PREVINIR DOENÇAS CRÔNICAS, UM
INVESTIMENTO NECESSÁRIO, WHO2005
PREVENTING CHRONIC DISEASES: A VITAL INVESTMENT
http://www.who.int/chp/chronic_disease_report/en/
Quando os países se desenvolvem
economicamente, alguns riscos
parecem afetar os mais ricos primeiro,
no entanto tais riscos logo se
concentram entre os pobres.
CAUSAS DAS DOENÇAS CRÔNICAS
DETERMINANTES
SÓCIOECONÔMICOS ,
CULTURAIS,
POLÍTICOS E
AMBIENTAIS
FATORES DE
RISCO
MODIFICÁVEIS
FATORES DE RISCO
INTERMEDIÁRIOS
PRINCIPAIS
DOENÇAS
CRÔNICAS
GLOBALIZAÇÃO
DIETAS
GERADORAS DE
DOENÇAS
AUMENTO DA PRESSÃO
ARTERIAL
DOENÇA
CARDÍACA
AUMENTO DA GLICOSE
SANGUÍNEA
ACIDENTE
VASCULAR
CEREBRAL
LIPÍDEOS SANGUÍNEOS
ANORMAIS
CANCER
SOBREPESO/OBESIDADE
DOENÇAS
RESPIRATÓRI
AS CRÔNICAS
URBANIZAÇÃO
INATIVIDADE
FÍSICA
TABAGISMO
ENVELHECIMENTO
DA POPULAÇÃO
FATORES DE RISCO
NÃO MODIFICÁVEIS
IDADE
HEREDITARIEDADE
DIABETES
Milhões de mortes no mundo em 2005
atribuídas a diferentes fatores de risco
hipertensão 7,1
tabagismo 4,9
colesterol elevado 4,4
baixo consumo de
frutas e legumes; 2,7
sobrepeso/obesidade
2,6
sedentarismo 1,9
DA POBREZA ÀS DOENÇAS CRÔNICAS
Privação social e Estresse Psicológico
Restrições de escolhas e maiores níveis de
comportamentos de risco
Riscos de doença aumentados
Início da doença
Acesso reduzido a atenção à saúde
Menores oportunidades para
prevenir complicações
Efeito cumulativo de riscos para doenças crônicas
Infância Adolescência
Vida Adulta
Desenvolvimento de doenças
crônicas
Vida
Fetal
Acúmulo de
riscos para
doenças
crônicas
Idade
SUSCEPTIBILIDADE DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES
A NOVOS PRODUTOS
•Empresas produtoras de guloseimas, assim como as produtoras de
cigarros, focalizam seus esforços de divulgação nos jovens e crianças.
•Além de receptivos para novos produtos, esses indivíduos estão
formando seus padrões de consumo, e, uma vez conquistados, se
transformam em consumidores pelo resto de suas vidas.
Acesso nunca visto a alimentos saborosos, de alto valor
calórico e que são intensamente promovidos por
campanhas que os associam à beleza, ao prazer e à felicidade.
Editorial “Selling To – and Selling Out – Children”,
The Lancet 360, 28 set. 2002, 959
•O que pode ser feito a respeito dessa situação realmente
perniciosa? Algumas soluções são óbvias :
•profissionais de saúde e nutrição têm de se distanciar da
indústria alimentícia ou, pelo menos, declarar com quem
estão trabalhando.
• Os pais têm que entender que “a batatinha que não mata
engorda” : as cadeias de fast-food não são instituições
educacionais, não importa a quantidade de material
pedagógico de leitura ou matemática que distribuam.
•Soluções mais radicais devem ser consideradas: tributar
refrigerantes e lanches do tipo fast-food, subsidiar alimentos
nutritivos como frutas e verduras, proibir o marketing e a
publicidade para crianças.
•Paralelos entre as táticas das indústrias alimentícias e
tabagistas são impressionantes.
ANÁLISE DA ADEQUAÇÃO NUTRICIONAL E SÓCIO-ECONÔMICA DE ALIMENTOS VEICULADOS EM
PROPAGANDAS DURANTE O HORÁRIO INFANTIL NAS DUAS EMISSORAS DE MAIOR AUDIÊNCIA DA TV
BRASILEIRA
Pesquisadoras: Tatiana Elias de Pontes & Thalita Feitosa Costa
Orientador: Prof. Dr. José Augusto de Aguiar Carrazedo Taddei
Co-orientadores: Profª. Drª. Anne Lise Dias Brasil
Prof. Dr. Luiz Anderson Lopes
Nutricionista Consultora: Annete Bressan Rente Ferreira
•As empresas vêm lutando para influenciar o grupo de consumidores tradicionalmente conhecido como crianças.
•O que antes era campo de ação de algumas empresas de brinquedos e entretenimento passou a ser um empreendimento
enorme de múltiplos tentáculos.
•De fato, hoje, as crianças são bombardeadas por propagandas em toda parte e passam cerca de 40 horas semanais
envolvidas com a mídia – em sua maioria movida por propagandas televisivas – assistindo, na média, cerca de quarenta
mil propagandas ao ano, muitas das quais focalizam a venda de produtos alimentícios.
•Atualmente, tem-se verificado que o excesso de tempo gasto em frente à TV pelo público infantil pode estimular o
sedentarismo e hábitos alimentares inadequados, precursores dos fatores de risco para importantes condições clínicas,
como a obesidade infanto-juvenil, a hipertensão arterial, as dislipidemias, a hiperinsulinemia e o aumento dos níveis
glicêmicos, cujas conseqüências à saúde infantil podem aparecer cada vez mais precocemente.
•Esse projeto tem procedido com criteriosa gravação da programação infantil das duas emissoras de maior audiência da
TV aberta brasileira, selecionando algumas propagandas alimentícias e, posteriormente, analisando nutricional e sócioeconomicamente seus respectivos alimentos.
