TRISEQUENS®/TRISEQUENS® FORTE
Resumo das Características do Medicamento Proposto
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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO
1. DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO
Trisequens® comprimidos revestidos por película
Trisequens® Forte comprimidos revestidos por película
2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Cada comprimido contém:
Trisequens
Comprimido azul: Estradiol 2 mg (na forma de hemihidrato de estradiol)
Comprimido branco: Estradiol 2 mg (na forma de hemihidrato de estradiol) e
acetato de noretisterona 1 mg.
Comprimido vermelho: Estradiol 1 mg (na forma de hemihidrato de estradiol)
Trisequens Forte
Comprimido amarelo: Estradiol 4 mg (na forma de hemihidrato de estradiol)
Comprimido branco: Estradiol 4 mg (na forma de hemihidrato de estradiol) e
acetato de noretisterona 1 mg.
Comprimido vermelho: Estradiol 1 mg (na forma de hemihidrato de estradiol)
Excipientes, ver 6.1.
3. FORMA FARMACÊUTICA
Comprimido revestido por película.
Trisequens:
Comprimidos azuis, biconvexos, com a gravação NOVO 280. Diâmetro 6 mm.
Comprimidos brancos, biconvexos, com a gravação NOVO 281. Diâmetro 6 mm.
Comprimidos vermelhos, biconvexos, com a gravação NOVO 282. Diâmetro 6
mm.
Trisequens Forte:
Comprimidos amarelos, biconvexos, com a gravação NOVO 284. Diâmetro 6 mm.
Comprimidos brancos, biconvexos, com a gravação NOVO 285. Diâmetro 6 mm.
Comprimidos vermelhos, biconvexos, com a gravação NOVO 282. Diâmetro 6
mm.
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4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS
4.1.
Indicações Terapêuticas
Terapêutica Hormonal de Substituição (THS) para os sintomas de deficiência em
estrogénio. Prevenção da osteoporose pós-menopausa em mulheres com um
risco aumentado de fracturas osteoróticas futuras (apenas Trisequens).
A experiência de tratamento de mulheres com mais de 65 anos é limitada.
4.2.
Posologia e modo de administração
Trisequens (Trisequens Forte) é um medicamento contínuo e sequencial para
substituição hormonal. O estrogénio é doseado de forma contínua. O
progestagénio é adicionado sequencialmente em 10 dias de cada ciclo de 28 dias.
Deve tomar-se um comprimido diariamente, por via oral, sem interrupções, de
preferência sempre na mesma altura do dia começando com a terapêutica com
estragénios (Trisequens: comprimido azul, Trisequens Forte: comprimido
amarelo) durante 12 dias, a que se segue 10 dias de terapia
estrogénio/progestagénio (comprimido branco) e 6 dias de terapia com
estrogénios (comprimido vermelho). Durante a fase dos comprimidos vermelhos é
induzida uma descamação regular do endométrio.
Após administração do último comprimido vermelho, o tratamento continua no dia
seguinte com o primeiro comprimido azul (Trisequens) ou amarelo (Trisequens
Forte) de uma nova embalagem.
Em mulheres com amenorreia que não estejam a fazer THS, mulheres com
hemorragia irregular ou mulheres em transição de um produto de THS combinado
e contínuo, o tratamento com Trisequens (Trisequens Forte) pode ser iniciado em
qualquer dia em que seja conveniente. Mulheres que estejam em transição de
outro regime de THS sequencial, ou mulheres que ainda tenham a menstruação
devem iniciar o tratamento no 5º dia da menstruação.
No tratamento dos sintomas da pós-menopausa, deverá ser usada a dose mínima
eficaz. A THS apenas deve continuar enquanto o benefício no alívio dos sintomas
graves compensar o risco.
Pode ser indicada uma mudança para outro produto combinado de dose superior
se, após três meses, a resposta for insuficiente para o alívio satisfatório dos
sintomas.
Se a doente se esqueceu de tomar um comprimido, o comprimido esquecido deve
ser inutilizado. Esquecer uma toma pode aumentar a probabilidade de hemorragia
e spotting.
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4.3.
Contra-indicações
- Suspeita ou existência (actual ou prévia) de cancro da mama.
- Suspeita ou existência de tumores malignos dependentes de estrogénio
(ex. Cancro do endométrio).
