destes imunobiológicos para controle do estoque. Recolhimento
das fichas que tiveram saídas de soros e vacinas para notificação;
Realizar a limpeza semanal da geladeira de soros e vacinas;
36
Passar dados para o SMS e outros municípios da DRS IX de todas as doenças notificadas
pelo serviço;
Pegar prontuários de pacientes identificados nas FAAs para preenchimento das fichas;
Buscar os resultados de exames laboratoriais no SIHOSP: BAAR, Líquor, culturas,
Pesquisa de Hemoparasitas (Plasmodium), e outras sorologias, como anti HIV, Hepatites A,
B, C, VDRL, dentre outras;
Encaminhar os exames específicos para o Laboratório Adolfo Lutz;
Administrar a vacina de Hepatite, Tétano e Varicela em alunos do curso de enfermagem e
medicina.
As doenças de notificação compulsória investigadas pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica
do Hospital de Clínicas de Marília – Unidade Materno Infantil foram levantadas através da
busca ativa em FAAs dos atendimentos ambulatoriais e pronto socorro, exames de laboratório,
pacientes internados nas enfermarias, além da análise destas patologias nos prontuários. Para um
melhor preenchimento de nossas fichas, ocasionalmente participamos das visitas nas
enfermarias de pediatria, maternidade, ginecologia e Unidade de Urgência.
Este serviço é realizado por uma equipe de profissionais relacionados a seguir:
01 auxiliar de enfermagem (40hs/sem);
01 escriturária (10hs/sem) e 01 escriturária (20hs/sem) para atender as 02 Unidades
Hospitalares;
01 médica (20hs/sem) que atende as 02 Unidades Hospitalares.
Além das notificações são realizadas outras atividades:
Para atender a nova epidemia de H1N1 foi criado um plantão dentro do serviço para o
acompanhamento mais adequado e notificação imediata dos casos para a Secretaria de
Estado da Saúde;
Orientação às condutas para profilaxia do tétano, raiva e imumobiológicos especiais;
Controle do estoque e da temperatura dos imunobiológicos;
Oferecemos estágio eletivo para os cursos de enfermagem e medicina da Famema.
Abaixo seguem as tabelas que quantificam a produção do Serviço.
37
Tabela 12. Número de FAAs identificadas como doença de notificação, Número de
Notificações e Prontuários analisados pela Equipe de Vigilância Epidemiológica, de novembro
de 2008 a outubro de 2009.
Indicador
Número
N.º de FAAs identificadas pelo NVE
4.225
Nº de Notificações
4.224
Nº de Prontuários analisados
263
Fonte: NVE – HC.
Tabela 13. Número de doses de Vacinas e Soros aplicados em novembro de 2008 à outubro de
2009.
Vacinas e Soros
Número
Hepatite B
1.095
Dupla Adulto
104
Vacina Anti Rábica
157
Soro Anti Rábico
40
Imunoglobulina para Hepatite B
03
Soro Anti Escorpiônico
01
Total
1.400
Fonte: Boletim mensal de vacinas e soros. NVE-HC
OBS: Os funcionários da instituição foram orientados a receberem a vacina contra gripe na
Rede de Atenção Básica, uma vez que não temos ainda um local apropriado e pessoal para isto,
portanto o serviço de VE não tem o registro dessas doses.
38
Tabela 14. Agravos Notificados pelo NVE-HC, no período de novembro de 2008 a outubro de
2009.
Agravo
Número
Percentual (%)
Conjuntivite
2.467
58,5
Gripe A H1N1
1.018
24,1
Paralisia Flácida*
192
4,6
DST
146
3,5
Intoxicação exógena
104
2,5
Acidentes com animais raivosos
75
1,8
Coqueluche
66
1,6
Diarréia
44
1,0
Acidentes com animais peçonhentos
43
1,0
Meningite
13
0,3
Acidente Biológico
13
0,3
Malária
11
0,3
Aids
06
0,1
Parotidite
05
0,1
Violência Física e Sexual
05
0,1
Varicela
03
0,06
Complicação Vacinal
02
0,04
Leishmaniose Visceral
02
0,04
Hepatite
01
0,02
Tuberculose
01
0,02
Gestante HIV
01
0,02
Total
4.218
100,0
Fonte : Fichas de notificação e investigação de doenças/NVE-HC
* somente pacientes que foram internados
A partir de maio de 2009 por decisão da SMS deixamos de notificar as diarréias.
Em de junho de 2009 uma nova epidemia surgiu entre nós, a gripe H1N1. Neste período 3
gestantes de outros municípios internadas em nosso serviço foram a óbito por causa desta nova
gripe. Entre elas houve 01 natimorto e os outros bebês tiveram alta sem intercorrências.
39
Continuamos a vacinar as crianças com risco de infecção pelo vírus sincicial respiratório com
vacina palivisunabe seguindo o protocolo da SES.
Adquirimos neste ano uma nova geladeira para acondicionar os imunobiológicos e a antiga foi
destinada para o centro obstétrico para agilizar a vacina da hepatite nos recém nascidos.
7.2. Serviço de Controle de Infecção Hospitalar
O Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) é responsável pelas atividades de
vigilância epidemiológica das infecções hospitalares, realizadas através da busca ativa em todos
os pacientes internados que são submetidos a procedimentos de risco como: sondagem vesical
de demora (SVD), cateter venoso central (CVC), ventilação mecânica (VM) e cirurgias, como
também todas as infecções de recém-nascidos internados na UTI neonatal e todas as infecções
de crianças internadas na UTI pediátrica.
No período deste Relatório o Serviço realizou as seguintes atividades:
Controle do consumo de antimicrobianos de uso restrito e de profilaxia cirúrgica; atividades
de prevenção e controle com orientações e supervisão das medidas estabelecidas pelo SCIH
em conjunto com as equipes de saúde;
Elaboração do boletim mensal com os dados coletados através desta vigilância;
Divulgação desses dados nas reuniões trimestrais aos membros da Comissão de Controle de
Infecção Hospitalar (CCIH) do complexo Famema;
Participação de reuniões da CEME – Comissão de Especificação e Padronização de
Materiais e Equipamentos;
Participação da Comissão de curativos;
Participação na Comissão de investigação de óbitos materno e infantil;
Participação no Grupo de trabalho da influenza A H1N1;
Inclusão dos nossos dados no “Sistema Sinais” do Ministério da Saúde;
Atualização em andamento do Manual de Prevenção de Infecção Hospitalar; e
Desenvolvimento de atividades com o Prev-bio (SCIH, SESMT, NVE, CIPA) - grupo
multidisciplinar para prevenção e controle dos acidentes biológicos, pautados pelo foco do
aprimoramento profissional.
Segue algumas informações produzidas pelo serviço na monitorização da Infecção Hospitalar.
40
Tabela 15. Taxa de Infecção nas Cirurgias Realizadas pela equipe da Ginecologia e Obstetrícia
segundo mês. HMI, janeiro a setembro de 2009.
Mês
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Número de Cirurgia que
infectou
Ginecologia = 02
Obstetrícia = 06
Ginecologia = 03
Obstetrícia = 01
Ginecologia = 01
Obstetrícia = 05
Ginecologia = 01
Obstetrícia = 03
Ginecologia = 01
Obstetrícia = 09
Ginecologia = 01
Obstetrícia = 07
Ginecologia = 01
Obstetrícia = 04
Ginecologia = 02
Obstetrícia = 03
Ginecologia = 02
Obstetrícia = 02
Taxa
4,70
9,60
8,30
3,10
2,10
6,60
0,44
5,45
2,44
20,93
3,7
15,2
7
7,4
4,4
6,6
5,5
5,8
Tabela 16. Taxa Global de Infecção na UTI neonatal e UTI pediátrica, segundo mês.
HMI, janeiro a setembro de 2009.
Mês
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
UTI Neonatal
54,5
16,6
19,0
21,4
23,8
20,0
14,2
36,0
5,8
UTI Pediátrica
25,0
11,0
20,0
6,6
7,1
30,0
0,0
0,0
6,0
No período 29 pacientes da UTI Neonatal tiveram Hemocultura positiva e 09 pacientes na UTI
Pediátrica.
8. ATIVIDADES TÉCNICAS DE APOIO AO CUIDADO
8.1. Núcleo de Acolhimento
O Núcleo de Acolhimento tem como principal atribuição, acolher os usuários em todas as
recepções da Instituição, proporcionando uma relação de respeito, confiança, solidariedade e
41
cidadania com os usuários e profissionais de saúde. O Núcleo de Acolhimento do HMI conta
atualmente com um total de 30 colaboradores fixos, 3 legionários que oferecem apoio às
diversas recepções e serviços, além de 7 colaboradores que cobrem folgas, férias e licenças de
toda instituição. A estrutura organizacional é formada por um coordenador, um chefe de serviço
(serviço social) e duas assistentes administrativas V que gerenciam as recepções da
Oftalmologia e Hospital Materno Infantil.
As atividades de inovação são:
Planejamento das Atividades de 2009 através de reuniões para levantamento das prioridades
com a equipe de coordenação do Núcleo de Acolhimento;
Organização e realização da Campanha do Dia Nacional Contra o Tabagismo – 31 de
maio, envolvendo assistentes sociais e recepcionistas. Houve palestras de orientação e
ginástica laboral. Foi oferecido um delicioso café da manhã aos pacientes e colaboradores,
através de doações de empresas do município e região. A Campanha aconteceu nos
ambulatórios da pediatria, da ginecologia/obstetrícia e da unidade de oftalmologia;
Organização e realização da “Semana Comemorativa” ao Dia Internacional da Mulher 09 a 13/03/2009 – com palestras sobre a violência doméstica e distribuição de rosas no
ambulatório de Ginecologia/Obstetrícia;
Organização e realização de “Homenagem ao Dia das Mães” no ambulatório de pediatria,
onde foi realizado palestra sobre Auto-Estima, além da confecção de quadros pelas mães
com apoio das terapeutas ocupacionais através de parceria com a Unesp;
Organização e realização da “Festa Natalina” para as crianças e familiares do ambulatório
de pediatria no dia 18 de dezembro de 2008, onde houve diversas atividades, envolvendo
pacientes e colaboradores, tais como: atividades lúdicas, entretenimento com a presença do
Palhaço Catatau e cama elástica, além de oferecimento de lanches, refrigerantes, bolos,
algodão doce, e ainda, entrega de brinquedos às crianças através das doações de empresas
de Marília e região. Atividade realizada em parceria com as pedagogas e terapeutas
ocupacionais da Unesp;
Organização e realização da “Festa Julina” para as crianças e familiares do ambulatório de
pediatria no dia 1º de julho de 2009, com barracas de pesca, argolas, cachorro-quente, bolos,
pipocas, refrigerantes, chá de gengibre e algodão-doce. Além de diversas atividades de
entretenimento como: bingos, sorteios em parceria com as pedagogas e terapeutas
ocupacionais da Unesp, além da presença do Palhaço Catatau. Foi feita distribuição de
doces e brinquedos às crianças através das doações de empresas industriais e comerciais de
Marília e região;
42
Revisão e atualização dos “Procedimentos Operacionais - PO” para as recepções dos
ambulatórios, realizado com o envolvimento dos colaboradores que atuam nas diversas
recepções;
Participação no desenvolvimento do Sistema de Gestão Hospitalar, em parceria com o NTI,
através de diversas reuniões de levantamento das necessidades, apresentação dos módulos já
desenvolvidos e em desenvolvimento, colaborando nas ações de melhoria do processo de
trabalho, na alimentação dos cadastros básicos, visando à implantação para 2010;
Implantação do Sistema REGNET em 12/01/2009 – diversas reuniões e treinamentos com
todas as áreas envolvidas: diretoria; faturamento; enfermagem; centro cirúrgico; equipe
médica; unidade de urgência e internação, além de acompanhamento “in loco” do processo
de trabalho na fase de implantação;
Participação da construção do modelo de reestruturação dos atendimentos das unidades de
urgência do HMI com classificação de risco;
Implantação em 01/09/2009 da reestruturação dos atendimentos da unidade de urgência do
HMI com classificação de risco. Revisão e readequação do processo de trabalho, realocação
de pessoal, treinamentos, acompanhamento e avaliação;
Readequação no processo de trabalho e treinamentos para atendimento dos pacientes com
suspeita da síndrome gripal – Influenza A – H1N1 (26/06/2009);
Revisão do processo de trabalho e orientação aos colaboradores quanto à internação de
recém-nascidos para realizar a certidão de nascimento no período de internação;
Revisão e atualização do cadastro de leitos do Hospital Materno Infantil;
Acompanhamento da reforma e mudança dos ambulatórios da pediatria (16/03/2009) e da
ginecologia/obstetrícia (13/07/2009);
Organização e participação na divulgação da “Iniciativa Hospital Amigo da Criança –
IHAC” no Desfile de Aniversário de Marília, com faixas e camisetas;
Programa “Plantão do Serviço Social 24 horas nas Unidades de Urgência e Emergência
da Famema”, proporcionando acolhimento aos usuários do serviço que demandam soluções
objetivas e imediatas. Porém o profissional está alocado no HC;
Programa de Estágio no Serviço Social – atuação de uma estagiária no período de
30/10/2008 a 27/11/2008;
Programa “Gravidez de Alto Risco” que visa proporcionar à paciente informação,
orientação e acompanhamento do pré-natal pela equipe e incentivar o aleitamento materno.