•Em parceria com o Instituto Alana, a Disciplina de Nutrologia Pediátrica da UNIFESP-EPM está publicando as análises,
com o objetivo de transmitir aos pais e filhos informações que levem ao maior discernimento na escolha dos alimentos
que irão compor a mesa das crianças brasileiras, bem como de mostrar ao público o quão prejudicial pode ser a influência
das propagandas de alimentos para as crianças por estimularem a compra e o consumo de alimentos, em sua maioria
pouco nutritivos e obesogênicos.
•http://www.unifesp.br/dped/disciplinas/nutricao/nutricao.html
Biscoito TRAKINAS Trakmix
Os biscoitos estão mudando... atualmente, já encontramos produtos, como as Trakinas
Trakmix, que, reduzidos em tamanho, lembram-nos aperitivos, de fácil transporte, ideais para
serem “beliscados” entre as refeições..........................................................................................
.................................................................................................................................................................
No que diz respeito às calorias e carboidratos, verificamos que a ingestão de um pacote inteiro
de Trakmix (o que não é muito difícil...) fornece cerca de 60 g de açúcares e 420 kcal... ou seja,
quase 25% das calorias totais que uma criança pouco ativa de 7 a 10 anos deve ingerir em um
dia!!! Logo, não é improvável que o consumo constante dessas “bolachinhas” possa levar à
obesidade e a todas as doenças relacionadas a ela que tão bem conhecemos, como diabetes
mellitus
e
aumento
nos
níveis
sanguíneos
de
colesterol
e
triglicerídeos.
............................................................................................................................................................
.................................................................................................................................................................
Quanto à quantidade de sódio, os dados são alarmantes! Se nos basearmos na rotulagem
nutricional obrigatória recomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)
para crianças de 7 a 10 anos, a ingestão dos 100 g do pacote fornecerá 96% da quantidade
recomendada para sódio. Isso permite-nos concluir que, junto com outros alimentos que a
criança ingerirá ao longo do dia, a recomendação desse mineral certamente será ultrapassada.
O sódio em excesso na dieta a longo prazo comprovadamente amplia as chances de seu
consumidor vir a ter hipertensão arterial. ..........................................................................................
.................................................................................................................................................................
Para finalizar, tendo em vista seu preço exorbitante (cerca de R$2,70/100g ou R$27,00/kg)
podemos considerá-lo como um produto caro e pouco adequado nutricionalmente se nos
lembrarmos que verduras e frutas também são excelentes fontes de fibras e vitaminas, mas
com vantagens por terem menor custo econômico e protegerem de doenças cardíacas e
obesidade. ............................................................................................................................................
.................................................................................................................................................................
Assim, consumidor, nossas escolhas alimentares, bem como a de nossos filhos, não devem
ser guiadas tão somente pelas propagandas alimentícias, mas também devem valorizar uma
alimentação mais balanceada do ponto de vista nutricional, associada a atividades físicas, a
fim de que nossas crianças saudáveis não se tornem adolescentes obesos, com sérios
comprometimentos à saúde quando adultos.
http://www.unifesp.br/dped/disciplinas/nutricao/nutricao.html
http://www.unifesp.br/dped/disciplinas/nutricao/nutricao.html
NESCAU® Cereal Nestlé
Atualmente, em vista do crescimento do consumo dos cereais matinais, tem-se aumentado
também a produção de tais produtos. Um deles – denominado “Cereal Radical” em suas
propagandas – é o Nescau® Cereal Nestlé, transmitido na programação infantil das duas
principais emissoras da televisão aberta brasileira.........................................................................
Segundo informações contidas no rótulo do “Cereal Radical”, uma porção de 30g fornece
cerca de 7% das calorias totais diárias recomendadas pela Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (ANVISA) para crianças em idade escolar (cerca de 1750 Kcal/dia). Vale salientar,
no entanto, que aproximadamente 85% deste valor calórico deve-se aos carboidratos
presentes no produto, já que proteínas e gorduras totais estão contidas em quantidades
