GESTÃO
do
CONHECIMENTO
1
Prof. Dr. Hélio Raymundo Ferreira Filho
2
Forças
Motivadoras
3
O assédio da Rede Record a técnicos da
Rede Globo de Televisão está preocupando a
família Marinho. Nos últimos meses, a
Record tirou do PROJAC 14 operadores de
câmera de estúdio. O problema é que são
profissionais que levam tempo para serem
formados e a Record paga o triplo da Globo.
Coluna Televisão, Caderno Folha ILUSTRADA, Jornal Folha de São Paulo, 19/02/2006
4
A bola de neve digital.
O Natal de 2006 foi especialmente generoso com o setor de
informática : foi vendido 1,1 milhão de PCs apenas para o segmento
residencial no Brasil durante o último trimestre de 2006,
coroando um ano em que o mercado de computadores girou um
recorde de 8,3 milhões de unidades, segundo a consultoria IT
Data. Tudo indica que essa tendência continuará em 2007, em que
são esperadas vendas superiores a 10 milhões de equipamentos –
e o país da televisão, quem diria, deve comprar mais
computadores do que aparelhos TV pela primeira vez na
história.
Ricardo CESAR, A bola de neve digital, Revista Exame, Ed. 887, Ano 41, N° 3, 28/02/2007.
5
Sobram vagas em TI.
As empresas dizem estar abertas a novas contratações. Mas os
profissionais de TI reclamam que não encontram emprego. Qual o motivo
deste descompasso? Sete empresas de peso respondem o que ficou
faltando aos candidatos às vagas de TI disponíveis em 2006. Confira.
Empresa
Vagas nao preenchidas
O que faltou ao candidato
HP
238
Experiência no cargo
SAP
24
Conhecimento em SAP
SOFTEK
175
Especialização em SAP, .NET e dominio do Inglês
MICROSIGA
30
Estar autualizado
CPM
228
Conhecimento em Cobol e Java
TCS
200
Conhecimento em Cobol, PLI, Adabas Natural e fluência em Inglês
ACCENTURE
923
Conhecimento em Java, .NET, Oracle, PL SQL, Data Stage, Cobol, Abap
Revista INFO Exame, N° 251, Fevereiro 2007
6
Gestão do Conhecimento
Objetivos de aprendizagem






Definir o que é conhecimento e descrever seus diversos tipos ;
Descrever as características da gestão do conhecimento ;
Descrever o ciclo de gestão do conhecimento ;
Descrever as tecnologias que podem ser usadas em um
sistema de gestão do conhecimento ;
Descrever o papel da gestão do conhecimento nas atividades
organizacionais ;
Descrever os papéis da tecnologia da informação, das pessoas
e da administração na gestão do conhecimento.
7
Gestão do Conhecimento


Introdução
A importância do conhecimento
A supremacia dos exércitos
O Cavalo de Tróia
2a Guerra Mundial – Radar (antecipar)
O conflito árabe * israelense
O caso Microsoft * Vale do Rio Doce
valor de mercado, produção,...
8
Gestão do Conhecimento
A importância do conhecimento



A globalização acelera as mudanças no interior das
empresas ;
A explosão do uso de tecnologias da informação
(Telefonia celular, Internet, Intranet,…) ;
O turn-over de mão-de-obra especializada,
aposentadorias, redução da jornada de trabalho em
alguns países e os processos de reengenharia.
9
Gestão do Conhecimento
A importância do conhecimento


