AS CONTRIBUIÇÕES DOS RECURSOS EDUCACIONAIS
ABERTOS PARA UM ENSINO-APRENDIZAGEM DE
QUALIDADE1
RESUMO
Este artigo inicia-se com um breve relato sobre o conceito dos Recursos Educacionais Abertos (REA),
suas funcionalidades, considerando as diversas potencialidades que as tecnologias oferecem, e a estreita
relação com a atividade humana, fazendo uma análise das contribuições do REA para um ensino e
aprendizagem de qualidade.
Palavras-chave: Recursos Educacionais Abertos, Ensino-Aprendizagem, Qualidade.
ABSTRACT
This article begins with a brief account of the concept of Open Educational Resources (OER), their
functionalities, considering the various possibilities that technology offers, and closely related to human
activity, making an analysis of the contributions of OER to education and quality learning.
Keywords: Open Educational Resources, Teaching and Learning, Quality.
1. INTRODUÇÃO
A educação no ponto de vista intelectual, até pouco tempo era encarada como algo que
se desenvolvia somente nas escolas, nas faculdades e nas universidades. Porém, ao
contrário dessa situação, cada dia mais distante, onde o professor era excepcionalmente
o dono do saber, já está defasada. Com o acesso cada vez maior às tecnologias, implica
transformar esse profissional em um intermediário da informação e comunicação e as
instituições de ensino em espaços de troca do conhecimento adquirido fora dela,
realidade concebida graças aos avanços tecnológicos de um mundo cada vez mais
globalizado.
“A educação presencial pode modificar-se significativamente com as redes eletrônicas.
As paredes das escolas e das universidades se abrem, as pessoas se intercomunicam,
trocam informações, dados, pesquisas,” (MORAN,1997), assim pode-se afirmar que a
sociedade vive numa constante busca de conhecimentos que possibilita o sucesso cada
1
Ana Paula Santos Silva ( Bacharel em Ciência da Computação - FACAE; e-mail: pauliithasilva@hotmail.com); Dinani Gomes
Amorim (Profª Drª Titular FACAPE, Adjunto UNEB, e-mail: dinaniamorim@gmail.com)
vez maior de suas potencialidades, envolvendo diversos fatores educacionais, culturais,
econômicos e políticos.
De acordo com Cox (2003), “urge discutir, pesquisar o novo entorno que rodeia a
humanidade atual e refletir sobre ele, apesar de reconhecer que ele não se encontra
disponível para todos da mesma forma, nem intensidade”.
Portanto na tentativa de amenizar ou suprir as necessidades de um mundo globalizado,
no que diz respeito à área educacional, surgiram os Recursos Educacionais Abertos
(REA).
O REA inclui materiais licenciados abertamente, plano de aula, curso completo,
módulos, jogos, livros didáticos, artigos de pesquisa, vídeos, testes, softwares, e
qualquer outra ferramenta, material ou técnica, que possa apoiar ao ensino
aprendizagem (ROSSINI et AL., 2012). É baseado em tecnologias que o REA facilita a
aprendizagem colaborativa e flexível, na partilha de práticas de ensino que capacitam
educadores, permitindo que esses se beneficiem das melhores idéias de seus colegas.
Conforme Rossini (2010):
Os recursos devem ser publicados em formatos que
facilitem tanto a utilização e edição, e adaptáveis a
diferentes plataformas tecnológicas. Sempre que
possível, eles também devem estar disponíveis em
formatos que sejam acessíveis às pessoas com
deficiências e a pessoas que não têm ainda acesso à
Internet.
A metodologia do REA na educação é construída sobre a crença de que todos devem ter
liberdade de usar, personalizar, melhorar e redistribuir os recursos educacionais, sem
restrições (AMIEL, 2012 apud DECLARAÇAO, 2007).
Assim, surge uma grande mobilização, onde educadores, estudantes e outras pessoas
interessadas que partilham os mesmos pensamentos e se unem em um esforço mundial
para tornar a educação mais acessível e mais eficaz. Compreender e adotar inovações
como estas é fundamental para a visão a longo prazo deste movimento. “A expansão da
Web 2.0 muda, radicalmente, a forma com que interagimos e como comunidades
evoluem na internet” (ROSSINI, 2010).
