MODELAGEM MATEMÁTICA DA RELAÇÃO COMERCIAL
E FÍSICA DA MADEIRA NATIVA NA REGIÃO NORTE
MATOGROSSENSE.
Caio Cesar de Souza (¹), Dr. Gilberto Sisto Fernándes (²)
¹ Acadêmico do curso de ciências econômicas – UNEMAT. Campus Universitário de Sinop – email: [email protected]; ²
Professor Orientador, Departamento de Economia, UNEMAT – [email protected]
Resumo: Determinaram-se os modelos econométricos para quantificar ou
estimar neste primeiro momento a produção da madeira, já que o resíduo
madeireiro e um dos seus derivados. Na tentativa construiu-se um banco de
dados fornecidos pela SEMA atualizado de maneira continua e acompanhado
de perto. A partir deste banco foram aplicadas várias técnicas econométricas
para se alcançar valores como os preços e quantidades médias, variância,
desvios padrões e posteriormente construído e testado o Modelo de Regressão
Linear que relaciona o Valor Comercial Total (variável dependente) em função
do Volume Físico Total (variável independente) com ajuda do programa Excel,
exemplo, Ŷ = 29508,46 + 35,41498X, sendo X o volume em m³ de madeira
extraída e Ŷ o valor comercial. Este modelo obteve um bom aproveitamento,
com um R², denominado coeficiente de determinação, igual a 89% que por
estar próximo a 1 ou 100% justifica a importância do modelo. Pelo fato do
banco de dados envolverem 12 municípios da região de Sinop além de Alta
Floresta e aproximadamente 342 tipos de madeiras para um tamanho da
amostra de 684 valores, com a grande disparidade dos preços média sendo de
até 90 reais a diferença do limite inferior para o limite superior, foram
desenvolvidos um modelo de regressão linear para cada intervalo de preços,
divididos em 10 em 10, ou seja, 10 – 20, 20 – 30,...,90 – 100. Neste segundo
modelo foi considerado um modelo com constante diferente de zero e uma
constante igual a zero, exemplo, constante ≠ 0 Y=-407,665 + 16,20148X e
constante zero Y=15,90610342X, como existem nove intervalos foram
desenvolvidos dezoito modelos, pois foram dois modelos para cada intervalo, e
todos eles obtiveram um coeficiente de determinação ainda melhor que o
primeiro, onde de todos os modelos o menor obteve um R² 96% e a maioria
dos modelos esteve com o R² acima de 99% dando uma garantia ainda maior
para o modelo. É esperado que agora com a ajuda destes modelos
econométricos auxilie a pesquisa na questão dos resíduos madeireiros, pois
esta é uma parte importante tanto econômica quanto ambiental para nosso
Estado e principalmente para a região amazônica que está tão visada neste
momento.
Palavras Chaves: Econometria, Regressão Linear Simples, Madeira Nativa
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