Reconhecimento por parte dos gestores da
importância do conhecimento para o progresso da
organização ;
O processo de aprendizagem contínua está ligado a
gestão do conhecimento.
10
A importância do conhecimento segundo
João Paulo II
Enciclíca Centesimus Annus de 1991
Se antes a terra, e depois o capital, eram os
fatores decisivos da produção…hoje o fator
decisivo é cada vez mais, o homem em si, ou
seja, seu conhecimento.
11
Evolução do salário médio por grau de
escolaridade entre 1992 e 2002
Perdeu
Escolaridade
Ganhou
Analfabeto ou menos de um ano de
estudo
6,0%
-0,7%
Entre 1 e 3 anos
-1,3%
Entre 4 e 7 anos
-11,7%
Entre 8 e 10 Anos
-4,2%
Entre 11 e 14 anos
15 anos ou mais de estudo
10,7%
Fonte : Folha de São Paulo de 07/12/2003
12
Evolução da renda por anos de estudo
Escolaridade
Rendimentos
junho/2005
Variação frente
a maio/2005
Variação frente
a junho/2004
Analfabeto ou menos de um
ano de estudo
R$ 358,59
- 0,45 %
- 10,1 %
Entre 1 e 3 anos
R$ 438,10
2,8 %
1,4 %
Entre 4 e 7 anos
R$ 516,31
2,6 %
1,3 %
Entre 8 e 10 Anos
R$ 615,70
5,8 %
4,7 %
11 ou mais de estudo
R$ 1.361,00
- 0,6 %
- 4,7 %
Com ensino médio
R$ 877,00
0,2 %
- 2,8 %
Com ensino superior
R$ 2.648,20
- 1,8 %
- 2,9 %
Fonte : Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, O Globo de 25/08/2005
13
A nova face do operário
A transformação no chão de fábrica
As principais diferenças entre o operário de 20 anos atrás e o de hoje
A formação melhorou
Eles ganham mais
E ficam mais tempo no
emprego
Em 1985
Hoje
Em 1985
Hoje
Em 1985
Hoje
7%
35 %
12 %
33 %
36 %
12 %
Tinham
terceiro
grau
completo
Têm
terceiro
grau
completo
Recebiam Recebem
Ficavam Permanecem
mais de dez mais de dez
mais de
mais de
salários
salários
cinco anos cinco anos
mínimos
mínimos no emprego no emprego
NAIDITCH, Suzana. A nova face do operário. Revista Exame, Ano 41, Edição 886, p. 89.
14
A nova face do operário
Randon : As duas gerações da família Machado simbolizam as
transformações no perfil do operário nos últimos 20 anos. Lindomar
Machado de 50 anos, nunca completou o Ensino Fundamental. Ele
trabalha na fabricante de carrocerias Randon, em Caxias do Sul, na
Serra Gaúcha, há mais de duas décadas, sempre na mesma função de
soldador de carretas. Seu filho, Fernando, de 23 anos, seguiu caminho
oposto. Fez cursos técnicos na empresa e decidiu aprender inglês. À
noite, cursa administração de empresas numa universidade privada,
com subsídio da Randon. Ao contrário do pai, cujo trabalho exige força,
ele opera equipamentos automatizados, que exigem conhecimento. Pai e
filho recebem o mesmo salário – e Fernando está na empresa há
apenas três anos.
NAIDITCH, Suzana. A nova face do operário. Revista Exame, Ano 41, Edição 886, p. 89.
15
A nova face do operário
Salton : Valcir Toffoli, de 58 anos, é o cantineiro-chefe
da vinícola Salton, em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha.
Aprendeu o ofício na prática, em barricas de madeira.
Agora passa por uma situação constrangedora : comanda
um grupo de jovens na faixa dos 20 anos, com formação
superior ou técnica em enologia, que sabem o que o chefe
desconhece – operar modernos tanques de aço
inoxidável, controlados por computador.
NAIDITCH, Suzana. A nova face do operário. Revista Exame, Ano 41, Edição 886, p. 90.
16
A nova face do operário
Embraco : Antônio do Prado, operário da catarinense
Embraco, fabricante de compressores, já esteve duas
vezes na China. Foi enviado pela companhia para treinar
trabalhadores da fábrica que a empresa tem naquele
país. Há 16 anos na Embraco, Prado começou como
auxiliar de produção e já fez mais de 800 horas de
cursos oferecidos pela empresa.
NAIDITCH, Suzana. A nova face do operário. Revista Exame, Ano 41, Edição 886, p. 89.
17
A nova face do operário
Natura : Quando começou a trabalhar como operária
na Natura, Maria Soares de Camargo tinha apenas 16
anos e o Ensino Fundamental. Dentro da empresa,
completou o Ensino Médio e tornou-se líder de
produção. Em julho do ano passado, essa função foi
extinta. Para ser promovida a analista, era preciso ter
curso superior – desde outubro de 2006, ela cursa
administração de empresas.
NAIDITCH, Suzana. A nova face do operário. Revista Exame, Ano 41, Edição 886, p. 91
18
Distribuição dos empregos nos
Estados Unidos
Final do século XIX
Final do século XX
Agricultura e
pesca
93,5 %
2,9 %
Fabricação,
construção e
mineração
5,7 %
25 %
Serviços
Menos de 1 %
73 %
OLIVER, Richard W. Como serão as coisas no futuro. São Paulo : Negócio Editora, 1999, p. 17
19
REFLEXÃO
As tecnologias da era industrial
determinaram que as organizações fossem
centralizadas e hierarquizadas (para
cima e para o meio); as tecnologias da era
da informação descentralizaram-nas
(para fora, na direção das margens).
OLIVER, Richard W. Como serão as coisas no futuro. São Paulo : Negocio Editora, 1999, p. 9
20
REFLEXÃO
Na era da informação, não é o tamanho da
empresa que conta, mas seu alcance – sua
habilidade para criar produtos ou
serviços para consumidores específicos.
OLIVER, Richard W. Como serão as coisas no futuro. São Paulo : Negócio Editora, 1999, p. 18
21
REFLEXÃO
O conhecimento sempre
exerceu papel importante
na sociedade.
22
QUESTIONAMENTO
Qual a singularidade dos
dias atuais, que fez o
CONHECIMENTO adquirir um
papel central na economia?
23
RESPOSTA
No contexto atual, os recursos mais
importantes para as organizações não
são mais a terra, o capital e o trabalho
como proclamaram os economistas
durante séculos. Hoje, nós vivemos na
economia do conhecimento
(Drucker, 1990).
24
Definição de Economia do
Conhecimento (OCDE, 1998)
Economia do Conhecimento
Criação e o uso do conhecimento
É o aspecto central do
processo de tomada de
decisões
Crescimento
econômico
25
Leis básicas da
Economia do Conhecimento
•
Utilização de matéria-prima
Na sociedade industrial, quanto mais o homem consome uma
determinada matéria-prima, menos ela estará disponível. Quanto
mais extrairmos petróleo de um poço, por exemplo, menos petróleo
teremos. Quanto mais escassos esses produtos se tornam, maior é o
seu valor de mercado; Na sociedade do conhecimento é diferente;
Quando um escritor extrai conhecimento para escrever um livro e o
publica, seu estoque de conhecimentos aumenta em vez de se
reduzir. Os comentários que recebe e as interações que o livro
provoca fazem aumentar o do conhecimento.
26
Leis básicas da
Economia do Conhecimento
•
Relações com o mercado
Na sociedade industrial, quando alguém vende um bem perde a posse
sobre ele. Ou seja: o bem passa a ser propriedade única de quem o
comprou. Quando você vende um carro, por exemplo, ele deixa de lhe
pertencer, ele passará a pertencer a seu novo dono. Na sociedade do
conhecimento é diferente. Quando vendemos o nosso conhecimento,
sob a forma de software, por exemplo, para a organização na qual
estamos trabalhando, podemos perder a propriedade sobre esse
bem, mas continuamos a deter o conhecimento que possibilitou a
elaboração do software.
27
Leis básicas da
Economia do Conhecimento
•
Custo e valor do produto
Na sociedade industrial, o custo de produção de um automóvel
depende fortemente de fatores como a energia, matéria-prima.
Mesmo com a produção em série de milhões de carros, os custos
continuam tendo um valor significativo. Na sociedade do
conhecimento é diferente. O custo do conhecimento se reduz à
medida que ele se torna acessível a um número maior de pessoas. O
custo para desenvolver uma cópia ou um bilhão de cópias de um
software é praticamente o mesmo. O preço final do produto pode, ser
reduzido drasticamente já que o custo de reprodução de um bem
28
intangível é muito pequeno.
Um mundo em alta velocidade
Entre a invenção da locomotiva, em 1804, e o advento da
Internet, em 1990, experimentou-se um avanço
comercial fabuloso. A velocidade do surgimento de
novos produtos e os mecanismos cada vez mais
ágeis para distribuí-los revolucionaram o consumo.
Revista Veja, edição 1970, ano 39, N 33, 23 de agosto de 2006
29
Um mundo em alta velocidade