O REA produz uma dinâmica que possibilita trilhar por vários caminhos, objetivando a
qualidade na educação, na tentativa de suprir as exigências impostas durante o processo
de ensino-aprendizagem, e esse recurso só é possível por termos acesso a internet,
conforme Moran(1997):
Ensinar e aprender com a Internet atinge resultados
significativos quando está integrada em um contexto
estrutural de mudança do ensino-aprendizagem, onde
professores e alunos vivenciam processos de
comunicação abertos, de participação interpessoal e
grupal efetivos.
O REA está se consolidando a cada dia como uma ferramenta digital, que ocupa um
espaço de interação e de produção do conhecimento, oferecendo oportunidades e
contextos no quais a colaboração é especialmente importante para causar efeitos
positivos na sua utilização. Esse recurso promove o acesso à informação e de
divulgação, mas, sobretudo de construção partilhada de saberes (SANTOS, 2012).
A tecnologia a favor da educação pode de fato enriquecer com diversidade de materiais
e contextos de aprendizagem, sendo mais um recurso que surge de forma integrada a
outras ferramentas tecnológicas, sempre com o objetivo de fazer seus usuários
apropriarem-se explorando de fato suas potencialidades (CAZELOTO, 2008).
O presente artigo contempla 5 seções, o primeiro trata-se da introdução, a partir da
seção 2, conceitua-se os recursos educacionais abertos, na 3 aborda a qualidade como
ferramenta essencial para uma aprendizagem de sucesso, enquanto na seção 4, revela-se
as contribuições do REA na educação, e, por último, a seção 5 que traz uma análise e
discussão dando uma visão geral das reflexões realizadas.
2. RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS
A tecnologia da informática é um instrumento fundamental para o desenvolvimento de
um país, e seus avanços ocorrem sempre de forma contínua.
Nessa perspectiva surgiu o REA, movimento relativamente novo, pois se originou na
década de 90, foi criado pela UNESCO e atualmente está sendo guiado por professores,
alunos e instituições de ensino. Oferecendo alternativas para diversas áreas do
conhecimento (AMIEL et al., 2012).
Segundo Santos(2006):
“Os Recursos Educacionais Abertos (REAs) também são chamados de
Conteúdos Abertos. Os principais objetivos são: o acesso livre à informação
concebida para promover a aprendizagem, a oportunidade para a construção
do saber de forma colaborativa, o uso da tecnologia na promoção da inclusão
educacional”.
Assim estes recursos estão diretamente relacionados à dimensão tecnológica e
pedagógica do ato educacional dialógico-problematizador. No entanto, implicam
qualificação do corpo docente buscando uma maior flexibilidade nas práticas de ensino
aprendizagem, no sentido de buscar a interação e a interatividade para a produção
colaborativa. O REA está disponível na rede mundial de computadores (Internet)
permitindo livre acesso ao conteúdo produzido, além de proporcionarem a adaptação e a
reutilização dos materiais de acordo com as necessidades e singularidades de cada
contexto educacional (AMIEL. et al., 2011).
Enquanto que para Rossini et. al. (2012), os REAs são definidos como conteúdos
abertos de aprendizagem, materiais utilizáveis em processos de ensino-aprendizagem
que, contudo, estão disponíveis na web sob licenças específicas.
Tem-se como softwares livres, aqueles softwares que permanecem com o seu códigofonte aberto e disponível aos usuários, sendo possível a sua utilização, alteração e
distribuição, sendo dispensadas licenças proprietárias. Desse modo software pode ser
modificado para adequar-se melhor a determinada realidade, atividade ou trabalho, sem
que seja necessário o usuário comunicar, justificar ou solicitar autorização do
desenvolvedor do programa. Além do que, este mesmo usuário é livre para compartilhar
suas versões modificadas em rede, e assim beneficiar toda a sociedade com seu
conhecimento (KURAMOTO, 2006).
Os conteúdos educacionais abertos necessitam suporte de licenças que assegura o
direito de autor e determinam as possibilidades de uso. Contudo, no contexto dos REA,
as licenças utilizadas são mais flexíveis que as leis nacionais e internacionais dos
direitos autorais e constituem-se alternativa legítima que permita o autor ou detentor dos
direitos indicarem como pretendem que suas obras sejam utilizadas, referenciadas e até
mesmo modificadas (KURAMOTO, 2006).