mínimas – 1g cada................................................................................................................................
Merece destaque também a quantidade total de fibras alimentares por porção do Nescau®
Cereal Nestlé: nem chega a 1 g!!! O mais interessante de tal informação é que o produto não é
o “Cereal Radical”? A própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) diz que
cereal: “(...) são as sementes ou grãos comestíveis das gramíneas, tais como: trigo, arroz,
centeio, aveia (...)” sendo, portanto, importantes fornecedores de fibras alimentares. Tendo em
vista tal definição, um alimento que sequer tem 3 g de fibras por 100 g de produto
(quantidade recomendada pela ANVISA para que um produto possa ser considerado
alimento-fonte de fibras), não deveria ser denominado cereal, e muito menos receber o
carinhoso “apelido” de “Cereal Radical”..........................................................................................
Por outro lado, estaríamos sendo injustos se não discutíssemos que, apesar da imensa
quantidade de carboidratos e do insignificante valor de fibras alimentares, Nescau® Cereal
contém um alto teor de vitaminas C e do complexo B, além de minerais como zinco, ferro e
cálcio – tão importantes para o desenvolvimento infanto-juvenil. Apesar disso, o sódio –
“vilão” dos minerais – encontra-se em alta concentração em uma porção única do “Cereal
Radical” (¾ de xícara), correspondendo a cerca de 30% da ingestão diária recomendada!!!
Por fim, o preço: uma caixa com 270 g do “Cereal Radical” custa, nas redes de supermercado,
cerca de R$ 6,50, correspondendo a R$ 24,00 por quilo do produto - preço suficiente para
comprar mais de 2 kg de flocos de aveia, que são substitutos sem excesso de sal, mas com
suficiente quantidade de fibras alimentares, gorduras e proteínas................................................
MC Lanche Feliz
Na mídia televisiva, durante o horário da programação infantil, são veiculadas, em média, quatro vezes/semana as
propagandas do Mc Lanche Feliz, que procuram seduzir as crianças oferecendo seus conhecidos brindes.
Contudo seguindo uma linha nutricionalmente mais consciente, o tradicional “Hambúrguer/Cheeseburguer + Mc Fritas
pequena + Coca-cola pequena” tem-se tornado mais flexível, ganhando uma versão mais light e saudável – com o Mc Fruit
no lugar do refrigerante e as Cenouritas do Donald’s ao invés das batatas fritas. Um modelo renovado e interessante se
não fosse por um simples detalhe: suas propagandas na TV brasileira sequer citam essas novidades, dando ênfase
unicamente àquele tradicionalmente já conhecido.
Certamente, após análise do Mc Lanche Feliz, ficamos indignados com tantas “aberrações” nutricionais.
Dessa forma, considerando a dieta para escolares (7 a 10 anos) de 1750 Kcal diárias recomendada pela Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa), a ingestão do trio de alimentos representa 33% do valor calórico diário se o lanche
escolhido for o Hambúrguer e aproximadamente 36% no caso do Cheeseburguer!!!
Simultaneamente, merece atenção especial a quantidade e qualidade da gordura do Mc Lanche Feliz, só a gordura
representa um terço do total a ser consumido no dia todo. Parte deste percentual corresponde às gorduras saturadas, as
quais, causam o acúmulo de placas de gorduras nos vasos sangüíneos.
Também temos o altíssimo (altíssimo mesmo!!!) teor de sódio no famoso Mc Lanche Feliz tradicional, encontramos mais
que o dobro da quantidade diária recomendada, chegando a quase o triplo, quando se trata do Cheeseburguer!!! Isso sem
falar no sal que é adicionado às batatas após o preparo...
Outra questão a ser enfocada é de amplo conhecimento público: o alto “Mcpreço” do Mc Lanche Feliz, R$ 9,45! Recursos
suficientes para comprar, na rede de supermercados, suprimentos para preparar uma refeição básica para cinco
pessoas!!!! Composta de arroz, feijão, frango, salada e fruta. Exemplo:
500g arroz =
R$ 1,00
250g feijão =
R$ 0,50
1 Kg frango =
R$ 1,80
1 pé de alface =
R$ 0,50
500g tomate =
R$ 0,80
500g maça =
R$ 1,00
Transporte, armazenagem,
temperos, óleo, gás
e tempo dispendido no
preparo =
R$ 3,85
Total =
R$ 9,45
Tendo em vista a análise nutricional e a análise do custo dos produtos que cotidianamente são consumidos nas redes de
fast food, cabe a nós, consumidores, com esses conhecimentos, adequar e reeducar a nossa própria dieta e a de nossos
filhos, estimulando-os precocemente a refletirem acerca de suas escolhas alimentares, bem como das influências implícitas
em “inocentes” propagandas veiculadas durante a programação infantil.
http://www.unifesp.br/dped/disciplinas/nutricao/nutricao.html