Realizada 36 reuniões com 553 participantes no período. Como resultado: diminuição de
ansiedade, angústia e medo; ambiente de espera mais tranqüilo com relação a sua consulta
43
conhecendo a rotina do ambulatório e a equipe envolvida; melhor entrosamento entre
paciente – família e equipe;
Programa “Atendimento às mães na sala de aleitamento materno” visa proporcionar a mãe
um atendimento social realizando avaliação sócio-econômica, acompanhando no incentivo e
na promoção do aleitamento materno;
Programa “Atendimento Social à pacientes da Onco-Ginecologia” visa oferecer um
atendimento acolhedor às pacientes. Busca orientar, informar, minimizar a angústia e
ansiedade através de reuniões semanais. Realizadas 35 reuniões com 1.471 participantes no
período;
Coordenação da Comissão da “Iniciativa Hospital Amigo da Criança – IHAC” – comissão
formada por equipe multidisciplinar centrada no incentivo, apoio e promoção do
aleitamento materno:
Avaliação dos treinamentos anteriores e discussão da metodologia dos novos
treinamentos com a carga horária aumentada para 20 (vinte) horas;
Acompanhamento das Visitas dos auditores do Ministério da Saúde ao Programa
IHAC;
Reestruturação da Comissão com saída e entrada de membros da Comissão;
Formalização do Convite à responsável do Banco de Leite Humano como
assessora da Instituição para questões relacionadas à IHAC;
Participação do Banco de Leite de Marília e Saúde da Criança do Município para
mapeamento das crianças pós-alta – na checagem do aleitamento materno nas
Unidades de Saúde;
Festa de sobremesa, organizada pela Comissão no intuito de arrecadar fundos para
confecção de banners;
Organização da semana mundial de amamentação com o tema “Amamentação em
situações de emergência” com exposição de fotos e palestra no ambulatório de
gravidez de alto risco;
Foram realizados 20 (vinte) reuniões no período;
Programa “Humanizando UTI Pediátrica” que consiste em desenvolver uma relação interpessoal dos funcionários, pacientes e familiares;
Organização da semana mundial do aleitamento materno – exposição de fotos e os dez
passos para o sucesso do aleitamento materno e palestra no ambulatório de gravidez de alto
risco;
44
Participação na “Equipe Multidisciplinar no Ambulatório de Baixo Peso”, o atendimento
integrado as demais áreas visando acompanhamento das crianças e familiares após alta
hospitalar;
Participação na “Equipe Multidisciplinar da Pediatria” com atendimento psicossocial
integrado as demais áreas visando o acolhimento às crianças internadas e familiares;
“Ficha de Estudo Sócio-Econômico” aplicada a 169 pacientes internados, pelo Serviço
Social;
Manutenção do Protocolo de Atendimento do Serviço Social;
Realocação de Assistente Social para atuar especificamente na Pediatria, envolvendo
ambulatório, enfermaria e urgência pediátrica, visando à melhoria no acolhimento das
crianças e familiares;
Realização do Encaixe Programado no Sistema Hospitalar de consultas e exames,
possibilitando a entrega do prontuário pelo Arquivo no ambulatório em tempo para o
atendimento, eliminando as agendas manuais, e ainda, fornecendo informações reais e
completas dos agendamentos e atendimentos;
Cadastramento do Cartão Nacional de Saúde – CNS na Famema, que compreende: consulta
à base de dados, via internet; emissão do CNS; inclusão no sistema CADSUS dos usuários;
e envio ao DATASUS, conforme norma do Ministério da Saúde;
Gerenciamento dos Processos do LME e do Sistema de Controle dos Processos de LME:
no ambulatório de Saúde Mental foram 1.407 processos, no ambulatório de Pediatria 156
processos, no ambulatório de ginecologia 40, e no CAPS foram 30, totalizando 1.633
processos de LME no período;
Recadastramento Anual dos Colaboradores do Núcleo de Acolhimento pertencentes à
Autarquia no Sistema do Governo do Estado de São Paulo – via Internet;
Atualização dos equipamentos de informática das recepções dos serviços e ambulatórios;
Recebimento através de doação de 4 equipamentos oftalmológicos;
Reforma e readequação da estrutura física da recepção e refeitório da Unidade de
Oftalmologia, além da aquisição de móveis e utensílios com recursos institucionais e
doações;
Realização de reuniões periódicas nos diversos ambulatórios e serviços para passar
informações aos colaboradores das reuniões com a Diretoria e para levantar problemas,
revisar processos de trabalho, propor e implantar soluções;
Avaliação e acompanhamento dos serviços de urgência, internação e serviço social através
dos livros de plantão;
45
Avaliação dos colaboradores, através de instrumento próprio da área de “Avaliação de
Competência do Colaborador e do Gestor”. Atividade realizada pelos responsáveis pelas
unidades com os colaboradores do Núcleo de Acolhimento;
Avaliação dos colaboradores no período de experiência, através de instrumento próprio da
área de “Avaliação de Competência do Colaborador no Período de Experiência”. Atividade
realizada pelos responsáveis pelas unidades e serviços do Núcleo de Acolhimento;
Realização de reuniões semanais da coordenação do Núcleo de Acolhimento com o
objetivo de passar informações gerais, apresentar problemas e discutir propostas de
soluções, sendo um instrumento de avaliação do serviço;
Solicitação e participação da equipe de coordenação do Núcleo de Acolhimento no “Grupo
de Trabalho Sócio-Psico-Educativo” realizado pelo Núcleo de Apoio aos Colaboradores –
NAC-DRH. O grupo foi formado em 02/07/2009 com reuniões semanais que tem o
objetivo de trabalhar as angústias vividas no ambiente de trabalho e os desafios do
relacionamento com o paciente, a equipe e outros profissionais;
Participação dos colaboradores nas orientações sobre o Aleitamento Materno realizadas em
09/04/2009;
Participação no Grupo de Humanização Hospitalar da Famema;
Participação nas reuniões de colegiado do Hospital Materno Infantil;
Participação nas reuniões de chefias do Hospital Materno Infantil;
Participação na organização e realização como facilitadoras do Fórum da Famema;
Participação em reuniões mensais e extraordinárias da Rede Mulher de Marília;
Organização e participação nas reuniões do Grupo de Gestão de Qualidade;
Participação na Comissão de Uniformes da Instituição;
Participação e colaboração nos seguintes eventos realizados no Hospital Materno Infantil:
10 a 12/12/2008 – Hospitalart – solicitação de prendas para bingos, karaokês e
sorteios, junto aos municípios da região;
18 e 19/12/2008 – Café da Manhã com os Funcionários – solicitação de
alimentos e frutas junto às prefeituras da região;
23/12/2008 – Festa de Natal na enfermaria da pediatria;
13/02/2009 – Festa Inauguração da Casa do Ambulatório de Pediatria;
17/02/2009 – Palestra e dinâmica com grupo de mães da Enfermaria de
Pediatria com apoio de alunos do curso de Enfermagem;
08/04/2009 – Festa de Páscoa na Enfermaria da Pediatria;
29/04/2009 – Desfile de moda projeto IUPE – participação na venda de ingresso
e presença no evento;
46
Participação na Semana da Enfermagem;
Participação na Festa Junina da Enfermaria – auxílio na decoração da
Enfermaria e nas brincadeiras;
Processamento e avaliação trimestral das Sugestões dos Usuários sobre o Atendimento dos
Serviços de Saúde da Famema. A tabela apresenta a avaliação resumida do período.
Tabela 17. Avaliação Trimestral das Sugestões dos Usuários sobre a Atenção prestada pelas
Unidades de Produção da Famema. HMI, 2009.
Recepção
Categoria
Ótimo
avaliada
Enfermagem 15
Internação
HMI
Pediatria
PS HMI
Mental
Regular
Ruim
Total
62,5%
7
29,2%
-
0,0%
2
8,3%
24
25,3%
Médico
22
91,7%
2
8,3%
-
0,0%
-
0,0%
24
25,3%
Portaria
13
59,1%
5
22,7%
1
4,5%
3
13,6%
22
23,2%
Recepção
15
60,0%
8
32,0%
1
4,0%
1
4,0%
25
26,3%
Subtotal
65
68,4%
22
23,2%
2
2,1%
6
6,3%
95 100,0%
Enfermagem 17
48,6%
13
37,1%
5
14,3%
-
0,0%
35
23,8%
Médico
23
59,0%
6
15,4%
4
10,3%
6
15,4%
39
26,5%
Portaria
17
48,6%
7
20,0%
10
28,6%
1
2,9%
35
23,8%
Recepção
23
60,5%
11
28,9%
4
10,5%
-
0,0%
38
25,9%
Subtotal
80
54,4%
37
25,2%
23
15,6%
7
4,8% 147 100,0%
Enfermagem 25
44,6%
19
33,9%
11
19,6%
1
1,8%
56
24,9%
Médico
29
53,7%
11
20,4%
9
16,7%
5
9,3%
54
24,0%
Portaria
28
48,3%
16
27,6%
6
10,3%
8
13,8%
58
25,8%
Recepção
27
47,4%
17
29,8%
11
19,3%
2
3,5%
57
25,3%
Subtotal
109 48,4%
63
28,0%
37
16,4%
16
7,1% 225 100,0%
54,5%
11
25,0%
7
15,9%
2
4,5%
44
23,2%
Enfermagem 24
Saúde
Bom
Médico
35
64,8%
8
14,8%
6
11,1%
5
9,3%
54
28,4%
Portaria
18
47,4%
11
28,9%
5
13,2%
4
10,5%
38
20,0%
Recepção
34
63,0%
10
18,5%
7
13,0%
3
5,6%
54
28,4%
Subtotal
111 58,4%
40
21,1%
25
13,2%
14
7,4% 190 100,0%
365 55,6% 162
24,7%
87
13,2%
43
6,5% 657 100,0%
Total de categorias
avaliadas
Fonte: Núcleo de Acolhimento
47
O Serviço Social realizou 6.836 atividades de rotina específicas, que são: 1.390 altas; 145
atendimentos de avaliação com classificação de risco; 37 autorizações de cirurgias; 6 boletins de
ocorrência; 6 contatos com a Delegacia de Defesa da Mulher; 429 contatos institucionais; 99
contatos com o Conselho Tutelar; 450 convocações de família; 492 emissões de declaração de
comparecimento; 249 discussões de casos; 6 doações de roupas e calçados (novos e usados); 3
elaborações de documentos; 419 evoluções em prontuário; 747 emissões de FAA – Ficha de
Atendimento Ambulatorial; 25 orientações para encaminhamentos externos - guias de
referência; 85 orientações aos familiares e providências para a emissão da Declaração de Óbito DO; 121 orientações sobre aleitamento materno; 72 orientações sobre benefícios
previdenciários; 10 orientações aos familiares de pacientes internados; 1 orientação para
realização da Litotripsia; 20 orientações quanto à retirada do passe saúde; 55 emissões e
orientações de relatórios médicos; 34 avaliações para prótese ocular; 326 visitas ao leito; 2
visitas domiciliares; 16 providências de leite, medicação e perucas junto à ACC; 4
fornecimentos de refeições; 3 solicitações de abrigo para GASH - mães da UTI Pediátrica; 6
atendimentos de vítimas de violência sexual; 255 solicitações de transporte administrativo e;
1.323 solicitações de transporte social.
8.2. Unidade de Alimentação e Nutrição
A Equipe da Unidade de Alimentação e Nutrição integram diferentes grupos de trabalho da
Unidade Hospitalar Materno Infantil, dentre eles:
Comissão Multidisciplinar da Enfermaria de Pediatria;
Comissão de Investigação da Mortalidade Neonatal;
Comissão de Acolhimento dos Estudantes;
Comissão Iniciativa Hospital Amigo da Criança;
Iniciativa Unificada em Pediatria;
Grupo de Controle do Tabagismo no Ambiente Hospitalar; e
Comissão Municipal de Alimentação e Nutrição da Secretaria Municipal de Saúde.
No decorrer deste ano a Equipe elaborou um projeto de reforma no HMI, visando incorporar a
área física do Lactário na Unidade de Alimentação e Nutrição no andar térreo do HMI. Aguarda
recursos financeiros para viabilizar o projeto.
Tabela 18. Refeições servidas segundo tipo de dieta. Unidade de Alimentação e Nutrição.
HMI, novembro de 2008 a outubro de 2009.
48
Tipo de Dieta
Geral
Especial
Pediátrica
Funcionários
Acompanhantes
Total
Enteral
Mamadeiras
Número
57.175
29.950
32.694
103.389
66.585
289.793
Percentual (%)
19,7
10,3
11,3
35,7
23,0
100,0
8.340
58.060
Fonte: UAN/Hospital das Clínicas
Com relação ás ações de cuidado, foram realizadas:
Atendimentos Ambulatoriais: 371/ano
Orientações de alta: 33/ano
Avaliações Nutricionais: 367/ano
Foram desenvolvidas atividades visando à melhoria da qualidade, dentre elas:
Atualização do Manual de Dietas Hospitalares da Unidade de Alimentação e Nutrição do
Hospital das Clínicas;
Atualização do Manual de Boas Práticas de Fórmulas Lácteas Enterais e Manipulação de
Leite Humano;
Coordenação do Aprimoramento pela FUNDAP na área de Nutrição Clínica, com aumento
do número de aprimorandas para contemplar a Unidade Materno Infantil;
Definição de Missão, Visão e Valores da Unidade de Alimentação e Nutrição; e
Implantação do Plano de Metas UAN.
8.3. Serviço de Fisioterapia
8.3.1. Área Física e Equipamentos
Atualmente o espaço do Serviço de Fisioterapia da Unidade Materno Infantil se limita a uma
sala localizada no andar térreo do HMI. O espaço tem por objetivo o acondicionamento de
documentos pertinentes ao gerenciamento do serviço, sendo também a referência para todos os
fisioterapeutas que estão locados nesta Unidade. Há que se ressaltar que a sala é pequena, se
revelando insatisfatória ao fim a que se destina, sendo necessária sua ampliação, para melhor
organização de trabalho.
Durante o período de referência, o Serviço de Fisioterapia do HMI, recebeu 04 máscaras de
ventilação mecânica não invasiva, de uso pediátrico, que muito contribuiu para evitar intubação
49
oro traqueal e evitar reintubações oro traqueal, disponibilizando a realização de procedimentos
anteriormente não realizados pela falta deste recurso. A realização do procedimento repercute
diretamente na minimização do desconforto respiratório em casos de insuficiência respiratória.
8.3.2. Equipe
Até a presente data, estão locados no HMI, além da fisioterapia encarregada, mais 05
fisioterapeutas que compõem o quadro da Unidade e distribuídos:
Período da Manhã: 01 fisioterapeuta de 06 horas/dia na UTI pediátrica, Serviço de
Urgência e Isolamento; 01 fisioterapeuta de 06 horas/dia na Enfermaria de Pediatria e
Particular/Convênios, Ginecologia e Maternidade e 01 fisioterapeuta 06 horas/dia na UTI
neonatal, Berçário e Unidade de Cuidados Intermediários; e
Período da Tarde: 02 fisioterapeutas de 06 horas/dia, no reatendimento dos quadros mais
graves e dos não atendidos no período da manhã.
Importante ressaltar que neste período de referência, foram contratados 02 fisioterapeutas que
atualmente compõe o quadro. Iniciaram suas atividades em novembro/2008, fato que contribuiu
com o aumento e qualidade de atendimento, acelerando o processo de reabilitação dos pacientes
internados, repercutindo diretamente na rotatividade de leitos e no desenvolvimento de ação
preventiva e de promoção à saúde realizada junto às mães e gestantes.
Muito embora haja uma equipe de fisioterapeutas na cobertura de todas as alas e Unidades do
hospital, a contratação de mais profissionais ainda se faz necessário, pois um maior número de
profissionais possibilitará um incremento no número de sessões diárias, principalmente aos
pacientes mais graves e o atendimento 24 horas nas UTIs Neonatal e Pediátrica.
8.3.3. Grupo de Trabalho
Com as duas novas contratações, algumas atividades, além dos atendimentos a leitos, foi
possível viabilizar, considerando que, anteriormente com apenas 03 fisioterapeutas para a
cobertura de todo o hospital, os atendimentos a leitos se faziam prioritários.
Assim, desde agosto, uma fisioterapeuta tem contribuído com a comissão de investigação de
óbito materno infantil. As reuniões acontecem uma vez por mês, na dependência de
agendamento prévio, com a participação de uma equipe interdisciplinar de saúde, e tem por
objetivo levantar dados dos óbitos ocorridos no mês, e identificar se o motivo relaciona-se a má
qualidade na assistência ou complexidade e severidade do agravo. Os dados são elaborados em
relatórios que servem de embasamento para ações que possam melhorar a qualidade de
50
atendimento e a maior compreensão dos riscos e agravos no processo saúde/doença, almejando
a menor incidência de óbitos.