Cerca de 80% dos produtos vendidos em todo o mundo
atravessam alguma fronteira antes de chegar ao consumidor.
Em 1972, os Estados Unidos, o maior importador mundial,
compravam 75000 tipos de produtos. Hoje são 260.000 – mais
do que o triplo.
As exportações mundiais cresceram a taxas médias anuais de
5,8% na última década. É quase o dobro do crescimento do PIB
mundial no período, que ficou em 3%.
Revista Veja, edição 1970, ano 39, N 33, 23 de agosto de302006
Empresas na sociedade industrial
*
Empresas na sociedade do conhecimento
Atributos
Industrial
Conhecimento
Modelo de
produção
Pessoal
Escala
Flexível
Especializado
Polivalente e
empreendedor
Tempo real
Tempo
Espaço
Grandes tempos de
resposta
Limitado e definido
Ilimitado e indefinido
Massa
Tangíveis
Intangíveis
31
Gestão do conhecimento
Vantagem Competitiva
Uma vantagem competitiva corresponde
a um benefício significativo e,
preferencialmente, de longo prazo de
uma empresa sobre sua concorrência.
(Porter, 1991)
32
Gestão do conhecimento
Vantagem Competitiva
As únicas vantagens competitivas que
uma empresa tem são aquilo que ela
coletivamente sabe, a eficiência com que
ela usa o que sabe e a prontidão com que
ela adquire e usa novos conhecimentos.
Davenport e Prusak, 1997, p. XV.
33
Gestão do conhecimento
Conceito
A gestão do conhecimento pode ser vista
como uma coleção de processos que
governa a criação, disseminação e
utilização de conhecimento para atingir
plenamente os objetivos da organização.
Angeloni, 2002, p. 16
34
Gestão do conhecimento
Conceito
A gestão do conhecimento é entendida como
um conjunto de atividades responsáveis por
criar, armazenar, disseminar e utilizar
eficientemente o conhecimento na
organização, atentando para o seu aspecto
estratégico.
Michel de Montaigne
35
Gestão do conhecimento
Conceito
É o processo de obter, gerenciar e
compartilhar a experiência e
especialização dos funcionários, com o
objetivo de se ter acesso à melhor
informação no tempo certo, utilizando-se
para isto, tecnologia de forma corporativa.
Santiago Junior, 2004, p. 32
36
Gestão do conhecimento
Conceito
A gestão do conhecimento é um processo que
ajuda as empresas a identificar, selecionar,
organizar, distribuir e transferir informação e
conhecimento especializado que fazem parte da
memória da empresa e que normalmente existem
dentro delas de forma não estruturada.
Turban et al, 2004, p. 326
37
Gestão do conhecimento
Conceito do ponto de vista operacional
Fornecer a informação ao usuário que
dela precisa, no momento certo, no local
onde o mesmo tenha necessidade, sem que
seja necessário haver uma demanda por ela.
38
Gestão do conhecimento
Conceito do ponto de vista estratégico
Combinar competências e saberes em
processos, produtos ou entre
organizações de modo a criar valor
adicionado para o cliente.
39
Gestão do conhecimento
Conceito do ponto de vista funcional
Gerenciar o ciclo de vida do conhecimento
desde a sua origem, surgimento de uma nova
idéia, passando por etapas como :
formalização, validação, difusão, reutilização
e valorização.
40
Gestão do conhecimento
Conceito do ponto de vista financeiro
Valorizar o capital intelectual da
organização (capital humano, patentes,
marcas, seus clientes, ...).
41
REFLEXÃO
Por que as organizações enfrentam tantas dificuldades
para compreender a gestão do conhecimento?