Dos três alimentos analisados constata-se que:

As mensagens publicitárias atribuem valores aos alimentos que eles não
tem, explorando subliminarmente o imaginário e a fantasia infantil;

Os rótulos apresentam composição centesimal referente a consumo de
adultos (2500 Kcal) ao invés das 1800 recomendadas para escolares;

São em geral altos os teores de sódio, carboidratos e gorduras ;

São baixos os teores de fibra alimentar;

São extremamente caros quando comparados com alternativas de
alimentação
Projeto RRAMM - Impacto de 45 aulas de educação nutricional e de
estímulo a atividade física entre 437 escolares da rede pública
São Paulo 2000
70
60
66,3
ANTES
50
DEPOIS
38,7
40
27,4
22,2
30
16,7
20
14,6
10
0
OBESIDADE
GULOSEIMAS
GASTO ENERGÉ TICO
Gasto Energético em Kcal medidas pelo SOFIT
Guloseimas - mais que duas ao dia por quatro ou mais dias na semana
Obesidade - prevalência % ZPE>2
Taddei, Bracco & Colugnati 2001
•http://www.unifesp.br/dped/disciplinas/nutricao/nutricao.h
Crianças do Consumo:
A infância Roubada
Susan Linn
Instituto Alana, São Paulo, 2006
www.institutoalana.org.br
À medida que as corporações competem cada vez mais
agressivamente por consumidores jovens, a cultura popular
– que tradicionalmente evolui da auto-expressão criativa
captando e informando experiências partilhadas – está sendo
sufocada pela cultura comercial vendida incessantemente às
crianças por pessoas que as valorizam por seu consumo,
não por sua criatividade
Distribuição total da propagandas durante
o horário infantil
19%
Total
Propagandas de alimento
Propagandas de alimento
268
Outras
1172
Outras
81%
Emissora A
Emissora B
Total
propagandas de alimentos
134
39
173
propagandas total
1440
299
1739
prop alimentos/prop total (%)
9,31
13,04
9,95
NAS 11 MANHÃS (JULHO A SETEMBRO 2006) DE PROGRAMAÇÃO GRAVADAS E ANALISADAS:
O TEMPO MÉDIO DE PROGRAMAÇÃO INFANTIL DIÁRIO FOI DE 3,2 HORAS
SENDO QUE 25(13%) MINUTOS FORAM DESTINADOS A PROPAGANDAS, DAS QUAIS 5(20%) MINUTOS
FORAM PROPAGANDAS DE ALIMENTOS
CATEGORIA DE ALIMENTO
N(%)
Guloseimas (chocolate, bolacha recheada, bala, goma de mascar, salgadinho e sorvete)
87(50)
Institucional (fast foods e empresas alimentícias)
37(21)
Bebidas não lácteas (refrigerante, cerveja, suco, bebidas para esportistas)
24(13)
Cereais (cereal matinal e pão)
Lacteos
(bebidas fermentada, iogurte, queijo petit suisse, bebida achocolatada)
Outros
Pré-preparados
Total
11(6)
9(5)
5(3)
(macarrão instantâneo, pedaço de frango temperado,
hambúrguer, empanados)
0
173
% DRI para Escolares/porção
Produto
(fabricante-g/embalagem)
R$
Porção
Trakinas Trakimix
(Kraft- 100g)
2,70
Nescau Cereal
(Nestle - 270g)
Mc Lanche Feliz
(Mc Donald´s)
Na
Gordura
Saturada
Fibra
KCal
Carboidratos
30g
29
6
19
7
7
6,50
30g
30
0
<7
6
10
9,45
cheeseburgue
r
batata frita
refrigerante
(300ml)
295
42
38
35
35
REFRIGERANTE SCHIN 250 ML
Informação Nutricional porção de 200 ml
Ingredientes:
Água carbonatada, açúcar, extrato de
guaraná, preparado líquidos para
refrigerantes (açúcar), óleos essênciais,
acidulante INS 330, corante INS 150d e
conservador
INS
211.
CONTÉM AÇÚCAR.
O refrigerante Mini Schin, nova moda entre as crianças nos horários do lanche, é atrativo com sua
embalagem e seu formato reduzidos e “bonitinhos”.
Entretanto, o que pouco se discute é que ele é um alimento que fornece unicamente açúcares (cerca de
23,75 g) e, portanto, contém um alto valor calórico (100 Kcal) em 250ml ou um copo. Logo, pode ser
considerado um alimento não nutritivo!!!
Dessa forma, sua ingestão freqüente pode contribuir para aumentar o risco do desenvolvimento da
obesidade infanto-juvenil e doenças associadas a ela na idade adulta. Sendo assim, seu consumo deve ser
desestimulado, dando-se preferência a sucos naturais, reconhecidas fontes de fibras, vitaminas e sais
minerais.
Vale ressaltar, no entanto que, no rótulo, as porcentagens dos nutrientes foram baseadas em uma dieta de
2.500 Kcal/dia, como o público alvo é o infantil, o ideal seria que as informações nutricionais fossem