Para Amiel. et al.(2012), ”O conceito de REA é focado em dois princípios: licenças de
uso que permitem maior flexibilidade e uso legal de recursos didáticos; e abertura
técnica, no sentido de utilizar formatos de recursos que sejam fáceis de abrir e modificar
em qualquer software”.
Os REAs são recursos flexiveis programados para supri as nececidades individuais,
visando remover as barreiras existentes na educação tradicional, permitindo seu livre
uso e remixagem por outros. Para Amiel. et al. (2012), nesse sentido os REAs devem
primar pelo que chama-se de “interoperabilidade” técnica e legal para facilitar o seu uso
e reuso.
Entende-se por REA também, como um “ciclo de vida” para o recurso educacional. Por
exemplo, na perspectiva de um professor e de um estudante, é algo que faz parte do
cotidiano, na busca de suprir a necessidade de aprender e/ou ensinar com mais
qualidade (AMIEL et al., 2012).
Encontrar: o primeiro passo é procurar recursos capazes de atender
adequadamente a sua necessidade. Você pode utilizar ferramentas de busca
na Internet ou ainda recorrer ao seu próprio material, como por exemplo:
anotações de aula do ano anterior, projetos e atividades antigas etc.
Criar: nessa etapa, você pode tanto criar seu recurso “do zero”, como pode
combinar os recursos que você encontrou para montar um novo recurso.
Adaptar: ao compor novos recursos, quase sempre será necessário fazer
algumas adaptações no material que você encontrou para que ele se adeque
ao seu contexto. Esse processo pode incluir correções, melhoramentos,
contextualização e algumas vezes pode ser necessário refazer completamente
o material.
Usar: finalmente você pode usar os REA na sala de aula, na Internet, em
reuniões pedagógicas etc.
Compartilhar: uma vez finalizado os REA, você pode disponibilizá-lo à
comunidade, de dentro e de fora da escola , que poderá reusá-lo e assim
recomeçar o ciclo de vida novamente.
É fácil perceber que para o REA não existe somente um conceito, porém, uma maneira
mais simples de entendê-lo, é que se trata de cursos, parte de cursos e disciplina
oferecidos de graça através/ pelo computador (CAZELOTO, 2008).
Diversos estudos estão sendo realizados nessa temática, onde as iniciativas de acesso
aberto têm estruturado novas formas para compartilhar os conhecimentos produzidos
(SANTOS, 2012). Como exemplo, tem-se o estudo de uma ontologia (ONTOER), no
sentido de padronizar estas formas de compartilhamento (AMORIM et al., 2012).
Encontra-se REAs na internet, fazendo-se uso de ferramentas como: Repositórios online ou também chamados Repositórios digitais, que são recursos digitais
disponibilizado em diversos formatos. Em Silva (2011) estes são “considerados
repositórios os serviços on-line que disponibilizam objetos de aprendizagem e recursos
digitais. No Brasil, a maior parte do acervo existente é mantida por universidades e
instituições governamentais”.
No site do REA do Brasil, têm-se vários de projetos e repositórios de digitais. Estas
plataformas on-line servem para apoiar o ensino-aprendizagem, como (REA.NET,
2013):

Educopédia: Possui uma plataforma on-line e auto-explicativa, onde de a
qualquer hora, e em qualquer lugar, professores e alunos podem ter acesso as
suas atividades, nesses benefícios estão os planos de aula e apresentações
voltadas para os professores. As atividades incluem vídeos, animações, imagens,
textos, podcasts, mini-testes e jogos, ambos devem seguir um roteiro prédefinido obedecendo às teorias de metacognição;

Livro Didático Público: É um projeto que contempla a produção de material
didático pelos professores da rede pública, fica no estado do Paraná e pertence à
Secretaria de Educação do Estado;

Wikiversidade é um portal educacional onde os universitários publicam e
consultam conteúdos voltados para educação, podendo propor ou desenvolver
oficinas e cursos;

Ripe: Rede de Intercâmbio de Produção Educativa produz colaborativamente
imagens e sons para uso educacional;

Scielo livros: Publica on-line coleções de livros de caráter cientifico, produzido
por instituições acadêmicas, com o intuito de ampliar a visibilidade, uso de
pesquisa e acessibilidade;

Secretaria de Educação do Município de São Paulo: Dispõe de obras
educacionais e pedagógicas produzidas na rede pública municipal de ensino.
