Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 5 a 8 de outubro, 2009
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RESUMOS EXPANDIDOS...........................................................................................143
RESUMOS SIMPLES...................................................................................................165
RELATOS DE EXPERIÊNCIAS ...................................................................................172
RESUMOS DE PROJETOS.........................................................................................174
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RESUMOS EXPANDIDOS
BISPO, THAÍS MITIE SHIGUEMATSU ............................................................................................ 152
BISPO, THAÍS MITIE SHIGUEMATSU ............................................................................................ 161
BIZ, KAREN LIMA ............................................................................................................................ 148
CIMINO, PATRÍCIA PÉREZ ............................................................................................................. 156
FIORITI CESAR FABIANO............................................................................................................... 152
FIORITI, CESAR FABIANO.............................................................................................................. 148
FIORITI, CESAR FABIANO.............................................................................................................. 156
FIORITI, CESAR FABIANO.............................................................................................................. 161
PAULA, MILENA PÂMELA DE......................................................................................................... 152
PAULA, MILENA PÂMELA DE......................................................................................................... 161
PINA, SILVIA MIKAMI ...................................................................................................................... 144
ROY, NATHÁLIA DEL ...................................................................................................................... 144
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O PROCESSO CRIATIVO EM TERRITÓRIOS HABITACIONAIS SOCIAIS
Nathália Del Roy; Profª Drª Silvia Mikami Pina
Instituição: Universidade Estadual de Campinas – FEC: Curso de Arquitetura e Urbanismo
Orientadora: Profª Drª Silvia Mikami Pina; Autora: Nathália Del Roy - E-mail: [email protected] Agência
Financiadora: PIBIC-CNPq
Palavras-chave: habitação social, criatividade, processo de projeto.
INTRODUÇÃO
Os territórios habitacionais, especialmente aqueles de caráter social, apresentam grande
importância na configuração da cidade contemporânea. Pela diversidade de fatores que envolve o
desenvolvimento desses territórios, o projetista necessita lançar mão de metodologias que
estimulem a criatividade em seu processo projetual, especialmente na tomada de decisões. O projeto
é, portanto, resultado de um complexo processo não-linear, composto por um grande número de
variáveis. Apesar dessa variabilidade, pode-se verificar a existência de um padrão nos atuais
projetos de territórios habitacionais sociais.
JUSTIFICATIVA
Por meio da compreensão de como a criatividade no processo de projeto de territórios
habitacionais sociais pode ser fator auxiliar para tomada de decisão, chegou-se à percepção e
exposição das vinculações entre fatores intervenientes, processo projetual e soluções propostas.
Assim, foi possível identificar algumas estratégias de projeto que, utilizadas durante o processo
criativo em projeto, podem auxiliar projetistas na proposta de soluções.
OBJETIVO
Esta pesquisa se propôs a identificar a vinculação dos fatores relativos ao contexto dos
projetos com o processo criativo de cada projetista.
MATERIAL E MÉTODOS
Foi realizado um estudo de casos utilizando projetos europeus e brasileiros, incluídos na
categoria de habitação social, premiados nos concursos Europan (1992 a 2002) e Habita Sampa
(2004). A bibliografia utilizada refere-se à criação de território e seu conceito, à metodologia de
projeto em arquitetura, à identificação de padrões (“patterns”) nas soluções propostas e à
criatividade como ferramenta na tomada de decisão.
A metodologia para escolha dos projetos a serem estudados levou em conta a qualidade do
projeto vinculada à diversidade de variáveis presentes no mesmo, considerando portanto a
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complexidade da proposta como característica positiva resultante da criatividade. Dentre 41 projetos
estudados, cinco foram selecionados. São eles: Weak Density (3ª Ed. Europan), de Thibaud Babled,
Armand Nouvet e Marc Reynaud (BNR Architects), 95 Seconds of Surprise (4ª Ed. Europan), de
Bruno Ressouche e Laurent Gonin, Flats and Gardens (5ª Ed. Europan), de Fabienne Couvert e
Guillaume Terver, Living Carpet (6ª Ed. Europan), de Alberto Iacovoni, Tommaso Avellino,
Massimo Ciuffini, Ketty Di Tardo e Luca La Torre, e o Projeto nº 40 para o Conjunto Assembléia
(HabitaSampa 2004), de Marcelo Morettin, Vinícius Andrade e Renata Vicente Azevedo.
RESULTADOS
A princípio, foram identificadas algumas características freqüentes em todos os 41 projetos
estudados. São elas:
- Fluxos / mobilidade – projetos que trabalham a circulação, utilizando-se da existência ou da
necessidade de autovias e/ou linhas de trem para embasar e/ou valorizar a proposta.
- Abordagem contemporânea – projetos que aliam diferentes usos ou tipologias numa mesma área,
utilizando conceitos de Urban Pacthwork, sobreposição de espaços e circulações, ao invés da
setorização. Em geral são projetos com aspecto físico/estético confuso, com eixos retorcidos ou
sobrepostos.
- Espaço público – projetos que valorizam a criação de espaços públicos de qualidade como forma
de inclusão da cidade na habitação e vice-versa.
- Paisagismo – projetos que utilizam-se das composições paisagísticas para valorizar a proposta. Em
geral, propõem a integração de jardins públicos, semi-públicos ou privados nas habitações.
- Definição de tipologias – projetos que estabelecem padrões construtivos para organizar a proposta,
utilizando-se da unificação tipológica como forma de identidade.
- Uso Misto – projetos que propõem a mescla de tipos de uso. São propostas onde o uso pode ir
desde o residencial estritamente privado até o público aberto, passando por usos comerciais
diversos.
-Escala da edificação – projetos que apresentam algum tipo de detalhamento da unidade
habitacional.
- Escala urbana – projetos que apresentam uma proposta para inserção das unidades habitacionais
no contexto urbano, sugerindo novas intervenções nas áreas existentes adjacentes.
Paralelamente a essa análise, foi verificada também a existência de 13 “patterns” cuja ocorrência é
bastante freqüente nos projetos brasileiros da mesma categoria.
DISCUSSÃO
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Pode-se verificar que alguns patterns e características identificadas nos projetos aparecem
com grande freqüência no conjunto de 41 projetos analisados. Relaciona-se essa freqüência aos
correntes padrões de pensamento e vivência em sociedade que refletem, hoje em dia, a
complexidade imbuída na composição dos territórios (tendo-se como conceituação de território o
espaço em que o homem vive, produz e estabelece relações). As propostas são, portanto, conduzidas
por um fio ligado fortemente à contemporaneidade. Em geral, elas questionam a organização
imposta e existente e pretendem uma nova leitura do local, levando-se em conta o usuário e a
integração entre meio-construído e homem – a maioria deles privilegiou diretrizes humanistas para
composição de espaços saudáveis. Pode-se então vincular tais características com algumas
estratégias indispensáveis ao processo de projeto para que se tenha chegado a tais soluções. São
elas:
Análises do Lugar, da Vegetação e de Volume: São metodologias que consideram estudos
aprofundados da área de intervenção, incluindo seu histórico, suas características e problemas, áreas
disponíveis ou carentes de tratamento paisagístico, ou ainda com potencial para criação de
paisagens urbanas, entorno imediato e expandido, suas relações espaciais e o contexto urbano.
Envolve também estudos de filosofia, sociologia e psicologia ambiental, podendo haver um estudo
teórico prévio da sociedade, como análises da história do desenvolvimento das relações humanas.
Tratam da percepção do usuário sobre a cidade, suas sensações e a efemeridade de suas
necessidades.
Análise Crítica: Ferramenta teórica e gráfica que refere-se ao questionamento da estrutura
existente. Deve ser utilizada de forma conceitual, refletindo sobre as idéias e propostas então
correntes e sua real funcionalidade e adequação às necessidades do usuário e de adaptação ao meio;
e de forma gráfica, através da sobreposição de desenhos que se contrastam, afim de proporcionar
um diálogo e uma comparação entre as diversas possibilidades de intervenção, até se chegar à
proposta mais adequada. Acredita-se que essa ferramenta possa ser utilizada em diversas etapas do
processo projetual. No início, quando da análise do local, deve servir para analisar criticamente as
estruturas existentes; durante o processo, deve ser responsável por compor um emaranhado de
desenhos através dos quais se possa entender o programa a ser atendido e a idéia geral da proposta;
ao fim do projeto, quando da eleição de uma alternativa considerada viável e adequada ao
programa, para se retornar a idéias anteriores e analisar a coerência do processo e validar a
proposta.
CONCLUSÃO
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As boas propostas em arquitetura são aquelas capazes de atender a necessidade do usuário e
do meio, comunicar-se com ambos e estabelecer-se como organismo vivo passível de
transformações, à medida em que a sociedade avança e, junto com ela, os costumes e visões. Para
isso, utiliza-se de metodologias de análises profundas sobre o local de intervenção afim de perceber
suas reais necessidades. Além disso, conta-se com a criatividade e o senso crítico do projetista para
que o espaço construído seja capaz de satisfazer essas condições, além de criar espaços qualificados
e refletir positivamente nas sensações humanas.
REFERÊNCIAS
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I.;ANGEL, S. A Pattern Language: towns, buildings, construction. New York: Oxford
Univ.,1977.
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248. Arquitexto 051, ago. 2004. Disponível em:
http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp248.asp.
 BARROS, R. P. M. Habitação coletiva : a inclusão de conceitos humanizadores no processo
de projeto. Tese (Doutorado), Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo,
Universidade Estadual de Campinas. Campinas, 2008. Disponível em:
http://libdigi.unicamp.br/document/?code=000434038
 CASTELLS, M. A sociedade em Rede. 6ª. ed. rev. e ampl. São Paulo: Paz e Terra, 2002.
 CSIKSZENTMIHALYI, M. A descoberta do fluxo. Rio de Janeiro: Ed. Rocco, 1999.
 EUROPAN-EUROPE Portal. Disponível em http://europan-europe.com
 JACOBS, J. Morte e vida das grandes cidades. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
 LIPAI, A. E. Arquitetura, psicologia, e a busca de soluções interdisciplinares in Arquitetura:
Percepções de uso do espaço e suas múltiplas realidades. Tese de Doutorado. São Paulo: FAUUSP, 1993.
 LYNCH, K. A imagem da cidade. São Paulo: Martins Fontes, 1970.
 MAHFUZ, Edson. O mito da criatividade em arquitetura. Artigo nº 74, 2006. Colunas IABRS. Disponível em: http://www.iab-rs.org.br/colunas/artigo.php?art=74
 MOLINA, HELOISA. Novos espaços alienados do Território Brasileiro in Território
Brasileiro: usos e abusos, cap. 30. Campinas, Ed. Territorial, 2003.
 MONTEIRO, E. Z. A cidade e a criatividade como estratégias no ensino do projeto
sustentável. IX Encontro Nacional e V LatinoAmericano de Conforto no Ambiente Construído.