8.3.4. Implantação de Novos Serviços
Também fundamentado pela ampliação da equipe, houve a inserção de uma fisioterapeuta no
Ambulatório de Asma, a partir de agosto. O ambulatório conta com a participação de uma
equipe interdisciplinar de saúde, e tem por objetivo acompanhar crianças acometidas pelo
agravo e proporcionar diminuição dos episódios de crises, ou minimização da severidade dos
episódios de crises, ou minimização da severidade dos quadros; bem como desenvolver ações
que visem a melhor compreensão da doença e condutas adequadas nos episódios
desencadeados, favorecendo no âmbito geral o menor numero de internações hospitalares.
O Ambulatório funciona às segundas-feiras, de 15 em 15 dias, onde a fisioterapeuta avalia
todas as crianças agendadas no período, fazendo orientações e atendimentos, quando necessário.
Espera-se que esta ação venha repercutir diretamente na diminuição de crianças hospitalizadas e
com uma melhor qualidade de vida.
8.3.5. Produção
O relatório da produção refere-se ao período de novembro de 2008 a outubro de 2009.
Atenção à pacientes internados:
Numero de pacientes atendidos: 1.004; e
Numero atendimentos: 9.218.
8.3.6. Rotinas e Protocolos
O grande diferencial, atualmente na rotina de encaminhamentos dos pacientes, está na lógica de
avaliação dos fisioterapeutas aos pacientes internados. Anteriormente o critério era
exclusivamente através da avaliação e prescrição médica. Atualmente estabeleceu-se também a
avaliação do fisioterapeuta aos pacientes internados, que quando identificada à necessidade,
busca-se um processo de envolvimento e discussão com o médico, para prescrição e início do
atendimento.
Ainda existem pontos, nesta rotina, a serem conquistados:
Atualmente os casos avaliados são reconhecidos pelo censo diário, onde ativamente
buscam-se os pacientes com afecções respiratórias e assim a intervenção junto ao paciente
para avaliação. Há uma meta de avaliação pela fisioterapia de todos os pacientes
51
hospitalizados, no entanto considerando a regulação atual das profissões se faz necessária
ainda a prescrição médica. Busca-se futuramente o direito ao exercício da autonomia
profissional, ainda não muito reconhecida por alguns profissionais.
8.4. Serviço de Farmácia Hospitalar
Dentre as atividades desenvolvidas, na busca de qualificação e inovação podemos elencar:
Transferência da Manipulação de Nutrição Parenteral Infantil da Farmácia Hospitalar do
HCI para o HMI. Tal ação significou:
O aumento no número de RN/Crianças atendidas de 720 para 1.560/ano; e
Reformulação na técnica de manipulação, com adequações à legislação vigente e as
boas práticas de manipulação.
Normatização da aquisição de medicamentos não padronizados através da Ordem de
Serviço Conjunta nº 03/2009.
Melhoria no atendimento prestado à comunidade interna e externa e na qualidade de vida
dos colaboradores da Farmácia Hospitalar através da alteração no quadro de funcionário
que atualmente se apresenta na seguinte composição:
Farmacêutica: 1 (anteriormente 1)
Técnico de Farmácia: 1 (anteriormente 0)
Auxiliares de Farmácia: 10 (anteriormente 7)
Substituição das CPUs, pelo Núcleo Técnico de Informação, por melhores
equipamentos.
Tabela 19. Produção do Serviço de Farmácia Hospitalar, 2009.
Atividade
Média Mensal
Prescrições Médicas Atendidas
3.600
Total
Anual
43.200
Requisições de Consumo Hospitalar Atendidas
840
10.080
Formulações de Nutrição Parenteral Pediátrica
120
1.440
Fornecimento de Medicamentos a Pacientes HIV/Aids
130
1.560
Fornecimento de Medicamentos e Insumos a Pacientes
Diabetes Tipo 1
Fornecimento de Medicamentos a Pacientes H1N1
8.5. Serviço de Processamento de Roupas
60
720
645 pacientes
O Serviço de Lavanderia Hospitalar é uma unidade de apoio logístico responsável pelo
processamento das roupas hospitalares, fornecendo-as em ideais condições de uso, higiene,
52
quantidade, qualidade e conservação, visando o pleno atendimento dos clientes internos e
externos da Instituição, proporcionando-lhes conforto, segurança e bem estar.
O processamento das roupas hospitalares abrange todas as etapas pelas quais as roupas passam,
desde seu uso até o seu retorno para a reutilização, sendo estas etapas desenvolvidas em áreas
distintas, separadas por barreira física.
8.5.1. Descrição do processo de preparo do enxoval hospitalar
8.5.1.1. Área Suja:
Recepção e Pesagem: Pesagem de todas as roupas ao chegar à área suja da lavanderia,
identificando as quantidades por centro de custo.
Separação e Classificação: Separação e seleção das roupas, por tipo de peças (lençol,
roupas hospitalares, cobertores, compressas, campos cirúrgicos, pano de chão e retorno) e
grau de sujidade (sujidade leve, sujidade pesada). Esta etapa do processo é fundamental,
para que a taxa de retorno seja menor que 2,5%, pois uma peça de sujidade pesada não deve
ser lavada no processo de sujidade leve e peças diferentes não devem ser misturadas. Os
EPI utilizados estão de acordo com as normas da ANVISA.
Lavagem: Processo em que as roupas são lavadas e higienizadas bacteriologicamente,
através da ação mecânica dos equipamentos e da ação química de produtos específicos.
Existem sete processos de lavagem automática no qual o funcionário, ao carregar a máquina
lavadora, seleciona de acordo com o tipo de peça e o grau de sujidade. Após o início do
processo, todas as operações (enxágüe, pré-lavagem, lavagem, umectação, alvejamento,
neutralização e amaciamento) e a dispensação dos produtos são comandadas pelo
computador. Ao final do processo o alarme é acionado e o funcionário desliga a máquina,
preparando a mesma para a retirada da roupa limpa na área limpa. Equipamento utilizado:
máquina lavadora de barreira. Capacidade do equipamento: 100 Kg. Quantidade em uso:
duas lavadoras. Os EPI utilizados estão de acordo com as normas da ANVISA. Houve a
aquisição de óculos para cada funcionário, gorro e luvas adequadas para o trabalho na área
suja.
8.5.1.2. Área Limpa (área de acabamento):
53
Centrifugação: Após a retirada da roupa da máquina de lavar as mesmas são colocadas na
centrífuga para que ocorra a redução da água nas roupas. Equipamento utilizado: centrífuga.
Capacidade do equipamento: 40 Kg. Quantidade em uso: duas centrífugas.
Secagem: Processo destinado a secar todas as roupas hospitalares. Equipamento utilizado:
secadora. Capacidade do equipamento: 20 e 50 Kg. Quantidade: duas secadoras de 50 Kg e
três secadoras de 20 Kg.
Calandragem: Processo destinado a passar as peças, promovendo a termodesinfecção.
Durante este processo ocorre a separação de roupas com manchas e com sujidade que serão
destinadas ao retorno (roupas que voltam para a área suja e são lavadas no processo de
retorno) e separação de roupas destinadas ao setor de costura para a realização de reparos.
Equipamento utilizado: calandra com quatro cilindros. Quantidade: uma calandra.
Reforma: Conserto das peças danificadas, realizadas no setor de costura.
Confecção: Eventualmente, o setor de costura confecciona determinados itens de acordo
com a necessidade de cada setor, os quais não são adquiridos por processo licitatório, por
exemplo: aventais para uso no isolamento, GMR, conjuntos de pijama infantil, faixas de
contenção, propés de tecido, aventais e propés de plástico, cortinas para unidades
administrativas, roupas para bebês. Este setor também é responsável pelo revestimento de
colchões para o uso dos pacientes.
Distribuição: Fornecimento de roupas hospitalares às Unidades do Complexo Famema
(Hospital das Clínicas – Unidades I e Materno Infantil, Hemocentro, Ambulatório de
Especialidade Mário Covas, Unidade Oftalmológica e CCI Castelinho). As roupas são
transportadas da lavanderia do HC para a rouparia do HMI em sacos impermeáveis
fechados e em carro próprio para roupa limpa. Ao chegar à rouparia do HMI as roupas são
retiradas dos sacos e armazenadas nas prateleiras. A distribuição ocorre de acordo com a
necessidade de cada setor. Peças como fraldas, cueiros, conjuntos de bebês são embaladas
para posterior distribuição. Esta rouparia é responsável pelo abastecimento dos ambulatórios
de pediatria e ginecologia. A rouparia do HMI funciona diariamente das 7h00 às 19h00
horas. Se houver necessidade de buscar roupas após este horário, o enfermeiro responsável
pela unidade solicitante deverá entrar em contato com a chefia do Serviço de Processamento
de Roupas para solicitar a quantidade necessária e a autorização para abertura da rouparia.
Todos os equipamentos da lavanderia são movidos à energia elétrica.
Atualmente, o Serviço de Processamento de Roupas conta com um quadro funcional de 43
colaboradores, com horário de funcionamento de 2ª à 6ª feira, das 6 às 23 horas e aos sábados,
54
domingos e feriados, das 6 às 19 horas. O setor de costura funciona de segunda à sexta-feira das
7 às 16 horas. Do total de 43 funcionários, 02 estão fixos na rouparia do HMI e 02 realizam
cobertura de folgas.
Tabela 20. Produção do Serviço de Processamento de Roupas, 2009.
Indicador
Total
Média Mensal
Roupas processadas do HMI
262.849 kg
21.904,08 kg
8.5.2. Atividades desenvolvidas
Reuniões de equipe, realizadas a cada dois meses, com o objetivo de promover a integração
dos colaboradores, bem como discutir assuntos referentes ao serviço;
Reforma de uma lavadora de 100 kg e uma secadora de 50 kg que aguardam instalação;
Mudança no processo de lavagem das roupas, substituindo o alvejante clorado pelo
alvejante à base de peróxido de hidrogênio e ácido peracético a fim de eliminar as manchas
irreversíveis causadas pela reação da clorexidina com o cloro que inutilizavam o enxoval
manchado. Com esta alteração houve aumento no valor do kilo da roupa lavada, mas houve
também maior durabilidade do enxoval, menor desgaste das roupas e diminuição das baixas
no enxoval;
Readequação do descarte dos galões dos produtos químicos. Atualmente os galões estão
sendo utilizados pelo Serviço de Higiene Hospitalar para o descarte de resíduos químicos do
Hemocentro, evitando, assim, o descarte destes galões no meio ambiente;
Implantação do uniforme (kit verde) da UTI Pediátrica, UTI Neonatal conforme
preconizado na NR- 32;
Capacitação dos funcionários da área suja para coletar e processar de maneira adequada as
roupas dos pacientes suspeitos e confirmados da Gripe Influenza A (H1N1);
Implantação do uniforme (kit verde) na Pediatria e unidade de isolamento no HMI devido
ao contato dos funcionários com os pacientes internados com gripe H1N1;
Utilização de parte do enxoval do Hospital São Francisco para melhorar o fornecimento
para as unidades hospitalares;
Mudança do local da rouparia; e
Fechamento da portaria da Rua Floriano Peixoto, facilitando a entrada da roupa limpa.
55
8.6. Serviço de Higiene Hospitalar
O Objetivo deste serviço é, em parceria com o Serviço de Enfermagem, manter as Unidades do
HMI limpas, higienizadas para redução de riscos de contaminação e recontaminação.
Os processos de trabalhos de limpeza diária e terminal envolvem o uso de enceradeira
industrial, baldes (água limpa e água detergente), removedor de ceras, saponáceo, esponja dupla
face, luvas de borracha amarela (uso geral), luvas de borracha laranja (para banheiros), sacos
para resíduos, botas de borracha, placas sinalizadora de piso molhado.
O Serviço atende a Central de Material; a Limpeza Terminal semanal da Frente de
Preparo/Fluxo Laminar (segurança no preparo das infusões/medicações); Marmiteiro (Banho
Maria); Depósito Externo de Resíduo de Saúde (container); limpeza diária e terminal (semanal)
da UTI Neonatal e UTI Infantil; Limpeza diária das Enfermarias; Limpeza diária e terminal do
Isolamento; Limpeza de todos os Banheiros; Limpeza e organização diária e terminal de todos
os setores e a Limpeza Terminal do Centro Cirúrgico.
No período em questão tivemos algumas alterações na área física como a reforma para a
transformação de salas de aula em UTI pediátrica, o que gerou demanda para contratação de
02(dois) funcionários específicos para UTI pediátrica; houve ainda solicitação para fixar 01(um)
funcionário para cobrir o Ambulatório da Pediatria e 01(um) funcionário para cobertura de
folgas e férias.
Continua um déficit de 01(um) funcionário, pois o Ambulatório de Ginecologia continua sem
cobertura; a limpeza é feita com funcionários que são remanejados de outros setores,
ocasionando, muitas vezes, falhas que poderiam ter sido evitadas.
Foi adquirido (por doação) um aspirador de sólidos e líquidos que tem sido de grandes valia
principalmente na UTI Neonatal, Centro Obstétrico, Pronto Atendimento Infantil, Frente de
Preparo e na Cozinha que são setores que não possuem ralos para drenagem de água.
O Serviço foi contemplado também com a doação de uma máquina de lavar sob pressão (lava a
jato) que tem sido utilizado nas áreas externas (telas), corredor e na Unidade de Oftalmologia.
56
Na IHAC (Iniciativa Hospital Amigo da Criança) conseguimos com que todos os nossos
funcionários e encarregados participassem dos treinamentos, podemos perceber que ficaram
sensibilizados para atuar de acordo com o esperado para a função que realizam.
No projeto antitabagismo dos 39 funcionários da Higiene Hospitalar 03 são fumantes e se
inscreveram para participar do projeto. Nenhum está freqüentando o ambulatório de tabagismo e
continuam fumando.
Os produtos de limpeza não ficam disponíveis nos setores. Ficam armazenados com a
encarregada em uma sala fechada e diariamente são disponibilizados conforme necessidade de
cada setor, com isso tem se conseguido reduzir extravios freqüentes dos gêneros de limpeza ou
desperdício.
Foram elaboradas diversas rotinas: lavação de saboneteiras, lavação dos banheiros, limpeza
geral, limpeza de isolamento, separação acondicionamento de resíduos e coleta de resíduo.
Foi implantada no HMI coleta de resíduos altamente infectantes na agência transfusional, onde
os resíduos contendo mais que 50 ml de sangue ou hemoderivado é descartado em sacos
vermelhos que são encaminhados para autoclavação no Hemocentro e daí para a destinação
final em saco branco. Implantamos também coleta de resíduos químicos, que são descartados
em bombonas plásticas identificados e colocados em sacos específicos (pardos ou laranja) para
serem encaminhados para incineração.
Os pisos do Serviço de Urgência e Berçários, recentemente trocados são pisos de difícil
manuseio e conservação. Sugerimos que seja feito uma padronização de pisos, não só pela
estética, mas pensando também em facilidade de conservação, resistência e durabilidade.
O Serviço continua aguardando a reforma do depósito de resíduos, pois os recicláveis ficam no
tempo. No período de novembro de 2008 a outubro de 2009 tivemos uma quantidade de 20.675
kg; valores informados pela Empresa Sterlix que faz a pesagem dos resíduos. Faz-se necessário
a aquisição de uma balança para conferência da pesagem dos resíduos.
No mês de outubro aproximadamente R$ 2.000,00 foram utilizados para compra de materiais
como: saboneteiras, porta papel toalha, porta papel higiênico, baldes e lixeiras com pedal e
tampa.