baseadas nos valores da Ingestão Diária Recomendada para crianças de até 10 anos - que atinge 1750
Kcal/dia, conforme as diretrizes de rotulagem nutricional obrigatória da própria Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (ANVISA). Diante disso, alertamos vocês, consumidores, sobre o fato de que quase
sempre os percentuais de nutrientes apresentados pelos produtos dizem respeito à dieta ideal para adultos!
Acompanhando a grande quantidade de açúcar, encontramos no “minúsculo” refresco muitos corantes
artificiais – denominados aditivos alimentares por especialistas. Para quem não sabe, segundo a
Organização Mundial de Saúde (OMS), aditivos para alimentos são: “toda substância, que não apresenta
valor nutritivo, adicionada ao alimento com a finalidade de impedir alterações, manter, conferir ou
intensificar seu aroma, cor e sabor; modificar ou manter seu estado físico geral, ou exercer qualquer ação
exigida para uma boa tecnologia de fabricação do alimento”. Em vista disso, o que pouco se discute é que o
uso excessivo e prolongado de alimentos corados e/ou conservados artificialmente pode associar-se a riscos
à saúde, como alergias, comprometimento das funções dos rins, da tireóide e até mesmo insônia em
criança.
Outro ponto importante a ser discutido diz respeito ao preço do produto. Cada embalagem de mini schin,
com 250ml somente de calorias, açúcares e corantes artificiais, custa, em média, R$ 0,60 (cerca de R$ 2,40
por litro) – em caontrapartida, nos dias de hoje, um litro de suco industrializado varia de R$ 2,50 a R$
5,00!!! Assim, o preço desse refrigerante pode parecer atraente, tornando-o um alimento acessível devido
ao seu baixo custo, podendo até favorecer seu consumo excessivo. Vale ressaltar, porém, que o refrigerante
mini schin, quando comparado a um suco natural, embora custe cerca da metade do preço por volume,
não é mais que água com açúcar. Com essa consciência, vemos que de fato, é muito caro já que não tem as
vitaminas, minerais e fibras dos sucos.
Logo, como alternativa ao consumo de refrigerantes, recomendamos aos pais, darem preferência a sucos
naturais, feitos em sua própria casa; uma alternativa que, apesar de necessitar de um pouco de tempo e
paciência para o preparo, é adequada do ponto de vista nutricional e econômico, uma vez que algumas
unidades das próprias frutas – como limão, maracujá, laranja ou frutas que fazem parte da safra da época
– podem render até 1 litro de suco. Em outras palavras, com um custo similar ao de refrigerantes,
podemos quadruplicar a quantidade de bebida, com um importante ganho na qualidade nutricional e na
saúde, principalmente para as crianças, que estão na fase de formação de seus hábitos alimentares.
X CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTROLOGIA
SÃO PAULO 16 DE SETEMBRO DE 2006
REDUÇÃO DOS RISCOS DE ADOECER
E MORRER NA MATURIDADE
JOSÉ AUGUSTO TADDEI
DISCIPLINA DE NUTROLOGIA
DEPARTAMENTO DE PEDIATRIA
taddei.dped@epm.br
PERCENTUAIS DE ANOS POTENCIAIS DE VIDA SAUDÁVEL PERDIDOS
(APVSP)SEGUNDO PRINCIPAIS CAUSAS DE DOENÇAS, ESTIMATIVAS
MUNDIAIS PARA TODAS AS IDADES, WHO 2005
% DE APVSP
doenças transmissíveis,condições
maternas e perinatais, deficiencias
nutricionais
13
doenças cardiovasculares
câncer
39
doenças respiratórias crônicas
28
diabetes
outras doenças crônicas
1
4
5
10
acidentes, violência
PERCENTUAIS DE ANOS POTENCIAIS DE VIDA SAUDÁVEL PERDIDOS
(APVSP)SEGUNDO PRINCIPAIS CAUSAS DE DOENÇAS, ESTIMATIVAS
MUNDIAIS PARA TODAS AS IDADES, WHO 2005
% DE APVSP
acidentes,
violência; 13
doenças
transmissíveis,cond
ições maternas e
perinatais,
deficiencias
nutricionais; 39
doenças
crônicas(cardiovasc
ulares,
câncer,diabetes); 48
Projeção para 2005 das taxas de mortalidade no grupo etário 30-69
anos, por 100.000 habitantes de diferentes países.
Russia 1000
Nigeria 790
India 720
Brasil 620
China 440
Canada 300
mortes por 100.000
OBESIDADE, SEDENTARISMO CLASSE SOCIAL