Anais...Ouro Preto: Antac, ago 2007.
 OSTROWER, F. Criatividade e processos de criação. 6ª. ed. Petrópolis: Vozes, 1987.
 PATTERNLANGUAGE.COM.INC Portal. Disponível em http://www.patternlanguage.com
 PINA, S. A. M. G., MONTEIRO, A.G., PAIVA, V.T., DONADON, E.T., ARIAS, C.R. e
ROLNIK, R. A construção de uma política fundiária e de planejamento urbano para o país –
Avanços e desafios. Revista políticas sociais - acompanhamento e análise. Ipea, vol.12, p.199210. fev/2006.
 SANTOS, M. e SILVEIRA, M. L. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. São
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 SASSEN, S. As cidades na Economia Mundial. São Paulo, Studio Nobel, 1998.
 SOLÀ-MORALES, I. Territorios. Barcelona: Gustavo Gili, 2002.
 SOUZA, Maria Adélia Ap. de. Território Brasileiro: usos e abusos. Campinas, Ed. Territorial,
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 TOZI, Fabio. Geografias da desigualdade: Uso do Território Brasileiro e Fome in Território
Brasileiro: usos e abusos, cap. 29. Campinas, Ed. Territorial, 2003.
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MODELOS
INTUITIVOS
DE
SISTEMAS
ESTRUTURAIS:
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ANÁLISE
E
COMPORTAMENTO ESTRUTURAL
Karen Lima Biz (1); Cesar Fabiano Fioriti (2)
(1)
Aluna de Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Universidade Estadual Paulista – UNESP. e-mail:
[email protected]
(2)
Orientador, Professor Doutor, Universidade Estadual Paulista – UNESP, Faculdade de Ciências e Tecnologia – FCT,
Palavras-chave: modelos intuitivos, estruturas, ensino.
INTRODUÇÃO
A maquete estrutural é um modelo em escala reduzida de uma estrutura real, que reproduz
com certa similaridade o seu comportamento. Além de reproduzir a forma e o comportamento de
uma estrutura, a maquete precisa sofrer deformações e deslocamentos bem acentuados de forma a
permitir uma análise visual do seu comportamento.
A quantidade de detalhes, o tipo de material utilizado e as dimensões de trabalho são
escolhidos de acordo com o objetivo ou finalidade da maquete. Maquetes para apresentações
profissionais ou exposições comemorativas são normalmente feitas com material mais durável e de
melhor qualidade e impacto visual, com o máximo de detalhamento a fim de que se aproximem o
mais possível do real. Já as maquetes de estudo são feitas com materiais mais fáceis de manusear, e,
em geral, com custo mais reduzido.
Espera-se que este tipo de abordagem, possa se apresentar como um recurso pedagógico
eficaz para a construção do conhecimento em sistemas estruturais. Para isso, os conhecimentos
prévios na área de atuação têm destacada importância para que o produto final seja relevante e
valorize o projeto das maquetes didáticas.
JUSTIFICATIVA
Considera-se interessante que o aluno tenha a oportunidade de aprender interagindo e
refletindo. Segundo Polillo (1974) “a experimentação, além de fácil, é o melhor guia da intuição,
neste como em outros problemas”. Portanto, pretende-se que as maquetes estruturais componham
essa primeira fase do processo.
Tendo em vista essa particularidade do ensino de estruturas, esse trabalho se coloca como
uma contribuição para restaurar e estreitar a aliança entre arquitetura e engenharia e introduzir
resultados positivos nas atividades de ensino e aprendizado da disciplina Sistemas Estruturais,
contribuindo com a formação superior e a qualidade dos futuros arquitetos pelo contato com esse
material.
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OBJETIVO
Este trabalho teve como objetivo geral organizar o processo de aprendizagem em uma
ordem lógica de primeiro experimentar para depois conceituar. Na primeira etapa da proposta, de
experimentação, não deveria haver a preocupação com os dados exatos, mas apenas a preocupação
do estudo qualitativo, dando ênfase ao aspecto intuitivo do aluno, para que posteriormente sejam
aprofundados os estudos quantitativos do comportamento estrutural observado anteriormente.
É importante salientar que a proposta deste trabalho foi para que esse recurso sirva como um
elemento adicional que deve ser utilizado em harmonia com os métodos tradicionais de ensino,
servindo como um novo caminho de investigação, não apenas para estudantes de arquitetura, como
também aos de engenharia e profissionais da área.
MATERIAIS E MÉTODOS
Para a construção das maquetes estruturais utilizou-se como materiais os seguintes
elementos: espumas lineares que constituíram os pilares e vigas, que permitem grandes
deformações retornando a sua posição original, de seções quadradas de 0,02m x 0,02m; espirais de
plástico que constituíram os arcos, com diâmetro de 5mm; arames envoltos por plástico que
constituíram os contraventamentos; papel Paraná que constituiu as lajes; uma placa de isopor
revestida com papel Paraná, que constituiu as fundações e; cola.
Por intermédio desses materiais construiu-se maquetes estruturais, onde os fenômenos
físicos e sistemas estruturais analisados foram: tração simples, compressão simples, flambagem,
momento fletor, tirantes, pilares, vigas, pórticos treliças, contraventamentos e lajes. Onde o intuito
foi observar as deformações decorrentes dos esforços solicitantes, sendo que estes esforços foram
produzidos pela força manual exercida sobre os modelos constituintes das maquetes estruturais.
RESULTADOS
Diante dos fenômenos físicos e sistemas estruturais analisados, será apresentada uma
sequência de ilustrações onde poderá ser observado: os esforços de compressão simples (Figura 1a)
e tração simples (Figura 1b), utilizando-se das espirais de plástico; fenômeno da flambagem em
pilar (Figura 2); ação vertical (Figura 3) e ação horizontal (Figura 4) em pórtico simples; ocorrência
de momento fletor em pórtico tridimensional (Figura 5); ação de contraventamentos em pórtico
tridimensional (Figura 6); comportamento de um pórtico tridimensional que contém um pavimento
em balanço (Figura 7); ação diafragma em pórtico tridimensional (Figura 8); comportamento da
treliça espacial simples (Figura 9), bem como da dupla (Figura 10); comportamento do arco
atirantado (Figura 11); e por fim, o comportamento do cabo (Figura 12).
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Fig. 1 – a) Compressão
simples; b) Tração simples.
Fig. 2 – Flambagem em
pilar.
Fig. 3 – Ação vertical em
pórtico simples.
Fig. 4 – Ação horizontal
em pórtico simples.
Fig. 5 – Momento fletor
em pórtico tridimensional.
Fig. 6 – Ação de
contraventamentos em
pórtico tridimensional
Fig. 7 – Ação de balanço
em pórtico tridimensional.
Fig. 10 – Comportamento
da treliça espacial dupla.
Fig. 8 – Ação
diafragma em pórtico
tridimensional.
Fig. 11 – Comportamento
do arco atirantado.
Fig. 10 – Comportamento
da treliça espacial
simples.
Fig. 12 – Comportamento
do cabo.
DISCUSSÃO
Por intermédio de figuras das maquetes estruturais, tanto quando estas se encontravam em
estado natural como ao sofrer ações dos esforços externos, observaram-se as deformações e os
deslocamentos ocorridos nas mesmas. Em cada caso, analisou-se o que havia acontecido na
estrutura, como havia se comportado, pela percepção e pelos estudos, mensuraram-se correções que
deveriam ser feitas nas estruturas, seja aumentar seu dimensionamento, ou acrescentar elementos
estruturais, a fim de tornar a estrutura capaz de suportar tais esforços, mantendo-se estável e em
equilíbrio.
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O uso de materiais flexíveis na modelagem de sistemas estruturais, para o auxílio na
compreensão do comportamento estrutural de seus elementos, mostrou-se bastante eficiente,
determinando, de modo qualitativo, a tendência de deslocamento de vigas, colunas, cabos, arcos,
treliças e lajes. Este procedimento possibilitou a análise qualitativa das deformações desses
elementos estruturais básicos, encontrados na prática da construção civil, por meio da visualização
dos seus deslocamentos.
CONCLUSÃO
Percebeu-se quão importante é a estabilidade da estrutura para que se tenha o correto
desempenho da edificação. Tal estabilidade deve ser alcançada em todas as situações, portanto, é de
extrema relevância o estudo prévio da edificação a ser projetada, já que ao longo de sua vida útil, a
edificação pode estar sujeita a diversas situações, como ação de ventos, tempestades, mudança de
peso, entre outras.
Dessa forma, esse trabalho se coloca como uma contribuição para restaurar e estreitar a
aliança entre arquitetura e engenharia, e introduzir resultados positivos nas atividades de ensino e
aprendizado da disciplina Sistemas Estruturais.
REFERÊNCIAS
BORESI, A. P.; SCHMIDT, R. J. Estática. Editora: Thomson Learning, 2003.
LOMBARDO, M. A.; CASTRO, J. F. M. O uso de maquete como recurso didático. In: Anais do II
Colóquio de Cartografia para Crianças, Belo Horizonte, 1996. Revista Geografia e Ensino,
UFMG/IGC/Departamento de Geografia, 6(1): 81-83, 1997.
MARGARIDO, A. F. Pesquisa experimental aplicada ao ensino de estruturas nas escolas de
arquitetura. Conferência pronunciada no Primeiro Encontro de Professores de Estrutura para
Escolas de Arquitetura. São Paulo: FAU USP. 1974.
OLIVEIRA, M. S. Maquete estrutural: um instrumento para o ensino de estrutura em escolas de
arquitetura. 2006.
POLILLO, A. O ensino de estrutura para arquitetos. Conferência pronunciada no Primeiro
Encontro de Professores de Estrutura para Escolas de Arquitetura. São Paulo: FAU USP. 1974.
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MAQUETE ESTRUTURAL DE UM GALPÃO EM MADEIRA: UM INSTRUMENTO
PARA O ENSINO
Milena Pâmela de Paula (1); Thaís Mitie Shiguematsu Bispo (1); Cesar Fabiano Fioriti (2)
(1)
Aluna de Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Universidade Estadual Paulista – UNESP, Faculdade de Ciências
e Tecnologia – FCT, Campus de Presidente Prudente, Rua Roberto Simonsen n° 305, Caixa Postal 957, CEP: 19060900, Presidente Prudente-SP, Tel. +55 (18)32215388, e-mail: [email protected]
(2)
Orientador, Professor Doutor, Universidade Estadual Paulista – UNESP, Faculdade de Ciências e Tecnologia – FCT,
Campus de Presidente Prudente, Rua Roberto Simonsen n° 305, Caixa Postal 957, CEP: 19060-900, Presidente
Prudente-SP, Tel. +55 (18)32215388
Palavras-chave: maquete estrutural, estruturas, ensino.
