Interface Com o Usuário
Ferramentas da Ergonomia
Qualidade
Qualidades Ergonômicas para IHC
Para minimizar a ambigüidade na identificação e classificação das qualidades e
problemas ergonômicos do software interativo, Scapin e Bastien, em 1993,
formalizaram uma proposta de 8 critérios:
• Condução: Presteza, Feedback Imediato, Legibilidade e
Agrupamento/Distinção de itens (por Localização e por Formato).
• Carga de Trabalho: Brevidade (Concisão e Ações Mínimas) e
Densidade Informacional.
• Controle Explícito: Ações Explícitas do Usuário e Controle do
Usuário.
• Adaptabilidade: Flexibilidade e Experiência do Usuário.
• Gestão de Erros: Proteção Contra os Erros e Qualidade das
Mensagens de Erro.
• Homogeneidade/Coerência
• O Significado dos Códigos e Denominações
• Compatibilidade
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2
A condução
Refere-se aos meios disponíveis para aconselhar, orientar,
informar, e conduzir o usuário na interação com o computador
(mensagens, alarmes, rótulos etc.), possibilitando:



a localização do usuário, isto é, fazer com que ele sempre saiba
onde se encontra (numa seqüência de interações ou na execução
de uma tarefa);
conhecimento das ações permitidas, bem como suas
conseqüências;
obtenção de informações suplementares (eventualmente por
demanda).
O software prestativo apresenta aprendizado rápido e fácil
utilização permitindo que o usuário melhore seu desempenho e
diminua o número de erros na operação do sistema.
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3
Presteza
Engloba as informações que permitem ao usuário
identificar o estado ou contexto no qual se encontra,
bem como as ferramentas de ajuda e o modo de acesso,
incluindo todos os mecanismos ou meios que permitam
ao usuário conhecer as alternativas.
O Software prestativo guia o usuário e poupa do
aprendizado de uma série de comandos, permitindo ao
usuário saber o modo ou o estado e onde se encontra
no diálogo. Uma boa presteza facilita a navegação no
aplicativo e diminui a ocorrência de erros.
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4
Exemplo de recomendações
Dirigir a entrada de dados indicando o formato
adequado e os valores aceitáveis (ex.: __/__/__)
Exibir as unidades de medidas dos dados a digitar
Fornecer um rótulo para cada campo de dado
Indicar o tamanho do campo quando ele for limitado
Quando necessário, fornecer no rótulo informações
suplementares
Dar um título a cada janela
Fornecer ajuda on-line e orientação
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5
Feedback imediato
Feedback Imediato, diz respeito
mensagens que informam os usuários sobre
ações prévias.
Qualidade e rapidez do feedback, estes
fatores possibilitam que o usuário tenha um
melhor entendimento do funcionamento do
sistema.
Com a ausência do feedback os usuários
podem suspeitar de uma falha no sistema, e
podem tomar atitudes prejudiciais para os
processos em andamento.
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6
Exemplo
Todas as entradas dos usuários devem ser
mostradas, com exceção de dados sigilosos.
Mesmo neste caso, cada entrada deve
produzir um feedback perceptível (ex.: ****)
Seguindo a interrupção pelo usuário de um
processamento de dados, mostrar uma
mensagem garantindo ao usuário que o
sistema voltou ao seu estado prévio.
Quando o processamento é longo,
informações sobre o estado do
processamento devem ser fornecidas.
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7
Legibilidade
Facilita a leitura da informação apresentada. Por exemplo, letras
escuras em um fundo claro são mais fáceis de ler que letras claras
em um fundo escuro;
Texto apresentado com letras maiúsculas e minúsculas é lido mais
rapidamente do que texto escrito somente com maiúsculas.
A performance melhora quando a apresentação da informação leva
em conta as características cognitivas e perceptivas dos usuários.
Legibilidade diz respeito às características lexicais das informações
apresentadas na tela que possam dificultar ou facilitar a leitura
desta informação (brilho do caractere, contraste letra/fundo,
tamanho da fonte, espaçamento entre palavras, espaçamento
entre linhas, espaçamento de parágrafos, comprimento da linha
etc.).
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8
Exemplo
Títulos devem ser centralizados
Rótulos devem estar em letras maiúsculas
Cursores devem se apresentar distintos dos outros
itens
Quando o espaço para o texto for limitado, de ao
menos 50 caracteres por linha
A justificação a direita deve ser empregada se puder
ser obtida por espaçamento, desde que sejam
mantidos espaçamentos proporcionais constantes entre
e nas palavras e espaçamento consistente entre
palavras de uma linha
Ao exibir um material textual, mantenha as palavras
intactas, com o mínimo de hífens
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9
Agrupamento/Distinção de Itens
A compreensão de uma tela pelo usuário depende, entre outras coisas,
da ordenação, do posicionamento, e da distinção dos objetos (imagens,
textos, comandos etc.) que são apresentados.
Os usuários vão detectar os diferentes itens ou grupos de itens, e
aprender suas relações mais facilmente, se, por um lado, eles forem
apresentados de uma maneira organizada (ordem alfabética,
freqüência de uso etc.), e por outro lado, os itens ou grupos de itens
forem apresentados em formatos, ou codificados de maneira a indicar
suas similaridades ou diferenças.
O Agrupamento/distinção de itens está subdividido em dois critérios
elementares:


Por localização, diz respeito ao posicionamento relativo dos itens.
Por formato, diz respeito mais especificamente às características gráficas
(formato, cor etc.)
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Carga de trabalho
Quanto maior for a carga de trabalho cognitivo para o usuário, maior será
a probabilidade de cometer erros, além disso, quanto menos o usuário for
distraído por informação desnecessária, mais será capaz de desempenhar
suas tarefas eficientemente, pois quanto menos ações são necessárias,
mais rápidas as interações.
Esse critério diz respeito a todos elementos da interface que têm um papel
importante na redução da carga cognitiva e perceptiva do usuário, e no
aumento da eficiência do diálogo. O critério Carga de Trabalho está
subdividido em dois critérios:


Brevidade, refere-se a carga perceptiva e cognitiva, tanto para entradas e
saídas individuais, quanto para conjuntos de entrada (conjuntos de ações
necessárias para se alcançar uma meta)
Densidade Informacional, diz respeito à carga de trabalho do usuário que
não deve precisar executar tarefas cognitivas complexas quando estas não
estão relacionadas com a tarefa em questão.
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11
Brevidade
Tem por objetivo limitar a carga de trabalho de
leitura e entradas e o número de passos.
A Brevidade é justificada devido ao fato da memória
de curto termo ser limitada, em conseqüência,
quanto menos entradas, menor a probabilidade de
cometer erros.
Além disso quanto mais sucintos forem os itens,
menor será o tempo de leitura
O critério de Brevidade está subdividido em dois
critérios:


Concisão
Ações mínimas
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Concisão
Refere-se à carga perceptiva e cognitiva de saídas e
entradas individuais.
Concisão não diz respeito às mensagens de erro e de
feedback.
Exemplos:




Para dados numéricos, a entrada de zeros à esquerda não
deve ser necessária
Se códigos forem mais longos que 4 ou 5 caracteres, use
mnemônicos ou abreviaturas
Permitir ao usuário entrada de dados sucintas
Quando uma unidade de medida está associada a um
campo, inclua a unidade como parte do campo de dados, ao
invés de fazer o usuário digita-la.
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13
Ações mínimas
Diz respeito à carga de trabalho em relação ao número de ações
necessárias à realização de uma tarefa. Limitando assim, tanto
quanto possível o número de passos pelos quais o usuário deve
passar.
Exemplos:





Minimize o número de passos necessários para se fazer uma seleção
de menu
Não faça o usuário entrar com dados que poderiam ser derivados
pelo computador
Evite entrada de comandos que exijam pontuação
Para entrada de dados, exiba os valores default atuais nos campos
apropriados
Quando várias páginas estiverem envolvidas, possibilitar ir
diretamente para uma página sem ter que passar pelos
intermediários
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Densidade informacional
Refere-se à carga de trabalho do usuário de um ponto de vista
perceptivo e cognitivo, com relação ao conjunto total de itens de
informação apresentados aos usuários, e não a cada elemento ou
item individual.
Exemplo:




Em qualquer transação, fornecer somente dados que sejam
necessários e diretamente usáveis
Os dados não devem necessitar d tradução entre unidades
A linguagem de consulta deve usar o mínimo de quantificadores em
sua formulação
Prover computação automática de dados derivados, para que o
usuário não tenha que calcular e entrar com dados que possam ser
derivados de dados já acessíveis ao computador.
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Exercício 1
Em seu ponto de vista qual a distinção entre os critérios de
presteza e feedback imediato?
Justifique, com suas próprias palavras a necessidade do critério
Agrupamento/Distinção de itens.
Qual a diferença entre os critérios de Legibilidade e Feedback
imediato ?
Qual a diferença entre os critérios Ações mínimas e Concisão ?
Problemas relacionados ao critério de Ações Mínimas podem
resultar de mecanismos inadequados de correção de erros.
Certo ou Errado? Justifique.
Respostas no site: http://www.labiutil.inf.ufsc.br/indice-1.html#indice
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16
Controle explícito
Com um software obediente o usuário tem o controle
explícito sobre os processamentos do sistema.
O software obediente se define em dois critérios
elementares:


Ações Explícitas do usuário, se refere às relações entre o
processamento pelo computador e as ações do usuário.
Controle do Usuário, se refere ao fato de que os usuários
deveriam estar sempre no controle do processamento do
sistema (e.g., interromper, cancelar, suspender e continuar).
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17
Ações explícitas
• Se refere às relações entre o processamento pelo
•
•
computador e as ações do usuário.
Esta relação deve ser explícita, isto é, o computador
deve processar somente aquelas ações solicitadas
pelo usuário e somente quando solicitado a fazê-lo.
Quando o processamento pelo computador resulta
de ações explícitas dos usuários, estes aprendem e
entendem melhor o funcionamento da aplicação e
menos erros são observados.
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18
Ações explícitas
• Exemplo:
• Sempre faça necessário que o usuário tecle um ENTER
•
explícito para iniciar o processamento de dados digitados;
não inicie um processamento (i.e. atualizar um arquivo)
como efeito colateral de uma outra ação (i.e. imprimir um
arquivo);
Se a seleção do menu é feita através de dispositivo de
apontamento, faça a ativação em dois passos, onde a
primeira ação (posicionar o cursor) designa a opção
selecionada e uma segunda ação distinta faz uma entrada
de controle explícita; e
• Entradas de comandos do usuário devem ser seguidas
de um ENTER depois de editadas.
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Controle do usuário
• Se refere ao fato de que os usuários deveriam
•
estar sempre no controle do processamento do
sistema (i.e., interromper, cancelar, suspender e
continuar). Cada ação possível do usuário deve
ser antecipada e opções apropriadas devem ser
oferecidas.
O controle sobre as interações favorece a
aprendizagem e assim diminui a probabilidade de
erros. Como conseqüência, o computador se
torna mais previsível.
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Controle do usuário
• Exemplo:
• Deixar ao usuário o controle do ritmo de suas entradas de
•
•
•
dados, e não pelo computador ou por eventos externos
O cursor não deve ser automaticamente movido sem o
controle do usuário (com exceção de procedimentos
estáveis e bem conhecidos como o preenchimento de
formulários).
Possibilitar aos usuários interromper ou cancelar a
transação ou processo atual.
Fornecer uma opção CANCELAR a qual tem o efeito de
apagar qualquer mudança que acabou de ser feita e trazer
a tela para seu estado anterior.
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21
Adaptabilidade
Refere-se a sua capacidade de reagir conforme o contexto, e
conforme as necessidades e preferências do usuário. Dois subcritérios participam da adaptabilidade:


Flexibilidade, A flexibilidade se refere aos meios colocados à
disposição do usuário que permite personalizar a interface a fim de
levar em conta as exigências da tarefa, de suas estratégias ou seus
hábitos de trabalho. Quanto mais formas de efetuar uma tarefa
existirem, maiores serão as chances de que o usuário possa
escolher e dominar uma delas no curso de sua aprendizagem.
Consideração da experiência do usuário, diz respeito aos
meios implementados que permitem que o sistema respeite o nível
de experiência do usuário.
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Flexibilidade
A flexibilidade se refere aos meios colocados à disposição do
usuário que lhe permite personalizar a interface a fim de levar
em conta as exigências da tarefa, de suas estratégias ou seus
hábitos de trabalho.
Ela corresponde também ao número das diferentes maneiras à
disposição do usuário para alcançar um certo objetivo. Trata-se
em outros termos, da capacidade da interface de se adaptar as
variadas ações do usuário.
Quanto mais formas de efetuar uma tarefa existirem, maiores
serão as chances de que o usuário possa escolher e dominar
uma delas no curso de sua aprendizagem.
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23
Exemplo
Quando as exigências sobre o usuário forem imprecisas fornecer
meios para que ele controle a configuração das telas.
Quando em algum contexto a validade de certas apresentações
não poder ser determinada, fornecer ao usuário a possibilidade de
desativa-las temporariamente.
Quando os valores por default não são previamente conhecidos, o
sistema deve permitir que o usuário defina, mude ou suprima
valores.
A seqüência de entrada de dados deve poder ser modificada para
se adaptar a ordem preferida pelo usuário.
Quando o formato de um texto não poder ser previsto com
antecedência, deve-se proporcionar ao usuário os meios para
definir e salvar os formatos que ele venha precisar.
O usuário deve poder definir os nomes dos campos de dados que
ele(a) venha criar.
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24
Experiência do usuário
A consideração da experiência do usuário diz respeito aos meios implementados
que permitem que o sistema respeite o nível de experiência do usuário.
O grau de experiência dos usuários pode variar. Eles tanto podem se tornar
especialistas devido a utilização continuada como menos especialistas depois de
longos períodos de não utilização.
A interface deve também ser concebida para lidar com as variações de nível de
experiência.
Usuários experientes não têm as mesmas necessidades informacionais que os
novatos.
Todos os comandos ou opções não precisam ser visíveis o tempo todo. Diálogos de
iniciativa somente do computador podem entediar e diminuir o rendimento do
usuário experiente.
Os atalhos ao contrário, podem lhes permitir rápido acesso as funções do sistema.
Pode-se fornecer aos usuários inexperientes diálogos fortemente conduzidos, ou
mesmo passo à passo.
Em suma, meios diferenciados devem ser previstos para lidar com diferenças de
experiência, permitindo que o usuário delegue ou se aproprie da iniciativa do
diálogo.
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25
Exemplo
Prever atalhos. Permitir que usuários experientes contornem
uma série de seleções por menu através da especificação de
comandos ou e atalhos de teclado.
Prever a escolha de entradas simples ou múltiplas conforme a
experiência do usuário.
Autorizar diferentes modos de diálogo correspondentes aos
diferentes grupos de usuários (ex. prever uma presteza
adaptada ao nível de experiência do usuário).
Permitir a digitação de vários comandos antes de uma
confirmação do usuário experiente.
Fornecer um tutorial passo a passo para os usuários novatos.
Quando as técnicas de condução atrasam o usuário experiente,
fornecer meios de contornar esta condução.
O usuário deve poder escolher o nível de detalhe das
mensagens de erro em função de seu nível de conhecimento.
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26
A gestão de erros
Diz respeito a todos os mecanismos que permitem evitar ou reduzir a
ocorrência de erros, e quando eles ocorrem, que favoreçam sua
correção. Três sub-critérios participam da manutenção dos erros:



Proteção contra os erros, diz respeito aos mecanismos empregados
para detectar e prevenir os erros de entradas de dados ou comandos. É
preferível detectar os erros no momento da digitação do que no momento
da validação. Isto pode evitar perturbações no planejamento da tarefa.
Qualidade das mensagens de erro, refere-se a pertinência, a
legibilidade e a exatidão da informação dada ao usuário sobre a natureza
do erro cometido (sintaxe, formato, etc.), e sobre as ações a executar
para corrigi-lo.
Correção dos erros, diz respeito aos meios colocados a disposição do
usuário com o objetivo de permitir a correção de seus erros. Os erros são
bem menos perturbadores quando eles são fáceis de corrigir.
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27
Proteção contra erros
•
•
•
A proteção contra os erros diz respeito aos mecanismos
empregados para detectar e prevenir os erros de entradas de
dados, comandos, possíveis ações de conseqüências desastrosas
e/ou não recuperáveis.
É preferível detectar os erros no momento da digitação do que no
momento da validação. Isto pode evitar perturbações na
planificação da tarefa.
Existem diversas maneiras de fornecer proteção contra os erros:
• Pode-se por exemplo definir um mecanismo automático de
verificação das entradas. Assim, no momento da validação, uma
mensagem de erro aparece se o formato da entrada não está em
conformidade com o esperado. Trata-se neste caso o critério
proteção contra os erros.
• Uma outra maneira consiste em fornecer uma informação
orientando os usuários sobre o tipo de dado esperado ou ainda
sobre o formato da entrada.
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28
Exemplos
•
•
•
•
•
•
Quando o usuário termina uma seção e existe o risco de perda os
dados, deve haver uma mensagem lhe avisando deste fato e lhe
pedindo confirmação do final da seção.
Os rótulos dos campos devem estar protegidos (não devem ser
acessíveis ao usuário).
As apresentações que acompanham as entrada de dados devem
estar protegidas. Os usuários não podem modificar as
informações contidas nestes campos.
Depois de um erro de digitação de um comando ou de dados, dar
ao usuário a possibilidade de corrigir somente a parte dos dados
ou do comando que está errado.
Todas as ações possíveis sobre uma interface devem ser
consideradas e mais particularmente as digitações acidentais a fim
de que entradas não esperadas sejam detectadas.
Agrupar os atalhos de teclado por funções perigosas e/ou
rotineiras
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29
Qualidade das mensagens de erro
A qualidade das mensagens refere-se a pertinência, a legibilidade e a
exatidão da informação dada ao usuário sobre a natureza do erro
cometido (sintaxe, formato, etc.), e sobre as ações a executar para
corrigi-lo.
•
•
A qualidade das mensagens favorece o aprendizado do sistema indicando
ao usuário a razão ou a natureza do erro cometido, o que ele fez de
errado, o que ele deveria ter feito e o que ele deve fazer.
Exemplo:
• Se o usuário pressiona uma tecla de função inválida, nenhuma ação deve
•
•
•
•
ocorrer, a não ser uma mensagem indicando as funções apropriadas a esta etapa
da transação.
Fornecer mensagens de erro orientadas a tarefas.
Utilizar os termos tão específicos quanto possíveis para as mensagens de erros.
Utilizar mensagens de erro tão breves quanto possível.
Adotar um vocabulário neutro, não personalizado, não repreensivo nas
mensagens de erro; evitar o humor.
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30
Correção dos erros
• O critério correção dos erros diz respeito aos meios colocados a
disposição do usuário com o objetivo de permitir a correção de
seus erros
• Os erros são bem menos perturbadores quando eles são fáceis
de corrigir
Exemplo:
• Fornecer a possibilidade de modificar os comandos no momento
de sua digitação.
• Quando verifica-se erro na digitação de um ou mais comandos,
proporcionar ao usuário a possibilidade de refazer a digitação
apenas da parte equivocada do(s) comando(s), evitando rejeitar
um bloco todo já digitado.
• Se o usuário não percebe que cometeu um erro de digitação, lhe
dar a possibilidade de efetuar, no momento da detecção do erro,
as correções apropriadas.
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31
A Homogeneidade/Coerência