- Hemorragia genital não diagnosticada.
- Hiperplasia do endométrio não tratada
- Tromboembolismo venoso actual ou idiopático prévio (trombose venosa
profunda, embolismo pulmonar).
- Doença tromboembólica arterial activa ou recente (ex: angina, enfarte do
miocárdio).
- Doença hepática aguda, ou história clínica de doença hepática, desde que
os resultados das análises à função hepática não tenham regressado ao
normal.
- Hipersensibilidade conhecida às substâncias activas ou a qualquer um dos
excipientes.
- Porfíria.
4.4.
Advertências e Precauções Especiais de Utilização
Exames clínicos/Follow-up
Antes de iniciar ou reinstituir a THS, deverá ser recolhida a história clínica
pessoal e familiar completa. Os exames clínicos (incluindo exame de
ginecologia e mastologia) devem ser orientados pela história clínica, pelas
contra-indicações e pelas precauções de utilização. Durante o tratamento,
são recomendados check-ups periódicos, com uma frequência e
características adaptadas a cada mulher. As mulheres devem ser
aconselhadas acerca de que as alterações mamárias devem comunicar ao
seu médico ou enfermeira. Os exames, incluindo a mamografia, devem ser
realizados de acordo com a prática clínica corrente e modificados com as
necessidades clínicas individuais. Nas mulheres tratadas com terapêutica
hormonal de substituição, os riscos e benefícios deverão ser
cuidadosamente avaliados ao longo do tempo.
Situações que necessitam de vigilância
Se alguma das seguintes situações ocorrer, tiver ocorrido anteriormente e/ou
se tiver agravado durante a gravidez ou terapêutica hormonal prévia, a
doente deve ser cuidadosamente vigiada. Deverá ter-se em consideração
que estas situações podem ser recorrentes ou agravadas durante o
tratamento com Trisequens (Trisequens Forte), especialmente:
-
Leiomioma (fibromas uterinos) ou endometriose
História clínica ou factores de risco de distúrbios tromboembólicos (ver
abaixo)
Factores de risco para tumores dependentes de estrogénio, por ex.,
familiares de 1º grau com cancro da mama.
Hipertensão
Distúrbios hepáticos (ex. adenoma hepático)
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-
Diabetes mellitus com ou sem envolvimento vascular
Colelitíase
Cefaleias ou dor de cabeça (forte)
Lúpus eritematoso sistémico
História clínica de hiperplasia do endométrio (ver abaixo)
Epilepsia
Asma
Otosclerose
Motivos para descontinuar imediatamente o tratamento
O tratamento deve ser interrompido no caso de ser descoberta alguma
contra-indicação e nas seguintes situações:
- Icterícia ou deterioração da função hepática
- aumento significativo da pressão arterial
- despoletar de um novo episódio de enxaqueca
- gravidez
Hiperplasia do endométrio
O risco de hiperplasia e carcinoma do endométrio encontra-se aumentado
quando os estrogénios são administrados isoladamente durante longos
períodos de tempo. Para reduzir, mas não eliminar o risco, é assim essencial
combinar a terapêutica de estrogénios com um progestagénio durante pelo
menos 10-12 dias de cada ciclo em mulheres não histerectomisadas.
Durante os primeiros meses de tratamento pode ocorrer uma pequena
hemorragia e spotting. Se a pequena hemorragia ou spotting surgirem depois
de decorrido algum tempo de tratamento, ou persistirem após o tratamento
ter sido descontinuado, deverá investigar-se a razão, o que pode incluir
biópsia do endométrio para se excluir a possibilidade de malignidade.
Cancro da mama
Ensaios clínicos aleatorizados e estudos epidemiológicos mostraram um
risco aumentado de cancro da mama em mulheres a tomarem estrogénios
ou combinações de estrogénio-progestagénio para a THS durante vários
anos (ver secção 4.8). O excesso de risco aumenta com a duração da
administração da THS e parece voltar ao normal ao longo de 5 anos após o
final do tratamento. As mulheres a receberem THS combinada com
estrogénio-progestagénio tiveram um risco semelhante, ou possivelmente
maior, em comparação com mulheres que tomaram estrogénios simples.
