A Química Somando Forças: Ensino e Pesquisa com Empreendedorismo e Inovação
Avaliação da qualidade do mel de abelha produzido em cultura de girassol
1
2,*
1
A.M. Tozzo ; H.A. Sobreira ; C. Guimarães ; D.F. Soares
1
2
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Mato Grosso, Campus Campo Novo do Parecis, Rodovia MT 235, km 12,
zona rural, 78360-000, Campo Novo do Parecis, Mato Grosso, Brasil
2
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro, R. Belarmino Vilela Junqueira, s/nº, CEP 38307-000,
Ituiutaba, Minas Gerais, Brasil
*e-mail: [email protected]
Palavras chave: mel, girassol, análises físico-quimicas
INTRODUÇÃO
O Brasil possui reservas florais que podem proporcionar
milhares de toneladas de mel, de primeira qualidade,
aceito pelo mercado. Uma aposta de florada para
apicultura que vem sendo usada cada vez mais é o
girassol. A florada de girassol dura em média 15 dias. As
abelhas têm este período para ajudar na polinização e
na produção do mel. Essa produção de mel deve atender
a alguns critérios de qualidade antes da sua
comercialização, já que está sujeito a fraudes,
adulteração e contaminação. Desta forma, o objetivo
deste trabalho foi avaliar a qualidade do mel de abelha
produzido em cultura de girassol através dos seguintes
parâmetros: pH, acidez total titulável, açúcares
redutores, atividade diastásica, cinzas e umidade
recomendados pela Legislação Brasileira[1].
RESULTADOS E DISCUSSÕES
Foram analisadas 5 amostras de mel. As análises foram
realizadas no laboratório de química do IFTM, Campus
Campo Novo do Parecis-MT. Os procedimentos
analíticos foram realizados de acordo com as diretrizes e
metodologias recomendadas pelo Ministério da
Agricultura e do Abastecimento, através da Instrução
Normativa nº 11[1]. Todas as análises foram realizadas
em triplicata. Os resultados são mostrados nas Tabelas
1 e 2.
Tabela 1. Valores de pH Acidez e Açúcares Redutores
das amostras de mel de abelha produzido em cultura de
girassol.
Amostra
1
2
3
4
5
V.P.
pH
3,61
3,76
3,95
3,90
3,75
-
* V.P.: Valor Padrão;
Ac.
28,50
34,07
18,34
76,41
43,62
Máx: 50
AR (%)
86,7
81,8
72,0
71,9
73,7
Mín: 65
Ac.: Acidez (mEq/kg); AR: Açúcares
Tabela 2. Valores de Diastase, Umidade e Cinzas das
amostras de mel de abelha produzido em cultura de
girassol.
Amostra
1
2
3
4
5
V.P.
Umidade (%)
Cinzas (%)
17,0
16,3
16,8
20,7
18,7
Máx: 20
0,1185
0,1596
0,1947
0,3396
0,3609
Máx: 0,6
* V.P.: Valor Padrão.
Os valores obtidos na análise de atividade diastásica
(Diastase) e a análise de cinzas estão dentro dos valores
exigidos pela legislação brasileira em todas as cinco
amostras. A análise de cinzas possibilita verificar a
higiene com que o mel foi manipulado, bem como a
eficiência da filtração e decantação e seu grau de
pureza. Quanto à umidade, a amostra 4 está com valor
acima do limite limite estabelecido pela legislação
brasileira (20%). A umidade é uma das características
mais importantes, por influenciar na sua viscosidade,
peso específico, maturidade, cristalização, sabor,
conservação e palatabilidade do mel. Normalmente,
quando o mel se encontra maduro tem menos de 18,5%
de umidade, se for acima desse valor maior será o risco
de fermentação, a água presente no mel apresenta forte
interação com as moléculas dos açúcares, deixando
poucas moléculas de água disponíveis para os
microrganismos.
CONCLUSÕES
Dentre as cinco amostras analisadas, apenas uma
estava em desacordo com a Instrução Normativa nº 11.
A amostra 4 apresentou índices de acidez e umidade
superiores aos estabelecidos pela legislação, as
inconformidades
são
decorrentes
de
possíveis
adulterações ou contaminações durante o processo,
desde a retirada do mel até sua embalagem.
Redutores(%).
A Legislação Brasileira não especifica valores aceitáveis
de pH. Quanto à acidez, as amostras 4 e 5 estão fora
dos valores máximos permitos. A origem da acidez do
mel deve-se à variação dos ácidos orgânicos causada
pelas diferentes fontes de néctar, pela ação da enzima
glicose-oxidase que origina o ácido glucônico, pela ação
das bactérias durante a maturação do mel e ainda a
quantidade de minerais presentes no mel. Todas as
cinco amostras obtiveram médias dentro do padrão da
legislação brasileira para açúcares redutores, que exige
um mínimo de 65%.
Diastase
(gothe)
17,55
17,25
16,63
18,39
21,66
Mín: 8
AGRADECIMENTOS
Ao IFMT e à FAPEMIG pelo suporte técnico.
REFERÊNCIAS
1
BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Defesa Animal.
Legislações. Legislação por Assunto. Legislação de Produtos Apícolas e
Derivados. Instrução Normativa n. 11, de 20 de outubro de 2000. Regulamento
técnico
de
identidade
e
qualidade
do
mel.
Disponível
em:
<http://www.agricultura.gov.br/sda/dipoa/in_11_2000.htm >. Acesso em: 17
jun.2012.
XXVIII Encontro Regional da Sociedade Brasileira de Química – MG, 10 a 12 de Novembro de 2014, Poços de Caldas - MG
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