Não sabem que sabem ;
Não sabem o que sabem ;
Não sabem o que precisam saber ;
Não sabem o que seus parceiros sabem ;
Não sabem o que seus clientes sabem.
Você concorda?
42
Gestão do conhecimento
O ciclo da Gestão do Conhecimento
Criar
Conhecimento
Capturamos
Difundimos
Depuramos
Administramos
Armazenamos
43
Gestão do conhecimento
Dados, Informação e Conhecimento
Dados são um conjunto de fatos distintos e
objetivos, relativos a eventos.
Ex : quando um cliente vai a um posto de gasolina e enche o
tanque do seu carro , essa transação pode ser parcialmente
descrita como um dado : quando ele fez a compra; quantos
litros consumiu; quanto ele pagou. Os dados não revelam
porque ele procurou aquele posto e não outro, e não podem
prever a probabilidade do cliente voltar ao mesmo posto.
44
Gestão do conhecimento
Dados, Informação e Conhecimento
Transformando dados em informações



Contextualizando
É necessário saber qual a finalidade dos dados coletados.
Categorizando
É necessário conhecer as unidades de análise ou os
componentes essenciais dos dados.
Cálculos
Os dados podem ser analisados matemática ou
estatisticamente
45
Gestão do conhecimento
Dados, Informação e Conhecimento
Transformando dados em informações

Correção
É necessário eliminar as imprecisões e os erros existentes.

Condensação
É necessário que os dados sejam resumidos para que possam
ser mais facilmente compreendidos.
46
Gestão do conhecimento
Dados, Informação e Conhecimento
Informação são dados organizados ou
processados, precisos e fornecidos no
momento oportuno.
Informação = dado + contexto
47
Gestão do conhecimento
Dados, Informação e Conhecimento
Transformando informações em conhecimentos

Comparação
De que forma as informações relativas a esta situação se
comparam a outras situações conhecidas?

Conseqüências
Que implicações estas informações trazem para as decisões
e tomadas de ação?
48
Gestão do conhecimento
Dados, Informação e Conhecimento
Transformando informações em conhecimentos

Conexões
Quais as relações deste novo conhecimento com o
conhecimento já acumulado?

Conversação
O que outras pessoas pensam desta informação?
49
Gestão do conhecimento
Dados, Informação e Conhecimento
O que é CONHECIMENTO?
O dicionário Aurélio define conhecimento como :
S.m. 1. Ato ou efeito de conhecer 2. Idéia, noção 3. Informação,
notícia, ciência 4. Prática da vida 5. Discernimento, critério,
apreciação 6. Consciência de si mesmo, acordo.
Logo em seguida, ainda no mesmo dicionário, vem o seguinte
verbete definindo conhecimentos como :
S.m.pl. 1. Erudição, instrução, saber.
50
Gestão do conhecimento
Dados, Informação e Conhecimento
Etimologia da palavra CONHECIMENTO?
Etimologicamente a palavra conhecimento vem de
conhecer, cuja origem vem do latin :
COGNOSCERE
51
Gestão do conhecimento
Dados, Informação e Conhecimento
O que é CONHECIMENTO?
Conhecimento é a crença verdadeiramente justificada (PLATÃO).
Conhecimento é o processo dinâmico de justificar a crença
pessoal com relação à verdade (NONAKA e TAKEUSHI, 1997).
Conhecimento é uma capacidade de agir (SVEIBY, 1997).
Conhecimento significa compreender todas as dimensões da
realidade, captar e expressar essa totalidade de forma cada vez
mais ampla e integral (MORAN, 1997).
52
REFLEXÃO
A globalização de fato conseguiu unir as
pessoas ao redor do mundo –
contra a globalização.
A triste verdade é que excetuando a China, o
número de pobres aumentou nos últimos 20 anos
(Joseph E. STLIGTZ).
53
Gestão do conhecimento
Dados, Informação e Conhecimento
O que é CONHECIMENTO?
É a informação que possui contexto,
é relevante e é acionável (Chris ARGYRIS)
Conhecimento = Informação * Utilização
54
Gestão do conhecimento
Dados, Informação e Conhecimento
Características do conhecimento
Crawford (1994) aponta quatro características do
principais do conhecimento que fazem deste um recurso
único na criação da nova economia.




Conhecimento é difundível e se auto-reproduz ;
Conhecimento é substituível ;
Conhecimento é transportável ;
Conhecimento é compartilhável.
55
Gestão do conhecimento
Dados, Informação e Conhecimento
Características do conhecimento
Conhecimento é difundível e se auto-reproduz
Ao contrário das matérias primas da economia industrial, que
são recursos finitos, o conhecimento expande-se e aumenta à
medida que é utilizado. Quanto mais é utilizado para
desempenhar uma tarefa, mais é aprimorado e permite
entender mais profundamente essa tarefa. Na economia do
conhecimento, a escassez de recursos é substituída pela
expansão destes.
56
Gestão do conhecimento
Dados, Informação e Conhecimento
Características do conhecimento
Conhecimento é substituível
Ele pode substituir terra, trabalho e capital – por exemplo,
novas técnicas de plantio podem produzir mais em menos
espaço de terra.
57
Gestão do conhecimento
Dados, Informação e Conhecimento
Características do conhecimento
Conhecimento é transportável
Na sociedade eletrônica atual, o conhecimento pode mover-se
muito facilmente diferentemente da terra, trabalho e capital.
58
Gestão do conhecimento
Dados, Informação e Conhecimento
Características do conhecimento
Conhecimento é compartilhável
A transferência de conhecimento para outras pessoas não
impede o uso desse conhecimento por seu original detentor.
59
Gestão do conhecimento
Dados, Informação e Conhecimento
O que é CONHECIMENTO para a filosofia?
Para a filosofia existem dois tipos de conhecimento :

Vulgar – que é o conhecimento do que.