Nos estudos epidemiológicos, os cancros da mama diagnosticados em
mulheres a receberem, ou recentemente submetidas a THS tiveram menor
tendência para se disseminarem para fora da mama que os detectados em
não utilizadoras de THS. O cancro da mama desenvolvido em mulheres após
a THS teve características tumorígenas menos agressivas quando
comparado com o cancro da mama em mulheres não submetidas a THS. O
aumento no risco ocorreu principalmente em mulheres de constituição física
magra ou normal. Apesar de as mulheres obesas terem risco acrescido de
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sofrer de cancro da mama, a THS não causou um aumento adicional deste
risco.
Tromboembolismo venoso
A THS está associada a um risco relativamente maior de desenvolvimento
de tromboembolismo venoso (TEV), ou seja, trombose venosa profunda ou
embolismo pulmonar. Um ensaio controlado e aleatorizado e estudos
epidemiológicos detectaram um risco 2-3 vezes superior nas mulheres
utilizadoras, em comparação com as não utilizadoras. Para as não
utilizadoras, estima-se que o número de casos de TEV que irão ocorrer num
período de 5 anos seja cerca de 3 por cada 1000 mulheres entre os 50 e 59
anos, e 8 por cada 1000 mulheres entre os 60 e 69 anos. É estimado que em
mulheres saudáveis que utilizam THS há 5 anos, o número de casos
adicionais de TEV num período de 5 anos seja entre 2 e 6 (melhor
estimativa=4) por cada 1000 mulheres entre os 50 e 59 anos e entre 5 e 15
(melhor estimativa=9) por cada 1000 mulheres entre os 60 e 69 anos. Esta
ocorrência é mais provável durante o primeiro ano de THS.
Os factores de risco de TEV incluem história clínica pessoal ou familiar,
obesidade grave (IMC > 30 Kg/m²) e lúpus eritematoso sistémico. Não existe
consenso sobre o possível papel das veias varicosas na TEV.
As doentes com história clínica de TEV ou trombofilia confirmada têm um
risco aumentado de TEV. A THS pode aumentar este risco. A história clínica
pessoal ou familiar de tromboembolismo ou de aborto espontâneo frequente
deverá ser investigada de forma a excluir uma predisposição trombofílica.
Até ser feita uma avaliação rigorosa dos factores trombofílicos ou até que o
tratamento com anticoagulantes seja iniciado, a THS nestas doentes deve
ser considerada como contra-indicada. Nas doentes submetidas a
tratamento com anticoagulantes, o benefício/risco da utilização da THS deve
ser cuidadosamente avaliado.
O risco de TEV pode aumentar temporariamente com a imobilização
prolongada, traumatismo grave ou grande cirurgia. Tal como acontece com
todos os doentes pós-operados, deverá dar-se cuidadosa atenção às
medidas profilácticas para prevenção de TEV. Quando se prevê uma
imobilização prolongada após uma cirurgia electiva, especialmente cirurgia
abdominal ou ortopédica dos membros inferiores, deverá considerar-se a
hipótese de parar temporariamente a THS quatro a seis semanas antes da
cirurgia, se possível. O tratamento não deverá ser retomado até a doente
estar completamente recuperada.
Se se desenvolver TEV após o início da THS, este tratamento deverá ser
descontinuado. Quando sentem um possível sintoma de tromboembolismo
(edema doloroso numa das pernas, dor súbita no peito, dispneia, etc.), as
doentes devem ser aconselhadas a consultarem o seu médico de imediato.
Doença coronária
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Os ensaios clínicos aleatorizados e controlados não forneceram evidências
de benefício cardiovascular da administração contínua de estrogénios
conjugados combinados e MPA. Ensaios clínicos de grande dimensão
mostraram um possível aumento de risco na morbilidade cardiovascular no
primeiro ano de utilização, e a inexistência de benefício após essa data. Para
outros produtos de THS, não existem ainda ensaios controlados e
aleatorizados que verifiquem o benefício na morbilidade e mortalidade
cardiovascular. Deste modo, não é certo que estes resultados se estendam a
outros produtos de THS.