INTRODUÇÃO
Maquete é um modelo em escala reduzida de uma obra ou projeto de arquitetura, design,
engenharia, topografia, cenografia etc. Pode ser usada como esboço ou peça de estudo destes
projetos, ou para sua apresentação e divulgação. Em casos mais raros, a maquete pode ser também
um modelo ampliado.
Segundo Nacarato (2005), o uso de materiais manipuláveis no ensino foi destacado pela
primeira vez por Pestalozzi, no século XIX, ao defender que a educação deveria começar pela
percepção de objetos concretos, com a realização de ações concretas e experimentações.
Para Fiorentini e Miorim (1993), na concepção empírico-ativista o aluno passa a ser
considerado o centro do processo e os métodos de ensino – tendo como pressupostos a descoberta e
o princípio de que “aprende-se a fazer fazendo” – se pautavam em atividades, valorizando a ação, a
manipulação e a experimentação. O ensino seria baseado em atividades desencadeadas pelo uso de
jogos, matérias manipuláveis e situações lúdicas e experimentais.
Dentro deste contexto este trabalho apresenta um estudo prático sobre a construção de uma
maquete didática explorando conteúdos da disciplina Estruturas em Madeira. Espera-se que este
tipo de abordagem, possa se apresentar como um recurso pedagógico eficaz para a construção do
conhecimento em estruturas de madeira. Para isso, os conhecimentos prévios na área de atuação têm
destacada importância para que o produto final seja relevante e valorize o projeto da maquete
didática.
JUSTIFICATIVA
Considera-se interessante que o aluno tenha a oportunidade de aprender interagindo e
refletindo. Nesse sentido, a maquete estrutural do galpão poderá atuar como uma ferramenta
auxiliar nas aulas da disciplina Estruturas em Madeira, pois terão um pouco mais de interatividade,
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despertando a curiosidade e estimulando os alunos a fazerem perguntas, a descobrirem semelhanças
e diferenças, a criarem hipóteses e a chegarem às próprias soluções.
OBJETIVO
O objetivo geral consistiu no desenvolvimento de uma maquete didática, onde foram
apresentados todos os elementos estruturais que compõem um galpão em madeira, oferecendo aos
alunos, um excelente recurso didático e relativamente simples de ser construído.
Os objetivos específicos consistiram em: estudar as generalidades sobre as estruturas em
madeira; disponibilizar desenhos relativos ao projeto; montagem e acabamentos parciais dos
componentes estruturais e; montagem e acabamentos finais utilizando diferentes sistemas de
ligações nas peças estruturais.
MATERIAIS E MÉTODOS
Foi construída uma maquete dos componentes estruturais de um galpão em madeira
(obedecendo a textura, cor, modelo e padrão adotados), em escala 1:10. A maquete foi executada
através do desenvolvimento de um modelo projetado. Foram utilizados tipos diferentes de ligações
entre os elementos estruturais (pilares, vigas e tesouras). Para a execução da maquete, foi exigido
encaixe perfeito das peças, tolerando-se erros inferiores a 2 mm em suas cotas. A maquete foi
executada sobre uma base retangular de madeira compensada.
Algumas características do galpão construído como maquete didática: largura = 7,00m;
comprimento = 15,00m; pé-direito = 3,50m; inclinação do telhado = 26° = 49%; beiral = 0,80m;
vão entre tesouras = 3,00m; número de tesouras = 4; cobertura em telha cerâmica com distância
entre os caibros = 0,50m e distância entre as ripas = 0,33m.
O mesmo tipo de ligação foi feita para todos os encontros de pilares com as fundações.
Também foi adotado o mesmo tipo de ligação entre vigas e pilares. Já para as tesouras, cada uma
das quatro foi executada com um tipo diferente de ligação.
Utilizou-se neste modelo didático os seguintes materiais: madeira Cedro Rosa, que
constituíram os pilares, vigas e tesouras; EVA (Etil Vinil Acetato) de cor preta, que constituiu a
impermeabilização entre pilares e as fundações; cola de madeira; parafusos com porcas, que
constituíram os elementos de ligação entre pilares e as fundações e entre as barras de duas tesouras;
cantoneiras em alumínio, que constituíram os elementos de ligação entre pilares e as fundações;
chapas de alumínio, que constituíram os elementos de ligação entre as barras de uma tesoura;
palitos de dente, que constituíram a ligação por cavilhas entre as barras de uma tesoura; placas de
MDF (Medium Density Fiberboard), que constituíram a ligação entre as barras de uma tesoura.
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RESULTADOS
Serão apresentadas algumas ilustrações da sequência de montagem da maquete estrutural
didática, nas quais podem ser visualizados: fixação do pilar na base da fundação (Figura 1); topo do
pilar onde podem ser observadas as aberturas para posterior encaixe das vigas e das tesouras (Figura
2); ligação entre vigas em pilar de canto (Figura 3); pilares fixados na base (Figura 4); vigas
posicionadas (Figura 5); detalhe da ligação entre tesoura e pilar (Figura 6), vista frontal da ligação
entre tesoura e pilar (Figura 7); tesouras posicionadas (Figura 8); e ao final a maquete estrutural do
galpão finalizada (Figura 9).
Fig.2 – Vista do topo
do pilar.
Fig.3 – Ligação entre
viga e pilar de canto.
Fig.5 – Vigas posicionadas.
Fig.6 – Detalhe da ligação
entre tesoura e pilar.
Fig.1 – Fixação do pilar
na fundação e base.
Fig.4 – Pilares fixados.
Fig.7 – Vista frontal da
ligação entre tesoura e pilar.
Fig.8 – Tesouras
posicionadas.
Fig.9 – Maquete finalizada.
DISCUSSÃO
Todos os materiais utilizados se mostraram adequado para tal finalidade, pois lhe conferiram
resistência nas ligações de todas as peças envolvidas no trabalho, fazendo com que a estrutura
permanecesse rígida. Criou-se uma expectativa com relação às ligações, porque foram os elementos
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de maior interesse para se iniciar este trabalho, no qual, sobretudo o material madeira que permitiu
que fossem realizadas as experiências necessárias para compreendermos os limites impostos pelo
modelo em escala.
A proposta é que as pessoas que tiverem acesso a este modelo possam através da análise,
desenvolver um sentimento intuitivo do comportamento dos sistemas estruturais constituintes da
maquete. E ao aprimorar essa capacidade de percepção elas estarão mais preparadas para conceber
uma estrutura. Dessa forma este trabalho serve como experiência e conhecimento que nós
esperamos expandir em aulas e aplicarmos nas futuras problemáticas que surgirem.
CONCLUSÃO
Em suma, nosso maior enfoque foram as ligações existentes entre os elementos estruturais
que compõem a maquete estrutural didática, permitindo assim a melhor compreensão sobre as
reações de forças aplicadas sobre elas. Como instrumento de ensino, será uma importante
ferramenta em aulas cujo tema envolva as estruturas em madeira.
A descrição detalhada de todo o processo de execução da maquete fornece aos interessados a
possibilidade de confeccionar a mesma maquete em diferentes lugares ou com materiais mais facilmente
encontrados no local onde for executada, além de se constituir em estudo-base para futuros projetos
relacionados à madeira que poderão melhorá-lo do modo como o desejarem.
REFERÊNCIAS
FIORENTINI, D.; MIORIM, M. A. Uma reflexão sobre o uso de materiais concretos e jogos no
ensino da matemática. Boletim SBEM, São Paulo, ano 4, nº 7, 1993.
LOMBARDO, M. A.; CASTRO, J. F. M. O uso de maquete como recurso didático. In: Anais do II
Colóquio de Cartografia para Crianças, Belo Horizonte, 1996. Revista Geografia e Ensino,
UFMG/IGC/Departamento de Geografia, 6(1): 81-83, 1997.
MOLITERNO, A. Caderno de projetos de telhados em estruturas de madeira. 2ª ed. São Paulo:
Editora Edgard Blücher Ltda, 2003.
NACARATO, A. M. Eu trabalho primeiro no concreto. Revista de Educação Matemática
Publicação da Sociedade Brasileira de Educação Matemática, São Paulo, v. 9, nº 9 e 10, p. 1- 6,
2004-2005.
PFEIL, M.; PFEIL, W. Estruturas de madeira. 6ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2003.
Colloquium Humanarum, vol. 5, n. Especial, 2009
Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 5 a 8 de outubro, 2009
156
AVALIAÇÃO DA RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO DE TRAÇOS DE ARGAMASSA
COM A INCORPORAÇÃO DE RESÍDUOS DA RECAUCHUTAGEM DE PNEUS
Patrícia Pérez Cimino (1); Cesar Fabiano Fioriti (2)
(1)
Aluna de Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Universidade Estadual Paulista – UNESP, Faculdade de Ciências
e Tecnologia – FCT, Campus de Presidente Prudente, Rua Roberto Simonsen n° 305, Caixa Postal 957, CEP: 19060900, Presidente Prudente-SP, e-mail: [email protected]
(2)
Orientador, Professor Doutor, Universidade Estadual Paulista – UNESP, Faculdade de Ciências e Tecnologia – FCT,
Campus de Presidente Prudente, Rua Roberto Simonsen n° 305, Caixa Postal 957, CEP: 19060-900, Presidente
Prudente-SP.
Palavras-chave: argamassa, resíduos de borracha, resistência à compressão.
INTRODUÇÃO
Diante do crescente avanço tecnológico nas últimas décadas, ficam evidentes os danos desse
processo no meio ambiente, visto que cada vez mais os recursos naturais são explorados sem
consciência e os resíduos gerados não são gerenciados da maneira correta. Um grande exemplo
disso é o mercado de veículos automotores, que gera como subprodutos os pneus inservíveis, sendo
estes muito resistentes à degradação natural. A maior parte desses pneus inservíveis acaba sendo
dispostos de maneira indevida, como em lixões, beira de rios e estradas, onde acabam acumulando
água, o que proporciona a proliferação de animais vetores de doenças, causando além de problemas
ambientais, problemas na saúde do homem. Percebeu-se também que devido à composição da
borracha vulcanizada (componente do pneu), que confere ao material uma alta resistência física e
química, esta acaba tornando o processo de reciclagem muito complexo e não viável
economicamente para a indústria.
Para incrementar e fortalecer as iniciativas de pesquisas em busca de alternativas para o uso
dos pneus inservíveis, vários pesquisadores vem desenvolvendo a incorporação desse material em
compósitos de cimento Portland, tanto em concretos como em argamassas. Diante do contexto
apresentado, este trabalho visa avaliar de uma maneira prática a incorporação de resíduos da
recauchutagem de pneus em argamassas aplicáveis na construção civil, contribuindo na obtenção de
um possível material alternativo.
JUSTIFICATIVA
Sabe-se que os resíduos de pneus começaram a ser estudados com frequência no Brasil com
relação a sua possível aplicação em compósitos de cimento Portland. O que de certa forma contribui
para reduzir os impactos ambientais que estes resíduos podem ocasionar no meio ambiente, além de
gerar uma alternativa de disposição para este material.