Científico – que é o conhecimento do porque?
60
Gestão do conhecimento
Dados, Informação e Conhecimento
Conhecimento VULGAR * Conhecimento CIENTÍFICO
A diferença entre conhecimento vulgar e conhecimento
científico reside principalmente no conhecimento das causas.
O conhecimento vulgar
apenas constata a
ocorrência dos objetos
CONHECIMENTO
O conhecimento
cientifico sabe porque
eles existem.
61
Gestão do conhecimento
Dados, Informação e Conhecimento
REFLEXÃO
Um conjunto de dados, não produz,
necessariamente uma informação, nem um
conjunto de informações representa
necessariamente um conhecimento.
Você concorda?
62
Gestão do conhecimento
Dados, Informação e Conhecimento
REFLEXÃO
As organizações têm muito conhecimento
VULGAR, mas pouco ou nenhum
conhecimento das causas, dos "porquês".
Você concorda?
63
Gestão do Conhecimento
Compreendendo o conhecimento nas organizações




O conhecimento reside e, é originado na cabeça das
pessoas ;
O desenvolvimento de confiança, estímulos e recompensas
são pressupostos para o compartilhamento do conhecimento ;
A tecnologia possibilita novos comportamentos ligados ao
conhecimento ;
O conhecimento é criativo e deve ser estimulado a se
desenvolver de formas inesperadas.
64
Gestão do conhecimento
O conhecimento organizacional


Polanyi propôs que o conhecimento se apresenta de dois
modos distintos:
Tácito
É aquele que as pessoas possuem, residindo apenas em suas
cabeças. É um saber subjetivo, baseado em experiências
pessoais e específicos ao contexto, e por tal motivo difícil de
ser formulado e comunicado.
Explícito
É aquele que está registrado de alguma forma, e assim
disponível para ser compartilhado.
65
Gestão do conhecimento
Tácito






Subjetivo
Reside nos indivíduos
Não está formalizado
Difícil transmissão
Transmitido por
aprendizagem direta
Adquirido pela prática e
experiência
Explícito
Objetivo
 Livros, bases de dados…
 Documentado
 Fácil transmissão
 Transmitido por troca de
documentos
 Interpretação da informação

66
Gestão do conhecimento
Processos de conversão do Conhecimento
Internalização
Combinação
Socialização
Conhecimento
TÁCITO
Conhecimento
EXPLÍCITO
Externalização
67
Gestão do conhecimento
Processos de conversão do conhecimento

Socialização : tácitos
tácitos
É o processo de transmissão de conhecimentos tácitos com o
objetivo de criar mais conhecimentos tácitos.

Internalização : explícitos
tácitos
É o processo de conversão de conhecimentos explícitos em
conhecimentos tácitos. Frequentemente é um processo de
aprendizagem com o suporte de documentos, manuais, etc.
68
Gestão do conhecimento
Processos de conversão do conhecimento

Externalização : tácitos
explícitos
É o processo de transformação de conhecimentos tácitos em
conhecimentos explícitos, sob a forma de conceitos, modelos
ou hipóteses.

Combinação : explícitos
explícitos
É o processo de criação de conhecimentos explícitos a partir
da reestruturação de um conjunto de documentos explícitos
adquiridos através de diferentes canais de comunicação. 69
Tecnologias usadas para desenvolver a GC
T
Á
C
I
T
O
TÁCITO
EXPLÍCITOS
SOCIALIZAÇÃO
EXTERNALIZAÇÃO
Localização do conhecimento
Ferramentas de localização de pessoal
Groupware
Troca de experiência
Groupware
Correio eletrônico
E-learning
Lista de discussão
Chat
E-learning
INTERNALIZAÇÃO
E
X
P
L
Í
C
I
T
O
COMBINAÇÃO
Mineração de texto
Gestão eletrônica de documentos
Ferramentas de cartografia de conhecimentos
Aquisição
Ferramentas de visualização
Mineração de texto
Mineração de dados
Ferramentas de E-learning
Organização
DataWarehouse
Tesauro
Repertório
Sistemas especialistas
Redes beisianas
Acesso
Motores de busca e indexação
Agentes inteligentes
Compartilhamento
Ferramentas de groupware
Ferramentas de workflow
70
Gestão do Conhecimento
Desenvolvendo uma estratégia para a GC
Estratégia é um conjunto de ações e
decisões que devem definir o rumo da
organização durante determinado tempo.
71
Gestão do Conhecimento
Desenvolvendo uma estratégia GC
Por que desenvolver uma estratégia de
conhecimento para as organizações?
Para mapear as necessidades e o tipo de
conhecimento que cada atividade desenvolvida
pela empresa requer.
72
Gestão do Conhecimento
Desenvolvendo uma estratégia GC
Mapa de conhecimentos
O mapa de conhecimentos indica aonde ir quando
se necessitar de conhecimento, é um retrato
daquilo que existe dentro da empresa, revela
pontos fortes a serem explorados e as lacunas a
serem preenchidas.
73
Gestão do Conhecimento
Estratégias para Gestão do Conhecimento
Estratégia de Codificação :
É normalmente usada por empresas que vendem produtos
relativamente padronizados e que atendem necessidades comuns.
O conhecimento é cuidadosamente codificado e armazenado em
repositórios de conhecimento estruturado como bancos de dados,
para uso repetitivo por qualquer pessoa da empresa.
Pela natureza padronizada de seus produtos e serviços, a maior
parte do conhecimento de valor nessas empresas é bastante
explícitos.
74
Gestão do Conhecimento
Estratégias para Gestão do Conhecimento
Estratégia de Personalização :
É normalmente adotada por empresas que proporcionam
soluções sob medida para problemas pouco usais. Para essas
empresas, o conhecimento, na maioria das vezes, é compartilhado
em contatos pessoa a pessoa. Os software de computação
colaborativa (como Lotus NOTES) ajudam as pessoas a se
comunicarem. O conhecimento de valor para essas empresas é
tácito por natureza, o qual é difícil de expressar, capturar e
armazenar.
75
Gestão do conhecimento
Estruturando o conhecimento