3. QUALIDADE NO ENSINO APRENDIZAGEM
O foco de todo ensino-aprendizagem é sempre a qualidade, e é nessa perspectiva que se
movimenta a educação do país. Propiciar maior aprendizagem aos estudantes,
potencializando suas habilidades, e possibilitando a aquisição durante a escolarização de
conhecimentos que lhes proporcionem igualdade de oportunidades, com condições mais
favoráveis ao seu desenvolvimento, sempre será uma preocupação dos órgãos
competentes e de toda a sociedade (ROSSINI, 2010).
Sendo assim, cria-se uma expectativa muito grande quanto a um ensino de qualidade
que está sendo apresentado à sociedade, uma vez que a exigência de qualidade tornou-se
essencial no ensino, seja infantil, fundamental ou superior. Cox(2003), afirma que “é
papel da educação escolar capacitar o indivíduo para a vida”. A escola deve preparar o
ser humano para a sobrevivência, para viver e trabalhar dignamente, tomar decisões
fundamentais e estar apto a aprender continuamente.
Para se mencionar garantia de qualidade na educação, um leque de estratégias se faz
presente, que vão desde a formação dos professores, dos recursos de aprendizagem
utilizados, da infraestrutura, do desejo de aprender por parte dos estudantes, e por fim os
investimentos econômicos do país (AMIEL et al., 2012).
Na busca de um ensino aprendizagem de qualidade se faz necessário uma organização
inovadora, aberta, dinâmica, com um projeto pedagógico coerente, participativo com
infraestrutura adequada, atualizada, confortável, tecnologias acessíveis, rápidas e
renovadas, que reúna docentes preparados comunicacional, intelectual, emocional e
eticamente bem remunerados, motivados e com boas condições profissionais, uma
organização que tenha alunos motivados, com capacidade de gerenciamento pessoal e
grupal (AMIEL, 2012).
A qualidade da educação se faz necessário para a formação real de um cidadão íntegro.
“Ser cidadão é despertar da condição de usufrutuário manobrado, é descobrir-se artífice
do meio em que vivemos, é perceber-se capaz de conquistar o bem estar almejado”
(COX, 2003).
Para a satisfação das exigências exige articular um sistema amplo de participação dos
estudantes, professores, e todos da sociedade, trabalhando com um currículo que
respeite a realidade de um mundo globalizado e em constante mudança.
Em sintonia com o processo educacional de real satisfação Freire(2009) enfatiza que
“Ensinar não é transferir conhecimento, conteúdos nem formar é ação pela qual o
sujeito criador dá forma, estilo ou alma a um corpo indeciso e acomodado”. O processo
de ensino aprendizagem é de fato uma construção das práticas escolares e bem como do
seu contexto sócio político, seja do aluno ou do professor.
4. CONTRIBUIÇÕES DO REA NA EDUCAÇÃO
O REA é um recurso educacional aberto que facilita a aquisição do conhecimento
intelectual em diversas áreas. Esse sistema possui dimensões gigantescas, e sua
potencialidade contribui excepcionalmente na qualidade de informações adquiridas.
Para Baranauskas et al.(1999), “ cada pessoa busca as informações que lhe são mais
pertinentes, internaliza-as, apropria-se delas e as transforma em uma nova
representação”.
Os sistemas de educação convencionais e abertos, normalmente, encontram-se no
âmbito da educação formal. Para Santos(2012), “ os REA podem ser utilizados em um
sistema aberto tanto na educação formal quanto na informal”.
Habitualmente no sistema informal não é realizado a avaliação da aprendizagem e,
mesmo se houve, não há a certificação oficial da aprendizagem. No entanto de acordo
com Santos(2012), “ há vários modelos de negócio sendo utilizados em REA, alguns
bastante inovadores, até mesmo levando à certificação da aprendizagem gratuitamente”.
São diversas as contribuições oferecidas pelo REA, a começar por se tratar de uma
educação inovadora e moderna. De acordo com Brito(2006), “a grande importância
pedagógica do acesso a ambientes colaborativos é que, os alunos podem aprender
FAZENDO, ao contrário de aprenderem apenas OUVINDO”.