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Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 5 a 8 de outubro, 2009
157
OBJETIVO
Avaliar a viabilidade técnica de incorporação de resíduos de diferentes granulometrias
gerados pelo processo de recauchutagem de pneus, através de ensaios laboratoriais de resistência
mecânica à compressão, em traços de argamassa de cimento Portland.
MATERIAIS E MÉTODOS
O cimento Portland utilizado para a confecção das argamassas foi o CP II-E32. Todos os
corpos de prova foram confeccionados com a mesma marca e tipo de cimento Portland, visando
evitar possíveis variações no nível de resistência e na coloração da argamassa. O agregado miúdo
utilizado foi a areia natural. As várias granulometrias de resíduos de borracha vulcanizada utilizadas
no trabalho são provenientes do processo de recauchutagem de pneus, e os resíduos antes de sua
utilização passaram por procedimento de separação e classificação por peneiramento. As 3
diferentes granulometrias foram classificadas como: borracha fina – F (# 0,075mm), borracha média
– M (# 1,19mm) e borracha grossa – G (# 2,38mm). Foi utilizada água potável na mistura dos
materiais.
A confecção dos traços foi feita com os materiais proporcionados em volume, onde se
elaborou 1 traço controle – C para servir de parâmetro de comparação, e 4 traços com incorporação
de resíduos de borracha com diferentes granulometrias, denominados de: 1F, 2F, 3M e 4G. O
processo de moldagem, adensamento e cura seguiram as especificações da NBR 5738 (ABNT
1993), sendo que os corpos foram moldados em fôrmas de 5cm de diâmetro por 10cm de altura. O
capeamento dos corpos de prova foi realizado com folhas de papelão superpostas nas duas faces do
mesmo. Os ensaios de resistência mecânica à compressão simples seguiram as especificações da
NBR 7215 (ABNT 1995) e foram realizados em uma prensa manual para ensaios de compressão,
onde todos os corpos de prova foram ensaiados aos 28 dias de idade, sendo cada série de traços
composta por 3 corpos de prova. Para obtenção da resistência à compressão, foi feita a média
aritmética dos resultados obtidos.
RESULTADOS
A Tabela 1 apresenta os valores da massa específica dos materiais e a composição dos
traços, em volume, da argamassa utilizada no trabalho.
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Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 5 a 8 de outubro, 2009
158
Tabela 1 – Massa específica dos materiais e composição dos traços (volume) da argamassa.
Massa Específica
Traço
Traço
Traço
Traço
Traço
Aparente (kg/l)
Controle
1F
2F
3M
4G
Cimento
1,15
1
1
2
1
1
Areia
1,66
3
2
2
1
2
Borracha Fina
0,34
—
1
1
—
—
Borracha Média
0,37
—
—
—
2
—
Borracha Grossa
0,32
—
—
—
—
1
Água
1,00
0,68
0,68
1,40
0,68
0,68
Materiais
Na Figura 1a,b,c podem ser visualizadas as diferentes granulometrias dos resíduos de
borracha. A Figura 2a,b,c mostra um corpo de prova na prensa e detalhe do mesmo depois de
rompido. Por fim, a Figura 3 apresenta as médias dos valores obtidos nos ensaios de resistência à
compressão nos dos corpos de prova.
a
b
c
Figura 1 – Granulometria dos resíduos de borracha: a) fina; b) média e c) grossa.
a
b
c
Resistência à Compressão (MPa)
Figura 2 – Corpo de prova: a) na prensa; b) rompido na prensa e c) detalhe da peça.
8
6,79
5,60
6
4
5,26
2,71
2
0,50
0
C
1F
2F
3M
4G
Traços
Figura 3 – Resultados dos ensaios de resistência à compressão (MPa).
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159
DISCUSSÃO
No estudo da resistência à compressão da argamassa com resíduos de borracha, geralmente o
uso desses resíduos com massa específica menor que a do agregado natural (areia) faz com que esta
propriedade seja influenciada de forma negativa. Como pode ser notado na Figura 3, ao adicionar
resíduos de borracha à argamassa houve queda na resistência à compressão. A maior perda, em
torno de 92% quando comparado ao traço C, ocorreu no traço 3M com borracha média. As
argamassas que melhor apresentaram resultados foram o traço 2F com borracha fina, e o traço 4G
com borracha grossa, que obtiveram uma perda em torno de 17% quando também comparados ao
traço C, mesmo estes dois últimos traços apresentando diferentes granulometrias (#0,075mm da fina
contra #2,38mm da grossa).
A ruptura dos corpos de prova com resíduos de borracha é comparável à ruptura dos corpos
de prova de controle, os quais apesar de terem menores capacidades de resistência à compressão
não apresentam ruptura frágil como os corpos de prova de controle.
Entretanto, diante da redução de resistência atribuída à incorporação de resíduos de
borracha, fato este, ao que indica estar diretamente ligado a um aumento da porosidade na
argamassa, podemos supor que o aumento da porosidade proporcionada na argamassa incorporando
os resíduos de borracha pode contribuir para que haja um efeito de cura interna tardia na argamassa,
ou seja, poderia ainda existir água presente no agregado miúdo que poderia estar disponível para
que as reações de hidratação continuassem acontecendo, e de certa maneira contribuindo na queda
de resistência à compressão.
CONCLUSÃO
Os resultados dos ensaios são de certa forma satisfatórios. Os traços 2F e 4G apresentaram
as resistências mais elevadas, porém o traço 4G utilizou menos cimento Portland que o traço 2F e
praticamente atingiu a mesma média de resistência. Já o traço 3M, ao que tudo indica, pode ter tido
algum problema relacionado ao adensamento da argamassa nos corpos de prova (que foi manual) ou
durante o processo de cura, justificando assim seus resultados muito abaixo dos demais traços
estudados. O traço 1F, como esperado, ficou com resultado abaixo do traço 2F, fato este propiciado
principalmente pela maior quantidade de cimento Portland utilizado no traço 2F, além da diferença
de granulometria da borracha. São necessários mais estudos, mas pelas características relatadas, os
resíduos de borracha apresentam potencial para constituir uma fonte de material alternativo para a
construção civil.
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160
REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 5738: Moldagem e cura
de corpos de prova cilíndricos ou prismáticos. Rio de Janeiro, 1993.
GÜNEYISI, E.; GESOĞLU, M.; ÖZTURAN, T. Properties of rubberized concretes containing
silica fume. Cement and Concrete Research, v. 34, 2004, p. 2309–2317.
SIBDIQUE, R.; NAIK, T. R. Properties of concrete containing scrap-tire rubber an overview.
Waste Management, 2004, p.1-7.
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ESTUDO TEÓRICO SOBRE A UTILIZAÇÃO DE TRELIÇAS DE MADEIRA EM
COBERTURAS
Thaís Mitie Shiguematsu Bispo (1); Milena Pâmela de Paula (1); Cesar Fabiano Fioriti (2)
(1)
Aluna de Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Universidade Estadual Paulista – UNESP, Faculdade de Ciências
e Tecnologia – FCT, Campus de Presidente Prudente, Rua Roberto Simonsen n° 305, Caixa Postal 957, CEP: 19060900, Presidente Prudente-SP, Tel. +55 (18)32215388, e-mail: [email protected]
(2)
Orientador, Professor Doutor, Universidade Estadual Paulista – UNESP, Faculdade de Ciências e Tecnologia – FCT,
Campus de Presidente Prudente, Rua Roberto Simonsen n° 305, Caixa Postal 957, CEP: 19060-900, Presidente
Prudente-SP, Tel. +55 (18)32215388
Palavras-chave: treliças, madeira, estruturas.
INTRODUÇÃO
A madeira é um material utilizado há muitos séculos, com evolução das diversas tipologias
estruturais e a criação de outras tantas. A evolução dos sistemas estruturais se dá, por um lado, pelo
conhecimento tecnológico dos diversos derivados industrializados da madeira, por outro, pelo
crescente conhecimento das formas de cálculo (dimensionamento) cada vez mais eficiente e ao
mesmo tempo seguro.
No caso de estruturas, talvez o sistema estrutural mais tradicional seja o sistema treliçado
utilizado em coberturas. Dentro deste contexto este trabalho apresenta um estudo teórico sobre a
utilização de treliças de madeira em coberturas. Para tanto, serão explorados os tipos mais usuais de
treliças, os principais materiais constituintes das treliças, além da carga acidental de vento e a
utilização de estruturas de contraventamentos.
JUSTIFICATIVA
Embora a utilização de treliças de madeira seja feita com grande intensidade em nosso país,
considera-se que a madeira ainda não é tão utilizada em outros sistemas estruturais devidos alguns
preconceitos, tais como: problemas advindos da estabilidade dimensional e deterioração da madeira,
agravados pelas condições climáticas de nosso país; a pouca ênfase dada nos cursos de arquitetura e
engenharia; o desconhecimento da tecnologia da madeira; e a falta de projetos específicos
desenvolvidos por profissionais habilitados.
OBJETIVO
O objetivo geral consistiu no levantamento teórico de informações referentes a utilização de
treliças de madeira em coberturas, no qual foram abordados os principais materiais constituintes, os
tipos mais comuns de treliças, a influência da carga de vento e a utilização de contraventamentos.
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162
MATERIAIS E MÉTODOS
a) Madeira
Verificou-se que podem ser utilizadas todas as espécies de madeiras de lei para a
constituição da estrutura da treliça, no entanto a Peroba tem sido a madeira mais utilizada. Caso não
se utilize a Peroba, deve ser verificada se a espécie possui as características físicas e mecânicas a
seguir: resistência à compressão (fc), a 15% de umidade, igual ou superior a 55,5 MPa; e módulo de
ruptura à tração igual ou superior a 13,5 MPa.
As madeiras serradas das toras já são padronizadas em bitolas comerciais. No entanto,
existem casos onde o dimensionamento das peças exige peças maiores ou diferentes das bitolas
comerciais.
b) Peças Metálicas
As peças metálicas utilizadas em estruturas de treliças são os pregos, os parafusos, as chapas
de aço para os estribos e presilhas. Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT. A
designação dos pregos com cabeça é feita por dois números: a (diâmetro) x b (comprimento).
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Nas treliças em madeira, os nós, normalmente, são executados por meio de encaixes e de
parafusos fixados diretamente nas barras de madeira. Em estruturas mais pesadas, são executados
com chapas metálicas. A treliça de duas águas, usada em coberturas, é também denominada de
tesoura, e as partes componentes da mesma são apresentadas na Figura 1.
Figura 1 – Treliça de duas águas, denominada Howe, e suas partes constituintes.
A treliça Howe é a mais tradicional, vence vãos até 30m, e seus componentes recebem uma
designação especial, em função da geometria e dos esforços atuantes: tração no montante o no
banzo inferior e compressão na diagonal o no banzo superior.