A resolução eficaz e eficiente de problemas ;

Aprendizado dinâmico ;

Planejamento estratégico ;

Melhor processo de tomada de decisão.
76
Gestão do conhecimento
Mudança organizacional
A empresa precisa reconhecer que o
conhecimento, por se tratar de um capital,
precisa ser trocado entre as pessoas e
deve ser capaz de crescer.
77
Gestão do conhecimento
Fatores para o sucesso

Comportamental

Informacional

Tecnológico
78
Gestão do conhecimento
Fatores para o sucesso
Comportamental
Nenhuma mudança pode ser feita sem a
participação das pessoas. O conhecimento está
na cabeça das pessoas e se elas não
concordarem com este novo tipo de administração
não há milagre que possa se realizado para
coletar tais conhecimentos.
79
Gestão do conhecimento
Atributos da componente Comportamental



Atitude – é ser convincente na implantação da nova política. É
demonstrar convicção de que todos vão fazer o eu faço porque
eu faço o que eu digo.
Convencimento – as pessoas têm de ser convencidas que a gestão
do conhecimento é boa para todos, não apenas para alguns.
É imprescindível deixar claro que o poder da informação, do
conhecimento, está em saber usá-lo e não escondê-lo.
Engajamento – é importante que quem criou o projeto seja a
primeira pessoa a se engajar e não pratique o dito "faça o que eu
digo, mas não faça o que eu faço". O correto é dizer : "Faça o
que eu digo porque eu faço".
80
Gestão do conhecimento
Atributos da componente Comportamental



Vigilância – esteja atento aos sabotadores. Mudanças radicais
provocam reações – não espere unanimidade.
Gerência – deve ser compartilhada por todos. Esqueça
definitivamente o uso que se dá ao termo "gerente" ainda nos dia
atuais.
Atualização – o que não se renova morre! Depois de implantado, o
processo de gestão do conhecimento precisa ser periodicamente
revisado, repensado.
81
Gestão do conhecimento
Fatores para o sucesso
Informacional
Referem-se as características dos dados,
informações e conhecimentos disponíveis
no processo.
82
Gestão do conhecimento
Fatores da componente informacional



Dados – é melhor ter um dado de boa qualidade, sem
inconsistência.
Informação – deve ser de boa procedência, deve ser resultado de
processamento de dados consistentes, para não gerar análises
equivocadas e produzir conclusões precipitadas ou desastrosas.
Conhecimento – saber coletar e organizar conhecimentos tácitos,
explícitos, estratégicos, operacionais e até mesmo os
emocionais é fator chave para o sucesso do projeto de GC.
83
Gestão do conhecimento
Fatores para o sucesso
Tecnológico
Referem-se aos aspectos relativos as
tecnologias utilizadas para implantação do
processo.
84
Gestão do conhecimento
Fatores da componente tecnologia





Hardware
Software
Atualização – é necessário ter um plano consistente de
atualização das tecnologias utilizadas pela empresa.
Treinamento – a inexistência de um plano de treinamento
para garantir a correta utilização dos recursos colocados
à disposição da empresas.
Gerência – todos têm obrigação de ajudar, de contribuir
na medida do possível de modo a tirar o melhor proveito
possível dos recursos disponíveis na organização.
85
Gestão do conhecimento
Metas e objetivos da GC

Aumentar o acesso ao conhecimento ;

Criar repositórios de conhecimentos ;

Melhorar o ambiente do conhecimento ;

Administrar o conhecimento como um ativo.
86
Presente
Gestão do conhecimento
Passado
Memória
Organizacional
Futuro
Inteligência
competitiva
87
Gestão do Conhecimento
Memória
Organizacional
88
Gestão do Conhecimento
Memória organizacional - conceito
Memória organizacional é o conjunto de processos
e ferramentas para organizar, preservar e tornar
acessível o acervo de conhecimentos da
empresa, isto é, informações sobre seus processos,
pessoal, experiências, tecnologia, etc.
89
Gestão do Conhecimento
Memória organizacional

Quem sabe o quê na organização?

Por quais experiências as pessoas passaram?

Quem pode colaborar em novos projetos?