Os mais pobres e menos informados
apresentam piores hábitos alimentares
e de atividade física.

Nos Estados Unidos os hispânicos e
africanos tem taxas de obesidade 50%
maior que as dos brancos.
OBESIDADE, SEDENTARISMO E MORBI-MORTALIDADE

A crescente onda de doenças crônicas deve
acometer de forma intensa as populações em
desenvolvimento nas próximas décadas.

O número de diabéticos no mundo deve duplicar
em 2025 atingindo 300 milhões de indivíduos,
75% desse crescimento ocorrendo em países em
desenvolvimento.

Nos países desenvolvidos a mortalidade
proporcional por câncer deve se manter estável,
em torno de 18%. Tais taxas devem duplicar nos
países em desenvolvimento, atingindo 14% em
2015.
CARACTERÍSTICAS DAS DOENÇAS CRÔNICAS

Levam décadas para se estabelecer, tem sua origem
na infância e juventude.

Devido a sua longa duração,
possibilidades para prevenção.

O tratamento em geral é de longa duração, complexo
e caro.

Os serviços de saúde precisam integrar o controle
dessas doenças com o controle de doenças agudas
e infecciosas
existem
muitas
Equívocos freqüentes sobre doenças
crônicas e a realidade
Doenças crônicas afetam países de maior renda.
•
Países em desenvolvimento devem controlar doenças infecciosas antes de
combater as doenças crônicas.
•
Doenças crônicas afetam pessoas idosas (25% das doenças crônicas
ocorrem em pessoas com menos de 60 anos).
•
Doenças crônicas afetam predominantemente os homens (das mortes
projetadas para 2005 no mundo todo por doença coronariana, 47%
ocorrerão entre mulheres e 53% entre homens).
•
Doenças crônicas são o resultado de estilos de vida inadequados, não
dependem da organização social e política mas exclusivamente das
escolhas dos indivíduos.


Doenças crônicas não são preveníveis.

Prevenção das doenças crônicas é muito cara.

Meu avô fumava e tinha sobrepeso mas viveu até os 96 anos.
Todos vão morrer por alguma causa, mas morte não precisa ser lenta,
sofrida ou prematura.

PREVINIR DOENÇAS CRÔNICAS, UM INVESTIMENTO NECESSÁRIO,
WHO2005 PREVENTING CHRONIC DISEASES: AVITAL INVESTMENT , WHO
2005 http://www.who.int/chp/chronic_disease_report/en/
O PROBLEMA



80% das mortes por doenças crônicas ocorrem em países em desenvolvimento
acometendo igualmente homens e mulheres.
Tal ameaça está crescendo – o número de pessoas, famílias e comunidades
atingidas é maior a cada ano.
Esta ameaça crescente é subestimada como causa de pobreza que dificulta o
desenvolvimento econômico de vários países.
A SOLUÇÃO

A ameaça que representam as doenças crônicas podem ser superadas a partir do
conhecimento disponível.

As soluções são efetivas e altamente custo-efetivas.

Ações integradas e abrangentes dirigidas por agências governamentais é o meio de
atingir sucesso.
A META

Redução adicional de 2% por ano nas taxas de mortalidade mundiais no decorrer
dos próximos 10 anos.

Com isso previne-se 36 milhões de mortes prematuras em 2015.

O conhecimento científico para atingir essa meta já existe.
CUSTOS DA OBESIDADE E GASTOS COM
PROPAGANDA DE ALIMENTOS NOS EEUU
CUSTOS DIRETOS
CUSTOS INDIRETOS
 INTERNAÇÕES
 PRODUTIVIDADE
 TRATAMENTO
 CONSULTAS
 118 BILHÕES
REDUZIDA
+  FALTA AO TRABALHO
DÓLARES/A
=
NO
 APOSENTADORIAS
POR INVALIDEZ
CUSTOS ATRIBUÍDOS AO HÁBITO DE FUMAR NOS EEUU
47 BILHÕES DÓLARES/ANO
Empresas que comercializam alimentos
industrializados, gastam 10 bilhões de dólares/ano
para promover aumento do consumo
CUSTOS DA OBESIDADE PARA O SUS

R$1,2 bilhão gastos anualmente no Sistema
Único de Saúde, podem ser atribuídos ao
sobrepeso e obesidade que aumentam
consumo de medicamentos, procedimentos
diagnósticos e internações por:







obesidade mórbida
hipertensão
acidente vascular cerebral
infarto do miocardio
diabetes
cancer de colon
colelitíase
Sichieri, Vianna & Coutinho 2003
“As evidências de que obesidade infantil é
prevenível ou tratável são de nível 4 opinião de especialistas
REILLY (2002) - REVISÃO SISTEMÁTICA
CRIANÇAS OBESAS QUE VOLTARAM AO PESO NORMAL
E PERMANECEM DESTE MODO NA IDADE ADULTA
COORTES
%
HAASE-HOSENFEL (1956)
20
MOLLINS (1957)
25
LLOYD (1961)
20
LODI (1970)
18
HAMANAR (1971)
28
BONNET (1974)
15
Estimativas de obesidade (em milhões) entre
crianças e adolescentes brasileiros
6,8
68,2
0-19
3,6
35,3
10 a 19
anos
1,6
16,5
5a9
Obesos
Habitantes
1,6
0a4
16,4
Estimativas populacionais da IBGE 2000.
Prevalências estimadas de obesidade de 10% para os três grupamentos etários.
Estimativas (em milhares) de crianças e adolescentes obesos
brasileiros que procurarão atendimento, que deixarão de ser obesos
na idade adulta e que permanecerão obesos na idade adulta.
Permanecerão obesos na idade adulta
6528
272 4% deixarão de ser obesos na idade adulta
1360 20% procurarão atendimento
OBESOS
6800
AÇÕES CONSCIENTES POSSÍVEIS