Nas treliças Fink e Pratt, os esforços nos montantes e diagonais se invertem em relação à
Howe. Outro modelo utilizado é a treliça Warren (exemplos na Figura 2a,b,c).
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a)
163
b)
c)
Figura 2 – Modelos de treliças: a) Fink; b) Pratt; c) Warren.
As treliças de cobertura – tesouras – sustentam o telhamento e seu vigamento de apoio. No
caso de telhas cerâmicas, o vigamento de apoio é composto de: terças, caibros e ripas (Figura 3a).
Utilizando-se telhas metálicas, as mesmas se apóiam diretamente nas terças.
A inclinação do telhado é função do tipo de telha adotada. Os valores mínimos são da ordem
de 25° pata telhas cerâmicas e 2° para telhas metálicas.
As treliças estão sujeitas às cargas de gravidade (peso próprio, telhas e vigamento) e às
cargas de vento. Os pesos do telhamento e seu vigamento de apoio, assim como as ações devidas ao
vento, são cargas distribuídas na superfície do telhado que se transmitem como forças concentradas
aos nós por meio das terças (Figura 3b).
a)
b)
Figura 3 – a) Treliças com vigamento de apoio; b) Pesos do telhamento, vigamento de apoio e
ações devidas ao vento.
As peças comprimidas (banzo superior e diagonal) podem ter suas ligações executadas por
entalhe. A ligação do montante tracionado com o banzo inferior pode ser feita com talas metálicas
parafusadas.
A principal carga acidental, que incide sobre o telhado, é provocada pelo vento. A ação do
vento às vezes é transmitida às estruturas principais segundo direções não contidas no plano das
mesmas, tornando-se necessária a utilização de uma estrutura auxiliar destinada a resistir a esses
esforços. Essas estruturas são denominadas genericamente por contraventamentos.
Os contraventamentos são necessários para resistir às forças laterais e para manter as
estruturas principais alinhadas e a prumo. As treliças são dispostas em planos verticais com a
estabilidade promovida pelos sistemas de contraventamento. Esses contraventamentos servem para
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164
apoiar lateralmente os elementos comprimidos das treliças, reduzindo seus comprimentos de
flambagem fora dos planos verticais das treliças (Figura 4).
Figura 4 – Alguns tipos de contraventamentos em estruturas de madeira.
Pelas cargas de gravidade o banzo superior fica comprimido, e seus pontos de apoio na
direção perpendicular ao plano da treliça, para definição de seu comprimento de flambagem, são
dados pelo contraventamento no plano do telhado.
CONCLUSÃO
Nota-se que a função estrutural da treliça é receber e transferir as cargas dos pontos de
aplicação (usualmente terças) para os pontos de apoio, de modo eficiente e econômico. Contudo, a
utilização da madeira em construções de modo geral, deverá crescer nos próximos anos, por se
tratar de um material com excelentes qualidades. O aumento no volume de madeira utilizada será a
consequência natural do processo que se observa neste segmento, em termos de desenvolvimento de
tecnologia e de industrialização, levando-a a competir, em igualdade de condições, com os outros
materiais tradicionais. Um dos aspectos importantes neste processo foi a implantação da norma para o
cálculo de estruturas de madeira, baseada no método dos estados-limites, o que possibilita a utilização de critérios de
dimensionamento mais modernos para as peças estruturais de madeira.
REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR7190 – Projeto de Estruturas de
Madeira. Rio de Janeiro, ABNT, 1997. 107p.
DIAS, A. A. et al. Dimensionamento de elementos estruturais em madeira. Editora: Manole, 2003.
MOLITERNO, A. Projetos de telhados em estruturas de madeira. Editora: Edgard Blucher. 2ª
Edição, 7ª Reimpressão, 2007.
PFEIL, W. & PFEIL, M. Estruturas de madeira. Editora: LTC, 2003.
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Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 5 a 8 de outubro, 2009
165
RESUMOS SIMPLES
CIMINO, PATRÍCIA PÉREZ ............................................................................................................. 167
FIORITI, CESAR FABIANO.............................................................................................................. 167
LIMA, LIDIANE LAIS DE .................................................................................................................. 171
MARTINS, DJANINE DOLOVET...................................................................................................... 170
PORTO, FABÍOLA CRISTINA.......................................................................................................... 169
PROVANA BERTONCINI, EDDA MARIA ........................................................................................ 166
PROVANA BERTONCINI, EDDA MARIA ........................................................................................ 168
QUINTANILHA, ROGÉRIO PENNA ................................................................................................ 169
VASCONCELOS DA SILVA, DEBORA CRISTINA.......................................................................... 166
YAMADA NAKASHIMA, CAMILA MITIKO ....................................................................................... 168
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ENAPI 2009
COMUNICAÇÃO
ORAL
166
UNIVERSIDADE DO OESTE PAULISTA - UNOESTE
CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS
ARQUITETURA E URBANISMO
REVITALIZAÇÃO DO COMPLEXO PARQUE DA ESTAÇÃO FÉRREA DE PIRAPOZINHO - SP.
VASCONCELOS DA SILVA, DEBORA CRISTINA (Discente de curso de graduação - UNOESTE)
PROVANA BERTONCINI, EDDA MARIA (Docente - UNOESTE)
O presente projeto de pesquisa tem por objetivo estudar a possibilidade de revitalização urbana da área do
Complexo Parque da Estação Férrea de Pirapozinho (PEFP). Esse levantamento se faz necessário, porque a
área em questão se encontra em um ponto central e histórico de Pirapozinho, que como os demais municípios
da 10ª Região Administrativa do Estado de São Paulo, tiveram sua origem ligada à ferrovia. Hoje, essa área
urbana está sendo subutilizada, no local acontece a realização da Festa Junina de Pirapozinho (FEJUPI), festa
tradicional do município que possui a maior fogueira do Brasil. Esse evento é promovido pela prefeitura
municipal e acontece todo o mês de junho, atraindo público local e regional sendo que no ano de 2008, em sua
20ª edição, participaram cerca de 100 mil pessoas. No Plano Diretor do Município, o Parque da Estação está
inserido no zoneamento da cidade como área RC 08 – área de bens culturais de preservação da memória local,
estando sujeito a políticas de preservação, conservação e revitalização através do órgão municipal de Proteção
ao Patrimônio, Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural (CDPC). Por intermédio da pesquisa constatamos
que a prefeitura Municipal não possui um local adequado para abrigar o antigo acervo do museu municipal, hoje
desativado, e para a biblioteca municipal, portanto propomos que esse acervo seja transferido para o antigo
prédio da estação ferroviária, que será restaurado e adaptado para abrigar o novo Museu Histórico e serão
criados anexos para a implantação do prédio da Biblioteca pública. Recuperar e dar novo uso ao sítio histórico ,
prevenindo a deteorização do bem e a criação de anexos que são indispensáveis para o processo de
revitalização de uma área degradada. Preservar a história e memória do município de Pirapozinho,.
Levantamento histórico, fotografico e físico. . Os levantamentos da área e de seu entorno, buscamos com esse
projeto, sentir a real necessidade da intervenção espacial para o uso da população local, consequentemente, foi
estabelecido que a revitalização além de dar novos usos ao espaço, respeitando a memória e a história, teria um
caráter voltado principalmente, a educação e a cultura, por isso a escolha da implantação de um Museu que
segundo dados do ICOM, “é uma instituição permanente, sem finalidade lucrativa, a serviço da sociedade e de
seu desenvolvimento, aberta ao público, voltada à pesquisa dos testemunhos materiais do homem e de seu
entorno, que os adquire, conserva, comunica e, notadamente, expõe, visando estudos, educação e lazer” e
ligado ao museu uma Biblioteca pública, local onde as pessoas buscam complementar suas necessidades de
conhecimento e informação. Essa revitalização se torna necessária, pois uma área pública de valor histórico
significativo poderia ser utilizada para o próprio benefício da população e do município, com a implantação desse
projeto nossa atenção concentra-se em gerar um novo espaço atrativo de lazer e cultura para a população local.
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COMUNICAÇÃO
ORAL
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UNIVERSIDADE DO OESTE PAULISTA - UNOESTE
CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS
ARQUITETURA E URBANISMO
SOBRE OS PAVERS DE CONCRETO COM INCORPORAÇÃO DE RESÍDUOS DA RECAUCHUTAGEM DE
PNEUS
FIORITI, CESAR FABIANO (Docente - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA
FILHO - UNESP)
CIMINO, PATRÍCIA PÉREZ (Discente de curso de graduação - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA
JÚLIO DE MESQUITA FILHO - UNESP)
A utilização de resíduos na construção civil tem se mostrado como uma boa alternativa na redução do impacto
causado pelo consumo desordenado de matéria-prima e pela redução das áreas de disposição, em virtude do
grande volume de resíduos descartados a cada ano em todo mundo. Neste contexto se inserem os resíduos de
pneus provenientes do processo de recauchutagem. Definindo-se os resíduos de pneus como sólidos
particularmente intratáveis, uma vez que sua decomposição é muito lenta. A proposta deste trabalho pode
perfeitamente contribuir para que os resíduos da recauchutagem de pneus deixem de ser um problema
ambiental e de saúde pública. . Estudar algumas propriedades de pavers de concreto utilizáveis em
pavimentação intertravada, com substituição parcial do agregado por resíduos de pneus. Para a produção dos
pavers foram consideradas as faixas de consumo de cimento Portland de 292,84 kg/m³, 323,06 kg/m³ e 347,00
kg/m³, e os níveis de incorporação dos resíduos de pneus estudados foram de 8%, 10%, 12%, 15% e 20%, em
volume. As propriedades analisadas foram: resistência à compressão, absorção de água, resistência ao impacto,
resistência à abrasão profunda e expansão por umidade em fervura. Os resultados mostraram que ocorre queda
na resistência à compressão. Na absorção de água, não podemos afirmar que essa propriedade é afetada de
maneira negativa, apenas confirmar controvérsias da literatura. Os pavers demonstraram grande capacidade de
absorção de energia (tenacidade). Os resultados de resistência à abrasão mostram-se interessantes para a
aplicação dos pavers em ambientes com baixas solicitações. A expansão por umidade em fervura indicou que
não afetará o intertravamento dos pavers. Considera-se que o percentual de 8% a 12% de resíduos de pneus,
com cimento Portland na faixa de 323,06 kg/m³, possibilita que os pavers possuam resistência e comportamento
suficiente para serem utilizados em pavimentação intertravada com solicitações leves, como por exemplo:
praças, ciclovias, calçadas, entre outros.