57
8.7. Unidade de Produção “Centro Cirúrgico”
O Centro Cirúrgico do HMI atende as disciplinas da Famema que realizam cirurgias infantis,
tais como Ortopedia-Traumatologia, Cirurgia Pediátrica, Otorrinolaringologia, dente outras;
Gineco-Obstetrícia, Oftalmologia e outras disciplinas cirúrgicas da Instituição.
Neste ano foi transferido do HCI para o HCII um Intensificador de Imagem que trouxe
qualificação aos procedimentos cirúrgicos realizados (melhoria da imagem e qualidade nos atos
cirúrgicos), além de diminuir o transporte intra-hospitalar das crianças que necessitavam de
procedimentos cirúrgicos.
Com relação à equipe houve mudanças a partir de avaliação dos perfis profissionais o que
proporcionou uma melhor adequação do quadro de enfermagem.
Tabela 21. Movimento do Centro Cirúrgico, 2009.
Tipo de Cirurgia
Número
Indicador
Cirurgias Programadas
2.155
18,5% de Cirurgias Suspensas
Cirurgias Suspensas
491
Tipo de Cirurgia
Número
Indicador
Cirurgias Eletivas
1.988
80,6%
Cirurgias de Urgência
478
19,4%
Total
2.466
100,0%
Tipo de Cirurgia
Número
Indicador
Cirurgias Encaixadas
802
32,5%
Fonte: Mapas Cirúrgicos/CC-HMI
É possível observar nos dados acima a necessidade de otimização da utilização do Centro
Cirúrgico em função do elevado percentual de cirurgias encaixadas e suspensas, o que traz
dificuldades na organização e operacionalização da Unidade.
8.8. Serviço de Imagem
A estrutura física do serviço não sofreu mudanças.
O serviço recebeu um equipamento de Raios-X portátil que foi alocado na UTI Pediátrica.
58
Foi transferido da Unidade Clínico Cirúrgica um Aparelho Portátil Arco Cirúrgico para
viabilizar a realização dos procedimentos cirúrgicos da Ortopedia, dentre outros.
Com relação à Equipe de Técnicos temos 05 para cobertura das 7h00 às 0h00. Para os técnicos
que trabalham das 19h00 às 7h00, foi implantada uma hora de descanso por força de lei. Temos
dificuldades quando o técnico é requisitado no Centro Cirúrgico, pois ocorre atraso na
realização dos exames de rotina e urgência. Frequentemente se faz necessário acionar um
profissional extra.
8.9. Patologia Clínica
A Unidade Materno Infantil tem suporte laboratorial feito pelo Laboratório do Hemocentro.
Os exames são coletados no HMI e transportados para o Hemocentro. Dispõe de áreas
destinadas aos setores de Bioquímica, Urinálise, Hematologia, Coagulação, Microbiologia,
Imunologia, Parasitologia.
São realizados exames de pacientes internados, ambulatórios, serviços de urgência.
Foram realizados 798.651 exames no período deste Relatório. Não está individualizado o
montante feito para pacientes do HMI.
Tabela 22. Produção Laboratorial segundo origem.
Hemocentro, novembro de 2008 a outubro de 2009.
Origem
Ambulatório da Instituição
Número e %
338.660 (42,4%)
Pacientes Internados
172.399 (21,6%)
Rede Básica – Marília
215.087 (26,9%)
Ambulatório Externo – DRS-IX
72.505 (9,1%)
TOTAL
798.651 (100%)
Fonte: Hemocentro/Famema
O Laboratório participa do Controle de Qualidade Externo, PNCQ - Programa Nacional de
Controle de Qualidade, patrocinado pela SBAC - Sociedade Brasileira de Análises Clínicas,
obtendo em todas as Avaliações Mensais o nível de EXCELENTE.
9. ATIVIDADES ACADÊMICAS
59
9.1. Enfermagem
As atividades desenvolvidas no HMI relacionadas ao ensino da enfermagem são:
Estágio de graduação supervisionado da Unidade Prática Profissional do 3º ano “Cuidado ao
indivíduo hospitalizado”, de segunda a quinta-feira na Pediatria, Maternidade, Centro
Obstétrico e Centro Cirúrgico (quando o estudante cuida de crianças que irão para cirurgia),
com a supervisão docente da série; e
As docentes da 3ª série do Curso de Enfermagem participam ainda dos grupos de trabalho
IHAC e Grupo de Apoio à Sistematização – GAS, apoiando a equipe de enfermagem do
HMI.
9.2. Fisioterapia
Há 05 anos em parceria com a FUNDAP, está sendo desenvolvido na Famema, o Programa de
Aprimoramento Multiprofissional em Saúde da Família. O programa propicia o aprimoramento
a várias especialidades, havendo atuação de um fisioterapeuta nas preceptorias dos profissionais
fisioterapeutas.
9.3. Centro Obstétrico e Enfermarias de Ginecologia e Obstetrícia
A Unidade de Produção Centro Obstétrico é campo de estágio para graduação de enfermagem
(3º ano), graduação médica (5 e 6º ano) e pós-graduação, na modalidade residência médica, nas
áreas de pediatria e ginecologia.
As Enfermarias de Ginecologia e Obstetrícia recebem estudantes dos Cursos Técnicos, de pósgraduação e de graduação apenas na Enfermaria de Obstetrícia.
9.4. Serviço de Imagem
O serviço conta com atividades de ensino de pós-graduação, modalidade residência médica, na
área de radiologia.
9.5. Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica
Dentre as atividades desenvolvidas destaca-se:
Estágios optativos: no período realizaram estágio dois acadêmicos da medicina e um da
enfermagem;
Estágio de UTI pediátrica do residente de pediatria do segundo ano;
Estágio optativo para o residente de pediatria: dois residentes realizaram; e
60
Discussões semanais com sexto ano – internato, realizado duas vezes por semana.
9.6. Unidade de Terapia Intensiva Neonatal
A Unidade constitui-se em cenário de prática para estágios eletivos e/ou voluntário para
graduação de enfermagem (3º e 4º ano) e estágio voluntário para enfermeiros e estudantes de
pós-graduação, modalidade residência Médica na área de Pediatria.
9.7. Residência Médica
Segue a situação de Vagas credenciadas segundo especialidade.
Tabela 23. Vagas Oferecidas de Residência Médica segundo especialidade e situação de
credenciamento. COREME, 2009.
Especialidade
Duração
Vagas
Vagas
Situação do
(anos)
Credenciadas
Oferecidas
Programa
Gineco-Obstetrícia
03
04
04
credenciado
Pediatria
02
06
06
credenciado
Psiquiatria
03
04
04
credenciado
Oftalmologia
05
05
05
credenciado
Anestesiologia
03
03
03
credenciado
Radiologia
03
03
03
credenciado
25
25
credenciados
Total
Fonte: COREME/Famema
10.
ATIVIDADES
DE
EDUCAÇÃO
PERMANENTE/CONTINUADA
E
EXTENSÃO
As atividades de Educação Continuada e Permanente vêm ocorrendo sem uma sistematização da
identificação das necessidades. Temos uma proposta de criação do Núcleo de Educação
Permanente, Ensino, Extensão e Pesquisa da Unidade Materno Infantil, buscando o
fortalecimento de processos de reflexão da prática, articulação ensino-serviço e pesquisas
aplicadas à Gestão da Clínica no cenário hospitalar.
Neste sentido, pensando uma Política de Educação Permanente para a Unidade Materno Infantil,
iniciaram-se as atividades de Educação Permanente com a Equipe Multiprofissional que atua na
61
Unidade de Produção da Ginecologia e Obstetrícia, através da formação de 02 grupos com
periodicidade mensal.
10.1. Área da Enfermagem
As atividades de Educação Continuada e Permanente podem ser visualizadas no quadro abaixo
Quadro 1. Atividades de Capacitação segundo concepção pedagógica, temática e mês.
Serviço de Enfermagem do HMI, 2009.
Mês/2008 e 2009
Novembro/2008
Maio
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Junho
•
•
Janeiro
Fevereiro
Março a Maio
Março
Março e Abril
Abril
•
•
Julho
Setembro
Outubro
•
•
•
•
•
•
Atividade
Atendimento às vítimas de queimaduras
Higiene Hospitalar
Pesagem em Pediatria
Dinâmica de Integração
Treinamento de Punção e Manuseio com o Port-a-cath
Admissão em Pediatria
Medidas de Prevenção e Controle de Infecção Hospitalar
Treinamento do Respirador Takaoka Denver
Capacitação do Exame Físico e Anamnese
Orientações sobre os Dez Passos para o Sucesso do A. Materno
Auto estima e motivação
Orientações sobre Isolamento e Precauções
Treinamento sobre o Manuseio da Bomba de Infusão da Baxter
Treinamento sobre o Manuseio do Óxido Nítrico
Prevenção de incidentes com cateter venoso central em RNs
II Semana de Enfermagem do HMI: A Enfermagem na
Ambiência e Humanização do Cuidado
Descarte correto em coletor de perfuro cortantes NR32
Orientações sobre o Protocolo de Manejo da Gripe Influenza A
(H1N1)
Treinamento sobre Sedação e Analgesia na UTI Pediátrica
Administração de medicamentos em bureta e anotação de
enfermagem
Punção com JELCO N
Orientações sobre o Protocolo de Atendimento às Vítimas de
Violência Sexual
Treinamento do cateter Periférico de Segurança BD-IAG
Rotina de Alta Hospitalar
Descarte de conteúdo de drenos fechados
Treinamento em Organização de Serviço para enfrentamento da
Dengue
Grupo de Educação Permanente em Serviço
Encontro Semanal às 3ª •
feiras
Encontro Quinzenal às 3ª • Grupo de Apoio à Sistematização da Assistência de Enfermagem
feiras
O processo de Educação Permanente da Enfermagem do HMI busca melhorar as relações
interpessoais e o processo de comunicação, identificando o grau de satisfação da equipe de
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Enfermagem visando novas convivências e práticas. Também transformar a prática
aproximando a equipe de enfermagem de marcos necessários à reforma da produção em saúde.
Ocorre em encontros semanais, com duração de uma hora sendo que todos os enfermeiros são
convidados, e tendo a participação da maioria. De início coordenado por uma enfermeira que
compunha o grupo e após consenso passou a ser mediado por uma psicóloga. Surgiu a proposta
de realizarmos um levantamento do índice de satisfação dos funcionários da Enfermagem
através da aplicação de um questionário.
O resultado da aplicação do questionário o grupo identificou áreas fragilizadas. As sugestões
apontadas como estratégias para intervenções visando melhorias na ambiência hospitalar
frisavam a necessidade de melhorias físicas, da necessidade da educação em serviço mais
freqüente e garantia de espaço na equipe. Nessa perspectiva, o grupo de Educação Permanente
tem almejado incorporar em seu cotidiano de trabalho a reflexão da prática como “elementos
essenciais para a superação dos limites da formação e das práticas tradicionais de saúde, como:
acolhimento, vínculo entre usuários e equipes, responsabilização, desenvolvimento da
autonomia dos usuários e resolutividade da atenção à saúde”. Educar permanentemente é um
critério eficaz da gestão de equipes e de serviços, em qualquer espaço onde o trabalho em saúde
se realize e isto é o que esta equipe de enfermeiros acredita e que, segundo Merhy, 2005, o
analisador tem de ter a potência de expor o trabalho vivo em ato para a própria auto-análise e
pedagogicamente abrir espaços relacionais para poder se falar e se implicar com isso. Embora
ainda nos primeiros passos, o grupo valoriza essa prática e mantém essa atividade da Educação
Permanente como eixo ordenador de ações.
No período foram realizados 11 Encontros de Educação Permanente.
As Atividades de Educação Permanente dos enfermeiros foram reorganizadas, com a formação
de 04 grupos, visando contemplar a totalidade dos enfermeiros.
Atividades de Extensão realizadas:
Finalista do 1º Prêmio Inovação Medical Services Sanofi - aventis: novos caminhos em
Saúde Pública, em 09 de junho;
Apresentação de trabalho no III Simpósio de Terapia Intravenosa com o tema:
“Implantação de um grupo multiprofissional para prevenção de infecção na corrente
sanguínea relacionada a acesso venoso”, em 14 e 15 de agosto;
63
Apresentação de trabalho no III Simpósio de Terapia Intravenosa com o tema: “Selo
Antimicrobiano: relato de caso” em 14 e 15 de agosto;
Realização de Palestra na VIII Semana de Enfermagem da ETEC “Antônio Devisate” com o
tema: “Atualização Terapêutica em Feridas”, em 28 de abril;
Realização de Palestra na UNIMAR com o tema: “Assistência de Enfermagem ao
paciente oncológico na lógica da Humanização”, em 05, 06 e 07 de maio;
Realização de Palestra na Semana de Enfermagem do SENAC com o tema: “O cuidar e a
cidadania”, em 15 de maio;
Participação na TVC - Programa Mundo da Criança com o tema: “Etiqueta respiratória
na prevenção da gripe A (H1N1)”, em 27 de junho;
Realização de palestra na 2ª Capacitação de voluntários contadores de histórias para atuação
nos hospitais do Projeto Viva e Deixe Viver, com o tema; “Conhecendo o Hospital -
convivendo bem na Pediatria”, em 04 de agosto;
Realização de Palestra na SANTA CASA DE MARÍLIA com o tema: “Cuidado Integral”,
em 27 de agosto;
Apresentação de trabalho no III Congresso Brasileiro de Enfermagem Pediátrica e Neonatal
em Florianópolis/SC com o tema: “Sistematizando o cuidado de crianças com agravo
respiratório” de 5 a 8 de outubro;
10.2. Área da Alimentação e Nutrição
As atividades de aulas, palestras, participação em curso da equipe técnica da Nutrição totalizam
05 atividades, sendo que destas 99% foram solicitações internas e 1% externas. Dentre as
atividades, temos as abaixo relacionadas:
Ações de capacitação enquanto membro do Grupo de Iniciativa Hospital Amigo da Criança;
Atividades de Educação Continuada para a Equipe de Enfermagem envolvida no processo
de trabalho do Lactário;
Capacitação Técnica anual, no período de 10 de setembro a 04 de dezembro de 2009,
direcionada aos funcionários da Unidade de Alimentação e Nutrição do HCI, HCII,
Hemocentro e CCI. O Curso abordou a seguinte temática: Qualidade em Unidade de
Alimentação e Nutrição, Qualidade como forma de agregar valor, Atendimento ao Cliente,
Importância da Qualidade de Vida na Saúde, Responsabilização, Gerenciamento de
Conflitos e Segurança Alimentar. A capacitação foi conduzida pela Equipe da UAN com a
participação de convidados de outras áreas institucionais;
Reunião Clínica semanal com apresentação de artigos científicos e casos clínicos, visando
atualização e uniformidade de condutas da Equipe de Nutrição; e
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10 participações em Cursos e/ou Congressos visando o aprimoramento profissional da
Equipe da UAN.
10.3. Área da Farmácia Hospitalar
Foi realizada Capacitação em Nutrição Enteral para 01 técnica e 03 auxiliares de farmácia,
totalizando uma carga horária de 80 horas.
