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Alternativo
“Botavam a falsa cocaína
na minha frente, um
canudo e eu não sabia o
que fazer. Já do sexo, a
gente sabe o básico e foi
bem tranqüilo”.
Deborah Secco, atriz,
contando ao jornal
"Extra" como foi
interpretar Bruna
Surfistinha no cinema.
O Estado do Maranhão - São Luís, 7 de março de 2010 - domingo
Alemanha
Zeca Baleiro
Será na noite de quarta-feira (10) a
pré-estréia alemã do filme “Antonia”,
dirigido por Tata Amaral. A partir das
20h30, horário local, o filme ganha
uma premiere especial no Harmonie
Kino, na cidade de Frankfurt,
seguindo depois para outras cidades
do país, como a capital, Berlim,
Düsseldorf, Köln, Tübingen e
Hamburgo. As duas atrizes/cantoras
protagonistas de “Antonia” - Negra Li
e Cindy - já estão na Alemanha.
Depois de concluir a turnê do show “O Coração do
Homem-Bomba” com a gravação de um DVD
lançado em outubro de 2009, o compositor Zeca
Baleiro se lançou em um novo projeto - o show
“Concerto”, espetáculo em formato de recital,
acompanhado de apenas dois músicos, que se
revezam em vários instrumentos: Swami Jr.,
violonista de formação mais clássica e
emepebista, e Tuco Marcondes, músico de pegada
mais rock’n’roll, que integrou quase todas as
bandas e turnês do artista. O DVD será gravado
no Teatro Fecap, em São Paulo.
Hoje é dia de...
Ivan Sarney
A
crônica policial dos jornais impressos, o noticiário da televisão e os registros das delegacias expõem um crescimento permanente da ocorrência dos crimes de abuso sexual,
cometidos contra mulheres, em nossa cidade e em
nosso país.
Essa realidade atenta contra as famílias, contra a dignidade da pessoa humana e contra a honra de todos nós. Ela vai se expandindo na medida
em que vão crescendo as vítimas e os agressores,
sem que consigamos estabelecer políticas públicas de prevenção desses crimes, que sejam eficazes como ações mitigadoras.
O sexo é instintivo, em todas as espécies de vida que Deus criou. Ele é um impulso primitivo,
que une o ser masculino ao feminino, na tarefa de
perpetuação das espécies. Essa união só é possível por interferência de complexos mecanismos
biológicos, com componentes hormonais, formais,
cromáticos, odoríferos, visuais, tácteis, que funcionam como verdadeiros imãs, atraindo corpos
e envolvendo almas.
Essas forças constituem a energia sexual tão
definitivamente importante na existência de todos as formas de seres vivos, por permitir nossa
multiplicação, nossa perpetuação, nossa perenidade, como espécies.
Foi com base nessa constatação que Freud desenvolveu a Psicanálise. Ele chamou essa energia
sexual de libido, e procurou demonstrar que sua força seria responsável, subjacente, por todos os atos
da vida do ser humano. Seria ela a responsável,
em última instância, por todos os projetos de vida
que elaboramos, por todos os atos que realizamos
As vítimas do erotismo sexual
conscientes ou não por tudo aquilo em que nos envolvemos. Todos esses atos teriam como finalidade, a satisfação do desejo sexual e o desejo de ser
importante.
Para Freud, a libido comandaria todos os nossos interesses, em todos os estágios de nosso viver. Desde quando a criança realiza a sucção do
seio materno, tudo, em nossa vida, se resume a sexo, na substância do pensamento freudiano.
Os fatores biológicos vão nos acompanhar por
toda nossa vida, desde a concepção. Trazem o nosso código genético, nossas características como espécie, nossos impulsos de vida. Os fatores culturais
vão constituir o acervo de nossos conhecimentos,
pelo uso de nossa razão crítica, de nosso livre arbítrio. Eles são frutos da educação, na família, na escola, no meio em que vivemos.
Os fatores culturais funcionam como um freio
“Os fatores biológicos vão nos acompanhar
por toda nossa vida, desde a concepção.
Trazem o nosso código genético, nossas
características como espécie, nossos impulsos
de vida”
Esse impulso instintivo de nossa vida é contido,
domado e canalizado através da razão crítica, estágio superior de nossa consciência, ao qual o mesmo
Freud chamou de superego, que é o estágio da autocensura. Nesse estágio, a razão diz o que devemos ou não devemos fazer, em função das convenções sociais: leis, usos, costumes, e demais regras
que delimitam nossa vida, em sociedade.
Não precisamos ir mais além, na teoria freudiana, para compreendermos a existência de fatores
concorrentes nos atos humanos, inclusive os da criminalidade: fatores biológicos, de natureza endógena; e fatores culturais, de natureza exógena.
para os impulsos de nossos atos, dizendo não a certos desejos, pelo fato desses desejos serem rejeitados, repelidos e punidos pela sociedade em que vivemos. São as regras de nossa conduta que não devemos transgredir, moral ou legalmente.
Quando a sociedade vai se tornando mais flexível, mais permissiva, em relação a seus códigos de
conduta, moral e ética, vai incentivando certas práticas, conceituadas como ilícitas. Os abusos sexuais
contra menores, o estupro, são crimes que parecem
estar nessa categoria de ilícitos.
Tenho uma desconfiança, muito grande, que a
erotização do corpo, através do modismo de certas
danças, da forma de vestir das crianças (imitando
as minissaias dos adultos), sempre valorizando aspectos sensuais dos corpos; as letras das músicas
de duplo sentido; os programas de televisão que
veiculam todas essas coisas, valorizando-as com a
beleza plástica daquelas que as expõem, podem estar contribuindo para o aumento e a diversificação
dos crimes de abuso sexual contra menores.
Em outro extremo da criminalidade está o superego das pessoas, o que faz com que uma grande e
imensa maioria não cometa crimes. Por esse viés
de pensamento, poderíamos combater esses e outros crimes, aumentando os investimentos em educação, desde a pré-escola, até o nível médio, quando termina o ciclo de formação educacional juvenil.
Esse programa deveria ser auxiliado por um ousado programa de apoio à educação familiar, considerando as peculiaridades dos pais do educando. A
idéia se aproximaria do programa “médico da família”, de modo a estreitar essas relações e possibilitar uma melhor educação familiar às crianças de
áreas, previamente, inventariadas como áreas necessitadas de apoio especial.
Paralelamente, os veículos de comunicação, concessionários de serviços públicos, deveriam ter um
código de ética, moral e social, para orientar os
programas que produzem e veiculam, e os que veiculam sem produzir, estabelecendo mais rigorosas faixas de horário.
As crianças, as meninas, as mulheres não podem continuar sendo vítimas dos abusos sexuais
que lhes estão acometendo e que, a despeito de
nossa indignação, continuam a crescer.
ivansarney@uol.com.br
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