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UNIVERSIDADE DO OESTE PAULISTA - UNOESTE
CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS
ARQUITETURA E URBANISMO
COMUNICAÇÃO
ORAL
ARQUITETURA, HISTÓRIA E CULTURA NIPÔNICA NO OESTE PAULISTA: COMPLEXO DO CEMITÉRIO
JAPONÊS DE ÁLVARES MACHADO
YAMADA NAKASHIMA, CAMILA MITIKO (Discente de curso de graduação - UNOESTE)
PROVANA BERTONCINI, EDDA MARIA (Docente - UNOESTE)
O presente projeto de pesquisa tem como objetivo estudar a história e a cultura do nipônico, propondo a
restauração, conservação e a revitalização do conjunto anexo ao Cemitério Japonês de Álvares Machado as
edificações da antiga escola, casa e do palco. Essas edificações atualmente são usadas, somente, no segundo
domingo de julho para a comemoração do Shokonsai (convite às almas para o culto). Durante o restante do ano
os espaços ficam ociosos e sujeito às intempéries do tempo, fato que acarreta necessidade de reparos que são
realizados atualmente sem nenhum critério. Observando a importância histórica do conjunto, único cemitério
Japonês da América Latina, tombado pelo (Conselho de Defesa de Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico
e Turístico do Estado de São Paulo) CONDEPHAAT, único bem imóvel na 10ª Região Administrativa do Estado
de São Paulo e vinculando essas informações à cultura e história do povo japonês integrado a história do Brasil,
a proposta abrange a implantação de um museu da Língua Japonesa com a missão de preservar, estudar,
expressar, estimular a vivência e ampliar o acesso a manifestações culturais daquela etnia. Tomando como
referência a história da imigração e a relação do nipônico com a educação, o presente projeto propõe a
restauração, conservação e revitalização dos anexos ao cemitério Japonês de Álvares Machado, escola, casa e
palco, como uma forma de não agredir a memória e a cultura dos ancestrais e das novas gerações, implantando
um Museu temático sobre a Língua Japonesa. Essas edificações são usadas, somente, no segundo domingo de
julho para a comemoração do Shokonsai (convite às almas para o culto). Durante o resto do ano o espaço fica
ocioso, sujeito às intempéries do tempo, fato que acarreta necessidade de reparos que são realizados
atualmente sem nenhum critério. A proposta manifesta a importância da preservação do patrimônio imaterial
com a implantação de um museu da Língua Japonesa cuja missão é preservar, estudar, expressar, estimular a
vivência e ampliar o acesso a manifestações culturais daquela etnia e a criação de espaços dedicados a esta
função. . Após realizar levantamentos fotográficos, histórico, físico e entrevistas foram realizados estudos para
melhor compreensão do espaço e assim chegar á um projeto de restauração e revitalização. Observando a
importância histórica do conjunto, único cemitério Japonês da América Latina, tombado pelo (Conselho de
Defesa de Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) CONDEPHAAT
devido seu valor histórico, cultural e afetivo, único bem imóvel na 10ª Região Administrativa do Estado de São
Paulo e vinculando essas informações à cultura e história do povo japonês integrado a história do Brasil, a
proposta se mostra importante por causa do seu péssimo estado de conservação.
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ARQUITETURA E URBANISMO
COMUNICAÇÃO
ORAL
BAMBU COMO MATERIAL ALTERNATIVO PARA HABITAÇÃO
QUINTANILHA, ROGÉRIO PENNA (Docente - UNOESTE)
PORTO, FABÍOLA CRISTINA (Discente de curso de graduação - UNOESTE)
O presente projeto de pesquisa tem como objetivo trabalhar o bambu como material alternativo para a
arquitetura, investigando suas especificidades e as possibilidades de sua aplicação na construção civil. O bambu
é um material que oferece grandes vantagens para sua aplicação, principalmente no Brasil, cujo clima tropical é
favorável ao seu crescimento e onde pode ser encontrado em abundância. Esta disponibilidade do material o
torna interessante do ponto de vista econômico, viabilizando o desenvolvimento de sistemas construtivos. O
bambu é um material renovável e ao mesmo tempo ecológico, não apresentando implicações poluentes em sua
produção. A pesquisa pretende investigar o potencial do uso do bambu na construção de habitações,
identificando as vantagens e desvantagens do mesmo, e pesquisando as técnicas construtivas. Segundo as
obras arquitetônicas estudadas, o bambu está sendo usado de diversas formas, apresentando estilos e
propósitos funcionais diferentes. A força e resistência deste material são facilmente identificadas diante das
grandiosas construções. A beleza natural de suas varas, o crescimento e renovação de forma rápida contribuem
para a notoriedade deste material. No início do processo trata das características do bambu e descrevem as
etapas de processamento, abordando o uso do bambu na construção civil e nos aspectos que influenciam no
desempenho.
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CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS
ARQUITETURA E URBANISMO
COMUNICAÇÃO
ORAL
REVITALIAZAÇÃO DA PRAÇA DOBIO ZAINA
MARTINS, DJANINE DOLOVET (Discente de curso de graduação - UNOESTE)
O presente trabalho trata da Revitalização da Praça Dobio Zaina. Localizada entre a Rua Paul Harris e a av. Cel.
Marcondes, no bairro do Bosque nesta cidade. A praça Dobio Zaina foi inaugurada em 1996 no local do antigo
Mercado Municipal, demolido para sua construção. Entre outros equipamentos, a praça conta com um teatro de
arena com capacidade para aproximadamente 300 pessoas. Com o crescimento da atividade artística-teatral em
Presidente Prudente nos últimos anos, a importância desse tipo de espaço urbano público, capaz de reunir
diferentes atividades sociais e culturais foi sensivelmente acentuada. Neste trabalho iremos discutir sobre os
problemas da Praça Dobio Zaina, apresentando-os com pesquisas detalhadas feitas no local, bem como
procurar mostrar soluções e adequações para tais. No primeiro capitulo iremos apresentar o histórico da Praça,
e sua relação com a cidade e o bairro, a sua inserção em relação a cidade e a sua localização em relação a
outros espaços culturais , praças e a tetros de arena. Também será apresentado um breve contexto sobre
praças assim como seu histórico. No segundo capitulo, serão apresentados todos os levantamentos feitos na
Praça ao decorrer da pesquisa, tais como as medições dos ruídos externos medidos em decibéis em vários
ambientes, analisando assim a acústica da Praça e do Teatro de Arena. Classificação do tipo de vegetação
existente e o sombreamento que ela proporciona. Insolação e conforto térmico apresentado em mapa e do
mobiliário com medições de temperatura sobre sua superfície. Mapeamento do mobiliário existente e suas
condições de uso. Avaliação pos-ocupacional da Praça juntamente com seu diagnostico. No capitulo três será
analisada como antecedentes para o futuro projeto de revitalização da Praça Dobio Zaina a Praça Victor Civita
na cidade de São Paulo e o Parque da Residência na cidade de Belém. Esses modelos serviram de base para o
projeto de revitalização da Praça aqui apresentada. No capitulo quatro será apresentado o Projeto junto com
suas diretrizes, com plantas do projeto de revitalização da Praça, cortes e vistas. Finalmente, serão
apresentadas as considerações finais do projeto aqui apresentado. . Revitalizar a Praça Dobio Zaina desde sua
estrutura, formato, conforto termico e luminotecnico e reformular o projeto de seu teatro de arena para que sua
acustica seja melhorada. Assim a Praça sera vista pela população e voltara a ter apresentaçãoes culturais, para
que não haja vandalismo e subtilização do local. . Sera abordado a subtilização do espaço público, que por sua
falta de manutenção e falta de uma boa elaboração de um projeto arquitetonico e urbanistico acabam sendo
abandonados, dando lugar para a utilização de pessoas desocupadas. O trabalho ira ser concluido nesse
segundo semestre com a elaboração de um projeto arquitetônico e urbanistico, proporcionando um novo espaço
público sendo que este tera atividades culturais para atrair a população.
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ARQUITETURA E URBANISMO
COMUNICAÇÃO
ORAL
PROJETO ARQUITETÔNICO PARA A CONSTRUÇÃO DE UM CENTRO DE VALORIZAÇÃO DA CRIANÇA
NA CIDADE DE ADAMANTINA-SP
LIMA, LIDIANE LAIS DE (Discente de curso de graduação - UNOESTE)
Esse trabalho será um projeto arquitetônico para a construção de um Centro de Valorização da Criança (CVC)
que atenderá crianças inscritas no PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) na cidade de
Adamantina. O primeiro capítulo contará com a parte histórica, que falará do trabalho infantil, a trajetória das leis
no Brasil. Das mais comuns às mais cruéis formas de trabalho, como o número de crianças trabalhando está
diminuindo à medida que vão aparecendo programas particulares e governamentais de apoio à criança e a
família. Também falará do PETI, suas formas de atendimento, objetivos e público alvo. O segundo capítulo
descreverá os objetivos do acompanhamento no PETI, as atividades desenvolvidas, seus procedimentos e
objetivos. Após este levantamento será descrita a infra-estrutura necessária para o desenvolvimento dessas
atividades. No terceiro capítulo foi feito uma análise de três antecedentes, pontos interessantes que foram
encontrados em outros projetos escolhidos na mesma área de projeto arquitetônico do PETI. O quarto e último é
o capítulo do projeto em si, a escolha do terreno, o porque foi escolhido, suas vantagens e as diretrizes do
projeto. . O trabalho infantil é toda forma de trabalho exercido por crianças e adolescentes, abaixo da idade
mínima legal permitida para o trabalho, conforme a legislação de cada país, em geral, é proibido por lei.As
formas mais nocivas ou cruéis de trabalho infantil não apenas são proibidas, mas também constituem crime. A
Convenção nº 183 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), fixa como idade mínima de 18 anos para
trabalhos que possam colocar em risco a saúde, a segurança ou a moralidade do menor, e sugere uma idade
mínima de 16 anos para o trabalho que não coloque em risco o jovem por qualquer destes motivos, desde que o
jovem receba instrução adequada ou treino vocacional. O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI)
atende famílias com crianças e adolescentes retirados das diversas situações de trabalho, com idade inferior à
16 anos.Tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento de todas as formas de trabalho infantil no país, o
resgate da cidadania e promoção de direitos de seus usuários, bem como de inclusão social de suas famílias. .
O PETI oferece uma ação sócio educativa complementar à escola que se chama Jornada Ampliada, que
pretende enriquecer o universo cultural, informacional e lúdico das crianças e adolescentes, oferecendo
atividades destacando as que são voltadas para o desenvolvimento da comunicação e da sociabilidade. Apoiar a
criança e o adolescente no seu desenvolvimento, aumentando sua auto-estima, sua relação com a família,
escola e comunidade. As instalações físicas deverão atender às necessidades de acordo com o número de
crianças e adolescentes que serão atendidas pelo PETI, oferecendo espaço para alimentação, estudos,
atividades ao ar livre, dinâmicas de grupo, atividades artísticas, culturais e esportivas. .