Que conhecimentos podem ser reutilizados em novos
projetos?
90
Gestão do Conhecimento
Inteligência
Competitiva
91
Gestão do conhecimento
Inteligência competitiva
Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo,
não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se
você se conhece, mas não conhece o inimigo, para
cada vitória obtida sofrera também uma derrota.
Se você não conhece nem a si nem o inimigo,
perderá todas as batalhas. SUN TZU
Você concorda?
92
Gestão do Conhecimento
Inteligência Competitiva - conceito
Inteligência competitiva é o processo ético e
sistemático de identificação, coleta,
tratamento, análise e disseminação da
informação estratégica para a organização,
viabilizando seu uso para o processo decisório.
93
Gestão do Conhecimento
Inteligência Competitiva
Código de ética para IC :










Sem mentiras quando em causa própria ;
Siga as diretrizes legais da empresa ;
Não grave conversas ;
Não implante dispositivos de escuta ;
Não engane nenhum dos entrevistados ;
Não venda informações para o concorrente ;
Não troque informações enganosas ;
Não venda segredos comerciais ;
Não suborne ;
Não pressione ninguém, colocando em risco o emprego alheio.
94
Gestão do Conhecimento
Inteligência Competitiva
A vigilância ECONÔMICA : coleta dados e informações
sobre linhas de financiamento, impostos, incentivos
fiscais, mercado de trabalho etc. Por exemplo :





Dados e informações sobre taxas de juro ;
Controle de salários ;
Preços ;
Taxa de câmbio ;
Níveis de emprego.
Ou seja, todas aquelas informações que possam afetar
o negócio do ponto de vista da economia.
95
Gestão do Conhecimento
Inteligência Competitiva
A vigilância SOCIAL : coleta dados e informações sobre
a infra-estrutura social, mão-de-obra, segurança da
região etc. Por exemplo :





Dados e informações sobre o crescimento demográfico ;
Distribuição etária da população ;
Expectativa de vida ;
Mudanças no estilo de vida ;
Expectativas de carreira.
Ou seja, todas aquelas informações que possam afetar
o negócio do ponto de vista social.
96
Gestão do Conhecimento
Inteligência Competitiva
A vigilância TECNOLÓGICA : coleta dados e informações
sobre pesquisa básica e aplicada, desenvolvimento de
novos produtos/processos/materiais etc. Por exemplo :





Avanços científicos tecnológicos registrados na área de atuação ;
Produtos e serviços dos concorrentes, clientes e fornecedores ;
Processos de fabricação ;
Materiais e sua cadeia de transformação ;
As novas tecnologias e sistemas de informações.
Ou seja, todas aquelas informações que possam afetar
o negócio do ponto de vista tecnológico.
97
Gestão do Conhecimento
Inteligência Competitiva
A vigilância POLÍTICA : coleta dados e informações sobre
leis, decretos, relacionamentos com órgãos do governo
etc. Por exemplo :





Dados e informações sobre leis de proteção ambiental ;
Incentivos especiais ;
Leis trabalhistas ;
Mudanças no estilo de vida ;
Estabilidade do governo.
Ou seja, todas aquelas informações que possam afetar
o negócio do ponto de vista das ações do Estado.
98
Gestão do Conhecimento
Inteligência Competitiva
Etapas do processo da inteligência competitiva:
Identificação das necessidades de informação ;
 Coleta e tratamento das informações ;
 Análise final da informação ;
 Disseminação da informação ;
 Avaliação dos resultados do processo.

99
Gestão do Conhecimento
Aprendizagem organizacional
Quem quer progredir não pode repetir a
história, tem que fazer uma nova.
Mahatma GHANDI
100
Gestão do Conhecimento
Aprendizagem organizacional
O analfabeto do século XXI não é aquele
que não sabe ler nem escrever, mas
aquele que não consegue aprender,
desaprender e aprender novamente.
Alvin TOFFLER
101
Parabéns, calouros de 2007.
Mais de 1,5 milhão de jovens brasileiros começam neste mês a
derradeira etapa de sua educação. Meus parabéns! O grande
problema que vocês vão enfrentar é que o conhecimento humano
está dobrando a cada nove meses. Seguindo esse raciocínio, dois
anos depois de formados, entre 60 e 80% de tudo o que vocês
aprenderam estará obsoleto, dependendo da profissão. Isso se
seus professores ensinarem o que há de mais novo em sua
especialidade, o que nem sempre acontecerá.
Stephen KANITZ, Ponto de Vista, Revista VEJA, Ed. 1996, Ano 40, N° 7, 21/02/2007.
102
Gestão do Conhecimento
A empresa APRENDIZ
A expressão empresa aprendiz refere-se a
capacidade de uma empresa aprender com
suas experiências passadas.
Antes de uma empresa poder
melhorar, ela precisa APRENDER.
103
Gestão do Conhecimento
Desenvolvendo a empresa APRENDIZ – questões essenciais
Significado :
Determinar o que uma
empresa APRENDIZ
deve ser.
Gestão : Determinar
como uma empresa
APRENDIZ deve
funcionar.
Empresa
APRENDIZ
Medição : Determinar
como uma empresa
APRENDIZ deve avaliar
a taxa e o nível de
aprendizado.
104
Gestão do Conhecimento
Avaliando o desempenho da empresa APRENDIZ

Solução sistemática de problemas ;

Experimentação criativa ;

Aprendizagem com experiências passadas ;

Aprendizado com as melhores práticas de outros ;

Transferência rápida e eficiente de conhecimento para
toda a empresa.
105
Gestão do Conhecimento
A organização do aprendizado (Peter Senge)