10.4. Serviço de Controle de Infecção Hospitalar
Dentre as atividades de qualificação profissional podemos destacar:
O trabalho do Grupo Multidisciplinar de prevenção e controle dos acidentes biológicos com
a realização de treinamento para os colaboradores do Complexo Famema, e com o Grupo
Pro-Cath grupo multidisciplinar para prevenção e controle de infecção relacionada a cateter,
composto por enfermeiras da UTI Infantil e UTI Neo, Pronto Socorro Infantil, Pediatria,
SCIH do HCI e HCII e Chefia de Enfermagem do HCII. As atividades foram reuniões
quinzenais para estudos e elaboração dos Procedimentos Operacionais (PO) de Punção de
Port-a-cath, Administração de Medicamento, Coleta de sangue e Heparinização do Port-acat; como também a capacitação da equipe de Enfermagem do HCI e HCII; elaboração de
PO relacionados à Intracath e íntima;
Dois representantes do Grupo Multidisciplinar de prevenção e controle dos acidentes
biológicos participaram do III Simpósio de Terapia Endovenosa realizado nos dias 14 e 15
de agosto de 2009 em São Paulo com a apresentação do Trabalho Científico com o tema
“Implantação de um Grupo Multiprofissional para Prevenção de Infecção relacionada ao
acesso venoso”;
Organização do I Curso de Qualificação em Inserção, Utilização e Cuidados com Cateter
Venoso Central de Inserção Periférica – CCIP adulto pediátrico/neonatal realizado nos dias
16 e17 de maio de 2009 – Marília;
Organização da I e II Capacitação sobre manuseio e cuidados do paciente com Port-a-cath
realizado nos dias 16 de abril e 17 de junho de 2009 – Marília.
Realização de educação em serviço referente a temática da prevenção e controle dos
acidentes biológicos;
Participação no XI Congresso Brasileiro de Controle de Infecção e Epidemiologia
Hospitalar com a apresentação de Trabalhos Científicos “Perfil de Sensibilidade de
Microorganismos em Unidades de Terapia Intensiva” e Impacto de Vigilância pós alta em
cirurgias limpas”, realizado no período de 20 a 23 de novembro de 2008 – Rio de Janeiro; e
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Atividades de educação continuada e em serviço dos alunos, residentes e funcionários no
tema Prevenção de Infecção Hospitalar e Influenza A H1N1.
10.5. Unidade de Produção Centro Cirúrgico
A Equipe participou das seguintes atividades de Educação Permanente/Continuada:
Grupo de Apoio à Sistematização (GAS): encontros quinzenais junto à Chefia de
Enfermagem e com apoio da academia, objetivando a utilização desta ferramenta na gestão.
A expectativa é que a equipe possa se instrumentalizar e desenvolver a SAE através do
NANDA-NIC-NOC.
Educação Permanente do Serviço: encontros quinzenais com o enfermeiro facilitado por
uma psicóloga, com o objetivo de melhorar as relações interpessoais e o processo de
trabalho, com conseqüente processo de comunicação mais claro e objetivo.
10.6. Serviço de Fisioterapia
Desde fevereiro de 2009, na lógica de Educação Permanente, têm se reunido, uma vez por
semana, às terças-feiras, sob a coordenação de uma facilitadora, profissionais de várias áreas,
com a finalidade de apoiar os processos grupais nos processos de trabalho.
Desde o início das atividades, a fisioterapeuta encarregada do serviço de fisioterapia, tem
participado efetivamente, o que muito tem contribuído na atuação com os membros de sua
equipe.
10.7. Serviço de Limpeza Hospitalar
Foram realizados treinamentos para todos os funcionários, sobre limpeza geral, lavagem de
banheiros, descarte de resíduos, H1N1 e lavagem de mãos.
Por solicitação da chefia de enfermagem o serviço realizou treinamento para todos os
funcionários da enfermagem que foram admitidos sobre descarte/segregação dos resíduos de
saúde.
10.8. Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica
São desenvolvidas atividades de Educação Continuada com a equipe de enfermagem.
Além disto, ocorrem participações em eventos organizados pelos estudantes como Liga de
Pediatria e Congresso Médico Acadêmico.
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Atividade de Educação Continuada na temática de Manejo Clínico e Encerramento de Casos de
Febre Hemorrágica da Dengue no Estado de São Paulo (dois profissionais médicos).
10.8.1. Produção Científica
Em desenvolvimento o projeto “Hiperglicemia em crianças criticamente enfermas” em
parceria com a UTI pediátrica da UNESP;
Avaliação para implantação do projeto “Comparação da Ventilação Mecânica
Mandatória Intermitente Sincronizada e Ventilação com Pressão Controlada e Volume
Corrente Alvo na UTI pediátrica”;
Apresentação no Congresso Brasileiro de Pediatria realizado em Brasília, “Relato de caso:
Uso da insuflação traqueal de gás para controle de hipercapnia importante em paciente
com bronquiolite”;
Apresentação no Congresso Paulista de Terapia Intensiva em Campos do Jordão do
trabalho “Comparação entre ventilação mecânica convencional protetora e ventilação
oscilatória de alta freqüência, associadas ao NOi, quanto aos efeitos sobre
oxigenação,lesão histológica e dano oxidativo pulmonar, em modelo de SDRA induzida
em coelhos”;
Apresentação no Congresso Mundial das Sociedades de Terapia Intensiva Em FlorençaItália do trabalho “Inhaled nitric oxide attenuates lung injury in a saline-lavaged rabbit
model of ARDS”;
Publicação na Revista Minerva Anestesiológica (revista européia indexada): Inhaled nitric
oxide attenuates lung injury in a saline-lavaged rabbit model of ARDS;e
Publicação no Critical Care Medicine (5,6 de impacto):
High-frequency
oscillatory
ventilation attenuates oxidative and histopathological lung injury in a saline-lavaged rabbit
model of ARDS.
10.9. Unidade de Terapia Intensiva Neonatal
Foi iniciado um processo de educação continuada da equipe de trabalho, com avaliação teóricoprático, através da utilização de casos clínicos como disparador.
10.10. Núcleo de Acolhimento
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Revisão e treinamento para a equipe da unidade de urgência no “Protocolo de Atendimento
à Mulher Vítima de Violência”;
Realização do Curso de Acolhimento 2008 (novembro-dezembro/2008) com o objetivo de
proporcionar aos colaboradores da área um momento acolhedor através de uma relação de
respeito, cidadania e valorização humana. O curso contou com os seguintes temas: AutoEstima; Controle da Ansiedade; Relações Humanas; Motivação; Ética; Identificando a sua
Personalidade; Avaliação de Desempenho; Retrospectiva 2008; e Planejamento 2009; e
Organização e realização dos treinamentos de “Acolhimento aos Novos Colaboradores”.
11. ATIVIDADES DE APOIO ADMINISTRATIVO
11.1. Faturamento de Serviços Particulares e de Convênios
11.1.1. Análise quanti-qualitativa
O Setor responsável pelo faturamento de todo o complexo Famema, localizado no HMI, realiza
todos os procedimentos administrativos necessários para o recebimento das faturas das
atividades desenvolvidos na área assistencial a pacientes particulares e conveniados.
A área de Faturamento atua nas principais ações da Instituição, com enfoque maior para aquelas
relacionadas ao gerenciamento e captação de recursos para fomentar as suas atividades-fins, ou
seja, o ensino, a pesquisa e a prestação de serviços de saúde à população.
No Quadro e Gráfico abaixo pode ser visualizada a produção deste setor.
Quadro 2. Produção Físico-Financeira de Atendimentos Particulares e de Convênios. Setor de
Faturamento, HMI, 2009.
Tipo de
Atendimento
Internações
UNIMED
Nº.
Valor (R$)
442
346.821,44
Convênio
Outros Convênios
Nº.
Valor
(R$)
28
44.361,82
Particular
Nº.
Valor (R$)
Nº.
Total
Valor (R$)
191
661
545.709,07
154.525,81
68
Procedimentos
Ambulatoriais
Urgência Pediátrica
Urgência GinecoObstétrica
Urgência
Oftalmológica
Serviços de Imagem
na Urgência
Serviços de
Patologia Clínica na
Urgência
Exames
Tococardiog. na
Urgência
Exames de
Urodinâmica
Total
Percentual (%)
67
6.528,12
11
2.270,63
-
-
78
8.798,75
467
13.589,35
-
-
-
-
467
13.598,35
418
14.095,10
-
-
-
-
418
14.095,10
1.364
33.008,20
-
-
-
-
1.364
33.008,20
324
9.728,23
-
-
-
-
324
9.728,23
753
6.692,64
-
-
-
-
753
6.692,64
12
300,00
-
-
-
-
12
300,00
5
425,81
-
-
-
-
5
425,81
3.852
431.188,89
39
46.632,45
191
154.525,81
4.082
632.347,15
94,4%
68,2%
0,9%
7,4%
4,7%
24,4%
100%
100%
Fonte: Faturamento – Convênios/ Particulares – HMI.
Figura 9. Origem das não SUS
O faturamento Institucional relativo aos atendimentos particulares e de convênios no período
destacado foi de R$ 3.326.123,70, o que representou um aumento de 12,37% no valor
faturado/receita em relação ao período anterior que foi de R$ 2.960.000,00.
É importante destacar que do total faturado na Instituição, R$ 2.440.795,93 corresponde ao
faturamento de Convênios e R$ 885.327,77 ao faturamento de Particulares. Do total faturado na
instituição 19,01%, ou seja, R$ 632.347,15 corresponde à produção do Hospital Materno-
69
Infantil e Ambulatório de Oftalmologia. No HMI R$ 477.821,34 (19,58%) dos atendimentos
foram prestados aos beneficiários de Convênios e R$ 154.525,81 (17,45%) dos atendimentos
foram prestados a pacientes particulares.
O aumento da produção/receita na área de atendimentos Particulares e de Convênios não foi
mais representativo devido à capacidade operacional da instituição ter sido utilizada na sua
totalidade, além da falta de investimentos em algumas áreas assistenciais importantes, por
exemplo, a ala destinada às internações de pacientes particulares e de convênios no HMI.
A busca por fontes alternativas de receita é um dos elementos fundamentais para o
estabelecimento de uma parceria público-privada. Assim, a Instituição tem promovido a
implementação e a consolidação de atividades que atendam a essa premissa, como no setor de
oncologia que, com a aquisição de novos equipamentos já duplicaram o número de
atendimentos a partir de julho/2009 e deve crescer consideravelmente nos próximos meses.
O gerenciamento e controle do atendimento prestado a pacientes particulares e de convênios no
âmbito dos hospitais e serviços afins foi uma estratégia utilizada pela Instituição através do
Setor de Faturamento para a verificação dos recursos ali gerados e, a readequação dos
atendimentos, das necessidades, bem como a criação de programas voltados a esses fins; mas a
efetivação das ações não está ocorrendo na mesma proporção das necessidades.
As ações propostas no Plano de Desenvolvimento Institucional para 2009 do HMI, por motivos
diversos, ou seja, falta de disponibilidade financeira/orçamentária, necessidade de viabilização
de outras ações mais urgentes, entre outras justificativas que são do conhecimento de todos, em
sua maioria não foi atendida. Apenas executado os seguintes itens:
Cadeiras giratórias e uma mesa;
Conserto das campainhas e colocação da extensão para facilitar a utilização, mas já estão
apresentando defeito; foram remanejadas algumas cadeiras para acompanhantes, mas são
usadas e precisam de manutenção constantemente.
11.1.2. Rotinas e Protocolos
Após assumir o controle do faturamento e de contratos dos hemocomponentes e realização de
exames sorológicos disponibilizados a usuários não SUS do Hemocentro, houve necessidade de
reestruturação do setor e, atendendo às demandas do Grupo Gestor da Qualidade – ISSO
revisamos os processos de trabalho, reescrevemos os procedimentos operacionais e manuais de
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cada serviço envolvido com o atendimento de beneficiários particulares e de convênios, o que
promoveu uma análise geral dos serviços, o levantamento das necessidades de ações e o
planejamento das mesmas.
A experiência nos motivou a revisar as rotinas e protocolos do setor de faturamento de
particulares e de convênios e a reescrever os procedimentos operacionais e manuais nos
modelos propostos pelo GGQ, mesmo não estando o setor sujeito às avaliações da ISO.
Em cumprimento às demandas geradas foram desenvolvidos treinamentos para os
procedimentos operacionais e manuais com o pessoal de atendimento e de faturamento e,
posteriormente a verificação da eficácia dos instrumentos.
Durante o ano de 2009 foram realizados os seguintes treinamentos com os funcionários do setor:
25/05/2009 – Treinamento dos Procedimentos Operacionais do Setor de Convênios nº. 001,
002, 003 e SIPOC I – Gestão da Administração (SIPOC = S - Supplier (fornecedor), I –
Imput (entrada), P – Process (processo), O – Out Put (saída), C – Custumer’s (cliente);
26/05/2009 – Treinamento do SIPOC II – Gestão da Qualidade e da NBB – Normas Básicas
de Biossegurança;
Foram planejados outros treinamentos para revisão e aprimoramento do Sistema TISS
(Troca de Informação em Saúde Suplementar) para os módulos de atendimento e de
faturamento, mas como não houve a implementação das ações, não houve alteração no
processo de trabalho e, consequentemente não houve necessidade de treinamento.
Com a implantação do padrão TISS - Troca de Informação em Saúde Suplementar estabelecido
pela ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar para registro e intercâmbio de dados entre
operadoras de planos privados de assistência à saúde e prestadores de serviços, foram revistos
os manuais com as orientações sobre atendimento, faturamento e execução dos trabalhos, os
manuais e orientações foram apresentados aos profissionais envolvidos e, após os treinamentos,
foram revisados de acordo com as necessidades.
Com relação ao aplicativo desenvolvido pelo NTI, o mesmo necessita de revisão periódica da
versão e aprimoramento para que possa atender na íntegra ao programa da ANS, o que não foi
possível até o momento, sendo priorizado o faturamento integrado ao Sistema Hospitalar com o
padrão XML.
71
Houve necessidade de investimento em equipamentos de informática para que o programa da
ANS pudesse ser implantado mesmo que parcialmente nos diversos serviços como: faturamento,
internações, laboratórios, atendimentos de urgência e emergência, quimioterapia, radioterapia,
imagem, endoscopia, entre outros, o que aconteceu durante o ano de 2008.
Mensalmente o setor envia dados da produção às diversas áreas da Instituição, como Diretorias,
Contabilidade, Núcleo Técnico de Informação e Chefia do Faturamento, democratizando as
informações e auxiliando na tomada de decisões.
Realizamos ainda, mensalmente, a alimentação dos dados do Programa do Ministério da Saúde
– Sistemas DATASUS – Programa de Registro, Validação e Envio de CIHs (Controle de
Internações Hospitalares) dos pacientes particulares e de convênios.
11.1.3. Avaliação Funcional
Como mecanismo de apoio foi incorporado ao sistema de gerenciamento de pessoal instrumento
de Avaliação Funcional – um para o período de experiência do funcionário e outros dois
modelos para utilização a todos os profissionais que atuam junto ao setor de faturamento de
particulares e convênios.
Os modelos são alterados sempre que necessário, ou seja, para a adaptação ao processo de
trabalho e capacitação da equipe.