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RELATOS DE EXPERIÊNCIAS
MARIA, YEDA RUIZ (Discente de curso de graduação - UNOESTE)............................................. 173
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ARQUITETURA E URBANISMO
COMUNICAÇÃO
ORAL
MUNICIPIO DE ANHUMAS ADERE AO PROJETO MUNICIPIO VERDE AZUL
MARIA, YEDA RUIZ (Discente de curso de graduação - UNOESTE)
Titulo: Anhumas implanta Projeto Município Verde Azul Autor: Yeda Ruiz Maria Instituição de fomento: Unoeste
Descrição: O Projeto Município Verde Azul da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (SMA)
refere-se a aplicação de dez diretivas de enfoque ambiental, que devem ser desenvolvidas nos municípios do
estado. Essa implantação se faz através de um interlocutor determinado pelo executivo do município que deve
legalizar os temas ambientais e colocar em pratica ações de conscientização e educação ambiental. O município
de Anhumas, procurando atingir o índice avaliatório da SMA-SP (Selo Verde) firmou parceria com a Unoeste
afim de uma integração e prestação de serviços técnicos ao município. A consultoria abrange conhecimentos e
formação dos profissionais-professores da Faculdade de Engenharia, dos cursos de Arquitetura e Urbanismo,
Engenharia Ambiental e Engenharia Civil. A Faculdade disponibiliza os projetos Sementinha, Curupira e Casa
Verde oferecendo apoio profissional nas áreas de abrangências dos cursos, como saneamento ambiental (lixo
sólido, esgoto liquido, uso e reuso da água) recuperação e plantio vegetal, habitação (conforto e novos
materiais), educação ambiental, conselho e gestão ambiental. Para um intermédio entre Unoeste e município de
Anhumas, o município firmou convenio com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo para a disponibilzação de
um graduando. Por parte do município foi feito elaboração das leis necessárias e requisitadas pelo projeto. Esta
sendo iniciado o trabalho de coleta seletiva através da Faculdade de Engenharia Ambiental e Projeto de
Arborização Urbana em conjunto a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Objetivos: Tem-se como principal
objetivo trabalhar a conscientização da população com embasamento legal e, em contrapartida, conquistar o
Selo Verde proposto pela Secretaria do Meio Ambiente com aquisição da maior nota. Conclusões: Até o
momento, considerando ser um projeto sem data de término e sim de continuidade, tem-se como resultado a
capacitação de professores a fim de prepará-los para aulas de educação ambiental, implantação de coleta
seletiva em parceria a Unoeste e projeto de arborização urbana. .
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RESUMOS DE PROJETOS
BERNARDO GUIMARÃES, ANDRESSA......................................................................................... 176
BERNARDO GUIMARÃES, ANDRESSA......................................................................................... 177
CARRION LORENTE, THAYS CAROLINA ..................................................................................... 180
CIMINO, PATRÍCIA PÉREZ ............................................................................................................. 181
CORTE, ESTEFANIA ELILIAN CORTE ........................................................................................... 178
FIORITI, CESAR FABIANO.............................................................................................................. 181
GAIO, WILLIAM YURI HAYASHIDA ................................................................................................ 180
GRASSI UTUMI, JÉSSICA MARA ................................................................................................... 177
HIRAO, HÉLIO.................................................................................................................................. 175
HIRAO, HÉLIO.................................................................................................................................. 176
HIRAO, HÉLIO.................................................................................................................................. 177
HIRAO, HÉLIO.................................................................................................................................. 178
HIRAO, HÉLIO.................................................................................................................................. 179
N. RIBEIRO, ELIANA ....................................................................................................................... 178
PASQUINI, CRISTIANA ALEXANDRE PASQUINI .......................................................................... 176
PASQUINI, CRISTIANA ALEXANDRE ............................................................................................ 178
PASQUINI, CRISTIANA ALEXANDRE ............................................................................................ 180
PATUTO KOVALESKI, EDUARDO ................................................................................................. 176
RAFAEL, ALEXSANDRO ................................................................................................................. 179
ROCHA, BEATRIZ GONÇALVES DA .............................................................................................. 180
SAMBINELLI LUIZ, FELLIPE ........................................................................................................... 180
SANA, JACQUELINE ....................................................................................................................... 180
TAMASHIRO, JACQUELINE ROBERTA ......................................................................................... 176
TAMASHIRO, JACQUELINE ROBERTA ......................................................................................... 177
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ARQUITETURA E URBANISMO
O DESENHO (DESÍGNIO) E AS NOVAS TECNOLOGIAS NO PROCESSO CRIATIVO DO PROJETO
ARQUITETÔNICO, UM NOVO CONTEXTO SÓCIO-ESPACIAL.
HIRAO, HÉLIO (Docente - UNOESTE)
A investigação proposta trata a questão da inserção das novas tecnologias digitais no processo de produção dos
projetos arquitetônicos e urbanísticos. Diante dessa nova situação, a prática e o ensino foram obrigados a um
ajuste provisório sem uma discussão analítica profunda sobre o tema. Visa, então, pesquisar configurações que
façam a interlocução entre as formas de representação, seja o desenho (desígnio) ou os novos programas de
computador (CAD- Computer Aided Design), que contribuam para a evolução do processo de concepção desses
projetos. A partir de uma análise aprofundada das experiências das práticas projetuais dos escritórios, do ensino
nas universidades, bem como a do próprio pesquisador deseja-se encontrar caminhos para o desenvolvimento
de práticas pedagógicas para as disciplinas de projeto do curso de arquitetura e urbanismo da Faculdade de
Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista- Campus de Presidente Prudente. Constitui-se,
portanto numa discussão sobre métodos do projeto arquitetônico e urbanístico na abordagem do processo
criativo com a inserção das novas tecnologias causando mudanças de comportamento e procedimentos na
prática do processo projetual e, assim, poder realizar uma reflexão sobre as formas e os meios que os
arquitetos-urbanistas organizam seu pensamento para conceber projetos qualificados que atendam às
necessidades humanas. . Esta pesquisa busca a interlocução entre o desenho (desígnio), ferramenta analógica
que se utiliza de pranchetas, lápis e papel, juntamente com as novas tecnologias digitais (programa CAD),
exercitado em laboratórios de informática sem a necessidade o uso do papel, inseridos dentro do processo
criativo do projeto arquitetônico e urbanístico. Portanto, objetiva encontrar procedimentos para ajustar esses
instrumentos para enriquecer, acelerar e aumentar a possibilidade de concepção de formas inovadoras, sob a
assistência de operações geométricas complexas. Desse modo, tais procedimentos poderiam levar à
constituição de um momento do processo criativo e não apenas como simples meio de comunicação para
outros, do projeto já concebido. Assim, pretende-se aproveitar todo o potencial de representação, análise,
previsão, síntese, precisão, avaliação, reflexões e decisões que esse recurso pode fornecer a esse processo
projetual. .
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ARQUITETURA E URBANISMO
COMUNICAÇÃO
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A PROBLEMÁTICA DA ARQUITETURA HOSPITALAR EM ASSIS-SP: MATERNIDADES
HIRAO, HÉLIO (Docente - UNOESTE)
PASQUINI, CRISTIANA ALEXANDRE PASQUINI (Docente - UNOESTE)
BERNARDO GUIMARÃES, ANDRESSA (Discente de curso de graduação - UNOESTE)
TAMASHIRO, JACQUELINE ROBERTA (Discente de curso de graduação - UNOESTE)
PATUTO KOVALESKI, EDUARDO (Discente de curso de graduação - UNOESTE)
No início do século XX, o país passa por uma epidemia de doenças devido a deficiência no planejamento
sanitário. Ao longo dos anos juntamente com as questões e interesses políticos, a saúde pública começou a
ganhar prioridade nos planejamentos do governo federal; depois de quase um século, foi criado o Sistema Único
de Saúde. A cidade de Assis, interior do estado de São Paulo, acompanhou este desenvolvimento da saúde. No
ano de 1914, foi fundada a cidade de Assis. Com a expansão da Estrada de Ferro Sorocabana, houve a
necessidade de criar um hospital para o atendimento na cidade. Em 1921 é fundada a Santa Casa de
Misericórdia. A cidade foi crescendo e no ano de 1954 a Maternidade Nossa Senhora das Vitórias foi construída.
A maternidade está localizada em um complexo hospitalar, onde estão a Santa Casa e o Hospital Regional. O
edifício atende pacientes de convênios particulares e público. Toda a estrutura do prédio mantém-se intacta,
apenas pequenas ampliações. Com o passar dos anos, houve a reformulação no código sanitário, assim como o
desenvolvimento de novas tecnologias voltadas para a área hospitalar. O edifício não acompanhou todas essas
mudanças, ficando parado no tempo. A necessidade de adequação e humanização do edifício surge da análise
das atuais condições de inadequação do uso do espaço em relação as atividades exercidas. . Por meio de
levantamentos in loco, fotográficos, bibliográficos, estudos, seleção de leis, resoluções e artigos que discorrem e
normatizam sobre planejamento, adequação e humanização de projetos arquitetônicos existentes na área
hospitalar. Isto mostra que o hospital está doente, não está compatível com todas suas funções. Se o local não
está adequado, os usuários são prejudicados. Segundo os arquitetos estudados é possível observar diferentes
tipos de partidos arquitetônicos. O arquiteto Jarbas Karman, na elaboração de um projeto arquitetônico
hospitalar utiliza como diretriz o planejamento, Siegbert Zanettini utiliza a setorização e João Filgueiras Lima,
Lelé, prioriza a humanização. Com estes materiais estão elaboradas as diretrizes gerais de uma arquitetura
humanizada, bioclimática, que sustente o uso natural e consciente da luz e ventilação, proporcionando conforto
e bem estar aos usuários associadas as exigências do Ministério da Saúde, Vigilância Sanitária do Estado e
Município. Conclui-se que a incorporação de elementos da natureza gera espaços mais humanizados e
estimulam os sentidos do usuário, resultando numa agradável sensação espacial e de conforto, fruto de boas
condições visuais, higiênicas e térmicas.
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ARQUITETURA E URBANISMO
COMUNICAÇÃO
ORAL
ESTUDOS DE PROJETOS ARQUITETÔNICOS EDUCACIONAIS INFANTIS (CRECHE E BERÇÁRIO PARA
RECÉM-NASCIDOS)
HIRAO, HÉLIO (Docente - UNOESTE)
GRASSI UTUMI, JÉSSICA MARA (Discente de curso de graduação - UNOESTE)
BERNARDO GUIMARÃES, ANDRESSA (Discente de curso de graduação - UNOESTE)
TAMASHIRO, JACQUELINE ROBERTA (Discente de curso de graduação - UNOESTE)
O projeto de pesquisa “Estudos de Projetos Arquitetônicos Educacionais Infantis (creche e berçário para recémnascidos)", esta sendo desenvolvido com a finalidade de estudar metodologias educacionais infantis aplicadas
atualmente nos quesitos como conforto térmico interno e externo e respectiva adequação do seu espaço.