AVC
Um ensaio clínico aleatorizado de grandes dimensões (WHI-trial) encontrou,
como ponto final secundário, um risco acrescido de AVC em mulheres
saudáveis durante o tratamento contínuo com estrogénios conjugados
combinados e MPA. Para mulheres que não utilizam THS, estima-se que o
número de casos de AVC que irá ocorrer ao longo de um período de 5 anos
seja cerca de 3 por cada 1000 mulheres entre os 50 e 59 anos e cerca de 11
por cada 1000 mulheres entre os 60 e 69 anos. É igualmente estimado que,
para as mulheres que utilizam estrogénios conjugados e MPA durante 5
anos, o número de casos adicionais seja entre 0 e 3 (melhor estimativa=1)
por cada 1000 utilizadoras entre os 50 e 59 anos e entre 1 e 9 (melhor
estimativa=4) por cada 1000 utilizadoras entre os 60 e 69 anos. Não se sabe
se o risco acrescido também é extensível a outros produtos de THS.
Cancro do ovário
A utilização prolongada (pelo menos 5 a 10 anos) de produtos de THS
apenas com estrogénio em mulheres histerectomisadas, tem sido associado,
em alguns estudos epidemiológicos, a um aumento do risco de cancro do
ovário. É improvável que a utilização prolongada de THS combinadas
ocasione um aumento de risco de cancro do ovário.
Outras situações
Os estrogénios podem provocar retenção de fluídos, pelo que as doentes
com insuficiência cardíaca ou renal devem ser cuidadosamente observadas.
As doentes com insuficiência renal terminal devem ser cautelosamente
vigiadas, uma vez que com Trisequens (Trisequens Forte) é de esperar que
o nível de substâncias activas em circulação aumente.
Mulheres com hipertrigliceridemia pré existente devem ser cuidadosamente
seguidas durante a substituição de estrogénio ou terapia de substituição
hormonal, visto terem sido notificados com a terapêutica estrogénica casos
raros de aumento substancial dos triglicéridos plasmáticos conduzindo
mesmo a pancreatite em mulheres com este problema.
Os estrogénios aumentam a Globulina de Ligação à Tiróide (GLT),
originando um aumento da hormona tiróideia circulante total, medida com a
ligação do Iodo às proteínas (LIP), dos níveis de T4 (por coluna ou rádio-
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imunoensaio) ou de T3 (por rádio-imunoensaio). A retenção de T3 pela
resina é diminuída, reflectindo a elevação da GLT. As concentrações de T4 e
T3 livres permanecem inalteradas. Outras proteínas de ligação podem
encontrar-se elevadas no soro, nomeadamente, a Globulina de Ligação aos
Corticóides (GLC) e a Globulina de Ligação às Hormonas Sexuais (GLHS),
originando um aumento, respectivamente, dos corticosteróides e das
hormonas sexuais circulantes. As concentrações de hormonas activas livres
ou biológicas permanecem inalteradas. Outras proteínas plasmáticas podem
encontrar-se aumentadas (substracto renina/angiotensina, alfa-I-antitripsina,
ceruloplasmina).
4.5.
Interacções com Outros Medicamentosas e Outras Formas de
Interacção
O metabolismo dos estrogénios e progestagénios pode aumentar com o uso
concomitante de substâncias que induzem os enzimas metabolizadores de
fármacos, especificamente os enzimas do citocromo P450, tais como os
anticonvulsivantes (ex. fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e anti-infecciosos
(ex. rifampicina, rifabutina, nevirapina, efavirenz).
Pelo contrário, o ritonavir e o nelfinavir, embora sejam conhecidos como sendo
potentes inibidores, exibem propriedades indutoras, quando usados
concomitantemente com hormonas esteróides. Preparações herbais contendo
Hipericão (Hypericum perforatum) podem induzir o metabolismo dos estrogénios e
progestagénios
Do ponto de vista clínico, um aumento no metabolismo dos estrogénios e
progestagénios pode levar a uma diminuição do efeito e alterações no perfil da
hemorragia uterina.
Fármacos que inibem a actividade dos enzimas metabolizadores de fármacos dos
microssomas hepáticos, como por exemplo o cetoconazol, podem aumentar os
níveis circulantes da substância activa do Trisequens (Trisequens Forte).
4.6.
Gravidez e aleitamento
Trisequens (Trisequens Forte) não está indicado na gravidez.
Se ocorrer uma gravidez durante a administração de Trisequens (Trisequens
Forte), o tratamento deverá ser imediatamente suspenso.