Um sistema capaz de se aperfeiçoar com o passar do tempo e
com a experiência ;
Uma organização que continuamente desenvolve e antecipa as
habilidades necessárias para o sucesso futuro ;
Uma corporação que maximiza suas oportunidades de
aprendizado pelo conjunto de sua força de trabalho ;
Uma organização onde as pessoas espontaneamente estão
sempre aprendendo e aplicando o que aprenderam na melhoria
da qualidade dos bens, do trabalho, serviços e produtos ;
106
Gestão do Conhecimento
A organização do aprendizado (Peter Senge)


Um ambiente onde aprender é um valor cultural encarado como a
melhor vantagem competitiva ;
UM LUGAR ONDE APRENDER SE TORNOU FINALMENTE
SINÔNIMO DE TRABALHAR.
107
Gestão do Conhecimento
Aprendizagem organizacional - Reflexão
Você acha que a empresa onde você trabalha é
uma organização que aprende continuamente
ou ela ainda apresenta uma estrutura
hierárquica e dividida em departamentos,
onde as pessoas trabalham lado a lado,
sentadas em mesas com gavetas repletas de
relatórios que jamais serão lidos?
108
Gestão do Conhecimento
Inovamos pouco
No Brasil, lugar de cientista ainda é na universidade. Pior para nós, que
ficamos para trás no ranking mundial da inovação. Confira os números.
 10% dos cientistas brasileiros trabalham em companhias no Brasil. Na
Coréia do Sul, são 80%.
 1,28% é a fatia do nosso PIB que vai para a inovação. Em Israel, o
número 1 do mundo, são 4,7%.
 60000 é o número de brasileiros qualificados em TI hoje. Para ser
competitivo em nível mundial, a oferta deveria ser 10 vezes maior.
Revista VocêS/A edição 105 março 2007 p. 17
109
Gestão do Conhecimento
Desafios a implantação da GC




Falta de compreensão sobre o que é gestão do
conhecimento e quais são seus benefícios ;
Falta de tempo por parte dos funcionários para usar a
gestão do conhecimento ;
Falta de treinamento em técnicas de gestão do
conhecimento ;
Falta de cultura organizacional em estimular o
compartilhamento do conhecimento ;
110
Gestão do Conhecimento
Desafios a implantação da GC
Falta de incentivo para compartilhar ;
 Falta de orçamento específico para implantar uma
política de gestão do conhecimento ;
 Falta de tecnologia adequada ;
 Falta de comprometimento da gerência de alto
escalão (nível estratégico).

111
Gestão do conhecimento
Problemas enfrentados na GC
Problemas com à transferência do conhecimento ;
 Erros devido à falta de conhecimento ;
 Conhecimento crítico nas mãos de poucas pessoas ;
 Impossibilidade de medição do uso do conhecimento ;
 Perda de conhecimentos relevantes nos momentos
adequados ;
 Falta de processos de compartilhamento.

112
A Gestão do conhecimento no Brasil
Início do século XX
O mundo transitava da sociedade agrícola para
sociedade industrial. O Brasil…
Exportava matérias primas:
Borracha, café, cacau, etc
Importava produtos industrializados:
Carros, máquinas, etc
113
A Gestão do conhecimento no Brasil
Início do século XXI
O mundo transita da sociedade industrial para
sociedade do conhecimento. O Brasil…
Importa conhecimento:
Software, know-how, patentes, filmes, etc.
Exporta produtos industrializados:
Carros, tratores, motores elétricos, produtos
siderúrgicos, etc. *
* Embraer
114
Gestão do conhecimento no Brasil
 Exportações brasileiras de 1993 até 2000.
Média de U$ 220,
Em 1997, U$ 253 (maior valor)
 Importações brasileiras de 1993 até 2000.
Em 1993, U$ 329 (menor valor)
Em 2000, U$ 62O (maior valor)
115
Gestão do conhecimento no Brasil
Situação atual dos indicadores que medem a
qualidade da educação no país
• Analfabetismo
74% das pessoas entre 15 e 64 anos são semi-analfabetas –
situação parecida com a dos Estados Unidos no século XIX ;
•
Repetência
32% dos estudantes são reprovados na 1a série ensino
fundamental. Apenas sete países se saem pior do que o Brasil
neste indicador, entre eles Laos e Gabão.
IOSCHPE, Gustavo. Os quatro mitos da escola brasileira. Revista Veja, Edição 2006, Ano 40, n 9, p. 98
116
Gestão do conhecimento no Brasil
Situação atual dos indicadores que medem a
qualidade da educação no país
•
Escolas
As brasileiras ficaram em 37o lugar em leitura, 40o em ciências
e 41o em Matemática – de uma lista que comparou 41 países.
•
Jornada de estudos
Os brasileiros passarem seis anos em sala de aula. Nos países
desenvolvidos a média é de doze anos.
IOSCHPE, Gustavo. Os quatro mitos da escola brasileira. Revista Veja, Edição 2006, Ano 40, n 9, p. 98
117
Gestão do conhecimento no Brasil
Situação atual dos indicadores que medem a
qualidade da educação no país
•
Ensino superior
Apenas 20% dos jovens chegam à universidade – em países
vizinho ao Brasil, como Venezuela e Peru, esse número é quase o
dobro.
•
Artigos científicos
Em uma lista de 25 países, o Brasil é o 23o em número de
publicações.
IOSCHPE, Gustavo. Os quatro mitos da escola brasileira. Revista Veja, Edição 2006, Ano 40, n 9, p. 98
118
Gestão
do
Conhecimento
Perguntas???
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