A Adolescência e o
Poder do Amor!
Dra. Susana Costeira
Carta dos pais de um adolescente
Olá …
Somos nós, os pais do João, não interessa os nossos nomes, nem tão pouco de
que se João se trata.
Somos pais que representam tantos outros pais de tantos outros “Joãos”.
Vimos partilhar o que se passa connosco, na esperança de sermos o eco de
muitas vozes que não se deixam ouvir.
O nosso filho, tão desejado filho, parece que se tornou um estranho. Um
desconhecido que encontramos de vez a vez num ou noutro gesto…numa ou
noutra expressão…
Está connosco, mas num desejo constante de estar num mundo que é só seu…
Cheio das suas razões, deixou de nos ouvir, como fazemos a pessoas que
pouco consideramos.
Não sabemos os seus interesses, mas parecemos não lhe interessar. Fomos
trocados…trocados por um telemóvel, por um computador…por tudo o que
nós lhe oferecemos…com a melhor das intenções e que agora é moeda de
troca…como se a educação, as regras e o amor fossem negociáveis…
Carta dos pais de um adolescente
As nossas rotinas, as nossas reuniões em família, tudo parece fazer parte de uma
história, que já não é a dele. O que fazer? Nós só queríamos que fosse tudo igual…nós
só queríamos o melhor para ele…
Parece cada vez mais distante desse sonho…
Responde-nos com olhos vidrados de ódio e palavras carregadas de ingratidão…
O que está a acontecer? Será culpa nossa?
Será que já não gosta de nós? E aqueles abraços, que nunca se esgotavam? Onde
estão? E os desenhos dos melhores pais do mundo? Para onde foram?
Sentimo-nos perdidos…
Nós só queremos o nosso filho de volta, ele é tudo para nós!
Cumprimentos
Pais do João
“O filho que se tornou um desconhecido”
Um “turbilhão” de mudanças…
As mudanças físicas
+
As mudanças emocionais
=
Mudanças de comportamentos
“Vive connosco mas desejando estar o mais
afastado possível…”
- Procura de identidade
- Do exterior para o interior…de si mesmo! A fantasia…
- Questionam-se regras e limites
- A fase do diário e do segredo
- O “afastamento”: um mal necessário (separação de
identidades)
- A relação simbiótica e o síndroma do eterno estudante
- O conflito interior
Família vs amigos
“Deixou de nos ouvir…”
- A necessidade de ser aceite pelos pares
- As opiniões dos amigos
- Como é o vosso estilo de comunicação?
- Comunicar é diferente de fazer um interrogatório…
“As nossas rotinas (…) fazem parte de uma
história que já não é a dele …”
- A intensidade e dimensão do tempo: o aqui e o agora
- A família para segundo plano
- As rotinas que se devem manter, para bem da família
“Nós só queríamos o melhor para ele…”
-A importância do afeto
-A importância das regras
- A congruência entre os pais/cuidadores
-O respeito pela individualidade
- A Flexibilidade
“responde-nos com olhos vidrados de ódio (…)
ingratidão…”
- O conflito de gerações
- A Revolta Mayor, com quem mais se AMA (permitese o confronto)
- A incompreensão mutua
- Sentimento sem eco
“Será culpa nossa?…”
- Culpa? Responsabilidade…?
- Permita-se errar…a melhorar…a perdoar-se!
- Se há conflito…então está tudo bem!
“Será que já não gosta de nós?…”
- O sentimento assumido, conforta o confronto
- E os pais, continuam amá-lo? Aceitam esta fase?
- Aceitam a procura da autonomia?
- Valorizam as conquistas?
- A qualidade das interações?
- Relação funcional ou nutritiva?
- E o afeto? É manifesto?
- Acreditam no vosso filho?
- Se sim…
O amor está garantido!
“Sentimo-nos perdidos…”
- O apoio entre o casal
- Não esperem concordância
- Aceitem o desafio
- Repensem qual o sentimento/relação com os vossos
próprios pais
“´Nós só queremos o nosso filho de volta…”
- Ele vai “voltar”, mas diferente…
- Demonstrem confiança…
- Não se esqueçam das regras…nem do afeto!
- Escrevam-no, verbalizem-no…
- Não terminem o dia zangados…se possível!
- Digam-lhe que estão ali… e que percebem que não é um
caminho fácil…mas que TUDO VAI CORRER BEM!
“´Ele é tudo para nós…”
- Ser tudo…é perigoso! Exclusividade? Dependência?
- E a individualidade dos pais? (como os ensinamos a
respeitar-se a si mesmo?)
- E a história de vida anterior?
- E as outras fontes de felicidade…
- O casamento
- A família
- Os amigos
- A realização profissional...
- A realização pessoal
- …
A minha carta de resposta…
Caros pais…
(…) parabéns(…)coragem(…)
Amor (…)palavras(…)
respeito(….)aprendizagem
(…)afeto (…)confiança(…)
OBRIGADO
Pela V. participação!...
[email protected]
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Educar para o Otimismo – Drª Susana Costeira