Os dados sobre um número limitado de gravidezes expostas ao medicamento
mostraram efeitos adversos da noretisterona sobre o feto. Em doses mais
elevadas que as normalmente utilizadas no CO e THS, observou-se
masculinização dos fetos do sexo feminino.
Os resultados da maioria dos estudos epidemiológicos obtidos até agora e com
relevância na exposição inadvertida do feto a combinações de estrogénios e
progestagénios indicaram não existir efeito teratogénico ou fetotóxico.
Lactação
Trisequens (Trisequens Forte) não está indicado durante o aleitamento.
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4.7.
Efeitos sobre a Capacidade de Conduzir e Utilizar Máquinas
Não se conhecem efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.
4.8.
Efeitos Indesejáveis
Experiência Clínica:
Os efeitos adversos comunicados com mais frequência nos ensaios clínicos com
Trisequens e Trisequens Forte foram hemorragia vaginal e dor/flacidez mamária,
tendo estes efeitos sido notificados em aproximadamente 10 a 20% das doentes.
A hemorragia vaginal ocorre, normalmente, durante os primeiros meses de
tratamento. A dor mamária normalmente desaparece após alguns meses de
terapia. Todos os efeitos adversos observados com maior frequência em doentes
tratadas com Trisequens no âmbito dos ensaios clínicos aleatorizados, ou em
tratamento com outros produtos de THS, em comparação com placebo, e que
num avaliação global foram considerados como possivelmente relacionados com
o medicamento, encontram-se na seguinte tabela:
Sistema
Classe de
Orgãos
Infecções e
Infestações
Muito
Comum
>1/10
Comum
>1/100; <1/10
Pouco Comum
>1/1,000;
<1/100
Candidíase
genital ou
vaginite (ver
também “alterações
mamárias e do
sistema
reproductor”)
Neoplasmas
benignos e
nalignos
(incluindo
quistos e
pólipos)
Perturbações
do sistema
imunitário
Cancro da
mama*(ver em
baixo)
Hipersensibilida
de (ver também
“alterações da pele
e tecidos
subcutâneos”)
Raro
>1/10,000;
<1/1,000
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Sistema
Classe de
Orgãos
Muito
Comum
>1/10
Comum
>1/100; <1/10
Perturbações
nutricionais e
metabólicas
Retenção de
fluidos (ver
Perturbações
psiquiátricas
Depressão ou
agravamento de
depressão
Perturbações
sistema
nervoso
Cefaleia,
enxaqueca ou
agravamento da
enxaqueca
Raro
>1/10,000;
<1/1,000
também “alterações
gerais e do local de
administração”
Nervosismo
Tromboflebite
superficial
Perturbações
vasculares
Náuseas, dor
abdominal,
distensão
abdominal ou
desconforto
abdominal
Perturbações
gastrointestin
ais
Flatulência ou
inchaço
Alopécia,
hirsutismo ou
acne
Prurido ou
urticária
Perturbações
da pele e
tecido
subcutâneo
Perturbações
musculoesqueléticas,
do tecido
conjuntivo e
do osso
Perturbações
mamárias e
do sistema
reprodutor
Pouco Comum
>1/1,000;
<1/100
Dores nas
costas
Cãibras nas
pernas
Dor ou
flacidez
mamária
Menstruação
Edema ou
entumescimento
mamário
Agravamento,
re-ocorrência ou
Hiperplasia do
endométrio
Dismenorreia
(ver também
“Dores nas costas”
e “dor abdominal”)
Embolismo
pulmonar
Tromboflebite
profunda
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Sistema
Classe de
Orgãos
Perturbações
gerais e do
local de
administração
Investigações
Muito
Comum
>1/10
Comum
>1/100; <1/10
Pouco Comum
>1/1,000;
<1/100
irregular ou
menorragia
aparecimento de
fibroma uterino
Edema
Ineficácia do
periférico
fármaco
Raro
>1/10,000;
<1/1,000
Aumento de
peso
*O risco de cancro da mama aumenta com o número de anos de utilização de
THS. De acordo com os dados dos estudos epidemiológicos – 51 estudos
epidemiológicos efectuados desde a década de 70 até ao início dos anos 90
relatados numa re-análise, e de estudos mais recentes -, a melhor estimativa de
risco para mulheres que não utilizam THS é que, no total, cerca de 45 mulheres
em cada 1000 deverão ter um diagnóstico de cancro da mama entre os 50 e os
70 anos. Estima-se que, entre aquelas que usem ou tenham usado recentemente
THS, o número total de casos adicionais durante o período correspondente será
entre 1 e 3 (melhor estimativa=2) casos adicionais por 1000 mulheres que utilizem
THS há 5 anos, entre 3 e 9 (melhor estimativa=6) casos adicionais por 1000
mulheres que utilizem THS há 10 anos e entre 5 e 20 (melhor estimativa=12) por
1000 mulheres que utilizem THS há 15 anos (ver secção 4.4). O número de casos
adicionais de cancro da mama é genericamente similar para mulheres que iniciam
THS, independentemente da idade em que o fazem (apenas entre os 45 e 65
anos).