Legislação:

Rotulagem de produtos alimentícios
energético, composição)

Limitar propaganda de alimentos nos horários de
programação infantil na tv

Subsídios para produtos com baixa densidade
energética
(valor
Mídia:

Programas educativos para promoção estilo de vida
saudável
TRANSIÇÃO NUTRICIONAL E INCLUSÃO SOCIAL

A transição nutricional faz parte de uma série de
transições
inter-relacionadas
em
tecnologia,
economia, demografia e saúde, que juntas ajudaram
a definir o desenvolvimento industrial no século
vinte.

No Brasil, que encontra-se em estágio intermediário
dessa transição, a população incluída no mercado de
consumo apresenta doenças associadas aos
excessos alimentares enquanto que, os ainda
excluídos desse mercado, continuam a apresentar
doenças devidas a ingestão insuficiente de
alimentos.
CONSUMO DEFICIENTE / EXCESSIVO DE ALIMENTOS E
DOENÇAS ASSOCIADAS

Indivíduos com distúrbios nutricionais, tanto
por falta como por excesso alimentar, são
mais susceptíveis a doenças. Ambos
apresentam redução nas suas expectativas
de vida.

Desnutrição energético-protéica, falta de
vitaminas e minerais promovem problemas
de saúde preponderantemente na infância,
excessos alimentares se fazem sentir mais
intensamente na maturidade.
MILHÕES DE CRIANÇAS BRASILEIRAS MENORES DE
CINCO ANOS COM DISTÚRBIOS NUTRICIONAIS
Obesidade
(P/E > 2 Z) 6,25%
1
Milhões de crianças brasileiras
menores de 5 anos
2
Desnutrição crônica
(E/I < -2Z) 12,5%
Anemia ferropriva
50%
Crianças 0-5 anos
(2000)100%
8
16
TRANSIÇÃO NUTRICIONAL E URBANIZAÇÃO

A urbanização e a industrialização promovem
mudanças importantes nos hábitos e
costumes da população que levam à
obesidade e ao sobrepeso.

Assistir
televisão e jogar videogames,
associados à disponibilidade de veículos,
elevadores e eletrodomésticos, promovem
sedentarismo e associam-se a maior
consumo de alimentos de preparo mais fácil
e rápido.
Consumo mundial per-capita de óleo
vegetal de 1964 a 1999 - USDA
16
14,1
14
12
11,1
10
Kg
8,2
8
6
4
3,8
4,2
2
0
1964
1970
1980
ANOS
1990
1999
CONSUMO DE GORDURAS E PRODUTO
NACIONAL BRUTO PER-CAPITA

Em 1962, dietas com 20% de calorias provenientes
de gordura correspondiam a um produto nacional
bruto per-capita de 1475 dólares.

Em 1990, a mesma dieta correlacionava-se com
produto nacional bruto per-capita de somente 750
dólares.
DISPONIBILIDADE MUNDIAL DE LEGUMES
10
9
9,2
8,7
Kg
per/capita
8
7,8
7
6,9
6,8
6,8
6,4
6,5
6,5
6,1
6
61-63
64-68
69-71
72-74
74-76
76-78
ANO
79-81
82-84
84-86
86-88
CONSUMO DIÁRIO PER CAPITA DE AÇÚCAR E
PROPORÇÃO ADICIONADA AOS ALIMENTOS NO
DOMICÍLIO EEUU-1909-1999
200
Consumo diário de
açúcar g/capita
114
% Adicionado no
domicílio
66
25
1909
1999
Putnam & Gerrior, 1999
VARIAÇÃO DO CONSUMO DE REFRIGERANTES
EM LITROS PER CAPITA/ANO - BRASIL
25
22,4
20
16,2
15
10
7
5
0
ENDEF 1975
POF 1987
POF 1996
PESOS DE RATOS(G) ALIMENTADOS COM DIETA
NORMAL E COM DIETA DE LANCHONETE
RETIRADA
LANCHONETE
DIAS
ROTHWELL, N.J. and STOCK, M.J. 1979
AÇÕES CONSCIENTES POSSÍVEIS
Envolvimento toda sociedade (família, escola, órgãos
governamentais, mídia, indústria de alimentos)
Modificar o ambiente “patológico” que
favorece instalação da obesidade em
indivíduos geneticamente predispostos
Áreas urbanas:
Criar mais espaços para pedestres
Ciclovias seguras
 Utilização de carros
Centros recreativos e parques
( atividade física, práticas esportivas)
PREVENÇÃO
INFÂNCIA
Aquisição de hábitos
alimentares adequados
Prática regular atividade
física
Prevenção
Cuidados primários saúde
Participação família
Intervenções escolas
Estilo vida
saudável
fase adulta
PREVENÇÃO
MODOS DE INTERVENÇÕES EM ESCOLAS