No entanto é possível participar com trocas de todos os tipos de arquivos, e, acima de
tudo, aderir conhecimento tornando um ser capaz de aprender a construir seu saber,
reunido de percepção no compartilhamento de problemas e necessidades.
Encontra-se em escolas privadas e até públicas, alunos portando celulares com acesso a
internet, e utilizando esse instrumento nos grupos de estudos para ter condições de
oferecer ao professor um trabalho mais enriquecedor que satisfaça suas exigências.
“Ensinar e aprender com a Internet atinge resultados significativos quando está
integrada em um contexto estrutural de mudança do ensino-aprendizagem” (MORAN,
1994: P. 1-3).
Apesar de o REA ser um termo ainda desconhecido por alguns, mas já está presente na
vida de muitos estudantes e professores, conscientes da sua interação real em diversas
situações de aprendizagem, em que os trabalhos produzidos podem ser elaborados na
forma de novos REA, fazendo uso de habilidades que perpassam as disciplinas
curriculares das escolas, de acordo com (STAROBINAS, 2012):
Propor a abertura dos recursos educacionais é também uma oportunidade de
trabalhá-los fazendo uso conjunto de diferentes referenciais disciplinares.
Isso vale tanto na articulação para compreender um determinado fenômeno,
quanto para a produção de outros recursos, que podem surgir como
desdobramento de um projeto: textos, vídeos, softwares etc.
Nesse sentido, o REA tem a pretensão de alcançar uma melhor e maior aprendizagem,
otimizando seus recursos de acordo com as participações dos seus usuários, produzindo
fontes extraordinárias de conhecimento, causando para a sociedade um efeito positivo
de uma programação criativa inovadora.
5. ANÁLISE E DISCUSSÃO
O REA propõe uma estrutura básica tecnológica alinhada ao conhecimento, que
contribui para uma educação de qualidade, capaz de satisfazer as carências e exigências
desse mundo globalizado, maximizando as potencialidades educativas e interativas das
ferramentas disponíveis, e ao mesmo tempo especificando e detalhando o método de
utilização dessas ferramentas, tornando-o um auxiliar adequado para o desenvolvimento
do ensino-aprendizagem.
O REA é um instrumento que vem sendo utilizado até mesmo por pessoas que
desconhecem o termo, mas está sempre a procura de adquirir novas aprendizagens, para
desenvolver habilidades e competências capazes de suprir as necessidades vigentes de
uma sociedade cada vez mais informatizada. Esse recurso oferece condições suficientes
para que o indivíduo possa criar/recriar, direcionar/redirecionar seus conceitos.
Apesar da atual acessibilidade aos meios informatizados, muito ainda deve ser feito para
que o REA seja, de fato, conhecido/reconhecido, utilizado/reutilizado, de maneira
adequada, por educadores que ainda não estão a par da existência do vasto e crescente
grupo de recursos educacionais abertos, ou não os utilizam de forma plena.
Muitas instituições de ensino e também os governos não têm um amplo conhecimento
ou não estão totalmente convencidos dos benefícios dos REA apesar das vantagens que
esse recurso traz para educação.
Vale ressaltar que infelizmente muitas regiões do mundo ainda não têm acesso aos
computadores e redes que são essenciais para a maioria dos atuais esforços na educação
aberta, e isso provoca as grandes desigualdades sociais e educacionais existentes.
A utilização do REA como instrumento de aprendizagem pode, de fato, contribuir com
a qualidade da educação, por oferecer espaços de troca e aquisição do conhecimento em
diversas áreas. A partilha desse recurso provoca uma interação satisfatória e otimiza o
tempo gasto dos seus usuários.
REFERÊNCIAS
AMIEL, T, 2012, Educacão abertas: Configurando ambientes praticas e recursos educacionais.
Disponível em: http://www.artigos.livrorea.net.br/, acessado em 05/09/2013.
AMIEL, T. MORAIS, E. RIBEIRO, A, 2012, Recursos Educacionais Abertos (REA): Um caderno
para professores. Disponível em: <http://www.educacaoaberta.org/wiki>, acessado em 05/09/2013.