Experiência pós-comercialização:
Além das reacções adversas descritas anteriormente, as que se apresentam
abaixo foram objecto de notificação espontânea, e são consideradas de forma
unânime como possivelmente relacionadas com o tratamento com Trisequens
(Trisequens Forte). A taxa de notificação destas reacções adversas
medicamentosas espontâneas é muito rara: (<1/10000 anos de vida da doente):
-
Neoplasma benigno e maligno (incluindo quistos e pólipos): cancro do
endométrio
Alterações psiquiátricas: insónia, ansiedade, diminuição ou aumento da
líbido
Alterações do sistema nervoso: tonturas, AVC
Alterações visuais: perturbações da visão
Alterações vasculares: agravamento da hipertensão
Alterações cardíacas: enfarte do miocárdio
Alterações gastrointestinais: dispepsia, vómitos
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-
Alterações hepatobiliares: doença vesicular, colelitíase, agravamento ou
re-ocorrência da colelitíase
Alterações da pele e tecido sub-cutâneo: seborreia, urticária, edema
angioneurótico
Alterações mamárias e do sistema reproductor: hiperplasia do
endométrio, prurido vulvovaginal
Investigações: diminuição de peso, aumento da pressão arterial
As seguintes reacções adversas foram notificadas associadas a outros
tratamentos à base de estrogénio/progestagénio:
-
4.9.
Distúrbios cutâneos e subcutâneos: cloasma, eritema multiforme, eritema
nodular, púrpura vascular.
Sobredosagem
A sobredosagem pode manifestar-se por náuseas e vómitos. O tratamento deverá
ser sintomático.
5.
PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1.
Propriedades Farmacodinâmicas
Código ATC: G03F B05
Estrogénio e progestagénio para terapia de substituição hormonal contínua e
sequencial.
Estradiol: a substância activa, o 17β-estradiol sintético, é química e
biologicamente idêntico ao estradiol humano endógeno. É um substituto para a
perda de produção de estrogénio em mulheres menopáusicas e alivia os sintomas
da menopausa. Os estrogénios podem prevenir a perda de tecido ósseo que
surge em consequência da menopausa ou da ovariectomia.
Acetato de Noretisterona: uma vez que os estrogénios promovem o crescimento
do endométrio, a administração de estrogénios isolados aumenta o risco de
hiperplasia do endométrio e cancro. A adição de um progestagénio reduz mas
não elimina o risco de hiperplasia do endométrio induzido pelos estrogénios em
mulheres não histerectomisadas.
O alívio dos sintomas menopáusicos é alcançado durante as primeiras semanas
de tratamento.
Ocorreu uma hemorragia de interrupção regular com a duração média de 3-4 dias
em cerca de 93% das mulheres.
A deficiência de estrogénio na menopausa está associada a um aumento da
reabsorção óssea e a um declínio da massa óssea. Assim, se possível, o
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tratamento para prevenção da osteoporose deve iniciar-se o mais cedo possível
após o início da menopausa em mulheres com risco acrescido de futuras fracturas
osteoporóticas. O efeito dos estrogénios na densidade mineral do osso é
dependente da dose. A protecção parece ser efectiva enquanto durar o
tratamento.
Estudos baseados na medição da densidade mineral do osso demonstraram que
o Trisequens é eficaz na prevenção da osteoporose em mulheres pósmenopáusicas. Após 2 anos de tratamento, a densidade mineral do osso na
coluna vertebral aumentou 5,14% e na anca 3,21%.