Um dos instrumentos utilizados é o de auto-avaliação do profissional, que contempla a
avaliação da chefia imediata. A utilização dos instrumentos propiciou uma análise ampla sobre
o comportamento e atitudes de cada um, com uma reflexão muito adequada para ambos – chefia
e funcionários - sobre o se espera do outro no que se refere ao desempenho das funções e no
relacionamento com o cliente interno e externo.
Os instrumentos foram criados pela chefia do setor e enviados para análise do Setor de
Desenvolvimento de Pessoal e, posteriormente disponibilizado a outros setores para adequação
e utilização.
11.2. Serviço de Zeladoria
A Equipe do Serviço tem como atribuições:
Zelar pelo bem-estar das comunidades, usuários e funcionários. Recepção dos pacientes e
familiares, encaminhando-os aos serviços / setores desejados;
72
Controlar o fluxo de entrada e saída, portarias e movimentação na Unidade Materno Infantil
e Unidade Oftalmológica;
Controlar e identificar, através do uso obrigatório de crachás de identificação, de
funcionários, médicos, estudantes e visitas aos pacientes e administrativas;
Comprar, controlar estoque e distribuir todos os gases medicinais, tais como Oxigênio
Líquido (tanques), Oxigênio Gasoso em cilindros, Óxido Nitroso, Dióxido de Carbono,
Gases com Mistura Especiais para laboratórios, Óxido Nítrico, Nitrogênio gasoso em
cilindro, Nitrogênio Líquido para laboratórios de pesquisas e ambulatórios, Acetileno, Ar
Comprimido Sintético em cilindro, dentre outros;
Comprar, controlar estoque e distribuir Gás G.L.P em cilindros de 13kg e 45kg para
cozinhas da Unidade Materno Infantil e demais usuários do produto;
Executar serviços e manutenção dos elevadores da Unidade Materno Infantil;
Controlar, receber e liberar pacientes que foram a óbitos na Unidade Materno Infantil;
Controlar e manter a câmara fria para cadáveres, controle e guarda das fichas numeradas das
Guias de Recolhimento de Óbitos;
Controlar e acompanhar o sistema de detetização em todas as unidades executando
aplicações de 06 em 06 meses; e
Controlar o sistema de alarme das unidades externas com monitoramento via fone para
Zeladoria - via discadora P.A.B.X.
Na Unidade Materno Infantil foi fechada a portaria da Rua Floriano Peixoto, a partir de 01 de
agosto de 2009, o que possibilitou ficar com apenas duas entradas, o que vem facilitando o
controle do fluxo de entrada e saída de visitantes e funcionários.
O Setor está provisoriamente no saguão da portaria Carlos Gomes, pois não no momento não há
sala adequada para instalar o Serviço de Zeladoria o que dificulta a guarda de materiais e
controlar os malotes entre unidades.
O Serviço realiza reuniões periódicas para troca de idéias e inter-relacionamento entre
funcionários e correção de algo que esteja ocorrendo, para um bom andamento das atividades.
11.3. Divisão de Manutenção
Segue as atividades desenvolvidas pelos Serviços de Infra Estrutura, Engenharia, Manutenção
Civil e Elétrica, no período de novembro de 2008 a outubro de 2009, na Unidade Materno
Infantil, Ambulatórios de Gineco-Obstetrícia e Pediatria, Oficina Terapêutica e CAPS-AD.
73
11.3.1. Unidade Materno Infantil - Portarias
Reforma geral da portaria da Rua Sampaio Vidal, com pintura da fachada, troca do piso
interno, construção de trocador, relocação da recepção, demolição de paredes e pintura
geral;
Impermeabilização da laje e colocação de rufo da recepção da Rua Carlos Gomes;
Troca das muflas da entrada de energia pela Sampaio Vidal, com limpeza geral da cabine
onde está instalado o trafo;
Abertura de rasgo externo e do lado (acesso da saúde mental) para alimentação através do
gerador do compressor de ar medicinal;
Retirada com fechamento de uma abertura de caixilho na sala das máquinas de
atendimento bancário, para possibilitar a construção da guarita do compressor;
Troca da porta de acesso à casa do gerador;
Retirada de uma bandeira superior da divisória de acesso aos quiosques, para melhoria de
ventilação;
Construção de grelha antiderrapante no acesso às máquinas bancárias, devido à passagem
na canaleta aberta dos cabos do novo gerador; e
Reforma e adaptação dos banheiros na recepção da Carlos Gomes.
11.3.2. Unidade de Urgência
Pintura de 16 salas de atendimento e 43 portas;
Pintura da Sala de Emergência; e
Pintura do corredor do PS até entrada do relógio e Ginecologia.
11.3.3. Unidade de Pediatria
Tubulação do Sistema de Incêndio fazendo ligação até a nova UTI Infantil;
Pintura de 03 salas do Ambulatório;
Reparos nas juntas das mantas vinílicas aplicadas no corredor do PAI;
Reforma de dois banheiros, transformando-os em DML e expurgo;
Reforma geral das instalações sanitárias da sala da psicóloga infantil;
Colocação de telas contra pombos na sala administrativa e dos residentes do corredor do
ambulatório e internação infantil;
Colocação de porta em vidro temperado na entrada do corredor;
Execução de reforma geral do quarto do plantonista, transformando-o em brinquedoteca;
Troca geral de pisos (esmaltado PI IV) dos quartos, banheiros e corredores;
Colocação de porta de correr em vidro temperado na sala dos médicos no corredor do PAI;
74
Reforma da sala de espera, de prescrição e refeitório (inclusive WC);
Reforma da sala do quadro de telefonia, lógica, adaptando-a para consultório de triagem
ambulatorial;
Colocação de porta de correr, em vidro temperado, no acesso da recepção (Sampaio
Vidal);
Reforma geral da recepção pela Sampaio Vidal, construção de trocador e melhoria do WC,
colocação de forro e pintura geral;
Reparos no telhado do PAI devido infiltração por falta de vedação e limpeza de calhas;
Mudança do ambulatório da Pediatria da esquina da Sampaio Vidal com Floriano, para o
novo da Rua Marechal;
Instalação de toldos no pátio interno e do fundo e fechamento com divisórias em PVC na
antiga garagem transformada em recepção; e
Passagem aérea de cabos de lógica e telefonia pelo estacionamento, entre o prédio do HMI
até o novo ambulatório da Pediatria, que melhor adaptá-lo houve necessidade de
executarmos os seguintes serviços:
- colocação de novas luminárias;
- instalação de ventiladores de teto;
- execução de toda rede elétrica necessária, tanto interna quanto externamente;
- instalação de tomadas e interruptores;
- retiradas de lustres e luminosos;
- instalação de um tanque para higiene das mães e suas crianças;
- revisão dos chuveiros e demais dispositivos elétricos;
- readequação dos quadros de disjuntores, com troca de alguns; e
- fechamento de um cano utilizado na parte superior onde existia consultório
odontológico.
11.3.4. Ambulatório de Gineco-Obstetrícia
Pintura geral da parte interna;
Ligação de um bebedor na área da recepção;
Instalação de um tanque no corredor lateral na parte dos fundos;
Readequação das instalações elétricas para compatibilização com a finalidade do uso;
Instalações de interruptores, tomadas e ventiladores nos compartimentos internos;
Instalação de toda rede lógica e de telefonia nos pontos solicitados;
Confecção de um portão vasado e tubular em uma folha nas entradas do hall; e
Troca de todo o telhado, incluindo ripas, caibros, calhas e tabeiras (serviços de terceiros).
75
11.3.5. Unidade de Terapia Intensiva Neonatal
Colocação de duas portas em vidro temperado, uma no acesso ao centro cirúrgico e outra
na UTI;
Troca da divisória da copa dos funcionários;
Remoção de porta dupla do corredor de acesso ao CC;
Instalação de um lavatório dentro da UTI;
Colocação de bancada e reforma de WC do berçário; e
Pintura interna do corredor central.
11.3.6. Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica
Execução do silencioso e tubulação de escapamento dos gases do gerador até acima do
telhado;
Colocação de placas de comunicação visual;
Instalação elétrica da cabina da central de ar condicionado;
Acompanhamento da instalação das réguas de gases medicinais, inclusive os testes de
funcionamento;
Revisão e adequação da rede elétrica sobre o forro e compatibilização com o projeto
elétrico;
Adaptação do barramento dos quadros normal e emergencial, criando condições para
melhor fixação dos disjuntores;
Interligação com a rede de incêndio, com colocação de caixa do hidrante, mangueira e tubo
de descida do reservatório superior.
11.3.7. Refeitório
Cobertura do corredor de acesso e execução de rampa; e
Troca de resistência do aquecedor de marmitas.
11.3.8. Farmácia Hospitalar
Bancada e mesa de suporte da frente de preparo;
Colocação de bancadas nas estruturas de algumas prateleiras;
Instalação de aparelhos de ar condicionado; e
Colocação de fórmica nas bancadas.
76
11.3.9. Unidade de Alimentação e Nutrição
Substituição da resistência do banho-maria;
Melhoria da parte hidráulica de um ralo e da descarga de água de uma panela de cozimento;
Mudança das instalações da despensa;
Reforma do refeitório dos funcionários; e
Troca do compressor da câmara fria.
11.3.10. Ambulatórios de Pediatria e Gineco-Obstetrícia
Substituição do caixilho por veneziana na sala de amamentação;
Fechamento de uma porta de acesso para o corredor; e
Mudança do ambulatório da parte interna do prédio para uma casa alugada na Rua Sampaio
Vidal com Floriano.
11.3.11. Rouparia
Reforma do piso externo de acesso pela Rua Floriano Peixoto, que atenderá também a
UAN.
11.3.12. Zeladoria
Colocação de grelhas no gerador e entrada dos caixas bancários;
Fechamento do acesso interno pela antiga casa da pediatria, com demolição da rampa; e
Retirada de cabos de lógica que interligam a casa da esquina.
11.3.13. Projetos Elaborados
Projeto do abrigo do gerador de energia HMI;
Projeto do abrigo para instalação da central de ar condicionado da nova UTI Infantil;
Projeto para instalação do ar medicinal da nova UTI Infantil;
Projeto de instalação elétrica da nova UTI Infantil; e
Projeto do local de armazenagem e coleta do lixo hospitalar do HMI (anteprojeto).
11.3.14 Atividades da Engenharia Clínica
11.3.14.1. Atividades de Rotina
Verificação do funcionamento dos equipamentos:
Ar condicionado
Ressonância magnética
77
Fontes de ar medicinal
Tomógrafo
Acompanhamento das manutenções dos equipamentos supra referido;
Gestão dos contratos de manutenção dos equipamentos de uso médico;
Gestão dos contratos de manutenção dos equipamentos de ar condicionado;
Gestão do contrato com empresa de metrologia para serviços ao Hemocentro (ISO 9000),
incluindo manutenções preventivas, calibração e validação dos equipamentos; e
Verificação das solicitações de serviços terceirizados.
11.3.14.2. Atividades de Melhoria
Substituição do sistema de ar condicionado do centro cirúrgico, atividade em andamento,
com previsão de término para janeiro de 2009, onde serão substituídos os equipamentos de
ar condicionado para a melhoria do atendimento ao setor; e
Atualização dos contratos de manutenção de ar condicionado, onde houve a mudança das
empresas prestadoras de serviços tanto para os equipamentos centrais bem como os de
janela/split.
11.3.15. Estrutura da Manutenção Civil e Elétrica
11.3.15.1. Oficinas
Dispomos de oficinas com dispositivos básicos para reparos eletromecânicos e obras civis no
HCI e no HMI. Os serviços são requisitados pelos usuários, via Ordem de Serviço, e atendidos
pelas equipes no horário das 08h00 às 17h30, de segunda a sexta-feira. Horários
complementares, Sábado, Domingo e feriados são atendidos via telefonista e celular.
11.3.15.2. Equipe
Manutenção Elétrica
Unidade Materno Infantil: 03 profissionais;
Engenheiro Elétrico: 01 profissional;
Secretária: 01 profissional;
Engenheiro Elétrico (Clinico): 01 profissional.
Manutenção Civil/Predial
Unidade Materno Infantil: 02 profissionais; e
78
Engenheiros Civis: 02 profissionais.
11.4. Serviço de Transporte
O Serviço de Transporte em sua Rotina diária transporta para apoio às atividades da Unidade
Materno Infantil:
Materiais Cirúrgicos (limpos e sujos);
Refeições para a Unidade Oftalmológica;
Roupa (limpa e suja);
Material do Almoxarifado para a Unidade Materno Infantil e Unidade Oftalmológica;
Medicamentos e Alimentos;
Exames de Laboratório para o Hemocentro;
Pacientes para realização de exames e internações (inter-hospitalar);
Exames e Biópsia para o Instituto Adolfo Lutz, UNIMEM, LIM e Lapack;
Córneas para Base da Polícia Federal e Estadual;
Pacientes para Exames na UNIMEM, Santa Casa, Ultra Rad;
Pacientes para Internação no Hospital Espírita de Marília; e
Prontuários dos arquivos para os Ambulatórios.
O Serviço também realiza viagens para fora do Município (São Paulo, Campinas, Botucatu,
Ribeirão Preto, Tupã, dentre outros), além de buscar materiais diversos em outros serviços.
Transporta os trabalhadores para atividades fora da Instituição (visitas domiciliares, captação de
órgãos, dentre outras).
A Equipe é formada por 22 motoristas, sendo que 05 deles fazem jornada de 8 horas diurnas e
os demais 12x36; 01 secretária; 01 legionário e um profissional que responde pela Chefia.
12. PROJETOS, GRUPOS DE TRABALHOS E COMISSÕES ESPECIAIS
12.1. Grupo de Controle do Tabagismo no Ambiente Hospitalar
Em janeiro deste ano, a Diretoria Técnica do HMI nomeou um grupo de trabalhadores para
sistematizar ações visando eliminar a poluição tabagística ambiental da Unidade, e assim
transformá-la em um ambiente favorável ao apoio do fumante no processo de cessação de
fumar. Envolve o desenvolvimento de estratégias para tornar o comportamento de fumar em
uma instituição de saúde, socialmente indesejado, despertar o espírito de colaboração de
79
profissionais de saúde, fumantes e não fumantes, num clima de respeito e compreensão para
com os fumantes, visto que fumar não é apenas uma opção comportamental e sim uma
dependência a uma droga, a nicotina.
A atuação do grupo está direcionada aos pacientes, visitantes e acompanhantes, trabalhadores de
saúde, discentes, docentes e colaboradores.
Dentre as estratégias estabelecidas temos:
Curto prazo:
Levantar a população de fumantes na equipe multiprofissional do HMI, através da aplicação
de um instrumento próprio (questionário estruturado);
Divulgar frases e fotos que mostram os prejuízos do cigarro para a saúde;
Divulgar leis que amparam a proibição do cigarro no ambiente hospitalar; e
Sensibilizar a comunidade interna e externa, através de estatísticas da Organização Mundial
de Saúde e do INCA – Instituto Nacional de Câncer - Órgão do Ministério da Saúde
responsável por coordenar e executar o Programa de Controle do Tabagismo no Brasil;
apresentação das ações e propostas.
Médio prazo:
Promover depoimentos de fumantes e ex-fumantes através de ações de grupo educativas; e
Credenciar o HMI como Unidade Livre do Tabaco, de acordo com as diretrizes do
CRATOD/SP.
Longo prazo:
Após seis meses, reaplicar o instrumento inicial; e
Avaliação e apresentação de resultados através de estudo comparativo.