Contempla então, um estudo sobre sua melhor localização, implantação, insolação e organização espacial.
Serve assim, como referencial, subsidiando os projetos arquitetônicos de creches e berçários para recémnascidos. Esse estudo contempla uma investigação histórica da educação infantil. Examina como as creches
surgiram e funcionavam, a sua transformação ao longo do tempo, o seu uso atual, quais são os seus elementos
compositivos de uma boa arquitetura, qual a influência psicológica das cores e ambientes sobre os usuários, que
texturas são as mais indicadas para se aplicar nesse tipo de edificação, bem como, a adequação de elementos e
materiais aos projetos arquitetônicos educacionais. Desse modo, este estudo parte da análise e reflexões das
referências arquitetônicas de unidades de ensino, assim como estudos em áreas ergonômicas, aplicação das
normas, legislações como o código de obras do município e código sanitário na busca de formas sustentáveis de
trabalhar essa questão arquitetônica. Estabelece assim, estudo de concepções espaciais que contribuam para o
benefício do usuário, sejam eles, crianças ou adultos, oferecendo melhores condições para o ensino da
população infantil, dentro do contexto arquitetônico e principalmente humano.
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ARQUITETURA E URBANISMO
COMUNICAÇÃO
ORAL
O EDIFICO ESCOLAR JOÃO FRANCO GODOY ”NAVIO”, PRESIDENTE PRUDENTE SP.
HIRAO, HÉLIO (Docente - UNOESTE)
PASQUINI, CRISTIANA ALEXANDRE (Docente - UNOESTE)
CORTE, ESTEFANIA ELILIAN CORTE (Discente de curso de graduação - UNOESTE)
N. RIBEIRO, ELIANA (Discente de curso de graduação - UNOESTE)
O final do século XIX trouxe diversas modificações e transformações para o mundo moderno. A universalização
do ensino proporcionou a construção dos primeiros prédios escolares – edifícios suntuosos, evidenciando a
importância da sociedade daquele tempo. Na década de 1930, idéias modernistas se manifestavam
organizadamente no Brasil. O espaço da escola interage com a comunidade, dessa forma, incorpora as ações
da vida cotidiana. Surge então outro ponto de vista idealizado por um dos precursores da arquitetura moderna
no Brasil: Vilanova Artigas. Nas décadas de 50 e 60, os projetos desse arquiteto contem um diálogo com a
cidade, gerando equipamentos públicos abertos ao uso da comunidade. Nesse contexto é projetada e construída
em Presidente Prudente, a Escola Municipal João Franco de Godoy, conhecida popularmente como escola
“navio”. Projetada segundo princípios da escola paulista de arquitetura, essa obra será objeto desse estudo. . O
trabalho visa realizar um levantamento histórico e iconográfico do projeto arquitetônico do Edifício Escolar João
Franco de Godoy, do arquiteto João Clodomiro B. de Abreu para verificar suas características de bem cultural de
interesse da comunidade para seu tombamento. As análises e reflexões fornecerão diretrizes para seu restauro
e readequação ao contexto atual. . Serão realizados levantamentos de dados necessários para a análise da
concepção do projeto inicial de João Clodomiro B. de Abreu, bem como as transformações que esse espaço
educacional sofreu ao longo do tempo. As necessidades atuais de uso e a exigência da preservação da memória
é o debate que este estudo pretende realizar.
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COMUNICAÇÃO
ORAL
ARQUITETURA RELIGIOSA: IGREJA EVANGÉLICA – O CASO DA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM
PRESIDENTE PRUDENTE
HIRAO, HÉLIO (Docente - UNOESTE)
RAFAEL, ALEXSANDRO (Discente de curso de graduação - UNOESTE)
O presente trabalho pretende levantar uma discussão sobre a implantação dos prédios religiosos em Presidente
Prudente e sua relação com o espaço urbano analisando suas características arquitetônicas e urbanísticas. Esta
pesquisa levantará as questões que envolvem a implantação das igrejas evangélicas em Presidente Prudente.
Analisará especificamente as construções da igreja evangélica Assembléia de Deus. . Uma investigação
minuciosa do edifício sede localizado na rua Bela enfocando sua localização, implantação, acessos, relações do
lote e a quadra, relações do edifício e o lote, relações do edifício e seu espaço interno definirá um diagnóstico
para encaminhar diretrizes projetuais do equipamento urbano desse porte. O objetivo desse estudo é determinar
as diretrizes projetuais indicando as possibilidades de adequação dentro da legislação vigente, do atual templo
atual visando comportar de maneira adequada seus membros e visitantes. .
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O ARQUITETO E SUA PRODUÇÃO: A ARQUITETURA PRODUZIDA EM PRESIDENTE PRUDENTE NO
PERÍODO DE 1960/1980.
PASQUINI, CRISTIANA ALEXANDRE (Docente - UNOESTE)
SAMBINELLI LUIZ, FELLIPE (Discente de curso de graduação - UNOESTE)
SANA, JACQUELINE (Discente de curso de graduação - UNOESTE)
GAIO, WILLIAM YURI HAYASHIDA (Discente de curso de graduação - UNOESTE)
CARRION LORENTE, THAYS CAROLINA (Discente de curso de graduação - UNOESTE)
ROCHA, BEATRIZ GONÇALVES DA (Discente de curso de graduação - UNOESTE)
A produção da arquitetura brasileira tem sido foco de pesquisas nos últimos anos especialmente de estudos da
chamada arquitetura moderna, vinculados à Escola Carioca na cidade do Rio de Janeiro, e à produção da
arquitetura paulista na cidade de São Paulo.Recentemente, entretanto, pesquisas têm ampliado o conhecimento
e a discussão da arquitetura em outras regiões...” nos apresentando um panorama mais amplo da arquitetura
brasileira, cooperando assim para a compreensão do arquiteto como instrumento de transformação urbana, bem
como do pensar e fazer arquitetura em regiões distintas das denominadas ‘grandes centros’. Situada no interior
do Estado de São Paulo, a cidade de Presidente Prudente, objeto desse projeto de pesquisa, surge como tema
de interesse em ampliar o conhecimento e as discussões sobre a produção arquitetônica na cidade e Região. .
O presente trabalho, então, tem como objetivos estabelecer em primeiro momento, de acordo com pesquisas já
feitas e dados históricos, um mapeamento da cidade, entendendo os processos de transformação
urbana.Descobrir as contribuições dos profissionais de arquitetura no momento dessas transformações da
cidade, ou seja, o arquiteto e a sua produção como instrumentos dessa transformação urbana. Buscar quais as
contribuições específicas e qual a tipologia a ser estudada da produção dos profissionais no pensar e fazer
arquitetura.· Inventariar essa produção como registro histórico, através de imagens e representações gráficas. .
Estudo teórico selecionado a partir de: livros, artigos, seminários, dissertações e teses de autores que
levantaram questões semelhantes ao focalizar a arquitetura de regiões distintas dos grandes centros, bem como
de análise da produção da mesma. Dados estatísticos, transcrições de entrevistas, fotos, documentos e
produção científica que relatem a história da formação da cidade. Levantamento a partir de entrevistas da família
e dos próprios autores sobre a inserção dos mesmos na cidade e busca de documentos gráficos, fotos e visitas
para a formação do inventário das produções. De acordo com a tipologia de produção levantada, as análises dos
projetos serão feitas conforme referências bibliográfica, que no momento já estarão levantadas. .
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UTILIZAÇÃO DE RESÍDUOS COMO ADIÇÃO EM COMPÓSITOS DE CIMENTO
FIORITI, CESAR FABIANO (Docente - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA
FILHO - UNESP)
CIMINO, PATRÍCIA PÉREZ (Discente de curso de graduação - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA
JÚLIO DE MESQUITA FILHO - UNESP)
A utilização de resíduos tem se mostrado como uma boa alternativa na redução do impacto causado pelo
consumo desordenado de matéria prima e pela redução das áreas de disposição. Diante disso esse trabalho se
justifica principalmente pelo aspecto tecnológico frente a uma análise ambiental. Uma vez que muitos dos
resíduos utilizados como adição, além de nocivos, apresentam risco potencial de incêndio e são visualmente
indesejáveis. Trata-se de um estudo teórico sobre a utilização de resíduos como adição em compósitos de
cimento aplicáveis na construção civil. Sabe-se que alguns tipos de resíduos, por exemplo: borracha de pneus,
cinza de casca de arroz, fibras de aço, fibras de nylon, resíduos de construção e demolição, cinzas pesadas,
lodo de estações de tratamento, serragem de madeira, vidros, cerâmica, rejeitos de pilha zinco-carvão, resina
poliéster reforçados com fibra de vidro, entre outros, vem sendo estudados tanto no Brasil como em outros
países com relação a sua aplicação em compósitos de cimento, gerando expectativas na busca de alternativas
para reduzir os impactos negativos causados, e na conquista de seu principal objetivo, que visa à disposição
final adequada a estes materiais. A pesquisa e o desenvolvimento de um produto contendo resíduos é
complexa. Pois ela envolve uma série de conhecimentos multidisciplinares de áreas distintas: ciências de
materiais, economia, engenharia de produto, engenharia de processo, engenharia de estruturas, saúde e meio
ambiente. A finalidade de reforçar o material com resíduos é a de procurar melhorar as propriedades,
principalmente as mecânicas, que por si só não seria adequado para uso. Por outro lado, os resíduos acabam
introduzindo vazios e dificultando, em alguns casos, a compactação dos compósitos de cimento. Ficou
constatado nos trabalhos estudados que teores muito elevados de resíduos acabam não sendo satisfatórios,
pois a mistura poderá tornar-se pouco trabalhável ou muito porosa, o que afeta de maneira negativa as
propriedades de resistência à compressão, resistência à tração e absorção de água, que são as mais estudadas.
Constatou-se também que algumas questões deveriam ser levadas em consideração em trabalhos futuros, como
por exemplo, mencionar os aspectos visuais dos compósitos (cor, textura, etc.), realizar ensaio de resistência ao
fogo para que se possa analisar a reação do compósito e como o resíduo reage (liberação de gases nocivos à
saúde), a compatibilidade com outros materiais de construção (principalmente com as tintas, solventes e cal
utilizada nas argamassas na qual podem fazer com que surjam reações químicas) e mencionar se o processo de
confecção do compósito é viável economicamente. Por fim, sugerir que linhas de pesquisas levem os resíduos a
um patamar mais elevado do que ele se encontra atualmente, visto que o desenvolvimento de novos materiais
alternativos se encontra em ascensão. Daí a relevância deste trabalho, e o seu aprofundamento
necessariamente será uma tarefa coletiva.
Colloquium Humanarum, vol. 5, n. Especial, 2009
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