Refere-se à forma na qual as escolhas na concepção da
interface (códigos, denominações, formatos, procedimentos,
etc.) são conservadas idênticas em contextos idênticos, e
diferentes para contextos diferentes.
Os procedimentos, rótulos, comandos etc., são melhor
reconhecidos, localizados e utilizados, quando seu formato,
localização, ou sintaxe são estáveis de uma tela para outra, de
uma seção para outra. Nestas condições o sistema é mais
previsível e a aprendizagem mais generalizável; os erros são
diminuídos.
A falta de homogeneidade nos menus por exemplo, pode
aumentar consideravelmente os tempos de procura. A falta de
homogeneidade é também uma razão importante da recusa na
utilização.
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32
Exemplos
Localização similar dos títulos das janelas.
Formatos de telas semelhantes.
Procedimentos similares de acesso às opções dos
menus.
Na condução, sempre utilizar as mesmas pontuações
e as mesmas construções de frases.
Apresentar na mesma posição os convites (prompts)
para as entrada de dados ou de comandos.
Os formatos dos campos de entrada de dados devem
sempre ser os mesmos.
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33
O Significado dos Códigos e Denominações
Diz respeito a adequação entre o objeto ou a informação
apresentada ou pedida, e sua referência.
Códigos e denominações significativas possuem uma forte
relação semântica com seu referente. Termos pouco expressivos
para o usuário podem ocasionar problemas de condução onde
ele pode ser levado a selecionar uma opção errada.
Quando a codificação é significativa, a recordação e o
reconhecimento são melhores.
Códigos e denominações não significativos para os usuários
podem lhes sugerir operações inadequadas para o contexto,
lhes conduzindo a cometer erros.
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34
Exemplos
O título deve transmitir o que ele representa e ser
distinto de outros títulos;
Explicitar as regras de contração ou de abreviação;
Utilizar códigos e denominações significativas e
familiares em vez de códigos e denominações
arbitrárias (ex.: utilizar M para masculino e F para
feminino em vez de 1 e 2).
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35
A Compatibilidade
Refere-se ao acordo que possa existir entre as características do
usuário (memória, percepção, hábitos, competências, idade,
expectativas, etc.) e das tarefas, de uma parte, e a organização das
saídas, das entradas e do diálogo de uma dada aplicação, de outra.
Diz respeito também, ao grau de similaridade entre diferentes
ambientes e aplicações. A transferência de informações de um contexto
à outro é mais tanto mais rápida e eficaz quanto menor é o volume de
informação que deve ser recodificada.
A eficiência é aumentada quando os procedimentos necessários ao
cumprimento da tarefa são compatíveis com as características
psicológicas do usuário;
Os desempenhos são melhores quando a informação é apresentada de
uma forma diretamente utilizável (telas compatíveis com o suporte
tipográfico, denominações de comandos compatíveis com o vocabulário
do usuário, etc.).
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36
Exemplos
A organização das informações apresentadas devem estar conforme a
organização dos dados a entrar.
O formato das telas devem ser compatíveis com os documentos em
papel.
Os procedimentos de diálogo devem ser compatíveis com a ordem
assim como o usuário a imagina ou conforme o seu costume.
O formato da data deve respeitar o formato do país que a aplicação
será utilizada (ex.: na França o formato da data é dia/mês/ano e na
Inglaterra é mês/dia/ano)
Os termos empregados devem ser familiares aos usuários, relativos à
tarefa a realizar.
As unidades de medida devem ser as que são normalmente utilizadas.
A apresentação de texto na tela deve ser conforme as convenções
utilizadas para a apresentação de texto em papel.
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37
Exercício 2
Considerando as ferramentas de ergonomia apresentadas
nestas transparências, faça uma análise comparativa entre as
ferramentas de desenvolvimento de programas:


Turbo C 3.0 (download disponível na home page do professor); e
Borland C++ (presente nos computadores do lab).
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38
Download

06 - ICE