No presente ano, o grupo realizou 09 encontros de trabalho, devidamente registrados em ata.
Ações planejadas e realizadas:
Comemoração de datas alusivas – 28 de maio. No Dia Mundial Sem Tabaco, buscando manter
o tema do tabagismo em evidência foram desenvolvidas as seguintes ações:
Palestra sobre Tabagismo, na qual se abordou os recursos disponíveis para apoio a cessação
do tabagismo.
Sessões de alongamento com apoio de fisioterapeuta da Academia Fitness, no pátio do
hospital e no Ambulatório de Pediatria;
80
Encaminhamentos de trabalhadores que demonstraram interesse em cessar o tabagismo,
para o Ambulatório Mário Covas;
Ações educativas em grupo com depoimentos de trabalhadores que cessaram o tabagismo
e/ou fizeram tentativas sem sucesso;
Divulgação por 6 meses, nos holerites, dos malefícios do uso do tabaco com frases alusivas;
Fixação de faixas nas entradas do HMI informando a proibição do tabaco, segundo
determinações legais;
Levantamento da população de fumantes na equipe multiprofissional através da aplicação
do instrumento abaixo:
QUESTIONÁRIO PARA LEVANTAMENTO DE DADOS
1. Você é tabagista?
( )sim
( )não
2. Se sim, quantos cigarros você fuma por dia? ____/dia
3. Você já tentou parar de fumar? ( )sim ( )não
4. Qual a sua maior dificuldade quando pensa em parar de fumar?
________________________________________________________________
________________________________________________________________
5. Você tem vontade de parar de fumar? ( )sim ( )não
6. Você já participou de um grupo de tabagismo? ( )sim ( )não
7. Você tem interesse de participar do ambulatório do tabagista?
( )sim ( )não
Nome (opcional): ______________________________________________
81
Preencheram o instrumento 331 trabalhadores, dentre os quais 284 (85%) eram de não fumantes
e 50 fumantes (15%). Os demais dados mostram o seguinte perfil:
100% dos fumantes fumam mais de 1 maço/dia;
80% referem não cessar o tabagismo por ansiedade;
20% têm medo de não conseguir/fracasso;
60% têm vontade de parar ou já fez alguma tentativa;
10% já participaram do grupo de Tabagismo; e
79% têm interesse em participar das Atividades do Ambulatório do tabagismo.
Reunião com a equipe multidisciplinar do Ambulatório Mário Covas e do CAPS-ad que
atuam com o tabagismo, na busca de fortalecimento do Grupo e reordenação das de ações;
Sensibilização dos membros do grupo na busca de legitimidade frente aos trabalhadores do
HMI;
Reunião com a nova diretoria para apresentação do trabalho e estabelecimento de novas
estratégias.
Figura 10. Comemoração do Dia Mundial
Sem Tabaco: Sessão de Alongamento na
Unidade Oftalmológica e Palestra no HMI.
82
12.2. Comissão Multidisciplinar de Condução do Programa Iniciativa Hospital
Amigo da Criança
No dia 07 de agosto foi realizada a Feira da Sobremesa no Hospital Materno Infantil (HMI) da
Famema, fazendo parte da Semana Mundial da Amamentação. A arrecadação foi revertida para
a comissão de profissionais da Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC) visando a
promoção de eventos relacionados ao aleitamento materno. Os próprios funcionários do hospital
levaram os pratos de doces.
No dia 10 de agosto as gestantes que aguardavam por atendimento no Ambulatório de
Ginecologia da Famema receberam informações sobre a amamentação. A atividade fez parte da
Semana Mundial da Amamentação, que este ano focou o tema “Amamentação em Situação de
Emergência”.
Considerando o estabelecido no programa foram capacitados 75 profissionais nos meses de
outubro e novembro deste ano, com utilização de metodologia ativa, inovando pela
possibilidade de uma aprendizagem mais significativa.
Figura 11. Atividades de Comemoração da Semana de Amamentação.
Ano de 2009/HMI
83
12.3. Grupo de Curativos
A Equipe do HMI participa do Grupo de Curativos do Complexo Assistencial da Famema, com
o objetivo de avaliar e testar produtos, avaliar lesões e curativos. São encontros quinzenais com
os enfermeiros da Unidade Clínico Cirúrgica, Unidade Materno Infantil e Programa
Interdisciplinar de Internação Hospitalar. Foram realizados 21 Encontros que resultaram nos
seguintes produtos:
Workshop de fitas adesivas pela 3M em 24/04/09;
Capacitação organizada pela Comissão: “Programa de Capacitação Profissional em
Tratamento de Feridas”, em 29/05/09;
Workshop de curativos ativos pela Coloplast em 25/09/09;
Aplicação de instrumento para avaliar o conhecimento da equipe técnica sobre curativos,
em andamento desde 07/2009; e
Avaliação de diversos produtos através do uso destes na clientela do HMI.
12.4. Grupo de Apoio à Sistematização (GAS)
Nos encontros para reflexão do processo trabalho do enfermeiro, surgiu dificuldade com a
Sistematização Assistência de Enfermagem (SAE) na etapa da elaboração do diagnóstico de
84
enfermagem. A equipe, na sua maioria, é composta por enfermeiros que durante sua graduação
não teve contato com a SAE, e os recém formados não dispunham desta habilidade para a
aplicação do diagnóstico de Enfermagem, tornando-se este um entrave para o plano de
cuidados.
Foi organizado então um Grupo constituído de Enfermeiros para aprimoramento na elaboração
do diagnóstico de Enfermagem, compartilhamento com os demais e servir de sustentação na
gestão do cuidado individual.
São desenvolvidos encontros semanais para discutir as buscas na literatura e estratégias para o
aprendizado desta etapa da SAE com apoio dos docentes da academia que atuam no Materno Infantil utilizando estudos de casos reais e fortalecendo a integração ensino-serviço.
O produto do trabalho que vem sendo identificado é o fortalecimento do processo de trabalho
compartilhando a responsabilidade pelo cuidado e pela excelência na qualidade. Hoje todos os
enfermeiros sabem elaborar um diagnóstico de enfermagem e já existe um instrumento
elaborado pelo grupo, que possibilita a intersecção da NANDA - NIC - NOC que estamos
utilizando como um piloto para avaliação. Estamos aguardando a etapa da informatização deste.
Foram realizados 12 Encontros do Grupo.
12.5. Grupo de Prevenção de Infecção Relacionado a Cateter - PROCATH
O Grupo desenvolveu várias atividades com destaque para:
Organização da I Capacitação sobre cuidados do paciente com port-a-cath em 16 de abril;
Organização da II Capacitação sobre manuseio e cuidados do paciente com port-a-cath:
cateter totalmente implantável em 17 de junho;
Capacitação dos enfermeiros do HC1 sobre a punção e cuidados no manuseio para
medicação, coleta de sangue e heparinização do Portocath em 18 de junho;
Organização da Capacitação e Qualificação para PICC em 16 e 17 de maio;
Participação e apresentação de trabalhos no III Simpósio Terapia Intravenosa em 14 e 15
de agosto; e
Elaboração e apresentação à Diretoria Clínica do Projeto: capacitação e habilitação para
inserção e manutenção de cateter central de inserção periférica (PICC) neonatal, pediátrico
e adulto, sendo Marília um pólo capacitador.
85
Figura 12. Fotos de apresentação de trabalhos pela Equipe
12.6. Comissão de Investigação de Óbito Materno Infantil
A Comissão de Investigação de Óbito Infantil realizou no período de outubro de 2008 a
setembro de 2009, 11 reuniões com investigação de 30 óbitos em menores de um ano, todos
ocorridos na UTI Neonatal da Instituição.
A Comissão de Investigação de Óbito Materno realizou, no período de outubro de 2008 a
setembro de 2009, 03 reuniões somente nos meses em que houve óbito em mulheres entre 11 e
49 anos, sendo investigado 03 óbitos (dezembro de 2008, janeiro e setembro de 2009). Todas
eram gestantes e as causas decorrentes de complicações associadas à gestação e uma confirmada
de gripe suína. Dois dos óbitos ocorreram na UTI da Unidade Clínico Cirúrgica e um no Centro
Obstétrico deste hospital.
13. CONTROLE SOCIAL
A nova Gestão da Unidade Hospitalar Materno Infantil iniciou um processo de escuta das
queixas dos usuários. Esta demanda é proveniente da Ouvidoria da famema ou da DRS IX, da
própria equipe do HMI ou dos usuários.
86
No período de 10 agosto (início desta Gestão) até 31 de outubro foram 07 queixas/Reclamações.
Todas foram apuradas e os encaminhamentos direcionados aos reclamantes.
Foram 07 apurações, sendo:
03 da Unidade Oftalmlógica;
01 da Hotelaria da Enfermaria Geral;
02 da Unidade de Urgência (01 da Pediatria e 01 da Gineco-Obstetrícia); e
01 da Cirurgia de Otorrinolaringologia.
No processo de apuração a Equipe de Gestão conclui que todas guardam relação com o
Acolhimento que a equipe dá aos pacientes (tecnologias relacionais), independente de queixas
pertinentes ou não. Apenas 02 entendemos foi considerada realmente não procedente
Vale ressaltar que ocorreu também 01 carta de agradecimento à Equipe da Atenção
Ginecológica.
Esta Gestão entende que este processo pode contribuir com a avaliação da atenção prestada aos
usuários e constituir-se em um disparador para o Processo de Educação Permanente.
14. PROJETOS DE DESTAQUE – MARCAS DA GESTÃO NO ANO DE 2009
14.1. Projeto Coração de Criança
A Disciplina de Pediatria da Faculdade de Medicina Marília propõe no Hospital Materno
Infantil a criação do Serviço de Assistência de Alta Complexidade em Cirurgia Cardíaca
Pediátrica com as seguintes justificativas:
1. Esta proposta leva em consideração a demanda de serviços especializados de diagnóstico e de
tratamento para as crianças portadores das mais variadas cardiopatias de toda a região. A
Disciplina de Pediatria disponibiliza quatro horários de ambulatório de cardiologia pediátrica
que permitem o acompanhamento clínico destas crianças. No entanto quando há indicação de
cirurgia estes pacientes são encaminhados para outros locais que realizam este tipo de
procedimento. Estes locais geralmente localizados em grandes centros e distantes de nossa
cidade invariavelmente encontram - se com demanda de atendimento reprimida e são de difícil
acesso. O encaminhamento de uma criança para um grande centro é uma verdadeira “batalha”
de comunicação, burocrática e ética. Gera para família dificuldade de ordem econômica, social,
de desemprego e até de moradia já que em geral o tratamento que compreende o pré e pós operatório de uma cirurgia cardíaca é longo e custoso.
87
2. Esta proposta leva também em consideração o potencial do complexo HC de Marília e
especificamente do Hospital Materno Infantil o qual possui uma enfermaria de referência com
trinta leitos, uma Unidade de Terapia Intensiva neonatal com oito leitos e uma Unidade de
Terapia Intensiva pediátrica com 7 leitos. A existência da unidade de terapia intensiva pediátrica
construída e altamente equipada com recursos conseguidos junto à sociedade de Marília e região
constitui recurso fundamental para que a cirurgia cardíaca em crianças possa acontecer com
sucesso. Este hospital também possui uma Unidade de Urgência que é referência para
atendimento de urgência de toda a região no tocante aos agravos à saúde das crianças. Ainda
este hospital é referência para partos de alto risco dos quais resulta recém nascidos prematuros
ou com outras patologias inclusive cardíacas que exigem intervenção diagnóstica e cirúrgica
precoce e em caráter de urgência.
3. Esta proposta leva também em consideração o potencial de recurso humano multiprofissional
altamente qualificado que este hospital dispõe. Isto está se completando com a oportunidade da
contratação pela instituição ainda neste ano de 2009 de um cirurgião cardíaco pediátrico com
currículo internacional, recém concursado. Ressalta-se que este tipo de especialista com
currículo tão gabaritado é de pouca disponibilidade.
4. Observamos que esta proposta da cirurgia cardíaca em crianças no Hospital Materno Infantil
junto a Disciplina de Pediatria faz parte de um projeto da Faculdade de Medicina de Marília que
também esta criando um serviço de cirurgia cardíaca em paciente adulto e um serviço de
hemodinâmica.
5. Esta proposta leva também em consideração uma política de integração da universidade com
a sociedade e assim crianças com patologias cardíacas freqüentemente limitantes e de risco de
morte possam ser atendidas em um local competente e próximo a sua família. Entendemos que
nossa instituição tem um papel na região preponderante no desenvolvimento de políticas
voltadas para facilitação, inclusão e o resgate da dignidade humana para os menos favorecidos.
Por isso consideramos que a instalação do serviço de cirurgia cardiovascular pediátrica no
Hospital Materno Infantil é rigorosamente pertinente e cumpre este papel facilitador das
Instituições de Ensino Superior para com a sociedade local já que este tipo de procedimento em
crianças não é realizado em Marília ou na DRS IX.
6. Esta proposta leva também em consideração que a instalação do serviço de cirurgia
cardiovascular pediátrica no Hospital Materno Infantil abre para a Secretaria da Saúde do
88
Estado de São Paulo a oportunidade de diminuir a demanda reprimida potencialmente existente
no Estado na especialidade.
7. Esta proposta leva também em consideração as dificuldades encontradas pelas crianças com
cardiopatias que segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), de cada mil crianças
nascidas vivas pelo menos oito têm problemas no coração. Das seis milhões de crianças que
nascem por ano no Brasil, em torno de 45 mil tem o problema, mas perto de 25 mil não são
operadas. O mais grave é que em 80% dos casos a operação precisa ser realizada até o sexto
mês de vida.
8. Esta proposta leva também em consideração que as cardiopatias congênitas altamente
complexas que atingem 20% dos bebês as quais se não forem operadas, 90% morrem antes de
completar o primeiro mês de vida. Outro grupo de cardiopatia considerada menos complexa,
mas também grave que atinge a maior parte das crianças, em torno de 60%, as estatísticas
apontam que se elas não forem operadas, 90% morrem durante o primeiro ano de vida. Além
disso, a cirurgia precisa ser realizada até o sexto mês, pois, do contrário, a doença vai
progredindo e se torna inoperável. Somando com o grupo anterior, isso quer dizer que 80% dos
bebês precisam ser operados nos primeiros meses de vida para ter alguma chance de
sobrevivência. Outro grupo ainda se refere às cardiopatias mais simples, e atinge os 20%
restantes que também se a criança não for operada ela nunca levará uma vida normal.
Considerando as razões desta proposta e de acordo com a portaria nº 1169/GM de 15 de junho
de 2004 que institui a Política Nacional de Atenção Cardiovascular de Alta Complexidade que
determina em seu artigo 3º que as unidades de Assistência em Alta Complexidade
Cardiovascular e os Centros de Referencia em Alta Complexidade Cardiovascular devem
oferecer condições técnicas, instalações físicas, equipamentos e recursos humanos adequados à
prestação de assistência especializada a portadores de patologias cardiovasculares e desenvolver
forte articulação e integração com o sistema local e regional de atenção à saúde, incluindo nos
critérios a Política Nacional de Humanização é que reforçamos a proposta da criação do Serviço
de Assistência de Alta Complexidade em Cirurgia Cardíaca Pediátrica no Hospital materno
Infantil da Faculdade de Medicina de Marília para que possa servir a população da Rede de
Atenção da DRS IX.