Introdução currículo escolar

matérias informações sobre saúde, alimentação, nutrição,
vantagens exercício físico

Atuação junto às lanchonetes ou merenda oferecida
pela escola (maior disponibilidade alimentos
saudáveis, com menor teor de gordura)

Promoção práticas esportivas

Envolvimento professores e
demais funcionários da escola
NORMATIZAÇÃO DA MÍDIA

Na Bélgica e Noruega estão proibidas propagandas
de alimentos dirigidos a menores de 12 anos.

No Brasil existem:

um projeto em tramitação no Senado que
restringe a propaganda de alimentos,

uma ação do Ministério Público do Estado que
pede a proibição da propaganda de refrigerantes
em programas e publicações voltadas ao público
infantil,

leis municipais que proíbem a comercialização de
alimentos obesogênicos nas escolas.
I FORUM INTERNACIONAL CRIANÇA E CONSUMO
SÃO PAULO MARÇO 2006
TRANSIÇÃO NUTRICIONAL
JOSÉ AUGUSTO TADDEI
DISCIPLINA DE NUTROLOGIA
DEPARTAMENTO DE PEDIATRIA
taddei.dped@epm.br
FIGURE 1. Weight-for-height distribution of
preschool children in 94 countries.
American Journal of Clinical Nutrition, Vol. 72, No. 4, 1032-1039, October 2000
© 2000 American Society for Clinical Nutrition
Original Research Communication
Prevalence and trends of overweight among preschool children in developing
countries1,2,3
Mercedes de Onis and Monika Blössner
PROBABILIDADE DE SE TORNAR UM ADULTO OBESO
SEGUNDO DIFERENTES RISCOS NA INFÂNCIA
% Obesidade no Adulto
{1}.{2}{3}.Pais Obesos
65
{1}.{2} .Filho Único{3}
82
43
{1}.{2}
67
26
Adolescente Obeso{2}
47
13
Lactente Obeso{1}
Sem Riscos
6
0
EPSTEIN ET.AL 1985/INAN-PNSN-1989
92
13
12
20
24
Mulher
Homem
40
60
80
100
AÇÕES CONSCIENTES POSSÍVEIS

Diminuição da utilização de enlatados e alimentos pré-preparados
na merenda das creches, escolas e alimentação dos
trabalhadores;

Educação nutricional, prescrição de dietas balanceadas nos
consultórios do servidor e nos serviços de medicina do trabalho;

Educação nutricional, incluindo o estímulo ao aleitamento
materno no currículo das escolas;

Estímulo à produção, comercialização e consumo de frutas,
legumes, verduras e alimentos hipocalóricos;

Educação nutricional nas novelas e meios de comunicação de
massa nos moldes do já utilizado nas ações de estímulo ao
aleitamento materno, aderência ao programa de imunizações,
controle das doenças sexualmente transmissíveis e combate ao
tabagismo
PREVENÇÃO
PARTICIPAÇÃO FAMÍLIA
Educação nutricional
(modificar hábitos alimentares)
 Comportamento sedentário
Troca atividades com
envolvimento dos pais (melhores resultados)
Andar mais a pé (ônibus, carro)
Utilizar escadas (elevador)
Redução no tempo gasto com TV, vídeo-games,
computadores  trocar por passeios ao ar livre
(passear com cachorro, caminhadas, bicicleta)
PREVENÇÃO
TV - associada com  prevalência obesidade
(principal fonte inatividade para crianças e
adolescentes)

Vantagens atividade física

Mudanças composição corporal (perda massa
gorda e preservação massa magra)

Melhora perfil lipídico

 Sensibilidade à insulina

 P.A.

Efeitos psicológicos
( ansiedade e depressão
e  auto-estima)
ANOS POTENCIAIS DE VIDA SAUDÁVEL PERDIDOS
(APVSP) QUE PODERIAM SER EVITADOS COM
MUDANÇAS NOS ESTILOS DE VIDA.
DOENÇA OU
% APVSP
INICIATIVAS QUE PODERIAM DIMINUIR
CONDIÇÃO
PREVENÍVEIS
APVSP
CÂNCER
30 - 40
PROMOVER
- CONSUMO DE FRUTAS E CEREAIS
DOENÇA
17 – 22
- DIETAS COM POUCA GORDURA
CORONARIANA
- MAIORES NÍVEIS DE ATIVIDADE FÍSICA
DIABETES TIPO
24 – 66
II
MASON 1998
http://www.unifesp.br/dped/
disciplinas/nutricao/
nutricao.html
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Prevalências de Sobrepeso e Obesidade (>P85) entre