5.2.
Propriedades Farmacocinéticas
Após a administração oral de 17β-estradiol micronizado, ocorre uma rápida
absorção no tracto gastrointestinal. É submetido a um extenso metabolismo de
primeira passagem no fígado e outros orgãos entéricos, registando-se um pico de
concentração plasmática de aproximadamente 44 pg/ml (entre 30-53 pg/ml) 6
horas após a administração de 2 mg. A semi-vida do 17β-estradiol é cerca de 18
horas. Circula ligado à SHBG (37%) e à albumina (61%), enquanto que só
aproximadamente 1-2% se encontra livre. O metabolismo do 17β-estradiol ocorre
principalmente no fígado e nos intestinos, mas também nos orgãos alvo, e
envolve a formação de metabolitos menos activos ou inactivos, incluindo estrona,
catecolestrogénios e vários sulfatos estrogénicos e glucuronidos. Os estrogénios
são excretados através da bílis, onde são hidrolisados e reabsorvidos (circulação
entero-hepática), e essencialmente, na urina na forma biologicamente inactiva.
Após a administração oral, o acetato de noretisterona é rapidamente absorvido e
transformado em noretisterona (NET). É submetido a um metabolismo de primeira
passagem no fígado e nos orgãos entéricos, alcançando um pico de concentração
plasmática de aproximadamente 9 ng/ml (entre 6-11 ng/ml) na 1ª hora após a
administração de 1 mg. A semi-vida terminal do NET é cerca de 10 horas. O NET
liga-se à SHBG (36%) e à albumina (61%). Os metabolitos mais importantes são
os isómeros de 5α-dihidro-NET e de tetrahidro-NET, os quais são excretados
principalmente pela urina sob a forma de sulfatos ou conjugados de glucuronida.
5.3.
Dados de Segurança Pré-Clínica
Os perfis de toxicidade do estradiol e do acetato de noretisterona são bem
conhecidos. Não existem dados pré-clínicos relevantes para o prescritor para
além dos referidos noutras secções deste R.C.M.
6.
INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1.
Lista dos Excipientes
Os comprimidos azul, amarelo, branco e vermelho contêm:
Lactose monohidratada
Amido de milho
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Gelatina
Talco
Estearato de magnésio
Comprimidos azuis: hipromelose, talco, dióxido de titânio (E171), indigo carmine
(E132) e macrogol 400
Comprimidos amarelos: hipromelose, talco, dióxido de titânio (E171), óxido de
ferro amarelo (E172) e propilenoglicol
Comprimidos brancos: hipromelose, triacetina e talco
Comprimidos vermelhos: hipromelose, talco, dióxido de titânio (E171), óxido de
ferro vermelho (E172) e propilenoglicol
6.2.
Incompatibilidades
Não aplicável.
6.3.
Prazo de Validade
4 anos
6.4.
Precauções Especiais de Conservação
Não guardar acima de 25ºC. Não refrigerar. Manter o recipiente dentro da
embalagem exterior.
6.5.
Natureza e Conteúdo do Recipiente
Embalagens calendário com 28 comprimidos.
A embalagem calendário com 28 comprimidos é composta pelas 3 partes
seguintes:
- Base de polipropileno corado não transparente.
- Tampa em forma de anel, de poliestireno transparente.
- Zona central de marcação em poliestireno corado não transparente.
É possível que nem todas as apresentações estejam comercializadas.
6.6.
Instruções de Utilização e Manipulação
Não existem requisitos especiais.
7.
Titular da Autorização de Introdução no Mercado
Isdin Laboratório Farmacêutico Unipessoal Limitada
Rua da Ilha dos Amores, Lote 4.08.01 X
Parque das Nações – Zona Norte
TRISEQUENS®/TRISEQUENS® FORTE
Resumo das Características do Medicamento Proposto
__________________________________________________________________________________________________
Santa Maria dos Olivais
1990-118 Lisboa
8.
Números de Autorização de Introdução no Mercado
Trisequens - 2480986
Trisequens Forte - 2481083
9.
Data da Primeira Autorização de Introdução no Mercado
12 de Dezembro de 1996
10.
Data da Revisão do Texto
Abril de 2003
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RESUMO DAS CARACTERSTICAS DO MEDICAMENTO