Para viabilizar os recursos necessários a Sociedade de Marília e Região, liderada pelo Chefe da
Disciplina de Pediatria com apoio da Direção Técnica do HMI, desencadearam um grande
89
movimento de mobilização denominado “Projeto Coração de Criança”, cujo lançamento oficial
ocorreu no dia 13 de outubro.
Figura 13.
http://www.coracaodecrianca.com.br
Acesse o site, “Meu coração sente que
você vai participar”.
14.2. Avaliação com Classificação de Risco na Unidade de Urgência
A construção de uma Rede de Atenção às Urgências em Marília e região tem enfrentado
dificuldades para sua efetivação, necessitando de análise objetiva para que a regionalização não
seja um instrumento apenas de regulação, mas também em direção a universalidade,
integralidade e à equidade.
A regionalização é entendida pela equipe de Gestão do HCII como a melhor distribuição
técnica, espacial, científica e operacional das ações de saúde distribuídas em níveis de atenção,
articulados entre si, com a melhor eficiência, eficácia e efetividade dos serviços e com impacto
epidemiológico e social. Nesse sentido a atenção primária (ou Rede Básica como denominada
em Marília) exerce papel fundamental.
O que tem sido observado no atendimento de urgência pelo HCII – Unidade Materno Infantil é:
Elevado percentual de pacientes com alto grau de dependência do SUS, cujos problemas
poderiam ser equacionados em Unidades Básicas de Saúde ou Unidades de Pronto
Atendimento;
Sobrecarga de atendimento;
Grande número de pacientes utiliza este Serviço como porta de entrada, muitas vezes mais
distantes de suas residências;
Custo elevado principalmente pelas horas plantões contratadas;
90
Grandes filas onde as pessoas disputam o atendimento sem critério algum a não ser a hora
da chegada;
A não-distinção de riscos ou graus de sofrimento faz com que alguns casos se agravem na
fila, ocorrendo às vezes até a morte de pessoas pelo não-atendimento no tempo adequado;
Os profissionais das equipes, na maioria das vezes, encontram-se muito atarefados, e não
conseguem avaliar os seus processos de trabalho e interferir para mudá-los; e
O processo de supervisão aos estudantes de graduação e pós-graduação fica prejudicado.
Portanto, as urgências seguem funcionando de forma tradicional, na base da queixa-conduta,
resultando em uma Clínica reducionista e ineficaz, que em princípio, aponta para tudo, menos
para a integralidade.
A reorganização proposta pelo Diretor Geral da Famema pode ser um ponto de partida para
rever este modelo bastante cristalizado.
Assim com o objetivo de prestar cuidado qualificado e humanizado aos usuários que demandam
o Serviço de Urgência do HCII – Unidade Materno Infantil, a partir da leitura ordenada das
necessidades humanas nas urgências, ou seja, de acordo com o potencial de risco, agravos à
saúde ou grau de sofrimento, implanta em 01 de setembro as Equipes de Acolhimento com
Classificação de Risco.
Espera com o uso desta tecnologia:
Contribuir com a reorganização da Rede de Atenção às Urgências loco-regional;
Melhorar a articulação dos diferentes pontos de atenção da Rede de Cuidado às Urgências
de Marília e Região;
Induzir a discussão com o Gestor Municipal acerca do potencial de cobertura pela atenção
básica e a oferta insuficiente de serviços de pronto atendimento;
Estimular o controle social para uma participação ativa na Rede de Atenção às Urgências;
Potencializar os esforços para a reorganização da Rede de Atenção às Urgências, mediante
articulação e pactuação entre todos os atores envolvidos;
Aumentar a eficiência (custo/benefício) e eficácia (resultado) do cuidado prestado pelas
Equipes de Urgência do HCII – Unidade Materno Infantil;
Melhorar as condições de trabalho dos profissionais das equipes de Urgência do HCII –
Unidade Materno Infantil; e
Qualificar o cenário para a formação graduada (estudantes de medicina e enfermagem) e
pós-graduada (residentes) na área de urgência.
91
A Avaliação e Classificação de Risco proposta têm como objetivos:
Avaliar o paciente logo na sua chegada ao Pronto-Socorro de forma acolhedora, mostrandose receptivo para a escuta da necessidade do mesmo;
Otimizar o espaço da Unidade de Pronto Socorro e agilizar o atendimento;
Reduzir o tempo de espera para o atendimento médico, fazendo com que o paciente seja
visto em tempo oportuno de acordo com a sua gravidade, abandonando a lógica do
atendimento por chegada;
Mudar as relações entre profissionais de saúde e usuários no que se refere à forma de
escutar este usuário em seus problemas e demandas;
Aperfeiçoar o trabalho em equipe com a integração e complementaridade das atividades
exercidas pelas categorias profissionais que atuam na Unidade;
Aumentar a responsabilização dos profissionais de saúde em relação aos usuários e a
elevação dos graus de vínculo e confiança entre eles;
A abordagem do usuário para além da doença e suas queixas;
Pactuar com o usuário a resposta possível à sua demanda, de acordo com a capacidade do
serviço; e
Informar aos familiares e acompanhantes os tempos de espera.
14.2.1. Ações e Operações desenvolvidas
Quadro 3. Ações e Operações propostas e realizadas na Reestruturação da Unidade de
Urgência. HCII – Unidade Materno Infantil, agosto de 2009.
Ações
Socializar a proposta de reorganização do
atendimento de urgência da Unidade Materno
Infantil com os trabalhadores envolvidos.
Prover profissionais das distintas categorias,
para atendimento das Urgências.
Construir o fluxograma para as situações de
urgência de oftalmologia e ortopedia.
Rever
os
impressos
utilizados
na
sistematização do atendimento às urgências e
providenciar a inserção no sistema de
informação
Operações
Reuniões com as equipe de Pediatria e Gineco-Obstetras
Reuniões com a equipe multiprofissional que atuam na
Unidade
Reunião com o Núcleo de Acolhimento
Análise do quantitativo de profissionais existentes nas
equipes do Serviço de Urgência
Remanejar e/ou reorganizar os profissionais nas
atividades de cuidado à urgência, assim como o turno de
trabalho.
Elaborar escalas de plantão
Redimensionar o quadro (quanti-qualitativo) após
avaliação da execução desta proposta.
Reunião com equipe da ortopedia, oftalmologia.
Construção da Ficha de Avaliação com Classificação de
Risco, de forma a não configurar consulta médica
(formulação diagnóstica e intervenção) e considerando o
referencial da clínica ampliada e necessidades de saúde
nas urgências.
Aquisição de etiquetas coloridas/canetas marcador de
texto.
92
Construir e implementar protocolos para o
atendimento às urgências considerando a
avaliação primária e a classificação de risco.
Desenvolver processo de qualificação da
equipe multiprofissional, considerando a
integralidade, as necessidades de saúde e a
clínica ampliada. Refletir sobre a organização
o processo de trabalho com inclusão de
espaço para reunião de equipe, objetivando a
reflexão do cuidado à urgência.
Estabelecer esclarecimento da comunidade
interna e externa
Capacitação da equipe para a Avaliação com
Classificação de Risco por meio da Educação Continuada
e Educação permanente.
Comunicação visual ao público que freqüenta o Serviço
de Urgência por meio da exposição de Banner explicativo
na recepção.
Participar dos espaços de reunião das equipes das
unidades de produção do cuidado do HCII..
Utilizar o espaço de diálogo entre equipe e
pacientes/acompanhantes para explicar sobre a
reorganização do cuidado às urgências.
Transformação da atual sala de descanso em sala de
atendimento do Serviço Social e inclusão de ramal
específico.
Transformação do consultório que está situado entre a
sala de emergência e recepção em sala de avaliação com
classificação de risco.
Avaliação da necessidade de alterar o fluxo de entrada na
sala de avaliação com classificação de risco, após a
primeira semana de implantação.
Aquisição de relógio de parede e sonar.
Reorganização de equipamentos e materiais do Serviço
de Urgência, para suprir a necessidade da sala de
avaliação, realocando temporariamente de outras
unidades se necessário, até a possibilidade de aquisição.
Aquisição de organizadores de escritório e afixar
próximo aos consultórios do corredor do Serviço de
Urgência.
Solicitação à SMS que encaminhe os mapas.
Realização de xérox colorido e plastificá-los
Readequar o espaço físico.
Discussão com NTI-HC para a garantia da inserção da
Ficha no sistema e a possibilidade de dados que permitam
a construção de indicadores de desempenho.
Oficinas de trabalho com a equipe multiprofissional que
atuam no Serviço de Urgência.
Equipar a sala de avaliação e classificação de
risco
Providenciar organizadores de escritório,
para acondicionar as fichas de avaliação de
risco e de atendimento.
Providenciar mapas com indicação de
referências das UBS, USF, UPA para acesso
aos profissionais de saúde, quando da
necessidade de diálogo ao contra-referenciar
o paciente.
Garantir apoio à equipe multiprofissional do
Serviço de Urgência do HCII, nas distintas
situações e intercorrências.
Avaliar o cuidado às urgências frente a
reorganização proposta.
Alteração do período de férias do coordenador do Pronto
Socorro
Estabelecimento de escala de apoio da equipe de gestão
do HCII, para o mês de setembro.
Construção de indicadores de desempenho do Serviço de
Urgência (ver o tópico de Monitoramento e Avaliação).
14.2.2. Monitoramento e Avaliação
Segue abaixo a produção da Unidade de Urgência, cujas informações foram obtidas no Núcleo
Técnico de Informática da Famema.
93
Tabela 24. Número de atendimentos segundo tipo de demanda.
Unidade de Urgência-HMI, setembro e outubro de 2009.
Demanda
Espontânea
Rede Básica
Outros Municípios
SAMU/Resgate
Interna
Outros
Total
Setembro
Número
3.082
208
108
69
06
250
3.723
Outubro
%
82,8
5,6
2,9
1,8
0,2
6,7
100,0
Número
2.806
151
228
80
20
51
3.336
%
84,2
4,5
6,9
2,4
0,6
1,5
100,0
Fonte: NTI-Famema
A tabela acima mostra uma queda de 10,4% no número de demanda no mês de outubro em
relação a setembro, porém a demanda espontânea ainda representa um percentual significativo e
reflete o modelo de busca direta aos serviços de urgência podendo estar retratando uma baixa
credibilidade na Rede de Atenção Básica ou problemas na acessibilidade.
Tabela 25. Número de Avaliação com Classificação de Risco segundo tipo de Risco.
Unidade de Urgência-HMI, setembro e outubro de 2009.
Risco
Vermelho
Amarelo
Verde
Azul
Total Classificado
Total Não Classificado
Total
Setembro
Número
126
2.270
637
468
3.501
114
3.615
%
3,6
64,8
18,2
13,4
100,0
3,2
100,0
Outubro
Número
%
108
3,4
2.252
69,9
563
17,5
300
9,3
3.223
100,0
113
3,4
3.336
100,0
Fonte: NTI-Famema
A tabela acima mostra que o Risco vermelho está dentro dos parâmetros esperados, o amarelo
está elevado em função de uma decisão interna que toda Síndrome Gripal seria classificada
como Risco Amarelo (O HMI é referência para Síndrome Gripal).
Podemos observar ainda que aproximadamente 30% são de pacientes cuja resolução é de
competência da Rede de Atenção Básica.
94
O mês de outubro foi bastante atípico, pois as Unidades de Pronto Atendimento da Rede Básica
sofreu com a falta de profissionais, principalmente o profissional pediatra para quem é
direcionada a maior demanda da Unidade de Urgência do HMI.
No primeiro mês de implantação (setembro), a Equipe de Gestão do HMI avaliou a totalidade
das fichas de atendimento, buscando caracterizar melhor esta demanda e identificar nós críticos,
na busca da qualificação do processo.
Gráfico. 10. Distribuição dos Atendimentos de Urgência no mês de setembro, segundo dia do
mês e tipo de demanda. HMI, Setembro de 2009.
160
140
120
100
80
60
40
20
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
Total de Dem anda
Dem anda Espontânea
Linear (Total de Dem anda)
Linear (Dem anda Referenciada)
Fonte: Fichas de Avaliação e Classificação de Risco-Gestão do HMI.
Dem anda Referenciada
95
É possível observar uma tendência de queda na demanda diurna. No período noturno a mesma
se mantém.
Gráfico 11. Distribuição dos Atendimentos de Urgência no mês de setembro, segundo tipo de
demanda referenciada. HMI, Setembro de 2009.
250
200
150
100
50
0
O ut
ros
Mun
i
UB
S/U
S
cípi
os
F
SAM
U /R
UPA
e sg
at e
O ut
ros
Fonte: Fichas de Avaliação e Classificação de Risco-Gestão do HMI.
É possível identificar que o maior número de demanda referenciada vem de outros municípios
da DRS IX e da Rede de Atenção Básica de Marília.
Gráfico 12. Distribuição dos Atendimentos de Urgência no mês de setembro, segundo tipo de
referenciamento. HMI, Setembro de 2009.
14%
4% 3%
13%
54%
12%
Consulta na Pediatria
UPA
UBS/USF
Consulta na Obstetrícia
Consulta na Ginecologia
Outros
Fonte: Fichas de Avaliação e Classificação de Risco-Gestão do HMI.
96
A Equipe da Unidade de Urgência referenciou 25% da demanda, aquém do esperado,
segundo parâmetros observados em diferentes estudos. Mas devemos considerar o fato
deste ser o primeiro e a cultura do “atender tudo que chega” ainda estar muito presente.
Gráfico 13. Distribuição dos
Atendimentos de Urgência no mês de
setembro, segundo tipo de Risco. HMI,
Setembro de 2009.
3,0%
13,7%
19,0%
64,3%
3,0%
32,7%
vermelho
amarelo
verde
azul
64,3%
vermelho
amarelo
verde/azul
Fonte: Fichas de Avaliação e Classificação de Risco-Gestão do HMI.
Gráfico 14. Distribuição dos Atendimentos de Urgência no mês de setembro, segundo causa
HMI, Setembro de 2009.
12%
17%
23%
19%
7%
4% 3%
15%
Causas Exte rnas
Síndrome Gripal
Gestação e inte rcorrê ncias
Síndrome do Abortame nto
Febre a e sclarecer
Doenças do Ap. Digestivo
Doenças do Apare lho Respiratório
O utras
Fonte: Fichas de Avaliação e Classificação de Risco-Gestão do HMI.
97
14.2.3. Considerações Finais
O Processo de reestruturação do Serviço de Urgência precisa ser monitorado por todos os atores
envolvidos (pontos de atenção da Rede de Urgências), buscando repactuações. É consenso hoje
que os Serviços de Urgência funcionam como observatórios do funcionamento das Redes de
Atenção, pois deixam evidentes potencialidades e fragilidades dos diferentes serviços que a
compõem.
Os resultados serão obtidos de forma gradativa e mostrarão impactos se o processo gerar
mobilização e negociação contínua. Assim é desejável que o Grupo de Trabalho mantenha
reuniões sistematizadas para acompanhamento das ações em desenvolvimento.
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RELATÓRIO DE ATIVIDADES HOSPITAL MATERNO INFANTIL