AMIEL,T; OREY, M; WEST, R. Recursos Educacionais Abertos (REA): modelos para localização e
adaptação. ETD - Educação Temática Digital. Campinas, v.12, pp. 112-125, mar. 2011.
Disponível
em:<http://www.fae.unicamp.br/revista/index.php/etd/article/view/2284/pdf_69>,acessado
em:
16/10/2013.
AMORIM, R. R.; RABELO, T. e AMORIM, D. Open Educational Resources Ontology. Anais do
Congresso Brasileiro de Informática na Educação (CBIE), 2012.
BARANAUSKAS, C.; Rocha, H. V.; Martins, M. C. e D’Abreu, J. V. Uma taxonomia para Ambientes
de Aprendizado Baseados no Computador. In: Valente, J. A. O computador na sociedade do
conhecimento. Campinas, SP: UNICAMP/NIED, 1999.
BRITO ,P. MARCUSSO, N. TELLES,M. A tecnologia Transformando Educação.Primeira edição São
Paulo , 2006
CAZELOTO, E. Inclusão Digital : Uma visão crítica / Edilson caseloto. – São Paulo: Editora Senac,
São Paulo, 2008.
COX, K K. Informática na educação escolar. Campinas, SP: Autores Associados. – (coleção polêmicas
do nosso tempo, 87), 2003.
DECLARAÇÃO
DE
BERLIM,
2003,
Disponível
em:
<https://repositorium.sdum.uminho.pt/about/DeclaracaoBerlim.htm>, acessado em 15/10/2013.
FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa, Paulo Freire. – São
Paulo: Paz e Terra, 1996 (Coleção Leitura).
KURAMOTO, H. Informação científica: proposta de um novo modelo para o Brasil. Ciência da
Informação.
Disponível
em:
<http://revista.ibict.br/cienciadainformacao/index.php/ciinf/article/view/831/677>. acessado em
07/12/2013
MORAN, J M. Como ultilizar internet na educação. Revista Ciência da Informação, Vol 26, n.2,
maio-agosto 1997.
REA. Rea no Brasil, disponível em: <http://rea.net.br/site/rea-no-brasil-e-no-mundo/rea-no-brasil/>,
acessado em 05/12/2013.
ROSSINI, C. CRISTIANA G (2012). REA O debate em políticas pulblica e oportunidade para o
mercado Disponivel em <http://www.artigos.livrorea.net.br/wp-content/uploads/2012/08/REArossini-gonzalez.pdf>>, acessado em 22/11/2013.
ROSSINI, C. (2010).Tecnologia e Educação: colaboração e liberdades O Caso do Brasil. Brasília.
Fellow
da
Universidade
de
Harvard.
Disponível
em:<http://www2.camara.leg.br/atividadelegislativa/comissoes/Comissoesermanentes/cctci/Eventos/
2010/ano2010/ap08072010educacaoabertarecursos-educacionais-abertos-desafios-eperspectivas/carolina-rossini>, acessado em 05/09/2013.
SANTOS, A I. Recursos Educacionais Abertos: novas perspectivas para a inclusão educacional
superior via EAD. In: SANTOS, A.I. (Ed.). Perspecctivas Internacionais em Ensino e
Aprendizagem On-line. São Paulo: Libra Três, p. 35-51. 2006. Disponível em: <
http://aisantos.wordpress.com/2011/06/10/recursoseducacionaisabertosnovas-perspectivas-para-ainclusao-educacional-via-ead/>, acessado em 05/09/2013.
SANTOS, A I. Educação aberta: histórico, práticas e o contexto dos recursos educacionais abertos.
São Paulo, 2012. Disponível em:<http://www.artigos.livrorea.net.br/2012/05/educacao-abertahistorico-praticas-e-o-contexto-dos-recursos-educacionais-abertos/>, acessado em 18/09/2013.
SILVA, R. S.da.Objetos de aprendizagem para educação a distancia.São Paulo:Novatec, 2011.
STAROBINAS, L, 2012, REA na educação básica: a colaboração como estratégia de
enriquecimento
dos
processos
de
ensino-aprendizagem,
Disponível
em:
<Vozesdaeducacao.org.br/blog/tag/Lilian-starobinas>, acessado em 12/09/2013.
Download

as contribuições dos recursos educacionais abertos para um